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Economia Indústria&Comércio | Curitiba, quarta-feira, 10 de abril de 2013 | A5

produção agrícola

IBGE prevê safra de grãos 12% maior que safra de 2012 A área total de colheita em 2013 é estimada em 52,7 milhões de hectares

Arquivo/ABr

Demanda por crédito cresceu 11,3% em março A procura dos consumidores por crédito no mês de março cresceu 11,3% na comparação com fevereiro, aponta a empresa de consultoria Serasa Experian. Em relação a março do ano passado, houve recuo de 1%. No primeiro trimestre do ano, o indicador acumula alta de 5,8%. No mesmo período do ano passado, a demanda por crédito apresentava recuo de 6,8%. Na avaliação dos economistas da Serasa, o resultado positivo na comparação mensal e trimestral é justificado pelo recuo da inadimplência e pela manutenção de uma dinâmica favorável do mercado de trabalho. De acordo com a empresa, a recuperação da demanda por crédito teve início no último trimestre do ano passado, quando foi registrada alta de 6,8% em relação ao mesmo período de 2011.

Os consumidores com menor renda mensal (até R$ 500) lideraram a busca por crédito em março, com alta de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também apresentaram acréscimo de 1,8%, os que recebem entre R$ 500 e R$ 1 mil por mês. As demais faixas de renda, por sua vez, tiveram decréscimo na comparação anual: de R$ 1 mil a R$ 2 mil recuo de 3,3%; de R$ 2 mil a R$ 5 mil recuo de 5,8%; de R$ 5 mil a R$ 10 mil, -7,6%; e quem recebe mais de R$ 10 mil, recuo de 5,7%. Na comparação por região do país, os maiores crescimentos em março ocorreram no Norte (10,4%) e Nordeste (4,5%), em relação ao mesmo período do ano passado. As demais regiões tiveram decréscimo: Sul (-6,3%), Centro-Oeste (-2,3%) e Sudeste (-1,7%).

CNI: Salários e empregos não sofreram com mau desempenho da indústria Safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano deve atingir 181,3 milhões de toneladas

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano deve atingir 181,3 milhões de toneladas, 12% maior que a de 2012 (161,9 milhões de toneladas) e 1,2% menor do que a estimativa de fevereiro (183,5 milhões de toneladas). Os dados são da terceira estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgada nesta terça-feira (09/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área total de colheita em 2013 é estimada em 52,7 milhões de hectares, acréscimo de 7,9% sobre a área colhida em 2012

(48,8 milhões de hectares) e redução de 214.574 hectares da prevista em fevereiro (-0,4%). A área de colheita leva em conta as produções de caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale. As três principais culturas arroz, milho e soja, que somadas representam 92,5% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondem por 86% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos na extensão de plantio de 0,9% para o arroz, de 8,1% para o

milho e de 10,5% para a soja. Os acréscimos na produção foram de 5,1% para o arroz, de 5% para o milho e de 23,2% para a soja, quando comparados aos dados de 2012. No comparativo regional por volume produção, a Região Sul aparece na frente com 72,1 milhões de toneladas de grãos, seguida da Centro-Oeste (71,6 milhões de toneladas), Sudeste (19,3 milhões de toneladas), Nordeste (13,7 milhões de toneladas) e Norte (4,6 milhões de toneladas). Na comparação com a safra passada, houve aumento

SOCORRO AOS NECESSITADOS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012

CNPJ 76.614.379/0001-91 Curitiba - PR RELATÓRIO DA DIRETORIA Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas. o Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2012 e as respectivas Demonstrações Contábeis elaboradas nas formas da legislação vigente bem como o Parecer dos Auditores Independentes. A Instituição é uma sociedade civil sem fins lucrativos, fundada em 21/09/1921 de caráter assistencial, social e cultural, isenta de quaisquer preconceito ou discriminação seja raça, credo religioso, cor ou política, quer entre em suas atividades e objetivos sociais, quer entre os componentes de seu quadro associativo. A instituição Socorro aos Necessitados tem por finalidade a promoção de Assistência Social. No exercício de 2012, a receita atingiu R$ 3.016.238,25 que foram empregados no atendimento gratuito a pessoas carentes, conforme definido em lei e o restante foi reinvestido nas atividades operacionais. Colocamo-nos à disposição de V. Sas. para prestar-lhes os esclarecimentos eventualmente necessários.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 ATIVO

PASSIVO R$

2.012 CIRCULANTE

142.904,58

425.091,49

Caixa e bancos Aplicações de liquidez imediata Adiantamento a funcionários Convênios a receber Outros Créditos Estoques

7.189,33 7.417,25 15.208,67 4.601,75 9.230,80 99.256,78

19.208,39 237.970,55 30.303,90 4.601,75 947,07 132.059,83

NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Depósitos judiciais

5.500.544,99 8.616,48 8.616,48

5.184.013,32 40.361,00 40.361,00

IMOBILIZADO Imóveis Equipamentos de informática Material odontológico Móveis e utensilios Máquinas e equipamentos Veículos Lotes Jardim da Saudade 1 Poço artesiano Depreciação acumulada INTANGÍVEL Marcas e Patentes

5.490.275,01 5.218.161,90 64.829,28 5.994,48 180.548,81 435.528,72 61.028,40 10.000,00 22.080,20 (507.896,78) 1.653,50 1.653,50

5.141.998,82 5.027.860,92 51.868,29 5.994,48 171.094,40 224.871,12 61.028,40 10.000,00 22.080,20 (432.798,99) 1.653,50 1.653,50

TOTAL DO ATIVO

2.012

2.011 CIRCULANTE Obrigações Sociais Impostos, taxas e contribuições Outras Obrigações Provisão para férias e encargos Conta Corrente Internos PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO SOCIAL SUPERÁVIT ACUMULADO

R$ PERÍODOS 01/jan./12 01/jan./11 a a 31/dez./12 31/dez./11

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Superávit(Déficit) do exercício (234.193,03) 130.662,89 Depreciação e amortização 75.097,79 78.036,35 Aumento dos Ativos Operacionais 71.359,07 (47.838,97) Estoques 32.803,05 (36.105,64) Adiantamentos a empregados 15.095,23 (6.382,70) Depósitos Judiciais/Trabalhistas 31.744,52 (8.290,00) Convênios a receber 0,00 (715,31) Outras contas a receber (8.283,73) 3.654,68 Aumento ou Redução dos Passivos Operacionais 268.537,79 158.602,93 Impostos a recolher e encargos trabalhistas 107.388,28 6.252,61 Provisão para férias e encargos 29.538,13 42.234,84 Outras contas a pagar 82.556,88 (9.884,52) Outras obrigações a pagar 49.054,50 120.000,00 Caixa líquido obtido nas atividades operacionais 180.801,62 319.463,20 FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Aquisição de bens do ativo imobilizado (423.373,98) (117.205,28) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (423.373,98) (117.205,28) AUMENTO/REDUÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTES (242.572,36) 202.257,92 CAIXA E EQUIVALENTES NO INÍCIO DO EXERCÍCIO 257.178,94 54.921,02 CAIXA E EQUIVALENTES NO FINAL DO EXERCÍCIO 14.606,58 257.178,94 (As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

R$

320.896,13

129.266,44 5.265,12 169.054,50 177.800,56 108.047,30

25.550,99 1.592,29 120.000,00 148.262,43 25.490,42

5.054.015,65 4.091.085,28

5.288.208,68 4.091.085,28

962.930,37

1.197.123,40

5.643.449,57

5.609.104,81

DEMONSTRAÇÃO DO DÉFICIT OU SUPERÁVIT DO EXERCÍCIO

EVENTOS SUPERÁVIT DO EXERCÍCIO SALDOS EM 31/DEZ./11

4.091.085,28

DÉFICIT DO EXERCÍCIO SALDOS EM 31/DEZ./12

RECEITA BRUTA

394.459,00

148.445,58

Receitas RECEITAS OPERACIONAL LÍQUIDA

394.459,00 394.459,00

148.445,58 148.445,58

DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS Despesas gerais e administrativas Isenções encargos obtidas Isenções tributárias obtidas Despesas com alimentação RECEITAS NÃO OPERACIONAIS Doações Aluguéis Receitas financeiras Despesas financeiras DÉFICIT/SUPERÁVIT DO EXERCICIO

(3.232.810,39) (2.877.147,33) (3.460.254,89) (3.056.833,71) 313.976,65 288.387,15 91.498,48 89.118,69 (178.030,63) (197.819,46) 2.604.158,36 1.759.242,13 854.271,29 8.265,83 (17.620,89)

(234.193,03)

2.859.364,64 2.038.919,10 826.222,61 10.701,32 (16.478,39)

130.662,89

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

R$

SUPERÁVIT/DÉFICIT ACUMULADO

TOTAL

130.662,89

130.662,89

1.197.123,40

5.288.208,68

(234.193,03)

(234.193,03)

4.091.085,28 962.930,37 (As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

5.054.015,65

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 NOTA 01 O orçamento proposto para o ano de 2012 foi calculado tendo como base a média de receitas e despesas no ano de 2011, no período de janeiro a outubro e também, levando em conta adequações realizadas no decorrer do ano de 2011.

NOTA 02 As despesas da área administrativa, despesas com arrecadação e divulgação serão consideradas atividades da "Mantenedora". As despesas das áreas de Alimentação, Hotelaria, Enfermagem e Serviços de Apoio ao Idoso serão apropriadas como despesas do Lar dos Idosos Recanto do tarumã e Centro Dia Tarumã. NOTA 03 As despesas com funcionários em funções administrativas foram rateadas 40% para o Lar dos Idosos Recanto do Tarumã e 15% a Centro Dia Tarumã. Este rateio visa apropriar parte das despesas em serviços administrativos e de funcionários da mantenedora. O grupo de Despesas Administrativas compreende gastos com Pessoal de Administração, gastos com telefone, material de expediente, combustível, honorários profissionais entre outros. NOTA 04 Os "Custos Diretos" compreendem: despesas com alimentação, medicamentos, gastos específicos para idosos e centro dia. NOTA 05 As despesas com "Ocupação" compreendem: água, energia elétrica, manutenção. NOTA 06 As "Despesas Bancárias" compreendem as taxas de manutenção de conta corrente, tarifas bancárias e de cobrança de carnê de doações. NOTA 07 A "Doação não financeira" compreendem alimentos, material de higiene e limpeza.

Respaldados no parecer dos Auditores Independentes da Socorro aos Necessitados, BAZZANEZE AUDITORES INDEPENDENTES S/S, que opinam no sentido de que, em seus aspectos relevantes, tais como: a posição patrimonial e financeira, as mutações do patrimônio líquido, bem como as origens e aplicações de recursos referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, mostram-se adequadas e em conformidade com os princípios de contabilidade emanados da legislação pertinente, os membros do Conselho Fiscal da Socorro aos Necessitados, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, opinam pela aprovação do conteúdo formal das Demonstrações Financeiras compreendidas pelo Balanço Patrimonial, Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos, Demonstrações do Resultado do Exercício, submetendo-os a aprovação da Assembléia Geral. Curitiba, 25 de março de 2013. Membros Efetivos do Conselho Fiscal

R$ PERÍODOS 01/jan./12 01/jan./11 a a 31/dez./12 31/dez./11

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 PATRIMÔNIO SOCIAL

2.011

589.433,92

As receitas com origem patrimonial (aluguéis) e de campanhas (doações em suas diversas formas), foram consideradas como sendo da mantenedora Socorro aos Necessitados. Estas receitas serão transferidas para utilização na operação das unidades (Lar dos Idosos ou Centro Dia) conforme a necessidade.

PARECER DO CONSELHO FISCAL

5.643.449,57 5.609.104,81 TOTAL DO PASSIVO (As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

de produção na região Sudeste (0,6%), na Centro-Oeste (1,1%), na Sul (30,5%) e na Nordeste (14,9%). Na Região Norte, houve decréscimo de 2,4%. O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com participação de 23,7%, seguido pelo Paraná (20,6%) e Rio Grande do Sul (15,7%), que somados representam 60% do total nacional. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas.

As fontes de receitas foram distribuídas conforme sua destinação específica: Se dirigida ao idoso foram direcionadas ao Lar dos Idosos Recanto do Tarumã, da mesma forma que as dirigidas ao Centro Dia foram direcionadas a Centro Dia Tarumã. Esta distribuição visa determinar o grau de auto-suficiência de cada unidade.

Antonio Tomasi

Gabriel Veiga Ribeiro

José Maciel de Moura

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Ilmos. Srs. DIRETORES da SOCORRO AOS NECESSITADOS Curitiba - PR Examinamos as demonstrações financeiras da SOCORRO AOS NECESSITADOS, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da SOCORRO AOS NECESSITADOS é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da SOCORRO AOS NECESSITADOS em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Curitiba, 12 de março de 2013 BAZZANEZE AUDITORES INDEPENDENTES S/S CRC-PR Nº 3.942/O-6 KARINI LETÍCIA BAZZANEZE CONTADORA CRC-PR Nº 051.096/O-4

O faturamento do setor industrial caiu em fevereiro deste ano, repetindo a mesma dinâmica verificada em janeiro, segundo dados do levantamento Indicadores Industriais, divulgado nesta terça-feira (09/04) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o faturamento do setor teve queda de 3,7% na comparação com janeiro. Nos dois primeiros meses de 2013, houve retração de 6,8% nos ganhos industriais, depois de recuou de 4,2% no faturamento das indústrias em janeiro, em relação a dezembro. Para a CNI, a indústria “ainda não encontrou sua trajetória de crescimento” neste ano. Essa redução, no entanto, não teve impacto sobre a geração de emprego no setor, que ficou relativamente estável, com crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior, quando houve queda de 0,2% em relação a dezembro. A diminuição dos ganhos na indústria tampouco teve consequências negativas de curto prazo sobre os salários dos seus trabalhadores, cuja massa salarial cresceu 1,9% - o aumento mais intenso dos últimos 14 meses. A utilização da capacidade

instalada (UCI) seguiu a tendência de mau desempenho do setor, com diminuição de 1,9 ponto percentual. Em janeiro, o índice apontava o uso de 84,5% da capacidade instalada. Em fevereiro, essa utilização caiu para 82,6%. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, resultado foi estável, com a diferença de 0,1 ponto percentual (82,5%). Em 2012, nenhum dos 12 meses registrou uso da capacidade instalada superior a 82,5%. Os setores de móveis, máquinas e materiais elétricos e químicos foram os que tiveram o melhor desempenho - com 29,6%, 23,1% e 12,3% de crescimento salarial, respectivamente. Os setores com pior desempenho foram o de farmacêuticos, máquinas e equipamentos e têxteis - com a queda de 6,3%, 4,5% e 3,6% de redução salarial. De acordo com o economista da CNI Marcelo de Ávila, ainda que os sinais de aquecimento no setor sejam aparentes, mas não traduzidos em crescimento de fato, espera-se que isso ocorra nos próximos meses. Para ele, essa expectativa é uma das explicações para a manutenção dos salários e dos postos de trabalho no setor.

Inflação medida pelo IGP-DI sobe para 0,31% em março O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 0,31%, em março deste ano, taxa superior ao 0,2% de fevereiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula taxas de 0,81% no ano e de 7,97% no período de 12 meses. A alta de março foi provocada pelo aumento dos subíndices de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado, e de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a variação no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de 0,09% em fevereiro para 0,12% em março. O aumento foi influenciado por grupos de despesas

como os alimentos processados, cuja taxa passou de uma deflação (queda de preços) de 0,86% em fevereiro para uma inflação de 0,09% em março. Já o Índice de Preços ao Consumidor registrou inflação de 0,72%, em março, acima do 0,33% do mês anterior. Um dos principais responsáveis por esse aumento foi a tarifa de eletricidade residencial, que passou de uma deflação de 13,91% para uma inflação de 0,82% no período. Em sentido oposto, o subíndice de Custo da Construção (INCC) diminuiu de 0,6% em fevereiro para 0,5% em março, devido à inflação do custo da mão de obra, que passou de 0,77% para 0,52% no período.

IPC-S sobe em quatro capitais na primeira semana de abril A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a última semana de março e a primeira de abril. As altas, no entanto, foram moderadas, sendo a maior delas registrada no Rio de Janeiro: 0,04 ponto percentual, ao passar de 0,81% para 0,85% no período. As demais altas foram registradas em São Paulo (0,03 ponto percentual, de 0,49% para 0,52%), Salvador (0,02 ponto percentual, de 0,83%

para 0,85%) e Porto Alegre (0,01 ponto percentual, de 1% para 1,01%). Já as três capitais que registraram quedas foram Brasília (0,11 ponto percentual, de 0,71% para 0,6%), Belo Horizonte (0,09 ponto percentual, de 0,72% para 0,63%) e o Recife (0,08 ponto percentual, de 0,52% para 0,44%). Divulgado na segunda-feira (08/04), o IPC-S nacional caiu 0,01 ponto percentual, ao passar de 0,72% na última semana de março para 0,71% na primeira semana de abril.

Diário Indústria&Comércio  

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