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Empresa lança condomínioclube em Curitiba

Dilma recebe primeiro ministro do Timor Leste

NACIONAL | B3

Inflação para família de baixa renda diminui para 0,32% em fevereiro

PÁGINA F7

ECONOMIA | B1

CURITIBA, SEXTA-FEIRA A DOMINGO, 04 A 06 DE MARÇO DE 2011 Ano XXXIV | Edição nº 8329 | R$ 1,50 | WWW.ICNEWS.COM.BR

Indústria &Comércio DIÁRIO. MAIS QUE NOTÍCIAS. INTELIGÊNCIA. CONHECIMENTO.

Ricardo Almeida / AENotícias

Fábio Campana Pimenteira e sal grosso no Canguiri Nesta quarta-feira (2) Beto Richa recebeu os prefeitos do Norte Pioneiro em jantar na Granja do Canguiri, que Requião usava para viver na companhia dos seus cavalos.

Pedro W ashing ashingtt o n Bolsa suplementar A ideia do Bolsa Família (aumentado em até 45%) suplementar aos que recebem salário mínimo, uma plêiade de empregados maior que os mais de 12 milhões de dependentes da Bolsa Família comum que poucas exigências faz às dependentes, restabelece a justiça.

Aroldo Murá A IRLANDA COM SUAS GUERRAS RELIGIOSAS ESTÁ EM CAMPO SANTANA Criou-se em Campo de Santana, o bairro mais periférico de Curitiba, o terreno ideal para uma guerra religiosa. Dividida por questões de fé religiosa, a comunidade, composta fundamentalmente de pessoas de baixa renda, criou as Vilas Evangélicas I, II e III que, em hipótese nenhuma, convivem com a Vila Católica. Em decorrência dessa separação inconcebível, que lembra a que delimita a existência de católicos e protestantes na Irlanda do Norte, o quadro é empecilho até para o desenvolvimento de programas públicos de atendimento comunitário. Mas há outra preocupação no ar, por parte dos que se interessam pela História do Paraná: é preciso salvar os microfilmes da Torre do Tombo, o arquivo português, de posse do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, em processo de deterioração. Os microfilmes contêm a história dos primórdios do Paraná, séculos XVI e XVII. PÁGINA A3

Governador Beto Richa assina convênio com os Governadores de Santa Catarina e de Misiones (Argentina)

PR, SC e argentinos assinam protocolo para ação na fronteira São ações em áreas como turismo, saúde, saneamento e infraestrutura

O

governador Beto Richa e os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do estado argentino de Missiones, Maurice Fabián Closs, assinaram um protocolo de intenções para desenvolver uma série de ações integradas na fronteira entre os estados. São ações nas áreas

Secretaria defende parceria para aumentar agronegócio

GERAL | A5

Economia brasileira cresceu 7,5% no ano passado, maior taxa desde 1986

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) deu o passo inicial para a construção da parceria público-privada mais efetiva em apoio ao desenvolvimento do agronegócio paranaense. De acordo com o secretário Norberto Ortigara, o objetivo é sustentar políticas públicas de geração de emprego, renda, promover o crescimento econômico e melhorar a vida das pessoas.

O consumo das famílias, que subiu 7,0% no ano passado, foi um dos principais fatores para o resultado do PIB em 2010, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

GERAL | A5

ECONOMIA | B1

Saúde&BemEstar

EDITORIAL

DADOS E DEDOS Com os novos números nas mãos, o ministro Mântega exultou: somos a 7ª economia do mundo! ultrapassamos a França e a Inglaterra! Em seguida acrescentou: segundo o poder de paridade de compra, parâmetro diferente do velho conhecido, o PIB. De qualquer maneira, uma boa notícia. E que merece ser saudada. Dados preliminares do IBGE registram crescimento de 7,5% do PIB no ano passado. O que eleva o produto interno bruto a pouco mais de dois trilhões de dólares. E a renda per capita a pouco menos de onze mil dólares; para falar Português e utilizar redondos cruzeiros: o PIB brasileiro chegou a R$ 3,700 trilhões e a renda por cabeça a R$ 19 mil. Infelizmente, o que não se esconde sob tão sonoros números é que a nossa renda por cabeça ainda é muito baixa; dez mil dólares não são desprezíveis, no entanto nos classificam abaixo do 50º lugar no ranking mundial. O que não deixa de ser preocupante sob qualquer critério. Enfim e por outras palavras: temos muito chão ainda para percorrer antes de nos aproximarmos dos níveis de renda dos países ricos e remediados.

Joaquim Severino Representação da FAO no Brasil

Massoterapeuta e acupunturista orienta como emagrecer Por que algumas dietas não apresentam resultados eficazes? Por que algumas pessoas emagrecem e outras não? PÁGINA A4

A representação no Brasil da agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO, está sob a direção do moçambicano Hélder Muteia.

Indicadores CÂMBIO MAIORES ALTAS TELEMAR N L TELEMAR N L SCHLOSSER TECTOY GTD PART

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CENTRAL DE ATENDIMENTO: 41 3333.9800 CMYK

de turismo, saúde, saneamento básico, melhoria da infraestrutura viária e questões aduaneiras, entre outras, que já estão sendo desenvolvidas no âmbito dos municípios.

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GeralCuritiba

“As mulheres julgam inocente tudo quanto se atrevem a fazer." Joseph Joubert Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A2

Previsão do tempo

AB Notícias

fonte: www.simepar.br

abnoticias@abcom.com.br

Mín.: 20° Máx.: 29°

As condições do tempo nesta sexta-feira indicam previsão de estabilidade atmosférica em grande parte do Estado. A cobertura de nuvens ainda é mais intensa nas regiões Leste e Norte do Paraná. Contudo, o Sol deverá predominar por mais tempo ao longo do dia, o que favorece uma elevação maior das temperaturas.

GERAÇÃO DE EMPREGOS O primeiro empreendimento formalizado do programa Paraná Competitivo é a instalação de uma empresa de biodiesel na Lapa, na região de Curitiba. Em uma parceria com a Potencial Petróleo, vai ter capacidade para produzir até 170 milhões de litros por ano. O investimento de 87 milhões de reais vai gerar 120 empregos diretos. O projeto já liberou 265 milhões de reais para 11 empreendimentos no Estado, que devem gerar juntos mais de 3.500 empregos.

BALANÇA COMERCIAL O município de Pato Branco, no Sudoeste, se consolida como participante no mercado internacional. Com os investimentos na área de tecnologia, o setor é responsável por 14% do total de exportações da cidade. Segundo o Ministério de Comércio Exterior, seis toneladas de equipamentos e componentes eletrônicos foram comercializados com outros países, somando 1,5 milhão de dólares.

INICIATIVA

PR busca recursos para projetos comunitários O secretário Wilson Quinteiro visitou embaixadas de 8 países

A

Secretaria de Relações com a Comunidade está em busca de apoio internacional para a realização de projetos comunitários no Paraná. O secretário Wilson Quinteiro passou dois dias em Brasília visitando embaixadas de oito países e disse que há boas perspectivas de parcerias. O secretário visitou as embaixadas da Alemanha, Japão, Espanha, Itália, Ucrânia, Portugal, Cabo Verde e Argélia. A iniciativa faz parte do processo de implantação de um novo modelo de gestão que, além do desdobramento dos convênios firmados com as universidades estaduais, amplia a busca de parceiros. Segundo Quinteiro, vários países demonstraram interesse em investir recursos, sem contrapartida, em projetos sociais no Paraná. “Para aproveitar essas oportunidades, a ideia é oferecer aos municípios o suporte técnico das universidades na elaboração de projetos. Muitos prefeitos saem em busca de recursos do estado, da União e até de organismos internacionais sem dados e projetos que comprovem as necessidades reais dos seus municípios”, afirma.

Secretário especial de Relações com a Comunidade, Wilson Quinteiro, em visita a Embaixada do Japão.

De acordo com ele, as visitas às embaixadas foram produtivas. “Todas as embaixadas visitadas abriram agenda para visitar o governador Beto Richa”. Wilson Quinteiro destacou a reunião com o embaixador do Japão, Akira Miwa. O governo do Japão conta com programas de desenvolvimento humano, comunitário e cultural, com condições flexíveis e recursos não reembolsáveis. Podem ser financiados projetos de até R$ 200 mil nas áreas de assistência social, educação, saúde, treinamento profissional para deficientes, treinamento para ascensão profissional

das mulheres, entre outros. Os recursos são repassados por meio do programa Assistência a Projetos Comunitários e de Segurança Humana. Visitas – na embaixada da Alemanha, Quinteiro reafirmou o desejo de estimular o diálogo com governos e empresários que queiram investir no estado. O país demonstrou interesse em programas de proteção à biodiversidade e, especificamente no Paraná, de proteção da Mata Atlântica. O governo da Itália também oferece oportunidades de trocas culturais e comerciais, que podem trazer grandes contribuições para

o Paraná. O embaixador da Ucrânia, Ihor Hrushko, lembrou a cooperação cultural e humanitária existente entre os dois países, firmada em 2009, durante a visita do ministro da Cultura e Turismo ao Brasil e ao Paraná. Na ocasião foram firmados convênios nas áreas de turismo, de cooperação e intercâmbio acadêmico, científico e cultural entre estabelecimentos de ensino superior. Ele manifestou interesse em desenvolver projetos no estado, uma vez que a maior colônia de ucranianos do Brasil está radicada no Paraná. Além da troca cultural, a Ucrânia tem interesse em instalar uma indústria farmacêutica para produção de insulina. Na representação da Espanha, Quinteiro reuniu-se com os secretários da embaixada, que apresentaram projetos de investimentos no Paraná. Na área de cultura e história, os espanhóis demonstraram interesse em resgatar as expedições espanholas no Paraná. Os jesuítas se instalaram próximo a Fênix, noroeste do estado, e fundaram a Vila Rica do Espírito Santo, cujas ruínas estão hoje num parque estadual que leva o nome da antiga redução jesuítica.

Estado cresceu 28 na arrecadação mineral A indústria mineral do Paraná retomou o ritmo de crescimento após a crise ocorrida em 2009. É o que aponta o acompanhamento sobre o desempenho do setor, realizado pela Mineropar. A arrecadação da Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) foi 28% maior em 2010 em relação a 2009, atingindo R$ 7,21 milhões, sendo que R$ 4,56 milhões foram destinados aos municípios mineradores paranaen-

ses, R$ 1,61 milhões para o Estado e o R$ 1,05 milhão restante destinado, principalmente, para o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O geólogo da Mineropar Marcos Vitor Fabro Dias destaca que nestes índices não consta a arrecadação da CFEM do xisto betuminoso explorado pela Petrobras em São Mateus do Sul, por meio da Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto (SIX).

Não há registro de recolhimentos da CFEM em São Mateus do Sul, relativo ao xisto betuminoso. A produção deste bem mineral representa mais de 4% da produção mineral paranaense, estimada em 50 milhões de toneladas. Empregos – Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2009, a indústria mineral do Paraná foi responsável por 5% dos empregos industriais do Estado, empregando

30.817 pessoas, sendo que 5.722 atuam na indústria extrativa e 25.095 na indústria de transformação de minerais não metálicos, destinados principalmente à construção civil. A indústria mineral respondeu por 8% dos estabelecimentos industriais do Estado em 2009, totalizando 2.465 empresas, sendo que destas, 441 são da indústria extrativa e 2.024 da indústria de minerais não metálicos.

Informe da Câmara Municipal de Curitiba

Líder aprova projeto do metrô “Tenho certeza de que é factível e tem tudo para ser aprovado pelo governo federal.” O comentário é do líder do prefeito na Câmara, vereador João do Suco (PSDB), nesta quarta-feira (2), em relação à apresentação do projeto da primeira etapa do metrô de Curitiba, ocorrida pela manhã na prefeitura. Os vereadores João Cláudio Derosso (PSDB), presidente do Legislativo, e Jair Cézar (PSDB), presidente da Comissão de Legislação,

também participaram da reunião. João do Suco disse que “o prefeito acertou na decisão de propor a execução do projeto em duas etapas. Assim ficou mais viável”. O vereador também endossou a ação política de Luciano Ducci em “buscar e conquistar o apoio de deputados federais, senadores e dos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Mirim Belchior (Planejamento)”. Para Jair Cézar, a obras vai transformar o transporte pú-

blico da cidade, trazendo mais mobilidade e conforto aos usuários. Ele também sugeriu ao prefeito que seja pleiteada a isenção de impostos estaduais que incidem sobre o transporte, para ajudar a reduzir os custos e a tarifa. O projeto que será inscrito no PAC da Mobilidade Grandes Cidades nos próximos dias deverá ter o sinal verde para implantação. João Suco explicou que, antes da inscrição, a prefeitura vai realizar uma audiên-

cia pública, em 15 de março, para avaliação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório do Impacto Ambiental, denominado EIA/ Rima. O líder convocou todos os demais vereadores a participarem. A primeira etapa do projeto tem 14,2 quilômetros e vai ligar com 13 estações, da Cidade Industrial à Rua das Flores, num custo orçado de R$ 2,25 bilhões. A obra completa tem uma previsão de investimentos de R$ 3,25 bilhões.

MOVELPAR 2011 A Feira de Móveis do Paraná acontece entre os dias 14 e 18 em Arapongas, Norte do Estado. O evento, realizado em um dos mais importantes pólos de produção mobiliária do país, contará com visitantes de 21 países e deve reunir 40 mil pessoas. São 192 expositores que esperam fazer muitos negócios, totalizando 450 milhões de reais durante toda a feira. Entre os países visitantes estão Peru, Portugal e Chile.

PESQUISA EM DESTAQUE O Brasil está desenvolvendo o maior estudo sobre o consumo de crack no mundo. É uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Serão entrevistadas 25 mil pessoas para as pesquisas, com o objetivo de estabelecer políticas de enfrentamento do problema. A novidade é que os participantes vão passar por exames de saúde para ver se contraíram doenças relacionadas a droga, como hepatite, tuberculose e aids.

MAIS OPORTUNIDADES O município de Araucária gerou 633 novos empregos no mês de janeiro, segundo dados do Ministério do Trabalho. O setor que mais se destaca é o de serviços, responsável por 44,4% do total de vagas de trabalho. A indústria também se desenvolve na cidade, com 120 vagas. Curitiba contabilizou 6.410 novos postos de trabalho em janeiro, e Araucária teve o melhor resultado entre os municípios da região metropolitana.

TRADIÇÃO DE CARNAVAL O Carnaval de Tibagi, nos Campos Gerais, já é tradicional no Paraná, completando 101 anos. Este ano o tema são personagens da cultura brasileira, apresentadas por quatro escolas de samba. Para registrar os momentos da festa, o Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Júnior abre uma exposição temporária na cidade com 130 fotografias, além de recortes de jornais e fantasias. Com visitação gratuita, começa Amanhã, 4, e termina no dia 8.

NOVIDADES NO CAMPO Agricultores de Entre Rios, Centro-Sul do Estado, participam esta semana de mais um Dia de Campo, promovido pela Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária. Os visitantes podem conhecer sobre empresas de maquinários e insumos, além de novas técnicas na lavoura e as culturas de verão, que são desenvolvidas nos 19 municípios da região. O objetivo é incentivar o diálogo e aproximar o agricultor das novidades no campo.

ARTE E SUCATA O programa Reinvente, da Reciclateca, trabalha a questão da reciclagem com crianças em Curitiba. Uma exposição está sendo realizada até o dia 19 no Batel, reunindo diversas peças feitas com materiais reciclados, inclusive móveis para casa. O objetivo é, através do trabalho, chamar a atenção das pessoas sobre o meio ambiente e novos hábitos de consumo, de reaproveitamento e reciclagem.

QUALIFICAÇÃO NECESSÁRIA O município de Palmas, no Sudoeste, investe na qualificação da mão-de-obra para trabalhos especializados, com a realização de cursos. Em parceria com o Sesi/Senai, está sendo realizado o curso de costura industrial, para encaminhar profissionais para a indústria de confecção. A turma atende a 20 pessoas. Há outras opções de capacitação como mecânica industrial, elétrica, carpinteiro e pedreiro.

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Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal.


Economia Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A3 | Indústria&Comércio

Aroldo Murá G.Haygert

prpress@terra.com.br

Panorama Político

aroldo@cienciaefe.org.br

A IRLANDA É AQUI! NOSSA GUERRA SANTA Quando escolhido prefeito de Curitiba pela primeira vez, em 1971, Jaime Lerner revolucionou a cidade, todos sabem, com mudanças urbanas tão impressionantes pelo Jaime Lerner: seu sentido Rurbanas precognitivo (prevendo o futuro), que ainda hoje estão ai, essenciais. O caso dos ônibus expressos, e as canaletas exclusivas pelas quais andam, eis bons exemplos. O chamado ‘sistema trinário’ de escoamento do tráfego (com as vias rápidas e as canaletas) também ganhou aprovação universal que frutifica até hoje, sem falar no BRT, o sistema rápido de transporte de Curitiba, adotado em 83 grandes cidades mundo afora.

A IRLANDA – 2 Mas nem tudo foram flores nos primeiros dias de Lerner como prefeito. O grande jogo de xadrez, encomendado a Juarez Machado, com seus soldados, reis, castelos, rainhas imensos, durou poucos meses. O tabuleiro gigante e pedras idem, por algum motivo não se adequaram ao espaço que lhes foi destinado, defronte ao antigo Paço Municipal, na Praça Generoso Marques. Sumiram. Outra experiência que tinha tudo para dar certo foi a das Comunidades Rurbanas, no mais periférico dos bairros de Curitiba, o Campo de Santana. A idéia era aproveitar a tradição rural dos migrantes que chegavam aos magotes do interior do Estado, e darlhes moradias e terreno em que pudessem desenvolver um tipo de agricultura familiar. Os módulos tinham limitadas metragens – não mais que um hectare, consta – e os novos moradores acabaram foi mesmo empregando-se nas indústrias e comércio que floresciam na Capital. As rurbanas tiveram vida efêmera.

OS GUETOS RELIGIOSOS CRIAM ÁREAS PROÍBIDAS Pois quem visita hoje o Campo de Santana com olhos de repórter, ou tentando prestar serviços públicos à sua população (é o caso de órgãos da Prefeitura, sempre presentes ali) , vai se surpreender com uma realidade única no país, acredito. Lá a população, predominantemente de baixa renda, a maioria oriunda de zonas rurais do interior difícil de todos os quadrantes do Estado, transpôs o que de pior existe em alguns modelos europeus de não coexistência pacífica com seus vizinhos. Decalcada na guerra religiosa da Irlanda do Norte, criou “guetos” geográficos em que mora – sem permitir a entrada de ‘infiéis’ – com as chamadas “vilas’ Evangélicas I, II e III , habitadas só por crentes, na maioria de denominações ultraconservadoras e fundamentalistas. As mulheres só usam vestidos longos, os costumes incluem cabelos compridos, ausência de adereços e pinturas, etc.

OS GUETOS RELIGIOSOS – 2 Os guetos religiosos, verdadeiras áreas de exclusão para os “inféis”, não se notabilizam apenas por usos e costumes rigorosos mantidos por crentes e ministros severos,de cunho evangélico. Eles também acabaram gerando a chamada “Vila Católica”. Para os mais fundamentalistas, a “Vila Católica” é mais ou menos a reprodução de Sodoma e Gomorra, uma terra de pecados. Talvez pelas características do catolicismo, que acaba por acolher toda sorte de diversidade em seu universo: fiéis tridentinos (Concílio de Trento), alcoólatras, prostitutas, fiéis renovados de linha carismática (RCC e Canção Nova), senhoras rezadeiras (Apostolado da Oração), benzedeiras em extinção, bailes dentro de salões paroquiais, convivência mais ou menos franca com o espiritismo e outros credos. Um dos maiores fatores de distanciamento é a presença dos santos católicos e seu universo de milagres, bênçãos, promessas.

OS GUETOS RELIGIOSOS – 3 Nos últimos tempos, órgãos públicos que pretenderam realizar eventos comunitários, quase sempre compostos de explanações e exibição de filmes para a comunidade, acabaram por escolher o salão de festas da paróquia católica local. “Nada a ver com religião, assunto que não é de nossa alçada”, explica-me um sanitarista – “nós apenas achamos o único espaço viável e adequado para os nossos eventos”, diz. Foi o que bastou para se entender que em Campo de Santana está-se de alguma forma diante de uma ‘guerra religiosa’ modelo irlandês. Pois os evangélicos negaram-se a comparecer ao serviço público de esclarecimento comunitário. E o impasse está estabelecido, sugerindo o embrião do que poderá um dia transformar-se em guerra religiosa na periferia de Curitiba. Por último, mas não menos importante: há uma quarta vila, a dos chamados “bandidos barra pesada”. Lá crente católico ou evangélico não entra. Nem a polícia.

TENENTE ESPERANÇA O cirurgião geral Edmilson Mario Fabbri conta que teve uma de suas mais agradáveis surpresas dos seus últimos tempos, quando foi abordado no Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, pela tenente PMEP Esperança Minervini. Ela acabara de assumir novo cargo, e trazia esperança para a área que compreende toda aquela região do campo do Coritiba, Hospital de Clínicas e Instituto de Medicina. Ali é assustador – esse é o termo certo – o número de roubos de carros. A tenente, em visita espontânea, queria conhecer os problemas daquela região, em termos de segurança e trânsito. Bom sinal de que as coisas podem estar melhorando, diz Edmilson.

TEATRO ÍIDICHE Sarah Schulman ainda não anunciou a data de lançamento de seu livro sobre o teatro ídiche na comunidade judaica do Paraná. O trabalho já é bem saudado por quem se interessa pela contribuição dessa etnia à vida cultural do Paraná. Quem tem interesse sobre os passos dos judeus no nosso Estado, a partir do século 19, deve ler o livro de Regina Rotemberg Gouveia e o amplo levantamento sobre os primeiros imigrantes judeus, dos anos 1880s, trabalho de Abraham Fuchs.

DIREITO DO TRABALHO Da estante paranaense, para os operadores do Direito, recomenda-se o livro “Responsabilidade Civil no Direito do Trabalho”, de José Affonso Dallegrave José Affonso Neto e LuciaDallegrave Neto: livro no Coelho, juiz do Trabalho. Os dois lecionaram juntos na Escola da Associação dos Magistrados Trabalhistas do Paraná. Luciano foi aprovado, quando do ingresso na magistratura, em primeiro lugar no concurso público.É filho do professor Luiz Fernando Coelho, que também foi professor do Mestrado e Doutorado de Dallegrave Neto na UFPR.

INSTITUTO HISTÓRICO PEDE SOCORRO

Paulinho Vítola e Paulino Viapiana: outra ‘guerra’

No momento, bom espaço dos meios culturais do Estado é tomado pelas discussões sobre se a Rádio Educativa estava certa ou não em valorizar a música Paranaense. Paulinho Vítola, um músico que

fez história no Paraná dos anos 1970/80, ao lado do também cantor e compositor Mário Galera, está no pelourinho, assim com o secretário estadual de Cultura, Paulino Viapiana. Eles são questionados, por vários grupos musicais locais, sobre o terem decretado o fim da política de valorização dos cantores e autores paranaense, com a queda do jornalista Tupã, da direção da Rádio Educativa. O debate é válido, e simpática a posição dos músicos. Mas eu e outros paranaenses estamos preocupados mais é com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Porque é a parte mais fraca e esquecida de toda a cadeia estadual de preservação da história paranaense.

INSTITUTO HISTÓRICO – 2 O porquê da preocupação, que me reforça o telefonema que acabo de receber do Luiz Geraldo Mazza – “Aroldo, que podemos faLuiz Geraldo Mazza: zer?”- é este: manifesto já O Instituto, presidido pelo professor Ernane Straube, está sem recursos para preservar aquilo que é uma dos levantamentos mais preciosos da vida paranaense, toda a história do Paraná dos séculos XVI e XVII colhida e microfilmada. A documentação microfilmada base está no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o mais importante arquivo público do circuito de arquivos portugueses. O que ocorre é simplesmente isso: a microfilmagem, por estar guardada sem as proteções técnicas necessárias (faltam meios para tanto), dá sinais de que se deteriora. E sinaliza, então, com a deterioração, não se poderá mais imprimir o material fundamental para o conhecimento da história do Paraná.

STRAUBE ANDA DE “HERODES A PILATOS” O diretor do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, associação privada sem fins lucrativos e de utilidade pública, professor Ernane Straube, 80 anos, tem andado de “HeErnane Straube: rodes a Pilasocorro! tos”, mascateando recursos para salvar a microfilmagem histórica. Foi à Petrobrás, a órgão culturais estaduais, à iniciativa privada. Ofereceram-lhe, um ou dois dos contatados, apenas migalhas.

STRAUBE - 2 Mazza é um dos que começam a montar a ação “política” para salvar esse acervo do Instituto: poderá vir em forma de um manifestação, com assinaCida Borghetti: turas de genapoio certo te de representação na vida cultural, pública e política do Estado. O alvo é encaminhar a petição prósalvação a pessoas com sensibilidade para uma causa que pode não render muitos votos. Mas que definirá os que com quem se pode contar em empreitadas “que realmente contam”, diz Mazza. Como alvos, penso no apoio de deputados como Cida Borghetti, senadora Gelsi Hoffmann, secretário estadual de cultura, presidenta da Fundação Cultural de Curitiba, Maria Cristina Vieira, entre outros, além de presidentes de instituições como FIEPPR e ACP.

Pedro Washington

Bolsa suplementar A ideia do Bolsa Família (aumentado em até 45%) suplementar aos que recebem salário mínimo, uma plêiade de empregados maior que os mais de 12 milhões de dependentes da Bolsa Família comum que poucas exigências faz às dependentes, restabelece a justiça. Não há como ser contra uma Bolsa que coloca essas milhões de famílias desprovidas. Reconheça-se porém que os argumentos usados para aumentar o mínimo, uma preocupação com o custo crescente da Previdência, carece de fundamento. Até porque os serviços prestados aos que se aposentam na iniciativa privada, depois da aposentadoria remunerada em níveis incompatíveis com a contribuição feita durante os anos de atividade, é insatisfatória. Antes contribuição sobre 20 salários, depois reduzida para 10, e que hoje não recebem sobre 4. É aceitável? Enquanto isso a advogada doutora Georgina (é assim que se escreve?) que surrupiou milhões, está em liberdade. Possivelmente ensinando a outros como se rouba o INSS, uma boa e certamente bem remunerada forma de assessoramento. Voltando ao tema inicial: muita gente apóia a ideia ontem exposta aqui, da Bolsa suplementar aos que trabalham muito, ganhando pouco. Mais das vezes trabalhos braçais que não exigem qualificação mas, num país injusto como o nosso, em que filhos de famílias descendentes da oligarquia portuguesa que fincou suas raízes em 1808 (mais uma vez o livro do Laurentino Gomes) acham-se “herdeiros” das benesses em profissões nobres, a outros não é dado acesso a níveis intelectuais senão agora pelo ProUni, embora mal aproveitado pelos próprios erros do programa. Não temos porque festejar os baixos níveis de desemprego. Se as pesquisas mostram que falta mão de obra qualificada é sinal de que nossas universidades não acompanham as exigências do momento.

Ideia antecipada Não é premonição: é ideia que já andava na cabeça de muitos, materializada em texto desta coluna. Quase unanimidade igual poucas vezes se viu. Áreas patronais e funcionais agrícolas, Faep (patrões) e Fetaep (empregados e agricultura familiar), assim como representação de cooperativas (Ocepar), estiveram reunidas em Brasília. Para discutir o novo Código Florestal.

Discussão válida O Paraná pelas entidades acima, se fez presente, reunindo-se com a bancada federal do estado (deputados e senadores). Reunião que será repetida em todos os estados à procura de um projeto que, se não for o totalmente desejável, aproxime-se do ideal. Nove deputados, representando o pensamento político do estado, estiveram presentes. Quase unanimidade igual poucas vezes se viu.

História ... Num momento em que muitas reclamações acontecem pelo aumento na energia elétrica praticada no estado, a Copel anuncia investimentos na sua nova aquisição: a Usina Colíder, no rio Teles Pires, em Mato Grosso. A pergunta que cabe: a quem essa usina irá beneficiar, construída por uma empresa paranaense de referência?

...pouco conhecida E pensar que tempos atrás deixou-se de conquistar novas indústrias automobilísticas que foram para outros estados, para não fazer concessões tributárias. É importante lembrar que a Copel foi constituída (quase falida até 1960 e recuperada por Ney Braga) com investimentos do governo do estado. É um patrimônio do povo paranaense com alguns privilégios a que esse mesmo povo não tem acesso.

União necessária Um detalhe que chama a atenção: a união de forças das capitais dos três estados do sul que um dia pensaram em seu unir –O Sul É Meu País – em busca dos recursos do PAC da Mobilidade. Para Curitiba caberiam verbas para a construção da primeira etapa do metrô, algo em torno de R$ 1,8 bi (trecho CIC-Centro).

Em choque Metendo a colher tora numa opinião abalizada de Lerner que entende não precisar a capital de metrô: precisa sim! Com o número de carros, uma urgência! Inclusive sem desativar as canaletas de ônibus.

Seminário vai discutir necessidades das comunidades indígenas O secretário Wilson Quinteiro, da Secretaria Especial de Relações com a Comunidade, reuniu-se nesta quinta-feira (3) com representantes dos Conselhos Regionais dos Indígenas do Paraná. O encontro teve como objetivo discutir a realização de um seminário para que as lideranças indígenas possam apresentar a instituições federais e estaduais as necessidades de suas comunidades. As lideranças indígenas querem ser consultadas na formulação de políticas públicas do Estado. Eles pedem que as estratégias de atuação, a elaboração e a execução dos projetos e demais ações levem em consideração a situação de cada aldeia, respeitando os aspectos culturais de cada povo e

a realidade de cada região. O secretário Wilson Quinteiro assegurou que as comunidades indígenas serão ouvidas. “A secretaria está atenta a todas as necessidades fundamentais desses povos, como habitação, saúde, educação, agricultura, meio ambiente e divulgação da cultura. Vamos promover a articulação com os outros órgãos do governo do Estado, governo federal, com o Judiciário e iniciativa privada para uma atuação mais eficaz”, disse o secretário. Participaram da reunião o coordenador político da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul- Arpinsul, Romancil Cretã, o presidente do Conselho Indígena do Paraná, Eloy Jacintho, e a representante do Conselho Indígena Regional de Guarapuava, Fátima Lucas.


Atividade física para crianças

Saúde&BemEstar Indústria&Comércio reportagem@induscom.com.br Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A4

Massoterapeuta e acupunturista orienta como emagrecer Luiz Maranhão

Por que algumas dietas não apresentam resultados eficazes? Por que algumas pessoas emagrecem enquanto outras não? Esta resposta existe. Se você está brigando com a balança para eliminar os malfadados quilos que adquiriu no final do ano, pode comemorar porque existe uma alternativa que alia qualidade de vida, beleza, saúde e bem estar – e o melhor, tudo isso num mesmo “pacote”. Quem fala com autoridade é o massoterapeuta e acupunturista Luiz Carlos Costa Sares Filho, do Spa Urbano Frank d’Ferran no Shopping Novo Batel. “Há cerca de três anos comecei a observar o martírio que algumas pessoas precisavam passar na tentativa de perder peso. Testemunhei todo tipo de dieta. Das mais inocentes às mais radicais eu conheci. Tudo isso para depois eu acompanhar o desapontamento de quem acabava desistindo sem mesmo entender o porquê de não conseguir sucesso em seu inten-

Luiz Carlos Costa

to. E o pior é quando o problema deixa de ser apenas estético e envolve saúde. Presenciei também aqueles casos de pessoas que emagreciam, e voltavam logo a engordar. Resolvi então desenvolver um programa de saúde e bem estar que contemplasse todo tipo de abordagem, passando pela dieta, massagem modeladora e aplicações de acupuntura. O resultado foi estupendo”, afirma o massoterapeuta.

O tratamento ideal Por entender que se tratava da proposta mais completa, Luiz Carlos explica ainda que adotou a dieta do tipo sanguíneo desenvolvida pelo médico naturopata, Peter J. D’Adamo, e divulgada em seu livro Eat Right for your Type (Alimente-se Corretamente de Acordo com seu Tipo de Sangue), publicado em 1996 nos Estados Unidos. “Outra técnica que não abro mão é a massagem modeladora. Ela quebra a célula de gordura de forma manual. Já a acupuntura é uma importante aliada para o processo de emagrecimento. Por meio de estímulos com sementes de mostarda aplicadas em pontos específicos na orelha (aurícula), que ajudam a inibir o apetite e a regular o sistema endócrino (hormônios), o linfático, entre outros”. Ele diz que quando se agregam os três tratamentos simultaneamente os resultados são imediatos e duradouros. Para um efeito satisfatório, recomenda dezesseis ses-

sões de massagem modeladora, sendo que na terceira sessão é possível perceber os resultados.

Uma super dica para perder peso Quem está se debatendo para perder aqueles quilinhos deve, como medida emergencial, beber muita água, além de bater no liquidificador uma xícara de água, uma rodela de abacaxi com uma maçã sem sementes e um pedacinho de gengibre. Bata tudo muito bem. Não há necessidade de coar e deve-se beber em jejum. “O abacaxi é adstringente, o gengibre é um poderoso vaso dilatador, enquanto que a maçã funciona como uma ‘vassoura’, limpando algumas toxinas do organismo. A única restrição é para diabeticos”, ensina Luiz Carlos, que irá à China em setembro de 2011 para trabalhar por duas semanas num hospital. O objetivo é ampliar e aperfeiçoar a técnica milenar da acupuntura.

HOMEOTERÁPICA

Manipulação de remédios auxilia bem-estar e promoção da saúde Melhorar a qualidade de vida e recuperar a saúde. Esses são os principais objetivos da Homeoterápica Farmácia de Manipulação, com sedes em Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Dirigida pelo casal de farmacêuticos Eneida Janiscki Da Lozzo e Narciso Da Lozzo Neto ele, especialista em Homeopatia e ela, Mestre e Doutora em Bioquímica - a farmácia foi inaugurada há 13 anos, e atua na manipulação magistral, alopática, homeopática, fitoterápica e de florais. Um dos grandes diferenciais da farmácia é o envolvimento em pesquisas científicas sobre a ação de medicamentos homeopáticos e fito-

terápicos nas células do sistema imunológico. “Nosso objetivo é divulgar os resultados das pesquisas para a população, com a finalidade de reverter esse conhecimento em melhoria de qualidade de vida”, afirma Da Lozzo Neto. Há 5 anos, a empresa também manipula fórmulas alo-

páticas, mas o grande atrativo são os produtos naturais, que vêm ganhando cada vez mais aceitação. Mas, segundo Eneida, apesar da grande demanda, ainda existe muito preconceito, que precisa ser esclarecido para a população. “Apesar de polêmica, a homeopatia é uma especialidade

médica reconhecida. Ainda é uma medicina baseada em evidências, pois são as evidências de sucesso terapêutico que a sustentam há dois séculos”, explica a farmacêutica. A principal vantagem dos produtos naturais é o baixo custo, mas existem algumas precauções. “Os fitoterápicos podem ser extremamente tóxicos se não utilizados corretamente e podem apresentar interações com outros medicamentos. Eles podem ser prescritos por médicos e nutricionistas, mas sua utilização popular (automedicação) também é muito comum principalmente na forma de chás”, orienta Da Lozzo Neto.

Grasiele L. Martins

A endocrinologia paranaense Grasiele L. Martins(foto), concedeu entrevista ao site hagah – saúde, abordando o tema “Academias para crianças”. O espaço “Saúde & Bem Estar”, do I&C, reproduziu alguns trechos da matéria que na íntegra pode ser lida acessando o link http://saude. hagah.com.br/especial/pr/qualidade-de-vida-pr/ 19,0,3221499,Academias-paracriancas.html

hagah: Muitos pais, quando observam que os filhos estão “gordinhos”, não dão a devida importância pois consideram que “eles estão em fase de crescimento”. Até que ponto isso não deve ser uma preocupação? Dra. Grasiele Martins: O ser “fortinho” tem limites. Existem várias formas pra saber se o aumento de peso está em excesso. Métodos tradicionais são o IMC (Índice de Massa Corporal) e Circunferência Abdominal, medidas estas que têm valor de referência diferente conforme a idade, sexo e altura da criança. Um método já disponível nos consultórios e bem mais completo é a bioimpedanciometria, que analisa através de eletrodos colocados na pele ou infra-vermelho, o que seria ideal pra aquela criança incluindo análise do metabolismo basal. hagah: A criançada tem energia pra dar e vender. Brincadeiras em casa, na escola e aulas de educação física, por exemplo, são suficientes para uma criança queimar as calorias quando está acima do peso? Dra. Grasiele Martins: Depende. As brincadeiras em casa e na escola devem compreender atividades aeróbicas como bicicleta, dança, pular corda, “pega-pega”, pular “amarelinha”. Deve-se investir no máximo duas horas por dia entre TV e video-game/computadores. Temos que passar a idéia que atividade física também é uma atividade prazerosa, assim como é legal comer sua guloseima preferida. Geralmente os pais já não gostam ou não têm tempo de praticar atividade física e inconscientemente passam pra criança uma ideia de que se movimentar é chato. hagah: É aconselhável a prática de atividade física para uma criança? Dra. Grasiele Martins: Sim, sempre! Mas para cada idade tem uma atividade física que deve ser mais estimulada, visto que vai de encontro com a fase do desenvolvimento neurológico e muscular da criança. De um modo geral, crianças menores devem ser estimuladas com atividades lúdicas pra desenvolver mais a coordenação motora grosseira. Crianças maiores e adolescentes já podem fazer atividades que têm coordenação mais delicada. hagah: A partir de que idade os pais podem colocar os filhos numa academia? Dra. Grasiele Martins: Atividade física não tem idade limite de início ou término. Mas já temos academias preparadas pra receber crianças e adolescentes, com uma programação específica pra cada idade. Se não tiver uma academia dessas próximo de casa, o que pode fazer é associar o trabalho de um personal trainer com orientação médica, de preferência um endocrinologista pediátrico, que poderá avaliar bem a fase do crescimento e que tipo de atividade física seria a ideal para o objetivo que a criança precisa alcançar.

Prepare o corpo para o Carnaval O mundo se volta para o Brasil na época do carnaval e, como não poderia ser diferente, os brasileiros se preparam para aproveitar a alegria contagiante deste feriado prolongado. Nesta preparação vale malhação, dietas e tratamentos estéticos que proporcionem um resultado satisfatório neste curto espaço de tempo. Por isso, é importante pesquisar quais são os tratamentos que possuem os melhores custos benefícios. Para a consultora da Onodera Estética, Juliane Coutinho, uma importante tarefa na hora de oferecer os diferentes tratamentos é a transparência quanto aos resultados que poderão ser obtidos neste espaço de tempo. “O organismo de cada pessoa também influencia muito nos resultados, pois eles dependem da velocidade do metabolismo de cada um. Idade, fator hormonal, alimentação, sedentarismo, fumo, etc., além do nível de seriedade que a cliente encara o tratamento e as recomendações pré e pós tratamento devem ser respeitadas”. Algumas dicas da nutricionista da Onodera Estética, Jenifer Campana, para essa época são cuidados simples, mas importantes para o organis-

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Pioneirismo da Hiperfarma

mo. “Algumas ações podem ser tomadas sem que tenha que haver uma preparação. Beber muita água; suco de fruta; água de coco; comer a cada três horas; evitar carnes e lanches gordurosos; ter sempre a mão uma barrinha de cereal; observar as condições de higiene dos locais que for realizar as refeições e ao beber álcool intercalar com água” essas são dicas que auxiliam o organismo, fazendo com que o corpo não fique desidratado e amenizam a possibilidade de intoxicação alimentar. Com relação aos cuidados estéticos com o corpo, para que ocorram resultados aparentes em curto prazo é necessário que a cliente “compareça a clinica três vezes na

semana em dias alternados. Mais do que isso não é necessário porque o corpo necessita de um intervalo de 48 horas para processar os efeitos dos tratamentos”, afirma a consultora Juliane. Os resultados com a utilização destes tratamentos podem ser: redução de medidas (tanto pela redução de gordura localizada, como pela melhora na retenção de líquidos), melhora do efeito casca de laranja da celulite (pele mais lisinha), melhora do aspecto flacidez (pele mais esticada). “Estes tratamentos, além de acelerarem o metabolismo, melhoram a circulação sanguínea e linfática proporcionando melhora na saúde e maior sensação de bem estar”, completa Juliane.

Alguns seguimentos investem na qualificação de seus próprios profissionais, como por exemplo, o farmacêutico. Nesse âmbito, a rede Hiperfarma, por exemplo, é uma das pioneiras no trabalho de capacitação de seus colaboradores, sempre visando a excelência no atendimento e crescimento profissional de seu quadro funcional. Em entrevista com a coordenadora de RH, Sra. Carla Cassandra Silva, ela confirma a posição do grupo: Quais são as oportunidades oferecidas no setor farmacêutico? O setor farmacêutico está aquecido e oferece oportunidades desde o nível operacional até cargos de nível gerencial; o fator predominante na contratação do profissional é a sua habilidade e disposição em atender o cliente de forma assertiva, identificando sua necessidade e priorizando sempre a qualidade no atendimento. Esse crescimento da área se deve as quais fatores? Passada a crise e com a estabilidade da economia, o mercado de trabalho está a todo vapor tanto no comércio como na indústria e construção civil. Nestes setores o crescimento é constante.

Qual a importância do crescimento da rede para o mercado de trabalho e para os clientes? Além de criar novas oportunidades de trabalho e maior visibilidade no mercado, nosso crescimento atrai novos clientes que buscam na rede um atendimento de excelência, agilidade e uma boa política de descontos na hora da compra. Outro fator que contribui muito para o crescimento é que a Rede Hiperfarma prima pela fidelização de seus clientes e aposta nesse diferencial para fortalecer e alavancar sua marca no mercado. Qual é o procedimento que os interessados em fazer parte do quadro funcional devem tomar? Quem procurar? Os profissionais que tenham interesse em fazer parte do nosso time podem cadastrar seu currículo no site www.redehiperfarma.com.br; envia-lo por e-mail rh@redehiperfarma.com.br ou ainda entrega-lo nas lojas. O contato também pode ser feito através do telefone (41) 3330-1300. Vale ressaltar que a Rede Hiperfarma possibilita aos seus funcionários o desenvolvimento profissional através de treinamentos de formação de Atendente de Farmácia, Operador de Caixa e Perfumista.


Geral Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A5 | Indústria&Comércio

Fábio Campana

Contexto Político Pimenteira e sal grosso no Canguiri Nesta quarta-feira (2) Beto Richa recebeu os prefeitos do Norte Pioneiro em jantar na Granja do Canguiri, que Requião, o patrimonialista, usava para viver na companhia dos seus cavalos. Beto Richa não quis fazer uso pessoal da Granja. Continua morando no seu apartamento. Para afastar mau olhado e dissipar a carga de fluidos negativos deixados pelo ex-morador da Granja do Canguiri, as mesas preparadas para o jantar foram decoradas com pequenos vasos de pimenteiras circundados com sal grosso. Ideia da assessoria que não crê em espíritos das trevas, mas que los hay, hay... Mudou também o cardápio. O churrasco bovino foi substituído por carneiro assado, kibe cru e quitutes da cozinha árabe.

Depois da folia Na próxima sessão plenária marcada para a segunda-feira depois do carnaval (14), os deputados irão debater os 24 projetos vetados pelo ex-governador Roberto Requião. O dia promete ser de muito trabalho, e algumas discussões, na As-

Richa promove encontro com prefeitos O governador Beto Richa reuniu os prefeitos da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) na Granja do Canguiri, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira (2) à noite. O encontro para aproximação e integração com os municípios é o primeiro de uma série, que tem por objetivo valorizar as associações como entidades representativas junto ao governo. A região do Norte Pioneiro foi a primeira escolhida porque, apesar das muitas dificuldades e carências da população, foi esquecida pelo governo em suas ações por muito tempo. "O Norte Pioneiro sempre nos acolheu muito bem. Tenho laços familiares e de amizade muito fortes na região e vou retribuir a confiança e a amizade da população trabalhando lado a lado com os prefeitos, para valorizar o potencial da região", disse o governador. O prefeito de Joaquim Távora, Cláudio Revelino, presidente da Amunorpi, disse que os prefeitos da região veem na atitude do governo uma mostra de que pretende trabalhar em parceria. "A região espera muito do novo governo e trabalhando com os prefeitos as coisas vão acontecer mais rápido. É o que esperamos, por exemplo, para os cursos de capacitação para jovens e a geração de empregos", disse Revelino. Dilceu Bona, prefeito de São José da Boa Vista, disse que o novo governo já resolveu problemas como o atraso de repasses para hospitais da região. "Temos muitas necessidades e o governo está sinalizando que vai ser diferente, que vai dar atenção também para os pequenos municípios", disse Bona. Para o secretário de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, a série de encontros com prefeitos é uma forma inovadora de integração. "Estamos começando o governo em um momento de muitas dificuldades financeiras", afirmou Silvestri.

editor@fabiocampana.com.br

sembleia Legislativa. Após o fim da sessão, os deputados terão apreciado 144 vetos a projetos de lei que tramitavam na Casa, resquícios do antigo governo.

Descontente O senador Alvaro Dias (PSDB) desabafou no twitter seu descontentamento com a “comemoração” que o governo federal está fazendo em relação ao crescimento do PIB do ano passado. “O percentual de crescimento do PIB 2010 é falso. O parâmetro é o percentual negativo de 2009. Portanto não há porque fazer festa”.

Pensionistas A polêmica das aposentadorias a ex-governadores do Estado ou a viúvas de ex-governadores ainda dá o que falar. Mas as pensões não são privilégio apenas deste grupo. Pela primeira vez, a Assembleia Legislativa do Paraná revelou uma lista com 166 nomes que hoje recebem pensão pela Casa de Leis. São nomes de atuais e ex-deputados estaduais e de viúvas de ex-parlamentares que se associaram a um fundo de aposentadoria da Assembleia extinto no início da década de 90, o chamado Feppa, Fundo de Previdência do Parlamentar. No mês de fevereiro, a AL gastou R$ 1.263.709,64 somente com pensionistas.

Salvos pelo painel Ainda não foi desta vez que a folha de pagamento de alguns deputados veio com desconto no fim do mês por faltas às sessões na Assembleia Legislativa do Paraná. O controle rigoroso prometido pela Mesa Executiva não pode ser cumprido por causa da reconfiguração do painel eletrônico, que ficou desativado por alguns dias. Mas garante o 1º Secretário Plauto Miró Guimarães Filho (DEM) que no próximo mês não tem desculpa, o desconto vai acontecer. O presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), pretende publicar no Portal da Transparência as justificativas dos deputados que não comparecerem às sessões. Para análise dos eleitores.

Requião candidato? Há pouco, via twitter, o senador Roberto Requião disse, com ar de salvador da pátria, que pode disputar as eleições para a prefeitura de Curitiba. Confira nas palavras do próprio: “O senado me empolga, mas se for pela minha ctba e para resgatar o nosso PMDB, convocado, disputo a prefeitura”.

Pirataria A Pirataria está com os dias contados no Paraná, ao menos é o que espera o deputado Osmar Bertoldi (DEM). É dele a autoria do projeto que institui o Conselho Estadual de Combate à Pirataria. O órgão, vinculado a

Secretaria de Justiça, será encarregado de elaborar leis para o combate à pirataria, sonegação fiscal e crimes contra propriedade intelectual.

Na disputa Mais um partido entrou na disputa pelo passe de Gustavo Fruet. Desta vez o PV do Paraná mostrou interesse. A avaliação da sigla é que o perfil do ex-deputado se encaixa nas suas propostas e ele daria um impulso para viabilizar o partido que ganhou espaço nas eleições presidenciais com Marina Silva. Os nomes influentes do PV não descartam o apoio a candidatura de Fruet para a prefeitura de Curitiba, mesmo que ele esteja em outro partido. É esperar pra ver quem ganha a disputa.

Lupi fica A alegria durou pouco. Contrariando as informações que cogitavam que Osmar Dias ocuparia o lugar de Carlos Lupi, no Ministério do Trabalho, já que este estaria com o prestígio em baixa com Dilma Rousseff, a presidente afirmou hoje que Lupi é de “sua inteira confiança” e permanece no cargo. Dilma respondeu sobre a permanência de Lupi em entrevista a jornalistas após receber o primeiro-ministro da Defesa do Timor Leste, Xanana Gusmão.

UNIÃO

Estados têm protocolo para ação na região da fronteira Propostas foram sugeridas pelo Consórcio CIF formado em 2009

O

governador Beto Ri cha e os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do estado argentino de Missiones, Maurice Fabián Closs, assinaram um protocolo de intenções nesta quinta-feira (3), em Curitiba, para desenvolver uma série de ações integradas na fronteira entre os estados, no Sudoeste paranaense. As propostas foram sugeridas pelo Consórcio Integrado da Fronteira (CIF), formado em 2009 pelas prefeituras de Barracão e Bom Jesus do Sul (PR), Dionísio Cerqueira (SC) e Bernardo Irigoyen (Argentina). São ações nas áreas de turismo, saúde, saneamento básico, melhoria da infraestrutura viária e questões aduaneiras, entre outras, que já estão sendo desenvolvidas no âmbito dos municípios. As ações conjuntas precisam de apoio governamental para se desenvolver mais rápido e assim melhorar a qualidade de vida dos 42 mil morado-

res e visitantes que diariamente passam pela região fronteiriça. Richa disse que o Governo do Paraná deixou de participar desse projeto de integração por muito tempo, mas que o tempo perdido será recuperado. "Com a união de esforços podemos tornar as ações mais ágeis, menos burocráticas e certamente muito mais eficientes para melhorar a vida de toda a população que vive naquela região", afirmou o governador. Ele também informou que está em andamento uma parceria com o Ministério da Justiça para implantar um Gabinete de Gestão Integrada para melhorar a segurança na região de fronteira, fortalecendo o combate ao tráfico de drogas e de armas, entre outras ações. "Queremos que esse consórcio, que é o único no País, seja modelo e possa ampliar suas ações para todo o estado e para os dois países. Para que isso aconteça, faltava a

participação dos governos estaduais e federais", afirmou o prefeito de Barracão, Joarez Henrichs, que preside o consórcio. "Saímos felizes do encontro, porque o governador vai dar andamento aos projetos, acompanhando os outros estados", afirmou o prefeito. O governador de Missiones, Maurice Closs, disse que a expectativa é de que os governos trabalhem em conjunto para desenvolver a zona oeste do Brasil e leste da Argentina, que há muito tempo estão esquecidas. "Desde a retomada da democracia na Argentina, quando acabou a hipótese de conflito entre os países, a região começou a receber estradas, energia elétrica. Agora vem o processo de integração, que precisa esforço conjunto", disse Closs. Para ele, a integração regional deve estar no topo da agenda pública, para tratar da habilitação de espaços fronteiriços, da movimentação de pessoas e de merca-

dorias, trabalho que requer apoio dos governos federais, no caso das aduanas alfandegárias. "Com os três governadores trabalhando juntos, em torno do mesmo interesse, teremos sucesso", afirmou Closs. O governador catarinense disse que o consórcio Caminhos da Fronteira é um exemplo extraordinário e que Santa Catarina vai continuar apoiando. "Os resultados são muito bons nesse projeto de integração e de valorização de uma região importante, com grande potencial de crescimento", afir-

mou Raimundo Colombo. Também assinaram o protocolo os prefeitos dos municípios que formam o Consórcio Integrado da Fronteira: Joarez Henrichs (Barracão-PR); Paulo Deola (Bom Jesus do Sul-PR); Altair Rittes (Dionísio Cerqueira-SC); e Diogo Gimenez, representante do prefeito de Bernardo Irigoyen, Jorge Gandulla; o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional de Santa Catarina, Flávio Berté, e o ministro de Turismo de Missiones, Horácio Blodeck.

FOMENTO

Secretaria defende parceria para aumentar agronegócio A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) deu o passo inicial para a construção da parceria públicoprivada mais efetiva em apoio ao desenvolvimento do agronegócio paranaense. De acordo com o secretário Norberto Ortigara, o objetivo da parceria é dar sustentação a políticas públicas de geração de emprego, renda, promover o crescimento econômico e melhorar a vida das pessoas no campo e nas cidades, com mais segurança alimentar e com alimentos de qualidade. Para isso, a Seab promoveu uma parada estratégica de dois dias para que dirigentes do órgão, de empresas vinculadas, diretores e dirigentes de entidades da iniciativa privada participassem do seminário: "Estratégias e Atuação Institucional no Agronegócio Paranaense", realizado nesta quarta-feira (2) e quinta-feira (3) em um hotel às margens da represa Capivari-Cachoei-

ra, município de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Durante o seminário, as entidades participantes se comprometeram em eliminar a duplicidade e paralelismo de funções e integrar mais as ações de cada uma delas em apoio ao produtor rural e às cadeias produtivas. Participaram do encontro, a Seab, as empresas vinculadas Emater, Iapar, Claspar, Ceasa, Codapar e CPRA, representando o poder público. Representando a iniciativa privada, participaram o Sebrae, Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). Aos participantes, Ortigara revelou que está na expectativa do próximo passo: diagnosticar as cadeias produtivas e definir ações para solucionar os entraves em cada uma delas. Assim, as políticas públicas serão dire-

cionadas para fortalecer o que já existe de bom em cada região. "Conforme as demandas apresentadas pela sociedade, vamos estudar as realidades e propor ações que possam ser exercidas em conjunto entre poder público e iniciativa privada, sem duplicidade de ações mas com agilidade e sem burocracia", destacou. O consultor da Federação do Estado da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Antonio Poloni, disse que as ações do governo e da iniciativa privada serão integradas e concentradas para alavancar as cadeias produtivas eleitas nos municípios e nas regiões. O grande minério do Paraná - disse Poloni - é a produção de alimentos. "Então vamos fazer um trabalho bem feito e demonstrar nossa competência", disse. "Para isso, o poder público não pode trabalhar sem o apoio da inicia-

tiva privada e vice-versa. Precisamos estar juntos para o desenvolvimento comum. Todo esse trabalho deve ter como pano de fundo a conclusão do processo de sanidade animal e vegetal, que será a grande marca desse governo", acrescentou. Para o superintendente do Senar-PR, Ronei Volvi, esse repensar de ações de instituições públicas e privadas em conjunto é inédita e está sendo feita visando o beneficio de entidades demandadoras, que são os sindicatos e associações rurais de produtores e de trabalhadores, as cooperativas e os produtores em geral. O diferencial no seminário é que cada instituição está definindo seu papel, sua metodologia de trabalho, seu plano de ação para as cadeias produtivas e territórios, projetos setoriais. A partir disso, o governo vê como eliminar os paralelismos de ações, respeitando a individualidade e orçamento

de cada órgão. Também não serão solicitados recursos extras de outros órgãos. Cada um vai trabalhar com o seu orçamento. Esse planejamento visa ações imediatas, mas também de médio e longo prazo para tornar o agronegócio mais competitivo e eficaz dentro e fora do País. Poloni citou como exemplo a bacia leiteira do Sudoeste ou a produção de cafés especiais do Norte Pioneiro. Se nessas cadeias produtiva faltam capacitação e profissionalismo do produtor, o Senar se responsabilizará por esse processo. Se o ponto de estrangulamento está no mercado e na transformação da produção, o Sebrae irá ajudar. Assim, cada instituição irá apoiar com sua experiência a execução das políticas públicas. À Emater caberá a identificação dos diagnósticos e os órgãos competentes serão acionados.


PublicidadeLegal Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A7 | Indústria&Comércio SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA PRÉVIA A empresa Straube & Correia Administração e Participações Ltda, com CNPJ nº 06.273.819/0001-9, torna público que recebeu do Institudo Ambiental do Paraná - IAP, Licença Prévia nº 25.963, para empreendimento Comerciais e Serviços, a ser implantado a Alameda Bom Pastor s/n, localidade de Arujá, Município de São José dos Pinhas, estado do Paraná, R.I.n.º 4.746, ofício de São José dos Pinhas, estado do Paraná

A ATZ – RENOVAÇÃO DE PENUS LTDA – EPP torna público que recebeu da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMMA, Licença de Operação nº 4739/09 para implantação de empresa de Reforma de pneumáticos usada, comércio a varejo de pneumáticos e câmaras de ar e serviços de borracharia para veículos automotores, implantado na Rodovia BR 116 nº 26640, bairro Campo do Santana, município de Curitiba – PR.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO O Presidente da Comissão Eleitoral no uso de suas atribuições e em conformidade com o que estabelece o Artigo 47, alínea “a” do Estatuto do Sindicato dos Técnicos Industriais no Estado do Paraná, vem através do presente convocar as Eleições para a renovação da Diretoria do Sindicato dos Técnicos Industriais no Estado do Paraná, a ser realizada nos dias 26, 27 e 28 de abril de 2011, no horário das 09:00h às 17:00h na(s) urna(s) fixa(s) na sede do sindicato, sito à Rua Tibagi, nº 592, Curitiba - Paraná e das 09:00h às 17:00h na(s) urna(s) itinerante(s), conforme previsto no Regimento Eleitoral: a) Das condições para votar: Poderá votar o técnico industrial que estiver quite com a Tesouraria pelo menos a trinta dias da eleição e contar com mais de três meses no quadro social da Entidade, conforme previsto no Artigo 52, alínea “a” do Estatuto da Entidade; b) Das condições para ser votado: Poderá ser votado o técnico industrial que estiver quite com a Tesouraria pelo menos a trinta dias da eleição e contar com mais de um ano de filiação para candidatar-se a cargo da Diretoria Executiva, conforme previsto no Artigo 52, alínea “b” do Estatuto da Entidade; Curitiba, 04 de Março de 2011. Rômulo F. da Silva Presidente da Comissão Eleitoral

3º OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL E 15º TABELIONATO DE PESSOAS NATURAIS Município e Comarca de CURITIBA, Estado PARANÁ BEL. MÔNICA MARIA GUIMARÃES DE MACEDO DALLA VECCHIA Registradora Designada F AÇO

SABER QUE PRETENDEM SE CASAR :

01- CÉDRIC JOSEPH BERNARD LAMBERT e MELAINE DA SILVA NASCIMENTO. SE ALGUÉM SOUBER ( QUINZE ) DIAS .

DE ALGUM IMPEDIMENTO , OPONHA- O NA FORMA DA LEI NO PRAZO DE

15

CURITIBA, 03 DE MARÇO DE 2011

CARTÓRIO DE SANTA FELICIDADE IRIO DAS CHAGAS LIMA – OFICIAL Av. Manoel Ribas, 6031 - Fone (41) 3372-1671 – CEP 82020-000 – CURITIBA – PARANÁ EDITAL DE PROCLAMAS F AÇO

SABER QUE PRETENDEM SE CASAR :

1- FELIPE GABARDO ALVES COM CAMILA RICARDO SOUZA MACHADO. G.L.A. IMÓVEIS LTDA C N P J Nº 77 538 957 / 0001 - 10 ASSEMBLÉIA DELIBERATIVA DE SÓCIOS EDITAL DE CONVOCAÇÃO São convidados os Senhores Sócios para, em Assembléia Geral Deliberativa, a ser realizada na Sede Social da empresa GPD – Serviços Administrativos Ltda., sito à Rua Estados Unidos, 1680, Boa Vista, em Curitiba - PR., às 09:00 hs., do dia 04 de abril de 2.011, para tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte: ORDEM DO DIA a) Apreciação, discussão e votação do Relatório dos Administradores e Balanço Geral, referente ao exercício encerrado em 31.12.2010; b) Alteração na cláusula da Administração; c) Consolidação do Contrato Social. AVISO:- Comunicamos, outrossim, que os documentos a que se refere o Artigo 1.078, da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002, encontram-se à disposição dos Senhores Sócios, na Sede Social. Curitiba, 24 de fevereiro de 2011. DARCI GULIN e JOSÉ MAURO GULIN Administradores

Se alguém souber de algum impedimento, oponha-o na forma da Lei, no prazo de 15 (quinze) dias.

Empresas&Produtos Crowne Plaza Curitiba se associa ao WWF-Brasil O Crowne Plaza Curitiba, o único hotel boutique da capital paranaense, é o mais novo parceiro da WWF-Brasil, organização não-governamental dedicada à conservação da natureza. Com a parceria, o Crowne passa a fazer parte clube corporativo da associação, que tem por objetivo arrecadar doações financeiras para preservação do meio ambiente. Para efetivar a parceria, o Crowne Plaza Curitiba adotou a campanha “Cortesia Solidária”, criada pela Intercontinental Hotels Group (IHG), maior rede hoteleira do mundo, da qual o Crowne faz parte. Além disso, clientes e hóspedes poderão fazer doações voluntárias em urnas disponibilizadas na recepção e o hotel estará engajado, apoiando as mais variadas ações propostas pela WWF, entre elas a Hora do Planeta, no próximo dia 26 de março. Inaugurado no ano de 2004, O Crowne Plaza está localizado no setor histórico da capital paranaense (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 600) e se destaca pela excelência nos serviços prestados e por possuir uma infraestrutura impecável, com apartamentos modernos e muito bem equipados. As reservas podem ser feitas pelo telefone (41) 3204-4100. Mais informações no site www.crownecuritiba.com.br.

Curitiba, 03 de março de 2011 IRIO DA CHAGAS LIMA Oficial

CIPANDA AGROPECUÁRIA LTDA CNPJ Nº 80.513.922/0001-31 REUNIÃO DELIBERATIVA DE SÓCIOS EDITAL DE CONVOCAÇÃO São convidados os Senhores Sócios para, em Reunião Deliberativa, a qual realizarse-á, na sala de reuniões da Sede Social, à Rua Holanda, 719 – Holanda Center BL 01 Lojas ED, Unidade 11-A, 02º Andar – Bairro Boa Vista, nesta cidade de Curitiba - PR., às 14:00 horas do dia 04 de abril de 2.011, para tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte: ORDEM DO DIA a) Apreciação, discussão e votação do Relatório dos Administradores e Balanço Geral, referente ao exercício encerrado em 31.12.2010. AVISO:- Comunicamos, outrossim, que os documentos a que se refere o Artigo 1.078, da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002, encontram-se à disposição dos Senhores Sócios, na Sede Social. Curitiba, 24 de fevereiro de 2011. CIPANDA AGROPECUÁRIA LTDA DANTE JOSÉ GULIN e MARIA CELI GULIN Administradores

Bergus Seguros e JVSL se unem Seguindo os planos de expansão, a Bergus Corretora de Seguros começa o ano de 2011 com mais um contrato de associação visando à unificação das operações, desta vez com a JVSL. Em 2010, a Bergus associou-se a Mello & Possiede Seguros Especializados e a RMC Consultora em Seguros no Paraná e a Hírio Corretora de Joinville, além de abrir um novo escritório em Blumenau. Este ano, com a fusão com a JVSL as duas organizações passam a oferecer mais condições estruturais, comercial e tecnológica aos clientes na área de consumer e midle market. Atualmente, o seguro mais procurado na JVSL é o de automóveis. "Em crescimento também está a procura pelo seguro residencial e patrimonial", diz Karina Angélica Andrade que passa a atuar como Diretora de Consumer da Bergus Corretora de Seguros e traz para a empresa uma carteira formada por mais de 7 mil clientes. Com mais esta aquisição, a Bergus passa a contar com profissionais capacitados, de qualidade e especializados em todos os setores do seguro para se consolidar como a maior corretora do sul do Brasil.

AZ4 GROUP produz displays para os produtos da L'Oreal A Az4 Group, líder nacional na produção de displays para o ponto de venda, assina a produção dos displays para da linha Solar da L'Oréal, dedicada a oferecer o melhor da proteção solar avançada para cuidados da pele. São displays de chão convencionais, anti-furto e cross, todos com design ousado e briefing alinhado com a proposta elaborada por uma agência para a empresa, que escolheu a atriz Grazi Massafera para estrelar a campanha. As peças, que levam as cores do verão e contam com imagens da atriz, expõem protetores solares e demais itens indispensáveis para o alto verão. "A proposta em reproduzir a embalagem do bloqueador solar é perfeita. Além de captar o consumidor pelo aspecto lúdico, ela gera rápida associação com o produto", afirma Christiany Zanotto de Sena, diretora comercial da Az4 Group.

Talk Assessoria de Comunicação faz aniversário nesta semana A Talk Assessoria de Comunicação comemora neste sábado (05/03) quatro anos de mercado. Com a data coincidindo com o feriado do Carnaval as comemorações serão em clima de descanso. Devido ao ritmo acelerado do início do ano a equipe deve viajar para curtir os dias de folia. Para Karin Villatore, Diretora da Talk Assessoria de Comunicação, a agência está comemorando a boa fase, que segue a previsão do Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação e da Comunicação Corporativa de 2010/ 2011, que possui prognósticos de crescimentos de até 25% para empresas do setor. "A Talk comemora junto com o aniversário a conquista de clientes de peso nos dois primeiros meses do ano e as novas propostas para futuros trabalhos. Vamos aproveitar o Carnaval para descansar e conseguir voltar a todo vapor", diz. A Talk Assessoria de Comunicação presta serviços personalizados de assessoria de imprensa, media training, gerenciamento de crise, conteúdo de sites e de publicações, comunicação interna, auditoria de imagem, divulgação internacional de notícias e coletivas online. Fundada pela jornalista Karin Villatore, que em janeiro comemorou 20 anos de experiência profissional na área, a Talk Assessoria de Comunicação ajuda o cliente a construir uma imagem sólida junto aos principais veículos de comunicação e ao público-alvo. A Talk Assessoria de Comunicação conta hoje com mais de 15 clientes, de variados setores.

Espaço Gourmet

Leadgate e Aurelius AG firmam parceria O conglomerado industrial alemão Aurelius AG (ISIN: DE000A0JK2A8) se associa ao Leadgate, grupo de investimento líder na América do Sul, com o intuito de adquirir conjuntamente empresas de uma das regiões que mais crescem no mundo. Ambas pretendem investir 150 milhões de euros em empresas com alto potencial de desenvolvimento. "A América do Sul é uma das regiões mais dinâmicas do mundo apoiada pela valorização das commodities e pela crescente demanda in-

terna. Escolhemos fazer parceria com a Leadgate devido a sua trajetória, profundo conhecimento de mercado e experiência em gestão de negócios", diz Dirk Markus, CEO da Aurelius AG. A empresa é cotada na bolsa de valores da Alemanha e se tornou líder industrial controlando 17 empresas com faturamento superior a 1.700 milhões de dólares. "Estamos entusiasmados com a possibilidade de trabalhar com a Aurelius. Eles possuem uma grande equipe de profissionais e são, sem dúvi-

da, um dos grupos com maior experiência na criação de valores para as empresas que administram", afirma Matias Campiani, sócio da Leadgate. A Leadgate foi fundada, em 2004, por Matias Campiani, Arturo Alvarez-Demalde e Sebastián Hirsch. Em julho de 2007, o grupo adquiriu a empresa aérea Pluna, transformada em líder de operações internacionais de jatos regionais. Anteriormente, a Leadgate havia controlado e transformado com sucesso as operações da Parmalat no Uruguai,

uma das maiores empresas de laticínios na região. O desenvolvimento das empresas adquiridas pela Leadgate são casos de estudo nas escolas de administração de Harvard e Wharton, nos Estados Unidos, e do IAE, na Argentina. A equipe Leadgate, com base na América do Sul, inclui membros com experiência em várias áreas de gestão com atuação nas Américas, Europa e Ásia. A companhia concentra-se, principalmente, nas oportunidades oferecidas pelo Brasil, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A louça é tão importante para finalização de uma receita quanto os melhores ingredientes que fazem parte dela. Nutricionistas, cozinheiros, chefs de cozinha e amantes da culinária sabem que as pessoas "comem primeiro com os olhos", como diz o ditado popular. Por isso, profissionais da gastronomia têm procurado cada vez mais se certificar da qualidade das peças que escolhem para a montagem de seus pratos. Segundo o chef Gui Baran, supervisor da Espaço Gourmet Escola de Gastronomia de Curitiba, a apresentação é fundamental para o sucesso de uma receita. "Toda preparação pode e deve ser melhorada na hora da apresentação, pois é nessa hora que os comensais vão admirar a beleza da obra do chef. A apresentação visual é a primeira conquista sobre o cliente", afirma.Pensando no sucesso dessas preparações, a Germer Porcelanas Finas desenvolveu, a partir de pesquisas de tendências mundiais de design em louças, a Linha Chef Gourmet. A Linha foi desenvolvida especialmente para o preparo de receitas diferentes do convencional. As peças em miniatura, por exemplo, atendem a tendência do chamado finger foods, cada vez mais presente na alta gastronomia. São peças pequenas para servir diferentes petiscos em porções individuais. "As miniaturas são ideais para personalizar ainda mais o serviço de um chef e surpreender o cliente com apresentações inusitadas", garante Baran.A criatividade é que dá o tom. As peças que compõem a linha Miniatura da Germer Porcelanas podem ser utilizadas em reuniões informais, como jantares entre amigos em casa, ou até mesmo em festas sofisticadas, como casamentos e eventos corporativos. Fazem parte do cardápio do finger foods canapés salgados e agridocese muito mais.


joca.sev@hotmail.com

Joaquim Severino REPRESENTAÇÃO DA FAO NO BRASIL A representação no Brasil da agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO, está sob a direção do moçambicano Hélder Muteia. A FAO reconhecida no mundo inteiro como prestadora de grande ajuda aos países mais pobres tem uma longa história de cooperação com o Brasil, especialmente nas relações Sul-Sul, destacando-se Moçambique como um dos principais protagonistas. A designação do Dr. Muteia é como que para coroar essa relação. Em 1974, o Brasil foi o primeiro país do mundo a reconhecer a independência do país e já no ano seguinte o diplomata Ítalo Zappa viria a ser o primeiro embaixador brasileiro junto à República Popular de Moçambique. No início dos anos 80 mais de duzentos especialistas brasileiros estavam instalados naquele país, dos quais aproximadamente uma centena, composta por muitos paranaenses, integrava o “staff” da FAO e países cooperantes. A espetacular nação moçambicana que fora arrasada por longa guerra pela independência, precisava ser reconstruída. A FAO, não obstante tenha tido papel importante como executora de certos projetos, notadamente quando os recursos do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento – PNUD eram menos escassos, tem-se notabilizado pela capacidade indutora que sua chancela lhe confere. Há quem diga que a forma desastrada com que o Programa Fome Zero foi lançado, só conseguiu transformar-se no exitoso Programa Bolsa Família graças ao reconhecido e divulgado apoio da FAO em nível mundial. Com o Estado do Paraná, a distinguida relação com a FAO está associada com o mais bem sucedido programa agroambiental brasileiro, o programa paranaense de manejo integrado de microbacias hidrográficas. Por mais que os governos estadual e federal tenham realizado muito, por maior que tenha sido o engajamento de produtores rurais e cooperativas em relação ao mencionado programa, o mesmo foi fortemente expandido com recursos de empréstimos internacionais, cujos financiadores tomaram em grande conta, a recomendação que a FAO fez relativamente ao programa como referência positiva para vários países da América Latina. Os paranaenses, especialmente os que trabalharam para a FAO em Moçambique, estão otimistas quanto ao êxito do programa Pró-Savana, desenhado por Embrapa, Jica e Governo Moçambicano, com horizonte de 20 anos para alcançar a autosuficiência alimentar. Como disse o próprio Representante Muteia, “a fome não é um dado estatístico, ela dói, degrada e mata”. A experiência do Paraná em termos de agricultura familiar e associativismo rural, poderá dar a consistência prática que o Pró-Savana estará a requerer. A Associação Comercial do Paraná – ACP, através do seu Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais, está desenhando um formato de cooperação com Moçambique, com o envolvimento de cooperativas e associações de produtores do Paraná, de forma a viabilizar intenso intercâmbio, sobretudo entre estudantes e jovens técnicos, visando a colaborar na antecipação do atingimento da tão almejada meta moçambicana. O Representante Muteia será, seguramente, um aliado especial e importantíssimo na viabilização do pretendido intercâmbio. Joaquim Severino – Diretor Presidente da empresa Agrária Engenharia e Consultoria S/A e Professor de Política Agrícola da Universidade Federal do Paraná (1973/2010) escreve nesta coluna desde 1992.

Ajufe quer paralisar trabalhos de juízes por um dia A Diretoria da Associação dos Juízes Federais e o Colégio de Delegados da entidade estão ameaçando fazer um dia de paralisação dos trabalhos da classe. A data já está escolhida: 27 de abril. A categoria pede simetria constitucional com o Ministério Público e o respeito à irredutibilidade dos subsídios. Em reunião desta terça-feira (1º/3), a Ajufe decidiu enviar a proposta à Assembleia Geral Extraordinária do próximo dia 24 de março. O vice-presidente da 2ª Região da entidade, Fabrício Fernandes de Castro, explica que o encaminhamento conjunto “reflete em grande parte o que pensa a carreira neste momento de completo desrespeito e abandono do Poder Judiciário em questões que envolvem a sua dignidade, independência, segurança

e sistema remuneratório. O STF precisa se empenhar na defesa dos juízes e precisa sensibilizar o Poder Executivo e Legislativo”. A simetria constitucional entre juízes e membros do Ministério Público foi reconhecida há quase um ano. Mesmo assim, não foi posta em prática. A classe também está insatisfeita por acreditar que o reajuste anual não vem sendo cumprido. De acordo com a Ajufe, os subsídios estão defasados em 32%. O risco que corrrem os juízes criminais também está na pauta de discussões. Segundo Fernandes de Castro, a entidade pretende trazer ao Brasil juízes que fizeram greve na Espanha e Portugal para palestrar, além do ex-presidente da Tourinho Neto, que comandou a greve dos juízes federais em 2000.

Justiça&Direito

Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A8

CUSTAS PROCESSUAIS

Justiça gratuita pode ser pedida em qualquer fase Leis autoriza a concessão da justiça gratuita aos que recebem salário mínimo

A

parte pode requerer o benefício da justiça gratuita em qualquer fase do processo e em qualquer grau de jurisdição e não existe presunção de que ela pode arcar com as cutas, sendo necessária a prova. Com base na jurisprudência firmada, a 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito na fase recursal de um trabalhador que não tinha como pagar os custos do processo. A decisão foi unânime e baseada no voto da relatora do Recurso de Revista do trabalhador, ministra Maria de Assis Calsing. O entendimento do TST reverte decisão anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que atende ao estado de São Paulo. O órgão recusou o Recurso Ordinário por entender que, como a parte não pagou as custas proces-

suais, teria ocorrido deserção no caso. Além disso, como o trabalhador recebia uma remuneração de R$ 25 mil e ganhou mais de R$ 95 mil quando saiu da empresa, o TRT presumiu que o profissional havia conquistado riqueza suficiente para suportar as custas do processo.

Segundo a ministra relatora do caso no TST, “mediante a simples afirmação, na própria petição inicial, de que não está em condições de pagar as custas do processo e os honorários de advogado, sem prejuízo próprio ou de sua família”. Ela embasou sua argumentação no ar-

tigo 4º da Lei 1.060, de 1950, com redação dada pela Lei 7.510, de 1986, que tratam do assunto. Ainda de acordo com Maria de Assis Calsing, é o artigo 790 da Consolidação das Leis do Trabalho que autoriza a concessão da justiça gratuita aos que recebem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do próprio sustento ou da família. Isso significa dizer que o pedido pode ser aceito até depois da sentença, como se deu no caso. O ministro Barros Levenhagen, presidente da 4ª Turma, explicou que o TRT-2 emitiu tese contrária à jurisprudência do TST. Ele lembrou que não existe presunção de que a parte pode arcar com as custas processuais, sendo necessária a prova.

COMPARTILHAMENTO DE PROVAS

Tratado internacional não serve para ação civil O Tratado de Assistência Legal Mútua entre Brasil e Estados Unidos não serve para embasar pedido de quebra de sigilo bancário em inquérito de ação civil. De acordo com decisão unânime da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, o acordo entre os países trata, apenas, de assistência jurídica em matéria penal. Com a decisão, o Ministério Público de São Paulo não poderá ter acesso a informações relativas a operações bancárias de membros da Igreja Universal do Reino de Deus em instituições financeiras americanas. De acordo com o relator do caso, ministro Ari Pargendler, presidente do STJ, o MP jus-

tificou seu pedido pelo trâmite de ação penal posteriormente anulada. Porém, como o auxílio direto solicitado pelo MP se deu no âmbito de inquérito civil, instaurado com a finalidade de instruir “ajuizamento de eventual ação civil pública”, os ministros da Corte Especial consideraram prejudicado o pedido de assistência. “Anulado o processo penal, com a remessa dos respectivos autos à Justiça Federal, o pedido deve ser renovado, se for o caso, pelo Ministério Público Federal (MPF); o Ministério Público estadual não pode sustentálo nos autos de inquérito civil, sob pena de se ampliar

os termos de um acordo internacional restrito à eficácia da repressão penal”, afirmou Ari Pargendler.

O caso O MP de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar notícias de irregularidades praticadas por membros da Igreja Universal. Durante a investigação, foi solicitada Assistência Legal Mútua entre Brasil e Estados Unidos, para se obter informações sobre as operações bancárias ilícitas noticiadas no inquérito civil. A Igreja Universal entrou com Mandado de Segurança solicitando que não houvesse a cooperação internacional. A juíza de Direito

Poder público não participa de negociação entre sindicato e empregador A participação do Poder Público em negociações salariais entre sindicatos e empregadores viola dispositivo da Constituição. O entendimento é do Plenário do Supremo Tribunal Federal, declarou inconstitucional dispositivo da Lei Complementar 459/ 2009, de Santa Catarina. O artigo 2º, parágrafo único, da referida lei determinava a participação do governo estadual na negociação entre entidades sindicais e empre-

gadores para a atualização dos pisos salariais. A Confederação Nacional do Comércio entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade questionando a fixação de quatro pisos salariais no estado, previstos no artigo 1º da Lei Complementar, e a determinação para que o governo participasse das negociações para atualização dos valores. O ministro Dias Toffoli, votou no sentido de julgar a

ação parcialmente procedente, apenas para declarar inconstitucional o parágrafo único do artigo 2º da lei. Ele explicou que o dispositivo afronta o artigo 8º, inciso I, da Constituição, que veda ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. O ministro Ayres Britto, que acompanhou o relator, acrescentou que o dispositivo viola a independência dos sindicatos.

Justiça Eleitoral não pode julgar descumprimento de TAC por partidos A Justiça Eleitoral não tem competência para julgar representação por descumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta. A decisão é do Tribunal Superior Eleitoral , negou pedido do Ministério Público Eleitoral do Ceará. O órgão pretendia que fosse aplicada multa prevista no TAC firmado com coligações da cidade de Madalena durante as eleições municipais de 2004. Por unanimidade, os ministros entenderam que não há previsão constitucional ou legal para que a Justiça Elei-

toral processe e julgue casos como esse. “A competência da Justiça Eleitoral, prevista na Constituição da República e no Código Eleitoral, não contém a previsão de processar e julgar representação por descumprimento de compromisso de ajustamento de conduta”, destacou a relatora do processo, ministra Cármen Lúcia. A ministra afirmou ainda que caberia ao Ministério Público ajuizar, nos termos do artigo 96 da Lei 9.504/ 1997, representação por descumprimento da lei que estabelece as regras para uti-

lização de alto-falante e de amplificadores de som.

TAC O TAC firmado pelo MPE do Ceará previa que as coligações de Madalena não abusariam de instrumentos sonoros ou de sinais acústicos durante o período de propaganda eleitoral dos candidatos. Determinava ainda que, se houvesse descumprimento ao TAC, seria aplicada multa no valor de R$ 1.064,10, a ser revertida para o Fundo Estadual de Reparação dos Direitos Difusos.

acolheu o pedido e tornou nulo o teor da solicitação do MP. O órgão então recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo, pedindo a suspensão dos efeitos da sentença. O pedido foi negado e o MP o renovou perante o STJ. Inicialmente, o pedido foi indeferido, mas a decisão foi reconsiderada no âmbito de Agravos Regimentais interpostos pelo MP estadual e pelo MPF. A Igreja Universal entrou com outro Agravo Regimental dando conhecimento do fato de que a 16ª Câmara Criminal do TJ anulou o processo penal instaurado para apurar os mesmos fatos que estavam sendo investigados pelo MP estadual no inquérito civil.

Seguradora não pode enviar manual depois do contrato A seguradora deve prestar ampla informação das cláusulas limitativas do seguro no momento da proposta, e não apenas após a celebração do contrato, quando envia para a residência do segurado um manual. Esse foi o decidido pela 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu que só informar depois da contratação viola a boa-fé, e que a exclusão do benefício com o argumento de agravamento do risco é ilegal. A decisão foi dada em uma ação de cobrança ajuizada por uma beneficiária de um seguro por morte contra a seguradora que se recusou a pagar R$ 50 mil de indenização pelo falecimento do segurado após um acidente de trânsito porque ele estava alcoolizado no momento do acidente, desobedecendo assim as normas das condições gerais do seguro e do Código Brasileiro de Trânsito (CBT).


Economia Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | B1 | Indústria&Comércio

PAÍS RICO

PIB cresceu 7,5% em 2010, maior taxa desde 1986 Consumo das famílias subiu 7% e puxou crescimento econômico Thais Leitão

O

Produto Interno Bru to (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2010 com crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira (03/03) os dados, esse é o maior resultado desde 1986, quando a economia também teve expansão de 7,5%. Em valores correntes, o PIB ficou em R$ 3,675 trilhões no ano. A expansão da economia em 2010 foi beneficiada, segundo o IBGE, pela baixa base de comparação no ano anterior, quando o PIB registrou

queda de 0,6%, influenciado pelos efeitos da crise financeira internacional. O crescimento observado é resultado do aumento de 6,7% do valor adicionado a preços básicos e da elevação de 12,5% nos impostos. O documento do IBGE também aponta que, no que se refere à produção, o PIB da indústria, com alta de 10,1%, foi o que mais cresceu entre os três componentes, puxado pelo bom desempenho da extrativa mineral (15,7%), seguida pela construção civil (11,6%). O PIB agrícola registrou elevação de 6,5%. Neste caso, o resultado foi influenciado pelo aumento de produção de várias culturas importantes da lavoura brasileira, com destaque

para a soja, com aumento de 20,2%, do trigo (20,1%), do café (17,6%), do milho (9,4%), da cana (5,7%) e da laranja (4,1%). O setor de serviços teve crescimento de 5,4% em 2010, puxado pelas atividades de intermediação financeira e seguros; e comércio, ambas com alta de 10, 7%. Segundo o IBGE, o crescimento da população empregada, da massa salarial e do crédito foi o fator que sustentou o crescimento das vendas no ano. Além disso, houve expansão de 8,9% em transportes, armazenagem e correio; e de 3,8% em serviços de informação. Já em relação à demanda, o IBGE apurou aumento de 7,0% do consumo das famílias, séti-

mo ano de alta consecutiva; e elevação de 3,3% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo cresceu 21,8%, representando a maior taxa acumulada em quartos trimestres desde o início da série, em 1996. No setor externo, houve aumento tanto nas exportações (11,5%) como nas importações (36,2%). O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzidas no país e é usado para dimensionar o tamanho da economia nacional. Para calcular o PIB, o IBGE utiliza os resultados de pesquisas do próprio instituto ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústria, construção civil e transporte.

Ministro DESEMPENHO anuncia 3ª fase “Resultado coloca o Brasil entre do Programa de Sustentação países que mais cresceram” atrás da China, da Índia, da Ardo Investimento Pedro Peduzzi e Daniel Lima gentina e da Turquia. “Se consi-

Marcello Casal Jr/ABr

Daniel Lima e Pedro Peduzzi

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a terceira fase do Programa de Sustentação do Investimento (PSI 3), que contará com R$ 75 bilhões. Pelos cálculos do ministro, na nova etapa, o Tesouro irá arcar com um custo de R$ 4,1 bilhões para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa cobrar uma taxa de juros mais baixa. Essa equalização durará enquanto o empréstimo existir, embora as contratações do PSI estejam previstas para terminar no dia 31 de dezembro de 2011. Guido Mantega fez o anúncio sobre a nova fase ao comentar o crescimento de 7,5% da economia brasileira em 2010.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (03/03) que o crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre, na comparação com o terceiro trimestre, indica que a economia não está superaquecida. “No quarto trimestre crescemos 0,7%, com uma despesa pública negativa em 0,3%. Isso indica que economia não está superaquecida e que a poupança de 2011 crescerá mais do que a de 2010”, destacou o ministro. No ano, o PIB teve expansão de 7,5%, na comparação com 2009, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “(O crescimento) de 7,5% é muito, mas é um momento excepcional por causa da crise, já estamos agora num patamar de 5% a 5,5%”, acrescentou Mantega. Segundo o ministro, o resultado de 2010 coloca o Brasil entre os cinco países que mais cresceram no período, ficando

derarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, em conta ainda não oficial, a ser feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) ou pelo Banco Mundial, atingimos um PIB de R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando a França e o Reino Unido”, disse, em entrevista coletiva para comentar os números divulgados pelo IBGE. O crescimento anual, segundo o instituto, deve-se à baixa base de comparação no ano anterior, quando o PIB registrou queda de 0,6%, influenciado pelos efeitos da crise financeira internacional. O IBGE destacou que a formação bruta capital fixo cresceu 21,8%; o consumo das famílias, 7%; e o do governo, 3,3%. De acordo com o instituto, o PIB da indústria teve expansão de 10,1%, e o setor foi o ramo da economia que mais cresceu no ano passado. O PIB agrícola registrou elevação de 6,5% e o de serviços, de 5,4% O Produto Interno Bruto

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante entrevista

Preços de alimentos são recordes, diz FAO Carolina Pimentel

Depois de sofrer aumento pela oitava vez consecutiva, os preços globais dos alimentos alcançaram nível recorde em fevereiro, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (03/03) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O índice da FAO que mede o preço mundial dos alimentos registrou 236 pontos em fevereiro. Com uma elevação de 2,2% em comparação ao mês de janeiro, o valor é recorde desde o início da série histórica, em 1990. Com exceção do açúcar, todos os outros grupos de commodities alimentícias apresentaram aumento de preço. De acordo com a FAO, o índice de preços de cereais subiu 3,7% em fevereiro, chegando a 254 pontos, o nível mais alto desde julho de 2008.

MEDIDAS Diante da volatilidade dos preços dos alimentos, a tendência dos países da América Latina é adotar medidas de curto prazo para conter a inflação e deixar de lado ações com foco no produtor e na estrutura agrícola. É o que constatou um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (Iica).

Diretor do FMI defende aumento da poupança interna para reduzir juros Wellton Máximo

A redução dos juros no Brasil não depende apenas dos cortes fiscais e da política monetária, avaliou nesta quinta-feira (03/03) o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Segundo ele, o país também precisa aumentar a taxa de poupança interna tanto no setor público como no setor privado, para diminuir os juros no médio e no longo prazo. Strauss-Kahn fez o comentário depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele defendeu o aumento dos juros básicos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, afirmando que o reajuste da taxa

Selic para 11,75% ao ano era necessário para esfriar a economia brasileira e conter a inflação. “A posição adotada pela autoridade monetária era a postura correta”, afirmou. Sobre os riscos do aumento de juros para a taxa de câmbio, que estimula a entrada de dólares e torna a moeda norte-americana mais barata, o diretor-gerente do FMI afirmou que a apreciação do real é consequência do sucesso da economia brasileira diante da crise econômica mundial. Na avaliação dele, o crescimento acima da média mundial estimulou a entrada de investimentos estrangeiros, tanto na forma de investimentos diretos, que geram emprego, como de capital financeiro volátil.

Inflação para família de baixa renda diminui em fevereiro Cristiane Ribeiro

representa o total de riquezas produzidas no país e é usado para dimensionar o tamanho da economia nacional. Para calcular o PIB, o IBGE utiliza os resultados de pesquisas do próprio instituto ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústria, construção civil e transporte.

Esse índice inclui a cotação de alimentos considerados de primeira necessidade, como arroz, trigo e milho. Segundo a FAO, picos inesperados do preço do petróleo podem provocar impacto negativo no mercado de alimentos, o que causa incerteza em relação aos preços de plantações prestes a começar.

A inflação para as famílias com rendimento mensal de até 2,5 salários mínimos diminuiu de 1,40% em janeiro para 0,32% em fevereiro, informou nesta quinta-feira (03/03) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado de fevereiro, o Índice de Preços ao

Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 1,72% nos dois primeiros meses do ano e de 6,79% nos últimos 12 meses. Em fevereiro, a variação do IPC-C1 ficou abaixo da taxa do Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), de 0,49%. Nos últimos 12 meses, o IPCBR acumula alta de 6,02%, abaixo da registrada pelo IPC-C1.

VINO VITA EST.

Osvaldo Nascimento Júnior osvaldopinheiro@gmail.com

A EVOLUÇÃO DO VIDRO E DAS TAÇAS NA CULTURA VÍNICA Temos aqui em nossa Coluna VINO VITA EST, trazido até vocês caros leitores(as) informações diversas sobre o mundo bacante, sobre as regiões produtoras deste fruto maravilhoso no mundo, A UVA, sua geografia, história, cultura, e principalmente sobre os tipos de uvas que somos brindados pela natureza e pela técnica, hoje desenvolvida pelo homem, em produzir cada vez mais, com mais qualidade, e com preços cada vez mais acessíveis ao degustador hodierno. Já mencionamos o Imperador do vinho, Robert Parker, que diz que não precisa-se gastar muito dinheiro, para se ter vinhos de qualidade à sua disposição, hoje o mercado, oferece produtos de alta qualidade, com preços de USD 10, a USD 25,00, até por menos, dependendo das promoções, e com uma grande variação de uvas. Mas dentre sua história e tradição, hoje vamos abordar um complemento do vinho, que avançou nos séculos aprimorando-se cada vez mais por seus estudiosos, para tornar mais fácil seu transporte, e mais fácil de você degustá-lo em qualquer lugar, O VIDRO. Não foi fácil, das ânforas de cerâmica, os potes de barro glosurados, achados nas pirâmides do Faraós, com mosto de vinhos, recipientes metálicos cinzelados , provando que o vinho precedeu em muito o vidro do qual se fizeram as garrafas e os cálices, às

meias garrafas de hoje, o caminho foi longo. O vidro, como tantas realizações humanas, tem origens envoltas em mistério. É provável que os primeiros vidros tenham aparecido à partir de lavas vulcânicas, em contato com materiais e condições favoráveis à sua formação. Foram descobertas pontas de flechas e utensílios cortantes, datando de tempos pré-históricos. Conforme pesquisas por nós realizadas em várias obras sobre o assunto, citamos Orlando Borges Schroeder, em seu livro Iniciação Ao Vinho, prefaciado pelo não menos Antonio Houaiss, da Academia Brasileira de Letras, da Mesopotâmia e Egito, nos ficaram contas de vidros e posteriormente os primeiros recipientes. A Alexandria aperfeiçoou vidros coloridos e na Babilônia presume-se tenha surgido o ferro de soprar vidro. A Roma de Augusto, sempre o Império Romano, lá por 24 A.C., já havia chegado a considerável domínios sobre a técnica de fabricação do vidro, avanços esses que a queda do Império Romano, em 450 D.C pelos bárbaros, levou ao esquecimento. Na idade Média notabilizaram-se os vidros de Veneza, Murano, Bolonha, Ferrara e Gênova. No século XV descobre-se o cristal. Os ingleses com a introdução do chumbo obtêm cálices de pouca espessura e admirável transparência. Surgem os vidros tipo"crouwn" (coroa)mais grossos, servindo no fabrico de garrafas, o o "flint", mais fino e transparente do qual de-

rivam cristais e lentes hoje usados. As garrafas tiveram sua evolução a partir de recipientes de pouca altura, baixas, atacarracadas, algumas com alça para segurar. O passar do tempo as fez mais delgadas, altas e cilíndricas. Este aprimoramento pode ser bem acompanhado nas garrafas do Champagne e Vinho do Porto, preservadas em museus. O processo especial de preparação do vinho Champagne determina o uso de garrafas mais resistentes, portanto de paredes mais grossas. Inicialmente as garrafas eram marcadas por relevos circulares no próprio vidro, só mais tarde apareceram os rótulos de papel. Com a evolução do vidro começa a fabricação de taças. Embora não sendo de vidro nem de uso corrente e profano, merecem atenção os cálices litúrgicos da igreja católica. Em geral dourados, constituem alguns, verdadeiras obras primas de ourivesaria. A pequena concha prateada, tastevin, apresentando o fundo com relevos e salèncias, é o instrumento símbolo dos degustadores. Algumas confrarias o portam na ponta de uma fita que envolve o pescoço, complementado as vestes rituais usadas nas cerimônias. Os cálices venezianos e os demais, seguindo o espírito da época, eram extremamente elaborados, tinham as hastes longas, ornadas de arabescos em forma de fita e com tampa. Estas peças de museu permitem acompanhamento evolutivo do cálice de vinho. Com o

tempo e seguindo as demais artes, o cálice ficou mais simples e ganhou funcionalidade. As peças coloridas foram perdendo o sentido, hoje são mais elementos ornamentais do que cálices de uso corrente. O vinho aprimorou-se, livrando-se de impurezas e o degustador preferiu a límpida transparência dos cristais. A grande variedade de vinhos fez aparecer diversidade de cálices, quase um cálice para cada região. Houve o despertar da criatividade estimulada pela funcionalidade ou evolução regional dos estilos, trazida pelo tempo. O cálice do champagne é bom exemplo evolutivo: inicialmente um cone invertido de paredes translúcidas, semi-opacas, passou a ter haste mais longa, transformouse em taça, alongou-se nas flautas e presentemente é o elegante cálice em forma de tulipa, matéria histórica e cheia de lendas que veremos na próxima matéria. As hastes mais longas afastam o calor da mão do balão superior, contendo o vinho, as mais curtas o aproximam. Para os tintos de Borgonha foi criado o cálice mais amplo, mais aberto. Em Bordeaux predominam os menos amplos e abertos. Os brancos do Reno e do Mozela, foram contidos nos elaborados e coloridos Römer ou nos mais simples alsacianos, igualmente de hastes longas, às vezes verdes para os Mozelas e marrons para os Reno.


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Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | B2

WHB COMPONENTES AUTOMOTIVOS S/A

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS EM 31 DE DEZEMBRO Em Milhares de Reais

CNPJ: 73.355.174/0001-40 CARTA DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras da WHB Componentes Automotivos S.A., relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009, acompanhadas das Notas Explicativas e Parecer dos Auditores Independentes. Colocamo-nos à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários. Curitiba, fevereiro de 2011 A Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Milhares de Reais ATIVO 31/12/2010 CIRCULANTE

13.785

33.529

93.660

DISPONIBILIDADES Caixa e Bancos Conta Movimento Aplicações de Liquidez Imediata

1.344 978 366

1.764 1.572 192

2.520 1.100 1.420

DIREITOS REALIZÁVEIS Clientes Estoques Adiantamentos Créditos Tributários Benefício Fiscal de IRPJ e CSLL Outros Créditos

11.744 2.141 470 276 8.857 -

30.746 16.316 1.587 512 10.203 2.128 -

90.317 22.482 21.780 25.123 8.126 12.767 39

DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE

697

1.019

823

219.398

248.080

272.101

24.550 17.130 99 3.582 652 2.575 512

35.077 11.547 9.262 10.917 693 2.658 -

80.414 16.551 2.128 18.252 40.720 1.384 1.379 -

INVESTIMENTO IMOBILIZADO DIFERIDO INTANGÍVEL

194.414 434

5.588 204.583 2.226 606

5.588 181.351 4.130 618

TOTAL DO ATIVO

233.183

281.609

365.761

NÃO CIRCULANTE DIREITOS REALIZÁVEIS A LONGO PRAZO Créditos Tributários Benefício Fiscal de IRPJ e CSLL Partes Relacionadas Adiantamentos - Partes Relacionadas Depósitos Judiciais Depósitos Caucionados Imóveis Destinados a Venda

P A S S I V O 31/12/2010

31/12/2009 1/1/2009

31/12/2009

1/1/2009

CIRCULANTE Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Remunerações e Provisões Obrigações Tributárias Obrigações Tributárias Parceladas Obrigações Tributárias Diferidas Adiantamentos de Clientes Dividendos a Pagar Outros Valores a Pagar

48.011 663 20.019 6.481 1.228 9.058 5.555 2.873 1.788 346

66.665 2.104 36.538 6.338 2.208 8.702 7.750 786 118 2.121

108.337 6.995 66.706 7.715 1.595 8.804 6.135 7.268 3.119

NÃO CIRCULANTE Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Obrigações Tributárias Parceladas Obrigações Tributárias Diferidas Provisões para Contingências

89.727 26.780 43.433 11.997 7.517

116.035 35.445 50.299 17.813 12.478

149.458 27 54.990 56.482 20.148 17.811

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Ajustes Acumulados de Conversão

95.445 59.076 9.381 25.367 1.621

98.909 59.076 13.327 24.933 1.573

107.966 59.076 16.407 31.114 1.369

233.183

281.609

365.761

TOTAL DO PASSIVO

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Período de 01/JAN/09 a 31/DEZ/10 - Em Milhares de Reais CAPITAL REALIZADO Em 01/JAN/09 59.076 Realização da Reserva de Reavaliação IRPJ e CSLL sobre Reserva de Reavaliação IRPJ e CSLL sobre Ágio Incorporação Variação Cambial Investimento Exterior Ajuste de Exercícios Anteriores Lucro Líquido do Exercício Constituição de Reserva Legal Dividendos Propostos Constituição de Reserva de Lucros a Realizar Em 31/JAN/09 59.076 Realização da Reserva de Reavaliação IRPJ e CSLL sobre Reserva de Reavaliação IRPJ e CSLL sobre Ágio Incorporação Variação Cambial de Controlada no Exterior Lucro Líquido do Exercício Constituição de Reserva Legal Dividendos Distribuídos Dividendos Obrigatórios Propostos Constituição de Reserva de Lucros a Realizar Em 31/DEZ/10 59.076

RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 16.407 (4.662) 1.582 13.327 (5.973) 2.027 9.381

RESERVA DE LUCROS 32.483 693 (8.243) 24.933 232 (8.000) 8.202 25.367

LUCROS ACUMULADOS 4.662 (12.767) (12.311) 13.866 (693) (1.000) 8.243 5.973 (2.128) 4.635 (232) (46) (8.202) -

AJUSTES ACM. DE CONVERSÃO 1.573 1.573 48 1.621

TOTAL GERAL 107.966 1.582 (12.767) 1.573 (12.311) 13.866 (1.000) 98.909 2.027 (2.128) 48 4.635 (8.000) (46) 95.445

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

RECEITA OPERACIONAL BRUTA Venda de Produtos e Serviços DEDUÇÕES Cancelamentos de Vendas Tributos Incidentes sobre Vendas RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DAS VENDAS E SERVIÇOS Custos Gerais de Fabricação Depreciação e Amortização LUCRO BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Administrativas e Comerciais Depreciação e Amortização RESULTADO OPERACIONAL ANTES DOS ENCARGOS FINANCEIROS ENCARGOS FINANCEIROS Despesas Financeiras Líquidas RESULTADO OPERACIONAL APÓS OS ENCARGOS FINANCEIROS RESULTADO ANTES DOS EFEITOS TRIBUTÁRIOS Provisão para IRPJ e CSLL LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro por Ação

31/12/2010 31/12/2009 126.401 223.405 126.401 223.405 (16.766) (32.088) (4.386) (6.022) (12.380) (26.066) 109.635 191.317 (97.217) (155.655) (66.077) (133.437) (31.140) (22.218) 12.418 35.662 (7.073) (12.888) (6.676) (12.290) (397) (598) 5.345 (2.760) (2.760)

22.774 (8.908) (8.908)

2.585 2.585 2.050 4.635 0,0785

13.866 13.866 13.866 0,2347

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

FLUXOS DE CAIXA INDIRETO EM 31 DE DEZEMBRO Em Milhares de Reais 2010

2009

Caixa Gerado no Período Lucro Líquido do Exercício Depreciações e Amortizações do Ativo Permanente Venda de Ativo Imobilizado Venda de Investimentos Ajuste de Exercícios Anteriores Variação Cambial Conversão de Moeda

42.759 4.635 31.763 725 5.588 48

28.268 13.866 23.701 1.439 (12.311) 1.573

(Acréscimo) Decréscimo em Ativos Operacionais Clientes Estoques Adiantamentos Despesas Antecipadas Créditos Tributários Partes Relacionadas Depósitos Judiciais Depósitos Caucionados Imóveis Destinados a Venda

27.723 14.175 1.117 7.571 322 (4.237) 9.163 41 83 (512)

91.945 6.166 20.193 54.414 (196) 2.927 8.990 691 (1.279) 39

Acréscimo (Decréscimo) em Passivos Operacionais Fornecedores Remunerações e Provisões Dividendos Pagos Obrigações Tributárias Obrigações Tributárias Parceladas Obrigações Tributárias Diferidas Adiantamento de Clientes Provisões para Contingencias Outros Passivos Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizado Aquisição de Intangível

(25.797) (1.441) 143 (6.376) (980) (6.510) (5.984) 2.087 (4.961) (1.775) (19.921) (19.921) -

(24.800) (4.891) (1.377) (882) 613 (6.285) 862 (6.482) (5.333) (1.025) (46.456) (46.259) (197)

Atividades Financeiras Novos empréstimos de Capital de Giro Pagamentos de empréstimos de Capital de Giro Novos Financiamentos Pagamentos de Financiamentos RESUMO DO FLUXO DE CAIXA Caixa Gerado no Período Aplicação em Ativos Operacionais Aplicação em Passivos Operacionais Aplicação em Investimentos Originado por Atividades Financeiras

(25.184) 24.601 (49.785)

(49.713) 34.679 (59.979) 39.085 (63.498)

42.759 27.723 (25.797) (19.921) (25.184)

28.268 91.945 (24.800) (46.456) (49.713)

Redução líquida das Disponibilidades (420) Disponibilidades Saldo no Início de Período 1.764 Saldo no Final do Período 1.344 Aumento (Redução) das Disponibilidades (420) (As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

(756) 2.520 1.764 (756)

NOTAS EXPLICATIVAS 1 – Contexto Operacional A Companhia é especializada na área de Usinagem e Montagem de componentes automotivos, sendo seus objetivos sociais a fabricação, a importação e a exportação de peças e componentes automotivos, podendo ainda participar no capital de outras pessoas jurídicas. 2 – Apresentação das Demonstrações Financeiras As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações e regulamentações do Conselho Federal de Contabilidade. Por se tratar de uma sociedade por ações de capital fechado, cujo total do Ativo a enquadra na categoria de sociedade de grande porte, conforme parágrafo único do art. 3º da Lei nº 11.638/07, a Companhia observou para a preparação das Demonstrações Financeiras os CPCs 37 e 43. Essas são as primeiras demonstrações financeiras apresentadas com CPCs e IFRS pela Companhia. As principais diferenças entre as práticas contábeis adotadas anteriormente no Brasil (BR GAAP antigo) e CPCs/IFRS, incluindo as reconciliações exigidas no CPC 37, estão apresentadas em notas subsequentes. As práticas e avaliações contábeis adotadas pela Companhia, que produziram efeitos na elaboração e apresentação das demonstrações financeiras, a partir do exercício de 2008, estão baseadas nos Pronunciamentos Contábeis, as quais foram: • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.292/10, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 01(R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a Administração da Companhia aplicou o pronunciamento e não apurou valores que justificassem qualquer ajuste em seus Ativos; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.295/10, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 02 (R2) – Efeitos nas Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; a Administração da Companhia registrou os efeitos em suas Demonstrações Financeiras; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.296/10, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Administração, para o exercício findo de 31/DEZ/10, está apresentando a Demonstração dos Fluxos de Caixa comparativa com o exercício de 2009; • Em atendimento as Resoluções do CFC no 1.303/10, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 04 (R1) – Ativo Intangível, não foram apurados valores a serem contabilizados; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.297/10, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) – Divulgação sobre Partes Relacionadas, a Administração da Companhia apurou o saldo e os montantes das transações realizadas com partes relacionadas, cujo resultado é apresentado na nota explicativa 26; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.305/10, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 07 (R1) – Subvenção e Assistência Governamentais, a Administração da Companhia aplicou o presente pronunciamento e não apurou valores relevantes que justificassem qualquer ajuste em suas Demonstrações Financeiras; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.151/09, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 12 – Ajuste a Valor Presente, a Administração da Companhia aplicou este pronunciamento e apurou valores, os quais foram contabilizados tanto em seus Ativos quanto em seus Passivos; • Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios. A Administração da Companhia informa que não adquiriu ativos nem assumiu passivos, mediante a combinação de negócios no exercício de 2010 a serem divulgados nas Demonstrações Financeiras; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.170/09, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 16 (R1)– Estoques, a Administração da Companhia aplicou esse pronunciamento e não apurou valores relevantes que justificassem qualquer ajuste a valor presente, tanto em seus Ativos quanto em seus Passivos; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.241/09, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimento em Coligada e Controlada, e considerando que possui uma Subsidiária Integral no exterior, a Administração da Companhia contabilizou uma provisão para fazer frente ao Passivo a Descoberto desta subsidiária, conforme explicitado em nota explicativa 11; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.172/09, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos, a Administração da Companhia aplicou esse pronunciamento e não apurou valores relevantes que justificassem qualquer ajuste a valor presente, tanto em seus Ativos quanto em seus Passivos; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.180/09, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes, a Administração da Companhia aplicou este pronunciamento e contabilizou e divulgou valores, conforme demonstrado em nota explicativa 21; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.177/09, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado, a Administração da Companhia aplicou esse pronunciamento e contabilizou valores, conforme demonstrado em nota explicativa 12; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.187/09, que aprovou o pronunciamento Técnico CPC 30 – Receitas, a Administração da Companhia aplicou esse pronunciamento, conforme demonstrado em nota explicativa 23; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.189/09, que aprovou o pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro, a Administração da Companhia aplicou esse pronunciamento e contabilizou valores, conforme explicitado em nota explicativa 17; • Em atendimento a Resolução do CFC nº 1.306/10, que aprovou o pronunciamento Técnico CPC 37 (R1) – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, as Demonstrações Financeiras foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões exigidos no referido CPC; • Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração; Pronunciamento Técnico CPC 39 – Instrumentos Financeiros: Apresentação e Pronunciamento Técnico CPC 40 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação. A Companhia já adotava procedimentos contábeis de reconhecimento e divulgação dos Instrumentos Financeiros, motivo pelo qual a Administração informa que a aplicação das exigências desses Pronunciamentos não provocaram reflexos contábeis, apenas maiores informações em Notas Explicativas das Demonstrações Financeiras. 3 – Principais Práticas Contábeis a) Aplicações Financeiras As aplicações financeiras estão registradas pelo valor original, acrescidas dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento das Demonstrações Financeiras, apuradas pelo critério pró rata temporis, que equivale aos seus valores de mercado. b) Contas a Receber As contas a receber são reconhecidas pelo regime de competência e estão refletidas por seu valor de realização. As contas a receber de clientes no mercado externo estão atualizadas com base nas taxas de câmbio, vigentes na data das demonstrações financeiras. c) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa A provisão para perdas com créditos é fundamentada em análises dos créditos pela Administração, que leva em consideração o histórico e os riscos envolvidos em cada operação. É constituída em montante considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas na realização das contas a receber. A Administração da Companhia não apurou valores relevantes que justificassem a provisão. d) Estoques Os estoques estão registrados ao custo médio de aquisição ou da produção e não excedem aos seus custos de reposição ou valores de realização, deduzidos de provisões para perdas, quando aplicável. d) Imobilizado Os bens do imobilizado estão registrados ao custo de aquisição ou construção mais reavaliação, menos a depreciação acumulada. As taxas de depreciação são calculadas em função da expectativa de vida útil econômica dos bens. Os saldos de Reserva de Reavaliação serão mantidos até a sua efetiva realização, conforme faculta a Lei no 11.638/07 e MP no 449/08 (convertida na Lei no 11.941/09). A Administração revisa, anualmente, o valor contábil líquido dos ativos, especialmente o imobilizado, com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar

deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Essas perdas, se necessárias, seriam classificadas como outras despesas operacionais. Em 31/DEZ/10 e 31/DEZ/09 não foi necessário o registro de qualquer provisão para desvalorização dos ativos. e) Intangível O intangível está registrado pelo custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e refere-se a softwares integrantes do sistema corporativo. É amortizado de acordo com sua vida útil econômica definida e submetido a testes para análise de possíveis perdas estimadas por redução ao seu valor recuperável. f) Diferido O diferido está registrado ao custo de aquisição e formação, deduzido da amortização, que é calculada pelo método linear num prazo que não excede a 10 anos. Os saldos existentes serão mantidos até a sua amortização total, conforme permitido pela Lei n o 11.638/07 e MP n o 449/08 (convertida na Lei no 11.941/09). g) Demais Ativos Os demais ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas (em base pró rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos incluem os valores conhecidos e calculáveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridas (em base pró rata dia). h) Empréstimos e Financiamentos Os Empréstimos e Financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo líquido dos custos de transação incorridos e, posteriormente, são mensurados ao custo de amortização, com base no método da taxa de juros efetiva. Estão demonstrados pelos valores de contratação, acrescidos dos encargos pactuados, que incluem juros e atualização monetária ou cambial incorridos. i) Contrato de Arrendamento Mercantil Os contratos de arrendamento mercantil financeiro são reconhecidos no Ativo Imobilizado e no Passivo com empréstimos e financiamentos. Os montantes registrados no Ativo são reconhecidos pela vida útil econômica estimada dos bens. i) Ativos e Passivos Monetários de Longo Prazo Os ativos e passivos monetários de longo prazo são ajustados a valor presente, enquanto os de curto prazo são ajustados somente quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações financeiras. j) Provisão para Contingências As provisões para contingências fiscais, trabalhistas e outras são constituídas com base na expectativa de perda provável nas respectivas ações em andamento, manifestadas pelos consultores jurídicos externos da Companhia. Os passivos contingentes, classificados como perdas possíveis não são reconhecidos, contabilmente, são apenas divulgados nas notas explicativas, quando individualmente relevantes. Os classificados como remotos não requerem provisão nem divulgação. k) Receitas As receitas de vendas são reconhecidas no resultado quando todos os riscos e benefícios inerentes ao produto ou serviço são transferidos para o cliente. Uma receita não é reconhecida quando há incerteza significativa de sua realização. l) Resultado O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência de exercícios. 4 – Instrumentos Financeiros A Companhia utiliza hedge com o intuito de resguardar-se de possíveis instabilidades das taxas de câmbio de moedas estrangeiras no mercado para obrigações vencíveis no curto prazo. A estratégia utilizada depende da negociação realizada em cada financiamento, não seguindo uma regra fixa, ou seja, as possibilidades de proteção são analisadas, individualmente, conforme as oportunidades do mercado. As operações têm por objetivo a proteção contra variações cambias nas captações realizadas em moeda estrangeira, sem nenhum caráter especulativo. Em 2009, a Companhia contabilizou ganhos de R$ 387 mil e perdas no montante de R$ 3.516 mil nas operações. Em 2010, a Companhia não realizou operações dessa natureza. 5 – Aplicações Financeiras O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Operações Compromissadas (Debêntures) 242 135 Certificado de Depósito Bancário 70 1.366 Títulos de Capitalização 54 57 54 Total 366 192 1.420 6 – Clientes O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição

Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 1.820 2.316 5.112 321 14.000 17.370 2.141 16.316 22.482

Clientes Mercado Interno Clientes Mercado Externo Total 7 – Estoques O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em Milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Produto Acabado 217 458 5.434 Ferramentais em Desenvolvimento 1.060 8.538 Matéria Prima 106 122 2.637 Componentes 17 37 3.111 Ferramentas Perecíveis 13 2.154 Material de Manutenção 2.906 Materiais Auxiliares 130 50 435 Provisão Redução Valor de Mercado (153) (1.887) Provisão Perdas em Estoques (1.548) Total 470 1.587 21.780 8 – Adiantamentos O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores:

Os créditos diferidos em relação ao ICMS sobre aquisição de ativos do imobilizado, foram trazidos a valor presente, calculados mediante a taxa média de juros aplicáveis aos empréstimos. Em 2010, foi reconhecido o montante de R$ 1.973 mil. 10 – Depósitos Judiciais O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Causas Trabalhistas 652 693 660 Exclusão ICMS da base de PIS/COFINS 724 Total 652 693 1.384 11 – Investimentos A Companhia se desfez de seus investimentos em Imóvel, que representava no balanço de 2009 o valor de R$ 5.588 mil. Detém 100% do Capital da subsidiária WHB International Inc., que por sua vez possui Patrimônio Líquido a Descoberto. Foi constituída provisão para possíveis contingências no exercício de 2009 e 2010, conforme apresentado na nota explicativa 26. 12 – Imobilizado O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Taxa Média Em milhares de Reais depreciação Custo de Líquido aplicada Aquisição Depreciação 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Terrenos 3.694 3.694 3.694 3.694 Máquinas e Equipamentos 11,60% a.a 309.967 (142.245) 167.722 174.797 150.008 Edificações 2,20% a.a 23.805 (5.587) 18.218 17.154 17.434 Instalações 4,90% a.a 827 (458) 369 236 298 Ferramentais 32,09% a.a 10.170 (8.788) 1.382 4.083 4.822 Móveis e Utensílios 11,30% a.a 4.702 (3.083) 1.619 3.088 3.380 Equipamento de Informática 22,80% a.a 2.799 (1.903) 896 798 983 Veículos 18,20% a.a 1.225 (711) 514 699 698 Linhas Telefônicas 34 (34) 34 34 Total 357.223 (162.809) 194.414 204.583 181.351 13– Diferido O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em milhares de Reais Saldo em Saldo em Saldo em 31/DEZ/10 Amortizações 31/DEZ/09 01/JAN/09 Fase Pré - Operacional 4.726 4.726 4.726 (-) Amortização Pré Operacional (4.726) (1.575) (3.151) (1.575) Projeto Novos Produtos 1.364 1.364 1.922 (-) Amortização dos Projetos (1.364) (651) (713) (943) Total (2.226) 2.226 4.130 14 – Intangível O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em milhares de Reais Saldo em Saldo em Saldo em 31/DEZ/10 Amortizações 31/DEZ/09 01/JAN/09 Softwares Sistemas Corporativos 1.553 1.553 1.357 (-) Amortização Softwares (1.119) (172) (947) (739) Total 434 (172) 606 618 15 – Empréstimos e Financiamentos O saldo de empréstimos e financiamentos contraídos junto às instituições financeiras está atualizado de acordo com as taxas de juros, constantes nos respectivos contratos e possuem as seguintes características e valores: Operações Aplicados no Ativo Imobilizado Arrendamento Mercantil FINAME FINIMP Linha de Crédito BNDES Agência de Fomento Total Aplicados no Ativo Imobilizado Aplicados Capital de Giro Operações Giro Operações Giro Total Aplicados Capital de Giro Aplicados Fornecedores Operações Siscomex Total Aplicados Fornecedores Aplicados ACC Adiantamento Contrato de Câmbio Total Aplicados Contrato de Câmbio Total Financiamentos (-) Operações Curto Prazo (Circulante) Operações Longo Prazo (Não Circulante)

Indexador

Taxa Média de Juros a.a

Vencimento

Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09

Pré-fixada 10,87% a 19,68% a.a TJLP 3% a 8,5 % a.a Euribor + Variação Cambial 1,75% a 8,74% a.a TJLP 1,5% a 5% a.a TR 3% a.a

02/JUN/12 15/OUT/19

577 3.268

3.106 2.722

5.455 10.863

30/NOV/15 15/DEZ/11 15/DEZ/19

28.834 6.012 1.529 40.220

44.603 1.706 52.137

53.182 1.698 71.198

CDI Pré-fixada

10,03% a 26,08% a.a. 12,68% a 17,24% a.a.

31/DEZ/09 31/DEZ/09

-

-

18.648 6.652 25.300

4,08% a.a

31/AGO/14

5.019 5.019

6.812 6.812

11.246 11.246

7,35% a 9,95%a.a

31/DEZ/11

1.560 1.560

13.034 13.034

13.952 13.952

46.799 (20.019) 26.780

71.983 (36.538) 35.445

121.696 (66.706) 54.990

CDI

Variação Cambial

Adiantamento a Fornecedores Adiantamento a Colaboradores Total Circulante Não Circulante 9 – Créditos Tributários O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores:

Os financiamentos estão garantidos por hipoteca, alienação fiduciária dos bens objetos de financiamentos, avais, duplicatas, fianças, penhor mercantil e notas promissórias. Em 31/DEZ/10, o montante Não Circulante tem a seguinte composição por ano de vencimento: Ano Valor 2012 7.328 2013 6.097 2014 5.010 2015 3.036 Após 2015 5.309 16– Remunerações e Provisões O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Salários e Encargos a Pagar 2.241 2.217 5.037 Provisão de Férias e Encargos 4.240 4.121 2.678 Total 6.481 6.338 7.715 17 – Imposto de Renda e Contribuição Social Nos exercícios de 2010 e 2009, a Companhia tributou a Renda com base no Lucro Real Anual, entretanto, não constituiu provisão para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, por ter apurado, em 31/DEZ/ 10 e 31/DEZ/09, Prejuízo Fiscal e base de cálculo negativa para a Contribuição Social, respectivamente.

Descrição

Descrição

Descrição

Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 3.755 11.282 65.744 103 147 99 3.858 11.429 65.843 (276) (512) (25.123) 3.582 10.917 40.720

31/DEZ/10 Não Circulante Circulante ICMS Diferido sobre Imobilizado 6.590 6.085 IRPJ/CSLL a Compensar 170 ICMS a Compensar 2.042 210 IPI a Compensar 55 PIS/COFINS a Compensar 841 IRPJ/CSLL Diferidos - Prejuízos Fiscais IRPJ/CSLL Diferidos - Ajustes Temporários 1.759 Crédito Benefício Lei nº 11.941/09 10.208 (-) Ajuste a Valor Presente (1.973) Total 8.857 17.130

Em milhares de Reais 31/DEZ/09 01/JAN/09 Não Não Circulante Circulante Circulante Circulante 8.568 8.361 6.845 9.583 556 1.543 664 196 1.118 92 336 2.168 193 3.496 2.000 354 354 10.203 11.547 8.126 16.551

Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 Lucro contábil antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 4.635 13.866 Efeitos dos Ajustes para Adequação da Lei nº 11.638/07 e CPC's publicados 171 (+) Adições efetuadas no LALUR 29.445 46.467 (-) Exclusões efetuadas no LALUR (35.284) (109.367) (=) Base Negativa da CSLL e Lucro Real (1.033) (49.034) (-) Compensação Base Cálculo Negativa CSLL e Prejuízo Fiscal (=) Base de Incidência da Contribuição Social e Imposto de Renda (1.033) (49.034) Contribuição Social e Imposto de Renda no Resultado do Exercício (-) Incentivo Fiscal de Dedução de Imposto Provisão IRPJ/CSLL sobre efeitos temporários 2.050 (=) Valor Registrado na Demonstração de Resultado 2.050 -

Continua...


PublicidadeLegal Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | A7 | Indústria&Comércio

...Continuação NOTAS EXPLICATIVAS 18 – Obrigações Tributárias O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição

Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 363 229 491 666 1.883 1.082 170 29 32 22 64 1.228 2.208 1.595

IRRF a recolher PIS/COFINS a recolher IRPJ/CSSL a recolher Impostos e Contribuições Retidas Outros Tributos Total

19 – Obrigações Tributárias Parceladas O saldo dessa conta está composto pelos valores: Descrição 31/DEZ/10 Não Circulante Circulante REFIS ICMS 681 510 PAES SRF 2.178 12.200 PAES INSS 2.344 9.569 PAEX SRF 3.844 21.140 Outros 11 14 Total 9.058 43.433

Em milhares de Reais 31/DEZ/09 01/JAN/09 Não Não Circulante Circulante Circulante Circulante 681 1.191 681 1.872 2.095 13.828 1.978 15.524 2.254 11.458 2.343 12.990 3.661 23.798 3.765 26.063 11 24 37 33 8.702 50.299 8.804 56.482

19.1 – Programas de Parcelamentos

Parcelamentos REFIS ICMS PAES RFB / INSS PAEX RFB Total

Valores Em milhares de Reais Data Amortização Parcelas a Legislação Opção Indexador em 2010 vencer Lei nº 13.798/02 OUT/02 TJLP 760 21 Lei nº 10.684/03 JUL/03 TJLP 4.443 90 Lei nº 11.371/06 JUL/06 TJLP 3.760 78 8.963

Vcto. Final SET/12 JUN/18 JUN/17

A opção pelos parcelamentos traz implícita a obrigatoriedade do pagamento regular dos tributos mensais da Companhia, como condição essencial para a manutenção das formas de pagamento, previstas nesses programas, bem como para a manutenção de seus benefícios fiscais. A Companhia está em situação regular quanto a essa exigência 20 – Obrigações Tributárias Diferidas O saldo está composto pelos seguintes valores: Descrição 31/DEZ/10 Circulante ICMS Diferido sobre Imobilizado 5.555 IRPJ e CSLL sobre ajustes temporários IRPJ e CSLL sobre Reavaliação (-) Ajuste a Valor Presente Total 5.555

Não Circulante 5.876 3.688 4.235 (1.802) 11.997

Em milhares de Reais 31/DEZ/09 01/JAN/09 Não Não Circulante Circulante Circulante Circulante 7.750 7.219 6.135 7.972 4.332 4.332 6.262 7.844 7.750 17.813 6.135 20.148

a) Impostos sobre Ajustes Temporários Os encargos de IRPJ e CSLL sobre os Ajustes Temporários foram calculados consoante às normas tributárias vigentes. b) Impostos sobre Reserva de Reavaliação Os encargos de IRPJ e CSLL sobre a Reserva de Reavaliação foram calculados consoante às normas tributárias vigentes. No exercício de 2010, a realização dos impostos diferidos foi de R$ 1.489 mil e R$ 538 mil, respectivamente. Não foram calculados e registrados contabilmente o IRPJ e CSLL sobre a Reserva de Reavaliação de Terrenos no montante de R$ 171 mil e R$ 102 mil respectivamente. c) Ajuste a Valor Presente O débito diferido em relação ao ICMS sobre aquisição de ativos do imobilizado foi trazido a valor presente, calculado mediante a taxa média de juros aplicáveis aos empréstimos.

21 – Provisões para Contingências O saldo dessa conta está composto pelos valores: Descrição Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Contingências Trabalhistas 34 692 738 Contingências Cíveis 245 Contingências Tributárias 6.261 8.042 12.025 Perdas em Investimentos 1.222 3.744 4.803 Total de Contingências no Passivo 7.517 12.478 17.811 a) Contingências Trabalhistas Correspondem a ações relativas a reclamações de empregados, vinculados a verbas decorrentes da relação de emprego e a vários pleitos indenizatórios. Em 31/DEZ/10, não foram computados os montantes de R$ 1.640 mil, cuja avaliação dos assessores legais da Companhia aponta para uma probabilidade de perda possível, razão pela qual a Administração não registrou esse montante nas demonstrações contábeis. b) Contingências Tributárias A Companhia utilizou práticas tributárias, consoante orientações de seus assessores tributários. No entanto, conservadoramente, constituiu nessa rubrica valores relacionados a créditos tributários apropriados. c) Provisão para Perdas em Investimentos Resulta na participação de 100% no Capital da Subsidiária WHB Internatinal Inc., que possui Patrimônio Líquido a Descoberto. A Subsidiária possui auditoria externa limitada, entretanto, em seu relatório de controles internos, efetua comentários pormenorizados sobre suas principais contas e práticas contábeis 22 – Outros Valores a Pagar O saldo dessa conta está composto pelos seguintes valores: Descrição Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09 01/JAN/09 Deságio Postecipado s/ACE - ACC 327 346 Perdas com Refugos 38 194 2.224 Fretes sobre Exportação 50 348 Refeições Coletivas 1.220 Contas a Pagar 308 330 201 TOTAL 346 2.121 3.119 23 – Receitas e Despesas Financeiras O saldo está composto pelos seguintes valores: Descrição

250 16.202 1.802 18.254

442 33.326 151 33.919

Despesas Financeiras Juros Passivos Variação Cambial Passiva Ajuste a Valor Presente Descontos Concedidos Despesas Bancárias Outras Despesas Financeiras Total das Despesas Financeiras Resultado Financeiro Líquido

6.046 12.483 1.973 6 104 402 21.014 (2.760)

14.138 24.707 62 336 3.584 42.827 (8.908)

31/DEZ/10

31/DEZ/09

01/JAN/09

-

-

22.175 22.175

99 3.582 3.681

9.262 10.917 20.179

18.252 40.720 58.972

Operações no Ativo Circulante WHB Fundição S/A Total Circulante Não Circulante WHB International, INC WHB Fundição S/A - Adiantamentos Total Não Circulante Os montantes das operações em 2010 foram: Operações

Em milhares de reais WHB Fundição WHB International 62.895 18.252 (22.280) (2.781) (174.950) (11.325) 148.033 2.574 (239) 10.917 9.262 (2.552) (185) (113.376) (9.262) 108.778 110 (11) 3.582 99

Saldo em 01/JAN/2009 Compras de Produtos Recebimento de Serviços Recebimentos Financeiros Vendas de Produtos/Serviços Pagamento de Comissões Saldo em 2009 Compras de Produtos Recebimento de Serviços Recebimentos Financeiros Vendas de Produtos/Serviços Pagamento de Comissões Saldo em 2010

27 – Honorários dos Administradores Durante os exercícios de 2010 e de 2009 os honorários dos administradores totalizaram R$ 501 mil e R$ 680 mil, respectivamente, e foram apropriados como despesas. 28 – Seguros A Companhia possui cobertura de seguros contra incêndio e riscos diversos (Estoques, Imobilizado) e lucros cessantes. A vigência das Apólices e seus valores estão assim compostos: Local Segurado Vigência Em milhares de Reais Imobilzados e Estoques 04/JUL/2010 a 04/JUL/2011 96.000 Lucros Cessantes 04/JUL/2010 a 04/JUL/2011 67.745 Total da cobertura 163.745 29 – Ajustes de Transição para as IFRs

Em milhares de Reais 31/DEZ/10 31/DEZ/09

Receitas Financeiras Juros Ativos Variação Cambial Ativa Ajuste a Valor Presente Outras Receitas Financeiras Total das Receitas Financeiras

b) Dividendos Provisionados de acordo com o art. 202, § 2o, da Lei no 6.404/76 e de acordo com o Estatuto da Companhia. No exercício de 2010, o montante proposto foi de R$ 8.046 mil e R$ 8.000 mil já foi distribuído conforme apresentado na DMPL. 26 – Transações com Partes Relacionadas As partes relacionadas são: - WHB International, Inc. – Controlada - WHB Fundição S.A. – Pessoal chave da Administração Os saldos relativos a operações com partes relacionadas são: Grupo Em milhares de Reais

24 – Capital Social Em 31/DEZ/10 e 31/DEZ/09, o capital social subscrito é de R$ 59.076 mil, dividido em 59.075.640 ações ordinárias e nominativas, com valor nominal de R$ 1,00 cada. 25 – Destinações Propostas a) Reserva Legal Calculada nos termos do art. 193 da Lei no. 6.404/76, a razão de 5% do Lucro Líquido do Exercício.

Em cumprimento aos ditames do pronunciamento CPC 37 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, esclarecemos que não existem quaisquer ajustes decorrentes de mudanças de políticas contábeis nas demonstrações de abertura (01/JAN/09) e nas comparativas (31/DEZ/09). Apenas com o intuito de representação adequada, conforme a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Financeiras, a Companhia optou por aglutinar o montante de R$ 5.342 mil de Reserva Legal com o montante de R$ 21.164 de Reserva de Lucros em sua Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, bem como optou por segregar o valor de R$ 1.573 mil, a título de Ajustes de Conversão do total de Lucros Acumulados. Teodoro Hubner Filho Magaly Hubner Busato Marcellus Gonçalves Correia

Diretor Presidente Diretora Administrativa e Financeira Contador CRC/SP–196828/O-1

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas da WHB Componentes Automotivos S/A Curitiba - PR Examinamos as demonstrações financeiras da WHB Componentes Automotivos S/A, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras, com base em nossa auditoria, conduzidas de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores, e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção

de evidência à respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da WHB Componentes Automotivos S/A em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme nota explicativa 21 não foram examinadas por Auditores Independentes, as Demonstrações Financeiras correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro

VISITA OFICIAL

Presidente prometeu ajuda para desenvolvimento de país asiático Antonio Cruz/ABr

A

Presidenta Dilma recebe o primeiro-ministro e ministro da Defesa do Timor-Leste, Xanana Gusmão.

Dilma elogia PIB de 7,5% A presidenta Dilma Rousseff elogiou o crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que para os próximos anos espera taxas em torno de 4,5% a 5%, números considerados por ela razoáveis e sustentáveis. “Os 7,5% acho que deve-

mos saudar, agora, vamos sempre procurar uma taxa bastante razoável de crescimento, de 4,5% a 5% que seja sustentável e permanente. Obviamente esperamos que o mundo não crie turbulências ou marolas”, disse após receber o primeiro-ministro e ministro da

Defesa do Timor Leste, Xanana Gusmão. Para Dilma, a capacidade de crescimento do Brasil se explica pelos investimentos feitos. A presidenta também destacou a importância do controle da inflação para garantir o crescimento do país.

RUSSELL BEDFORD BRASIL – AUDITORES INDEPENDENTES CRCPR N o 002.906/O-5

Diretor do FMI defende aumento da poupança interna

Dilma recebe primeiro ministro do Timor Leste presidenta Dilma Rousseff recebeuon tem (3) a primeira visita oficial de uma autoridade estrangeira, o primeiroministro do Timor Leste, Xanana Gusmão. Depois de manter reunião privada com Xanana, ela afirmou que o Brasil quer ajudar o Timor Leste “a superar o desafio do desenvolvimento econômico e da democracia”. A presidenta lembrou que Brasil e Timor Leste têm hoje 12 projetos em execução na área de cooperação técnica e outros 12 em negociação. Dilma citou a renovação do projeto que dá continuidade à formação de professores e o ensino de português por professores brasileiros enviados a Dili, capital do país. Xanana agradeceu o apoio brasileiro e afirmou estar empenhado em manter a unidade no Timor Leste, que já enfrentou vários conflitos, e fazer o país avançar. O Timor Leste é o único país da Ásia e Oceania que tem o português como uma das línguas oficiais por ter tido Portugal como um dos países colonizadores. Xanana está no Brasil em visita oficial entre os dias 2 a 5 de março, acompanhado de dois ministros (Educação e Negócios Estrangeiros) e de um secretário (Segurança).

de 2010, da Subsidiária Integral WHB International INC, utilizada como base de cálculo da equivalência patrimonial. Não obstante, a Subsidiária possua Auditoria Limitada dos registros contábeis, não foi possível formar uma opinião quanto à adequação do valor desse investimento nessa Companhia, naquela data e dos correspondentes resultados da equivalência patrimonial e provisão para perdas, registradas em 2010, uma vez que a Subsidiária encontra-se com Patrimônio Líquido Negativo. Considerando que a Companhia detém 100% do Capital da Subsidiária WHB International INC e, ainda, considerando que essa Subsidiária possui Patrimônio Líquido a Descoberto, foi constituída provisão para possíveis contingencias no exercício de 2010, no valor de R$ 1.222 mil. Outros Assuntos A WHB Componentes Automotivos S/A elaborou um conjunto completo de demonstrações financeiras combinadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, sobre as quais emitimos relatório de auditoria independente separado, não contendo qualquer modificação, com data de 04 de fevereiro de 2011. Curitiba, 04 de fevereiro de 2011. Pedro Nunes de Gouveia Parailio Domingues da Silva Filho Contador CRC/PR N o 022.632/O-9 Contador CRC/PR N o 035.538/O-4

A redução dos juros no Brasil não depende apenas dos cortes fiscais e da política monetária, avaliou ontem (3) o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Segundo ele, o país também precisa aumentar a taxa de poupança interna tanto no setor público como no setor privado, para diminuir os juros no médio e no longo prazo. Strauss-Kahn fez o comentário depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele defendeu o aumento dos juros básicos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, afirmando que o reajuste da taxa Selic para 11,75% ao ano era necessário para esfriar a economia brasileira e conter a inflação. “A posição adotada pela autoridade monetária era a postura correta”, afirmou. Sobre os riscos do aumento de juros para a taxa de câmbio, que estimula a entrada de dólares e torna a moeda norte-americana mais barata, o diretor-gerente do FMI afirmou que a apreciação do real é consequência do sucesso da economia brasileira diante da crise econômica mundial. Na avaliação dele, o crescimento acima da média mundial estimulou a entrada de investimentos estrangei-

ros, tanto na forma de investimentos diretos, que geram emprego, como de capital financeiro volátil. O diretor-gerente do FMI defendeu a emissão de até US$ 600 bilhões pelo Banco Central norteamericano para estimular a economia dos Estados Unidos. A medida é criticada pelo Brasil e pelos demais países do Bric – Índia, Rússia e China – porque torna o dólar mais barato, desestimulando as exportações e dificultando a obtenção de saldos positivos na balança comercial. “Todo o mundo depende de que os Estados Unidos cresça. Se a economia norte-americana quebrar, arrasta todo o planeta junto”, advertiu. Ele reconheceu que a emissão de dólares traz problemas cambiais para países exportadores, mas alegou que os países devem tomar medidas de longo prazo para baixar os juros, como o estímulo à poupança. “Em fases de sucesso, é inevitável que haja atração de capital, mas os juros seriam mais baixos se a poupança [do setor público e do setor privado] fosse mais alta. Não basta olhar apenas para o bode expiatório da facilitação quantitativa como as causas para o câmbio valorizado”, ressaltou StraussKahn.


Negócios Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | B8

CONSEG ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA. CNPJ 81.742.223/0001-26 Rua Vinte e Cinco de Dezembro, 363 - Estância Pinhais - Pinhais-Pr DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 R$ mil

R$ mil CIRCULANTE DISPONIBILIDADES TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Carteira Própria OUTROS CRÉDITOS Rendas a Receber Diversos OUTROS VALORES E BENS Despesas Antecipadas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO OUTROS CRÉDITOS Diversos PERMANENTE INVESTIMENTOS Participação em Controlada no País Outros Investimentos IMOBILIZADO DE USO Outras Imobilizações de Uso (-) Depreciações Acumuladas DIFERIDO Gastos de Organização e Expansão (-) Amortização Acumulada TOTAL DO ATIVO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E EXERCÍCIO DE 2009

PASSIVO

ATIVO 2010 4.443 13 1.900 1.900 2.386 329 2.057 144 144 4.222 4.222 4.222 8.111 4.498 4.418 80 2.229 3.675 (1.446) 1.384 2.970 (1.586) 16.776

2009 3.257 10 836 836 2.262 358 1.904 149 149 3.025 3.025 3.025 7.084 4.781 4.701 80 741 2.031 (1.290) 1.562 2.862 (1.300) 13.366

2010

2009

7.107

5.901

2.829

2.980

2.829

2.980

OUTRAS OBRIGAÇÕES

4.278

2.921

Fiscais e Previdenciárias Diversas

1.606 2.672

1.332 1.589

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

6.562

4.696

OUTRAS OBRIGAÇÕES

6.562

4.696

893 1.447 4.222

0 1.671 3.025

3.107

2.769

2.300 807

2.300 469

CIRCULANTE OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS Empréstimos no País - Outras Instituições

Empréstimos no País - Outras Instituições Fiscais e Previdenciárias Diversas PATRIMÔNIO LÍQUIDO

RECEITAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

79

Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS

79

120

37

3.206

5.901

2.657

35.001 160 (6.311) (17.970) (4.554) (425) 6.021

29.526 135 (5.037) (17.824) (3.676) (467) 2.694

50

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO S/LUCRO E PARTICIPAÇÕES

16.776

13.366

28

6.153

2.722

(1.139)

(2.070)

2.196

4.083

1.822

0,95

1,78

0,79

Lucro Líquido por Quota

(900)

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

PASSIVO R$ mil

ATIVO CIRCULANTE

R$ mil

2010

2009

303.018

263.460

2010

PASSIVO CIRCULANTE DISPONIBILIDADES Depósitos Bancários Depósitos Bancários APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Outras Aplicações Financeiras OUTROS CRÉDITOS VALORES ESPECÍFICOS Bens Retomados ou Devolvidos Direitos Junto a Consorciados Contemplados

1.821 1.821 1.821

814 814 814

58.635 58.635 58.635

41.387 41.387 41.387

242.562 242.562 1.426

221.259 221.259 1.560

241.136

219.699

2.100.393

1.954.997

303.018

OUTRAS OBRIGAÇÕES

303.018

OBRIGAÇÕES DIVERSAS

CONSÓRCIO Previsão Mensal de Recursos a Receber de Consorciados Contribuições Devidas ao Grupo Valor dos Bens ou Serviços a Contemplar

TOTAL GERAL DO ATIVO

2.100.393

1.954.997

16.057 1.061.439

14.555 982.458

1.022.897

957.984

2.403.411

2.218.457

263.460

263.460

215.206

205.597

2.605

1.929

Obrigações por Contemplações a Entregar 53.789

34.017

Valores a Repassar

Obrigações com a Administradora Recursos a Devolver a Consorciados Recursos do Grupo

CONSÓRCIO

0

32

23.224

15.791

8.194

6.094

2.100.393

1.954.997

2.100.393

1.954.997

Recursos Mensais a Receber de Consorciados

16.057

14.555

Obrigações do Grupo por Contribuições 1.061.439

982.458

Bens ou Serviços a Contemplar - Valor

957.984

TOTAL GERAL DO PASSIVO

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

1.022.897

2.403.411

NIBILIDADES DE GRUPOS DE CONSÓRCIOS DO SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E EXERCÍCIO DE 2009 E VALORES ACUMULADOS ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2010 R$ mil 2º Semestre Exercício Exercício Valor 2010 2010 2009 Acumulado

263.460

303.018

Obrigações com Consorciados

COMPENSAÇÃO COMPENSAÇÃO

2009

2.218.457

DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO Depósitos Bancários Aplicações Financeiras do Grupo Aplicações financeiras Vinculadas a Contemplações

57.692

42.201

36.282

1.523 4.845

814 7.370

834 5.771

51.324

34.017

29.677

133.286

265.920

280.262

1.108.935

111.704 17.847 365 1.945 484 395 480 66 0

224.703 34.409 689 3.314 1.023 713 832 116 121

242.889 29.119 761 2.918 589 332 761 90 2.803

949.164 139.183 1.994 11.374 3.055 1.045 2.795 325 0

130.522

247.665

274.343

1.048.480

110.221 17.847 203 377 607 658 64 545

208.950 34.409 455 766 1.018 1.232 117 718

240.464 29.119 302 201 803 1.294 90 2.070

902.611 139.183 1.442 968 2.993 958 321 3

DISPONIBILIDADES NO FIM DO PERÍODO 60.456

(+) RECURSOS COLETADOS Contribuições para Aquisição de Bens Taxa de Administração Contribuições ao Fundo de Reserva Rendimentos de Aplicações Financeiras Multas e Juros Moratórios Prêmios de Seguros Custas Judiciais Reembolso de Despesas de Registro Outros (-) RECURSOS UTILIZADOS Aquisição de Bens Taxa de Administração Multas e Juros Moratórios Prêmios de Seguros Custas Judiciais Devolução a Consorciados Desligados Despesas de Registro de Contrato Outros Depósitos Bancários Aplicações Financeiras do Grupo Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações

EVENTOS SALDOS INICIAIS EM 01/JAN./09

TOTAL

1.497

1.200

2.697

803

0

803

0

1.822

1.822

0

(2.553)

(2.553)

1 - INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL 2 - LUCRO LIQUIDO DO EXERCÍCIO 2 - DESTINAÇÕES PROPOSTAS: Distribuição de Lucros SALDOS FINAIS EM 31/DEZ./09

LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

2.300

469

2.769

0

4.083

4.083

0

(3.745)

(3.745)

1 - LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

60.456

42.201

60.456

1.821 4.846

1.821 4.846

814 7.370

1.821 4.846

53.789

53.789

34.017

53.789

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

Distribuição de Lucros SALDOS FINAIS EM 31/DEZ./10

2.300

807

3.107

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RECURSOS DE CONSÓRCIOS EM 31 DE DEZEMBRO DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS VARIAÇÕES NAS DISPOATIVO

R$ Mil CAPITAL SOCIAL

2 - DESTINAÇÕES PROPOSTAS

LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO TOTAL DO PASSIVO

37

132

3.335

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO

(As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

120

Receitas de Prestação de Serviços 18.125 Resultado de Participação em Controlada 86 Despesas de Pessoal (3.346) Outras Despesas Administrativas (9.080) Despesas Tributárias (2.371) Outras Receitas (Despesas) Operacionais (208) RESULTADO OPERACIONAL 3.285 RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Capital: De Domiciliados no País Lucros ou Prejuízos Acumulados

R$ mil Exercício Exercício 2010 2009

2º semestre 2010

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO MÉTODO INDIRETO R$ mil Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais Lucro Líquido do Exercício Ajustes por: Depreciações e Amortização Resultado de Participação em Controlada

2010

2009

4.083

1.822

339 (158) 4.264

457 (135) 2.144

Variações nos Ativos e Passivos (Aumento)/Redução dos Ativos Rendas a Receber 29 (27) Adiantamento a Fornecedores (Grupos de Consórcios) 0 998 Devedores Diversos País (58) (223) Adiantamentos e Antecipações Salariais 38 (40) Adiantamentos para Pagamento de Contas (133) (265) Despesas Antecipadas 5 (44) Ativo Realizável a Longo Prazo (1.197) (758) Aumento/(Redução) dos Passivos Obrigações Fiscais e Previdenciárias 274 (156) Provisão para Pagamentos a Efetuar 721 (267) Recursos não Procurados - Grupos Encerrados 362 129 Adiantamento a Fornecedores (Grupos de Consórcios) 0 (998) Passivo Exigível a Longo Prazo 1.866 722 Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais 6.171 1.215 Fluxos de Caixa das Atividades de Investimento Recebimento de Dividendos 443 157 Aquisições de Imobilizado (1.657) (53) Resultado na Alienação e Baixa do Imobilizado 5 39 Caixa Líquido Aplicado nas Atividades de Investimento (1.209) 143 Fluxos de Caixa das Atividades de Financiamentos Integralização de Capital 0 803 Instituições Financeiras (150) 1.228 Distribuição de Lucros (3.745) (2.553) Caixa Líquido Aplicado nas Atividades de Financiamento (3.895) (522) Aumento/Líquido do Caixa e Equivalentes de Caixa 1.067 836 Caixa e Equivalente de Caixa no Início do Período 846 10 Caixa e Equivalente de Caixa no Fim do Período 1.913 846 (As notas explicativas integram o conjunto das demonstrações contábeis)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 - (Valores em R$ mil) NOTA 1. CONTEXTO OPERACIONAL A sociedade tem por objeto a administração de consórcios. NOTA 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA E DE GRUPOS DE CONSÓRCIOS As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas de acordo com as normas e instruções do Banco Central do Brasil, bem como de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, anteriormente à promulgação da Lei n° 11.638/07. Em 28/dez./07 foi promulgada a Lei nº 11.638/07 e, em 27/maio/09, a Lei nº 11.941/09, introduzindo alterações na Lei das Sociedades por Ações (6.404/76), quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil, a partir do exercício social findo em 2008. Embora as referidas Leis já tenham entrado em vigor, algumas alterações por elas introduzidas dependem de normatização por parte do Banco Central do Brasil para serem integralmente aplicadas pelas instituições por ele reguladas. A administração está avaliando os possíveis impactos dessa nova orientação para, posteriormente, mensurar os seus efeitos, porém estima, em sua avaliação inicial, que as alterações não ocasionarão efeitos relevantes nas demonstrações contábeis da Sociedade. A escrituração contábil dos grupos de consórcios obedece às regras da Carta-Circular nº 3.147/04 com posteriores alterações trazidas pela Carta-Circular nº 3.192/05 do Banco Central do Brasil. Na elaboração da demonstração das Variações nas Disponibilidades de Grupos de Consórcios, a coluna valor no período representa os valores coletados e utilizados movimen-tados no semestre e a coluna valor acumulado representa os valores coletados e utilizados desde o início dos grupos de consórcios em andamento. NOTA 3. CONTROLES INTERNOS Nos termos da Circular nº 3.078/02, do Banco Central do Brasil, estão implantados os procedimentos pertinentes ao sistema de controles internos, os quais vêm sendo acompanhados e revisados pela administração da sociedade. NOTA 4. PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS Dentre os principais procedimentos adotados para a elaboração das demonstrações contábeis da administradora e dos grupos de consórcios, de acordo com as disposições da legislação societária brasileira, associadas às normas e instruções específicas do Banco Central do Brasil, destacamos os seguintes: I - PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DA ADMINISTRA-DORA A) APURAÇÃO DO RESULTADO O resultado é apurado pelo regime de competência, exceto quanto à taxa de administração dos grupos de consórcios, que é escriturada na administradora por ocasião do pagamento da contribuição mensal pelo consorciado. B) ATIVO CIRCULANTE E REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Demonstrados pelos valores de realização e/ou aplicação, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias incorridas. C) ATIVO PERMANENTE - INVESTIMENTOS Estão demonstrados ao custo de aquisição, ajustados por avaliação pelo método de equivalência patrimonial quanto à participação em controlada, conforme descrito na nota explicativa "5". - IMOBILIZADO Está demonstrado ao custo de aquisição, acrescido de correção monetária até 31/dez./95, ajustado por depre-ciações acumuladas, calculadas pelo método linear, a taxas estabelecidas em função do tempo de vida útil fixado por espécie de bens, como segue: % ANUAL DE DEPRECIAÇÃO RESIDUAL RESIDUAL DEPRECIAÇÃO CUSTO ACUMULADA 2010 2009 - Terrenos 0% 1.600 0 1.600 0 - Móveis e Equipamentos de Uso 10% 1.296 (810) 486 584 - Sistema de Comunicação 10% 133 (108) 25 34 - Sistema Processamento Dados 20% 592 (515) 77 75 - Sistema de Transporte 20% 30 (13) 17 24 24 0 24 24 - Direitos de Uso 0% Totais 3.675 (1.446) 2.229 741 - DIFERIDO Está demonstrado aos valores de custo e ajustado por amortizações acumuladas, calculadas a partir do momento em que começam a ser usufruídos os benefícios respectivos, em períodos que não ultrapassem o prazo máximo estabelecido em Lei, como segue: % ANUAL DE DEPRECIAÇÃO RESIDUAL RESIDUAL DEPRECIAÇÃO CUSTO ACUMULADA 2010 2009 - Benfeitorias Imóveis Terceiros 10% 2.970 (1.586) 1.384 1.562 D) PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações e correções monetárias incorridas. A contribuição social foi calculada à alíquota de 9% do lucro líquido ajustado e o imposto de renda à alíquota de 15% do Lucro Real, acrescido do adicional de 10% sobre a parcela excedente a R$ 20 mil mensais, na forma que dispõe a legislação vigente. II - PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DOS GRUPOS DE CONSÓRCIOS A) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ São demonstradas pelos valores de aplicação acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço, sendo que os rendimentos remanescentes dessas aplicações,

após a apropriação dos rendimentos vinculados às obrigações por contemplações a entregar, são incorporados ao fundo comum de cada grupo, por intermédio de rateio proporcional à participação de cada grupo no total das receitas. B) OUTROS CRÉDITOS No ativo circulante, direitos junto a consorciados contemplados referem-se às parcelas vincendas a título de fundo comum e fundo de reserva, calculados com base no valor do bem vigente no mês e aplicáveis aos consorciados contemplados Normais, Em Atraso e Em Cobrança Judicial, como segue: 2010 2009 Direitos junto a consorciados contemplados 241.136 219.699 - Normais 214.663 197.438 - Em Atraso 3.938 5.042 - Cobrança Judicial 22.535 17.219

Ilmos. Srs. DIRETORES e QUOTISTAS da CONSEG ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA. Pinhais - PR Examinamos as demonstrações contábeis individuais da CONSEG ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, bem como as demonstrações consolidadas dos recursos de consórcios e as variações consolidadas nas disponibilidades dos grupos de consórcios correspondentes ao semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2010, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Contábeis A Administração da sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, dependentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações contábeis da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Sociedade. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

C) CONTAS DE COMPENSAÇÃO ATIVAS/PASSIVAS As contas de compensação representam informações adicionais sobre: previsão mensal de recursos a receber de consorciados, contribuições devidas ao grupo e valor dos bens e serviços a contemplar, sendo calculados com base no valor do bem vigente no mês e não afetam a posição patrimonial estática dos grupos na data das demonstrações contábeis. D) OBRIGAÇÕES COM CONSORCIADOS As obrigações com consorciados representam o fundo comum recebido de consorciados não contemplados para aquisição de bens, acrescidos de atualização monetária, e recursos recebidos cuja destinação não foi identificada. E) VALORES A REPASSAR Referem-se aos valores recebidos e ainda não repassados a terceiros a título de multa rescisória contratual. F) OBRIGAÇÕES POR CONTEMPLAÇÕES A ENTREGAR Representam créditos a repassar aos consorciados pelas contemplações nas assembléias, acrescidos dos rendimentos financeiros desde a data de contemplação. G) RECURSOS A DEVOLVER AOS CONSORCIADOS Representam as obrigações junto aos consorciados desistentes e excluídos, deduzidos da multa rescisória contratual e valores a serem ressarcidos pelos excessos de amortização. H) RECURSOS DOS GRUPOS Representam os recursos a serem rateados aos consor-ciados ativos quando do encerramento do grupo, pelos valores de fundo de reserva, remunerações de aplicações financeiras, multas e juros moratórios retidos pelo grupo, atualização da variação do preço do bem ou serviço e baixa de prestações não recebidas dos consorciados após esgotados os procedimentos de cobrança. III - RESUMO DAS OPERAÇÕES DE CONSÓRCIOS A) POSIÇÃO DAS OPERAÇÕES DE CONSÓRCIOS Informamos a seguir, dados complementares relativos às operações de consórcios em 31 de dezembro: 2010 2009 - Número de grupos administrados 59 54 - Quantidade de bens pendentes de entrega 437 288 - Quantidade de bens entregues no exercício 1.486 1.779 - Quantidade total de bens entregues dos grupos em andamento 7.123 6.809 - Número de consorciados ativos 13.160 11.621 - Número total de consorciados desistentes/ excluídos 9.536 8.232 - Taxa de inadimplência 13,40% 13,59% B) TAXA DE ADMINISTRAÇÃO A taxa de administração arrecadada nos grupos de consórcios está de acordo com os seguintes percentuais médios: Imóveis 11,98% a 16,99% Caminhões e Ônibus 12,56% Automóveis 12,96% NOTA 5. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS - INVESTIMENTOS: PARTICIPAÇÃO EM CONTROLADA NO PAÍS CIMAD CONSTRUÇÕES LTDA. - Nº de Quotas de Capital - Valor do Patrimônio Líquido - Mês Base para a Avaliação INFORMAÇÕES SOBRE O INVESTIMENTO NA EMPRESA - Nº de Quotas Possuídas - Percentual de Participação VALORES CONTÁBEIS DO INVESTIMENTO - Saldo no Inicio do Período - Resultado de Participação em Controlada - Recebimento de Dividendos - Saldo no Final do Período - CONTROLADORA A sociedade é controlada por pessoas físicas.

2010 3.666.666 4.909 Dez/10

2009 3.666.666 5.223 Nov./09

3.300.000 90%

3.300.000 90%

4.701 160 (443) 4.418

4.723 135 (157) 4.701

- PARTES RELACIONADAS As transações e saldos com partes relacionadas, realizadas no contexto das atividades operacionais da sociedade, inerentes à transferência de recursos, serviços ou obrigações entre partes relacionadas são representadas por benfeitorias em imóveis de terceiros e despesas por amortização. Os saldos entre partes relacionadas das contas patrimoniais e das contas de resultado estão demonstrados a seguir: 2010 2009 Ativo 1.385 1.562 Benfeitorias em Imóveis de Terceiros 1.385 1.562 Contas de Resultado 286 286 Despesas por Amortização 286 286 As transações ocorridas entre a sociedade e suas partes relacionadas são efetuadas com valores e em circunstâncias usuais de mercado. NOTA 6. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Carteira Própria - Quotas em Fundos de Investimento

2010 1.900 1.900

2009 836 836

NOTA 7. COMPOSIÇÃO DE SALDOS DO BALANÇO PATRIMONIAL A) ATIVO CIRCULANTE 2010 2009 OUTROS CRÉDITOS 2.057 1.904 Diversos - Adiantamento e Antecipações Salariais 7 45 - Adiantamentos p/Pagamento de n/Conta 1.724 1.591 - Devedores Diversos - País 326 268 B) ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO OUTROS CRÉDITOS 4.222 3.025 Diversos - Devedores por Depósito em Garantia 427 427 - Valores Pendentes de Recebimento Cobrança Judicial 3.795 2.598 C) PASSIVO CIRCULANTE OUTRAS OBRIGAÇÕES 2.672 1.589 Diversas - Recursos não Procurados - Grupos Encerrados 1.372 1.010 - Provisão p/Pagamentos a Efetuar 1.300 579 D) PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO OUTRAS OBRIGAÇÕES 4.222 3.025 Diversas - Provisão p/Passivos Contingentes 427 427 - Recursos Pendentes de Recebimento Cobrança Judicial 3.795 2.598 NOTA 8. PARCELAMENTOS DE TRIBUTOS Foram constituídas provisões referentes aos parcelamentos do PAES e ISS, em conformidade com as respectivas legislações vigentes. O saldo devedor atualizado para 2010 representa: EXIGÍVEL A DESCRIÇÃO CIRCULANTE LONGO PRAZO TOTAL PAES 40 61 101 ISS Curitiba 273 1.386 1.659 ISS Barueri 77 51 128 NOTA 9. EMPRÉSTIMOS NO PAÍS Refere-se as obrigações por empréstimos obtidos junto a Instituições Financeiras, utilizados para capital de giro, conforme demonstrado a seguir: POSIÇÃO EM 31/DEZ./10 INSTITUIÇÃO NÃO FINANCEIRA CIRCULANTE CIRCULANTE HSBC Contrato 54.207.89-02 1.073 893 HSBC Contrato 54.197.51-61 351 0 HSBC Contrato 54.189.02-98 171 0 HSBC Conta Vinculada 1.220 0 14 0 Juros s/ Empréstimo Totais 2.829 893 NOTA 10. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS De acordo com o deliberado em reunião dos sócios-quotistas, foram distribuídos lucros no exercício, no montante de R$ 3.745 mil. NOTA 11. CAPITAL SOCIAL Pertencente inteiramente a quotistas domiciliados no país está composto de 2.300.000 quotas, no valor nominal de R$ 1,00 cada uma.

Gerson Araujo Maciel Régis Guimarães Garcia Diretor Geral Controller Carlos Eduardo Matozo CRC-PR 023076/O-5 TC

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES

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Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da CONSEG ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, as demonstrações consolidadas dos recursos de consórcios e as variações consolidadas nas disponibilidades dos grupos de consórcios correspondentes ao semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2010, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Curitiba, 14 de janeiro de 2011.

MÜLLER AUDITORES INDEPENDENTES S/S CRC-PR Nº 005.694/O-5 CLOVIS EDECIO MÜLLER Contador CRC-RS Nº 25.016/O-0 T/PR


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Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F1 | Indústria&Comércio

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2010 Mensagem aos Acionistas O ano de 2010 foi certamente um dos mais desafiadores da história da Positivo Informática. Um período de superação e aprendizado, com passos firmes em direção a um novo patamar de sustentabilidade da organização. Mesmo com a acirrada competição no mercado brasileiro, palco de uma intensa guerra de preços promovida por fabricantes internacionais, a companhia completou seu 6º ano consecutivo de liderança absoluta de mercado, registrando um volume recorde de 1,980 milhão de computadores vendidos. O imenso potencial do mercado brasileiro já era bem conhecido, com uma das menores taxas de penetração de computadores nos lares entre os grandes mercados mundiais. Em 2010, ficaram ainda mais evidentes as grandes perspectivas de crescimento do mercado nacional, em função da consolidação da conjuntura econômica favorável para o consumo, decorrente da contínua evolução dos níveis de emprego e do aumento da renda. Muitos fabricantes de PCs se propuseram a efetivamente conquistar um espaço privilegiado no mercado local, em especial os maiores players

POSITIVO UNION TOUCH 2500

internacionais, que enfrentavam uma ainda enfraquecida demanda interna nas economias centrais. Os efeitos dessa dinâmica se traduziram em reduções substanciais nos preços dos produtos, afetando a rentabilidade de toda a indústria.

estreou no ranking das 25 mais valiosas do país, calculado pela Interbrand - uma das principais empresas de consultoria de marcas do mundo - sendo motivo de grande satisfação e de renovação do propósito do trabalho que desenvolvemos.

Em meio a tal recrudescimento do ambiente competitivo, a Positivo Informática se utilizou de seu sólido relacionamento comercial com o varejo e de seu profundo conhecimento do consumidor brasileiro para rapidamente identificar e explorar oportunidades de crescimento. A companhia se aproximou ainda mais de seus clientes e fornecedores para realizar surpreendentes lançamentos, os quais foram desenvolvidos sob medida para o mercado local, com destaque para o Positivo Unique 60, o primeiro notebook precificado abaixo de mil reais, que preencheu uma lacuna existente no mercado de portáteis e foi sucesso imediato de vendas. A companhia apresentou também a nova geração de notebooks Positivo Premium, com ampla gama de configurações, incluindo uma versão com tecnologia 3D, e inovou no segmento de desktops com os compactos Positivo Mini e Positivo Mini Fit. No período, a companhia ingressou no segmento de tablets/e-readers com a linha Positivo Alfa, tendo seu primeiro lote esgotado dias após o lançamento. O ano também foi marcado pelo volume histórico de 452,3 mil computadores vendidos no mercado de governo e pelas recentes vitórias nos principais editais realizados no país, com destaque para a conquista do programa Um Computador por Aluno (PROUCA), para a aquisição de até 600 mil laptops educacionais pelo Ministério da Educação.

Com gestão responsável e ciente dos novos desafios apresentados pelo mercado, atentamo-nos ao presente e olhamos com confiança para o futuro, iniciando ao final do ano a implementação de uma série de medidas focadas em ganhos de eficiência, para as quais se esperam importantes contribuições para o fortalecimento da companhia no decorrer de 2011. Adicionalmente, de forma a estar preparada para as oportunidades de crescimento do mercado nacional, foi realizado um aumento de capacidade produtiva na planta industrial de Curitiba (PR), que recebeu duas novas linhas para a produção de notebooks. Por fim, iniciamos a internacionalização de nossa atuação no mercado de computadores, com a formação de uma Joint Venture estratégica com a BGH, que possui mais de 90 anos de experiência no mercado argentino e atua no Uruguai desde 1997.

Coroando o intenso trabalho desenvolvido na frente comercial, foram registrados expressivos ganhos de participação de mercado no quarto trimestre, encerrando 2010 com market share de 19,7% no mercado oficial, sendo a líder nacional tanto em desktops como em notebooks. Adicionalmente, a marca Positivo

DESTAQUES 4T10 e 2010 •

• • • • • • •

• •

Composição das Vendas de PCs (unidades)

Market share de 2010 consolida mais de 6 anos de liderança absoluta no mercado brasileiro: • 14,4% no mercado total; • 22,9% no mercado de varejo; • 42,6% no mercado de governo e educação; Maior volume de vendas anual já registrado: 1,980 milhão de unidades (+11,3%) e R$ 2,673 bilhões de receita bruta em 2010 (+6,4%); Lucro Líquido¹ de R$ 95,6 milhões em 2010, representando margem líquida¹ de 4,1%; EBITDA¹ de R$ 143,0 milhões em 2010 e margem EBITDA¹ de 6,1%; Início da implementação de medidas focadas em melhoria operacional e racionalização de custos; Expansão internacional: joint venture Positivo - BGH para atuação na Argentina e no Uruguai; Entrada no novo segmento de tablets/e-readers, com o lançamento do Positivo Alfa; Outros lançamentos: • Positivo Mini: desktop de dimensões reduzidas com teclado sem fio e mouse com conexão touchpad; • Positivo Unique 60: primeiro notebook precificado abaixo de R$ 1.000; • Positivo Premium 3D: notebook com tecnologia 3D, com altíssima configuração de som e imagens; • Positivo Master: linha exclusiva para o mercado corporativo. Eleita uma das 25 marcas brasileiras mais valiosas em 2010, pela Interbrand; Reconhecida como uma das melhores empresas Small & Mid Cap brasileiras em Relações com Investidores, pelo IR Magazine 2010: • Melhor website de Relações com Investidores; • Top 5: Programa de Relações com Investidores; • Top 5: Melhor Encontro com Analistas.

1 - DESTAQUES OPERACIONAIS 1.1 - Hardware Market Share Em 2010, a Positivo Informática completou seu 25º trimestre consecutivo à frente do mercado nacional, uma liderança absoluta sustentada por uma combinação de fatores, que incluem seu profundo conhecimento do consumidor brasileiro e seu sólido relacionamento comercial com o varejo, aliados à habilidade em rapidamente identificar e explorar oportunidades de crescimento. Esses e outros fatores, como sua liderança absoluta no mercado de governo e sua solidez financeira, configuram um excelente posicionamento no mercado brasileiro. A companhia registrou, em 2010, market share de 14,4% no mercado total, representando 133,0% e 160,9% a mais (em unidades) do que as 2ª e 3ª colocadas, respectivamente. No varejo, mercado que representou cerca de 73,2% das vendas em 2010, a companhia liderou com 22,9% de market share. Essa participação supera a soma das 2ª e 3ª colocadas juntas, confirmando a ampla presença dos computadores Positivo em mais de 8 mil pontos de venda das principais redes de varejo do país. No mercado de governo e educação a companhia completou seu 17º trimestre consecutivo na liderança com 42,6% de participação, encerrando 2010 com aumento 7,5 p.p em relação a 2009. Volumes Em 2010, a Positivo Informática registrou volume de vendas de 1,980 milhão de PCs vendidos, crescimento de 11,3% em relação a 2009 e correspondendo ao maior volume de vendas da história da companhia. Destacaram-se as vendas para o mercado de governo, que totalizaram 452,4 mil unidades, crescimento de 79,8% em relação ao ano de 2009. No mercado de varejo, mesmo com o acirramento do ambiente competitivo, a companhia registrou volume de 1,448 milhão de PCs crescimento de 1,1% em relação a 2009. Volume de Vendas - Hardware (unidades) Var% 2009

2010

PCs

1.778.462

1.979.807

11,3

Desktops Notebooks Canal Varejo Governo Corporativo

1.064.290 714.172 1.778.462 1.432.189 251.561 94.712

1.154.328 825.479 1.979.807 1.448.423 452.370 79.014

8,5 15,6 11,3 1,1 79,8 -16,6

2010x2009

Em 2010, os notebooks representaram 41,7% do total de PCs vendidos, contra 40,2% em 2009. Foram vendidos 825,5 mil notebooks em 2010, dos quais 66 mil netbooks, que representaram 8% das vendas de portáteis. POSITIVO PREMIUM 3D

Produto DT 59,8%

NB 40,2%

Canal

NB 41,7%

DT 58,3%

Varejo 80,5%

Gov. 14,1%

+1,5 p.p

2009

Gov. 22,8%

Varejo 73,2%

+7,4p.p

2010

Corp. 5,3%

2009

NB: Notebook - DT: Desktop

Corp. 4,0%

2010

Corp.: Corporativo - Gov.: Governo

Hardware Varejo: 73,2% das vendas - 1,448 milhão de unidades em 2010 A Positivo Informática lidera o mercado de varejo brasileiro há mais 6 anos consecutivos, estando presente nos maiores varejistas do país. Em 2010, mesmo com o recrudescimento do ambiente competitivo, as vendas nesse mercado totalizaram 1,448 milhão de PCs, crescimento de 1,1% em relação a 2009. Para os próximos períodos as perspectivas para o varejo são bastante promissoras. Segundo a última projeção realizada pelo IDC, o mercado de varejo brasileiro deverá registrar em 2011 um crescimento de 15,2% em relação a 2010, e a taxa de crescimento anual composta projetada entre 2011 e 2014 será de 13,6%. Tais projeções vão ao encontro da perspectiva de que o mercado de varejo será o motor do crescimento do mercado brasileiro de PCs nos próximos anos, um segmento no qual a Positivo Informática é líder absoluta e que representa seu maior volume de vendas. Hardware Governo: 22,8% das vendas - 452,4 mil unidades em 2010 A Positivo Informática mais uma vez consolida sua liderança no mercado de licitações públicas, segmento no qual atua há mais de 20 anos. Em 2010, foram entregues 452,4 mil PCs para clientes de governo, representando um expressivo crescimento de 79,8% em relação a 2009. A carteira de entregas para clientes de governo projetada para 2011 é estimada em mais de 360 mil unidades, volume que já representa 80% do total entregue em 2010. Este número contempla a previsão de entrega de 250 mil máquinas dos 600 mil laptops educacionais indicados no leilão ganho no Programa Um Computador por Aluno (PROUCA) do MEC. Hardware Corporativo: 4,0% das vendas - 79,0 mil unidades em 2010 A companhia fechou o ano de 2010 com vendas para o mercado corporativo na ordem de 79 mil computadores. A retomada dos investimentos das grandes empresas, aliado às iniciativas da companhia para capturar as oportunidades do mercado traz boas perspectivas para o canal corporativo em 2011.

Hélio Bruck Rotenberg Diretor Presidente

Contribuiu para tal melhora a redução de 72,8% na despesa financeira líquida, que totalizou R$ 25,4 milhões, primordialmente em função das menores perdas relativas à proteção cambial dos grandes projetos de governo. No período, as despesas com vendas registraram R$ 412,3 milhões, correspondendo a 17,7% da receita líquida, crescimento de 0,2 p.p.. Tal crescimento foi influenciado por maiores despesas com assistência técnica e garantia no período, devido à maior proporção de vendas para clientes de governo, que possuem configurações, serviços e prazos de atendimento diferenciados, bem como por aprimoramentos na forma de contabilização do sucateamento do estoque de peças para reparos. No ano de 2010, a companhia alcançou EBITDA1 (“Earnings before interests, taxes, depreciation and amortization”; lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 143,0 milhões, sendo que a margem EBITDA2 totalizou 6,1% no período. O lucro líquido1 alcançou R$ 95,6 milhões em 2010 e uma margem líquida2 de 4,1%. 1 O Ajuste pela Subvenção para Investimentos: Os números apresentados neste Relatório da Administração são referentes às contas de receita líquida, lucro líquido e EBITDA e se diferem dos números apresentados na tabela de Demonstração dos Resultados abaixo, pois foram ajustados. A estas contas foi somada a parcela referente à subvenção para investimentos que foi contabilizada como passivo circulante e que será reconhecida no resultado à medida que os investimentos obrigatórios em P&D relativos a esse montante sejam amortizados. O intuito desse ajuste é comunicar ao investidor como seriam os resultados considerando a totalidade da subvenção para investimentos incorrida no período. 2 Em razão da Receita Líquida Ajustada.

4 - MERCADO DE CAPITAIS Performance das Ações Em 31 de dezembro de 2010, as ações da Positivo Informática estavam cotadas a R$ 9,75, indicando um valor de mercado de R$ 848,3 milhões. A POSI3 está presente na carteira dos índices: IBrX-100, Itag (Índice de Ações com Tag Along Diferenciado), IGC (Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada), INDX (Índice do Setor Industrial), IVBX2 (Índice Valor Bovespa - 2ª linha) e SMLL (Índice de Ações Small Caps). Dividendos O Estatuto Social da Positivo Informática determina que, pelo menos, 25% do lucro líquido contábil da companhia deve ser distribuído como dividendo anual obrigatório. Foram pagos ao longo de 2010 proventos em dinheiro no valor líquido de R$ 50,0 milhões, referentes aos resultados de 2009, representando payout de 39,1% sobre o lucro líquido ajustado. Para o resultado referente ao exercício de 2010, será feita uma proposta à Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada em 29/04/2011, de distribuição de R$ 22,3 milhões na forma de dividendos, a serem pagos em uma única parcela em 15/12/2011, o que representa payout de 23,3% sobre o lucro líquido ajustado.

5 - INVESTIMENTOS

2 - OPERAÇÕES

Em 31 de dezembro de 2010, a Positivo Informática contava com 5.151 colaboradores, representando redução de 12,3% em relação ao ano anterior, decorrente do início da implementação das iniciativas visando à maximização da eficiência da companhia, as quais incluíram a readequação do perfil do quadro de colaboradores e uma futura utilização de uma maior proporção de mão de obra temporária para períodos típicos de maior produção industrial, em linha com as características sazonais do mercado de varejo, principal segmento de atuação da companhia.

As plantas industriais da Positivo Informática atendem aos mais rigorosos padrões de qualidade. A sede e principal unidade estão instaladas em Curitiba, no estado do Paraná, que recebeu investimentos ao longo de 2010 para ampliação de sua capacidade produtiva nominal de computadores. Adicionalmente, são produzidas nesta unidade placas mãe de desktops e de notebooks, bem como placas de memória. A unidade de Manaus, inaugurada em agosto de 2008 com o principal objetivo de atender a demanda dos varejistas localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Visando garantir o fluxo de fornecimento de monitores LCD para as demais plantas e cumprindo a estratégia de verticalização, em maio de 2008 teve início a produção destes equipamentos em Ilhéus.

3 - DESEMPENHO FINANCEIRO Os comentários apresentados a seguir se referem aos números consolidados da Positivo Informática S.A. e de suas controladas Positivo Informática da Amazônia Ltda. e Positivo Informática da Bahia Ltda., bem como de seu investimento na Informatica Fueguina S.A., na Argentina, fruto da aquisição de seu controle compartilhado em dezembro de 2010. Todas as informações financeiras apresentadas neste Relatório da Administração contemplam as modificações contábeis introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Lei nº 11.941/09, bem como dos efeitos provenientes da adoção das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS). Em 2010, a Positivo Informática registrou receita bruta recorde de R$ 2,673 bilhões, crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior. A receita líquida ajustada registrou R$ 2,334 bilhões, avanço de 7,1% frente ao ano de 2009. No ano, o custo do produto vendido (CPV) correspondeu a 72,5% da receita líquida, apresentando aumento de 0,6 p.p. em relação a 2009. Tal crescimento decorreu principalmente de maiores custos com mão de obra, em função do aumento no quadro médio anual de colaboradores envolvidos diretamente com o processo produtivo entre os períodos, sendo parcialmente compensado pelos menores custos com matéria prima e insumos, beneficiados pela redução anual de 12,1% no dólar médio de internalização de matéria prima. Em sua contínua busca por ganhos de eficiência e racionalização de custos, ao final do ano a companhia iniciou a implementação de medidas visando à maximização de sua eficiência, as quais incluíram a readequação de seu quadro de colabores e a utilização futura de uma maior proporção de mão de obra temporária para os períodos típicos de elevada produção industrial, respeitando a sazonalidade do mercado de varejo, que representa seu maior volume de vendas. As despesas operacionais totalizaram R$ 545,3 milhões, apresentando redução de 1,9 p.p. no ano de 2010 em termos de receita líquida na comparação com o ano anterior.

Em 2010, o investimento total realizado em ativo fixo foi de R$ 43,8 milhões, principalmente direcionados para atividades de pesquisa e desenvolvimento, que totalizaram R$ 13,6 milhões. Os demais investimentos somaram R$ 30,2 milhões, contemplando a ampliação e o desenvolvimento do Projeto ERP, a modernização e expansão da fábrica de PCs de Curitiba e tecnologia da informação.

6 - COLABORADORES

7 - EVENTOS SOCIETÁRIOS Em 03 de dezembro de 2010, foi aprovada pelo Conselho de Administração a constituição de uma Joint Venture com a empresa argentina BGH Sociedad Anonima, a qual tem como objeto a fabricação e comercialização de produtos de informática (desktops, notebooks, all-in-ones, e-books e tablets) na Argentina e no Uruguai. Para tal fim, a companhia adquiriu 50% das ações com direito a voto da Informatica Fueguina S.A., com sede na cidade de Buenos Aires, Argentina, a qual servirá como veículo da Joint Venture, e cuja totalidade de ações era anteriormente detida direta e indiretamente pela BGH.

8 - RELACIONAMENTO COM OS AUDITORES INDEPENDENTES Em conformidade com a Instrução CVM nº 358/02, informamos que no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, além dos serviços de auditoria das demonstrações financeiras prestados pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, foram pagos serviços de revisão dos procedimentos da área fiscal, representando 50,3% do total de honorários pagos à Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes.

9 - DECLARAÇÃO DA DIRETORIA Em observância às disposições constantes da Instrução CVM nº 480/09, a Diretoria declara que discutiu, reviu e concordou com as opiniões expressas no parecer dos auditores independentes e com as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010.

10 - CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA A Companhia está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula Compromissória constante no Estatuto Social.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado)

Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) PASSIVO E Controladora Consolidado PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota 31/12/10 31/12/09 01/01/09 31/12/10 31/12/09 01/01/09 (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) CIRCULANTE Nota 2010 2009 2010 2009 Fornecedores 15 226.533 338.865 299.548 249.953 355.366 302.101 23 2.328.135 2.164.197 2.327.605 2.180.291 Empréstimos - terceiros 16 304.763 69.525 48.975 305.220 69.529 48.975 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS Salários e encargos a pagar 25.647 21.811 18.176 26.073 22.226 18.333 CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS E SERVIÇOS PRESTADOS (1.723.203) (1.566.106) (1.692.065) (1.567.886) Provisões 17 134.744 132.096 80.655 137.287 133.226 80.880 604.932 598.091 635.540 612.405 Tributos a recolher 18 3.059 5.435 25.339 4.385 6.784 25.434 LUCRO BRUTO Dividendos a pagar 22.g 22.299 29.679 – 22.299 29.679 – (DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS Receita diferida 8 e 19 32.651 26.257 26.545 32.651 26.257 26.545 Com vendas (405.122) (378.991) (412.460) (381.753) Partes relacionadas 10 806 572 50.781 818 572 50.382 Gerais e administrativas (91.786) (63.305) (96.722) (66.536) Adiantamento de clientes 119 2.841 – 119 2.841 – Remuneração dos administradores 10 (12.112) (12.442) (12.112) (12.442) Outras contas a pagar 4.019 4.764 9.323 3.954 10.449 9.323 Outras receitas (despesas) operacionais líquidas 1.648 4.637 1.459 4.556 754.640 631.845 559.342 782.759 656.929 561.973 Resultado da equivalência patrimonial 11 18.911 7.836 – – NÃO CIRCULANTE (488.461) (442.265) (519.835) (456.175) Exigível a longo prazo Empréstimos - terceiros 16 100.000 – – 100.000 – – RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 116.471 155.826 115.705 156.230 Fornecedores Receitas financeiras 26 28.322 23.330 29.250 23.458 partes relacionadas 10 28.565 26.937 – – – – Despesas financeiras 26 (56.108) (73.477) (56.271) (73.572) Provisões 17 33.102 28.424 14.682 34.251 29.574 14.682 Variação cambial líquida 26 751 (44.149) 1.575 (43.599) Provisão para riscos tributários, (27.035) (94.296) (25.446) (93.713) trabalhistas e cíveis 21 15.213 4.564 2.561 15.512 4.863 2.561 Tributos diferidos 20 10.208 16.460 24.622 10.837 16.460 24.646 LUCRO ANTES DOS EFEITOS TRIBUTÁRIOS 89.436 61.530 90.259 62.517 Passivo a descoberto Provisão para imposto de renda 20 – 8.735 (331) 7.947 em controladas 11 2.683 – – – – – Provisão para contribuição social 20 – 3.213 (771) 2.921 Outras contas a pagar – 1.600 2.800 – 1.600 2.800 Imposto de renda e 189.771 77.985 44.665 160.600 52.497 44.689 contribuição social diferidos 20 (240) 54.547 39 54.640 PATRIMÔNIO LÍQUIDO (240) 66.495 (1.063) 65.508 Capital Social 22.a 389.000 389.000 389.000 389.000 389.000 389.000 89.196 128.025 89.196 128.025 Reserva de capital 22.c 120.297 121.773 119.095 120.297 121.773 119.095 LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO LUCRO POR AÇÃO R$ Reserva de lucros 22.d 212.443 165.867 84.520 212.443 165.867 84.520 28 1,0366 1,4891 1,0366 1,4891 Ações em tesouraria 22.h (35.430) (38.126) (38.126) (35.430) (38.126) (38.126) Básico 28 1,0366 1,4891 1,0366 1,4891 686.310 638.514 554.489 686.310 638.514 554.489 Diluído TOTAL PASSIVO E As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 1.630.721 1.348.344 1.158.496 1.629.669 1.347.940 1.161.151 1.630.721 1.348.344 1.158.496 1.629.669 1.347.940 1.161.151 PATRIMÔNIO LÍQUIDO As demonstrações de resultados abrangentes não foram apresentadas devido ao fato de que a Companhia e suas As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras controladas não apresentaram itens que afetassem os resultados abrangentes nos exercícios de 2009 e 2010.

Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) ATIVO Nota 31/12/10 31/12/09 01/01/09 31/12/10 31/12/09 01/01/09 CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa 5 89.591 7.648 18.833 89.817 7.714 19.060 Contas a receber 6 618.613 407.373 430.189 622.983 409.702 434.439 Estoques 7 512.609 561.983 447.136 541.192 579.953 453.956 Partes relacionadas 10 4.274 258 740 4.274 258 740 Impostos a recuperar 8 115.471 87.896 102.079 118.555 88.268 102.082 Adiantamentos diversos 17.154 7.036 4.457 18.192 7.652 4.470 Outros créditos 9 12.881 11.362 19.998 12.911 11.362 19.998 1.370.593 1.083.556 1.023.432 1.407.924 1.104.909 1.034.745 NÃO CIRCULANTE Realizável a longo prazo Partes relacionadas 10 19.333 23.477 4.253 – – – Tributos diferidos 20 76.112 82.602 35.961 77.193 82.775 35.965 Outros créditos 9 9.843 45.072 – 9.935 45.163 – 105.288 151.151 40.214 87.128 127.938 35.965 Permanente Investimentos 11 42.280 17.668 8.858 4.660 1.641 677 Investimentos em empreendimentos em conjunto (“joint venture”) 12 21 – – – – – Imobilizado líquido 13 56.597 44.036 41.080 58.648 45.716 42.706 Intangível líquido 14 55.942 51.933 44.912 71.309 67.736 47.058 154.840 113.637 94.850 134.617 115.093 90.441

DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - (Controladora e Consolidado) - (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado) Controladora (BR GAAP) e Consolidado (IFRS e BR GAAP) Capital Reservas de Opções Outorgadas Reservas de Ações em Social Subvenção Reconhecidas Lucros Tesouraria 389.000 118.305 790 84.520 (38.126) – – – – – 22.g – – – – – – – – (16.999) – 22.d – – – 98.346 – 22.b – – 2.678 – – 389.000 118.305 3.468 165.867 (38.126) – – – – – 22.g – – – (20.321) – 22.b – – 359 – – 22.d – – – 66.897 – 22.b – – (1.835) – 2.696 389.000 118.305 1.992 212.443 (35.430) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Nota

SALDO EM 01 DE JANEIRO DE 2009 Lucro líquido do exercício Dividendos propostos (R$ 0,582235 por ação) Distribuição de dividendos 2008 (R$ 0,197731 por ação) Constituição reserva de lucros Reserva de capital - stock options SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 Lucro líquido do exercício Dividendos propostos (R$ 0,259140 por ação) Constituição reserva de capital - stock options Constituição reserva de lucros Realização de opções - stock options SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010

Lucros Acumulados – 128.025 (29.679) – (98.346) – – 89.196 (22.299) – (66.897) – –

Total Patrimonio Líquido 554.489 128.025 (29.679) (16.999) – 2.678 638.514 89.196 (42.620) 359 – 861 686.310

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (Controladora e Consolidado) - (Valores expressos em milhares de reais ) Controladora (BR GAAP) 2010 2009 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício Reconciliação do lucro líquido com o caixa obtido nas operacões: Depreciação e amortização Equivalência patrimonial Provisão para riscos trabalhistas, tributários e cíveis Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisão para estoques obsoletos Stock options Baixa de ativo imobilizado Baixa de investimentos em P&D Imposto de renda e contribuição social diferidos (Aumento) diminuição de ativos: Contas a receber Estoques Impostos a recuperar Adiantamentos diversos Outros ativos Aumento (diminuição) de passivos: Fornecedores Contas a pagar e provisões Obrigações tributárias Outros passivos Caixa líquido (aplicado) obtido das atividades operacionais

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Oriovisto Guimarães Presidente do Conselho de Administração

1.2 - Tecnologia Educacional No segmento de Tecnologia Educacional, a Positivo Informática está presente em três segmentos de atuação: Ensino Particular, Ensino Público e Varejo, através dos quais desenvolve e gerencia o maior portfólio de produtos e ferramentas educacionais do país, com destaque para os portais e softwares educacionais, além de produtos inovadores como as mesas educacionais, lousas interativas e câmeras de documentos. As soluções educacionais da Positivo Informática estão presentes em 8.118 escolas públicas, 2.325 escolas particulares e mais de 900 pontos de venda do varejo. Em 2010, a receita bruta atingiu R$ 50,3 milhões, representando 1,9% do faturamento da companhia no período.

BALANÇOS PATRIMONIAIS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (Controladora e Consolidado) - (Valores expressos em milhares de reais)

TOTAL ATIVO

Foi mesmo um ano de trabalho árduo e de superação, que ficará marcado em nossas histórias pela riqueza de ensinamentos. É com satisfação que mais uma vez agradecemos a preferência de nossos clientes e a confiança de nossos parceiros, especialmente os nossos colaboradores, que proporcionaram momentos especiais de profissionalismo e de união em torno de um objetivo comum. A todos, nossos sinceros agradecimentos.

Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS 89.196 128.025 89.196 128.025 Aquisição de investimento Aquisição de joint venture 20.346 20.722 20.946 21.355 Aquisição de imobilizado (18.911) (7.836) – – Aumento do intangível 23.650 8.038 23.650 8.038 Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento 1.099 1.625 1.169 1.629 (6.612) 45.748 (6.588) 45.822 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (466) 2.679 (466) 2.679 Pagamento de dividendos 3.083 4.944 3.083 6.213 Empréstimos (pagos)/captados, líquido 862 12.312 862 12.312 Empréstimos BNDES 240 (54.547) (39) (54.640) Ações em tesouraria 112.487 161.710 131.813 171.433 Partes relacionadas Integralização de capital - investida (212.339) 21.191 (214.450) 23.590 Caixa líquido obtido das (aplicado nas) 59.174 (160.595) 48.567 (171.819) atividades de financiamento (27.575) 14.183 (30.287) 13.814 (10.118) (2.579) (10.540) (3.182) AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA 33.710 (35.698) 33.679 (37.009) E EQUIVALENTES NO EXERCÍCIO CAIXA E EQUIVALENTES NO INICIO DO EXERCÍCIO (112.332) 39.317 (105.413) 53.265 CAIXA E EQUIVALENTES NO FINAL DO EXERCÍCIO 4.981 61.427 643 69.466 AUMENTO (REDUÇÃO) NO CAIXA (2.376) (19.904) (2.399) (18.650) E EQUIVALENTES NO EXERCÍCIO (5.495) 25.659 (5.484) (1.021) Informações complementares: (272.370) (56.999) (285.684) (71.546) - Pagamento de juros (159.883) 104.711 (153.871) 99.887 - Pagamento de imposto de renda e contribuição social As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Controladora (BR GAAP) 2010 2009

Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009

(3.920) (21) (21.740) (21.407) (47.088)

(625) – (10.007) (38.799) (49.431)

(50.000) 235.238 100.000 1.686 1.990 –

(17.000) (50.000) 19.978 235.691 – 100.000 – 1.686 (69.433) (3.770) (10) –

288.914

(3.920) (625) – – (22.299) (10.196) (21.414) (53.584) (47.633) (64.405) (17.000) 19.982 – – (49.810) –

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009* (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado)

1 - Receitas Vendas de produtos e serviços Devoluções e descontos comerciais Provisão (reversão) para créditos de liquidação duvidosa Não operacional 2 - Insumos adquiridos de terceiros Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Comissões Marketing 3 - Valor adicionado bruto (1-2) 4 - Depreciação, amortização e exaustão 5 - Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 6 - Valor adicionado recebido em transferência Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras 7 - Valor adicionado total a distribuir (5+6) Distribuição do valor adicionado Pessoal Remuneração direta Benefícios FGTS Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais

(66.465) 283.607

(46.828)

81.943 7.648 89.591

(11.185) 18.833 7.648

82.103 7.714 89.817

(11.346) 19.060 7.714

81.943

(11.185)

82.103

(11.346)

Remuneração de capitais próprios Dividendos Lucros retidos

(17.210) –

(1.080) –

(17.210) (2.411)

(1.080) –

8 - Valor adicionado total distribuído

Remuneração de capitais de terceiros Juros Aluguéis Variação cambial

Controladora (BR GAAP) 2010 2009

Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009

2.660.332 2.491.429 (59.747) (53.031)

2.672.857 2.513.110 (61.471) (54.926)

(1.096) (1.897) 4.798 7.296 2.604.287 2.443.797

(1.169) (1.898) 4.798 7.304 2.615.015 2.463.590

(1.723.203) (1.566.106) (1.692.065) (1.567.888) (97.108) (72.471) (102.299) (71.819) (52.365) (53.841) (53.120) (54.914) (106.810) (140.594) (107.422) (141.338) (1.979.486) (1.833.012) (1.954.906) (1.835.959) 624.801 610.785 660.109 627.631 (20.346) (20.722) (20.946) (21.355) (20.346) (20.722) (20.946) (21.355) 604.455

590.063

639.163

606.276

18.911 28.322 47.233 651.688

7.836 23.330 31.166 621.229

– 29.250 29.250 668.413

– 23.458 23.458 629.734

156.676 16.834 12.781 186.291

109.828 17.210 8.308 135.346

159.099 17.786 12.983 189.868

111.748 17.907 8.449 138.104

224.711 86.693 636 312.040

159.373 74.810 313 234.496

234.534 89.622 654 324.810

163.556 75.777 342 239.675

56.108 8.804 (751) 64.161

73.477 5.736 44.149 123.362

56.271 9.843 (1.575) 64.539

73.572 6.759 43.599 123.930

22.299 66.897 89.196 651.688

29.679 98.346 128.025 621.229

22.299 66.897 89.196 668.413

29.679 98.346 128.025 629.734

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras


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Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F2

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado) 1. INFORMAÇÕES GERAIS A Positivo Informática S.A. (“Companhia”), fundada em 1989, possui um parque tecnológico de cinco unidades no município de Curitiba - PR, uma unidade no município de Ilhéus - BA, duas controladas diretas, uma em Manaus - AM e outra em Ilhéus - BA, além da controlada indireta Boreo Comércio de Equipamentos Ltda., detentora da marca de computadores Kennex, que possui sede em São Paulo - SP. Em dezembro de 2010 a Companhia adquiriu o controle compartilhado da Informática Fueguina S.A., na Argentina. Tem como atividades preponderantes: a industrialização, comercialização e desenvolvimento de projetos na área de informática; industrialização, comercialização e locação de software e hardware; comercialização de equipamentos de informática, de sistemas de aplicação pedagógica e de administração escolar, planejamento e suporte técnico-pedagógico; representação, comercialização, implantação, treinamento e suporte, assistência técnica de equipamentos e de sistemas de ensino técnico, tecnológico e científico em diversas áreas e demais atividades correlatas. Dentre os produtos fabricados e comercializados pela Companhia encontram-se: computadores de pequeno e médio porte, computadores portáteis, monitores, placas eletrônicas, mesas educacionais informatizadas, servidores e softwares educacionais. 2. APRESENTAÇÃO E ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2.1. Declaração de conformidade As demonstrações financeiras da Companhia compreendem: As demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (“IFRSs”) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil, identificadas como Consolidado - IFRS e BR GAAP; e as demonstrações financeiras individuais da controladora preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, identificadas como Controladora - BR GAAP. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pela CVM. As demonstrações financeiras individuais apresentam a avaliação dos investimentos em controladas, em empreendimentos controlados em conjunto e coligadas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com a legislação brasileira vigente. Desta forma, essas demonstrações financeiras individuais não são consideradas como estando conforme as IFRSs, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRSs e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e resultado da controladora, constantes nas demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado. 2.2. Base de elaboração As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Essas demonstrações financeiras consolidadas são as primeiras elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (“IFRSs”). Na elaboração das demonstrações financeiras individuais, a Companhia adotou as mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil introduzidas pelos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 40. Os efeitos da adoção dos IFRSs e dos novos pronunciamentos emitidos pelo CPC estão apresentados na nota explicativa nº 4. O resumo das principais políticas contábeis adotadas pela Companhia é como segue: 2.3. Bases de consolidação e investimentos em controladas As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas. O controle é obtido quando a Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade para auferir benefícios de suas atividades. Nas demonstrações financeiras individuais da Companhia as informações financeiras das controladas e dos empreendimentos controlados em conjunto são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. Quando necessário, as demonstrações financeiras das controladas são ajustadas para adequar suas políticas contábeis àquelas estabelecidas pela Companhia. Todas as transações, saldos, receitas e despesas entre as empresas são eliminados integralmente nas demonstrações financeiras consolidadas. Nas demonstrações financeiras consolidadas as controladas diretas Positivo Informática da Amazônia Ltda. e Positivo Informática da Bahia Ltda., e indireta Boreo Comércio de Equipamentos Ltda., foram consolidadas integralmente. Para o empreendimento controlado em conjunto, Informática Fueguina S.A. foi utilizado o método de consolidação proporcional, conforme demonstrado abaixo: Participação % 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Controladas Diretas Positivo Informática da Amazônia Ltda. 100 100 100 Positivo Informática da Bahia Ltda. 100 100 100 Controlada Indireta Investida da Positivo Informática da Bahia Boreo Comércio de Equipamentos Ltda. 100 100 – Empreendimento controlado em conjunto Informática Fueguina S.A. 50 – – 2.4. Ágio O ágio resultante de uma combinação de negócios é demonstrado ao custo na data da combinação do negócio, líquido da perda acumulada no valor recuperável, se houver. Para fins de teste de redução no valor recuperável, o ágio é alocado para cada uma das unidades geradoras de caixa da Companhia (ou grupos de unidades geradoras de caixa) que irão se beneficiar das sinergias da combinação. As unidades geradoras de caixa às quais o ágio foi alocado são submetidas anualmente a teste de redução no valor recuperável, ou com maior frequência quando houver indicação de que a unidade poderá apresentar redução no valor recuperável. Se o valor recuperável da unidade geradora de caixa for menor que o valor contábil, a perda por redução no valor recuperável é primeiramente alocada para reduzir o valor contábil de qualquer ágio alocado à unidade e, posteriormente, aos outros ativos da unidade, proporcionalmente ao valor contábil de cada um de seus ativos. Qualquer perda por redução no valor recuperável de ágio é reconhecida diretamente no resultado do exercício. A perda por redução no valor recuperável não é revertida em períodos subsequentes. Quando da alienação da correspondente unidade geradora de caixa, o valor atribuível de ágio é incluído na apuração do lucro ou prejuízo da alienação. 2.5. Reconhecimento de receita A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber, deduzida de quaisquer estimativas de devoluções, descontos comerciais e/ou bonificações concedidos ao comprador e outras deduções similares. 2.5.1. Venda de produtos A receita de vendas de produtos é reconhecida quando todas as seguintes condições forem satisfeitas: • a Companhia transferiu ao comprador os riscos e benefícios significativos relacionados à propriedade dos produtos; • a Companhia não mantém envolvimento continuado na gestão dos produtos vendidos em grau normalmente associado à propriedade nem controle efetivo sobre tais produtos; • o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade; • é provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia; e • os custos incorridos ou a serem incorridos relacionados à transação podem ser mensurados com confiabilidade. Mais especificamente, a receita de venda de produtos é reconhecida quando os produtos são entregues e a titularidade legal é transferida. 2.5.2. Prestação de serviços A receita de um contrato para prestação de serviços é reconhecida de acordo com o estágio de conclusão do contrato. O estágio de conclusão dos contratos é assim determinado: • os honorários de instalação são reconhecidos de acordo com o estágio de conclusão dos serviços de instalação, determinados proporcionalmente entre o tempo total estimado para os serviços e o tempo decorrido até o final de cada período de relatório; • os honorários de serviços incluídos no preço de produtos vendidos são reconhecidos proporcionalmente ao seu custo total, considerando as tendências históricas no número de serviços realmente prestados em produtos vendidos anteriormente. A receita referente a serviços com base em tempo e materiais contratados é reconhecida às taxas contratuais conforme as horas trabalhadas e quando as despesas diretas são incorridas. 2.6. Arrendamento Os arrendamentos são classificados como financeiros sempre que os termos do contrato de arrendamento transferirem substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade do bem para o arrendatário. Todos os outros arrendamentos são classificados como operacional. 2.6.1. A Companhia como arrendadora As contas a receber de arrendatários referentes a contratos de arrendamento financeiro são registradas inicialmente com base no valor justo do bem arrendado. O rendimento do arrendamento financeiro é reconhecido nos períodos contábeis, a fim de refletir a taxa de retorno efetiva no investimento líquido da Companhia em aberto em relação aos arrendamentos. A receita de aluguel oriunda de arrendamento operacional é reconhecida pelo método linear durante o período de vigência do arrendamento em questão. Os custos diretos iniciais incorridos na negociação e preparação do leasing operacional são adicionados ao valor contábil dos ativos arrendados e reconhecidos também pelo método linear pelo período de vigência do arrendamento. 2.7. Moeda estrangeira Na elaboração das demonstrações financeiras de cada empresa da Companhia, as transações em moeda estrangeira, ou seja, qualquer moeda diferente da moeda funcional de cada empresa são registradas de acordo com as taxas de câmbio vigentes na data de cada transação. No final de cada período de relatório, os itens monetários em moeda estrangeira são reconvertidos pelas taxas vigentes no fim do exercício. Os itens não monetários registrados pelo valor justo apurado em moeda estrangeira são reconvertidos pelas taxas vigentes na data em que o valor justo foi determinado. Os itens não monetários que são mensurados pelo custo histórico em uma moeda estrangeira devem ser convertidos, utilizando a taxa vigente da data da transação. As variações cambiais sobre itens monetários são reconhecidas no resultado no período em que ocorrerem. 2.8. Custos de empréstimos Os custos de empréstimos atribuíveis diretamente à aquisição, construção ou produção de ativos qualificáveis, os quais levam, necessariamente, um período de tempo substancial para ficarem prontos para uso ou venda pretendida, são acrescentados ao custo de tais ativos até a data em que estejam prontos para o uso ou a venda pretendida. Os ganhos sobre investimentos decorrentes da aplicação temporária dos recursos obtidos com empréstimos específicos ainda não gastos com o ativo qualificável são deduzidos dos custos com empréstimos elegíveis para capitalização. Todos os outros custos com empréstimos são reconhecidos no resultado do período em que são incorridos. 2.9. Subvenções governamentais Subvenção para investimentos e para custeio: conforme mencionado na nota explicativa nº 8, a Companhia goza de benefícios fiscais. A parcela correspondente à utilização dos benefícios fiscais relativa ao ICMS decorrentes da venda de produtos industrializados é reconhecida da seguinte forma: • como receita do exercício corrente, a parcela em que as obrigações de investimentos relacionadas ao benefício foram plenamente atendidas; • mantida no passivo, sob a rubrica Receita Diferida, a parcela cuja obrigação de investimento ainda não foi plenamente atendida; • também mantida no passivo, sob a rubrica Receita Diferida, a parcela de investimento referente a um ativo amortizável. Esta parcela será reconhecida como receita ao longo do período da vida útil deste bem, na proporção de sua amortização; e • como receita do exercício corrente, a parcela em que não há obrigação direta de investimento; A parcela decorrente da revenda de produtos, por ser uma subvenção para custeio, é computada ao resultado do exercício. Tanto a subvenção para custeio quanto a subvenção para investimento são computadas no resultado como receita na conta “Impostos e Contribuições”. 2.10. Acordos de pagamentos baseados em ações 2.10.1. Transações de pagamentos baseados em ações da Companhia O plano de remuneração baseado em ações para empregados e outros provedores de serviços similares são mensurados pelo valor justo dos instrumentos de patrimônio na data da outorga. Os detalhes a respeito da determinação do valor justo desses planos estão descritos na nota explicativa nº 30. O valor justo das opções concedidas determinado na data da outorga é registrado pelo método linear como despesa no resultado do exercício durante o prazo no qual o direito é adquirido, com base em estimativas da Companhia sobre quais opções concedidas serão eventualmente adquiridas, com correspondente aumento do patrimônio. No final de cada período de relatório, a Companhia revisa suas estimativas sobre a quantidade de instrumentos de patrimônio que serão adquiridos. O impacto da revisão em relação às estimativas originais, se houver, é reconhecido no resultado do período, de tal forma que a despesa acumulada reflita as estimativas revisadas com o correspondente ajuste no patrimônio líquido na conta “Opções Outorgadas Reconhecidas” que registrou o benefício aos empregados. 2.11. Tributação A despesa com imposto de renda e contribuição social representa a soma dos impostos correntes e diferidos. 2.11.1. Impostos correntes A provisão para imposto de renda e contribuição social está baseada no lucro tributável do exercício. O lucro tributável difere do lucro apresentado na demonstração do resultado, porque exclui receitas ou despesas tributáveis ou dedutíveis em outros exercícios, além de excluir itens não tributáveis ou não dedutíveis de forma permanente. A provisão para imposto de renda e contribuição social é calculada individualmente para a Controladora e suas controladas com base nas alíquotas vigentes no fim do exercício. 2.11.2. Impostos diferidos O imposto de renda e contribuição social diferidos (“imposto diferido”) é reconhecido sobre as diferenças temporárias no final de cada período de relatório entre os saldos de ativos e passivos reconhecidos nas demonstrações financeiras e as bases fiscais correspondentes usadas na apuração do lucro tributável, incluindo saldo de prejuízos fiscais, quando aplicável. Os impostos diferidos passivos são geralmente reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias tributáveis e os impostos diferidos ativos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias dedutíveis, apenas quando for provável que a empresa apresentará lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. Os impostos diferidos ativos ou passivos não são reconhecidos sobre diferenças temporárias resultantes de ágio ou de reconhecimento inicial (exceto para combinação de negócios) de outros ativos e passivos em uma transação que não afete o lucro tributável nem o lucro contábil. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias tributáveis associadas a investimentos em controladas, coligadas e participações em “joint ventures”, exceto quando a Companhia for capaz de controlar a reversão das diferenças temporárias e quando for provável que essa reversão não irá ocorrer em um futuro previsível. Os impostos diferidos ativo originados de diferenças temporárias dedutíveis relacionadas a tais investimentos e participações somente são reconhecidos quando for provável que haverá lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias possam ser utilizadas e quando for provável sua reversão em um futuro previsível. A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada no final de cada período de relatório e, quando não for mais provável que lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para permitir a recuperação de todo o ativo, ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante que se espera que seja recuperado. Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados pelas alíquotas aplicáveis no período no qual se espera que o passivo seja liquidado ou o ativo seja realizado, com base nas alíquotas previstas na legislação tributária vigente no final de cada período de relatório, ou quando uma nova legislação tiver sido substancialmente aprovada. A mensuração dos impostos diferidos ativos e passivos reflete as consequências fiscais que resultariam da forma na qual a Companhia espera, no final de cada período de relatório, recuperar ou liquidar o valor contábil desses ativos e passivos. 2.11.3. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos do período O imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos são reconhecidos como despesa ou receita no resultado do período. 2.12. Imobilizado Edificações, imobilizações em andamento, móveis e utensílios e equipamentos estão demonstrados ao valor de custo, deduzidos de depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas. São registrados como parte dos custos das imobilizações em andamento os honorários profissionais e, no caso de ativos qualificáveis, os custos de empréstimos capitalizados de acordo com a política contábil da Companhia. Tais imobilizações são classificadas nas categorias adequadas do imobilizado quando concluídas e prontas para o uso pretendido. A depreciação desses ativos inicia-se quando eles estão prontos para o uso pretendido na mesma base dos outros ativos imobilizados. A depreciação é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo pelo método linear, de modo que o valor do custo menos o seu valor residual após sua vida útil seja integralmente baixado (exceto para

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terrenos e construções em andamento). A vida útil estimada, os valores residuais e os métodos de depreciação são revisados no final da data do balanço patrimonial e o efeito de quaisquer mudanças nas estimativas é contabilizado prospectivamente. Ativos mantidos por meio de arrendamento financeiro são depreciados pela vida útil esperada da mesma forma que os ativos próprios ou por um período inferior, se aplicável, conforme termos do contrato de arrendamento em questão. Um item do imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso contínuo do ativo. Quaisquer ganhos ou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são determinados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil do ativo e são reconhecidos no resultado. 2.13. Ativos intangíveis 2.13.1. Ativos intangíveis adquiridos separadamente Ativos intangíveis com vida útil definida adquiridos separadamente são registrados ao custo, deduzido da amortização e das perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. A amortização é reconhecida linearmente com base na vida útil estimada dos ativos. A vida útil estimada e o método de amortização são revisados no fim de cada exercício e o efeito de quaisquer mudanças nas estimativas é contabilizado prospectivamente. Ativos intangíveis com vida útil indefinida adquiridos separadamente são registrados ao custo, deduzido das perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. 2.13.2. Ativos intangíveis gerados internamente - gastos com desenvolvimento Os gastos com atividades de pesquisa são reconhecidos como despesa no período em que são incorridos. O ativo intangível gerado internamente resultante de gastos com desenvolvimento (ou de uma fase de desenvolvimento de um projeto interno) é reconhecido se, e somente se, demonstrado todas as seguintes condições: • a viabilidade técnica de completar o ativo intangível para que seja disponibilizado para uso ou venda; • a intenção de se completar o ativo intangível e usá-lo ou vendê-lo; • a habilidade de usar ou vender o ativo intangível; • como o ativo intangível irá gerar prováveis benefícios econômicos futuros; • a disponibilidade de adequados recursos técnicos, financeiros e outros para completar o desenvolvimento do ativo intangível e para usá-lo ou vendê-lo; e • a habilidade de mensurar, com confiabilidade, os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento. O montante inicialmente reconhecido de ativos intangíveis gerados internamente corresponde à soma dos gastos incorridos desde quando o ativo intangível passou a atender aos critérios de reconhecimento mencionados anteriormente. Quando nenhum ativo intangível gerado internamente puder ser reconhecido, os gastos com desenvolvimento serão reconhecidos no resultado do período, quando incorridos. Subsequentemente ao reconhecimento inicial, os ativos intangíveis gerados internamente são registrados ao valor de custo, deduzido da amortização e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas, assim como os ativos intangíveis adquiridos separadamente. 2.13.3. Baixa de ativos intangíveis Um ativo intangível é baixado na alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso ou da alienação. Os ganhos ou as perdas resultantes da baixa de um ativo intangível, mensurados como a diferença entre as receitas líquidas da alienação e o valor contábil do ativo, são reconhecidos no resultado quando o ativo é baixado. 2.14. Redução ao valor recuperável de ativos tangíveis e intangíveis, excluindo o ágio No fim de cada exercício, a Companhia revisa o valor contábil de seus ativos tangíveis e intangíveis para determinar se há alguma indicação de que tais ativos sofreram alguma perda por redução ao valor recuperável. Se houver tal indicação, o montante recuperável do ativo é estimado com a finalidade de mensurar o montante dessa perda, se houver. Quando não for possível estimar o montante recuperável de um ativo individualmente, a Companhia calcula o montante recuperável da unidade geradora de caixa à qual pertence o ativo. Quando uma base de alocação razoável e consistente pode ser identificada, os ativos corporativos também são alocados às unidades geradoras de caixa individuais ou ao menor grupo de unidades geradoras de caixa para o qual uma base de alocação razoável e consistente possa ser identificada. Ativos intangíveis com vida útil indefinida ou ainda não disponíveis para uso são submetidos ao teste de redução ao valor recuperável pelo menos uma vez ao ano e sempre que houver qualquer indicação de que o ativo possa apresentar perda por redução ao valor recuperável. O montante recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos na venda ou o valor em uso. Na avaliação do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao valor presente pela taxa de desconto, antes dos impostos, que reflita uma avaliação atual de mercado do valor da moeda no tempo e os riscos específicos do ativo para o qual a estimativa de fluxos de caixa futuros não foi ajustada. Se o montante recuperável de um ativo (ou unidade geradora de caixa) calculado for menor que seu valor contábil, o valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) é reduzido ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado. Quando a perda por redução ao valor recuperável é revertida subsequentemente, ocorre o aumento do valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) para a estimativa revisada de seu valor recuperável, desde que não exceda o valor contábil que teria sido determinado, caso nenhuma perda por redução ao valor recuperável tivesse sido reconhecida para o ativo (ou unidade geradora de caixa) em exercícios anteriores. A reversão da perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado. 2.15. Estoques Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o valor de custo e o valor líquido realizável. Os custos dos estoques são determinados pelo método do custo médio. O valor líquido realizável corresponde ao preço de venda estimado dos estoques, deduzido de todos os custos estimados para conclusão e custos necessários para realizar a venda. A provisão de obsolescência para estoques é realizada com base na avaliação das matérias-primas, estoques de revendas e produtos acabados que não possuem expectativa clara de utilização e venda. A base principal dessa avaliação é o giro dos estoques, segregando aqueles destinados à produção daqueles destinados à assistência técnica. 2.16. Provisões As provisões são reconhecidas para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. 2.16.1. Garantias As provisões para o custo esperado com a garantia de vendas locais são reconhecidas na data da venda dos respectivos produtos com base na melhor estimativa da Administração em relação aos gastos necessários para liquidar a obrigação da Companhia. Com base no número de computadores em garantia e no prazo de cada garantia concedida sobre estas máquinas e, adicionalmente em função do histórico recente de frequência de atendimentos por máquina e do custo médio por atendimento de assistência técnica, estimou-se o valor da provisão necessária para fazer frente à obrigação total assumida, em relação aos equipamentos em garantia nas respectivas datas-base. 2.16.2. Passivos contingentes adquiridos em uma combinação de negócios Os passivos contingentes adquiridos em uma combinação de negócios são inicialmente mensurados pelo valor justo na data da aquisição. No encerramento do exercício, esses passivos contingentes são mensurados pelo maior valor entre o valor que seria reconhecido de acordo com a IAS 37 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (equivalente ao CPC 25) e o valor inicialmente reconhecido deduzido da amortização acumulada reconhecida de acordo com a IAS 18 - Receita (equivalente ao CPC 30). 2.17. Instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando uma entidade da Companhia for parte das disposições contratuais do instrumento. Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo valor justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado) são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado são reconhecidos imediatamente no resultado. 2.18. Ativos financeiros Os ativos financeiros estão classificados nas seguintes categorias específicas: ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros “disponíveis para venda” e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da natureza e finalidade dos ativos financeiros e é determinada na data do reconhecimento inicial. Todas as aquisições ou alienações normais de ativos financeiros são reconhecidas ou baixadas com base na data de negociação. As aquisições ou alienações normais correspondem a aquisições ou alienações de ativos financeiros que requerem a entrega de ativos dentro do prazo estabelecido por meio de norma ou prática de mercado. 2.18.1. Método de juros efetivos O método de juros efetivos é utilizado para calcular o custo amortizado de um instrumento da dívida e alocar sua receita de juros ao longo do período correspondente. A taxa de juros efetiva é a taxa que desconta exatamente os recebimentos de caixa futuros estimados (incluindo todos os honorários e pontos pagos ou recebidos que sejam parte integrante da taxa de juros efetiva, os custos da transação e outros prêmios ou deduções) durante a vida estimada do instrumento da dívida ou, quando apropriado, durante um período menor, para o valor contábil líquido na data do reconhecimento inicial. A receita é reconhecida com base nos juros efetivos para os instrumentos de dívida não caracterizados como ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado. 2.18.2. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros são classificados ao valor justo por meio do resultado quando são mantidos para negociação ou designados pelo valor justo por meio do resultado. Um ativo financeiro é classificado como mantido para negociação se: • for adquirido principalmente para ser vendido a curto prazo; ou • no reconhecimento inicial é parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que a Companhia administra em conjunto e possui um padrão real recente de obtenção de lucros a curto prazo; ou • for um derivativo que não tenha sido designado como um instrumento de “hedge” efetivo. Um ativo financeiro além dos mantidos para negociação pode ser designado ao valor justo por meio do resultado no reconhecimento inicial se: • tal designação eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência de mensuração ou reconhecimento que, de outra forma, surgiria; ou • o ativo financeiro for parte de um grupo gerenciado de ativos ou passivos financeiros ou ambos, e • seu desempenho for avaliado com base no valor justo, de acordo com a estratégia documentada de gerenciamento de risco ou de investimento da Companhia, e quando as informações sobre o agrupamento forem fornecidas internamente com a mesma base; ou • fizer parte de um contrato contendo um ou mais derivativos embutidos e a IAS 39 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (equivalente ao CPC 38) permitir que o contrato combinado (ativo ou passivo) seja totalmente designado ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são demonstrados ao valor justo, e quaisquer ganhos ou perdas resultantes são reconhecidos no resultado. Ganhos e perdas líquidos reconhecidos no resultado incorporam os dividendos ou juros auferidos pelos ativos financeiros, sendo incluídos na rubrica “Outros ganhos e perdas”, na demonstração do resultado. O valor justo é determinado conforme descrito na nota explicativa nº 29. 2.18.3. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e que não são cotados em um mercado ativo. Os empréstimos e recebíveis (inclusive contas a receber de clientes e outras, caixa e equivalentes de caixa) são mensurados pelo valor de custo amortizado utilizando o método de juros efetivos, deduzidos de qualquer perda por redução do valor recuperável. A receita de juros é reconhecida através da aplicação da taxa de juros efetiva, exceto para créditos de curto prazo quando o reconhecimento dos juros seria imaterial. 2.18.4. Redução ao valor recuperável de ativos financeiros Ativos financeiros, exceto aqueles designados pelo valor justo por meio do resultado, são avaliados por indicadores de redução ao valor recuperável no final de cada período de relatório. As perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas se, e apenas se, houver evidência objetiva da redução ao valor recuperável do ativo financeiro como resultado de um ou mais eventos que tenham ocorrido após seu reconhecimento inicial, com impacto nos fluxos de caixa futuros estimados desse ativo. Para todos os outros ativos financeiros, uma evidência objetiva pode incluir: • dificuldade financeira significativa do emissor ou contraparte; ou • violação de contrato, como uma inadimplência ou atraso nos pagamentos de juros ou principal; ou • probabilidade de o devedor declarar falência ou reorganização financeira;ou • extinção do mercado ativo daquele ativo financeiro em virtude de problemas financeiros. Para certas categorias de ativos financeiros, tais como contas a receber os ativos que na avaliação individual não apresentam redução ao valor recuperável podem, subsequentemente, apresentá-la quando são avaliados coletivamente. Evidências objetivas de redução ao valor recuperável para uma carteira de créditos podem incluir a experiência passada da Companhia na cobrança de pagamentos e o aumento no número de pagamentos em atraso, além de mudanças observáveis nas condições econômicas nacionais ou locais relacionadas à inadimplência dos recebíveis. Para os ativos financeiros registrados ao valor de custo amortizado, o valor da redução ao valor recuperável registrado corresponde à diferença entre o valor contábil do ativo e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados, descontada pela taxa de juros efetiva original do ativo financeiro. Para ativos financeiros registrados ao custo, o valor da perda por redução ao valor recuperável corresponde à diferença entre o valor contábil do ativo e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados, descontada pela taxa de retorno atual para um ativo financeiro similar. Essa perda por redução ao valor recuperável não será revertida em períodos subsequentes. O valor contábil do ativo financeiro é reduzido diretamente pela perda por redução ao valor recuperável para todos os ativos financeiros, com exceção das contas a receber, em que o valor contábil é reduzido pelo uso de uma provisão. Recuperações subsequentes de valores anteriormente baixados são creditadas à provisão. Mudanças no valor contábil da provisão são reconhecidas no resultado. Para ativos financeiros registrados ao custo amortizado, se em um período subsequente o valor da perda da redução ao valor recuperável diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente a um evento ocorrido após a redução ao valor recuperável ter sido reconhecida, a perda anteriormente reconhecida é revertida por meio do resultado, desde que o valor contábil do investimento na data dessa reversão não exceda o eventual custo amortizado se a redução ao valor recuperável não tivesse sido reconhecida. 2.18.5. Baixa de ativos financeiros A Companhia baixa um ativo financeiro, apenas quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa provenientes desse ativo expiram, ou transfere o ativo, e substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade para outra empresa. Se a Companhia não transferir nem retiver substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro, mas continuar a controlar o ativo transferido, a Companhia reconhece a participação retida e o respectivo passivo nos valores que terá de pagar. Se retiver substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo da propriedade do ativo financeiro transferido, a Companhia continua reconhecendo esse ativo, além de um empréstimo garantido pela receita recebida. Na baixa de um ativo financeiro que não seja em sua totalidade (por exemplo, quando a Companhia retém uma opção de recompra de parte de um ativo transferido ou retém participação residual que não resulte na retenção de substancialmente todos os riscos e benefícios da titularidade e a Companhia retém o controle), a Companhia aloca o valor contábil anterior do ativo financeiro entre a parte que ele continua a reconhecer devido ao envolvimento contínuo e a parte que ele não mais reconhece, com base no valor justo relativo dessas partes na data da transferência. 2.19. Passivos financeiros e instrumentos de patrimônio 2.19.1. Classificação como instrumento de dívida ou de patrimônio Instrumentos de dívida e de patrimônio emitidos por uma entidade da Companhia são classificados como passivos financeiros ou patrimônio, de acordo com a natureza do acordo contratual e as definições de passivo financeiro e instrumento de patrimônio. 2.19.2 Instrumento de patrimônio Um instrumento de patrimônio é um contrato que evidencia uma participação residual nos ativos de uma empresa após a dedução de todas as suas obrigações. Os instrumentos de patrimônio emitidos pela Companhia são reconhecidos quando os recursos são recebidos, líquidos dos custos diretos de emissão. A recompra dos próprios instrumentos de patrimônio da Companhia é reconhecida e deduzida diretamente no patrimônio. Nenhum ganho ou perda é reconhecido no resultado proveniente de compra, venda, emissão ou cancelamento dos próprios instrumentos de patrimônio da Companhia. 2.19.3. Passivos financeiros Os passivos financeiros são classificados como “Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado” ou “Outros passivos financeiros”.

2.19.3.1. Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Os passivos financeiros são classificados como ao valor justo por meio do resultado quando são mantidos para negociação ou designados ao valor justo por meio do resultado. Um passivo financeiro é classificado como mantido para negociação se: • foi adquirido principalmente para a recompra no curto prazo; • faz parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados gerenciados em conjunto pela Companhia e possui um padrão real recente de obtenção de lucro de curto prazo; e • é um derivativo não designado como instrumento de “hedge” efetivo. Um passivo financeiro não mantido para negociação pode ser designado ao valor justo por meio do resultado no reconhecimento inicial se: • tal designação eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência na mensuração ou reconhecimento que, de outra forma, iria surgir; • o passivo financeiro for parte de um grupo de ativos ou passivos financeiros ou ambos, gerenciado e com seu desempenho avaliado com base no valor justo de acordo com a gestão dos riscos ou estratégia de investimentos documentados da Companhia, e quando as informações a respeito da Companhia forem fornecidas internamente com a mesma base; ou • o ativo financeiro for parte de um contrato contendo um ou mais derivativos embutidos e a IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração permitir que o contrato combinado (ativo ou passivo) seja totalmente designado ao valor justo por meio do resultado. Os passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado são demonstrados ao valor justo, e os respectivos ganhos ou perdas são reconhecidos no resultado. Os ganhos ou as perdas líquidos reconhecidos no resultado incorporam os juros pagos pelo passivo financeiro, sendo incluídos na rubrica “Outros ganhos e perdas”, na demonstração do resultado. O valor justo é determinado conforme descrito na nota explicativa nº 29. 2.19.3.2. Outros passivos financeiros Os outros passivos financeiros (incluindo empréstimos) são mensurados pelo valor de custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. O método de juros efetivos é utilizado para calcular o custo amortizado de um passivo financeiro e alocar sua despesa de juros pelo respectivo período. A taxa de juros efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados (inclusive honorários e pontos pagos ou recebidos que constituem parte integrante da taxa de juros efetiva, custos da transação e outros prêmios ou descontos) ao longo da vida estimada do passivo financeiro ou, quando apropriado, por um período menor, para o reconhecimento inicial do valor contábil líquido. 2.19.3.3. Baixa de passivos financeiros A Companhia baixa passivos financeiros somente quando as obrigações da Companhia são extintas e canceladas ou quando vencem. A diferença entre o valor contábil do passivo financeiro baixado e a contrapartida paga e a pagar é reconhecida no resultado. 2.20. Instrumentos financeiros derivativos A Companhia possui vários instrumentos financeiros derivativos para administrar a sua exposição a riscos de taxa de juros e câmbio, incluindo contratos de câmbio a termo, “swaps” de taxa de juros e de moedas. A nota explicativa nº 29 inclui informações mais detalhadas sobre os instrumentos financeiros derivativos. Os derivativos são inicialmente reconhecidos ao valor justo na data de contratação e são posteriormente remensurados pelo valor justo no encerramento do exercício. Eventuais ganhos ou perdas são reconhecidos no resultado imediatamente, a menos que o derivativo seja designado e efetivo como instrumento de “hedge”; nesse caso, o momento do reconhecimento no resultado depende da natureza da relação de “hedge”. 2.21. Ajuste a valor presente A Companhia efetua o cálculo do valor presente principalmente sobre os saldos de contasa receber e fornecedores. Os efeitos desse cálculo são registrados no resultado do exercício, na rubrica de “Resultado financeiro”. Os elementos integrantes do ativo e do passivo, decorrentes de operações de longo ou curto prazos, quando houver efeito relevante, são ajustados a valor presente, com base na taxa de desconto que reflete as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos dos passivos e expectativas do ativo em suas datas originais. A taxa de desconto utilizada foi de aproximadamente 10% ao ano, a qual tem como fundamento e premissa a taxa média publicada pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento e Distribuidoras - “ANBID”. 2.22. Demonstração do Valor Adicionado (“DVA”) Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia, conforme requerido pela legislação societária brasileira, como parte de suas demonstrações financeiras individuais e como informação suplementar às demonstrações financeiras consolidadas, pois não é uma demonstração prevista e nem obrigatória conforme as IFRSs. A DVA foi preparada com base em informações obtidas dos registros contábeis que servem de base de preparação das demonstrações financeiras e seguindo as disposições contidas no CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em sua primeira parte apresenta a riqueza criada pela Companhia, representada pelas receitas (receita bruta das vendas, incluindo os tributos incidentes sobre a mesma, as outras receitas e os efeitos da provisão para créditos de liquidação duvidosa), pelos insumos adquiridos de terceiros (custo das vendas e aquisições de materiais, energia e serviços de terceiros, incluindo os tributos incluídos no momento da aquisição, os efeitos das perdas e recuperação de valores ativos, e a depreciação e amortização) e o valor adicionado recebido de terceiros (resultado da equivalência patrimonial, receitas financeiras e outras receitas). A segunda parte da DVA apresenta a distribuição da riqueza entre pessoal, impostos, taxas e contribuições, remuneração de capitais de terceiros e remuneração de capitais próprios. 2.23. Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas A Companhia não adotou as IFRSs novas, emitidas e revisadas a seguir: Modificações à IFRS 1 Isenção Limitada de Divulgações Comparativas da IFRS 7 para Adotantes Iniciais 1 Modificações à IFRS 1 Eliminação de datas fixas para adotantes pela primeira vez das IFRSs 2 Modificações à IFRS 7 Divulgações - Transferências de Ativos Financeiros 2 IFRS 9 (conforme alterada em 2010) Instrumentos Financeiros 3 Modificações à IAS 12 Impostos diferidos - recuperação dos ativos subjacentes quando o ativo é mensurado pelo modelo de valor justo da IAS 407 Modificações à IAS 32 Classificação de Direitos 5 Modificações à IFRIC 14 Pagamentos Antecipados de Exigência Mínima de Financiamento 4 Melhorias às IFRSs emitidas em 20106 1 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de julho de 2010. 2 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de julho de 2011. 3 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2013. 4 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2011. 5 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de fevereiro de 2010. 6 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de julho de 2010 e 1º de janeiro de 2011, conforme aplicável. 7 Aplicável a períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2012. IFRS 9 - Instrumentos Financeiros, emitida em novembro de 2009 e alterada em outubro de 2010, introduz novas exigências para a classificação, mensuração e baixa de ativos e passivos financeiros. • A IFRS 9 estabelece que todos os ativos financeiros reconhecidos que estão inseridos no escopo da IAS 39 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (equivalente ao CPC 38) sejam subsequentemente mensurados ao custo amortizado ou valor justo. Especificamente, os instrumentos de dívida que são mantidos segundo um modelo de negócios, cujo objetivo é receber os fluxos de caixa contratuais, e que possuem fluxos de caixa contratuais que se referem exclusivamente a pagamentos do principal e dos juros sobre o valor principal devido são geralmente mensurados ao custo amortizado ao final dos períodos contábeis subsequentes. Todos os outros instrumentos de dívida e investimentos em títulos patrimoniais são mensurados ao valor justo ao final dos períodos contábeis subsequentes. • O efeito mais significativo da IFRS 9 relacionado à classificação e mensuração de passivos financeiros refere-se à contabilização das variações no valor justo de um passivo financeiro (designado ao valor justo através do resultado) atribuíveis a mudanças no risco de crédito daquele passivo. Especificamente, de acordo com a IFRS 9, com relação aos passivos financeiros reconhecidos ao valor justo através do resultado, o valor da variação no valor justo do passivo financeiro atribuível a mudanças no risco de crédito daquele passivo é reconhecido em “Outros resultados abrangentes”, a menos que o reconhecimento dos efeitos das mudanças no risco de crédito do passivo em “Outros resultados abrangentes” resulte em ou aumente o descasamento contábil no resultado. As variações no valor justo atribuíveis ao risco de crédito de um passivo financeiro não são reclassificadas no resultado. Anteriormente, de acordo com a IAS 39 e CPC 38, o valor total da variação no valor justo do passivo financeiro reconhecido ao valor justo através do resultado foi reconhecido no resultado. A IFRS 9 é aplicável para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2013. A Administração da Companhia espera que a IFRS 9 a ser adotada nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia para o período anual com início em 1º de janeiro de 2013 e que a adoção da nova Norma tenham um efeito relevante sobre os saldos reportados com relação aos ativos e passivos financeiros da Companhia. No entanto, não é possível fornecer estimativa razoável desse efeito até que seja efetuada revisão detalhada. As modificações à IFRS 7 - Divulgações - Transferências de Ativos Financeiros (equivalente ao CPC 40) aumentam as exigências de divulgação de transações envolvendo transferências de ativos financeiros. Essas modificações têm por objetivo oferecer maior transparência com relação às exposições ao risco quando um ativo financeiro é transferido, porém o transferidor retém certo nível de exposição contínua no ativo. As modificações requerem ainda divulgações nos casos em que as transferências de ativos financeiros não são proporcionalmente distribuídas durante o período. A Administração da Companhia não espera que essas modificações à IFRS 7 tenham um efeito relevante sobre as divulgações da Companhia relacionadas a transferências de contas a receber anteriormente executadas (ver nota explicativa nº 6). No entanto, caso a Companhia realize outros tipos de transferência de ativos financeiros no futuro, as divulgações relacionadas a essas transferências poderão ser impactadas. As modificações a IAS 32 - Classificação de Direitos (equivalente ao CPC 39) abordam a classificação de determinados direitos denominados em moeda estrangeira como instrumento patrimonial ou passivo financeiro. Até a presente data, a Companhia não celebrou nenhum acordo que se enquadraria no escopo das modificações. No entanto, caso a Companhia adquira direitos dentro do escopo das modificações em períodos contábeis futuros, as modificações à IAS 32 e CPC 39 terão efeito sobre a classificação desses direitos. As Modificações da IAS 12 sobre impostos diferidos (recuperação dos ativos subjacentes): em 20 de dezembro de 2010, o IASB emitiu a modificação da IAS 12 - Income Taxes denominada Deferred Tax: Recovery of Underlying Assets. A IAS 12 requer que uma entidade mensure os impostos diferidos relativos a um ativo dependendo se a entidade espera recuperar o valor contábil do ativo através do uso ou da venda. Quando um ativo é mensurado pelo modelo de valor justo da IAS 40 - Investment Property, pode ser difícil e subjetivo avaliar se a recuperação do ativo será através do uso ou da venda. A modificação apresenta uma solução prática para o problema, introduzindo a presunção de que a recuperação do valor contábil será, normalmente, através de venda. Como resultado das modificações, a SIC-21 - Income Taxes - Recovery of Revalued Nondepreciable Assets não será mais aplicável para propriedades para investimento mantidas ao valor justo. As modificações devem ser adotadas obrigatoriamente para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2012 e a adoção antecipada é permitida. Modificação da IFRS 1 sobre a eliminação de datas fixas para adotantes pela primeira vez das IFRSs: em 20 de dezembro de 2010, o IASB emitiu a modificação da IFRS 1 - First-time Adoption of International Financial Reporting Standards (IFRSs) que trata da eliminação de datas fixas para adotantes pela primeira vez das IFRSs. As modificações substituem a data fixa de aplicação prospectiva de 1º de janeiro de 2004 para a data de transição para as IFRSs, de forma que os adotantes pela primeira vez das IFRSs não tenham de aplicar os requerimentos de baixa da IAS 39 retrospectivamente. A modificação deve ser adotada obrigatoriamente para exercícios iniciados em ou após 1º de julho de 2011 e a adoção antecipada é permitida. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionados às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua aplicação obrigatória. 3. PRINCIPAIS FONTES DE INCERTEZA NAS ESTIMATIVAS Na aplicação das políticas contábeis da Companhia descritas na nota explicativa nº 2, a Administração deve fazer julgamentos e elaborar estimativas a respeito dos valores contábeis dos ativos e passivos para os quais não são facilmente obtidos de outras fontes. As estimativas e as respectivas premissas estão baseadas na experiência histórica e em outros fatores considerados relevantes. Os resultados efetivos podem diferir dessas estimativas. As estimativas e premissas subjacentes são revisadas continuamente. Os efeitos decorrentes das revisões feitas às estimativas contábeis são reconhecidos no período em que as estimativas são revistas, se a revisão afetar apenas este período, ou também em períodos posteriores se a revisão afetar tanto o período presente como períodos futuros. 3.1. Principais fontes de incertezas nas estimativas A seguir, são apresentadas as principais premissas a respeito do futuro e outras principais origens da incerteza nas estimativas no final de cada período de relatório, que podem levar a ajustes significativos nos valores contábeis dos ativos e passivos no próximo exercício. 3.1.1. Recuperação de ativo intangível gerado internamente Durante o exercício, a Administração revisou a recuperação do ativo intangível da Companhia gerado internamente, oriundo de vários projetos, não tendo reconhecido provisões para perda na recuperação dos referidos intangíveis nos anos de 2010 e 2009. 3.1.2. Redução ao valor recuperável do ágio Para determinar se o ágio apresenta redução em seu valor recuperável, é necessário fazer estimativa do valor em uso das unidades geradoras de caixa para as quais o ágio foi alocado. O cálculo do valor em uso exige que a Administração estime os fluxos de caixa futuros esperados oriundos das unidades geradoras de caixa e uma taxa de desconto adequada para que o valor presente seja calculado. O valor contábil do ágio em 31 de dezembro de 2010 é de R$14.173 (R$14.173 em 31 de dezembro de 2009) e pela avaliação da Administração não foi necessário registrar provisão para perda do valor recuperável nos anos de 2010 e 2009. Os detalhes do cálculo da perda por redução ao valor recuperável estão divulgados na nota explicativa nº 14.b. 3.1.3. Vida útil dos bens do imobilizado Conforme descrito na nota explicativa nº 2.12, a Companhia revisa a vida útil estimada dos bens do imobilizado anualmente no final de cada período do relatório. 3.1.4. Avaliação de instrumentos financeiros Conforme descrito na nota explicativa nº 29, a Companhia usa técnicas de avaliação que incluem informações que não se baseiam em dados observáveis de mercado para estimar o valor justo de determinados tipos de instrumentos financeiros. A nota explicativa nº 29 oferece informações detalhadas sobre as principais premissas utilizadas na determinação do valor justo de instrumentos financeiros, bem como a análise de sensibilidade dessas premissas. A Administração acredita que as técnicas de avaliação selecionadas e as premissas utilizadas são adequadas para a determinação do valor justo dos instrumentos financeiros. 4. EFEITOS DA ADOÇÃO DAS IFRSs E DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS EMITIDOS PELO CPC 4.1. Efeitos da adoção das IFRS nas demonstrações financeiras consolidadas 4.1.1. Aplicação da IFRS As demonstrações financeiras consolidadas (identificadas como Consolidado) para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 são as primeiras apresentadas de acordo com as IFRSs. A Companhia aplicou as políticas contábeis definidas na nota explicativa número 2 em todos os períodos apresentados, o que inclui o balanço patrimonial na data de transição, definida como 1º de janeiro de 2009. Na mensuração dos ajustes nos saldos de abertura e preparação do balanço patrimonial na data de transição, a Companhia aplicou as exceções obrigatórias e certas isenções opcionais de aplicação retrospectiva previstas na IFRS 1 e no CPC 37(R1) - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, conforme descrito nas notas abaixo.


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Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F3 | Indústria&Comércio

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado) 4.1.2. Conciliações para as práticas contábeis anteriores Efeitos da adoção das IFRSs no balanço patrimonial consolidado

Contas Ativos Ativos circulantes Ativos não circulantes Total dos ativos Passivos Passivos circulantes Dividendos a pagar Receita diferida Outros passivos circulantes Passivos não circulantes Patrimônio líquido Total do patrimônio líquido e passivos

Em 01/01/2009 (data de transição) Efeito da transição para as IFRSs IFRS

BR GAAP anterior

Em 31/12/2009 (data do último período apresentado de acordo com as práticas contábeis anteriores) Efeito BR GAAP da transição anterior para as IFRSs IFRS

1.034.745 126.406 1.161.151

– – –

1.034.745 126.406 1.161.151

1.104.909 243.031 1.347.940

– – –

1.104.909 243.031 1.347.940

546.453 – 11.025 535.428 44.689 570.009 1.161.151

15.520 – 15.520 – – (15.520) –

561.973 – 26.545 535.428 44.689 554.489 1.161.151

671.038 50.000 20.045 600.993 52.497 624.405 1.347.940

(14.109) (20.321) 6.212 – – 14.109 –

656.929 29.679 26.257 600.993 52.497 638.514 1.347.940

Conciliação do patrimônio líquido consolidado Em 31/12/2009 (data do último período apresentado de acordo com as práticas contábeis anteriores)

Os dividendos excedentes ao estipulado em estatuto que não se enquadram para registro de acordo com IFRS foram revertidos nas informações financeiras em IFRS, conforme demonstramos abaixo: 2009 Lucro líquido do exercício (BR GAAP anterior) 118.717 Dividendos estatutários 29.679 Antecipação de dividendos e JCP – Total aprovado pelos acionistas até a data e aprovação das demonstrações financeiras 29.679 Dividendos totais propostos 50.000 Saldo a reverter no patrimônio líquido 20.321 4.1.3.2. Subvenção para investimento De acordo com IFRS, as entidades devem registrar os efeitos das subvenções para investimento da seguinte forma: - Como receita do exercício corrente, a parcela em que as obrigações de investimentos relacionadas ao benefício foram plenamente atendidas; - Mantida no passivo, sob a rubrica Receita Diferida, a parcela cuja obrigação de investimento ainda não foi plenamente atendida; - Também mantida no passivo, sob a rubrica Receita Diferida, a parcela de investimento referente a um ativo amortizável. Esta parcela será reconhecida como receita ao longo do período da vida útil deste bem, na proporção de sua amortização; - Como receita do exercício corrente, a parcela em que não há obrigação direta de investimento. A parcela decorrente da revenda de produtos, por ser uma subvenção para custeio, é computada ao resultado do exercício. Tanto a subvenção para custeio quanto a subvenção para investimento são computadas no resultado como receita na conta de “Deduções de venda - Impostos e Contribuições”. De acordo com o BR GAAP, até 31 de dezembro de 2007, a parcela correspondente à utilização dos benefícios fiscais relativos ao ICMS, decorrentes da venda de produtos industrializados, foi computada no Patrimônio Líquido, na conta de Reserva de Capital. A partir de janeiro de 2008, por força da aplicação do CPC 07, a Companhia passou a registrar este item da mesma forma do IFRS, conforme descrito acima 4.1.3.3. Imposto de renda e contribuição social diferidos As diferenças apontadas na reconciliação do lucro líquido e patrimônio líquido entre as práticas contábeis adotadas no Brasil (“BR GAAP”) e as normas internacionais de contabilidade (“IFRS”) foram objeto de análise para registro de imposto de renda e contribuição social diferidos, considerando os critérios descritos na Nota 20 às demonstrações financeiras. A Companhia não reconheceu imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os ajustes de GAAP apontados na reconciliação entre BR GAAP e IFRS referente aos ajustes (a) Dividendos e (b) Subvenção para investimentos pelo fato de que os mesmos não possuem efeitos fiscais. 4.2. Efeitos da adoção dos novos pronunciamentos emitidos pelo CPC nas demonstrações financeiras individuais 4.2.1. Adoção das novas práticas contábeis adotadas no Brasil Na preparação das suas demonstrações financeiras individuais (identificadas como Controladora), a Companhia adotou todos os pronunciamentos e respectivas interpretações técnicas e orientações técnicas emitidos pelo CPC e aprovados pela CVM, que juntamente com as práticas contábeis incluídas na legislação societária brasileira são denominados como práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP). A Companhia aplicou as políticas contábeis definidas na nota explicativa nº 2 em todos os períodos apresentados, o que inclui o balanço patrimonial de abertura em 1º de janeiro de 2009. Na mensuração dos ajustes e preparação desse balanço patrimonial de abertura, a Companhia aplicou os requerimentos constantes no CPC 43(R1) - Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40, ajustando as suas demonstrações financeiras individuais de tal forma que elas produzissem, quando consolidadas, os mesmos valores de patrimônio líquido, atribuível aos proprietários da controladora, e resultado em relação a consolidação elaborada conforme as IFRSs através da aplicação da IFRS 1 e no CPC 37(R1) - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade. Para isso, a Companhia efetuou nas duas demonstrações financeiras individuais os ajustes efetuados para a adoção das IFRSs nas demonstrações financeiras consolidadas, conforme nota explicativa nº 2 acima. Tal procedimento foi adotado de forma a obter o mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos proprietários da controladora nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas.

Em 01/01/2009 (data de transição) Contas Total do patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis anteriores 570.009 624.405 Reserva de lucros (dividendos) – 20.321 Reservas de subvenção para incentivos fiscais (15.520) (6.212) Total do patrimônio líquido de acordo com as IFRSs 554.489 638.514 Efeitos da adoção das IFRSs na demonstração de resultado consolidada Em 31/12/2009 (data do último período apresentado de acordo com as práticas contábeis anteriores) Efeito da transição BR GAAP para as Contas anterior IFRSs IFRS Receita líquida 2.170.983 9.308 2.180.291 Custo das vendas (1.567.886) – (1.567.886) Lucro bruto 603.097 9.308 612.405 Outras receitas/despesas (549.888) – (549.888) Lucro antes dos impostos 53.209 9.308 62.517 Imposto de renda e contribuição social 65.508 – 65.508 Lucro do exercício 118.717 9.308 128.025 Conciliação do resultado consolidado Em 31/12/2009 (data do último período apresentado de acordo com as práticas contábeis anteriores) Resultado antes Resultado do dos impostos exercício Contas De acordo com as práticas contábeis anteriores 53.209 118.717 Subvenção para investimento 9.308 9.308 De acordo com as IFRSs 62.517 128.025 Efeitos da adoção das IFRSs na demonstração dos fluxos de caixa consolidada Em 31/12/2009 (data do último período apresentado de acordo com as práticas contábeis anteriores) Efeito da transição BR GAAP para as Contas anterior IFRSs IFRS Fluxo de caixa das atividades operacionais 99.887 – 99.887 Fluxo de caixa das atividades de investimento (64.405) – (64.405) Fluxo de caixa das atividades de financiamento (46.828) – (46.828) Variação do caixa no exercício (11.346) – (11.346) 4.1.3. Notas às reconciliações 4.1.3.1. Dividendos Para fins de IFRS, de acordo com as IAS 10 e IAS 37, são reconhecidos como passivo no momento em que são aprovados pelos acionistas da Positivo Informática S.A. O estatuto social da Positivo Informática S.A. prevê que, no mínimo, 25% do lucro anual seja distribuído como dividendos. Portanto, a Companhia reconhece como passivo, no encerramento do exercício social, o valor correspondente ao dividendo mínimo que ainda não tenha sido distribuído durante o exercício até o limite do dividendo mínimo obrigatório descrito acima, complementado por eventual distribuição adicional proposta pela administração. 4.2.2. Conciliações para as práticas contábeis anteriores (BR GAAP anterior) Efeitos da adoção das novas práticas contábeis adotadas no Brasil no balanço patrimonial individual

Em 01/01/2009 (data de transição) Efeito da adoção BR GAAP dos novos CPC’s reapresentado

Em 31/12/2009 (data do último período apresentado de acordo com as práticas contábeis anteriores) Efeito da BR GAAP adoção dos BR GAAP anterior novos CPC’s reapresentado

dezembro de 2010 o saldo consolidado desta provisão totalizou R$ 7.766 (R$ 6.607 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 4.978 em 1º de janeiro de 2009). Composição por vencimento dos valores vencidos e não incluídos na provisão para créditos de liquidação duvidosa Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Até 30 dias 53.795 27.935 1.366 53.839 28.096 1.366 31 a 60 dias 15.197 3.734 10.696 15.197 3.734 10.696 61 a 90 dias 31.816 8.736 13.585 31.902 8.829 13.585 91 a 180 dias 46.501 3.177 18.901 46.804 3.177 18.901 181 a 360 dias 24.207 2.322 7.574 24.225 2.322 7.574 acima de 361 dias 10.350 3.108 18.157 10.350 3.104 18.157 181.866 49.012 70.279 182.317 49.262 70.279 Movimentação na provisão para créditos de liquidação duvidosa: Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Saldo no início do exercício 6.603 4.978 5.157 6.607 4.978 5.157 Constituição/(Reversão) líquida sobre a provisão para créditos de liquidação duvidosa reconhecida 1.099 1.625 (179) 1.169 1.629 (179) 7.702 6.603 4.978 7.776 6.607 4.978 7. ESTOQUES Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Materiais 373.710 307.283 231.569 385.576 317.788 236.814 Produtos 127.458 95.666 95.580 129.796 97.133 97.154 Importações em andamento 46.261 148.534 71.125 59.208 154.197 71.126 Licenças de uso 6.695 13.665 9.382 8.225 14.074 9.382 Adiantamentos a fornecedores 1.117 46.079 42.976 1.117 46.079 42.976 Provisão para estoques obsoletos (42.632) (49.244) (3.496) (42.730) (49.318) (3.496) 512.609 561.983 447.136 541.192 579.953 453.956 A provisão de obsolescência para estoques é realizada com base na avaliação das matérias primas, estoques de revendas e produtos acabados que não possuem expectativa clara de utilização e venda. A base principal dessa avaliação é o giro dos estoques, segregando aqueles destinados à produção daqueles destinados à assistência técnica. A administração espera que os estoques sejam realizados em um período inferior a 12 meses. 8. IMPOSTOS A RECUPERAR Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/12/2009 ICMS 38.460 15.938 2.823 38.648 16.205 2.823 COFINS 36.949 18.053 29.003 37.036 18.106 29.006 Imposto de renda 17.301 17.905 10.084 18.687 17.934 10.084 IPI 4.240 23.894 47.784 4.246 23.895 47.784 PIS 8.568 4.779 6.446 8.598 4.790 6.446 Contribuição social 8.949 5.928 4.689 10.439 5.929 4.689 Outros impostos a recuperar 1.004 1.399 1.250 901 1.409 1.250 115.471 87.896 102.079 118.555 88.268 102.082 ICMS A Companhia utiliza os seguintes benefícios de Impostos Sobre Circulação de Mercadorias - ICMS: (i) Lei Estadual nº 13.214/2001 e referendada pela Lei Estadual nº 15.542/2007, que estabelece redução para 7% na carga tributária dos produtos de informática para vendas dentro do estado; (ii) Decreto Estadual nº 5.375/2002, confirmado por Termo de Acordo de Regime Especial, que possibilita a utilização de crédito presumido do ICMS, resultando em carga tributária de 3% para produtos específicos comercializados pela Companhia. Como resultado da fruição dos benefícios fiscais acima mencionados, no exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a Companhia registrou o montante de R$ 250.460 (R$ 241.329 em 31 de dezembro de 2009), relativo à subvenção para investimento, na conta de Deduções sobre Venda - Impostos e Contribuições, referente à venda de produtos industrializados e manteve o valor de R$ 32.651 no passivo, sob a rubrica de Receita Diferida (R$ 26.257 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 26.545 em 1º de janeiro de 2009), que será apropriado ao resultado em função da amortização dos ativos relacionados e cumprimento de obrigações exigidas em contrapartida ao referido benefício fiscal, conforme previsto nas normas preconizadas no CPC 7. IPI O crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI deve-se à utilização do benefício fiscal previsto na Lei nº 8.248/1991, que concedeu a isenção do IPI posteriormente convertida em redução progressiva, sobre as saídas dos equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos novos, inclusive aos de automação industrial e de processamento de dados de fabricação nacional, combinado com a manutenção e a utilização do crédito do IPI, relativo às matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, empregados na industrialização dos bens. A redução progressiva dos percentuais sobre o referido imposto devido, prevista em lei, obedece ao seguinte calendário: • Redução de 95% (noventa e cinco por cento) do imposto devido, de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2014. • Redução de 90% (noventa por cento) do imposto devido, de 1º de janeiro de 2015 até 31 de dezembro de 2015. • Redução de 70% (setenta por cento) do imposto devido, de 1º de janeiro de 2016 até 31 de dezembro de 2019, quando será extinta a redução. Para usufruir do referido benefício, a Companhia deve investir anualmente cerca de 5% do faturamento bruto de bens e serviços de informática incentivados, em atividades de pesquisa e desenvolvimento e tecnologia de informação calculados de acordo com a Lei nº 8.248/1991 e suas alterações. A Companhia anualmente deve apresentar ao Ministério da Ciência e Tecnologia evidências de que cumpre essa exigência de investimento. A Administração efetua estudos periódicos para avaliar a realização dos créditos relativos a impostos a recuperar, tomando medidas preventivas para que tal realização ocorra e evitar que o saldo aumente em montante superior à capacidade de sua realização. 9. OUTROS CRÉDITOS Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Despesa antecipada de propaganda (a) 14.163 17.981 13.987 14.163 17.981 13.987 Depósitos judiciais 4.862 885 – 4.906 885 – Juros a apropriar 1.792 133 3.751 1.792 133 3.751 Arrendamento mercantil financeiro (b) 877 35.061 – 877 35.061 – Outros 1.030 2.374 2.260 1.108 2.465 2.260 22.724 56.434 19.998 22.846 56.525 19.998 Parcela no circulante 12.881 11.362 19.998 12.911 11.362 19.998 Parcela no não circulante 9.843 45.072 – 9.935 45.163 – a) Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possui créditos a serem compensados com gastos de propaganda e publicidade, no valor de R$ 11.034 (R$ 8.485 em 31 de dezembro de 2009 e R$ 10.022 em 1º de janeiro de 2009), registrados na conta de despesa antecipada de propaganda. A Administração considera que a realização deverá ocorrer até 2013 e contabilizou o ajuste a valor presente sobre o saldo. b) No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possui R$ 14.380 (R$ 43.761 em 31 de dezembro de 2009) referente a contratos de arrendamento mercantil financeiro, dos quais R$ 13.504 foram registrados no contas a receber de curto prazo (R$ 8.700 em 31 de dezembro de 2009). O montante de R$ 877 (R$ 35.061 em 31 de dezembro de 2009) foi registrado no longo prazo.

BR GAAP Contas anterior Ativos Ativos circulantes 1.023.432 – 1.023.432 1.083.556 – 1.083.556 Ativos não circulantes 135.064 – 135.064 264.788 – 264.788 Total dos ativos 1.158.496 – 1.158.496 1.348.344 – 1.348.344 Passivos Passivos circulantes 543.822 15.520 559.342 645.954 (14.109) 631.845 Dividendos a pagar – – – 50.000 (20.321) 29.679 Receita diferida 11.025 15.520 26.545 20.045 6.212 26.257 Outros passivos circulantes 532.797 – 532.797 575.909 – 575.909 Passivos não circulantes 44.665 – 44.665 77.985 – 77.985 Patrimônio líquido 570.009 (15.520) 554.489 624.405 14.109 638.514 Total do patrimônio líquido e passivos 1.158.496 – 1.158.496 1.348.344 – 1.348.344 Conciliação do patrimônio líquido individual reclassificado para a rubrica de empréstimos e financiamento e será liquidado de acordo com o vencimento A conciliação do patrimônio líquido individual é a mesma apresentada para o patrimônio líquido das faturas. consolidado, conforme demonstrado no item 4.1.2. desta demonstração financeira. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possui R$ 14.380 (R$ 43.761 em 31 de Efeitos da adoção das novas práticas contábeis adotadas no Brasil na demonstração do resultado individual dezembro de 2009) referente a contratos de arrendamento mercantil financeiro, dos quais R$ 13.504 foram Em 31/12/2009 (data do último registrados no contas a receber de curto prazo (R$ 8.700 em 31 de dezembro de 2009). O montante de período apresentado de acordo com R$ 877 (R$ 35.061 em 31 de dezembro de 2009) foi registrado no longo prazo, conforme descrito na nota as práticas contábeis anteriores) explicativa nº 9. Efeito da O período médio de crédito na venda de produtos é de 60 dias, exceto determinadas vendas a órgãos adoção dos públicos em que o prazo pode chegar até 180 dias. BR GAAP novos BR GAAP Critério para estimativa de provisão para créditos de liquidação duvidosa - devido à concentração das vendas anterior CPCs reapresentado Contas em poucos clientes (os 20 maiores clientes representam cerca de 82% do montante a receber em 31 de Receita líquida 2.154.889 9.308 2.164.197 dezembro de 2010, cerca de 80% em 31 de dezembro de 2009 e cerca de 84% em 1º de janeiro de 2009), Custo das vendas (1.566.106) – (1.566.106) a Companhia avalia a necessidade de provisão para perdas com créditos substancialmente através de análise Lucro bruto 588.783 9.308 598.091 individual dos créditos em atraso, conjugado com o índice de perdas históricas destes créditos. Em 31 de Outras receitas/despesas (536.561) – (536.561) 10. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Lucro antes dos impostos 52.222 9.308 61.530 Transações comerciais Imposto de renda e contribuição social 66.495 – 66.495 Controladora (BR GAAP) Lucro do exercício 118.717 9.308 128.025 Ativo Passivo Vendas Compras e serviços Conciliação do resultado 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Em 31/12/2009 (data do último Circulante período apresentado de acordo com Centro de Estudos Superiores Positivo 440 16 6 (a) 1 – – 61 1.394 (f ) – – as práticas contábeis anteriores) Sociedade Educacional Ltda. 200 38 65 (a) – – – 107 339 1.098 543 Resultado antes Resultado do Editora Positivo Ltda. 256 167 207 (a) 28 22 34 5.064 9.828 (c ) 713 244 (d) dos impostos exercício Contas Gráfica e Editora Posigraf S.A. 46 37 258 (a) 148 – 69 115 51 (b) 749 1.033 (b) De acordo com as práticas contábeis anteriores 52.222 118.717 Positivo Informática da Amazônia Ltda. – – 204 (a) – – – Subvenção para investimento 9.308 9.308 Rosch Administração de Bens Ltda. – – – 582 550 296 (e) – – 6.759 5.076 (e) De acordo com o BR GAAP Reapresentado 61.530 128.025 Central administrativa – – – 47 – – – – 4.110 2.260 (j) Acionistas Controladores – – – – – 50.382 (m) – – – – Efeitos da adoção das BR GAAP na demonstração dos fluxos de caixa individual BGH Uruguay S.A. 3.332 – – (l) – – – – – – – Em 31/12/2009 (data do último 4.274 258 740 806 572 50.781 5.347 11.612 13.429 9.156 período apresentado de acordo com Não circulante as práticas contábeis anteriores) Editora Positivo Ltda. – 39 – – – – – – – – Efeito da Positivo Informática da Bahia Ltda. 14.805 6.533 – (k) – – – – – – – adoção dos Positivo Informática da Amazônia Ltda. 4.528 16.905 4.253 (g) 28.565 26.937 – (i) 16.295 4.575 (h) 113.297 38.890 (i) BR GAAP novos BR GAAP 19.333 23.477 4.253 28.565 26.937 – 16.295 4.575 113.297 38.890 anterior CPCs reapresentado Contas 23.607 23.735 4.993 29.371 27.509 50.781 21.642 16.187 126.726 48.046 Fluxo de caixa das atividades operacionais 104.711 – 104.711 Fluxo de caixa das atividades de investimento (49.431) – (49.431) a) Venda de micro-computadores BGH Uruguay S.A. Fluxo de caixa das atividades de financiamento (66.465) – (66.465) São transações de comercialização de microcomputadores produzidos pela Companhia. Os preços l) Mútuo Variação do caixa no exercício (11.185) – (11.185) praticados seguem políticas de preços e prazos definidos entre as partes. A Companhia realiza vendas de A Companhia realizou operações de mútuo com a BGH Uruguay S.A., que faz parte do grupo com o qual a Notas às reconciliações Companhia compartilha o controle da Informática Fueguina S.A. A remuneração da transação é de variação Notas às reconciliações da demonstração financeira individual são as mesmas das demonstrações financeiras microcomputadores para todas as partes relacionadas. consolidadas, que foram apresentadas no item 4.1.3 desta demonstração financeira. Gráfica e Editora Posigraf S.A. do dólar norte-americano mais 1,5% ao ano, com vencimento em 04 de abril de 2011. Reapresentação das informações trimestrais b) Produtos e serviços gráficos Acionistas Controladores De acordo com a deliberação da CVM nº 659, de 25 de janeiro de 2011, as Companhias abertas que, até a Referem-se às compras de produtos e serviços gráficos e venda de computadores e equipamentos de m) Mútuo data da apresentação das demonstrações financeiras do exercício social iniciado a partir de primeiro de informática produzidos pela Companhia. A Companhia realizou no exercício de 2008 operações de mútuo com sócios controladores, com finalidade janeiro de 2010, não tiverem reapresentado os seus ITR de 2010, deverão incluir nessas demonstrações Editora Positivo Ltda. de capital de giro. O saldo em 1º de dezembro de 2009 era de R$ 50.382 e era remunerado a 124% do anuais nota explicativa evidenciando, para cada trimestre de 2010 e 2009, os efeitos no resultado e no c) Direitos autorais certificado de depósito interbancário - CDI, e foi liquidado durante o exercício de 2009. patrimônio líquido decorrentes da plena adoção das normas de 2010. Os Direitos Autorais são referentes à disponibilização, pela Positivo Informática S.A., de acessos aos sítios na Remuneração da Administração Os efeitos trimestrais de 2010 e 2009 são como seguem: internet denominados “Portal Positivo” e “Portal Aprende Brasil”, aos clientes indicados pela Editora O montante pago até 31 de dezembro de 2010, como remuneração dos administradores, foi de R$ 12.112 Patrimônio líquido Positivo Ltda., bem como o fornecimento da matriz de CD-ROMs com conteúdos educacionais. Controladora e Consolidado (R$ 12.442 em 31 de dezembro de 2009). A Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária de 27 de abril de A Companhia disponibiliza o acesso ao “Portal Positivo” para todas as instituições conveniadas pela Editora 2010 aprovou para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a remuneração dos administradores até 31/03/2009 30/06/2009 30/09/2009 Patrimônio Líquido BR GAAP 557.789 565.220 618.727 Positivo ao Sistema Positivo de Ensino, denominado SPE, e o acesso ao “Portal Aprende Brasil” para todas o máximo de R$ 14.900 (R$ 12.500 no exercício de 2009). Descrição dos ajustes para IFRS: as instituições conveniadas pela Editora Positivo ao Sistema de Ensino Aprende Brasil, denominado SABE. Controladora (BR GAAP) Subvenção para investimento (984) (2.380) (4.208) Conforme contratos independentes, a Companhia recebe remuneração específica pelo acesso ao “Portal Consolidado (IFRS e BR GAAP) Patrimônio Líquido IFRS 556.805 562.840 614.519 Positivo” no montante de R$ 4.638 por ano, dividida em doze parcelas mensais, e pelo acesso ao “Portal 2010 2009 Controladora e Consolidado Aprende Brasil” de R$ 2.861 por ano, dividida em quatro parcelas trimestrais. Benefícios de curto prazo 11.970 11.354 31/03/2010 30/06/2010 30/09/2010 O contrato do “Portal Positivo” foi firmado originalmente com a empresa Gráfica e Editora Posigraf S.A., Benefícios pós-emprego – 185 Patrimônio Líquido BR GAAP 660.299 685.936 696.956 porém a partir do segundo semestre de 2008 os direitos sobre o contrato foram transferidos para a Editora Pagamento baseados em ações 142 903 Descrição dos ajustes para IFRS: Positivo, mantendo-se todas as condições então vigentes. 12.112 12.442 Subvenção para investimento (1.501) (3.142) (4.828) Tais receitas são registradas dentro do grupo de receita bruta. 11. INVESTIMENTOS Patrimônio Líquido IFRS 658.798 682.794 692.128 d) Serviços editoriais Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Lucro líquido Referem-se à contratação de serviços editoriais. Estes serviços editoriais são aplicados nos produtos gráficos 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Controladora e Consolidado produzidos pela Gráfica e Editora Posigraf S.A. e demais gráficas contratadas pela Companhia. Participações em 31/03/2009 30/06/2009 30/09/2009 Rosch Administradora de Bens Ltda. controladas (a) 37.620 16.027 8.181 – – – Lucro Líquido conforme BR GAAP 4.580 11.456 64.362 e) Aluguel Outros investimentos 4.660 1.641 677 4.660 1.641 677 Descrição dos ajustes para IFRS: A Companhia possui contrato de aluguel de unidades industriais com parte relacionada que expira a cada Subvenção para investimento 1.475 3.566 6.305 42.280 17.668 8.858 4.660 1.641 677 seis anos no valor mensal de R$ 582. O valor é reajustado anualmente conforme aditivos contratuais e em a) Participação em controladas Lucro Líquido conforme IFRS 6.055 15.022 70.667 função de ampliação das áreas construídas proporcionando aumento da capacidade produtiva, benfeitorias A Companhia constituiu em 06 de dezembro de 2007 a controlada direta, Positivo Informática da Amazônia Controladora e Consolidado realizadas pela locadora e extensão do prazo de contrato de locação. Ltda., cuja operação foi iniciada em outubro de 2008, com objeto social igual ao da controladora. Todo 31/03/2010 30/06/2010 30/09/2010 Centro de Estudos Superiores Positivo Lucro Líquido conforme BR GAAP 35.367 60.701 71.507 processo decisório é centralizado e os serviços financeiros, administrativos, contábeis e de controle são f) Convênio Descrição dos ajustes para IFRS: realizados pela Controladora. A Companhia firmou convênio com a Universidade Positivo referente ao programa de cooperação e Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, e 1º de janeiro de 2009 o capital social da Positivo Informática da Subvenção para investimento 1.501 3.142 4.828 Lucro Líquido conforme IFRS 36.868 63.843 76.335 intercâmbio científico e tecnológico, amparado pela legislação brasileira, Lei nº 11.077/2004 e Decreto Amazônia Ltda. é de R$ 8.100. Estas informações trimestrais foram sujeitas aos procedimentos de revisão especial aplicados pelos auditores nº 5.906/2006, relativa à capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação, abrangendo Controladora (BR GAAP) independentes da Companhia de acordo com os requerimentos da CVM para informações trimestrais (NPA atividades de pesquisa, desenvolvimento e serviços científicos e tecnológicos, formação e treinamento de 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 06 do IBRACON), incluindo os ajustes decorrentes da adoção das novas práticas contábeis, não tendo sido, recursos humanos, absorção e transferência de tecnologias, aprimoramento e otimização do uso da Saldo do investimento no início do exercício 16.017 8.181 – portanto, sujeitas aos procedimentos de auditoria. infraestrutura laboratorial. Aquisição de investimento/Integralização de capital – – 8.100 4.3. Custo Atribuído (DEEMED COST) Positivo Informática da Amazônia Ltda. Resultado de equivalência patrimonial 21.603 7.836 81 A Companhia optou pela não adoção do custo atribuído (deemed cost), por entender que não existe g) Mútuo 37.620 16.017 8.181 diferença significativa entre os valores contábeis dos bens registrados nas demonstrações financeiras e os A Companhia mantém operações de mútuo com a Positivo Informática da Amazônia Ltda., com finalidade Saldo do investimento no final do período seus respectivos valores justos na data de transição em 1º de janeiro de 2009. O negócio em que a Em 08 de abril de 2008 a Companhia constituiu a controlada direta Positivo Informática da Bahia Ltda., que Companhia está inserida não permite que seus equipamentos estejam defasados e as taxas de depreciação de capital de giro sem prazo definido para encerramento. Nos exercícios de 2009 e 2010 não houve iniciou suas atividades em 2009. Durante o exercício, esta controlada direta realizou a aquisição da Boreo correspondem à utilização real destes bens. A inexistência de fatores que pudessem impactar de forma cobrança de encargos sobre os saldos. Comércio de Equipamentos Ltda. h) Venda significativa nos valores justos de seus principais itens do ativo imobilizado assegura a não adoção do custo Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o capital social da Positivo Informática da Bahia Ltda. é de R$ 10. A Controladora mantém vendas para as Controladas de insumos para produção. atribuído, inclusive considerando a não-relevância do saldo contábil na data de transição. Controladora (BR GAAP) i) Compra 5. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) A Controladora mantém compra de produtos acabados da Controlada para posterior revenda a clientes. 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Saldo do investimento no início do exercício 10 10 – Central Administrativa Caixa 3 3 8 3 3 8 Resultado da equivalência patrimonial (2.693) – – j) Rateio de despesas Bancos 6.709 7.592 12.061 6.935 7.658 12.288 Rateio de despesas administrativas e serviços compartilhados com a Sociedade Educacional Positivo Ltda., Saldo da provisão para passivo a descoberto/ Aplicações Financeiras investimento no final do exercício (2.683) 10 – Gráfica e Editora Posigraf S.A. e Editora Positivo Ltda. Despesas estas relativas ao uso compartilhado do atreladas ao departamento de compras de materiais de expediente, departamento pessoal e departamento de Certificado de Depósito informática, além de reembolso de aluguel, energia, água e telefone da sede onde funciona a área de 12. EMPREENDIMENTOS EM CONJUNTO (“JOINT VENTURE”) Interbancário - CDI 82.879 53 6.764 82.879 53 6.764 Tecnologia Educacional. O valor do rateio é apurado pelo custo efetivo, rateado em função da utilização dos Em 03 de dezembro de 2010, a Companhia constituiu uma Joint Venture com a empresa argentina BGH 89.591 7.648 18.833 89.817 7.714 19.060 Sociedad Anônima (“BGH”), a qual terá por objeto a fabricação e a comercialização de produtos de recursos disponíveis. 6. CONTAS A RECEBER informática (desktops, notebooks, all-in-ones, e-books e tablets) na Argentina e no Uruguai. Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Positivo Informática da Bahia Ltda. 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Para a constituição da Joint Venture, a Companhia adquiriu 50% (cinqüenta por cento) do capital social da k) Mútuo A vencer 441.886 378.580 364.481 446.060 380.659 368.731 A Companhia realiza operações de mútuo com a Positivo Informática da Bahia Ltda. com a finalidade de sociedade argentina Informática Fueguina S.A., que era de titularidade direta e indireta da BGH. O valor Vencidos até 30 dias 53.795 27.935 1.366 53.839 28.096 1.366 viabilizar a aquisição da Boreo Equipamentos de Informática Ltda., e cumprir com todas as obrigações de pago na aquisição foi de R$ 21 sem pagamento de ágio. Vencidos de 31 a 60 dias 15.233 3.976 10.696 15.233 3.976 10.696 suas controladas. Nos exercícios de 2009 e 2010 não houve a cobrança de encargos sobre o saldo e não foi A controlada ainda está em fase pré-operacional e a previsão de início das operações é para o primeiro Vencidos de 61 a 90 dias 31.956 8.934 13.678 32.107 9.027 13.678 semestre de 2011 e está sujeito a aprovações governamentais. firmado prazo para encerramento. Vencidos de 91 a 180 dias 46.786 4.501 19.861 47.095 4.501 19.861 13. IMOBILIZADO Vencidos de 181 a 360 dias 25.833 3.721 8.806 25.853 3.721 8.806 Vencidos há mais de Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 361 dias 15.965 6.548 20.850 15.966 6.548 20.850 Taxas anuais (–) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (7.702) (6.603) (4.978) (7.776) (6.607) (4.978) de depreciação 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 (–) Ajuste a valor presente (5.139) (20.219) (4.571) (5.394) (20.219) (4.571) Valores contábeis de: 618.613 407.373 430.189 622.983 409.702 434.439 Edificações 5% 1.773 1.853 2.011 1.773 1.853 2.008 6.1. Contas a receber de clientes 10% 31.044 21.939 24.599 31.577 22.508 25.330 Os saldos vencidos referem-se substancialmente à venda de mercadorias a órgãos públicos, cujo Máquinas e equipamentos recebimento depende de processo interno de aprovação de pagamento pelos referidos órgãos. Instalações industriais 10% 2.527 1.800 1.885 2.705 1.990 2.449 Historicamente, essa situação de atraso no processo de pagamento é uma característica normal nesse 10% 3.656 2.935 3.335 3.729 3.010 3.421 segmento de vendas, previsto pela Administração dentro de sua estratégia de negócios, e nunca trouxe Móveis e utensílios perdas relevantes para a Companhia. Portanto, os saldos vencidos ainda não representam neste momento Hardware - eqptos. de proc. de dados 20% 6.417 4.669 5.213 6.675 4.968 5.464 nenhum risco relevante de perda no recebimento desses créditos e por esse motivo nenhuma provisão foi Benfeitorias s/imóvel locado 10% 8.612 4.231 3.985 9.146 4.231 3.982 registrada. O montante de títulos vencidos de órgãos públicos é de R$ 144.215. 10% 2.568 6.609 52 3.043 7.156 52 No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 a Companhia firmou contratos de cessão de crédito para Outros imobilizados antecipação de recebíveis. O montante da antecipação em aberto no exercício é de R$ 185.223, que foi 56.597 44.036 41.080 58.648 45.716 42.706

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Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F4

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado)

Custo Saldo em 1º de janeiro de 2009 Adições Baixas Outros Saldo em 31 de dezembro de 2009 Adições Baixas Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010

Edificações 2.011 – – (11) 2.000 – – – 2.000

Máquinas e equipamentos 26.093 – (425) – 25.668 11.137 (25) 986 37.766

Depreciação acumulada a redução ao valor recuperável Saldo em 1º de janeiro de 2009 Eliminado na alienação de ativos Despesas de depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2009 Despesas de depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2010

Edificações – – (147) (147) (80) (227)

Máquinas e equipamentos (1.494) – (2.235) (3.729) (2.993) (6.722)

Custo Saldo em 1º de janeiro de 2009 Adições Baixas Outros Saldo em 31 de dezembro de 2009 Adições Baixas Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010

Edificações 2.011 – – (11) 2.000 – – – 2.000

Máquinas e equipamentos 26.842 – (528) – 26.314 10.624 (25) 1.528 38.441

Depreciação acumulada a redução ao valor recuperável Saldo em 1º de janeiro de 2009 Eliminado na alienação de ativos Despesas de depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2009 Despesas de depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2010 14. INTANGÍVEL

Edificações (3) – (144) (147) (80) (227)

Máquinas e equipamentos (1.512) – (2.294) (3.806) (3.058) (6.864)

Controladora (BR GAAP) Hardware eqptos. Instalações Móveis e de proc. industriais utensílios de dados 2.216 4.448 8.069 153 – 321 – (280) – 10 – – 2.379 4.168 8.390 1.073 1.171 3.384 – – – (39) 6 6 3.413 5.345 11.780 Controladora (BR GAAP) Hardware eqptos. Instalações Móveis e de proc. industriais utensílios de dados (330) (1.113) (2.856) – – – (249) (120) (865) (579) (1.233) (3.721) (307) (456) (1.642) (886) (1.689) (5.363) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Hardware eqptos. Instalações Móveis e de proc. industriais utensílios de dados 2.780 4.537 8.337 (197) – 424 – (283) – 11 – – 2.594 4.254 8.761 1.083 1.178 3.417 – – – (39) 6 6 3.638 5.438 12.184 Consolidado (IFRS e BR GAAP) Hardware eqptos. Instalações Móveis e de proc. industriais utensílios de dados (331) (1.116) (2.872) – – – (273) (128) (921) (604) (1.244) (3.793) (329) (465) (1.716) (933) (1.709) (5.509)

Benfeitorias s/imóvel locado 4.639 690 – – 5.329 4.975 – 24 10.328

Outros imobilizados 135 8.843 (135) (2.234) 6.609 – (3.058) (983) 2.568

Total 47.611 10.007 (840) (2.235) 54.543 21.740 (3.083) – 73.200

Benfeitorias s/imóvel locado (654) – (444) (1.098) (618) (1.716)

Outros imobilizados (83) 83 – – – –

Total (6.530) 83 (4.060) (10.507) (6.096) (16.603)

Benfeitorias s/imóvel locado 4.639 690 – – 5.329 5.527 – 24 10.880

Outros imobilizados 135 9.279 (135) (2.123) 7.156 470 (3.058) (1.525) 3.043

Total 49.281 10.196 (946) (2.123) 56.408 22.299 (3.083) – 75.624

Benfeitorias s/imóvel locado (657) – (441) (1.098) (636) (1.734)

Outros imobilizados (83) 83 – – – –

Total (6.574) 83 (4.201) (10.692) (6.284) (16.976)

Controladora (BR GAAP) Taxas anuais de amortização Valores contábeis de: Projetos de desenvolvimento Projetos sistema - ERP Licenças de uso Software Outros Ágio em controladas

33% 20% 20% 20% – –

Consolidado (IFRS e BR GAAP)

31/12/2010

31/12/2009

01/01/2009

31/12/2010

31/12/2009

01/01/2009

24.517 27.770 116 3.539 – – 55.942

19.275 29.179 2.411 1.068 – – 51.933

19.381 12.185 7.970 4.191 1.185 – 44.912

24.517 27.770 116 3.560 1.173 14.173 71.309

19.275 29.179 2.411 1.094 1.604 14.173 67.736

19.451 12.185 7.970 4.224 3.228 – 47.058

Controladora (BR GAAP)

Custo Saldo em 1º de janeiro de 2009 Adições Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2009 Adições Baixas Transferências Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010 Amortização acumulada Saldo em 1º de janeiro de 2009 Despesas de amortização Saldo em 31 de dezembro de 2009 Despesas de amortização Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010

Projetos de desenvolvimento

Projetos sistema ERP

Licenças de uso

Software

Outros

Ágio em controladas

Total

28.228 9.438 – 37.666 12.359 – 1.258 – 51.283

12.588 19.500 – 32.088 5.521 – – – 37.609

8.022 – (2.733) 5.289 – (862) (1.258) (268) 2.901

5.856 – (2.965) 2.891 3.527 – – – 6.418

1.185 9.861 (11.046) – – – – – –

– – – – – – – – –

55.879 38.799 (16.744) 77.934 21.407 (862) – (268) 98.211

(8.847) (9.544) (18.391) (8.375) – (26.766)

(403) (2.506) (2.909) (6.930) – (9.839)

(52) (2.826) (2.878) (1.433) 1.526 (2.785)

(1.665) (158) (1.823) (1.056) – (2.879)

– – – – – –

– – – – – –

(10.967) (15.034) (26.001) (17.794) 1.526 (42.269)

Consolidado (IFRS e BR GAAP) Projetos de desenvolvimento

Projetos sistema ERP

Licenças Ágio em de uso Software Outros controladas Total Custo Saldo em 1º de janeiro de 2009 28.298 12.588 8.022 5.890 3.336 – 58.134 Adições 9.368 19.500 – – 10.543 14.173 53.584 Baixas – – (2.733) (2.964) (11.728) – (17.425) Saldo em 31 de dezembro de 2009 37.666 32.088 5.289 2.926 2.151 14.173 94.293 Adições 12.359 5.521 – 3.534 – – 21.414 Baixas – – (862) – – – (862) Transferências 1.258 – (1.258) – – – – Outros – – (268) – – (268) Saldo em 31 de dezembro de 2010 51.283 37.609 2.901 6.460 2.151 14.173 114.577 Amortização acumulada Saldo em 1º de janeiro de 2009 (8.847) (403) (52) (1.666) (108) – (11.076) Despesas de amortização (9.544) (2.506) (2.826) (166) (439) – (15.481) Saldo em 31 de dezembro de 2009 (18.391) (2.909) (2.878) (1.832) (547) – (26.557) Despesas de amortização (8.375) (6.930) (1.433) (1.068) (431) – (18.237) Outros – – 1.526 – – – 1.526 Saldo em 31 de dezembro de 2010 (26.766) (9.839) (2.785) (2.900) (978) – (43.268) a) Gastos com Desenvolvimento de Projetos b) Ágio A Companhia se beneficia dos incentivos fiscais concedidos para os segmentos de informática e automação Em dezembro de 2009 a controlada Positivo Informática da Bahia Ltda. formalizou a aquisição da empresa previstas na Lei nº 8.248/1991, conhecida como Lei da Informática, regulamentada pelo Decreto nº 792, de Boreo Comércio de Equipamentos Ltda., gerando um ágio de R$ 14.173, registrado na adquirente e 23 de outubro de 1991. A referida Lei foi alterada pela Lei 10.176, de 11 de janeiro de 2001, regulamentada fundamentado na expectativa de geração de rentabilidade futura. pelo Decreto 3.800, de 20 de abril de 2001, a qual no ano de 2004 foi novamente alterada pela Lei nº O valor recuperável do ágio é determinado com base no cálculo do valor em uso utilizando as projeções dos 11.077 de 30 de dezembro de 2004, regulamentado pelo Decreto 5.906/2006 de 26 de setembro de 2006. fluxos de caixa com base em orçamento financeiro de cinco anos aprovados pela Administração e a taxa de Para fazer jus ao benefício, as empresas de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de informática desconto de 10,01% ao ano. devem investir, anualmente, em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação a 15. FORNECEDORES serem realizadas no país, percentual mínimo do seu faturamento. O cálculo do percentual mínimo a ser Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) investido tem como base 5% do faturamento bruto no mercado interno, decorrente da comercialização de 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 bens e serviços de informática incentivados na forma da Lei, sendo que, do faturamento bruto são Fornecedores - mercado deduzidos as revendas de mercadorias, os tributos correspondentes, bem como o valor das aquisições de externo 133.133 239.695 224.157 152.663 248.668 224.604 produtos incentivados na forma da lei. Os percentuais para investimento tem sua base reduzida em 20% até Fornecedores - mercado 2014, complementada por redução adicional de 50% até 31 de dezembro de 2009. A partir de 01 de interno 72.376 68.658 54.720 75.062 72.437 56.333 janeiro de 2010 a redução adicional é alterada para 25%, com vigência até 31 de dezembro de 2014. A Direitos autoriais e licenças obrigação de investimentos relativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010 é de R$ 48.111. De de uso a pagar 22.886 32.469 25.018 24.090 36.218 25.511 janeiro a dezembro de 2010 foram investidos R$ 38.042. Os dispêndios são aplicados no aperfeiçoamento Juros a apropriar AVP dos produtos existentes e no desenvolvimento de novos produtos, compreendem essencialmente: mão-deFornecedores (1.862) (1.957) (4.347) (1.862) (1.957) (4.347) obra direta e indireta, encargos, softwares, serviços de consultoria, materiais, infra-estrutura, viagens, e 226.533 338.865 299.548 249.953 355.366 302.101 outros correlatos. O investimento refere-se principalmente ao Projeto Portal Educacional, sendo que a amortização do mesmo Os Direitos autorais e licenças de uso a pagar, representam obrigação pela aquisição de uso de direito de softwares da Microsoft. Tais direitos estão formalizados através de license agreement celebrados entre as foi fixada substancialmente em 3 anos com base no histórico de vida útil. partes e são renovados periodicamente. O prazo médio de pagamento para fornecedores é de 60 dias. A amortização destes projetos foi contabilizada na conta de custo dos produtos vendidos. 16. EMPRÉSTIMOS Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Taxas % Vencimento Garantias 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Ao custo amortizado Passivo circulante Capital de giro CDI + 0,50% a.m. 30 dias Nota promissória – – 46.227 – – 46.227 Capital de giro 149% do CDI 30 dias Nota promissória – – 456 – – 456 Capital de giro 91,28% do CDI 11/02/2011 Nota promissória 46.993 – – 46.993 – – Capital de giro 90,00% do CDI 18/02/2011 Nota promissória 34.668 – – 34.668 – – Capital de giro 92,30% do CDI 21/02/2011 Nota promissória 20.901 – – 21.358 – – Capital de giro 91,00% do CDI 25/02/2011 Nota promissória 15.638 – – 15.638 – – Arrendamento Mercantil (a) CDI+3,80% a.a. 36 meses – 764 1.456 2.292 764 1.456 2.292 BNDES (b) 4,5% a.a. 15/02/2016 Carta fiança 576 – – 576 – – Capital de giro 13% a.a. 09/09/2010 Nota promissória – 32.768 – – 32.768 – Capital de giro 114% do CDI 23/08/2010 Nota promissória – 20.165 – – 20.165 – Capital de giro 113% do CDI 27/08/2010 Nota promissória – 15.136 – – 15.140 – Antecipação de recebíveis (c) 0,93% do CDI 03/01/11 a 18/04/11 Duplicatas 185.223 – – 185.223 – – 304.763 69.525 48.975 305.220 69.529 48.975 Passivo Não Circulante BNDES (b) 5,43% a.a. 15/02/2016 Carta fiança 100.000 – – 100.000 – – 100.000 – – 100.000 – – Total de empréstimos e financiamentos 404.763 69.525 48.975 405.220 69.529 48.975 a) Arrendamento mercantil 18. TRIBUTOS A RECOLHER Proveniente de Arrendamento Mercantil de equipamentos e serviços conexos para utilização no projeto ERP. Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Os equipamentos foram registrados no Ativo Imobilizado da Companhia ao seu valor justo e estão sendo 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 depreciados pelo seu uso. O contrato prevê a opção ao final do contrato de compra dos equipamentos por IPI 1.631 – – 1.631 – – IRRF 841 1.139 2.237 866 1.186 2.255 valor simbólico. COFINS 105 629 3.020 291 655 3.068 b) BNDES 23 137 656 67 248 666 No exercício de 2010 a Companhia firmou contrato para obtenção de linhas especiais de financiamento PIS junto ao BNDES, no montante de até R$ 147.000, os quais serão direcionados para atividades inovadoras. Imposto de renda e Contribuição social a No exercício de 2010, a Companhia captou as três primeiras parcelas do financiamento contratado junto ao recolher – 3.361 19.018 1.530 4.444 19.018 BNDES, no montante de R$ 100.000. Outros impostos e Os vencimentos de empréstimos de longo prazo são como seguem: contribuições 459 169 408 – 251 427 Controladora (BR GAAP) 3.059 5.435 25.339 4.385 6.784 25.434 Consolidado (IFRS e BR GAAP) Com base nas vendas efetuadas a Órgãos Governamentais e não recebidas, a Companhia calculou Ano R$ (mil) contribuição para o PIS/PASEP e para o COFINS no regime não cumulativo. Os recolhimentos de PIS e COFINS 2012 20.833 foram diferidos e ocorrerão quando dos recebimentos efetivos de vendas aos órgãos públicos, conforme 2013 25.000 autorizado pela legislação vigente. 2014 25.000 19. RECEITA DIFERIDA 2015 25.000 Refere-se à parcela da Subvenção para Investimento cuja obrigação de investimento não foi plenamente 2016 4.167 atendida conforme mencionado na nota nº 8. Como resultado da fruição dos benefícios fiscais de ICMS no período findo em 31 de dezembro de 2010, a Total 100.000 Companhia registrou o montante de R$ 32.651 no passivo, sob a rubrica de Receita Diferida (R$ 26.257 em c) Antecipações de recebíveis No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 a Companhia firmou contratos de cessão de crédito para 31 de dezembro de 2009 e R$ 26.545 em 01 de janeiro de 2009), que será apropriado ao resultado em antecipação de recebíveis. O montante da antecipação em aberto no exercício é de R$ 185.223, que foi função da amortização dos ativos relacionados e cumprimento de obrigações exigidas em contrapartida ao reclassificado da rubrica de contas a receber para empréstimos e financiamento e será liquidado de acordo referido benefício fiscal, conforme previsto nas normas preconizadas no CPC 7. 20. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - CORRENTE E DIFERIDO com o vencimento das faturas. a) Diferido 17. PROVISÕES DE CURTO E LONGO PRAZO O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos, ativo e passivo, foram constituídos considerando as Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) alíquotas vigentes em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e 01 de janeiro de 2009, apresentando a seguinte 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 composição: Passivo circulante Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Provisão para garantias Ativo 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Imposto de Renda e e assistência técnica (a) 68.959 39.352 29.871 70.766 39.845 29.871 Contribuição Social Provisão para VPC (b) 24.681 42.143 24.776 25.297 42.214 24.376 Diferidos Provisão para comissões (c) 19.781 27.755 17.815 19.900 27.785 17.815 Provisão para garantia 23.446 23.042 15.148 24.060 23.042 15.148 Provisão para rebate (d) 6.933 11.239 4.000 6.948 11.239 4.000 Estoques obsoletos 14.495 19.388 315 14.528 19.388 315 Provisão para fretes 5.528 5.651 246 5.635 6.086 313 Provisão para VPC 8.392 14.329 8.424 8.601 14.329 8.076 Outras provisões 10.247 5.956 3.947 10.268 6.057 4.505 Provisão para comissões 6.726 9.437 6.057 6.766 9.437 6.057 Cut Off provisões (1.385) – – (1.527) – – Contingências tributárias, Subtotal 134.744 132.096 80.655 137.287 133.226 80.880 trabalhistas e cíveis 5.172 1.552 – 5.172 1.552 – Passivo não circulante Provisões obrigações Provisão para garantias trabalhistas 3.215 – – 3.233 – – e assistência técnica 33.102 28.424 14.682 34.251 29.574 14.682 Rebate 2.357 3.822 1.360 2.362 3.822 1.360 167.846 160.520 95.337 171.538 162.800 95.562 AVP – 2.339 – 87 2.339 – Provisão para crédito de a) Provisão para garantias e assistência técnica liquidação duvidosa 2.619 2.245 1.693 2.644 2.246 1.693 Com base no número de computadores em garantia e no prazo de cada garantia concedida sobre estas Outras diferenças máquinas e, adicionalmente em função do histórico recente de freqüência de atendimentos por máquina e temporárias 9.690 6.448 2.964 9.740 6.620 3.316 do custo médio por atendimento de assistência técnica, estimou-se o valor da provisão necessária para fazer 76.112 82.602 35.961 77.193 82.775 35.965 frente à obrigação total assumida, em relação aos equipamentos em garantia nas respectivas datas base. O registro do crédito tributário está suportado pelos planos de negócios da Companhia, os quais consideram b) Provisão para VPC - Verba de Propaganda Cooperada Os valores provisionados como verba de propaganda cooperada são calculados com base em percentuais a ampliação das atividades comerciais que demonstra lucros tributáveis em exercícios futuros, em montantes suficientes para a realização de tais valores, além da decisão da Administração de distribuir dividendos, em acordados entre as partes e se trata de verbas para inserções promocionais e exposição dos produtos da níveis dos montantes distribuídos historicamente, utilizando parte da receita de subvenção para Companhia. Os percentuais dessa verba são negociados individualmente com cada cliente. investimentos, o que irá gerar lucro tributável suficiente para compensar o referido crédito tributário c) Provisão para comissões diferido. A provisão para comissões é calculada tomando-se por base o percentual individual de comissões registradas Estudos técnicos de viabilidade, apreciados e aprovados pelo Conselho de Administração, indicam a plena nos pedidos de vendas, aplicadas sobre as faturas emitidas, deduzidas da parcela já paga aos representantes. recuperação dos valores de impostos diferidos reconhecidos como definido pela Instrução CVM nº 371, de d) Provisão para rebate 27 de junho de 2002 e correspondem às melhores estimativas da Administração sobre a evolução futura da Os valores provisionados como rebate, são calculados com base em percentuais históricos e demandas Companhia e do mercado que a mesma opera, cuja expectativa de realização dos créditos fiscais está representada a seguir: adicionais.Os valores dessa verba são negociados individualmente com cada cliente.

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Controladora (BR GAAP) Expectativa de realização 2011 2012 2013 2014 2015 Total Imposto de renda 3.446 8.797 13.749 18.336 11.638 55.966 Contribuição social 1.240 3.167 4.949 6.601 4.189 20.146 Total 4.686 11.964 18.698 24.937 15.827 76.112 Anualmente a Administração reavalia o resultado efetivo desses planos de negócios na geração de lucros tributáveis e, consequentemente, reavalia a expectativa de realização desses créditos tributários. Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e suas controladas e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia e suas controladas. Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Passivo 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos Vendas a órgãos governamentais – 10.036 20.151 – 10.036 20.175 Projetos de desenvol– vimento de produtos 8.206 6.424 7.319 8.206 6.424 7.319 Outras diferenças temporárias 2.002 – (2.848) 2.631 – (2.848) 10.208 16.460 24.622 10.837 16.460 24.646 Os tributos diferidos passivos referem–se a: (i) diferimento de contas a receber de órgãos governamentais e, (ii) incentivo fiscal introduzido pela Lei nº 10.637/2002 e posteriormente alterado pela Lei nº11.196/2006, que possibilita a dedutibilidade dos gastos com projetos de Desenvolvimento por regime de caixa para fins de Imposto de Renda e Contribuição Social. Tal incentivo é direcionado ao ramo de negócio da Companhia e refere–se aos gastos com projetos de Desenvolvimentos de produtos registrados no ativo intangível. O valor dos impostos diferidos será revertido na medida em que os projetos forem amortizados. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 o valor do crédito sobre prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social não reconhecido é de R$ 43.401 (R$ 127.650 de valor base). b) Corrente Reconciliação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro: Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 89.436 61.530 90.259 62.517 Alíquota vigente combinado 34% 34% 34% 34% Expectativa de imposto de renda e contribuição social, de acordo com a alíquota vigente (30.408) (20.920) (30.688) (21.256) Exclusão subvenção para investimento 85.157 83.527 90.091 83.527 Exclusão equivalência patrimonial 6.429 2.665 – – Exclusão incentivo de Desenvolvimento de produtos – 3.172 – 3.172 Outras exclusões permanentes (895) – 840 – Prejuízos fiscais para os quais não foram constituídos impostos diferidos (60.523) (1.949) (61.306) 65 Receita (Despesa) contabilizada (240) 66.495 (1.063) 65.508 21. PROVISÃO PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS, TRABALHISTAS E CÍVEIS A Companhia possui contingências que estão sendo discutidas judicialmente, que incluem processos tributários, trabalhistas e cíveis. A administração da Companhia acredita que a solução dessas questões não produzirá efeito significativamente diferente do montante provisionado, que corresponde aos valores das ações consideradas como “perdas prováveis”. Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) Cível Tributária Trabalhista Total Cível Tributária Trabalhista Total Saldo em 1º de janeiro de 2009 1.459 884 218 2.561 1.459 884 218 2.561 Provisões reconhecidas 5.931 1.546 561 8.038 6.231 1.546 561 8.338 Reduções por pagamentos (5.729) – (306) (6.035) (5.730) – (306) (6.036) Saldo em 31 de dezembro de 2009 1.661 2.430 473 4.564 1.960 2.430 473 4.863 Provisões reconhecidas 18.446 4.407 797 23.650 18.446 4.407 797 23.650 Reduções por pagamentos (12.376) – (625) (13.001) (12.376) – (625) (13.001) Saldo em 31 de dezembro de 2010 7.731 6.837 645 15.213 8.030 6.837 645 15.512 Referem-se basicamente à: Cível - Processos judiciais em que são discutidas questões de natureza comercial, cível e causas relacionadas a reivindicações movidas pelos consumidores finais sobre produtos e serviços prestados. Tributária - Processos administrativos e judiciais envolvendo a discussão da legalidade ou constitucionalidade das exigências de impostos, taxas e contribuições de competência municipal, estadual e federal. Trabalhista - Processos judiciais em que são discutidas indenizações de cunho trabalhista. Perda Possível - Os valores das contingências, consideradas como perdas possíveis pelos assessores jurídicos da Companhia, para os quais nenhuma provisão foi constituída conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil são demonstrados conforme abaixo: Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Tributárias ICMS (a) 29.193 21.403 14.717 Outros (b) 129.202 1.643 493 Trabalhista Empregados (c) 3.236 5.023 4.201 Cíveis Órgão público (d) 41.034 5.804 4.941 Consumidor (e) 2.408 12.840 5.406 205.073 46.713 29.758 Tributárias a) ICMS: a.1) ICMS - A Companhia apropria-se de crédito do ICMS sobre as operações com produtos remetidos por contribuintes localizados em áreas incentivadas para a unidade de Curitiba, nos termos dos artigos 22 e 23 do Regulamento do ICMS do Estado do Paraná, aprovado pelo decreto estadual nº 1.980/2007. Estes créditos podem ser passíveis de questionamento pela Secretaria da Fazenda do Paraná, em função do decreto estadual 2.131/2008 ampliado pelo decreto 5.596/2009. Com a referida ampliação, o risco de questionamento foi aumentado para todas as compras realizadas via estados incentivados, que estejam incluídos no decreto 5.596/2009. A Companhia, em conjunto com os seus assessores jurídicos, entende que existem fortes argumentos jurídicos que sustentam a apropriação do crédito de acordo com a legislação regente e jurisprudência em caso de eventual questionamento pela fiscalização. b) Tributárias - Outros: • CIDE - Auto de infração exigindo Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico - CIDE sobre remessas de valores ao exterior a título de royalties sobre softwares, realizadas no ano de 2005. • II e IPI - Auto de infração exigindo diferenças de Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados, decorrente da reclassificação de NCM’s das importações de microprocessadores realizadas pela Companhia nos últimos cinco anos. Tal reclassificação teve origem em alteração de critério de classificação fiscal pela Receita Federal. Trabalhistas c) Empregados: Processos judiciais em que são discutidas verbas e indenizações de cunho trabalhista. Cíveis d) Órgãos públicos: Tribunal de Contas da União - TCU: Processo de Tomada de Contas no qual o TCU analisa a regularidade ou não do reequilíbrio econômico financeiro concedido pela Companhia de Correios e Telégrafos - ECT ao Consórcio Alpha, formado pela Companhia e pela Novadata Sistemas e Computadores S.A. Companhia de Correios e Telégrafos - ECT: Ação proposta pela Positivo Informática tendo por objeto anular os procedimentos administrativos que culminaram na aplicação de multas pelos Correios à Companhia,suspender a exigibilidade das multas e evitar a inscrição nos cadastros restritivos do poder público - SICAF, CADIN e similares. Ministério Público de Araras-SP: Ação de Improbidade Administrativa movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, onde se discute a legalidade de Ato Administrativo praticado pelo Prefeito Municipal de Araras-SP, relativo a aquisição de Lousas Educacionais Interativas, através de Pregão Presencial. Tribunal do Contas do Estado de São Paulo - TCE-SP: Processo de Tomada de Contas no qual o TCE-SP analisa a regularidade ou não de contrato firmado em 03/2008 com o FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação, em virtude de adesão (carona) à Ata da PRODAM - Cia. de Processamento de Dados do Município de São Paulo. e) Consumidor: São causas relacionadas a reivindicações movidas pelos consumidores finais sobre produtos e serviços prestados, pleiteando substancialmente a substituição do produto ou a devolução dos valores pagos. 22. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O Capital Social é de R$ 389.000. O total de ações da Companhia é de 87.800.000, sendo todas de classe ordinária, distribuídas como segue: Quantidade de ações (unidades) Acionistas 2010 2009 Controladores e partes relacionadas 62.093.094 62.093.094 Não controladores, partes relacionadas e diretores 37.892 22.527 Ações em tesouraria 1.695.508 1.824.500 Ações em circulação 23.973.506 23.859.879 87.800.000 87.800.000 Com base na Ata da Reunião de sócios, realizada em 17 de agosto de 2006, a Companhia está autorizada a aumentar o seu capital social, independentemente de reforma estatutária e de decisão de assembléia, mediante simples deliberação do Conselho de Administração, até o limite do capital autorizado da Companhia de 4.500.000 novas ações ordinárias, sem valor nominal definido. b) Opção de compra concedida pelo plano de compra de ações para os empregados Em 31 de dezembro de 2010, diretores e gerentes selecionados, bem como outros participantes designados pelo Conselho de Administração detinham 145.638 opções de compra de ações ordinárias da Companhia; 130.644 dessas opções expirarão em 31 de dezembro de 2011 e 14.994 expirarão em 31 de dezembro de 2012. Em 31 de dezembro de 2009, diretores e gerentes selecionados, bem como outros participantes designados pelo Conselho de Administração detinham 145.994 opções de compra de ações ordinárias da Companhia; entretanto, todas estas opções expiravam em 31 de dezembro de 2009. Opções de compra concedidas no âmbito do plano de opções de compra de ações para os empregados não dão direito a voto nem a dividendos. Mais detalhes sobre o plano de opção de compra de ações para funcionários estão descritos na nota explicativa nº 30 destas demonstrações financeiras. c) Reserva de capital Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Reservas de benefício das opções Stock Option 1.992 3.468 790 Reservas de subvenção para investimentos 118.305 118.305 118.305 120.297 121.773 119.095 d) Reserva de lucro Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Reservas de subvenção p/incentivos fiscais 212.362 165.786 67.440 Reserva de lucros 81 81 17.080 212.443 165.867 84.520 e) Reservas de subvenção para investimentos Conforme mencionado na nota explicativa n° 8, os valores registrados nesta conta referem-se ao incentivo fiscal de ICMS, em conformidade com o Decreto Estadual nº 5.375/2002, este confirmado por Termo de Acordo de Regime Especial que possibilita a utilização de crédito presumido do ICMS, resultando em carga tributária de 3%. Segundo a legislação do Imposto de Renda, a Reserva de Capital constituída apenas pode ser utilizada para absorção de prejuízos ou aumento de capital, não podendo ser distribuída como dividendos, por tratar-se de um benefício do Estado à Companhia para uma atividade específica. f) Apropriação do Lucro Do lucro líquido do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, eventuais prejuízos acumulados. Sobre o lucro remanescente, será calculada a participação estatutária dos administradores, até o limite máximo legal, conforme previsto no artigo 152, § 1º da Lei nº 6.404/76, e a reserva legal de 5%, que não excederá 20% do capital social. Em 2009 e 2010 não foi constituída a Reserva Legal, devido a Reserva de Capital exceder 30% do Capital Social conforme artigo 193, § 1º da Lei nº 6.404/76. O saldo remanescente foi transferido para a conta de Reserva de Lucros, de acordo com a proposição da administração. g) Dividendos Conforme ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 25 de março de 2008, a Companhia poderá levantar balanços semestrais ou intermediários; deliberar a distribuição de dividendos a débito da conta de lucro apurado naqueles balanços; declarar dividendos intermediários a débito da conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes naqueles balanços ou no último balanço anual; poderá pagar ou creditar juros sobre o capital próprio, ad referendum da Assembléia Geral Ordinária que apreciar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social em que tais juros foram pagos ou creditados, sendo que os dividendos intercalares ou intermediários e os juros sobre o capital próprio deverão ser sempre imputados ao dividendo obrigatório. A Assembléia Geral Ordinária realizada em 27 de abril de 2010 deliberou a distribuição dos dividendos propostos do exercício de 2009, no valor de R$ 50.000, o que equivale a um valor de R$ 0,58108796 por ação, em duas parcelas iguais. A primeira parcela foi paga em 02 de agosto de 2010 e o pagamento da segunda parcela ocorreu em 30 de novembro de 2010, sem correção monetária, consignando-se, nos termos do artigo 134, § 4º, da Lei das S.A. h) Ações em Tesouraria A reunião do Conselho de Administração realizada em 28 de maio de 2008 aprovou o plano de recompra de 600.000 ações da própria Companhia para manutenção em tesouraria e posterior alienação, sem redução de capital. O objetivo das operações autorizadas foi o de maximizar a geração de valor para os acionistas. A Companhia possui um total de 1.695.508 ações em tesouraria adquiridas ao preço médio de R$ 20,90: (i) para o plano de opções para executivos, (ii) através da realização das opções de venda e (iii) através do programa de recompra. Considerando que as ações fossem vendidas ao preço de 31 de dezembro de 2010, o efeito no patrimônio seria de R$ 18.905 (R$ 2.609 em 31 de dezembro de 2010 e R$ 25.537 em 01 de janeiro de 2010), conforme abaixo: Preço médio de Preço das Custo x aquisição pela ações em Cotação de Ações companhia 31/12/10 mercado 1.695.508 20,90 9,75 (18.905)


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Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F5 | Indústria&Comércio

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E DE 2009 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado) 23. RECEITA A seguir, a análise da receita da Companhia no exercício. Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Receita da venda de produtos 2.607.415 2.440.348 2.619.940 2.462.029 Receita de serviços prestados 52.917 51.081 52.917 51.081 2.660.332 2.491.429 2.672.857 2.513.110 Segue abaixo a conciliação entre a receita bruta e a receita apresentada na demonstração de resultado do exercício: Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Receita bruta 2.660.332 2.491.429 2.672.857 2.513.110 Menos: Impostos sobre vendas (272.450) (274.201) (283.781) (277.893) Devoluções e abatimentos (59.747) (53.031) (61.471) (54.926) Receita líquida 2.328.135 2.164.197 2.327.605 2.180.291 24. INFORMAÇÕES SOBRE A NATUREZA DAS DESPESAS RECONHECIDAS NA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO A Companhia apresentou a demonstração do resultado utilizando uma classificação das despesas baseadas na sua função. As informações sobre a natureza dessas despesas reconhecidas na demonstração do resultado é apresentada a seguir: Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Matérias-primas e materiais de consumo utilizados 1.543.707 1.438.820 1.505.995 1.446.326 Despesa com pessoal 204.408 150.482 208.416 153.580 Despesas gerais 126.618 69.827 133.477 73.448 Despesa com serviços com terceiros 70.681 76.799 71.045 77.645 Despesa com comissões 52.365 53.841 53.121 54.913 Depreciação e amortização 20.346 20.722 20.946 21.355 Outras despesas 214.098 210.353 220.359 201.350 2.232.223 2.020.844 2.213.359 2.028.617 25. SEGMENTOS OPERACIONAIS Para gerenciar seu negócio e tomar decisões, a Companhia utiliza informações que focam nos canais de venda de produtos e serviços, que são a base na qual reporta suas informações primárias por segmento. Os principais segmentos operacionais da Companhia são os seguintes: vendas ao varejo, vendas a entidades governamentais, vendas ao mercado corporativo e vendas de tecnologia educacional. Destes, são seguimentos reportáveis os segmentos Varejo e Governo. As informações por segmento reportáveis dessas unidades estão apresentadas a seguir: 25.1. Receita e resultados dos segmentos Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Varejo Governo Varejo Governo Receita líquida de vendas 1.455.432 717.937 1.399.643 628.947 Custo dos serviços prestados (1.097.645) (496.977) (1.004.822) (451.530) Lucro bruto 357.787 220.960 394.821 177.417 Despesas operacionais (304.922) (179.080) (294.098) (132.157) Resultado antes do resultado financeiro 52.865 41.880 100.723 45.260 Resultado financeiro líquido (14.305) (9.322) (60.417) (27.149) Lucro antes dos efeitos tributários 38.560 32.558 40.306 18.111 Imposto de renda e contribuição social (corrente e diferido) (539) (351) 42.233 18.978 Lucro líquido do exercício 38.021 32.207 82.539 37.089 A conciliação entre o total das receitas dos segmentos divulgáveis com as receitas totais da Companhia é como segue: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Receita líquida de vendas dos segmentos reportáveis 2.173.369 2.028.590 Receita líquida de vendas dos segmentos não reportáveis 154.236 151.701 Receita líquida de vendas da Companhia 2.327.605 2.180.291 A conciliação entre o total do lucro líquido do exercício dos segmentos divulgáveis com as receitas totais da Companhia é como segue: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Lucro líquido do exercício dos segmentos reportáveis 70.228 119.628 Lucro líquido do exercício dos segmentos não reportáveis 18.968 8.397 Lucro líquido do exercício da Companhia 89.196 128.025 A receita dos segmentos apresentada anteriormente corresponde à receita gerada pelos clientes externos. As políticas contábeis para os segmentos reportáveis são as mesmas da Companhia (descritas na nota explicativa nº 2). O lucro do segmento corresponde ao lucro auferido por cada segmento, alocando todas as receitas, custos e despesas 25.2. Receita dos principais produtos e serviços Abertura da receita líquida por produto Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Produtos Desktops 1.339.415 1.191.456 Notebooks 908.362 920.442 Outros 79.828 68.393 2.327.605 2.180.291 25.3. Ativos por segmento Os ativos da Companhia embora sejam destinados a alguns segmentos, não são gerenciados de maneira independente por se tratar, substancialmente, na fabricação de computadores para atender aos segmentos de vendas. 25.4. Informações geográficas Nos exercícios de 2010 e 2009 a totalidade das vendas foram realizadas no território brasileiro. 25.5. Informações sobre principais clientes Dois clientes da Companhia foram responsáveis individualmente por mais de 10% da receita líquida total no ano de 2010. 26. RESULTADO FINANCEIRO Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Receitas Financeiras AVP clientes 24.787 20.640 25.688 20.640 Rendimento aplicação financeira 918 222 918 222 Descontos obtidos com fornecedores 1.928 715 1.948 843 Outras 689 1.753 696 1.753 28.322 23.330 29.250 23.458 Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Despesas financeiras AVP fornecedores (21.319) (52.517) (21.319) (52.517) Juros sobre empréstimos (14.159) (1.543) (14.159) (1.543) Despesa antecipação de recebíveis (13.538) (13.359) (13.540) (13.359) Imposto sobre operações financeiras (2.367) (897) (2.367) (897) Outros (4.725) (5.161) (4.886) (5.256) (56.108) (73.477) (56.271) (73.572) Total das receitas e despesas financeiras (27.786) (50.147) (27.021) (50.114) Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Variação cambial Ganho na cobertura cambial 10.213 3.576 10.213 3.576 Perda na cobertura cambial (11.678) (79.259) (11.678) (79.259) Ganho na variação cambial 44.327 60.533 47.178 61.378 Perda na variação cambial (42.111) (28.999) (44.138) (29.294) 751 (44.149) 1.575 (43.599) Resultado financeiro líquido (27.035) (94.296) (25.446) (93.713) 27. SEGUROS - CONSOLIDADO Em 31 de dezembro de 2010, a cobertura de seguros estabelecida pela Administração da Companhia para cobrir eventuais sinistros e responsabilidade civil, é resumida como segue: Ramo Cobertura por eventos Valor em risco Vigência Riscos nomeados e operacionais Incêndio, explosão, colisão veículos e riscos diversos 277.970 01/04/2010 a 01/04/2011 Riscos nomeados e operacionais Roubo e furto de bens e estoques 215.620 01/04/2010 a 01/04/2011 Responsabilidade civil Responsabilidade Civil - diretores e administradores 12.000 30/09/2010 a 30/09/2011 Lucros cessantes Vendas de computadores e prestação de serviços 2.000.000 01/10/2010 a 01/10/2011 28. LUCRO POR AÇÃO Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Básico Numerador básico Lucro líquido alocado para ações ordinárias 89.196 128.025 Denominador básico Média ponderada das ações ordinárias (em milhares) 86.050 85.976 Lucro por ação - Básico 1,0366 1,4891 Diluído Numerador diluído Lucro líquido alocado para ações ordinárias 89.196 128.025 Denominador diluído Média ponderada das ações ordinárias 86.050 85.976 Lucro por ação - Diluído 1,0366 1,4891 A quantidade média ponderada de ações ordinárias usadas no cálculo do lucro básico por ação concilia com a quantidade média ponderada de ações ordinárias usadas na apuração do lucro por ação diluído, como segue: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Quantidade média ponderada de ações ordinárias utilizadas na apuração do lucro básico por ação 86.050 85.976 Ações consideradas como emitidas sem nenhuma contrapartida relacionadas a: Opções de empregados – – Quantidade média ponderada de ações ordinárias utilizada na apuração do lucro diluído por ação 86.050 85.976 As seguintes ações ordinárias potenciais são antidilutivas e, portanto, foram excluídas da quantidade média ponderada de ações ordinárias para o cálculo do lucro diluído por ação: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Opções de empregados 146 146 Análise de sensibilidade - Ganho/(Perda) Operação Cenário Taxa Dólar (cenário) Efeito Caixa Compras: Compras internalizadas Compras em trânsito Projetos de governo (estimado) Compras totais estimadas (exterior) Cobertura cambial: Opções de compra de dólares Non Deliverable Forward - NDF Cobertura total Exposição líquida estimada (c/compras em Trânsito) Resultado líquido estimado (c/compras em Trânsito) Exposição líquida estimada (s/compras em Trânsito) Resultado líquido estimado (s/compras em Trânsito) Efeito apropriado ao resultado até 31 de Dezembro de 2010 (NDF + Opções) Resultado estimado da operação menos o efeito apropriado até 31/12/2010 (c/compras em Trânsito e Projetos de governo)

Taxas

(Fechamento) 1,6662 1,6662 1,6662 1,6662 (Contratada) 1,6900 1,6976

Resultado estimado da operação menos o efeito apropriado até 31/12/2010 (s/compras em Trânsito e projetos de governo) a) O cenário provável reflete as cotações do BACEN - Banco Central do Brasil, em 31 de dezembro de 2010. b) O cenário possível de baixa é representado pela valorização do Real em relação ao Dólar de 25%. c) O cenário remoto de baixa é representado pela valorização do Real em relação ao Dólar de 50%. d) O cenário possível de alta é representado pela desvalorização do Real em relação ao Dólar em 25%. e) O cenário remoto de alta é representado pela desvalorização do Real em relação ao Dólar em 50%. As compras totais são compostas de compras já internalizadas e de compras em trânsito. A Administração entende que as compras em trânsito no momento da internalização podem produzir resultado diferente do apresentado. Vale ressaltar que os resultados apresentados no quadro de análise de sensibilidade acima refletem os impactos para cada cenário numa posição estática da carteira para o dia 31 de dezembro de 2010. O dinamismo do mercado faz com que essa posição se altere continuamente e não obrigatoriamente reflita a posição atual. Em caso de sinais de deterioração de determinada posição, ações proativas são tomadas para minimização de possíveis impactos negativos visando maximizar a relação risco retorno para a Companhia. Além da análise de sensibilidade exigida pela Instrução CVM nº 475/08, a Companhia avalia seus instrumentos financeiros considerando os possíveis efeitos no resultado e patrimônio líquido frente aos riscos avaliados pela Administração da Companhia na data das demonstrações financeiras, conforme sugerido pelo CPC 40 e IFRS 7. Baseado na posição patrimonial e no valor nocional dos instrumentos derivativos em aberto em 31 de dezembro de 2011, estima-se que esses efeitos seriam próximos aos valores mencionadosna coluna de riscos prováveis da tabela acima, uma vez que as premissas utilizadas pela Companhia são próximas às descritas anteriormente. 29.5. Contratos de “Swap” Contratos em aberto Controladora (BR GAAP) e Consolidado (IFRS e BR GAAP) que recebem variação Taxa prefixada cambial e pagam taxas de média contratada Valor nocional Valor justo líquido juros pós-fixadas 2010 2009 2010 2009 2010 2009 % do CDI Menos de um ano 91,05 – 116.810 – 2.801 – 116.810 – 2.801 – Os “swaps” são liquidados conforme o seu vencimento estipulado no contrato. A taxa de juros dos “swaps” corresponde à taxa de certificado de depósito interbancário. A Companhia irá liquidar os contratos pelo valor líquido da diferença entre as taxas de juros e a variação cambial. Todos os contratos de “swaps” que trocarem variação cambial por taxa de juros foram contratados para reduzir a exposição do fluxo de caixa da Companhia resultante da variação cambial dos empréstimos. Os

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29. INSTRUMENTOS FINANCEIROS A política de derivativos da Companhia tem como objetivo proteger seus compromissos assumidos em dólar de oscilações nos preços futuros, de forma a proporcionar maior previsibilidade em sua operação. A Administração não opera com instrumentos financeiros derivativos com propósitos de especulação, excluindo qualquer intenção em alavancar seus resultados financeiros. Em 2007, a Companhia passou a praticar operações de opção de compra de dólar e, a partir de 2008, passou a praticar também operações de NDF (Non Deliverable Forward), as quais possuem a finalidade de proteção contra as oscilações das taxas de câmbio, cobrindo assim, apenas a exposição cambial pelo prazo de pagamento concedido por fornecedores na compra de componentes importados. Adicionalmente, a partir de 2009, a Companhia passou a adotar a contratação parcial de hedge cambial em conformidade com os fluxos de caixa projetados para licitações do governo, de acordo com o cronograma estimado de entrega formalizado entre as partes. O objetivo de tal contratação é a proteção das variações futuras dos preços das compras dos ativos que irão compor a configuração dos equipamentos contratados pelos editais de tais licitações. Adequação dos controles internos e parâmetros utilizados para o gerenciamento de riscos: A partir da análise do saldo em contas a pagar referente às importações, sejam relativos ao material já em estoque, ou do material em trânsito, os contratos derivativos são semanalmente revisados e/ou incrementados. O montante e tipo de modalidade (opção de compra ou NDF) a serem contratados são definidos à luz das particularidades de cada uma delas em relação à volatilidade do dólar e perspectivas futuras da economia. Com base na análise de sensibilidade da volatilidade do dólar versus as modalidades de hedge contratadas ao longo dos meses, é possível mensurar as possíveis necessidades de caixa para fazer frente aos resultados das operações de NDF. Conforme as condições estabelecidas na Instrução CVM 235/95, as operações que envolvem instrumentos financeiros ativos e passivos, conforme abaixo, estão registradas contabilmente pelos valores compatíveis com as atuais taxas de mercado para as operações de prazos e riscos similares e estão apresentadas conforme orientações contidas na deliberação CVM 550/08. 29.1. Índice de endividamento Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 2010 2009 Dívida (a) 404.763 69.525 405.220 69.529 Caixa e saldos de bancos 89.591 7.648 89.817 7.714 Dívida líquida 315.172 61.877 315.403 61.815 Patrimônio líquido (b) 686.310 638.514 686.310 638.514 Índice endividamento líquido 0,46 0,10 0,46 0,10 (a) A dívida é definida como empréstimos de curto e longo prazos (excluindo derivativos e contratos de garantia financeira) (b) O patrimônio líquido inclui todo o capital e as reservas da Companhia, gerenciados como capital. 29.2. Categoria de instrumentos financeiros A Companhia efetuou avaliação de seus ativos e passivos financeiros em relação aos valores de mercado, por meio de informações disponíveis e metodologias de avaliação apropriadas. Entretanto, a interpretação dos dados de mercado e a seleção de métodos de avaliação requerem considerável julgamento e estimativas para se calcular o valor de realização mais adequado. Como conseqüência, as estimativas apresentadas não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado corrente. O uso de diferentes hipóteses de mercado e/ou metodologias pode ter efeito relevante nos valores de realização estimados. Ativos financeiros não derivativos: Caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de curto e longo prazo e partes relacionadas a receber são classificadas como empréstimos e recebíveis. Seus respectivos valores contábeis se aproximam de seus valores de mercado. Passivos financeiros não derivativos: Os empréstimos e financiamentos, fornecedores, obrigações com partes relacionadas e outras contas a pagar, são classificadas como passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado e seus respectivos valores contábeis se aproximam com os seus valores de mercado (com exceção do empréstimo captado junto ao BNDES, cujo valor contábil em 31 de dezembro de 2010 é de R$ 100.576 e o valor justo é de R$ 86.355). 29.3. Valor justo dos instrumentos financeiros O valor justo dos ativos e passivos financeiros é incluído no valor pelo qual o instrumento poderia ser trocado em uma transação corrente entre partes dispostas a negociar, e não em uma venda ou liquidação forçada. O valor justo dos instrumentos derivativos é calculado utilizando preços cotados. Quando esses preços não estão disponíveis, é usada a análise do fluxo de caixa descontado por meio da curva de rendimento, aplicável com a duração dos instrumentos para os derivativos sem opções. Os contratos futuros de câmbio são mensurados com base nas taxas de câmbio e nas curvas de rendimento obtidas com base em cotação e para os mesmos prazos de vencimentos dos contratos. Os “swaps” são mensurados pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados e descontados com base nas curvas de rendimento aplicáveis, baseadas na cotação das taxas de juros. Para os instrumentos financeiros derivativos da Companhia (contratos futuros de moeda e swaps de troca de variação cambial por taxas de juros) são utilizadas mensurações de valor justo de Nível 2, por meio de outras variáveis além dos preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, com base em preços). 29.4. Contratos futuros de moeda Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possui opções de compra de dólar como segue: Valor Prêmio Data da Data de Contra lastreado Cotação Taxa (R$) Contratação vencimento Parte USD mil Alvo Spot Mil 08/out/10 07/jan/11 HSBC 500 1,6990 1,6635 18 08/out/10 14/jan/11 HSBC 500 1,7026 1,6635 20 08/out/10 25/jan/11 BRADESCO 500 1,7060 1,6635 21 28/dez/10 04/jan/11 HSBC 225 1,6823 1,6812 28/dez/10 07/jan/11 HSBC 225 1,6845 1,6812 1 28/dez/10 11/jan/11 BRADESCO 225 1,6858 1,6812 1 28/dez/10 14/jan/11 HSBC 225 1,6880 1,6812 2 28/dez/10 18/jan/11 BRADESCO 225 1,6882 1,6812 2 28/dez/10 21/jan/11 HSBC 225 1,6894 1,6812 2 28/dez/10 25/jan/11 HSBC 225 1,6912 1,6812 2 28/dez/10 28/jan/11 BRADESCO 225 1,6930 1,6812 3 29/dez/10 04/jan/11 BRADESCO 225 1,6823 1,6802 29/dez/10 07/jan/11 HSBC 225 1,6845 1,6817 1 29/dez/10 11/jan/11 HSBC 225 1,6858 1,6828 1 29/dez/10 14/jan/11 BRADESCO 225 1,6880 1,6849 1 29/dez/10 18/jan/11 BRADESCO 225 1,6882 1,6856 1 29/dez/10 21/jan/11 BRADESCO 225 1,6894 1,6871 1 29/dez/10 25/jan/11 HSBC 225 1,6912 1,6884 1 29/dez/10 28/jan/11 BRADESCO 225 1,6912 1,6899 Total 5.100 78 Em 31 de dezembro de 2009, o valor lastreado, em operações de opções, era de USD 21.000 mil e o prêmio era de R$ 213. Em 01 de janeiro 2009 o valor lastreado era de USD 37.480 e o prêmio de R$ 5.122. Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possui operações de NDF (Non Deliverable Forward) de compra de dólar como segue: Resultado Líquido a Valor (Receber)/ Data da Data de Contra lastreado Cotação Pagar Contratação vencimento Parte USD mil Alvo 31/12/2010 (R$) Mil 06/dez/10 04/jan/11 HSBC 1.000 1,6933 1,6662 (27) 06/dez/10 07/jan/11 HSBC 500 1,6942 1,6662 (14) 06/dez/10 11/jan/11 HSBC 500 1,6973 1,6662 (16) 06/dez/10 14/jan/11 HSBC 500 1,6980 1,6662 (16) 06/dez/10 18/jan/11 HSBC 1.000 1,6999 1,6662 (34) 06/dez/10 21/jan/11 HSBC 1.000 1,7010 1,6662 (35) 06/dez/10 25/jan/11 HSBC 500 1,7025 1,6662 (18) 06/dez/10 28/jan/11 HSBC 1.000 1,7035 1,6662 (37) 22/dez/10 04/jan/11 BRADESCO 1.100 1,6988 1,6662 (36) 22/dez/10 07/jan/11 HSBC 300 1,7005 1,6662 (10) 22/dez/10 11/jan/11 BRADESCO 1.000 1,7012 1,6662 (35) 22/dez/10 14/jan/11 BRADESCO 2.000 1,7036 1,6662 (75) 22/dez/10 18/jan/11 BRADESCO 2.300 1,7046 1,6662 (88) 22/dez/10 21/jan/11 BRADESCO 2.600 1,7063 1,6662 (104) 22/dez/10 25/jan/11 BRADESCO 1.200 1,7078 1,6662 (50) 22/dez/10 28/jan/11 BRADESCO 1.500 1,7100 1,6662 (66) 28/dez/10 04/jan/11 BRADESCO 225 1,6823 1,6662 (4) 28/dez/10 07/jan/11 HSBC 225 1,6845 1,6662 (4) 28/dez/10 11/jan/11 BRADESCO 225 1,6858 1,6662 (4) 28/dez/10 14/jan/11 BRADESCO 225 1,6880 1,6662 (5) 28/dez/10 18/jan/11 BRADESCO 225 1,6882 1,6662 (5) 28/dez/10 21/jan/11 BRADESCO 225 1,6894 1,6662 (5) 28/dez/10 25/jan/11 HSBC 225 1,6912 1,6662 (6) 28/dez/10 28/jan/11 HSBC 225 1,6930 1,6662 (6) 28/dez/10 01/fev/11 BRADESCO 700 1,6932 1,6662 (19) 28/dez/10 04/fev/11 HSBC 900 1,6955 1,6662 (26) 28/dez/10 08/fev/11 BRADESCO 550 1,6960 1,6662 (16) 28/dez/10 11/fev/11 BRADESCO 1.100 1,6985 1,6662 (36) 28/dez/10 15/fev/11 BRADESCO 1.000 1,7004 1,6662 (34) 28/dez/10 18/fev/11 BRADESCO 3.300 1,7030 1,6662 (121) 28/dez/10 22/fev/11 HSBC 1.200 1,7044 1,6662 (46) 28/dez/10 25/fev/11 HSBC 250 1,7060 1,6662 (10) Total 28.800 (1.008) Em 31 de dezembro de 2009, o valor lastreado, em operações de NDF’s, era de USD 120.300 mil e o resultado líquido a pagar era de R$ 1.341. Em 01 de janeiro de 2009 o valor lastreado era de USD 29.900 e o prêmio líquido de R$ 1.529. O resultado líquido a pagar foi registrado no resultado financeiro, a crédito do saldo de fornecedores, tendo em vista o vínculo do instrumento com este saldo. Os contratos de compra de opções e NDF foram firmados com bancos de primeira linha, sem opção de negociação até a data de vencimento. Tais contratos também não exigem margens de garantia. A exposição cambial da Companhia em 31 de dezembro de 2010 com compras internalizadas e compras em trânsito é de USD 107.291 mil cobertos parcialmente pelos instrumentos financeiros anteriormente indicados. Adicionalmente, para suportar os fluxos de caixa projetados para licitações do governo que somam exposição cambial estimada de USD 133.772 mil, a Companhia contratou cobertura parcial com contratos de opções e NDFs. O total de cobertura cambial totaliza USD 33.900 mil, restando uma exposição cambial líquida estimada de USD 191.024 mil. Até 31 de dezembro de 2010 e 2009 a Companhia obteve os seguintes ganhos e perdas nas suas operações com instrumentos financeiros: Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Instrumento Ganho Perda Líquido Ganho Perda Líquido NDF 9.445 (9.911) (466) 3.576 (75.176) (71.600) Opções 768 (1.767) (999) – (4.083) (4.083) Total 10.213 (11.678) (1.465) 3.576 (79.259) (75.683) Os resultados apresentados na tabela acima estão registrados no resultado financeiro, conforme apresentado na nota nº 26. A tabela a seguir demonstra a análise de sensibilidade da Administração da Companhia, conforme requerida pela Instrução CVM nº 475/08 de 17 de dezembro de 2008, referente ao efeito estimado de caixa gerado nas operações de proteção cambial em aberto em 31 de dezembro de 2010: Valor

Provável (a) (Bacen) 1,7000

91.152 16.139 133.772 241.063

(3.081) (545) (4.521) (8.147)

5.100 28.800 33.900 207.163

51 70 121

Possível (Baixa) (b) -25% 1,2750

Remoto (Baixa) (c) -50% 0,8500

Possível (Alta) (d) 25% 2,1250

Remoto (Alta) (e) 50% 2,5500

35.659 6.314 52.332 94.305

74.398 13.173 109.185 196.756

(41.821) (7.405) (61.375) (110.601)

(80.560) (14.264) (118.228) (213.052)

– (12.170) (12.170)

– (24.410) (24.410)

2.218 12.310 14.528

4.386 24.550 28.936

(8.026)

82.135

172.346

(96.073)

(184.116)

(7.481) (1.465)

75.821 (1.465)

159.173 (1.465)

(88.668) (1.465)

(169.852) (1.465)

(6.561)

83.600

173.811

(94.608)

(182.651)

(6.016)

77.286

160.638

(87.203)

(168.387)

191.024

pagamentos dos contratos de “swaps” e dos juros dos empréstimos ocorrem simultaneamente e o valor é reconhecido no resultado do exercício. A tabela a seguir demonstra a análise de sensibilidade da Administração da Companhia, conforme requerida pela Instrução CVM nº 475/08 de 17 de dezembro de 2008, referente ao efeito estimado de caixa gerado nas operações de proteção de taxas de juros em aberto em 31 de dezembro de 2010: Análise de sensibilidade - Ganho/(Perda) Valor Possível Remoto Possível Remoto Operação Taxas Nocional Provável (Baixa) (Baixa) (Alta) (Alta) (a) (b) (c) (d) (e) Cenário 91,15% do (Cetip) -25% -50% 25% 50% CDI SWAP 116.810 2.802 2.102 1.401 3.503 4.203 Cobertura total 116.810 2.802 2.102 1.401 3.503 4.203 a) O cenário provável reflete as taxas do CDI em 31 de dezembro de 2010. b) O cenário possível de baixa é representado pela redução da taxa do CDI de 25% em relação à taxa em 31 de dezembro de 2010. c) O cenário remoto de baixa é representado pela redução da taxa do CDI de 50% em relação à taxa em 31 de dezembro de 2010. d) O cenário possível de alta é representado pelo aumento da taxa do CDI de 25% em relação à taxa em 31 de dezembro de 2010. e) O cenário remoto de alta é representado pelo aumento da taxa do CDI de 50% em relação à taxa em 31 de dezembro de 2010. Vale ressaltar que os resultados apresentados no quadro de análise de sensibilidade acima refletem os impactos para cada cenário numa posição estática das operações de “swaps” para o dia 31 de dezembro de 2010. O dinamismo do mercado faz com que essa posição se altere continuamente e não obrigatoriamente reflita a posição atual. Em caso de sinais de deterioração de determinada posição, ações proativas são tomadas para minimização de possíveis impactos negativos visando maximizar a relação risco retorno para a Companhia. Além da análise de sensibilidade exigida pela Instrução CVM nº 475/08, a Companhia avalia seus instrumentos financeiros considerando os possíveis efeitos no resultado e patrimônio líquido frente aos riscos avaliados pela Administração da Companhia na data das demonstrações financeiras, conforme sugerido pelo CPC 40 e IFRS 7. Baseado na posição patrimonial e no valor nocional dos instrumentos derivativos em aberto em 31 de dezembro de 2011, estima-se que esses efeitos seriam próximos aos valores

mencionadosna coluna de riscos prováveis da tabela acima, uma vez que as premissas utilizadas pela Companhia são próximas às descritas anteriormente. 29.5.1. Gestão do risco de liquidez A responsabilidade final pelo gerenciamento do risco de liquidez é do Conselho de Administração, que elaborou um modelo apropriado de gestão de risco de liquidez para o gerenciamento das necessidades de captação e gestão de liquidez no curto, médio e longo prazos. A Companhia gerencia o risco de liquidez mantendo adequadas reservas, linhas de crédito bancárias e linhas de crédito para captação de empréstimos que julgue adequados, através do monitoramento contínuo dos fluxos de caixa previstos e reais, e pela combinação dos perfis de vencimento dos ativos e passivos financeiros. A nota explicativa nº 29.5.3 inclui linhas de crédito não utilizadas que a Companhia tem à disposição para reduzir ainda mais o risco de liquidez. 29.5.2. Tabelas do risco de liquidez e juros As tabelas a seguir mostram em detalhes o prazo de vencimento contratual restante dos passivos e ativos financeiros não derivativos da Companhia e os prazos de amortização contratuais. As tabelas foram elaboradas de acordo com os fluxos de caixa não descontados dos passivos financeiros com base na data mais próxima em que a Companhia deve quitar as respectivas obrigações. As tabelas incluem os fluxos de caixa dos juros e do principal. Na medida em que os fluxos de juros são pós-fixados, o valor não descontado foi obtido com base nas curvas de juros no encerramento do exercício. O vencimento contratual baseia-se na data mais recente em que a Companhia deve quitar as respectivas obrigações. Passivos financeiros Controladora (BR GAAP) Taxa De três de juros Menos De um meses De um Mais efetiva de a a a de média um três um cinco cinco ponderada mês mês ano anos anos Total % do CDI R$ R$ R$ R$ R$ R$ 31 de dezembro de 2010 Fornecedores 126.205 92.390 7.862 76 – 226.533 Empréstimos corrigidos a taxas de juros pós-fixadas 79,42 131.176 175.094 4.048 108.102 4.195 422.615 Partes relacionadas – 806 – 28.565 – 29.371 257.381 268.290 11.910 136.743 4.195 678.519 31 de dezembro de 2009 Fornecedores 107.345 136.015 95.222 283 – 338.865 Empréstimos corrigidos a taxas de juros pós-fixadas 131,25 – 35.350 32.780 – – 68.130 Partes relacionadas – – 572 – 26.937 27.509 107.345 171.365 128.574 283 26.937 434.504 Consolidado (IFRS e BR GAAP) Taxa De três de juros Menos De um meses De um Mais efetiva de a a a de média um três um cinco cinco ponderada mês mês ano anos anos Total % do CDI R$ R$ R$ R$ R$ R$ 31 de dezembro de 2010 Fornecedores 134.625 105.890 9.362 76 – 249.953 Empréstimos corrigidos a taxas de juros pós-fixadas 79,42 131.176 175.103 4.048 108.102 4.195 422.624 Partes relacionadas – 806 – 28.565 – 29.371 265.801 281.799 13.410 136.743 4.195 701.948 31 de dezembro de 2009 Fornecedores 110.562 139.797 104.717 290 – 355.366 Empréstimos corrigidos a taxas de juros pós-fixadas 131,25 – 36.133 33.923 – – 70.056 Partes relacionadas – – 572 – 26.937 27.509 110.562 175.930 139.212 290 26.937 452.931 Ativos financeiros Controladora (BR GAAP) Taxa De três de juros Menos De um meses De um Mais efetiva de a a a de média um três um cinco cinco ponderada mês mês ano anos anos Total % do CDI R$ R$ R$ R$ R$ R$ 31 de dezembro de 2010 Caixa e bancos – 6.712 – – – 6.712 Aplicações financeiras a taxas de juros pós-fixadas 101,00 82.879 – – – 82.879 Contas a receber de clientes – 339.835 278.186 5.662 69 623.752 Partes relacionadas – – – 941 22.665 23.606 – 429.426 278.186 6.603 22.734 736.949 31 de dezembro de 2009 Caixa e bancos – 7.595 – – – 7.595 Aplicações financeiras a taxas de juros pós-fixadas 107,84 31 16 – 6 53 Contas a receber de clientes – 220.816 118.032 12.995 6.737 358.580 Partes relacionadas – – – 258 23.477 23.735 – 228.442 118.048 13.253 30.220 389.963 Consolidado (IFRS e BR GAAP) Taxa De três de juros Menos De um meses De um Mais efetiva de a a a de média um três um cinco cinco ponderada mês mês ano anos anos Total % do CDI R$ R$ R$ R$ R$ R$ 31 de dezembro de 2010 Caixa e bancos – 6.938 – – – 6.938 Aplicações financeiras a taxas de juros pós-fixadas 101,00 82.879 – – – 82.879 Contas a receber de clientes – 340.944 280.526 6.838 69 628.377 Partes relacionadas – – – 941 3.332 4.273 – 430.761 280.526 7.779 3.401 722.467 31 de dezembro de 2009 Caixa e bancos – 7.661 – – – 7.661 Instrumentos a taxas de juros pós-fixadas 107,84 31 22 – – 53 Contas a receber de clientes – 221.240 139.687 12.995 6.737 380.659 Partes relacionadas – – – 258 – 258 – 228.932 139.709 13.253 6.737 388.631 A tabela a seguir mostra em detalhes a análise de liquidez dos instrumentos financeiros derivativos da Companhia. A tabela foi elaborada de acordo com as entradas (saídas) de recursos líquidos e não descontadas dos instrumentos derivativos que permitem liquidação pelo valor líquido e com as entradas (saídas) de recursos brutos desses derivativos que exigem a liquidação pelo valor bruto. Quando o valor a pagar ou receber não é fixo, o valor apresentado é determinado com base nas taxas de juros projetadas conforme demonstrado pelas curvas de desempenho existentes no encerramento do exercício. Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) De um De três a três meses a meses um ano Total R$ R$ R$ 31 de dezembro de 2010 “Swaps” (2.802) – (2.802) NDFs 1.008 – 1.008 (1.794) – (1.794) 31 de dezembro de 2009 NDFs – (1.341) (1.341) – (1.341) (1.341) 29.5.3. Linhas de financiamentos Controladora (BR GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP) 2010 2009 Conta garantida não assegurada, revisada anualmente e com pagamento mediante solicitação Utilizada – – Não utilizada 4.000 4.000 4.000 4.000 30. PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES Opção de Compra de Ações da Companhia para diretores e gerentes conforme a descrição dos planos abaixo: Plano I Qtd. Preço Opções corrigido em Aberto Preço Ano pelo IGPM Data Preço Vlr. Total Lote em 31/12/10 Exercício Exercício até 31/12/10 Outorga Opção Opção 2007 2008 2009 2010 1 – 11/12/2006 2009 – 06/09/2007 3,2650 500 121 379 – – 2 – Média Dez.2008 2010 6,54 06/09/2007 10,0614 1.455 32 100 1.323 – 3 115.650 Média Dez.2009 2011 21,83 06/09/2007 13,8141 1.888 31 98 1.267 489 Plano II Qtd. Preço Opções corrigido em Aberto Preço Ano pelo IGPM Data Preço Vlr. Total Lote em 31/12/10 Exercício Exercício até 31/12/10 Outorga Opção Opção 2007 2008 2009 2010 1 – Média Dez.2008 2010 7,37 28/08/2008 1,3257 36 – 12 25 – 2 14.994 Média Dez.2009 2011 22,66 28/08/2008 2,5195 65 – 9 31 21 3 14.994 Média Dez.2010 2012 9,71 28/08/2008 3,5323 89 – 8 31 21 Despesa Total Apropriada 184 606 2.677 531 A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 03 de novembro de 2006 aprovou o Plano de Opção de Compra de Ações da Companhia para diretores e gerentes selecionados, bem como para outros participantes designados pelo Conselho de Administração. O plano I, aprovado em reunião do Conselho de Administração realizada em 28 de agosto de 2007, totalizava originalmente 459.500 opções e era dividido em três lotes iguais. Em 31 de dezembro de 2010, atualizado com o desligamento de alguns beneficiários, exercícios ocorridos, assim como o vencimento do prazo de exercício dos lotes 1 e 2, que ocorreu em 31 de dezembro de 2009 e 2010, respectivamente, o total de opções é de 115.650. Até 30 de setembro de 2009 a Companhia divulgou os cálculos projetados de efeito do exercício das opções com base no custo médio ponderado considerando a cronologia de aquisição das ações para cada lote de opções. A partir de 1º de outubro de 2009 a Companhia está utilizando para os cálculos projetados de efeito do exercício das opções o custo médio total das ações adquiridas em tesouraria, com base na Instrução CVM nº 10 de 1980, que dispõe sobre o valor de alienação ou cancelamento das ações em tesouraria. O preço de exercício do primeiro lote foi definido em R$ 23,50, corrigido pelo índice IGPM, a partir de 11 de dezembro de 2006 até a data de exercício e reduzindo os proventos pagos a partir da data de assinatura do contrato até a data do exercício. O período de exercício deste primeiro lote foi de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2009, o qual foi encerrado sem nenhum exercício de opção. A Companhia adquiriu as ações para este lote a um preço médio de R$ 20,90. O preço de exercício do segundo lote foi definido em R$ 7,50, corrigido pelo índice IGPM, a partir de 31 de dezembro de 2008 até a data de exercício e reduzindo os proventos pagos a partir da data de assinatura do contrato até a data do exercício. O período de exercício deste segundo lote foi de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2010, sendo que foram exercidas 105.982 opções. A Companhia adquiriu as ações para este lote a um preço médio de R$ 20,90. O preço de exercício do terceiro lote, o qual atualmente conta com 115.650 opções em aberto foi definido em R$ 21,10, corrigido pelo índice IGPM, a partir de 31 de dezembro de 2009 até a data de exercício e reduzindo os proventos pagos a partir da data de assinatura do contrato até a data do exercício. O terceiro lote poderá ser exercido no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2011. A Companhia adquiriu as ações para este lote a um preço médio de R$ 20,90. Considerando que as opções em aberto fossem exercidas em 31 de dezembro de 2010, o efeito no patrimônio e no resultado seria de R$ 108, conforme abaixo: Preço de Receita da Preço de exercício Companhia por Ações por aquisição pela em lote referente ao lote Companhia 31/12/2010 custo de aquisição Plano/Lote Plano I/ Lote 3 115.650 20,90 21,83 108 O plano II aprovado em reunião do Conselho de Administração realizada em 12 de agosto de 2008 totalizava originalmente 89.000 opções e era dividido em três lotes iguais. Em 31 de dezembro de 2010 atualizado com o desligamento de alguns beneficiários e exercícios ocorridos, o total de opções é 29.988. O preço de exercício do primeiro lote foi definido em R$ 7,50, corrigido pelo IGPM, a partir de 31 de dezembro de 2008 até a data de exercício e reduzindo os proventos pagos a partir da data de assinatura do contrato até a data de exercício.O período de exercício deste primeiro lote foi de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2010, sendo que foram exercidas 23.010 opções. A Companhia adquiriu as ações para este lote a um preço médio de R$ 20,90. O preço de exercício do segundo lote, o qual atualmente conta com 14.994 opções em aberto foi definido em R$ 21,10, corrigido pelo IGPM, a partir de 31 de dezembro de 2009 até a data de exercício e reduzindo os proventos pagos a partir da data de assinatura do contrato até a data de exercício. O segundo lote poderá ser exercido no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2011. A Companhia adquiriu as ações para este lote a um preço médio de R$ 20,90. Considerando que as opções em aberto fossem exercidas em 31 de dezembro de 2010, o efeito no patrimônio e no resultado seria uma receita de R$ 26, conforme abaixo: Preço de Despesas da Ações em Preço de exercício Companhia por aberto por aquisição pela em lote referente ao Plano/Lote lote Companhia 31/12/2010 custo de aquisição Plano II/ Lote 2 14.994 20,90 22,66 26 O preço de exercício do terceiro lote, o qual atualmente conta com 14.994 opções em aberto foi definido em R$ 9,71, corrigido pelo IGPM, a partir de 31 de dezembro de 2010 até a data de exercício e reduzindo os proventos pagos a partir da data de assinatura do contrato até a data de exercício.Este terceiro lote poderá ser exercido no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012. A Companhia adquiriu as ações para este lote a um preço médio de R$ 20,90. Considerando que as opções em aberto fossem exercidas em 31 de dezembro de 2010, o efeito no patrimônio e no resultado seria de R$ 168, conforme abaixo: Preço de Despesas da Ações em Preço de exercício Companhia por aberto por aquisição pela em lote referente ao lote Companhia 31/12/2010 custo de aquisição Plano/Lote Plano II/Lote 3 14.994 20,90 9,71 168 Pelo fato da Companhia ter adquirido ações para fazer frente às opções eventualmente exercidas, não haverá diluição de participação dos acionistas quando do exercício das opções. As premissas utilizadas para precificação das opções se deram pelo modelo de Black-Scholes. 31. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram aprovadas e autorizadas para publicação pelo Conselho de Administração em 1º de março de 2011.


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Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Conselheiros de Administração e Diretores da POSITIVO INFORMÁTICA S.A. Curitiba - PR Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Positivo Informática S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Positivo Informática S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Positivo Informática S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Ênfase Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Positivo Informática S.A. essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Curitiba, 01 de março de 2011 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC nº 2 SP-011.609/O-8 F-PR Cosme dos Santos Contador CRC nº 1 RJ-078.160/O-8 T-PR

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Hélio Bruck Rotenberg

Oriovisto Guimarães Presidente Samuel Ferrari Lago

Ruben Tadeu Coninck Formighieri

Álvaro Augusto do Amaral

Fernando Soares Mitri

PRESIDÊNCIA EXECUTIVA Hélio Bruck Rotenberg Diretor Presidente

Marielva Andrade Dias Vice-Presidente de Operações

Ariel Leonardo Szwarc Vice-Presidente Financeiro e Diretor de Relações com Investidores

Isar Mazer Vice-Presidente de Novos Produtos e de Procurement

Antonio Carlos Ferreira da Silva Junior - Contador - CRC 052836/O-0-PR

w w w. p o s i t i v o i n f o r m a t i c a . c o m . b r / r i

CONTINUIDADE

Projeções do FMI para o Brasil não incluíram cortes no Orçamento

Mantega anuncia nova fase do Programa de Sustentação Taxas serão maiores para os empréstimos na nova fase do PSI (Marcello Casal Jr/ABr

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a terceira fase do Programa de Sustentação do Investimento (PSI 3), que contará com R$ 75 bilhões. Pelos cálculos do ministro, na nova etapa, o Tesouro irá arcar com um custo de R$ 4,1 bilhões para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa cobrar uma taxa de juros mais baixa. Essa equalização durará enquanto o empréstimo existir, embora as contratações do PSI estejam previstas para terminar no dia 31 de dezembro de 2011. Guido Mantega fez o anúncio sobre a nova fase ao comentar o crescimento de 7,5% da economia brasileira em 2010. Ele também anunciou durante coletiva que o Tesouro Nacional irá emprestar R$ 55 bilhões para o BNDES. Mantega informou ainda que as taxas serão maiores para os empréstimos na nova fase do PSI em relação às duas anteriores, até 3 pontos percentuais. “O que era 5,5% passou para 7%, por exemplo. As linhas de inovação, por exemplo, permanecem baixas, próximas a 4% ao ano [para pequenas empresas] e há uma de 5% ao ano [para grandes empresas].”

O ministro disse ainda que, dos R$ 75 bilhões, um volume de recursos de aproximadamente R$ 1 bilhão irá para a empresa Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério de Ciência e Tecnologia, para o financiamento exclusivo de inovação tecnológica.

Cenário econômico é tema de encontro entre Tombini e diretor do FMI O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, reuniu-se na quinta com o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. O encontro foi acompanhado por outros integrantes do FMI e pelos diretores do BC Aldo Mendes (Política Monetária), Carlos Hamilton

(Política Econômica), Luiz Pereira (Normas e Assuntos Internacionais) e Altamir Lopes (Administração). Segundo o BC, “no encontro, a direção do FMI teve oportunidade de conhecer a nova diretoria colegiada do Banco Central e discutir as perspectivas do cenário econômico mundial, tanto para as economias maduras

quanto para a dos países emergentes, além do ambiente macroeconômico brasileiro”. Depois da reunião com Tombini, Strauss-Kahn seguiu para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às 15h, Mantega acompanha Strauss-Kahn em uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff.

As projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentadas no início do ano, que previam o descumprimento da meta de superávit primário em 2011, não levaram em conta o corte de R$ 50,1 bilhões no Orçamento, disse hoje (3) o diretor-gerente do organismo internacional, Dominique StraussKahn. Depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ele afirmou que as próximas projeções do FMI trarão avaliação diferente das contas públicas brasileiras. Strauss-Kahn admitiu que a metodologia usada pelo FMI provocou ruídos, mas disse que o fundo só poderia se basear nos números de que dispunha em janeiro. “Quando fazemos projeções ao longo do ano, só levamos em conta o que foi anunciado. Como o governo não tinha tomado nenhuma medida [até aquele momento], vimos o risco de deterioração das contas públicas brasileiras com o que tínhamos em mão”, esclareceu. O diretor-gerente reconheceu, no entanto, que o FMI deveria ter incluído uma nota de rodapé para explicar que a projeção só era preocupante com a ausência de medidas. “Acredito que a nova projeção estará perfeitamente em linha com o esperado pelo governo. As ações foram anunciadas e as preocupa-

ções estão se atenuando”, acrescentou. Em janeiro, o FMI liberou um relatório que constatou risco de descumprimento da meta de superávit primário em 2011. Na ocasião, o ministro Guido Mantega criticou o documento e afirmou que o relatório deve ter sido obra de algum “ortodoxo emperdenido” que trabalhava enquanto Strauss-Kahn estava de férias. Sobre o corte recorde no Orçamento, Strauss-Kahn afirmou que o Brasil está na direção certa e que o país precisa arrefecer a economia para evitar o superaquecimento. “O desafio é ter crescimento sustentável ao longo do tempo, não crescer muito num ano e ter problemas no ano seguinte”, afirmou. Em relação às manobras contábeis adotadas pelo Brasil nos últimos dois anos para reduzir o superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública), o diretor-gerente do FMI evitou fazer uma avaliação específica sobre o país. Ele disse, no entanto, que o fundo segue uma metodologia própria e que as particularidades de cada país não atrapalham a comparação de dados entre as economias do mundo. “Alguns países são mais criativos que outros, mas estamos habilitados a gerenciar esses problemas”, declarou.

Reajuste do Bolsa Família não compromete áreas sociais, diz ministra A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, garantiu que o ajuste anunciado do benefício pago pelo Programa Bolsa Família não comprometerá o financiamento de outros programas sociais de sua pasta. O ajuste de 19,4% (aumento real de 8,7%, descontada a inflação) incrementará a despesa do Bolsa Família em R$ 2,1 bilhões. Para financiar o ganho do programa, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) terá que remanejar dinheiro de outros programas de assistência social - combate ao trabalho infantil, combate à exploração sexual, ressocialização e inserção no mercado de trabalho. “Eu queria que vocês não se preocupassem. Essas medidas serão contempladas”, disse Tereza Campello aos jornalistas que a aguardavam na saída da Empresa Brasil de CoCMYK

municação (EBC), onde participou do programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. “A nossa ideia é não comprometer nenhuma das áreas estratégicas”, afirmou ao salientar que é possível fazer outros reajustes ao longo do ano, melhorar o desempenho de gastos e economizar recursos de áreas administrativas do ministério. “Não temos a menor intenção de fragilizar as ações. Ao contrário, vamos intensificar”, assegurou a ministra, referindo-se ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que teve corte em torno de 10%. O governo prepara para o próximo mês o lançamento de um plano detalhado de erradicação da pobreza. Segundo Tereza Campello, “a situação da criança em vulnerabilida-

de será contemplada e será uma das prioridades do plano”, garantiu. O aumento do Bolsa Família é elogiado por especialistas em políticas sociais, mas há a avaliação de que apesar da eficiência do programa, a atuação do governo não pode ser apenas o repasse de recursos para aumentar a renda. “As causas da pobreza não são apenas baixa renda”, afirma Eliane Graça, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Ela reconhece que o governo está fazendo “uma engenharia complicada” para ajustar o programa, mas “está dando com uma mão e tirando com a outra”. Eliane Graça salienta que o recente ajuste da taxa Selic (segundo aumento consecutivo de meio ponto percentual), referência para os juros da dívida pública, tem efeito maior sobre as despesas do governo do que o incremento do Bolsa Família.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, participa do programa Bom Dia Ministro, no estúdio da EBC.


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Curitiba, sexta-feira a domingo, 04 a 06 de março de 2011 | F7 | Indústria&Comércio

LABORATÓRIO PRADO S/A

DECLARAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA - DFC REF. 2010/2009

AV. VICTOR FERREIRA DO AMARAL nº388 TARUMÃ - CEP. 82.530-230 - CURITIBA/PR C.N.P.J/M.F. nº 76.488.196/0001-77 BALANÇO PATRIMONIAL DE 31/12/2010 E 2009 ATIVO

PASSIVO 2010 R$

CIRCULANTE

CREDITOS CLIENTES ADIANTAMENTOS IMPOSTOS A RECUPERAR OUTRAS CONTAS DESPESAS EXERC. SEGUINTE ESTOQUES ATIVO NÃO CIRCULANTE

113.555,24 1.439.17 111.616,07 500,00

79.459,49 2.276,23 76.683,26 500,00

3.315.706,34 2.636.865,59 656.683,65 642.426,95 195.424,53 178.037,40 627.367,04 323.846,81 139.603,31 169.450,11 21.547,05 76.612,05 1.675.080,76 1.246.492,27 2.618.949,14 2.419.859,86

REALIZAVEL A LONGO PRAZO

6.125,70

6.125,70

EMPRESTIMOS

6.125.70

6.125.70

INVESTIMENTOS

30.420,65

30.420,65

5.331,46 25.089,19

5.331,46 25.089,19

AÇÕES E TITULOS DEPOSITOS EM INCENTIVOS FISCAIS IMOBILIZADO

2.582.402,79 2.383.313,51

IMÓVEIS EDIFICAÇÕES EQUIPAMENTOS MÓVEIS E UTENSILIOS INSTALAÇÕES VEÍCULOS MARCAS E PATENTES OUTRAS IMOBILIZAÇOES ( - )DEPRECIAÇÕES TOTAL DO ATIVO

60.618,00 62.345,29 701.339,60 699.039,60 924.840,50 887.374,65 194.809,68 115.010,88 457.570,12 457.570,12 154.219,29 159.903,37 108.855,00 97.315,00 93.101,96 17.705,96 (112.951,36) (112.951,36) 6.048.210,72 5.136.184,94

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 2010 2009 R$ R$ RECEITA OPERACIONAL BRUTA 19.183.545,99 14.491.497,79 VENDA DE PRODUTOS 19.183.545,99 14.491.497,79 DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA 2.848.348,19 2.252.683,67 VENDAS CANCELADAS 72.321,24 97.996,82 IMPOSTOS SOBRE VENDAS 2.776.026,95 2.154.686,85 RECEITA LÍQUIDA 16.335.197,80 12.238.814,12 CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 12.468.948,10 9.055.955,91 LUCRO BRUTO 3.866.249,70 3.182.858,21 RECEITAS FINANCEIRAS 9.831,88 1.170,34 OUTRAS RECEITAS 614.259,38 774.269,71 RECEITAS C/VARIAÇÕES MONETÁRIAS 10.210,61 7.315,89 DESPESAS OPERACIONAIS 3.422.420,18 3.656.659,52 DESPESAS ADMINISTRATIVAS 1.457.388,61 1.862.328,09 DESPESAS COM PESSOAL 1.179.442,65 731.969,41 DESPESAS TRIBUTARIAS 30.157,14 24.262,82 DESPESAS C/VENDAS 602.769,71 792.620,16 DESPESAS FINANCEIRAS 130.927,35 228.249,28 DESPESAS N/DEDUTIVEIS 19.607,68 9.564,44 VARIAÇÕES CAMBIAIS 2.127,04 7.665,32 RESULTADO OPERACIONAL 1.078.131,39 308.954,63 RECEITAS NÃO OPERACIONAIS 192.000,00 14.000,00 DESPESAS NÃO OPERACIONAIS 18.492,14 20.612,96 RESULTADO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 1.251.639,25 302.341,67 (-) PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 114.412,22 28.071,54 RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA 1.137.227,03 274.270,13 (-) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA 293.811,72 53.976,52 RESULT. APÓS PROV. IMPOSTO DE RENDA 843.415,31 220.293,61 (-) RESERVA LEGAL 42.170,76 11.014,68 LUCRO/PREJUIZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 801.244,55 209.278,93

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS EM 31/12/2010 E 2009 SALDO INICIAL DOS LUCROS ACUMULADOS AJUSTES CREDORES DE EXERCICIOS ANTERIORES LUCRO/PREJUIZO LIQUIDO DO EXERCÍCIO DIVIDENDOS SALDO FINAL DE LUCROS ACUMULADOS

2010 R$

2009 R$

2.889.496,59 1.097.099,77 0,00 215.431,75 293.811,72 114.412,22 1.113.589,82 55.151,31

2.382.311,33 881.954,70 200.000,00 182.450,33 53.976,52 28.071,54 967.472,24 68.386,00

PASSIVO NÃO CIRCULANTE

356.565,59

364.925,31

EXIGIVEL A LONGO PRAZO

356.565,59

364.925,31

356.565,59

364.925,31

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2.802.148,54

2.388.948,30

CAPITAL SOCIAL CAPITAL SOCIAL

1.500.000,00 1.500.000,00

1.500.000,00 1.500.000,00

215.749,27 215.749,27

173.578,51 173.578,51

2009 R$

3.429.261,58 2.716.325,08

DISPONIBILIDADES CAIXA BANCOS C/C. APLICAÇÕES DE LIQUIDEZ IMEDIATA

2010 R$

2009 R$

715.369,79

779.144,95

26.561,93

0,00

801.244,55 456.777,00

209.278,93 273.054,09

1.086.399,27

715.369,79

CIRCULANTE FORNECEDORES FINANCIAMENTOS OBRIGAÇÕES FISCAIS E SOCIAIS PROVISÃO P/IMPOSTO DE RENDA PROVISÃO P/CONTRIB. SOCIAL CONTAS CORRENTES OUTRAS CONTAS

FINANCIAMENTOS

RESERVAS DE LUCROS RESERVA LEGAL

2010 R$ 19.085.568,05 (10.707.221,90) (2.186.238,96) (2.776.026,95) (2.696.062,38) (130.927,35) (2.127,04) 9.831,88 614.259,38 10.210,61 (468.582,74)

ATIVIDADES OPERACIONAIS (+) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (+) (+) (+) (-) (=)

Recebimento de Clientes Pagamento de Fornecedores Pagamento de Salários e encargos Pagamento de Tributos sobre vendas Pagamento de Despesas Gerais Pagamento de Despesas Financeiras Pagamento de Variações Cambiais Recebimento de Receitas Financeiras Recebimento de Outras Receitas Recebimento de Variações Monetárias Pagamento de IRPJ e Contrib. Social Caixa gerado pelas atividades operacionais 752.682,60 ATIVIDADES INVESTIMENTO (+) Recebimento de empréstimos de partes relacionadas 0,00 (-) Aquisição de ativos permanentes (198.475,65) (+) Valor de venda de ativos permanentes 192.000,00 (=) Caixa gerado pelas atividades de investimento (6.475,65) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (+) Obtenção de empréstimos e financiamentos 0,00 (-) Pagamento de empréstimos e financiamentos (208.359,72) (-) Pagamento de Dividendos e Júros sobre Capital Próprio (537.347,23) (=) Caixa gerado pelas atividades de Financiamento (745.706,95) (=) Caixa Líquido gerado no período 500,00 (+) Saldo Inicial de caixa e equivalentes a caixa - 2009 2.276,23 (-) Saldo Final de caixa e equivalentes a caixa - 2010 (1.939,17) (=) Saldo Final de caixa e equivalentes a caixa 837,06

2009 R$ 14.213.087,24 (7.006.733,76) (1.028.439,19) (2.154.686,85) (3.895.988,99) (228.249,28) (7.665,32) 1.170,34 774.269,71 7.315,89 (125.794,94) 548.284,85 700.098,95 (921.694,84) 14.000,00 (207.595,89) 200.000,00 (267.634,87) (273.054,09) (340.688,96) 0,00 27.258,12 (2.276,23) (24.981,89)

DEMONSTRAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ENCERRADO EM 31/12/2010 ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

2010 3.429.261,58 2.889.496,59

2009 2.716.325,08 2.382.311,33

712.936,50 507.185,26

539.764,99

334.013,75

205.751,24

DEMONSTRAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ENCERRADO EM 31/12/2009

LUCROS OU PREJUIZOS ACUMULADOS LUCROS ACUMULADOS

1.086.399,27 1.086.399,27

715.369,79 715.369,79

TOTAL DO PASSIVO

6.048.210,72

5.136.184,94

ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

2009 2.716.325,08 2.382.311,33

2008 2.646.451,10 69.873,98 1.137.210,71 1.245.100,62

334.013,75

1.509.240,39 (1.175.226,64)

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31.12.2010 RESERVAS DE CAPITAL Capital Ágio na Emissão Subvenções Realizado de Ações para Investimentos 1.500.000,00

Histórico

Saldo em 31.12.2009 Ajustes de Exercícios Anteriores: efeitos de mudança de critérios contábeis retificação de erros de exercícios anteriores Aumento de Capital: com lucros e reservas por subscrição realizada Reversões de Reservas: de contingências de lucros a realizar Lucro Líquido do Exercício: Proposta da Administração de Destinação do Lucro: Transferências para reservas Reserva legal Reserva estatutária Reserva de lucros para expansão Reserva de lucros a realizar Dividendos distribuidos (R$ ... por ação) Saldo em 31.12.2010 1.500.000,00

RESERVAS DE LUCROS Reserva Para Reserva Reserva Contingência Estatutária Legal 173.578,51

Lucros Total Acumulados 715.369,79 2.388.948,30 26.561,93 26.561,93

843.415,31

843.415,31

42.170,76

(42.170,76)

0,00

215.749,27

(456.777,00) 1.086.399,27

(456.777,00) 2.802.148,54

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31.12.2009 Histórico

RESERVAS DE CAPITAL Capital Ágio na Emissão Subvenções Realizado de Ações para Investimentos 1.500.000,00

Saldo em 31.12.2008 Ajustes de Exercícios Anteriores: efeitos de mudança de critérios contábeis retificação de erros de exercícios anteriores Aumento de Capital: com lucros e reservas por subscrição realizada Reversões de Reservas: de contingências de lucros a realizar Lucro Líquido do Exercício: Proposta da Administração de Destinação do Lucro: Transferências para reservas Reserva legal Reserva estatutária Reserva de lucros para expansão Reserva de lucros a realizar Dividendos distribuidos (R$ ... por ação) Saldo em 31.12.2009 1.500.000,00

RESERVAS DE LUCROS Reserva Para Reserva Reserva Contingência Estatutária Legal 162.563,83

Lucros Total Acumulados 779.144,95 2.441.708,78

220.293,61

220.293,61

11.014,68

(11.014,68)

0,00

173.578,51

(273.054,09) 715.369,79

(273.054,09) 2.388.948,30

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 1. CONTEXTO OPERACIONAL A empresa tem como atividade básica a fabricação de produtos, para uso veterinário. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis emanadas da Legislação Societária brasileira, com observância na Lei 6.404/76, DEL 1.598/77 e Legislação em vigor. 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Caixa e equivalente de caixa Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento e aplicações financeiras com liquidez imediata. b) Avaliação do valor recuperável de ativos Anualmente é revisado o valor contábil dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda do seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas e o valor contábil excede o

valor recuperável, é constituída provisão para deterioração ajustando o valor contábil ao valor recuperável. c) Outros ativos e passivos (circulantes e não circulantes) Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que seus benefícios econômicos futuros serão gerados em favor da companhia a seu custo ou o valor puder ser realizado com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial quando a companhia possui uma obrigação legal ou é constituído como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. São acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias ou cambiais incorridas. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação ocorre provavelmente nos próximos doze meses. Caso contrário são demonstrados como não circulantes. d) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para Imposto de Renda foi calculada à alíquota de 15% sobre o Lucro Real mais adicional de 10%. A Contribuição Social foi calculada à alíquota

de 9% sobre o Lucro Real. e) Capital Social O Capital Social subscrito e integralizado por 2.283.885 ações sem valor nominal, sendo 1.682.992 ações ordinárias compreendidas em classe única e 600.893 ações preferenciais, compreendidas em uma única classe. f) Outras Informações Os estatutos da sociedade preveem a distribuição de dividendos, os quais não foram consignados nas presentes demonstrações financeiras, uma vez que esta liberação deve ser aprovada pela Assembleia Geral. CURITIBA, 31 DE DEZEMBRO DE 2010. BERNADETTE TODESCHINI RIFFAUD DIRETORA PRESIDENTE MAURICIO DE ALBUQUERQUE TODESCHINI DIRETOR COMERCIAL NELSON CARLOS CAVICHIOLO CONTADOR CRC 010.0000/O-0 PR

FEIRA

Texbr na Colombiatex deve movimentar US$ 25 milhões Durante a Colombiatex 2011 foi gerado um volume de negócios de mais de USD 4 mi

A

Colombiatex 2001, considerada a maior e mais estratégica feira de tecidos e insumos para a confecção da América Latina, contou com uma expressiva participação de empresas brasileiras no evento deste ano. Desde que o Brasil iniciou seu apoio ao evento, mais de 240 participações de empresas foram contabilizadas, sendo que apenas em 2011, 23

marcas brasileiras participaram da Colombiatex por intermédio do Texbrasil (Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira desenvolvido pela ABIT em parceria com a APEX-Brasil). Durante a Colombiatex 2011 foi gerado um volume de negócios de mais de USD 4 milhões e a expectativa para os próximos 12 meses é de que este número chegue a USD 25 milhões.

Além de organizar a participação das empresas no evento, o Texbrasil fornece todo o suporte necessário, desde o apoio logístico e fornecimento de informações estratégicas sobre o mercado onde a feira esta sendo realizada, até negociação do espaço, promoção de ações de imagem e negociação de acordos preferenciais com esses mercados. Os sete desfiles organizados

pelo Texbrasil estão entre as ações de destaque do evento. Com peças desenvolvidas pelos estilistas Cynthia Hayashi (vencedora do Projeto Ponto Zero) e Gustavo Silvestre (line up Casa de Criadores), o evento mostrou uma coleção inédita, criada a partir de matérias-primas, tecidos e artigos têxteis que estavam sendo apresentados na Colombiatex 2011 pelas empresas nacionais.

Estratégia Para Rafael Cervone, diretor executivo do Programa Texbrasil, o desfile é uma ação bastante estratégica realizado há alguns anos na Colombiatex. "Este tipo de ação contribui para fortalecer a criatividade dos nossos profissionais e a qualidade dos produtos nacionais diante de um dos nossos principais mercados alvo, a América do Sul.

Empreendimento vai atender segmento econômico em Curitiba A curitibana Baú Construtora, em parceria com a Galvão Vendas, está lançando um condomínio-clube voltado para o segmento econômico e inserido no programa Minha Casa, Minha Vida, em Curitiba. O edifício residencial Aquarela será construído no bairro Tatuquara, próximo ao Terminal do Pinheirinho. De acordo com o coordeCMYK

nador do produto pela Galvão Vendas, Idail Aparecido de Oliveira, o condomínio vai atender as famílias com renda mensal a partir de R$ 2,2 mil, que procuram o primeiro imóvel. “Além do baixo valor das prestações, com parcelas de quase R$ 200,00, outro atrativo é que existem poucos empreendimentos com este perfil no bairro, o que contri-

bui para uma valorização ainda maior dos imóveis do edifício”, destaca. A Caixa Econômica Federal também disponibilizará um subsídio de até R$ 17 mil na compra do imóvel. Oliveira diz ainda que o empreendimento segue uma tendência na capital paranaense de as regiões mais afastadas do centro absorverem a demanda por imóveis do seg-

mento econômico. “Isto é muito importante para o desenvolvimento da cidade como um todo, pois visa a atender as pessoas que trabalham em empresas situadas fora do eixo central e desejam economizar tempo no trajeto casa-trabalho”, diz.

12 Blocos O residencial Aquarela terá 168 apartamentos tipo, distri-

buídos em 12 blocos. Destes, nove terão quatro pavimentos e três terão dois pavimentos. As unidades terão área privativa de 47,95 metros quadrados, em média, e 53,44 metros quadrados de área total, em média. Ao todo, serão disponibilizadas 178 vagas de garagem descobertas. “Até o momento temos aproximadamente 70 reservas”, revela Oliveira.

Artsoft firma acordo com Magic Software A Artsoft Sistemas, provedora de sistemas de gestão para pequenas e médias empresas da indústria, comércio e serviços, acaba de firmar um acordo com a Magic Software, para a utilização da plataforma iBOLT Integration Suite em seus projetos de integração de sistemas envolvendo o SAP Business One. A Artsoft atua há 25 anos no desenvolvimento de sistemas de gestão e recentemente se tornou SAP Channel Partner, incluindo o SAP Business One. Com isso, identificou a necessidade de integração de sistemas e processos de negócios em sua carteira de clientes, o que levou a empresa a firmar o acordo com a Magic Software, que possui acordo mundial com a SAP para o fornecimento do iBOLT aos seus parceiros de negócios. Segundo Marcos Leite, diretor comercial da Artsoft, o iBOLT oferece todo o ferramental necessário para os projetos de integração com o SAPBO e também com outros sistemas. “A ferramenta possui um modelo simplificado de utilização, o que permite redução no tempo nos projetos e oferece ampla utilização de sua expertise em integrações com outros aplicativos”, explica o executivo. De acordo com Leite, o objetivo da parceria “é fomentar o mercado de ERP nos segmentos em que a Artsoft atua a partir da integração entre o SAP Business One com o nosso sistema de Automação Comercial, o Fenícia PAFECF, utilizado na operação de vendas, atendendo a legislação vigente”.

Firestone participa da Cotrijal 2011 A Bridgestone, por meio da sua marca Firestone, participa da 12ª Expodireto Cotrijal, Feira Internacional, que acontece em Não Me Toque/RS, entre os dias 14 e 18 de março. No evento, os participantes poderão conferir a linha completa de pneus radiais e o novo chip inteligente, recémlançado pela companhia que mostra com exclusividade durante a feira. “A Cotrijal é umas das maiores feiras agrícolas do Brasil e nosso objetivo é estar sempre presente exibindo portfólio e agregando valor aos nossos parceiros e clientes. Também vamos mostrar, pela primeira vez, o chip que apresenta raio-x completo dos pneus”, destaca Mário Barros, gerente comercial da Firestone no Brasil. Seguindo a tendência agrícola, a Bridgestone irá expor nos quatro dias de feira, o Radial All Traction 23°, o Radial All Traction FWD, o Radial All Traction DT e o Radial 9000. “São produtos indicados para terrenos que exigem maior tração no solo molhado”, explica o gerente.Já o chip para controlar pneus faz parte dos investimentos da empresa em softwares de gerenciamento de frotas que já investiu no Brasil mais de R$ 5 milhões.


margem

Indústria&Comércio | Curitiba, sexta-feira a domingo, 18 a 20 de fevereiro de 2011 | B3

3

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arte&atitude,

Nem te Conto Para o carnaval

moda&cia

Adélia Maria Lopes | adelia@novacombrasil.com.br

Carnaval eclético agita Guaratuba

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“Carnaval Curaçao Summer Concept 2011”, em Guaratuba, agenda três noites, começando neste sábado 5, com o pop reggae da Chimarruts, no domingo será a vez da dupla Fernando & Sorocaba e na segunda-feira (07) tem o Especial na Avenida – “Bloco Curaçao Verão Tudo de Bom” com direito ao axé do trio elétrico Águia. E a banda Fator A completa a programação musical com os clássicos da MPB no Restaurante Acústico. Os ingressos custam de 29 (meia-entrada válida para estudantes, professores, pessoas acima de 60 anos, doadores de 1kg de alimento e de sangue) a 65 reais. Podem ser adquiridos nos shoppings Mueller, Estação e Total, site (www.diskingressos.com.br ) ou call center (41) 33150808). Censura: 16 anos.

1- Sapatilha que acompanha uma máscara ganha edição limitada de carnaval da Bibi (encontrável também no Shopping Curitiba). Está disponível na numeração 28 a 37 e preço de 80 reais.

DJ Angel faz a festa A curitibana Angel faz a discotecagem da festa House Sessions, que acontece nesta sexta 4 , véspera de carnaval, no Yankee American Bar (R: Bispo Dom José, 2160), a partir das 22 h. Gio Vicent & Bia, Cass e Jhonny Linhares também comparecem. Nos sets serão destilados a house music e suas vertentes. As entradas custam 15 (elas) e 30 reais (eles).

A dj concluiu seu mestrado sobre música eletrônica e já ingressou no doutorado, preparando-se para partir em duas turnês internacionais: Europa e América do Norte e Sul. Como decidiu investir cedo na carreira, hoje tem em sua bagagem apresentações nos melhores clubs e festas de todo Brasil e alguns países da América Latina.

Cinema transcendental em alta O filme sobre a história de três mulheres que vivem experiências distintas e encontram o conforto através do médium Chico Xavier terá vinte avant-premières, sendo 18 em capitais e duas nas cidades de Uberaba e Pedro Leopoldo. E no dia 24 próximo, As Mães de Chico Xavier abrirá o 1º Festival de Cinema Transcendental, que será realizado em Brasília. Já no dia 31 de março, véspera da estréia comercial em circuito nacional, encerra a Mostra de Cinema Transcendental, em Fortaleza-CE. As Mães de Chico Xavier, dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes, vem na maré dos sucessos Chico Xavier, de Daniel Filho, que levou cerca de 3,5 milhões de pessoas às salas de cinema, e

Nosso Lar, com 4 milhões de espectadores. A produtora, Estação Luz, é a mesma de Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito”, de 2008, obra que alavancou o gênero transcendental no Brasil e é co-produtora dos longas Chico Xavier, Área Q e Filme dos Espíritos. O longa, distribuído pela Paris Filmes com apoio pro-

mocional da Globo Filmes e Telecine, é baseado em fatos reais e conta a história de três mães: Ruth (Via Negromonte), cujo filho jovem enfrenta problemas com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar com o marido a perda do filho, o pequeno Theo (Gabriel Pontes), e Lara (Tainá Muller), uma professora que enfrenta o dilema de uma

gravidez não planejada. Nelson Xavier revive o papel de Chico Xavier. Herson Capri interpreta Mário, marido de Ruth. Caio Blat vive um jornalista que quer investigar o médium. Neuza Borges é a cuidadosa governanta que convive com o casal Elisa e Guilherme (Joelson Medeiros). As filmagens foram feitas em abril e maio de 2010, com locações nas cidades cearenses de Guaramiranga, Pacatuba e Fortaleza; e tendo as filmagens concluídas em Pedro Leopoldo (MG), terra natal de Chico Xavier. O roteiro é inspirado no livro Por Trás do Véu de Isis, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, com roteiro original de Glauber Filho e Emmanuel Nogueira.

2- As Melissas proporcionam uma folia com conforto e moda, tanto de dia como a noite. A Gallery do Shopping Mueller oferece descontos de 20% na coleção verão. 3- Fantasia para as crianças na Bumerang Brinquedos, no Shopping Estação. Os preços de Batman, Super Homem, Moranguinho, Odalisca e Barbie variam de 40 a 130 reais. 4- Também no Estação, a Ri Happy conta com modelos dos personagens do Backyardigans e do Ben 10, ou então de pirata, cigano, bailarina e havaiana. De 30 a 80 reais.

Para os garçons De olho na Copa do Mundo, o Espaço Gourmet Escola de Gastronomia lança curso de inglês para os garçons, categoria que vai lidar diretamente com muitos estrangeiros no período dos jogos. “A intenção é preparar equipes que saibam não só receber turistas, mas oferecer o que de melhor existe no restaurante, gerando mais negócios e vendas”, explica o chef Márcio Silva. As aulas são interativas e voltadas para o universo da gastronomia. Informações pelo fone 41-3019 0437.

Pela Turquia

O Fran’s Café Batel sedia a a exposição Do Bósforo à Capadócia: Surpresas, crenças e paisagens da Turquia Moderna, do jornalista e fotógrafo Odilon Araújo. São 19 imagens, entre retratos de pessoas, espaços e paisagens , que refletem a Turquia, visitada em 2010 por Odilon As fotos podem ser conferidas 24 horas por dia no Fran’s (Rua Gonçalves Dias).

Vion Museus

18ª Casa Cor será junto à natureza Inserida no Calendário de Eventos Curitiba, a 18ª Casa Cor Paraná acontece de 10 de junho a 17 de julho, no número 1175 da Rua Paulo Gorski, no Mossunguê. A residência, inspirada nas construções da década de 80 de Punta del Este, é obra do arquiteto curitibano Tito Livio Calderari. Data de 1982, e pertence à família de Tereza e Renato Rodrigues. Localizada em um terreno de 20 mil m², dos quais 10 mil m² são de mata nativa preservada, a casa conta com paredes de vidro que interagem com o meio ambiente, espaços amplos e um pé direito alto. Ali, ao todo, 48 projetos serão apresentados em um espaço de 1,3 mil m² de área construída, além de novos espaços que serão feitos especialmente para o evento. A Casa Cor O evento focará

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tradicionais temas residenciais em uma casa uni familiar, em um grande parque natural, valorizado pela Entrada Social. Além disso, terá um setor de Gastronomia e Festas, Espaços Infantis e pequenas lojas, além de um setor dedicado ao Bom Gourmet – ambientes voltados para atividades em torno da boa mesa e da arte de receber. E permanece voltada aos conceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. “A valorização dos costumes de uma comunidade e preservação da memória de uma sociedade podem ser consideradas atitudes tão sustentáveis quanto o uso de equipamentos e produtos ecologicamente corretos”, diz a diretora da edição paranaense, Marina Nessi. A Casa Cor é a maior exposição brasileira de arquitetura e decoração. Criada em São

Paulo, em 1987, funciona sob o sistema de franchising em importantes capitais brasileiras e também no exterior. Atualmente, a Casa Cor possui 21 franquias, 17 nacionais (Amazonas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito

Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) e quatro internacionais (Chile, Peru, Panamá e Punta Del Este). O empresário Paulo Vion agenda para este ano o lançamento, em Curitiba, do Vion Museus - Arte Sobre Rodas. A criação e desenvolvimento do projeto foram finalizados. “Agora é esperar a parte burocrática além do ‘start’ do cliente/parceiro para que o ônibus comece a viajar”, afirma o vice-presidente do Grupo Codal, empresa com mais de 60 anos de vida.

Kamamya Em sua estréia na Texfair Home, a paranaense Kamamya estima que sua participação irá responder por até 30% do volume total a ser faturado neste ano. De modo geral, a empresa reflete os resultados da feira promovida pelo Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau. Segundo seu presidente, Ulrich Kuhn, ���esta primeira edição da nova fase da Texfair Home superou todas as nossas expectativas em relação ao volume e qualificação dos visitantes, como também no quesito negócios realizados ou prospectados”.


04-03-11 Indústria&Comércio