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Itacoatiara - Amazonas | julho de 2013 - Ano I - Edição VI

O Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia de Itacoatiara (ICET) recebeu no início do mês de julho, a visita do professor doutor Luiz Roberto Nascimento, diretor do Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico – CDTECH que proferiu uma palestra sobre empreendedorismo e implantação de empresa júnior aos alunos do Campus Moysés Israel. O pesquisador ao contar a história do CDTECH, órgão da Faculdade de Estudos Sociais (FES), relatou os casos de sucesso de empresas que tiveram como ambiente de incubação o CDTECH e hoje têm um excelente desempenho econômico no mercado amazonense. Em sua explanação, o professor Luiz Roberto salientou a importância da promoção do empreendedorismo dentro e fora da comunidade universitária. “O CDTECH promove a criação e o desenvolvimento de empresas que possam aproveitar a formação e o conhecimento gerados nas unidades acadêmicas da Universidade, visando à

O projeto de extensão intitulado “artesanato como ação social e fonte de renda para as detentas do presídio de Itacoatiara” coordenado pelas professoras do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia de Itacoatiara (ICET), Heloiza Pinto e Fabiana Paschoal, que vem sendo desenvolvido desde o mês de abril na Unidade Prisional de Itacoatiara chegou ao seu final. O objetivo era ensinar artesanato para as presidiárias como forma de preencher o

geração de bens e serviços com valor agregado”, explicou. Segundo o pesquisador existe uma estatística considerável de jovens estudantes e professores com espírito empreendedor capazes de mudar o rumo de suas trajetórias profissionais, ou seja, gerando as suas próprias fontes de trabalho. “Encontram-se nas universidades professores e estudantes com boas ideias, mas por falta de uma infraestrutura física e organizacional deixam de desenvolver seus projetos de caráter empresarial. Neste caso pode contar com um Centro dedicado a fortalecer um novo diálogo entre a Universidade e a iniciativa privada visando o desenvolvimento de empreendimentos de sucesso”, contou. A ideia é fortalecer mentes inovadoras a se interessarem em empreender inserindo-as em incubadoras de empresas que são ambientes planejados e protegidos, propícios para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas interessadas em investir em novos projetos. “A

tempo ocioso delas dentro da cadeia além de auxiliar na renda familiar das mesmas com a venda do material confeccionado. As vinte detentas participaram de oficinas de confecção de pulseiras de macramê e foram muito além da simples prática da manufatura, garante Heloiza. “As aulas iniciaram teóricas, explicando a importância do artesanato como fonte de renda, lazer, e relaxamento das tensões impostas pelas penalidades o que contribuiu

geração de empreendimentos de base tecnológica no interior de uma incubadora de empresa é uma das alternativas para o desenvolvimento de economias regionais”, destacou o professor. É também uma forma interessante de se diminuir o índice de mortalidade das micro e pequenas empresas que, de acordo com o Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), no Brasil, gira em torno de 56% até o terceiro ano de vida das empresas.

no processo de reflexão e reabilitação social”, afirma. Segundo ela o projeto teve boa aceitação pela comunidade e deu tão certo que foi renovado. “Conversamos como o diretor do presídio e ele além de receber de muito bom grado solicitou que o Instituto levasse mais projetos que pudessem melhorar qualidade de vidas das presas e dentro em breve estaremos lá de novo”, contou. Leia na íntegra em www.icet.ufam.edu.br

Inscrições para o Bolsa Trabalho (vaga para secretaria administrativa).

Trancamento de curso 2013/2: diretamente no Portal do Aluno.


Itacoatiara - Amazonas | julho de 2013 - Ano I - Edição VI

O acadêmico Magno Macedo do curso de Química Industrial que está fazendo intercâmbio na Universidad del País Vasco no norte da Espanha, conversou com o Setor de Comunicação do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia de Itacoatiara (ICET) e contou o que está vivendo na Europa. Magno conta que a cidade é um 'paraíso', as pessoas são simpáticas e receptivas, sempre estão contando histórias da sua cidade, sentem orgulho em mostrar seus costumes e cultura, a culinária é considerada uma das melhores da Europa, lá estão os principais chefes de cozinha do mundo. Um ponto negativo da cidade é que para um estudante a cidade é muito cara, o custo de vida é o mais alto da Espanha. O que achou do curso de Química aí na Espanha? O curso de Engenharia Química é algo mais complicado do que eu estava acostumado, as aulas exigem um esforço dobrado da parte do aluno, ao contrario ficará para trás e se torna "quase" impossível recuperar. Todo o conteúdo programático de uma disciplina é dado e apenas uma prova é realizada. Os professores são bem preparados, apresentam um grande domínio de conteúdo nas aulas, as aulas práticas bem organizadas, dinâmicas e didáticas, os laboratórios bem equipados, nos fazem sentir em nosso possível futuro ambiente de trabalho, a universidade realmente

proporciona um ambiente para a preparação de um profissional. Como você faz para se sustentar? Tem algum tipo de bolsa? Sou bolsista CNPq e recebo todo auxilio necessário para minha estada na Espanha, mas vale ressaltar que antes de vir tive ajuda de muitos amigos, professores e familiares aos quais sou muito grato pela ajuda financeira e emocional. E as pessoas? No intercâmbio quais as principais semelhanças e diferenças entre o Brasil e exterior? As diferenças são muitas, senti muita dificuldade no inicio, talvez pelo choque cultural, mas à medida que você vai vivendo a experiência vai se acostumando e aprendendo. Pelo tempo que estou aqui, em nenhum momento me arrependi da minha escolha. A dificuldade com o idioma no início me impediu de me relacionar com as pessoas, mas logo consegui superá-la e conheci pessoas incríveis, com um nível de conhecimento admirável e quase sempre estão dispostas a ajudar. As pessoas aqui apresentam uma grande curiosidade em saber um pouco da cultura brasileira e estão sempre me perguntando algo, pois eles acreditam e vêem nosso país com um potencial econômico muito grande. E o que deseja para a frente? Com o pouco de conhecimento adquirido aqui, o aprendizado de uma segunda língua, com uma nova forma de pensar,

Os anos de 2012 e 2013 ficarão marcados na memória de Alexandro da Silva Alves, estudante do 8º período do curso de Química Industrial. Foi neste intervalo de tempo que ele cursou quase dois semestres na Universidad de Alicante, localizada na cidade de San Vicent del Raspeig, na Espanha, vivenciando uma oportunidade de aprendizado que somou enriquecimento científico e cultural aos conteúdos de seu curso. De volta ao Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia de Itacoatiara (ICET), Alexandro compartilhou com os colegas um pouco de sua experiência na Espanha. Ele contou que a primeira semana, tempo que ele teve para se adaptar ao novo lugar e idioma foi a mais difícil, mesmo tendo algum conhecimento de inglês e espanhol. “Mas colegas e professores de Alicante foram muito gentis e atenciosos”, garantiu.

O aluno relata ainda que foi muito bem recebido na Espanha e recebeu ajuda de muitas pessoas. “A princípio os espanhóis são bem conservadores, mas conforme você convive dia-a-dia se tornam mais próximos e dispostos a ajudar como se nos conhecessem há anos”, comenta. Alexandro também agradeceu apoio que recebeu do Brasil, sobretudo de amigos e parente, que o incentivaram a prosseguir nos estudos e ajudaram a superar a saudade. E incentivou os colegas a buscarem o estudo de uma língua estrangeira e participarem dos próximos processos seletivos do programa de intercâmbio. Alexandro conta que o ambiente na Universidad de Alicante é bem diferente. “Existe um Campus Virtual onde tudo relacionado ao curso e comunicação entre alunos e professores encontra-se a disposição. Não posso esquecer-me de mencionar

neste momento o único desejo que tenho é voltar ao ICET e assim contribuir de alguma maneira com o curso de Química Industrial, compartilhar o conhecimento, levar algumas ideias para melhoria do nosso instituto, pois ainda temos muito que aprender, e desejo não parar de estudar, obter mais conhecimento, pois vi no ano que estive aqui estudando e pesquisando como é recompensador todo esforço feito. O que deixa de mensagem para os alunos do ICET que querem fazer intercâmbio? Gostaria que todos vocês tivessem a oportunidade de experimentar certas coisas da vida, assim como eu tive e estou tendo. A vida é uma caixinha de surpresas, e quando a gente resolve abri-la, nos surpreendemos com o que encontramos. Ao fazer intercâmbio, você tem que ser flexível e estar aberto á possibilidades. Intercâmbio é troca de experiência, de cultura, de língua, é uma experiência única na qual irei levar para sempre.

que os estudos são fora do normal, pois o sistema de avaliação assim exige, não é por acaso que existe uma enorme sala de estudos que funciona vinte e quatro horas”, lembrou. Concluir a graduação, seguir na pósgraduação e enveredar na carreira de funcionário público estão nos planos do futuro Químico Industrial. “Pretendo concluir meu curso, fazer mestrado (recebi até alguns convites para fazêlo na Espanha) e entrar para a carreira pública, quem sabe na Petrobrás ou na Polícia Federal como perito”. O estudante aproveita para encorajar os colegas do ICET. “Se você quer fazer intercâmbio esteja preparado para as oportunidades, pois elas não aparecem toda hora. Valorize os sacrifícios, pois, eles lhe farão ser mais valorizado. Hoje em dia são muitas as possibilidades, tenha coragem e mantenha-se focado que você alcança seus objetivos”, salientou.

ICET EM FOCO é um periódico editado pelo Setor de Comunicação do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia. Críticas e sugestões podem ser enviadas à ascom.icet@gmail.com

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Informativo do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia