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6 folha da rua larga

maio – junho de 2015

turismo cultural ICCV ICCV inicia obras de recuperação da Igreja São Joaquim da Grama Projeto prevê o restauro completo de importante patrimônio do Vale do Café Kikson Salem

O Instituto Cultural Cidade Viva deu início ao projeto de restauração da Igreja da Fazenda São Joaquim da Grama, no município de Rio Claro, no Vale do Paraíba Fluminense. A igreja foi construída no final do século XIX pelo comendador Joaquim José de Souza Breves, conhecido como o “Rei do Café” no Brasil Imperial. Breves foi o primeiro cafeicultor a receber essa alcunha, plenamente justificada. Ele foi membro da Guarda Nacional do Imperador Dom Pedro e Comendador da Ordem da Rosa. A partir daí, ficou conhecido como Comendador Breves. Chegou a possuir 70 propriedades, construindo um império econômico onde reinava sem coroa, além de possuir mais de 6

O projeto do ICCV vai recuperar fisicamente a igreja e criar um plano de preservação

mil escravos; O Comendador era também proprietário de uma enorme chácara no Rio, em frente à Quinta da Boa Vista. Esta primeira etapa do projeto, que conta com os incentivos da Lei Estadual

de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, terá duração de oito meses e começará com o levantamento da situação do imóvel e mapeamento dos danos, para entrar com uma ação de intervenção emergencial, mi-

nimizando ao máximo seu processo de degradação. Paralelamente ao trabalho, serão realizados projetos de arqueologia na igreja e no cemitério que fica ao lado do templo, bem como os anteprojetos de estruturas e projetos executivos de revitalização e restauração. Também será feito um estudo de sustentabilidade para implantação dos projetos museográficos e museológicos que irão garantir a visitação de público e a consequente viabilidade de preservação deste relevante patrimônio do Rio de Janeiro. A pesquisa sobre a história da igreja foi realizada por Aloysio Clemente Maria Infante de Jesus Breves Beiler, colaborador da Folha da Rua Larga e descendente do Comendador Breves. Em

seu estudo, Aloysio registrou toda a história da igreja e da fazenda, o tombamento do templo e as primeiras tentativas de recuperação da edificação, A Fazenda da Grama serviu como sede de administração do império de Breves. Ali se reuniam famílias importantes da época para discutir os assuntos de interesse dos cafeicultores e costurar acordos políticos. Nela também eram recebidos os convidados e realizados os requintados banquetes para os visitantes, amigos e parentes. Decidido a descansar para sempre na propriedade, construiu em 1887 a Capela de São Joaquim da Grama com a finalidade de receber os seus restos mortais e de sua família: “em intenção a minha alma, dos membros

de minha família, escravos, libertos e amigos que forem depositados na dita igreja e sepultados no cemitério da mesma”. A equipe técnica é formada pelos seguintes profissionais: designados pela Astorga Consultoria Planejamento Gerenciamento de Projetos (projeto executivo de restauração e arquitetura da Igreja da antiga Fazenda São Joaquim da Grama), Fama Engenharia e Arquitetura (projeto de instalações e obras de cobertura) e José Arnaldo Deutscher (estudo de sustentabilidade e plano de negócios).

da redação redacao@folhadarualarga.com.br

Editora Cidade Viva lança o Guia Cultural da Costa Verde Publicação divulga os atrativos de quatro municípios praianos Reprodução

A Editora Cidade Viva deu sequência ao seu projeto de editar guias culturais das regiões do estado do Rio de Janeiro e acaba de lançar o Guia Cultural da Costa Verde. O livro foi patrocinado com os incentivos fiscais da Lei Rouanet pela empresa Ampla, que é responsável por 73% do fornecimento de energia elétrica no território fluminense, e contém informações sobre os atrativos culturais de quatro municípios: Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba e Itaguaí. Os atrativos foram classificados em seis categorias, cada uma possuindo uma cor específica na vinheta inserida no cabeçalho das páginas: 1) Espaços Culturais; 2) Expressões Artísticas; 3) Artesanato e Produtos Típicos; 3) Cafés, Bares e Restaurantes Temáticos; 5) Personagens Cativantes e 6) Outros Atrativos. Fernando Portella, diretor-

O Guia também relaciona as festas e eventos da região

-executivo da Editora Cidade Viva, revela no Prefácio que o guia representou “um árduo trabalho de pesquisa, entrevistas porta a porta, olhos nos olhos, fotos de emoção, para se escolher os espaços culturais, tangíveis e intangíveis, desta região”. Em seguida, Portella faz esta ressalva:

“podemos não ter conhecido alguns pontos notáveis, mas, se informados, os contemplaremos na segunda edição”. O diretor relembra que, em 2014, a editora já havia lançado o Guia Cultural do Vale do Café, nas versões impressa e eletrônica. Um resultado positivo, segundo ele, foi o recebimento de notícias sobre o incremento das atividades locais do Vale do Café, provocadas pela publicação do ano passado. E assim, acredita Portella, acontecerá o mesmo com o novo guia: “fortalece os pequenos negócios da região, promovendo mais trabalho e renda”. Ao final do Prefácio, Portella agradece o incentivo concedido pelo Ministério da Cultura e também às prefeituras da região, “que nos abriram suas portas de informação, indicando lugares maravilhosos que poucos conhecem”.

O pesquisador Aloysio Clemente Breves Beiler, que participou do projeto, escreveu um segundo prefácio, enaltecendo a região da Costa Verde como “um paraíso de belezas naturais, do povo que valoriza suas tradições e cultura e transforma este legado em alegrias, festas e comemorações”. Sobre o trabalho de campo que realizou para colher as informações do Guia, ele ratifica a vitalidade cultural da população típica dessa região praiana: “o quilombola que mostra com carinho sua roça e seu peixe; o caiçara que dança a singela ciranda; o artesão que confecciona o barquinho para vender ou fabrica seu transporte para navegar entre ilhas; o teatro popular que resgata tradições”. O Guia enfatiza também a rica mistura étnica da região: portugueses, açorianos, índios, africanos e, mais re-

centemente os japoneses, que realizam eventos tradicionais, com destaque para a Festa do Divino de Paraty e de Angra dos Reis, que herdaram danças típicas de Portugal que, ao longo dos séculos, foram modificadas, com apropriações dos elementos de outras culturas que ali aportaram. O Guia, inclusive, divulga separadamente o calendário das festas e eventos tradicionais, indo da Festa de Nossa Senhora da Guia em Mangaratiba à Expo Itaguaí, uma exposição agropecuária, comercial e industrial realizada desde 1933 e que já alcançou no ano passado a sua 21ª edição. Entre os personagens cativantes registrados no Guia, estão: o príncipe Dom João Henrique de Orleans e Bragança, que já foi produtor de cachaça em Paraty e hoje coordena uma imobiliária no Centro Histórico da cidade;

Dona Auta, que comanda a Padaria do Comércio em Angra dos Rei, adoçando a vida das pessoas; o senhor China, que comanda o singular Bar do China, na Serra do Piloto, em Mangaratiba, no caminho para o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos. O Guia tem 208 páginas ilustradas com belas fotos e não é comercializado, mas distribuído gratuitamente. Quem responder à pesquisa sobre o nosso jornal, na página 15 desta edição, recortar e trouxer na nossa redação ganhará um exemplar grátis (Rua São Bento, 9, 1º andar – Centro – Rio de Janeiro).

da redação redacao@folhadarualarga.com.br

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Folha da Rua Larga 51ª Edição

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