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Equipe Pastoral: Julio Borges de Macedo Filho (presidente), Noé Stanley Gonçalves (emérito), Nilson Pereira de Moura (1º vice-presidente) e José Carlos de Souza Santos (2º vicepresidente)

Ano XXIV – 09 de junho de 2013 – nº 32 Pastoral

Caio Fabio

AMBIVALENCIA É O OUTRO NOME DA ALMA!

De onde procede a ambivalência humana? Por ambivalência entenda-se essa capacidade contraditória de amar o que se odeia e odiar o que se ama; ou ainda: de desejar ardentemente aquilo que se teme, enquanto nada nos seduz mais do esse próprio medo!... Sim, de onde procede a ambivalência humana? O relato mais antigo de tal nascedouro nos vem do livro de Genesis. É de lá que nos vem a primeira narrativa da ambivalência dos seres humanos. Isto porque Deus dissera: “Podem comer de tudo... Menos da árvore que está no meio do jardim; pois, se dela comerem [...] vocês morrerão!” Depois vem a Astucia, a Serpente, e mostra a árvore da morte como algo que escondia o segredo de Deus. “Que nada! É que Deus sabe que se vocês comerem se tornarão como Ele, conhecedores de tudo, tanto do bem quanto do mal.” Assim, ambivalência é desejo pelo bem e pelo mal, simultaneamente. É a mesma árvore. É a mesma coisa. E os opostos estão ali presente, apavorando tanto quanto seduzindo. Ora, esse foi o fruto que comemos. E o seu conteúdo é pura ambivalência. Daí sermos seduzidos pelo que nos faz mal em razão de que nele possa existir algum bem. E mais: mesmo que se diga que algo mata, somos capazes de exercermos uma seletividade que separa a morte da própria morte [...] pelo usufruto daquela coisa que nos vai matando enquanto ela não nos mate de vez. Daí decorrem todos os nossos prazeres mortais e todas as nossas escolhas de morte lenta! Afinal, existe uma doçura em tudo o que envenena; existe um segredo em tudo o que é proibido; existe uma existência desconhecida em tudo o que não se pode; existe alguma forma de existência em tudo o que conduz à morte! Na realidade esse mecanismo psicológico está presente em tudo o que fazemos — dos nossos hábitos alimentares danosos aos nossos vícios; dos nossos prazeres pecaminosos aos nossos pânicos de suas consequências; de nosso ardente desejo de transgredir ao pavor das implicações. Assim é que a morte é a maior fobia humana, na mesma medida que desafiá-la é nosso maior excitamento! Sabemos que vamos morrer, mas queremos morrer sorvendo a morte, ainda que sob o disfarce da existência. Existência é o nome da capa com a qual cobrimos a morte a fim de não chama-la pelo nome! Existir é o nosso modo de andar para a morte sem assumirmos que é na direção dela que estamos caminhando! Assim se diz de alguém que comeu todos os frutos da morte e que veio a morrer de todos os males possíveis: “Viveu pouco, mas viveu intensamente!” Ainda: “Foi trágica a sua existência, porém, inegavelmente destemida e intensa!” Ou como diria o poeta de bar: “Eu bebo sim; tem gente que não bebe e tá morrendo!” É por esta razão que nos benzemos antes de pular para o abismo, ou antes de entrarmos num ringue de lutas. É também por esta razão que todo transgressor é supersticioso, pois, não podendo orar, apela para a sorte como divindade! A mais denunciadora de todas essas falas da ambivalência é aquela que faz o sujeito entrar, por exemplo, num motel a fim de trair alguém, e, na entrada, soltar esta: “Seja o que Deus quiser!”

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Ou ainda quando se sabe que algo nos fará mal, mas, mesmo assim, se encara o bicho dizendo: “Deus me perdoe, mas eu vou assim mesmo!” Essa ambivalência é algo que se vê no medo seduzido que quase toda criança tem por terror e assombração. Assim, pedem para você não assustá-las, mas se você ameaça acabar a brincadeira [...] elas fazem todos os protestos. Querem até saber parte das trucagens das assombrações, mas amam quando você deixa certos aspectos sob o véu do mistério. Romanos Sete é a narrativa suprema da ambivalência humana. Sim, desse mal que detestamos e ao qual devotamos energias inconscientes e até mesmo à revelia da consciência. De tal modo que fazemos o que detestamos, enquanto detestamos o que nos seduz até as fimbrias mais profundas do desejo mórbido. Morbidez é o prazer pela e na morte. Assim se pode dizer que todo ser humano carrega, em graus diferentes, profunda morbidez no seu ser — ainda que nos custe crer em tal coisa! Portanto, todos são ambivalentes e mórbidos, e, portanto, todos carecem da glória e da graça de Deus! A salvação, em todos os seus aspectos e nuances, começa com tal admissão. E quem não for capaz de assim se enxergar jamais perceberá os sutis intrincamentos de sua própria perdição! Pense nisto, e não fuja de enxergar-se; pois, sem tal auto-percepção não existe Graça para o coração! Nele, que foi o Único que não viveu ambivalências, daí ser o nosso Salvador,

A manifestação evangélica do dia 05 de junho em Brasília pela defesa da livre expressão religiosa e contra o casamento gay e o aborto reuniu 40 mil pessoas.

INFORMES ICB *Aniversariantes de junho – Dia 17, Juliene; e Dia 26, Suely de Roure. Parabéns a essas grande mulheres. *O Fórum de combate ao Bullying e outras violências, liderado pelos pastores José Augusto Pedra e Rivane Pedra, aconteceu de 4 a 7 de junho no Colégio Mackenzie (Lago Sul). Apesar de apenas cerca de 70 participantes, foi um sucesso. *A reforma do Venâncio III – Estamos à procura de um bom e barato pedreiro para colocar os azulejos. O Pr. José Carlos fez oferta dos azulejos. Precisamos também de um pia nova (100,00), de um vaso sanitário novo (200,00), e de um espelho (100,00). O melhor orçamento de um pedreiro foi de 700,00 de mão de obra e 150,00 de material. Esperamos realizar a obra nesta semana. *Agenda de oração 1) O processo final de aposentadoria do Pastor Julio foi achado e devidamente encaminhado, o que é motivo de ação de graças. 2) Cláudia Galdino dos Santos arranjou um emprego num supermercado; 3) Dr. Cláudio Almeida e Estelita Midão de Almeida – problemas de saude; 5) Maria Zeni, irmã do Pr. Nilson, desenganada pelos médicos em Goiânia; 6) Pr. Rinaldo de Mattos está bem melhor, mas ainda em tratamento de úlcera de estase na perna, agora com um angiologista; 7) Pela saude do nosso querido Pastor Noé Stanley que está em repouso; 8) Pela aposentadoria de Adalgisa, empregada doméstica do casal Nilson e Reijane (já encaminhada no INSS). 10) Noivo de uma sobrinha de Gil (Deninha), Alexandre, com ameaça médica de amputação de um perna e uma lesão no pulmão;

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CULTO DE HOJE: 18:30 HORAS Local: Salão de Festas do Bloco Q da SQN 405 – Brasília,DF Pregador: Wilson Dias - Dirigente: Pr. José Carlos Santos CÂNTICOS 01. SEGURANÇA Vivo feliz, pois sou de Jesus, e já desfruto o gozo da luz! Sou por Jesus herdeiro de Deus, Ele me leva à glória dos céus. Canta minha alma! Canta ao Senhor! Rende-lhe sempre ardente louvor! (bis) Ao seu amor eu me submeti, e extasiado então me senti! Anjos descendo, trazem dos céus ecos da excelsa graça de Deus. Sempre vivendo em seu grande amor me regozijo em meu Salvador; Esperançoso vivo na luz, pela bondade do meu Jesus! 02. TEMPO DE LOUVAR A DEUS Hoje é tempo de louvar a Deus E em nós agora habita o Seu Espírito Então é só cantar e a Cristo exaltar E Sua glória encherá este lugar Vem louvar, vem louvar, vem louvar, vem louvar. No meio dos louvores Deus habita E é Seu prazer cumprir o que nos diz. Então é só cantar e a Cristo exaltar E Sua glória encherá este lugar Vem louvar, vem louvar, vem louvar, vem louvar. 03. TU ÉS FIEL, SENHOR Tu és fiel, senhor, ó Pai celeste, pleno poder aos Teus filhos darás.! Nunca mudaste, tu nunca faltaste: Tal como eras, tu sempre serás. Tu és fiel Senhor! Tu és fiel, Senhor! Dia após dia com bênçãos sem fim. Tua mercê nos sustenta e nos guarda, Tua és fiel, senhor, fiel a mim. Flores e frutos, montanhas e mares, Sol, lua, estrelas no céu a brilhar, Tudo criaste na terra e nos ares, Todo universo vem pois te louvar. Pleno perdão tu das! Paz, segurança! Cada momento me guias, Senhor, E no porvir, ó que doce esperança, desfrutarei do teu rico favor.

04. DEUS ESTÁ PRESENTE Deus está presente, Deus está presente Entre pecadores como nós. Deus está presente, Deus está presente, Deus está presente pronto a perdoar. Deus irá ouvir nossa oração, Nosso fardo vai sobre si levar, Pois Deus está presente, pronto para salvar, Pronto para ajudar, Deus está presente.

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Pensamento da semana: “Abraão não seria o Abraão de Deus se lhe negasse o filho, mas Deus não seria o Deus de Abraão se tivesse permitido o rapaz morrer” – Sören Kierkegaard SEJAM TODOS BEM-VINDOS! “...o nome da cidade será: O SENHOR ESTÁ ALI” – Ez. 48:35 Nosso site: www.igrejacristadebrasilia.com.br

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