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Celebrando a Recuperação

CAMINHOS

PARA VOLTAR A CELEBRAR


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Todos precisamos de recuperação O fato de que temos uma espiritualidade é tão evidente quanto o fato de que temos um corpo. Mario Quintana traduziu isso na afirmação: “A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.” O problema é que, no decorrer da vida (e às vezes até muito cedo) essa alma vai sofrendo feridas, abusos, passa a temer o mundo, passa a temer os outros, passa a tentar controlar as pessoas ao seu redor e desenvolve uma série de mecanismos autodestrutivos. Chamamos isso de “dobras da alma”. A alma, que deveria ser um fluxo constante de amar a Deus, amar a si e amar ao próximo, acaba tendo dobras que impedem o amor de fluir livremente em nossas vidas. O Celebrando a Recuperação é esse exercício de olhar para esse fluxo e entender o que aconteceu para esse fluxo parar. Em que momento eu passei a parar de amar? Quais são os medos que me fazem querer controlar as pessoas ao meu redor? Quais são as feridas que me impedem de refazer laços? Quando olhamos para dentro de nós mesmos e nos reconectamos com Deus, vamos aos poucos desdobrando a alma e voltando a amar. Não tenho a menor dúvida em afirmar que Jesus é tudo o que você precisa. O Celebrando é apenas uma ferramenta para direcionar nosso olhar, organizar nossos pensamentos e viabilizar o encontro de pessoas que estão juntas caminhando na mesma direção. Até hoje, além de Jesus, não conheci ninguém que não se beneficiaria com o Celebrando a Recuperação. E meu convite é que você leia com atenção as matérias das próximas páginas e esteja com o coração aberto para ser trabalhado por Deus. A boa notícia é que Deus não desistiu de nós e Ele tem um profundo interesse em nos amar e nos capacitar para cooperarmos com Ele em sua grande missão de resgatar a humanidade. O Celebrando a Recuperação está no DNA da nossa igreja. Em tudo o que falamos, planejamos ou fazemos, pensamos em criar ambientes em que as pessoas sejam bem recebidas como elas estiverem, e estimuladas a assumirem a necessidade de recuperação que tenham em suas vidas. Seja corajoso! Abra o coração e esteja pronto para descobrir a vida plena que Jesus está disposto a lhe oferecer. Eu tenho certeza que você não vai se arrepender. Sidney Costa Pastor da Igreja Batista Memorial de Alphaville

Oportunidades de Servir no Celebrando a Recuperação O 8º princípio da recuperação é: “Entrego-me a Deus a fim de ser usado para levar essas boas novas a outros, tanto pelo meu exemplo quanto pelas minhas palavras.” Se você já se sente apto a nos apoiar no Celebrando a Recuperação, veja as áreas em que você pode servir: Café de Comunhão, Audio, Visual, Equipe de Louvor e Adoração, Equipe de Recepção, Intercessão e Equipe de Apoio. Para participar, em primeiro lugar, ore para Deus guiá-lo na escolha da área onde você vai servir. Em seguida, escreva para celebrando@ibmalphaville.com.br informando a sua disposição em servir e em qual área. É tão simples quanto isso! Um dos líderes do Celebrando vai fazer contato informando como começar. Queremos agradecer a você por dar mais um passo em sua recuperação, servindo a outros. Com a sua ajuda seremos capazes de alcançar mais pessoas em nossas comunidade, bem como seus familiares, que estão lutando com dependências, compulsões e maus hábitos.


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Primeiro contato com o Celebrando a Recuperação? Comece por aqui! Os Grupos de Partilhas Abertos do Celebrando a Recuperação PODEM:

• Fornecer-lhe um lugar seguro para compartilhar suas experiências, forças e esperanças com outros que também estão passando por uma recuperação centrada em Cristo. • Contar com um líder que passou por uma dor, dependência ou mal hábito semelhante ao seu e que irá conduzir o grupo de tal forma que se concentre em um determinado Passo a cada semana. • O líder também seguirá “As 5 Diretrizes dos Grupos de Partilha” listadas abaixo. • Fornecer-lhe a oportunidade de encontrar uma equipe de prestação de contas e um padrinho/madrinha. • Incentivá-lo a participar de outras reuniões de recuperação realizadas ao longo da semana.

Os Grupos de Partilhas Abertos do Celebrando a Recuperação NÃO PODEM:

• Oferecer qualquer conselho profissional. Nossos líderes não são conselheiros. A seu pedido nós podemos fornecer uma lista de referência com profissionais aprovados. • Permitir que seus membros tentem “consertar” um ao outro.

O que fazer ou não fazer em um Grupo de Partilha

• Mantenha a sua partilha focada em seus próprios pensamentos e sentimentos. Por favor, limite seu tempo partilha entre 3 e 5 minutos. • Não haverá nenhuma conversa paralela. Conversa paralela é quando duas ou mais pessoas se envolvem em conversas excluindo todos os outros. Cada pessoa é livre para expressar seus sentimentos sem interrupções. • Estamos aqui para apoiar uns aos outros, não para “consertar” uns aos outros. • Anonimato e confidencialidade são requisitos básicos. O que é partilhado no grupo permanece no grupo. A única exceção é quando alguém corre o risco de ferir-se ou a outros. • Linguagem ofensiva não tem lugar em um grupo de recuperação centrada em Cristo. • Evite descrições gráficas (detalhadas).

Abaixo você encontra as possíveis áreas de recuperação de que trata o Celebrando a Recuperação. Nem todos

os grupos específicos estão disponíveis nesta comunidade, mas não deixe de procurar orientação do ministério para possíveis indicações.

pág.5 Dependentes Químicos Se você achar que você não pode parar de beber ou usar totalmente, mesmo quando você sinceramente quer, ou se você tem pouco controle sobre a quantidade que você consome, você é provavelmente um dependente químico. Se for esse o caso, você provavelmente sofre de um problema que só uma solução espiritual conduzirá a uma vitória. pág.6 Codependência Este grupo é para aqueles que lutam com a compulsão de resgatar e cuidar dos outros, tendo dificuldade em estabelecer limites, ou reconhecer seu próprio valor. Os membros deste grupo aprender a expressar suas próprias necessidades e desejos de forma saudável. Recuperação Financeira pág.10 Este grupo destina-se ajuda-lo, com o poder de Deus, a ganhar a liberdade financeira de suas dívidas, para que você possa começar a gerir suas finanças segundo o jeito de Deus. Adicionalmente, aprendemos a triunfar sobre o núcleo da dor, dos maus hábitos e dependências que causaram o problema financeiro e roubaram a serenidade e a alegria que Deus tem para você.


4 pág.11 Compulsão Sexual Grupo de apoio para aqueles que buscam a recuperação de comportamentos sexuais compulsivos. Este grupo fornece companheirismo e é um lugar seguro para compartilhar nossas lutas, dores e vitórias, bem como ajuda a estabelecer a responsabilidade e apoio mútuo entre os membros do grupo durante a semana. pág.13 Abuso Sexual, Físico e Emocional Este grupo é para quem têm sofrido (ou sofreram) agressão física, sexual e/ou emocional. A recuperação inclui a cura dos traumas sofridos em algum momento de nosso passado, bem como a cura da influência que estas experiências passadas continuam a ter em nossas vidas. pág.14 Filhos Adultos de Famílias Disfuncionais O problema familiar de alcoolismo nos fez “co-vítimas”, aqueles que assumem as características do alcoólatra, sem necessariamente fazer uso de uma bebida. Escolhendo reconhecer e sair dos comportamentos modelados pelo alcoolismo é o início da sua recuperação. Transtornos Alimentares e vício em comida O propósito deste grupo de recuperação é aprender uma nova maneira de viver. O grupo aborda transtornos alimentares (Anorexia e Bulimia). O grupo de compulsão alimentar envolve o comer compulsivo e aqueles na montanha-russa da dieta (efeito sanfona). Nós aprendemos que nossa tendência é compulsivamente tentar controlar alimentos ou estar fora de controle com alimentos. No seu próprio ritmo, você aprenderá a confiar. Aprenderá a pedir que as suas necessidades alimentares sejam cumpridas e a dizer “não” quando for apropriado, para expressar seus sentimentos e para perseverar quando a sua você for de desistir. Mulheres Dependentes de Amor e de Relacionamentos Este grupo trata somente de compulsão por romance e por relacionamentos, fornecendo um lugar seguro para lidar com a depressão, o isolamento, a falta de confiança e o uso saudável de amor e relacionamentos como um meio de alcançar valor (auto estima). Mulheres codependentes em um relacionamento com um homem compulsivo por sexo Vício sexual e suas causas são amplamente desconhecidos para a maioria das pessoas. Este grupo não apenas fornece apoio, mas também ajuda as mulheres a buscarem uma compreensão de suas próprias questões pessoais. Codependentes podem confrontar sua própria negação e comportamento enquanto ampliam a visão e a compreensão do vício sexual de seu cônjuge. Recuperação da Raiva Estes grupos de recuperação são para homens e mulheres que acham que a raiva é a sua primeira resposta a problemas de qualquer tamanho. A raiva pode ser muito evidente na forma de fúria, ou menos evidente em termos de afastamento e isolamento. Esses grupos se concentram em gerenciar uma emoção dada por Deus de forma construtiva. Atração por Pessoas do Mesmo Sexo O seu relacionamento com Deus está comprometido pela vergonha e pela culpa? Você se afastou de relacionamentos saudáveis por causa de questões homossexuais e isso tem te causado conflitos internos? Se você se relaciona com essas lutas e deseja ajuda, convidamos você a se juntar a nós para a encontrar esperança e força, à medida que aprendemos a aplicar os 8 Princípios de Recuperação em nossas vidas.

Bem-vindo a uma aventura espiritual incrível! * Informamos se alguém correr o risco de se machucar ou machucar aos outros. Seu Líder do Grupo de Partilha tem a responsabilidade de informar ao Líder do Ministério do Celebrando a Recuperação.


5 O Problema

Dependência Química

Se você achar que você não pode parar de beber ou usar totalmente, ou se você tem pouco controle sobre a quantidade que você consome, você é provavelmente um alcoólatra e / ou um viciado. Se for esse o caso, você pode estar sofrendo de um problema que só uma solução espiritual vai conquistar. Você precisa de recuperação por conta de dependência química? Sim Não 1. Alguma vez você já decidiu parar de beber e / ou usar por uma semana ou mais, mas durou apenas uns poucos dias? 2. Você gostaria que as pessoas cuidassem de suas próprias vidas e quanto ao seu consumo e / ou uso parassem de dizer o que fazer? 3. Alguma vez você já mudou de um tipo de bebida ou droga para outro na esperança de que isso iria impedi-lo de perder o controle? 4. Você tinha que usar um “abridor de olhos” ao acordar, nos últimos 12 meses? Você precisa de uma bebida ou uma droga para começar ou parar de tremer? 5. Você tem inveja de pessoas que podem beber ou usar drogas sem se meter em encrencas? 6. Você já teve problemas relacionados com o beber ou usar nos últimos 12 meses? 7. O seu beber ou uso tem causado problemas em casa? 8. Já tentou obter bebidas ou drogas “extra” em uma festa, porque não recebeu o suficiente? 9. Você diz a si mesmo que você pode parar de beber ou usar a qualquer hora que você quiser, mesmo que você se perceba sob efeito do álcool ou droga quando você não quer? 10. Você já perdeu dias de trabalho ou na escola por causa de beber ou usar? 11. Você tem “apagões”? 12. Alguma vez você já sentiu que a sua vida seria melhor se você não bebesse ou usasse? Qual a sua pontuação? Você respondeu SIM duas ou mais vezes? Então, você provavelmente está com problemas com álcool ou drogas. Somente você pode decidir se você acha que o Celebrando a Recuperação é para você. Tente manter uma mente aberta sobre o assunto. Se a resposta for SIM, teremos o maior prazer em mostrar-lhe como que nós paramos de beber e/ou de usar drogas.

A Solução

O Celebrando a Recuperação não promete resolver os problemas de sua vida. Mas pode mostrar-lhe como: • Trabalhar com os 8 Princípios de Recuperação encontrados nas Bem-aventuranças. Com Jesus Cristo como seu Poder Superior você pode e vai mudar! • Viver sem beber ou usar um dia de cada vez com a ajuda do Poder Superior, Jesus Cristo. • Afastar-se do primeiro gole. Se não houver um primeiro, não poderá haver um décimo. E, quando livre do álcool a vida torna-se muito mais gerenciável, com o poder de Cristo. • Experimentar a verdadeira paz e serenidade que você tem procurado. • Restaurar e desenvolver relacionamentos mais fortes com Deus e com os outros. • Parar de confiar em comportamentos disfuncionais, compulsivos e viciantes como uma “solução” temporária para a dor. • Aplicar os princípios bíblicos de condenação, conversão, renúncia, confissão, restituição, oração, tempo de silêncio, testemunho e ajuda uns aos outros, que são encontrados dentro dos 8 Princípios de Recuperação e os 12 Passoas centrados em Cristo. Quando a vida se torna impossível e passa para a região a partir do qual não há retorno por meio de recursos humanos, há apenas duas altemativas: • A primeira é ir até o fim amargo, apagando a consciência da nossa situação intolerável da melhor forma que poder. • A segunda é aceitar Jesus Cristo como nosso Poder Superior.

Nós escolhemos aceitar Jesus Cristo!


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Codependência (Homens)

O Problema Somos codependentes porque nós permitimos que o comportamento de outra pessoa influencie o nosso comportamento, de tal forma somos consumidos por essa pessoa e pelos seus problemas. Essa obsessão com as questões e problemas dos outros se torna debilitante para nós, na medida que esgotamos uma quantidade excessiva e inadequada de energia mental e emocional sobre eles, deixando pouca, se alguma, energia para nós mesmos. Muitas vezes a nossa infância foi tão caótica e os nossos ambientes foram tão fora de controle, que nós aprendemos maneiras de escapar para tentar encontrar serenidade. À medida que crescemos até a idade adulta, nós trabalhamos duro para tentar controlar o nosso ambiente externo, acreditando que era a chave para a nossa felicidade e paz interior. A nossa família de origem era frequentemente disfuncional. Às vezes até nós mesmos nos sentíamos culpados pelos problemas dos nossos pais. Se fomos aterrorizados pela instabilidade um pai alcoólatra, a raiva tornou-se uma convidada inaceitável e não benvinda em nossa vida. A raiva era para ser evitada a todo custo. Como resultado, aprendemos a acalmar; aprendemos a resgatar. Aprendemos a ter em conta os sentimentos dos outros, a fim de autoproteção e começamos a perder o contato com nossos próprios sentimentos. Nós tornamos a nós mesmos responsáveis pela felicidade dos outros, e quando eles não estavam felizes, nós também não. Somos extremamente leais, mas também extremamente inseguros. A dúvida quanto a nós mesmos é nossa companheira constante, e muitas vezes o ódio à nós mesmos também. Sendo inaceitáveis aos nossos próprios olhos, escondemos o nosso verdadeiro eu, convencidos de que, se alguém realmente nos conhecesse, eles nos abandonariam. Este medo do abandono torna-se, muitas vezes, o combustível do nosso comportamento codependente, na medida que nós procuramos fazer tudo o que for possível para se nos tornarmos tão valiosos que os outros não queiram nos deixar. Por escolha, nossas vidas não são nossas e nossas emoções são de propriedade de qualquer crise que a(as) pessoa(s) mais próxima(s) de nós está(ão) tendo. A Solução Nós não temos que viver desse jeito! Nós temos uma escolha. Podemos viver livre dessas compulsões obrigatórias. Através da ajuda de Deus podemos aprender a assumir a responsabilidade por nossas próprias vidas e permitir que outras pessoas assumam a responsabilidade delas. Com Jesus Cristo como nosso Poder Superior aprendemos a aplicar os 8 Princípios de Recuperação os 12 Passos destinados a nos guiar através da jornada que chamamos de “Recuperação”. Se formos diligentes para fornecer vontade, integridade, consistência e honestidade rigorosa, Deus vai nos suprir com coragem, força e capacidade para dar os passos necessários para ganhar a liberdade de nossos comportamentos compulsivos. No contexto de relacionamentos de cuidado e de amor aprendemos a reconhecer a nossa dependência de Deus. Estamos, então, capazes de dar uma olhada penetrante em nós mesmos, fazendo um inventário tanto da nossas contribuições quanto a dos outros para que nossas vidas nos trouxessem até onde estamos hoje. Como os nossos defeitos de caráter são desenterrados, somos capazes de chegar limpos a nós mesmos, a Deus e às pessoas em quem confiamos. Quando nossos segredos desaparecem a nossa liberdade aumenta. Deus nos fornece ferramentas e a disposição de fazer o que se pensava impossível. Começamos a ver os relacionamentos restaurados, animosidades antigas colocadas de lado e a vida restaurada. Aprendemos a fazer o inventário diariamente para que possamos continuar a caminhar na verdade, na luz e na liberdade. Mais importante ainda, podemos nos aproximar de Deus mais do que nunca. Começamos a ser usados por Ele para compartilhar nossas vidas e milagres de Deus com os outros, para que possam experimentar a esperança e cura que experimentamos. A Definição de Sobriedade para o Codependente A sobriedade para o codependente é um pouco diferente em sua natureza por não termos uma substância da qual se abster. Nosso vício é mais relacional, por natureza. A chave é aprender a ter relacionamentos saudáveis e como estabelecer e impor limites adequados para que possamos estabelecer com precisão até onde vai a nossa fronteira e onde inicia a de outra pessoa. Portanto, definimos a sobriedade para o codependente como um compromisso fiel de dedicação de forma consistente ao programa, o que inclui trabalhar ou ter trabalhado o Grupo de Estudos Passos do Celebrando a Recuperação; a presença constante nas reuniões nas noites de terça, e a responsabilidade com um Padrinho e com Parceiros(as) de Prestação de Contas. Defendemos o uso de um diário, o inventário diário, a transparência e a honestidade rigorosa.


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Codependência (Mulheres)

O Problema Na superfície, a codependência soa como “doutrina cristã”. As codependentes sempre colocam os outros em primeiro lugar antes de cuidar de si mesmas. (Não são cristãos que devem colocar os outros em primeiro lugar?) As codependentes se entregam. (Não deveriam os cristãos fazerem o mesmo?) As codependentes se martirizam. (O Cristianismo homenageia seus mártires.) Padrões de Conformidade | Como codependente, você: • Assume a responsabilidade pelos sentimentos e comportamentos dos outros. • Sinte-se culpada sobre sentimentos e comportamentos dos outros. • Tem dificuldade em identificar o que você está sentindo. • Tem dificuldade em expressar sentimentos. • Você tem medo de sua própria raiva, mas às vezes irrompem de raiva. • Preocupa-se como os outros podem responder a seus sentimentos, opiniões, e comportamento. • Tem dificuldade em tomar decisões. • Você tem medo de ser ferida e / ou rejeitada por outros. • Minimiza, altera ou nega como você realmente se sente. • É muito sensível a como os outros estão se sentindo e sente o mesmo. • Você tem medo de expressar opiniões ou sentimentos divergentes. • Valoriza outras opiniões e sentimentos mais do que os seus próprios. • Coloca as necessidades e desejos de outras pessoas antes de seus próprios. • Sente vergonha de receber reconhecimento e elogios, ou presentes. • Julga duramente tudo o que você pensa, diz, ou faz, como nunca estando “bom o suficiente”. • É uma perfeccionista. • É extremamente leal, mantendo-se em situações muito danosas por longo tempo. • Não pede a outros para satisfazer suas necessidades ou desejos. • Não se percebe como amável e como alguém que vale a pena. • Compromete seus próprios valores e integridade para evitar rejeição ou raiva dos outros. Em seu sentido mais amplo, a codependência pode ser definida como um vício para com as pessoas, comportamentos ou coisas. Codependência é a falácia de tentar controlar os sentimentos interiores por pessoas controladoras, coisas e eventos externos. Para a codependente, o controle ou a falta dele é fundamental para todos os aspectos da vida.

A Solução Jesus ensinou o valor do indivíduo. Ele disse que devemos amar os outros iguais a nós mesmos, não mais do que nós mesmos. O amor a si mesma é a base para amar os outros. As diferenças entre uma vida de serviço e codependência assume várias formas. A motivação difere. Será que a pessoa doa livremente a si mesma e o seu serviço ou é porque ela se considera sem valor? Será que ela procura “agradar as pessoas?” Será que ela age por culpa e medo? Será que ela age pela necessidade de se sentir necessária (o que significa que ela realmente usa a outra pessoa para atender suas próprias necessidades; o ajudado torna-se um objeto para que o ajudador alcance seus próprios objetivos)? • As codependentes aprendem a ganhar a sua autoestima por meio de Jesus Cristo. • O Cristianismo (A Bíblia) ensina que uma pessoa tem valor simplesmente porque ela foi criada por Deus. • Sua autoestima não é baseada no trabalho que você faz ou no serviço que você executa. • O serviço deve ser uma escolha ativa. As codependentes aprendem a “agir” em vez de “reagir”. • As codependentes permitem que o serviço cristão saudável tragam alegria. • A fé cristã chama para uma vida equilibrada e de cuidados consigo mesma. • As codependentes aprendem a escolher um comportamento equilibrado em vez de um comportamento viciante e permitem que os outros estejam no comando de suas próprias vidas. • As codependentes aprendeem a viver vidas equilibradas, assumindo a responsabilidade pela sua própria saúde e bem-estar. • As codependentes aprendem como definir e manter limites saudáveis e estabelecer limites para si mesmas, não permitindo que outros comprometam esses limites. • As codependentes aprendem a ajudar os outros de maneira adequada, permitindo que ajam de forma independente, ao invés de fazer com que os outros dependam delas. • As codependentes aprendem a ser dirigidas por Deus e a serem livres de compulsividade, sabendo que Deus traz os resultados finais.


A8 dicção O que se esconde por trás? As adicções são processos complexos que nos levam a agir de forma insana, ou seja, repetindo um comportamento que não atende à nossa necessidade num ciclo difícil de ser quebrado. Com a assessoria de Carlos Barcelos, pontuamos alguns dos movimentos que alimentam esse ciclo. O psicólogo e pastor Carlos defende que o ciclo se inicia em um contexto onde o sujeito se sente sem escolha diante de um mandato social (veja o quadro vermelho). Sofrendo alguma situação e sem enxergar possibilidade de resolvê-la, o sujeito opta por uma resposta deslocada (veja o quadro amarelo). A resposta deslocada também não resolve a causa Mandato Social é uma obrigação silenciosa ou, às vezes, mais explícita. Normalmente se encaixa na frase “Tenho que...” Costuma ser mascarada pelo consentimento do sujeito. Pode ser que a pessoa até goste do que ela “tem que”, mas o que a move a agir não é a vontade mas o mandato. O que aprendemos com Jesus, a quem até a vida foi tirada (mas não contra sua vontade!), é que somos perfeitamente livres para amar.

Falta de Escolha

Mandato Social

do sofrimento, mas dá a sensação de controle – o que traz alguma recomensa emoObsessão cional, retroalimentando o processo. Mas o problema continua sem solução e o Compulsão sujeito se deparará com ele novamente. Outro elemento que reforça o ciclo é a resposta da família, ou do círculo social, em volta do sujeito. Porque quando alguém desenvolve um comportamento insano, os outros à sua volta são obrigados a se adaptar. Essa adaptação, normalmente, retroalimenta o sistema, reforçando o mandato social e a mentalidade do adicto de que responder de forma deslocada é sua única opção. Por exemplo, se uma mulher percebe que o marido alcoólatra bebe sempre que discutem, e se anula tentando não dar margem a discussões, ela está oferecendo ao marido a sensação do controle mas, ao mesmo tempo, está tentando controlá-lo. Sem perceber, ela entrou no processo de insanidade, reforçando e retroalimentando o ciclo da adicção.

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9 Adicção, comportamento visível, a ponta do iceberg

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Resposta adequada: recuperação

Resposta Deslocada

Resposta Deslocada é a tentativa de preservar o controle sobre a vida e sobre os sentimentos diante de uma situação de deseperança imposta pelo mandato social e a falta de escolha por ele gerada. A resposta deslocada promove a sensação de controle por meio de uma decisão que não resolve o problema, mas oferece recompensa emocional. Por exemplo, um sujeito que vive em um lar disfuncional pode passar a beber para sentir-se “dono do próprio nariz”, sem que isso resolva seu lar, mas obtendo a recompensa emocional pela decisão que tomou.

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Obtendo o reforço da família ou do círculo social, estabelece-se um sistema em que o adicto se sente impelido a dar sempre a mesma resposta deslocada para sua necessidade. A dependência química, quando há, é uma consequência fisioAdicção lógica dessa insistência numa resposta deslocada. (dependência) O sujeito adicto entra em um ciclo do qual não consegue sair. Não se trata mais de força de vontade, pois a adicção sequestra a vontade e o sujeito se torna impotente diante da adicção. É por isso que o primeiro passo da recuperação implica em reconhecer a nossa impotência diante da adicção. A saída desse ciclo está no Evangelho. Porque Jesus nos liberta para amar e para sermos obedientes somente a Deus. Na fé cristã não há qualquer “tem que”. Diante de uma situação de sofrimento e de falta de escolha, o cristão sujeita sua vontade a Jesus e tudo o que fizer, fará com alegria, como para o Senhor. Não há o desejo pelo controle e pela autossuficiência. Tudo o que ele faz é por amor a Jesus, entregando seus pedidos a Deus com ação de graças, confiando que Ele agirá. E Ele sempre age.

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Para saber mais sobre adicção e sobre a saída – a resposta adequada – conheça o Celebrando a Recuperação, um grande grupo que se reúne toda terça-feira para aprender mais sobre os processos da alma e se divide em pequenos grupos de apoio por tema. Há grupos de feridas emocionais, dependência química, recuperação financeira e transtornos emocionais. Há grupos para homens e para mulheres. Saiba mais sobre o Celebrando em nosso site, ou em: www.celebrandoarecuperacaosp.com.br


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Recuperação Financeira

O Problema Você precisa de recuperação na área financeira? Sim Você ignora ou joga fora suas contas e avisos de cobrança OU corre até a caixa de correio para apanhar as contas antes de qualquer pessoa? Você mente, nega e faz promessas que não pode cumprir para se livrar dos cobradores ao telefone? Você assume compromissos financeiros que não pode cumprir? Sua autoestima ou autovalor são determinados pela quantidade de dinheiro em sua conta bancária, ou pelo “crédito disponível” concedido a você através dos cartões de crédito? Ter dinheiro o torna feliz? Sua atitude em relação ao dinheiro é de “eu trabalhei, eu ganhei, eu gasto da maneira que eu quiser, no que eu quiser, quando eu quiser”? Você utiliza a distribuição do dinheiro para controlar seu cônjuge, filhos ou outros? Você possui um orçamento ou você espera firmemente ganhar dinheiro no final do mês? Quando você fica estressado, deseja gastar dinheiro? Você faz compras para fazer a si mesmo se sentir melhor? Você deve dinheiro à sua família e amigos e agora evita contato com eles porque não os pagou? Você está com medo de pedir ajuda financeira por causa da atual desorganização financeira em que está e da forma como você entrou nesta situação? Você costuma jogar, frequentar cassino, joga pela internet, joga na loteria? Seu guarda roupa está cheio de roupas que você não usa? Algumas de suas roupas ainda possuem a etiqueta de compra? Vocês cresceu em um lar aonde o amor era demonstrado através de presentes e dinheiro? Você está tentando estar sempre na moda e adquirir os últimos lançamentos? Você dá o dízimo primeiro e paga as contas depois ou é ao contrário?

Não

Qual a sua pontuação? Você respondeu SIM duas ou mais vezes? Somente você pode decidir se você acha que o Celebrando a Recuperação é para você. Tente manter uma mente aberta sobre o assunto. Se a resposta for SIM, teremos o maior prazer em mostrar-lhe como que nós encaramos a recuperação financeira.

A Solução

• Admitir que meus sentimentos e emoções sobre o dinheiro são dirigidos pelo medos, feridas e maus hábitos. • Que minha falta de sanidade financeira não está honrando a Deus e que minhas finanças estão fora de controle. • Reconhecer que Deus tem muito a dizer sobre o dinheiro e sobre como devemos lidar com ele. • Perceber que meus hábitos de gastar/guardar dinheiro são reflexo direto do que está em meu coração. • Aplicar os 8 princípios à minha vida e finanças para obter controle sobre mim mesmo e sobre elas. • Confiar a Deus todas as minhas finanças e o colocar em primeiro lugar ao doar com alegria. • Guardar 10% do que eu ganho, o que significa honrar a mim mesmo e minha família. • Parar de contrair novas dívidas. • Fazer a restituição financeira a todas as pessoas e instituições a quem eu devo. Definição de sobriedade: Vivendo pelas diretrizes financeiras de Deus Doar 10%, Poupar 10% e Viver com 80%.


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Compulsão Sexual (homens)

O Problema Nosso desejo começou como um desejo avassalador de alívio prazeroso de uma dor interna, vazio ou insegurança que não fomos capazes de lidar de qualquer outra forma. De início, ele proporcionou o alívio que procurávamos. Por um tempo, o sexo conosco mesmos ou com outros dissolveu a tensão, aliviou a depressão, resolveu o conflito e forneceu os meios para lidar ou escapar de situações aparentemente insuportáveis da vida. Eventualmente, a nossa busca de alívio se tornou um vício, que ganhou vida própria. Prazer e alívio foram gradualmente substituídos por tensão, depressão, raiva, culpa e angústia, mesmo física. Para aliviar essa nova dor, recorremos a mais sexo e luxúria, perdendo mais ainda o controle no processo. Fomos levados a gastar mais tempo pensando e realizando o nosso vício. Nós vivemos em negação para evitar reconhecer o quanto da nossa vida era controlada por nossa compulsão. Finalmente, o nosso vício teve prioridade sobre tudo: a nossa capacidade de trabalhar, de viver no mundo real, de se relacionar com os outros e de estar perto de Deus. O que começou como a cura tornou-se a doença. A resposta tornou-se o problema. Estávamos irremediavelmente viciados em luxúria. Você é um compulsivo sexual? Sim Não 1. Você vai de um relacionamento para outro? 2. Você sente que o relacionamento certo é aquele que supre todas as suas necessidades? 3. Você usa o sexo como uma fuga? 4. Você cria desculpas para deixar seu parceiro o mais rápido possível após o ato? 5. Depois de uma experiência sexual você se sente culpado? 6. A sua busca de sexo interferiu com o seu relacionamento com o seu cônjuge? 7. Você acha que você é incapaz de resistir a uma insinuação sexual? 8. Alguma vez você já procurou ajuda para mudar o seu comportamento sexual ou pensamento? Alguma vez você já desejou mudar? 9. Alguma vez você já tentou limitar ou abandonar essa prática, mas foi incapaz de conseguir? 10. Você se coloca, ou a outros, em situações perigosas na busca por sexo? 11. Você já descobriu que é incapaz de resistir a sexo ou a imagens sexuais? 12. Você tem dificuldade de concentração, ou de completar tarefas no trabalho, sempre pensando em sexo? 13. Você gasta tempo na internet vendo sites pornográficos? 14. Você gasta tempo de trabalho para exercer atividades sexuais? 15. Você sente que perdeu o controle de suas ações para suprir a necessidade de sexo? 16. Você já foi preso por um crime sexual? Se você respondeu SIM a pelo menos sete destas perguntas, considere explorar esta área de recuperação.

A Solução A nova solidão nos oprimiu na medida que percebemos que, por causa da nossa compulsão, nos tornamos cada vez mais separados de Deus e nossos entes queridos. Começamos a buscar sobriedade, e ao ficarmos sexualmente sóbrios por algum tempo, descobrimos que, apesar de não estar praticando a nossa compulsão, nossa obsessão ainda estava conosco. Começamos a reconhecer as muitas armadilhas que o inimigo usa para nos enganar. Nós aprendemos a não confiar em nosso “eu” falho e enfraquecido, mas sim, nos voltamos para o puro amor de Deus e seu poder absoluto. Com um aumento da confiança em Deus, nós trabalhamos em nossa recuperação com atitudes diferentes, um coração mudado e a crescente humildade, e assim ganhamos uma vitória progressiva sobre luxúria. À medida que nos rendemos a Deus, a tentação começa a perder o controle sobre nós. Quando admitimos nossa impotência e entregamos nossas vidas e nossa vontade para Deus, Ele trabalhou em nós, e nós começamos a desfrutar de um equilíbrio novo e saudável em nossas vidas. Em humildade e no aprendizado com os outros no programa, continuamos a andar em Sua força, ganhando a verdadeira liberdade de luxúria e do pecado através da obediência à Cristo, nosso Senhor.


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Compulsão Sexual (mulheres)

O Problema Com as mulheres, o vício sexual é único. Nosso comportamento variou de sexo consigo mesma, sexo por telefone, sexo pela internet e pornografia. Estamos empenhadas na promiscuidade, relações ilícitas e de múltiplos adultérios. Para alguns de nós é dança exótica, serviços de acompanhantes e prostituição. Nós usamos nossos corpos, vestido intencionalmente de forma a provocar outras pessoas, criando uma ilusão que nos dá a falsa sensação de autoestima. Ficamos viciadas em intrigas, em provocações, e no que é proibido. Nós prejudicamos nossos relacionamentos, empregos, a moral e os valores; nós ainda temos negligenciado nossos filhos. Durante todo o tempo, nós racionalizamos nossos comportamentos sexuais. Nós nos perguntamos: “Como um pouco de fantasia pode nos ferir?”, ou “O que eles não sabem, não lhes fará mal.” Como vivemos uma vida dupla, nos tornamos desconectadas da realidade tornando impossível uma verdadeira intimidade com alguém. Carregamos este comportamento de relacionamento em relacionamento e até mesmo em nossos casamentos. Por quê? Nós estávamos fugindo, fugindo do amor, da dor, da dor da vergonha, do ódio por nós mesmas e das múltiplas formas de abuso. Faltou-nos a autoestima e a temida intimidade. Tentamos nos relacionar e tentamos fugir. Nos sentimos abandonadas. Tivemos a necessidade de estar no controle e de ter poder sobre os outros. Espiritualmente fomos à falência. Aprendemos a entorpecer os nossos sentimentos e lidar com as nossas insuficiências, buscando por uma cura que acabaria por nos destruir. Este sistema de crença doentia não estava em conformidade com o plano que Deus tinha para a nossa sexualidade. O vício sexual é progressivo. Ele pode começar como um pequeno flerte ou uma “curiosidade”. Quando nós cruzamos uma linha ele nos coloca em movimento para cruzar a linha seguinte com mais facilidade. Pergunte ao adúltero, à prostituta ou ao escravo da Internet: “Quando? Como eles começaram? E como ele terminou?” Nós nos perguntamos: “Como chegamos até aqui?” Às vezes, nem nos lembramos por que começamos a agir assim. Dizemos a nós mesmos que o próximo ato sexual vai ser melhor e mais duradouro, mas nunca é. Eventualmente, os nossos comportamentos resultaram em relacionamentos fracassados: os nossos casamentos, trabalhos, bens materiais e, em alguns casos, os nossos filhos. Para muitos, os riscos de doenças sexualmente transmissíveis (DST) são agora uma realidade. E, finalmente, nós batemos no fundo do poço. Há um vazio que não temos sido capazes de preencher com a fantasia, sexo ou luxúria. Desvendando a Compulsão Sexual Vício sexual feminino é um vício de usar nossa sexualidade pelas razões erradas com as pessoas erradas. COMPORTAMENTOS COMPULSIVOS: adultério múltiplo, relações ilícitas, masturbação, pensamentos / fantasia sexual, pornografia, promiscuidade, salas de chat, sexo virtual, sexo por telefone, flertes de Internet, exibicionismo, dança exótica, servindo como acompanhante / prostituta, troca de casal, relação sem compromisso, vestirse provocativamente, encontros sexuais / relações sexuais com outras mulheres (homossexualidade), relacionamentos com homens e mulheres (bi-sexualidade), a vida dupla secreta, comportamentos / situações de alto risco. CARACTERÍSTICAS QUE ALIMENTAM O VÍCIO SEXUAL: Luxúria e o desejo de ser cobiçada, controle e poder, raiva e fúria, rebeldia, egoísmo, extrema forma de se justificar, a falta de prestação de contas (jogo da culpa), ressentimentos, vingança, egoísmo, autodestruição, orgulho, inveja, competitividade, isolamento e fuga do amor. QUESTÕES CENTRAIS: Fuga do amor, o medo da intimidade verdadeira, falsa intimidade, o medo do compromisso, a falsa autoimagem, ódio a si mesma, a falta de autoestima, autoimagem distorcida, necessidade de controlar, falta de carinho, fuga, solidão , culpa, vergonha, vazio espiritual. NÚCLEO: Abuso sexual, emocional, verbal, físico, abuso em forma de abandono (fisicamente / emocionalmente).

A Solução • Comprometer-se com Jesus Cristo e com os 8 Princípios de Recuperação. • Formar uma equipe Prestação de Contas: Padrinho/Madrinha, Parceiros de Prestação de Contas. • Participar do grupo de mulheres compulsivas por sexo e do Grupo de Estudo de Passos. • Comprometer-se com um momento de silêncio diariamente com a Bíblia. • Ler os materiais de compulsão sexual. Saiba mais sobre o seu vício! • Identificar os gatilhos. • Evitar vícios secundários: alimentares / distúrbios alimentares, álcool / drogas. • Evitar pessoas, lugares e coisas que estimulem o seu vício.


a raiz de cada questão central com as quais se identifica e se dispor a experimentar a dor, 13•oCompreender 13 perdão e a aceitação. • Aceitar os padrões de Deus para a sexualidade. • Permitir que Deus tenha total acesso às nossas mentes e, através do programa, alterar o seu sistema de crenças para a sua sexualidade.

Sobreviventes de Abuso físico, sexual, emocional O Problema A história de abuso é um pano de fundo comum quando a meta é entrar ou manter a recuperação. A recuperação é um processo de duas etapas. A primeira é a cura dos traumas que sofremos em nosso passado, e a segunda é a cura da influência que essas experiências passadas continuam a ter em nossas vidas presentes. (A maioria de) Sobreviventes de Abuso Físico / Sexual / Emocional ... • Hesita em identificar-se como vítimas de abuso. • Sente-se isolada, deprimida, sem valor e impotente para mudar. • Está lutando com sentimentos a respeito de Deus em relação às suas experiências de abuso em suas vidas. • Condena-se, negando que os abusos do passado afetam suas circunstâncias atuais. • Sente-se fora de controle e derrotada nas áreas de comportamento compulsivo. • Sente-se zangada, amarga, rebelde e tem problemas com figuras de autoridade. • Sente uma falta de autoestima. • Está preocupada com pensamentos sobre o que significa ter um relacionamento “normal” com os outros: companheiros, amigos, família. • Questiona a sua própria identidade sexual e pode sentir confusão em relação à sua própria sexualidade. • Deseja recuperar a sua sexualidade e se sentir segura em relacionamentos íntimos. • Questiona sua auto-realidade, “Quem sou eu?” • Pergunta se a vida tem um propósito. • Sente-se “em casa” em situações de crise. • Luta com o perfeccionismo ou com pensamentos de “tudo ou nada”. • Deseja de ter a vitória por meio de Cristo sobre a experiência de abusos em sua vida.

A Solução Sobreviventes de Abuso Físico / Sexual / Emocional podem experimentar recuperação quando...

• Reconhecemos que somos impotentes para curar as emoções danificadas resultantes do abuso sofrido. Nós olhamos para Deus pelo poder de nos fazer inteiras novamente. • Reconhecemos que o plano de Deus para nossas vidas inclui vitória sobre a experiência de abuso. • Entendemos que as pessoas que nos abusaram são responsáveis pelos atos abusivos cometidos contra nós. Nós não vamos aceitar a culpa e a vergonha resultantes desses atos abusivos. • Nós olhamos para Deus e Sua Palavra para encontrar a nossa identidade como seres humanos de valor e sermos amadas. • Estamos honestamente compartilhando nossos sentimentos com Deus e pelo menos uma outra pessoa para nos ajudar a identificar as áreas que precisam de limpeza e cura. • Nós aceitamos a responsabilidade por nossas respostas a abusos. • Estamos dispostas a aceitar a ajuda de Deus na decisão e no processo de perdoar a nós mesmos e aqueles que tiverem cometido abusos contra nós. • Estamos dispostas a amadurecer em nossos relacionamentos com Deus e com os outros. • Estamos dispostas a serem usadas por Deus como um instrumento de cura e restauração na vida dos outros. “A Solução” é parcialmente baseado no livro “Ajudando as Vítimas de Abuso Sexual” por Lynn Heitritter e Jeanette Vought.


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Filhos adultos de famílias disfuncionais

O Problema Como filhos adultos de famílias disfuncionais, os nossos sentimentos, pensamentos, experiên-

cias, ações e premissas da infância afetarão toda a nossa vida adulta. Quando nossas experiências vêm de um lar disfuncional afetada por um viciado (ou vários viciados), podemos criar um “segredo” sobre o vício de família que trazemos conosco ao longo da vida. Como filhos adultos de famílias disfuncionais, as nossas habilidades de sobrevivência da infância, tais como o isolamento, o perfeccionismo e de ser o pacificador da família, tornaram-se nossos hábitos e compulsões como adultos. E há uma série de outras características que exibimos como adultos. • Temos dificuldade em expressar as nossas necessidades ou sentimentos. • Nos encontramos constantemente buscando a aprovação dos outros. • Vemos a nós mesmos como vítimas e culpamos as circunstâncias que vivenciamos com o viciado (s) em nossa família. • Temos relações com pessoas que precisam de cuidado ou de resgate. • Nos julgamos severamente, especialmente quando as coisas não vão perfeitamente. • Passamos tempo limpando os problemas dos outros, negligenciando os nossos. • Experimentamos uma profunda perda de confiança nos outros. • Vivemos na ansiedade, pisando em ovos, esperando mudanças nos outros. • Resistimos a mudar. • Lutamos com sentimentos inexplicáveis, como raiva, ira e tristeza. • Temíamos intimidade emocional e física. • Nos esforçamos para a perfeição ou evitamos responsabilidade completamente. • Buscamos comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade em um carro, prazer sexual, abuso de substâncias, ou brigas. Esta lista não é conclusiva, de modo que podemos ter experimentado outros comportamentos e sentimentos que nos levaram a viver uma vida “ligado” ao viciado(s) na família, mesmo que este já não esteja vivo. Independentemente de “como chegamos até aqui” adotamos muitas formas disfuncionais de comportamento que estão nos impedindo de viver uma vida saudável e livre.

A Solução Como Filhos Adultos de Familias Disfuncionais precisamos descobrir a diferença entre a nossa experiência de infância e as nossas experiências de hoje. Precisamos nos permitir sentir raiva das coisas ruins que aconteceram para nós e, em seguida, lamentar o passado. Já não queremos que o nosso passado nos controle. No entanto, para fazer isso, precisamos enfrentar o nosso passado, deixar-nos curar, e em seguida, tomar posse de uma nova vida a partir de comportamentos aprendidos na recuperação. • Podemos assumir a responsabilidade pelo nosso próprio comportamento e escolhas. • Podemos definir limites claros e fronteiras com o viciado(s) da família e outros. • Podemos aceitar o nosso(s) familiar(es) como um viciado. • Podemos buscar relacionamentos saudáveis na recuperação e se afastar de isolamento. • Podemos ser honestos com as nossas circunstâncias, nossos sentimentos, e nós mesmos. • Podemos aceitar nossas imperfeições. • Podemos descobrir nossas próprias necessidades e suprí-las. • Podemos permitir que o nosso “sim” seja sim e o nosso “não” seja não. • Podemos aprender a nos expressar com calma, sem sermos defensivos ou exagerados. • Podemos aprender a confiar nos outros. • Podemos aprender a se comportar como adultos, definindo padrões de comportamento para os outros e para nós mesmos. • Podemos nos comprometer a participar do Celebrando a Recuperação em uma base regular. Como resultado, nós seremos capazes de ver nossa família disfuncional como elas são e liberá-los de afetar nossas vidas de forma negativa, à partir de hoje em diante. Agora vamos ser capazes de “crescer” emocionalmente e espiritualmente e, por sua vez, aprender a aceitar e amar a nós mesmos o tempo todo, lembrando que Deus nos ama do jeito que somos.


15 Os 12 Passos e as relações bíblicas Passo 1: Admitimos que éramos impotentes perante nossas feridas, dependências e comportamentos compulsivos, que nossas vidas se tornaram ingovernáveis. “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.” – Rm.7:18 (NVI) Passo 2: Acreditamos que um Poder Superior a nós poderia devolver-nos à sanidade. “Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.” – Fl.2:13 (NVI) Passo 3: Decidimos entregar nossas vidas e nossas vontades aos cuidados de Deus. “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.” – Rm.12:1 (NVI) Passo 4: Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. “Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor.” – Lm.3:40 (NVI) Passo 5: Admitimos perante Deus, perante nós, e perante outro ser humano a natureza exata dos nossos erros. “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados.” – Tg.5:16a (NVI) Passo 6: Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. “Humilhem-se diante do Senhor, e Ele os exaltará.” – Tg.4:10 (NVI) Passo 7: Humildemente pedimos a Deus que removesse todas as nossas imperfeições. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” – I Jo.1:9 (NVI) Passo 8: Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem prejudicamos e dispusemo-nos a reparar os danos a elas causados. “Como vocês querem que os outros lhe façam, façam também vocês a eles.” – Lc.6:31 (NVI) Passo 9: Fizemos reparações diretas a tais pessoas sempre que possível, exceto quando fazê-lo implicasse prejudicá-las ou a terceiros. “Portanto, se você estiver apresentando a sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente a sua oferta.” – Mt.5:23,24 (NVI) Passo 10: Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quanto estamos errados, admitimos prontamente. “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia.” – I Co. 10:12 (NVI) Passo 11: Procuramos, por meio da oração e da meditação, melhorar o nosso contato consciente com Deus, pedindo apenas o conhecimento de sua vontade para nossas vidas e forças para realizá-la. “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo.” – Cl. 3:16a (NVI) Passo 12: Tendo experimentado um despertar espiritual graças a estes passos, procuramos levar esta mensagem a outros e praticar esses princípios em todas as nossas atividades. “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.” – Gl. 6:1 (NVI)


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O Caminho para a Recuperação

Os 8 Princípios da Recuperação baseados nas Bem Aventuranças, por Rick Warren. • Reconheço que não sou Deus. Admito que sou impotente para controlar minha tendência para fazer coisas erradas e que a minha vida está fora de controle. “Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres.” - Mt. 5:3 • Eu acredito de todo o coração que Deus existe, que Ele se importa comigo e que tem o poder de me ajudar em minha recuperação.“Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará.” - Mt. 5:4 • Conscientemente escolho confiar toda a minha vida e minha vontade aos cuidados e controles de Cristo. “Felizes as pessoas humildes.” - Mt. 5:5 • Unilateral e abertamente analiso e confesso todas as minhas falhas a mim mesmo, a Deus e a alguém de minha confiança. “Felizes as pessoas que tem o coração puro.” - Mt. 5:8 • Peço, humildemente, que Deus remova meus defeitos de caráter e, voluntariamente, submeto-me a cada mudança que Ele queira fazer em minha vida. “Felizes as pessoas que tem fome e sede de fazer a vontade de Deus” - Mt. 5:6 • Examino todos os meus relacionamentos. Ofereço perdão àqueles que me fizeram mal e reparo os danos que causei a outras pessoas, exceto quando fazê-lo provocaria mais danos a eles ou a outras pessoas. “Felizes as pessoas que tem misericórdia dos outros” - Mt. 5:7 • Reservo, diariamente, um tempo com Deus para auto avaliação, leitura da bíblia e oração, a fim de conhecer a Deus e a Sua vontade para a minha vida e obter força para segui-la. “Felizes as pessoas que trabalham pela paz..” - Mt. 5:9 • Entrego-me a Deus a fim de ser usado para levar essas boas novas a outros, tanto pelo meu exemplo quanto pelas minhas palavras. “Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus.” – Mt. 5:10

Oração da Serenidade Reinhold Niebuhr Deus, conceda-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que posso e a Sabedoria para distinguir uma da outra. Vivendo um dia de cada vez, apreciando um momento de cada vez; recebendo as dificuldades como um caminho para a paz; aceitando, como Jesus o fez, este mundo pecaminoso como ele é, e não como gostaria que fosse; confiando que o Senhor fará tudo dar certo se eu me entregar à Sua vontade; pois assim poderei ser razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz ao Seu lado para sempre na próxima. Amém!

Nossos encontros acontecem toda Terça-Feira às 20h na IBMAlphaville. Participe!

Av. Tamboré, 1511 ibmalphaville.com celebrandoarecuperacaosp.com.br

Celebrando a Recuperação - IBMAlphaville  

Conheça o Celebrando a Recuperação, descubra se você precisa de recuperação em alguma área conheça os 8 princípios e os 12 passos.

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