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REVISテグ 2012

4 Pintura de Franテァois-Renテゥ Moreaux, Museu Imperial do Brasil

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anos

Polテュtica Internacional e crise mundial


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Teste seus conhecimentos. Toda semana, questões sobre temas do caderno. E mais! Um simulado com 100 questões.

Resultado no exame pode garantir certificado de ensino médio Quem tem 18 anos ou mais e não concluiu o ensino médio pode aproveitar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para conseguir o certificado. O candidato à certificação vai responder as mesmas avaliações que os outros inscritos. A pontuação mínima que deve ser alcançada é de 400 pontos em cada uma das quatro áreas do conhecimento e 500, na redação. Após receber o boletim individual de desempenho, é necessário que o candidato busque os caminhos formais para a certificação nas secretarias estaduais de Educação. Os institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e os centros federais de Educação Tecnológica (Cefets) também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem. O candidato deve conferir no Edital do Exame a lista de instituições da sua região que oferecem a certificação. O certificado de conclusão não garante a conquista de uma vaga no ensino superior, pois os critérios adotados são diferentes. Para obter certificação basta alcançar a pontu-

ação mínima, mostrando que adquiriu as habilidades básicas exigidas para o nível médio. Para conseguir vaga no ensino superior, há como critério, além da nota, o número de vagas disponíveis. Passo a passo Para receber o diploma de conclusão do ensino médio, é importante que o participante encaminhe à secretaria da Educação de sua região o boletim de desempenho individual do Enem. A emissão do certificado de conclusão é de inteira responsabilidade das secretarias. O boletim individual de resultados será enviado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e, também, poderá ser consultado no site do Instituto. Mas preste atenção! O boletim atesta o grau de conhecimento do participante no exame, mas não vale como certificado. Com a certificação, o participante poderá se inscrever em vestibulares e seleções das universidades e cursos profissionalizantes.

Continue acompanhando o Canal Enem no iBahia Todo o conteúdo dos cadernos especiais Enem publicados no jornal Correio também são disponibilizados no Canal Enem no site iBahia. Além de ter acesso a todo o conteúdo que já foi publicado nos impressos, o canal também traz questões sobre os temas abordados, para que você teste os seus conhecimentos e se sinta ainda mais preparado para as provas. Todas as semanas são 10 novas

questões. Além disso, o site traz um simulado com 100 questões que abordam temas de todas as áreas do conhecimento cobradas no Exame. Não conseguiu sua folha de redação? Você não vai ficar sem participar do concurso Redação de Primeira por causa disso. Acesse o canal Enem iBahia e baixe a folha. Acesse www. ibahia.com/enem e aproveite todo o nosso conteúdo.

www.ibahia.com/enem Analista de Marketing Joyce Lins Tel.: (71) 3203-1143

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Guia de redação já está sendo entregue

O manual A Redação no Enem 2012 - Guia do Participante, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já está sendo distribuído para as escolas públicas e aos candidatos que solicitaram atendimento especial.

O guia, que poderá ser usado pelos professores nas salas de aula, vai orientar os candidatos sobre como se preparar para a prova. Além de detalhar o que é avaliado na correção, o manual também traz uma análise da proposta de redação do Enem 2011 e comentários de textos que atingiram a nota mais alta no ano passado. “O guia vai trazer tudo que o aluno precisa saber sobre o que os avaliadores vão considerar para dar nota [na redação]. O estudante vai saber exatamente em que pode perder pontos e qual a estratégia para ter o melhor desempenho possível”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Quem quiser ter acesso imediato ao guia de redação pode fazer o download no site do Inep ou baixá-lo no canal iBahia.

Participe do concurso de redação do Correio Quer treinar suas técnicas de redação e, de quebra, concorrer a um notebook novinho e uma assinatura semestral do jornal Correio? Então, não perca mais tempo e participe do concurso Redação de Primeira. Você tem até o dia 23 de setembro para entregar seu texto, escrito na folha de redação do concurso, nos postos AcheAqui dos shoppings Barra, Itaigara, Iguatemi, Center Lapa e Paralela, ou enviá-las em formato digital para o e-mail enem@portalibahia.com.br. Qualquer pessoa com mais de 15 anos que more em qualquer cidade da Bahia pode participar. O resultado será divulgado no jornal Correio do dia 11 de outubro. Para quem ainda não conhece o tema, confira a proposta ao lado e boa sorte!

Tema da redação A matéria “O Google viu” publicada pelo jornal Correio no dia 15 de agosto de 2012, mostra imagens de Salvador mapeadas pelo Google para complementar o seu sistema de geolocalização, o Street View do Google Maps. Entre os flagras em diversos pontos da cidade está a falta de educação de pessoas fazendo xixi em via pública. A prática, que já virou projeto de lei, é costume na capital baiana e incomoda a população. Com base no enunciado acima, discorra, em, no máximo 30 linhas, sobre o tema: “Na sua opinião, a educação é de responsabilidade da família ou da escola?”

Visite nosso canal no iBahia e baixe o Manual de Redação do Enem.

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CRISES DA HISTÓRIA 1929 - Crash Em outubro de 1929, as ações de Wall Street começaram a acumular sucessivas e violentas quedas. Até 1932, as ações no mercado americano perderam 90% de seu valor e um terço da população estava desempregada. Foi a maior crise financeira da história dos EUA e, até hoje, economistas teorizam a respeito das reais causas da quebra da bolsa. O maior efeito sobre o Brasil foi a queda do preço do café, então um dos principais produtos de exportação do País.

1973 – Crise do Petróleo Com a Guerra do Yom Kippur, a Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo decide cancelar a exportação de petróleo para países que apoiaram Israel no conflito com o Egito e a Síria. Como resultado, os preços do produto disparam e atingem a casa dos US$ 12 em 1974, quatro vezes maior do que no ano anterior. Para o Brasil, o efeito mais notável foi a desaceleração do crescimento iniciado com o chamado “milagre econômico”: de 9% para 4,6% em 1978.

1982 – Moratória Mexicana O México atola-se em uma crise que culmina com a surpreendente moratória do governo mexicano em agosto de 1982. Mais de 40 países recorreram ao FMI, incluindo o Brasil, que viu a retração de seu PIB em 5% e a inflação ultrapassar os 200%.

1987 – Queda histórica Em 19 de outubro de 1987, o índ maior queda de sua história em u combinação de temores com os desaceleração da economia e a americana injetou pânico nos me temor se alastrou pela Europa e novamente, suspendendo o paga ocasião, como na atual crise, o F rapidamente intervieram, baixand foi a primeira crise que demonst contágio do pânico num mercad

Reflexos da crise americana O mundo passou recentemente por uma das crises econômicas mais graves de sua história. Os problemas começaram nos Estados Unidos, que já estava em recessão desde 2001, após o estouro da bolha das empresas “ponto com”. O país cortou taxas e, como consequência, aconteceu um boom no mercado imobiliário. Os fundos bancários se interessaram pelas dívidas hipotecárias e refinanciaram os débitos. Em 2006, os preços dos imóveis e as taxas de juros não paravam de subir, e os mutuários não conseguiam pagar. Os chamados subprimes (crédito de risco) incluíam desde empréstimos hipotecários até cartões de crédito e aluguel de carros, e eram concedidos a clientes sem comprovação de renda e com histórico ruim de crédito - os chamados clientes ninja (sem renda, sem emprego, sem

patrimônio). Essas dívidas só eram honradas mediante sucessivas “rolagens” o que foi possível enquanto o preço dos imóveis permaneceu em alta. Essa valorização contínua dos imóveis permitia aos mutuários obter novos empréstimos, sempre maiores, para liquidar os anteriores, em atraso. Era uma bola de neve que se formava, incluindo milhões de americanos. O sistema financeiro passou a enfrentar uma crise de confiança e os bancos começaram a ter dificuldades. O resultado é que em setembro de 2008, a crise, já acumulada deste 2007, chegou ao auge, com a estatização dos gigantes do mercado de empréstimos pessoais e hipotecas, como a Federal National Mortgage Association (FNMA), conhecida como “Fannie Mae” e a Federal Home Loan Mortgage Corporation (FHLMC),

apelidada de “Freddie Mac” - que estavam quebradas. Logo em seguida, veio o pedido de concordata do tradicional banco de investimentos Lehman Brothers, com mais de 150 anos de existência e um dos pilares financeiros de Wall Street, e a venda, ao Bank of America, da corretora Merrill Lynch, uma das maiores do mundo. Em outubro do mesmo ano, o Senado e a Câmara dos Estados Unidos aprovaram um pacote de socorro aos bancos da ordem de US$ 700 bilhões. A ajuda aos bancos foi importante, mas o impacto na economia americana – e que também atingiu a Europa - gerou uma desaceleração da demanda em todo o mundo, já que os consumidores, empresas e o governo americano, reduziram os gastos, o que provocou impactos em todo o planeta.

Era Barack Obama O desgaste do então presidente George W. Bush e a crise econômica gerada com o problema no mercado imobiliário iniciada em 2007 impulsionaram a vitória do democrata Barack Obama na eleição a presidente dos Estados Unidos. Bush herdou um superávit de US$ 651 bilhões (R$ 1,3 trilhão) ao assumir o poder, em 2001. Ele deixou o poder com um orçamento com déficit de US$ 438

bilhões (R$ 880 bilhões). A enorme queda na popularidade de Bush (menos de 30% de aprovação em 2008) gerou reflexos eleitorais. O Partido Republicano havia escolhido como candidato a presidente John McCain, político considerado distante de Bush. Quase 66% dos eleitores registrados para as eleições compareceram às urnas, a maior taxa de participação desde 1908. Barack Obama

foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos. Aos 47 anos, tornou-se o primeiro negro a governar o país. Hoje, ainda em meio a reflexos da crise econômica iniciada em 2007, Obama parte para tentativa de reeleição, tendo como adversário o republicano Mitt Romney. Eles possuem posições divergentes em relação à maioria dos temas mais vitais à sociedade dos Estados Unidos.

Endividamento na Europa O mundo vem sendo sacudido atualmente pela crise de endividamento dos países europeus, que tem derrubado bolsas e governos. O descontrole das contas públicas e as particularidades políticas do continente conduziram a zona do euro a uma crise financeira que levará anos para ser totalmente superada. Alguns países, a exemplo da Grécia, gastaram mais dinheiro do que arre-

cadaram por meio de impostos nos últimos anos. Diante da situação, passaram a acumular dívidas. Com isso, a relação do endividamento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) ultrapassou significativamente o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a zona do euro. A crise iniciada na Grécia se estendeu aos demais países da Europa

desde 2010. Junto com Portugal, Irlanda, Itália e Espanha são os que mais sofrem dentro da zona do euro. Atuaram sem disciplina nos gastos públicos e se endividaram excessivamente. Além de possuírem elevada relação dívida/PIB, possuem pesados déficits orçamentários ante o tamanho de suas economias. Por não contarem com sobras de recursos, ou seja superávit, entraram no radar da

desconfiança dos investidores. Em função das dificuldades, sobretudo da Grécia, a União Europeia (UE) adotou um plano de ajuda que incluía empréstimos e supervisão do Banco Central Europeu. A ameaça de extensão da crise levou outros países, como Portugal, Itália e Espanha a tomar medidas de austeridade. Em maio de 2010, a UE e o FMI acordaram um plano de resgate de 750

bilhões de euros para evitar que a crise se estendesse por toda a Zona. Adicionou-se ainda a criação de um fundo de estabilização coletivo e todos os maiores países do continente tiveram que adotar os seus próprios planos de ajuste das finanças públicas. Toda a crise provocou uma nova discussão sobre a coordenação econômica e integração fiscal da zona do euro.


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dice Down Jones sofre a um único dia: 22,6%. A s empréstimos bancários, a desvalorização da moeda ercados americanos e o pelo Japão. O Brasil quebrou gamento da dívida. Na Fed e outros BCs do mundo do taxas de juros. Na prática, trou o potencial de rápido do financeiro globalizado.

1997 – Crise da Ásia Em 1997, um rápido processo de fuga de capitais e desvalorização cambial entre os chamados Tigres Asiáticos - Tailândia, Malásia, Coréia do Sul, Hong Kong, Indonésia e Filipinas - espalha medo nos mercados internacionais, em grande parte pela surpresa de ver mercados supostamente sólidos e confiáveis sucumbirem a uma crise financeira. O mercado dos emergentes foi afetado pela primeira vez, mas o Brasil conseguiu passar.

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1998 – Crise da Rússia Com a crise asiática, o preço dos commodities caiu em todo mundo e a Rússia, cuja economia depende largamente da exportação de commodities como gás natural e petróleo, declarou calote de sua dívida externa privada de curto prazo. A manobra acendeu a luz de alerta entre os investidores, que passaram a evitar mercados emergentes. Após ter passado quase sem sentir os efeitos da crise da Ásia, o Brasil foi afetado, enfrentando forte fuga de dólares. O governo reagiu elevando a taxa de juros, que chegou ao pico de 45% no início de 1999, e desvalorizando o Real, que até então mantinha a paridade com o dólar.

2001 – Ataque de 11 de Setembro A semana mais violenta na história das bolsas dos EUA, por qualquer indicador financeiro. A queda de 1370 pontos no índice Dow Jones foi uma das piores do século, com os investidores perdendo mais de 8 trilhões de dólares, ou 10% do valor total do mercado de ações. Uma recessão moderada atingiu os Estados Unidos, e surgiram as primeiras advertências sobre os riscos no mercado imobiliário.

Europeus mudam governos Após o início da crise na Europa, a população de vários países, descontente com o quadro de desaquecimento da economia, sobretudo com as medidas de redução de gastos e o desemprego, começou a exigir mudanças, seja nas ruas ou nas urnas. Em todo o continente, houve troca de governo em 17 dos 27 países-membros da União Europeia. Nos 17 países da zona do euro, a mudança chegou a 12 deles. As mudanças políticas na Europa começaram em maio de 2010,

com as eleições gerais no Reino Unido, onde os trabalhistas sofreram a maior derrota de sua história e os conservadores tiveram que formar um governo de coalizão com liberais. Depois do Reino Unido, vieram a Espanha e a Itália, onde tecnocratas sem partido assumiram o comando. O italiano Mario Monti montou um governo sem políticos, constituído por banqueiros, diplomatas e professores universitários. Já o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy,

apresentou a lista do novo governo com 13 ministros, o menor na história da democracia espanhola. Na França, o socialista François Hollande derrotou o então presidente, Nicolas Sarkozy, no segundo turno do pleito, que aconteceu no dia 6 de maio. Hollande foi obrigado a rever, em conselho de ministros, várias promessas de campanha, fornecendo um prato cheio de razões para as críticas da oposição. Vai rever o plano de ataque aos problemas, mas continua se recusando

a um plano de austeridade. Na Holanda, depois da renúncia do governo, ocorreram duas eleições após o início da crise. Na Grécia, Antonis Samaras, de 61 anos, foi designado como novo premiê pela presidência, encerrando um impasse que gerava apreensão na zona do euro e nos mercados financeiros internacionais. Bélgica, Irlanda, Portugal, Dinamarca, Eslovênia e Eslováquia também são alguns dos países que passaram por mudanças de poder neste período.

François Hollande


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O avanço chinês A China está se preparando para se tornar a primeira economia do planeta. Projeções mais recentes indicam que em 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) chinês pode ultrapassar o norte-americano. O país comunista é hoje chamado de locomotiva do mundo e apresenta anualmente indicadores econômicos que enchem os olhos. Com a maior população do planeta (1,4 bilhão de habitantes) e a segunda maior área geográfica, a China apresentou um crescimento, segundo o Banco Mundial, de 261% nos oito primeiros anos do século XXI e passou a ter o terceiro maior PIB mundial em 2008, com US$ 4,4 trilhões, atrás dos Estados Unidos e do Japão. Ao final de 2010, os chineses ultrapassam os japoneses, com US$ 5,87 trilhões contra US$5,47 tri . A China ainda cresce a mais de 8% ao ano. Em 2011, o PIB da potência asiática totalizou US$ 7,466 trilhões, cerca de metade dos Estados Unidos, maior economia mundial, que alcançou os US$ 15,08 trilhões no ano passado, segundo dados do Banco Mundial.

Este ano, em função da crise mundial, o governo chinês reduziu para 7,5% a meta de crescimento do PIB. Os sinais do crescimento da China começam pela principal porta de entrada do país, a capital Pequim. Moderna, com prédios futuristas e arrojados, alguns combinando modernidade com traços da arquitetura tradicional, a cidade é limpa e ajardinada. Guindastes pontilham a paisagem e as obras viárias estão por toda parte. As bicicletas ainda são muito usadas, mas os carros de luxo chamam a atenção. Shoppings centers lotados, sobretudo por jovens ocidentalizados, nos quais todas as marcas de sucesso no Ocidente podem ser compradas, com uma voracidade desconcertante para um país socialista. No comércio, a pirataria continua grande. Na China pode-se comprar réplicas de produtos que vão de uma bolsa Chanel a um iPhone. A China é a maior produtora mundial de televisores e é o segundo maior país em acessos à internet, mais de 300 milhões, embora alguns sites e portais ocidentais sejam inaces-

síveis. De cada dez tratores produzidos no mundo, a China fabrica oito, assim como sete em cada dez máquinas fotográficas. É a primeira produtora e consumidora de carvão e aço e usa um terço do cimento produzido no mundo. A cidade de Xangai, com quase 19 milhões de habitantes, é a maior e mais dinâmica metrópole chinesa. Ali existem mais prédios que em toda a Alemanha e são cada

vez mais altos e inteligentes. Surgem 400 a cada ano. Os chineses impressionam pela capacidade de planejamento. Xangai tem quase 400 quilômetros de linhas de metrô. Uma expansão está planejada para ficar pronta até 2020, quando a cidade deverá ter cerca de 880 quilômetros de metrô. São Paulo, com a maior malha nacional, tem menos de 70 quilômetros atualmente. (Com informações da Abr)

Histórico - República Popular da China

Principais religiões: Confucionismo, taoismo e budismo

China tem um excedente de U$ 272 bilhões, o maior do mundo

251

1,7%

China = áreas urbanas

Efetivo Militar Forças armadas ativas

2,2 mi

1,6 mi

exportações 2011

$ 4. 400

500 milhões

200 milhões

eua

ile ob M na Chi

9,1%

Apple $ 153.285 bi empresas mais valiosas

bi 326 . 7 $5

$ 1,5 tri

china

4,1%

31 de janeiro 2009

desemprego 2011

Poluição Emissões de CO2 em 2009

5.4 bi toneladas

$ 47.800 251

rede social Usuários do Facebook/Qzone

7,7 bi toneladas

310 milh ões

renda per capta 2010 (U$)

1, 3 bilhão

uso da Internet

$ 1,2 tri

$3,6 tri

46 38

$ 0,7 bi

289

9,3%

$ 10,9 bi

Subdivisões: 23 províncias, cinco regiões autônomas, quatro cidades administradas diretamente pelo governo central Economia: Atualmente, 70% da sua economia é privada.

diplomacia Embaixadas, consulados e missões

população 2010

EUA têm um déficit em conta corrente de U$ 561 bilhões, a maior do mundo

Crescimento do PIB 2011

18, 1%

PIB: US$ 7,46 trilhões (2011) Capital: Pequim Língua oficial: Chinês mandarim Área: 9.596.960 Km2 Moeda: Yuan

premiê Zhu Rongji, ambos ex-prefeitos de Xangai, lideraram a China após o caso da Praça da Paz Celestial. Durante a administração de Jiang, o desempenho econômico chinês tirou cerca de 150 milhões de camponeses da pobreza e manteve um crescimento médio do PIB da ordem de 11,2% ao ano. O atual chefe supremo é o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro é Wen Jiabao. O país é governado pelo Partido Comunista da China (PCC), cujo monopólio sobre o poder é garantido pela constituição chinesa. Há outros partidos políticos no país, que participam da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e do Congresso Nacional Popular, embora sirvam principalmente para endossar as políticas adotadas pelo PCC. Há sinais de abertura política, com eleições nos níveis de vila e cidade.

76,3%

A guerra civil chinesa terminou em 1949, quando o Partido Comunista Chinês tomou o controle da China Continental. Em 1º de outubro de 1949, Mao Tse-tung proclamou a República Popular da China, declarando que o “povo chinês se pôs de pé”. Após uma série de falhas econômicas dramáticas, ele deixou o cargo de presidente em 1959, sucedendo-o Liu Shaogi. Em 1966, Mao e seus aliados lançaram a Revolução Cultural, que perduraria até a sua morte, dez anos mais tarde. Em 1989, a morte de um funcionário favorável a reformas, Hu Yaobang, ajudou a precipitar os protestos da Praça da Paz Celestial, quando estudantes e outros organizaram manifestações durante meses em defesa de maiores direitos e da liberdade de expressão. As manifestações foram reprimidas. O Presidente Jiang Zemin e o

500 556

indústria cinematográfica

esporte Medalhas de ouro nas Olimpíadas de Londres

$ 15 tri Mercado de capitais Janeiro 2011

educação Teste de leitura, OECD 2010 Baseado em: loveinfographics.com


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Socialismo com abertura ao capitalismo A China rompeu com os métodos e com a política de Mao, a partir de sua morte e da ascensão do liberalizante Deng Xiao Ping, em 1976, mas preserva sua mística. Ainda que seja apenas como retrato nas paredes, no panteão e nas cédulas de Yuans. Os chineses celebram o triunfo do modelo que chamam de “socialismo com características chinesas”, produto da abertura econômica implantada em 1976 e da manutenção do regime político, pondo fim aos turbulentos e revolucionários tempos de Mao. A abertura ao capitalismo, atraindo empresas estrangeiras com mão de obra, custos sociais reduzidos e estabilidade política, propiciou à China o crescimento a taxas próximas dos 10% por mais de uma década, a acumulação das maiores reservas cambiais do mundo, a construção de uma invejável infraestrutura urbana e produtiva e um aumento de 17 vezes

na renda da população dos grandes centros urbanos. A outra metade dos chineses que ainda vive no campo e no interior, entretanto, tem renda muita baixa e está longe da onda de consumo dos bem sucedidos. Pode parecer estranho, mas os dirigentes comunistas de hoje dizem que o enriquecimento de uma parcela servirá de estímulo para os que ainda não chegaram lá. Esta é a lógica das sociedades liberais e, sem dúvida, a desigualdade social aprofundou-se. Os países do Ocidente olham para a China com um misto de inveja e preocupação, reconhecendo o êxito econômico, mas reiterando duas críticas que parecem incomodar os chineses do governo. Uma é o modelo político que mantém o partido único, a limitação das liberdades e a imprensa estatal. Outra é o uso intensivo de recursos naturais e um modelo produtivo que rendeu à China

o desonroso título de maior emissor de gases poluentes. A China, que cresce e coleciona recordes, também enfrenta enormes desafios internos. E o maior deles é a

redução das desigualdades sociais. Se em Pequim, Xangai, Nanjing e outras grandes cidades o consumo, as obras e o esplendor urbano sugerem um país de primeiro mundo, existe

uma China profunda, em que sobrevivem o atraso, os velhos costumes e mesmo as edificações dos anos 1950, velhos edifícios com esquadrias ameaçando cair. (Com informações da Abr)


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Sinais de recuperação nos Estados Unidos americana ainda é muito frágil. Mas é possível notar o aumento que está se iniciando com alguma velocidade. No entanto, ainda há muito que caminhar”, acrescentou. Na opinião do especialista, o pior momento do mercado de trabalho da economia norte-americana pôde ser observado no primeiro trimestre de 2009, quando sete pessoas procuravam emprego para cada vaga criada. No último trimestre de 2011, esse número caiu para 4,2. Mesmo com a melhora, os “efeitos da crise não foram totalmente revertidos”. “Esse foi o pico da recessão. Nos EUA, os dados para o mercado de trabalho confirmam a ligeira recuperação do setor produtivo, mas com níveis baixos de salários e a manutenção de uma grande massa de desempregados”, avaliou Gambier. Em relação ao Continente Europeu, o estudo aponta que os “já debilitados países do Sul europeu estão sofrendo e irão continuar a sofrer fortes contrações em sua base produtiva

Novo líder na Coreia do Norte Com a morte de Kim Jong-il, de 69 anos, no final de 2011, a Coreia do Norte passou a ter um novo líder, o seu filho Kim Jong-un, de 30 anos. O país é oficialmente uma república socialista, mas considerada por muitos em todo o mundo como sendo uma ditadura totalitarista. Kim Jong-il estava à frente da dinastia comunista hereditária norte-coreana há 17 anos, nos quais governou com mão de ferro um regime baseado no culto à personalidade. Desde a apoplexia sofrida há mais de três anos, suas aparições públicas foram poucas e nelas mostrava uma figura cada vez mais frágil. Ele herdou a liderança da Coreia do Norte de seu pai, Kim Il-sung. Logo depois que Kim Jong-il assumiu o poder, a Coreia do Norte enfrentou uma época de muita fome, causada por reformas econômicas que fracassaram e lavouras abaixo do esperado. Com isso, estima-se que dois milhões de pessoas tenham morrido. O regime do líder norte-coreano foi muito criticado por abusos dos direitos humanos e permaneceu isolado devido ao seu programa de armas nucleares. Durante o governo de Kim Jong-il os recursos do país foram voltados para os militares e, em 2006, a Coreia do Norte realizou

seu primeiro teste nuclear. Kim Jong-un, filho e herdeiro político de Kim Jong-il, ainda não indicou claramente os passos da sua política. É fã do astro do basquete Michael Jordan, do ator Jean-Claude Van Damme e amante do esqui. Foi aluno da Escola Internacional de Berna, onde aprendeu inglês, francês e até o dialeto alemão falado na Suíça. Ele é o segundo filho do ex-líder norte-coreano com a dançarina Ko Yong-hi, que morreu de câncer em 2004. Guerra - A Guerra da Coreia foi um conflito militar ocorrido entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, com grande hostilidade, tendo início em 25 de junho de 1950 e sendo interrompida por um armistício assinado em 27 de julho de 1953. O conflito surgiu na tentativa de os dois governos coreanos reunificarem a Coreia sob seus respectivos governos, o que conduziu-os a uma guerra de grande escala com morte de mais de 2 milhões de civis e soldados de ambos os lados. As Coreias do Norte e do Sul nunca assinaram um tratado formal de paz. Ou seja, ainda estão oficialmente em guerra. Há apenas um cessar-fogo declarado; uma paz relativa, pontuada por alguns conflitos na fronteira e tentativas de assassinato.

e agravamento da situação sociopolítica – empobrecimento, aumento das desigualdades e intensificação das tensões sociais, crises de legitimidade política”. No entanto, a disposição do G20, grupo das maiores economias mundiais, em ampliar os recursos do Fundo Monetário Inter*Oferecido pela Dom Pedro II de Tecnologia.

Um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constata que a economia norte-americana tem conseguido superar as consequências da crise econômica “que ela mesma gerou”. Ele versa sobre a situação do mercado de trabalho nos Estados Unidos e na Europa neste momento de instabilidade econômica financeira mundial. “A economia norte-americana, mais dinâmica e inovadora, tem melhor conseguido superar as consequências da crise que ela mesma gerou”, diferentemente do quadro europeu. Essa é uma das conclusões da pesquisa. Segundo o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, André Gambier, o pior cenário ocorre na Europa. “Apesar da gravidade da crise, o momento de instabilidade parece estar restrito à região europeia, que tem quadro de manutenção de crise”, observou. Nos Estados Unidos, mesmo sem retomar os níveis pré-crise, é possível notar a recuperação da economia. “O crescimento da economia

nacional (FMI) “para destiná-los aos países mais frágeis da Europa, faz parecer que o último momento agudo da crise pode estar em processo de superação”. Para que o momento de instabilidade econômica não tenha efeitos no Brasil, a pesquisa ressalta que o país

“não pode baixar a guarda”. Assim, destaca a necessidade da disposição de estratégia nacional global de enfrentamento da crise e de aproveitamento de oportunidades eventualmente vislumbradas a fim de manter a competição interna e externa. (Com informações da Abr)

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