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Informativo do Instituto Auxiliadora • Ano VIII • Edição XXX • Maio/2018 • São João del-Rei-MG

O Brasil que eu quero pág. 2

Jonas Ribeiro visita o Instituto Auxiliadora

linha do tempo ia o escritor do guarda-chuva pág. 4 pág. 6


Editorial Em 2018, realizamos a oitava edição de nossa Feira Literária aqui no Instituto Auxiliadora, evento dedicado aos nossos alunos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, que aconteceu dos dias 16 a 20 de abril, com o tema central: No tablado com Maria Clara Machado. A primeira ação relacionada ao evento e voltada para os alunos foi o Concurso Literário de 6° ano do Ensino Fundamental a 3° série do Ensino Médio com produções textuais e Ensino Fundamental I com ilustrações. Com o tema “Revisitando a casa de Maria Clara Machado”, que viabilizou mais uma publicação de uma obra literária em nossa escola, reorientando a percepção em torno das palavras, estreitando uma íntima relação com a literatura, explorando seus diversos registros e interfaces. A ideia central dessa proposta é a de estimular nossos alunos a produzir textos literários e ilustrações em condições distintas dos habituais em sala de aula. As produções são norteadas a partir da autora homenageada e com a emersão em sua obra e no contexto em que se insere. Este ano brindamos com as tão marcantes obras de Maria Clara Machado - em nosso tablado tivemos a oportunidade de assistir aos diversos momentos de nossos alunos que abrilhantaram essa semana com as mais diferentes apresentações no palco externo de nossa escola. Atração inédita foi a presença importante e vibrante do autor Jonas Ribeiro que encantou adultos, jovens e crianças com suas centenas de histórias. Sua visita encheu nossa escola de alegria, cor e mais desejo de ler. Jonas abriu suas maletas e com elas novas possibilidades de leituras e de ver o mundo. O momento foi rico, recheado de novidades, livros, exposições, apresentações, painéis, música, poesia, teatro, enfim, uma conquista a mais para todos os educadores, educandos e familiares que se dedicaram de forma tão intensa. Agradecemos a comunidade educativa, Irmãs Salesianas, aos alunos e famílias que sempre presentes participaram ativamente de toda a feira.

Magaly Rosa Diretora Pedagógica

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Entrevistando... - Roberto, qual seu nome completo e sua idade? Roberto de Jesus Valim Neto, 34 anos. - Qual seu antigo emprego? Trabalhava com automação comercial. - Qual motivo te fez querer trabalhar aqui na escola? Foi uma oportunidade que eu tive e o desejo de ter uma nova experiência no ramo escolar, e claro, a gratidão de trabalhar com os aluno salesianos. - O que você acha sobre o Instituto Auxiliadora? Eu acho que é um colégio muito bom, além de ser um colégio católico, os alunos tem uma ótima formação estudantil e religiosa com profissionais qualificados para fazer com que isso aconteça. - O que você pensa sobre Dom Bosco? Eu penso que foi um sacerdote que viveu o evangelho. Nos deu um belo exemplo de educador e pai espiritual, mostrando para o mundo um jeito de educar para construir uma sociedade melhor através dos jovens.

Thiago Bassi, 9º ano

Maria Clara Machado

Maria Clara Machado, nascida em Belo Horizonte no ano de 1921, foi uma ilustre escritora e dramaturga brasileira. Criou várias peças e histórias infantis e também foi a fundadora do tablado que até hoje funciona no Rio de Janeiro como uma escola de teatro. Desde pequena Maria Clara sempre teve a influência literária de seu pai, Aníbal Monteiro Machado, que também era escritor e organizava vários encontros de músicas e literatura recebendo nomes intelectuais como Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Ruben Braga, Otto Lara Resende e várias outras personalidades em sua casa. Sua carreira como dramaturga teve início a partir da influência da igreja católica que a levou a conhecer algumas senhoras do Patronato Operário da Gávea na qual participava escrevendo pequenas histórias e apresentando teatro de bonecos. Maria Clara Machado nos deixou no dia 30 de abril de 2001 aos 80 anos, cercada de amigos do tablado e de sua família.

Melina Gonçalves Camargos, 9°ano

O Brasil que eu quero A novidade do ano roda feito a câmera na horizontal pedida todo dia às nove. Dia sim, no outro também, a população clama por justiça e desenvolvimento. Economicamente falando. O prazo de entrega se estendeu devido à popularidade e adesão à nova moda nacional. Só mesmo os desabafos para mesclarem a luta de todos os dias pelo fim da corrupção íntegra. Assim como o exemplo que se passa à minha frente. - Meu nome é Jair, falo de Campinas, São Paulo, e o futuro que eu quero para o meu país é o hexacampeonato com dois gols do menino Ney na final. Ah, também espero que toda a política evolua e que passem a valorizar mais os impostos pagos pela população. Engraçado. Os seguintes minutos após o intervalo mostram o buraco na rua no interior de Montes Claros, a obra parada há dois anos na região da cidade Olímpica e a despensa que aos poucos vai se esvaziando na escola pública do município vizinho. Com uma pequena reflexão, meus instintos retornam ao dia 7 de Setembro, quando a bandeira tamborilando no mastro verde e amarela se desfez em pouco caso ao som das risadas e conversas adolescentes. 2014, choros e desilusões após os gritos de orgulho e as batidas no peito de cada cidadão pintado no estádio. Suspeito. O patriotismo já há muito tempo tornou-se relevante apenas no contexto exibicional. Jair sentou-se no sofá confortável de sua sala e permaneceu com um sorriso triunfante de alguém que teve realizado seu sonho de um dia aparecer em rede nacional, ainda mais vangloriado por estar defendendo sua pátria amada. Fugindo dos suspiros, acordo e percebo que é melhor desligar logo a televisão. Sem mais analogias e lirismo, meu dever se cumpre em excedência de empatia urgente. Agora é o nosso momento, vou para a rua em busca de um sete a um vingado contra a gigante hipocrisia.

Luana Vale Longatti, 1º B


DIA A DIA NA ESCOLA

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linha do tem Carnaval No dia 09 de fevereiro, os alunos do Instituto Auxiliadora caíram na folia do carnaval do IA com muita energia e diversão! Lindas e criativas fantasias enfeitaram o pátio da escola!

Campanha da Fraternidade e Aniversário da escola No dia 26 de fevereiro, a comunidade educativa do Instituto Auxiliadora celebrou os 62 anos da escola e realizou a abertura da campanha da fraternidade 2018 que tem como tema “Fraternidade e superação da violência.”

Aniversário Ir. Flávia No dia 07 de março, os educadores do Instituto Auxiliadora fizeram uma homenagem à diretora Institucional, Ir. Flávia Dias, pelo seu aniversário. Os alunos do turno matutino também celebraram a data com muitas homenagens e carinho.

Retiros Entre os dias 12 e 27 de março, os estudantes do 1º ao 9º ano participaram dos retiros com manhã de formação orientados pela animadora de pastoral Ir. Efigênia Fernandes.

Páscoa dos educadores No dia 04 de abril os educadores se reuniram para celebrar a páscoa em união e oração pela ressurreição de Jesus Cristo.

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mpo do ia Páscoa dos alunos Educadores e alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio comemoraram no dia 11 de abril a Festa da Páscoa. A Educação Infantil e Ensino Fundamental I apresentaram alguns símbolos da Páscoa, dentre eles, o peixe, o sino, o ovo e uma coelhinha.

Momento Cívico Trazendo reflexões importantes a cerca do Dia do Índio e do Dia da Terra, os alunos dos turnos matutino e vespertino se reuniram nessa terça-feira para realizar o momento cívico do mês de abril, demonstrando respeito à pátria e dando exemplo de civismo.

Simulado Enem Salesiano

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O Simulado ENEM SALESIANO, elaborado em sintonia com o planejamento estratégico da RSB-Escolas, tem como objetivo principal preparar os alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio. A partir dessas novas edições, em 2018, a prova do SIMULADO ENEM SALESIANO foi aplicada no formato impresso. Assim, cada estudante salesiano teve a oportunidade de vivenciar, desde a sua inscrição, todos os processos que enfrentará para o ENEM.

No dia 9 de abril se iniciou entre algumas escolas de São João del-Rei uma nova edição dos Jogos Escolares Municipais (JEM) que aconteceu nos ginásios do Athletic e do Campus Tancredo de Almeida Neves (CTAN). Os jogos trouxeram muita união, animação, determinação e diversão para os envolvidos. Alunos, professores, funcionários da escola e pais saíram de suas casas e escolas para dar apoio e vibrar na torcida, e os atletas dentro e fora de quadra com “sangue nos olhos” deram o melhor de si para levar o ouro pra casa. No vôlei, os módulos 1 e 2 foram disputados entre as escolas do Instituto Auxiliadora, Frei Seráfico e João dos Santos, no qual João dos Santos saiu vitoriosa no módulo 2 e Frei Seráfico, no módulo 1. No basquete, em primeiro lugar ficou E. E. João dos Santos, em segundo Instituto Auxiliadora e em terceiro, E. E. Ministro Gabriel Passos. No futebol, o campeão do módulo 1 foi o Frei Seráfico e o do módulo 2 foi E. E. Ministro Gabriel Passos. Frei Seráfico, Instituto Auxiliadora, E. E. João dos Santos, E. E. Ministro Gabriel Passos, Carlos Damião, Eduardo Ávila, Revisão, E. E. Cônego Osvaldo Lustosa, E. E. Iago Pimentel, Pio XII, Padre Lopes, Padre Miguel, E. E. Dr. Garcia de Lima, E. E. Governador Milton Campos e Sesi fizeram uma bela competição.

Marina Nascimento, 1º ano B

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Semana Literária 2018

O escritor do guarda chuva -

São João del - Rei - MG, 02 de maio de 2018

Querido leitor, Venho através desta carta te informar um pouco sobre a feira literária, um evento que acontece no Instituto Auxiliadora. Todos os anos um autor comparece a nossa escola para a feira literária, neste ano, foi o autor Jonas Ribeiro, um homem brincalhão e simpático. A feira acontece no IA por uma semana, o tempo certo para podermos aproveitá-la bastante. Bom, a feira faz bastante sucesso, tem livros de todos os temas e para todas as idades. Quando a semana literária acaba, todos ficam tristes e ansiosos para o próximo ano. São cinco dias incríveis! Um abraço,

Luiza Pollo e Ana Rita de Serpa, 6 º ano A

Jonas Ribeiro encantou o Instituto Auxiliadora durante a VIII Semana Literária da escola. O autor, conhecido pelas obras infantis, fez gargalhar dos mais novos até os mais velhos, deixando uma energia ímpar por cada canto que passou. Com seus baús contadores de histórias, Jonas trouxe de perto o que os alunos vivenciaram lendo seus livros. O escritor foi homenageado com o desfile do chapéu maluco, idealizado a partir de seu livro “Bruxa Cremilda e a gigantesca coleção de chapéus”. Jonas autografou livros e sentiu de perto a emoção e felicidade dos alunos em conhecer um escritor tão estudado e amado por eles.

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Uma flor nasceu em meio à guerras Uma flor nasceu em meio à guerras, Airosa e genuína Prosperou, uma pequena muda, Era querida e respeitada Muda, em silêncio florescem foi-lhe ensinado desde cedo Mulher não demanda Mulher consente Por suas raízes se aprisionou Não lhe era permitido ver o sol O que poderia fazer? Era apenas uma flor que não floresceu Cansou da injustiça, lutou Almejava seus direitos Caramba! Alguém corta essas raízes estridentes Alvoroço, silêncio, indignação Calem a boca! A flor está murchando Foi extirpada e violada brutalmente Arrancaram-lhe todas as pétalas Foi deixada para morrer Solta em suas terras oprimidas Pugnou até o fim Parem! Outra flor nasceu.

Rafaela Camarano, 1º ano B

Nada O nada está no ar E não pode mais parar, Vai te contagiar, E você nada poderá falar. O nada está sempre presente Ele sempre entra na vida da gente. Você está infectado, Mas não fique aí parado, Senão o nada terá ganhado. Se o nada te pegar, Pare para pensar, E dele se livrar, Para finamente, do nada se livrar.

Arthur Gomes, 7º ano B

Minha Vida Fora de Seé´ rie Oi, pessoal! Gostaria de indicar um livro que li e gostei muito. Bom, para começar, a escritora desse livro, que é a minha preferida, se chama Paula Pimenta e atualmente tem 42 anos de idade. Ela já vendeu mais de 1 milhão de livros e é muito conhecida aqui no Brasil. Já li vários livros dela, mas o que eu realmente quero recomendar para vocês é o famoso: “Minha Vida Fora de Série”. Esse livro, como todos os outros, surpreende muito as pessoas. No caso, fala sobre uma menina que se muda de São Paulo para Belo Horizonte porque seus pais haviam se separado. Ela ama animais e músicas, e com a ajuda e apoio de suas amigas, seu sonho se realiza. Não se esqueçam de ler o epílogo! Até a próxima!

Pedro Rezende, 7º ano A

Hanna Moura, 6º ano A

Na nossa realidade Tudo aconteceu quando te vi pela primeira vez Aquela noite foi uma das melhores da minha vida Fiquei encantada com seu jeito Não conseguia, em nenhum momento, não pensar em você. O que está acontecendo? Toda vez que te vejo, Desejo seu beijo E isso está acabando comigo. Não pode ser, não posso gostar de você! Por ironia do destino isso aconteceu Nos meus olhos, a sua imagem se prendeu E o encanto por outra pessoa se perdeu. Olha você ali! Meu coração palpita Nossos olhares se cruzam Não posso apenas te ver Essa chance não posso perder. Nos aproximamos e um singelo “oi” sai dos meus lábios Você fica vermelho e responde um simples “oi” Nossos risos bobos nos entregam Será que estamos apaixonados? Não podemos, temos que voltar para a realidade Esconder o desejo do abraço, do beijo E então deixar a saudade nos tomar Porque na nossa realidade, nós não podemos nos amar.

Ana Laura Lima de Oliveira, 7º ano A

Regina Botelho, 6º ano A

Coluna da Lulu Olá meus amores! Ficaram com saudades de mim? Admitam que quando eu formar vocês vão ficar com saudades da coluna rs. A dica de hoje é a música “Amor de dar inveja” da Gabi Lima. Vocês precisam ouvir! Espero que gostem do trabalho dela assim como eu amo! Beijos :)

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Cade você, ? inspiracão ,

Estava andando pelas ruas do centro com minha mãe, quando lembro que tinha que fazer uma redação. Ihh! Já era, sou péssima com redações, não tenho inspiração para nada. Comecei a pensar, que tal uma redação de amor? Não... é muito comum e ainda nem entendo direito sobre ele. E uma sobre alegria? Não, acho melhor não. E uma sobre a tristeza? Do jeito que sou chorona. Afinal, acho melhor dizer para o professor que o cachorro comeu minha redação, mas será que vai colar? Acho que não , o professor é esperto e não vai acreditar de jeito nenhum. Aí, meu Deus! Não tenho o que fazer, se der uma desculpa o professor não cai , não tenho inspiração e de forma alguma vou conseguir fazer uma redação assim em tão pouco tempo. Fiquei tão desesperada que comecei a chamar minha mãe para irmos embora, ela dizia que ainda iria demorar, pois tinha muitas coisas para resolver. E eu, como fiquei? Muito aflita. Olhei dentro da bolsa da minha mãe e vi que tinha um bloquinho e uma caneta, então comecei a escrever, eu não tinha sobre o que falar, então comecei a escrever um pouco sobre a minha falta de inspiração, minha mãe entrou em uma loja e eu já sabia que demoraria, logo achei um banquinho e continuei a escrever. O que ninguém esperava aconteceu, consegui fazer uma ótima crônica e aqui está o resultado.

Mariana Eduarda, 7º ano A

Querer Sou, um caso a parte. Sou a arte de querer, só. Sou um sentimento que não muda, que não empresto, nem vendo. Vento bravo, terreno baldio, onde cabe tudo. O mundo, a vida, o sentimento. No atacado e a miúdo.

Arthur Godoi, 7º ano A

Carinho doce

ENIGMA

Mãe que palavra tão gostosa, designada para a mulher mais bondosa. Ela me ajuda nos momentos de dificuldade, e ainda demonstrando a maior tranquilidade.

Estava andando normalmente pela sala de minha casa, quando me assustei! Havia um homem lá! Fiquei tremula. Como alguém teria a audácia de invadir a minha casa? Corri, talvez ele não tivesse me visto. Decidi chamar a polícia, mas... onde estava o telefone mesmo? Droga! Devia estar por ali, mas justo naquela hora eu perco o telefone... Achei! Mas... qual é o número mesmo? Droga... Ah, 190! Eu daria um basta naquilo tudo, expulsaria o tal invasor dali. Parei para observar bem e me dei conta que estava olhando para o enorme espelho que a pouco fora afixado em minha casa. O tal invasor, era simplesmente EU, sendo refletido pelo espelho. Que tolice a minha.

Toda mãe tem um jeito sem igual, de tratar seus filhos de maneira especial. Se estamos tristes, ela é sempre acolhedora, pela nossa felicidade é a maior batalhadora. Quando chego em casa, vejo o amor no seu sorriso. Vem logo me envolvendo em um abraço tão amigo. E ao me machucar, Com o calor do seu beijinho, faz-me curar. Como ainda eu posso dela reclamar? Se o que tem de melhor sempre me dá? Essa mulher merece minha eterna gratidão, e todo o carinho doce que couber no meu coração!

Emanuela Oliveira, 7° ano A

Destino Destino é uma palavra que vem pronta Não se escolhe, Não se vende, Nem se compra. Nunca nem se sabe como vai ser; Se destinado vive, cresce, ou logo irá morrer. Segue teu destino, Pois no final deve haver nexo, Para essa vida Que certamente, Destina em seu próprio reflexo

Ana Beatriz Fonte, 9º ano

Lavínia Silva, 7° ano A

Podia ser pra sempre Por que fostes embora? Tão bondosa e amorosa Meu pedacinho do céu Agora, perdido ao léu. Não teve nem data e nem hora. Ela se foi sem demora Foi ficando um vazio No meu coração, agora, gelado e frio. Com essa dor eu convivi Pois uma pessoa importante eu perdi Mãe, mesmo não estando mais aqui O seu amor ainda posso sentir. Foram poucos anos de convívio E muito tempo de ensinamento Assim, suas doces palavras Ainda soam suaves em meus pensamentos. Mãe, qual seria o significado dessa palavra? Amor e amizade ou a tristeza e a saudade? Carinho e compaixão ou uma dura solidão? Alegria e Sabedoria? É uma triste ironia.

Maria Luiza Castorino, 7º ano A


Meu ideal seria escrever

Meu ideal seria escrever uma história tão triste, que aquele homem, que trabalhava todo dia ao meu lado no escritório, começasse a agradecer a vida e não olhasse só para seu próprio nariz. E que lhe batesse uma vontade de sair pelas ruas contando a história, fazendo com que as pessoas refletissem sobre a própria dor. Que todo dia ele pensasse: “eu realmente sou um homem de sorte”. Que em um hospital, um paciente em risco de morte, se lembrasse de tudo que ainda tinha para viver e que teve uma vida boa e algo o esperava. Que uma grávida com problemas, que arrumava a papelada do aborto legalizado, desistisse pensando que todos têm o direito de nascer. Que em uma ponte, o adolescente que pretendia se suicidar, percebesse que sua vida era ótima, seus problemas não eram tão devastadores e podiam ser concertados. E quando viessem me perguntar como conseguira sobreviver a tanta desgraça escrita, responderia que mesmo com tanto sofrimento, viver é a melhor parte.

Beatriz Lagôa, 7º ano B

Emanuela Oliveira, 7° ano A

Rafaela Rodriguez, 9º ano

Ana Rita Carvalho, 6º ano A


Maria Letícia, 6º ano A

Mell Chaves, 6º ano A Matheus Ezequiel, 6º ano A

Eduarda Baltar, 6º ano A

Luíza Nascimento, 6º ano A

Lívia Galli, 6º ano A


HIP HOP


HIP HOP


HIP HOP


A DÉCADA de heróis Em Novembro de 2005, o anúncio de um simples filme independente, de um pequeno estúdio hollywoodiano, começaria a mudar a história do cinema. Após roteiros e interesses de atores, o Marvel Studios anunciou Homem de Ferro, que teria como protagonista um personagem pouco conhecido do público. Alguns meses depois, a Marvel confirmaria Jon Favreau como diretor do filme e ele foi responsável pelo melhor casting do estúdio. Enfrentando a oposição dos chefões, Favreau anunciou um ator que havia passado por problemas com álcool, assim como Tony Stark, e que hoje é considerado um gênio e o coração do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), Robert Downey Jr. Quando o filme estreou em 2008, arrecadando mais de 580 milhões de dólares, foi confirmada a sua sequência e aumentou a expectativa para o outro filme do ano: O Incrível Hulk. Este considerado o pior filme da história do MCU, não abalou o estúdio que voltou a fazer filmes excelentes com o Homem de Ferro 2. Era tempo de apresentar novos personagens. Então em 2011, foram lançados Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador. Eles deixavam claro a ideia da interligação dos filmes, como a S.H.I.E.L.D. aparecendo em todas as produções e a aparição de Howard Stark, pai de Tony, no filme do Sentinela da Liberdade. Já com quatro personagens estabelecidos, chegava a hora de MUDAR A HISTÓRIA DO CINEMA. Os Vingadores foi lançado, sendo na época a 3ª maior bilheteria da história, apresentando Robert Downey Jr. como Homem de Ferro, Chris Evans como Capitão América, Chris Hemsworth como Thor, Mark Ruffalo ( Em vez de Edward Norton, que havia feito o filme solo) como Hulk, Scarlett Johansson como Viúva Negra e Je-

remy Renner como Gavião Arqueiro. Mas para essa união acontecer, precisava de uma ameaça à altura. O antagonista escolhido foi o Loki de Tom Hiddleston, que foi perfeito em seu papel. Este filme também apresentou, em sua cena pós-créditos, o maior vilão do universo até agora: Thanos, que só seria trabalhado seis anos após sua aparição. O trabalho de Joss Whedon, diretor de Os Vingadores, não apenas estabeleceu a “Fórmula Marvel”, que seria usada nos próximos filmes, como também fez do gênero de filmes de super-heróis uma realidade no cinema. Assim acaba a Fase1 do MCU. Na Fase 2, como o Marvel Studios já estava famoso em Hollywood, eles poderiam sair um pouco de sua zona de conforto fazendo um filme de espionagem, como Capitão América 2: O Soldado Invernal, de comédia, como Guardiões da Galáxia, e de assalto, como Homem-Formiga. Com o objetivo de ser tão bom quanto o primeiro (ainda acredito ser impossível ser melhor que Os Vingadores), Os Vingadores 2: A Era de Ultron saiu aos cinemas em 2015, mas sem o mesmo sucesso, sendo apenas a 4ª maior bilheteria do ano. O filme introduziu, no final, a nova equipe dos Vingadores: Capitão América, Viúva Negra, Visão, Falcão, Máquina de Combate e Feiticeira Escarlate. Para abrir ainda mais o leque de gêneros dentro dos filmes de super-heróis, a Fase 3 chegou arrombando a porta com Capitão América 3: Guerra Civil, mostrando a rixa entre Tony Stark e Steve Rogers, a primeira aparição do Homem-Aranha no MCU e o segundo trabalho excelente dos Irmãos Russo (garantindo a eles a direção dos próximos Vingadores). O ano ainda teria o único filme que não superou totalmente a expectativa dos fãs da etapa 3, Doutor Estranho, e o anúncio de que de lá para frente o Marvel Studios nos presentearia com incríveis 3 filmes anuais. No ano seguinte, tivemos a perfeita continuação de Guardiões da Galáxia, dando ainda mais créditos a James Gunn e, depois de grande espera, um filme colegial como Homem Aranha: De Volta ao Lar. Pra fechar 2017, Taika Waititi levou de vez Thor

para comédia e o resultado foi sensacional tendo a maior bilheteria da trilogia. Mas a maior surpresa foi Pantera Negra. Um filme político sobre uma nação africana com alta tecnologia e fechada para o exterior... Como poderia não dar errado? E pelo contrário, deu super certo. Ryan Coogler surgiu para o mundo com Creed e subiu de status após Pantera. Um elenco, em sua maioria negro, liderado por Chadwick Boseman e Michael B. Jordan, o único vilão comparado a Loki. Sucesso de crítica, só fica atrás dos filmes dos Vingadores nas bilheterias, sendo a nona maior da história. Neste 2 de Maio, o MCU faz 10 anos e tudo isso culmina em Vingadores: Guerra Infinita. Se você tiver a chance de assistir, assista. Todos os heróis juntos em uma obra prima que fez o cinema chorar. “Eu costumava ficar envergonhado porque eu era apenas um escritor de quadrinhos enquanto outras pessoas construíam pontes ou iam para carreiras médicas. E depois comecei a entender: o entretenimento é uma das coisas mais importantes na vida das pessoas. Sem isso eles podem parar no fundo do poço. Eu sinto que se você é capaz de entreter as pessoas, você está fazendo algo de bom” Stan Lee, escritor, editor, publicitário, produtor, diretor, empresário.

João Vítor Sant’Ana, 1º ano B


PAPO POLÊ MICO Das ruínas de nós mesmos transcendemos imortais

Como lidar com a mudança brusca do cotidiano é uma das questões mais válidas de se buscar. Vivemos hoje em um mundo de rápida escassez, onde a simples menção ao real nos leva para debaixo da cama. O constante medo assola cada um que se dispõe a acordar, mas e quando a covardia reflete a si mesmo? A essência e o espírito podem ser frequentemente questionados, mas a importância da mente sobressai qualquer papel. Já que é ela nossa enriquecedora e a maior armadilha do Jogo da Vida. Contudo, as pegadinhas não se resumem a um dia ruim em que aquele tão temido três em Biologia se concretizou, ou àquele em que o amor da sua vida desistiu do relacionamento tóxico no qual vocês insistiam permanecer. Ao pensar na contramão, é a experiência de não conseguir idealizar um simples momento em que o amanhã seja viável, com expectativas voltadas apenas à monotonia. Desesperador, não? Pois bem, faz-se presente desde antes do primeiro avião ter cruzado a Torre em Paris pelas asas de Santos Dumont. O apático evidenciou-se no corte de uma orelha e na física turbulência de Van Gogh. Contra todos os padrões, Marilyn Monroe vangloriou o vestido branco esvoaçante como sua marca de mágoas. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Desde o primeiro dia, simples assim. Sempre houve a raiz do maior problema mundial evidenciado na

segregação, nós mesmos. Com a depressão, todos esses momentos são multiplicados em exibição da maior dificuldade do homem - se entender. Quando o bem-estar pessoal é colocado em discussão, J.K. Rowling retoma seu famoso Lumos apenas para manter-se longe da escuridão. Beyoncé sobreviveu a seus piores dias Crazy in Love pela sua alma inspiradora. Listado ainda, John Green pode lhe fazer refletir acerca das Cidades de Papel e dos sentimentos líquidos na modernidade. Saúde mental ultrapassa as fronteiras do necessário e chega ao ponto de ebulição com a solitude. As vozes, já há muito implícitas, não devem ser de modo algum desvalorizadas. Você não está sozinho. Todos, sem exclusão, mostraram-se famosos pelas contribuições ao mundo real, mesmo este estando tão distante de cada sentimento vazio que perpassaram por suas vidas. Avicii se foi. Chester também. Mas seus legados de luta e superação não irão se perder. A contemporaneidade marca um universo de partidas. Dolorosas, porém inspiradoras. Sem silêncio agora, apenas o eco do “Não irão nos calar!”.

Luana Vale Longatti Maria Clara Almeida, 1º ano B

Videogame: os dois lados do CD A recente popularização do videogame deu-se pelo fato do preço ser menor que no passado e, também, por ter diversas plataformas que possibilitam estabelecer relações com qualquer pessoa do globo por meio do modo “multijogador”. A polêmica em relação ao videogame não é algo de agora, sendo recorrente desde a época do “Atari”, pondo em contraposição pais, pesquisadores, usuários e fabricantes. De um lado, muitos defendem que o videogame é somente um malefício que influencia as crianças e adolescentes. Existem diversos motivos e estudos que sustentam essa ideia como, por exemplo, a constatação que jogos violentos prejudicam o auto controle e estimulam a agressividade na vida real. Não apenas jogos violentos foram abominados pelos detratores dos videogames, mas também os de estilo “RPG”, como o jogo “Everquest”, que foi proibido em muitos países. No Brasil, segundo o Procon, ele era nocivo a saúde, já

que os jogadores apresentavam sintomas semelhantes ao de viciados em drogas e entorpecentes. Vale ressaltar que esse grupo considera os “games” como o motor da geração “nem-nem” (nem estuda, nem trabalha) e máquinas de depressão, devido ao “cyberbullying” realizado por pessoas durante os jogos bem como em função das mudanças comportamentais ocasionadas aos jogadores compulsivos. A seu turno, o lado que apoia os videogames normalmente são os próprios jogadores e fabricantes, afirmam que mesmo com os malefícios, existem muitos benefícios, tais como desenvolvimento das habilidades cognitivas, aprimoramento da criatividade, melhora no tempo de reação e, dependendo dos casos, auxilia a interação em um grupo. Muitas pessoas admitem que aprimoraram o segundo idioma por meio de interações com estrangeiros durante as partidas “on-line” e citam, inclusive, as chances que um bom jogador/programador tem de ser valorizado e, assim, ter uma fonte de renda por eventos competitivos e de outras formas, como “youtube”. Em suma, ouvidas as razões das partes envolvidas, podemos considerar que o videogame não é algo apenas nocivo aos usuários, devendo ser usado com moderação e supervisionado pelos pais ou responsáveis, de modo a se tornar uma ferramenta de desenvolvimento e aprimoramento. Além disso, o jogador deve ter consciência daquilo que deve ou não jogar e, principalmente, saber quando é hora de parar.

Lucas, Fernanda e Yasmin, 8º ano B

Expediente Instituto Auxiliadora Rua Nossa Senhora Auxiliadora, 56 - Fábricas São João del-Rei - MG (32) 3371-7272 Diretora Institucional Ir. Flávia Dias Diretora Pedagógica Magaly Rosa Jornalista responsável Jéssica Loures Revisão Jaqueline Resende Dêner Reis Diagramação Jéssica Loures Tiragem de 600 exemplares

Conexão IA - maio/2018  

Boletim informativo do Instituto Auxiliadora

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