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GAZETA DO POVO

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Quinta-feira, 2 de junho de 2011

América do Sul ESPECIAL

turismo

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RETORNO

Quem já foi uma vez, quer voltar Uma nova viagem pela América do Sul reserva cenários de mar azul

Além da maior estação de esqui da América do Sul, Bariloche tem lojas, museus e cafés.

e patrimônios culturais, regados a culinária sofisticada

Neve em julho é boa razão para viajar

e vinhos premiados

❚ O roteiro para quem já percorreu o circuito básico na América do Sul pode começar pelo Caribe venezuelano. Em Los Roques, conjunto de 50 ilhas a 150 km de Caracas, a natureza ainda está praticamente intacta e, por isso, a estada é mais rústica. Visitar o parque significa andar pelas praias, mergulhar, passear de barco ou pescar. As águas tranquilas chegam a Isla Margarita, também na costa da Venezuela, com 46 praias. Podem ser calmas e quentes, como Playa El Agua, a mais famosa, ou de águas agitadas, boas para prática do surfe, como em Parguito. Além da noite agitada nas baladas e cassinos, é possível nadar com golfinhos e focas, fazer um passeio nas montanhas ou comprar nos centros comerciais livres de impostos. Visitar o litoral também está no roteiro de quem vai ao Uruguai. A glamourosa Punta del Este está a 140 km de Montevidéu. Sua arquitetura arrojada aparece em passeios por Punta Ballena, La Barra, avenida Gorlero e Praia Brava – onde está o monumento La Mano, do artista chileno Mario Irarrazabal, cartão-postal da cidade. Já na Argentina, a escolha pode recair sobre Mendoza. Moderna e arborizada, é nessa região, na fronteira com o Chile e aos pés do Aconcágua, que estão as bodegas, ou as vinícolas de uvas premiadas, com degustação de vinhos. Em muitas bodegas há serviço de restaurante ou mesmo de pernoite. O passeio ao Aconcágua pode ser feito sem equipamentos especiais, mas pela sua altitude – 6.959 metros – aconselha-se aclimatação antes da empreitada. O serviço de turismo local dá todas as orientações. Capital do Equador, Quito foi considerada o primeiro patrimônio cultural da Humanidade, pela Unesco. Em 2011, é também a Capital Americana da Cultura. Conheça monumentos como a Catedral Metropolitana e a Iglesia della Compañia de Jesus, além do Parque Mitad del Mundo – onde é possível estar sobre os dois hemisférios da Terra –, o Parque El Itchimbía, para vista panorâmica da cidade; e a La Rodan, rua exclusiva para pedestres com galerias de arte, cafés e restaurantes. Em Cusco, no Peru, também um patrimônio cultural da humanipatrim dade, dade o viajante chega à antiga capital do império inca. capi Muitas são suas atrações, Mui como com o complexo arqueológico de Sacsayhuamán, no g alto de uma montanha, a a dez minutos do centro da d ccidade, ou o casario em eestilo barroco e renascentista da colonização espatis nhola, na Praça das Armas – nhol onde também estão restaurantes, lojas e cafés. A altitude continua na cidade de La Paz, a 3.650 metros acima do nível do mar. De geografia acidentada, a cidade convida para uma boa caminhada pela Plaza Murillo, onde estão o palácio legislativo, a catedral e o calçadão Calle del Comercio. O Mercado das Bruxas dá um panorama da cultura regional, das malhas coloridas aos produtos místicos, como as cabeças de lhama. A 10 km da capital, o Valle de La Luna tem formações rochosas que parecem a superfície lunar. Visite também Tiwanaku, às margens do Lago Titicaca. Esse, o maior lago navegável do mundo, onde está a Isla del Sol, segundo a lenda, berço da civilização inca. Na capital da Colômbia, Bogotá, é possível andar com segurança pelas ruas. Na Zona Rosa é onde se concentram hotéis, restaurantes e a vida noturna. A região conhecida como La Candelaria fica no centro antigo, com a Plaza Bolivar – sede dos poderes do governo e da Catedral – e o Museu do Ouro, com mais de quatro mil peças de escavações arqueológicas. Vale uma visita ao Cerro Monserrate, para avistar a cidade, inclusive à noite. A 50 km de Bogotá fica Zipaquirá, onde está a Catedral de Sal, considerada a primeira maravilha do país. Em Assunção, capital do Paraguai, o turista encontra mais do que os conhecidos eletrônicos de Ciudad del Este, na divisa com Foz do Iguaçu. É possível andar pela cidade e conhecer sua história em espaços culturais como a Casa da Independência, de 1772; a Casa da Cultura; a Casa Viola e o próprio Palácio do Governo, que possui a Manzana de La Riviera, com visitação à galeria de arte e biblioteca.

Fotos: divulgação

Patricia Favorito Dorfmann, especial para a Gazeta do Povo

Em Caracas, monumento na Praça Simón Bolivar homenageia herói da independência latino-americana.

Artesanato na feira de San Telmo, em Buenos Aires.

❚ As férias de julho são uma oportunidade especial para quem opta por conhecer a América do Sul pela prática de esqui. Entre os principais destinos estão as tradicionais pistas de Bariloche e Las Leñas, na Argentina; e Valle Nevado, Termas de Chillán e Pucón, no Chile. Em Bariloche, as pistas de esqui não são as únicas opções de lazer. Apesar de possuir a maior estação da América do Sul – Cerro Catedral, com 53 pistas – há muito mais a se fazer em San Carlos de Bariloche, na província de Rio Negro, 1.638 km ao sul de Buenos Aires. Lojas, museus, cafés, além de passeios como ao Lago Nahuel Huapi e tours de jipe pelas encostas nevadas ocupam o visitante. Também é possível praticar snowboard, quadriciclos, motos de neve e trenós. Depois de tudo, reabasteça energias nas chocolaterias. Las Leñas é para iniciados. As pistas têm traçados mais difíceis, além da “neve em pó”, que permite maior velocidade e controle ao esportista. A cidade, a 1.200 de Buenos Aires, oferece ainda cassinos, salões de jogos e danceterias. É a única estação com descida noturna pelas pistas, inclusive para as crianças. No Chile, o resort Valle Nevado foi construído no meio da Cordilheira dos Andes, a 60 km da capital, Santiago. Dependendo das condições climáticas, é possível apenas passar o dia no Valle. As 35 pistas são altas – a mais baixa fica a 2.800 km de altitude – e também são para os mais experientes. Para aqueles que apreciam o snowboard, o Snow Park tem rampas, obstáculos e corrimões para as manobras. Já em Termas de Chillán, 489 km de Santiago, está a mais extensa pista da América do Sul, com 12 quilômetros, Las Tres Marias. É possível fazer descidas de trenó, puxado pelos Malamutes do Alasca – 35% cão e 65% lobo, dóceis e adoráveis; ou as caminhadas com raquete. Um programa diferente? Experimente as piscinas termais, com águas a 38ºC, que brotam perto do vulcão Chillan. Para curtir o snowboard, siga para Pucón. Ali a descida é na encosta do vulcão Villarrica. Além da neve, a cidade também oferece piscinas termais. (PFD)

Em Quito, artigos típicos revelam cultura preservada.

No extremo sul do continente há as geleiras da Patagônia.

❚ No bairro La Boca, em Buenos Aires, o Caminito é o endereço dos conventillos, casas coloridas dos imigrantes.

NOVAS ROTAS

Praias e história nas Guianas As capitas da Guiana (Georgetown), Guiana Francesa (Cayenne) e Suriname (Paramaribo) são novos roteiros ainda pouco explorados para o turismo. Todos têm em comum as belezas naturais. Em Georgetown, a maior cidade da Guiana, conhecida como a “cidade jardim”, está a Catedral de St. Georges, toda esculpida em madeira. Em Cayenne, a beleza natural de suas praias é o que chama a atenção para um passeio de férias, com possibilidade de visitar o Centro Espacial Guyanês, em Kourou. Em Paramaribo, o Parque Natural Brownsberg e Albina fazem parte do roteiro de visitação no país. (PFD)

Turismo GP - Especial América Latina p2  

Caderno especial da edição de Turismo de 2 de junho de 2011

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