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uso e gestão:

Forte São Paulo da Gamboa


uso e gestão:

Forte São Paulo da Gamboa IDEALIZADO POR: MORADORES DA GAMBOA DE BAIXO

COLABORAÇÃO: Daniel Marostegan Carneiro Liza Maria de Sousa Andrade Ariadne Moraes Silva Iago Albuquerque Barros Umberto Violatto Sampaio Leonardo Soares das Virgens Tales Guimarães Ferreira Olivia Santiago

UFBA CONTATOS: residencia-aue@ufba.br 71 3283-5896

Foto: Umberto Violatto

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SUMÁRIO

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PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL O povo também é patrimônio O FORTE SÃO PAULO DA GAMBOA O PATRIMÔNIO IMATERIAL

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PROJETOS PREVISTOS PARA A GAMBOA Espaço público e habitação LINHA DO TEMPO DOS PROJETOS PROPOSTOS

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QUESTÕES FUNDIÁRIAS A Gamboa é ZEIS GAMBOA E A ZEIS 5

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USO E GESTÃO DO FORTE O que queremos para o Forte POSSÍVEIS USOS PARA O FORTE MUSEU DA MARÉ ESPAÇO COMUM LUIZ ESTRELA ECOMUSEU DE MARANGUAPE

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INTRODUÇÃO

Diante da ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal na Bahia para que a União e Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) executem obras emergenciais de consolidação e restauração do Forte de São Paulo da Gamboa, a Comunidade da Gamboa de Baixo, cuja estreita interação com a natureza à sua volta é um aspecto fundamental, uniu-se para lutar pelo seu reconhecimento como parte do patrimônio cultural - material e imaterial e pela permanência no local. A comunidade fez, portanto, parcerias com a Fundação Mário Leal e Universidade Federal da Bahia (UFBA) por meio da Residência em Arquitetura, Urbanismo e Engenharia (RAU+E), que vêm trabalhando com a comunidade, apoiando e reforçando a continuidade de sua cultura. Este caderno foi idealizado e montado por professores e alunos da terceira turma da RAU+E que foram convidados a prestar assessoria técnica à Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo. A partir de vários momentos de interação no segundo semestre de 2017, tendo como mais importantes uma reunião com os moradores do Forte de São Paulo da Gamboa, houve a solicitação da demanda. Este caderno foi produzido a partir de um dia de visita e entrevistas na comunidade da Gamboa e, também, a partir de uma reunião no Fórum ArquiMemória 5 com participação de representantes das comunidades do Centro Antigo de Salvador. Nesse sentido, surgiu a necessidade de um instrumento que comunicasse toda a história e os anseios dos moradores da Gamboa de Baixo. A iniciativa deste caderno é uma ação que busca a afirmação da relação pacífica e cultural que a comunidade estabelece no Forte de São Paulo. Assim, são propostos caminhos para seu uso e gestão, de forma a possibilitar, sobretudo, a permanência dos moradores nesse lugar da cidade e permitir a reinserção da comunidade no espaço urbano de Salvador.

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PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL O povo também é patrimônio

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O FORTE SÃO PAULO DA GAMBOA PATRIMÔNIO IMATERIAL

PROJETOS PREVISTOS PARA A GAMBOA Áreas livres e habitação

QUESTÕES FUNDIÁRIAS A Gamboa é ZEIS

USO E GESTÃO DO FORTE O que queremos para o Forte


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O FORTE SÃO PAULO DA GAMBOA Breve historico do Forte e os usos que foram dados ao longo dos anos até ser apropriado pelos moradores da Gamboa. A Bateria ou Forte de São Paulo da Gamboa data do séc. XVIII como parte do projeto de fortificações de 1715. Foi construído em 1722 na Gamboa ou “Camboa “, ou seja, porto e povoação de pescadores, localizado numa área de encosta, na falha geológica da cidade de Salvador.

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A Bateria da Gamboa estava justamente na orla marítima, disparando quase na linha d’água. Era uma defesa de enorme eficiência e que vinha complementar muito bem a pequena limitação do Forte de São Pedro na defesa dessa parte.’’ (Oliveira, Mário Mendonça de. 2008) pág. 139”

O Forte é, portanto, uma construção militar de tamanho médio cuja origem está ligada a um plano de defesa da cidade, projetado no primeiro quarto do século XVIII pelo engenheiro FIGURA 01

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francês João de Massé. Em 1837 seu comando aderiu à Sabinada, revolta duramente reprimida. Posteriormente, em 1875, foi instalado no Forte um canhão Armstrong, calibre 250, o primeiro do fabricante a ser adquirido pelo Brasil e apelidado pelo povo de “vovô”. Em 1937 o monumento foi confiado à Guarda da Fazenda Nacional, sendo tombado em 1938 pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Apesar de sua importância como patrimônio cultural, a fortificação encontrava-se em precário estado de conservação, com sérios riscos de desabamentos, descaracterização e comprometimento da estrutura da fortificação. A última intervenção com reparos, em que o Forte foi requisistado pelo Exército, foi em 1976. Após uma vistoria foi detectado o estado precário e inadequado das

Pintura do seculo 19, mostra como era a região do Forte de Sao Paulo da Gamboa na época. Fonte: < http://www.salvador-antiga.com/gamboa/forte.htm>


PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL QUESTÕES FUNDIÁRIAS

Estrutura original do Forte com os canhoões que foram retirados para o Forte São Pedro. Fonte: < http://www.salvador-antiga.com/gamboa/forte.htm>

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

FIGURA 02

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

instalações da edificação histórica, o que deixa claro o descaso das autoridades públicas de conservação e de restauro do patrimônio com seus sítios tombados. Ocupado por moradores desde a década de 40, conforme relatos de estudos existentes, o Forte, hoje, é habitado por 18 famílias que construíram edificações contíguas às existentes e que conservam de forma simples o que resta ainda da fortificação militar.

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A GAMBOA IMATERIAL Os moradores da Gamboa de baixo também fazem parte dessa história A Gamboa de Baixo é formada por uma comunidade cuja história e cultura está fortemente ligada ao mar e à pesca. A região entre os portos marítimos do Porto das Vacas e do Porto da Gamboa é ocupada, ao menos desde o início do século XIX, para fins de moradia e trabalho. Há relatos de disputas por áreas de pesca em cartas enviadas à Capitania dos Portos desde 1878 e que confirmam a ocupação da área por uma comunidade de pescadores. Entre os moradores atuais concentramse descendentes de indígenas e negros escravizados, que mantêm saberes e práticas pesqueiras tradicionais cuja transmissão acontece, sobretudo, através da oralidade. A pesca artesanal é um dos aspectos mais importantes na formação da forte identidade entre os moradores, consolidando uma dinâmica social própria que resiste às grandes FIGURA 03

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transformações urbanas que vêm ocorrendo na cidade. O mar é, além de fonte de sustento - muitos moradores vendem o pescado em mercados do peixe de Salvador - palco de atividades culturais, como a Festa do Dia de Yemanjá, que ocorre no 2 de fevereiro. A resistência só tem sido possível, em função dos diversos abusos que enfrentam, com a coesão dos moradores, cujo histórico de luta pela permanência e melhoria da Gamboa data de várias décadas. A Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo nasceu de uma luta coletiva por saneamento após uma epidemia de cólera em 1992 e, desde então, demanda do poder público melhorias infraestruturais, urbanísticas, habitacionais, que tratem da regularização fundiária, urbanística e jurídico-legal. Foram conquistadas, dentre alguns pontos, a construção da escada

Moradores da Gamboa durante a celebração do dia de Yemanjá. Fonte: <http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/ra-itos-gamboa/


PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL QUESTÕES FUNDIÁRIAS

Moradores da Gamboa durante a celebração do dia de Yemanjá. Fonte: <http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/ra-itos-gamboa/

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

FIGURA 04

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

de acesso à comunidade, feita em mutirão pelos moradores; obras de melhoramento realizadas pela CONDER-URBIS; a luta frente às remoções para obras do edifício de alta renda - a Mansão dos Cardeais - e a contrapartida executada pela construtora ODEBRECHT; além de posicionamento civil frente às entidades governamentais. Como resultado da luta da Associação pela regularização fundiária, a área da Gamboa, juntamente com a comunidade Solar do Unhão, foi demarcada como ZEIS 5 - Zona Especial de Interesse Social, que corresponde aos assentamentos ocupados por comunidades quilombolas e comunidades tradicionais.

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01 02 03 04

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL O povo também é patrimônio

PROJETOS PROPOSTOS NA ÁREA Espaço público e habitação

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LINHA DO TEMPO DOS PROJETOS

QUESTÕES FUNDIÁRIAS A Gamboa é ZEIS

USO E GESTÃO DO FORTE O que queremos para o Forte


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LINHA DO TEMPO DOS PROJETOS PROPOSTOS COMPILAÇÃO DE PROPOSTAS EXECUTADAS E/ OU PROPOSTAS PARA A GAMBOA E O FORTE NOS ÚLTIMOS ANOS.

1998 PROJETO HABITACIONAL

2004 PROJETO ALFREDO CALDAS

CONDER-URBIS 1996-1998

CONDER- URBIS 2004-2005

Descrição: Obras urbanísticas, de saneamento, pavimentação e produção de 72 unidades habitacionais com recurso da Caixa Econômica e estruturado dentro do Programa Viver Melhor do Governo Estadual, executado pela URBIS – Habitação e Urbanização do Estado da Bahia..

FOTOS A e B

A

C

B

D

Antes de depois do projeto da CONDERURBIS na Gamboa em 1998. Fonte: Cedidas pos Yveline Hardman, retiradas da dissertação de mestrado de Fabricio Zanolli. FAUfba. 2018.

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Descrição: Prevê a restauração do monumento e a sua utilização como um espaço de exposições permanentes e temporárias, cafeterias, auditórios e espaços multiusos. São propostas uma passarela ligando o Forte ao MAM (Solar do Unhão), um plano inclinado ligando à parte alta e um atracadouro. O projeto retira do espaço os usos residenciais.

FOTO C

Projeto proposto por Alfredo Caldas em 2004, para o CECRE UFBA. Fonte: retiradas da dissertação de mestrado de Fabricio Zanolli. FAUfba. 2018.


PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

ODEBRECHT 2001-2006

Fabrício Zanolli 2014-2017

Descrição: Execução de contrapartida (TAC) em função da demoliçao de algumas casas para a implantação do edifício de alta renda - o Morada dos Cardeais - e para construção de um deck de acesso marítimo, além de intervenções nas áreas onde existiam habitações da comunidade. Foram construídas duas lavanderias públicas, área para apoio à pesca e a sede da Associação dos Moradores.

Descrição: Realocação das famílias do Forte e o atendimento à demanda habitacional, dentro do perímetro da própria comunidade através da MCMV Entidades. São 14 habitações, que contam com 2 quartos no modelo do programa MCMV, Sede para a Associação de pescadores da Gamboa de Baixo, Passarelas de acessos em níveis diferentes utilizando os corredores internos das habitações, pátio interno livre para recreação e reuniões.

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

2013 PROJETO DE REASSENTAMENTO

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

2005 ESPAÇO LIVRE COMUNITÁRIO

F

FOTOS D e E

Espaços publicos construídos na contrapartida da Odebrecht em 2004. Fonte: Acervo RAU+E

G

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

E FOTOS F e G

Fotos F e G: Projeto proposto por Fabricio Zanolli enquando discente RAU+3 em 2013 .

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01 02 03 04

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL O povo também é patrimonio

PROJETOS PREVISTOS PARA A GAMBOA Espaços livres e habitação

QUESTÕES FUNDIÁRIAS A Gamboa é ZEIS

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A GAMBOA É ZEIS 5

USO E GESTÃO DO FORTE O que queremos para o forte


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A GAMBOA É ZEIS 5 A comunidade tradicional pesqueira da Gamboa deve ter seus direitos de posse assegurados conforme previsto no PDDU.

Na atual Lei N.º 9.069/2016, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Salvador – PDDU 2016, o artigo 10 descreve os 06 princípios para a Política Urbana do Município de Salvador:

em áreas públicas ou privadas, nas quais haja interesse público em promover os meios para a regularização fundiária e recuperação ambiental, além de medidas necessárias à manutenção de suas tradições e cultura.

I - a função social da cidade, II - a função social da propriedade urbana, III - o direito à cidade sustentável, IV - a equidade e inclusão racial, social e territorial, V - o direito à informação e VI - a gestão democrática da cidade. No artigo 11 enumera objetivos para consolidar essa política urbana para o município onde determina no item X - a promoção da regularização e a urbanização de assentamentos precários, uma das maiores demandas para a comunidade da Gamboa de Baixo . Dois itens do artigo 12 tratam das Diretrizes da Política Urbana do Município:

A Comunidade da Gamboa ocupa uma área em faixa de marinha, pertencente à União e gerida pela Superintendência do Patrimônio da União na Bahia – SPU, tendo sido cedida para Prefeitura Municipal de Salvador no ano de 2007 para cadastramento e implantação da regularização fundiária, através do Programa “Papel Passado” do Ministério das Cidades. Até o ano de 2012 o Município de Salvador não tinha cumprido a regularização fundiária, o que levou ao fim do contrato.

II - promoção da regularização fundiária – urbanística e jurídico-legal – dos assentamentos precários e das terras dos Povos e Comunidades de Terreiro e Quilombolas e pesqueiras; III - promoção da melhoria das condições de habitabilidade nos assentamentos precários, compreendidos como necessidades habitacionais relacionadas com os espaços públicos, a infraestrutura, os equipamentos e serviços urbanos; O Plano Diretor indica, por meio do Capitulo III, Do Zoneamento, Seção IV Das Zonas Especiais de Interesse Social e no MAPA 03, anexo 03 do Plano Diretor, a Comunidade da Gamboa de Baixo e a Comunidade Solar do Unhão como Zona Especial de Interesse Social 5. Esse instrumento jurídico trata dos assentamentos ocupados por comunidades quilombolas e comunidades tradicionais, especialmente aquelas vinculadas à pesca e à mariscagem, localizadas

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O Plano Diretor admite várias diretrizes que possam ser aplicáveis às ZEIS, cabendo, portanto, ao município o papel de utilizá-las para implementação de políticas públicas voltadas para comunidades como a Gamboa de Baixo, que há anos não recebe nenhum auxílio na área de infraestrutura urbana, saneamento e habitação. De acordo com o artigo 166, do atual PDDU, as Zonas Especiais de Interesse Social são destinadas à regularização fundiária – urbanística e jurídico-legal – e à produção, manutenção ou qualificação da Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP). Dessa forma a regulamentação das ZEIS e a regularização fundiária da área que compreende a Gamboa de Baixo seria uma forma de assegurar as condições de habitabilidade para população em situação de vulnerabilidade socioeconômica, integrando-a ao restante da cidade. Uma intervenção do município de Salvador, na Gamboa de Baixo seria de grande importância


PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

FIGURA 05

Estêncil - ZEIS 5 da Gamboa.

Fonte: Acervo próprio da Gamboa.

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

nesse momento para, além de firmar a Gamboa como uma comunidade tradicional vinculada à atividade pesqueira, integrar de forma socioespacial a comunidade à cidade de Salvador.

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

Zonemebnto de ZEIS do PDDU de Salvador; Fonte: PDDU de Salvador Lei n.º 9.069/2016

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

FIGURA 06

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01 02 03 04

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL O povo também é patrimônio

PROJETOS PROPOSTOS NA ÁREA Espaços livres e habitação

QUESTÕES FUNDIÁRIAS A Gamboa é ZEIS

USO E GESTÃO DO FORTE O que queremos para o Forte

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POSSÍVEIS USOS PARA O FORTE MUSEU DA MARÉ ESPAÇO COMUM LUIZ ESTRELA ECOMUSEU DE MARANGUAPE


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POSSÍVEIS USOS PARA FORTE DA GAMBOA

O

O QUE QUEREMOS COMO PROPOSTA DE USO DO FORTE.

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PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

HABITAÇÃO

M. COMUNITÁRIO

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

LAZER+COMÉRCIO PLANTA ESQUEMÁTICA DO FORTE

LEGENDA: HABITAÇÃO NO FORTE Para garantir apropriação diferentes horários

do

espaço

em

MUSEU COMUNITÁRIO QUESTÕES FUNDIÁRIAS

Aberto para a cidade, contando a história do Forte e da Gamboa. Gerido de forma compartilhada entre os próprios moradores e órgãos responsáveis pelo Forte. CONEXÃO COM O VERDE Permitir o cultivo de plantas medicinais, ligadas muitas vezes a atividades religiosas, e rearborizar determinadas áreas de encosta íngreme. VALORIZAR A CULTURA LOCAL

?

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

Garantir esses espaços livres e públicos.

ESPAÇO ABERTO A POSSIBILIDADES Pretende preservar a dinâmica do Forte, de um espaço efetivamente público. PRIORIZAR A ECONOMIA LOCAL Criando pontos de venda/limpeza/preparo do peixe, conectados com a cidade.

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MUSEUS COMUNITÁRIOS PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

Bons exemplos de museus comunitários brasileiros autogeridos pela sociedade civíl.

O museu comunitário nasce da iniciativa de um coletivo não para exibir a realidade do outro mas para defender a própria. È uma instância onde os membros da comunidade livremente doam objetos patrimoniais e criam um espaço de memória. Em um museu comunitário o objeto não é o valor predominante, mas sim a memória que se fortalece ao recriar e reinterpretar as histórias significativa’’

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

"

O museu comunitário é um processo, mais que um produto. Combina e integra processos complexos de constituição do sujeito coletivo da comunidade, através da reflexão, auto-conhecimento e criatividade, processos de fortalecimento da identidade, através da legitimação das histórias e valores próprios;processos de melhoramento da qualidade de vida, ao desenvolver múltiplos projetos no futuro, e processos de construção de forças através da criação de redes com comunidades afins”

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

"

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

(ANSALDI, W).

(LERSCH; OCAMPO)

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AÇÕES DESENVOLVIDAS:

MUSEU DA MARÉ (RIO DE JANEIRO -RJ) ANO DE FUNDAÇÃO: Em 2006 foi criado o Museu OCUPAÇÃO: Antiga fábrica de transportes marítimos da Companhia Libra de Navegação. O espaço foi cedido para a CASM, sendo utilizado como Casa de Cultura em 2003 e posteriormente Ponto de Cultura em 2004. Área: 800m².

PARCERIAS E FINANCIAMENTOS:

OBJETIVOS:

OUTRAS INFORMAÇÕES:

Criar uma auto-reapresentação da Favela da Maré / Fortalecimento da imagem positiva, bem como a auto estima dos seus moradores; Conjunto de ações voltadas para o registro, preservação e divulgação da história da Comunidade da Maré.

2004 - Ponto de Cultura; 2005 - Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade; 2006 - Reconhecimento pelo Desenvolvimento da Museologia no Ano Nacional dos Museus (Departamento de Museus – IPHAN)

FIGURA 07

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Exposição permanente (Doze Tempos); Organização de acervo documental; Pesquisa em história oral; Desenvolvimento de atividades lúdicas e educativas; Realização de eventos. O espaço é dividido em 2 vetores: Arquivo e Biblioteca

“Campanha Somos CASM, Somos Maré” Beta Benfeitoria e Banco Santander; Gestão: CASM

Exposição permanente das casas de palafitas do museu da Maré no Rio de Janeiro Fonte: < http://www.museudamare.org.br/>


Fachada externa do museu, localizada em um galpão dentro da comunidade da Maré Fonte: < http://www.museudamare.org.br/>

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

FIGURA 08

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

Peça de teatro que acontecem nas instalações do museu comunitário. Fonte: < http://www.museudamare.org.br/>

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

FIGURA 09

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ESPAÇO COMUM LUIZ ESTRELA (BELO HORIZONTE- MG)

Centro cultural comunitário para a formação e expressão popular,

ANO DE FUNDAÇÃO:

PARCERIAS E FINANCIAMENTOS:

Em 26 de outubro de 2013 este coletivo ‘multihumano’, tomou posse do ‘objeto abandono’, ocuparam o edifício

O coletivo se depara atualmente com uma disputa judicial com a Fundação Lucas Machado / Com apoio dos movimentos sociais e com assessoria jurídica popular já com experiência em ocupações urbanas; assessoria de profissionais com experiência em Patrimônio Histórico e logo após a ocupação a solidariedade de muitos simpatizantes o Espaço se materializa. Financiamento coletivo: Desburocratização; Atende a um nicho que não recebia atenção;

OCUPAÇÃO: O imóvel construído em 1913, primeiro hospital militar de BH (Hospital Militar da Força Pública), só que inutilizado desde 1994. O prédio foi também Hospital de Neuropsiquiatria Infantil (com crianças abrigadas possivelmente em formas extremas de severidade) e o Instituto de Psicopedagogia. “a escolha do prédio levou em conta o tempo de abandono (cerca de 20 anos), a titularidade do domínio (o imóvel é público estadual), a localização central, o fato de ser um bem tombado pelo patrimônio histórico e cultural em acelerado processo de degradação e a existência de um hospital psiquiátrico infantil ao lado, o que permitiria um trabalho no campo da loucura na perspectiva antimanicomial”. FIGURA 10

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OBJETIVOS:

OUTRAS INFORMAÇÕES: Prêmio do patrimônio nacional: o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na categoria IV, que reconhece ações que demonstram o compromisso e a responsabilidade compartilhada com a preservação do patrimônio cultural brasileiro.

Folder do Espaço Comum, convidando toda a população para sua construção coletiva. Fonte: < http://nossacausa.com/espaco-comum-luiz-estrela/>


Fachada externa antes da intervenção do movimento que gere o espaço. Fonte: < http://nossacausa.com/espaco-comum-luiz-estrela/>

FIGURA 12

Foto da Fachada no dia de inauguração do Espaço Comum Luiz Estrela Fonte: < http://nossacausa.com/espaco-comum-luiz-estrela/>

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

FIGURA 11

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ECOMUSEU DE MARANGUAPE (MARANGUAPE-CE)

Resguardar o patrimônio histórico e cultural local, mas como espaço de multiplicação de saberes / colaborar com o desenvolvimento local sustentável e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes

ANO DE FUNDAÇÃO:

AÇÕES DESENVOLVIDAS:

12 de Outubro de 2006.

Conhecer e vivenciar experiências Ecomuseológicas, conduzidas pelos Agentes Jovens do Patrimônio Cultural do Ecomuseu de Maranguape

OCUPAÇÃO: Desde a década de 1970 a comunidade de Cachoeira (CE) tem sua dinâmica sociocultural no entorno de um Casarão construído em 1837.

PARCERIAS E FINANCIAMENTOS: Fundação Terra (Ong)

OBJETIVOS:

FIGURA 13

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Grupo de ensaio de flauta ensaiando dentro do ecomuseu, Fonte: < https://ecomuseudemaranguape.culturalspot.org/home>


Curso em formação em museulogia oferecido pelo ecomuseu de maranguape. Fonte: < https://ecomuseudemaranguape.culturalspot.org/home>

FIGURA 15

Grupo de percusão se apresentando em atividade cultural organizada pelo ecomuseu.

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

FIGURA 14

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

Fonte: < https://ecomuseudemaranguape.culturalspot.org/home>

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MUSEU COMUNITÁRIO DA LOMBA DO PINHEIRO (PORTO ALEGRE RS) ANO DE FUNDAÇÃO: 26 de março de 2006 (primeiro no Brasil a ser localizado em um bairro de periferia) OCUPAÇÃO: Sediado em uma casa em estilo colonial português construída no final do século XIX doada ao IPDAE pelo senhor Edemar Gonçalves Remião que ali nasceu em 1934. OBJETIVOS: Divulgar e preservar a memória do local onde está inserido, buscando, desde sua inauguração, contar essa história a partir do olhar e da memória individual e coletiva dos seus próprios moradores.

Biblioteca Leverdógil de Freitas - Ramal 1; Educação Patrimonial; Formação de Professores e Educadores; Exposições Temporárias; Exposições Temporárias; Pesquisa de História Oral; Rodas de Memória; Lomba Tur PARCERIAS E FINANCIAMENTOS: Faculdade de Museologia da UFRGS / comerciantes, empresários e pessoas físicas da comunidade Lomba do Pinheiro (Agropecuária Pampeana Anpeca Calçados e Confecções; Bazar Flora Pinheiro; Bazar Gabi; Cirilo Cabeleireiros; Crestani Materiais de Construção; EGC Contabilidade; Forte Segurança; Keké Frutas; Mecânica Santos; Ótica Cilius; Padaria Cris;Restaurante Millani; Rossi Comunicação Visual; Serralheria Quintana Supermercado Santos

AÇÕES DESENVOLVIDAS: FIGURA 16

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Biblioteca interativa que ocorre dentro do museu comunitário em Porto Alegre Fonte: < http://www.conhecendomuseus.com.br//museu-comunitário/ >


Biblioteca interativa que ocorre dentro do museu comunitário em Porto Alegre Fonte: < http://www.conhecendomuseus.com.br//museu-comunitário/ >

FIGURA 18

Oficinas de corte e colagem que ocorre dentro do museu comunitário em Porto Alegre Fonte: < http://www.conhecendomuseus.com.br//museu-comunitário/ >

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

FIGURA 17

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ACERVO DA LAJE (SALVADOR-BA) ANO DE FUNDAÇÃO: O mapeamento da produção cultural em territórios do Subúrbio foi iniciado por José Eduardo, ao lado do fotógrafo Marco Iluminatti, em 2010. Em 2011 se dá o início do acervo. OCUPAÇÃO: O Acervo da Laje fica numa casinha bem pequenina e simples na Rua Nova Esperança, 4 E, São João do Cabrito, em Plataforma, Salvador-Ba OBJETIVOS: Recuperação da memória ancestral e artística do Subúrbio Ferroviário de Salvador e de seus artistas; Encontro das pessoas com a arte e a cultura produzida no SFS, quebrando os estereótipos de exclusão, pobreza e negação ou mesmo de privação do belo; Aprendizado da questão de que o belo está onde o humano se encontra; Quebra da invisibilidade da história do SFS, FIGURA 19

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devolvendo-o à Cidade da Bahia, pertencendo a Ela, com direito à visibilidade de obras e artistas que foram esquecidos por fatores mercadológicos, sociais e culturais; Documentação da memória do SFS e de Novos Alagados através de fotografias, negativos, jornais, livros raros, publicações, DVDs, CDs, entrevistas, documentários, enfim, toda a produção existente sobre a região e seus moradores; Superação da invisibilidade do SFS e de seus artistas e moradores, sem reducionismos; “Diálogo com a sociedade civil, academia, agentes culturais da Bahia, Brasil e do mundo.” AÇÕES DESENVOLVIDAS: O espaço reúne um acervo incrível com pinturas, quadros, máscaras, conchas, cerâmicas, madeira, azulejos, etc. PARCERIAS E FINANCIAMENTOS: Não recebe recursos governamentais. OUTRAS INFORMAÇÕES: 2014 – Integrou a 3ª Bienal da Bahia

Acervo artístico em madeira do Acervo da Laje em Salvador. Fonte: http://cipo.org.br/agendaculturaldosuburbio/acervo-da-laje/>


Acervo artístico em madeira do Acervo da Laje em Salvador. Fonte: http://cipo.org.br/agendaculturaldosuburbio/acervo-da-laje/>

FIGURA 21

Oficina artística em madeira para crianças do Acervo da Laje em Salvador. Fonte: http://cipo.org.br/agendaculturaldosuburbio/acervo-da-laje/>

USO PROPOSTO PARA O FORTE E A SUA GESTÃO

QUESTÕES FUNDIÁRIAS

PROJETOS PREVISTOS PARA O FORTE

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

FIGURA 20

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONSULTADAS SALVADOR. Lei nº 9.069 de 2016. Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Salvador, 2016. Disponível em: http://www.sucom.ba.gov.br/ wp-content/uploads/2016/07/LEI- n.-9.069PDDU-2016.pdf &gt;. Acesso em 08 de Jan. de 2018. SALVADOR. Lei nº 9.148 de 2016. Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo. Salvador, 2016. Disponível em: &lt; http://www.sucom. ba.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/ novalouossancionada.pdf&gt;. Acesso em 08 de Jan.de 2018. ZANOLI, Fabrício O. Projeto de realocação dos moradores do Forte de São Paulo – Salvador/ BA, Trabalho Final do Curso de Especialização Assistência Técnica, Habitação e Direito à Cidade. Salvador, RAU+E PPGAU- UFBA, 2015. Acesso: http://www.residencia-aue.ufba.br/ fabricio- oliveira-zanoli

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A GAMBOA TAMBÉM É PAtrimônio!

Salvador-Bahia

USO E GESTÃO

USO MISTO DO FORTE

museu comunitário

moradia no forte

gestão compartilhada …‘—‹†ƒ†‡†ƒ ƒ„‘ƒ†‡ƒ‹š‘

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REgularização fundiária

ZEIS 5 - pddu

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área de operação urbana consorciada

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projetos

patrimônio material /imaterial/paisagem cultural

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Trabalho José aloir (rau+e)

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conder/urbis (1994)

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alfredo caldas (2005)

função militar do forte de são paulo da gamboa

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contrapartida odebrecht (2006)

pesca tradicional

festa de iemanjá

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Projeto rau+e  fabrício + fundação mário leal

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reunião da associação dos moradores lazer e sociabilidade

capoeira

culinária

noção/relação espaço-tempo comunidades tradicionais

Uso e gestão do forte São Paulo da Gamboa  

Cartilha desenvolvida pela RAU+E UFBA, com colaboração dos moradores do Forte São Paulo da Gamboa, Na Gamboa de baixo. Salvador/Brasil.

Uso e gestão do forte São Paulo da Gamboa  

Cartilha desenvolvida pela RAU+E UFBA, com colaboração dos moradores do Forte São Paulo da Gamboa, Na Gamboa de baixo. Salvador/Brasil.

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