Issuu on Google+

Criatividade e Design Thinking


WORKSHOP #1


Actor convidado: Marco Paiva 

Contextualização  O actor Marco Paiva

veio ao nosso encontro para falar sobre o seu processo criativo no teatro.  De que forma ele chega ao que considera ser a personalidade daquele personagem


Realismo vs Simbolismo

  

Mimética Imitação Construção psicológica do personagem:  Através da evocação de

memórias e estados de alma, vivências passadas.

  

Hermenêutica Criação Construção fisiológica do personagem:  Através do exercício

muscular; controlo sensorio-motor do corpo; fenómenos físicos de causa-efeito


Onde está a criatividade? ...nos grandes clássicos... ... Por ser possível fazer uma releitura da obras .... ao “dar novas funções a ideias anteriores” ... através do teatro simbólico

... no teatro contemporâneo... ... experienciando novas sensações no contacto com a matéria, com a obra e o cenário naquele espaço e naquele tempo ... explorando novos caminhos, novas tendencias ... Através da exaltação da metáfora


E o talento existe? 

Não existe isso do talento, por detrás de uma boa performance existe um grande investimento de trabalho

A criatividade tem de ser trabalhada... ... no e pelo silêncio ... através da experimentação sensorial ... na procura de novas leituras – as releituras


Resultado... O actor sobrevalece relativamente ao texto;  O público é incitado a participar... e participa... e condiciona o próprio espectáculo;  O teatro torna-se uma actividade interactiva na qual o actor faz uma leitura individual do sentido do texto e a sua performance é influenciada pela interacções do público;  Cada subida ao palco é única! Cada espectáculo é único! 


WORKSHOP #2


Uma aula de desenho com: Eduardo Côrte-Real 

Contextualização 

Professor e investigador, Eduardo Côrte Real tem uma vasta experiência;  No seu WKS fêz-nos acreditar que todos nós somos capazes de desenhar ou de representar graficamente as nossa ideias, conceitos, perspectiva  O desenho está em todo o lado, e no design ele tem uma importância significativa, pois é o primeiro passo para criar um protótipo  Com base neste prossupostos apresentou-nos um desafio que nós prontamente agarramos. Resultado: todos nós conseguimos obter representações gráficas de acordo com as instruções que nos eram dadas, todos somos capazes...


Imaginação vs Compõe-se de imagens às quais está subjacente um determindo sentido  É uma representação da realidade  É uma composição criada a partir de imagens existentes  É uma reorganização de imagens às quais também se pode atribuir um novo sentido 

Fantasia

As crianças são criativas, mas fantasiam  A fantasia pode não fazer sentido  A fantasia é simbólica 


Onde se encontra a criatividade? ...Inicialmente  Desenhava-se somente o que se via  Com Leonardo da Vinci o desenho passou a um importante instrumento para registar ideias, protótipos, coisas que na realidade ainda não existiam  Actualmente e apesar do desenvolvimento tecnológico o desenho, na sua forma primária, o desenho manual continua a ter uma máxima importãncia e na maioria das vezes serve de base ao desenho digital

A criatividade e a capacidade de inventar coisas novas, não é mais do que uma combinação própria e muitas vezes únicas de coisas já existentes ás quais atribuimos novos sentidos. Quando no exercício nos foi pedido que desenhássemos um monstro que não fosse parecido com nehnum animal, a maioria de nás deu-lhes alguns atributos humanos: olhos, boca, pernas, etc... Na realidade as nossas representações são derivações de outras representações, de objectos, conceitos, ideias, etc. É fundamental que o desenhador tenha uma caligrafia própria.


E o talento existe? 

Não existe isso do talento

O que pode existir é uma pré-disposição para seguir determinado caminho... ... Em resultado do ambiente em que fomos criados ... Em consequência do contactos que tivemos com o meio ... Porque despertámos curiosidade e investigámos a matéria ... Porque desenvolvemos naturalmente e sem nos aprecebermos determinadas capacidades


Resultado... O desenhador cria mundos;  Realidades virtuais;  Realidades inventadas com base no conhecimento que tem da realidade  Qualquer pessoa sabe “desenhar”... Ao conseguir atribuir representações gráficas a ideias, conceitos, personagens, objectos, realidades. 


Encontro com o artista plástico... Leonel Moura 

Contextualização  

Artista plástico; Leonel Moura projecta e cria robots que são progamados com um número reduzido de algorítmos com o bjectivo de desenhar ou escrever “criativamente” no espaço que é deixado pelos algoritmos, para o efeito...  A ideia surgiu-lhe ao observar o comportamento das formigas...  Para Leonel a arte aproxima-se que é feita actualmente, aproxima-se da ciência  Tem uma exposição permanente no Museu MOMA em Nova Iorque


Criador 

vs

Aqui rompe-se com o paradigma actual:

 O artista cria criadores

e a obra de arte é gerada alietoriamente com base nos algoritmos programados

Criação As crianças são criativas A criatividade surge na confluencia do nonsense


Onde se encontra a criatividade? No silêncio  No absurdo 


E o talento existe? 

Não

Se um robot consegue ser criativo... Será que ele é talentoso?  Não, é apenas influenciado pelas circunstancias de espaço e de tempo e tem subjacente uma lista de códigos que lhe foi imputada e que de certa forma, lhe fornece algumas coordenadas, no ser humano essas coordenadas são os valores, os princípios, a cultura... 


Resultado... O criador/ artista cria criadores;  Os criadores/ robots geram obras de forma alietória;  O robot desenha traços aletoriamente e o que desenha depende das circunstancias espaciais onde está inserido (atritos que o próprio papel possa, criando clusters em determinadas zonas do papel sem razão aparente 


WORKSHOP #3


Na música com: Clara e António Ramos 

´Contextualização  Deslocámo-nos em viagem até

Coimbra para conhecer o Conservatório de Coimbra, mas mais do que isso para assistir ao WKS sobre a criatividade na música;  Estivemos com dois professores do conservatório: a Clara e o António Ramos  Ouvimo-los tocar violino, com mais quatro alunos, com backgrounds académicos diferentes e com diferentes níveis de ensino musical, mas com um factor em comum: o gosto pela música...


Criatividade informada vs Criatividade 

Na música existe o que se pode chamar criatividade informada, pois todo o acto criativo é directamente condicionado pelo conhecimento técnico da musica, das dinâmicas, das variações possíveis ou não fosse a música “um ruído ordenado no tempo e no espaço”

A música é tão criativa como a matemática e a biologia, é uma constante derivação e conjugação de sons... E tem igualmente uma linguagem própria, a qual só se consegue transmitir quando se conhece o código... é por isso uma criatividade informada... No paradigma musical actual, a música é criada em função de células, e cada músico faz as ordenação que quiser dessas mesmas células, mais uma vez, tal como acontece no teatro, o músico sobrevalece em relação à pauta... Deixando mais espaço para a criatividade


E o talento existe? 

Não existe isso do talento

O que pode acontecer é uma pessoa desenvolver um gosto por um determinado instrumento e por isso resolve praticar e treinar; Mesmo quando se diz “aquele menino tem ouvido para a música”, esse factor não é inato, tem a ver com ocontacto que teve com a música durante o seu percurs, tem a ver com o que se chama o “treino de ouvido” Uma pessoa que ouve muita música, consegue perceber as desafinações, porque tem o ouvido refinado, uma pessoa que não tenha essa proximidade com a música não consegue fazer a destinção entre uma nota afinada e o desafinado


Resultado... Mesmo nas grande obras muscais clássicas existe criatividade;  O que acontece normalmente é a existência de um cruzar de técnicas que permitem ao músico imprimir na música algo próprio e muito seu... A sua interpretação da música e a sua forma de expressão;  Mas na música existe uma criatividade informada e a sua elasticidade depende dos conhecimentos técnicos do músico 


Aspectos em comum   

Antes: A obra de arte valia-se por si só A criatividade é mais condicionada pela técnica

  

Depois O “criador” ganha protagonismo Dá-se maior importância à liberdade criativa


Trabalho realizado por: Rita Mendes Albino


Obrigado!


Trabalho Rita