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JUN/16 EDIÇÃO ESPECIAL

• FORMANDOS DE TODO ESTADO • 33 PROJETOS PARTICIPANTES • VENCEDOR E DESTAQUES


editorial

Mais que um prêmio

TIAGO HOLZMANN DA SILVA Presidente do IAB RS

UM RECONHECIMENTO À QUALIDADE

Paradoxal, mas do tempo da faculdade, o que mais me lembro e o mais marcante para mim foram exatamente os momentos fora da faculdade, fora da sala de aula. Não que a faculdade fosse um ambiente ruim ou desagradável, muito pelo contrário, mas porque foi a faculdade de arquitetura que abriu minha cabeça e meus olhos para o mundo. A arquitetura, os professores, os colegas, os ENEAs e ELEAs, as discussões com cerveja depois da aula, as novas ferramentas de desenho, as maquetes, as viagens de estudo, os trabalhos em grupo, os livros do Ignácio, as Fafarqs... tudo isto me apresentou uma nova realidade e me revelou que o objeto da minha futura profissão – o edifício, a cidade, a paisagem – é o que dá forma ao mundo, é o que abriga, é o que dá condiciona o comportamento e a relação entre as pessoas, é formador da cultura e conta a história dos povos. A arquitetura é isto e muito mais. E o tempo da faculdade é o momento desta descoberta. A faculdade, para a vida profissional, equivale à nossa infância e adolescência. É o período de formação de nossa personalidade profissional é o momento em que damos alma e caráter ao arquiteto que seremos. O fato marcante do final desta etapa é a realização do trabalho de conclusão de curso, a famosa diplomação. Nesta hora, o mundo está em nossas mãos, decidimos tudo: problema de projeto, terreno, orientador, “estilo”, programa, local, horário de trabalho... e colocamos nossos conhecimentos e capacidade a solucionar bem este desafio. Duas grandes virtudes de nossa formação revelam-se neste momento. A principal delas, da qual raramente temos saudades, é a necessidade que a faculdade de arquitetura impõe de, desde o primeiro semestre, submer os estudantes a fazer uns “desenhos” e colocar na parede diante de toda turma para “tomar pau” do professor. Claro que os exageros são reprováveis, mas esta situação inicialmente aterradora acaba transformando o jovem estudante em um arquiteto “casca grossa”. Podemos ter certeza que esta prática do atelier de arquitetura é fundamental para que tenhamos segurança e capacidade para apresentar nossas ideias, enfrentar adversidades, dialogar com quem pensa diferente, reforçar ou transformar nossas convicções, construir nossos projetos junto com parceiros e clientes. Outra virtude inquestionável da nossa formação é o poder que temos em demonstrar como será o futuro. Desenhamos o futuro antes que ele se realize, planejamos, construímos realidades, resolvemos problemas aplicando metodologias concretas utilizando ferramentas técnicas e a criatividade. O projeto é isto, é a demons-

tração que um problema tem solução e o detalhamento das ações para enfrentá-lo. É a materialização da capacidade de resolver um problema e a apresentação deste de forma articulada e coerente para uma banca qualificada. O trabalho de conclusão de curso é o momento em que demonstramos que podemos ser profissionalmente adultos. O Prêmio IAB existe para valorizar este momento. O que propomos é destacar um estudante formando de cada turma de cada faculdade do estado para que esta importante transição fique registrada. Claro que, muitas vezes, temos a sensação de injustiça em nominar apenas um de cada turma diante da qualidade dos trabalhos apresentados. Mas, mais do que destacar projetos específicos ou individualidades, nos interessa o ato simbólico do reconhecimento da qualidade dos jovens arquitetos, de seus professores e orientadores e das faculdades de arquitetura, representados todos por um integrante de sua turma e por um trabalho destacado. O Prêmio IAB foi criado nos anos 90 pelo nosso ex presidente Danilo Landó, e teve seguimento desde então com os ex presidentes José Albano Volkmer, Iran Rosa e Carlos Alberto Sant’Ana. O Prêmio IAB leva o nome do Albano em homenagem e reconhecimento à sua trajetória no ensino, à paixão pela arquitetura e pelo patrimônio e à sua maneira generosa e cativante de estímulo constante aos estudantes e jovens arquitetos. Neste ano, o IAB RS não conseguiu renovar o patrocínio nem captar novo parceiro para o Prêmio, mesmo assim, com grande esforço e com 100% de recursos próprios da entidade conseguimos manter a qualidade adequada em todas as etapas e homenagear vencedores, professores orientadores e faculdades. Decidimos manter a produção deste catálogo e a exposição itinerante, e buscaremos outras parcerias institucionais para concluir estas duas ações. A realização do Prêmio IAB 2015 – José Albano Volkmer, e a publicação desta edição especial da Revista ESPAÇO do IAB RS, somente foi possível graças ao empenho pessoal dos coordenadores do Prêmio e diversos colaboradores, dos funcionários do IAB RS, dos professores e coordenadores de curso das mais de 30 faculdades do estado e, principalmente, dos estudantes formandos do primeiro e segundo semestre de 2015 que realizaram com excelência seus trabalhos de conclusão de curso demonstrando, nas páginas a seguir, que se depender deles, teremos edifícios, cidades e paisagens cada vez melhores e mais belas. espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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ARQUITETURA | URBANISMO | CIDADE | CULTURA

ESPECIAL • JUL/16

A REVISTA ESPAÇO É UMA PUBLICAÇÃO DO IAB RS COMITÊ EXECUTIVO DESTA EDIÇÃO

ELOISE DE BRITO MUDO MARCELO BRINCKMANN TIAGO HOLZMANN DA SILVA TIZIANO FILIZOLA INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL DEPARTAMENTO DO RIO GRANDE DO SUL GESTÃO 2014/2016 - “IAB: CIDADE E CULTURA” CONSELHO DIRETOR

Tiago Holzmann da Silva 1º Vice-Presidente Rafael Pavan dos Passos 2º Vice-Presidente Ednezer Flores 3º Vice-Presidente Vinicius Vieira Secretário Geral Marcelo Gribov Brinckmann 1ª Secretária Claudia Favaro 2ª Secretária Roberta Krahe Edelweiss Diretor Financeiro Henrique Dauber 1ª Tesoureira Ângela Ponsi 2º Tesoureiro Marcelo Arioli Heck Presidente

CONSELHO FISCAL

Gilda Maria Franco Jobim • Adroaldo Xavier da Silva • Tiziano Filizola NÚCLEO CAXIAS DO SUL

Rodrigo Salvati • 1ª Secretária Bruna Chiaradia • 2º Secretário Rafael Ártico • 3º Secretário Max Leonardo Manoel • 1ª Tesoureira Giovana Santini • 2ª Tesoureira Silvia R. S. Nunes • Representante CoEs Silvia R. S. Nunes Presidente

COLABORADORES DESTA EDIÇÃO

Alexandre Couto Giorgi • Bruno Lesco Paz • Cesar Dorfman • Daniel Dillenburg • Danilo Landó • Klaus Bohne • Madalena Gusen • Rafael Passos • Roberta Edelweiss • Roberto Py • Sabrina Ortácio • Salma Cafruni • Vinicius Vieira

CONSELHO ESTADUAL - TITULARES

Humberto Hickel • Maria Tereza Fortini Albano • Cícero Alvarez • Julio Cesar Vargas • Maria Dalila Bohrer • Luciane Kinsel • Daniela Fialho • Emílio Merino Domingues • Taiana Pitrez Tagliani • Lídia Fabrício Conselho Estadual Suplentes: Daniele Caron • Carlos Fernando Seffrin • Letícia Franco • Cecília Esteve • Andréia Bocian • Pedro Araújo • Lucas Leite • Marcelo Parahiba • Márcio Arioli • Geraldo Ozio CONSELHO SUPERIOR - TITULARES

Claudio Fischer • Carlos Alberto Sant’Ana • Iran Rosa • Rogério Malinsky • Oritz Adriano Adams de Campos • Alexandre Pereira dos Santos • Conselho Superior Suplentes: César Dorfman • Clovis Ilgenfritz da Silva • Salma Cafruni • Lais Salengue • Ivan Mizoguchi • David Léo Bondar NÚCLEO ARQUITETOS DO LITORAL

Edmundo T. Francisco • Leandro Machado dos Santos • Tesoureiro Rodrigo Colissi Alves • Representante CoEs Claudia R. Casaccia Presidente Secretário

NÚCLEO PELOTAS

Otavio Martins Peres • ViceNirce Saffer Madevedoski • Secretário Luis Antônio Machado Veríssimo • Representante CoEs Ana Lúcia Oliveira Presidente

Presidente

NÚCLEO RIO GRANDE

NÚCLEO ERECHIM:

Alexandre Nichetti • ViceMagali Mingotti • 1ª Secretária Roberta Grendene • 2ª Secretária Thaiana Puhl • Representante CoEs Luiz Fiori Presidente Presidente

NÚCLEO SANTA MARIA

Sheila Comiran • Vice-Presidente Lidia Glacir Gomes Rodrigues • Secretária Annelieze Correa • Tesoureiro Hugo Gomes Blois Filho • Representante CoEs Hugo Gomes Blois Filho Presidente

Evelise Jaime de Menezes • Vice-presidente Guilherme Castro Dias • Tesoureira Camila Cardoso de Melo Sampaio • Secretária Letícia Carneiro Estima • Tesoureira Camila Cardoso de Melo Sampayo • 2ª Tesoureira Rosana Senna da Silva • Representante CoEs Marcio Gomes Lontra Presidente

NÚCLEO VINHEDOS SERRA GAÚCHA

Presidente Marilei Elisabete Piana Giordani

O Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB - é a entidade de livre associação de arquitetos e urbanistas brasileiros, que se dedica a temas essenciais ao arquiteto, à cultura arquitetônica e suas relações com a sociedade. Fundado no Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1921, e em 1948 no Rio Grande do Sul, o IAB é a mais antiga das entidades brasileiras dedicadas à arquitetura, ao urbanismo e ao exercício da profissão. O IAB adotou o modelo federativo de organização e conta com Departamentos autônomos em todos estados do país, que possuem, por sua vez, núcleos locais nos municípios e regiões de maior relevância. A entidade é liderada pela Direção Nacional, responsável pela articulação e pela coordenação dos Departamentos, bem como pelas ações de abrangência nacional e internacional. Sua instância política máxima é o Conselho Superior, composto proporcionalmente por representantes de todos os Departamentos e pelos Conselheiros Vitalícios, ex-presidentes da entidade. O IAB é membro fundador da União Internacional de Arquitetos (UIA), órgão consultivo da UNESCO para assuntos relativos ao habitat e à qualidade do espaço construído, e do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP). Também integra, como membro fundador, a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA). Por meio da Direção Nacional, o Instituto se faz representar em órgãos da administração federal.

Marcelo Koch • Secretário Raquel Linhares • Tesoureiro Giana Paola Miron Brentano Representante CoEs Vera Prates CONTATO E PUBLICIDADE

iabrs@iabrs.org.br • (51) 3212.2552

opinião

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comissão organizadora

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história do prêmio

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prêmio iab rs 2015

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destaques Janaína Kuhn Bianca Estefani Kelm Bruna Souto Silveira Eduardo Cezar Kopittke demais participantes Ana Cláudia Silva de Almeida Ana Laura Morales Ana Paula Lopes Siqueira Bruna Conte Bruno Gallina Camila Fouchy Heinemann Daniel Pedó Flores Franciele de Souza Teixeira Bervian Francine Drews Abaid Gabriela Eliza Colvero Bonfanti Gabriela Sutili Giovana Sangoi Zamberlan Kraulich Giovani Meira de Andrade Giulia Brissac Tarasconi Guilherme Gassen da Silveira Vila Nova Henrique Luis Viecelin Caumo Ivan Ribeiro Kuhlhoff Jéssica Serafini Steurer João Pedro Silveira Juliana Biasibetti Rodrigues Kamila Carnevalli Liliane Vargas Amarante Mariel Martins Fabri Samara Simon Christmann Sidnei Matana Júnior Tainá Zagonel Thiago Leffa da Silva Vanessa Braun Dresch

• Vice-presidente Márcio Arioli • Secretários Cristiane Bertoco e Maikel Megri • Representante CoES Juliana Cagliari Arq. Sérgio Magalhães, Presidente

NÚCLEO FREDERICO WESTPHALEN

IAB Direção Nacional

Departamentos do IAB

Jacson Rodrigo Freitas • Vicepresidente Diego Bertoletti da Rocha • Secretária Joana Sartor Lamb • Tesoureira Deise Flores • Representante CoES Marcos Basso Otonelli e Gabriela Haubert Saraiva (suplente)

projetos vencedor Pedro Terra Oliveira

O IAB não tem fins lucrativos e seus dirigentes não são remunerados.

Presidente

Danilo Landó

Regulamento Júri Faculdades/formandos

O IAB compõe o Colégio Brasileiro de Arquitetos (CBA), coletivo das entidades nacionais de arquitetura e urbanismo, e o Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetura e Urbanismo (CEAU), órgão consultivo da estrutura do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

NÚCLEO TORRES

Presidente

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AM, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RR, RS, SC, SE, SP, TO Cidade do Rio Grande, Erechim, Caxias do Sul, Arquitetos do Litoral, Pelotas, Santa Maria, Torres, Canoas Núcleos IAB RS

AGRADECIMENTOS

Assessoria de comunicação do IAB RS, funcionários do IAB RS

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Daniel Dillenburg, arquiteto formado pela PUCRS e mestrando pela Uniritter, trabalha há 12 anos na concepção de projetos paisagíscos e desenhista nas horas vagas, prática que também que sempre utilizou na vida profissional desde que se formou, no ano de 2005.

troféu

JORNALISTA RESPONSÁVEL

RUA GENERAL CANABARRO, 363 CEP 90010-160 • CENTRO HISTÓRICO (51) 3212.2552 PORTO ALEGRE/RS IABRS.ORG.BR • IABRS@IABRS.ORG.BR

Sabrina Ortácio - MTB 11.002 DIREÇÃO DE ARTE E DIAGRAMAÇÃO

Gustavo Gomes - efetivo@efetivodesign.com.br 5


publieditorial

opinião

O CAU ESTÁ MAIS PERTO! O Prêmio IAB e suas

Conheça detalhes do programa que vai levar o Conselho para mais perto dos arquitetos e urbanistas, escolas de arquitetura e urbanismo, universidades, escritórios e órgãos públicos

POSSIBILIDADES

O CAU Mais Perto é o programa de atendimento itinerante que possibilita a presença do CAU/RS nos municípios do Rio Grande do Sul ao longo do ano, oferecendo aos arquitetos e urbanistas e às empresas a mesma qualidade de serviços ofertados em Porto Alegre. Entre eles, estão o atendimento a profissionais, empresas e sociedade e ações vinculadas à formação, ética, exercício profissional e fiscalização. A agenda de atuação do CAU Mais Perto será organizada a partir das demandas profissionais e de fatores como a realização de feiras e eventos e o número de arquitetos e urbanistas ativos e de RRTs emitidos. Os formandos também serão beneficiados pelo programa, que inclui a realização da coleta biométrica para emissão da carteira profissional, o relacionamento com as Instituições de Ensino Superior e a promoção da Arquitetura e Urbanismo. Para o adequado funcionamento do programa, o estado foi dividido em regiões – Região Metropolitana, dos Vales, Litoral, Norte e Serra; Norte e Missioneira; e Sul e Centro-Oeste – a fim de receber o atendimento das unidades móveis coordenadas pela Gerência de Atendimento e Fiscalização do CAU/RS. Segundo Roberto Py, presidente do CAU/RS, o CAU Mais Perto é mais um modo de comunicação do CAU com os arquitetos e urbanistas, de maneira a tornar o Conselho mais conhecido, mais atuante e, portanto, mais perto de você.

WWW.caurs.gov.br

Quando idealizamos e promovemos a primeira edição do Prêmio IAB RS, em 1998, sabia que seria uma oportunidade muito significativa para os formandos de arquitetura e urbanismo de nosso Estado. O IAB sempre buscou a aproximação com a universidade. O Prêmio veio para colocarmos em prática estas ações conjuntas com o meio acadêmico. A ideia era trazer para o IAB os jovens talentos da arquitetura. Danilo Landó Arquiteto e Urbanista, ex-presidente do IAB RS nas gestões 1998-99 e 2000-01, conselheiro vitalício e idealizador do Prêmio IAB

“O sucesso do Prêmio veio muito do empenho do arquiteto José Albano Volkmer, que recebeu essa justíssima homenagem do IAB”

A primeira edição já foi um sucesso. Conseguimos ter representantes de todas as faculdades de arquitetura e urbanismo do Rio Grande do Sul. Lembro que o primeiro vencedor do prêmio IAB foi um estudante da PUCRS. Nesta época, o arquiteto Ivan Mizoguchi era o coordenador da faculdade, e teve um papel muito importante na qualidade do projeto apresentado pela a instituição católica. O IAB é a entidade mais antiga e que sempre lutou pela qualidade da Arquitetura e Urbanismo. Acredito que as faculdades têm um papel fundamental para conseguirmos isso. O Prêmio IAB de certa forma também tem ligação com os Concursos Públicos de Arquitetura, pois segue essa filosofia de incentivar a produção de projetos com qualidade por meio de concurso. Além disso, sempre prezamos por ter uma comissão julgadora formada por arquitetos renomados no Brasil. O sucesso do Prêmio veio muito do empenho do arquiteto José Albano Volkmer, que recebeu essa justíssima homenagem do IAB. Também tivemos na comissão de ensino o arquiteto Alberto Pereira Filho, que foi outro grande nome quando falamos em Prêmio IAB. Os dois lutaram muito para a concretização deste reconhecimento acadêmico e foram personagens decisivos nesta trajetória. Depois de 17 anos, percebo que chegou o momento do Prêmio IAB avançar. Hoje com a globalização, tecnologia e tanto compartilhamento de informações, vejo que ainda falta para o acadêmico de arquitetura vivenciar de perto outras culturas e centros urbanos. Ele precisa conhecer, aprender a respeitar o que os outros pensam. Sair da toca mesmo. Defendo essa proposta, principalmente pelo fato de ter vivido entre 1962 e 1965 em Los Angeles, nos Estados Unidos. Foi uma experiência transformadora na minha vida profissional. Acredito que um dos caminhos para o financiamento de bolsas de estudos para os formandos seria através dos bancos como instituições incentivadoras e patrocinadoras. Com certeza, essa experiência no exterior iria melhorar a qualidade dos profissionais que entrariam no mercado.

CAU/RS

O VAI ESTAR MAIS PERTO DE VOCÊ. coM o cau MaIs PErTo, o coNsELHo vaI EsTar MaIs PrÓXIMo Dos arQuITETos E urbaNIsTas Do rIo graNDE Do suL, Da coMuNIDaDE E Dos ÓrgÃos PÚbLIcos. aguarDE. EM brEvE Na sua cIDaDE.

O IAB tem excelentes ideias e profissionais, mas não tem verba. Encontro muitos arquitetos que me dizem “Não entro no IAB porque a entidade não me dá nada”. Isso está muito errado. Quem tem que dar alguma coisa não é o IAB e sim os arquitetos ao IAB, pois o IAB já fez muito pela nossa classe. A projeção da arquitetura brasileira no mundo tem muito esforço do IAB por trás.

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artigo

comisão organizadora POR TIZIANO FILIZOLA

Diretrizes Curriculares Nacionais Há algum tempo, os novos acadêmicos e as universidades têm procurado se adaptar na busca por reinvenção, entre dificuldades e acertos em discussões onde a individualização dos afazeres já não é mais uma tônica. Uma das características mais preponderantes da nova geração de estudantes é a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo: estudar para provas finais, fazer estágio, mergulhar no Trabalho Final de Graduação. Isso já não mais novidade para eles. Por estas razões, este novo acadêmico acaba considerando disciplinas mais técnicas e teóricas como algo acessório ou descartável. Tal equívoco pode mascarar o aprofundamento diário de conhecimentos necessários para o exercício da profissão. Segundo versam as Diretrizes Curriculares, o perfil do Arquiteto e Urbanista deve consonar com a ideia de uma formação sólida e generalista. Isso significa valorizar o curso, além das especializações. Também consta que o profissional deve estar apto a compreender as necessidades da sociedade no que diz respeito à organização e construção de espaços, abrangendo o urbanismo, a edificação e o paisagismo. Já com o diploma em mãos, a chegada do jovem profissional vem acompanhada do dilema de seguir estudando em busca de especialização ou se inserir no mercado de trabalho. Com isso, é incessante a procura por uma formação generalista que percorra todos os campos de atuação. Muito além de simples condições pré-estabelecidas para o perfil de um futuro arquiteto e urbanista, as Diretrizes visam auxiliar o estudante, organizando os conteúdos curriculares e sua distribuição, para que o acesso ao exercício profissional se dê de forma sólida e coerente. A chegada do Trabalho de Conclusão é para o universitário o seu grande desafio, quando na maioria dos casos, em meio a uma série de outras disciplinas técnicas, ele precisa demonstrar sua real qualificação como formando para obter acesso ao exercício profissional, mediante registro no Conselho.

COMISSÃO DE ENSINO E FORMAÇÃO

O CAU conta com uma estrutura que permite aproximação com estudantes de Arquitetura e Urbanismo e Instituições de Ensino Superior (IES). A Comissão de Ensino e Formação (CEF) tem por objetivo estimular as IES, tratando a qualificação profissional como um processo contínuo, uma vez que as atividades do arquiteto e urbanista estão em constante transformação de acordo com novas técnicas e necessidades da sociedade. No Rio Grande do Sul, a CEF se reúne uma vez a cada seis meses com os coordenadores dos cursos de Arquitetura e Urbanismo do estado, objetivando trazer o acadêmico para mais perto do seu Conselho, propondo discussões e debates acerca do ensino e exercício profissional. Jovem estudante, futuro arquiteto e urbanista: o CAU/ RS sabe que o caminho é árduo, mas entende que é feito para ser trilhado. Não podemos esquecer do que nos move diariamente: o exercício apaixonado da profissão, ressaltando e fortalecendo o correto lugar entre o ensino e o ofício, juntamente com seu tempo de apropriação, desenvolvimento, habilidades e competências necessárias. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CAU/RS

Texto baseado no artigo “Entre o ensino e o ofício do arquiteto e urbanista” de autoria do Professor Rinaldo Ferreira Barbosa, Coordenador Adjunto da CEF-CAU/RS.

Uma premiação com

ENTUSIASMO E COLABORAÇÃO O prêmio IAB 2015, seguindo o objetivo composto no projeto do corpo de ideias que norteiam a trajetória histórica do Instituto, reúne mais uma vez, sentimentos de entusiasmo e colaboração. Aponta, com isso, a relevante dedicação entre a comissão organizadora, júri, colaboradores e participantes. A presente edição, embora mais simples, mantém os mesmos ideais das edições anteriores. O esforço e entusiasmo para manter o prêmio IAB 2015 vem, em boa parte, do arquiteto presidente do IAB/RS Tiago Holzmann da Silva, que desde sua primeira gestão, busca motivar, incentivar e valorizar os projetos de arquitetos e estudantes. É com esse incentivo que a diretoria e a equipe técnica do IAB desenvolvem suas atividades para realizar uma premiação considerada fundamental para os estudantes. Os arquitetos Alexandre Couto Giorgi, Cesar Dorfman e Klaus Bohne, formaram uma comissão julgadora heterogênea, porém equilibrada. Uma

Eloise Mudo Arquiteta e Urbanista (UFC 2009), Coord. de Projetos Culturais IAB RS e Coord. Geral Prêmio IAB 2015

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espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

bela demonstração de colaboração institucional, profissional e técnica, que reconhece nos trabalhos de graduação, um importante momento na formação do arquiteto. Reuniram-se durante dois dias na sede do IAB/RS para avaliar os projetos enviados, com entusiasmo e respeito. Nesta nova edição, contamos com a excelente colaboração da Arquiteta Eloise Mudo, que organizou e conduziu todas as tarefas que viabilizaram a construção deste projeto. Estabelecendo uma boa comunicação entre os coordenadores de curso, participantes e a diretoria do IAB, acrescentou informações e critérios que valorizaram ainda mais o desenvolvimento desta premiação. A realização desse evento mantém a busca da valorização humana e profissional dos arquitetos e somam princípios éticos que se abrem ao diálogo e integração com a sociedade. Pois, além de estabelecer uma relação com a universidade, valoriza e enriquece o relacionamento entre os colegas.

Marcelo Brinckmann Arquiteto e Urbanista (PUCRS 2010), Secretário Geral IAB RS, Coord. Adjunto Prêmio IAB 2015

Tiziano Filizola Arquiteto e Urbanista (ULBRA 2006), Conselheiro Fiscal do IAB RS, Coord. Técnico Prêmio IAB 2015

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história

Prêmio IAB RS

JOSÉ ALBANO VOLKMER Arquiteto, urbanista, professor Por Salma Cafruni • Arquiteta e Urbanista

Conheci Albano ainda na faculdade, em 1965. Eram anos difíceis, de repressão e cassações e muita efervescência estudantil. O tempo passou e nos encontramos novamente como técnicos da Superintendência do Desenvolvimento Urbano e Administração Municipal, órgão da Secretaria Estadual de Obras Públicas, onde Albano exerceu o cargo de Superintendente, iniciando aí sua carreira político-institucional. Na mesma ocasião, 1976, foi presidente do IAB RS. Voltou a ocupar o mesmo cargo em duas outras ocasiões: nos períodos 2002-2003 e 2004-2005, sempre com destacada atuação na defesa e promoção da Arquitetura e do Urbanismo.

José Albano Volkmer entregando diploma à sua filha Marta. Ao fundo, professor Julio Colares, reitor Flávio Reis e professora Maria Isabel Milanez.

“sempre disponível e aberto a apoiar os colegas no desenvolvimento das múltiplas propostas aportadas pela sociedade”

Entre suas atividades político-institucionais destacam-se ainda a presidência do CREA/RS e do CONFEA, a presidência da Fundação de Ciência e Tecnologia do RGS (CIENTEC), a direção do Museu de Arte do RGS (MARGS), a assessoria técnica à Secretaria Estadual da Cultura e a direção da Faculdade de Arquitetura da UFRGS de 1985 a 1988 e, posteriormente, em 2006.

Exerceu também atividade como docente em várias escolas de arquitetura: Unisinos, Ritter dos Reis, ULBRA, UFSM, e UFRGS. E foi, acredito, como professor dedicado seu principal destaque, tendo sido respeitado, admirado e querido por seus alunos.

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Diante mesmo das maiores dificuldades, das contradições, das adversidades, quem sabe, estaremos plantando arquitetura, cidades e árvores. Traços e riscos emocionam, alimentam a vida, esculpem sentimentos, humanizam a pedra, encantam.”

Em todos os cargos que ocupou deixou sua marca de profissional ético e laborioso, sempre disponível e aberto a apoiar os colegas no desenvolvimento das múltiplas propostas aportadas pela sociedade.

O Prêmio que ora leva seu nome é uma justa homenagem ao cidadão que dedicou grande parte de sua vida ao ensino, formando gerações de arquitetos comprometidos com a cultura e com o exercício ético da profissão.

“Se no futuro pretenderem nos impedir a construção do mundo, ainda assim estaremos projetando os nossos sonhos, de uma sociedade livre, justa e solidária, menos desigual, fundada na fraternidade e na harmoniosa e humana inserção dos edifícios no contexto dos espaços urbanos e da paisagem.

Desenho de Edgar Vasques

José Albano Volkmer, Arquiteto e Urbanista

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prêmio iab rs 2015 - josé albano volkmer APRESENTAÇÃO O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul (IAB-RS) apresenta ao público acadêmico o Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer. Nosso Instituto mantém a sua tradição histórica de incentivo à cultura, desenvolvendo um contínuo trabalho de integração dos arquitetos e urbanistas com a sociedade rio-grandense, e investindo em atividades voltadas para a valorização e o aprimoramento profissional. O sucesso colhido nas edições anteriores do Prêmio estimula o seu Conselho Diretor a realizar novas edições, oportunizando a mostra da produção de trabalhos de relevância técnica, artística, social e cultural, revelando idéias inovadoras e de alta qualidade. 2. JUSTIFICATIVA A premiação visa contribuir para a realização de objetivos históricos e permanentes do IAB-RS, quais sejam, colaborar para a qualificação do ensino de Arquitetura e Urbanismo nas faculdades do Rio Grande do Sul, bem como estimular a discussão e chamar a atenção da comunidade para a qualidade da Arquitetura e do Urbanismo no Rio Grande do Sul, a qual é demonstrada em trabalhos exemplares. A premiação tem um alcance que extrapola o círculo restrito dos profissionais da Arquitetura e do Urbanismo e a participação na premiação proporciona estímulo aos formandos qualificando e reconhecendo o início de sua atuação profissional contribuindo para o desenvolvimento de suas cidades e comunidades.

Regulamento

A segunda etapa reúne todos os trabalhos que receberam a Menção Honrosa, ou seja, o melhor trabalho do primeiro e do segundo semestre de cada faculdade, para submeter ao julgamento de uma Comissão Julgadora que escolherá um Grande Prêmio anual e destaques. Esta edição do Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer contempla os trabalhos concluídos e aprovados no 1o e 2º semestre de 2015. Para tanto, o IAB-RS, em cada formatura das faculdades, entregou ao autor de cada trabalho selecionado um certificado de Menção Honrosa. São aceitos na premiação apenas os trabalhos de conclusão de curso aprovados em processo de avaliação próprio, por banca avaliadora ou outra forma, dos cursos de Arquitetura e Urbanismo do Estado do Rio Grande do Sul, atendidas as normas internas destes quanto à temática e orientação pedagógica. A participação é individual, não sendo permitida a participação de trabalhos desenvolvidos em equipe. Não poderão participar do Concurso os trabalhos já publicados ou premiados em concursos ou premiações nacionais ou internacionais. 6. INSCRIÇÕES Nesta edição as inscrições terão uma taxa no valor de R$50,00 (para cobrir custos com impressões e preparação da exposição) que deverá ser paga através de boleto bancário até a data do encerramento do envio dos trabalhos. Para emissão do boleto será necessário envio dos seguintes dados para o e-mail oficial: nome; CPF e telefone celular. A solicitação do boleto deverá ser efetuada até 24 horas antes do encerramento das inscrições. A efetivação da inscrição dar-se-á exclusivamente mediante envio por e-mail da ficha de inscrição preenchida junto com o comprovante de pagamento do boleto bancário, resumo e as pranchas A1 e A3 para que a comissão organizadora possa realizar a identificação numérica aleatória dos trabalhos para dispor no dia da seção de julgamento.

3. OBJETIVO O Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer tem por objetivo reconhecer o melhor Trabalho de Conclusão de Curso – TCC – de cada semestre letivo de todos os cursos de Arquitetura e Urbanismo do Estado do Rio Grande do Sul, e entregar um diploma de Menção Honrosa para o autor do trabalho durante a cerimônia de formatura (colação de grau) em sua faculdade de origem. Anualmente, o IAB RS compõe uma Comissão Julgadora para avaliar e premiar os mais destacados, entre os trabalhos que receberam Menção Honrosa para que um destes receba o Grande Prêmio anual. 4. COMISSÃO ORGANIZADORA A Comissão Organizadora é responsável pela elaboração das bases, regulamento, apoio e acompanhamento técnico a todas as atividades necessárias ao seu desenvolvimento. A Comissão Organizadora é formada pelo Coordenador Geral Arquiteto Marcelo Gribov Brinckmann (CAU A64973-2), Coordenadora Técnica Arquiteta Eloise de Brito Mudo (CAU A93158-6) e o Coordenador Adjunto Arquiteto Tiziano Filizola (CAU A50197-2) sendo os responsáveis pela organização da Premiação em nome do IAB RS. 5. PARTICIPAÇÃO A participação dos formandos no Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer é realizada em duas etapas. Na primeira, em cada semestre letivo, o IAB-RS solicitou à direção de cada uma das escolas de Arquitetura e Urbanismo do Estado do Rio Grande do Sul por meio das respectivas Comissões de Avaliação do TCC a indicação de um trabalho, dentre todos os apresentados por ocasião da conclusão do curso, que tenha características de excelência para receber a Menção Honrosa do Prêmio IAB.

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7. APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS Os trabalhos selecionados e que receberam o certificado de Menção Honrosa deverão ser formatados conforme as exigências deste Regulamento e encaminhados para a comissão organizadora do Prêmio IAB-RS. Os trabalhos devem ser elaborados em 04 pranchas de tamanho A1 (84,1cm de largura por 59,4cm de altura) com o lado maior na horizontal, com área e selo padrão conforme Prancha Modelo disponível no site do Prêmio, devendo ser numeradas de forma sequencial de 1/4 a 4/4, sem qualquer informação que identifique o estudante, o professor orientador, o Coordenador ou representante do Curso. É necessário que sejam elaboradas também 04 (quatro) pranchas em formato A3 contendo a redução fiel das pranchas A1. Para fins de divulgação dos trabalhos no Catálogo, os candidatos deverão elaborar um resumo com até no máximo 800 palavras (não incluindo o título), a ser entregue em formato “PDF”. O resumo deverá contemplar os aspectos mais importantes do trabalho, bem como a cidade de implantação do mesmo. A identificação dos trabalhos será mantida sob sigilo absoluto pela Comissão Organizadora e somente será divulgada, após a leitura e emissão da Ata da Seção final do Julgamento. Todos os desenhos, textos, memoriais, explicações ou especificações deverão constar obrigatoriamente apenas nas pranchas, não podendo ser entregue material avulso para fins de avaliação e deverão ser entregues somente em meio digital. Considerando a diversidade de temas possíveis e a complexidade que os mesmos podem alcançar, os trabalhos deverão ser apresentados de forma a contemplar todos os seus aspectos, inclusive em relação à apresentação da temática, levantamentos, localizações, considerações preliminares ou ainda a problemática abordada. As pranchas e o Parecer de Avaliação do Trabalho não poderão conter símbolos, marcações, nomes, pseudônimos ou qualquer outro elemento que permita a identificação do estudante, do professor orientador ou da escola, sob pena de desclassificação. As Pranchas, mesmo que em formato digital, deverão observar os itens referentes à legibilidade dos textos e resolução das figuras em tamanho real (A1), pois poderão ser expostas em formato impresso.

8. ENTREGA DOS TRABALHOS

11. PREMIAÇÃO*

Os trabalhos deverão ser enviados pelo seu autor exclusivamente em meio digital, através do email: premioiabrs@iabrs.org.br, conforme instruções descritas neste regulamento.

O Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer, prevê a entrega de um Grande Prêmio para o melhor trabalho do ano de 2015 entre todos os trabalhos participantes.

As 04 pranchas A1 e as 04 pranchas A3, cada uma em um arquivo individual em formato “.PDF” deverão ser compactadas em um único arquivo (exclusivamente em extensão “.ZIP”, com tamanho máximo de 25Mb). As propostas somente poderão ser enviadas no período definido pelo Cronograma.

Os Prêmios previstos para a premiação anual dos formandos são: a) viagem com passagem e estadia para algum destino cobiçado pelos recém-formados ou; b) bolsa de estudos em uma universidade estrangeira parceira do IAB RS; ou c) em produtos como computador, laptop, software, material de escritório, mobiliário. Além dos prêmios para os formandos haverá: prêmio ao professor orientador com obra de arte encomendada a algum artista plástico gaúcho; e placa metálica para a escola de origem do trabalho.

As pranchas A1 em formato “.PDF” referidas acima, deverão obrigatoriamente ser nomeadas em ordem, seguindo exatamente a grafia: prancha01.pdf, prancha02.pdf, prancha03.pdf e prancha04.pdf. As pranchas reduzidas A3 em formato “.PDF” deverão obrigatoriamente ser nomeadas em ordem, seguindo exatamente a grafia: prancha01-a3.pdf, prancha02-a3.pdf, prancha03-a3.pdf e prancha04-a3.pdf. Em nenhuma hipótese e sob qualquer pretexto serão aceitas propostas que forem enviadas em desacordo com a forma e prazos previstos neste Regulamento, assim como entregues diretamente pelos concorrentes na sede do IAB RS ou por qualquer outro meio que não seja o eletrônico, nos termos deste Regulamento.

A cerimônia de premiação será pública acontecerá em ato público que será realizado pelo IAB RS, ocasião na qual estarão todos os trabalhos em exposição pública para visitação de todos os interessados. 12. EXPOSIÇÃO

Serão aceitos apenas os trabalhos enviados, impreterivelmente, até o dia e horário definidos neste Regulamento. Não serão aceitos, em hipótese alguma, trabalhos enviados após a data e hora de encerramento de envio.

Os trabalhos premiados permanecerão expostos em local de fácil acesso ao público em geral, em Porto Alegre, seguindo-se de exposição itinerante, ao longo do ano, de todos os trabalhos nas escolas de Arquitetura e Urbanismo do Estado que demonstrarem interesse em recebê-los, o que desde já autorizam todos os participantes ao se inscreverem no Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer, sem que sobre estas exposições lhes sejam devidos quaisquer valores a título de direitos de imagem ou de autor.

9. SELEÇÃO E JULGAMENTO

13. CATÁLOGO

Os trabalhos serão examinados por uma Comissão Julgadora, que será formada por 03 (três) integrantes indicados pelo IAB-RS, escolhidos pela sua capacidade e competência. Todos os integrantes da Comissão Julgadora são arquitetos e professores que não atuam em faculdades de arquitetura do Rio Grande do Sul. A lista com a nominata dos membros da Comissão Julgadora será publicada no site oficial do IAB-RS. A Comissão Julgadora será responsável pela análise dos trabalhos a partir dos seguintes critérios básicos de julgamento: inovação, criatividade, objetividade, funcionalidade, economicidade, exequibilidade, contribuição tecnológica, contribuição social, sustentabilidade, entre outros, de ordem técnica e cultural. A Comissão Julgadora deverá selecionar um trabalho entre os apresentados para receber o Grande Prêmio 2015. Além do grande prêmio a Comissão Julgadora também poderá selecionar trabalhos destaque. A Comissão Julgadora deverá redigir uma Ata Final de Julgamento que deverá discorrer sobre as qualidades dos trabalhos premiados, considerados os critérios de avaliação. Deverão também explicitar cada etapa de seleção do processo de julgamento, além de outras considerações que considerem importante para elucidar suas decisões. As decisões da Comissão Julgadora serão inapeláveis e irrecorríveis. 10. DIVULGAÇÃO A divulgação do resultado será feita por ocasião da realização de um evento em Porto Alegre, para o qual serão convidados os autores dos trabalhos concorrentes, seus orientadores, diretores e coordenadores das escolas de Arquitetura e Urbanismo, bem como personalidades ligadas à profissão, conforme data definida neste regulamento. Nesta ocasião serão entregues os prêmios e homenagens.

Conforme conveniência ao IAB RS, o Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer poderá editar um catálogo impresso ou digital, em edição especial da Revista Espaço, do IAB RS, no qual serão publicados todos os trabalhos que participarem da premiação. Todos os participantes ao se inscreverem no Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer automaticamente autorizam a publicação do seu trabalho no catálogo supracitado sem qualquer custo ao IAB/RS. 14. CONSULTOR Qualquer esclarecimento sobre o Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer deverá ser encaminhado para e-mail: premioiabrs@iabrs.org.br. As orientações do Prêmio IAB estão disponíveis no seguinte site: http:// www.iabrs.org.br/projetos-culturais/premio-iab-rs-jose-albano-volkmer.aspx 15. CRONOGRAMA As atividades do Prêmio IAB-RS 2015 - José Albano Volkmer serão realizadas conforme o seguinte cronograma: • 14 de abril de 2016: lançamento oficial do Regulamento e de informações para os concorrentes e Faculdades de Arquitetura e Urbanismo, divulgados no site do IAB-RS; • 15 de abril de 2016: início do envio dos trabalhos e esclarecimentos de dúvidas pelo e-mail oficial; • 30 de maio de 2016: prazo limite para recebimento dos trabalhos pelo email oficial do Prêmio; • 03 e 04 de junho de 2016: julgamento dos trabalhos no IAB-RS; • 29 de junho de 2016: cerimônia de premiação na sede IAB-RS e abertura da exposição pública, seguido por um coquetel de confraternização.

*A premiação na edição deste ano até o lançamento do Regulamento ainda não havia sido definida, apresentando apenas sugestões. A premiação definitiva pode ser conferida na página 66. 13


prêmio iab rs 2015 - josé albano volkmer

Júri

Júri avalia 33 trabalhos inscritos no Prêmio José Albano Volkmer O julgamento do Prêmio IAB 2015 José Albano Volkmer ocorreu nos dias 03 e 04 de junho, no Ponto de Cultura Solar do IAB RS, em sessão fechada, conforme o regulamento do Prêmio. Os arquitetos Alexandre Couto Giorgi, Cesar Dorfman e Klaus Bohne, que formaram a comissão julgadora do Prêmio, avaliaram 33 trabalhos do primeiro e segundo semestre de 2015, que receberam Menção Honrosa nas Faculdades de Arquitetura e Urbanismo do RS.

Comissão organizadora e comissão julgadora. Da esquerda para a direita: Tiziano Filizola, Marcelo G. Brinckmann, Cesar Dorfmann, Klaus Bohne, Eloise Mudo e Alexandre Giorgi.

ARQ. ALEXANDRE COUTO GIORGI: Arquiteto e Urbanista formado em 2003 pela FAU-PUCRS. Conselheiro do CAU/RS na gestão fundadora 2011-2014. Natural de Santa Maria, radicado em Uruguaiana. Em 2007, após trabalhar e seguir estudos avançados na UFRGS, retorna a Uruguaiana, onde atua como profissional liberal até hoje, para revisar e concluir o novo Plano Diretor de Desenvolvimento da cidade. 1° lugar – Prêmio IAB/2003; Diretor de Habitação/ Planejamento da PMU/2008-2012; Finalista no concurso de Escolas da 5a Bienal de São Paulo - 2003; Inspetor do CREA/RS por dois mandatos; Presidente da ASENG – Assoc. Eng. e Arq. de Urug./2011-2012.

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ARQ. CESAR DORFMAN: Possui

graduação em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS (1964). Foi fundador do SAERGS, participante das duas primeiras Diretorias, é Membro do COSU – IAB, Membro eleito duas vezes do Conselho Universitário da UFRGS e Presidente da COOMPOR - Cooperativa dos músicos de POA. Possui 15 prêmios em concursos nacionais de projeto- 5 primeiros prêmios, 2 segundos, 3 terceiros. Suas principais obras são: Agencias CEFIndependência, Moinhos de Vento (POA), S.Leopoldo, Viamão, Caxias do Sul, S.Ângelo; Biblioteca IPA e Parque FRINAPE -Centro de Etnias-Erechim.

ARQ. KLAUS BOHNE: Possui graduação

em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Ritter dos Reis (1990). Atualmente é arquiteto e sócio gerente da empresa Tria Sistemas de Arquitetura e professor convidado do curso de pósgraduação do Centro Universitário Ritter dos Reis. Tem experiência na área de Arquitetura comercial e temporária, com ênfase em Arquitetura Promocional, atuando principalmente nos seguintes temas: projeto e execução de estandes em feiras comerciais do Brasil e exterior, projeto e execução de eventos e pesquisador na área de energias renováveis com ênfase em energia solar fotovoltaica.

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formaturas

participantes

Acima de tudo

VENCEDORES Representantes do IAB nas formaturas de 2015 Angela Tacca

Efreu Quintana

Marta Volkmer

Annelieze Correa

Fausto Steffen

Nino Machado

Augusto Alves

Laécio Maculan

Patricia Moreira Moura

Bruna Chiaradia

Lídia Glacir G. Rodrigues

Rafael Pavan dos Passos

Carla Portal

Luis Antônio M. Veríssimo

Roberta Krane Edelweiss

Carlos Fernando Seffrin

Marcelo Arioli Heck

Rodrigo Barbieri

Carlos Spitzer

Marcelo G. Brinckmann

Silvia R. S. Nunes

Claudia Favaro

Marcos Frandoloso

Ednezer Flores

Marilia Pereira Barbosa

Lista de todos os formandos participantes do Prêmio em 2015, reconhecidos com diploma de Menção Honrosa como o melhor trabalho de TCC de cada uma de suas turmas

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL - ULBRA (Canoas) • Daniel Pedó Flores - 2015/01 • Jéssica Serafini Steurer - 2015/02 UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL - UCS • Daniel Pedó Flores - 2015/01 • Jéssica Serafini Steurer - 2015/02 UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL - UFFS (Erechim) • Franciele de Souza Teixeira Bervian 2015/02 UNIVATES (Lajeado) • Janaína Kuhn - 2015/01 • Henrique Luis Viecelin Caumo - 2015/02 FEEVALE (Novo Hamburgo) • Mateus Henrique Hillebrand* - 2015/01 • Liliane Vargas Amarante - 2015/02 UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO - UPF • Sidnei Matana Júnior - 2015/01 • Gabriela Sutili - 2015/02 Universidade Federal de Pelotas - UFPEL • Bianca Estefani Kelm - 2015/01 • Ivan Ribeiro Kuhlhoff - 2015/02 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL - PUCRS (Porto Alegre) • Giulia Brissac Tarasconi - 2015/01 • Pedro Terra Oliveira - 2015/02 UNIRITTER LAUREATE INTERNATIONAL UNIVERSITIES (Porto Alegre) • Pedro Postal Tirelli* - 2015/01 • Bruna Souto Silveira - 2015/02

Marcelo Brinckmann entrega certifcado a Pedro Terra Oliveira

CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA - IPA (Porto Alegre) • Juliana Biasibetti Rodrigues - 2015/01 • Leonardo Gambarra* - 2015/02 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS (Porto Alegre) • Mariel Martins Fabri - 2015/01 • Eduardo Cezar Kopittke - 2015/02

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - UNISC • Gabriela Eliza Colvero Bonfanti - 2015/02 CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO UNIFRA (Santa Maria) • Francine Drews Abaid - 2015/01 • William Dal Carobo Pereira* - 2015/02 UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL - ULBRA (Santa Maria) • Guilherme Gassen da Silveira Vila Nova - 2015/02 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS (São Leopoldo) • Vanessa Braun Dresch - 2015/01 • Tainá Zagonel - 2015/02 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM • João Pedro Silveira - 2015/02 UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA URCAMP (Bagé) • Ana Paula Lopes Siqueira - 2015/01 • Ana Laura Morales - 2015/02 UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA - UNICRUZ • Samara Simon Christmann - 2015/02 IMED (Passo Fundo) • Giovani Meira de Andrade - 2015/01 • Bruno Gallina - 2015/02 UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES - URI (Santiago) • Willian Magalhães de Lourenço* - 2015/02 UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL - ULBRA (Torres) • Kamila Carnevalli - 2015/01 • Thiago Leffa da Silva - 2015/02 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS - UCPEL • Camila Fouchy Heinemann - 2015/02 UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES - URI (Santo Ângelo) • Giovana Sangoi Zamberlan Kraulich - 2015/02 *não enviou trabalho

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projetos

Trabalhos de Conclusão de Curso

NAS PRÓXIMAS PÁGINAS VOCÊ CONFERE O VENCEDOR, OS DESTAQUES E OS DEMAIS PARTICIPANTES DA EDIÇÃO 2015 DO PRÊMIO JOSÉ ALBANO VOLKMER

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projetos Vencedor

projeto

VENCEDOR Pedro Terra Oliveira PUCRS INFRAESTRUTURA DA PAISAGEM Valorização Cultural e Turística de Mostardas/RS

O projeto busca uma oportunidade de experimentar e explorar alguns campos inexplorados num trabalho de conclusão de curso, na relação entre o planejamento urbano, a arquitetura e a paisagem natural. A ideia consiste em integrar a relação ao uso da paisagem da Lagoa dos Patos e do Parque Nacional da Lagoa do Peixe no município de Mostardas‐RS. Propondo uma qualificação regional do lugar através de infraestruturas mínimas possibilitando criar uma complementação da paisagem sem perder a identidade da mesma. A ideia consiste em pensar estes pontos como um objeto de um conceito global buscando reconhecer as potencialidades culturais e patrimoniais de Mostardas possibilitando valorizar estes pontos a própria sociedade local assim como os viajantes e pesquisadores da fauna e flora do município que vem crescendo a cada ano na região. A proposta de Valorização Cultural e Turística surge como o resultado de reflexões sobre variáveis ambientais, econômicas e comportamentais, tendo em vista que o ecoturismo é o segmento turístico que mais cresce no mundo. A fim de conciliar esses interesses com potenciais latentes na região a proposta revela uma sequência de objetos na paisagem, sempre em uma escala humana, fornecendo infraestrutura mínima para quem se desloca ou vive no local.

Professor Orientador: Maria Dalila Bohrer Ano/Semestre Formatura: 2015/02

Foto montagem espaço de convivência entre educativo e serviços. Ao fundo, visuais para a Lagoa do Peixe.

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projetos Vencedor

Macroescala - Reconhecer os principais elementos existentes no município buscando criar diretrizes para um plano estratégico. Fazer com que a paisagem local seja reconhecida para turistas como mais valorizada aos habitantes, buscando relacionar como uma rota os pontos de projeto como um todo entre as áreas rurais e a região urbana da cidade. Mesoescala - Requalificar a área central da cidade através da integração e normatização da ocupação. Com a proposta de ajustar as relações entre espaços abertos e espaço construído além de regulamentar as relações das fachadas com os espaços públicos. Facilitar e qualificar os acessos aos pontos de projeto, buscando criar informações para a localização deles respeitando a fauna e flora existentes de grande importância. Microescala - Propor inserções respeitosas nas áreas de preservação como o Parque da Lagoa do peixe, buscando através dessas inserções contribuir na valorização da observação das aves. Proporcionar às pessoas um bom momento de lazer com as práticas de esportes e trilhas. Aos habitantes e viajantes, buscar informações na cidade, com um centro de informações juntamente com um local onde possa mostrar a cultura local através do já consolidado centro, mas também com a requalificação do eixo que faz ligação com a cidade histórica com novas áreas da cidade através deste centro, criando uma indústria do artesanato local, com a utilização da lã de ovelha, a cultura açoriana através da gastronomia e demais serviços, como a pecuária muito grande no município.

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projetos Vencedor

Centro Histórico de Mostardas - Ponto inicial do planejamento para integrar e informar os locais de interesse da população e do viajante, mostrando o valor cultural da cidade através de uma proposta de qualificação do centro e do Calçadão Chico Pedro, que pretende mostrar o potencial da paisagem e de lazer de Mostardas, como as praias do litoral já consolidadas e os pontos de qualificação de infraestrutura da paisagem no Porto do Barquinho, Farol Cristóvão Pereira e o Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Porto do Barquinho - Proporcionar uma infraestrutura que possa se adequar a própria paisagem, buscando uma intervenção ampla e longa, mas simples e integradora. Com a proposta de um novo terminal hidroviário para exportação de grãos da região, busca‐se aqui relacionar através das passarelas um espaço de atracadouro para barcos de pequeno e médio porte. O desenho insinua avanços pela lagoa criando espaços de banhos protegidos das profundidades e criando uma torre de observação como ponto visual marcante.

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Farol Do Cristóvão Pereira - A paisagem marcada pela história, pelo Farol Cristóvão Pereira que é o mais antigo farol da Lagoa dos Patos. Local mais distante do centro urbano, mas muito visitado por navegadores. A proposta é criar uma infraestrutura mínima com um atracadouro e passarelas para qualificar o caminhar dos viajantes, além de habitações temporárias em tempos de ventos fortes ou de lazer para quem visita a região. Parque Nacional Da Lagoa Do Peixe - Seguindo as diretrizes do Plano de Manejo do Parna da Lagoa do Peixe de 1999, o mapa de zoneamento indica a área para a inserção de infraestruturas de apoio como pesquisa, educação ambiental e centro de visitantes. A proposta é dar apoio ao ICMBio (Instituto Chico Mendes), que tem sede atual no centro de Mostardas, através da criação de um espaço para pesquisas e fiscalização em campo. Além do apoio ao ICMBio, o objetivo é valorizar o parque, a cultura e o patrimônio ambiental buscando integrar e conscientizar as pessoas da região para o cuidado do seu bem. Estabelecendo a arquitetura como um elemento integrado ao ambiente, que contempla a beleza natural do ecossistema existente e não degrada o parque.

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projetos Destaque

destaque

Janaína Kuhn UNIVATES

CENTRO DE GASTRONOMIA E ENTRETENIMENTO Professor Orientador: Merlin Janina Diemer Ano/Semestre Formatura: 2015/1

O projeto, localizado em Lajeado/RS, constitui-se de um conjunto de restaurantes, bares e cafés, além de boliche associado a uma casa de shows para até 500 pessoas. Os estabelecimentos possuem características distintas, oferecendo culinária de diversas etnias, com o objetivo de atender à demanda crescente na região por locais diferenciados e originais, visando todos os tipos de público. O conjunto tem funcionamento em turno integral, cujos horários de atendimento variam conforme o estabelecimento, da manhã à madrugada. A escolha do tema se deve à insuficiência de locais dessa natureza na cidade, já que pessoas de outras localidades também deslocam-se à Lajeado a trabalho, estudo ou busca por entretenimento. O projeto possui aproximadamente 5.200m², distribuídos em três níveis. O subsolo, que encontra-se semienterrado, abriga estacionamentos e o setor administrativo. No nível de acesso localizam-se as atividades que têm funcionamento independente: boliche e espaço para shows, empório e bistrô e cafeteria. Já no nível superior, estão os restaurantes e lanchonetes, além de bares e quiosques, organizados de modo a oportunizar variadas características e tamanhos de estabelecimentos. Este pavimento tem o caráter de praça de alimentação, permitindo ao público usufruir de diversos tipos de culinária e interagir com as demais pessoas.

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A cidade de Lajeado está localizada no Vale do Taquari, distante 117 km da capital do estado. Possui 71.445 habitantes (IBGE, 2010) e é um município predominantemente urbano. O terreno escolhido para implantação da proposta situa-se no bairro Centro, nas esquinas da Rua Tiradentes, Avenida Benjamin Constant e Rua Pinheiro Machado, configurando uma ponta de quarteirão. A área, com 2.482m², localiza-se em ponto nodal e estratégico, já que encontra-se entre as vias estruturadoras da cidade e é onde se concentra maior parte do setor de comércio e serviços, gerando grande movimentação de pessoas e acesso fácil a partir de outros pontos de Lajeado. O entorno imediato misto, predominantemente comercial, com edificações de 1 a 12 pavimentos, concentra um público em potencial para usufruir do programa, já que grande parte dos funcionários, clientes e residentes das proximidades busca no centro da cidade opções de alimentação e lazer. Dessa forma, sem grande deslocamento, trabalhadores e frequentadores do comércio podem ser atendidos e ter alternativas diversas de refeições e entretenimento.

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projetos Destaque

Considerando o desnível de cinco metros existente no terreno, buscou-se tirar partido da topografia para organização dos diferentes setores do projeto, com a preocupação de manter a escala humana da edificação. Sendo assim, visando contribuir para um meio urbano mais aprazível, optou-se por distribuir o projeto horizontalmente, reduzindo o impacto que mais um edifício em altura causaria na paisagem urbana. A setorização de atividades tem fundamental importância à medida que ordena o programa de necessidades. Assim, é possível otimizar instalações e fornecer facilidades na utilização, além de clareza na leitura do espaço físico para o público do conjunto. Os volumes propostos têm relação com a função que comportam. A estratégia de desenvolver o programa principal – conjunto de restaurantes – em um pavimento que configura uma placa horizontal, se deu devido às dimensões necessárias de cozinha e áreas de apoio, associadas ao salão de refeições. Somado a isso, uma faixa de praça de alimentação é comum a todos os restaurantes. O espaço amplo e horizontal permite maior interação entre os usuários, possibilitando ainda que gostos e vontades diferentes se encontrem num mesmo lugar. A convivência e sociabilidade são alguns dos principais objetivos do projeto. O conjunto é acessível das três ruas com as quais confronta-se, no entanto, a praça principal de acesso tem frente para a Avenida Benjamin Constant, a partir da qual distribuem-se as funções e estabelecimentos do Centro.

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A estrutura principal do projeto é de concreto armado, composta de pilares e laje nervurada. A planta livre e modulação regular adotadas permitem a flexibilidade na utilização dos espaços. Na laje de cobertura, um rasgo em quase toda a extensão do volume dá espaço para uma estrutura metálica, que compõe e sustenta uma zenital, iluminando a praça de alimentação. A base da edificação possui revestimento de pedra em filetes, mesmo material utilizado em planos que configuram paredes ou muros. Além disso, o piso de todo o pavimento térreo é composto pela mesma pedra em acabamento regular quadriculado. O volume que abriga o espaço para shows e boliche consiste em uma caixa opaca, sem aberturas, resultado das necessidades do programa. Já na outra extremidade, conformada pelo empório e bistrô, planos de vidro iluminam e buscam integração com o espaço externo, fazendo relações com a cidade. O volume superior possui faces com reboco pintado de branco, onde, nas reentrâncias, existem esquadrias de alumínio e vidro translúcido. Para proteção solar, foram dispostos brises fixos de madeira. O espaçamento entre o ripado dos brises permite o contato visual com o meio exterior, além da passagem de luz ao ambiente interno.

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projetos Destaque destaque

Bianca Estefani Kelm UFPEL ESCOLA DE GASTRONOMIA Professor Orientador: Isabel Tourino Salamoni Ano/Semestre Formatura: 2015/1

A gastronomia é parte da cultura de uma população e se tornou uma arte que é apreciada por muitas as classes. Assim surgiu o projeto Escola de Gastronomia da Universidade Federal de Pelotas (UPFel), buscando o conceito de que a boa comida precisa mais do que só o talento para ser feita, mas também de inspiração, técnica e ensino de qualidade. Pelotas é a maior cidade do sul do estado do Rio Grande do Sul e, além de ser um pólo comercial da região, também é um ponto turístico de muita história e ligação com a gastronomia. Conhecida como a Cidade do Doce, Pelotas vem se destacando também na cozinha quente, com eventos de gastronomia e restaurantes que buscam cardápios com a essência da cidade. A UFPel se caracteriza por possuir dois campus maiores, o Anglo e o Capão do Leão, e por prédios descentralizados distribuídos pela cidade. O curso de Gastronomia é novo na universidade e atualmente tem sede no Campus Anglo, sobre condições inadequadas e aquém ao ensino da profissão. O Anglo é um complexo de construções onde antigamente funcionava um frigorífico, localizado próximo ao antigo porto de Pelotas, região com pouca segurança e sem tratamento dos canais e esgotos que deságuam ali, além de ser distante do centro da cidade. Assim, as atividades práticas da gastronomia não receberam a estrutura e melhorias necessárias para o aprendizado dos acadêmicos.

O terreno escolhido para a nova localização é um lote de esquina, frente pela rua Tiradentes e lateral pela rua Gonçalves Chaves, no centro da cidade, próximo à vários pontos de interesse, como o campus principal da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), do restaurante universitário da UFPel, e do principal centro de comércio, o “calçadão”. Além desses pontos de referência, dois outros cursos da UFPel têm sede junto ao terreno escolhido, o da Geografia pela lateral, um exemplo de eclético tardio, e pelos fundos o da Odontologia, um edifício de 25 metros de linhas retas e simples, e atualmente não existe qualquer ligação entre eles. O lote, de dimensões 50,00x34,00 metros, tem a maior face voltada para o nordeste e um declive de três metros, em direção a rua Gonçalves Chaves e configura um vazio em um centro voltado à vida acadêmica, além de inspirar insegurança, pela falta de uso, iluminação precária e local para depósito de entulhos. Dessa forma, propõem-se, com a implantação de mais um curso, a criação de um centro conectivo entre eles de convivência mutua e espaços para integração dos acadêmicos, promovendo ligação e interatividade da vida estudantil e da população em geral.

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projetos Destaque

O ponto crucial para a elaboração do projeto foi a topografia, que levou a continuidade dos acessos existentes da Odontologia e da Geografia. Assim, o recuo lateral do terreno da Odontologia, que dá acesso ao curso, foi revitalizado e transformado em uma praça, a qual se liga ao andar térreo do novo prédio da Gastronomia. O acesso da Geografia foi alargado e transformado em uma escada/rampa, que nivela o segundo pavimento da Gastronomia com a entrada da Geografia. Esse nível também liga os prédios à um estacionamento ao fundo da Odontologia. O programa de necessidades do curso de Gastronomia se distribui em camadas, no térreo serão as aulas práticas, contendo os laboratórios de técnica dietética, laboratório sensorial, bistrô e serviços. O primeiro pavimento é composto pela praça coberta e um café. Já no segundo pavimento, concentram-se as salas de aula teórica, administração, laboratório de alimentação coletiva e biblioteca, restando para a cobertura as áreas técnicas e também uma horta voltada para as atividades da escola.

(exceto nas cozinhas) que pela simplicidade levam ao conceito de valorização da comida, deixando a atenção voltada para ela. A madeira ripada e o concreto ripado foram os revestimentos escolhidos para compor os cheios e vazios da fachada. O projeto busca incentivar ainda mais a cultura gastronômica da cidade, trazendo mais atenção à essa tendência mundial emergente. A centralidade escolhida ao terreno e as conexões que o prédio trouxe aos edifícios buscam valorizar a profissão, o ensino e o trabalho dos futuros chefes. Espaços conectados com o exterior e com a vida estudantil trarão mais tempero aos pratos preparados pelos aspirantes e perfumarão o cotidiano dos que transitam pelos pátios.

O tratamento da fachada usou como base a proporção encontrada nas janelas do prédio da Geografia, criando uma malha onde se desenhou os fechamentos em concreto, que servem como brises, assim como o balanço da laje nervurada. A escolha do sistema estrutural, com lajes nervuradas em concreto e alvenaria de fechamento de tijolos furados, foi devido ao programa variável do curso, em que os inúmeros tipos de sala exigiam eixos mutáveis e vãos maiores para a praça coberta. As paredes e pisos internos recebem o acabamento de concreto queimado

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projetos Destaque

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Bruna Souto Silveira UNIRITTER IEAVI - Instituto Estadual de Artes Visuais Professor Orientador: Carlos Alberto Hubner Ano/Semestre Formatura: 2015/2

A investigação sobre a relação entre arquitetura e arte se revelou inegavelmente atraente aos meus olhos, uma estudante compartida entre as duas áreas. Como conceder o papel principal às duas paixões? O trabalho desenvolvido é resultado de ardente busca por um projeto arquitetônico sólido, suficientemente capaz de acolher o conteúdo nele inserido e de revelar-se majestosamente quando lhe fosse oportuno. A relação de respeito entre as duas seria essencial, concluí. O tema proposto é de total relevância à produção e reconhecimento da identidade artística cultural dos gaúchos. O Instituto Estadual de Artes Visuais nasce no âmago da Secretaria de Estado da Cultura no início dos anos 90, a fim de coordenar as ações relacionadas às artes visuais promovidas pelo governo do estado do Rio Grande do Sul. Descentralizar a oportunidade conquistada por artistas já renomados, através do fomento e divulgação do objeto artístico de novos talentos, é até hoje sua principal diretriz. No ano de 2011, o Instituto estabeleceu seu maior canal entre a Secretaria e a produção artística contemporânea, o Prêmio de Incentivo à Produção de Artes Visuais - o Prêmio IEAVi, sem precedentes na história do estado.

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projetos Destaque

No presente momento o IEAVi está sediado em Porto Alegre, na Casa de Cultura Mario Quintana, rua dos Andradas 736, onde decorrem as exposições resultantes do Prêmio. O Instituto dispõe de um total de 300m², fragmentados em diferentes pavimentos da Casa. A proposta de um edifício sede para a instituição, somada à sugestão de localização, parte da observação do já consolidado corredor cultural do bairro Centro Histórico da cidade. O sítio designado para a implantação do projeto seria um pequeno quarteirão em frente ao Cais Mauá inadequadamente subutilizado como estacionamento do Exército. A postura museológica adotada neste projeto transita pelas duas principais vertentes na recepção estética da obra de arte: o museu extraordinário e o museu caixa, citando Montaner. Assim como o caráter espetacular da arquitetura pode por vezes se sobressair ao objeto artístico, a condição demasiadamente singela pode ocultar-se. O resultado do receptáculo para o conteúdo contemporâneo do Instituto revelou-se a partir da busca pelo equilíbrio entre essas duas partes.

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A leitura organizacional do edifício pode ser feita de maneira bastante simples. A periferia foi destinada para a contemplação do entorno através de uma circulação recreativa de percurso inusitado, abrigando desta forma, no centro da edificação, as galerias destinadas às exposições. A Ala oeste, em virtude da insolação, polarizou serviços ordinários como sanitários, depósitos e circulações verticais respeitantes ao Plano de Prevenção e Proteção Conta Incêndios. O subsolo, o segundo e sétimo pavimentos destacam-se ainda pela distinção das atividades do restante do edifício: auditório, bar café e administração do Instituto, respectivamente.

A escolha do sistema estrutural e revestimento externo têm total representatividade com natureza da edificação. A contemporaneidade de materiais pré-fabricados como aço e vidro é incontestável, conferindo velocidade na execução da obra, tendo em vista que o bloqueio das vias adjacentes seria necessário para a gestão e suporte do canteiro. A evolução tecnológica desses materiais é de total relevância à sustentabilidade, já que pode diminuir o consumo energético das edificações, como os vidros escolhidos para este projeto, capaz de diminuir até cinco vezes a incidência dos raios solares e os autolimpantes, minimizando o gasto de recursos naturais como a água, além das suas reciclabilidades.

A organização dos pavimentos segue uma lógica elementar. O auditório foi disposto no subsolo com o intuito de facilitar a circulação durante as atividades noturnas a ele atribuídas. O bar café, no segundo pavimento, tem a intenção de elevar a vista do observador acima das edificações circundantes, atraindo desta forma, visitantes tanto para as atividades culturais bem como para contemplar a vista da região. E por fim, a administração tem sua posição simbolicamente sobre o edifício a fim de controlar e até impedir o fluxo de visitantes no pavimento.

No entanto, a atitude transparente do projeto tem sua razão de existir. A atratividade gerada pela transparência encoraja o habitante transeunte a inserir-se no objeto arquitetônico, e não somente o erudito que se desloca conscientemente até o edifício. Relaciona o seu conteúdo com a cidade, e a cidade com o seu conteúdo, numa troca recíproca de experimentação. Pretencioso, destaca-se no desenho convencional, com o genuíno desejo tornar-se um monumento representativo urbano, o que seria de extrema relevância para a disseminação da cultura artística contemporânea na cidade de Porto Alegre.

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projetos Destaque

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1 Teatro principal e Camarim 2 Escola, sala de concertos e teatro black box

Eduardo Cezar Kopittke UFRGS CASA DAS ARTES Professor Orientador: Sérgio Moacir Marques Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Porto Alegre é uma cidade que cresceu assimetricamente, devido a sua localização geográfica, sempre teve o Guaíba como uma forte barreira ao crescimento para oeste, e por isso teve sua expanção territorial, através de radias, sendo a principal delas ao longo da crista do centro histórico, através da rua Duque de Caxias e Avenida Independência. No início do século XX esses endereços tiveram seus apogeus, a Avenida Independência concentrava a elite portoalegrense, abrigava grandes e belos casarões e era local de efervecência cultural e intelectual na cidade. Com o grande crescimento, Porto Alegre se tornou uma metrópole, novas centralidades surgiram dentro da cidade e o local que antes era endereço chique e rico em cultura, agora já não possui tal status e diferencial como bairro. Apesar de não ser mais o logradouro nobre de outrora, a Av. Independência se mantém como um bom endereço, a Praça Júlio de Castilhos, localizada no topo planimétrico do corredor, é a articulação entre o centro da cidade, e toda congestão que ele traz, e o bairro Moinhos de Vento, o mais abastado da região central da cidade. Além de conectar, através da Rua Ramiro Barcelos, toda parte sul do centro à principal saída da cidade, a Avenida da Legalidade e da Democracia.

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projetos Destaque

É nesse topo, nesse importantíssimo cruzamento da cidade que surge a oportunidade de se resgatar a história e a cultura que com o tempo caiu no esquecimento, e que em outros tempos ali pulsava. Muitos dos casarões da Av. Independência deram espaço para novas edificações, os que restaram abrigam comércios e serviços variados, e pouquíssimos seguem com o uso residencial.

Essa configuração tem altíssima potencialidade de requalificação do espaço, tanto dentro do próprio terreno, trazendo de volta o uso para onde até então era uma área abandonada e degradada, quanto para o entorno, através de uma nova dinâmica entre o espaço público e o privado, gerando novos fluxos e percepções no espaço urbano.

O projeto se desenvolve no terreno onde se encontra o último casarão sem uso da avenida, localizado no nº 1183, com entrada também pela Rua Ramiro Barcelos. O programa proposto consiste em uma instituição cultural, que abrigue espaços voltados à arte. Além de ter a afinidade histórica com a cultura portoalegrense, como dito anteriormente, o terreno também está em ótima localização, na região central da cidade, com boa acessibilidade e infraestrutura.

Existem duas pré-existências a serem consideradas e preservadas dentro do terreno: um CASARÃO formado por um par de casas geminadas no estilo art-nouveau de autoria do arquiteto alemão Hermann Otto Menschen, datadas do início do século passado; e um esqueleto inacabado em concreto moldado in loco com sete pavimentos de estrutura construída, herança da falida construtora Encol, já da década de 1990. Além das duas edificações, o terreno possui outras duas áreas importantes a serem mensionadas: uma segunda parte do esqueleto inacabado, essa com quatro pavimentos de estrutura construída, que abriga um estacionamento, e esta localizada na parte com maior desnível do terreno; além de um lote estreito, com 6,6m de testada, que faz a ligação de todo terreno com a Rua Castro Alves.

A proposta visa, através de um complexo que abrigue com qualidade atividades como dança, música, teatro e artes visuais, dar acesso à arte para a população. O uso misto, com programa voltado, tanto para o ensino da arte como para os corpos artísticos já formados, vem para enriquecer os espaços e as interações dentro do complexo, além de garantir o uso dos espaços em todas as hora do dia, através de salas que suportem as duas partes do programa. Além disso três teatros com capacidades e estruturas diferenciadas entre si trazem todo suporte para as mais diferenciadas performaces das artes produzidas no complexo. O terreno na Av. Independência é contíguo à Praça Júlio de Castilhos, tendo também acessos pelas ruas Ramirto Barcelos e Castro Alves. Os três acessos se desenvolvem em dois diferentes níveis, sendo as testadas da Independência e da Ramiro Barcelos as mais elevadas e mais favorecidas na questão dimensional; já a da Castro Alves é estreita e está 4 níveis a baixo das outras. Dessa maneira, o terreno toma a forma de miolo de quadra e adquiri uma área central, que tem a força de unir os três acessos.

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Ana Cláudia Silva de Almeida UCS PARQUE CULTURAL DA CASA DO POVO EM VACARIA-RS Proposta de requalificação urbana de uma área descaracterizada e degradada do município de Vacaria-RS onde se localiza a Casa do Povo, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e tombada pelo IPHAE. Por meio da inserção de um equipamento urbano destinado a promover atividades culturais, de entretenimento, lazer e conhecimento, incentivando a valorização cultural e a inclusão social no contexto urbano, configurando-se como um ponto nodal para a cidade. O Parque Cultural visa explorar o potencial da área e requalificar o entorno imediato da Casa do Povo, comprometido pela presença inadequada do Presídio Estadual, o qual funciona em situação precária e insalubre além de causar desconforto e insegurança aos usuários da Casa de Cultura.

Ana Laura Morales

É proposta a adoção de uma arquitetura contemporânea dotada de legibilidade e identidade, ou seja, uma arquitetura atrativa à população que se destaca na paisagem por meio de sua fácil identificação. Contudo busca-se também que a edificação apresente uma relação de respeito à pré-existência Casa do Povo em relação as suas dimensões, sistema de proporção, escala humanizada e linguagem arquitetônica.

URCAMP

Professor Orientador: Carlos Eduardo Mesquita Pedone Ano/Semestre Formatura: 2015/2

CAMPUS UNIVERSITÁRIO O tema consiste no projeto de um novo campus para o Centro de Ciências Exatas e Ambientais da URCAMP, de modo a proporcionar à acadêmicos, professores e funcionários um espaço projetado especialmente para a realização de suas atividades. A proposta reúne todos os serviços e recursos essenciais, oferecendo uma variedade de ambientes de ensino e estudo, além de aliar o lazer e bem estar ao meio acadêmico, tornando o local agradável e atrativo. O edifício irá concentrar as principais atividades de ensino, administração e áreas sociais do centro, correspondentes aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia Agronômica e Sistemas de Informação. O tema foi escolhido principalmente devido à falta de espaço físico do prédio onde funciona o CCEA atualmente, onde há carências as quais serão supridas no projeto, visando um melhor rendimento e qualidade de ensino. O terreno da proposta localiza-se na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul, a qual está à 377 quilômetros de distância de Porto Alegre, capital do estado. Em Bagé, encontra-se a sede da URCAMP, fundada em 1989. O sítio localiza-se em uma zona universitária da cidade, próxima ao campus Central e Esportivo da URCAMP. A proposta é a construção de um novo centro que seja autossuficiente, porém, que não fique isolado das demais atividades, permitindo a fácil mobilidade e interação com o entorno, o qual oferece uma infra estrutura ideal para a construção de um novo campus para a universidade. Professor Orientador: Marilia Pereira de Ardovino Barbosa Ano/Semestre Formatura: 2015/2

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Ana Paula Lopes Siqueira URCAMP HOSPITAL ANTÔNIO DE SOUZA NETO Por estar implantado em um quarteirão, é possível distribuir os diferentes acessos facilmente, evitando o cruzamento de fluxos, ponto importante ao funcionamento de um hospital. O edifício se configura em fitas, semelhante a Rede Sarah, interseccionado por um volume translúcido. Pensando na importância da luz natural, os volumes do lobby, internação e serviços foram contemplados com zenitais. SISTEMA DE PAINÉIS KALWALL Painel sanduíche estrutural composto formado por ligação permanente, por calor e pressão, um polímero reforçado de Fiberglass FRP translúcido, e uma grade estrutural composta de alumínio ou de alumínio + vigas “I” FRP (Polímero de Fibra Reforçada) unidas termicamente. MODULAÇÃO Na construção de edifícios hospitalares, recomenda-se o módulo básico 12M=1,20m e variações. Além de trazer economia, rapidez e facilidade na construção, beneficia a acessibilidade. PISO O piso autonivelante epóxi é utilizado onde se requer acabamento liso e sem emendas, impermeável, de fácil limpeza, durável, não permite proliferação de bactérias e microorganismos. No auditório, carpete fabricado com fio resistente ao tráfego, que não propague chamas, seja não-microbiano e de fácil de limpeza, com alto nível de resistência e durabilidade. Nas áreas externas, piso basalto. PAVIMENTO TÉCNICO Serve para facilitar a manutenção das instalações. h=1,50m. Professor Orientador: Magali Nocchi Collares Gonçalves Ano/Semestre Formatura: 2015/1

Bruna Conte UCS HOTEL CALDAS DE PRATA Neste trabalho estudou-se a possibilidade da inserção de um hotel de lazer dentro do Complexo de Águas Termais Caldas de Prata, um dos pontos turísticos mais procurados na microrregião turística Thermas da Longevidade. Para a concretização da demanda foram feitas pesquisas e entrevistas com o proprietário do complexo, um levantamento de visitantes e a procura por hospedagem. Neste contexto, foi realizada a pesquisa hotéis e pousadas já existentes nos municípios de Nova Prata e Protásio Alves, que, atualmente, atendem ao turista. Utilizou-se dos estudos de restrições físicas e legais para a escolha do terreno, junto ao Complexo Termal, e suas pré-existências para o lançamento de um programa de necessidades adequado para o lugar. As considerações formais, junto com o organograma, programa de necessidades e suas conexões deram embasamento para o lançamento da volumetria. O desenvolvimento do partido arquitetônico partiu da conexão dos edifícios existentes no complexo, a orientação solar adequada, as visuais que o local proporciona e também uma melhor implantação no terreno, que por sua vez, é bastante acidentado. Por fim, o Hotel Caldas de Prata tem características contemporâneas, com linhas retas, vitros em suas grandes esquadrias e volumes distintos, conversando com seu entorno e com as edificações já existentes. Professor Orientador: Carlos Eduardo Mesquita Pedone Ano/Semestre Formatura: 2015/1 44 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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Camila Fouchy Heinemann UCPEL BIBLIOTECA UNIPORTO

Bruno Gallina IMED

Refere-se à uma Biblioteca pública voltada para o público universitário na Zona Portuária da cidade de Pelotas. A Biblioteca Uniporto desenvolveu-se com o intuito de suprir as lacunas socioculturais da cidade, e também da ânsia em fomentar o conhecimento na comunidade, de forma que o equipamento proporcionasse interação entre os usuários e instigasse a busca contínua do conhecimento.

REDE INTEGRADA DE MOBILIDADE PARA O MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO

O equipamento além de atender a função social torna-se um novo signo urbano à cidade, constituindo um referencial para toda a região.

A mobilidade é tema recorrente nos debates urbanos. O rápido crescimento das grandes cidades, o incentivo ao transporte individual e a baixa atratividade do sistema de transporte público culminaram nas dificuldades que as grandes e médias cidades têm enfrentado. Isso não é diferente na cidade de Passo Fundo, município localizado no Planalto Médio, onde há uma carência de investimentos nessa área. Através das ferramentas do urbanismo contemporâneo, pretende-se apresentar uma solução sustentável para mitigar os problemas relacionados à mobilidade urbana no município. A ideia é reorganizar o espaço urbano, qualificando os eixos Leste-Oeste e Sul-Centro para o transporte de massa através de um sistema BRT, e proporcionar a infraestrutura para o transporte cicloviário e o pedestre, alindo ainda ao Desenvolvimento Orientado ao Transporte, através de novas diretrizes urbanísticas. Terminais de integração possibilitarão a conexão entre o BRT, linhas locais, o pedestre, e a bicicleta e, ao longo do corredor, o usuário contará com estações adequadas para o acesso ao sistema.

A Biblioteca Uniporto é além de espaços com livros, é também um ambiente com formatos diversos de mídias, áreas de convívio e entretenimento, com ambientes amplos, receptivos e acolhedores, os quais conectam pessoas ao mundo do conhecimento e aprendizado, fomentando e disseminando o interesse pela leitura e pelo desenvolvimento social e intelectual.

Professor Orientador: Liliany Schramm da Silva Gattermann Ano/Semestre Formatura: 2015/2

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A justificativa do projeto também está relacionada ao local onde será inserido, pois o espaço atualmente é um vazio urbano com extrema potencialidade.

O principal conceito para desenvolver o projeto foi a integração. Integrar a população à edificação, integrar ao seu entorno, integrar a cultura, integrar os espaços abertos. Integrar! Professor Orientador: Ricardo Brod Méndez Ano/Semestre Formatura: 2015/2 47


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Daniel Pedó Flores ULBRA Canoas PARQUE DE ECOTURISMO E MIRANTE PAREDÃO DA EULÁLIA Localizado na Serra Gaúcha Italiana, Bento Gonçalves oferece um cenário privilegiado para a prática do turismo de aventura. Devido à sua formação geológica, rica em vales, cânions, rios, cachoeiras, cavernas e túneis, possui uma exuberante floresta nativa e vales cobertos de Parreiras. Cenário perfeito para os visitantes que procuram por adrenalina e lazer em atividades de ecoturismo. A paisagem escolhida está na linha Eulália, loteamento rural da cidade. Partindo dos pressupostos básicos de preservar o meio ambiente, desenvolver a sustentabilidade, manter a fauna e flora livres de ameaças e desenvolver uma integração concreta e harmônica entre o ser humano e a natureza, mostrando que o ser humano pode se apropriar da natureza, sem destruí-la. A concepção geral deste projeto centrou-se sobre a relação entre cultura e natureza, passear, contemplar e surpreender. Desta forma, as pessoas têm a oportunidade de mudar sua perspectiva sobre o meio ambiente e se conscientizar sobre sua preservação. Os materiais que compõem predominantemente no projeto são estrutura metálica, pedra, madeira. Muro de pedra tipo taipa se torna a base da construção, lembrando seu uso nas construções oficiais no período colonial. As atividades de ecoturismo no parque são trilha, rapel, tirolesa, slackline, via ferrata e escalada artificial. Professor Orientador: Patrícia de Freitas Nerbas Ano/Semestre Formatura: 2015/1

Franciele de Souza Teixeira Bervian UFFS ÀS MARGENS DO RIO DOS QUEIMADOS: Uma rede de espaços públicos para a cidade de Concórdia-SC Questões como o crescimento acelerado dos núcleos urbanos, a falta de planejamento da ocupação do solo e a ocupação irregular de áreas de sensibilidade ambiental, acabam por agravar a questão das enchentes. Ainda mais, ao se falar das cidades que se desenvolveram a partir da negação dos seus cursos d’água. Nesse contexto se insere o Rio dos Queimados, que é envolvido por todo núcleo central do município de Concórdia. A cidade localiza-se na região oeste de Santa Catarina e que possui notório histórico de enchentes em um âmbito estadual, caracterizando-se também por uma urbanização de fundo de vale. Através de um ensaio projetual, procura-se trazer em evidência o debate do espaço público beira-rio como atribuidor de qualidade de vida para seus habitantes. Sendo assim, o parque denominado “parque urbano cidade viva” agrega áreas que instigam o lazer, como também se foca a drenagem urbana sustentável fazendo uso de técnicas que auxiliam o retardamento do escoamento das águas em direção do Rio e aumentando a taxa de permeabilidade do solo do fundo de vale da bacia Rio dos Queimados. Professor Orientador: Luisa Sopas Rocha Brandão Ano/Semestre Formatura: 2015/2

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Gabriela Eliza Colvero Bonfanti UNISC CENTRO DA CULTURA MUSICAL EM SANTA CRUZ DO SUL A música se relaciona de forma indissociável com a história da humanidade. Ela acompanha a trajetória do homem e é essência da manifestação cultural de um povo. Essa modalidade artística proporciona sensações de bem-estar em quem quer que com ela tenha contato, além de promover uma atmosfera favorável à criatividade e ao raciocínio. Tendo isso como inspiração, o tema desenvolvido neste trabalho é um centro de cultura voltado para a experiência musical. A configuração do seu espaço físico é adequada para a realização de eventos, como shows ao ar livre no Anfiteatro e apresentações menores no Espaço Recital. Além disso, o projeto compreende ambientes para desenvolvimento das habilidades musicais dos usuários diários (nas salas de aula, ensaio e biblioteca). Dessa forma, o caráter do complexo atende às demandas locais e regionais e cria um espaço de qualidade para o estímulo cultural. Professor Orientador: André de Souza Silva Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Francine Drews Abaid UNIFRA CENTRO DE TREINAMENTO DE BOMBEIROS DE SANTA MARIA O Centro de Treinamento de Bombeiros de Santa Maria será uma escola técnica profissionalizante habilitada para capacitar pessoas no combate a incêndios e em salvamentos diversos. Será composta por salas de aula, laboratórios, simuladores e infraestrutura para hospedagem, eventos, alimentação e esportes. O brasão do Corpo de Bombeiros do RS, projetado sobre a Cruz de Malta estilizada, e o fogo, por suas formas orgânicas, foram os elementos base que deram origem à cobertura metálica sinuosa que abraça o coração do CT. Os blocos por ela cobertos mostram-se em formas puras e neutras aumentando a sua força que simbolicamente representa a coragem e a guerra. As edificações a ela anexadas trazem nos seus materiais, a resistência ao fogo, traduzindo um dos principais objetivos da prevenção contra incêndios, evitar a propagação das chamas. O percurso pelo eixo principal culmina no elemento água, grande agente de combate a incêndios. Professor Orientador: Adriano da Silva Falcão Ano/Semestre Formatura: 2015/1

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Gabriela Sutili UPF MERCADO PÚBLICO MUNICIPAL E ESPAÇO GASTRONÔMICO - ERECHIM-RS Tem como objetivo proporcionar à população um local rico e plural, envolvendo atividades de lazer e cultura, com cunho educacional e estratégico, voltadas para a qualificação da agricultura familiar. Seu conceito formal é fundamentado na vida do agricultor, fazendo uma referência desconstrutivista ao chapéu de palha através de uma mascara com painéis de vidro e metal. O Mercado Público possui estacionamento subterrâneo, comércio de alimentos, de produtos populares e de artesanato, além da área administrativa e do espaço de eventos. A cobertura verde, onde há o cultivo de hortas experimentais, é de livre acesso aos visitantes. O espaço gastronômico ocorre através do retrofit de uma edificação histórica - Casa Pedro Aita, contando também com uma grande praça de alimentação e convivência e um pequeno bistrô. O Mercado e a Casa Pedro Aita foram diretamente ligados através de uma faixa elevada e de um túnel subterrâneo para pedestres. Todo o entorno imediato foi requalificado no projeto, humanizando os espaços. O projeto contempla diversas características sustentáveis, como cobertura verde, reuso da agua pluvial, compostagem, etc. Professor Orientador: Carla Portal Vasconcellos Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Giovana Sangoi Zamberlan Kraulich URI Santo Ângelo PAVILHÃO 50: ESPAÇO CULTURAL E ADMINISTRATIVO PARA A FEIRA NACIONAL DA SOJA A Feira Nacional da Soja (FENASOJA) acontece na cidade de Santa Rosa e surgiu com a intenção de prosperar o cultivo do grão através de novos negócios e troca de conhecimentos. Ao longo de sua história se consolidou como um evento de grande significado para a região noroeste do estado sendo declarada pelo IPHAE como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio Grande do Sul (Lei nº13.454/2010). A cidade se mobiliza desde 1966 para a sua organização completando 50 anos em 2016, um marco do evento. Porém atualmente a infraestrutura encontra-se defasada abrindo a oportunidade de um novo projeto para um Pavilhão Cultural e Administrativo, surgindo então a proposta do Pavilhão 50 que contempla o museu Casa da Soja, auditório para 560 pessoas, biblioteca de arquivos históricos e salas de aula e oficinas para a prática de cursos e pequenas palestras, além do setor administrativo com espaços relacionados a direção e coordenação da feira e a Secretaria Municipal de Cultura. A inexistência destes espaços na região e todo o caráter comemorativo deste ano trazem ao projeto o conceito de prédio monumento. Professor Orientador: Thais Faccim de Brum Ano/Semestre Formatura: 2015/2 52 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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Giulia Brissac Tarasconi PUC/RS NOVO EIXO CONECTOR E SOLUÇÕES URBANAS PARA A CIDADE DE FLORIANÓPOLIS-SC O projeto tem foco na ligação Ilha-Continente e na coesão entre os diferentes tipos de transporte públicos e alternativos da cidade de Florianópolis. Ele transforma o centro da cidade em um grande centro intermodal e propõe meios alternativos de adentrar a ilha, fazendo com que as vantagens da utilização de outros meios de transporte se sobressaiam ao automóvel particular, refletindo na sua utilização na cidade inteira. Um novo eixo foi proposto para devolver a integração do centro histórico ao mar, conectar e estruturar os dois terminais rodoviários, o terminal urbano, a nova hidroviária proposta (responsável pela conexão ilha-continente e outra rotas) com as novas bacias cicloviárias que permitem o deslocamento ciclístico da cidade vizinha (São José) até o centro de Florianópolis e imediações. Professor Orientador: Cibele Vieira Figueira Ano/Semestre Formatura: 2015/1

Giovani Meira de Andrade IMED UPPER BUILDING O projeto é a materialização de ideais de sustentabilidade, englobando novas técnicas construtivas (estruturas pré moldadas em aço e concreto), economia e racionalização da construção (modulação de projeto) e menor impacto ambiental (utilização de revestimentos e materiais degradáveis e/ou recicláveis). O projeto engloba uma galeria comercial e um edifício residencial, unidos por uma praça central, de uso não exclusivo dos edifícios mas da população em geral. No projeto foram valorizadas questões de flexibilidade em suas diversas escalas (planta, fachada e estrutura) visando atender as expectativas dos usuários, com apartamentos que atendam a nova realidade de núcleos familiares, que estão em constante mudança. Além disto o presente projeto atende os critérios necessários para a obtenção do nível ouro do Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal, classificando-o como promotor de sustentabilidade e eficiência energética. Professor Orientador: Rodrigo Rintzel Ano/Semestre Formatura: 2015/1

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Guilherme Gassen da Silveira Vila Nova ULBRA Santa Maria MICROCERVEJARIA HÜGEL BREWPUB O presente trabalho final de graduação consiste no desenvolvimento de uma microcervejaria na Rota Gastronômica da região da Quarta Colônia no município de Silveira Martins, na VRS 804 – Estrada do Imigrante, localidade distante 22Km do centro do Município de Santa Maria e 5Km do centro do Município de Silveira Martins. O projeto tem o intuito de intensificar o turismo e a economia, diversificando as atividades oferecidas na região. Com o conceito de Cesare Brandi, a ruína foi tratada como monumento e como coração do projeto, pois a volumetria tem como objetivo destacar e valorizar o monumento. A volumetria e a implantação se justificam através de: Ângulos, a partir dos principais ângulos que formam o perímetro do terreno surgiu a ideia de usar as principais linhas tornando a implantação com formato único e assimétrico; Curvas, com referência aos morros que rodeiam o local a cobertura foi projetada em formato curvo a fim de exaltar a bela paisagem do local e justificar o nome da microcervejaria Hügel, que significa morros em alemão; Lúpulo, a cobertura foi dividida em três camadas com referência ao pricipal ingrediente que compõe a cerveja que é o lúpulo, ele é composto de várias camadas sobrepostas; Ruína, é o principal elemento da volumetria, pois todo o projeto foi desenvolvido a partir dela, a amarração da volumetria é feita a partir da ruína, as coberturas formam camadas que vão se sobrepondo até chegar na ruína, e o espelho d’água foi projetado para valorizar e destacar este monumento. Professor Orientador: Ana Paola Brugalli Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Henrique Luis Viecelin Caumo UNIVATES COMPLEXO COMERCIAL ÁGORA A cidade escolhida para a construção do Complexo Comercial Ágora é a cidade de Lajeado/RS, Bairro Centro, considerando seu papel fundamental no desenvolvimento regional, sendo ponto de criação, desenvolvimento e distribuição de serviços e produtos. Buscando atender essa demanda, se propõe a criação deste novo empreendimento, um edifício dotado de salas de escritórios com dimensões variadas, salas de coworking, salas de reuniões de diferentes tamanhos, lojas, e ainda um local para realização de convenções e palestras. Com intuito de aumentar o fluxo de pessoas em horários diversos, o local propõe aproximar o trabalho das áreas de atividades cotidianas, diminuindo tempo e recursos gastos em deslocamento. Para isso o projeto irá oferecer também restaurantes, bares, lojas, áreas de lazer públicas e privadas, visando atender demandas internas e externas do edifício. O projeto adota o conceito de Ágora em sua forma e sua finalidade. Professor Orientador: Alex Carvalho Brino Ano/Semestre Formatura: 2015/2 56 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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Jéssica Serafini Steurer ULBRA Canoas NÚCLEO DE ARTES JOAQUIM JOSÉ A proposta baseia-se na resolução de um conflito identificado entre a necessidade de ampliação do museu Joaquim Felizardo em Porto Alegre e a importância do espaço de integração e uso público do miolo de quarteirão deste lote. Neste contexto, propoe-se a criação de um núcleo unindo a estrutura fisica do solar ao espirito do lugar. O projeto toma partido nas dimensões da pré-existência, tanto em altura como em largura, assim criando a pauta geométrica. Cria-se uma edificação parasita dentro do Solar, com conexão por uma passarela para um novo edifício. A edificação parasita se estabelece em estrutura metálica, assim como parte da passarela. Já a nova edificação é sustentada por grandes lâminas de concreto, tendo seu fechamento em vidro. A ideia é que ao acessar a edificação nova, conheça-se também a antiga. Professor Orientador: Samantha Diefenbach Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Ivan Ribeiro Kuhlhoff UFPEL UNIDADE IX | Delicadezas da Paisagem A “Unidade IX | Delicadezas da paisagem” é um centro de pesquisas biológicas. A área de atuação se encontra as margens da Estação Ecológica da Taim (EET), na região sul do Rio Grande do Sul. A EET compreende a planície costeira, que representa grande parte do litoral do Rio Grande do Sul e é uma de grande importância biológica, por várias paisagens (dunas, restingas, banhados e Sob umaárea cobertura metálica modulada com aberturas composta em nuances de permeabilidade da luz o novo de restaurante, pampa). A área denatural, influência doprograma projeto édispõe bastante frágil, assim se perguntou: “Como pode um edifício pode café, revistaria, salas comerciais, agência de correios, posto policial, caixas se integrar com guarda-volumes, a paisagem e causar o menor impacto em seu entorno e as populações de animais locais? “ eletrônicos, guichês, banheiros e fraldário. Assim se propôs uma edificação que se desfaz ao longo do tempo. Largas paredes de taipa de pilão e com bastante matéria orgânica em sua composição, tornam-se propícias para o domínio da vegetação. A cobertura principal, um telhado verde inclinado que não cobre todo o perímetro das paredes de taipa, filtra a luz de forma a criar uma atmosfera diferenciada. Esta casca de terra se dissolverá na paisagem. Elaborou-se uma projeção temporal da edificação, que ao atingir 40 anos, propõe-se o seu total desaparecimento. Professor Orientador: Ana Paula Neto de Faria Ano/Semestre Formatura: 2015/2

58 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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João Pedro Silveira UFSM MUSEU DA IMAGEM E DO SOM A proposta consistiu em elaborar o anteprojeto arquitetônico do Museu da Imagem e do Som, localizado na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul. O MIS caracteriza-se por uma proposta museológica diferenciada, que reúne, preserva, produz e divulga as formas de expressão históricas e artísticas por meio de recursos audiovisuais. Para isso, compreende-se não somente um acervo fixo disponível à pesquisa, mas principalmente espaços dinâmicos para exposições, encontro de pessoas e demais atividades relacionadas ao tema, fazendo uso da tecnologia como forma de enfatizar a contemporaneidade e confirmar a tendência de modernização dos espaços destinados à cultura e ao lazer. Juntamente ao anteprojeto arquitetônico realizou-se uma proposta visando um desenvolvimento urbano mais sustentável, com vias compartilhadas, mais livres de automóveis, permitindo amplo espaço para os pedestres usufruírem e circularem entre as áreas verdes do centro histórico do município. A proposta urbana valoriza o projeto arquitetônico e qualifica a área de implantação. Há interação do edifício com o público e do público com o edifício, além de promover a interação do interior da edificação com a paisagem do entorno. O projeto é versátil, atraindo diferentes públicos, contemplando diferentes necessidades. Professor Orientador: Caryl Eduardo Jovanovich Lopes Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Juliana Biasibetti Rodrigues IPA A CIDADE NO PARQUE: Estratégias de Requalificação Urbana para a Cidade de Guaíba-RS A proposta de projeto consiste em estratégias de requalificação para uma área localizada na Cidade de Guaíba, Município do Estado do Rio Grande do Sul. A área de intervenção apresenta atualmente problemas relacionados a manutenção sócio-ambiental, dessa forma proposta de Projeto para requalificação urbanística e ambiental consiste na reestruturação de um PARQUE MUNICIPAL, no centro da Cidade viabilizando e explorando ao máximo o potencial paisagístico e urbano que a área oferece. A atuação do projeto se dá em duas escalas: na ARQUITETURA com a inserção de equipamentos públicos para o parque, e no URBANISMO com a definição de estratégias de usos e ocupação do solo, bem como das tipo-morfologias habitacionais e desenho urbano do parque. A PAISAGEM participa da operação de requalificação como elemento integrador. Professor Orientador: Daniele Caron Ano/Semestre Formatura: 2015/1

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Liliane Vargas Amarante FEEVALE NOVO PLANO CICLOVIÁRIO: SAPIRANGA PARA PESSOAS A proposta implantada na cidade de Sapiranga, que pertence a região do Vale dos Sinos, foi elaborada a partir do estudo da cidade, primeiro como forma de crítica ao plano existente e atendendo aos fluxos levantadas na pesquisa do TFG. O projeto demonstra como inserir as ciclovias, as resoluções e especificações destas vias e também um bom exemplo de espaço público, a praça. O objetivo é demonstrar que para ocorrerem as mudanças necessárias no campo da mobilidade urbana, para que a cidade se torne mais agradável para as pessoas, cumprindo sua função social de promover encontros, convívio estabelecer relações, é necessário que o carro deixe de ser prioridade. Resultando em mais segurança, menos violência e mais qualidade de vida para toda a população. Professor Orientador: Bruno Cesar Euphrasio de Mello Ano/Semestre Formatura: 2015/2

Kamila Carnevalli ULBRA Torres REVITALIZAÇÃO DO CINE LUX O projeto consiste na revitalização do Cine Lux, cinema de rua do município de Nova Prata, que se encontra fechado há mais de quinze anos. Sua edificação, datada de 1958, é um dos poucos exemplares remanescentes da Arquitetura Modernista com características do Art Déco na Serra Gaúcha. Assim, reúne valor arquitetônico, histórico e cultural, também por fazer parte da memória afetiva da população. Sua revitalização vem sendo alvo de mobilização das lideranças locais e está alinhada aos programas de financiamento da ANCINE (2014), para reforma e ampliação dos cinemas nacionais. O resgate dos cinemas de rua, tipologia arquitetônica singular, atualmente tão raros, visa aproximar o cinema da população, reavivando um equipamento que traz animação às ruas (KINSEL et al, 2000). Simbolicamente, tomando como metáfora o conceito de lux, que em latim significa luz, claridade, vida, o projeto propõe que o Centro Cultural Cine Lux atue como lanterna que ilumina a cidade de Nova Prata. Ao oferecer espaço para o entretenimento e a cultura, valorizando o passado arquitetônico e a memória dos habitantes, devolve à comunidade o bem cultural renovado e oferece um equipamento urbano que abarca também o espaço público adjacente, estimulando o encontro, a troca e uma perspectiva de futuro promissor calcada na cultura e na arte. Professor Orientador: Bianca Breyer Cardoso Ano/Semestre Formatura: 2015/1

62 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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Mariel Martins Fabri UFRGS CIDADE ESCOLA GUAPORÉ Localizado em Guaporé-RS, este projeto tem como objetivo não apenas oferecer mais um estabelecimento de ensino para o município, mas também atuar como um novo conceito de educar. É uma fundação que conta com uma escola de ensino infantil e fundamental, além de uma pousada, um restaurante e uma área de camping e eventos ao ar livre, tornando-se um local para uso de toda a comunidade. O partido do principal espaço da Cidade Escola – a escola de ensino infantil e fundamental – é o chamado “partido em pente”. As edificações são dispostas ao longo de um eixo principal de circulação e o afastamento entre os edifícios geram pátios entre eles, possibilitando a conexão direta do interior com o exterior. O projeto é composto por edifícios com estrutura modular de concreto pré-moldado e cobogós. Professor Orientador: Edson da Cunha Mahfuz Ano/Semestre Formatura: 2015/1

Samara Simon Christmann UNICRUZ CASA DA MÚSICA PARA O MUNICÍPIO DE PANAMBI-RS O grande objetivo do projeto da Casa de Música, destinado para Panambi (localizado na região noroeste do Rio Grande do Sul), foi proporcionar um espaço de convívio e apreciação da música, e estimular e fortalecer o interesse dos cidadãos pela cultura musical, muito expressiva no município. Deste modo, o conceito do projeto norteia-se pelo propósito de que a edificação seja uma referência da relação entre a arquitetura e a música, e busca representar o ritmo, a melodia, harmonia, movimento e essa dinâmica da música na sua composição formal. Com três acessos principais, a estrutura é constituída por quatro pavimentos, em que se salienta a preocupação com o conforto ambiental. Quanto aos materiais, foram adotados nas fachadas o concreto, vidro, aço corten, e explorou-se também o uso da cor em pilares inclinados ambientes internos e no paisagismo. Professor Orientador: Cláudio Renato de Camargo Mello Ano/Semestre Formatura: 2015/2

64 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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Sidnei Matana Júnior UPF PARQUE ESPORTIVO E ARENA MULTIUSO EM PASSO FUNDO A proposta trata-se da implantação de um Parque Esportivo em Passo Fundo. Um complexo que seja sinônimo de acessibilidade à cultura, lazer e saúde, inserido em um local em que a população possa “abraçá-lo”. A área e o entorno onde encontra-se o Silo da C.E.S.A. (Companhia Estadual de Silos e Armazéns), constituiu-se o local adequado para a implantação, pela edificação histórica com potencial para ser revitalizada, localização central e fácil acesso. O objetivo é qualificar a área de intervenção através da implantação de um parque esportivo multifuncional, promovendo a qualidade de vida, sendo um espaço público para a prática esportiva e contemplação (Parque e Mirante), oferecendo atividades complementares ao esporte, como serviços de saúde, lazer e cultura (Silo) e espaços adequados a prática do esporte em alto nível, além de eventos diversos (Arena Multiuso e Centro Aquático) colaborando na recuperação do espaço atualmente degradado e atendendo às demandas da população passo-fundense em uma grande área verde no centro da área urbana. Professor Orientador: Rodrigo Carlos Fritsch Ano/Semestre Formatura: 2015/1

Tainá Zagonel UNISINOS FEIRA REGIONAL DO VALE O tema escolhido não se trata apenas de um espaço físico, mas também da valorização e reconhecimento da importância histórica e atual que os agricultores, produtores rurais e artesãos tem para a população local e regional. A intenção é de se criar um espaço de feira, que reúna produtores de diversas regiões do Vale do Taquari, atraindo público em geral e promovendo o desenvolvimento do setor. O mercado e a economia: diversas feiras locais de produtores acontecem em muitos municípios da região, atraindo olhares da população não apenas local, mas também estadual e nacional, atraindo diversos turistas e viajantes que se interessam por esta cultura. Objetivos da proposta: desenvolver um espaço de venda, convívio e abastecimento de produtos locais e regionais produzidos por agricultores e artesãos do vale do taquari, onde as pessoas possam cultivar bons costumes, socializar e valorizar os processos e métodos de produção rural e artesanal. Reconhecer e engrandecer a qualidade dos produtos que cada vez ganham mais espaço no mercado, tornando os hábitos alimentícios mais saudáveis e ao mesmo tempo fazendo parte do desenvolvimento de pequenas famílias do vale que vivem da agricultura, agroindústrias, etc. Professor Orientador: Honores Mambrini Ano/Semestre Formatura: 2015/2 66 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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Vanessa Braun Dresch UNISINOS CENTRO PANDORA DE CURA – ONCOLOGIA INFANTIL O Centro Pandora de Cura, é um centro de oncologia infantil que além do tratamento de câncer, oferece apoio aos familiares e moradia temporária para as crianças em tratamento. A clinica abrange a região do Vale do Rio dos Sinos, atendendo a crianças e adolescentes dos 0 aos 18 anos. O terreno está localizado na cidade de Novo Hamburgo, no Bairro Hamburgo Velho, próximo ao Hospital Unimed. O programa de necessidades é baseado no Instituto do Câncer infantil de Porto Alegre e visa suprir as necessidades encontradas no Instituto, a fim de atender melhor os pacientes com câncer. Como resposta ao programa, surge o conceito “Caixa de Pandora”, que narra o mito grego da criação da primeira mulher por Zeus. Denominada Pandora, ela recebe de presente uma caixa que continha todos os males da humanidade e um único dom, a esperança. Pandora curiosa abre a caixa e deixa escapar esses males, mas fecha antes que a esperança pudesse sair. No projeto, o conceito é representado como caixa da esperança. Nestas caixas localizam-se todas as funções ligadas à alegria, onde a doença, de forma figurada, não está presente, pois o único dom que ficou foi a esperança. Professor Orientador: Vera Lucia Dutra Mascarello Ano/Semestre Formatura: 2015/1

Thiago Leffa da Silva ULBRA Torres REVITALIZAÇÃO DO PARQUE MUNICIPAL POÇO DO BIRA Este trabalho propõe a revitalização do Parque Municipal Poço do Bira e da Praça São Sebastião em Praia Grande-SC. Tal intervenção visa trazer de volta a vitalidade e a força do lugar como ponto de encontro e atrativo turístico. O local foi criado oficialmente em 1990, mas, muito antes de ser Parque, já vem sendo utilizado para a prática do lazer, esportes e banho. Há relatos do uso do local desde a primeira metade do século XX, tornando-o uma parte importante da vida urbana local. Trata-se de uma área central, a margem Norte do Rio Canoas. Além do Parque foi adicionada ao decorrer do processo de elaboração da proposta a praça central do município, tal fato se dá por estes importantes equipamentos públicos ocorrerem paralelos um ao outro, mas separados por uma barreira física de lotes urbanos. Logo, são propostas, como diretrizes de projeto, uma ligação física entre estes elementos a fim de potencializá-los e responder aos problemas levantados assim como, abstrair as principais linhas e ângulos das silhuetas dos canyons da região e utilizá-las como linhas de projeto, buscando uma identidade formal com o entorno e respondendo às necessidades da população. Professor Orientador: Efreu B. Quintana Ano/Semestre Formatura: 2015/2

68 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

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troféu e prêmios O Instituto de Arquitetos do Brasil reafirma sua valorização à produção artística ao homenagear o vencedor do Grande Prêmio com uma Obra de Arte. O Troféu foi criado em 2015 pelo artista e arquiteto Vinicius Vieira.

Vinicius Vieira Escultor, Arquiteto e Urbanista Autor do troféu do projeto vencedor

Imerso no desafio de propor uma obra de arte em homenagem ao melhor trabalho de arquitetura e urbanismo, acreditei ser importante que a concepção da escultura como troféu Prêmio IAB José Albano Volkmer surgisse da necessidade de remeter ao desenho no espaço, em caminhos congruentes que ocupam o tridimensional a partir do cruzamento de duas dimensões, como uma épura, dessa maneira associando a forma adotada ao próprio processo criativo daquele que projeta, que vê o desenho se constituir em novas volumetrias antes mesmo da edificação vir a ser executada. Para arquitetos e escultores, a representação bidimensional assume o papel de suporte sintetizador das ideias a serem colocadas em prática. Nesse contexto, a forma adotada no troféu busca solubilizar desenho e espaço, não dissociando os dois, demonstrando a mesma origem no ponto vermelho. como singular gerador de linhas, áreas e volumes. Vinicius Vieira é artista visual, arquiteto e urbanista. Tem como foco de atuação a produção de obras de arte em espaços públicos e instituições, já tendo realizado 16 intervenções de grande porte em diferentes técnicas e materiais, como mosaicos de pedras e cerâmicas, pinturas e esculturas de aço corten, inox, bronze e alumínio. Em Porto Alegre é autor de obras públicas na Praça da Alfândega, no bairro Menino Deus, na UFRGS, na UFCSPA, no Parque Farroupilha, entre outras. Também já participou de mais de 70 exposições nos últimos 15 anos. O artista possui ainda obras nos acervos do Museu de Artes do Rio Grande do Sul - MARGS, do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB RS e de diversos colecionadores brasileiros. Atualmente é presidente da Associação dos Escultores do RS, vice-presidente do IAB RS e membro do Colegiado Setorial de Artes Visuais do Ministério da Cultura.

Nesta edição do Prêmio o IAB RS inova ao conceder premiação a todos os participantes que concorreram ao grande prêmio. Como valorização do conhecimento e incentivo ao aprimoramento dos jovens arquitetos, todos os 33 candidatos receberão bolsa de estudos nos diversos cursos ofertados pelo Instituto. O vencedor receberá bolsa de 100% de desconto em todos os cursos do IAB RS no período de um ano a contar da data da premiação; Os destaques receberão bolsa de 100% de desconto em um curso (a sua escolha) no período de um ano a contar da data da premiação; Os demais candidatos receberão bolsa de 30% de desconto em um curso (a sua escolha) no período de um ano a contar da data da premiação. Além do Troféu ao vencedor, serão concedidas também Placas de Homenagem aos destaques, ao orientador do trabalho de TCC vencedor e à sua faculdade.

70 espaço | edição especial • prêmio iab rs 2015

Ser ético é essencial para um futuro promissor como arquiteto. Acabar com a reserva técnica é imprescindível. Bianca Teixeira Serafim Estudante de Arquitetura e Urbanismo de Gravataí - RS

SemReservaTecnica Os desafios para a construção de uma sociedade ética começam também na sua formação profissional. O pagamento de “reserva técnica”, prática onde fornecedores oferecem comissão aos arquitetos e urbanistas, influenciando suas escolhas técnicas e estéticas, contraria tudo o que se aprende nas universidades sobre a criação de um projeto de qualidade, além de colocar em risco a confiança da sociedade no profissional de Arquitetura e Urbanismo. Faça a diferença. Transforme o mundo para melhor, sem “reserva técnica”.


Espaço IAB Prêmio IAB RS 2015 José Albano Volkmer  
Espaço IAB Prêmio IAB RS 2015 José Albano Volkmer  

Edição especial da revista Espaço IAB destacando os vencedores e destaques do Prêmio IAB RS 2015 José Albano Volkmer, que tem por objetivo d...

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