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Miguel

Frasquilho “Nunca se exportou tanto no país. E nunca Portugal esteve tanto nos radares dos investidores internacionais” Renault Portugal Lumina Cascais

Sistema Nacional de Saúde 37.º aniversário

Luís de Almeida Sampaio Condecoração merecida

Nova Iorque

P.V.P. €5

Destino de eleição

Mercedes-Benz Diferentes propostas


EDITORIAL

EDITORIAL

OLHAR SOBRE

O MUNDO

Com um papel decisivo em todos os momentos importantes desde a independência daquele país, Shimon Peres nunca foi realmente popular, contudo, a sua partida deixa o mundo mais pobre.

Shimon Peres, um dos pais fundadores de Israel e Prémio Nobel da Paz, morreu aos 93 anos em Telavive. Peres foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz em 1994, juntamente com o líder palestiniano Yasser Arafat e o primeiro-ministro Yitzhak Rabin, pelo acordo de paz de Oslo que assinaram em 1993. Presidente de Israel entre 2007 e 2014, Peres teve uma carreira que passou por cerca de 10 ministérios, incluindo o da Defesa e o dos Negócios Estrangeiros, e, por isso mesmo, a sua história é indissociável da de Israel. Filho de migrantes polacos, nasceu em Wiszniewo, na Polónia, em 1923 e cresceu em Telavive, que é hoje a segunda maior cidade de Israel. Reconhecido pelas suas qualidades diplomáticas, Shimon Peres tornou-se um estadista de projeção mundial. A sua ascensão política começou ao lado de Ben Gurion e foi feita no Partido Trabalhista, que dominou a cena política nas primeiras décadas do novo Estado. Habilidoso e mestre nos jogos de bastidores, a verdade é que, ao mesmo tempo que desempenhou papéis centrais na construção das forças de defesa de Israel, como político e negociador tornou-se também num dos nomes que mais se destacou na luta pela paz com os países vizinhos. O derradeiro adeus a Shimon Peres reuniu vários líderes mundiais e outras personalidades influentes do mundo inteiro. De destacar a presença de Barack Obama, do líder palestiniano Mahmud Abbas ou do primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu.

4/FRONTLINE

Miguel Frasquilho Miguel Frasquilho, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) referiu em entrevista à FRONTLINE que a Agência é “um pilar fundamental na estratégia de desenvolvimento do país e tem tido um papel muito ativo na ajuda e no apoio às empresas nacionais nos seus processos de internacionalização e na retenção e captação de investimento nacional e estrangeiro para Portugal”. Como resultado do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao nível da correção dos equilíbrios estruturais da economia nacional e das reformas estruturais implementadas e de outras em curso em diversas áreas, a economia nacional tem “um enquadramento mais favorável e é hoje percecionada como sendo mais competitiva”, sublinha o nosso entrevistado. Nesta fase positiva da economia nacional existem, segundo o presidente da AICEP, aspetos que se devem destacar, nomeadamente “uma forte e dinâmica nova geração de empresas”, bem como o facto de as empresas portuguesas já não olharem para o mercado interno como “mercado-alvo”, em particular as que “pretendem ter sucesso”. Por outro lado, os mercados “já não são locais”, mas sim “globais”. De salientar ainda o facto de os nossos empresários e as nossas empresas já não concorrerem com outras empresas portuguesas, mas sim “com empresas de todo o mundo”. Tal como afirma Miguel Frasquilho, “nunca se exportou tanto no país e, provavelmente, nunca Portugal esteve tanto nos radares dos investidores internacionais”. Contudo, é

necessário termos noção de que “o mundo é muito competitivo. Por isso, 2017 será, na opinião do presidente da AICEP, “mais um ano desafiante para todos”. Já ao nível da Agência, 2017 será mais um ano “exigente e de muito trabalho”, mas que certamente permitirá “colher frutos resultantes da estratégia definida e implementada durante estes últimos anos”, conclui. Em prol da saúde O SNS celebrou, recentemente, o seu 37.º aniversário. As celebrações, que este ano decorreram no Centro de Congressos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), tiveram como tema “O Serviço Nacional de Saúde e o resgate da dignidade”. Do programa, que contou com algumas palestras e com o visionamento do filme Serviço nacional de Saúde – O resgate da dignidade, salientou-se a sessão de homenagem e evocação comemorativa a António Arnaut, fundador do SNS, que culminou com a inauguração de um monumento estatuário. Marcaram presença neste dia, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, bem como o presidente do Conselho de Administração do CHUC, José Martins Nunes, entre outros notáveis. Ainda sem sair da temática da saúde, destaque para a condecoração de Luís de Almeida Sampaio – embaixador de Portugal em Berlim de 2012 a 2015 e atual representante permanente de Portugal junto da NATO – pelas autoridades alemãs, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha. Na cerimónia, que decorreu em Bruxelas, foram enaltecidas as excecionais qualidades diplomáticas deste embaixador português.


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SUMÁRIO

8/ NEWS 12/ G RANDE ENTREVISTA Miguel Frasquilho

24/

O  PINIÃO

Luís Mira Amaral Adriano Moreira Fernando Leal da Costa Luís Lopes Pereira Carlos Zorrinho

30/ A TUALIDADE

12

União Europeia

32/

E M FOCO

34/

G  RANDE ANGULAR

36/

D  OSSIER

38/

E VENTO

42/

E M DESTAQUE

Sistema Fiscal Conferência do G20 Edifícios públicos Lumina

30

Condecoração SNS

44/ P RÉMIO Femina

46/ T ENDÊNCIAS Barbearias

48/ S OBRE RODAS

Renault Mégane Sport Tourer

52/ F ESTIVAIS

Festivais de Verão

56/ L ANÇAMENTO Mercedes-Benz

42 FICHA TÉCNICA Diretor: Nuno Carneiro | Adjuntos: João Cordeiro dos Santos e Casimiro Gonçalves | Editora: Ana Laia | Chefe de Reda­ção: Patrícia Vicente | Colaboradores: Fernanda Ló, José Caria, M. Sardinha, Maria João Matos, Rui Madeira | Revisão: Helena Matos | Fotografia: Eduardo Grilo, João Cupertino, Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República, Nelson Teixeira, Nuno Madeira, Rui Ochoa/Presidência da República Diretor Comercial: Miguel Dias | Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700-007 Lisboa – Portugal | Tel. 210 998 039 | E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 | www.revistafrontline.com | Facebook: RevistaFRONTLINE

6/FRONTLINE


SUMÁRIO

60/ T ECNOLOGIA iPhone 7 Galaxy Note 7

62/ A RQUITETURA Porto de Leixões

64/ D ISTINÇÃO

Prémio António Champalimaud de Visão

62

66/ E SPECIAL

I Feira do Cavalo de Lisboa

70/ D ESTINO

Nova Iorque

74/ C HECK-IN

Quinta do Lorde Paradee Resort

78/ M OTORES

Mercedes-Benz

84/ O N THE ROAD 86/ S OCIAL 70

International Club of Portugal

88/ E XTRAVAGÂNCIAS Bebidas

90/ M USEU

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

92/ L IVROS 94/ E XPOSIÇÃO NACIONAL 95/ E XPOSIÇÃO INTERNACIONAL 96/ M ÚSICA 98/ AGENDA 78

FRONTLINE/7


NEWS

Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa organizou fórum A Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa (CCIAP) organizou o IV Fórum Económico Portugal – Países Árabes, em estreita cooperação com a Liga dos Estados Árabes, a União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes e as Embaixadas Árabes acreditadas em Portugal. A sessão de abertura esteve a cargo do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, senador Nael Raja Al-Kabariti. Marcaram também presença neste evento outras personalidades, nomeadamente o ministro dos Negócios Estrangeiros,Augusto Santos Silva – que interveio na sessão de encerramento –, e o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. Este evento tem-se tornado uma importante plataforma de networking empresarial árabe-portuguesa, tendo sido este ano abordados temas estratégicos para uma ainda maior cooperação económica e empresarial entre Portugal e os 22 países árabes. Foram alvo de destaque o setor da Saúde e subsetores, o da Construção e Infraestruturas e subsetores, bem como outros setores relevantes para o desenvolvimento, internacionalização e investimento destes países.

Lisbon Marriott Hotel apresenta

Oktobeerfest

O Lisbon Marriott Hotel, em colaboração com a empresa do grupo Nabeiro, celebra o espírito de diversão associado à festa tradicional alemã que anima a cidade de Munique, organizando a sua Oktobeerfest. A oitava edição desta festa está marcada para o Citrus Restaurante. Os visitantes poderão entrar no espírito “All you can dance” e divertir-se ao som do famoso grupo de músicos Hofbrauhaus da Bavária, cujo reportório passa por todos os géneros musicais emblemáticos da Alemanha. Eles são irreverentes e animados e as suas músicas não deixam ninguém parado. A festa é composta pela verdadeira gastronomia bávara. O menu inclui entradas, servidas à mesa, escolha entre três pratos típicos, joelho de porco, frango assado ou salsichas alemãs, buffet de acompanhamentos e um buffet de sobremesas onde, entre muitas outras especialidades, se descobre o strudel de maçã, que será confecionado pelo chef António Alexandre. E como na Oktobeerfest não pode faltar a bebida que simboliza o espírito desta festa, para acompanhar a refeição pode optar por “All you can drink”, com a cerveja Spaten Munich. Existirão ainda concursos divertidos, prémios e muitas surpresas. O preço por pessoa é 32 euros (inclui três canecas de cerveja ou três bebidas) ou 42 euros (consumo ilimitado). As crianças, entre os 6 e os 12 anos, têm um desconto de 50% de desconto, e as crianças com menos de seis anos têm entrada gratuita.

Bairro Alto Hotel

com nova diretora de Vendas e Marketing Com 15 anos de experiência na hotelaria, Vanessa Tomé assumiu a função de diretora de Vendas e Marketing do Bairro Alto Hotel, um boutique hotel de cinco estrelas em Lisboa. Licenciada em Turismo e Hotelaria pelo Instituto Superior de Novas Profissões, Vanessa Tomé desempenhava anteriormente a função de responsável de Marketing e Comunicação do Penha Longa Resort, hotel do grupo The Ritz-Carlton Hotel Company, unidade onde também foi responsável de Vendas. No início do seu percurso profissional assumiu a função de chefe de Vendas no Praia D’El Rey Marriott e fez parte da equipa comercial do Grupo Silva Carvalho. Vanessa Tomé será responsável pela área de Vendas e Marketing e tem em mãos, juntamente com a direção do Bairro Alto Hotel, o projeto de expansão do hotel. Assinado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, o novo projeto irá reabilitar e devolver à cidade todo um quarteirão numa zona nobre, permitindo o crescimento da unidade para 87 quartos e suítes, mais oferta para reuniões e a introdução de um conceito gastronómico, com data prevista de abertura para meados de 2018.

So Food So Good

recebe chefs com “ estrelas M ichelin ” A Exponor vai abrir as suas portas, entre 27 e 29 de outubro, à primeira edição do So Food So Good - Portugal Taste, o maior evento do ano do setor da alimentação, que vai receber dois chefs de cozinha distinguidos com a tão ambicionada estrela Michelin. Beatriz Sotelo e Javier Olleros, ambos de origem galega, vão desenvolver demonstrações de cozinha ao vivo com os produtos de algumas das empresas expositoras presentes no So Food So Good. Apostada em privilegiar a presença dinâmica das empresas, combinando a componente expositiva com a demonstrativa, na Exponor vão também estar presentes chefs de cozinha de renome, entre os quais Hélio Loureiro, Lígia Santos, José Cordeiro, António Melgão, Marco Gomes, João Pupo Lameiras e Carlos Mariel. Este ano, o So Food So Good será a maior feira do setor para profissionais a realizar-se em Portugal, tendo já conseguido reunir uma oferta diversificada e atraído marcas que estavam arredadas das feiras nacionais há algum tempo.

8/FRONTLINE


NEWS

Clube Escape Livre

assinala 30 anos O Clube Escape Livre assinalou, recentemente, 30 anos e, para comemorar a sua longevidade e atuação ao longo de três décadas de dinamismo na organização de eventos, na divulgação de regiões através do automóvel e na componente editorial, lançou, com a reputada marca holandesa TW Steel, um relógio com edição especial e comemorativa. Neste momento, apenas 20 das 100 unidades produzidas estão disponíveis para venda, através da encomenda à TW Steel, pelo telefone 218 626 070, ou na rede de representantes da marca. Trata-se de uma edição numerada e conta com a qualidade internacional da TW Steel. O relógio tem cerca de 45 mm de diâmetro, estrutura em aço inoxidável de alta qualidade e vidro reforçado com cristal mineral. É resistente à água e integra o logótipo do Clube Escape Livre à frente e atrás. Tem o valor de 219 euros.

Porto de Leixões bate recorde O Porto de Leixões recebeu, recentemente, três navios de cruzeiros, dos quais dois eram escalas inaugurais, o que representa uma totalidade de cerca de 5 mil passageiros e mais de 2 mil tripulantes, estabelecendo, assim, o primeiro recorde do ano num só dia. O navio Marina, da Oceania Cruises Universal, chegou de El Ferrol e o seu destino era Lisboa, por sua vez o Koningsdam, da Holland America Line, e o Midnatsol, da Hurtigruten, marcam a escala inaugural no Porto de Leixões e rumaram de La Coruna até Lisboa. Recorde-se que nos últimos anos Leixões tem vindo a registar um forte incremento na atividade de cruzeiros, fruto dos investimentos realizados e da aposta na promoção deste porto junto de companhias de cruzeiros de todo o mundo.

FRONTLINE/9


NEWS

Vodafone

lança app Lisboa Horizontal Lisboa Horizontal é uma aplicação que facilita as deslocações dos ciclistas ao criar rotas o mais planas possível mesmo na cidade das sete colinas. A app que venceu o concurso de empreendedorismo Vodafone Big Smart Cities lança-se no mercado com apoio da Vodafone. Liderados pelo CEO Mário Vaz, cerca de 100 colaboradores da Vodafone foram os primeiros a testar a app, indo de bicicleta para o escritório. Vencedora do BIG Smart Cities 2015, competição de empreendedorismo e inovação promovida pelo Vodafone Power Lab, a Lisboa Horizontal foi idealizada por um arquiteto belga, Kobe Vanhaeren, que se sentiu motivado a desenvolver a app depois de viver uma temporada na capital e perceber que, afinal, a máxima de que é impossível andar de bicicleta na Lisboa das sete colinas não passa de um mito.

“Surf por um Sorriso”

evento solidário pioneiro em Portugal O surfista profissional Filipe Jervis e a Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro associaram-se na organização de um evento solidário, de iniciação à prática de surf, dirigido a crianças em tratamento oncológico ou já fora de tratamento e respetivas famílias. “Surf por um Sorriso” é a designação deste projeto a decorrer no dia 15 de outubro, na praia de Carcavelos. Decorrerá, no mesmo local, um campeonato de air show protagonizado por 12 surfistas profissionais do top 20 do ranking nacional, cujo prize money, no valor de 7 mil euros, reverterá parcialmente (50%) a favor da Acreditar. “Surf por um Sorriso” é uma iniciativa conjunta de Filipe Jervis e da Flow Sports Management, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e das organizações Federação Portuguesa de Surf, Associação Nacional de Surf, Outside Surf Project, Angry Ventures, Ericeira Surf & Skate e Jervis Pereira.

Autoridade

de T urismo da T ailândia

patrocina torneios do C lube de G olfe do B enfica A Autoridade de Turismo da Tailândia foi o principal patrocinador dos torneios Corporate Golf Cup e Ordem de Mérito de 2016 do Clube de Golfe do Benfica, que contaram com 12 provas em Portugal. Nuno Rocha dos Santos e Romauld Le Bellec, da equipa MAXCOM, foram os grandes vencedores entre as 120 equipas de empresas que disputaram a Benfica Corporate Golf Cup. A prova foi disputada em três eliminatórias no Aroeira I, e a final, que contou com 40 equipas, realizou-se no Aroeira II. Na Ordem de Mérito, disputada em oito provas, entre 30 de janeiro e 10 de setembro, foi Denis Frojmowicz o vencedor Net Geral. Durante as cerimónias de entregas de prémios os três vencedores receberam uma viagem à Tailândia, que inclui Banguecoque, Ayutthaya e Koh Samui.

R enault

entregou as chaves do seu 100.000.º veículo elétrico A Renault entregou no dia 9 de setembro, em Oslo, na Noruega, a chave do seu 100 000.º veículo elétrico. A Renault é líder na Europa com 27% de quota nos mercados de passageiros e comerciais ligeiros elétricos. No primeiro semestre de 2016, a Renault vendeu mais de 15 mil automóveis elétricos (excluindo o Twizy), a que corresponde um crescimento de 32% face ao mesmo período de 2015. Na Europa, um em cada quatro veículos elétricos é da marca Renault. Os principais mercados são França, Noruega, Reino Unido e Alemanha. A Renault dispõe da gama de veículos 100% elétricos mais completa do mercado. Uma gama que permite responder a um leque variado de utilizações e que é composta pelo ZOE, pelo comercial Kangoo Z.E., pelo quadriciclo urbano Twizy (e a versão comercial Twizy Cargo) e pela berlina SM3 Z.E., vendida pela Renault Samsung Motors e que é o automóvel elétrico mais vendido na Coreia. O ZOE, com mais de 23% de quota de mercado, é o automóvel elétrico mais vendido na Europa. O Kangoo Z.E. é líder do mercado de comerciais ligeiros elétricos pelo terceiro ano consecutivo. Com 17 mil exemplares vendidos, o Twizy é o exemplo de novas formas de mobilidade na Europa, mas também na América do Norte.

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GRANDE ENTREVISTA | Miguel Frasquilho

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Miguel Frasquilho | GRANDE ENTREVISTA

“A CONQUISTA E CONSOLIDAÇÃO DOS MERCADOS RESULTA DE UMA PROPOSTA DE VALOR DIFERENCIADA DAS NOSSAS EMPRESAS, DA CAPACIDADE DE INVESTIR, DE PERSEVERANÇA E PERSISTÊNCIA” por Nuno Carneiro

Miguel Frasquilho, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), traçou, em entrevista à FRONTLINE, o atual estado da economia por tuguesa, tendo em conta o contexto europeu e mundial. “Em resultado do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao nível da correção dos equilíbrios estruturais da economia nacional (contas públicas e contas externas) e das reformas estruturais implementadas e de outras em curso em diversas áreas, a economia nacional tem um enquadramento mais favorável e é hoje percecionada como sendo mais competitiva”, sublinhou. Fazendo um balanço “muito positivo” da sua experiência enquanto presidente da AICEP, Miguel Frasquilho não pôde deixar de destacar o facto de, atualmente, haver tantas empresas e empresários nacionais com tanta resiliência, capacidade de inovação e qualidade, “cada vez mais virados para o exterior!”, embora saiba que existe ainda “muito trabalho pela frente”. Para o presidente da Agência, 2017 deverá ser um ano “desafiante” e, na sua opinião, as expor tações e o investimento “acelerarão”. FRONTLINE/13


GRANDE ENTREVISTA | Miguel Frasquilho

14/FRONTLINE


Miguel Frasquilho | GRANDE ENTREVISTA

Que balanço faz da sua experiência como presidente da AICEP?

ATÉ HOJE, FAÇO UM BALANÇO MUITO “ POSITIVO. TEM SIDO UMA EXPERIÊNCIA MUITO GRATIFICANTE E ENRIQUECEDORA”

Qual

é o papel estratégico da

AICEP

em termos de promoção da exportação, de captação de investimento e de internacionalização?

A exportação e internacionalização, por um lado, e o investimento, por outro, estão no ADN da AICEP. Dar todo o apoio às empresas e investidores é a nossa missão e, para uma pequena economia como a portuguesa, as exportações e o investimento são motores fundamentais para a obtenção de um crescimento sustentável. Embora, como costumo dizer, a AICEP não exporte nem invista – são as empresas e os empresários que o fazem –, a Agência é um pilar fundamental na estratégia de desenvolvimento do país e tem tido um papel muito ativo na ajuda e no apoio às empresas nacionais nos seus processos de internacionalização e na retenção e captação de investimento nacional e estrangeiro para Portugal. Qual a estratégia da Agência na promoção da imagem de Portugal e das suas marcas no exterior? Em resultado do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao nível da correção dos equilíbrios estruturais da economia nacional (contas públicas e contas externas) e das reformas estruturais implementadas e de outras em curso em diversas áreas, a economia nacional tem um enquadramento mais favorável e é hoje percecionada como sendo mais competitiva (de acordo com o Doing Business, do Banco Mundial, o nosso país é, atualmente, o 23.º do mundo onde é mais fácil fazer negócios). A oferta nacional é hoje muito atrativa para os investidores internacionais: o sistema científico e universitário de qualidade, as redes de

infraestruturas de telecomunicações e logística de topo e a posição geoestratégica do país (não esqueçamos que está a ser negociado um acordo transatlântico entre a Europa e os EUA que fortalece a nossa localização privilegiada), complementados pelo Portugal 2020, são apenas alguns dos exemplos que podem ser mencionados e que a AICEP promove junto dos investidores. Além disso, temos uma oferta de empresas, produtos e serviços de altíssima qualidade: engenharia, educação, formação, consultoria, agroalimentar, pesca, turismo, calçado, têxteis, moldes, automóvel, enfim, vários são os setores de atividade onde as empresas portuguesas têm dado cartas com os seus produtos e serviços, cada vez mais inovadores e de maior valor acrescentado, ganhando quota de mercado nos mercados tradicionais e conseguindo penetrar em novos mercados, fora da União Europeia, emergentes e de rápido crescimento. Temos mais empresas portuguesas a vender mais produtos e serviços e em mais mercados, provando que o Made in Portugal é hoje um ativo reconhecido internacionalmente e, muito importante, que acrescenta valor, uma situação que há alguns anos não se verificava. Quando esta administração a que tenho o gosto e o privilégio de presidir tomou posse, foi apresentado um Plano Estratégico que definia um conjunto de medidas concretas para estimular a captação/retenção de investimento e as exportações nacionais. Este plano, que está praticamente cumprido e implementado, previa, por exemplo, a criação dos especialistas em captação de investimento (FDI Scouts), a realização de um roadshow internacional de captação de investimento em 23 geografias selecionadas e a expansão da

rede externa da Agência (até ao final de 2016 contamos acompanhar as empresas portuguesas em 66 países, tendo alargado, assim, a nossa presença a 13 novos países e passando a cobrir todos os países da CPLP). Acredito que todas essas medidas, juntamente com as inúmeras feiras, seminários e diferentes ações, como as missões e sessões de capacitação, em que a Agência participa e/ou organiza, mais a vinda do Web Summit para Lisboa, que em conjunto com outras entidades também ajudámos a trazer para Portugal, têm sido contributos relevantes da AICEP para aumentar a notoriedade de Portugal e das nossas marcas no exterior. Que

balanço faz da sua experiência

AICEP? Até hoje, faço um balanço muito positivo. Tem sido uma experiência muito gratificante e enriquecedora. Tendo em conta as três grandes linhas estratégicas apresentadas no Plano Estratégico – impulsionar as exportações nacionais, através da prestação de serviços de qualidade, à medida das necessidades das empresas nacionais, tanto na origem como no destino; aumentar a captação e retenção de investimento, através da prestação de serviços de qualidade, à medida das necessidades dos clientes e investidores, tanto no estrangeiro como em Portugal e adaptar a Agência às necessidades de aumento das exportações e de captação e retenção de investimento – e as principais medidas propostas, posso dizer-lhe que estou satisfeito. Embora ainda haja muito trabalho pela frente (é sempre um work in progress) é fantástico ver tantas empresas e empresários nacionais com tanta resiliência, capacidade de inovação e qualidade, cada vez mais virados para o como presidente da

FRONTLINE/15


GRANDE ENTREVISTA | Miguel Frasquilho

Portugal é, neste momento, um país atrativo para os investidores? O que nos torna um país atrativo?

PORTUGAL CONTINUA A APRESENTAR “ VANTAGENS COMPETITIVAS PARA CAPTAÇÃO DE PROJETOS DE IDE QUE TÊM PERMITIDO O REINVESTIMENTO DAS EMPRESAS INSTALADAS”

exterior! E ver, também, como Portugal tem conseguido posicionar-se de forma crescente nos radares dos investidores internacionais. A economia portuguesa nunca teve um grau de abertura tão elevado e o investimento tem vindo a recuperar. E isso, enquanto presidente de uma das entidades que contribui para que o motor da economia do país funcione, deixa-me muito satisfeito. Q ual

é a sua opinião sobre o atual

da economia portuguesa ? O que podemos esperar tendo em conta o atual contexto europeu e mundial? O mundo está a passar por tempos de grande instabilidade e incerteza. Eleições em países-chave, a evolução dos preços do barril de petróleo, a instabilidade política e militar verificada em alguns mercados e as principais políticas monetárias mundiais, entre tantos outros fatores, afetam naturalmente a economia portuguesa. No entanto, penso que a economia nacional está numa fase em que há aspetos que se devem destacar. Há uma forte e dinâmica nova geração de empresas – há startups fantásticas! – e as empresas portuguesas já não olham para o mercado interno como mercado-alvo, nomeadamente as que pretendem ter sucesso, crescer, ser sustentáveis no longo prazo. Os mercados já não são locais, são globais. Os nossos empresários e as nossas empresas já não concorrem com outras empresas portuguesas, mas sim com empresas de todo o mundo. Nunca se exportou tanto no país. E, provavelmente, nunca Portugal esteve tanto nos radares dos investidores internacionais. No entanto, é preciso termos noção de que o mundo é muito competitivo. Ao nível do peso das exportações no produto, ainda temos um longo caminho a percorrer para estado

16/FRONTLINE

nos equipararmos a países com dimensão semelhante a nível europeu e cujo peso das exportações ultrapassa 50%. Nós passámos a marca dos 40%, mas queremos mais – e considero que temos condições para isso. Temos de continuar a melhorar as condições de atratividade do país para retermos e captarmos mais investimento. No fundo, para nos tornarmos ainda mais competitivos. Só desta forma conseguiremos crescer de forma sustentada e reduzir o ainda elevado desemprego existente. Concorda com a necessidade de captação de investimento? Estamos no caminho do crescimento ou, pelo contrário, estamos estagnados? Diria que estamos a meio da ponte. Há aspetos em que melhorámos bastante e em que nos tornámos mais competitivos, mas ainda temos outra metade da ponte para percorrer. O mundo em que vivemos é, de facto, muito competitivo – e ficar parado não é ficar no mesmo sítio, é, em termos relativos, andar para trás. A perceção de Portugal nos mercados internacionais é bem melhor do que há uns anos atrás. No entanto, os últimos relatórios de competitividade conhecidos (Institute for Management Development e World Economic Forum), em que descemos algumas posições, devem ser sinais de alerta a ter em conta para melhorarmos ainda mais a competitividade do país.

nhamento regular, atento e eficiente, através do apoio às empresas já instaladas na captação de novas oportunidades de investimento que resultará no ancoramento das suas atividades em Portugal. Tendo em linha de conta os setores geradores de maior número de projetos de IDE, bem como os fatores críticos de decisão que lhes estão associados, foram selecionados setores-alvo onde Portugal apresenta vantagens comparativas. Identificadas as principais empresas dentro destes setores bem como os países de origem (países-alvo), a AICEP, através dos seus FDI Scouts – especialistas na captação de investimento estrangeiro em três áreas geográficas específicas –, está a desenvolver um trabalho focado e preparado de abordagem a potenciais novos investidores. Depois, com base no trabalho conjunto com empresas instaladas e com potenciais novos investidores, é necessário identificar “custos de contexto” e propor soluções que resultem numa efetiva melhoria do “produto Portugal” enquanto localização para instalação de IDE. E por fim, assente nos casos de sucesso de empresas instaladas e seus testemunhos, bem como nos projetos recentemente conquistados, devemos comunicar regularmente as vantagens de Portugal, criando dessa forma uma maior dinâmica de sucesso. Portugal é,

neste momento, um país

atrativo para os investidores?

O

que

nos torna um país atrativo?

Em matéria de captação de investimento estrangeiro, qual será a atuação estratégica a seguir? A captação de investimento estrangeiro deverá concentrar-se em diferentes áreas. Logo à partida na manutenção e expansão do investimento existente através de um acompa-

Portugal continua a apresentar vantagens competitivas para captação de projetos de IDE que têm permitido o reinvestimento das empresas instaladas bem como a angariação de novos investidores. Se nos cingirmos a inquéritos de consultoras internacionais, principais estudos de benchmarking e teste-


Miguel Frasquilho | GRANDE ENTREVISTA

FRONTLINE/17


GRANDE ENTREVISTA | Pedro Gonรงalves

18/FRONTLINE


Miguel Frasquilho | GRANDE ENTREVISTA

munhos de empresas instaladas em Portugal, são várias as vantagens competitivas que podemos identificar. Desde logo os recursos humanos: qualificação dos recursos humanos; disponibilidade e qualidade de engenheiros; trinómio de custos, horas efetivas trabalhadas e produtividade; domínio de línguas estrangeiras. As infraestruturas, principalmente ao nível das estradas, mas também ao nível dos portos e aeroportos, bem como a qualidade das infraestruturas de telecomunicações, são outro fator distintivo. O imobiliário com custos competitivos face à concorrência (escritórios e industrial), a existência de uma sólida base de fornecedores locais para suporte da atividade dos grandes investidores (supply chain) e a boa cooperação entre empresas e universidades também são de destacar. A par disso, Portugal tem um ambiente favorável para os negócios (no Doing Business do Banco Mundial, Portugal aparece à frente de países como a França, Espanha, Polónia e República Checa). A estabilidade social e a segurança (Portugal aparece em 5.º lugar no World Peace Index de 2016), os incentivos ao investimento muito competitivos e, claro, a qualidade de vida que o nosso país oferece completam o leque de vantagens que os investidores têm em conta na hora da tomada de decisão. O

que é necessário alterar para nos

tornarmos ainda mais atrativos em termos de investimento?

Reforçar a promoção da imagem de Portugal como país atrativo para localização de projetos produtivos inovadores e geradores de riqueza é fundamental. A experiência das empresas já instaladas demonstra-nos todos os dias que Portugal é atrativo, mas é preciso dar a conhecer as nossas potencialidades de forma mais generalizada. Em paralelo, devemos manter e reforçar o permanente diálogo com os investidores. Devo também acrescentar que a estabilidade e previsibilidade são fatores essenciais para a captação de investimento e para o seu ancoramento. Qual a principal área de investimento em Portugal? Como justifica? As áreas que mais se destacam, quer pela procura crescente de investidores estrangeiros, quer pela existência de condições endógenas propícias à expansão do investimento por parte de empresas já estabelecidas, são aeronáutica, automóvel, agroalimentar, flores-

ta/papel e serviços partilhados ou BPO (Business Process Outsourcing)/TI (Tecnologias de Informação) – isto é, os chamados business services. Estes setores assumem também maior predominância e dinamismo por estarem associados à existência de importantes clusters, como é o caso do automóvel e do aeronáutico, ou pela existência de importantes recursos endógenos, como é o caso do alimentar e do papel e, finalmente, pelo crescimento de talento qualificado que tem sustentado não só a indústria, mas também, e em grande parte, os centros de serviços de maior valor acrescentado. Considerando a experiência e o know-how da AICEP em matéria de mercados, como é que esta contribuirá para potenciar novas oportunidades de negócio? Quais são os mercados considerados prioritários para o nosso país? Este é talvez o principal ativo que colocamos à disposição das empresas portuguesas: o conhecimento e experiência que temos nos mercados. Sermos capazes de perceber bem os mercados, onde estão as oportunidades e as suas dificuldades, é fundamental para assegurarmos o cumprimento da nossa missão, ou seja, contribuir para a internacionalização das nossas empresas. Mas a nossa proposta de valor não se esgota no conhecimento e apoio de mercados. Ela é mais abrangente e começa em Portugal. Antes de as empresas entrarem num processo de internacionalização, e em particular as PME, é fundamental que exista uma preparação cuidada e sustentada. É por isso que nós disponibilizamos às empresas nacionais um canal privilegiado dentro da Agência: os Gestores de Clientes. As empresas com potencial de internacionalização podem recorrer a um parceiro (o seu Gestor de Cliente, disponível em Lisboa e no Porto, e também nas nossas Lojas da Exportação espalhadas um pouco por todo o país) que as ajudará a perceber melhor como desenvolver a sua estratégia e que produtos/ serviços da AICEP poderão utilizar para alavancar esse processo.A relação com o Gestor de Cliente é ainda fundamental para que exista um conhecimento mais profundo da nossa realidade empresarial e assim potenciar as oportunidades que vão sendo detetadas nos mercados externos. Mais do que indicar mercados prioritários, a AICEP deve ter a capacidade de acompanhar a dinâmica das empresas, porque são

elas que escolhem os mercados. No entanto, não podemos deixar de reconhecer que há mercados que merecem uma atenção especial: a União Europeia, fruto do processo de integração em que estamos inseridos, será sempre um mercado importante; os países de língua portuguesa (CPLP), pelo potencial cultural e linguístico, também devem ser valorizados; e as economias com maior potencial de crescimento também devem ser acompanhadas com um olhar atento. Quais são, neste momento, os projetos de investimento estrangeiro mais importantes em Portugal? No setor automóvel, destacamos os investimentos dos construtores Volkswagen Autoeuropa, PSA Mangualde e Toyota, com reforço da produção para os próximos anos. Assume particular relevância a instalação de novos fornecedores de componentes automóveis, tais como o grupo francês GMD e o Howa Tramico. Paralelamente, relevantes empresas da indústria de componentes instaladas em Portugal anunciaram também projetos de expansão e novas decisões de localização em Portugal com contributos importantes do ponto de vista das exportações, emprego e inovação: Continental Mabor, Hutchinson, Antolin, Faurecia e Sakthi. Importante é também a aposta das empresas em atividades de investigação e desenvolvimento. A parceria entre a Bosch Car Multimedia e a Universidade do Minho, na sua primeira fase, resultou já em 12 novas patentes submetidas e esta aposta e parceria mantém-se com um investimento muito significativo em novos projetos até 2018. A expansão do grupo brasileiro Embraer e o reforço da presença de empresas como a Mecachrome são os principais destaques no setor aeronáutico. A indústria de processamento alimentar ganhou um novo investidor proveniente dos EUA – Amy’s Kitchen – que está a instalar uma grande unidade de produção de refeições congeladas para servir toda a Europa. Na área dos serviços, destacam-se algumas multinacionais que selecionaram Portugal para instalar uma nova operação, tais como a Ubiquity Global Services com um centro multilinguístico para servir o mercado EMEA, a francesa Génération Verlingue com um centro financeiro para 120 pessoas, a Companeo com um contact center pan-europeu, a Europcar com um centro de serviços partilhado financeiro com 300 pessoas e a Euronext. Em

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GRANDE ENTREVISTA | Miguel Frasquilho

forte expansão, encontram-se os centros de serviços já instalados, como a Infineon, a Sitel, a Webhelp, a Altice, a Fujitsu e a Concentrix, quer por via da agregação de novas funções, quer pelo crescimento da cobertura geográfica dos serviços que prestam. Finalmente, o setor da floresta e do papel mantém o seu papel de destaque a nível europeu e mundial: a Renova e The Navigator Company (Portucel) anunciaram recentemente novos projetos de expansão da capacidade, com impacto socioeconómico muito positivo. Teremos este ano, e até 2018, a Web Summit em Portugal. Que benefícios trará para o nosso país? O evento Web Summit não é, na realidade, uma conferência. No ano passado, ainda em Dublin, foram 21 conferências, desde a tecnologia ao desporto, à música, à gastronomia, à moda, à agricultura e muito mais. É uma concentração de talento das mais variadas indústrias de todo o planeta. É, ao mesmo tempo, uma concentração de personalidades internacionais, de investidores reconhecidos e das mais inovadoras mentes de vários países. E, neste último ponto, para Portugal, para os empreendedores portugueses que sonham em alcançar o sucesso com os seus produtos inovadores, este evento pode tornar estes sonhos realidade pois as oportunidades que aí surgem fazem a diferença. A realização de um evento desta ordem de grandeza em Portugal traz uma visibilidade muito relevante para o nosso país no setor das TIC, possibilita às nossas startups o contacto direto com um ecossistema único a nível mundial e com os maiores investidores do setor, e atuará sem dúvida como um verdadeiro catalisador do empreendedorismo no território nacional. A realização deste evento na cidade de Lisboa traz também benefícios claros e inequívocos, quer ao nível do turismo, quer ao nível da economia local (restauração, hotelaria, comércio) e, especialmente relevante, para as empresas do setor das TIC (pelas inúmeras oportunidades de levantamento de capital e estabelecimento de parcerias que daqui poderão surgir). A projeção obtida pelo Web Summit devido à cobertura diária por parte das maiores empresas de media (cerca de 1500 jornalistas) no mundo, poderá ser efetivamente o que alterará por completo a visibilidade de Portugal ao nível das TIC. Isto apesar de existirem já

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em Portugal empresas que dão cartas e são players fortes no setor a nível internacional, mas cujo talento e dinâmica poderão ser assim potenciados para um outro patamar.

prir com os compromissos internacionais, nomeadamente ao nível das contas públicas. Qual

o papel das startups no desen-

volvimento e crescimento da economia

Na sequência deste evento, como está

portuguesa?

a correr a sua demanda pela captação

É inequívoca a importância das startups para o desenvolvimento e crescimento da economia portuguesa. Primeiramente pelo que representam ao nível da criação de emprego. Por outro lado, pelo grau de educação que caracterizam muitos destes empreendedores: cursos superiores e/ou doutoramentos, da engenharia à agricultura, à economia. É transversal a frequência de um curso superior na grande maioria dos casos. Adicionalmente, o grau inovador e tecnológico que caracteriza estas startups, apresentando produtos e serviços, que, em muitos casos, são verdadeiramente disruptivos e com impacto nas sociedades e mercados. Aliás, estas startups disruptivas têm “obrigado” as grandes multinacionais a adaptarem-se, a inovar e a tornarem-se mais eficientes, correndo o risco de serem rapidamente ultrapassadas por estas novas e pequenas empresas. São exemplos disto a Netflix, a Uber, a Feedzai, o Facebook, a Google, a Microsoft, entre outras. Nasceram startups e tornaram-se gigantes pela disrupção que causaram no mundo corporativo. Igualmente relevante é o facto de estas empresas não se limitarem a atuar no mercado doméstico. A utilização da tecnologia disponível permite-lhes competir no mercado global, alargar a sua base potencial de clientes e com isto potenciar a valorização da empresa. Naturalmente com impacto nas exportações e no investimento do nosso país. Torna-se, assim, evidente que as startups têm impacto a todos os níveis da economia: emprego, inovação, educação, exportações, investimento. Variáveis fundamentais para o crescimento sustentado de qualquer economia.

de investimento das gigantes-tecnológicas norte-americanas em gal?

O

desafio que lançou

Portuteve já al-

gum retorno?

Portugal começa a estar no mapa como hub tecnológico e, como dizia há pouco, a realização do Web Summit muito contribuirá para a dinâmica e visibilidade do nosso país. No roadshow que realizei aos EUA, em abril, estive reunido com algumas das maiores tecnológicas do mundo – Amazon, Apple, Facebook, Google e Twitter – e voltei com a perspetiva positiva de uma aposta em Portugal. Esses contactos já estão a dar frutos: o Facebook esteve este mês em Lisboa e no Porto com o seu programa internacional “Boost Your Business”, virado para a digitalização das PME, e no qual a AICEP foi parceira. A iniciativa trouxe a debate a digitalização da economia portuguesa e as oportunidades para as empresas, demostrando como as PME portuguesas podem acelerar o seu negócio através de plataformas como o Facebook e o Instagram, partilhando não só experiências de casos de êxito de empresas portuguesas, como explicando, de forma prática, como se pode otimizar a presença nestas redes sociais e potenciar os negócios junto dos milhões de utilizadores destas plataformas. Foi uma conferência muito útil e este é apenas um exemplo do interesse crescente pelas nossas empresas e pelo que se está a fazer em Portugal. Afirmou,

recentemente,

que

“estão

reunidas as condições para que o défice vá ser inferior a 3%”. Caso se consiga cumprir este valor, a confiança dos investidores poderá ficar reforçada?

Já há algum tempo que venho transmitindo isso mesmo. A ideia, que agora parece ser mais clara, de que o défice ficará abaixo de 3% do PIB neste ano – e se conseguir ficar abaixo de 2,5%, então melhor! – e abaixo de 2% em 2017, será um enorme contributo para reforçar a confiança dos investidores em Portugal. É necessário que todos tenhamos consciência de que, embora não seja o único fator para o sucesso do país, é essencial cum-

Quais são as características, consideradas incontornáveis, de uma empresa exportadora, ou que o queira ser, no atual contexto da economia e da concorrência globais, seja ela uma grande empresa ou uma PME? Na AICEP procuramos sempre sensibilizar as empresas para, antes de irem para os mercados, se prepararem. Esta é uma das mais importantes características que as empresas devem ter: uma estratégia de abordagem aos


Carlos Mineiro Aires | GRANDE ENTREVISTA

FRONTLINE/21


mercados. As empresas têm de definir o caminho a seguir para que o possam percorrer e ajustar sempre que for necessário, porque só com uma abordagem estruturada se consegue uma melhor eficácia na alocação de recursos (humanos e financeiros). Outra das características reside na capacidade de resistência (ou de resiliência): o processo de internacionalização é longo e demorado. Raramente acontece num horizonte temporal reduzido. É por isso que as empresas não podem desistir quando não há respostas ou interesse de potenciais clientes estrangeiros. Têm de ter a capacidade de perceber porquê e de que forma conseguem ultrapassar os fatores que estão a condicionar a sua estratégia. É preciso ir ter com os potenciais clientes e acompanhá-los de perto. Com este enquadramento facilmente se percebe que é preciso ter capacidade (humana e financeira) para aguentar este processo durante algum tempo. Internacionalização é um investimento (estratégico). As duas características já mencionadas são fundamentais para qualquer empresa que pretenda abordar os mercados internacionais. Acontece que só será possível incorporá-las nas empresas se outra característica se verificar: recursos humanos qualificados e afetos diretamente à internacionalização. De facto, as empresas podem ter as suas estratégias bem definidas e capacidade de resistência assegurada, mas se não tiverem colaboradores responsáveis pela execução do caminho definido, será muito mais difícil alcançar os objetivos. Existem, atualmente, alterações significativas na geografia das exportações portuguesas?

Como

é que se conquis-

tam e consolidam novos mercados estratégicos?

As empresas nacionais têm desenvolvido um extraordinário esforço de diversificação dos mercados de destino das nossas exportações. De facto, há cerca de seis/sete anos o mercado da União Europeia representava mais de 80% das nossas exportações. De acordo com os últimos dados disponíveis (de julho), este valor é ligeiramente inferior a 75%. O mercado único será, incontornavelmente, o nosso principal mercado, mas a realidade demonstra-nos que as nossas empresas estão atentas e aproveitam as oportunidades que existem noutros mercados.

A conquista e consolidação dos mercados resulta de uma proposta de valor diferenciada das nossas empresas, da capacidade de investir, de perseverança e persistência. Conhecer os mercados, os clientes, estar perto deles e ser capaz de manter uma relação de confiança e parceria é fundamental para a entrada e manutenção nos mercados externos. Naturalmente, quanto maior for a perceção externa de que as nossas empresas (e por essa via, o país) são modernas, competitivas, fiáveis, social e ecologicamente sustentáveis, mais fácil será a conquista de novos mercados. Quais são as suas previsões para 2017, considerando a dinâmica das áreas de

AICEP? Penso que 2017 será mais um ano desafiante. O défice público deverá reduzir-se novamente (previsivelmente, como já atrás referi, para menos de 2% do PIB) e, na linha do que perspetivo para os próximos anos, a economia nacional deverá registar um crescimento entre 1 e 2%. Considerando as áreas de atuação da AICEP, acredito que as exportações e o investimento acelerarão. Nestas áreas, e ao nível da Agência, 2017 será mais um ano exigente e de muito trabalho, mas que, certamente, permitirá também colher frutos resultantes da estratégia definida e implementada durante estes últimos anos. Em virtude do objetivo delineado de diversificar mercados, proporcionando novas oportunidades às empresas nacionais e em resultado da quebra registada em alguns mercados onde Portugal nos últimos anos teve crescimentos assinaláveis nas exportações, como é o caso de Angola, onde a queda do preço de petróleo afetou naturalmente a manutenção dos níveis de exportação que se vinham verificando, tem havido um esforço muito grande de ampliação da rede externa (por exemplo, São Francisco, Seul, Riade, Zurique, Teerão, Havana, Díli, Bissau, São Tomé) que, certamente, dará frutos ainda mais visíveis no próximo ano. Complementarmente, fruto das ações de aumento de notoriedade e do trabalho de angariação realizado, vários leads de investimento em pipeline poderão vir a ser concretizados. Enfim, estou confiante de que se Portugal prosseguir no caminho certo durante os próximos anos, temos todas as condições para que o futuro seja risonho! atuação da


Lendas histórias

© Convento de Cristo - Pormenor da pintura mural da charola - Henrique Ruas - (DGPC/ADF)

enigmas

No Hotel dos Templários vive-se a história e revive-se diariamente a tradição de bem receber. Em plena cidade de Tomar, junto ao centro histórico, envolvido por majestosos jardins e debruçado sobre o rio Nabão a poucos minutos do emblemático Convento de Cristo fica o Hotel dos Templários. Sinónimo de comodidade e bom gosto é um verdadeiro tributo ao passado histórico em perfeita harmonia com a modernidade do presente. Possui 171 quartos, 5 suites dulpex, 14 salas de reunião, Restaurante Panorâmico, sala de jogos, piscina interior e exterior, Health Club, Ténis, Heliporto. O Restaurante é uma celebração à gastronomia e proporciona jantares temáticos que o farão viajar no tempo. Venha conhecer um lugar único e reviver os mistérios, lendas, enigmas e histórias intemporais dos templários.

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OPINIÃO | Luís Mira Amaral

CONFIANÇA EMPRESARIAL E OS VICE-PRIMEIROS-MINISTROS

A

coligação PSD-CDS visava obter a maioria absoluta. Por isso, Passos Coelho, ao contrário do que ele pensa, não ganhou as eleições. Costa, que acusara Seguro de ganhar por poucochinho nas europeias, também as perdeu e recorreu ao PCP e BE para ganhar na secretaria o que tinha perdido no terreno. Sendo assim, os vice-primeiros-ministros estão nas forças políticas e sindicais que suportam o Governo minoritário do PS. São eles: (1) Arménio Carlos, que superintende nos Transportes Públicos e na Função Pública; (2) Mário Nogueira, que manda na Educação e trata da Escola Pública; (3) a atriz Catarina, que, sempre em bicos de pé, declama brilhantemente o guião escrito pelo ideólogo do BE e que coordena o dossier dos temas fraturantes; (4) o estoico Jerónimo de Sousa, que apoia o Governo para ajudar a Intersindical, sendo assim o PCP o

braço político da Inter; (5) Carlos César, que representa o PS neste colégio. Há de facto uma fratura sísmica entre a confiança dos agentes económicos e financeiros, nacionais e estrangeiros, e esta solução política. Ora, numa economia altamente endividada, a confiança teria que ser a prioridade da política económica, criando o ambiente propício ao investimento empresarial. Não é então surpresa que o investimento caia a pique (-3,1%) contra os +4,9%, previstos pelo Governo, e este nem sequer tem margem de manobra para o investimento público porque com as medidas de reversão na função pública privilegiou o consumo público em detrimento do investimento. Também o consumo privado, em que o Governo apostava erradamente para relançar a economia, fraqueja por via da tributação indireta e da falta de confian-

ça dos consumidores (+1,7% contra os +2,4% previstos pelo Governo). O único contributo positivo para o PIB é a procura externa líquida devido à quebra das importações (+1,9% contra os +5,5% previstos), mas isso deve-se à travagem do investimento produtivo. O investimento produtivo nos bens transacionáveis, recorrendo à ajuda do Instituto de Desenvolvimento Empresarial, era, de facto, a variável chave para o relançamento económico. Por isso não há qualquer semelhança entre os cenários económicos do PS, antes de ser Governo, e a realidade… Com uma economia estagnada e as pressões sobre a despesa pública, será um milagre fechar o orçamento de 2016 com um défice abaixo dos 3% do PIB, e já se fala em novos aumentos de impostos indiretos e do IRS para os ricos (a partir dos 80 mil euros brutos por ano!) para 2017.

COM UMA ECONOMIA ESTAGNADA E AS PRESSÕES “ SOBRE A DESPESA PÚBLICA, SERÁ UM MILAGRE FECHAR O ORÇAMENTO DE 2016 COM UM DÉFICE ABAIXO DOS 3% DO PIB” Engenheiro (IST) e Economista (MSc NOVASBE)

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Adriano Moreira | OPINIÃO

LEMBRANDO O REI JORGE DA BOÉMIA

S

ão vários os projetos destinados a garantir a paz entre os Estados, com origem em doutrinadores sem responsabilidades de governo, raramente assumidos por soberanos, de regra tendo em vista o mundo da cristandade, mais laicamente depois chamado europeu e ocidental. Sempre merecerão referência Pierre Dubois, com o seu De Recuperatione Terrae Sanctae do século XIII, filiado na circunstância medieval, e os projetos já de resposta ao Estado soberano, como o de Émeric Crucé (1623), inaugurando uma linha em que se inscrevem o Grand Dessein de Henrique IV, o de William Penn (1693), o de Leibnitz (1693), o de Saint Pierre (1713) e finalmente o de Kant, que em 1796 publica o seu Projecto Filosófico de Paz Perpétua. Todavia, para relacionar essas antigas propostas com os desafios deste milénio, parece-nos apropriado recordar o projeto do rei Jorge da Boémia, intitulado Tractatus Pacis Toti Christianitati Fiendae, uma proposta com base na qual, invocando o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, na primavera de 1464, pretendeu reorganizar o mundo político europeu, em termos de garantir não apenas a paz externa, mas também a paz interna entre os príncipes europeus. Quinhentos anos antes da instituição da ONU, sem parecer ter pressentido a transição para o globalismo, que viria a ser representada pelo futuro D. Manuel I de Portugal,

nascido este em 31 de maio de 1469, fez uma enumeração de problemas e de propostas que mereceram revisitação na perturbada época, também de mudança, em que nos encontramos. Nos meados do século XVI multiplicavam-se as inquietações sobre a necessidade de enfrentar a reforma da cristandade, por estar em crise o ideal de vida que tinha encontrado expressão no livrinho de Thomas A. Kempis, The Imitatione Christi, e que viriam a ser objeto da rutura de Lutero, das queixas que Sebastião Brand exprimira em A Nave dos Loucos (1494), e da exortação no Elogio da Loucura de Erasmo, livro dedicado em 1511 a Thomas Moras, que apenas no século XX seria reconhecido Santo e patrono de parlamentares e homens de Estado. Os 500 anos do Projeto do Rei Jorge da Boémia foram celebrados por iniciativa da Academia das Ciências da Checoslováquia, ocasião de colocar em evidência os problemas cuja definição permanece, agora como uma abrangência mundial então não suspeitada. Pressionado o próprio rei por uma séria divergência em relação à Santa Sé, encontrou em vários outros soberanos, designadamente da França e da Polónia, um espírito aberto para a reorganização do mundo cristão, com uma nova perspetiva da relação da sociedade civil com o Estado, e dos Estados entre si.

Embora em conflito com Roma, o rei era visto como um líder não apenas em relação à Europa Central, mas também no que dizia respeito à condução de uma frente militar conjunta contra os turcos. Longe de ser lido como um utopista, foi recordado nas evocações como um enérgico governante renascentista, que pensou muito para além do seu tempo. Afastando decididamente a supremacia do Imperador e do Papa, procurava, na síntese de Václav Vanècek, a fórmula para “uma organização da comunidade humana”, que, por um lado, respeitasse inteiramente a soberania de cada Estado, grande ou pequeno, e, por outro lado, viabilizasse a formação de uma vontade comum “para resolver os problemas da comunidade”. O desenho das instituições propostas afastava-se inteiramente do modelo medieval ainda vigente, e tentava organizar, a partir da paz e fraternidade conseguida entre os príncipes cristãos, uma frente da defesa contra a penetração do Islão na Europa, tendo os turcos como principal inimigo. Para tanto, os príncipes agrupar-se-iam numa Congregação, tendo como órgão principal um General Consistorium ou Judicium. Antes que o processo, a correr, de eleição do secretário-geral da ONU sofra dores da sua transparência, talvez os votantes devessem conhecer o projeto do rei Jorge.

ANTES QUE O PROCESSO, A CORRER, DE “ELEIÇÃO DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU SOFRA DORES DA SUA TRANSPARÊNCIA, TALVEZ OS VOTANTES DEVESSEM CONHECER O PROJETO DO REI JORGE” Presidente do Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa | Professor Emérito da Universidade Técnica de Lisboa

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OPINIÃO | Fernando Leal da Costa

DE TERRORISTA E LOUCO TODOS TEREMOS UM POUCO?

C

ertamente, não. Contudo, nos tempos mais recentes, assolados por uma onda de atentados a bens e à integridade física das pessoas, ao cerne da sua liberdade, tem-se assistido a uma tendência de culpabilização, quase dicotómica, de terroristas ou doentes mentais. Esta maneira de categorizar os perpetradores de ações violentas como “loucos” tem sido uma fórmula usada para tranquilizar a opinião pública e desculpabilizar os serviços de segurança, o que é errado e potencialmente conducente a graves equívocos. Um piloto de uma companhia aérea decidiu suicidar-se fazendo despenhar o avião que tripulava, carregado de passageiros, contra uma montanha dos Alpes. A opinião pública, as forças de segurança e os políticos “descansaram” quando conseguiram comprovar que não se tinha tratado de um ato com intenção terrorista, mas sim de uma atitude celerada de um homem perturbado, aparentemente com uma depressão grave. Uns meses mais tarde, curiosamente também na Alemanha de onde era originário o avião despenhado, um jovem decide disparar contra as pessoas que estavam num restaurante, matando várias delas, para depois termi-

nar com a sua própria vida. Terrorista? Não, tratava-se de mais um doente mental que até já tinha estado em tratamento, tal como o piloto assassino. E há os casos de ataques em comboios, atropelamentos em cadeia, esfaqueamentos nas ruas e bombas em praças e casamentos. Tudo isto é horrível e, para os menos crentes, sem perdão. O problema é que a condução da responsabilidade para o “perturbado”, o “louco”, o “maluco”, não nos deve tranquilizar nem, muito menos, satisfazer. A verdade é que transferimos um caso de eventual falência da segurança pública ou da defesa nacional para uma falha dos serviços de saúde e, em primeira análise, de toda a nossa sociedade. E todo este discurso de atribuição de diagnóstico, sem dúvida correto em muitos casos, continuará a contribuir para a estigmatização de uma parte muito significativa da humanidade, que não poderá ser culpabilizada por ser doente do cérebro, tal como ninguém a deveria culpar por ser insuficiente cardíaca ou ter nascido com um cromossoma alterado. A evidência epidemiológica mostra que os imigrantes, em particular aqueles com

menor apoio familiar e social, estão mais vulneráveis a sofrer de perturbações da esfera mental. Por outro lado, esta população, habitualmente com menores recursos financeiros, tende a procurar menos e ser menos procurada pelos serviços de saúde. Não deveria ter havido mais pro-ação sanitária junto de muitos dos que, depois de ferirem e matarem, reduzimos a doentes mentais como se isso fosse menos importante que ser terrorista? Nestes tempos difíceis, sabendo que a normalidade é um conceito estatístico e culturalmente determinado pelas convenções sociais, não nos podemos congratular com a constatação de que o terrorista afinal era doente, tal como a doença, independentemente da eventual inimputabilidade pessoal, não desculpa a ausência de respostas da sociedade e do seu sistema de saúde. Não há saúde sem saúde mental, nem sem segurança, tal como não há segurança sem saúde. A prevenção da tragédia depende, também, de nós todos, cada um na sua justa medida, e do sistema de saúde que quisermos manter. Afinal, até nos atentados terroristas encontramos a prova de que tem de haver saúde em todas as políticas.

NÃO HÁ SAÚDE SEM SAÚDE MENTAL, “ NEM SEM SEGURANÇA, TAL COMO NÃO HÁ SEGURANÇA SEM SAÚDE” Médico do IPO e professor da Escola Nacional de Saúde Pública

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Luís Lopes Pereira | OPINIÃO

PARABÉNS AO SNS C

omemorámos recentemente o 37.º aniversário do SNS (Serviço Nacional de Saúde). Embora seja considerado um bem para todos os cidadãos, independentemente da direção política onde nos enquadremos, sabemos que algumas opiniões, além de defenderem um SNS sustentável, desvalorizam o papel da saúde privada no ecossistema da saúde. Pessoalmente, creio que esta não é uma questão para se debater nesses termos, pois a Saúde, embora tenha alguns aspetos únicos, também deve ser encarada como um mercado, uma economia. Como tal, não considero a hipótese de se criar um monopólio do Estado, mas sim de se investir na livre escolha e na sustentabilidade da prestação de saúde, garantindo um SNS inserido num mercado regulado, onde se garante a cobertura total da população pelos sistemas de saúde. Mas todos sabemos que os recursos são sempre escassos, lei vertical da economia, neste mundo que continuo a acreditar que chega para todos. Honra seja feita a António Arnaut, fundador do SNS, que confessou em Coimbra ter sido este o poema mais belo que escreveu. Continuou, num discurso marcante, dizendo que o poema se continua a escrever por aqueles que trabalham hoje no SNS, prestando cuidados de saúde todos os dias.

Terminou, com grande emoção, parafraseando Miguel Torga, também ele alvo de estátua em vida: “Sinto-me póstumo, hirto e metálico.” Mas o grande final apoteótico viria a seguir: “Espero que daqui a 40 anos, ao verem a minha estátua, os transeuntes perguntem quem foi António Arnaut e não perguntem o que foi o SNS.” Face a este final, o nosso ministro da Saúde teve uma atitude mais passiva, não revelando tanto quanto se esperava sobre o resultado do Conselho de Ministros desse dia, onde se aprovou um documento intitulado “Estratégia Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde 2016-2020”. Não concorreu assim com a emoção do discurso anterior, talvez pouco expectável no seu alcance e no comovido aplauso de pé que Arnaut recebeu duma sala cheia e heterogénea. Relativamente a esse documento, emanado pelo Conselho de Ministros, admito que há boas intenções no que toca ao desenvolvimento da economia nacional de saúde. Falta saber como será essa estratégia traduzida em planos de ação. É imperioso que as autoridades de saúde acentuem o tom que precisamos na economia, de mais credibilidade nas empresas, na capacidade que estas têm de sintonizar as suas estratégias com os

interesses nacionais numa perspetiva de sustentabilidade mútua. Finalmente, pareceu-me bem o tom ambicioso nos ensaios e estudos clínicos com produtos de saúde no território nacional, que nos podem aproximar de padrões europeus, mas a verdade é que faltam estímulos em Portugal para as multinacionais investirem no nosso país em termos de investigação e de introdução de novas tecnologias. Mas não posso evitar a seguinte nota: se o Conselho de Ministros esperava marcar o aniversário do SNS com medidas de sustentabilidade e melhoria da eficiência do sistema de saúde, mais uma vez a estratégia visou os produtos de saúde, que têm sofrido cortes contínuos nos últimos quatro anos e com impacto muito negativo no setor. Sabemos que há muitas tecnologias disponíveis que não apresentam os índices de acesso dos doentes na Europa, estando Portugal sempre nos últimos lugares. Acredito ser essencial encontrar-se desperdícios noutras áreas da Saúde e da Função Pública e implementar uma reestruturação na forma como a saúde em Portugal está organizada, para que nos próximos aniversários do SNS possamos celebrar igualmente a sustentabilidade deste setor, bem como a paridade de acesso dos doentes portugueses face aos restantes cidadãos Europeus. .

ACREDITO SER ESSENCIAL ENCONTRAR-SE “ DESPERDÍCIOS NOUTRAS ÁREAS DA SAÚDE E DA FUNÇÃO PÚBLICA E IMPLEMENTAR UMA REESTRUTURAÇÃO NA FORMA COMO A SAÚDE EM PORTUGAL ESTÁ ORGANIZADA” Economista e Gestor em Saúde

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OPINIÃO | Carlos Zorrinho

LIDERAR A NOVA GERAÇÃO DA MOBILIDADE

A

Comissão de Inquérito às Emissões no Setor Automóvel (EMIS), criada pelo Parlamento Europeu, e que integro como membro efetivo, viu aprovado o seu relatório intercalar na sessão plenária de setembro. Consolidado o quadro de avaliação, as audições prosseguirão por mais um semestre, até ser formulado e aprovado o relatório final. Embora as audições sejam públicas, muitos dos factos que foram e serão apurados decorrem de uma aturada análise documental, visitas e perguntas escritas. As reflexões que aqui vou partilhar são inspiradas no muito que li, vi e ouvi como membro da EMIS, mas não pretendem antecipar qualquer conclusão específica. O indício de práticas manipuladoras gerou uma quebra de confiança no sistema europeu de medição de emissões, em particular nos motores a diesel. Foi possível chegar a uma situação como essa devido a uma série de omissões, cuja gravidade e responsabilidade está em processo de apuramento.

Depois desta constatação, as instituições europeias e os Estados-membros e a indústria terão que sair da sua zona de conforto e assumir as responsabilidades de efetiva fiscalização, divulgando informação transparente e credível aos consumidores e tirando partido do conhecimento existente no sistema científico europeu e em particular no Centro Comum de Investigação (CCI – ISPRA – Itália). As motivações para os procedimentos antes referidos foram económicas e não tecnológicas. Existem tecnologias de fabrico e medição de emissões que garantem que as regras podem ser cumpridas, mesmo em condições de condução reais e com motores a diesel. O custo é, no entanto, elevado e pode colocar em causa a competitividade sobretudo em segmentos mais baixos do mercado. Abre-se por isso uma enorme oportunidade para o desenvolvimento de tecnologias que permitam uma mobilidade mais inteligente, sustentável e limpa. As novas

tecnologias de informação, associadas à mobilidade elétrica e ao desenvolvimento continuado das energias renováveis, criarão uma nova geração na mobilidade, a qual a União Europeia tem toda a vantagem e capacidade para liderar. Recentemente, como relator do parecer da Comissão de Ambiente do Parlamento Europeu sobre Estratégia Europeia do Gás Natural Liquefeito, consegui ver aprovada uma proposta para reforçar o abastecimento de navios e transportes pesados com este combustível mais limpo e para que se encontre um modelo de negócio e financiamento que permita instalar um centro de abastecimento no arquipélago dos Açores. A mobilidade inteligente e limpa na terra, no ar e no mar lidera-se com pequenos passos na transição tecnológica. Pequenos passos que, se forem sólidos, constituirão grandes passos para a competitividade da economia e para a sustentabilidade do planeta.

A MOBILIDADE INTELIGENTE E LIMPA NA TERRA, “ NO AR E NO MAR LIDERA-SE COM PEQUENOS PASSOS NA TRANSIÇÃO TECNOLÓGICA” Professor Universitário e Eurodeputado do PS

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ATUALIDADE | União Europeia

O ESTADO DA NOSSA DESUNIÃO por Isabel Meirelles Advogada e Especialista em Assuntos Europeus

O tão esperado discurso de Jean Claude Juncker sobre o Estado da União, num paralelismo com aquele que faz o presidente dos Estados Unidos, marca a rentrée política em Bruxelas e em Estrasburgo.

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onsiderando que estamos em tempo de sarar feridas profundas na unidade dos europeus, esperava-se um discurso mais galvanizador, mas apenas tivemos novidades escassas e muitos lugares-comuns, com a finalidade de agradar a todas as famílias políticas do hemiciclo e ao lobby do colégio de comissários, em que cada um, na ânsia de ganhar protagonismo, tentou impor a sua agenda pessoal em função do seu pelouro e dos assuntos que lhe estão atribuídos. O resultado foi uma comunicação pouco estruturada e incoerente, salpicada de temas díspares e não coordenados entre si, com poucas surpresas na alocução, e as prioridades foram as esperadas, focadas no desemprego, sobretudo jovem, que reclama mais Europa social, no crescimento econó-

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mico e, na decorrência, no financiamento pela banca e na sua sustentabilidade. A única frase forte e entendível foi que esta geração não pode correr o risco de ser mais pobre do que os próprios pais! Um discurso escutado O Brexit teve honras de tema de abertura, em que o presidente da Comissão referiu o pensamento conhecido de uma saída rápida, para pôr fim à incerteza do processo, tendo subtilmente focado os acordos de comércio existentes com 140 Estados, designadamente com o Canadá, numa espécie de recado de que a União não precisa dos britânicos e que a sua saída não é o princípio do fim. Conhece-se, contudo, que o sentimento de muitos países, designadamente da própria

Alemanha, é de orfandade e de amputação de um dos seus membros, reações que foram explicitadas no mais recente Conselho Europeu informal de Bratislava, onde se tentou cerzir a unidade europeia tão perigosamente rasgada, com a saída iminente do Reino Unido da União. Também neste discurso sobre o estado da União, Juncker elege como tema forte o combate ao terrorismo, talvez o único tema agregador dos políticos e cidadãos, e que teve um destaque especial, considerando que já se produziram, em solo europeu, 30 ataques terroristas, dos quais 14 no ano transato. Este tema foi enfatizado por Juncker com medidas concretas, designadamente de combate à radicalização dos jovens nas prisões, de reforço do controlo das fron-


União Europeia | ATUALIDADE

teiras, quer internas, quer externas, com mais meios humanos e financeiros, designadamente para a Europol, e com maior cooperação ao nível mais sensível da troca de informações entre Estados-membros, que tem de assentar numa base de confiança, até agora praticamente inexistente e com as autoridades responsáveis a trabalhar de costas voltadas. Neste capítulo, existe a proposta de muscular o registo de dados nas entradas e saídas, com sistemas automatizados de controlos, sendo que será possível saber quem está a viajar para a Europa, mesmo antes de chegar.

Verdadeiras novidades Contudo, as verdadeiras novidades deste discurso foram, especialmente, o reconhecimento por Juncker de que o Pacto de Estabilidade e Crescimento tem de ser flexibilizado, sobretudo para os países do Sul, para não inibir o desenvolvimento da economia, o que é uma inversão na ortodoxia orçamental até agora seguida pela Comissão Europeia, e que abre perspetivas para regras mais suavizadas. Não serão indiferentes a esta afirmação as pressões exercidas pelos países intervencionados pela troika, nem as dificuldades de

grandes Estados como a França e a Itália em cumprir o PEC. Sabemos que Juncker é mais um homem de consensos do que de liderança e que tem sido ultrapassado, por força dos acontecimentos, pela intergovernamentalidade dos Conselhos, o que significa que quem vai decidir, em última instância, nestas matérias é a chanceler alemã e o seu todo-poderoso ministro das Finanças. Finalmente, em relação ao tema quente da imigração e dos refugiados, Juncker deixou cair subtilmente o polémico sistema de quotas, que tem sido uma fonte de dissensão entre os Estados-membros, considerando que a solidariedade não pode ser imposta, numa tentativa de apaziguar aqueles países que, como a Hungria e a Polónia, pela voz de Viktor Orban e Beata Szydlo, se rebelam contra esta exigência e lançam, bastas vezes, mensagens de ódio contra Bruxelas, sempre muito bem acolhidas pelos seus eleitores. Juncker proclamou, ainda, na Cimeira em Bratislava, que quer defender as fronteiras da Europa com a nova força europeia que conta, a partir de outubro com, pelo menos, mais 200 guardas e 50 veículos destacados para as fronteiras externas da Bulgária que, com as convulsões na Turquia, recorreu aos parceiros da União para garantir a estabilidade, o que aconteceu sob a forma de apoio financeiro de 108 milhões, num pacote que pode chegar até aos 160 milhões de euros. Situação crítica da unidade europeia A situação crítica da unidade europeia, nas palavras de Angela Merkel, conta também com outras vertentes, daí que tenha sido alcançado o compromisso de uma política mais restritiva impedindo o regresso daquilo a que chamou os fluxos descontrolados do ano de 2015, com o objetivo de reduzir o número de migrantes irregulares. O enfoque da questão continua, contudo, centrado nos princípios da responsabilidade e solidariedade entre Estados-membros, numa expressão vaga que, apesar disso, continua a não agradar a todos. Em suma, um discurso onde Juncker pretendia instilar esperança para evitar o desastre, mas que não passou de um desfiar de lugares-comuns e de um ritual europeu sem consequências, pelo menos, por agora. Caso para perguntar, quo vadis Europa?

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EM FOCO | Sistema fiscal

ESTAMOS MESMO A FALAR DE JUSTIÇA FISCAL? por Samuel Fernandes de Almeida Advogado e sócio da área de prática fiscal da Vieira de Almeida & Associados

Sempre que este Governo pretende agravar a carga fiscal, a justificação é a necessidade de maior justiça fiscal. Percebe-se a car tilha política de um PS refém do eleitorado à sua esquerda, em par ticular do Bloco de Esquerda.

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estratégia é simples e merece acolhimento por parte de uma pequena parte da população, feliz com a alegada reposição de rendimento que o Governo socialista esperava recuperar por via do consumo e da tributação indireta (ISP, ISV, Tabaco e IVA). Devolve-se com uma mão a alguns (funcionários públicos sobretudo) para se retirar a (quase) todos. Sucede,

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porém, que a tributação indireta é muito mais regressiva e potencialmente injusta, pois tributa todos pela mesma medida independentemente da sua capacidade contributiva, sendo que a propensão para o consumo é muito mais elevada para quem tem menores rendimentos. É verdade que estudos mais recentes da OCDE recomendam a opção por este tipo

de tributos, desde que acompanhado de um desagravamento significativo dos impostos sobre o rendimento, em particular dos rendimentos de trabalho. Nada disso se passa em Portugal. Continuamos com um sistema fiscal profundamente iníquo e com taxas totalmente desadequadas para a riqueza do país. Basta recordar que em Espanha, a classe média (20.000 a 35.200


Sistema fiscal | EM FOCO

euros) tem uma taxa de IRS de 30%, e no Reino Unido o escalão de 11.000 a 40.200 libras paga 20% de imposto sobre o rendimento, o que compara com a nossa taxa de 37%. Aliás, em sede de IRS, as mais recentes estatísticas revelam que, em 2014, apenas 52,6% dos portugueses tiveram IRS liquidado – metade do país não paga imposto – sendo que 33% dos agregados familiares suportam 49% do IRS liquidado (os escalões de rendimento entre 13.500 e 50.000 euros), sen-

do que 4,5% dos agregados (os acima de 50.000 euros) pagam 47% do IRS. Quando se fala, aliás, em aumentar a progressividade do imposto para os últimos escalões, estamos no domínio da pura demagogia política. Sistema fiscal Claro está que o sistema fiscal tal como o conhecemos não é uma criação deste Governo, mas as medidas sucessivamente anunciadas apenas agravam o cenário de expropriação pública de recursos priva-

dos para suportar um Estado ineficiente e uma estratégia política de favorecimento de uma clientela partidária. Pior que tudo, deitam por terra uma estratégia que colocou progressivamente o país no radar de investidores. A esquerda parece não entender que os sinais dados por esta governação têm um efeito devastador na nossa capacidade de atrair investimento. Começou com a ideia de reintroduzir o imposto sucessório, continuou com o IMI (veja-se a rábula dos coeficientes), piorou com as regras sobre sigilo bancário e termina com o novo imposto sobre o património imobiliário. Os sinais políticos são claros: há que reverter a política fiscal anterior e fazer algumas cedências ao BE e ao seu eleitorado. Contudo, seremos todos nós a pagar o preço destes dislates ideológicos, desde logo, porquanto criam um nível de incerteza e instabilidade que é por natureza inimigo de qualquer investidor. O novo imposto imobiliário No caso do novo imposto imobiliário, fala-se num limiar de 500 mil euros de património. Se for este o caso, vai precisamente apanhar uma parte dos investidores que aderiram ao golden visa precisamente para investimentos a partir deste limiar. Mariana Mortágua diz que este imposto visa precisamente tributar a acumulação de património que nalguns casos não estará sujeita a IRS. Confesso que não entendo o raciocínio. O património imobiliário está sujeito em Portugal a IMT e IS na aquisição, bem como IMI durante a vida do imóvel. Para aqueles que recorram a financiamento, o mesmo é taxado em sede de IS e apenas as mais-valias reinvestidas na aquisição de habitação própria e permanente estão excluídas de tributação. Se o objetivo é tributar todos aqueles que têm investido em Portugal – e aqui não pagam legitimamente IRS – estamos perante um tiro no pé monumental e um sinal dado para os investidores olharem para outras paragens mais estáveis e mais amigas do investimento. Neste contexto, falar em justiça fiscal é pura demagogia política para um país que já tem a maior taxa de esforço fiscal da UE.

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GRANDE ANGULAR | Conferência do G20

por Nuno Carneiro

CONFERÊNCIA DO G20 EM HANGZHOU UMA MÃO CHEIA DE NADA por José Caria

E ao mundo nada disseram. A última conferência do G20 na China ficou marcada por um comunicado estéril sobre preocupações reiteradas ao longo destes últimos anos e por encontros à margem, na lógica da defesa de interesses próprios de cada país.

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areceu mais um encontro de circunstâncias enevoadas por incertezas do que uma reunião, ao mais alto nível, dos responsáveis pelas 20 principais economias mundiais, o que se passou na cidade chinesa de Hangzhou, nos dias 4 e 5 de setembro deste ano. Se o tema da conferência já era lacónico – “Para uma economia

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mundial inovadora, dinamizada, interligada e inclusiva” –, o comunicado final dos trabalhos não deixou margem para dúvidas, colhendo a indiferença de analistas, observadores e jornalistas face às quatro grandes linhas de ação que foram aprovadas: reforçar a agenda de crescimento do G20; implementar políticas e conceitos

inovadores para o crescimento; criar uma economia mundial aberta e garantir que o crescimento económico seja proveitoso para todos os países e povos. Na realidade, a questão dominante que pareceu estar à margem da conferência, mas também sem grandes desenvolvimentos, acabou por ser o clima de incerteza que


Conferência do G20 | GRANDE ANGULAR

a União Europeia vive em relação ao seu futuro, questão ainda mais agudizada pelo Brexit. Recorde-se que este foi o primeiro grande encontro internacional de Theresa May, a nova primeiro-ministro britânica sucessora de David Cameron, que aproveitou precisamente a ocasião para manter encontros ao mais alto nível com Barack Obama, Vladimir Putin e o presidente Chinês Xi Jiping. Theresa May, que assumiu o cargo em julho passado, após a consulta popular que ditou a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, tem sido muito pressionada para definir de que forma se vai processar o Brexit e o impacto que essa saída terá na relação do seu país com grandes investidores como os Estados Unidos e o Japão. Isolamento da Alemanha Alheio a todo este cenário também não parece estar o crescente isolamento internacional da Alemanha em matéria de política económica e financeira, principalmente nos episódios que o ministro das Finanças da chanceler Angela Merkel tem protagonizado contra o Fundo Monetário Internacional.

Recorde-se que já em fevereiro deste ano, pouco antes da reunião dos ministros das Finanças e banqueiros centrais do G20 em Xangai, Wolfgang Shaüble veio publicamente manifestar a sua oposição à proposta de estímulos na área da política monetária e orçamental, avançada pelo Fundo Monetário Internacional, cujo documento apelava para que as maiores economias do mundo, proactivamente, identificassem políticas que pudessem ser colocadas rapidamente no terreno se necessário. Mas o documento ia mais longe e identificava um conjunto de recomendações em matéria de política orçamental e monetária com preconizações para a zona euro, países do BRIC, Estados Unidos e Japão, chegando mesmo algumas destas recomendações a visar diretamente o Banco Central Europeu e a própria Alemanha, particularmente em matéria de superavit orçamental.

prévias sempre que algum membro do G20 decidisse optar pela desvalorização da sua moeda, a verdade é que nenhuma orientação concreta foi aprovada como pretendia o FMI. Aliás, o único rescaldo dos trabalhos foi logo, no imediato, uma forte reação negativa dos mercados financeiros, particularmente na região da Ásia Pacífico, com quase todas as bolsas a fecharem no vermelho. Na realidade e olhando para o que agora se passou em Hangzhou, os analistas reconhecem que o G20 parece estar demasiado refém do desfecho possivelmente catastrófico, até num possível curto prazo, defendem alguns, do futuro da União Europeia, face ao Brexit, à “muralha” que se parece querer erguer nos denominados países do Sul e a uma Alemanha irredutível que se vê ameaçada pela desintegração europeia, pela incapacidade de se expandir economicamente para leste, tamponada pela crise dos refugiados na Síria e no Mediterrâneo, Conclusões do encontro deixando apenas um flanco a descoberto, Embora dessa reunião tivessem saído o Atlântico. Só que essa vocação histórica algumas conclusões mais focadas, como, pertence a outros, nomeadamente a Porpor exemplo, a necessidade de consultas tugal e até Espanha, que mais facilmente encontrarão apoio nos seus amigos britânicos e americanos. E alguns observadores já deixaram a pergunta no ar: porque é que franceses e alemães estão a dar tanta importância ao episódio Durão Barroso? Será por ele ser português e o Goldman Sachs um banco americano? Nada de relevante A verdade é que, quer das últimas reuniões de responsáveis do G20, quer desta 11.ª Cimeira, na China, nada de relevante foi preconizado face aos desafios que, numa escala global, o mundo enfrenta. Aliás, se olharmos para o resto do comunicado da cimeira, ficamos a saber que os dirigentes do G20 chegaram a acordo sobre a necessidade de desenvolver esforços à escala global para dar resposta às causas profundas da crise migratória e aos seus efeitos; que reafirmaram a sua determinação e compromisso em combater o financiamento do terrorismo e foi igualmente realçada a importância da adesão, o mais rápido possível, ao Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. Fica para ver o que sairá da 12.ª edição da Cimeira do G20, a ter lugar no próximo ano, na Alemanha.

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DOSSIER | Edifícios privados

INTERESSE PÚBLICO DE IMÓVEIS PRIVADOS por Fernando Santo Ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros (2004-2010)

A gestão patrimonial dos edifícios públicos, designadamente a manutenção e conservação, as condições de utilização, a reabilitação e a requalificação, nunca foi uma prioridade para os governos da época democrática, sendo evidente o contraste com a forma como o Estado Novo promoveu, conservou e dignificou os edifícios públicos, com destaque para as funções de soberania do Estado.

A

Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) era o serviço central com atribuições de salvaguarda e valorização de património arquitetónico e de instalação de serviços públicos. Foi constituída em 1929 e ao longo de 78 anos assumiu essa competência e tornou-se numa verdadeira escola orientada para os edifícios e monumentos nacionais, até à sua ex-

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tinção em 2007, com a divisão por outros organismos públicos. Perdeu-se o saber, as competências e a escola que passou de geração em geração. Em 2006 extinguiu-se o Conselho Superior de Obras Públicas e em 2011 foi extinto o Ministério das Obras Públicas, transformado numa Secretaria de Estado. A gestão corrente do património público ficou integrada na Secretaria de Es-

tado do Tesouro, com um estatuto de controlo financeiro, e não de uma verdadeira gestão patrimonial, ficando o património cultural integrado na Secretaria de Estado da Cultura, mas sem orçamento adequado. Desvalorização do património público Apesar de as decisões serem de muitos e diferentes governos, o Estado foi assu-


Edifícios privados | DOSSIER

mindo a desvalorização do património público, abandonando imóveis, não reabilitando os que necessitavam, mas em contrapartida arrendando muitos edifícios privados para instalar serviços públicos, dando uma imagem de má gestão e incompetência. O valor das rendas anuais ultrapassa os 100 milhões de euros. Mas, em sentido contrário, foram implementadas políticas para classificar como de interesse público imóveis privados, que, assim, sem qualquer despesa pública passaram a ser de todos nós. É o que costumo designar por “política do cuco”, pois os cucos também utilizam os ninhos de outras aves para colocarem os seus ovos, aproveitando-se do trabalho e do investimento de outros. Definem-se zonas de proteção, classificam-se edifícios privados, há movimentos para tornar de interesse público lojas, cafés e restaurantes particulares, com fortes restrições, mas sem que isso envolva qualquer contrapartida como pagamento. É uma espécie de “nacionalização”, mas sem indemnização. Alguns promotores ainda acreditam que vale a pena escolherem projetistas com marca pessoal reconhecida e até admitem que é uma vantagem receberem prémios tipo Valmor, sem perceberem que essas escolhas e distinções irão condicionar e limitar o futuro do imóvel, uma vez que passou a ser de todos, mas sem pagamento.

Estou de acordo com a proteção dos imóveis privados que mereçam esse reconhecimento, mas não concordo que o Estado, tão desleixado com a proteção dos seus imóveis, transmita os imóveis privados para a esfera do interesse público, sem qualquer acordo quanto ao pagamento do ónus. No caso das parcerias público-privadas, das concessões, ou mesmo na gestão privada de sistemas públicos, há um acordo e uma retribuição aos privados pelos bens ou serviços produzidos, e nas expropriações são claras as regras para determinar o valor a pagar. Mas no mundo do património imobiliário nada do que é natural nas outras áreas se aplica, congelaram-se as rendas, obrigaram-se os senhorios a assumir funções sociais do Estado e a pagar impostos mesmo sem rendimentos, e agora passam a ser proprietários de uma espécie de monumentos nacionais, sem direito a cobrar bilhete de entrada. Classificação e valorização Recentemente, a Assembleia da República aprovou uma Resolução (n.º 100/2016), relativa à classificação e valorização das lojas históricas. É do mais elementar bom senso que este tipo de lojas deverá ser protegido, mas os critérios devem ser discutidos com as partes envolvidas, bem como o perfil de quem os avalia, tal como sucede em qual-

quer expropriação. Caso contrário iremos assistir, mais uma vez, à “política do cuco”, as lojas passam a ser de todos, apesar de serem privadas, e as relações entre senhorios e inquilinos são ignoradas. Há formas justas de tratar este tipo de soluções, começando pela negociação com as partes envolvidas, com regras definidas, registos e contrapartidas financeiras. A aplicação do IMI negativo poderia ser outra medida, ou seja, o proprietário em vez de pagar IMI receberia anualmente um montante acordado para manter e conservar um património que é reconhecido como de interesse público. Não sendo este o caminho, restará aos promotores e proprietários promoverem a construção de imóveis de baixa qualidade arquitetónica, que nunca mereçam qualquer classificação, pois umas décadas mais tarde poderão demolir esses edifícios, alterar as lojas para atividades de maior rendimento e ainda poderão receber o agradecimento pelo favor de demolirem o mamarracho, “a bem da Nação”. Modelo diferente de organização pública

Já era tempo de o Estado assumir a sua responsabilidade pela gestão do seu património, mas para isso era preciso outra política, um diferente modelo de organização pública e verbas adequadas. Como não é esta a preocupação, é mais fácil ao Estado abandonar ou vender o seu património e arrendar edifícios a privados, prontos a utilizar, mesmo que ao fim de 20 anos tenha pago em rendas o valor do imóvel. É neste contexto que se percebe a “nacionalização” de edifícios privados de valor arquitetónico, sujeitos a critérios duvidosos aplicados por técnicos da administração pública, ou seja, por uma das partes, e que impõem a todos, sem escrutínio, incluindo a outros técnicos de igual competência, os seus conceitos, ideologias e vontade. Evoluímos muito nos últimos 40 anos, mas nesta matéria o tempo da ditadura mantém-se, como vontade de alguns iluminados que impõem a todos uma verdadeira ditadura de pareceres e de entendimentos abusivos do direito dos cidadãos.

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MUNDOS FANTÁSTICOS DA LUZ A vila de Cascais voltou a ser palco de mais uma edição do Lumina. Deslumbrantes jogos de luz, cor, som e movimento impressionaram os visitantes e conduziram-nos a um mundo de fantasia, proporcionando uma verdadeira exaltação dos sentidos. A Renault associou-se a este magnífico evento, e o resultado só poderia ser brilhante.

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Lumina | EVENTO

D

e 8 a 11 de setembro, a vila de Cascais recebeu a 5.ª edição do Lumina Festival da Luz, subordinado ao tema Mundos Fantásticos da Luz. Este ano, o festival contou com a participação da Renault, com o Zoe, o seu veículo 100% elétrico. Parte integrante de uma rede internacional de festivais de luz, este evento foi criado e produzido pelo atelier OCubo – com direção artística de Nuno Maya e Carole Purnelle –, referência nacional e internacional nas áreas de video mapping e projeções interativas, com projetos realizados um pouco por todo o mundo. Com investimento da Câmara Municipal de Cascais, União Europeia, embaixadas e privados, o Lumina é um evento único que reforça a identidade de Cascais e traduz a aposta da autarquia na diversificação da oferta cultural do concelho. Os elevados números do turismo na vila provam que este investimento na diversificação tem tido sucesso: Cascais está hoje mais atrativa e mais competitiva.

Ao longo de quatro noites, o público foi guiado ao longo de um percurso sequencial por fascinantes atmosferas mágicas que garantiram uma experiência sensorial estonteante e uma vivência cultural inovadora. Através de instalações multimédia dinâmicas, video mapping e projeções de luz sobre edifícios emblemáticos de Cascais, o Lumina Festival da Luz teve como objetivo realçar o património histórico da vila, ao mesmo tempo que garantiu momentos únicos de descoberta para serem vividos em família ou entre amigos. Uma das novidades deste ano residiu na existência de um video mapping feito num automóvel, o Renault Zoe.

vir na própria obra. Uma experiência única no seu género em Portugal. Com uma programação de excelência, este festival contou com a participação de mais de 40 artistas nacionais e internacionais e com um percurso de 22 obras, pronto a transportar quem por ali passou numa viagem de emoções e sensações. Para que os visitantes pudessem retirar o máximo desta experiência, estava disponível uma app gratuita, a Lumina App, que servia de guia e dava aos interessados todas as informações adicionais sobre as obras. Neste evento de entrada gratuita, miúdos e graúdos deixaram-se surpreender por um maravilhoso cenário de luz que surgia da noite escura.

O bras participativas Os visitantes puderam também encontrar no Lumina diversas obras participativas – criadas a partir de workshops com a colaboração da comunidade local – e obras interativas, onde foram chamados a inter-

R enault Z oe: a marca da diferença A Renault foi, pela primeira vez, marca parceira do Lumina Festival da Luz. Desta parceria resultou um video mapping num automóvel – realizado pelo atelier OCubo, responsável pela produção do evento.

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EVENTO | Lumina

O automóvel escolhido foi precisamente o Zoe, o veículo 100% elétrico da Renault. Nesta projeção foi possível viajar por caminhos que exploraram o mundo fantástico da eletricidade, sem ruídos nem emissões poluentes, relembrando a evolução tecnológica, revolucionária e eco-friendly. Sendo um automóvel 100% elétrico e ecológico, o Zoe já faz parte da realidade de muitos portugueses. Concebido para ser acessível, é ideal para uma utilização quotidiana. De acordo com Ricardo Oliveira, diretor de Comunicação e Imagem da Renault em Portugal, “o impacto visual de todo o Lumina ‘casa’ muito bem com a aposta da Renault no design do qual o modelo Zoe é um exemplo”. Por outro lado, e segundo o diretor de Comunicação e Imagem da Renault, “uma vez que o design e a tecnologia fazem parte da identidade da marca Renault, a associação a um festival que transmite esses valores faz todo o sentido”.

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Lumina | EVENTO

Ricardo Oliveira Diretor de Comunicação e Imagem da Renault em Portugal Renault a apoiar um Lumina? O festival Lumina representa uma expressão artística moderna, extremamente visual e espetacular. A luz enquanto arte está intrinsecamente relacionada com o elétrico, e o tema da edição deste ano, que é “Mundos Fantásticos da Luz”, não poderia refletir melhor a visão que a Renault tem do futuro automóvel. Pareceu-nos uma excelente oportunidade para associarmos os automóveis elétricos, que, não temos dúvidas, farão parte do futuro. De um futuro onde a mobilidade individual será diferente, mais silenciosa, com (muito) menor impacto sobre o planeta. Uma nova promessa para a mobilidade… Em resumo, o Lumina é um festival de arte visual que se associa muito bem à aposta da Renault no design, e os mundos fantásticos precisam de automóveis elétricos.

marca, e mais ainda quando a marca está integrada no contexto do festival. Não é um patrocínio “habitual”. O Zoe é ele próprio uma instalação artística de luz, que mostra um travelling pelo mundo fantástico. Um espetáculo que só por si transmite uma ideia de modernidade, de design, de forte impacto visual. Pensamos que é uma excelente forma de colocar em evidência um produto como o Zoe.

Que retorno esperam conseguir? Desde logo o Lumina é um festival que recebe a visita de centenas de milhares de espectadores e é, por isso mesmo, uma excelente oportunidade para “mostrar” a

O

que levou a

evento como o

A

automóvel elétrico foi uma escolha absolutamente lógica. O Zoe é um modelo que, pelo facto de ser 100% elétrico, de alguma forma representa uma visão do futuro da mobilidade. E é um modelo onde a componente design é, também, extremamente significativa. Colocar o Zoe em “cena” com um espetáculo de video mapping próprio, inserido no próprio programa do festival, foi uma excelente oportunidade.

associação a este tipo de festivais

é mais uma prova da grande aposta

No

da

Renault, em termos de tecnologia e design? É! A começar pelo seu impacto visual, o Lumina transmite uma ideia de tecnologia e de design. Depois, o tema “Mundos Fantásticos” também é uma associação que faz, para nós, todo o sentido. A tecnologia faz cada vez mais parte do nosso presente e estará ainda mais presente no nosso quotidiano no futuro.

uma vez mais, o

próximo ano ponderam apoiar,

Porquê a escolha de um modelo 100% elétrico e ecológico, como o Zoe, para um video mapping? O Lumina é um festival de luz. A associação da luz, logo, da eletricidade, a um

Em que outros eventos deste tipo poderemos ver a Renault representada? A Renault tem já uma associação forte, por exemplo, a eventos de running, que passa pelo bem-estar e pela vida ao ar livre. Estes são valores que fazem também parte da nossa identidade. Para nós, todos os eventos que se adequem à identidade da marca Renault têm interesse.

Lumina? Não só ponderamos como nos associámos este ano com a intenção e a decisão de continuar com esta associação nos próximos anos.

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EM DESTAQUE | Condecoração

EM PROL DA SAÚDE

Luís de Almeida Sampaio, embaixador de Portugal em Berlim de 2012 a 2015 e atual representante permanente de Portugal junto da NATO, foi recentemente condecorado pelas autoridades alemãs com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha, pelos excecionais serviços prestados em prol das relações entre Portugal e aquele país.

L

uís de Almeida Sampaio, que foi embaixador de Portugal em Berlim de 2012 a 2015, é agora representante permanente de Portugal junto da NATO. Graças ao seu desempenho enquanto embaixador, Luís de Almeida Sampaio foi recentemente condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha, pelas autoridades alemãs. Na ocasião, o antigo embaixador destacou o significado especial que a adesão do Centro Académico e Clínico de Coimbra, um consórcio entre o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Universidade de Coimbra (UC), à M8 Alliance constituiu para a internacionalização do setor da Saúde

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como dimensão de excelência da Ciência e Economia portuguesas, e sublinhou que esta candidatura foi um dos momentos “mais altos” da sua missão na Alemanha. Portugal, representado pelo consórcio CHUC-UC, foi admitido a 11 de outubro de 2015 na M8 Alliance e na Cimeira Mundial de Saúde. Numa cerimónia que decorreu em Bruxelas, as autoridades alemãs presentes na cerimónia enalteceram as “excecionais qualidades diplomáticas deste embaixador português, sublinhando que exerceu as suas funções naquele país em momento especialmente difícil da vida económica e financeira de Portugal, conseguindo com a sua ação restaurar a confiança

dos decisores e investidores alemães e simultaneamente promover ativamente a penetração das empresas portuguesas no muito exigente mercado alemão, o que lhe valeu ter sido eleito o Embaixador Económico do ano, em 2014”. Para Martins Nunes, presidente do conselho de administração do CHUC, “é uma enorme honra para Coimbra, para o consórcio Centro Académico e Clínico de Coimbra e para o CHUC, o reconhecimento que o senhor embaixador Luís de Almeida Sampaio, presidente do conselho estratégico do Centro Académico e Clínico de Coimbra CHUC-UC, teve da República Federal Alemã com a justa condecoração atribuída”.


SNS | EM DESTAQUE

A SAÚDE EM DESTAQUE O Serviço Nacional de Saúde (SNS) celebrou o seu 37.º aniversário. Este ano, as celebrações decorreram no Centro de Congressos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

“O

Serviço Nacional de Saúde e o resgate da dignidade” foi o tema escolhido para comemorar o 37.º aniversário do Serviço Nacional de Saúde, traduzindo o facto de, ao longo dos 37 anos decorridos desde a sua fundação, o SNS constituir motivo de orgulho nacional, graças à sua capacidade de dar confiança aos cidadãos e de garantir esperança no futuro. Do programa, destaque para a sessão de homenagem e evocação comemorativa a António Arnaut, fundador do SNS, que culminou com a inauguração de um monumento estatuário. A projeção do filme Serviço Nacional de Saúde – O resgate da dignidade, a intervenção do primeiro-ministro, António

Costa, a conferência “Conquistas nos 37 anos do SNS”, proferida pelo diretor-geral da Saúde, Francisco George, bem como as intervenções do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e do presidente do Conselho de Administração do CHUC, José Martins Nunes, foram outros pontos altos do evento. Durante a manhã os participantes puderam estar presentes em diversas palestras, nomeadamente “A Universidade, a Investigação e o SNS”, “As prioridades para a Saúde no Horizonte 2020: oportunidades de financiamento no SNS”, “O papel da diplomacia económica na internacionalização da saúde”, “O SNS – A garantia dos doentes” e a “A saúde glo-

bal e o mundo”. Antes do almoço houve ainda tempo para realizar a assinatura pública da constituição do Centro PT Health Alliance, que visa dinamizar uma aliança regional na área da Saúde. O memorando de entendimento envolve a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, as universidades de Coimbra, Aveiro e Beira Interior, o CHUC, o Centro de Medicina de Reabilitação Rovisco Pais, os centros hospitalares da Cova da Beira e do Baixo Vouga, a Administração Regional de Saúde do Centro, a Entidade Regional de Turismo do Centro, o Biocant, de Cantanhede, e o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra.

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PRÉMIO | Femina

EXCELÊNCIA NO FEMININO O Prémio Femina 2016 agracia mulheres notáveis, oriundas de Por tugal, dos países de expressão por tuguesa, das comunidades por tuguesas e lusófonas e luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no mundo, quer pelo conhecimento, quer pelo seu relacionamento com outras culturas.

Maria João Quintela

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Isabel Nunes

Maria Palha


Femina | PRÉMIO

O

Prémio Femina, promovido pela Matriz Portuguesa, uma instituição sem fins lucrativos criada para o desenvolvimento da cultura e do conhecimento, foi criado em 2010 para distinguir mulheres notáveis que se destacaram em diferentes áreas. A atribuição dos prémios é feita por uma comissão de honra, constituída exclusivamente por homens – reconhecendo, assim, o valor e excelência destas mulheres, na sociedade portuguesa moderna e evoluída, como seus pares de pleno direito. Desta comissão fazem parte o fundador do prémio Femina e presidente da Matriz Portuguesa, João Micael, o politólogo e conselheiro de Estado Adriano Moreira e o ator Ruy de Carvalho. Este prémio tem como inspiração a infanta D. Maria de Portugal, patrona da Matriz Portuguesa – MPADC – Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento, última descendente de Dom Manuel I, digna representante da Era de Ouro de Portugal e extraordinária mecenas das

Nysse Arruda

Artes e Ciências. A insígnia do Prémio Femina foi criada por Américo Raposo. A cerimónia de entrega dos Prémios terá lugar, no dia 22 de outubro, no Salão das Naus, no Hotel Palácio do Governador, antigo Palácio do Governador da Torre de Belém, em Lisboa.

vantes na excelência profissional e por ter contribuído para o prestígio de Portugal e da lusofonia: actos de humanitarismo em prol da dignidade e direitos do ser humano; e ainda à jornalista e escritora brasileira Nysse Arruda, pela divulgação da cultura de matriz portuguesa no estrangeiro e na lusofonia.

Distinções merecidas O prémio Femina de Honra 2016 foi atribuído à embaixadora Ana Martinho, atual secretária-geral do ministério dos Negócios Estrangeiros e presidente da Comissão Nacional da Unesco, “a primeira mulher a assumir o posto mais importante da diplomacia portuguesa”, anunciou a instituição Matriz Portuguesa sobre o galardão, que distingue mais quatro mulheres. O galardão será ainda entregue à pintora Isabel Nunes, por mérito nas artes plásticas e visuais; à médica Maria João Quintela, por mérito nas ciências: literatura científica; à psicóloga dos Médicos Sem Fronteiras Maria Palha, por méritos rele-

Ana Martinho

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TENDÊNCIAS | Barbearias

BARBA OU CABELO? O cuidado com a aparência é, cada vez mais, uma preocupação para os homens. Assim, a escolha do corte certo, quer do cabelo quer da barba, é algo bastante importante. As barbearias estão na moda e, em Lisboa, o difícil é mesmo escolher a melhor.

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s barbearias voltaram estar na moda, e muitos espaços, que outrora cortaram muita barba e cabelo, rejuvenesceram e modernizaram-se, estando agora de portas abertas para receber os clientes mais exigentes. É verdade que os espaços se modernizaram, mas continuam a oferecer “serviços à antiga” e a apostar em objetos vintage para uma decoração única e especial: cadeiras antigas, espelhos trabalhados, vespas, minis, skates, grafitis e até produtos de marcas clássicas, tudo foi pensado para impressionar os clientes que não abdicam de estar na moda e ser fashion. A profissão de barbeiro tem vários séculos de existência e foi-se modificando ao longo dos tempos. Se antigamente o barbeiro, para além de barbear, fazia pequenos curativos e extraía

dentes, hoje em dia este profissional dedica-se a barbear, cortar e pentear cabelo. Ao longo da história esta profissão sofreu altos e baixos, chegando a prever-se a sua extinção. As previsões mais negativas não se concretizaram e, atualmente, os barbeiros atualizaram-se e adaptaram-se aos novos tempos, e as barbearias estão cada vez mais na moda. E você, já escolheu a sua barbearia? Figaro’s Situada na Rua do Alecrim, a Figaro’s é uma barbearia só para homens, especializada em penteados old school, dos anos 1920 aos anos 1950. A barba é feita com navalha e toalha quente. Se estiver a pensar conhecer este espaço numa segunda-feira, o melhor é mesmo marcar, pois, neste dia, os clientes são recebidos apenas se tiverem marcação. À terça, quarta e quinta-feira, o horário é das 11h00

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às 18h30, sexta-feira e sábados, funciona das 12h30 às 20h30. Barbearia Oliveira A Barbearia Oliveira é uma das mais antigas do país, em funcionamento, e tem como missão proporcionar aos clientes uma experiência única. Muito atenciosos no que ao cuidado pessoal diz respeito, os funcionários tentam ainda, de forma natural, reviver os tempos antigos. Renascida da vontade de dois irmãos, esta barbearia centenária, em Alfama, combina a paixão pela barbearia com a arte das tatuagens. Barberhood Criada por Salvador Rodrigues, a Barberhood localiza-se no Campo Pequeno, no andar de baixo da loja de tatuagens Ink&Wheels. Esta é uma barbearia que traz o clássico para a


Barbearias | TENDÊNCIAS

para receber todos quantos não descuram o cuidado com a imagem. Baeta.Café Sopa, tostas, bolos, massa, salada, café, limonada, refrigerantes e um corte de cabelo, encontra de tudo no Baeta.Café. Esta é uma barbearia especial onde, para além de cortar o cabelo e a barba, pode ainda desfrutar de uma refeição ligeira na esplanada existente. Só tem de escolher: baeta ou café!

era moderna, onde o corte à tesoura custa 20 euros, e à máquina, 10 euros. Já a barba é feita com navalha e toalha quente por 15 euros. Se preferir, pode fazer a barba e o cabelo por 35 euros. Barbearia 177 Situada em Marvila, a Barbearia 177 tem como ponto-chave a variedade de serviços, que vão desde o corte contemporâneo ao clássico, e barba com máquina ou à navalha, terminando na venda de produtos para grooming. A criatividade é, sem dúvida, um dos pontos fortes do espaço. Barbearia À Antiga Portuguesa Na Avenida Duque D’Ávila descobre-se a Barbearia À Antiga Portuguesa.Aqui, o nome diz quase tudo. Este espaço é um presente do passado, onde cabe Portugal inteiro. Poderá encontrar aqui marcas centenárias que

fazem parte do nosso património cultural, como os produtos Couto, cremes Nally, e marcas recentes mas de igual qualidade. Barbearia Campos A Barbearia Campos foi fundada em 1886, no Largo do Chiado. Esta que é considerada a barbearia mais antiga do país está localizada num antigo cabelleireiro, num prédio com importante valor histórico-patrimonial. Gozando de uma localização privilegiada, por ela já passaram personalidades como Aquilino Ribeiro, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Almada Negreiros, Reinaldo Santos, Rocha Martins, diplomatas como Nicolau Franco, membros da realeza como o rei Carol II da Roménia, o rei Humberto II de Itália, D. Duarte Nuno de Bragança e artistas como António Chaby Pinheiro, Francisco Ribeiro (Ribeirinho), Vasco Santana e tantos outros. Atualmente, está de portas abertas

Purista-Barbière Situado na Rua Nova Trindade, o Purista-Barbière é um espaço bar&barbearia de requinte. A tradição e o ambiente assentam na decoração vintage e no bar, com uma cerveja artesanal exclusiva e uma carta de gins. De destacar ainda a mesa de snooker, DJ, música ao vivo e horário alargado até às 2h00 da manhã, de quinta-feira a sábado. Barbearia 3 Dukes Na Barbearia 3 Dukes os clientes podem estacionar a moto ao lado da cadeira de corte. Este é um espaço masculino onde, além de cortar o cabelo e aparar a barba, é ainda possível fazer tatuagens e piercings. Os clientes são ainda convidados a escrever no Wall of Fame, uma parede repleta de opiniões e testemunhos. Bento Cabeleireiros (Amoreiras) Criado em 1985, o Bento Cabeleireiros conta já com 30 anos de experiência no que ao corte de cabelo de homem diz respeito. O bem-estar do cliente é posto em primeiro plano. Estão ainda disponíveis diversos serviços de estética tanto para o corpo como para o rosto.

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SOBRE RODAS | Renault Mégane Sport Tourer

NOTA 20 por Patrícia Vicente

Aliando elegância e dinamismo, o novo Renault Mégane Sport Tourer é uma carrinha que oferece um conjunto de tecnologias únicas no segmento C. Com uma condução personalizável graças ao Multi-Sense e à tecnologia 4Control de quatro rodas direcionais – presente no Mégane Sport Tourer GT –, esta nova aposta da Renault conta um design inspirado no ADN da Renault Sport. Na Madeira pudemos testar este novo modelo e o resultado só poderia ser um: ficámos rendidos!

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Madeira é sem dúvida um dos locais mais bonitos de Portugal. A sua beleza natural deslumbra qualquer um e nós não somos exceção. Com um clima ameno, uma beleza natural ímpar e muitas estradas com percursos sinuosos, esta ilha do Atlântico foi o local escolhido pela Renault para a apresentação do novo Mégane Sport Tourer. Escusado será dizer que ficámos rendidos tanto à beleza da ilha como à eficiência e desempenho da nova aposta da Renault, que, independentemente do percurso traçado, superou todas as provas. E que dizer da viagem de

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catamarã onde pudemos observar algumas espécies de golfinhos no seu habitat natural, ou do refúgio que descobrimos na Fajã dos Padres? Haveria muito para escrever sobre esta viagem, mas foquemo-nos no essencial: a nova aposta da marca. O novo Mégane Sport Tourer é uma carrinha de design desportivo que combina dinamismo e elegância. É mesmo o automóvel mais baixo e com as vias mais largas da sua categoria. Ao observar este modelo, a qualidade percecionada é do melhor nível, devido ao acabamento cromado, em todas as versões, que envolve a


Renault Mégane Sport Tourer | SOBRE RODAS

cintura da carroçaria e se prolonga à custódia traseira em preto brilhante. Estes elementos de estilo criam a ilusão de um tejadilho leve e em suspensão, realçando um design de forte carácter. As barras de tejadilho integradas, em alumínio anodizado, são de série a partir do segundo nível de equipamento. O novo Mégane Sport Tourer apresenta-se com uma assinatura luminosa distintiva. À frente, a assinatura luminosa, em forma de C, beneficia da tecnologia LED com guia de luz e efeito 3D. Nas versões superiores, o novo Mégane Sport Tourer dispõe de faróis full LED, com comutação automática estrada/ cidade (tecnologia LED Pure Vision). Na traseira, as luzes alongadas proporcionam um efeito 3D, com a tecnologia Edge Light. Centrado no condutor O novo Mégane Sport Tourer apresenta um habitáculo centrado no condutor e com uma melhor ergonomia do posto de condução. O conjunto das prestações tecnológicas (Head-Up Display a cores, quadro de instru-

mentos com ecrã TFT de 7 polegadas a cores e personalizável, tablet multimédia vertical de 8,7 polegadas R-LINK 2) está posicionado de forma a facilitar a utilização. Os acabamentos cuidados e os materiais de qualidade contribuem para o prazer e o bem-estar a bordo. Tal como a berlina, o novo Mégane Sport Tourer dispõe de versões GT-Line com um design ainda mais desportivo. No exterior, descobre-se um para-choques dianteiro com design mais desportivo e uma entrada de ar alargada; bem como uma grelha inferior específica, em ninho de abelha, associada à grelha superior do novo Mégane Sport Tourer.A saída de escape elítica cromada na traseira, do lado esquerdo, e um difusor perfilado, assim como o monograma GT Line de grandes dimensões nos guarda-lamas dianteiros e uma inscrição na traseira, completam este modelo verdadeiramente sedutor. No interior, existem bancos envolventes com apoios de cabeça integrados, pesponto em azul e logótipo sport com padrão de xadrez. Todo o habitáculo apresenta apontamentos

em azul, nos frisos e nos pespontos, que estão em perfeita harmonia com a cor exterior exclusiva Azul Iron. Já o volante é dotado de um revestimento específico para oferecer uma melhor retenção. A assinatura GT Line visível no friso do painel de bordo, a combinar com o monograma lateral exterior, dá o toque final a este modelo arrasador. Está ainda disponível, uma versão equipada com o sistema áudio Bose® – exatamente aquela que tivemos oportunidades de testar – em que os engenheiros da Bose® e da Renault trabalharam em estreita colaboração para obter um som por medida, graças ao posicionamento otimizado de 11 altifalantes de alto desempenho. O altifalante central à frente oferece maior precisão na restituição do som; o subwoofer com dois altifalantes, integrado na bagageira, proporciona um ambiente musical extremamente envolvente. Todo o conjunto oferece um som realista, claro e equilibrado, onde cada nota, cada detalhe, cada timbre da música é fielmente difundido. Segurança e conforto O Head-Up Display a cores e retrátil disponível no Mégane Sport Tourer melhora a segurança e o conforto do condutor com uma clara legibilidade das informações e uma maior eficácia dos sistemas de ajuda à condução (ADAS). Sem desviar os olhos da estrada, o ecrã permite que o condutor possa visualizar informações úteis para a

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SOBRE RODAS | Renault Mégane Sport Tourer

condução: velocidade instantânea, navegação, ajudas à condução. Este modelo beneficia das mais recentes tecnologias de ajuda à condução, já integradas no novo Espace, no Talisman e no novo Mégane. O conjunto dos sistemas de ajuda à condução, acessível e ativável a partir do tablet R-Link2, permite proteger, alertar e facilitar. De entre as tecnologias existentes, destaque para o regulador de velocidade adaptativo (ACC), travagem ativa de emergência (AEBS), alerta de transposição involuntária de faixa (LDW), alerta de distância de segurança (DW), alerta de excesso de velocidade com reconhecimento dos sinais de trânsito (OSP com TSR), aviso de ângulo morto (BSW), câmara de marcha-atrás, comutação automática dos máximos/médios (AHL), ajuda ao estacionamento dianteiro, traseiro, lateral e sistema de ajuda ao estacionamento Easy Park Assist (estacionamento mãos-livres). De destacar, ainda, os vários modos de condução disponíveis, que oferecem diferentes níveis de conforto e de resposta do motor, entre outros pormenores bastante interessantes. Propulsores à altura O novo Mégane Sport Tourer propõe cinco motores diesel, incluindo uma oferta diesel elétrica, denominada Hybrid Assist, e três motores a gasolina. O motor Energy dCi 90, com caixa manual de seis velocidades, 90 cv e 220 Nm de binário disponível a partir das 1750 rpm, apresenta consumos de 3,7 l/100 km e 95 g de CO2/ km. Este motor que oferece uma condução económica e dinâmica está dotado do sistema Stop & Start.

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Já o Energy dCi 110 Eco2, com caixa manual de seis velocidades,110 cv e 260 Nm de binário disponível a partir das 1750 rpm, posiciona o novo Mégane Sport Tourer entre os melhores do segmento em termos de emissões de CO2 (90 g CO2/km) e de consumo (3,5 l/100 km), o que lhe confere a assinatura Eco2. Oferece um conforto de condução reforçado, graças à utilização de tecnologias diretamente importadas da F1, como os pistões de aço. Com caixa automática de dupla embraiagem EDC de seis velocidades, o motor Energy dCi 110, com 110 cv e 250 Nm de binário disponível a partir das 1750 rpm, proporciona um conforto de condução reforçado, essencialmente graças ao trabalho aplicado à admissão e à combustão. O consumo de combustível e as emissões de CO2, mesmo com a caixa automática de dupla embraiagem, são bastante reduzidos (3,7 l/100 km; 95 g CO2/km). O motor Energy dCi 130, com caixa manual de seis velocidades, 130 cv e 320 Nm de binário disponível a partir das 1750 rpm, é um verdadeiro concentrado de tecnologias. Graças à integração da tecnologia do downsizing, este motor diesel de 16 válvulas desenvolve uma potência de 130 cv para uma cilindrada de 1598 cm3. O motor Energy dCi 130 apoia-se numa conceção baseada numa arquitetura derivada da experiência da Renault na F1.Apresenta um consumo de 4 l/100 km e emissões de CO2 de 103 g/km. O elevado binário permite acelerações dinâmicas e eficazes, que proporcionam um real prazer de condução. O novo Mégane Sport Tourer propõe, ainda, uma motorização diesel elétri-

ca, denominada Hybrid Assist. Com um gerador elétrico e uma bateria de 48 V, a tecnologia Hybrid Assist recupera a energia nas fases de desaceleração e o motor elétrico auxilia o motor térmico nas fases de aceleração. O resultado é um consumo de combustível e emissões de CO 2 reduzidas, entre as mais baixas do segmento. No caso dos três motores a gasolina destaque para o motor Energy TCe 100, com caixa manual de seis velocidades,100 cv e 175 Nm de binário disponível a partir das 1500 rpm, 120 g de CO2/km e 5,4 l/100 km. Reativo a partir dos regimes baixos, é particularmente adequado para percursos urbanos. Associado a uma caixa manual de seis velocidades, proporciona acelerações suaves e dinâmicas, com um custo controlado. Já o Energy TCe 130, com caixa manual de seis velocidades, 130 cv e 205 Nm de binário disponível a partir das 2000 rpm, oferece as prestações de um motor atmosférico de 2 litros. Graças à tecnologia de injeção direta e ao turbocoletor integrado, é suave e reativo. A injeção direta melhora a combustão de combustível, beneficiando o consumo (5,3 l/100 km) e as emissões de CO2 (119 g de CO2/km). Finalmente, o motor Energy TCe 130 EDC, com caixa automática de dupla embraiagem EDC de sete velocidades, 130 cv e 205 Nm de binário disponível a partir das 2000 rpm, permite níveis de consumo e de emissões de CO2 equivalentes aos da caixa manual (5,4 l e 122 g), oferecendo o conforto e a reatividade de uma caixa automática de dupla embraiagem.


SOFISTICAÇÃO

EXCELÊNCIA

PORTUGALIDADE


FESTIVAIS | Festivais de verão

GRANDES

EVENTOS Com 850 km de praias, mar e muito sol durante os meses de férias, Portugal adora os seus festivais de verão. 52/FRONTLINE


Festivais de verão | FESTIVAIS

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uma combinação perfeita entre música, sol, mar e muita alegria, todos os anos, Portugal brinda os veraneantes com diversos festivais de verão que fazem as delícias dos mais boémios. A oferta é simples, bons concertos, boas praias, gente simpática e noites que se prolongam até o dia nascer. Desde espetáculos com grandes talentos a grandes eventos do calendário internacional, a verdade é só uma, Portugal já não abdica dos seus festivais de verão. Para além de oferecerem a possibilidade de ouvir e desfrutar de boa música, num ambiente jovem e descontraído, os festivais de verão são também uma ótima oportunidade para conhecer os locais onde os mesmos se realizam, num ambiente de total descontração e de uma forma divertida. Lisboa e Porto são já, há alguns anos, os destinos ideais para umas miniférias, com noites animadas, que são a continuação natural do ambiente de festa. Dos festivais que se realizam todos os anos nestas cidades, destaque para o NOS Alive e para o Super Bock, Super Rock, em Lisboa, e para o NOS Primavera Sound, no Porto. E no Algarve, em Loulé, o Festival Med transforma o centro histórico da cidade num palco para diversas manifestações artísticas inspiradas na cultura dos países mediterrânicos. Mas existem outros festivais e festas que acontecem durante o verão e que, mesmo não tão mediáticos, atraem cada vez mais festivaleiros. Outras opções Cascais é também local de festa e romarias. As Festas do Mar, um evento produzido pela Câmara Municipal de Cascais, são o único festival de verão gratuito em Portugal. A baía de Cascais é todos os anos palco de concertos de vários artistas de renome. Apresentando um programa eclético, que vai do pop rock ao fado, da música sinfónica ao soul, as Festas do Mar fecham sempre com o magnífico e tradicional fogo de artifício na baía. Na região Norte, o Vodafone Paredes de Coura, na praia fluvial do Taboão, é um bom exemplo de um cenário paradisíaco no meio da natureza. Passeios de bicicleta, trekking, canoagem e banhos de rio são apenas algumas das sugestões que podem complementar na perfeição uns dias bem passados. Com mais de 20 anos de história,

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FESTIVAIS | Festivais de verão

o festival Vodafone Paredes de Coura é um dos mais antigos festivais de verão e continua a proporcionar aos amantes de música uma experiência única num cenário idílico. Ano após ano, o anfiteatro natural da praia fluvial do Taboão convida à descoberta quer da natureza e da sua beleza autêntica, quer das mais promissoras bandas nacionais e internacionais. Um convite à harmonia num festival que conquista e apaixona o público nacional e além-fronteiras, naquele que já é um destino de férias obrigatório para muitos. Dos novos talentos às mais consagradas bandas, o Vodafone Paredes de Coura é o habitat natural da música para o público e para os artistas. Em 2015, a histórica 23.ª edição teve lotação esgotada e deu ao festival os prémios de Melhor Festival de Grande Dimensão, Melhor Cartaz, Melhor Festival Não Urbano, Melhor Campismo e Melhor Ativação de Marca nos Portugal Festival Awards. Sem sair do Norte, a magnífica Romaria de Nossa Senhora d’Agonia representa a tradição no seu maior expoente. A procissão ao mar e as ruas da Ribeira, enfeitadas com os tapetes floridos, são testemunhos da profunda devoção religiosa. A etnografia tem o seu espaço nos desfiles do Cortejo Etnográfico e na Festa do Traje, onde se podem admirar os belos trajes de noiva, mordoma e lavradeira, vestidos por lindas

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minhotas que ostentam peitos repletos de autênticas obras de arte em ouro.A grandiosa serenata de fogo de artifício ilumina toda a cidade, começando pela ponte de Gustave Eiffel, passando pelo Castelo de Santiago da Barra, até Santa Luzia. Rumando ao litoral, o famoso festival MEO Sudoeste, na Zambujeira do Mar, faz as delícias dos festivaleiros. Com 19 anos de existência, aquele que é um dos mais icónicos festivais portugueses tem lugar na Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar, desde a primeira edição em 1997. O MEO Sudoeste é, desde há muito, destino de férias preferido para quem gosta de música num ambiente fantástico de verão, sol, muito convívio e partilha com os amigos. No Sul, mais propriamente na cidade de Olhão, o Festival do Marisco é um ponto com referência especial na rota turística do Algarve. A tipicidade das suas gentes, a exótica arquitetura, a gastronomia e as suas ilhas são, por si só, razões para uma visita. Realizado no Jardim Pescador Olhanense, junto à ria Formosa, o festival apresenta mariscos em grande variedade e cozinhados de forma tradicional, doçaria regional, artesanato e espetáculos que preenchem um cartaz turístico por excelência. Dias longos, bom tempo, muita música e noites ainda mais longas: aqui está a receita perfeita para os festivais de verão.


LANÇAMENTO | Mercedes-Benz

DESIGN DISTINTO DESEMPENHO EXTRAORDINÁRIO por Ana Laia

A Mercedes AMG apresentou, em Hamburgo, Alemanha, os novos membros da atual família Classe E. Falamos dos modelos E 43 4MATIC e Classe E Station, verdadeiras feras na estrada. Testámos e atestamos os seus fantásticos comportamentos em estrada.

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om um desempenho a nível de condução condicente com a Mercedes-Benz, as duas novas apostas da marca da estrela não deixam ninguém indiferente. Na apresentação internacional da nova geração Mercedes Classe E pudemos descobrir o interior dos novos modelos, que se apresenta, agora, com um design mais requintado e luxuoso, mais confortável e espaçoso. Testámos os sistemas de segurança ativa, que abrem as portas à condução autónoma, e pudemos confirmar que funcionam na perfeição, no entanto, as mãos não devem ser afastadas do volante, para garantir a máxima segurança quer do condutor

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Mercedes-Benz | LANÇAMENTO

quer dos passageiros. Mas analisemos mais detalhadamente cada um dos modelos para que os possa conhecer melhor e escolher o que mais se adequar ao seu estilo. Mercedes-Benz AMG E 43 4Matic Combinando um design distinto e uma performance sem igual, o AMG E 43 4Matic com o motor V6 biturbo de 3 litros a bordo conta ainda com dois novos turbocompressores e aplicações de software correspondentes. O motor de seis cilindros sobrealimentado oferece uma potência de 295 kW (401 hp). Como sempre, o padrão de especificação de desempenho AMG 4Matic de tração às quatro rodas combina uma tração ideal com grande agilidade.A caixa de transmissão automática 9G-TRONIC oferece tempos de troca mais curtos e, conjugada com a suspensão desportiva, proporciona um desempenho de condução digno da assinatura AMG. As prestações impõem respeito, com a marca alemã a reclamar 4,6 segundos na aceleração dos 0 aos 100 km/h e velocidade máxima de 250 km/h (limitada). Outras alterações técnicas para tornar este E 43 AMG mais especial passam pela suspensão adaptativa Airmatic Sport, direção mais precisa e sistema de travagem mais audaz. Tanto o exterior como o interior contam com elementos específicos para maior distinção, ainda que sob um manto de discrição. Por fora, o E 43 AMG apresenta menor altura ao solo (devido à referida suspensão desportiva), jantes especiais de 19”, grelha com apontamentos cromados e para-choques diferenciados, na frente com maiores entradas de ar e atrás com um pequeno difusor. Por dentro, destaque para o volante com fundo plano e elementos com pespontos contrastantes a vermelho, além do painel de instrumentos AMG. Com os cinco modos de condução disponíveis – Eco, Comfort, Sport, Sport Plus e Individual –, o condutor pode adaptar as características do E 43 4MATIC às suas preferências pessoais. As opções variam entre um modo mais eficiente e confortável e outro muito desportivo. Para isso são alterados parâmetros-chave, tais como a resposta do motor, a transmissão, a sus-

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LANÇAMENTO | Mercedes-Benz

pensão e a direção. Independentemente do modo selecionado, o condutor tem a opção de pressionar o botão “M” para mudar diretamente para o modo manual. Classe E Station Aclamado pela sua tecnologia inovadora, o Classe E Station conta com um design atraente e muitas características de topo, que o transformam no modelo da família E mais inteligente até agora desenvolvido pela Mercedes-Benz. No seu interior, o Classe E Station é um dos favoritos do seu segmento. O volume máximo de carga eleva-se para os 1820 litros e, tanto em altura como em largura, este modelo continua a redefinir padrões no seu segmento. A dianteira do novo Classe E apresenta um aspeto mais fluido, com o capot que se fun-

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de com o contorno da grelha e o novo design dos faróis de uma só peça. As luzes em LED, de série, conjugam o apelo estético e a segurança. Adicionalmente, o design expressivo do para-choques dianteiro resulta numa extremidade rebaixada e desportiva. Na lateral, as linhas sobem em direção à traseira, o que concede ao automóvel um impulso dinâmico, que atrai imediatamente o olhar. A longa distância entre eixos e a suspensão baixa resultam em proporções típicas de uma limousine. As lâmpadas traseiras divididas horizontalmente e as entradas de ar de cor preta no para-choques traseiro realçam a largura do veículo. As luzes traseiras apresentam tecnologia LED e fibra ótica, o que permite diferentes níveis de intensidade de acordo com os requisitos das respetivas funções de luminosidade.

Ao entrar no Classe E, é fácil perceber que se trata de um local muito especial. Apresentando detalhes elegantes, com inúmeras possibilidades de individualização, os elementos decorativos em alumínio e o relógio analógico na consola central conferem ao espaço de condução uma sensação de elegância refinada. Adicionalmente, o novo design do painel e o monitor principal, aparentemente centrado numa moldura, revelam-se inovadores e funcionais. Em termos de motorizações, destaque para os propulsores E 200 (com 135 kW e 184 cv) e E 250 (155 kW / 211 cv). Destaque ainda para o E 350 d diesel de seis cilindros E 400 4MATIC, cujo motor a gasolina de seis cilindros atinge 245 kW de potência. De referir que todos os modelos apresentados contam com caixa de transmissão automática 9G-TRONIC.


TECNOLOGIA | iPhone 7

INOVAÇÃO E PRECISÃO SEM PRECEDENTES O iPhone 7 atingiu um nível de inovação e precisão sem precedentes. A cor preto-brilhante é diferente de tudo o que foi feito até agora. A sua estrutura é resistente à água e aos salpicos e o botão principal foi totalmente redesenhado. Com um novo design unibody liso e envolvente, o iPhone 7 surpreende logo à primeira vista.

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iPhone 7 inclui um sistema avançado de câmaras; o melhor desempenho e autonomia até hoje apresentado num iPhone; altifalantes estéreo com som envolvente; o ecrã mais brilhante e com mais cores de sempre, além de ser resistente à água e salpicos. E é tão potente quanto parece. Com uma estrutura completamente redesenhada, o iPhone 7 é o primeiro resistente

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à água. Agora já não precisa de se preocupar com derrames de líquidos, salpicos e até mesmo com o pó. O seu botão principal é mais resistente do que nunca e muito reativo e sensível à pressão. Em conjunto com o novo Taptic Engine, confere ao telemóvel um excelente feedback tátil e pode até ser configurado à maneira de cada um. Com um sensor de impressões digitais altamente avançado e mais rápido do que nunca, é possível usar o Touch ID para desbloquear o iPhone de forma simples e segura. Em termos de câmara, esta é a mais popular do mundo. A câmara que todos adoram tem agora um estabilizador ótico de imagem, abertura de ƒ/1,8 e uma objetiva de seis elementos que tira ainda melhores fotos e vídeos com luminosidade reduzida. Com funcionalidades novas e avançadas, como a captação de fotos com uma vasta gama de cores, é possível obter fotografias e Live Photos ainda mais vibrantes. Já em relação aos vídeos, mesmo os captados com pouca luz têm um aspeto incrível. E a câmara de 12 MP filma em alta resolução até 4K. Por isso, vai poder fazer vídeos épicos dos seus momentos mais memoráveis, mesmo em ambientes de pouca luminosidade. A câmara FaceTime HD não tem apenas uma resolução maior, tem também uma maior gama de cores para tirar selfies mais nítidas e vibrantes. Procura a iluminação perfeita? O Retina Flash adapta-se à luz ambiente para tirar fotos com tons de pele natural.

Elementos em destaque O que torna a câmara do iPhone 7 tão avançada é o seu processador de imagem criado pela Apple, integrado no processador A10 Fusion. Ao captar uma fotografia ou vídeo, o ISP processa mais de 100 mil milhões de operações e até utiliza tecnologia de deteção automática para dar um aspeto fantástico às fotografias. Outras melhorias incluem uma focagem mais rápida, um melhor equilíbrio dos brancos e mapeamento local de tons. O iPhone 7 Plus não tem só uma câmara totalmente nova, tem duas. A mesma câmara grande angular de 12 MP do iPhone 7 trabalha em conjunto com uma câmara telefoto de 12 MP capaz de fazer ainda mais zoom, de melhor qualidade e a uma distância maior. Quase tudo o que faz no iPhone ganha vida no ecrã. É onde vê fotos, mensagens e tudo o que faz parte do seu dia a dia. O ecrã do iPhone 7 utiliza o mesmo padrão de cores da indústria do cinema digital, por isso tudo o que se vê é muito mais vivo e colorido. O iPhone 7 usa o processador mais potente de sempre num smartphone. E não é apenas mais rápido do que qualquer iPhone anterior, é também mais eficiente. Isto porque o processador A10 Fusion usa uma nova arquitetura que permite um processamento mais rápido ou com menor consumo de energia, consoante as necessidades. E com a maior autonomia de sempre num iPhone, pode trabalhar ao dobro da velocidade do iPhone 6 e ainda assim carregar menos a bateria.


Galaxy Note 7 | TECNOLOGIA

NOVA GERAÇÃO A Samsung, marca sul-coreana, lançou a nova geração do Galaxy Note, que inclui controlo de acesso pela íris e um compartimento encriptado. Esta é a estratégia da marca para reagir à desaceleração do mercado dos telemóveis inteligentes.

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novo Galaxy Note 7 é um smartphone de grandes dimensões (ecrã de 5,7 polegadas), que reforça a aposta da Samsung nos chamados phablets, telemóveis com um tamanho a meio caminho entre o smartphone e o tablet, que têm registado uma procura crescente apesar da desaceleração global das vendas de aparelhos móveis. A marca já tinha sido pioneira no mercado dos smartphones de grande ecrã, com o lançamento do primeiro Note, em 2011, um modelo inicialmente pensado para um público profissional, mas agora recentrado na junção entre o trabalho e o lazer. Um dos destaques do novo Galaxy Note 7 é, sem dúvida, o reforço da segurança, que passa a contar com controlo de

acesso através da leitura da íris, a par do habitual código ou do desenho de um padrão no ecrã. Depois de tirar uma primeira fotografia aos olhos do utilizador, o telemóvel passa a reconhecer a íris, possibilitando que o utilizador desbloqueie o ecrã com o olhar. O smartphone inclui também um arquivo encriptado para o qual o utilizador pode mover ficheiros e aplicações, reforçando a privacidade. O acesso a esta espécie de “cofre” pode também pode ser restringido através da leitura da íris. Outra novidade é a possibilidade de escrever ou desenhar notas no ecrã do telemóvel mesmo quando este se encontra bloqueado. O Galaxy Note 7 possibilita também a tradução de palavras reconhecidas em

fotografias, facilitando, por exemplo, a leitura de um menu em língua estrangeira. Contempla ainda a possibilidade de criar ficheiros GIF através da gravação de zonas selecionadas do ecrã. C aracterísticas técnicas O Galaxy Note 7 conta com um processador Qualcomm Snapdragon 820, 4 GB de memória RAM, um ecrã edge (curvo em ambos lados) Quad HD Super Amoled com 2560x1440 de resolução, uma câmara traseira dual pix de 12 MP e outra frontal de 5 MP, auxiliando a produção de vídeos em HDR. O phablet supor ta ainda conexões USB e a leitura de car tões para expansão de memória, e também carregamento wireless rápido da bateria.

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ARQUITETURA | Porto de Leixões

ARQUITETURA FUTURISTA

Galardoado algumas vezes, num claro reconhecimento do trabalho do arquiteto Luís Pedro Silva, o Terminal de Passageiros do Por to de Leixões foi considerado, em 2015, um dos melhores por tos do ano pelos Seatrade Awards.

I

naugurado há menos de um ano, o Terminal de Passageiros do Porto de Leixões situa-se a 700 metros da costa e o edifício, que foi desenhado por Luís Pedro Silva para receber os passageiros de cruzeiros que chegam a Leixões, impressiona pela sua dimensão. Com azulejos que desafiam a perspetiva e um anfiteatro na cobertura, o novo terminal vai poder ser visitado por todos e encontra-se à disposição para receber os passageiros. A melhor forma de começar a ver o novo Terminal de Passageiros do Porto de Leixões é com as mãos, ou não estivéssemos nós a falar de perto de um milhão de peças de cerâmica, entre revestimento interior e exterior, com espessuras e disposições variáveis que compõem todo o edifício.

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Porto de Leixões | ARQUITETURA

Há dez anos que o arquiteto Luís Pedro Silva se dedica a este projeto, uma obra visível a partir das marginais do Porto e de Matosinhos, e embora o cais, com 340 metros de comprimento, esteja já em funcionamento desde 2011, o terminal viu a sua inauguração oficial ser adiada. Num espaço cujas funções se assemelham às de um terminal de aeroporto, com segurança restrita – uma manga de acesso móvel e

outra fixa, controlo de bagagens e alfândega, sala de espera, zonas comerciais –, tudo foi pensado de modo a estar enquadrado na envolvente do Porto de Leixões: céu, mar e barcos que chegam ou partem. A luz natural está presente em quase todos os espaços, graças ao poço de 16 metros de diâmetro, e as sombras dominam. As linhas curvas, consequência do molhe curvo, foram uma espécie de ponto de partida para

o desenho do edifício e aligeiram a dimensão do mesmo. São perto de 19 mil metros quadrados, contando com a área exterior, e 18 mil metros cúbicos de betão. Na cobertura do edifício, nascido da necessidade de rematar o mesmo, esconde-se um anfiteatro com capacidade até 1800 pessoas. Distinção merecida Graças à sua espetacularidade, o edifício foi já diversas vezes galardoado. Em 2015, foi distinguido pelos Seatrade Awards como um dos melhores portos do ano e, algum tempo depois, viu-se agraciado com um novo prémio internacional de arquitetura, atribuído pela AZAwards, uma prestigiada competição canadiana que elege, anualmente, os melhores projetos no universo da arquitetura e design contemporâneo. Selecionado entre 826 projetos de mais de 50 países, este edifício integrou a short list do júri para a categoria de Arquitetura – Edifícios Comerciais ou Institucionais de mil metros quadrados. De referir que o Terminal de Passageiros do Porto de Leixões foi o favorito do público numa votação que decorreu online.

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DISTINÇÃO | Prémio António Champalimaud de Visão

AVANÇOS IMPORTANTES

A 10.ª edição do Prémio António Champalimaud de Visão reconheceu o contributo de Christine Holt, Carol Mason, John Flanagan e Carla Shatz para a compreensão da relação existente entre os órgãos responsáveis pela visão: os olhos e o cérebro.

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Prémio António Champalimaud de Visão tem o apoio da “Visão 2020 – O Direito à Visão”, uma iniciativa global para a prevenção da cegueira lançada em colaboração com a Organização Mundial da Saúde e com a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira.

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Prémio António Champalimaud de Visão | DISTINÇÃO

Esta distinção é atribuída, anual e alternadamente, entre as contribuições para a investigação genérica na área da visão (em anos pares) e as contribuições para o alívio dos problemas da visão, fundamentalmente nos países em desenvolvimento (em anos ímpares). Podem candidatar-se ao prémio laboratórios/organizações produtivas ou esforços de colaboração, que desta forma podem envolver grupos provenientes de mais do que uma instituição ou disciplina.

O prémio não se dirige apenas às grandes organizações mundiais, mas a todas as organizações, seja qual for a sua dimensão, que consigam demonstrar resultados com grande impacto. Estas podem ter um âmbito local, nacional, regional ou internacional. O júri do prémio é constituído por um painel de reputados cientistas internacionais e de notáveis figuras públicas cujas vidas têm sido dedicadas à resolução dos

problemas e à supressão das necessidades do mundo em vias desenvolvimento. Prémio António Champalimaud de Visão 2016 Este ano a distinção foi atribuída a Christine Holt, Carol Mason, John Flanagan e Carla Shatz, quatro cientistas que protagonizaram um assinalável avanço na área da visão, que vem possibilitar o tratamento, no futuro, de muitos e diferentes distúrbios da visão através de terapias neurológicas e representa uma verdadeira revolução nos padrões conhecidos da ciência e nas consequentes abordagens terapêuticas. Para podermos ver, locais específicos do nosso cérebro têm que receber sinais de células específicas nos dois olhos. As projeções neuronais destas células da retina têm que tomar decisões de navegação no caminho que percorrem em direção aos seus destinos específicos no cérebro, uma vez que estes são essenciais para a formação de um mapa preciso do mundo visual.A nossa visão é altamente dependente destas conexões sinápticas entre a retina e os locais correspondentes nos centros visuais superiores do cérebro. Quando as projeções da retina não são formadas corretamente, a visão formada no cérebro torna-se anormal e a nossa capacidade de ver é muito prejudicada. Um projeto vencedor A relação que os vencedores do Prémio António Champalimaud de Visão 2016 estabeleceram entre os olhos e o cérebro abre a possibilidade de curar certos distúrbios da visão através de tratamentos neurológicos.Terapias direcionadas ao cérebro e à sua capacidade de receber com precisão projeções da retina podem, desta forma, ser a chave para descobrir novos tipos de tratamento e trazer visão a quem se encontra incapaz de ver, resultado de conexões sinápticas mal estabelecidas. Muito do que sabemos atualmente sobre os mecanismos celulares e moleculares envolvidos no estabelecimento e definição dos padrões de projeções retinianas vem dos esforços individuais e coletivos de Christine Holt, Carol Mason, John Flanagan e Carla Shatz, agora premiados pela Fundação Champalimaud. O seu trabalho inovador tem vindo a revolucionar aquilo que conhecemos acerca da conexão entre os dois órgãos fundamentais responsáveis pela visão e possibilitou um avanço muito significativo da nossa compreensão do sistema visual.

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ESPECIAL | I Feira do Cavalo de Lisboa

A GOLEGÃ CHEGOU A LISBOA A Junta de Freguesia da Estrela em conjunto com a Câmara Municipal da Golegã e a Administração do Porto de Lisboa organizaram, recentemente, a I Feira do Cavalo de Lisboa, que teve lugar no Terraplano de Santos (à beira-rio).

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afamado certame que se realiza na vila da Golegã, no distrito de Santarém, chegou este ano também a Lisboa. A capital foi, assim, palco da Feira do Cavalo de Lisboa. De entre as várias atividades disponíveis, foi possível assistir a batismos a cavalo, aulas de volteio e de equitação, provas de saltos de obstáculos, e à final do Torneio Ibérico de Horseball. O evento teve ainda uma forte componente de animação com concertos, exposições, workshops e muito mais. Com entrada gratuita, foram muitos os que se deslocaram até Santos para fazerem parte deste evento tão especial. A Feira do Cavalo de Lisboa foi uma iniciativa da Junta de Freguesia da Es-

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I Feira do Cavalo de Lisboa | ESPECIAL

trela, com o apoio da Câmara Municipal da Golegã, da Administração do Porto de Lisboa e da Academia Equestre João Cardiga. De acordo com o presidente da Junta de Freguesia da Estrela (organizadora do evento), Luís Newton, os batismos tiveram “lotação mais do que esgotada”. “A Feira do Cavalo teve como foco as crianças: as das escolas da nossa freguesia e outras que quiseram cá vir com as famílias, para terem um primeiro contacto com o cavalo”, revelou. Foi ainda promovida, durante o evento, uma petição para a criação do Dia Nacional do Cavalo, que será posteriormente enviada à Assembleia da República. Espetáculos para todos Na última noite, a gala equestre Lusitana Paixão contou com a presença dos melhores cavaleiros da Equitação Tradicional Portuguesa, num espetáculo de som e de luz em que o cavalo Lusitano e a cultura portuguesa foram condignamente homenageados. Na feira houve também uma componente gastronómica, que contemplou quer opções mais tradicionais, com gastronomia regional, quer propostas mais “rápidas”, com as carrinhas de street food.

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FÉRIAS DE NATAL E FIM DE ANO EXÓTICAS

NO GOLFO PÉRSICO EM 2016 VIAGEM DE 8 NOITES / 9 DIAS

Deslumbre-se com a história e beleza encantadoras de um dos destinos de férias mais luxuosos do mundo, a bordo do Vision of the Seas®. Se procura desfrutar do melhor sol de inverno, o Golfo Pérsico é o itinerário perfeito para si. Desfrute das praias belas e de águas quentes, sinta a tranquilidade mágica do deserto, ou suba ao edifício mais alto do mundo – o Burj Khalifa. Dos arranha-céus no Dubai aos mercados labirínticos e fortes Portugueses em Muscat, esta viagem é uma combinação única entre o passado e o presente. Reserve já a sua viagem e viva uma grande aventura nas Arábias.

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DESTINO | Nova Iorque

CIDADE MÁGICA

Rockefeller Center

Central Park - Lago

Nova Iorque tem um carisma e uma magia inegáveis, que não deixam ninguém indiferente. Cosmopolita e muito interessante, nesta cidade, queremos sempre ser o ator principal.

Empire State Building Times Square

C

ada estação do ano tem a sua magia, mas o outono é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores alturas para percorrer Nova Iorque de lés a lés. Além das temperaturas amenas e dos saldos, tão apetecíveis para as fashion victims, nos meses de setembro e outubro os parques ganham uma tonalidade tão quente que continuam a recordar-nos que ali já foi verão. Nova Iorque muda a cada minuto. Realmente fascinante, a cidade conhecida como Big Apple apresenta aos visitantes um turbilhão de cores, luzes, barulho e gente. Nova Iorque assume-se assim como uma metrópole multicultural e

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multirracial, onde tudo pode acontecer. Situada na costa leste dos Estados Unidos da América e considerada o berço da nação americana, esta é a cidade que se vive nos filmes ou nas aclamadas séries da televisão norte-americana. Berço da cultura urbana marcada pela visão de Andy Warhol ou pelos ritmos do hip-hop provenientes do Bronx, está cheia de vícios e facilmente dita que o que hoje está in amanhã está out. Sentir-se como parte da cidade é meio caminho andado para descobrir os recantos e as surpresas que Nova Iorque lhe reserva. Para isso, é preciso adotar a postura de que a conhece como a pal-


Nova Iorque | DESTINO

ma das suas mãos. Composta por cinco distritos – Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island –, é no de Manhattan que se concentram todas as suas atrações. A Times Square, o Central Park, o Empire State Building, a Wall Street, a Broadway, a Fifth Avenue, o Rockefeller Center e, por outras razões, o Memorial ao 11 de Setembro, são os pontos nevrálgicos para quem não pretende perder o melhor. Por tudo isto, o melhor é ter tempo para desfrutar, descobrir e saborear, com qualidade, aquilo que a cidade oferece. Siga connosco nesta viagem. Locais a descobrir Não existe nada mais cultural do que uma viagem, mas para esta ficar completa tem de incluir um tour pelos museus da cidade. A começar no American Museum of Natural History, que faz as delícias de todos os apaixonados por História Natural, passando pelo Metropolitan Museum of Art (MET), que é um dos mais belos e completos museus do mundo. E que dizer do MoMA – o Museu de Arte Moderna – ou do Museum of the City? Já a New York Public Library, apesar de não ser um museu, deve fazer parte do roteiro. Contudo, Nova Iorque tem pontos turísticos para todos os gostos: museus,

Empire State Building

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DESTINO | Nova Iorque

parques, edifícios, bem como locais históricos e curiosos. Inaugurado em 1858, o Central Park é um grande parque no meio de Manhattan, que oferece diversão, tranquilidade e um magnífico cenário aos milhões de turistas que o visitam. A Estátua da Liberdade é o maior símbolo da cidade e dos Estados Unidos. Oferecida pela França aos Estados Unidos, representa Libertas, a deusa romana da Liberdade, que segura uma tocha e uma tabula ansata (tábua de leis) com a data da Independência dos Estados Unidos da América (4/7/1776). Considerado a maior estação de comboios do mundo, o Grand Central Terminal possui uma infraestrutura impressionante, com 44 plataformas e 67 linhas ferroviárias. A estação, que data do início do séc. XX, faz parte da história de Manhattan e, nos dias de hoje, é um dos

cenários preferidos para filmes e programas de televisão, devido à sua grandiosidade e magnitude. A St. Patrick’s Cathedral, construída entre 1858 e 1878 e inaugurada em 1879, é a maior catedral católica dos Estados Unidos e talvez o templo religioso mais famoso da cidade. Nova Iorque já é, por si só, um espetáculo, mas os da Broadway são, indubitavelmente, os mais prestigiados. Não é possível passar por esta cidade sem assistir a um destes espetáculos. Não há como não visitar o Memorial ao 11 de Setembro, erigido para homenagear as vítimas dos ataques ao World Trade Center (WTC) em 2001 e também as vítimas do ataque ao WTC em 26 de fevereiro de 1993. O monumento está aberto ao público desde 11 de setembro de 2011 e é de livre acesso, para que qualquer pessoa possa prestar a sua

NY Grand Central Terminal

Guggenheim Museum Brooklyn Bridge

World Trade Center 911 Memorial World Trade Center Transportation Hub

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World Trade Center

911 Museum - Capacete de bombeiro


Nova Iorque | DESTINO

Metropolitan Museum

Museum Metropolitan - Exposição Egípcia

Central Park - Atrações

Saint Patrick’s Cathedral - banco da Igreja

homenagem. Ao todo, vários milhares de pessoas perderam as suas vidas nos ataques terroristas. Todos os seus nomes estão gravados, em bronze, nas duas piscinas que formam o núcleo do Memorial. A piscina Norte e a piscina Sul foram construídas nos pontos exatos onde ficavam as torres gémeas. Este é um lugar onde não é possível esconder as emoções. Especialmente no escuro da noite, o sentimento de tristeza é intenso. P araíso de compras Nem todos apreciam a azáfama das lojas numa grande metrópole, mas para outras pessoas esse frenesim é, realmente, fascinante. A mítica Fifth Avenue é a avenida mais famosa e chique de Nova Iorque, é aqui que se descobrem as mansões, os apartamentos e as lojas mais caras da cidade (e do mundo!). A Fifth Avenue define os lados leste e oeste da ilha, assim como o início da numeração das ruas. Outra das opções para compras é o Rockefeller Center, um complexo de edifícios que conta atualmente com 19

Madison Square Park

prédios, nos quais é possível encontrar lojas, restaurantes e várias opções de entretenimento. Durante o Natal, é aqui que se pode encontrar a maior e mais famosa árvore de Natal de Nova Iorque, que é responsável por atrair milhões de turistas todos os anos. Sempre muito movimentada, Times Square é um dos grandes símbolos da cidade e um ponto turístico imperdível para qualquer roteiro de viagem. A cada minuto, estima-se que mais de cem línguas diferentes sejam faladas neste local, o que representa toda a diversidade cultural presente em Nova Iorque. Durante a noite, os outdoors iluminam o local, criando, assim, um dos cenários mais famosos do mundo. Nova Iorque é, realmente, um mundo à parte, um lugar onde os sonhos de todos os que visitam esta cidade impressionante se tornam realidade. Desfrute de umas divertidas férias, onde cada canto, cada esquina, tem algo especial para surpreender. O que fazer em Nova Iorque? A sua imaginação é o limite.

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CHECK-IN | Quinta do Lorde

REFÚGIO PERFEITO Numa combinação perfeita entre arquitetura, clima, paisagem natural e sustentabilidade, o resort Quinta do Lorde, localizado na ponta de São Lourenço, na ilha da Madeira, reproduz uma pequena vila costeira, de forte ligação ao mar. Este é um empreendimento pioneiro na ilha e um projeto que, certamente, irá mudar o conceito de turismo na Madeira.

C

om uma posição geográfica privilegiada e com uma morfologia única, a ilha da Madeira oferece aos visitantes um clima ameno, com temperaturas médias suaves. Aqui, descobre-se uma fauna e flora exuberante e surpreendente, tanto em terra como no mar. Por exemplo, muito próximo à costa é possível encontrar várias espécies de aves marinhas, baleias, golfinhos e peixes. Qualquer local na Madeira é digno de visita: monumentos, praças, ruas históricas, vilas pitorescas, grutas vulcânicas, orlas costeiras e paisagens deslumbrantes. Um dos cenários merecedores de visita é, sem dúvida, a ponta de São Lourenço.

QUINTA DO LORDE Sítio da Piedade 9200-044 Caniçal Madeira Tel. 291 969 830 Email reception@quintadolorde.pt Website www.quintadolorde.pt

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Quinta do Lorde | CHECK-IN

usufruir dos courts de ténis, do circuito de minigolfe, ou de um putting green. Os mais pequenos podem divertir-se no kids club, onde serão recebidos por pessoal especializado, que lhes proporcionará umas férias inesquecíveis. Para total comodidade, a unidade disponibiliza vários veículos elétricos, não poluentes, para que os hóspedes possam deslocar-se livremente pelo resort e sem gastar energias.

Entre a natureza e o espírito humano, a ponta de São Lourenço emerge das águas do oceano Atlântico como um braço que aperta o mar. É exatamente neste local mágico que se descobre o resort Quinta do Lorde, um local onde é possível desfrutar de momentos inesquecíveis e relaxantes. Qualidade, bem-estar, luxo e tranquilidade são as principais características desta unidade que se encontra a apenas 10 minutos do aeroporto internacional da Madeira e a 25 minutos do Funchal. Absorvido pelo mar, o resort está envolto pela magnífica beleza natural terrestre, num cenário que abre apenas espaço para a total tranquilidade, contribuindo para uma revigorante estada. A exclusividade é um dos elementos chave desta unidade, que é composta por cinco edifícios autónomos, embora interligados por espaços amplamente ajardinados. O edifício principal desenvolve-se em torno da Praça Central e concentra a generalidade das zonas públicas, técnicas e sociais. Nos restantes quatro edifícios localizam-se as

unidades de alojamento, com uma capacidade total de 143 quartos. À qualidade do hotel alia-se a eficiência de um serviço de luxo, bem como um staff de cinco estrelas que acompanha, discretamente, cada hóspede e o auxilia em todos os momentos e em cada pormenor, assegurando a excelência da estada. Espaços de eleição Não há dúvida de que a água é o elemento principal nesta unidade, ou não se localizasse numa ilha. Assim, desfrute em pleno das piscinas do resort – uma de água salgada, que recebe água a cada maré, e duas de água doce. Se preferir, pode ainda optar pela praia privada, banhada pelas águas do Atlântico. A Quinta do Lorde conta com 30 mil metros quadrados de zonas verdes, que proporcionam aos hóspedes momentos inesquecíveis no meio da natureza, sempre com o oceano como pano de fundo. Seja para caminhadas revigorantes ou para passeios relaxantes, o percurso pedonal é algo que desperta todos os sentidos. É ainda possível

Outros espaços O Lord’s Club é um restaurante que oferece pratos variados da gastronomia nacional e regional, onde os sabores da Madeira se sentam à mesa com os hóspedes. O Captain’s Bar, junto à marina, tem um conceito informal, servindo refeições ligeiras a quem aproveita para relaxar e apreciar a grandiosidade da vista. Após um mergulho na piscina e um lanche no bar Splash, poderá desfrutar de um magnífico jantar no restaurante Flor de Sal, localizado no edifício principal, onde se encontra à disposição um buffet internacional. Para uma bebida antes ou depois do jantar, nada melhor do que optar pelo bar n’Tonic. O Deck Bar, em total fusão com a areia e o mar, divide as atenções entre o azul do mar, os cocktails coloridos e a cerveja dourada. Já na Praça Central, a Wine Shop disponibiliza uma vasta e diversificada variedade de vinhos de diversas regiões. Na marina, os hóspedes encontram lojas gourmet com raridades e artigos selecionados para os gostos mais exigentes e requintados. Marina Quinta do Lorde Num ambiente de tranquilidade e conforto, a Marina Quinta do Lorde oferece 264 postos de acostagem, capazes de receber embarcações até 45 metros. Este local é ideal para os amantes do mar. As suas águas cristalinas e de fácil navegação ajudam os principiantes a iniciar uma nova experiência. Já os marinheiros experientes podem pôr à prova os seus dotes de velejadores em mar aberto. Para total comodidade, encontra-se sempre ao dispor uma equipa especializada para assistência nas manobras, que tudo fará para que a estadia na marina seja inesquecível. Esta marina é uma referência a nível europeu e, por isso, recebe importantes regatas internacionais anualmente.

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CHECK-IN | Paradee Resort

FUGA EXCLUSIVA

Localizado na ponta sul de Koh Samed, na Tailândia, o Paradee Resor t é um pedaço de céu na terra. Descubra este segredo bem escondido e desfrute.

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oh Samed representa tudo aquilo que se pode imaginar sobre as ilhas tailandesas. Com um mar quente e parado, as suas praias de areia branca estão decoradas por coqueiros e palmeiras, sendo este o cenário perfeito para relaxar sem se pensar em mais nada. Esta ilha, que ainda não foi descoberta pelas grandes massas de turistas internacionais, é um destino de eleição para os habitantes de Banguecoque, em particular os jovens, que muitas vezes escolhem Samed para as suas viagens. Baías abrigadas, areias sedosas e águas azuis e límpidas estão à disposição dos visitantes de fim de semana. Praias idílicas servem de pano de fundo para a folia que se arrasta pela noite dentro. Samed está inserida numa reserva nacional onde há uns 20 ou 30 anos não existiam nem hotéis nem estradas. Contudo, descobrem-se agora na ilha algumas unidades hoteleiras de luxo, que deixam qualquer um completamente rendido. Uma das mais luxuosas é o Paradee Resort. Se o que procura é uma fuga para uma ilha exclusiva, onde é possível, realmente, deixar as preocupações de lado, o hotel Paradee, em Koh Samed, é a escolha acertada.

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Paradee Resort | CHECK-IN

Paradee Resort: fuga ao stress Situadas no meio de luxuriantes jardins tropicais, que nos transportam para as imaculadas praias de areia branca, cada uma das 40 villas tem telhado de palha com altos tetos abobadados e oferece mais de 100 metros quadrados de espaço. Na maioria das acomodações existe, no exterior, um alpendre com mesa e duas espreguiçadeiras com vista para a piscina. Já o interior apresenta um quarto enorme com uma cama rodeada por uma rede mosquiteira que protege os hóspedes dos diferentes tipos de insetos que por ali proliferam. A sala de banho é também merecedora de nota 10! A banheira, em tamanho XL, transporta os hóspedes para o ambiente de um hammam, enquanto o chuveiro ao ar livre se encontra em total ligação com a natureza, proporcionando uma experiência única e indescritível. De inspiração balinesa e marroquina, o interior das villas mistura tons suaves com uma decoração rica onde se destacam materiais como madeira teca, rattan e seda. Sempre a pensar no bem-estar dos hóspedes, o Paradee permite-lhes escolher as fragrâncias que pretendem que venham a invadir o quarto. São, sem dúvida, pormenores como estes que fazem a diferença num hotel.

Acordar numa cama de dossel de luxo com uma deslumbrante vista para o jardim ou para a praia tropical, rejuvenescer nos generosos terraços privados ou simplesmente relaxar nas confortáveis espreguiçadeiras, aqui tudo é possível! Bem ao jeito tailandês, de cada vez que um hóspede chega, é recebido com um sorriso no rosto pelos vários elementos do staff, entre os quais o pessoal da cozinha, das relações públicas ou da limpeza e, muitas vezes, pelo diretor da unidade, Pornthep Hantrakarnpong. Tempo para relaxar Porque aqui a palavra de ordem é mesmo relaxar, os hóspedes podem ainda desfrutar de tratamentos de massagens e de rejuvenescimento no spa da unidade ou de atividades como windsurf e mergulho no mar. Os passeios na ilha estão também disponíveis. Os cocktails são servidos no Bar Sunset, mas o restaurante do Paradee, que serve uma deliciosa seleção de pratos tailandeses e internacionais, está também à disposição e promete não defraudar o palato dos comensais mais exigentes. Verdadeiro refúgio de luxo à beira-mar, o Paradee Resort é ideal para quem procura uma fuga. Deixe-se levar pelos encantos da ilha e desta unidade, e seja feliz!

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MOTORES | Mercedes-Benz

DIFERENTES PROPOSTAS UM AUTOMÓVEL PARA CADA ESTILO

Mais pequenos ou mais robustos, mais ferozes ou mais dinâmicos, a verdade é que a Mercedes-Benz tem modelos para todos os gostos. Para que possa escolher o modelo mais adequado às suas necessidades, apresentamos-lhe quatro propostas a que, cer tamente, não ficará indiferente.

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Mercedes-Benz | MOTORES

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MOTORES | Mercedes-Benz

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á mais de um século que a Mercedes-Benz tem sido a marca mais inovadora do mundo automóvel. Quando a Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG) entregou o seu primeiro Mercedes, a 22 de dezembro de 1900, deu início à formação da Daimler AG, no final do século XX. Atualmente, a Mercedes-Benz é considerada a marca mais bem-sucedida no mundo automóvel. O seu nível de perfeição técnica, as normas de qualidade e os numerosos automóveis lendários são inigualáveis. A estrela da Mercedes tornou-se o símbolo mais famoso de todos os automóveis e esta é considerada uma das marcas mais conhecidas do mundo. São várias as propostas que a Mercedes-Benz tem hoje no mercado. Diferentes modelos, diferentes estilos, uma só preocupação: oferecer ao condutor e aos passageiros a melhor experiência na estrada. De entre as várias opções destacamos cinco modelos diferentes, cujas características os tornam únicos. Analise e decida qual será o Mercedes-Benz mais adequado ao seu estilo? Mercedes-Benz Classe S Limousine Descobrir o novo Classe S é uma experiência nova: viajar, trabalhar, descontrair, saborear a

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calma e chegar ao destino em segurança – nenhum outro automóvel pode oferecer mais do que o suprassumo das limousines. Os contornos do novo Classe S combinam superioridade sofisticada com elegância desportiva. As linhas impressionantes sugerem potência e dinamismo, mesmo que o veículo esteja imobilizado. No interior o sentimento é o mesmo: espaço, elegância e conforto estão combinados de forma a criar um ambiente inigualável de bem-estar. O novo Classe S não fica aquém das expectativas. O seu design exterior é uma combinação de sofisticação e elegância desportiva. Este é o primeiro automóvel do mundo a dispensar totalmente a utilização de lâmpadas a favor dos LED, definindo, mais uma vez, a tendência. A dianteira destaca-se pela nova grelha do radiador, pelo capô e pelos contornos das lâmpadas LED de alta performance. O efeito convexo-côncavo, subtilmente criado em todo o flanco, dá uma imagem de robustez e grandeza ao automóvel, transmitindo, simultaneamente, agressividade e suavidade. O pronunciado ombro por cima da roda traseira reforça o carácter atlético do modelo. O interior, de dimensões generosas, leva a que os passageiros se sintam bem, descontraídos


Mercedes-Benz | MOTORES

Por todas estas características, o AMG CLA 45 é o coupé com motor de quatro cilindros e quatro portas mais rápido do mundo.

e concentrados no trabalho, caso necessário. A criteriosa utilização de materiais e perfeita escolha de cores resulta num habitáculo exclusivo, onde apetece estar. A iluminação interior branca e a iluminação ambiente (opcional), com sete cores à escolha, proporcionam uma sensação de conforto ainda maior. Já a consola inovadora na área do condutor, que contém o painel de instrumentos e dois monitores TFT de 31,2 cm, também se encontra devidamente iluminada. O motor diesel pensado para o novo Classe S apresenta um elevado desempenho, funcionamento suave e grande potência. Mas este propulsor tem muitos outros atributos: por exemplo, é responsável quanto ao consumo, tem emissões reduzidas de monóxido de azoto devido às suas tecnologias inovadoras e é surpreendentemente silencioso. O S 350 d condensa economia e disponibilidade do motor. Isto resulta graças ao recurso a materiais de construção leves, à utilização de componentes em alumínio e à injeção precisa de fluxo guiado por injetores Piezo. Deste modo, no novo Classe S com motor V6, 190 kW (258 cv) de potência e binário máximo de 620 Nm, o consumo de combustível é de 5,5 litros aos 100 km/h, mantendo-se as emissões de CO2 entre os 155 e os 139 g/km. A tecnologia BlueTEC reduz significativamente as emissões de óxidos nítricos do motor de seis cilindros, equiparável ao nível de um motor a gasolina. O S 350 d cumpre desde já a rígida norma de gases de escape Euro 6.

Mercedes-AMG CLA 45 De dimensões maiores e com uma traseira mais saliente, a verdade é que a essência do Mercedes-AMG CLA 45 é a mesma do Mercedes-AMG A 45. Em termos de motor, destaque para o bloco 2.0 litros sobrealimentado com 360 cv e 450 Nm de binário, a mesma direção assistida eletricamente, direta, agressiva e sensível, a mesma caixa de sete velocidades 7G Tronic de dupla embraiagem, o mesmo sistema de tração integral e as mesmas afinações para molas e para o eixo multibraços traseiros. Tudo isto com um consumo médio de 7,1 l/100 km e emissões de CO2 de 165 g/km. O AMG CLA 45 chega dos 0 aos 100 km/h em meros 4,6 segundos, alcança os 250 km/h (limitados) e chega aos 160 km/m em apenas 11 segundos. Oferecendo um interior inesperadamente espaçoso, uma bagageira respeitável com 470 litros e uma sofisticação que deixa qualquer um impressionado, a Mercedes não deixa nunca os seus créditos por mãos alheias. Verdadeira fera da estrada, o AMG CLA 45 curva muito depressa e tem um poder de travagem absolutamente impressionante. A direção é direta e precisa e faz exatamente aquilo que o condutor indicar, contando sempre com o auxílio da tração integral para compor as coisas. A suavização dos amortecedores do AMG CLA 45 coloca-o um pouco abaixo, no que toca ao comportamento, em relação ao delirante Mercedes-AMG A 45.

Mercedes-Benz Classe A 180 d Atlético à primeira vista, o Classe A cumpre a promessa deixada no ar pelo seu design. Assinalando emoção em movimento com um para-choques dianteiro agressivo e uma traseira forte e de linhas ainda mais distintas, opcionalmente equipada com faróis em LED, o design deste modelo é jovem e moderno e possui uma ligação emocional ainda maior após a sua atualização. A frente, com o formato pronunciado em seta e grelha distinta tipo diamante, assegura uma aparência autoconfiante e um look enérgico. A grelha do radiador do tipo diamante e acabamento preto é equipamento de série, para um carácter mais desportivo. Os faróis opcionais de LED de alta performance oferecem maior intensidade de iluminação e são muito atraentes, graças à luz azulada no contorno superior. Como complemento, os faróis traseiros de LED conferem uma aparência visual muito marcante ao veículo e melhoram a visibilidade. O interior de alta qualidade foi concebido com muita atenção ao pormenor e oferece mais exclusividade e maior carácter desportivo. Os formatos, as superfícies e os materiais unem-se num todo, pleno de harmonia e elevada qualidade ao toque e à vista, segundo os mais elevados padrões. As caraterísticas exclusivas do equipamento, tais como a iluminação ambiente opcional em 12 cores diferentes, o novo volante de três raios e o painel de instrumentos de novo design com ecrã multifunções completam a alta qualidade do interior do novo Classe A. Economia excelente. Estas duas palavras juntas parecem criar uma situação que só os heróis conseguem atingir. O motor diesel do Classe A 180 d foi criado para ser esse herói: é económico e possui um espírito pulsante e vibrante. Este motor de quatro cilindros demonstra qualidades e caraterísticas intrínsecas da Mercedes: binário vigoroso e respostas imediatas ao acelerador, mesmo na gama mais baixa da faixa de rotação. Ao mesmo tempo, este motor é modesto nos consumos de combustível, comedido nas emissões e impressionante com o seu funcionamento significativamente mais silencioso e de menor vibração.

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MOTORES | Mercedes-Benz

Mercedes-Benz C 350 e A tecnologia híbrida Plug-in Hybrid chegou à Classe C. A experiência arrancou com o C 300 h e já chegou ao C 350 e. Silêncio, eficácia e um desempenho fora de série são as características que marcam esta aposta. O motor a gasolina de quatro cilindros, em conjunto com o motor elétrico, cria um sistema com uma potência total de 205 kW (279 cv) e um binário máximo de 600 Nm. Com um consumo certificado de apenas 2,1 litros aos 100 km, quer na versão Limousine quer na Station, e emissões de CO2 de apenas 48 gramas, o C 350 e é uma proposta convincente para o mercado dos híbridos, pois alia a performance de motores de grande cilindrada com a eficiência energética das motorizações elétricas. A marca alemã anuncia uma autonomia de 31 km em modo puramente elétrico, com a vantagem de poder recarregar as baterias na garagem do escritório, num centro comercial ou ao final do dia em casa. De referir que a tecnologia híbrida assenta num conjunto de baterias de iões de lítio com uma capacidade total de 6,2 kWh. Para carregar a bateria é necessário cerca de 1 hora e 45 minutos, sendo que o carregamento pode ser feito nos postos públicos adequados ou através de uma tomada doméstica.  Para o conduzir, basta ligar o motor e arrancar. O veículo arranca em silêncio e circula em modo elétrico, estando o motor de combustão normalmente inativo. Numa aceleração rápida, o motor elétrico também serve para aumentar a potência do

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motor de combustão, por exemplo. Mas durante a travagem, a energia é recuperada e armazenada na bateria. Assim, quando o pedal do travão é pressionado, o motor elétrico assume primeiro a tarefa de desaceleração, atuando como alternador. No interior, conforto e bem-estar são palavras de ordem. O painel de instrumentos conta com uma nova configuração e uma variedade de materiais de qualidade. Acima da consola central encontra-se uma unidade de visualização central autónoma, onde todas as funções podem ser controladas a partir de um teclado táctil utilizando movimentos simples dos dedos. Com diversos modos de condução: Hybrid, E-mode (condução totalmente elétrica), E-save (estado de carga da bateria é mantido para permitir a condução elétrica em zonas ambientais) e Charge (carrega a bate-

ria durante a condução), a verdade é que o C 350 e não passa despercebido. Elegante e com um design desportivo, no exterior este modelo destaca-se pelos novos faróis LED (opcionais) e ainda pela tecnologia inovadora da grelha – AIRPANEL (opcional da linha EXCLUSIVE) –, cuja persiana se eleva ou baixa através de um mecanismo, otimizando a aerodinâmica. Na traseira as luzes com tecnologia LED acentuam o carácter desportivo desta limousine. Mercedes-Benz C 63 AMG Limousine A frente do novo Classe C é uma combinação fascinante de design elegante e tecnologia inovadora da Mercedes-Benz, tal como o AIRPANEL (opcional da linha EXCLUSIVE), cuja persiana se eleva ou baixa através de um refinado mecanismo, otimizando a aerodinâmica de acordo com a situação. E ainda o inconfundível visual dos novos faróis LED (opcionais), que constituem uma fonte de tecnologia de iluminação inteligente durante o percurso. O novo C 63 AMG Limousine vem perpetuar o sucesso que as versões mais desportivas do Classe C têm alcançado desde 1997. A Limousine faz uso do novo motor 4.0 V8 biturbo estreado no superdesportivo AMG-GT. Equipado com caixa de dupla embraiagem AMG Speedshift MCT de sete velocidades, que inclui um modo manual e outro desportivo (Sport+), tem uma velocidade máxima limitada eletronicamente aos 250 km/h e o arranque dos 0 aos 100 km/h é de 4,1 segundos. O novo C 63 AMG integra um diferencial traseiro mecânico e conta com um sistema de escape desportivo. O C 63 AMG dispõe de jantes de 18” com 10 raios em cinzento-titânio.


ON THE ROAD

TOYOTA RAV4 HÍBRIDO Durante mais de 20 anos, o RAV4 – o SUV compacto original – encarnou o espírito de aventura em qualquer lado. Agora, o novo e elegante RAV4 junta a tecnologia híbrida e uma série de inovações significativas. O novo RAV4 apresenta uma vasta gama de tecnologias pioneiras, com vários benefícios para o dia a dia das pessoas: desde a dinâmica avançada do novo sistema híbrido à garantia do Toyota Safety Sense. A tecnologia híbrida e o conjunto de capacidades do RAV4 formaram uma forte aliança, fornecendo potência e requinte, através de um baixo custo de manutenção e emissões reduzidas. O sistema híbrido do RAV4 afasta o stress diário: a posição do condutor e o refinado poder híbrido transformam o habitáculo num espaço calmo e tranquilo. Em contraste, o sistema híbrido do RAV4 também lhe dá um poder de aceleração imediata, para descobrir o espaço de que precisa na estrada. Quando o percurso é difícil, ou se precisa de tração extra, o novo RAV4 Híbrido AWD responde instantaneamente, dando-lhe confiança para enfrentar qualquer desafio.

HYUNDAI TUCSON O Hyundai Tucson combina uma dinâmica de condução exemplar com um design atraente. O seu exterior arrojado e desportivo é realçado por superfícies fluidas, linhas bem definidas e proporções equilibradas. Já no exterior, a grelha dianteira, com a assinatura da marca Hyundai, e os seus elementos de design horizontais distintivos reforçam a sua postura arrojada e desportiva. O seu habitáculo espaçoso, que comunica com o condutor através de uma avançada Interface de Máquina Humana (HMI) no painel de instrumentos horizontal, apresenta estofos em couro de elevada qualidade, disponíveis em vermelho, bege ou preto. O teto panorâmico amplo e de abertura elétrica proporciona uma ótima luminosidade no interior. Este modelo possui também uma bagageira com elevada capacidade de carga. A postura arrojada e confiante do Hyundai Tucson destaca o seu carácter verdadeiramente desportivo, que simplesmente pede para ser conduzido. Tudo tem início nos elegantes grupos óticos em LED que fluem até aos cantos superiores da grelha hexagonal, prossegue com os seus flancos esculturais, e completa o enquadramento com uma expressiva secção traseira.

HYUNDAI I40 SW A atração para com o Hyundai i40 SW começa logo no primeiro olhar. Os novos grupos óticos dianteiros, a nova secção dianteira e os grupos óticos traseiros farão com que toda a sua a atenção se centre na nova i40 Station Wagon. O novo habitáculo foi desenhado para manter o condutor informado durante a viagem. O sistema áudio com seis altifalantes, um amplificador externo e subwoofer oferecem uma qualidade de som premium em todos os cantos do habitáculo. Um ecrã de supervisão LCD 4,3” TFT e um sistema de navegação de 7” com DAB (Digital Audio Broadcasting) oferecem a melhor qualidade de som e outros serviços adicionais. A transmissão de dupla embraiagem de sete velocidades permite ao condutor optar entre mudanças sequenciais/manuais ou automáticas. Usufrua de passagens de caixa manual, praticamente instantâneas, com as patilhas de mudanças atrás do volante. Esta transmissão de dupla embraiagem, combinada com o motor de 1.7 CRDi, com emissões de CO2 de apenas 119 g/km ou 110 g/km com a opção start-stop, revela-se verdadeiramente surpreendente.

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ON THE ROAD

VOLVO V90 Com o motor T8 Twin Engine, a Volvo V90 garante performance sem compromissos. Os três diferentes modos de condução foram criados para satisfazer qualquer necessidade. O modo “Híbrido” confere eficiência e suavidade à condução do dia a dia. Em puro “Elétrico” as suas viagens serão silenciosas e com zero emissões. No modo “Power” combinará gasolina com eletricidade para uma performance otimizada e insuperável. A bagageira ampla, de fácil acesso e espaçosa (oferece uma volumetria de 560 litros) é uma das características desta nova aposta da Volvo. Sob o piso há mais 77 litros de espaço adicional e está disponível um painel de separação que se ergue a meio da mala, para conter objetos soltos. Passando para os lugares dos passageiros, há espaço para todos (dos maiores até aos mais pequenos com cadeirinha). Quanto ao equipamento, é de referir a presença do sistema de infotainment Sensus, que neste modelo foi melhorado e simplificado, com diversas aplicações possíveis, e com destaque para o Spotify – o Apple CarPlay já se encontra disponível e o Android Auto está para breve.

BMW SÉRIE 4 O BMW Série 4 Gran Coupé combina uma estética fascinante e o desempenho típico da BMW com a funcionalidade inteligente. Os destaques incluem o espaço generoso para a cabeça e para as pernas, a porta traseira de grandes dimensões e os elementos de design únicos.As características de condução dinâmica são reforçadas pela suspensão adaptativa M (opcional) e pelos eficientes motores BMW TwinPower Turbo de elevado desempenho.Tudo isto torna o BMW Série 4 Gran Coupé numa combinação perfeita de dinâmica, elegância e conforto. O BMW Série 4 Gran Coupé é inconfundível logo ao primeiro olhar. Com características estéticas e dinâmicas marcantes, materializa a elegância natural. Esta impressão reflete-se em cada linha e é particularmente evidente de uma perspetiva lateral. Graças à linha de tejadilho alongada, o perfil perfeito de coupé aparenta ser ainda mais delicado, mais elegante e, simultaneamente, ainda mais desportivo. Juntamente com as quatro portas laterais sem aros nos vidros e a porta traseira integral de grandes dimensões, isto sublinha a interação perfeita entre a funcionalidade na utilização no dia a dia e a expressividade desportiva.

MAZDA6 O Mazda6 é um modelo de quatro portas de elevada performance com tecnologia avançada e um consumo de combustível excecional. A tecnologia SKYACTIV garante-lhe uma potência e um consumo de combustível extraordinários, para uma experiência de condução excitante, enquanto o design KODO – Alma do Movimento proporciona ao Mazda6 uma presença forte e musculada. O interior luxuoso e o mais recente MZD Connect – o sistema de conectividade móvel da marca – garantem-lhe conforto e uma ligação ao trabalho e à família, com acesso seguro ao Facebook e ao Twitter. Por outro lado, as avançadas tecnologias de segurança i-ACTIVSENSE transmitem confiança adicional durante a condução diária. No exterior, os faróis LED com um ângulo acentuado fazem passar uma forte mensagem em termos de design. À noite, a sua impressionante assinatura luminosa em ambos os lados da grelha superior transmite uma forte impressão do design KODO e emite uma luz penetrante, mesmo nas estradas mais escuras. O sistema reage mesmo à alteração das condições, direcionando a luz para onde é mais necessária, para dar ao condutor uma excelente visibilidade e maior alcance.

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SOCIAL | International Club of Portugal

ESPECIAL “PORTUGAL COMPETITIVO, Férias na neve PORTUGAL ATRATIVO”

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iguel Frasquilho, presidente da AICEP, foi o orador convidado de mais um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal. Numa intervenção subordinada ao tema “Portugal Competitivo, Portugal Atrativo”, Miguel Frasquilho afirmou que a economia portuguesa deverá crescer: “Penso que podemos esperar um crescimento algures entre 1 e 2% ao longo dos próximos anos, o que, não sendo extraordinário, é evidentemente mais positivo do que se estivéssemos nos anos mais difíceis em que tivemos uma recessão – durante três anos consecutivos.” No entanto, chamou a atenção para aquilo que designa por “sinais de alerta”, ou seja, a inversão das tendências recentes dos índices de competitividade do país. Sobre a trajetória do défice orçamental em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), Miguel Frasquilho mostrou satisfação, dizendo que “estão reunidas as condições” para que este ano seja inferior a 3% e apontando para um número entre 2,5 e 2,9%, “no máximo”.

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1| António Mira, Bruno Alves Cardoso e Rui Dias 2| Pedro Pessoa e Costa e Miguel Frasquilho 3| Sadayoshi Takagawa, Fong Miu Leng, Liliana Conde e Choi Man Hin 4| Fernando Monteiro e Henrique Serrano 5| Sofia Tenreiro 6| Margarida Almeida Santos 7| Fernando Pereira 8| Miguel Frasquilho e Manuel Ramalho 9| Carlos Miguel Gonçalves e Manuel Ramalho 10| Miguel Morgado Ribeiro e Patrícia Meneses Leirião 11| Isabel Meirelles e Luís Mira Amaral 12| Embaixador da Suíça e embaixador da Eslováquia 13| Bruno Minoya Perez 14| José́ Ribeiro e Castro 14| Embaixadora da Suécia

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International Club of Portugal | SOCIAL

ESPECIAL Férias na neve

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“POR UMA SOCIEDADE DECENTE”

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International Club of Portugal promoveu mais um almoço-debate no hotel Double Tree by Hilton Lisbon - Fontana Park. O convidado do encontro foi Eduardo Paz Ferreira, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que apresentou uma intervenção subordinada ao tema “Por uma sociedade decente”. Uma vez mais marcaram presença diversos convidados que valorizam este espaço como um momento importante de debate e discussão de ideias. 1|Anabela Pedroso 2| Ricardo Amara 3| Cândida Almeida 4| Gonçalo Carrilho, José Cunha Rodrigues e João Cravinho 5| Eduardo Paz Ferreira e Manuel Ramalho 6| Embaixadora de Israel 7| António Ramalho e Guilherme d’ Oliveira Martins 8| Dina Monteiro e Luís Vaz das Neves 9| Manuel Ramalho, Eduardo Paz Ferreira e João Soares 10| Patrícia Meneses Leirião e Carlos Tavares 11| António Tomás Correia e Fernando Faria de Oliveira 12| Ramon Font 13| Maria da Glória e José Sousa Cintra 14| Miguel Morgado Ribeiro, Patrícia Meneses Leirião e Gonçalo Coelho de Sousa 15| João Ataíde das Neves e Paulo Freitas Lopes 14

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EXTRAVAGÂNCIAS | Bebidas

BEBER COM LUXO Fazer extravagâncias não é para todos os bolsos. Poder pagar alguns milhares de euros por uma bebida é uma loucura, mas há quem o faça sem pensar duas vezes. Apresentamos-lhe neste artigo algumas das bebidas mais caras do mundo para que possa desfrutar sempre do melhor. Romanée-Conti Produzido em França, o vinho Romanée-Conti tem teor alcoólico de 13% e cada garrafa custa cerca de 23 mil euros. O seu valor deve-se ao facto de ser produzido numa região vinícola que só produz uvas raras e que ocupa apenas 1,8 hectares – mais ou menos um campo de futebol –, ou seja, existem muito poucas uvas para a sua produção. Macallan Fine and R are C ollection Com teor alcoólico de 42,6%, cada garrafa custa cerca de 59 mil euros. De

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origem escocesa, este é um whiskey raro porque o seu envelhecimento é feito em barris de carvalho, sendo também um dos mais apreciados do mundo. Para provar esta extravagância basta que compareça no bar do Borgata Hotel Casino & SPA, em Atlantic City, nos Estados Unidos da América. Wray and Nephew 1940 Na década de 1940, existiu um cocktail chamado Mai Tai, com rum na sua fórmula. As destilarias de rum vendiam tanto rum que nem tinham tempo para o enve-

lhecer. Foram guardadas poucas garrafas desta produção da destilaria Wray and Nephew, o que faz com que sejam agora tão caras. Cada garrafa de rum Wray and Nephew 1940, produzido na Jamaica, custa cerca de 47 mil euros. Heidsieck & Co. Monopole 1907 O champanhe Heidsieck & Co. Monopole 1907, com um preço de 299 mil euros por garrafa, tem 12,35% de teor alcoólico. Existem apenas 2 mil garrafas no mundo, fator que o torna uma bebida tão cara.


Bebidas | EXTRAVAGÂNCIAS

a sua garrafa é feita de platina e de ouro. Existem também versões mais baratas, de ouro e prata. Watari Bune Kame No O O Watari Bune Kame No O é um saquê produzido com um enorme controlo de qualidade. Cada garrafa pode custar 2,9 milhões de euros. Diva Apesar de ser vodka, esta bebida é produzida na Escócia e não na Rússia. Tem um teor alcoólico de 40% e custa cerca de um milhão de euros. Com um processo de filtragem especial, numa das etapas deste processo ela passa por uma “areia” feita de pedras preciosas moídas, como diamantes, rubis e esmeraldas. O cliente tem ainda a possibilidade de escolher as pedras que vão no tubo que enfeita o miolo da garrafa. Sam Adams Utopias Produzida nos Estados Unidos da América, a cerveja Sam Adams Utopias tem um teor alcoólico de 25% e cada copo custa 133 euros. Feita a partir de uma seleção especial de lúpulos, a sua embalagem é também ela bastante cara. Esta cerveja é vendida numa garrafa de cobre, imitando a tradição dos primeiros cervejeiros. Em 1916, um navio partiu da França para a Rússia com 3 mil garrafas de champanhe para o czar, mas naufragou e a encomenda não chegou ao seu destino. Em 1997, foram encontrados os destroços do navio com 2 mil garrafas. Atualmente, este champanhe é vendido no Hotel Ritz-Carlton de Moscovo. Pasion Azteca Uma garrafa de tequilha Pasion Azteca, com um teor alcoólico de 40%, custa 243 mil euros. Produzida no México, a tequilha Pasion Azteca é muito cara porque é feita a partir da seiva do agave-azul, uma planta típica local. Mas não é o sabor que interessa, o que vale aqui é a embalagem:

Acqua di Cristallo Tributo a Modigliani A garrafa de água mais cara do mundo é verdadeiramente um achado. Esta garrafa foi desenhada por Fernando Altamirano da Tequila Ley, que detém o recorde das garrafas de tequilha e de conhaque mais caras do mundo. A garrafa de água Acqua di Cristallo é feita com 24 quilates de ouro, tendo sido esculpida em homenagem ao  escultor e pintor  italiano Amedeo Clemente Modigliani. Esta garrafa de água contém uma mistura de 125 ml de água das ilhas Fiji, água mineral de França e água glaciar da Finlândia. Cada garrafa de 125 ml custa 42 mil euros.

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MUSEU | Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

PROJETO INOVADOR Assumindo-se como a nova proposta cultural para a cidade de Lisboa, o MAAT – Museu de Ar te, Arquitetura e Tecnologia cruza três áreas num espaço de debate, de descober ta, de pensamento crítico e de diálogo internacional.

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MAAT é um museu, mas é também um projeto inovador que coloca em comunicação um novo edifício – desenhado pelo atelier de arquitetura Amanda Levete Architects – e a Central Tejo, um dos exemplos nacionais de arquitetura industrial da primeira metade do século XX e um dos polos museológicos mais visitados do país. Este museu tem como principal ambição apresentar exposições nacionais e inter90/FRONTLINE

nacionais com o contributo de artistas, arquitetos e pensadores contemporâneos. Refletindo sobre grandes temas e tendências atuais, a programação apresentará ainda diversos olhares curatoriais sobre a Coleção de Arte da Fundação EDP. A programação do MAAT teve início a 30 de junho com a apresentação de quatro exposições em salas renovadas do edifício da Central Tejo. Assumindo-se como

uma obra de grandes dimensões, o novo edifício foi pensado especificamente para o espaço que vai ocupar. Com o MAAT, a Fundação EDP oferece um novo impulso cultural e paisagístico à cidade de Lisboa. A diversidade de programas e de espaços torna-o num importante ponto no roteiro cultural da cidade. Uma proposta pensada para todos os públicos, para todas as idades.


HUILE PRÉCIEUSE À LA ROSE NOIRE A nutrição anti-idade Pela primeira vez, toda a experiência da Sisley num óleo de cuidado de rosto, precioso e deliciosamente perfumado, para a pele mais exigente. Os traços ficam imediatamente mais lisos, a pele ficam hidratada e intensamente nutrida, sem qualquer brilho. Ao fim de um mês o rosto está mais preenchido, as rugas visivelmente reduzidas. A tez irradia juventude. Óleo seco não comedogénico.

www.sisley-paris.com


LIVROS

“ OS EXEMPLOS DOS TEMPOS PASSADOS E DOCUMENTOS PARA

A POLÍTICA EM TEMPOS DE INDIGNAÇÃO Daniel Innerarity Dom Quixote

ORIGINAIS Adam Grant Vogais

O SAMARITANO Mason Cross TopSeller

Este livro pretende contribuir para que entendamos melhor a política, porque só assim podemos julgá-la com a seriedade que merece. Numa época de indignação que questiona e critica muitas coisas que dávamos por adquiridas, Daniel Innerarity avalia a nossa ideia de política, questionando se não chegou a hora de reequacionar a sua natureza, a quem compete fazê-la, quais as suas possibilidades e limites, se continuam válidos alguns dos habituais lugares-comuns e o que podemos esperar dela. Daniel Innerarity é catedrático de Filosofia Política e Social, investigador na Universidade do País Basco e diretor do Instituto de Gobernanza Democrática. Entre as suas últimas obras destacam-se A Humanidade Ameaçada (com Javier Solana), O Futuro e os Seus Inimigos, O Novo Espaço Público e A Sociedade Invisível.

Como é que as pessoas criativas reconhecem as suas boas ideias, as verdadeiramente revolucionárias? Especialista em Psicologia Organizacional e autor do best-seller Dar e Receber, Adam Grant apresenta neste livro pensadores e empreendedores que sonham com ideias inovadoras e fazem o possível e o impossível para as concretizarem. Professor na prestigiada Wharton School e consultor de empresas como a Apple, a Google ou o Facebook, Grant mostra como é possível reconhecer novas ideias ou valores e defendê-los das críticas e da resistência dos mais conformados e tradicionalistas. Este livro é sobre toda uma minoria que parece não ter razão, mas que enfrenta o estipulado e previsível, criando um futuro diferente – e melhor.

Após uma noite de tempestade, em Los Angeles, a detetive Jessica Allen é chamada ao local onde houve um deslizamento de terras. O motivo? Uma descoberta macabra: foi encontrado o corpo de uma jovem cujo pescoço foi degolado com um corte invulgar. No mesmo dia, são descobertos perto daquele local outros dois corpos mutilados de maneira semelhante. A detetive descobre que se trata da obra de um assassino que opera há mais de dez anos, sem nunca ter sido apanhado. É conhecido como o Samaritano e captura jovens desamparadas, cujos carros avariaram, deixando-as paradas e sozinhas na estrada. É então que Carter Blake aparece para oferecer os seus serviços a esta investigação policial. O secretismo em volta das suas verdadeiras intenções leva a detetive a desconfiar dele. Mas tudo muda…

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LIVROS

COSTUMAM SER AS REGRAS OS PRESENTES E FUTUROS” António Vieira (1608-1697, Padre e escritor português)

A ÚNICA SOLUÇÃO Mohamed A. El-Erian Dom Quixote

OS NÚMEROS DA NOSSA VIDA Nuno Aguiar A Esfera dos Livros

D. PEDRO IV A HISTÓRIA NÃO CONTADA Paulo Rezzutti Casa das Letras

O pessimismo sobre o futuro não para de crescer, alimentado pelo crescimento económico lento, taxas de desemprego altas, desigualdade crescente, enorme instabilidade financeira e graves tensões sociais. Mohamed A. El-Erian, um dos pensadores de economia mais influentes do mundo, explica com lucidez os dilemas económicos com que nos vamos deparar em breve. O caminho atual seguido pela economia mundial e pelos mercados tem os dias contados. Mas o que se segue não está decidido. Depende em grande parte das escolhas que fizermos nas nossas casas e empresas, e das decisões que os nossos representantes políticos tomarem. Este livro apresenta uma análise profunda sobre o estado da economia global e uma noção do que podemos esperar no futuro.

Porque é que os institutos de estatística tentam medir as gorjetas que damos aos taxistas e as drogas que consumimos? Como é que uma noitada em Paris nos anos 1980 determina a austeridade que nos é imposta? Porque não basta estar sem trabalho para se ser considerado desempregado? Como é possível que aquilo que é dito pelo presidente do Banco Central Europeu influencie a prestação da nossa casa? Como é que as agências de rating se tornaram tão poderosas ao ponto de fazerem cair governos? Sem darmos por isso, a nossa vida é governada por números que nos são impostos e cuja origem desconhecemos. Ouvimos diariamente falar de rating, PIB, saldo externo ou default, mas uma grande fatia da população não entende a mecânica que está por trás desses conceitos, o que limita a sua capacidade de perceber e criticar opiniões.

Ao morrer, D. Pedro IV deixou para as gerações futuras uma difícil tarefa: entender as muitas contradições da sua vida e extrair das suas memórias uma imagem fiel da sua personalidade, das suas ideias, angústias e ambições.Até hoje, esta tarefa não tinha sido cumprida. No meio de um emaranhado de especulações e distorções históricas, ficava a interrogação: quem foi D. Pedro? Este monarca deixou-nos como legado uma história de sacrifícios em prol da unidade nacional; um homem repleto de defeitos morais e contradições políticas, mas que esteve ligado a grandes passagens da história do liberalismo mundial. Para responder a estas perguntas, Paulo Rezzutti recorreu a uma ampla gama de fontes primárias e documentos originais que revelam uma miríade de facetas desconhecidas de D. Pedro.

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EXPOSIÇÃO NACIONAL | Utopia hoje

INTERPRETAÇÃO PRÓPRIA

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eresa Gonçalves Lobo, uma artista plástica madeirense, integra a mostra coletiva Utopia hoje, patente no Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos, no âmbito do FOLIO – Festival Internacional da Literatura de Óbidos 2016. Fazem parte desta mostra 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, a Mensagem de Fernando Pessoa e A Jangada de Pedra de José Saramago, em torno da Utopia, tema da 2.ª edição do FOLIO. Teresa Gonçalves Lobo apresenta uma obra cujo título é “Mensagem da Alma II”, inspirada na última estrofe do poema a D. Fernando, infante de Portugal (na Mensagem de Fernando Pessoa). Com a curadoria de Ana Matos, a mostra Utopia hoje resulta de uma parceria entre a Casa Fernando Pessoa, a Fundação José Saramago e a Galeria das Salgadeiras, para a 2.ª edição do FOLIO. A exposição ficará patente até ao final do ano, todos os dias, das 10 às 20 horas, no Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos.

MUSEU ABÍLIO DE MATTOS E SILVA ATÉ 31 DEZEMBRO

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Francis Bacon: De Picasso a Velázquez | EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL

SELEÇÃO NOTÁVEL A

mostra Francis Bacon: De Picasso a Velázquez dá a conhecer uma seleção de 90 pinturas que estão entre as mais importantes e atraentes deste artista britânico nascido na Irlanda, incluindo muitas obras raramente expostas, juntamente com o trabalho de outros mestres clássicos que influenciaram a sua carreira. A exposição tem por objetivo aprofundar a impressão que as culturas francesa e espanhola deixaram na obra de Bacon, francófilo e grande conhecedor da arte de grandes mestres espanhóis como Velázquez. Bacon começou a sua carreira como pintor, depois de visitar a exposição Cent Picasso, em Paris. Muito interessado em literatura francesa, Bacon era um ávido leitor de Racine, Balzac, Baudelaire e Proust; e um apaixonado pela arte estabelecida em França, tal como Manet, Degas, Gauguin, Van Gogh, Seurat, Matisse e Picasso, e anteriores, como Ingres, Géricault e Daumier. Além dos seus primeiros encontros com o trabalho parisiense de Picasso nos anos 1920 e 1930, a sua relação com a cultura espanhola manifesta-se, principalmente, através da sua obsessão com o retrato do Papa Inocêncio X, que Velázquez fez em 1650. Apesar de ter tido oportunidade de ver este trabalho diretamente na Galleria Doria Pamphilj, durante uma viagem que fez a Roma, em 1954, Bacon sempre preferiu ter como referências para as suas obras as suas memórias da pintura e não o original. Criou mais de meia centena de obras dedicadas àquele trabalho. Além de Velázquez, Bacon era fascinado por outros mestres clássicos, como Zurbarán, El Greco e Goya, cujo trabalho admirava no Museo del Prado, em Madrid.

MUSEU GUGGENHEIM BILBAO ATÉ 8 JANEIRO 2017 FRONTLINE/95


MÚSICA

“POUCO

IMPORTAM AS NOTAS NA MÚSICA, O QUE CONTA SÃO AS SENSAÇÕES PRODUZIDAS POR ELAS”

CRAIG DAVID Following My Intuition

Craig David regressa aos discos de originais, desta feita com o seu primeiro trabalho para a Sony Music. Following My Intuition continua o percurso pop que o cantor nos tem vindo a habituar. O disco conta com as participações de Sigala, Big Narstie e Hardwell. A edição especial inclui quatro faixas extra.

Leonid Pervomaisky

USHER

Hard II Love

Hard II Love é o mais recente álbum de originais do cantor Usher. O disco conta com as participações especiais de Young Thug, Future e Ruben Blades, no tema “Champions”, retirado da banda sonora do filme Hands of Stone, onde Usher é um dos atores principais, ao lado de Robert de Niro. O primeiro single é “Crash”, um sucesso nas rádios R&B, em Portugal.

MARTINHO DA VILA De Bem com a Vida Martinho da Vila lança De Bem com a Vida, álbum com sete faixas inéditas e produção de André Midani. O novo trabalho do sambista de 78 anos, ícone da música brasileira, conta com a participação especial de Criolo, além de reunir 14 faixas assinadas por Martinho, em parceria com Ivan Lins, João Donato, Geraldo Carneiro, Zé Catimba, Marcelinho Moreira, Fred Camacho, Carlinhos Vergueiro, Arthur Maia, Francis Hime, Olívia Hime e Sereno. O single de apresentação chama-se “Escuta cavaquinho”.

LANG LANG New York Rhapsody

O mais recente trabalho de Lang Lang é uma homenagem que o pianista faz à cidade que tanto ama: Nova Iorque. Com um repertório muito cuidado, os arranjos e adaptações que fez para este disco são de extremo bom gosto e elevado respeito pelas versões originais. Em New York Rhapsody, Lang Lang despiu-se de preconceitos e atravessou obras clássicas, música pop, canção americana e jazz. Herbie Hancock, Andra Day, Jason Isbell, Jeffrey Wright, Kandance Springs, Lindsey Stirling, Lisa Fisher e Madeleine Peyroux são algumas das participações neste disco memorável.

BRUCE SPRINGSTEEN Chapter & Verse No dia em que Bruce Springsteen comemorou 67 anos de idade, foi editado o novo álbum, Chapter & Verse, que inclui 18 temas, dos quais cinco nunca antes foram lançados. O alinhamento do CD foi pensado com o intuito de registar todo o percurso do cantor, em paralelo com o que se poderá ler na sua nova autobiografia, Born to Run, que chegou às lojas também no mês de setembro.

96/FRONTLINE


AGENDA

SELMA UAMUSSE

PIXIES

2 de novembro Centro Cultural de Belém

21 de novembro Coliseu do Porto

Selma Uamusse é uma jovem e enérgica intérprete que viveu a adolescência no período do reinado do rock em Portugal, conhecedora do cancioneiro tradicional do jazz e soul, perita no trabalho das suas referências vocais mais preciosas, intérprete de ritmos e sonoridades africanas. A mistura fina que Selma nos oferece neste trabalho é mais do que um mosaico de colagens das aventuras musicais e artísticas que já viveu. A sua versatilidade, o poderoso instrumento vocal e a genialidade performativa são a garantia maior para criar mais um momento memorável.

Os Pixies anunciam um novo álbum, Head Carrier, e a digressão mundial com passagem garantida por Portugal, dia 21 de novembro no Coliseu do Porto. A banda norte-americana traz à Invicta o seu 6.º longa-duração, com data de lançamento agendada para o próximo dia 30 de setembro. O novo registo de originais reúne uma coleção de 12 músicas num mix de experiência surrealista auditiva, psicadélica, dissonância e surf rock, produzida por Tom Dalgety (Killing Joke, Royal Blood) e gravada no London’s Rak Studios em fevereiro e março deste ano.

THE CURE

MADAME BUTTERFLY 26 de novembro Campo Pequeno

A comovente história de uma bela e jovem gueixa que sacrifica a família, a religião e a própria vida por amor ao marido americano, é uma das mais emblemáticas óperas de Giacomo Puccini. Com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, Madame Butterfly destaca-se pelo poder dramático da sua composição, característica da obra de Puccini, e estreou no Teatro alla Scala, em Milão, a 17 de fevereiro de 1904. Em Lisboa, foi apresentada pela primeira vez a 10 de março de 1908, no Teatro Nacional de São Carlos. Dia 25 de novembro deste ano, a Ópera del Mediterraneo, dirigida pelo maestro Fernando Alvarez, apresenta Madame Butterfly no Campo Pequeno.

22 de novembro MEO Arena

CUCA ROSETA 5 e 12 de novembro Coliseu de Lisboa e Coliseu do Porto Cuca Roseta sobe ao palco dos Coliseus no mês de novembro. A fadista irá atuar pela primeira vez e em nome próprio nas duas das mais prestigiadas salas do país, onde irá percorrer os temas mais fortes da sua carreira. Dia 5 de novembro Cuca Roseta sobe ao palco do Coliseu de Lisboa e no dia 12 do mesmo mês atua no Coliseu do Porto. O talento de Cuca Roseta nunca passou despercebido aos olhos dos maiores produtores mundiais. Foi Gustavo Santaolalla (reconhecido produtor argentino, vencedor de dois óscares) que viu em Cuca “uma artista única, rara e ultratalentosa”, ao ouvi-la numa casa de fados em Lisboa. Foi a convite de Gustavo que Cuca gravou o seu primeiro disco, homónimo, que veio a receber os mais elevados elogios por parte do público e da crítica nacional e internacional. Cuca promete um espetáculo intenso, repleto de surpresas e de momentos especiais, no qual apresentará também alguns dos temas do seu próximo álbum. 98/FRONTLINE

A banda britânica The Cure vai realizar 30 espetáculos em 17 países europeus em 2016, com passagem garantida por Portugal no dia 22 de novembro, em Lisboa. Esta será a maior digressão europeia desde 2008. Durante os últimos sete anos a banda realizou grandes espetáculos em Londres, tendo também sido headliner de alguns dos maiores festivais europeus, entre os quais Roskilde,Werchter, Reading & Leeds, Optimus Alive!, Pinkpop, Hurricane & Southside, Paleo, Vieilles Charrues, BBK, Belfort, Frequency, Electric Picnic e Bestival. “The Cure Tour 2016” irá explorar 37 anos de canções, desde os grandes hits aos temas menos conhecidos, bem como algumas músicas ainda não apresentadas aos fãs. A banda garante uma nova produção de palco, que promete fazer deste um dos concertos obrigatórios do ano.

VODAFONE MEXEFEST 25 e 26 de novembro Várias salas

O mês de novembro traz de volta à Avenida da Liberdade o Vodafone Mexefest. Os próximos dias 25 e 26 de novembro farão mexer a cidade e uma das suas principais artérias. O fluxo de sons e pessoas inundará a longa avenida, enchendo muitos dos seus espaços com os melhores artistas – de múltiplos géneros – da música alternativa. As primeiras confirmações do cartaz da edição de 2016 do Vodafone Mexefest são de luxo: Charles Bradley & His Extraordinaires, Baio e Mallu Magalhães. O bilhete único válido para os dois dias do festival encontra-se já à venda nos locais habituais pelo valor de 40 euros. Nos dias do festival o valor do bilhete é de 50 euros.


PARQUE OCEANO O condomínio do PARQUE OCEANO é dos mais modernos e recentes empreendimentos residenciais de Oeiras, situado a 50 metros da praia de Santo Amaro de Oeiras, do Passeio Marítimo de Oeiras e junto à estação de comboio. Oferece aos seus residentes segurança e tranquilidade. O condomínio tem a sua centralidade no jardim com pinheiros e diversas plantas, piscina, sala de condomínio e zona de estacionamento privativa para residentes. Os últimos apartamentos de tipologias T1, T2, T3 e T4 disponíveis para venda no PARQUE OCEANO foram pensados para que cada um possa viver a história da sua vida. Optou-se no seu interior por critérios de qualidade, simplicidade e bom gosto na escolha dos acabamentos tendo sempre presente a sua qualidade e funcionalidade.

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