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Siga-nos no facebook AGOSTO / SETEMBRO 2013 | ANO VI | N.º55 | MENSAL | €5

ADOLFO MESQUITA

NUNES “A CRISE PARA O TURISMO NÃO EXISTE PORQUE ESTAMOS A CRESCER”

BLUE SHIFT

FRANCISCO NOGUEIRA DE SOUSA

ANTÓNIO COELHO CULTURA GASTRONÓMICA

CORINTHIA HOTEL LISBON

ENERGETICAMENTE EFICIENTE

CIRIACO CAMPUS REID’S PALACE

LUÍS LOBO POR MACAU

SIX SENSES SPA MGM MACAU


EDITORIAL

NESTAS

FÉRIAS...

De olhos postos na época de férias que se aproxima, e pensando no que esta altura pode representar em termos económicos para o nosso país, a FRONTLINE entrevistou Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo. Seguro de que a crise não existe para o setor do Turismo, isto porque as receitas, em 2011,“cresceram mais de 7%” e, em 2012,“mais de 5%”, Mesquita Nunes faz um balanço positivo destes quatro meses de governação. Afirmando que continua a seguir os “eixos” que definiu para o seu mandato, tem consciência de que “há ainda muito para fazer”. No que toca a aconselhar os portugueses a fazerem férias no nosso país, Adolfo Mesquita Nunes sublinha que a decisão de tirar férias é “íntima e individual”, contudo, enquanto secretário de Estado do Turismo, a sua função é “garantir que a escolha feita pelos portugueses não é defraudada e que o apoio que eles quiseram dar à economia nacional não é defraudado”. Na sua opinião, é necessário que sintam que fizeram uma “boa escolha”. O secretário de Estado afirmou ainda que, no futuro, gostaria que “o Estado não interferisse tanto na vida das empresas e que deixasse de dificultar – como ainda dificulta – o trabalho das empresas da área do Turismo”. Só desta forma conseguirão fazer o seu negócio, que é “captar turistas, tratá-los bem e pedir-lhes para voltar”, concluiu. Blue Shift Com uma vasta experiência na área da hotelaria, Francisco Nogueira de Sousa avança agora com um novo projeto, a Blue Shift. Com base no seu percurso e depois de ter analisado o panorama económico internacional, este profissional constatou que as empresas hoteleiras têm, neste momento, enormes desafios ao nível de rentabilidade, sustentabilidade económica e valorização de ativos. As soluções propostas pela Blue Shift pretendem dar resposta a necessidades evidenciadas, desenvolvendo o adequado posicionamento e diferenciação de produto. Além-fronteiras Com 65 anos, António Coelho é hoje um dos empresários portugueses mais bem sucedidos em Macau. Empenhado em manter viva a cultura gastronómica portuguesa

4/FRONTLINE

e em levar os saberes e sabores nacionais mais além, este bom gourmet brinda os comensais com dois restaurantes de topo. Não ponderando, pelo menos para já, regressar a Portugal, afirma que a sua vida em Macau é realmente uma “paixão”. Também em Macau, Luís Lobo é o vice-presidente do Hotels & Hospitality Galaxy Group. Numa região muito centrada no turista chinês, que ali chega apenas para jogar, o empresário sublinha como necessário que surjam mais turistas vindos de outras partes do mundo, isto porque só assim se justifica o grande “leque de oferta” que existe. Preocupado com a falta de mão de obra qualificada e não qualificada na área hoteleira, Luís Lobo destaca o não conhecimento da língua chinesa como um grande entrave para receber trabalhadores de outros países, nomeadamente de Portugal.

Reid’s Palace Ligado à hotelaria desde 1990, Ciriaco Campus é atualmente o diretor-geral do Reid’s Palace, na Madeira. Consciente de que este é um hotel com uma grande história, mas que tem mantido “uma oferta de serviços de qualidade”, o diretor-geral salienta que o futuro da unidade passa por “melhorar ainda mais tudo o que de bom estamos a fazer agora”. Novidades automóveis No que toca à indústria automóvel, ficámos a conhecer o novo BMW Série 4 Coupé, cuja apresentação internacional trouxe a Portugal mais de 300 jornalistas de 25 países, e também o novo Mercedes-Benz Classe S, que pudemos testar nas estradas de Toronto, no Canadá. Diferentes em termos de estilo, são automóveis potentes que fazem, uma vez mais, brilhar as marcas a que pertencem. Não poderíamos terminar sem desejar a todos os leitores umas ótimas férias e, porque também a FRONTLINE fará uma pausa, comprometemo-nos a regressar em outubro, sempre com os temas que estão na linha da frente.


SUMÁRIO

8/ NEWS 12/ G RANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes 20/ O PINIÃO

12

José Caria Isabel Meirelles Carlos Zorrinho Adalberto Campos Fernandes Luís Mira Amaral

26/

E M FOCO

32/

E M DESTAQUE

38/

M  AGAZINE

42/

H  OTELARIA

48/

D  OSSIER

Blue Shift

António Coelho

32

Corinthia Hotel Lisbon Ciriaco Campus Cruzeiros

52/ G RANDE ANGULAR Luís Lobo

56/

E SPECIAL

Mercedes-Benz

42

6/FRONTLINE FICHA TÉCNICA Diretor: Nuno Carneiro | Diretores Adjuntos: João Cordeiro dos Santos e Casimiro Gonçalves | Editora: Ana Laia | Chefe de Reda­ção: Patrícia Vicente | Colaboradores: Fernanda Ló, Filomena G. Nascimento, Isabel Meirelles, José Caria, M. Sardinha, Maria João Matos, Rui Calafate, Rui Madeira | Revisão: Helena Matos | Fotografia: David Pisco, Eduardo Grilo, Fernando Piçarra, João Cupertino, Luis Filipe Catarino/Presidência da República, Nuno Madeira, Tiago Cheong,Vítor Pires | Diretor Comercial: Miguel Dias | Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700 – 007 Lisboa - Portugal | Tel. 210 998 039 | E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 Impresso num país da U.E. | www.revistafrontline.com | Facebook: RevistaFRONTLINE


64/

56

B  ARCO Le Soleal

68/ C HECK-IN

EPIC SANA Algarve

74/ S PA

Six Senses Spa MGM Macau

76/ N ÉCTARES 78/ M OTORES

BMW Série 4 Coupé

86/ S OCIAL 68

International Club of Portugal Reid’s Palace

90/ E SPETÁCULO 92/ L IVROS 94/ R ELÓGIOS 95/ JOIAS 96/ M ÚSICA 98/ AGENDA

78

FRONTLINE/7


NEWS MSC Cruzeiros comemora Dia do Amigo

Para celebrar o Dia Internacional do Amigo, a MSC Cruzeiros lançou a promoção especial “2 pelo preço de 1”, que consiste no pagamento do preço de um adulto mais taxas portuárias e oferta do cruzeiro e taxas ao segundo adulto. Esta promoção é baseada em ocupação dupla e está disponível para partidas selecionadas. São três os cruzeiros disponíveis nesta promoção a bordo dos MSC Orchestra, MSC Splendida e MSC Lirica, sendo que a companhia irá ter mais em breve. O MSC Orchestra fará um cruzeiro com partida a 13 de setembro, de Génova, e chegada a 19 de setembro a Villefranche, com escala em Civitavecchia, Palermo, Palma de Maiorca (overnight) e Ibiza (overnight), havendo também a possibilidade de embarque em Palermo no dia 15 de setembro. O MSC Splendida partirá de Barcelona no dia 23 de setembro e chegará a Génova dia 28 de setembro, com escala em Valência, Tunis e Civitavecchia (também com possibilidade de embarque em Valência no dia 24 de setembro). O MSC Lirica apresenta um cruzeiro com partida a 23 de setembro, de Civitavecchia, e chegada a 3 de Outubro a Génova, com escala em Messina, Marmaris, Limassol, Haifa (overnight) e Zakynthos.

Reid’s Palace distinguido

O Reid’s Palace foi distinguido com o galardão Expedia® Insiders’ Select™ de 2013, atribuído aos estabelecimentos mais bem cotados da Expedia. O Expedia Insiders’ Select é um prémio anual que visa reconhecer os melhores hotéis disponíveis no mercado global da Expedia, tendo como critério as experiências dos clientes. O Reid’s Palace foi um dos 650 premiados a nível global, com base em mais de um milhão de avaliações de clientes enviadas anualmente. Os clientes da Expedia referenciaram esta unidade pela consistência do superior serviço prestado, pelo excecional nível de atendimento ao cliente e pela excelente relação preço/qualidade. A conquista de um lugar na lista da Insiders’ Select é um testemunho da aposta contínua do hotel na excelência do serviço ao cliente.

Herdade da Calada com novo diretor de Vendas e Marketing

A equipa da Herdade da Calada conta agora com mais um elemento: André Pinguel é o novo diretor de Vendas e Marketing das marcas da casa. Com uma vasta experiência no setor vínico, nas áreas do marketing, vendas e stocks para os mercados nacionais e internacionais, André Pinguel representa um reforço significativo da equipa da Herdade da Calada e a aposta na expansão das marcas dentro e fora de portas. Formado em Gestão pelo ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa),André Pinguel tem a seu cargo o posicionamento, vendas e marketing dos vinhos da Herdade da Calada nos mercados nacionais e internacionais. Depois de ter estado vários anos na José Maria da Fonseca, onde foi o responsável pela criação e implementação das estratégias de marketing e vendas em dezenas de países, assumiu o cargo de diretor Comercial da Terras de Alter. Agora, ao integrar a equipa da Herdade da Calada – uma equipa jovem, multidisciplinar e empenhada, cujo trabalho tem conquistado diversos prémios nacionais e internacionais de grande prestígio –, André Pinguel abraça um novo desafio na sua carreira e será, sem dúvida, uma mais-valia para a dinâmica comercial da empresa.

Peugeot Golf Tour Portugal 2013

Integrado no novo circuito internacional, disputou-se entre nós o torneio Peugeot Golf Tour Portugal. Tendo como palco o campo de golfe da Aroeira, uma manhã repleta de sol acolheu 72 jogadores, repartidos por 36 equipas, convidados pela Peugeot Portugal e pela sua Rede de Concessionários. A competição, disputada segundo o formato Texas Scramble, foi bastante aguerrida, o que ficou bem patente na proximidade dos resultados. A dupla Felipe Frojmowicz/Pedro Neves sagrou-se vencedora ao conseguir um total de 47 pontos na classificação Net (25 na primeira volta e 22 na segunda). Seguiram-se as duplas Gonçalo Xavier/Miguel Pacheco, com 46 pontos, e Luís Bleck da Silva/Orlando Furtado, com 45 pontos. Na classificação Gross, a vitória pertenceu à dupla Miguel Franco de Sousa/José Nuno Torgal, com um total de 40 pontos. O prémio Nearest to the Pin foi conquistado por Paulo Nóbrega Lopes, enquanto Luís Bleck da Silva arrebatou o prémio Longest Drive. A Final Internacional decorrerá de 15 a 17 de setembro, no prestigiado Golf de Saint Cloud, e nela se defrontarão as melhores duplas de 12 países: Alemanha, Argentina, Bulgária, Chile, Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Guadalupe, Itália, México, Portugal e Suíça. 8/FRONTLINE


NEWS

BREVES Nissan

em Le Mans

Novos Mercedes AMG no Gran Turismo 6 Com uma potência combinada superior a 1400 cv, a Mercedes-Benz está presente na grelha de partida do Gran Turismo 6 com três dos seus modelos mais recentes. O conjunto completo, que oferece a mais pura excitação e fascínio no jogo clássico para a PlayStation3, é composto por três veículos de alto desempenho: o SLS AMG GT3 com mais de 500 cv, o E63 AMG com 557 cv e o A 45 AMG com 360 cv. Para além destes três novos veículos, nada menos do que 21 veículos adicionais da Mercedes-Benz, que participaram no Gran Turismo 5, também entrarão em pista para aumentar as pulsações dos fãs dos jogos de competição automóvel. O Gran Turismo 6 terá o seu lançamento no mercado este verão. Os detalhes do jogo foram anunciados por Kazunori Yamauchi, produtor da Polyphony Digital Inc., por ocasião das celebrações que assinalaram o 15.º aniversário da popular série do jogo Gran Turismo, em Silverstone, Inglaterra.

Secretário de Estado do Turismo fez batismo de mergulho no Algarve

A visita ao Algarve do secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, terminou com um balanço “muito positivo”. A garantia foi dada pelo presidente da Entidade Regional de Turismo, Desidério Silva, que acompanhou o governante durante a viagem. Adolfo Mesquita Nunes foi convidado a conhecer de perto alguns dos produtos complementares ao tradicional sol e praia e que, a par do golfe, permitem esbater a sazonalidade que afeta o maior destino de férias do país. Equipado a rigor, o secretário de Estado fez o batismo de mergulho numa experiência única nas águas junto à ponta João d’Arens, em frente ao Alvor (Portimão).

Nos últimos anos, a GT Academy tornou-se um capítulo importante na história da Nissan em Le Mans. Em 2011, Lucas Ordoñez, o vencedor da primeira edição da GT Academy (2008), tornou-se o primeiro jogador a competir nas 24 Horas de Le Mans e colocou, desde logo, a fasquia a um nível muito elevado, ao conquistar um lugar no pódio. No início de 2013 foi decidido que Jann Mardenborough iria competir na edição deste ano de Le Mans. Uma vez que tinha competido somente em automóveis GT, havia necessidade de ganhar experiência em automóveis com elevada carga aerodinâmica, de modo a preparar-se para o protótipo LMP2 que iria conduzir em Le Mans. Com o objetivo de tornar mais rápida a sua aprendizagem, Jann foi inscrito no ultracompetitivo Campeonato Europeu de Fórmula 3 da FIA e em jornadas selecionadas do Campeonato Britânico de Fórmula 3. Concluídos os testes, os 15 automóveis LMP2 com motores Nissan puderam então enfrentar os desafios que os aguardavam em Le Mans.

Lisboa Marriott Hotel

com Festival do Médio Oriente

Faça um tour gastronómico e deixe-se levar pelos sabores e aromas do Médio Oriente. Descubra as melhores iguarias desta região, através de um irresistível buffet delicadamente preparado para despertar os seus sentidos. Alguns sabores são inconfundíveis e indispensáveis nos pratos: hommus (ensopado de grão de bico e massa sésamo), moutabal (salada de beringela com iogurte coado), fatoush (salada mista com vinagrete de romã e limão), salada de cous-cous, sopa de lentilhas vermelhas com hortelã, perna de borrego assada com ervas aromáticas, tranches de corvina com noz de manteiga e limão, frango kebab. Para sobremesa: kadaif, baklava, halva, arroz de leite com açafrão e água de laranja e salada de frutas fresca com hortelã. Este programa é válido até 9 agosto e está disponível por 25 euros (inclui buffet de quentes, frios, sobremesas e refrigerantes).

Lisboa

recebe produtos do interior

Quando chegar o Natal, os produtos regionais de 34 municípios do interior do país, incluindo Proença-a-Nova, deverão estar disponíveis numa loja no centro de Lisboa. Durante a sessão de assinatura do protocolo de cooperação entre o Município de Lisboa e seis associações de desenvolvimento local (ADL), com vista à criação do espaço no Largo do Intendente, dezembro foi o mês apontado para abrir portas ao público. Durante a cerimónia teve lugar uma degustação de pratos regionais e uma mostra de artesanato, que deram a conhecer um pouco do que será divulgado na futura loja. Além de produtos, visa-se promover territórios, procurando captar turistas que visitam a capital. As seis ADL reunidas no projeto, incluindo a de Pinhal Maior, abrangem uma vasta área que vai de Bragança a Campo Maior. FRONTLINE/9


NEWS Confraria do Azeite em Macau

A defesa do azeite, da azeitona e dos derivados da olivicultura está na origem da Confraria do Azeite de Macau, que entronizou cerca de 30 confrades que juraram defender aqueles produtos, nomeadamente os oriundos de Portugal. Um dos vice-chanceleres da Confraria do Azeite de Macau, Gilberto Lopes, afirmou que a iniciativa é apadrinhada por Portugal, território de onde veio uma comitiva de 26 pessoas, incluindo o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, o grão-mestre da Confraria do Azeite, Francisco Lino, e o presidente da Associação dos Produtores de Azeite Biológico, Luís Coutinho. A entronização decorreu na residência consular de Portugal em Macau. A Confraria do Azeite de Macau conta com a participação de profissionais de várias áreas como importadores de produtos portugueses, entre advogados, jornalistas, médicos, cozinheiros, músicos ou professores.

Chef Ricardo Costa do The Yeatman eleito “Melhor Cozinheiro de Portugal”

Ricardo Costa, chef executivo do restaurante Estrela Michelin do The Yeatman, foi distinguido com o prémio Arco Atlântico Gastro 2013, na categoria de “Melhor Cozinheiro de Portugal”. Segundo o júri, composto pelos críticos gastronómicos Xavier Agulló, Carlos Maribona, Rosa Rivas, Ana Brana e David Fernandez-Prada, o chef executivo do The Yeatman mostrou-se merecedor do prémio pela sua “criatividade sem limites, pelo seu domínio da técnica e pelo profundo respeito a cada produto”. “Este prémio representa não só o reconhecimento do meu trabalho como de toda a minha equipa do The Yeatman, que é também merecedora desta distinção!”, referiu Ricardo Costa. Com uma programação dinâmica, a segunda edição do Festival Arco Atlântico coincidiu com a comemoração do Dia das Astúrias e combinou diversas propostas culturais das regiões e países da sua área de influência (Portugal, Espanha, França, Irlanda e Reino Unido), desde a gastronomia à componente ligada ao mar, natureza, artes performativas e plásticas, música, literatura, enologia, entre outros.

110 Anos da Harley-Davidson no Hotel Casino Chaves

De 6 a 8 de setembro, o Hotel Casino Chaves é palco da celebração ibérica dos 110 anos da Harley-Davidson, a marca lendária do motociclismo mundial que reúne o maior número de aficionados em Portugal. Durante três dias, o Hotel Casino Chaves é o quartel general dos “harlistas” ibéricos, que se juntam no Nordeste Transmontano para a celebração do ícone americano de duas rodas: concurso para eleição das melhores 10 motos, desfile de bandeiras entre a cidade de Chaves e Verín, bike-show, tours de reconhecimento pela cidade com visita à Feira Medieval, competições entre “harlistas”, feira de produtos regionais, stands com material oficial da marca e muitas outras propostas marcam o programa de atividades dos amantes da adrenalina. No Casino, as noites contam com muita animação no interior e no exterior:Wolfram Minneman assegura os melhores acordes de jazz a 6 de setembro, na Sala Península e, mais tarde, um DJ convidado dita o ritmo do convívio na primeira noite do evento, na zona externa da unidade Solverde. O segundo dia by Harley é marcado pelos concertos da Judy Blue Eyes Band e pelos Dixie Boys que, depois da Sala Península, se mudam para o exterior do casino – onde também um DJ animará todos os presentes até de madrugada.

Croácia no Top 10 dos destinos europeus a visitar em 2013

A Croácia foi recentemente considerada pelo reputado guia turístico Lonely Planet como um dos 10 destinos europeus a não perder em 2013, destacando-se nesta publicação a capital Zagreb, a cidade de Dubrovnik e o Parque Nacional de Plitvice. A situação geográfica do país, estrategicamente situado no Centro da Europa e junto ao mar Adriático, contribuiu para que, ao longo de mais de 20 séculos, vários impérios aí tivessem sedimentado raízes. As influências grega, romana, veneziana, francesa e austro-húngara estão ainda bem patentes em cidades, vilas, aldeias e no modus vivendi das populações locais. A preservação do património histórico e cultural contribuiu para que a Croácia seja hoje um museu vivo, com características ímpares. Não foi impunemente que a Unesco declarou sete locais como Património da Humanidade (o Parque Natural de Plitvice; a cidade velha de Dubrovnik; o Palácio de Diocleciano, em Split; a cidade de Trogir; a catedral de Santiago, em Sibenik; a basílica de San Eufrasio, em Porec; o planalto de Stari Grad na ilha de Hvar) e 12 manifestações, que configuram aliás a maior lista da Europa, de Património Imaterial da Humanidade (a dança silenciosa do interior da Dalmácia, Nijemo Kolo; a música Becarac da Croácia continental; o canto ojkanje do interior da Dalmácia; o torneio de cavalaria Sinjska Alka; o pão de especiarias do Norte da Croácia; a Festa de San Blas, em Dubrovnik; as rendas e bordados croatas; os brinquedos artesanais de Hrvatsko Zagorje; o Carnaval de Kastav; o canto agudo a duas vozes de Istria; a procissão Via Crucis, em Hvar; o desfile das Rainhas de Pentecostes, em Gorjane). 10/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes

“GOSTARIA QUE O ESTADO NÃO INTERFERISSE TANTO NA VIDA DAS EMPRESAS E QUE DEIXASSE DE DIFICULTAR TANTO O TRABALHO DAS EMPRESAS DA ÁREA DO TURISMO” por Nuno Carneiro

Adolfo Miguel Baptista Mesquita Nunes é o secretário de Estado do Turismo do Governo de Pedro Passos Coelho. Mestre em Ciências Jurídico-Políticas e advogado de profissão, conta já com uma grande experiência política graças aos muitos cargos que já desempenhou neste âmbito. Fazendo um balanço positivo destes quatro meses de governação, e afirmando que continua a seguir os “eixos” que definiu para o seu mandato, Adolfo Mesquita Nunes não tem dúvidas de que “há ainda muito para fazer”. Seguro de que a crise económica com que nos deparamos não atinge, ainda, o setor do Turismo, o secretário de Estado afirma que as receitas, em 2011, “cresceram mais de 7%”, e em 2012, “mais de 5%”, o que são bons indicadores de que as receitas do Turismo “estão a aumentar”. No futuro, Adolfo Mesquita Nunes gostaria que “o Estado não interferisse tanto na vida das empresas e que deixasse de dificultar – como ainda dificulta – o trabalho das empresas da área do Turismo”. Só desta forma as empresas conseguirão fazer o seu negócio, que é “captar turistas, tratá-los bem e pedir-lhes para voltar”, conclui. 12/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes

FRONTLINE/13


GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes

Que balanço faz destes quatro meses de governação? Faço um balanço positivo, nos três eixos que anunciei que procuraria seguir ao longo deste mandato. O primeiro é o de simplificar procedimentos e retirar o Estado da vida das empresas da área do Turismo. Nesse sentido, já conseguimos fazer um novo regime da animação turística com uma redução muito substancial de taxa, a liberalização do acesso à atividade e já simplificámos vários procedimentos. No que toca ao financiamento, que era o segundo eixo, já criámos uma linha de apoio à tesouraria para as pequenas e médias empresas, de 80 milhões de euros, e uma linha de apoio à consolidação financeira das empresas do Turismo, de 150 milhões de euros. Na terceira vertente, que é a da promoção, avançámos com uma nova campanha e com uma nova forma de atuar on-line e através de meios físicos, que está a ter bons resultados. O balanço é positivo, mas ainda há muito a fazer. Quais as principais reformas que pretende implementar? Dentro do eixo de retirar o Estado da vida das empresas, temos de rever o regi-

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me jurídico de empreendimentos turísticos, de alterar a forma de funcionamento do Turismo de Portugal, de modificar vários regulamentos que interferem com a animação turística e com a fruição do espaço marítimo. No eixo do financiamento, vamos trabalhar agora no sentido do empreendedorismo na área do Turismo, ou seja, desviar os recursos da construção para a requalificação e para o empreendedorismo na animação turística, porque já temos oferta hoteleira suficiente, que não carece agora de mecanismos de financiamento. Na área da promoção, queremos apresentar novos instrumentos, mais ágeis, que permitam segmentar a mensagem e atuar mais rapidamente. Considera o Plano Estratégico Nacional de Turismo ambicioso neste cenário de crise? Não. Nós já revimos o Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) no sentido de o tornar mais adequado às expectativas face ao momento de crise, mas esta crise é do setor económico e não do Turismo. O nosso setor está a crescer em Portugal. As receitas do Turismo, em 2011, cresceram mais de 7%, e em


GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes Tivemos hotéis a fechar no Algarve, no inverno, que era uma coisa que não acontecia. Mesmo assim acha que no Turismo a crise não existe?

“A CRISE PARA O TURISMO NÃO EXISTE PORQUE ESTAMOS A CRESCER, O QUE NÃO SIGNIFICA QUE NÃO TENHAMOS PROBLEMAS – MUITOS DELES RELACIONADOS COM O EXCESSO DE OFERTA HOTELEIRA”

2012 cresceram mais de 5%, o que significa que, ao contrário de outros setores de atividade, as nossas receitas estão a aumentar, portanto, o Turismo não está em crise. Contamos com o decréscimo do turismo interno, que tem evidentes repercussões na nossa balança interna, mas a verdade é que temos mais do que compensado essa quebra com o turismo estrangeiro, mesmo o espanhol, que também está em crise. Desta forma, penso que as expectativas que estão previstas no PENT são adequadas.

é uma circunstância, nós não temos 365 dias de sol no Algarve por ano, portanto, ou se cria produto turístico no Algarve que justifique que as pessoas se dirijam lá no inverno, ou então teremos sempre esta circunstância. Apresentámos um plano de combate à sazonalidade para tentar alargar a época alta, porque é por aí que se começa a trabalhar. Estamos também a trabalhar novos produtos no Algarve, como o turismo de saúde ou residencial, que permitam combater a sazonalidade do tempo.

Tivemos hotéis a fechar no Algarve, no inverno, que era uma coisa que não acontecia. Mesmo assim acha que no Turismo a crise não existe? A crise para o Turismo não existe porque estamos a crescer, o que não significa que não tenhamos problemas – muitos deles relacionados com o excesso de oferta hoteleira –, que depois se traduzem quer na baixa dos proveitos da hotelaria, porque a concorrência é muito maior hoje e os hotéis baixaram muito os preços, quer na sazonalidade que existe em muitas áreas do país, como é o caso do Algarve. Mas a sazonalidade não é um problema,

Como acha que se deve promover Portugal lá fora? Quais são as nossas mais-valias enquanto destino? Portugal tem uma enorme diversidade concentrada num pequeno território e por isso temos de ter várias linguagens. Uma comum, que tem a ver com a imagem que Portugal quer projetar de si, como um país moderno, europeu, de qualidade, seguro, com diversidade, onde as pessoas sabem receber. Esta terá de ser a mensagem geral e comum. Depois há que segmentar a nossa mensagem conforme os mercados e os produtos que queremos promover.

Hoje em dia não é possível fazer campanhas meramente autoelogiosas, porque isto é o que países como Espanha, França, Croácia, Turquia, Tailândia estão a fazer. Temos de identificar o que é que a procura quer, por cada produto que nós queremos vender, e temos de segmentar a mensagem para esse mercado. Por isso é que a nova forma de promover Portugal, em que estamos a trabalhar, passa muito pela possibilidade de ter campanhas ágeis que permitam segmentar a mensagem e atuar nos diferentes mercados, com diferentes mensagens, consoante os produtos. De que país europeu recebemos mais turistas? É uma situação que vai oscilando. Em 2012 são ingleses, depois espanhóis, alemães e franceses. Acredita que uma estratégia de colaboração turística entre Portugal e Espanha seria benéfica para os dois países? Sim, sobretudo em mercados mais longínquos e onde as dificuldades de acesso são maiores e, portanto, Portugal terá maior dificuldade em captar diretamente esses turistas. Mas apenas se essa

FRONTLINE/15


GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes

“TEMOS DE

DESBLOQUEAR OS PROCESSOS DE ACESSO A FINANCIAMENTO – ESTAMOS A TRABALHAR NISSO PARA BREVE –, TEMOS DE ACABAR COM BUROCRACIAS QUE SÃO INÚTEIS E AJUDAR NA CRIAÇÃO DO PRODUTO”

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cooperação for justa e equitativa para os dois países. Não lhe posso dizer que qualquer cooperação com Espanha serve, teria de ser algo que beneficiasse e privilegiasse o destino Portugal também.

No caso do mergulho, é necessário rever, de forma bastante profunda, a regulação marítimo-turística, que não contribui em nada para fomentar o turismo náutico, de mergulho, no geral, os vários segmentos dentro do mar.

É expectável que venhamos a ter mais falências de grupos hoteleiros e um consequente agravamento do desemprego no setor? Os instrumentos de mecanismos de financiamento que criámos servem para impedir que essas situações aconteçam nas empresas que neste momento são viáveis e têm projetos exequíveis. Tanto a linha de apoio à tesouraria como a de consolidação financeira têm esse objetivo, de acudir as empresas que estão em dificuldades e que têm projetos viáveis. Temos depois mecanismos de financiamento do Turismo de Portugal, em que estamos a prorrogar os prazos de pagamento para que as empresas tenham uma folga maior, isto igualmente nos casos em que os projetos são viáveis. Estamos empenhados em impedir que projetos viáveis se percam por dificuldades conjeturais. Agora, não me peçam para utilizar dinheiro dos contribuintes para salvar projetos que não são viáveis. Podem ser bons e interessantes, mas o seu modelo de negócio é inviável e eu recuso-me a empregar o dinheiro dos contribuintes neles.

Qual a importância do turismo rural para o nosso país? O turismo rural permite dinamizar o interior, oferecer um produto que é único porque só Portugal é que tem este território – estamos a valorizar aquilo que é nosso –, ajudar a economia local e congregar vários setores de atividade numa fileira, desde a gastronomia à vinicultura, à fileira agroalimentar, até à própria indústria e o turismo, porque o produto do turismo rural envolve tudo isto. Mas para que o turismo rural tenha sucesso, a animação turística tem de fazer com que o turista encontre motivos para estar em determinado sítio: tenha rotas, passeios, percursos, atividades – foi por isso que alterámos o regime da animação turística –, que tenha uma estrutura que permita associações entre projetos concorrenciais e que com isso se consiga criar um produto que possa ser promovido e projetado lá fora.

Acredita que o turismo de mergulho pode esbater a sazonalidade de algumas zonas do nosso país? O que há a fazer para estimular este tipo de turismo? Sim, desde que o recurso turístico lá esteja, ou seja, desde que tenhamos um bom mar e boas condições de visibilidade e que tenhamos o atrativo para isso. Parece-me importante que a animação turística se faça de acordo com o território. Não devemos importar coisas que não têm a ver com o nosso território. Não vamos gastar dinheiro com projetos de raiz que não tenham a ver com o local.

O que há ainda a fazer nesta área? Temos de desbloquear os processos de acesso a financiamento – estamos a trabalhar nisso para breve –, temos de acabar com burocracias que são inúteis e ajudar na criação do produto. Não chega construir uma casa extraordinária em cima de um monte. Se o turista não tiver motivos para lá ir – passeios para fazer, atividades –, aquele projeto está destinado a ficar adormecido. O que lhe foi pedido no que toca aos cortes de despesa pelo processo de reforma do Estado? Onde vai cortar? O trabalho que estamos a fazer para o próximo orçamento, onde temos de fazer esses cortes, passa pela alteração do modelo de promoção, para o tornar mais barato e mais ágil.


GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes

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GRANDE ENTREVISTA Adolfo Mesquita Nunes

Estou convencido de que a redução de custos que estamos a fazer é positiva, não só porque estamos a reduzir mas também porque estamos a tornar o modelo de promoção mais ágil, estamos a poupar na organização da administração, na organização regional do Turismo. Depois há que alterar os mecanismos de financiamento, torná-los menos pesados, úteis, mais acesso a menos recursos. Como é que se podem alterar esses mecanismos de financiamento? Dirigindo-os para onde devem ser dirigidos, deixando de apoiar tanto a construção e auxiliar mais a consolidação financeira das empresas e os projetos de empreendedorismo, e diminuindo o peso que é exigido ao Estado para apoiar esse género de projetos. É um dos membros mais novos do Governo, mas já tem bastante experiência política. Está em vantagem face a outros membros do Executivo? Não...

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São sobejamente conhecidas as suas críticas ao Orçamento do Estado para 2013. Como foi a sua relação com o ex-ministro das Finanças? Nunca tive más relações com o ex-ministro das Finanças... É umas das vozes mais críticas em relação à ASAE, tendo mesmo já criticado o seu “fascismo alimentar”. Agora que controla este organismo, o que podemos esperar? A minha crítica não era à ASAE enquanto instituição, era aos métodos utilizados. O que temos hoje em dia é uma ASAE que já não insiste na mediatização de toda a sua ação, e que está a preocupar-se também com uma ação preventiva e de divulgação e não tão repressiva. Lá porque a ASAE não aparece nos telejornais, não significa que não esteja a desempenhar as suas funções. O objetivo é tornar a ASAE um instrumento importante de fiscalização e de prevenção e não mediático. É necessário que este organismo tenha em conta o princípio da legalidade,

evidentemente, e da proporcionalidade, na sua atuação. O que tem a dizer a todos quantos decidiram, este ano, fazer férias no nosso país? A decisão de tirar férias é íntima e individual e um secretário de Estado não pode opinar sobre isso. O meu trabalho como secretário de Estado é garantir que a escolha feita pelos portugueses não é defraudada e que o apoio que eles quiseram dar à economia nacional não é defraudado.Aquilo que eu espero como secretário de Estado é que uma escolha que dever ser livre de cada turista, de ficar em Portugal, se confirme como uma boa escolha. Que marca gostaria de deixar no setor do Turismo? Gostaria que o Estado não interferisse tanto na vida das empresas e que deixasse de dificultar – como ainda dificulta – o trabalho das empresas da área do Turismo, para que estas consigam fazer o seu negócio, que é captar turistas, tratá-los bem e pedir-lhes para voltar.


OPINIÃO José Caria

OUTROS VALORES MAIS ALTOS N

os tempos que correm, cada vez mais assumo como um privilégio o facto de ter sido educado numa instituição chamada Colégio Militar, particularmente pela referência de valores que a todos nós, Meninos da Luz, nos deu para a vida. “Um por todos, todos por um” sempre foi uma matriz referencial e um fio condutor de caráter, que perpetua para a vida e não apenas uma inscrição gravada em pedra ou papel que encerrava um qualquer simbolismo histórico perdido no tempo. O colégio ainda hoje vive alicerçado na certeza de que o espírito coletivo sempre prevalecerá sobre os interesses individuais na defesa dos valores que ajudem os que precisam e salvaguardem a instituição. Portugal também já foi outrora assim, e a nossa longa centenária história está pejada de narrativas onde o espírito coletivo e a afirmação da Pátria falaram mais alto e outros valores mais altos se levantaram. Mas essa mesma história também nos ensinou o momento exato em que nós, portugueses, perdemos o sentido patriótico de afirmação enquanto povo e enquanto Nação. Quando hoje olhamos para o presente, percebemos que a democracia que Abril de 74 trouxe a este país é ainda uma miragem, e a senda da liberdade acabou por deixar emergir uma exacerbação do individualismo e da cimentação de interesses próprios que, aliada a uma galopante incompetência da classe política, nos conduziu ao curro em que nos encontramos.

QUANDO HOJE OLHAMOS PARA O PRESENTE, PERCEBEMOS QUE A DEMOCRACIA QUE ABRIL DE 74 TROUXE A ESTE PAÍS É AINDA UMA MIRAGEM

Consultor de Marketing e Comunicação

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Pela primeira vez desde que é Presidente da República, Cavaco Silva parece ter compreendido isto e, esperemos, que tenha sido esta a razão determinante para a sua decisão de não aceitar qualquer solução proposta ou reivindicada, avançando com uma solução própria para tentar resolver a grave crise política que Portugal atravessa. Entenda-se assim que Cavaco Silva subiu a parada política e finalmente arriscou e mais arriscou quando deixou bem a claro – e esta leitura é inequívoca – a incapacidade revelada pelo atual espetro político português de A a Z, sem deixar ninguém de fora. Mas é precisamente nestes momentos que é necessário arriscar e o Presidente da República assumiu finalmente o exercício do seu cargo em pleno, não mais do que os portugueses esperam dele. Mas esses mesmos portugueses, afinal todos nós, também não podemos agora libertar-nos da responsabilidade, passando o ónus para o Presidente ou para quem quer que seja. Afinal, os últimos responsáveis de o país estar assim, quem são? Quem tem legitimado pelo voto sucessivos falhanços políticos, sejam do PS do PSD ou do CDS? Quem se tem escondido à sombra dos erros, escolhendo o caminho mais fácil, o de criticar, mas sem coragem para se chegar à frente mesmo que isso obrigue a romper com o status quo vigente deste mascarado exercício democrático? Cada um que responda com o seu imperativo de consciência.


OPINIÃO Isabel Meirelles

GOD SAVE THE KING A

Bélgica é a capital política da União Europeia e alberga várias outras sedes de organizações internacionais, pese embora o facto de ser um pequeno país com cerca de 10,7 milhões de habitantes, dividido entre Valões e Flamengos, cada vez mais dissociados pela língua, pela economia, pela política e por uma animosidade crescente. Com efeito, foi esta rivalidade que provocou várias crises políticas, as mais graves das quais em 2007 e em 20102011, esta última que deixou o país 541 dias com um executivo de gestão e que bateu mesmo o recorde do Iraque, como o Estado no mundo há mais tempo sem governo. Porém, a intervenção determinada de Alberto II, Rei dos Belgas, conseguiu manter a integridade do território, a unidade e independência do país, ameaçadas, designadamente, por partidos separatistas como o da Nova Aliança Flamenga, que nas últimas eleições se revelou a segunda força política da Flandres. A ação de Alberto II pautou-se pela perseverança e pela forma hábil como conseguiu manter-se como traço de unidade nacional, designadamente em situações delicadas e suscetíveis de aproveitamento político, como foi o caso Marc Dutroux, o pedófilo belga que matou e estuprou várias crianças e adolescentes, tendo o rei recebido todas as famílias das vítimas para lhes apresentar condolências. Curiosamente, Alberto II não estava na linha da sucessão, mas devido à morte súbita do seu irmão, o rei Balduíno, ficou à frente deste Estado conhecido por ser um enorme campo de batalha, designadamente nas duas últimas guerras

mundiais, que também marcaram a infância e juventude deste monarca que, com a família, viveu exilado na Suíça. O seu reinado, que durou apenas 20 anos, viu o seu final no dia 21 de julho, dia nacional da Bélgica, por ter decidido abdicar, em virtude de questões de saúde, em favor do seu filho Filipe, duque de Brabante, que aos 53 anos herda um país dividido e que pode ter a sua primeira prova de fogo já nas eleições de maio do próximo ano. Com efeito, é enorme a tarefa que espera este novo monarca, sendo que os seus poderes são limitados e a instituição da monarquia pouco bem vista por amplos setores flamengos, embora o rei esteja interditado de, publicamente, exprimir as suas convicções ideológicas, religiosas e outras, estando inclusive proibido de votar, num país onde o voto é obrigatório. A Bélgica e toda a Europa, incluindo o projeto de união europeia, precisam que Filipe e a sua mulher, ela própria oriunda da nobreza belga, estejam à altura de manter a coesão e a integridade nacionais, sob pena de se poder gerar, também noutros países, rastilhos separatistas e trazer de novo instabilidade ao Velho Continente. Desejamos, assim, ao novo Rei dos Belgas – e não ao Rei da Bélgica, porque é monarca de uma sociedade e não de um território, não tendo, por isso, nenhum atributo de poder como a coroa ou o cetro –, longa vida e muita sabedoria, pelo menos tanta quanto a do seu pai, na condução dos destinos do seu povo.

COM EFEITO, É ENORME A TAREFA QUE ESPERA ESTE NOVO MONARCA, SENDO QUE OS SEUS PODERES SÃO LIMITADOS

Advogada, Especialista em Assuntos Europeus

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OPINIÃO Carlos Zorrinho

BOM SENSO E

screvo esta crónica algumas horas após ter falhado o designado Compromisso de Salvação Nacional e com o País Político suspenso das cenas dos próximos capítulos. Corro assim o risco de as minhas reflexões serem desmentidas pela dinâmica da realidade entre o momento da escrita e o momento da publicação, sobretudo porque o tema que me proponho abordar – o bom senso – tem andado arredio da nossa democracia. O Compromisso de Salvação Nacional, tal como enunciado pelo Presidente da República, tinha um pressuposto – a necessidade de mudança de políticas, tendo em conta os resultados não obtidos pelas políticas em curso e o falhanço reconhecido dessas políticas, notório no quotidiano dos portugueses, nas estatísticas e nas cartas dos ministros de Estado demissionários, quer do irrevogável Vítor Gaspar, quer do revogável Paulo Portas. O Presidente da República estabeleceu três pilares para o acordo. Respeito a sua opção. Do meu ponto de vista, no entanto, o bom senso teria recomendado outra metodologia. Primeiro, a maioria governamental deveria ter reconhecido formalmente o falhanço das suas prioridades e escolhas e aceitar alterá-las. Depois, todos os partidos e organizações que o desejassem deveriam ter celebrado um pacto para a renegociação do modelo de pagamento da dívida. Finalmente, cumpridos estes dois passos, poderia ter sido tentada uma

DO MEU PONTO DE VISTA, NO ENTANTO, O BOM SENSO TERIA RECOMENDADO OUTRA METODOLOGIA

Professor universitário e deputado do PS

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convergência nas prioridades para o crescimento e o emprego. Não foi este o caminho seguido. Em resultado disso não foi possível chegar a um acordo e é fácil perceber porquê. Nos sites do PSD e do PS podem ser consultados os documentos base do diálogo. O PS respondeu ao repto da mudança de políticas e da entrada numa nova fase de aposta no crescimento e no emprego sem pôr em causa o rigor das contas públicas. O PSD tentou amarrar o PS às mesmas políticas de sempre e ao fecho tecnocrático das várias fases do processo de ajustamento, compondo depois esse nó essencial com alguma conversa mole mas inconclusiva sobre economia. Do CDS nada se sabe, a não ser que claudicou nas suas posições em troco da permanência no poder. Seja qual for o resultado imediato deste falhanço de diálogo, continuo a considerar válida a minha perspetiva de bom senso. Poderá já ser uma perspetiva impossível ou ter sido totalmente ultrapassada quando esta crónica for publicada, mas partilho-a com os leitores para memória futura. O caminho dum futuro melhor para Portugal implica três passos. Reconhecimento do falhanço do modelo da espiral recessiva. Renegociação do modelo de pagamento da dívida. Aposta em políticas rigorosas de fomento do crescimento e do emprego. É o que exige o bom senso e que nos deveria fazer convergir.


OPINIÃO Adalberto Campos Fernandes

SINAIS DE PREOCUPAÇÃO N

as últimas semanas foram-nos chegando algumas notícias preocupantes relativamente à evolução do sistema de saúde. Do ponto de vista do acesso, surgem sinais de abrandamento da atividade, sobretudo nos cuidados de saúde primários (relatório anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde no SNS 2012), ao mesmo tempo que vemos, com preocupação, uma desaceleração na criação de novas unidades de saúde familiar. O acesso aos cuidados de saúde aparece, nalgumas circunstâncias, condicionado pelo efeito das vulgarmente designadas ”barreiras económicas”. Sinais indiretos deste efeito podem ser encontrados no impressivo aumento da cobrança de taxas moderadoras, que revelaram, no primeiro trimestre, um crescimento de 57,5% face ao período homólogo. Um outro aspeto a ter em consideração foi-nos apresentado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde que, no seu último relatório, refere que “cerca de 30% dos idosos inquiridos através de um questionário realizado em 2013, pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), responderam que já deixaram de utilizar alguns recursos de saúde por não poderem comportar os custos, sendo que, destes, cerca de 60% referiram a consulta particular, 48% a medicina dentária, 47% a aquisição de óculos e aparelhos auditivos e 25% serviços públicos de saúde de primeira necessidade”. Por sua vez, o bastonário da Ordem dos Médicos referiu, em declarações públicas recentes, que “existe um bloqueio aos medicamentos inovadores, havendo doentes que estão a ser prejudicados pela sua não aprovação”.

Mais recentemente, o Instituto Nacional de Estatística afirmou, na publicação do relatório referente à conta satélite da saúde de 2012, que “a contribuição direta das famílias para o total de despesas de saúde aumentou, significativamente, entre 2010 e 2012 (passando de 27,4% para 31,7%), contribuindo o Serviço Nacional de Saúde com cada vez menor percentagem”. Neste domínio Portugal encontra-se, atualmente, no grupo dos cinco países da União Europeia com maior peso de pagamentos diretos, em saúde, por parte das famílias. Do lado da sustentabilidade económica e financeira emergem alguns sinais de agravamento da dinâmica de crescimento da dívida e do aumento dos prazos de pagamento. Isto apesar do importante exercício de regularização efetuado no final de 2012 e do significativo esforço realizado pelas entidades prestadoras que integram o Serviço Nacional de Saúde, no que diz respeito à contenção da despesa. Este quadro de sinais, muitas vezes contraditórios entre si, parece indiciar, como referiu o Observatório Português dos Sistemas de Saúde, haver alguma dissonância entre a “realidade oficial” e o “mundo real” dos cidadãos e dos profissionais. Numa área tão sensível como esta, é muito importante que esta dissonância seja esclarecida e, sobretudo, evitada. Existe, em Portugal, um grande consenso sobre a necessidade de reformar o sistema de saúde para melhor garantir o seu equilíbrio, qualidade e sustentabilidade económica e financeira. Para que tal aconteça, é fundamental garantir clareza nas políticas, tornando percetíveis os seus objetivos, os respetivos processos de implementação e, sobretudo, quais os efeitos esperados e os resultados obtidos.

EXISTE, EM PORTUGAL, UM GRANDE CONSENSO SOBRE A NECESSIDADE DE REFORMAR O SISTEMA DE SAÚDE PARA MELHOR GARANTIR O SEU EQUILÍBRIO

Docente da ENSP UNL

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OPINIÃO Luís Mira Amaral

O FUNDO DE ESTABILIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL

O

atual sistema de Segurança Social nasceu das Caixas de Previdência inteiramente financiadas pelas empresas e pelos seus empregados. O Estado começou (e isto com Marcelo Caetano) a atribuir pensões aos que não contribuíram e depois criaram-se outras benesses com o famoso Rendimento Mínimo Garantido, as quais pertencem obviamente ao Estado Social. Os regimes contributivos estão na esfera de um Estado-Segurador que tem financiado o Estado Social e não tem sido o Estado a financiar os pensionistas do regime contributivo! Preocupados com a sustentabilidade do sistema, Leonor Beleza, como secretária de Estado da Segurança Social, e eu, como presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, pedimos um estudo aos professores António Borges e Diogo Lucena sobre a matéria. O trabalho foi-me entregue já quase no fim dos meus dois anos como ministro do Trabalho e Segurança Social. Já aí se percebia claramente que a evolução demográfica podia transformar os sistemas redistributivos em esquemas tipo Ponzi (vulgo D. Branca). Houve posteriormente um Livro Branco e, no governo Sócrates, Vieira da Silva executou uma reforma do sistema com vista à sua sustentabilidade. Miguel Cadilhe, como ministro das Finanças, e Luís Filipe Pereira, meu secretário de Estado da Segurança Social e que o então primeiro-ministro não me deixou transitar logo para o Ministério da Indústria

O ESTADO COMEÇOU (E ISTO COM MARCELO CAETANO) A ATRIBUIR PENSÕES AOS QUE NÃO CONTRIBUÍRAM

Engenheiro e Economista

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e Energia, criaram o Fundo de Estabilização da Segurança Social (FESS). Miguel Cadilhe decidiu (e bem) constituir como património inicial do fundo a receita efetivamente cobrada em 1989 de imposto complementar, secção A, e de imposto profissional, não retido na fonte, referente aos rendimentos de 1988, isto na altura em que implementou o novo sistema fiscal e começou a cobrar IRS e IRC. O fundo seria ainda financiado por valores patrimoniais mobiliários e imobiliários, suscetíveis de capitalização e transferidos das instituições de segurança social (por exemplo, venda do vasto património imobiliário que a SS tinha). Tal fundo, em regime de capitalização, destinava-se a minimizar os riscos do regime redistributivo. Quando Luís Filipe Pereira saiu da Segurança Social, o fundo foi utilizado para financiar a habitação social! Agora o ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar decidiu afetar o fundo à compra de dívida pública portuguesa. Considero isto chocante e inaceitável, pois é pôr, mais uma vez, os pensionistas e contribuintes (futuros pensionistas) ainda mais dependentes das nossas finanças públicas e a financiá-las! Um Fundo de Pensões duma empresa não pode ser gerido pelos seus gestores para não atrelar a sua gestão aos interesses da mesma. Também aqui não devia ser o CFO do Portugal SA a gerir o FESS no interesse das suas finanças públicas!


EM FOCO Blue Shift

ATITUDE BLUE SHIFT A FRONTLINE voltou a falar com Francisco Nogueira de Sousa, profissional com um notável percurso assente numa vasta experiência em várias áreas do setor da hotelaria. Tendo dedicado 14 anos da sua vida à cadeia internacional Starwood Hotels & Resorts, conta, no decorrer da sua carreira, com reconhecidos sucessos ao longo dos diferentes projetos que abraça. Após uma história de êxitos a trabalhar por conta de outrem, Francisco Nogueira de Sousa decidiu empreender no seu próprio sonho e inovar na forma de pensar o turismo nacional. Nasceu assim a Blue Shift. Surge-nos agora a oportunidade de saber mais sobre este projeto, criado a partir daquela que Francisco Nogueira de Sousa apelida de “atitude Blue Shift”. 26/FRONTLINE


EM FOCO Blue Shift Na última entrevista falou-nos do seu percurso profissional. Poderia resumir-nos alguns momentos que considera fundamentais para hoje ser o fundador da Blue Shift? Tendo iniciado o meu percurso profissional no Sheraton Algarve, assumi, pela primeira vez, a liderança de uma equipa ao tornar-me diretor Comercial e de Marketing, aos 25 anos de idade, no Hotel Mencey. Após a passagem pelo Westin La Quinta e Sheraton Algarve, com a mesma função, fui convidado para integrar um projeto da Luxury Collection, enquanto diretor-geral. Ainda na Starwood, assumi funções em áreas distintas, tais como a Direção Regional de Comunicação da Starwood, para a área da Península Ibérica, a Direção de Operações do Sheraton Lisboa, aquando da reabertura da unidade, e, posteriormente, com esta mesma função, regressei ao Sheraton Algarve. O background adquirido nas várias áreas, a nível da gestão de topo, permitiu-me ganhar maior sensibilidade à relevância de cada uma delas na operação das unidades. Ao integrar as diversas equipas, ainda que no interior da mesma estrutura profissionalizada e estandardizada, como a Starwood, foi-me também possível apreender diferentes abordagens e ferramentas de trabalho personalizadas por cada equipa. A componente teórica das áreas pelas quais o meu percurso foi sendo construído foi determinante para a forma como a Blue Shift encara hoje os seus desafios. Entre outras, poderei destacar as formações em Six Sigma ou em Blue Ocean, lecionada pela INSEAD, que marca a nossa origem e métodos de trabalho. Foi ainda a experiência tida na realidade de grupos nacionais, nomeadamente no Martinhal Resort e Hotéis Real, que me permitiu adquirir um conhecimento profundo da realidade nacional e das suas condicionantes intrínsecas. Mais do que os produtos ou os talentos que fui encontrando ao longo destes últimos anos, foi a adaptação a novas realidades, sem o suporte de uma estrutura internacional e profissionalizada como a Starwood, que me permitiu entender as características de sucesso que foram sendo comuns no meu percurso e que me fazem hoje acreditar que podemos repeti-lo em todos os projetos futuros. Como descreve o processo de criação da Blue Shift e porquê agora? Ao integrar diferentes projetos e na análise do panorama económico internacional, constatámos que as empresas hoteleiras têm, neste momento, enormes desafios ao nível de rentabilidade, sustentabilidade económica e valorização de ativos. As soluções que propomos pretendem dar resposta às necessidades anteriormente evidenciadas através do verdadeiro envolvimento e responsabilização por todo

o processo, desenvolvendo o adequado posicionamento e diferenciação de produto. O nosso processo de operacionalização visa diversas etapas de intervenção e conta com profissionais especializados nas diferentes áreas de atuação, que intervêm consoante cada uma das fases. Dos vários projetos conduzidos no passado, há um que marca pela forma surpreendente com que atingiu resultados positivos num curto espaço de tempo. Foi o “despertar” para que pudesse entender o impacto que alguns dos principais indicadores de gestão, pelos quais me rejo, têm nos resultados de um hotel. Nem sempre as grandes mudanças ou reestruturações requerem alterações profundas de produto ou promoção, baseadas em investimentos avultados, e este foi um caso em que os resultados o demonstram. O processo de reposicionamento e mudança cultural foi conduzido pelas pessoas que encontrei na respetiva unidade e demonstrou, não só às equipas que foram agentes de mudança mas também ao setor, que um elevado crescimento é possível num reduzido espaço de tempo. Atendendo às evidências de que aumentar a rentabilidade, sustentabilidade económica e valorização de ativos são necessidades do turismo nacional e com a prova de que é possível a reversão de situações ditas “impossíveis”, tornou-se fundamental a criação desta empresa para complementar a oferta atual do mercado. O turismo, em Portugal, possui um elevado número de empresas que se dedicam à auditoria e/ou consultadoria. Contudo, a Blue Shift afirma-se como um produto inovador. De que forma espera disponibilizar algo que o mercado não possa já oferecer? Com a sua origem diretamente ligada à estratégia de negócio Blue Ocean, a Blue Shift não pretende concorrer com o mercado atual.Trabalha em parceria com ele para ser a solução, como agente da mudança. Numa altura em que as necessidades dos proprietários, bancos e fundos são muito diferentes da realidade até aqui conhecida, é fundamental que as soluções passem por dar uma resposta sólida que permita romper com o passado de alguns hotéis em Portugal. A nossa empresa distingue-se pela complementaridade aos serviços já oferecidos no mercado. Esta não é uma empresa consultora ou auditora.Vai mais além, delineando estratégias futuras, oferecendo uma plena integração na cadeia de valor de cada um dos negócios que abraça, definindo e implementando soluções individualizadas para cada uma das situações com que se depara. Qual a “atitude Blue Shift” a que se refere? A atitude Blue Shift espelha aquele que é o drive que se faz sentir na empresa. Uma atitude ativa e positiva, com

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EM FOCO Blue Shift

funções individualizadas, com um elevado grau de autonomia que se reflete numa enorme responsabilização de cada colaborador para que os objetivos propostos se concretizem. Todos fazem parte do processo de decisão e é fundamental que se sintam como parte da solução. Esta é a abordagem que a empresa procura introduzir nos seus projetos. Uma atitude apreendida por aqueles que são, para mim, elementos de referência, como o meu pai, José Nogueira de Sousa, do qual poderei evidenciar a postura profissional, maneira de estar perante os momentos cruciais de decisão, ética e respeito por qualquer colaborador, e o senior vice-presidente da Starwood para o Médio Oriente, Guido de Wilde, pelo rigor, know-how e ambição. Quando se refere a repensar o turismo, de que forma espera que a Blue Shift seja um agente de mudança? Nos dias que correm, assiste-se a um momento fundamental na alteração do turismo nacional. A passagem da gestão das infraestruturas de alojamento para fundos de investimento ou outras formas de investimento cria uma exigência de gestão por parte de profissionais orientados para resultados e rentabilidade. As novas formas de gestão acarretam o repensar da indústria, conduzindo à diferenciação de produtos e profissionalização do setor. Apesar do território e produtos oferecidos em Portugal serem assumidamente distintos, a oferta hoteleira carece de diferenciação. Contudo, existem inúmeras iniciativas por parte das entidades oficiais que poderão ser

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potenciadas por forma a alavancar o turismo nacional. A Blue Shift procura, desta forma, ser um agente catalisador na formação de profissionais no setor, proporcionando a evolução e desenvolvimento das capacidades de cada indivíduo que participa nestes projetos. Acreditamos que, ao permitir o desenvolvimento individual e ao respeitarmos o background de cada um, é possível desenvolver soluções e ferramentas com maior valor pela diversidade de inputs que apresenta. Analisando o panorama de segmentação do setor, é possível verificar que existem players com reconhecido valor nas diferentes áreas de atuação. Por este motivo, a Blue Shift tenciona dar um elevado enfoque na criação de sinergias e parcerias, traduzindo-se em situações win-win. A abordagem da Blue Shift alinha-se, desta forma, numa ótica de 360º, cobrindo áreas que poderão ser entendidas como: auditoria e consultadoria, gestão hoteleira, apresentando soluções para todos os serviços de apoio inerentes à operacionalização de hotéis e resorts. Acreditamos que este é o caminho para que se constitua enquanto agente impulsionador da reformulação do setor, em Portugal. Refere que o grande foco dos proprietários incide, cada vez mais, na rentabilidade e resultados financeiros. Não teme que esta abordagem venha a deteriorar o charme tradicional da hotelaria? O objetivo de um excelente profissional hoteleiro incide sempre em proporcionar momentos memoráveis


EM FOCO Blue Shift

aos hóspedes e este é o propósito final da Blue Shift. Ainda que estejamos empenhados na concretização de objetivos financeiros, estes não poderão ser alcançados se não tivermos um produto com serviço adequado às expectativas de quem escolhe determinada unidade. Assim, apostamos na simbiose perfeita, à semelhança do que já fora realizado noutras unidades, entre a redução de custos e o aumento de receita, acompanhados pelo crescimento do índice de satisfação dos nossos hóspedes. As soluções passam por repensar o produto e oferecer não o que é “tradicionalmente” oferecido por todos os hotéis, mas sim oferecer o que os clientes valorizam e estão dispostos a pagar. Também a centralização de serviços de apoio, como as compras, reservas ou de housekeeping, poderá ser apresentada a determinados projetos. Por outro lado, o aumento de receita carece de uma estrutura comercial e de marketing, que nem sempre poderá ser suportada por pequenas unidades, pelo que a sua centralização aumenta, entre outros fatores, a maximização de canais de venda através do aumento de exposição nos mercados nacional e internacionais. A Blue Shift assume-se como solução de 360º e em simultâneo refere que a diferenciação é fundamental. De que forma vê a ligação de dois conceitos que, à partida, se apresentam como antagónicos? Pretendemos ser solução a 360º no interior da organização que nos procura para a concretização de resulta-

dos financeiros e operacionais positivos. É fundamental entender o alinhamento estratégico do cliente para cada produto. Dessa forma a Blue Shift procura explorar a todos os níveis de cada uma das áreas de intervenção, desde a gestão à operacionalização, para que possam ser implementados os processos, ferramentas e procedimentos necessários. No entanto, cada projeto a que a empresa se entrega terá a sua própria solução, com os parceiros e colaboradores adequados à situação. O processo de diferenciação da oferta é exigente, obrigando a uma alteração de estratégia comercial, marketing e produto. O seu sucesso só é possível quando suportado pelos seus principais intervenientes, internos e externos, obrigando a garantir que os novos conceitos são entendidos e se refletem em todas as áreas de atuação. As mudanças são, geralmente, acompanhadas por alguma renitência por parte dos envolvidos. Contudo, e baseado na atitude Blue Shift, é possível vencer esta inércia, assegurando-se a eficaz gestão de recursos humanos, coordenação das áreas financeira, operacional e serviços de apoio, logo desde o momento inicial de atuação. Cada uma das fases é caracterizada pela intervenção de profissionais cujas competências se ajustam às necessidades de cada um dos momentos. O fator diferenciador na gestão de competências existentes na organização baseia-se no estabelecimento de parcerias com empresas de valor reconhecido no mercado, especializadas nas diferentes dimensões do negócio, como: marcas hoteleiras, marketing, imobiliário, entre outras.

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EM FOCO Blue Shift

Um dos projetos que conta com a vossa intervenção é o CampoReal Resort. Quais os objetivos para este resort? Este é um caso verdadeiramente aliciante na medida em que é um projeto âncora para a região do Oeste, e, com intervenção da Blue Shift, assistiu-se a uma reabertura em tempo recorde, após o término de um processo negativo muito recente. Novamente, esta que aparenta ser uma situação irreversível, apresenta-se, para a Blue Shift como uma oportunidade para fazer história na hotelaria nacional. Com a total entrega por parte da equipa, que tem sido a todos os níveis fantástica, o estabelecimento de parcerias com os elementos apropriados, no qual destaco o presidente da Região de Turismo Oeste, António Carneiro, e com uma extraordinária orientação por parte do fundo de investimento turístico proprietário, foi possível garantir o renascimento deste resort em menos de dois meses. As ações adotadas levaram à reinvenção do produto, formação da equipa, enriquecimento da experiência do hóspede na unidade e abertura de portas à região do Oeste. Dada a sua história, revelou-se fundamental aumentar a confiança dos parceiros e promover a consistência dos standards de serviço e produto oferecido. Desta forma, está a ser promovido, já para o verão, um conjunto de iniciativas que passam por aumentar a dife-

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renciação dos espaços encontrados no hotel, animações no final de tarde e entretenimento para crianças. Todas estas iniciativas espelham uma alteração de fundo da estrutura e gestão operacional, alinhado com a reestruturação e adoção de boas práticas, tendo em vista a preparação para a entrada de uma marca internacional. Em que outros projetos se encontra a Blue Shift envolvida? É fundamental, atendendo ao cliente que procura a participação da Blue Shift, que haja a maior discrição na abordagem aos seus projetos. A intervenção é reservada e caracterizada pela eficácia em concretização dos objetivos a que se propõe a nossa empresa. À semelhança do realizador que não surge num filme, à exceção do genérico, mas cujo cunho pessoal é evidente em pequenos detalhes de cada película que filma, também a Blue Shift não pretende surgir enquanto protagonista de cada um dos projetos, mas é possível, para os observadores mais atentos, constatar a sua intervenção. Desejamos que grande parte da intervenção e comunicação seja assente em comentários de anteriores e atuais clientes e, desta forma, permitir que outros nos procurem para que possamos desenvolver os nossos serviços. Esta é a relação que procuramos, posicionando-nos enquanto parte da solução e parceiro ideal para atingir aquele que é o seu objetivo.


EM DESTAQUE António Coelho

“A NOSSA CULTURA GASTRONÓMICA NÃO PODE MORRER” 32/FRONTLINE


EM DESTAQUE António Coelho

por Nuno Carneiro

Com 65 anos, António Coelho é hoje um dos empresários por tugueses mais bem sucedidos em Macau. Empenhado em manter viva a cultura gastronómica por tuguesa e em levar os saberes e sabores nacionais mais além, este bom gourmet brinda já os comensais com dois restaurantes de topo. Apostando essencialmente nos produtos nacionais, António Coelho revela que continua a utilizar “o azeite, o sal, a manteiga, o louro, o molho de tomate, o vinagre, tudo por tuguês.” Não ponderando, pelo menos para já, regressar a Por tugal, afirma que a sua vida em Macau é realmente uma “paixão”.

Como nasceu o seu gosto pela cozinha? É uma herança de família? Este gosto pela cozinha nasceu de uma maneira muito interessante, isto porque durante muitos anos o meu hobby era cozinhar aos fins de semana para a família. A certa altura conheci o Almeida – um grande amigo que já faleceu. Ele gostava muito de ir ao Benfica e vinha almoçar comigo quando havia futebol. Como era um bom gourmet, estava sempre a desafiar-me para novos pratos. E foi assim que tudo começou. Isto da cozinha é um vírus, e mais tarde, por força das circunstâncias – eu já tinha saído do Ministério da Saúde – tive a sorte de trabalhar, durante cinco anos, com um homem que adorava comer bem e beber melhor. Com ele conheci os melhores restaurantes de Portugal e da Europa. Por isso aprendi a ser um bom gourmet. Qual a sua experiência profissional até aqui? Depois de algum tempo apareceu-me um amigo que tinha uma rede de restaurantes e convidou-me para ir trabalhar com ele. Aí o virus volta a atuar! Aceitei o convite para ir trabalhar para um dos seus restaurantes, como diretor de Comidas e Bebidas. Aquele vírus não me deixava e comecei a trabalhar com o chef de cozinha que lá estava. Comecei a fazer

investigação, a deslocar-me a várias localidades do país, onde faziam bem este ou aquele produto, a ir lá aprender. Levava coisas de Lisboa e trocava informações sobre vários pratos tradicionais portugueses. Mais tarde comprei o Cota d’Armas, em Lisboa, em sociedade com outra pessoa – hoje é o Santo António de Alfama. Entretanto, fui convidado para diretor de Comidas e Bebidas do Grande Hotel da Curia, depois, para ir para Cabo Verde, para desempenhar as mesmas funções no Hotel Trópico, e cada vez mais a cozinha estava dentro de mim. A que se deveu a ideia de trazer os sabores portugueses para Macau? Quando me convidaram para vir para Macau, já trazia uma certa bagagem comigo sobre cozinha portuguesa, e foi o que tentei fazer aqui. Primeiro noutros restaurantes, por conta de outros, e depois nos meus próprios restaurantes. Foi bem recebido? O resultado económico está à vista. Em termos pessoais e profissionais, e sem me querer autoelogiar, as recomendações que nós temos da Michelin ou do Lonely Planet e todas as reportagens que têm sido feitas pelas mais diversas revistas internacionais, connosco e sobre o restaurante, são prova disso. Eu tento defender muito os produtos portugueses e

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EM DESTAQUE António Coelho

85% daqueles que uso são portugueses. De vez em quando aparecem fornecedores de produtos similares, italianos, espanhóis, que são mais baratos, e mesmo assim sou teimoso e continuo a comprar produtos portugueses. Qual o prato tradicional português mais apreciado pelos macaenses? Os macaenses têm uma cozinha própria, eu sou membro da Confraria da Cozinha Macaense. Têm sabores muito próprios, resultantes de uma mistura da laia chinesa e portuguesa. Agora, ninguém resiste – a não ser que seja alérgico a marisco – a um bom arroz de marisco malandrinho, nem a um bom arroz de polvo, e muito menos a um arroz de pato. Ninguém resiste – a não ser pessoas que não comam vaca – a um bom bife à portuguesa com carne vinda de Portugal. E depois, claro, temos todos os outros pratos que são tradicionais. Eu sou um tradicionalista por natureza. Sentiu necessidade de fazer algumas adaptações, em termos de paladares, dos nossos pratos? Não, a única coisa que faço é cortar no sal, mas isso já se faz na Europa. Não uso nenhum produto chinês. Mas parece-me que em Portugal, na comida portuguesa, já se começa a utilizar produtos chineses, como o molho de soja.

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Aqui continuo a utilizar o bom azeite português, o sal, a manteiga, o louro, o molho de tomate, o vinagre, tudo português. Nas sobremesas tento que sejam menos doces, porque os asiáticos não gostam tanto de doce como nós. Mas as pessoas continuam a comer bons crepes Suzete, um bom bolo de chocolate, um bom leite-creme e uma boa mousse de chocolate, só com um pouco de açúcar a menos. Todos os prémios que já recebeu são um incentivo para continuar a criar e a apresentar verdadeiras relíquias da gastronomia portuguesa, aqui em Macau? Os prémios são muito bonitos, dão-nos status e reconhecimento, mas as minhas grandes medalhas são o reconhecimento dos clientes. Tenho clientes que vêm do Japão, da Malásia, de Singapura, de Taiwan. Quando eles voltam aqui, para mim, isso é que é importante. Considera a marca António uma aposta ganha? Em termos pessoais é, em termos económicos vamos devagar. Mudámos o nome para António Group Lda. e isto num grupo de investidores diz muito. Temos já vinhos e água portugueses, incluindo vinho do Porto, com a marca António, o que revela que esta foi realmente uma aposta ganha. Agora não podemos é baixar os braços, porque quando uma marca tem o nome de uma pessoa é uma grande


EM DESTAQUE António Coelho

responsabilidade, obriga-nos a ter melhor staff, mais trabalho, mais controlo. A que se deve a abertura do seu novo restaurante? Não tínhamos espaço para responder a todas as solicitações. Faz eventos para fora? Sim, quando pagam o justo valor. Qual é, aproximadamente, a sua faturação mensal? É superior a um milhão, mas as despesas também aumentaram, temos muitas pessoas e os produtos encareceram. Em Macau, tudo o que é produtos alimentares encareceu. Mas ainda conseguimos manter vivo o nome da comida genuinamente portuguesa. A nossa cultura gastronómica não pode morrer, porque, se morre, acabamos com uma parte da cultura portuguesa. Qual o segmento alvo? Quem frequenta os seus restaurantes? É uma mistura em que 40% são chineses, 30% japoneses, 10% coreanos e 20% são turistas de várias nacionalidades. Alguma vez ponderou regressar a Portugal? Lembro-me do discurso de Durão Barroso a dizer que “Portugal estava de tanga”. Ora, como eu gosto de andar bem vestido, prefiro continuar em Macau.

Se tivesse que descrever a sua vida em Macau numa única palavra, o que diria? Paixão. Essa paixão ainda se vai manter durante muitos anos? Enquanto eu tiver vida e saúde, sim. O sucesso do António deve-se a si? Não só. Primeiro houve um grupo de pessoas que acreditou em mim e que me trouxe para este novo projeto. O que nós temos é fruto do trabalho que desenvolvemos há mais de 16 anos em Macau. É justo dizer que atrás de mim está uma boa equipa e uma ótima família. Tenho seis portugueses a trabalhar comigo, quatro na cozinha e dois na sala. Temos de continuar a ter paixão e amor à camisola. Qual é o limite do António Group? São 24 horas por dia, porque não há mais horas. Temos os restaurantes a funcionar 365 dias por ano, das 12h00 às 24h00. Em termos de inovações, vamos começar a apresentar um pequeno-almoço diferente, com doces portugueses, queijos, fiambre, presunto, chouriço, tudo português, pão feito cá e com bolos feitos por nós. Por outro lado, tentamos ter uma decoração 100% portuguesa, desde os azulejos aos talheres, até ao próprio equipamento de cozinha, que também veio de Portugal.

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UM HOTEL ENERGETICAMENTE

EFICIENTE

A Galp Energia, o ISQ e a Corinthia Hotels implementaram um projeto que tornou o Corinthia Hotel Lisbon um hotel energeticamente eficiente. Aquele que é um dos maiores cinco estrelas de Portugal alcança já mais de 20% no que toca à poupança a nível de energia. Tudo pelo ambiente! 38/FRONTLINE


MAGAZINE Corinthia Hotel Lisbon

E

spelhando um compromisso do Corinthia Hotel Lisbon, o conceito de Hotel Energeticamente Eficiente reflete o empenho da unidade em assegurar a otimização do seu consumo de energia e, ao mesmo tempo, reduzir a sua pegada de CO2. Para isso, o hotel apostou na instalação e utilização de sistemas eficientes e no recurso a fontes renováveis para a produção autónoma de energia. Na implementação deste projeto foi ainda determinante o apoio técnico do ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade). A funcionar em pleno desde janeiro de 2012, o grosso das poupanças é obtido através da adoção de medidas de eficiência energética. Entre estas, contam-se a reconversão dos sistemas de climatização, a recuperação de

energia térmica para o aquecimento de águas sanitárias e piscinas, ou a substituição de sistemas de iluminação por modernos equipamentos da mais elevada eficiência. Estas três áreas de intervenção do projeto – climatização, aquecimento de águas e iluminação – são responsáveis por cerca de três quartos dos consumos energéticos das unidades hoteleiras europeias. Ainda no que respeita à melhoria de práticas energéticas, foram instalados sistemas de gestão de desempenho energético que permitem o acompanhamento e monitorização dos consumos dos diversos equipamentos de uma forma desagregada, facilitando a identificação e eliminação de ineficiências e a definição de medidas que melhorem o desempenho energético. Foi

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MAGAZINE Corinthia Hotel Lisbon

igualmente definido um manual de boas práticas de eficiência energética para o hotel e ministrada formação específica nesta área aos diferentes colaboradores. A aposta na formação de todos é, nas palavras de Pedro Ferreira, assistant general manager incharge of engineering e mentor do projeto, “uma das grandes preocupações”, isto porque “é necessário formar e otimizar recursos”, conclui. Outras apostas Para além destas medidas, o Corinthia Hotel Lisbon pode passar a produzir parte da energia que consome, através da instalação de uma central solar térmica e de uma cogeração alimentada a gás natural que irá produzir eletricidade e vapor. Todos estes equipamentos contribuem, efetivamente, para a melhoria do balanço energético do hotel. Paralelamente, foram também instalados no parque de estacionamento pontos de carga elétricos que dotam a unidade das infraestruturas necessárias para que possa dar resposta aos clientes que apostam na mobilidade elétrica. Parceria de sucesso A parceria entre a Galp Energia e o Corinthia Hotel Lisbon assenta num modelo inovador baseado num contrato de performance energética com uma duração prevista de 10 anos. Neste modelo, a Galp Energia, através da sua unidade dedicada à eficiência energética – a Galp Soluções de Energia –, assegura todos os investimentos necessários à implementação do projeto, os quais serão inteiramente remunerados

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através do processo de verificação de poupanças, estabelecido no contrato de performance. Da parte do Corinthia Hotel Lisbon, o projeto foi inicialmente pensado há cerca de seis anos, na sequência da necessidade de reabilitação e remodelação dos equipamentos da área térmica e de arrefecimento, e passou a ser uma preocupação central em todos os planos de expansão da unidade. Esta preocupação permanente com a eficiência energética tem valido ao Corinthia Hotel Lisbon uma série de distinções na área ambiental. No futuro, o objetivo é dotar todas as outras unidades da cadeia com este projeto, isto porque a Corinthia tem a tecnologia como “aliado”. Em termos de benefícios, Pedro Ferreira revela que o hotel “ganhou uma nova alma e uma nova forma de estar que se revela mais eficiente em todas as áreas de negócio”. Uma cadeia internacional A cadeia de hotéis de cinco estrelas Corinthia foi fundada pela família Pisani, originária de Malta, tendo permanecido fiel às suas origens como um negócio familiar movido pela devoção ao detalhe e pela qualidade do pormenor dos serviços. Para além do moderno Corinthia Hotel Lisbon, na capital portuguesa, o portefólio Corinthia inclui o Corinthia Hotel Budapest, na Hungria; o Corinthia Hotel Prague, na República Checa; o Corinthia Hotel St. Petersburg, na Rússia; o Corinthia Palace Hotel & Spa, em Malta; o Corinthia Hotel St. George’s Bay, em Malta, e o Corinthia Hotel Tripoli, na Líbia. A mais recente unidade é o Corinthia Hotel London, a que se seguirá brevemente o Corinthia Taormina Golf Resort, na Sicília, Itália.


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HOTELARIA Ciriaco Campus

“O REID’S PALACE É UM DESTINO NO DESTINO” 42/FRONTLINE


HOTELARIA Ciriaco Campus

por Patrícia Vicente

Ligado à hotelaria desde 1990, Ciriaco Campus é atualmente o diretor-geral do Reid’s Palace, na Madeira. Consciente de que este é um hotel com uma grande história, mas que ainda assim tem mantido “uma oferta de serviços de qualidade”, o diretor-geral sublinha que o futuro da unidade passa por “melhorar ainda mais tudo o que de bom estamos a fazer agora”. Na opinião de Ciriaco Campus,“fazer parte da Orient-Express significa pertencer a uma coleção de unidades de negócio que proporcionam experiências autênticas, com um nível de qualidade reconhecido globalmente”. Talvez por isso todos os hóspedes que visitam o Reid’s Palace, para além de quererem conhecer a Madeira, procuram “experiências inesquecíveis”, conclui. Como descreve o Reid’s Palace Hotel? O que o distingue das restantes unidades hoteleiras existentes na Madeira? O Reid’s Palace é um destino no destino, é uma instituição no panorama hoteleiro internacional. O Reid’s é um hotel com uma história ultracentenária e que ao longo dos anos tem mantido constantemente uma oferta de serviços de qualidade. A história do hotel e a sua localização são a vossa melhor arma? Não podemos negar que este hotel emblemático tem uma carga histórica notável e uma localização privile-

giada que lhe conferem características únicas. Mas a nossa melhor arma é a qualidade do serviço, proporcionado com um alto nível de personalização. Qual o perfil dos vossos clientes? Os nossos clientes são pessoas exigentes que procuram experiências inesquecíveis. O Reid’s Palace também é conhecido pela tradição dos turistas que voltam, cerca de 50 por cento. A que se deve esta situação? De facto temos uma grande percentagem de clientes repetidos, alguns dos quais voltam desde há 30/40

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HOTELARIA Ciriaco Campus

anos, e várias vezes durante o ano. A razão? Um forte relacionamento criado ao longo dos anos. Para muitos deles o Reid’s é a sua segunda casa. Com certeza que este facto se deve à capacidade de toda a equipa do Reid’s ir além do normal, de modo a satisfazer os nossos hóspedes.

Quais são as vossas estratégias para combater a sazonalidade? Lançar novas ofertas e produtos. Por exemplo, temos encetado grandes esforços no sentido de captar o mercado das famílias, que tem respondido bem nos meses de fevereiro e outubro.

Quais são as principais apostas desta unidade? Quais as atividades mais procuradas pelos hóspedes? Sem dúvida que é trabalhar para mudar a perceção de que o Reid’s é um local inacessível. Além de gozar das instalações do hotel, os nossos clientes gostam de conhecer a Madeira, visitar os magníficos jardins e experimentar tudo o que a ilha oferece, seja no mar ou na montanha.

De que países recebem mais turistas? O top 5 é composto por Inglaterra, Alemanha, Suíça, Rússia e França.

Em termos de taxa de ocupação, que valores atingiram no ano passado? E este ano, esperam superar esses valores? No ano passado tivemos uma ocupação de cerca de 40%. Para este ano as previsões indicam que iremos superar.

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De que vêm à procura os turistas quando escolhem o Reid’s Palace? De um produto de qualidade proporcionado por uma equipa de grandes profissionais. A vossa ligação à Orient-Express é essencial? O que é que ela representa para a unidade? Para sermos mais precisos, o Reid’s Palace pertence à Orient-Express, portanto esta é mais do que uma ligação. Fazer parte da Orient-Express significa per-


HOTELARIA Ciriaco Campus

tencer a uma coleção de unidades de negócio que proporcionam experiências autênticas, com um nível de qualidade reconhecido globalmente. Que balanço faz da sua experiência enquanto diretor-geral desta unidade? É, sem dúvida, um balanço positivo, um grande desafio e uma grande responsabilidade perante todos os meus colaboradores e sobretudo perante os nossos clientes. Tenho a honra de liderar uma equipa que possui um alto nível profissional, que sente um grande orgulho por esta grande casa, e que tem uma imensa paixão pelo trabalho que diariamente desenvolve. Qual foi o seu percurso profissional até aqui? Estou neste setor desde 1990. Comecei a minha carreira em pequenos hotéis na Sardenha (Itália). Depois juntei-me à Starwood, onde trabalhei durante 13 anos com diferentes funções: rececionista, banqueting coordinator, reservations manager, revenue manager, director of sales & marketing, project & quality manager. Em 2008, depois de um telefonema, cheguei

à Madeira para desenvolver as funções de diretor de Marketing e Vendas no Reid’s Palace, e desde fevereiro deste ano estou ao comando desta fantástica unidade. O que está a achar da experiência aqui em Portugal? Como define os portugueses e em especial os madeirenses? Está a ser uma experiência muito interessante. Eu e a minha família não tivemos problemas de inserção, aliás, fomos acolhidos esplendidamente. Fizemos questão de aprender logo o português porque achamos que, além de ser uma mais-valia a nível de conhecimento, era uma forma de respeito para com o país que nos está a acolher. Posso falar mais dos madeirenses do que dos portugueses em geral. Acho que são um povo muito acolhedor e que nos colocaram à vontade logo do início. O que reparei, mas mais no âmbito profissional e relativamente a todos meus colaboradores, foi um grande sentido de responsabilidade e orgulho em trabalhar para o Reid’s.

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HOTELARIA Ciriaco Campus

PRIMEIRA PESSOA

CIRIACO CAMPUS Viagem inesquecível

Maui, no Hawai

Hotel de sonho

Hotel des Bains, em Veneza (já não existe, que tristeza) Restaurante preferido

Na Madeira, Armazém do Sal Carro de sonho

Maserati Quattroporte Livro que tenha lido mais do que uma vez

Na sua opinião, as redes sociais e a Internet são um meio privilegiado para promover as empresas ligadas ao Turismo? As redes sociais representam, sem dúvida, uma novidade no âmbito da comunicação e, consequentemente, como meio de divulgação. Na minha opinião são um complemento aos canais normais, que não deixam de ter um papel muito importante nas dinâmicas das comunicações. O que podemos esperar, no futuro, deste hotel? A esperança não é uma estratégia de negócio, portanto o futuro deste hotel passa por melhorar ainda mais tudo o que de bom estamos a fazer agora. Se tivesse que descrever o hotel numa só palavra, o que diria? Simplesmente “único”.

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Leio os livros só uma vez Teatro ou cinema

Os dois

Poema da sua vida

A Livella, de Totó Um lema

Para o infinito e mais além!!! Férias na praia ou na cidade

Praia

Cidade da sua infância

Ghilarza – Sardenha

Tem saudades de...

Dos meus amigos na Sardenha Viveu tudo o que queria?

Ainda não

Figura pública que admira

Bono Vox


DOSSIER Cruzeiros

ANIMAÇÃO E LUXO A BORDO por M. Sardinha

Em época de crise há um segmento que tem ganho novos adeptos: o turismo de cruzeiros. Há escolhas para todos os gostos e carteiras. 48/FRONTLINE


DOSSIER Cruzeiros

A

utênticas cidades flutuantes, cheias de luxo, animação e muitos serviços com um único objetivo: garantir o seu bem-estar. O turismo de cruzeiros tem ganho adeptos e Portugal não é exceção. Há ofertas para todos os gostos e carteiras e o menu de destinos é bastante variado. Em muitos dos pacotes que os principais operadores de cruzeiros disponibilizam, já nem sequer precisa de apanhar o avião para outra cidade europeia onde atraquem os navios mais apetecíveis. É que Lisboa tem apostado neste segmento e a atividade de cruzeiros promete registar recordes este ano. É o caso do cruzeiro a bordo do MSC Opera, que parte da capital portuguesa, visitando

Bilbau, Le Havre, Southampton, Ijmuiden, St. Peter Port, Vigo e desembarcando em Lisboa, com preços a partir dos 870 euros. Se preferir um cruzeiro que passa a maior parte do tempo a navegar no oceano, então escolha a viagem a bordo do Zenith da Pullmantur: um cruzeiro de nove dias, com saída de Lisboa e desembarque no Recife, Brasil. MSC Cruzeiros: pague um, leve dois Se escolher a MSC Cruzeiros, saiba que “o primeiro passageiro paga e o segundo viaja grátis”. Uma promoção disponível para três partidas selecionadas no MSC Orchestra, MSC Splendida e MSC Lirica, mas que se pode estender a outros.

5 MOTIVOS PARA FAZER UM CRUZEIRO 1. Pode fazer tudo o que quer, escolhendo de entre mil e uma atividades a bordo, ou optar por não fazer absolutamente nada, se for isso que procura. Numa só viagem, cobrirá uma vasta área com destinos absolutamente distintos. É isso que é viajar. 2. Um cruzeiro é uma viagem de conhecimento. Mesmo que se entregue ao divertimento, é mais que certo aprender algo inesquecível sobre cada um dos portos que visita. 3. Há um cruzeiro à medida de cada um. Não há nenhum gosto pessoal que um cruzeiro descure. 4. Se comparar o custo de umas férias em terra, facilmente concluirá, tendo em conta tudo o que um cruzeiro oferece, que não há relação preço-qualidade igual. 5. Saberá sempre, à partida, o que irá gastar nas suas férias. Alimentação, bebidas e divertimento, que são incógnitas noutro tipo de férias, estão inclusas no preço que pagou pela sua viagem. Eduardo Cabrita Diretor-Geral MSC Cruzeiros Portugal

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DOSSIER Cruzeiros

Qual a mais-valia da escolha de um cruzeiro como opção de férias? São algumas as mais-valias de selecionar um cruzeiro como opção de férias. É como viajar com o seu hotel, por vários destinos, durante a mesma viagem. A bordo, já incluído no preço da viagem, dispõe de várias atividades, entretenimento e todas as refeições. Terá, entre outras opções, acesso livre às piscinas, ao ginásio, a práticas desportivas como parede de escalar, minigolfe ou simulador de surf. À noite, para além do espetáculo tipo Broadway, o entretenimento estende-se por vários bares temáticos com música ao vivo, pela discoteca, ou apenas pelo convívio com novos amigos. Francisco Teixeira Managing Diretor MELAIR IR

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O MSC Orchestra fará um cruzeiro com partida a 13 de setembro de Génova e chegada a 19 de setembro a Villefranche, com escala em Civitavecchia, Palermo, Palma de Maiorca (overnight) e Ibiza (overnight), havendo também a possibilidade de embarque em Palermo no dia 15 de setembro. O MSC Splendida fará um cruzeiro com partida de Barcelona no dia 23 de setembro e chegada a Génova dia 28 de setembro, com escala em Valência, Tunis e Civitavecchia (também com possibilidade de embarque em Valência no dia 24 de setembro). O MSC Lirica apresenta um cruzeiro com partida a 23 de setembro de Civitavecchia e chegada a Génova a 3 de outubro, com escala em Messina, Marmaris, Limassol, Haifa (overnight) e Zakynthos. A MSC Cruzeiros tem também dois itinerários pelo Mediterrâneo a bordo dos navios MSC Armonia e MSC Sinfonia. De 7 de junho a 1 de novembro de 2013, o MSC Armonia tem partidas de Veneza às sextas-feiras, com uma escala longa em

Dubrovnik e oferta de uma excursão a Medjugorje. O navio para também em Ancona, Corfu, Gythion, Kefalonia e Kotor. Está disponível a partir de 290 euros por pessoa, em ocupação dupla. Já o MSC Sinfonia vai operar um itinerário pelo Mediterrâneo Ocidental, cuja partida ocorre em Génova às segundas-feiras, contando com escala em St. Tropez, Palma de Maiorca, Mahon, Olbia e Salerno, incluindo a possibilidade de passar uma noite inteira na animação de Palma de Maiorca. Neste cruzeiro, o preço é igualmente desde 290 euros por pessoa, em ocupação dupla. Royal Caribbean: do Brasil a Miami Também a Royal Caribbean apresentou recentemente novidades para a temporada 2013/2014. O Splendour of the Seas terá duas saídas temáticas no Brasil: o Royal Life, que partirá em fevereiro de Santos, ou o Royal Dance, que será realizado durante a viagem de travessia em abril, na qual o navio regressa à Europa. O primeiro tem duração de sete noites e parte de Santos no dia 16 de fevereiro de


DOSSIER Cruzeiros

2014, com escalas em Rio de Janeiro, Salvador, Ilhéus. Já o Royal Dance contará com uma programação de aulas de diversos ritmos e tem como destino final Barcelona. Na Royal Caribbean pode também optar por uma partida de Miami, com preços a partir de 1150 euros por pessoa, já com voo de Lisboa pela TAP, a 23 de agosto, e noite de alojamento em hotel de quatro estrelas. Segue-se o cruzeiro de sete noites em regime de pensão completa, com um itinerário que passa por Nassau, a capital das Bahamas, Charlotte Amalie, na ilha de St. Thomas, capital das ilhas Virgens Americanas, e Philipsburg, na ilha de St. Maarten. Outra excelente opção para esta temporada são os cruzeiros Celebrity, meticulosamente organizados para proporcionar excelentes noites a bordo, com um novo espetáculo do Cirque du Soleil. História e romantismo Ao melhor estilo “Love Boat” pode embarcar numa aventura nos cruzeiros Princess, com destinos tão exóticos como Alasca, Hawai ou canal do Panamá.

Com uma frota de 18 navios, a mais recente aquisição – Royal Princess – contou com o batismo da duquesa de Cambridge, Kate Midleton. Com temas variados e um misto de história e entretenimento tem os Crystal Cruises, cuja novidade é uma viagem pelo Império Romano, sob o lema “Gladiators & Empires”, que parte de Veneza e inclui visitas às mais famosas ruínas de Itália. Se gosta de magia, pode sempre optar pelo novo “Up Close & Magical”, que parte de Miami com membros do Magic Club de Hollywood a bordo para lhe ensinarem todas as técnicas de magia. Mas cruzeiro não tem ser obrigatoriamente sinónimo de viagem pelo oceano. O turismo fluvial também está em alta na Europa e o Douro é um dos destinos de eleição, recentemente destacado pelo influente jornal on-line “The Huffington Post”: “É uma das melhores rotas fluviais da Europa tanto para amantes do vinho como da História”, resume o artigo publicado na secção de viagens do portal norte-americano.

Qual a mais-valia da escolha de um cruzeiro como opção de férias? Posso adiantar que um cruzeiro é sem dúvida a melhor opção de férias em termos de preço/qualidade (fazendo as contas de noites de hotel, refeições, atividades a bordo e custos de visitar tantos destinos num tempo limitado) e com a grande vantagem de visitar várias cidades durante as férias desfazendo e fazendo as malas uma única vez. Com mais de 40 companhias de cruzeiros a navegar pelo mundo fora, há opções para todos os gostos e para todos os destinos. Cruzeiros com passageiros com média de idades nos 30 anos, cruzeiros para toda a família e cruzeiros só para adultos. Cruzeiros no Mediterrâneo, Norte da Europa, Ásia, América do Sul e até Volta ao Mundo. Navios para 4 mil passageiros com atividades 24 horas por dia ou navios para 150 passageiros com foco nos destinos. O conceito base de um cruzeiro é o mesmo para todos – navegar por vários portos durante um tempo limitado, com a vantagem de estar quase tudo incluído. A escolha do cliente passa pelo tipo de produto de cruzeiros com que mais se identifica, para que destino pretende viajar e qual a categoria de camarote pretendida. Diana Rawes Diretora James Rawes

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GRANDE ANGULAR Luís Lobo

“ANDO HÁ ANOS A LUTAR PARA QUE DEIXEM TRABALHAR EM MACAU VÁRIOS ESTUDANTES DE OUTROS PAÍSES” 52/FRONTLINE


GRANDE ANGULAR Luís Lobo por Nuno Carneiro

Vice-presidente do Hotels & Hospitality Galaxy Group, Luís Lobo está consciente de que a Região Autónoma Especial de Macau está muito centrada no turista chinês, que ali chega apenas para jogar. O empresário sublinha como necessário que surjam mais turistas vindos de outras partes do mundo, isto porque só assim se justifica o grande “leque de oferta” que existe. Preocupado com a falta de mão de obra qualificada e não qualificada na área hoteleira, Luís Lobo destaca o não conhecimento da língua chinesa como um grande entrave para receber trabalhadores de outros países, nomeadamente Portugal. “Como somos nós que recebemos [sobretudo o turista que fala chinês], faz sentido que sejamos nós a adaptarmo-nos”. Para além de existirem infraestruturas e serviços que estão subaproveitados, outro dos grandes problemas de estarem apenas centrados num mercado é, na sua opinião, o facto de os trabalhadores sentirem falta “do reconhecimento dos clientes”, que, tal como conclui, “é tão importante para esta indústria”.

O que o levou a aceitar o convite para trabalhar em Macau e mais especificamente no Galaxy Group? Foi um regressar a casa. Tive a oportunidade de reintegrar o grande boom prometido para Macau. Uma vez que a família não estava comigo, pareceu-me uma boa oportunidade para aproveitar. Como Macau é um destino de jogo, esta hipótese de me juntar a um grupo ligado a essa área foi muito vantajosa para mim. Optei pelo Galaxy e não por outros grupos estrangeiros porque gostei do desafio de poder participar numa nova criação. Na altura, o Galaxy praticamente não era entidade nenhuma e, em vez de me juntar a uma cadeia hoteleira americana, que já tem os programas definidos, tive oportunidade de, durante oito anos, criar o que, atualmente, este grupo tem para oferecer. Quais os desafios que enfrenta num grupo como este? A escala do projeto – é bom referir que estamos com 2500 quartos e que vamos ter mais 1500 dentro de pouco tempo com a abertura prevista do The W Marriott e do Ritz Carlton, em fins de 2014 – é

muito grande. Neste grupo estamos a falar não só de hotéis e de número de quartos, mas também do retail, os casinos, os restaurantes, e para tudo isso tem de haver coordenação e coerência. Quais são as suas funções? Atualmente, tenho como funções procurar parcerias, coordenar e orientar novos parceiros e avaliar a qualidade do serviço. Mas é bom salientar que Macau tem um grande desafio para todos nós que estamos nesta área, que é a mão de obra, ou a falta dela. Como se deu a sua entrada para o segmento hoteleiro? Qual foi o seu percurso profissional até aqui? O meu percurso foi interessante, do ponto de vista pessoal, uma vez que saí de Macau e fui para os Estados Unidos da América para estudar. Passei lá quatro anos e meio e licenciei-me em Hotel and Restaurant Management. Depois fiz a trajetória normal, fui para a Europa, estive em Londres, em Genebra, em Portugal, e fui fazendo várias coisas, sempre tendo como base a Alimentação e Bebidas. A certa altura, mudei para os Quartos e para a Administração Geral.

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GRANDE ANGULAR Luís Lobo

Vim para a Ásia, onde tive o privilégio de fazer a abertura do Regent Hong Kong, o melhor hotel naquela altura, e trabalhei em vários géneros operacionais de hotéis – de cidade, casino, praia, golf club. A única coisa que ainda não experimentei foi aparthotel. Em Macau existem diversas unidades hoteleiras de excelência. O que distingue o Galaxy Hotel das restantes? Esta unidade está ligada a um grupo de grande prestígio, que em menos de 10 anos passou a fazer parte da elite, não só aqui em Macau, mas a nível mundial, graças ao jogo. Hoje em dia, em qualquer parte dos Estados Unidos, todos sabem onde é Macau e todos percebem que o Galaxy Group está no topo. Em termos de atividades, quais as principais ofertas da unidade? Quais as mais procuradas pelos hóspedes? O complexo inclui o Galaxy Hotel, com 1500 quartos, e outros dois parceiros, o Okura, de grande prestígio, com 500 quartos, e o Banyan Tree, com 250 villas, que é conhecido mundialmente como um

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dos melhores operadores de resorts. Em 2014/2015 surgirá o The W Marriot, com 1200 quartos – será o maior do mundo – e o Ritz Carlton, com 255 suítes, que vai ser o maior all suites integrado. No futuro, vamos ter um complexo de entretenimento, um centro de conferências, casinos, lojas e, no mínimo, seis ou oito mais marcas de hotéis. Quais são os vossos principais mercados? De que países recebem mais hóspedes? Cerca de 60% dos turistas que Macau recebe são oriundos da China. Segue-se Hong Kong, Taiwan e outros mercados que estão a crescer, como a Coreia e o Japão. Destaque ainda para as Filipinas, Indonésia, entre outros. Um dos problemas do destino Macau é o facto de estar muito dedicado ao turista da China, há que fazer esforços para que esta realidade mude. Macau não pretende despertar a atenção de outros mercados? Macau já tem cerca de 30 mil camas, daqui a dois anos estaremos nas 50 mil, mas não nos preocupa-


GRANDE ANGULAR Luís Lobo mos com outros países, estamos muito focados nos nossos países vizinhos. Está provado que Macau cresceu mais e melhor do que, por exemplo, Las Vegas. Onde é que Macau vai buscar mão de obra especializada? Portugal pode ganhar com isso? Macau não tem outra hipótese, tem que aceitar – e já tem – mão de obra importada, não qualificada e qualificada. O número de quartos que temos exige mais pessoal. O governo tem que refletir mais sobre o assunto porque não conseguimos continuar a crescer mais se não apostarmos em mais mão de obra. A indústria de serviços, de hotelaria, não é atraente para o jovem, hoje em dia, isto porque aqui nem é necessário acabar o liceu, os jovens têm logo trabalho. Depois faltam pessoas para limpar os quartos, para transportar as malas, entre outras coisas tão necessárias. O crescimento de Macau pode passar pelos territórios chineses vizinhos? Sim, claro. Não sei se é do conhecimento público, mas o meu grupo de trabalho já tem um projeto para ocupar a ilha de Hengqin, num local onde já se vê grande movimento. Aí o jogo pode ser permitido? Não me parece que isso seja possível, provavelmente vamos ter de apostar em parques temáticos e infraestruturas para as famílias, mas não custa muito dar um pulinho até aqui para jogar. Macau tem condições para continuar a absorver todos quantos estão ávidos de conhecer a região? Na minha opinião, não. Não sei para onde podem ir mais pessoas, isto porque 60% dos turistas pernoitam, mas a verdade é que estamos abaixo das duas noites, porque muitos turistas não pernoitam. Com a continuação da abertura de novos casinos, Macau pode correr o risco de ter mais oferta do que procura? Por enquanto não, e desde que se faça um desenvolvimento “smart”, que aposte na diversificação dos mercados e que traga para cá aqueles que não vêm só para o jogo, então justifica-se a variedade e todo este leque de oferta que temos. O grande problema é que a maioria dos turistas chineses que vêm a Macau vêm para jogar, e mesmo que fiquem uma, duas ou mais noites, não fazem mais nada para além do jogo. Temos é de apostar nos seus acompanhantes que vão para as lojas, para restaurantes, etc.

E o campus universitário? Que benefícios trará? Ando há anos a lutar para que deixem trabalhar em Macau vários estudantes de outros países. Atualmente podem fazer apenas um estágio de três a seis meses, e depois não ficam porque não é possível. Quando entrou um concorrente no mercado, falou-se que em seis meses conseguiria recuperar o investimento. Macau é mesmo assim? Sim, é possível que isso tenha acontecido. O nosso hotel já teve 12 trimestres consecutivos de crescimento. O grande problema – a que felizmente o governo já começa a reagir – são as PME. Até agora, estas pequenas empresas não tinham acesso a investimento e empréstimos, e muitos turistas, em dias de feriado, chegam a restaurantes e lojas que estão fechados porque os proprietários não têm capacidade para pagar aos seus funcionários a triplicar. Por tudo isto posso afirmar que Macau não está totalmente orientado para o turismo. Portugal pode fazer protocolos com Macau para tentar minimizar a falta de mão de obra? Sim, mas há limitações devido à língua, isto porque o turista que nos visita só fala chinês, e como somos nós que recebemos, faz sentido que sejamos nós a adaptarmo-nos. O não dominar a língua chinesa é um grande problema. Também por isto, e para mim, não é bom estarmos focados apenas num mercado. Os trabalhadores sentem falta do reconhecimento dos clientes, que é tão importante para esta indústria.

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ESPECIAL Mercedes-Benz

CIDADE ATRAENTE

AUTOMテ天EL SEDUTOR

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ESPECIAL Mercedes-Benz

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ESPECIAL Mercedes-Benz

por Ana Laia

Contemporânea e movimentada, Toronto é a maior cidade do Canadá. Sedutora pelo seu sucesso económico e pela multiculturalidade que atravessa os seus bairros, qualquer visita a Toronto parece uma volta ao mundo. Por tudo isto, foi escolhida para a apresentação internacional do novo Mercedes-Benz Classe S, um automóvel que dá a conhecer a verdadeira “essência do luxo”. 58/FRONTLINE


ESPECIAL Mercedes-Benz

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oronto, que se situa na margem norte do lago Ontário ou lago das Águas Brilhantes, ressurgiu como uma metrópole contemporânea e agitada. Desde os anos 60 do século passado tem beneficiado de uma renovação que, aliada ao seu grande crescimento económico, a transformou num dos locais mais importantes do Canadá. No centro de Toronto situam-se os bancos, os estabelecimentos comerciais, nomeadamente o enorme centro comercial Eaton Centre, muitas galerias de arte e a CN Tower, que se tornou um ícone arquitetónico, embora inicialmente se destinasse a ser apenas uma antena de transmissão. Para além do centro, uma das características que a tornam tão vibrante e cosmopolita é a existência de muitos bairros, todos eles com o seu encanto próprio, desde a considerável Chinatown à Little India, passando pela Little Italy e, claro, pela Little Portugal. Cabbagetown está reple-

to de belas casas vitorianas e The Beaches tem quilómetros de passeios marítimos e grandes extensões de areia. Apesar de ser o principal núcleo comercial e financeiro do Canadá, Toronto é igualmente um importante polo cultural. Apresenta uma atividade teatral invejável, a terceira maior do mundo anglófono, depois de Londres e Nova Iorque, assim como muitos festivais de verão que se realizam nos arredores, designadamente em Stratford e Niagara-on-the-Lake. Os imponentes arranha-céus ladeiam uma natureza grandiosa e bem preservada. Situada perto das cataratas do Niágara, famosas no mundo inteiro pela sua beleza, imponência e imensidão, Toronto constitui um destino ideal para os amantes da natureza. A Mercedes-Benz sentiu esta inspiração e a nova aposta da marca da estrela só poderia ser apresentada mundialmente numa cidade como Toronto, moderna e cativante desde o primeiro olhar.

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Pronto para a estrada A Yonge Street ou a Highway 11 é uma artéria da cidade de Toronto, com 1930 km de comprimento, sendo considerada a maior do mundo. Já se imaginou ao volante do seu novo Classe S nesta rua? Nós passamos do sonho para a realidade e o resultado não poderia ser mais espetacular! O novo Classe S empurra os limites da tecnologia em vários campos e os clientes esperam que ele defina um novo padrão em todos os aspetos. Apostando em três eixos de desenvolvimento: Intelligent Drive, Efficient Technology e Essence of Luxury, a verdade é que a essência da marca não se perdeu e facilmente se identifica que este automóvel tem a alma de um Mercedes-Benz. Com a sua arquitetura clássica e uma silhueta que flui, o Classe S é a encarnação moderna de uma estética que se foi renovando ao longo dos tempos e que se foi

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adaptando às exigências atuais. Para sublinhar a superioridade sem esforço e a sua ambição de liderar, a grade do radiador é agora maior, vertical e distintamente tridimensional no design. Com o seu longo capot, a linha do teto abobadado e a extremidade traseira inclinada suavemente, este modelo apresenta proporções clássicas, mas sempre respeitando os padrões modernos. No que toca ao conforto, quer do condutor quer dos restantes ocupantes, o novo Mercedes Classe S destaca-se também pelos luxuosos e confortáveis bancos em couro, dotados de massagens múltiplas, ventilação e diversas regulações elétricas, existindo vários níveis de qualidade para os bancos traseiros. A climatização automática de quatro zonas é de série para máximo conforto. O sistema de som foi desenvolvido pela Mercedes-Benz – com a participação do engenheiro português César Ribeiro –, em conjunto com a Burmester.


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Inovar sem igual Com o objetivo de oferecer o melhor carro do mundo aos seus clientes, a Mercedes-Benz apostou em várias tecnologias que colocam o novo Classe S na senda da autonomia de condução. A grande inovação desta nova aposta da marca alemã passa pelo sistema de controlo da suspensão por antecipação, o Magic Body Control. E as ruas de Toronto foram o palco ideal para experimentarmos a verdadeira magia. A verdade é que não há lomba nem buraco que consiga pôr de lado a grande aposta no luxo e no conforto que é apanágio da marca. As suas viagens nunca mais serão as mesmas e, certamente graças a este sistema, irá pensar que existem cada vez menos buracos nas nossas estradas, isto porque vai literalmente deixar de os sentir. O que se passa é o seguinte: o conjunto de sensores

do Classe S e, muito especialmente, a câmara stereo colocada no topo superior do para-brisas, analisam constantemente o piso à frente do carro. Ao detetarem um buraco ou lomba mais pronunciados, registam a distância a que este se encontra, cruzam essa informação com a velocidade do carro e definem o momento exato em que o carro vai pisar esse obstáculo. Nesse momento, a suspensão (pneumática Airmatic de série) altera radicalmente as suas leis de amortecimento, tornando-se invulgarmente macia. Ao passarem pelos obstáculos, as rodas transmitem o mínimo de movimento para a carroçaria, recuperando, logo a seguir, a configuração adequada ao estilo de condução e condições da estrada. Estamos ou não a falar do melhor automóvel da sua classe? Infelizmente, o Magic Body Control é um equipamento opcional que só pode ser montado na versão V8 a gasolina S500, com 455 cv.

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O novo Mercedes Classe S destaca-se também pelos diversos sistemas de assistência à condução e segurança. Em estreia está o sistema de visão noturna Night View Assist Plus que, conjugado com o assistente de máximos ativo, consegue detetar peões e animais de forma bastante nítida em ambiente escuro, alertando o condutor para a sua presença. Todo o conjunto de equipamentos de segurança do novo Mercedes Classe S reforça, uma vez mais, a grande preocupação da marca alemã com esta temática. Motores em destaque Em termos de motorizações, e para já, os condutores portugueses poderão apenas escolher entre

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os modelos S 500 e S350 BlueTEC, mas no início de 2014 chega o S400 Hybrid. No final do próximo ano surgirá também o ambicionado S 63 AMG, a que certamente ninguém ficará indiferente pelos seus atributos. A grande surpresa surgirá no próximo salão de Frankfurt, com a marca a exibir o S 500 plug-in Hybrid, um híbrido que conjuga um motor V6 a gasolina com um propulsor elétrico de 80 kW, capaz de o manter apenas no modo elétrico durante 30 km e com uma bateria de iões de lítio na bagageira que demora entre duas e três horas a recarregar. Se ainda não ficou convencido, não perca mais tempo e desfrute deste automóvel de topo. Boa viagem!


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ESPECIAL BARCO Férias na neve Le Soleal

UMA ESTRELA EM LISBOA Uma silhueta elegante, uma atmosfera íntima e um barco sem precedentes, é assim o novíssimo Le Soleal, que se junta à frota da Compagnie du Ponant. Embarque e desfrute. 64/FRONTLINE


ESPECIAL BARCO FériasLe naSoleal neve

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porto de Lisboa recebeu, durante o mês de julho, 17 escalas, o mesmo número do que em julho de 2011 e de 2010, e mais quatro do que no ano passado. Um dos barcos que passou pelo nosso país foi o novíssimo Le Soleal, com capacidade para 268 passageiros e que se estreou na capital portuguesa com um turnaround. O navio de luxo Le Soleal foi entregue pelo estaleiro italiano de Fincantieri e é o terceiro de três navios que foram encomendados ao estaleiro de Ancona para a Compagnie du Ponant, que completa assim a sua frota. Este navio é gémeo de outros dois que já navegam na companhia, mais precisamente o Le Austral e o Le Boreal. Com 142 metros de comprimento e navegando sob a bandeira francesa, o Le Soleal desloca 12.500 toneladas. Seguindo as tendências das melhores companhias de luxo, o barco, com 132 cabinas e suítes, apresenta na maioria varanda privada. Uma rota traçada Vindo de Cádis, o navio chegou a Lisboa durante a manhã e partiu ao final da tarde para Leixões, dando início a um cruzeiro de 10 noites – “Cultura Celta” – que levou os passageiros até Reiquiavique. A temporada inaugural do Le Soleal será realizada na região do Ártico e inclui trajetos pela passagem nordeste que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, pelo estreito de Bering, entre muitos outros locais míticos e inesperados.

No que toca à decoração, destaque para uma inspiração contemporânea baseada no mundo dos iates de luxo, na qual sobressaem as linhas fluidas e um esquema de cor moderno, que combina madeira natural com tons de cinza e branco. O ambiente refinado é reforçado pela qualidade da mão de obra e pelos materiais selecionados: o branco contrasta com o calor do couro, que recorda o casco de um barco, enquanto a escultura central, composta por peças esmaltadas, tem a sua inspiração a partir do mar. Sinónimo de elegância francesa e de um espírito chique, o Le Soleal vai certamente impressionar.

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CHECK-IN EPIC SANA Algarve

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CHECK-IN EPIC SANA Algarve

EM COMUNHÃO COM A NATUREZA Com uma localização única e privilegiada sobre a praia da Falésia, o EPIC SANA Algarve, do grupo AZINOR, confunde-se realmente com a natureza. Seja para umas férias inesquecíveis ou para produtivos encontros de negócios, o primeiro resort da SANA Hotels em Portugal é o local ideal.

EPIC SANA ALGARVE HOTEL Pinhal do Concelho, Praia da Falésia Olhos de Água 8200-593 Albufeira Tel. 289 104 300 E-mail info.algarve@epic.sanahotels.com Website www.algarve.epic.sanahotels.com

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ituado sobre a praia da Falésia, o EPIC SANA Algarve é um cinco estrelas que oferece luxo, beleza, elegância, serviço, comunhão com a natureza, conforto, excelência e variedade. Da autoria do arquiteto Nuno Leónidas, esta unidade constitui um exemplo notável de arquitetura e integração paisagística. Os jardins, com projeto da autoria da TOPIARIS, permitem ao resort a plena harmonia com a paisagem, sustentada no respeito pelos valores naturais presentes. A decoração, que esteve a cargo de Teresa Leónidas, mistura o espírito descontraído com pormenores de sofisticação. Os tons de branco, esmeralda e dourado, com toques quentes de madeira, predominam em todos os recantos do hotel, dando a sensação de que o pinhal se prolonga pelo interior do edifício. As obras de arte, com motivos associados ao mar e à paisagem, são uma pre-

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sença constante e estão cuidadosamente integradas nos diferentes espaços. Espaço de excelência Distribuídos por 8 hectares de jardins e pinheiros estão 162 quartos, 24 resort suites, 43 apartamentos, três restaurantes, três bares, seis piscinas, um kids club, um baby club, 1500 metros quadrados de spa e um centro de congressos, que proporcionam a todos os visitantes uma experiência épica. As diversas tipologias de quartos, 162 no total, têm 32 metros quadrados e varanda privada (76 quartos doubles, 84 quartos twins e duas suítes) e caracterizam-se por serem espaços amplos, com banheiras a separar a casa de banho do quarto, permitindo o usufruto das vistas a partir de qualquer ponto. Os 43 apartamentos são direcionados para as famílias e oferecem piscina própria e um kids club com área de


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recreio integrada no pinhal. As suítes, uma das ofertas mais diferenciadoras, são independentes, com vista privilegiada para os jardins e para o mar. A pensar em todos Como em férias as refeições são momentos muito importantes, no EPIC SANA Algarve existem três restaurantes distintos que oferecem uma panóplia de sabores. O Abyad, restaurante onde são servidas as principais refeições do dia, apresenta uma oferta gastronómica variada, inspirada na cozinha internacional mas aliada aos melhores ingredientes regionais. O restaurante Al Quimia apresenta-se intimista e discreto, ideal para momentos especiais. O menu, moderno e criativo, é definido sazonalmente pelo chef Luis Mourão, de modo a proporcionar uma viagem pelos sabores

da gastronomia portuguesa. Situado na zona das piscinas, no centro do resort, o Open Deck, de decoração contemporânea, é o indicado para as refeições em família. Este é o restaurante mais tradicional do hotel, com um menu maioritariamente constituído por peixe fresco e marisco. Para que não seja necessário sair da unidade para viver a verdadeira experiência épica, o EPIC SANA Algarve oferece dois bares, disponíveis não só para hóspedes mas também para visitantes. No By EPIC Bar, local perfeito para relaxar, são servidos chás, cocktails clássicos, sumos de fruta, tostas e deliciosos petiscos. Já o BLUUM BAR é ideal para uma noite animada. Num misto entre o clássico e o trendy, o bar disponibiliza cocktails arrojados, twists nas comuns bebidas espirituosas e animada programação musical.

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De passagem obrigatória Para umas férias épicas e relaxantes, o Sayanna Wellness SPA é local de passagem obrigatória. Os 1500 metros quadrados que o compõem convidam à busca do bem-estar do corpo e da mente, resultando num relaxamento profundo. Com forte inspiração nos tratamentos orientais, os dois pisos do spa oferecem 10 invulgares salas de tratamento e estética, todas com terraços exteriores, uma piscina interior, uma sala de relaxamento para desfrutar após os tratamentos, duas tendas e um pavilhão outdoor de tratamentos para casais, com jardim, jacuzzi privativo e uma fantástica vista para o oceano Atlântico. Para os amantes das atividades físicas, além do ginásio, equipado com os mais modernos equipamentos de treino, existe um campo polivalente e um circuito de jogging. Mesmo em trabalho O EPIC SANA Algarve assume-se ainda como a melhor opção para reuniões e eventos no Algarve. Com um pé-direito de 4,2 metros, o Centro de Congressos, com 1848 metros quadrados de espaço interior e mais de 1000 metros quadrados de espaços exteriores, permite acolher diversos tipos de eventos, desde as ha-

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bituais reuniões a exposições, lançamentos de carros, concertos, desfiles de moda ou casamentos. O primeiro resort da SANA Hotels em Portugal, o EPIC SANA Algarve, é realmente um mundo à parte, em plena praia da Falésia, oferecendo uma multiplicidade de facilidades, como golfe, desportos aquáticos, mergulho, pesca desportiva ou parques aquáticos, que complementam a sua oferta. SANA Hotels A SANA Hotels é a cadeia de hotéis do grupo AZINOR que tem como objetivo crescer de forma consolidada e ser uma das principais cadeias hoteleiras a nível nacional e internacional, oferecendo propostas de valor diferenciadas, apostando na qualidade dos seus produtos, no serviço ao cliente e no capital humano. A SANA Hotels conta atualmente com 13 unidades hoteleiras em Portugal, de três, quatro e cinco estrelas, nas zonas de Lisboa, Algarve, Estoril, Sesimbra e Caldas da Rainha, sendo já uma das principais cadeias hoteleiras em Lisboa. A nível internacional, existe um hotel em Berlim (Alemanha) e um em Luanda (Angola). O EPIC SANA Algarve representou um investimento de 65 milhões de euros e criou 170 postos de trabalho.


Sundeck Design by EOOS

Sundeck. Mais do que um banho. Louça e mobiliário de sala de banho, bases de duche, banheiras, sistemas de hidromassagem e bem-estar, acessórios: Duravit é a solução ideal para a sala de banho completa. Para mais informações contacte: Duravit Portugal, Rua Antoine de Saint-Exupéry, Alapraia, 2765-043 Estoril, duravit@jrbotas.com, Telefone 21 466 71 10, www.duravit.com


SPA Six Senses Tivoli Hotels Spa& Resorts MGM Macau

BEM-ESTAR SEM PRECEDENTES Verdadeiro santuário de bem-estar e relaxamento, o Six Senses Spa do MGM Macau faz as delícias dos hóspedes. Com uma grande variedade de tratamentos e rituais, é um ponto de paragem obrigatório nesta unidade de exceção. 74/FRONTLINE


Six Senses Spa Avenida Dr. Sun Yat Sen, NAPE Macau

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Tel. 00 853 3838 Tivoli Hotels & 8802 Resorts E-mail sixsenses@mgmmacau.com

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cone contemporâneo, o MGM Macau ergue-se imponente e altivo nos céus de Macau. Resultado da parceria entre a Pansy Ho e a MGM Resorts International, duas empresas líderes no que toca a inovação, esta unidade abre as suas portas a quem aprecia o bom gosto e a elegância. Situada na zona cosmopolita de Nam Vam, um local privilegiado da orla marítima da cidade, a torre de 35 andares do MGM Macau tem 154 metros de altura. A sua forma recorda o movimento mágico das ondas e as suas paredes de vidro brilhante refletem os tons da água junto à marginal. Com cerca de 600 quartos de luxo, entre os quais 15 villas, 99 suítes e 468 quartos de design contemporâneo, o seu principal objetivo é satisfazer o gosto apurado dos clientes. No seu interior descobre-se, para além de restaurantes de topo e de espaços úni-

cos para negócios e lazer, um local mágico onde é possível relaxar. Falamos do Six Senses Spa, um santuário de relaxamento para o corpo e para a mente. Com 2720 metros quadrados, inclui 10 áreas de tratamento com estruturas de apoio como piscina de vitalidade, uma sala de vapores, sauna e ainda massagens com cerâmicas aquecidas. O espaço do spa conta ainda com ginásio, cabeleireiro e um moderno trilho pedestre. Tudo para que se sinta verdadeiramente no paraíso. Tratamentos de topo De entre os tratamentos disponíveis na carta, destaque para a massagem Balinesa, para a de pedras quentes, para a Thai, entre muitos outros tratamentos capazes de nos transportar para um mundo onde o stress e as preocupações não têm

lugar. Para completar o extenso menu, existe um tratamento muito especial – o Tuina – constituído por acupunctura tradicional chinesa, massagens shiatsu e de Bali e terapias inspiradas na medicina tradicional tailandesa. Uma grande variedade de rituais – da Terra, do Metal, da Madeira, da Água e do Fogo – destinados ao bem-estar promete, igualmente, fazer as delícias dos hóspedes do inesquecível MGM Macau. Uma suíte privada está ao dispor e encontra-se equipada com banhos de vapor, chuva artificial, chuveiro tropical e uma zona de cromoterapia. As perfumadas fragrâncias que a preenchem misturam-se e estimulam todos os sentidos, de modo a permitir que o corpo e a mente encontrem o relaxamento total. Embarque nesta viagem e desfrute.

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NÉCTARES A nossa seleção

RÓTULOS EM DESTAQUE

Vallado Branco 2012

O Vallado Branco 2012, das castas Códega, Rabigato, Gouveio (Verdelho), Viosinho e Arinto, é um vinho de aroma floral, de fruta bem madura com algumas notas de melão. Apreciado pela sua frescura, na boca apresenta-se com um sabor equilibrado e persistente a notas cítricas. Este é um vinho muito mineral e fresco, com sabor equilibrado e persistente com notas cítricas. As uvas, maioritariamente provenientes de vinhas novas, foram vinificadas no sistema de bica aberta. A fermentação durou cerca de um mês com temperatura controlada entre 14º e 16º C. Depois, o vinho estagiou durante quatro meses em cubas de aço inoxidável.

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Vallado Moscatel Galego Branco 2012

O Vallado Moscatel Galego Branco 2012 encontra a sua origem em três parcelas: numa de vinha velha com mais de 40 anos e em outras duas com cerca de 15 anos. Apresenta-se como um vinho de aroma subtil, onde predominam características florais a rosas e a hortelãpimenta. Na boca é um vinho delicado, onde predominam sabores florais. Com um final fresco, diferencia-se dos moscatéis clássicos por ser seco. As uvas foram vinificadas no sistema de bica aberta. A fermentação durou cerca de um mês com temperatura controlada entre 14º e 16º C. Depois, o vinho estagiou durante cinco meses em cubas de aço inoxidável.

Quinta do Vallado Reserva Branco 2012

O Quinta do Vallado Reserva Branco 2012, proveniente das castas Gouveio/ Verdelho, Arinto, Viosinho e Rabigato, é um vinho de aroma mineral com a fruta bem casada com o fumado da madeira. Destaque ainda para as notas de melão presentes. Quanto ao sabor, apresentase com um excelente corpo e acidez, complexo cítrico, e com um final muito longo. As uvas, maioritariamente provenientes de vinhas novas, foram vinificadas no sistema de bica aberta. A fermentação durou cerca de um mês com temperatura controlada entre 14º e 16º C. Seguiu-se um estágio de quatro meses em cubas de aço inoxidável.


NÉCTARES A nossa seleção

Frescos, leves, frutados e com muita personalidade. São assim as nossas sugestões de vinhos para o verão. Desfrute dos convívios ao ar livre na companhia de vinhos de excelência e não se esqueça de colocar na mesa o melhor da gastronomia portuguesa.

Vallado Touriga Nacional Rosé 2012

O Vallado Touriga Nacional Rosé 2012 é um vinho que provém de uma vinha selecionada de Touriga Nacional na cota mais alta da quinta, que lhe confere um baixo teor alcoólico e uma elevada acidez. De sabor a frutos vermelhos, é um vinho que poderá acompanhar pratos leves e saladas. Foi vinificado pelo método tradicional de bica aberta e tem os aromas típicos dos rosés, sendo que o que mais sobressai é o aroma de frutos silvestres, característico da Touriga Nacional. O seu estágio decorreu durante quatro meses em cubas de aço inoxidável. O rosé é resultante da fermentação do suco ou mosto extraído de uvas pretas ou tintas.

Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2011

O Monte da Ravasqueira Reserva Tinto 2011 é produzido a partir das castas Syrah e Touriga Nacional. É um vinho de cor densa, encarnada escura e opaca, e nariz com fruta intensa de mirtilos e framboesas, massapão, confeitaria e especiarias. Na prova, revela-se mineral, com barrica muito bem integrada, notas de chocolate preto, groselha preta e floral. Evidencia ainda notas de liquorice com taninos densos e elegantes, a que acresce um final longo e constante. Foi engarrafado em março de 2013. Este Reserva Tinto 2011 já viu reconhecida a sua excelência e qualidade ao ser distinguido com medalhas de ouro em três concursos internacionais.

Lavradores de Feitoria Rosé

Um rosé sob a marca Lavradores de Feitoria é a novidade do produtor duriense com o mesmo nome. Uma nova referência que se junta aos Lavradores de Feitoria branco e tinto, num trio que promete uma excelente relação preço-qualidade e a opção acertada para ser consumido e apreciado diariamente. Os descritores da primeira colheita do Lavradores de Feitoria rosé definem-no como tendo uma cor salmão avermelhado. No aroma é fresco e muito frutado, salientando-se a cereja e a ameixa vermelha. Na boca mantém-se a frescura e a fruta, às quais se juntam a elegância e uma acidez muito equilibrada, com fruta viva e intensa.

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MOTORES BMW Série 4 Coupé

DESCOBRIR CASCAIS AO VOLANTE DE UM BMW O VERDADEIRO PRAZER DE CONDUÇÃO 78/FRONTLINE


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Com um clima convidativo, uma oferta hoteleira de excelência e infraestruturas muito interessantes, Cascais foi o local escolhido para a apresentação internacional do novo modelo da BMW, o Série 4 Coupé. O primeiro elemento da nova família Série 4, com lançamento marcado para outubro deste ano, é realmente arrebatador. Na verdade, o BMW Série 4 Coupé não é apenas um automóvel, simboliza a essência do prazer de conduzir.

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ortugal foi escolhido como cenário para a apresentação internacional do novo modelo da BMW, o Série 4 Coupé. O evento, que se realizou entre os dias 15 e 27 de julho, no Onyria Marinha Hotel, em Cascais, juntou mais de 300 jornalistas oriundos de 25 países, num encontro que incluiu a possibilidade de experimentar o automóvel pela cidade de Lisboa, ou um ensaio mais desportivo no Autódromo do Estoril. O clima, a oferta hoteleira e as infraestruturas disponíveis contribuíram para a escolha do nosso país em detrimento de outras possibilidades espalhadas pelo mundo. Com esta apresentação, a BMW volta a abrir as portas de uma cidade portuguesa ao mundo, para que os jornalistas, além de apresentarem o novo modelo BMW Série 4 aos seus leitores, partilhem o fascínio que ela pode oferecer. O facto de um grupo com a importância da BMW ter apostado uma vez mais no nosso país – recorde-se que já em 2011 Lisboa foi o cenário escolhido pela empresa para apresentar o novo modelo BMW Série 6 ao mercado britânico – demonstra o envolvimento da marca na projeção de Portugal. Descobrir este modelo O BMW Série 4 Coupé apresenta-se mais comprido, mais baixo e largo do que o antecessor, o Série 3 Coupé. Por

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outro lado, é também maior do que o atual Série 3 berlina, do qual herda a plataforma, bem como grande parte da mecânica e interior. Símbolo da essência do prazer de conduzir, as suas linhas alongadas destacam a pose elegante. Estas foram ainda combinadas com proporções perfeitas, superfícies musculadas e dimensões alargadas, características estas que acentuam uma dinâmica de exceção e dão a conhecer um automóvel que aguça os instintos mais egoístas. O interior distinto e muito apelativo envolve o condutor, aliando a exclusividade ao prazer de conduzir. Todos os comandos importantes encontram-se ergonomicamente agrupados em torno do condutor, o qual possui um fácil acesso a todas as funções. Perante este cenário, nada melhor do que deixar-se entusiasmar pela perfeição e aproveitar para desfrutar de um automóvel singular. A bagageira apresenta uma capacidade de 445 litros, mais cinco do que o Série 3 Coupé, mas menos 35 litros do que o Série 3 de quatro portas, tudo para que as suas viagens sejam realmente inesquecíveis. Em termos práticos, o novo BMW Série 4 Coupé representa um modelo de proporções equilibradas, resultando

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de uma evolução do Série 3 Coupé, agora em fase de saída de cena. Como novidades, este BMW Série 4 Coupé apresenta um espírito mais desportivo, com entradas de ar atrás das rodas dianteiras e linhas horizontais proeminentes até à retaguarda, onde se destacam as áreas envolventes às rodas traseiras bem proeminentes. Motorizações para todos Na fase de lançamento, o Série 4 Coupé estará disponível com três motorizações: o diesel 420d Coupé com 184 cv e os motores a gasolina 428i Coupé com 245 cv e 435i Coupé com 306 cv. Mais tarde a gama será reforçada com as versões diesel 430d Coupé com 258 cv e 435d Coupé com 313 cv e uma opção a gasolina mais acessível, o 420i Coupé com 184 cv. De série, todos os modelos estarão equipados com caixa manual de seis relações, com exceção do 430d Coupé e do 435d, que contarão com uma automática de oito velocidades. Esta será opcional nas restantes versões. A eficiência é um dos principais argumentos do modelo. A média de consumo começa nos 4,6 litros/100 km, na versão 420d Coupé, equipada com caixa manual. Já no que toca às emissões de CO2, estas ficam-se pelos 121 g/km.


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O 420d Coupé acelera dos 0 aos 100 km/h em 7,5 segundos e alcança os 240 km/h de velocidade máxima. Para já, o 435i é o topo da gama, mas em 2014 deverá ser apresentado o M4, que utilizará o bloco em linha de seis cilindros com 3.0 litros, com 445 cv. Saber fazer De acordo com as primeiras informações adiantadas pela BMW, os engenheiros da marca conseguiram fazer melhorias importantes em áreas como a precisão da direção, precisão e agilidade. Conseguiram aperfeiçoar, ainda mais, os instintos do novo BMW Série 4 Coupé, transformando-o numa pura máquina de condução. Tecnologias já conhecidas noutros modelos da marca bávara, como a função Auto Start Stop, Brake Energy Regeneration e ainda o Shift Indicator, foram incluídas neste modelo, que apresenta como inovação um assistente de condução Proactive.

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Graças ao BMW EfficientDynamics é possível desfrutar de uma economia de combustível sem precedentes. Além dos motores a gasolina e diesel, com a sua economia de combustível otimizada, o conceito de carro inteligente também ajuda a maximizar a eficiência. O modo ECO PRO dá ao carro o potencial para reduzir o consumo de combustível até 20%. Para além de tudo isto, o novo BMW Série 4 Coupé implanta uma combinação única de sistemas de assistência ao condutor e serviços de mobilidade para definir o ponto de referência em termos de segurança, conforto e entretenimento. Entre os destaques, está a nova geração do sistema de navegação Professional, que oferece capacidade extra, gráficos mais nítidos e elementos em 3D para visualização do mapa e do estágio de desenvolvimento mais recente do Controlo de Cruzeiro. A tecnologia disponível neste modelo permite ainda a conexão, de forma muito simples, de smartphones. Ficou curioso? O melhor será mesmo experimentá-lo!


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O que é que representa para Portugal um evento como este (em termos económicos, turísticos e de projeção do país)? Claramente, um evento desta dimensão (300 jornalistas de 25 nacionalidades) é positivo para a hotelaria, para a restauração e para o turismo nacional em geral, mas a sua maior relevância encontra-se no facto de o público-alvo do evento ser composto exclusivamente por jornalistas. Assim, falamos de mais de 300 artigos, reportagens, peças de televisão e rádio, que vão divulgar não só a experiência de cada jornalista ao volante do BMW Série 4, mas também as experiências vividas em Lisboa e Cascais, divulgando o destino Lisboa pelo mundo fora. João Trincheiras

Corporate Communications Manager E para a BMW Portugal? Para a BMW Portugal é sempre um orgulho receber em Lisboa uma apresentação de um modelo tão importante para a marca. A apresentação mundial deste modelo em solo nacional é o reconhecimento não só do facto de Portugal ter excelentes condições para um evento desta dimensão, mas também da importância do mercado nacional para a marca. O mercado nacional sempre teve uma grande apetência pelos coupés de médias dimensões da BMW e atualmente a marca tem em Portugal uma quota de mercado de 7.23% (valor acumulado de janeiro a junho de 2013), uma das mais elevadas do mundo.

Em termos de vendas diretas, o que esperam que resulte deste evento? O objetivo deste evento é o de apresentar o BMW Série 4 aos jornalistas do mundo inteiro, pelo que não se espera que os resultados do mesmo se traduzam em vendas diretas. Pretende-se, sim, despertar a curiosidade e interesse dos potenciais clientes deste tipo de veículo, bem como aumentar os níveis de notoriedade da marca, fatores que se poderão traduzir em vendas quando o BMW Série 4 for lançado, em Outubro.

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“PORTUGAL: CRISE ECONÓMICA OU POLÍTICA?” Rui Rio foi o orador convidado de mais um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal. Considerando essencial “o reforço do poder” e “o aumento do prestígio dos políticos”, Rui Rio acredita que “quando um Governo é fraco, há poderes fácticos fortes”. Na sua conferência “Portugal: Crise económica ou política?”, o presidente da Câmara do Porto e antigo vice-presidente do PSD defendeu que, nas últimas décadas, “o poder político subiu a despesa pública para os atuais níveis gigantescos”. Rejeitando estar a fazer uma análise conjuntural, pois na sua opinião tudo o que critica tem origem há décadas e as ruturas a fazer pelos partidos não devem atender às eleições seguintes, o orador convidado do ICPT avisou que, caso não se inverta o rumo atual de falta de resposta aos problemas e de descrédito de todos os atores políticos, a consequên86/FRONTLINE

cia será “não exatamente uma ditadura com um rosto, mas um poder político fraquíssimo, manietado por poderes que não têm rosto”. Entre as mudanças que aconselha para salvar o regime democrático, o social-democrata fala da necessidade de os partidos se abrirem à sociedade para atraírem os “mais capazes”, de uma reforma da justiça “que vai mexer em interesses instalados há décadas” e de uma “legislação mais apertada sobre a comunicação social”. | 1. Manuel Ramalho, António Gonçalves e Miguel Veiga | 2. Manuel Ramalho e Rui Rio | 3. Manuel Ramalho e Manuel Pombo Cruchinho | 4. Manuel Ramalho | 5. Rui Rio | 6. Rui Rio, Manuel Ramalho e Rui Moreira | 7. Cônsules da Ucrânia, Sérvia, São Tomé e Príncipe,Tunísia e Itália | 8. EricViale | 9. António Oliveira e cônsul da África do Sul | 10. João Albuquerque e Arelis Rodriguez | 11. António Gonçalves | 12. João Albuquerque e cônsul da Sérvia | 13. Ivete e António Oliveira | 14. Rui Meireles | 15. Isabel Sampaio


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“O PORQUÊ DA

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O International Club of Portugal promoveu mais um almoço-debate no Fontana Park Hotel. Desta vez o orador convidado foi Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD, cuja apresentação foi subordinada ao tema “O porquê da Reforma do Estado”. Após a intervenção, teve lugar um período de debate. Estiveram presentes neste evento vários embaixadores, empresários, economistas e políticos. | 1. João Taveira, Aline Hall, Gonçalo da Câmara Pereira, Nuno Correia da Silva, Manuel Ramalho, Luís Marques Mendes, Jaime Lopes e Leonel Neves | 2. Luís Marques Mendes | 3. Manuel Ramalho e Luís Marques Mendes | 4. Virgínia d’Almeida Gerardo e Flávio Carmelo | 5. Guillermo de Llera e cônsul da Áustria | 6. Conselheiro da Embaixada do Japão | 7. Marta Sofia Simões, Sandra Freitas, Manuel Pombo Cruchinho, Manuela Rodrigues, Ermelinda Carrachás e Virgílio Dolbeth e Costa | 8. Vasco Trigo e Manuela Miguel Martins | 9. Daniel Soares de Oliveira e Marcel de Botton | 10. Mário Coelho e Helena Guerra | 11. Paulo Freitas Lopes,Victor Collado Ribeiro, Gonçalo da Câmara Pereira, Francisco Gomes de Oliveira, Nuno Correia da Silva e Francisco Acosta | 12. Anne Taylor e Luís Vasconcelos | 13. Embaixador da Alemanha | 14. Embaixador

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de Itália | 15. António Gonçalves FRONTLINE/87


SOCIAL Reid’s Palace

CELEBRAR

O VERÃO Numa clara celebração do verão, a Festa Branca do Reid’s Palace teve lugar no Pool Restaurant, num ambiente descontraído, com vistas fantásticas e onde toda a família teve a oportunidade de se divertir. A noite teve início com um cocktail, seguindo-se um delicioso buffet, com uma grande variedade de saladas, entradas frias, pratos principais e sobremesas. Tudo acompanhado de vinhos selecionados, bem como mojitos e caipirinhas. A animação esteve a cargo de um grupo de “Capoeira”, de malabaristas e da “White Band”, que brindou os participantes com músicas emblemáticas dos anos 70 a 90.

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ESPECIAL ESPETÁCULO Férias na neve Concerto Bon Jovi

ESTILO ÚNICO

Para gáudio de muitos fãs, os Bon Jovi regressaram a Portugal com a “Bon Jovi Because We Can - The Tour”, produzida pela Everything is New. Com o seu estilo rock muito próprio, este foi mais um concerto inesquecível. 90/FRONTLINE


ESPETÁCULO ESPECIAL Concerto FériasBon na neve Jovi

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uma noite memorável, onde as recordações da adolescência voltaram à tona, o Parque da Bela Vista, em Lisboa, encheu-se de fãs que não quiseram deixar passar a oportunidade de verem os Bon Jovi ao vivo, que este ano celebram 30 anos de existência. Nesta que foi mais uma atuação inserida na digressão “Bon Jovi Because We Can - The Tour”, o que já era bom tornou-se ainda melhor. A digressão, que atravessou o mundo, começou em fevereiro na América do Norte, a tempo do Dia dos Namorados, e seguiu para a Europa, Médio Oriente, África, América Latina e Austrália. O regresso da banda aos palcos, em 2013, coroa uma sequência incrível de concertos que confirmou o estatuto dos Bon Jovi como a principal banda de rock ao vivo – mais de 2700 concertos, em mais de 50 países, para mais de 35 milhões de fãs e arrecadando o prémio de digressão mundial mais bem sucedida por duas vezes, em apenas três anos.

Recordações esquecidas “Because We Can - The Tour” serviu, essencialmente, para apresentar aos fãs as músicas novas do álbum What About Now, e quem esperava recordar os temas que ainda hoje nos fazem sonhar com a nossa adolescência ficou um pouco triste. Contudo, as músicas do novo trabalho prometem tornar-se novos êxitos. Durante o concerto, sentiu-se ainda a falta do guitarrista Richie Sambora (substituído pelo canadiano Phil X, que já tinha tocado com a banda em 2011) e da sua cumplicidade com o vocalista. Ainda assim, o cantor conseguiu motivar o público e não desiludiu quem foi à Bela Vista. Quanto à saída do guitarrista Richie Sambora, o cantor norte-americano diz que não está zangado e que gostava que ele regressasse à banda. Confessou também que apesar de nunca ter muito tempo para visitar os países onde actua, tem “ótimas memórias” de Portugal.

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LIVROS

“A arte pode vencer a natureza,

A GUERRA DOS JUDEUS Flavio Josefo Edições Silabo

SORTE EXPLOSIVA Janet Evanovich Top Seller

GRANDES ESPERANÇAS Charles Dickens Europa América

A narrativa de Josefo de uma guerra marcada pela traição e atrocidade é um relato detalhado da rebelião judaica contra Roma entre os anos 66 e 70 d.C. Originalmente um líder rebelde, Josefo mudou de lado depois de ter sido capturado. Tornando-se um negociador romano, ficou numa posição excelente para observar os eventos, desde o cerco de Jerusalém até à resistência heroica e suicídio coletivo em Massada. O seu relato fornece muito do que sabemos acerca da história dos judeus sob domínio romano, com descrições vívidas de figuras chave como o imperador Vespasiano e Herodes, o Grande. Apesar de o relato de Josefo ser uma das escassas fontes a respeito da primeira guerra judaico-romana, a neutralidade e o rigor historiográfico do texto ficam muito questionados.

A vida da caçadora de recompensas Stephanie Plum está em sérias dificuldades neste novo romance explosivo de Janet Evanovich. Antes sequer de Stephanie conseguir sair do seu voo 127 do Hawai para Newark, já ela se encontra em grandes sarilhos. As suas férias de sonho foram transformadas num pesadelo e está de regresso a New Jersey sozinha. Para piorar, o seu companheiro de viagem nunca regressou ao avião depois da escala em Los Angeles. E agora ele está morto, e todos, criminosos, psicopatas, já para não falar no FBI, estão à procura de uma fotografia que ele supostamente trazia consigo. Apenas uma pessoa viu essa foto: Stephanie Plum. E agora, ela é um alvo a abater.

Publicado pela primeira vez em 1860/61, Grandes Esperanças é um dos romances mais sérios de Charles Dickens. É impossível escapar ao poder de sedução desta obra poderosa e violenta – de onde não estão ausentes nem a sátira nem o humor. Tal como num romance policial, o mistério apodera-se da nossa atenção e a revelação da sua verdade psicológica e moral mantém-nos em suspenso até ao derradeiro momento. Hipnotizados pela voz de Pip e guiados pela sua memória, vamos desvendando o segredo das suas “grandes esperanças” e testemunhando o encontro de um homem consigo próprio. Romancista inglês nascido em 1812, publicou obras em que denunciava a vida difícil do operário na sociedade industrial emergente. Morreu em 1870.

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LIVROS

desde que o artista deixe nela a sua marca.” Miguel Ângelo (1475-1564, Pintor, escultor e arquiteto italiano)

UMA LUZ AO FIM DO TÚNEL José Miguel Gaona Cartolano Esfera dos Livros

DIGNIDADE Donna Hicks Bizâncio

ATLÂNTICO Simons Winchester D. Quixote

A morte representa a dor, a perda, mas também o fascínio e o mistério para muitas pessoas. O que existe para além da morte? Uma luz intensa mostra-nos sempre o caminho? Todos atravessamos um túnel comprido para retornar à vida? O que sentimos e o que conseguimos ver nesse caminho? Com quem nos encontramos? O reconhecido psiquiatra José Miguel Gaona explica-nos, baseado na sua experiência científica, mas de uma forma divulgativa, o que são e em que consistem as chamadas Experiências de Quase Morte. Com vários testemunhos de crentes e não-crentes que passaram pelo “efeito túnel”, este psiquiatra analisa os elementos que fazem parte desta viagem de ida e volta: os sons da morte, a luz, as sensações prazenteiras que sentimos e que segundo recentes descobertas podem ser partilhadas.

O desejo de dignidade é universal e poderoso. É uma força motivadora que subjaz a todas as interações humanas: nas famílias, nas comunidades, no mundo empresarial e nas relações internacionais. Quando a dignidade é violada, a resposta será provavelmente agressiva, mesmo violenta. O desejo de dignidade é universal e poderoso. Surpreendentemente, temos pouca noção do que é a dignidade, confundindo-a frequentemente com respeito. Com vasta experiência na resolução de conflitos internacionais, a autora explica quais os elementos da dignidade. Mostra-nos como, usando a dignidade para nortear as nossas vidas, poderemos alcançar a paz e conseguir um mundo mais humano e seguro para todos.

Simon Winchester faz a crónica desta relação e lembra-nos como o Atlântico tem sido intensamente vivido e habitado. Aborda a história do oceano, desde as suas origens geológicas até à época das Descobertas, das batalhas navais da Segunda Guerra Mundial à atual luta contra a poluição e o excesso de pesca, através de uma narrativa épica, íntima e inspiradora. O fascínio pelo Atlântico levou Winchester às montanhas rochosas das ilhas Faroé, aos portos fervilhantes de vida da Argentina e Brasil, aos castelos de escravos da África Ocidental e às povoações costeiras da Irlanda. Simon Winchester nasceu em Londres em 1944. Em 1967 enveredou pelo jornalismo. Em 1997 mudou-se para Nova Iorque, iniciando uma carreira literária fulgurante.

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RELÓGIOS IWC

CORRIDA CONTRA O TEMPO Os IWC Ingenieur Cronógrafo Racer, Duplo Cronógrafo Titânio, Cronógrafo Silberpfeil e Automatic Carbon Performance fazem parte da nova coleção Ingenieur 2013 que foi completamente remodelada e incorpora na perfeição o espírito da nova parceria com a MERCEDES AMG PETRONAS Formula One™ Team.

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as corridas de Fórmula 1™, os tempos por volta fornecem informações importantes sobre os parâmetros técnicos e o decurso da corrida. Por isso, na nova coleção de relógios Ingenieur, não deve faltar um duplo cronógrafo. Com a ajuda do ponteiro rattrapante do Ingenieur Duplo Cronógrafo Titânio podem determinar-se os tempos intermédios dentro de um minuto, enquanto que o ponteiro de paragem com ponta azul ou branca continua a avançar. Premindo novamente o botão nas “10 horas”, o ponteiro de arrasto apanha o ponteiro do cronógrafo e continua a deslocar-se à mesma velocidade que este. Desta forma, podem ser medidos quantas vezes se quiser os tempos por volta. O Ingenieur Duplo Cronógrafo Titânio é resistente à água (12 bar) e apresenta-se com mostrador prateado ou preto. O Ingenieur Cronógrafo Racer está disponível com um mostrador cor de ardósia e contadores pretos ou com mostrador e contadores prateados e ponteiros/aplicações azuis. O algarismo vermelho “60” na indicação dos minutos é inspirado pelo display digital iluminado existente no volante dos carros MERCEDES AMG PETRONAS Fórmula One™ Team, que indica durante a corrida, entre outras coisas, a marcha engatada, a temperatura do óleo e os tempos por volta. O fundo da caixa é decorado com a gravura de um carro de corrida da Fórmula 1™. O relógio tem bracelete em aço inoxidável, que dispõe de fecho especial de acerto de precisão. Opcionalmente, também está disponível com bracelete de cauchu com forro têxtil. Em 2013, a IWC Schaffhausen junta os grandiosos nomes “Ingenieur” e “Silberpfeil” no novo relógio Ingenieur Cronógrafo Silberpfeil. O que mais chama a atenção é o mostrador em prata ou castanho ornamentado com padrão circular graining. Geralmente utilizado em placas e pontes, este padrão com pequenos círculos sobrepostos é, neste caso, uma homenagem ao lendário carro de corrida da Mercedes-Benz W25, cujos instrumentos estavam montados num painel de instrumentos rodeado por um padrão circular graining.

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JOIAS Franco Pianegonda

HOMENAGEM À

MÃE NATUREZA Numa homenagem à Mãe Natureza, Franco Pianegonda lança a coleção Nature’s Power. As novas joias do ar tista italiano são produzidas em quar tzo rutilado e pedras naturais que expressam o profundo poder da natureza.

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sta nova coleção de Franco Pianegonda pretende inspirar as mulheres a florescerem e a liderarem o seu caminho, incentivando-as a expressar o seu valor e escolher o seu estilo de vida pessoal. Franco Pianegonda concebe obras de arte em forma de joias. O artista faz questão de ser ele próprio a desenhar cada uma das peças e supervisiona pessoalmente a produção realizada nas pequenas oficinas da região de Veneto. Nas suas novas criações, Franco Pianegonda volta a usar pedras preciosas da Amazónia, para sublinhar o crescente poder das mulheres, combinado com a sua sensualidade e mistério. “Adoro as pedras da Amazónia porque, tal como as mulheres, elas são naturais e têm imperfeições, mas são muito poderosas. Representam energia e beleza rara e espelham na perfeição a mulher contemporânea que quer expressar a sua ambição e sensualidade”, explica Franco.

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MÚSICA

“POUCO IMPORTAM AS NOTAS NA MÚSICA, O QUE CONTA SÃO AS SENSAÇÕES PRODUZIDAS POR ELAS”

DANNY ELFMAN Epic Este é o mais recente filme de animação em 3D dos estúdios Fox, realizado por Chris Wedge (Ice Age e Robots), com Colin Farrell, Amanda Seyfried, Josh Hutsherson, entre muitos outros. A banda sonora original está a cargo de Danny Elfman.

RODRIGUEZ Searching for Sugar Man Vencedor de um Óscar para melhor documentário na edição deste ano, Searching for Sugar Man chegou às salas de cinema portuguesas. A banda sonora foi composta na íntegra por Rodriguez.

Leonid Pervomaisky

JIMMY EAT WORLD Damage Os Jimmy Eat World apresentam Damage, o sétimo disco de originais e o primeiro para a Sony Music. Damage sucede a Invented, de 2010, e tem como primeiro single o tema “I will steal you back”, escrito pela banda e produzido por Alain Johannes. O álbum foi gravado durante o outono de 2012 no estúdio do produtor Alain Johannes, em Los Angeles.

MIGUEL Kaleidoscope Dream Miguel, cantor e compositor já nomeado e vencedor dos prémios Grammy, anuncia o lançamento de Kaleidoscope Dream (ByStorm/RCA Records) em Portugal. Kaleidoscope Dream representa as fantasias que o cantor acredita que são canalizadas através dos sonhos. Apesar de o álbum de estreia All I Want Is You (2010), muito aclamado pela crítica, e o tema homónimo terem valido elogios unânimes ao cantor, Kaleidoscope Dream leva Miguel a um novo percurso de exploração musical, com uma precisão inovadora e moderna.

HARRY CONNICK JR. Every Man Should Know É o novo disco de originais do ator e cantor Harry Connick Jr. O próprio cantor compôs, criou os arranjos e escreveu todas as letras deste álbum, tornando-o mais personalizado do que nunca. O novo single “I love her” envolve-nos num ambiente bossa nova.

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AGENDA 4 de setembro Lux BUILT TO SPILL Os indie-rockers norte-americanos Built to Spill vêm a Portugal para um concerto único, dia 4 de setembro, no Lux. Com sete discos de originais, os Built to Spill são uma das mais influentes bandas da música alternativa criada nos Estados Unidos, tendo ainda alcançado o estatuto de banda de culto junto do público europeu. Citados como influência por bandas como The Strokes, Death Cab for Cutie ou Modest Mouse, os Built to Spill são conhecidos pelos intensos concertos ao vivo, onde, para além dos seus próprios originais, interpretam versões muito próprias de bandas como The Smiths, The Clash ou The Cure, entre muitos outros.

14 de setembro Santiago Alquimista CAPITAL CITIES Oriundos de Los Angeles, Califórnia, os Capital Cities são uma dupla de indie pop que começou a dar que falar antes sequer de editar o seu primeiro disco. Dia 14 de setembro estreiam-se em Portugal com um concerto único no Santiago Alquimista. Ryan Merchant e Sebu Simonian editaram o EP, homónimo, em junho de 2011 e, graças ao single “Safe and Sound”, tornaram-se imediatamente numa banda de passagem obrigatória nas rádios norte-americanas. O sucesso nos Estados Unidos estendeu-se para a Europa e o single alcançou o primeiro lugar do top de airplay na Alemanha. O seu primeiro longa-duração, “In a Tidal Wave of Mistery”, servirá de base ao concerto em Portugal.

8 de outubro TMN ao Vivo CANSEI DE SER SEXY As brasileiras Cansei de Ser Sexy vêm a Portugal para um concerto único, dia 8 de outubro no TMN ao Vivo, para apresentar o novo álbum, Planta. Fazendo parte do movimento “New Rave”, as Cansei de Ser Sexy editaram em 2005 o disco de estreia, homónimo. Lançado apenas no Brasil, o disco vinha acompanhado de um CD em branco para o comprador fazer uma cópia e oferecer a um amigo. Em apenas um ano o disco atraiu a atenção da mítica editora Sub-Pop que o lançou nos Estados Unidos em julho de 2006. Apresentado pelo single “Let’s Make Love and Listen to Death from Above”, o sucesso foi imediato e as Cansei de Ser Sexy tornaram-se uma das bandas fetiche da imprensa especializada.

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12 e 13 de outubro Pavilhão Multiusos de Guimarães e MEO Arena Lisboa SEU JORGE Nasceu Jorge Mário da Silva, mas a música transformou-o em Seu Jorge. É, consensualmente, considerado um dos nomes mais importantes e amados da música brasileira da última década. Colaborador assíduo de alguns dos músicos mais conhecidos do Brasil, Seu Jorge é uma estrela cintilante que cresceu no coração de milhões de devotos, meritoriamente, com árduo trabalho e respeitando sempre as raízes da música popular do seu país. Capaz de fundir, com génio, elementos da música contemporânea com os balanços tradicionais brasileiros, soube conquistar a crítica e o público.

28 de outubro Coliseu de Lisboa FAT FREDDY’S DROP

Os neozelandeses Fat Freddy’s Drop vêm a Portugal para um concerto único, dia 28 de outubro, no Coliseu de Lisboa. Mistura única de dub, reggae, soul e jazz, os Fat Freddy’s Drop começaram como uma jam band no final da década de 90. Formados por sete músicos de exceção, foram capazes de criar um som único e bastante característico. Com apenas dois discos de originais editados, Based on a True Story (2005) e Dr. Boondigga and the Big BW (2009), os Fat Freddy’s Drop encontram-se de momento a preparar a edição do aguardado terceiro álbum, em junho.

29 de outubro Coliseu de Lisboa FOALS Os britânicos Foals apresentam-se ao vivo em Portugal, dia 29 de outubro no Coliseu de Lisboa, para um concerto único onde vão apresentar o mais recente longa-duração, Holy Fire, editado em fevereiro deste ano. Logo na estreia em 2008, com Antidotes, os Foals captaram a atenção da crítica especializada. Produzido por David Sitek, dos TV On The Radio, o disco contava com singles como “Ballons”, “Cassius” e “Red Socks Pugie”. Passados apenas dois anos, chegou “Total Life Forever”, que apresentava uns Foals mais maduros, em busca de um som mais adulto, que os próprios descreveram como “like the dream of an eagle dying”.


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