Issuu on Google+

Siga-nos no facebook JULHO 2013 | ANO VI | N.º54 | MENSAL | €5

PAULO

MACEDO É NECESSÁRIO GARANTIR A SUSTENTABILIDADE DO SNS COM ACESSO E QUALIDADE

MÉDICOS EM MACAU APOSTA NA QUALIDADE

LICENCIAMENTO ZERO AGILIZAR PROCESSOS

AUTÁRQUICAS 2013 MUDAR O RUMO

ROTA DAS ESTRELAS RESTAURANTE FORTALEZA DO GUINCHO

REPÚBLICA DOMINICANA ESCOLHA CERTA

GRANDE REAL VILLA ITÁLIA

LUXO E SINGULARIDADE


EDITORIAL

E AGORA? Paulo Macedo, o ministro da Saúde, falou à FRONTLINE e analisou o estado da saúde no nosso país. Muito desejado para a pasta das Finanças, sobretudo pela sua formação – licenciado em Organização e Gestão de Empresas e com uma pós-graduação em Alta Direção de Empresas –, Paulo Macedo é, sem dúvida, o ministro mais popular e com mais credibilidade deste Executivo. Preocupado em cumprir os objetivos do memorando da troika e, em simultâneo, melhorar os indicadores de saúde, o ministro orgulha-se de afirmar que “o Serviço Nacional de Saúde continua a dar resposta aos portugueses de forma equitativa, sem prejuízo da cobertura universal, em muitos casos com ganhos de saúde”, mesmo “num contexto de dificuldades, com o país a ser sujeito a uma intervenção externa, com diminuição de soberania orçamental que nos exige austeridade”, conclui. Afirmando que vai continuar a concentrar-se “na redução da carga da doença, apostando fortemente na saúde preventiva, aproximando os cuidados de saúde dos cidadãos e reforçando os cuidados primários e continuados”, o ministro prosseguirá, por outro lado, com “a reforma hospitalar e a reforma da política do medicamento” e reforçará o investimento “na excelência do conhecimento e na inovação”. Médicos em Macau Macau atraiu os portugueses no século XVI e continua a fazê-lo hoje. Aqui convivem várias nacionalidades e profissionais de vários pontos do mundo. O território continua a dar prioridade à contratação dos seus naturais, mas há também múltiplas oportunidades para estrangeiros. Para muitos, Macau é o porto de abrigo dos portugueses a oriente. Os médicos não são exceção e são muitos aqueles que, mesmo depois da passagem do território para a China, não ponderam regressar ao seu país de origem. Filomena Laia McGuire é uma das profissionais que, há mais de 15 anos, partiu para Macau e que ainda hoje continua segura da decisão que tomou.

4/FRONTLINE

Autárquicas 2013 Cascais, Oliveira de Azeméis e Proença-a-Nova são três dos 308 municípios que a 29 de setembro vão escolher os seus novos responsáveis autárquicos. Com a crise a bater à porta dos portugueses, os candidatos procuram trazer discursos de esperança e os eleitores esperam pela mudança. Rota da Estrelas O solstício de verão deu o mote para mais um evento fantástico. Falamos da quarta edição da Rota das Estrelas, que teve o Restaurante Fortaleza do Guincho e o chef Vincent Farges como anfitriões. Numa mistura completa de saberes e de muitos sabores, o Restaurante Fortaleza do Guincho foi invadido por uma autêntica constelação de estrelas Michelin. Os comensais agradecem mais esta oportunidade para poderem experimentar o que de melhor se faz, em termos gastronómicos, pelo mundo. A pensar nas férias Se ainda não decidiu onde desfrutar de alguns dias de descanso, sugerimos-lhe a República Dominicana. Dona de uma beleza única, este país sempre conquistou todos os que o visitam. Situada no coração das Caraíbas, é realmente um mundo à parte. Por cá, nada melhor do que escolher uma das muitas unidades hoteleiras de luxo existentes no nosso país, e o Grande Real Villa Itália Hotel & Spa é certamente uma boa opção. Enquadrado num magnífico cenário, mesmo em frente ao mar, é uma unidade de cinco estrelas do grupo Hotéis Real, integrada na Leading Hotels of the World. Ao bom jeito português, recebe como nenhuma outra, e prova disso são as suas magníficas acomodações, em especial as suítes, que fazem as delícias dos hóspedes.


SUMÁRIO

8/ NEWS 12/ G RANDE ENTREVISTA Paulo Macedo 22/ O PINIÃO

12

José Caria Isabel Meirelles Carlos Zorrinho Fernando Santo Adalberto Campos Fernandes Luís Mira Amaral

28/

E M FOCO

34/

E MPRESA

38/

G  RANDE ANGULAR

42/

E M DESTAQUE

46/

D  OSSIER

Médicos em Macau Vila Saúde

28

Licenciamento Zero Autárquicas 2013 Rota das Estrelas

52/ M AGAZINE

Motas elétricas

56/

E SPECIAL Mercedes-Benz

34

6/FRONTLINE FICHA TÉCNICA Diretor: Nuno Carneiro | Diretores Adjuntos: João Cordeiro dos Santos e Casimiro Gonçalves | Editora: Ana Laia | Chefe de Reda­ção: Patrícia Vicente | Colaboradores: Fernanda Ló, Filomena G. Nascimento, Isabel Meirelles, José Caria, M. Sardinha, Maria João Matos, Rui Calafate, Rui Madeira | Revisão: Helena Matos | Fotografia: David Pisco, Eduardo Grilo, Fernando Piçarra, João Cupertino, Luis Filipe Catarino/Presidência da República, Nuno Madeira, Tiago Cheong,Vítor Pires | Diretor Comercial: Miguel Dias | Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700 – 007 Lisboa - Portugal | Tel. 210 998 039 | E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 Impresso num país da U.E. | www.revistafrontline.com | Facebook: RevistaFRONTLINE


58/

58

C  OMEMORAÇÃO Escola Portuguesa de Macau

60/ P ROJETO

Ria de Aveiro

66/ D ESTINO

República Dominicana

72/ C HECK-IN

Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

76/ M OTORES Renault

72

84/ O N THE ROAD 88/ S OCIAL

International Club of Portugal Lisboa Marriott Hotel Comemorações 10 de Junho Comemorações 10 de Junho em Macau EPIC SANA Algarve

94/ L IVROS 96/ M ÚSICA 98/ AGENDA

76

FRONTLINE/7


NEWS Hotel Farol distinguido

O Hotel Farol recebeu o Certificado de Excelência para 2013 do TripAdvisor. Esta distinção, que premeia a excelência em termos de hospitalidade, só é atribuída a estabelecimentos que recebem constantes avaliações positivas dos viajantes, podendo ser concedida a qualquer empresa qualificada, no mundo. Para serem candidatas ao prémio, as empresas devem manter uma classificação geral mínima de quatro estrelas, dentro das cinco possíveis, de acordo com as avaliações dos viajantes durante um ano, no mínimo. Um dos critérios adicionais é o volume de avaliações recebidas nos últimos 12 meses. O Hotel Farol e a sua equipa orgulham-se de mais esta distinção, uma prova de que se esforçam ao máximo para oferecer aos clientes uma experiência memorável.

MSC Cruzeiros com programas alternativos

Além de todas as experiências que se podem viver a bordo de um cruzeiro, os destinos que se visitam em cada porto de escala e o que se pode fazer no período de tempo em que o navio está atracado são algumas das expetativas dos viajantes. Este verão, a MSC Cruzeiros oferece aos passageiros mais aventureiros uma forma diferente de passar as férias, com novidades nas suas excursões. Sejam caminhadas, passeios de bicicleta ou em trenós puxados por cães pelas majestosas paisagens do Norte da Europa, onde o sol nunca se põe, ou então passeios de segway e veículos todo-o-terreno junto ao Mediterrâneo, o programa de excursões em terra da MSC Cruzeiros oferece as formas mais originais de explorar cada porto de escala.

Gin HENDRICK’S com nova edição

Depois de alguns dias a trilhar a floresta tropical venezuelana em busca do extraordinário, a equipa do HENDRICK’S Perilous Botanical Quest regressou. Sujos, com alguns arranhões, nódoas negras e uns quilos mais leves do que quando saíram, os elementos da equipa estão muito entusiasmados por anunciar que descobriram a mais invulgar e apaladada espécie botânica que será aproveitada para fazer uma estimulante nova “edição especial” de gin. A intrépida aventura nas Terras Altas da Guiana, na Venezuela, levou a master distiller da HENDRICK’S, Lesley Gracie, a explorar a flora e a fauna da paisagem fascinante, guiada por Charles Brewer-Carias, um dos exploradores de bigode mais distintos do mundo, e o botânico de renome Francisco Delascio. Juntos guiaram Lesley através da imensidão remota da floresta tropical e deram vários conselhos sobre botânica. No decurso da viagem, a equipa cobriu diversos terrenos das Terras Altas da Guiana, desde savanas e sopés de montanha até às margens de rios e à selva profunda. Armada com o seu pequeno alambique de 10 litros, Lesley procedeu a um conjunto de destilações de espécies vegetais promissoras indicadas por Charles, Francisco e membros das tribos locais, mas houve uma espécie botânica, em particular, que capturou os seus sentidos, a muito incomum “Cauda de Escorpião”. Considerada pelos nativos da selva como uma planta com poderes mágicos para afastar os maus espíritos e usada tradicionalmente em infusões de chá para tratar problemas de estômago, a “Cauda de Escorpião” apresenta um apontamento intrigante de verde profundo e complexo, que irá funcionar bem com o carácter peculiar do Gin HENDRICK’S. No coração da selva, Lesley destilou 8,4 litros de concentrado de “Cauda de Escorpião”, que transportou com sucesso na sua mala ao regressar à Escócia. Logo que esteja aclimatada ao terreno muito diferente de South Ayrshire, Lesley vai começar a trabalhar na nova edição muito rara de Gin HENDRICK’S, que vai ser inspirada pela deliciosa “Cauda de Escorpião”.

LIDL tem “projeto verde” para a nova sede em Sintra

No ano em que celebra o seu décimo oitavo aniversário, o Lidl lançou a primeira pedra daquele que vai ser o novo edifício da sua sede em Portugal. Localizada em Sintra, a nova sede é um “projeto verde” que vai usar os recursos da natureza como principal fonte de energia. Com este ecoprojeto, cujo orçamento ronda os 15 milhões de euros, o Lidl pretende obter uma excelente classificação ambiental, não só no que se refere à utilização das energias renováveis mas, também, ao tratamento de resíduos e à organização dos espaços verdes. Prova disso é o facto de a construção começar pelos espaços verdes e não pelo betão. A nova sede foi pensada de forma a reforçar o bem-estar e o conforto dos colaboradores. Por isso, integra uma vasta área de lazer para uso exclusivo dos funcionários. O tema da responsabilidade social é, aliás, uma das apostas estratégicas da cadeia que, já no final de março, decidiu recompensar o empenho de todos os colaboradores aumentando os subsídios de almoço. 8/FRONTLINE


NEWS

BREVES Nirvana Spa

com promoções de verão

Lisboa Marriott Hotel recebeu Spirit to Serve O Lisboa Marriott Hotel, no âmbito do programa “Spirit to Serve”, organizou uma exposição de aguarelas de Carlos Branquinho. Além do cocktail, mais de 200 pessoas puderam assistir ao momento de poesia da poetisa Teresa Machado acompanhada pelo pianista António Branquinho. No final de tarde, foram premiados, com ofertas de obras de arte, os adolescentes e crianças que se destacaram por mérito e que fazem parte de uma instituição.

A pensar nos dias quentes que nos esperam nos próximos meses, o Nirvana Spa, em Macau, preparou um pacote de promoções bem interessante. Apelando a que cada um possa pensar mais em si e no seu bem-estar físico e mental, este espaço holístico de referência não mede esforços quando a palavra de ordem é “relaxar”.

Real Bellavista Hotel & SPA para férias relaxantes

O Grupo Hotéis Real apresenta a sua unidade all-inclusive do Algarve: o Real Bellavista Hotel & SPA, situado em localização privilegiada no centro de Albufeira. Inaugurado em abril de 2002, o Real Bellavista Hotel & Spa combina o conforto e a atmosfera de um hotel de cidade com os serviços e facilidades de um resort. O hotel sofreu recentemente algumas obras de remodelação, para que os visitantes possam tirar o máximo partido da oferta disponível. Desta forma, o Real Bellavista Hotel & SPA dispõe das melhores condições adaptadas a cada cliente. Poderá contar com spa, restaurante, bar, piscina interior e exterior, squash, ginásio e mini club grátis. Existe também um serviço de autocarro para a praia e para o centro de Albufeira, gratuito, e serviços de golfe, primando, acima de tudo, o serviço de excelência. O Real Bellavista Hotel & SPA tem já ofertas bastante atrativas para este verão. A partir de 505 euros em modalidade “tudo incluído”, os hóspedes poderão ter acesso a uma estada de sete noites para dois adultos e uma criança, tendo 50% de desconto no tratamento de spa do dia. O pacote all-inclusive contempla ainda o acesso à piscina interior, aos programas de animação para crianças e ao estacionamento.

The Yeatman

celebra dias quentes de verão

Torre de Belém iluminada por Rotary

A Torre de Belém juntou-se a um conjunto de monumentos e edifícios emblemáticos, tais como a Ópera de Sydney ou o Coliseu de Roma, e foi iluminada com a mensagem “End Polio Now”, alusiva ao compromisso do Rotary International com a erradicação da poliomielite. Na antecâmara da Convenção Anual do Rotary International, que trouxe, no mês de junho, 20 mil rotários a Portugal, a cerimónia contou com a presença do presidente da Comissão Organizadora Anfitriã do Rotary, Luís Miguel Duarte, bem como do presidente e do secretário-geral do Rotary International, Sakuji Tanaka e John Hewko, respetivamente.

Para celebrar o verão e todos os novos paladares da estação de férias, o hotel vínico de luxo The Yeatman organizou uma festa exclusiva que dá as boas-vindas à época estival, num ambiente elegante e descontraído e com a Invicta como pano de fundo. Entre as 19 horas e a meia-noite do dia 25 de julho, a varanda deste hotel será palco do evento mais emblemático no Norte de Portugal e que prima pela multiplicidade de sabores distintos e elegantes. A festa contará com uma seleção dos melhores vinhos para o verão dos wine partners do The Yeatman, apresentada na primeira pessoa pelos diversos enólogos e produtores nacionais presentes. A degustação destes néctares, selecionados criteriosamente por Beatriz Machado, diretora de vinhos do The Yeatman, encontra a harmonização perfeita com as diversas iguarias do chef Ricardo Costa, num buffet exclusivo para um desfile de sabores únicos. A Sunset Wine Party do The Yeatman reúne os diversos prazeres do verão. Como tal, contará com um Spa Lounge, uma área em que as pessoas poderão relaxar e experimentar, de forma gratuita, as massagens disponíveis no Vinothérapie Spa by Caudalie do The Yeatman. Nesta área, a unidade oferece também uma avaliação de beleza personalizada a cada pessoa, com uma terapeuta especializada que fornecerá as indicações de todos os cuidados a ter em conta com o seu tipo de pele. Para criar o ambiente perfeito, o DJ Lourenço Abreu irá assegurar a animação da festa para uma envolvência plena no ritmo do verão. FRONTLINE/9


NEWS Turismo da Tailândia lança portal dedicado a produtos e serviços de luxo

A Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) lançou recentemente o portal www.ThailandSuperQuality.com, dedicado à oferta de produtos e serviços de luxo no país. Esta iniciativa de marketing digital tem como objetivo informar os turistas sobre os produtos premium que a Tailândia tem para oferecer, tais como alojamento, transporte, golfe, spas, restauração e compras, entre outros. São experiências únicas e inesquecíveis que pode planear através de um serviço personalizado no Thailand Super Quality (TSQ). O portal disponibiliza um serviço concierge, 24 horas por dia, para responder a todas as dúvidas dos turistas, em tailandês ou inglês. O lançamento do TSQ foi alavancado com uma campanha de publicidade intitulada “Love every second in Thailand”, que convida as pessoas que visitam a Tailândia a partilharem as suas experiências e fotografias, numa cronologia em tempo real, através do instagram em #ThailandSuperQuality, #AmazingThailand e #TourismThailand. A esta campanha está associado um concurso on-line, em que os turistas que colocarem as suas fotografias no TSQ se habilitam a ganhar um pacote turístico com alojamento e transporte. Todos os meses, até setembro, inclusive, o vencedor é escolhido aleatoriamente e o local do prémio varia. No mês de Junho, por exemplo, o prémio foi um fim de semana no Four Seasons Resort de Chaing Mai. Qualquer pessoa pode ter acesso a estas regalias, bastando registar-se no portal www.ThailandSuperQuality.com.

Croácia entra na UE

O azul brilhante do mar Adriático, a vegetação exuberante dos parques naturais, o clima ameno com mais de 2600 horas de sol por ano, as vilas e cidades medievais originalmente construídas pelos romanos, o povo hospitaleiro e as ilhas da costa do Adriático são atrações que tornam a Croácia um destino turístico único no mundo e cada vez mais procurado. Com a adesão da Croácia à União Europeia (UE), nada disto muda e tudo se ilumina. Para o Ministério do Turismo da Croácia, o país há muito que faz parte da União Europeia porque cerca de 90% dos seus visitantes têm origem em países europeus. Os regulamentos dos incentivos legais e os pacotes de apoio ao turismo já estão alinhados com as normas comunitárias há vários anos, sendo por isso aplicadas as mesmas condições a todos os estabelecimentos turísticos da UE e da Croácia. Em todo o caso, a adesão à UE traz algumas mudanças. A oferta de serviços que era reservada exclusivamente a cidadãos croatas, como por exemplo o alojamento e restaurantes privados, os serviços de guias turísticos ou o apoio a escritórios locais, passa a ser acessível, nas mesmas condições, a todos os cidadãos da UE. Os procedimentos administrativos nos postos fronteiriços vão ser muito facilitados, o que contribuirá para acelerar o fluxo de visitantes e reduzir os engarrafamentos nas estradas da Croácia, durante a época alta. Para os cidadãos que não pertencem a um país da UE, como a Rússia, a Ucrânia e a Turquia, mantém-se a obrigatoriedade de vistos para entrarem na Croácia. Contudo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já anunciou que estão a ser feitos esforços no sentido de desburocratizar a atribuição de vistos e viabilizar o seu acesso a um custo mínimo.

Tullamore D.E.W. conquista medalha de ouro no International Spirits Challenge 2013

Tullamore D.E.W., um dos whiskeys irlandeses com mais rápido crescimento no mundo, foi distinguido com a medalha de ouro pelo Tullamore D.E.W. Original, no International Spirits Challenge (ISC) – uma das competições de bebidas espirituosas mais prestigiadas e seguidas a nível mundial. Após avaliações através de provas cegas efetuadas por um painel de jurados especializados, a marca atingiu o topo, pelo autêntico whiskey irlandês, Tullamore D.E.W. Original. Este whiskey é um blend conhecido em todo o mundo pelo seu sabor suave e delicado. A combinação de todos os três tipos de whiskeys irlandeses triplamente destilados confere-lhe um perfil de sabor suave mas com complexidade. O Tullamore D.E.W. Original é amplamente aclamado por apreciadores em todo o mundo, tendo vencido 23 medalhas de ouro nos últimos 10 anos. Esse reconhecimento é um tributo à visão do fundador, Daniel E. Williams. O sabor premiado deve-se à forma como é produzido. Em primeiro lugar, é triplamente destilado e pacientemente amadurecido em cascos que anteriormente contiveram Bourbon e Xerez, para conseguir a suavidade característica. Em segundo lugar, sendo uma combinação de todos os três tipos de whiskeys irlandeses (de malte, pot still e de grão), possui uma complexidade delicada. Por fim, o whiskey de malte e pot still dão-lhe um sabor com notas cítricas e picantes.

Royal Princess passa por Portugal

Lisboa recebeu o novo paquete britânico Royal Princess, da companhia Princess Cruises, na sua viagem inaugural procedente do Reino Unido. Com início no porto de Southampton, onde foi batizado no dia 13 de junho pela sua madrinha, a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, o cruzeiro termina em Barcelona e ainda tem escala em Vigo, Gibraltar e Málaga. Com 320 metros de comprimento, 141 mil toneladas e capacidade para 3600 passageiros, o Royal Princess foi construído nos estaleiros Fincantieri, em Itália. Uma das mais-valias deste barco é o facto de todas as cabinas externas terem varanda. 10/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

“A TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO, A PAR DA QUALIDADE E SUSTENTABILIDADE, É DOS PILARES MAIS IMPORTANTES DO SNS” por Nuno Carneiro

Natural de Lisboa, onde nasceu a 14 de julho de 1963, Paulo Macedo é ministro da Saúde, mas continua a ser o mais desejado para a pasta das Finanças. Licenciado em Organização e Gestão de Empresas e com uma pós-graduação em Alta Direção de Empresas, foi docente universitario de Fiscalidade, durante 15 anos. Foi pela mão de Manuela Ferreira Leite que chegou à Direção-Geral dos Impostos (DGCI) em 2004, e pelo seu trabalho neste organismo, onde se manteve até 2007, é reconhecido como um dos maiores responsáveis pela modernização e informatização da máquina fiscal. Preocupado em cumprir os objetivos do memorando da troika, e em simultâneo melhorar os indicadores de saúde, o ministro orgulha-se de afirmar que “o Serviço Nacional de Saúde continua a dar resposta aos portugueses de forma equitativa, sem prejuízo da cobertura universal, em muitos casos com ganhos de saúde”, mesmo “num contexto de dificuldades, com o país a ser sujeito a uma intervenção externa, com diminuição de soberania orçamental que nos exige austeridade”, conclui. No futuro, Paulo Macedo, o ministro mais popular e com mais credibilidade deste Executivo, afirma que vai continuar a concentrar-se “na redução da carga da doença, apostando fortemente na saúde preventiva, aproximando os cuidados de saúde dos cidadãos e reforçando os cuidados primários e continuados”. Por outro lado, prosseguirá “a reforma hospitalar e a reforma da política do medicamento” e reforçará o investimento “na excelência do conhecimento e na inovação”. 12/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

FRONTLINE/13


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

No mês em que faz 50 anos, quem é Paulo Macedo? Sou alguém que acredita que, individualmente, devemos contribuir para fazer a diferença e que, coletivamente, somos capazes de fazer melhor. Um dia, se me perguntarem o que estava a fazer quando Portugal enfrentava a maior crise financeira, económica e social dos últimos 50 anos, poderei dizer que estava a servir o meu país, juntamente com uma equipa de dirigentes e profissionais de saúde de excelência, para quem o serviço público, numa área vital como esta, constituía fonte de motivação para nos superarmos. Para mim, a verdadeira felicidade é reflexa. Dois anos após ter tomado posse como ministro da Saúde, que balanço faz? Sou, por natureza, um inconformado… portanto, gostaria de ter feito mais. Todos sabemos que as reformas não se fazem de um dia para o outro, nem à pressa. Mas não posso deixar de assinalar que, num contexto de dificuldades, com o país a ser sujeito a uma intervenção externa, com diminuição de soberania orçamental que nos exige austeridade, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a dar resposta aos portugueses de forma equitativa, sem prejuízo da cobertura universal, em muitos casos com ganhos de saúde.

14/FRONTLINE

Diria que na Saúde, como noutras áreas, nestes dois anos, podemos não ter ganho ainda os próximos 20, mas de uma coisa estou certo: conseguimos evitar que se perdessem os próximos 20, bem como o que foi anteriormente conquistado. O que destaca nestes dois anos? Saliento que foi possível manter em funcionamento um sistema de saúde que estava em rutura, reforçámos a trajetória de reequilíbrio financeiro, condição necessária à sua sustentabilidade, mantendo uma resposta de qualidade às solicitações dos cidadãos que procuraram o SNS. Este é um ponto essencial. Face às dívidas acumuladas, às ameaças de cortes de fornecedores e ao aumento da procura dos serviços do SNS – devido à diminuição do rendimento disponível e das demais consequências negativas da crise –, conseguimos lançar um conjunto de reformas estruturais nas áreas do medicamento hospitalar, das carreiras médicas, da transparência, das tecnologias de informação, a par de medidas sem precedentes na acreditação de instituições de saúde e de combate à fraude e ao desperdício. Eu acredito no SNS e estes são aspetos cruciais para que este seja mais sustentável.


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo O que gostaria de fazer até ao fim da legislatura?

“ INVESTIREMOS NA EXCELÊNCIA

DO CONHECIMENTO E NA INOVAÇÃO, PROCURANDO CRIAR CONDIÇÕES QUE POTENCIEM A CAPACIDADE E CONSOLIDAÇÃO DO CONHECIMENTO EXISTENTE”

Um balanço positivo, portanto... Também tenho humildade para reconhecer deficiências e dificuldades inerentes à situação do Plano Nacional de Saúde. Há muito trabalho a fazer, mas é importante dizer aos portugueses que, apesar dos constrangimentos a que estamos sujeitos, a longevidade aumentou, a mortalidade prematura antes dos 70 anos baixou, o acesso ao medicamento cresceu, ao mesmo tempo que a despesa para o utente diminuiu como nunca tinha acontecido. As cirurgias aumentaram, ao mesmo tempo que a mediana do tempo de espera por uma intervenção cirúrgica baixou. Na verdade, para o valor mais baixo de sempre desde que se faz o acompanhamento e registo desses tempos. Isto é importante que se diga, pois não é só resultado do trabalho da João Crisóstomo [rua da sede do Ministério da Saúde], mas dos excelentes profissionais de saúde que temos. A Saúde em Portugal estava a precisar de um bom gestor? Estava a precisar de uma boa gestão, sem dúvida. Mas não era só disso. O SNS, apesar de todo o esforço que foi feito anteriormente, carecia de foco e de um conjunto de instrumentos adicionais in-

dispensáveis à boa gestão dos dinheiros públicos. Uma gestão mais transparente, rigorosa e eficiente. A transparência na gestão, a par da qualidade e sustentabilidade, é dos pilares mais importantes do SNS que estamos a construir. As administrações dos hospitais, cujo desempenho tenho que destacar neste período de muitíssima maior exigência do que no passado, têm dado passos significativos numa gestão mais eficaz. Temos hoje gestores reconhecidos, ao nível do que de melhor se faz, no público e no privado, em Portugal e no estrangeiro. Recebeu uma herança pesada da sua antecessora... Herdámos indicadores que nos orgulham em diversas áreas da saúde, mas também herdámos uma dívida muito elevada, de cerca de três mil milhões de euros, e uma trajetória insustentável face à realidade do país. O desafio era exigente, o caminho da resposta era estreito, mas sabíamos que não podíamos hesitar nem manter erros que se perpetuavam há anos. Daí que se tenha dado prioridade ao pagamento de um valor significativo de dívidas para não ficarmos reféns dos fornecedores, da indústria farmacêutica em particular, e para assegurarmos a

continuação do tratamento e os medicamentos a todos os portugueses. A Saúde beneficiou de uma discriminação orçamental positiva, pois apesar do contexto do constrangimento financeiro o Governo propôs e foi aprovado o maior orçamento de sempre para a Saúde em 2012. Mas não teme que o SNS possa vir a sofrer com a redução da despesa pública? Não teme que os hospitais fiquem condicionados na resposta à população com a Lei dos Compromissos? Apostamos numa política de redução dos custos da assistência para não termos de reduzir a própria assistência. Esta é uma questão em que não se reflete: quanto custaria ao SNS se os fornecedores, por não lhes pagarmos as dívidas, cortassem o fornecimento aos hospitais e aos centros de saúde? Quais seriam os custos em termos assistenciais e de coesão social, de um SNS não dar resposta à população, num tempo em que vivemos a maior crise das últimas décadas? Por outro lado, a Lei dos Compromissos aplicada aos hospitais deve ter o devido enquadramento. Não pode ser uma lei cega, como o próprio Tribunal de Contas já o disse publicamente.

FRONTLINE/15


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

O melhor momento do seu mandato?

“ FOI QUANDO UM GRUPO DE

SENHORAS QUE TINHAM TIDO CANCRO ME DISSE QUE O MELHOR ESTAVA PARA VIR. (...) PORQUE ELAS ACREDITAM E SABEM QUE PODEM CONTAR COM O SNS”

Como descreve o sistema de saúde em Portugal? Está em risco? Não é isso que os indicadores, quando medidos e avaliados de forma cientificamente válida, nos mostram. O sistema ajustou-se e está a corresponder aos desafios e a responder às necessidades, acima de tudo graças ao setor público, ao SNS. Numa altura em que há menor poder de compra é natural que o SNS, na verdade tendencialmente gratuito, ainda seja mais procurado. O Serviço Nacional de Saúde alcançou um elevado patamar em diversos indicadores, sendo a sua evolução das mais positivas nas últimas décadas, comparado com outras áreas da sociedade portuguesa. Por outro lado, o SNS conseguiu dar respostas, sem paralelo na nossa história, em que portugueses sem carreiras contributivas, rurais, pessoas sem posses económicas, com deficiência, imigrantes ou desempregados passaram a ter acesso à saúde – o que tem sido decisivo para manter a coesão social e garantir proteção aos mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, o SNS evoluiu em termos de tecnologia, infraestruturas e qualidade dos profissionais para assegurar qualidade na generalidade das áreas, inclusive nas mais sofisticadas como as dos

16/FRONTLINE

transplantes, tratamentos oncológicos, cardiologia de intervenção, entre outras. Considera que todas as reduções que têm sido feitas são o único caminho para manter o Serviço Nacional de Saúde tal como o conhecemos? Existem outras opções? Os cortes no desperdício, nas margens de lucro excessivas de fornecedores, na redução da despesa por melhor negociação, usando instrumentos como o que vulgarmente se chama de negociação centralizada, os cortes nos pagamentos que resultavam de fraudes, a eliminação de chefias redundantes, esses cortes são virtuosos. E de uma vez por todas, os gestores das unidades de saúde não se podem limitar a negociar quantidades sem discutir os preços. Os portugueses estão dispostos a pagar tanto mais dos seus impostos para a saúde, quanto menor for a perceção de que há desperdício, redundâncias e fraude. A saúde não pode ser um negócio gigantesco para os seus fornecedores, ficando o Estado numa postura de price taker. Mas se me perguntar se o esforço feito até aqui é suficiente, digo-lhe que ainda não. Apesar do grande esforço que todos os en-


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

volvidos no setor fizeram e estão a fazer, ainda não alcançámos a sustentabilidade duradoura. Esta será alcançada quando tivermos o financiamento (garantido pelos impostos que os portugueses estão dispostos a pagar para a saúde) equilibrado com a despesa pública da saúde. Estudos internacionais e nacionais apontam para um crescimento tendencial constante da despesa acima do PIB – basta ver o crescimento dos custos da tecnologia. Temos, por isso, que persistir nas reformas de longa duração e em medidas que surtam efeitos estruturais como, por exemplo, a reorganização dos nossos hospitais, que pretende ajustar a oferta às necessidades da população. Iremos contar com um novo agravamento das taxas moderadoras? É possível que estas se adeqúem aos rendimentos de cada pessoa/ família? Não. Ao contrário do que se dizia, as taxas moderadoras ficaram abaixo dos 2% das despesas com saúde. E bem! O nosso entendimento é que as taxas servem para moderar. Continuamos a acreditar, e em conjuntura de crise ainda mais, que o SNS deve continuar a ser suportado pelos impostos de todos, numa base solidária.

O que se cobra em taxas moderadoras não é nem deverá ser muito significativo no orçamento da saúde. O número de isentos é superior a metade da população portuguesa e inclui os desempregados. O Governo, tal como a OMS [Organização Mundial da Saúde] defende, está a assegurar uma política de taxas moderadoras que proteja os mais vulneráveis, precisamente para minimizar o impacto da crise na saúde dos portugueses. Por outro lado, é preciso analisar as dinâmicas das decisões: se por um lado os portugueses não isentos pagaram mais 80 milhões de euros em 2012 em taxas moderadoras, por outro, a generalidade dos portugueses pagou menos 300 milhões de euros em medicamentos. Racionamento vs racionalização: o que está em causa? Nunca me ouviram defender o racionamento de medicamentos. Não defendo, nem ninguém defenderia, que se deixasse de dar às pessoas aquilo que elas necessitam.Temos respondido com os tratamentos necessários, de acordo com os especialistas nas situações concretas. Defendo a racionalização. O mais importante para o Ministério é garantir que, de acordo com a melhor evidência científica existente, as pessoas

são tratadas com os medicamentos efetivos quando deles necessitarem, pelo que desenvolvemos o Formulário Nacional do Medicamento – complementando as Normas de Orientação Clínica –, precisamente para assegurar a equidade do acesso do tratamento e dos medicamentos a todos os portugueses. Queremos que a segurança e o bem-estar das pessoas estejam à frente de tudo. Quem confundir boa prática, critério e racionalidade nas escolhas com racionamento, só o fará por ignorância ou má-fé. O que se pretende exatamente com o Formulário Nacional do Medicamento? Assegurar que o verdadeiramente importante estará disponível no SNS. O Formulário Nacional do Medicamento constitui um forte instrumento de equidade no acesso ao medicamento e tratamento. Tem sido uma medida estrutural, constantemente defendida nos vários programas dos vários governos, mas só agora concretizada. Na verdade, fomos mais longe do que o anteriormente proposto, porque vamos congregar num documento orientador medicamentos para uso hospitalar e de ambulatório. O Formulário Nacional do Medicamento é construído por um conjunto de especialistas,

FRONTLINE/17


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica, que avalia os medicamentos existentes em Portugal e define quais os que devem ser obrigatoriamente disponibilizados para determinadas patologias. Posteriormente, o INFARMED sanciona essas opções. Neste momento, temos já o conjunto dos medicamentos que devem ser disponibilizados no SNS para o VIH/SIDA e para a esclerose múltipla. E a comissão já está a trabalhar nos formulários relativos à área oncológica. Temos médicos a mais ou, pelo contrário, temos necessidade de ter mais especialistas? Temos, e não é de agora, uma má distribuição de médicos em termos de especialidades e no território. Estamos a tentar corrigir as anomalias de distribuição. Levará o seu tempo, mas vamos dar passos importantes para harmonizar a distribuição de médicos em Portugal. Há especialidades em que há falta de médicos em todo o país, com maior gravidade na Medicina Geral e Familiar, e outras em que há concentrações exageradas de especialistas, como é o caso da Psiquiatria em Lisboa, Porto e Coimbra. Quando fala de “desperdícios” na área da Saúde, onde é que eles estão? O que tem de mudar para que tenhamos um SNS mais eficiente? É só tarefa dos governantes, dos profissionais de saúde? Hoje há cada vez mais consciência de que a nossa saúde não depende apenas dos hospitais e dos centros de saúde mas também do nosso comportamento diário. Tudo o que fazemos, o que comemos, o que bebemos, como nos cuidamos, tem implicações na nossa vida e de toda a sociedade. Devemos ser os primeiros a querer cuidar de nós e isso pode ajudar a diminuir a carga da doença em toda a sociedade. Precisamos de uma mudança grande de paradigma, o que aliás vai de encontro à nossa política de prevenção, que começa nas escolas, nos jovens e nas suas famílias. Foi nesse sentido que legislámos relativamente às smartshops, ao álcool e, dentro em breve, ao tabaco. Apostámos nas vacinas da gripe para os mais idosos e nas consultas de saúde oral.

18/FRONTLINE

Sobre os desperdícios, na área da prestação de cuidados clínicos, existe amplo consenso de que temos ainda margem de redução. Por exemplo, julgo que podemos gerar poupanças significativas se atuarmos também na área da infeção hospitalar e se atuarmos com mais eficiência no incremento da cirurgia de ambulatório ou na diminuição do tempo de internamento excessivo, nomeadamente em camas de agudos. O que há a fazer contra a crescente “moda” de os pais não quererem vacinar os filhos? Poderemos voltar a ter doenças que já estavam erradicadas? As nossas taxas de cobertura vacinal são das mais altas do mundo. Temos um Plano Nacional de Vacinação que é modelar e com coberturas, em algumas doenças, de quase 100% das crianças. Por exemplo, em 2012 não tivemos nenhum caso nacional de sarampo. Houve apenas situações importadas. Não pode haver uma moda que coloque a saúde das crianças em risco e o Ministério tudo fará para defender a vacinação de todos – repare que no ano passado iniciámos um programa gratuito de vacinação contra a gripe para idosos. A saúde das crianças que foram vacinadas pode estar em perigo? Os benefícios associados às vacinas são muitíssimo superiores aos riscos. Estes últimos são estatisticamente irrelevantes. As crianças devem ser todas vacinadas de acordo com o Plano Nacional de Vacinação e o meu apelo aos pais é que não deixem de o fazer, pela saúde dos seus filhos. As vacinas são dos medicamentos mais testados que são disponibilizados no mundo. Como explica a recente polémica relativa à falta de medicamentos nas farmácias? O que leva os fabricantes a exportarem ilegalmente medicamentos que fazem falta aos portugueses? Reconheço que existem comportamentos desrespeitosos para com os doentes, que condeno, e sobre os quais o Estado tem agido e agirá em conformidade. Estamos

a trabalhar com o INFARMED para evitar falhas no fornecimento de medicamentos e o próprio INFARMED desenvolveu um sistema de monitorização dessas falhas. Felizmente a realidade é diferente do que tem sido noticiado, como comprova a aquisição efetiva pelos portugueses de mais de 20 milhões de embalagens de medicamentos, mensalmente. No entanto, o Estado terá mão pesada para a exportação ilegal, que considero inaceitável. Por outro lado, não deve passar em claro que alguma indústria farmacêutica esteja a gerir medicamentos como quem gere um qualquer bem de consumo. Ao deixar de produzir/comercializar medicamentos apenas porque são baratos, está a desrespeitar os doentes e a ir contra o que costumam reafirmar todos os intervenientes na saúde: que os doentes estão primeiro. O Ministério da Saúde não deixará de defender e proteger, em primeiro lugar, os doentes. Os portugueses não ficarão sem medicamentos. Há alternativas para colmatar falhas de mercado e que podem produzir estes medicamentos mais baratos. Prometeu não dar tréguas à fraude, mas a fraude também não lhe dá tréguas! As fraudes de que o SNS é vítima são ultrajantes, por isso o combate a este crime deve ser também prioritário. A fraude na saúde é um crime de enorme impacto social. Neste sentido tem havido o escrutínio e o controlo do processo de prescrição e autorização de pagamentos, a par de outras ações desencadeadas com enorme sucesso pelo Ministério Público e Polícia Judiciária, as auditorias externas, o envolvimento da IGF e a própria intervenção do Tribunal de Contas, que tem sido muito positiva. Esta conjugação e coordenação de esforços tem ajudado ao combate da fraude, traduzindo-se em bons resultados. Veja-se as notícias que periodicamente dão conta deste reforço de controlo e fiscalização. Na saúde, e mais acentuadamente nesta conjuntura, a fraude é um insulto para com os sacrifícios que os portugueses estão a fazer.


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

FRONTLINE/19


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

“PRECISAMOS DE UMA MUDANÇA DE PARADIGMA. (...) APENAS A REDUÇÃO DA CARGA DE DOENÇA PODERÁ GARANTIR A SUSTENTABILIDADE DO SNS”

Em Portugal as relações entre os bastonários dos médicos e os ministros da Saúde são geralmente tensas. Quase como se fosse o Governo e a oposição. No entanto, no seu caso, em entrevista a esta revista, foi referido que o doutor José Manuel Silva até já defendeu que “PM (Paulo Macedo) fosse a PM (primeiro-ministro). (Risos) Posso dizer que, apesar de visões diversas que temos sobre várias matérias, temos conseguido alcançar consensos importantes para o setor da Saúde. Por exemplo, a importância do Serviço Nacional de Saúde, a necessidade de realização de concursos médicos para preenchimento de vagas e progressão na carreira, as linhas de revisão do internato médico, as Normas de Orientação Clínica, entre outros que são aspetos estruturais do sistema. O que é que os portugueses podem esperar mais na área da Saúde em 2013? E para 2014? Estamos a trabalhar para um SNS robusto, assente em boas práticas de gestão, em reformas estruturais que assegurem a sua sustentabilidade financeira, estrutural e humana. Será seguramente um SNS melhor gerido, tecnologicamente mais apto para responder aos novos desafios, com mais cirurgias de ambulatório, um SNS menos “hospitalocêntrico”, mais assente na prevenção e nos cuidados primários e com mais cuidados na comunidade. Um SNS seguramente mais transparente, tecnologicamente mais evoluído, com melhor informação, mais ajustado à realidade do que os portugueses estão dispostos a pagar por ele, e melhor gerido. O que gostaria de fazer até ao fim da legislatura? Até ao fim da legislatura vamo-nos concentrar na redução da carga da doença, apostando fortemente na saúde pública, aproximando os cuidados de saúde dos cidadãos e reforçando os cuidados primários e continuados. Por outro lado, continuaremos a reforma hospitalar e a reforma da política do medicamento e investiremos na excelência do conhecimento e na inovação, procurando criar as condições de contexto que potenciem a capacidade e a consolidação do conhecimento existente, em três domínios prioritários: investigação e

20/FRONTLINE

desenvolvimento, excelência de cuidados e excelência na gestão da informação. A nível da gestão, caminharemos para a separação do financiamento da prestação de cuidados. Tudo isto concorre para o grande objetivo de aumentar a eficiência na prestação de cuidados de saúde, para criar condições estruturais de forma a que as unidades de saúde sejam sustentáveis no médio e longo prazo. Muito se tem especulado sobre a “saúde” da coligação. Considera que todos, dentro da coligação, estão a ser leais aos seus princípios e aos do seu partido ou, por outro lado, as fragilidades da coligação são cada vez mais percetíveis? Há sensibilidades diferentes em todos os governos. Diferenças de sensibilidade e de opinião não significam fragilidades. Seria incompreensível que face ao desafio histórico que temos pela frente as diferenças entre os agentes políticos não fossem ultrapassadas. O país está primeiro e o atual Executivo tem estado concentrado no cumprimento dos objetivos que coloquem Portugal, de novo, na rota da competitividade e da reconquista da soberania orçamental e económica perdidas. Quais foram os piores momentos do seu mandato? Sem dúvida que foram as ameaças da regular prestação de saúde aos portugueses, designadamente a ameaça de corte de medicamentos de algumas farmacêuticas aos hospitais com maiores dificuldades financeiras, e a ameaça lamentável de uma empresa em não aceitar doentes de VIH/SIDA para a hemodiálise. E o melhor? Foi quando um grupo de senhoras que tinham tido cancro da mama, numa exposição de fotografia sobre mulheres que tinham passado por esta experiência, depois de todos os tratamentos e inúmeras dificuldades, lançaram na minha presença um “grito de guerra”, dizendo que “o melhor está para vir”! Apesar de tudo, as pessoas que passaram grandes provações acreditam, têm esperança e sabem que têm uma resposta no seu Serviço Nacional de Saúde. Porque os profissionais de saúde não baixam os braços e são eles que fazem toda a diferença.


GRANDE ENTREVISTA Paulo Macedo

FRONTLINE/21


OPINIÃO José Caria

PASSOS, O RESILIENTE N

os tempos que correm, cada vez mais me vem à memória um dos intemporais slogans dos anarcas que proliferavam nos anos do imediatismo pós-revolucionário de abril e escrito amiúde por muitas paredes de Lisboa: “Portugal estava à beira do Abismo. Agora deu um grande passo em frente.” Claro que motivações diferentes separam estas duas realidades que distam mais de 30 anos no espaço e no tempo, mas os contributos dos alegados anarcas naquela fase conturbada de um Portugal a despertar para uma nova realidade política, económica, social e cultural, não devem ser desprezados. A anarquia, de per si, não gera o caos, mas pode contribuir para instituir uma nova ordem como instrumento de exercício crítico contra doutrinas políticas de cariz absolutista como a que Portugal vive hoje, imposta por uma Europa que não conhecemos e que definha dia após dia. Talvez precisássemos de um primeiro-ministro um pouco anarca, com a certeza de que precisamos de um primeiro-ministro com uma determinação política diferente do atual. É verdade que, ao longo dos dois últimos anos, tenho feito nestas páginas da FRONTLINE algum exercício crítico em relação ao atual Governo. Mas também já escrevi que acreditava – e continuo a acreditar – que Passos Coelho é um político com valor e convicto de que está a fazer o melhor pelo seu país. Mais que não seja, há que lhe reconhecer a sua capacidade de resiliência para governar em condições de adversidade extrema, preso a um nó corrediço, para

PASSOS TEM FALHADO EM MUITA COISA, SEM DÚVIDA ALGUMA. MAS É NECESSÁRIO QUE SE PERCEBA PORQUE É QUE FALHOU E CONTINUA A FALHAR

jcaria@netvisao.pt

22/FRONTLINE

cujo aperto até o seu parceiro de coligação tem dado um grande contributo. Passos tem falhado em muita coisa, sem dúvida alguma. Mas é necessário que se perceba porque é que falhou e continua a falhar. Mais do que ninguém, será o próprio primeiro-ministro que terá de o compreender. Mas também muitos dos que estão na primeira linha a atirar pedras deviam fazer este exercício. Quando Pedro Passos Coelho conquistou a liderança do PSD, escrevi numa crónica uma imagem curiosa que me tinha assaltado a memória, ambígua, mas carregada de significado: de um Jack Nicholson a jogar basquetebol no pátio de um hospício. Obra-prima de Milos Forman, o filme retrata a estranha história de um jovem delinquente que, para escapar à pena de trabalhos forçados a que foi condenado, resolveu fazer-se passar por doente mental. Mas quando chegou à instituição psiquiátrica que o ia acolher, o choque foi profundo e acabou por encabeçar uma revolta com os doentes, rebelando-os contra toda a violência a que eram sujeitos. Afirmei então que Passos Coelho tinha de fugir à lobotomia que o partido e também os seus opositores políticos lhe iriam querer impor, cada um à sua maneira, como a calculista enfermeira Mildred Ratched fazia aos seus doentes. Passos Coelho já perdeu dois anos no mesmo impasse: ou ganha a revolta e logo o país, ou… Portugal transforma-se rapidamente num cenário do Voando sobre um ninho de cucos.


OPINIÃO Isabel Meirelles

DE REGRESSO À TERRA O

défice alimentar de Portugal tem vindo a reduzir-se, designadamente entre 2011 e 2012, tendo passado de 4,5 mil milhões para 3,9 mil milhões de euros. Esta situação que, nos segmentos agroalimentar, pescas e produtos florestais, tem contribuído para diminuir a nossa dependência do exterior e aumentar, em consequência, a autossuficiência alimentar do nosso país, onde se assiste a um epifenómeno de quase pleno emprego, é uma magna questão de orientação dos nossos interesses estratégicos em caso de tempos mais difíceis como os que passámos nos anos durante e pós Segunda Guerra Mundial. O aumento das exportações contribuiu para esta inversão, bem como a quebra nas importações e o abrandamento do consumo interno das famílias, devido à diminuição do seu rendimento disponível. Também o ressurgimento da atividade agroalimentar, protagonizada, desta feita, em moldes tecnológicos e de gestão mais avançados por investidores vindos, inclusive, dos setores secundário e sobretudo terciário, com projetos bem-sucedidos e rentáveis, tem criado oportunidades promissoras num domínio que estava em declínio e era visto com pouca rentabilidade financeira. Exemplo disso são os nichos de mercado, designadamente no setor vitivinícola, cada vez mais apurados por enólogos de nova geração que têm uma relação de tal modo equilibrada entre qualidade e preço que acabam por ser absorvidos pelo mercado nacional ou,

quando têm dimensão exportadora, raras vezes têm dificuldades de escoamento dos seus produtos. Curioso é também o fenómeno novo, sociologicamente sub-reptício e silencioso, da vontade de adquirir o que é nacional e que provocou uma adesão e procura dos produtos portugueses em geral, e alimentares em particular, que raramente se verificou como perceção de que, ao adquirirmos o que era fabricado em Portugal, estamos a contribuir para o progresso do país, a manutenção ou mesmo criação de postos de trabalho e a sustentabilidade do setor primário nacional. Esta regra da discriminação e função da nacionalidade dos produtos, que até há pouco tempo a União Europeia considerou um pecado capital da livre circulação e do mercado comum, foi esquecida perante as dificuldades atuais sentidas pelos seus Estados-membros. Também a reforma da Política Agrícola Comum, que chegou a consumir 70% do orçamento comunitário, contribui para diminuir a dependência das ajudas e subsídios do FEOGA, bem como o desincentivo à produção e ao abate de barcos no caso das pescas. Esta reorientação é de saudar porque demonstra que os portugueses conseguem em tempos difíceis, lúcida e decididamente, reorientar os seus interesses, de forma independente, sem necessidade de qualquer protetorado do Estado ou da União Europeia.

CURIOSO É TAMBÉM O FENÓMENO NOVO, SOCIOLOGICAMENTE SUB-REPTÍCIO E SILENCIOSO, DA VONTADE DE ADQUIRIR O QUE É NACIONAL Advogada, Especialista em Assuntos Europeus

FRONTLINE/23


OPINIÃO Carlos Zorrinho

MATURIDADE A

maturidade é uma forma de serenidade consciente que todos procuramos encontrar e que na maior parte dos casos acabamos por atingir, sem que se apague de todo da nossa vida o perigo de uma recaída inesperada. Mas como podemos ter a consciência de que atingimos a maturidade? Nada na minha formação académica me qualifica a opinar sobre o tema. Só a perceção empírica me permite dizer que o ponto de viragem ocorre quando deixamos que a vida predomine sobre a sua gestão ou seja, quando viver é mais importante do que gerir a vida. Este conceito de maturidade, que se intui a partir da experiência individual e da observação, aplica-se também às comunidades, às empresas, aos territórios, às instituições e aos países. Por exemplo, um político que se centre na gestão da sua carreira política pode ter muito sucesso mas nunca alcançará a maturidade de fazer a política pela política, pelo valor facial do seu contributo para o bem comum e para a polis. Neste sentido arrisco dizer que há excesso de gestão na política moderna. É o que sinto no meu dia a dia de vida cívica. O mesmo se aplica a um país. Quando deixa de ser o que é, para se transformar à imagem de outrem, perde a sua identidade, estabilidade e maturidade e passa a dilacerar-se na conflitualidade e na fragilidade das ideias, das escolhas e das estratégias.

NÃO SOMOS, NÃO CONTROLAMOS A MUDANÇA ESTRATÉGICA E SEGUIMOS DÓCEIS A ORDEM EXTERNA

Professor universitário e deputado do PS

24/FRONTLINE

Portugal regrediu nos últimos dois anos para uma perigosa infantilidade institucional. Deixámos de ser donos do sonho para nos candidatarmos a sonhar um dia segundo um guião que não escrevemos e no quadro duma base cultural que não partilhamos. Não somos, não controlamos a mudança estratégica e seguimos dóceis a ordem externa. Homens e mulheres talhados na burocracia tecnocrata dos modelos matemáticos, apreendidos nas escolas do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu ou da Comissão Europeia, tomaram as rédeas do país. Gerem pessoas como gerem máquinas. São profundamente imaturos e com a sua imaturidade flagelam milhões de compatriotas. É nestes momentos de imaturidade das sociedades que a maturidade de quem a preserva e pode intervir é mais importante e decisiva. Chegou o momento em que no plano nacional a viragem é inadiável. Não existem soluções mágicas mas existem atitudes e valores que podem e devem fazer a diferença. São soluções de risco, plenas, democráticas, participativas. São soluções maduras. Um povo com quase nove séculos de subsistência é especialista em atirar pela janela das escolhas os vendilhões da sua identidade. Os imaturos, os “trampolineiros” e os avaros. É a hora, como escreveu Pessoa, pleno de 125 anos, de Ser Português.


OPINIÃO Fernando Santo

A TEIA ADMINISTRATIVA A

Administração Pública é uma organização cada vez mais complexa, apesar das permanentes reformas, modernização dos serviços, formação profissional e introdução de novas tecnologias. Parece que, por cada medida no caminho da simplificação, se criam duas para responder a novos problemas. Se apenas estivesse em causa a prestação de serviços públicos, tudo seria mais simples, pois a organização teria como objetivo satisfazer os cidadãos, tal como as empresas se orientam para os seus clientes. A despesa seria menor e maior a satisfação dos cidadãos. Mas no nosso modelo de Administração Pública convergem muitos outros interesses, com enorme peso e capacidade de intervenção. Refiro-me, (1) aos interesses de todos os que trabalham na Administração Pública e ao correspondente modelo de organização e gestão, (2) aos procedimentos necessários para a aquisição de bens e serviços, os quais, supostamente, deveriam garantir a transparência e a concorrência, (3) à intervenção das entidades que regulam, licenciam, certificam e fiscalizam, para além de um infinito número de procedimentos impostos pela legislação, por circulares e até por interpretações jurídicas, por vezes contraditórias. Para o cidadão, o que importa são os serviços que satisfazem as suas necessidades, e sobre os quais têm perceção e capacidade de avaliação. Relativamente à outra parte da Administração Pública, a justificação da sua existência e crescimento resulta da necessidade da intervenção do Estado em todo o tipo de atos ou

atividades, impondo obrigações e procedimentos que decorrem da teia legislativa. São milhares de disposições produzidas nas últimas décadas, com exigências dirigidas à Administração Pública, às empresas e aos cidadãos, seja para transpor Diretivas Comunitárias, geralmente acrescentando mais exigências, seja por iniciativa própria, o que tem vindo a transformar a vida de qualquer um e das empresas num verdadeiro labirinto de dificuldades. Neste labirinto legislativo estão incluídos os licenciamentos de todos os tipos, a necessidade de mais serviços para responder às exigências, os quais, não podendo ser assegurados pela Administração Pública, criam mais contratos com privados, que passam a ser regulados, certificados e fiscalizados, assim se alimentando uma máquina geradora de ineficiência, de despesa pública e privada. Este modelo de geração quase espontânea, mas que tem alimentado interesses muitos divergentes, tem também contribuído para o nosso permanente défice, perda de competitividade das empresas e para a dificuldade acrescida dos serviços públicos poderem responder em tempo útil às solicitações dos cidadãos e à concretização das políticas públicas. Em muitos casos, demora mais tempo a preparação de um concurso e o cumprimento de todas as normas e procedimentos em vigor do que a produção do bem ou a prestação do serviço. Esta é também uma face do Estado a que chegámos e que não poderá ser esquecida na Reforma do Estado.

PARA O CIDADÃO, O QUE IMPORTA SÃO OS SERVIÇOS QUE SATISFAZEM AS SUAS NECESSIDADES, E SOBRE OS QUAIS TÊM PERCEÇÃO E CAPACIDADE DE AVALIAÇÃO

Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça

FRONTLINE/25


OPINIÃO Adalberto Campos Fernandes

COMPROMISSOS PARA A MUDANÇA O

s sistemas de saúde estão confrontados com uma procura crescente resultante, em parte, da própria oferta de serviços, mas sobretudo de uma maior capacitação, por parte dos cidadãos, no reconhecimento das respetivas necessidades em saúde. Neste contexto, um dos maiores desafios que se coloca na definição das políticas públicas consiste na geração do equilíbrio possível entre a disponibilidade orçamental e o imperativo de garantir a cobertura geral das necessidades, em saúde, num quadro de equidade e de qualidade. Um dos caminhos essenciais para alcançar este equilíbrio consiste na renovação das mentalidades de todos os agentes que intervêm no sistema de saúde. Neste processo de renovação deverão estar incluídos, para além dos decisores políticos e dos gestores, os profissionais de saúde e os cidadãos. Com efeito, a melhor forma de valorizar o ativo saúde, enquanto elemento integrador de uma sociedade e instrumento para o seu desenvolvimento, é promover uma cultura de transparência e, simultaneamente, de responsabilização individual e coletiva. A transparência do sistema, nas suas múltiplas vertentes e condições, tende a constituir-se num multiplicador de confiança por parte dos profissionais e, sobretudo, por parte dos cidadãos. Além disso, a transparência favorece a competição pela qualidade e pelos melhores resul-

A TRANSPARÊNCIA DO SISTEMA TENDE A CONSTITUIR-SE NUM MULTIPLICADOR DE CONFIANÇA POR PARTE DOS PROFISSIONAIS E, SOBRETUDO, POR PARTE DOS CIDADÃOS

Docente da ENSP UNL

26/FRONTLINE

tados, induzindo uma atitude positiva orientada para a valorização do mérito e da competência. A transparência permite, igualmente, circunscrever a má utilização dos recursos e reduzir a ineficiência através da comparação das melhores práticas e dos melhores resultados. Para que tal aconteça há que investir numa maior autonomia organizacional indutora de maior responsabilidade e confiança. Este caminho gera, só por si, maior motivação e empenhamento tanto ao nível dos projetos profissionais individuais como ao nível das dinâmicas das equipas. É reconhecido que o papel dos profissionais é determinante em qualquer processo de mudança em saúde. O seu envolvimento na tomada de decisão, na procura de soluções, seguras e eticamente aceitáveis, que respondam pelos interesses fundamentais dos doentes, constitui um elemento central no estabelecimento de um processo sólido, e sobretudo duradouro, de confiança e de responsabilidade partilhada. Este compromisso de mudança criará condições para a emergência de uma nova cultura profissional ao nível da gestão e das profissões de saúde, com um maior ecletismo de responsabilidades e de compromissos. Dessa forma será possível consolidar os processos de reforma através de um envolvimento ativo e solidário em defesa de um sistema de saúde moderno, eficiente e qualificado.


OPINIÃO Luís Mira Amaral

PENSÕES, CONTRIBUINTES E O OE

E

stá-se a assistir a uma autêntica caça ao pensionista. A maneira como o Governo tem tratado a questão das pensões pode pôr em causa a solidariedade intergeracional implícita nos sistemas redistributivos da Segurança Social. A atual geração de reformados, ao descontar (com o empregador), ao longo de 40 anos, 33% da massa salarial para a sua reforma, esteve a financiar as reformas da geração anterior, na esperança de que a geração mais nova lhe fizesse o mesmo. Mas contrariamente ao que diz o primeiro-ministro, o problema das atuais reformas não é que sejam superiores ao valor capitalizado dos descontos feitos ao longo dos anos (ressalvando alguns casos pontuais), mas sim que o esquema redistributivo se assemelha ao esquema financeiro de Ponzi (vulgo D. Branca), em que o sistema começa a entrar em dificuldades quando o número de novos aderentes começa a cair, como acontece agora por razões demográficas e económicas. Os sucessivos governos foram usando o sistema para dar benesses sociais a quem nunca tinha contribuído para o sistema (pensões sociais não contributivas, rendimentos mínimos garantidos, etc.), e esses saques não compensados pelo Orçamento do Estado (OE) atingirão cerca de 70 000 milhões de euros! Contrariamente a algum pensamento corrente e alinhado com o discurso governamental, o OE não tem financiado os reformados, antes pelo contrário, o Estado tem descapitalizado a Segurança Social! Chocante foi a autêntica nacionalização/expropriação, pelo Estado, de Fundos de Pensões que estavam totalmente provisionados, para financiar os buracos públicos. Ao fazê-lo (casos PT, CGD e alguns bancos), os pensionis-

tas beneficiários desses fundos, que tinham a sua reforma segura, acabaram a financiar o Estado e a serem também vítimas do autêntico saque às pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações que está a ser feito. Chocante também o ataque aos chamados “certificados de reforma” que davam origem a pensões complementares para os que livremente optaram por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Também recentemente, um jurista veio dizer, a pedido do Governo, que o sistema de reformas não tem implícito um contrato social entre o Estado e os beneficiários, mas sim um esquema que é alterável por simples vontade do poder político. Mais uma machadada na credibilidade do sistema. Completando tudo isto, um distinto economista veio agora dizer que “se queremos viver num país decente temos de cortar nas pensões mais altas”. Como economista, deveria saber que não são essas que põem em causa a sustentabilidade financeira do sistema. É evidente que depois é um IRS fortemente progressivo que deve tratar dos rendimentos mais altos… Mas se acha que pensões altas, inteiramente legítimas se resultantes de descontos sobre salários elevados, não devem existir, então esse distinto economista também não devia aceitar salários elevados, sobretudo em setores que vivem sob proteção estatal com rendas excessivas, como no caso duma utility que ele conhece bem… Como se viu no PREC de esquerda, com os acionistas, na sequência das nacionalizações, e agora neste PREC de direita, com os pensionistas, não se respeita a poupança acumulada, seja em ações seja em pensões. Isto não é seguramente a lógica dum país decente nem dum Estado de direito…

A MANEIRA COMO O GOVERNO TEM TRATADO A QUESTÃO DAS PENSÕES PODE PÔR EM CAUSA A SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL Professor Catedrático Convidado DEG-IST

FRONTLINE/27


EM FOCO Médicos em Macau

“A DIFERENÇA CULTURAL É UM DESAFIO CONSTANTE” 28/FRONTLINE


EM FOCO Médicos em Macau

por Patrícia Vicente

Em 1998 decidiu ir para Macau para descobrir novos mundos e para exercer Pediatria, especialidade em que se tinha formado em Portugal. Hoje, 15 anos depois, Filomena Laia McGuire é uma profissional de sucesso, responsável pelo Berçário da maternidade do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Destacando a diferença cultural entre Portugal e Macau como um dos principais desafios que enfrenta todos os dias, afirma que gostaria que existissem em Macau “mais especialistas em várias áreas médicas e outros técnicos como, por exemplo, terapeutas da fala e equipas multidisciplinares para apoio a doentes com patologias crónicas ou às suas famílias”. Consciente de que a formação em Portugal “é mais diversa e completa”, Filomena Laia McGuire não descura este campo e tenta participar regularmente em encontros em Hong Kong, Singapura, Japão ou Austrália. A escolha de Macau para exercer medicina foi uma imposição ou, por outro lado, uma vontade que se concretizou? A escolha de Macau não foi uma imposição. Sempre senti fascínio pelo Oriente, agradava-me conhecer novos mundos, sempre gostei de viagens, algo que me deve ter ficado desde a infância... Ainda jovem médica, vi um anúncio de jornal a pedir médicos para Macau, e quando, ao apresentar a candidatura no Gabinete de Macau, a funcionária me disse que preferiam médicos especialistas, o assunto ficou arrumado! Mas passados uns anos, já especialista em Pediatria, por desígnios do destino, enquanto recuperava de uma fratura do tornozelo, ao arrumar gavetas, encontrei a tal candidatura. Então na altura pensei: “porque não tentar?”. O meu marido concordou, e passado nem dois meses, eu tinha sido aceite. A política tinha mudado e os portugueses já não eram prioritários em Macau… Mas a política voltou a mudar e a China queria manter a presença portuguesa no território. Assim, a 13 de fevereiro de 1998, sexta-feira, embarcámos em Lisboa num avião da TAP, via Banguecoque, e aterrámos no aeroporto de Macau a 14. Até agora nem a aziaga sexta-feira 13, ou o azarento 14 dos chineses foram mau presságio... Quais foram as principais motivações para aceitar trabalhar em Macau? As motivações têm a ver com a vontade de conhecer novos mundos e com o facto de estar convencida de

que o Oriente era muito “contemplativo”, muito zen, muito espiritual... Hoje estou convencida de que a imagem que nós temos do Oriente nos foi dada pelo Japão, com os seus jardins de pedra que estimulam a meditação. Mas já há muito que sei que o deus desta zona é o dinheiro e o poder. Ignorava qual seria exatamente o meu salário, sabia que não se ganhava mal mas não foi de facto, na altura, a minha motivação. Nesta aventura tive o apoio de um dos meus mentores, um dos meus mestres, o Prof. João Videira Amaral, que me conhecia bem, assim como do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Conde de São Januário, de Macau, e do seu diretor, Jorge Humberto. Quais são os principais desafios que enfrenta no seu dia a dia? Todos os sítios novos têm as suas particularidades, mas Macau era mesmo diferente. Quando cheguei, o hospital Conde de São Januário tinha uma das melhores, senão a melhor, unidades de Neonatologia do país, pelo menos no que toca a instalações e equipamentos. O Portugal de 1998 não tinha nenhum ventilador de alta-frequência, aqui havia três. Agora já não é assim, em Portugal existem ótimas unidades de Neonatologia. A comunicação em medicina é fundamental, a linguagem do recém-nascido é universal, mas sempre tive a ajuda de uma enfermeira bilingue, chinês-

FRONTLINE/29


EM FOCO Médicos em Macau

-português ou chinês-inglês, no diálogo com os pais. A diferença cultural é um desafio constante. Em termos culturais, e no exercício da sua profissão, sentiu alguma dificuldade em se adaptar? Sempre tive a mania de que era muito adaptável e que o faria em qualquer sítio... mas Macau é de facto diferente e, ou se gosta e nos adaptamos, ou não se gosta e é muito difícil a adaptação. Eu gostei e gosto de Macau, consigo viver com as diferenças, mas nem sempre as interiorizei. Ainda hoje acho surpreendente a capacidade que os chineses têm de não exteriorizarem o que sentem, pelo menos ao olhar de uma ocidental. A sua face mantém-se inexpressiva nas mais diversas circunstâncias. Particularmente como pediatra, acho chocante a baixa percentagem de aleitamento materno. Há diferenças na diversificação alimentar, mas aparentemente sem problemas para as crianças. Também foi uma surpresa o papel matriarcal da avó paterna. A mulher na China é sempre relegada para um plano muito secundário exceto no primeiro mês após o parto, em que é super apaparicada, especialmente se for mãe de um rapaz. E é quando muitas das decisões, que cabem aos pais, na minha opinião, precisam sempre do aval da avó! Mas paterna... Em termos profissionais, quais as vantagens de exercer medicina em Macau, quando comparado com Portugal? Atualmente, será sem dúvida a vantagem económica. Quando cheguei cá não se pagavam impostos, neste momento já se pagam mas num valor ínfimo.

30/FRONTLINE

Profissionalmente, o meu serviço é muito homogéneo em relação à formação pediátrica e é sempre muito agradável poder discutir um caso com outros colegas mais experientes, particularmente dos hospitais de Hong Kong, com os quais temos protocolos de colaboração e videoconferências semanais. O serviço possui uma ótima biblioteca com numerosas revistas, o que o torna comparável a muitos hospitais onde trabalhei em Portugal. E desvantagens? A principal desvantagem é não saber falar o cantonense, a língua mais falada aqui. Isso é sempre um ponto fraco e, apesar de atualmente já perceber se a mensagem que eu quero passar aos pais está a ser bem traduzida, continua a haver muita coisa que não percebo e muita que não consigo transmitir. Mesmo sendo utilizada a língua inglesa na comunicação entre os profissionais do hospital, é muito frequente a comunicação em cantonense, o que nos segrega em muitas situações. Sei que procurei diversidade e encontrei um sítio diferente onde pude criar os meus filhos mostrando-lhes uma outra cultura. Não necessariamente melhor, porque acho que aqui também se paga um preço bastante elevado por estarmos longe da família e dos amigos, e é preciso gerir estes afetos à distância... Qual é o seu campo de ação aqui? Eu sou pediatra no hospital público, responsável pelo Berçário da maternidade, com duas consultas semanais: uma de Neonatologia e outra de Pediatria. Mas quando estou de urgência, uma ou duas vezes por semana, tenho que cobrir toda a Pediatria: a Sala de Partos, Unidade


EM FOCO Médicos em Macau Especial do Recém-Nascido, a enfermaria de Pediatria, com as mais variadas patologias – desde oncológica e hematológica à infeciosa –, ou os cuidados intensivos pediátricos.Também realizo as ecografias transfontenalares aos recém-nascidos ou lactentes. Há uma outra vertente social ou de apoio à comunidade de que me orgulho, a qual é bastante gratificante, o pertencer à Casa de Portugal em Macau (cuja presidente, Amélia António, é uma pessoa humana e muito dinâmica, sempre pronta a apoiar a comunidade portuguesa). Esta atividade põe-me em contacto com outra realidade dos portugueses de Macau, podendo servir o meu semelhante de outra forma. É frequente o convite para palestras ou sessões de esclarecimento relacionadas com temas de saúde, quer na Escola Portuguesa de Macau, na rádio ou na televisão. No geral, quais são as principais falhas que identifica no que toca à medicina? E na sua especialidade? É cultural o não gostar de perder a face, e isso manifesta-se a vários níveis, incluindo o profissional, o que torna por vezes difícil o diálogo. Gostaria de ver mais especialistas em várias áreas médicas e outros técnicos como, por exemplo, terapeutas da fala e equipas multidisciplinares para apoio a doentes com patologias crónicas ou às suas famílias. Hong Kong, aqui ao lado, tem muito mais apoios e é muitas vezes uma alternativa para Macau, mas tem também uma população muito maior. No exercício das suas funções, é mais fácil ultrapassar obstáculos em Macau do que em Portugal? Obviamente que os obstáculos económicos serão muito mais fáceis de ultrapassar aqui do que em Portugal. Tudo o que o dinheiro pode comprar a nível de material, aqui será mais acessível. Gostava de ter, a nível profissional, uma maior diversidade de clínicos (independentemente de virem de Portugal ou de outros locais). Atendendo ao tamanho de Macau e ao seu PIB, poderia ser criado um hospital de referência, se assim houvesse vontade de evoluir. Enquanto médica, como descreve o relacionamento entre portugueses, macaenses e chineses? Poderá parecer que são mundos à parte e até são, mas a nível de medicina eles interligam-se. Como será de esperar, a maioria dos meus doentes são chineses, e quando lhes quero dar alta da consulta, vários são os pais que não aceitam e querem continuar com a médica gweipo (fantasma branco – nome dado pelos chineses às estrangeiras). Por outro lado, é frequente os meus colegas chineses com formação médica ocidental, quando estão doentes, procurarem e utilizarem a medicina

tradicional chinesa, embora possam também criticar certas situações em que ela foi utilizada. Como analisa o desenvolvimento da medicina em Macau nos últimos anos? Houve um grande crescimento da população de Macau com a vinda de muitas pessoas dos vários cantos do mundo. O número de pediatras no hospital no entanto manteve-se. Houve um acréscimo também de outras unidades hospitalares. Quando cheguei, só havia o hospital público Conde São Januário e o hospital privado chinês Kiang Wu. Atualmente, temos o MUSTH - Macau University of Science and Technology Hospital, também privado e com médicos contratados essencialmente da China, mas que agora tem um serviço de urgência gerido pelo nosso hospital. Há atualmente várias clínicas privadas, algumas de colegas que deixaram o hospital. Existe também a clínica portuguesa Maló. Mas esta resposta também é limitada em certas situações, e quando Hong Kong ou Banguecoque não dão resposta, há o recurso a Portugal, a Londres, no Reino Unido, ou a outros locais como as Filipinas. Macau tem ótimos cuidados de saúde primários, com uma cobertura vacinal de praticamente 100% e com um programa bastante alargado. Este ano vai começar a vacinação para o vírus do papiloma humano (HPV), que em Portugal começou por volta de 2008 e neste momento já não é gratuita. É uma vacina bastante cara, mas aqui o problema do dinheiro não existe, por isso não se percebe porquê só agora. Por outro lado, a vacina contra a Hepatite B foi implementada aqui muito antes de o ter sido em Portugal continental, no início de década de 1980, atendendo ao facto de estarmos numa zona endémica. O problema das urgências é semelhante ao de Portugal. A criança com febre vai para o banco. São raras as crianças que vêm referenciadas dos outros médicos de família ou do seu médico assistente.A saúde em Macau é gratuita para os residentes que tenham até 12 anos, estudantes, grávidas, portadores de doenças crónicas ou oncológicas e funcionários públicos. Os não-residentes não têm o mesmo apoio. A brilhante carreira que fez seria também possível em Portugal? É possível ter aqui a mesma qualidade de formação que teria no nosso país? Eu tentei acompanhar a progressão da minha carreira em Portugal e fazer os exames de acordo com a nossa carreira hospitalar. A formação em Portugal é mais diversa e completa do que neste hospital. No entanto, se incluirmos Hong Kong, Singapura, Japão ou Austrália como complementos a essa formação, será semelhante ou me-

FRONTLINE/31


EM FOCO Médicos em Macau

lhor que em Portugal. A questão que se coloca é ser autorizada a frequentar todas essas formações, com prejuízo para a prática médica diária. Porque é que os médicos portugueses ficaram em Macau depois da passagem desta região para a China? Não foram muitos os médicos portugueses que ficaram após a transição. Ficaram colegas com crianças em idade escolar, outros porque pertenciam ao quadro local e alguns que gostavam do que aqui estavam a fazer e gostavam de aventura e do desconhecido. Se pudesse recrutar pediatras para Macau, quais seriam os seus principais argumentos? Recrutaria sempre pediatras já com formação, porque a formação realizada aqui é, essencialmente, para os internos. Salientaria que teriam de ter espírito de aventura, de gostar e aceitar a diferença, ter capacidade de adaptação, associada neste momento à vantagem económica, mas contando com o custo de vida muito elevado em Macau, e muitas vezes as condições oferecidas não são as melhores. O que é para si o hospital ideal? Sendo pediatra, seria um hospital pediátrico com uma área materno-infantil e que englobasse várias especialidades. Estou-me a lembrar do Hospital Dona Estefânia, mas ali também não havia Cardiologia Pediátrica e as cardiopatias congénitas eram transferidas, a Oncologia Pediátrica era tratada noutro local, ou mesmo a Neurocirurgia... Mas onde havia reuniões semanais, não só do serviço mas mais abrangentes, as

32/FRONTLINE

hospitalares, como acontecia no Hospital Santa Marta. Um hospital ideal para mim, acompanhando a vertente clínica, deveria ter investigação, e assim recordo que os meus colegas no Yale New Haven Children’s Hospital passam seis meses na unidade e seis meses no laboratório. Se tivesse o poder de juntar Macau e Portugal, o que selecionaria de um e de outro, para criar um país mais ao seu gosto? A segurança e o bem-estar económico de Macau, a capacidade de trabalho dos chineses e o clima de Portugal e a maneira de estar dos portugueses – a capacidade de improviso, a empatia, o espírito de entreajuda. Pondera voltar para Portugal? Na sua opinião, será recebida como alguém que abdicou de toda a sua vida em prol dos outros ou, pelo contrário, como alguém que virou as costas ao seu país na esperança de encontrar uma vida melhor? Penso no futuro mas q.b. A opinião dos outros sobre mim, como alguém disse, não me diz respeito. Penso que quando alguém quer sair de onde está, é porque não está completamente satisfeito ou tem necessidade de conhecer outros mundos. Eu saí antes de nos mandarem sair, mas sempre fui muito vanguardista em certas coisas. Já em 1984, era contra o tabaco, mesmo em recintos abertos como esplanadas, e achava que os 21 anos deviam ser a idade mínima para entrar nos casinos, como passou, recentemente, a acontecer em Macau. Não acho que tenha virado as costas a Portugal e quando vim, Macau ainda era parte de Portugal.


EMPRESA Vila Saúde

DE SORRISO RASGADO 34/FRONTLINE


EMPRESA Vila Saúde

por Patrícia Vicente

Com as constantes solicitações, o Sistema Nacional de Saúde não é capaz de dar resposta adequada a todos os que necessitam de recorrer à especialidade de Estomatologia. Se a alternativa for o setor privado, a Vila Saúde é, com certeza, uma excelente escolha.

N

uma sociedade em que a imagem é cada vez mais valorizada, em questões de trabalho e negócios, não há dúvida de que um bonito sorriso é o nosso melhor cartão de visita. Mas para se conseguir isso é necessário ter alguns cuidados, um dos quais uma visita periódica ao dentista. É exatamente aqui que começa o problema. Para a maioria dos portugueses o medo da cadeira do dentista é algo que não se explica, apenas se sente. Por outro lado, os tratamentos efetuados têm custos elevados e não estão acessíveis a todas as carteiras. Destacando-se não só pela qualidade, mas também pela forma simpática e bem-disposta como recebe os pa-

cientes, a clínica Vila Saúde, em Lisboa, é uma das alternativas possíveis em termos de saúde oral e não só. Localizada, há cerca de 20 anos, em Campo de Ourique, um dos bairros mais emblemáticos da capital, a clínica não funciona só com Medicina Dentária (e com as mais diversas subespecialidades), contando ainda com outras especialidades, como Ginecologia, Dermatologia, Psicologia, Clínica Geral, Cardiologia e Acupunctura. De referir que, qualquer que seja a necessidade do doente, há sempre uma disponibilidade total por parte dos profis­sionais: “Como existem na clínica colegas de outras áreas da medicina, por vezes existe um intercâmbio de doentes, e um estudo por-

FRONTLINE/35


EMPRESA Vila Saúde

menorizado em diversas áreas”, destaca Pedro Pinto, diretor da Vila Saúde. Para além disto, o médico dentista sublinha ainda o facto de hoje em dia “as pessoas não gostarem de se deslocar”, ou seja, os doentes preferem ser atendidos no mesmo consultório, o que torna toda a comunicação “mais fácil”. Mesmo num ambiente tão descontraído e quase familiar como aquele que existe na Vila Saúde, surgem sempre desafios diários. Um dos mais complicados é a necessidade constante de “consciencializar as pessoas a fazerem tratamentos”, porque os mesmos são caros e não estão acessíveis a todos, afirma Pedro Pinto. Uma mudança necessária Para o diretor da clínica, “os portugueses preocupam-se, cada vez mais, com a sua saúde oral”, seja pelos programas de televisão que todos os dias destacam a importância de uma boca sã e de um sorriso bonito, seja pelos artigos que saem nas revistas, e que são capazes de desmistificar muitas das técnicas que são usadas, nomeadamente os implantes. No que

36/FRONTLINE

toca ao papel do Estado, Pedro Pinto, destaca os cheques-dentista promovidos pelo Governo, como uma boa medida de prevenção, diagnóstico e tratamento. Em termos de profissionais, não existem dúvidas de que “formamos bons médicos em Portugal”, o grande problema prende-se com o facto de começar a haver “profissionais a mais”, e prova disso são os muitos dentistas que “acabam o curso e emigram”, explica. Contudo, também aqui o problema da interioridade se coloca, e é certo que faltarão médicos, por exemplo, no Alentejo ou noutras regiões do interior, isto porque “todos os que se formam querem ficar a trabalhar nos grandes centros”, afirma o médico. A Medicina Dentária, à semelhança de tantas outras especialidades, não está estagnada e dia após dia existem novidades e evoluções importantes, quer no que toca a materiais quer no que aos equipamentos diz respeito. Existem várias formações, cursos de especializações e mestrados nesta área, por isso, no futuro podemos “esperar tudo”, e tanto médicos como doentes serão cada vez mais “beneficiados”, conclui.


*O verdadeiro espírito Irlandês

SEJA RESPONSÁVEL. BEBA COM MODERAÇÃO. WWW.BEBACOMCABECA.PT


GRANDE ANGULAR Licenciamento Zero

UM NEGÓCIO À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE por M. Sardinha

Quer abrir um bar ou um restaurante, mas não tem paciência para filas e burocracia? O Licenciamento Zero é a solução. 38/FRONTLINE


GRANDE ANGULAR Licenciamento Zero

G

uerra à burocracia, simplificação de procedimentos e rapidez nas autorizações legais. Tudo com um único objetivo: potenciar a atividade económica e facilitar o crescimento. A receita vinha já dos governos de José Sócrates, mas está a ser seguida e intensificada pelo Executivo de Passos Coelho. A entrada em vigor do Licenciamento Zero foi o primeiro passo nesta corrida. Desde dia 2 de maio é mais fácil abrir um restaurante, um bar, um pequeno hotel ou residencial e até um supermercado. As dezenas de licenças obrigatórias, as horas a fio em filas de espera em repartições públicas e os meses a aguardar autorizações deram lugar a um simples formulário on-line para criação de novos negócios. Basta preencher, remeter on-line e todas as autorizações necessárias estarão concluídas. No dia seguinte, pode abrir o seu negócio.

Um clique no Portal da Empresa O procedimento é simples: basta dirigir-se ao Balcão Único Eletrónico que o Governo criou no âmbito do Portal da Empresa (www.portaldaempresa.pt), a lojas da empresa ou municípios, e entregar uma comunicação prévia a dizer o que pretende. Essa comunicação consiste num formulário eletrónico, onde o empresário indica a data de abertura do negócio, o horário de funcionamento, a identificação do titular do negócio, o endereço do mesmo, nome e logótipo. Além disso, tem também que identificar as atividades que irão ser desenvolvidas nesse estabelecimento e os fins de ocupação do espaço público. Neste último espaço está, por exemplo, o pedido de autorização necessária para ter uma esplanada ou até uma floreira à porta de um café. É preciso ter sempre em

FRONTLINE/39


GRANDE ANGULAR Licenciamento Zero

conta que a utilização do domínio público, como a colocação de toldos, esplanadas, vitrinas e expositores, floreiras ou rampas de acesso terá sempre que cumprir os critérios previamente definidos pelos municípios, tais como: não obstruir perspetivas panorâmicas, não prejudicar enquadramento de monumentos nacionais, não causar prejuízo a terceiros e não prejudicar a circulação de peões. Cumpridos estes passos, é preciso ver se naquele município alguns dos elementos exigem pagamento de taxas. Se assim for, pode pagá-las ao mesmo tempo, por via eletrónica, multibanco ou homebanking. O negócio pode ser aberto no dia seguinte. Este novo regime elimina uma série de procedimentos exigidos até aqui e poupa uma série de tempo e de passos a dar. Um pequeno comerciante tinha, até aqui, de se dirigir à sua câmara municipal para apresentar uma declaração onde se responsabilizava pelo cumprimento de todas as obrigações legais e regulamentares previstas no seu negócio. De seguida, enviar uma cópia dessa declaração para a Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE). O passo seguinte ficava, muitas vezes, dependente do próprio presidente da câmara, que tinha que aprovar a emissão de um documento com a indicação do horário de funcionamento. De cada vez que precisasse de uma placa para afixar numa fachada, era necessário pedir, pagar e aguardar emissão de uma licença. O mesmo acontecia se quisesse afixar publicidade tão simples quanto um anúncio à

40/FRONTLINE

“especialidade da casa”, instalar um toldo, colocar um tripé com ementa, etc. Tudo isso ficou agora à distância de um clique. Projeto premiado O Licenciamento Zero esteve parado durante um ano, devido a restrições financeiras impostas pelo Ministério das Finanças, mas arrancou em pleno em maio. Este programa foi recentemente distinguido pela Comissão Europeia como o melhor projeto europeu de inovação na Administração Pública, entre outros 230 projetos analisados, e vai valer à Agência de Modernização Administrativa (AMA) um prémio de 100 mil euros. A par deste projeto surgiu também o Licenciamento Industrial, que deve custar aos cofres do Estado cerca de 500 mil euros e que se destina a todo o tipo de indústrias. Basta aceder também ao balcão do empreendedor, escolher a indústria que se pretende criar e surge de imediato uma licença padrão com um conjunto de questões que identifica o que precisa para a sua criação e que regras são necessárias cumprir. Consoante a perigosidade da indústria, a emissão da licença final poderá demorar mais alguns dias, num máximo de 110, e sempre pela Administração Central. O próprio portal, consoante o tipo de indústria, identificará as Zonas Empresariais Responsáveis (ZER) que permitirão uma instalação automática daquele negócio e as indústrias que aí se localizarem terão uma redução de 50% nas taxas de licenciamento. Qualquer fiscalização será feita essencialmente a posteriori.


EM DESTAQUE Autárquicas 2013

UM OLHAR POR TRÊS CONCELHOS Cascais, Oliveira de Azeméis e Proença-a-Nova são três dos 308 municípios que a 29 de setembro vão escolher os seus novos responsáveis autárquicos. Com a crise a bater à por ta dos portugueses, os candidatos procuram trazer discursos de esperança. 42/FRONTLINE


EM DESTAQUE Autárquicas 2013

E

m setembro é hora de os portugueses voltarem a escolher os seus candidatos autárquicos. A meio de uma crise económica e financeira sem precedentes, o poder local ganha uma nova importância e as eleições são vistas como um momento de consulta popular bastante significativo. Este mês, olhamos para três concelhos do país: Cascais, Oliveira de Azeméis e Proença-a-Nova. Mais próximo dos cidadãos Começando mais a sul, a vila de Cascais tem, para já, três candidatos. O atual presidente da Câmara, Carlos Carreiras, passou de vice de António Capucho a número um da autarquia, consolidando um trabalho que, espera, possa garantir nova vitória do PSD/CDS no concelho. Mas os socialistas prometem dar luta e foram buscar o conhecido João Cordeiro, ex-presidente da Associação Nacional de Farmácias, que conta com o general Ramalho Eanes como mandatário. Quando anunciou a candidatura, Carreiras lembrou que “há uma forte consciência de que ainda há muito por

realizar, ainda para mais nos tempos difíceis que correm e que nos obrigam a ter uma ação ainda mais próxima dos cidadãos”. Carreiras assumiu funções de presidente há quase um ano por via da suspensão de mandato de António Capucho, admitindo que a saída imprevista do antecessor foi uma “oportunidade” para se dar a conhecer mais à população. Consciente, como todos os autarcas do PSD, de que evitar o “voto de censura” ao Governo é crucial nestas eleições, Carreiras lembrou recentemente que os candidatos social-democratas têm que “assumir” a sua “opção política e partidária”. “Se as eleições autárquicas servissem para penalizar os governos nacionais, acredito que o PSD teria cem por cento, porque o PS seria altamente penalizado, já que é o grande responsável por o país estar nas atuais circunstâncias”, sustentou. Tem defendido também uma descentralização do poder. Os munícipes de Cascais terão ainda como opção no boletim de voto a candidatura da independente Isabel Magalhães, presidente da Fundação Cascais.

FRONTLINE/43


EM DESTAQUE Autárquicas 2013

Hermínio Loureiro

João Paulo Catarino

Um concelho exportador Em Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro é recandidato pelo PSD. Em comunicado, o partido lembrou que “ao longo dos quatro anos de mandato, Hermínio Loureiro afirmou o concelho de Oliveira de Azeméis a nível nacional, atraiu investimento externo, apostou na área do conhecimento e da inovação, promoveu a industrialização e internacionalização das empresas oliveirenses, criou e recuperou espaços verdes do nosso território, e, sobretudo, criou uma rede social forte, que permite uma ação eficaz e de proximidade junto dos mais desfavorecidos, das crianças e dos idosos”. O PS avança com Joaquim Ferreira, atualmente vereador da Câmara Municipal, e diz que se trata de “uma candidatura que se pretende aglutinadora da sociedade oliveirense e que corporize o sentimento de mudança necessária na gestão da autarquia”. Miguel Viegas é o candidato do PCP. Um dos polos de grande dinamismo económico de Oliveira de Azeméis, um dos concelhos mais exportadores do Norte do país, é a Área de Acolhimento Empresarial Ul-Loureiro, que está a beneficiar de um investimento de cerca de 15 milhões de euros e é financiado pelo FEDER. Uma zona que contou recentemente com o interesse da empresa chinesa Wuhan Industries.

44/FRONTLINE

Uma economia de “xisto” Em Proença-a-Nova, o atual autarca é também recandidato. João Paulo Catarino, do PS, lembrou que “desde 2005”, quando se candidatou pela primeira vez, o emprego já era a sua prioridade. Sendo agora esta a bandeira dos socialistas a nível nacional e um dos problemas que mais aflige os portugueses, o autarca faz uma avaliação positiva dessa aposta, lembrando até que neste momento o concelho acolhe empresas como a Derovo e a Outsystems, existindo “em Proença mais de três dezenas de engenheiros informáticos a trabalhar para todo o mundo”. Têm ainda “uma carteira de projetos para o parque empresarial”. Durante o seu mandato, a autarquia apostou também na simplificação administrativa e processual e na promoção da cultura científica. O Centro Ciência Viva da Floresta aderiu recentemente ao projeto europeu “Places” para reforçar a ligação entre instituições e comunidade envolvente. A defesa da floresta é uma das principais preocupações da autarquia, uma vez que ocupa 80,7% do território e é a principal marca da economia da região, vocacionada para o turismo de natureza com as suas históricas aldeias de xisto. O PSD também já tem candidato: Jorge Tomé.


DOSSIER Rota das Estrelas

PALADAR DAS ESTRELAS 46/FRONTLINE


DOSSIER Rota das Estrelas BMW

por Ana Laia

O solstício de verão deu o mote para mais um evento fantástico. Falamos da quarta edição da Rota das Estrelas, que teve o Restaurante Fortaleza do Guincho e o chef Vincent Farges como anfitriões. Numa mistura completa de saberes e de muitos sabores, o Restaurante Fortaleza do Guincho foi invadido por uma autêntica constelação de estrelas Michelin. FRONTLINE/47


DOSSIER Rota das Estrelas

S

omando vários sucessos ao longo de quatro edições, a Rota das Estrelas regressou ao Restaurante Fortaleza do Guincho para fascinar e deliciar os comensais mais exigentes e dar a conhecer o que de melhor se faz em termos gastronómicos, não só em Portugal mas no mundo inteiro. O Restaurante Fortaleza do Guincho e o chef Vincent Farges fizeram, uma vez mais, as honras da casa e receberam os cinco chefs internacionais e já galardoados com estrelas Michelin que participaram neste evento itinerante. As regras deste festival ditam que o chef anfitrião receba pelo menos outros dois, todos com estrela Michelin, para preparação em equipa de um menu de degustação com alguns dos pratos distinguidos no famoso guia, indo ainda ao encontro da riqueza de paladares e produtos de cada região. Numa apoteose de sabores requintados, reuniram-se no restaurante seis chefs de cozinha oriundos de Espanha, Reino Unido, Holanda e Portugal. Ao longo das duas noites do festival, foram apresentados menus conjuntos, dos quais faziam parte vários pratos individuais distinguidos pelo Guia Michelin, reveladores da excelência da sua cozinha e

48/FRONTLINE

também da qualidade dos produtos nacionais, como peixe e marisco, carne, legumes ou vinhos. Do extenso menu, destaque para iguarias como gaspacho de cerejas do Fundão (Kiko Moya, do L’Escaleta, Alicante, Espanha); foie gras de ganso, enguia fumada, beterraba (Michel Van der Kroft, do ‘t Nonnetje, Harderwijk, Holanda); pregado salteado, carpaccio vegetal, lâminas de cozido, lulas estufadas (Ricardo Costa, do The Yeatman, Porto), entre muitos outros pratos requintados e preparados com todo o cuidado pelos chefs. A refeição foi acompanhada de vinhos portugueses de várias regiões, fruto da colaboração da Adega Algarvia, um dos parceiros do evento, e dos vinhos Niepoort. Marcou presença nesta edição da Rota das Estrelas um afamado crítico espanhol, Carlos Maribona, que trabalha para o jornal ABC e cujo blogue Salsa de Chiles é largamente conhecido em Espanha. De sublinhar também a participação de Zacarias Píriz, um cortador de presunto espanhol que foi presença habitual nos últimos três anos e que faz verdadeiras maravilhas com o presunto.


DOSSIER Rota das Estrelas BMW

RESTAURANTE FORTALEZA DO GUINCHO

Inaugurado em 1998, o Restaurante Fortaleza do Guincho está integrado no hotel com o mesmo nome e situa-se próximo do farol do cabo da Roca. Com a praia do Guincho a seus pés, o restaurante e a unidade hoteleira estão rodeados pelas verdejantes colinas do Parque Natural de Sintra-Cascais. Em 2001, sob a direção do chef Antoine Westermann e com uma forte influência da alta cozinha francesa, o restaurante alcançou a sua primeira estrela Michelin. Antoine Westermann (que colabora desde 1998 como consultor gastronómico) privilegia a qualidade e a variedade dos produtos portugueses que utiliza nas suas criações e baseia toda a sua criatividade na inconfundível e elaborada técnica da haute cuisine francesa contemporânea.Vincent Farges, por seu lado, interpreta o conceito do mestre, inovando a cada prato e impondo tendências com a sua sensibilidade e uma sólida experiência internacional.

FRONTLINE/49


DOSSIER Rota das Estrelas

CHEF ANFITRIÃO O anfitrião do Restaurante Fortaleza do Guincho é Vincent Farges. Este profissional nasceu em Rillieux-la-Pape, perto de Lyon, e é o chef executivo do Fortaleza do Guincho desde 2005, onde assegura a manutenção da Estrela Michelin atribuída ao restaurante em 2005. Após ter terminado a sua formação académica em França, trabalhou em alguns dos melhores restaurantes franceses até integrar a seleta equipa do Buerehiesel, de Antoine Westermann, com quem viria a inaugurar, em 1998, o Restaurante Fortaleza do Guincho. Mas a paixão pela cultura gastronómica levou-o a Marrocos e à Grécia, onde durante quatro anos abriu e foi responsável por diversos restaurantes. Na Fortaleza do Guincho, Farges interpreta a filosofia gastronómica de Westermann e dá azo à sua criatividade em torno dos vários ingredientes portugueses.

CHEFS CONVIDADOS – SABERES NACIONAIS Hans Neuner nasceu em Innsbruck, Áustria, e conta já com um percurso profissional bastante diversificado. As suas criações de inspiração francesa nas receitas e nos pratos que confeciona em ementas gourmet contam com uma base de ingredientes e de produtos nacionais. Começou a sua carreira em 1994 no hotel Carlton, em St. Moritz, na Suíça, e reúne já experiências diversificadas neste país, na Áustria, no Reino Unido e na Alemanha. Em 2003 trabalhou no restaurante Tristan, em Maiorca, com duas estrelas Michelin. Desde 2007 assume a cozinha do Ocean, em Porches, no Algarve, e em 2012 conquistou a sua segunda estrela Michelin.

O jovem e talentoso chef Ricardo Costa passou já por várias cozinhas da Europa. Em 2003 trabalhou como subchefe júnior do restaurante Girassol, em Alicante. Esteve à frente da abertura do The Portal, em Londres, em 2005. Ainda nesse ano regressou a Portugal para liderar o restaurante do Vidago Palace Hotel. O seu talento tem sido progressivamente reconhecido pelo prestigiado Guia Michelin. Foi no restaurante Largo do Paço que conquistou a primeira estrela. Mas a sua ambição e interesse por novos projetos levou-o a aceitar gerir uma nova cozinha no The Yeatman, em Gaia, voltando a conquistar uma estrela Michelin através das suas propostas, que conjugam a cozinha regional com uma abordagem contemporânea sempre harmonizada com os melhores vinhos.

CHEFS CONVIDADOS – SABORES ALÉM-FRONTEIRAS O primeiro emprego de Adam foi numa cozinha como copeiro, a lavar pratos e sanduicheiras. Daí ao palco principal da alta cozinha britânica, foi um pequeno grande salto. Com uma estrela Michelin no restaurante com o seu nome, no hotel Danesfield, desde 2010, é atualmente considerado um dos top chefs do Reino Unido. A sua cozinha é muito europeia e contemporânea, com uma atenção especial para os detalhes e para a qualidade dos ingredientes.

Michel começou como aprendiz de cozinheiro em restaurantes holandeses com estrelas Michelin. Pouco depois foi viver para a Suíça, onde conheceu uma jovem portuguesa com quem viria a casar. De regresso à Holanda, Michel trabalhou em vários restaurantes de prestígio, até obter o grau oficial holandês de Master Chef. Em 2006 assume o cargo de chef executivo do ‘t Nonnetje, para o qual conquistou uma estrela Michelin em 2008, com uma cozinha criativa, leve e atual, a partir dos produtos da terra e do mar.

Desde muito jovem que Kiko Moya sabe o que quer para a sua cozinha. Do pai e do tio herdou o gosto pelo saber e pela tradição gastronómica valenciana. Mais tarde, ele próprio viria a procurar outros sabores, aliando assim o melhor receituário tradicional a novos conceitos gastronómicos da atualidade: é este o segredo do sucesso do L’Escaleta. Kiko presta tributo aos produtos locais que encontra nos mercados da sua região e gosta sobretudo de trabalhar as “joias” do campo, do rio e do mar.

50/FRONTLINE


St.Trop, Design by Philippe Starck

BANHO TURCO ST.TROP. O BEM ESTAR NA MELHOR FORMA.

Louça e mobiliário de sala de banho, bases de duche, banheiras, sistemas de hidromassagem e bem-estar, acessórios: Duravit é a solução ideal para a sala de banho completa. Para mais informações contacte: Duravit Portugal, Rua Antoine de Saint-Exupéry, Alapraia, 2765-043 Estoril, duravit@jrbotas.com, Telefone 21 466 71 10, www.duravit.com


ESPECIAL MAGAZINE Férias na neve Motas elétricas

UM PASSO EM FRENTE por Patrícia Vicente

Combinando os melhores aspetos de uma moto tradicional com a mais avançada tecnologia, a Zero Motorcycles é o próximo passo na evolução no mundo do motociclismo. Cada moto é pensada a partir do zero, e deste modo aproveita todo o potencial do novo e revolucionário motor Z-Force™. Atreva-se a descobri-las e desfrute, sem prejudicar o meio ambiente. 52/FRONTLINE


MAGAZINE ESPECIAL Motas Fériaselétricas na neve

O

que um dia parecia apenas uma ideia surgida numa garagem em Santa Cruz, na Califórnia, rapidamente se tornou numa empresa de motas mundialmente conhecida. Falamos, obviamente, da Zero Motorcycles, que aposta numa gama de motas elétricas inovadoras, disponíveis para que os entusiastas possam desfrutar do prazer de condução sobre duas rodas. Nada melhor do que serem os próprios utilizadores a opinar sobre os produtos, por isso, desde 2006, quando os primeiros protótipos foram produzidos, a Zero tem convidado vários motociclistas para um passeio. Mas passemos à prática, a Zero Motorcycles está em-

penhada em transformar a experiência do motociclismo, colocando no mercado motas elétricas altamente inovadoras, com desempenhos de valor excecional. Alimentada pela inovação, movida pela paixão, guiada pela integridade e comprovada pelos resultados, só através de uma extensa pesquisa e experiência é que é possível à Zero Motorcycles combinar arte e ciência no desenvolvimento de motas que transpareçam lealdade e fiabilidade. Em Portugal a ZEEV - Zero Emission Electric Vehicles é a representante oficial da Zero Motorcycles. www.zeev.pt // geral@zeev.pt

FRONTLINE/53


ESPECIAL MAGAZINE Férias na neve Motas elétricas

MODELOS PARA TODOS ZERO S Streetfighter A estrada pela frente Desenvolvida para circular desportivamente em ambientes urbanos e incentivando a escapadelas ocasionais para os seus percursos favoritos fora da cidade, a ZERO S possui uma tecnologia revolucionária e um design inovador. O resultado é uma mota de alta performance com os mais baixos custos de manutenção de sempre. O novo conjunto de baterias e motor, que equipam este modelo, é da mais avançada tecnologia. Conclusão: a ZERO S acelera até aos 153 km/h e vai mais longe do que nunca. Em 2013, a ZERO S é 93% mais potente, gera mais 62% de binário e aumentou em 20% a sua autonomia em cidade. Usando um novo acessório, opcional, pode ser carregada até 95% em estações de carregamento CHAdeMO em apenas uma hora, ou menos. Com uma autonomia até 137 km em cidade, ou 85 km em autoestrada, com uma única carga, a ZERO S é agora a mota elétrica de produção com a maior autonomia de sempre. Graças ao novo motor Z-Force™ e baterias de alta capacidade, oferece uma impressionante aceleração instantânea, incrivelmente suave. O simples e sofisticado sistema de transmissão sem mudanças, de acionamento direto, funciona com alta eficiência e não requer qualquer sistema de refrigeração mecânico. ZERO DS Dual Sport Ultrapassando o comum A ZERO DS combina inovação com paixão, de modo a oferecer a moto elétrica mais versátil do mundo. Projetada para ser ágil fora de estrada e rápida no asfalto, representa uma nova sensação de liberdade. Acelere numa estrada de gravilha ou num trilho, e quando estiver pronto, passe despercebido do estado selvagem para o civilizado, assim que se aproxima do seu destino. A ZERO DS é resistente quando precisa e distingue-se quando necessário. É nervosa, mas sofisticada, e a sua aparência é destacada por um atraente quadro rígido e leve. Impulsionada pelo motor mais avançado na indústria, esta é uma mota totalmente elétrica que pode lidar com qualquer tipo de terreno por onde passe. Superar obstáculos e manter o controlo é agora mais fácil, devido à suspensão totalmente ajustável que a acompanha e a um conjunto de rodas mais resistentes. Em condições técnicas de condução, o sistema de acionamento direto otimizado proporciona uma capacidade de resposta impressionante com o girar do seu pulso. Capaz de fazer viagens até 126 km em cidade, ou 76 km em autoestrada, com uma única carga, a ZERO DS possui uma performance e autonomia fantásticas. Com o novo motor Z-Force™ e baterias de alta capacidade, oferece uma aceleração instantânea impressionante e, sem precisar de mudanças, é incrivelmente suave. Este sofisticado sistema, mas simples e elegante, permite que os pilotos conduzam em terrenos mais desafiantes, eliminando o inconveniente das mudanças de engrenagem. O motor, sem escovas, é selado para assegurar a longevidade e funciona com alta eficiência, não necessitando de qualquer sistema de refrigeração mecânico. ZERO FX Stealthfighter Conduza em qualquer lugar Provocando o condutor para qualquer tipo de terreno com que se cruze pela frente, o seu chassis provém do modelo de competição ZERO MX e goza da mais avançada tecnologia, sem esquecer o novo motor Z-Force™. Equipada com um sistema de transmissão e motor livre de manutenção, com acionamento direto através de uma correia de transmissão e de um sistema totalmente modular de baterias, fica com mais tempo para as suas voltas e cada quilómetro percorrido custa apenas alguns cêntimos. A ZERO FX tem mais binário e aceleração do que qualquer outro modelo na história da Zero Motorcycles, criando uma nova gama que reage com dureza a qualquer rotação por minuto. Capaz de se moldar aos desejos de qualquer piloto, as suas características podem ser ajustadas através de um dispositivo móvel compatível com ligação Bluetooth. Construída a partir da MX, líder na plataforma de cross, utiliza a mesma suspensão de modo a dar mais emoção na procura de trilhos todo-o-terreno.Visualmente distinta, encontra-se disponível completamente em preto ou com um grafismo subtil e sofisticado. A ZERO FX possui o primeiro sistema modular de baterias no mundo, estando disponível em duas configurações: ZF2.8 (um módulo) e ZF5.7 (dois módulos). Os módulos podem ser instalados ou removidos individualmente, independentemente do estado de carga, em menos de um minuto.

54/FRONTLINE


MAGAZINE ESPECIAL Motas Fériaselétricas na neve

ZERO XU Urban Crosser Minimalista, forte, atraente e confortável A ZERO XU é uma mota elétrica inovadora, leve e ágil, que combina tecnologia de última geração para oferecer o máximo nos percursos de cidade. A altura do assento reduzida, uma transmissão sem mudanças, o sistema de baterias modulares e a capacidade de armazenamento próprio permitem que qualquer piloto escolha e explore a sua própria liberdade dentro da cidade. Conduza ao seu estilo. Relaxe e sinta a brisa do vento no seu caminho ou gire o acelerador à saída das curvas e crie atalhos pelo meio do trânsito. Pensada para ser utilitária e para pura diversão, esta mota transforma os percursos de cidade num parque de diversões. Construída em torno de um quadro leve em liga de alumínio, a ZERO XU apresenta um estilo minimalista, forte, atraente e confortável. Com um sistema de baterias removível e a opção de um carregador externo, é possível carregar a ZERO XU em qualquer lugar. Tal como acontece com toda a gama, o custo de recarregamento da ZERO XU é de apenas alguns cêntimos, e com o sistema de energia e motorização livre de manutenção, esta é uma das motas mais económicas de manter. O sistema de transmissão e motorização da ZERO XU foi completamente renovado para o modelo 2013, que, tal como acontece com todos os restantes modelos da gama, usa o novo motor Z-Force™. Oferecendo mais 91% de binário e o dobro da potência, a ZERO XU circula agora por toda a cidade mais rapidamente com um aumento de 81% na sua autonomia, conseguindo percorrer até 122 km em percursos citadinos. Agora, com o primeiro sistema modular de baterias no mundo, está disponível em duas configurações: ZF2.8 (um módulo) e ZF5.7 (dois módulos). Os módulos podem ser instalados ou removidos individualmente, independentemente do estado de carga, em menos de um minuto. As novas carenagens em vermelho e o quadro em preto redesenhado, fazem com que pareça mais atual. Para além disso, os travões de disco hidráulicos Nissin, o novo braço oscilante e braçadeiras triplas de maiores dimensões aumentam o controlo total e rigidez para melhorar a qualidade de condução.

ZERO MX Motocross Um novo mundo de possibilidades Sensível. Agarrada ao chão nas curvas. Ajustada para voar. Gire o acelerador e comece a esculpir a pista. Silenciosa e potente, a ZERO MX abre um novo mundo de possibilidades. Esta é uma mota elétrica que transporta tecnologia revolucionária para a pista, trilho ou até mesmo para o seu quintal. Incrivelmente resistente e leve, usa um sistema de suspensão afinado e totalmente ajustável para absorver o terreno mais agressivo e dar-lhe vantagem. Combinando a alta tecnologia do motor Z-Force™ e um quadro de design ultraleve, a ZERO MX é ágil e rápida onde mais precisa. Por falar em velocidade, este modelo vai fazer rodar cabeças, bem como voltas em torno da competição. A nova ZERO MX tem evoluído bastante em termos de potência e resposta. Uma suspensão afinada para a pista e uma indústria líder na relação peso-potência fazem com que resulte numa mota de cross com capacidade de resposta desinibida. As rodas de liga leve absorvem os impactos enquanto mantém o controlo suave. Agora acompanhado do novo motor Z-Force™, o modelo de 2013 é até 125% mais potente e oferece mais 51% de binário. Com 92 Nm e até 54 cv de potência, a ZERO MX acelera rapidamente, apresentando um controlo de aceleração incrivelmente suave, para permitir que o piloto usufrua de maiores saltos e curve a velocidades superiores. Ao deixar de acelerar, tira vantagem do sistema de travagem regenerativa de forma a aumentar a autonomia. Adicionando uma aceleração interessante para passeios competitivos, as características do desempenho da ZERO MX podem ser ajustáveis através de ligação de um dispositivo móvel, compatível com tecnologia Bluetooth. Para melhorar a agilidade, conta com um amortecedor traseiro de maiores dimensões, com um rácio mais baixo de compressão, bem como um garfo dianteiro mais largo para melhorar a rigidez de torção.

FRONTLINE/55


ESPECIAL Férias na neve Mercedes-Benz

EXPERIÊNCIA DE

CONDUÇÃO FANTÁSTICA por Ana Laia

Subir um terreno bastante inclinado, descer declives acentuados, conduzir em água, em gelo ou sob chuva intensa, tudo isto é possível com o seu Mercedes-Benz. Tem dúvidas? Convidamo-lo então a conhecer a Mercedes-Benz Driving Academy, em Brooklands, Inglaterra. Aventure-se! 56/FRONTLINE


ESPECIAL Mercedes-Benz Férias na neve

S

ituada no afamado circuito de Brooklands, a Mercedes-Benz Driving Academy é um local fantástico para qualquer fã de automobilismo.Aqui poderá experimentar anos de inovação em termos automobilísticos, sendo igualmente uma ótima oportunidade para desfrutar de um dia diferente. Misturando criatividade com perfeição, a Mercedes-Benz tem-se posicionado sempre na vanguarda do desenvolvimento do automóvel, em todos os aspetos. Da beleza à segurança, é a paixão pelos automóveis que leva a marca inventar e a querer fazer sempre mais e melhor. Hoje em dia, é uma das marcas mais conhecidas no mundo inteiro e os seus carros não param de agradar aos condutores mais exigentes. De forma a variar a oferta, a Mercedes-Benz diversificou os seus modelos, criando veículos mais pequenos. Porém, a qualidade é sempre um objetivo da marca. Na Mercedes-Benz World Driving Experience é possível testar de que fibra são feitos os automóveis da marca da estrela. Com instalações de topo e pistas especialmente projetadas para as mais diversas possibilidades, a verdade é que conduzir um Mercedes-Benz numa estrada molhada, com gelo ou fora do asfalto, é sempre uma verdadeira aventura.

As mais diversas pistas A Mercedes-Benz World Driving Experience é mais do que uma simples escola de condução, isto porque a aproximação ao condutor e a forma como lhe são passados os conhecimentos é algo realmente único. Quer esteja a aprender a conduzir ou a passar por diferentes experiências de condução, os instrutores procuram torná-lo no melhor condutor possível. Uma vez que tanto as condições atmosféricas como as do terreno são imprevisíveis, torna-se necessário que os condutores estejam preparados para conduzir, independentemente dos fatores externos que os possam condicionar. Na Mercedes-Benz World Driving Experience poderão praticar em ambiente controlado, permitindo-lhes, mais tarde, responder rapidamente a qualquer imprevisto. Se optar por levar o seu Mercedes para fora de estrada e assim passar pelas emoções do todo-o-terreno, nada melhor do que algumas aulas de 4X4. Aqui poderá ter contacto com os diferentes tipos de cenários – declives, inclinações, terrenos pantanosos –, numa experiência que nunca esquecerá.

FRONTLINE/57


ESPECIAL Férias na neve Mercedes-Benz

EXPERIÊNCIA DE

CONDUÇÃO FANTÁSTICA por Ana Laia

Subir um terreno bastante inclinado, descer declives acentuados, conduzir em água, em gelo ou sob chuva intensa, tudo isto é possível com o seu Mercedes-Benz. Tem dúvidas? Convidamo-lo então a conhecer a Mercedes-Benz Driving Academy, em Brooklands, Inglaterra. Aventure-se! 56/FRONTLINE


ESPECIAL Mercedes-Benz Férias na neve

S

ituada no afamado circuito de Brooklands, a Mercedes-Benz Driving Academy é um local fantástico para qualquer fã de automobilismo.Aqui poderá experimentar anos de inovação em termos automobilísticos, sendo igualmente uma ótima oportunidade para desfrutar de um dia diferente. Misturando criatividade com perfeição, a Mercedes-Benz tem-se posicionado sempre na vanguarda do desenvolvimento do automóvel, em todos os aspetos. Da beleza à segurança, é a paixão pelos automóveis que leva a marca inventar e a querer fazer sempre mais e melhor. Hoje em dia, é uma das marcas mais conhecidas no mundo inteiro e os seus carros não param de agradar aos condutores mais exigentes. De forma a variar a oferta, a Mercedes-Benz diversificou os seus modelos, criando veículos mais pequenos. Porém, a qualidade é sempre um objetivo da marca. Na Mercedes-Benz World Driving Experience é possível testar de que fibra são feitos os automóveis da marca da estrela. Com instalações de topo e pistas especialmente projetadas para as mais diversas possibilidades, a verdade é que conduzir um Mercedes-Benz numa estrada molhada, com gelo ou fora do asfalto, é sempre uma verdadeira aventura.

As mais diversas pistas A Mercedes-Benz World Driving Experience é mais do que uma simples escola de condução, isto porque a aproximação ao condutor e a forma como lhe são passados os conhecimentos é algo realmente único. Quer esteja a aprender a conduzir ou a passar por diferentes experiências de condução, os instrutores procuram torná-lo no melhor condutor possível. Uma vez que tanto as condições atmosféricas como as do terreno são imprevisíveis, torna-se necessário que os condutores estejam preparados para conduzir, independentemente dos fatores externos que os possam condicionar. Na Mercedes-Benz World Driving Experience poderão praticar em ambiente controlado, permitindo-lhes, mais tarde, responder rapidamente a qualquer imprevisto. Se optar por levar o seu Mercedes para fora de estrada e assim passar pelas emoções do todo-o-terreno, nada melhor do que algumas aulas de 4X4. Aqui poderá ter contacto com os diferentes tipos de cenários – declives, inclinações, terrenos pantanosos –, numa experiência que nunca esquecerá.

FRONTLINE/57


PROJETO Ria de Aveiro

Regata de Moliceiros

Eco Marinho da Troncalhada

Arrozal na Bioria

Canal Central de Aveiro

MUITO MAIS DO QUE UMA RIA

Com características únicas e de extrema importância para a região, a ria de Aveiro deu o mote para a criação de uma campanha de promoção. Ancorada nos produtos turísticos e económicos da zona, esta campanha vai contribuir para o reposicionamento do território. 60/FRONTLINE


PROJETO Ria de Aveiro

Pescado em Albegaria

Águeda

A

Ílhavo

ria de Aveiro ou delta do Vouga estende-se pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido este-oeste, de Ovar a Mira. A ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma lagoa que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa. A ria de Aveiro abarca 11 mil hectares, dos quais 6 mil estão permanentemente alagados, e desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam inúmeras ilhotas. Nela desaguam o rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e São Jacinto, permitindo o acesso de embarcações de grande calado ao Porto de Aveiro. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal utiliza técnicas milenares e é ainda uma das atividades tradicionais mais características da cidade. Pela sua importância, a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e a Entidade Regional de Turismo do

Dunas de São Jacinto

Costa Nova

Proa de Moliceiro

Centro de Portugal lançaram a campanha “Ria de Aveiro”. Esta iniciativa de marketing coletivo pretende evidenciar o impacto económico, social e cultural da ria na região Centro, promovendo prioritariamente os produtos endógenos ligados quer à ria quer ao turismo. A campanha visa ainda dar a conhecer alguns produtos diferenciadores, tais como as macroalgas marinhas para uso alimentar, cosmético e farmacêutico; o sal marinho artesanal; a salicórnia; o arroz de Salreu; a raça bovina Marinhoa, evidenciando que não há só peixe na ria de Aveiro. O elemento central da campanha é o selo “Ria de Aveiro”, que vai passar a ser usado pelas empresas locais que aderirem ao projeto, de modo a poderem identificar os seus produtos e valorizar as suas marcas. Segundo o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, Ribau Esteves, o principal objetivo da campanha é que “a região passe a receber mais turistas e que as empresas vendam mais. Desta forma, será possível elevar o nível de vida das populações locais, aumentar a atratividade do território e estimular as atividades do setor das pescas e das múltiplas atividades características da região e da ria de Aveiro”.

FRONTLINE/61


PROJETO Ria de Aveiro

PRODUTOS DA RIA DE AVEIRO Ostras e bivalves Graças ao seu ecossistema a ria de Aveiro oferece excelentes condições para a criação e desenvolvimento de vários moluscos bivalves, como é o caso das amêijoas, das ostras, do berbigão e do mexilhão, entre outros. De salientar que as ostras da ria de Aveiro sempre tiveram fama, sobretudo além-fronteiras. Atualmente toda a produção é para exportação.

Sal A produção de sal na ria de Aveiro é uma tradição milenar que depende apenas das condições naturais e do laborioso empenho da mão humana, tanto para preservar as salinas como para, ano após ano, fazer a safra. A produção artesanal do sal é executada pelos marnotos com instrumentos de madeira não tratada, não existindo desta forma qualquer tipo de contacto com metais ou outras substâncias que possam adulterar o sabor genuíno do sal. A flor de sal é outro produto produzido apenas nas salinas tradicionais.

Bacalhau Esta é a região, por excelência, do tradicional bacalhau português, concentrando mais de 2/3 da capacidade transformadora do país. As longínquas tradições marítimas desta região traduzem-se no saber fazer “bacalhau salgado seco”. Produzido apenas à base de bacalhau, sal e água, trata-se de um produto 100% natural.

Enguias A enguia é um dos ex-líbris da região de Aveiro. Desde sempre apreciada pelas populações ribeirinhas do nosso país, deu origem à famosa caldeirada de enguias à moda de Aveiro. Porém, simplesmente frita ou de escabeche é igualmente deliciosa. A região de Aveiro produz ainda conservas únicas desta espécie. Peixe migrador com uma história notável, nasce no longínquo mar dos Sargaços, mas busca nas águas calmas da ria abrigo e alimento durante a sua fase juvenil.

Lampreia A caminho dos seus locais de desova no rio Vouga e nos outros rios que desembocam na ria, a lampreia é capturada em particular na zona Norte. De sabor delicado e único, esta iguaria, tão apreciada pelos portugueses, também pode ser encontrada na ria de Aveiro. Este é o ingrediente principal do famoso arroz de lampreia ou da lampreia à bordalesa.

62/FRONTLINE


PROJETO Ria de Aveiro

Biqueirão O biqueirão é conhecido na ria de Aveiro como lingueirão. Já o biqueirão de pequenas dimensões é chamado, localmente, galeota. A galeota é uma especialidade sazonal, particularmente apreciada pela população local. Capturada no interior da ria em março, abril ou mesmo maio, dependendo dos anos, é utilizada para confecionar caldeirada e pataniscas de galeota, entre outros pratos. Dado atingir preços elevados, particularmente no início da época, a galeota é vendida em porções diminutas.

Salicórnia A salicórnia é uma planta tolerante à água salgada, que cresce nos sapais dos estuários e lagunas e faz parte da flora nativa do nosso país. Atinge cerca de 30 cm de altura e apresenta caules carnudos. As suas folhas, verdes durante a primavera e verão, e avermelhadas durante o outono, têm a forma de escamas, conferindo à planta uma forma peculiar. Muito saborosa, é excelente para confecionar saladas, onde confere um toque especial e evita a adição de sal, por isso é também chamada “sal verde”, pois pode ser utilizada para substituir o sal marinho comum, o sal de cozinha.

Conservas A região de Aveiro possui tradição na produção de conservas de peixe, incluindo as tradicionais conservas de sardinha, cavala ou atum. Mas é nas espécies características da ria de Aveiro, como a enguia, que esta região possui produtos diferenciadores e com excelente aceitação no mercado, apresentados em embalagens atrativas e personalizadas. A existência de conservas de peixe fumado é também outra característica diferenciadora.

Ovos moles Mantém-se o tacho de cobre, as formas, o jeito de mexer, bem como todo o processo manual, o rigor e a atenção: limpam-se as gemas de qualquer vestígio das claras e batem-se cuidadosamente, enquanto o açúcar e a água vão ao lume até atingir um ponto que as artesãs dos ovos moles não sabem definir, só fazer. Depois, unem-se as gemas ao açúcar e esta mistura vai rechear as hóstias em formas marinhas, deixando-se a descansar sobre a noite. No dia seguinte, cobrem-se com uma calda de açúcar fraquinha e deixa-se a secar…

Pão de ló de Ovar O pão de ló de Ovar é o ex-líbris desta cidade. É um bolo à base de ovos, açúcar e farinha de trigo. De origem conventual, especula-se que alguma freira Vareira tenha divulgado a receita a algum familiar ou amigo residente em Ovar. O pão de ló de Ovar tem o formato de uma broa, de massa muito leve e fofa. Na parte superior há uma finíssima côdea húmida, de cor levemente acastanhada (o “ló”), circundada por uma orla de massa cremosa em tom amarelo-ovo, com fragrância característica. É tradicionalmente envolvido em papel de linho branco.

FRONTLINE/63


DESTINO República Dominicana

Jimenoa

DESCOBRIR NOVOS MUNDOS

Dona de uma beleza sem igual, a República Dominicana é muito mais do que apenas sol e praia. Deixe-se encantar pela sua natureza luxuriante e descubra o outro lado deste destino de sonho. Manglar, Parque Los Haitises


El Salto del Limón, Península de Samaná


DESTINO República Dominicana

Museu do Âmbar, Puerto Plata

Pictografias, Cueva de la Arena

A

República Dominicana é um tesouro a descobrir. Situada na ilha Hispaniola, que é partilhada com o Haiti, é banhada a norte pelas águas do Atlântico e a sul pelo mar das Caraíbas. Muito procurada por quem tenciona abstrair-se do quotidiano citadino e desfrutar de alguns dias ao sol, é o destino ideal tanto para casais apaixonados, como para famílias que pretendem gozar alguns dias de pura descontração. Com 48.442 km2 de área, os visitantes podem aproveitar, durante todo o ano, um clima quente. Existem poucos lugares no planeta habitados por pessoas com sorrisos e olhares tão acolhedores, mas a República Dominicana é, certamente, um deles. As suas luzes, aromas e cores farão com que se deixe levar pelo sentimento de frescura transmitido pelo merengue e pelo relaxamento. A verdade é que aqui tudo é possível. As casas coloridas, os coqueiros que rasgam o céu azul-claro e as encostas verdejantes concorrem para que as paisagens dominicanas fiquem no ranking das mais belas do mundo. Embora muito recetiva ao turismo,

68/FRONTLINE

Charco de Damajagua

A caminho do Salto da Jimenoa

desengane-se quem pensa que esta terra está adulterada pelos milhares de estrangeiros que chegam todos os anos carregados de fatos de banho, biquínis, máquinas fotográficas ao pescoço. A Ibiza das Caraíbas, como é chamada por muitos, esconde um mundo por descobrir fora dos locais vendidos pelas agências. Partir à aventura É na costa norte que a grande aventura começa. Calce as botas de trekking, os sapatos de golfe ou as barbatanas, porque chegou o momento de desafiar as leis da natureza: canyoning, windsurf, mergulho ou golfe, tudo é possível, basta escolher o que mais lhe agradar. A 235 km de Santo Domingo, descobre-se Puerto Plata, batizado com este nome graças à cor das águas das suas bonitas praias que dão a conhecer uma vegetação luxuriante. Aqui, destaque para o Museu do Âmbar, onde existem magníficas coleções de âmbar, a estranha resina fóssil que se encontra nesta zona. A 16 km de Puerto Plata descobre-se Sosúa, um lugar encantador onde convivem dominicanos e imi-


DESTINO RepĂşblica Dominicana

FRONTLINE /69 Cueva de la Arena, Parque Los Haitises


DESTINO República Dominicana

Monumento natural Salto da Jimenoa

Rancho Aurora

grantes europeus que chegaram à procura de refúgio durante a Segunda Guerra Mundial. As suas praias são ideais para a prática de mergulho e para outros desportos aquáticos. Cabarete é considerada uma das 10 melhores praias do mundo para praticar windsurf e kitesurf, e situa-se a 10 minutos de Sosúa. A ausência de recifes e os ventos fortes alísios oferecem ondas espetaculares durante todo o ano, que fazem as delícias dos desportistas. Agora para o Centro Santiago de Los Caballeros é a “Cidade Coração”. Localizada no centro do estonteante vale do Cibau, a 166 km de Santo Domingo, é o centro do rum e do merengue, mas também do tabaco, pois as suas plantações produzem charutos apreciados em todo o mundo. Das suas atrações, destaque para a Catedral de Santiago Apóstol, o monumento aos heróis da Restauração, o Museu do Tabaco ou o Parque Duarte. Na base do pico Duarte, 500 metros acima do nível do mar, o vale de Jarabacoa tem temperaturas amenas durante todo o ano, o que leva a que seja chamado de “a

70/FRONTLINE

Plantação de cacau, S. Francisco de Macoris

terra da eterna primavera”. Aqui é possível entranhar-se na natureza ou simplesmente partir à aventura. A natureza mais pura Samaná, no noroeste da ilha, soa a sussurro, ao cair suave da água, ao som da brisa do mar. A natureza pura e as bonitas alamedas sombreadas por coqueiros tornam esta região num lugar ainda mais espetacular. De entre as atividades possíveis, andar de motoquatro ou a cavalo são algumas das mais procuradas. Localizado num planalto calcário, o Parque Nacional Los Haitises encontra-se coberto de trepadeiras e é uma curiosa formação geológica que cria uma insólita paisagem de montículos e mogotes. Aqui, são de referir as magníficas grutas que é possível explorar. A grande humidade existente favorece o crescimento de uma vegetação frondosa e diversa, com mais de 10 mil bonsais, assim como mais de 100 espécies de aves tropicais. Diferenciando-se das outras ilhas tropicais pela sua grande diversidade geográfica, a República Dominicana é única, e quem já a conhece teima em afirmar que é um dos locais mais bonitos do mundo.


Talocci design

Touch&Steam é uma placa de vidro de alta tecnologia.

Um único objecto

EFFEGIBI PORTUGAL Rua Antoine de Saint-Exupéry - Alapraia 2765-043 Estoril Tel.: +351 21 466 71 10 | Fax: +351 21 466 71 19 effegibi@jrb.pt

minimalista para

inúmeras funcionalidades. Tenha o prazer do banho turco no

TOUCH&STEAM

O SEU DUCHE, O SEU HAMMAM

duche em sua casa.

www.effegibi.it


CHECK-IN Grande Real Villa Itรกlia Hotel & Spa

72/FRONTLINE


CHECK-IN Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

GRANDE REAL VILLA ITÁLIA HOTEL & SPA Rua Frei Nicolau de Oliveira, 100 2750-319 Cascais Tel. 210 966 003 E-mail reservas.lis@hoteisreal.com Website www.granderealvillaitalia.realhotelsgroup.com

CENÁRIO DE LUXO Enquadrado num magnífico cenário, mesmo em frente ao mar, o Grande Real Villa Itália Hotel & Spa é uma unidade de cinco estrelas do grupo Hotéis Real, integrada na Leading Hotels of the World. Ao bom jeito português, recebe como nenhuma outra, e prova disso são as suas magníficas acomodações, em especial as suítes, que fazem as delícias dos hóspedes. FRONTLINE/73


CHECK-IN Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

I

naugurado em março de 2007, este hotel localizado junto à Boca do Inferno, na baía de Cascais, resulta da recuperação de duas casas do último rei de Itália, Humberto II. Durante os seus 36 anos de exílio em Portugal, o monarca residiu em ambas, verdadeiros palcos de faustosas festas que agitavam a vida social dos anos 40. O Grande Real Villa Itália reflete esta época dourada de Cascais e assume-se como uma unidade de exceção que tem como único objetivo agradar aos hóspedes mais exigentes. A arquitetura de interiores é da autoria da conceituada decoradora Graça Viterbo, que teve como prioridade privilegiar a vista para o mar, pondo em destaque as zonas verdes envolventes. A paisagem assume especial relevo no projeto do hotel, sendo favorecida a ligação ao exterior em todas as áreas comuns e quartos, através de amplas janelas, varandas e terraços. O estilo arquitetónico recria, assim, um hotel contemporâneo, cosmopolita e sofisticado, no qual impera o conforto.

74/FRONTLINE

Elevados padrões e conforto sem igual No que toca a acomodações, o Grande Real Villa Itália Hotel & Spa dispõe de 124 quartos com vista para o mar ou para as zonas verdes. Todos estão equipados com os mais elevados padrões de qualidade e respondem naturalmente às diferentes necessidades dos hóspedes. Dentro desta verdadeira joia do grupo Hotéis Real encontram-se três luxuosas penthouses, no topo de cada um dos edifícios que compõem o complexo hoteleiro. Cada espaço possui um estilo próprio, idealizado pelo atelier de Graça Viterbo. Estas acomodações foram batizadas com os nomes de Royal Suite, Magestic e Duplex e fazem sonhar com tempos de reis e rainhas, príncipes e princesas. Na Royal Suite (n.º 429) impera o estilo clássico. Este dúplex, com 106 metros quadrados, conta com quarto duplo, kitchenette, sala de estar, sala de jantar e duas varandas com vista de mar. Aqui, perduram as pinturas de frescos, azulejos antigos da coleção de Bernardino Gomes – fundador do grupo Hotéis Real –, além do mobiliário clássico.


CHECK-IN Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

A Magestic (n.º 511) distingue-se pelo seu estilo eclético. São 164 metros quadrados compostos por um quarto duplo, um quarto twin, kitchenette, sala de estar e de jantar, jacuzzi, terraço e uma pequena piscina exterior. O toque oriental confere a este “apartamento” um estilo singular. Na antiga casa da família Pinto Basto, a Villa D’Este, situa-se a suíte Duplex (n.º 024). Nos seus 167 metros quadrados predomina um estilo contemporâneo, contudo, um pouco revivalista e de inspiração nos anos 60, com motivos florais em azul e branco a marcar presença. O mini spa com jacuzzi é o elemento diferenciador desta suíte, que oferece ainda um quarto twin com vista de mar, uma confortável sala de estar, uma sala de jantar e kitchenette. Por se encontrarem completamente isoladas, estas penthouses são a opção ideal para quem procura uma estada tranquila, nomeadamente famílias que viajam em lazer, empresários de negócios e artistas de todas as partes do mundo, que procuram conforto e luxo.

Até 11 de setembro, e de modo a tirar o melhor partido do verão, a unidade promove jantares temáticos. Espaços gastronómicos O restaurante-bar La Terraza, que foi buscar inspiração à afamada e muito apreciada cozinha mediterrânica, apresenta o conceito de tapas gourmet num ambiente acolhedor, descontraído e moderno. Numa sugestiva esplanada com vista para o mar, envolvida pela serenidade do melhor chill out, os hóspedes são convidados a iniciar a sua refeição com um inovador cocktail ou com um inebriante cup de sangria de espumante com maracujá. De seguida não é possível resistir ao leque variado de sabores, bem como à sessão de show cooking com o chef. Se for mais atrevido, é possível que consiga resgatar-lhe alguns dos seus segredos. E para quem procura um domingo diferente, nada melhor do que um descontraído brunch onde o tempo passa devagar. A escolha é diversificada: sushi, saladas, sele-

FRONTLINE/75


CHECK-IN Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

ção de charcutaria, compotas e muitas outras opções. Deixe-se levar pelos inebriantes aromas das massas e risottos feitos no momento pelo chef. Em trabalho ou em lazer, o La Terraza sugere-lhe uma diversidade de sabores a qualquer hora do dia. Para todos aqueles que preferem uma refeição descontraída junto à piscina, o Grande Real Villa Itália convida-o a desfrutar do Bar Mare. Aproveite o verão ao sabor de refeições ligeiras e de inovadores cocktails. Guarde o seu lugar ao sol e viva os melhores finais de tarde da linha de Cascais, acompanhado de um refrescante espumante e de umas saborosas ostras com sabor a mar. Inicie o seu dia no Restaurante Navegantes com um pequeno-almoço inspirador, onde descobrirá o melhor da pastelaria, padaria e charcutaria portuguesa e internacional, tudo para que o seu amanhecer tenha um sabor diferente. Outros espaços O hotel conta também com sala de jogos, biblioteca, sala de leitura, business centre, clube infantil, cabeleireiro, lojas, duas piscinas exteriores com água do mar para adultos e crianças, ginásio e vários terraços voltados para o oceano. No segmento de negócios e eventos, dispõe de 16 salas totalmente equipadas, com capacidade para 400 pessoas.

76/FRONTLINE

As salas são multifuncionais e podem ser configuradas de acordo com as necessidades dos clientes. Todas têm luz natural, sendo também possível desfrutar de terraços exclusivos com vista de mar. Para além de sistema de som, vídeo, Internet, linhas de telefone e fax, o Grande Real Villa Itália possui um moderno sistema de audioconferência com alta voz. E para o lazer... No que ao lazer diz respeito, destaque para o Real Spa Marine, um Leading Spa com cerca de mil metros quadrados. O Real Spa Marine disponibiliza a eficácia das propriedades da água do mar, em múltiplos tratamentos, com as técnicas mais vanguardistas de talassoterapia. Áreas húmidas e secas coexistem num ambiente exclusivo, de enorme conforto e luxo, com uma decoração original inspirada nas termas romanas. Tratamentos de rosto e corpo, tratamentos masculinos, hidromassagem, cromotherm, duche de aspersão, duche de jato, um amplo leque de massagens, terapias holísticas, osteopatia, sala termal (circuito thalasso, sauna, hammam) e ginásio dotado do inovador sistema Kinesis são alguns dos serviços que pode encontrar. Estão também disponíveis programas específicos de desintoxicação, relaxamento, rejuvenescimento, beleza e bem-estar ou anti-stress.


Select your Shower Pleasure. Raindance® Select. Revolucione o seu duche através de um simples Click! Agora também pode seleccionar o jacto que mais lhe apetecer através de um simples toque num botão do seu chuveiro fixo. Tanto o jacto RainAir, como o jacto Rain, procuram oferecer uma sensação de relaxamento pleno... e conseguem! Para mais informações, visite-nos em HANSGROHE PORTUGAL

hansgrohe@jrbotas.com

Rua Antoine de Saint-Exupéry - Alapraia

2765-043 Estoril

Tel.: 21 466 71 10

www.hansgrohe-int.com/select

Também disponível com tecnologia EcoSmart: economiza água e energia.


MOTORES Renault

MAIS AMIGOS DO AMBIENTE 78/FRONTLINE


MOTORES Renault

A moda dos carros elétricos veio para ficar e parece que agora já não basta ter um automóvel veloz e potente, o impor tante é que este seja amigo do ambiente. Condutores mais conscientes ou veículos mais tentadores? A Renault tem a resposta para esta questão com as suas duas grandes apostas em termos de mobilidade elétrica: ZOE e Twizy.

FRONTLINE/79


MOTORES Renault

J

á se imaginou a circular em ruas sem ruídos de motores, sem emissões de CO2, nem de NOx, numa cidade onde se vive melhor e onde é possível preservar, cada vez mais, o ambiente? Neste cenário idílico já não é necessário fazer fila nas estações de serviço para abastecer, bastando apenas ligar o veículo como se fosse um smartphone. No fim de contas não é só o meio ambiente que sai a ganhar, uma vez que os condutores também ganham tempo que poderão gastar onde acharem melhor. Agrada-lhe esta imagem? Parece-lhe ficção? Saiba que o futuro está mais perto do que imagina. Consciente de que os veículos têm de ser amigos do ambiente, a Renault lançou dois modelos elétricos que certamente não desapontarão. Falamos do ZOE e do Twizy, dois automóveis elétricos de última geração. Renault ZOE Ideal para o quotidiano Anunciando uma nova era, onde a mobilidade elétrica se torna acessível a todos, o Renault ZOE representa um enorme passo em frente para a indústria automóvel e também para a Renault, que foi capaz de demonstrar,

80/FRONTLINE

mais uma vez, a sua capacidade para inovar e tornar a tecnologia acessível a todos. O ZOE torna-se assim o símbolo do plano estratégico da Renault – Drive the Change 2016 – e o ponta de lança da gama Renault Z.E., conjugando toda a competência da Renault, no domínio dos automóveis elétricos, num design compacto e atraente e com um preço acessível. Concebido desde o início como um automóvel totalmente elétrico, é um modelo compacto de linhas suaves e fluidas. A dianteira expressa a nova identidade da marca, enquanto o efeito azul do logótipo e dos faróis e os vidros sobre-escurecidos o identificam, imediatamente, como um automóvel elétrico. As óticas traseiras são transparentes, com linhas azuis concêntricas e ficam vermelhas apenas quando se trava ou quando as luzes se ligam à noite. No interior, concebido sob o tema da natureza, descobre-se um painel de instrumentos esculpido numa peça única, com linhas sóbrias e materiais suaves ao toque, inspirado na decoração do lar. A atmosfera pura e relaxante é acentuada com o uso de tons pas-


MOTORES Renault

tel – nas versões Life e Zen – e pela tecnologia de ponta disponível. O ecrã de 7” da consola do Renault R-Link e o ecrã TFT (Thin Film Transistor) do painel de instrumentos são exemplos disso mesmo. Os bancos, com estofos de cor clara (na versão Zen), receberam um tratamento antinódoas e são em teflon para uma limpeza fácil. A identidade do ZOE como um automóvel “zero emissões” está presente nas iniciais Z.E., na alavanca da caixa e no encosto de cabeça do condutor. O Renault ZOE é o primeiro veículo elétrico produzido em grande escala a ser homologado com mais de 200 km de autonomia (ciclo NEDC), graças ao seu sistema exclusivo “Range OptimiZEr” proposto de série em toda a gama. Este sistema reúne três inovações técnicas principais: travagem regenerativa de nova geração, bomba de calor e pneus Michelin Energy TM E-V. Graças à travagem regenerativa, o motor atua como gerador. Assim, quando o condutor levanta o pé do acelerador, o motor recupera energia cinética da aceleração e transforma-a em corrente elétrica que armazena na bateria. Para maximizar o armazenamento de energia durante a travagem, a Renault, em parceria com

a Bosch, desenvolveu um sistema de nova geração que distribui o efeito da travagem entre a pressão dos travões e a desaceleração do motor, maximizando o efeito do “travão do motor” e recarregando assim a bateria. A ação destes dois componentes foi afinada para evitar os solavancos de uma desaceleração pronunciada do motor quando o automóvel está em movimento. O ZOE integra toda a experiência e know-how da Renault nos domínios da segurança e da qualidade. No seu processo de desenvolvimento, foi sujeito aos mesmos testes de validação que um veículo térmico, e ainda a testes suplementares específicos para modelos elétricos. A segurança é desta forma uma garantia. Renault Twizy Cheio de energia Divertido, audacioso, cheio de energia, bilugar protetor e confortável, o Renault Twizy deu início à revolução 100% elétrica, com um design totalmente inovador, que “sopra um vento” de ousadia no universo automóvel. Com as grandes cidades congestionadas, o Twizy é a solução para a mobilidade urbana de quem não tem

FRONTLINE/81


MOTORES Renault

tempo a perder. Tal como aconteceu com o Twingo ou com o Espace, aquando do seu lançamento, o Twizy antecipa as necessidades dos utilizadores andando sempre um passo à frente dos seus concorrentes. Concebido desde a origem como um objeto de mobilidade urbana 100% elétrico, o Twizy não tem, de momento, rival no mercado. Pensado tanto para as mulheres como para os homens, para os jovens e para os menos jovens, possui como cliente-tipo quem procura um veículo fora das normas, repleto de sensações, mas ao mesmo tempo económico e respeitador do ambiente. Para acelerar dos 0 aos 45 km/h precisa apenas de seis segundos (acelerações idênticas às de uma scooter de 125 cc em 50 metros). Por tudo isto, o Twizy é um veículo de quatro rodas de uma eficácia indiscutível. Em percurso urbano clássico, representa 25% de tempo ganho – estacionamento incluído – sem consumir uma única gota de gasolina. De referir que, com a visão panorâmica, um raio de viragem de 3,4 metros e o auxílio ao estacionamento, o acaso não faz parte das manobras. A regulamentação dos quadriciclos não tem as mesmas exigências que a de um automóvel, mas para o Twizy, que

82/FRONTLINE

beneficia da experiência adquirida pela Renault em termos de segurança automóvel, isso não importa. De entre as suas características mais diferenciadoras, destaque para o chassis com quatro travões de disco, desenvolvidos em exclusivo pela Renault Sport Technologies; para as formas simpáticas e proporções fora do vulgar, que oferecem uma célula protetora com dois verdadeiros lugares; bem como para o airbag do condutor e os cintos de segurança de quatro (à frente) e três pontos (atrás). Protegendo o condutor e o ocupante das intempéries, graças às portas (opcionais) e a um sistema de fecho da parte superior das portas (acessório), o Twizy assegura uma proteção eficaz contra as condições climatéricas. Os dois porta-luvas (de 3,5 e 5 litros de capacidade, sendo este último fechado à chave) contêm uma tomada de 12V. Atrás das costas do passageiro esconde-se um cofre com 31 litros de arrumação adicional. Com liberdade de movimentos e sem o estigma de seguir modelos estabelecidos, com o Twizy podemos passear pela cidade de forma discreta ou mais fashion, dependendo do que pretendemos.


Life with a new view

S A B O R E I E O M E L H O R D A V I D A, CO M V I S TA S O B R E O O C E A N O. O Hotel Farol inaugurou uma nova esplanada sobre o mar, onde pode degustar o melhor da cozinha Japonesa, no restaurante Sushi Design ou o melhor prato mediterrânico, no The Mix. O terraço foi criado para poder usufruir em qualquer época do ano, da melhor vista, da melhor refeição, com um ambiente acolhedor e um serviço personalizado, onde cada cliente é um amigo! O Sushi Design e o The Mix, oferecem aos seus clientes, durante a semana, ao almoço, o Menu executivo, pelo valor de 28€ por pessoa. A equipa do Hotel Farol espera por si!

Av. Rei Humberto II de Itália, 7 2750-800 Cascais-Portugal

T: 214 823 490

events@farol.com.pt •

reservations@farol.com.pt

www.farol.com.pt


ONTHE THE ROAD ROAD ON SuzukiMX-5 Swift Mazda

MODELO ARREBATADOR É impossível ignorar os inúmeros melhoramentos efetuados no novo Mazda MX-5, uma vez que foi aperfeiçoado em diversos aspetos: dinâmica de condução, design, qualidade de construção, conforto e comodidade. O Mazda MX-5 Roadster Coupé oferece a aclamada experiência de condução de um roadster e a comodidade prática de um modelo de tejadilho rígido. Golpe de génio de design e engenharia, o tejadilho elétrico do Mazda MX-5 Roadster Coupé é resistente, leve e assombrosamente compacto. Este retrai-se completamente – em apenas 12 segundos – entre o habitáculo e a bagageira, pelo que disporá sempre de total capacidade de carga. O carácter sofisticado do roadster encontra-se ainda presente nas características subtis mas expressivas do design exterior. Procedeu-se ao aperfeiçoamento do aspeto da grelha dianteira, das áreas em torno dos faróis e das luzes de nevoeiro dianteiras e dos puxadores das portas. No interior, o cockpit reflete uma atenção renovada ao conforto do condutor, com texturas e cores marcadamente mais refinadas. As secções dianteira, lateral e traseira do Mazda MX-5 foram revistas de forma a realçar a sua personalidade. O painel dianteiro incorpora uma nova grelha de cinco pontos, indicadora do estatuto destacado do roadster na família de automóveis Mazda.

84/FRONTLINE

Alterações aos frisos laterais e aos espelhos retrovisores melhoram a aerodinâmica e aumentam a impressão de dinamismo. Um toque contemporâneo é dado pela luz de presença dianteira branca (anteriormente de cor âmbar). Na traseira, é mais evidente o poder de um automóvel desportivo, graças ao para-choques redesenhado e ao aspeto moderno dos faróis traseiros. As jantes em alumínio ostentam um novo design de 10 raios, que reforça o estilo leve e desportivo do Mazda MX-5. As melhorias de engenharia mais recentes privilegiam uma performance mais vibrante e linear, expressa numa agilidade de condução ainda maior. Com a configuração da suspensão revista, usufruirá de uma viragem ainda mais agradável; por outro lado, os aperfeiçoamentos aerodinâmicos contribuem para a economia de combustível, melhoria da manobrabilidade e aumento do estilo. A relação de caixa final nos modelos de 1,8 litros com transmissão manual de cinco velocidades foi revista para oferecer uma melhor sensação de desempenho e maior economia de combustível.


ON THE ROAD Peugeot GTi BMW208 Série 3

UM AUTOMÓVEL IRREPREENSÍVEL A marca do Leão conta, uma vez mais, com a sigla “GTi” num dos seus modelos. Falamos do novo Peugeot 208 GTi, um automóvel que pretende recuperar o espírito dos tempos do famoso 205 GTi e que já está disponível no mercado português. Dotado de um motor 1.6 THP equipado com turbocompressor de geometria variável, debita 200 cv às 5800 rpm e 275 Nm de binário às 1700 rpm. Dos 0 aos 100 km/h demora 6,8 segundos, completando o primeiro quilómetro em 26,9 segundos e atingindo 230 km/h de velocidade máxima. No que toca ao design exterior, o 208 GTi não esconde a inclusão de pormenores específicos, como uma grelha diferente e faróis LED. Na lateral, surge em grande destaque o emblema GTi, tal como já acontecia no 205 GTi, em alumínio escovado. As jantes carbone de 17 polegadas em forma de diamante, a suspensão rebaixada, saídas de escape cromadas, travões redimensionados e um spoiler traseiro completam, de forma irrepreensível, todo o conjunto. Em termos de dimensões, o 208 GTi é também 10 mm mais largo à frente e 20 mm mais largo na traseira do que o anterior modelo.

No interior do automóvel, destaque para os bancos desportivos com aplicações em pele, painéis revestidos em alcantara, volante em couro, detalhes na cor da carroçaria, pedais de alumínio, entre outros.

FRONTLINE/85


ON ONTHE THE ROAD ROAD BMW smartX3 fortwo electric drive

CONDUÇÃO VERSÁTIL Tarifas de estacionamento e portagens elevadas, trânsito cada vez mais intenso e menos lugares para estacionar – os automobilistas não têm muitos motivos para sorrir na sua mobilidade diária. Precisamente por este motivo, a smart apostou num automóvel elétrico, pequeno e muito versátil. O smart fortwo electric drive é isento de emissões e os condutores utilizam energia “verde” para carregar a bateria integrada. O seu motor elétrico foi concebido especificamente para o trânsito na cidade. A smart trabalha intensamente desde há alguns anos neste tipo de motor, mantendo presente a importância de os clientes não terem de renunciar ao conforto ou ao equipamento: no smart fortwo electric drive, a bagageira é tão espaçosa quanto a do smart fortwo convencional. Isto porque a bateria foi inteligentemente colocada por baixo do piso do veículo. Adicionalmente, e como habitual, o smart electric drive – devido à célula de segurança Tridion e ao ESP® – preenche os mais elevados padrões de segurança. Ao abrir a tampa do depósito encontramos uma tomada no lugar da típica boca para a mangueira do combustível.

86/FRONTLINE

A bateria, por seu lado, está bem protegida por baixo do chão do veículo. É recarregável em qualquer tomada vulgar de 220 volts: numa condução normal de 50 km por dia, são precisas apenas três a quatro horas para a bateria ficar completamente carregada. Com uma autonomia de 135 km, o smart fortwo electric drive adequa-se na perfeição às necessidades dos habitantes das cidades. Através da recuperação de energia durante a travagem, a autonomia pode mesmo aumentar até 30%. O smart fortwo electric drive não precisa de caixa de velocidades. Com o seletor de velocidades, o condutor pode escolher três posições: N para neutro, R para marcha-atrás e D para avançar. Para a marcha-atrás, a polaridade do motor elétrico é simplesmente invertida. O nível de emissões de CO 2 do smart fortwo electric drive é muito baixo comparativamente à concorrência: localmente, o veículo emite 0 g. Se considerarmos ainda o nível de ruídos extremamente baixo, concluímos que o smart fortwo electric drive é, simplesmente, exemplar.


SOCIAL International Club of Portugal

1

2

3

4

7

5

8

9

RELAÇÃO ENTRE

PORTUGAL E ESPANHA Decorreu, recentemente, no Fontana Park Hotel, mais um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal. O orador convidado foi o embaixador de Espanha em Portugal, Eduardo Junco, e o tema escolhido para o debate de ideias foi “A Cimeira Bilateral de 13 de maio de 2013”. De entre os vários convidados, destaque para a presença de Choi Man Hin, Rogério Alves e António Ramalho, entre muitas outras personalidades.

11

| 1. Embaixador de Espanha | 2. Manuel Ramalho e embaixador de Espanha | 3. Manuel Ramalho e Guillermo de Llera | 4. Nuno Saraiva e Álvaro Nunes | 5. Pina Moura | 6. Embaixador da Ucrânia | 7. António Gonçalves | 8. Carlos Matos e Nuno Ribeiro da Silva | 9. Manuel Ramalho e embaixador da Itália | 10. Arelis Rodriguez | 11. Rogério Alves | 12. Guillermo de Llera, Anne Taylor, embaixador de Espanha e Manuel Ramalho

88/FRONTLINE

12

6

10


SOCIAL Lisboa Marriott Hotel

1

2

4

3

5

9

6

7

10

8

11

12

DIPLOMACIA & GLAMOUR O Lisboa Marriott Hotel promoveu o evento Diplomacia & Glamour, que contou com a presença de 102 embaixadoras e embaixatrizes radicadas em Portugal, bem como outras individualidades conhecidas da nossa sociedade. A política externa de alguns países e os cargos executivos abrem-se gradualmente à influência feminina. Várias diplomatas e executivas assumem hoje importantes funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em postos no exterior, nomeadamente de chefia, e em multinacionais de prestígio. Impõe-se que, no futuro, isso aconteça cada vez mais, porque se torna importante que a carreira diplomática ou executiva seja um espelho verdadeiro da própria sociedade de cada país. O Lisboa Marriott Hotel celebrou esta difícil conquista e reconhecimento, proporcionando às convidadas uma tarde memorável na companhia do Quorum Ballet, com o Lago dos Cisnes, e

de Celina da Piedade, num concerto com composições de sua autoria. Durante o evento decorreu ainda o habitual sorteio de oferta de 40 marcas de prestígio, incluindo fins de semana nos hotéis Marriott com LEXUS, produtos de beleza, massagens, joias de designers portugueses e obras de arte de conceituados artistas plásticos da Galeria Espaço Arte Livre. | 1. Ana de Brito, Elmar Derkitsch, Manuela Durão e Ana Caetano | 2. Evelyn de

Andion, Ana Caetano, Erika Grinberg, Patricia Romero Diaz e Karina Montorfano | 3. Keitumetse Matthews, Ana Caetano, Celina da Piedade e músicos, Elmar Derkitsch, Fatiha Selmane e Humaira Hasan | 4. Ana de Brito e Ljiliana Stefanovic | 5. Rosalina Machado e Elmar Derkitsch | 6. Smeeta Tyagi | 7. Maria José Galvão Sousa | 8. Helena Ribeiro | 9. Evelyn de Andion e Patrícia Cruz | 10. Abimbola Wonosikou e Rosarinho Cruz | 11. Irina Gorgiladze | 12. Ana Palmeiro, Isabel Meirelles e Ana Laia FRONTLINE/89


SOCIAL Comemorações 10 de Junho

PORTUGAL EM DESTAQUE O programa das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano teve como “palco” a cidade de Elvas, começou logo pela manhã, com a tradicional cerimónia militar, no aqueduto da Amoreira, onde o chefe de Estado fez a primeira intervenção do dia. O programa prosseguiu com a sessão solene em que, após as intervenções de Silva Peneda, presidente da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal, e de Aníbal Cavaco Silva, foram condecoradas 41 personalidades, entre as quais o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que recebeu a GrãCruz da Ordem Militar de Cristo. Da lista de condecorações 90/FRONTLINE

atribuídas pelo Presidente da República fez ainda parte o antigo secretário-geral da UGT João Proença, distinguido com a GrãCruz da Ordem do Infante D. Henrique. Durante o seu discurso, o Presidente da República recusou a acusação de exercer uma “magistratura negativa e conflitual” e de se envolver em jogos entre maiorias e oposições, considerando que o contributo de um chefe de Estado deve ser dado pela positiva. O programa oficial das comemorações do 10 de Junho terminou com um almoço oferecido pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, no centro de negócios da cidade.


SOCIAL Comemorações 10 de Junho em Macau

CELEBRAÇÃO ALÉM-FRONTEIRAS

As comemorações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas são muito vividas em Macau. Depois da cerimónia do hastear da bandeira no Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong-Kong, seguiu-se a missa e a romaria à gruta de Camões, onde se diz que o poeta português escreveu parte de Os Lusíadas. O dia terminou com a habitual receção oferecida pelo cônsulgeral à comunidade portuguesa e entidades oficiais. Estas foram as primeiras comemorações do 10 de Junho em Macau sob a égide do novo cônsul Vítor Sereno, em funções desde o final de março. FRONTLINE/91


SOCIAL EPIC SANA Algarve

1

2

3

UNIDADE DE LUXO Localizado sobre a praia da Falésia e em harmonia com a natureza, o EPIC SANA Algarve, o primeiro resort da SANA Hotels em Portugal, e propriedade do grupo Azinor, foi inaugurado recentemente numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, do secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes e do presidente da Comissão executiva da SANA Hotels, Nazir Din. Oferecendo 162 quartos, 24 resort suites, 43 apartamentos, três 92/FRONTLINE

restaurantes, três bares, seis piscinas, Kids club, Baby club, 1500 metros quadrados de spa e um extraordinário Centro de Congressos, a unidade resulta de um investimento de 65 milhões de euros e gerou a criação de 170 postos de trabalho diretos. | 1. Nassim Rashul, Maria e Aníbal Cavaco Silva e Nazir Din | 2. Adolfo Mesquita Nunes e Aníbal Cavaco Silva | 3. Saturdine e Sirin Cassamo, Aníbal Cavaco Silva e Nazir Din


LIVROS

“Os hábitos

TRANSPLANTE Robin Cook Publicações Europa-América

STARTUP Chris Guillebeau Self

INFERNO NOS AÇORES Clive Cussler Saída de Emergência

Pia Grazdani é uma excecional estudante de Medicina, embora um pouco altiva. Ela tem a honra de trabalhar em estreita colaboração com um cientista do Centro Médico da Universidade de Columbia, cuja pesquisa inovadora poderá revolucionar a prestação de cuidados de saúde, ao conseguir criar órgãos de substituição para os pacientes em estado crítico. Ao colaborar com um brilhante geneticista molecular, o Dr. Tobias Rothman, Pia sabe que terá a oportunidade de realizar a sua maior ambição, a de poder participar em descobertas médicas que poderão ajudar milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, espera conseguir encontrar alguma paz de espírito e, de uma vez por todas, afastar as memórias da sua infância difícil e dos abusos que sofreu.

Com trinta e poucos anos, Chris já visitou mais de 175 países, porém nunca teve um “emprego a sério” ou um ordenado fixo. Em vez disto, tem um génio especial para transformar ideias em fontes de rendimento e usa o que ganha para suportar a vida aventureira que leva e ajudar os outros. Nas suas viagens já identificou mais de 1500 pessoas que lançaram negócios com investimentos bastante modestos (muitas vezes 100 euros ou menos) mas que lhes rendem cerca de 40 mil euros anuais. Desse grupo, decidiu destacar os 50 estudos de caso mais representativos. Em quase todos estes casos, pessoas sem qualquer qualificação específica descobriram, nos seus passatempos, características que podiam ser rentabilizadas e conseguiram mudar de vida, ter liberdade e uma maior realização pessoal.

Um cargueiro japonês cruza o Atlântico oriental perto dos Açores quando irrompe em chamas. Um bando de piratas avança para se aproveitar da catástrofe, mas o seu barco explode. Que se passará? Qual a relação com o rapto de um cientista de topo nas ruas de Genebra? Com a deserção de um russo misterioso ocorrida 60 anos antes? Com a descoberta de um extraordinário cemitério submarino de navios e aviões dispersos sobre o fundo marinho? Quando Austin, Zavala e o resto da equipa iniciam a investigação, veem-se arrastados para as ambições mirabolantes de um ditador africano, para a criação de uma arma com capacidade destrutiva quase mítica e para um plano de audácia inimaginável para chantagear as principais potências mundiais.

94/FRONTLINE


LIVROS

são a vitória do tempo sobre a vontade.”

Michel de Montaigne (1533-1592, Ensaísta e escritor francês)

FRANCISCO - O PAPA DE TODOS NÓS Andrea Tornielli Esfera dos Livros

GANHAR EM BOLSA Fernando Braga de Matos Dom Quixote

PRIMEIRA LINHA DE FOGO José Viale Moutinho Bertrand Editora

A 13 de março, depois de um conclave de apenas cinco escrutínios, o mundo conheceu um novo pontífice, Jorge Mário Bergoglio. O primeiro bispo de Roma jesuíta, o primeiro latino-americano, o primeiro a escolher um nome que, ao longo da história, nenhum outro papa jamais se atrevera a impor a si próprio: Francisco. A profundidade do seu olhar, a forma como saudou todos na Praça de São Pedro com um espontâneo “boa noite”, o permanecer igual a si próprio, simples, preferindo a sua cruz de ferro ao ouro, recusando a murça e os sapatos vermelhos, passando por cima de protocolos oficiais e o facto de iniciar de forma firme e surpreendente um conjunto de reformas necessárias tocaram o coração de milhões de fiéis.

“Os tempos, neste momento em que escrevo, são cinzentos não só meteorologicamente, mas até acontece que uma crise provoca um fantástico cocktail de menores taxas de juro, muita injeção de liquidez, ações mais baratas e imenso pessimismo. Isto é, oportunidades de investimento.” Fernando Braga de Matos nasceu no Porto em 1943. Formado em Direito, exerceu advocacia e foi professor universitário. Joga na Bolsa desde 1969, desenvolvendo em simultâneo a atividade de cronista em jornais e revistas sobre economia e política há cerca de 30 anos. É um estudioso e apaixonado da Teoria dos Jogos, que aplica tanto na Bolsa como em jogos de sociedade como o bridge e o backgammon.

Este livro corresponde a encontros e reflexões sobre como é estar na primeira linha de fogo. São episódios e personagens reais de um mesmo romance antifascista em enquadramentos diversos. Nem será preciso dizer mais nada. Salvo que a tal palavra de esperança não lhe colherá qualquer significado prático, a menos que quem a pronuncie se erga da poltrona e faça qualquer coisa para estabelecer a mudança. Entrar na luta, por exemplo. Não se trata aqui de uma mão-cheia de heróis, apesar de alguns estarem oficialmente declarados e condecorados como tal, mas de um universo de gente que, com oportunidade e eficiência, soube dar claros sinais de que é possível transformar e corrigir os chamados disparates das índias.

FRONTLINE/95


MÚSICA

“COMO É QUE UM HOMEM SEM AS VIRTUDES QUE LHE SÃO PRÓPRIAS PODE CULTIVAR A MÚSICA?”

MILES KANE Don’t forget who you are Depois da fulgurante passagem pela edição do ano passado do festival Optimus Alive, Miles Kane prepara-se para editar o novo álbum de originais, o segundo da sua carreira. Don’t forget who you are tem a produção de Ian Broudie (The Zutons; Echo & the Bunnymen). O primeiro single “Give up” já roda nas principais rádios indie em Portugal.

Confúcio

MAD SEASON Above Os Mad Season foram um “supergrupo” que se formou em 1994 e que tinha como membros o vocalista dos Alice in Chains, Layne Staley; o guitarrista dos Pearl Jam, Mike McKready; e o baterista dos Screaming Trees, Barret Martin. A banda lançou apenas um disco, Above, que chega agora numa versão deluxe, com dois CD e um DVD, que incluem várias faixas inéditas e o concerto ao vivo nunca antes editado “Live at the moore”.

DONA LU Normal perfeição Os Dona Lu “nasceram” em janeiro de 2010, depois de colocarem um vídeo no Youtube, que em poucos minutos já tinha centenas de visualizações. Daí surgiu o airplay nas rádios, as entrevistas e os pedidos para concertos. O que começou como um grupo de amigos que gostam de tocar passou a ser um caso sério no Norte, com origem em Guimarães. Agora o single “Palavras” já toca em mais de 100 rádios nacionais e também no estrangeiro. As músicas são todas da autoria da banda e revelam influências pop, rock, mas também folk e funk.

ZAZ Recto verso O maior fenómeno francês da atualidade, com mais de 1,7 milhões de discos vendidos em todo o mundo, está de regresso com um novo trabalho de originais, Recto Verso. O disco faz a ponte entre o álbum de 2010 e a maturidade de Zaz no mundo de hoje e conta com a ajuda de vários colaboradores, que acompanham a voz cristalina da cantora. A edição especial inclui um DVD extra com o making of deste disco.

THE PIANO GUYS The Piano Guys Os The Piano Guys estão de regresso com um novo disco de originais e com novos arranjos que os tornaram famosos na primeira edição em disco. O álbum inclui versões de temas de Bruno Mars (“Just the way you are”), assim como os originais “Berlin” e “Waterfall” ou ainda a recriação de temas dos filmes Lord of the Rings e Mission Impossible. Para este último tema convidaram a violinista Lindsey Stirling. Esta edição deluxe inclui ainda um DVD bónus com 12 vídeos dos temas do álbum.

96/FRONTLINE


AGENDA 3 a 11 de agosto Zambujeira do Mar MEO SUDOESTE

17 de agosto Casino de Troia KINGS OF DANCE

No ano em que celebra o seu 17.º aniversário, o maior festival de verão português caminha firmemente para a maioridade. Aliado à nova parceria estabelecida com o MEO, que promete transformar o festival num evento ainda mais forte, mais intenso, mais irreverente, o MEO Sudoeste afirma a identidade única que o tornou ao longo dos anos num ritual de início de férias. Um ritual e uma tradição que conjugam, longe da confusão urbana, a boa disposição, o convívio, o entretenimento, o ar livre puro alentejano da Costa Vicentina, o sol, a praia, e claro, sempre com a música como o perfeito elemento agregador. O “espírito do Sudoeste” faz deste festival um festival único e diferente de todos os outros. Um espírito renovado e cada vez mais forte, com um cartaz de peso que vai transformar a semana de 3 a 11 de agosto na melhor semana de férias de verão de sempre!

O espetáculo Kings of Dance teve a sua estreia em Portugal a 30 de setembro de 2012 no Coliseu dos Recreios, uma produção PMP Eventos sob a direção artística de Paulo Magalhães. Integrado nas comemorações do 10.º aniversário da PMP Eventos, traduziu-se numa homenagem à dança e às artes performativas. Depois do enorme êxito alcançado no Coliseu dos Recreios, o Casino de Troia recebe e apresenta Kings of Dance - o melhor da dança no dia 17 de agosto às 22h30. Este espetáculo conta com a participação especial de Wanda Stuart, dos Romafest Body Percussion, vindos da Transilvânia, e dos Best Dance Performers.

14 de agosto Palácio de Congressos do Algarve KATIA GUERREIRO Com uma voz inconfundível, Katia Guerreiro é uma das mais reconhecidas intérpretes de fado da atualidade. Dia 14 de agosto ultrapasse a “Incerteza”, partilhe “Segredos”, coloque as “Asas” do “Fado Maior” e abrace a “Estranha Paixão” que será o concerto de Katia Guerreiro no Palácio de Congressos do Algarve.

16 e 17 de agosto Palácio de Congressos do Algarve XANA TOC TOC Xana Toc Toc gosta de desenhar, pintar, escrever e viajar. Mas sobretudo adora cantar com os mais pequeninos. Dias 16 e 17 de agosto, Xana Toc Toc deixa a Ilha dos Sonhos para dois concertos no Palácio de Congressos do Algarve. Não faltes!

98/FRONTLINE

24 de agosto Casino de Troia LUÍSA SOBRAL Luísa Sobral apresenta There’s a Flower in my Bedroom. Dois anos depois de ter surpreendido muita gente dentro e fora do país com The Cherry on my Cake, Luísa Sobral regressou ao estúdio para gravar There’s a Flower in my Bedroom. O resultado é novamente brilhante e os espetáculos serão seguramente, como é característico desta artista, encantadores. “Mom Says” é o primeiro single a ser retirado do novo álbum, produzido por Mário Barreiros. No vídeo, Luísa Sobral aparece bem acompanhada da sua viola e do seu timbre fundido entre Lisa Ekdal e Norah Jones.

29 de agosto Campo Pequeno ARTE EQUESTRE ANDALUZA Arte Equestre Andaluza é um espetáculo distinto e original que une duas das principais expressões artísticas da bela região espanhola que é a Andaluzia: a equitação e o flamenco. Idealizado e dirigido por Carmelo Cuevas, um dos grandes nomes da equitação espanhola, este espetáculo, dirigido a toda a família, é um autêntico hino ao cavalo de Pura Raça Espanhola e ao flamenco, dança que por si só identifica Espanha em qualquer parte do mundo. A beleza e o ritmo das sevilhanas a cavalo, os exercícios de doma clássica e de alta escola encontram neste espetáculo um denominador comum: o incomparável cavalo de Pura Raça Espanhola.



Frontline 54