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6

MAIO 2013 | ANO VI | N.º52 | MENSAL | €5

ASSUNÇÃO

CRISTAS “HOJE TEMOS UM PAÍS MUITO DEBILITADO, DO PONTO DE VISTA DAS SUAS OPÇÕES”

DESEMPREGO

CENÁRIO DE MUDANÇA

VISITA PRESIDENCIAL

ESTREITAR RELAÇÕES

AIR FRANCE EURODEPUTADO MÁRIO DAVID

CLAUDIA FIALHO MEMÓRIAS DE UMA VIDA

VILA VITA PARC SERVIÇO CINCO ESTRELAS

MERCEDES-BENZ CONCEPT STORE


EDITORIAL

UM DESTAQUE

MERECIDO Assunção Cristas, a atual ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, está consciente das potencialidades do seu ministério. Em entrevista à FRONTLINE, a ministra afirmou que é necessário continuar a trilhar o caminho “de inovação, dinamismo, de trazer gente nova e bem preparada para a agricultura” e revelou os números que marcam a diferença: “no ano passado, quando infelizmente o nosso país teve uma recessão de 3%, o setor agroalimentar cresceu 2,8%”. No que toca ao mar, destacou a proposta de lei que o Governo aprovou de ordenamento e gestão do espaço marítimo e que será debatida no Parlamento. Nas suas palavras, e graças a esta proposta, Portugal posiciona-se “na linha da frente sobre o enquadramento jurídico em matéria de mar”. Questionada sobre o que os portugueses podem ainda esperar deste Governo, Assunção Cristas afirma que “podemos esperar ainda muito”, concluindo que há “muito para fazer”. Desemprego e estatísticas Nos primeiros dois meses de 2013, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) chamou perto de 400 mil desempregados com o argumento de atualizar as bases de dados da entidade, bem como atribuir um gestor de carreira a alguns dos beneficiários. Com aquilo a que a oposição e os sindicatos apelidaram de “operação de limpeza” para fazer baixar as estatísticas do desemprego, saíram dos ficheiros do instituto mais de 44 mil pessoas, só no mês de fevereiro. O PS denunciou a operação de limpeza nas estatísticas do desemprego, enquanto o IEFP fala em procedimento normal e confirma 44 mil anulações.

4/FRONTLINE

Aproximar parceiros O Presidente da República, Cavaco Silva, viajou para a Colômbia e para o Peru acompanhado por uma comitiva composta por 20 pessoas, das quais se destacam o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier. Para Cavaco Silva esta foi uma viagem para “trabalhar” e ajudar os empresários portugueses a entrar num mercado com grande potencial de crescimento. A cultura foi outro dos assuntos que marcaram estas visitas. Claudia Fialho e o Copacabana Palace Claudia Fialho é, sem dúvida, uma das figuras mais acarinhadas no Copacabana Palace. Com uma história de vida recheada de episódios marcantes, a relações públicas afirma sem hesitar que o Copacabana Palace é o hotel da sua vida. Claudia Fialho vai iniciar, este ano, uma nova etapa da sua vida profissional. Neste momento é a responsável pela recuperação do Teatro Copacabana, com a missão adicional de elaborar um livro que dê a conhecer a história deste espaço. Para relaxar Celebrando o melhor da tradição de bem receber em Portugal, o Vila Vita Parc faz com que os seus visitantes mergulhem numa unidade luxuosa que privilegia o contacto com a natureza e que se situa bem junto ao mar. Disponibilizando todos os serviços e atividades que se possa imaginar, este resort de cinco estrelas é o derradeiro escape, já que oferece um mundo repleto de experiências personalizadas e variadas, temperadas com a cultura e a hospitalidade portuguesas.


SUMÁRIO

8/ NEWS 12/ G RANDE ENTREVISTA Assunção Cristas 22/ O PINIÃO

12

José Caria Isabel Meirelles Carlos Zorrinho Rui Calafate Adalberto Campos Fernandes

28/

E M FOCO

32/

E M DESTAQUE

38/

G  RANDE ANGULAR

Desemprego

Visita presidencial

32

Aviação

42/ E SPECIAL

Grant’s True Tales

46/

E MPRESA

50/

H  OTELARIA

54/

F ESTIVAL

58/

M  AGAZINE

Vodafone

Claudia Fialho

EDP Cool Jazz Marias

50

6/FRONTLINE FICHA TÉCNICA Diretor: Nuno Carneiro | Diretores Adjuntos: João Cordeiro dos Santos e Casimiro Gonçalves | Editora: Ana Laia | Chefe de Reda­ção: Patrícia Vicente | Colaboradores: Fernanda Ló, Filomena G. Nascimento, Isabel Meirelles, José Caria, M. Sardinha, Maria João Matos, Rui Calafate, Rui Madeira | Revisão: Helena Matos | Fotografia: David Pisco, Eduardo Grilo, Fernando Piçarra, João Cupertino, Luis Filipe Catarino/Presidência da República, Nuno Madeira, Vítor Pires | Diretor Comercial: Miguel Dias | Consultor de Publicidade: Carlos Tavares | Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700 – 007 Lisboa - Portugal | Tel. 210 998 039 | E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 Impresso num país da U.E. | www.revistafrontline.com | Facebook: RevistaFRONTLINE


62/

62

D  OSSIER

MSC Preziosa

64/ C HECK-IN Vila Vita Parc

70/ N ÉCTARES 72/ M OTORES Audi A6

78/ O N THE ROAD 82/ N OVIDADE

Concept Store Mercedes-Benz

64

72

84/ S OCIAL

International Club of Portugal Visita Gelpeixe

86/ S TYLE 88/ L IVROS 90/ ESPETÁCULO 92/ RELÓGIOS 93/ JOIAS 94/ E XPOSIÇÃO NACIONAL 95/ E XPOSIÇÃO INTERNACIONAL 96/ M ÚSICA 98/ AGENDA

FRONTLINE/7


NEWS Audi R8 e-tron presente na antestreia do filme “Homem de Ferro 3”

Homem de Ferro 3 tem antestreia exclusiva em Portugal no dia 25 de abril às 17h00, no DolceVita Tejo. Esta sessão exclusiva destina-se aos fãs do facebook da Audi que venceram o passatempo “Homem de Ferro 3”, respondendo corretamente a perguntas sobre o filme em que o impressionante protótipo do R8 e-tron, totalmente elétrico, é conduzido por Tony Stark (Robert Downey Jr). Na antestreia do filme em Londres, o Audi R8 e-tron foi especialmente enviado da Alemanha para ser exibido num pedestal erguido ao lado da passadeira vermelha por onde passou o elenco, que inclui Robert Downey Jr, Rebecca Hall, Ben Kingsley e Don Cheadle. Os actores chegaram ao evento numa frota Audi A8, juntamente com convidados VIP, incluindo Labrinth, Estelle, Dermot O’Leary e Samantha Barks. Além de contar com toda a tecnologia da Audi e a elegância de design evidenciada pelo R8 e-tron, Homem de Ferro 3 também conta com a presença do Audi S7 Sportback, conduzido pela personagem Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), CEO da Stark Industries e namorada de Tony Stark. No filme serão ainda utilizados outros modelos da Audi, nomeadamente o A8L,A6, S5 Coupé e o SUV Q5.

Bela Vista SPA by L’Occitane dá a conhecer quatro novidades

O Bela Vista SPA by L’Occitane traz até nós os rituais e as fragrâncias da Provença, em França, para alegria do corpo e da mente. Situado no boutique hotel Bela Vista Hotel & SPA, em Portimão, este spa tem como cores predominantes o verde e o azul, remetendo em todos os pormenores para prados e água. Aberto há um ano, utiliza os produtos da marca que lhe dá o nome nos tratamentos e nas massagens, o que significa que os ingredientes são selecionados, de origem vegetal e provenientes de agricultura biológica, muitos deles da região de Provença. A carta do Bela Vista SPA by L’Occitane inclui quatro novos tratamentos: Facial Karité Conforto Nutritivo, Massagem Corporal Hidratante com Karité, Pedras Quentes Revitalizantes e o Ritual de Amêndoa Algarvia, sendo este último exclusivo do Bela Vista SPA by L’Occitane. Entre mais de 20 tratamentos e massagens, cada um é especial, levando-nos para bem longe da rotina do dia a dia. É a magia da Provença, em Portimão.

Ano do Brasil em Portugal com Festival de Música Clássica Brasileira

No âmbito do Ano do Brasil em Portugal, chega agora ao nosso país algo completamente diferente do que habitualmente se associa à cultura brasileira: a música clássica. Com o melhor que o Brasil contemporâneo tem para oferecer, os espetáculos do Festival de Música Clássica Brasileira vêm destacar mais uma área de peso da cultura brasileira. Até dia 30 de maio, Coimbra, Évora, Mafra, Porto e Lisboa vão receber um total de 26 espetáculos de seis formações musicais diferentes, contemplando obras de compositores emblemáticos brasileiros – de Villa-Lobos (considerado o expoente máximo do modernismo musical brasileiro) a Chiquinha Gonzaga (a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil), passando por Ernesto Nazareth (o rei do Tango Brasileiro) e Marcello Tupynambá (um dos pais da canção brasileira e autor do Hino Constitucionalista de 1932) – e internacionais, como Chopin e Mozart. A maior parte dos concertos são de acesso gratuito e estão ainda previstas várias Masterclass. Mais uma mostra cultural oferecida pelo Ano do Brasil em Portugal, a não perder.

MSC Cruzeiros propõe cruzeiro de dieta

Depois do sucesso em 2012, a MSC Cruzeiros lança a segunda edição do cruzeiro temático de dieta, em maio de 2013, a bordo do novíssimo MSC Preziosa. Em parceria com um dos nutricionistas mais famosos do mundo, o especialista francês em dietas Pierre Dukan, a MSC Cruzeiros oferece aos passageiros a oportunidade exclusiva de perder peso, tonificar o corpo e bronzear-se durante uma fantástica viagem pelo Mediterrâneo. O cruzeiro parte de Génova a 19 de maio, para um itinerário de oito dias, com escala em Nápoles, Messina,Túnis, Barcelona e Marselha. A bordo estará uma equipa de experientes nutricionistas e dietéticos, chefs, personal trainers e um médico especializado no método Dukan para dar conselhos profissionais e cuidar dos passageiros deste cruzeiro. No início da viagem irão receber um presente de boas-vindas com produtos Dukan, incluindo o livro Dukan diet book, e serão submetidos a uma avaliação pessoal de saúde antes de serem aconselhados com as dietas individuais e programas de treinos. O ponto alto do cruzeiro será conhecer pessoalmente Pierre Dukan, que estará a bordo para uma festa privada. Nutricionista e especialista em comportamento alimentar há mais de 30 anos, publicou 19 livros, incluindo o best-seller I don’t know how to lose weight (The Dukan diet book), que no total venderam mais de 2,5 milhões de cópias e que lhe trouxeram mais de 20 milhões de seguidores por todo o mundo. Os passageiros a bordo do MSC Preziosa vão ter também a oportunidade de explorar as extensas instalações de desporto e fitness do navio durante a viagem, com o seu fantástico centro de spinning, máquinas cardio e de pesos, assim como os programas de pilates, aeróbica e yoga que são oferecidos em toda a frota. 8/FRONTLINE


NEWS

BREVES Lidl

com novo conceito de comunicação

IWC Schaffhausen apoia o cinema

A IWC Schaffhausen celebrou a sua parceria com o Tribeca Film Festival num evento exclusivo que contou com a presença de convidados ilustres como Robert De Niro, Eric Dane, Jean Reno, Olivia Wilde, Donna Karan e a manequim Karolina Kurkova. O jantar privado, com o tema “For the Love of Cinema”, sublinhou a paixão da IWC pelo cinema e pela promoção de projetos cinematográficos. Para além da apresentação do IWC Filmmaker Award, o concerto de Aloe Blacc foi outro dos destaques da noite.

The Yeatman faz balanço da segunda edição da Rota das Estrelas

A segunda edição da Rota das Estrelas no The Yeatman superou o sucesso da primeira, com todos os lugares esgotados para os três dias de alta gastronomia no Porto. O evento gastronómico mais exclusivo do país trouxe à cidade 10 chefs estrelas Michelin, nacionais e internacionais, que surpreenderam pelas suas criações em três menus de excelência apresentados nos passados dias 18, 19 e 20 de abril. As propostas de todos os chefs foram acompanhadas por uma seleção premium de vinhos. Os chefs que marcaram presença na Rota das Estrelas aproveitaram também para conhecer melhor a capital do Norte. Entre um passeio num elétrico histórico de 1930, uma visita à Torre dos Clérigos – que este ano celebra 250 anos –, um cruzeiro num barco rabelo no Douro e uma visita às caves do vinho do Porto, foram vários os momentos de lazer pela cidade.

O Lidl Portugal lançou um novo conceito de comunicação que assenta num compromisso integrado com os consumidores portugueses: mais qualidade e frescura não só no que respeita às frutas e legumes, mas também em relação à carne fresca, que é 100% garantida por fornecedores nacionais. As promoções e novidades são lançadas, como habitualmente, todas as quintas-feiras, mas passa a haver um plano de superdescontos ao fim de semana, sem que seja obrigatório um valor mínimo de compras. Para além disto, o plano de superdescontos é posteriormente reforçado entre segunda e quarta-feira, através de promoções “imbatíveis”. Caso o cliente não esteja satisfeito com os produtos que adquiriu, o Lidl aceita a devolução e garante o reembolso do valor dos produtos alimentares. No caso dos artigos não alimentares, o reembolso será efetuado no prazo de 30 dias mediante apresentação do talão de compras. A cadeia reforça ainda a aposta na campanha Sabores do Mundo, colocando à disposição dos consumidores produtos típicos de diferentes países, habitualmente difíceis de encontrar em Portugal.

Gala das Conferências do Estoril convida Catarina Furtado

A apresentadora de televisão, atriz e autora Catarina Furtado participou, no dia 30 de abril, como convidada especial na gala das Conferências do Estoril (CE), na qualidade de embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). Em 1999 foi nomeada – pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan – embaixadora da Boa Vontade da causa das Nações Unidas, tendo como principal missão a defesa das temáticas de saúde materno-infantil, saúde reprodutiva, prevenção do VIH/SIDA, Mutilação Genital Feminina (MGF), gravidez adolescente, e de todas as formas de discriminação e violência sobre as mulheres e jovens, em defesa dos direitos humanos, sobretudo das populações mais vulneráveis e em risco, e contra as desigualdades sociais. Garantir que cada pessoa conta é o lema do UNFPA, que Catarina Furtado defende e promove no seu trabalho de missão, com especial atenção aos países em desenvolvimento, onde tem feito trabalho, algum do qual documentado nas três séries de programas da RTP “Príncipes do Nada”. Catarina Furtado é desde 2000 um dos rostos e vozes que em Portugal apresentam, junto da Assembleia da República ou do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Relatório sobre o Estado da População Mundial.

Catarina Serra Lopes

apresenta livro

O Airport Business Center foi o local escolhido por Catarina Serra Lopes para apresentar o seu novo livro, Pelo mundo com os tachos. A autora sempre soube que gostava de escrever, porém, nunca imaginou que iria gostar de cozinhar. Os seus dotes culinários, aos 21 anos, não iam além de abrir latas de atum e da confeção sem gosto e sem alma de um spaghetti insípido ou de um arroz “pega monstros”. Desaires que faziam tremer a sua mãe, discípula de Pantagruel, e a sua avó paterna, alcunhada pelos netos de “Avó da Papa”, se mais fosse preciso dizer. Foram as viagens que despertaram os genes adormecidos. Com elas vieram novos saberes, novos olhares e novos gostos. Muitas descobertas e, entre elas, o mundo dos tachos e das panelas. FRONTLINE/9


NEWS Grupo Hotéis Real associa-se a mães portuguesas bloggers

Dando continuidade a uma aliança já com vários anos de existência, o Grupo Hotéis Real ajuda mais uma vez as Aldeias de Crianças SOS. Desta feita, o grupo hoteleiro português decidiu associar-se a sete bloggers que, como mães ou futuras mães, não quiseram deixar de dar o seu contributo à causa. Com o auxílio das bloggers, que apadrinharam as Mães SOS, o grupo hoteleiro desenvolveu um programa especial de Dia da Mãe para homenagear estas Mães Coragem, com menus e vouchers de massagens concebidos de acordo com os seus gostos pessoais. De cada venda, cinco euros revertem para as Aldeias de Crianças SOS. Os vouchers de massagem poderão ser comprados nos Hotéis Real, de 22 de abril a 12 de maio, e utilizados até ao final do ano, estando disponíveis a partir de 25 euros. Os menus do Dia da Mãe estarão disponíveis, a partir de 20 euros, no dia 5 de maio, sendo possível efetuar reservas prévias.

Casa Agrícola Alexandre Relvas aposta no crescimento

A Casa Agrícola Alexandre Relvas (CAAR) aposta no crescimento das suas vendas para 2013, estimando um aumento entre os 20 e os 30%. O objetivo será alcançar os 3 milhões de garrafas de vinho. Para o corrente ano, a prioridade estratégica da empresa produtora de vinho alentejano é o mercado internacional, que já equivale a 70% do seu volume de negócios. A estratégia da CAAR passa por crescer nos mercados onde já está presente (EUA, Brasil, Bélgica, Áustria, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Angola e China), consolidar a atuação nos mercados do México e da África do Sul, e desenvolver uma abordagem a novos mercados como a Rússia e a Coreia do Sul. Contrariando a tendência de mercado, em 2012 a CAAR registou taxas médias de crescimento na ordem dos dois dígitos.A produção cresceu para 2,5 milhões de garrafas e a faturação aumentou 15%. Atualmente, a CAAR conta com 150 clientes em todo o mundo, o que representa cerca de 15 mil postos de venda. O reconhecimento do mercado internacional é visível através das distinções que tem alcançado. Recentemente, 12 dos seus vinhos foram avaliados pela prestigiada revista de vinhos americana Wine Enthusiast com uma excelente pontuação. Na Alemanha recebeu duas medalhas de prata no concurso “Mundus Vini”, considerado a maior “prova cega” de vinhos do mundo. No início deste ano, dois vinhos topo de gama da CAAR foram premiados, pela primeira vez, na China, com uma medalha de ouro e outra de prata.

Eco Croácia em todo o seu esplendor

A Croácia é o destino perfeito para os praticantes de ecoturismo porque tem oito parques nacionais, dos quais quatro em regiões montanhosas (Risnjak, Paklenica, lagos Plitvice e Velebit norte) e quatro na zona do litoral (ilhas Kornati, Mljet, Brijuni e Rio Krka), bem como 11 parques naturais distribuídos por todo o país (Ucka, Velebit, Telascica,Vransko, Jezero, Biokovo, arquipélago de Lastovo, Zumberak, Medvednica, campo de Lonja e Kopacki rit). Estes parques, juntamente com as áreas protegidas da Croácia, ocupam mais de 10% da superfície total do território, sendo por isso considerados um dos principais polos de atração turística do destino. Ainda que só os lagos de Plitvice sejam considerados Património da Humanidade pela UNESCO, todos os parques estão preparados para receber ecoturistas, dispondo de estruturas físicas e humanas que garantem a sustentabilidade do meio ambiente e a conservação das espécies. São lugares únicos marcados pela biodiversidade das paisagens, onde montanhas, vales, ilhas e rios de uma beleza singular coabitam de forma perfeita com a atividade turística e a presença humana. Muitos destes parques estão também adaptados à prática de desportos ao ar livre. As estações da primavera e do verão são a melhor época para os turistas visitarem os parques, mas no outono e no inverno ganham uma beleza de cortar a respiração.

The Famous Humour Fest está de volta à capital

A terceira edição do Festival de Humor de Lisboa já tem data marcada: regressa ao Cinema São Jorge a 4, 5 e 6 de julho. Para o primeiro dia do The Famous Humour Fest estão confirmados os Commedia a la Carte. O grupo de comédia de improvisação com maior sucesso em Portugal apresentará, às 21h30, um espetáculo inédito: “Venham Mais Cinco”, onde os humoristas vão receber cinco convidados para uma noite completamente improvisada. Se o público já espera espetáculos imprevisíveis deste grupo, César Mourão, Carlos M. Cunha e Ricardo Peres prometem marcar a noite de arranque do The Famous Humour Fest com uma prestação verdadeiramente distinta, fruto dos momentos únicos resultantes da interação dos Commedia a la Carte com cada convidado. Já estão disponíveis os bilhetes da edição limitada Fã Pack FNAC, que, para além do bilhete para o primeiro espectáculo do festival, oferece uma garrafa personalizada do whisky The Famous Grouse. O festival de humor é uma ação do whisky The Famous Grouse que celebra o humor como parte integrante da personalidade da marca e comemora o facto de, há mais de 30 anos, ser n.º 1 da Escócia. 10/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Assunção Cristas

“TENHO A SORTE DE ESTAR A TRABALHAR NA ÁREA DA AGRICULTURA E DO SETOR AGROALIMENTAR, QUE ESTÁ FLORESCENTE” por Nuno Carneiro

Assunção Cristas, a atual ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1997, e doutorou-se na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, em 2005, onde exerce a atividade docente. Antes de perceber que “o seu lugar era na política”, foi consultora na sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados. Vicepresidente do CDS-PP desde 2009, foi deputada à Assembleia da República na legislatura de 2009-2011, pelo distrito de Leiria, tendo sido reeleita em 2011. Assunção Cristas foi ainda membro da Comissão de Orçamento e Finanças e da Comissão de Agricultura, Desenvolvimento Regional e Pescas. Consciente das potencialidades do seu ministério, Assunção Cristas considera necessário que se continue a trilhar o caminho “de inovação, dinamismo, de trazer gente nova e bem preparada para a agricultura” e revela os números que marcam a diferença: “no ano passado, quando infelizmente o nosso país teve uma recessão de 3%, o setor agroalimentar cresceu 2,8%”. No que toca ao mar, a ministra anuncia que será feito um debate no Parlamento para apresentar a proposta de lei que o Governo aprovou de ordenamento e gestão do espaço marítimo. Portugal posiciona-se assim “na linha da frente sobre o enquadramento jurídico em matéria de mar”, conclui. Assunção Cristas termina a entrevista à FRONTLINE afirmando que o Governo tem ainda “muito para fazer”. 12/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Assunção Cristas

FRONTLINE/13


GRANDE ENTREVISTA Assunção Cristas

Para si política é... É serviço à comunidade, envolvimento naquilo que diz respeito a todos, essencialmente é contribuir para o bem comum. Como nasceu o seu gosto pela política? Nasceu casualmente, por uma intervenção que sendo política não era partidária, na campanha do referendo do aborto, em 2007, e aí com um tema muito específico e com um enquadramento não partidário de ação da sociedade civil. Depois disso, surgiu o desafio lançado por Paulo Portas para me juntar ao CDS. Comecei por ficar à experiência, em estágio, para ver se gostava. Gostando daquilo que fiz logo no início, que teve muito a ver com um problema de fundo da sociedade portuguesa, um problema demográfico – tive de coordenar um relatório sobre essa matéria –, acabei por perceber que era aqui o meu lugar. Primeiro as causas, depois as políticas públicas e por fim uma política mais abrangente. De que forma a sua militância no CDS-PP contribuiu para a mulher e para a política que é hoje? Não distingo muito as coisas, vim experimentar a política porque não sabia se gostava –

14/FRONTLINE

como sabe os partidos têm muito má fama. A verdade é que gostei e gosto, e hoje tem muito a ver comigo. Estar no CDS faz muito sentido, tem a ver com a forma como eu me posiciono, do ponto de vista de princípios, e, no que toca ao olhar para as políticas públicas, como é que se tem um bom equilíbrio entre aquilo que é a liberdade das pessoas e do indivíduo e aquilo que são os vetores de uma comunidade. Vai havendo sempre um conhecimento e um crescimento recíproco, mas sinto-me muito bem aqui. Fazem falta mais mulheres na política? Acho que fazem sempre mais falta. A nossa sociedade é composta por homens e mulheres, e se a política trata dos temas que interferem com a nossa vida e com as nossas escolhas e opções diárias, também faz sentido que tenha uma visão das mulheres. Não tendo eu muito esta visão clara de que homens e mulheres são muitíssimo diferentes, a verdade é que o olhar feminino e o masculino têm muitas vezes sensibilidades e características que são complementares e diversas, e acho que a política ganha com essa diversidade. Aliás, tal como acontece com as empresas, os estudos mostram isso


GRANDE ENTREVISTA Assunção Cristas

O que falhou na elaboração das medidas que foram reprovadas pelo Tribunal Constitucional?

“O GOVERNO INTERPRETOU O

ACÓRDÃO DO ANO PASSADO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, COMO MUITA GENTE INTERPRETOU, COM A NOSSA NECESSIDADE DE CUMPRIR METAS”

mesmo, as coisas funcionam melhor quando as equipas são plurais em termos de idades, experiências, formações e também de género, naturalmente. Desde o chumbo do Tribunal Constitucional que muito se tem falado de cortes na despesa pública. Onde é possível cortar? Esse é um tema muito difícil porque nos habituámos a ver um Estado crescer com muitas políticas, políticas públicas, na área social, e hoje somos confrontados com uma situação em que nos apercebemos de que não temos dinheiro suficiente para manter isso tudo. Porém, não somos só nós, isto passa-se um pouco por toda a Europa, que construiu uma zona de conforto que hoje é muito difícil de manter. Creio que há coisas que podemos e devemos fazer e que têm muito a ver com a dimensão do próprio Estado. Têm a ver, para as coisas serem consequentes, com uma reflexão sobre as próprias funções do Estado. Se quisermos manter tudo, por exemplo, manter o nível de envolvimento do Estado na vida das pessoas e das empresas que temos, hoje, é muito difícil. Temos de começar por desmontar isso, por simplificar muitas coisas, por retirar alguns aspetos. Estou a

pensar, por exemplo, na esfera deste ministério, temos muitíssimos procedimentos administrativos que requerem pessoas, serviços... Como é que conseguimos ter menos gente a pesar nos nossos orçamentos? Esta é uma reflexão que penso que tem de ser feita, que pode ser feita setorialmente e que depois tem de ser feita, necessariamente, de forma transversal. Essa reflexão já foi feita? Está a ser feita, estamos a trabalhar nessa matéria. Depois, habituámo-nos a fazer crescer o Estado em várias dimensões, e nessa área há também muito que se pode fazer. Aliás, este Governo tem feito esse trabalho, de perceber se precisamos de estar em todas essas dimensões... Se calhar não precisamos. Mas ainda não cortámos no Estado... Temos estado a cortar. Posso dizer-lhe que, aqui no ministério, todos os anos há muita gente que sai, por aposentação, e essas pessoas não vão sendo substituídas, o que obriga a um esforço grande de reconfiguração dos próprios serviços, de procura de mecanismos de desmaterialização, de simplificação.

O que ainda há, a meu ver, é uma grande necessidade de requalificar o Estado. Hoje, e até com os métodos de trabalho que temos ao nosso dispor, temos muitas funções no Estado que deixam de ser tão relevantes, temos menos espaço para trabalho menos qualificado e nem sempre é fácil qualificar esses recursos humanos para outro tipo de funções. Por outro lado, sentimos que temos falta de pessoas mais qualificadas. No fundo, um desafio que se coloca em muitas áreas do Estado e muitos ministérios é este, o de conseguir ter uma renovação dos próprios recursos humanos para termos menos gente, mas pessoas mais qualificadas para aquilo que precisamos de fazer. O que falhou na elaboração das medidas que foram reprovadas pelo Tribunal Constitucional? Eu penso que o Governo interpretou o acórdão do ano passado do Tribunal Constitucional, como muita gente interpretou, com a nossa necessidade de cumprir metas que se alicerçavam em cortes de despesa, por um lado, e aumento de receita, por outro. Tentou-se, pese embora a dificuldade que foi já este orçamento e em virtude também da decisão do Tribunal Constitucional do ano passado, conseguir

FRONTLINE/15


GRANDE ENTREVISTA Assunção Cristas

Na sua opinião, os portugueses aguentam mais medidas de austeridade?

“É MUITO DIFÍCIL RESPONDER A ISSO.

NA VERDADE, AS PESSOAS TÊM DEMONSTRADO UMA RESILIÊNCIA E UM ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO NOTÁVEL”

manter uma linha de corte de despesa. E a verdade é que aquilo que observamos no acórdão do Tribunal Constitucional é que é possível aumentarmos receita. O aumento de impostos, até agora, não foi considerado como sendo excessivo ou como, de alguma forma, indo além daquilo que a própria Constituição admitiria, contudo, este corte na despesa, no caso, o corte de um subsídio de funcionários públicos, foi entendido pelo Tribunal Constitucional violador do princípio da igualdade. O tribunal é feito de gente, de interpretações, o princípio da igualdade está em todas as constituições e, naturalmente, tem de ser interpretado num espaço e num tempo, de acordo com a posição das pessoas que têm a função constitucional de fazer essas interpretações. Resta-nos cumprir e respeitar, concordando ou não, mas dizendo que, de facto, a interpretação que o Governo fez, alicerçada no pensamento de pessoas que o ajudaram, não veio a ter acolhimento no Tribunal Constitucional. Na sua opinião, os portugueses aguentam mais medidas de austeridade? É muito difícil responder a isso. Na verdade, as pessoas têm demonstrado uma resi-

16/FRONTLINE

liência e um espírito de sacrifício notável. O que nós gostaríamos todos era de podermos parar com medidas de austeridade e, ainda assim, cumprir os compromissos internacionais a que estamos vinculados. Hoje temos um país muito debilitado, do ponto de vista das suas opções, e creio que os portugueses entendem bem e percebem o que é que isto significa. Se conseguíssemos ter dinâmicas mais visíveis de crescimento económico, seria possível aliviar essa parte, contudo, é necessário recordar que a primeira forma de a Europa atacar esta crise foi, se bem se recorda, pôr dinheiro na economia e fazer despesa pública. Em Portugal iniciou-se uma fase com a qual nem sequer houve uma discordância de fundo, que foi fazer investimento de proximidade. Em 2009, houve um aumento de 2,9% dos funcionários públicos e, no entanto, viu-se que essas opções vieram a esboroar-se na primeira esquina, não tinham nada de sustentável e não contribuíram para que as coisas corressem bem. Depois, a Europa, no seu conjunto, passou para outra linha, que foi arrumar as contas públicas, iniciar a austeridade, portanto, creio que às vezes é esquecido que a austeridade não foi a primeira escolha europeia, mas sim o aumento da despesa pública.


GRANDE ENTREVISTA Assunção Cristas

Não quer dizer que não existam ainda coisas que possam ser feitas, e tudo o que pudermos fazer para captar dinheiro para investimento no nosso país é importante. Digo isto porque o dinheiro está em muitas partes do mundo, temos que tornar o nosso país atrativo para que possam aparecer pessoas para criar empresas e gerar dinheiro, e isto é uma trajetória que o Governo tem estado sistematicamente a prosseguir. Enquanto o país não mostrar que é suficientemente sólido, seguro, estável para os investidores, eles também não querem saber de Portugal, há uma dinâmica que se completa reciprocamente. Mas o que há ainda a fazer? Temos de dar sinais claros de que estamos empenhados em cumprir aquilo a que estamos obrigados, e nessa medida dar sinais de credibilidade e de segurança para todos os que olham para Portugal. Por outro lado, temos de criar condições, ao nível dos custos de contexto, da própria reforma do Estado, das burocracias, da forma como nos posicionamos para facilitar a vida aos investidores – e sabemos que nem sempre é fácil, com todas as regras a que estamos vinculados –, de maneira a que esse crescimento também possa acontecer e possa criar em-

prego. Não há dúvidas de que há áreas em que isso acontece. Eu tenho a sorte de estar a trabalhar na área da agricultura e do setor agroalimentar, que está florescente, quando há anos se dizia que o país não dava para a agricultura. Neste momento, o investimento nesta área acontece, a criação de trabalho acontece e os números refletem precisamente isto. Esteve recentemente no Brasil, que balanço faz dessa viagem? Faço um balanço muito positivo. Um dos nossos objetivos era abrir mais portas para o nosso investimento, criar uma via mais rápida para a exportação de frutas. Em tese geral, somos deficitários porque importamos muito o açúcar, o café, o chá, mas se olharmos para setores como o da fruta, neste momento, Portugal vende mais fruta para o Brasil do que aquela que compra a esse país, e estávamos a ter problemas com a entrada de alguma fruta nova no mercado brasileiro. No ano passado, por exemplo, exportámos 40 milhões de euros de fruta para o Brasil, e de vinho, 29 milhões, portanto, a fruta já é um setor muito relevante. Conseguimos fechar um memorando de entendimento com o Ministério da Agricultura brasileiro, pelo que vai haver trabalho técnico, a

ser desenvolvido em Lisboa nos próximos 90 dias, para facilitar esta primeira entrada de algumas frutas. Já tínhamos trabalhado, noutro momento, e bem, com o azeite que vendemos, cerca de 150 milhões de euros, para o Brasil, no ano passado. Poderemos contar brevemente com investimento no nosso país por parte do Brasil? Portugal é uma boa porta de entrada para a União Europeia? Nesta viagem tínhamos ainda outro objetivo, o de captar investimento para Portugal, no fundo, dar a conhecer o nosso país aos brasileiros ligados ao agronegócio – como lá se diz –, que é muito forte. O Brasil é uma grande potência agrícola e agroalimentar, e tentámos explicar que aqui não temos agricultura de grande escala, com grandes dimensões, mas temos nichos que podem ser aproveitados e que, eventualmente, em relação aos produtos brasileiros, Portugal pode servir de ponto de transformação e de criação de valor para esses produtos entrarem na Europa. A verdade é que o Brasil acrescenta pouco valor aos seus produtos, vende muito por grosso. Por outro lado, o Brasil pode testar também as novas oportunidades para agricultura em

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Portugal, nomeadamente com uma região nova que está a ser criada, o Alqueva. Somos reconhecidos internacionalmente nesta área? Hoje em dia, nas feiras alimentares internacionais, as indústrias e os produtos portugueses são premiados e recebem todos os anos prémios pelas suas inovações. Na nossa viagem, convidámos também os investidores e os empresários brasileiros a tomarem contacto com esta realidade que não conheciam. É importante referir que, no ano passado, quando infelizmente o nosso país teve uma recessão de 3%, o setor agroalimentar cresceu 2,8%. Temos um desemprego que passa os 17%, e na área da agricultura há criação de emprego, há jovens agricultores a instalarem-se todos os meses. Considera que a agricultura é uma das grandes respostas à crise que Portugal enfrenta. O que há ainda a fazer neste campo para que o país possa beneficiar verdadeiramente desta área? Há que aprofundar o caminho que está a ser trilhado, de inovação, dinamismo, de trazer gente nova e bem preparada para a agricultura. Estes jovens que aparecem, cerca de 50% têm formação superior, o que é uma grande diferença se tivermos em conta que, em média, a idade dos agricultores em Portugal é de 63 anos e que grande parte nem sequer tem a instrução primária concluída. Trazendo pessoas mais novas, que possam beneficiar da experiência dos mais antigos, mas que têm outra forma de estar, outro dinamismo, e também outra visão de mercado, a agricultura portuguesa vai certamente destacar-se. A banca está desperta para a importância da agricultura e apoia esse setor? Sim, a banca está bastante desperta porque também lê os números, percebe que o setor está a crescer, as exportações crescem, o setor agroalimentar cresce acima das exportações. Para ter uma ideia, as nossas exportações, no geral, têm crescido nos últimos anos 4,7%, no setor alimentar crescem para os 12, 7%.

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No ano passado, em dezembro, assinámos um protocolo com os oito maiores bancos a operar em Portugal, nacionais e estrangeiros, que disponibilizaram, na sua totalidade, 1,5 mil milhões de euros de crédito para apoiar os projetos que tenham apoio nos fundos comunitários, já com projetos de investimento contratados com os nossos fundos comunitários europeus do PRODER. A banca dispõe-se a dar prioridade do ponto de vista da análise, confiando na análise mais técnica que já foi feita pelos serviços aquando da concessão, e depois, claro, tem de fazer a análise de risco. A questão de que a banca fala é que há liquidez, mas há dificuldade em encontrar empresas sólidas que possam passar nas análises de risco para poderem ser contratualizados empréstimos. Por outro lado, há a questão do preço do dinheiro, o que torna as empresas portuguesas pouco competitivas. Para esse problema sabemos qual é a solução, ela está a ser construída ao nível europeu, que tem a ver com a união bancária, porém está a tardar. Enquanto Portugal tiver um risco tão elevado, por cascata, os bancos também têm um risco mais elevado, a sua possibilidade de financiamento também é difícil e isto repercute-se nas empresas. Uma união bancária é a forma de resolver este assunto. Outra forma é também as empresas portuguesas terem disponibilidade e a possibilidade de estarem abertas a outro tipo de capitais, pessoas novas, sócios novos, capitais estrangeiros. Nessa matéria há ainda muito para fazer, mas é necessário ter a própria abertura das empresas, o que nem sempre é fácil. A nova lei das rendas já tem alguns meses, mas continua envolta em muita polémica e dúvidas. Reconhece o drama social que esta nova lei tem provocado, especialmente nas famílias mais carenciadas? Podemos esperar alterações à lei? Há muito ruído em torno desta lei. A lei é clara naquilo que tem a ver com contratos novos, e essa parte é muito importante. Às vezes desvaloriza-se o que diz respeito à reforma porque acabamos por ficar focados naquilo que é falado pela comunicação social, que acaba por ser a situação das rendas antigas, mas para as rendas novas a lei

tem muitas soluções inovadoras que estão a agilizar efetivamente o mercado de arrendamento. Para as rendas antigas, a questão que se colocava era: mexer ou não nestas? E era importante mexer, porque a isto estava intimamente ligada a questão da reabilitação urbana e da possibilidade de renovar os centros das cidades, que, como é sabido, é uma das grandes críticas que são feitas. As nossas cidades estão profundamente degradadas, o que tem uma íntima ligação com a questão da lei das rendas. Acresce que, na verdade, temos um setor de construção civil absolutamente deprimido, onde há poucas coisas que se podem fazer neste momento, e estes pequenos investimentos de proximidade, na reabilitação dos imóveis, com fundos essencialmente privados, era um dos objetivos que importava cumprir e por isso se mexeu nas rendas antigas. E mexeu-se de uma forma bastante cuidadosa e equilibrada, assumindo-se que há que separar o trigo do joio. Há casos em que é incomportável e não faz sentido haver rendas tão baixas quando, na verdade, as pessoas têm rendimentos que comportariam uma renda a custo de mercado. Não faz sentido estar a pagar uma casa ao banco porque não havia outra hipótese na altura, ou que – comparando os sacrifícios e aquilo que as pessoas aplicam na habitação – haja uma disparidade tão grande em desfavor dos senhorios, que depois também não conseguem fazer obras e não conseguem recuperar o seu património. O que a lei procura fazer é clarificar quem precisa e quem não precisa, quem tem mais de 65 anos ou um grau de incapacidade superior a 60% e quem não está numa situação dessas, não necessitando de uma proteção particular. Da comissão que criámos para acompanhar a monitorização da lei, onde estão todas as entidades – representantes dos senhorios, inquilinos, Associação Nacional de Municípios, organismos do Estado ligados à reforma –, não há sinal desse alarme social. Esta é uma lei de muito palco, de combate político, gera muitas sensibilidades e emoções e também muito aproveitamento indevido. As pessoas dizem que há pouco prazo para responder. Mas quem é que falhou o prazo? As associações de inquilinos, na verdade, não conseguem


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sinalizar esses casos. Não há um problema de aplicação da lei. Há o problema de uma lei nova, onde por vezes senhorios, nem sempre de boa fé ou sem escrúpulos, sugerem coisas que a lei não acolhe e não permite. A nossa preocupação tem sido a de criar um sistema de informação às pessoas, que se encontra a funcionar desde agosto do ano passado, com atendimento telefónico, com um site com calculadores disponíveis para as pessoas fazerem as suas simulações. Já passamos os 100 mil atendimentos, por telefone, presenciais ou por e-mail. Por outro lado, utilizamos todas as redes que podemos para divulgar informação através de brochuras para as freguesias, de sessões de esclarecimento presenciais e através das associações de proprietários e inquilinos. Esta última, apesar de ser contra a lei, tem o dever e tem feito esse papel, de informar os seus associados, mas ao mesmo tempo aproveitando para dizer que tudo corre muito mal, quando na verdade não têm dados concretos. A economia do mar dá trabalho a mais de 100 mil pessoas e gera uma riqueza anual de 8 mil milhões de euros, 2,4% do PIB. Quais são as principais linhas nacionais de estratégia para o mar? A primeira grande linha estratégica é transformar o mar, de uma riqueza potencial para uma riqueza real. Faz-se de duas maneiras: uma criando um quadro de previsibilidade e de segurança jurídica para o investimento no mar. Será feito o debate na generalidade no Parlamento da proposta de lei que o Governo aprovou de ordenamento e gestão do espaço marítimo. É a primeira que o país tem, é a primeira, talvez, com este enquadramento, a nível mundial. Antecipa uma diretiva europeia sobre esta matéria, colocando Portugal na linha da frente sobre o enquadramento jurídico em matéria de mar. Isto é importante porque, tendo uma boa lei de enquadramento, permite-nos afetar áreas para a exploração sustentável do mar, de forma a poder haver complementaridade entre usos, e não conflitualidade, e assim podermos atrair investidores nacionais e estrangeiros para licenciamentos que serão muito ágeis e simples em áreas chave. Uma das áreas relevantes em que queremos

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apostar é na aquacultura offshore, onde todas as questões estão preparadas e o investidor pode concorrer e obter licenciamento imediato da atividade. A parte das licenças ambientais já está pré-aprovada, sendo o procedimento mais ágil e amigo para os investidores. A outra linha é alocar verbas para o investimento na área do mar.Aqui, estamos não só a utilizar as verbas do atual quadro comunitário de apoio, mas também a programar o próximo quadro financeiro plurianual, que tem uma visão do mar já diferente da visão típica: mar igual a pesca. Mar é igual a muitas outras coisas e os próprios fundos comunitários têm esta visão. O mar é um espaço muito grande de áreas e de volumes, que pode ter e terá, crescentemente, usos diferenciados: estamos a falar de turismo náutico, da navegação, da aquacultura, da pesca, das energias, da extração de recursos do subsolo marítimo. Hoje, o que fazemos ainda é pouco e é seguramente uma fração daquilo que se pode fazer no futuro, no nosso mar. Durante uma série de tempo, a preocupação do Estado português foi trabalhar para alargar a plataforma continental. Estamos na reta final dessa empreitada. As Nações Unidas devem apreciar o nosso dossier em 2014/2015, o que significa que teremos mais mar, todo ele com regras próprias, pois todo ele tem várias categorias e regras de utilização, mas também nos dá maior responsabilidade, desde logo para transformar esta riqueza potencial numa riqueza verdadeiramente real, o que implica compatibilizar usos, ter enquadramento claro, alocar dinheiro para o mar e depois sermos capazes de promover as oportunidades de investimento no nosso mar. A nossa estratégia é essa: fechar o enquadramento legislativo, trabalhar bem a programação dos próximos fundos comunitários e, tão cedo quanto possível, em conjunto com a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), começarmos a promover as nossas oportunidades de investimento na área do mar. O que podemos esperar ainda deste Governo? Penso que podemos esperar ainda muito. O Governo tem governado em alturas

extraordinariamente difíceis para o nosso país, mas tem um rumo claro, que passa por conseguir o equilíbrio entre cumprir os nossos compromissos internacionais, porque deles depende a nossa sustentabilidade enquanto país e enquanto economia, e, por outro lado, tentar favorecer o mais possível uma dinâmica de crescimento e investimento económico que possa gerar emprego, que neste momento é o nosso maior flagelo social. Quanto a reformas estruturais, que são variadíssimas, umas estão concluídas, outras estão na calha. A reforma do arrendamento era uma das reformas estruturais importantes. As reformas da área laboral estão concluídas, e da área da energia. Mas existem outras que estão em marcha. Um outro desafio é o da simplificação dos processos de licenciamento: neste ministério estamos a fazê-lo, seja na área dos licenciamentos ambientais e da avaliação do impacto ambiental, na área do ordenamento do espaço terrestre, tudo isto sem dissuadir o investimento. Este trabalho está em marcha e eu creio que fará uma grande diferença para a forma como se pode trabalhar e investir em Portugal, fazer crescer empresas em Portugal. Se é verdade que temos setores muito críticos, também é verdade que temos áreas a florescer, ligadas à inovação em vários domínios, com reflexos na exportação. São estes os bons exemplos que devemos replicar e que devem ser sinalizados. Esta dinâmica de se mostrar que há coisas a acontecer de bom no nosso país vai acabando por criar mais sinergias. É certo que nos deparamos com grandes dificuldades e grandes males, como é o desemprego, mas eu penso que o Governo está a fazer tudo o que está ao seu alcance para conseguir este equilíbrio, que não é fácil, e hoje sentimos cada vez mais que precisamos de dar um impulso à economia, seja através de uma boa alocação de recursos para o investimento, seja em toda esta dimensão de reformas estruturais que nos possam trazer mais investimento e mais criação de emprego. Com estas duas linhas de trabalho que são necessariamente paralelas e equilibradas, penso que ainda temos muito para fazer.


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OPINIÃO

José Caria

A GUERRA DOS TRONOS W

esteros! A mítica terra de Westeros, palco de uma epopeia épica onde sete nobres famílias lutam pelo poder supremo materializado no trono de ferro. Ou posso chamar-lhe Lusitânia, ou até mesmo terras de Portugal. Nos Sete Reinos de Westeros, a ordem política, social e económica, de si já precária e vacilante, esvazia-se na guerra pelo poder, e as regras do jogo político são determinadas pelos mais fortes, mas que acabam por sucumbir, mesmo no seu seio, ao jogo de intriga, conspiração e conluio, numa roda de vassalos, conselheiros e cortesãs que empestam os círculos desse mesmo Poder. Da saga televisiva intitulada a Guerra dos Tronos, o decalque para a atual realidade portuguesa não é um mero exercício de devaneio imaginativo. Antes fosse, mas a complexa teia de uma história (que paradoxalmente redunda numa narrativa básica) onde o cimentar do caos constrói um alibi em que os fins acabam por justificar os meios, e as regras do jogo político ou as convenções sociais são anuladas pela cega determinação dos mais fortes em governar os destinos do seu mundo, tanto se aplica em Westeros, como os portugueses já perceberam hoje que é a realidade que lavra o seu quotidiano. Em Portugal também sete disputam o Trono de Ferro, disputam o destino do país independentemente das suas motivações e do significado próprio que

O NOSSO QUADRO ATUAL DE PAÍS REAL MERGULHOU TÃO PROFUNDAMENTE NO CAOS, QUE PASSAMOS A VIVER COMO NUMA ESCALA DE CINZENTO

jcaria@netvisao.pt

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cada um dá a esse trono: o Presidente da República, o Governo, a troika, o Partido Socialista, a Esquerda Política, o outro PSD e o outro PS, agora liderado por um reencarnado José Sócrates. Mas, ao contrário da saga épica, onde a distinção, embora muitas vezes ténue, entre o bem e o mal acaba por nos ancorar numa teia de personagens que vão permitindo clarificar esse caminho, o nosso quadro atual de país real mergulhou tão profundamente no caos, que passamos a viver como numa escala de cinzento, tudo o que restou de um universo sem cor. Essa cor que nos permitia fazer opções, pintar caminhos, participar, opinar, até mesmo decidir ou influenciar a decisão sobre o caminho que queríamos seguir. Na sua avidez, os sete pretensos reinantes ainda não perceberam que se algum dia chegarem ao Trono de Ferro, nada restará à sua volta senão terra queimada. Tanto em Westeros como cá. PS: Apenas uma nota curiosa – os Lannister, uma das casas nobres em disputa pelo poder em Westeros, são descritos como os grandes financiadores da Coroa, fisicamente todos louros e capazes de tudo para manter a pureza da sua linhagem, mesmo que tal implique acasalamento entre irmãos, prática mantida ancestralmente. Refutando as práticas, será que os traços nos fazem lembrar alguém?


OPINIÃO

Isabel Meirelles

MARGARET THATCHER: UM GÉNERO FEMININO E MUITO SINGULAR

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argaret Thatcher é uma figura controversa, mas incontornável, como todos os grandes líderes que suscitam amores e ódios, tendo ficado conhecida como Dama de Ferro através da frase usada pelo jornalista militar soviético Iuri Gavrilov, no jornal Estrela Vermelha, em janeiro de 1976. Incontornável é o facto de que em 11 anos de governação Thatcher mudou a economia do Reino Unido no sentido de uma doutrina económica neoliberal, em sintonia com Reagan, nos Estados Unidos, e que fez escola até hoje. Procedeu nos anos 80 a um vasto programa de privatizações, à liberalização do setor financeiro, tornando o aparelho do Estado mais magro e menos interventor. A indústria cedeu o lugar aos serviços e à finança, e Londres tornou-se na grande praça económica da Europa. O foco da sua política esteve em levar o país em direção a uma economia de mercado, com redução de impostos, e libertar-se de uma indústria pesada, ultrapassada e pouco rentável, acrescido de um vasto programa de privatizações de empresas públicas. Conseguiu, sobretudo, lutar contra a inflação que grassava no Reino Unido, embora haja, ainda hoje, quem considere que a atual crise que se vive é legado da política de Thatcher. Combateu fortemente os sindicatos, como os dos mineiros, conseguindo com uma pertinácia notável vergá-los às suas políticas liberais, na senda de umas das suas frases emblemáticas, de que tentar curar a doença britânica com socialismo era como tentar curar leucemia com sanguessugas. No plano externo, a sua intransigência revelou-se fundamentalmente na intervenção na Guerra das Malvinas, o

que num período difícil aumentou a sua popularidade, conseguindo, na decorrência, a sua primeira reeleição, nunca tendo cedido na negociação da libertação dos presos políticos, o que lhe valeu mesmo um atentado por parte do IRA. Também na cena europeia das então Comunidades, quando Jacques Delors era o presidente da Comissão, revelou uma visão puramente mercantilista do projeto europeu, tendo-se sempre recusado a avançar na senda de uma união política. Tendo embora concordado em assinar o Ato Único Europeu que deu origem ao mercado comum, não deixou de tirar dividendos importantes, conseguindo, designadamente, a devolução de parte da contribuição britânica para o orçamento comunitário, o famoso cheque britânico, com a célebre frase “Quero o meu dinheiro de volta!”. A Dama de Ferro marcou dois momentos cruciais, quando assumiu o cargo de primeira-ministra inglesa no ano de 1979, em plena Guerra Fria, e quando deixou o poder político britânico em 1990, já no final da Guerra Fria, após a queda do muro de Berlim. Esta única primeira-ministra britânica, até hoje, deixou com a sua forte personalidade uma impressão digital indelével, no Reino Unido, na Europa e no mundo, chegando a proclamar, como afirmação do seu carácter e da sua vincada feminilidade, que quando se concede à mulher a igualdade com o homem, ela torna-se superior a ele. Requiescat in pace!

ESTA ÚNICA PRIMEIRA-MINISTRA BRITÂNICA, ATÉ HOJE, DEIXOU COM A SUA FORTE PERSONALIDADE UMA IMPRESSÃO DIGITAL INDELÉVEL, NO REINO UNIDO, NA EUROPA E NO MUNDO Advogada, Especialista em Assuntos Europeus

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OPINIÃO

Carlos Zorrinho

PROFETAS NA NOSSA TERRA P

ortugal é um país global e uma nação rede, criativa, multicultural, habituada à diáspora e a existir pujante dentro e fora do seu território. Pela nossa natureza precisamos muitas vezes de sair do nosso espaço para nos reencontrarmos nele e termos absoluta consciência da sua dimensão e potencial. Entre 15 e 20 de abril tive a grata oportunidade de acompanhar a visita de Estado do Presidente da República à Colômbia e a visita oficial ao Peru. Foram visitas com forte dimensão política, reforçadas pelo momento vivido na região com a instabilidade pós-eleitoral na Venezuela, e com uma componente empresarial de grande significado, envolvendo sete dezenas de grupos empresariais. Ao verificar com alegria a grande valorização feita nesses países do potencial e do conhecimento das nossas empresas, não pude deixar de me interrogar porque é que a maldição de não podermos ser “profetas na nossa terra” nos persegue desde sempre, com raros espaços de lucidez, em que decidimos usar o melhor de nós próprios em benefício da nossa terra e dos nossos concidadãos. Sei que muitos países desenvolvidos mantêm os seus elevados padrões de criação de riqueza através duma criteriosa gestão do seu investimento externo. Antes termos empresas portuguesas a investir determinadamente no exterior do que assistirmos a uma contamina-

SÓ UM PORTUGAL FORTE PODE PARTIR E CHEGAR A BOM PORTO. É O QUE TODOS QUEREMOS

Professor universitário e deputado do PS

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ção, para a dimensão externa, da falha anímica que tolhe toda a economia interna. A verdade, no entanto, é que no plano interno ainda não temos a massa crítica sistémica adequada para tirar todo o partido desta diáspora empresarial. É determinante que por cada euro investido lá fora, consigamos investir também pelo menos um euro cá dentro, na qualificação, no contexto e na atratividade do país para o investimento produtivo. Se as dúvidas que ainda pairam sobre o euro dificultam o investimento externo que vai para além da compra de património empresarial já existente, nada impede uma política agressiva de captação e afetação em rede dos recursos internos para que Portugal seja o espaço laboratório das soluções e dos produtos de elevado valor acrescentado que depois coloca no mercado global. Podemos e devemos ser profetas na nossa terra. Não o seremos com uma política de baixos salários, desinvestimento no capital humano e no esforço tecnológico. Se queremos ser exportadores consistentes, não podemos trabalhar com telhados sem telhas ou em terreno escorregadio, pobre e não preparado adequadamente. Só um Portugal forte pode partir e chegar a bom Porto. É o que todos queremos. Partir e regressar no seio de uma nação global, prestigiada, desenvolvida e onde se possa viver com qualidade e justiça social.


OPINIÃO

Rui Calafate

O MUNDO ESTÁ CANSADO DOS POLÍTICOS, MAS QUE FALTA FAZ A POLÍTICA

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m qualquer parte do mundo, todas as sondagens apontam uma crescente desconfiança, um crescente descrédito, dos políticos. Dos políticos que só fizeram disso a sua vida, não têm currículo e que, cada vez mais, parecem todos iguais. A abstenção cresce, os sintomas de corrupção adensam-se e uma das atividades mais nobres para as sociedades, que é a política, degrada-se. É neste caldeirão de cansaço e desconfiança que, no passado, surgiram as lideranças providenciais que levaram ao fascismo e à ditadura. São tempos perigosos, portanto. Na Europa, todas as lideranças são ultra-impopulares. Mariano Rajoy, François Hollande, David Cameron, de Itália nem preciso de falar pois tornou-se um manicómio, têm todos em comum esse facto. E mesmo Angela Merkel que é a verdadeira líder do Velho Continente está impopular na sua terra e nos territórios onde manda, isto é, nos outros países. Por isso, em todo o mundo se fala da falta de grandes líderes. A comparação da gesta atual com os do passado é sinistra. Basta lembrar Ronald Reagan, Bill Clinton, Margaret Thatcher, Helmut Schmidt, Helmut Kohl, François Mitterrand, e facilmente se vê como os sucedâneos nunca superam os produtos originais. Sou de um tempo em que havia grandes líderes políticos, sou de um tempo em que se discutia política, sou de um tempo em que se tomavam opções, sou de um tempo em que havia esquerda e direita, sou de um tempo em que havia valores. Hoje, quase nada disto existe. Não há ideias, a esquerda e direita, a não ser os polos mais radicais, transformou-se em centro e tudo se resume ao primado dos amanuenses que se tornaram ministros das Finanças. São estas pessoas fixadas em números, que na sua vida toda nunca olharam para mais do que uma página de Excel, que ocupam a agenda mediática a falar de números, orçamentos, dívidas, crises. Esses grandes líderes de que falo sabiam que o primado é

da política, porque a política serve para as pessoas, para melhorar a vida das pessoas, tomando decisões e não subvertendo e submetendo a sua ação às vontades e trejeitos dos senhores das Finanças. Para lá da falta de ideias, tem de haver o regresso da política. Sem ela estaremos sujeitos a todos os caprichos de indivíduos que não conhecem o país real e não têm a mínima ideia sobre a vida das pessoas. Em Portugal vivemos sob o espetro desta “ditadura” das Finanças. Pedro Passos Coelho, por muito boas intenções que tem, ainda não se conseguiu impor como um líder decisivo, e a sua equipa, com constantes mudanças, aparece como fraca aos olhos dos cidadãos. As suas opções são marcadas pelo eixo troika-Gaspar e tudo o resto eucaliptizou-se.A economia não existe, empresas continuam a fechar e o desemprego não para de crescer. As medidas impostas falharam, as previsões falharam, os objetivos falharam e ninguém compreende muito bem se os sacrifícios que todos estamos a fazer servem de alguma forma para aliviar o nosso futuro. Temo pelas gerações que virão. Não sei se terão esperança. Não sei se irão apenas ser uma geração de sobreviventes sem capacidade de viver a vida como mereceriam. Portugal é hoje um pântano em que qualquer Cassandra não terá capacidade para enxergar os dias que virão. É uma incerteza constante, quase como a meteorologia que agora também torna o nosso país quase bipolar. Uns dias bonitos, poucos, e outros dias desagradáveis, a maior parte do ano. É assim também o ciclo de notícias: as boas, muito raras, as deprimentes abundam. E o mais grave é que ainda não confiamos nas alternativas. Estamos atolados, vítimas daqueles discursos narcotizantes de Vítor Gaspar. Falta Política, falta combate de ideias, falta ideologia, está tudo encravado num centro sem alma. Não sei como estará Portugal amanhã.

TEM DE HAVER O REGRESSO DA POLÍTICA. SEM ELA ESTAREMOS SUJEITOS A TODOS OS CAPRICHOS DE INDIVÍDUOS QUE NÃO CONHECEM O PAÍS REAL

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OPINIÃO

Adalberto Campos Fernandes

CONTRATUALIZAR EM SAÚDE

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crise económica e financeira tornou premente a necessidade de abrandar a taxa de crescimento da despesa, transformando o controlo dos gastos públicos num incontornável imperativo político. Este contexto, particularmente adverso, afetou gravemente a confiança dos cidadãos no sistema político, nomeadamente sobre a forma como este tem vindo a gerir os recursos financeiros postos à disposição pelos cidadãos contribuintes. A indispensável recuperação desta confiança requer a adoção de estratégias de compromisso baseadas num exercício de rigor e transparência. Esta questão ganha maior acuidade nos sistemas de proteção social pela sensibilidade ética que a utilização destes recursos representa perante os cidadãos. Uma das formas mais eficazes de garantir um adequado alinhamento, entre meios e resultados, consiste na definição clara de planos e programas, de curto e médio prazo, capazes de demonstrar, com clareza, a relação entre os recursos afetos e os objetivos definidos tendo em vista a eficácia máxima na concretização dos resultados. Um dos mecanismos fundamentais para garantir este equilíbrio tem sido a elaboração de contratos-programa, nalguns casos, plurianuais, procurando desse modo conciliar a indispensável responsabilização dos gestores com a efetividade dos resultados. No setor da Saúde, a contratualização tem vindo a desempenhar um importante papel na introdução de

medidas e padrões de desempenho, estimulando a obtenção de resultados através de práticas inovadoras de gestão. O aprofundamento dos mecanismos de contratualização, no setor da Saúde, constitui uma importante oportunidade para reforçar o empreendedorismo na gestão pública, estimulando práticas de gestão mais flexíveis. Este processo pode favorecer a indispensável reforma do sistema de saúde, através do desenvolvimento de uma nova cultura de gestão capaz de fazer a síntese entre o controlo de custos e a indispensável salvaguarda das exigências de segurança clínica e de qualidade. Num contexto em que o Estado procura separar as condições de financiador e de prestador, ganha maior relevância o desenvolvimento de competências acrescidas ao nível da aquisição e da contratualização de bens e serviços, como também ao nível da fiscalização e da garantia do cumprimento dos diferentes tipos de contratos. A contratualização em saúde poderá contribuir para consolidar um novo modelo de relação entre o Estado financiador e as unidades públicas empresarializadas, representando, sobretudo, um papel decisivo na relação com as diferentes unidades em regime de parcerias público-privadas, as quais representam um desafio de grande exigência ao nível do acompanhamento, da monitorização e da gestão dos respetivos contratos.

A CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA TORNOU PREMENTE A NECESSIDADE DE ABRANDAR A TAXA DE CRESCIMENTO DA DESPESA

Docente da ENSP UNL

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DOSSIER EM FOCO

Desemprego Escola Portuguesa

44 MIL DESEMPREGADOS ANULADOS DAS ESTATÍSTICAS por M. Sardinha

PS denunciou operação de limpeza nas estatísticas do desemprego. IEFP fala em procedimento normal e confirma 44 mil anulações. 28/FRONTLINE


EM FOCO

Desemprego

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os primeiros dois meses de 2013, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) chamou perto de 400 mil desempregados com o argumento de atualizar as bases de dados da entidade, bem como atribuir um gestor de carreira a alguns dos beneficiários. Com aquilo a que a oposição e os sindicatos apelidaram de “operação de limpeza” para fazer baixar as estatísticas do desemprego, saíram dos ficheiros do instituto mais de 44 mil pessoas, só no mês de fevereiro, um pouco mais do que aquelas que saíram dos registos no mês homólogo de 2012 (43 mil pessoas), mas um pouco menos do que no mesmo mês de 2011, quando saíram 48 mil pessoas da base de dados do IEFP, o que levou a críticas feitas na altura, sobretudo pela CGTP-IN. Os dados constam de uma resposta enviada pelo IEFP, através do Ministério da Economia e do Ministério da Segurança Social, à Assembleia da República, após uma pergunta feita pelo grupo parlamentar do PS. Na missiva, os deputados socialistas Nuno Sá e Sónia Fertuzinhos diziam que as convocatórias que estavam a ser levadas a cabo mais não

eram do que “um embuste”, uma vez que na realidade nenhuma proposta de trabalho ou formação era apresentada ao desempregado que se dirigia ao centro de emprego. O suficiente para acusarem o Governo de Passos Coelho de estar a desenvolver uma ação que tinha como único objetivo “excluir das bases de dados de desempregados os cidadãos convocados que não comparecem”. Isto porque, quando as pessoas se dirigiam aos centros de emprego ou respondiam via postal,“nenhuma resposta é apresentada, nem se verifica qualquer atualização de dados”, denunciava o PS. Mas o IEFP rejeita a acusação e responde que a convocação não passou de um procedimento normal de controlo mensal, feito via postal ou presencial, que permite “garantir a atualização permanente do ficheiro”. Dizem mesmo que é a forma que o instituto tem de poder fazer melhor a correspondência entre a oferta de emprego e a procura. Visita duvidosa Os socialistas tinham também perguntado de quem teria partido a orientação dada aos centros de emprego para

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EM FOCO

Desemprego

realizarem uma “mega-operação” de convocação de desempregados e quanto custou ao erário público o “envio maciço” de convocatórias. No preâmbulo da pergunta escrita dirigida aos ministros Pedro Mota Soares e Álvaro Santos Pereira, os deputados citavam relatos de casos “em que as convocatórias expedidas pelos centros de emprego chegam aos seus destinatários já após a data em que estes deveriam ter-se apresentado, sendo assim anulada a sua inscrição para efeitos de emprego”. Na resposta, o IEFP conta então que chamou de facto os tais 400 mil desempregados entre janeiro e fevereiro (em janeiro, “169 mil pessoas candidatas a emprego, e 224 mil em fevereiro”), o que resultou na anulação de inscrição nos centros de emprego de 44 mil pessoas, só em fevereiro, mas diz também que entraram no mesmo mês outros 54 mil novos pedidos de inscrição.A resposta não indica, ainda assim, os motivos de anulação das inscrições, referindo apenas que “é importante garantir a atualização permanente do ficheiro, de forma a enquadrar situações de disponibilidade para o trabalho resultantes de transições emprego-desemprego e o inverso”. Regras de atribuição do subsídio As regras de atribuição do subsídio de desemprego obrigam os inscritos a aceitar emprego em determinadas condições

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ou a comparecer mediante convocatórias, caso contrário a inscrição no centro de emprego fica anulada. E sem essa inscrição ativa, não é possível receber o subsídio. Quem perde o direito ao subsídio de desemprego por razões que considere ilegítimas pode recorrer para a Comissão de Recursos do IEFP. Foi o que fizeram, no ano passado, 1079 desempregados, dos 7649 que perderam o subsídio de desemprego por não cumprirem as obrigações previstas. A 365 pessoas foi dada razão, voltando a ter direito à prestação.Aqui estão enquadradas as situações em que a Comissão decide pelo deferimento ou em que devolve o processo ao centro de emprego e este revoga a sua decisão. Em janeiro, a taxa de desemprego atingiu um valor recorde em Portugal: 17,6%, mais 0,3% face ao mês anterior, segundo dados do Eurostat. Na zona euro, só Espanha, com uma taxa de 26,2%, e Grécia, com 27%, superam o desemprego recorde em Portugal. Também em janeiro, registou-se uma subida ligeira, de 0,3 pontos percentuais, no desemprego jovem, atingindo 38,6% da população desta faixa etária, muito acima da média europeia de 24,2%. Segundo as estimativas do Eurostat, no primeiro mês do ano estavam 26,217 milhões de pessoas desempregadas na UE, 18,998 milhões das quais nos 17 países do euro.


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Visita presidencial

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Visita presidencial

O Presidente da República realizou uma viagem à Colômbia e ao Peru, com o objetivo de dar a conhecer a cultura portuguesa além-fronteiras. Em cima da mesa estiveram outras questões, nomeadamente a economia.

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Visita presidencial

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Presidente da República, Cavaco Silva, viajou para a Colômbia, a convite do seu homólogo, Juan Manuel Santos. A comitiva oficial que o acompanhou era composta por 20 pessoas, nomeadamente o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier. Todos os grupos parlamentares se fizeram representar ao mais alto nível, exceto o Bloco de Esquerda. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, juntou-se depois à comitiva. A delegação empresarial reuniu cerca de 40 empresários, de áreas tão diversas como construção civil, banca, hotelaria, energia ou transportes. Entre eles, estavam responsáveis do Banco Espírito Santo, da CIFIAL, da EFACEC, da Douro Azul, da Galp, da Jerónimo Martins, do grupo Mota-Engil, do grupo Pestana, da Vista Alegre, do Porto de Sines, da REFER e outras entidades. Para Cavaco Silva esta foi uma viagem para “trabalhar” e ajudar os empresários portugueses a entrar

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num mercado com grande potencial de crescimento. Antes de partir, confessou estar “muito confiante” nos resultados da visita: “Portugal está na moda, neste país”, disse o Presidente durante a longa viagem de avião em direção a Bogotá. Para além da componente política e económica, a agenda presidencial compreendia um forte foco empresarial e cultural. Fixando o aprofundamento das relações económicas e comerciais entre Portugal e a Colômbia como o principal objetivo da sua visita, Cavaco Silva frisou que, “face às perspetivas de fraco crescimento económico em toda a União Europeia, Portugal precisa de conquistar novos mercados para as suas exportações”. O Presidente da República participou numa série de encontros políticos ao mais alto nível, e marcou presença na inauguração da Feira do Livro, onde Portugal foi país convidado de honra. No pavilhão português, estiveram alguns escritores de língua portuguesa.


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Visita presidencial

Detalhes da visita Aguardado à chegada pela ministra dos Negócios Estrangeiros colombiana, Maria Angela Holguin, Cavaco Silva atravessou alas de cortesia constituídas por soldados, ao som de uma marcha executada por uma banda militar. Recebido com honras militares no palácio presidencial de Bogotá, a Casa de Nariño, manteve depois um encontro restrito com o seu homólogo, que mais tarde foi alargado às delegações dos dois países. Juan Manuel Santos ofereceu um almoço de Estado em honra do Presidente e da primeira-dama, Maria Cavaco Silva. Antes, o chefe de Estado português prestou homenagem a Simón Bolívar, o herói libertador sul-americano que fundou e presidiu, no século XIX, à Grã-Colômbia, a primeira união de estados independentes da América Latina, depositando uma coroa de flores no monumento erigido em sua memória. Ainda no âmbito desta visita, Cavaco Silva foi recebido

no Congresso colombiano, pelo presidente do Senado, Roy Barreras, e pelo presidente da Câmara dos Representantes, Augusto Posada, com quem se reuniu depois a sós. O Presidente teve oportunidade de se encontrar com os membros da Comunidade Portuguesa na Colômbia, na Embaixada de Portugal, em Bogotá, onde condecorou Jerónimo Pizarro com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Este académico e investigador luso-colombiano especialista em literatura portuguesa, particularmente na obra de Fernando Pessoa, traduziu para castelhano vários títulos de autores portugueses, é titular da cátedra de Estudos Portugueses na Universidade dos Andes e foi o comissário da presença de Portugal na Feira Internacional do Livro de Bogotá. Algumas centenas de portugueses e lusodescendentes residentes na Colômbia estiveram no encontro, ao qual se seguiu uma receção.

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Visita presidencial

No final da visita, o presidente colombiano destacou o bom momento das relações diplomáticas e comerciais entre Portugal e a Colômbia e agradeceu ao Futebol Clube do Porto o que tem feito pelos futebolistas colombianos. Visita oficial ao Peru No início da visita oficial ao Peru, o Presidente da República encontrou-se em Lima com o seu homólogo, Ollanta Humala Tasso, com quem manteve uma reunião, após a qual os dois chefes de Estado assistiram à assinatura de três acordos entre os Governos dos dois países. As honras militares prestadas a Cavaco Silva incluíram uma escolta a cavalo, que percorreu algumas ruas do centro da capital. Mais tarde, o Presidente peruano ofereceu, no palácio presidencial, um jantar em honra do seu convidado, no qual participaram deputados e empresários que integravam a comitiva desta visita. No segundo dia, o Presidente da República foi re-

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cebido na Alcaldia de Lima, onde a alcaide, Susana Villarán, o homenageou, entregando-lhe a Medalha da Cidade. Numa sessão solene destinada a assinalar a visita presidencial, a alcaide proferiu um discurso, que o chefe de Estado português retribuiu. Realizado por ocasião da visita oficial, o Seminário Económico Portugal-Peru foi aberto sob a presidência do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas. O seminário contou com a presença dos empresários portugueses que acompanharam a visita e de empresários peruanos, bem como responsáveis por associações empresariais locais. Os trabalhos do seminário foram encerrados pelo Presidente da República português, juntamente com o primeiro-ministro peruano, Juan Jiménez Mayor. No último ato da visita, Cavaco Silva encontrou-se com a Comunidade Portuguesa no Peru, à qual ofereceu uma receção.


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AF1924

UM VOO COM HISTÓRIA por M. Sardinha

Um voo da Air France com destino a Lisboa falha duas vezes a aterragem e leva eurodeputado Mário David a questionar a companhia sobre operações de treino a pilotos chineses. 38/FRONTLINE


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ia 19 de março de 2013. O eurodeputado Mário David embarca, em Paris, num voo da Air France com destino a Lisboa, como tem feito centenas de vezes nos últimos anos. Um “voo tranquilo e sem história” até ao momento em que se inicia a aproximação ao Aeroporto da Portela. “Sem qualquer abanão, tudo normal, batemos com as rodas no chão com toda a força e voltámos a levantar”, como assume Mário David à FRONTLINE. Os passageiros endireitam-se nervosamente nas cadeiras e levantam o sobrolho em sinal de preocupação. “Pedimos desculpa, mas um golpe de vento fez-me abortar a aterragem”, anuncia o comandante. Tranquilamente, passados quinze minutos, o avião faz-se novamente à pista, sem sinais de qualquer trepidação, “e desta vez, nem sequer batemos com as rodas no chão…”, conta Mário David. Ouvem-se alguns gritos e “há gente que entra em pânico”. O comandante volta a dizer que “o vento está muito traiçoeiro”, mas que está convencido que dessa vez

conseguirá aterrar. “E assim foi, sem qualquer trepidação”, diz o eurodeputado. Tudo seria normal, até porque a operação de “borregar” – o termo técnico utilizado para as aterragens abortadas – acontece algumas vezes devido a fatores externos, como o vento, não fosse Mário David ter olhado para a ficha de voo afixada à saída do avião e percebido que, naquele dia, o voo da Air France trazia a bordo um comandante e três copilotos, dois dos quais “chineses”. Dúvidas no ar Intrigado, questiona a chefe de cabina sobre esse facto e é surpreendido por uma atitude “estranha”: “arranca o papel da parede e diz que eu não tenho autorização para o ler”. Uma reação que o fez pensar “que algo não batia certo”. E não descansou enquanto não tentou esclarecer o que se teria passado: “Fiz meia dúzia de telefonemas para saber se outros aviões tinham borregado àquela hora em Lisboa. Recebo uma

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resposta negativa e informação da torre de controlo de que o vento estava a 350 graus, logo no enfiamento da pista, e com velocidade de 10 nós.” Condições ideais, “o que contraria a comunicação do comandante do voo de que se sentia desconfortável com o vento que estava a aparecer”. Outro sinal que deixou Mário David desconfiado daquela operação foi o facto de ter percebido que a Air France “tem um contrato de formação de pilotos chineses”. E não descansou enquanto não tentou esclarecer tudo. Primeira coisa a fazer: ligar diretamente para a Air France e tentar perceber o que se tinha passado. O eurodeputado explicou toda a situação e no fim fez uma “pergunta ainda mais dramática”: “Os pilotos em treino estavam a treinar diretamente uma operação de borregar ou falharam a aterragem e colocaram a integridade física dos passageiros em perigo, tendo o comandante sido forçado a abortar as duas aterragens?”

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Dois dias depois recebe uma resposta da companhia aérea francesa, dando conta da política de segurança aérea que segue e explicando que o “Aeroporto da Portela é conhecido como um aeroporto que se encontra afetado por ventos cruzados, durante várias épocas do ano, e no qual é necessário um cuidado acrescido ao planear a aterragem e a descolagem da aeronave”, nota Joana Antunes, Europe Customer Care da Air France, na carta enviada a Mário David, a que a FRONTLINE teve acesso. “No caso particular do seu voo, o AF1924 de dia 19 de março de 2013, o comandante considerou necessário abortar o processo de aterragem por duas vezes, mantendo-se em contacto com a torre de controlo durante o processo, de modo a certificar-se de que as condições de aterragem se encontravam seguras o suficiente para completar a mesma. Assim, o seu voo aterrou à terceira tentativa no Aeroporto da Portela, sem qualquer irregularidade identificada durante este processo”, explica-se na missiva.


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Explicações pouco interessantes O eurodeputado estranha que não toque na questão dos pilotos de outras nacionalidades ou companhias, apesar de ter feito a pergunta. Decidiu, ainda assim, não fazer queixa da Air France. Primeiro, porque o que pretende é que, “no âmbito da segurança aérea da União Europeia, seja criada legislação que impeça que estas situações se possam repetir” e, segundo, “porque, face ao eco na comunicação social”, acreditou que “o INAC tomaria autonomamente essa iniciativa”. Dirigiu, em alternativa, uma pergunta à Comissão Europeia e Conselho Europeu para perceber se, caso estejam a acontecer voos de treino, “há ou não a obrigação da concordância das autoridades dos países das rotas em que tais treinos são efetuados”. “E assiste ou não aos passageiros o direito de saber previamente a existência de tais treinos?”, questionou ainda. Na sua opinião, este tipo de voos “deve ser interditado” e deixa duas dúvidas: “Estavam a treinar o bor-

regar ou, pior, a aproximação estava a ser mal feita e o comandante teve por duas vezes que intervir para não nos despenharmos?” A 8 de abril, recebeu uma nova resposta da Air France, desta vez do capitão Eric Schramm, vice-presidente executivo, dando conta de que “as decisões de borregar durante manobras de aterragem são definidas pelas autoridades aeronáuticas como um procedimento normal e estro em conformidade com o nosso manual de operações”. Diz também que “no caso do voo AF1924, do dia 19 de março de 2013, o comandante considerou que os devidos critérios de segurança não estavam preenchidos para pousar a aeronave”, garantindo que “as borregagens que ocorreram durante o voo Paris-Lisboa do dia 19 de março não foram, portanto, em nenhum caso, efetuadas em situação de treino. Acrescenta também que “a título indicativo, 240 borregagens foram efetuadas em Portugal em 2012 pelas companhias aéreas que operam no país”.

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MOTORES ESPECIAL

Salão Automóvel Grant’s True Talesde Detroit (NAIAS)

A NOSSA HISTÓRIA

Abrangendo cinco gerações de personalidades carismáticas, a Grant’s é uma marca com uma história rica para contar. As histórias enriquecem as nossas vidas, levando-nos a viajar. Foi por isso que a Grant’s criou o True Tales, uma série de eventos que permitem partilhar histórias especiais.

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ão há dúvida de que cada pessoa tem uma história para contar, nascida da sua própria experiência de vida. Também sabemos que toda a gente gosta de uma boa história. Por tudo isto, os eventos True Tales juntam ingredientes simples mas poderosos: grandes contadores de histórias, fascinantes histórias reais e, claro, whisky Grant’s. Para esta segunda edição do Grant’s True Tales, que decorreu entre os dias 11 e 13 de abril, no Cinema São Jorge, em Lisboa, o cartaz era realmente tentador. Na primeira noite, nomes de diferentes gerações, como Herman José, Ana Bacalhau, Anabela Moreira, Valter Hugo Mãe e Carlos do Carmo, partilharam com o público presente as suas histórias e as suas vidas. Na segunda noite, que foi dedicada a Música e Histórias, o cartaz foi composto por Rui Reininho (que convidou Balla – Armando Teixeira) e Rui Veloso (que convidou JP Simões). No dia 13 de abril foi a vez de Nuno

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Markl, Inês Medeiros, Nuno Duarte (Jel), José Luís Peixoto e Sandra Barata Belo contarem o seu True Tale, a sua história verdadeira. Nesta última noite, decorreu a sessão “Histórias de Vida”, em que a jornalista Clara Ferreira Alves entrevistou Miguel Esteves Cardoso, um momento único na partilha de histórias da vida do aclamado escritor que tão raramente aparece ao público. A componente solidária da Grant’s continuou presente nesta 2.ª edição, com parte das receitas de bilheteira a serem doadas, pelo segundo ano consecutivo, à Apoiarte – Casa do Artista, pelo trabalho que realiza na formação de novos profissionais artísticos, a promover e dignificar os que estão na atividade e a proteger os que terminam a carreira. O anfitrião e apresentador deste ano, Joaquim de Almeida, confessa que “adora ouvir e contar histórias”, pois é nesses momentos que “viajamos mais”, conclui.


MOTORES ESPECIAL

Salão Automóvel de Grant’s Detroit True (NAIAS) Tales JOAQUIM DE ALMEIDA

Joaquim de Almeida nasceu em Lisboa. Filho de dois farmacêuticos, é o sexto de oito irmãos e desde pequeno mostrou que o seu futuro não passava pela mesma área pela qual os pais tinham enveredado. Aos 18 anos, depois de acabar o curso de Teatro no Conservatório de Lisboa, saiu de Portugal durante dois anos para continuar os seus estudos, depois de o Conservatório ter sido temporariamente fechado devido à revolução de 25 de Abril de 1974. Joaquim de Almeida viveu um ano em Viena, onde participou em várias peças do Teatro Kunstlerhaus e trabalhou em jardinagem. Em 1976, mudou-se para Nova Iorque, onde estudou com Lee Strasberg, Nicholas Ray e Stella Adler, enquanto trabalhava como empregado de um bar. Depois de fazer teatro e de ter algumas pequenas participações em novelas, finalmente interpretou o seu primeiro papel no filme O Soldado, em 1981. No ano seguinte, teve o seu primeiro grande papel em O Cônsul Honorário, onde contracenou com Richard Gere, Michael Caine e Bob Hoskins. Mas foi o seu terceiro filme, Good Morning Babylon, realizado por Paolo e Vittorio Taviani, que abriu o Festival de Cannes em 1987 e que o lançou para uma carreira internacional. O facto de ser fluente em seis línguas levou-o a trabalhar em qualquer parte do mundo e desde aí nunca mais parou. Participou em mais de 90 filmes e séries televisivas e trabalhou com atores e realizadores como Harrison Ford, Gene Hackman, Kim Basinger, Antonio Banderas, Robert Rodriguez, Steven Soderberg, Benicio del Toro e Keifer Sutherland, entre outros. Foi enquanto protagonizava um vilão na 3.ª temporada da famosa série televisiva “24” que descobriu o prazer de viver na praia e foi aí que se mudou para Santa Monica, onde vive atualmente. Costuma vir regularmente a Portugal, onde passa longos períodos, mais especificamente em Sintra, em sua casa, para estar com o seu filho Louren e a sua filha Ana. Joaquim de Almeida tornou-se cidadão americano em 2005, mas manteve a nacionalidade portuguesa. Já recebeu vários prémios, entre os quais: Melhor Ator, no Cairo Film Festival 1991; Globo de Ouro para Melhor Ator em Portugal, 1995, 1997, 2001; SAG Award - Best ensemble 2005; Portuguese Foreign Press - Personality of the year 1995; Career Award no Festival de Cinema de Badajoz 2004; Career Award no Festival Iberoamericano de Huelva 2009; Career Award no Festival de Cine de Punta del Este 2003; Medalha de Ouro do Concelho de Sintra 2008; Medalha de Ouro do Concelho de Setúbal 2006 e foi nomeado Comendador da Ordem do Infante, condecoração atribuída pelo Presidente da República.

RUI VELOSO

Nascido em Lisboa, mas criado desde os três meses de idade no Porto, Rui Veloso é filho do engenheiro Aureliano Capelo Veloso, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto. É igualmente sobrinho paterno do general Pires Veloso, ex-governador de São Tomé e Príncipe. Cantor, compositor e guitarrista, começou a tocar harmónica aos 6 anos. Mais tarde deixar-se-ia influenciar por B.B. King e Eric Clapton, e lançou, com 23 anos, o álbum que o projetou no panorama da música nacional, Ar de Rock. Dele fazia parte a faixa “Chico Fininho”, um dos maiores sucessos da obra de Rui Veloso e de Carlos Tê, seu letrista. Entre os restantes sucessos, incluem-se “Porto Sentido”, “Não Há Estrelas no Céu”, “Sei de Uma Camponesa”, “A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)” e “Porto Covo”.

INÊS DE MEDEIROS Inês de Saint-Maurice Esteves de Medeiros Victorino de Almeida nasceu em Viena, a 15 de abril de 1968, e é uma atriz portuguesa. É filha de António Victorino de Almeida, maestro, e de Maria Armanda de Saint-Maurice Ferreira Esteves, jornalista, e irmã de Maria de Medeiros, atriz e cineasta. A avó materna, Odette de Saint-Maurice, foi autora juvenil e locutora de rádio. Atriz de teatro desde 1985, Inês de Medeiros estreou-se no cinema em A Culpa (1981), filme realizado e produzido pelo seu pai. Somaria, depois, uma filmografia com cerca 30 películas. É deputada à Assembleia da República, eleita pelo Partido Socialista no Círculo de Lisboa. Antes disso já havia sido mandatária da campanha de Jorge Sampaio à Presidência da República (1996) e da candidatura do PS (encabeçada por Vital Moreira) às eleições europeias de 2009.

RUI REININHO Tirou o curso de Cinema, na Escola Superior de Teatro e Cinema, mas foi na música que Rui Reininho, de 56 anos, se destacou de forma ímpar. Homem do Norte, nascido no Porto, a 28 de fevereiro de 1955, Rui Manuel Reininho Braga é o vocalista da banda GNR (Grupo Novo Rock), um dos grupos com maior audiência em Portugal. Em 1977, ainda antes dos GNR, colaborou com Jorge Lima Barreto no projeto Anar Band, até integrar a banda nortenha. Com Reininho, os GNR assumiram-se como uma das bandas que melhor retratam aquilo que é o rock português e criaram grandes clássicos como “Dunas”, “Efetivamente”, “Bellevue”, “Pós-Modernos”, “Vídeo Maria”, “Pronúncia do Norte”, “Ana Lee” ou “Morte ao Sol”. No entanto, não é só de música que vive a carreira de Rui Reininho. Da sua obra fazem também parte alguns livros como Sífilis versus Bílitis ou Líricas Come on & Ana, onde reunia letras de músicas. Também trabalhou como ator, criou músicas para teatro e cinema, colaborou com as publicações Expresso, Mais Semanário, GQ, Net Parque 98 e Jornal de Notícias e ainda deu aulas na Universidade Moderna de Lisboa e na Universidade Católica do Porto, tendo sido condecorado com a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português em 2005. Em 2008, o polivalente músico separou-se por momentos dos GNR e lançou o álbum Companhia das Índias, onde deu voz a músicas propositadamente escritas por alguns artistas do panorama nacional, como New Max (Expensive Soul), Rodrigo Leão, The Legendary Tiger Man, Mesa, entre outros.

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MOTORES ESPECIAL

Salão Automóvel Grant’s True Talesde Detroit (NAIAS) NUNO MARKL Nuno Frederico Correia da Silva Lobato Markl nasceu em Lisboa, no dia 21 de julho de 1971, e é hoje um dos nomes mais apreciados do humor nacional. Irmão de uma jornalista, foi por esse caminho que enveredou, no entanto numa vertente diferente. Em 1990 entrou no CENJOR com desejo de se iniciar no mundo da rádio. No final do curso foi estagiar para a Rádio Correio da Manhã, até ao desagregar da mesma, tendo sido depois reencaminhado para a Rádio Comercial. É aqui que – já a colaborar com as “Produções Fictícias” onde contribuiu para alguns dos sketchs mais geniais do humor português – juntamente com José Carlos Malato, Ana Lamy e Pedro Ribeiro, cria o seu primeiro grande sucesso a nível individual, O homem que mordeu o cão. Vários anos de sucesso que culminaram em livros, espetáculos e até num programa de televisão ao mesmo tempo que, na SIC Radical, apresentava “O Perfeito Anormal”, levando para a ribalta os seus amigos e talentosos Gato(s) Fedorento(s). Finalizada a experiência duradoura na Rádio Comercial, foi para a Antena 3. Mudou a estação, mudaram os projetos, mas manteve-se o sucesso, surgindo novos êxitos radiofónicos como “Há Vida em Markl”, “Laboratolarilolela”, “O livro dos Porquês” ou “Coisas que acontecem”, que fizeram as delícias nas manhãs da rádio pública. Em 2009, depois de alguns projetos na TV, como Operação Triunfo e quando preparava a sua entrada no mundo do cinema com A Bela e o Paparazzo, Markl volta à Rádio Comercial, onde lança o seu mais recente sucesso, Caderneta de Cromos.

HERMAN JOSÉ Filho de pai alemão e mãe portuguesa. Com 4 anos e meio de idade protagoniza os filmes do seu pai, cinéfilo amador. Aos 5 anos vai para o Kindergarten, jardim infantil alemão, passando depois para o Colégio Alemão. Com um comportamento e resultados pouco lineares, tem aí os seus primeiros contactos com o teatro e a música. Estudava ainda quando comprou a sua primeira viola-baixo, com a vontade de tocar, compor e cantar. Através da música conhecerá a vida artística. É por volta dos 18 anos que tem as primeiras aparições em televisão, no programa “No Tempo Em Que Você Nasceu”, ao integrar o grupo In-Clave dirigido pelo maestro Pedro Osório, altura em que a PIDE lhe faz um ultimato: ou se naturaliza português e cumpre o serviço militar, ou terá que ir para a Alemanha, como alemão. Com a instauração da democracia Herman põe de parte a ideia de um curso superior em Munique. Em outubro de 1974, levado pelo maestro do In-Clave, estreia-se no teatro de revista ao lado de Ivone Silva, José de Castro, Fernando Tordo, Nicolau Breyner e João Lagarto, no ABC, em Uma no Cravo, Outra na Ditadura, da autoria de Ary dos Santos, César de Oliveira e Rogério Bracinha. É nas revistas do Parque Mayer que recebe a sua formação artística, e depois de ter contacto com Nicolau Breyner, este transporta-o para a televisão.Em 1975 dá-se a sua estreia em televisão com a rábula “Sr. Feliz e Sr. Contente”, ao lado de Breyner.

CARLOS DO CARMO Carlos Alberto Ascenção do Carmo Almeida, nascido em Lisboa, a 21 de dezembro de 1939, é um nome incontornável do espetáculo português. Filho da conhecida fadista Lucília do Carmo e de Alfredo de Almeida, proprietário da casa de fados O Faia, Carlos cresceu no Bairro Alto e frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Alemã, antes de rumar à Suíça para estudar Hotelaria. Iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com 9 anos. “Por Morrer uma Andorinha”, “Duas Lágrimas de Orvalho”, “Bairro Alto”, “Gaivota”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “Lisboa Menina e Moça”, “Estrela da Tarde”, são alguns dos grandes sucessos populares da sua carreira e alguns dos mais carismáticos fados portugueses. Vencedor do Festival da Canção em 1976, com “Flor de Verde Pinho”, Carlos do Carmo, que irá completar 50 anos de carreira no próximo ano, viu por várias vezes o seu trabalho e esforço reconhecido. Entre numerosos galardões, foi-lhe atribuído o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência; o Prémio Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores; a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya para Melhor Canção Original, com o “Fado da Saudade”, em 2008. Recentemente, foi porta-voz e um dos embaixadores da bem conseguida candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

MIGUEL ESTEVES CARDOSO Jornalista e sociólogo português, nascido em 1955, após a sua licenciatura, fez estudos de pós-graduação em Inglaterra, tornando-se professor auxiliar e investigador do Instituto de Ciências Sociais. Trabalhou na comunicação social, fazendo crítica de música em jornais como O Jornal e O Expresso. Em 1988 fundou O Independente com Paulo Portas. Em 1990, depois de se afastar daquele semanário, fundou a revista Kapa. Esteves Cardoso é também tradutor, ensaísta, autor de programas de rádio, dramaturgo, entrevistador. Tornou-se uma personalidade conhecida pela sua participação regular em programas televisivos. Em livro, publicou, entre outros, os volumes de crónicas Escrita Pop, A Causa das Coisas (1986) e, mais recentemente, A Minha Andorinha (2006). Na ficção, assinou A Vida Inteira (1995) e O Cemitério de Raparigas (1996).

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EMPRESA

Vodafone

VODAFONE RED 46/FRONTLINE


EMPRESA

Vodafone

A Vodafone Portugal lançou recentemente uma oferta abrangente e flexível de telecomunicações móveis e fixas, personalizável, consoante as necessidades de cada cliente, que permite total controlo de custos e utilização despreocupada dos serviços da Vodafone.

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Vodafone Red é uma oferta diferenciadora face a todas as outras existentes no mercado português. Este tipo de oferta já existe há algum tempo no Grupo Vodafone, mas a sua aplicabilidade ao mercado português, bem como as suas características, foi decidida localmente, de acordo com a estratégia da Vodafone Portugal. Um dos aspetos diferenciadores é a flexibilidade proporcionada pelo Vodafone Red. Ao contrário de outras ofertas disponíveis no mercado, o Vodafone Red permite ao cliente compor o seu próprio “cabaz” de serviços, móveis ou fixos, de acordo com as suas necessidades. Em simultâneo, o Vodafone Red integra os clientes Vodafone Extreme e Yorn (Extravaganza,W e Study), formando a maior comunidade nacional a falar a custo zero.

Esta é uma vantagem particularmente relevante, tendo em conta que a Vodafone lidera o segmento jovem em Portugal, com mais de 63% de quota de mercado. Todos estes clientes passam a poder falar a custo zero com os utilizadores dos planos Vodafone Red. Entre os serviços gratuitos disponíveis nesta nova oferta, os clientes Vodafone Red poderão ainda utilizar as comunicações incluídas no seu tarifário quando se encontram em roaming, assim como ter acesso gratuito aos serviços Vodafone Protect e Vodafone Cloud, podendo ainda adquirir os melhores smartphones com descontos exclusivos. O Vodafone Red é dirigido também a clientes empresariais, que poderão ter acesso às variantes Pro e Opção Escritório. A oferta para empresas caracteriza-se

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EMPRESA

Vodafone pelo mesmo grau de flexibilidade do Vodafone Red para particulares e permite ainda que cada cliente associe ao telemóvel, sem custos extra, um número fixo para atender chamadas em mobilidade, dispondo de gestão de chamadas nos dois números (fixo e móvel) através da funcionalidade Vodafone One Net. Os clientes Vodafone Red Pro podem também ativar a Opção Escritório, que adiciona o acesso à Internet no escritório, um número corporativo para a empresa e um número de fax. Desta forma, as empresas com a oferta Vodafone Red que adicionem a Opção Escritório passa-

rão a dispor, nos números fixos e móveis, de funcionalidades avançadas próprias de centrais telefónicas. Além das comunicações nacionais gratuitas (chamadas e SMS) e do acesso à Internet no telemóvel, o Vodafone Red Pro inclui também chamadas internacionais e em roaming sem custos. Com o lançamento do Vodafone Red, a Vodafone pretende responder às necessidades dos clientes que procuram uma oferta abrangente e flexível de telecomunicações, que permita agregar os serviços móveis e fixos à medida e utilizá-los sem nenhuma preocupação de custos adicionais.

RED EM CASA Os clientes Vodafone Red com dois números ativados podem ter acesso ao serviço Vodafone Tv Net Voz em condições exclusivas. Com uma mensalidade de 24,90 euros, estes clientes passam a usufruir de mais de 100 canais de televisão, gravações, Pausa TV, Restart TV, aplicações interativas e também um videoclube com mais de 7 mil filmes e novidades todas as semanas. O serviço TV Grátis Sempre Consigo permite ainda ver televisão e alugar filmes no videoclube através do PC e do tablet. O serviço Vodafone Tv Net Voz dá ainda acesso à Internet por fibra a uma velocidade de 100 Mbps (com tráfego ilimitado) e chamadas ilimitadas para as redes fixas nacionais e internacionais de 30 países.

SONY XPERIA Z O Sony Xperia Z é um dos mais recentes smartphones da Vodafone que pode ser adquirido mediante um plano Red+ ou Red Top, em condições exclusivas. Este smartphone LTE, com velocidades de download até 100 Mbps, inclui o novo sistema operativo Android 4.1 (Jelly Bean), um ecrã táctil de cinco polegadas (resolução de 1080x1920), uma câmara de 13 MP com flash LED, funcionalidade de gravação de vídeo em Full HD (1080 p) e é resistente à água (30 min.) e a poeiras. Está disponível na Vodafone por 398,90 euros (Red Top) ou 479,90 euros (Red+).

IPHONE 5 16 GB O iPhone 5, na sua versão de 16 GB, pode agora ser adquirido na Vodafone por 199,90 euros, num plano Red Top, ou 409,90 euros num plano Red+. Com acesso à rede 4G da Vodafone, o iPhone 5 é o mais recente smartphone da Apple e integra o sistema operativo iOS 6, um ecrã retina de quatro polegadas (resolução de 640x1136), câmara fotográfica de 8 MP com fotografia panorâmica e o processador A6, duas vezes mais rápido do que o seu antecessor.

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EMPRESA

Vodafone

SAMSUNG GALAXY S III 16 GB O Samsung Galaxy S III é um 4G com ecrã de 4,8 polegadas, capacitivo, Super Amoled e uma resolução de 720x1280. O sistema operativo Android 4.0 corre num processador quad-core de 1.4 GHz. O Samsung Galaxy S III tem uma câmara digital de 8 MP com flash LED, gravação de vídeo em Full HD, GPS, Wi-Fi e Bluetooth. Este smartphone pode ser adquirido na Vodafone mediante um plano Red Top (319,90 euros) ou Red+ (409,90 euros).

SONY XPERIA J Disponível em preto e em branco, o Sony Xperia J é um smartphone com Android 4.0 e um ecrã de quatro polegadas, capacitivo, com uma resolução de 854x480. Este smartphone inclui um processador de 1 GHz, câmara fotográfica de 5 MP com flash LED e gravação de vídeo, memória interna de 4 GB (expansível até 32 GB através de car tões de memória), A-GPS, Wi-Fi e Bluetooth. Está disponível em exclusivo na Vodafone por 0 euros (Red Top) ou 69,90 euros (Red+).

A MAIOR CAMPANHA DO ANO O lançamento do Vodafone Red é acompanhado por uma forte campanha publicitária na televisão, no cinema, na imprensa, na Internet e no exterior. O investimento naquela que é, provavelmente, a maior campanha do ano da Vodafone ronda cerca de 14 milhões de euros (valores a preços de tabela). Nesta campanha é divulgado o conjunto alargado de benefícios incluído na nova oferta sob o mote “Vodafone Red é todas as coisas boas”. António Carriço, diretor de Marca e Comunicação da Vodafone Portugal, justifica o investimento, considerando que “esta campanha marca o lançamento de uma oferta extremamente vantajosa que vem materializar ainda mais a assinatura ‘power to you’ ao dar benefícios claros aos clientes da marca através das vantagens únicas da Vodafone: mais valor, a melhor rede, os melhores telefones aos melhores preços, mais simplicidade e mais serviços”. A campanha salienta todas as coisas boas da vida, com o objetivo de colocar em evidência a simplicidade e a felicidade que se podem encontrar nas pequenas coisas e momentos do quotidiano, mesmo num contexto de adversidade como o que vivemos hoje. Os vídeos aparentam, propositadamente, ser feitos por qualquer um de nós e visam aproximar a Vodafone das pessoas e dos seus momentos. No âmbito desta campanha, a Vodafone instalou 185 mupis e 36 abrigos de autocarro totalmente decorados a vermelho nas principais artérias da cidade de Lisboa (Restauradores, Avenida da Liberdade, Saldanha, Campo Pequeno, Avenida João XXI, Avenida de Roma, Marquês de Pombal, Rua Braamcamp, Largo do Rato, Cais do Sodré, Docas, zona da Fundação Calouste Gulbenkian, Praça de Espanha, Avenida de Berna, Avenida António Augusto de Aguiar e Parque das Nações) e do Porto (Rotunda da Boavista, Campo Alegre, Avenida Montevideu, Foz, Avenida da Boavista, Rua da Boavista, Praça do Império, Avenida Marechal Gomes da Costa, Rua do Ouro, Rua D. Manuel I, Avenida dos Aliados e Rua de Santa Catarina).

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HOTELARIA

Claudia Fialho

“O COPACABANA PALACE É O HOTEL DA MINHA VIDA” por Nuno Carneiro

A história do Copacabana Palace confunde-se facilmente com a de Claudia Fialho. Com uma vida recheada de episódios marcantes, a relações públicas afirma sem hesitar que o Copacabana Palace é o hotel da sua vida. 50/FRONTLINE


HOTELARIA

Claudia Fialho

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uando o Copacabana Palace foi comprado à família Guinle, que o fundou, o hotel estava em péssimas condições, tanto em termos físicos como a nível de gestão. A sua importância no panorama hoteleiro nacional e internacional era, e continua a ser, imensa, mas o hotel estava seriamente comprometido no ano de 1989, altura em que foi adquirido pelo grupo Orient-Express. Nesse mesmo ano, Philip Carruthers iniciou um processo de revitalização “com muita dedicação e competência”, revela Claudia Fialho. A relações públicas iniciou as suas funções em 1990 e afirma que “foi um grande desafio”, uma vez que estava a substituir “o maior relações públicas da hotelaria brasileira, Oscar Ornstein”. Claudia Fialho tentou então “restaurar a imagem histórica do Copa”, enquanto se avançava com uma remodelação para o dotar das melhores instalações possíveis. Inaugurado em 1923, o Copa – como é carinhosamente chamado pelos seus colaboradores, hóspedes

e amigos – foi apresentado à imprensa internacional dez anos depois, no filme Flying Down to Rio, em que Fred Astaire e Ginger Rogers dançaram juntos pela primeira vez, formando uma das duplas mais encantadoras do mundo do cinema. Pelas suas características, o hotel começou a ser escolhido por vários artistas que fizeram dele o seu ponto de referência. Destaque para nomes como Maurice Chevalier, Nat King Cole, Edith Piaf, Charles Aznavour, Amália Rodrigues e a grande Marlene Dietrich. Claudia Fialho recorda também que Walt Disney criou o personagem Zé Carioca numa das suas estadas no Copa. Hóspedes especiais Se as paredes do Copacabana Palace pudessem falar, contariam histórias fantásticas, mas disso é testemunha a imensa galeria de fotos de hóspedes ilustres, que é uma das grandes atrações da unidade. Orson

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HOTELARIA

Claudia Fialho

Welles, Rita Hayworth, Arturo Toscanini, Zubin Mehta, Rolling Stones, Mary Pickford, Richard Gere, os príncipes Carlos e Diana, Carmen Miranda, Vaclav Havel, Nelson Mandela, Ava Gardner, Ernest Borgnine, John Wayne, Tom Cruise, Vargas Llosa, Saramago, Bill Clinton, Anthony Hopkins, Sting e Bono Vox são alguns dos nomes que compõem a vasta lista de ilustres. Um dos momentos mais marcantes para Claudia Fialho, enquanto relações públicas, foi a Eco 92, quando o hotel recebeu 17 chefes de delegação, sendo que 15 eram figuras de Estado. “John Major, da Grã-Bretanha, e Li Peng, da China, ocuparam as suítes presidenciais, no prédio principal e no anexo, respetivamente, mas outras suítes foram igualmente transformadas em presidenciais para acomodar as demais personalidades. No primeiro andar do prédio principal ficou o príncipe herdeiro de Marrocos, hoje rei Moham-

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med VI, recorda. Para garantir a segurança de todas as personalidades hospedadas no Copa, foi montado um poderoso esquema de segurança e as entradas e saídas estavam limitadas. O primeiro-ministro da República Popular da China, Li Peng, ofereceu um jantar no Salão Rio de Janeiro aos dignitários de todos os países comunistas presentes na conferência ambiental, e Claudia Fialho teve o privilégio de receber pessoalmente alguns dos convidados. “O convidado que causou maior impacto foi Fidel Castro, que tinha um esquema de segurança muito rígido, mas que foi extremamente simpático e cordial”, conclui. A princesa Diana da Grã-Bretanha e o presidente eleito Nelson Mandela foram outras das personalidades que marcaram para sempre a vida de Claudia Fialho, uma vez que, tal como afirma, lhe ensinaram “o verdadeiro sentido da palavra carisma”.


HOTELARIA

Claudia Fialho

Uma nova etapa A unidade tem um rico acervo que necessita ser organizado adequadamente e que conta a história dos seus 90 anos com riqueza de detalhes e curiosidades muito interessantes. Quando o livro sobre o Copacabana Palace foi elaborado pelo jornalista Ricardo Boechat, foi feita uma extensa pesquisa que resultou na “descoberta de histórias curiosas e verdadeiras revelações sobre a história do Brasil”. Foi graças a este livro que o Brasil ficou a saber, por exemplo, que o Presidente da República Wahington Luiz havia levado um tiro da sua amante neste hotel. “A versão oficial era que o Presidente havia sido operado de emergência com uma apendicite”, sublinha Claudia Fialho. Com o Copa a completar 90 anos, a Orient-Express decidiu organizar estas memórias, que certamente servirão para traçar o futuro deste hotel icónico.

Após a reforma que terminou em 2012, que consistiu na ampliação do lobby e na renovação de alguns dos quartos, “o hotel encontra-se preparado para os próximos anos”, assegura Claudia Fialho. O projeto de construção do teatro já está pronto e dentro de aproximadamente dois anos o Rio de Janeiro poderá ter de volta um dos mais emblemáticos teatros brasileiros. Claudia Fialho, que até agora tem desempenhado as funções de relações públicas, vai iniciar uma nova etapa da sua vida no Copacabana Palace. Para além de ser responsável pela recuperação do teatro, tem ainda uma outra responsabilidade, a de elaborar um livro que dê a conhecer a história do Teatro Copacabana. “Vou dedicar-me a dois projetos que me fascinam e que seriam impossíveis de realizar com desenvoltura nas funções tenho exercido até ao momento”, conclui.

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ESPECIAL FESTIVAL

Férias na neve Edpcooljazz

UNIDOS PELA MÚSICA por Patrícia Vicente

Realizado em cenários idílicos e naturais, ao longo do mês de julho, o edpcooljazz, que vai já na sua 10.ª edição, é um evento musical de referência. Numa fusão clara entre a natureza, o património e a música, este é um festival que não vai querer perder. 54/FRONTLINE


ESPECIAL FESTIVAL

Férias Edpcooljazz na neve

L

ançado pela primeira vez em 2004, com o objetivo de oferecer um evento turístico e cultural distinto a todos os amantes de música de gosto eclético, o edpcooljazz apresenta sempre uma forte componente cool, que, de resto, lhe dá o nome. Apostando em artistas consagrados, mas dando também a conhecer novas referências, nacionais e internacionais, este evento contou já com nomes como Sting, Seal, Barbara Hendricks, Roy Ayers, Buddy Guy, Mariza, Caetano Veloso, Jamie Cullum, Maria Bethânia, Norah Jones, Gotan Project, Thievery Corporation, Buena Vista Social Club, Horace Andy, entre muitos outros, num total de 94 concertos. Em termos de cenários, e desde que foi criado, o evento tem sido implementado entre os concelhos de Cascais, Oeiras, Mafra e Sintra, com os concertos a decorrer em jardins, parques e salas de prestígio.

Ao longo dos anos, o festival já recebeu mais de 220 mil pessoas que, num ambiente intimista, perto dos palcos, e sem o aglomerado das grandes multidões, puderam assistir a espetáculos individuais numa junção única entre música cool, história, natureza e verão. É este o verdadeiro conceito do edpcooljazz, Cool Energy. A EDP está presente neste evento, desde 2009, e em 2012 foi pela primeira vez naming sponsor. Esta foi uma aposta vencedora que terá continuidade em 2013, ano em que a marca dá novamente nome ao festival, reforçando o seu posicionamento cada vez mais forte na área da música. Também a Câmara Municipal de Oeiras desde cedo que se associou a este evento, sendo hoje a grande anfitriã ao ceder os seus espaços nobres para a realização do mesmo.

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ESPECIAL FESTIVAL

Férias na neve Edpcooljazz

Identidade renovada Em 2013, o edpcooljazz ergue-se num dos mais belos e idílicos cenários de Oeiras, os Jardins do Marquês de Pombal, um espaço que já acolheu a edição do ano passado e que este ano assume um protagonismo especial na agenda cultural do verão. Com o cartaz praticamente fechado, o elenco, realmente surpreendente, conta com nomes como Ana Moura e Luísa Sobral a 4 de julho, Maria Gadú e Djavan a 5 de julho, Lee Fields and The Expressions e Escort a 21 de julho, Diana Krall a 24 de julho, Rufus Wainwright a 25 de julho, Jamie Cullum a 26 de julho, e, a fechar, John Legend a 27 de julho.

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No ano em que comemora a sua 10.ª edição, o edpcooljazz ganha um novo ritmo transmitindo toda a sua cool energy e o casamento perfeito entre a música e a energia da marca EDP. Inspirada nas linhas curvas dos vinis e dos focos dos palcos, com cores que reforçam o universo jazzy, que serviu de mote ao evento desde a sua génese, esta nova identidade representa a exclusividade do festival e assume uma maior flexibilidade nas suas aplicações. Desde que é patrocinadora do festival, a EDP tem contribuído para que este seja ambientalmente sustentável – desde 2011, o Grupo EDP compensa a pegada de carbono de todos os artistas participantes.


MAGAZINE Marias

MODA

UMA VERDADEIRA PAIXÃO

Encarando a moda como uma verdadeira paixão, São de Almeida, proprietária da loja Marias, em Lisboa, acredita que uma mulher tem de se vestir sempre de forma verdadeiramente glamorosa. Das peças clássicas às mais arrojadas, nesta boutique requintada é fácil ficar sem se saber o que escolher. 58/FRONTLINE


MAGAZINE

Marias

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ronta para responder a qualquer necessidade da mulher em termos de guarda-roupa e acessórios, a loja Marias, situada na Rua de São Nicolau, em Lisboa, procura incutir na mulher glamour e feminilidade. A mentora deste projeto já com 21 anos de existência é São de Almeida, uma empresária para quem a moda é “essencialmente uma paixão”. Com um sentido estético muito apurado e apreciando “tudo o que é belo, bonito, harmonioso”, a empresária reconhece que fazia falta em Portugal uma loja como a Marias: “A mulher portuguesa estava a precisar de uma loja onde pudesse encontrar propostas para todos os momentos”, afirma. Relativamente à opção que fez há mais de 20 anos, São de Almeida revela, com alegria e muita satisfação, que se sente “realizada profissional e pessoalmente”. Em termos de público-alvo, a boutique recebe principalmente mulheres executivas atualizadas, que gostam de “estar na moda sem serem exuberantes”, sendo de referir que são muitas as caras conhecidas que escolhem a loja Marias quando têm um evento especial. Destaque para nomes como Cinha Jardim, Sara Barradas, Sara Matos, Fernanda Dias, Tânia Ribas de Oliveira, Raquel Lou-

reiro, Ana Catarina, entre muitas outras personalidades bem conhecidas de todos. Visão de vanguarda Procurando estar sempre a par das tendências mais modernas, a empresária revela que as peças de roupa e acessórios em que aposta vão ao encontro das exigências das novas gerações. Assim, qualquer que seja o momento – um jantar, uma festa de gala, um batizado, um casamento ou mesmo uma reunião –, a verdade é que existe sempre uma roupa pensada para o efeito. De entre as peças mais procuradas, São de Almeida destaca a roupa de toilette, talvez porque seja a mais glamorosa. Abordada como um fenómeno sociocultural, a moda expressa os valores de uma sociedade num determinado momento, revelando os usos, hábitos e costumes que a definem e a distinguem de outras sociedades. Talvez por isto seja tão importante para todos, mas muito em especial para as mulheres, seguirem sempre as tendências. Sem nunca esquecer esta máxima, a loja Marias é certamente um lugar a visitar. Boas compras.

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ESPECIAL DOSSIER

FériasPreziosa na neve MSC

A NOVA ESTRELA DA COMPANHIA por Patrícia Vicente

O MSC Preziosa é o 12.º navio da frota MSC Cruzeiros e o 4.º da classe Fantasia. A última joia da frota da MSC cruzeiros foi batizada em Génova, numa cerimónia inesquecível, e teve como madrinha Sophia Loren. 62/FRONTLINE


ESPECIAL DOSSIER

Férias MSC Preziosa na neve

G

énova foi o local escolhido para a cerimónia de batismo do MSC Preziosa, que teve Sophia Loren como madrinha. Este glamoroso evento contemplou um jantar preparado pela equipa e pelos chefs da Eataly, bem como entretenimento de topo com artistas italianos e internacionais, na companhia de celebridades, convidados especiais, imprensa, autoridades e os gestores de topo da MSC Cruzeiros. Os convidados desfrutaram do primeiro contacto com a mais recente joia da MSC, naquela que foi a sua apresentação oficial ao mundo. De modo a garantir que os moradores de Génova não perdessem o brilho e o glamour das celebrações da noite, a MSC Cruzeiros organizou também um show de lasers que foi projetado a partir de La Lanterna, o famoso farol de Génova. Os comediantes italianos Ale e Franz, juntamente com a comediante Katia Follesa, subiram ao palco em Porto Antico, para entreter a multidão e narrar a cerimónia de batismo que se desenrolava nos ecrãs gigantes. Uma noite memorável O batismo em si teve a participação de vários artistas internacionais, incluindo o cantor italiano Gino Paoli, que interpretou uma seleção dos seus sucessos, e o maestro Ennio Morricone, que conduziu uma orquestra de 55 elementos. O famoso bailarino Roberto Bolle participou como embaixador da Boa Vontade da UNICEF, apoiando a iniciativa da MSC Cruzeiros e da UNICEF, “Get on Board for

Children”, que já angariou mais de 2 milhões de euros para crianças carenciadas no Brasil. Bolle foi recebido em palco pelo Genoa Russian Ballet College, para uma atuação de Romeu e Julieta, dirigido por Irina Kashkova. Durante o evento, o MSC Preziosa foi também a estrela de um original flash mob que envolveu os hóspedes a bordo dos MSC Splendida e MSC Opera, que nessa mesma noite partiam de Génova para os seus itinerários regulares. Num total de mais de 10 mil pessoas, os três navios participaram numa atividade em movimento, simples e divertida, que envolveu jogos de luz e som. Celebrar em grande O momento alto da noite foi, evidentemente, o espetáculo de luz e a parada dos oficiais do navio, quando a inigualável Sophia Loren – madrinha da frota da MSC Cruzeiros – cortou a fita e batizou oficialmente o MSC Preziosa, num momento apoteótico, repleto de champanhe e fogo de artifício. As celebrações foram coroadas por um delicioso jantar de gala com estrela Michelin, uma sofisticada mistura de ingredientes de alta qualidade e arte gastronómica preparada por uma equipa de chefs selecionados pela Eataly. Celebrando a recente parceria entre a MSC Cruzeiros e a popular cadeia com base em Turim, o menu conduziu os convidados numa viagem gastronómica de descoberta pelos sabores do Mediterrâneo.

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Vila Vita Parc

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Vila Vita Parc

VILA VITA PARC Rua Anneliese Pohl 8400-450 Porches Algarve Diretor Kurt Michael Gillig Tel. 282 310 100 Website www.vilavitaparc.com E-mail reservas@vilavitaparc.com

UM MUNDO REPLETO DE EXPERIÊNCIAS por Ana Laia

Celebrando o melhor de Portugal, o Vila Vita Parc faz com que os seus visitantes mergulhem num oásis luxuoso e verdejante, bem junto ao mar. Disponibilizando todos os serviços e atividades que se possa imaginar, este resort de cinco estrelas é o derradeiro escape, já que oferece um mundo repleto de experiências personalizadas e variadas, temperadas com a cultura e a hospitalidade portuguesas. FRONTLINE/65


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Vila Vita Parc

A

história da Vila Vita Hotels teve início em 1980, quando as primeiras equipas da Deutsche Vermögensberatung começaram a viajar para a Áustria. Reinfried Pohl, em conjunto com a sua mulher, Anneliese, e os seus dois filhos, levava regularmente equipas de consultores financeiros e respetivas famílias para a Pannonia, na austríaca Burgenland. A Pannonia representa, assim, o berço deste pequeno mas único grupo hoteleiro, que hoje em dia conta com cinco hotéis e uma herdade. Graças à liderança e orientação de Anneliese Pohl, que já faleceu, cada hotel respira o seu próprio ambiente, construído em harmonia com a geografia circundante e decorado com uma cuidada atenção ao detalhe. A atmosfera é sempre acolhedora e por isso não surpreende a quantidade de hóspedes que constantemente retornam aos hotéis deste grupo. Situado no Algarve, a província mais a sul da costa portuguesa, o Vila Vita Parc encanta pela sua beleza

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natural, bem como pela cozinha gourmet complementada por vinhos distintos. Vistas intermináveis sobre o horizonte misturam-se com o verde exuberante dos jardins e o azul brilhante do oceano Atlântico, revelando cores cheias de vida e preenchendo o ar com sons e perfumes de dias soalheiros passados na praia. Alojamentos requintados Entre 22 hectares de jardins subtropicais em flor e virado para um litoral deslumbrante, no Vila Vita Parc é possível usufruir de alojamentos requintados, desde quartos e suítes a villas e residências com terraços e vista sobre o mar. Por cima da falésia, e ao longo de quatro edifícios distintos, cada um com o seu próprio carácter e arquitetura, todos os tipos de alojamento transpiram luxo, sofisticação, e todos estão rodeados por espetaculares jardins com vistas deslumbrantes.


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Vila Vita Parc

Em termos de acomodações, a unidade conta com 108 quartos equipados com ar condicionado/aquecimento, TV por satélite, telefone, leitor de CD e rádio, acesso internet Wi-Fi, minibar, cofre, secador, toalheiro aquecido, mobiliário para o terraço e espreguiçadeiras. Por tudo isto, os hóspedes sentem-se realmente em casa. Delícias culinárias A incomparável variedade culinária é uma das marcas do Vila Vita Parc, pelo que estão à disposição dos clientes oito restaurantes distintos (dois deles fora do resort, a uma distância curta), seis bares e uma espantosa cave de vinhos, que se localiza oito metros abaixo do solo. No edifício principal encontra-se o restaurante Bela Vita com ementas diárias à la carte, uma cozinha de estilo eclético internacional. Pode-se, no entanto,

satisfazer a diversidade dos apetites na restante restauração, que oferece uma cozinha sempre cuidada, seja a saborear refeições rústicas e grelhados no Adega ou a ementa gourmet no The Ocean. Aconselha-se uma visita à Cave dos Vinhos, em abóbada e decorada por tijolos, alguns deles com mais de 150 anos, de estilo gótico, importados do Egito. Aqui é possível desfrutar de uma refeição inédita. Quer seja no restaurante Bela Vita, no gourmet The Ocean, premiado com duas estrelas Michelin, no restaurante na praia ou no típico Adega, todos os espaços apostam numa qualidade superior e usam sempre os ingredientes mais frescos nas suas confeções. Seja qual for a opção dos hóspedes, os talentosos chefs adoram compor novos menus e explorar novas combinações de sabores para impressionar os paladares mais exigentes.

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Vila Vita Parc

Bem-estar holístico De modo a oferecer terapias personalizadas, aulas e tratamentos que garantem uma experiência de wellness verdadeiramente única, o Vila Vita Parc aposta numa abordagem holística. Assim, o complexo de spa existente na unidade é um oásis de tranquilidade, relaxamento e recreio. Para além disto, o resort oferece uma variedade de atividades de lazer, desde divertidas aventuras desportivas a atrações culturais e prazeres culinários. Os amantes do golfe são desportistas privilegiados por poderem usufruir dos demais campos verdes aprumados. Com igual cuidado, descobrem-se cinco courts de ténis de areia quartzo-relva artificial, excelentes para a prática dos iniciantes. Contudo, as atividades desportivas semanalmente propostas combatem a preguiça no campo de voleibol, boccia, ténis de mesa e ainda minigolfe. A proximidade de praias acon-

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chegantes, envolvidas por falésias distintas, aliadas a um clima quase mediterrâneo, permite um leque de desportos aquáticos não motorizados. As surpresas não terminam aqui. Sem nunca questionar o luxo patente, aventure-se a invadir o iate ao dispor dos hóspedes, para um passeio que desvenda praias de sonho e grutas encantadas. Recoste-se e aproveite todo este complexo turístico ideal para casais, famílias ou até mesmo grupos de trabalho, que procuram o luxo aliado ao lazer, sem nunca perder a vista do Atlântico. Quando o destino de férias ruma a sul, há que primar por um serviço de excelência único, e uma das principais características deste empreendimento, membro dos The Leading Hotels of the World, passa pela capacidade de resposta aos desejos de requinte de quem o procura. Destaque ainda para os vinhos e Herdade dos Grous, que revelam o espírito pioneiro da exploração vinícola portuguesa.


EFFEGIBI PORTUGAL Rua Antoine de Saint-Exupéry - Alapraia 2765-043 Estoril Tel.: +351 21 466 71 10 | Fax: +351 21 466 71 19 geral@jrbotas.com

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NÉCTARES

A nossa seleção

AS MELHORES COMBINAÇÕES

Quinta do Mouro Cabernet Sauvignon 2007 Com um teor alcoólico de 14% e uma acidez total de 6,1 g/L, o Quinta do Mouro Cabernet Sauvignon 2007 foi produzido unicamente com recurso à casta Cabernet Sauvignon e estagiou, durante 12 meses, em barricas novas de carvalho francês de 300 litros. Após vindima manual, seguiu-se um período de fermentação em cubas de inox com controlo de temperatura e longa maceração pós-fermentativa.

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Quinta do Mouro 2007

Produzido em solos xistosos no Alentejo, o Quinta do Mouro 2007 beneficiou, durante o período de maturação, de um clima mediterrâneo continental, onde abundam os dias quentes e secos, com grande amplitude térmica. Para a sua elaboração procedeu-se a vindima manual para caixas de 20 kg, maceração pré-fermentativa a frio com pisa a pé durante dois dias e fermentação em cubas de inox.

Quinta do Mouro Touriga Nacional 2010

Este monocasta Touriga Nacional estagiou durante 12 meses em barricas novas de carvalho francês de 300 litros. Em termos de vinificação, procedeu-se a vindima manual para caixas de 20 kg, maceração pré-fermentativa a frio com pisa a pé durante dois dias, fermentação em cubas de inox com controlo de temperatura, longa maceração pós-fermentativa e prensagem em prensa vertical.


NÉCTARES

A nossa seleção

Diferentes castas, diferentes vinhos, o mesmo propósito: o de sugerirmos aos nossos leitores alguns dos melhores vinhos produzidos no nosso país e que são muito apreciados além-fronteiras.

Vinha do Mouro Tinto 2010

Elaborado a partir das castas Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, o Vinha do Mouro Tinto 2010 é um tinto regional alentejano produzido em solos xistosos e calcários. Submetido a um desengace total com esmagamento e a uma maceração pré-fermentativa a frio durante três dias, fermentou depois em cubas de inox a uma temperatura de 24/26º C.

Vinha do Mouro Branco 2012

Produzido em solos calcários que beneficiam do clima mediterrâneo continental, onde abundam os dias quentes e secos, com grande amplitude térmica, ideais para o período de maturação, o Vinha do Mouro Branco junta as castas Antão Vaz, Arinto e Verdelho. Depois da vindima manual e maceração pelicular durante oito horas, fermentou em cubas de inox a uma temperatura de 12º C, durante cinco semanas.

Casa dos Zagalos 2008

O vinho Casa dos Zagalos 2008 estagiou um ano em barricas de carvalho francês e português de 300 litros. Com 50% da casta Trincadeira, 30% de Aragonez, 10% de Alicante Bouschet e 10% de Cabernet Sauvignon, este é um vinho com um teor de álcool de 14%. A sua vinificação foi feita com recurso a desengace total, fermentação em cubas de inox de pequena dimensão, com temperatura controlada de 25/27º C.

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MOTORES Audi A6

DESIGN DESPORTIVO E FUNCIONALIDADE VERSATILIDADE EXCECIONAL

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MOTORES

Audi A6

Com uma elegância intemporal e um por te despor tivo, o Audi A6 Avant combina funcionalidade com confor to e oferece uma versatilidade excecional. As suas proporções e as linhas dinâmicas formam um perfil único e realmente marcante.

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MOTORES Audi A6

A

elevada linha de ombros, a linha de janela baixa e as linhas do tejadilho marcam a diferença do Audi A6 logo à primeira vista. De destacar são ain­da as jantes opcionais Audi Exclusive em liga leve com 5 raios em rotor, com acabamento em titânio e maquinadas, que reforçam a presença carismática do Audi A6 Avant. Este é um automóvel que prima pela excelência de cada detalhe. O novo design da imponente grelha trapezoidal Singleframe, em preto de alto brilho, acentua o impulso dinâmico deste modelo, conquistando até os mais céticos. O Audi A6 Avant está disponível, como opção, com faróis inteiramente dotados de tecnologia LED. Os faróis dianteiros em LED oferecem uma série de vantagens, uma vez que consomem menos energia do que as lâmpadas incandescentes e a sua luz assemelha-se à luz do dia, sendo, portanto, menos cansativa para os olhos.

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A ampla e confortável habitabilidade converte as breves e longas viagens em momentos de puro prazer. Para isso contribuem, entre outras características, os inúmeros compartimentos de arrumação, que se revelam inteligentes e práticos, proporcionando uma condução descontraída. O ecrã a cores de alta definição, como opção, faculta aos ocupantes um evoluído conteúdo de entretenimento, permitindo transformar a traseira do Audi A6 numa agradável zona de lazer com música e cinema. A iluminação ambiente brinda-nos com encenações de luz envolventes e apelativas, criando um clima requintado e agradável a bordo. Descobrir o interior A tampa da volumosa bagageira pode dispor, em opção, de um sistema elétrico, comandado também a partir da advanced key. O ângulo de abertura da baga-


MOTORES

Audi A6

geira é programável. Extremamente prática, quando se tem as mãos ocupadas, é a abertura por gestos, sem comandos. Para que tal aconteça, basta colocar o pé por baixo do para-choques para que um sistema de sensores reconheça o movimento e abra a tampa da bagageira. Seja qual for o seu destino, o Audi A6 Avant está preparado para tudo. O encosto do banco traseiro pode ser assimetricamente rebatido na proporção 40:60. A bagageira, que apresenta um volume de 565 litros, com o banco traseiro completamente rebatido ascende aos 1680 litros. As soluções inteligentes como o sistema de calhas com olhais de fixação variáveis, a opcional barra telescópica e as cintas de fixação no revestimento esquerdo da bagageira permitem fixar a bagagem através de um simples gesto. O teto de abrir, em opção, que também tem funções panorâmicas, fornece um ambiente mais luminoso

ao habitáculo e permite apreciar melhor o exterior. O elemento de vidro dianteiro e a proteção solar podem ser abertos e fechados eletricamente. Graças ao volante desportivo multifunções, em couro, é possível comandar um grande número de funcionalidades, como o rádio, o computador de bordo, o telefone e o sistema de navegação. As inserções decorativas em carbono Atlas ou, se preferir, em madeira de freixo castanho ou de carvalho Beaufort, com acabamentos perfeitos, conferem dinamismo e prestígio a todo o habitáculo, oferecendo um conforto extra. Redução do consumo de combustível Ao contrário de muitos veículos da sua classe, o Audi A6 Avant não é construído apenas em aço, recorrendo a uma construção em alumínio híbrido. Esta inovadora tecnologia de construção leve, que até agora

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MOTORES Audi A6

tinha sido utilizada principalmente em automóveis de competição, tem como vantagens os consumos reduzidos e uma agilidade superior, conseguindo assim uma maior eficiência. O sistema start-stop ajuda também na redução do consumo de combustível, bem como diminui as emissões de CO2, uma vez que o motor é desligado sempre que o veículo está parado. Durante uma desaceleração ou travagem, a energia cinética é convertida em energia elétrica útil, através do aumento da tensão do alternador. Esta energia reduz a carga sobre o alternador durante a aceleração seguinte, economizando até 3% de combustível. Outros atributos Os LED utilizados nas luzes de circulação diurna, indicadores de direção e luzes traseiras, bem como nas opcionais óticas dianteiras com LED, são feitos para durar todo o tempo de vida útil do veículo. Além disso, consomem até 50% menos energia em comparação com as lâmpadas convencionais.

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ON THE ROAD

SuzukiV40 Swift Volvo Cross Country

VERSÃO RADICAL Com o lançamento da V70 Cross Country, que mais tarde viria a dar origem à XC70, a Volvo foi uma das primeiras marcas a apostar no conceito all road. Agora, e numa contínua busca pela perfeição, a marca sueca recupera esta fórmula de sucesso com a V40 Cross Country, uma versão mais robusta e aventureira do modelo que acaba de ser eleito “familiar do ano”, em Portugal. Com mais 40 mm de altura ao solo do que a V40 normal, a Cross Country permite-nos uma agradável e segura utilização fora de estrada, mas sem perdermos o conforto em viagem. Todo o interior é altamente personalizável, com luzes de LED disponíveis para iluminar áreas estratégicas. É possível optar por uma configuração que vai de vermelho a azul, adaptando a luz à temperatura que se faz sentir no interior do veículo. Ou então, escolher entre mais sete temas ambiente. O painel de instrumentos é totalmente gráfico e pode ser personalizado entre três temas – Elegance, Eco e Performance –, mudando de cor e informação disponibilizada consoante a escolha. Toda a informação do veículo é apresentada num ecrã de sete polegadas, cujas funções podem ser controladas no volante ou através dos botões situados por baixo do ecrã.

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Como já é habitual nos modelos da marca sueca, também nesta V40 não faltam sistemas de assistência e segurança. Destaque para o sistema de manutenção na faixa de rodagem, ativado a velocidades entre os 65 e os 200 km/h, que controla as marcas da estrada através de uma câmara de visão dianteira e avisa o condutor com uma vibração no volante. Igualmente eficiente é o sistema de informação do ângulo morto em ambos os lados do carro. Numa utilização mais citadina, a Cross Country conta com o sistema de ajuda ao estacionamento e informação de sinais de trânsito, que mostra os sinais de trânsito no painel de instrumentos através da câmara de visão dianteira. Interessante e muito útil é também o sistema de deteção de peões com travagem automática, que avisa o condutor se um peão se atravessa à frente do carro e ativa automaticamente os travões até uma velocidade máxima de 35 km/h. O City Safety é um sistema que, em velocidades inferiores a 50 km/h, trava automaticamente se não conseguirmos reagir a tempo quando o veículo da frente reduz de forma brusca a velocidade. Esta versão está disponível em Portugal com motorizações a diesel e gasolina.


ON THE ROAD

Mercedes-Benz BMWClasse Série B 3

UM AUTOMÓVEL ESPECIAL O Mercedes-Benz Classe B brilha com as suas proporções desportivas e contornos distintos, e basta um olhar para perceber que este é um automóvel muito especial. O seu design exterior apresenta um carácter forte e desportivo e, graças aos packs opcionais, é possível adaptá-lo ao gosto de cada um. O Pack Cromado realça a classe do veículo através de pormenores exteriores e interiores. Já o Pack Desportivo confere uma aparência decididamente mais dinâmica e atlética. Com equipamento selecionado ao pormenor, o Pack Night atribui ao veículo um ar inconfundível, com uma vasta opção de detalhes exteriores. O design desportivo e elegante e os materiais de alta qualidade definem o interior do Classe B. Aqui, a disposição é tão organizada que o condutor pode concentrar-se em algo muito importante: o tráfego e a sua própria condução. Ainda no interior, o novo Classe B pode ser equipado com o Pack Exclusive – com o painel de instrumentos e os painéis centrais das portas em pele ARTICO feita à mão – que lhe confere um ambiente elegante e clássico.

Em termos de motorizações, o Classe B assinala também o lançamento da atual tecnologia Diesel da Mercedes-Benz. Os motores são potentes, silenciosos e impressionam com os seus valores otimizados de emissões e de consumo de combustível. O motor a Diesel de quatro cilindros demonstra as suas qualidades em duas categorias de potência: impressiona com um binário vigoroso e tem uma resposta imediata, mesmo a baixa rotação. Em simultâneo, os motores a Diesel são modestos em termos de consumo de combustível e têm emissões reduzidas. No caso dos motores a gasolina de quatro cilindros BlueEFFICIENCY, estes foram desenvolvidos com o objetivo de reduzir substancialmente o consumo e as emissões, sem comprometer o dinamismo e o conforto em viagem. O motor foi totalmente redesenhado, apresentando uma cilindrada de 1,6 litros, injeção direta, temporização variável das válvulas e turbocompressor. Oferece um binário e uma potência extraordinários e um funcionamento notavelmente silencioso, assim como baixos consumos de combustível e emissões.

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ON THE ROAD X3 7 BMW Série

CONFORTO E DINÂMICA A quinta geração do BMW Série 7 oferece como modelos topo de gama o BMW 760i e o BMW 760Li com motor a gasolina de doze cilindros. O propulsor V12 BMW TwinPower Turbo da berlina de luxo cumpre os 0 a 100 km/h em 4,6 segundos. A transmissão automática de oito velocidades engrena as mudanças de forma praticamente impercetível e funciona num baixo regime de rotações, mesmo a altas velocidades. O motor V8 instalado nos BMW 750i e BMW 750Li e o bloco de seis cilindros em linha dos BMW 740i/Li e 740d/Ld destacam-se pelo ruído trabalhado e pela clássica suavidade de funcionamento. Bastante económico é o BMW 730d, com um sumptuoso binário de 540 Nm que, tal como a versão longa BMW 730Ld, se impõe pela enorme reserva de potência. A versão longa da berlina de luxo BMW Série 7 oferece mais 14 cm de espaço para as pernas nos bancos traseiros, sendo o veículo indicado para quem pretende viajar descontraído e relaxado, sem prescindir do desejado comportamento dinâmico. O BMW ActiveHybrid 7 é a combinação perfeita de conforto e dinâmica concentrados numa berlina topo de gama. Finalmente

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é possível desfrutar da agilidade e potência de um Série 7 num veículo híbrido, com um reduzido consumo de combustível e baixas emissões de CO2, sem penalizar o conforto nem a oferta de espaço. Para o sucesso do BMW Série 7 ActiveHybrid contribui o programa BMW EfficientDynamics e a inteligente combinação entre o evoluído motor BMW de 6 cilindros em linha TwinScroll Turbo e o motor elétrico, dotado de um forte binário, que oferece mais propulsão e aumenta a produção de energia de travagem, para abastecer os outros componentes elétricos.


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ESPECIAL NOVIDADE

Férias naStore neve Mercedes-Benz Concept

NOVO ESPAÇO

Localizada no centro comercial Oeiras Parque, surge, sob o mote Refined Sportiness, a primeira concept store da marca Mercedes-Benz. A história da indústria automóvel em Portugal conhece assim mais um marco. 82/FRONTLINE


NOVIDADE ESPECIAL

Concept Store Mercedes-Benz Férias na neve

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pós 127 anos de existência, a Mercedes-Benz, marca que inventou o automóvel, volta a inovar e a criar novas formas de estar presente no mercado. Contrariando a tendência negativa que assola o mercado automóvel, a Mercedes-Benz mostra que a inovação e o “fazer diferente” são parte do seu ADN e aposta na abertura da primeira concept store da Europa, em solo nacional, reafirmando a sua aposta no mercado português. Neste novo espaço que respira os valores da marca, os visitantes podem interagir com esta e com os seus automóveis. De entre os serviços disponíveis, poderão conhecer as últimas novidades, marcar um test drive ou até mesmo realizá-lo no momento da visita. O atendimento diferenciado e exclusivo faz, também, parte da experiência de quem visita a loja, aberta todos os dias, entre as 10h00 e as 23h00. Para Jorge Aguiar, diretor de Marketing e Comunicação de Automóveis, a ideia de abrir uma concept store em Portugal nasceu a partir do desafio de “encontrar novas ideias para levar o consumidor a visitar-nos”. Seguindo este objetivo, a Mercedes-Benz optou por “ir ao encontro dos consumidores”, em vez de ter de ser procurada por estes. Desta forma, a ligação com a marca está garantida.

Nova forma de estar no mercado O novo espaço da Mercedes-Benz surge na sequência de uma reformulação que a marca tem vindo a implementar desde 2012, com a introdução de novos modelos para consumidores mais jovens, tais como o Classe A, o Classe B e, agora, o novo CLA, o primeiro coupé de quatro portas e o automóvel com o menor coeficiente aerodinâmico da indústria automóvel (0,22). O contacto com o cliente nesta concept store acontece num ambiente mais informal e sem pressão comercial, o que faz com que um simples test drive se torne num verdadeiro momento de lazer. A Mercauto será o concessionário oficial presente diariamente na concept store, dada a sua proximidade com as instalações em Paço de Arcos – Oeiras. Aqui, poderão ser feitas simulações financeiras através da Mercedes-Benz Financiamento, bem como configurações de todos os modelos e respetivos opcionais. Pela inovação, imagem premium e sofisticada, proximidade ao cliente e atendimento personalizado, a Mercedes-Benz acredita que, com este projeto, obterá destaque no setor automóvel.

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SOCIAL

International Club of Portugal

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“UM DESPORTO COM TODOS E PARA TODOS” Teve lugar no Fontana Park Design Hotel, em Lisboa, mais um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal. O orador convidado foi Alexandre Miguel Mestre, secretário de Estado do Desporto e Juventude, com o tema “Um Desporto com Todos e

para Todos”. Depois da intervenção seguiu-se um período de debate que terminou pelas 15 horas. Estiveram presentes neste evento várias personalidades importantes, nomeadamente embaixadores, empresários e políticos.

1. Alexandre Miguel Mestre | 2. Carlos Lopes, Alexandre Miguel Mestre, Rosa Mota e Manuel Ramalho | 3. Artur Madeira e José Caria | 4. António Gonçalves, embaixador da China e Manuel Ramalho | 5. Luís Godinho Lopes e Manuel Ramalho | 6. Fong Miu Leng e Choi Man Hin | 7. Carlos Lopes e Manuel Ramalho | 8. Alexandre Miguel Mestre e Manuel Ramalho | 9. Carlos Gonçalves | 10. Gustavo Gouveia e André Pardal | 11. General João Mariz Fernandes | 12. Rosa Mota e Alexandre Miguel Mestre | 13. Luís Godinho Lopes e Alexandre Miguel Mestre

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SOCIAL

Visita Gelpeixe

UM BOM EXEMPLO A fábrica da Gelpeixe, em Loures, que se dedica à transformação e comercialização de alimentos ultracongelados, recebeu recentemente a visita do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. No ano passado, esta empresa atingiu vendas na ordem dos 53 milhões de euros, dos quais 4 milhões dizem respeito a exportações. Neste momento a Gelpeixe emprega 150 colaboradores. Durante a visita, Cavaco Silva afirmou que “um Presidente da República deve ter uma estratégia de intervenção meticulosamente pensada e meticulosamente executada de forma a defender os superiores interesses nacionais”. FRONTLINE/85


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LIVROS

“Os nossos conhecimentos são a reunião do

A NOVA INTELIGÊNCIA Daniel H. Pink Texto Editores

20 ERROS QUE CUSTARAM 1000 MILHÕES DE EUROS João Pereira e Gonçalo Perdigão Plátano Editora

101 LUGARES PARA TER MEDO EM PORTUGAL Vanessa Fidalgo A Esfera dos Livros

Design. História. Sinfonia. Empatia. Diversão. Sentido. Os seis pilares do sucesso pessoal e profissional. Baseando-se em numerosos estudos, Daniel H. Pink esquematiza as seis aptidões humanas básicas que se tornaram fundamentais para o sucesso profissional e a realização pessoal, explicando como é possível dominá-las, através de simples exercícios. Descubra o que é preciso para fazer a diferença. Está tudo no lado direito do cérebro. Daniel H. Pink é hoje uma referência no mundo da Gestão e do Comportamento. Autor de três livros traduzidos em dezenas de países, Pink é colaborador regular do New York Times, da Harvard Business Review, Fast Company e Wired e participa em inúmeras conferências e palestras sobre inovação, transformação económica e os novos locais de trabalho.

As histórias baseadas no impressionante trajeto de dois jovens portugueses que, com menos de 30 anos, se lançaram no mundo do empreendedorismo em Inglaterra, criaram uma agência de modelos, desenvolveram a mais pequena das antenas microscópicas, formaram equipas multinacionais e, tão perto estiveram de um sucesso milionário, tudo ruiu custando-lhes o sonho de mil milhões de euros. Sempre baseado em factos reais, este livro é uma viagem pelo mundo das start-ups, uma partilha de erros e de lições aprendidas, complementadas por notas sobre como evitar as armadilhas por onde estes jovens foram sendo apanhados na sua inexperiência. Com um tom divertido e leve, de leitura fácil e organizada, a história que estava por contar.

Em 2003, os atores interromperam, espavoridos, as gravações da telenovela “O Teu Olhar”. Estavam a ser atacados por forças sobrenaturais no castelo de Montemor-o-Velho. A 10 de outubro de 1982 um estranho fenómeno deixou a caseira da Quinta da Penha Verde, em Sintra, a tremer que nem varas verdes; uma verdadeira chuva de pedras caiu sobre a misteriosa quinta. Já se for à serra da Estrela e visitar a lagoa Escura, vai poder ouvir falar do monstro que se esconde nas suas profundezas. Entre as aldeias de Lamas de Mouro e Cubalhão, perto de Melgaço, há um local que se chama Botas de Cubalhão, que fica numa encosta onde não existe mais nada além de uma pequena encruzilhada. Conta-se que nessa encruzilhada existe um lobo, capaz de engolir todo e qualquer homem.

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LIVROS

raciocínio e experiência de numerosas mentes.” Ralph Waldo Emerson (1803-1882, Escritor, poeta, filósofo, ensaísta americano)

A FILHA DO PAPA Luís Miguel Rocha Porto Editora

AGOSTO Rubem Fonseca Sextante Editora

O SEU FILHO ESTÁ SEGURO ONLINE? Pamela Whitby Vogais

Quando Niklas, um jovem padre, é raptado, ninguém imagina que esse acontecimento é apenas o início de uma grande conspiração que tem como objetivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano – a filha do Papa Pio XII. Rafael, um agente da Santa Sé fiel à sua Igreja e à sua fé, tem como missão descobrir quem se esconde por detrás de todos os crimes que se sucedem e evitar a todo o custo que algo aconteça à filha do Papa. Conseguirá Rafael ser, uma vez mais, bemsucedido? Ou desta vez a Igreja Católica não será poupada? Luís Miguel Rocha nasceu em 1976 na cidade do Porto, onde mora depois de ter residido dois anos em Londres. Foi repórter de imagem, tradutor e guionista. Atualmente, dedica-se em exclusivo à escrita. A Filha do Papa é o seu sexto livro.

Dia 1 de agosto de 1954, Rio de Janeiro. Um empresário é assassinado, e na sede da presidência federal planeia-se mais um crime. O atentado falhado contra o jornalista Carlos Lacerda e uma série de mortes violentas conduzirão ao suicídio de Getúlio Vargas, um dos grandes dramas da História do Brasil. Uma das mais notáveis narrativas de Rubem Fonseca, Agosto segue a investigação do comissário Alberto Mattos – individualista impenitente, com uma úlcera de estômago e amores desencontrados – e deixa no ar a questão de saber em que medida a história de uma pessoa e de um país se determinam mutuamente. Invulgar romance no conjunto da obra ficcional de Rubem Fonseca, assim se pode definir Agosto.

A segurança online das crianças está a tornar-se mais importante à medida que cresce o mundo digital. Hoje em dia, com o aumento dos crimes sobre crianças na Internet, seja através de cyberbullying ou de assédio sexual, a proteção dos seus filhos deve ser uma das suas principais preocupações. Este livro é o guia fundamental sobre segurança online para toda a sua família. Inclui conselhos práticos que precisa de seguir para minimizar os riscos e assegurar-se de que o seu filho está protegido em qualquer situação. Pamela Whitby formou-se em advocacia e viajou pelo mundo antes de se dedicar a tempo inteiro ao jornalismo e à escrita. Após quase 15 anos de carreira jornalística, tendo trabalhado em várias áreas, escreveu este livro.

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ESPECIAL ESPETÁCULO

FériasIMMORTAL na neve THE World Tour

PRODUÇÃO ELETRIZANTE por Patrícia Vicente

Num espetáculo magnífico de luzes, som e pirotecnia, o Pavilhão Atlântico encheu para recordar um dos maiores artistas de sempre. Falamos de Michael Jackson, pois as verdadeiras estrelas nunca morrem. 90/FRONTLINE


ESPETÁCULO ESPECIAL

THE IMMORTAL Férias World na Tour neve

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Estate of Michael Jackson e o Cirque du Soleil trouxeram até Lisboa, entre os dias 11 e 14 de abril, a Michael Jackson THE IMMORTAL World Tour™. Esta produção eletrizante recorreu à criatividade do Cirque du Soleil para dar aos fãs de Michael Jackson, que se encontram espalhados pelo mundo inteiro, uma visão única do espírito, paixão e coração do génio artístico que transformou, para sempre, a cultura pop global. Escrito e dirigido por Jamie King, o espetáculo inclui 49 dançarinos internacionais, vários músicos e acrobatas, que, com as suas performances, conquistam realmente o público. Numa mistura de dança, música, fantasia e muitos efeitos visuais, o público é envolvido pela arte de Michael Jackson, revelada na sua totalidade pela Michael Jackson THE IMMORTAL World Tour. Pensado tanto para os fãs de longa data como para aqueles que experienciam pela primeira vez o espírito criativo de Michael Jackson, o espetáculo capta a essência, alma e inspiração do Rei da Pop, celebrando um legado que continua a atravessar gerações e que certamente nunca será esquecido.

Segredos desvendados A THE IMMORTAL World Tour passa-se num mundo fantástico onde é possível perceber a inspiração de Michael Jackson em todo o seu esplendor. Numa relação de muita proximidade, em que quase se pode sentir, verdadeiramente, a presença do artista, são desvendados de forma excecional os segredos do mundo interior de Michael Jackson: o seu amor pela música e pela dança, os contos de fadas e a magia, que o deslumbravam, e a frágil beleza da natureza, que tanto admirava. As bases deste espetáculo são as poderosas e inspiradoras músicas e letras tão bem conhecidas do público – que foram cantadas por todos – e que funcionam também como força condutora. Estas ganham vida com um extraordinário poder e com uma intensidade capaz de cortar a respiração. Através de exibições inesquecíveis dos artistas do Cirque du Soleil, a Michael Jackson THE IMMORTAL World Tour sublinha a mensagem global de amor, paz e unidade de Michael Jackson.

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RELÓGIOS

IWC Schaffhausen

PERFEIÇÃO DO TEMPO A coleção de relógios Ingenieur da IWC Schaffhausen para 2013 foi completamente remodelada e incorpora na perfeição o espírito da nova parceria com a Mercedes AMG Petronas Formula One™ Team. A fábrica de relógios atuará, durante os próximos três anos, como Official Engineering Partner da equipa da Mercedes-Benz.

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endo ido buscar inspiração à Fórmula 1™, os desenhadores e engenheiros da IWC recorreram, na elaboração da coleção para 2013, a materiais típicos do desporto motorizado, tais como a fibra de carbono, a cerâmica e o titânio. Tudo isto marca uma nova etapa na linha de desenho dentro da gama de relógios Ingenieur. A exigência de fabrico do ponto de vista tecnológico realça a fama da IWC Schaffhausen como empresa que fabrica, há mais de 140 anos, cronógrafos da mais alta qualidade. A cooperação da IWC com a Mercedes-Benz já existe desde outubro de 2004, quando a fábrica de relógios de Schaffhausen deu a conhecer a sua parceria com a AMG, a marca de alto desempenho da Mercedes. No ano seguinte, a IWC lançou, pela primeira vez, dois modelos de relógio Ingenieur sob o nome AMG. Esta longa e bem sucedida parceria é agora alargada à Fórmula 1™. Como símbolo para a base comum do seu trabalho, a IWC Schaffhausen e a Mercedes AMG Petronas Formula One™ Team, juntam forças numa nova cooperação. Para 2013, a marca apresenta uma linha completamente remodelada, que conta com inúmeros pontos fortes. A pole position é ocupada pelo Ingenieur Tourbillon Força Constante, que apresenta uma caixa de platina e cerâmica. O seu mecanismo patenteado de força constante está integrado num turbilhão, garantindo uma marcha da mais alta precisão. Dois barriletes fornecem o binário mais alto necessário para acionar o turbilhão de força constante, alimentando também o módulo das fases da Lua com a energia necessária: desempenho puro.

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JOIAS

Xen

ELEGÂNCIA E

ROMANTISMO Para esta nova estação, a Xen sugere as joias da nova coleção Pure Elegance. São peças que primam pela elegância e romantismo, com um design puro e simples, mas ao mesmo tempo cheias de carácter.

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nova coleção Pure Elegance é composta por brincos, pendente e anel, que estão disponíveis em aço, ou aço e diamantes para quem pretende peças mais requintadas. Para completar o visual, a Xen sugere ainda as pulseiras em couro triple tour, que surgem nesta primavera com novas cores e em tons arrojados, para que possa dar as boas-vindas à estação mais colorida e feliz do ano. Não há dúvida de que as novas pulseiras disponíveis em várias cores são um convite à imaginação, isto porque cada uma delas pode ser combinada com diferentes elementos da linha Invitation. Esta inclui uma diversificada seleção de peças, de diferentes formas e materiais. Com tudo isto, a mulher vai certamente sentir-se bela e confiante, de modo a poder enfrentar tudo na sua vida.

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EXPOSIÇÃO NACIONAL Joana Vasconcelos

EXPOSIÇÃO PALÁCIO NACIONAL DA AJUDA ATÉ 25 AGOSTO

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AMBICIOSA N

uma parceria inédita em Portugal, entre uma empresa privada, a Everything is New, e o Estado português, através da Direção-Geral do Património Cultural, o Palácio Nacional da Ajuda vai receber, entre os dias 23 de março e 25 de agosto, a maior exposição individual de Joana Vasconcelos. Comissariada por Miguel Amado, a exposição está instalada nos aposentos reais do palácio e traduz sensivelmente a última década do trabalho de Joana Vasconcelos, reunindo obras icónicas como “A Noiva”, “Coração Independente” ou “Marilyn”, lado a lado com obras mais recentes, nunca antes expostas em Portugal, como “Lilicoptère”, “Perruque” ou “War Games”. Joana Vasconcelos é uma artista que dispensa grandes apresentações. Desde que, em 2000, venceu o prémio EDP Novos Artistas, construiu um carreira em sentido ascendente, que a coloca neste momento como uma das artistas mais importantes e reconhecidas a nível mundial. No ano passado, tornou-se na primeira mulher e mais jovem artista a expor no Palácio de Versalhes, numa exposição visitada por 1679 milhões de pessoas, que a coloca como a exposição mais visitada em Paris nos últimos 50 anos. Construído na primeira metade do século XIX, o Palácio da Ajuda foi o local de residência oficial da monarquia portuguesa até à instauração da República. Em 1968 abriu ao público como museu, constituindo um dos mais importantes museus portugueses de artes decorativas. O palácio conserva ainda os aposentos reais, mantidos fiéis à época após apurados trabalhos de restauro e reconstituição histórica. O diálogo entre as obras da artista e os interiores únicos do Palácio Nacional da Ajuda promete transformar esta exposição no acontecimento mais marcante da arte contemporânea em Portugal. Após o sucesso em Versalhes, Joana Vasconcelos regressa a Lisboa para apresentar a sua mais ambiciosa exposição até à data.


EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL Kandandu

GALERIA CELAMAR DE 10 A 15 DE OUTUBRO

O MELHOR DE DOIS MUNDOS

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orque a criatividade de cada artista é realmente algo ilimitado, a experiência de cruzar dois universos é um desafio aliciante que promete não dececionar. Dois designers gráficos, Miguel Barros e Paula Mariz, que se dedicam à pintura e partilham raízes africanas, juntaram-se neste projeto inovador a ser apresentado no Brasil, em Angola e Portugal no próximo verão. O objetivo é que cada obra possa ser o resultado de uma fusão da linguagem plástica que cada um tem vindo a desenvolver. A forma de apresentação dos trabalhos será também singular, uma vez que cada um dos painéis poderá ser ligado com recurso a fechos-éclair. Por outras palavras, serão apresentadas nesta mostra obras com duas assinaturas. Miguel Barros nasceu em Lisboa em 1962, estudou no IADE, onde completou o bacharelato em Design de Comunicação, em 1984. Foi responsável pelo design de diversas peças da Vista Alegre, realizando igualmente edições de serigrafia para a Technal e para a Chicco. A pintura acabou por se tornar a sua única atividade, tendo participado em mais de 40 exposições coletivas e algumas individuais de relevo. O seu trabalho está representado em várias coleções, nomeadamente em Espanha, França, Noruega, Reino Unido, Moçambique, Angola e Portugal. Nascida em Moçambique em 1965, Paula Mariz licenciou-se em Design de Comunicação na ESBAL em 1989 e é mestre em Design de Cena pela ESTC. Com experiência profissional como criativa e docência na área artística, desenvolveu vários projetos em áreas distintas, tais como ilustração, vitrinismo, cenografia, paginação e remodelação de interiores. A par destas atividades fez várias incursões na área da pintura, contando com cinco exposições individuais e várias coletivas, estando ainda representada em algumas coleções privadas em Portugal e no estrangeiro.

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MÚSICA

“NÃO SERIA A MÚSICA UMA LÍNGUA PERDIDA, DA QUAL ESQUECEMOS O SENTIDO E CONSERVAMOS APENAS A HARMONIA?”

JULIO IGLESIAS 1 - Grandes Éxitos Neste registo em áudio e vídeo podemos encontrar uma selecção das melhores canções do álbum 1, bem como mais algumas versões extra e ainda o DVD com o lendário concerto “Starry Night”, que celebrou os 20 anos de carreira de Julio Iglesias. 1 - Grandes Éxitos reúne 18 grandes êxitos em CD e o DVD com o concerto editado e masterizado.

THE STROKES Comedown Machine Julian Casablancas (voz), Nick Valensi (guitarra), Albert Hammond Jr. (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e Fabrizio Moretti (bateria) estão de volta às edições discográficas com Comedown Machine. O quinto disco de originais dos The Strokes inclui uma versão exclusiva com uma T-shirt da banda. “All the time”, o primeiro single de avanço, sucede a “One way trigger”, outro tema de Comedown Machine que esteve disponível para descarga gratuita no site da banda.

Massimo Azeglio

PAULO GONZO Só Gestos Só Gestos de Paulo Gonzo inclui o tema “Vencer ao Amor” em dueto com uma das melhores cantoras espanholas da atualidade, India Martínez, numa interpretação apaixonante e surpreendente. Esta nova edição contará com duas faixas bónus, duas versões deste dueto tão especial, em português e castelhano. Em Só Gestos, Paulo Gonzo conta também com a participação especial de Tito Paris (voz e guitarra nylon em “Negra”), Pedro Joia (guitarra nylon), Carlos Lopes (acordeão), Jair de Pina (percussão) e José Vasconcelos (teclados). 

VÁRIOS ARTISTAS The Music Is You – A Tribute to John Denver Quinze anos após a sua morte e 40 anos depois do seu primeiro grande sucesso “Rocky mountain high”, a Sony Music celebra a vida e a música com a edição de The Music Is You – A Tribute to John Denver. O álbum inclui covers das mais conhecidas canções e participações de Dave Matthews, My Morning Jacket, Train, Amos Lee, Edward Sharpe and the Magnetic Zeros, Brandi Carlile and Emmylou Harris, Lucinda Williams, Josh Ritter and Barnstar!, Old Crow Medicine Show, Kathleen Edwards (produzido por Jim James), Brett Dennen e Milow, Mary Chapin Carpenter, Allen Stone, Blind Pilot, J Mascis, Sharon Van Etten e Evan Dando. São 16 canções que elevam mais uma vez o espírito de John Denver.

JUSTIN TIMBERLAKE The 20/20 Experience Um dos maiores e mais importantes regressos musicais do ano é, sem dúvida, o de Justin Timberlake. O tão aguardado sucessor de Future sex/Lovesounds chama-se The 20/20 Experience e surge após um interregno de sete anos. Este registo foi produzido pelo próprio, com ajuda do produtor e colaborador de longa data, Timbaland. O primeiro single “Suit & Tie!” conta com a participação de Jay-Z. Este tema foi escrito por Timberlake, Timbaland, Shawn Carter, Jerome “J-ROC” Harmon e James Flauntleroy, e produzido por Timbaland, Justin Timberlake and Jerome “J-ROC” Harmon. O segundo single retirado deste novo trabalho de JT é “Mirrors”, líder do top inglês de singles.

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AGENDA 10 de junho Estádio do Dragão MUSE

26 de junho Parque da Bela Vista BON JOVI

Os Muse vêm a Portugal apresentar a “The 2nd Law Tour”, num concerto único no Porto. A banda britânica atua dia 10 de junho no Estádio do Dragão. Com seis discos editados, os Muse já venderam mais de 15 milhões de unidades no mundo inteiro e arrecadaram um número infindável de prémios, entre os quais cinco MTV Europe Music Awards, oito NME Awards, quatro Kerrang! Awards e dois Brit Awards. Conhecidos e reconhecidos pelas estrondosas produções que usam nos concertos, os Muse são indiscutivelmente uma das melhores bandas ao vivo da atualidade, com espetáculos de intensidade máxima do princípio ao fim.

O que já era bom ficou ainda maior. Os Bon Jovi voltam à estrada em 2013 para encher estádios e arenas em todo o mundo com a “Because We Can - The Tour”, no seu estilo único de rock ‘n’ roll. Estarão em Portugal dia 26 de junho, para um concerto único no Parque da Bela Vista. A digressão, que vai atravessar todo o mundo, começou em fevereiro na América do Norte, a tempo do Dia dos Namorados, e seguiu para a Europa, Médio Oriente, África, América Latina e Austrália. O regresso da banda aos palcos, em 2013, coroa uma sequência incrível de concertos que confirmam o estatuto dos Bon Jovi como a principal banda de rock ao vivo – deram mais de 2700 concertos, em mais de 50 países, para mais de 35 milhões de fãs, arrecadando o prémio de digressão mundial mais bem sucedida por duas vezes, em apenas três anos. “Because We Can - The Tour” vai servir também para apresentar músicas novas do álbum What About Now acrescentando mais munições ao incrível arsenal dos Bon Jovi.

11 de junho TMN ao Vivo IMAGINE DRAGONS Os norte-americanos Imagine Dragons estreiam-se finalmente ao vivo em Portugal, com um concerto único, dia 11 de junho, na TMN ao Vivo. Originários de Las Vegas, Nevada, os Imagine Dragons são um quarteto rock que tomou o mundo de assalto com o primeiro single, “It’s Time”. Música de passagem obrigatória em todas as rádios, o single valeu-lhes uma nomeação para “Best Rock Video” nos MTV Video Music Awards e um disco de platina por vendas superiores a 1 milhão de unidades. O primeiro longa-duração, “Night Visions”, foi editado em setembro de 2012 e entrou diretamente para o 2.º lugar do top de vendas nos Estados Unidos.

14 de junho Centro Cultural Olga Cadaval ALA DOS NAMORADOS O regresso faz-se como se fez o fim: naturalmente. Um dia reuniram-se à volta de um palco homenageando João Monge, que, não sendo músico, faz inegavelmente parte da Ala dos Namorados. O que sentiram ali tomou a decisão por eles. A Ala dos Namorados voltaria. Em vésperas de comemorar os 20 anos de carreira e cinco anos passados desde a sua última aparição pública enquanto banda, a Ala dos Namorados regressa com um disco em que revisita os grandes temas do seu percurso. Razão de Ser é o nome do disco para o qual foram convidados instrumentistas e cantores das mais diferentes áreas, mas que se integram na perfeição no universo da banda, dando uma dimensão altamente original às canções da Ala dos Namorados. António Zambujo, Carlos do Carmo, Carlos Nobre (Pacman), Dany Silva, João Gil, Jorge Palma, Rão Kyao, Rui Pregal da Cunha, Shout e Susana Félix foram alguns desses músicos convidados para a gravação do disco.

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28 e 29 de junho Pavilhão Rosa Mota e Pavilhão Atlântico MARIA RITA Pela primeira vez na música brasileira, um artista interpreta todos os sucessos que se consagraram na voz da mítica Elis Regina. Num espetáculo inédito e memorável, Maria Rita sobe ao palco numa homenagem sincera e emotiva à sua mãe. Com duas datas exclusivas em Portugal – 28 de junho no Pavilhão Rosa Mota (Porto) e 29 de junho no Pavilhão Atlântico (Lisboa) –, Maria Rita prepara-se para encantar milhares de admiradores com uma viagem ao seu último trabalho, Redescobrir, que chegou recentemente às lojas em CD e DVD. Num espetáculo onde o repertório estará totalmente preenchido por músicas de Elis Regina, Maria Rita dará voz a temas intemporais e verdadeiros hinos da música brasileira, apresentando grandes sucessos como “Romaria”, “Águas de Março”, “Como Nossos Pais”, “Vou Deitar e Rolar”, “Madalena”, entre muitos outros.

28 e 29 de junho Ericeira Camping SUMOL SUMMER FEST Nos dias 28 e 29 de junho o Sumol Summer Fest regressa ao Ericeira Camping. No ano em que celebra a sua quinta edição, este evento, uma coprodução da Música no Coração e da K Live Experiences, mantém a fórmula de sucesso que garantiu a conquista do título “Escolha do Consumidor” em 2012. Sempre com a mente na fusão entre a música, o sol e a praia, que faz da Ericeira o local de excelência para um fim de semana imperdível na companhia dos amigos, a Welcome Party volta a ser uma certeza.


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