Page 1

Siga-nos no facebook MARÇO 2013 | ANO V | N.º50 | MENSAL | €5

ÁLVARO

BELEZA “O PS É UM PARTIDO ABERTO, ONDE O DIÁLOGO SEMPRE FORTALECEU E UNIU”

ANO JUDICIAL ESTREIAS E DESPEDIDAS

VODAFONE

DOIS ANOS DE EMISSÕES DE RÁDIO

CORRÊA DE BARROS HOTEL PALÁCIO

MERGULHO

CONHECER O FUNDO DO MAR

POUSADA DE CASCAIS

HISTÓRIA E LUXO

RITA SANTOS

MACAU E PORTUGAL


EDITORIAL

METAS

TRAÇADAS Responsável pela área da Saúde do PS, onde tem como função “apresentar propostas que garantam a defesa e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, Álvaro Beleza revelou, em entrevista à FRONTLINE, que o atual Governo tem “insensibilidade social para com o sofrimento dos portugueses” e que está apenas preocupado em “levar por diante a sua política ultraliberal e a sua receita de austeridade a qualquer preço”. Para o atual dirigente nacional do Partido Socialista, Portugal é, neste momento, “um país governado por meros técnicos mercantilistas sem sensibilidade para os problemas sociais e económicos do país, sem capacidade de fazer reformas profundas, mas apenas cortes cegos, sem experiência na economia produtiva, sem engenho nem arte para gerar crescimento e emprego”. Álvaro Beleza sublinhou ainda que a visão que o PS tem da situação económica, social e política de Portugal é verdadeiramente “aterradora”, por isso defende que o seu partido tem “muito para melhorar quando for Governo”. O objetivo é construir uma sociedade onde “crescimento e coesão social sejam uma prioridade da ação política”, conclui. Abertura do Ano Judicial Marcada pela estreia de Joana Marques Vidal e pela despedida de Marinho e Pinto e de Noronha do Nascimento, a abertura do Ano Judicial não foi muito diferente do habitual. Entre os temas que estiveram em cima da mesa, destaque para os alertas de combate à corrupção, para o combate à violação do segredo de justiça, para os protestos dos funcionários judiciais, bem como para os anúncios governamentais para o setor. A irreverência do bastonário, que declamou um poema de Ary dos Santos, deu um toque diferente a uma cerimónia onde o tom institucional voltou a ser rei. Um hotel com história No comando do emblemático Hotel Palácio do Estoril, desde 2003, Corrêa de Barros revela-se orgulhoso do trabalho que desenvolveu ao longo destes 10 anos, e que

passou pela renovação total de “todos os quartos e suítes do hotel, equipando-os com o que de melhor há no mercado e na decoração atual”. Este hoteleiro, em entrevista à FRONTLINE, recorda o passado da unidade, revelando que a mesma esteve ligada aos “principais acontecimentos que marcaram a história de Portugal e da Europa, no século passado”. Para o diretor-geral, o Hotel Palácio “está de novo no seu apogeu”, e no futuro espera que a unidade possa continuar a “atrair cada vez mais hóspedes”. Macau e Portugal Rita Santos, a coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum de Macau, esteve em Portugal, de 24 de fevereiro a 1 de março, a convite do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, José Cesário. Durante a visita, a coordenadora teve oportunidade de se encontrar com Assunção Esteves,Vítor Sereno, Paulo Portas, Álvaro Santos Pereira, entre outros. Rita Santos esteve ainda presente na BTL. Nestes 10 anos após a passagem da administração de Macau, esta foi a primeira vez que o Fórum de Macau foi convidado para o certame. 50ª Edição - saber fazer Nestes cinco anos contínuos de edições, destacamo-nos, essencialmente, por um posicionamento diferenciador e inovador, mantendo sempre a nossa identidade, e por uma estratégia de comunicação com longevidade. Procuramos, em cada número, indicar pistas para o futuro e abrir a porta do mundo pessoal e professional daqueles que têm sucesso e estão na linha da frente no que concerne às suas actividades, quer se trate de negócios, cultura, artes ou inovação e tecnologia. Toda a equipa da revista FRONTLINE está de parabéns!

FRONTLINE/3


SUMÁRIO

6/ NEWS 10/ G RANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza 22/ O PINIÃO

10

José Caria Isabel Meirelles Carlos Zorrinho Luís Mira Amaral Adalberto Campos Fernandes

28/

E M FOCO

32/

E MPRESA

Abertura Ano Judicial Vodafone

38/ H OTELARIA

28

Corrêa de Barros

44/

G  RANDE ANGULAR

50/

E SPECIAL

54/

D  OSSIER

58/

B  OLSA IMOBILIÁRIA

Boca do Lobo Mergulho Aerografia By Sotheby’s Realty

38

4/FRONTLINE FICHA TÉCNICA Diretor: Nuno Carneiro | Diretores Adjuntos: João Cordeiro dos Santos e Casimiro Gonçalves | Editora: Ana Laia | Chefe de Reda­ção: Patrícia Vicente | Colaboradores: Fernanda Ló, Filomena G. Nascimento, Isabel Meirelles, José Caria, M. Sardinha, Maria João Matos, Rui Calafate, Rui Madeira | Revisão: Helena Matos | Fotografia: José Frade, David Pisco, Eduardo Grilo, João Cupertino, Luis Filipe Catarino/Presidência da República, Nuno Madeira, Ricardo Oliveira, Vítor Pires | Diretor Comercial: Miguel Dias | Consultor de Publicidade: Carlos Tavares | Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700 – 007 Lisboa - Portugal | Tel. 210 998 039 | E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 Impresso num país da U.E. | www.revistafrontline.com | Facebook: RevistaFRONTLINE


62/ C HECK-IN

50

Pousada de Cascais

68/ N ÉCTARES 70/ M OTORES

Mercedes-Benz GL

76/ O N THE ROAD 80/ S OCIAL Copacabana Palace Rita Santos

62

84/ P ROPOSTA 88/ L IVROS 90/ E XPOSIÇÃO NACIONAL 91/ E XPOSIÇÃO INTERNACIONAL 92/ R ELÓGIOS 93/ JOIAS 96/ M ÚSICA 98/ AGENDA

70

FRONTLINE/5


NEWS The Yeatman vence prémio “Melhor Hotel Spa da Europa”

O The Yeatman, hotel vínico de luxo do Porto, acaba de ser eleito como “Hotel Spa of the Year – Europe” (“Melhor Hotel Spa do ano na Europa”) nos prémios World Spa & Wellness Awards 2013, divulgados em Londres. Depois de vários prémios internacionais que espelham o reconhecimento de diversos serviços do hotel, também o Spa Vinothérapie® Caudalie do The Yeatman conquista agora uma importante distinção, colocando assim o Porto e Portugal no ranking dos melhores hotéis e spas do mundo. Com o objetivo de proporcionar momentos de excelência durante todo o ano, o spa do The Yeatman disponibiliza diversos programas especiais que combinam experiências com alojamento. Entre estes pacotes destacam-se o “Programa Spa: Uma Noite” e o “Programa Spa: Duas Noites”, ideais para um retiro da rotina do dia a dia. Cada um dos programas contempla uma estada em quarto superior, com varanda e vista panorâmica sobre a cidade do Porto, durante um ou dois dias, consoante o programa.

Reid’s Palace com novo diretor geral

Está consumada a passagem de testemunho na direção-geral no emblemático Reid’s Palace. Cabe agora ao italiano Ciriaco Campus assumir o cargo ocupado desde 2010 por Ulisses Marreiros.

Natural da Sardenha, o novo diretor-geral está na Madeira há mais de quatro anos, desempenhando funções de diretor de Vendas & Marketing e de assistente de direção do Reid’s Palace. Antes de entrar para a Orient-Express, Ciriaco Campus foi diretor de projeto e comercial da Starwood Hotels &Resorts. Passou por Irlanda, Milão e Roma antes de chegar à Madeira, ilha com a qual se identifica e onde diz ter amigos, a quem, visivelmente emocionado, pediu o apoio necessário para dar continuidade ao trabalho desempenhado pelo seu antecessor.

 Ulisses Marreiros vai desempenhar as funções de diretor-geral, também numa unidade da Orient-Express, La Residencia.



Pestana Casablanca Suites & Residences abre em soft opening

O Grupo Pestana abriu o novo Pestana Casablanca Suites & Residences em soft opening. Com esta nova unidade, o maior grupo hoteleiro português conquista a presença em mais um país africano: Marrocos. Em frente à praia e a dois passos do centro histórico, o Pestana Casablanca Suites & Residences é um moderno aparthotel de quatro estrelas inserido no excecional empreendimento multiusos Anfa Living Resort, que foi desenhado pelo atelier Norman Foster + Partners. A unidade fica a 30 minutos do aeroporto internacional Mohamed V, no Boulevard de La Corniche, mesmo no coração de Casablanca e numa das zonas mais exclusivas da cidade, ideal para quem viaja em negócios ou lazer. O hotel insere-se num complexo que inclui um centro de escritórios, residências de luxo, um moderno shopping center recém-inaugurado com cerca de 100 lojas internacionais e uma praça de alimentação diversificada. Esta unidade de arquitetura contemporânea dispõe de 73 suítes, espaçosas e confortáveis, onde predomina a harmonia, a modernidade e a funcionalidade.

Passatempo “Romance na Tailândia” proporciona viagem a Phuket

O passatempo “Romance na Tailândia” promovido pela Autoridade de Turismo da Tailândia, o SAPO e o operador turístico Image Tours, decorreu nos canais Sapo, Meo Kanal (729759) e Facebook durante o mês de fevereiro, com o principal objetivo de promover o país como um destino de sonho, perfeito para luas de mel. Esta campanha convidava todas as pessoas a participarem neste passatempo cujo vencedor ganha uma viagem para duas pessoas à Tailândia, em Phuket, com avião e alojamento incluído de 14 a 23 de junho. O passatempo proporciona ainda a mesma viagem a um preço imbatível para que todas as pessoas que sonhem visitar a Tailândia o possam fazer. A viagem a Phuket de 14 a 23 de junho está a ser comercializada por apenas 989 euros com avião e alojamento em hotel de quatro estrelas incluído. Para participar, bastava apenas que enviassem um vídeo com um pedido de casamento ou uma declaração de amor entre casais, pais e filhos, irmãos, amigos ou outros entes queridos. O vídeo vencedor será divulgado no dia 12 de abril. 6/FRONTLINE


NEWS

BREVES Hotéis Real

sugerem uma Páscoa em família

Fortaleza do Guincho é o Restaurante do Ano 2012

Fevereiro foi um mês em grande para toda a equipa da Fortaleza do Guincho. Primeiro, foi eleito o “Restaurante Gastronómico do Ano” 2012 pela Essência do Vinho, que celebrou o seu 10.º aniversário. Logo depois, foi a vez da Revista de Vinhos atribuir à Fortaleza o prémio “Restaurante do Ano”. Dois prémios atribuídos por dois organismos distintos e igualmente prestigiados, que destacam unanimemente a Fortaleza do Guincho como o melhor restaurante de Portugal do ano de 2012. Em ambos os casos, os prémios foram decididos por um painel com os melhores especialistas, críticos e profissionais do Vinho e da Gastronomia em Portugal, que anualmente destacam as instituições, pessoas e vinhos que mais se evidenciaram no nosso país. No ano em que celebra o seu 15.º aniversário, e com uma estrela Michelin desde 2001, a Fortaleza do Guincho impõe-se, uma vez mais, como um restaurante de excelência e como uma das grandes “escolas” de cozinha do país.

O Grande Real Santa Eulália Resort Hotel & SPA convida a um refúgio neste resort familiar, disponível a partir de 95 euros por adulto para duas noites. Se preferir ficar por cinco noites, poderá ficar no Santa Eulália a partir de 170 euros por adulto. Este programa inclui um jantar para dois adultos e uma criança, acesso ao clube infantil e programa de animações para crianças, como criação de ovos de Páscoa. Além disso, terá também acesso às aulas de grupo, como yoga ou aquagym, e 50% de desconto no tratamento do dia no spa. Para os que preferem a calma do Sotavento algarvio, o Real Marina Hotel & SPA disponibiliza duas noites a partir de 95 euros por adulto. Para uma estada mais prolongada, é possível ficar por cinco noites a partir de 190 euros por adulto. Os preços incluem um jantar para dois adultos e uma criança, 50% de desconto no tratamento do dia no spa e acesso à piscina interior aquecida. Também o Real Marina Residence estará disponível, para duas noites, a partir de 80 euros por adulto, ou a partir de 165 euros por adulto para cinco noites. A estada inclui um jantar para dois adultos e uma criança e 50% de desconto no tratamento do dia no Real Marina Hotel & SPA. Na zona da Grande Lisboa, o Grande Real Villa Itália Hotel & SPA poderá recebê-lo por duas noites a partir de 190 euros por adulto, ou então a partir de 415 euros por adulto para cinco noites. O preço inclui um jantar para dois adultos e uma criança em ambiente tranquilo e ao som do mar, bem como 15% de desconto no tratamento do dia no spa e acesso ao circuito de talassoterapia e ginásio. Também o Hotel Real Oeiras está aberto aos momentos em família. A partir de 65 euros por adulto, poderá desfrutar de duas noites no hotel e de um jantar familiar para dois adultos e uma criança, com uma ida ao ginásio incluída. Tem ainda a oportunidade de usufruir uma noite extra em todas as unidades a partir de 25 euros por adulto. As crianças até aos 12 anos não pagam.

Espaço Brasil BTL recebe ministro da Economia e do Emprego

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, acredita que o novo Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) vai contribuir para captar mais visitantes para Portugal. Este documento está actualmente em revisão e o processo de consulta pública terminou recentemente. Presente na abertura oficial da BTL 2013, Álvaro Santos Pereira destacou ainda outras apostas que serão prioritárias para o Governo, este ano, nomeadamente o turismo residencial, cujo programa estratégico foi apresentado recentemente em Lisboa e também promovido em Londres, bem como produtos como o turismo religioso, para o qual estão a ser criados roteiros denominados “Caminhos da Fé”.

os re-descobrimentos continuam

O Espaço Brasil continua a marcar a agenda dos concertos musicais na cidade de Lisboa. Março promete trazer mais do que de melhor tem o Brasil no seu espaço privilegiado, na Lx Factory, de quinta a domingo. Cinco semanas de março com música para todos os gostos: Semana dos Compositores Brasileiros (1 a 3); Semana “As mil faces do Brasil” (7 a 10); Semana Intérpretes Brasileiros (14 a 17); Semana Novas Tendências da MPB (21 a 24) e Semana Bossa Nova (28 a 31).

Proença-a-Nova

com produtos disponíveis online

Receber um bolo finto ou um queijo em casa, marcar fins de semana ou férias e escolher peças de artesanato são gestos que estão agora apenas dependentes de uma ligação à internet. Com possibilidade de entregas em todo o mundo, a loja online da marca Proença-a-Nova Origem já está disponível. Os produtos comercializados são obrigatoriamente aderentes da marca e preenchem os requisitos de origem definidos. www.proencanovaorigem.pt FRONTLINE/7


NEWS MSC Cruzeiros regressa aos Emirados Árabes Unidos

A MSC Cruzeiros vai regressar aos Emirados Árabes Unidos na temporada de inverno 2013/2014, com cruzeiros a bordo do MSC Lirica, navio com capacidade para mais de 2 mil passageiros. A 5 de novembro de 2013, o MSC Lirica parte de Génova para um cruzeiro de 19 dias, chegando ao Dubai no dia 22 de novembro, depois de fazer escala em Civitavecchia (Itália), La Valletta (Malta), Piraeus (Grécia), Port Said (Egito), Safaga (Egito), Salalah e Muscat (Omã). De 23 de novembro de 2013 a 29 de março de 2014, o MSC Lirica irá fazer 18 cruzeiros de oito dias desde o Dubai, com escala em Abu Dhabi e Khor al Fakkan (EAU), Muscat e Kashab (Omã), com overnight no Dubai, de forma a que os passageiros desfrutem da vida noturna deste oásis no deserto. Durante as aventuras da MSC nos Emirados, os cruzeiristas podem desfrutar de um programa de excursões desenhado para revelar a magia e o mistério deste enigmático mundo de contrastes.

Algarve recebe 6.ª edição da Spa Week

A primeira edição de 2013 da Algarve Spa Week, evento que tem como objetivo a valorização do Turismo de Saúde e Bem-Estar, posicionando o Algarve como destino preferencial de alta qualidade, decorre de 16 a 23 de março. O lançamento desta edição decorreu durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), no stand da Região de Turismo do Algarve, com a presença da embaixadora do evento, Sandra Correia, CEO da PELCOR, eleita Empresária do Ano 2012 pela revista Máxima. Almond Tree Wellness Spa, Angsana Spa by Banyan Tree, Elements Spa by Banyan Tree, Finisterra Spa, Kasbah Spa, Bela Vista Spa by L’Occitane, Real Spa Santa Eulália, Real Spa Marina, 7Seven Spa e The Spa by Blue & Green são os conceituados spas de vários hotéis de cinco estrelas no Algarve que durante uma semana vão disponibilizar 50% de desconto em vários tratamentos.

Tiara Park Atlantic Lisboa celebra Dia do Pai Celebre o Dia do Pai no L’Appart, com um jantar que lhe vai proporcionar deliciosos momentos partilhados com os filhos. O chef Executivo Eddie Melo e o chef de Pastelaria Luís Ascenção sugerem um menu em que a apresentação, as cores e os sabores completam essa vivência. Como amuse bouche a sugestão é terrina de foie gras, geleia de marmelos e brioche; para entrada, nada melhor do que tataki de atum rabilho, tian de espinafres e salada de algas. O prato principal é lombo de novilho, gratinado de batata e óleo de trufa, cogumelos selvagens, e no final delicie-se com panacotta de vinho tinto, cremoso de pera rocha e gelado de rum. O preço por pessoa é de 27,50 euros e será ainda oferecido um voucher (uma refeição para o pai), que é válido até 23 de dezembro, mediante disponibilidade.

Sofitel Lisbon Liberdade apresenta coleção exclusiva de pintura

A partir de 8 de março, o Sofitel Lisbon Liberdade vai apresentar uma exposição de pintura de Manuela Pinto Gouveia, Silhuetas, uma coleção exclusiva que a artista traçou para este hotel de cinco estrelas. Esta mostra, com 16 quadros distribuídos entre o bar Intra-Muros e o Restaurante AdLib, estará patente até ao final do mês de março e é aberta ao público em geral. Caracterizado por uma decoração que transparece o estilo contemporâneo de new luxury, inovador e com um toque de sumptuosidade, o Sofitel Lisbon Liberdade tem em cada recanto um espaço de descoberta e de afinidade com os sentidos, despertos pelas inúmeras obras de arte expostas um pouco por todo o seu interior. A coleção exclusiva de pintura da artista Manuela Pinto Gouveia apresenta telas em tons de vermelho e negro, harmoniosamente enquadradas no espaço ambiente que as rodeia. Num trabalho conjunto exaustivo, Manuela Gouveia e Nicolas Adnet trouxeram assim ao Sofitel Lisbon Liberdade um novo glamour e espontaneidade. 8/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

“O SNS É UMA DAS MAIORES CONQUISTAS E O PS QUER MANTER ESSA HERANÇA E NÃO DESTRUÍ-LA” por Ana Laia

Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Por to, Álvaro Beleza é atualmente dirigente nacional do Par tido Socialista e afirma que está na política para “contribuir para um país melhor”. Responsável pela área da Saúde do PS, onde tem como função “apresentar propostas que garantam a defesa e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, Álvaro Beleza conta com o grupo de trabalho da saúde do Laboratório de Ideias e Propostas para Por tugal (LIPP) do PS. Na sua opinião, o PS como Governo “tem muito para melhorar”, uma vez que Por tugal é, neste momento, “um país governado por meros técnicos mercantilistas sem sensibilidade para os problemas sociais e económicos do país, sem capacidade de fazer reformas profundas, mas apenas cor tes cegos, sem experiência na economia produtiva, sem engenho nem ar te para gerar crescimento e emprego”. Álvaro Beleza sublinhou ainda que o atual Governo tem “insensibilidade social para com o sofrimento dos por tugueses” e que está apenas preocupado em “levar por diante a sua política ultraliberal e a sua receita de austeridade a qualquer preço”. 10/FRONTLINE


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

FRONTLINE/11


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

Membro da Comissão Nacional do PS, da Comissão Política e secretário nacional. Quem é Álvaro Beleza? Atualmente sou dirigente nacional do Partido Socialista e voltei à política ativa para dar o meu contributo na construção de uma alternativa de progresso ao Governo de direita PSD/CDS. Contributo que passa, fundamentalmente, como responsável pela área da Saúde do PS, por apresentar propostas que garantam a defesa e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), talvez a maior conquista do nosso regime democrático, que este Governo pretende ver desmantelado e pensa entregar uma grande fatia aos privados. Conto com o grupo de trabalho da saúde do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP) do PS. Estou na política para servir a causa pública e para resolver os problemas das pessoas. Só assim a política faz sentido. Além das minhas funções políticas, sou médico com experiência na gestão da saúde (ex-presidente do Instituto Português do Sangue e gestor em várias unidades de saúde no Alentejo e Algarve), professor e regente de Medicina Transfu-

12/FRONTLINE

sional na Faculdade de Medicina de Lisboa. No meu trabalho, como médico em dedicação exclusiva e diretor do serviço de Imuno-Hemoterapia no Hospital Santa Maria, tenho um contacto privilegiado com milhares de doentes reais e com os seus problemas. Que visão tem hoje o PS da situação económica, social e política de Portugal? A visão é aterradora. E, por isso, o PS tem muito para melhorar quando for Governo. Portugal é neste momento um país governado por meros técnicos mercantilistas sem sensibilidade para os problemas sociais e económicos do país, sem capacidade de fazer reformas profundas, mas apenas cortes cegos, sem experiência na economia produtiva, sem engenho nem arte para gerar crescimento e emprego. E com uma profunda insensibilidade social para com o sofrimento dos portugueses. Apenas preocupados em levar por diante a sua política ultraliberal e a sua receita de austeridade a qualquer preço. Têm uma fé cega na “mão invisível” e adoram os mercados. Para eles, os portugueses são números. É toda esta política que o PS


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

Que visão tem hoje o PS da situação económica, social e política de Portugal?

“A VISÃO É ATERRADORA. E, POR ISSO, O PS TEM MUITO PARA MELHORAR QUANDO FOR GOVERNO”

combate: querem um país onde cada um trata de si. Ao contrário, nós, socialistas, queremos um país onde a solidariedade ande a par com o desenvolvimento e em que nenhum português fique para trás. No fundo, uma sociedade onde crescimento e coesão social sejam uma prioridade da ação política. A redução do Estado Social é uma opção ou, pelo contrário, uma imposição? Na saúde é claramente uma opção ideológica e nem sequer é uma imposição dos nossos credores. Estamos profundamente dececionados com o desdém mercantilista do Governo com a saúde dos portugueses, que nos cortes ainda é mais papista que o papa. Ou seja, temos um Governo com mais ânsia de cortar na saúde dos portugueses do que a própria troika. Isto é inaceitável. Por exemplo, em 2011, o novo Governo de Portugal travou o crescimento da despesa em saúde em relação ao ano anterior 10 vezes acima da média de corte da OCDE de 2010 para 2011; em 2012 continua ávido de cortes cegos, a cortar na despesa da saúde o dobro do que a troika lhe pediu, segundo a própria

OCDE afirma. A este ritmo não vai haver SNS quando a troika daqui sair e não há regresso aos mercados que nos valha na saúde. Portugal, em 2010, estava a apostar fortemente na prevenção primária, uma medida não cega de poupar racionalmente, evitando hospitalizações. Desde que este Governo tomou posse, pelo contrário, está a cortar também aí porque corta tudo às cegas e a eito. De salientar que as comparações internacionais dizem-nos que o desempenho do SNS português é deveras surpreendente e devia orgulhar os decisores políticos que negoceiam com a troika, negando assim a existência de qualquer motivo para os cortes que têm sido feitos. Aliás, o corte no financiamento do SNS no quadro da chamada “refundação do Estado Social” é preocupante e terá impactos profundos na qualidade da saúde em Portugal. Não há nenhuma imposição técnica quanto à redução do Estado Social na saúde. Trata-se de uma opção política que responsabiliza os decisores políticos por esse caminho. E estes não podem negar que haverá um preço a pagar: a degradação da qualidade da saúde em Portugal.

Face ao atual cenário, e sendo a Saúde uma das áreas mais castigadas, qual é o papel do coordenador nacional da Saúde do principal partido da oposição? Liderar uma equipa muito qualificada e com experiências nacionais e internacionais e, sem sombra de dúvidas, com ânsia de defender e fortalecer o SNS, de forma racional e pensada. Não precisamos de reinventar a roda. Os principais marcos legislativos foram sendo criados – curiosamente ou não – por governos socialistas, pelo que temos dois objetivos fundamentais: um é fazer cumprir os princípios de uma saúde pública que chega a todos, que é eficiente nos seus resultados e que garante que o dinheiro dos contribuintes é bem gerido pelo SNS. O segundo é preparar o SNS para os desafios que o século XXI coloca, aliás em linha com os movimentos de reforma nos países com bons sistemas de saúde. É curioso, uma das poucas medidas deste Governo que tem resultado em cortes racionais, em vez de cegos, são as normas de prescrição e orientação clínica da DGS, elogiadas pela OCDE, e que tenho liderado na minha qualidade

FRONTLINE/13


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza Quais são as principais dificuldades que encontra no desempenho das suas funções?

“ESTOU NA POLÍTICA PARA CONTRIBUIR PARA UM PAÍS MELHOR E, DE FACTO, SENTIMOS NO LIPP QUE PUSEMOS O PAÍS INTEIRO A DISCUTIR ALGO COMO A ADSE”

de presidente do Conselho Nacional de Auditorias e Qualidade da Ordem dos Médicos... Quais são as principais dificuldades que encontra no desempenho das suas funções? Estou na política para contribuir para um país melhor e, de facto, sentimos no LIPP que pusemos o país inteiro a discutir algo como a ADSE, que necessitava bastante de ser discutido, mas que alguma inércia, típica da velha e gasta fórmula de se fazer política em Portugal com medo de tudo e todos, sempre impediu de se discutir. Achamos que, com seriedade e enfrentando dificuldades, pusemos um problema sério na mesa que foi discutido por toda a gente a nível nacional, da direita à esquerda, desde João Carlos Espada (contrapondo teses neoliberais), a Francisco Louçã, passando por independentes como Miguel Sousa Tavares. Sobretudo, ouvimos também muitos funcionários públicos, alguns deles militantes socialistas, e utentes do SNS que não beneficiam da ADSE. Temos o maior respeito pelos funcionários públicos – eu próprio o sou e tenho ADSE – e

14/FRONTLINE

absoluta consciência da maneira cega e violenta com que têm sido castigados por este Governo, que não os ouve para nada nem lhes anuncia medidas nenhumas que não sejam logo para impor sem discussão. Fizemos contas sérias, analisámos relatórios com a profundidade com que nunca tinham sido analisados pelo Governo e debatemos os números com aqueles que não concordavam connosco. Demos uma lição ao Governo de como se inicia uma reforma ouvindo todas as partes e usando números e bom senso em vez de ideologia de cortes cegos contra o Estado Social. Chegámos a uma posição de consenso boa para o país, onde vamos reformular os subsistemas públicos e ao mesmo tempo fortalecer o SNS. O que pensa da atuação do Governo relativamente à área da Saúde? Acusou o Governo de não ter uma “ideia clara” para “reformar a Saúde em Portugal”. Como justifica? Na saúde, o PS marcou a agenda com a discussão sobre a ADSE e a separação de águas, público do privado, incentivando de forma gradual a exclusividade de


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

profissionais de saúde, obrigando o Governo a ir a nosso reboque. Portanto, justifico a minha acusação com a ausência de um programa político. O atual Executivo ganhou as eleições pedindo que os portugueses lhe passassem um cheque em branco. E assim foi. Pergunte a alguém se conhece a estratégia definida para a Saúde durante a campanha para as eleições legislativas em 2011. A resposta será difícil de obter porque, efetivamente, não houve medidas concretas além da ideia de cortes. Pergunto: cortar é reformar? Qual o fio condutor das políticas de saúde do atual Executivo? A complexidade desta pasta caiu no colo do ministro Paulo Macedo, pessoa de elevada seriedade e competência técnica, mas que não tinha a experiência – nem podia ter – para saber onde e como melhorar. Além de se ir cosendo uma manta de retalhos à medida das contingências, desde que este Governo tomou posse não tem havido um desenho para o futuro da política de saúde em Portugal. O SNS e a qualidade da saúde dos portugueses são bens demasiado preciosos para deixarmos a condução política nas mãos desta indefinição.

Afirmou recentemente que o PS está a trabalhar numa reforma do Sistema Nacional de Saúde. Em que consiste? Quais são as principais ideias defendidas? O SNS é uma das maiores conquistas do 25 de Abril e o PS quer manter essa herança e não destruí-la. A reforma do SNS defendida pelo PS assenta num pilar fundamental: serviços de saúde para todos os portugueses, ou seja, igualdade de acesso à saúde. Acreditamos que esta é a melhor área do Estado em Portugal, mas o sistema precisa de ser fortalecido de modo a tornar-se autossustentável. É fundamental criar escala no sistema de saúde, criar poupanças e acabar com duplicações ou triplicações de serviços. Por isso, defendemos uma reforma hospitalar que permita uma ligação entre cuidados primários, cuidados continuados e cuidados hospitalares, criando unidades integradas de saúde. O PS também está a estudar a separação de águas entre o setor público e privado. Queremos que os profissionais de saúde possam dedicar-se em pleno ao SNS, mas isso tem de ser feito de forma gradual e para novos contratos. Pretendemos a criação do processo clí-

nico eletrónico que circule por todo o SNS com acesso apenas por profissionais de saúde. Defendemos ainda que os subsistemas de saúde devem ser integrados de forma gradual no SNS, mas de modo a garantir os direitos adquiridos dos utentes. Acredita ser mesmo possível acabar com as taxas moderadoras nos cuidados primários de saúde? Não estamos simplesmente perante uma utopia? O PS pretende que o acesso aos cuidados médicos seja facilitado, ao contrário do que este Governo tem feito, que é dificultar o acesso à saúde ao aumentar de forma exagerada as taxas moderadoras. A reforma do PS tem por objetivo imediato cortar em 50% as taxas moderadoras nos cuidados primários e incentivar a ida ao médico de família e não ao hospital. O que quis dizer quando defendeu a extinção da ADSE tal como o país a conhece? A reforma do PS pretende fortalecer o serviço público de saúde e nesse sentido está a estudar fórmulas de re-

FRONTLINE/15


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

“QUEREMOS

UM SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE PARA TODOS, COM QUALIDADE E EFICIÊNCIA”

16/FRONTLINE

formulação dos sistemas, de fusão dos subsistemas, de autofinanciamento e sustentabilidade. O que acontece é que mantivemos um subsistema de saúde, criado nos anos 60, que deveria ser gradualmente extinto com a criação do SNS. Não faz sentido que atualmente o Estado financie grupos privados de saúde, quando não tem dinheiro para os hospitais e centros de saúde públicos. Se nada for feito, daqui a 10 ou 15 anos teremos um serviço público de saúde para os mais desfavorecidos e um sistema privado para ricos. E esse não é o caminho. Queremos um Serviço Nacional de Saúde para todos, com qualidade e eficiência. Onde é que o Governo poderia ter feito, até agora, mais e melhor? Na saúde, como já afirmei, o Governo poderia ter feito muito melhor, mas em todas as outras áreas não tem havido qualquer reforma digna ou profunda, apenas cortes cegos que põem em causa a qualidade dos serviços públicos, empobrecem os portugueses e contraem ainda mais a economia. Apenas um exemplo: a investigação nas nossas universidades financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) continua a não estar ligada às empresas e à capacidade do país de gerar empregos sustentáveis e produtos comercialmente viáveis. Eu acredito que em vez de um corte cego no orçamento da FCT e da ciência, seria muito mais inteligente que o corte fosse efectuado naqueles investigadores e projetos quiméricos, que apesar de prometerem muito nunca fizeram nada pelo crescimento, emprego e empresas portuguesas, a não ser publicar artigos exotéricos que nalguns casos são pagos pelos próprios, para serem publicados, com dinheiro da FCT. A gravidade da situação atual em Portugal não se resolve com uns quantos

MBA´s a governar o país, ou com a experiência do passado, é necessário complementar com a experiência de políticos com provas dadas no PS, com novos políticos fortes e com reformistas apoiados por técnicos de diversas especialidades, muito mais qualificados que os do Governo, cuja especialidade e obsessão não seja exclusivamente mercantilista. A nossa obsessão é o crescimento e o emprego e a manutenção de um Estado Social que garanta uma efetiva proteção social a todos os portugueses. Quando há pouco lhe disse quem sou e de onde venho, há mais pessoas assim como eu no PS, que não são políticos puros nem vivem da política, têm a sua experiência profissional sólida, mas querem ajudar o país e acreditam profundamente nos ideais socialistas de justiça e igualdade. Julgo que um PS assim, onde se mistura o antigo com o novo, é o ideal para o LIPP do PS. Estamos no bom caminho. Quais foram, na sua opinião, os principais erros do Governo até agora? Não reformar, não fazer cortes cirúrgicos ou justos, mas apenas cegos, violentos e injustos. Continuar a compactuar com os interesses de sempre nocivos a Portugal. Ter medo de enfrentar interesses e só fustigar os mais fracos, como a classe média e os funcionários públicos, algo que por sua vez leva ao descalabro das pequenas e médias empresas, gerando cada vez mais desemprego e emigração na geração mais qualificada de sempre. O PS está a enfrentar uma crise interna? O PS está mais unido que nunca em torno do seu secretário-geral, com todos os seus mais válidos quadros. O PS é um partido aberto, onde o diálogo sempre fortaleceu e uniu. A Comissão Nacional em Coimbra confirmou isso.


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

FRONTLINE/17


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

“ESTE GOVERNO

ACABOU COM QUALQUER DÚVIDA DE QUE NÃO SERVE OS MELHORES INTERESSES DE PORTUGAL. E TEM UMA POLÍTICA QUE ARRASTA O PAÍS PARA O EMPOBRECIMENTO”

Concorda com António Costa quando este afirma que “o PS não está bem” e que “não se assume como um verdadeiro partido da oposição”? O que falta ao PS? O PS deu, como os portugueses, o benefício da dúvida a este Governo no início e demonstrou assim um enorme sentido de responsabilidade e de Estado. Mas agora é precisamente o nosso sentido de Estado que nos leva a decidir que esse benefício acabou porque este Governo acabou com qualquer dúvida de que não serve os melhores interesses de Portugal. E tem uma política que arrasta o país para o empobrecimento. Conseguirá António José Seguro unir o partido? Já conseguiu e entre outros sinais ele foi o elo de reconciliação entre Mário Soares e Manuel Alegre, duas referências da democracia. Quer exemplo mais eloquente de liderança? Acha que a suposta candidatura de António Costa a secretário-geral do partido abalou a confiança que os militantes têm em António José Seguro? Costa foi desleal? Essa questão não se pode pôr nesses termos. António Costa é um grande camarada e um importante dirigente socialista. A sua suposta candidatura em nada abalou a confiança que os militantes têm em António José Seguro. O PS sai sempre mais forte quando se reforça o diálogo interno. Só um PS unido e forte, como Seguro quer, poderá derrotar as políticas, nefastas para o país, deste Governo. Quem irá vencer as eleições autárquicas em Lisboa? O lugar de António Costa pode estar em causa? Nunca. António Costa é um dos maiores presidentes de Lisboa de sempre, seguindo os exemplos de Jorge Sampaio e João Soares. Lisboa nunca esteve tão vitalizada e cheia de turistas. Só um pequeno exemplo: o número de cruzeiros que param em Lis-

18/FRONTLINE

boa aumentou exponencialmente com Costa na presidência. Lisboetas e turistas nunca estiveram tão apaixonados pela cidade como estão hoje. Veja a vibração na zona do Chiado ou a nossa animação noturna no renovado Cais do Sodré, que competem com o melhor de qualquer cidade no mundo. Acha que esta indecisão de António Costa poderá fragilizar a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa? Essa é uma questão ultrapassada. António Costa é um grande presidente da Câmara de Lisboa e estou certo de que nas próximas autárquicas os lisboetas vão dar-lhe uma vitória esmagadora. Eu sou lisboeta e irei, como aliás o fiz sempre, estar ao lado dele na campanha. Estou certo de que os lisboetas irão renovar a confiança nele e na equipa excecional que tem. Para além de António Costa, que outro candidato poderia ter o PS para a Câmara Municipal de Lisboa? Isso não faz qualquer sentido, para quê mudar quando se tem o melhor? O Governo vai levar o mandato até ao fim ou existirão eleições antecipadas? Se não for até ao fim, a culpa é apenas da sua incompetência e sobranceria. O PS está preparado para enfrentar um cenário de eleições antecipadas? Na sua opinião, caso tal aconteça, o PS sairá vencedor? Sem dúvida, o PS está sempre à altura de qualquer desafio e estou certo de que, seguindo a máxima do nosso secretário-geral, não prometendo o que não poderemos cumprir, falando verdade, isto é, se formos sérios e com sentido de serviço público, os portugueses confiarão de novo no PS, para que Portugal tenha um futuro de esperança. Não estamos condenados à desgraça, temos uma visão e uma estratégia para que nenhum português fique para trás.


GRANDE ENTREVISTA Álvaro Beleza

FRONTLINE/19


TÍTULO SIMULADO

4/FRONTLINE


TÍTULO SIMULADO

FRONTLINE/5


OPINIÃO José Caria

PERPLEXIDADES MUNDANAS O

Papa abdicou e a Igreja revela que vive um acontecimento inédito. Na mesma hora da “latínica” missa em que Ratzinger revelou a sua intenção, um relâmpago cai sobre o Vaticano, revelaram mais tarde os media, os mesmos que, dias depois, mostravam os efeitos da queda de um meteorito sobre várias cidades russas, num descritivo em muito semelhante ao guião de um qualquer documentário de ficção científica. Para o comum dos mortais tudo isto nada mais representa do que uma sucessão de acontecimentos ou fenómenos que geram perplexidade e que fogem do seu quotidiano mundano. Só que, neste entretanto, outros há que geram a mesma perplexidade mas invadem perigosamente esse mesmo, agora nosso, quotidiano mundano. Vem a este propósito a mais recente missão atribuída à Autoridade Tributária e Aduaneira de fiscalizar e autuar qualquer cidadão que faça uma despesa e não peça a respetiva fatura para efeitos fiscais, mesmo que seja um cafezito. Qualquer um de nós mais desatento pensaria tratar.. -se de uma partida de 1 de abril, mesmo pesando os argumentos invocados de que a lei o permite e esta será mais uma forma (in?)eficaz de combater a evasão fiscal. É evidente que as reações também não se fizeram esperar e o que de mais viral e importante relevou de toda esta polémica foi uma apreciação jocosa, feita com inteligência por um ex-secretário de

O PODER PODE RAPIDAMENTE PASSAR DE UMA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA PARA UMA GOVERNAÇÃO AUTOCRÁTICA

jcaria@netvisao.pt

22/FRONTLINE

Estado deste Governo, no mais vernáculo sentido da linguagem com o destino a dar aos arrojados “fiscais do fisco” caso o interpelassem. Mas o que estranhamente passou no silêncio obscuro de todo este episódio, numa leitura legítima que se pode fazer, é que por esta via e abrindo precedentes semelhantes, Portugal ensaia algo que só pode ser descrito como o nascimento de uma “Nova Pide” com poderes para fiscalizar diretamente o cidadão. Se calhar valerá a pena pensar primeiro, numa versão mais moderada, em reativar a antiga polícia de costumes e obrigar, por exemplo, os fumadores a terem licença de isqueiro. Neste caso não precisamos de proteger a indústria fosforeira nacional, como desígnio com que Salazar justificava tal medida, mas sempre poderá representar alguma receita adicional a figurar nos já memoráveis memorandos da troika. Com ou sem fisco, com mais ou menos fatura, a verdade é que o Big Brother de Orwell já anda de braço dado connosco sem que disso tenhamos consciência. Hoje pode ser a Autoridade Tributária, amanhã podemos não saber quem. O poder pode rapidamente passar de uma democracia representativa para uma governação autocrática, cega e egoística, sem que disso tenhamos imediata perceção ou consciência. Por enquanto entretemo-nos no Facebook e temos a sensação de que somos livres de pensamento e ação. Por quanto tempo?


OPINIÃO Isabel Meirelles

O SETOR FINANCEIRO CONTRIBUI PARA O ORÇAMENTO DA UNIÃO EUROPEIA

O

setor financeiro desempenhou um papel fundamental no surgimento da crise económica, tendo os Estados e, logo, os seus cidadãos suportado através de impostos, muitas vezes usurários, os custos dos planos de resgate para lhes acudir. Além deste setor beneficiar atualmente de impostos baixos, é de toda a justiça que dê também um contributo para o aumento das receitas públicas, retribuindo assim aos contribuintes a ajuda que estes lhe prestaram em tempos difíceis. Foi neste sentido que a Comissão Europeia apresentou, em 2011, uma proposta para introdução de um imposto sobre transações financeiras nos 27 Estados-membros, a cobrar se, pelo menos, uma das partes na transação estivesse localizada no território da União Europeia. Contudo, aquela proposta evoluiu no sentido de uma cooperação reforçada, ou seja, não ao nível dos 27, mas apenas de 11 países, onde Portugal se inclui, podendo os restantes, posteriormente, se assim o desejarem, juntar-se-lhes e aplicar as normas acordadas. Esta medida tem também a virtualidade, ao nível do mercado único e do seu reforço, de introduzir novas taxas mínimas de imposto e harmonizar as diferentes contribuições sobre as transações financeiras na UE, o que também irá contribuir para evitar distorções na concorrência, desencorajar atividades de risco e novas crises, bem como incentivar o setor financeiro a realizar atividades mais responsáveis orientadas para a economia real, prevenindo a evasão e abuso fiscais. Assim, prevê-se que a troca de ações e obrigações será tributada a uma taxa de 0,1% e os contratos de derivados

a 0,01%, o que poderia gerar receitas estimadas, no conjunto dos Estados aderentes, na ordem dos 30 a 35 mil milhões de euros por ano, o que, convenha-se, não é uma quantia nada negligenciável. O imposto, contudo, não se aplica às atividades financeiras quotidianas dos cidadãos e das empresas, como empréstimos, pagamentos, depósitos ou seguros, às atividades tradicionais dos bancos de investimentos no âmbito da angariação de capital, nem às transações financeiras realizadas no âmbito de operações de reestruturação. Excluem-se, igualmente, as atividades inerentes ao refinanciamento, à política monetária e à gestão da dívida pública, como transações com o BCE e os bancos centrais nacionais. As receitas deste imposto poderiam ser repartidas entre a União Europeia e os seus Estados-membros, podendo também uma parte funcionar como recurso próprio do orçamento comunitário, o que reduziria as contribuições nacionais para este, dando, assim, resposta às exigências dos contribuintes líquidos que pretendem ver reduzidas as suas transferências para Bruxelas. Com a adoção de um imposto sobre as transações financeiras a nível da União Europeia, ainda que ao nível de uma cooperação reforçada de 11 Estados-membros, mas capaz de envolver, a prazo, outros parceiros de organizações internacionais, como os membros do G20, aquela torna-se precursora na criação de um imposto ao nível global.

AS RECEITAS DESTE IMPOSTO PODERIAM SER REPARTIDAS ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E OS SEUS ESTADOS-MEMBROS

Advogada, Especialista em Assuntos Europeus

FRONTLINE/23


OPINIÃO Carlos Zorrinho

LIQUIDAÇÃO GERAL

D

urante os seis anos em que desempenhei funções governamentais na área da economia, da inovação e da modernização, tive a oportunidade de receber ou visitar milhares de potenciais investidores em Portugal, num quadro de colaboração institucional com embaixadas, associações empresariais, universidades, redes colaborativas e institutos governamentais vocacionados, entre os quais a Agência para o Investimento e o Comércio Externo de Portugal (AICEP). Ao longo desse tempo fui aprimorando uma narrativa para responder à questão básica desses contactos. Num mundo global e diverso, por que razão o investidor que tinha defronte de mim devia escolher Portugal e não outra das diversas hipóteses de localização à sua disposição. Depressa percebi que a narrativa romântica era um “flop”. Falar da história grandiosa de Portugal, do clima, do mar, do sol, talvez levasse o investidor a ficar mais uns dias por cá ou a voltar mais tarde em turismo, mas não era motivo para colocar aqui o seu dinheiro. A estratégia mais eficaz era a demonstração de que a estratégia do país, de aposta nas novas tecnologias, na centralidade logística, na banda larga, nas energias renováveis e na qualificação dos ativos, era uma estratégia de longo prazo, garantida pela forte determinação do Governo, pela adesão dos agentes económicos e pela natureza criativa das nossas gentes,

NÃO PODEMOS PERMITIR QUE ESTE GOVERNO TRATE PORTUGAL COMO UMA ENORME LOJA DOS TREZENTOS OU MESMO DOS TREZENTOS E CINQUENTA

Professor universitário e deputado do PS

24/FRONTLINE

e que isso criava um contexto favorável ao negócio concreto que estávamos a analisar. Este caminho nem sempre foi bem sucedido, mas teve uma taxa de sucesso muito apreciável. Alguns dos projetos em carteira foram perdidos sobre a meta devido à instabilidade política que se começou a gerar em Portugal no último ano da gestão do Governo anterior. A garantia de persistência perdeu força e os resultados não se fizeram esperar. Algumas desistências foram já assinadas pelo atual Governo. E agora? O que tem o Governo português para oferecer aos investidores? Mão de obra barata mas desmotivada e sem capacidade de procura interna e portanto sem permitir o efeito laboratório que Portugal teve para muitos conceitos e produtos inovadores? Uma política que ressuscita grandes investimentos num dia para os matar noutro? Uma ausência de visão estratégica sobre o futuro da nossa economia e uma colagem doentia às flutuações financeiras? Carlos Oliveira, que parcialmente herdou as minhas funções, deu o melhor de si próprio e saiu do Governo de forma inglória. Segue-se Franquelim Alves, que com as polémicas que rodearam a sua nomeação, ainda deve estar a tomar consciência da missão impossível que lhe destinaram. Promover sem catálogo é próprio das liquidações gerais. Ora não podemos permitir que este Governo trate Portugal como uma enorme loja dos trezentos ou mesmo dos trezentos e cinquenta.


OPINIÃO Luís Mira Amaral

BANCO OU AGÊNCIA DE FOMENTO?

O

Banco de Fomento existiu em Portugal como banco de desenvolvimento numa altura em que a banca comercial apenas fazia crédito de curto prazo, financiando o Fomento o investimento a médio e longo prazo. Tinha à sua disposição linhas de crédito de instituições como o KFW e o Banco Mundial, que repassava para as nossas PME e empresas industriais. Eu próprio, como quadro do Banco de Fomento nos anos 70 do século passado, ao serviço da Promoção Industrial (atual Marketing de Empresas) visitava a nossa indústria a vender essas linhas de crédito. Depois, os bancos comerciais também passaram a fazer crédito de médio e longo prazo ao investimento. Em minha opinião, o Fomento poderia ter sido integrado na CGD, dando a esta as componentes da Banca de Empresa e de corporate finance da Banca de Investimentos, que na altura a CGD não tinha. Como sabemos, o Banco de Fomento foi vendido ao Grupo BPI, transformando-se num banco comercial. Ao chegar ao Ministério da Indústria e ao ver-me com a necessidade de ter uma agência financeira para gerir o PEDIP e os Fundos Comunitários, transformei, com a compreensão do então ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, o IAPMEI nessa agência. Fiz então o Programa de Engenharia Financeira do PEDIP, com capital de risco, e o Sistema de Garantia Mútua, ainda hoje utilíssimo para financiar as PME através das linhas “PME Investimento” e “PME Crescimento”. Inspirando-me na experiência do Fundo EFTA gerido pelo Banco de Fomento, lancei o Fundo de Desenvolvimento Económico alimentado pelos reembolsos de subsídios reembolsáveis (empréstimos à taxa zero) que eu criei no PEDIP II, pois nunca gostei dos subsídios a fundo perdido.

O Programa de Engenharia Financeira do PEDIP foi na altura altamente inovador na Europa e serviu aliás de referência para os programas de apoio da UE aos novos países do Leste Europeu. Estava criado o quadro que, em colaboração e parceria com a banca comercial, tem funcionado até agora na gestão dos Fundos Comunitários. Neste contexto, não percebo porque é que o Estado há de fazer um novo Banco de Fomento. Se acha que necessita de um banco público, tem a CGD, a qual já tem as competências nos Gabinetes de Empresas e na Caixa Banco de Investimento para aprofundar o apoio às PME e à indústria. Se quer criar novos instrumentos de apoio às PME, reconhecendo as suas dificuldades no acesso ao crédito e os elevados spreads dos mesmos, poderá fazê-lo em parceria com a banca comercial, que já tem mostrado essas competências nas linhas PME do Sistema de Garantia Mútua.As linhas do BEI também estão à disposição de todos os bancos. Por outro lado, o Estado já criou a SOFID, integrada na rede europeia das EDFI, European Development Finance Institutions, para fazer o que no meu tempo o Banco de Fomento fazia como EDFI portuguesa no apoio a projetos empresariais, designadamente em África e no Espaço Lusófono. Na época do Banco de Fomento não havia Fundos Comunitários, mas sim as linhas de crédito que os bancos de desenvolvimento punham à disposição de Portugal e que eram geridas pelo Banco de Fomento. O facto novo, hoje, é então a gestão dos Fundos Comunitários. Então o que talvez valha a pena fazer é criar uma agência financeira (e não um banco), com mais músculo e mais flexibilidade para fazer o que o IFAP e o IAPMEI hoje fazem na gestão dos Fundos Comunitários.

ENTÃO O QUE TALVEZ VALHA A PENA FAZER É CRIAR UMA AGÊNCIA FINANCEIRA (E NÃO UM BANCO), COM MAIS MÚSCULO E MAIS FLEXIBILIDADE Professor de Economia e Gestão do IST

FRONTLINE/25


OPINIÃO Adalberto Campos Fernandes

INOVAÇÃO EM GESTÃO DE SAÚDE N os últimos anos foi desenvolvido um processo inovador de organização e de gestão, no âmbito dos cuidados de saúde primários, com o objetivo de melhorar o acesso por parte dos cidadãos, relançando, ao mesmo tempo, a motivação das equipas e dos profissionais. É reconhecida a importância fulcral da rede de cuidados de saúde primários enquanto instrumento estruturante do sistema de saúde. Com efeito, mais de 80% das necessidades de saúde dos indivíduos podem ser resolvidas, com sucesso e qualidade, ao nível dos cuidados de saúde primários. A natureza multidisciplinar deste tipo de cuidados, a interação entre grupos profissionais, na vertente curativa mas também na vertente da promoção da saúde e da prevenção da doença, a capacidade de reconhecer e detetar precocemente problemas de saúde, faz dos cuidados de saúde primários o eixo prioritário de intervenção, em saúde, na comunidade. Uma rede qualificada de cuidados de saúde primários, suportada nos princípios da capilaridade e da proximidade, pode modificar, decisivamente, os níveis de qualidade global do sistema de saúde. No essencial, esta reforma conduziu a uma alteração no modelo de organização através da criação de dois tipos de estruturas: as Unidades de Saúde Fami-

AS UNIDADES DE SAÚDE FAMILIAR (USF) REVELARAM-SE UMA INTERESSANTE EXPERIÊNCIA INOVADORA, DO PONTO DE VISTA ORGANIZACIONAL

Docente da ENSP UNL

26/FRONTLINE

liar (USF) e os agrupamentos de centros de saúde (ACES), estes últimos com a potencialidade de serem dotados com autonomia administrativa e de gestão. As Unidades de Saúde Familiar (USF) revelaram-se uma interessante experiência inovadora, do ponto de vista organizacional, cuja filosofia assenta na criação de equipas multiprofissionais com autonomia organizativa, funcional e técnica, com as quais é contratualizada uma carteira básica de serviços, com um sistema de financiamento baseado na contratualização onde são tidos em conta a acessibilidade, a qualidade dos cuidados e a produtividade dos profissionais. Este tipo de estruturas encontra-se disseminado por todo o país, existindo atualmente, em atividade, cerca de 346 Unidades de Saúde Familiar que abrangem um universo de cerca de 4.900 mil utentes e um ganho adicional de cobertura de cerca de 670 mil pessoas. Os resultados alcançados confirmam a ideia de que a dinamização deste tipo de unidades de saúde, apoiadas em processos inovadores de gestão clínica e administrativa, podem ajudar a transformar a relação do cidadão com o sistema de saúde, nomeadamente através de uma cooperação mais eficiente com os cuidados de saúde hospitalares.


EM FOCO

Abertura Ano Judicial

O “POETA CASTRADO”

ENTRE TOGAS E BECAS por M. Sardinha

Uma abertura do ano judicial marcada pela estreia de Joana Marques Vidal e pela despedida de Marinho e Pinto e Noronha do Nascimento. A irreverência do bastonário deu um toque diferente a uma cerimónia onde o tom institucional voltou a ser rei. 28/FRONTLINE


EM FOCO

Abertura Ano Judicial

A

lertas de combate à corrupção, combate à violação do segredo de justiça, protestos dos funcionários judiciais, anúncios governamentais para o setor. A abertura do ano judicial não foi, nesse aspeto, muito diferente do habitual. Teve, ainda assim, a peculiaridade de marcar a estreia da Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, e a despedida do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, e do bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto. Foi aliás o primeiro discurso do dia, pelo voz de Marinho e Pinto, que fez acreditar que o tom institucional poderia sofrer algumas nuances na cerimónia deste ano. O bastonário resolveu demonstrar publicamente toda a sua irreverência e terminar o último discurso que faz no cargo citando Ary dos Santos. O que é que citar um poeta português dos mais conceituados tem de mal? À partida nada, mas não é muito comum ouvirmos, numa sala repleta de togas e becas, alguém vestido a rigor gritar lá do alto do púlpito que “Serei tudo o que disserem/ por inveja ou negação:/ cabeçudo dro-

medário/ fogueira de exibição/ teorema corolário/ poema de mão em mão/ lãzudo publicitário/ malabarista cabrão./ Serei tudo o que disserem:/ADVOGADO castrado não!” Diria mais tarde ao Expresso que o desconforto que o “Poeta Castrado” de Ary dos Santos provocou na sala não o incomodou e que não quis mais do que enfatizar a sua “independência”. Os aplausos foram escassos e pouco efusivos, mas o bastonário lembrou que “a função de um advogado é incomodar e ter a coragem de fazer e dizer o que é preciso”. Ainda assim, a irreverência de Marinho e Pinto não serviu de inspiração para os discursos que se seguiram e o tom institucional voltou a ser rei. Tom institucional marca presença O Presidente da República foi último a falar e avisou que a cerimónia “não deve converter-se num ritual vazio de sentido”. Talvez, por isso, Cavaco usou da palavra para exigir que a Justiça também contribua para a resolução da crise que Portugal está a atravessar e apontou o crescimento como “primeira prioridade” para 2013. Para que tal seja

FRONTLINE/29


EM FOCO

Abertura Ano Judicial

possível, o Presidente aponta como essencial a estabilidade do regime fiscal para dar confiança às empresas e aos investidores, algo que deve ser garantido pelo Governo. “Um empresário não toma uma decisão de investimento de milhões de euros se considerar imprevisível o regime fiscal com que contará no futuro”, avisou. Por isso mesmo, “mais do que nunca”, Cavaco pediu celeridade nos litígios económicos, advertindo que é importante que os tribunais recentemente criados em matéria de concorrência, regulação e supervisão em propriedade intelectual “disponham dos meios humanos e materiais adequados” para que consigam responder a esta necessidade e “debater-se com um maior volume processual”. E lembrou os “estudos independentes” que “sinalizam a corrupção, a economia paralela e a fraude fiscal como realidades que afugentam o investimento e corroem as bases do crescimento económico”, sendo, portanto, necessário “firmeza” no combate a este tipo de crimes, em termos preventivos, “de modo a evitar o eclodir destes fenómenos”.

30/FRONTLINE

A nova Procuradora-Geral Pouco antes, na sua estreia nesta cerimónia solene, a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, deixou bem claro ao que vem, apontando o combate à violação do segredo de justiça como prioritário e “desafiou” os mais altos responsáveis de outras entidades judiciárias a contribuírem para aprofundar “uma cultura de reserva”. Dias depois, Marques Vidal afastou a diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Cândida Almeida, num processo que terá tido na base exatamente a violação do segredo de justiça. Cândida liderava a equipa que tem em mãos os grandes processos relacionados com o crime económico, como o Monte Branco, Operação Furacão ou BPN. Marques Vidal alertou na altura que era preciso alterar a forma de lutar contra a grande criminalidade, como os crimes económico-financeiro, cibercrimnalidade e corrupção. A PGR aproveitou também para falar de uma auditoria que mandou realizar, no início de janeiro, aos inquéritos-crime que foram tornados públicos através da violação do


EM FOCO

Abertura Ano Judicial

segredo de justiça e que danificaram o “prestígio” da Justiça. Uma auditoria que teve como objetivo não só identificar os autores dessas violações, mas também “analisar” como têm decorrido tais violações, “de forma a estabelecer um conjunto de boas práticas processuais”. Quando ainda não se sabia da decisão de afastar a diretora do DCIAP, Joana Marques Vidal dava já a entender que alguma coisa não estava a correr bem. Tem havido na investigação destes crimes “sinais de menor eficiência e de demasiada morosidade”, disse então, acrescentando que agora, “impõem[-se] respostas tecnicamente qualificadas, coordenadas e planificadas com os diversos órgãos de polícia criminal, bem como com as demais instituições que asseguram as necessárias perícias e demais apoio técnico”. A área da Justiça Logo a seguir foi Paula Teixeira da Cruz a apontar as prioridades do Governo para a área da Justiça neste ano judicial, e a cartilha foi bem diferente da do Chefe de Estado. A mi-

nistra apontou as prisões e a reabilitação dos presos como uma prioridade, mas não deixou de referir que a Justiça deve primar pela eficiência e pela celeridade na resolução dos litígios com incidência económica. O momento solene serviu também para anunciar a compra de um edifício simbólico para o setor: o antigo Tribunal da Boa Hora, em Lisboa.Aqui irá funcionar o Centro de Estudos Judiciários, que ficará paredes-meias com um museu judiciário. O negócio custa aos cofres do Estado 5,9 milhões de euros, a que terão de se somar obras de recuperação, já que o antigo claustro está muito degradado. Em tom de despedida, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça citou Yves Mény e considerou que os partidos se tornaram máquinas alimentadas a dinheiro, criticando os salários de assessores “com pouco mais de 20 anos”. Quanto aos recados para o setor, apontou as reformas na Justiça como “globalmente positivas”, mas alertou que elas vão permitir mais “tempo dilatório” ao alargar as possibilidades de recurso para o Supremo.

FRONTLINE/31


EMPRESA Vodafone

DOIS ANOS DE

VODAFONE FM

32/FRONTLINE


EMPRESA Vodafone

A Vodafone FM comemora dois anos de emissões de rádio, no ar em 107.2 (Lisboa), 94.3 (Porto) e on-line para todo o mundo. Esta rádio foi pioneira desde o seu lançamento, não apenas na partilha do melhor da música nova, mas também na interatividade com os ouvintes. A estratégia inovadora ganha forma no site da Vodafone FM, em www.vodafone.fm, onde os ouvintes têm acesso à playlist da rádio, podendo interagir com ela, indicando as músicas que mais gostam de ouvir em antena.

O

s dois anos de emissões da rádio Vodafone FM assinalaram-se às 00h00 do passado dia 26 de janeiro e a comemoração foi feita a preceito no Ritz Clube, em Lisboa, numa festa que contou com as atuações das bandas Capitão Fausto e Juba e a animação de Fala Baixo DJ Set e DJs Vodafone FM. A Vodafone FM procura cativar os ouvintes pela interatividade e permanente diálogo, através da entrega de música nova e relevante, da participação dos ouvintes na playlist e de uma programação diferenciadora tanto em termos de música, como de programas

e respetivos apresentadores. Com estes fatores de diferenciação atinge um auditório jovem interessado na música, aberto a novas experiências musicais e, sobretudo, que gosta de ditar tendências, ouvindo “hoje” o que será sucesso “amanhã”. Um público urbano, irreverente, imaginativo e interativo. António Carriço, diretor de Marca e Comunicação da Vodafone, explica que “esta interação permite à rádio estar atenta às novas tendências, ao mesmo tempo que conhece os gostos musicais do seu público. A interatividade é claramente um fator diferenciador da

FRONTLINE/33


EMPRESA Vodafone Vodafone FM face aos tradicionais modelos de rádio”. Ao fim de dois anos, “o balanço da Vodafone FM é muito positivo”, refere António Carriço. “A rádio está em velocidade de cruzeiro e apresenta uma grelha de conteúdo que endereça todas as áreas que nos propusemos oferecer aos ouvintes, com vários programas de autor e conteúdo informativo sobre música de reconhecida qualidade”. As emissões da Vodafone FM são pautadas por programas que mexem na música, conduzidos por protagonistas da música nacional, como MC Maze da “Red Bull Music Academy Radio”; a crew da Faster que emite a frequências gravíssimas no “Fala Baixo”; a revista Time Out com o seu “Checkpoint”; os doutores Hélder Gomes e Nuno Costa Santos das “Canções de Auto-ajuda” e a conversa de grafonola de Mário Lopes e Quim Albergaria em “Dois Homens e um Disco”. Em toda a grelha de programação a música aparece em grande destaque e, segundo António Carriço, esta é uma estratégia para manter: “O conteúdo da Vodafone FM mantém-se fiel ao produto de rádio que foi definido desde a sua criação. Mantém uma relação estreita com o seu auditório e está sempre atenta às novas tendências musicais, fazendo pequenos ajustes na sua programação para manter o carácter inovador e gerador de tendências com que se comprometeu desde a primeira hora”. Fora do estúdio No último ano a Vodafone FM saiu do estúdio e aproximou-se de quem a ouve, marcando presença nos festivais Vodafone Mexefest e Vodafone Paredes de Coura, com uma cobertura focada na partilha de conteúdos exclusivos e na transmissão de concertos. Já nos dias 12 e 13 de abril será a vez de a Vodafone FM acompanhar de perto o Warm-up Vodafone Paredes de Coura, que vai reunir na Praça D. João I, no Porto, com no-

mes como Capitão Fausto, Everything Everything, Lee Ranaldo Band, Linda Martini, Matias Aguayo, No Age, Omar Souleyman, Sensible Soccers, Stealing Sheep, The Wedding Present e Veronica Falls. António Carriço explica que “festivais como o Vodafone Mexefest ou o Vodafone Paredes de Coura representam ótimas oportunidades de sinergia para a Vodafone FM, dada a sintonia entre os estilos de música, sendo a rádio um excelente complemento para um festival de música e um meio preferencial de comunicação que nos permite chegar ao target em causa. É de esperar, em cada festival a que a Vodafone se associe, novas ideias, novas iniciativas e um grande envolvimento da Vodafone FM”. Sobre esta ligação dinâmica da Vodafone à música, o diretor de Marca e Comunicação lembra que “a Vodafone patrocina e promove eventos ou atividades que sejam uma expressão dos seus valores e se integrem na sua política de comunicação. A música, que absorve cerca de metade do investimento anual da Vodafone em patrocínios, destaca-se pelas emoções que desperta e pela abrangência que tem em termos de público”. A Vodafone FM continuará com os olhos e ouvidos dedicados à criatividade de uma comunidade exigente. O objetivo é continuar a ser a estação dos novos criadores que se destacam na música pop, rock, hip hop, dança ou nas múltiplas fusões de qualquer um destes estilos, assim como a fonte mais acessível para quem não passa sem o melhor da música nova nacional e internacional. Esta rádio pode ser ouvida em direto em todo o mundo em www.vodafone.fm e através da app para iOS (App Store) e Android (Google Play). Está presente também no Facebook, onde se sucedem os passatempos e as interações da comunidade de ouvintes que, desde o lançamento da rádio, tem tido sempre reações muito positivas ao conteúdo e ao projeto.

FALA BAIXO

CHECKPOINT TIME OUT

O Fala Baixo é o espaço semanal das ondas her tzianas na Vodafone FM dedicado à bass culture, que vai do dancehall jamaicano ao Miami Bass, até às sonoridades mais atuais do drum’n’bass e dubstep. O programa é transmitido todas as quintas-feiras, às 23 horas. Também disponível em podcast.

Todas as quartas-feiras, às 9 e às 18 horas, a revista Time Out faz o sumário dos principais acontecimentos de música na semana. Meia hora é quanto basta para organizar a agenda musical para o resto da semana. Disponível em podcast.

34/FRONTLINE


EMPRESA Vodafone

MEXETAPE A música é para ser partilhada. É isso que fazem, todas as semanas, os convidados da Vodafone FM: partilham com os ouvintes a música que andam a ouvir.Todas as quintas-feiras, às 22 horas, com repetição aos domingos, às 17 horas, e disponível em podcast, uma hora de música mexida por quem mexe na música.

OBLÁ FM Maze é uma das vozes mais reconhecidas do panorama hip hop nacional e a figura de proa do Oblá FM da Red Bull Music Academy Radio. E isso significa entrevistas, showcases, um trabalho de detetive em busca das figuras, dos sons e das pistas mais underground da cidade do Por to. O programa é transmitido às quar tas-feiras e aos sábados, pelas 21 horas. Também disponível em podcast.

DOIS HOMENS E UM DISCO Mário Lopes (jornalista e crítico de música do Público/Ípsilon) senta-se com Quim Albergaria para ouvirem um disco novo, de uma ponta à outra. Não há segundas opor tunidades para gerar uma primeira impressão e são dessas reações imediatas à música ouvida a estrear que as conversas do Mário e do Quim são feitas. O programa é transmitido às segundas-feiras, pelas 22 horas, com repetição aos sábados, pelas 15 horas, também disponível em podcast.

CANÇÕES DE AUTO-AJUDA Não sabe que música pôr a tocar quando o seu tio menos favorito vem jantar? E qual a música perfeita para se acalmar antes de um exame? Ou para se declarar à sua cara-metade? Na Vodafone FM, Hélder Gomes (jornalista e apresentador do programa “A Rede” do Canal Q) e Nuno Costa Santos (argumentista e escritor) dão as dicas necessárias para estar em forma musical nos momentos mais inesperados. O programa é transmitido de segunda a sexta-feira, com um compacto ao domingo, pelas 11 horas. Pode também ser ouvido a qualquer hora em podcast.

FRONTLINE/35


EMPRESA Vodafone

JOAQUIM QUADROS EM DISCURSO DIRETO “A rádio porquê? Um microfone, uns headphones e alguém do outro lado está pronto até que uma luz a dizer ‘NO AR’ se acende. Ali tudo acontece, é como subir ao palco. Digo-o mesmo sem nunca ter subido a nenhum. E aqueles quatro elementos juntos fazem o meu dia. Transpor tam-me para onde eu gosto de estar – com as pessoas a falar sobre música. O simples conceito da par tilha é um lema de vida.”

RAQUEL LOUÇÃ EM DISCURSO DIRETO “Há muito tempo que sei que gosto de rádio e que a música é uma ar te fundamental na minha vida. Desde os tempos das músicas ouvidas e gravadas em cassetes que ainda hoje guardo. Tempos em que também costumava repetir o que o/a locutor/a da “telefonia” dizia. Tenho agora a opor tunidade de par tilhar com muitas pessoas a minha paixão, pela comunicação via rádio e de ouvir as novas tendências da música com essas mesmas pessoas. É um casamento perfeito.”

NO BOLSO A Vodafone FM também pode ser ouvida através de uma aplicação gratuita para os smartphones iPhone e Android. Com esta aplicação, os ouvintes e fãs da rádio passam a poder ouvir a Vodafone FM em direto onde quer que estejam, juntando-a à lista das suas aplicações preferidas. Além da emissão em direto, a aplicação disponibiliza também uma agenda de concer tos, a lista de programas da rádio com acesso às emissões em podcast, vídeos e a funcionalidade gosto/não gosto para interação com a playlist. É ainda disponibilizada a secção “Rewind”, que permite ouvir emissões passadas. Para obter esta aplicação, basta pesquisar por Vodafone FM na App Store ou na Google Play e fazer o download gratuito da app.

36/FRONTLINE


Raindance® Select. My Shower Pleasure. O duche nunca foi tão pessoal. Use o novo Raindance® Select Showerpipe para máximo prazer no seu duche. O chuveiro fixo, com a sua performance XXL simula o efeito da chuva, o chuveiro de mão altera entre três jactos distintos com um só click, e a termostática permite-lhe arrumação sobre a elegante prateleira de vidro. Conheça o Raindance® Select Showerpipe em hansgrohe-int.com/raindance

Tal como este, muitos dos produtos da Hansgrohe permitem uma poupança de água até 40%, reduzindo os consumos do utilizador e as emissões de CO2, graças à tecnologia EcoSmart. Descubra quanto pode poupar com os nossos produtos em hansgrohe-int.com/savings-calculator Visite a HANSGROHE PORTUGAL Rua Antoine de Saint-Exupéry - Alapraia 2765-043 ESTORIL Tel. +351 21 466 71 10 hansgrohe@jrb.pt


HOTELARIA Corrêa de Barros

“CONSIDERO O HOTEL PALÁCIO O EX-LÍBRIS DO ESTORIL” 38/FRONTLINE


HOTELARIA Corrêa de Barros por Patrícia Vicente

Corrêa de Barros é, desde 2003, diretor-geral do emblemático Hotel Palácio, no Estoril. Orgulhoso do trabalho que desenvolveu ao longo destes 10 anos, e que passou pela renovação total de “todos os quartos e suítes do hotel, equipando-os com o que de melhor há no mercado e na decoração atual”, este hoteleiro recorda o passado da unidade, revelando que a mesma esteve ligada aos “principais acontecimentos que marcaram a história de Portugal e da Europa, no século passado”. Para Corrêa de Barros, o Hotel Palácio “está de novo no seu apogeu”, e no futuro espera que a unidade possa continuar a “atrair cada vez mais hóspedes que apreciam verdadeiramente esta nossa maneira de estar na hotelaria”, conclui. Como descreve o Hotel Palácio Estoril? O que o distingue das restantes unidades hoteleiras existentes? Considero o Hotel Palácio o ex-líbris do Estoril. Desde a sua implantação, ao longo da avenida principal do parque, com uma orientação nascente/poente, que este é um hotel emblemático. Possuindo 32 suítes e 130 quartos, e com capacidade de 320 camas, abriu as suas portas em 1930 e desde então tem sido renovado, tendo sabido adaptar-se, durante quase nove décadas, aos principais requisitos dos hotéis de grande prestígio. Para além da sua situação geográfica, num terreno de grande dimensão e muita privacidade, está ladeado pelo edifício das Termas do Estoril e Banyan Tree Spa e do Palácio Estoril Residências, dos quais é coproprietário e aos quais se encontra ligado por uma galeria subterrânea. No entanto, a grande mais-valia deste hotel são as suas zonas públicas: salas e salões de beleza excecional, criados graças ao génio artístico do grande decorador Lucien Donnat, que, desde os anos 50, transformou os interiores Arte Nova naquilo que eles são hoje. Sente-se o peso da história neste hotel? É este aspeto que, na sua opinião, melhor define esta unidade? O Hotel Palácio Estoril esteve, praticamente desde a sua abertura, ligado aos principais acontecimentos que marcaram a história de Portugal e da Europa, no século passado. Foi refúgio de grande parte dos regentes e cabeças coroadas da Europa, dos países invadidos pelas tropas de Hitler

durante a Segunda Guerra Mundial. Foi quartel-general da espionagem dos Aliados durante este conflito, e subsistiu na Revolução do 25 de Abril e no período conturbado que se lhe seguiu. São também marcos importantes a Assembleia-Geral da Nato, em 1985, e inúmeros acontecimentos político-sociais, que nos escolheram para palco. Graças a este renome, e em conjunto com o Casino Estoril – do qual foi proprietário até aos anos 60 –, foi tema de inspiração de Ian Lancaster Fleming, para a criação do mítico agente secreto 007 – James Bond. Também por esta razão, foi escolhido para, em 1968, ser um dos locais de gravação do único filme desta saga realizado em Portugal, Ao serviço de Sua Majestade, com o ator George Lazenby. Qual o perfil dos vossos clientes? Fazemos a distinção entre clientes e hóspedes. Clientes são todas aquelas pessoas que nos visitam para inúmeras atividades, tanto festas de cariz familiar, como reuniões, seminários, conferências, ou, simplesmente para a utilização dos nossos espaços. Hóspedes são aqueles clientes que se hospedam por períodos mais ou menos prolongados e que, de um modo geral, se sentem atraídos por hotéis clássicos, de grande conforto e serviço personalizado. Os escalões etários variam conforme a época do ano ou a motivação da viagem que os traz até ao Estoril. Quais são as principais apostas desta unidade nos últimos anos? Nos últimos 10 anos, apostámos em renovar totalmente todos os quartos e suítes do hotel, equipando-os com o que

FRONTLINE/39


HOTELARIA Corrêa de Barros

de melhor há no mercado e na decoração atual. Para isso contámos com a experiência da dupla de decoradores ingleses Chrissie Fairlamb – designer de interiores – e Bart Lacey. Preocupámo-nos também em dotar os edifícios contíguos, ligados à saúde e lazer. Para isso apostámos na construção de um ginásio, de 14 salas de massagem, de duas piscinas aquecidas, hammam, sauna e jacuzzi. Renovámos totalmente a área da piscina exterior, assim como o parque de automóveis e respetivo ajardinamento, e construímos uma garagem. O que leva os clientes a preferirem o Hotel Palácio Estoril? Quais são as atividades mais procuradas? Somos escolhidos pela nossa localização, no coração do Estoril – inserido na Costa do Estoril –, por sermos um resort cosmopolita que se situa perto de Lisboa, com as suas praias e o Parque Natural de Sintra-Cascais. As atividades pelas quais somos mais procurados são o turismo de lazer, com a utilização de todas as nossas infraestruturas. Destaque para o Golfe do Estoril, que tem um total de 27 buracos e é casa de um dos mais prestigiados clubes de golfe de Portugal, o Clube de Golf do Estoril. O turismo de negócios, hoje definido como MI (Meeting Industry), é outra das nossas grandes apostas, isto devido à nossa capacidade e diversidade de salas, que é um fator

40/FRONTLINE

de grande atração. A nossa proximidade ao Centro de Congressos do Estoril, onde somos um dos parceiros no fornecimento de serviço de catering, é também um fator determinante para a escolha do Hotel Palácio. A piscina, de dimensões ótimas, também é muito procurada durante a época alta, nomeadamente de maio a outubro. A proximidade ao Autódromo do Estoril, onde se realizam inúmeras provas patentes nos calendários nacional e internacional de automobilismo e motociclismo, atrai igualmente muitos turistas. Outras atividades, tais como torneios de bridge, inúmeras receções, festas, bodas e outras festas de índole familiar, são também muito importantes para nós. Em termos de taxa de ocupação, que valores atingiram no ano passado? E este ano, esperam superar esses valores? As taxas de ocupação dos hotéis de cinco estrelas na Costa do Estoril têm vindo a baixar devido a dois fatores principais: a crise nacional/internacional, por um lado, e a mais que duplicação de oferta de quartos no Estoril e Cascais, nos últimos oito anos, por outro. O crescimento do turismo na Europa, em geral, e em Portugal e na Costa do Estoril, em particular, não tem conseguido satisfazer toda a oferta de grande qualidade desta


HOTELARIA Corrêa de Barros

zona. Se, por um lado, há mais massa crítica no concelho e mais promoção do destino nos diversos mercados que nos procuram – o que faz com que os preços se tenham mantido num nível razoável –, a verdade é que não existe procura suficiente para toda a oferta disponível. As estatísticas oficiais espelham bem os resultados desta zona, que sendo o quarto destino turístico português, devia ser mais bem promovida e cuidada pelos organismos competentes a nível nacional. O ano de 2013 apresenta-se com um número de reservas ligeiramente superior ao ano passado, no mesmo período, mas mesmo assim fica aquém do necessário.

dade e a sua antiguidade e fama mundial, esta equação é alterada e podemos regozijar-nos por cada vez termos mais hóspedes que repetem as suas visitas, ano após ano, e alguns mais do que duas ou três vezes por ano. Buscam sobretudo a nossa grande qualidade de serviço, nível de instalações, cuidado, atenção aos detalhes, sem esquecer o fator humano, que é talvez aquilo que nos torna mais procurados. O nosso lema “Grand & Cosy”, que faz parte do atual logótipo do hotel, espelha bem que, sendo uma unidade de média dimensão, conseguimos manter um nível de atendimento a que só alguns conseguem chegar.

De que países recebem mais turistas? Os turistas que mais nos procuram são, em primeiro lugar, os portugueses, seguidos pelos espanhóis, britânicos, alemães, franceses, irlandeses, russos, norte-americanos, dinamarqueses e brasileiros. Dos cerca de 45 mil turistas que recebemos no ano passado, 28% são provenientes destes 10 mercados.

Que balanço faz da sua experiência enquanto diretor-geral do Hotel Palácio? Estou neste lugar desde 2003, embora já fizesse parte dos quadros há bastante mais anos. Posso considerar uma experiência desafiante ter ajudado a manter e a requalificar um hotel emblemático e com tanto peso histórico, em Portugal e na Europa.

De que vêm à procura os turistas quando escolhem o Hotel Palácio? De uma forma geral, a motivação de um turista rege-se, primeiro, pela procura do destino e seguidamente pelo hotel. No caso do Hotel Palácio, dada a grande notorie-

Na sua opinião, as redes sociais e a Internet são um meio privilegiado para promover as empresas ligadas ao Turismo? A Internet é hoje o principal meio que os clientes utilizam para efetuar uma reserva. Cerca de 90 % dos tu-

FRONTLINE/41


HOTELARIA Corrêa de Barros

PRIMEIRA PESSOA

CORRÊA DE BARROS Viagem inesquecível

Istambul ristas individuais chegam até nós através dos diferentes motores de busca e de reserva de quartos.A possibilidade que um potencial hóspede tem de, em qualquer ponto do mundo, poder visualizar a suíte ou quarto que vai ocupar, o restaurante onde vai jantar, a piscina que vai utilizar, veio, sem sombra de dúvidas, revolucionar a forma como eram feitas as reservas anteriormente. As redes sociais estão neste momento a contribuir também, e sobretudo, para a divulgação das nossas atividades e para a comunicação com os nossos hóspedes, clientes e simpatizantes, de uma maneira muito rápida e eficaz.

Hotel de sonho Hotel du Cap-Eden-Roc, Cap d’Antibes

O que podemos esperar, no futuro, deste hotel? Penso que o Hotel Palácio está de novo no seu apogeu. A Costa do Estoril, onde estamos inseridos e da qual fomos fundadores, tem-se vindo a requalificar ao longo dos últimos 20 anos, tendo-se tornado numa das mais atrativas regiões turísticas do país. A forte concorrência que se faz sentir nos segmentos da hotelaria de luxo e de cinco estrelas desta região, faz com que o efeito diferenciador, patente no nosso património histórico e até talvez um pouco mítico, continue a atrair cada vez mais hóspedes que apreciam verdadeiramente esta nossa maneira de estar na hotelaria.

Poema da sua vida “Batem leve levemente…”

Se tivesse que descrever o hotel numa só palavra, o que diria? Palácio.

42/FRONTLINE

Restaurante preferido Cafeína, na Foz do Douro, Porto Carro de sonho Aston Martin

Livro que tenha lido mais do que uma vez A cidade e as Serras, de Eça de Queiroz Teatro ou cinema Cinema

Um lema “Focus on success and act as there isn’t another option” (pedindo desculpa pelo estrangeirismo) Férias na praia ou na cidade Longas na praia, curtas na cidade Cidade da sua infância Porto

Tem saudades de… Família e amigos já desaparecidos Viveu tudo o que queria? Ainda não. Mas já vivi bastante…

Figura que mais admira Jesus Cristo


GRANDE ANGULAR Boca do Lobo

44/FRONTLINE


GRANDE ANGULAR Boca do Lobo

UM MUNDO RICO EM EMOÇÕES por Patrícia Vicente

Produtos com um look irreverente, que aliam a qualidade portuguesa, em termos de mobiliário, aos saberes de outros tempos. Foi esta a fórmula encontrada pela Boca do Lobo para surpreender. Mais um caso de sucesso que eleva o design português à escala mundial. FRONTLINE/45


GRANDE ANGULAR Boca do Lobo

R

icardo Magalhães, Amândio Pereira e Pedro Sousa (que entretanto deixou a empresa) fundaram, em 2006, uma das marcas portuguesas mais internacionais do mundo do mobiliário. Gozando de um estilo irrepreensível e muito próprio, que combina tradição e contemporaneidade com um design “emocional”, as peças da Boca do Lobo são comercializadas em países tão diversos como Estados Unidos, Azerbaijão, França e Nova Zelândia. Entender e interpretar o passado através da tecnologia e do design contemporâneo é a principal missão da Boca do Lobo. Para isso, a marca faz uso do conhecimento aliado às mais modernas tecnologias, de modo a fazer transparecer, em cada peça, a sabedoria dos artesãos. Com a Boca do Lobo devemos esperar o inesperado, isto porque em cada peça existe a alma, o trabalho 46/FRONTLINE

e a identidade dos designers. Depois, é ainda possível que cada cliente adicione o seu gosto e o seu modo de vida, adquirindo assim, mais do que uma simples peça decorativa, verdadeiros pedaços de uma história, a sua história pessoal. Uma maneira diferente de criar As criações dos designers estão divididas em três coleções: Soho Collection, Coolors Collection e Limited Edition – Large Emotion. Sempre na vanguarda da reinterpretação e apostando no design de alto nível, familiarizado com extraordinários estilos arquitetónicos, a Soho é uma das principais coleções da Boca do Lobo. Inspirada no lado cosmopolita que caracteriza o bairro de Nova Iorque com o mesmo nome, faz uma reinterpretação de formas e materiais, apresentando um equilíbrio


GRANDE ANGULAR Boca do Lobo

entre o design arquitetónico e um apelo ao clássico. Madeiras requintadas, técnicas tradicionais e temas intemporais são aplicados nos projetos, criando peças carismáticas e verdadeiramente sedutoras. Na Coolors Collection, o poder da cor é o fenómeno “cool” que inspirou a sua criação. As cores são utilizadas pela sua estética, bem como pela capacidade de influenciar a mente humana através da estimulação do sentido visual de cada um. As cores induzem muitas emoções e estados de espírito. Assim, a intenção, ao associar sensações de cor à coleção, é estimular emoções de modo a que quem entre em contacto com as peças se possa identificar com elas e se deixe “colorir” por elas. O desejo inato da Boca do Lobo de criar móveis exclusivos, que diluam a fronteira entre o design e a arte, é perfeitamente ilustrado na Limited Edi-

FRONTLINE/47


GRANDE ANGULAR Boca do Lobo

tion - Large Emotion. Pedro Sousa, designer fundador desta coleção, possui um inegável talento para a conceção de peças que agitam as emoções. A Limited Edition começou a trazer status e singularidade a cada projeto de Pedro Sousa, acrescentando valor à marca Boca do Lobo. A Limited Edition é constituída por peças com personalidades distintas e únicas. A fusão entre a arte e o design é apresentada numa série limitada de 20 peças, feita à mão por um único artesão. A coleção de produtos exclusivos é o resultado da colaboração da equipa da Boca do Lobo, que se esforça por satisfazer os desejos dos seus clientes, 48/FRONTLINE


GRANDE ANGULAR Boca do Lobo

com o objetivo comum de conceber peças com o mais elevado nível de prestígio. Um processo dinâmico de inovação, tanto na tecnologia como no design, obriga a uma contínua reinterpretação da marca. Produtos diferenciadores No que toca ao processo criativo, desengane-se quem pensa que o mesmo começa com esquiços. Com uma equipa jovem e que prima pela diferença, uma das metodologias adotadas é o “mundo da marca”, em que a equipa tenta perceber as marcas preferidas dos potenciais clientes, a que restaurantes vão e qual o seu estilo de vida. É exatamente deste

“estudo” que saem pistas para a elaboração das mais diferentes peças. Posteriormente, mesas, bancos, espelhos e os famosos aparadores em carvalho sólido, mogno, pau-rosa e nogueira, entre muitos outros materiais, são produzidos por uma empresa de produção subcontratada, e podem demorar entre dois meses a um ano a serem concluídos. Com as portas do seu estúdio, em Rio Tinto, sempre abertas para receber novos clientes, a Boca do Lobo apresenta peças que podem ser compradas diretamente através da marca. Destaque para a alta qualidade do produto final, uma exigência de que a Boca do Lobo não abre mão.

FRONTLINE/49


ESPECIAL Mergulho

MAIS DO QUE UM HOBBY 50/FRONTLINE


ESPECIAL Mergulho

por Patrícia Vicente

Se os peixes, as rochas, as plantas e os navios afundados que se escondem no fundo do nosso mar o atraem, então mergulhe nas águas frias do Atlântico e descubra um mundo realmente fascinante.

FRONTLINE/51


ESPECIAL Mergulho

I

magine este cenário: silêncio, calma absoluta, descanso completo, liberdade... São características que fazem, para muitos, parte do desejo de umas férias perfeitas. Mas agora acrescente água, peixes e toda uma variedade de vida marinha à espera de ser explorada no seu ambiente natural. Tudo isto descreve o mergulho. E sob as águas azuis dos mares portugueses esconde-se um verdadeiro mundo de cores, formas e sensações. Corais, rochas, grandes peixes, medusas, polvos e delicados organismos aquáticos formam um colorido jardim submarino ao alcance de qualquer pessoa, desde que disposta a uma preparação prévia, num curso de mergulho. Existem três tipos de mergulho: livre, autónomo e dependente ou semi-autónomo. O mergulho livre é a modalidade em que o mergulhador não usa equipamentos para respirar debaixo de água. Pelo contrário, no mergulho autónomo, o mergulhador é auxiliado por equipamentos que ele próprio leva consigo. No mergulho dependente, os praticantes utilizam equipamentos que lhes permitem respirar debaixo de água, mas não os carregam, sendo a alimentação feita a partir da superfície. Para os principiantes é recomendado o mergulho livre. Outra das possibilidades é o mergulho em caverna, que mistura técnicas de espeleologia e mergulho. Este é um

52/FRONTLINE

dos tipos mais emocionantes e fascinantes deste desporto, mas igualmente um dos mais perigosos, exigindo conhecimentos específicos para a sua prática. Descobrir a nossa costa Na costa portuguesa existem dois pontos de eleição para o mergulho autónomo: o Portinho da Arrábida, na região do Sado, e a Fonte da Telha, a última praia da Costa da Caparica. Os mergulhadores gostam de explorar as encostas rochosas da Fonte da Telha, a 35 metros de profundidade, um dos locais mais selvagens nas águas da Caparica. Em termos de fauna, cardumes de congros, safios, sargos e sardinhas desfilam entre as rochas cobertas de corais, espirógrafos e gorgónias. Nas tocas rochosas, espreitam moreias, lagostas e cavalos-marinhos. Junto à Pedra da Mália, a 16 metros de profundidade, existe um jardim de luminárias, grandes algas que crescem verticalmente. Este é um dos cenários subaquáticos mais visitados pelos mergulhadores. Com temperaturas entre os 10º e 15º C e visibilidade até seis metros, os mergulhos nesse local decorrem durante quase todo o ano, com exceção de janeiro e fevereiro, quando o vento sul provoca muita agitação no mar.


ESPECIAL Mergulho

Já no Portinho da Arrábida, os mergulhos chegam a durar 50 minutos, a 15 metros de profundidade, com visibilidade até 10 metros em redor. Estas expedições subaquáticas são sempre acompanhadas por um instrutor-guia. Para além destes dois spots existem muitos outros locais onde é possível praticar esta atividade, sendo Cascais um dos mais interessantes. Com uma fauna e flora abundantes, podendo mesmo encontrar-se peixes de bom porte e algumas espécies consideradas raras, em Cascais, as cores e as formas que podem ser observadas surpreendem ao primeiro olhar e conquistam mesmo os mais céticos. Cascais Dive Center O Cascais Dive Center é o novo arranque de um projeto lançado em 2009, a ROCADIVE – Sintra Scubadive School, cujo nome presta homenagem a Sintra e Cascais e ao ponto onde a terra toca no mar. A ROCADIVE funcionou durante dois anos como escola de mergulho pura, centrando toda a sua atividade na formação de novos mergulhadores e na formação continuada dos seus próprios mergulhadores. Em 2011, surgiu a oportunidade de abraçar um pro-

jeto de mergulho existente em Cascais e, em março de 2012, a ROCADIVE adquiriu a totalidade do capital deste projeto, criando o seu primeiro dive center em Portugal – o Cascais Dive Center. Um staff altamente empenhado e com uma grande experiência neste tipo de desporto – que inclui instrutores PADI e SSI, com uma formação vastíssima – possibilita aos mergulhadores uma excelente experiência subaquática. A equipa conta ainda com um conjunto de Divemasters, que fazem com que cada mergulho seja “o mergulho”. De entre as experiências disponíveis, destaque para os batismos de mergulho, que possibilitam conhecer o fundo do mar e experimentar respirar debaixo de água, enquanto se observam as maravilhas existentes no mundo subaquático. Os cursos PADI, que são o primeiro passo para quem não possui nenhuma experiência de mergulho, são como o passaporte para poder mergulhar em Portugal ou em qualquer parte do mundo. Os passeios de barco são outra das atividades disponíveis. Com uma embarcação de 6,70 metros, com capacidade para 10 pessoas, e com uma costa magnífica para descobrir, o melhor é mesmo embarcar nesta viagem e ir ao encontro de paisagens naturais surpreendentes.

FRONTLINE/53


ESPECIAL DOSSIER Férias na neve Aerografia

UMA NOVA FORMA DE ARTE Transformar um capacete, uma prancha de surf ou uma bicicleta numa verdadeira obra de ar te é uma tarefa complicada, contudo, no final, o resultado é deveras impressionante. 54/FRONTLINE


ESPECIAL DOSSIER Férias Aerografia na neve

A

aerografia é uma técnica de pintura e ilustração muito parecida com o graffiti, só que na primeira são utilizados aerógrafos – pequenas pistolas ligadas a compressores de ar que produzem jatos de tinta. De acordo com os historiadores, esta técnica é muito antiga e terá surgido na Pré-História, numa altura em que os homens das cavernas pintavam com recurso a tubos feitos a partir de ossos de animais. O aerógrafo moderno foi inventado por Abner Peeler, em 1978.Três anos mai s tarde, em 1881, Peeler vendeu os direitos da sua invenção à Liberty Walkup e, em 1883, surgiu a Rockford Air Brush Company, fundada por Walkup, que se dedicou ao fabrico do primeiro aerógrafo e respetiva comercialização em todo o mundo. Com o passar dos anos a aerografia passou a fazer parte da sociedade e, hoje, é uma técnica sobejamente usada nos automóveis, contudo, existem outras possibilidades para esta arte. Objetos como pranchas de surf, capacetes e bicicletas começam a surgir embelezados como verdadeiras obras de arte. Um hobby diferente Oleksandr Popovych, de nacionalidade ucraniana, vive em Portugal há já muito tempo e para ele a aerografia é um hobby de que não abdica. Fascinado pelo desenho, a par da escolaridade obrigatória terminou também uma formação nesta área.

Com interesse em desenvolver alguns trabalhos ligados ao desenho, deixou-se seduzir pela aerografia, e foi desta forma que começou uma grande paixão: “Ao longo de alguns anos fui comprando material e aprendendo ao mesmo tempo.” Primeiro começou só por desenhar para os amigos, no entanto, Oleksandr acredita que este hobby pode tornar-se “uma grande aposta”. Enquanto faz os seus desenhos, para os quais utiliza material específico, como tintas e vernizes para aerografia, Oleksandr Popovych consegue alhear-se de todos os seus problemas e tensões do dia a dia. Talvez por isso afirme que, no seu caso, a aerografia é “uma espécie de terapia”, que faz com que se esqueça de que está cansado ou tem fome. O preço dos seus trabalhos varia consoante “a dificuldade e o custo dos materiais”, mas os mais difíceis são aqueles que lhe dão mais prazer. Consciente de que esta é uma técnica que está sempre a conhecer inovações, Oleksandr afirma que está pronto “para aprender mais”. Se para si a singularidade é algo de muito importante, tem mais uma possibilidade de personalizar os seus objetos. Facebook Oleksandr Popovych Email oleksandrpopovych1974@gmail.com

FRONTLINE/55


BOLSA IMOBILIÁRIA by Sotheby’s Realty

EDIFÍCIO DE PRESTÍGIO LISBOA Preço: € 675.500 Referência: 4000030547 Tel. 919 228 919 Apartamento com 170 metros quadrados em edifício de prestígio, em zona prime, com segurança durante 24 horas e estacionamento. Oferece dois quartos, escritório, ampla sala de estar e sala de refeições. Localização central, junto ao Marquês de Pombal.

58/FRONTLINE


BOLSA IMOBILIÁRIA by Sotheby’s Realty

CONDOMÍNIO ELEGANTE ESTORIL Preço: € 440.000 Referência: 102120032 Tel. 919 228 919

Elegante T2 com 122 metros quadrados, em condomínio de apenas 10 apartamentos, com jardim e duas piscinas. Encontra-se equipado com ar condicionado, aquecimento, aspiração central, cofre, alarme, sensores de luz nas zonas de circulação e música ambiente. Apresenta uma magnífica vista de mar.

FRONTLINE/59


BOLSA IMOBILIÁRIA by Sotheby’s Realty

PRIVACIDADE E TRANQUILIDADE CAXIAS Preço: € 880.000 Referência: 104130018 Tel. 919 228 919 Moradia totalmente remodelada, muito bem localizada no centro de Caxias. Próxima de todas as comodidades que esta localidade tem para oferecer, goza, no entanto, de total privacidade e tranquilidade. A sua remodelação recente incluiu a substituição de toda a rede elétrica e canalização, bem como do telhado e colocação de isolamento térmico no exterior de toda a casa.

60/FRONTLINE


BOLSA IMOBILIÁRIA by Sotheby’s Realty

CONDOMÍNIO PRIVADO VILAMOURA Preço: € 1.995.000 Referência: 4000022137 Tel. 919 228 919

Inserida num condomínio privado, exclusivamente tranquilo e com segurança, numa localização excecional entre Quinta do Lago e Vale do Lobo, esta moradia de luxo, muito requintada, conta com decoração excecional que a torna única. Digna de pessoas distintas que prezam viver num pequeno paraíso discreto e com extrema privacidade, está inserida num lote de 2250 metros quadrados com área de construção de 518 metros quadrados, com fantásticas vistas sobre o mar e campo. Excelentes materiais e acabamentos, amplas e espaçosas áreas. O conforto e os detalhes foram levados muito a sério e presenteiam os seus habitantes com amenidades fantásticas, elevando os padrões de qualidade de vida a um patamar mais alto. À entrada, um majestoso hall com acesso à luminosa e ampla sala de estar com lareira e sala de jantar. Toda esta área está rodeada por portas em vidro que permitem uma excelente exposição solar. A cozinha totalmente equipada conta com zona de refeições e

excelentes materiais. Seguem-se duas suítes com áreas espaçosas e modernas, escritório e casa de banho social. No primeiro andar o quarto principal tem acesso a um fantástico e espaçoso terraço de onde é possível observar a piscina e o jardim. Na cave existe também uma suíte que pode ser usada para hóspedes, pessoal ou para adolescentes porque tem entrada pelas traseiras, conferindo total privacidade. A garagem conta com lugar para carro, espaço para zona de jogos, arrecadação e uma enorme área com lavandaria, despensa e copa. Lá fora, existe um agradável jardim diversificado e maduro com piscina e deck novo, relva plana, uma fantástica zona de lazer, barbecue e grandes áreas. Esta oportunidade de investimento é o sonho concretizado numa das mais exclusivas zonas de luxo e lazer do Algarve.Tudo para um estilo de vida absolutamente fantástico e reservado.

FRONTLINE/61


CHECK-IN Pousada de Cascais

62/FRONTLINE


CHECK-IN Pousada de Cascais

POUSADA DE CASCAIS Av. D. Carlos I, Cidadela de Cascais Tel. 214 814 300 E-mail guest@pousadas.pt

LUXO HISTÓRICO

Ocupando a antiga Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, hoje património nacional, a Pousada de Cascais - Cidadela Historic Hotel revela memórias e surpreende pelo novo aproveitamento de luxo, requinte e design.

FRONTLINE/63


CHECK-IN Pousada de Cascais

E

m 1488, D. João II mandou construir a torre fortificada na ponta do Salmondo, devido aos frequentes desmandos da pirataria inglesa, francesa e moura e à necessidade de tornar eficaz a defesa de Lisboa. O Forte de Nossa Senhora da Luz, com a sua planta triangular, revela as ideias inovadoras dos arquitetos militares italianos, sem precedentes em Portugal. Sob a praça da Cidadela existe a Cisterna, com um teto abobadado e aspeto majestoso. É aqui se situa uma das mais recentes unidades hoteleiras do grupo Pestana, a Pousada de Cascais - Cidadela Historic Hotel. Ponto de encontro entre o antigo e o moderno, este é um hotel de luxo que se encontra integrado num complexo com uma oferta diversificada de restaurantes, bares, lojas, piscina coberta, entre muitas outras possibilidades.

64/FRONTLINE

Resultado de um investimento de 20 milhões de euros, o projeto, da autoria conjunta dos arquitetos Gonçalo Byrne e David Sinclair, obedece a critérios rigorosos de respeito pela sustentabilidade ambiental e de valorização do património natural envolvente. Com 108 quartos e 18 suítes, esta unidade é membro dos “The Leading Hotels of the World”, insígnia que a coloca entre os hotéis mais luxuosos do mundo. A decoração da Pousada de Cascais é da responsabilidade do arquiteto Jaime Morais. Gerald Luckhurst foi o arquiteto paisagista. A decoração, muito contemporânea e polvilhada por diversos apontamentos de design, convive na perfeição com as paredes seculares, com os corredores estreitos que ligam os vários edifícios, bem como com todas as comodidades modernas


CHECK-IN Pousada de Cascais

da indústria hoteleira (LCD, internet wi-fi, roupões de banho, etc.). Para aceder aos quartos e suítes, que podem ter ou não vista de mar, é necessário percorrer quase um labirinto que acaba por nos conduzir às duas praças da Pousada de Cascais. Apenas uma curiosidade, algumas das acomodações têm acesso a partir do exterior e não pelo corredor interior. Outras, situadas nas antigas casernas viradas para a marina, contam com disposição decorativa e elevação “natural” que lhes confere uma apresentação única. O projeto envolvente conta também com estruturas de lazer públicas, nomeadamente o restaurante A Taberna da Praça, que vai fazer as delícias de quem aprecia comida portuguesa, o CC Club, um moderno

espaço de animação e música, lojas e espaços para eventos, entre outros. Estes espaços serão igualmente preenchidos com um calendário de eventos pensado para diferentes públicos, sejam eles turistas ou locais. Brilho cultural Com este projeto, o objetivo foi o de devolver à Cidadela e à vila de Cascais o brilho cultural de um local que já foi residência de férias da família real portuguesa e ponto estratégico da defesa nacional. Os edifícios foram restaurados de forma a preservar a herança histórica e resultaram num projeto de arquitetura moderna e cheio de luz. Os espaços são amplos e arejados e a decoração foi pensada ao pormenor, de modo a que os visitantes se sintam bem. As suas am-

FRONTLINE/65


CHECK-IN Pousada de Cascais

plas esplanadas convidam a momentos de descanso e/ ou animação não só para os locais como para todos os seus visitantes. Este é ainda o local perfeito para umas maravilhosas férias com vista para a marina de Cascais e para o oceano Atlântico. Tudo isto a apenas dois minutos do centro da vila e a escassos 20 minutos da cidade de Lisboa. Também perto deste hotel fica o Casino Estoril, bem como o paraíso dos surfistas, o Guincho. Resultado surpreendente A novíssima Pousada de Cascais - Cidadela Historic Hotel pode ser apreciada de duas perspetivas, porém,

66/FRONTLINE

em ambas o resultado é surpreendente. Se conheceu o passado militar da Cidadela, baluarte de defesa da vila de Cascais, nomeadamente na vertente de formação em artilharia antiaérea, cada canto e recanto revela memórias e surpresa pelo novo aproveitamento de luxo, requinte e design. Para quem nunca teve a oportunidade de ultrapassar os pesados portões da entrada, prepare-se para conhecer uma nova cidade(la), que se pretende cheia de vida, animação e grandes momentos de lazer. Esta é, talvez, a aventura maior do grupo Pestana, pelo que podemos estar perante uma das melhores unidades de turismo portuguesas deste grupo.


Talocci design

Touch&Steam é uma placa de vidro de alta tecnologia.

Um único objecto

EFFEGIBI PORTUGAL Rua Antoine de Saint-Exupéry - Alapraia 2765-043 Estoril Tel.: +351 21 466 71 10 | Fax: +351 21 466 71 19 effegibi@jrb.pt

minimalista para

inúmeras funcionalidades. Tenha o prazer do banho turco no

TOUCH&STEAM

O SEU DUCHE, O SEU HAMMAM

duche em sua casa.

www.effegibi.it


NÉCTARES A nossa seleção

NOVOS PALADARES

Monte das Servas Escolha Tinto

Aragonez (30%), Trincadeira (20%), Touriga Nacional (20%), Alicante Bouschet (15%) e Cabernet Sauvignon (15%) são as castas que dão “corpo e alma” ao Monte das Servas Escolha Tinto, um néctar de cor rubi e aroma limpo de frutos vermelhos. Este é um vinho equilibrado e bem estruturado, com taninos redondos e final de boca persistente, cujo estágio foi feito em garrafa durante seis meses. Com elevado potencial gastronómico, o Monte das Servas Escolha Tinto é ideal para acompanhar pratos com carnes vermelhas e queijos. Deve ser servido à temperatura de 16º a 17º C, revelando uma evolução positiva durante quatro a cinco anos.

68/FRONTLINE

Tinta Roriz 2010

Engarrafados apenas em anos de excecional qualidade, os vinhos monovarietais da Quinta do Crasto revelam a expressão máxima desta casta emblemática no seu terroir. O Tinta Roriz 2010 apresenta elegantes notas florais, bem integradas com notas de especiarias e bagas silvestres. Na boca revela-se um vinho muito elegante, envolvente e com uma excelente sensação de mineralidade e persistência. O monovarietal da Quinta do Crasto traduz todo o potencial da Tinta Roriz na melhor expressão da Região Demarcada do Douro, em edições limitadas de colheitas excecionais desta casta.

Tinto da Talha Grande Escolha 2009

O Tinto da Talha Grande Escolha 2009 é um vinho harmonioso e jovial. A casta Syrah deu-se bem em solo alentejano e neste vinho conseguiu provar a sua riqueza. Por sua vez, a casta Alicante Boushet confere no Tinto da Talha Grande Escolha 2009 o equilíbrio final. Na boca é fino e elegante. A sua intensidade na cor e sedução aos sentidos agradou a vários críticos internacionais. Este é um vinho com um aroma quente que lembra o Alentejo e a lembrança da fruta madura torna-se ainda mais valiosa na companhia de pratos de sabor forte como queijos, presuntos e enchidos, os petiscos regionais e os pratos ricos em carne.


NÉCTARES A nossa seleção

Um vinho, uma bebida espirituosa, um champanhe... aceite as nossas sugestões e cer tamente não se arrependerá!

Asti Gancia

Asti Gancia é um espumante italiano conceituado, já galardoado com o Troféu Excelência-Vin Expo Exibition Bordeaux, que se caracteriza pelo seu paladar fresco e aromatizado, com um toque frutado de alperce e mel doce. Proveniente da casta de uvas brancas moscato, é um espumante leve e espumoso, ideal como aperitivo ou para acompanhar uma boa sobremesa e pensado para os amantes de um espumante mais aromático. A Gancia, a reconhecida marca de espumantes italianos com mais de 150 anos de experiência, propõe um espumante que se adeqúe às suas preferências e àquilo que procura em termos de paladar.

Malibu Red

A Malibu criou uma parceria com o cantor e compositor NE-YO, galardoado com diversos Grammy’s, para lançar o novo Malibu Red. Pela primeira vez, a icónica garrafa branca de Malibu veste-se com novas roupagens para Malibu Red e apresenta um elegante design em prateado e um atraente e inspirador rótulo vermelho. No que toca a notas de prova, no nariz descobre-se um rum branco caribenho doce, seguido da fragrância única da tequila, a que se segue um toque de coco e baunilha. Já no paladar, destaque para a doce e complexa mistura de tequila e rum caribenho, enriquecida por um subtil sabor a coco e baunilha.

Gancia Grand Reale

Gancia Grand Reale é a mais recente novidade da gama de espumantes da marca italiana. Este é um espumante doce que se define pelas suas notas florais do campo e um leve aroma a fruta fresca. Delicadamente seco, mantém uma agradável consistência no seu paladar e é o ideal para, após o prato principal, acompanhar uma sobremesa. Elaborado com uma seleção de uvas do terroir mais adequado ao produto, tem menor graduação alcoólica, sendo assim perfeito para quem aprecia espumantes mais leves. A garrafa de Grand Reale apresenta um design moderno e atrativo, em linha com a nova imagem do outro espumante já comercializado pela Gancia, o Asti.

FRONTLINE/69


MOTORES Mercedes-Benz GL

TOPO DE GAMA PRESENÇA INTENSA

Combinando um design exclusivo com um conceito de espaço extremamente generoso, o Mercedes-Benz GL resulta numa presença intensa, que define novos padrões de segurança. Atreva-se a descobri-lo e encontre inúmeras razões para se manter descontraído.

70/FRONTLINE


MOTORES Mercedes-Benz GL

FRONTLINE/71


MOTORES Mercedes-Benz GL

C

om um design que incorpora muita personalidade, percebe-se, logo ao primeiro olhar, que o Mercedes-Benz GL é um SUV de luxo. Trata-se de uma interpretação futurista de um SUV moderno, em que palavras como “imponente”, “superior” e “generoso” se aplicam claramente. No exterior, destacam-se as linhas dinâmicas do design, sobre a traseira forte e sobre os flancos atléticos, que se estendem até à típica grelha do radiador. Com 5120 mm de comprimento (+ 21 mm) e 1934 mm de largura (+ 14 mm), o GL é maior do que o seu antecessor, o que resulta numa aparência ainda mais impressionante. A grelha do radiador, com a estrela de três pontas no centro, os faróis redesenhados e o típico pilar-D contribuem para este design de sucesso. No interior, facilmente se percebe que cada quilómetro percorrido neste automóvel é uma experiência

72/FRONTLINE

inesquecível, composta por imensos detalhes cuidadosamente inseridos. Os materiais de alta qualidade e os acabamentos refinados agradam a todos os sentidos. Já o espaço generoso transmite uma sensação de segurança e firmeza naturais. Entrar neste veículo é um processo simples e confortável, seja à frente ou atrás, graças ao ângulo de abertura das portas e às diferentes possibilidades de ajuste dos bancos e do volante. O sistema EASY-ENTRY, de ambos os lados, e o teto alto são também características a destacar. A flexibilidade é visível sobretudo no que toca ao compartimento da bagageira e aos assentos. O Mercedes-Benz GL possui uma fila de assentos divisível na traseira, com diversas opções de definições na segunda fila; os assentos individuais da terceira fila podem ser rebatíveis e rebaixados eletricamente;


MOTORES Mercedes-Benz GL

está ainda disponível para o chão da mala um compartimento rebatível que pode ser trancado. Características diferenciadoras Entre muitas outras características, este é o único veículo do segmento a disponibilizar o sistema Crosswind Assist no equipamento de série. Os diversos sistemas de segurança e assistência disponíveis nos equipamentos de série e opcionais ajudam o condutor a chegar ao destino de forma mais segura e descontraída. Ainda assim, caso ocorra um acidente, os sistemas de segurança asseguram a melhor proteção possível para os ocupantes do veículo. Os ventos laterais fortes podem desviar o veículo do seu caminho, porém, graças ao sistema ESP® de sensores, as fortes rajadas de ventos laterais podem ser reconhecidas atempadamente pelo siste-

ma Crosswind Assist (de série), ativando os travões automaticamente para corrigir a direção do veículo. O condutor é assistido para manter a estabilidade direcional, o que aumenta consideravelmente o seu sentimento de segurança. O Collision Prevention Assist alerta o condutor, através de sinais visuais e acústicos, caso a distância de segurança para o veículo da frente ou para um objeto imóvel seja ultrapassada. A tecnologia BlueEfficiency apresenta características de performance aliadas a um baixo consumo de combustível, aumento da pressão de injeção, melhorando o funcionamento e otimizando o nível de ruídos e de emissões graças a uma menor compressão. De forma a tornar o GL um modelo o mais eficiente possível ao nível dos consumos de combustível, os engenheiros da Mercedes-Benz examinaram os principais

FRONTLINE/73


MOTORES Mercedes-Benz GL

componentes consumidores de energia e otimizaram o seu funcionamento. Tecnologias eficientes O GL 350 BlueTEC 4MATIC distingue-se pela sua comprovada eficiência. O motor Diesel V6, com potência aumentada e nível de consumo otimizado, debita 190 kW (258 cv) de potência graças à tecnologia Common-Rail de terceira geração. Injetores Piezzo rápidos e precisos, a elevada pressão de injeção até 1.600 bar e o turbo com geometria variável geram um binário máximo de 620 Nm, que se traduz numa excelente disponibilidade do motor em todas as situações de condução, com baixo nível de emissões e de consumo de combustível. O motor diesel cumpre as exigências da classe de emissões Euro 6 graças ao conceito de depuração de gases de escape BlueTEC. A tecnologia de catalisadores BlueTEC é responsável pela depuração e tratamento dos gases de escape, o que torna este motor de au-

74/FRONTLINE

toignição uma unidade propulsora amiga do ambiente. A função ECO Start/Stop, de série, desliga automática e temporariamente o motor ao parar nos semáforos ou no trânsito congestionado, o que contribui significativamente para reduzir o nível de consumo. O indicador ECO apresenta um diagrama de consumo na zona do tacógrafo do painel de instrumentos, para o condutor poder verificar e adaptar o seu comportamento em relação à eficiência de condução. Através de uma otimizada gestão do alternador utilizam-se as fases de impulso do motor, bem como os processos de combustão para a recuperação da energia de movimento. Se o motor necessitar apenas de uma moderada refrigeração, a grelha do radiador reduz a resistência ao ar. De referir ainda que medidas como pneus de reduzido atrito ao rolamento, agregados secundários inteligentemente regulados e a otimizada aerodinâmica contribuem para aumentar a eficiência sustentável do automóvel.


ON THE ROAD Suzuki Série 5 Swift ActiveHybrid

TECNOLOGIAS DE AMANHÃ As tecnologias BMW EfficientDynamics permitem reduzir o consumo e as emissões, aumentando a potência e o prazer de conduzir. Todos os modelos BMW são hoje dignos representantes da mobilidade sustentada, graças à inteligente gestão energética, construção de baixo peso, aerodinâmica e a outras soluções que tornam os motores mais eficientes. Outras inovações são as novas formas de tração, como o BMW ActiveHybrid e o conceito BMW eDrive. Graças às tecnologias BMW EfficientDynamics, a BMW estabelece continuamente novos critérios no que respeita à dinâmica e à eficiência. Os modelos BMW ActiveHybrid são os melhores exemplos de que a gestão energética inteligente permite uma aliança perfeita entre o motor de combustão e o motor elétrico. Utilizando, pela primeira vez, um sistema de propulsão híbrida, o Série 5 ActiveHybrid é um veículo muito especial, onde o conceito de gestão inteligente da energia oferece uma visão

76/FRONTLINE

geral da tecnologia híbrida da próxima geração. Este automóvel constitui mais um importante passo na direção certa para toda a gama de veículos, permitindo reduzir o consumo de combustível e o nível de emissões de CO2, aumentando o prazer de condução. No Série 5 ActiveHybrid todos os componentes híbridos harmonizam-se perfeitamente, assegurando uma fantástica dinâmica, que se destaca pelos baixos níveis de consumo de combustível e emissões de CO2. O motor de seis cilindros em linha, a gasolina, com tecnologia BMW TwinPower Turbo, combina com um motor elétrico de 40 kW, que permite reduzir consideravelmente o consumo, sem penalizar a dinâmica de condução. Com a transmissão automática de oito velocidades Steptronic, este automóvel oferece uma condução dinâmica e eficaz, permitindo uma rápida engrenagem sem interrupção percetível da força motriz.


ON THE ROAD MINI BMW Cooper Série SD 3

ESTILO DESPORTIVO Apostando numa forma diferente de ser MINI, o MINI Roadster Cooper SD tem um espírito muito mais egoísta.Transportando apenas dois ocupantes e as respetivas bagagens, é ideal para quem opta por um estilo de vida a dois, sem compromissos. A capota em lona, que se abre de forma manual mas muito simples, garante-lhe um ar desportivo e muito jovem. Basta rodar um manípulo que se encontra junto ao para-brisas e com um rápido golpe de braço encostá-la atrás dos encostos de cabeça dos bancos, imediatamente atrás dos arcos de segurança. Mas se preferir viajar com a capota colocada, saiba que este automóvel parece até mais apelativo do que o Coupé, já que fica com uma imagem mais light. O único senão é o facto de a estrutura produzir muitos ruídos que, facilmente, entram no habitáculo. Contudo, os atrativos do MINI Roadster Cooper SD não se ficam pela sua capota, o 2 litros turbodiesel de 143 cv, o mesmo motor do BMW 318d e o único a gasóleo disponível nesta configuração, nunca

será tão explosivo como o 1.6 Turbo que equipa os Cooper S, mas imprime bons ritmos ao roadster. O motor está disponível com uma caixa automática de seis velocidades. Este automóvel alcança os 100km/h em 8,3 segundos e uma velocidade máxima de 204 km/h. Em termos de eficiência, o consumo de combustível combinado deste MINI está avaliado em 5,4 l/100 km. Para que o condutor possa usufruir de todo o potencial do chassis MINI, basta que pressione o botão “Sport”, que torna a resposta ao acelerador mais rápida e a direção um pouco mais firme. A frente escorrega moderadamente em aceleração e a traseira ajusta-se de imediato logo que se levanta o pé do acelerador.

FRONTLINE/77


ON THE ROAD BMW X3Clio Renault

EMOÇÃO E SEGURANÇA Com o novo Clio, a Renault alcançou um novo patamar de excelência no que diz respeito à segurança ativa e passiva. Com uma nota global de 85%, o novo Renault Clio coloca-se na liderança do seu segmento obtendo as melhores classificações de sempre nos critérios: proteção de crianças, proteção de peões e equipamentos de segurança. Este resultado permitiu ao novo Renault Clio ser designado pela Euro NCAP como “melhor citadino de 2012”. Todas as versões do novo Renault Clio estão equipadas, de série, com ABS, controlo de estabilidade ESC, controlo de subviragem ASR e ajuda à travagem de emergência EBA. A lista dos dispositivos de proteção a bordo é impressionante: airbags frontais de alto rendimento, airbag lateral cabeça/tórax com duplo sensor para mais rápida deteção do impacto, cintos de segurança com pré-tensores e limitadores de esforço nos lugares dianteiros, função limitador de esforço nos lugares traseiros, dispositivo antiafundamento (Fix4sure), três fixações Isofix (um banco dianteiro + dois bancos laterais traseiros) bem como o avisador (visual e sonoro) de colocação dos cintos de segurança. As motorizações são duas: Energy TCE 90, a gasolina, e o Energy dCI 90, ambas de 90 cv. A nível de interiores a Renault apresenta três pacotes: Confort, Dynamique S e Luxe.

78/FRONTLINE


Axor Massaud. ®

Design by Jean-Marie Massaud

Nature Inspired Design.

Jean-Marie Massaud, designer e arquitecto, criou uma fascinante filosofia de design para esta nova colecção de sala de banho - a ligação harmoniosa entre estética natural, design moderno e funcionalidade. No centro das atenções: o ser humano, e uma maneira completamente nova de experimentar a água. Para mais informações visite - nos em Hansgrohe Por tugal · Rua Antoine de Saint - Exupér y · Alapraia · 2765 - 043 Estoril · Tel.: 21 466 71 10 Fax: 21 466 71 19 · hansgrohe@jrb.pt · www.axor-design.com.


SOCIAL Copacabana Palace

1

2

3

CARNAVAL COM GLAMOUR No Rio de Janeiro, uma das festas mais glamorosas do Carnaval acontece no Copacabana Palace. Famoso pela sua elegância, o hotel ganha vida própria com a atmosfera carnavalesca. Já na sua 21.ª edição, o Baile de Gala do Copacabana Palace teve este ano como tema “Sherazade” d’As Mil e Uma Noites e a decoração dos salões do Copa – Golden Room, Frontais e Nobre – foi feita em tons de preto, dourado e rosa e contou com muitos detalhes em prata.

No baile estiveram presentes membros do jet set internacional, várias celebridades e empresários. Destaque para a presença do príncipe Alberto do Mónaco. Sendo frequentado pela alta sociedade, que se empenha na escolha dos melhores trajes ou fantasias, este baile é uma ocasião única para quem gosta de ver e ser visto. Para além de ser ponto alto das festividades, o Baile de Gala do Copacabana Palace é também o mais famoso do Carnaval do Rio de Janeiro.

| 1. Andréa Natal | 2. Narcisa Tamborindeguy e Guilherme Fiuza | 3. Principe Albert e Helcius Pitangui | 4. Chico Peltier e Milene Fernandes | 5. Vincent Cassel e Claudia Fialho | 6. Francis Bogossian e Hildegard Angel | 7. Claudia Fialho, Kaleco Sá e Celia Lobão | 8. Andréa Natal | 9. Andréa Natal e Christian Louboutim | 10. José Guedes e Claudia Fialho | 11. Zeka Marquez e Cris Vianna | 12. Seedorf, Luviana Seedorf e Iris Beilman | 13. Vincent Cassel entre as foliãs | 14. Flavio e Nina Kauffman | 15. Eliana Pitman | 16. Nina Kauffmann | 17. Wolf Maia e Lou Oliveira

80/FRONTLINE


SOCIAL Copacabana Palace

4

5

9

12

15

6

7

10

8

11

13

14

16

17 FRONTLINE/81


SOCIAL Rita Santos

82/FRONTLINE


SOCIAL Rita Santos

MACAU E PORTUGAL: RELAÇÃO CONSOLIDADA Rita Santos, a coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum de Macau, esteve em Portugal, de 24 de fevereiro a 1 de março, a convite do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, José Cesário. No decorrer da visita, Rita Santos encontrou-se com o ex-chefe do gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares e atual cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor Sereno. Durante o encontro trocaram impressões sobre o papel de Macau como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, tendo Vítor Sereno garantido que irá continuar a apoiar o desempenho de Macau no elo de ligação entre o interior da China e os Países de Língua Portuguesa. Rita Santos foi também convidada para participar na cerimónia de abertura do 18.º Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas (SISAB 2013) – um dos mais importantes certames da área –, tendo

feito contactos com vários empresários da China e de Macau, para saber das suas situações de aquisição e negociação. Durante a feira, Rita Santos e toda a delegação empresarial foram recebidos calorosamente pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas. Os expositores de azeite de oliveira, vinhos e outros produtos esperam poder exportá-los para o mercado chinês, utilizando a plataforma de Macau. Para além destes encontros, Rita Santos foi ainda recebida na BTL por Álvaro Santos Pereira. Nestes 10 anos após a passagem da administração de Macau, esta foi a primeira vez que o Fórum de Macau foi convidado para o certame. A coordenadora reuniu-se ainda com o presidente da AICEP, Pedro Reis, em Lisboa, e foi ainda recebida pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. FRONTLINE/83


PROPOSTA Homelidays

SANTA MARIA CABO VERDE Referência: 394961 Preço: de 1200 € a 1800 € por semana Website www.homelidays.com Com 150 metros quadrados de superfície habitável, esta magnífica moradia em Santa Maria, Cabo Verde, que foi construída em 2011, é ideal para acolher até oito pessoas. Em termos de espaços, destaque para os quatro quartos, cozinha independente, três casas de banho e sala de estar. No exterior, descobre-se uma piscina privada não aquecida, que, consoante a época, poderá estar coberta ou não. Existem ainda espreguiçadeiras, bem como um salão de jardim.

84/FRONTLINE


PROPOSTA Homelidays

MARRAKECH MARROCOS Referência: 237355 Preço: de 147 € a 3500 € por semana Website www.homelidays.com Renovada em 2008, esta vivenda com 240 metros quadrados de superfície habitável alberga até 15 pessoas, uma vez que conta com seis quartos, cozinha, sala de estar e de jantar, quatro casas de banho e terraço. Próxima do aeroporto e do centro de Marrakech, é ideal para quem quiser desfrutar de alguns dias nesta cidade mágica.

FRONTLINE/85


PROPOSTA Homelidays

TARTANE MARTINICA Referência: 285443 Preço: de 790 € a 1090 € por semana Website www.homelidays.com Realmente paradisíaca, esta casa situada em Tartane pode receber até cinco pessoas. Com dois quartos, cozinha, sala de estar e de jantar, tem 130 metros quadrados de superfície habitável. No exterior, para se aproveitar ao máximo o sol, existe uma piscina não aquecida e não coberta. Está ainda disponível um barbecue a carvão.

86/FRONTLINE


LIVROS

“Chega sempre um momento na história em são quatro

OUTRAS TERRAS NO UNIVERSO Nuno Cardoso Santos, Luís Tirapicos e Nuno Crato Gradiva

ORIGENS DA GRANDE GUERRA David Martelo Edições Sílabo

LISBOA NO ANO 2000 João Barreiros Saída de Emergência

Este livro conta a fascinante história da descoberta dos planetas. Dos planetas do nosso sistema solar, mas, sobretudo, daqueles que se acharam desde 1995 a girar em torno de estrelas distantes. Desde então o velho sonho de filósofos gregos, clérigos heréticos e astrónomos arrojados tomou corpo nas centenas de planetas extra-solares que a moderna investigação astronómica detetou na Via Láctea. Escrito por um dos protagonistas destas descobertas, o astrofísico Nuno Cardoso Santos, e por dois divulgadores da astronomia, Luís Tirapicos e Nuno Crato, este é um relato dos avanços e recuos da ciência, de frustrações e conquistas, e, em última análise, da busca contemporânea por outras formas de vida no universo.

Está prestes a completar-se um século sobre o início do primeiro conflito mundial – a Grande Guerra, como então foi designada. Na sua grandeza e importância na caracterização do século XX, não haverá, provavelmente, outra guerra que a história registe cuja motivação e processo de desencadeamento, associada à absurda conduta das operações militares, proporcione críticas tão severas sobre a sanidade mental de quem por ela foi responsável, política e militarmente.A história das quatro décadas que antecederam o conflito – muito marcada pela generalizada crença de que essa tal guerra aconteceria mais tarde ou mais cedo – é rica de ensinamentos sobre os sucessos e erros então cometidos, todos eles convergindo para o desastre político, social e militar em que a Grande Guerra se converteu.

Bem-vindos a Lisboa! Bem-vindos à maior cidade da Europa livre, bem longe do opressivo império germânico. Deslumbrem-se com a mais famosa das joias do Ocidente! A cidade estende-se a perder de vista. O ar vibra com a melodia incansável da eletricidade. Deixem-se fascinar por este lugar único, onde as luzes nunca se apagam, seja de noite, seja de dia. Aqui, a energia elétrica chega a todos os lares, providenciada pelas fabulosas Torres Tesla. Nuvens de zepelins sobem e descem com as carapaças a brilhar ao sol. Monocarris zumbem por todo o lado a incríveis velocidades de mais de cem quilómetros à hora. O ar freme com o estímulo revigorante da eletricidade residual. Bem-vindos ao século XX!

88/FRONTLINE


LIVROS

que quem se atreve a dizer que dois e dois é condenado à morte.”

Albert Camus (1913-1960, Escritor, novelista, ensaísta, compositor e filósofo francês)

SEGREDOS DA MAÇONARIA PORTUGUESA António José Vilela Esfera dos Livros

NADA A DIZER Elvira Vigna Quetzal

O MISTÉRIO DO INFANTE SANTO Jorge de Sousa Clube de Autor

Em Segredos da Maçonaria Portuguesa conta-se as histórias dos pedidos de favores maçónicos a Paulo Portas e os convites do GOL e da GLLP/GLRP a Pedro Passos Coelho e António José Seguro. Mas também a revolta maçónica contra o gestor António Mexia, a iniciação de Isaltino Morais, a festa maçónica com o cantor-imitador Fernando Pereira, o episódio do mestre maçon que mudou de sexo e todos os pormenores da sessão em que Nuno Vasconcellos foi eleito venerável da Loja Mozart. Nesta investigação inédita, o jornalista António José Vilela, que há mais de dez anos investiga este tema, desvenda por completo os segredos das duas maiores correntes maçónicas portuguesas, o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal (GLLP/GLRP).

Narrado na primeira pessoa num tom lúcido e atravessado por um humor cáustico, Nada a Dizer configura uma prosa de autoexposição, porém, com o deslocamento e a condensação de uma obra de ficção. Não apenas a intriga, também o espaço apresenta sempre marcas de transitoriedade – a casa após a mudança, em caixotes; ruas, aeroportos, cafés, hotéis e a zona fluida das comunicações nos chats, por e-mail, por sms – contribuindo para o desenho de uma história volátil e inapreensível como a própria vida. Mais do que um inventário de perdas e danos em que costuma consistir o relato de um adultério, Nada a Dizer é uma investigação minuciosa das motivações de cada um dos envolvidos, e uma discussão indireta das possibilidades de entendimento amoroso no mundo urbano contemporâneo.

O Mistério do Infante Santo decorre num período notável da História de Portugal: a expansão marítima portuguesa. Os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, a família de Avis, são os protagonistas de uma história gloriosa mas que esconde intrigas e mistérios. Quais serão os pecados desta ilustre família? Quem foram os responsáveis pelo martírio de D. Fernando em Fez? Quem, de entre os filhos de D. João, foi o mais clarividente e o menos racional? Quem personifica o elo da concórdia? Quem destruiu a harmonia? Eis uma história que desmistifica os caminhos de uma família considerada perfeita e nos revela as sombras de um império.

FRONTLINE/89


EXPOSIÇÃO NACIONAL A arte ao serviço da política

MUSEU DO ORIENTE

DOCUMENTOS

ATÉ 27 OUTUBRO

O

90/FRONTLINE

HISTÓRICOS

Museu do Oriente apresenta uma mostra de cerca de 100 cartazes de propaganda chinesa, produzidos entre 1959 e 1981, que constituem um documento histórico do período que vai do Grande Salto em Frente e da criação das Comunas Populares ao fim da Revolução Cultural. Nos 100 cartazes expostos, selecionados de um total de 200 que integram a Coleção Kwok On, da Fundação Oriente, estão bem ilustrados os temas mais correntemente abordados à época, como a glorificação do presidente Mao e dos heróis comunistas, a prosperidade da economia, a luta contra o imperialismo, a felicidade do povo e o poder do exército. Com tiragens que chegavam a atingir as dezenas de milhares de exemplares, estes cartazes, que tinham como objetivo mostrar ao povo o caminho a seguir, viam-se em todo o lado e faziam parte do quotidiano dos chineses. Na sua maioria, anteviam o futuro radioso da China comunista com o super-herói Mao a conduzir o país à felicidade e à glória. São também um espelho do design da época, apresentando alguns deles um interesse estético que a função de propaganda política não pode, naturalmente, ofuscar. A exposição, comissariada por Jacques e Sylvie Pimpaneau, está organizada em nove núcleos, o primeiro dos quais integrando cartazes alusivos ao novo ano chinês e a heróis de contos e óperas clássicas populares que fazem parte do património local.


EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL El Labrador

MUSEU DO PRADO ATÉ 16 JUNHO

OBRAS EM

DESTAQUE O

Museu do Prado oferece aos visitantes uma notável e, provavelmente, única oportunidade de ver quase todos os trabalhos que compõem a obra muito pequena de Juan Fernández El Labrador, um dos pintores mais requintados do Barroco espanhol e um artista que se especializou em naturezas-mortas. As cinco obras do artista, que fazem parte do acervo do Museu do Prado, serão apresentadas ao lado de outras que nunca tinham sido expostas em Espanha. A exposição está organizada em duas secções, que revelam a evolução deste artista enigmático desde os primeiros trabalhos, que retratam apenas os cachos de uvas, até outras pinturas em que são combinados outros elementos. El Labrador retrata as uvas de forma impressionante. Os cachos minuciosamente detalhados são aparentemente suspensos no escuro, enquanto todas as referências espaciais são eliminadas. Esta é certamente uma exposição a não perder.

FRONTLINE/91


RELÓGIOS EBEL

ELEGÂNCIA

1|

CONTEMPORÂNEA

A EBEL X-1 é uma nova linha que combina a elegância característica da marca com um toque desportivo. O design contemporâneo desta linha está ligado à história da marca. O nome X-1 foi inspirado no ano de 1911, ano de fundação da EBEL.

2|

O

s relógios da coleção EBEL X-1 possuem uma caixa de 34 mm e são simultaneamente pequenos e discretos, mas também suficientemente grandes para se fazerem notar no pulso. A linha apresenta-se com diversas combinações de elementos de design e materiais do século XXI, como, por exemplo, a cerâmica lisa, o aço inoxidável e o revestimento em PVP. Este é o único relógio da EBEL com bracelete em cerâmica, mas está também disponível em aço inoxidável para um estilo mais casual. Para além de reunir características desportivas e elegância em simultâneo, é resistente à água até 100 metros e por isso também adaptado para quem gosta de desafios. A coleção inclui ainda uma versão para as mulheres que procuram uma maior sofisticação – um mostrador em madrepérola branco com marcadores em diamantes, números árabes e um conjunto de diamantes no bisel e na coroa. Nesta nova linha, a EBEL combina o aço polido com o ouro rosa e cerâmica branca ou preta com acabamentos sofisticados em PVD cinza. Todos os modelos possuem diamantes polidos e ponteiros banhados a ródio ou ouro rosa e revestidos com Super-Luminova.

3|

1 | Preço: 3200€ 2 | Preço: 4700€ 3 | Preço: 3200€ 4 | Preço: 3200€ 4|

92/FRONTLINE


JOIAS K di Kuore

BELEZA INOVADORA Criada em 1996, graças a Giuliano Giannini e a um grupo de profissionais da moda e da joalharia, a K di Kuore apresenta joias feitas à mão, que conservam as suas formas originais.

O

sucesso não tardou: o estilo K di Kuore, da Anselmo 1910, reconhece-se à distância e é simultaneamente inovador. Linhas geométricas combinam com peças de design exclusivas e originais. A marca transformou-se num paradigma de elegância e de glamour. Todas as peças são feitas à mão, o que torna cada joia um acessório insubstituível. O próprio nome K di Kuore encerra em si mesmo toda a filosofia da marca: a síntese dos contrários, ou seja, a união da razão e da sensibilidade. De um lado, o “Coração” (Cuore, em italiano), o motor da vida, de onde brotam as paixões, a arte e a criatividade; do outro, o “K”, símbolo da racionalização desses instintos. No logótipo desta companhia, o coração está aberto na sua configuração, de modo a simbolizar uma visão aberta e sequiosa do novo, de novas sensações e de mudança. Linhas retas e delicadas definem o design destas peças de arte, dando um agradável modernismo a modelos clássicos e transformando-os em peças de moda atuais. A K di Kuore apresenta todos os anos duas novas coleções no mundo dos mais famosos desfiles de moda, assim como algumas

linhas exclusivas por ocasião de eventos especiais. A marca renova o seu stock com frequência, embora se mantenha fiel ao seu estilo, sempre reconhecível. As 400 criações produzidas a cada ano são a prova evidente do dinamismo criativo e da capacidade de produção da K di Kuore. De referir que, em Portugal, a Anselmo 1910 é o agente oficial da K di Kuore.

FRONTLINE/93


MÚSICA

“A MÚSICA OFERECE À ALMA UMA VERDADEIRA CULTURA ÍNTIMA E DEVE FAZER PARTE DA EDUCAÇÃO DO POVO”

DEPECHE MODE Heaven “Heaven” é o primeiro single de avanço de Delta Machine, o novo disco dos Depeche Mode. Este CD single inclui o tema original, assim como “All that’s mine”, a incluir na edição deluxe do álbum.

François Guizot

LEONA LEWIS Glassheart Uma das maiores artistas britânicas da atualidade editou o seu terceiro disco de originais, Glassheart. O álbum foi gravado nos últimos dois anos, entre Londres, Denver e Los Angeles, e foi produzido pela primeira vez por Fraser T Smith.

DESTINY’S CHILD Love songs

Um álbum que compila os sucessos mais românticos das Destiny’s Child. Para além dos êxitos do trio feminino mais famoso do mundo, inclui ainda a primeira gravação, em oito anos, de Beyoncé, Michelle Williams e Kelly Rowland juntas – “Neptune”, o tema novo e original produzido por Pharell Williams.

DANNY ELFMAN BSO Hitchcock O mais recente filme de Sacha Gervasi, Hitchcock, conta a história do realizador Alfred Hitchcock (Anthony Hopkins) e da sua mulher Alma Reville (Helen Mirren), durante as filmagens do clássico Psico. A intensa banda sonora original ficou a cargo de Danny Elfman, já nomeado por quatro vezes para os Óscares e colaborador habitual de Tim Burton, Ang Lee ou Gus Van Sant.

MIDNIGHT OIL Essential Oils Esta é uma coleção cronológica dos maiores sucessos da mais famosa banda Australiana, os Midnight Oil. São 36 faixas divididas por dois CD escolhidos pela própria banda, que incluem, entre outros, os sucessos “Beds are burning”, “The Dead Heart” ou “Blue Sky Mine”. A edição inclui ainda um booklet de 20 páginas escrito pelo editor da The Rolling Stone, David Fricke.

OLLY MURS Right Place Right Time Olly Murs ficou internacionalmente conhecido quando chegou ao segundo lugar na final do concurso televisivo “X Factor “ na 6.ª edição do programa britânico em 2009. Right Place Right Time é o segundo disco de originais e sucede a In case you didn’t know, de 2011, de onde saiu o fantástico êxito “Heart skips a beat”. O disco inclui o tema “Troublemaker” com a participação de Flo Rida, um dos sucessos radiofónicos do momento em Portugal.

96/FRONTLINE


Sisleÿa Global Anti-Age O Cuidado de Beleza de Culto Com muitos prémios no palmarés, Sisleÿa Global Anti-Age tornou-se o cuidado de beleza mais vendido de Sisley desde o seu lançamento. Sisley formulou-o para combater todos os sinais de envelhecimento num só creme, escolhendo os extratos de plantas mais eficazes antirrugas, regenerantes e estimulantes que a

natureza oferece. Proporciona à pele todos os elementos indispensáveis de que necessita para a sua beleza. Para uma pele mais lisa, mais luminosa, preenchida e radiosa.


AGENDA 11 a 14 de abril Pavilhão Atlântico CIRQUE DU SOLEIL

24 e 27 de abril Coliseu do Porto e Coliseu de Lisboa MARISA MONTE

Michael Jackson THE IMMORTAL World Tour™ é uma produção eletrizante que usa a criatividade do Cirque du Soleil para dar aos fãs, no mundo inteiro, uma visão única do espírito, paixão e coração do génio artístico que transformou, para sempre, a cultura pop global. Escrito e dirigido por Jamie King, o espetáculo inclui 49 dançarinos internacionais, músicos e acrobatas. Dirigido aos fãs de longa data, bem como àqueles que experienciam pela primeira vez o génio criativo de Michael Jackson, o espetáculo apresenta a essência, alma e inspiração do Rei da Pop, celebrando um legado que continua a atravessar gerações. A Michael Jackson THE IMMORTAL World Tour™ revela a inspiração de Michael Jackson em todo o seu esplendor. Os segredos do mundo interior do artista são desvendados: o seu amor pela música e pela dança, contos de fadas e magia, e a frágil beleza da natureza.

Depois de encantar o Brasil, a digressão “Verdade Uma Ilusão” de Marisa Monte chega a Portugal em abril, para duas datas imperdíveis, 24 e 27. Aquela que é uma das maiores, mais respeitadas e mais especiais artistas brasileiras das últimas duas décadas regressa ao nosso país, seis anos depois do último concerto. Indo de encontro à tradição multidisciplinar de Marisa Monte, “Verdade Uma Ilusão” – a digressão que apresenta o seu último disco, O Que Você Quer Saber de Verdade – é um espetáculo único onde as artes plásticas se fundem com a música desta musa.

16 de abril Pavilhão Atlântico RAMMSTEIN Os alemães Rammstein vêm a Portugal para um concerto único, dia 16 de abril, no Pavilhão Atlântico. “Wir halten das Tempo” é o lema dos Rammstein para 2013, com a banda a atuar como cabeça de cartaz em alguns grandes festivais europeus, para além dos concertos de sala. Nos últimos dois anos, mais de 1,3 milhões de pessoas, do México, Estados Unidos, África do Sul, Austrália, Canadá e Europa, ficaram impressionadas com o espetáculo ao vivo desta banda. A máquina Rammstein continua em movimento e 2013 não vai ser diferente: promete ser um verão bem quente.

20 de abril Teatro Sá da Bandeira LUÍS DE MATOS Luís de Matos Chaos é o novo espetáculo do mágico português mais premiado e distinguido de sempre.A digressão 2012/2013 está na estrada e vai passar dia 20 de abril pelo Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Da mesma forma que o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque, também a presença de cada espetador se reflete em cada representação de Luís de Matos Chaos. Uma jornada inesquecível, plena de interação e mistério, repleta de feitos inexplicáveis que perduram na memória de cada espetador que os vive.

98/FRONTLINE

27 de abril Centro de Espetáculos de Troia AUREA Com a edição do novo álbum Soul Notes, Aurea inicia uma nova etapa do seu percurso, apresentando nos palcos nacionais e internacionais um novo espetáculo, que contará com um alinhamento, cenário e energia renovados. Aurea iniciou a sua viagem há mais de dois anos, com a edição do álbum de estreia, que atingiu a marca de dupla platina. Amadureceu e isso é evidente em cada subida ao palco, onde se denota a total entrega e envolvência na sua performance. Soul Notes é constituído exclusivamente por temas originais e segue a linha de composição do primeiro trabalho. Nesse sentido, o novo álbum – gravado e produzido pela Blim Records – apresenta um conjunto de canções intemporais, onde facilmente se identificarão, não fossem elas reflexo de episódios, vivências e emoções que inspiraram Aurea.

5 de maio Jardim da Torre de Belém THE XX Com Coexist acabado de editar, que alcançou o primeiro lugar dos tops, os The XX, vencedores do Mercury Prize, orgulham-se de apresentar Lisboa Night + Day, o maior e mais ambicioso evento criado pela banda até à data. Os The XX vão encabeçar todas as noites dos três primeiros Night + Day, que acontecem em Lisboa, Berlim e no Osterley Park, junto a Londres.


Aerodinamite. C 63 AMG Coupé Black Series. Desenvolvido para superar.

Uma Marca da Daimler

www.mercedes-benz.pt/amg – Contact Center: 707 200 699 www.mercedes-benz-trends.com

Consumo combinado (I/100km): 12,2 1/100 km. Emissões CO2 (g/km): 286.


FRONTLINE 50  

FRONTLINE 50

Advertisement
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you