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Concentradas “apenas” na recuperação do leito do rio Anhanduí e da pista da avenida, e aguardadas desde 2011, licitações para obras na Ernesto Geisel são marcadas pela prefeitura. Após anos de promessas, população está pouco crente quanto à realização dos serviços, mas torce pelo fim de alagamentos, espera por um trânsito mais seguro e, ainda, quer a redução da criminalidade na região. Páginas 4 e 5

Fim da espera?

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Campo Grande (MS), junho de 2017 - Ano 02 - Nº 04 - Circula nos bairros Aero Rancho, Jardim Leblon, Jardim União e regiões DISTRIBUIÇÃO GRATUITA WWW.COMUNIDADE.MS

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Promotoria investiga demora na implantação de asfalto na região do Jardim Tatiana e Vila Vilma

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Falta de pavimentação e rede de esgoto nos bairros foi tema de reportagem do Comunidade.MS em abril e, desde então, nada mudou; Paço Municipal vê omissão da gestão anterior em não garantir recursos federais liberados para as obras.

Abandonada, obra de praça vira ‘pesadelo’ no Serra Azul

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Estado vai investir R$ 1 mi para pavimentar ruas no Jardim Aero Rancho

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campo grande/ms, junho de 2017 • ano 2 • nº. 04 PRIMEIRA COLUNA - Por Humberto Marques

Prazos nMarquinhos Trad (PSD) ganhou um pouco mais de tempo antes de iniciar as reformas e adequações em todos os parques públicos de campo grande. o mpe (ministério público estadual) estendeu até 31 de dezembro o prazo para a realização das ações. nO ex-prefeito Alcides Bernal (PP) havia assinado, em fevereiro de 2016, um termo de ajuste de conduta com o mpe que dava até 20 de dezembro do ano passado para a realização de melhorias nos parques ayrton senna (aero rancho, no anhanduizinho), centro olímpico (Vila nasser, segredo), jacques da Luz (moreninhas, Bandeira), Tarsila do amaral (nova Lima, segredo) e sóter (mata do jacinto, segredo). na fim de resolver a questão, a prefeitura da capital tem buscado em empresários o suporte para promover melhorias nos parques. no ayrton senna, a Valdir materiais de construção “adotou” a recéminaugurada sala de musculação pública. e as piscinas do Tarsila do amaral também devem ser recuperadas por uma empresa. nFalando no parque ayrton senna e na academia pública de musculação, o projeto caiu tanto no agrado da população que a Fundação municipal do Esporte anunciou a abertura de mais duas turmas, depois que os 276 inscritos lotaram todos os horários disponíveis para uso dos equipamentos –mesmo no inverno, época que as pessoas costumam ficar longe da musculação. nFotossensores, lombadas eletrônicas e radares de Campo Grande só devem ser ativados entre agosto e setembro. até lá, a prefeitura da capital espera concluir licitação –pré-agendada para este mês– para contratar a nova empresa responsável pela fiscalização eletrônica do trânsito. hoje, apenas os equipamentos instalados no parque dos poderes, sob responsabilidade do detran, estão funcionando na cidade. nem meio à sucessão de denúncias contra a classe política, a disputa eleitoral de 2018 começa a ver colocados, de forma muito precoce, alguns nomes para apreciação da população. nEmbora os nomes já façam parte de conversas internas (ou nem tanto) de partidos, sondagens junto a população são interpretadas como uma faca de dois gumes: podem tanto fortalecer os potenciais aspirantes a cargos públicos como “fritá-los” antes da hora. nas reuniões visando a discussão do plano diretor de campo grande serão realizadas até 28 de julho em todas as regiões urbanas da capital. a população é convidada a opinar no texto, que definirá como a cidade deverá crescer.

Expediente Comunidade.MS é uma publicação sob responsabilidade da Comunidade.MS Empresa Jornalística-MEI (CNPJ 23.754.297/0001-86). Tiragem desta edição: 6.000 exemplares, distribuídos nos bairros Aero Rancho, Jardim Leblon, Jardim União e regiões. Diretor-Geral e Editor: Humberto Marques (MTb. 30.350/SP) Contatos: (67) 9-8111-8080 (Telefone e WhatsApp) redacao@comunidadems.com.br | comunidade.ms@mail.com jcomunidade.ms@gmail.com Acesse www.comunidade.ms ou www.comunidadems.com.br e fique por dentro das últimas notícias sobre as regiões urbanas do Anhanduizinho e Lagoa, em Campo Grande (MS)

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mpe investiga omissão na implantação de asfalto na Vila Vilma e no jardim Tatiana Apuração na 31ª Promotoria inclui também o Ouro Fino, Alto Leblon e o Jardim Antarctica

Humberto Marques

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Por Humberto Marques O MPE (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito civil para investigar “suposta omissão” da Prefeitura de Campo Grande, “em gestão anterior”, na implantação do asfalto nos bairros Vila Vilma, Jardim Tatiana, Jardim Antarctica, Loteamento Alto Leblon e Vila Ouro Fino. As localidades integram o Leblon –no Lagoa– e não contam com pavimentação. Reportagem da edição impressa do jornal Comunidade.MS veiculada em abril deste ano apontou a indignação dos moradores das localidades, segundo quem, “no papel”, os bairros já foram asfaltados. Conforme a assessoria da Prefeitura da Capital informou na ocasião, um projeto visando a implantação de pavimentação e drenagem nos bairros chegou a ser cadastrado no Ministério das Cidades, graças a emenda parlamentar datada de 2012. No entanto, na gestão anterior,

SEM ASFALTO, RUA SOTERO CARDOSO AINDA TEM POSTES NO MEIO DA PISTA comandada pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP), os valores não foram liberados, decidindo-se então pelo cancelamento do convênio. A administração do prefeito Marquinhos Trad (PSD) anunciou que tentaria recuperar a emenda em Brasília –até aqui, porém, não houve sucesso. O município tem até 5 de julho para prestar informações ao inqúerito do MPE.

Buracos, voçorocas e até postes da rede de energia “tomaram” ruas sem pavimentação Parte das vias sem pavimentação nos demais bairros havia sido

Bairros estão entre o Leblon e o Tijuca o inquérito sobre a pavimentação na região do jardim Tatiana e da Vila Vilma foi instaurado em 7 de junho pela 31ª promotoria do patrimônio público e social de campo grande. a região que será alvo da investigação está em um quadrilátero formado pela rua Tenente antônio joão ribeiro e as avenidas Lúdio martins coelho, manoel joaquim de moraes e panambi Verá. Tratam-se de loteamentos que, diferente dos vizinhos no Leblon e no Tijuca, não têm infraestrutura básica como asfalto ou rede de esgoto –a exceção é o jardim antarctica, que ocupa uma grande extensão da ao longo das ruas Tenente antônio joão ribeiro e sargento Flório alcebíades Brandão, da rua Litorânea até a manoel joaquim de moraes. O Ouro Fino vai da Manoel Joaquim de Moraes à rua Tupi, acompanhando as ruas napoleão marques siqueira e sotero cardoso. o jardim Tatiana faz divisa com este bairro, também limitado por estas duas vias –estendendo-se pelas ruas sargento Fausto Lira Brandão, dom Frei Luiz maria santana, josé da costa júnior e madre maria augusta. ao lado do Tatiana está o alto Leblon. ele envolve lotes limitados pelas ruas Madre Maria Augusta e Creta, estendendose pelas ruas sotero cardoso, maura elias de Freitas e dr. joão Luderitz. a Vila Vilma é limitada pela dr. joão Luderitz e pela rua Lelis espartel –a uma quadra da rua panambi Verá–, abrangendo as ruas goruerê, nicolau coelho, diogo álvares, mona Liza, souto maior, cabo Verde e rio da prata. (hm)

tomada no início deste ano por buracos e voçorocas, impedindo a circulação de veículos –principalmente em dias de chuva–, caso da João Luderitz e da Sotero Cardoso. Nesta última, próximo ao residencial Leonel Brizola, o mato tomou os acostamentos, deixando a pista de circulação com pouco mais de um metro de largura. Um bueiro teve a tampa removida e, a fim de evitar acidentes, foi “sinalizado” com galhos e entulho, incluindo a carcaça de uma televisão velha. A Sotero Cardoso também tem pontos usados por moradores para o descarte de lixo. Mais à frente, próximo ao cruzamento com a rua Creta, uma situação chama a atenção: os postes da rede de energia aparentemente foram instalados no meio da Sotero Cardoso, praticamente retirando os espaços de passeio para pedestres ou circulação de veículos –com as chuvas, parte da via está completamente intransitável e tomada pelo mato e valas. O Paço Municipal informou em abril que iria questionar a Energisa sobre a razão de os postes estarem localizados nessa parte da rua. Mesmo com tais problemas, e sem aparelhos públicos nas imediações –exceção à UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Antarctica–, moradores alegam que o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) teria sofrido grandes correções nos últimos anos. A orientação do município é que a população busque a Central do IPTU para pedir a revisão dos valores, em caso de irregularidades.

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Fotos: Humberto Marques

Governo do Estado vai investir R$ 1 milhão na pavimentação de ruas no Jardim Aero Rancho

Ruas Taumaturgo, Universal, Bongiavane e Carmen Miranda receberão melhorias em asfalto e drenagem Por Humberto Marques O governo do Estado vai investir mais de R$ 1 milhão na pavimentação de ruas no Jardim Aero Rancho –no Anhanduizinho, em Campo Grande. O contrato da obra foi assinado em 23 de maio e publicado em 8 de junho –a autorização foi expedida no dia 19. As obras na “etapa G” do Aero Rancho serão realizadas pela Decimal Engenharia, que venceu licitação apresentado o menor preço –exatos R$ 1.037.849,88. A obra conta com parceria da bancada federal, por meio de emenda parlamentar do ex-deputado federal Fábio Trad. O serviço terá 180 dias para ser concluído a partir do seu início, que deve ocorrer em breve. O edital prevê obras de pavimenta-

ção e drenagem nas ruas Universal (entre a avenida Graça Aranha e a rua Bongiavane), Taumaturgo (entre Graça Aranha e rua Canutama), Carmen Miranda (entre Graça Aranha e Bongiavane) e Bongiavane (entre Universal e Bueno). Trata-se de uma região que sofre com problemas frequentes nas vias sem asfalto. Em maio, a reportagem do Comunidade.MS constatou, após chuvas na segunda quinzena do mês, poças em diversas ruas que dificultavam a circulação. O problema se dá em vias que serão pavimentadas pelo governo e outras sobre as quais não há previsão de obras –casos da Canutama e da Bueno. Boa parte dessas ruas têm apenas trechos de duas ou três quadras que não foram asfaltados.

PAViMEntAçãO E DREnAGEM PROMEtEM AcABAR cOM POçAS E cRAtERAS EM RuAS DO BAiRRO A pavimentação integra o programa Obra Inacabada Zero, do governo estadual. Antes, foram executadas três etapas no Aero Rancho, em um investimento de R$ 5,6 milhões –incluindo 104 mil metros quadrados de ruas e 8,3 mil de rede de drenagem, contemplando as avenidas Graciliano Ramos, Anhembi, Costa Melo e Ezequiel Ferreira de Lima e as ruas Santa Quitéria, Raquel de Queiroz, do Carimbó, da Divisão e Taumaturgo. “A população sul-mato-grossense vai receber, até o final de 2018, R$ 597 milhões

em obras de pavimentação e drenagem de vias urbanas. Só para Campo Grande são R$ 101 milhões para recapeamento de diversas ruas”, disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na segunda-feira (19), no ato de assinatura da ordem de serviço, ao reforçar o apoio da bancada federal para executar ações no Estado. “Esta ajuda é de extrema importância para a cidade. Só com a união de esforços vamos conseguir vencer esta crise e desenvolver nossa cidade”, disse o prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Investimentos para a recuperação de vias da Capital supera os R$ 100 milhões A administração estadual contabiliza,

Os aportes incluem a saúde, com a aber-

desde 2015, R$ 200 milhões em investimentos na Capital. Conforme o governador Reinaldo Azambuja, só na recuperação de vias foram R$ 101 milhões. No Polo Empresarial Miguel Leteriello (Oeste), quase 90% das ações foram concluídas, com aporte de R$ 1,7 milhão do Estado. No Indubrasil, outros R$ 8,1 milhões são aplicados em pavimentação e drenagem, destacou Reinaldo. O Estado também investe R$ 16,5 milhões na duplicação da avenida Dom Antonio Barbosa (prolongamento da Euler de Azevedo), em 4,5 quilômetros de extensão.

tura de 10 leitos de UTI Adulto no Hospital Regional (totalizando 30, ao custo de R$ 1,5 milhão) e de 10 neonatais na Maternidade Cândido Mariano (R$ 193 mil ao mês). Mais R$ 900 mil são destinados ao custeio de leitos no Hospital de Câncer Alfredo Abrão. Lá, o Estado atuou para viabilizar a construção do subsolo, com áreas para exames e o laboratório, e o térreo, onde ficarão a administração e consultórios, ao custo de R$ 1,2 milhão. Também foram destinados R$ 378 mil para o acesso à nova ala do Hospital São Julião, que recebeu doações de

O governo de Mato Grosso do Sul vai contratar 210 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores. O concurso foi confirmado em 8 de junho, com a publicação do edital no Diário Oficial do Estado, e as inscrições foram iniciadas no dia seguinte.

equipamentos e viu serem elevados de R$ 150 mil para R$ 750 mil os repasses mensais, com a abertura de 22 leitos. O Estado ainda aplica R$ 1,6 milhão na obra do Hospital do Trauma, que vai abrir 128 leitos. Via Caravana da Saúde, prestes a recomeçar, foram realizadas 22 mil cirurgias, entre oftalmológicas e de alta complexidade, e 200 mil procedimentos. Na segurança pública, foi providenciado o aparelhamento da nova sede do Cepol (Centro Especializado de Polícia), no Tiradentes. Campo Grande também foi contemplada com 20 motocicletas e 102 viaturas

do MS Mais Seguro para as polícias Civil e Militar –que conta ainda com o Harpia 01, helicóptero constantemente usado no patrulhamento da cidade. Foi a primeira vez que a Capital recebeu, de uma vez, mais de 100 viaturas, conforme ressaltou o prefeito Marquinhos Trad. Os investimentos ainda incluem R$ 11,5 milhões para o custeio da educação, sendo R$ 5,5 milhões na reforma de escolas, e o término do campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Outros R$ 10,4 milhões foram destinados à conclusão de 2.066 moradias. (HM com assessoria)


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comunIdade.aQuI Fotos: Humberto Marques

SERãO TRêS lICITAçõES PARA RECuPERAçãO DO RIO ANhANDuí E DA AVENIDA ERNESTO GEISEl, VISANDO A CONTENçãO DAS EROSõES nas encostas, reparos em áreas Que já desaBaram e recomposIção do pavImento; SERVIçO VAI DA REGIãO DO ShOPPING norte-suL até a rua do aQuárIo

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EROSãO EM FRENTE AO ShOPPING NORTE-Sul

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próxImo à Bom sucesso, desaBamento Levou parte da pIsta

Com trecho reduzido e menos obras previstas, prefeitura marca para 28 de junho licitação para recuperação da avenida Ernesto Geisel e do rio Anhanduí, aguardadas desde 2011; moradores apontam velocidade e até criminalidade como problemas a serem resolvidos Por Humberto Marques Esburacada, mal nivelada, com alagamentos e risco de desmoronamento das pistas, dona de um trânsito inseguro e, ainda, abrigo de criminosos e usuários de drogas. Estas são algumas características da avenida Ernesto Geisel, no trecho entre as ruas Santa Adélia e do Aquário –cortando os bairros Taquarussu, Jacy, Jóquei Club, Jardim Nhanhá e Marcos Roberto, todos no Anhanduizinho–, que moradores e trabalhadores esperam ver sumir com a recuperação da via. Previstas para serem realizadas em 28 de junho, depois de uma série de contratempos e adiamentos causados tanto pela demora na liberação de recursos como na desistência das empresas interessadas, as licitações envolvem apenas parte do projeto original para a Ernesto Geisel e o rio Anhanduí. Se antes se projetavam áreas de convivência, paisagismo e ciclovia, a falta de dinheiro restringirá os serviços à recuperação das encostas e do pavimento. A assessoria da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que as três licitações previstas para a obra incluem a implantação de drenagem, recomposição das margens do rio Anhanduí e construção de muros de contenção no sistema de gabião, além

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do recapeamento da avenida. “Nesta readequação não foi incluída abertura de ciclovia e de áreas de convivências previstas no projeto de 2011”, destaca nota do Paço Municipal.

Prefeitura revê valor para licitações e limita obra a R$ 56,2 milhões As propostas seriam recebidas inicialmente no dia 23 de junho, porém, como os editais só foram publicados em 28 de maio no Diário Oficial do Município, foi necessário segurar o certame por mais uma semana, a fim de atender o que exige a legislação. O valor da licitação também foi alterado: anunciada em 2011 pelo então prefeito Nelsinho Trad (PTB) ao custo de R$ 42 milhões, a obra envolveria paisagismo e recuperação da Ernesto Geisel até a avenida Manoel da Costa Lima. Contudo, dificuldades burocráticas, desistência das empresas em participaram da obra nas gestões de Alcides Bernal (PP) e Gilmar Olarte e revisões de custos ao longo desses seis anos reduziram a extensão da obra e mudaram seu valor, alterado agora de R$ 57,7 milhões para R$ 56,2 milhões após novos recálculos da Sisep –uma redução de R$ 1,5 milhão, mas

ainda R$ 14 milhões acima do custo estimado em 2011.

Idas e vindas

Obra será realizada em três frentes na região mais crítica da avenida

O projeto de revitalização da avenida Ernesto Geisel foi anunciado em 2011 e, no ano seguinte, a gestão de Nelsinho Trad encaminhou a licitação, suspensa com a troca de administração. a partir de 2014, as gestões de alcides Bernal e Gilmar Olarte também tentaram, sem sucesso, contratar a execução das obras. O empreendimento chegou a ter o valor elevado para r$ 68 milhões, abrangendo da rua Santa Adélia até a avenida Campestre (no Centenário, Anhanduizinho) e incluindo adequações no cruzamento das avenidas ernesto geisel e manoel da costa Lima. o certame acabou não atraindo interessados. Já na gestão de Marquinhos Trad (PSD), a licitação foi anunciada em março, enfrentou novo adiamento e foi remarcada para este mês. conforme a assessoria do paço Municipal, a revisão dos valores se deve à atual capacidade da prefeitura em desembolsar recursos a título de contrapartida –cerca de r$ 42 milhões serão direcionados pelo ministério das cidades para a obra. A assessoria informou que a obra faz parte de um conjunto de ações que já envolveu investimentos de r$ 26 milhões em obras de drenagem e intervenções nos córregos cabaças e areias, afluentes do rio anhanduí. (hm)

A obra, que se estenderá por 4,8 quilômetros, foi dividida em três trechos a serem licitados separadamente: • Entre as ruas Santa Adélia e da Abolição, no Taquarussu e no Marcos Roberto, ao custo de R$ 15,1 milhões; • Entre as ruas Abolição e Bom Sucesso, abrangendo Taquarussu, Jacy, Marcos Roberto e Jóquei Club, ao custo de R$ 25,1 milhões (o valor mais alto, diante da maior necessidade de obras de contenção de encostas do rio Anhanduí e de obras de drenagem); e • Entre as ruas Bom Sucesso e do Aquário, passando pela Vila Jacy, Marcos Roberto e Jardim Nhanhá, orçada em R$ 15,7 milhões. Conforme a Sisep, o trecho a ser licitado é o mais crítico, não sendo possível chegar à avenida Manoel da Costa Lima “em função de questões orçamentárias e financeiras”. Espera-se que, em uma segunda etapa –sem data para ocorrer–, seja possível revitalizar o restante do traçado urbano da Ernesto Geisel ao longo do Anhanduí.

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sinalização, excesso de velocidade e alagamentos são preocupações Por Humberto Marques Para moradores do entorno da avenida Ernesto Geisel, as obras precisam ir além da recuperação do pavimento e do rio Anhanduí, envolvendo questões de segurança pública e de “educação” para os motoristas. O tapeceiro Francisco Rodrigues tem uma loja na via, na Jacy, desde o ano 2000. Tempo o suficiente para ouvir várias promessas sobre as obras. “Difícil acreditar agora. Sempre vieram aqui prometer a obra para ganhar voto, e ficou nisso”, conta ele, para quem os “apressadinhos” são um problema crônico na avenida. Segundo Francisco, uma curva acentuada algumas quadras antes da rua Bom Sucesso –no sentido centro-bairro, próxima a uma igreja– é motivo de constante preocupação. “Não tem visibilidade, e mesmo assim a maioria e acelera aqui. Precisa ter um controle maior da velocidade”, conta. Há pouco mais de um ano com uma bor-

racharia na avenida, no Taquarussu, próximo ao shopping Norte-Sul, Max Miliano também aponta a velocidade como problema a ser contornado. “Todos passam correndo aqui. Às vezes ficamos sentados vendo o pessoal sem noção”, conta, citando as várias vezes em que veículos quase caíram no rio ou colidiram próximo ao cruzamento com a rua da Abolição.

Radar seria solução para conter o excesso de velocidade, afirma morador O fotógrafo Evaldo Cunha atua há 4 anos no cruzamento da Ernesto Geisel com a Bom Sucesso, na Jacy. Ele lembrou que, dias antes, uma viatura policial capotou no cruzamento das vias –reforçando que os acidentes não são tão comuns. “Mas o pessoal passa muito rápido. Precisava de um radar. Uma criança passando

ou um ciclista cruzando a avenida não teriam chance de reagir”, diz Cunha. Há 37 anos no Marcos Roberto, o ambulante João Pereira da Silva lembra da Ernesto Geisel ainda sem asfalto. E considera a pavimentação a única melhoria da via. “Veio o tapa-buracos e, depois, a única ‘obra’ foi a placa para desviarem das partes da pista que desabaram”, ironiza, apontando a sinalização a poucos metros da Bom Sucesso. João disse ter perdido a conta dos veículos que caíram no rio ou que passam acima do limite de velocidade. “Se todo mundo fosse consciente, não tinha tanto acidente”. Marcílio Serrano Dias, dono de uma empresa de manutenção de máquinas de lavar, plantou algumas árvores na encosta da Ernesto Geisel, no Marcos Roberto, em 2003. “Tinha um coqueiro que caiu”, recorda-se, ao pontuar que a obra precisaria preservar as áreas verdes. Além disso, aponta a necessidade de melhorias na sinalização. “Direto cai motoqueiro no córrego”.

Rio Anhanduí virou esconderijo para criminosos e usuários de drogas, denunciam moradores Outro problema que moradores esperam ver solucionado com as obras na avenida Ernesto Geisel envolve a segurança. Moradores ouvidos pelo Comunidade.MS relatam que as pontes sobre o rio Anhanduí e galerias pluviais a partir do shopping Norte-Sul se tornaram esconderijo de criminosos e usuários de drogas. Com isso, o número de assaltos aumentou nos últimos tempos. “Quem tem de pegar ônibus aqui costuma ficar do outro lado da avenida e vir correndo, porque aqui [na pista centro-bairro, no Taquarussu] tem roubo de celular a toda hora. A segurança é zero”, afirmou o pipoqueiro Luís Leite de Oliveira, que vive na região desde os anos 1980. Na Jacy, o tapeceiro Francisco Rodrigues

também critica a falta de segurança. “Tem muito esconderijo de usuário de drogas no córrego, no meio do mato. Eles entram nas casas com frequência”, conta. O ambulante João da Silva reforça a queixa. “Já invadiram algumas casas aqui, algumas faz pouco tempo”, conta, reforçando que também já ocorreram ações policiais para retirar as pessoas que se escondem no córrego. “Mas tiram eles em um dia e, no outro, já estão de volta”. Marcílio Serrano Dias aponta a solução que encontrou para ao menos ser avisado sobre a presença de criminosos. “Esse aqui é o nosso segurança”, brinca ele, apontando o pequeno cachorro que acompanhava o movimento na Ernesto Geisel. (HM)

marcíLIo, ao Lado de seu “segurança”; empresárIo pLantou árvores Que, ANOS DEPOIS, FORAM ENGOlIDAS PElA erosão Que castIga o rIo anhanduí

nas imediações da Bom sucesso, a torcida era por uma obra semelhante à da avenida Fernando Corrêa da Costa, que “tampasse” o rio Anhanduí e ampliasse a pista –algo já descartado. ou, ao menos, que fossem instalados mais guard-rails na via. “se a obra sair vai ser ótimo, mas só isso já resolveria”, aponta o ambulante joão da silva. Outra preocupação, sobretudo na região do marcos roberto, envolve os alagamentos. “as garagens aqui ficam cobertas de água quando chove forte”, lembra marcílio dias. a afirmação é a mesma de maria do carmo, que vive há cerca de 40 anos na região. “alaga muito sempre que vem uma chuvarada. ninguém consegue passar porque alaga toda a esquina da Bom sucesso”, pontua ela, . Max Miliano e Francisco Rodrigues também apontam os alagamentos naquele ponto como problemáticos, contudo, frisam que o problema é sentido principalmente por quem vive na região do Marcos Roberto –onde já foram feitas algumas obras de contenção. (hm)


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Obra abandonada vira tormento para moradores do Serra Azul Área se transformou em esconderijo de criminosos e usuários de drogas, população pede ação da Guarda Municipal Fotos: Humberto Marques

Por Humberto Marques Uma obra que tinha tudo para criar um ponto de encontro da comunidade e de lazer para adolescentes e jovens se transformou em um pesadelo para seus vizinhos. A Praça da Juventude, que começou a ser construída no Serra Azul –região do Batistão, no Lagoa–, resume-se hoje ao mato alto e dois prédios inacabados em um terreno limitado pelas ruas Serra Azul, Rio Brilhante e Serra da Colina e pela travessa Serra Alta, que virou abrigo para criminosos. O projeto da praça pertence ao Ministério do Esporte, com execução realizada por meio de contrapartida da prefeitura. A Capital teria duas estruturas –a outra ficaria no Jardim Noroeste (região do Prosa), e também foi paralisada em 2012. Os convênios são da gestão de Nelsinho Trad (2005-2012). Quando prontas, as praças teriam anfiteatro, centro de convivência, quiosques, vestiários, pistas de salto, caminhadas e skate, quadra de areia e campo de futebol society.

Obra virou “boca de fumo” e esconderijo para criminosos, afirmam moradores “Faz quatro anos que isso aí virou boca de fumo, com gente morando lá dentro”, afirma Josiel de Campos Lemes, auxiliar de fibra ótica que mora em frente à “praça”. Segundo ele, criminosos usam a área como esconderijo. “Toda a noite temos de dar voltas nas quadras para ver se está tudo certo antes de entrar em casa”. O relato é semelhante ao do motorista Luís Costa, outro vizinho da área. “Dia desses fizeram uma batida aí e levaram gente presa. Estão mocozando coisas aí”. O mora-

dor afirma que o terreno foi limpo pela última vez pelo poder público na gestão de Gilmar Olarte (2013-2015). “Os moradores que se juntam e pagam pela limpeza”, disse. A cerca da área foi arrebentada em alguns pontos, havendo trilhas que levam aos prédios abandonados. Neles, a reportagem encontrou cobertores e um sofá, aparentemente usados recentemente, e garrafas. O cheiro de urina e fezes é forte nos locais.

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População pede base da Guarda Municipal, que promete intensificar rondas na região A insegurança causada pela obra abandonada também é citada pelo presidente da Associação de Moradores do Serra Azul, Francisco Rodrigues da Silva. “Trocamos de prefeito e a praça continua sendo um problema”, afirmou. “Aquilo virou ponto de droga, de delinquentes que causam problemas em toda a região”. Silva disse ter buscado uma solução pára a questão, sem sucesso, desde a gestão de Alcides Bernal. “Enquanto isso, quem passa por ali, incluindo pessoas que vão até a rua Souto Maior [rua Fátima do Sul naquele trecho] pegar ou descer do ônibus, enfrenta risco de ser assaltado”. Ele diz que uma solução cobrada pelos moradores envolve a instalação de uma base da Guarda Civil Municipal. “Pelo menos até decidirem o que vão fazer com essa obra”. A Guarda Civil Municipal estudará a possibilidade de se instalar, mesmo que provisoriamente, no local. Até lá, “para medidas imediatas, intensificaremos as rondas e abordagens no local”, informou a corporação. Quem tiver solicitações à Guarda Municipal pode ligar para o telefone 153.

DE ESPAçO PARA intEGRAçãO DA cOMuniDADE, PRAçA DA JuVEntuDE DO SERRA AzuL SE tORnOu POntO DE DEScARtE DE LixO E EScOnDERiJO PARA uSuáRiOS DE DROGAS E BAnDiDOS

Conclusão de obra depende de mais de R$ 1 mi apenas em recursos da prefeitura Se fosse concluída, a Praça da Juventude atenderia aos moradores de bairros como o Serra Azul, Batistão, São Jorge da Lagoa, Ouro Verde e Jardim Mato Grosso, citando apenas os “vizinhos” à obra. contudo, não há previsão para o término do empreendimento. conforme a assessoria da prefeitura da capital, a retomada da obra depende do recálculo das planilhas de custo e, principalmente, da liberação de recursos do ministério do esporte e da obtenção de verbas próprias para a contrapartida, “que hoje seria superior a r$ 1 milhão”, destaca nota do paço municipal. “nenhum desses bairros têm uma área de lazer tão bem estruturada, seria o ponto de encontro de todos”, afirma Francisco da silva. “seria fantástico para todos”, emendou o motorista Luís costa, segundo quem o mato alto tem levado também ao surgimento de ratos e escorpiões no entorno da praça. o morador josiel Lemes também apontou o despejo de lixo e entulho na área. há, ainda, uma situação inusitada a ser resolvida: a empreiteira que deu início ao projeto “virou” a planta, isto é, começou a construção com a frente da obra sendo instalada em um dos lados. com esse redimensionamento, a área reservada para a praça avançou na calçada da travessa serra alta. o mpe (ministério público estadual) abriu inquérito sobre a demora, superior a seis anos, para a conclusão da praça da juventude. a investigação está a cargo da 31ª promotoria do patrimônio público e social e das Fundações de campo grande. (hm)

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notificações sobre dengue caem 95% em 2017, indica sesau Campo Grande registrou queda de mais de 95% nos casos notificados de dengue, se comparado com o acumulado dos seis primeiros meses de 2016. Os números constam no boletim divulgado pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). De janeiro a junho do ano passado foram notificados 27.610 casos de dengue na Capital. No mesmo período deste ano foram 1.209 notificações, uma redução de

quase 96% dos casos. Foram 293 comunicados em janeiro, contra 9.662 no mesmo mês do ano passado; e 204 em fevereiro, ante 8.491 em igual período de 2016. O comparativo ainda aponta 238 notificações em março deste ano (ante 5.146 do mesmo período de 2017); 261 em abril (frente a 3.433 em abril de 2017); 197 em maio (733) e 16 nos primeiros 14 dias de junho (143). O coordenador de Controle de Endemias

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Vetoriais da Sesau, Eliasze Guimarães, atribui a redução significativa de casos ao trabalho de conscientização, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, realizado desde o início do ano. Ele lembra que é preciso que a população faça a sua parte, mantendo quintais e terrenos limpos e evitando o acumulo de materiais e objetos que possam servir de criadouros para o mosquito. (HM com assessoria)

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campo grande/ms, junho de 2017 • ano 2 • nº. 04

comunIdade.maIs

Prefeitura pretende concluir ceinf do Tijuca até agosto

Unidades do Centenário, Radialista, Vespasiano Martins e Oliveira estão em “leva” de 13 obras que serão retomadas pela gestão da Capital Humberto Marques

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Sentimento ausente no "serial killer" Salário adicional no final do ano O "rei", entre as pedras preciosas

Pessoa muito habilidosa (fig.)

© Revistas COQUETEL

Óleo de (?), tipo de lustra-móveis Estado dos EUA em que se situa Las Vegas

De (?) e cuia: com todos os pertences

Principal entidade estudantil do Brasil

Status dos anjos (Rel.)

(?) Kilmer, ator de "Twixt" (Cin.) Auguste Comte, filósofo francês

Réptil que pode ser domesticado Opção em fotos do Facebook (web)

Grito de dor dos cães

Que não tem vontade de fazer nada

O mais nobre dos metais (símbolo) "Devagar (?) vai ao longe" (dito)

Partida anterior à principal (esp.)

Vitamina (?): o ácido ascórbico "Pé na (?)", seriado de Miguel Falabella

Programa que beneficia os apaixonados por seus times (fut.)

Cidade Ceder; japonesa doar Variedade Periquitide banana nho (Zool.)

Letrasímbolo do itálico

PISTA

o por ndo a cipal-

Diz-se do calor que faz em Teresina Ser recebido pelo papa, para o católico

Classificação do ditongo de "água"

George Eastman, pioneiro da Fotografia Ele, em francês

(?) e E: as classes pobres (Econ.)

Ter residência; habitar 47

Solução

N

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O

BANCO

(?)-se: eufemismo de "morrer"

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A conclusão depende de diferentes serviços em cada unidade. No Ceinf do Jardim Radialista (região do Centenário), estima-se que o percentual de execução da obra seja de 24%. Lá, foram feitas limpeza dos pátios para retirada da vegetação. Já no Centenário, o Ceinf em construção está 85% pronto, com os serviços envolvendo a aplicação de massa corrida. Também á tiveram a ordem para retomada das obras os Ceinfs do Jardim Noroeste, na região urbana do Prosa; Vila Popular, Zé Pereira e Inápolis, no Imbirussu; Vespasiano Martins (Anhanduizinho), Oliveira 3 e São Conrado (Lagoa); Nascente do Segredo, Talismã e Anache (Segredo). As unidades com mais de 85% das obras executadas são consideradas prioritárias. Haverá ainda licitação para a conclusão dos Ceinfs da Vila Nasser (Segredo), Moreninha 2 (Bandeira), Jardim Colorado e Nashiville (Anhanduizinho) e Serraville (Prosa).

Relatar Rio que banha Manaus

P T E I RO S B O A C R I A R I O R T A D O N A R R C N T E E D G I O R A R

Unidade do Centenário tem 85% das obras prontas

Lima Duarte, ator brasileiro

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O Jardim Tijuca –região do Lagoa– deve ser o primeiro a receber, nas próximas semanas, um Ceinf (Centro de Educação Infantil) a partir da retomada de obras iniciadas a partir de 2012 e paralisadas nos últimos quatro anos. Centenário, Jardim Radialista e Vespasiano Martins, no Anhanduizinho, e o Oliveira 3, no Lagoa, também devem ser contemplados com a retomada das obras, possivelmente neste ano. Conforme a assessoria da Prefeitura de Campo Grande, serão retomadas as obras de 13 Ceinfs –alguns com obras paradas há 4 anos. O prefeito Marquinhos Trad (PSD) espera entregar a creche do Tijuca até o aniversário de Campo Grande, em 26 de agosto. A unidade do Tijuca já está na fase de acabamento. As demais, porém, não têm previsão de término –sabe-se que a unidade do Centenário deve ser a próxima a ser retomada. Nos 13 Ceinfs serão investidos aproximadamente R$ 17,8 milhões, sendo R$ 7,3 milhões do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e R$ 10,5 milhões de contrapartida do município, incluindo aditivos e reajustamentos dos contratos. As correções são necessárias porque os orçamentos originais, de 2012, estão defasados. Além disso, como

houve danos aos prédios graças ao desgaste com o tempo e a ação de vândalos, muitos serviços terão de ser refeitos com aquisição de materiais como fiação e tomadas, que foram furtadas.

A N G E A V N A D T A U I M M I R L D A G L E M

é que ral do os vaades.

Por Humberto Marques

I A M N S A A L G U A N M E N A S A N E L I C S C A O I V I R A L

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Dardo, em inglês

2/il. 4/dart — tuim. 6/nagano — nanica. 10/comentário — privilégio. 11/mensageiros.

aso da doso. o remato xando pouco a. Um a e, a sinao, inevisão mbém dores

Efeito óptico comum em desertos


CAMPO GRANDE/MS, JUNHO DE 2017 • ANO 2 • Nº. 04

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COMUNIDADE.AQUI

Capital registra 5 casos de feminicídio e se aproxima do total de 2016 Último caso ocorrido até esta edição ocorreu no Residencial Celina Jallad, autor assassinou mulher e fugiu por mata Por Humberto Marques Estatísticas da Segurança Pública em Campo Grande indicam que, de janeiro a junho deste ano, a Capital foi palco de 5 casos de feminicídio. O último deles foi registrado em 4 de junho no Residencial Celina Jallad –região do Portal Caiobá, no Lagoa–, sendo cometido pelo ex-marido da vítima. A motivação seria o ciúme: conforme o autor, o crime foi resultado de comentários dele sobre travestis. Contudo, investigações da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) indicam que ele não aceitara o fim do relacionamento. Além dos cinco assassinatos, 2017 já registrou sete tentativas de feminicídio. Em 2016, Campo Grande registrou 7 mortes de mulheres que podem ser qualificadas como o crime em questão. Por atribuição legal, cabe à Deam investigar tais crimes em Campo Grande. A especializada funciona na sede da Casa da Mulher Brasileira, na rua Brasília –Jardim Imá, no Imbirussu–, estrutura que existe para prestar apoio às mulheres vítimas de violência doméstica. O telefone da Deam mudou recentemente: agora, a delegacia pode ser acionada pelo número (67) 3314-7547.

Ex matou mulher a facadas; Deam negou acordo para acusado se entregar sem ser preso O último feminicídio que se tem registro na Capital resultou na prisão de Genilson Silva de Jesus, 41, sob a acusação de ter assassinado a ex-mulher, Ramona Regile-

ne de Jesus, 44, a golpes de faca no Celina Jallad. O crime ocorreu no dia 4 de junho (um domingo), na rua Rose Ferreira Pedro, e a prisão do autor se deu dois dias depois, em meio a investigações da Deam e da tentativa malsucedida de um acordo para que ele se entregasse. Dois advogados foram ser acionados pela família de Genilson para tentar evitar sua prisão, o que foi negado pela Deam. O autor já tinha um mandado de prisão preventiva expedido contra ele –que, desde o crime, foi apontado como o principal suspeito. Ramona foi esfaqueada dentro de sua casa e, ainda assim, deixou o imóvel em busca de socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no meio da rua.

Testemunhas afirmam que autor perseguiu mulher ferida até a rua e a derrubou Testemunhas acusaram Genilson de, depois de esfaquear Ramona, ter aplicado uma rasteira para derrubá-la, ferindo-a mais duas vezes com a arma branca. A mulher foi vítima de 10 facadas, sendo 9 no peito e 1 nas costas. Vizinhos tentaram conter o agressor, que conseguiu fugir para uma mata nos fundos do Celina Jallad. Revoltados, populares atearam fogo na Ford Courrier que pertencia ao autor, e que foi consumida pelo fogo. O autor disse ter ido para a casa da irmã no Danúbio Azul (próximo aos Novos Estados, na região do Prosa). Ao se apresentar às autoridades, ele relatou ter vivido cinco anos com a ex.

Preso afirma que discussão começou por causa de travestis; Polícia Civil cita ciúme O assassinato, relatou Genilson, teria se iniciado depois de uma tarde na qual visitaram uma irmã da vítima, onde teriam consumido bebidas alcoólicas. No caminho, ele teria mexido com um grupo de travestis, afirmando que elas eram mais bonitas que algumas mulheres. O comentário teria irritado Ramona e dado início a uma discussão, que só terminou quando chegaram na casa da vítima. Genilson disse ter sido ofendido pela

ex, que também teria tentado lhe ferir a facadas. Irritado, ele tomou a arma branca e a matou. O homem afirma que sua ex-companheira era possessiva e ciumenta, comportamento que, conforme relatou a delegada Anne Karine Sanches à imprensa, testemunhas atribuíram a Genilson. A separação teria, inclusive, sido uma iniciativa de Ramona, que o ex-marido não aceitava. A polícia afirma que a discussão teve início no quarto da casa, que ficou todo manchado de sangue. O autor vai responder por feminicídio qualificado por motivo fútil. Ele não tinha sido denunciado por violência doméstica até então.

Definição foi popularizada em 2015 A definição de “feminicídio” foi popularizada a partir de 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 13.104 (a Lei do Feminicídio). Em suma, o crime é a perseguição e morte intencional de mulheres por questão de gênero –simplesmente por serem mulheres. Crimes como agressões físicas e psicológicas, abuso ou assédio sexual e estupro, escravidão, tortura, mutilação genital, negação de alimentos e maternidade, violência doméstica e outras práticas criminosas que resultem na morte da mulher estão entre os fatores usados para qualificar o feminicídio. A Lei do Feminicídio alterou o Código Penal, incluindo o crime como uma modalidade de homicídio qualificado (com pena de 12 a 30 anos de prisão) e de caráter hediondo (sem direito a fiança). A medida foi tomada diante de dados do governo federal que apontaram, naquele momento, que 40% dos assassinatos de mulheres dos anos anteriores ocorreram na casa das vítimas, sendo cometidos por companheiros ou ex-companheiros. Nem a Lei Maria da Penha, constituída para assegurar proteção à mulher vítima de violência doméstica, havia auxiliado a conter esse crime: o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) havia apontado em estudo usado para balizar a Lei do Feminicídio que, por dia, 15 mulheres eram assassinadas no país por conta da violência de gênero. A pena pelo crime de feminicídio contra o autor pode ser aumentada em um terço caso sejam identificados agravantes como sua ocorrência durante a gestação ou nos três meses depois do parto; contra mulheres menores de 14 e maiores de 60 anos ou portadores de deficiência; e na presença de pais ou filhos da vítima. (HM)

Batalhão de Choque estoura “desmanche” de motos na Coophavila 2 e prende jovem por receptação

Ladrão é morto após furtar motocicleta no shopping Norte-Sul Plaza e tentar escapar

Uma denúncia anônima levou o Batalhão de Choque da Polícia Militar a descobrir um desmanche de motocicletas na Coophavila 2 (região do Lagoa, em Campo Grande) por volta das 11h de 18 de junho (domingo). Uma pessoa foi presa. Os PMs se deslocaram até o endereço, na rua Marambaia, onde estavam a dona do imóvel e um jovem de 18 anos. No quintal, foi encontrada uma motocicleta Honda Fan (preta e vermelha, sem placas), três quadros de motos e várias peças de motores. Em checagem, constatou-se a

Um bandido morreu, e outro foi preso, depois do furto de duas motocicletas em frente ao Shopping Norte-Sul Plaza, na avenida Ernesto Geisel –região do Taquarussu, no Anhanduizinho. O crime ocorreu na noite de 16 de junho (sexta) e terminou com uma perseguição policial. Segundo as autoridades, o suspeito e um comparsa furtaram motos de funcionários do centro comercial na rua Cubatão, entre o shopping e a Havan. Depois, conforme testemunhas, fugiram em alta velocidade.

partir dos números dos chassis que dois dos quadros e peças haviam sido roubadas ou furtadas. Duas motos foram retiradas de estacionamentos de lojas do Comper –na rua Brilhante e na avenida Bandeirantes, ambas no Lagoa–, e uma terceira foi roubada no Aero Rancho (Anhanduizinho). Questionado, o rapaz informou que um amigo, o qual informou apenas o primeiro nome (“Mateus”), havia deixado os produtos na casa. O jovem foi detido por receptação e encaminhado à Polícia Civil. (HM)

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A Polícia Militar foi acionada e, logo, localizou o primeiro acusado na região do Jardim Nhanhá (Anhanduizinho). Ele foi preso e levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga. O segundo acusado já era perseguido pela PM. O acusado teria atirado contra os policiais, que revidaram e atingiram o suspeito, que chegou a ser levado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. As motocicletas já foram entregues aos donos originais. (HM)

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Comunidade.MS - Edição 04 - junho de 2017  

Confira em nossa edição do mês de junho a expectativa (e desconfiança) de moradores e empresários no entorno da avenida Ernesto Geisel em re...

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