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DELEGAÇÃO REGIONAL DO ALENTEJO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ÉVORA

Cultura, Língua e Comunicação 5 Cultura, Comunicação e Média Formadora: Suzana Nunes Formando: Hugo Vivas

Turismo no Alentejo

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Índice Índice............................................................................................................................................................................... 2 Introdução ...................................................................................................................................................................... 3 Caracterização do Alentejo...........................................................................................................................................4 Ruralidade e Urbanidade.................................................................................................................................................6 Turismo em meios rurais.................................................................................................................................................7 Turismo de Habitação (Urbano)......................................................................................................................................8 Arquitectura dos Meios urbanos e rurais alentejanos.....................................................................................................9 Materiais..................................................................................................................................................................... 9 Telhado...................................................................................................................................................................... 10 Fachada...................................................................................................................................................................... 10 Conclusão .....................................................................................................................................................................11

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Introdução O Alentejo ocupa um terço do território português, mas curiosamente tem um nível de população muito baixa, uma região muito ligada ao campo, à caça e à agricultura. As povoações são constituídas por casas juntas, ao contrário de outras regiões do país, onde são dispersas, e entre as povoações encontram se montes típicos ou herdades. As casas por tradição são caiadas de branco o que permite a proteção do intenso calor habitual desta região. Em termos de turismo, hoje há muitos montes recuperados, que se tornaram habitações de turismo rural, onde as pessoas podem fazer diversas actividades relacionadas com o campo.

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Caracterização do Alentejo O Alentejo situa se a sul de Portugal, ocupando cerca de um terço do território Português. Tem 3 Distritos (Beja, Évora e Portalegre) e ainda quatro concelhos do distrito de Setúbal (Alcácer do sal, Grândola, Santiago do Cacem, e Sines) É uma região caracterizada por pene planície, levemente ondulada, cuja a altitude média ronda os 200m, apenas com afloramentos montanhosos pouco acentuados. É cortada por 3 grandes bacias hidrográficas a do Tejo, Guadiana e a do Sado, na cabeceira dos quais se situa Évora. Do ponto de vista geográfico, pertence na sua maioria ao maciço antigo ibérico. São excepção a parte sul da bacia do Tejo e do Sado bem como os depósitos terciários que cobrem a pene planície nalguns locais. O Clima apresenta características mediterrânicas e continentais. A precipitação é fraca e predomina nos meses de inverno, variando entre os 400 e os 600 mm. A Região do Alentejo ocupa 1 terço do território nacional, com apenas 5% da População. A Cidade de Évora é o principal pólo urbano da região.

Área Geográfica Alto Alentejo Alentejo Central Baixo Alentejo Alentejo Litoral Região Alentejo

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Superfície (Ha) 515.127

% do total da região 24

613.649

28

673.363

31

356.743

17

2.158.882

100


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Ruralidade e Urbanidade Existem diferenças substanciais entre os modos de vida rural e urbano. Essas diferenças fazem-se sentir nos mais variados domínios como, por exemplo, no tipo de actividade profissional exercida pela população, na forma de ocupação dos tempos livres, no modo predominante como as pessoas se deslocam, na maneira de pensar e agir. De um modo geral, nos meios rurais predomina a agricultura, a pecuária, a silvicultura e outras actividades ligadas à exploração de alguns recursos naturais. Nos meios urbanos, pelo contrário, as actividades predominantes são o comércio, os serviços e a indústria. Nos meios rurais, os tempos livres são poucos e variam com a época do ano e com o ritmo a que se desenrolam os trabalhos agrícolas. Os jogos tradicionais, as danças e os cantares populares, bem como as festividades religiosas, são algumas das principais manifestações culturais nestas áreas. Nos meios urbanos a situação é bem diferente. Os horários de trabalho e os vários ritmos de vida, bem como a existência de uma série de equipamentos nas áreas da cultura, do desporto e de entretenimento, permitem à população uma escolha mais alargada na ocupação dos tempos livres e de lazer. Ao contrário de outros pontos do país, no Alentejo as povoações são juntas, e não com casas dispersas.

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Turismo em meios rurais As actividades de turismo nos meios rurais: -Hospedagem -Alimentação -Visitas a propriedades rurais -Realização de actividades ligadas aos meios rurais

Naveterra Hotel Rural Herdade Nave De Baixo, 7250-243 Alandroal

Situado numa grande propriedade na região do alentejo, os hospedes podem saborear iguarias caseiras típicas desta região, acompanhadas por uma variedade de vinhos da região.

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Turismo de Habitação (Urbano)

No centro da vila alentejana de Pias, famosa pelo seu vinho, a Bética Hotel Rural oferece aos seus hóspedes um acolhimento personalizado e familiar. Cada um dos seus 14 quartos oferece uma decoração criativa e diferente, permitindo escolher um quarto de acordo com a personalidade e humor de cada um. Todo o alojamento está equipado com casa de banho privativa, ar condicionado, telefone e TV. Na sala de estar podemse apreciar os bons vinhos da zona ao calor da lareira, enquanto o pátio com a sua palmeira convida à sombra no tempo quente e a um mergulho na piscina. Como diz a canção típica alentejana, «Lá vai Serpa, lá vai Moura e Pias fica no meio, em chegando à minha terra não há que haver receio». E porque não depois de um descanso merecido, partir à descoberta do Pulo do Lobo, Serpa e Moura ou mesmo aventurar-se num passeio de barco pelo grande Lago de Alqueva, a poucos quilómetros!

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Arquitectura dos Meios urbanos e rurais alentejanos As Casas são térreas, revelando influências mediterrâneas da civilização romana e árabe, são habitações de 1 só piso, de planta rectangular e simples, o chão é de terra batida ou calcetado, com pedra miúda, recoberto de lajes, tijolo ou ladrilho. As janelas são em pequeno número, e de dimensões reduzidas, na casa alentejana não existem aberturas na frontaria excepto a porta de entrada, e por vezes as janelas são substituídas por postigos. Os telhados não apresentam grandes inclinações, a cozinha é a divisão da casa, sendo simultaneamente sala de estar e de trabalho, possui uma lareira, ao nível do chão numa banqueta de tijolos, esta isolada da parede por uma laje de pedra ou tijolo de expressura media, para evitar a detioração das paredes, pelo calor. Está abrigada por uma enorme chaminé que escoa o fumo evitando que ele invada a casa. A Chaminé está implantada na fachada frontal e o seu volume corpóreo tem uma forte presença e intenções decorativas.

Materiais

Nas paredes utiliza materiais dóceis, calcários moles e mármores. A taipa é o material característico e mais corrente na edificação local. Com o tijolo, que também é muito utilizado em combinação com a taipa, e com o qual se fazem paredes, arcos e abóbadas e sobretudo chaminés de formas variadas e de grande dimensão. A casa é interior e exteriormente caiada, geralmente a branco. A razão para o uso destes materiais deve-se à escassez da pedra assinalada na região, e nas propriedades isolantes do calor da taipa, do tijolo, e da caiação. A caiação deve ser feita anualmente, sendo um meio de defesa contra a luz e o calor.

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Telhado O sistema de cobertura mais vulgar é a telha caleira, em algumas regiões assentes sobre canas. Fachada As fachadas são lineares e lisas, apresentam apenas o rasgo da porta e janelas de tamanho reduzido. Caiadas a branco na sua totalidade, apresenta por vezes uma faixa de rodapé em tom ocre nas zonas do interior, ou azul no litoral. A mesma faixa aparece nas guarnições das portas e janelas.

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Conclusão Podemos afirmar que, existem muitas diferenças entre o turismo urbano e o turismo rural, no caso do rural podemos desfrutar da calma, do sossego, dos costumes do Alentejo. As principais actividades que se podem realizar vão desde as actividades ligadas a agricultura, ao lazer com a caça, a pesca, o hipismo, a gastronomia alentejana, e os vinhos regionais. No Turismo de habitação urbano, podemos conhecer os monumentos das regiões dependendo do sítio onde se encontrem, fazer compras mais facilmente, e ter acesso aos serviços que nos meios rurais não existem. No caso da arquitectura das casas tipicamente alentejanas, encontramos as paredes das casas na sua grande maioria caiadas com cal branca, o que permite um isolamento do calor, que abunda nesta região do país.

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TRABALHO-CLC7