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Ă?ndice


directora Tic, tac, tic, tac...o relógio aqui parece que correu. Um ano passou quase num piscar de olhos. Sempre ouvi dizer que quando o tempo é de qualidade, nem damos por ele passar. É assim que me sinto, um ano depois de lançarmos o primeiro número da Her Ideal, com a certeza de que foi tempo de qualidade que passou num instante. Doze edições, dezenas de histórias, de rostos, de novos contactos. Muitos colaboradores se juntaram a nós e o orgulho de contar com todos é imenso. Nesta edição de primeiro aniversário escolhemos o título Super Mulheres, pois as histórias que aqui contamos são de mulheres assim super. Todas somos um pouco assim. Ou porque resolvemos dedicar o nosso tempo apenas aos filhos, deixando a carreira profissional em modo pausa, ou porque não nos resignámos e decidimos fazer tudo aquilo que sabemos para não entrarmos na estatística do desemprego. Com o avançar dos tempos o conceito de Mulher foi-se moldando e atrevo-me a dizer que nos dias que correm somos Super-Mulheres: mães, profissionais, multi-funções, amigas, companheiras, continuaremos a ser uma força da Natureza. Permitam-me neste mês deixar uma mensagem especial a uma mulher em especial: a minha super-mulher, a minha mãe. Boas leituras!

Inês Pereira


EDITORIAL DE MODA EXCLUSIVO PARA A her ideal D0 FOTÓGRAFO PAULO CASACA


RioLisboa

Fotografias cedidas por RioLisboa

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sonoridades que unem o Atlântico

por Helena Rocha (TEXTO)

A música é o ponto de partida. Portugal e o Brasil abraçam-se num projecto que é bem português. Entre o toque do Fado e a Bossa Nova, os RioLisboa, definem-se como a ponte entre estas sonoridades.

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omos conduzidos da Madragoa a Ipanema. “Aqui e ali em cada traço um lugar.” “Lisboa acolhe o Rio e em suaves lamentos a música acontece.” São estas as palavras e a alma deste grupo tão singular. E é desta forma que explicam o conteúdo do projecto. Falam de amor e de sentimentos, vividos no Rio e em Lisboa, sendo eles a estrutura e a densidade poética dos temas. Embora a estreia esteja ainda fresca, na manga já contam com alguns concertos e participações em programas de Televisão e Radio. E apesar dos obstáculos iniciais que encontraram, assumem que é com o coração que enfrentam as dificuldades. 
 Bruno Fonseca, compositor e mentor do projecto, dirige com a sua guitarra a dinâmica deste grupo. Um grupo recente e que promete dar que falar. 




brasileira - MPB e Bossa-Nova, assim como música tradicional portuguesa, sendo que só recentemente tenho vivido no universo de Alfama, da canção de Lisboa, o Fado. Qual é a vossa principal distinção comparativamente com outros do género? Quando criei este projecto não pensei em ser diferente de ninguém, até porque as experiências que fui recolhendo enquanto pessoa e enquanto músico são obtidas no contacto com outros músicos e na partilha de ideias. Porém, creio que posso dizer que este projecto é composto por temas inéditos que resultam da tentativa de alcançar uma ponte musical entre Portugal e o Brasil, quer pela linguagem musical, quer pelo uso da palavra que nos é tão próxima, na língua de Camões.

Como começou este projecto? O projecto RioLisboa teve início em Novembro de 2010, na altura ainda com outro nome e outra formação. Das experiências musicais diversas entre o Jazz, Bossa-Nova, Clássico e Fado, foram surgindo ideias que viriam a resultar no CD “Aqui e Ali” dos RioLisboa. Quais são as vossas referências musicais? MPB, Jazz, Bossa-Nova, Fado, Erudita e World Music. Onde vão buscar a inspiração para as vossas músicas? É sempre difícil dizer algo em concreto a esse respeito. Creio que a música é um reflexo das vivências e experiências musicais que fui tendo e provavelmente de todas as experiências, as menos boas e as melhores, permitiram numa dada altura criar os 14 temas do nosso CD. Creio que poderei dizer que sempre ouvi muita música

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O que nos trazem de novo? Acredito que já posso afirmar que somos uma sonoridade que nos identifica. Pretendemos que a nossa música tenha o nosso cunho pessoal, composta e interpretada pelos músicos que compõem o colectivo dos RioLisboa, terá sempre uma identidade distinta de outras bandas que possam viajar pelos mesmos universos musicais. Sabemos que tem tido alguns entraves quanto ao lançamento do álbum, quais foram? As principais dificuldades de uma banda são sempre na fase inicial. Os primeiros passos implicam ter apoios, alguém que nos represente e possa permitir à banda espaço para aquilo que sabe fazer melhor, que é tocar música. Apesar de alguns entraves não podemos deixar de negar que temos tido sorte e sido muito bem recebidos pelos meios de comunicação. Falo das rádios TSF, Amália, Antena 1 e também na televisão, a RTP e a SIC Internacional, onde continuamos a ser bem recebidos. Como conseguiram dar a volta a essa questão? Uma banda e o seu colectivo têm de acreditar no projecto e investir com o coração, sem pensar que algo pode correr mal. Todos os músicos que compõem actualmente os RioLisboa - Ângela Maria, Bruno Fonseca, David Ribeiro, Miguel Menezes, Henrique Leitão, André Mota, acreditam e identificam-se com o projecto. Os acidentes de percurso existem em todas as bandas, é preciso acreditar na música e criar uma relação forte para que possamos continuar o nosso trabalho e esperar que o público reconheça o nosso valor. É difícil ser-se músico em Portugal? Quais são as principais dificuldades? Na fase actual, em Portugal, é difícil ser profissional em qualquer área, não excluindo a música.

Penso que posso referir sobretudo a dificuldade em ser aceite como profissional. As pessoas ainda pensam que este não é um trabalho, porque estão habituadas a trabalhar em áreas que não gostam para poderem sobreviver. No que diz respeito ao estilo quem vos veste ou decide o que devem vestir? Até à data, a nossa imagem tem sido discutida dentro da banda, sendo que quando não existem apoios é difícil investir em roupas de costureiros conceituados. Pode ser que esse dia chegue e seja um apontamento em que poderemos ser auxiliados. Há uma preocupação da vossa parte com a imagem? Sim claro que sim. Como pretendemos ser respeitados no meio e identificados como profissionais, não podemos deixar de lado uma questão tão importante como a imagem. O que costumo dizer é que há sempre soluções possíveis, porém as condicionantes levam a que se façam opções em função dos meios e da criatividade do momento. Se vos quisermos ver e ouvir ao vivo onde vos podemos encontrar? Poderão consultar no facebook e a nossa página oficial www.riolisboa.com


opinião

O CASAMENTO DA MINHA MELHOR AMIGA

Peripécias de uma família pouco convencional CRÓNICA de ANDREIA RODRIGUES

Já foi título de filme e certamente um momento vivido pela maioria de vós, na versão feminina ou masculina. Pois para mim é uma estreia em absoluto! Do meu grupo de amigas chegadas, fui a primeira a casar e a fazê-las chorar de emoção ao assistirem a mais um passo tão importante na minha vida. Aquele dia foi um turbilhão de sentimentos para todas. Obrigou-nos a parar o tempo e a recapitular cada aventura partilhada. No caminho para o altar senti a presença de cada uma delas como se, juntamente com o meu pai, fossem entregar-me ao meu futuro marido e, ali, encerrássemos mais um capítulo das nossas vidas e inaugurássemos outro. Foi único! Hoje é a minha vez de experienciar o outro lado do palco. De fazer um esforço imensurável para conter as lágrimas de felicidade quando a vir vestida de sonhos e magia. É realmente um momento de emoções.

ASSESSORA DE IMPRENSA

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ais do que o acto religioso em si ou o elo burocrático que se estabelece entre duas pessoas, o casamento é um hino ao Amor, à Felicidade e aos Sonhos. É o nosso dia. É o dia que escolhemos para celebrar a paixão que nos une a outra pessoa num cenário idílico escolhido ao pormenor. É como se entrássemos num livro de contos de fada e pudéssemos escrever a nossa história. Povoar cada página com todos aqueles que nos são queridos, salpicá-las com pozinhos de perlimpimpim e, mesmo antes do “FIM”, ver o príncipe à nossa espera, com aquele brilhozinho nos olhos que desejamos tornar eterno. Tantas e tantas vezes oiço comentar que, hoje em dia, o casamento é desvalorizado, que as pessoas casam de ânimo-leve, sem atribuírem o devido significado ao juramento de eternidade que proferem naquele dia. Em parte é verdade. Um juramento nunca deveria ser quebrado. Isso faz da pessoa mentirosa e pouco íntegra. Mas se realmente é suposto ser assim, porque é que existe o divórcio? Porque é que inventaram uma forma de quebrar o juramento? Talvez porque tenham chegado à conclusão de que ninguém deve ser escravo de uma má escolha ou ficar preso a uma situação que o torna infeliz. Se assim é, seria bem mais lógico alterar o teor do juramento e adequá-lo, não aos tempos, mas à natureza do ser humano. Porque não assumir um compromisso de amor, respeito mútuo, compreensão e amizade enquanto ambos se sintam felizes e realizados?

das famílias envolvidas e um planeamento antecipado que, só por si, já pressupõe uma reflexão profunda. As pessoas casam-se por que se amam. Casam-se na esperança de que esse Amor seja eterno e se torne numa daquelas histórias inspiradoras que comprovam ser possível e que todos invejamos. Mas nem sempre é assim. A vida está em constante mudança tal como nós. Não somos seres estáticos nem amorfos. Por isso, há sempre a possibilidade de, a dado momento, deixarmos de nos rever na outra pessoa, deixarmos de partilhar os mesmos ideais, e o amor, que um dia ditou uma vida conjunta, transformar-se numa amálgama de outros sentimentos que precisam de liberdade para sararem. E nesse momento, mais do sermos fiéis a um juramento, devemos ser fiéis a nós próprios e à pessoa com quem escolhemos casar. Jurámos amor eterno, mas também jurámos respeito e lealdade, o que implica sermos sinceros na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. E é, de facto, um momento triste quando assistimos ou vivemos o fim de um casamento. É uma história que se perde para sempre. Mas é também um recomeço. Todos almejamos a felicidade nesta curta estadia que nos foi concedida. Cabe a cada um de nós procurá-la da melhor forma que sabe e lutar honestamente para a conquistar.

Por isso, no dia do casamento da minha grande amiga, quando lhe Não acredito que ninguém se case de ânimo-leve. O casamento im- der aquele xi- coração apertado que carrega todo o amor que nos plica uma decisão a dois, uma mudança, por vezes radical, na vida une, vou sussurrar-lhe ao ouvido: “Faz-me o favor de seres Feliz!”


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feminismo A força de uma minoria, o triunfo da igualdade POR Laura Ravéra (texto)

“O céu recusou o génio às mulheres para que toda a chama pudesse encontrar-se nos seus corações.” Antoine de Rivarol, escritor francês, séc. XVIII.

ILUSTRAÇÕES herideal

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ita de uma forma quase poética, a frase quase que apela à valorização da mulher. O que nela se esconde, na verdade, é um mito destrutivo da condição feminina. Nas entrelinhas, lê-se que à mulher só lhe pertence a emoção, pelo que tudo mais que se relacione com o cultivo do intelecto e das capacidades do espírito confina-se ao homem. A questão da diferença física levou sempre o homem a questionar-se sobre a superioridade ou inferioridade daquele que lhe é desigual. Assim como no século XV se colonizava um território em prol de um bem maior que seria, supõe-se, o de civilizar um povo sem regras e de intelecto inexistente, não se colonizava a “terra das mulheres” mas encomendavam-se-lhas para “serviços” pós-matrimoniais, como os de fazer a lida da casa e educar as crianças. Poucas eram as que sabiam ler ou escrever e, mesmo que o soubessem, seria loucura, motivo de reprovação social e “anti-natura” experimentar, se quer, equivaler-se ao homem. Também o discurso médico, pejorativo da condição da mulher, dominou toda a época medieval, o renascimento, e a era da revolução industrial: a evolução do conhecimento do aparelho reprodutor da mulher causava perplexidade quando comparado ao do homem. Rapidamente se assumia uma certa “deficiência” na anatomia feminina e, sem perplexidade, estes naturais defeitos do seu aparelho reprodutor davam consistência ao argumento de inferioridade que colocava a mulher fora da esfera política e social, confinando-lhe o espaço doméstico e familiar, ao qual melhor se adequava. A ideia de igualdade de género, a vontade de tornar ténue a linha que delimita homens e mulheres, leia-se, o feminismo, diferente de femismo, é uma matéria de exortação que reclama uma reflexão tripartida: passado, presente e futuro. Aquela que nos leva a

agir, a olhar para fora, a sair, a conhecer aquilo que foi, até ontem, o Feminismo, o que será e quais as demais metas a atingir amanhã. Os primeiros vestígios da Primeira Vaga do movimento para a igualdade de género e do que viria a ser o Feminismo acontecem na Revolução francesa, em 1789, quando é dada alguma oportunidade à mulher, ainda que rudimentar, na esfera política. Esta Primeira Vaga prolonga-se até ao fim da Segunda Guerra Mundial e centra-se, principalmente, na obtenção do direito ao voto. A Segunda Vaga tem início imediatamente a seguir à Primeira e é impulsionada pela obra de Simone de Beauvoir, The Second Sex (1949). Nesta fase as mulheres foram chamadas a participar no mercado de trabalho, muito ao facto de terem sido requisitadas para exercer a função masculina, enquanto o homem participava na Guerra, e de terem desempenhado o lugar de “chefe de família” tão bem quanto o responsável pela tarefa. Afinal “o que é que os homens fazem que as mulheres não tenham capacidade para fazer?”. Outras obras de grande impacto vieram dar consistência a este argumento, The Feminine Mystique, de Betty Friedan, em 1963, e Sexual Politics, de Kate Millett em 1970.

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Posteriormente, 1976-85 é declarada a década da Mulher pelas Nações Unidas. É por volta dos anos 80 que surge a Terceira Vaga do Feminismo: «Feminismos» ou «Pós-Feminismo», que perdura até aos dias de hoje. Uma era baseada na solidariedade para com as “mulheres do mundo”. Uma Vaga feminista à escala global em que a luta contra a discriminação ganha expressão em países onde a religião condena mais do que glorifica. A História é feita de estórias, épocas, ideias, controvérsias mas, sobretudo, construída por pessoas, por grandes pessoas, que só são grandes pelas obras que deixam, por pensamentos infinitos cujo objectivo é pensar. Pensar e dar a pensar, dar a reflectir sobre reflexões oferecidas, que de oferecidas não têm nada, são até difíceis, estando sempre mais além do tempo em que são pensadas. Tomando o exemplo, em 1879, em Copenhaga, Henrik Ibsen lança Casa de Bonecas. Uma obra revolucionária pela novidade e irreverência com que é ilustrada a atitude da uma mulher face a uma época de repressão feminina. A sociedade patriarcal, padrão exagerado que premeia o papel do homem chefe de família em detrimento da mulher serviçal e submissa, leva uma mãe de família a romper com todos os preconceitos e partir em busca da autonomia. Rapidamente se percebe que o título da obra sugere uma vida/família artificial, comandada pelo exterior, a sociedade, dado que uma casa de bonecas não tem vida própria, “vive” de acordo com aquele que a manipula e que lhe é exterior. A obra corajosa e irreverente camuflada pela “indecência” de que era acusada na época, metaforizava o ser humano, por direito, - símbolo da autenticidade – o homem, e uma boneca - símbolo da artificialidade e manipulação – a mulher.

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as a história do feminismo teria de dar lugar a reflexões e exortações de uma mulher para as mulheres. O início do século XX é, portanto, uma das épocas mais expressivas da luta no feminino, em que Virginia Woolf figura como uma das mais proeminentes figuras do feminismo e do modernismo. A escritora britânica lança, em 1929, uma obra que viria a fazer história e a ser o sustentáculo de muitos estudos feministas. A obra Um Quarto Só Para Si dá relevância à importância da autonomia económica da mulher, da oportunidade de estudo e, metaforicamente, de um quarto só para si. Baseada em duas conferências sobre A Mulher e a Ficção realizadas na Arts society em Newnham e em Girton, Inglaterra, o ensaio critica a condição da mulher na sociedade do século XIX patenteada em inúmeras passagens frequentemente disfarçadas por metáforas e ironizadas de forma inteligente, como se lê algures: «[…]homens, aparentemente, sem qualquer qualificação, a não ser a de não serem mulheres». Surpreendentemente, ou nem tanto, Virginia Woolf sugere a hipotética existência da irmã de Shakespeare e compõe a sua história, caso tivesse, alguma vez, nascido. Seria, segundo a escritora, uma rapariga com as mesmas capacidades do irmão, mas que escrevia, lia e imaginava escondida da sociedade, lamentando todos os dias o seu casamento, até pôr fim à sua vida: uma mente ilustre como a de Shakespeare perdera-se, portanto, pela incongruência de uma sociedade retrógrada. Virginia Woolf exorta todas as mulheres a agir, porque nem a inércia não é solução, nem o silêncio uma resposta, «[…]a desculpa de falta de oportunidade, preparação, encorajamento, vagar e dinheiro já não é válida.[…]esta poetisa está viva. Vive em vós[…]pois os grandes poetas não morrem;[…]» [referindo-se à criação da irmã de Shakespeare].

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A feminista escreveu ainda a biografia Orlando, publicada em 1928. Uma obra de vertente modernista que nos mostra a fragmentação e a ambiguidade dos sexos, pluralizando a existência humana. A personagem andrógina, Orlando, enfrenta a batalha de integrar todos os estereótipos do feminino e do masculino e de viver em frequente debate consigo mesma, percorrendo quatro séculos (do século XVI até ao início do século XX). Veja-se a prova mais eloquente de que Virginia Woolf pretende mostrar ao leitor que o ideal é o ser andrógino, um meio termo entre o masculino e o feminino: «[…]Orlando ali de pé, […] num corpo só a força do homem e a graça da mulher.» Todo o texto conjectura uma reflexão da condição humana, definitivamente talhada para o não-conformismo, para a luta e, principalmente, para o encorajamento das mulheres. Montou-se a engrenagem Feminista há séculos atrás, desde então nunca mais parou. Não se trata de reclamar a superioridade, isso seria regredir ao que sempre se criticou. Engrenagem é tudo o que o homem constrói. É o encaixe de ideias e de justiças, peças minuciosamente talhadas, modeladas e submissas umas às outras. Mas não há peças importantes. Importante é a razão pela qual se movimentam, sem falhar, sem encravar, sem interferir em todo o movimento que gera e alimenta a sociedade. Afinal, de nada serve uma engrenagem quando uma peça falha. A escritora, ensaísta e editora Virginia Woolf ficou conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo.


paulo casaca EDITORIAL DE MODA

Vestido XTSY 52,50 € Botins RUIKA 89,90 € Acessórios da produção

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Casaco SUPERTRASH 150,00 € Vestido G.SEL 69,90 € Botins RUIKA 89,90 € Acessórios da produção


Túnica XTSY 79,90 € Calção CIRRONE JEANS 49,90 € Botins RUIKA 99,00 € Mala da produção


Vestido CENTELLA 58,50 € Botins RUIKA 89,90 € Acessórios da produção

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Vestido G.SEL 95,00 € Chapéu RED SOUL 17,00 € Sandálias SUPERTRASH 85,00 € Acessórios da produção

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Blusa KORALLINE 53,00 € Calças SERENATA 39,95 € Blusão SUPERTRASH 150,00 € Botins RUIKA 89,90 € Acessórios da produção

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Macacão CENTELLA 92,50 € Botins RUIKA 85,00 €


Vestido SUPERTRASH 113,00 € Botins RUIKA 89,90 € Acessórios da produção

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Ficha Técnica Fotografo: Paulo Casaca Assistente: Claúdio Lacerda Modelo: Milene Serra Modelo Canino: Kenzo Slylist: Alexandra Brito Assistentes: Renata Martinho e Helena Rocha Make Up: Idilia Gonçalveshttps Cabelo: Sónia Sousa Agradecimentos: Real Marina Hotel e Spa Olhão YourStyle, Largo Dr. Silva Nobre, nº 11 em Faro Orlando Martinho


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ajude-se a si própria

Questione os seus Pensamentos POR Ivo Dias de Sousa (TEXTO)

Não pense em elefantes brancos. Vamos, faça um esforço para não pensar em elefantes brancos. Continue por cerca de 20 segundos. Eu espero.… Se quiser, aposto consigo como pensou mais em elefantes brancos nos últimos segundos do que no último mês. Estou certo, não estou? ILUSTRAÇÕES herideal

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esistir aos nossos pensamentos não é a melhor forma de lidar com eles. Isto, se quisermos que eles se desvaneçam. Procurar resistir aos nossos pensamento, coloca-os sobre um “foco de luz”. Mais, na maioria dos casos, estamos a reforçá-los ao resistir-lhes.

(…) não és punido pelos teus pensamentos mas sim por eles. James Arthur Ray (Harmonic Wealth)

Nós temos uma tendência para acreditar nos nossos pensamentos automaticamente, o que pode ser nada conveniente. Por vezes, as nossas mentes estão povoadas de pensamentos que não nos ajudam. Alguns possíveis exemplos são: eu não mereço; sou estúpido; odeio este emprego. Uma coisa é certa, independente dos nossos pensamentos serem verdadeiros, se acreditarmos neles, eles têm consequências. Dois exemplos: se achamos que não merecemos uma dada coisa, pouco ou nada faremos para a obter; se consideramos que somos estúpidos, não iremos procurar aprender. Serão os nossos pensamentos sempre verdadeiros? É fácil perceber que não. Casos claros disso são pensamentos como “Ele não gosta de mim”. Para termos a certeza que ele não gosta de mim” seria necessário termos a capacidade de lermos pensamentos de outras pessoas. A realidade à nossa volta não coincide, muitas vezes, com os nossos pensamentos. Para bem e mal, a realidade está cheia de surpresas. Não devemos acreditar em tudo o que nos dizem. As razões são várias. Nem sempre as pessoas são honestas. Mesmo que sejam

honestas, quando têm interesses envolvidos, existe a tendência para defender determinado ponto de vista. E mesmo que sejam honestas e não tenham qualquer interesse directo, podem estar enganadas. Desculpe-me dizer-lhe isto: nem tudo o que pensa sobre si e o mundo à sua volta é verdade. Questione os seus pensamentos e crenças que estejam a impedi-la de ser mais feliz e obter mais sucesso . À medida que for questionando, os pensamentos e crenças que a prejudicam tenderão a desvanecer-se. Pessoalmente, gosto de proceder da seguinte forma. Primeiro, identifico um pensamento/crença que julgo merecer ser questionado. Idealmente, coloco essa crença no papel como o resto do processo. Porém, em situações como os transportes públicos isso não é possível nem conveniente.

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Depois, faço duas perguntas em relação ao pensamento/crença identificado: Sei, de certeza, que [o pensamento/crença em identificado] é verdade? Sei, de certeza, que [o pensamento/crença em identificado] é importante neste momento? Lembre-se que é a sua mente que tem de justificar se é verdade e importante. Se respondeu não à primeira pergunta, é meio caminho andado para responder que não é importante. Como é que um pensamento que não temos a certeza de ser verdade pode ser importante? Vamos supor que respondeu “Sim”, de uma forma convincente, à primeira pergunta. Mesmo assim, o seu pensamento/crença pode não ser importante. Algumas possíveis razões para não ser importante. Uma possível razão é referir a algo que já passou. Outra, é ter pouca importância em relação a tudo o que rodeia. Uma terceira possível razão, é não poder fazer nada para alterar a situação a que o pensamento/crença se refere. Ainda uma quarta razão, é já ter pago (por exemplo, com infelicidade) mais do que o suficiente. Sugiro que experimente e avalie por si os resultados. Repita as perguntas durante alguns dias. No meu caso, os pensamentos/crenças incómodos tendem a desaparecer. Ajude os outros, mas comece por si.

James Arthur Ray é autor e orador profissional. O seu livro Harmonic Wealth é um bestseller do New York Times.


MUST HAVE

MODA POR ALEXANDRA BRITO

Clutch Acessorize 59,00 € Relógio Omega 22.950,00 € Brincos CK 82,00 €

Fio CK 149,00 € Aliança Piaget 1.710,00 €

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TENDÊNCIAS Mães e Filhas

Mulher e criança - Lanidor

Criança – Tommy Hilfiger Mulher - Fornarina

Criança – Tommy Hilfiger Mulher - Lanidor

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Look casamento

Fornarina (preço sob consulta)

Vestido Mango 79,99 € Fio Blanco 25,99 € Relógio CK 225,00 € Clutch Accessorize 49,99 € Sandálias Zara 45,95 €

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Look bailarina

Fornarina (preço sob consulta)

Top Mango 25,999 € Saia Mango 29,99 € Mala Parfois 24,90 € Relógio Blanco 16,99 € Sandálias Blanco 35,99 € Leggins Pull&Bear 7,99 €

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Look rock chic

Ralph Lauren (preço sob consulta)

Casaco Mango 99,99 € Calças Mango 25,99 € T-shirt H&M 7,95 € Mala Parfois 29,99 € Lenço Parfois 9,99 € Relógio Parfois 22,99€ Sandálias Zara 45,95 €


opinião

Eric Lobo CRÓNICA de ANA AMORIM DIAS

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ndo há mais de dois anos a querer escrever uma biografia. Mas não queria escrever sobre uma vida qualquer. Não teria paciência nem motivação para escrever sobre algum músico, ator, político ou qualquer outra personalidade com o ego demasiado inchado e uma vida desinteressante. Devo ter uma estrelinha da sorte muito activa (ou então sou apenas bastante determinada) porque o inusitado aconteceu. O Eric conheceu um pouco do meu trabalho e confiou-me a missão de narrar com carta branca estes quase cinquenta anos de vida em que os dias se sucedem com emoções tão intensas como fotografar tribos antropófagas ou dar a volta ao Mundo sozinho em cima desta Harley toda desconjuntada. Mas isto são só meras páginas do livro da existência deste fotógrafo antropológico-businessman-aventureiro-desvairado. E são todos os seus capítulos que espero ter a capacidade de narrar com justiça, emoção e interesse, de forma a fazer-lhe justiça e a dar-vos o prazer de lerem a história de vida deste herói dos tempos modernos cuja maior virtude é uma sensibilidade humana capaz de nos inspirar a todos a viver os nossos próprios sonhos.

ESCRITORA anaamorimdias.blogspot.pt

Por agora, enquanto o livro se escreve, resta-me desafiar-vos a procurá-lo no facebook e, porque não, a pedirem-lhe amizade.

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de carnaxide com amor

Fotografias cedidas por Helga Marisa Lucas

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entrevista de helena rocha (TEXTO)

Estar desempregada não é sinónimo de fracasso e por vezes esta condição apela à criatividade e à reinvenção. Helga Marisa Lucas é um exemplo bem evidente desta circunstância. Uma mulher com coragem e determinação que perante as adversidades não se coíbe de arregaçar as mangas.

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em 35 anos, é natural de Faro e vive em Carnaxide. “Basicamente sou uma Algarvia, adepta do Futebol Clube do Porto, a viver em Lisboa e mãe de dois filhos: o Tomás de 10 anos e a Bárbara de 5”, afirma de sorriso rasgado. Em 1996 foi para a capital tirar o curso de Sociologia mas não o chegou a terminar. Conheceu o pai do seu filho e foi viver para o estrangeiro. Acabou por regressar porque a vida lá fora não correu como previa. O seu percurso profissional tem sido difícil e no currículo conta com as mais variadas profissões. “Desde que deixei a faculdade trabalhei em muitas coisas diferentes, tais como: empregada de loja, vendedora, monitora de crianças, administrativa, telefonista, auxiliar de educação, entre outras. Fiquei desempregada em 2010 e até agora por diferentes razões, ainda não consegui um emprego fixo e estável”, refere.

Não tem o curso de Marketing ou gestão mas rapidamente percebeu como as necessidades dos outros poderiam ser uma oportunidade de negócio. O seu projecto é inovador e multifacetado. Como a própria afirma, “é pau para toda a obra”. Desde fazer bolos, festas de aniversário, catering, limpezas, bricolage, cortar cabelos e arranjar unhas. O conceito é, nada mais, nada menos, que prestar os serviços que as pessoas precisam. Como se lembrou de criar este projecto “multi funções”? Em primeiro lugar o projecto do “Com.açucar” surgiu numa conversa de café com amigas. Uma delas fazia bolos para familiares. Um dia fomos a uma loja de utensílios para doces artísticos, algo despertou em mim e pedi-lhe umas dicas. Decidi então comprar

“Gosto muito do que faço e isso facilita as coisas. Nenhum trabalho é menos digno e todos podemos aprender.“ uns apetrechos para experimentar e fazer em casa. A verdade é que desde a primeira vez que fiz o primeiro bolo nunca mais parei. Comecei por fazer bolos para casa, depois para aniversários de conhecidos e como as pessoas adoraram, foram passando a palavra. Sempre fui muito boa dona de casa e cozinheira. Nesta prespectiva, digamos que não tive muita dificuldade em aperfeiçoar-me cada vez mais. Acabou por ser um vício. Como costumo dizer: trabalhar com pasta de açúcar é o mesmo que fazer plasticina com os nossos filhos.

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Para além desta actividade também trabalho em prestação de serviços. Faço bricolage, mudanças, arrumações e limpezas para pessoas que não sabem fazer ou não têm tempo e não sabem a quem recorrer. Por outro lado, também trato da beleza das amigas e conhecidas. Pinto o cabelo, corto e arranjo unhas e sobrancelhas. Ou seja, tudo o que sei fazer, ponho em prática para ganhar uns tostões e ajudar quem precisa. Como organiza o seu dia-a-dia? Em relação aos bolos, trabalho em casa e entrego onde for preciso. Sou contactada através da página do Facebook ou por indicação de amigos e clientes satisfeitos. 
O projecto de prestação de serviços tem funcionado de forma idêntica, isto é, comecei por fazer trabalhos em casa de amigos e rapidamente foram surgindo mais solicitações. Estamos então perante um caso de sucesso? Sim. Estou satisfeita com os resultados, nunca pensei ter tanto trabalho. Felizmente nunca recebi críticas e os clientes adoram e repetem. No natal cheguei a fazer 25 bolos e 750 bolachas decoradas. Quem sabe no futuro poderei abrir uma loja ou dar formação. Quanto ao outro projecto, tenciono criar um site de prestação de serviços com um leque bastante abrangente. Em que com um simples click ou telefonema os clientes vejam todos os seus desejos realizados. Por exemplo: tem uns quadros para pendurar, precisa de uma limpeza geral em casa, mas também de alguém que cuide dos filhos ou organizar festas de aniversário. Resumindo, a ideia é facilitar ao máximo a vida das pessoas, deixando ao seu dispor dezenas de serviços num só local.

Como explica o êxito dos seus doces? Penso que o que faz com que os meus clientes não deixem de encomendar é o facto de serem caseiros, com ingredientes frescos e de qualidade. Sendo que o principal ingrediente é o amor com que faço estas iguarias. Para mim é fundamental que sintam prazer ao saborearem os meus doces. Se quisermos os seus serviços onde a podemos encontrar? Através da página do facebook ou pelos emails lucashelga@ hotmail.com e com.acucar@hotmail.com. Planos para o futuro? Tenciono apostar no crescimento destes projectos. Porque com amor e determinação tudo se consegue!


Fotografia cedida por Telma Amaral

carreira: mãe REPORTAGEM de Rita Pinho Matos (TEXTO)

Telma Amaral tem 36 anos e dois filhos: Gaspar, de 8, e Luísa, de 4. Aquando da primeira gravidez, decidiu fazer uma pausa na vida activa a fim de poder viver a maternidade na plenitude: “trabalhava em São João da Madeira, mas já vivia em Aveiro.

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“Como não era possível conciliarmos, eu e o meu marido, os horários de trabalho, atendendo à nossa condição de pais, optei por fazer um intervalo sem previsão para viver esse momento”

O

menino ficou a seu cargo 24 horas por dia até aos 2 anos, tendo desde então passado a frequentar um infantário em horário reduzido “para assim lhe proporcionar convívio e interação com outras crianças, outras realidades, outras vivências”. O facto de as famílias e amigos dos progenitores residirem a 45 quilómetros de distância também esteve na origem dessa mudança. À data, Telma não sentiu uma necessidade imediata de procurar emprego: “felizmente tinha uma situação financeira que me permitia viver esse estado de mãe pelo qual me apaixonei perdidamente”, revela. Depois, nasceu Luísa e os pais acharam por bem dar-lhe uma experiência educativa em tudo semelhante à do irmão, movidos pela responsabilidade extrema de “amar, cuidar, proteger, ensinar,

brincar… de simplesmente estar presente com todos os sentidos e em todos os sentidos.” Aliás, a super-mãe reconhece que jamais conseguiria alcançar a paz de espírito de que necessita se assim não fosse, embora confesse que às vezes gostaria de usufruir de uma certa liberdade. Assume que os filhos são o maior desafio da sua vida; nesta fase, um pouco mais complexos. E explica: “Sinto isso mais em relação ao Gaspar, pois já há alguma maturidade, um maior entendimento de tudo que o rodeia, televisão, pessoas, emoções, frustrações, o desejo entre o querer e o ter, relações humanas… Lido com isso com naturalidade, explicando-lhe o que no meu entendimento é possível explicar, tendo sempre em conta a idade dele.” Já em relação à menina, a grande dificuldade prende-se com a aceitação e o cumprimento de regras. O quotidiano dos três mosqueteiros é uma “rotina calma”, se bem que “agora menos um bocadinho”, com Gaspar na escola primária. No entanto, alguns hábitos permanecem. O beijinho de bom dia inaugura sempre uma nova jornada e, após o jantar, já na presença do pai, há actividades com legos, desenho e pintura. Sem esquecer, claro, a historinha de boa noite. A mãe não tem dúvidas de que esta escolha tem contribuído para que Gaspar e Luísa cresçam num ambiente mais harmonioso, sentindo-se mais amparados. Um ambiente que favorece os afectos e a cumplicidade. Telma admite que ainda não tem pensado muito no seu futuro profissional: “agirei em conformidade com as necessidades que nessa altura se apresentarem, sejam elas psicológicas, económicas, etc.”, salvaguardando naturalmente as necessidades dos três. Porém, de uma coisa tem absoluta certeza, a de que a tranquilidade é fundamental para a qualidade da vida familiar. “É fundamental termos equilíbrio emocional que nos permita respirar, para assim respondermos a surpresas, desafios e adversidades que a vida sorrateiramente nos apresenta”, remata.


Fotografia stockvault

trendy nail POR RUTE CALÇADA

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T

al como na maquilhagem, as unhas fazem o complemento da nossa imagem, dando um toque cuidado e personalizado a cada estilo. A sua decoração ganha dimensão nas passeleres, transportando tendências cheias de cor e glamour, para o nosso quotidiano. O formato Stilleto volta agora a estar em alta, criando um look sexy e perigoso. Renova se a Francesa tradicional. Os Néon e as cores vibrantes recriam este estilo. Os Metalizados marcam um estilo futurista. Os Degradés em cores escuras ou pastel dão forma a um look moderno, porém delicado. Preto quer em mate ou extra brilho marca um estilo elegante e sofisticado.

As texturas são uma grande aposta, tecidos, fitas, missangas dão liberdade á nossa imaginação bem como o uso de formas geométricas.


Floral? Para a Primavera? Inovador.”

Fotografias Style.com

A irónica frase de Miranda Priestley (interpretada por Maryl Streep) no famoso filme Devil Wears Prada, tem vindo a ser provada errada ano após ano.

spring’s touch

Por isso, deixemos o nosso armário ser invadido por padrões florais, ultra femininos, etéreos, que servem de base a um sonho tornado realidade. Os motivos florais são explorados aqui e ali, celebrando a delicadeza e a suavidade. Estes padrões foram ainda elevados esta Primavera, a um nível tridimensional através de aplicações e acabamentos impressionantes.

POR INÊS CARVALHAL

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Aposte em calças estampadas, vestidos curtos, saias e blusas e não subvalorize uma pregadeira com aplicações florais, visto que pode ser aplicada em qualquer peça e o resultado são vários looks com um toque floral, a um preço muito mais reduzido.

Contudo, lembre-se que os padrões em geral, e principalmente as aplicações tridimensionais, conferem volume, por isso se não quiser dar destaque a uma parte do corpo, use-os na parte contrária para lhe dar destaque e conjugue com uma peça lisa na parte que quer suavizar, assim encontrará equilíbrio no look sem ter que fugir das tendências.

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a flor da pele maio mês de maria

sugestões de emme (TEXTO E FOTOGRAFIAS)

Sim. Têm razão. Não é um provérbio. Quebro aqui, pela primeira vez, assumo, o meu “borda de água” da pele. Mas a verdade é que, para mim, Maio é mês de Maria. A minha avó sempre o disse e eu cresci com essa frase, que para mim ganhou peso proverbial.

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M

aio é mês de Mãe. Das que são Marias. E das outras. Mulheres de vestidos floridos e pés descalços na relva. Ar descontraído. Sorriso largo. Cabelos ao vento, que uma mãozinha pequena, desvia do rosto, quando os fios que se entrelaçam em frente dos olhos da mamã. Maio é mês de colo. Sabe a bolacha Maria, esmagada com banana, sumo de laranja e iogurte... que a minha mãe fazia para o lanche do meu irmão mais novo e que eu pedia para mim também, mesmo já não tendo justificação para tal, no bilhete de identidade. Maio é o mês dos dias que crescem. Que se iluminam e se refletem em nós. E, enquanto escrevo, lembro-me com detalhe do cheiro que invadia o jardim da minha avó nesta altura do ano, quando Maio esticava o seu tapete de flores. Respiro fundo e sinto esse aroma quente, da terra fértil em dias mornos. Podia ser perfume de mãe. Maio é mês de mimo. E, de repente, apetece-me acender uma vela

de alfazema. Pôr uma boa música a tocar. Inspirar devagar... e deixar-vos uma sugestão à medida do mês que chega: Uma máscara! No mundo da pele, as máscaras nem sempre são bem amadas. Exigem tempo e dedicação. Nos dias de hoje, o tempo falta para quase tudo. Somos pelos 2 em 1. Se for 6 em 1 ainda melhor! Num passo, fazer tudo o que a pele precisa. Um só algodão e a pele de bebé com que sonhamos revela-se... Ora, as máscaras não encaixam neste nosso desejo de “fast food” cosmético. Pedem-nos que as deixemos atuar. Insistem em ficar connosco no mínimo 10 minutinhos. Depois, obrigam-nos a retirá-las. com cuidado, com água tépida, com um algodão, com um pano ou pequena toalha que limpe em profundidade. Ui...Sim, as máscaras são absorventes. Todas! As purificantes. As relaxantes. As hidratantes. Todas absorvem tempo, atenção e obrigam-nos a investir. Muitas vezes, ainda que sejam uma das recomendações mais frequentes das senhoras simpáticas das perfumarias ou das farmácias, são aquele produto que ou não compramos... ou compramos, mas não sai do armário. Ora, no mês do mimo, desafio-vos a isso mesmo: A uma máscara!

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Venha ela! A que vos proponho é uma descoberta recente e até surpreendente. Porque é barata, cheira deliciosamente, é hidratante e calmante ao mesmo tempo e, sobretudo, porque mima muito bem. A Masque Crème Fraiche, da Nuxe, comprei-a meio por acaso, numa promoção de farmácia em que a conhecida marca francesa oferecia um óleo prodigieuse (do qual sou fã, e um dia destes vos falarei aqui) na compra de um qualquer produto de rosto. Ora fiz contas de cabeça. Queria mesmo era o óleo de borla, claro está. Escolhi à pressa na prateleira um produto pelo preço- pelo mais barato, entenda-se- o que normalmente é meio caminho andado para correr mal. O curioso é que desta vez correu bem. Muito bem, mesmo! Cheguei a casa encantada com o óleo de borla (e que cheira divinalmente) e só uns dias depois me lembrei de procurar na prateleira do armário a máscara, comprada sem qualquer vontade. Li as instruções e fiquei desde logo agradavelmente surpreendida: pode aplicar-se no contorno ocular ( o que poucas vezes acontece). Apesar de nos impor os 10 minutos da praxe, a verdade é que tem um detalhe que para mim faz toda a diferença: podemos deixá-la dormir connosco. Outro extra: O cheiro! Para quem não gosta de cheiros florais, pode ser um problema... Mas para mim, cheia de saudades dos jardins de Maio, da minha avó, usar esta máscara é uma pequena viagem nas memórias. A Masque Crème Fraiche é hidratante e calmante. O que dá jeito a todos os tipos de pele. Não é oleosa. Diz que é fresca... e é! Tal como o nome indica.

E nas noites em que troco o creme de noite pela máscara da Nuxe, noto que a minha pele agradece o sono reparador. A fórmula respeita a filosofia da marca: é feita à base de produtos naturais. O que é sempre um extra. E fiquei com vontade de experimentar outros produtos da gama, já que não são demasiado caros, e parecem cumprir o que prometem. O que nem sempre acontece, mesmo nas marcas mais conceituadas. Posso partilhar convosco que na mesma prateleira onde guardo agora esta minha nova aquisição, um bocadinho mais atrás, mais escondida, está a Express Flower Gel, da Sisley, que andei a namorar durante meses, que me custou um valor escandaloso (mesmo tendo aproveitado uma promoção na perfumaria) e que, depois de tanto ler sobre os efeitos fabulosos do produto, que no mundo dos blogs é dos mais amados, me trouxe apenas uma enorme “desilusão cutânea”. É peganhenta. O cheiro é estranho. E não noto nada de bom... apenas uma irritação que me deixa sempre a cara avermelhada e não posso aproxima-la do contorno ocular. O caro, neste caso, saiu-me mesmo caro! E o barato revelou-se um dos melhores negócios da minha vida! Porque é eficaz mas, sobretudo, porque a máscara da Nuxe não está no fundo da prateleira. Está à mão de usar ( e uso-a ) duas ou três vezes por semana. Naqueles dias em que chegamos a casa cansados. Sem força. E fartos de aturar doidos... Poucas coisas têm o poder reparador do mimo. E o mimo também é uma questão de pele.


opinião

Método Admiro muito o meu Pai, tem sido um alicerce indispensável no meu equilíbrio, a minha principal inspiração e força motriz. CRÓNICA de LUÍS PINTO DA SILVA

Encheu-me a existência de boas recordações e de muitas historias, que utilizava com mestria, para nos clarificar problemas, afinar o sentido crítico e estimular a imaginação.

ADVOGADO

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C

om velhos ensinamentos, de velhos sabedores, foi-nos educando, continua a educar e hoje, aos 83 anos, resolveu escrever e entregar-me esta critica, que não resisti em partilhar: “Fez grande furor nos canais televisivos, a noticia de um director de um estabelecimento de ensino, que “inventou” e ensaiou uma nova receita para combater o insucesso escolar, a qual consistia em pôr os alunos a jogar futebol, tendo até para esse efeito, celebrado protocolos com clubes desportivos. Não vou discutir a “bondade” da receita, mas ela lembra-me uma velha história de um brasileiro, que ao viajar de Paris para Lisboa, num compartimento do “Sud- Express”, se resolveu descalçar, causando um profundo enjoo aos companheiros de viagem, devido ao mau cheiro que os seus pés exalavam. Comprometido com os olhares recriminadores dos enojados passageiros, sentiu-se na obrigação de se explicar, justificando que a pestilência que envenenava o ar, era fruto de uma doença, aparen-

temente sem cura que o atormentava há vários anos! Tinha experimentado tudo... Desde “mezinhas caseiras”, curandeiros, médicos e até um especialista em Paris, de onde agora regressava, depenado, sem animo, mas ainda portador do malfadado cheiro nauseabundo! Foi então que um dos passageiros perante a insana explicação explodiu: - Já experimentou lavar os pés? Respondeu o Brazuca muito pasmado: - Não! Isso ainda não! Também ao director com métodos vanguardistas no combate ao insucesso escolar eu perguntaria: - Já experimentou pôr os alunos a estudar?”


Uma nova forma de contornar a crise

Fotografias cedidas por Matilde Martins

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entrevista de andreia roberto (TEXTO)

Matilde Martins criou o seu pr贸prio neg贸cio e revela o projecto aiaimatilde

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Apaixonada

pela arte e pelo desenho, Matilde Martins não se deixou afectar pelas energias negativas que a crise provoca e investiu no seu próprio projecto. Desenhou, recortou, ilustrou e criou uma boneca que tem feito furor na rede social - a Matilde. “Sem dúvida a área artística foi aquela que sempre me interessou e a que achava que me iria realizar profissionalmente. Nunca pensei fazer outra coisa que não envolvesse o desenho e a cor!” Assim “ao ficar desempregada decidi dedicar-me a 100% ao desenvolvimento da minha marca aiaimatilde® e é o que faço até à actualidade e adoro!” . 2005 o ano da criação , 2006 o ano da realização e 2009 o ano da expansão. Da brincadeira ao sucesso O projecto aiaimatilde® surge quando Matilde, ainda, estudava design de comunicação na faculdade. “Ainda durante o percurso académico na disciplina de informática, em 2006, tivemos a oportunidade de fazer um blog, pensei eu: porque não mostrar o trabalho que tenho vindo a desenvolver, neste blog? Primeiro mostrei os colares e outras peças que ia fazendo quase por brincadeira e umas pregadeiras com as ilustrações desta boneca, ainda desenhada e colorida à mão e ainda sem nome! “ Porquê o nome aiaimatilde® ? “Surgiu aquando a elaboração do blog. Na altura da escolha do nome para o mesmo, depois de tanta indecisão, alguém disse ai ai Matilde! num acto qualquer de impaciência. Na altura achei piada e escrevi, e assim ficou até hoje, o projecto aiaimatilde®, não o veria com outro nome!“

2005 o ano da criação , 2006 o ano da realização e 2009 o ano da expansão.

Crescimento Do desenho manual para o desenho virtual, Matide foi evoluindo ao longo do tempo, até que renasce uma nova boneca, mais vaidosa e colorida. O nome vai ficando no ouvido e de boca em boca o projecto vai ganhando cada vez mais fãs. “Depois do blog criado, começaram os amigos a passar a palavra, e de amigos para amigos o blog começou a ser conhecido, porque era engraçado e a própria personagem começou a ser reconhecida”. Lembranças para festas, convites, postais, porta-chaves, pregadeiras, agendas, notebooks, marcadores de livro, colares, pulseiras, molduras, placas de carro “bebé a bordo” e muitas outras peças podem-se encontrar na lojinha virtual. Algumas peças podem ser personalizadas ao gosto do cliente. Graças à febre do facebook, no ano de 2009 a aiaimatilde® começa a ter bastante visibilidade no panorama nacional e internacional. Brasil, Turquia, Espanha, Alemanha, Holanda, França e Eslovénia são alguns dos países que já se renderam à boneca. “A maioria das encomendas eram e são realmente feitas através da visualização das peças nesta plataforma social onde consigo ter um feedback excelente por parte dos

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seguidores da aiaimatilde. Adoro-os a todos, por todo o carinho que demonstram nos comentários que me vão deixando quer via email ou nas publicações que faço, é graças a eles que existo! A maioria dos clientes voltam a contactar para novas encomendas, e enchem-me o coração com os seus emails sempre que recebem uma aiaiencomenda. Fico tão ou mais feliz, como eles quando recebem os pedidos em casa“. Esta é agora a sua paixão e por isso dedica-se de corpo e alma à boneca com traços que caracterizam a sua forma de estar e os seus gostos. “O meu método criativo é bastante descontraído, vou pensando no que gostaria de fazer, vou desenhando no caderninho, depois passo para o computador e “voilá” começam as peças a ganhar cor e forma. Penso que o facto de não trabalhar sobre pressão é meio caminho andado para que as ideias fluam com mais naturalidade e a certeza que cada peça, cada ilustração foi criada com uma enorme satisfação”. Um conceito ‘’girly’’em que o cor-de-rosa ganha algum destaque “A inspiração vem do mundo cor de rosa das brincadeiras de criança, dos doces, das roupas e casas de bonecas. As ilustrações do dia-a-dia que são publicadas regularmente para que os seguidores as possam partilhar, são sempre inspiradas em coisas positivas do nosso dia, imagens que transmitem alegria e que vão com certeza colorir cada minuto de quem as vê!” A marca pretende atingir todas as faixas etárias e conquistar meninas e mulheres. Matilde adianta que “as agendas constituem o maior desafio até hoje, pelo investimento feito, mas também pela expectativa da aceitação desta peça, que se destacou de tudo o que tinha vindo a ser produzido até então”. Um projecto que se distingue dos demais pela personalização da encomenda. “Sem dúvida a originalidade e a constante busca pela satisfação do cliente, quer

nos pormenores do envio da encomenda como todo o processo de registo da mesma que é sempre feito de uma forma muito carinhosa, e personalizada.” As ideias são várias, os relógios começam a ser construídos na imaginação de Matilde. Este é um novo conceito de negócio. Divertida, sonhadora e ambiosa é assim que Matilde se descreve. “A chave do sucesso, são os sorrisos que criamos em quem está à nossa volta, o ar surpreso quando pegam num artigo aiaimatilde®, se as pessoas estão felizes com aquilo que lhes mostramos, com o produto que compram, ou com uma ilustração que adoram, se conseguimos proporcionar isto a alguém então estamos a fazer a “coisa” certa! E para isso, é preciso dedicar-nos e trabalhar muito”. Um projecto pessoal que tem seduzido as mais femininas. No futuro quem sabe , uma “aiailoja”.


Fotografias cedidas por Leonor Seixas

leonor seixas ESTILO

ENTREVISTA de helena rocha

Nascida e criada em Portugal, trocou Lisboa por Hollywood. Formada pelas melhores escolas de Teatro Portuguesas e Norte Americanas ĂŠ hoje uma actriz de sucesso.

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No seu currículo conta com variadíssimas experiências ao nível do teatro, televisão e cinema. Na ultima década integrou várias séries de T.V, produções de Teatro e 12 filmes. Sendo que o filme, “ A Passagem da Noite”, de Luís Filipe Rocha, lhe valeu o prémio de melhor actriz, no Festival de Valência, em Espanha. Solicitada pelos maiores nomes da Industria Cinematográfica Latina e Europeia, Leonor está destinada a vencer. Qual a peça de roupa que não pode faltar no roupeiro? Calças de ganga e t-shirts. Qual é o tipo de acessório que faz perder a cabeça? Talvez anéis... Quanto tempo perde para escolher a toilette? Normalmente sou rápida. Qual a cor preferida? Preto. Saltos altos ou rasos? Rasos. Calças ou saia? Os dois. Como e onde faz as suas compras? Em várias lojas e vários sítios. Maquilhagem todos os dias, ou só quando é mesmo obrigatório? Quando me apetece.

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opinião

Viver Portugal CRÓNICA de adriano cerqueira

Em qualquer aventura, O que importa é partir, não é chegar. (Miguel Torga) Uma boa viagem não é medida apenas por aquilo que encontramos quando atingimos o nosso destino, mas sim pelo caminho que percorremos até o alcançar. Por cada passo. Por cada pessoa que encontramos. Pelas experiências. Pelos obstáculos e pelo engenho para os ultrapassar. Quando era pequeno, raro era o fim-de-semana que não passava a conhecer uma nova cidade ou região. Cresci a viajar por cada canto de Portugal. Provei diversos pratos, na altura ainda exóticos para uma criança que pouco sabia além do mundo dos livros e desenhos-animados que alimentavam a sua imaginação. Visitei castelos, museus, igrejas, santuários, reservas naturais e parques geológicos.

Blogger, escritor, realizador, mas, acima de tudo, sonhador Blogue nosenseofreason

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ui dos primeiros visitantes a ver de perto as pegadas de dinossauro na Pedreira do Galinha na Serra de Aire. Quase que sentia a presença da extinta manada de dinossauros de pescoços longos a acompanhar-me no meu passeio. Embora nada restasse desses animais além das suas pegadas, sentia-me como a personagem Alan Grant numa das cenas iniciais do Jurassic Park. Apaixonei-me pelas estrelinhas da Pastelaria Milano em Fátima e provei todos os tipos de Pão-de-Ló. Também passei os meus verões no Algarve. Empanturrei-me com os doces de Tavira e com as Bolas de Berlim dos vendedores ambulantes. Mergulhei nas praias da Ilha de Faro. Vi os ninhos de gaivotas nas Berlengas. Presenciei de perto o Rally de Portugal na Serra do Caldeirão. Subi à Torre dos Clérigos. Ao Bom Jesus de Braga. Entrei no Navio Gil Eanes. Visitei o Oceanário e todos os pavilhões da Expo 98. Estive na Aldeia da Luz antes das águas do Alqueva a levarem. Atirei bolas de neve na Serra da Estrela. Ri-me com o formato e desenho das canecas das Caldas. Passeei por dentro das muralhas do Castelo de Guimarães. Vi os moliceiros navegar por entre as Garças na Ria de Aveiro. Parti em viagem e regressei a casa para me maravilhar com as casas enfeitadas de azulejo e com o ritmo do Carnaval de Ovar.

Visitei os 18 distritos, entre capitais, cidades, vilas e aldeias. Aventurei-me pelo conhecido e pelo desconhecido do nosso país. Olhando hoje para trás, apenas desejo poder um dia voltar a fazê-lo. A Globe Spots elegeu recentemente Portugal como o melhor destino turístico de 2013. Segundo o P3, esta agência destaca o “velho charme europeu” do país e as “cidades medievais e quarteirões históricos”, cheios de praças, igrejas e mosteiros, assim como os “bairros típicos, onde a roupa colorida seca à janela”. Uma imagem simplista que apenas abre o apetite para a variada e saborosa refeição que é o nosso país. Embora o termo “Férias” seja uma palavra cada vez mais utópica no imaginário do comum português, existem opções de baixo custo a um pequeno passo da nossa porta. Sim, é possível organizar uma viagem pela Europa Central a um preço mais baixo que uma semana no Algarve. Mas há muito mais para fazer em Portugal do que apenas praia. Mesmo essa também é agradável na costa Alentejana e em pontos estratégicos do Litoral Norte. Todas elas a preços mais agradáveis para a vossa carteira. Passei a minha infância em viagem. Um privilégio que nem todos puderam desfrutar. Se tiverem essa oportunidade não a desperdicem. Conheçam o nosso país. Visitem-no. Provem-no. Conquistem-no. Amem-no. Façam-no para que um dia possam dizer com orgulho: “Eu Vivi Portugal!”


Fotografias cedidas por Slue

Acreditar e fazer aconteceR empreendedorismo POR laura raverÁ (TEXTO)

“Acreditem, sejam inovadores, tenham ideias, criem projectos!”, apelam constantemente e dão-lhe o nome “empreendedorismo jovem”. A dualidade tempos de crise/tempos de criatividade pode confundir. Afinal de contas, é certo e sabido que a crise deprime vontades, desaconselha mentes e borra sonhos.

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A

falta de vontade junta-se, muitas vezes, à cobardia do medo de começar sem certezas de sucesso e, aqui, começam as dúvidas, a reticência em querer ser-se melhor pagando demais por resultados demorados. Quais as diferenças entre apelar e fazer? Qual a chave para combater a desesperança e a inércia provocada por tempos frios? A chave-mestra não existe, poções mágicas ainda não se descobriram, modelos a seguir encontram-se sempre e a pujança não tem crises. Pessoas diferentes, motivações semelhantes. Não parar é a missão, vencer é o objectivo. Diogo Lopes e José Diogo, ambos estudantes do 3º ano da Licenciatura em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica Portuguesa. “Coisa de Diogos”, ou não, são comunicadores por vocação e empreendedores de natureza. Com 20 e 21 anos, respectivamente, os dois jovens dividem as suas preocupações entre a faculdade e os jovens projectos em que se arriscaram e decidiram criar. Agora é hora de falar sobre as suas ideias e divulgá-las ao máximo. Amizade e/ou coincidência de gostos, fazem com que os jovens trabalhem em duplas. Diogo Lopes e Afonso Sousa, em nome da paixão musical, administram um blog informativo de música, o “Edição Limitada” onde, esclarece Diogo, «não vendemos informação, não somos comerciais e postamos aquilo que queremos. É como que um blog pessoal». Os dois estudantes também decidiram a criação do “Meninos da Católica”, um projecto que nasceu em meados do mês de Fevereiro deste ano. Trata-se da venda por encomenda de Sweat-Shirts com o carimbo “Universidade Cató-

lica” e pretende trazer para Portugal o conceito das camisolas de Universidades como “Harvard”, “Oxford” e “Sorbonne”, que inicialmente eram envergadas pelos estudantes naqueles meios académicos mas que rapidamente se popularizaram internacionalmente e para além do círculo universitário. «A ideia, em si, tem cerca de ano e meio, mas só pusemos o projecto em marcha há cerca de 2 meses», elucida Diogo. Sem medo de arriscar, independentemente da conjuntura económica actual, são jovens como estes que fazem com que o “empreendedorismo” seja relembrado e a falta dele condenada. Mas de que tipo de pessoas falamos? Como são, ou como se definem? «Posso considerar-me um jovem normal, [ri-se] estou com os meus amigos quando quero, não existe esse tipo de entraves na minha vida, aliás, considero que a gestão do tempo é uma das condições essenciais para o sucesso […] Tenho a mania de me meter em tudo o que aparece. Procuro, essencialmente, fazer o que nunca fiz, algo que me estimule.»


Se a crise ajuda? «Ainda que as expectativas que tínhamos fossem alcançadas e não tenhamos experiência profissional em “tempos ricos”, claro, vivem-se momentos difíceis e temos de, praticamente, correr atrás das pessoas». Entraves burocráticos? «À parte das conversas que temos tido com a reitoria acerca da utilização do nome da Católica, posso dizer que não houve qualquer entrave, e ainda que surja algum, com esforço, dedicação e trabalho, tudo acaba por se fazer e resolver». O país exorta, em voz alta, “façam, mexam-se, mostrem ao mundo”. Quem tenta fazer, mexer-se e mostrar o quanto pode, por vezes, é desacreditado quando apresenta o BI. E, quanto a isso, «acho que hoje em dia, as pessoas aplaudem os projectos dos jovens. Mas Portugal é um país tendencialmente conservador e isso acaba por se reflectir na reticência dos apoios aos mais novos, que são, muitas vezes, desacreditados» pela pouca experiência de vida. E essa palavra de que todos falam, empreendedorismo, a par do senso comum e do comum dicionário, como a defines? Definida por muitos e de muitas maneiras, para Diogo é muito, para além de tudo, «uma maneira de auto-realização, é fazer algo que nos valorize a nós próprios, que nos promova, até.» A quem tem desejos de começar algo mas falta a coragem, fica o incentivo «se gostam mesmo, se querem muito e se pensam sempre, não parem, não desistam, não hesitem, vão para a frente.» É tanto ou mais quanto ser igual ao tempo, que não para, não desiste, não hesita e teima em não voltar para trás. São essas teimosas 5 letras que ditam, portanto, as regras do jogo da acção, enquanto os verbos parar e avançar deixam adivinhar quem corta a meta. Partir mais cedo talvez minore as dificuldades. Comecemos, então, o dia antes ainda de o ser.

Para José Diogo, o dia começa às 7h. Depois do café matinal, que ajuda a acordar, as prioridades dividem-se entre a conclusão da licenciatura, a presidência da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Humanas e a Slue Clothing Company, empresa de roupa desportiva e radical. Atitude, perseverança, disponibilidade mas, acima de tudo, tempo. Fazem parte do segredo do sucesso da recém-empresa. A descrição é simples: «Why? Just because. Don’t let anyone rule you. They say, you decide. It’s time to re-enlight this world. Let them think, let them talk. You’re you, not a copy. Be spontaneous, be crazy, be stupid, be happy! Who cares? Don’t let anyone demand you. Say what you think, do what you want, eat what you like and, of course... wear what you love. Slue Clothing Company - One Way Trip» Palavras arrojadas, simples, soltas, informais que incentivam a fazer aquilo que se gosta. Muito provavelmente, foram elas que iluminaram José Diogo e João de Carvalho e fizeram de fio condutor na criação da Slue, fundada em 2011. José Diogo admite uma “sobrecarga saudável” entre os estudos, a Associação e o projecto, que é colmatada pela «paciência de deusa» da sua namorada que tolera e compreende a pouca disponibilidade. «Posso dizer que há uns bons meses que não tenho tempo para tomar café e reunir-me com alguns amigos e sentir-me à vontade», confessa com saudade mas sem arrependimento.

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Nunca teve uma paixão especial por roupa, mas foi para isso que o levou o melhor amigo João de Carvalho, que considera ser a única pessoa com quem algum dia se poderia aliar para iniciar um projecto. Com apenas 21 anos e prestes a terminar a licenciatura, José Diogo diz sentir-se apoiado e acredita no sucesso da empresa que tem vindo a surpreende-lo, «felizmente somos muitas vezes convidados para estar presente em variados eventos. Tivemos, ainda, a sorte da festa de lançamento ter acontecido no Urban Beach [discoteca/bar muito popular em Lisboa e frequentado essencialmente por jovens]»

Medo do futuro não tem. Previsões de melhoria, prefere não as ter. Talvez lhe chegue confiar nas bases da sua empresa e no empenho que lhe dedica. Nos próximos meses, prevê, sim, o lançamento da colecção Primavera/Verão e de uma linha feminina “Slue Girls”.

José Diogo e João de Carvalho não tiveram quaisquer entraves burocráticos e o investimento inicial não foi problema, «felizmente, os nossos pais tiveram a vontade e a disponibilidade económica para nos apoiar. Acompanharam todo o processo inicial e estão sempre a par de toda a evolução da empresa. Ao fim de 5/6 meses tivemos o retorno financeiro do que tínhamos investido. […] No entanto, sei que é muito complicado para os jovens que não têm um fundo de investimento e, por muito que se apregoe, às vezes a vontade, por si só, não basta». São jovens, estão na flor da idade, têm a vida toda pela frente e vestem uma felicidade ingénua a que se chama frequentemente de imaturidade. É ela que os põe a jeito das desventuras do mundo profissional e os faz cair nas rasteiras do universo dos negócios. «Na altura, éramos dois miúdos com menos de 20 anos e facilmente nos conseguiam enganar. Acredito mesmo que no início tenhamos sido algumas vezes enganados, ainda que só me tenha apercebido mais tarde e depois de ter ganho alguma experiência». Imaturidade e excesso de confiança, aqui, são quase sinónimos e o tema da crise insiste em atabalhoar as mentes de quem a quer vencer, por isso, acrescenta, «a crise que se vive deve-se muito a uma quebra de confiança generalizada».

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E

Quanto ao tão batido empreendedorismo… É definido de qualquer maneira, às vezes sem pensar, ou como se quer, ou como dá jeito. Por ser uma palavra grande, talvez complexa e algo melódica ou, quem sabe, por ter sete sílabas e esse ser o número da sorte. Pensemos então pela numerologia, onde muitos se apoiam. Joguemos e apostemos na sorte, no número 7. “Em frente é o caminho” é o pensamento fulcral. Empreendedorismo? Antes apregoá-lo do que ignorá-lo, é um facto. Mas falar e fazer são verbos diferentes e, aqui, opostos, o primeiro é retórica, peca pelo abstracto e pela inércia, o segundo põe a teoria em prática, acciona as regras do jogo, dá o dito por não dito, autonomiza-se, vale por si só. Daí que o verdadeiro empreendedorismo seja «”o empreendedorismo de acção”. A receita perfeita para ultrapassar crises como esta e mostrar aos nossos pais e avós que somos bem capazes».


conceito de moda inovador de e para mulheres portuguesas por inês pereira (texto)

Fotografias cedidas por CupcakeAlternative Models - Hugo Ascenção

Cupcake Alternative Models

O tema PIN-UP foi o mote de inspiração para um desfile de moda completamente novo e inovador em Portugal. As modelos têm entre 16 a 40 anos e medem entre 1.50m e 1.80m, fora dos parâmetros a que nos habituram as agências nacionais e internacionais.

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conceito CupcakeAlternative Models define-se como um projecto que “não é uma agência de modelos que faz desfiles, é um sonho de revolucionar inovar e demonstrar que o talento não tem idade. As Cupcakes como já muitos lhes chamam pretendem dar primazia à mulher portuguesa, independentemente da idade, pretendendo arrasar com o estereótipo de mulheres altas e magras e lançando a típica mulher portuguesa baixa e com curvas”. No passado dia 30 de Março as CupcakeAlternative Models apresentaram-se ao mundo, no espaço Mon Amour no Casino Lisboa, num desfile de moda com as Estilistas Cristina Sousa/Velvet Touch e Teresa Capitão, ainda com joalharia Cristina Morais, “demonstrando a sua capacidade camaleonica , sem choque de estilos em Passerelle”. Têm uma pagina no Facebook https://www.facebook.com/CupcakeAlternative com albuns fotográficos das várias modelos, onde o público e os fãs podem acompanhar os seus trabalhos. Um projecto da responsabilidade de Margarida Vieira Louro, que se faz acompanhar de uma equipa de luxo: Coordenadora de Make up Rute Calçada, Styling Inês Carvalhal, (duas colaboradores da Her Ideal), Anabela Baldino-cabeleireira, Ana Bastos-passerelle, Sonia Morais-imagem e André Alvim relações institucionais. O desfile cativou a atenção de todos e no final os sorrisos provaram que este projecto que “pretende ser uma alternativa no mundo da moda nacional, não só pelo conceito, como pela sua conjuntura” veio para ficar e provar que fora do strandar também há muita beleza e sensualidade para explorar.

Fotografias cedidas por CupcakeAlternative Models - Bruno Rato

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“We don’t fit the standards, we don’t have limits and YES, we love INK.” É o lema da CupcakesAlternative Models


opinião

Dívida emocional CRÓNICA de Patrícia Vieira Rebelo

O país está endividado. Sim, já sabemos. A Europa está endividada. Também não é novidade. Conhecemos essas dívidas: as causas, os números, as tendências, as consequências, as possíveis soluções. Mas há outro tipo de dívidas, tão vastas quanto os seres humanos deste planeta e tão remotas quanto o início da vida: as emocionais. Há dias uma amiga confessou-me que sentia uma vontade inexplicável, mas insistente, de falar com o ex-namorado, com quem deixou de ter contacto desde que ele terminou a relação, há alguns meses. Não era uma vontade feliz: era mais um incómodo, como uma pedra no sapato ou uma comichão teimosa nas costas.

doutoranda em Ciências da Comunicação

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rimeiro pensei que fosse saudade. Ou talvez só a solidão a resgatar amores anacrónicos. Depois, mais à frente, à medida que a conversa se desfiava nas horas, confessou-me um segredo – algo que nunca tinha contado ao namorado e que ele merecia saber. Aí percebi que aquela vontade arranhando persistentemente os dias se tratava de um anseio muito mais profundo que saudade ou solidão. Percebi que era uma falta, a culpa de qualquer coisa que ficou por se dar, guardada na prateleira a amontoar pó e tempo; era a consciência a bater à porta. O sentimento que ocorria à minha amiga e a deixava quase sufocante para ver o derradeiro encontro ter lugar era mais urgente que o da saudade ou o da solidão: chama-se dívida. Sem se aperceber, era todos os dias incomodada com a sensação que devia qualquer coisa àquele homem (que tanto a tinha magoado). ‘Mas que raios!? Então ele é que me fez mal e eu é que tomo a iniciativa de reatar o contacto?’, questionava-se. Esta indignação não demorou a dissolver-se quando a chamei à atenção para o que ficou por dizer: ‘deves-lhe o que não disseste, deves-lhe uma verdade’, respondi. E era essa a razão para aquela vontade incontrolável, quase prescrita, de falar com ele – a dívida. Olhou-me constrangida, porém quase iluminada. De repente com-

preendeu que aquela necessidade mais não era que o corpo a pedir paz através da (auto)reconciliação. Guardar um segredo que é devido a alguém é como carregarmos nas costas o julgamento de todas as pessoas que não sabem o que ocultamos. Imaginem: a desaprovação de todas as pessoas do mundo empilhada sobre os nossos ombros. É isto a dívida emocional: peso, aperto, tormenta, asfixia. E tal como é urgente que o país pague as suas dívidas e que a Europa pague as suas dívidas e que nós paguemos as nossas dívidas – aos bancos, credores, familiares e amigos – é também urgente que nos livremos das outras dívidas: as mais fundas, demasiado grandes para serem visíveis e caberem dentro dos números; demasiado íntimas para serem exprimíveis em gráficos de barras; demasiado urgentes para pedir mais um dia. Saldar as nossas dívidas emocionais é urgente, como é urgente o cantar dos pássaros, a terra em rodopio à volta do sol, os telhados nas casas, e as pálpebras nos olhos. Não conseguiremos estar em paz enquanto devermos alguma coisa a alguém: seja um abraço, uma verdade, um pedido de desculpas, ou tão só um olhar atento. E, se já for tarde, não se esqueçam dos juros…


Tataky de atum com linhaรงa POR Chefe pedro arranca chefe e proprietรกrio do restaurante flor de sal

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O seu jantar de mão dada com a estética Cozinhar pode a tornar mais bonita, mais jovem e claro muito mais saudável basta conhecer os ingredientes que aplicados á sua mesa cuidarão de si. Sabe-se que alguns problemas de pele, tal como o envelhecimento prematuro, flacidez, acne ou celulite, são em muito provocados por uma alimentação deficiente em certos nutrientes, nutrientes esses milagrosos que tanto lhe têm a oferecer. Há porém outros fatores como a poluição, stresse, alterações hormonais e alguns hábitos de consumo de álcool e tabaco. Como tal á sua mesa existe forma de atenuar todos esses efeitos indesejados adicionando á sua alimentação os ingredientes milagrosos com mais regularidade. *Legumes de cor verde-escuro é um poderoso anti-inflamatório e combatem os radicais livres *Legumes de cor laranja são ricos em betacaroteno que tem propriedades antioxidantes *Frutos cítricos são ricos em vitamina C que protege o sistema imunitário *Frutos vermelhos têm propriedades antioxidantes e anti inflamatórias

*Frutos secos tais como amêndoas ou caju são uma fonte de Slénio *Sementes como linhaça ou gergelim são ricos e ómega 3, cálcio e fósforo *Peixes como sardinha, atum e salmão fortes em ómega 3 Aqui se encontra os ingredientes para a sua juventude e que também a ajudarão a perder peso por conterem fibra também que a fará sentir saciada, estes também melhorarão a sua harmonia intestinal, num todo lhe garantindo muito mais saúde! Vamos colocar em prática uma fácil e deliciosa receita somente a pensar em si. Bom apetite e até aos próximos conselhos….


Tataky de atum com linhaça! Ingredientes para 2 px: 240g Atum fresco 1 embagem mistura de alfaces 2 colher sopa de sementes de linhaça 1 colher sopa pimenta preta em grão 1 colher sopa de Flor de Sal 1 ramo de coentros 1colher sobremesa de gengibre fresco 2 colher sopa de óleo de soja 2colher sopa de amendoa ralada 1/2 limão 1colher sopa de óleo de gergelim 1 tomate frescoular Preparação: 1º Corte o atum em formato rectangular, em cima de uma superficie limpa ponha metade da amendoa, a pimenta, a Flor de Sal e as sementes de linhaça, agora prima o atum contra os ingredientes misturados até que eles adiram ao peixe. 2ºNuma frigideira previamente aquecida deite meia colher de sopa de óleo de gergelim e comece por corar parte por parte do seu atum até que ele se encontre todo com uma cor dourada, reserve o seu peixe por breves instan-

tes até o poder cortar em pequenas fatias. 3º Numa taça junte as alfaces com as folhas de coentros, o tomate aos cubos, o resto de amendoa e envolva com um molho de soja préviamente preparado juntando á soja o resto do oélo de gergelim, um pouco do sumo de limão e o gengibre picado. 4º Disponha a sua salada no centro do prato e acompanhe com o atum, como sugestão de apresentação pode polvilhar o prato com alguma amendoa e sementes de linhaça. 5ºSaborear uma iguaria que demora sensivelmente 25 a 30 minutos a preparar e que fará por si e por a sua pele um verdadeiro milagre! Todos estes ingredientes são fáceis de encontrar em qualquer supermercado, as sementes podem também ser utilizadas em pequena quantidade com um iogurte ao pequeno almoço, e o óleo de gergelim poderá ser um bom substituto de qualquer outro óleo, muito indicado para saltear legumes ou preparar leves vinagretes para saladas. Bons cozinhados!


WORKOUT Exercício Físico e Alimentação durante a gravidez POR JOÃO MARTINS (PERSONAL TRAINER)

Fotografias nicolae sirbu

Faça exercício e prepare-se para dar à luz.

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ão é novidade nenhuma que exercício físico e um acompanhamento alimentar durante a gravidez podem trazer muitos benefícios para as gestantes: •

Estabelecimento de hábitos de vida saudáveis permanentes.

Controlo do aumento de peso.

• Aumento do tónus muscular, da força e da resistência, o que ajudará o seu corpo a carregar o peso extra da gravidez, •

Ajuda a recuperar a forma depois do bebé nascer.

Melhoria dos níveis de flexibilidade e alongamentos.

Diminuição da incidência de lombalgias durante a gravidez.

Alinhamento corporal correcto.

Diminuição da dor e da duração do parto.

Incremento do bem-estar psicológico.

acompanhamento de especialistas. Outro factor a ter em conta é que durante a gravidez, devido às acções hormonais e à retenção de líquidos, as articulações ficam mais frágeis, logo deve evitar exercícios que causem muito impacto, tais como desportos colectivos (futebol, voleibol, basquetebol, etc.). Assim deve substituir a corrida por caminhadas de maior duração. A natação e aulas de Hidroginástica também são umas alternativas bastante positivas. Relativamente à alimentação, sabia que durante a gravidez o bebé é capaz de sentir os paladares dos alimentos que a mãe consome? Alguns estudos indicam ainda que nas primeiras refeições “sólidas” o bebé aceita melhor os alimentos que fizeram parte da alimentação da mãe durante a gravidez. A alimentação saudável da mãe durante a gravidez, para além de contribuir para o desenvolvimento saudável do bebé, pode também contribuir para a formação de bons hábitos alimentares.

Porém, é importante referir que deve ter bastante cuidado, a fim de nunca chegar ao limite da exaustão. Caso sinta tonturas, falta de ar, sensação de desmaio, sangramento vaginal, dificuldade em andar e contracções deve parar imediatamente. Mulheres que já tiveram ameaça de aborto espontâneo; bebé prematuro no passado; sangramento forte; pressão arterial muito alta deve redobrar os cuidados ao iniciar actividade física e procurar o

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A lguns Exercícios que a podem ajudar durante a sua gestação: 1- Elevações Pélvicas: Costas no solo, pernas flectidas com calcanhares ligeiramente mais afastados que a linha das ancas. Realizar elevação da bacia, contraindo glúteos na fase final do movimento. Realizar 2 séries de 15 repetições. Entre cada série descansar cerca de 1 minuto. 2- Adução da coxa sentada na Fitball: Sentada na Fitball, costas direitas, colocar uma bola entre os joelhos e apertar a mesma 15 vezes. Descansar cerca de um minuto e repetir novamente.

3- Agachamento na Fitball com apoio: Colocar a Fitball numa parede plana, encostar as costas na mesma, agachar lentamente, à medida que a Fitball rola ao longo da coluna até realizar um anglo de 90 graus entre a coxa e a perna. Subir novamente até a posição inicial. Realizar 12 agachamentos, descansar cerca de 1 minuto e realizar novamente 12 repetições. 4- Alongamento dos adutores: Sentada no solo, costas direitas, juntar sola dos pés uma na outra, e abrir a coxa levando os joelhos em direcção ao solo. Aguentar, sem insistir, cerca de 15 segundos. Descansar 1 minuto e alongar novamente.


Fotografias de Javier Callejas

ARQUITECTURA & DECORAÇÃO casa em moreira POR andreia roberto (texto)

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ocalizada em Moreira, na Maia, esta casa é um exemplo perfeito de arquitectura contemporânea. Com traçado regular e um jogo de alturas de divisão para divisão, o espaço assume a dicotomia entre o peso no exterior e leveza do espaço interior. Os pátios permitem continuidade entre os diferentes espaços da casa, comportando-se “como um relógio de sol alternando luz sólida e luz difusa”. Este jogo de cruzamentos articula a compreensão da horizontalidade com a verticalidade, a descompressão, “num exercício preciso de medida e proporção”. Estes são os temas principais de uma obra que constrói uma casa, um espaço familiar, uma ideia arquitectónica. O projecto é assinado por Paulo Henrique Durão que criou o Atelier Phyd Arquitectura. Contou ainda com a seguinte equipa: João Ricardo Dias, Arquitecto e Daniel Gil Tomé, Arquitecto Colaboração Jennifer Duarte, Arquitecta Miguel Àguas, Arquitecto Estrutura Pedro Fragoso Viegas, Engenheiro Fotografia Javier Callejas


menorca DESTINO

POR Inês Pereira (texto) e sónia sequeira (texto e fotografias)

É a ilha mais calma das Baleares. Tem largos quilómetros de costa com arribas selvagens, praias paradisiacas, monumentos pré-históricos, duas cidades encantadoras e pequenas povoações piscatórias, O território de Menorca foi considerado pela UNESCO como reserva da Biosfera.

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Este é um destino para relaxar e absorver toda a beleza natural de todas as praias. A ilha tem uma grande variedade de paisagens: desde terras semidesérticas, a colinas verdes e férteis com quilómetros de paredes rochosas, sem esquecer os monumentos megalíticos, penhascos e ravinas que se abrem em pequenas enseadas com águas transparentes. Menorca é habitada por cerca de 92 mil pessoas e recebe, aproximadamente, 700 mil turistas por ano. O clima é tipicamente mediterrânico: o verão é longo e quente e o inverno ameno mas húmido. Mahon é a capital. Uma cidade no sul da ilha construída no topo das colinas. Tem o segundo maior porto natural da Europa. Ciutadella, a antiga capital e maior distrito de Menorca, tem um centro antigo que surpreende pela arquitetura. Mas o que mais encanta em Menorca são as praias que lhe apresentamos: Binidalí Uma enseada de areia branca e água azul-turquesa. Está protegida por rochas baixas. Está em estado selvagem e é o lugar ideal para relaxar e apenas sentir a água do mar e o sussurro do vento. Biniancolla Na costa sul da ilha de Menorca, situa-se numa povoação com o mesmo nome. Fica entre Punta Prima e Binibeca. As águas são cristalinas e aqui encontra um restaurante onde pode provar pratos típicos.

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Es Grau Esta praia fica na cidade de Mahon, ideal para famílias com crianças.

cobrir. Aqui sentimo-nos num outro lugar. Vegetação e natureza no seu esplendor máximo.

Santa Galdana É uma das muitas praias da costa sul da ilha de Menorca, pertence ao município de Ferrerias e nos arredores encontramos outra povoação chamada Serpentona. Mais uma vez a areia branca e fina e forma um cenário paradisíaco. A extensa vegetação e a água cristalina complementam a paisagem de um local ideal para passar as férias com amigos. Aqui já encontra maior número de turistas e por isso maior variedade de actividades como os desportos náuticos. En Porter É um empreendimento na cidade de Mahon. Dizem que foi uma das primeiras praias da ilha de Menorca a ser desenvolvida. Falésias calcárias, areia branca e água em tons de azul-turquesa formam um quadro perfeito para um dia romântico. Sa Mesquida É uma praia de areia branca com um sistema dunar de baixo crescimento. Está enquadrada por uma pequena montanha de 68 metros de altura. Tem um dos restaurantes mas famosos da ilha, tem apontamentos históricos ara visitar e uma vista de perder o fôlego no topo de colina. Macarella Será uma das praias mais bonitas. Imagem de muitos postais e cenário de diversos anúncios publicitários. Rafalet Um dos mais belos recantos da ilha e ainda um pouco desconhecido. Todos ouvem falar deste lugar mas poucos o conseguem des-

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cobrir. Aqui sentimo-nos num outro lugar. Vegetação e natureza no seu esplendor máximo. Es Morro d’Alcaufar Foi fundada pelos franceses em honra de Lluís XV durante o seu domínio na ilha de Menorca. É um paraíso natural de paragem obrigatória. Son Bou Aqui, mais do que tudo, quererá ver o pôr-do-sol. É também a praia dos nudistas, pois tem uma parte do areal dedicada a esta prática. O que comer: Peixe, marisco e legumes frescos. Os dois pratos que se destacam são o ensopado de lagosta e a berinjela recheada com vários produtos. A caldeirada de lagosta, o prato de excelência de Menorca, é outro que não pode deixar de provar. Os preços não são os mais baratos mas em tempo de férias vale a pena abrir o cordão à bolsa. Onde ficar: Há várias unidade nas Ilha, os preços, para 4 noites por xemplo, começam nos 300 euros o quarto para 2 px

Fonte: Google Maps

Como Ir: avião, voos a partir de 200 euros px


Luxo vinícola em pleno Alentejo

Fotografias cedidas por L’And Vineyards

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LIFESTYLE por Ana Rita Leal (TEXTO)

Proporcionando uma experiência rural única, num ambiente exclusivo e contemporâneo o L’And Vineyards é um aldeamento turístico de cinco estrelas, localizado na Herdade das Valadas, em Montemor-o-Novo, que elege o vinho como âncora da sua inspiração.

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ara Duarte Cunha, director do hotel, este diferencia-se das restantes unidades hoteleiras pela forma harmónica como consegue fundir e conciliar a paisagem natural e a arquitectura contemporânea de autor. O resort conta apenas com 22 suites, promovendo uma “atmosfera única de luxo sóbrio, beleza natural e tranquilidade”. Como é que surgiu este projeto? O projeto foi ideia do SLH (Small Luxury Hotels) que pretendeu criar um hotel diferente, ligando a arquitetura e o design, ao vinho e à gastronomia. Aqui nesta zona não existe praia nem golfe, portanto precisávamos de encontrar outro ponto forte de venda do nosso produto e o que encontrámos foi exatamente o vinho. A possibilidade de as pessoas fazerem o seu próprio vinho e a existência de uma adega dentro de um hotel, é caso único em Portugal. O que é que diferencia o L’AND Vineyards das outras unidades hoteleiras? Costumo dizer que temos três pontos de diferenciação perfeitos. O primeiro é a arquitetura e o design, pois gozamos uma arquitetura moderna, mas mesmo assim muito discreta, com toda a decoração de interior foi feita pelo brasileiro Márcio Kogan. O segundo é a gastronomia e o vinho, sendo este produzido cá, o que permite às pessoas ter um contacto direto com as máquinas durante todo o processo. O restaurante também tem uma identidade muito forte, com uma culinária de qualidade ligada às raízes portuguesas. Por último possuímos um ponto de diferenciação muito visível, que são as Sky Suites, nas quais as pessoas podem abrir o teto do quarto, e dormir a ver as estrelas. Um dos elementos principais do resort é a vinha. Como é que

esta contribui para o desenvolvimento regional? O L’AND tenta ao máximo ajudar no desenvolvimento da região, através da contratação de fornecedores locais e tentamos apoiar aqui o município de Montemor-o-Novo. A produção não é muito grande ainda, mas estamos a crescer aos poucos, e todo o resort quer ter um papel activo no desenvolvimento do Alentejo. Neste momento temos cinco hectares de vinha a dar uva, mas existem mais cinco plantados, que se encontram em fase de crescimento. Como caracteriza o cliente do L’AND Vineyards? As pessoas que vêm de férias para o Alentejo procuram sobretudo descanso e tranquilidade. Os próprios clientes são muito diferentes. Enquanto uns gostam de ser muito activos e procuram os passeios, há outros que preferem gozar o hotel, o bom tempo e o sol, portanto, são mercados muito variados que chegam até nós. O L’AND terminou o ano de 2011 com cerca de 85% de ocupação por parte do mercado português, e em 2012 este número baixou drasticamente para 65%, o que significa que o mercado estrangeiro aumentou. Temos muita procura por parte dos franceses, belgas e ingleses, mas fazemos uma aposta muito forte no mercado brasileiro. Os turistas que nos procuram têm à sua disposição o restaurante, o spa, a piscina e a adega, mas o que oferecemos é um luxo muito sóbrio, é o luxo da simplicidade.

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Em 2012 ficaram entre os 50 melhores novos hotéis do mundo, segundo a revista norte-americana Travel and Leisure. Qual a importância desta distinção para o resort? Foi importante no sentido do reconhecimento internacional e é um ótimo cartão-de-visita quando nos vamos apresentar ao mercado estrangeiro. É sempre bom ser-se reconhecido e acho que isto teve muito a ver com a ousadia do projecto e com o facto de sermos tão diferentes, o que só nos obriga a sermos cada vez melhores. Já receberam outras distinções a nível nacional e/ou internacional? A nível nacional, no ano passado recebemos o prémio de Hotel Revelação Boa Cama Boa Mesa, e temos ganho algumas distinções a nível regional do Turismo do Alentejo e da Revista Mais Alentejo, o que tem sido muito bom, pois fazemos o nosso percurso, e as distinções que vierem ficamos encantados. O L’AND Vineyards abriu as suas portas em Abril de 2011. Que balanço faz destes dois anos de atividade? Dois anos muito duros, mas muito positivos. Nós abrimos em crise, continuamos em crise e o nosso produto tem sido aceite, o que é fantástico. De 2011 para 2012 conseguimos melhorar os nossos meios operacionais em 50%, o que é extraordinário. Subimos o preço médio do quarto, subimos a ocupação e os primeiros três meses deste ano correram dentro do que estava planeado, portanto, estamos realisticamente contentes com o resultado.


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Amantes do chá LIFESTYLE

por Patrícia Vieira Rebelo (TEXTO e fotografias)

Para os que têm o chá como bebida de eleição, nada melhor do que um sítio íntimo, acolhedor e confortável para degustar os aromas da Natureza. A casa de chás Cultura do Chá, situada no Bairro Alto, faz-nos esquecer momentaneamente a correria da cidade e oferece-nos um refúgio tão reconfortante como o nosso lar.

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esde os chás e infusões mais tradicionais, como verde, preto ou de camomila, até às sugestões mais arrojadas que se apresentam com nomes alusivos, tais como bosque sagrado, infância feliz e mil e uma noites, não falta variedade no menu da Cultura do Chá. A parte mais difícil é mesmo escolher.

“Queríamos um conceito familiar, um sítio em que a pessoa se sentisse à vontade, com uma traça rústica e comida caseira”

Para além dos inúmeros chás e infusões de diversas origens, pode ainda saborear acompanhamentos caseiros, como quiches, bolos à fatia, crepes, waffles, tostas, ou os tradicionais scones. Se gosta de doces, não pode deixar de provar a tarte de maçã ou o chiffon de chocolate, os ex-libris da casa. Mas se prefere mesmo ficar em casa, não tem de prescindir dos produtos da Cultura do Chá. É possível adquirir, em embalagens de 100 grs, os chás e infusões, ou encomendar o seu bolo preferido. Quando o estabelecimento abriu ao público, em Agosto de 2001, não existia nenhuma casa de chás no Bairro Alto. «Queríamos um conceito familiar, um sítio em que a pessoa se sentisse à vontade, com uma traça rústica e comida caseira», explica José António Antunes, um dos responsáveis pelo espaço. Mantendo o mesmo conceito, a Cultura do Chá reabriu há dois anos com uma nova decoração, que combina o antigo e o moderno e a cor e os tons de cinza. José António Antunes salienta que à Cultura do Chá só falta mesmo mais clientes. O espaço está aberto de segunda a sábado, das 12:00h às 22:00h, para nos lembrar que o chá, mais que uma bebida, é uma cultura.


Fotografias Stock xchng

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Ups... Ele é tao giro mas é Gay!!! por HER (TEXTO)

Uma realidade chata mas verdadeira. Apesar do radar activado, todas corremos o risco de falhar ao perceber certas situações. E quando descobrimos a verdade? Que desilusão! E logo agora que tudo parecia estar a encaixar. Meninas o truque é: não vamos confundir simpatia com atraccão. E temos que estar atentas a todos os sinais, por mais pequenos que eles sejam.

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“Q

uando uma rã macho sente necessidade de acasalar, simplesmente salta para cima do objecto mais próximo de tamanho apropriado e agarra-se com unhas e dentes.” Pois bem, felizmente (queremos acreditar) que não passará pelas nossas cabecinhas, tal acto de forma tão agressiva e crua. Até porque corremos o risco do chamado príncipe se transformar nisso mesmo: uma enorme e viscosa rã! Qual príncipe encantado qual quê. Homens e mulheres têm necessidades semelhantes mas expectativas e atitudes diferentes. No entanto, no fundo de cada homem e cada mulher existe uma força motivadora e idêntica: todos precisam de se sentir especiais e desejam desesperadamente amar e ser amados. Isto, os psicólogos podem confirmá-lo, é um facto inegável. Agora a questão coloca-se: se temos essas mesmas necessidades porque é tão difícil as preenchermos? Há quem diga que essas diferenças são um mero resultado de condicionamentos sociais. E de certa forma é verdade. Num passado muito recente, desde que nascemos, que se aprende a assimilar modelos estereotipados para o comportamento masculino e feminino, o que se explica pelas expectativas que os pais têm dos diferentes papéis que que os rapazes e as raparigas devem desempenhar. O que nesta situação não se aplica. Os tempos são outros. Não deveriam acontecer este tipo de segregações. As meninas gostam das coisas dos meninos e vice-versa. O homem e a mulher não existem para competirem um com o outro. E até podem, inclusive, gostar do mesmo género. Até aqui tudo bem. Agora, quando isso acontece em géneros diferentes, como vamos contornar esta situação?

E se ele for giro, mais hipóteses tem de arranjar um apaixonado. Quer saber porque?

A nossa sugestão em alternativa a um tórrido romance é: seja em primeiro lugar, amiga. E com o desenrolar da amizade poderá ser também confidente. Às vezes, mais vale um bom amigo, que um mau namorado. E se ele for giro, mais hipóteses tem de arranjar um apaixonado. Quer saber porque? Já reparou e estamos em querer, que por diversas vezes, mais rapidamente olham para nós quando estamos acompanhadas do que quando estamos sozinhas? E que em todas essas situações pensamos: “Bolas! Logo agora que não estou disponível.”

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Ora ai está, esta é uma boa oportunidade para experimentar. Para além disso, vai ver que a sensação de estar fora de prazo e solitária irá desaparecer. Porque a boa notícia é: vai ter sempre companhia para jantar, ir à praia, compras, teatro, concertos, etc. Adeus solidão! Isto a juntar ao facto que por norma eles serem mais sensíveis e disponíveis. E na grande maioria das vezes, ouvem e gostam da mesma música. Para além disso, têm uma noção de estética muito mais apurada. Lembra-se do filme Sex and the City? Quase todas adoramos. Os nossos amigos também. E verdade seja dita, não nos recordamos de um namorado que tenha tido paciência para ver connosco esse filme. Verdade? Pois bem, deixemos a tristeza de parte e vamos apreciar o nosso amigo de uma forma mais completa. Porque afinal, a única coisa que não podemos fazer, será realmente ter sexo. Isto se um dia não formos para os copos e os desejos da carne falarem mais alto. Como já vimos noutras histórias. Estamos em tempo de mudança e a vários níveis, as relações entre homens e mulheres, já não são o que eram. Fala-se de crise, até nesta matéria. Os padrões biológicos naturais foram alterados. E as máximas de outrora fazem parte de um passado pré-histórico. As nossas prioridades e necessidades são diferentes, sendo que a palavra de ordem é: seja feliz! Pelo menos o máximo tempo possível. Por isso, vamos guardar o que não interessa e vamos aprofundar valores, dos quais nos possamos orgulhar. Sendo que o amor é um deles. Amor por si e pelo outro. Se sentir um “crush” pelo amigo Gay qual é o drama? Não há. Por estas razões que lhe demos e com certeza, por muitas outras.


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CITROEN

Fotografias da marca

Abertura fácil

DS3 CABRIO 1.6 E-HDI 90

TEXTO de HUGO OLIVENÇA

Potência máxima Caixa Consumos (misto) Emissões de CO2

92 cv CMP de 6 vel. 3,8 lt/100 km 99 g/km

PREÇO TOTAL 27.854 euros

Não será um verdadeiro descapotável como o nome sugere, mas antes a interpretação clássica da Citroen, tal como a conhecemos desde o 2 CV. Trata-se do já conhecido DS3 equipado com uma capota que abre em harmónio até à janela traseira, o que os ingleses apelidam de “sardine tin lid”, ou seja, tampa de lata de sardinhas. Não se interpretem os dois parágrafos anteriores de forma pejorativa. A solução resulta bem. O carro não perde rigidez e permite usufruir de condução a céu aberto, no que é uma solução técnica mais económica. Este novo DS3 tem um novo spoiler na tampa da mala, deflectores e farolins traseiros inspirados nos protótipos Revolte e Survolt.

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Fotografias da marca

DS3 Cabrio 1.6 e-hdi 90 Airdream CMP6 So Chic

Motorização Diesel A motorização, (re)conhecida do grupo PSA, é o bloco diesel com 90 cavalos, que permite uma condução descontraída, com consumos reduzidos. Existem ainda duas outras motorizações a gasolina, o 1.2 VTi de 82 cv, na entrada da gama, e o desportivo 1.6 VTi de 120 cv com caixa manual de seis velocidades. A versão retratada conta com 1.320 euros em extras - Pintura Castanho Hickory Monoton, farolins TR 3D com LED, Connecting BOX, Conchas de retrovisores cromadas e Jantes diamantadas (preto) 17”.


sony vaio SVE1513J1E

Computador portátil que permite reativação em segundos com o Rapid Wake + Eco, processador Intel® Core™ i3-3120M, 4 GB memória DDR, ecrã 15,5” WXGA e placa gráfica AMD Radeon® HD 7650M 649,00 € na Sony.pt

Tom tom Nike+ SportWatch GPS HTC One - 32GB

Smartphone com câmara HTC UltraPixel 4.0 MP 2688x1520 pixels, altifalantes estéreo duplos frontais, memória interna 32 GB, processador Qualcomm Snapdragon 600 Quad-Core a 1,7GHz, ecrã Super LCD3 tátil capacitivo “Corning Gorilla Glass 2” 779,90 € na Fnac.pt

Olympus Tough TG-2

Resistente à água, resistente ao choque, resistente ao congelamento, resistente a cargas, a câmara da Olympus tem resolução 12 MP, sensor 1/2.3’’ CMOS, ecrã OLED de 3.0’, zoom 4x / 16x combinado com zoom óptico. 389,99 € na Fnac.pt

GPS de desporto e treinador pessoal, para exterior / interior, sensor para sapatilhas Nike+ incluído, bateria de polímeros de lítio recarregável, 8 horas de tempo de corrida com o GPS e o sensor ligados. Até 50 dias em modo de espera, ecrã em cristal mineral com visor de alta resolução, resistente à água até 5 ATM. 169,00 € na Tomtom.com


Directora Colaboradores

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Inês Pereira directora@herideal.com Adriano Cerqueira Alexandra Brito Ana Amorim Dias Ana Rita Leal Andreia Rodrigues Andreia Roberto Emme Helena Rocha Hugo Olivença Ivo Dias de Sousa Inês Carvalhal João Martins Laura Ravéra Luís Pinto da Silva Patrícia Vieira Rebelo Paulo Casaca Pedro Arranca Rita Pinho Matos Rute Calçada Sónia Sequeira comercial@herideal.com Hugo Olivença info@herideal.com Inês Pereira & Hugo Olivença

As fotografias, com excepção dos editoriais, cuja propriedade pertence aos seus autores, são propriedade do autor identificado ou, quando não identificado, da Her Ideal. Na eventualidade de qualquer lapso ou omissão, apresentamos as nossas desculpas

HER IDEAL - Maio 2013  

Revista feminina online gratuita Edição nº 13 - Maio 2013

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