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ll'T EIIITITU

( ?Âa. ls)

Bater no ceguinho cuia mensagem é: "Sê bom, gasta

tema econóÍnico pervede os que com ele lucrarn, Íazendo-os perder todo o sentido moral: "Como

gastaram

pouco e tudo correrá bem". Ai:esar de o Nobel da Economia ficar,

é que os banqueiros que praticam um 'crédito predadoa . que, como

uma boa pane da semana a bater no cegurnho. 0 ceguinho não foi,

com certeza, reprovado nas cadeiras de António Borges, ele garan-

eles sabem, vai arruinar as pessoas pobres - podem não ter quaF

todavia, batido por ser rndeÍeso, como a expressão popular se faz

te que nenhuma economia recupe-

quer sentimento de culpa? Como

rou de uma recessão com austeridade. "A austeridade provoca a anemia da economia, aumenta as

é que um administrador ganhando mais de 300 vezes o salário de base de um dos seus empre-

desigualdades e agrava o défice".

gados pode deslocalizar e despedir

§ §

$ ff

ma declaração lamentável de António Borges sus-

ii"-*# citou respostas consensuais, tendo sido muiios os que,

à direita e à esquerda,

lamento, mas por não querer ver. 0 problema é que é da cegueira

ideologia politicamente simplis-

ta e

economicamente estúpida",

de António Borges e dos que deÍendem o mesmo modelo económico que não poucos males vêm

trar-se no corÍedor da morte, com

ao mundo. Dois prémros Nobel da

a execuÇão a ser constantemente

Economia, Paul Krugman e Jose-

retardada".

ph Stigliu, têm insistido em de-

Para estimular a economia, Stigliü preconiza planos de relanÇamento massivos. "É uma ceguei-

nunciá-los, razão por que, por estes dias, têm sido abundantemen-

te citados na imprensa de vários países europeus.

0

mais Íecente livro de Joseph

,

Stiglitz, preço da desigualdade, tem sido o pretexto imediato para uma série de entrevistas, recensões

texlos de opiniã0. Nesse livro, o economista nota que, nos últimos trinta anos, os ordenados de 99% e

dos americanos não Íoram aumentados mais do que 15%, enquan-

to uma elite de 1% aumentou

0 resultado, diz, é o euro

encon-

ra este empenho na austeridade, como a História o demonstra, A Alemanha tem medo de que volte a inflaÇão de entre as duas guerras

mundiais. Berlím lem uma memória seletiva. É que não Íoi a inÍlaÇão que levou Hitler ao podeÍ. Foi

o desemprego massivo. É aí que se encontra o trauma económlco histórico: não é possível viver em sociedades em que o desempre-

os

go, como sucede em Espanha, uF

seus vencimentos 150% (no 0,1%

trapassa os 25% e mais de 50%

superior,

o aumento ultrapassou

300%). Para Joseph Stiglitz, esta

entre os jovens". 0 que Paul Krugman tem dito

é

dinheir0 pela elite nã0

idêntico. Também para este Nobel

se encontra ligada a um boom da

da Economia, que António Bor

produtivrdade dos administradores

0es igualmente chumbaria, "im-

captaÇão de

0 conÍibuto

por mais austeridade não vai ser-

deles para a socredade foi mesmo,

viÍ para nada". Num texto intitula-

Írequentemente, negativo. A eco-

do" A loucura da austeridade europeia", publicado no diário El País

ou dos banqueiros.

nomia do escoamento, diz o economista numa entrevista concedida ao Libération, \tenceu: as riquezas sobem até aos ricos, mas não

no domingo passado, o economis-

ta invetivou os polÍticos e Íuncionários europeus "supostamente

voltam a descer. "0 mito do cres-

sérios" que, ao exigirem mais so-

cimento equitativo lá não é credível: privatiza-se o lucro, sociali-

ÍÍimenlo, estão a atuar "de {orma

zam-se as perdas..."

Citando Krugman e StigliS, Chris-

Joseph Stiglitz Íustiga também o

tophe Geffroy, director da revista

"Íetichismo orçamental" e a "auste-

lá /VeÍ escrevia no editorial do número de outubro, que este sis-

ridade demente". Trata-se de "uma

verdadeiramente

irracional".

pessoal sem qualquer vergonha?"

Oue ninguém se engane, prossegue GeÍfroy, "o liberalismo económico que preconiza a [iberdade dos mercados é ontolooicamente o

mesmo qire íeclaina a total liberdade de ccst'drnes e Ce con'tportamentosr nii itase. encontra-se 0 mesm0 indivi.i,Jalisrr0 eg0Ísta, o jndivíduo-rei que deve pcder fzer tudo o que lhe apetece, sgm qualquer reÍerêncra à noção de bem, expurgada peio Iiberalismo!"


Bater no ceguinho