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Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito. MACHADO DE ASSIS

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Esta revista foi produzida por um grupo de alunos do primeiro ano de Letras da Faculdades Integradas Tereza d’avila. Este exemplar é totalmente digital e não tem fins lucrativos. Edição nº 01 ABRIL DE 2013 Editor Chefe: Danilo Passos Articulista 1: Bianca Articulista 2: Luís Cleber Editora Literatura: Grazi Editora Didática: Priscilla Imprensa: Luís Cleber Edição final: Danilo Passos Capa: Danilo Passos Pauta da edição: Bianca Rocha Danilo Passos Grazi Fernandes 2013 - Direitos autorais digitais reservados.


Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te. WILLIAM SHAKESPEARE

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lhe impossível até que um dia pediu para mãe colocar-lhe na banheira para relaxar e pediu para ela sair e fechar a porta. Assim que ela bateu a porta sabia de antemão que iria dar fim ao seu sofrimento.Mas enquanto deixava o seu corpo afundado na água cenas em sua mente formaram-se de como seria o seu funeral,de como aquele ato iria repercutir na vida das pessoas que mais amava e então em momento desesperador emergiu o corpo da água e deixou o ar rasgar-lhe os pulmões. Passado o momento da dor perguntou de novo a Deus o motivo daquilo tudo e o que obteve de resposta foi “confie em Mim”e a partir daí começou a sua jornada de luta e esperança.

Nick Vuijicic aos 32 anos vem encantando o mundo com sua história de superação e iluminação. Logo que nasceu foi diagnosticado com Focomelia,doença que tirou-lhe os braços e as pernas.

No livro ‘Uma vida sem limites’ iremos nos deparar com momentos de angústia e alegria.Relatos de pessoas que não deixaram-se limitar pelos obstáculos da vida como a surfista Bethany Hamilton que teve o seu braço tirado por um tubarão,meninas de Mumbai que foram enganadas e levadas para uma vida de miséria na escravidão sexual e outras mais.

Quando criança ao se olhar no espelho,visualizava as partes do seu corpo que faltava e com isso começou a questionar a Deus o por quê de não ter o que todo mundo tinha.O tempo passava e as chances de levar uma vida normal pareciam-

A partir dessa leitura começamos a refletir sobre nossa vida e o propósito de nossa passagem terrestre.Percebemos que a solução para os nossos problemas esta diante de nós,de estarmos uns com os outros e de sermos livres para alcançar aquilo que queremos

Por Bianca Rocha -------------

com um toque de determinação e muito amor.Caros leitores,dancem,cantem,vivam e encontrem a felicidade de serem únicos!

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Em SP, mais de 50% dos alunos não têm conhecimento adequado em língua portuguesa e matemática Tanto no ensino fundamental quanto no médio, mais da metade dos estudantes do Estado de São Paulo apresentam rendimento básico ou abaixo do básico nas duas disciplinas avaliadas – língua portuguesa e matemática. A pior situação é observada na performance de matemática dos alunos ao fim do ensino médio: 55,8% deles estavam abaixo do básico e outros 39,4%, no básico. A soma dá 95,2%, o que mostra que menos de 5% terminam a educação básica com o conhecimento matemático esperado. Os melhores porcentuais são os apresentados pelos alunos do 5.º ano em língua portuguesa, com “apenas” 51% avaliados com rendimento básico ou abaixo do básico, e 14,8% com performance considerada avançada. Em matemática, o porcentual de avançados é de apenas 1% nos anos finais do fundamental e, no ensino médio fica em 0,3%. O Estado de S. Paulo Museu da Língua Portuguesa fecha às 22h na 3ª O Museu da Língua Portuguesa, na Luz, centro de São Paulo, está ficando aberto até mais tarde toda terçafeira. O museu não abre às segundas-feiras. A expansão do horário tem o objetivo de atrair turistas ao local e faz parte de uma política de acessibilidade, segundo a Secretaria de Estado da Cultura. Desde 2007, o horário de visitação era expandido toda última terça-feira de cada mês. Desde o dia 8, porém, o equipamento cultural passou a fechar às 22h toda terça-feira. Inaugurado em 20 de março de 2006 e aberto à visitação no dia seguinte, o Museu da Língua Portuguesa recebeu a visita de 2.927.131 pessoas até dia 28 de dezembro, de acordo com a Secretaria de Cultura. A maior parte dos visitantes - cerca de 52% - é formada por estudantes, principalmente da rede pública. de povos e culturas e, com isso, maneiras diferentes de pensar, encarar o mundo e se portar diante das diferenças".

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Aula de língua portuguesa da FGV aborda norma e variação linguística A Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou em setembro um portal gratuito com foco no ensino médio, o Ensino Médio Digital. Diariamente, o Estadão.edu oferece dicas de aulas online montadas pela FGV para ajudar na preparação para o Enem. As indicações, que devem ocorrer até o fim desta semana, são organizadas de forma a atender aos principais conteúdos cobrados pelo Enem. A aula “Literatura e identidade cultural, variação e norma, e linguagem individual” foi sugerida pela professora Mary Kimiko Guimarães Murashima*. Abaixo, um breve comentário sobre o seu conteúdo. “A aula parte do seguinte pressuposto: como espelho da realidade sociocultural da comunidade que a emprega, a língua reproduz os mesmos desníveis que são oriundos da má distribuição de oportunidades em nossas sociedades. Tais desníveis são significativos de uma bifurcação da língua em duas modalidades: variedade culta ou língua padrão e variedade popular. Contudo, é interessante notar que o domínio das normas não impede que, em situações informais, adotemos a utilização de uma variedade familiar da língua padrão, o que sugere o artificialismo das normas. Entender esses pressupostos é o ponto de partida para que se possa compreender que é preciso conhecer as regras do jogo, por mais injustas que elas possam parecer. Entretanto, como sujeitos conscientes de nossa função na sociedade, devemos estar dispostos a ouvir a fala daqueles que já são suficientemente marginalizados e que, mesmo sem o domínio das regras, têm direito à preservação de sua dignidade como usuários da língua. Pode-lhes faltar o domínio das normas, mas todos também – e sempre – têm alguma coisa a dizer.” O Estado S. Paulo


Dilma adia para 2016 implantação definitiva do novo acordo ortográfico O governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As novas regras, que passariam a valer daqui a quatro dias, só poderão ser cobradas a partir de 1.º de janeiro de 2016. Até lá coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida por meio do acordo. O novo prazo consta de decreto presidencial publicado nesta sexta-feira, 28, no Diário Oficial da União. A partir da adoção definitiva pelo Brasil das normas estabelecidas pelo acordo, os concursos públicos e as provas escolares deverão cobrar o uso correto da nova ortografia. Documentos e publicações deverão também circular perfeitamente adaptados às novas regras. A adequação dos livros didáticos começou em 2009, quando o acordo entrou em vigor e começou o período de transição. No início do mês, o senador Cyro Miranda (PSDBGO) já havia antecipado que o governo federal adiaria a entrada em vigor do acordo. Na ocasião o senador, membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, disse acreditar que o ideal seria elaborar um outro acordo, com maior participação da sociedade, e que só passasse a valer a partir de 2018. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), assinaram o acordo ortográfico em 1990. Na época, o Timor-Leste, que hoje faz parte da CPLP, ainda não era uma nação independente - o país só aderiu ao acordo em 2004. Cada país deve ratificar o documento assinado e definir os prazos para a entrada em vigor do novo acordo. Em Portugal, a reforma foi ratificada e promulgada em 2008 e as novas regras entraram em vigor em maio de 2009, com a previsão de se tornarem obrigatórias em seis anos a partir dessa data. No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em uso, embora em caráter não obrigatório, desde 1.º de janeiro de 2009. O acordo também já foi ratificado por Cabo Verde (2006), São Tomé e Príncipe (2006), Guiné-Bissau (2009) e Timor Leste (2009). Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento. Agência Brasil e O Estado de S.Paulo

'Vai mudar pouco a realidade', diz professor sobre decreto que adia obrigatoriedade do acordo ortográfico O professor e autor de obras didáticas Domício Proença Filho diz que o decreto presidencial que adiou a obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa para 1.º de janeiro de 2016 “vai mudar muito pouco a realidade brasileira”. Segundo ele, as novas regras já vêm sendo usadas pela sociedade. “O que vai acontecer é que as regras vigentes vão continuar convivendo com as novas regras”, explicou Proença Filho, que é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele destaca que a mídia brasileira, “com pouquíssimas exceções”, adotou as novas regras. O mesmo ocorreu em relação aos livros didáticos, às novas obras publicadas pelas editoras e às escolas, lembrou o professor. O acordo que visa a padronizar as regras ortográficas foi assinado em 1990 pelos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e suas regras passariam a ser obrigatórias no Brasil já a partir de 1.º de janeiro. O decreto presidencial que estabelece o novo prazo de vigência do acordo foi publicado nesta sexta-feira, 28, no Diário Oficial da União. “O que vai acontecer é que as novas regras do acordo de 1990 estão em vigor no Brasil e funcionando. A única coisa que muda com o decreto é que elas vão continuar convivendo com as anteriores. Ou seja, o período de adaptação é ampliado. Não vejo nenhum outro efeito, em um primeiro olhar.” O professor atribuiu o adiamento “possivelmente” à dimensão política do acordo, que foi assinado em 1990 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Já o Timor Leste aderiu ao acordo em 2004, após tornar-se independente. No Brasil, as novas regras estão em vigor desde janeiro de 2009, mas ainda não são de uso obrigatório. Proença Filho lembrou que a resistência ao acordo foi muito pequena no País. “Não teve repercussão maior, resistência à mudança. Então o que vai acontecer com a prorrogação é o convívio das duas regras”, insistiu. O Estado de S. Paulo

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Por onde começo?

cação do conteúdo, por exemplo, se o conteúdo for sintaxe o objetivo será reconhecer as diferentes construções das orações, bem como os elementos que as constituem como os complementos verbais e nominais.

Objetivo: O que o aluno irá aprender nesta aula. O objetivo portanto, não é o do professor e sim o que o aluno deverá saber após o término da apli-

5 passos essenciais...

2. Definir o objetivo e as competências que deverão ser desenvolvidas nos alunos. Por Priscilla 3. Pesquisar os ------------------materiais que serão utilizados: livros, filmes, O plano de aula é usado para orientar Metodologia: É a descrição de como músicas, sites, sucata, o professor. Se não houver este planeserá lecionado o conteúdo. tinta etc. Dependendo jamento as aulas podem ficar sem sen- Deve conter quais atividades foram do nível da classe, uma tido e o que é pior, sem objetivo algum. realizadas em aula, de que maneira bibliografia poderá auxCada aula pede um plano diferente (em grupo, individualmente, com en- iliar os alunos. que deve conter todas as informações trega para o professor) e qual a forma 4. Criar estratégias sobre o que será dado, as atividades, a utilizada para avaliar o aprendizado. de como e quando cada metodologia, os materiais utilizados e a Não esqueça de marcar quais foram material e/ou as inforavaliação do rendimento dos alunos. as suas ações: supervisão, correção, mações serão apresenexposição do tema tratado, vistos e tadas ou utilizadas, para Disciplina: Qual disciplina será trabal- etc. que o objetivo - no item hada com os alunos, que abrangem o 2 – seja alcançado com conteúdo a ser exposto: Língua PorRecursos: Quais materiais foram sucesso. A estratégia tuguesa, Inglês, Geografia, História, usados em aula, por exemplo: filmes, deve ser elaborada de Matemática, Física, Biologia, Filosofia, música, material xerocopiado, aposti- forma a manter aatenetc. E os temas transversais se houver. las, livros, textos, slides, etc. ção e a motivação dos Os temas transversais são trabalhados Avaliação: Quais foram os resultaalunos durante toda a em conjunto com outras disciplinas, dos obtidos, com base no objetivo aula. Provocar debates por exemplo: Biologia – Sexualidade traçado. e questionamentos para ou Filosofia – Ética. No campo discio bom desenvolvimento plina isso já deve estar demonstrado. Seja sincero na avaliação, se o tema do tema e, se possível, deverá ser retomado na próxima aproximar os alunos de Conteúdo: O que será trabalhado aula deixe isto explicitado para que forma prática e interaespecificamente em sala de aula. você possa se orientar depois. Para tiva ao que está sendo Colocar apenas a disciplina é muito uma melhor avaliação a opinião dos estudado. generalizante, dentro de uma matéria alunos também conta, questionar os temos diversos tópicos a ser trabalhaestudantes sobre o nível de entendi5. Avaliar o conteúdo dos, por exemplo: língua Portuguesa mento da matéria é a melhor forma final. – Produção de Texto, Sintaxe, Morfolo- de sair do “achismo” ter uma opinião gia, Interpretação Textual, etc. O conconcreta sobre o andamento da aula e teúdo deve ser portanto segmentado, rendimento dos alunos. isso ajudará o professor a prosseguir adpatado de: http://www.comofazer. com a matéria pois ele saberá exatacom.br/como-montar-um-plano-demente o que foi lecionado em sala aula/ lendo os planos de aula.

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1. Escolher o tema da aula. Pois é a partir dele que todo o plano será elaborado.


OS CONECTIVOS FALAM POR SI SÓ!

Falando do tema: Plano de aula, vale destacar um plano de aula produzido pelos alunos Danilo Passos (editor chefe da revista linguática), Marco Cipro, Rodolfo Macedo e Stephanie Fraga, todos alunos do primeiro ano de Letras (como os produtores desta revista). O Plano destaca o uso dos conectivos textuais e enfatiza a criação de uma História em Quadrinho para transmitir esse conhecimento aos alunos, este foi um trabalho realizado na aula de Tecnologia Educaiconal. Confira os procedimentos desse plano de aula: 1. Apresentação do uso das preposições e conectivos textuais aos alunos por meio de uma explicação e/ou apresentação de sliders; 2. Um bate-papo junto com os alunos abordando a pergunta: Onde posso encontrar estres conectivos?; 3. Pedir para os alunos pesquisarem uma notícia e grifarem os conectivos e as preposições em seu material; 4. Inserir frases sem conectivos e pedir para os alunos preencherem com o (a) real conectivo (preposição) e justificarem sua escolha; 5. Apresentar aos alunos histórias em quadrinhos que usam estes materiais; 6. Lançar um tema em sala de aula e pedir para que os mesmos elaborem diálogos com personagens, usando em todos os parâmetros os conectivos abordados em sala de aula; 7. Para encerrar pedir para os alunos formarem grupos de até três alunos e montarem uma história em quadrinho seguindo o item 06. Após a elaboração fazer uma apresentação para a sala, destacando os seus conectivos. Procedimento que poderá ser utilizado: 1. Seguindo o item 06 do quadro anterior, determinar o número de conectivos/preposições que cada grupo deverá utilizar em seus diálogos, assim, os alunos enfrentará a dificuldade da comunicação escrita, onde observará que o uso desta ferramenta é de extrema importância na construção de um texto.

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Por Luís Cleber -----------adaptado da internet, autor desconhecido A aprendizagem da ortografia e linguagem não é uma simples tarefa que a criança ou jovem consiga dominar facilmente,para se entender a linguagem, como da língua oficial, da falada popularmente, culta e escrita.e assim Tambem se estende para qualquer outra que seja uma linguagem. O Nosso objeto de estudo, a linguagem, mostra-se diferente aos olhos do observador, conforme ele a investigue. Portanto, ensinamos linguagem, não para “descobrir” o verdadeiro significado das palavras ou dos textos, nem para conhecer estruturas abstratas e regras de gramática, mas para construir sentidos, sempre negociados e compartilhados, em nossas interações. A língua não é um todo homogêneo, mas um conjunto heterogêneo, múltiplo e mutável de variedades, com marcas de classes e posições sociais, de gêneros e etnias, de ideologias, éticas e estéticas determinadas. Nesse sentido, ensinar e aprender linguagem significa defrontar-se com as marcas discursivas das diferentes identidades presentes nas variedades lingüísticas. Significa tornar essas variedades objeto de compreensão e apreciação, numa visão despida de preconceitos e atenta ao jogo de poder que se manifesta na linguagem e pela linguagem. Ensinar uma língua requer uma busca constante do “novo” para as mudanças que ocorrem no tempo, mas não devemos deixar de lado o que é velho, pois o velho são as experiências já vividas e mostradas no seu todo, dando e servindo de uma base sólida para saber administrar o novo. há também outras formas de manifestarmos a linguagem, ou seja, por meio de gestos, por um olhar, pela música, dança, pelas obras de arte, como a cultura, escultura e pelos símbolos. Quando nos referimos a eles, remetemo-nos à ideia da linguagem não verbal, constituída pelos sinais gráficos, cuja interpretação requer do interlocutor, conhecimentos lingüísticos e conhecimentos adquiridos ao longo de sua existência. E a língua portuguesa no âmbito educacional brasileiro tem fundamental participaçao no desenvolvimento da linguagem no processo ensino: aprendizagem,por ser o código referencial

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usado para falar e escrever de varias maneiras de acordo com a situação presente no cotidiano. A linguagem permeia todas as áreas do conhecimento, podendo apresentar-se de diversas formas,dependendo dos objetivos e contextos empregados.no trabalho com a língua portuguesa devem ser explorados estudos que garantam o uso e a reflexão sobre o funcionamento da linguagem,tanto oral como escrita. Nos últimos anos o processo ensino-aprendizagem de língua portuguesa esteve voltado,sobretudo, para a lingüística textual ( como bem vemos o processo do acordo ortográfico, que desde 1990 foi colocado em discução e que no momento foi prorrogado, pela presidenta Dilma Rousseff. Também o prazo estipulado para vigorar é até 2015,em todo o território brasileiro e os países que falam a língua portuguesa,membros da (CPLP), comunidade dos países de língua portuguesa. Sendo assim, o texto ocupa o um lugar significativo na didática de português como em qualquer outra disciplina, e através dele o usuário da língua desenvolve a capacidade de organizar seus conhecimentos . Opinião do articulista: Ao se empregar o conceito do português devemos cultivar sua naturalidade, apreciar sua estrutura e vocabulário que se segue com a união de palavras, que formamos frases e textos. ao ler sentimos e reconhecemos a importância na formação em nosso repertorio de palavras e no conhecimento da linguagem. Porque á vida em sociedade se da através da comunicação da língua, entre os homens que utiliza o mesmo espaço social. E sua desnecessidade seria algo imaginável de reconhecer.


As vezes ou莽o passar o vento; e s贸 de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido. FERNANDO PESSOA

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Sob o vício do “internetês” Por Danilo Passos ______________ Bater papo na internet é sinônimo de rapidez e agilidade. Essa rapidez leva a inúmeras abreviações de palavras que surgem a cada dia. Com o avanço dos recursos midiáticos e a propagação da facilidade de se fazer amigos no mundo virtual, “querer ver você”, tornou-se, “kerer ver vc”, com uma abreviação singela de uma das palavras e com um erro grotesco de ortografia. Professores e estudiosos da Língua portuguesa consideram esta nova linguagem como algo vinculado ao meio de informação, provido da rapidez ao se comunicar na internet, e toleram abreviações de palavras para facilitar esta comunicação. Podemos destacar este novo conceito de linguagem como o “internetês”, ou seja, um neologismo que represneta a linguagem da internet. Abreviar palavras torna-se tolerável, o mais preocupante è o vício que vêm pela frente. Passar horas em frente a um computador batendo papo, sem dispensar o uso desta linguagem virtual, acarreta o surgimento dos erros de ortografia. Movido pela pressa, o internauta não se dá conta das palavras erradas e da falta de concordância que agrega em sua comunicação, então, o “querer” torna-se “kerer” e o “bem” torna-se “bein”. Este erro desapercebido a longo prazo acarreta na formação de pessoas desprovidas da norma culta da língua portuguesa, ou seja, pessoas que passarão a escrever “errado” cotidianamente. O internetês é a liguagem oficial utilizada por milhares de adolescentes na internet, que além de abreviar palavras, criam palavras e adicionam consoantes para enfatizar a sua escrita. Perdi as contas de quantos comentários de

@ :) :( :v :/ :P 8) :o :X ;) :D #

colegas nas redes sociais, carregam um “tah” em vez de um “tá” escrito corretamente. Este exemplo simples foge da tela do computador e vai à um caderno de língua portuguesa, juntamente com outros erros. Por isso, devemos saber separar os nossos meios de se escrever e não misturar os verdadeiros métodos de uma escrita formal com uma escrita virtual. Esrever é um vício. Vício que deve ser construído da maneira correta, por isso é indispensável escrevermos cotidianamente, não apenas nas redes sociais e blogs, mas sim do método mais arcaico: em um papel. Desse modo, treinaremos a nossa capacidade ortográfica, além de aprimorarmos a beleza da nossa escrita. Para os que não querem se viciar em uma escrita informal agregada a erros ortográficos, faça como eu, evite qualquer uso de abreviações (só use o “vc” como abreviação) e passe a se comunicar escrevendo corretamente na norma padrão da língua, assim, a médio prazo você se habituará nessa comunicação e ganhará o prazer de se escrever bem. Não se preocupe com a rapidez em sua digitação e/ou comunicação, afinal, como diz o velho ditado: “A pressa é inimiga da perfeição”!

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Linguática - Edição #01