HPA Magazine 06

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HOJE · TODAY

CANCRO DA PELE PORQUE NÃO É SÓ UM ASSUNTO DE VERÃO O Cancro da Pele é o cancro mais comum do mundo e a incidência de todas as suas formas continua a aumentar. No entanto, tem também elevadas possibilidades de ser tratado com sucesso, se detetado precocemente. Habitualmente é causado pela exposição excessiva aos raios ultravioleta, sendo mais prevalente em zonas frequentemente expostas: face, pescoço, costas e membros. O Cancro da Pele tem variadas manifestações e níveis de gravidade, que por sua vez possuem diferentes sintomas e tratamentos. Falámos sobre este tema com o Dr. André Laureano, Dermatologista, Mestre em Dermatoscopia e Oncologia Cutânea Preventiva e Doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde exerce atividade como investigador.

SKIN CANCER

JULHO . . DEZEMBRO

IT’S NOT JUST A SUMMER THING Skin cancer is the most common cancer in the world and it continues to increase in all of its forms. However, with early detection, the possibility of treating it successfully is also high. Skin cancer is usually caused by excessive exposure to ultraviolet rays, which are more prevalent in frequently exposed areas: the face, neck, back and limbs. Skin cancer can manifest itself in various ways and levels of severity, which in turn have different symptoms and treatments. We spoke about this with Dr. André Laureano, Dermatologist, Master in Dermatoscopy and Preventative Cutaneous Oncology. PD from the Faculty of Medicine, University of Lisbon, where he also works as a researcher.

Dr. André Laureano Dermatologista Consulta Especializada em Oncologia Cutânea e Dermatoscopia Dermatologist (Specialist Consultant for Cutaneous Oncology and Dermoscopy) Hospital Particular do Algarve Alvor

Hospital Particular do Algarve Gambelas

Clínica Particular do Algarve AlgarveShopping · Guia

Clínica Particular de Vilamoura Vilamoura

Centro Médico Internacional Vila Real Stº António

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MAGAZINE

Se bem que haja um reforço da comunicação na época do verão acerca da prevenção do cancro da pele, este não é um assunto que deva ser abordado só nesta altura do ano, verdade?   Quando falamos de cancro de pele devemos considerar o melanoma e o cancro cutâneo não-melanoma, deste último grupo são exemplos paradigmáticos o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC). A exposição à radiação ultravioleta (UV) é considerado o principal fator de risco para todos eles.   Exposição intermitente sem dúvida para o melanoma e possivelmente para o carcinoma basocelular, e crónica ou continuada para o carcinoma espinocelular. Em suma, a exposição solar intensa e sazonal é sem dúvida um importante fator de risco para o melanoma. As queimaduras solares nesta altura do ano, infelizmente ainda muito frequentes, também contribuem para um aumento do risco de melanoma. Estas são razões óbvias para as campanhas de prevenção anuais nesta altura do ano, a anteceder o início de mais uma época balnear. No entanto, não nos podemos esquecer que a exposição crónica à radiação UV pode aumentar o risco de carcinoma espinocelular e de lesões pré-malignas, como as queratoses actínicas.   Neste grupo devemos incluir as pessoas com exposição continuada por motivos ocupacionais ou profissionais. Hoje em dia, e como felizmente assistimos a um número cada vez mais frequente de praticantes diários de atividades desportivas ao ar livre, devemos alertar para os seus riscos e reforçar a importância do uso de medidas preventivas físicas: vestuário apro-

Although there is an increase in communication about prevention of skin cancer in the summer months, this isn’t a subject that should only be addressed at that time of year, is it?   When we speak about skin cancer, we have to consider melanoma and non-melanoma cutaneous cancer. Paradigmatic examples of the latter group are basal cell carcinoma (BCC) and squamous cell carcinoma (SCC).   Exposure to ultraviolet radiation (UV) is considered to be the main risk factor for all of these forms: Intermittent exposure without doubt for melanoma and possibly for squamous cell carcinoma, and chronic or continuous for squamous cell carcinoma. In brief, intense and seasonal solar exposure is without doubt an important risk factor for melanoma. Sunburns at this time of year, unfortunately frequent, also contribute to an increase in the risk of melanoma. These are obvious reasons for the annual campaigns for prevention at this time of year, preceding the start of another bathing season. However, we cannot forget that chronic exposure to UV radiation can increase the risk of squamous cell carcinoma and premalignant lesions, such as actinic keratosis.   In this group we must include people with continuous exposure for occupational or professional reasons. Nowadays, as we are fortunately witnessing an increasing number of people practicing outdoor sports on a daily basis, we must alert them to the risks and reiterate the importance of the use of physical preventative measures: appropriate clothing, hats, sunglasses or the frequent application of sunscreens. As the risk of skin cancer associated with sun exposure is cumu-