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Controle rigoroso afasta

infecção hospitalar

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Hospital Lúcio Rebelo possui um sistema eficiente de controle de infecção hospitalar que trabalha sob o princípio da tolerância zero de contaminação dos pacientes. As atividades são realizadas pelo Núcleo de Infecção Relacionada à Assistência de Saúde (Niras), chefiado pela médica-infectologista Christiane KobaI, e tem por objetivo garantir a segurança de todos os clientes da instituição. O Niras é integrado pelos setores de enfermaria, microbiologia, farmácia, nutrição, chefia da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), psicologia, Centro Cirúrgico e Fisioterapia. As infecções hospitalares são definidas como aquelas adquiridas após 72 horas da admissão do paciente na unidade de saúde. Podem se manifestar tanto durante a internação ou após a alta, no caso de implantes de próteses como marcapassos e válvulas. As bactérias multirresistentes e o uso indiscriminado de antimicrobianos são dois dos grandes desafios que os profissionais do setor encaram na superação do problema. As ações do Niras se apoiam no controle epidemiológico, infectoló-

Katiane e Christiane: tolerância zero com a infecção

gico e de prevenção e redução dos riscos por meio de capacitação dos recursos humanos. Conforme explica Christiane Kobal, os procedimentos de monitoramento são extremamente rigorosos e demandam busca ativa diária em todos os pacientes internados, com cuidado especialmente para os que estão submetidos a tratamento intensivo. A infectologista explica que a infecção hospitalar se manifesta com mais intensidade em pacientes graves da UTI, que possuem situação de baixa imunidade e estão submetidos a procedimentos invasivos como cateteres, sondas e equipamentos de Ventilação Pulmonar Mecânica. “São corpos estranhos que permitem a adesão de bactérias do próprio organismo e exigem medidas rigorosas tanto de prevenção quanto de controle das infecções”, explica Kobal. “Além de todas as medidas de controle é certo que quanto menos tempo o paciente ficar nestas circunstâncias menos chance tem de contrair infecção”, ensina. A médica lembra que para obter os resultados de tolerância zero do Niras, o HLR desenvolve um serviço otimizado de vigilância por meio de um programa de computador chamado Doctor Clean e mantém uma educação continuada para treinar todo o pessoal nas ações de controle da infecção hospitalar. Já a enfermeira Katiane Muraro salienta que o trabalho se estende até depois da alta do paciente. “Em todos os casos em que há procedimentos cirúrgicos limpos, ou seja, que não tem um processo infeccioso em tecidos estéreis, fazemos um controle externo do paciente por in-

Procedimentos cirúrgicos: controle até um ano depois

Em todos os setores, serviço otimizado de vigilância

termédio de busca ativa telefonada que se prolonga por até um ano”, comenta. “A tarefa não é fácil. Cada dia é um desafio, mas trabalhamos com afinco para realizar os procedimentos-padrão para eliminar a infecção hospitalar do Lúcio Rebelo e garantir segurança dos pacientes e dos nossos funcionários”, comenta Christiane Kobal.


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ara cumprir a missão de salvar vidas, o Hospital Lúcio Rebelo conta com o suporte de uma administração eficiente e moderna. O modelo de gestão trabalha para alcançar excelência em todos os procedimentos e oferecer inovação em assistência médicohospitalar. A organização observa planejamento estratégico orientado a cumprir metas setoriais de desempenho e realizar os valores da competência, da honestidade e do tratamento humano na relação com pacientes, familiares, fornecedores, conveniados e parceiros. O HLR é regido pelo princípio da obtenção de resultados em todos os processos que envolvem as atividades meio e fim do hospital. “Da recepção à Unidade de Tratamento Intensivo, passando pela Controladoria, todos estamos envolvidos em nos superar para promover a saúde”, argumenta o diretor-geral do Lúcio Rebelo, João Antunes de Macedo Neto. Há quatro anos e meio na função, o economista e pós-graduado em administração hospitalar possui 16 anos de experiência de gerenciamento de unidades privadas de saúde. Resultados que aparecem na contabilidade da organização hospitalar. “Neste tempo conseguimos

Certificação ISO de qualidade A partir de abril, o Hospital Lúcio Rebelo inicia a preparação para receber a certificação ISO de qualidade. De acordo com João Antunes, o hospital vai contratar empresa especializada a fim de antecipar a implantação das medidas

praticamente dobrar o nosso João Antunes: número de funreduzindo cionários. Amdespesas e pliamos a rede maximizando receita de atendimento e incorporamos muita inovação com a redução de 50% da despesa e a maximização da receita líquida em 250%”, demonstra. O diretor-geral lembra que a unidade hospitalar executa o planejamento estratégico de reservar para investimentos 12% da receita. “Estamos em ótima saúde financeira e prontos para enfrentar o desafio da transformação do hospital em referência no Centro-Oeste”, garante João Antunes. A gestão do HLR se orienta na valorização dos recursos humanos, na capacitação tecnológica e na descentralização das decisões. “Cada setor tem o seu processo definido e segue a conduta traçada, procedimento que está sempre aberto às melhores soluções. Isso não é fácil em uma organização que funciona 24 horas por dia e cuida da saúde das pessoas, bem que não tem preço”, comenta o diretorgeral. O Hospital Lúcio Rebelo possui um quadro qualificado de 301 funcionários, além de 14 estagiários, e se estrutura em organograma enxuto, composto pela presidência, quatro diretorias (Geral, Clínica, Técnica e de Hotelaria) e sete setores de coordenação. O processo de desenvolvimento e controle das atividades administrativas permite

normativas do sistema. “Decidimos redefinir logo o funcionamento da organização hospitalar e ganhar tempo para quando oficialmente se iniciar o processo de certificação em 2011.” O diretor-geral observa que investir em credibilidade é essencial e que a conquista da marca ISO de qualidade é um desafio para os 301 funcio-

nários do HLR. O administrador reforça que o esforço é muito grande, o sistema de avaliação rigoroso, mas que a unidade está acostumada a se superar. “Temos consciência de que cada aprimoramento da nossa organização significa mais saúde para os nossos pacientes e uma conquista para Goiás”, anuncia João Antunes.

que o HLR mantenha solidez empresarial para garantir assistência médico-hospitalar eficiente, inovadora e humana. “Fazemos o melhor na promoção da qualidade de vida, da segurança e da tranquilidade dos nossos clientes”, resume o diretorgeral.

ISO envolve trabalho de todos os funcionários

EXPEDIENTE

Informativo Hospital Lúcio Rebelo Presidente: Percival Xavier Rebelo Filho Diretoria de Hotelaria: Maria Helena Leal Lúcio Rebelo Diretoria Geral: João Antunes de Macedo Neto Diretoria Clínica: Hélvio Martins Gervásio Diretoria Técnica: Seikazu Tamashiro Coordenação de UTI: Eduardo Formiga Lourenço Souza Coordenação de Emergência: Mayler Olombrada N. dos Santos Jornalista responsável: Britz Lopes - JP00810 -GO Redação e fotografia: Marcio Fernandes Editoração eletrônica: Ygor Lima Impressão: Grafopel

Av. Edmundo Pinheiro de Abreu nº 451 St. Bela Vista - CEP: 74823030 Telefone: (62) 3257.2000 www.luciorebelo.com.br contato@hospitalluciorebelo.com


Divino: “Aqui tive tratamento vip”

Guido: “Dos que conheço, este é o melhor”

Salvador: “A comida é muito boa”

Com a palavra, os pacientes

Um livrou-se da dengue e emocionou-se com o tratamento recebido; outro teve implantado um marcapasso e reencontrou-se com a vida. O terceiro, esse é um velho conhecido de toda a equipe do Hospital Lúcio Rebelo

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Hospital Lúcio Rebelo trabalha incansavelmente para proporcionar aos seus pacientesclientes, conforto e bem-estar durante o período de internação na unidade. Não são raros os casos de pessoas que criaram um profundo vínculo de amizade e afeto com a equipe do HLR, da faxineira ao mais graduado médico, passando pelo dedicado time da enfermaria. Aqui, alguns depoimentos de gente que faz dos aposentos do hospital uma extensão da própria casa. Um marcapasso para Salvador – O aposentado Salvador Mendes da Silva, de 63 anos, espera tranquilamente a cirurgia para implante de um marcapasso. O médico dele é o doutor Eduardo Formiga. Há 11 dias ele está internado, mas o estresse passou lon-

ge. “Me sinto como se estivesse num hotel. A comida aqui é muito boa, nem tenho vontade de voltar para casa”, conta ele, que já esteve por aqui outras duas vezes. Chegou a primeira vez de Anicuns, indicado pelo médico que o assiste, e encontrou o conforto e a tranquilidade que precisa para pôr a saúde em dia. Sobrevivente do mosquito – Aos 63 anos, Divino Adão Queiroz é pedreiro que está se formando engenheiro civil. No HLR ele recupera-se de uma dengue que o levou para a UTI. Passado o susto, confessou que não esperava encontrar um atendimento tão especial. “O Lúcio Rebelo me surpreendeu. Foi o tratamento VIP daqui que me salvou”, desabafou o futuro engenheiro que se emocionou ao registrar o agradecimento a toda a equipe de

médicos e enfermeiros do hospital. “Já tinha boas indicações, mas concluí que aqui é hospital de primeiro mundo”, declarou horas antes de receber alta. Internação junto com amigos – Um pequeno grupo de funcionários do Lúcio Rebelo se forma no corredor que dá acesso ao apartamento onde está internado o aposentado Guido Pires Borges, de 72 anos. Ele próprio se junta à turma e se lembra das outras vezes em que esteve por aqui. Velho conhecido de todos, Guido vai colocar mais uma ponte de safena, mas está tranquilo porque sabe em que mãos está o seu futuro: “De todos os hospitais que conheço, e olha que são muitos, o Lúcio Rebelo é o melhor. Aqui nem pareço paciente, já que todos são meus amigos”, disse emocionado.

Informatização é garantia de mais segurança

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Marco Aurélio: informatização de toda a unidade

ara o perfeito funcionamento do sistema de gestão hospitalar, o Hospital Lúcio Rebelo informatizou todos os departamentos da unidade. O Setor de Informática, comandado pelo analista de sistemas Marco Aurélio Monteiro de Lima e o gestor de informática Fernando Rebelo, conta com um parque de 65 computadores conectados em rede que trafega a uma velocidade de 100 mega/segundo – em breve será dez vezes mais rápida. A informática está presente em todo o hospital, que é monitorado por 42 câmeras que garantem a segurança de médicos, funcionários e principalmente de pacientes. A tecnologia contribui com os setores essenciais do HLR, como pronto-socorro, internação e centro médico, onde é realizado o cadastro do paciente.

Também a farmácia e o almoxarifado têm seus históricos controlados pelo setor. Nas UTI’s, um servidor de monitoramento cardíaco fica disponível numa TV de LCD de 42’’ para facilitar o acompanhamento de todos os pacientes. Também está na rede todo o histórico de cirurgias agendadas e realizadas. Absolutamente tudo o que acontece nos domínios do HLR está registrado no sistema. E uma das maiores preocupações do setor é com a segurança. Para que não haja surpresas, como a infestação por vírus, um delicado servidor anti-vírus já está instalado e um sistema de backup está sendo implantado. Os investimentos em tecnologia são sentidos pelo paciente em situações simples, como por exemplo, na localização de seu histórico médico dentro da unidade.


Diabetes e doença cardiovascular Fique de olho no seu estilo de vida!

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diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica e vascular considerada fator de risco cardiovascular independente. Porém, sua influência é sinérgica com outros agravantes, como idade, hipertensão, dislipidemia e obesidade. Estas condições podem ocorrer isoladas ou são acompanhadas do sedentarismo e do tabagismo. Mecanismo como a hiperglicemia mediada pela resistência à insulina, associado à presença de inflamação subclínica e estresse oxidativo, contribuem para aceleração do processo aterosclerótico, sendo esta a principal causa da morbimortalidade em pacientes diabéticos. O diabetes mellitus do tipo 2 está associado à chamada síndrome metabólica, que, além de resistência à insulina com hiperglicemia, inclui obesidade centrípeta, hipertensão arterial, dislipidemia, hiperuricemia estado de hipercoagulabilidade, hiper-homocisteinemia e outros distúrbios metabólicos que levam à disfunção endotelial e à progressão da aterosclerose. 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 apresentam a síndrome metabólica e, portanto, fazem parte do grupo de risco para o surgimento de doença arterial coronariana (DAC). O DM tipo 2 confere risco para a DAC cerca de duas vezes maior

em homens e três vezes maior em mulheres, isto é, a presença de DM dobra o risco de DAC, ajustado por idade em homens e triplica o risco em mulheres. Ocasiona, ainda, efeitos cardíacos adversos independentes, incluindo aumento da massa ventricular esquerda e espessura da parede, alteração da função diastólica do ventrículo esquerdo e aumento da rigidez arterial. A hiperglicemia compromete a microcirculação, levando a complicações como retinopatia, nefropatia e neuropatia em diabetes tipo 1 e 2, modificando a função endotelial. Outro ponto importante é que o fluxo coronariano nos portadores de DM fica reduzido por dilatação endotelial independente, levando à

diminuição de reserva coronariana e a dor anginosa pode estar reduzida devido à presença do sistema nervoso autônomo. O estado de hiper-resistência à insulina gera também aumento da produção de fibrinogênio e da agregação plaquetária. No tratamento, o mais importante é a otimização dos controles glicêmicos, de pressão, lipêmicos e antitrombóticos. Outra decisão importante são as medidas de ajuste do estilo de vida, tais como a redução de peso com melhoria na dieta, diminuindo os carboidratos e gorduras saturadas, e a atividade física três vezes por semana, durante 30 a 60 minutos. (Anselmo Honorato da Silva e Souza, cardiologista)

Controle glicêmico: importante para o tratamento

Troca de experiência com os melhores

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uem esteve em Goiânia a convite da equipe de cardiologistas-intervencionistas do Encore no Hospital Lúcio Rebelo foi o médico Marco Antônio Perin – também cardiologista-intervencionista –, chefe do Hospital Albert Einstein, do Instituto do Coração e do Hospital Santa Marcelina, todos em São Paulo. O doutor Perin é pioneiro, na América Latina, em implantes percutâneos de válvulas aórticas sem a necessidade de abrir o peito do paciente. A técnica, menos invasiva, é bastante inovadora para o tratamento de portadores de doenças da válvula aórtica. Ele é também criador de uma outra técnica para tratar de problemas coronários em bifurcação chamada “culote”, usada em todo o mundo. Aqui em Goiânia, Marco Antônio Perin repassou

toda a sua experiência e ensinou as técnicas à equipe de intervencionistas do Hospital Lúcio Rebelo. “Não há a necessidade de grandes cortes e o procedimento dura cerca de 40 minutos. A recuperação é imediata e o risco de mortalidade caiu 5%”, comemora o perito. Médico do Encore no Hospital Lúcio Rebelo, José Antônio Jatene, considera a nova técnica um grande avanço na cardiologia-intervencionista já que os pacientes com problemas na válvula aórtica apresentam alto grau de dificuldades em se submeterem à cirurgia convencional. Marco Antônio Perin: implantes menos invasivos


HLR-MARCO-2010