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HARRY KLEINUBING JUNIOR

Centro de Infusão acompanha avanços da medicina Preocupado com a demanda de uma nova classe de medicamentos, o Hospital Dona Helena criou o Centro de Infusão, para receber pacientes que passam por esse tipo de aplicação e precisam de atendimento específico. O espaço é coordenado pelo médico Harry Kleinubing Junior, doutor em medicina (clínica cirúrgica) pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com atuação na área de coloproctologia.

Como surgiu a ideia de montar o Centro de Infusão? Com o aumento do número de medicamentos imunobiológicos, que são infundidos na veia, e das indicações para o uso destes, criou-se uma demanda importante de pacientes que precisavam de um espaço adequado, de orientação e segurança para as aplicações. Qual a importância desse serviço para a instituição? O Hospital Dona Helena está sempre investindo na qualidade dos serviços. Com o Centro de Infusão, aumenta a segurança e o conforto dos pacientes. É um hospital de vanguarda, que registra a ativação do primeiro centro de infusão de medicamentos imunobiológicos intrahospitalar em Santa Catarina.

Os medicamentos imunobiológicos são utilizados para casos moderados a graves, que não respondem aos medicamentos usuais na artrite reumatoide, psoríase, Doença de Crohn, retocolite ulcerativa, entre outras. Muitos medicamentos novos vão entrar no mercado ao longo dos próximos anos, aumentando a eficácia dos tratamentos e o leque de doenças a ser tratadas. Quais os benefícios que este novo espaço traz aos pacientes? As doenças autoimunes são tratadas com imunossupressores que tornam os pacientes mais suscetíveis a infecções. O Centro de Infusão torna o tratamento mais seguro porque os pacientes serão atendidos por uma equipe treinada em ambiente adequado. A equipe treinada inclui Recepção, Enfermagem, Farmácia e médico, que avaliará os pacientes antes das infusões e estará disponível para atender qualquer intercorrência durante o procedimento.

O HDH é um hospital de vanguarda, que registra a ativação do primeiro centro de infusão de medicamentos imunobiológicos em Santa Catarina

O que são medicamentos imunobiológicos e para que servem? É uma nova classe de medicamentos injetáveis usados para o tratamento de doenças autoimunes de diversas especialidades como reumatologia, gastroenterologia, dermatologia, neurologia, entre outras.

Os medicamentos imunobiológicos podem ser considerados um avanço para a chamada medicina personalizada? Os medicamentos imunobiológicos são um grande avanço e provocarão uma revolução no tratamento de muitas doenças autoimunes, porque têm a possibilidade de mudar a evolução natural dessas patologias. Quando bem indicados e utilizados por um bom tempo, podem evitar dor crônica, deformidades e cirurgias. Que doenças podem ser tratadas com medicamentos imunobiológicos?

Como se dá o atendimento no Centro de Infusão? O Centro de Infusão atende pacientes ambulatoriais (não internados) de qualquer médico que prescreva medicamentos imunobiológicos. O próprio serviço providencia a autorização dos convênios e agenda as infusões. Após o término da infusão, os pacientes são orientados e reencaminhados ao seu médico. Importante acrescentar que o Centro de Infusão do HDH trabalha com o objetivo de prestar serviço de qualidade superior, seguindo as melhores diretrizes para esse tipo de tratamento. Isso inclui rígidos protocolos de boas práticas e de uso de medicamentos, solicitações de consentimentos e fornecimento de orientações por escrito para os pacientes.

Caso tratado no HDH é apresentado em congresso Manifestação rara da chamada Doença de Huntington foi diagnosticada pela equipe de neurologistas da instituição Um caso acompanhado pelo Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena foi apresentado no 25º Congresso Brasileiro de Genética Médica, que ocorreu entre os dias 11 e 15 de junho, em Florianópolis. A paciente de 11 anos chegou à instituição depois de passar por diversos tratamentos sem sucesso. Foi aí que os médicos diagnosticaram Doença de Huntington, um distúrbio neurológico hereditário que costuma se manifestar a partir dos 35 anos.

O trabalho demonstrou que a menina faz parte da estatística de 5% a 10% dos casos em que a forma juvenil da doença se manifesta. “Por se tratar de uma patologia rara, com apresentação atípica, o caso tornou-se mais difícil de diagnosticar e, por isso, a ideia de apresentá-lo no congresso”, explica o neurologisFlávio Ribas, um ta Flávio Ribas, um dos resdos responsáveis pelo tratamento ponsáveis pelo tratamento.

A paciente havia sido diagnosticada com outras patologias, uma vez que apresentava dificuldades no aprendizado e na movimentação. Com o diagnóstico molecular, chegou-se à Doença de Huntington, que também afetou o avô e o pai da criança. De acordo com o médico, na forma juvenil, 90% dos casos apresentam o pai afetado.

A paciente continua sendo acompanhada pelo Serviço de Neurologia do Dona Helena. O neurologista explica que, ao perceber alterações no desenvolvimento, na movimentação ou na inteligência de seus filhos, os pais devem levá-los ao médico. No Serviço de Neurologia, são atendidos casos selecionados de crianças abaixo de 12 anos.

Emergência recebe painéis eletrônicos No mês de agosto, uma novidade veio contribuir para a agilidade dos processos e trazer mais informações para pacientes, médicos e funcionários da Emergência. São os painéis eletrônicos instalados em ambientes diferenciados do setor. Um deles está instalado no Conforto Médico e informa aos profissionais o número de pacientes em espera para atendimento. O outro, implantado na Recepção, avisa o tempo médio para ser atendido. Cada sala de espera também recebeu os painéis para chamar os pacientes e indicar o consultório ao qual devem se dirigir.

“As novas ferramentas suprem nossa necessidade de sempre melhorar a qualidade do atendimento, além de manter todos bem informados, garantindo segurança nos procedimentos”, afirma Nadia Cristina Brach, enfermeira coordenadora da Emergência.

IMPRESSO

DH Notícias Nº 121 • julho/agosto 2013

Novo serviço: Centro de Infusão Em julho, o Hospital Dona Helena inaugurou um novo serviço: o Centro de Infusão. Com a coordenação do médico Harry Kleinubing Junior, o espaço recebe pacientes que utilizam medicamentos imunobiológicos, usados para tratamento de doenças autoimunes de diversas especialidades como reumatologia, gastroenterologia, dermatologia, neurologia, entre outros. Se você faz esse tipo de aplicação, contará com um setor confortável e seguro, que funciona no primeiro andar do Centro Clínico, das 7h30 às 12h e das 13h às 17h20.

(Leia mais sobre o assunto na página 4).


Curso de ressonância magnética é realizado pela primeira vez em Joinville Orientações em relação aos princípios físicos do aparelho auxiliam na melhor qualidade dos exames

Físico Alessandro foi um dos responsáveis pelo treinamento

Um importante momento de capacitação ocorreu entre os dias 26 e 28 de julho, com o 13º Curso de Princípios Básicos de Imagem por Ressonância Magnética. Realizado pela empresa PhyMED, que presta assessoria ao Hospital Dona Helena, o treinamento reuniu profissionais e estudantes da área da saúde.

Alessandro Mazzola, físico e sócio da PhyMED,

Laboratório de Análises Clínicas em avaliação Em julho, pacientes e visitantes do Laboratório de Análises Clínicas puderam expor suas opiniões sobre os serviços oferecidos pelo setor. A avaliação, um dos requisitos da Joint Commission International (JCI), acreditação que o Hospital Dona Helena busca, tem por objetivo melhorar cada vez mais o atendimento. Para o levantamento, sete estudantes dos cursos de nutrição e enfermagem do Bom Jesus/Ielusc foram escolhidos e treinados. É a primeira vez que um setor específico passa por avaliação. Anualmente, o Dona Helena realiza a Pesquisa Ativa de Satisfação Institucional, que analisa todos os serviços. “Neste ano, escolhemos o laboratório pela importância estratégica e significativo volume de atendimentos que representa”, afirma Andréa Jankowski, coordenadora de atendimento. Caio Tavares, coordenador do laboratório, ressalta que os resultados contribuem para traçar metas para o futuro.

Uma publicação do Hospital Dona Helena.

Diretor Técnico: Bráulio Cesar da Rocha Barbosa (CRM 3379). Produção: Mercado de Comunicação. Edição e reportagem: Letícia Caroline. Coordenação: Guilherme Diefenthaeler. Analista de Marketing: Gizele Leivas comunicacaoemarketing@ donahelena.com.br

Fotografia: Peninha Machado. Impressão: Ipiranga. Endereço: Rua Blumenau,123, telefone: (47) 3451-3333 – Joinville/SC.

explica que o evento ocorre há 12 anos em Porto Alegre e, desta vez, foi trazido a Joinville para capacitar os colaboradores do HDH, além de oferecer um curso de alto nível para a cidade e para a região, reforçando a posição de vanguarda da instituição nas áreas de educação e pesquisa.

Durante os três dias, foram abordados os conhecimentos básicos e as novidades nas áreas de ressonância magnética, com demonstração dos dois equipamentos de última geração que o HDH possui. “Pretendemos fazer uma edição anual desse curso e também apresentar a versão de técnicas avançadas, afirma o físico.

Como os princípios da física têm ligação direta com a imagem que é gerada no exame de ressonância magnética, a capacitação traz mais conhecimentos para gerar imagens de alta qualidade, o que contribui para o diagnóstico final do radiologista. “A aquisição de conhecimento tão específico permite um crescimento profissional individual, além de melhor qualidade e maior segurança no processo de realização dos exames”, ressalta Alessandro.

Estudantes de pós-graduação da Univille recebem palestra e visitam hospital Um intercâmbio de informações entre universidade e hospital. Assim foram as palestras e visita realizadas com as turmas de pós-graduação em desenvolvimento gerencial e gestão de pessoas da Universidade da Região de Joinville (Univille), no final de junho.

Palestra aborda sistema de saúde pública

Amamentação É ato de amor incondicional É com a frase do título deste texto que a psicóloga e integrante da Comissão de Aleitamento Materno do Hospital Dona Helena, Maria José Varela, resume uma das atividades mais importantes da mãe logo ao ganhar seu bebê. O Dia Mundial de Aleitamento Materno foi comemorado no dia 1º de agosto, para conscientizar as mulheres de que a amamentação é importante tanto para o aspecto fisiológico e nutricional quanto emocional dos bebês.

Maria José explica que o corpo da mulher já se prepara para esse ato, mas que hoje, com seu novo papel na família, no trabalho e na sociedade, é essencial trabalhar a parte emocional. “Estar disponível para o filho, saber que o seu leite é o que ele tem de melhor a receber e realmente acreditar nisso, é fundamental para o sucesso da amamentação”, afirma.

Antes de iniciar a amamentação, lembre-se de higienizar as mãos. Escolha um ambiente tranquilo, que possibilite conforto e postura adequados. “A amamentação deve ocorrer já na primeira hora de vida. O contato inicial é fundamental para o acolhimento do recém-nascido e para a formação do apego/vínculo materno”, explica.

Comissão de Aleitamento é responsável pelas orientações

Nos aspectos fisiológicos, a amamentação ainda na sala de parto é fundamental para evitar hemorragias, pois os hormônios envolvidos no processo são responsáveis pela contração uterina. Para o bebê, além do fortalecimento e adequado desenvolvimento oral, o leite materno é o alimento mais completo e tem a constituição ideal para seu sistema digestivo ainda pouco desenvolvido.

Fique atenta a sinais como dor, vermelhidão ou calor no peito. O ideal é ir até o Dona Helena e solicitar orientação para a Comissão de Aleitamento Materno. A atenção com alimentos que podem ser alergênicos também deve aumentar. Nenhuma restrição alimentar deve ser feita sem orientação do pediatra ou de nutricionista, mas alimentos in natura e diversificados são os mais adequados.

Crianças alimentadas exclusivamente no peito até os seis meses de vida são mais saudáveis nutricionalmente, recebem anticorpos e têm a necessidade afetiva/emocional suprida, além do favorecimento ao adequado desenvolvimento oral, contribuindo inclusive para o desenvolvimento da fala.

Mitos da amamentação • “Meu leite é fraco” – isso não existe. As mulheres produzem o leite ideal para seus filhos. • “Não produzo leite suficiente e por isso complemento com fórmula” – quanto mais o bebê mamar mais leite será produzido. A mulher insegura e temerosa pode ter a produção de leite comprometida e deve procurar orientação especializada.

• “Amamentar dói “– dor é sinal que a pega do bebê ou a postura da mãe e do filho não estão adequadas. • “Amamentar impede nova gestação “– essa proteção ocorre quando a amamentação é exclusiva no peito, mas não é 100% garantida. O ideal é fazer uso de outros métodos contraceptivos recomendados pelo médico.

13º Simpósio Catarinense de Bioética será apresentado em congresso nacional empresas”, analisa Osmarina Borgmann, coordenadora do serviço.

Em setembro, entre os dias 24 e 27, a equipe do Hospital Dona Helena participará do 10º Congresso Brasileiro de Bioética, em Florianópolis. Com o tema “Bioética: saúde, pesquisa e educação”, o evento recebe nomes nacionais e internacionais da área, como o médico e filósofo espanhol Diego Gracia, reconhecido como autoridade nos estudos de bioética, e a filósofa e professora Adela Cortina, também da Espanha.

A turma de São Bento do Sul ainda visitou a insti-

O Dona Helena estará presente com um estande que apresentará o 13º Simpósio Catarinense de Bioética.

tuição, onde a equipe apresentou os projetos desenvolvidos pelo serviço.

Durante o evento, a instituição apresenta a revista produzida especialmente para contar a história do simpósio e promove uma mesa-redonda com palestrantes de Joinville.

As palestras ocorreram na turma de Joinville e de São Bento do Sul. A equipe do Serviço de Ação Ergonômica do Dona Helena falou sobre “Qualidade de vida no trabalho”, demonstrando as atividades realizadas pelo setor. “Eles ficaram surpresos com tantos trabalhos que desenvolvemos nessa área e interessados em aprender formas de levar qualidade de vida às

SAÚDE EM FOCO

Você sabia que Joinville é atendida em 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que a rede de atenção básica é dividida em três modelos, contando com estratégia da saúde da família, programa de agentes comunitários e rede convencional? Esses detalhes foram apresentados durante o Fórum de Ciência e Tecnologia Hospitalar, realizado no Hospital Dona Helena, no dia 9 de julho. O responsável pela palestra foi o chefe de gabinete Mário José Bruckheimer, que substituiu o secretário da saúde e médico Armando Dias Pereira Junior, que não pôde participar. Durante o evento, profissionais do HDH e de Joinville se informaram sobre as práticas e mecanismos do sistema de saúde público.


Curso de ressonância magnética é realizado pela primeira vez em Joinville Orientações em relação aos princípios físicos do aparelho auxiliam na melhor qualidade dos exames

Físico Alessandro foi um dos responsáveis pelo treinamento

Um importante momento de capacitação ocorreu entre os dias 26 e 28 de julho, com o 13º Curso de Princípios Básicos de Imagem por Ressonância Magnética. Realizado pela empresa PhyMED, que presta assessoria ao Hospital Dona Helena, o treinamento reuniu profissionais e estudantes da área da saúde.

Alessandro Mazzola, físico e sócio da PhyMED,

Laboratório de Análises Clínicas em avaliação Em julho, pacientes e visitantes do Laboratório de Análises Clínicas puderam expor suas opiniões sobre os serviços oferecidos pelo setor. A avaliação, um dos requisitos da Joint Commission International (JCI), acreditação que o Hospital Dona Helena busca, tem por objetivo melhorar cada vez mais o atendimento. Para o levantamento, sete estudantes dos cursos de nutrição e enfermagem do Bom Jesus/Ielusc foram escolhidos e treinados. É a primeira vez que um setor específico passa por avaliação. Anualmente, o Dona Helena realiza a Pesquisa Ativa de Satisfação Institucional, que analisa todos os serviços. “Neste ano, escolhemos o laboratório pela importância estratégica e significativo volume de atendimentos que representa”, afirma Andréa Jankowski, coordenadora de atendimento. Caio Tavares, coordenador do laboratório, ressalta que os resultados contribuem para traçar metas para o futuro.

Uma publicação do Hospital Dona Helena.

Diretor Técnico: Bráulio Cesar da Rocha Barbosa (CRM 3379). Produção: Mercado de Comunicação. Edição e reportagem: Letícia Caroline. Coordenação: Guilherme Diefenthaeler. Analista de Marketing: Gizele Leivas comunicacaoemarketing@ donahelena.com.br

Fotografia: Peninha Machado. Impressão: Ipiranga. Endereço: Rua Blumenau,123, telefone: (47) 3451-3333 – Joinville/SC.

explica que o evento ocorre há 12 anos em Porto Alegre e, desta vez, foi trazido a Joinville para capacitar os colaboradores do HDH, além de oferecer um curso de alto nível para a cidade e para a região, reforçando a posição de vanguarda da instituição nas áreas de educação e pesquisa.

Durante os três dias, foram abordados os conhecimentos básicos e as novidades nas áreas de ressonância magnética, com demonstração dos dois equipamentos de última geração que o HDH possui. “Pretendemos fazer uma edição anual desse curso e também apresentar a versão de técnicas avançadas, afirma o físico.

Como os princípios da física têm ligação direta com a imagem que é gerada no exame de ressonância magnética, a capacitação traz mais conhecimentos para gerar imagens de alta qualidade, o que contribui para o diagnóstico final do radiologista. “A aquisição de conhecimento tão específico permite um crescimento profissional individual, além de melhor qualidade e maior segurança no processo de realização dos exames”, ressalta Alessandro.

Estudantes de pós-graduação da Univille recebem palestra e visitam hospital Um intercâmbio de informações entre universidade e hospital. Assim foram as palestras e visita realizadas com as turmas de pós-graduação em desenvolvimento gerencial e gestão de pessoas da Universidade da Região de Joinville (Univille), no final de junho.

Palestra aborda sistema de saúde pública

Amamentação É ato de amor incondicional É com a frase do título deste texto que a psicóloga e integrante da Comissão de Aleitamento Materno do Hospital Dona Helena, Maria José Varela, resume uma das atividades mais importantes da mãe logo ao ganhar seu bebê. O Dia Mundial de Aleitamento Materno foi comemorado no dia 1º de agosto, para conscientizar as mulheres de que a amamentação é importante tanto para o aspecto fisiológico e nutricional quanto emocional dos bebês.

Maria José explica que o corpo da mulher já se prepara para esse ato, mas que hoje, com seu novo papel na família, no trabalho e na sociedade, é essencial trabalhar a parte emocional. “Estar disponível para o filho, saber que o seu leite é o que ele tem de melhor a receber e realmente acreditar nisso, é fundamental para o sucesso da amamentação”, afirma.

Antes de iniciar a amamentação, lembre-se de higienizar as mãos. Escolha um ambiente tranquilo, que possibilite conforto e postura adequados. “A amamentação deve ocorrer já na primeira hora de vida. O contato inicial é fundamental para o acolhimento do recém-nascido e para a formação do apego/vínculo materno”, explica.

Comissão de Aleitamento é responsável pelas orientações

Nos aspectos fisiológicos, a amamentação ainda na sala de parto é fundamental para evitar hemorragias, pois os hormônios envolvidos no processo são responsáveis pela contração uterina. Para o bebê, além do fortalecimento e adequado desenvolvimento oral, o leite materno é o alimento mais completo e tem a constituição ideal para seu sistema digestivo ainda pouco desenvolvido.

Fique atenta a sinais como dor, vermelhidão ou calor no peito. O ideal é ir até o Dona Helena e solicitar orientação para a Comissão de Aleitamento Materno. A atenção com alimentos que podem ser alergênicos também deve aumentar. Nenhuma restrição alimentar deve ser feita sem orientação do pediatra ou de nutricionista, mas alimentos in natura e diversificados são os mais adequados.

Crianças alimentadas exclusivamente no peito até os seis meses de vida são mais saudáveis nutricionalmente, recebem anticorpos e têm a necessidade afetiva/emocional suprida, além do favorecimento ao adequado desenvolvimento oral, contribuindo inclusive para o desenvolvimento da fala.

Mitos da amamentação • “Meu leite é fraco” – isso não existe. As mulheres produzem o leite ideal para seus filhos. • “Não produzo leite suficiente e por isso complemento com fórmula” – quanto mais o bebê mamar mais leite será produzido. A mulher insegura e temerosa pode ter a produção de leite comprometida e deve procurar orientação especializada.

• “Amamentar dói “– dor é sinal que a pega do bebê ou a postura da mãe e do filho não estão adequadas. • “Amamentar impede nova gestação “– essa proteção ocorre quando a amamentação é exclusiva no peito, mas não é 100% garantida. O ideal é fazer uso de outros métodos contraceptivos recomendados pelo médico.

13º Simpósio Catarinense de Bioética será apresentado em congresso nacional empresas”, analisa Osmarina Borgmann, coordenadora do serviço.

Em setembro, entre os dias 24 e 27, a equipe do Hospital Dona Helena participará do 10º Congresso Brasileiro de Bioética, em Florianópolis. Com o tema “Bioética: saúde, pesquisa e educação”, o evento recebe nomes nacionais e internacionais da área, como o médico e filósofo espanhol Diego Gracia, reconhecido como autoridade nos estudos de bioética, e a filósofa e professora Adela Cortina, também da Espanha.

A turma de São Bento do Sul ainda visitou a insti-

O Dona Helena estará presente com um estande que apresentará o 13º Simpósio Catarinense de Bioética.

tuição, onde a equipe apresentou os projetos desenvolvidos pelo serviço.

Durante o evento, a instituição apresenta a revista produzida especialmente para contar a história do simpósio e promove uma mesa-redonda com palestrantes de Joinville.

As palestras ocorreram na turma de Joinville e de São Bento do Sul. A equipe do Serviço de Ação Ergonômica do Dona Helena falou sobre “Qualidade de vida no trabalho”, demonstrando as atividades realizadas pelo setor. “Eles ficaram surpresos com tantos trabalhos que desenvolvemos nessa área e interessados em aprender formas de levar qualidade de vida às

SAÚDE EM FOCO

Você sabia que Joinville é atendida em 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que a rede de atenção básica é dividida em três modelos, contando com estratégia da saúde da família, programa de agentes comunitários e rede convencional? Esses detalhes foram apresentados durante o Fórum de Ciência e Tecnologia Hospitalar, realizado no Hospital Dona Helena, no dia 9 de julho. O responsável pela palestra foi o chefe de gabinete Mário José Bruckheimer, que substituiu o secretário da saúde e médico Armando Dias Pereira Junior, que não pôde participar. Durante o evento, profissionais do HDH e de Joinville se informaram sobre as práticas e mecanismos do sistema de saúde público.


HARRY KLEINUBING JUNIOR

Centro de Infusão acompanha avanços da medicina Preocupado com a demanda de uma nova classe de medicamentos, o Hospital Dona Helena criou o Centro de Infusão, para receber pacientes que passam por esse tipo de aplicação e precisam de atendimento específico. O espaço é coordenado pelo médico Harry Kleinubing Junior, doutor em medicina (clínica cirúrgica) pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com atuação na área de coloproctologia.

Como surgiu a ideia de montar o Centro de Infusão? Com o aumento do número de medicamentos imunobiológicos, que são infundidos na veia, e das indicações para o uso destes, criou-se uma demanda importante de pacientes que precisavam de um espaço adequado, de orientação e segurança para as aplicações. Qual a importância desse serviço para a instituição? O Hospital Dona Helena está sempre investindo na qualidade dos serviços. Com o Centro de Infusão, aumenta a segurança e o conforto dos pacientes. É um hospital de vanguarda, que registra a ativação do primeiro centro de infusão de medicamentos imunobiológicos intrahospitalar em Santa Catarina.

Os medicamentos imunobiológicos são utilizados para casos moderados a graves, que não respondem aos medicamentos usuais na artrite reumatoide, psoríase, Doença de Crohn, retocolite ulcerativa, entre outras. Muitos medicamentos novos vão entrar no mercado ao longo dos próximos anos, aumentando a eficácia dos tratamentos e o leque de doenças a ser tratadas. Quais os benefícios que este novo espaço traz aos pacientes? As doenças autoimunes são tratadas com imunossupressores que tornam os pacientes mais suscetíveis a infecções. O Centro de Infusão torna o tratamento mais seguro porque os pacientes serão atendidos por uma equipe treinada em ambiente adequado. A equipe treinada inclui Recepção, Enfermagem, Farmácia e médico, que avaliará os pacientes antes das infusões e estará disponível para atender qualquer intercorrência durante o procedimento.

O HDH é um hospital de vanguarda, que registra a ativação do primeiro centro de infusão de medicamentos imunobiológicos em Santa Catarina

O que são medicamentos imunobiológicos e para que servem? É uma nova classe de medicamentos injetáveis usados para o tratamento de doenças autoimunes de diversas especialidades como reumatologia, gastroenterologia, dermatologia, neurologia, entre outras.

Os medicamentos imunobiológicos podem ser considerados um avanço para a chamada medicina personalizada? Os medicamentos imunobiológicos são um grande avanço e provocarão uma revolução no tratamento de muitas doenças autoimunes, porque têm a possibilidade de mudar a evolução natural dessas patologias. Quando bem indicados e utilizados por um bom tempo, podem evitar dor crônica, deformidades e cirurgias. Que doenças podem ser tratadas com medicamentos imunobiológicos?

Como se dá o atendimento no Centro de Infusão? O Centro de Infusão atende pacientes ambulatoriais (não internados) de qualquer médico que prescreva medicamentos imunobiológicos. O próprio serviço providencia a autorização dos convênios e agenda as infusões. Após o término da infusão, os pacientes são orientados e reencaminhados ao seu médico. Importante acrescentar que o Centro de Infusão do HDH trabalha com o objetivo de prestar serviço de qualidade superior, seguindo as melhores diretrizes para esse tipo de tratamento. Isso inclui rígidos protocolos de boas práticas e de uso de medicamentos, solicitações de consentimentos e fornecimento de orientações por escrito para os pacientes.

Caso tratado no HDH é apresentado em congresso Manifestação rara da chamada Doença de Huntington foi diagnosticada pela equipe de neurologistas da instituição Um caso acompanhado pelo Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena foi apresentado no 25º Congresso Brasileiro de Genética Médica, que ocorreu entre os dias 11 e 15 de junho, em Florianópolis. A paciente de 11 anos chegou à instituição depois de passar por diversos tratamentos sem sucesso. Foi aí que os médicos diagnosticaram Doença de Huntington, um distúrbio neurológico hereditário que costuma se manifestar a partir dos 35 anos.

O trabalho demonstrou que a menina faz parte da estatística de 5% a 10% dos casos em que a forma juvenil da doença se manifesta. “Por se tratar de uma patologia rara, com apresentação atípica, o caso tornou-se mais difícil de diagnosticar e, por isso, a ideia de apresentá-lo no congresso”, explica o neurologisFlávio Ribas, um ta Flávio Ribas, um dos resdos responsáveis pelo tratamento ponsáveis pelo tratamento.

A paciente havia sido diagnosticada com outras patologias, uma vez que apresentava dificuldades no aprendizado e na movimentação. Com o diagnóstico molecular, chegou-se à Doença de Huntington, que também afetou o avô e o pai da criança. De acordo com o médico, na forma juvenil, 90% dos casos apresentam o pai afetado.

A paciente continua sendo acompanhada pelo Serviço de Neurologia do Dona Helena. O neurologista explica que, ao perceber alterações no desenvolvimento, na movimentação ou na inteligência de seus filhos, os pais devem levá-los ao médico. No Serviço de Neurologia, são atendidos casos selecionados de crianças abaixo de 12 anos.

Emergência recebe painéis eletrônicos No mês de agosto, uma novidade veio contribuir para a agilidade dos processos e trazer mais informações para pacientes, médicos e funcionários da Emergência. São os painéis eletrônicos instalados em ambientes diferenciados do setor. Um deles está instalado no Conforto Médico e informa aos profissionais o número de pacientes em espera para atendimento. O outro, implantado na Recepção, avisa o tempo médio para ser atendido. Cada sala de espera também recebeu os painéis para chamar os pacientes e indicar o consultório ao qual devem se dirigir.

“As novas ferramentas suprem nossa necessidade de sempre melhorar a qualidade do atendimento, além de manter todos bem informados, garantindo segurança nos procedimentos”, afirma Nadia Cristina Brach, enfermeira coordenadora da Emergência.

IMPRESSO

DH Notícias Nº 121 • julho/agosto 2013

Novo serviço: Centro de Infusão Em julho, o Hospital Dona Helena inaugurou um novo serviço: o Centro de Infusão. Com a coordenação do médico Harry Kleinubing Junior, o espaço recebe pacientes que utilizam medicamentos imunobiológicos, usados para tratamento de doenças autoimunes de diversas especialidades como reumatologia, gastroenterologia, dermatologia, neurologia, entre outros. Se você faz esse tipo de aplicação, contará com um setor confortável e seguro, que funciona no primeiro andar do Centro Clínico, das 7h30 às 12h e das 13h às 17h20.

(Leia mais sobre o assunto na página 4).


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