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Sonia Barros

Diálogo e criação de cultura norteiam processos da jci A Joint Commission International é uma das principais acreditações na área da saúde, reconhecida mundialmente. Por isso, o Hospital Dona Helena decidiu trabalhar para alcançá-la. Para auxiliar no processo, a instituição conta com a equipe do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Sonia Barros é consultora de educação e uma das responsáveis pelas visitas ao HDH. Sonia é mestranda em avaliação pela Cesgranrio e está há cinco anos no CBA.

O que significa a acreditação da Joint Commission International (JCI) para um hospital? A acreditação CBA/JCI significa medidas de aperfeiçoamento em qualidade e segurança ao paciente, em todas as funções clínicas e gerenciais de hospitais e o aprimoramento contínuo de seu desempenho. Para os pacientes, o que significa entrar em uma instituição de saúde acreditada pela JCI? Os pacientes terão qualidade no cuidado, acesso e continuidade do cuidado, recursos disponibilizados conforme a missão da instituição, além de participar de forma efetiva na decisão de seu tratamento, com direito a segunda opinião. A acreditação possibilita mais respeito e promoção dos direitos e deveres do paciente, assim como seus valores e crenças. A partir do momento em que entrar na instituição, o paciente passará por um processo educacional, com exposição do planejamento e metas conhecidas para sua melhora. O hospital fica mais seguro com redução dos índices de infecção, métodos de gerenciamento de riscos e profissionais treinados e capacitados.

das para avançar, em todas as fases do processo. É um processo contínuo de propor mudanças para melhoria, a partir dos resultados alcançados, implementá-las e tornar a medi-las. Para manter a acreditação é preciso criar uma cultura de qualidade entre a equipe. Quais passos para estabelecer essa filosofia e manter funcionários motivados com as metas a serem atingidas? Penso que a persistência, quando não se observam resultados ou quando não se percebem mudanças, é um dos primeiros passos na busca pela melhoria contínua da qualidade. Uns chamam de cultura organizacional, outros de cultura das pessoas da organização, mas certamente os diferentes grupos (dirigentes, operadores, usuários etc.) que compõem o serviço de saúde têm sua própria cultura. Compete aos diretores da instituição “dar a direção, “o caminho”, “garantir a difusão da cultura”. Além disso, é imprescindível a implantação de um sistema de monitoramento dos indicadores, para subsidiar a avaliação da estrutura, dos processos e resultados nos diversos níveis assistenciais e gerenciais, bem como a definição de responsabilidades para implementar ações necessárias.

É um processo contínuo de propor mudanças para melhoria, a partir dos resultados alcançados, implementá-las e tornar a medi-las

O caminho para a acreditação sempre tende a ser longo. Quais fatores contribuem para diminuição desse tempo e agilidade dos processos? Primeiro, é preciso que a direção da unidade de saúde tome a decisão pela acreditação internacional e tenha recursos apropriados. Depois, é necessário criar uma coordenação das atividades, com lideranças e demais profissionais envolvidos no processo, para que munidos dos instrumentos orientativos e regulamentos vigentes possam começar a atuar. Ao invés de começar do zero, uma boa ideia é aproveitar a experiência das instituições que já alcançaram a acreditação por meio do benchmarking. Também é importante acompanhar e disseminar resultados alcançados, bem como as dificuldades encontra-

Como a equipe do CBA atua para se manter atualizada em relação às exigências da acreditação internacional? As coordenações de educação e de acreditação do CBA participam regular e sistematicamente dos eventos internacionais de atualização, bem como da revisão, renovação e elaboração de novos padrões de excelência e respectivos propósitos e elementos de mensuração. A equipe de colaboradores, consultores e avaliadores participa de forma sistemática de eventos externos e internos, com o objetivo de aprimorar o conhecimento e promover a atualização necessária.

IMPRESSO

DH Notícias Nº 119 • março/abril 2013

Cirurgia de reimplante de mão é realizada no HDH Procedimento inédito em Joinville alcançou resultados positivos A organização da equipe cirúrgica e a estrutura do Hospital Dona Helena fizeram com que uma paciente, de 28 anos, de Jaraguá do Sul, passasse por um procedimento de reimplante de mão, depois de ter o membro amputado em um acidente de trabalho. A cirurgia, realizada pela primeira vez com sucesso em Joinville, foi coordenada pelo ortopedista e especialista em cirurgia da mão, Valdir Steglich, que contou com o auxílio de mais cinco médicos.

Depois de ser atendida pelo Samu na cidade natal, a paciente foi encaminhada para Joinville, onde a equipe rapidamente se reuniu para realizar o procedimento. Considerada de alto risco, uma vez que pacientes com essa lesão perdem muito sangue, a cirurgia foi feita em nove horas e envolveu a reconstrução do membro amputado, recolocação e religamento ósseo, além de tendões, da área vascular (artérias e veias) e dos nervos. O médico explica que a cirurgia é minuciosa, realizada com equipamentos específicos e, por isso, exige muita integração entre a equipe. “Já vínhamos nos preparando para demandas desse tipo. Com a estrutura hospitalar adequada no HDH e uma equipe bem treinada, conseguimos realizar o procedimento em tempo para gerar uma boa recuperação à paciente”, afirma Valdir Steglich. A paciente já recebeu alta e iniciou o processo de recuperação que deve durar, em média, um ano. Ela será acompanhada por profissionais de terapia ocupacional e fisioterapia, para retomar os movimentos e a sensibilidade da mão.

Além do médico Valdir Steglich, coordenador do Serviço de Cirurgia da Mão e Microcirurgia do Hospital Dona Helena, a cirurgia contou com os profissionais Laércio Bazanella (cirurgião vascular), Adriano Mauricio Santos (cirurgia da mão e microcirurgia), Tiago Salati Stangarlin (cirurgia da mão e microcirurgia), Luiz Felipe Cavalheiro Nery (residente em ortopedia), Giorgio Pretto e Norberto Chella Junior (anestesistas).

Os médicos da equipe: Luiz Felipe, Tiago, Valdir, Laércio e Adriano

Como ajudar em casos de emergência Em casos de emergência, em acidentes com membros amputados, a agilidade é a maior aliada para uma boa recuperação do paciente. O primeiro passo é chamar um serviço de primeiros socorros. Enquanto isso, o atendimento a pessoa pode ser feito, estancando o sangue com um pano limpo. O membro amputado deve ser colocado em um saco plástico com soro fisiológico e depois embalado em outro pacote com gelo.

Para garantir a qualidade do membro e permitir o reimplante, é essencial que a parte amputada seja bem tratada e nunca colocada direto no gelo. Isso pode prejudicar tecidos e nervos, impossibilitando a recolocação. O paciente deve ser encaminhado rapidamente ao hospital, pois a cirurgia pode ser feita em até seis horas depois do acidente.


HDH INOVA NA EXPOGESTÃO Para este ano, o Hospital Dona Helena prevê uma participação na Expogestão 2013 repleta de novidades e surpresas. No principal evento empresarial do Sul do País, a instituição estará presente tanto no congresso quanto na Feira de Produtos, Serviços e Soluções Empresariais.

SAÚDE EM FOCO

Cuidado com alimentação e prática de exercícios regular contribui para saúde dos rins

aroma desenvolvido especialmente para o evento, que também estará em parte do material de divulgação. A comunicação se baseia nos conceitos de neuromarketing e procura aguçar a curiosidade do público.Serviços de referência na cidade, como o de Neurologia, serão apresentados. Fisioterapeutas estarão disponíveis para aplicar testes de memória, divulgando a importância de cuidar da saúde e maneiras de evitar falhas na memória.

“Pare de agredir seus rins”. Esse foi o tema da campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) para comemorar o Dia Mundial do Rim, em 14 de março. Você tem cuidado da saúde desse que é um dos principais órgãos dos corpo humano? Confira as orientações do nefrologista Anderson Roman Gonçalves, integrante do corpo clínico do Hospital Dona Helena.

Outro diferencial será o espaço “estar”, em uma ilha no meio da

A principal dificuldade no diagnóstico de

Durante a feira, os visitantes serão recebidos no estande com um

feira, que terá como objetivo promover networking e troca de experiências entre os visitantes. Para marcar a participação, o hospital realiza um coquetel para convidados no estande na noite de abertura.

No congresso, as fisioterapeutas do Serviço de Ação Ergonômica serão responsáveis pela ginástica de pausa. O Dona Helena também sorteará um Ipad entre os participantes das palestras.

Enfermagem em festa Em edição no ano passado, Baile Branco reuniu funcionários em uma grande festa

Uma publicação do Hospital Dona Helena.

Diretor Técnico: Bráulio Cesar da Rocha Barbosa (CRM 3379). Produção: Mercado de Comunicação. Edição e reportagem: Letícia Caroline. Coordenação: Guilherme Diefenthaeler. Analista de Marketing: Gizele Leivas Fotografia: Peninha Machado. Impressão: Ipiranga. Endereço: Rua Blumenau,123, telefone: (47) 3451-3333 – Joinville/SC.

doenças renais é que elas dão poucos sinais. Para checar a saúde dos rins, peça ao seu médico exames de urina e de sangue. Preste atenção na pressão arterial, se ela se eleva de forma desproporcional é preciso procurar ajuda.

O excesso de sal pode ser nocivo, já que

Investimentos em educação contribuem para cuidado qualificado Recentemente, Programa de Educação Continuada inaugurou Centro de Simulação Realística Para manter a equipe treinada e qualificada, o Hospital Dona Helena montou o Programa de Educação Continuada (PEC). Com início em 2008, hoje o PEC conta com um coordenador, uma enfermeira e um assistente, responsáveis pelo desenvolvimento das atividades. Recentemente, inauguraram o Centro de Simulação Realística, com quarto equipado para treinamento dos funcionários.

“O principal objetivo do serviço é manter a busca contínua e permanente por melhoria, oportunizando o ensino e desenvolvendo as competências profissionais, pessoais e interpessoais”, atesta Pedro Roberto Leandro, enfermeiro coordenador. As atividades do PEC envolvem trabalho

aumenta a pressão arterial, considerada uma das principais causas de insuficiência renal crônica no Brasil. O nefrologista explica que a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de consumir cinco gramas ao dia, mas a média brasileira chega a 12. O açúcar também deve ser evitado, já que a diabetes mellitus pode afetar os rins.

Em maio, o hospital também deve comemorar a Semana de Enfermagem, entre os dias 27 a 31 de maio. Com o intuito de reconhecer a equipe de assistência e cuidado, a instituição montou um cronograma com palestras relacionadas à profissão e esquetes de teatro. Os funcionários serão convidados a participar de uma caminhada, da oficina de artesanato e da oficina de reeducação postural, para remanejar pacientes.

As comemorações encerram com a realização do tradicional Baile Branco, no dia 31, na Moon Art n’Music. Este ano a festa será temática e contará com muitas surpresas. Errata: Ao contrário do que registra a apresentação de Lise Chaves, na entrevista da edição de janeiro/fevereiro, ela é consultora em gestão de pessoas e sócia-fundadora da LiseChaves Pessoas, Estratégias e Resultados..

Siga os oitos passos da campanha da SBN, consulte seu médico em caso de dúvidas ou sintomas, e mantenha a saúde dos rins. • Pratique atividade física • Controle o açúcar no sangue • Controle a pressão arterial • Controle o peso • Reduza o sal da dieta e evite alimentos industrializados e refrigerantes • Beba muito líquido (2 a 3 litros por dia) • Pare de fumar e diminua o uso excessivo de bebidas alcoólicas • Peça exames de sangue e urina ao seu médico

A ideia do Centro de Simulação Realística surgiu de uma visita ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O quarto é a réplica das instalações que recebem o paciente e deve contribuir para treinamentos de todas as áreas de assistência. “É um dos grandes avanços, já que poderemos acompanhar o profissional desde quando ele é candidato até seu crescimento dentro da instituição”, afirma Bruna Landmann, enfermeira do PEC.

Funcionários da UTI se reúnem em “rodas de conversa”

Cuide com o uso inadequado de medicamentos. Os remédios devem sempre ser prescritos pelos médicos. Anti-inflamatórios não hormonais, antibióticos e algumas medicações para hipertensão arterial sistêmica, podem comprometer o funcionamento dos rins. Em relação aos chás, muito usados em dietas para emagrecer, Anderson explica que eles representam pouco risco, mas que algumas ervas encontradas no Brasil, como a cipó-mil-homens, podem conter substâncias tóxicas para os rins.

“in loco”, com treinamentos nos setores do hospital; integração de novos funcionários; análise de eficácia dos cursos; participação em grupos de discussão, entre outros.

Equipe e convidados debatem área neurológica Um dos eventos que chamou a atenção no mês de março foi o “Fórum de Ciência e Tecnologia Hospitalar”, realizado pelo Serviço de Neurologia. Em três encontros, a equipe reuniu médicos e profissionais da área da saúde para discussão de temas relacionados à neurologia.

Estimular o conhecimento e a troca de experiências. Esses são os objetivos do projeto “Rodas de conversa”, incorporado à rotina da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante datas pré-agendadas, funcionários do setor e da equipe multidisciplinar se reúnem para debater temas que envolvem o cuidado do paciente e a humanização.

“Com os encontros, as pessoas podem se conhecer ainda melhor, expressar emoções, o que refletirá no cuidado do paciente e do próprio funcionário”, afirma Maria José Varela, psicóloga e uma das organizadoras do evento.

Wladimir Kümmer, coordenador do Serviço de Neurologia, explica que a ideia surgiu de uma experiência em Brasília, onde trabalhou anteriormente. “O objetivo é desenvolver um espaço para difusão do conhecimento e momento de encontro entre os profissionais”, afirma.

Para a enfermeira coordenadora da UTI, Toska Koehler de Lima, pensar no projeto de humanização da UTI trouxe muitas ideias, como as conversas com as famílias. Em breve, realizarão reuniões com os familiares dos pacientes para explicar o funcionamento do local e como eles devem proceder em determinadas situações.

Promovido em parceria com o Centro de Estudos, Pesquisa, Extensão e Desenvolvimento (Ceped), os fóruns ocorrem quinzenalmente até dezembro.

rante os encontros os participantes têm a oportunidade de se expor da mesma maneira, ouvindo as histórias dos outros e se identificando. “É fundamental para a equipe multidisciplinar ter essa interação”, ressalta.

Milton Caldeira, médico coordenador da UTI, explica que du-


HDH INOVA NA EXPOGESTÃO Para este ano, o Hospital Dona Helena prevê uma participação na Expogestão 2013 repleta de novidades e surpresas. No principal evento empresarial do Sul do País, a instituição estará presente tanto no congresso quanto na Feira de Produtos, Serviços e Soluções Empresariais.

SAÚDE EM FOCO

Cuidado com alimentação e prática de exercícios regular contribui para saúde dos rins

aroma desenvolvido especialmente para o evento, que também estará em parte do material de divulgação. A comunicação se baseia nos conceitos de neuromarketing e procura aguçar a curiosidade do público.Serviços de referência na cidade, como o de Neurologia, serão apresentados. Fisioterapeutas estarão disponíveis para aplicar testes de memória, divulgando a importância de cuidar da saúde e maneiras de evitar falhas na memória.

“Pare de agredir seus rins”. Esse foi o tema da campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) para comemorar o Dia Mundial do Rim, em 14 de março. Você tem cuidado da saúde desse que é um dos principais órgãos dos corpo humano? Confira as orientações do nefrologista Anderson Roman Gonçalves, integrante do corpo clínico do Hospital Dona Helena.

Outro diferencial será o espaço “estar”, em uma ilha no meio da

A principal dificuldade no diagnóstico de

Durante a feira, os visitantes serão recebidos no estande com um

feira, que terá como objetivo promover networking e troca de experiências entre os visitantes. Para marcar a participação, o hospital realiza um coquetel para convidados no estande na noite de abertura.

No congresso, as fisioterapeutas do Serviço de Ação Ergonômica serão responsáveis pela ginástica de pausa. O Dona Helena também sorteará um Ipad entre os participantes das palestras.

Enfermagem em festa Em edição no ano passado, Baile Branco reuniu funcionários em uma grande festa

Uma publicação do Hospital Dona Helena.

Diretor Técnico: Bráulio Cesar da Rocha Barbosa (CRM 3379). Produção: Mercado de Comunicação. Edição e reportagem: Letícia Caroline. Coordenação: Guilherme Diefenthaeler. Analista de Marketing: Gizele Leivas Fotografia: Peninha Machado. Impressão: Ipiranga. Endereço: Rua Blumenau,123, telefone: (47) 3451-3333 – Joinville/SC.

doenças renais é que elas dão poucos sinais. Para checar a saúde dos rins, peça ao seu médico exames de urina e de sangue. Preste atenção na pressão arterial, se ela se eleva de forma desproporcional é preciso procurar ajuda.

O excesso de sal pode ser nocivo, já que

Investimentos em educação contribuem para cuidado qualificado Recentemente, Programa de Educação Continuada inaugurou Centro de Simulação Realística Para manter a equipe treinada e qualificada, o Hospital Dona Helena montou o Programa de Educação Continuada (PEC). Com início em 2008, hoje o PEC conta com um coordenador, uma enfermeira e um assistente, responsáveis pelo desenvolvimento das atividades. Recentemente, inauguraram o Centro de Simulação Realística, com quarto equipado para treinamento dos funcionários.

“O principal objetivo do serviço é manter a busca contínua e permanente por melhoria, oportunizando o ensino e desenvolvendo as competências profissionais, pessoais e interpessoais”, atesta Pedro Roberto Leandro, enfermeiro coordenador. As atividades do PEC envolvem trabalho

aumenta a pressão arterial, considerada uma das principais causas de insuficiência renal crônica no Brasil. O nefrologista explica que a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de consumir cinco gramas ao dia, mas a média brasileira chega a 12. O açúcar também deve ser evitado, já que a diabetes mellitus pode afetar os rins.

Em maio, o hospital também deve comemorar a Semana de Enfermagem, entre os dias 27 a 31 de maio. Com o intuito de reconhecer a equipe de assistência e cuidado, a instituição montou um cronograma com palestras relacionadas à profissão e esquetes de teatro. Os funcionários serão convidados a participar de uma caminhada, da oficina de artesanato e da oficina de reeducação postural, para remanejar pacientes.

As comemorações encerram com a realização do tradicional Baile Branco, no dia 31, na Moon Art n’Music. Este ano a festa será temática e contará com muitas surpresas. Errata: Ao contrário do que registra a apresentação de Lise Chaves, na entrevista da edição de janeiro/fevereiro, ela é consultora em gestão de pessoas e sócia-fundadora da LiseChaves Pessoas, Estratégias e Resultados..

Siga os oitos passos da campanha da SBN, consulte seu médico em caso de dúvidas ou sintomas, e mantenha a saúde dos rins. • Pratique atividade física • Controle o açúcar no sangue • Controle a pressão arterial • Controle o peso • Reduza o sal da dieta e evite alimentos industrializados e refrigerantes • Beba muito líquido (2 a 3 litros por dia) • Pare de fumar e diminua o uso excessivo de bebidas alcoólicas • Peça exames de sangue e urina ao seu médico

A ideia do Centro de Simulação Realística surgiu de uma visita ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O quarto é a réplica das instalações que recebem o paciente e deve contribuir para treinamentos de todas as áreas de assistência. “É um dos grandes avanços, já que poderemos acompanhar o profissional desde quando ele é candidato até seu crescimento dentro da instituição”, afirma Bruna Landmann, enfermeira do PEC.

Funcionários da UTI se reúnem em “rodas de conversa”

Cuide com o uso inadequado de medicamentos. Os remédios devem sempre ser prescritos pelos médicos. Anti-inflamatórios não hormonais, antibióticos e algumas medicações para hipertensão arterial sistêmica, podem comprometer o funcionamento dos rins. Em relação aos chás, muito usados em dietas para emagrecer, Anderson explica que eles representam pouco risco, mas que algumas ervas encontradas no Brasil, como a cipó-mil-homens, podem conter substâncias tóxicas para os rins.

“in loco”, com treinamentos nos setores do hospital; integração de novos funcionários; análise de eficácia dos cursos; participação em grupos de discussão, entre outros.

Equipe e convidados debatem área neurológica Um dos eventos que chamou a atenção no mês de março foi o “Fórum de Ciência e Tecnologia Hospitalar”, realizado pelo Serviço de Neurologia. Em três encontros, a equipe reuniu médicos e profissionais da área da saúde para discussão de temas relacionados à neurologia.

Estimular o conhecimento e a troca de experiências. Esses são os objetivos do projeto “Rodas de conversa”, incorporado à rotina da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante datas pré-agendadas, funcionários do setor e da equipe multidisciplinar se reúnem para debater temas que envolvem o cuidado do paciente e a humanização.

“Com os encontros, as pessoas podem se conhecer ainda melhor, expressar emoções, o que refletirá no cuidado do paciente e do próprio funcionário”, afirma Maria José Varela, psicóloga e uma das organizadoras do evento.

Wladimir Kümmer, coordenador do Serviço de Neurologia, explica que a ideia surgiu de uma experiência em Brasília, onde trabalhou anteriormente. “O objetivo é desenvolver um espaço para difusão do conhecimento e momento de encontro entre os profissionais”, afirma.

Para a enfermeira coordenadora da UTI, Toska Koehler de Lima, pensar no projeto de humanização da UTI trouxe muitas ideias, como as conversas com as famílias. Em breve, realizarão reuniões com os familiares dos pacientes para explicar o funcionamento do local e como eles devem proceder em determinadas situações.

Promovido em parceria com o Centro de Estudos, Pesquisa, Extensão e Desenvolvimento (Ceped), os fóruns ocorrem quinzenalmente até dezembro.

rante os encontros os participantes têm a oportunidade de se expor da mesma maneira, ouvindo as histórias dos outros e se identificando. “É fundamental para a equipe multidisciplinar ter essa interação”, ressalta.

Milton Caldeira, médico coordenador da UTI, explica que du-


Sonia Barros

Diálogo e criação de cultura norteiam processos da jci A Joint Commission International é uma das principais acreditações na área da saúde, reconhecida mundialmente. Por isso, o Hospital Dona Helena decidiu trabalhar para alcançá-la. Para auxiliar no processo, a instituição conta com a equipe do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Sonia Barros é consultora de educação e uma das responsáveis pelas visitas ao HDH. Sonia é mestranda em avaliação pela Cesgranrio e está há cinco anos no CBA.

O que significa a acreditação da Joint Commission International (JCI) para um hospital? A acreditação CBA/JCI significa medidas de aperfeiçoamento em qualidade e segurança ao paciente, em todas as funções clínicas e gerenciais de hospitais e o aprimoramento contínuo de seu desempenho. Para os pacientes, o que significa entrar em uma instituição de saúde acreditada pela JCI? Os pacientes terão qualidade no cuidado, acesso e continuidade do cuidado, recursos disponibilizados conforme a missão da instituição, além de participar de forma efetiva na decisão de seu tratamento, com direito a segunda opinião. A acreditação possibilita mais respeito e promoção dos direitos e deveres do paciente, assim como seus valores e crenças. A partir do momento em que entrar na instituição, o paciente passará por um processo educacional, com exposição do planejamento e metas conhecidas para sua melhora. O hospital fica mais seguro com redução dos índices de infecção, métodos de gerenciamento de riscos e profissionais treinados e capacitados.

das para avançar, em todas as fases do processo. É um processo contínuo de propor mudanças para melhoria, a partir dos resultados alcançados, implementá-las e tornar a medi-las. Para manter a acreditação é preciso criar uma cultura de qualidade entre a equipe. Quais passos para estabelecer essa filosofia e manter funcionários motivados com as metas a serem atingidas? Penso que a persistência, quando não se observam resultados ou quando não se percebem mudanças, é um dos primeiros passos na busca pela melhoria contínua da qualidade. Uns chamam de cultura organizacional, outros de cultura das pessoas da organização, mas certamente os diferentes grupos (dirigentes, operadores, usuários etc.) que compõem o serviço de saúde têm sua própria cultura. Compete aos diretores da instituição “dar a direção, “o caminho”, “garantir a difusão da cultura”. Além disso, é imprescindível a implantação de um sistema de monitoramento dos indicadores, para subsidiar a avaliação da estrutura, dos processos e resultados nos diversos níveis assistenciais e gerenciais, bem como a definição de responsabilidades para implementar ações necessárias.

É um processo contínuo de propor mudanças para melhoria, a partir dos resultados alcançados, implementá-las e tornar a medi-las

O caminho para a acreditação sempre tende a ser longo. Quais fatores contribuem para diminuição desse tempo e agilidade dos processos? Primeiro, é preciso que a direção da unidade de saúde tome a decisão pela acreditação internacional e tenha recursos apropriados. Depois, é necessário criar uma coordenação das atividades, com lideranças e demais profissionais envolvidos no processo, para que munidos dos instrumentos orientativos e regulamentos vigentes possam começar a atuar. Ao invés de começar do zero, uma boa ideia é aproveitar a experiência das instituições que já alcançaram a acreditação por meio do benchmarking. Também é importante acompanhar e disseminar resultados alcançados, bem como as dificuldades encontra-

Como a equipe do CBA atua para se manter atualizada em relação às exigências da acreditação internacional? As coordenações de educação e de acreditação do CBA participam regular e sistematicamente dos eventos internacionais de atualização, bem como da revisão, renovação e elaboração de novos padrões de excelência e respectivos propósitos e elementos de mensuração. A equipe de colaboradores, consultores e avaliadores participa de forma sistemática de eventos externos e internos, com o objetivo de aprimorar o conhecimento e promover a atualização necessária.

IMPRESSO

DH Notícias Nº 119 • março/abril 2013

Cirurgia de reimplante de mão é realizada no HDH Procedimento inédito em Joinville alcançou resultados positivos A organização da equipe cirúrgica e a estrutura do Hospital Dona Helena fizeram com que uma paciente, de 28 anos, de Jaraguá do Sul, passasse por um procedimento de reimplante de mão, depois de ter o membro amputado em um acidente de trabalho. A cirurgia, realizada pela primeira vez com sucesso em Joinville, foi coordenada pelo ortopedista e especialista em cirurgia da mão, Valdir Steglich, que contou com o auxílio de mais cinco médicos.

Depois de ser atendida pelo Samu na cidade natal, a paciente foi encaminhada para Joinville, onde a equipe rapidamente se reuniu para realizar o procedimento. Considerada de alto risco, uma vez que pacientes com essa lesão perdem muito sangue, a cirurgia foi feita em nove horas e envolveu a reconstrução do membro amputado, recolocação e religamento ósseo, além de tendões, da área vascular (artérias e veias) e dos nervos. O médico explica que a cirurgia é minuciosa, realizada com equipamentos específicos e, por isso, exige muita integração entre a equipe. “Já vínhamos nos preparando para demandas desse tipo. Com a estrutura hospitalar adequada no HDH e uma equipe bem treinada, conseguimos realizar o procedimento em tempo para gerar uma boa recuperação à paciente”, afirma Valdir Steglich. A paciente já recebeu alta e iniciou o processo de recuperação que deve durar, em média, um ano. Ela será acompanhada por profissionais de terapia ocupacional e fisioterapia, para retomar os movimentos e a sensibilidade da mão.

Além do médico Valdir Steglich, coordenador do Serviço de Cirurgia da Mão e Microcirurgia do Hospital Dona Helena, a cirurgia contou com os profissionais Laércio Bazanella (cirurgião vascular), Adriano Mauricio Santos (cirurgia da mão e microcirurgia), Tiago Salati Stangarlin (cirurgia da mão e microcirurgia), Luiz Felipe Cavalheiro Nery (residente em ortopedia), Giorgio Pretto e Norberto Chella Junior (anestesistas).

Os médicos da equipe: Luiz Felipe, Tiago, Valdir, Laércio e Adriano

Como ajudar em casos de emergência Em casos de emergência, em acidentes com membros amputados, a agilidade é a maior aliada para uma boa recuperação do paciente. O primeiro passo é chamar um serviço de primeiros socorros. Enquanto isso, o atendimento a pessoa pode ser feito, estancando o sangue com um pano limpo. O membro amputado deve ser colocado em um saco plástico com soro fisiológico e depois embalado em outro pacote com gelo.

Para garantir a qualidade do membro e permitir o reimplante, é essencial que a parte amputada seja bem tratada e nunca colocada direto no gelo. Isso pode prejudicar tecidos e nervos, impossibilitando a recolocação. O paciente deve ser encaminhado rapidamente ao hospital, pois a cirurgia pode ser feita em até seis horas depois do acidente.


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