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INFORMATIVO EINSTEIN Boletim bimestral para o Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein

Janeiro/Fevereiro

37

2014

Nossa mensagem Para fazer a diferença Cada vez mais, nossa instituição se reafirma como uma referência. E isso não ocorre por acaso. Desde as nossas origens, trabalhamos de maneira determinada para fazer a diferença para os nossos pacientes e para o universo da saúde de forma geral. Por isso, cultivamos a excelência em todas as nossas frentes de atividade e fazemos de cada conquista o ponto de partida para a próxima. É essa positiva ambição de evoluir sempre que inspira, por exemplo, nossas ações no campo da prevenção da infecção hospitalar. Temos, sim, padrões de desempenho semelhante ao dos melhores hospitais do mundo. Mas queremos ir além. A nossa crença é que todos os casos de infecção hospitalar podem ser evitados, marcando pontos em favor da segurança do paciente. Segurança, aliás, é um tema que abordamos de maneira integrada, contemplando importantes iniciativas também em relação à segurança dos colaboradores, como mostramos nesta edição. Outro tema relevante é o fluxo do paciente. Também aqui as conquistas de 2013 inspiram novas iniciativas apoiadas numa estratégia que estimula a ambulatorização sempre que possível e a desospitalização no tempo adequado. Aqui, como em todos os movimentos de nossa instituição, o engajamento do Corpo Clínico é fundamental. Não sem motivos, portanto, temos estimulado a participação dos médicos na gestão e na tomada de decisões. Exemplo disso é a constituição de novos Grupos Médicos Assistenciais (GMAs). Quero destacar, ainda, os passos dados no campo da Educação. Em graduação, temos tudo preparado para obter o sinal verde do MEC para lançar o nosso curso de Medicina. Já o programa de pós-graduação stricto sensu do Einstein obteve aprovação da Capes e prevê

publicar até março o edital para preenchimento das vagas.

Como se vê, nas mais diversas dimensões, nós seguimos avançando para modelar o futuro, com o mesmo propósito de sempre: nós queremos fazer a diferença em saúde. Claudio Luiz Lottenberg

Presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

Veja também nesta edição

Infecção hospitalar

Onde o menos vale mais

Ensino

Inovando na graduação em Medicina

Segurança do colaborador

Protegendo as pessoas

Questões comerciais

Foco no cliente particular

Novidade

Novos GMAs em ação

Tecnologia da informação

Um novo Millennium

Eficiência

Melhorando o fluxo do paciente

Pós-graduação acadêmica

Formando mestres e doutores


Infecção hospitalar Onde o menos vale mais

2013 foi mais um ano de bons resultados em relação à infecção hospitalar. O desafio é ir além Foi bastante positivo o desempenho do Einstein no controle de infecção em 2013. A densidade de incidência de infecção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central em todo o hospital foi de 0,84. A densidade de incidência de pneumonia associada a ventilação mecânica na UTI Adulto pelo quinto ano consecutivo foi inferior a 2. O indicador de infecção do trato urinário associada a sonda vesical em todo o hospital se manteve em 1,47. A infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa ficou em 0,12, registrando queda pelo quarto ano consecutivo. São índices semelhantes aos dos melhores hospitais do mundo. Mas o Einstein busca mais. “Nosso programa é de inconformismo. Nenhum caso de infecção é aceitável. Todos podem e devem ser evitados”, afirma o Dr. Oscar Fernando Pavão dos Santos, nefrologista, médico intensivista e diretor de Prática Médica. Observação e feedback da adesão às principais medidas de prevenção das infecções associadas a dispositivos, uma equipe de terapia intravenosa, discussão de cada caso de infecção com as equipes envolvidas e rigor na limpeza ambiental são exemplos das iniciativas visando à prevenção.“ Merece destaque a estratégia baseada no positive deviance, que busca a melhoria de processos a partir das sugestões e engajamento dos envolvidos diretamente na assistência ao paciente”, diz a Dra. Luci Correa, coordenadora médica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). “Além das melhores práticas, os avanços obtidos refletem o engajamento dos profissionais, das lideranças e do Corpo Clínico”, acrescenta o Dr. Fernando Menezes, médico do SCIH. As iniciativas adotadas pelo Einstein para elevar a adesão à higienização das mãos foram tema de artigos em sete publicações internacionais com índice de impacto superior a 1. Para este ano, a meta é avançar outros 10% em relação aos resultados de 2013. Além da continuidade dos programas e treinamentos, estão previstas novidades como a adoção de novas tecnologias para redução das infecções associadas a cateteres vasculares (dispositivos e conexões impregnados com antissépticos, por exemplo) e a introdução do banho pré-operatório com clorexidine nos pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas e neurológicas.

Um dos temas de destaque no ano será o uso mais racional dos antibióticos. “A resistência microbiana tem sido uma preocupação mundial”, diz a Dra. Luci. “Baseados nas boas práticas de infectologia, buscamos evitar o uso indiscriminado dessas drogas que pode levar ao desenvolvimento de agentes multirresistentes”, completa o Dr. Pavão, destacando que nessa e em todas as frentes de prevenção da infecção hospitalar o médico é um parceiro essencial. Segundo ele, casos de infecção hospitalar preveníveis não são tolerados do ponto de vista da saúde e passam a não ser tolerados na perspectiva financeira. Nos Estados Unidos as fontes pagadoras não remuneram procedimentos em que tenham sido registradas tais ocorrências – um critério que não deve demorar a chegar ao Brasil.


Ensino Inovando na graduação em Medicina

Curso do Einstein incorporará modernos conceitos e metodologias de ensino Está praticamente concluído o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) que detalha as diretrizes de criação do curso de Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, com informações abrangentes sobre o programa e grade curricular dos seis anos de curso, metodologias e infraestrutura a serem adotadas. O PPC é um documento-chave a ser submetido ao Ministério da Educação assim que o órgão do governo abrir o edital de submissão de novos cursos de medicina para hospitais, o que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre. Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante, grupo integrado por 11 médicos, além da diretora do curso de Enfermagem, o plano é fruto de cinco meses de trabalho, incluindo atividades de benchmark em escolas de medicina de renomadas universidades dos Estados Unidos e Inglaterra. Isso resultou no desenho de um modelo de curso moderno, com diferenciais como a abordagem integrada das disciplinas, o uso de tecnologias inovadoras e uma forte carga horária dedicada a atividades em grupo e discussões. “Teremos o predomínio de metodologias ativas, que envolvem o trabalho em equipe e participação do aluno no aprendizado”, afirma Felipe Spinelli de Carvalho, superintendente de Ensino. “É um modelo de ensino-aprendizagem alinhado com o novo contexto em que o médico atua, onde é fundamental o trabalho em grupo, congregando outras competências e profissionais”, observa. Gerente de Residência Médica e de Educação Continuada, o Dr. Julio César Martins Monte destaca outro aspecto inovador do curso: a inclusão de temas de gestão no programa, o que demonstra o objetivo do Einstein de preparar o estudante para assumir o papel de líder na área de saúde. “Para além de conteúdos técnicos e cognitivos, desenvolveremos competências administrativas e de liderança. Mais que um médico, ambicionamos preparar formadores de opinião”, pontua o Dr. Julio. Inicialmente, o curso de Medicina do Einstein funcionará nas instalações da Unidade Morato. Será um endereço temporário para receber os dois primeiros anos de graduação enquanto se prepara um local definitivo.

Por ano, serão oferecidas 100 vagas, sendo 50 por semestre. A expectativa é iniciar a primeira turma no começo de 2015, o que significa promover o vestibular no segundo semestre de 2014. Nessa época, também estará em andamento o processo de contratação de 12 docentes para o primeiro ano de curso. Depois, serão recrutados mais 10 a 15 docentes por ano. Quando todos os seis anos estiverem em curso, serão entre 70 a 80 professores. Para a instituição, trata-se de mais um passo importante. “Ao longo dos mais de 50 anos de história, o Einstein se consolidou como uma referência na atenção à saúde no que diz respeito à qualidade, segurança e atualização, investindo na excelência das práticas e dos recursos humanos e tecnológicos. O curso de Medicina chega com um propósito claro: tornar a instituição uma referência na educação médica”, afirma o Dr. José Luiz Gomes do Amaral, diretor do curso.


Segurança do colaborador Protegendo as pessoas

Cultura integrada de segurança abrange pacientes, profissionais e ambiente de trabalho Para o Einstein, a segurança dos profissionais é um tema estratégico, considerado um fator essencial para que se sintam acolhidos e protegidos pela instituição e estimulados a desenvolver todo o potencial de trabalho. “Segurança do paciente sempre foi um traço histórico do Einstein. Hoje, porém, o tema é abordado numa perspectiva global: segurança dos colaboradores, dos processos e do ambiente de trabalho. Isso, invariavelmente, se reflete na segurança do paciente”, afirma o Dr. Getúlio Albuquerque da Silva, coordenador de Medicina do Trabalho. É farto o conjunto de iniciativas adotadas: sólida política de segurança, saúde e meio ambiente referendada e supervisionada pela alta gestão, estrutura organizacional dedicada à segurança e saúde ocupacional, Comitê de Segurança do Colaborador, inspeções periódicas de segurança, sistema de notificação de incidentes e acidentes, análise de ocorrências, formulação de planos de ação, etc. “Em reuniões mensais, profissionais de diferentes áreas discutem aspectos relacionados à segurança e traçam estratégias relacionadas a eventos registrados no sistema de notificação. Essa é uma mostra da preocupação da instituição em evitar que ocorrências semelhantes se repitam e eliminar as condições que lhes deram origem”, diz o Dr. Constantino José Fernandes Júnior, gerente de Padronização de Práticas e gestor do Comitê de Segurança do Colaborador. Ano a ano, o Einstein tem avançado em segurança. O Índice de Frequência de Acidentes com Perda de Tempo, por exemplo, passou de 11,4 acidentes por milhão de horas trabalhadas em 2008, quando começou a ser medido, para 4,55 acidentes por milhão de horas trabalhadas, em 2013. “Essa evolução é fruto de investimentos em treinamentos e numa série de melhorias”, observa o Dr. Constantino. Um exemplo recente foi um projeto lean six sigma visando à redução dos acidentes perfurocortantes. “Graças às ações implantadas a partir de agosto, chegamos a 3,62 acidentes por milhão de horas trabalhadas em dezembro, contra a média de 6,38 acidentes por milhão de horas nos meses anteriores”, diz o Dr. Getúlio. Entre as medidas adotadas com esse projeto está a realização de campanhas de educação direcionadas ao descarte correto de

materiais perfurocortantes e a inclusão, no checklist pós-cirúrgico, de um tópico relativo ao descarte correto desse tipo de material. “A iniciativa evidencia o quão imprescindível é a adesão do conjunto dos profissionais. E a parceria da equipe médica é fundamental para garantir um ambiente seguro para todos”, pontua Marina Paula Bertho Hutter, gerente de Pacientes Cirúrgicos. Além disso, alguns materiais, como agulhas, por exemplo, foram eliminadas dos carrinhos de anestesia, reduzindo a exposição da equipe multiprofissional ao risco de acidentes. Segundo o Dr. Diego May, gerente-médico da Anestesia, as auditorias de desmontagem de sala cirúrgica expressam uma evolução em marcha. “Em outubro, poucos meses após a implementação do projeto, foram registradas 10% de não conformidades. Em dezembro, o índice foi de 9% e, em janeiro, 8%. Nossa meta é chegar a zero”, diz ele.

Evolução da Frequência de Acidentes com Perda de Tempo – 2008 a 2013 11,40 9,38

2008

2009

9,19

2010

5,67

5,08

2011

2012

4,55

2013


Questões comerciais Foco no cliente particular

Einstein modela serviços e pacotes voltados para esse grupo específico de pacientes Os pacientes particulares também passam a contar com mais comodidade na hora de utilizar os serviços do Einstein. Com a equipe reestruturada, o Centro de Atendimento Comercial (CeAC) aposta em orçamentos diferenciados e personalizados para ampliar a parcela de pacientes particulares atendidos. A área tem como meta aumentar a captação de pacientes que orçam os serviços no Einstein. Para isso, vem trabalhando em diversas frentes e projetos. Tem participado de cafés da manhã e visitas aos profissionais do Corpo Clínico para divulgação da área e entendimento das necessidades. “Por meio do trabalho conjunto com médicos, especialidades estratégicas, área Comercial e equipe de Suprimentos é possível formatar orçamentos e produtos com valores mais atrativos”, destaca Fabricia Bersi da Silva, gerente de Desenvolvimento de Mercado e do Centro de Atendimento Comercial. “O foco são procedimentos eletivos de maior previsibilidade, entre eles as gastroplastias, as prostatectomias robóticas, as cirurgias torácicas, as angioplastias e algumas cirurgias cardíacas minimamente invasivas”, completa a Dra. Marcia Makdisse, gerente médica do Programa Einstein de Cardiologia e representante do Hospital no projeto de retenção de clientes particulares. Para os pacientes que solicitam orçamento prévio, o Centro de Atendimento Comercial faz o bloqueio e acompanhamento da conta. Caso ocorram gastos acima do orçado, eles são comunicados e a emissão da conta ocorre somente depois de negociação. Centro de Atendimento Comercial (CeAC)

Bloco A, 1° andar (próximo ao restaurante Viena) Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 7h às 18h

Contatos: • Carla Xavier: (11) 2151-0405 ou ramal 70405 • Silvia de Barros Ferraz: (11) 2151-1363 ou ramal 71363 E-mail: comercialca@einstein.br

Contagem regressiva Há dois anos, apenas 17% procedimentos cirúrgicos eletivos realizados no Einstein eram feitos com autorização prévia pelas operadoras. Em dezembro, esse número passou para 78%. Tratase de um salto considerável e necessário, tendo em vista que, a partir de maio, entra em vigor uma resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determina que os procedimentos eletivos, assim como órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs) a serem empregados nessas intervenções, devem contar com autorização prévia das fontes pagadoras. “Para que o cumprimento da exigência regulatória impacte da menor forma possível o Corpo Clínico, temos promovido uma série de ações, como negociar com as operadoras um menor tempo de resposta aos pedidos de autorização e adequar nossos processos à nova versão do TISS (3.01), sistema eletrônico instituído nacionalmente pela ANS para formatação, padronização dos dados e transmissão de todas as informações relacionadas aos serviços de saúde”, afirma Gilberto Cunha Galletta, gerente de Relações Internacionais e Operações. As novas regras irão modificar práticas adotadas até então no Einstein. Por um acordo antigo com as fontes pagadoras, por exemplo, não eram exigidas autorizações prévias para órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs). A partir de maio, essas autorizações tornam-se obrigatórias. Segundo Gilberto, o ideal é que os pacientes internem somente após terem os procedimentos e OPMEs autorizados pelo plano de saúde.


Novidade Novos GMAs em ação

Com eles, Einstein avança no processo de compartilhamento da gestão com o Corpo Clínico Congregando profissionais de diferentes especialidades médicas e equipes multiprofissionais em torno de necessidades de grupos de pacientes que demandam abordagens multidisciplinares, os Grupos Médicos Assistenciais (GMAs) começam a se multiplicar. Depois dos três testados em 2013 (Síndrome Metabólica, Procedimentos Endovasculares e Doenças Hepáticas), mais seis foram criados e já estão em atividade: Transtornos do Movimento, Doenças do Assoalho Pélvico, Cardio-Oncologia, Prematuridade, Coluna e Neuro-Oncologia. E, segundo o Dr. Sidney Klajner, vice-presi-

dente da Diretoria Eleita, outros virão. “Planejamos introduzir novos GMAs ao longo deste ano, o que será feito à medida que os atuais forem deslanchando”, diz. “O desafio dos novos grupos é identificar e priorizar os objetivos que esses profissionais e o Einstein passarão a perseguir”, afirma o Dr. Renato Melli Carrera, gerente dos Grupos Médicos Assistenciais. Ele lidera uma estrutura criada para acompanhar e apoiar em regime de dedicação exclusiva a implantação e o desenvolvimento desses grupos. Ao atingirem uma fase mais madu-

ra, o esperado é que os GMAs sejam capazes de se autogerir. Segundo o Dr. Sidney, os GMAs representam um importante passo do Einstein em relação à governança médica. “É a partir desses grupos que o médico passa a ter um papel importante de liderança da prática, participando de forma ativa da tomada de decisões junto à Instituição”, destaca.

Tecnologia da Informação Um novo Millennium

Novo sistema integrará todas as informações dos pacientes e da gestão hospitalar Adotado por instituições de referência no exterior, o sistema Millennium, da Cerner – empresa especializada em soluções de TI para a área de saúde – foi o escolhido pelo Einstein para substituir o atual sistema de gestão hospitalar. A nova tecnologia permitirá integrar em um único sistema todas as informações relacionadas aos pacientes e à gestão hospitalar. Disponibilidade e confiabilidade das informações, facilidade de uso (incluindo interface para tablets), suporte à decisão, módulos customizados, agilidade de processos e reforço da segurança do paciente são alguns dos ganhos que virão quando o Millenium entrar em operação, o que deverá ocorrer entre final de 2015 e início de 2016. A instalação do sistema teve início em outubro de 2013. Agora, começa a fase de configuração do produto para suportar

os processos assistenciais, clínicos e financeiros. “Trata-se de desenhar os novos processos, definindo, por exemplo, como serão executadas pelo sistema tarefas como prescrição de medicamentos, internações, altas, faturamento, etc.”, diz Ricardo Santoro, diretor de Tecnologia da Informação. Entre médicos, profissionais da enfermagem, farmácia, laboratório, finanças, marketing e outras áreas, o projeto tem mais de 100 pessoas dedicadas a ele em tempo integral. A ideia é mobilizar uma extensa rede de futuros usuários que formatarão fluxos e processos que serão suportados pelo sistema. Caberá a esse grupo disseminar informações e processos em suas respectivas áreas. “O Corpo Clínico estará constantemente envolvido para validar o que está sendo feito e nos ajudar a aperfeiçoar o sistema. A definição de uma interface de uso adequada é um ponto importante do projeto”, destaca Ricardo.


Eficiência Melhorando o fluxo do paciente

Ações para reduzir o tempo médio de permanência seguem no foco do Einstein este ano Diminuir o tempo médio de permanência é gerar espaço para acomodar novos pacientes e de maior complexidade. E o Einstein tem colhido resultados positivos nesse campo: em 2013, aumentou em 3% o número de saídas (internações) e em apenas 1,3% o número de pacientes/dia, tendo reduzido de 4,16 para 4,11 dias o tempo médio de permanência. “Em síntese, conseguirmos incrementar as saídas sem crescer tanto a taxa de ocupação, o que gera menos problemas”, observa o superintendente Dr. Miguel Cendoroglo Neto. O tema segue como prioridade este ano, com iniciativas que enfatizam a ambulatorização do que for possível e a desospitalização no tempo adequado. O fluxo de cirurgias ambulatoriais, por exemplo, deverá ser favorecido com a reforma do centro cirúrgico do andar Intermediário 4 do bloco A1. Em relação à desospitalização, a ideia é intensificar o planejamento da alta, contemplando as necessidades que o paciente terá em termos educacionais, equipamentos, medicamentos e outras terapias. “Para isso, é importante identificar, já na admissão, os pacientes que possivelmente terão maior permanência ou dificuldade de desospitalização e atuar por meio de uma equipe multidisciplinar desde o primeiro momento. Assim, conseguimos apoiar mais o médico, o paciente e a família para uma boa continuidade da assistência após a saída do hospital”, diz Claudia Laselva, gerente de Pacientes Internados e Apoio Assistencial. A ação do grupo multidisciplinar tem ajudado a reduzir a hospitalização de pacientes crônicos que, em 2013, responderam pela ocupação de 4% dos leitos. “Os leitos hospitalares devem ser cada vez mais destinados aos procedimentos de alta complexidade. Pacientes com doenças crônicas têm uma situação mais previsível. Precisam de um espaço mais humanizado e adequado para eles, com uma estrutura de custos mais condizente”, observa o Dr. Miguel, citando a Unidade Vila Mariana, que tem 30 leitos, apenas 2/3 deles ocupados atualmente. Considerando a atual média de permanência, cada paciente crônico internado no hospital significa deixar de internar por mês sete pacientes de alta complexidade.

Pacientes crônicos no hospital ou pacientes em unidades semi-intensivas que poderiam estar na clínica médica correspondem, na outra ponta, a pacientes esperando por uma dessas vagas no Pronto Atendimento ou na recuperação pós-anestésica. “Melhorar o fluxo é melhorar a segurança e a experiência do paciente”, resume o Dr. Miguel. Segundo ele, esse é mais um campo em que a parceria entre médicos e instituição faz toda a diferença. “O Corpo Clínico tem tido um papel fundamental na superação desses desafios”, diz. “Reforçar essa parceria, estreitando a comunicação com a equipe multidisciplinar, trazendo informações que permitem previsibilidade e planejamento, é assegurar o suporte para proporcionar aos pacientes as melhores condições de tratamento durante e após o período de internação”, completa Claudia.


Pós-graduação acadêmica Formando mestres e doutores Com foco em Ciências da Saúde, programa do Einstein será lançado este ano

O programa de pós-graduação stricto sensu do Einstein foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Com uma única área de concentração de conhecimento, o programa se dedicará à pesquisa em ciências da saúde de caráter básico, fisiológico e fisiopatológico e às relacionadas aos aspectos diagnósticos, de tratamento e de prevenção de doenças. Serão quatro linhas de pesquisa: Medicina Molecular, Envelhecimento, Medicina Crítica e Neurociências. “Nelas, o Einstein já se destaca em produtividade científica. Além disso, são consideradas áreas estratégicas em pesquisa, inovação e educação e serão os pilares de nosso crescimento futuro”, diz o Dr. Luiz Vicente Rizzo, superintendente de Pesquisa do Einstein. Desenhado para ser uma alternativa às demais pós-graduações, o programa enfatiza a formação científica e não a especialização. “Os cursos tratarão desde as questões éticas em pesquisa e atendimento à saúde até a obtenção de financiamento para

pesquisa e utilização de bases de dados e estatística. Nosso pós-graduando será formado para ser um pesquisador produtivo tanto em termos de trabalhos publicados como na produção de soluções para as

necessidades imediatas e futuras nos cuidados com a saúde de nossos pacientes”, afirma o Dr. Rizzo. O edital para o preenchimento das primeiras vagas do programa será lançado em março deste ano.

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