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Estudo Dirigido Curso: sistema de informação Disciplina: PE- medidas do esforço no desenvolvimento de software Módulo: Eixo: Aula 04: Medidas indiretas e medida da funcionalidade

Todos os itens abaixo elencados são de preenchimento obrigatório pelo autor conteudista que deverá preencher um documento deste a cada aula da disciplina. Aula 4 – contagem de arquivos (internos e externos)

Apresentar as regras de contagem de APF baseada no Function Point Counting Pratices Manual – Release 4.1.1, publicado pelo IFPUG em 1999. Identificar o tipo de contagem Identificar o número de registros lógicos Identificar o número de itens de dados Determinar a complexidade de um ALI e um AIE Determinar a contribuição dos ALI e AIE

Legenda: ** Instruções para o conteudista preparar o conteúdo a ser inserido em cada ícone. * Texto padrão a ser utilizado pelo conteudista caso não haja conteúdo a ser inserido no ícone. – Exemplo: utilizar o texto padrão para Livro no campo Livro se não existir nenhuma indicação de capítulo para a aula em questão.


**Redigir objetivos claros e diretos. Começar objetivos com verbos. Não ser prolixo ao enumerar aos objetivos. Usar os objetivos como uma ferramenta que direcione o que o aluno deve ter como foco ao relacionar os objetivos apresentados ao conteúdo da aula. Cuidado! Geralmente pensamos em objetivos do tipo: Estudar o panorama da economia mundial pós-guerra. Isso não pode ser o objetivo do aluno. Nesse caso, poderia ser Identificar três aspectos que afetaram a economia mundial no período pós-guerra. *Nesta aula, você irá: Aprender... Analisar... Estudar... Relacionar...

Nesta aula você irá:

- determinar o contexto da contagem, - Aprender definir o tipo de contagem - definir o que um ALI e um ALE O que é um arquivo lógico e um item de dados - determinar a complexidade de um ALI e ALE - determinar o total de PF não ajustado para o total de ALI e ALE - conhecer recomendações de características de contagem de ALI e ALE feita pelo IFPUG

Introdução da Aula 02

**Escrever um pequeno texto (no máximo 3 parágrafos) apresentando o tema que será estudado e motivando o aluno para a realização do estudo. Neste ícone, o conteudista dá uma visão geral dos tópicos a serem abordados na aula, introduzindo o assunto ao aluno.


*A partir deste texto introdutório, você será capaz de entender melhor os conceitos estudados nesta aula, sendo capaz de relacionar o conteúdo que será aprendido ao contexto em que está inserido. Olá! Nesta aula vamos aprender, segundo o IFPUG, que fatores determinam o que um ALI e um ALE. Determinar que características devessem considerar para determinar o tipo de contagem. E vamos também estudar como determinar a complexidade de cada arquivo e qual a sua contribuição para o total de Ponto de Função.

Aula teletransmitida

** Neste ícone, o conteudista discrimina os tópicos a serem abordados na aula. É importante verificar se os tópicos aqui apresentados estão relacionados aos da aula online para que não haja disparidade entre os conteúdos apresentados em cada modalidade. É importante destacar: - Principais tópicos a serem abordados. - Conceitos a serem tratados na aula. - Enfoques que serão dados aos tópicos estudados. - Indicação do assunto no Livro Universitário (Customizado): indicar as páginas, capítulos pertinentes para cada tópico.

* Assista à aula teletransmitida 00 que aborda os seguintes tópicos: - Tópico 1. - Tópico 2. - Tópico 3.


- destacar a necessidade de critério de contagem e a importância do IFPUG neste processo. - Mostrar como se determina um contexto de contagem - Mo star quais os tipos de contagem - definir o que um ALI e um ALE - determinara o que um AR e item de dados - mostrar as tabelas de complexidade e como devem ser usados - destacar algumas características da contagem

Livro

** Neste ícone, o conteudista indica a bibliografia a ser lida pelo aluno, ou seja, os capítulos do material didático que o aluno recebe a serem lidos nesta aula. Antes de indicar o livro, verificar se o mesmo está disponível na pasta do professor (https://pastadoprofessor.com.br/) ou no pool de editoras participantes. *Não deixe de reler o material didático que você recebeu. Também aumente o seu conhecimento pesquisando sobre os tópicos abordados na aula. Desta forma, você vai estar se preparando melhor para realizar suas avaliações. No caso de dúvidas, entre em contato com seu professor online. Acesse a biblioteca virtual da sua disciplina e leia o material disponível.


-

Medidas de tamanho de melhorias de software. Doc

desenvolvimento

e

de

- Título: Engenharia de Software

Editora: Pearson Education Autor: Pressman,Roger S. EAN-13: 9788587918369 Ano: 1995 Edição: 3ª Capítulo2: gerência de Projeto:Métricas Software– n.º de páginas: 32 - Título: Engenharia de Sotware

de

- 17 páginas VAZQUEZ, C. E.;SIMÕES, G. S; ALBERT, R. M. Análise de Pontos de Função – Medição, Estimativas e Gerenciamento de Projetos de Software. 2005. 3.ed. São Paulo- Editora Erica

Aula online

*Estude o conteúdo da sua aula online prestando atenção aos objetivos apresentados. Percorra atentamente o conteúdo da aula e realize todas as atividades propostas. Realize os exercícios propostos e se autoavalie. Após concluir o estudo, verifique se entendeu todo o conteúdo e, se tiver alguma dúvida, procure esclarecê-la com seu professor online. Para isso, utilize os recursos do ambiente de aprendizagem.


Para esta aula sugiro que: Leia o texto condutor da aula.

Leia o capítulo 2 do livro Engenharia de Software do prof Pressman

 

Faça o desafio.

Participe do Fórum

Coloque, no mural, o resultado de sua pesquisa

Aprenda mais!

** Neste ícone, o conteudista irá indicar sites complementares, artigos a serem lidos, pesquisas, vídeos a serem assistidos ou qualquer outro material que possa ser usado para aumentar o conhecimento do aluno. Os temas dos fóruns, bem como as aulas em que eles entrarão também devem ser apontados neste espaço. *Para saber mais sobre os tópicos estudados nesta aula, pesquise na internet sites, vídeos e artigos relacionados ao conteúdo visto. Se ainda tiver alguma dúvida, fale com seu professor online utilizando os recursos disponíveis no ambiente de aprendizagem.

**Reforçar os principais pontos estudados e seus objetivos. Por exemplo: *Nesta aula, você: - Compreendeu... - Aprendeu... - Analisou...


. Nesta aula você irá: - Aprender o que é um arquivo interno e externo - como determinar a complexidade - Aprender a definir o tipo de contagem - a contar item de dados - Contar numero de registros - Definir a complexidade - Definir a contagem

Próxima aula

** Neste ícone, deverá entrar sempre os tópicos a serem estudados na aula seguinte. *Na próxima aula, você vai estudar sobre os assuntos seguintes: - Assunto 1. - Assunto 2. - Assunto 3.

Na próxima aula vamos terminar a padronização da contagem. Voce irá aprender como se deve fazer a contagem das entradas, consultas e saída, em termos de registros e itens de dados. Vamos apresentar uma maneira de definir a complexidade destes elementos. Vamos desenvolver um exemplo usando estes conceitos. Na próxima aula termos fechado todas as recomendações feitas no manual de contagem do IPFUG **Elaborar de 2 a 5 questões objetivas de múltipla escolha (5 opções de resposta) com gabarito.


INSERIR AQUI OS EXERCÍCIOS DE AUTOCORREÇÃO 1 -Quais dos seguintes passos não faz parte do procedimento de contagem de ponto função: a) Identificar a fronteira da aplicação. b) Determinar o tipo de contagem c) calcula o valor do fator de ajuste d) classificar as características do sistema em simples, média e complexas e) levantar o total de itens de dados usados resposta d. 2 – A FRONTEIRA DA APLICAÇÃO deve ser definida com base: a) nas diferentes plataformas em que a aplicação é executada. b) Nas diferentes equipes envolvidas c) No ponto de vista do usuário d) No ponto de vista do analista e) Nas diferentes linguagens que serão utilizadas. Resposta Letra c 3 – Para se determinar um arquivo de interface externa deve-se: a) Determinar os processos elementares eu ocorrem sobre ele. b) Contar o total de campos do arquivo c) Contar apenas os campos que estão sendo usados pela aplicação d) Contar os seus tipos de dados e arquivos que estão sendo usados e) Contar quantos subgrupos existem no arquivo Resposta letra a 4 –Um tipo de registro é: a) Um subgrupo de dados dentro de um ALI ou AIE reconhecido pelo usuário b) opcional ou obrigatório c) c depende de quem esta contando d) e um conjunto de dados usado apenas por um processo e) é um arquivo lógico que se encontra em um DFD. Resposta letra a


5 – Identifique qual das alternativas seguintes não é uma regra de contagem para arquivos referenciados: A – contar apenas um arquivo referenciado para cada ALI que seja tanto lido quanto gravado B – contar um arquivo referenciado para cada ALI mantido C – contar um arquivo referenciado para cada ALI ou ALE lido D – Contar uma arquivo referenciado para cada alteração no comportamento do sistema E – Contar um arquivo referenciado para cada operação feita no sistema

Conteúdo Online Escreva aqui o conteúdo da aula online (de duas a quatro laudas). Aula 1 Texto

(aula 4 ) Padronização da contagem segundo o IFPUG Esta aula apresenta as regras de contagem de APF baseada no Function Point Counting Pratices Manual – Release 4.1.1, publicado pelo IFPUG em 1999. Para se fazer a contagem o IFPUG definiu um processo que deve ser seguido. processo de contagem é mostrado na figura abaixo:

O

O objetivo é contar as funcionalidades do software, ainda no inicio do projeto. Analise de Ponto Função (APF) determina um número real a partir de entradas, saídas, consultas, interfaces externas e arquivos lógico. A figura abaixo exemplçifica estes elementos. :


A contagem simples associada ao peso devido a complexidade do software dos elementos acima produzem um número que mede a funcionalidade sem nenhum ajuste. É o total de pontos função não ajustado. Muitas empresas trabalham apenas com este número, como vimos na aula 3.

Processo de contagem O processo de contagem definido pelo IPFUG é feito em sete passos, conforme mostrado na figura abaixo


Figura: Procedimento de Contagem de Pontos de Função (HAZAN, 2001) vamos estudar nesta aula e na próxima os passos mostrados na figura

O processo de contagem é feito em sete passos. Nesta aula vamos aprender como desenvolver os passos 1, 2 e 3. Observe que na aula passa você aprendeu como se determina o fator de ajuste que corresponde ao passo 6 da figura, e na próxima aula vamos desenvolver sobre o passo 4, 5 e 7.

Determinar o tipo de Contagem (passo 1) O primeiro passo a ser seguido para a contagem de PF de um projeto de software é determinar o tipo de contagem. Neste passo é estabelecido o tipo de contagem que será usado para medir o software. São definidos três tipos de contagem.(IFPUG,1999): 1. 2. 3.

Contagem de projeto de desenvolvimento; Contagem de projeto de melhoria (manutenção); Contagem de aplicação.(produção)

Projeto de Desenvolvimento O número de pontos de função de um projeto de desenvolvimento mede a funcionalidade fornecida aos usuários finais quando da primeira instalação do software. Esta contagem também considera as funções de conversão de dados necessárias a implantação do software O projeto de migração de dados, povoamento de bases estão incluídos nesta contagem. Ou seja a primeira versão do software funcionando.

Projeto de melhoria (manutenção) Em um projeto de melhoria o número de pontos de função mede as modificações para uma aplicação já existente ou seja, as funções adicionais , modificadas ou excluídas do sistema pelo projeto e as funções de conversões de dados. Após a conclusão e implantação do projeto de melhoria , o número de pontos de função da aplicação deve ser atualizado para refletir as mudanças nas funcionalidades da aplicação. (VAZQUEZ,2005)

Projeto de aplicação A contagem de pontos de função de uma aplicação já instalada e mede a funcionalidade fornecida ao usuário. Ela é iniciada ao final da contagem do projeto de desenvolvimento e atualizado no final do projeto de melhoria. (VAZQUEZ,2005)


Identificar o escopo da contagem e a fronteira da aplicação (passo 2) A identificação do escopo visa definir a abrangência da contagem estipulando se a contagem vai se referir a um ou mais sistemas ou a apenas parte de um sistema. No escopo da contagem de uma aplicação pode-s considerar todas as funcionalidades disponíveis, ou algumas funcionalidades específicas. A fronteira da aplicação estabelece o limite do esta sendo contada indicando o limite entre a aplicação e os demais usuários. A fronteira é definida estabelecendo um limite lógico entre a aplicação que esta sendo contada o usuário e as outras aplicações. Deve-se considerar as seguintes características e regras (IFPUG, 1999) - Os limites entre as funções a serem atendidas pela aplicação ou projeto; - A utilização dos dados considerados no processo de contagem; - O relacionamento entre os processos, com indicação de onde eles ocorrem. - Deve ser considerado o ponto de vista do usuário, ou seja, o que o usuário pode entender e descrever como função da aplicação. -A fronteira entre aplicações relacionadas deve considerar a funcionalidade das aplicações em termos das funções de negócio identificadas pelo usuário, e não sob o ponto de vista das interfaces necessárias.

Dica: Para identificar a fronteira da aplicação deve-se: •

Na documentação do fluxo de dados no sistema desenhar uma fronteira em volta para destacar quais partes são internas e externas à aplicação

Identificar áreas funcionais pela atribuição definidas por objetos de análise, como entidades e processos;

Verificar como o grupo de dados são mantidos;

Verificar como a aplicação é gerenciada


Definir o escopo da contagem (fronteira ) é um dos passos mais importantes pois se for feita de maneira incorreta a contagem será incorreta.

Contagem das funções de dados (passo3) As funções de dados são funcionalidades fornecidas ao usuário para as necessidades de dados. São chamados de arquivos lógicos internos(ALI) e Interface Externa (AIE). Arquivo não significa um arquivo físico no sentido tradicional , mas refere-se a um grupo de dados logicamente relacionado e reconhecido pelo usuário. O IFPUG complementou os procedimentos e regras do CPM 4.1.1 com um nova seção denominada "Práticas de Contagem" onde situações como dados de código, dados compartilhados e outros casos devem ser avaliados A Figura abaixo é do COM 4.1.1 e mostra como deve ser feita a contagem e o que deve ser considerado:

prática de contagem ALI e AIE As transações existentes devem ser para manutenção de dados e o dados de código não devem ser consideradas como processos elementares nem os dados de código contados.

Arquivo Lógico Interno (ALI) É um grupo logicamente relacionado de dados ou informação de controle cuja manutenção é feita pela própria aplicação. Sua função principal é armazenar dados mantidos dentro da fronteira da aplicação através dos processos da aplicação. Os ALI contribuem para o cálculo de pontos de função com base na sua quantidade e complexidade Um grupo logicamente relacionado de dados refere-se a dados relacionados em um nível que o usuário consegue perceber como sendo importante para permitir que a aplicação realiza uma atividade definida. (IFPUG,1999) As informações de controle são dados usados pela aplicação para garantir total conformidade com os requisitos das funções do negócio definidas pelo usuário.


Manutenção é habilidade de adicionar, alterar ou remover dados de um arquivo através de um processo elementar da aplicação. Como exemplos de um ou mais ALIs , dependendo da visão do usuário , têm-se : (IFPUG,1999) • Dados da aplicação (arquivos mestres como cadastro de clientes ou funcionários); • Arquivos de dados de segurança da aplicação; • Arquivos de dados de auditoria; • Arquivos de mensagem de auxílio; • Arquivos de mensagens de erro; • Arquivo de cópia de segurança. Considerado somente se for solicitado pelo usuário para atender requisitos da aplicação. • Arquivo que sofra manutenção por mais de uma aplicação.

Não são considerados como ALI: • • • • •

Arquivos temporários; Arquivos de trabalho; Arquivos de classificação; Arquivos de cópia de segurança requerido pelo CPD. Arquivos introduzidos somente por causa da tecnologia usada. Ex.: arquivos de parâmetro para um software WFL, JCL,etc.; • Operações de junção e projeção. • Arquivos de índices alternativos

Complexidade de um arquivo lógico Interno (ALI)

Cada Arquivo Lógico Interno deve ser classificado de acordo com sua complexidade funcional relativa, que é baseada no número de Registros Lógicos(RL) e no número de Itens de Dados (ID) do arquivo.(IFPUG,1999)

Identificação do Número de Registros Lógicos (RL) Um Registro Lógico é um subgrupo de dados reconhecido pelo usuário dentro de um ALI. Dependendo da visão do usuário um ALI pode ter mais de um Registro Lógico (RL). Existem dois tipos de subgrupos que podem ser identificados como registros lógicos (IFPUG, 1999): Mandatórios – São subgrupos de dados que o usuário deve usar pelo menos uma vez durante o processo elementar de criação de um item num ALI.


Opcionais – São subgrupos de dados que o usuário tema opção de usar ou não durante o processo elementar de criação de um item em um ALI.

Regras que devem ser aplicadas para contagem dos registros lógicos: • •

Conte um registro lógico para cada subgrupo identificado , opcional ou mandatório. Considere um registro lógico caso o ALI não possua subgrupos.

Identificação do Número de Itens de Dados Um item de dados (ID) representa um segmento de um ALI que possui um significado único, não repetitivo e pode ser reconhecido pelo usuário. Representa um campo de dados que formula uma ocorrência de informação completa. (IFPUG, 1999)

Regras de contagem para os itens de dados (IFPUG, 1999): •

Contar um item de dados para cada campo único, não repetitivo, reconhecido pelo usuário e mantido em um ALI via execução de um processo elementar. Ex: Um número contábil ou data que é armazenado em múltiplos campos é contado como um único item de dado.

• •

Quando duas ou mais aplicações mantêm o mesmo ALI, mas cada uma mantém itens de dados separados, contar somente os itens de dados usados por cada aplicação para dimensionar o ALI. Contar um item de dados para cada parte de dado requisitada pelo usuário para definir um relacionamento com outro ALI, ou seja, uma chave estrangeira ou uma associação entre objetos.

Determinar a complexidade de um ALI Existe uma tabela definida pelo IFPUG que define a complexidade. Nesta tabela classifica-se um ALI em simples, médio e complexo, dependendo do número de registros lógicos e o número de itens de dados (ID) Tabela de Complexidade para Arquivo Lógico Interno


TABELA DE COMPLEXIDADE PARA ARQUIVO LÓGICO INTERNO 1 a 19 ID

20 a 50 ID

51 ou mais ID

1 RL

Simples

simples

media

2 a 5 RL

Simples

Media

Complexa

6 RLou mais

Média

Complexa

Complexa

Fonte: IFPUG , 1999

Arquivo de Interface Externa (AIE) Um Arquivo de Interface Externa (AIE) é um grupo de dados logicamente relacionados ou informações de controle identificadas pelo usuário, referenciados na aplicação para fins de recuperação de dados cuja manutenção é feita por outra aplicação. Os dados são armazenados fora da fronteira da aplicação.(VAZQUEZ,2005)

São considerados AIE , conforme a visão do usuário (IFPUG,1999): • Dados de referência (dados externos usados pela aplicação ,mas que não são usados para manutenção em ALI); • Arquivos de mensagens de auxílio; • Arquivos de mensagens de erro.

Não são considerados AIE: • Dados recebidos de outra aplicação usados para adicionar, alterar ou remover dados em um ALI; • Dados cuja manutenção é feita pela aplicação que esta sendo avaliada mas que são acessados e utilizados por outra aplicação; • Dados formatados e processados para uso por outra aplicação.

Classificação da complexidade de um arquivo de interface externa (AIE) Cada Arquivo de Interface Externa (AIE) deve ser classificado de acordo o número de Registros Lógicos (RL) e no número de Itens de Dados(ID) do arquivo.

Identificação do Número de Registros Lógicos Um Registro Lógico é um subgrupo de dados reconhecido pelo usuário dentro de um AIE. Dependendo da visão do usuário um AIE pode ter mais de um Registro Lógico. Existem dois tipos de subgrupos que podem ser identificados como registros lógicos (IFPUG, 1999): Mandatórios – São subgrupos de dados que o usuário deve usar pelo menos uma vez durante o processo elementar de criação de um item num AIE. Opcionais – São subgrupos de dados que o usuário tema opção de usar ou não durante o processo elementar de criação de um item em um AIE.


• •

Regras que devem ser aplicadas para contagem dos registros lógicos: Contar um registro lógico para cada subgrupo identificado , opcional ou mandatório. Se não existirem subgrupos contar um registro lógico para cada AIE.

Identificação do Número de Itens de Dados Um item de dados representa um segmento de um Arquivo de Interface Externa que possui um significado único e pode ser reconhecido pelo usuário. Representa um campo de dados que formula uma ocorrência de informação completa.

As regras de contagem para itens de dados em um AIE são (IFPUG, 1999): •

Contar um item de dados para cada campo único , não repetitivo, reconhecido pelo usuário e referenciado em AIE via execução de um processo elementar.

Quando duas ou mais aplicações referenciam o mesmo AIE, mas cada uma referenciam itens de dados separados, contar somente os itens de dados usados por cada aplicação para dimensionar o AIE.

Contar um item de dados para cada parte de dado requisitada pelo usuário para definir um relacionamento com outro AIE, ou seja, uma chave estrangeira ou uma associação entre objetos.

Ex.: Se um AIE é composto por mais de uma tabela em um Banco de dados relacional, as chaves usadas para relacionar as tabelas são contadas apenas uma vez.

Determinar a complexidade de um AIE Conforme o número de itens de dados referenciados e o número de registros lógicos encontrados , um AIE pode ser classificado em simples, médio e complexo de acordo com a tabela 3.2

Um AIE pode ser classificado como simples, médio e complexo conforme uma tabela fornecida pelo IFPUG que relaciona os registros lógicos com o número de itens de dados.


Tabela de complexidade para Arquivo de Interface Externa

TABELA DE COMPLEXIDADE DE AIE Número de itens de dados

REGISTROS LOGICOS - RL

1 A 19 ID

20 A 50 ID

51 OU MAIS ID

1 RL

SIMPLES

SIMPLES

MEDIA

2 a 5 RL

SIMPLES

MÉDIA

COMPLEX A

6 RL ou mais

MÉDIA

COMPLEXA

COMPLEX A

Fonte: IFPUG, 1999

Determinação da contribuição dos ALI e AIE Após determinar o número de ALI e AIE e suas respectivas complexidades deve-se calcular a contribuição de cada um deles utilizando a seguinte tabela de contribuição de PF não ajustados do IFPUG: Tabela de contribuição dos PF não ajustados das funções de dados Tipo de Função

SIMPLES

MÈDIA

COMPLEXA

Arquivo Lógico Interno(ALI)

7 PF

10 PF

15 PF

Arquivo de Externa(AIE)

5 PF

7 PF

10 PF

Fonte: IFPUG, 1999

Interface


Estudo de casos: Considere o DFD abaixo:

Primeiro passo: Determinar o escopo da contagem. Foi dito pelo usuário que receberia a informação de alunos de outro sistema, portanto, estamos considerando o Usuário com arquivo de interface externa. Segundo passo: O sistema é novo e vamos fazer a contagem para desenvolvimento. Não existe migração de dados ou projetos auxiliares na implantação: Processos básicos do usuário são par a manutenção de arquivo de empréstimos, autores e livros Terceiro passo: determinação das contribuições dos ALI. A Classe livro é de persistência e constitui um ALI = temos um registro lógico e quatro itens de dados: entrando na tabela temos que é de complexidade: simples A classe autor é um ALI, com um registro lógico e dois itens de dados: na tabela de complexidade é simples. A classe autoria relaciona autor com livro, portanto tem um registro lógico e como já contamos os itens de relacionamento vamos considera um item de dados A classe empréstimo associa um elemento externo com o livro. Neste caso só contamos o número de livro em livro. Temos um registro lógico e dois itens de dados, portanto verificamos na tabela que é simples:


Temos quatro ALI simples, consultando a tabela de contribuição temos 7 PF por ALI, portanto contribui com 4* 7 PF = 28 PF. Considerando os AIE temos um registro com 4 itens, portanto simples, contribuindo com mais 5 PF; A contribuição dos ALI e AIE são de 28 + 5= 32 PF não ajustados Referências: HAZAN, Cláudia - Implantação de um Processo de medições de software – agosto, 2002. Disponível em http://www.bfpug.com.br/artigos.htm. Acessado em: out. 2005 HAZAN, Cláudia - Análise de Pontos por Função – agosto, 2001. Disponível em http://www.inf.ufes.br/~falbo/download/aulas/es-g/2005-1/APF.pdf. Acessado em: out. 2005 [IFPUG99] THE INTERNATIONAL FUNCTION POINT USERS GROUP, Princeton Junction. Function Point Counting Practices Manual release 4.1.1 [s.l.], 1999. VAZQUEZ, C. E.;SIMÕES, G. S; ALBERT, R. M. Análise de Pontos de Função – Medição, Estimativas e Gerenciamento de Projetos de Software. 2005. 3.ed. São Paulo- Editora Erica

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