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HD news REVISTA

nº23 • Novembro 2016

Inclusão As histórias dos pacientes

que conseguiram garantir o direito de estudar, mesmo que à distância página 14

Estratégias

alinhadas Home Doctor desenvolve uma série de ações para ajustar processos internos, estreitar relações com operadoras de saúde e melhorar o atendimento aos clientes

Confira a versão digital

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foto: Divulgação

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índice 06 10

Matéria de capa

Social

Home Doctor realiza pesquisa para entender melhor as necessidades dos clientes e ajustar seus produtos e serviços.

Com o apoio da Home Doctor ONG promove humanização no atendimento médico e faz uma visita para pacientes pelo Dia das Crianças.

INCLUSÃO

ENTREVISTA

Pais e filhos mostram que, com empenho, crianças com síndromes raras também podem estudar.

Martha Oliveira, diretora da ANS, explica os benefícios dos projetos Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss) e o Projeto Idoso Bem Cuidado.

Gestão | 06

Sorrir é viver | 10

Pelo direito de aprender | 14

Saúde suplementar | 18

expediente Home Doctor News é uma publicação trimestral da Home Doctor Rua Capitão Francisco Teixeira Nogueira, 154 - Água Branca - São Paulo/SP - CEP 05037-030 Tel.: (11) 3897 2300 - www.homedoctor.com.br

Coordenação: Departamento de Marketing da Home Doctor Jornalista Responsável: Carolina Vivas (MTB - MG09301) Responsável Técnico: Dr. Ari Bolonhezi - CRM nº 49940 Conselho Editorial: Dr. Emilio De Fina Jr, Dr. Ari Bolonhezi e Dr. José Eduardo Ramão, Sócios-Diretores da Home Doctor Arte: Francisco Yukio Porrino

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Editora Conteúdo Rua Dr. Luis Migliano, 1986 cj. 617 – Morumbi – São Paulo. Tel.: (11) 3898-0195 www.conteudoeditora.com.br Edição de textos: Melissa Kechichian • melissa@conteudoeditora.com.br Reportagem: Abgail Cardoso • abgail@conteudoeditora.com.br Ines Caravaggi • ines@conteudoeditora.com.br Revisão: Gabriela Artemis


carta ao leitor Foto: Ricardo Benichio

Novembro/2016 Edição 23

Dr. Ari Bolonhezi Sócio-Diretor da Home Doctor

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Via de mão dupla

empre em busca da mais alta qualidade na prestação de serviços, iniciamos na Home Doctor um projeto de maior aproximação com os clientes de todos os segmentos. Nosso objetivo é entender as necessidades de cada um deles para ajustar nossos serviços à suas demandas e especificidades. Contratamos uma consultoria externa para realizar uma pesquisa com os clientes, dando a eles a possibilidade de expressar suas opiniões com total abertura. A partir do resultado desse estudo, iremos elaborar um plano de melhoria e já começamos a implementar ações para intensificar o relacionamento. Essa é uma via de mão dupla. Além de ouvir os que contratam nossos serviços, reforçamos a divulgação dos

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atributos da Home Doctor, reconhecida por sua qualidade técnica superior, num mercado altamente competitivo. Somos pioneiros na área de assistência domiciliar e uma das poucas empresas com acreditação pela ONA nível 3. Estamos preparados para atender casos de alta complexidade, oferecendo assistência, apoio e segurança aos pacientes. Um exemplo de atuação de nossos profissionais é o acompanhamento feito a pacientes com deficiência ou alguma doença limitante, permitindo que possam estudar e até trabalhar. Essas e outras iniciativas da Home Doctor fazem parte dessa nova edição da revista HD News. Boa leitura! Dr. Ari Bolonhezi

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HDNEWS | notas

Bem-estar urbano O Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizou um estudo que determina o Índice de Bem-Estar Urbano das cidades brasileiras. O levantamento, inédito, revela que das 27 capitais, Vitória aparece no topo da lista . O estudo considerou cinco indicadores de qualidade: mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento de casa para o trabalho; condições ambientais (arborização, esgoto a céu aberto, lixo acumulado); condições habitacionais (número de pessoas por domicílio e de dormitórios); serviços coletivos urbanos (atendimento adequado de água, esgoto, energia e coleta de lixo); e infraestrutura. Ao lado a lista das capitais com melhores resultados:

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Localizada na Serra Gaúcha, a 170 quilômetros da capital Porto Alegre, a cidade de Veranópolis se tornou conhecida como a “Terra da Longevidade”. Com uma expectativa de vida em torno de 78 anos – 10 acima da média nacional –, o município vem atraindo a atenção das pesquisas sobre envelhecimento. Em pouco mais de 20 anos, os idosos da cidade já foram objeto de estudo em 25 dissertações de mestrado, 11 teses de doutorado, 19 artigos científicos e mais de 50 trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais. Segundo o geriatra Emílio Moriguchi, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Unisinos, uma das razões da longa vida é a boa alimentação. Como exemplos, ele cita a polenta, que é assada no fogão a lenha, o milho e as verduras plantadas no quintal, o gado e os frangos criados soltos. Veranópolis, agora, está pleiteando o título de “Cidade Amiga do Idoso”, da Organização Mundial de Saúde, uma seleta rede mundial integrada por 320 municípios.

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Vitória (ES) – 0,9000 pontos 2º Goiânia (GO) – 0,8742 3º Curitiba (PR) – 0,8740 4º Belo Horizonte (MG) – 0,8619 5º Porto Alegre (RS) – 0,8499 12º São Paulo – 0,8119

Contribuição à saúde Foto: Divulgação

A terra da longevidade

Verdadeira febre mundial, o jogo eletrônico Pokémon GO – que colocou nas ruas de vários países uma multidão à procura dos monstrinhos virtuais – também dá sua contribuição na área da saúde. O Hospital C.S. Mott Children’s, de Michigan, nos Estados Unidos, vem utilizando o jogo como um incentivo para tirar as crianças da cama. Graças ao jogo, as crianças passaram a se movimentar e a se comunicar mais, mudando a rotina do hospital. Já na Inglaterra, o Pokémon GO ajudou um jovem autista – Adam Barkworth, de 17 anos – a superar o medo de sair de casa. Segundo relato de sua mãe, ele passou a interagir com outras pessoas em suas andanças em busca de Pokémons. Lançado em julho deste ano, o jogo eletrônico de realidade aumentada voltado para smartphones foi o mais baixado em seu primeiro mês. Para saber mais, acesse www.pokemongo.brasil.com


Tempo de descanso coletivo internacional de pesquisadores ligados à Durham University, na Inglaterra, o “Teste do Descanso” procurou por meio de uma série de questionamentos o que significa “descansar” para pessoas de diferentes partes do mundo. Ao todo, 18 mil pessoas de 134 países participaram do estudo. Confira a lista das atividades relaxantes mais citadas pelos entrevistados:

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Depois de um dia estressante nas grandes cidades é comum ouvir boa parte das pessoas reclamarem de cansaço. Mas quais são as atividades mais relaxantes para amenizar um dia de trabalho? Os resultados de uma recente pesquisa sobre o assunto indicam que, para se sentirem plenamente descansadas, boa parte das pessoas precisa estar sozinha. Realizada pela BBC e o Hubbub, um

1º - lugar – ler

2º - contato com natureza

3º – estar sozinho

4º - ouvir música

5º - não fazer nada

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Tecnologia como aliado Se você sofre com noites mal dormidas ou tem problemas com insônia, saiba que já existem alguns aplicativos no mercado que prometem ajudar os usuários a terem um sono de melhor qualidade. Confira abaixo:

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Divulgado no mês de setembro, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu que ao menos 92% das pessoas vivem em locais onde a qualidade do ar não se enquadra nos padrões fixados pela organização. A OMS estima que, a cada ano, cerca de 3 milhões de mortes estão relacionadas à exposição de agentes contaminantes no ar. Entre os principais causadores estão: modos ineficientes de transporte, a queima de combustível e rejeitos, as centrais elétricas e as atividades industriais, e fenômenos naturais como as tempestades de areia. O Brasil está em uma etapa intermediária em relação aos países com maiores índices de poluição do ar, atrás da América do Norte e da Europa, porém à frente da Ásia, Oriente Médio e África.

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Fora dos padrões

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HDNEWS | Matéria de capa

Por Abgail Cardoso

Com o objetivo de melhorar os serv operadoras de saúde, Home Doctor de necessidades dos clientes e r

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uma manhã do mês de agosto, todas as áreas da matriz da Home Doctor, em São Paulo, estavam mobilizadas para receber a visita dos executivos da Cassi, a operadora de autogestão de saúde dos funcionários do Banco do Brasil. Os convidados tomaram um café da manhã com os responsáveis pela área comercial e assistencial, conversaram sobre o relacionamento entre as empresas e conheceram a estrutura diferenciada oferecida pela Home Doctor. O evento foi o primeiro de uma série de encontros que a empresa planeja organizar e parte de um projeto que busca maior aproximação com os clientes de todos os segmentos. “Queremos estreitar as

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relações para ajustar nossa prestação de serviço”, afirma Dr. Cláudio Flauzino, diretor-executivo da Home Doctor. Para isso, a empresa contratou o Instituto Ágora Estudos e Projetos em Qualidade de Vida – uma consultoria especializada no setor de saúde – para realizar uma pesquisa em nome da Home Doctor. “Optamos por uma consultoria externa para que os clientes tivessem total abertura para expressar suas opiniões, expectativas e demandas, sem nenhum constrangimento. Porque nossa intenção é ouvir, entender e conseguir ajustar ou formatar nossa prestação de serviço para atender às demandas e especificidades dos clientes”, explica o diretor.


viços prestados e estreitar relações com as esenvolve uma série de ações para entender as rever e ajustar processos e serviços

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HDNEWS | Matéria de capa Fotos: Divulgação

Iolanda, do Instituto Ágora: pesquisa com representantes de operadoras para avaliar a imagem da Home Doctor

O trabalho começou no segmento de autogestão e envolveu as operadoras ABET-Plamtel, Cabesp, Sabesprev, Saúde Caixa, Eletros, Fio Saúde e PASA. As entrevistas com os responsáveis pelo relacionamento com a Home Doctor foram feitas pessoalmente por Iolanda Ramos, do Instituto Ágora, que é especialista em gestão de saúde, atuou durante 15 anos na Diretoria de Operadoras de Saúde e foi presidente da UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde). “Uma das premissas desse projeto era que as entrevistas fossem presenciais com o objetivo de captar cada reação dos entrevistados. Outro requisito é que eu teria total liberdade para trazer a minha percepção e que essas informações seriam conduzidas de forma profissional, sem que isso criasse ressentimentos”, afirma. Impressões do mercado Logo após o primeiro mês de entrevistas, Iolanda apresentou um relato inicial para os superintendentes,

Inovação em processos e serviços para oferecer cada vez mais qualidade aos clientes

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gerentes e supervisores da área comercial, áreas assistenciais envolvidas no atendimento aos pacientes e das filiais para transmitir as primeiras impressões do mercado em relação aos serviços prestados pela Home Doctor. “Debatemos os pontos fortes e aqueles que precisavam melhorar”, observa Dra. Miriam Moreira, superintendente comercial da Home Doctor. Foram tomadas ainda outras providências para atender a especificidades apresentadas, como a reorganização de processos e a formatação de relatórios com informações e estatísticas realmente úteis. Segundo Dra. Miriam, a equipe decidiu também intensificar o relacionamento e facilitar a comunicação diária. “Estabelecemos pontos focais para cada carteira, na matriz e nas unidades, e divulgamos esses contatos para os clientes. Dessa forma, fica mais claro com quem falar para encaminhar qualquer demanda, e garantimos providências e respostas mais rápidas”, explica. O café da manhã com cada operadora, individualmente – como o realizado com a Cassi – é outra providência para estreitar os contatos. “Além de apresentar os pontos fortes pessoalmente, podemos pontuar questões técnicas de interesse de cada cliente. É também uma oportunidade para conhecer nossa estrutura diferenciada, que inclui, por exemplo, o serviço de assistência farmacêutica e equipamentos.” Dr. Flauzino explica a razão da escolha da autogestão como segmento inicial. “Nascemos e crescemos atendendo operadoras de autogestão, mas nos últimos anos observamos uma queda na demanda. Nosso crescimento ocorreu mais nas seguradoras e medicinas de grupo. A autogestão é estratégica para nós”, afirma. Segundo Iolanda, essa iniciativa da Home Doctor de ouvir os clientes para buscar o rea-


Visão integrada Da captação até a alta, todas as informações sobre o paciente atendido pela Home Doctor estão agora concentradas em núcleos operacionais e podem ser acessadas por toda a equipe envolvida nesse atendimento – enfermeiro, médico e pessoal administrativo. “Democratizamos as informações”, resume o superintendente técnico-operacional, Dr. Wolf Goldenstein. Segundo ele, a criação dos núcleos operacionais – chamados internamente de Núcleos Cases – permite o controle integral do paciente, em relação a orçamento, glosas, prorrogação ou rehospitalização e pendências. “Antes, essas informações eram compartimentadas, quem cuidada de uma parte não sabia da outra”, lembra. Além de uma visão integrada de cada caso, a estruturação dos núcleos deu agilidade ao processo, diminuindo o tempo de resposta às operadoras. Permite, também, identificar eventuais erros e corrigi-los de forma mais rápida. “Outro ganho é a padronização do fluxo em todas as filiais, um aspecto importante no processo para obter a acreditação canadense”, explica. linhamento das estratégias operacionais e comerciais é inovadora. “A empresa demonstrou coragem e maturidade para, de peito aberto, ouvir críticas e sugestões para melhorar ou corrigir o que fosse necessário. Nessa ida a campo para entrevistas pessoais, conseguimos informações valiosas, situações que estavam permeando a relação contratante-contratado, que provavelmente o gestor não conseguiria identificar por outras vias”, explica. Diferencial competitivo Além de informações para basear planos de ação de melhoria dos serviços, a pesquisa feita pelo Instituto Ágora identificou fortemente que a Home Doctor é reconhecida por sua qualidade técnica superior no mercado. “Como uma das pioneiras, com mais de 20 anos, a Home Doctor

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é líder, ganhou muitos prêmios e é uma das poucas que têm acreditação pela ONA nível 3, além de ter desenvolvido uma estrutura diferenciada, com um centro logístico fantástico, o que a diferencia para atender alta complexidade. Mas precisa divulgar mais essas qualidades para se diferenciar num mercado altamente competitivo”, recomenda Iolanda. De acordo com ela, muitas operadoras não conheciam esses diferenciais, que acabam influenciando o preço dos serviços. “Por que hospitais de primeira linha custam caro? Certamente, não é só pelo luxo das instalações, mas pela qualidade da equipe e da estrutura. A Home Doctor, no setor de atenção domiciliar, pode ser comparada a hospitais diferenciados. O mercado precisa conhecer seus diferenciais para valorizar no sentido de preço”.

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HDNEWS | social

Sorr o i ir é o melhor reméd Home Doctor apoia projeto pioneiro, ligado à Faculdade de Medicina do ABC, voltado para humanização do atendimento

ONG Sorrir é viver: desde 2002 levando alegria a pacientes

ara os estudantes da Faculdade de Medicina do ABC, sorrir é um ótimo remédio. Desde 2005, os médicos em formação nessa instituição estão engajados em um projeto pioneiro no Brasil – o Sorrir é Viver, que promove a humanização da Medicina espalhando alegria e conforto a pacientes de todas as idades em hospitais públicos da Grande São Paulo. O Sorrir é Viver, que agora conta com o patrocínio da Home Doctor, teve como inspiração o trabalho bem-sucedido dos Doutores da Alegria e as pesquisas e

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ideais do médico norte-americano Dr. Hunter “Patch” Adams sobre os benefícios da humanização hospitalar. O projeto começou a ser estruturado em 2002, mas somente três anos depois foi possível começar a capacitar os alunos por meio do curso implantado pelo ator formado em arte clown (arte do palhaço) Antonio Correa Neto. Até 2012, ele foi o responsável pela direção artística do Sorrir é Viver, que hoje tem novos professores e outras duas vertentes – os Contadores de História e os Musicantes.


ão Fotos: Divulgaç

Além de primeira Faculdade de Medicina do país a trabalhar com a arte clown, a FMABC é pioneira na implantação de um curso especialmente desenvolvido para isso, a Disciplina Eletiva de Humanização. “Acabamos por nos tornar uma referência. Diante do interesse de outras faculdades, surgiu o Congresso Medicina, Cultura e Arte, que já está em sua 7ª edição. Foi realizado primeiramente em São Paulo, mas agora já é organizado em estados como Pernambuco e Ceará”, informa Caroline Rethe, estudante do 4º ano de Medi-

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cina e responsável pela área de Apoio e Parceria do Sorrir é Viver. A partir do segundo ano, os estudantes interessados podem se inscrever. Eles passam por um processo seletivo para admissão no curso especializado na formação de palhaços. Os aprovados têm de conciliar a intensa rotina de estudos com as visitas aos pacientes. Todas as segundas-feiras, eles dedicam 3 horas de seu tempo para aprender a utilizar a arte lúdica como ferramenta de qualificação profissional e transforma-

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HDNEWS | social Um dia especial ção do ambiente hospitalar. “O objetivo é melhorar a formação médica, tornar o profissional mais humano”, destaca Caroline. Ela conta que a experiência tem sido transformadora. “Lidamos com o medo e a fragilidade dos pacientes. Levar alegria, dar atenção, conforto é um grande aprendizado e nos emocionamos todos os dias”, afirma. Valores e ideais Atualmente, a coordenação geral do Sorrir é Viver tem 15 membros e está organizada em diretorias como Financeiro, Desenvolvimento de Novos Projetos, Logística e Apoio e Parceria. “O apoio da Home Doctor é muito importante. Somos parceiros em valores e ideais. Condutas como cuidados paliativos, por exemplo, têm tudo a ver com o nosso trabalho”, destaca a diretora da ONG. Os apoios e as parcerias, além da comercialização de camisetas, cadernos e canetas entre outros itens, permitem uma atuação diária nos hospitais Mário Covas, Anchieta e Maria Braido e, também, no Centro Hospitalar de Santo André e no ambulatório da Faculdade de Medicina do ABC. Os estudantes palhaços, contadores de história e musicantes percorrem todas as clínicas, adaptando seu repertório de acordo com a idade do paciente, seu diagnóstico e estado psicológico. As crianças requerem maior energia física e artifícios diferentes de motivação e divertimento. “Já os adultos, em sua maioria, não querem saber de brincadeiras. Eles querem conversar, porque muitas vezes a família não pode visitá-los, e querem dividir suas angústias ou contar como foi o seu dia. É muito importante saber seus nomes e dar toda a atenção de que eles precisam”, conta Caroline. Os integrantes do Sorrir é Viver também participam gratuitamente de feiras e outros eventos da área da Saúde, onde aproveitam para divulgar o projeto e vender seus produtos.

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Pequenos pacientes da Home Doctor receberam uma visita muito especial na manhã do dia 1º de outubro. Divididos em seis equipes, os voluntários da ONG Sorrir é Viver fizeram a festa na casa de pacientes pediátricos que moram em Santo André, São Bernardo e São Caetano, no ABC paulista. Durante cerca de duas horas, os grupos brincaram, contaram histórias e cantaram com as crianças e suas famílias. Essa manhã alegre e totalmente fora da rotina foi um presente da Home Doctor pelo Dia das Crianças. O objetivo foi levar alegria e humanização para pacientes entre 2 e 12 anos. “A receptividade foi incrível. Foi uma manhã cheia de encontros e com muito carinho. Quando falamos do tipo de trabalho que a ONG realiza, muitas pessoas acham que estamos fazendo bem aos pacientes. Eu tenho certeza de que eles nos fazem um bem muito maior”, afirma. Caroline Rethe, responsável pela área de Apoio e Parceria da ONG. “O Projeto Sorrir é Viver é espetacular, sensacional. As estudantes de medicina nos proporcionaram um momento de lazer, emoção, uma troca de energia de vida, vibração de puro amor. Vimos que estávamos diante de verdadeiros seres humanos que levaram aos pacientes - com suavidade e alegria - não só a medicina, mas a humanização entre os dois lados - médico e paciente. Parabéns pelo projeto! Agradecida de receber esta bela visita em nosso lar.” Mirela Ensinas Leonetti é mãe de Fernando, de 12 anos “A iniciativa da Home Doctor de proporcionar, por meio da ONG Sorrir é Viver, um dia diferente, nos deixou muito felizes. Esta ação faz com que o paciente, que já passou por tantos obstáculos e sofrimento, encare a vida de uma forma diferente. Julinha interagiu bastante, do seu jeitinho claro, ficou vidrada nas músicas, prestando atenção e rindo das brincadeiras dos atores. Foi uma experiência mágica e muito emocionante. Esperamos de verdade que este tipo de ação continue para todos os pacientes, principalmente as crianças. Proporcionar alegria só nos faz acreditar que a vida realmente vale a pena. E ver no rostinho dela o sorriso, ahhh isso não tem preço.” Flávia e Júlio Simões são pais de Júlia, de 5 anos


HDNEWS | parceria

Princípios compartilhados

dores. Tem exclusividade, no Brasil, na distribuição do Essure, produto da Bayer para fazer laqueadura tubária ambulatorial, liberado pela Anvisa em 2009. “Trabalhamos com toda a linha de material médico-hospitalar”, resume o executivo. Fotos: Divulgação

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parceria teve início em 1998, quando a Comercial Commed – uma empresa de distribuição de medicamentos e produtos médico-hospitalares – começou a fornecer alimentação enteral para pacientes atendidos pela Home Doctor. O trabalho evoluiu e hoje completa 18 anos, envolvendo também uma ampla linha de material de consumo, como gaze, seringa, agulhas e outros descartáveis. “A Home Doctor foi nosso primeiro parceiro na área de atendimento domiciliar”, lembra Márcio Calfa Antonio, proprietário e diretor comercial da empresa. Nesses 18 anos, o relacionamento se estreitou, indo além da simples operação de compra e venda. “Há uma sinergia muito grande. A Home Doctor é uma empresa preocupada com a qualidade dos produtos e com os custos. Compartilhamos esses princípios e estamos sempre atentos à inovação para oferecer o que há de mais atualizado no mercado”, destaca. Entre os produtos inovadores fornecidos pela Commed estão os curativos da linha Hartmann com pressão negativa, que favorecem a recuperação de pacientes com grandes queimaduras ou feridas. “Com essa tecnologia, é possível reduzir o tempo de leito”, explica Calfa. Segundo ele, a Commed tem uma equipe de compras focada na busca de novas soluções. Para isso, participa de eventos do segmento no Brasil e no exterior. “Sempre que conhecemos uma nova tecnologia, um produto de ponta, levamos a nossos parceiros para melhorar o atendimento aos pacientes, com custos competitivos”, afirma. Os produtos distribuídos pela Commed são entregues tanto nas unidades da Home Doctor – em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – como nas casas dos pacientes atendidos pela empresa.

A busca por produtos de qualidade com preços competitivos marca a atuação conjunta entre a Comercial Commed e a Home Doctor há 18 anos

Sede da empresa, em São Paulo: distribuição de produtos medico-hospitalares inovadores

Mais de três décadas A Comercial Commed Produtos Hospitalares nasceu em 1980, em São Paulo, para fazer a distribuição da linha hospitalar da Johnson & Johnson. Cresceu e, hoje, se situa como uma empresa de médio porte, com 130 funcionários e uma filial em Brasília. Além da Johnson & Johnson, trabalha com 150 fornece-

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HDNEWS | Superação

Educação inclusiva Por Abgail Cardoso e Ines Caravaggi

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que para a maioria é algo absolutamente corriqueiro, para algumas crianças frequentar a escola torna-se um grande desafio, que requer força de vontade e determinação. No passado, crianças com algum tipo de deficiência ou doenças limitantes costumavam ser segregadas em escolas especiais. Mas a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, veio assegurar o direito de frequentarem classes comuns. Para isso, determina que a educação escolar deve acontecer na rede regular de ensino e que sejam providos os meios necessários. Mas os pais têm de se empenhar e muito para fazer valer esse direito garantido. Portador de uma síndrome rara chamada miopatia, uma doença muscular que traz dificuldades motoras e exige o uso de ventilação mecânica, Gabriel Freitas

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tem hoje 14 anos. Seu quadro clínico atualmente é estável, mas inspira cuidados, já que é traqueostomisado e acompanhado 24 horas por enfermagem. Semanalmente, faz terapia com fonoaudióloga e fisioterapeuta, e recebe visita do médico. Ainda assim, seus pais fizeram questão de prover a ele o acesso à escola. “Fizemos a fase pré-escolar na rotina caseira mesmo. Desde pequeno, para desenvolver a parte cognitiva, o estimulamos com jogos de tabuleiro, de memória, cartas. Além disso, eu, a mãe, o irmão, amigos e a própria equipe de enfermagem ajudamos na pré-alfabetização”, lembra Carlos Henrique S. M. B de Freitas, pai de Gabriel. Já para oferecer o ensino fundamental ao filho, Carlos Henrique e a esposa Maria Auxiliadora enfrentaram algumas dificuldades. Depois de muita procura,


Fotos: Catar ina Vallim

As histórias dos pacientes que apesar das dificuldades impostas por algum tipo de deficiência conseguiram garantir o direito de estudar, mesmo que à distância

Gabriel Freitas

os pais conseguiram fazer a matrícula numa escola regular que enviava a professora para ministrar as aulas na residência. “Com aulas de cerca de uma

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hora e meia a duas horas, três vezes por semana, ele acompanhava o currículo das crianças que frequentavam quatro horas de aula, cinco dias por semana”, orgulha-se Freitas. Com a dedicação da professora Viviane, o ciclo fundamental, até o 5º ano, foi muito bem. Gabriel aprendeu a ler e a escrever, mas fazia os exercícios e provas oralmente, já que essas atividades exigem muito esforço dele. “As limitações são físicas, ele tem dificuldades motoras. Mesmo assim, apresentava resultados muito bons. Muitas vezes, tirava notas mais altas do que os alunos que frequentavam a escola.” A passagem para o ciclo fundamental 2 trouxe novas desafios, porque, a partir do 6º ano, aumenta o número de disciplinas e cada uma é ministrada por um professor diferente. Essas dificuldades pedagógicas

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HDNEWS | Superação

Para saber mais

Miopatia – condição neurológica genética que afeta os músculos causando fraqueza nos membros superiores, inferiores e ocasionando também dificuldades na deglutição, na fala e na visão – dependendo de cada caso.

impuseram a interrupção dos estudos na metade do 7º ano, mas não o impedem de continuar aprendendo. Gabriel adora livros, principalmente de mitologia. Vilmary, uma grande amiga, vai à casa da família, em Osasco, toda semana. A Saga de Eragon (6 livros), As Crônicas de Narnia, os cinco volumes de Percy Jackson são alguns dos muitos títulos que Vilmary já leu para Gabriel, que faz questão de ter um dicionário por perto para que ela explique o significado de palavras desconhecidas. Com o pai, assiste a filmes de ficção científica e dos heróis da Marvel. “Infelizmente, não foi possível que ele continuasse estudando. Mas foi uma experiência aprovada, muito positiva para ele. Recomendo. Todo o esforço valeu pena”, conclui. Processo de alfabetização Diagnosticado com miopatia congênita miotubular, mas com o potencial cognitivo preservado, atestado pela AACD, Matheus Teles de Almeida, que está com 14 anos, também estuda a partir de sua casa. Quando era pequeno, a própria mãe, Lilba, se encarregou da tarefa de começar o processo de alfabetização. Mas seu sonho era vê-lo frequentar a escola regular. “Quando eu consegui que a professora do primeiro ano viesse dar as aulas em casa, ele já estava com 10 anos, eu já estava ensinando separação silábica. Pulei um monte de etapas”, lembra Lilba, que procurou ajuda na Secretaria de Ensino do município, levando uma proposta de inclusão escolar dentro de casa. No início, a professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Pastor Josias Baptista, em Osasco

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Amiotrofia espinhal – é uma doença degenerativa de origem genética. É uma das mais comuns do sistema nervoso central e a mais frequente dentre as doenças autossômicas recessivas, com incidência de um para dez mil nascimentos.

Matheus Teles de Almeid a

(SP), ia até a casa de Matheus três vezes por semana. Alguns meses depois, quando o menino ganhou um notebook de presente da coordenadora e da diretora, surgiu a ideia de inseri-lo na sala de aula a distância. “ Agora, ele participa por meio do Skype, três vezes por semana durante uma hora, e dois dias a professora vem em casa”, conta. Os amigos de turma o veem num telão, e Matheus interage com eles pelo notebook, com o apoio da mãe. “Até agora, deu muito certo. Ele já está no 5º ano. O contato com as crianças faz muito bem pra ele. Ver que meu filho sabe ler é muito bom”, diz Lilba. Segundo ela, Mateus escreve com caneta piloto e em letras de forma grandes. O filho gosta muito das aulas e é bom em matemática. “Já me garantiram que terá continuidade em 2017, quando ele vai para o 6º ano.”


HDNEWS | Investimento

Melhoria constante Por Abgail Cardoso

GO! Emergências está unificando o serviço de Orientação Médica Telefônica (OMT) em uma central que prestará o atendimento nacionalmente. A equipe de OMT fica em São Paulo e conta com médicos que atendem pacientes das filiais São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Em breve, incluirá também a filial Salvador. “A centralização da Orientação Médica Telefônica é mais uma ação em busca de maior eficiência e de segurança do paciente. Essa iniciativa melhora a qualidade do serviço, ao seguir protocolos de atendimento, e dá garantia de registro da informação”, afirma Dr. Cláudio Flauzino, diretor-executivo da Home Doctor. A postos 24 horas por dia, essa equipe esclarece dúvidas e dá orientações para primeiros socorros, evitando deslocamentos desnecessários para casos de baixa complexidade. Mas, quando necessário, o serviço de OMT conta com a retaguarda de uma equipe que pode fazer o atendimento presencial. Pode atender, além da própria Home Doctor, pacientes de outras empresas de atenção domiciliar. Chamado de Atendimento Pré-Hospitalar, esse serviço possui sistema operacional próprio, com classificação de criticidade do atendimento e geoposicionamento da frota, o que permite atender os casos mais graves em menor tempo. Por fazer parte do Grupo Home Doctor, a GO! Emergências possui expertise no atendimento a pacientes em internação domiciliar. A equipe GO! conta com infraestrutura e treinamentos voltados para o atendimento na residência, evitando hospitalizações desnecessárias. Altamente exigente Inicialmente pensada para atender às necessidades da Home Doctor em remoções, a GO! Emergências é um projeto muito especial para a empresa. “Ao incorporar a GO! Emergências, a Home Doctor trouxe

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Fotos: Divulgação

Em busca de maior eficiência e segurança aos pacientes, a GO! Emergência Médicas, empresa do grupo Home Doctor, unifica central telefônica para atendimento nacional

Sistema operacional que permite atender casos mais graves em menos tempo

Moderna frota de ambulâncias e atendimento 24 horas por dia

Profissionais com experiência no atendimento a pacientes em atenção domiciliar

para seus clientes e pacientes a experiência de mais de 20 anos. Além de remoção com uma moderna frota de ambulâncias e Orientação Médica Telefônica, a GO! Emergências realiza os serviços de Atendimento Pré-Hospitalar, Cobertura de Eventos e Área Protegida”, afirma Dr. Flauzino.

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HDNEWS | entrevista

Indicadores Por InĂŞs Caravaggi

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de qualidade

Programas da ANS como o Qualiss e o Idoso Bem Cuidado permitem aos usuários encontrarem informações mais claras sobre rede de prestadores de serviços na área de saúde suplementar melhoria contínua da prestação de serviços é o alvo de duas iniciativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – a agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde, responsável pelo setor de planos de saúde no Brasil. Martha Oliveira, diretora de desenvolvimen-

to setorial da ANS, explica nesta entrevista à Revista HD News quais os objetivos e como funcionam o Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss) e o Projeto Idoso Bem Cuidado, que envolvem vários elos da cadeia do mercado de saúde suplementar.

HD NEWS – Qual o objetivo da criação do Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss)? Martha Oliveira – A ANS avalia que o mercado de planos de saúde no Brasil precisa investir continuamente na melhoria da qualidade e ampliação das informações sobre prestadores de serviços da rede de atendimento. Por isso, foi criado o Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss). Com as informações relacionadas à assistência oferecidas pelo Qualiss, os beneficiários de planos de saúde podem fazer melhores escolhas baseadas em qualidade. E as operadoras podem investir em redes assistenciais mais efetivas na solução de problemas de saúde. Além dis-

so, os prestadores podem aperfeiçoar seus processos e desempenhos assistenciais. HD NEWS - Quando foi lançada a primeira edição do Qualiss? M.O. – A primeira versão foi lançada em 2011. Em junho de 2015, a ANS iniciou discussões que resultaram em uma nova normatização. A revisão tornou o processo mais acessível e eficiente, com novas regras que agilizam o ingresso de hospitais, serviços de diagnóstico e profissionais de saúde no programa, além de unificar as normas existentes. As mudanças resultarão em informações mais claras sobre a qualidade da rede de prestadores e darão mais subsídios às contratações entre prestador e operadora.

Ilustração: Divulgação

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HDNEWS | entrevista Foto: Divulgação

HD NEWS - Quais os principais benefícios do programa? M.O. – A vantagem do Qualiss é a própria disseminação e uso de informações, que beneficiam vários elos da cadeia produtiva do mercado da saúde suplementar e o consumidor. O programa é uma alternativa gratuita para os prestadores que desejarem ter sua qualidade avaliada. A ANS procurou estabelecer um conjunto bastante simples e reduzido de indicadores para conferir agilidade e velocidade ao processo.   HD NEWS – E como são reunidas essas informações? M.O. – O novo modelo do programa prevê a utilização do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para o registro dos atributos e contará com a parceria de três tipos de entidades participantes: acreditadoras, colaboradoras e gestoras de outros programas de qualidade. Essas instituições serão responsáveis pela obtenção dos dados e pelo monitoramento dos indicadores, além do acompanhamento, avaliação e envio das informações à ANS.   HD NEWS - Como participar do programa? M.O. – A participação de estabelecimentos e profissionais de saúde no Qualiss é voluntária. Para fazer parte do programa, cada prestador deve apresentar

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Com as informações oferecidas pelo Qualiss, os beneficiários de planos de saúde podem fazer melhores escolhas baseadas em qualidade Martha Oliveira, ANS um conjunto específico de atributos conforme o tipo de estabelecimento do qual faz parte. HD NEWS - Que atributos são esses? M.O. – Os atributos são instrumentos associados à melhoria da qualidade na atenção à saúde – por exemplo, o certificado emitido por acreditadoras de serviços de saúde ou pelo INMETRO, bem como a participação no Sistema de Notificação de Eventos Adversos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Notivisa/ Anvisa). Há também o Certificado de Qualidade obtido no Programa de Monitoramento PM-Qualiss. As qualificações obtidas são obrigatoriamente divulgadas à sociedade, de forma padronizada, pelas operadoras de planos de saúde.


HD NEWS - Como o programa é de participação voluntária, qual a expectativa da ANS em relação à adesão dos prestadores de serviços? M.O. – A ANS avalia como bastante positiva a adesão de hospitais ao Qualiss, já que a divulgação de atributos de qualidade é crucial para a imagem da instituição. Até porque esse programa visa estimular a melhoria da avaliação do setor, e as informações consolidadas podem auxiliar os próprios prestadores na gestão interna. HD NEWS - E Projeto Idoso Bem Cuidado? É também uma iniciativa voltada à qualidade dos serviços? M.O. – O projeto Idoso Bem Cuidado foi apresentado a especialistas e gestores de saúde no dia 24 de maio de 2016, durante um encontro promovido pela ANS para discutir novos modelos de atenção na saúde suplementar, no Rio de Janeiro. O debate chamou a atenção para a necessidade de mudanças no sistema de cuidado em saúde, em busca de melhores resultados assistenciais e econômico-financeiros capazes de garantir a qualidade dos serviços e a sustentabilidade do setor. HD NEWS - Quais os seus principais objetivos? M.O. – Melhorar a assistência prestada ao idoso. O modelo de cuidado que está sendo proposto pela ANS às operadoras e prestadores é composto por cinco níveis: acolhimento, núcleo integrado de cuidado, ambulatório geriátrico, cuidados complexos de curta duração e de longa duração. HD NEWS - O que propõe o novo modelo? M.O. – Um ponto fundamental é a coordenação do atendimento prestado desde a porta de entrada no sistema, e ao longo de todo o processo de cuidado. Espera-se, com isso, evitar redundâncias de exames e prescrições, interrupções na trajetória do usuário e complicações e efeitos adversos gerados pela desarticulação das intervenções em saúde.   HD NEWS - Quais os ganhos para o sistema de saúde suplementar e para os cidadãos? M.O. – A proposta é apoiada em duas premissas: a mudança da prestação dos serviços, com a implementação de um modelo de cuidado mais organizado e eficiente para o idoso e também para

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o sistema de saúde; e a adoção de modelos de remuneração alternativos ou complementares ao que é atualmente utilizado – fee-for-service, ou seja, pagamento por procedimento ou serviço. O modelo proposto reforça também a necessidade de integração do cuidado por meio da figura do navegador, um profissional de saúde que tem a responsabilidade de conduzir e articular os diferentes momentos do percurso do paciente pela rede assistencial. Em relação à remuneração, está sendo proposta a adoção de modelos alternativos capazes de romper com a sucessão de consultas fragmentadas e descontextualizadas da realidade social e de saúde da pessoa idosa. HD NEWS - Quem pode participar do projeto? M.O. – Quaisquer operadoras ou prestadores interessados na revisão de modelos de atenção que possam contribuir para a melhoria do atendimento aos idosos.   HD NEWS - Em que estágio está esse processo? M.O. – A ANS deu início à implementação do projeto Idoso Bem Cuidado com a formalização, no dia 6 de setembro deste ano, da adesão das operadoras e prestadores de serviço à iniciativa. Ao todo, 64 propostas foram selecionadas de um total de 74 recebidas pela ANS. O número de projetos que serão implementados é quatro vezes superior ao inicialmente previsto, o que demonstra o interesse do setor. HD NEWS - Quais os indicadores que serão monitorados? M.O. – A ANS vai monitorar e mensurar o projeto com o acompanhamento de uma série de indicadores. Os obrigatórios são: número de consultas (com médico generalista, especialistas e equipe interdisciplinar); taxa de readmissão hospitalar; frequência e tempo médio de internação; frequência de idas a emergência; índice de retorno ao médico de referência; utilização de instrumentos específicos de medição de saúde de idosos; modelo de remuneração integrado ao assistencial; percentual de idosos assistidos pelo “navegador” (profissional de saúde que tem a responsabilidade de conduzir e articular os diferentes momentos do percurso do paciente pela rede assistencial); e percentual de utilização de sistema de informação integrado.

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HDNEWS | HD em ação

Outubro Rosa “A saúde da mulher moderna” é o tema de uma palestra realizada pela ginecologista Ana Lúcia Beltrame, que, entre outros, atua no corpo clínico dos principais hospitais de São Paulo e faz parte da equipe que criou o Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio Libanês. A palestra, no dia 26 de outubro na unidade São Paulo, é uma das ações realizadas como parte do Outubro Rosa. O mês, que enfatiza a importância da prevenção do câncer de mama, começou com post nas redes sociais da Home Doctor e a distribuição de algodão-doce e de um panfleto educativo.

Cenário em debate

Com a realização de exames de glicemia, aferição de pressão arterial e cálculo de índice de massa corporal, a Home Doctor é um dos tradicionais parceiros do Dia da Cidadania, um grande evento social promovido pela SulAmérica que oferece gratuitamente serviços de saúde e atividades de educação, cultura e lazer. O evento acontece duas vezes por ano, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. A 18a edição foi realizada no dia 24 de setembro na praça da estação do metrô Estácio, no Rio de Janeiro, que fica perto da matriz da seguradora. No total, houve mais de 8 mil atendimentos de saúde, empregabilidade, orientação e lazer. O Dia da Cidadania envolveu cerca de 70 organizações, parceiros locais e 327 voluntários. Desde a sua criação, em 2009, o Dia da Cidadania SulAmérica já fez aproximadamente 40 mil atendimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O sócio-diretor da Home Doctor, Dr. Ari Bolonhezi, que também é presidente do SINESAD e diretor do NEAD, participou do painel “População Idosa e Atenção Domiciliar - Visão 360º”, que fez parte da programação do 3º Fórum de Negócios para a Cadeia de Atenção Domiciliar. Realizado em 23 de setembro, em São Paulo, o evento reuniu operadoras de planos de saúde, empresas de atenção domiciliar e interessados no setor de saúde. Foram discutidos os desafios e oportunidades para a cadeia de negócios de atenção domiciliar no atual cenário, considerando questões assistenciais e de qualidade no atendimento. Também foram temas de debate a mão de obra e agenda trabalhista no Brasil, judicialização sob a luz do Novo Código de Processo Civil, transição do paciente e desospitalização, remuneração, população idosa, custos x qualidade. Estima-se que em 2050 serão 75 idosos para cada 100 brasileiros, o que pode aumentar a demanda de serviços de atenção domiciliar.

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Dia da cidadania

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Vamos curtir?

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Visão abrangente O Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD) acaba de lançar sua revista, uma publicação semestral com 1.500 exemplares e também uma versão digital. A Revista NEAD é uma iniciativa do Projeto Parceria Educacional NEAD, que tem por objetivo disseminar conteúdo de qualidade a respeito dos principais temas da Atenção Domiciliar, aproximando todos os interessados no setor. A ideia é proporcionar uma visão profunda e abrangente do setor e discutir os temas mais importantes que envolvem essa atividade nos campos Gestão-Negócios, Jurídico-Regulatório, Tecnologia-Inovação, Técnico-Assistencial, Ética e Sociedade. Uma das reportagens da primeira edição da revista trata dos direitos e deveres do paciente. Acesse: www.neadsaude.org.br

Novo protocolo

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Vida saudável

Protocolo de Broncoaspiração

Chão

Como incentivo à prática de atividades físicas e por um estilo de vida mais saudável, a Home Doctor patrocina todo ano a participação de seus colaboradores na Maratona de Revezamento Pão de Açúcar. A 24a edição da prova foi realizada no dia 18 de setembro, em São Paulo. A Home Doctor foi representada por duas equipes - uma masculina e outra mista, num total de 16 colaboradores. A largada ocorreu próxima ao Obelisco do Parque do Ibirapuera, e o percurso tinha 42.195 metros.

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45º

O Comitê de Segurança do Paciente da Home Doctor criou o Protocolo de Profilaxia de Broncoaspiração, visando a prevenção de pneumonia aspirativa e a segurança dos pacientes. As equipes multidiciplinares já foram treinadas para aplicar o novo protocolo nas residências dos pacientes. Uma das ações que fazem parte do protocolo é o posicionamento na cama a 45° e, para facilitar esta aplicação, foi desenvolvida uma ferramenta de fácil visualização, que aponta a posição correta.

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HDNEWS | evento

Relações mais próximas Home Doctor organiza sessão exclusiva do espetáculo de teatro “Se fosse fácil, não teria graça”, em São Paulo para clientes, colaboradores, parceiros e pacientes

ções de relacionamento sempre fizeram parte da agenda da Home Doctor, mas nos últimos anos a empresa está buscando novos caminhos. Um bom exemplo foi a realização da sessão exclusiva do espetáculo de teatro “Se fosse fácil, não teria graça”, no dia 4 de agosto, no Teatro Tuca, em São Paulo. Escrita e interpretada pelo ator Nando Bolognesi, a peça conta sua pró-

pria trajetória desde que descobriu, há 25 anos, ter esclerose múltipla - uma doença degenerativa, incurável e com potencial incapacitante. O evento reuniu cerca de 200 convidados entre clientes, colaboradores, parceiros e pacientes e seus familiares. A Home Doctor planejou cuidadosamente o transporte dos convidados que precisavam de cuidados especiais. Confira alguns depoimentos:

Gostaria de agradecer o presente que a Home Doctor ofereceu a mim e meu esposo. Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Não damos o abraço que tanto pede nossa alma, porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso, “porque não estamos acostumados com isso”, e não dizemos que gostamos, porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos. Ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos. Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. Ainda é tempo de voltar-se para dentro e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós! Andréa Pereira, enfermeira auditora da Care Plus (Na foto ao lado de Willian Pereira)

Foi o momento ideal da minha vida pra assistir a esta peça, que mostra como dificuldades podem ser transformadas em alegrias, desafios e realizações, nos fazendo refletir sobre a vida, a morte, a existência humana. O plano era conhecer vocês na Home Doctor com o Lucas, mas... Home care não é fácil, mas vocês tornaram a minha caminhada mais tranquila e leve. Eu agradeço pelo carinho e atenção, principalmente com o meu pequeno. Tenho certeza de que de onde ele estiver vai estar cuidando de vocês também. Obrigada a toda a equipe da Home Doctor! Dr. Ari Bolonhezi, Mariana Bolonhezi e Mari Luiz, mãe do paciente Lucas Rafael

Gostaríamos de registrar nosso reconhecimento e parabenizar a equipe da Home Doctor pela excelente iniciativa proporcionada a pacientes e familiares. Agradecemos pelo empenho e atenção de todos os envolvidos. Absolutamente tudo funcionou de modo impecável. A peça é um exemplo de superação e um motivo de reflexão. Acredito que muitas pessoas possam ter saído do teatro com um novo conceito da vida. Carlos Henrique de Freitas, pai do paciente Gabriel Riul (Na foto com sua família e a Enfª Cátia Paiva)

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Revista HD NEWS Ed.23  

Edição traz entrevista com Martha Oliveira, diretora da ANS; reportagem com a ONG Sorrir é viver e histórias de pacientes que estudam em cas...

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