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Porto – Espaços da Cidade Perspectivas Prova de Aptidão Artística Design de Comunicação – Design Gráfico 2010/2011 João Diogo Mesquita


Movimento: Sing. Masc. Acto ou efeito de mover ou mover-se; Deslocação; Mudança de lugar ou posição; Evolução; Agitação; Animação; Revolta; Sedição; Marcha (ex.: dos corpos celestes ou das tropas); Gesto; Ademane.


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Casa da Música é a principal sala de concertos do Porto, em Portugal. Foi projectada pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001 (Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade. A Casa da Música foi construída junto da Rotunda da Boavista. O lugar onde está actualmente o edifício era usado para recolha e reparação dos carros eléctricos que circulavam pela cidade do Porto. A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de maneira a conseguir a forma geométrica ímpar que o edifício tem. Foi inaugurado no dia 15 de Abril 2005, pelo Presidente da República Jorge Sampaio. O Primeiro-Ministro, políticos e a sociedade do Porto estiveram presentes para o concerto, dado pela Orquestra Nacional do Porto.

A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espectáculos (oficinas, actividades educacionais, etc.) - O auditório grande tem uma capacidade inicial de 1238 lugares, mas pode variar de acordo com a ocasião. - O auditório pequeno é flexível, não sendo publicitado um número fixo de lugares, embora possa ser definida uma média de 300 lugares sentados e 650 lugares de pé, dependendo do tamanho da localização do palco, da disposição das cadeiras, da presença e do tamanho do equipamento de som e de gravação, etc. - No topo do edifício, existe um terceiro espaço para espectáculos, projectado para 250 lugares


oi urbanizada em 1861, o seu nome provém de uma batalha, travada no século X, entre os habitantes do Porto e os Sarracenos de Almançor, que terminou com a derrota dos portuenses e o consequente arrasamento da povoação. Mas a sua localização foi sempre palco de factos importantes. Sendo que do lado nascente, em direcção à Rua de St. Ildefonso, situou-se outrora o antigo cinema Águia D’ouro, actualmente desactivado. A seguir, no ângulo da Praça, fica o cinema Batalha, que substituiu o antigo cinema High-Life. No lado poente, destacam-se vários cafés e hotéis: o café Chave de Ouro, o Hotel Holiday Inn e o Hotel da Batalha ( Mercury), à entrada da Rua Cimo de Vila. Do lado sul, no centro da praça, está o monumento a D. Pedro V, obra dirigida pelo escultor Teixeira Lopes (pai). Monumento artisticamente modesto, representa acima de tudo a afeição da cidade por aquele monarca. A sul, destaca-se também o edifício do Teatro de S. João, construído em 1912-18, no local onde tinha existido o famoso teatro de ópera com o mesmo nome, destruído por um incêndio em 1908.

O local foi durante muitos anos um dos nós de trânsito mais importantes da cidade, encontrandose actualmente liberta das grandes vagas de tráfego, pela criação de percursos alternativos. Um dos imóveis mais notáveis desta praça é a antiga estação Central dos Correios, Telégrafos e Telefones (recentemente restaurada). Trata-se de um edifício brasonado dos fins do século XVIII (Palácio da Batalha). Nos anos 80 a praça foi completamente remodelada, sendo que o projecto previa que a praça seria uma área exclusiva para peões mas mais uma vez esta não se conseguiu libertar do conceito de nó de trânsito mais importantes da cidade.


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raça Gomes Teixeira, ou Praça da Universidade, ou Praça dos Leões popularmente mais conhecida, foi construída em 1877 em homenagem a um general cearense, que participou na Guerra do Paraguai. Primitivamente, esta praça era conhecida por Praça da Feira do Pão, isto porque era nesta zona que se vendiam cereais. E mais tarde era conhecida pela Praça dos Voluntariados da Rainha, pois este, era o local onde se exercitavam os militares do referido batalhão, nesta altura a praça tinha um chafariz, o Chafariz do Colégio dos Meninos Órfãos. O chafariz foi substituído pela Fonte dos Leões (originalmente Fonte Monumental) em 1887. A Fonte dos Leões foi construída em Paris pela Compagnie Génerale des Eaux pour L’Étranger.

A fonte, oferecida pela “Lyonnaise des Eaux”, nada tem de uma obra de arte, sobretudo porque foi totalmente reformulada, assim como a praça, pelas obras da “Capital Europeia da Cultura 2001”. Podemos encontrar esta praça em frente à Reitoria da Universidade do Porto, onde até 1995 funcionou a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.


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022 | 023 Nome: Jorge Simões, ‘Jorginho’ Idade: 15 anos Profissão: Estudante Actividades: Skate


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‘Jorginho’ antes de mais, como começas-te a andar de skate? E qual o motivo que te fez continuar até hoje? R: Comecei a andar graças ao meu primo Gonçalo Amaral aka NITS. Ele já andava e, um dia, pedi para andar e ‘curti’. Depois acabei por pedir um skate aos meus pais, e comecei a praticar. O meu primo depois deixou de andar e eu continuei até hoje pela sensação de estar em cima do skate ser tão boa.

Em que locais, na cidade do Porto, te inseres? E porquê? R: Em particular, gosto de dois locais aqui no Porto. A Batalha porque foi o ‘spot’ onde comecei a praticar skate e onde comecei a aprender os primeiros passos neste ‘estilo de vida’. O outro é a Casa da Música por ser, neste momento, o local que mais frequento para ‘skatar’. Na Casa da Música como já disse é o local que mais frequento e penso que comparando com a Batalha o piso e os obstáculos são melhores. Na Batalha, apesar do pessoal ser altamente não ando lá muitas vezes, prefiro a Casa da Música, mas algo que ambos os locais têm em comum é a diversão, que nunca falta fora e dentro do skate.

Por último, o que é para ti o skate? R: Para mim o skate é um estilo de vida, uma liberdade intemporal.


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Nome: Tiago de Oliveira, ‘Ghetto’ Idade: 22 anos Profissão: Tatuador/Artísta Plástico Actividades: Skate


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‘Ghetto’ o que te fez começar a andar de skate?

Como defines ‘skate’?

R: Comecei a andar de skate por causa de um amigo, os pais dele ofereceram-lhe um skate no aniversário e começa-mos a andar juntos. Depois bastou comprar um para mim e continuar sempre, até agora. A partir daí com a prática foi passar das descidas de rua sentado no skate para os flips nas escadarias.

R: Para mim o skate não é a comum visão romântica de ser “um modo de vida”, no entanto acho mais credível que seja um maneira diferente de ver as coisas no seu todo. Enquanto uma pessoa comum vê umas escadas como um acesso para algum sítio eu vejo essas mesmas escadas como um possível obstáculo. De alguma forma acaba por controlar um pouco a tua maneira de estar, visto que quando estás com mais skaters o assunto principal de todas as conversas é SKATE.

E o que te faz continuar a andar? O que procuras e sentes em cima do skate? R: Penso que o que me fez continuar tem a haver com uma busca de adrenalina e por já praticar há bastante tempo e deixar de um momento para o outro não conseguia, pois não é uma coisa que passa despercebido para mim.


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Como podes caracterizar a Praça da Batalha e Leões? R: Bem eu vou comentar estes locais sempre com um propósito, a prática da modalidade skate. Cada um tem as suas características mas tendo em conta que a Batalha, na minha opinião, tende a ser similar a Praça dos Leões. A Batalha é um local diversificado a nível de obstáculos, os blocos, os bancos, as escadas existentes nesse, dao um grande leque de possíveis manobras, tornando-a um espaço muito mais produtivo que a Casa da Música, por exemplo. Na minha opinião os pontos negativos da Batalha são, o piso pelo facto de ser muito rude e muito danificado, ainda assim é o local onde passo mais tempo a praticar. O segundo aspecto negativo do espaço e a constante ‘disputa de território’ que temos com a terceira idade pois implica constantemente por lhes estragarmos os seus queridos bancos onde passam quase 24 horas a regarem-se de vinho. ‘Os Leões’ é o melhor dos espaços. Acho que não tenho nenhuma acusação negativa ao mesmo, o piso e os obstáculos são prefeitos o que me proporciona umas agradáveis horas em cima do skate. Para além de ser um bom local para a modalidade é um espaço agradável de convivio com outras pessoas para além das que andam de skate.

Agora uma curiosidade, como vês a chegada de uma ‘nova geração’ de skaters no panorama da cidade? R: Para responder a essa pergunta acho que posso falar mais em relação à Batalha pois foi onde comecei a andar de skate, mas desde já admito que não tem havido grande evolução, mas antes o contrário. Quando comecei a andar de skate na Batalha eramos uns 12 praticantes restando agora 5 praticantes activos. Essa ‘nova geração’ de que tu falas tem aparecido de forma passageira pois andam dois meses e depois desaparecem.


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Nome: Nuno Sousa, ‘Gaia’ Idade: 33 anos Profissão: Empresário Actividades: Skate


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Em primeiro lugar, o que é para ti o skate? R: Esta é uma resposta rápida...para mim é como se fosse um membro do meu corpo e sem ele alguma coisa de errado se passa! Tirem as vossas conclusões!

E porquê o skate? Porque não outra actividade? R: Eu comecei a andar de skate por acaso. Sinceramente o que até queria fazer era surf, mas quando fiz os meus 14 anos não tive a tão desejada prancha que queria, mas sim um skate, e ainda bem que assim foi! Desde então nunca parei durante 19 anos, a não ser quando tinha lesões.

A nível de locais para a prática do skate, o que achas que Casa da Música e da Praça dos Leões vos oferecem? R: Acho que me posso gabar de ter sido dos primeiros a skatar os spots que mencionaste acima na pergunta! Á alguns anos atrás esses ‘spots’ não existiam, isto é, os locais eram os mesmos mas só depois com as obras que o Porto sofreu no ano de 2001, por ter sido a capital da cultura, é que surgiram esses spots e em relação a isso como skater acho que tenho de “ ‘agradecer’ á cidade pelos fantásticos spots que temos (apesar de não terem sido construídos a pensar em nós skaters).


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E fora do skate como vês esses locais? R: Fora do skate, também acho que são bons locais para se passar uma parte do dia a descansar e observar o que há em redor de cada uma das zonas.

Para além de viveres também espalhas o skate, não é? R: Sim é verdade. Sou empresário de uma loja de skate, na zona da Ribeira. A minha loja existe porque queria fazer alguma coisa relacionada com o skate, visto ter dado tantos anos da minha vida ao mesmo. É uma loja de um skater para os skaters e não só, é para toda a gente que de alguma maneira esteja inserida no meio ou goste das marcas que estão relacionadas com o skate. A KATE Skateshop é um projecto inovador que está situado no coração da cidade, e que apoia também e acredita no negócio local. Gostamos de quem somos e do que fazemos, não existimos pelo dinheiro, mas pelo “amor à camisola”, lutamos pelo que gostamos e queremos fazer com que o skate nunca vá abaixo na cidade do Porto e não seja apenas uma moda passageira.


Na teoria cognitiva, a perspectiva é a escolha de um contexto ou referência de onde se parte o senso, a categorização, a medição ou a codificação de uma experiência, tipicamente pela comparação com outra. Pode-se posteriormente reconhecer diversos significados de diferença subtil como o ponto de vista, o Weltanschauung, o paradigma.



PAA - EASR - 12º ano