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63 Quem sabe não esqu º

GP

TAÇA DO MUNDO FIA DE FÓRMULA 3

hoje macau SEXTA-FEIRA EQUIPAS 18.11.2016

CORRIDA NO TEMPO

UMA MODA QUE NÃO É DE AGORA Enganem-se aqueles que pensam que esta moda de certos pilotos veteranos quererem regressar ao Grande Prémio de Fórmula 3 é coisa recente. Em 1988, Stefan Johansson – que curiosamente é o manager de Félix Rosenqvist e chegou a correr pela Ferrari na F1 – aceitou o desafio de Eddie Jordan para conduzir um dos seus carros no Grande Prémio de Macau quando já estava na F1. O sueco não brilhou e, no conjunto das duas mangas, não foi além de um modesto 14º lugar. Melhor fez Julian Bailey que, depois de ter passado pela Tyrrell na F1 em 1988 e ter integrado o programa de resistência da Nissan no ano seguinte, voltou ao Circuito da Guia em 1989 para tentar vencer. O inglês terminou no segundo lugar, apenas atrás de David Brabham.

N

UM dia muito luso no Grande Prémio de Macau, António Félix da Costa conquistou a pole-position provisória para a Taça do Mundo FIA de Fórmula 3. Após ter sido o sétimo mais rápido no treino-livre da manhã, o piloto português foi o mais forte na qualificação, que teve quatro interrupções, batendo por duas décimas de segundo Callum Ilott e o super favorito Felix Rosenqvist, que procura a terceira vitória consecutiva na prova, mas que ontem se queixou do comportamento dos pneus.

ÀC ON V ER SACOM

Kenta Yamashita, o campeão japonês de F3, foi o quarto mais rápido, após ironicamente ter perdido uma roda no início da sessão. Por seu lado, Dani Juncadella, outro ex-vencedor, fez o quinto tempo, mas teve uma sessão atribulada, causando mesmo o acidente que ditou o fim prematuro da sessão, ao colidir nas barreiras de protecção da Curva dos Pescadores. “Ainda estamos no início e muito pode acontecer num fim-de-semana de Grande Prémio de Macau, mas é sempre melhor começar à frente do que atrás”, disse Félix da Costa. “Rapidamente consegui rodar depressa,

não estava muito contente com a minha sessão desta manhã, mas a equipa fez um grande trabalho em efectuar mudanças no carro e que funcionaram. Estou bastante satisfeito”, concluiu o piloto luso, que tripula um Dallara-VW da equipa inglesa Carlin. Sobre o que acontecerá daqui em diante, Félix da Costa diz que “a experiência conta muito em Macau, mas não há dúvidas que os jovens pilotos estão a andar muito e está mais difícil do que nunca”. Esta está a ser a primeira edição da prova com pneus Pirelli, depois de 33 anos de reinado da Yokohama,

“Ainda estamos no início e muito pode acontecer num fimde-semana de Grande Prémio de Macau.”

FÉLIX DA COSTA

mas por agora não houve felizmente qualquer problema. Os pilotos apenas assinalaram um maior desgaste das borrachas italianas, o que obrigou a FIA a autorizar o uso de

Filipe Clemente Souza “O OBJECTIVO É TENTAR CHEGAR AO PÓDIO”

FILIPE CLEMENTE SOUZA é bicampeão doAAMC Challenge, a categoria máxima do Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCS, na sigla inglesa) e é um dos pilotos do território que almeja um lugar no pódio na Taça de Carros de Turismo de Macau – CTM. Souza ocupa o terceiro posto no campeonato TCR Asia Series que, integrado na Corrida da Guia, também pontua e chega ao fim em Macau. Podia ter corrido na Corrida da Guia, onde é terceiro no TCR Asia, como na Taça CTM. Porque é que escolheu esta última? ACorrida da Guia é uma prova a pensar nos concorrentes internacionais. A Taça CTM é mais pensada para pilotos como eu, pilotos locais. As hipóteses de conseguir um bom resultado à geral são muito maiores para mim na Taça CTM do que são na Corrida da Guia, onde as equi-

pas e os pilotos do TCR International Series têm outros meios à disposição que nós, pilotos de Macau, não temos. Paul Poon e a equipa Teamworks Motorsport têm dominado a Taça CTM e são novamente favoritos. Acha que tem alguma hipótese de lutar pelos lugares da frente? Estou confiante que sim, que este ano o meu carro está mais forte. Fiz várias alterações no meu carro (Chevrolet Cruze 1.6T) para a corrida deste ano e está melhor ainda do que estava quando vencemos o AAMC Challenge no Circuito de Zhuhai. O carro agora tem um motor novo, mais potente, e o objectivo é terminar nos lugares do pódio. Sempre foi um dos pilotos que se manifestou contra o actual regulamento 1.6T Produção que tem criado dificuldades à maioria dos pilotos da RAEM.

O regulamento 1.6T da Taça CTM foi introduzido com o intuito de não se gastar tanto dinheiro, mas não foi isso que aconteceu. Estamos a gastar mais do que antes. É um regulamento que não existe noutro lado do mundo. Não há ninguém mais a correr com este regulamento. Temos de ser nós, os pilotos, a gastar dinheiro para desenvolver os nossos carros. É preciso testar muito e isso custa muito dinheiro. E qual dos dois gosta mais de conduzir? O Volkswagen Golf Gti TCR ou Chevrolet Cruze 1.6T? É uma escolha difícil porque, apesar de serem ambos dois carros de turismo, são dois carros diferentes e ambos têm o seu lado bom. O Volkswagen é mais rápido, tem maior velocidade de ponta, mas quando se trata do prazer de controlar, o Chevrolet é um carro que dá muito mais gozo de conduzir.

63.º GP Macau #2 - 18/11/2016  

Suplemento 63.º Grande Prémio de Macau - 18/11/2106 - Dia 2

63.º GP Macau #2 - 18/11/2016  

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