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O QUE LER ESTE ANO:,1e',726'( 6$5$0$*2('26('83/$'(80%(572 (&2(',725$6(00$12%5$6$17,&5,6(

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TEMPO COM ABERTAS MIN 8 MAX 14 HUMIDADE 40-75% CĂ‚MBIOS EURO 10.5 BAHT 0.26 YUAN 1.22 PUB

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ ‡ SEXTA-FEIRA 7 DE JANEIRO DE 2011 ‡ $12 ; ‡ 1ž 

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ILHA VERDE |$662&,$dÂŽ2'(025$'25(6'()(1'('(02/,dÂŽ2'$6%$55$&$6

Mais olhos que barriga A associação Kai Fong da Ilha Verde defendeu o papel que teve nos despejos e demolição da zona de barracas, uma semana após o drama, com a directora-geral interina a garantir que todos os esforços tinham sido feitos para ajudar os mais necessitados. Embora alguns dos idosos tenham sido induzidos em erro por familiares quanto à melhor opção a tomar e algumas famílias tenham mentido nas declaraçþes sobre propriedade de imóveis, tambÊm Ê verdade que todas as partes, incluindo o promotor e a polícia, têm uma lição a aprender com os percalços. >Pà GINA 4

Futebol

3RUWRH0RQWH&DUOR no pontapĂŠ de saĂ­da ÄšÇ?ÂŚĆŁĆ˜Çť

SalĂĄrio mĂ­nimo

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OS NOSSOS CONTACTOS MUDARAM

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SEXTA-FEIRA 7.1.2011 www.hojemacau.com.mo

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ACTUAL

China Castigo para quem nĂŁo visitar pais

A China ĂŠ um dos paĂ­ses onde a percentagem de idosos na população total mais vai crescer. O Governo central vai aprovar uma lei que puQLUiRV‍ۋ‏OKRVDGXOWRVTXHQmRYLVLWHPRVSDLV regularmente. A notĂ­cia ĂŠ avançada pelo jornal estatal China Daily e estĂĄ em destaque no El Mundo. A polĂ­tica que durante muito tempo LPS{VXPVy‍ۋ‏OKRDRVFDVDLVOHYDDTXHDJRUD o gigante asiĂĄtico enfrente graves problemas de envelhecimento da sua população. Num dos paĂ­ses onde os idosos eram mais venerados e respeitados, o governo central quer travar o abandono desta tradição reformulando a Lei de Protecção dos Direitos e Interesses dos Idosos. Na proposta de lei pode ler-se que “os familiares que nĂŁo devem ignorar ou isolar os idosos e devem visitĂĄ-los frequentemente se nĂŁo vivem debaixo do mesmo tectoâ€?.

Portugal Viagens para china mais baratas

A China Southern Airlines, a maior transportadora aÊrea chinesa, lançou tarifas promocionais para voos com destino a Pequim, Xangai, Cantão e Hangzhou, desde 560,30 euros, informou a AviaTeam – Airline Marketing & Sales Solutions, GSA da companhia em Portugal. Os voos à partida de Lisboa têm escala em Amesterdão, na Holanda, seguindo depois directamente para o destino, seja para Pequim, Xangai, Cantão ou Hangzhou, oferecendo ainda a possibilidade de ligaçþes para todo o país, à partida de Pequim e Cantão. A tarifa de 560,30 euros jå inclui taxas e encargos, sendo ainda comissionåvel em 5%, segundo refere a AviaTeam em nota informativa.

Tailândia Marfim de Moçambique apreendido

As autoridades tailandesas anunciaram ontem a apreensĂŁo de 69 presas de elefantes e de TXDWURRXWURVSHGDoRVGHPDU‍ۋ‏PSURYHQLHQtes de Moçambique, com um valor comercial de cerca de 250 mil euros. As autoridades alfandegĂĄrias precisaram que as presas foram encontradas quarta-feira no aeroporto Suvarnabhumi de Banguecoque em duas caixas com destino ao Laos, estando declaradas como bens pessoais. No entanto, um UHVSRQViYHOLQGLFRXTXHRPDU‍ۋ‏PGHYLDVHU reimportado para a Tailândia. “Declararam que o carregamento se destinava ao Laos para enganar nas autoridades alfandegĂĄrias mas as presas deviam regressar Ă  Tailândia atravĂŠs da fronteiraâ€?, indicou o chefe do serviço das alfândegas, Prasong Poontaneat, Ă  televisĂŁo. 2PDU‍ۋ‏PDSUHHQGLGRFRPXPSHVRGH quilos, representa um valor comercial de 10 milhĂľes de bahts. NĂŁo foi realizada qualquer detenção durante esta apreensĂŁo jĂĄ que ninguĂŠm reclamou as caixas.

EUA Oficial minimiza caça invisível chinês

O chefe da inteligência naval dos Estados Unidos, vice-almirante David Dorsett, minimizou a importância do primeiro protótipo de caça invisível construído pela China. Ao comentar as fotos que circulam na Internet do avião invisível J-20, criado para enganar os radares em voo supersónico, o vice-almirante David Dorsett considerou que a utilização efectiva do aparelho só ocorrerå em vårios anos. O J-20 Ê considerado como a resposta chinesa ao caça invisível F-22A Raptor, desenvolvido por Lockheed-Martin e Boeing para a Força AÊrea dos Estados Unidos.

CONSUMO | “MADE IN PORTUGALâ€? É VENDIDO NA CHINA

A remar contra a corrente AntĂłnio Caeiro AgĂŞncia Lusa

O “SCIROCCOâ€? verde-alface exposto frente Ă  Volkswagen de Sanlitun, na zona oriental de Pequim, ĂŠ mais do que um novo modelo da marca alemĂŁ: aquele veĂ­culo representa o setor de maior crescimento nas exportaçþes portuguesas para a China. “LĂĄ dentro temos um outro modelo ‘made in Portugal’â€?, diz um vendedor do stand apontando para um “Eosâ€? descapotĂĄvel branco, fabricado tambĂŠm na Auto-Europa, em Palmela. O aumento de cerca de 60% registado este ano nas exportaçþes portuguesas para a China deve-se em grande parte ao sector automĂłvel. De acordo com as alfândegas chinesas, nos primeiros oito meses de 2010, as vendas de veĂ­culos e peças de automĂłveis portugueses para a China quintuplicaram em relação a igual perĂ­odo do ano anterior, representando 24% das exportaçþes. Aquele sector facturou cerca de 11,6 milhĂľes de dĂłlares, mais do que as “mĂĄquinas e ferra-

mentasâ€? e os “metais e artigos de metalâ€?, que no conjunto constituĂ­ram um terço do total. A segunda maior economia do mundo, com um crescimento anual mĂŠdio de quase 10% ao longo das Ăşltimas trĂŞs dĂŠcadas, a China estĂĄ agora empenhada em fomentar o consumo interno. Entre Janeiro e Novembro de 2010, as exportaçþes portuguesas para a China subiram 60,7%, para 618 milhĂľes de dĂłlares, e se a tendĂŞncia se mantiver, ultrapassarĂŁo os mil milhĂľes de dĂłlares em 2011. Pedras ornamentais e cortiça continuam a vender-se bem na China, mas hĂĄ novos produtos a tentar implantar-se no grande mercado chinĂŞs, nomeadamente vinho, azeite, mĂłveis e artigos de casa. O stand da Volkswagen em Sanlitun FRQĂ€QDFRPXPGRVEDLUURVGLSORPiWLFRVGH 3HTXLPHĂ€FDWDPEpPSHUWRGRFRQFRUULGR “Villageâ€?, uma nova urbanização desenhada por um consĂłrcio de Hong Kong, com dezenas de lojas, boutiques, restaurantes, cafĂŠs e oito salas de cinema. Nos supermercados da zona, entre as

mercadorias importadas que enchem as prateleiras, vĂŞem-se bolachas, vinhos, azeites, conservas e outros produtos portugueses. A lista inclui ainda mĂłveis, sapatos, confecçþes, atoalhados e outros artigos de casa. “HĂĄ 15 anos encontravam-se umas conservas, uma ou outra marca de Vinho do Porto e mais nadaâ€?, diz um dos portugueses residentes hĂĄ mais tempo em Pequim. “Made in Portugalâ€? ĂŠ tambĂŠm o novo treinador da equipa de futebol local, Jaime Pacheco. Criado em 1992, quando a China DXWRUL]RXDSURĂ€VVLRQDOL]DomRGDPRGDOLGDGH o Beijing Guo’ An ĂŠ uma das mais prestigiadas equipas do paĂ­s e pretende recuperar o tĂ­tulo de campeĂŁo, perdido em 2010. VĂĄrios jornais locais dedicaram uma pĂĄgina Ă  apresentação do tĂŠcnico portuguĂŞs Ă  imprensa, realizada esta semana. Em termos de popularidade, “Pa Qie Keâ€? (Pacheco em chinĂŞs) ainda estĂĄ muito aquĂŠm de “C Luoâ€? (Cristiano Ronaldo), mas se o Beijing Guo’An voltar a ser campeĂŁo, isso poderĂĄ ser tambĂŠm uma vitĂłria da marca Portugal.

CHINA | MARCA DE LUXO ITALIANA VENDEU 300 CARROS EM 2010

)HUUDULEDWHUHFRUGHGHYHQGDV A FERRARI conseguiu vender cerca de 300 veĂ­culos em 2010, o melhor resultado da companhia italiana desde que começou a exportar para a China. No site RĂ€FLDOGD)HUUDULSRGHOHUVHQXP comunicado que este aumento “representa um reforço de uma tendĂŞncia positiva do mercado nos Ăşltimos anos, e um aumento de quase 50% relativamente a 2009â€?.

“2010 ĂŠ um ano histĂłrico para D)HUUDULQD&KLQDQmRVRPHQWH graças a esta venda recorde, mas tambĂŠm porque o 999Âş cliente vai ser o centro das atençþes de uma celebração especial em Xangai no dia 14 de Janeiroâ€?. No comunicado reitera-se tambĂŠm que este nĂşmero ĂŠ particularmente auspicioso uma vez que na China o nove ĂŠ considerado um nĂşmero da sorte e representa a longevidade.

$)HUUDULDYDQoDWDPEpPTXH pretende abrir agora mais stands em vĂĄrias cidades chinesas. A ascensĂŁo econĂłmica do gigante asiĂĄtico tem estado patente na invasĂŁo de produtos de luxo na &KLQD EHQHĂ€FLDQGR WDPEpP R sector automĂłvel, que em 2009 superou os Estados Unidos no volume de vendas. O ano passado assistiu a um aumento de 28,8% nas vendas no mercado chinĂŞs.

EMPRESA CHINESA VAI CONSTRUIR TERMINAL DE CARGA NO PORTO DE ZHUHAI

Porto vizinho concluído em dois anos A EMPRESA FKLQHVD&&&&)RXUWK+DUERXU Engineering Co assinou um contrato para a construção do terminal de carga do porto de Zhuhai, informou em Pequim o grupo China Communications Construction Company Ltd. (CCCC). Com um valor de 354 milhþes de yuans e um período de 573 dias, a empresa terå de construir, nos termos do contrato, o maior terminal de carga do porto de Zhuhai, que consiste em dois terminais separados

com uma capacidade unitĂĄria de 150 mil toneladas. No comunicado divulgado pelo grupo, DĂ€UPDVHTXHTXDQGRFRQVWUXtGRRWHUPLQDO irĂĄ ter um papel importante no desenvolvimento da economia da zona econĂłmica especial de Zhuhai, adjacente a Macau. Por outro lado, as autoridades do porto de Zhuhai e os grupos chineses Shenhua e Guangdong Yudean anunciaram um investimento conjunto de 4 mil milhĂľes de yuan

na construção de um centro de transporte e um terminal de carvão. De acordo com o jornal China Business News, a empresa Porto de Zhuhai e o grupo Guangdong Yudean terão participaçþes iguais de 30% e o grupo Shenhua controlarå os restantes 40%. O proposto centro de transporte e terminal de carvão terå uma capacidade para processar anualmente mais de 40 milhþes de toneladas.


SEXTA-FEIRA 7.1.2011

Ao que parece, só existe um candidato à concessão da Livraria Portuguesa: a Praia Grande Ediçþes. O que se deseja Ê que a questão seja resolvida com brevidade e que a solução seja local. A experiência anterior assim aconselha. A LP pode muito bem ser um centro irradiador de cultura, não apenas lusa. Carlos Morais JosÊ P.22

Registar nacionalmente todos os casamentos vai ser o objectivo Ăşltimo da nova campanha da China Maria JoĂŁo Belchior info@hojemacau.com.mo

DEPOIS DE Xangai, vai ser a vez de Pequim e do Norte da província de Shaanxi entrarem na base de dados nacional que vai ser criada SDUDRUHJLVWRHVSHFtÀFRGDV pessoas casadas. O crime de bigamia estå a tornar-se cada vez mais comum na China e para o Governo, Ê favorecido pela ausência de registo dos casamentos a nível nacional. Existem cada vez mais divórcios e casamentos ilegais. A nova sociedade chinesa, TXH WHP YLQGR D GHÀQLUVH com a reforma económica,

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CHINA AVANÇA PARA REGISTO DE CASAMENTOS NA INTERNET PARA COMBATER BIGAMIA

EstratÊgia para não se casar com um marido... casado estå hoje muito diferente do que era hå alguns anos. AlÊm das famílias serem mais pequenas, o fenómeno de famílias monoparentais Ê cada vez mais comum. Mas se isto pode ser normal num país que vive hå dÊcadas uma tão grande mudança, para o governo o número dos divórcios começa a ser preocupante porque tambÊm Ê resultado da crescente bigamia, prevista como crime na lei chinesa. 'HDFRUGRFRPGDGRVRÀciais, no ano de 2009, 2,47 milhþes de casais separaram-se,

representando um aumento de nove por cento em relação ao ano anterior. Os casos de traiçþes e de segundos casamentos são uma notícia cada vez mais frequente nos media chineses. E o envolvimento de membros do Partido e dos governos locais em histórias de adultÊrio e bigamia tem contribuído para chamar a atenção para o problema. Cobrir todos os casamentos e divórcios do país em 2015 foi o projecto apresentado esta semana. Numa primeira fase a base de dados

vão cingir-se às maiores cidades. Um dos problemas da demografia na China vem da herança maoísta do +XNRXRFHUWLÀFDGRGRORFDO de nascença de cada um. Com uma tão grande população migrante que raramente se regista nas cidades onde trabalha, Ê fåcil ter duas identidades separadas entre duas cidades. Mas isto deve terminar com este novo projecto de registo na internet. Então, os noivos vão poder pesquisar um sobre antes do casamento o outro, para ter a certeza que não hå enganos. PUB

CHUVA E FRIO INTENSO OBRIGAM A EVACUAR 58 MIL NA CHINA

Agora Ê o gelo e o granizo OS TELHADOS estão a sucumbir ao peso do gelo e do granizo na China. Hå 38 milhþes de pessoas afectadas, sobretudo na província de Guizhou. A destruição de plantaçþes agrícolas estå a conduzir à subida dos preços dos alimentos. O mau tempo que estå a assolar o território chinês desde o início de 2011 deve manter-se durante mais dez dias. A perspectiva, junto com os estragos jå causados pela chuva e pelo frio intenso, levaram as autoridades a optar pela retirada de 58 mil pessoas da província de Guizhou, no sudoeste do país. O gelo e o granizo que se têm acumulado QRVHGLItFLRVÀ]HUDPUXLUWRWDORXSDUFLDOmente, os telhados de mais de 200 casas em *XL]KRXVHJXQGRDDJrQFLDRÀFLDO;LQKXD O mesmo estå a acontecer nas províncias

de Hunan, Chongqing e Sichuan, tambÊm com temperaturas abaixo dos zero graus CÊlsius. Hå 38 milhþes de pessoas afectadas, de acordo com os cålculos do governo chinês. Os prejuízos estendem-se aos terrenos agrícolas, com mais de 142 mil hectares de plantaçþes destruídos e perdas estimadas em 1,35 mil milhþes de yuan. O preço dos alimentos estå a subir. A circulação tambÊm estå a ser prejudicada pelo mau tempo: o gelo obrigou ao corte das estradas durante mais de 30 horas. 0LOKDUHVGHFDUURVÀFDUDPSUHVRVQRWUkQVLWR Na sequência de um acidente de viação, houve mesmo uma vítima mortal – um agente da polícia chinesa morreu quando estava a ajudar à resolução de um outro acidente.

EDITAL o

Edital n : 5/E/2011 Processo no : 1404/2005/F, 1427/BC/2010/F e 2517/2006/F Assunto: Início do procedimento de audiência pela infracção ao disposto no Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI). Locais: Rua do Colonos no 4, Edf.桝漭, terraço sobrejacente à fracção 5o andar A (CRP: A4), Macau. Rua do Colonos no 4, Edf.桝漭, terraço sobrejacente à fracção 5o andar B (CRP: B4), Macau. Rua do Colonos no 4, Edf.桝漭, terraço sobrejacente à fracção 5o andar C (CRP: C4), Macau.

3.  

Obra 3.1 Construção de um compartimento não autorizado com paredes em alvenaria de tijolo, janela em caixilharia de alumínio e cobertura em betão

Chan Pou Ha, Subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim 2ÀFLDO da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), no 16, II SÊrie, de 22 de Abril de 2009, faz saber por este meio aos donos das obras ilegais e aos proprietårios do local indicado em epígrafe, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1.  

1.1 Construção de um compartimento não autorizado com paredes em alvenaria de tijolo, janela em caixilharia de alumínio, cobertura em betão e pala metålica 2.  

3.2 Construção de mais uma cobertura em chapa de zinco e suporte metålico e gradeamento metålico sobrejacente ao referido compartimento no ponto 3.1

Processo no 1404/2005/F. Local da obraRua do Colonos no 4, Edf. 桝漭, terraço sobrejacente à fracção 5o andar A (CRP: A4), Macau. 2 DJHQWH GH ÀVFDOL]DomR GHVWD '66237 FRQVWDWRX QR ORFDO DFLPD LGHQWLÀFDGRDUHDOL]DomRGHREUDVHPOLFHQoDFXMDGHVFULomRHVLWXDomR Ê a seguinte : Obra

Situação da obra Concluída

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

Obra 2.1 Construção de um compartimento não autorizado com paredes em alvenaria de tijolo, cobertura em betão, pala metålica e gradeamento metålico 2.2 Construção de mais uma cobertura em chapa de zinco e suporte metålico sobrejacente ao referido compartimento no ponto 2.1

Situação da obra

ConcluĂ­da

ConcluĂ­da

Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação. Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.

Situação da obra

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

ConcluĂ­da

Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.

ConcluĂ­da

Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.

4.

Sendo as escadas e corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no nº 4 do artigo 10º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho. As alteraçþes introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas nos pontos 1 a 3 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação no edifício e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que terão necessariamente de ser determinadas pela DSSOPT a sua GHPROLomRDÀPGHVHUUHLQWHJUDGDDOHJDOLGDGHXUEDQtVWLFDYLRODGD

5.

Nos termos do no 3 do artigo 87o do RSCI, a infracção ao disposto no no 4 do artigo 10o Ê sancionåvel com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. AlÊm disso, de acordo com o no 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, serå solidariamente responsåvel a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício.

6.

Considerando a matÊria referida nos pontos 4 e 5 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questþes objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95º do RSCI.

7.

O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalaçþes da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nos 32-36, Edifício CEM, 2º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227).

Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.

Processo no 1427/BC/2010/F. Local da obraRua do Colonos no 4, Edf.桝漭, terraço sobrejacente à fracção 5o andar B (CRP: B4), Macau. 2 DJHQWH GH ÀVFDOL]DomR GHVWD '66237 FRQVWDWRX QR ORFDO DFLPD LGHQWLÀFDGRDUHDOL]DomRGHREUDVHPOLFHQoDFXMDGHVFULomRHVLWXDomR Ê a seguinte :

Processo no 2517/2006/F. Local da obraRua do Colonos no 4, Edf .桝漭, terraço sobrejacente à fracção 5o andar C (CRP: C4), Macau. 2 DJHQWH GH ÀVFDOL]DomR GHVWD '66237 FRQVWDWRX QR ORFDO DFLPD LGHQWLÀFDGRDUHDOL]DomRGHREUDVHPOLFHQoDFXMDGHVFULomRHVLWXDomR Ê a seguinte :

Aos 03 de Janeiro de 2011 A Subdirectora dos Serviços Engª Chan Pou Ha


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POLĂ?TICA

ATFPM ENTREGA PETIĂ‡ĂƒO COM 3000 ASSINATURAS CONTRA PRÉMIO DE ANTIGUIDADE

AntĂłnio FalcĂŁo

antonio@hojemacau.com.mo

FOI PERANTE o olhar atento de alguns elementos das forças de segurança trajados Ă  civil que JosĂŠ Pereira Coutinho, em nome da Associação de Trabalhadores da Função PĂşblica de Macau (ATFPM), entregou na sede do Executivo da RAEM a petição contra o regime do prĂŠmio de antiguidade. Assinado por 3000 trabalhadores, o documento tenta abrir os olhos ao Governo para a “injustiçaâ€? do diploma que aguarda decisĂŁo junto da 1.ÂŞ ComissĂŁo Permanente da Assembleia Legislativa (AL). Em causa estĂŁo cerca de dez mil funcionĂĄrios pĂşblicos contratados alĂŠm-quadro, alguns com um vĂ­nculo ao Governo que chega aos 20 ou 30 anos e que nĂŁo tĂŞm direito Ă s 500 patacas mensais por cada cinco anos de serviço, benefĂ­cio a que gozam os trabalhadores do quadro. Isto porque o diploma agora em discussĂŁo depreende como linha de contagem, para o tempo de antiguidade, o dia 1 de Julho de 2007.

Pereira Coutinho acusa o GoverQR GH ´WUDWDPHQWR GHVLJXDOÂľ DĂ€Umando “que ĂŠ altura de fazer justiça e pĂ´r em prĂĄtica medidas concretas, para que de facto os trabalhadores se sintam reconhecidos pelo longo trabalho e pela juventude que deram Ă  função pĂşblicaâ€?. O deputado considera que nĂŁo ĂŠ uma verba por aĂ­ alĂŠm para os cofres do Executivo, mas que ĂŠ “uma questĂŁo de princĂ­pio de tratar todos os trabalhadores da mesma formaâ€?. O deputado aponta ainda outras irregularidades afirmando que “diariamente sĂŁo despedidos trabalhadores pela nĂŁo renovação de contratos ou muitas vezes prolongase os trĂŞs meses de experiĂŞncia transferindo o trabalhador para outro departamento reiniciando assim o perĂ­odo de experiĂŞnciaâ€?. Dados de Setembro do ano passado revelam que o Governo da RAEM emprega 22.777 funcionĂĄrios. De entre eles, 10.351 pertencem ao quadro (45,4%) e 11.353 tĂŞm o que Pereira Coutinho GHĂ€QH FRPR XP ´YtQFXOR SUHFirioâ€?, integrando quase metade dos efectivos da Função PĂşblica (FP).

Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

AINDA NĂƒO hĂĄ consenso sobre o valor da taxa a pagar pela Contribuição Predial Urbana dos prĂŠdios arrendados e nĂŁo arrendados, mas uma coisa estĂŁo todos de acordo, atĂŠ o Governo, ĂŠ para baixar: 10% ĂŠ o tecto mĂĄximo aceitĂĄvel. “Consensos? Queremos todos, deputados e Governo, a redução da taxa. Dez por cento ĂŠ jĂĄ uma taxa elevada. O valor a encontrar tem de ser sempre abaixo disso. Mas vamos passo a passo. É sempre difĂ­cil chegar a uma conclusĂŁo que agrade a todos. Se houver redução noutros impostos vamos pedir ao Executivo uma taxa mais reduzidaâ€?, revelou Chan Chak Mo, presidente da 2.ÂŞ ComissĂŁo Permanente da Assembleia Legislativa (AL). Aquilo que era suposto ser uma reuniĂŁo de FHUFDGHXPDKRUDĂ€FRXVHSHORVPLQXWRV Os deputados entregaram ontem ao secretĂĄrio para a Economia e Finanças, Francis Tam, um documento com dez questĂľes – que abrangem algumas dĂşvidas dos deputados como as LVHQo}HVGHGXo}HVPRGHOR0HĂ€VFDOL]DomR - sobre a preparação da nova proposta de lei para Alteração do Regulamento da Contribuição Predial Urbana. “O nosso encontro terminou antes do tempo previsto. Ficaram algumas questĂľes por responder, mas o Governo levou consigo

ANTĂ“NIO FALCĂƒO | BLOOMLAND.CN

Antigo, antigo, trabalho Ă  parte

9HULĂ€FDVHDVVLPTXHRQ~PHURGH trabalhadores contratados supera o nĂşmero de trabalhadores do quadro. O presidente da ATFPM denuncia que esta ĂŠ tambĂŠm uma prĂĄtica menos correcta do Executivo de Chui Sai On que “contratar com vĂ­nculo precĂĄrio ĂŠ mais fĂĄcil de despedir ou nĂŁo renovar como forma indirecta de despedimentoâ€?. O deputado aponta as suas crĂ­ticas para o decrĂŠscimo destes trabalha-

dores como uma das apostas erraGDVGR*RYHUQRDĂ€UPDQGRDLQGD que este grupo de funcionĂĄrios “nĂŁo tĂŞm direito a uma aposentação estĂĄvel, estĂŁo todos sujeitos ao Regime de PrevidĂŞnciaâ€?. Um UHJLPHTXH3HUHLUD&RXWLQKRDĂ€Uma ser “manifestamente inseguro e que nĂŁo garante a protecção da velhiceâ€?. Na linha de fogo estĂĄ precisamente o Regime de PrevidĂŞncia,

REGULAMENTO DA CONTRIBUIĂ‡ĂƒO PREDIAL URBANA EM DISCUSSĂƒO

Documento para Governo ver um documento redigido pelos deputados com as questĂľes mais prementes acerca da revisĂŁo da lei de Alteração ao Regulamento da Contribuição Predial Urbanaâ€?, disse, aos jornalistas, Chan Chak Mo. De acordo com o deputado, o Governo sĂł respondeu ‘in loco’ a uma das dez questĂľes lançadas pelos restantes deputados. Prendese com o Artigo 20.Âş – Fiscalização - da lei em vigor e o Governo deixou claro aos deputados que a mesma serĂĄ efectuada sempre e quando necessĂĄrio. “A nova proposta de lei foi alterada neste SRQWR1DTXHVWmRGDĂ€VFDOL]DomRDRVSUpGLRV devolutos, em vez de mensalmente aparece agora periodicamente. Quisemos saber o que LVVRVLJQLĂ€FDHR*RYHUQRUHVSRQGHXTXHVH trata de uma mudança para um prazo menos rigoroso no sentido de nĂŁo prejudicar a população. Para nĂłs parece aceitĂĄvel esta mudançaâ€?, adiantou Chan Chak Mo. Falou-se ainda de alguns aspectos relacionados com questĂľes jurĂ­dicas e os deputados Ă€]HUDPYHUDR*RYHUQRTXHpPXLWRLPSRUWDQWH a aprovação da nova taxa de imposto. “Houve

questĂľes jurĂ­dicas que necessitaram ser faladas e nĂłs pedimos ao secretĂĄrio Francis Tam para que o Governo aprove quanto antes o reajustamento da taxa de imposto que irĂĄ representar a QRYD&RQWULEXLomR3UHGLDO8UEDQDÂľDĂ€UPRXR GHSXWDGR2*RYHUQRĂ€FDDJRUDLQFXPELGRGH UHVSRQGHUSRUHVFULWRjVTXHVW}HVTXHĂ€FDUDP SHQGHQWHVHRSDUHFHUWHPGHĂ€FDUFRQFOXtGR DWpDRĂ€QDOGHVWHPrV A descida do valor tributado ĂŠ uma das medidas que constam nas Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2011. AtravĂŠs desta proposta de lei, o Governo propĂľe a diminuição da taxa aplicĂĄvel aos prĂŠdios de uso prĂłprio de 10% para 6% e da taxa aplicĂĄvel aos prĂŠdios arrendados de 16% para 10%. “A população tem falado sobre esta taxa. Acha que dez e 16 sĂŁo nĂşmeros muito altos, por isso, levĂĄmos a cabo esta actualização. Achamos que esta redução vai ajudar a atenuar DFDUJDĂ€VFDOVREUHRVFRQWULEXLQWHVEHQHĂ€FLDU o mercado de arrendamento e tornar mais saudĂĄvel o sector imobiliĂĄrioâ€?, disse, no inĂ­cio de Dezembro passado, o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng.

ao qual a maioria dos funcionĂĄrios assalariados estĂĄ vinculado, considerado pelo Executivo e posteriormente reiterado pela ComissĂŁo da AL como “um prĂŠmio de tempo de contribuição que resolve o problema da antiguidade de alguns trabalhadoresâ€?. Coutinho considera toda esta alusĂŁo “um disparateâ€?. “SĂŁo dois conceitos completamente diferentes. Uma coisa ĂŠ o regime de segurança social outra coisa ĂŠ uma compensação, um estĂ­mulo que se dĂĄ pelo facto do trabalhador ter trabalhado durante um tempo bastanWHSURORQJDGRÂľDĂ€UPD&RQFOXLQGR que “a forma de contratualização dos trabalhadores nĂŁo pode ser motivo de injustiça e diferenciação no cĂĄlculo e na consideração pela antiguidade dos trabalhadoresâ€?. Por essa razĂŁo, e por confrontação com alguns trabalhadores jĂĄ reformados, e com outros funcionĂĄrios alĂŠm-quadro que nĂŁo aderiram aos procedimentos de reforma, o Governo decidiu nĂŁo alargar o PrĂŠmio de Antiguidade a todo o espectro de funcionĂĄrios, matando assim o mal pela raiz, deixando apenas um pouco mais de um par de anos para os trabalhadores contabilizarem os anos de trabalho dado ao Governo. Mas a discussĂŁo continua. Depois de a AL ter aprovado em Novembro a proposta de lei na generalidade, a ComissĂŁo analisa-a agora em profundidade sem ter sido alcançada atĂŠ ao momento a pretendida unanimidade. Ao princĂ­pio, a ComissĂŁo mostrou-se disposta a avançar com a contagem “do tempo de trabalho em que eles ingressam QDV Ă€OHLUDV GD )3Âľ PDV DR ORQJR das reuniĂľes alguns dos deputados UHFXDUDPQHVVDĂ€UPH]DOHYDQGRDR SURWHVWRTXHDJRUDVHYHULĂ€FD “Durante os Ăşltimos dez anos proliferaram por parte do Governo muitos slogans: ‘Servir a população’, ‘Estimular os trabalhadores’. Mas em questĂľes concretas, o que nĂłs temos vindo a sofrer foram cortes e reduçþesâ€?, enumera Coutinho, chegando a catalogar os funcionĂĄrios como “uma espĂŠcie de mercenĂĄriosâ€? ao serviço da Administração, com a atracção constante da “privada, onde se paga melhorâ€? e que leva muitos dos trabalhadores a cessarem os seus contratos com o Governo, afectando, na opiniĂŁo do deputado, “a qualidade dos serviços prestados Ă  populaçãoâ€?.


Chui Sai On de visita a Singapura Na próxima semana, o Chefe do Executivo desloca-se a Singapura, onde vai reunir com o primeiro-ministro, Lee Hsien Loong, viceprimeiro-ministro, Teo Chee Hean e ministro dos Negócios Estrangeiros George Yeo. Florinda Chan, Lau Cheok Va, presidente da $VVHPEOHLD/HJLVODWLYD)UDQFLV7DPH$OH[LV7DPYmRVHUDOJXPDVGDVSUHVHQoDVQDGHOHJDomRR‍ۋ‏FLDOGD5$(0TXHDFRPSDQKD&KXL Sai On. Entre 10 e 13 de Janeiro, estão previstas visitas ao Conselho do Fundo de Previdência Central, ao Conselho de Desenvolvimento GH+DELWDomRHDSUHVHQWDo}HVDRVORFDLVRQGHIXQFLRQDR0DULQD%D\6DQGVHR5HVRUW:RUOGHP6HQWRVD

OS DEPUTADOS do Conselho Legislativo (LegCo) de Hong Kong aprovaram, pela primeira vez na história da antiga colónia britânica, um salårio mínimo de 28 dólares à hora, um valor considerado baixo por alguns sectores. Depois de uma maratona de mais de nove horas de discussão, o LegCo aprovou a proSRVWDGHÀ[DomRGRVDOiULRPtQLPR em 28 dólares de Hong Kong com 44 deputados a favor do valor que entrarå em vigor a 1 de Maio. $OHLTXHSUHYrDÀ[DomRGHXP salårio mínimo foi aprovada em Julho passado e a taxa proposta pelo Executivo de Donald Tsang foi conhecida em Novembro, PDV WLQKD GH VHU UDWLÀFDGD SHORV deputados. O estabelecimento de um salårio mínimo tem dividido a sociedade, nomeadamente trabalhadores e empregadores, com os últimos a defenderem um mercado livre com DDOHJDomRGHTXHDLPSRVLomRGH pagamentos mínimos levaria à perda de emprego generalizado entre os trabalhadores mais pobres. $SUHRFXSDomRFRPDGLIHUHQoD PUB

DEPUTADOS DE HK APROVAM 28 DÓLARES À HORA COMO SALà RIO M�NIMO

E agora Macau, o que fazer?

Lee Cheuk-yan

crescente de rendimentos em Hong Kong, que o programa de desenYROYLPHQWR GDV 1Do}HV 8QLGDV FODVVLĂ€FDYDHPFRPRDPDLRU nas economias desenvolvidas, levou o Executivo de Donald Tsang a instituir o salĂĄrio mĂ­nimo. $SHVDUGDDSURYDomRGHSXWDdos como Lee Cheuk-yan e Raymond Wong criticaram a medida. /HHVXEOLQKRXTXHDLQVWLWXLomRGH um salĂĄrio mĂ­nimo â€œĂŠ uma vitĂłria com arrependimentosâ€? e o Wong salientou que o valor estipulado nĂŁo chega para as despesas bĂĄsicas, cada vez mais altas na cidade. OpiniĂŁo diversa manifestou o deputado Paul Tse, com fortes reservas ao salĂĄrio mĂ­nimo, tendo HPFRQVLGHUDomRTXHDHFRQRPLD estĂĄ prĂłspera pelo que os salĂĄrios vĂŁo subir naturalmente. O mesmo parlamentar acrescentou que a economia de Hong

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5 Kong sempre se caracterizou pela liberdade de comÊrcio e que tem sido considerada a economia mais livre do mundo, razão pela qual não serå apropriado estabelecer rendimentos mínimos. UMA DÉCADA À ESPERA

Depois de uma dĂŠcada Ă  espera, 0DFDXSRGHUiWHUDGHĂ€QLomRGRVDlĂĄrio mĂ­nimo este ano. O secretĂĄrio SDUDD(FRQRPLDH)LQDQoDV)UDQFLV 7DP GLVVH HP  TXH HVSHUD um consenso sobre o montante, o TXHOHYDULDjUHGDFomRGRGLSORPD inĂŠdito no territĂłrio. Quem estĂĄ agora com a bola ĂŠ o Conselho 3HUPDQHQWHGH&RQFHUWDomR6RFLDO que em Agosto aceitou incluir o tema do salĂĄrio mĂ­nimo na sua agenda de discussĂŁo e desde entĂŁo WHPHVWDGRDGLVFXWLORHPUHXQL}HV periĂłdicas. $ )HGHUDomR GDV $VVRFLDo}HV dos OperĂĄrios de Macau (FAOM) realizou uma pesquisa ao longo de HDSRQWRXTXHRVWUDEDOKDGRUHVTXHUHPRYDORUĂ€[DGRQDV SDWDFDV SRU KRUD H  SDWDFDV mensais.


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SOCIEDADE

ASSOCIAĂ‡ĂƒO DEFENDE POSIĂ‡ĂƒO TOMADA NA DEMOLIĂ‡ĂƒO DAS BARRACAS DA ILHA VERDE

No melhor pano Kai Fong Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

ATÉ ENTĂƒO alojada num barracĂŁo em frente ao famoso cafĂŠ Lau Kei, D$VVRFLDomRGH%HQHĂ€FrQFLDH$VVLVWrQFLD0~WXDGRV0RUDGRUHVGR Bairro da Ilha Verde acabaria por mudar-se do edifĂ­cio de dois andares apenas um par de semanas antes do DQLYHUViULRGDWUDQVIHUrQFLD&RPR objectivo de representar os moradores na defesa dos seus direitos, a associação esteve ausente de tudo o que foi dito nos mĂŠdia durante as duas conturbadas semanas na Ilha 9HUGH6ySDVVDGRVFLQFRGLDVDSyV o Governo ter retomado a posse do lote, a associação resolveu dar uma FRQIHUrQFLDGHLPSUHQVDKRMHSDUD explicar como foi que prestou ajuda a 13 famĂ­lias a resolver o problema TXHVHOKHVGHSDUDYD “Os casos sĂŁo prova dos nossos esforços e vamos convidar os moradores a partilharem com a imprensaâ€?, GLVVH&KDQ)RQJGLUHFWRUDJHUDOLQterina da associação, em declaraçþes DR+RMH0DFDXQXPDHQWUHYLVWDSRU WHOHIRQHQDYpVSHUDGDFRQIHUrQFLD de imprensa, contando que esteve a trabalhar nos feriados para prestar DX[tOLR´6DEHPRVPDLVVREUHFDGD RFXSDQWH1mRWLYHPRVWHPSRSDUD

fazer publicidade e sĂŁo os esforoRV SUDJPiWLFRV TXH UHVROYHP R SUREOHPDUHDO1mRSUHFLVDPRVGH exposição por cada acto que exeFXWDPRVÂľ Os casos em que a associação interveio foram apenas a ponta de XP LFHEHUJXH XPD YH] TXH KDYLD bem mais de uma centena de barracas KDELWDGDVQD]RQDKiXPPrVPDV &KDQVXEOLQKRXTXHQHPWRGRVPHUHFLDPDMXGD´$OJXQVSHGLUDPSDUD FRPSUDUYiULDVXQLGDGHVHFRQyPLFDV quando jĂĄ possuĂ­am propriedades privadas, o que ĂŠ injusto para os RXWURVTXHDSHQDVWLQKDPXPDFDVD 1mRRVDMXGDUtDPRVVHVRXEpVVHPRV dissoâ€?, afirmou, lembrando que D DVVRFLDomR FKHJRX PHVPR D VHU “ameaçada de ser incendiadaâ€? por YL]LQKRVGHVFRQWHQWHV´1yVDSHQDV OXWDPRVSRUGLUHLWRVUD]RiYHLV)L]Hmos os maiores esforços, embora nĂŁo UHSUHVHQWHPRVDWRGRVÂľ &KDQ )RQJ DSRLRX R SODQR GR Governo para renovar a Ilha Verde e duvidou que fosse correcto “saFULĂ€FDU R LQWHUHVVH GR S~EOLFR HP JHUDOSDUDVDOYDJXDUGDURLQWHUHVVH GHDOJXQVPRUDGRUHVÂľPDVWDPEpP admitiu que era impossĂ­vel ser perfeiWR3RUH[HPSORDUHVSRQViYHOSHQVD que a polĂ­cia deveria avaliar toda a VXDDFWXDomRDRORQJRGRSURFHVVRH

cita o facto de que nĂŁo havia qualquer DJHQWHGD363HPSDWUXOKDQRORFDO TXDQGRVHGHXRFDVRGDVDJUHVV}HV a um morador a 28 de Dezembro, mesmo quando era sabido que as ~OWLPDV IDPtOLDV VHULDP DV PDLV GLItFHLVGHFRQYHQFHUDVDLU $HVWUDWpJLDLQLFLDOGRSURPRWRU 3DQDVRQLFIRLWDPEpPFRQVLGHUDGD SDUDOiGRVOLPLWHVFRPDERUGDJHQV que se revelaram imprudentes e HJRtVWDVFRPRGHUUXEDUDVFDVDVFRP WUDFWRUHVGHSRLVGDPHLDQRLWH0DV &KDQ)RQJDĂ€UPRXTXHDSRVWXUDIRL melhorando com o decorrer do proFHVVRJUDoDVjVTXHL[DVGDDVVRFLDomR e considerou “compreensĂ­velâ€? que se operasse maquinaria pesada ao GRPLQJR PHVPR VHQGR FRQWUD D lei, uma vez que o promotor estava desesperado em manter vĂĄlido o DFRUGRSDUDWURFDGHWHUUDV´(VSHUHmos que, se encontrarmos a mesma situação no futuro, como seja durante a renovação urbana, sejamos capazes GHDSUHQGHUFRPHVWDH[SHULrQFLDGH GHVSHMRÂľGLVVH 'RVFDVRVWUDWDGRVSRU&KDQ a famĂ­lia Ko foi porventura o mais memorĂĄvel, nĂŁo apenas porque GRLVGRVPHPEURVIRUDPDJUHGLGRV DQWHVGDQRLWHGHĂ€PGHDQRFRPR tambĂŠm porque a famĂ­lia tinha mentido acerca da propriedade de

uma casa privada quando pedia YiULDVRXWUDVXQLGDGHVHFRQyPLFDV ´4XDQGR R ,+0 GHVFREULX RV UHJLVWRVRV.RVSHGLUDPQRVDMXGDD QyVHD/HH6LR.XDQ/HHQmRVDELD QDGDHQmRVRXEHDMXGDUÂľ$SHVDUGR GHVFRQWHQWDPHQWRGRV.RVTXDQWRj SRVLomRGDDVVRFLDomR&KDQDFDERX SRUFRQYHQFrORVDDFHLWDUDVPLO patacas de compensação oferecida e DEDQGRQDUHPDEDUUDFD A propriedade potencial de apartamentos ĂŠ tĂŁo lucrativa num mercado em alta que atĂŠ as famĂ­lias menos abastadas estavam interesVDGDV&KDQ6RL1DQPmHVROWHLUD que foi levada pela polĂ­cia com uma faca na mĂŁo, dependia da ajuda do Governo para viver e a barraca era o VHX~OWLPRDEULJR7HQGRHPFRQWD esse facto, a associação nĂŁo juntou a sua voz ao pedido da mulher para FRPSUDUFDVDVHFRQyPLFDVH&KDQ 6RL 1DQ SDVVRX DVVLP DOJXPDV noites ao relento, mostrando-se determinada a rejeitar as alternativas TXHVHOKHDSUHVHQWDYDP´(ODLUi perder todas as ajudas se adquirir uma casa e nĂŁo estĂĄ apta para WUDEDOKDUÂľ H[SOLFRX &KDQ )RQJ “De onde vem o dinheiro sem as DMXGDV"(ODQmRSRGHUiSDJDUQDGD QRIXWXURÂľ$PmHVROWHLUDWHUiVLGR vista a mudar-se do apartamento

KAHON CHAN

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SURYLVyULR GLVSRQLELOL]DGR SHOR promotor para uma unidade de habitação social na Ilha Verde TXDQGR &KDQ )RQJ D HQFRQWURX RQWHPjWDUGH 8P LGRVR LGHQWLĂ€FDGR DSHQDV como o tio Lam, partilhou uma KLVWyULD VHPHOKDQWH 3HUDQWH D RSomR GH PXGDUVH R VHX Ă€OKR PDLV velho avançou para um pedido de DTXLVLomR GH KDELWDomR HFRQyPLFD HPQRPHGRSDL´$IDPtOLDQmRVH importava com o velhote no dia-aGLD$LQWHUYHQomRDSHQDVDSDUHFHX quando a opção para comprar uma FDVDHFRQyPLFDHVWDYDGLVSRQtYHOÂľ OHPEUD &KDQ TXH HODERURX QXPD QHJRFLDomRRVSUyVHRVFRQWUDVGH comprar uma casa numa idade avançada, convencendo o homem DSHQVDUSRUVLSUySULR2WLR/DP deverĂĄ mudar-se para uma habitação VRFLDODLQGDKRMH 2XWUR IRL R GH &KDQ 7DW 3HQJ que sofre de problemas mentais e viu a sua barraca ser demolida “por HQJDQRÂľSHORSURPRWRU2GRQRGR DSDUWDPHQWR SURYLVyULR GHVIH] R contrato de arrendamento quando soube que o homem sofria de doença PHQWDOOHYDQGRRDWHUGHVHDEULJDU QXPFRQWHQWRUGHFDUJDDWpDRGLDGD mudança para uma unidade social, QDVHJXQGDIHLUD &KDQ)RQJQmRJRVWRXQDGDGDV ~OWLPDVIDPtOLDVDVHUHPHYDFXDGDV H FRQVLGHURX R Ă€QDO VXDYH XPD ´ErQomRÂľ´$V~OWLPDVEDUUDFDVHVJRWDUDPWRGRVRVHVIRUoRVSDUDHYLWDU FRQIURQWRV)HOL]PHQWHDFDERXSRUVH UHVROYHUWXGRSDFLĂ€FDPHQWH$JRUD HVWRXPDLVGHVFDQVDGDÂľ


Obra na Taipa assaltada duas vezes Prisão preventiva para três arguidos foi o resultado de uma investigação preliminar levada a cabo pelo MP. Os detidos estão acusados de furto TXDOL‍ۋ‏FDGRGHYLGRDRIXUWRGHFDERVQXPDREUDGD7DLSD'HDFRUGRFRPGDGRVGLYXOJDGRVSHOR03RVFULPHVRFRUUHUDPVHSDUDGDPHQWH VHQGRRSULPHLURDWULEXtGRDGRLVKRPHQVGD&KLQD&RQWLQHQWDOQDPDGUXJDGDGRGLDGH-DQHLUR&KDQH&KDRGRLVGRVVXVSHLWRVWHUmR SHUGLGRWRGRRGLQKHLURQR&DVLQRHIRUDPGHWHFWDGRVSRUXPVHJXUDQoDHPSDWUXOKDQRORFDOHQTXDQWRIXJLDPFRPRVFDERV2VHJXQGR FULPHQRGLDDVHJXLUQDPHVPDREUDHQYROYHXTXDWURKRPHQVPDVDSHQDVXPUHVLGHQWHORFDOIRLGHWLGR2VRXWURVFRQWLQXDPDPRQWH

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AVALIAĂ‡ĂƒO DE DEFICIĂŠNCIA DEVERĂ SER REVELADA ESTE MĂŠS

Regular a diferença UM REGULAMENTO administrativo para a avaliação da severidade para os deficientes deverå em breve ser discutido pelo comitÊ executivo e publicado em Boletim Oficial para entrar em vigor, revelou ontem à imprensa Iong Kong Io, presidente substituto do Instituto Cultural de Macau (ICM). A lei de atribuição de subsídios para os incapacitados, no entanto, só deverå surgir mais tarde, uma vez que ainda tem de ser aprovada pela Assembleia Legislativa (AL). Iong tambÊm disse esperar que os moradores da Areia Preta acabassem por aceitar a clínica de metadona, uma vez que as instalaçþes só deverão ser usadas por duas dezenas PUB

de toxicodependentes em reabilitação por dia. Iong participava num evento de atribuição de prÊmios para residentes com deficiência mental, quando revelou que o regulamento administrativo que estabelece os parâmetros para determinar a gravidade das deficiências tinha concluído os últimos ajustes e que o conselho executivo se preparava para discutir o projecto final em breve. O sistema irå incluir a deficiência auditiva, visual, de expressão oral, bem como o atraso mental e a deficiência física. Os residentes portadores de deficiência classificados em pelo menos uma dessas seis categorias serão avaliados em termos de gravidade,

numa escala de quatro níveis (leve, moderada, grave e muito grave). O Governo tem notícia de cerca de oito mil casos qualificados e, com muitos outros escondidos na comunidade, Iong espera que as avaliaçþes de incapacidade de todos os residentes demorem dois anos a concluir em cinco locais, incluindo dois hospitais e um centro de avaliação do Instituto de Acção Social (IAS). A lei para os subsídios para os deficientes ainda tem de ser aprovada pela AL pelo que só entra em vigor mais tarde. O projecto de lei recomenda a atribuição de cinco mil ou dez mil patacas aos deficientes, dependendo das

categorias, alÊm de tarifas reduzidas para os transportes públicos. Siu Yu Hong, director-executivo da Macau Special Olympics, acredita que tanto o Governo como as organizaçþes nãogovernamentais (ONG) estavam bem preparados

para implementar o novo sistema sem sobressaltos. O responsĂĄvel acrescentou que o subsĂ­dio seria apenas uma expressĂŁo de carinho por parte da sociedade, mais do que uma ajuda financeira efectiva. Entretanto, Iong informou que a clĂ­nica de

metadona projectada para a Areia Preta iria abrir no segundo semestre, e que o IAS iria escolher 20 pacientes eståveis para tomarem metadona diariamente na nova clínica para provar aos moradores da zona que a clínica não Ê uma ameaça para a comunidade.


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SOCIEDADE

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Homem tenta suicídio no Terminal Marítimo A polícia acredita que um cidadão de Hong Kong, de 44 anos, tentou cometer suicídio quando mergulhou nas åguas do Terminal Marítimo do Porto Exterior, por volta do meio dia de terça-feira. O homem tinha acabado de desembarcar do jetfoil de ligação com Hong Kong, quando foi visto a cair no mar perto do cais número cinco e levado de imediato para o Centro Hospitalar Conde de São Januårio para receber tratamento, não apresentando ferimentos graves. Primeiro o homem disse que tudo não passou de um descuido, o que levou a polícia a investigar o motivo. Em Dezembro, uma turista de Singapura caiu ao mar quando o jetfoil deslocou-se acidentalmente do cais, antes da mulher ter concluído o desembarque.

CASO INÉDITO NA NOVA TEMPORADA DA CAÇA ÀS OBRAS ILEGAIS NO TERRITÓRIO

LadrĂŁo faz um milhĂŁo com troca de malas

Um homem de 47 anos de nacionalidade chinesa foi detido pela PJ pelo alegado envolvimento em quatro furtos. Entrou em Macau em meados de Dezembro com algumas bolsas de um estilista cÊlebre. Enquanto vagueava por casinos no Nape, espiava os jogadores que carregavam o mesmo tipo de mala e aproveitava para trocar silenciosamente a mala do jogador com a dele, cheia de guardanapos de papel. Conseguiu roubar cerca de XPPLOKmRHP‍ۋ‏FKDVHPDLVGHPLOSDWDFDV em dinheiro com apenas quatro trocas, mas foi GHVFREHUWRHGHWLGRSHODSROtFLDQR‍ۋ‏QDO

Motociclista morre em acidente na ponte

Um homem de 63 anos morreu depois de o seu motociclo ter sido abalroado por um automóvel privado na Ponte da Amizade, na terça-feira por volta das 13h. A condutora do carro alega que se mantinha na via correcta em direcção à Taipa, numa intersecção com o trânsito vindo de Macau, tendo a moto cortado subitamente o seu caminho, vinda da esquerda, e sendo atingida pelo automóvel que não conseguiu travar a tempo. O motociclo terå deslizado para baixo da parte dianteira do carro e ‍ۋ‏FDGRSUHVRHQWUHDVURGDVVHQGRDUUDVWDGRSRU cerca de dez metros. O motociclista morreu horas após lhe ter sido prestado socorro. A PSP apela a quaisquer testemunhas para que forneçam mais informaçþes sobre o acidente.

Residentes protestam contra excesso de poder

Familiares de dois estudantes desaparecidos depois de terem sido sequestrados hĂĄ mais de dez anos protestaram junto ao Chefe do Executivo na segunda-feira de manhĂŁ mas, quando tentavam abordar a sede do Governo, foram levados por agentes da PSP Ă  força para inquĂŠrito por terem alegadamente “bloqueado a ruaâ€?. Um artigo na edição de ontem do jornal “Cheng Pouâ€? conta que os familiares estavam exaltados na apresentação da carta na segunda-feira, e sentiam que o JuGLFLiULRQXQFDFKHJRXDID]HURVX‍ۋ‏FLHQWHSHORV VHXV‍ۋ‏OKRVGHVDSDUHFLGRVHTXHR*RYHUQRQmR se importava. Algumas dezenas de manifestantes prestaram-se entĂŁo realizar uma marcha no passeio junto Ă  sede do Governo, com velas e IDL[DVD‍ۋ‏UPDQGRVHGLVSRVWRVDPRQWDUYLJtOLD atĂŠ que o Executivo desse uma resposta. Os manifestantes forma entĂŁo convidados a deslocar a sua acção de protesto para o passeio do Lago Nam Van, mas os representantes recusaram-se, sendo de seguida levados Ă  força em carros da polĂ­cia para conversaçþes. Numa conferĂŞncia de imprensa realizada ontem, um dos manifestantes de apelido Cheong questionou a legitimidade que a PSP tinha para interromper uma manifestação SDFt‍ۋ‏FD TXH VHPSUH WHUi PDQWLGR  PHWURV de distância em relação ao edifĂ­cio, e acusou a polĂ­cia de uso excessivo da força.

'66237œREULJDGD¡D GHPROLUHVWUXWXUDQmR DXWRUL]DGDFRQVWUXtGD QRWRSRGHXPHGLItFLR GHDQGDUHVHP 0DFDX

FILIPA QUEIROZ

O primeiro bico de obra Filipa Queiroz

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UMA CASA de banho, dois quartos e uma sala com vista panorâmica para o lago de Nam Van – tudo ilegal. Aconstrução no terraço, supostamente comum, do edifĂ­cio Kam Lai Kok na avenida da Praia Grande foi detectada em Maio do ano passado pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras PĂşblicas e Transportes (DSSOPT). O infractor, inquilino do Ăşltimo andar do prĂŠdio - o 15.Âş - , terĂĄ começado por construir uma escada de acesso exclusiva ligando o seu apartamento ao piso superior, onde erigiu as quatro divisĂľes numa ĂĄrea de cerca de 50 metros quadrados, que antes nĂŁo passava de um simples terraço comum a todos os residentes do prĂŠdio. E QmRSUHWHQGLDĂ€FDUSRUDOL “De acordo com os indĂ­cios, como estruturas para canalização e umas escadas de acesso, o infractor preparava-se para executar algo mais no nĂ­vel acima do terraço, no topo do edifĂ­cioâ€?, adiantou o chefe do Departmento de Urbanização da DSSOPT, Chan Weng Hei. A avaliar pelo material de construção espalhado no local, entre outros objectos, as obras de construção da estrutura clan-

destina ainda se encontravam em curso - atĂŠ ontem, altura em que o Grupo Permanente de Trabalho Interdepartamental para Demolição e Desocupação das Obras Ilegais deu inĂ­cio Ă  demolição da obra. Este foi o 153.Âş caso a ser tratado pelo organismo num uniYHUVRGHLGHQWLĂ€FDGRVQRDQR passado. Cem deles em terraços, geralmente visando utilização prĂłpria ou subarrendamento dos espaços a terceiros. E desta vez o caso foi bicudo. â€œĂ‰ a primeira vez [desde que começaram as operaçþes de demolição de espaços ocupados, no segundo trimestre de 2010] que estamos a realizar uma demolição num terraço de um edifĂ­cio tĂŁo alto, e uma demolição coerciva, que mereceu tratamento prioritĂĄrioâ€?, frisou Chan Weng Hei. 1RWLĂ€FDGRSHOD'66237HP Março do ano passado, recebendo uma ordem de embargo da obra, o infractor terĂĄ recorrido Ă  decisĂŁo da DSSOPT nos tribunais de

segunda e Ăşltima instância, que deferiram o pedido. Diante da desobediĂŞncia do proprietĂĄrio em proceder Ă  demolição da obra ilegal por conta prĂłpria, como ĂŠ o procedimento habitual, a Administração foi obrigada a agir. A demolição deverĂĄ estar concluĂ­da no prazo de 25 dias e as despesas deverĂŁo rondar as 150 mil patacas. “Trata-se de uma obra de grandes dimensĂľes, em que foram usados vĂĄrios materiais de construçãoâ€?, explicou Chan Weng Hei. O responsĂĄvel aproveitou o momento para apelar aos cidadĂŁos e Ă  administração dos altos edifĂ­cios para se manterem atentos e nĂŁo ocuparem aquele tipo de espaços ilegalmente, jĂĄ que nĂŁo sĂł “desperdiçam dinheiro dos cofres do Estadoâ€? como colocam em risco a segurança dos outros residentes. “A obra ilegal levou Ă  destruição de partes estruturais do edifĂ­cio que puseram em causa a prĂłpria estrutura do mesmoâ€?, disse Chan Weng Hei.AlĂŠm disso, de acordo com o regulamento de segurança, “o terraço funcionava como saĂ­da de emergĂŞncia ou escape em caso de incĂŞndioâ€?. 6y QR Ă€P GR SURFHVVR GH demolição ĂŠ que serĂŁo feitas as contas ao estrago, dinheiro esse que serĂĄ cobrado ao infractor juntamente com a respectiva multa por desobediĂŞncia e infracção “muito graveâ€?. Segundo Chan Weng Hei pode ir “atĂŠ Ă s 50 mil patacasâ€?. BONS RESULTADOS

A mensagem da DSSOPT ĂŠ clara: “AAdministração nĂŁo vai baixar

as mĂŁos do combate contra obras ilegaisâ€?. Esta tem sido uma das preocupaçþes primordiais daquela Direcção, que jĂĄ propĂ´s a revisĂŁo do Regime JurĂ­dico da Construção Urbana em vigor hĂĄ 25 anos. O diploma cobre uma grande variedade de aspectos que afectam o interesse pĂşblico, alĂŠm do problema das obras ilegais, tambĂŠm o licenciamento para construçþes, passando pela isenção de licenciamento para arranjos interiores e a obrigação dos proprietĂĄrios em manter e reparar as ĂĄreas comuns do edifĂ­cio. ApĂłs um processo, que jĂĄ vai longo, de consulta pĂşblica, o texto estĂĄ a ser ajustado pela DSSOPT de acordo com a anĂĄlise das opiniĂľes e propostas recolhidas junto a associaçþes, entidades, serviços pĂşblicos, arquitectos e engenheiros de Macau. Segundo o Hoje Macau conseguiu apurar, o organismo conta enviar “em breveâ€? o projecto de lei aos serviços da tutela da justiça para que possa entrar na fase de produção legislativa. No que toca Ă s operaçþes de demolição, o chefe do departamento de Urbanização disse que o nĂşmero de casos tem vindo a diminuir e o trabalho tem sido HĂ€FD]´'HDFRUGRFRPRVQRVVRV arquivos jĂĄ resolvemos 153 dos  FDVRV LGHQWLĂ€FDGRV QR DQR WUDQVDFWR R TXH VLJQLĂ€FD XPD WD[DGHHĂ€FLrQFLDGHÂľDVVHgurou Chan Weng Hei. O responsĂĄvel apelou aos cidadĂŁos que “respeitem a leiâ€? e para fazerem a devida participação Ă s autoridades sempre que notarem alguma movimentação suspeita nas respectivas residĂŞncias. “Cada cidadĂŁo de Macau tem um papel de inspector a desempenhar para denunciar estruturas ilegaisâ€?, declarou. A DSSOPT considera que a nova introdução do crime de GHVREHGLrQFLD TXDOLĂ€FDGD SRGH UHSUHVHQWDUXPDDPHDoDVXĂ€FLHQte para dissuadir os infractores. E DVVHJXUDTXHFDVRVHYHULĂ€TXHP novos casos estes serĂŁo “severamente combatidosâ€?, sendo que a Administração avança com a acção de demolição “mesmo que durante o seu acompanhamento a obra esteja concluĂ­da e habitadaâ€?.


Conselho da Zona Norte reuniu-se ontem para ouvir os moradores Foram sobretudo os moradores dos bairros de Iao Hon, Toi San e Areia Preta que ontem mereceram a atenção do Conselho Consultivo dos Serviços Comunitårios da Zona Norte. A primeira reunião do ano, no Centro de Serviços da RAEM, abordou questþes relativas à segurança dos prÊdios antigos no norte de Macau, à qualidade dos serviços de Tåxi e à actividade de exploração empresarial dos resíduos sólidos, vendidos maioritariamente em Hong Kong e no interior da China. Representados pelas associaçþes de moradores dos bairros que beiram as Portas do Cerco, os cidadãos apelam ao Governo a imposição de inspecçþes a cada 5 anos aos edifícios com mais de 40 anos, uma maior atenção à protecção ambiental e a promoção de seguros de saúde privados.

PARECE QUE agora ĂŠ a sĂŠrio. O MinistĂŠrio PĂşblico (MP) enviou um despacho Ă  PolĂ­cia JudiciĂĄria (PJ) “solicitando a realização de diligĂŞncias atravĂŠs da Interpolâ€? no caso da morte do jovem LuĂ­s Amorim, segundo confirmou, ontem, um porta-voz da PJ. “Vamos apurar mais factos. As autoridades policiais vĂŁo proceder Ă s diligĂŞncias solicitadas pelo MP. NĂŁo ĂŠ fĂĄcil pois hĂĄ diversas situaçþes relacionadas como a autĂłpsia e o corpo que estĂĄ enterrado em Portugalâ€?, adiantou o porta-voz daquela polĂ­cia. O MP decidiu reabrir o processo relacionado com a morte do jovem LuĂ­s Amorim, notĂ­cia recebida pela famĂ­lia momentos antes da noite de Natal. JĂĄ lĂĄ vĂŁo mais de trĂŞs anos sobre o acontecimento que levou a vida de LuĂ­s. Desde entĂŁo, os pais, Maria JosĂŠ Azevedo e JosĂŠ Amorim, mantĂŞm uma luta aguerrida na procura da verdade que nunca chegou a ser descoberta. Tudo se mede por uma sĂŠrie de alegadas negligĂŞncias por parte das autoridades locais, onde se juntam

CASO LU�S AMORIM | JUDICIà RIA VAI RECORRER À AJUDA INTERNACIONAL

Aí estå uma investigação a sÊrio

lado a lado alguns dos pilares da justiça da RAEM. Luís Amorim apareceu morto na marginal de Macau junto à ponte Nobre de Carvalho em Setembro

de 2007. A morte do jovem portuJXrVQDDOWXUDĂ€QDOLVWDGD(VFROD Portuguesa de Macau, esteve sempre envolta em mistĂŠrio com as autoridades policiais, forenses

e judiciais a validar a tese de suicídio e a família a defender a tese do homicídio. Depois de exames feitos em Portugal à roupa do jovem, cujos resultados levantavam dúvidas ao suicídio, a família – jå radicada em Portugal – iniciou uma luta pela realização de uma segunda autópsia o que só seria possível em 2009. O resultado da autópsia feita em Portugal reforçou a tese de homicídio e afastou a queda em altura defendida pelas autoridades locais para justificar o suicídio a partir da ponte para a estrada, numa altura de cerca de 12 metros. Com a reabertura do processo, a família tenta que sejam apuradas as verdadeiras causas da morte do jovem, muito embora o tempo decorrido desde a morte possa inviabilizar o apuramento do que se

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SOCIEDADE

passou na noite de 30 de Setembro de 2007. “A verdade sobre a morte do LuĂ­s nĂłs jĂĄ a temos, mas o que nĂŁo percebemos ĂŠ por que razĂŁo o MinistĂŠrio PĂşblico nĂŁo faz o seu trabalhoâ€?, disse, em declaraçþes, via telefone, Ă  agĂŞncia Lusa, JosĂŠ Amorim, pai do LuĂ­s. “O que nos revolta como pais ĂŠ que nĂŁo sejam capazes de descobrir a verdade e de seguir as pistas que sĂŁo dadas por entidades independentes como o Instituto de Medicina Legal de Portugalâ€?, acrescentou JosĂŠ Amorim, ao indicar as conclusĂľes dos exames e autĂłpsia feita em Portugal e as conclusĂľes de suicĂ­dio feitas pelo legista de Macau. A investigação ao caso LuĂ­s Amorim estĂĄ ainda marcada por crĂ­ticas do MP Ă  actuação das polĂ­cias aquando da descoberta do corpo do jovem, nomeadamente pela nĂŁo preservação do local e pelo facto de nĂŁo terem sido chamados ao local peritos para recolher provas, muito embora nem a PSP nem a PJ admitam conhecer tais reparos do ĂłrgĂŁo de investigação.

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ANĂšNCIO CONCURSO PĂšBLICO PARA “Novo EdifĂ­cio da DSSOPT/DSAT - Aquisição de MobiliĂĄrio – Fase Iâ€?                    

       

 

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DESPORTO

FUTEBOL | CAMPEONATO ARRANCA NO PRĂ“XIMO FIM-DE-SEMANA

FC Porto e Monte Carlo a abrir

Marco Carvalho

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AS LIDES do desporto-rei têm o seu regresso aos estådios de Macau DJHQGDGR SDUD R ÀPGHVHPDQD de 15 de Janeiro e o pontapÊ de saída no principal campeonato de futebol do território – agora rebaptizado com o nome de Liga de (OLWH²GLÀFLOPHQWHSRGHULDVHUPDLV promissor. O sorteio para a prova, UHDOL]DGRDRÀPGDWDUGHGHRQWHP nas instalaçþes da Associação de Futebol de Macau ditou que o jogo grande da ronda inaugural da competição coloque frente a frente dois pesos pesados do desporto-rei da RAEM, o vice-campeão Futebol Clube do Porto e o Clube Desportivo Monte Carlo, formação que jå se sagrou por quatro vezes campeã do território. Para António Aguiar, presidenWHGRVGUDJ}HVGH0DFDXRGHVDÀR pFODUDPHQWHXPGHVDÀRHQWUHGRLV fortes candidatos ao título e um encontro que deixa o futebol da

RAEM prestigiado: â€œĂ‰ um inĂ­cio prometedor de Campeonato e eu sĂł espero que seja um belĂ­ssimo jogo. Se as equipas corresponderem e estiverem ao mesmo nĂ­vel do ano passado, digamos que sĂŁo logo dois candidatos que se encontram Ă  primeira jornada. É bom para o futebol do territĂłrio, parece-meâ€?, sustenta o dirigente azul e branco. Outro Ăłbvio candidato ao tĂ­tulo ĂŠ o Ka I. Depois de ter vencido na Ăşltima ĂŠpoca tudo o que hĂĄ para vencer nos estĂĄdios do territĂłrio, o grupo de trabalho orientado por Rui Cardoso estreia-se na nova temporada frente ao Hoi Fan, uma formação que protagonizou em 2010 um Campeonato modesto, longo do fulgor de outros anos. Apesar do primeiro adversĂĄrio da nova temporada ser aparentemente acessĂ­vel, o tĂŠcnico portuguĂŞs garante que no futebol coisa que nĂŁo existe sĂŁo vencedores antecipados e diz por isso nĂŁo esperar facilidades frente a uma formação

com larga tradição no desporto de Macau: “O Ka I tem que jogar com qualquer uma das equipas que participam na edição de 2011 do Campeonato e nĂŁo existem adversĂĄrios fĂĄceis. Calhou-nos o Hoi Fan e para alĂŠm da presumĂ­vel qualidade da equipa, hĂĄ sempre outros factores a ter em conta. Um deles ĂŠ o facto deste ser o primeiro jogo. O primeiro jogo ĂŠ sempre mais emotivo, as equipas ainda nĂŁo conhecem o futebol dos adversĂĄrios e hĂĄ sempre jogadores a integrar na mecânica da equipa, por isso penso que o Hoi Fan ĂŠ um bom adversĂĄrio na recta inicial do Campeonatoâ€?, FRQĂ€GHQFLD5XL&DUGRVR O outro grande candidato Ă  vitĂłria na edição de 2011 do principal campeonato de futebol de Maca inicia o que poderĂĄ ser a a eventual caminhada rumo a um tĂ­tulo que lhe escapou hĂĄ um ano frente ao Hong Ngai, uma das formaçþes que ascenderam este ano ao convĂ­vio dos grandes do desporto-rei da RAEM. O Lam Pak ombreia este

Época 2011 LIGA DE ELITE 1ÂŞ Jornada – 15 e 16 de Janeiro Grupo Desportivo PSP – Lam Ieng FC Porto – Monte Carlo Hong Ngai – Lam Pak Sub 23 – Pau Peng Hoi Fan – Ka I CAMPEONATO DA II DIVISĂƒO 1ÂŞ Jornada Alfândega – Kei Lun Cheoc Lun – Kau Kun Lok Chan Wai – Chan Pak Kei %HQÓžFD²6XE * folga o Kuan Tai

ano no primeiro escalĂŁo com a sua formação satĂŠlite, o Lam Ieng. A equipa, que conquistou a pulso na derradeira temporada um lugar entre os “grandesâ€? de Macau, deverĂĄ ser uma espĂŠcie de repositĂłrio para os jogadores menos experientes da formação orientada por Chan Man Kin e estreia-se na Liga de Elite frente a um dos conjuntos mais

experientes do futebol do territĂłrio, o Grupo Desportivo da PolĂ­cia de Segurança PĂşblica. A exemplo do que tem sucedido nas Ăşltimas ĂŠpocas, Emanuel Noruega vai voltar a vestir a camisola do Lam Pak. O defesa macaense, presença habitual na selecção de futsal do territĂłrio, integra uma das formaçþes mais coesas do futebol de Macau, mas coesĂŁo e espĂ­rito de HTXLSDSRGHUmRQmRVHUVXĂ€FLHQWHV para levar o Lam Pak ao triunfo no Campeonato: “Este ano vai ser um pouco mais complicado. O Campeonato disputa-se a duas voltas e vai ser por isso mais competitivo. Pelo que sei, todas as equipas se reforçaram bem e formaçþes como o Monte Carlo, o Ka I e atĂŠ mesmo o Hong Ngai, parece-me, vĂŁo ser equipas muito difĂ­ceis de bater. Este ano temos uma equipa ligeiramente mais jovem, temos alguns reforços novos e temos HVWDGRDWUDEDOKDUFRPDĂ€QFRPDV creio que o nosso primeiro jogo serĂĄ WDPEpPRQRVVRSULPHLURGHVDĂ€RÂľ admite o atleta. As instalaçþes da Associação de Futebol de Macau no Campo da Universidade de CiĂŞncia e Tecnologia foram tambĂŠm palco do sorteio referente ao segundo escalĂŁo. O Campeonato da II DivisĂŁo, este ano disputado por apenas nove equipas, conta este ano com um atractivo de peso para a comunidade portuguesa de Macau, a participação do onze da &DVDGR6SRUW/LVERDH%HQĂ€FDGR territĂłrio. A formação encarnada estreia-se na prova frente Ă  Selecção de Sub-18, um adversĂĄrio que para Duarte Alves estĂĄ ao alcance da ambição das ĂĄguias do territĂłrio: â€œĂ‰ o adversĂĄrio perfeito para darmos o pontapĂŠ de saĂ­da na nova temporada. A equipa faz parte das estruturas da Associação e ĂŠ uma equipa que apesar de ser jovem, demonstrou ter valor ao longo da Ăşltima temporadaâ€?, remata o dirigente. No sorteio realizado ao inĂ­cio da noite de ontem, a formação da &DVDGH3RUWXJDOHP0DFDXĂ€FRX tambĂŠm a conhecer o nome dos seus adversĂĄrios na nova sĂŠrie de veteranos criada pela Associação de Futebol de Macau. Agendado para ontem, o sorteio referente ao Campeonato de Futebol da III DivisĂŁo acabou por ser adiado para meados da prĂłxima semana.


Greipel confirmado na Volta ao Algarve $QGUp*UHLSHO7RQ\0DUWLQH6\OYDLQ&KDYDQHOWrPSUHVHQoDFRQ‫ۋ‬UPDGDQD9ROWDDR$OJDUYHTXHHVWDUiQDVHVWUDGDVGRVXOGH3RUWXJDOHQWUHHGH)HYHUHLUR(VWHVFRUUHGRUHVMXQWDPVHDRXWURVQRPHVLPSRUWDQWHVFRPR/XtV/HyQ6iQFKH]5REHUW)RUVWHU3HWHU9HOLWV5RPDQ.UHX]LJHU$OODQ'DYLVH%RUXW %R]LFFRPD5DGLRVKDFNDLQVFUHYHUDOpPGH6pUJLR3DXOLQKR7LDJR0DFKDGR0DQXHO&DUGRVRH1HOVRQ2OLYHLUD$QGUHDV.ORGHQ*UHJRU\5DVW<DURVODY 3RSRY\FKH6pEDVWLDQ5RVVHOHU´(PWHUPRVGHSDWURFtQLRVPDQWLYHPRVRVGRDQRSDVVDGRDVVLPFRPRRDSRLRGDVDXWDUTXLDVDOJDUYLDVIDOWDQGRQRVQHVWD DOWXUDDLQGDQHJRFLDUFHUWDVFDPLVRODVµGLVVHRSUHVLGHQWHGD$VVRFLDomRGH&LFOLVPRGR$OJDUYH5RJpULR7HL[HLUD

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ARSENAL QUER FALCAO E FC PORTO PENSA EM FUNES MORI

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FLAMENGO QUER JUNTAR NUNO GOMES A RONALDINHO GAÚCHO

TRIBUNAL DEVERÁ ANULAR ELEIÇÕES NA FPF

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O HISTÓRICO FOXEHGR5LRGH-DQHLUR TXHUIRUPDURVHXSODQWHOFRPH[SHULrQFLD SDUDDWDFDURWtWXOR2FDSLWmRGR%HQÀFD HQFDL[DQRSHUÀOGHXPFOXEHTXHTXHU ID]HU UHJUHVVDU -XDQ )iELR $XUpOLR H 7KLDJR1HYHV 2)ODPHQJRSUHWHQGHUHIRUoDURSODQWHO FRPMRJDGRUHVH[SHULHQWHVWHQGRHPYLVWD DFRQTXLVWDGRWtWXORQDFLRQDOEUDVLOHLUR TXHIXJLXQD~OWLPDWHPSRUDGDGHSRLVGD YLWyULDHPH1XQR*RPHVHQFDL[D QRSHUÀOGHVHMDGRSHORVUHVSRQViYHLVGR FOXEH FDULRFD QRPHDGDPHQWH R WpFQLFR 9DQGHUOHL/X[HPEXUJR (PFLPDGDPHVDHVWiDSRVVLELOLGDGH GHRFDSLWmREHQÀTXLVWDSRGHUMXQWDUVHD

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RENOVAÇÃO DO AVANÇADO ATÉ 2013 AVANÇA ESTE MÊS

3RVWLJDTXHUSHUPDQHFHUOHmR JOSÉ COUCEIRO GHYHÀQDOL]DURSURFHVVR GH+pOGHU3RVWLJDDWpDRIHFKRGRPHUFDGR GXUDQWHHVWHPrVeGHVHMRGHDPEDVDVSDUWHVHVWHQGHUDOLJDomRSRUPDLVGRTXHXPD WHPSRUDGD(P$OYDODGHSUHSDUDVHRIXWXUR FRPRVTXHMiOiHVWmR 6SRUWLQJH+pOGHU3RVWLJDGHYHPDOFDQoDU DWpÀQDOGRFRUUHQWHPrVXPDSODWDIRUPDGH HQWHQGLPHQWR YLVDQGR D FRQWLQXLGDGH GR DYDQoDGRGHDQRVDRVHUYLoRGRFOXEHGH $OYDODGHSRUSHORPHQRVPDLVGXDVWHPSRUDGDV 3RVWLJD UHFRUGHVH HVWi QR ÀQDO GR WHUFHLUR DQR GR FRQWUDWR FRP R FOXEH TXH FRQWHPSOD XPD TXDUWD WHPSRUDGD GH RSomR

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Comparaçþes: SEXTA-FEIRA 7.1.2011 www.hojemacau.com.mo

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CULTURA

EDITORAS DE LIVROS SOCORREM-SE DOS CONSAGRADOS

A crise tambĂŠm bate Ă  porta dos livr Dois inĂŠditos de JosĂŠ Saramago, os novos romances de LĂ­dia Jorge e AntĂłnio Lobo Antunes, as doses duplas de Umberto Eco e Herta MĂźller e a estreia em Portugal do %RRNHU3UL]H+RZDUG-DFREVRQÓžJXUDPHQWUHDVSULQFLSDLV apostas editoriais para 2011 PRESENĂ&#x2021;AS HABITUAIS nas tabelas dos mais vendidos, os livros de JosĂŠ Saramago deverĂŁo continuar a ser alvo de forte procura ao longo GRV SUy[LPRV PHVHV $Wp DR Ă&#x20AC;QDO do ano chegam Ă s livrarias â&#x20AC;&#x153;ClarabĂłiaâ&#x20AC;? - a novela escrita em 1949 que seria inicialmente recusada pelas editoras, contribuindo para o longo afastamento da publicação - e as 50 pĂĄginas do manuscrito â&#x20AC;&#x153;Alabardas,

alabardas, espingardas, espingardasâ&#x20AC;?, romance sobre a indĂşstria do armamento que o escritor, falecido em 18 de Junho de 2010, nĂŁo chegou a concluir. Se o mĂŞs da publicação deste inĂŠdito ainda ĂŠ desconhecido, o mesmo QmRVHSRGHUiGL]HUGRQRYRURPDQFH de AntĂłnio Lobo Antunes, â&#x20AC;&#x153;A comissĂŁo das LĂĄgrimasâ&#x20AC;?, que, como ĂŠ hĂĄbito, vai ser publicado em Outubro.

JĂĄ em Abril chega o novo volume de crĂłnicas - o quarto - do autor do recente â&#x20AC;&#x153;SĂ´bolos rios que vĂŁoâ&#x20AC;?. Nesse mesmo mĂŞs, vai ser igualmente publicado o novo livro de

Richard Zimler, â&#x20AC;&#x153;Ilha Teresa - straZEHUU\Ă&#x20AC;HOGVIRUHYHUÂľ De MĂĄrio de Carvalho (â&#x20AC;&#x153;O homem do turbante verdeâ&#x20AC;?) a LĂ­dia Jorge (o romance â&#x20AC;&#x153;A noite das mulheres cantorasâ&#x20AC;?, quatro anos apĂłs â&#x20AC;&#x153;Combateremos a sombraâ&#x20AC;?), 2011 assinala o regresso de quase todos os consagrados da literatura lusĂłfona, como Mia Couto (â&#x20AC;&#x153;O tradutor de chuvasâ&#x20AC;?), MĂĄrio ClĂĄudio (uma ELRJUDĂ&#x20AC;DDLQGDVHPWtWXOR 8UEDQR Tavares Rodrigues (â&#x20AC;&#x153;Os terraços de Junhoâ&#x20AC;?) ou Gonçalo M. Tavares (â&#x20AC;&#x153;O Senhor Salingerâ&#x20AC;?, o 11Âş volume da colecção â&#x20AC;&#x153;O bairroâ&#x20AC;?). O catĂĄlogo completo da Porto Editora sĂł vai ser revelado em pleno nos prĂłximos dias, mas as quatro no-

YLGDGHVMiFRQĂ&#x20AC;UPDGDVVmRGHPRQWD FRPGHVWDTXHSDUD´$4XHVWmR)LQNlerâ&#x20AC;?, o romance que valeu a Howard -DFREVRQR0DQ%RRNHU3UL]HGRDQR passado. JosĂŠ Manuel Saraiva, o mais recente autor a integrar o catĂĄlogo da editora, publica â&#x20AC;&#x153;A Terra todaâ&#x20AC;? e a Sextante apresenta como principais novidades livros dos pesos-pesados 'RQ'H/LOORH5XEHP)RQVHFD $Ă&#x20AC;FomRHVWUDQJHLUDYROWDDSULmar pela oferta ampla. VĂĄrios Nobel (Gao Xingjian, Herta MĂźller e Elias Canetti) e escritores de culto como Enrique Vila-Matas, Philip Roth, Tom 6KDUSH-RQDWKDQ)UDQ]HQRX,UYLQH Welsh constam da lista de autores DSXEOLFDUDWp'H]HPEURRQGHQmR faltam sequer os campeĂľes de vendas

NASA ATRIBUI â&#x20AC;&#x153;Ă&#x201C;SCARâ&#x20AC;? A PIOR PELĂ?CULA DO ANO DE 2010

´ÂľRĂ&#x20AC;OPHPDLVDEVXUGRGHĂ&#x20AC;FomRFLHQWtĂ&#x20AC;FD O FILME â&#x20AC;&#x153;2012â&#x20AC;? ĂŠ a pelĂ­cula mais absurda da histĂłria do cinema em termos estritamente FLHQWtĂ&#x20AC;FRVHDWpFLQpĂ&#x20AC;ORV4XHP RDĂ&#x20AC;UPRXIRUDPLQYHVWLJDGRUHV da agĂŞncia espacial norte-americana NASA, num encontro ocorrido na CalifĂłrnia. Os peritos, que se reuniram SDUD XP GHEDWH VREUH Ă&#x20AC;FomR FLHQWtĂ&#x20AC;FDUHFRUGDUDPDVSHOtFXODVTXHĂ&#x20AC;]HUDPPDLRUVXFHVVR

e procuraram distinguir os argumentos mais absurdos e LQIHOL]HVGDTXHOHVTXHPDLVVH aproximaram da realidade. $ PDLRULD GRV Ă&#x20AC;OPHV QmR convence muito sob o ponto de YLVWDHVWULWDPHQWHFLHQWtĂ&#x20AC;FR1R entanto, os investigadores encontraram argumentos plausĂ­veis, como o de â&#x20AC;&#x153;Blade Runnerâ&#x20AC;?, GH 5LGOH\ 6FRWW RX GR Ă&#x20AC;OPH menos conhecido â&#x20AC;&#x153;Gattacaâ&#x20AC;?, de

$QGUHZ1LFFROSURWDJRQL]DGR SRU(WKDQ+DZNH8PD7KXUman e Jude Law. De igual forma, os peritos da NASA aplaudiram o clĂĄssico â&#x20AC;&#x153;MetrĂłpolisâ&#x20AC;? e a primeira versĂŁo de â&#x20AC;&#x153;Parque JurĂĄssicoâ&#x20AC;?. O â&#x20AC;&#x153;Ăłscarâ&#x20AC;? para o argumento mais absurdo e rocambolesco foi atribuĂ­do a â&#x20AC;&#x153;2012â&#x20AC;?, a pelĂ­cula apocalĂ­ptica de Roland Emmerich. AlĂŠm dos YiULRVHUURVFLHQWtĂ&#x20AC;FRVRVLQYHV-

WLJDGRUHVODPHQWDPTXHRĂ&#x20AC;OPH acalente a ideia de que o mundo acaba jĂĄ no prĂłximo ano. 7DOYH]SRULVVRTXHPVDEH" - as bilheteiras conseguiram arrecadar mais de 800 milhĂľes de dĂłlares no ano passado. /RJRDVHJXLUQDOLVWDGRVĂ&#x20AC;OPHV mais absurdos, estĂĄ â&#x20AC;&#x153;DetonaomRÂľSURWDJRQL]DGRSRU$DURQ (FNKDUW H +LODU\ 6ZDQN 2 DUJXPHQWRIRFDWDPEpPRĂ&#x20AC;P

da vida no nosso planeta, desta feita nĂŁo fruto de uma profecia maia, mas pelo colapso do centro da Terra. Em terceiro lugar estĂĄ um Ă&#x20AC;OPHTXHREWHYHJUDQGHr[LWR â&#x20AC;&#x153;Armaggedonâ&#x20AC;?, de 1998. Os investigadores lamentam que, agora, todos os anos, os telespectadores vejam em casa Bruce Willis e companhia a salvar o mundo do impacto letal de um

asterĂłide a custo de perfuraç e explosĂľes. Segundo eles, trata-se de procedimento que nada tem FLHQWtĂ&#x20AC;FR $SHVDU GRV FRQ OKRVTXHDĂ&#x20AC;UPDUDPWHUGDG Michael Bay, no momento elaboração do guiĂŁo cinema JUiĂ&#x20AC;FRRUHDOL]DGRUSRXFRF IH]GRVFRQVHOKRV


China comemora Revolução de 1911 com filme e museus $&KLQDHVWiDFRQVWUXLUPXVHXVHDURGDUXPâ&#x20AC;ŤŰ&#x2039;â&#x20AC;ŹOPHGHJUDQGHRUoDPHQWRSDUDFRPHPRUDUD5HYROXomRGHFXMRFHQWHQiULRVHUiIHVWHMDGRHVWHDQRHPDPERV RVODGRVGR(VWUHLWRGH7DLZDQ$UHYROWDRFRUULGDHPFRQGX]LXjIXQGDomRGD5HS~EOLFDGD&KLQDDSULPHLUDUHS~EOLFDGDKLVWyULDGDĂ&#x2021;VLD2PHQWRUGDTXHODUHYROXomR6XQ<DWVHQIRLWDPEpPRIXQGDGRUGR3DUWLGR.XRPLQWDQJ .07 $5HS~EOLFDGD&KLQDGHL[RXGHH[LVWLUQDSDUWHFRQWLQHQWDOGD&KLQDHP TXDQGRR.07IRLGHUURWDGRSHOR3DUWLGR&RPXQLVWDGD&KLQDHVHUHWLURXSDUD7DLZDQ7DQWRDSDUWHFRQWLQHQWDOFKLQHVDTXDQWRDLOKDGH7DLZDQHVWmRDSODQHDU JUDQGHVDFWLYLGDGHVGXUDQWHRÂ&#x17E;DQLYHUViULRGDUHYROXomRTXHVHUiFHOHEUDGRDGH2XWXEURGHVWHDQR

vros .HQ)ROOHWH0LJXHO6RXVD7DYDUHV O clima recessivo parece ter limitado a aposta em novos autores, embora seja possĂ­vel registar, apesar de tudo, um punhado de estreias, como as da angolana Aida Gomes ´2V SUHWRV GH 3RXVDĂ RUHVÂľ  H GH AntĂłnio Bugalho, vencedor do PrĂŠmio Revelação Agustina Bessa-LuĂ­s com â&#x20AC;&#x153;A cabeça de SĂŠnecaâ&#x20AC;?. )RUD GD ILFomR DV DWHQo}HV UHSDUWHPVH HQWUH D DXWRELRJUDĂ&#x20AC;D GH)LGHO&DVWURRVHJXQGRYROXPH da HistĂłria de Portugal de Borges Coelho e o dicionĂĄrio camoniano de VĂ­tor Aguiar e Silva. Na poesia, a Caminho avança com a publicação da obra completa de Manoel de Barros.

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e um m de QVHGRD o da atoFDVR

â&#x20AC;&#x153;JOSĂ&#x2030; AFONSO - todas as cançþesâ&#x20AC;? ĂŠ a prova de que Zeca nĂŁo foi apenas um cantor de intervenção. Essa ĂŠ a convicção dos autores do livro que dĂĄ a conhecer a totalidade da obra GRFDQWRUHFRPSRVLWRU8PDREUD construĂ­da ao longo de 32 anos. A edição deste livro serve para â&#x20AC;&#x153;lutar contra a tendĂŞncia de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de LQWHUYHQomRÂľMXVWLĂ&#x20AC;FDDR-RUQDOGH NotĂ­cias JosĂŠ MĂĄrio Branco, co-autor da obra, em declaraçþes Ă  Lusa. Em causa, uma publicação em que, pela SULPHLUD YH] VH UHXQLUDP OHWUDV partituras e cifras de todos os temas por ele compostos. O livro contĂŠm material referente a 159 cançþes que Zeca Afonso compĂ´s e gravou. Estava pronto desde 2004, mas sĂł recentemente VHFRQVHJXLXDXWRUL]DomRGDIDPtOLD para publicação, da responsabilidade da editora AssĂ­rio & Alvim. AlĂŠm de JosĂŠ MĂĄrio Branco, participaram na compilação JoĂŁo LĂłio, *XLOKHUPLQR0RQWHLURH2FWiYLR)RQseca. No prefĂĄcio, os autores referem que falar de Zeca sĂł como o maior cantor portuguĂŞs de intervenção â&#x20AC;&#x153;ĂŠ a IRUPDPDLVHĂ&#x20AC;FD]GHOLTXLGDUDREUD do grande mestre da mĂşsica popular portuguesaâ&#x20AC;? e, ao mesmo tempo, â&#x20AC;&#x153;ĂŠ LQGX]LUQRJUDQGHFRQWLQJHQWHGHGLVtraĂ­dos a ideia de menoridade artĂ­stica, (mal) associada Ă  canção polĂ­ticaâ&#x20AC;?. Nesse sentido, sublinham que as â&#x20AC;&#x153;cançþes de conteĂşdo expressamente polĂ­tico sĂŁo atĂŠ minoritĂĄrias no conjunto da sua obraâ&#x20AC;?, pelo que arrumar Zeca na â&#x20AC;&#x153;gavetaâ&#x20AC;? da canção de intervenção â&#x20AC;&#x153;ĂŠ nĂŁo compreender que a dimensĂŁo da sua obra estĂĄ ao nĂ­vel do que de mais importante se IH]QDP~VLFDSRSXODUXQLYHUVDOGR VpFXOR;;ÂľGL]HP(ODPHQWDP´6H

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Tudo o que Zeca Afonso compĂ´s nĂŁo teve o impacto mundial que merecia, foi tĂŁo-somente porque ele nasceu onde nasceuâ&#x20AC;?. Referindo que, de hĂĄ uns anos a esta parte, o compositor â&#x20AC;&#x153;passou a ser o autor mais cantado por todas as geraçþes e diferentes escolas de mĂşsicosâ&#x20AC;?, os autores lembram tambĂŠm que Zeca â&#x20AC;&#x153;renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrĂŁ em que se iniciou, integrando novas LQĂ XrQFLDVHPDUFDQGRGHFLVLYDPHQWH as geraçþes seguintesâ&#x20AC;?. â&#x20AC;&#x153;HĂĄ toda uma geração de mĂşsicos e estudantes de mĂşsica que podem descobrir e o repertĂłrio de Zeca Afonso, sem a carga polĂ­tica dos tempos logo a seguir ao 25 de Abrilâ&#x20AC;?, disse ainda JosĂŠ Mario Branco, acrescentando que quem quiser aprender a tocar os temas GRFRPSRVLWRUSRGHID]rOR´FRPD FHUWH]DGHTXHWHPDWUDQVFULomRĂ&#x20AC;HOÂľ dos mesmos. A este propĂłsito, os autores referem no prefĂĄcio que apenas se permitiram â&#x20AC;&#x153;alterar a tonalidade de algumas cançþes na transcriçãoâ&#x20AC;? HPWUrVFDVRVHVSHFtĂ&#x20AC;FRV $YDVWDREUDGLVFRJUiĂ&#x20AC;FDGH-RVp Afonso iniciou-se em 1953 e terminou em 1985, ano em que foi editado o seu Ăşltimo ĂĄlbum de originais, â&#x20AC;&#x153;Galinhas do matoâ&#x20AC;?. Devido ao seu estado de saĂşde, Zeca jĂĄ nĂŁo conseguiu cantar todas os temas desse disco. Dois anos DQWHVRFDQWRUDFWXRXSHOD~OWLPDYH] 2GHUUDGHLURFRQFHUWRUHDOL]DGRQR Coliseu de Lisboa, foi agora editado SHODSULPHLUDYH]HP'9'MXQWDPHQte com o CD â&#x20AC;&#x153;Galinhas do matoâ&#x20AC;?.

EspĂłlio mais do que pĂşblico

$OLVWDGRVĂ&#x20AC;OPHVTXHPHrecem ser conhecidos pelas ´EDUEDULGDGHVÂľ FLHQWtĂ&#x20AC;FDV LQclui, ainda, â&#x20AC;&#x153;VulcĂŁoâ&#x20AC;? (1997), SURWDJRQL]DGRSRU7RPP\/HH Jones, â&#x20AC;&#x153;Reacção em Cadeiaâ&#x20AC;? (1996), com Keanu Reeves, MorJDQ)UHHPDQH5DFKHO:HLV]H â&#x20AC;&#x153;O 6.Âş Diaâ&#x20AC;? (2000), com Arnold 6FKZDU]HQHJJHU

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LIVRO FEITO AO LONGO DE 32 ANOS DĂ A CONHECER VIDA E OBRA DO MĂ&#x161;SICO

GUIMARĂ&#x192;ES PROJECTA MUSEU FEITO PELAS PESSOAS NUM ANTIGA FĂ BRICA

GUIMARĂ&#x192;ES VAI ter a partir de 2012 uma nova porta de entrada, a Casa da MemĂłria. Trata-se de um novo museu, a instalar numa antiga fĂĄbrica, com um conceito diferente GRKDELWXDO)LFDUiQDSULQFLSDODUtĂŠria de acesso Ă  cidade, com uma exposição permanente construĂ­da a partir de peças e memĂłrias doadas pela população. O projecto ĂŠ da Sociedade Martins Sarmento (SMS) e GD8QLYHUVLGDGHGR0LQKR 80  A ideia forte do novo museu ĂŠ o envolvimento da população, porque o espĂłlio serĂĄ feito com as memĂłrias das pessoas, explica o presidente da SMS, AntĂłnio Amaro das Neves. $&DVDGD0HPyULDYDLFUX]DUDV

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pequenas histĂłrias da cidade e seus habitantes com a grande histĂłria da cidade, no contexto nacional e europeu. Ao longo dos prĂłximos PHVHVDHTXLSDGD606HGD80 vai Ă  procura das memĂłrias da população local, sejam elas imateriais - atravĂŠs de recolhas de histĂłrias de vida - , ou materiais, pedindo Ă s pessoas que doem objectos como IRWRJUDĂ&#x20AC;DVSHoDVGHGHFRUDomRRX quadros. Mesmo que nĂŁo tenham um grande valor material, podem ter uma histĂłria interessante para contar. As duas instituiçþes responsĂĄveis pelos conteĂşdos da Casa da 0HPyULDMiODQoDUDPRGHVDĂ&#x20AC;R´$

cidade ainda nĂŁo estĂĄ completamente envolvida nos processos da Capital Europeia da Cultura [CEC] H VHQWLPRV QHFHVVLGDGH GH ID]HU este apelo para que as pessoas se envolvamâ&#x20AC;?, sublinha Amaro das Neves. O museu, explica, vai ser FRQFUHWL]DGRFRPGLQKHLURJHUDGR pela Capital Europeia da Cultura, mas tem uma histĂłria prĂłpria. â&#x20AC;&#x153;A Casa da MemĂłria estĂĄ muito SDUD DOpP GR KRUL]RQWH GH  9DLID]HUSDUWHGROHJDGRÂľDĂ&#x20AC;UPD Amaro das Neves, lembrando que a ideia nasceu em 2005. A â&#x20AC;&#x153;ambiçãoâ&#x20AC;?, acrescenta, ĂŠ tornar o museu â&#x20AC;&#x153;numa porta de entrada para a descoberta de GuimarĂŁesâ&#x20AC;?.

O projecto vai ocupar uma antiga fĂĄbrica de plĂĄsticos, na Avenida do Conde de Margaride, composta por cinco edifĂ­cios que vĂŁo ser recuperados e ligados por um caminho que existia dentro da fĂĄbrica e que vai ser transformado num espaço pĂşblico. A obra ĂŠ da Câmara de GuimarĂŁes e vai custar 2,3 milhĂľes de HXURVFRPXPSUD]RGHPHVHV Os conteĂşdos da Casa da MemĂłria YmRWHUSRUEDVHWUDEDOKRVFLHQWtĂ&#x20AC;FRV em curso de investigadores ligados j8QLYHUVLGDGHGR0LQKR2WUDEDlho estĂĄ no terreno desde o VerĂŁo, FRPGH]XQLGDGHVGHSHVTXLVDTXH juntam 35 especialistas em ĂĄreas como a HistĂłria, a Sociologia ou a (WQRJUDĂ&#x20AC;D ´-XQWiPRV DOJXQV GRV maiores especialistas e reunimos uma equipa Ă  prova de bala, no que toca Ă  reputaçãoâ&#x20AC;?, salienta Amaro das Neves.


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IDEIAS l u z de i n ver n o Boi Luxo

A PROPĂ&#x201C;SITO DO ANO PASSADO I

$IDFLOLGDGHFRPTXHKRMHVHSRGHID]HUXPĂ&#x20AC;OPHFRPHTXLSDVGHĂ&#x20AC;OPDJHPUHODWLYDPHQWHUHGX]LGDV FRPHVWUXWXUDVGHPRQWDJHPPDLVUiSLGDVHFRPSRVVLELOLGDGHVGHH[LELomRTXHKiPXLWRSRXFRWHPSR VHULDPLPSHQViYHLVOLEHUWDRVHVStULWRVHSURPRYHDFULDomR ESTAS LINHAS confessam-se inteira e desavergonhadamente devedoras de um conjunto de textos que, numa revista de arte nĂŁo especializada em cinema, apontam alguns GRVĂ&#x20AC;OPHVTXHPDLVPDUFDUDPGXUDQWHRDQR de 2010, um conjunto de 5 personalidades ligadas de um ou outro modo ao cinema. Ignorem-se os nomes. Uma delas ĂŠ um reaOL]DGRUDPHULFDQRFXMRVĂ&#x20AC;OPHVQXQFDYLPDV cujo universo rocambolesco certamente me interessaria. Outra uma famosa colaboradora em revistas da especialidade, cineasta tambĂŠm e curadora do espaço experimental A Cozinha. Colaboram tambĂŠm neste nĂşmero GHĂ&#x20AC;PGHDQRXPSURJUDPDGRUGHXPDFLQHmateca canadiana e responsĂĄvel por estudos sobre vĂĄrios realizadores asiĂĄticos (e nĂŁo sĂł), um curador independente e conselheiro de um conhecido festival de cinema europeu HĂ&#x20AC;QDOPHQWHXPDFXUDGRUDSURJUDPDGRUD e cineasta francesa. Um painel granĂ­tico de informação e acima de qualquer suspeita. NĂŁo me assalta o mais pequeno incĂłmodo em depositar na opiniĂŁo destas pessoas a PDLRU GDV FRQĂ&#x20AC;DQoDV (VWDV REVHUYDo}HV querem-se nĂŁo tanto enquanto esforço de balanço do que se passou o ano passado em WHUPRVGHFLQHPDPDVPDLVFRPRVXJHVW}HV de inĂ­cio do novo ano. A facilidade com que hoje se pode fazer XP Ă&#x20AC;OPH FRP HTXLSDV GH Ă&#x20AC;OPDJHP UHODtivamente reduzidas, com estruturas de montagem mais rĂĄpidas e com possibilidades de exibição que hĂĄ muito pouco tempo seriam impensĂĄveis, liberta os espĂ­ritos e promove a criação. Nesta era da facilidade, da diversidade e da democracia sĂł podem

Ă RUHVFHUPLOYHUJpLVGH-DFNDVV' GH-HII Tremaine) a Forms Are Not Self-Subsistent Substances (de Samantha Rebello). Se hĂĄ algo que apercebemos nesta selecção ĂŠ precisamente a diversidade de propostas que merecem o favor destes 5 iluminadĂ­ssimos HLQIRUPDGtVVLPRVFLQpĂ&#x20AC;ORV 3ULPHLURDVUHSHWLo}HV8PDUHIHUrQFLD jTXHOHVĂ&#x20AC;OPHV SRXFRV TXHVHLQĂ&#x20AC;OWUDUDP FRPRSUHIHUrQFLDHPPDLVGRTXHXPGHHQWUH estes crĂ­ticos do cinema contemporâneo. 1. Apenas um grande clĂĄssico, um improYiYHOVREUHYLYHQWH*RGDUGDXWRUGH)LOP 6RFLDOLVPĂ&#x20AC;OPHHPTXHQHVWDVXDSULPHLUD H[SHULrQFLD LQWHLUDPHQWH GLJLWDO SHUSHWXD uma longa tradição a nĂ­vel da recepção dos VHXVĂ&#x20AC;OPHVXPDGLYHUWLGDGLYLVmRHQWUH a total rejeição e uma admiração que nĂŁo esconde a incompreensĂŁo. 2. Um nome clĂĄssico pequenino do cinePDIUDQFrV2OLYLHU$VVD\DVUHID]HP&DUORV RIDVFtQLRSHODĂ&#x20AC;JXUDQXFOHDUGHXPDIDVHGR terrorismo europeu que hĂĄ altura foi menos LQRFHQWH GR TXH DTXLOR TXH D WHQGrQFLD nostĂĄlgica contemporânea, jĂĄ retratada em parte por Schroeder no seu documentĂĄrio VREUH-DFTXHV9HUJqVSRGHID]HUFUHUeXP Ă&#x20AC;OPHORQJRIHLWRSDUDSDVVDUHPHSLVyGLRVQD televisĂŁo, sobre o terrorista Carlos, o Chacal, e para ser visto com (apoderou-se agora de PLPXPDI~ULDVXJHVWLYD 'HU%DDGHU0HLQKRI.RPSOH[GH8OL(GHORXSDUD um retrato muito mais epidĂŠrmico e de um VDERUHSRFDOLQVXEVWLWXtYHO'LH'ULWWH*HQHUDWLRQGH)DVVELQGHUH'HXWVFKODQG im Herbst, de 1978 (Fassbinder e al.) 2WHUFHLURĂ&#x20AC;OPHQmRpRĂ&#x20AC;OPHGDUHSRVLomR

GD HVSHUDQoD TXH 0XUQDX UHDOL]RX Ki PDLV GHDQRVPDVHVWHĂ&#x20AC;OPHURPHQR$XURUDGH Cristi Puiu, fala tambĂŠm de um isolamento. Que a sua extensĂŁo e aparente sossego formal tenham levado 2, dos 5 crĂ­ticos aqui convidados a contribuir com a sua apreciação do ano que SDVVRXDGLVWLQJXLORpVXĂ&#x20AC;FLHQWHSDUDTXHVREUH ele recaia a nossa mais sincera curiosidade.  /H 4XDWWUR 9ROWH GH 0LFKHODQJHOR Frammartino, pode ser aquele, de entre WRGRV RV PDLV GH TXDUHQWD Ă&#x20AC;OPHV QRPHDdos pelo distinto painel de crĂ­ticos jĂĄ acima apresentado, cujo poder poĂŠtico e evocativo OKHSHUPLWLUiXPDSHUPDQrQFLDPDLVSHUHQH HQWUHRJRVWRGRS~EOLFR1mRpSUHFLVRYrOR para se sinta dele emanar um perfume denso e primevo entre o propĂłsito documental e a Ă&#x20AC;FomROtULFD6HUiXPGDTXHOHVĂ&#x20AC;OPHVFRPR provavelmente Film Socialism, que nos ensina (e o cinema contemporâneo estĂĄ cada vez mais cheio desta poĂŠtica intenção) a ver e a ouvir de um modo cada vez mais Ă­ntimo RVLOrQFLRHDLPRELOLGDGH$YHUWLJHPVHQsacionista a que certo cinema cada vez mais QRVREULJDVySRGHUiWHUXPHIHLWREHQpĂ&#x20AC;FR sobre o nosso espĂ­rito e sobre a nossa capacidade de entender o cinema de hoje como uma arte cada vez mais rica na diversidade GDVVXDVSURSRVWDVHUHDOL]Do}HV +iSRXFRVĂ&#x20AC;OPHVH[WUHPRDVLiWLFRVQHVWD VHOHFomR QHQKXPMDSRQrVRXFRUHDQR DSHQDV RFRQKHFLGR8QFOH%RRQPHH:KR&DQ5HFDOO +LV 3DVW /LYHV GR WDLODQGrV $SLFKDWSRQJ :HHUDVHWKDNXO H/DVW7UDLQ+RPH GH)DQ /L[LQUHDOL]DGRUFKLQrV 1mRWHUiHVWDHVFDVVH] necessariamente que ver com o desconhecimento do cinema de uma zona do mundo que

penetra agora com facilidade nos festivais e em outros modos de se expor. Pode ser tĂŁo sĂł XPDQRHPTXHQmRVHSURGX]LUDPĂ&#x20AC;OPHVTXH tenham enervado os crĂ­ticos responsĂĄveis por HVWHFRQMXQWRGHFRQVLGHUDo}HV2VGRLVĂ&#x20AC;OPHV distinguidos este ano nĂŁo poderiam, contudo, ser mais diferentes em aspecto, mesmo que em ambos se trate de um tipo de retorno ao ´ODUDQFHVWUDOÂľ2Ă&#x20AC;OPHFKLQrVpXPGRFXPHQtĂĄrio, parece um documentĂĄrio e ĂŠ sobre um fenĂłmeno real ĂŠpico que se repete ano apĂłs ano, o nĂşmero dos seus protagonistas em DXPHQWRWRGRVRVDQRVeXPGRFXPHQWiULR VREUHRVFHUFDGHPLOK}HVGHFKLQHVHVTXH todos os anos tentam regressar a casa por DOWXUDGRDQRQRYROXQDUeVREUHRVFKLQHVHV e as chinesas das fĂĄbricas, os comboios que os levam a casa, as interminĂĄveis esperas, DVUHXQL}HVIDPLOLDUHVHRVHTXtYRFRVHGHVLOXV}HVTXHDVHSDUDomRRGHVHQUDt]DPHQWR e os novos enraĂ­zamentos inevitavelmente DEUHPQDVIDPtOLDVPLOK}HVGHKLVWyULDV Ă­ntimas pessoais e a maior migração mundial. e FDQVDWLYR SHQVDU QLVVR H LPSRVVtYHO QmR SHQVDUTXH8QFOH%RRQPHHpH[DFWDPHQWHR VHXRSRVWRTXHHP8QFOH%RRQPHHKiXPD disposição e uma paleta tropical (eu sei que ĂŠ SRUOHPEUDURVRXWURVĂ&#x20AC;OPHVGH$SLFKDWSRQJ :HHUDVHWKDNXO TXHSUHGLVS}HPDRUHSRXVR j VHUHQLGDGH H j FRQWHPSODomR 6H R Ă&#x20AC;OPH FKLQrVpXPH[HPSORHOHYDGRGRHVSOHQGRUGD EUXWDOLGDGHGRUHDORĂ&#x20AC;OPHWDLODQGrVpPDLV GRTXHXPĂ&#x20AC;OPHpXPVRSURHQWUHPXLWRV WHPSRVHPXLWDVH[LVWrQFLDVeSUHFLVDPHQWH com esta leveza que vos deixo. (Continua)


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15 Os seus espĂ­ritos vitais estĂŁo guardados no interior e nĂŁo podem ser diluĂ­dos pelas coisas.

CapĂ­tulo 131 Lao Tzu disse: Nada ĂŠ no mundo mais fĂĄcil do que fazer o bem; nada pPDLVGLItFLOGRTXHQmRRID]HU)D]HUREHPVLJQLĂ&#x20AC;FDVHUFDOPRH sem ardil, adequando-nos Ă  nossa verdadeira condição e recusando resto, nĂŁo ser seduzido por nada, seguir a nossa natureza essencial, preservando a realidade e evitando mudar. Assim, fazer o bem ĂŠ fĂĄcil. )D]HURTXHQmRpERPVLJQLĂ&#x20AC;FDDVVDVVtQLRHXVXUSDomRIUDXGHH engano, agitação e inveja, negação da natureza humana. Por isso se diz que fazer o que nĂŁo ĂŠ bom ĂŠ difĂ­cil. Aquilo que, no momento, causa grandes problemas nasce da falta de um grau normal de satisfação. Como tal, ĂŠ imperioso examinar as bases do benefĂ­cio e do malefĂ­cio, as fronteiras da calamidade e da fortuna. Os sĂĄbios nada querem e nada evitam. Desejar algo pode ser o melhor caminho para o perder; tentar evitar algo pode, simplesmente, fazĂŞ-lo surgir. Quando desejas algo no teu coração te esqueces do que estĂĄs a fazer. Assim, os sĂĄbios examinam cuidadosamente as mudanças da acção e do repouso, ajustando adequadamente as medidas do dar e receber, governando racionalmente sentimentos de preferĂŞncia, harmonizando os graus de alegria e ira. Quando a acção e repouso sĂŁo apropriados, nĂŁo hĂĄ problemas que te invadam. Quando receber e dar sĂŁo adequados, nenhuma culpa te pesa. Quando as preferĂŞncias sĂŁo racionais, a ansiedade nĂŁo se chega a ti. Quando a alegria e ira sĂŁo harmoniosas, a inimizade nĂŁo te esmaga. Aqueles que atingiram a Via nĂŁo tomam lucro errado e nĂŁo passam problemas aos outros. NĂŁo abandonam o que ĂŠ seu nem se apossam do que nĂŁo ĂŠ. EstĂŁo sempre cheios, mas nunca a transbordar; estĂŁo sempre vazios e sĂŁo fĂĄceis de bastar. Como tal, quando nos satisfazemos na medida apropriada atravĂŠs GDVDUWHVGD9LDFRPHPRVRVXĂ&#x20AC;FLHQWHSDUDPDWDUDIRPHHYHVWLPR nos o bastante para espantar o frio, oferecendo calor e saciedade VXĂ&#x20AC;FLHQWHVDRFRUSR6HQRVIDOWDPDVDUWHVGD9LDSDUDDIHULUD medida apropriada e desejamos nobreza e estatuto, todo o poder e riqueza do mundo nĂŁo bastarĂŁo para nos agradar e fazer felizes. Assim, os sĂĄbios sĂŁo calmos de mente e de trato fĂĄcil. Os seus espĂ­ritos vitais estĂŁo guardados no interior e nĂŁo podem ser diluĂ­dos pelas coisas.

Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtĂ­tulo a expressĂŁo â&#x20AC;&#x153;A CompreensĂŁo dos MistĂŠriosâ&#x20AC;?. Este subtĂ­tulo honorĂ­fico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a trĂŞs sĂŠculos antes da era comum. O Wen Tzu terĂĄ sido compilado por um discĂ­pulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteĂşdo atribuĂ­do ao prĂłprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dĂĄ nota destes factos nos seus â&#x20AC;&#x153;Registos do Grande Historiadorâ&#x20AC;? compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituĂ­do pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainan-zi. Para esta versĂŁo portuguesa foi utilizada a primeira e, atĂŠ Ă  data, Ăşnica tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versĂŁo do texto chinĂŞs editada por Shiung Duen Sheng e publicada online em www.gutenberg.org.


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IDEIAS

16 per s pecti va s Jorge Rodrigues SimĂŁo

Escassez da ĂĄgua â&#x20AC;&#x153;China faces a major challenge in managing its scarce water resources to sustain economic growth in the years ahead. This is a daunting task, but the analysis of past experience in China and elsewhere SURYLGHVXVHIXOOHVVRQVRQKRZWRSURFHHG&KLQD¡V 11th Five-Year Plan has already prepared the ground by moving strategically toward increased reliance on market-based approaches, supported by the twin pillars of integrated water resource management and rigorous pollution control.â&#x20AC;? $GGUHVVLQJ&KLQD¡V:DWHU6FDUFLW\ Jian Xie

A

ĂĄgua ĂŠ um elemento essencial para a economia. Praticamente nĂŁo existe actividade no mundo que nĂŁo necessite desse precioso bem para crescer e se sustentar. No entanto, vai-se tornando mais escassa e de PHQRU TXDOLGDGH $ GLĂ&#x20AC;FXOGDGH crescente em adquiri-la, a deterioração da qualidade e o aumento GD SURFXUD HVWmR D FULDU GHVDĂ&#x20AC;RV considerĂĄveis ao comĂŠrcio e os investidores sempre acreditaram TXHLULDPGLVSRULQGHĂ&#x20AC;QLGDPHQWHGHiJXD limpa, tratada e a baixo preço. Entrou o planeta no oposto da abundância normal e tal problema estĂĄ a causar a redução das quotas concedidas Ă s empresas em muitos paĂ­ses, originando alteraçþes, que terminarĂŁo por aumentar incomensuravelmente o seu preço, e o controlo da qualidade a ser estritamente regulado. O relatĂłrio do â&#x20AC;&#x153;Painel Intergovernamental sobre Mudanças ClimĂĄticas (na sigla inglesa, IPPC)â&#x20AC;?, publicado em 2007, apesar da â&#x20AC;&#x153;AgĂŞncia Holandesa de Avaliação Ambientalâ&#x20AC;? ter revelado os imensos erros de que padece FRQVLGHUDRFRQĂ&#x20AC;iYHOHDĂ&#x20AC;UPDTXHRDTXHFLmento global conduzirĂĄ a alteraçþes em todos os componentes do sistema de ĂĄgua doce, e que a sua disponibilidade e qualidade serĂŁo as que maiores pressĂľes criarĂŁo Ă s sociedades e ao ambiente, a partir da perspectiva das alteraçþes climĂĄticas. As repercussĂľes de disponibilidade de iJXDVmRXPGHVDĂ&#x20AC;RPDLRUTXHDVHJXUDQoD energĂŠtica, pelo que nas actuais condiçþes e na forma como se estĂĄ a gerir esta grave situação ĂŠ bem possĂ­vel que a ĂĄgua se esgote muito antes que os combustĂ­veis fĂłsseis. A China e a Ă?ndia estĂŁo diminuir o seu crescimento devido Ă s limitaçþes de ĂĄgua. Esgotam-se as ĂĄguas subterrâneas e reduzem-se os glaciares que alimentam os principais rios. Alguns estados americanos limitaram a retirada de ĂĄgua do subsolo, para uso agrĂ­cola devido Ă s secas. A França, Alemanha e a Espanha tiveram que fechar dezenas de centrais nucleares devido Ă  prolongada vaga de calor e ao pouco nĂ­vel de ĂĄgua. As alteraçþes climĂĄticas sĂŁo a causa determinante de todos

estes acontecimentos, que tĂŞm efeitos relevantes no comĂŠrcio nacional e internacional. 2VSULQFLSDLVULVFRVHVSHFtĂ&#x20AC;FRVFRPRXVR intensivo de ĂĄgua, residem nos sectores como a alta tecnologia, em que doze das maiores indĂşstrias do mundo de semicondutores, VH ORFDOL]DP QD UHJLmR GD Ă&#x2030;VLD3DFtĂ&#x20AC;FR $ fraca qualidade envolve graves riscos para as empresas, que necessitam no processo produtivo de grandes quantidades de ĂĄgua extremamente limpa. Apenas duas empresas americanas, consumiram dez mil milhĂľes de galĂľes de ĂĄgua, em 2007, para fabricarem componentes de silĂ­cio. As indĂşstrias engarrafadoras de bebidas nĂŁo alcoĂłlicas, representadas pelas maiores rivais como a Coca-Cola e a Pepsi-Cola, tiveram as licenças para o exercĂ­cio de actividade, canceladas em alguns locais da Ă?ndia, relacionadas com a escassez de ĂĄgua. Todas as grandes empresas do sector da indĂşstria de bebidas, sofrem uma grande oposição pĂşblica. O antagonismo estende-se igualmente, Ă  ĂĄgua engarrafada. Quanto Ă  indĂşstria agrĂ­cola, a diminuição em termos de disponibilidade de ĂĄgua, estĂĄ a DIHFWDURVSUHoRVGRVDOLPHQWRVFRPRĂ&#x20AC;FRX demonstrado em 2009, pelo grande aumento no preço internacional do arroz causado pela seca na AustrĂĄlia. O sector agrĂ­cola consome cerca de 70 por cento da ĂĄgua no mundo. As empresas envolvidas em actividades industriais, devem criar medidas em concordância com as polĂ­ticas governamentais de restrição ao consumo e desperdĂ­cio de ĂĄgua, tendo em vista fazer face aos perigos da sua falta, como medir a pegada de ĂĄgua, contabilizando o consumo e o desperdĂ­cio ao longo de toda a cadeia de produção. Ă&#x2030; igualmente importante, avaliar os riscos fĂ­sicos, regulatĂłrios e de reputação, relacionados Ă  pegada da ĂĄgua e acertar com as previsĂľes de risco climĂĄtico e energĂŠtico da empresa; incluir a questĂŁo da ĂĄgua no planeamento estratĂŠgico e nas estruturas de gestĂŁo; responsabilizar os principais accionistas, (bem como as comunidades locais, organizaçþes QmR JRYHUQDPHQWDLV LQVWLWXLo}HV RĂ&#x20AC;FLDLV fornecedores e trabalhadores), como parte da avaliação do risco, planeamento a longo prazo e actividades de execução; mostrar e comunicar a adequada gestĂŁo do sistema aquĂ­fero e riscos associados. Os investidores para melhorarem a compreensĂŁo dos riscos que correm as suas empresas, deviam avaliar a exposição das mesmas face ao risco da falta de ĂĄgua, exigir as indispensĂĄveis informaçþes quanto ao consumo, a inclusĂŁo dessa problemĂĄtica nas suas estratĂŠgias para com as alteraçþes climĂĄticas e destacar tal questĂŁo nos custos de oportunidades negociais. $Ă&#x20AC;PGHVHFRQVHJXLUHPPHOKRULDVQRTXH

As repercussĂľes de disponibilidade de ĂĄgua VmRXPGHVDĂ&#x20AC;RPDLRUTXHD segurança energĂŠtica, pelo TXHQDVDFWXDLVFRQGLo}HV e na forma como se estĂĄ a gerir esta grave situação ĂŠ EHPSRVVtYHOTXHDiJXDVH HVJRWHPXLWRDQWHVTXHRV combustĂ­veis fĂłsseis diz respeito Ă  escassez da ĂĄgua no planeta, ĂŠ urgente encontrar mais soluçþes e criar as correspondentes medidas. A falta de ĂĄgua ĂŠ um problema fundamental em todos os paĂ­ses do mundo, e muitos sentem presentemente esse efeito, pelo que nĂŁo existe desculpa para nĂŁo o reconhecer ou pretender ignorar. A ignorância como o pior dos males ĂŠ fruto da arrogância ou orgulho, que nĂŁo sĂł atinge SHVVRDVPDVUHĂ HFWHVHQRVSDtVHVHLQVWLWXLçþes, que sĂŁo governados por portadores de tal doença, altamente contagiosa. Existem vĂĄrias medidas que podem ser vantajosas, no sentido de preservar e poupar a ĂĄgua. Uma possĂ­vel solução ĂŠ o uso da tecnologia de dessalinização, que consiste QD iJXD VDOJDGD D Ă&#x20AC;OWUDU FLUFXODU DWUDYpV de membranas no processo de eletrodiĂĄlise reversa e osmoses inversa. Este processo foi usado em cerca de cento e vinte paĂ­ses, desde a Ă frica ao MĂŠdio Oriente. Usando este sistema existem paĂ­ses, que actualmente estĂŁo a produzir uma mĂŠdia de cinco mil milhĂľes de galĂľes de ĂĄgua por dia. Os Estados Unidos possuem 1220 centrais de dessalinização, em que a maioria se localiza em comunidades medianas. Actualmente, a dessalinização estendeu-se aos grandes centros urbanos, e os sistemas de osmoses inversa conseguiram melhorar em 2,5 por cento a ĂĄgua consumida, da fornecida nas cidades americanas, que ĂŠ reciclada e de novo usada, e tambĂŠm a resultante das ĂĄguas das chuvas, por via da utilização de bacias de retenção para

ĂĄguas pluviais, que tem a particularidade de evitar enchentes e inundaçþes. Tais inovaçþes sĂŁo econĂłmicas. A nĂ­vel global instalar sistemas simples de reciclaJHPHĂ&#x20AC;OWUDJHPGDViJXDVVHULDXPDWDUHID relativamente fĂĄcil, que traria excelentes benefĂ­cios. Tais avanços, seriam um passo para a diminuição da escassez de ĂĄgua. A poupança de ĂĄgua pode ser conseguida em pequena dimensĂŁo, passando pela melhor gestĂŁo do consumo nas nossas casas. Um das soluçþes ĂŠ desenvolver e instalar nos paĂ­ses que sofrem invernos rigorosos, esquentadores PDLVHĂ&#x20AC;FLHQWHV Habitaçþes antigas possuem um mau sistema de isolamento, pelo que o tempo necessĂĄrio para aquecer a ĂĄgua num tubo ou chuveiro pode ser longo. Com tubos prĂŠ-aquecidos e melhor isolamento em todo o sistema, o desperdĂ­cio nĂŁo constituiria um problema, dado que a ĂĄgua quente sairia imediatamente do tubo. Se esta melhoria fosse imposta pelos governos H DSRLDGD Ă&#x20AC;QDQFHLUDPHQWH GLPLQXLULDP RV custos de aquecimento. Uma outra solução, de entre muitos, para o problema da escassez global de ĂĄgua, seria a negociação de novos tratados multinacionais, que determinem a forma de a partilhar. Existem muitos tratados sobre a matĂŠria, mas nenhum consegue uma distribuição justa e equitativa. SĂŁo tratados inĂşteis que provocam receio e preRFXSDomRHQWUHRVSDtVHVGDGRTXHRVFRQĂ LWRV sobre os recursos de ĂĄguas partilhadas, muitas vezes criam violĂŞncia e tensĂŁo internacional. No presente, as separaçþes de ĂĄguas de 260 dos maiores rios do mundo, sĂŁo partilhadas por dois ou mais paĂ­ses. As reclamaçþes daĂ­ resultantes, acumuladas, estimulam contendas, pelo que novos tratados regulamentariam a distribuição, para que ĂĄreas e paĂ­ses possuidores de abundantes recursos de ĂĄgua, nĂŁo as possam usurpar. O tratado repartiria a ĂĄgua segundo a escassez e necessidade da regiĂŁo, tendo em vista asseverar uma distribuição adequada. Um novo tratado multinacional seria extrePDPHQWHYDQWDMRVRSDUDVROXFLRQDUFRQĂ LWRV sobre as ĂĄguas, reduzindo a tensĂŁo e inimizade entre os paĂ­ses. VĂĄrias sĂŁo as soluçþes necessĂĄrias para diminuir ou resolver a escassez da ĂĄgua que o mundo vive. Qualquer actividade que melhore o isolamento dos sistemas de aquecimento de ĂĄgua caseira, evite o desperdĂ­cio, ou elabore tratados multinacionais, ĂŠ importante e o planeta agradecerĂĄ, sendo nĂłs os grandes FDXVDGRUHVPDVWDPEpPRVSULQFLSDLVEHQHĂ&#x20AC;ciĂĄrios de um mal que aumenta diariamente. O mundo enfrenta um dilema sobre o abastecimento limitado de ĂĄgua, que se agrava sem importantes e urgentes alteraçþes, cujas consequĂŞncias serĂŁo lamentĂĄveis.


KAHON CHAN

PERFIL

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MINGO WAN | CHEFE DE COZINHA DO MGM MACAU

â&#x20AC;&#x153;Comida portuguesa ĂŠ linda na Chinaâ&#x20AC;? Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

TrĂŞs dĂŠcadas de carreira culinĂĄria

trouxeram um chef de Hong Kong atĂŠ Macau, passando por vĂĄrias cidades importantes da China, onde desenhou e serviu virtualmente todo o tipo de pratos ocidentais aos comensais chineses. Mingo Wan, cozinheiro do MGM Macau, explica porque ĂŠ que a cozinha macaense ĂŠ tĂŁo bonita aos olhos dos chineses e porque ĂŠ, provavelmente, a cozinha de raiz ocidental com maior potencial para vingar na China Continental, por poder ser saboreada pelos chineses ao estilo chinĂŞs. A iniciação de Mingo Wan no mundo da culinĂĄria foi bastante tĂ­pica numa geração em que as oportunidades e as vagas estavam por toda a parte na pulsante economia de Hong Kong da dĂŠcada de 80. â&#x20AC;&#x153;Eu nĂŁo era particularmente brilhante na escola, por isso o meu pai incentivoume a aprender uma habilidade. Assim, comecei a trabalhar em cozinhas ainda nem tinha 16. Tenho trabalhado em hotĂŠis desde entĂŁoâ&#x20AC;?, conta. Para ser mais preciso, Mingo começou com restaurante ocidental no interior da loja de departamentos Wing On que era gerido pelo Hotel Peninsula. SĂł quatro anos mais tarde começaria a trabalhar directamente para um hotel, no Holiday Inn de Tsim

Sha Tsui (actual InterContinental Grand Stanford). Uma das principais mais-valias para o currĂ­culo de um cozinheiro ĂŠ estar na criação de novos espaços com sucesso e Wan tem uma longa experiĂŞncia de impressionar investidores. Começou por â&#x20AC;&#x153;inventarâ&#x20AC;? restaurantes para o grupo Evergreen, de Taiwan, em Hong Kong e Xangai, em 1990; seguindo-se Macau, com o hotel New Century, em 1994; e o hotel Landmark, em 1997. De volta Ă  sua cidade natal em 2000, quando um restaurante temĂĄtico de celebridades tentou replicar o sucesso da rede Planet Hollywood â&#x20AC;&#x201C; baptizada como Star East para a versĂŁo de Hong Kong â&#x20AC;&#x201C; e quis a sua ajuda para abrir um novo bar e restaurantes por toda a China, em Hong Kong e Macau. O estabelecimento nĂŁo vingou, mas Mingo acabou por ser convidado para gerir os trĂŞs restaurantes da Torre de Macau antes de ser recrutado pelo MGM para tomar conta do Square Eight. â&#x20AC;&#x153;CostumĂĄvamos vender mais ostras e caranguejos do que outros lugares no restaurante portuguĂŞs Madeiraâ&#x20AC;?, lembra, reportando-se a um tempo em que o Venetian nĂŁo era mais do que um grande

estaleiro de obras. â&#x20AC;&#x153;Senti-me mais satisfeito porque gozei de mais liberdade para fazer a fusĂŁo de estilos chineses com a cozinha ocidental. Foi uma inovação sem limitesâ&#x20AC;?. Uma das investidas mais ousadas e memorĂĄveis pelo mundo da miscigenação gastronĂłmica terĂĄ sido a dos â&#x20AC;&#x153;sabores duplosâ&#x20AC;? com garoupa verde e garoupa de coral. â&#x20AC;&#x153;NĂŁo sĂł pudemos pedir preços mais elevados, como tambĂŠm adquiria um sabor especial com os temperos macaenses. Foi popularâ&#x20AC;?, recorda. Bem informado acerca dos padrĂľes de paladar do povo chinĂŞs depois de ter trabalhado em projectos de implantação na China, Hong Kong, Taiwan e Macau, Mingo considera que a comida macaense atingiu o tom certo para satisfazer o apetite particular da cultura chinesa. â&#x20AC;&#x153;Quando estive em Xangai, dei-me conta de que a cozinha macaense tinha o mais elevado potencial de entre todos os estilos ocidentais para cativar os comensais do continente. Isto porque era a Ăşnica cozinha que tanto ia com pauzinhos como com faca e garfo, e as porçþes eram servidas para uma famĂ­lia partilhar.â&#x20AC;? Numa altura em que mesmo os aperitivos do Norte da China sĂŁo apresentados em estabelecimentos de ponta em porçþes

LQGLYLGXDLVFRPXPWRTXHGHLQĂ XrQFLD francesa, Mingo considera que a apresentação da cozinha macaense tem tudo para ser invejada e que o tamanho familiar das suas doses tem de ser defendido. â&#x20AC;&#x153;A comida macaense ĂŠ uma peculiaridade de Macau e, enquanto mantemos um sabor autĂŞntico, ĂŠ difĂ­cil para outros lugares fazĂŞ-lo. A chave ĂŠ partilhar e se encolhermos as porçþes, as pessoas nĂŁo irĂŁo aceitĂĄ-lo. Temos de seguir o estilo e as pessoas tambĂŠm valorizam mais uma boa porçãoâ&#x20AC;?, explicou. Mesmo concedendo que os visitantes de Macau sĂŁo geralmente abertos a novos sabores, em que os pratos macaenses sĂŁo realmente os mais populares entre RVWXULVWDVSRGHVHUPXLWRVRĂ&#x20AC;VWLFDGR para a maior parte dos clientes do casino MGM Macau. â&#x20AC;&#x153;Francamente, restaurantes como este sĂŁo â&#x20AC;&#x2DC;easy come easy goâ&#x20AC;&#x2122;, tudo rĂĄpido. O Square Eight ĂŠ dirigido aos clientes daqui [do casino]â&#x20AC;?. Entrevistado pelo Hoje Macau Ă  margem da recente prĂŠ-reinauguração do restaurante, Mingo revelou que as expectativas apontavam para que fossem servidas â&#x20AC;&#x153;muitasâ&#x20AC;? panelas gigantes de â&#x20AC;&#x153;congeeâ&#x20AC;?, uma vez que os pratos cantoneses continuavam a ser os preferidos dos clientes chineses.


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ENTREVISTA

$1'5e&255Ă&#x2020;$'¡$/0(,'$$&$'e0,&2(0Ă&#x2019;6,&2

â&#x20AC;&#x153;Ambiciono levar a minha mĂşsica ao maior ANTĂ&#x201C;NIO FALCĂ&#x192;O | BLOOMLAND.CN

â&#x20AC;&#x153;Estarei eternamente marcado pelos meus quatro anos de vida no Oriente. E a verdade ĂŠ que, apesar de ter regressado a Portugal e agora viver nos EUA, continuo sempre a vir a Macau e a encontrar novas histĂłrias para contarâ&#x20AC;?

ENTRE ACADĂ&#x2030;MICO, doutoramento em PolĂ­ticas PĂşblicas, professor em universidades novaiorquinas, mĂşsico, compositor, instrumentista e poeta, AndrĂŠ Dâ&#x20AC;&#x2122;Almeida parece equilibrar-se na perfeição. PortuguĂŞs viajado, estudou tambĂŠm na Holanda, viveu em Macau, apetece-lhe muito o Oriente, dĂĄ aulas em Nova Iorque e consegue mostrar a mĂşsica que cria. Eterno regresso a esta regiĂŁo, no âmbito da Universidade de SĂŁo JosĂŠ, nĂŁo esquece tambĂŠm a sua dedicação de sempre, desde os 11 anos, ao Escutismo. Em Maio de 1997, juntamente com outros jovens e adultos pertenceu aos voluntĂĄrios fundadores do Grupo de Escuteiros LusĂłfonos de Macau. Um acadĂŠmico na mĂşsica ou um mĂşsico na academia? Acho que sou mais um explorador de trilhos. A mĂşsica e a academia sĂŁo os mais importantes. Com a mĂşsica especulo sobre o que na academia sintetizo. Como e onde nasceu o seu gosto pela mĂşsica de forma consequente? Desde infância a ouvir o piano do avĂ´ materno e as grandes sinfonias em vinil do avĂ´ paterno. Mais tarde, nos escuteiros, aprendi a tocar guitarra e comecei a escrever as primeiras cançþes. Mas, e apenas com a experiĂŞncia de Macau, o ritmo e a intensidade da escrita conduziram Ă  oportunidade de edição. Em termos de registo GLVFRJUiĂ&#x20AC;FRRSULPHLURSDVVR foi o CD â&#x20AC;&#x153;Mares da Chinaâ&#x20AC;? em 2007. O Oriente sempre inspirador? Absolutamente! NĂŁo o Oriente em abstracto, mas o Oriente concreto das minhas viagens, histĂłrias vividas e pessoas que encontro. Esse ĂĄlbum ĂŠ uma sĂ­ntese, em forma musical, da minha experiĂŞncia no Oriente. Foi todo escrito em Macau, enquanto aqui vivi, depois foi gravado em Londres e editado em Portugal. Devo dizer que concretizei o projecto graças ao apoio de vĂĄrias instituiçþes locais. 'HSRLVRXWUDVLQĂ XrQFLDVFRP â&#x20AC;&#x153;EspĂ­ritos da Montanhaâ&#x20AC;?... â&#x20AC;&#x153;EspĂ­ritos da Montanhaâ&#x20AC;?

foi uma edição especial por ocasiĂŁo da visita a Portugal de Sua Santidade o Dalai Lama. Continua a ser um dos meus temas preferidos. 8OWLPDPHQWHRVWHPDVTXH WrPVLGRRXYLGRVFRPPDLV LQVLVWrQFLDQD5iGLR0DFDX sĂŁo â&#x20AC;&#x153;We shall meet againâ&#x20AC;? e ´%HOLHYHUÂľ6LJQLĂ&#x20AC;FDTXHYHPDt XPVLQJOHSHORPHQRV" VĂŞm aĂ­ cinco temas num EP a estar pronto muito em breve. 2010 foi realmente um ano em que estive muito ausente, em Ă frica, pelo que agora estĂŁo reunidas as condiçþes necessĂĄrias para longas horas de estĂşdio. Esse EP jĂĄ tem nome? Ainda nĂŁo, provavelmente vou GHL[DULVVRSDUDRĂ&#x20AC;PTXDQGR os temas estiverem todos terminados e gravados. 8PQRYRiOEXPFRPPDLV temas estĂĄ fora de hipĂłtese neste momento? Inicialmente pensei em trabalhar num projecto com maior fĂ´lego, ter um ĂĄlbum com mais P~VLFDVWDOFRPRĂ&#x20AC;]QR´0DUHV da Chinaâ&#x20AC;?. Acontece que nĂŁo ĂŠ nada fĂĄcil o trabalho depois do ĂĄlbum pronto, em termos de divulgação, distribuição, o DJHQFLDPHQWRHQĂ&#x20AC;PWRGRR trabalho de â&#x20AC;&#x153;managementâ&#x20AC;?. Tem bastante investimento e sobretudo despende muitĂ­ssimo tempo. Desta vez, com o EP que irĂĄ ser este ano, o investimento ĂŠ um pouco menor quanto ao produto, sĂŁo menos temas, mas uma grande preocupação com os temas, o seu conteĂşdo e qualidade. Numa segunda fase, talvez se complete o ĂĄlbum com uma abordagem, digamos, mais empresarial. 6mRGLIHUHQFLDGDVDVVLWXDo}HV HPTXHFRPS}HOHWUDVH mĂşsicas? Normalmente surgem primeiro as malhas musicais iniciais. Depois seguem-se os primeiros versos associados a um tema que WHPGHVHUGHĂ&#x20AC;QLGR$SDUWLUGDt a letra e a mĂşsica co-evoluem. E o papel de Macau como fonte GHLQVSLUDomRFRQWLQXDDWHU DOJXPDLQĂ XrQFLD" Estarei eternamente marcado pelos meus quatro anos de vida no Oriente. E a verdade ĂŠ que, apesar de ter regressado a Portugal e agora viver nos


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com Helder Fernando

nĂşmero possĂ­vel de pessoasâ&#x20AC;?

EUA, continuo sempre a vir a Macau e a encontrar novas histĂłrias para contar. No entanto, ĂŠ incontornĂĄvel, que o que mais marca a minha vida actualmente ĂŠ a experiĂŞncia norte-americana. E assim se entende melhor o novo tipo de som que â&#x20AC;&#x153;Believerâ&#x20AC;? e â&#x20AC;&#x153;We Shall Meet Againâ&#x20AC;?

â&#x20AC;&#x153;A pessoa vale nĂŁo pela idade, ou nacionalidade, ou pela etnia, mas pelos seus mĂŠritos. Sendo os mĂŠritos reconhecidos, tudo bem, importa pouco ou nada o restoâ&#x20AC;? revelam. Doutorado em PolĂ­ticas 3~EOLFDVHVWHUHJUHVVRD0DFDX estĂĄ relacionado com a matĂŠria? Sim, no âmbito da Universidade de SĂŁo JosĂŠ, como professor da cadeira de AnĂĄlise e Implementação de PolĂ­ticas PĂşblicas. Sublinho que o que me trouxe pela primeira vez a Macau, em 1996, foi precisamente a criação do que ĂŠ hoje a Universidade de SĂŁo JosĂŠ, na ĂŠpoca Instituto InterUniversitĂĄrio. Depois de Macau,

foram cinco anos em Portugal e nos Ăşltimos cinco tenho vivido nos Estados Unidos. Em termos acadĂŠmicos, tudo começou na Universidade CatĂłlica hĂĄ uns dez anos quando comecei a dar aulas. 1HVWHV~OWLPRVDQRVFRPRWHP YLYLGRDH[SHULrQFLDWDPEpP FRPRFLGDGmRHVWUDQJHLURGH GDUDXODVHPHVWDEHOHFLPHQWRV GHHQVLQRVXSHULRUHP1RYD Iorque? A nacionalidade ĂŠ o menos importante, sĂł existe alguma curiosidade nesse aspecto mais informal, nos contactos mais privados, jĂĄ em grupos de amizades. A pessoa vale nĂŁo pela idade, ou nacionalidade, ou pela etnia, mas pelos seus mĂŠritos. Sendo os mĂŠritos reconhecidos, tudo bem, importa pouco ou nada o resto. E se alguma pergunta surge, por parte dos meus alunos sobre algum desses pontos, ĂŠ no sentido de saberem o que tenho feito e em que projectos estou envolvido. No contexto norte-americano, uma das primeiras pergunta que se ouve ĂŠ: â&#x20AC;&#x153;o que fazes?â&#x20AC;? Na AmĂŠrica latina, por exemplo, sobressairĂĄ mais o quererem saber: â&#x20AC;&#x153;donde ĂŠ que vens?â&#x20AC;? Isto para dizer que, Ă  partida, na sociedade norte-americana

o aspecto histĂłrico ĂŠ menos valorizado. Calculando que no meio XQLYHUVLWiULRTXHID]SDUWH GDVXDYLGDSURĂ&#x20AC;VVLRQDO SURIHVVRUHVHDOXQRVH[LVWH TXHPFRQKHoDRVHXSHUFXUVR musical como autor e intĂŠrprete. Isso ĂŠ Ăştil ou prejudicial? HĂĄ quem conheça e isso sĂł valoriza, sĂł tem facilitado o meu processo de integração. Poderia haver alguma reserva nessa matĂŠria, seria preferĂ­vel, mas nĂŁo, o facto ĂŠ que ĂŠ muito valorizada a nossa aptidĂŁo e experiĂŞncia noutras ĂĄreas, admite-se que ĂŠ um valor acrescentado que se leva para a sala de aula.

Os temas que ultimamente JUDYRXIRUDPREYLDPHQWH FDQWDGRVHPOtQJXDLQJOHVD PDVXPGHOHV´:H6KDOO0HHW $JDLQÂľTXHWDPEpPFRPS{VH JUDYRXMiSHQVDQGRQR(3TXH LUiVDLUpFDQWDGRHPLQJOrVH SRUWXJXrV5HFHEHVHLVVREHP por lĂĄ? $QWHULRUPHQWHRTXHĂ&#x20AC;]IRLHP portuguĂŞs, impunha-se por motivos naturais que agora criasse temas em lĂ­ngua inglesa. Eu mesmo precisava de criar algum equilĂ­brio, embora quando actuo cante muitos temas em portuguĂŞs extraĂ­dos do disco â&#x20AC;&#x153;Mares da Chinaâ&#x20AC;?, um ĂĄlbum que passa bastante nas rĂĄdios lusĂłfonas de vĂĄrias partes dos Estados Unidos. AtĂŠ porque esse tema tem vĂĄrias histĂłrias dentro dele... O inĂ­cio aborda um sentimento em relação a uma pessoa, essa ĂŠ a parte que decorre em inglĂŞs. Depois a canção passa em Porto Covo, onde os meus pais tĂŞm a casa de VerĂŁo e eu adoro passar fĂŠrias, ĂŠ a componente em lĂ­ngua portuguesa. ,QWHUHVVDQWHRIDFWRGH VHQGRWmRJUDQGHDTXHOHSDtV rĂĄdios lusĂłfonas distantes e diferenciadas terem FRQKHFLPHQWRHLQWHUHVVDUHP se. As plataformas tecnolĂłgicas KRMHWDPEpPDRGLVSRUGDV HPLVVRUDVGHUiGLRDMXGDP EDVWDQWH Sem dĂşvida. Utilizo-as para apresentar e divulgar os meus trabalhos tambĂŠm na ĂĄrea da mĂşsica. Se me permite, deixo os meus dois principais endereços electrĂłnicos onde coloco as novidades nesta ĂĄrea musical

19 e dialogo com as pessoas. No Facebook: http://www.facebook. com/andrecdalmeida e tambĂŠm www.andredalmeida.com. A Internet permite manter uma grande e rĂĄpida comunicação como se sabe. 1mRVHUiIiFLOFRQMXJDUDYLGD SURĂ&#x20AC;VVLRQDOFRPRDFDGpPLFRHR DSHWLWHFULDWLYRSHODP~VLFD Posso dizer que vivo confortavelmente, a vida acadĂŠmica permite-me pagar algumas despesas importantes para alĂŠm das obrigatĂłrias do dia-a-dia. Mas sobre isso tenho duas respostas. Ambiciono levar a minha mĂşsica ao maior nĂşmero possĂ­vel de pessoas e que daĂ­ resulte, tambĂŠm, actividade comercial, o business propriamente dito, atravĂŠs dos espectĂĄculos, vendas de discos, patrocĂ­nios por parte de instituiçþes. Claro que, neste campo, um objectivo fundamental ĂŠ o relacionamento com os â&#x20AC;&#x153;booking agentsâ&#x20AC;? nesta zona do mundo. Isto estĂĄ relacionado com o que respondi hĂĄ pouco a propĂłsito da minha opção por, desta vez, gravar um EP, portanto menos temas e maior cuidado na divulgação e distribuição do disco. 2(VFXWLVPRFRQWLQXDDVHU WDPEpPXPHVWDGRGHHVStULWR" O Escutismo nĂŁo ĂŠ um â&#x20AC;&#x153;estadoâ&#x20AC;? de espĂ­rito; ĂŠ um â&#x20AC;&#x153;serâ&#x20AC;? espĂ­rito. Os valores associados ao Escutismo quando intensamente vividos na nossa infância, adolescĂŞncia, e juventude tornam-se a certa altura parte integrante do espĂ­rito que nos anima. Por isso se fala muitas vezes do â&#x20AC;&#x153;espĂ­rito escutistaâ&#x20AC;?. Começando por ser uma â&#x20AC;&#x153;coisaâ&#x20AC;? apreendida de fora para dentro, o ideal escutista ganha a certa altura autonomia prĂłpria, como cĂŠlulas que nos conquistam por dentro e tomam para sempre o comando directo de mentes e coraçþes, vontades e desĂ­gnios.

´$QWHULRUPHQWHRTXHĂ&#x20AC;]IRLHP portuguĂŞs, impunha-se por motivos naturais que agora criasse temas em lĂ­ngua inglesa. Eu mesmo precisava de criar algum equilĂ­brio, embora quando actuo cante muitos temas em portuguĂŞs extraĂ­dos do disco â&#x20AC;&#x153;Mares da Chinaâ&#x20AC;?, um ĂĄlbum que SDVVDEDVWDQWHQDVUiGLRVOXVyIRQDVGH vĂĄrias partes dos Estados Unidosâ&#x20AC;?


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o Hoje [r]ecomenda «IVORY TOWER», CHILLY GONZALES

[f]utilidades

VERTICAIS: 1-Fazer literatura. 2-É incrível!! Género de cogumelos gastromicetes. 3-Aplés. Tribo extinta do Alto Amazonas. 4-Aquele que diz histórias ou contos. 90, em romano. 5-Quando seguido de um ponto é abreviatura de Dom e Dona. Puna. Antig., avô. 6-Qualquer peça de forma anular ou circular. Nome de duas árvores medicinais na ilha de São Tomé. Primeira letra. 7-Diz-se dos movimentos que oscilação dos mares. 8-Elementos de origem grega que significa calo. Quarto estômago dos ruminantes. 9-Inundar. Tipo de música. 10-Predestinar. Acto de arar. 11-Raça indígena da América do Sul. Gradar.

SOLUÇÕES DO PROBLEMA HORIZONTAIS: 1-LUANDA. TAFU. 2-IAPA. REINAR. 3-TURRICULADO. 4-E. ERROS. GAS. 5-ROSAO. TAUR. 6-AN. DICABA. G. 7-TIPO. ATORAR. 8-IGARATIM. RA. 9-ZEC. VACARAI. 10-ANEXO. OSADA. 11-RASCOA. OPAR. VERTICAIS: 1-LITERATIZAR. 2-UAU. ONIGENA. 3-APRES. PACES. 4-NARRADOR. XC. 5-D. IROI. AVOO. 6-ARCO. CATA. A. 7-EUSTATICO. 8-TIL. ABOMASO. 9-ANAGUAR. RAP. 10-FADAR. ARADA. 11-UROS. GRAIAR.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Capital de Angola. Bebida chinesa, preparada com uma espécie de feijões. 2-Inhapa. Governar um reino. 3-Que tem a espiral muito alongada. 4-Tipo emotivo segundo a classificação de Heymans-Le Senne. Pecados. Vapor do estômago. 5-Ornato que representa um florão na divisão das abóbadas. Elemento de origem latina que significa touro. 6-Prefixo de origem grega que designa privação. Espécie de palmeira, conhecida por palmeira-leque. Sétima letra e quinta consoante do alfabeto português. 7-Cunho, ou cada um dos caracteres tipográficos. Ir-se embora. 8-Canoa em que embarcaram os chefes índios. Símbolo químico de rádio. 9-Zona Especial de Conservação. Nonato. 10-Incorporado. Dantes, ousadia. 11-Cozinheira. Tornar opado.

O inconfundível Gonzales regressa com uma banda sonora que é simultaneamente o seu novo álbum. A produção é de Boys Noize mas o humor do canadiano continua lá todo.O sentido de humor está presente do início ao fim. Versos como «I’m socialist lingerie, I’m diplomatic techno. I’m gay pastry and racist cappuccino» merecem, literalmente, constar dos anais da pop.

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 13:30 14:30 19:00 19:30 20:25 20:35 21:00 22:00 22:58 23:00 23:30 01:35 02:05

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Chinatown Fathers’ Day Harry Potter And The Half-Blood Prince Tropic Thunder He’S Just Not That Into You Street Fighter - The Ultimate Battle Double Impact

CINEMAX 42 12:00 The Delta Force 14:00 Pacific Heights 15:45 The Owl 17:15 Stevie 18:45 Hell Is For Heroes 20:15 Icarus 22:00 Against The Dark 00:00 Waterworld MGM CHANNEL 43 12:00 The Case of the Hillside Stranglers 13:45 Pulp 15:30 Steel and Lace

That Championship Season Starcrossed Dr. Heckyl and Mr. Hype The Secret of N.I.M.H 2: Timmy to the Rescue Witness for the Prosecution

DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Alaska Special 14:00 River Monsters - Death Ray 15:00 Powering The Future - The Energy Revolution 16:00 Changemakers Asia - Waste 17:00 Dirty Jobs - Fuel Tank Cleaner 18:00 How It’s Made 19:00 How Stuff Works: Soy Beans 20:00 Mythbusters - Greased Lightning 21:00 Inside 22:00 On The Case 23:00 Extreme Forensics 00:00 The Legends Of Robin Hood With Olly Steeds NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Inside Nirvana 14:00 Dogfight Over Guadalcanal 15:00 Lockdown - Women On The Edge 16:00 Britain’s Underworld - Glasgow 17:00 Nat Geo’s Amazing Moment 18:00 Mega Factories - Super Subway 19:00 True Stories - Hell On High Water 20:00 Inside Nirvana 21:00 Nat Geo’s Amazing Moment 22:00 Ancient Secrets - Cathedrals Decoded 23:00 The Truth Behind Zombies 00:00 True Stories - Hell On High Water ANIMAL PLANET 52 13:00 Wild Recon - Border War 14:00 Last Feast Of The Crocodiles 15:00 Tsunami: Animal Instincts 16:00 Mekong: Soul Of A River - China 17:00 A Year In The Wild 18:00 Orangutan Island 19:00 Groomer Has It - The Championship Dog Show 20:00 Wild Recon - Bitten 21:00 Borneo’s Pygmy Elephants 22:00 Growing Up...Zebra 23:00 Animal Cops Phoenix - Missing Leg Mystery 00:00 Wild Recon - Bitten HISTORY CHANNEL 54 13:00 Pirates: Terror In The Mediterranean 14:00 Food Tech - Lunch Box 15:00 Giant Killer Bees 16:00 San Francisco Slaughter 17:00 The Next Great Depression 18:00 Shockwave 19:00 Krakatoa’s Revenge 20:00 Heroes Under Fire 21:00 All About Dung 23:00 The Chinese Armada 00:00 UFO Hunters - Abductions STAR WORLD 63 12:15 Masterchef US 13:50 Canada’s Next Top Model 14:45 How I Met Your Mother 15:10 Rules Of Engagement 15:35 Castle 16:25 Private Practice 17:15 The Bachelorette 16:25 Canada’s Next Top Model 18:25 Gary Unmarried 19:30 How I Met Your Mother 20:00 True Beauty 21:50 The Bachelorette 22:45 Canada’s Next Top Model 23:40 Grey’s Anatomy 00:35 True Beauty

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[ ] Cinema SALA 3 HARRY POTTER AND THE DEATHLY HOLLOWS PART 1 [B] Um filme de: David Yates Com: Daniel Radcliffe, Rupert Grint 14.30, 17.00, 21.15 SALA 3 MEGAMIND [A] (Falado em cantonense) Um filme de: Tom McGranth 19.30

Assim como Kant, Wittgenstein estabelece na linguagem os limites da razĂŁo, do pensar e do dizer, para libertar, nĂŁo mais a crença, mas a linguagem, para que possa â&#x20AC;&#x153;mostrarâ&#x20AC;? (liberta das exigĂŞncias de VHXVSUHVVXSRVWRVOyJLFRFLHQWtĂ&#x20AC;FRV DpWLFDDHVWpWLFD o inefĂĄvel e o MĂ­stico, mas ao mesmo tempo, mostrar o acontecer, tomado entĂŁo como puro acaso: se as coisas simplesmente sĂŁo, devo calar-me diante delas. 'HYR´GL]HUÂľDSHQDVDYHUGDGHFLHQWtĂ&#x20AC;FDVHJXQGR RVULJRUHVGRPpWRGROyJLFR²HHVWDpDIXQomRHRV OLPLWHVGDĂ&#x20AC;ORVRĂ&#x20AC;D(P.DQWWUDWRXVHGHGHWHUPLQDU RVOLPLWHVGDUD]mRSXUDVHQGRTXHRVGDĂ&#x20AC;ORVRĂ&#x20AC;D eram ainda os de estabelecer uma razĂŁo prĂĄtica e XPMXt]RHVWpWLFRHWHROyJLFRFRP:LWWJHQVWHLQRV OLPLWHVGDĂ&#x20AC;ORVRĂ&#x20AC;DVmRDSHQDVRVGDUD]mRFLHQWtĂ&#x20AC;FD TXDQWRjpWLFDjHVWpWLFDHjFUHQoDTXHSRGHPDSHQDV ser mostrados (por algum tipo de linguagem nĂŁo SURSRVLFLRQDOPDVQmRSHODĂ&#x20AC;ORVRĂ&#x20AC;DFXMDOLQJXDJHP GHYHVHUOyJLFD pPHOKRUĂ&#x20AC;FDUFDODGR JĂĄ Heidegger (ontem enquanto me ungia com Ăłleos SHUIXPDGRV GHVFUHYHFRPRHSRUTXrVHDIDVWRXGD fenomenologia, a partir de um incĂłmodo gerado por uma contradição interna da obra â&#x20AC;&#x153;Pesquisas lĂłgicasâ&#x20AC;? do seu entĂŁo futuro mestre Husserl. O primeiro argumento do livro â&#x20AC;&#x153;La Logik. Die Frage QDFKGHU:DKUKHLWÂľ ´/yJLFD$3HUJXQWDSHOD YHUGDGHÂľ DĂ&#x20AC;UPDTXHXPDWHRULDGRSHQVDPHQWRHGR FRQKHFLPHQWRQmRSRGHIXQGDUVHVREUHDSVLFRORJLD PDVVLPVREUHDOyJLFD²QHVWHSRQWRFRQFRUGDFRP Kant e ainda mais com Wittgenstein. No segundo argumento, no entanto, descreve os actos essenciais GDFRQVFLrQFLDQDHGLĂ&#x20AC;FDomRGRFRQKHFLPHQWR retornando, num certo sentido e apesar de tudo, Ă  psicologia, perguntando-se: â&#x20AC;&#x153;em que consiste o SUySULRGDIHQRPHQRORJLDSRVWRTXHHODQmRpQHP XPDOyJLFDQHPXPDSVLFRORJLD"Âľ(UHVSRQGHD â&#x20AC;&#x153;subjectividade transcendentalâ&#x20AC;? e busca explicar â&#x20AC;&#x153;a estrutura dos actos vividosâ&#x20AC;?, assim como â&#x20AC;&#x153;os objectos vividos nos actos de consciĂŞncia, do ponto de vista da sua objectividadeâ&#x20AC;? determinada pela prĂłpria consciĂŞncia (objectividade â&#x20AC;&#x153;transcendentalâ&#x20AC;?, GHWHUPLQDGDSHORVXMHLWRGRFRQKHFLPHQWR  &RQFOXLSRUĂ&#x20AC;PWHUPLQDQGRDPDVVDJHP´RTXH para a fenomenologia dos actos de consciĂŞncia, se UHDOL]DSHORPDQLIHVWDUGRIHQyPHQRpSHQVDGR por AristĂłteles e em todo o pensamento dos gregos como...???, como o aberto sem retraimento da SUHVHQoDRVHXGHVYHQGDPHQWRRPRVWUDUVHÂľ( sendo assim, continua Heidegger, como e de onde se GHWHUPLQDDTXHVWmRSUySULDGDĂ&#x20AC;ORVRĂ&#x20AC;D"´7UDWDVH da consciĂŞncia e da sua objectividade? Ou do ser do ente no seu nĂŁo retraimento e no seu retraimento?â&#x20AC;?

[Maria precisa urgentemente de outra PDVVDJHPXPDQmROKHFKHJRX@


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OPINIÃO edi tor i a l Carlos Morais José

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Regresso à Rua Central

reabertura do caso Luís Amorim ÀFD EHP DR DSDUDWR MXGLFLDO GD 5$(04XDQGRVXUJHPDÀUPDções contraditórias, como é o caso GRVUHODWyULRVGHGXDVDXWySVLDV FRQYpPHVFODUHFHURPDLVSRVVtYHO RV IDFWRV DLQGD TXH SDUHoD VHU WDUGHSDUDVHID]HUMXVWLoD5HWULEXLomRGRGRORjSDUWHFHOHEUHVH a verdade. A única vantagem deste caso p S{UQRV D SHQVDU QR PRGR FRPR DV FRLVDV SRGHP FRUUHU HP 0DFDX &RPRGHXPPRPHQWRSDUDRRXWURWRGR XP PXQGR VH HVSDWLID H HVEDUUDPRV QXP PXUR GH LQFRPSUHHQVmR H SURFHGLPHQWRV TXHVHDIDVWDPGDTXLORTXHFRQVLGHUDPRV VHU D QRUPDOLGDGH &RPR QXP SLVFDU GH ROKRVQRVYHPRVHQYROYLGRVQXPSHVDGHOR GRTXDOpPXLWRGLItFLODFRUGDU6REDFDVFD ÀQDGDDIDELOLGDGHHVWDFLGDGHSRGHUHVHUYDU WHQHEURVDVVXUSUHVDVYLQGDVTXDVHVHPSUH GHRQGHHTXDQGRPHQRVVHHVSHUD eWDPEpPSRULVVRTXHRSDSHOGDVDXWRULGDGHVMXGLFLDLVHDWUDQVSDUrQFLDGDVXD DFWXDomREHPFRPRDVXDHÀFiFLDVHUHYHODP FDGD YH] PDLV LPSRUWDQWHV 1XPD FLGDGH DVVRPEUDGDSHORMRJRHGHULYDGRVDLPDJHP

c a r t o on por Steff

Das polícias podemos esperar cortesia e ÀUPH]DKRQHVWLGDGH e legalidade. Não FRQIXVmRSURFHGLPHQWRV LQHVSHUDGRVHjPDUJHP GRVUHJXODPHQWRV DWLWXGHVSUHSRWHQWHV etc..

das forças da ordem deve ser sobremaneira LPSROXWDDJLUQRHVWULWRFXPSULPHQWRGDOHL HSDLUDUDFLPDGHVRPEUDVGHFRUUXSomR6y DVVLPVHJDUDQWHDRVFLGDGmRVDSURWHFomR QHFHVViULDSDUDXPDYLYrQFLDKDUPRQLRVD HPVRFLHGDGH'DVSROtFLDVSRGHPRVHVSHUDU

FRUWHVLDHÀUPH]DKRQHVWLGDGHHOHJDOLGDGH 1mRFRQIXVmRSURFHGLPHQWRVLQHVSHUDGRV H j PDUJHP GRV UHJXODPHQWRV DWLWXGHV SUHSRWHQWHVHWF Ao ordenar a reabertura do caso Luís $PRULP R 0LQLVWpULR 3~EOLFR RIHUHFH jV

NOVO CAÇA CHINÊS

SROtFLDV XPD RSRUWXQLGDGH SDUD UHYHUHP XPFDVRRQGHFODUDPHQWHÀFDUDPSURYDVSRU UHFROKHUVHOLPSRXLQXVLWDGDPHQWHR´OXJDU GRFULPHµXPDDXWySVLDIRLOLPLQDUPHQWH FRQWHVWDGDHXPYHUHGLFWRFUXHOWRPDGRj SUHVVD$JRUDDERODHVWiQD5XD&HQWUDO * $RTXHSDUHFHVyH[LVWHXPFDQGLGDWRjFRQcessão da Livraria Portuguesa: a Praia Grande (GLo}HV2TXHVHGHVHMDpTXHDTXHVWmRVHMD UHVROYLGDFRPEUHYLGDGHHTXHDVROXomRVHMD ORFDO$H[SHULrQFLDDQWHULRUDVVLPDFRQVHOKD $/3SRGHPXLWREHPVHUXPFHQWURLUUDGLDGRUGHFXOWXUDQmRDSHQDVOXVD * $RLPSRUDURWDWLYLGDGHGRVRFXSDQWHVGDV FDGHLUDVGRSRGHUD&KLQDH[WLUSRXXPGRV FDQFURVTXHDWRUPHQWDUDPRGLWR´PXQGR VRFLDOLVWDµ R FXOWR GD SHUVRQDOLGDGH 0DV WDOGRHQoDQmRpH[FOXVLYDGDVVRFLHGDGHV FHQWUDOLVWDV WUDWDVH QR IXQGR GH XPD IRUPDGHSRGHUTXHDVVRPEUDTXDOUHJLPH TXHQmROHJLVOHGHPRGRDHYLWiOR9HMDVH o caso madeirense, o caso cubano. Mais interessante ainda é que este fenómeno não VHOLPLWDjVPDFURHVWUXWXUDVGRSRGHUeYr ORVRFLHGDGHDEDL[RHPPXLWDVSHTXHQDV HVWUXWXUDV FRPR PXQLFtSLRV DVVRFLDo}HV FOXEHVHWFeQHVWHVPRPHQWRVTXHpPDLV FODUDDIUDJLOLGDGHGDGHPRFUDFLDQDPHGLGD HPTXHQmRDFDXWHODGDIRUQHFHPHLRVGH VXEVLVWrQFLDDRQHSRWLVPR'DtTXHRUHJLPH FKLQrVWHQKDUHPRYLGRXPHVFROKRSHULJRVtVVLPRHPTXDOTXHUGHULYDGHSRGHU 3HQDpTXHQHPWRGRVWHQKDPDFDSDFLGDGHHDYLVmRVXÀFLHQWHSDUDLPSOHPHQWDU HVWD UHJUD 3RU WRGR R ODGR YHPRV ÁRULU RV SHTXHQRV GLWDGRUHV PLFURIDVFLVWDV GH SDFRWLOKDTXHDRVSRXFRVVHYmRURGHDQGR GHDSDQLJXDGRVHEDMXODGRUHV 2PXQGRSUHFLVDGDPXGDQoDHPERUD HVWDVHMDTXDVHVHPSUHPXLWRPDOUHFHELGD


trabalhar

Se a família e não esbanjar, verå aumentadas as suas economias. Se o povo trabalhar, a nação prospera. PADRE MANUEL TEIXEIRA [1912-2003]

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u m gr i to n o des er to Paul Chan Wai Chi*

N

Chui Sai On no seu segundo ano

A China Antiga, depois de um imperador subir ao trono, ele teria um tĂ­tulo para o seu reino (nianhao) relacionado com a contagem do nĂşmero de anos que esse imperador estaria no poder. Durante os primeiros anos da dinastia Qing, o Imperador Kangxi reinou durante 60 anos atĂŠ morrer. O Ăşltimo imperador Qing, Xuantong, tornou-se imperador quando tinha apenas alguns anos de idade e foi forçado a deixar o trono apenas trĂŞs anos volvidos, devido Ă  Revolução Xinhai. De acordo com a Lei BĂĄsica de Macau, o Chefe do Executivo pode apenas servir por dois mandatos consecutivos, como no caso de Edmund Ho, que governou 10 anos. Quando Chui Sai On tomou posse como Chefe do Executivo, esperava durar 10 anos tambĂŠm. Mas com o seu desempenho nos Ăşltimos 12 meses, WHULDWLGRGLĂ&#x20AC;FXOGDGHHPFRPSOHWDURVVHXV cinco anos no cargo, nĂŁo fosse o enorme volume de receitas dos impostos sobre o jogo a apoiĂĄ-lo. Apenas seria capaz de servir num segundo mandato se o Governo Central assim o permitisse. Com uma população de meio milhĂŁo, Macau conta com milhares de milhĂľes de patacas de excedente, a cada ano que passa, do imposto cobrado sobre a indĂşstria do jogo. Ă&#x2030; por isso fĂĄcil na teoria administrar Macau e nĂŁo deveria haver qualquer necessidade de o povo ir para a rua protestar. No entanto, desde que um grupo de trabalhadores foi para a rua no ano 2000 para dar voz Ă s suas queixas, o desemprego estrutural em Macau continua atĂŠ agora por resolver. O Governo Central continua a aplicar medidas preferenciais para as RegiĂľes Administrativas Especiais (RAE) de Hong Kong e Macau, para ajudar as suas economias. O regime de visitas individuais animou a economia de Macau. MilhĂľes de turistas do continente desaguaram em Macau para enriquecer a cidade com oportunidades e dinheiro. Ainda assim, o Governo de Macau, liderado por um grupo de empresĂĄrios, nunca teve qualquer plano a longo prazo feito no interesse da população. O Governo sĂł estĂĄ preocupado com os seus prĂłprios interesses quando regula a alocação de recursos sociais. Fez uso do dinheiro e poder para trazer as diferentes associaçþes para o seu lado, transformando-as em se-

Quando alguĂŠm do campo â&#x20AC;&#x153;prĂł-establishmentâ&#x20AC;? faz muitas e audĂ­veis crĂ­ticas ao Governo e quando hĂĄ alguns a darem o seu melhor para mostrar o seu desempenho, ĂŠ praticamente chegada altura de Chui Sai On se demitir guidores que falam em favor do Executivo. O Governo nomeou essas associaçþes como frente patriĂłtica que ama Macau e a China. Na verdade, essas associaçþes sĂł amam o dinheiro e o poder. Edmund Ho considera Macau uma grande mesa de jogo e tentou ganhar tanto quanto pĂ´de nessa mesa. Mas enquanto fazia dinheiro, ainda se lembrava de ir dando umas gorjetas Ă  população. Veja-se Ao Man Long, um secretĂĄrio que apenas recebeu uma certa percentagem de FRPLVV}HVPDLVREMHFWRVVLJQLĂ&#x20AC;FDWLYRVFRPR recompensa, e foi capaz de fazer milhĂľes em dinheiro extra em poucos anos. Ă&#x2030; realmente descansado e lucrativo trabalhar como responsĂĄvel do Governo da RAEM. Os responsĂĄveis do Governo sentem-se relaxados e Ă  vontade, enquanto as pessoas estĂŁo a sofrer. Quando o mercado imobiliĂĄrio foi duramente atingido pela SARS (SĂ­ndrome RespiratĂłria Aguda Grave), o Governo de Ma-

FDXODQoRXD´%RQLĂ&#x20AC;FDomRGHÂľ 5HJLPHGH ERQLĂ&#x20AC;FDomRDRFUpGLWRSDUDDTXLVLomRRXORFDomR Ă&#x20AC;QDQFHLUDGHKDELWDomRSUySULD (TXDQGRD HFRQRPLDIRLDWLQJLGDSHORWVXQDPLĂ&#x20AC;QDQFHLUR R*RYHUQRYROWRXDODQoDUD´%RQLĂ&#x20AC;FDomRGH Âľ$YHUGDGHLUDLQWHQomRSRUWUiVGHVWDVPHdidas ĂŠ proteger os interesses dos promotores imobiliĂĄrios. Quando a construção de habitação pĂşblica parou, o Instituto de Habitação teve de lidar com milhares de cidadĂŁos a fazerem Ă&#x20AC;ODSDUDFRQVHJXLUHPVHUFRQWHPSODGRVFRP habitação social e habitação econĂłmica, uma vez que o Instituto nĂŁo tinha casas para entregar. Como resultado, subsĂ­dio ao arrendamento foi proporcionado aos candidatos Ă  espera de KDELWDomRVRFLDO,VVREHQHĂ&#x20AC;FLRXLQGLUHFWDPHQWH os proprietĂĄrios, que aumentaram as rendas GHIRUPDDID]HUHPPDLVGLQKHLUR1RĂ&#x20AC;QDOR sector imobiliĂĄrio acabou por ser o vencedor. Os problemas da habitação, desemprego H LQĂ DomR HVWmR Dt SDUD PRVWUDUQRV TXH R

Governo de Macau nĂŁo estĂĄ a ter um bom desempenho. De facto, uma maneira simples para resolver os problemas de Macau estĂĄ disponĂ­vel. Basta adoptar o sufrĂĄgio universal na eleição do Chefe do Executivo e da Assembleia Legislativa (AL). AtravĂŠs desse mĂŠtodo, que ĂŠ um mecanismo relativamente parcial e objectivo, pode-se eleger um Chefe do Executivo que realmente represente o povo e nĂŁo os promotores imobiliĂĄrios. Os votos servem para fazer com que os administradores tenham cuidado com o que estĂŁo a fazer e nĂŁo se atrevam a cometer quaisquer actos que atentem contra os interesses do povo. E com os legisladores eleitos por via directa, eles irĂŁo efectivamente controlar a administração do Governo. Isso ĂŠ considerado necessĂĄrio SDUDTXHVHGLVVROYDD´HTXLSDGHHVFROWDÂľGR Governo, formada por legisladores eleitos por YLDGHHOHLomRLQGLUHFWDRXQRPHDomRRĂ&#x20AC;FLDO SĂł dessa forma a funcionalidade da AL pode ser restaurada. Infelizmente, desde que Chui Sai On assumiu o cargo, limitou-se a manter a administração de orientação social deixada por Edmund Ho e criou alguns novos postos SDUDRVDPLJRVGDVXDFRQĂ&#x20AC;DQoDeLPSURvĂĄvel que Chui venha a trazer quaisquer avanços para o seu mĂŠtodo administrativo ou lançar novas ideias. Se essa situação for para durar, seria estranho que Macau continuasse sem problemas. Hoje em dia, os efeitos colaterais herdados da administração de Edmund Ho estĂŁo a vir ao de cima aqui e ali; os novos problemas criados pelo novo Governo estĂŁo a crescer de dia para dia. Os FDQDLVSDUDFRQVXOWDWrPVHWRUQDGRLQHĂ&#x20AC;FDzes enquanto a mentalidade do Governo ĂŠ estreita e limitada. As polĂ­ticas em geral nĂŁo conseguiram encontrar um equilĂ­brio e cada SROtWLFDpERDRVXĂ&#x20AC;FLHQWHSDUDSURYRFDUR recuo do Governo. Edmund Ho nĂŁo renunciou devido ao caso Ao Man Long. A razĂŁo por trĂĄs disso ĂŠ que Tung Chee-hwa saiu antes de Ho. Quanto a Chui Sai On, temo que nĂŁo teria tido a mesma sorte dos seus predecessores. Quando alguĂŠm do campo ´SUyHVWDEOLVKPHQWÂľID]PXLWDVHDXGtYHLV crĂ­ticas ao Governo e quando hĂĄ alguns a darem o seu melhor para mostrar o seu desempenho, ĂŠ praticamente chegada altura de Chui Sai On se demitir. *Deputado e presidente da Associação Novo Macau DemocrĂĄtico

PROPRIEDADE FĂĄbrica de NotĂ­cias, Lda DIRECTOR Carlos Morais JosĂŠ EDITOR Vanessa Amaro REDACĂ&#x2021;Ă&#x192;O AntĂłnio FalcĂŁo; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Joana Freitas; Rodrigo de Matos COLABORADORES Carlos Picassinos; JosĂŠ Manuel SimĂľes; Marco Carvalho; Maria JoĂŁo Belchior (Pequim); Rui Cascais; SĂŠrgio Fonseca COLUNISTAS Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; HĂŠlder Fernando; JoĂŁo Miguel Barros; Jorge Rodrigues SimĂŁo; JosĂŠ I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia CARTOONISTA Steph GRAFISMO Paulo Borges; Catarina Lau ILUSTRAĂ&#x2021;Ă&#x192;O Rui Rasquinho AGĂ&#x160;NCIAS Lusa; Xinhua FOTOGRAFIA AntĂłnio FalcĂŁo; AntĂłnio Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua SECRETĂ RIA DE REDACĂ&#x2021;Ă&#x192;O E PUBLICIDADE Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) ASSISTENTE DE MARKETING Vincent Vong IMPRESSĂ&#x192;O7LSRJUDâ&#x20AC;ŤŰ&#x2039;â&#x20AC;ŹD:HOIDUHMORADA Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nÂş 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14Âş andar, Sala 1407 â&#x20AC;&#x201C; Macau TELEFONE 28752401 FAX 28752405 E-MAILLQIR#KRMHPDFDXFRPPRSĂ?TIO www.hojemacau.com.mo


A FECHAR SEXTA-FEIRA 7.1.2011

Portugal Justiça sem verba para indemnizar

O Estado tem uma dívida de cerca de 16 milhþes de euros por não ter verba disponível para pagar 20 indemnizaçþes decretadas pelos tribunais. A informação Ê do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF), à ordem de quem existe um fundo que serve para pagar estas verbas, quando o organismo da Administração Pública condenado a pagar a indemnização não o fez voluntariamente. Contudo, este fundo esgotou-se e pelo menos desde Outubro que o CSTAF tem vindo a alertar o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República para este problema, sem que nada tenha sido feito.

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CCAC | NOMEADO O PRIMEIRO ADJUNTO DE VASCO FONG

Primeira vaga preenchida Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Ambiente Milhares de peixes mortos com frio

O frio especialmente intenso e as bruscas quedas da temperatura das åguas estarão a causar a morte a milhares de peixes nos Estados Unidos, Brasil e Nova Zelândia. Hå quem pergunte se a vida selvagem estå amaldiçoada, outros se este Ê o início do apocalipse. Depois das aves nos Estados Unidos e SuÊcia, as atençþes voltam-se agora para os milhares de peixes que aparecem mortos em vårios países. O frio, neste Inverno especialmente rigoroso, serå a explicação.

China Envenenamento por chumbo trai crianças

Um grupo de mais de 200 crianças chinesas, entre os nove meses e 16 anos, foram testadas ao longo do Ăşltimo mĂŞs com sintomas de suspeito envenenamento por chumbo dada a proximidade das suas casas de fĂĄbricas de pilhas. Depois de anĂĄlises feitas a trĂŞs crianças em Gaohe, provĂ­ncia de Anhui, no leste do paĂ­s, que indicaram a presença de elevados nĂ­veis de chumbo no sangue, as autoridades conduziram um rastreio a mais de outras 280 â&#x20AC;&#x201C; e um nĂşmero acima das 200 deu resultados positivos de envenenamento. Pelo menos 24 estĂŁo hospitalizadas. Foram jĂĄ entretanto encerradas as duas fĂĄbricas tidas como responsĂĄveis, que se localizam a menos de 500 metros de distância de zonas residenciais â&#x20AC;&#x201C; Ă  revelia da lei de protecção ambiental â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ hoje avançado pela agĂŞncia noticiosa Xinhua. 8PDGHVWDVXQLGDGHVIDEULVâ&#x20AC;ŤŰ&#x2039;â&#x20AC;ŹFDVHSDUDGDGRV bairros residenciais por nĂŁo mais do que uma estrada, era avançado.

Facebook Cotado na bolsa em 2012?

Um investimento de 500 milhĂľes de dĂłlares (cerca de 375 milhĂľes de euros) da Goldman Sachs e da empresa russa Digital Sky Technologies pode levar a rede social mais badalada do mundo a ser cotada na bolsa de Nova Iorque, de forma a que seja cumprida a lei norte-americana. A Goldman Sachs estruturou o investimento de forma a que este possa ser comprado por outros investidores. Os clientes que quiserem comprar capital da rede social, tĂŞm que o fazer pelo valor mĂ­nimo de dois milhĂľes de dĂłlares. O Facebook, que tem entre os actuais accionistas Reid Hoffman, a fundadora da LinkedIn, Barbara Boxer, senadora norte-americana e Bono Vox, vocalista dos U2, cuja companhia de investimentos detĂŠm 1,5% da rede social, pode vir a valer 50 mil milhĂľes de dĂłlares em 2012, ano previsto chegar Ă  bolsa, de acordo com o New York Times. Se assim acontecer, as empresas eBay, Yahoo e Time Warner vĂŁo ser ultrapassadas em larga escala pela rede social de Mark Zuckerberg.

TRĂ&#x160;S DIAS depois do anĂşncio da saĂ­da de dois dos adjuntos do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), Chui Sai On nomeou Kuan Kun Hong como um dos substitutos, sob proposta de Vasco Fong, comissĂĄrio contra a corrupção. O ex-assessor do CCAC ocupa tambĂŠm o cargo de Director dos Serviços Contra a Corrupção, lugar anteriormente ocupado por Chan Seak Hou. Em declaraçþes ao Hoje Macau, o CCAC MXVWLĂ&#x20AC;FRXTXH.XDQ.XQ+RQJIRLQRPHDGR SRU´WHURSHUĂ&#x20AC;ODGHTXDGRHFRPSHWrQFLDTXHU WpFQLFRSURĂ&#x20AC;VVLRQDO TXHU SHVVRDOÂľ SDUD R cargo. O novo adjunto, licenciado em Direito, MiGHVHPSHQKRXIXQo}HVQRH[WLQWR$OWR&R-

missariado contra a Corrupção e Ilegalidade Administrativa, na Direcção dos Serviços Chineses e como assessor do Comandante Geral dos Serviços de PolĂ­cia. AlĂŠm de ser docente na Universidade de Macau, Kuan Kun Hong apresenta tambĂŠm um extenso FXUUtFXOR HP IRUPDomR IRUD GR WHUULWyULR FRPFXUVRVWLUDGRVHP+RQJ.RQJ3HTXLP Tailândia, MalĂĄsia e Portugal. 9DVFR)RQJIH]DLQGDVDEHUTXHMiIRUDP â&#x20AC;&#x153;nomeados assessores para coordenar os trabalhos da ĂĄrea de investigação criminal HGHSURYHGRULDGHMXVWLoDÂľ$LQGDDVVLP IULVD R FRPLVViULR ´PDQWpPVH R PHVPR VLVWHPDGHWUDEDOKRHYLWDQGRVHTXDOTXHU UXSWXUDÂľ2FRPLVViULRUHXQLXVHFRPWRGR o pessoal do CCAC, para â&#x20AC;&#x153;acolher opiniĂľes HVXJHVW}HVFRPYLVWDDDVVHJXUDUDHĂ&#x20AC;FL-

STANLEY HO EM 13.Âş NA LISTA DA FORBES

Top bilionĂĄrio JUNTAS, AS contas bancĂĄrias dos 40 homens mais ricos de +RQJ .RQJ SHUID]HP XPD ULTXH]DGHWULOL}HVGHSDWDFDV Cerca de 200 mil milhĂľes a mais GRTXHQRDQRSDVVDGR(6WDQOH\ Ho estĂĄ entre eles. Os dados sĂŁo da revista ForEHVTXHSXEOLFRXRQWHPDVFpOHbres listas dos mais abastados do mundo segundo vĂĄrios critĂŠrios. 1RWHUULWyULRYL]LQKRRKRPHP com os bolsos mais gordos ĂŠ o HPSUHViULRFKLQrV/L.DVKLQJ 82 anos. O presidente dos grupos Cheung Kong e Hutchison

:KDPSRD /LPLWDGD WHP XP SDWULPyQLROtTXLGRHVWLPDGRHP 200 mil milhþes de patacas. Com empreendimentos nas åreas da imobiliåria, portuåria, energÊtica e de telecomunicaçþes, ninguÊm GLULDTXHFRPHoRXDYHQGHUà RUHVQDGpFDGDGH Em segundo lugar aparece a IDPtOLDGH7KRPDV.ZRNH5D\PRQG.ZRNYLFHSUHVLGHQWHVGD 6XQ+XQJ.DL3URSHUWLHV/LPLtada, com as contas estacionadas QRVPLOPLOK}HV Ao lado disso não parece muito, mas algumas posiçþes

DWUiV QD OLVWD HVWi 6WDQOH\ +R FRPXPDIRUWXQDHVWLPDGDHP mil milhĂľes de patacas. O patrĂŁo da Sociedade de Jogos de MaFDX 6-0 RFXSDRÂ&#x17E;OXJDUGR UDQNLQJVXELQGRTXDWURSRVLo}HV desde o ano passado. Mas grande IRLRVDOWRGH/XL&KH:RRRSUHVLGHQWHGR*DOD[\(QWHUWDLQPHQW *URXSTXHVXELXGH]SRVLo}HV SDUDRÂ&#x17E;OXJDUGRVPDLVULFRV GD5$(+.3DWULPyQLROtTXLGR 24 mil milhĂľes de patacas. A revista Forbes atribui o FUHVFLPHQWRGDIRUWXQDGRVPDJnatas Ă  recuperação da indĂşstria do jogo em Macau e Ă  economia crescente da China - 9,6% no WHUFHLURWULPHVWUHGH SABIA QUE...

6HJXQGRXPHVWXGRÂľ*OREDO:H-

APRESENTADO O NĂ&#x161;CLEO DE DENĂ&#x161;NCIAS E INTERVENĂ&#x2021;Ă&#x192;O DA PJ

Denúncias e companhia Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

A POL�CIA Judiciåria (PJ) apresentou ontem aos jornalistas o Núcleo de Denúncias e Intervenção (NDI) com o REMHFWLYRGHUHIRUoDUDFRRUGHQDomRGR trabalho entre as subunidades responViYHLV SHOR UHFHELPHQWR GDV TXHL[DV e as responsåveis pela investigação. Este novo núcleo veio substituir um SLTXHWHTXHH[LVWLDPDVVHJXQGRD3- MiVHWRUQDYDGHVDGHTXDGR Com a criação deste novo depar-

rQFLDHDFRQWLQXLGDGHGRVHUYLoRRTXHIRL DWLQJLGR¾DSRQWD Para o responsåvel, a saída dupla do RUJDQLVPR QmR DIHFWRX RV TXDGURV ´7RGR o pessoal mantÊm o alto moral de trabalho HHVWiDFXPSULUDVIXQo}HVFRPHWLGDVFRP ]HORHDSOLFDomR¾GLVVHDFUHVFHQWDQGRTXH em breve o nome do segundo substituto serå anunciado. (QTXDQWR QmR p GLYXOJDGR TXHP VHUi o outro substituto, os trabalhos relativos à Direcção dos Serviços de Provedoria e Justiça, anteriormente orientados pela exadjunta Tou Wai Fong, estão a ser levados a cabo pelo assessor do CCAC Ivo Mineiro, TXH GHVHPSHQKD GHVGH  R FDUJR GH &KHIHGH'HSDUWDPHQWRGH,QYHVWLJDomRGDV Participaçþes e Queixas.

DOWK5HSRUWÂľGR&UHGLW6XLVVH DSHVDUGHFRODSVRĂ&#x20AC;QDQFHLURGRV ~OWLPRVDQRVDULTXH]DPXQGLDO GDV IDPtOLDV DXPHQWRX  desde 2000. 2V Q~PHURV PRVWUDP TXH metade da população mundial GHWpP DSHQDV  GD ULTXH]D global, estimada em 200 triliĂľes de patacas. Entre os paĂ­ses com PDLRUULTXH]DÂśSHUFDSLWD¡HVWmR SHTXHQRVSDtVHVFRPHFRQRPLDV de mercado como Singapura, 6XtoDH1RUXHJDHGDULTXH]D PXQGLDO HVWi QDV PmRV de residentes europeus. Os QRUWHDPHULFDQRV GHWpP  H RV SDtVHV GD Ă&#x2030;VLD3DFtĂ&#x20AC;FR (excluindo a China e a Ă?ndia) representam 22% deixando ao resto do mundo os restantes GDULTXH]D

WDPHQWR TXH WHUi XP FKHIH Ă&#x20AC;[R D 3- espera melhorar o entendimento tĂĄcito entre os seus membros e considera mais FRQYHQLHQWHSDUDRUJDQL]DUDIRUPDomR SURĂ&#x20AC;VVLRQDOHD1RDQWHULRUVLVWHPDFHUFD GHSHVVRDVIRUDPHVFDODGDVSRUWXUQRV SDUDWUDEDOKDUQR3LTXHWHRXVHMDXPD GLIHUHQWHFRPSRVLomRSDUDFDGDGLDRTXH OHYDYDDXPDFHUWDIDOWDGHFRRUGHQDomR HQWUHRSHVVRDOHDVGLYHUJrQFLDVQDFDSDFLGDGHSURĂ&#x20AC;VVLRQDOGHFDGDJUXSR O NDI serĂĄ composto por 47 invesWLJDGRUHV FULPLQDLV H Ă&#x20AC;FD GLUHFWDPHQWH subordinado ao subdirector Chau Wai Kuong. Os membros sĂŁo divididos em cinco grupos, cada grupo ĂŠ composto SRU XP FKHIH GH SLTXHWH UHVSRQViYHO e oito investigadores, os cinco grupos sĂŁo escalados por turnos para garantir a operação do nĂşcleo.


Hoje Macau • 2011.01.7 #2284