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a-feira 1.12.2015

enna Fernandes obra. Mas o destino tirou-lhe a oportunidade de continuar a escrever. “As histórias que tinha sobre o período da II Guerra Mundial eram tantas que achava que havia material para um segundo volume. Depois Senna Fernandes adoeceu, acabou por falecer e acabou por não iniciar esse volume. Fomos sempre retardando a publicação desse livro à espera que o segundo volume estivesse pronto, mas com o desaparecimento de Henrique de Senna Fernandes, o projecto ficou parado”, acrescentou Ricardo Pinto.

O fascínio da guerra

Miguel de Senna Fernandes, filho do autor, garantiu estar satisfeito por mais uma obra do pai poder ver a luz do dia. “É enternecedor ver pessoas apostar num autor que já não está entre nós, mas que continua a estar no espírito de muitas pessoas. Henrique de Senna Fernandes é um autor de Macau incontornável e quem queira

apartheid não mais poderia ser combatido com a não-violência. A partir de meados dos anos 60 é preso, durante 27 longos anos. No início dos anos 80, ainda na prisão, Mandela dá início a um longo e responsável processo de negociação para a transição de regime, o qual culmina a 27 de Abril de 1994, com a realização das primeiras eleições livres no país. Eleito como primeiro Presidente da África do Sul democrática, Mandela é, igualmente, proclamado o Pai da Nação.” Christopher Till, Director do Museu do Apartheid, assegura que exposição pretende trazer uma nova luz a uma história contada vezes sem conta, um pouco por todo o mundo, quer seja em livros, documentários ou outras exposições. Esta exposição, assegura a FRC, destaca de forma particular a forma como Mandela construiu um país, a partir de fragmentos de um conflito de décadas, usando tão “somente como armas o amor, a persuasão, o perdão e, acima

conhecer Macau mais a fundo não pode deixar de ler a sua obra”, contou ao HM. Miguel de Senna Fernandes recorda que, em vida, o pai sempre falou de “A Noite desceu em Dezembro”. “A guerra foi um cenário que sempre o fascinou. A história desenrola-se nesta altura, em Dezembro. Apesar da guerra já ter eclodido nesta fase, com a invasão do Japão à China, nunca um país asiático tinha estado em guerra com o Ocidente. Temos o eclodir da II Guerra Mundial nesta zona, o ataque a Pearl Harbour acontece a 27 de Setembro e o livro tem a ver com esse cenário. O meu pai viveu esta época, não viveu na guerra mas viu Macau a ser influenciada pela guerra”, contou o advogado. Este fascínio “é motivo mais que suficiente para inspirar o autor a fazer este livro”, considerou Miguel de Senna Fernandes. “Este livro corresponde a uma primeira parte de uma obra mais vasta e, em vida, ele disse-me que era para uma primeira parte e

depois disse-me ‘logo se vê como vai ser’”, recorda.

Senna em Chinês

A tradução para Chinês de “Os Dores” constitui um marco para a obra de Senna Fernandes, que sempre lamentou ser lido numa só língua. “Lembro-me dos desabafos do meu pai, numa altura em que a projecção literária dele era só Macau, e sentia-se frustrado, porque, para além dos poucos portugueses que estavam em Macau, quem iria ler a sua obra? Mas isso nunca o demoveu de escrever. Há, de facto, que quebrar esta barreira e é fundamental apostar na tradução das obras”, considerou Miguel de Senna Fernandes. Aúltima vez que Macau viu novas edições das histórias do filho da terra foi em 2012, quando o IC apostou na publicação de “Os Dores” e de “Amor e Dedinhos de Pé”, ambos do autor. A cerimónia de lançamento irá decorrer na Academia Jao Tsung-I, na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida, pelas 18h30 e a entrada é livre.

Fotografia “Impressões sobre África Oriental” no Centro UNESCO

A

mostra “Impressões sobre África Oriental”, integrada no Projecto de Promoção de Artistas de Macau e organizada pela Fundação Macau, inaugura hoje no Centro UNESCO. A exposição integra seis dezenas de fotografias de Ma Chi Son, fotógrafo local que é também o vice-presidente da Assembleia Geral da Associação Fotográfica de Macau e assessor da Easy Photography Association e do Advisor Tamron Photo Club. Todas as obras exibidas nesta exposição são fotografias tiradas durante a viagem de Ma Chi Son ao Quénia e mostram o que o artista presenciou em África. Para além da cultura e dos costumes únicos do povo africano, é possível ver várias cenas épicas passadas na savana africana, tais como a migração dos gnus, os cinco maiores animais daquela parte da África, momentos entre um leão e as crias e ainda fotos de vários tipos de pássaros e de outros animais selvagens. “O fotógrafo espera dar aos visitantes uma perspectiva da realidade que viveu em África, de modo a fazê-los sentir em África, um território que tem tanto de selvagem como de poético e pitoresco”, indica a organização em comunicado. A exposição do autor – que foi monitor de cursos de fotografia realizados pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Instituto para os Assuntos Cívicos e

Municipais e Academia do Cidadão Sénior do Instituto Politécnico de Macau – é ainda antecedida pelo lançamento de um catálogo fotográfico com os seus trabalhos. A exposição estará patente de amanhã a 8 de Dezembro, das 10h00 às 19h00, tendo entrada livre. J.F.

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Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

AVISO sobre a formulação dos pedidos de apoio financeiro para actividades no âmbito do Quyi (para o ano de 2016) 1. Âmbito de aplicação Espectáculos de óperas chinesas e de canções clássicas e populares a realizar durante o período compreendido entre os dias 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2016. 2. Requisito para o pedido de apoio financeiro Instituições constituídas e registadas em Macau, e em funcionamento nos termos da lei, e que não tenham fins lucrativos. 3. Destinatários/projectos não-prioritários ou outros aos quais não serão dados apoios (1) Instituições sem fins lucrativos constituídas em Macau há menos de um ano; (2) Projectos que não sejam compatíveis com os fins da instituição requerente; (3) Projectos a realizar no exterior da Região Administrativa Especial de Macau. 4. Prazo para formulação do pedido Desde 1 até 31 de Dezembro de 2015. Os pedidos formulados fora do prazo não serão considerados. 5. Documentos necessários à instrução do pedido Entrega do formulário “Requerimento de Apoio Financeiro” devidamente preenchido, acompanhado dos documentos descritos na Parte C do respectivo formulário. Os formulários próprios para instrução do pedido de apoio financeiro e os respectivos exemplares estão disponíveis no website da Fundação Macau. Para mais informações, o requerente pode consultar o “Aviso sobre as novas medidas para apoiar as actividades no âmbito de Quyi”(2016) e os “Guias Gerais para Pedido de Apoio Financeiro para Actividades no âmbito de Quyi” versão 2015 , publicados pela Fundação Macau em 27 de Outubro de 2015. 6. Serviços de atendimento e apoio à instrução do pedido Durante o prazo acima referido, o requerente pode contar com a ajuda dos trabalhadores da Fundação Macau que estão especializados na prestação de serviços de atendimento e habilitados para esclarecer todas as dúvidas relativas à instrução do pedido de apoio financeiro para as actividades no âmbito do Quyi.

de tudo, a enorme perspicácia, inteligência emocional e política que só os grandes homens, e acima de tudo, os grandes líderes possuem”.

A exposição abre hoje às 18h30 e tem entrada livre. A Fundação Rui Cunha organizará ainda um conjunto de visitas guiadas para várias escolas. J.F.

Local para entrega do pedido:

Avenida de Almeida Ribeiro, N.ºs 61-75, Circle Square, 7.° andar, Macau

Horas de expediente:

De segunda a quinta-feira: das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45; sexta-feira: das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30 (à excepção dos dias feriados em Macau e das tolerâncias de ponto)

Contacto:

Tel:

87950965 (Dra. Ao), 87970981(Dr.Cheong) ou 87950969 (Dra. Chan)

E-mail:

ds_info@fm.org.mo

Website:

www.fmac.org.mo

Hoje Macau 1 DEZ 2015 #3465  

N.º3465 de 1de Dezembro de 2015

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