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É já amanhã que se apresenta a obra “A Noite desceu em Dezembro”, história em fascículos que Henrique de Senna Fernandes escreveu para o jornal Ponto Final. Será também lançada uma nova edição de “A Trança Feiticeira”, bem como a tradução para Chinês de “Os Dores”

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morte não cala as palavras, que perduram para sempre, ainda que sejam sobre uma guerra que esteve aqui tão perto. Desaparecido há cinco anos, Henrique de Senna Fernandes, um dos nomes mais sonantes da literatura contem-

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hama-se “Mandela – Leader, Comrade, Negotiator, Prisioner, Statesman” e é a mais recente exposição sobre Nelson Mandela. A ter lugar na Fundação Rui Cunha (FRC), que organiza a actividade em conjunto com o Consulado Geral da África do Sul em Hong Kong e Macau, a exposição inaugura hoje e dura até dia 5 de Dezembro, trazendo a público imagens, sons e textos sobre o homem que se revoltou contra o Apartheid. Segundo a organização, a mostra – também patente no

hoje macau terça

Literatura IC apresenta “A Noite desceu em Dezembro”

A guerra de Henrique de Se porânea de Macau, volta a ser lembrado amanhã, com a edição de mais uma obra. “A Noite desceu em Dezembro”, romance escrito em fascículos já publicados no jornal Ponto Final, é agora lançado em formato livro. Para além da nova obra, o Instituto Cultural (IC) vai também lançar uma nova edição de “A Trança Feiticeira”, bem como a tradução para Chinês de “Os Dores”, no âmbito da colecção “Obra Completa de Henrique de Senna Fernandes”. A publicação da obra faz-se não só com o apoio do IC, como da editora Praia Grande Edições e da família de Henrique de Senna Fernandes. Ao HM, Ricardo Pinto, proprietário, contou como foi o processo de publicação de um projecto editorial que sempre foi pensado para sair da gaveta. “No Ponto Final fizemos uma iniciativa intitulada ‘Cinco Anos, Cinco Livros’, em que colocámos cinco autores a escrever um romance por fascículos e Henrique de

Museu do Apartheid, na África do Sul – tem por objectivo celebrar a vida “deste grande humanista e estadista”, recorrendo, para isso, ao registo fotográfico dos seus momentos mais marcantes. “Vão percorrer-se as diferentes fases da vida de Nelson Mandela, focando não apenas as suas lutas, enquanto pontos fortes da sua ímpar personalidade, mas, igualmente, as suas fraquezas. O público é, desta forma, convidado a percorrer a extraordinária vida de Nelson Mandela enquanto líder, estra-

António Falcão

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Senna Fernandes foi um dos autores. Este foi o livro que mais tardou a ser publicado porque, embora possa ser

do volume”, disse Ricardo Pinto. Por ter vivenciado o período da Guerra do Pacífico e

das invasões japonesas sobre a China, o escritor achava que as experiências que observou não se esgotariam numa só

FRC Exposição sobre Mandela com sons, vídeos e imagens

Nova luz sobre uma história antiga

À venda na Livraria Portuguesa Glória • Vasco Pulido Valente

dado como concluído, a verdade é que Henrique de Senna Fernandes tinha em mente escrever um segun-

Um fresco notável da segunda metade do nosso século XIX. Através de uma personagem histórica menor (Vieira de Castro), Pulido Valente retrata todos os aspectos da elite oitocentista: o caos circense da Universidade de Coimbra, os bastidores da política da monarquia constitucional, o marialvismo dos jovens e velhos bacharéis de Lisboa. Haverá quem diga que Glória não é uma biografia, mas sim um romance. Sobre isso, há que dizer uma coisa: os grandes historiadores são escritores. Um grande livro de História não passa à condição de romance só porque é muito bom. Vasco Pulido Valente é tão escritor como Lobo Antunes ou Saramago. E a biografia não é um género inferior ao romance.

tega, prisioneiro e homem de Estado, assim como lhe é dado a conhecer um pouco de uma personalidade única, no que ao seu carácter e humanismo, diz respeito”, avança a FRC. Cada uma das narrativas é ilustrada por fotografias, às quais se juntam um documentário vídeo, assim como um outro apontamento vídeo

sobre a sua libertação e um terceiro registando o período que passou na prisão.

Vida e luta

“A vida de Mandela confunde-se, desde sempre, com a luta feroz e assertiva que desencadeou contra o Apartheid no seu país. Na verdade, remontam aos anos 40 as

primeiras acções conhecidas contra o regime instalado, as quais ganham força nos anos 50, altura em que lidera movimentos de massa contra o sistema, criando no dealbar dos anos 60 o movimento Umkhonto we Sizwe (Lança de uma Nação), como resposta ao Massacre de Sharpeville, no entendimento de que o

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Arte Portuguesa - História Essencial • Paulo Pereira

Da pré-história aos nossos dias, o essencial de mais de dois mil anos de História da Arte em Portugal. Nesta obra procura-se o que é essencial. Não porque exista a pretensão de penetrar na essência da arte, ou de procurar qualquer invariante absolutamente portuguesa - porque até é provável que não exista - mas sim porque o que aqui se encontra resulta de um trabalho de actualização de conhecimentos essenciais, incontornáveis, fundamentais: é esse o sentido do título. O permanente diálogo entre as diversas épocas e as diversas geografias da Europa e do Mundo, o peso umas vezes inerte de tradições de “longa duração”, outras vezes dinâmico e leve de vanguardas súbitas e torrenciais, é o pano de fundo de um percurso pela arte produzida em (e para) Portugal.

Hoje Macau 1 DEZ 2015 #3465  

N.º3465 de 1de Dezembro de 2015

Hoje Macau 1 DEZ 2015 #3465  

N.º3465 de 1de Dezembro de 2015

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