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Criado e editado por Diretora Ariel Redwollf Conteúdo exclusivo – RPG Hogwarts Live School http://hogwartsliveschool.blogspot.com

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INTRODUÇÃO A magia é a evocação de forças de seres (elementos, demônios, anjos, etc) e energias (pessoal, natureza, etc), capaz de mudar a ordem natural das coisas. Ela é feita através de nossa força mental, pois nosso subconsciente é capaz das mais infinitas coisas. Nem todos tem o dom de praticar a magia, bruxos são os que possuem mágica no sangue e trouxas são os que não possuem. Ela é utilizada nas mais diversas religiões e seguimentos (Umbanda, Wicca, Xamanismo, sociedades secretas, etc), com isso, sua concepção muda um pouco. Os bruxos possuem moléculas diferenciadas em seu sangue, que fazem com que essas forças consigam ser transportadas através de seu corpo. A varinha é o artefato que consegue canalizar essa magia e transformá-la em feitiços.

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CAPÍTULO 1 – O ÍNICIO DA MAGIA Surgiu no Egito antigo no inicio das civilizações (aproximadamente 3200 antes de Cristo). Os feiticeiros eram chamados pelos Faraós (considerados deuses) para explicar a eles como seria a vida após da morte, pois os egípcios acreditavam que a alma é imortal e retornaria ao corpo. Por isso os faraós eram mumificados e em suas tumbas encontravam-se vários pertences (ouro para pagar a travessia, roupas, água, etc). Esses feiticeiros do Antigo Egito possuíam o dom de transformar água em diversos outros líquidos, domar cobras, usar feitiços de desilusão, persuasão, etc. Utilizando a Astronomia, criaram o calendário baseado nos movimentos dos planetas e da lua. A transfiguração teve inicio com os egípcios, sendo a esfinge o primeiro animal resultante de uma transfiguração mal feita... Porém o reconhecimento do sangue mágico só surgiu durante a civilização Celta. A religião dos celtas era o druidismo, politeístas e seus rituais eram sempre feitos ao ar livre, pois acreditava-se que eles ali ficavam em contato com a natureza e por isso mais perto dos Deuses e divindades, o que acabou lhes trazendo mais sangue mágico (acredita-se que o primeiro bruxo da história tenha sido um semi-deus, filho de uma divindade e de um humano). A proximidade com a natureza aflorava os dons encantados, os espíritos puros sempre estiveram vigiando e passando sua energia a esses bruxos celtas. Foram eles quem criaram a roda do ano. Essa roda estabelecia os anos, horas e as principais datas dos rituais mágicos, cada ritual tem um significado

muito

importante.

A

natureza

para

esse

povo

é

muito

importante, pois é dela que os deuses se manifestação, como também o dia e a noite. Odia é o deus e a noite a deusa mãe, para que tudo esteja em harmonia é necessário a interação perfeita do masculino com o feminino. Oano foi dividido em um calendário, igual o que nós usamos hoje, durante o ano os Celtas festejam oito momentos, os bruxos até hoje festejam, estes oito momentos são eles: O início do ano, Samhain (1º de novembro hemisfério Norte e 1º de maio no sul) Yule, solstício de inverno (21 de dezembro Note e 21 de junho sul) Imbolc, nascimento (1º de fevereiro norte e 1º de agosto sul) Equinócio da primavera (21 de março norte e 21 de setembro sul) Beltane, fertilidade (1º de maio norte e 1º de novembro sul) Solstício de verão, (21 de junho norte e 21 de dezembro sul) Lughnasadh, pré-colheita, ( 1º de agosto norte e 2 de fevereiro sul)

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Equinócio de outono, (21 de setembro norte e 21 de março sul) Também nessa época surgiram os estudiosos de Animais Mágicos, sendo um dos primeiros e o mais famoso pesquisador o biólogo Newt Scamander (foi quem catalogou mais espécies no mundo, estudando hábitos e comportamentos). Seu neto Rolf Scamander seguiu seus passos na carreira biológica, e com o passar do tempo seus descendentes foram se dedicando a pesquisar outros ramos da magia. Como a família Martorelli (Lorcan Scamander casou-se com Aisha Martorelli, dando à luz a um bebê chamado Nicholas Scamander), que é uma família que se dedicou a masterizar completamente o uso de armas. Cada criança Martorelli iniciava a treinar com arma desde que conseguia levantar uma espada, o que deu um talento especial a todos seus descendentes, que se especializaram no ramo das Armas mágicas – seguindo um caminho diferente de Newt Scamander.

CAPÍTULO 2 – CONCEITOS E TEORIA Incluem-se entre os fenômenos mágicos uma ampla variedade de práticas e crenças rituais, que constituem o núcleo de vários sistemas religiosos, atos de exorcismo e mesmo prestidigitação com fins de entretenimento. No primeiro sentido, a magia se entende como fenômeno social e cultural, presente em todas as civilizações, em algumas das quais convive com o pensamento crítico da era científica e tecnológica.

Magia é essencialmente um conjunto de representações ou atividades rituais supostamente capazes de influenciar os atos humanos ou o curso dos acontecimentos, por ação de forças místicas transcendentais. O animismo, ou seja, a convicção de que não existem diferenças essenciais entre seres animados e inanimados, costuma estar na base do pensamento mágico. As práticas mágicas incluem, assim, o uso de objetos especiais e a recitação de fórmulas mágicas. A natureza da magia, bem como sua função social e psicológica, é freqüentemente mal compreendida em virtude das múltiplas

formas

que

ela

assume

e

de

sua

relação

com

outros

comportamentos religiosos. As incertezas decorrem em grande parte das idéias sobre evolução cultural e histórica do século XIX, que distinguem a magia de outros fenômenos religiosos e identificam-na com sociedades arcaicas e primitivas, ou como simples superstição sem significado cultural.

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Em virtude dessa concepção, a magia foi tida como diversa de outros ritos e crenças religiosas. Sua semelhança e conexão essencial com eles -- uma vez que tanto as religiões organizadas quanto as crenças mágicas apelam para a influência das forças místicas externas sobre a existência humana -passaram, portanto, despercebidas. Para dificultar a compreensão da magia, disseminou-se a ideia segundo a qual os atos mágicos carecem da natureza intrinsecamente espiritual própria dos atos religiosos, pois se fundamentam muito mais na manipulação externa do que na oração e constituem, portanto, um tipo mais simples e inferior de religiosidade. Desse ponto de vista, existe uma diferença relevante entre magia e religião: enquanto esta se associa ao relacionamento entre os homens e as forças espirituais, em que o compromisso pessoal é básico, o procedimento mágico é visto principalmente como um ato técnico, em que o vínculo pessoal não é tão importante ou está ausente, embora a força que está por trás dos atos mágicos e religiosos seja a mesma. A magia é freqüentemente confundida com a feitiçaria, especialmente na história das religiões européias. Os antropólogos modernos, no entanto, distinguem entre magia, que é a manipulação de poderes externos por meios mecânicos ou comportamentais para afetar outras pessoas, e feitiçaria, qualidade inerente ao indivíduo que apresenta, no entanto, os mesmos objetivos. A adivinhação, ou capacidade de entender os agentes místicos que afetam os indivíduos e o curso dos acontecimentos, difere da magia porque seu objetivo não é interferir nos acontecimentos, mas compreendê-los. O poder místico dos adivinhos e o poder que governa as forças mágicas são, no entanto, de mesma espécie.

História. A magia, em suas diferentes formas, parece integrar todos os sistemas religiosos conhecidos. . O conhecimento sobre a magia préhistórica é limitado, em função da falta de dados confiáveis. Muitas pinturas e gravações em cavernas são tidas como representações de figuras entregues à prática da magia orientada para favorecer a caça e as atividades do feiticeiro. As informações sobre os fenômenos mágicos das antigas

culturas

orientais,

greco-romanas,

cristãs

européias

e

das

sociedades primitivas contemporâneas são muito mais completas. A maioria dos relatos sobre a cultura mesopotâmica e a egípcia chama de magia, ou formas de pensamento mágico ou mitopoético (relativo à criação dos mitos)

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todos os rituais registrados. Os faraós do Egito, por exemplo, reis divinizados, eram por isso mesmo venerados e tidos como capazes de controlar a natureza e a fertilidade. Seus poderes como mágicos, no entender dos estudiosos, eram expressão da onipotência real. Na Roma antiga, muita importância foi dada à feitiçaria. Esse fenômeno parece ter resultado do desenvolvimento de novas classes urbanas, cujos membros dependiam de seus próprios esforços, tanto em termos materiais como mágicos, para derrotar os adversários e alcançar o sucesso. . Há registro de fórmulas mágicas na cultura romana para obter sucesso no amor, nos negócios, nos jogos e também proferir discursos persuasivos.

Há muitos registros históricos da Idade Média e de períodos posteriores sobre a magia. . Conforme se sabe a partir de estudos históricos e antropológicos recentes sobre feitiçaria, magia e sincretismo religioso, a magia é especialmente dominante em períodos de rápida mudança e mobilidade social, quando novas relações e conflitos pessoais assumem importância maior do que as relações familiares tradicionais, típicas de tempos

de

estabilidade.

A

Europa

parece

não

ter

sido

exceção,

especialmente quando a igreja, lutando para assegurar sua hegemonia, dirigiu acusações de prática de magia contra seus adversários. Um dos aspectos mais conhecidos da magia européia, divulgado e combatido pela Igreja Católica, é a prática herética de fazer pactos com os espíritos malévolos. Característico da história da magia européia foi também o uso que se fez dela como parte da tradição hermética. Seguidores dessa tradição, mais identificada na verdade com a alquimia que com a magia, eram às vezes considerados magos diabólicos, cujos conhecimentos proviriam de um pacto com o demônio. A sociedade tolerava a maioria deles, no entanto, porque suas práticas, embora estranhas, eram tidas como parte da tradição hermética judaica e cristã. Grande parte do que se sabe sobre a magia nas sociedades ágrafas contemporâneas deriva de relatos antropológicos feitos por pessoas do mundo não-ocidental que acreditam na magia. Foram feitas descrições detalhadas, por exemplo, sobre as sociedades da Oceania e da África e de muitas sociedades muçulmanas em que persistem crenças pré-islâmicas, como na Malásia e na Indonésia. Esses relatos, porém, raramente distinguem magia de feitiçaria e adivinhação, encontradas em praticamente todas as sociedades orientais conhecidas.

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Estrutura e funções. As pessoas podem executar atos mágicos sozinhas ou procurar os préstimos de um mago, alguém que sabe como executar os procedimentos rituais e pode ser recompensado por isso. Segundo se acredita, essa habilidade pode ser transmitida por herança, comprada por outros magos, ou ainda inventada pelo mago para ser executada por ele mesmo. Os magos podem ser consultados para fins nefastos, para proteger um cliente da magia prejudicial feita por terceiros ou por razões puramente benévolas. O caráter moralmente neutro da magia parece universal, embora, em qualquer sociedade, se discuta seu emprego para fins benignos ou malignos.

Há normalmente três elementos principais na magia: a fórmula mágica, o ritual e a condição ritual do executante. Os objetos rituais se incluem entre as fórmulas mágicas. Essa distinção foi feita pioneiramente pelo antropólogo Bronislaw Malinowski em seus estudos sobre os habitantes das ilhas Trobriand, na Melanésia. Freqüentemente as fórmulas mágicas empregam vocabulário arcaico ou esotérico. Entre os habitantes das ilhas Trobriand, a fórmula é especialmente importante: usar as palavras certas, da maneira certa, é considerado essencial para a eficácia do ritual. Para os maori, da Nova Zelândia, esse elemento é tão importante que um erro na recitação da fórmula pode levar à morte do mago. Bastante difundido é também o uso de objetos materiais, de natureza muito variada. Em alguns casos, os elementos que visam a causar dano são realmente venenosos, mas em geral não provocam efeitos práticos, apenas os representam. É uma prática comum entre os magos, por exemplo, tentar prejudicar uma pessoa destruindo algum elemento de seu corpo (como aparas de unhas e cabelos) ou algo que tenha estado em contato com ela (uma roupa ou outro objeto pessoal). O significado do rito mágico quase nunca é percebido por aqueles que acreditam que a magia difere essencialmente da religião. Parece universal, porém, que a magia seja praticada apenas em situações rituais formais e cuidadosamente definidas. O rito pode ser simbólico, como ocorre com o ato de borrifar o solo com água para fazer chover, ou com a ação de destruir uma imagem em cera para prejudicar uma pessoa. Tanto o mago quanto o rito devem observar certos tabus. Ao mago são impostas restrições alimentares e sexuais e a não-observação desses cuidados anula a magia. O respeito às interdições indica aos demais a importância do rito e dos objetivos desejados.

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São muitas as funções da magia, mas há dois aspectos principais: o instrumental e o expressivo. Uma característica básica dos ritos e crenças mágicas é que os praticantes acreditam que eles são instrumentais, ou seja, eficientes, projetados para alcançar certas finalidades na natureza ou no comportamento de pessoas. O aspecto simbólico ou expressivo está sempre presente e é por causa dele que a magia pode ser melhor compreendida como parte de um sistema religioso.

Teorias sobre a magia. Os primeiros estudos sobre magia foram elaborados pelos sábios judeus e cristãos, preocupados em relacioná-la com suas crenças, identificando-a como um vestígio de paganismo e como heresia. Durante o final do século XIX, antropólogos começaram a estudar a magia e sua influência na evolução das religiões mundiais. Os primeiros estudos antropológicos sobre a magia foram realizados por Edward Tylor, que no livro Primitive Culture (1871; Cultura primitiva) definiu

magia

como

uma

pseudociência,

em

que

o

"selvagem"

incorretamente afirma uma relação direta de causa e efeito entre o ato mágico e o acontecimento desejado. Em The Golden Bough (1890; O ramo de ouro), James Frazer redefiniu as concepções de Tylor sobre o pensamento mágico, discutiu o relacionamento da magia com a religião e a ciência e situou-as num quadro evolutivo. Frazer aceitou a teoria de Tylor sobre a falsa relação de causa e efeito entre a magia e os efeitos naturais e analisou os princípios que governam essa falsa relação. Esses autores e seus seguidores, como Ranulph Marett, entenderam magia como uma questão essencialmente individual e intelectual, uma das formas como o indivíduo reflete sobre o mundo. Outros autores ampliaram a discussão e abordaram a questão do ponto de vista da função social da magia, como fizeram os sociólogos franceses Marcel Mauss e Émile Durkheim. Em Les Formes élémentaires de la vie religieuse (1912; As formas elementares da vida religiosa), Durkheim afirmou que os ritos mágicos envolvem a manipulação de objetos sagrados em nome de indivíduos.

O

significado

socialmente

coesivo

dos

ritos

religiosos

propriamente ditos não estava presente. As idéias do sociólogo francês foram seguidas por Radcliffe-Brown, autor de The Andaman Islanders (1922; Os habitantes das ilhas Andaman) e, em menor medida, por Malinowski, influenciado mais por Frazer e pelos primeiros psicanalistas. Radcliffe-Brown sustentava que a função social da magia era manifestar a

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importância que o acontecimento desejado reveste para a comunidade. Malinowski considerava a magia um fenômeno oposto à religião, além de direta e essencialmente relacionado às necessidades psicológicas do indivíduo.

Os estudos mais recentes sobre os sistemas mágicos se fizeram tomando como objeto a magia de povos da África e da Oceania. Basearam-se essencialmente nas idéias de Malinowski e Radcliffe-Brown e no mais importante trabalho sobre o tema que surgiu depois desses autores: Witchcraft, Oracles and Magic Among the Azande (1937; Feitiçaria, oráculos e magia entre os azandes), de Edward Pritchard. Freud, autor de Totem e tabu (1918), exerceu, durante algum tempo, grande influência sobre os estudiosos do pensamento mágico com a ideia segundo a qual a magia, a primeira fase no desenvolvimento do pensamento religioso, era similar, em seus processos essenciais, ao pensamento de crianças e neuróticos. Essa concepção pressupõe que selvagens, crianças e neuróticos acreditam que desejo e intenção levam automaticamente a atingir o objetivo desejado. Essa ideia foi abandonada pelos especialistas, não só por que revela incompreensão da natureza expressiva do ritual mágico, como também porque estabelece equivocadas semelhanças de comportamento entre os grupos humanos comparados.

CAPÍTULO 3 – A GRÉCIA ANTIGA A maioria dos bruxos da Grécia antiga viviam junto aos trouxas e os próprios trouxas veneravam alguns. Os bruxos se dividiam em: 

Bruxos Primordiais: Caos, Gaia, Eros, Érebo, Urano(Céu), Noite, Éter, Dia, Mar, Titãs, Ciclopes e Hecatônquiros. Além de de serem bruxos tinham formas gigantescas.



Bruxos Superiores: Zeus (Júpiter), Hera(Juno), Atena(Minerva ou Palas), Afrodite(Vênus),

Ares(Marte),

Hermes(Mercúrio),

Hefestos(Vulcano),

Deméter(Ceres), Héstia (Vesta), Artemis(Diana), Poseidon(Netuno), Apolo(Febos), Dionísio(Baco), Hades(Plutão), Hebe e Ilítia. A maioria deles viviam no Monte Olimpo. 

Bruxos Siderais: Hélios (Sol), Lua e Aurora



Bruxos do Vento: Bóreas, Zéfiro, Euro, Noto e Éolo.

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Bruxos das Águas: Oceano, Nereu, Proteu, Ninfas e bruxos fluviais



Bruxos Alegóricos: Têmis (Justiça), Nike (Vitória) e etc...



Bruxos Inferiores: Moravam junto aos trouxas e não tinham tantos

poderes como os bruxos acima. A Origem dos Bruxos Superiores A história começa com um espaço vago, o nada, chamado Caos. Do Caos nasceu o primeiro bruxo primordial: Eros (Amor), e a primeira bruxa com primordial: Gaia ( Terra) representada como uma mulher gigantesca, de formas pronunciadas. Sem princípio masculino, Gaia fez nascer Urano (Céu), Montanhas e Mar. (bruxos primordiais) Gaia casou-se com Urano e os dois tiveram muitos filhos como: os Ciclopes, os Hecatônquiros, os Titãs e as Titaneas, todos divindades primordiais. Os titãs eram: Oceano, Ceos, Crios, Hiperion, Japeto e Cronos (Saturno). As titaneas eram: Téia, Réia ( Cibele), Têmis, Mnemósines, Febe e Tétis. Urano, o pai, odiava seus próprios filhos. E logo que eles nasciam os escondiam, sem deixa-los ver a luz. Chegou um determinado momento em que a Gaia se cansou de toda esta história e elaborou um plano para destruir Urano: criou uma foice especial de aço e chamou os filhos para se vingarem do pai. Apenas Cronos, o mais jovem titã aceitou o desafio. Na noite seguinte, quando Urano deitou-se sobre Gaia, Cronos, agarrou o pai e cortou-lhe os testículos, jogando-os ao mar. As gotas de sangue deram origem as Fúrias ou Erínias(bruxos alegóricos). Dos testículos surgiu Afrodite(bruxa superior). Urano separou-se para sempre de Gaia. Cronos ocupou o lugar do pai. Entretanto, Cronos era muito violento e não libertou os irmão e casou-se com Réia ,mas temendo que um dia fosse destronado por algum de seus filhos, Cronos passou a devorá-los tão logo que nasciam. Quando Réia estava grávida de Zeus, fugiu secretamente para Creta. Lá nasceu Zeus, que foi escondido numa caverna para evitar o ataque de Cronos. Réia pegou uma pedra e entregou-a para Cronos dizendo que era o filho. Cronos iludido devorou a pedra pensando que fosse Zeus. A criança foi alimentada por Almatéia. Assim tratado e protegido, cresceu e adquiriu toda a sua força divina. Com o auxílio de uma droga fornecida por Métis, fez com que o pai vomitasse os irmãos. Auxiliado por estes e pelos Hecatônquiros e Ciclopes que libertou, atacou Cronos e os titãs. Ao fim da luta, o deus e seus irmãos- Hades e Posêidon - dividiram entre si elçementos dos quais se tornariam responsáveis. Zeus ficou sendo o supremo bruxo do Céu e senhor do Olimpo. Sua arma era o raio. Hades ficou sendo o bruxo do mundo Inferior e Posêidon era o bruxo dos Mares. Zeus se casou com sua irmã Hera que ficou sendo a bruxa do amor conjugal

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e da fecundidade Héstia e Deméter, irmãs de Zeus, ficaram sendo: a primeira bruxa do lar e a segunda, bruxa da agricultura. Da união de Zeus com Hera e de Zeus com outras pessoas nasceram vários bruxos superiores. Os outros bruxos superiores eram: Ares( bruxo da guerra), Hefestos (bruxo do fogo), Ilítia(sua missão proteger mulheres na hora do parto) , Hebe(fazia trabalhos domésticos no Monte Olimpo), Atenas ( a bruxa da inteligência), Afrodite ( bruxa do amor e da beleza), Apolo( bruxo do sol, das artes e da razão) ,Ártemis(bruxa da lua da caça e da fecundidade animal), Dionísio(bruxo do vinho, do prazer e da aventura) e Hermes( bruxo do comércio e comunicações), Hades( bruxo do mundo subterrâneo),Zeus(bruxo dos céus, do raio e do trovão), Posêidon( bruxo dos mares), Hera( bruxa do amor conjugal e da fecundidade), Héstia( bruxa do lar) Deméter(- bruxa da agricultura). Zeus era um marido infiel e teve várias amantes na terra. Uma delas foi Leda, que teve dois filhos com eles: Helena e Pólux. Helena era uma bruxa inferior tida como a mulher mais bonita de toda a Grécia, até porque sua mãe, Leda, era uma veela. O nascimento de Helena e seus irmãos se deram de uma maneira muito estranha: numa única noite, Leda se uniu ao sei marido, o rei Tíndaro, e a Zeus, o mais poderoso dos bruxos da Grécia Antiga, sob a forma de cisne( por ser muito poderoso Zeus podia se transformar em qualquer tipo de animal, ou fenômeno da natureza: ex: cisne, touro ou chuva de ouro.) Leda pôs dois ovos. De um destes, saiu Castor e Helena; do outro saiu Pólux e Clitemnestra. Pólux e Helena são filhos de Zeus. Castor e Pólux são conhecidos como Dióscuros. A beleza de Helena era estonteante, e ainda criança foi raptada por Teseu e levada para Ática, mas os Dióscuros libertaram-na Quando jovem já tinha inúmeros pretendentes e Tíndaro, seu pai mortal (trouxa), temendo provocar uma guerra entre os numerosos pretendentes fez com que todos jurassem respeitar a escolha da jovem e auxiliar o eleito, em caso de necessidade. Helena escolheu o bruxo Menelau, de quem teve Hermíone. Todos os bruxos superiores foram convidados para o casamento de Tétis e Peleu, com exceção da bruxa Éris, conhecida pelos trouxas como Discórdia. Furiosa com sua exclusão, a bruxa atirou entre os convidados um pomo de ouro (não era como o do Quadribol, tinha poderes) com a inscrição " À mais bela da bruxas superiores". Afrodite, Hera e Atena reclamaram o pomo ao mesmo tempo e Zeus, não querendo decidir assunto tão delicado, mandou que o bruxo inferior Páris decidisse. As bruxas compareceram, então diante

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dele. Hera prometeu-lhe riqueza; Atena, glória e fama nas batalhas; Afrodite, a bruxa inferior mais bela, cada uma delas procurando influenciar a decisão a seu favor. Páris decidiu favoravelmente a Afrodite e entregoulhe o pomo de ouro. Sob proteção de Afrodite, Páris viajou para a Grécia e foi hospitaleiramente recebido por Menelau. Ora, Helena, era, na realidade, a mulher que Afrodite destinava a Paris. Agindo sobre a maldição Confundus, Helena fugiu com Páris para Tróia ( morada de Páris), causando a Guerra de Tróia. A guerra foi terrível! Bruxos lutaram junto de trouxas. Muitos bruxos fizeram uso da magia negra ( arte das trevas), mas no meio da guerra era difícil identificar que fê-los. Poucos trouxas sobreviveram, portanto não tiveram que aplicar muitos feitiços da memória em muitas trouxas. Depois da guerra terminada, libertaram Helena do feitiço Confundus de Helena e ela pode viver até a morte com Menelau. Zeus teve várias outras amantes, mais nenhumas das outras histórias foi tão fantástica quanto esta que gerou a famosa Guerra de Tróia.

CAPÍTULO 4 – MITOS E LENDAS EGIPCIAS Muito antes de as pessoas saberem ler ou escrever, as histórias eram transmitidas oralmente. De cada vez que eram contadas, mudavam um pouco, acrescentando-se uma nova personagem aqui e uma mudança na trama acolá. Os mitos e as lendas nasceram dessas histórias em constante mutação. O que é um Mito? Um mito é uma história tradicional que não se baseia em algo que realmente aconteceu e, normalmente, fala de seres sobrenaturais. Os mitos são inventados, mas ajudam a explicar os costumes locais ou os fenômenos naturais.

O que é uma Lenda? A lenda assemelha-se muito ao mito. A diferença está no fato de a lenda poder basear-se num acontecimento real ou numa pessoa que realmente existiu. O que não significa que a história não tenha mudado ao longo dos anos.

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Antigo Egito O Egito era originariamente constituído por dois países. Há cerca de 5OOO anos, por volta de 3000 a. C., esses países tornaram-se um só. Nos 3000 anos seguintes, o Egito foi um dos países mais ricos e mais poderosos do mundo. O olho wedjat simbolizava o olho dos deuses Rã e Hórus. Segundo o mito, o olho de Hórus foi arrancado, mas, como por milagre, voltou a crescer. O olho wedjat era tido como um amuleto da sorte. O Vale do Nilo A maior parte do Egito era conhecida como Terra Vermelha. Era o deserto quente e seco, e poucas pessoas o habitavam. Quase todos os egípcios viviam na Terra Negra, no vale do rio Nilo, Sempre que o rio transbordava, a terra ficava mais fértil e mais escura, razão pela qual recebeu esta denominação. Pirâmides e Faraós O Egito é famoso pelas suas pirâmides, que ainda se mantêm de pé nos nossos dias. Eram os túmulos dos antigos governantes, às vezes chamados faraós. As pessoas acreditavam na qualidade divina dos faraós. Os últimos foram sepultados nas colinas rochosas ou em túmulos subterrâneos num local chamado vale dos Reis. A Escrita Antiga Os antigos Egípcios cobriam os seus monumentos de hieróglifos, uma linguagem escrita formada por letras e símbolos. Muitas vezes, estas letras eram esculpidas na pedra, e ainda hoje podem ser vistas. Muitas histórias eram escritas em papiro - uma espécie de papel feito de juncos entrelaçados. Chegou até nós um número surpreendente de papiros. Decifrar o Código Só na década de 2O do século passado é que os peritos conseguiram decifrar os hieróglifos egípcios. Antes dessa altura, os historiadores baseavam-se nos registros escritos de outras línguas, tal como o grego antigo. Os antigos Gregos tinham registros muito precisos das crenças dos antigos Egípcios.

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As zonas habitadas pelos antigos Egípcios localizavam-se na Terra Negra, nos vales férteis do rio Nilo. Este encontrava-se rodeado por desertos a Terra Vermelha. Uma lenda moderna Os mitos e as lendas deste livro são todas do Antigo Egito. Existe uma outra lenda egípcia famosa, mas moderna - a maldição de Tutankámon. O túmulo de Tutankamon, um jovem rei do Antigo Egito, foi descoberto no vale dos Reis em 1922. A busca foi financiada por um homem chamado Lord Carnarvon. Começou a correr o boato de que o túmulo estava amaldiçoado. Segundo esta lenda moderna, todas as luzes se apagaram no Cairo no momento em que Lord Carnarvon morreu e, em Inglaterra, o seu cão morreu também. Divindades do Antigo Egito Os mitos e as lendas dos antigos Egípcios foram criados a partir de muitos credos diferentes. Cada aldeia e cidade adoravam os seus próprios deuses e deusas. A popularidade de alguns espalhou-se, e mais tarde as histórias desses deuses fundiram-se para formar aquilo que conhecemos como mitologia do Antigo Egito. Muitos Deuses, a mesma função Uma das conseqüências do fato de os antigos Egípcios adorarem muitos deuses é que muitos destes tinham os mesmos deveres. Por exemplo, havia muitos deuses do Sol. Cada deus era adorado por um grupo diferente de pessoas e nenhuma dessas pessoas acreditava em todos os deuses. Mais tarde, Rá tomou-se conhecido como deus do Sol e todos os demais deuses do Sol foram considerados meras manifestações de Rá. os diferentes deuses fundiram-se num Só. Em Marcha o comércio deve ter desempenhado um papel importante na divulgação dos mitos e das lendas. Dado que as pessoas das diferentes partes do Egito viajavam pela Terra Negra a vender coisas, provavelmente partilhavam as suas histórias e as suas crenças. As pessoas começaram a ouvir falar de diferentes deuses, deusas, mitos e lendas e assimilaram-nos.

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A Criação Até uma coisa tão importante como a criação da Terra e do povo que a habitava era contada em muitas versões diferentes. Uma das primeiras, originária da cidade de Heliópolis, dizia que Áton era o criador. Mais tarde, quando Rá se tornou o rei mais poderoso de todos os deuses egípcios, ele próprio se tornou o criador e - nessa forma era conhecido como Rá-Áton. Nomes Mais Conhecidos No Antigo Egito eram adorados centenas de deuses e deusas. Segue-se uma lista dos mais importantes. RÁ - O deus do Sol. Aparecia sob multas formas. Muitas vezes representado corri cabeça de falcão. Tornou-se o deus mais importante. Os deuses com que ele se fundiu viam acrescentada ao seu nome a palavra Rã (por exemplo Rá-Áton e Ámon-Rá). ÁTON - (mais tarde RÁ-ÁTON) "O Tudo". O deus criador. Pai de Sliu e Tefinit. SHU Pai de Nut, a deusa do céu. Era seu dever mantê-la acima de Geb, a Terra, para que os dois nunca se juntassem. TEI`NUT - Irmã e mulher de Sliu. Uma deusa da Lua. Mãe de Nut e Geb. NUT - A deusa do céu, sustentada pelo pai, Sliu. Mulher de Geb. Mãe de Osíris, Ísis, Seth e Néftis. GEB - A própria Terra. Todas as plantas e árvores cresciam nas suas costas. Marido de Nut. Pai de Osíris, Ísis, Seth e Néftis. OSÍRIS - Senhor dos mortos. Irmão e marido de Ísis. Pai de Hórus. Representado multas vezes com um corpo mumificado, envolto em ligaduras. ÍSIS - Deusa da fertilidade. Senhora da magia. Irmã e mulher de Osíris. Mãe de Hórus. Tornou-se a mais poderosa de todas as deusas e deuses. SETH - Deus do caos e da confusão. Filho mau de Geb e Nut. Lutou contra Hórus para governar o Egito. HÓRUS - Filho de Ísis e Osíris. Tinha cabeça de falcão e corpo de humano. Lutou contra Seth para governar o Egito. ANÚBIS - Deus dos mortos, com cabeça de chacal. Assistente de Osíris. ÁMON - (mais tarde ÁMON-RÁ) Rei dos deuses na mitologia posterior, mais tarde considerado outra manifestação de Rá. BASTET - A deusa-mãe representada por vezes como uma gata. Filha de Rã, irmã de Hátor e Seklimet.

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HÁTOR - Adorada como vaca. Por vezes, tomava a forma de uma leoa enfurecida. Filha de Rã, irmã de Bastet e Sekhmet. SEKl-IMET - Filha de Rá, com cabeça de leoa, irmã de Bastet e Hátor.

CAPÍTULO 5 – DEUSES E HERÓIS CELTAS A ideia de que guardiões protegiam e defendiam o Planeta Terra, com certeza veio do pensamento celta, pois fica explícita nas toponímias que procedem do Deus do Sol, LUGH. Seu nome significa lux (luz) e lucus (arvoredo). Na França é conhecido como Laon, e Lyon, na Holanda como Leiden e na Grã-Bretanha como Carlisle. Outras divindades como Bel, Don e Og nos reportam aos poderes sobrenaturais personificados e disseminados pelas antigas tribos celtas. Porém, Lugh representa um símbolo essencial entre todos os festivais, lendas e histórias irlandesas. Os celtas eram um povo muito extrovertido que encarnavam seus deuses como Tuatha Dé Danann (deus guerreiro vencedor da eterna batalha com as trevas). Lugh do Longo Braço tinha uma lança mágica que disparava fogo e rugia na batalha Moytura, enquanto libertava o Rei Nuada e os Tuatha Dé Danann das mãos dos Fomori, os demônios da noite que só tinham um olho. Antes da batalha Lugh tinha pedido para ser aceito no grupo de guerreiro, mas só foi aceito quando ganhou uma partida de xadrez. Nuada então confiou-lhe a defesa da Irlanda. Os heróis celtas tinham poderes específicos: GOIBNIU, o ferreiro, construía qualquer tipo de arma; DIANCECHT, o médico que construiu um braço de prata para o rei Nuanda e curava os feridos; CREDNE, o soldador, que fabricava as pontas das lanças, espadas e os rebites dos escudos; DAGNA, com sua clava, seu caldeirão da abundância, alimentava o exército dos guerreiros e tocava sua harpa em três sons: o do sonho, o do alívio e o do riso. Na batalha, Lugh consegue cegar o único olho do malvado rei dos Fomori com uma funda. A pedra, depois de ter-lhe atravessado a cabeça, mata muitos Fomori. O resto dos piratas foge em seus barcos e, a partir de então, essas criaturas "de um olho só, um braço só e uma perna só deixam de ser uma ameaça.

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INVOCAÇÃO A LUGH Lugh o Vitorioso, Nós o invocamos e pedimos sua proteção. Lugh do Cavalo Branco e das Lâminas Brilhantes. Você da Forma Perfeita, Criança da Luz e das Sombras, vencedor de Balor, esteja conosco. Que possamos sempre ser abençoados pela alegria do Brilhante Senhor dos Céus, O Inteligente, a Mão Segura, o Bardo e o Ferreiro. Que possamos estar em paz sob a mão do Comandante de Danú. Pelo poder do Sagrado Três ouça o chamado de seu povo agora. Pela Lança e pelo Corvo venha ao seu povo Lugh o Vitorioso, nós o invocamos, Oh Nossa Luz e nosso Guia! Possa a sua força estar acima de nós, Possa a sua beleza nos deliciar, Possa a sua habilidade estar conosco! Venha através das trilhas dos bosques antigos ao anél de seu povo e esteja presente no coração de todos que o honram . Lugh Lamfada, aquele que tudo pode alcançar! Lugh Samildanach, aquele que tudo pode fazer! Lugh Ioldanach, aquele que tudo pode trazer! Esteja conosco e abençoe o nosso Rito! SAUDAÇÃO A LUGH Saúdo a Ti Lugh, o Iluminado, Aquele que conduz os pastores, Aquele que multiplica as colheitas, Aquele que traz a riqueza e a prosperidade, Aquele que abre aos homens todos os caminhos, Aquele que zela pela saúde e desvenda o futuro. É a ti que reverencio, Iluminador dos artistas, Aquele que todos os dias percorre os céus com sua carruagem de fogo.

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Aquele que é amado por todos os Deuses, Vós que sois o Dourado e resplandecente senhor dos Céus. Tú que és um Rei em sua glória e que se ergue na luz de seu esplendor. Que seu semblante brilhe entre nós e nos conduza em nossa jornada. Você que fertiliza o grão, oh soberano entre todos os Deuses! Todos exaltam sua bondade, Pois seu é o dom de curar, de inspirar, de iluminar, de renovar, de profetizar. Vós sois poderoso e sua força nos conduz, nos mostrando a satisfação da vida e a beleza que preenche todas as coisas sobre a Terra. Oh Deus dos tempos remotos, Faça-me forte, poderoso e vitorioso, Pois você não conhece a derrota, Pois seus caminhos são os caminhos da vitória. Me defenda com ponta de sua lança e com o fio de sua espada. Heróis Celtas A BATALHA DAS RESES DE COOLEY O poema épico "Tain Bó Cúalge"nos conta a história do guerreiro CúChulainn defendendo com uma mão toda a Província do Norte contra os Homens de Irlanda. Numa ocasião desta batalha, quando o guerreiro encontrava-se gravemente ferido e necessitando de repouso, o Deus Lugh aparece caminhando por entre os cadáveres. - "Quem és?" pergunta Cú-Chulainn ao guerreiro fantasma. - "Sou Lugh teu pai do Mundo Exterior, filho de Ethliu. Dorme um pouco, Cú-Chulainn", responde o radiante soldado "e eu, enquanto isso desafiarei a todos". Ser o melhor dos guerreiros era o ideal dos celtas, mas morrer na batalha rodeado de amigos e centenas de inimigos era a consumação suprema. Este tipo de pensamento para nós Ocidentais é um tanto fanático e paranóico, mas para o povo celta a morte é a causa da vida. A preparação para este momento supremo proporcionava ao soldado celta, desde a sua iniciação, valor e orgulho. Na história de Cú-Chulainn, o Deus Sol se materializa para assumir as funções de guerreiro que, após morrer durante três dias, continua mortal. Neste estado de bardo, pode ascender em direção a três mundos místicos celtas: ao corpo terrestre, ao espírito físico e ao da radiante luz da alma, no qual o próprio Sol se manifesta.

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Esta mutação entre o soldado humano e seu arquétipo do outro mundo é algo comum nos relatos celtas. É também a chave dos mistérios celtas: a fusão do espiritual, do físico e do imaginário. O mais fascinante e romântico destes heróis do Sol, foi o rei Artur. É bem provável que seu personagem histórico tenha sido um líder militar do século VI. A evocação de Artur em topônimos de toda a Grã-Bretanha é uma amostra da admiração européia por Lugh e outros heróis celtas. Conta-se, que aos sete anos, Merlin deixou os druidas impressionados ao destruir dois dragões que minavam as fundações de um forte real. A transformação deste menino prodígio no profeta e conselheiro do novo arquétipo solar é um tema muito comum. Já Artur tem relação mítica com São Miguel, como Senhor da Luz, ao destruir os poderes da obscuridade de dragão. São Miguel, por sua vez, que é

apresentado

segurando

uma

balança

e

pesando

as

almas

nas

encruzilhadas da Irlanda, transforma-se em reencarnação de Tot, deus egípcio do mundo e dos mortos. Na tradição islâmica, Miguel era o anjo a quem Deus deu o poder de cumprir sua vontade no universo do vento e da chuva. No contexto celta, Miguel, como entidade solar, é a força primária que mantém nivelados os elementos angelicais e terrenos de sua própria natureza. Os mistérios celtas tomavam forma nos estados intermediários como o crepúsculo, entre a luz e a obscuridade, ou o dia ou a noite, ou o orvalho, que não é nem chuva nem água do mar ou rio, nem água de poço e utilizavam o visco sagrado, que não era planta, nem árvore. A área de fluxo, plena de presságios e de acontecimentos extraordinários, era indeterminada, e o guerreiro podia lutar contra ela pondo em jogo sua vida. Esta maneira de estar vivo, se caracteriza por quatro qualidades. Para ser soldado há que se ter respeito, ter consciência do medo, estar sempre atento e ter confiança em si mesmo. A partir disso, o perigo resumia-se em uma consciência do que se pretende.

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CAPÍTULO 6 – A INQUISIÇÃO E O SURGIMENTO DA MALDIÇÃO CRUCIATUS Mesmo antes de oficializada a Inquisição, a mesma já se fazia presente em pleno tumulto da Idade Média, para Oeste através da Europa marchavam os chamados “demônios da heresia” arrebanhando adeptos e, segundo a Igreja Romana perturbando a Ordem. Mas...muitos desses heréticos eram simples clérigos e bem-intencionados que desejavam reformar o que consideravam excessivo dentro da Igreja, desejam a volta à piedade humilde de Jesus e seus discípulos, enquanto o Vaticano cercado de uma Pompa Imperial, tamanho poder político e “poder espiritual” gastava energia envolvendo-se em intrigas da corte. Foi nessa época que surgiu a maldição Cruciatus (ou simplesmente, o Crucio). Norlan Pierre estudou a fundo os métodos de tortura utilizados e conseguiu compactar a dor causada por todos eles em um só feitiço. Norlan fez experimentos lançando o Crucio em trouxas por vários anos, porém um cavaleiro bruxo chamado Maxwel Mac’Cartner Lupinus descobriu o crime, e se envolveu em um duelo com o inventor, Norlan Pierre morreu nessa batalha. Dizem que não prosseguiu e continua na terra em sua forma espírita

(fantasma),

porém

se

isso

for

verdade,

seu

paradeiro

é

desconhecido. Abaixo alguns dos métodos pesquisados por Norlan: A Roda de Despedaçamento Também como este instrumento, a liturgia da morte era terrível. O réu era amarrado com as costas na parte externa da roda. Sob a roda, colocava-se brasas incandescentes. O carrasco, girando lentamente a roda, fazia com que o réu morresse praticamente "assado". Em outros casos, como na roda em exposição, no lugar de brasas, colocava-se agulhões de madeira que o corpo, girando devagar e continuamente, era arranhado terrivelmente. Este suplício estava em voga na Inglaterra, Holanda e Alemanha, de 1100 a 1700.

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Açoite de ferro Mais que uma tortura, era uma arma de guerra. Na Idade Média, os cavaleiros,

com

esta

arma,

golpeavam

os

cavalos

adversários

ou

procuravam desarmar da espada os outros cavaleiros. No final da batalha, esta bola de ferro era usada para acabar com os inimigos feridos. Como arma, era uma das três, juntamente com a espada e a lança, usada nos torneios. Cadeira das Bruxas O condenado era preso de cabeça para baixo em uma grande cadeira. Tal posição criava atrozes dores nas costas, desorientava e aterrorizava a vítima. Além disso, consentia a fácil imposição de uma interminável gama de tormentos. A esta tortura eram submetidas principalmente as mulheres acusadas de bruxaria. E foi usada de 1500 a 1800 em quase todos os países da Europa. Depois de terem confessado, as bruxas eram queimadas em público e as suas cinzas eram levadas aos rios ou ao mar. Cadeira de Inquisição Instrumento essencial usado pelo Inquisidor, a cadeira era usada na Europa Central, especialmente em Nurembergue, onde é usada até 1846 durante regulares interrogatórios dos processos. O réu deveria sentar-se nu e com mínimo movimento, as agulhas penetravam no corpo provocando efeito terrível. Em outras versões, a cadeira apresentava o assento de ferro, que podia ser aquecido até ficar em brasas (era aquecido com uma fogueira por baixo). A agonia do metal pontiagudo perfurando a carne nua era intolerável; segundo registros, poucos acusados aguentavam mais de 15 minutos nessa cadeira, antes de confessar. Esta exposta, foi encontrada no Castelo de San Leo, próximo a Rímini, na Itália. O Castelo era um cárcere do Papa até 1848 e nele morreu o célebre mago Caliostro, que com os seus poderes extraordinários conquistou todas as cortes reinantes da Europa. A cadeira tem 1606 pontas de madeira e 23 de ferro. Cavalete O condenado era colocado deitado com as costas sobre o bloco de madeira com a borda cortante, as mãos fixadas em dois furos e os pés em anéis de ferro. Nesta posição (atroz para si mesma, se pensarmos que o peso do corpo pesava sobre a borda cortante), era procedido o suplício da água. O

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carníficie, mantendo fechadas as narinas da vítima, introduzia na sua boca, através de um funil, uma enorme quantidade de água: dada a posição, o infeliz corria o risco de sufocar, mas o pior era quando o carníficie e os seus ajudantes pulavam sobre o ventre, provocando a saída da água, então, se repetia a operação, até ao rompimento de vasos sanguíneos internos, com uma inevitável hemorragia que colocava fim ao suplício. Outro sistema de tortura que usava o cavalete, reservado às suspeitas de bruxarias, era aquele do "fio de água". A imputada era colocada nua sob um finíssimo jato de água gelada e deixada nesta posição por 30 a 40 horas. Este suplício era chamado "gota tártara" porque foi inventada na Rússia (país que sempre privilegiou os sistemas de tortura lentos e refinados). Esmaga Cabeça Este instrumento, do qual se tem notícia já na Idade Média, parece que gozava de boa estima especialmente na Alemanha do Norte. O seu funcionamento é muito simples: o queixo da vítima era colocado sobre a barra inferior, depois a calota era abaixada por rosqueamento sobre sua cabeça.

Primeiro

despedaçavam-se

os

alvéolos

dentais,

depois

as

mandíbulas, quando advinha a saída da massa cerebral pela caixa craniana. Com o passar do tempo, este instrumento perde sua função de matar e assume aquela inquisitória, ou de tortura. Em alguns países da América Latina, um instrumento muito similar a este é usado ainda hoje. A diferença é que a calota e a barra são protegidas por materiais macios, que evitam marcas visíveis na pele, mas fazem a vítima confessar após poucos giros da rosca. Forquilha do herege Ao herege era reservado um tratamento diferente daquele aos condenados comuns, visto que o objetivo era de salvar sua alma mesmo em ponto de morte. A Inquisição na Espanha representava a fase aguda do processo acusatório contra a heresia e tocou vértices de extrema crueldade. Todos estes instrumentos de tortura não era, senão que a antecâmara da condenação capital. Era encaixada abaixo do queixo e sobre a parte alta do tórax, e presa com um colar no pescoço. As pontas penetravam na carne com tormentos muito fortes. Esta tortura era muito comum de 1200 - 1600. Não era usada para obter confissões, mas era considerada uma penitência antes da morte, à qual o herege, sem escapatória, era destinado.

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Guilhotina A Revolução Francesa apaga todos os rastros da tortura, mas deixa em pé o patíbulo. "A única árvore que, como disse Victor Hugo, as revoluções não conseguem desarraigar". O inventor é um filantropo, o Dr. Ignace Guillotin. Em duas intervenções, na Assembléia de 9 de outubro e 1 de dezembro de 1789, ele propôs( em seis artigos), que os crimes de mesma natureza fossem punidos com o mesmo tipo de pena, independente da classe social. Em 3 de julho de 1791, a Assembléia sancionou: "Todas as pessoas condenadas a pena de morte, terão a cabeça cortada". Um ano depois, iniciou-se a utilização da guilhotina. O primeiro instrumento degolador é fabricado pelo Sr. Tobias Schimidt, construtor de violinos, sob desenho projetado e aconselhado pelo Dr. Lovis, secretario da Academia dos Cirúrgicos. Depois de vários experimentos executados em cadáveres, em 25 de abril de 1792, na Praça da Greve, em Paris, aconteceu a inauguração da guilhotina. Primeira vítima: Nicola Giacomo Pellettieri. Carrasco: Charles Henry Sansom, o mesmo que decapitaria, em seguida, Luiz XVI. Mesa de Evisceração Sobre a mesa de evisceração, ou "esquartejamento manual", o condenado era colocado deitado, preso pelas juntas e eviscerado vivo pelo carrasco. A tortura era executada do seguinte modo: o carrasco abria o estômago com uma lâmina. Então prendia com pequenos ganchos as vísceras e, com uma roda, lentamente puxava os ganchos e as partes presas saíam do corpo até que, após muitas horas, chegasse a morte. Pêndulo A luxação ou deslocamento do ombro era um dos tantos suplícios preliminares a tortura propriamente ditas. Entre estas, o Pêndulo era o mais simples e eficaz. Era a tortura mais comum na Idade Média. Todos os tribunais ou castelos eram dotados do pêndulo. Em todos os impressos e quadros que reproduzem momentos de interrogatório nos locais secretos de inquisição dos tribunais pode-se notar o Pêndulo. A vitima era pendurada pelos braços a uma corda e levantado do chão.

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Tronco Existia nos locais de mercado e feira, ou na entrada das cidades. Era um instrumento considerada obrigatório na Idade Média, em quase todas as regiões da Europa. Este e outros instrumentos, como a máscara de infâmia, fazem parte de uma série de punições corporais, que devia constituir uma punição para a vítima e um exemplo para os outros. Tratavam-se de penas ou castigos que tinham um objetivo bem preciso: não impunham por impor, mas para defender a comunidade contra as intempéries dos irregulares. Para os reformistas que consideravam a igreja dispensável e acreditavam que o Reino de Deus estaria no coração de cada um, a Igreja deu o seu recado: organizou o primeiro grande Tribunal Público Medieval contra a heresia em Orleans em 1022. Os réus? Evidentemente os reformistas que pregavam dizendo aos quatro cantos do mundo que para encontrar Deus não seria necessário um Templo de Pedras, muito menos a pompa Imperial da Igreja. Em inúmeros Tribunais Civis e nas temidas cortes da Inquisição, a acusação era sinônimo de condenação e a condenação uma sentença de morte das mais variadas; flageladas e mutiladas pelos torturadores, a carne dilacerada e os ossos quebrados, as vítimas confessavam coisas absurdas; os que tivessem sorte seriam decapitados ou mortos de maneira relativamente mais humana antes que seus corpos fossem reduzidos a cinzas em fornos. E os azarados, queimados vivos e em fogueira de madeira verde para que a agonia se prolongasse. Os inquisidores estavam ali enquanto o fogo martirizava

a

vítima,

e

incitavam-na,

piedosamente,

a

aceitar

os

ensinamentos da "Igreja" em cujo nome ela estava sendo tratada tão "delicadamente" e tão "misericordiosamente". Para que houvesse um contraste com a tortura pelo fogo, também praticavam a da água: “Amarrando as mãos e os pés do prisioneiro com uma corda trancada que lhe penetrava nas carnes e nos tendões, abriam a boca da vítima a força despejando dentro dela água até que chegasse ao ponto de sufocação ou confissão.”

Todas as imaginações bárbaras do espírito de Dante, quando descreveu o Inferno, foram incorporadas em máquinas reais que cauterizavam as carnes, esticavam os corpos e quebravam os ossos de todos aqueles que recusavam crer na "branda misericórdia" dos inquisidores. Foi uma verdadeira passagem de terror, que durou aproximadamente 300 anos

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ceifando a vida de milhares de inocentes que não tiveram nem a opção de lutar pela sua própria liberdade de expressão. Esse frenesi de ódio e homicídio alastrou-se como fogo em diversos lugares incendiando a vida civilizada; França, Itália, Alemanha, Espanha, Países Baixos, Inglaterra, Escócia, Áustria, Noruega, Finlândia, Suécia e por um breve período, saltaria o Atlântico inflamando até o Novo Mundo. A seita denominada Waldenses – por causa do seu fundador, Peter Waldo, que traduzira o Novo Testamento sem autorização – foi alvo de perseguição por parte da Igreja mesmo antes de a Inquisição ter realmente começado. A Inquisição perseguiu os Waldenses, cujos pregadores itinerantes faziam votos de pobreza, por quase todos os cantos da Europa. Típico foi o destino dos adeptos que buscaram refúgio nos Alpes franceses, a inquisição cercouos

acusando-os

injustamente

de

invocarem

demônios,

provocarem

tempestades, comerem carne humana e envolverem-se com outros procedimentos heréticos, o pouco que se sabe, 110 mulheres e 57 homens haviam sido condenados e queimados vivos. Quem cometesse erros na interpretação das sagradas escrituras, quem criasse uma nova seita ou aderisse a uma seita já existente, quem não aceitasse a doutrina Romana no que se refere aos sacramentos, quem tivesse opinião diferente da igreja de Roma sobre um ou vários artigos de Fé e quem duvidasse da fé Cristã, todos eram torturados barbaramente. Sorrir era proibido! O tom sério afirmou-se como a única forma de expressar a verdade e tudo que era importante e bom. O riso, por sua vez, era visto como o oposto: a expressão do que era mau (pecado). O riso foi declarado como uma emanação do diabo. O cristão deveria conservar a seriedade sempre, para demonstrar seu arrependimento e a dor que sentia na expiação dos seus pecados. É interessante notar que nas histórias infantis medievais essa articulação entre bem e seriedade, mal e riso é fortemente representada. A mocinha que é boa sofre sempre e é tristonha; a bruxa ou feiticeira que é má está sempre dando gargalhadas. Certamente que, seguindo o raciocínio moral da Idade Média, no final da história o sofrimento será recompensado e o riso castigado. Haveria um tempo em que qualquer bispo católico, no lugar de deter-se para salvar vidas, estaria enviando centenas delas para a morte. Mas...até mesmo os clérigos não eram poupados, muitos eram acusados de envolvimentos com práticas ocultas mais elevadas, todo o costume que fugisse da tradição da Igreja era comparado a heresia. Época na qual

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“reinava” a ignorância, poucos eram os que sabiam ler e escrever, privilégios de alguns ricos, nobres, escalões da igreja e certamente clérigos, sendo assim um clérigo era capaz de ler os antigos livros de magia que circulavam sutilmente entre os chamados heréticos.

Mesmo nos níveis mais altos da hierarquia eclesiástica e às vezes até nos altos escalões, ninguém estava a salvo dos raios fulminantes da inquisição. Frei Guillaume Adeline era prior de um importante monastério em SaintGermaine-em-Laye, era também renomado doutor de teologia, ele foi acusado de prática de feitiçaria. Os inquisidores alegaram que fora encontrado com ele um pacto por escrito com o demônio. Para um intelectual de seu porte, mesmo em uma situação de intensa dor e alto risco,

as

ofensas

que

foi

obrigado

a

admitir

devem

ter

parecido

ironicamente ridículas: manter relações sexuais com um súcubo, voar montado numa vassoura, beijar o ânus de um bode. O Frei Guillaume Adeline foi queimado vivo. A

tortura

e

o

temor

distorciam

a

verdade,

vizinhos

acusavam-se

mutuamente, cristãos denunciavam companheiros de religião, crianças testemunhavam contra os próprios pais, era família contra família, esposas delatavam seus maridos, camponeses voltavam-se contra seus senhores, foi um reinado de horror, no qual eram forçados a delatar uns aos outros. Numa cidade do norte da França chamada Arras, um grande centro manufatureiro, um pobre ermitão foi condenado a ser queimado como bruxo. Tentando escapar da tortura, ele prontamente denunciou uma prostituta e um velho poeta até então mais conhecido por seus poemas à Virgem Maria. Estes dois, por sua vez, acusaram outras pessoas e logo começaram as fogueiras. E a Igreja foi a principal responsável...pelas mudanças na atitude das pessoas e na política oficial que resultaram numa grande carnificina. Os métodos para se extrair confissões não eram nada agradáveis, as pessoas não tinham benefício de um júri e também não tinham permissão de confrontar seus acusadores, aliás nem chegavam a saber a identidade de seus delatores. As confissões eram extraídas de todas as maneiras possíveis, já que nos termos da lei canônica os réus só seriam condenados mediante confissão. Um exército de torturadores trabalhava diligentemente para atingir esse objetivo. O quê certamente conseguia.

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A Inquisição usava como método de obtenção de confissão a tortura e em alguns casos ao extremo, levando o torturado à morte. Segundo Enry Thomas, grande historiador norte-americano, poderia ser escrito um livro somente sobre as torturas empregadas pela inquisição, embora nada agradável: “O prisioneiro, com as mãos amarradas para trás, era levantado por uma corda que passava por uma roldana, e guindado até o alto do patíbulo ou do teto da câmara de tortura, em seguida, deixava-se cair o indivíduo e travava-se o aparelho ao chegar o seu corpo a poucas polegadas do solo. Repetia-se isso várias vezes. Os cruéis carrascos, as vezes amarravam pesos nos pés das vítimas, a fim de aumentar o choque da queda.“ “Depois havia a tortura pelo fogo. Colocavam-se os pés da vítima sobre carvão em brasa e espalhava-se por cima uma camada de graxa, a fim de que este combustível estalasse ao contato com o fogo." De acordo com a lei, tortura só podia ser infligida uma vez, mas essa regulamentação era burlada facilmente...quando desejavam fazer repetir a tortura, mesmo depois de um intervalo de alguns dias, infringiam a lei, não alegando que fosse uma repetição, mas simplesmente uma continuação da primeira tortura.... Uma das experiências mais chocantes que podemos viver é visitar um museu que expõe os instrumentos de torturas usados na Idade Média. É como entrar numa câmara de horrores. É quase impossível acreditar que aqueles objetos eram usados para ferir as pessoas. Aliás, visitar museus que expõem instrumentos de torturas de qualquer época histórica e de qualquer região do mundo é sempre uma experiência muito dolorosa, porquê nos depara com a crueldade humana elevada a altíssima potência. São pessoas abusando de seu poder para ferir outras pessoas que não podem se defender. A tortura é a expressão máxima da covardia humana, por isso é tão doloroso lidar com esse assunto. O Juiz Heinrich Von Schulteis de Rhineland do século XVII, considerava a tortura agradável aos olhos de Deus. Ele chegou a cortar os pés de uma mulher e despejar óleo quente nas feridas abertas. Agora...que opções tinham os réus? Pois eram torturados se necessário até a morte para confessar qualquer absurdo, e quando confessavam eram queimados vivos ou teriam a cabeça decepada entre outras formas brutais e malignas de se tirar uma vida... Quanto ao réu não saber quem o acusou e acusou-o de que, isso era extremamente interessante para a igreja, porquê dessa

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maneira a igreja pegava qualquer pessoa que tivesse posses e a acusava de qualquer coisa, assim sendo, a pessoa seria condenada e todos os seus bens confiscados pela “Santa Igreja”. Falsas acusações, indulgências, pilhagens, saques tornaram a Igreja um Império Poderoso, tanto político quanto “espiritual”: o Vaticano um país dentro do território de outro país. A arrogância clerical e os abusos de uma igreja corrupta se tornavam cada vez mais insuportáveis. No início do século XIII, o próprio Papa afirmava que os seus respeitados sacerdotes eram “piores que animais refocilando-se em seu próprio excremento”. “Pescadores de dinheiro e não de almas”, com mil fraudes para esvaziar os bolsos dos pobres, assim eram descritos os bispos da época. De acordo com o legado papal na Alemanha, eles reclamavam de que o clero em sua jurisdição só sabia se refestelar de luxo e gulodice, não respeitava jejuns, fazia

transações

comerciais,

jogava

e

caçava.

Eram

enormes

as

oportunidades de corrupção, até para a realização de seus deveres oficiais exigiam dinheiro, casamentos e funerais sem pagamento adiantado não existia e antes de uma doação não se realizava comunhão, até mesmo os agonizantes ficavam sem seus últimos sacramentos caso algumas moedas não tilintassem no cofre. As famosas indulgências eram simplesmente uma renda extra. Por ironia do destino, tempos depois, a igreja acusava a Ordem dos Cavaleiros Templários de toda a heresia possível, inclusive de homossexuais, mas esquecera-se que dentro da própria igreja toda essa heresia era um exemplo vivo, usurpadores, torturadores e também existiam os homossexuais. O próprio Arcebispo de Tours foi um homossexual notório que fora amante do seu antecessor e que exigiu na época que o bispado vagado de Orleans fosse concedido ao seu amante. Mas esse pequeno texto é apenas um detalhe, um livro bastante indicado é “A Inquisição” (Michael Baigent & Richard Leigh) entre outros, o que se torna bastante interessante quando comparamos.

Segundo o maior poeta lírico alemão da Idade Média (os livros alemães são importantes, mas raros e quase ninguém tem acesso), Walther Von der Vogelweide (1170-1230): “Por quanto em sono jazereis, Ó Senhor?...Vosso tesoureiro furta a riqueza que haveis armazenado. Vosso ministro rouba aqui e assassina ali, E de vossos cordeiros como pastor cuida um lobo”. Em novembro de 1207, o Papa Inocêncio III escreveu ao Rei da França e a vários nobres do alto escalão francês, obrigando-os a suprimir os “hereges”

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em seus domínios pela força militar, em troca recebiam variáveis recompensas, desde absolvição de seus pecados e vícios, liberação de pagamento de todo juro sobre suas dívidas, isenção da Jurisdição dos Tribunais Seculares, além é claro de todas as vantagens explícitas ainda recebiam permissão para saquear, roubar, pilhar e expropriar propriedades. Sendo assim...surgiram batalhas uma após a outra, massacres, que segundo a Igreja eram conhecidos como “Guerra Santa” em nome de Deus, mas de um Deus que somente a igreja conhecia e se beneficiava da sua proteção. Assim teve início a Inquisição em pleno tumulto da Idade Média por um decreto papal de 1233 que oficializava a lei do Vaticano. Nos cinco séculos seguintes essa temível instituição continuaria consumindo o que ela julgava como inimigos da igreja, heréticos ou feiticeiros às centenas de milhares. Na Provença, a inquisição varreu os Cátaros (link página principal) da face da terra, os cátaros abraçavam um extremo ascetismo e espalharam sua doutrina por boa parte do continente durante os séculos XII e XIII, eles acreditavam que o mundo físico estava impregnado pelo mal e tinha Satã como seu rei. De acordo com essa lógica, a Igreja Católica era também um instrumento do demônio e abomináveis eram todos os seus sacramentos. Muitos nobres abraçaram a sua fé, arrebanharam um número enorme de seguidores no sul da França, seus adeptos tornaram-se conhecidos como Albigenses (Albi – Provença). A sua importância crescente tornou-se um insulto intolerável para o poderio da Igreja Católica, então a igreja decidiu apelar para a força... E logo estendeu seu braço para outras partes da França, depois da Itália e da Alemanha. Na Espanha foi estabelecida sua própria inquisição, utilizando os mesmo métodos brutais para perseguir mouros, judeus, heréticos e qualquer grupo suspeito de prática de feitiçaria. Assim teve início a verdadeira “arte de matar”, onde o palco era a fogueira, os acessórios eram os instrumentos de torturas e os figurantes eram o povo suprimido que não tinham a quem recorrer ou pedir proteção, porquê o Deus que até então tinham conhecimento era o mesmo Deus que a Igreja utilizava-se para comandar a “Guerra Santa”. Quando a carnificina atingiu o auge nos domínios germânicos, em meados de 1600, povoados inteiros eram dizimados de uma só vez. Segundo alguns relatos, o inquisidor da Saxônia, Benedict Carpzov assinou pessoalmente nada mais nada menos do que 20 mil penas de morte. Contudo, grande parte dos documentos desses tribunais se perdeu e o número verdadeiro de todos esses assassinatos jurídicos nunca será revelado. De qualquer modo, tratou-se de uma

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experiência sombria, horrível e vergonhosa para a civilização e para o cristianismo.

CAPÍTULO 7 – GUERRAS E REVOLUÇÕES BRUXAS A Primeira Guerra Bruxa Em 233-DC os Duendes e Magos da Categoria Finélius resolveram protestarem pela pobreza dos mesmos. Os salários máximos chegavam a até 100Nuques por mês, enquato o Povo Nóbelus, Egípcio e o Povo Racitus ganhavam no salário de no mínimo 800 Nuques. Ainda não havia os galeões e Sicles, a única moeda independente era o Nuque. Depois do Reinado de Flith-Saharah no Egito o Povo Anuquén se juntou ao Povo Finélius e formaram um povo mais forte, a União Branquietal. Depois dessa união o Salário era divido com os Duendes e os outros povos não concordavam. A União Branquietal foi aumentando território e dominou toda a Inglaterra, com isso o povo Nóbelus ficou bravo por ter quase a metade das terras dominadas. O Povo da Idade Média (Trouxas), ainda não conhecia o povo bruxo, porém o Povo bruxo também não conhecia Povo Trouxa. Assim os Egípcios, os Nóbelus e os Racitus, formaram um exército para trazer de volta as terras do povo Nóbelus enquanto os Branquietais e Duendes se uniram para que eles tenham direitos iguais. Com o poder da Varinha Mágica (ainda não existiam maldições imperdoáveis, ou feitiços muito perigosos) e de Espadas eles duelavam e matavam. O Líder dos Branquietais morreu por um ds soldados Egipcios e o filho dele Emanuel Spisouz tomou o lugar do Antigo Lider. Xhozey Flamel Elaý Bahiosêh (Chefe do Plano, Trabalha para os Nóbelus) foi assassinado por Xhosey e a guerra foi vencida pelos Duendes e Branquietais. A Guerra durou de 239 á 251. OsTrouxas chegaram á invadir as terras, mas morreram sendo confundidos pelo time oposto. A Revolta dos Duendes Em 1365 a.C., muitos Duendes do Mundo formaram uma comissão onde tentariam tomar o poder para si próprios, tentando enfrentar os poderes de bruxos, mutantes e vampiros. Um deles, o mais forte, sábio e poderoso,

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Glubkin, era a favor dessa Revolução, pois o tamanho de sua ambição se igualava ao tamanho de seus poderes. Glubkin queria libertar o seu povo dos sacrifícios que eram obrigados a fazer pelos Vampiros, mas sabia que os bruxos eram contra os vampiros e tentavam libertar os Duendes havia séculos, mas o poder dos Vampiros da Antiguidade era maior e precisavam da ajuda dos mutantes para isso, porém eles não queriam se envolver nessa briga, considerando-se neutros. Três anos mais tarde, em 1362 a.C., quando todos do mundo mágico sabiam da armação das criaturas, os mutantes entraram na briga contra os Vampiros para libertar os miseráveis Duendes. Mas nenhum ser mágico no mundo sabe do poder, dos mistérios e dos segredos dessas tais criaturas. Eles guardavam uma quantidade de poder em suas mentes tão sabias, que nenhum povo poderia enfrentar, sendo Bruxo, Vampiro ou Mutante. Mas os Duendes ainda não queriam que a Revolução acontecesse. Tinham seus motivos, que nunca ninguém soube. E foi em 1352 a.C. que a Revolução estourou, os Duendes se revoltaram contra os Bruxos, Vampiros e Mutantes. Houve muitas mortes, muitos e muitos seres foram mortos, tanto mágicos quanto trouxas. Drumfartico, o poderoso Vampiro das Trevas, Junglon, o mais forte Mutante e Silvarrom, o grande, mais sábio e poderoso bruxo. Foram obrigados a se unirem para acabar com a Revolução desses seres revoltados, que são os Duendes. Foram longos cinco anos de repressão no mundo mágico, mas Drumfartico, Junglon e Silvarrom conseguiram derrotar os Duendes e os prenderam num grande castelo, até que pensassem num destino para os Duendes.

Esse

trabalho

foi

completamente

de

Silvarrom,

porque

Drumfartico e Junglon sumiram e nunca mais foram vistos, deixando-o sozinho para conseguir um lugar para essas criaturas mágicas. Silvarrom criou então o Banco Gringotes, onde os Duendes foram obrigados a jurarem proteção e lealdade eterna aos bruxos, pois foi graças a um deles que até hoje os Duendes têm um trabalho, um salário, uma vida... Silvarrom foi o maior bruxo de antes de Cristo, hoje em dia pode-se encontrar tudo sobre a vida dele no Museu Internacional da Magia em Paris/França, país e cidade onde Silvarrom nasceu. A queimada das bruxas A situação da Igreja até o século XIII era caótica. Facções adversárias lutavam entre si, cada uma digladiando-se em favor de um dogma. Nos

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numerosos concílios realizados, ora uma das facções impunham sua visão, ora outra. Isso favorecia um desmoralizante ‘entra-e-sai’ de dogmas, o que desacreditava a Igreja. Algumas destas facções também criticavam a corrupção e o jogo de poder dentro da classe sacerdotal, e levantavam dúvidas sobre o poder espiritual do papado. Foi então criado um instrumento de repressão: o Tribunal de Santa Inquisição. Consistia em um corpo investigatório ignorante, brutal e preconceituoso, dirigido pela ordem dos Dominicanos. Sua função primordial era a de acabar com as facções que se opunham à Igreja (denominadas ‘heréticas’), através do extermínio sistemático de seus membros. Exemplos destas facções ‘heréticas’ eram os cátaros, os gnósticos e os templários. Porém nenhuma bruxa verdadeira foi queimada, afinal todas conseguiram fugir.

Com o tempo, os cristãos perceberam outro uso para seu Tribunal. Ainda persistiam cultos aos Deuses Antigos, e, graças à transformação do Deus de Chifres no Demônio Cristãos, eram acusados de delitos absurdos, como o canibalismo, a destruição de lavouras (acusar de tal crime uma Religião dedicada à manutenção da fertilidade das colheitas é, no mínimo, ridículo) e muitos outros. Foi então proclamada, em 1484, a Bula contra os Bruxos, pelo Papa Inocêncio VIII. Neste documento, ele relacionava os crimes atribuídos aos bruxos e dava plenos poderes à Inquisição para prender, torturar e punir todos aqueles que fossem suspeitos do ‘crime de feitiçaria’. Em 1486 foi publicado o Malleus Malleficarum (‘Martelo dos Feiticeiros’), escrito pelos dominicanos Kramer e Sprenger. O livro, absurdo e misógino, era um manual de reconhecimento e caça aos bruxos, e, principalmente, às bruxas (o livro trazia afirmações surpreendentes, como : “quando uma mulher pensa sozinha, pensa em malefícios”). A partir daí, a Igreja abandonou completamente a postura de ignorar a Bruxaria: pelo contrário, não acreditar na sua existência era considerada a maior das heresias. Iniciou-se então um período de duzentos anos de terror, conhecido entre os bruxos como “Era das Fogueiras”. Mas os bruxos (e também os hereges e inocentes:

doentes

mentais,

homossexuais,

pessoas

invejadas

por

poderosos, mulheres velhas e/ou solitárias) não pereciam só em fogueiras: eram também enforcados e esmagados sob pedras. Isso quando não pereciam nas torturas, as quais são tão cruéis e sádicas que não merecem nem ser mencionadas. A Inquisição tornou-se uma válvula de escape para as neuroses da época: em época de forte repressão sexual, condenavam-se mulheres jovens, que

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eram despidas em frente a um grupo de ‘investigadores’, tinham todo seu corpo revistado diversas vezes, à procura de uma suposta ‘marca do diabo’, e, por fim, eram açoitadas, marcadas a ferro e violentadas. Terminavam condenadas e executadas como bruxas. Seu crime: serem mulheres jovens, belas

e

invejadas.

Anciãs

que

moravam

sozinhas,

geralmente

em

companhia de alguns animais, como gatos (daí a lenda da ligação dos gatos com as bruxas), eram alvo de desconfiança e logo declaradas ‘feiticeiras’, e, assim, assassinadas. A maioria das vítimas dos tribunais de Inquisição não eram verdadeiros praticantes da Arte, mas muitos bruxos pereceram na mão dos cristãos. Aproximadamente nove milhões de crimes como este foram cometidos durante a Inquisição, ironicamente em nome de uma religião que se dizia ‘de amor’. Nunca uma religião demonstrou tanta necessidade de exterminar seus antagonistas como o cristianismo. A perseguição aos bruxos não resumiu-se apenas ao países católicos: espalhou-se pela Europa protestante. Os protestantes não se guiavam pelo Malleus Malleficarum, mas davam razão à sua paranóia através do uso de uma citação do Antigo Testamento: “não deixarás que nenhum bruxo viva”. Na Era das Fogueiras, os praticantes da Antiga Religião adotaram o único comportamento que lhes possibilitaria a sobrevivência: “foram para o subterrâneo”, ou seja, mantiveram o máximo de discrição e segredo possível. A sabedoria pagã só era passada por tradição oral, e somente entre membros da mesma família ou vizinhos da mesma aldeia. Como técnica de proteção, os próprios bruxos ajudaram a desacreditar sua imagem,

sustentando

que

a

Bruxaria

não

passava

de

lenda,

ou

disseminando idéias de bruxos como figuras cômicas e caricatas, dignas de pena e riso. Por volta do final do século XVII, a perseguição aos bruxos foi diminuindo gradativamente, estando virtualmente extinta no século XVIII. A Bruxaria parecia, finalmente, ter morrido. Mas os grupos de bruxos (“covens”) resistiam, escondidos nas sombras. Algo que surgiu nos primórdios da humanidade não morreria assim tão facilmente. A Segunda Guerra Bruxa Em Meados de 845 á 848 houve uma Guerra onde os Branquietais tiveram que enfrentar as Forças da União Germânica. Os Racitus que se uniram com a União Germânica e formaram um Exército mais forte permaneceu em silêncio até o final de 844, quando o Rei dos Bruxos da época (Kellying Smeetch) foi assassinado por eles. Então partiram em direção á Inglaterra (Chamada de Branquíeta) para enfrentá-los. O Povo Egípcio se interviu de

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alguma forma na guerra, o que acabou iniciando a extinção deles. A União Germânica invadiu terras da Inglaterra e do Egíto e tomou posse, mas ao ver que haviam matado todos no Egíto, largaram o país. A Guerra durou por 3 Anos até que os Branquietais resolveram acabar com a Guerra e Dewller Clodovith declarou Paz Mundial (ou quase). A União Branquietal e a União Germânica]] se uniram junto com outras fracas uniões e formaram a União Bruxa-Européia. No meio da Guerra foi redescoberto uma das Maldições Imperdoáveis: Crucios (criado por Norlan Pierre, porém esquecido no tempo quando este foi assassinado) por Lodo Flew quando errou o feitiço Kroacius (Que já não existe mais hoje). Ao Fim da Guerra foram descobertos os Trouxas. O que mudou para sempre a história bruxa

CAPÍTULO 8 – OS FUNDADORES DE HOGWARTS Os fundadores foram os 4 melhores bruxos de todos os tempos que juntos reuniam as "melhores" qualidade que todos deveriam Ter. Godric era conhecido por seu cavalheirismo , por isso as pessoas escolhidas para essa casa têm essa qualidade entre outras como coragem e companheirismo. Já Salazar queria que os alunos de hogwarts fossem totalmente sangue-puros e que fossem astutos, isso rendeu para sua casa os melhores bruxos em conhecimentos sobre a arte das trevas. Rowena sempre foi a melhor de sua classe, os alunos de sua casa são conhecidos por sua mente sempre em alerta e por sua inteligência. E Helga sempre foi muito sincera e leal, os alunos de sua casa são conhecidos por não temerem a dor. Esses bruxos formaram a melhor escola para formar novos bruxos de todos os tempos, e aqui você conhecerá um pouco mais sobre cada um dos fundadores de Hogwarts. Godric Gryffindor Godric Gryffindor nasceu em uma família tradicionalmente bruxa, na Inglaterra, em uma época em que poucos admitiam possuir magia em seu sangue, devido às perseguições. Não havia um ensino completo sobre magia, já que poucos bruxos arriscavam-se a ensinar e a aprender esta arte, por isso eram necessários vários duros anos de preparação. Então, ainda jovem iniciou seus estudos em escolas de bruxaria secretas por todo o pais. Pouco se pode afirmar sobre sua vida durante sua adolescência e preparação, pois não há registros confiáveis por onde andou em busca de

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conhecimento. Tornou-se um bruxo bastante poderoso e dominava vários ramos da magia, principalmente a transformação. Em parceria com Helga Hufflepuff, Rowena Ravenclaw e Salazar Slytherin, decidiram construir uma escola de magia escondida dos olhares trouxas e das perseguições que ainda ocorriam. Fundaram então Hogwarts Escola de Magia e Bruxaria, há mais de mil anos atrás, em uma data ainda incerta. Assim, passaram a buscar jovens com talentos em magia e, para um melhor crescimento do aluno como bruxo, os separavam em 4 casas de acordo com suas personalidades. As casas, representadas por cada um dos fundadores, eram Lufa-Lufa, Corvinal, Sonserina e Grifinória.

Durante muitos anos, como diretor-criador da casa Grifinória, Gryffindor foi o responsável pela seleção de seus alunos, assim como os outros diretores. Godric buscava em seus alunos ousadia, sangue-frio, nobreza e coragem e, por isso, o símbolo desta casa é um leão nas cores dourado e vermelho. Preocupado com a seleção futura dos alunos, ele tirou o próprio chapéu e tornou-o capaz de classificar os alunos imparcialmente, nasceu então o Chapéu Seletor. Ainda nessa época, Slytherin propôs a ideia de somente aceitar na Escola bruxos de sangue puro, isto é, de família de bruxos. Godric rejeitou a ideia, já que existiam filhos de trouxas que possuíam grandes talentos mágicos, e houve uma discussão entre esses dois diretores, que resultou na saída de Salazar da Escola. Com o objetivo de evitar qualquer vingança futura de Slytherin, Godric deixou aos que lhe fossem mais fiéis a força e caminhos necessários à defesa da escola. Godric dedicou-se por completo a Hogwarts a partir de sua criação. Somente faleceu quando teve certeza de que ela se tornaria uma das melhores escolas de magia e bruxaria que poderia haver Salazar Slytherin Salazar Slytherin foi um dos quatro fundadores de Hogwarts. Fundou a casa da Sonserina cujo as cores são verde e prateado e o símbolo é uma serpente. Algumas das qualidades que prezava em seus alunos eram: a ambição,

sede

pelo

poder,

desprezo

pelas

regras,

criatividade,

determinação, astúcia e principalmente ter sangue-puro. Conta-se que Salazar Slytherin tinha um ódio tão grande por trouxas e alunos nascidos trouxas, que construiu uma câmara no interior da escola, cuja localização ninguém sabia, nem mesmo os outros fundadores da escola. Dentro da câmara secreta, vivia o basilisco, também conhecido como rei das

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serpentes. É uma cobra que pode alcançar o tamanho gigantesco e viver centenas de anos, nasce de um ovo de galinha, chocado por uma rã. Para controlar esta enorme serpente Salazar possuía um método especial: davalhe instruções, pois era um ofidioglota (pessoa que pode falar com as cobras), para que ela se locomove-se pela escola por meio dos canos de esgoto. Este dom tornou-o muito famoso e por isso o símbolo da Sonserina é uma serpente. Assim a serpente atacava os alunos nascidos trouxas, não com suas presas venenosas e letais, mas com seu olhar mortífero. Todos que são fixados pelo seu olhar sofrem morte instantânea.

Há uma lenda que conta que Salazar Slytherin era uma decepção para sua família, pois não tinha muito talento mágico, até que conheceu e apaixonou-se, ainda quando pequeno, por Rowena Ravenclaw, a fundadora da Corvinal. Ele então começou a ganhar poder, graças a Rowena, que era sua fonte de poder. Tornou-se então um bruxo muito poderoso, somente quando tinha Rowena a seu lado. O tempo foi passando e Slytherin foi tornando-se cada vez mais poderoso, sempre junto à sua amada Rowena, ele aceitou a proposta dela de fundar uma escola de magia junto à Godric Gryffindor, fundador da Grifinória e Helga Hafflepuff, fundadora da Lufalufa. Esta escola de magia recebeu o nome de Hogwarts. Mas cada vez mais, Rowena ia distanciando-se de Salazar, e junto à ela seu poder. Ele percebeu como ela e Godric olhavam-se, e sentiu-se abandonado por seu amor e consequentemente por seu poder. Rowena passou a amar Godric, e abandonou Salazar. Desesperado, Salazar recorreu às Artes das Trevas, para restabelecer seu poder e assim reconquistar Rowena. Pelos demônios foi-lhe dado uma espada mágica, a nova fonte de poder de Slytherin, fazendo com que ele não precisasse mais de Rowena para ser poderoso. Mas ele ainda a amava. E seu poder crescente não a trouxe devolta para ele.

Salazar pôs em si mesmo um encantamento, para que quando ele morresse anos mais tarde ele torna-se a ressuscitar e consegui-se finalmente ficar com a sua amada Rowena. Salazar Slytherin ficou com fama de bruxo das trevas e sua casa a Sonserina, com fama de apenas formar bruxos maus.

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Rowena Ravenclaw Rowena Ravenclaw viveu á milhões de anos, ninguém ainda tem a certeza quando em que ano ela nasceu ou se sequer morreu. Quando criança era rebelde mais apesar disso bastante inteligente. Durante a sua vida foi sempre bastante pessimista mais mesmo assim corajosa. Em quanto criança viveu com os seus pais bruxos, que não lhe ligavam muito. Por isso aprendeu sozinha tudo o que até agora sabe! Joana Ravenclaw irmã de Rowena Ravenclaw, Joana foi uma menina muito quieta... mas sempre trocou idéias e intimidades com a irmã Rowena Ravenclaw... Adorava também jogar quadribol com os irmãos Mateus Ravenclaw e Lucas Ravenclaw... Rowena Ravenclaw tinha um dom imenso para magia, pois ela possuía uma inteligência inacreditável e uma mente sempre alerta, ela era umas das melhores alunas da sua classe, todos ficavam impressionados com a inteligência dela. Rowena Ravenclaw era a irmã mais nova de todos os irmãos a diferença não era muita mas fazia com que eles não ligassem muito para ela. A verdade é que ela sempre se sentiu sozinha e muito revoltada, como os pais não lhe davam muita importância a única coisa que ela que ela lhes sempre lhes quis mostrar foi que era uma Grande pessoa.

Para isso ela utilizou toda a sua inteligência para sempre ser a melhor aluna da escola. Os Pais de Rowena nunca acreditaram em seu potencial mágico, apesar de ela tirar as melhores notas da escola. Sua mãe chamada Eliana Ravenclaw era uma mulher muito amorosa com Rowena, mas sempre se orgulhou mais dos outros filhos. Maria era loira, olhos azul, 1,75 de altura, magra.... Seu pai Raimundo Ravenclaw era muito rigoroso, queria que a Rowena fosse a melhor (e ela era mais ele nunca reconheceu) Raimundo era um bruxo de elite, mesmo na escola em que estudou ele era bastante reconhecido. Como já dissemos Rowena tinha quatro irmãos mais velhos: Lucas, Maria, Joana e Mateus. O mais velho de todos era Lucas, tinha a diferença de 20 anos para Rowena, portanto eles não eram grandes amigos. Lucas não era muito bom aluno, mas sempre gostou muito de animais. Foi trabalhar para as florestas de Magnamund quando ainda tinha 20 anos. A sua especialidade eram Unicórnios. Eliana, como já foi dito, era de uma estranha beleza e apesar de ser bastante inteligente a única paixão dela era o jornalismo. É claro que se sagrou uma das melhores jornalistas da sua época, mas mesmo assim nunca se comparou á irmã mais nova 15 anos que ela. Joana era uma menina mais calada mais mesmo assim a que mais falava com Rowena, as duas trocavam confidencias, e conversinhas comuns

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entre meninas. Joana era a que mais falava com Rowena perto dos outros irmãos... Joana gostava muito de animais assim como Lucas... Pôr causa disso ela acabou

dando

aula

de

Trato

das

criaturas

Mágicas

na

escola

de

Beauxbatons e mais tarde na Durmstrang. Mateus era como Rowena era estudioso, mas não chegava ao ponto de Rowena... Mateus adorava Quadribol o que fez ele um dos melhores jogadores do time da escola na época. Depois de terminado a escola Mateus s tornou jogador profissional de Quadribol, jogando pelo time da Bulgária e mais tarde no da Hungria.

Rowena como todos sabem criou a escola de Hogwarts conjuntamente com Salazar Slytherin, Helga HufflePuff e Godric Gryffindor. Mas eles não se conheceram de um dia para o outro como todos sabem, ou melhor, eles se conheceram de um dia para o outro sim... Mas não decidiram criar a escola nesse espaço de tempo. Mesmo assim eu não vou contar a história de como eles se conheceram, pois essa é muito comprida. Vou apenas dizer que eles decidiram que a escola tivesse esse tipo de ensino e esse campeonato intercasas, pois eles próprios eram assim. Apesar de todos saberem que o seu nível de inteligência era igual, continuavam a fazer duelos entre si e a tentar mostrar qual deles era o melhor. È claro que nunca conseguiam fazêlo mas mesmo assim, tudo era demasiado belo para se estragar. Rowena teve uma morte muito esquisita... Na verdade ninguém sabe como ela morreu na verdade. Uns dizem que ela morreu de morte natural, outros dizem que ela morreu numa luta contra um bruxo poderoso e outros dizem que ela foi morta queimada. Ninguém sabe como ela morreu na verdade, esse é um grande segredo que ninguém sabe. Helga Hufflepuff Filha de Phil Hufflepuff e Aranda Hart, recebeu como seu sobrenome Hufflepuff de seu pai como costume na Inglaterra. Conhecida por sua sinceridade, foi uma bruxa digna de suas vestes pois era muito ética e leal com seus amigos. Conheceu Godric Gryffindor quando tinha apenas 5 anos, mas tarde se junto com Salazar Slytherin e Rowena Ravenclaw . Helga deu a ideia de formar a escola para bruxos, porém ninguém a levara a serio porque pensavam q era loucura dela, mas seus amigos gostaram de sua ideia e começaram a criar a escola é claro que de vez em quando aparecia algumas brigas entre eles, Helga uma vez teve uma briga feia com alguém do grupo e foi embora porém Grinffyndor mandou uma carta pedindo que

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ela voltasse. E ela o fez somente porque o projeto lhe encantava, em baixo um trecho da carta:

Querida Helga Se temos algum problema, você é a única que pode resolvê-lo.

Volte, Gryffindor

Quando a escola ficou pronta, com todas as suas passagens secretas, Helga ficou muito emocionada quando viu os alunos do primeiro ano tendo suas primeiras aulas Para ela foi a maior realização de sua vida, três dias antes de morrer ela havia dito q poderia morrer amanhã que morreria feliz porque seu maior sonho havia se concretizado. Sua casa é a Lufa-Lufa que quer dizer vento ou rajada de vento, o símbolo é um texugo, as cores são canário e preto e os moradores dessa casa se destacam por sua sinceridade e lealdade.

CAPÍTULO 9 – STREGHERIA Stregheria (a "Velha Religião") é a bruxaria italiana. A tradição se iniciou no século XIV, com os ensinamentos de Aradia, a Feiticeira Sagrada. O Sistema Strega data das civilizações pré itálicas como os Etruscos. Há muitas coisas similares entre a Strega e Wicca. A natureza é considerada como a “Grande Mãe”. Há uma antiga história baseada nos ensinamentos de Aradia, onde ela profetiza a chegada da “Idade da Filha” quando a razão irá predominar. A ideia de vida após a morte para um stregan é que ele irá retornar para os domínios de Luna assim como há Lua Cheia e voltarão a terra, assim como a lua mingua. Quando prontos, passam pelo Sol para ganharem novos corpos para seu retorno às estrelas. Há os Grigori, aqueles que vigiam os Guardiões, e os Grimas que mantêm as tradições puras e garantem que elas sejam passadas adiante. Os Lares são os espíritos ancestrais, que podem ser chamados quando se precisa de ajuda. Em 1890 o folclorista Charles Leland publicou um livro intitulado: “Aradia,

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The Gospel of the Witches” (Aradia, o Evangelho das Feiticeiras). Em 1886, Leland se tornou íntimo de uma mulher italiana chamada Madalena, que se auto intitulava bruxa. Durante 10 anos ela deu às informações que fariam parte do Aradia. O livro tem algumas distorções quanto à visão do paganismo, mas ainda se podem encontrar informações valiosas sobre stregheria. O livro é uma interessante visão da bruxaria italiana pragardneriana. Leland foi o primeiro a descrever o sabá das bruxas, contando que elas ficavam nuas, celebravam e faziam amor durante a Lua Cheia. Essa visão, que é consagrada em Gardner, tinha sido compilada quase um século antes de Gardner. Mas Leland não é a única fonte de informação sobre bruxaria italiana; no volume Três de "Folk-Lore; Transactions of the Folk Lore Society, publicado em 1897, o autor, J.B. Andrews dá importantes informações sobre a bruxaria italiana, como por exemplo, quando ele relata sobre a "religião oculta" dos napolitanos. O poeta Horácio, por volta do século 30 A.C. também faz relatos sobre as bruxas italianas. Outros documentos antigos fazem claras alusões ao culto secreto a Prosérpina e Diana. As bruxas italianas procuraram também a Maçonaria, para protegerem seu antigo culto. Influências maçônicas são facilmente reconhecidas quando se examina as práticas modernas. Por exemplo, o grupo conhecido como Carbonari (1820) tinha três degraus de iniciação demarcados pelos cinturões coloridos que os seus membros usavam: azul, vermelha e preta. Um triângulo marca o primeiro nível. A Strega é dividida tradicionalmente em três tríades: Janarra, Tanarra e Fanara. Quando Aradia trouxe a Velha Religião pela primeira vez à Itália, ela ensinou seus seguidores os segredos da Terra, da Lua e das Estrelas. As Fanara são as guardiãs dos Antigos Mistérios e está na parte nordeste da Itália. Elas guardam os segredos das Linhas Lei e das forças da Terra. As Janarra e Tanarra ocupam a Itália Central. As Janarra guardam os segredos da Lua e das energias lunares. Tanarra são os guardiões dos mistérios estelares. Eles possuem os mistérios das forças estelares. O Calendário Strega Festa da Sombra – La Festa Dell’ Ombra – 31 de Outubro – Nesse dia é comemorado o dia em que a Grande Senhora desce ao Mundo Inferior

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procurando pelos Mistérios da Morte. Ela encontra Dis, o Mestre do Mundo Subterrâneo. Ela está zangada com ele, pois ele levou embora as coisas que ela amava. Ele diz a ela que não é ele quem faz isso, mas sim o tempo e o destino

é

quem

simplesmente

rouba

tenta

dar

as

coisas

um

tempo

mais para

importantes que

as

para

coisas

ela.

Ele

renasçam

novamente. Eles então se unem numa Sagrada União e dividem os seus mistérios. Solstício de Inverno – La Festa dell’ Inverno – 21/22 de Dezembro – A Deusa dá à luz a num novo Deus Sol, a criança da Sagrada União na Festa da Sombra. Os Grigori vão ver a nova criança, mas se surpreender ao ver que Janus apresenta sua nova criança. Aqui se percebe que Dis e Janus são as faces do Grande Deus. Os Grigori então levam ao mundo o novo Senhor do Sol, Lupercus que novamente começa seu crescimento. Festa de Lupercus – Lupercus – 02 de Fevereiro – O festival de Lupercus marca a puberdade do Deus. Os Grigori elaboram 20 trabalhos para Lupercus provar que é realmente o novo Deus Sol. Lupercus completa todas as tarefas. Lupercus é invocado nesta data do ano para espantar os lobos da noite escura de inverno. Equinócio da Primavera – Equinócio della Primavera – 21/22 de Março Celebra o início da ascensão da Deusa dos Domínios Subterrâneos. Assim como ela retorna, a Terra acorda e seus filhos celebram alegres. Esse é um tempo de grande fertilidade. É também o tempo em que o Deus Lupercus é ferido durante a caça, contudo, levanta-se no dia seguinte como o novo Deus Sol, assumindo a forma do deus Janus. Seu irmão, Cern, toma conta da Lua Cheia e se torna o Deus Cornudo do Verão. Dia de Tana – La Giornata di Tana – 1º de Maio – celebração do Retorno da Deusa do Mundo das Sombras. A Deusa se torna a força dominante, os meses da Deusa se iniciam. Solstício de Verão - La Festa dell’ Estate- 21/22 de Junho – O solstício de verão marca o casamento entre a Deusa e o Deus. Esta é uma época de crescimento e de trabalho na terra. Esta é a época onde os Elementais estão presentes em grande número. Os “fata” são celebrados, os elementos, espíritos da natureza.

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Cornucópia – La Festa di Cornucópia – Véspera de Agosto – Esta é a época de antecipação da fartura. Esta é a época da Primeira Colheita. É preparado um sacrifício para o Deus para que a Roda da Vida continue. Assim que começa a colheita, são plantadas as sementes do renascimento. Essas sementes se tornarão as fortes plantas da primavera. Equinócio de Outono – Equinócio di Autunno – 21/22 de Setembro – Tempo de toda a colheita. Um aparte é dada para o Deus como sacrifício. Janus vai agora para o Submundo. O Senhor da Luz agora se torna o Senhor das Sombras. Ele se torna oculto, e após essa Treguenda, também nos tornamos obscuros em nossos ritos até o Deus começar novamente sua ascendência na Primavera. O Deus Cern é morto em outro acidente na caça, e Lupercus toma de novo o Ano Minguante. Como seu amante perdido, a Deusa vai para o Mundo das Sombras, procurando por ele. É celebrada a chegada do inverno. Os Instrumentos da Strega Além dos tradicionais instrumentos da feitiçaria, a Strega usa também alguns outros, próprios de sua antiga tradição:

A "Concha" da Lua - O mais antigo instrumento da Strega é a concha da Lua, um instrumento largo, em forma de concha que é usado para invocação. Colocado sobre altares pedra e cheio de água do mar, algumas vezes outra pequena concha é colocada dentro da primeira garantindo sempre que o trabalho seja feito mesmo quando a Lua não está visível. A Concha da Lua simboliza o Útero da Deusa e a concha menor, a "filha da promessa". Uma série de pequenas conchas menores são colocadas em volta formando um crescente. A Tesoura - A Tesoura serve para quebrar um encantamento e serve tanto magicamente como astralmente. Um feitiço com um par de tesouras pode ser usado para proteção, podendo ser pendurado também numa janela ou atrás de uma porta. 'A "Chama Azul" - O ponto principal do altar é onde fica a Chama Azul. Acendida num recipiente com um líquido especial para produzir uma chama azul, o fogo representa a presença da Divindade no ritual.

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O Santuário dos Lares - Os Lares são os antigos espíritos romanos que guardam a casa. Nessa parte da casa, oferendas são colocadas para que os velhos espíritos comunguem com a Strega. Mel, leite e vinho são ofertados. A Cimaruta - A Cimaruta é um antigo talismã da Stregheria, usado pelos seguidores de Diana. Assemelha-se com os galhos de uma árvore e significa abundância (o peixe), as forças ocultas (a lua com a serpente), o conhecimento oculto (a chave) e proteção (a flor).

O Glossário Stregha Este é um glossário contendo alguns termos e jargões utilizados dentro do universo da Bruxaria Tradicional Italiana. Alguns dos termos são específico de uma dada tradição ou de certas tradições, já outros podem ser aplicados a todas. Misturam-se aqui influências das culturas etrusca, romana e grega, bem como da Língua Italiana oficial e dos mais variados dialetos falados na península. Animulare: As Streghe da Sicília. Seita das Bruxas Sicilianas, que clamam o poder da Transfiguração e estão estreitamente ligadas ao Culto dos Mortos. Asteris: Nome utilizado em alguns Clãs Stregonesci para designar o Reino dos Deuses que se situa entre as estrelas. Termo de origem Etrusca. Na antiga religião etrusca este Reino era envolto em Brumas, e os Deuses das Brumas eram os antecessores dos Deuses da Terra. Bele Butele: As Streghe do Veneto Ocidental. Benandanti: 'Bruxos' que usa (va)m seus poderes para o bem e harmonia. Linhagem de bruxos que luta(va)m contra os malandanti. Conhecidos por usar varas mágicas feitas do galho da erva-doce para atrair os bons augúrios e combater o 'mal'. Boschetto: Termo que indica um grupo de bruxos que realizam suas práticas juntos. Palavra derivada de bosco (bosque), local tradicional de encontro de bruxos. Semelhante ao coven wiccano. Congrega. Capinera: O Homem de Negro. Emissário da Velha Religião. Nas épocas da perseguição ele era o mensageiro dos Sacerdotes, enviado aos camponeses para assegurar a sobrevivência dos antigos cultos. O Homem de Negro ou Capinera inspecionava os vilarejos e observava indivíduos que procuravam a solidão dos bosques ou lugares isolados. Geralmente, essas pessoas só

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eram abordadas se o seu comportamento sugerisse um interesse em crenças populares ou se parecessem proscritos da cidade ou vilarejo. Às vezes um Boschetto era no início organizado e conduzido pelo Capinera. É interessante notar que a figura do Capinera é encontrada não somente na Bruxaria Italiana, mas em toda a Europa, onde era conhecido normalmente como o Homem de Negro ou o “Diabo”. A maioria dos relatos da Inquisição apontam para ele, que aparecia para as Bruxas para lhes “converter” ao Culto da Bruxa. O Capinera ou o Corvo é o Mensageiro do Clã, responsável pela comunicação entre os Boschetti que fazem parte do mesmo Clã, e como Mensageiro do Clã, é o Acólito e “braço direito” do Grimas. Chama Espiritual: Chama Ritual que é acesa no Altar, produzida por algum líquido alcoólico, que simboliza o Poder da Bruxaria e a Presença dos Espíritos dos Velhos Caminhos. Cimaruta: Termo que significa ramo de arruda. Amuleto, normalmente feito em prata (metal relacionado à Lua), símbolo da Vecchia Religione. O símbolo é composto por um ramo de arruda (erva sagrada da Bruxaria Italiana), onde estão dispostos uma flor de verbena com cinco pétalas, um peixe, uma lua com uma serpente e uma chave. A flor de verbena representa a proteção, o peixe representa prosperidade e sorte, a lua com a serpente representa os poderes ocultos e psíquicos e a chave representa o conhecimento dos Mistérios. Clã: 1 - Boschetti e Bruxos ligados entre si por um 'Boschetto Principal' ou por um Grimas fundador. 2 - Tradição da Stregoneria. Existem diversos Clãs na Stregoneria, tais como: o Clã Nemorensino, o Clã Tanarrico, o Clã Fanarrico, o Clã Janarrico, a Tradição Aridiana, a Tradição Ariciana, o Clã Napolitano, as Streghe de Benevento (Janare), a Tradição Hereditária Siciliana (Animulare), Clã Bazure, etc... Clã Nemorensino: Clã de Stregoneria formado a partir da união de dois Stregoni

de

diferentes

Clãs

do

Norte

da

Itália,

que

unindo

seus

conhecimentos, fundaram o Clã Nemorensino da Bruxaria Italiana. O nome refere-se a herança que os dois Clãs que fundaram este último detém dos Mistérios ensinados na região do Lago Nemi. No Clã Nemorensino os Ensinamentos e Treinamentos são secretos, e a pessoa somente se torna membro efetivo após sua Iniciação formal em um Boschetto, assim sendo, não há auto-iniciações no mesmo. Não confundir com suposta 'Tradição' brasileira neo-wiccana de nome similar. Congrega: Grupo de bruxos que se reúne para celebrar os ritos sagrados. Congregação de bruxos. Boschetto. O termo Congrega é mais Tradicional

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entre os Clãs de Streghe e mais utilizado, ao invés de Boschetto que, ao que parece, não é muito comum na maioria dos Clãs. Corvo: Mensageiro.

Bruxo

ou

bruxa

que

desempenha

o

papel

de

mensageiro entre os membros da congrega. Capinera. Encapuzado, O: Um dos três aspectos do Grande Deus. Senhor dos Bosques, Guardião das Florestas e Protetor dos Mistérios da Deusa. Ele é coberto de folhas, é o Deus das Matas. Equivalente Streghe ao celta Greenman. Rex Nemorensis. Familiar: Animal Totêmico. Espírito Familiar. É o termo usado normalmente para o espírito do reino animal que acompanha a Bruxa, auxiliando-a em seus Ritos e Magias. Pode também ser um animal físico de um Bruxo ou Bruxa. É o animal que acompanha e serve de guia aos Bruxos nos Outros Planos, e também pode ser usado como auxiliador em oráculos. Fata: Uma Raça de Espíritos da Natureza, ligadas aos riachos e bosques. Fauni: Uma Raça de Espíritos da Natureza regentes das Florestas, Bosques e Campos. Festa dell'Acqua: Festa da Água. Um dos nomes utilizados pelas Streghe para o Ritual de Lua Cheia. Veglione. Esbá. Festa dello Fuoco: Festa do Fogo. Um dos nomes utilizados pelas Streghe para designar um Ritual de Sabbath, de Treguenda. Feste dello Fuoco (pl). Follettino Rosso: Um tipo de Folletto, conhecido como 'Duende Vermelho', que habita a Pedra Redonda Sagrada e também a Pedra Furada das Streghe e serve-lhes de Espírito Elemental Familiar. Folletti: Raça mais comum de Espíritos da Natureza. São os Elfos e Gnomos que regem os mais variados reinos naturais. Folletti é o Termo usado tanto para o plural como também para designar um desses espíritos femininos. O Masculino singular é Folletto. Genio: Termo genérico geralmente usado para designar certos seres ligados às forças da natureza. Espírito ou deidade ligada a determinada espécie de planta ou animal ou a um lugar (genius loci). Gettatura: Do verbo gettare (jettare). O mesmo que jettatura. Gli Spiriti: Os Espíritos do Velho Caminho. Grimas: Um ancião de uma tradição. Strega ou stregone que detém uma longa jornada nos Caminhos. Fundador de um clã. Grigori: Guardiães dos portais entre os mundos dos homens e dos Deuses. Seres de altíssimo poder, relacionados às estrelas e aos elementos da natureza. Semideuses que testemunham, protegem e auxiliam as praticas ritualísticas.

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Involutti: Os Deuses da Bruma. Os Involutti são de origem etrusca, são os Deuses por tras dos Deuses. Muitas vezes chamados de "A Bruma", são a força criadora do Universo, a Trancendência; Aqueles que criaram mas nunca foram criados, pois são pré-existentes. Se manifestam na Terra como os aspectos de Diana e Lucifero. A seguinte passagem do Vangelo de Leland se refere aos Involutti: "Então Diana dirigiu-se aos Pais do Princípio, às Mães, aos Espíritos que existiam antes do primeiro espírito". Dentro da "classificação" dos Involutti estão também os Grigori e muitos daqueles conhecidos como "Espíritos dos Velhos Caminhos". Janare: Bruxa, Strega no dialeto da Campânia. Janarra ou Dianarra; Bruxas da região de Benevento. Seu culto está centrado nos Mistérios Lunares e, antigamente elas realizavam seus Rituais em volta da famosa "Nogueira de Benevento". Jettatura: Do verbo jettare. Mau-olhado. Maldição ou magia lançada pelos olhos. Ocorre que na Língua Italiana moderna o j foi abolido do alfabeto e substituído pelo g, mas as duas formas ainda podem ser encontradas. Larario: Santuário dos Ancestrais. Pequeno altar colocado no lado Oeste da casa, onde se prestam os devidos cultos e oferendas aos Lare e às Lasa, os Espíritos Ancestrais. Alguns Clãs da Stregoneria também mantém uma chama perpétua no Larario em honra a Deusa Vesta, senhora do fogo purificador e dos Lare; Vesta também é conhecida como Acca Larentia ou pelo nome etrusco Larunda pelas Streghe. Lare: Espírito ancestral que protege as casas e famílias. Antepassados consangüíneos. O Termo Lare indica os Ancestrais como um todo, ao tempo que um Ancestral em particular é designado pelo termo Mane. Lasa: Espíritos ancestrais das Tradições. Bruxos e bruxas que partiram para o Outro Mundo. Os Poderosos da Bruxaria. Termo intimamente ligado às Fadas. La Vecchia: Literalmente, A Velha, ou seja, A Velha Religião. Maneira carinhosa de se referir à Stregoneria. Malandanti: Bruxas e bruxos que usa(va)m seus poderes para causar o mal e a destruição. Malocchio: Mau-olhado, olho gordo, inveja, maldição. Mane: Os Ancestrais. Enquanto o termo Lare é usado para designar os ancestrais coletivamente, Mane é o termo que refere-se a um ancestral em particular. Masche: As Bruxas das regiões do Piemonte, Ligúria e Lombardia.

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Numen: É a força que vive nas coisas. O Poder de um objeto é o Poder se seu Numen. É o 'espírito' que há nos objetos. Pallas: Termo utilizado em alguns Clãs de Stregoneria para designar a reunião e Ritual de Lua Cheia. Veglione. Tregua. Pedra Furada: Importante objeto mágico-religioso da Stregoneria. Uma Pedra Furada naturalmente é considerado um grande presente de Diana, e seu portador é agraciado com poderes e a bênção da Rainha das Bruxas e Fadas. Rei dos Bosques (Rex Nemorensis): 1 - Nome que era dado ao Guardião do Templo de Diana em Nemi. 2 - Um termo que se utiliza para o aspecto Encapuzado do Grande Deus. 3 - Título dado ao Alto Sacerdote de um Boschetto do Clã Nemorensino da Stregoneria. Reino de Luna: Mundo Além. Local onde as almas vão após a morte. Pós Morte. Sabba: Diferentemente do significado que a palavra tem na Bruxaria Moderna, não se refere a um dia ou a uma celebração, mas a um lugar de poder. Senhora do Lago: Também Dama do Lago. Título dado à Alta Sacerdotisa de um Boschetto do Clã Nemorensino da Bruxaria. Refere-se a uma GrãSacerdotisa do Lago Nemi, sagrado à Diana. A Alta Sacerdotisa também é chamada de Senhora ou Dama. Strega: Bruxa, literalmente. Streganera: palavra formada pela junção de strega +nera, ou seja, bruxa negra, bruxa má. Aquela que se dedica às forças das trevas, que destrói e amaldiçoa. Streghe: Plural de strega. Stregheria: Literalmente, Bruxaria. Deriva de strega. A rigor, Stregheria e Stregoneria são palavras equivalentes, embora as evidências lingüísticas apontem para o aspecto predominantemente feminino da primeira e masculino da segunda. Algumas tradições adotam o termo Stregheria para designar a si mesmas, outras Stregoneria e isso pode variar também conforme a região de origem. Stregone: Bruxo, literalmente. Stregoneria: Literalmente, Bruxaria, só que deriva de stregone. Ver Stregheria. Stregoni: Plural de stregone. Treguenda: Sabbath das Bruxas. Tregenda. Ritual Sazonal. Uma das oito cerimônias que compõe o calendário. Similar ao 'sabá' wiccano.

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Tregua: Reunião de bruxas e bruxos. O termo significa "descanso", e é a raiz da palavra Treguenda. Vangelo delle Streghe: Evangelho das Bruxas. Texto onde é narrada a história

da

Strega

Sagrada

e

seus

Ensinamentos,

assim

como

as

Peregrinações que é a história dos discípulos de Aradia após seu desaparecimento. Atribui-se esses textos a Teresa, uma das discípulas de Aradia, a qual viveu uma época na casa de nobres; enquanto há aqueles que digam que a prória Aradia tenha escrito treze Pergaminhos contendo seus ensinamentos sagrados, os quais foram chamados de Evangelho de Diana. Há também uma versão chamada Aradia, O Evangelho das Bruxas escrita por Charles G. Leland e publicada em 1899, onde há fragmentos da Stregheria mesclados com elementos cristãos e do folclore popular. Acredita-se que o famoso e importante livro de Leland seja um resquício dos Pergaminhos que Aradia e seus seguidores escreveram. Veglia: Significa sarau, vigília. Utilizado na B.I. como uma lenda ou história oral contada durante um ritual ou reunião. Veglione: Ritual de Lua Cheia. Vigília da Lua Cheia. Verbena: Erva aromática sagrada na Stregheria. Erva das Oferendas, sagrada à Diana. Volontà: Literalmente, vontade, mas

neste

contexto

é

usada como

substantivo concreto e não abstrato como no Português. É algo mensurável, e possui a conotação de 'energia' ou poder canalizado para um fim.

CAPÍTULO 10 – AS RELÍQUIAS DA MORTE As relíquias da morte são três objetos criados na antiguidade, que juntos dariam ao seu dono a invencibilidade. São: a varinha das varinhas, a pedra da ressurreição e a capa da invisibilidade. Pelo que se sabe, apenas a capa da invisibilidade verdadeira ainda existe. A história das relíquias é contada para crianças bruxas através de uma estória: Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada solitária e sinuosa ao crepúsculo, a certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a

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nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes magicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as aguas traiçoeiras. Iam a meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada. E a Morte falou-lhes. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a Morte era astuta. Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganhado um prémio por ter sido suficientemente esperto para a evitar. E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho. Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. Então a Morte pegou numa pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos. E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe o seu próprio Manto de Invisibilidade. Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte. A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino. O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível. Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho. Assim a Morte levou consigo o irmão mais velho. Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e fê-la girar três vezes na mão. Para seu espanto e

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satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele. No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim o segundo irmão louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela. E assim a Morte levou consigo o segundo irmão. Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o manto de invisibilidade e deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida.

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Grande enciclopédia de História da Magia - RPG Hogwarts Live School  

Para os jogadores do RPG Hogwarts Live School www.hogwartsliveschool.com

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