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A N O 2 - N º 26

MAIO 2018

EDITORA

Gás, hidrossanitária, elétrica, HVAC-R, iluminação, fotovoltaica e incêndio

AVANÇO NA ÁREA DE GLP

ANO 2 – Nº 26 – REVISTA DA INSTALAÇÃO

ATUALIZAÇÃO DA ABNT NBR 13523, QUE TRATA DAS CENTRAIS DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO, TENDE A FAVORECER A PADRONIZAÇÃO DOS SISTEMAS E ELEVAR O NÍVEL DE SEGURANÇA NESSE TIPO DE INSTALAÇÃO

ARTIGO

SEGURANÇA

Escolha do DPS correto é fundamental para a proteção das instalações fotovoltaicas

DESTAQUE

MANUTENÇÃO

Intervenções preventivas podem evitar o mau funcionamento e aumentar a eficiência das redes de água e esgoto


Fórum 2018

ação n e d n r Coo f. Hilto Pro oreno

Eventos com duração de um dia com palestras de consultores renomados e especialistas de empresas.

M

CIDADES QUE VÃO RECEBER O

FÓRUM POTÊNCIA 2018 JUNHO

Belo Horizonte (MG)

AGOSTO

14/08

Fotos: Divulgação

O D A Z I L A RE

21/06 JULHO

24/07

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NOVEMBRO 06/11

São Paulo (SP)

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E D A D I V O N

Expo A área de exposição do Fórum Potência também vai estar aberta o dia todo para visitantes que não puderem assistir as palestras no auditório.

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Área VIP

Espaço reservado para os patrocinadores atenderem convidados especiais!

Principais Temas Iluminação (LED), Fotovoltaica, Baixa Tensão, Média Tensão, Medição e Termografia, Eficiência Energética, Proteção e Seletividade, Painéis Elétricos, Subestações e Automação

Fórum Potência 2015-2018

(26 etapas)

Profissionais inscritos: 13.000 | Empresas inscritas: 3.300 PROFISSÃO

RAMO DE ATIVIDADE Concessionária Distribuidor/ Revendedor Pública 5% 4% Construtora 5% Consultoria 5%

Outros Técnicos/ Tecnólogos 8%

Projetos 15%

Outros 6%

Professores/ Estudantes 3%

Outros Engenheiros 8%

Autônomo 8%

Engenheiros Eletricistas 39%

Instalação 11% Outros 8%

Eletricistas /Instaladores 13% Ensino 9%

Manutenção 11% Indústria 9%

Técnicos/Tecnólogos/Eletrotécnicos 23%

Serviços Públicos 10%

Divulgação Revista

Organização

www.forumpotencia.com.br linkedin.com/company/revistapotencia facebook.com/revistapotencia


ÍNDICE

| Edição 26 | Maio 2018

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Destaque

Manutenção preventiva pode evitar o mau funcionamento e aumentar a eficiência das redes de água e esgoto, além de minimizar prejuízos decorrentes de vazamentos.

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Matéria de Capa

Atualização da ABNT NBR 13523, que trata das centrais de gás liquefeito de petróleo, tende a favorecer a padronização dos sistemas e elevar o nível de segurança nesse tipo de instalação.

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Evento

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Expolux 2018, realizada em São Paulo, movimenta mercado da iluminação e demonstra a pujança de um segmento que tem grande potencial de crescimento e para a inovação tecnológica.

Prêmio Abilux

Tradicional concurso promovido pela Abilux valoriza o desenvolvimento do design nacional em luminárias LED. Ao todo, 116 projetos foram inscritos na edição desse ano.

Sempre aqui 05 Editorial ■ 06 Notas ■ 32 Artigo Finder ■ 36 Espaço Sindinstalação ■

4 REVISTA DA INSTALAÇÃO

37 Abristal ■ 38 Abrasip ■ 40 Artigo Trane ■ 42 Artigo Fluke ■

44 Produto ■ 50 Link ■ 50 Agenda ■


EDITORIAL

EXPEDIENTE

Fundadores: Marcos Orsolon Hilton Moreno

MARCOS ANO 2 • Nº 26 • MAIO'18 Publicação mensal da HMNews Editora e Eventos, com circulação nacional, dirigida a executivos de empresas ligadas aos setores de instalações de elétrica, gás, hidrossanitária, energia solar e fotovoltaica, HVAC, incêndio, dados, sistemas prediais e de instalações eletromecânicas, e de associações de classe, dirigentes de sindicatos patronais e laborais, órgãos públicos, construtoras, agentes do Sistema ‘S’ e profissionais que militam na área de instalações no Brasil.

Diretoria Hilton Moreno Marcos Orsolon

Conselho Editorial Hilton Moreno, Marcos Orsolon, José Silvio Valdissera, José Antonio C. Bissesto, Carlos Frederico Hackerott, Marcos Antonio Paschotto, Luiz Carlos Veloso, Luiz Antonio Alvarez, Marco Alberto da Silva, Víctor José Ronchetti, Nelson Gabriel Camargo, Ivan Machado Terni, Ramon Nicolas Olmos, Odil Porto Júnior, Fernando Belotto Ferreira e Surahia Maria Jacob Chaguri.

Redação

Diretor de Redação: Marcos Orsolon Editor: Paulo Martins Jornalista Responsável: Marcos Orsolon (MTB nº 27.231) Colaborou nessa Edição: Clarice Bombana

Departamento Comercial

Executivos de Vendas: Cecília Bari, Júlia de Cássia Barbosa Prearo e Rosa M. P. Melo

Gestores de Eventos Pietro Peres e Décio Norberto

Gestora Administrativa Maria Suelma

Produção Visual e Gráfica Estúdio AMC

Impressão nywgraf

Contatos Geral Rua São Paulo, 1.431 - Sala 02 - Cep: 09541-100 São Caetano do Sul - SP contato@hmnews.com.br Fone: +55 11 4225-5400

Redação redacao@revistadainstalacao.com.br Fone: +55 11 4746-1330

Comercial publicidade@hmnews.com.br F. +55 11 4225-5400

Fechamento Editorial: 11/06/2018 Circulação: 18/06/2018 Conceitos e opiniões emitidos por entrevistados e colaboradores não refletem, necessariamente, a opinião da revista e de seus editores. A Revista da Instalação não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e informes publicitários. Informações ou opiniões contidas no Espaço SindInstalação são de responsabilidade do Sindicato. Não publicamos matérias pagas. Todos os direitos são reservados. Proibida a reprodução total ou parcial das matérias sem a autorização escrita da HMNews Editora, assinada pelo jornalista responsável. Registrada no INPI e matriculada de acordo com a Lei de Imprensa.

HILTON

ORSOLON

MORENO

| Diretor

Diretor de Redação |

O mercado não para A edição que acaba de chegar às suas mãos traz reportagens que indicam que, com ou sem crise, greve ou eleições, o mercado não para. Ao contrário, graças ao trabalho e determinação de profissionais e empresas, seguimos em frente, com avanços em todas as áreas. Nossa matéria de capa mostra isso. Assinada pelo jornalista Paulo Martins, a reportagem trata da atualização da ABNT NBR 13523 - Central de Gás Liquefeito de Petróleo. O novo texto da norma, publicado em 2017, traz alterações relevantes em relação à sua versão anterior e favorece a padronização dos sistemas e o aumento do nível de segurança nesse tipo de instalação. Em outras palavras, o documento colabora para que o setor avance nos próximos anos. Outras duas matérias dessa edição tratam da área de iluminação. Uma fala sobre a Expolux 2018, principal evento de iluminação do País, que ocorreu no final de abril em São Paulo. A feira mais uma vez movimentou o mercado da iluminação, demonstrando a pujança do setor e seu grande potencial de inovação, especialmente com os recentes avanços em torno da tecnologia LED. A segunda matéria ligada ao mercado de iluminação é a que divulga os vencedores de mais uma edição do Prêmio Design de Luminárias LED da Abilux. O concurso, já tradicional no Brasil, valoriza e estimula o desenvolvimento do design nacional em luminárias LED. Ao todo, 116 projetos foram inscritos na edição desse ano, número que ratifica o empenho de nossas empresas em torno dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Como se vê, enquanto alguns continuam a lamentar as dificuldades, outros arregaçam as mangas e trabalham com empenho, criatividade e paixão. Boa leitura!

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Mudança na diretoria

Tatiana Ciocci assume a diretoria de Mar­ keting e Produto de Soluções Industriais (DIS) para Dow América Latina. A executiva vai lide­ rar a equipe na região com a responsabilida­ de pelo desenvolvimento de plano e estratégia para os segmentos de tintas e revestimentos, agronegócio (crop defense), bioetanol, lubri­ ficantes, limpeza, petróleo e gás, mineração, aditivos para combustíveis e papel e celulose, que são estratégicas para o crescimento do negócio na região. O negócio de DIS é a área da Dow dedicada exclusivamente à indústria, sendo responsável por apresentar tecnologias que auxiliam os fabricantes a oferecer produ­ tos com mais qualidade, confiança e credibili­ dade. Tatiana ingressou na empresa em 2007 como gerente de Marketing para o negócio de Limpeza Doméstica e Industrial. Em 2009 tornou-se responsável pelo setor de Personal Care e, em 2012, foi promovida a gerente de Marketing Estratégico Global, na qual respon­ deu pelo direcionamento das áreas de Limpeza e Cuidados com os Cabelos dentro do mercado de Cuidados Pessoais e Inovação.

Foto: ShutterStock

NOTAS

Foco no Sudeste

A Grossl está ampliando sua área de atua­ ção, com investimentos na região Sudeste, es­ pecialmente em São Paulo. A expectativa é de aumentar em 41% sua participação na região, com ênfase na comercialização de abrasivos, adesivos e selantes destinados aos segmentos de construção civil, metal mecânico, automotivo, indústria madeireira e moveleira. Para alcançar essa meta, investiu em novo design da marca, está ampliando o número de representantes e buscando novas revendas. A empresa catarinense conta com 35 anos de história e grande atuação na região Sul. Além da expectativa de crescimento no mercado pau­ lista, a Grossl projeta também um incremento de 30% no faturamento para este ano. “Temos uma ampla linha de produtos es­ pecíficos para grandes indústrias e pequenos marceneiros e estamos muito otimistas em levar nossas novidades para a região Sudeste, tendo em vista o cenário mais otimista deste ano”, destaca o presidente da empresa, Jair Grossl.

Foto: Divulgação

Teste de sobrecarga

Foto: Divulgação

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Em 2017, a SIL Fios e Cabos Elétricos havia criado uma máquina de teste de sobrecarga para fazer apresentações ao público durante a Feicon Batimat. O objetivo era mostrar ao público, atra­ vés de um teste de apenas um minuto, a diferen­ ça entre um produto de qualidade comparado a um fora de norma, ou ‘desbitolado’. A in­ tenção foi mostrar que o barato tende a sair caro, pois os produtos ‘desbitola­ dos’ possuem menos cobre, fato que coloca as instalações em risco. Nelson Volyk, gerente de Engenharia de Produto da SIL, explica que o teste de sobrecarga demonstra que o cabo fora de norma tem capacidade de condução de energia bem menor: “Durante a si­ mulação fazemos passar uma corrente elétrica alta pelos dois cabos, em uma li­

gação em série, onde a corrente que passa por um produto é exatamente a mesma que passa pelo outro. Mostramos que o produto dentro da norma aquece por efeito Joule, já que se trata de um teste de sobrecarga, mas seu isolamento não se altera, enquanto que o cabo desbitolado esquenta tanto que o material isolante derrete”. Este ano, para facilitar o transporte do equipa­ mento, a empresa criou uma versão em formato de maleta, que pode ser utilizada durante os trei­ namentos realizados pela SIL por todo o Brasil. “Menor e mais leve, podemos levar a maleta para qualquer lugar. Este ano, já realizamos testes com ela em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso. Importante destacar que nesta nova versão acrescentamos um amperíme­ tro para mostrar a corrente elétrica que circula nos condutores durante a simulação”, completa Volyk.


Enersolar e Exposec Realizadas em São Paulo entre os dias 22 e 24 de maio, as feiras EnerSolar + Brasil e Ex­ posec agradaram tanto o público, quanto os organizadores. Em sua sétima edição, a Ener­ Solar + Brasil - Feira Internacional de Tecnolo­ gias para Energia Solar deu grande destaque para questões regulatórias, com dezenas de apresentações e lançamentos nas áreas de energia fotovoltaica, eólica e biomassa, além de GTDC - Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização de Energia. O evento atraiu cerca de 12 mil visitantes, entre engenheiros, instaladores, integradores, distribuidores e di­ retores, recebendo feedbacks positivos de pa­ lestrantes e expositores. O evento foi realizado em um cenário no qual a matriz energética solar brasileira ocupa o quinto lugar no mundo em capacidade insta­ lada e o País está considerando aderir à Aliança Solar Internacional. “A mobilização da sociedade em torno da NBR 16690 para instalações elétri­ cas em sistemas fotovoltaicos é um exemplo da demanda do mercado para que questões regula­ tórias facilitem o crescimento do setor”, afirma Rimantas Sipas, diretor da Cipa Fiera Milano, organizadora e promotora do evento. Além da área de exposições, com 70 empre­ sas apresentando suas soluções e lançamentos, os principais debates, palestras e mesas redon­ das ocorreram no 8º Ecoenergy, e no 2º Biomass Day - Congresso Internacional da Biomassa. Ruberval Baldini, diretor-executivo da BR So­ lar e presidente da Abeama - Associação Brasi­ leira de Energias Alternativas e Meio Ambiente, participou dos congressos tanto como palestran­ te quanto moderador e fez um balanço positivo da experiência. “Os palestrantes foram ótimos e conseguimos passar a mensagem principal da importância de participar da consulta pública para sistemas fotovoltaicos, que se encerrou no dia 24 de maio. Os participantes estavam enga­ jados”. De acordo com Baldini, nenhum segmen­ to em termos de energia está crescendo mais no Brasil do que o solar, por isso a importância de mais regulamentação. O palestrante Carlos Café, diretor de Ca­ pacitação e Certificação da ABGD, classificou

a EnerSolar + Brasil como um ambiente de ne­ tworking propício para fechar os negócios. “A feira é um lugar promissor para encontrar clien­ tes e os congressos são muito elogiados, o que deixa o mercado animado”, ressaltou. Já Claudia Ambrósio, diretora financeira da Blue Sun Solar, afirma que o grande número de visitantes sur­ preendeu. “Foi a nossa primeira feira do setor e ficamos satisfeitos com os negócios e a diversi­ dade do público. O interesse das pessoas pelos sistemas fotovoltaicos é enorme”. Já a 21ª edição da Exposec - Feira Interna­ cional de Segurança, refletiu o bom momento do setor de segurança no Brasil, superando a expectativa dos expositores. Este ano, a feira reuniu cerca de 800 marcas expositoras e 45 mil visitantes entre empresas e profissionais de Segurança. Para Rimantas Sipas, da Cipa Fiera Milano, organizadora e promotora da feira, os resulta­ dos comprovam o bom momento do setor de segurança no País. “É um segmento que está na contramão da economia nacional, apresen­ tando crescimento robusto e com diversos in­ vestimentos em novas tecnologias, como vimos na Exposec 2018”. A presidente da ABESE (Associação Brasi­ leira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), Selma Migliori, entende que a Ex­ posec 2018 representa um marco na história do evento. “Nossos visitantes puderam acom­ panhar de perto o quanto o setor tem evoluído: a Ilha de Startups ABESE, o projeto City Câmera e o lançamento do Comitê de IoT vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) são alguns dos exem­ plos de como estamos preparados para atender as demandas do mercado por soluções disrup­ tivas”, afirma. Com faturamento de mais de R$ 6 bilhões em 2017, o setor de segurança eletrônica deve crescer 8% a mais este ano, com destaque para os segmentos de vídeo monitoramento e porta­ rias remotas. Os dados são da ABESE. Atualmen­ te, o País conta com mais de 26 mil empresas de segurança eletrônica. E a Exposec é a vitrine para alavancar esse crescimento.

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NOTAS

Nova Divisão Identificar e oferecer soluções e serviços perso­ nalizados, que agreguem valor às indústrias em seus processos de produção, estão entre os objetivos da ABRASERVICE, divisão da Saint-Gobain Abrasivos que foi criada pela empresa para contribuir com o crescimento sustentável dos clientes, capacitar profis­ sionais e ser o principal parceiro em soluções técnicas avançadas nos processos de abrasão e relacionados. Consultorias técnicas, novas especificações de

produtos, treinamentos e monitoramento de pro­ cessos estão entre os serviços oferecidos para a manutenção e a melhoria da qualidade por peça produzida. Reduzir o custo global dos processos de retificação e lixamento, de maneira a garantir ótimos níveis de serviço e segurança e contribuir com o crescimento sustentável dos clientes tam­ bém estão entre as metas a serem atingidas pelos serviços oferecidos pela ABRASERVICE.

Os serviços: ❱ Treinamentos Avançados ❱ Lixamento em metalurgia ❱ Retificação cilíndrica Os treinamentos são oferecidos em duas modalidades: in company, realizado com o time de cada empresa e nos centros de excelência da Saint-Gobain Abrasivos, em turmas mistas. ❱ Consultorias Técnicas Engenheiros experientes utilizam metodolo­ gias e equipamentos com foco em diagnósticos de processos e formulações de soluções. O resul­ tado desse trabalho são melhorias e otimização nos processos com o objetivo de reduzir os custos. ❱ Equipamentos Comercialização de equipamentos, projetos,

❱ Lixamento em madeira ❱ Fundição ❱ Segurança no uso de abrasivos dispositivos, instrumentos e máquinas com as marcas da Saint-Gobain Abrasivos, que tenham relação com os processos de abrasão. Os serviços de consultoria da ABRASERVI­ CE podem ser usufruídos por profissionais que atuam em indústrias dos segmentos madeireiro, moveleiro, siderúrgico, autopeças e automobi­ lístico, fundição, usinas de cana-de-açúcar, fer­ ramentas, metal mecânico, ferroviário e estalei­ ros. Já os treinamentos são indicados para todos os que estão envolvidos com processos de abra­ são: operadores, supervisores, engenheiros etc.

Mais informações no site www.abraservice.com

Boas práticas

Foto: Divulgação

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Por iniciativa do ICA Procobre (Institu­ to Brasileiro do Cobre), em parceria com a Editora Sesi-Senai e a ABRAVA (Asso­ ciação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aqueci­ mento) acaba de ser lançado o livro ‘Boas práticas no uso do cobre para a refrigeração e climatização’, de autoria do professor José de Jesus Amaral Marques. Para o presidente da ABRA­ VA, Arnaldo Basile, a iniciativa foi muito importante, pois está em linha com um dos objetivos mais

importantes da associação, que é disseminar conceitos sobre as boas práticas da engenha­ ria. “Treinamento e capacitação é parte do ne­ gócio dos empresários”, completa. Para Antonio Maschietto Junior, coorde­ nador do projeto pelo Procobre, é importante compartilhar a contribuição do cobre para o cenário de refrigeração e climatização e per­ mitir aos estudantes e técnicos, entre outros profissionais do setor, o acesso para a correta utilização do cobre nas instalações, de forma a aumentar a vida útil dos equipamentos, ga­ rantir a segurança das instalações e a efici­ ência energética.


Presidente nomeado água do mundo, o patamar de 14%, enquan­ to a média nacional está em torno de 39%. “A AVIVA investe no desenvolvimento e im­ plantação de projetos personalizados e adequa­ dos à realidade das cidades com o compromisso de prestar serviços de excelência, privilegiando mão de obra e parceria com fornecedores lo­ cais, promovendo crescimento dos municípios onde operam. Universalizar os serviços de água e esgoto nas cidades onde estamos, de forma eficiente, priorizando a sustentabilidade am­ biental e financeira do contrato, faz parte do nosso DNA”, ressalta Lopes.

Foto: ShutterStock

A AVIVA Ambiental, cuja missão é desen­ volver projetos para futuras concessões pri­ vadas de serviços públicos de água e esgo­ to em todo o território nacional, anunciou o engenheiro Alexandre Lopes como CEO que irá conduzir a expansão da empresa, desen­ volvendo novos negócios com prefeituras municipais, gerindo contratos de conces­ são de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitários, contribuindo com a aceleração da universalização do sanea­ mento do País. Alexandre Lopes possui mais de vinte anos de experiência no setor de saneamento. Foi dire­ tor de operações da Enops Engenharia e desde 2015 preside o SINDCON - Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Pú­ blicos de Água e Esgoto. A nova holding chega ao mercado com duas importantes operações em cidades do interior de São Paulo, Mirassol e Palestina. Em parceria com a Iguá Saneamento, ambos os municípios são destaque pela qualidade dos serviços com 100% de abastecimento de água tratada e 85% de esgotamento sanitá­ rio. Com a implantação de um moderno mo­ delo de gestão, com inovação tecnológica e investimentos, a ESAP, empresa responsável pelos serviços de saneamento em Palestina, atingiu um dos menores índices de perda de


NOTAS

Lucro de 22% A Danfoss registrou bom desempenho durante os primeiros três meses de 2018, com aumento de vendas e ganhos significativamente melhores. As vendas aumentaram em 37 milhões de euros, somando 1,47 bilhão de euros - um crescimento de 9% em moeda local. O aumento das vendas elevou os lucros (EBIT) em 19% para 166 milhões de euros, e o lucro líquido cresceu 22%, totali­ zando 113 milhões de euros.

“Vemos as tendências globais como a ur­ banização, a digitalização e a eletrificação decolando. Além disso, a eficiência energética passou para o topo da agenda global como um elemento crucial e muito eficiente no combate à mudança climática e à poluição do ar. Estas fortes tendências tornam a Danfoss relevante, e nos dão uma forte plataforma para investir em novas tecnologias que se ajustem às ne­ cessidades do mundo e de nossos clientes”, comenta Kim Fausing, presidente e CEO. O primeiro trimestre de 2018 mostrou um crescimento contínuo na América do Norte, na Europa e na China. O crescimento foi mais significativo no mercado chinês - onde investi­ mentos pesados em soluções amigas do clima e de baixo consumo de energia, como grandes bombas de calor e a expansão de sistemas de aquecimento distrital, levaram ao aumento da demanda por tecnologias Danfoss.

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A era 3.0 do gás no Brasil

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A tecnologia de nano liquefação desenvol­ vida pela Galileo Technologies visa viabilizar a monetização da produção do gás natural, e biometano, combustível absolutamente limpo e renovável. Expandindo assim as fontes forne­ cedoras dos energéticos e disponibilizando-os ao mercado consumidor de forma sustentável e econômica, preservando o meio ambiente dos

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danos que estes gases produzem quando não aproveitados como energéticos. “Nós chamamos de “Era 3.0 do gás” uma produção distribuída de gás natural e biome­ tano. Múltiplas fontes produtoras para múlti­ plos consumidores. Os energéticos são levados em estado líquido, GNL ou BioGNL, diretamen­ te do produtor ao consumidor ou aos dutos de transporte e distribuição. Os produtores de gás natural, livre ou associado, com poços de pro­ dução não interligados a dutos e os produtores de resíduos orgânicos, susceptíveis de produzir biogás, poderão monetizá-los vendendo-os aos consumidores. Esta abertura de novos produto­ res ao mercado consumidor se viabiliza econo­ micamente a partir da Tecnologia CRYOBOX e CRYOBOX-Bio de liquefação, que são equipa­ mentos compactos, transportáveis do tipo Plug-­ and-Play. Oferecemos aos produtores a compra do gás natural, biometano ou ainda o serviço de liquefação, transporte e regaseificação”, explica Horácio Andrés, CEO da Companhia de Transpor­ te de Gás (CTG).


Novo consultor técnico

O engenheiro industrial Maurilio Oliveira é o mais novo consultor técnico da Armacell, líder mundial no mercado de materiais isolantes tér­ micos flexíveis. O executivo terá como principal responsabilidade promover os produtos voltados ao segmento HVAC-R nas regiões Norte, Nordes­ te e Centro-Oeste, com o objetivo de alcançar maior abrangência e melhor atendimento nestes mercados de atuação, base fundamental para o crescimento da empresa no Brasil. Oliveira vem atuando há mais de 10 anos na venda de dutos para ar-condicionado e sis­ temas de ventilação mecânica para indústrias, hospitais, atacado e varejo. “Minha principal função será reforçar os diferenciais e superiori­ dade da Armacell nestas regiões, me colocando a serviço de nossos clientes, parceiros e forne­ cedores”, explica. O executivo cobrirá cidades estratégicas den­ tro destes milhões de quilômetros quadrados de território, buscando entender a necessidade de cada cliente para gerar novos projetos e ampliar os resultados da empresa. Este trabalho ajudará a consolidar o posicionamento da Armacell em um mercado crescente de atendimento a siste­ mas completos de HVAC-R em edificações de grande porte, refrigeração comercial e conforto térmico na construção civil.

Perigos da eletricidade

A IFC/Cobrecom Fios e Cabos Elétricos, que é re­ conhecida como uma das principais empresas fabri­ cantes de condutores elétricos, firmou parceria com a Abracopel (Associação Brasileira de Conscientiza­ ção para os Perigos da Eletricidade), que é uma das mais importantes entidades do segmento elétrico. Com a parceria, a empresa participará de di­ versos eventos organizados pela associação, e inclusive patrocinará mais uma vez o tradicional Prêmio Abracopel de Jornalismo. Vale lembrar que a Abracopel tem como missão conscientizar, atra­ vés da informação e formação de profissionais, toda a população brasileira para os perigos que a eletricidade pode causar, quando mal utilizada. A IFC/Cobrecom Fios e Cabos Elétricos confirmou presença nos Seminários de Atualização Técnica da Abracopel, com palestras no Seminário sobre Gerenciamento de Risco Elétrico e exposição no RoadShow – Qualidade e Segurança das Instala­ ções Elétricas e Sistemas Fotovoltaicos. O RoadShow - Qualidade e Segurança das Ins­ talações Elétricas e Sistemas Fotovoltaicos e o Se­ minário sobre Gerenciamento de Risco Elétrico in­ cluem diversas datas: 18 e 19 de julho em Brasília (DF); 15 e 16 de agosto em Cuiabá (MT); 19 e 20 de setembro em Recife (PE); 24 e 25 de outubro em Caxias (RS) e 07 e 08 de novembro em Natal (RN). Mais informações sobre esses eventos podem ser obtidas no site da Abracopel: http://abracopel.org/.

Catálogo virtual Para facilitar a consulta de consumidores, re­ vendedores e profissionais especificadores, a Tra­ montina disponibiliza para download na sua pá­ gina na internet o Catálogo 2018/2019 da linha de produtos para o mercado de materiais elétricos. Totalmente reformulado e atualizado, o catá­ logo reúne as 12 famílias de produtos que aten­ dem às exigências dos consumidores, oferecendo o melhor em design, segurança e soluções técni­ cas para as instalações elétricas. O novo catálogo foi organizado de acordo com a área de aplicação do produto. É possível conhecer em detalhes cada item que compõe o

portfólio da Tramontina, incluindo a descrição das soluções para instalações elétricas lançadas recentemente, como interruptores da Linha Aria, duchas e torneiras da Linha Sense, além da linha de Contatores e Botoeiras, que chega ao merca­ do no segundo semestre de 2018. Além de oferecer informações para quem está construindo ou reformando, o catálogo apresenta aos lojistas os tipos de expositores e displays que podem ser disponibilizados aos pontos de venda de todo o Brasil. O acesso ao novo catálogo de pro­ dutos da Tramontina para o mercado de materiais elétricos é feito pelo site www.tramontina.com.br.

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MATÉRIA DE CAPA

| ABNT NBR 13523

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12 REVISTA DA INSTALAÇÃO


Regras para GLP Revisão na Norma Brasileira para centrais de Gás Liquefeito de Petróleo tende a contribuir para aumento da segurança nesse tipo de instalação.

POR PAULO MARTINS

C

ada vez mais, a economia moderna necessita de mecanismos dinâmicos de regulamentação e normalização, que atuem no disciplinamento dos mercados e contemplem as demandas da sociedade, mas sem ignorar a realidade do país. Uma experiência nesse nível foi registrada recentemente, no segmento de GLP, com a atualização da Norma Brasileira ABNT NBR 13523 - Central de Gás Liquefeito de Petróleo. O novo texto do documento traz relevantes alterações em relação à versão anterior (veja quadro na página 18), favorecendo a padronização de sistemas e o aumento da segurança nas instalações. Após passar por discussão e revisão, a ABNT NBR 13523 teve sua quarta edição publicada em 16 de maio de 2017, portanto, há pouco mais de um ano.

Desde então, o novo texto vem sendo divulgado por diversos meios, como a realização de seminários técnicos em todas as regiões do país, sob a organização do CB-09 Gases Combustíveis e com o apoio de patrocinadores.     Conforme define a norma, Central de GLP é a área específica para conter os recipientes interligados ao coletor e acessórios, destinados ao recebimento, armazenamento, controle e suprimento de GLP para consumo. A ABNT NBR 13523 engloba desde cilindros de 20 quilos até tanques de grande proporção e esferas de armazenamento. As regras valem para instalações de GLP presentes em condomínios, no comércio e também nos processos industriais. De acordo com o engenheiro Marcos Siqueira, coordenador da Comissão de Estudos de Gases Com-

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MATÉRIA DE CAPA

bustíveis da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o mercado estava ansioso pela revisão da norma, pois sua versão anterior, de 2008, já manifestava a necessidade de incorporar novos conceitos e ajustes para padronização das condições de aplicação, tanto em termos de projeto quanto de execução e/ou fiscalização. “Com esta norma atualizada, ficam permitidas e viáveis soluções para a realização de iniciativas que aumentam a condição de segurança na utilização de instalações de GLP, e que combatem o armazenamento e a utilização irregular de recipientes transportáveis de GLP em situações que provocam alto risco, as quais são as causas da quase totalidade dos acidentes ocorridos, juntamente com a negligência e/ou imprudência dos consumidores na utilização dos equipamentos a gás”, analisa Siqueira.

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| ABNT NBR 13523

termos e incrementar requisitos que deverão proporcionar melhor interpretação e entendimento para aplicação da norma. Antes de ser publicada, a emenda passará por consulta nacional.

Apesar de ter passado por revisão há cerca de um ano, o texto vigente da ABNT NBR 13523 receberá uma emenda ainda no decorrer deste ano. A mudança é necessária para corrigir alguns

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Principais pontos Um aspecto importante reforçado pela norma ABNT NBR 13523 é a existência da responsabilidade técnica - que deve ser formalizada por meio de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) -, tanto para projeto como para execução e montagem das instalações de GLP - mesmo as mais simples. É necessário que essas tarefas sejam respaldadas por profissionais especializados e devidamente registrados em seus órgãos de classe. “Para centrais de gás de 45 quilos para cima, a norma solicita um projeto de execução e que o montador emita a ART final de monta-

ABRANGÊNCIA

A ABNT NBR 13523 engloba desde cilindros de 20 quilos até tanques de grande proporção e esferas de armazenamento. 14 REVISTA DA INSTALAÇÃO


MATÉRIA DE CAPA

| ABNT NBR 13523

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Foto: Divulgação

gem e teste, dizendo que tudo foi feito de acordo com o projeto, utilizando os materiais indicados, que a central foi testada, está estanque e pronta para operar”, detalha Marcos Siqueira.   Outra mudança relevante foi a inclusão, na norma, da permissão para utilização de um modelo de central de gás que atenda os empreendimentos que não têm disponibilidade de espaço interno. A questão toda parte do ponto que a legislação exige que a central de gás deve ficar em local arejado e afastada de potenciais riscos. Entretanto, na prática, existem determinados estabelecimentos (restaurantes, por exemplo), que usavam cilindros instalados em situações inseguras, às vezes até dentro da edificação - o que é totalmente irregular e de difícil fiscalização -, criando uma condição severa de risco, em caso de vazamento. O fato levou o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo a criar uma alternativa em sua instrução técnica de vistoria, que é a instalação de central de gás em nicho, quando não houver área externa à edificação já existente na propriedade para atender os critérios estabelecidos na legislação e na norma. A instalação em nicho consiste em um “armário” de alvenaria isolado do interior da edificação, posicionado na fachada em contato com a parte externa.

O “armário” precisa ter porta de metal, ventilada e voltada para a rua ou para um corredor lateral aberto. É possível instalar até quatro cilindros de 45 quilos de gás ou até dois cilindros de 190 quilos. Dessa forma tira-se o risco de dentro da edificação e torna-se possível a fiscalização da instalação. A permissão para instalação de centrais em nicho, que também foi adotada pelo Corpo de Bombeiros de outros estados, foi agora incorporada à norma ABNT NBR 13523, contando com abrangência nacional. Outra novidade da norma envolve a questão do gerenciamento do risco de uma instalação de GLP. A ABNT NBR 13523 diz que as centrais de gás em uma mesma propriedade têm de respeitar uma distância de 7,5 metros entre elas. Uma situação verificada em shoppings (que abrigam praças de alimentação com vários estabelecimentos) é que cada restaurante contratava sua

A norma atualizada viabiliza soluções para a realização de iniciativas que aumentam a condição de segurança na utilização de instalações de GLP. MARCOS SIQUEIRA ABNT

16 REVISTA DA INSTALAÇÃO

NECESSIDADE

Mercado estava ansioso pela revisão da norma, pois sua versão anterior, de 2008, já manifestava a necessidade de incorporar novos conceitos e ajustes.

distribuidora de gás, que por sua vez acionava uma empresa de projetos e cada um fazia sua central ao lado das outras, contrariando a norma, por não obedecer a distância mínima. Após discussão do tema, os especialistas entenderam que, apesar de contrariar a norma, essa era uma condição necessária e aceitável para esse tipo de situação. A solução foi oficializar essa permissão na norma, mas com medidas controladoras. O novo texto da ABNT NBR 13523 permite fazer uma central ao lado da outra, num mesmo empreendimento comercial, desde que quem for chegando por último considere a existência das centrais anteriores e se enquadre nos distanciamentos exigidos pela norma para esses casos. Por exemplo: digamos que o primeiro a se instalar em um determinado complexo seja uma rede de fast food que empregue dois cilindros de 190 quilos. Na sequência chega outra cadeia de alimentos, que precisará implantar quatro recipientes de 190 quilos.


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MATÉRIA DE CAPA

| ABNT NBR 13523

Este segundo empreendimento precisa reconhecer que já existem dois cilindros no local e soma-los aos seus quatro recipientes. Em seguida é preciso checar na tabela constante na norma qual é a distância estabelecida para a adequada

acomodação dessas seis unidades. Ou seja, na ART do projeto é preciso constar a existência de outras centrais no mesmo espaço. O estabelecimento que chegar depois não responde tecnicamente pela instalação anterior, mas ele precisa dei-

xar claro em seu projeto que considerou a existência dessa central para estabelecer uma nova unidade. “A norma regularizou uma situação existente, mas com medidas controladoras e com responsabilidade técnica”, comenta Marcos Siqueira.

O texto atual da ABNT NBR 13523 apresenta alterações relevantes em relação à versão anterior. Confira a seguir: ✘ No escopo, abrangência e definições:

➧m  elhoria na apresentação da tabela de afastamentos de segurança para recipientes individuais, inclusão da coluna referente ao “passeio público”;

➧ ampliação da capacidade de armazenamento, que antes era de até 1.500 m³ e agora é ilimitada;

➧ ampliação nas notas da tabela 1 para adequação e ajustes de medidas compensatórias para o gerenciamento do risco da instalação (utilização de abrigos resistentes ao fogo TRRF de 2h para redução de distâncias, e outros);

➧ esclarecimento da abrangência de aplicação para centrais que promovem o abastecimento de empilhadeiras ou equipamentos industriais de limpeza; ➧ atualização e inclusão de referências normativas adicionais aplicáveis;

➧ inclusão de tratativa de centrais especiais classificadas como em “nicho” e/ou instaladas em local específico e exclusivo nos estabelecimentos comerciais, onde vários clientes podem ser abastecidos por redes individualizadas, com as devidas responsabilidades e projetos definidos;

➧ inserção e alterações no capítulo 3 - Termos e definições (novos itens definidos, tais como “cavalete de abastecimento” e “pressões de operação, projeto e máxima operação”);

✘ Em requisitos gerais:

➧ e laboração de nova tabela 2 de Afastamento mínimo de segurança para agrupamento de recipientes transportáveis e as respectivas notas de esclarecimentos e ajustes de medidas compensatórias;

➧ estabelecidos os parâmetros para a pressão de projeto (PP), pressão de operação (PO) e da pressão máxima de operação (PMO) de recipientes estacionários, o que possibilita a reavaliação destes para um novo enquadramento de utilização de acordo com avaliação e relatório técnico, evitando assim o descarte/inutilização;

➧n  a Tabela 5, abordagem sobre afastamento para cercas elétricas; ➧n  ovos itens 5.3.15 e 5.3.16 com regras para várias Centrais em estabelecimentos comerciais determinadas em área específica e exclusiva (ex.: shopping centers);

Ilustração: ShutterStock

➧ redução de 5% para 3% no volume residual de gás para permitir o transporte de recipientes estacionários;

18 REVISTA DA INSTALAÇÃO


➧n  ovo item 5.3.17 e seus subitens para estabelecer os critérios para utilização de centrais classificadas em “nicho” aplicável somente para edificações existentes onde não há áreas para instalação de uma central de GLP, e que evita que recipientes sejam instalados e armazenados no interior dos estabelecimentos; ➧ inclusão de figura ilustrativa para melhor entendimento da possibilidade de instalações nas divisas de propriedades, inclusive passeios públicos; ➧ revisão do item 5.5, esclarecendo as possibilidades e afastamentos exigidos para as tomadas de abastecimento da instalação; ➧n  ovo item 5.6.5 e figura 4 alertando sobre as condições para instalação e operação com centrais que possuem recipientes estacionários interligados na fase líquida do GLP; ➧n  a tabela 6 de afastamentos da cerca de proteção, foram ajustadas as faixas de capacidades volumé-

tricas dos recipientes; ➧5  .12.4 item que possibilita abertura para consideração de outros materiais, desde que atendam certos condicionantes; ➧ item 5.18.2, 5.18.3 e 5.18.4 proteção contra incêndio, atualização e alinhamento com especificações do Corpo de Bombeiros de São Paulo; ➧ c apítulo 5.20 totalmente revisado e ampliado para detalhamento da instalação, componentes, treinamento, operação, etc. para centrais de abastecimento de recipientes montados em empilhadeiras. ➧ inclusão do 5.22 Centrais para eventos temporários (ex: circos, parques, feiras, festas de rua , etc.); ➧n  ovo item 5.23 Avaliação periódica para manutenção da central de GLP, estabelecido o prazo máximo de 5 anos; ➧ novos desenhos e figuras nos anexos para facilitar entendimentos por exemplos visuais.


DESTAQUE

| Manutenção

Trabalho preventivo Adotar ações preventivas pode evitar o mau funcionamento das redes de águas e esgotos e minimizar prejuízos em decorrência de vazamentos ou realização de consertos em caráter emergencial.

R

econhecidamente, a manutenção preventiva é uma forma inteligente e econômica de garantir o bom funcionamento de uma série de bens produzidos pelo homem, como veículos e máquinas. O próprio corpo humano precisa de cuidados periódicos, a fim de se verificar as condições de saúde e evitar problemas mais sérios, futuramente. O mesmo princípio deve ser adotado em relação às construções - ambientes esses que reúnem diversas utilidades empregadas no dia a dia, como água, energia elétrica, telefonia e gás. Vale lembrar que além de serem importantes para o conforto e praticidade dos usuários, alguns desses sistemas influenciam também no aspecto da segurança, pois estão sujeitos a desgastes e traumas que podem, eventualmente, originar acidentes. O sistema hidráulico, por exemplo, muitas vezes permanece esquecido, pelo menos até que apresente algum problema que obrigue o usuário ou o proprietário da edificação a tomar alguma providência. Entretanto, muitos contratempos e prejuízos podem ser evitados com a adoção de ações preventivas envolvendo as redes, tanto nos ambientes residenciais quanto comerciais e industriais. Conforme define Itamar Velo, gerente de Planejamento da Temon Serviços de Engenharia e Manu20 REVISTA DA INSTALAÇÃO

Foto: ShutterStock


REVISTA DA INSTALAÇÃO 21


DESTAQUE

Foto: ShutterStock

| Manutenção

tenção Ltda. - empresa sediada em São Paulo e com vasta experiência na área -­, o principal objetivo da manutenção é garantir a confiabilidade e a disponibilidade do sistema hidráulico e, com isso, manter o consumo dentro do previsto, aumentar a vida útil das instalações e seus componentes e reduzir gastos com a realização de manutenção corretiva. É importante ressaltar que o trabalho precisa ser realizado por profissionais habilitados, como encanadores, técnicos em hidráulica ou mecânicos com especialização em hidráulica. Além disso, é preciso atentar para o fato de que existem várias referências normativas para orientar a manutenção e a operação de sistemas hidráulicos, entre as quais se destacam as seguintes normas: NBR 10844 - Instalações prediais de águas pluviais; NBR 5626 - Instalações prediais de água fria; NFPA 13 e 20 National Fire Protection Association; NBR 10897 - Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiro automático e NBR 13714 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. 22 REVISTA DA INSTALAÇÃO

Quanto às ações a serem adotadas, Itamar destaca que estabelecer estratégias adequadas a cada tipo de aplicação é fundamental para a realização da manutenção apropriada. “Cada componente do sistema possui pontos específicos a serem verificados e com periodicidade definida conforme a sua criticidade. A aplicação dessas estratégias se dá através de Check-lists, Inspeções de Ronda, Planos de Manutenções Preventivas e Planos de Manutenções Preditivas. Nos edifícios inteligentes, também contamos com  a automação eficiente para monitoramento e controle do sistema”, explica o especialista.  O gerente de Planejamento da Temon observa que as características de cada instalação (industrial, predial, CPD, etc.), os tipos de componentes e as aplicações devem ser considerados para determinar a periodicidade e os planos de manutenção mais adequados a cada edificação.  Independentemente de prazos, existem alguns sinais que indicam que um sistema ou parte dele pode estar precisando de manutenção. Alguns deles

IMPORTÂNCIA

O principal objetivo da manutenção é garantir a confiabilidade e a disponibilidade do sistema hidráulico.

são: vibração além do normal, ruídos estranhos, superaquecimento em determinados pontos, variações de consumo, vazamentos, etc.  Os problemas que podem decorrer da falta de manutenção preventiva nos sistemas hidráulicos são diversos, a começar por imprevistos gerados pela falta de água - que pode ocasionar grandes prejuízos a um empreendimento comercial ou de serviços, por exemplo. Existe ainda o risco de consumo elevado de água, em virtude de vazamentos ou danos provocados nos componentes do sistema. Outra consequência seriam gastos excessivos com a realização de manutenção corretiva, ou seja, para consertar ou trocar componentes. Por fim, um efeito ainda mais temível: a redução da própria vida útil das instalações.


EVENTO

| Expolux 2018

Expolux 2018 Sucesso da tradicional feira de iluminação demonstra pujança de um setor que tem grande potencial para inovação

Foto: Shut

terStock

tecnológica e de

24 REVISTA DA INSTALAÇÃO

crescimento econômico.


R

ealizada no Expo Center Norte, no final de abril, a Expolux reuniu mais de 20 mil visitantes em seus 36 mil m² de espaço. Nesta edição, a planta da feira foi setorizada em perfis distintos: iluminação técnica e iluminação decorativa, facilitando assim a visitação do público. A 16ª edição da Expolux contou com 300 expositores nacionais e internacionais, 60 horas de conteúdo informativo e uma vasta gama de produtos, soluções e conceitos inovadores. Respeitando sua tradição, mas com um formato mais moderno, a Expolux trouxe experiências que seguiram as principais necessidades do público e expositores, atendendo as perspectivas quanto a realização de negócios, a apresentação de inovações, a amplitude em relacionamentos e conteúdos informativos para toda cadeia da iluminação. “Nossa principal intenção com a Expolux era passar aos nossos visitantes e empresas expositoras o sentimento de que é possível reunir, em um mesmo ambiente, uma feira de negócios atrativa para todo o setor da iluminação sem perder identidade, beleza e, acima de tudo, potencial para a realização de novas parcerias”, comenta Ivan Romão, gerente do evento. Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) reforçam a tendência de leve crescimento do setor, que deve fechar o ano com um faturamento na casa dos R$ 3,55 bilhões. Este valor é 3% maior do que o constatado em 2017. Já quando o assunto é sobre o número de lâmpadas LED no Brasil, em 2016, cerca de 120 milhões de unidades passaram pelo mercado nacional, enquanto que em 2017 este número cresceu para 214 milhões. Se o fluxo aumenta, em contrapartida, o valor unitário para o consumidor cai. Em 2012, quando foi iniciado o processo de modernização na iluminação, tornando obrigatória a paralisação da comercialização de lâmpadas incandescentes, as lâmpadas LED custavam 31% mais do que o registrado em 2017. Com este cenário, boas oportunidades e novidades apontam para o futuro da indústria. Durante os quatro dias de Expolux a feira recebeu o Simpoled Internacional, simpósio organizado pela Abilux. O evento ofereceu um momento de reflexão e inspiração para novos caminhos não apenas para a economia setorial brasileira, mas para expansão do olhar frente às recentes mudanças globais na indústria da iluminação. Os palestrantes deste ano foram Lear Hsieh, da MSDESIGN, presidente da China Lighting Designer Association, e a lighting designer norte-americana Addison Kelly, presidente da U.S. Lighting Consultant. Durante a feira, aconteceu ainda o Fórum ISA-Brazil International SSL Forum, com o tema “The raising of beyond lighting”. Nas Arenas do Conhecimento, houve ainda uma série de palestras e workshops gratuitos e de curta duração voltados para lighting designers, arquitetos, designers de interiores, engenheiros, técnicos, lojistas, varejistas e demais profissionais da cadeia da iluminação. Confira nas próximas páginas um resumo das palestras que estiveram sob a curadoria da Revista Potência. REVISTA DA INSTALAÇÃO 25


EVENTO

| Expolux 2018

Iluminação conectada

Iluminação conectada foi o tema central da apresentação de Adalberto Battistini, da Philips Lighting. Ele ministrou a palestra “Automação da iluminação no ambiente comercial e tendências - Connected lighting”. O que antes era uma simples luminária, hoje, graças ao emprego da tecnologia, pode se tornar um dispositivo conectado comum IP, criando espaços conectados. Desta forma é possível obter informações de como o espaço está sendo usado e ‘conversar’ com esses locais usando a iluminação. Afinal, a iluminação consiste em uma ‘onda’, a partir da qual é possível transmitir dados. A Philips, por exemplo, já dispõe de tecnologia baseada em VLC (Visible Light Communication, ou Comunicação por Luz Visível). Através da câmera de um celular que seja capaz de receber dados, e por meio de triangulação com o sistema de iluminação, é possível saber o posicionamento do usuário em um ambiente - um shopping, por exemplo. O sistema de iluminação transmite dados pela própria luz até a câmera do Smartphone, que por sua vez estará logado em algum aplicativo ou conta, o que permite obter informações sobre o perfil desse usuário. Desta forma, uma loja pode fazer promoções direcionadas e enviar para aquela pessoa naquele momento. Já nos escritórios, a iluminação conectada pode ajudar a otimizar a utilização dos espaços. Em um prédio inteligente, a tecnologia é capaz de auxiliar os ocupantes a identificar onde há lugares desocupados para trabalhar. Ou, se precisar fazer uma reunião, o sistema indicaria salas disponíveis.

26 REVISTA DA INSTALAÇÃO

Internet das Coisas

Apresentada por Eduardo Polidoro, da Embratel, a palestra “A IoT auxiliando nossas cidades pela iluminação - Veículos/logística” abordou aplicações práticas para negócios e cidades inteligentes que estão sendo desenvolvidas no Brasil. Uma das soluções pode auxiliar o planejamento na área de segurança pública. Trata-se da detecção de disparos em tempo real. Sensores são acoplados nos dispositivos de iluminação, e quando identificam o som de um disparo de arma analisam e fazem triangulação das coordenadas de GPS para detectar a localidade onde ocorreu o fato. É possível saber o número de disparos, se existem múltiplos atiradores ou não e, dependendo da localização do sensor, detecta-­se o tipo de arma que está sendo disparada. As informações chegam a uma central de operação e podem orientar as autoridades sobre o tipo de efetivo adequado para atender a ocorrência. Outro sistema automático interessante é o reconhecimento de placas de veículos (ALPR), instalado em viaturas policiais. É possível identificar automóveis que seguem na mesma mão da viatura e também na contramão, atrás e nas laterais, o que ajuda a localizar veículos roubados ou com mandado de apreensão, por exemplo. Sensores aplicados em luminárias também podem contribuir para a contagem de pessoas, bicicletas, ônibus e carros, de forma a contribuir para o planejamento e controle do tráfego nas vias públicas e da movimentação em estacionamentos.

Necessidade humana

Plínio Godoy, da Lienco Smart Solutions, falou sobre “Como a luz e os controles podem transformar seu mundo - Human Centric Design”. O especialista introduziu sua palestra observando que existe um esforço grande hoje em dia para economizar energia, mas destacou que é preciso levar em consideração principalmente as necessidades das pessoas que utilizam os espaços, tanto internos quanto externos. A busca pela eficiência e eficácia das soluções é válida, mas a procura por soluções mais confortáveis também é uma realidade. O conceito de Human Centric Light é uma abordagem que considera muitas questões, como acuidade visual, performance, sustentabilidade, ambiência e percepção, baseada no círculo arcadiano (círculo que movimenta todo nosso organismo, adequando-o para os momentos do dia). O ser humano gosta e precisa de luz, se sente seguro com ela, o que faz com que a iluminação e os projetos luminotécnicos tenham cada vez mais importância na definição das soluções. Os projetistas têm a responsabilidade de entregar ao usuário, além dos elementos da arquitetura de interiores, um ambiente ideal de trabalho, contemplando não só o aspecto visual, mas também as questões emocionais e biológicas. Um aspecto importante a ser considerado é a luz natural, que pode ser trabalhada por meio de controles e sensores, gerando qualidade de vida e economia de energia que justificam o investimento.


WELL Building

“A tecnologia digital na iluminação, controles e tendências - WELL Building” foi o tema norteador da palestra apresentada por Jayme Spinola Castro Neto, da Si2 Consultoria. A certificação WELL Building é um movimento que está ganhando força, especialmente junto às pessoas que possuem identificação com a certificação LEED (destinada ao reconhecimento de construções sustentáveis). A preocupação central do WELL Building é com aspectos como bem-estar, conforto e produtividade das pessoas que ocupam determinado ambiente. A ideia é criar espaços altamente cuidados para os usuários e clientes com foco em liderança, produtividade aumentada e aumento da satisfação e da retenção dos funcionários. Entre os requisitos a serem atendidos para obter a certificação WELL Building destacam-se disciplinas como ar, água, alimentação, nutrição, iluminação, fitness e conforto. Quanto à iluminação, por exemplo, é fundamental que o projeto contemple aspectos como conforto visual, ritmo circadiano e ofuscamento, estando todas essas medidas focadas na qualidade da iluminação visando a saúde humana. Jayme destaca que as diferentes fases do dia produzem necessidades de iluminação distintas, o que obriga os profissionais da área a trabalharem a solução para isso dentro de um projeto holístico, como se fosse um ecossistema de iluminação. Ou seja, há uma preocupação bastante grande em aumentar o bem-estar dos funcionários e o potencial criativo deles, que na verdade está entre os objetivos do WELL Building.

Automação residencial

Ricardo Benucci, da Lutron, falou sobre “Automação da iluminação no ambiente residencial, IoT e tendências”. De acordo com o executivo, diversas funções podem ser agregadas em uma residência com o uso da tecnologia wireless. Hoje, somente fazendo o roteamento do sinal dentro de uma casa já é possível controlar vários recursos por meio de smartphone e aplicativos. Graças à Internet das Coisas, toda a gama de informações produzida pode ficar armazenada em servidores externos (nuvem), garantindo a atualização constante dos dados. Fora da rede local, com um smartphone 3G ou 4G é possível acessar o servidor onde estão as informações para saber o que está acontecendo em casa em tempo real. Quanto a nossa interação com a luz, o ato de apertar um botão na parede para acender a luz de casa também pode ser substituído. Ao abrir a porta, o proprietário (cujo celular tem um GPS) é automaticamente detectado, provocando o acendimento das luzes. É possível pré-determinar cenas, por exemplo, para simular que existe gente na casa. A programação permite acender uma luz e apagar outra, para efeito de segurança. Uma forte tendência é a utilização do comando de voz para acionar cenários. Assistentes virtuais de voz, como Alexa e Siri, já são bem conhecidos do público. “A IoT nas residências e os assistentes estão possibilitando o uso da voz cada vez mais e com nível de confiabilidade altíssimo”, destaca Ricardo.

Energia e utilities

“Inteligência digital aplicada na Energia e Utilities beneficiando a iluminação” foi o tema abordado por Christian Carreira, executivo da Engie Brasil. De acordo com o especialista, na era da Internet das Coisas (IoT), um dos grandes desafios que se impõem para as empresas de utilities - mais do que em muitos outros segmentos - é a questão da segurança. Afinal, essas companhias têm sob sua responsabilidade a distribuição de insumos essenciais para sociedade, como gás, energia elétrica, energia nuclear, água, etc. Até alguns anos atrás, quando predominava a centralização dos sistemas, a estratégia de defesa dos pontos vitais envolvia recursos como vídeo-vigilância e cerca elétrica. Hoje, com o espalhamento das redes, a cyber-segurança ganhou status prioritário nas corporações. Christian observa que as empresas de utilities estão promovendo transformações semelhantes às que os bancos europeus fizeram no ano 2000, quando tiveram que corrigir o chamado Bug do Milênio e introduzir o euro como moeda, ou seja, criando seções completas de informática com especialização em segurança. A preocupação com a segurança das redes justifica-se pelo fato de que nos aproximamos cada vez mais do conceito de Smart Cities (Cidades Inteligentes), onde tudo tende a ser interconectado. Para Christian, a transformação gerada para os fornecedores de eletricidade pelas Smart Grids (Redes Inteligentes) será uma revolução tão grande quanto foi para os provedores de informações o advento da internet. “O Smart Grid vai permitir a qualquer um produzir e disponibilizar energia numa rede para qualquer um usar, da mesma forma que a internet fez anos atrás com a informação”, compara.

REVISTA DA INSTALAÇÃO 27


EVENTO

| Prêmio Abilux 2018

Funcionalidade e beleza Concurso promovido pela Abilux reconhece os produtos que mais se destacaram quanto ao aspecto do design.

O

s vencedores da edição 2018 do Prêmio Design de Luminárias LED da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação) foram conhecidos no dia 24 de abril, em evento realizado na Expolux - Feira Internacional de Iluminação, em São Paulo (SP). Os três primeiros colocados receberam troféu, certificado e selo, observando-se os seguintes critérios: troféu, certificado e selo para o primeiro lugar e certificado e selo para os segundos e terceiros lugares. Criado pela Abilux para estimular o desenvolvimento de um design nacional que estabeleça o diferencial em qualidade para que as luminárias brasileiras ganhem em competitividade no mercado internacional e atendam os desejos do mercado local, o Prêmio Design de Luminárias LED registrou, este ano, inscrições de 116 projetos. Um dos recordes desde a sua criação, em 1994, e um crescimento de mais de 150% se comparado ao de 2016, quando as participações somaram 42 peças.   Disputado em cinco categorias, Iluminação Residencial; Iluminação Comercial; Iluminação Industrial; Iluminação Pública; Iluminação Monumental & Esportiva, além do Prêmio Especial Conservação de Energia, o Prêmio recebeu projetos inscritos por indústrias de luminárias de sete estados brasileiros: Espírito Santo; Minas Gerais; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; Santa Catarina e São Paulo. Confira a seguir os vencedores.

28 REVISTA DA INSTALAÇÃO


Iluminação Residencial

Iluminação Comercial

Produto: MEGALED GRAFENITE Empresa: REICHENBACH Tecnologia e Iluminação Designer: Anibal Rene Reichenbach

Produto: Luminária EVOLUTIE Empresa: EVERLIGHT Designers: Flavio Luiz Melo da Silva & Equipe

1º LUGAR

1º LUGAR

2º LUGAR

2º LUGAR

Produto: Luminária OPTOPUS Empresa: FASA Designer: Vitor Ferrari

Produto: Luminária CORISCO TRIO Empresa: LIGHT TOOL Designers: Fabio Falanghe & Caio Leite

3º LUGAR

3º LUGAR

Produto: O’LED PENDENTE Empresa: OMEGA LIGHT Designer: Ricardo Fahl de Oliveira

Produto: Luminária XL Empresa: ILUMINAR Designer: Ronaldo Mafra

3º LUGAR Produto: Luminária ELETTRICA Empresa: LDARTI Designer: Super Limão Studio REVISTA DA INSTALAÇÃO 29


EVENTO

| Prêmio Abilux 2018

Iluminação Industrial 3º LUGAR

1º LUGAR

Produto: Luminária PALAS Empresa: INTRAL Designers: Rodrigo Pereira & Tiago Maggi

Produto: Luminária CERES HORTI Empresa: INTRAL Designers: Jovane Cardoso Melos & Marcelo Toss

3º LUGAR Produto: Luminária HIGHBAY LIGHTIS Empresa: LUMICENTER Designer: Thiago de Salles Penteado & Equipe

3º LUGAR

2º LUGAR

Produto: Luminária LUMITEMPO Empresa: WETZEL Designer: Eduardo Vieira

Produto: HIGHBAY K2 Empresa: INTERLIGHT Designer: Ricardo Carvalho

3º LUGAR Produto: Luminária de Emergência BODY RED Empresa: SPOT LIGHT Designers: Mayron Eliton & Altair Michels

Prêmio Especial Conservação de Energia Produto: MEGALED GRAFENITE Empresa: REICHENBACH Tecnologia e Iluminação Designer: Anibal Rene Reichenbach

30 REVISTA DA INSTALAÇÃO


Iluminação Esportiva & monumental

Iluminação Pública 1º LUGAR

1º LUGAR

Produto: Luminária LUMOS EVO Empresa: Eletro ZAGONEL Ltda. Designer: Roberto Zagonel

Produto: Luminária MERAK Empresa: TECNOWATT SIMON Designer: Emerson Ferreira Cardoso

2º LUGAR Produto: Luminária OBLO Empresa: OMEGA LIGHT Designer: Ricardo Fahl de Oliveira

2º LUGAR Produto: Luminária PURUBA Empresa: CONEX Eletromecânica Indústria e Comércio Designer: Filipe Braz

2º LUGAR Produto: PROJETOR CHAFARIZ LED Empresa: REICHENBACH Tecnologia e Iluminação Designer: Anibal Rene Reichenbach

3º LUGAR Produto: Luminária ARES Empresa: ILUMATIC Designer: Fabio Silva Medeiros

3º LUGAR Produto: PROJETOR FORZA EVO Empresa: Eletro ZAGONEL Ltda. Designer: Roberto Zagonel REVISTA DA INSTALAÇÃO 31


ARTIGO

| DPS para sistemas fotovoltaicos

Seleção de DPS para sistemas fotovoltaicos

A

demanda de conexões à rede de sistemas fotovoltaicos para geração distribuída de pequeno porte, assim como novas instalações de médio e grande porte, está aumentando dia a dia em nosso País. As dúvidas sobre a seleção dos produtos a serem aplicados se apresentam na mesma proporção. Os sistemas fotovoltaicos possuem características próprias, por isto, existem normas específicas para serem utilizadas como referência para um projeto ou uma instalação. A norma brasileira para instalação de sistemas fotovoltaicos se encontra em fase de consulta pública, devendo ser publicada ainda em 2018 (informações no site www.abntonline.com.br/consultanacional e busque pela ABNT NBR 16690). Um dos dispositivos essenciais para a proteção dos sistemas fotovoltaicos é o DPS (Dispositivos para Proteção de Surtos). Esses dispositivos já são muito utilizados em aplicações de corrente alternada, principalmente após sua utilização tornar- se obrigatória através da norma ABNT NBR 5410/2004, que em seu item 5.4.2.1, estabelece que: ❱“  Todas as edificações dentro do território brasileiro que forem alimentadas total ou parcialmente por linha 32 REVISTA DA INSTALAÇÃO

área e se situarem onde há ocorrência de trovoadas em mais de 25 dias por ano, devem ser providas de DPS (zona de influências externas AQ2)”. ❱ “Quando as partes da instalação estão situadas no exterior das edificações, expostas a descargas elétricas diretas (zona de influência AQ3), o DPS também é obrigatório”. Apesar das semelhanças aparentes com os DPS convencionais, os modelos utilizados nas instalações fotovoltaicas apresentam uma série de diferenças técnicas, tanto na ordem construtiva, quanto em relação aos testes aos quais

são submetidos. Apenas os modelos específicos para sistemas fotovoltaicos são capazes de garantir que, no momento do surto, o acionamento do DPS ocorrerá de maneira segura, sem causar danos a este tipo de instalação, como provocar possíveis incêndios. O ponto principal está com relação à tensão de trabalho. A geração fotovoltaica ocorre em corrente contínua, logo, o DPS deve ser capaz de atuar sob essas condições específicas, onde o arco elétrico é mais severo já que a tensão não cruza o zero em momento algum, como ocorre com a corrente alternada.


50539-11 e ser explicitamente classificados para uso no lado em corrente contínua de um sistema fotovoltaico. Se o sistema fotovoltaico estiver conectado a outras redes (tais como serviços de telecomunicações e de sinalização), DPS específico deve ser utilizado para proteger o equipamento de tecnologia da informação”.

Na CE-03:064.01 – Comissão de Estudo de Instalações Elétricas de sistemas fotovoltaicos, já está sendo contemplada a obrigatoriedade da instalação de DPS específicos no lado CC para sistemas fotovoltaicos: ❱ “Para a proteção no lado em corrente contínua, os DPS devem estar em conformidade com a norma EN

❱ “Para a proteção de equipamento de tecnologia da informação, o DPS deve estar em conformidade com os requisitos da norma IEC 61643-22. Este DPS deve atender a norma IEC 61643-21”. A seguir são apresentadas informações básicas para a correta seleção e especificação de um DPS para sistemas fotovoltaicos:

1. Funcionamento do DPS Outras considerações importantes incluem: ❱ DPS ideal é aquele cuja impedância é infinita quando não acionado,

A função do DPS é direcionar a energia do surto para terra. Para isso, ele funciona como um interruptor, como mostra a figura a seguir.

Surto de tensão L

DPS acionado

L UN

UN PE

PE SPD

DPS opera com o surgimento do surto

SPD

para não alterar o funcionamento do sistema. ❱ O surto de tensão diminui a impedância nos terminais para poucos Ohms (Ω), permitindo drenar a corrente associada a ele, mantendo a tensão constante nos terminais. ❱ Se a tensão for compatível com o nível de isolamento do equipamento, não haverá danos. ❱ Quanto maior o surto de tensão, menor será a impedância do DPS e maior será a corrente drenada para terra.

2. Proteção de Retaguarda (back-up) ou disjuntores) devem ser especificados de acordo com o valor máximo de

L1

F1

F1 > 160 A

sobrecorrente indicado nos manuais de instalação de DPS.

L1 F2

F2 = 160 A

F1

F1 > 160 A ➾

Caso o DPS apresente algum problema durante a sua atuação ou atinja o fim de sua vida útil, ele pode se manter ‘curto-circuitado’, ou seja, não consegue voltar ao seu estado inicial (chave aberta). Dessa forma, a corrente de regime será conduzida através dele, provocando um curto-circuito entre o condutor e a terra, podendo ocasionar danos às instalações, e até provocar incêndios. Por isso, é necessário utilizar um dispositivo de proteção de retaguarda (back-up) em série com os DPS, como mostra a figura ao lado. Os dispositivos de proteção de sobrecorrentes (fusíveis

SPD F1 ≤ 160 A ➾ F2

F1 > 160 A, F2 = 160 A

F2

F2 = 160 A

SPD F1 ≤ 160 A ➾ F2

F1 > 160 A, F2 pode ser desprezado

OBS: Se o dispositivo de proteção de instalação (F1) tiver um valor igual ou inferior ao máximo recomendado na classificação para o fusível de back-up, F2 pode ser desprezado. REVISTA DA INSTALAÇÃO 33


ARTIGO

| DPS para sistemas fotovoltaicos

3. DPS de Corrente Contínua (CC) Fotovoltaico

34 REVISTA DA INSTALAÇÃO

3.0 2.5

1.4

P MPP

/SC /MPP

1.2

MPP

1.0

2.0

0.8

1.5

0.6

1.0

0.4

0.5 0.0

V MPP = Maximum Power Point MPP 0.1

0.1

0.2

0.3

0.4

0.5

0.2

VOC 0.6

Cell cpower [M]

3.5 Cell current [A]

O arranjo fotovoltaico tem uma particularidade quando comparado a uma fonte de corrente contínua convencional: a corrente de curto-circuito de um módulo fotovoltaico é muito baixa, tipicamente menos de 10% acima de sua corrente nominal, conforme mostrado na figura ao lado. A célula fotovoltaica apresenta variações de corrente e tensão dependentes da irradiância e da temperatura do local. O comportamento é completamente diferente de uma fonte resistiva convencional em corrente contínua, que apresenta variação linear entre tensão e corrente elétrica. Caso seja utilizado um DPS convencional de corrente contínua sem certificação para uso em sistemas fotovoltaicos, mesmo que utilizado um dispositivo de proteção de retaguarda (back-up), o risco de ocorrer danos a instalação é enorme. Isso acontece porque o baixo valor da corrente de curto-circuito do sistema pode não ser suficiente para causar a atuação do disjuntor ou fusível em um eventual curto-circuito permanente do DPS, o que poderia ocasionar incêndios na instalação elétrica. Para resolver este problema, os DPS fotovoltaicos devem ser fabricados seguindo as diretrizes da norma EN 50539-11. Esta norma prevê testes muito rigorosos nos produtos, especialmente na simulação do comportamento do DPS no final da vida útil (por envelhecimento ou surtos de tensão). Esses testes, decorrentes da experiência prática adquirida em vários anos com sistemas fotovoltaicos de pequeno e grande porte, levou ao desenvolvimento e a produção de varistores novos e de melhor desempenho. A norma exige que a desconexão do DPS seja feita através de um dispositivo de abertura térmica, dentro do mesmo dispositivo, conectado em paralelo com o varistor, como mostra

0.0 0.7

Cell voltage [V] Generic photovoltaic cell current voltage curve - (Quaschning, 2005) a figura a seguir, isolando-o do circuito através de uma comutação automática em caso de falha.

Outra exigência é a conexão dos DPS na topologia “Y”, como ilustrado abaixo.

Dispositivo de Abertura Térmica - DPS Fotovoltaico

Dispositivo de Abertura Convencial - DPS CC

A ligação dos DPS em série permite que a corrente de fuga (μA) seja menor, aumentando-se a impedância do sistema e a resistência contra eventual falha de isolação de um dos polos do arranjo fotovoltaico.


Conclusão Para garantir a correta especificação dos DPS nos sistemas fotovoltaicos, deve-se diferenciar a área de atu-

A

ação entre os modelos para corrente contínua (módulos solares e entrada do inversor) e corrente alternada (sa-

ída do inversor e ligação com as cargas), conforme mostrado nas figuras abaixo:

A

B

C

A

7P.23.9.700.1020 [700 V - Tipo2] 7P.23.9.000.1020 [1.000 V - Tipo2]

B

7P.22.8.275.1020 [monofásica - Tipo2]

C

7P.12.8.275.1012 [monofásica - Tipo1+2]

C

B

A

7P.02.8.260.1025 [monofásica - Tipo1+2]

7P.23.9.700.1020 [700 V - Tipo2] 7P.23.9.000.1020 [1000 V - Tipo2]

B

7P.23.9.700.1020 [700 V - Tipo2] 7P.23.9.000.1020 [1.000 V - Tipo2]

C Para os modelos do lado CC, deve-se verificar se o DPS vem marcado com a identificação PV (Photovoltaic) / FV (Fotovoltaico) e se no manual do produto existe a informação de que o mesmo atende à norma EN-50539-11:

7P.12.8.275.1012 [monofásica - Tipo1+2] 7P.02.8.260.1025 [monofásica - Tipo1+2]

ENG. JUAREZ GUERRA E ENG. BRUNO SACUTE

Finder Componentes Ltda. REVISTA DA INSTALAÇÃO 35


ESPAÇO SINDINSTALAÇÃO

Filiados à Fiesp defendem candidatura de Paulo Skaf à Presidência da República O apoio à candidatura de Paulo Skaf à Presidência da República tem aumentado nas últimas semanas. Especialmente dentro da Fiesp. No dia 26 de maio, o jornal Folha de São Paulo publicou uma nota, assinada por José Marques, que trata do assunto. Leia abaixo: “Nos últimos meses, empresários de São Paulo têm recebido telefonemas com pedidos de reforço em mobilização para que o presidente da Fiesp (Federação de Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf (MDB), seja candidato ao Palácio do Planalto. As ligações são de um movimento de outros empresários, cerca de 50 pessoas filiadas à própria FIESP, inclusive membros da diretoria. Esse grupo acredita que conseguirá, de última hora, alavancar Skaf como o candidato “outsider” que parte da população deseja nas pesquisas de opinião. Atualmente, o emedebista é pré-candidato ao governo de São Paulo, cargo que já disputou outras duas vezes, em 2010 e 2014. O movimento pró-Skaf, que se reúne toda semana, faz questão de dizer que não responde pela Fiesp. Por insistência, tenta alimentar no emedebista o desejo de tentar concorrer à Presidência e ir ao encontro a outros possíveis candidatos do partido, como o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. ‘Dentro do MDB, quem tem mais votos é o Skaf’, diz o presidente do Sindinstalação, José Sílvio Valdissera, em uma comparação com outros pré­ candidatos do partido. Cita que Skaf teve 4,5 milhões de votos em 2014 - 21% dos votos válidos em São Paulo. ‘Ele é muito respeitado pelos empresários. A campanha contra o aumento de impostos foi um sucesso que o Brasil inteiro teve conhecimento. O pato foi inflado em vários estados’, relembrou. Além do pato inflável, que se tomou um dos símbolos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os empresários afirmam que uma das bandeiras que o Presidente da Fiesp poderia usar é a luta contra a CPMF. À época, ele organizou um abaixo assinado pelo fim da contribuição. O movimento tenta emplacar a ideia de que Skaf é um nome nacional e diz que, em uma das reuniões da federação, ele apresentou pesquisas que apontavam que 3,5% da população reconhece seu nome - isso de forma espontânea, sem haver uma tabela com alternativas apresentada ao entrevistado. ‘E olha que ele não foi lançado ainda’, anima-se Carlos Trombini, presidente do Sindratar (que representa a indústria de refrigeração). Procurado, Skaf disse por meio de nota que agradece a manifestação aos amigos, mas que tem como missão ‘buscar o governo de São Paulo’. ‘Além disso, o MDB já lançou à presidência Henrique Meirelles, que conta com todo o meu apoio’, afirmou”.

36 REVISTA DA INSTALAÇÃO

DIRETORIA JOSÉ SILVIO VALDISSERA Presidente e Delegado Representante Fiesp Efetivo MARCOS ANTONIO PASCHOTTO Diretor VP de Instalações Prediais Elétricas LUIZ CARLOS VELOSO Diretor VP de Instalações Prediais Hidráulicas e Gás - Delegado Representante Fiesp Suplente LUIZ ANTONIO ALVAREZ Diretor VP de Sistemas de Aquecimento – Delegado Representante Fiesp Suplente MARCO ALBERTO DA SILVA Diretor VP de Instalações Industriais VICTOR JOSÉ RONCHETTI Diretor VP de Instalações Prediais de Sistemas Complementares Diretores VP – Conselho Fiscal NELSON GABRIEL CAMARGO IVAN MACHADO TERNI RAMON NICOLAS OLMOS ODIL PORTO JUNIOR FERNANDO BELOTTO FERREIRA SURAHIA MARIA JACOB CHAGURI

Av. Paulista, 1313 - 9º andar - cj 905 Cerqueira Cesar - São Paulo 01311-923 - (11) 3266-5600 www.sindinstalacao.com.br


| Abrinstal

Workshop de Gases Combustíveis

O

mercado de instalação de redes internas de gases combustíveis está em crescimento não apenas no estado de São Paulo, mas em várias partes do Brasil, principalmente devido à ampliação das redes de gás natural em diversas cidades. Para que este setor se desenvolva de forma sustentável, as empresas precisam cuidar da qualidade do serviço prestado, investir na capacitação de mão de obra para oferecer instalações seguras e buscar sempre o melhor desempenho. Esses foram os temas centrais Workshop de Instalações - Gases Combustíveis - BIP, realizado no último dia 23 de maio, na Fiesp, em São Paulo. Na abertura do evento, o Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) reconheceu que o trabalho realizado pela Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência de Instalações (Abrinstal) traz grandes benefícios para o setor da construção. “A Abrinstal busca a valorização das empresas instaladoras que se preocupam com a qualidade, a segurança e o fator desempenho nos trabalhos realizados. Isso é muito positivo para o setor, pois resulta em um conjunto de prestadores de serviços com melhor qualidade, valoriza o mercado e precisamos apoiar

Qualidade, segurança e o desempenho das instaladoras foram os temas mais discutidos no evento. Para Sinduscon-SP o trabalho realizado pela Abrinstal é muito positivo para todo o setor, pois agrega valor às construções. esse tipo de iniciativa”, afirmou Sergio Cincurá, membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade - CTG, do Sinduscon-SP. O evento reuniu mais de 80 pessoas do setor de construção e sistemas prediais, como instaladoras, projetistas, fabricantes de produtos, construtoras, além de representantes de diversas entidades como Sindinstalação, Abrasip, Secovi e Senai. No evento, o diretor-executivo da Abrinstal, Alberto J. Fossa, apresentou o Building´s Installations Performance (BIP), que é o novo selo de qualidade das instalações. Ele entra em substituição ao Qualinstal. O objetivo do BIP é aumentar o desempenho das empresas instaladoras, diminuir as falhas e garantir maior produtividade. Para isso, é feita a análise dos projetos, para validar sua consistência; da capacitação e competência de mão de obra; é verificada a conformidade dos produtos utilizados; a qualidade geral do trabalho, a gestão do processo, entre outros itens. Uma das novidades do BIP é a criação de uma escala de desempenho, que vai de A até D. A empresa instaladora que cumprir o maior número de requisitos terá a nota máxima, que é o A. A metodologia é similar à adotada pelo Selo Procel de eficiência de equipamentos, que vai de A até E.

Foto: Divulgação

“As empresas são diferentes um das outras, assim como a qualidade dos serviços prestados. O BIP garante que aquela instaladora certificada, realiza os serviços dentro das normas técnicas em vigor, segue os padrões adequados de segurança, tem mão de obra capacitada, entre outros diferenciais. Além da preocupação com a qualidade e a segurança, há também a vertente da redução dos custos, por meio do aumento da eficiência do uso de materiais e diminuição do retrabalho”, conta Fossa. No evento, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) foi a entidade responsável para apresentar o tema sobre preparação de mão de obra para o setor. A unidade do Senai no Brás, em São Paulo, oferece os cursos para a área de gases combustíveis. No Tatuapé é oferecido o curso de soldador de polietileno. Para Fernando Gusmão, do Senai, investir na formação de mão de obra significa retorno para a empresa instaladora. “O retrabalho sai muito mais caro. É importante investir na qualificação, pois ela ajuda na redução dos custos operacionais, diminuindo desperdícios e as despesas com acidentes de trabalho. Além disso, o trabalhador tem maior empregabilidade”, conta Gusmão, que levou para o workshop a apresentação “Qual a estrutura de capacitação e certificação para o mercado de instalação de gases combustíveis? Quais as barreiras?”. REVISTA DA INSTALAÇÃO 37


ESPAÇO SINDINSTALAÇÃO

| Abrasip

PROSPECT é um estágio que antecede o cliente, é aquela pessoa que consome suas “soluções” e que se mostra ativa nos conteúdos, e-mail marketing, etc. Isso significa que a única coisa que falta para o prospect se tornar um cliente é “inserir os produtos no carrinho e efetivar a compra” – leia-se Google. Há alguns anos, é realizado pelo Secovi o “Encontro de Construtores e Incorporadores”, quando são abordados assuntos pertinentes à nossa área. Também da mesma forma, o Sinduscon realiza encontros similares, ambos com a mesma alta qualidade. A Abrasip sempre se faz presente como apoiadora, como também convidada como palestrante nos mesmos. Nesses Encontros, nesta época de crise a qual estamos vivendo, as palestras e debates giram em torno dessa preocupação pela qual o país atravessa. A situação ainda está sem dar sinais de alguma luz no final do túnel? Sim, mas a mesma está começando a se manifestar, fraca, mas está. Há muito o que desovar, vendas fracas, muitos distratos, tudo em função da perda do poder aquisitivo. Por outro lado, os empresários continuam buscando áreas para futuros lançamentos, pois o período que conta (desde a fase da aquisição do terreno, até chegar à etapa dos projetos concluídos e executados), lá se vão vários anos, tempo este que, com muita esperança na decisão tomada, esta crise até lá, terá se findado. Tomara!!! O denominador comum de um desses Encontros foi unânime: para o

conceito moderno de um empreendimento ter êxito, é necessário que toda a equipe que envolverá o mesmo, caminhe junto desde o início (incorporador, construtora, geógrafo, arquiteto, projetistas dos segmentos de Sistemas Prediais, Estrutura, Paisagismo, instaladora, etc). Nesta ocasião, no momento do debate, a Abrasip, através da presidência, enviou a sugestão para que se estudasse com apreço o papel fundamental de mudança na forma de trabalhar do setor do Marketing. Em nosso ponto de vista, é de suma importância que os corretores não façam somente o papel de apresentador do “apartamento decorado e da maquete do empreendimento acompanhado de uma taça de champanhe”, e pare por aí nas “informações”. É necessário que o prospect leigo receba a informação de forma substancial, sobre a equipe participante da execução daquele empreendimento que ele pensa em adquirir, tanto as empresas projetistas quanto a Instaladora e fabricantes. É necessário “ensiná-lo no bom sentido”, a dar valor àquela sua provável aquisição: afinal de contas, será seu patrimônio. Ele precisa conhecer um pouco do histórico das empresas envolvidas, se são idôneas, competentes de fato, há quanto exercem suas funções no mercado, etc. Com esses dados, uma vez bem informados nesta 1ª visita, isso possibilitará ao futuro cliente enxergar com mais credibilidade e confiança a Construtora e a Incorporadora daquele empreendimento ora visitado. Ele, se estiver de

MARIA LUISA K. L. PASSERINI - J.C.Passerini

38 REVISTA DA INSTALAÇÃO

Foto: ShutterStock

O

O Marketing, o prospect e o custo-benefício

fato interessado pelas informações obtidas, irá complementar sua pesquisa no “Google”, com toda a certeza! Conclusão: Ponto positivo e valorização para a Incorporadora, a Construtora e a nós projetistas, instaladores e fornecedores. Fazendo um comparativo: se consultarmos um médico ou advogado para assuntos de grande relevância para a nossa vida, não pesquisaremos os melhores nomes, procurando visar o custo-benefício em termos de uma escolha certa? Senti naquele momento, que os presentes nestes dois Seminários receberam muito bem esse assunto apontado pela Abrasip. Que esta sugestão seja concretizada, que não fique solta ao tempo, que não se restrinja somente à entrega formal do Memorial do Proprietário com a aquisição consumada. Quem sair à frente e aderir a esta sugestão, certamente terá inúmeros seguidores!

Engenharia de Projetos de Elétrica e Hidráulica Ltda e vice-presidente de Comunicação da Abrasip.


Participe! O Prêmio Seconci-SP de Saúde e Segurança do Trabalho valoriza essas melhores práticas nos canteiros de obra em todo Estado de São Paulo, e vai premiar obras residenciais, comerciais, industriais, esportivas, portuárias, aeroportuárias, educacionais, hospitalares e obras de arte (pontes e viadutos).

Inscreva a sua obra

www.premioseconci-sp.com.br Categorias Controle de Perigos e Riscos no Canteiro Controle da Saúde no Canteiro Gerenciamento Ambiental do Entorno da Obra Regionalização

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4 5

7

A divisão do Estado em 7 diferentes regiões tem o objetivo de incentivar a participação 6 das pequenas e médias construtoras de cada região.

ORGANIZAÇÃO E REALIZAÇÃO

PARCERIA

Juntos para fortalecer a Construção APOIO INSTITUCIONAL

APOIO DE MÍDIA


ARTIGO | Retrofit

Além do básico:

considerações ao reformar um Chiller

M

uitos edifícios comerciais precisarão substituir os sistemas de climatização nos próximos anos. A vida útil média para substituição de boa parte dos sistemas de ar-condicionao atualmente em operação é de no máximo 20 anos e muitos edifícios no Brasil foram construídos nos anos 90, ou antes.

Infelizmente, quando muitos desses prédios foram construídos, a ideia de que grandes equipamentos precisariam ser substituídos não era uma consideração primária durante a realização do projeto. A estética se sobrepôs à facilidade de acesso, resultando em salas de máquinas pequenas, localizadas em subsolos ou locais de difícil acesso. Mas, e se existisse outro jeito?

Avanços na fabricação de chillers proporcionaram que o retrofit de equipamentos de refrigeração se tornasse mais fácil, mais econômico e mais benéfico do que nunca. Atualmente, existem soluções que permitem que os proprietários de edifícios modernizem o seu sistema de climatização mantendo baixos os custos de instalação e melhorando a eficiência energética.

Considerações importantes para um Retrofit Antes de começar, uma das considerações mais importantes é o planejamento. Parece simples, mas existem algumas coisas que você deve planejar e que talvez que não sejam óbvias. Em primeiro lugar, é fundamental um parceiro de qualidade que entenda as suas necessidades e que estará presente durante todo o projeto, do começo ao fim, para ajudar e tornar a sua vida mais fácil. Cada construção tem suas peculiaridades e um bom fabricante de

equipamentos irá, além de fornecer os equipamentos, também ajudar com o conhecimento de sistemas, podendo dedicar tempo para entender as necessidades da construção e recomendar a melhor solução para o seu caso específico. Para evitar o erro das instalações antigas, que não levaram em conta as necessidades futuras, reserve um tempo para garantir que as necessidades futuras de seu edifício sejam atendidas no plano de modernização. A manutenção, por exemplo,

é algo que pode não parecer importante agora com um novo equipamento, mas será fundamental mais tarde. Certifique-­ se de escolher uma solução que considere suas necessidades futuras de manutenção, incluindo acesso fácil para limpeza e inspeções regulares. A etapa de planejamento também é uma oportunidade de trabalhar em conjunto com um prestador de serviços local para planejar e desenvolver uma rotina de manutenção preventiva regular pela vida útil do equipamento.

Olhe além da sala de máquinas Pode ser tentador ignorar o tempo necessário para planejar adequadamente o retrofit de um Chiller, mas essa etapa pode ajudar sua operação para além da sala de máquinas. Englobando não só as necessidades do chiller e da própria sala de máquinas, este projeto poderia também incluir outras modernizações no edifício que, em úl40 REVISTA DA INSTALAÇÃO

tima instância, economizariam tempo e dinheiro. Uma premissa segura hoje em dia é a de que, nos projetos de retrofit de resfriadores, o novo chiller seja muito mais eficiente em termos energéticos do que o que precisa ser substituído. No entanto, uma análise mais completa das instalações prediais pode gerar me-

lhorias adicionais. Ao analisar-se itens como sistemas de iluminação ou isolamento térmico da edificação, é possível encontrar oportunidades para reduzir a carga térmica geral do prédio, resultando em equipamentos menores e operantes durante menos tempo, economizando-se ainda mais dinheiro. Analisar de forma abrangente todos os sistemas


e componentes do seu edifício causará um impacto maior ainda em termos de redução de custos e melhoria de operação do que somente o chiller.

A melhor parte é que isso não deve ser uma responsabilidade apenas sua. Um bom fabricante de equipamentos analisará elementos que vão além da sua sala de

máquinas e buscará as soluções necessárias para que o seu projeto inclua toda a edificação, auxiliando assim para que sua operação funcione com mais eficiência.

Faça seu novo sistema trabalhar para você Outro fator importante é investigar como tornar seu edifício mais conectado e mais fácil de gerenciar. Os edifícios são cheios de potencial, pois a energia flui através deles - aquecimento, refrigeração e iluminação. Essa energia gera dados e esses dados podem ser transformados em informações e insights valiosos. Quando você entende o que esses dados significam e como você pode trabalhar com isso, é possível transformar o seu edifício em um ativo mais forte. Por exemplo, o Trane Intelligent Services pode informar

onde seu prédio está funcionando bem, onde as coisas poderiam ser melhores e o que você pode fazer a respeito. O que isso tem a ver com o retrofit de um chiller? Durante o processo de modernização, existe a oportunidade única de se analisar como as soluções de automação predial podem melhorar sua edificação, porque geralmente essa integração começa com o sistema HVAC. O novo chiller pode ser integrado aos outros sistemas prediais como iluminação, segurança ou combate a incêndio

- existentes e novos - para oferecer acesso e controle através de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Essas ferramentas fornecem dados para análises e melhor gerenciamento de edifícios, especialmente para aqueles indivíduos com um portfólio de edifícios a serem gerenciados. Portanto, isso significa que é possível obter análises contínuas e instantâneas através de monitoramento do sistema, alcançando-se melhor eficiência energética, maior confiabilidade e custos operacionais reduzidos.

Um retrato de sucesso Após planejar suas necessidades específicas e encontrar as soluções adequadas, quais metas você deve definir? Um projeto de retrofit bem-sucedido vai além da conclusão dentro do prazo e orçamento. Os melhores projetos de modernização analisam as necessidades do seu negócio e são realizados sem causar intervenções construtivas ou interrupções desnecessárias das operações. Como dito anteriormente, um bom parceiro nesse processo pode ajudar a determinar e executar desta maneira, recomendando ou especificando produtos adequados para o seu espaço sem a necessidade de, por exemplo, quebrar paredes, além de desenvolver soluções para garantir que os colaboradores dentro de seu prédio permaneçam confortáveis e produtivos durante o período de transição. Muitas vezes, os projetos de modernização mais bem-sucedidos entregam mais do que o esperado. Isso pode vir na

forma de melhor eficiência em condições de carga total e parcial, o que pode contribuir para reduzir as despesas operacionais. Isso significa que você poderá diminuir o consumo de energia, não apenas minimizando o impacto no ambiente, mas também no orçamento. Além disso, resultados positivos adicionais em um projeto de modernização podem vir da conectividade e controle em sistemas prediais, gerando cada vez mais informações sobre o edifício e fornecendo as ferramentas necessárias para melhor tomada de decisão. Tudo isso começa com o planejamento adequado do retrofit a ser feito. Para garantir que o sucesso seja duradouro após a instalação de um chiller, planeje reuniões periódicas com o fornecedor para acompanhar as atualizações e modernizações disponíveis para melhorar ou manter a eficiência do equipamento. Com um contato constante, será possível entender melhor como cuidar dele e

como fazê-lo funcionar cada vez melhor. Não importa quão avançados os sistemas sejam, nada disso importa se o seu equipamento falhar. Escolha um parceiro conhecido e que fabrique um equipamento confiável, pois ele estará por perto para ajudar caso algum problema ocorra. Porém, lembre-se do básico: faça as manutenções preventivas para evitar problemas antes que eles ocorram. É importante ter um cronograma de manutenção periódica executado de maneira disciplinada. Por fim, um retrofit de chiller não precisa ser difícil e é uma oportunidade para completar a modernização da edificação. É possível tornar os trabalhos de retrofit mais fáceis e mais bem-sucedidos ao se encontrar um parceiro que possa fornecer soluções que atendam às suas necessidades específicas, planejando melhorias de desempenho e definindo metas apropriadas para o projeto.

CARLOS NUNES - Executivo

de Vendas da Trane® no Brasil. REVISTA DA INSTALAÇÃO 41


ARTIGO

| Ferramentas

Foto: Divulgação

Cinco boas razões para laser profissionais

P

ara quem está preparando um novo sistema elétrico comercial, HVAC ou adaptação de uma configuração existente, o processo pode ser longo e tedioso. Adicionando níveis a laser ao seu saco de ferramentas, você pode não só trabalhar mais rápido, quanto mais precisamente. No entanto, alguns destes equipamentos já provaram que quebram facilmente e perdem a calibração durante o manuseio regular no serviço. Tendo em vista as necessidades dos técnicos, torna-se imperativo a utilização de níveis a laser profissionais. Esse tipo de equipamento é projetado para resistir às quedas, além de serem fáceis de usar e versáteis o suficiente para atender a uma variedade de requisitos de configuração elétrica e de HVAC. Se você está se perguntando por que precisa de um nível a laser profis42 REVISTA DA INSTALAÇÃO

sional de qualidade, abaixo estão cinco boas razões:

1. Precisão Se você está instalando aparelhagem, dutos, bandejas de cabos, iluminação, tomadas ou interruptores, é fundamental que o aparelho mapeie uma linha reta, seja para desempenho, estética, ou ambos. Linhas a giz e cadeias de referência cedem, borram e desaparecem. Os níveis a laser de uma linha profissional projetam com precisão e legibilidade pontos de referência e entregam resultados instantaneamente, graças a um rápido ‘gimbal’ autonivelante.

2. Sobrevivência a manuseio brusco Existem no mercado níveis a laser que tendem a quebrar facilmente ou perder a calibração, caso haja queda. Quando

você está realizando um serviço, você não pode se dar ao luxo de substituir seu nível a laser toda vez que isso ocorre. Por isso, é importante adquirir equipamentos com proteção de carcaça de borracha, que permitem que os aparelhos caiam e ainda permaneçam calibrados.

3. Tempo é dinheiro Pode ser um clichê, mas trata-se da mais pura verdade. Estima-se que eletricistas podem gastar até 25% de seu tempo medindo e preparando um trabalho. Ferramentas tradicionais como níveis de bolha ou prumo e giz, muitas vezes, exigem pelo menos duas pessoas. Investir em um nível a laser profissional possibilita a medição de uma grade padrão no chão e transferência dos pontos para o teto, garantindo assim o posicionamento preciso de luminárias, por exemplo. Isso minimiza o número de


utilizar níveis a Foto: Divulgação

Equipamento, quando bem escolhido e utilizado, pode tornar o trabalho mais rápido e preciso.

viagens até uma escada ou elevador, o que economiza tempo e reduz risco. O que costumava levar horas, pode levar minutos, tornando seu trabalho mais produtivo e preciso.

4. Chegar à causa raiz requer assistência Mesmo que seus olhos sejam bons, nem sempre é fácil identificar uma linha

Adicionando níveis a laser ao seu saco de ferramentas, você pode não só trabalhar mais rápido, quanto mais precisamente. No entanto, é imperativo a utilização de níveis a laser profissionais, de boa qualidade.

a giz em um ambiente empoeirado ou escuro. Se o local é úmido ou molhado, as chances da linha a giz desaparecer são grandes. Os níveis a laser profissionais produzem linhas contínuas que são nítidas e brilhantes, para garantir melhor visibilidade. Além disso, projetam três pontos claramente visíveis, com cores vibrantes verdes ou vermelhas, para condições de alta iluminação ambiente. A linha de dectores a lasers da Fluke ajuda a localizar a linha de maneira mais rápida e eficiente, em ambientes fechados ou ao ar livre.

5. Armazenamento e gerenciamento de dados pode ser um desafio Eletricistas e técnicos de HVAC instalam diferentes tipos de equipamentos em uma variedade de ambientes. O nível a laser profissional foi projetado para ajudar a mapear essas instalações rapidamente, de forma simples e precisa, em praticamente qualquer ambiente. Por exemplo: ✖ Trabalhos de canalização e bandejas de cabos. Use um laser pontual para transferir pontos de referência do chão para o teto para instalar rapidamente as bandejas de cabos e trabalho de duto. Você também pode utilizá-lo para ter certeza que tudo está disposto em linha reta. ✖ Aparelhagem e equipamento mecânico. Projete uma linha a laser (ao invés de uma linha a giz) para perfurar com facilidade e precisão

todos os furos no chão para equipamentos de manobra ou equipamentos mecânicos. Isso aumenta a precisão e elimina o risco de giz manchado, ajudando a garantir que você só tem que mover o equipamento pesado uma vez. ✖ Condutor e cabo rígido. Essas instalações exigem buracos perfeitamente alinhados no chão e teto (ou paredes opostas) para um ajuste adequado. Você pode utilizar os níveis a laser para alinhar pontos centrais de vários buracos de uma só vez, ou, usar o ponto a laser para transferir pontos individuais.   ✖ Corrida de iluminação longa. Use um laser pontual para determinar pontos de referência para uma corrida longa e um laser de linha para criar uma corrida perfeitamente reta. Isso pode economizar viagens até a escada ou elevar a tesoura e aumentar a precisão. ✖ Tomadas e interruptores. Use um nível a laser de linha para alinhar facilmente uma parede inteira de tomadas de uma só vez. Isso economiza tempo e aumenta a precisão sobre o uso de uma linha a giz ou uma fita métrica.

MARCO GONÇALVES

Especialista de Produtos da Fluke do Brasil REVISTA DA INSTALAÇÃO 43


PRODUTOS

❱❱ CABOS ESPECIAIS

Atenta às necessidades do mercado, a Cofibam desenvolveu cabos para altas temperaturas. Ao todo, são nove linhas (Cofialt; Cofisil; SHT; Cofiflon; KHT; MHT; LM; Cofidox-Radoxil e Cofisolda), que reúnem 29 tipos de cabos com características diferenciadas, a fim de atender a variadas demandas dos clientes, como em aplicações em equipamentos com altas temperaturas, como estufas e fornos, e em pontos críticos em veículos ou ambientes. Um dos destaques do portfólio, a Linha Cofisil é composta por nove tipos de cabos, sendo que oito deles operam com temperaturas entre -70°C e 200°C e um que opera até +150°C. Há modelos com as mais variadas tensões, que vão de 300 a 750 V. São resistentes a condições de umidade, óleos, graxas e vapores corrosivos.

❱❱ ISOLAMENTO ACÚSTICO

A Trisoft, empresa que desenvolve itens com lã de PET, oferece cinco produtos para combater os ruídos do ambiente, cada um com sua característica peculiar, mas que possuem em comum soluções acústicas que trazem conforto para as pessoas. As opções são o Revest Frame Trisoft, Nuvem e Nuvem Decor Trisoft, BafflesDecor e Linha Forros Trisoft. O Revest Frame Trisoft (foto) é indicado para revestimento de paredes e melhora a inteligibilidade do som, reduzindo a reverberação no ambiente. A junta seca dos painéis proporciona ótimo acabamento estético, ideal para quem busca flexibilidade de projeto e personalização de ambientes. Além da absorção sonora o Revest Frame também contribui como elemento decorativo.

44 REVISTA DA INSTALAÇÃO

❱❱ SISTEMA DE ACIONAMENTO

Para promover maior eficiência, mais flexibilidade e confiabilidade, a Danfoss desenvolveu o VLT® FlexConcept®, um sistema de acionamento que utiliza a tecnologia de drives combinada com os mais avançados conversores num sistema unificado. Com menos variantes, o VLT® FlexConcept® simplifica o planejamento, a instalação, o comissionamento e a manutenção de projetos, especialmente em aplicações de transportadores, independentemente da necessidade do projeto da planta ser centralizado ou descentralizado. Os componentes do sistema proporcionam ao usuário máxima flexibilidade com um número mínimo de unidades, ou seja, motores, redutores e conversores de frequência, que oferecem um design operacional unificado e funções padrão.


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❱❱ SONDA COM FILTRO

A Fluke Networks anuncia ao mercado brasileiro o lançamento da sonda com filtro Pro3000F, mais recente versão da clássica família de sondas e geradores de tons Pro3000. A Pro3000F apresenta um filtro avançado que remove a interferência de sinais de 50 ou 60 Hz e suas frequências harmônicas. O filtro permite que técnicos encontrem facilmente o cabo ou fio que rastreiam mesmo na presença de fontes externas de ruído, como cabos de energia e de iluminação. O equipamento é vendido separadamente ou com o gerador de tons Pro3000, que apresenta a tecnologia SmartTone™ com cinco tons distintos para a identificação do par exato. Ele também é compatível com geradores analógicos antigos e com aqueles integrados aos produtos da Fluke Networks, inclusive das séries MicroScanner2™, CableIQ™ e DSX CableAnalyzer™.

❱❱ GERADOR A GÁS

A Cummins lançou uma nova versão do gerador a gás natural de 60 Hz, alimentado por um motor a gás natural i-turbo de 18 cilindros, como parte de sua linha de produtos a gás de 91 litros. A nova série de modelos oferece uma potência superior a 2.000 kW em baixas emissões, até 0.5g / hp-h, NOx sem pós-tratamento, além de atender os requisitos, constantemente renovados, da ISO 8528-5 G1. A série QSV91 a gás minimiza a tensão, o desvio de frequência e o tempo de recuperação operacional, ao mesmo tempo em que consegue um manejo da carga de 100% sem desligamento. A nova série foi desenvolvida para funcionar em ambientes extremos e é capaz de operar em temperaturas ambiente de até 55ºC e a 1.500 metros acima do nível do mar, tornando-a adequada para uma ampla variedade de indústrias e aplicações. O gerador pode funcionar em modo de energia contínua e em espera a 60 Hz com o uso de um único gerador de 1,54 MWe a 2 MWe. Esses recursos o tornarão a escolha ideal para locais isolados e para aplicações fora da rede, sendo necessária, de qualquer forma, uma solução de energia vigorosa e robusta. A série  atualizada  também proporciona flexibilidade de combustível,  podendo produzir eletricidade a partir de gasodutos de gás natural ou outros combustíveis gasosos alternativos, como o gás petrolífero com baixo teor de metano. A nova série de produtos vem com uma eficiência elétrica de mais de 38.3% e oferece um amplo intervalo de operação do teor de metano para combustíveis com baixo teor de metano, abaixo de 40 MN.

❱❱ SCANNER 3D

Desembarcou oficialmente em maio no Brasil, através de seu distribuidor exclusivo na América Latina, a empresa californiana pioneira na tecnologia de escaneamento e digitalização 3D de ambientes. Com isso, chegou ao País o Sensor Canvas, um scanner 3D focado no segmento de arquitetura, design de ambientes e serviços planejados de interiores. Em apenas um clique, o Sensor Canvas digitaliza todas as medidas e detalhes estruturais de um ambiente, transformando-o em um arquivo Autocad ou Skechtup, editável também em Revit. O scanner foi desenvolvido para otimizar o tamanho da equipe e tempo que ela perde em campo fazendo as medições, levantamentos e economiza os custos com a modelagem 3D e CAD dos ambientes. A ferramenta leva, em média, 30 minutos para fazer o levantamento e medição de uma casa inteira. 46 REVISTA DA INSTALAÇÃO


PRODUTOS

❱❱ PROTEÇÃO E CONTROLE ❱❱ ACESSÓRIOS PARA REDES

A Nexans possui uma ampla linha de Acessórios de Cabos de Energia, composta por produtos importados, fabricados em plantas da Nexans na Alemanha, Bélgica, Reino Unido, França e Itália. A linha de Acessórios de Energia de baixa, média e alta tensão, conectores mecânicos e terminais desconectáveis para cabos da Nexans é líder em inovação na Europa, e a marca é uma das líderes globais de mercado de acessórios de média e alta tensão, oferecendo uma gama completa de acessórios para redes de distribuição de energia: conectores de borracha EPDM pré-moldados e terminações de silicone para cabos, buchas epóxi para transformadores e painéis, uma ampla gama de terminações e juntas térmicas até 170 kV, bem como cabos de jumper customizados e testados eletricamente para aplicações de média tensão. Através da marca GPH, estão disponíveis a linha de produtos padrão de conectores mecânicos ou de compressão e terminais de cabos para condutores de alumínio e cobre. Os acessórios de energia da Nexans são vendidos ao redor do mundo pela companhia em cooperação com uma extensa rede de distribuição, vendas diretas para OEMs, desenvolvedores de projetos, companhias de engenharia e serviços de utilidade pública. Na foto, exemplos de bushings e terminações em resina epóxi.

A RST Quadros Elétricos lançou sua linha de quadros para proteção e controle de duas motobombas para recalque de água. Os equipamentos são aprovados pelos revendedores e pelos profissionais de eletricidade, aliam baixo custo, alta qualidade dos componentes e pronta-entrega, garantindo segurança nas instalações e vida longa para as motobombas, evitando a falta de água nas residências e em diversas outras aplicações. Proporcionam instalação rápida, fazem a reversão automática, e em caso de manutenção pode-se deixar uma bomba em funcionamento, não comprometendo o abastecimento. A caixa é metálica e resistente, possui grau de proteção IP54, fecho especial para colocação de cadeado e pode ser personalizada com o nome do revendedor. Os quadros contam com tecnologia atual na proteção contra curto-circuito e sobrecarga das motobombas e acompanham diagrama de força para facilitar o trabalho dos eletricistas.

❱❱ REFLETOR LED

Com corpo em alumínio e proteção contra água, o refletor LED de 60 W RGB, da NeoSolar Energia, é ideal para iluminação externa, com baixo consumo de energia, comparado com os refletores comuns. Pode alternar suas cores para variações de vermelho, verde ou azul por meio de controle remoto. Tem vida útil estimada de 35 mil horas. Disponível no tamanho de 285 x 235 x 155 mm, possui garantia de 1 ano, ângulo de abertura de 160° e equivale a uma lâmpada incandescente de 300 W. O equipamento é bivolt automático.

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❱❱ EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A Electrolux destaca seu portfólio de Lâmpadas Bulbo Led A 60, com quatro potências (4,7; 8,5; 10,5 e 14 W); e a Lâmpada Bulbo Double Pack Led A 60, com potência de 4,7 W. As lâmpadas da Electrolux chamam atenção pela eficiência energética e a luminosidade que proporcionam. Com tecnologia LED (Light Emitting Diode), substituta das lâmpadas incandescentes e eletrônicas, os produtos geram uma economia no consumo de energia elétrica de até 88%. O LED ainda não aquece o ambiente e apresenta durabilidade até 25 vezes superior aos modelos convencionais. Já na questão de luminosidade, as lâmpadas Electrolux alcançam eficiência média de 96 lm/W (lúmens por watts), o que representa mais de 60% do valor mínimo especificado pelo Inmetro. A empresa ainda oferece, como diferencial, a garantia de 3 anos contra defeitos de fabricação, para qualquer modelo da linha de lâmpadas bulbo de LED. A Exicon Iluminação é a empresa responsável por toda a operação do negócio de iluminação da Electrolux no Brasil, América Latina e Portugal.

❱❱ PORTFÓLIO AMPLIADO

Diante de fios e cabos embaralhados, com diferentes diâmetros, cores e conexões, identificá-los pode ser uma tarefa árdua, tornando o processo de instalação e manutenção complicado e inseguro. Para facilitar a identificação sem comprometer o isolamento, a Steck amplia sua linha de fitas isolantes coloridas, lançando a versão amarela, totalizando cinco opções com as já existentes em azul, verde, vermelho e branca. Capaz de isolar até 700 V, a Fiteck® amarela é produzida em PVC com adesivo à base de borracha, auto extinguível. Cada rolo tem 20 metros de comprimento, com 18 mm de largura e 0,13 mm de espessura. Prática e versátil, é indicada também para reparos elétricos domésticos, como emendas de fios, conserto de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos e reforço em cabos de ferramentas, garantindo proteção e praticidade

❱❱ SISTEMAS INTELIGENTES

A Orbitec apresenta a série BOOSTERPRESS. Tratam-se de sistemas inteligentes controlados por pressostatos eletrônicos ou inversores de frequência, ou seja, um sistema conjugado por duas bombas centrífugas multiestágios que são acionadas independentemente por inversores de frequência, conforme a demanda da vazão de água. Elas fazem um revezamento automático através do qual uma funciona como reserva, resultando em maior confiabilidade para o sistema e mantendo uma pressão constante da água. A solução é indicada para residências e também edifícios comerciais, academias, hotéis, indústrias e hospitais, em aplicações de pequeno, médio e grande porte.

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AGENDA | Julho

CURSOS/EVENTOS Curso Trabalho em alturas: NR 35 Data/Local: 21 e 22/07 – São Paulo (SP) Informações: neosolar.com.br/cursos-energia-solar

Curso Projeto de instalações elétricas de baixa tensão

Curso Manutenção predial para edifícios residenciais Data/Local 23/07 a 02/08 (segunda a quinta-feira) - São Paulo (SP) Informações: (11) 5591-1304 a 1308 e universidade@secovi.com.br

Foto: ShuterStock

Data/Local: 23 a 25/07 – São Paulo (SP) Informações: cursos@barreto.eng.br e www.barreto.eng.br

Fórum Potência – Goiânia

Curso Cálculo de carga térmica para câmara frigorífica

Data/Local: 24/07 – Goiânia (GO) Informações: (11) 4225-5400 e www.revistapotencia.com.br

Data/Local: 27/07 – São Paulo (SP) Informações: (11) 3361-7266 e cursos@abrava.com.br

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Revista da Instalação Edição nº 26  
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