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A evolução da Comunicação; a sociedade de consumo

SandraS. Rodrigues

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Ficha de Trabalho de: _________________________ Formadora: Sandra Rodrigues Curso: ____________________ Data: __________ Classificação: _______________ Nome: _______________________________________________________ Nº: _____

O que é a comunicação? É uma carta, um texto, um grito, um aceno de mão ou de cabeça. Não esquecer a televisão, a rádio, os livros, os jornais. A lista é longa: muito maior do que aquilo que se possa imaginar, porque as pessoas não são os únicos seres que comunicam. Os animais resolveram o problema da comunicação muito antes dos homens. Usam os sons, as cores, o paladar, o olfacto e o movimento para enviarem mensagens uns aos outros. Pode pensar-se na fala como a nossa capacidade de comunicação mais fácil, mas os primeiros seres humanos não falavam; gesticulavam e emitiam sons. Aliás, nunca perderam estas capacidades básicas de comunicar sem palavras. Quando estiver a conversar com alguém, experimente expressões faciais e gestos que reforcem o que está a dizer; verá como as suas palavras terão mais força. Tal como a fala começou com ruídos, os desenhos marcaram o início da comunicação escrita. Pintados nas paredes das cavernas ou gravados em barro, deixaram um registo duradouro de mensagens. A escrita pictórica ainda é usada para quebrar barreiras linguísticas: numa cidade estrangeira, se na porta da casa de banho houver um boneco, não há margem para erro. A comunicação animal Ladrar, zumbir, chilrear e abanar a cauda – os animais estão longe de ser mudos. Podem não ser capazes de usar palavras e frases, mas nunca param de tagarelar. Servem-se do olfacto, da voz, da luz, das cores e dos movimentos para comunicarem. Usam mensagens para avisarem da existência de perigo, para conduzirem os seus companheiros até à comida, para acasalarem e para muito mais. De facto, a comunicação no mundo animal é tão rica e variada que, comparativamente, os seres humanos parecem silenciosos. Dependemos sobretudo da audição e da visão para comunicar uns com os outros, porém, os animais, apesar de teremos sentidos da audição e da visão muito apurados, podem usar o olfacto e o tacto para receberem mensagens. Sem palavras Os seres humanos, muito antes de usarem as palavras, usavam as mãos e os rostos para se exprimirem. Actualmente, ainda usamos expressões e gestos para comunicar as nossas ideias aos outros. Quando estamos a falar, sorrimos e franzimos a testa, levantamos as sobrancelhas e gesticulamos para sublinhar o que queremos dizer. Até a forma como nos sentamos pode revelar se o que estamos a dizer é verdade ou é mentira. 1. Elabore um trabalho de pesquisa, para se apresentado em sala de aula, sobre os seguintes temas:  Antes da fala;  Expressões faciais;  Linguagem corporal;  Sinais com as mãos.

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A fala A fala é um instrumento poderoso na comunicação. Podemos gritar um aviso sem hesitar um segundo. No entanto, com reflexão, preparação e cuidado, podemos usar a fala para explicar ideias difíceis e complexas, ou para convencer alguém a aceitar o nosso ponto de vista. Porém, começar a falar não é fácil, e a maior parte de nós celebra o primeiro aniversário antes de proferir a primeira palavra.

Quando começam os seres humanos a falar: Se os fósseis conservassem as primeiras palavras tão bem como preservam os ossos dos povos antigos, saberíamos com exactidão quando começaram os seres humanos a falar. Infelizmente, isso não acontece, e os cientistas e os arqueólogos que desenterram esqueletos antigos encontram poucas pistas sobre a comunicação dos primeiros seres humanos. Não é de surpreender que os cientistas não saibam quando começaram os seres humanos a falar. Apesar de alguns pensarem que a capacidade da fala tem cerca de oitocentos mil anos, há outros que acreditam que a espécie humana era muda até há cerca de trezentos mil anos. Os cientistas que optaram pela data mais recentes das que acabamos de referir, usam os pequenos crânios de povos antigos como prova. Argumentam que os cérebros dos nossos antepassados mais distantes eram muito pequenos e que simplesmente não tinham “poder cerebral” para falar. A forma do crânio também revela a posição da laringe (onde se encontram as cordas vocais, que nos permitem formar as palavras). Se estiver muito em cima na garganta, é impossível falar. Contudo, o que estes povos fizeram conta-nos uma história bem diferentes. Há cerca de oitocentos mil anos, alguns atravessaram grandes oceanos – como conseguiam construir e dirigir à vela sem falarem uns com os outros? A capacidade de fala desenvolve-se ouvindo falar quem nos rodeia. Apesar de a maior parte dos bebés compreenderam algumas palavras quando atingem um ano de idade, só começam a falar alguns meses mais tarde. Isto porque precisam de aprender a controlar alguns órgãos do aparelho fonador, como a língua. A maior parte dos bebés dizem as primeiras palavras entre os doze e os dezoito meses, e conseguem construir frases simples, de três ou mais palavras, quando chegam aos dois anos. O surpreendente é termos uma única hipótese de aprender a falar. Os cientistas acreditam que se não tivermos adquirido a linguagem até à adolescência, nunca mais o conseguiremos. Educar uma criança em silêncio para provar esta teoria seria uma experiência cruel. No entanto, existe crianças que crescem com animais e que nunca ouviram falar quando eram pequenas. Essas crianças, que entraram em contacto com os seres humanos após os seus doze anos, raramente conseguem dizer mais do que algumas palavras.

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Poucas pessoas tiveram de passar por esta experiência. No entanto, uma em cada dez tem dificuldade em comunicar através da fala. A maior parte destas pessoas perdeu a capacidade de falar devido a acidente ou doença. Felizmente, os terapeutas da fala conseguem com frequência ajudar a melhorar ou até a restabelecer este objectivo, os doentes são equipados com sintetizadores da fala e outros meios auxiliares, que lhe devolvem as vozes perdidas. 1. Defina:  Antropólogo:__________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _______________________________________________________

Arqueólogo: __________________________________________________

_____________________________________________________________________________________ _______________________________________________________

Terapeuta da fala:_______________________________________________

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2. Investigue e apresente à turma, línguas usadas no passado, incluindo a compreensão e a tradução de sistemas de escrita não alfabéticos. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________

3. Misture a sua própria música (www.nhm.ac.uk/interactive/sounds)

usando

sons

de

animais

A escrita (exercícios): 1. Escreva o seu nome em hieróglifos (www.upennmuseum.com/hieroglyphsreal.org)

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2. Investigue e descubra como apareceu temas.com/contacto/New Files/contacto8.html)

a

escrita

(www.revista-

3. Aprenda mais sobre a escrita hieróglifa (www.antigoegipto.com.sapo.pt) 4. Se quiser ver de perto a Pedra Roseta, a chave da descodificação dos hieróglifos, visite o Museu Britânico, em Londres, ou o site: www.thebritishmuseum.ac.uk

5. Observe no Jardim Zoológico mais próximo, os golfinhos a comunicarem entre si. 6. Visite uma gruta em França com algumas das pinturas rupestres mais famosas – Lascaux; Montiganc (www.culture.gouv.fr/culture/arcnt/lascaux/fr.

Resumindo… Durante muito tempo, as comunicações faziam-se estritamente de pessoa para pessoa. Se se quisesse enviar uma carta, era preciso um mensageiro que a levasse. Os serviços postais simplificaram as coisas, mas não as tornaram muito rápidas, porque a carta continuava a ter de viajar por carruagem puxada por cavalos até ao seu destinatário. Os sinais de luzes ou de bandeiras eram mais rápidos do que os cavalos, mas sinais luminosos no cimo das colinas podem dizer pouco mais do que “sim” ou “não”, e até os melhores sinais visuais só chegam até onde a vista consegue alcançar. A descoberta da electricidade veio alterar isto. Os fios do telégrafo zumbiam, não com palavras, mas com impulsos de electricidade. Pouco tempo depois, as chamadas telefónicas substituíram este código de “pontos e traços”. Pelo menos de certo modo, estas chamadas são como as mensagens escritas do passado: continuam a ser “de mim para ti”. E nada aproxima mais os povos do que uma mensagem pessoal.

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A invenção do alfabeto foi um avanço na comunicação. Os alfabetos têm um símbolo para cada som da fala. Deste modo, escrever significa dominar menos de trinta letras. Os fenícios foram os primeiros a usar um alfabeto, no século XI a. C. A ideia foi copiada pelos gregos e, mais tarde, pelos romanos, que criaram o alfabeto que utilizamos presentemente. Os alfabetos pouco fizeram para acelerar as comunicações à distância: os mensageiros transportavam mensagens e cartas a pé ou a cavalo. As grandes civilizações do Egipto, Roma e China tinham serviços de mensageiros para entregar mensagens dos governantes. Os serviços privados só começaram a prosperar com o crescimento de negócios na Europa do século XIII, e os públicos surgiram dois séculos mais tarde, em França e em Inglaterra. No início, apenas os ricos podiam pagá-los, mas posteriormente tornaram-se populares, com a criação da taxa única para o envio de cartas, independentemente do local de destino. Para mensagens simples existiam alternativas rápidas. Os sinais de fumo ou de fogo ajudaram as pessoas a comunicarem quase instantaneamente entre distâncias curtas. Ao usarem o reflexo da luz do Sol em espelhos, ou agitando bandeiras, foi possível enviar mensagens mais longas. Um inventor francês criou uma cadeia de torres telegráficas com braços oscilantes, mantendo assim o país inteiro em contacto. O telégrafo de maior sucesso, de meados do século XIX, foi baptizado com o nome do pintor e inventor norte-americano Samuel Morse, o pioneiro da rede de fios e dos impulsos eléctricos ponto-traços que circulavam através dela. A voz começou a viajar nos fios com a invenção do telefone, por volta de 1870. As chamadas passavam por telefonistas até se ter inventado uma central telefónica automática. Este sistema foi usado durante setenta anos. À medida que se tornava obsoleto, na década de 1970 estava a ser desenvolvido um novo telefone, que utilizava ondas de rádio; tratava-se do telemóvel, cuja rivalidade com o telefon não cessa de aumentar…

1. Pesquise e defina:  Estafeta: ______________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Engenheiro de telecomunicações: __________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Técnico de distribuição postal: ____________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

2. Consulte a história dos (http://www.imultimedia.pt/museuvirtualpress/port/alfa.html

alfabetos

3. Consulte (para saber mais sobre a história do correio britânico): www.bathpostalmuseum.org

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4. Visite/ pesquise o museu das telecomunicações (www.fpc.pt/FPCWeb/museum).

A difusão da palavra: Folhas de papel branco, letras de metal pequenas e tinta não pareciam materiais que pudessem mudar o mundo. No entanto, quando Johannes Gutenberg (14001468) as juntou, foi precisamente o que aconteceu. A comunicação deixou de ser pessoal e as ideias e o conhecimento rapidamente se difundiram. Apesar de a imprensa se ter mantido o meio de comunicação mais poderoso durante cerca de quatrocentos anos, nos séculos XIX e XX surgiu a concorrência. A fotografia fazia cópias da realidade. O filme deu vida às fotografias. O som começou a ser gravado, e os transmissores de rádio enviavam palavras e música para o mundo inteiro. A televisão teve um efeito quase tão importante como a imprensa. Em muitos países, a conhecida “caixa mágica” é a principal fonte de notícias e de entretenimento. Copiar à mão um livro inteiro com uma caneta parece uma tarefa impossível; contudo, outrora, todos os livros eram feitos da mesma forma. A descoberta da tipografia, por volta de 1440, colocou os copistas no desemprego. No tempo que um copista demorava a escrever um livro caro, um impressor conseguia fazer mil livros mais baratos. Os novos livros impressos deram oportunidades às pessoas mais pobres de ter algo para ler e difundiram ideias novas e radicais que agitaram o mundo da religião e da ciência. A palavra impressa Quando a imprensa começou a funcionar na Alemanha, só havia uns quatro milhares de livros na Europa. No entanto, a penas meio século mais tarde, as tipografias tinham produzido mais de nove milhões de exemplares. No início, eram elas próprias que vendiam os livros, mas à medida que os números e a procura foram aumentando, surgiu um novo negócio, a indústria editorial. Os editores organizavam a produção e a venda de livros, jornais e revistas, mas nunca sujaram os dedos de tinta. As tipografias eram pagas para fazer a impressão e a encadernação dos livros. A gravação do som Os “riffs” de uma guitarra e o som grave do baixo soam hoje nos minúsculos leitores MP3. Apesar de esta tecnologia digital estar a mudar o modo como compramos e usamos o som gravado, não eliminou o vinil. Os discos de plástico pretos e brilhantes que ainda dominam as pistas de dança têm uma surpreendente e longa história. Surgiram em 1888 e giram quase inalterados desde essa data. A gravação de som é ainda mais antiga. Começou no laboratório de Thomas Edison (1847-1931).

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A fotografia É difícil imaginar um mundo sem fotografia. As revistas seriam desinteressantes se não as usassem. Para além do entretenimento, a fotografia é utilizada para comunicar. As máquinas digitais gravam os padrões em chips de silício como os usados em computadores e na televisão – equipamento vital para a comunicação. Nos hospitais, os médicos teriam de viver sem radiografias e a tomografia axial computadorizada (TAC), uma vez que também eles são uma espécie de fotografia. O cinema Quando os carros voam ou parece que o herói do filme vai morrer, sabemos que o que estamos a ver no ecrã do cinema não é real. Mas a magia do cinema é tão forte que todos sustemos a respiração e nos sentamos à beira das cadeiras, com o coração aos saltos. Esta capacidade de excitar, surpreender e assustar os espectadores ajudou a manter as salas de cinema cheias desde que passou o primeiro filme no ecrã, em 1895. A rádio Quando pensa na rádio, provavelmente imagina um aparelho portátil que lhe permite ouvir música em altos berros na praia. Mas a rádio serve para muito mais do que nos entreter. Os minúsculos chips de rádio ligam os nossos telemóveis aos dos nossos amigos, mas fazem muito mais: as ondas de rádio são usadas para enviar pedidos de socorro de navios a afundarem-se, para comunicar com a tripulação de naves espaciais e para navegar em terra, no mar e no ar. Na verdade, sem a rádio, estaríamos completamente perdidos! A televisão Em 1926, num sótão de Londres, um inventor inclina-se sobre uma confusão de discos de cartão, lentes, motores e um boneco de ventríloquo. O inventor liga um interruptor. Surge uma luz e, com um murmúrio, o disco começa a girar. Na sala ao lado, cheia d gente, um ecrã minúsculo ilumina-se. A imagem é esbatida, indistinta, verdebrilhante e não tem som. No entanto, para a pequena audiência, esta imagem tosca é algo novo e muito excitante: a televisão. O vídeo e o DVD A televisão tornou-se uma parte tão importante das nossas vidas que os rostos que aparecem no ecrã são tão familiares como os dos nossos amigos. Melhor ainda, com um gravador de cassetes de vídeo (VCR) ou leitor de disco versátil digital (DVD) podemos encontrar-nos com eles sempre que quisermos. No entanto, nem sempre foi assim: antes do vídeo, as pessoas tinham de se apressar para chegarem a casa a fim de verem os seus programas favoritos. O vídeo afectou a televisão também de outro modo: com uma câmara de vídeo, podemos criar os nossos programas de televisão. Com o vídeo digital podemos usar um computador para os tornar quase tão perfeitos como um filme de Hollywood. 1. Pesquise mais sobre cada um dos títulos apresentados. Apresente essa pesquisa à turma.

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Resumindo… Uma nova forma de pôr as palavras no papel… Até à invenção da imprensa, a escrita normal era o único meio d copiar e difundir informação. A imprensa levou a uma explosão de conhecimento e as tipografias desenvolveram o livro de uma forma que foi útil para toda a gente. Apesar de os métodos de impressão terem melhorado, os livros praticamente não sofreram alterações. No início, as tipografias vendiam os livros que imprimiam, mas com o tempo as editoras começaram a organizar a produção do livro. Pagavam ao autor e à gráfica e a seguir vendiam os livros às livrarias. As editoras também publicavam panfletos, jornais e revistas. Em conjunto, estas comunicações impressas chegavam a milhões de pessoas. Só surgiram novos meios de comunicação no século XIX. A fotografia difundiu imagens de forma eficaz como a imprensa o fez com as palavras. Desenvolvida há cerca de cento e sessenta anos, a fotografia começou por captar apenas objectos imóveis em tons de cinzento. O instantâneo teve de esperar trinta anos e a fotografia a cores sessenta. A máquina falante… A gravação do som foi uma ideia de Thomas Edison, mas o seu gravador de cilindro, de 1877, era um brinquedo. Os discos, inventados dez anos mais tarde, tornaram popular a gravação do som – os actuais CDs digitais só os substituíram no final da década de 1980. Edison foi igualmente o pioneiro das imagens em movimento com uma máquina que funcionava com moedas. A primeira projecção de imagens sem som num grande ecrã ocorreu em 1895, e com som, pouco tempo depois. A descoberta da rádio deve-se a Guglielmo Marconi. Marconi não conseguiu que ninguém se interessasse pela telegrafia sem fios no seu país natal, Itália, e foi, para a Grã-Bretanha, onde continuou as suas experiências, e em 1901 os sianis atravessaram o Atlântico. Cinco anos de notícias e entretenimento que hoje conhecemos. A transmissão de imagens foi um sonho até à década de 1920, quando foi inventado o televisor. O seu disco rodopiante originava imagens muito pequenas, mas com o desenvolvimento da televisão electrónica rapidamente foi esquecido. Com a cor e a gravação de vídeo, a televisão tornou-se a ferramenta de comunicação mais poderosa. 1. Assista a uma www.bbc.co.uk/arts/books/ 2. Leia sobre os primeiros dias www.americanhistory.si.edu/cinema.

história

de

3. Descubra a história da telegrafia http://telefonia.no.sapo.pt/telegrafic.htm.

animada

imagens

sem

fios

de

em

em

livros:

movimento:

Portugal:

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4. Defina:  Editor de livros: ________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Jornalista: ____________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Assistente de fotografia:____ _____________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Técnico de som: ________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Curiosidades (para visitar:) 

Fazer um programa de rádio: www.sciencemuseum.org.uk

Visita à casa de Thomas Edison: www.tomedison.org.

A Evolução das comunicações Os povos primitivos, que viviam nas cavernas, desenhavam ali algumas das suas mensagens, estas são conhecidas por pinturas rupestres. Mas os homens sentiram que era necessário comunicar entre si, mesmo quando vivam afastados. Assim nasceram os sinais de fumo e os sonoros. O tempo foi passando e o homem foi descobrindo novas formas de ir mais longe. Os pombos foram treinados para levar mensagens para zonas mais distantes. O tempo foi passando e o homem foi descobrindo novas formas de ir mais longe. Os pombos foram treinados para levar mensagens para zonas mais distantes.

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Com o surgimento da escrita deu origem ao uso de cartas como meio de comunicação. Surge assim o correio que era levado por mensageiros a cavalo de cidade em cidade. Alguns séculos mais tarde surge a imprensa, que revolucionou toda a comunicação. Actualmente as comunicações evoluíram muito. Para trás ficaram os pombos correio e os mensageiros a cavalo. Para nos mantermos informados temos a televisão, a rádio e a imprensa… e quando estamos longe o telefone faz-nos sentir bem mais perto!

Evolução da escrita A escrita tem sido determinada por uma tendência evolucionista desde a sua invenção até aos nossos dias, sendo de ressaltar o facto das escritas tenderem para uma simplificação e economia. São diversificados os saberes de que dispomos a fim de realizarmos uma análise de escrita: a ciência histórica, que explica como as várias escritas existentes nasceram e evoluíram; a fisiologia, que dá conta dos gestos musculares que preenchem o acto de escrita; a psicologia, que por meio da grafologia analisa as escritas para identificar traços de personalidade do indivíduo; a ciência penal, que tem como objectivo avaliar e autenticar as escritas; a simbologia, que tenta decifrar quais os significados subjacentes aos códigos de escrita, etc.

1.1. Explique o sentido do texto, tendo em atenção a evolução da escrita e as suas formas de análise. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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Escrita pictográfica e ideográfica A escrita pictográfica é uma escrita sintética e por imagens, esboços ou esquemas, cada um dos quais é designado por imagens, esboços ou esquemas, cada um dos quais é designado por pictograma. É verdadeiramente o primeiro passo importante fora da escrita embrionária, uma vez que não se restringe unicamente ao registo de imagens simples desligadas, mas representa estádios sequenciais de ideias de uma narrativa, mesmo que simples. Na escrita ideográfica, os ideogramas são sinais ou signos representam não só os objectos que mostram, mas remetem também para ideias ou conceitos com os quais esses sinais estão relacionados. Aragão, M. J. (2003),”História da Escrita”, Viseu, Palimage (adaptado)

2.1. Distinga, com a ajuda do texto, escrita pictográfica de escrita ideográfica. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

Escrita fonética Enquanto na escrita ideográfica pura ainda não há qualquer ligação entre o símbolo representado e o nome falado para ele, isto é o símbolos podem ser lidos com a mesma facilidade em qualquer linguagem, na escrita fonética, num primeiro tempo temse a contrapartida gráfica da fala. Cada elemento na escrita fonética corresponde a um som ou sons na linguagem que está a ser representada e o primeiro pode ser explicado ou “lido”, através do conhecimento do último. As escritas silábicas são baseadas no facto de que a mais pequena unidade na qual qualquer palavra pode ser falada, ou séries de sons, podem ser subdividida em sílabas. Aragão, M. J. (2003),”História da Escrita”, Viseu, Palimage (adaptado)

1.1. Caracterize, com base no documento, a escrita fonética. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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1.2. Apresente, à luz do que aprendeu, duas inovações associadas à escrita cuneiforme. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.3. Caracterize a escrita hieroglífica, relativamente ao tipo e aos suportes físicos utilizados.

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O alfabeto A descoberta e uso do alfabeto não agradou ao filósofo Sócrates, pois achava que o uso da escrita tinha o poder de reduzir o esquecimento nas almas, fazendo-as negligenciar a memória.

Alfabeto é um conjunto de sinais ou signos chamados “letras” denotando sons elementares, pela combinação destes em palavras. O estudo sistemático do alfabeto só pode realizar-se através da escrita. Houve dois tipos de alfabetos: os alfabetos silábicos ou consonânticos e os alfabetos fonemáticos ou voco-consonânticos.No caso dos alfabetos silábicos ou consonantais, o valor das vogais é muito reduzido e, numa sucessão de consoantes, o leitor sabe as vogais que deverão estar na sua vizinhança, pela estrutura da língua e pelo contexto. Por isso, a consoante pressupõe a vogal. Em línguas voco-consonânticas, o valor das vogais é tão considerável como o das consoantes. Aragão, M. J. (2003),”História da Escrita”, Viseu, Palimage (adaptado)

1.1. Distinga, com base no texto, diferentes tipos de alfabeto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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1.2. Dê três exemplos de alfabetos existentes actualmente. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

A vida e a escrita Através do registo escrito o homem distancia-se das suas experiências particulares, do seu mundo limitado, dos assuntos do dia-a-dia. Pode conhecer as experiências de outros homens e outras épocas, aceder a diferentes modos de vida e de pensamento.

1.1. Em que tipo de suporte e com que tipo de ferramenta escreveu o homem ao longo da história. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.2. Comente a frase escrita na caixa de texto, à luz do que aprendeu. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.3. Diga de que modo o domínio do escrito transformou as nossas relações. SandraS. Rodrigues

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A imprensa como meio de multiplicação e difusão do livro: a galáxia de Gutemberg A comunicação e a linguagem são características fundamentais do humano, mas o modo de nos expressarmos e os meios usados nem sempre foram os mesmos. A necessidade de comunicar, o que comunicamos e quando, está dependente das necessidades com que, em cada época nos confrontamos e no nosso desenvolvimento cognitivo e psicológico. Nos últimos séculos transformamos o modo de comunicar e de difundir o conhecimento. A introdução progressiva da escrita nas civilizações transformou a realidade humana, a memória colectiva que perdurava pela oralidade e as representações simbólicas passadas de geração em geração. Em apenas três mil anos, o Homem passou da reprodução manual da escrita para a reprodução mecânica que nos conduzirá ao presente.

O homem sempre necessitou de transmitir informações. Em Roma, embora os meios convencionais para a transmissão da informação fossem os mensageiros e pregoeiros, também se utilizava a afixação de folhas de notícias, em locais públicos.

1.1. Justifique a necessidade que o Homem sente e sempre sentiu de comunicar. 1.2. Pesquise o significado/evolução histórica da palavra “livro”. 1.3. Pesquise o que era o pergaminho. Qual a sua utilidade. 1.4. Pesquise o que era o papiro. Qual a sua utilidade. 1.5. Indique a importância revolucionária do papiro e do pergaminho.

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1.6. Pesquise quem foi Gutemberg. 1.7. Pesquise como surgiu a Imprensa. A sua evolução histórica. 1.8. Indique a importância do livro e da imprensa na actualidade. Os suportes físicos da escrita Antes do fabrico do papel, muitos povos utilizavam formas curiosas, de se expressarem através da escrita. Na Índia, usavam-se folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca, na China os livros eram feitos com conchas e carapaças de tartaruga e posteriormente em bambu e seda. Entre outros povos era comum o uso da pedra, do barro e até mesmo da casca de árvores. Os Maias, por exemplo, guardavam os seus conhecimentos em matemática, astronomia e medicina em casca de árvores, chamadas “tonalamati”.

A invenção do papel Em 105 d. C. o Imperador Chinês Chien-Ch´u, irritado por escrever sobre seda e m bambu, ordena ao seu oficial da Corte T´sai Lun que inventasse um novo material para a escrita. Este produziu uma substância feita em fibras de casca de amoreira, restos de roupa e cânhamo, humedecendo e batendo a mistura até formar uma pasta. Usando uma peneira e secando esta pasta ao sol, a fina camada depositada transformava-se numa folha de papel. O princípio básico deste processo é o mesmo usado até hoje. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos. Tudo parece indicar que, a partir do ano 751, os árabes, ao expandirem a sua ocupação para o Oriente, tomaram contacto com a produção deste novo material e começaram a instalar diversas fábricas de produção de papel. A partir daquele momento a difusão do conhecimento sobre a produção do papel acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa Norte de África até à Península Ibérica. Data de 1094 a primeira fábrica de papel em Xativa, Espanha; a partir daí, na Europa começa-se a disseminar a arte de produzir papel. Curiosamente, a ideia de fazer papel a partir de fibras de madeira foi perdida algures neste percurso, pois o algodão e os seus trapos de linho foram transformados na principal matéria-prima utilizada. Só a partir do século XIX se começou a utilizar a madeira para fabricar papel.

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1.1.Explique a importância do papiro como meio físico para fixação das mensagens. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.2.Identifique os suportes físicos da escrita referidos no texto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

1.3.Descreva a origem do papel, com a ajuda dos textos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.4.Justifique a seguinte expressão: Desde o início da escrita, esta esteve associada aos grupos sociais que detinham o poder. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

“Tenho as mãos tão quente, quentes de amassar o poema” Eugénio de Andrade SandraS. Rodrigues

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A evolução da publicação de livros Vale a pena repetir alguns dados estatísticos muito conhecidos para lembrar a escala das mudanças que aconteceram no início das comunicações modernas. Por volta do ano de 1500 havia impressoras em mais de 250 centros europeus e estas já haviam produzido cerca de 27 mil edições. Fazendo uma estimativa conservadora de 500 exemplares por edição, haveria então algo em torno de 13 milhões de livros circulação no ano de 1500 numa Europa de 100 milhões de habitantes (excluindo-se o mundo ortodoxo, que escrevia em grego ou russo ou eslavo eclesiástico). Já para o período entre 1500 e 1750, foram publicados na Europa tantos volumes cujos totais os estudiosos da História do livro não conseguem ou não querem calcular (com base no índice de produção do século XV o total estaria ao redor de 130 milhões, mas de facto o índice de produção aumentou dramaticamente). 1.1.Apresente duas consequências da invenção da imprensa. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

Os primeiros livros impressos em Portugal Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o “Pentateuco”, impresso em Faro, em caracteres hebraicos, no ano de 1487. Em 1488 foi impresso em Chaves o “Sacramental” de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o “Tratado de Confissom”. A imprensa estava em Portugal pela periferia. Só na década de noventa do século XV seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.

2.1. Explique, com a ajuda do texto, a importância da imprensa para a difusão do livro impresso.

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______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2.2. Refira dois factores que tenham permitido a generalização dos hábitos de leitura. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

O livro O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimentos e expressões individuais ou colectivas. Mas também é, nos dias de hoje, um produto de consumo, um bem e, sendo assim, a parte final da sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição). A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformada em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais num produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. Uma terceira fundação associada ao livro é a organização e indexação de colecções de livros, típica do bibliotecário.

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1.1.Comente o texto, tendo em conta os seguintes aspectos: 

Importância do livro;

“Tarefas” associadas aos livros.

______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

1.2.Exponha duas vantagens associadas ao livro. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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O desenvolvimento dos jornais Nos séculos XIX e XX, o desenvolvimento da indústria do jornal foi marcada por duas tendências principais: de um lado, o crescimento e consolidação da circulação massiva de jornais e, de outro, a crescente internacionalização das actividades de recolha e distribuição das notícias. Esta Expansão dos meios de comunicação impressos (jornais) foi resultado da modernização dos métodos de produção e distribuição da incorporação de inovações tecnológicas como o uso das máquinas, do desenvolvimento dos meios de transporte e do aumento do número geral de alfabetizados. O grande salto na difusão e produção da informação ocorre no século XIX com o desenvolvimento do telégrafo. O advento deste sistema de comunicação permitiu pela primeira vez que a informação se dissociasse dos meios de transportes. Até aqui, estradas, barcos e mensageiros estavam intimamente ligados à palavra escrita. Ferreira, J. C. F. “Mutações Sociais e novas Tecnologias: o potencial racial da Web (adaptado)

1.1.Exponha, com base no texto, os aspectos que marcaram o desenvolvimento dos jornais. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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1.2.Refira duas transformações na forma e apresentação dos jornais. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.3.Refira duas causas da expansão dos jornais. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.4.Proceda à recolha de informação sobre: 

Jornais generalistas;

Jornais especializados;

Tipos de revistas publicadas em Portugal (títulos, tiragens, etc.)

Analise os dados recolhidos; ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Debata esses dados e retire conclusões. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A imprensa Não se sabe em que ano nasceu Johannes Gutenberg, mas foi este homem que inventou e pôs em prática o método de impressão com caracteres móveis e abriu caminho aos livros que todos conhecemos e os jornais que fazem parte do nosso quotidiano. Os jornais são uma forma fonte de informação valiosa e variada, proporcionando alguns tempos livres agradáveis.

O jornal

Quase nasci deitado num lençol impresso. O meu pai, com lenta obstinação, foi um construtor de jornais (…) Eu era esgalgado, longilíneo, um coração vulnerável ao sorriso, desmedido, excessivo e gesticulante. Fui assim cunhado; assim fiquei. Assim comecei a redigir notícias. Um construtor de frases aparentemente imponderáveis, impressas em papéis que vão embrulhar lixo; estafeta de uma corrida que nunca mais finda, porque o jornal é um breviário sem ambiguidades e o leitor essa humanidade que nos pertence durante 24 horas todos os dias. Fui envelhecendo sem encardir o meu coração de rotina. Não há duas notícias irmãs. E, quando vou ao varejo de novidades, os olhos sensíveis dos meus dedos tentam sempre reproduzir essa emoção inicial. Baptista-Bastos, “As Palavras dos Outros”, Ed. O Jornal, 1988

1.1. Explique a frase sublinhada no texto: “e o leitor essa humanidade que nos pertence durante 24 horas todos os dias”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

1.2. Explique a frase sublinhada no texto: “Fui envelhecendo sem encardir o meu coração de rotina” ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.3. Explique a frase sublinhada no texto: “os olhos sensíveis dos meus dedos”.

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______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.4. Procure jornais:

Escolha um tema actual.

______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

Seleccione as notícias mais significativas e interessantes sobre esse tema.

______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A Internet Para lá das muitas investigações, englobando computadores ópticos, computadores quânticos, a substituição do sílico por moléculas de carbono, que ainda nos parecem muito distantes, nos dias de hoje ter um computador e uma linha telefónica é o suficiente para chegar a qualquer lugar do Mundo em minutos ou mesmo segundos. A Internet permite-nos aceder a uma diversidade de sites que prometem produtos, bens e serviços que nos facilitam a vida.

Enquanto folheava o jornal, um anúncio em tons berrantes e chamativos prendeu-lhe a atenção: “O futuro em sua casa, ligue-se à Internet”. A Dra. Madalena, como jornalista, já tinha algumas experiencias de Internet. No dia seguinte, a jornalista telefonou à imprensa do jornal. Passados alguns dias, estava o acesso à internet instalado no lar. O “futuro” tinha finalmente entrado em casa. A Dra. Madalena começou por explicar à filha as partes da internet que ela, através da sua experiência como jornalista, sabia serem verdadeiramente culturais e didácticas. Deste modo, mostrou-lhe como pesquisar informação ou museus. Ensinou-a ainda a utilizar o e-mail. De facto, ter-se-á de admitir que, quando bem usada, a Internet se pode transformar numa ferramenta de trabalho poderosíssima. Aldozinda observava atentamente. - Muito giro. E para que é que serve aquele ali, o IRC? – e ela apontou para um ícone no computador. - O IRC permite a comunicação entre as pessoas, que discutem vários temas. No entanto, nenhum desses temas é grandemente interessante. - Parece engraçado, posso experimentar? - Não. Eu comprei-te o modem para tu poderes ter informações para os teus trabalhos na escola, não para andares a fazer conversa fiada com as pessoas na Internet. Isso é só uma maneira de andar gastar períodos. Se queres falar, vai ter com os teus amigos, sempre é mais barato. Está bem? – e a mãe desligou o computador Sofia Ester, “Aldozinda e Paulino, A Magia da Adolescência”, Editorial Planeta Azul (texto com supressões)

1.1. Indique a maior vantagem da Internet, na opinião da Dra. Madalena. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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1.2. Enumere os aspectos da Internet que a Dra. Madalena explicou à sua filha. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.3. Comente a atitude da mãe relativamente ao uso do IRC. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.4. Indique as razões pelas quais utiliza a Internet. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.5. Indique as vantagens de utilização da Internet. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.6. Indique as desvantagens da utilização da Internet. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.7. Imagine que numa conversa pela Internet conheceu alguém que gostaria se o/a conhecer melhor. Escreva um texto no qual deve indicar as suas principais características, as qualidades que valoriza nas pessoas e os defeitos que mais o/a incomodam, as suas preferências, etc. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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Texto electrónico Actualmente, deparamos com um novo tipo de escrita que tem sido considerada uma ameaça, de certa forma, à escrita impressa: a escrita electrónica. Este tipo de escrita caracteriza-se por ser móvel e interactiva, não guarda em memória nada que não queiramos deliberadamente. Por outro lado, permite ao escritor modificar o seu texto facilmente através da função “cortar”, possibilitando-lhe inserir um determinado fragmento num outro local. Além disto, todo o escritor é também um topógrafo visto que não pode visualizar o texto que produziu, como também pode imprimir várias vezes o seu texto original. Por outro lado, um dado texto, pode ser escrito num determinado local, mas pode ser lido em vários sítios diferentes fazendo uso de instrumentos tais como o modem, o fax, o satélite ou a internet. Face a tudo isto, podemos concluir que se apela a uma leitura interactiva em que o texto deixa de ser individual para passar a ser colectivo e onde se perde a noção dos direitos de autor.

1.1.Caracterize, com a ajuda do documento, o texto electrónico. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.2.Exponha as características da forma de comunicação associadas à internet. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A concorrência aos jornais Alguns jornais generalistas de qualidade têm-se ressentido da crescente adesão ao online em detrimento do papel, vendo as suas vendas baixar e a sua circulação diminuir. Aliás, os jornais generalistas de qualidade constam também com uma certa competição dos jornais gratuitos, embora o público-alvo não coincida totalmente. Embora não ofereçam informação de qualidade, os jornais gratuitos competem com os jornais tradicionais, minando a estabilidade do mercado, apesar de também terem um efeito positivo ao captarem leitores para os veículos impressos. Aliás, o sucesso dos jornais e revistas gratuitos prova que as pessoas lêem jornais, desde que tenham um acesso cómodo ao seu exemplar, em especial se não tiverem de pagar por ele, tanto quanto os sucessos do Harry Poter mostra que as crianças e adolescentes gostam de ler livros, desde que o tema e a linguagem lhes capte a atenção e correspondam às suas expectativas. Jorge Pedro Sousa, “Reflexões sobre um Horizonte Possível para o Jornalismo Impresso Generalista de Qualidade” (adaptado)

1.1.Explique, segundo o texto, as formas de concorrência aos jornais generalistas. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

A ciência e a tecnologia na difusão da informação e do conhecimento: o culto do livro

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A propósito da importância do livro, o grande escritor, Jorge Luís Borges, afirmou o seguinte: “De todos os instrumentos do Homem, o livro é, sem dúvida alguma, o mais surpreendente. Os outros são prolongamento da sua vista; o telefone um prolongamento da sua voz; temos também a charrua e a espada, prolongamento do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é o prolongamento da memória e da imaginação… Os Antigos não tinham o nosso culto do livro - e isso surpreende-me; viam nele um sucedâneo da palavra. Esta frase que se cita sempre: Scripta manent, verba volent, não significa que a palavra escrita seja efémera, mas sim que a palavra é qualquer coisa de permanente e morta. A palavra, pelo contrário, tem qualquer coisa de alado e de sagrado, como diz Platão. Curiosamente, todos os grandes mestres da humanidade ministraram um ensino oral… A segunda ideia que se faz do livro, repito-o, que podia ser uma obra divina. Esta ideia está provavelmente mais próxima da que hoje em dia nós fazemos do livro que da que faziam os antigos, considerando-o como um sucedâneo da palavra… Tantos escritores escreveram de maneiras tão brilhantes sobre o livro que queria citar alguns. Começarei por Montaigne que consagra um dos seus ensaios ao livro. Neste ensaio, há uma frase memorável: Eu não faço nada sem alegria. Montaigne deixa entender que o conceito de leitura obrigatória é um conceito errado. Diz que, se encontra uma passagem difícil num livro, abandona-a porque vê na leitura uma forma de felicidade… Continuo a fingir ser cego, continuo a comprar livros, a encher a minha casa deles. No outro dia, ofereceram-me uma edição de 1966 da Enciclopédia Brockhauss. Senti a presença desta obra na minha causa, senti-a como uma espécie de felicidade. Tinha perto de mim esta vintena de volume sem caracteres góticos que não posso ler, com cartas e gravuras que não posso ver; mas, no entanto, a obra estava lá. Sentia como que a sua atracção amigável. Penso que o livro é uma das felicidades possíveis do Homem. Fala-se do desaparecimento do livro: creio que tal é impossível. Que diferença, dirme-ão, pode haver entre um livro e um jornal ou um disco? A diferença é que um jornal é lido para o esquecimento, um disco escuta-se também para o esquecimento, é qualquer coisa de mecânico e, por isso mesmo, de frívolo. Lê-se um livro para nos lembrarmos dele. O conceito de livro sagrado, quer se trate do Corão, da Bíblia ou dos Vedas – onde é também dito que os Vedas criaram o mundo – está talvez ultrapassado, mas o livro conserva, ainda, uma certa santidade que devemos tentar salvaguardar. Pegar num livro e abri-lo torna ainda possível o efeito estético. Que são as palavras deitadas num livro? O que são os seus símbolos mortos? Absolutamente nada. O que é um livro se não o abrirmos? Um simples cubo de papel em couro, com folhas; mas, se o lermos, passa-se qualquer coisa de estranho, creio que ele muda de cada vez que o fazemos…

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Quando lemos uma velha obra, é como se percorrêssemos todo o tempo que passou entre o momento em que foi escrito e nós próprios. É que convém manter o culto do livro. Um livro pode estar cheio de errata, podemos não estar de acordo com as opiniões do seu autor, mas guarda, no entanto, qualquer coisa de sagrado, qualquer coisa de divino, não que o respeitemos por superstição mas sim pelo desejo de encontrar nele felicidade, de encontrar nele sabedoria.” J. L. Borges “O livro como mito”

1.1. Explique o sentido da frase: “O livro é um prolongamento da memória e da imaginação”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.2.Comente a afirmação “O livro é uma das felicidades possíveis do Homem”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 1.3.Indique, que diferença há para o autor, entre um livro, um jornal e um disco. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

1.4.Explique, porque, segundo o autor, convém manter o culto do livro. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A aldeia global A expressão “aldeia global” foi usada pela primeira vez para descrever um mundo ligado pela comunicação imediata. Numa aldeia global, falar com alguém do outro lado do planeta seria fácil – como se o globo tivesse encolhido para o tamanho de uma aldeia. Com o progresso das tecnologias, os satélites e a internet tornaram a aldeia global uma realidade. À medida que os meios de comunicação se foram difundindo, a vontade de controlar as comunicações também aumentou. A internet dificulta esse controlo. Distribuída em todo o mundo por um milhão de computadores, ela está em todo o lado. Se um computador estiver desligado, as mensagens e as páginas de internet circulam até ao seu destino por outro caminho. É uma rede aberta e gratuita para todos. No entanto, a abertura nem sempre é uma vantagem. Nunca se pode ter a certeza de que as mensagens estão seguras. Trata-se de um velho problema e a velocidade das comunicações tornou-o mais importante do que nunca. Os satélites Olhe para o céu ao anoitecer ou ao amanhecer, e poderá ver uma mancha brilhante a cruzá-lo rapidamente. Não se trata de uma estrela cadente nem de um cometa, mas de um satélite em órbita à volta da Terra. Satélites como este são ligações vitais nas redes de comunicações: retransmitem as chamadas telefónicas, a emissão de programas de televisão e fornecem as ligações à internet. Os satélites que consegue ver, estão em orbita baixa, até cerca de oitenta quilómetros. No entanto, a maior parte dos satélites de comunicações circula a uma altitude muito superior a esta, e a sua orbita à volta da Terra processam-se à mesma velocidade a que esta gira, dando a impressão de que estão suspensos, como se estivessem imóveis, por cima do Equador. A internet Espalhada pelo mundo numa rede emaranhada a internet liga centenas de milhões de computadores. O encanto desta gigantesca rede de comunicações é que não é preciso saber muito para a usar. Basta um clique para nos ligarmos a amigos do outro lado do mundo ou vizinhos da mesma rua. Os criadores da internet nunca sonharam que ela seria usada para reservar bilhetes de cinema, encomendar uma refeição ou jogar xadrez. Esta tecnologia fantástica começou como um meio de proteger os EUA do ataque de mísseis.

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A difusão dos meios de comunicação Gostaria de gravar as suas músicas favoritas no relógio de pulso? Ou ver futebol em directo no telemóvel? Ou até ler um jornal na porta do frigorífico? À medida que as comunicações são mais rápidas e inteligentes, aparelhos como telemóveis, televisores, computadores e faxes tornam-se cada vez mais parecidos. Presentemente, muitas revistas e jornais têm edições electrónicas. Um simples disco pode substituir uma prateleira de volumosas enciclopédias. O único limite para as tecnologias de comunicação é a nossa imaginação. O sigilo e a censura Em período de guerra, a vitória pode depender da comunicação. Os chefes militares que conseguem perceber os sinais do inimigo sabem quando e onde vão ser atacados e podem organizar um contra-ataque. Para impedir esta situação, os exércitos codificam as mensagens e a imprensa é censurada para evitar que o relato de algumas histórias possam ajudar o inimigo. A codificação é usada em tempos de guerra, mas também em tempo de paz. A censura em períodos em que há guerra é menos evidente: até que ponto devem os governos ocultar informação aos seus cidadãos?

1. Faça uma pesquisa mais aprofundada, para apresentar à turma, sobre cada um dos títulos.

A publicidade Quantos anúncios vê e ouve por dia? Poderia tentar contá-los, mas depressa desistiria. Diariamente somos bombardeados com milhares de anúncios na televisão, nos jornais, na rua. Até nos filmes, os anunciantes pagam para colocar marcas famosas em frente da câmara. Não conseguimos fugir à publicidade – e talvez nem devêssemos tentar, porque paga o custo de muito do nosso entretenimento. As marcas são associações de nomes, cores e formas que tornam um produto fácil de publicitar e de distinguir nas prateleiras. Há marcas que se reconhecem mesmo quando publicitadas numa língua exótica. A publicidade alegra cidades tristes e torna locais, como a Times Square, em Nova Iorque, famosos pelas suas luzes brilhantes. Mas as leis da publicidade controlam a afixação destes letreiros, porque ninguém quer ver o néon reflectido num lago bonito. Uma palavra do nosso patrocinador A publicidade começou há centenas de anos, quando os comerciantes pintavam letreiros para atrair os transeuntes às suas lojas. SandraS. Rodrigues

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Nos tempos actuais, a televisão e a rádio proporcionam aos anunciantes novos meios de agarrar a atenção de milhões de pessoas. Presentemente, a publicidade desempenha um papel importante na manutenção do fluxo das comunicações. Os anunciantes pagam para promover os seus produtos e, graças a estas receitas, pagamos menos pelas leituras de publicações e pela recepção de programas de televisão e de rádio. Algum do entretenimento, como o fornecido pela televisão comercial, não existiria sem a publicidade. Como cada vez mais pessoas pegam no comando do televisor durante os intervalos comerciais, os anunciantes descobriram meios de introduzir discretamente os seus produtos durante os programas. Séria ou desonesta? Apesar de todos gostarem de ter alguma coisa em troco de nada, a publicidade nem sempre é benéfica. Os anúncios tentam convencer-nos a comprar coisas de que não rpecisamos. Também nos incentivam a adquirir hábitos prejudiciais, como fumar ou comer em excesso. Deste modo, na maior parte dos países a publicidade é controlada por leis que garantem que ela não prejudica pessoas vulneráveis. 1. Localize a origem da publicidade. 2. Aponte, com base nos textos, vantagens e desvantagens da publicidade. Distinga publicidade séria de publicidade enganosa

Os meios de comunicação de massa Os bebês nascem curiosos em aprender e explorar tudo ao se redor. As crianças costumam fazer centenas de perguntas. Os adolescentes se esforçam para desenvolver suas próprias convicções sobre a vida. Numa sociedade dominadora muitos destes pensamentos são suprimidos com o autoritarismo de conceitos e a obediência a ordens. Pessoas que defendem uma identidade independente sofrem perseguições triviais As escolas desenvolvimento de significativos e sociedade baseada numa As escolas têm

e destrutivas. precisam ajudar os estudantes no formação de conceitos e pensamentos construtivos. CONTUDO a educação numa dominadora esteve, em grande parte, moralidade coerção. responsabilidade para prover, aos jovens, as informações e orientações necessárias para resistirem as mensagens prejudiciais transmitidas pela mídia. Crianças são, extremamente, interessadas e fascinadas por televisão e internet.

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Antes de chegarem ao jardim de infância terão passado mais tempo em frente da televisão do que passaram dormindo e, quando começarem a freqüentar a escola já terão recebido uma porção volumosa de educação através da tela da TV.

Numa sociedade dominadora geralmente, a televisão mostra: as mulheres como vítimas; os homens mais importantes que as mulheres; mulheres lançadas como más; nas caricaturas infantis as mulheres velhas, quase sempre em papéis de bruxas.

Crianças norte-americanas aprendem na TV que: PESSOAS BRANCAS são mais importantes que as outras, sendo que, as pessoas de cor somam a maioria de sua população. HOMENS VIOLENTOS são como diversão. Aprendem que estes comportamentos de TV são “NORMAIS”.

A maioria dos jogos em vídeo para crianças apresenta violência brutal e realística. As crianças, ao jogar estes jogos não estão assistindo um pouco de violência, mas sim, efetivamente praticando violência e aprendendo a usá-la como um meio para resolver seus problemas

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Até ao final da ESCOLA PRIMÁRIA as crianças terão testemunhado, na tela da TV, uma média de 8000 assassinatos e 100000 outros atos de violência. Esta violência é representada por atores que representam papéis atraentes e heróicos.

EFEITOS da violência nos média têm se projetado cada vez mais, bem como o AUMENTO DA INCIDÊNCIA DE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, como tiroteios e pequenos furtos realizados por crianças. A VIOLÊNCIA dos média INFLUENCIA PROFUNDAMENTE, na formação de valores culturais, moldando uma sociedade autoritária ao invés de uma boa relação social. A alfabetização de mídia pedagógica pode ter início no Jardim de Infância. Crianças demoram um tempo até conseguir distinguir a realidade da ficção, por isso, Diversão com violência é enormemente perigosa. Os professores - abrir questionamentos / espaço com as crianças para mostrar a realidade e a ficção que assistem na TV. Os adultos podem orientar as crianças a ver as imagens de outra forma. Poriam perguntar às crianças o que pensam do modo violento que o herói do espetáculo resolve seus problemas, e orientá-las para que imaginassem outros modos de resolver problemas onde ninguém é ferido.

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Resumindo… Inventar o futuro Os escritores de ficção científica imaginativos, como Arthur C. Clarke, previram o mundo dos nossos dias muito antes da existência da tecnologia para o tornar possível. Actualmente, dos satélites para inúmeras tarefas de comunicação, incluindo chamadas telefónicas, emissões de televisão e sinais de navegação. Outras tecnologias de comunicação como - a internet – começaram como um sistema de segurança militar. De um lado, havia radares antimísseis que detectavam um ataque nuclear; do outro mísseis mortíferos que podiam ser disparados como retaliação. Felizmente, os mísseis nunca foram usados e a rede de computadores que os controlava foi aplicada com objectivos pacíficos. A rede liga computadores espalhados pelo mundo. O rosto amigável da rede… Foi preciso um programa para tornar a internet fácil de utilizar. A Word Wide Web (www, ou seja, a rede) foi criada na década de 1990, porque o engenheiro Tim Berners-Lee começou a ficar impaciente por os computadores não poderem “falar” uns com os outros. Inventou uma interface de “apontar e clicar” para que todos pudessem encontrar o que quisessem na rede, em contínuo crescimento. O “browser” de BernersLee, em conjunto com a invenção do “e-mail”. Controlar a informação e manter dados privados na internet constituem um problema. Este é um desafio praticamente novo, mas a censura é tão antiga como as próprias notícias. As cifras, usadas, por exemplo, para manter seguro o uso de cartões de crédito na rede, surgiram há mais de dois mil anos. Os serviços que usamos na rede parecem gratuitos, mas a verdade é que pagamos por eles quando vemos anúncios que nos surgem numa ou noutra página. A publicidade paga não só a existência destas páginas como também reduz os custos de muitas outras publicações dos meios de comunicação. Sem a publicidade pagaríamos muito mais pelas revistas, pelos jornais, pelos livros e pelos programas de televisão.

1. Defina:  Matemático: ___________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Técnico de estação terrestre de satélite: _____________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________  Webdesigner: _________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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2. Observe satélites de comunicação em órbita à volta do planeta: www.sciense. nasa.gov/realtime/jtrack 3. Oiça o inventor da Web a falar sobre o seu www.smithsonianassociates.org/programs/berners-lee/berners-lee.asp

4. Fique a conhecer a história do www.inforquali.pt/tutorials/informatives/computer_history.php

trabalho:

computador:

5. Informe-se sobre os códigos da Agência de segurança Nacional Americana: www.nsa.gov/museum 6. Descubra como os criptógrafos britânicos da segunda Guerra Mundial descodificavam o “impenetrável” sistema “enigma”: ww.bletchleypork.org.uk

Cultura de massa Chama-se cultura de massa toda a cultura produzida para as massas e veiculada pelos meios de comunicação de massa. Em fim, cultura de massas, são todas aquelas culturas produzidas para as massas. Como consequência das tecnologias de comunicação aparecidas no século XX a cultura de massa desenvolveu-se a ponto de ofuscar os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. Antes de haver cinema, rádio e TV, falava-se em cultura popular, em oposição à cultura erudita; em cultura nacional; em cultura clássica. A chegada da cultura de massa, porém, acaba submetendo as demais “culturas”, verifica-se a repressão das demais formas de cultura, de forma que os valores apreciados passassem a ser apenas os compartilhados pela massa.

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Tipos de meios de Comunicação de Massa Podemos citar os meios de comunicação de massa mais comuns, que são: Televisão, Rádio, Jornal, Revistas , Internet, E-mail. Todos eles têm como principal função informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos seleccionados e desenvolvidos para seus determinados públicos. Manipulação através da Comunicação de Massa Estamos acostumados a receber informações, diariamente, de tudo o que se passa ao nosso redor e em todo mundo. Assistimos notícias, anúncios, filmes, detalhes de actores e celebridades, e assuntos gerais que ocupam o tempo e nos isolam da realidade. Toda essa comunicação nos impõe um padrão de vida e felicidade a ser alcançado, com objectivos e ideais muitas vezes impossíveis para todos, mas diante da televisão isso torna-se possível. Assim os indivíduos abdicam da sua liberdade pelos meios de comunicação e deixam-se controlar. Os principais responsáveis são, o governo e classes sócio-econômicas dominantes, tanto financeiramente como culturalmente, utilizando esses mídia de modo a manipular a sociedade. Após teres lido e analisado o texto de apoio fornecido, responde às questões. 1- Explica em que consiste a cultura de massas. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

2- Indica as consequências que a cultura de massas trouxe para as outras formas de cultura, já existentes. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

3- Indica a função principal dos meios de comunicação de massa. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4- Esclarece de que forma a comunicação de massa influencia as massas (população). ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

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Texto Publicitário

Publicidade comercial Slogan

Texto argumentativo

Compre já e experimente! Vai ver que não se vai arrepender. Se no leão resulta então em você vai ficar um espectáculo

Texto icónico

A publicidade comercial serve para anunciar, vender.

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Publicidade não comercial/institucional

Slogan

Texto icónico

Texto argumentativo

 Slogan: frase ou expressão original, breve, simples e fácil de reter na memória.  Texto argumentativo: apresentação concisa das vantagens ou qualidades do produto/serviço anunciado.  Texto icónico: deve captar, num primeiro momento, o olhar do consumidor, pelo estímulo visual (cor, recorte, elementos que a compõem e diferentes tipos de características). SandraS. Rodrigues

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 Um anúncio bem elaborado deve, ainda, obedecer aos seguintes aspectos:

 ATENÇÃO  INTERESSE

AIDMA

 DESEJO  MEMORIZAÇÃO  ACÇÃO

Os conceitos de comunicação, informação e média Comunicação, informação e média são conceitos diferentes mas que se interrelacionam de forma estreita. Com efeito, a comunicação significa dar a conhecer alguma coisa – um pensamento ou um facto, por exemplo. A informação é a mensagem que se transmite quando se comunica. Já os média são os meios de comunicação que difundem a mensagem. Nas sociedades contemporâneas, os meios de comunicação social – como a televisão, a rádio e a internet – assumem uma importância fulcral e que tende a aumentar consoante o progresso tecnológico. Taal importância prende-se com o facto de estes média contribuirem fortemtne para a transmissão das ideias em geral e para a formação da opinião pública, ou seja, a opinião partilhada pala maioria da população sobre um determinado assunto. 1. Distingue comunicação, informação e média. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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Comunicação é vida “O toque do despertador comunica-nos pala que é hora de nos levabtarmos; pelo meio da rádio e do estabelecemos comunicação com o mundo exterior; na cartazes, as linhas brancas no asfalto, os gestos dos de trânsito regulam o nosso caminho: numa fábrica, o o telefone e o interfone põem-nos ao corrente do andamento das nossas impressões com os colegas de trabalho, recebemos conselhos, sugestões e opiniões; transmitimos e recebemos ordens; modificamos ou sustentamos os nossos pontos de vista e as nossas se as palavras dos outros nos convencem ou não; pela cinema, o teatro e a televisão põem-nos em contacto com o inteiro; a música e o ballet animam a nossa fantasia; por um franzir de rosto, um gesto, compreendemos logo se os vizinhos estão alegres ou se o aborrecimento os domina, coisa os preocupa, etc. Tudo isto não é mais do que a comunicação, é a

manhã jornal rua, os guardas correio,

atitudes tarde, o mundo um sorriso, nossos se alguma própria vida.”

Álvaro Gomes e Outros, “O mundo da linguagem 2” ASA, 1983

1. Comente a frase sublinhada. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________

A informação “A informação consiste na transmissão de notícias, de ideias, de acontecimentos. Embora esta função seja mais amplamente exercida através da comunicação de massas (informação colectiva), a comunicação interpessoal desempenha, também, um papel importante. Pense na transmissão de notícias pala TV. Este meio de informação é importante, mas depois, as notícias são também divulgadas pelas pessoas que receberam a informação através da comunicação interpessoal. Pense ainda na importância que a função informativa tem para a elevação do nível cultural das pessoas (conhecimento de outras culturas, de outras tecnologias, de outras ideologias). Sob este aspecto, não se pode separar a função informativa da função educativa. Estão intimamente ligadas.” Manuela Cardoso, “Relações Públicas”, ASA, 1988

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1. Explica o que entendes por informação. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Distingue informação colectiva de comunicação interpessoal. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

Os mass média “Os mass média são intermediários, meios de difusão das mensagens:; mas po vezes, indicam também a própria difusão da mensgem. Designam, pous, essencialmente, técnicas de comunisação dirigidas a determinados públicos e a própria comunicação em si. A palavra média, tomada isoladamente (…) designa todos os meios de expressão, incluindo os mais simples e mais naturais, tais como a voz e o gesto. Todavia, só podemos falar de mass média quando se trata de maios cuja finalidade habitual não reside na comunicação interpessoal, mas na transmissão de uma mensagem de um centro emissor para uma pluralidade de indivíduos receptores. Do mesmo modo, reserva-se normalmente o termo mass média para as técnicas de difusão artificiais, sobretudo as que estão ligadas à mecanização, aos progressos científicos e, de preferência, à electrónica.” Jean Cazeneuve (dir.), “Guia alfabético das Comunicações de Massas”, Edições 70

1. Defina, por palavras suas, o significado de “mas média”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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2. Reflicta sobre as diferenças entre os meios de comunicação social que conhece. Anote as suas conclusões e discuta-as com os colegas. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

As funções e as potencialidades dos média As sociedades actuais caracterizam-se pela existência de diferentes tipos de média, já que a cada dia que passa novos nascem e os já existentes transformam-se, graças ao incessante desenvolvimento da tecnologia. Durante muito tempo, porém, os meios de comunicação disponíveis limitaram-se à imprensa escrita, nomeadamente livros, panfletos, jornais e revistas. O posterior advento da rádio desencadeou um efeito de “bola de neve” no campo da comunicação, suscitando o aparecimento gradual do cinema, da televisão e, mais redcentemente, da internet. Ora, estes diferentes media têm em comum duas características principais: por um lado, a de comunicarem com uma enorme quantidade de pessoas à escala mundial, por outro, a de funcionarem como meios de difusão cultural, transmitindo valores, comportamentos, ideias, estilos de vida, etc.

1. Identifica os diferentes tipos de media. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________

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A imprensa escrita “O jornal desempenha, no aspecto infoprmativo, o papel mais importante. Fornce notícias actuais, principalmente se se trata de um jornal diário. Os livros e as revistas, sob os aspectos de distração cultural e de opinião, têm uma maior importância. Embora a principal função de um jornal seja informar, praticamente todos os jornais incluem artigos de natureza diferente: passatempos, entrevistas, artigos de opinião, etc. Mas a notícia é o que neles ocupa um maior espaço e o que tem, geralmente, maior relevo.” Manuela Cardoso, “Relações Públicas”, ASA, 1988

1. Apresente a principal função de um jornal. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Explique a função desempenhada pelos livros e revistas. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

A rádio “Em primeiro lugar, a rádio constitui o instrumento pouco incómodo que se transporta connosco, mesmo no automóvel, aquele que está também adequado à audição individual e não apenas familiar. Não mobiliza tanto a atenção como a televisão, e as suas emissões podem escutar-se mais ou menos distaidamente ao mesmo tempo que se executam outras ocupações. No domínio da informação, pode fornecer comentários mais completos do que a televisão, cuja grelha de programas se encontra, muitas vezes, sobrecarregada com outras tarefas. Sob este aspecto, é sobretudo a rádio que preencha a função principal dos media electrónicos, transmitindo as notícias mais rapidamente do que o jornal. E a rádio permmanece o grande fornecedor de música. Desde os seus inícios, ela tem repartido naturalmente o seu tempo de emissão entre a informação e a música.

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A rádio desempenha também um importante papel na difusão da cultura, em particular no domínio das letras, das ciências humanas e do teatro”. Jean Cazeneuve

A televisão “A questão de fundo é a seguinte: para que serve a televisão, considerando um indivíduo que não seja passivo perante a imagem e que dela retenha apenas aquilo que deseja? A televisão serve para dialogar.A televisão é um formidável instrumento de comunicação entre os indivíduos. O mais importante não é o que se vê, mas o facto de se falar do que se vê. A televisão é um objecto de conversação. É neste sentido que aformo a televisão como elo social indispensável a uma sociedade em que os indivíduos estão muitas vezes isolados e por vezes solitários. (…) Igualmente a televisão é a única capaz de estabelecer a ligação entre ricos e pobres, jovens e velhos, rurais e urbanos, cultivados e os que são menos. Toda a gente vê televisão, toda a gente fala a televisão. Que outra actividade é hoje em dia tão transversal quanto a televisão?” Dominique Wolton, “E depois da Internet?”, Difel, 2000

1. Indique quais as funções da televisão mencionadas no texto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Organize um debate na turma sobre os aspectos positivos e negativos da televisão. Registe as principais conclusões a que chegaram. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ A Internet como biblioteca virtual “Sejamos realistas: a Wikipedia é o sonho de todos os garimpeiros do saber. Desde logo porque se trata de uma enciclopédia desprovida de interesses comerciais, como os puristas sempre desejariam que as enciclopédias fossem. Nenhuma das pessoas que contribui para a escrita das entradas recebeu um cêntimo, a consulta é gratuita (desde que consideremos “grátis” o uso de um computador ligado à internet) e o projecto é sustentado através dos donativos de altruístas de serviços e de instituições que se encarregam do avanço do conhecimento (e dos 750.000 dólares do orçamento). SandraS. Rodrigues

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Expresso, Revista Actaul, 30-09-2006 1. Exprima a sua opinião sobre a eventual utilidade da Wikipédia de outros serviços equivalentes para os utilizadores da Internet. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

Fax O fax é um instrumento muito útil que nos permite enviar documentos para qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Agora vamos explicar-vos como ele apareceu, quando, quem o inventou e muitas mais outras curiosidades. Quem inventou o fax ? Rudolf Hell, foi inventor do fax, scanner e outras máquinas para transmissão electrónica de textos e imagens morreu dia 14/03/2002, quinta-feira, aos 100 anos de idade em Kiel (norte da Alemanha). Nascido na Baviera, Hell apresentou aos 24 anos a sua primeira patente, que consistia em um processador de imagens electrónico, considerado um dos fundamentos da televisão. Hell passou os últimos anos de sua vida em Kiel, no extremo norte da Alemanha, afastado de sua Baviera natal e também de Berlim, onde desenvolveu a maioria de suas invenções Quando é que Rudolf Hell começou a trabalhar na construção do fax? Rudolf Hell começou a trabalhar na construção do fax na década de 20 com o conceito de transformar ideias, imagens e textos em sistemas de pontuação e linhas, capazes de serem transmitidos electronicamente. Pouco depois mudou-se para Berlim para fundar a sua própria empresa, em 1929, na qual desenvolveu o primeiro e "pré-histórico" fax, um sistema para transmissão electrónica de sinais escritos, baptizado como "Hellschreiber", que permitia enviar notícias a todas as partes do mundo. Rudolf Hell inventou mais alguma coisa? Sim, Hell, nos anos 50, inventou um aparelho que facilitava a impressão de imagens fotográficas e, na década seguinte, um precursor do que agora se conhece

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como scanner. Daí saltou para o que se chamou de "Hellcom-Digiset", um sistema computadorizado que, pela primeira vez, conseguia decompor as imagens em elementos digitais. A empresa de Hell em Kiel foi comprada pela Siemens em 1981,que continuou desenvolvendo suas ideias em inovadores aparelhos de transmissão de textos e imagens. Mais tarde, fundiu-se à Linotype AG para a formação da Linotype-Hell AG – que, em 1996, passou a se chamar Heidelberger Druckmaschinen.

A necessidade da comunicação A sociedade, por mais pequena que seja, é absolutamente indispensável ao homem, exactamente porque ele tem múltiplas necessidades que só a sociedade lhe pode satisfazer. Para tanto, precisa de cooperar com os outros homens, integrando-se num sistema muito complexo de actividades, nada sendo à margem dele. Mas para que cada homem possa cooperar com os outros homens na prossecução do bem de todos, na realização dos valores de justiça e de segurança, que são a base da própria vida social, tem de saber comunicar. Sem comunicação não seria possível a integração humana e toda a cultura se perderia, por não ser possível transmiti-la às gerações. Atravessando hoje, em escassos segundos as fronteiras nacionais, a comunicação permite a livre circulação de informação. Estimulando a adopção de idiomas como o Francês e o Inglês, a comunicação transcultural permite, dia a dia, um avanço cada vez mais decisivo na compreensão entre culturas. “Hoje, na “era da comunicação”, o homem precisa, mais do que nunca, da comunicação, a qual acompanha, a par e passo, a organização das sociedades contemporâneas, integra-se na divisão social do trabalho social, faz rodar o mundo da moda e da publicidade, faz parte das normas e do direito, mobiliza os movimentos sócio - políticos e culturais mais ou menos explosivos, promove a indignação e a revolta, confere legitimidade à opulência, ao sagrado e ao profético, camufla o desejo erótico do consumo, mobiliza, enfim, os grandes projectos de apropriação do mundo.” “Comunicação social e jornalismo”, Adriano Rodrigues Duarte e Outros

1. Justifique a necessidade humana de comunicar. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Analise algumas desvantagens da comunicação social, segundo o texto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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3. Justifique a última frase do texto: “mobiliza, enfim, os grandes projectos de apropriação do mundo.” ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

O modelo do processo de comunicação A análise sociológica dos meios de comunicação de massa foi retomada por Abraham Moles, esquematicamente da seguinte maneira:

Feedback Emissor (codificação)

Canal físico

Receptor (descodificação)

Ruídos

Repertório do emissor

Repertório do receptor

A zona de confluência entre o repertório do emissor e o do receptor, significa que há, entre estes, troca de mensagens, por utilizarem o mesmo código, encontrando-se ambos dentro do mesmo contexto, o que não aconteceria, se os dois círculos (o do emissor e o do receptor) não se interceptassem.

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1. Explique, por palavras suas, qual a função de cada um dos elementos presentes no esquema. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ O modelo de comunicação social é claramente explicado no seguinte texto: O acto elementar de comunicar implica a existência do EMISSOR que elabora uma mensagem a partir dos signos recolhidos num PEPERTÓRIO (comunicado) de um CANAL por meio do qual a mensagem é transportada através do espaço e do tempo, de um RECEPTOR que recebe a mensagem a descodifica com a ajuda dos signos que possui armazenados no seu próprio repertório. Para que haja comunicação, é necessário que a cadeia: emissor – canal – receptor – repertório funcione correctamente em todos os seus pontos. Em princípio isto supões que o emissor e o receptor falam a mesma língua, que ambos têm em comum, pelo menos parcialmente, um mesmo repertório. Isto supõe igualmente que as operações de codificação e de descodificação se façam correctamente e, finalmente, que a transmissão pelo canal físico não se veja entorpecida por “ruídos” ou parasitas de tal intensidade que produzam uma diminuição da informação ou a destruição total da mensagem transmitida. A devolução da mensagem recebida por parte do receptor ao emissor (“feedback”), permite um ajustamento, uma auto-regulação da comunicação. O EMISSOR pode ser um indivíduo, um grupo ou um organismo difuso e longínquo como uma cadeia de televisão. Não é necessário que o emissor se pareça fisicamente ao receptor em nenhum aspecto. O RECEPTOR pode devolver ao emissor a informação recebida. Dentro da comunicação inter-individual, por exemplo, a conversação emissor e receptor, mudam alternadamente os seus papéis, há uma ida e volta da informação, um “feedback”, como dizem os cibernéticos. A informação circula nos dois sentidos. Esta reciprocidade permite controlar se a mensagem foi recebida correctamente e, em caso necessário, “ratificar o tiro”. No caso dos mass média - e esta é uma das suas principais características – a comunicação tem essencialmente um único sentido e fala-se, sobretudo, de difusão. Uma minoria produz de uma maneira quase industrial umas mensagens que a grande massa absorve em silêncio. O órgão emissor (imprensa, rádio, televisão), acha-se numa situação algo parecida com a do marinheiro que lança uma garrafa ao mar sem nada saber da pessoa a quem chegará a sua mensagem. É claro que há um pequeno esboço de “fedback”, constituído palas crtas dos leitores, dos radiouvibtes, dos telespectadores,pelas suas chamadas telefónicas, pelas críticas nas secções especialixzadas, pelas sondagens de opinião, etc.Mas isto é só um embrião de intercâmbio, quer porque as reacções recebidas são só representativas da massa dos receptores, quer

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também porque elas só chegam com atraso, como no caso das sondagens. A mensagem caminha por um CANAL físico, antes de chegar ao receptor, que a descodifica. O termo canal aplica-se a todo o suporte material que veicula uma mensagem desde um emissor a um receptor através do espaço e do tempo. Se a veicula através do espaço (mensagens visuais e sonoras correntes, telefone, telégrafo, etc.), trata-se da transmissão propriamente dita; se o faz através do tempo (sinais impressos, discos, fita magnética, fotografia, etc.), trata-se da gravação, a qual conserva a mensagem no tempo. Assim, podem distinguir-se os CANAIS ESPACIAIS que veiculam a mensagem de um lugar para outro (canais de telecomunicação ou de comunicação à distância, etc.) e os CANAIS TEMPORAIS que o transportam de uma época à outra (disco, fotografia, cinema, etc.). De uma maneira geral, distinguem-se os canais naturais ou sensoriais, nos quais o hoemem é o iediato receptor da informação (visão, audição, etc) e os canais artificiasi ou técnicos, nos quais o receptor é um mecanismo, uma máquina, por exemplo, o teleimpressor, o disco, o magnefone, o telefone, cujos produtos são eventualmente utilizados pelo homem num canal natural acrescentado (audição no telefone). Muitos dos canais requerem, na transmissão e na recepção da mensagem, uma tradução ou uma adaptação. No limite, qualquer mensagem pode pode ser transformada sobre qualquer tipo de canal sempre que este tenha suficiente “capacidade”. Assim, graças ao magnetoscópio, é possível gravar sobre uma banda magnética a série de fotografias que constituem uma sequência televisionada. A mensagem pode ver-se deteriorada ou destruída pelos “RUÍDOS”, no percurso da sua marcha dentro do canal físico. Estes ruídos sãotodos os tipos de perturbação que a mensagem sonora ou visual sofre no curso da transformação. O estrondo de um martelo perfurador na rua que cobre a conversação, os parasitas numa transmissão radiofónica, uma mancha branca ou negra, uma nebulosidade cinzenta sobre o écran televisivo, são outros tantos “ruídos”. Coo tempo genérico de “ruído” qualifica-se todo o sinal indesejável na transmissão de uma mensagem por um canal. A. Kientz, “Para analizar los mass media”

2. Justifique a expressão/comparação sublinhada no texto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 3. Distinga canais espaciais de canais temporais. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 4. Distinga canais naturais ou sensoriais de canais artificiais ou técnicos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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5. Exemplifique canais naturais ou sensoriais. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 6. Exemplifique canais artificiais ou técnicos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ A designação dos termos “média” e “mass média”. A teoria de MacLuhan Deve-se ao sociólogo canadiano Mashal MacLuhan, o primeiro grande esforço, na década de 60, de estudo dos “média”. Para este autor, a palavra “média”, tal como a empresa, isoladamente, designa qualquer meios de expressão, mais simples e naturais, tais como a voz

todo e incluindo os e o gesto.

Chega inclusivamente a admitir como meios de comunicação tudoo que constitui uma expressão do corpo humano. Assim, e segundo ele, a camisa e os óculos extensões da pela e dos olhos – são meios de comunicação, como o são a rádio e uma revista. Enfim, para este autor, os “média”são extensões dos órgãos sensoriais do homem. De resto, segundo este pensador, o ”veículo” identifica-se com a “mensagem”, pelo que a mesma mensagem poderá influir, diferentemente, sobre as massas ou sobre o homem – sócio, de acordo com as características do “meio”usado na comunicação e com a sua validade:  A imprensa será, apenas, uma extensão da visão;  O cinema, uma extensão dupla, da visão e da audição;  A televisão, uma extensão da visão e da audição, completada pela proximidade e intensidade. Cada um destes meios de comunicação proporciona, segundo MacLuhan, linguagens diferentes, que se torna necessário saber utilizar. MacLuhan distingue três estádios de desenvolvimento dos “média”, correspondendo cada um deles a um tipo de sociedade:  A sociedade primitiva e tribal, em que dominavam os “média”orais, não se conhecendo ainda a escrita;

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 

A sociedade da Galáxia de Gutenberg, em que predomina a mecanização da escrita, graças à descoberta e desenvolvimento da imprensa; A sociedade Galáxia Marconi, caracterizada pela predominância dos “média” audiovisuais.

Portanto, considerada a palavra “media” isoladamente (plural latino de “medium”, que significa meio, mediação), ela designa todos os meios de expressão, naturais ou artificiais. Porém, quando associada à palavra anglo-saxónica “mass” (sinónimo de massa!), formando o termo “mass média”,já perde esse significado, para o conjunto passar a designar, vulgarmente, toda e qualquer comunicação de massa. Sendo assim, a expressão não pode abranger nenhum dos tipos de comunicação interpessoal, mas tãosomente as transformações de mensagens para uma pluralidade de indivíduos receptores (massa). A definição hoje vulgarmente aceite de “mass média” é: designam não só e essencialmente técnicas de comunicação artificiais (sobretudo as ligadas à mecanização e à electrónica) dirigidas a determinados públicos (não à massa!), como também a própria comunicação em si. Isto significa portanto, que os próprios meios de comunicação interpessoais, sejam naturais ou artificiais, não ficam pela expressão “mass média”. Assim: 1. Incluem-se com frequência no domínio dos “mass média” “médias” quentes, no dizer de MacLuhan, porque são ricos em informações,exigindo pouca participação do público:  Ligados à imprensa: o O livro impresso, devido à sua grande tiragem e à sua publicação mecânica em série; o Os álbuns de bandas desenhadas, devido ao seu carácter visual e artístico, e modernidade; o Os jornais, sobretudo os de grande tiragem; o Os magazines ilustrados, por idênticas razões; o A publicidade feita em jornais, excepto o cartaz.  Ligados à comunicação sonora: o Os discos; o A radiofusão; o A publicidade feita na rádio; o As fitas magnéticas;  Ligados à comunicação audiovisual: o O cinema sonoro (o desenho animado é considerado “média” frio); o A televisão, o tipo mais acabado dos “mass média”,ligado à técnica electrónica; o A publicidade feia no cinema e na televisão;

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 Utilizando vários dos “média” anteriores ou constituindo prolongamentos seus: o Os satélites de comunicação e de distribuição; o As vídeo-cassetes e vídeo-discos – cassetes ou discos constituídos por bandas magnéticas pré-registadas que contêm a imagem e o som e que, colocadas num aparelho de leitura, permite protegê-las imediatamente no écran do aparelho; o A teledistribuição por cabos – distrinuição por cabos de informações audiovisuais; o A impressão de jornais através da televisão; o O belinógrafo – aparelho destinado a emitir e a receber desenhos ou fotos à distância, etc. 2. Em contrapartida, não podem considerar-se como “mass média” (“média” frios no dizer de MacLuhan, porque são pobres em informação e ricos em participação): o O telégrafo; o O telefone; o O videofone – telefone duplo com um écran de televisão, que permite ver o correspondente e falar-lhe; o Os meiso de expressão natural (a voz e o gesto) 1. Defina “mass média” segundo MacLuhan. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2. Diga, o que eram o cinema, a imprensa e a televisão para o mesmo autor. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 3. Enumera os três tipos de sociedade definidos por MacLuhan. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4. Distinga “média” quentes e frios. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

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As sociedades de massas

  

 Na Europa, principalmente nas áreas industrializadas, e nos Estados Unidos houve um enorme crescimento populacional.  O crescimento populacional veio acompanhado do crescimento das cidades.  Os principais fatores do crescimento populacional foram a melhoria na alimentação, os avanços na medicina e a industrialização.  Expansão mundial das áreas agrícolas. Os avanços na área médica. A industrialização foi o principal fator para o crescimento populacional. O crescimento populacional na América deveu-se, principalmente, à entrada de imigrantes europeus. Entre 1815 e 1915, cerca de 35 milhões de pessoas. A imensa maioria dos imigrantes era formada de homens jovens, procedentes das zonas rurais e sem qualificação profissional.

Formação do mercado:  O mais importante símbolo da massificação do consumo foi a produção do automóvel Ford modelo T, fabricado pela primeira vez em 1908 nos Estados Unidos.  Em 19 anos de fabricação, mais de 15 milhões de unidades do Ford T foram comercializadas nos Estados Unidos.  Outros produtos passaram a compor o cotidiano da classe média e dos trabalhadores, como o fogão a gás, os utensílios domésticos de vidro e de ferro, os sabões industrializados e a bicicleta.

Indústria alimentícia:  O fator decisivo para assegurar o abastecimento de uma população cada vez mais numerosa foi o desenvolvimento da indústria de conservas . Isso se deu nos Estados Unidos, onde primeiro se instalou uma indústria alimentar para grandes mercados consumidores.  O desenvolvimento notável dos transportes e das comunicações, em particular das ferrovias e do sistema de

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correios, favoreceu o intercâmbio cultural entre os países. Intelectuais e artistas dispersaram-se pelo mundo como imigrantes, turistas e refugiados políticos, levando com eles suas obras e suas idéias. Lazer e arte:  O aumento do poder aquisitivo da classe média urbana e a ampliação do contingente de trabalhadores alfabetizados e instruídos permitiram que um público maior tivesse acesso a uma produção cultural antes restrita às elites.  Redução da jornada de trabalho.  Descanso dominical.  Flamenco, nascido na região da Andaluzia, na Espanha, e o tango, importado dos bordéis argentinos no início do século XX.  A circulação cultural torna-se maior: o que antes ficava restrito a um segmento da sociedade, às camadas populares ou à burguesia, passa a ser consumido por mais gente. Cinema:  A primeira exibição cinematográfica foi feita pelos irmãos Lumière, na França, em 1895  Nos Estados Unidos, os pioneiros do cinema foram imigrantes judeus pobres e arrojados, que resolveram produzir filmes para setores pouco instruídos, que pagavam entradas de 5 centavos de dólar para ver um espetáculo de entretenimento. Nos anos 1920, os Estados Unidos já brilhavam como o centro mundial do cinema.

Os “mas média” – história As transformações culturais e os mass média: A guerra terminara e as pessoas estavam desejosas de esquecê-la. A Europa recuperava e, nos Estados Unidos, as pessoas tinham dinheiro para gastar e tempo para o lazer pois, graças às lutas e pressões dos movimentos sindicais , os horários de trabalho eram agora mais reduzidos. O desenvolvimento tecnológico colocou à disposição novos meios de comunicação social que serviam, ao mesmo tempo, para informar e para divertir e estavam acessíveis à grande massa da população, pelo que ficaram conhecidos por meios de comunicação de massa ou mass média.

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Breve caracterização da sociedade de consumo O termo consumo é a utilização de bens, serviços, energia e recursos por parte das organizações ou sociedades, já a “sociedade de consumo” é a expressão que designa a abundância e circulação massiva de todo o tipo de objectos nos países desenvolvidos, os quais alteraram significativamente o modo de vida dos indivíduos. Este novo tipo de sociedade, fortemente orientada para a fruição, a posse, o prazer e o materialismo, começa e emergir na segunda metade do século XX, graças à rápida industrialização do mundo ocidental. Este situação permitiu que as famílias tivesse acesso a melhores condições de vida e se sentissem mais satisfeitas por poderem adquirir uma vasta gama de bens e serviços, tais como o vestuário, carros, férias e outros.

As origens da sociedade consumo “O crescimento económico, a subida dos salários, os benefícios sociais, a clima de esperança e o desejo de bemestar fariam desencadear, nas sociedades industrializadas do Ocidente, um fenómeno de consumismo generalizado. A necessidade crescente de escoamento dos produtos, fruto de uma produção em massa, foi auxiliada pela eficácia cada vez maior da publicidade e pelo aparecimento da televisão, que estimulava as populações, conduzindo ao nascimento de sonhos e necessidades fictícias. Quase todos os bens pareciam estar ao alcance do lar mais humilde, através dos sistemas de compras facilitados - a crédito e a prestações. Ao mesmo tempo, o aparecimento de grandes superfícies comerciais – supermercados, centros comerciais, self-services – atraía as pessoas, seduzindo “grandes e pequenos” a fazer mais compras do que as inicialmente previstas. Do ponto de vista social e psicológico, nascia assim uma sociedade de consumo, na qual só era feliz e bem aceite quem possuía mais e melhores bens do que o seu vizinho. Este fenómeno traduzoiu-se numa “corrida em relação à última moda” – o carro mais veloz, o vestido da estrela de cinema, o frigorífico mais bonito. O excesso de consumo conduziria em breve ao desperdício, que, pouco tempo depois, iria dar origem aos primeros problemas ambientais sérios.” Paula Maria Coelho, “Um mundo na História”, 9º Ano, Didáctica Editora

Os benefícios e prejuízos do consumismo “A revolução industrial impulsionou o aumento da produção e do consumo nos países industrializados. A chamada sociedade de consumo trouxe benefícios, tais como a

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escolarização de massas, melhoria das condições dos trabalhadores, generalização dos cuidados de saúde primários, maior participação dos cidadãos e elevação no padrão do nível de vida. No entanto, continuam a agravar-se alguns dos efeitos negativos, tais como a marginalização de certas camadas da sociedade, caos urbanístico, perda dos valores tradicionais, degradação ambiental uma necessidade “imperiosa” de aumentar a produção e consumo de bens inúteis. Esta necessidade de consumir cada vez mais reflecte-se no dia-a-dia das famílias, pelo que é necessário fazer um orçamento familiar, planificando as despesas, as poupanças, o crédito e o rendimento. Este último é um factor regulador do consumo, que é, por sua vez, influenciado pela moda, pressão do grupo de amigos e pela publicidade, que faz com que o consumidor perca autocontrolo, consuma de forma irreflectida e por impulso, levando-o mesmo a pensar que a qualidade de vida consiste no ter em detrimento do ser.” Clara Santos e Conceição Silva, “Formação Cívica”, ASA, 2002

1. Explique o que entende por “consumo” e “sociedade de consumo”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 2. Descreva como se desenvolveu a sociedade de consumo. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 3. Enumere as vantagens da sociedade de consumo. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 4. Enumere as desvantagens da sociedade de consumo. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________

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Do consumo excessivo ao consumo selectivo “Ter acesso a uma grande quantidade de bens (paradigma da sociedade da abundância) faznos descobrir que o uso desses bens nos retiraria tempo. Podemos ser muito ricos e escolher muitos bens, comprá-los, instalá-los, utilizá-los… mas o reverso dessa prosperidade é a falta de tempo. Há que redimensionar o valor material com o respectivo valor imaterial. Um consumidor responsável não cuida só da preservação dos recursos. Como escreveu Henri Thoreau: “Um homem é rico na justa proporção do número de coisas que se recusa a ter”. Quanto mais consumimos, mais queremos, mais corremos e menos plenitude obtemos.” Beja Santos, “Jornal de Notícias”, 02-06-2001

1. Na sua opinião, que tipo de relação se pode estabelecer entre o consumo e o bemestar dos indivíduos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Comente a frase sublinhada. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 3. Explique o sentido da frase “este é o tempo dos objectos” ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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Os direitos fundamentais dos consumidores O rápido e feroz desenvolvimento da sociedade de consumo cedo revelou a necessidadde de se encontrar formas de regular as relações entre produtores e consumidores, nomeadamente definindo os direitos destes últimos e protegendo-os dos excessos cometidos pelos agentes económicos.

A defesa do consumidor na União Europeia “A promoção dos direitos, da prosperidade e do bem-estar dos consumidores é um dos valores fundamentais da União Europeia, o que aliás se reflecte na sua legislação. A pertença à União Europeia assegura uma protecção adicional aos consumidores. A seguir, enunciam-se dez princípios básicos sobre a forma como a EU defende os interesses do consumidor, independentemente do Estado-Membro em que se encontre:  Compre o que quiser, onde quiser;  Se não funciona, não devolva;  Elevadas normas de segurança para géneros, alimentícios e outros bens de consumo;  Saiba o que come;  Os contratod devem ser justos para os consumidores;  Por vezes, os consumidores podem mudar de opinião;  Facilitar a comparação do preço;  Os consumidores não devem ser induzidos em erro;  Protecção durante as férias;  Vias de reparação eficazes em caso de letígios transfronteiriços.”

1. Enumere os princípios básicos sobre o consumo definidos pela União Europeia. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Procure recordar uma situação em que tenha (ou alçgum failiar) sentido que os seus direitos enquanto consumidores não foram respeitados. Depois, redija um comentário crítico sobre o assunto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A legislação de protecção dos direitos do consumidor A protecção jurídica do consumidor “Todos nós somos consumidores quando compramos seja o que for, pensamos nós. Daí que, quando sentimos razões de queixa sobre qualquer transacção que efectuamos, podemos recorrer à justiça ou a qualquer dos organismos que protege os interesses do consumidor. A situação não é assim tão linear.

Quem é o consumidor Legalmente, par que uma pessoa tenha direito à defesa dos seus interesses na área do consumo, e para que, enfim, possa ser considerado consumidor, torna-se necessário que se verifiquem os requisitos seguintes:  Que os bens fornecidos, os serviços ou os direitos transmitidos se destinem a uso não profissional;  Que o fornecedor seja alguém que exerça com carácter profissional uma actividade económica que, vise obter benefícios, incluindo os organismos da Administração Pública, as pessoas colectivas públicas, as empresas de capitais públicos ou detidos maioritariamente pelo estado, as Regiões Autónomas ou as autarquias locais r as empresas concessionárias de serviços públicos. A protecção do consumidor e a atribuição de direitos específicos dependem, assim, da existência de uma relação de consumo, seja através da celebração de um contrato, seja mediante uma situação destinada a promover o fornecimento de bens ou serviços ou transmissão de direitos. (…) Legalmente, o consumidor tem os seus interesses protegidos por direitos consagrados na lei e tem a quem recorrer quando sente que eles foram infringidos.

Os direitos dos consumidores Os direitos gerais atribuídos aos consumidores no ordenamento jurídico português podem agrupar-se da seguinte forma:  Direito à protecção, à saúde e à segurança;  Direito à qualidade dos bens ou serviços;  Direito à protecção dos interesses económicos;  Direito à prevenção e à reparação de prejuízos;  Direito à prevenção e à educação para o consumo;  Direito à representação e consulta;  Direito à protecção jurídica e a uma justiça acessível e pronta; Estes direitos encontram-se consagrados na Constituição e na Lei de Defesa do Consumidor (Lei nº 24/96, de 31 de Julho).”

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1. Explique por palavras suas, quem pode ser considerado consumidor, segundo a lei. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2. Descreva os direitos do consumidor referidos nos textos. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________

A legislação de defesa dos consumidores “Artigo 1º - Dever geral de protecção 1. Incumbe ao Estado, às Regiões Autónomas e Às autarquias locais proteger o consumidor, designadamente através do apoio à constituição e funcionamento das associações de consumidores e de cooperativas de consumo, bem como a execução do disposto na presente lei. Artigo 2º - Definição e âmbito 1. Considera-se consumidor todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não só profissional, por pessoa que exerça com carácter profissional uma actividade económica que vise a obtenção de benefícios. Artigo 3º - Direitos do consumidor 1. O consumidor tem direito: a) À qualidade dos bens e serviços; b) À protecção da saúde e da segurança física; c) À formação e à educação para o consumo; d) À informação para o consumo; e) À protecção dos interesses económicos; f) À prevenção e à reparação dos danos patrimoniais que resultem da ofensa de interesses ou direitos individuais homogéneos, colectivos ou difusos; g) À protecção jurídica e a uma justiça acessível e pronta; h) À participação, por via representativa, na definição legal ou administrativa dos seus direitos e interesses.” Lei nº 24/96, de 31 de Julho

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1. Explique a importância da Lei nº 24/96 de Julho, dando exemplos práticos. ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ __________________

A importância do marketing e da publicidade nas decisões dos consumidores A publicidade, seja a veiculada pelos meios de comunicação social ou a visível na via pública, pretende persuadir os indivíduos a consumirem um determinado produto ou serviço. Tal comportamento é alimentado pela sensação, criada por sofisticadas técnicas sofisticadas e de marketing, de que a necessidade de consumo desse produto ou serviço é real e deve ser sistematicamente satisfeita. Desta forma, a publicidade surge como um poderoso meio responsável pela criação de fenómenos de moda, ciclicamente renovados após curtos períodos de duração. 1. Diga o que entende por publicidade. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________

2. Identifique os principais meios utilizados pela publicidade para comunicar com os consumidores. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

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A publicidade “Durante o jantar, Robert Goutourb volta ao seu tema: a apetência do público ardilosamente domesticado pela publicidade. A maioria das pessoas não tem opinião, deixa-se seduzir e modelar por indolência intelectual. Torna-se cómodo que os outros pensem por nós. E dá-nos exemplos. Nos jornais suíços, há tempos, apareceram dois anúncios: “Receba um rádio em sua casa por três francos”; “receba uma máquina de lavar por dez francos e fale aos seus amigos desta maravilhosa oportunidade”. Seria possível? Era possível, sim senhor, tanto mais que na desconfiada suíça há mão-de-ferro para quem promete e não cumpre. Assim, centenas ou milhares de crédulos enviaram os três ou dez francos e, com efeito, receberam em casa um rádio ou uma máquina de lavar. Em miniatura. Um brinquedo plástico. Tudo legal. Nada nos anúncios garantia que esses objectos (fabulosas pechinchas em que o burlão era com certeza o vendedor, por isso mesmo, mais apetecíveis) tivessem de ser o que as pessoas haviam suposto. Mais saboroso ainda, com estilo e senso de humor, o terceiro exemplo contado por Goutorbe: “Envie dois francos em selos postais se deseja saber como aumentar substancialmente os seus rendimentos sem esforço e sem abandonar o emprego”. Quem, à tentação, não passaria a língua pelos beiços? Daí que tivessem chovido selos em casa de um finório, que prontamente esclareceu os cobiçosos: “Faça como eu”.” Fernando Namora, “Diálogo em Setembro” (1966)

1. Explique o que significa “publicidade enganosa”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Dê exemplos de situações reais que conheça de publicidade enganosa. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A “receita” do consumismo “Juntou-se a um produto ou serviço, uma boa pitada de marketing, adicionou-se uma colher de sopa bem cheia de publicidade, misturou-se tudo com técnicas de vendas e colocou-se no forno (a televisão), envolta em folhas de jornal. Pouco tempo depois (a sociedade de consumo) estava pronta a servir a um público sedento de entrar na aventura do “faz de conta”. O marketing cria o sonho, a publicidade (com a preciosa ajuda da televisão) mostra que ele se torna realidade e a técnica de vendas materializa-o”. Carlos Barbosa de Oliveira, “A sociedade de consumo e os seus actores” (2008)

A importância da montra “São os vitrinistas, os criadores do efémero, causadores de muitos dos males do orçamento mensal de cada um e dos inglórios esforços de poupança pessoal. A montra é a criação de um ambiente e a transmissão de uma sensação (…) mas todas desempenham o papel que o comerciante pretende: atrair a atenção do consumidor (…). O estudo da iluminação é outro dos aspectos importantes a considerar. O brilho chama a atenção, atrai o cliente e convida-o a aproximar-se. Sem dar por isso, passa a fazer parte da cena.” Expresso, 23-12-1995

1. Relacione o papel desempenhado pelo marketing e pela publicidade no aumento do consumo. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Explique a função desempenhada pela montra numa loja comercial. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 3. Explique de que modo a publicidade, o marketing e outras técnicas comerciais influenciam o seu padrão de consumo, dando exemplos práticos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ SandraS. Rodrigues

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Consequências ambientais e riscos sociais do consumo O consumo excessivo dos recursos naturais deve-se, em primeiro lugar, ao desenvolvimento das actividades económicas, que tendem a utilizar as diversas matérias - primas até ao seu esgotamento. No entanto, o aumento do nível de consumo dos bens e serviços, causado pelo aumento da população mundial e pela elevação do poder de compra, também tem graves consequências para o ambiente. Além desse aspecto, o fenómeno da massificação do consumo não está isento de riscos sociais significativos, nomeadamente a promoção de determinados comportamentos e valores que podem ser nocivos para a saúde humana.

Padrões de consumo e de ambiente “Os padrões de consumo actuais não são apenas muito desiguais (entre as diversas regiões do mundo), mas também têm um impacto severo no ambiente. Por exemplo, o consumo de água potável duplicou desde 1960, o consumo de combustíveis fósseis quase quintuplicou nos últimos 50 aos e o consumo de madeira aumentou 40 por centro nos últimos 25 anos. As reservas de peixe estão a diminuir (PNUD, 1998). Os padrões de consumo não estão apenas a esgotar os elementos naturais, estão também a contribuir para a sua degradação através de resíduos nocivos e de emissões prejudiciais.” Anthony Giddens, “Sociologia”, Fundação Calouste Gulbenkian, 2004

1. Identifique alguns dos recursos naturais que estão em risco de esgotamento devido ao seu consumo excessivo. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Explique as consequências ambientais que podem decorrer do consumo excessivo ou da destruição deste tipo de recursos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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A água, um bem escasso “A ideia de água como recurso infinito perdeu-se, definitivamente, nos últimos anos. Embora se estime que a água do planeta atinja os 1, 386 mil milhões de quilómetros quadrados – o que daria para encher uma piscina com a área de Portugal e com uma profundidade de cerca de 16 mil quilómetros - , apenas 2,5 por cento é água doce e, desta pequena parte, só cerca de um terço está potencialmente disponível para utilização humana. Com a triplicação da população mundial nos últimos 70 anos, o consumo de água sextuplicou. Apesar de os consumos “per capita” estarem agora estabilizados, certo é que, a este ritmo de crescimento populacional, a água será um dos principais factores limitativos do desenvolvimento. Estima-se que actualmente se esteja a utilizar 54 por cento da água doce disponível. Caso o consumo por habitante se mantenha constante, em 2025 a população humana estará a usar 70 por cento dos recursos hídricos apenas devido ao crescimento populacional. E se os consumos em todo o mundo fossem idêntico àqueles que se registam nos países desenvolvidos, então consumir-se-ia 90 por cento da água disponível. No ano 2000, segundo as Nações Unidas, 31 países onde viviam 510 milhões de pessoas eram afectados por intenso stress hídrico ou grave escassez de água. E em 2025 esse número elevar-se-á para três mil milhões.” Fórum Ambiente, nº85, Edição Especial – Cimeira da Terra, 2002

1. Comente as seguintes afirmações retiradas dos textos: “a água será (no futuro) um dos principais factores do desenvolvimento”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 2. Descreva as alternativas que conhece ao actual padrão de consumo dos recursos naturais. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________

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Telemóveis seguros? “Os países devem resguardar os filhos dos telemóveis e os adultos devem limitar ao máximo a duração das suas chamadas. O aviso foi feito pelo presidente da Agência Europeia contra a s Radiações, Wolfram Koening. Apesar de reconhecer a ausência de “provas científicas de que o telemóvel apresente perigos para a saúde”, Koening fez referência a alguns fenómenos biológicos que podem ser perigosos, como as modificações nos fluxos cerebrais. Avisou ainda as autoridades que devem tomar medidas para diminuir as radiações nos cidadãos: “É preciso evitar colocar antenas nas proximidades de jardins infantis, escolas e hospitais”, recomendou.” Público, 01-08-2001

Os riscos da Internet e dos videojogos “O Reino Unido vai arrancar com um programa alargado para proteger as crianças e os jovens dos riscos da navegação na Internet e da violência nos videojogos. (…) Entre outros objectivos, o Governo quer que os motores de busca, como o Google, coloquem logo na primeira página informação sobre como pesquisar da forma mais segura e quer pressionar sites que exibem material enviado pelos utilizadores, como é o caso do YouTube, a filtrarem melhor os conteúdos. Ao abrigo do novo plano, o executivo britânico, pretende ainda que as redes sociais online adoptem voluntariamente um código de conduta, que regule a forma como as informações pessoais introduzidas pelos utilizadores são mostradas publicamente. O MySpace e o FaceBook, por exemplo, são sites que atraíram nos últimos anos milhões de jovens utilizadores fiéis – mas têm sido motivo de preocupação por permitirem que qualquer pessoa crie uma página pessoal, onde pode incluir fotografias e dados como o nome, idade ou morada. Para além de poder ser usada para estabelecer contacto presencial, esta informação é frequentemente analisada par que os sites exibam publicidade direccionada.

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Outra das questões que o Governo quer resolver é o vazio legal em torno dos chamados “sites de suicídios”, que incentivam e oferecem instruções para qualquer pessoa que deseje suicidar-se. (…) O relatório recomenda ainda que, para contornar a dificuldade dos pais em limitar aquilo a que jovens e crianças têm acesso, todos os computadores vendidos tenham programas de protecção de menores pré-instalados.” Público, 28-03-2008

1. Refira aos perigos que podem decorrer da utilização frequente dos telemóveis e algumas formas de diminuir esses perigos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 2. Diga em que medida a internet e os videojogos contêm riscos, designadamente para as crianças. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 3. Além dos telemóveis e dos videojogos, que outras factores de risco potencial para a saúde humana conhece? Justifique a sua resposta. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ O orçamento familiar: consumismo e poupança Com a facilidade de acesso ao crédito, estimulado pela banca e por outras instituições, muitas famílias deixaram de fazer aquilo que no passado era comum: um orçamento mensal que ajustasse as despesas obrigatórias (com a casa, a alimentação, o carro, etc.) às receitas do agregado familiar (isto é, aos salários. Nos nossos dias, vulgarizou-se a concessão de empréstimos bancários às famílias para todo o tipo de aquisições - casa, automóveis, férias, etc. -, de tal forma que o seu nível de endividamento tem atingido uma dimensão preocupante.

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Porém, a crise económica, o aumento do desemprego, a estagnação dos salários e a subida dos preços, entre outros factores, têm levado a que muitas famílias sintam grandes dificuldades em assegurar os seus compromissos financeiros, caindo em situações de incumprimento.

O crédito ao consumo “Devemos ter em conta que o consumismo não pode ser perspectivado apenas a nível individual; ele processa-se como fenómeno social, ou seja, resulta de factores inerentes à própria vida social. A lógica na qual assenta só faz sentido em termos sociais, uma vez que são estilos de vida, estatutos e reconhecimento social que estão em causa. O endividamento é resultante, em grande parte, quer da pretensão de se obter um determinado estatuto social (que passa pela adopção de um estilo de vida, que se traduz na aquisição de bens materiais e acesso a determinados serviços), quer dos estímulos por parte do mercado, aos quais estamos sujeitos enquanto potenciais consumidores. O endividamento – à banca, a empresas de crédito, aos retalhistas do comércio, etc. - não deixa de ser consequência de um mecanismo, que se traduz na possibilidade de recurso a crédito para o pagamento da aquisição de um determinado bem ou serviço. A generalização desta prática, em todos os sectores, e sobretudo entre os consumidores, acarreta um aumento substancial da despesa dos agregados familiares, que, induzidos pela ilusória facilitação associada ao crédito, contraem, simultaneamente, várias dívidas, cujo pagamento se torna crescentemente mais difícil de cumprir.” Jorge Reis e Outros, “Formação Cívica”, Porto Editora

O endividamento familiar “Em Portugal, há cerca de 100 mil famílias em situações de grande dificuldade financeira, ou seja, pessoas que enfrentam sérios problemas para pagar a prestação da bancária relativa à compra da casa ou por motivos de consumo. A estimativa está nas conclusões de um estudo conjunto do Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (ISEG) e da Direcção-Geral do Consumidor (Ministério da Economia) e mostra uma realidade que os dados oficiais (do Banco de Portugal) relativos ao crédito malparado continuam sem evidenciar: que o incumprimento bancário está a acelerar e afecta já muita gente. Aquele número representará quase 3% do total de famílias em Portugal, segundo os últimos inquéritos do INE. Por seu turno, a Associação portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) revela que recebeu quase dois mil pedidos de apoio por causa do sobre-endividamento, o dobro do registado em 2006 (…).

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Segundo João Paulo Calado, coordenador do Gabinete de Orientação e Endividamento dos Consumidores (GOEC), “as pessoas não aceitam ficar mais pobres por causa da prestação da casa, que continua a subir. Há cada vez mais famílias que parecem não querer abdicar dos seus padrões de consumo e isso é muito perigoso, uma loucura mesmo”, alerta o economista do ISEG. O GOEC recebeu “mais de mil pedidos de apoio diferentes durante o último ano e, de acordo com cálculos que fizemos em conjunto com a Direcção-Geral do Consumidor, podemos estar a falar de um universo com mais de 100 mil famílias que hoje passam por grandes dificuldades financeiras”, acrescenta João Calado. Mas, apesar da crise puxar pelas taxas de juro e encarecer o preço dos empréstimos, os portugueses continuam a ir ao banco e em força. Segundo o Banco de Portugal, as famílias deviam em Janeiro de 2008 um total de mais de 128 mil milhões de euros aos bancos (80% do PIB). Destes, quase 11% era para o consumo, o valor mais elevado dos últimos quatro anos, com um ritmo de expansão próximo de 12%. Os especialistas acreditam que o aumento forte e persistente do crédito ao consumo nos últimos anos esconde a pressão cada vez maior que existe sobre os orçamentos familiares.” Diário Económico, 25-03-2008 1. Em grupo, elabore um orçamento de uma família de quatro pessoas para um mês, partindo do princípio de que dispõe de 1500 Euros para todos as despesas, incluindo a alimentação, a roupa, a renda ou o empréstimo da casa, a saúde e outras. Depois, compare e discuta os orçamentos preparados pelos vários grupos da turma. Registe algumas conclusões. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2. Explique as razões que levam cada vez mais pessoas a contrair empréstimos. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 3. Descreva os riscos que o crescente endividamento representa para as famílias portuguesas. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 4. Pesquise na Internet e recolha informação sobre as consequências da crise financeira dos EUA para o resto do mundo. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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As novas formas e tipos de consumo Após o advento da Internet, deixou de ser obrigatória a deslocação física dos consumidores aos locais tradicionais: lojas, armazéns, supermercados, centros comerciais, etc. Com efeito, novas formas de consumo desenvolveram-se nos últimos anos, nomeadamente o comércio electrónico, que permitiu a qualquer utilizador da internet o acesso rápido, fácil e à distância a uma imensidão de bens e serviços. Além deste aspecto, novos tipos de consumo têm também emergido, principalmente nos domínios do bemestar, da saúde e do lazer, entre outros. Em regra, estes tipos de consumo estão associados a determinados estilos de vida que não dispensam uma alimentação específica, uma roupa específica, um desporto específico, etc. O comércio electrónico “Os resultados do Barómetro Trimestral do Comércio Electrónico, referentes ao último trimestre do ano passado, mostram que 88 por cento dos membros da ACEP (Associação do Comércio Electrónico em Portugal) inquiridos notaram um aumento nas vendas registadas através dos seus sites. Quando questionados acerca do aumento do volume de negócios, 71,5 por cento afirmaram ter registado um crescimento de vendas igual ou superior a 50 por cento, face ao ano anterior. Por outro lado, 18,5 por cento dos inquiridos no estudo efectuado em parceria com a Netsonda registaram aumentos superiores a 50 por cento. No mesmo contexto, comparativamente a 2006, os dados do ano passado indicam também que 74,3 por cento dos inquiridos viram o número de clientes aumentar entre 1 e 50 por cento ao longo dos últimos três meses. (…) Quanto aos produtos mais vendidos, os inquiridos referiram que as categorias que registaram maior procura ao longo do último trimestre foram produtos de electrónica (incluindo telemóveis), produtos de informática, jogos e consolas, DVDs, vídeos, Cds e artigos para a casa e decoração. No que se refere ao investimento das empresas nos sites, 48,6 por cento assumiu ter aumentado o volume da aposta na sua

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plataforma online, enquanto 42,9 por cento manteve o nível de investimento e 3 por cento diminuíram.” Jornal da Madeira, 10-03-2008

1. Indique os produtos que registaram maior aumento de vendas no comércio electrónico. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Refira as vantagens e as desvantagens do comércio electrónico, segundo a sua opinião. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 3. Diga se já comprou algum produto ou serviço através da Internet. Redija Um texto sobre a forma como fez essa aquisição. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ O consumo do “bem-estar” “Sentir-se bem na sua pele” é uma das mensagens mais exploradas pela publicidade nos últimos anos. Esta expressão traduz bem a importância do prazer e do bem-estar individual na nossa sociedade. Não basta já a condição física “boa”, é preciso também que seja “bela”. Por isso, os antigos ginásios de educação física passaram à história. Deram lugar aos modernos clubes de manutenção física (Health clubs), inspirados na fórmula “look good, feel good” (pareça bem, sinta-se bem). Nos Healyn Clubs associa-se saúde com beleza. ”Trabalha-se” o corpo mas também a mente. Através das ciências ancestrais como o yoga e o tai chi chuan - que rapidamente conquistaram numerosos adeptos -, celebra-se o bem-estar físico mas também psíquico.

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Os health clubs constituem autênticos locais de culto da forma física. Dão particular atenção à arquitectura e ao design e investem na criação de atmosferas e ambientes confortáveis, funcionais e descontraídos. Para captar diferentes universos, a sua oferta caracteriza-se pela multifuncionalidade: além de exercício físico, geralmente disponibilizam tratamentos estéticos e fisioterapêuticos e outras valências que lhes permite irem ao encontro de diversos públicos alvo. Trata-se de empresas que recorrem às mais sofisticadas técnicas de marketing e publicidade para captarem e fidelizarem os clientes. Na Internet, por exemplo, proliferam os sites que divulgam informações sobre os locais e as modalidades de serviços disponíveis. A comunicação, o atendimento e a prestação de serviços aos clientes são efectuados de forma personalizada, oferecendo-se mesmo a possibilidade de “requisitar” monitores privativos para aulas e tratamentos particulares (personal training). J. M. Marques Apolinário, “Modas e modos de vida: um olhar sobre o comércio”, 2005

Os produtos light e bio “Devido, em larga medida, às campanhas mediáticas promovidas por especialistas em nutrição e ao marketing de algumas empresas do sector, é cada vez maior a associação por parte dos consumidores entre a alimentação, a saúde e o bem-estar. Cada vez mais os consumidores estão sensibilizados para a importância de uma alimentação equilibrada. Em relação directa com essa sensibilização, a alimentação nutricional e dietética atrai cada vez mais adeptos. Os produtos low, light e soft, sejam eles cereais de pequenoalmoço, sumos, fruta, lacticínios ou chocolates, vêem a crescida a sua procura no mercado e nalguns casos (cereais, por exemplo) tornaram-se “produto de moda”. (…) A par disto, as lojas e restaurantes macrobióticos e vegetarianos vão ganhando uma maior expressão. Por outro lado, em especial na grande distribuição, assiste-se à vulgarização dos produtos bio, fenómeno igualmente sintomático das novas preocupações culturais em torno da preservação ambiental.” J. M. Marques Apolinário, “Modas e modos de vida: um olhar sobre o comércio”, 2005

1. Explique o papel do marketing na promoção de novos tipos de consumo (alimentar, de vestuário, de lazer, etc.). ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________

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2. Redija um texto crítico sobre a importância dos health clubs. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 3. Justifique a importância dos health clubs. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 4. Explique as razões do crescimento do consumo de produtos bio e light. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _______________________________________________________

A cultura começou a ser divulgada pelos mass meda, destinada às massas e já não apenas a uma elite - iniciou-se então a cultura de massas. As actividades e produções e produções culturais eram compreendidas e acessíveis a um número cada vez maior de pessoas, proporcionando-lhes divertimento e prazer. Livros, jornais, revistas ilustradas e de banda desenhada juntam-se ao êxito da rádio e do cinema. Os filmes americanos mostravam às pessoas como deveria gozar-se a vida moderna e divulgavam o seu “american way of live”. A divulgação dos discos e do gramofone trouxe a música para fora das salas de espectáculo e tornou-a mais acessível ao público em geral. A rádio, os filmes e as revistas ajudavam a difundir informações, notícias, tendências e modas um pouco por todo o Mundo. As ideias chegavam de Nova Iorque e as modas de Paris. Tudo se tornara mais

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rápido graças ao desenvolvimento dos transportes e dos meios de comunicação. Na década de 1920, a rádio tornou-se o meio de difusão mais poderoso pois era acessível a muita gente, mas foi o cinema que, sobretudo depois de aliar o som à imagem, alcançou maior sucesso. As pessoas estavam decididas a gozar as suas liberdades, a frequentar as salas de espectáculo e a aplaudir os seus heróis de desporto em espectáculos que se tornaram populares e começaram a mover multidões, como o futebol e o boxe. O cinema é considerado como uma das grandes invenções do século XX. Apelidado de “Sétima arte”, o cinema começou por apresentar documentários, só depois se tendo tornado um meio de evasão da realidade. Tornou-se uma indústria muito rentável, mas também uma fábrica de mitos, estrelas e sonhos, que começaram a nascer em Hollywood. Nos Estados Unidos, os pioneiros do cinema foram imigrantes judeus pobres e arrojados, que resolveram produzir filmes para setores pouco instruídos, que pagavam entradas de 5 centavos de dólar para ver um espetáculo de entretenimento. Nos anos 1920, os Estados Unidos já brilhavam como o centro mundial do cinema O Consumidor e o Imperativo de Responsabilidade Com a ascensão do individualismo, no final dos anos 70, o consumidor foi gradualmente abandonando as suas preocupações com a cidadania. Triunfou a moral do indivíduo, o consumir mais e mais barato transformou-se numa exigência tirânica, passámos a consumir em função do nosso eu; as nossas vidas ganharam a dinâmica de uma sequência de operações mercantis. Deixámos à cidadania as preocupações sociais e os desincentivos à fragmentação. Oportunistas e pragmáticos, o que queremos é a satisfação instantânea na compra de bens e serviços. Os novos paradigmas técnicos e tecnológicos aceleraram os mecanismos da mentalidade individualista, consumo e cidadão são hoje conceitos extremados. Ser cidadão é observar normas convergentes para o desenvolvimento, para a liberdade e para a democracia, o cidadão pauta-se pelo que é objectivo, o que tem a ver com a solidariedade, o respeito pelo outro, o cuidar do outro. O que predomina no consumo são os direitos subjectivos. É fácil ver, pois, como o consumo entrou em rota de colisão com a cidadania, o consumo é imediato e a cidadania é ponderada. Importa saber como ultrapassar uma dicotomia aparentemente insanável. As dificuldades em ser bom consumidor e bom cidadão O consumidor hiperindividualista opera com astúcia, é voraz, quer tudo num instante, assobia para o ar quando se fala na globalização predatória, destruidora das actividades económicas locais. O que lhe interessa é a escolha profusa (a hiperescolha) e é por isso que o mercado responde a esta apoplexia: o delírio das marcas, mais voos, mais excursões, mais cosméticos, mais alimentos disfarçados de medicamentos, mais tudo. Na cidadania, caminhamos para o extremismo, como se sabe e vê: gente mais pobre e gente mais rica, mais excluída e mais incluída, multiequipada ou desprovida de equipamento. Esta é a sociedade egocêntrica em que nos banhamos e em que procuramos ser indiferentes à diluição dos valores. Vivemos na provisoriedade e queremos o consumo extensivo, a qualquer momento: a mesma sociedade que desprogramou o trabalho vive obrigatoriamente a programar o consumo. O consumidor é hedonista e imediato, o cidadão é vigilante e mediato. Numa atmosfera de permanente sedução como aquela em que vivemos, é cada vez mais difícil reflectir o que é melhor

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para a colectividade, para o bem comum e para o desenvolvimento sustentável. Olhamos à volta e as contradições de um consumo a conflituar com a cidadania são bem visíveis: a agricultura industrial poluente e predatória em contradição com uma agricultura prudente e boa para o ambiente e para a saúde; as guerras dos OGM, que deixaram indiferentes os consumidores que preferem o “bom, bonito e barato”; o comércio justo que procura reconciliar os consumidores e os interesses legítimos dos consumidores, isto em paralelo com as lojas dos chineses, o endividamento excessivo, os 4x4 ou o turismo massificado. O que é ser consumidor responsável A que mudanças sociais assistimos? As mudanças em curso pautam-se por uma revolução demográfica onde o envelhecimento e a versatilidade da estrutura familiar são dominantes. As fontes de informação mudaram imenso. Quando um consumidor pretende comprar um carro, pode dar-se o caso de encontrar padrões mais rigorosos do lado das seguradoras que das associações de consumidores e automobilistas. Esta informação tem a ver igualmente com os melhores níveis de educação e com o desejo de saber mais sobre a nossa saúde e a nossa segurança. Mudou o trabalho, a sociedade é fundamentalmente terciarizada, somos glocais, cépticos quanto ao funcionamento das instituições, paradoxais e incautos quando falamos do progresso. É nesta teia de dilemas e tendências que se perfilam a responsabilidade social, o consumo responsável e o combate às piores agressividades do mercado. O que se pretende dizer? A responsabilidade social irá facilitar a reconciliação entre o consumidor e o cidadão. A despeito de inúmeras vantagens que a globalização trouxe, ninguém ignora as desigualdades e perigos crescentes que se nos deparam no trabalho ou no género, os direitos sociais e humanos e o funcionamento das empresas estão sob a mira da opinião pública. Ainda é cedo para apurar se esta responsabilidade do consumidor é uma moda uma vaga de fundo. Seja como for, sentimos que os direitos e as responsabilidades dos consumidores se a articulam progressivamente com o desenvolvimento social e a qualidade ambiental é patente à aspiração de que os consumidores pretendem que as suas escolhas se processem num contexto de justiça social e económica, à escala mundial. Esta responsabilidade social, por ora uma atitude voluntária, irá tecer um espaço comum de preocupação com a preservação ambiental, os direitos sociais dos trabalhadores, a saúde e a segurança no trabalho, as escolhas tecnológicas que permitam economizar matérias primas e energia e fazer melhor com menos. Dito de outro modo, o consumo responsável tem a ver com o biológico, a conservação da energia, a ética e a sustentabilidade. Daí a vigilância cada vez mais severa que se prevê com as piores agressividades do mercado, travando a mentira, o abuso sobre a vulnerabilidade dos consumidores. Uma responsabilidade que reconcilie o consumidor com o cidadão Cresce a preocupação para que o indivíduo ou agente no mercado assuma as suas responsabilidades com os valores da cidadania. Esta responsabilidade chama-se educação, chamamento à participação, mobilização para as inclusões, aprendizagem da ética associada ao funcionamento do mercado, o mesmo é dizer que as relações entre produtores prestadores de serviços, Estado, empresas e consumidores pressupõem uma

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nova atitude. Até agora a defesa do consumidor propunha que a oferta vigia-se tudo de fora, criticando sem questionar os fundamentos da produção e até da proveniência dos produtos. O que acontece é que as desigualdades socioeconómicas, o endividamento excessivo, o agravamento do preços dos combustíveis, a aproximação entre o consumo e o desenvolvimento sustentável, trouxeram um novo desígnio para a responsabilização. O consumidor pode ainda não aceitar mas ganhou consciência de que a evidência ambiental, o altruísmo, a responsabilidade social são as formulações do futuro que irão reconciliar os valores da cidadania com os novos cuidados e um consumo ao serviço do bem comum. Dentro em breve, saberemos se esta responsabilização foi mais uma moda ou se integrou numa vaga de fundo. O que sabemos por ora é que não há alternativa à responsabilidade nos nossos actos de consumo.

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Tendo em conta o que se falou/discutiu neste M贸dulo, comente as imagens que se seguem. Intitule-as: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ __________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ _ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________

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Actividade em Grupo: CONSUMISMO MATERIAL: revista, tesoura, cola, cartolinas… PROCEDIMENTO: Formem grupos de duas ou três pessoas. Procurem em revistas imagens de produtos que considerem essenciais e supérfluos (desnecessários). Os produtos devem ser divididos por cada cartolina consoante o esquemaque a seguir fornecemos. Ex.: Devem colocar na cartolina de um lado os bens necessários e do outro os desnecessérios. De seguida reflita sobre o porquê dessas escolhas. Utilize esta folha como esquema para o trabalho. Alimentação

Saúde

Roupas

Outros objectos

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Actividade prática em Grupo: ANÚNCIO PUBLICITÁRIO MATERIAL: caneta, Internet, computador… PROCEDIMENTO: Elabore um anúncio publicitário (documento em power point). Para isso escolha um produto, marca, imagem, slogan, características, meio de publicidade (TV, rádio, revista…) preço, etc. Utilize esta folha como esquela. Slogan

Imagem do produto

Marca

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Guia de trabalho Cultura Tipo I – Identificar os principais factores que influenciam a mudança social ao longo da história. Tipo II – Compreender de que modo os indivíduos e os factores culturais influenciam a mudança social. Tipo III – Produzir um texto expositivo-argumentativo (150-300 palavras) sobre as mudanças que implementaria na sociedade actual se desempenhasse um cargo político, como por exemplo o de primeiro-ministro.

Língua Tipo I – Identificar, a partir da leitura do poema de Camões “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, o conceito de mudança no homem, no mundo e no Universo. Tipo II – Compreender a importância do texto poético e da música, enquanto elementos activos nos processos de mudança. Tipo III – Resolver um questionário interpretativo do poema supracitado, debatendo as questões apresentadas.

Comunicação Tipo I – Identificar em textos escritos e imagéticos o conceito de mudança. Tipo II – Compreender a importância da associação entre a imagem e a palavra como veículos essenciais de comunicação dos media. Tipo III – Produzir um cartaz em que associe a palavra à imagem subordinado ao tema da Mudança (da Sociedade ao Universo)

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Visionamento do fileme: “Louca por compras” Depois de visionar o filme em cartaz, responde às seguintes questões:

1. Quais são os comportamentos típicos de Rebecca: ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 2. Considera a Rebecca uma shopaholic (viciada em compras). Porquê. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 3. Já alguma vez teve comportamentos como os da Rebecca? Se sim quando. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 4. Indique o momento que mais o surpreendeu no filme. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 5. Como justifica a obsessão da Rebecca por compras? ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________

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Ficha de auto-avaliação: 1. Como foi o meu desempenho nas sessões? ___________________________________________________________

2. Como foi o meu comportamento? ___________________________________________________________

3. Como foi o meu relacionamento com os meus colegas? ___________________________________________________________

4. Como foi a minha participação nas aulas? ___________________________________________________________

5. Como foi o meu desempenho nos testes? ___________________________________________________________

6. Como está o meu caderno diário? ___________________________________________________________

7. O que posso e pretendo fazer para melhorar o meu comportamento e atitudes nas sessões no próximo Módulo? ___________________________________________________________

8. O que penso da minha turma e como me sinto em relação aos meus colegas? ___________________________________________________________

9. Que nota mereço ter no final deste Módulo? _____________ 10. Sugestões para a professora. ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ____________________________________________________________

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