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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS SILVO ROMERO, IDENTIDADE LAGARTENSE E SUA CONTRICUIÇÃO CULTURAL PARA SOCIEDADE BRASILEIRA.

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: HISTÓRIA JÉSSICA DOS SANTOS SOUZA

ORIENTADOR (A): PROF. DR. ANTONIO LINDIVALDO DE SOUZA

DEPARTAMENTO DHI

MARÇO DE 2013


RESUMO Os estudos produzidos pelo Lagartense, Silvio Romero no século XVIII e inicio do XIX, revelam pensamentos que influenciaram a cultura da época e inclusive da modernidade brasileira, onde eram escrito por meio de uma linguagem de lúdica, de fácil compreensão, para que pudesse ser interpretao e acessível à população.

Destacando-se também o poder e influência da

literatura presente, merecedora de destaque no contexto das suas obras, as quais sofriam repressão na época, por parte das classes dominantes, por fazerem críticas a uma sociedade “sufocada”. PALAVRAS CHAVES: Lagartense, Cultura, Literatura.

METODOLOGIA

Esse trabalho foi desenvolvido por meio de leituras de obras: Silvio Romero: sua formação intelectual, História da literatura brasileira... e revistas. O que possibilitou um maior aprofundamento a respeito da cultura brasileira, debulhada por um cidadão Lagartense, Silvio Romero, focando sua Literatura, desenvolvida por meio de estudos das suas obras.


Crítico, professor, ensaísta, e historiador da Literatura Brasileira, Silvio Romero, (Silvio Vasconcelos da Silveira Ramos) nasceu em 21 de abril de 1851, na cidade de Lagarto/ Sergipe, falecendo em 18 de junho de 1914, na cidade do Rio de Janeiro. Filho do Português, André Ramos Romero e Maria Joaquim Vasconcelos da Silveira, foi convidado a participar da Academia Brasileira de Letras, em 28 de janeiro de 1897. Cursou o ensino primário, na escola do professor Badu, um dos melhores mestres do período, presente na cidade onde nasce. No ano de 1863, viajou para o Rio de Janeiro com a finalidade de desenvolver estudos no colégio Ateneu Fluminense. Por meio deste, tornar-se grande pesquisador do folclore brasileiro. Tais pesquisas o comportara escrever as obras “O elemento popular na literatura do Brasil” e “Cantos populares do Brasil”, possivelmente por estar impregnado de contos, lendas, cantigas, trechos de cheganças de reisados, aprendidos na sua infância com Totonha, escrava da família Romero em Lagarto. O ano de 1868 foi um ano diferente para Recife, se comparado a outras cidade da sociedade brasileiras. Foi o marco da ruptura com o saber tradicional. Surgi ali, diversos jornais e revistas, divulgando as novas teorias científicas, sistemas filosóficos, combatendo o clericalismo dominante e abusos das autoridades que se sobrepunham sobre as classes “desfavorecidas”. Nesse mesmo ano Silvio volta para o Nordeste, matriculou-se na Universidade de Direito de Recife, ali conheceu ícones como Tobias Barreto, (o qual compartilham de ideias semelhantes) Joaquim Nabuco, e Araripe Junior, se tornando amigos. Por meio da universidade, a qual buscava por uma nova mentalidade, mais racional para época, propôs uma renovação na mentalidade brasileira. O próprio Silvio Romero afirma: “Um bando de ideias novas esvoaçou sobre nós de todos os pontos do horizonte. Positivismo, evolucionismo, darwinismo, crítica religiosa, naturalismo, cientificismo na poesia e no romance, folclore, novos processos de crítica e de história literária, transformação da intuição do direito e da política, tudo então se agitou e o brado de alarma partiu da Escola do Recife”.


Nesse centro acadêmico, Silvio Romero, cursando Direito, de inicio pertence a ideias Positivistas. Após algum tempo, adquire espírito mais crítico, se afastando das ideias de Comte, para se aproximar da filosofia Evolucionista de Herbert Spencer, buscando métodos objetivos de análise crítica, e apreciação de textos literários. No ano de 1879, por necessidade, fixou residência no Rio de Janeiro. Usou a imprensa para atacar figuras do Parlamento Imperial, esses ataques se tornaram conhecidos por “Ensaios de críticas Parlamentar”. Em 1882 Publicou a introdoção da História da Literatura brasileira, no ano seguinte publica seu livro intitulado Últimos Arpejos. Em 1885 publicou Estudos de Literatura Contemporânea. 1888 publicou uma das mais importantes obras, História da Literatura Brasileira. Romero, foi filho de uma elite rural provinciana, empobrecida, tentou ascensão social em um meio ambiente cultural Carioca. Mais nunca escondeu seu desprezo em relação a Rio. Por necessidade, tenta melhorar de vida, mas normalmente tinha o Rio de Janeiro como uma sociedade potencialmente hostil, a qual não recebia bem pessoas vindas de outras regiões, principalmente do Nordeste. Seus primeiros artigos publicados ao chegar ao Rio de Janeiro, em 1879, retomam o tom polêmico que marcara sua etapa recifense, tendo como alvo figuras proeminentes do Parlamento, pois o consideravam opressores da classes baixas. Traz consigo para o Rio de Janeiro influência de um grupo de autores e de um mestre: a Escola do Recife e Tobias Barreto (de quem foi colega da mesma universidade). A Escola do Recife, da qual Barreto foi figura central, significou um esforço para pensar um país mais junto. De família de uma economia não favorável, o que lhe restara foi próprio capital intelectual que terminou por garantir sua posição se destacando na sociedade brasileira, onde com participou ao lado de Machado de Assis, da fundação da Academia Brasileira de Letras.

No ano de 1898, foi eleito deputado federal pelo Estado de Sergipe. Abalado na sua saúde, viajou para a Europa em busca de tratamento, amenizou os problemas, mas ainda assim seu quadro era agravante.


Se tornando ainda pior, doente de tuberculose, transferiu-se, em 1911, para Juiz de Fora em Minas Gerais, ainda assim publicou ensaios polêmicos políticos contra José Veríssimo, contra Laudelino Freire, contra Júlio de Castilhos, contra a política dos governadores, e principalmente contra Lima Barreto e Castro Alves, esses dois últimos foram durante sua carreira como escritor, muito criticado. No ano de 1913 afastou-se da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais no Rio de Janeiro, onde lecionava Filosofia do Direito. Cometeu seu ultimo discurso, apresentado nesta instituição de ensino, denominado “O remédio”. Faleceu no Rio de Janeiro em 18 de julho de 1914, aos 63 anos de idade. Silvio Romero permite transparente em obras, influencia da sociología de Le-Play. Em seus escritos, Romero escreve: “Sendo o autor professor de Filosofia do Direito na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, era natural que procurasse pôr o seu livro de acordo com o programa de sua cadeira. É o que fez. (...). E para facilitar-lhe a tarefa, não oculta as influências que, com maiores ou menores reduções, tem sofrido seu espírito até a situação atual.(Romero, 1969: 499/500). A meio a sua atuação e contribuição para o desenvolvimento da cultura brasileira, consequentimente a sociedade Lagartense se orgulha por ter um filho ilustre da terra. Mais conhecido por Silvio Romero, hoje em função do seu trabalho a população o homenageia, erguendo principais monumentos históricos na cidade, se destacando o Grupo Escolar Sílvio Romero, construído em 1924, foi um dos primeiros patrimônios públicos a receber o seu nome. Há a existência de uma praça no coração de Lagarto com seu nome e uma também uma escola da rede estadual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

MENDONÇA, Carlos Süssekind de. Silvio Romero: sua formação intelectual 1851-1880. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1938. (Brasiliana, série 5, v. 114).


RABELLO, Sylvio. Itinerário de Sylvio Romero. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. (Coleção Documentos Brasileiros, 43). ROMERO, Silvio. História da literatura brasileira. Contribuições e estudos gerais para o exato conhecimento da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1980. REIS, José Carlos. História & Teoria. Historicismo, modernidade, temporalidade e verdade. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003.

SILVO ROMERO, IDENTIDADE LAGARTENSE E SUA CONTRICUIÇÃO CULTURAL PARA SOCIEDADE BRASILEIRA.  

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