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PRIMAVERA BRANCA: O protesto da Medicina que clamou por melhorias no curso

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Eventos: i jornada de emergências clínicas e vi semana acadêmica do capevi 05 e 13 HIPOCAMPO ENTREVISTA: Rosalie Kupka Knoll, a nova coordenadora do curso de medicina

Última Aula-Magna marca despedida do Professor Nelson Grisard 05

cirurgia geral

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notícias área de medicina e atualidades

confira as novas ligas acadêmicas de 2014 10 04 VII Edição

filme nebraska

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JORNAL DA ESCOLA ITAJAIENSE DE MEDICINA

EDITORIAL

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ano de 2014 começou com novos ares. Mas é sobre 2013, principalmente, que o HIPOCAMPO quer falar nessa edição. Falar, lembrar, anunciar, gritar. Diz a sabedoria popular que nas palavras residem os reflexos de quem somos ou buscamos ser. Mas quem foi que disse que a palavra tem um só verso? Quem disse que ela não tem seus reversos? E nesses versos todos criamos as histórias, a linguagem, tecemos a vida sonhada e a vida vivida. De qualquer forma, é fato que a palavra nos ajuda a comprovar os eventos que nos acontecem, mesmo que se questione se é a linguagem a expressão adequada de todas as realidades. Relativo. Poderia se dizer que, aqui, usamos (tentamos usar!) a palavra para registrar o que aconteceu. Não espere muito, afinal, somos apenas estudantes de medicina metidos a jornalistas (jornaleiros?). Metidos, porém muito felizes. E conscientes de que essa felicidade é compartilhada. É com essa felicidade que o HIPOCAMPO fala aos acadêmicos da Medicina Itajaí que foi feita história no segundo semestre de 2013. Sabemos que todos os fatos decorreram de um processo longo e exaustivo, que teve início há muito e envolveu muita gente batalhando para tudo acontecer. É aquela famosa transição que faz o progresso, sendo que estar em transição é estar em movimento. E estar em movimento significa passar pelos contextos, pelos fatos, pelos olhares e leituras de mundo. Passar e agir, pois ainda há muito a ser feito: sempre há. Buscamos, nesta edição, relatar os acontecimentos da então nomeada “Primavera Branca” da Medicina, cujas principais reinvindicações eram melhorias e acertos das defasagens do curso. Isso foi feito com o intuito de perpetuar a memória no papel, para que não haja dúvidas acerca da pró-atividade dos nossos da Medicina e, ainda, para parabenizar a todos, que se envolveram e acreditaram na causa de que a mudança era possível. A medicina não está parada. E nem ficará. Felizes estamos, ainda, em anunciar a (re)ativação e a criação de mais ligas acadêmicas, de jornadas organizadas por acadêmicos com o intuito de aprimorar o conhecimento médico em determinadas áreas. Essa edição conta ainda com as colunas de sempre e com algumas novidades, já que, em conversa com o colega e amigo Renan Taborda, surgiu a sugestão de que o HIPOCAMPO abordasse mais temas relacionados com a Medicina em suas edições. E foi isso que tentamos fazer. Quando menos se espera, ele vem, o pensamento que gera a ação. E, por mais que se queira, não é possível antever a força que esse pensamento vai assumir. Pode ser devido a uma insatisfação, a uma discordância, ou até mesmo a um desejo. Sem ter programado a gente pára pra pensar e isso é como encontrar um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Às vezes, pode nos faltar tempo e coragem de perseguir nossas vontades, mas as portas estão lá. Basta evitar a inércia, não desencorajar o pensamento, pois pensar é transgredir a ordem do superficial e da simples aceitação. E, afinal, com quantos pensamentos se constrói uma existência? Boa leitura. Raquel Sogaiar 4º p.

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Atenção graduandos e professores!

Fez algo de interessante? Representou a Univali em algum evento ou congresso? Publicou em uma revista? Entre em contato conosco! Há algum assunto que você gostaria de ver na próxima edição ou tem interesse de enviar matérias para o jornal? Mande um E-mail para renantaborda2@gmail.com e nos conte sua idéia

jornal da escola itajaiense de medicina Distribuição Gratuita Edição: Acadêmicos Renan Taborda e Raquel Sogaiar

Apoio: Centro de Ciências da Saúde (CCS) UNIVALI

Tiragem: 200 exemplares Distribuição: Local

Itajaí, abril de 2014


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ENTREVISTA:PROF.ROSALIE KUPKA KNOLL Nova coordenadora do curso de Medicina fala ao HIPOCAMPO sobre os novos desafios que estão por vir

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pesar da agenda lotada de compromissos, de telefones chamando a todo minuto e aquele entra-e--sai que todo cargo administrativo enfrenta, foi numa tarde de sexta-feira que a professora Rosalie sentou conosco para falar sobre essa transição na coordenação da Medicina da Univali. Contou-nos que nunca havia pensado em coordenar um curso de Medicina. Há dez anos atrás, a convite do professor Péricles, na época coordenador do curso de Medicina, a professora Rosalie entrou para dar aulas aos acadêmicos quando duas professoras tiveram filhos. Já dava muitas aulas antes disso, e nos conta que falava de AIDS o tempo todo: para professores, alunos, grupos de profissionais da saúde. Esse tema, tanto a Aids quanto doenças transmissíveis eram(e são) foco em sua formação e consolidação como profissional. Foi diretora do departamento de vigilância epidemiológica e coordenava o programa de Aids nessa época. Foi adjunta de saúde e depois, em 2007 e 2008 trabalhou na secretaria de saúde em Itajaí. Relata ter sido uma época difícil mas uma oportunidade interessante de discutir os serviços de saúde dentro da própria Universidade. Com a participação e apoio do professor Márcio Vieira Angelo e da professora Arlete Soprano do CCS, fechou contrato com a Univali de vez e abriu a porta para algo que estava predestinado a acontecer há tempos: entrou oficialmente para o time da casa. Nessa época, o Pró-saúde (Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde) também estava nascendo, conta Rosalie. Sobre assumir a coordenação, a professora disse estar ciente de queixas que acadêmicos do internato faziam com frequência a ela, que está sempre presente no dia-a-dia dos internos, além de ministrar a cadeira de DIP para o quinto período. A proximidade e a atenção que ela dá aos alunos da Medicina se refletem no imenso carinho que todos têm pela professora Rosalie. Essa questão foi crescendo e um novo pensamento foi se consolidando. Alguns professores também começaram a falar sobre isso, até que tudo se consolidou no final do ano, quando o reitor a chamou. Aponta muita satisfação e alegria ao falar do movimento pacífico realizado pelos acadêmicos, indicando a passeata ocorrida como algo legítimo e diz que isso foi decisivo para que aceitasse assumir a coordenação. “Achei fascinante”, conta. Rosalie afirma que educação é uma prioridade pra ela. Diz que tem muito a aprender, mas muita disposição para fazer as coisas acontecerem. Existem discussões de âmbito nacional que estão circulando sobre o ensino médico no Brasil e fala, ainda, ao HIPOCAMPO, que a tem a questão da mudança da grade curricular como uma encomenda que vai sair em breve. Também, versou sobre a introdução da matéria de urgências e emergências e sobre a abertura do curso, afinal a classe médica não trabalha mais sozinha faz tempo, sendo a interação com outras áreas de saúde algo fundamental. Sobre a mudança na sua carga de trabalho, um malabarismo está sendo feito para equilibrar a assistência médica, o consultório e a Univali. Reduzir algumas coisas mas não largar nada, pois ama o que faz, conta a professora. E assim resolveu aceitar esse desafio: sabendo que há muito o que aprender e tendo muita vontade de ajudar. A Dra Rosalie diz que não pretende trabalhar sozinha, ela mesma diz que tem o perfil de trabalhar aglutinando as coisas. Acredita também, em renovação sempre. Entre seus planos e compromissos destacam-se a abertura do diálogo com alunos, depois com preceptores e com as áreas de trabalho, como o ambulatório, buscando a interação do serviço. Ainda, abrir a discussão com os professores para que eles se apropriem da ideia da mudança na grade curricular também. Atacar e aglutinar as dificuldades, diagnosticar a situação do curso, para que medidas sejam tomadas o quanto antes: isso é sinônimo de mudança e melhorias. Bem-vinda, professora!

Para quem ainda não sabe:

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dra. Rosalie Kupka Knoll: Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (1981). Mestre em saude, ênfase em HIV em transmissão vertical. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Parasitárias, atuando principalmente nos seguintes temas: drogas - aids - hiv - gestantes- prevenção, aids- prevenção - doenças infecciosas, mulheres - vulnerabilidade comportamento e prevenção - dst - aids.

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Renan Taborda, 5ºp

Norte-americanos e alemão recebem Nobel de Medicina pesquisador alemão Thomas Sudhof e os norte-americanos James Rothman e Randy Schekman conquistaram o prêmio Nobel da Medicina de 2013 nesta segunda-feira pelas suas descobertas sobre como os hormônios, enzimas e outras substancias importantes são transportadas para dentro das células. Este sistema de controle de fluxo evita que as atividades dentro das células entrem em caos e as descobertas dos cientistas ajudaram a aprofundar o entendimento de uma série de doenças, incluindo diabetes e problemas que afetam o sistema imunológico, disse o comitê do prêmio. Trabalhando entre os anos 1970 e 1990, os três pesquisadores fizeram descobertas revolucionárias sobre como pequenas bolhas chamadas vesículas agem como transportadores de carga dentro das células. Primordialmente, o trabalho dos grupo ajudou a explicar “como esta carga é entregue nos lugares certos na hora certa”, disse o comitê. “Imagine centenas de milhares de pessoas que estão viajando em centenas de milhas de ruas; como eles vão encontrar o caminho certo? Onde o ônibus parará e abrirá suas portas para que as pessoas possam sair?”, disse o secretário do comitê do Nobel, Goran Hansson. “Há problemas semelhantes nas células.” As descobertas ajudaram médicos diagnosticarem graves formas de epilepsia e doenças de deficiência imunológica em crianças, disse Hansson. No futuro, os cientistas esperam que a pesquisa possa levar a remédios contra os tipos mais comuns de epilepsia, diabetes e outras deficiências de metabolismo, acrescentou. Rothman, de 62 anos, é um professor da Universidade de Yale enquanto Schekman, de 64 anos, trabalha para a Universidade da Califórnia, em Berkeley. Já Sudhof, de 57 anos, se uniu à Universidade de Stanford em 2008. Fonte: Associated Press.

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Novidades sobre o câncer -A nova pista está no sangue m busca de sinais precoces da doença, cientistas daUniversidade de Dublin, na Irlanda, descobriram moléculas de açúcar que podem denunciar a presença de tumores. É que algumas delas se ligam a proteínas produzidas pelas células

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cancerosas. Assim, a idéia é usá-las como marcadores de tumores. Daí, bastaria realizar um exame de sangue. ¿Mas devemos esperar pelo menos uma década para o método tornar-se realidade¿, estima o oncologista Bernardo Garicochea, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. DEDO-DURO DE TUMORES Veja como certos açúcares encontrados no sangue poderão acusar a existência de um câncer: 1. As células do tumor fabricam proteínas que nem sempre podem ser identificadas com precisão. Pesquisadores irlandeses observaram que, ligadas a elas, existem moléculas específicas de açúcar. 2. Depois de extraídas do sangue, essas moléculas são separadas das proteínas e submetidas à ação de enzimas, que as quebram em frações menores. Esses pedacinhos, por sua vez, ganham uma identificação, que permitirá apontar a existência de um tumor. Saúde representa só 8% do total de investimentos públicos no Brasil ão bastasse o setor ter sido preterido em relação a outros, quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos na saúde em 2013. Dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal em 2013, o Ministério da Saúde foi responsável por apenas 8,2% dessa quantia, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”. Isto significa que as obras em rodovias, estádios, mobilidade urbana e até armamento militar como blindados, aviões de caça e submarinos nucleares ficaram a frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para atender o Sistema Único de Saúde (SUS). “O SUS precisa de mais recursos e por isso entregamos ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor. Por outro lado, é preciso que o Poder Executivo priorize e aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis”, criticou o presidente do CFM,

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Roberto d’Ávila. “Não bastasse o setor ter sido preterido em relação a outros, quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos no ano passado”, acrescentou. Dr. Google agora é oficial e olho no bilionário mercado de saúde, a Google acaba de anunciar sua nova empreitada. A Google Calico. Será essa a empresa que finalmente da corpo ao tão conhecido Dr. Google? Achar a cura para doenças intratáveis requer tempo, um capital humano e financeiro gigantesco, cooperação e pesquisa. De fato, a Calico representa a maior iniciativa de saúde desde o fracasso da Google Health. “A Google é uma empresa diferente do que era em 2008, quando lançou a GHealth. Nós também! Nossos hábitos mudaram. Hoje 20% dos usuários de smartphones tem pelo menos um aplicativo de saúde, e 60% dos adultos procuram informações sobre saúde online”. Larry Page, CEO da Google, em entrevista a Time Magazine disse: As pessoas estão focando nos assuntos certos? Uma das coisas que eu achava interessante era que se resolvermos o câncer, poderíamos adicionar 3 anos na expectativa de vida das pessoas. Nós pensamos que solucionar o câncer é uma coisa grandiosíssima que mudaria totalmente o mundo, porém quando você realmente dá um passo para trás e olha isso... sim, existem muitos e muitos casos de câncer, e isso é muito, porém, no agregado, não é um grande avanço . Segundo Page, CALICO atuará na saúde e bem estar, em particular nas doenças associadas ao envelhecimento. A empresa será comandada por Art Levinson que é CEO da Genentech e presidente da Apple Apesar de parecer um mercado é muito diferente do que faz hoje a Google aposta no potencial da tecnologia em melhorar a vida das pessoas. Tanto Page quanto Art estão interessados em combater o envelhecimento e o adoecimento. A diminuição da mobilidade e a agilidade mental atinge a todas as pessoas, e invariavelmente esses problemas aparecem com a idade. Apostar na resolução desses problemas é claramente um investimento longo que a google acha que pode pode fazer com os objetivos e pessoas corretas.

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Aconteceu na MEDICINA AULA MAGNA MARCA DESPEDIDA DO PROFESSOR NELSON GRISARD

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uma clássica sexta feira do mês passado, logo no início das aulas, a maioria dos acadêmicos estava prestes a ter mais uma aula de ética médica. Acontece que aquela não era uma sexta feira normal. Era dia de Aula Magna. Era dia de conhecer a cara da calourada. Era dia de aula com o Dr. Nelson Grisard. Aula esta que marcou sua despedida da Universidade do Vale do Itajaí como professor de Ética Médica. Sobre o professor Nelson, que dispensa apresentações, cada acadêmico, professor ou funcionário tem sua própria memória. Inquestionável é o seu semblante terno e respeitável. Desde que se formou em 1981 em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, o Dr. Grisard trilhou um caminho impecável (e um currículo mais do que extenso) no que tange a dedicação à profissão médica. Tanto na prática da pediatria quanto na sala de aula, ressaltava a ética como condição sinequanon para o bom relacionamento médico-paciente.

Professor Nelson: Aula Magna realizada em 28 de fevereiro.

cardio-respiratória, sepse grave na emergência, síndrome coronariana aguda, abordagem inicial do paciente politraumatizado, abdome agudo na emergência, insuficiência respiratória e A tarde de homenagens seguiu com o aguda, hemorragias digestivas auditório cheio: a presença de alunos de rebaixamento do nível de consciência no todos os períodos, inclusive do internato, PS. de professores e amigos do professor Houve ainda, o minicurso prático Nelson. Após a despedida, fica a saudade de atendimento pré-hospitalar ao - palavra que se alonga com o carinho e traumatizado no dia 26, prática dinâmica admiração, sentimento comum a todos o que abordou várias situações de que tiveram a honra de conviver com ele. emergência. A comissão organizadora da jornada, em nome da turma XXV

de Medicina informou que está muito satisfeita com os resultados do evento e que pretende transformá-lo em uma tradição na Univali.

TURMA XXV REALIZA I JORNADA DE EMERGÊNCIAS CLÍNICAS

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os dias 24, 25 e 26 de março, ocorreu na Univali a I Jornada de Emergências Clínicas. O evento inédito realizado pela turma XXV de Medicina teve mais de 200 inscritos e buscou fornecer conhecimentos e ferramentas aos acadêmicos com noções da correta prática médica no departamento de emergência, discutindo e orientando sobre diversas situações em uma unidade de pronto-atendimento e também no dia-a-dia. A jornada contou com palestras de médicos e especialistas que abordaram temas como reanimação na parada Itajaí, abril de 2014

Mini-curso prático de PHTLS

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cada dia nos deparamos com mais e mais avanços tecnológicos para ajudar (e às vezes) atrapalhar nossas vidas. Não diferente, a medicina avança a passos gigantescos pareando alternativas de diagnóstico/tratamento com a tecnologia, seja ela móvel ou não. iPhones hoje já se conectam com fraldas que possuem sensores para avaliartipo parâmetros nutrição, hidratação e diabetes tipo 1 (http:// diabetes 1 podemcomo monitorar a pressão sanguínea, batimentos cardíacos, internetmedicine.com/2014/03/10/diapers-that-analyze-urine-could-reduce-utistemperatura e outros dadosauxiliar na otoscopia gravando vídeos em tempo among-people-with-dementia/), podem monitorar pressão sanguínea,dobatimentos real do exame e abrindo possibilidade deacompartilhamento exame em cardíacos, um temperatura e outros dados (http://internetmedicine.com/2014/03/07/ piscar de olhos. wello-iphone-case-can-track-your-blood-pressure-temperature-and-more/),auxiliar na otoscopia gravando vídeos em tempo real do exame e abrindo possibilidade de compartilhamento do exame em um piscar de olhos (http://www.medgadget. com/2012/09/iphone-otoscope-inching-closer-towards-commercialization.html).

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alando de tecnologia em si, pesquisadores recriaram dentro de um “chip”o ambiente mecânico, bioquímico e funcional para simular a superfície pulmonar e assim estudar o comportamento de células neste meio (http://www.ted.com/talks/ geraldine_hamilton_body_parts_on_a_chip/transcript). Sim, com câmaras de vácuo para produzir distensão do tecido (alterando o seu comportamento mecânico), ter fluxo de ar e o fluxo sanguíneo, tudo isso para que as células a serem estudadas possam “viver”fora do corpo, dentro de um “chip”!!! E o que isso tudo quer dizer? Eu entendo que não há mais limites para o que possamos criar. Entretanto, para isso, é engraçado como devemos voltar ao conhecimento já sabido há vários séculos. Cada vez mais o tratamento dasSaviolo doenças é individualizado e maisde específico, a grande tecnologia digital Rafael Moreira, professor da Disciplina Anatomia Humana dosThiago exames deSônego, imagem, dosotorrinolaringologista, tratamentos comcirurgião radioterapia, Branco médico de cabeçacirurgias e pescoço.minimamente invasivas e robótica perdem espaço para medicamentos baseados em marcadores genéticos, em componentes da membrana das células e outros elementos específicos. om a evolução do conhecimento, as ciências básicas ou as cadeiras clinicas precisam de mais dedicação pois o avanço tecnológico de nada adianta sem um grande elemento: a formação do médico. Sua formação sólida. Completa. Em todos os níveis. Nenhum dos avanços tecnológicos citados poderiam ser criados sem um profundo conhecimento da anatomia, fisiologia, bioquímica e suas aplicações com as determinadas doenças. Não são as ferramentas que são fantásticas, mas sim, as cabeças que as criaram e as cabeças que as usam. É como você vai aplica-las, ou mesmo, como você vai buscar resoluções para os problemas que surgirão que é algo fantástico. A tecnologia serve a você, saiba usá-la.

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Rafael Saviolo Moreira, professor da Disciplina de Anatomia Humana Thiago Branco Sônego, médico otorrinolaringologista, cirurgião de cabeça e pescoço.

Você sabia? Em 2014 completam-se 3 anos da morte de Moacyr Scliar. Natural de Porto Alegre/RS, Moacyr se formou em MEDICINA pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1962, e teve seu primeiro livro publicado nesse mesmo ano, cujo título era “Histórias de Médicos em Formação”, Depois desse livro a produção literária de Scliar não parou mais. Médico sanitarista, Scliar constriu em “Paixão transformada” um panorama da história da Medicina a partir do que diversos escritores, médicos ou não, escreveram ao longo da história. “A história da medicina é uma história de vozes. As vozes misteriosas

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do corpo: o sopro, o sibilo, o borborigmo, a crepitação, o estridor. As vozes inarticuladas do paciente: o gemido, o grito, o estertor. As vozes articuladas do paciente: a queixa, o relato da doença, as perguntas inquietas. A voz articulada do médico: a anamnese, o diagnóstico, o prognóstico. Vozes que falam da doença, vozes calmas, vozes ansiosas, vozes curiosas, vozes sábias, vozes resignadas, vozes revoltadas. Vozes que se querem perpetuar: palavras escritas em argila, em pergaminho, em papel, no prontuário, na revista, no livro, na tela do computador. Vozerio, corrente ininterrupta de vozes que flui desde tempos imemoriais, e que continuará fluindo.”

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Caso Clínico: Homem, 55 anos obeso, hipertenso, diabético

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istória clinica: Paciente nega antecedentes mórbidos até a idade de 42 anos, época em que, durante exame médico de rotina no trabalho, foram detectados valores de pressão arterial de 140/96mmHg. Nessa ocasião, o paciente era completamente assintomático do ponto de vista cardiovascular. Exames laboratoriais normais, exceto por uma glicemia de 136mg/dl e triglicérides de 180mg/dl. Tais exames foram repetidos e confirmaram-se valores de glicemia e triglicérides anormais, tendo sido, na ocasião, feito diagnostico de hipertensão arterial, diabetes melito e dislipidemia. Desde o diagnostico inicial, o paciente vem tomando regularmente 50mg de hidroclorotiazida e 100mg de atenolol. Foi orientada dieta com pouco sal e hipocalórica, sem adição de açúcar. Recentemente, o paciente foi encaminhado ao oftalmologista, que diagnosticou microaneurisma em vãos de retina, tendo sido realizada laserterapia. Há três meses, foi reavaliado e, ao exame físico, apresentava um peso de 106kg, pressão arterial na posição supina de 170/112 mmHg, com frequência cardíaca de 72 batimentos por minuto. Apresentava hipotensão postural (PA= 130/90 mmHg em pé) sem variação de pulso. Demais dados de exame físico sem alterações em relação ao que foi descrito inicialmente. XAME FISICO: Paciente em bom estado geral, peso de 106 kg e altura de 1,70m, apresentando fundo de olho com espasmo segmentar arteriolar, perda da relação arteriovenosa nos vasos da retina, alguns pontos sugestivos de microaneurismas em ambas as retinas e sinais cicatriciais de laserterapia prévia. A pressão arterial na posição supina estava 160/104 mmHg e a frequência cardíaca era de 68 batimentos por minuto. A pressão arterial na posição ortostática era de 120/88mmHg, sem variação da frequência cardíaca. Ausculta cardiopulmonar normal. Ausencia de sopros carotídeos. Abdômen flácido, indolor, com fígado e baço não-palpáveis. Ruídos hidroaéreos anormais presentes. Ausencia de sopros abdominais. Extremidades com alterações tróficas

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de fâneros; pulsos presentes e simétricos, ausência de edemas. XAMES LABORATORIAIS: Glicemia de jejum de 172 mg/dl, potássio plasmático de 3,7 mEq/l, ácido úrico de 8mg/dl, colesterol total de 230 mg/dl, HDL-colesterol de 28 mg/dl, LDL-colesterol não calculado devido aos valores elevados de triglicérides (450 mg/dl) Creatinina sérica de 1,8 mg/dl e uréia de 96 mg/dl. Exame de Urina Rotina demonstrando a presença de proteínas. Proteinúria de 24 horas de 1,2 g/24 horas. xames complementares: Eletrocardiograma e raios X de tórax dentro da normalidade para o biótipo do pa- mento de retinopatia diabética e nefropatia que, provavelmente, é o resultado ciente. da associação de diabetes e da hipertensão arterial. O diagnóstico de certeza da nefropatia somente poderia ser feito através da biópsia renal, exame que não foi realizado neste caso. No paciente diabético acima de 55 anos que começa a apresentar hipertensão arterial, deve-se sempre pensar na possibilidade de envolvimento renal, decorrente de nefropatia diabética ou hipertensão arterial renovascular. A presença de proteinúria, neste caso, chama a atenção para glomerulopatia Ecocardiograma mostrando alterações diabética. do relaxamento ventricular esquerdo, Trabalhos prospectivos demonstraram, sem aumento da massa ventricular. Fun- nesses casos, os benefícios do uso de ção sistólica preservada. inibidores da enzima de conversão na iagnóstico: Hipertensão arterial pri- proteção e/ou na diminuição da velocimária, associada a diabetes melito e dade de progressão da doença renal. O dislipidemia. Lesão de órgãos-alvo de- fator protetor renal principal nestes camonstrada pela presença de insuficiên- sos é o hemodinâmico, com diminuição cia renal com proteinúria. na pressão de filtração intraglomerular. onduta: Reorientação dietética em Sabe-se também que essa regressão ou relação à ingestão de sal, açúcar e proteção depende do estágio em que gorduras. Foi prescrita dose baixa de hi- a nefropatia foi diagnosticada. Quanto droclorotiazida, associada a 20 mg de maior o valor da creatinina, menor será inibidor da enzima de conversão da an- a chance de reversão do processo. Isso giotensina para o tratamento da hiper- porque é o grau de envolvimento tubutensão arterial e da disfunção renal. Foi lointersticial que determina a possibilidaprescrito também antidiabético oral do de de reversão. Os valores de creatinina grupo das biguanidas e fibrato para a geralmente se relacionam diretamente dislipidemia. com o grau de envolvimento tubuloiniscussão: Este caso demonstra a as- tersticial na nefropatia diabética. sociação de diabetes, hipertensão Também é fundamental nestes casos e dislipidemia além de obesidade, to- que a dislipidemia seja tratada agresdos sendo considerados fatores de risco sivamente, pois os lípides sanguíneos para o desenvolvimento de doenças car- também estimulam a proliferação mediovasculares. Este paciente apresentou sangial. FONTE Rev. Bras. Hipertens. como lesão de órgão-alvo o desenvolvivol 8(4): out/dez de 2001

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“PRIMAVERA BRANCA”

Passeata dos acadêmicos da Medicina em 31 de outubro. Acadêmicos fazem Reinvindicações pela melhoria do curso

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s informações a seguir foram retiradas da ATA OFICIAL DA ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DO CENTRO ACADÊMICO PROFESSOR EDISON VILLELA. Aos vinte e um de outubro de dois mil e treze, às dezessete horas e vinte minutos, no auditório 1 do bloco F6 do Centro de Ciências da Saúde (CCS), foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária do Centro Acadêmico Professor Edison Villela (CAPEVI), com a presença de acadêmicos de Medicina e professores convidados para discutir alguns temas de interesse geral. O auditório estava cheio. De alunos, mas principalmente, de questionamentos. A pauta elaborada previamente buscou elencar as principais reclamações e problemas relacionados ao curso de graduação e foi apresentada aos alunos e convidados como veículo norteador das discussões. Foram

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definidos como problemas a serem pacional. Ainda, necessidade de discutidos, inúmeras necessidades: incremento, revisão de conteúdo a necessidade de revisão do con- programático e reestruturação da teúdo proposto na disciplina de cadeira de Farmacologia, a questão Fisiologia, de mais contato com o de acesso ao CAPES e, pacientes no Alunos reafirmaram por fim, a questão de Ciclo Básico seriedade no internaque as reclamações e ainda a neto. Questão essa que cessidade de não eram recentes permaneceu durante mais semesgrande parte da Ase que, diante tres na discisembléia Geral sendo da majoritária plina de Sediscutida pelos acadêmiologia. No insatisfação, alguma micos ali presentes. que se refere Os alunos apresentaação já deveria ter aos períodos ram os plantões como mais acima, sido tomada” maior problema relaapontou-se cionado ao internato. a urgência da Foi levantada a quesdisciplina optativa de Emergências tão dos preceptores como educaClínicas com aulas práticas, a má dores. Ainda, o tópico sobre o Hosdistribuição da grade curricular, pital Ruth Cardoso – com o qual a necessidade de maior abordagem Univali mantém uma parceria de prática nas cadeiras de Clinica Mé- atuação- deixou claro que a função dica e Clínica Cirúrgica, de revisão educacional da parceria firmada do cronograma das cadeiras de entre a instituição educativa e a insMedicina Legal e Medicina Ocu- tituição de saúde não estava sendo

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se definissem em um curto prazo determinado. Afirmouse que se tratava de assuntos não restritos apenas aos acadêmicos, e sim que afetam diretamente professores e posteriores disciplinas. A caminhada teve cunho pacífico, reivindicatório e contou com acadêmicos de todos os períodos. Trajados com o jaleco branco, símbolo da classe médica, os acadêmicos caminharam rumo à mudança e ao fim do descaso. E foi uma caminhada que valeu a pena. As medidas de solução imediata foram, como todos sabem, ouvidas pelo reitor da Universidade. O primeiro semestre de 2014 teve início com o diálogo aberto entre coordenação, CAPEVI e líderes de turma, para que , juntos, trabalhem em prol de Alunos: “ Não podemos ficar à sombra de um antigo resultado de 6ª melhor do país.” um curso que visa cada vez cumprida e acerca do hospital Foi numa quinta-feira, trinta e um mais a qualidade do ensino médiinfantil Pequeno Anjo também de outubro de 2013, que a Medici- co e a boa formação profissional. apontaram-se problemas: por ve- na Itajaí em toda a sua coletividade zes os plantões ocorrem sem pa- se dirigiu do pátio do CCS cientes, comunicaram os alunos. Vale lembrar que essa Assembleia até a reitonuma Extraordinária foi longe de ser a ria, primeira tentativa dos alunos em c a m i n h a d a apontarem os problemas relacio- pacífica cujo nados ao curso. Alunos reafirma- objetivo era a ram que as reclamações não eram entregar recentes e que, diante da majoritá- Ata Oficial da ria insatisfação, alguma ação já de- Assembleia veria ter sido tomada. O dia vinte e ao reitor e reinum de outubro de 2013 represen- fazer tou o acúmulo de tudo que estava vindicações. sendo mal-resolvido e ignorado. Foram anaApós elencadas as reclamações, o lisadas meque, presidente do CA abriu a palavra didas ao para os professores e representan- devido tes presentes, que se mostraram seu caráter solidários com a situação. Eram emergencial, eles, a professora Arlete Soprano, deveriam ter na época coordenadora do Centro resolutividade Ciências da Sa��de, o Profes- de ou encasor Marcos Maeyama e, também, minhamena professora Rosalie Kupka Knoll. to para que Jalecos Brancos e cartazes durante o percurso Itajaí, abril de 2014

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informações, contate o respectivo representante, ou acompanhe as informações pelo grupo do CAPEVI no facebook:

Jacqueline Ladeia 4ºp.

Aproveitando o gancho deixado pelo professor Nelson Grisard, não vejo frase mais adequada para introduzir esse filme: “A medicina é uma profissão de caráter humanitário, que se baseia em conhecimentos científicos, requer aquisição de habilidades e conduta moral (...)”. Nebraska (dirigido por Alexander Paine, 2013) apresenta Woody Grant (Bruce Dern), homem idoso e alcoólatra, que acredita ter ganho US$ 1 milhão, após receber pelo correio uma propaganda. Decidido a retirar o prêmio, ele resolve ir a pé até a cidade de Lincoln, Nebraska. Ao perceber a persistência do pai, seu filho David resolve levá-lo de carro, em uma jornada marcada pela paciência e descobertas familiares. O filme retrata uma família destruída pelo alcoolismo e teimosia de Woody. Apesar de não abordar de maneira clara as doenças que Woody parece possuir, Paine cede um enfoque para a relação familiar, que mesmo abalada, arranja forças para apoiar e defender Woody nos momentos de complicações durante a jornada. David (Will Forte) representa um exemplo de equilíbrio e serenidade para nós – futuros médicos – que em meio a tanta correria estaremos susceptíveis a esquecer o verdadeiro significado da frase que caracteriza tanto o nosso primeiro período na faculdade. E, que deve ser recordada diariamente, principalmente a primeira parte, que é tão fácil de decorar, no entanto, nem tão fácil para colocar em prática – a medicina é, realmente, uma profissão de caráter humanitário.

LIGAS ACADÊMICAS ATIVAS 2014

O

CAPEVI está muito satisfeitoanunciar as ligas acadêmicas ativas desse ano. Vinculadas ao centro acadêmico pelo ESTATUTO DAS LIGAS, elas são atividades extracurriculares de grande importância para a graduação de qualquer estudante. Elas foram criadas

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com o intuito de complementar as atividades em sala de aula, visando uma melhor fixação do conteúdo. Além do conhecimento adquirido, o aluno que frequentar as reuniões, não extrapolando o número de faltas pré-estabelecido pela diretoria da liga, estará apto para ganhar um certificado da liga juntamente com as horas destinadas à ela. Confira as ligas que estão ativas, as que foram reativadas e as que foram criadas recentemente. Para mais

LAAHU - Liga Acadêmica de Anatomia Humana José Augusto K. Fuganti LAPEN - Liga Acadêmica de Pediatria e Neonatologia Alessandra Vieira e Larissa Medeiros LASEM - Liga Acadêmica de Semiologia Médica Fernanda Caron e Ingrid Daiane LACARDIO - Liga Acadêmica de Cardiologia Júlia Oberger LAGO - Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia Bettina K. Fuganti e Tayse Barbeta LACIPER - Liga Acadêmica de Cirurgia Plástica Estética e Reparadora Eduardo Savoldi LAPRI - Liga Acadêmica de Primeiros Socorros Bruno M. Soares LAFAC - Liga Acadêmica de Farmacologia Joel Ghiraldi Darte e Camila Arsego LATECC - Liga Acadêmica do Trauma e Cirurgia Clínica Rafael Guanabara LOT- Liga Acadêmica de Ortopedia e Traumatologia Reuniões com preceptores médicos e residentes do HMMKB Thiago Trindade, Rafael Guanabara Liga Acadêmica de Saúde Mental Jéssica Lajús Lima, Miguelangelo Rossi, Douglas Manfré e Renan Ribeiro. LACON - Liga acadêmica de Oncologia Claudia Mendes Soares, Yuri Caetano Liga de Radiologia e Diagnóstico por Imagem Augusto Barg LACLIM - Liga acadêmica de Clínica Médica Guilherme Kriger, Yuri Bortolotti LANC - Liga acadêmica de Neurologia Clínica Nathalia M. Correa Itajaí, abril de 2014


JORNAL DA ESCOLA ITAJAIENSE DE MEDICINA

Rir é o melhor remédio

Ana Paula Vavassori - 1ºp.

Esse espaço objetiva informar os acadêmicos e esclarecer suas dúvidas sobre as mais variadas residências existentes no país. Em cada edição, o HIPOCAMPO vai procurar dar destaque para uma área de residência.

CIRURGIA GERAL Residente entrevistado: Dr. João Henrique Cunha Villela

“A

POR QUE RESOLVEU FAZER RESIDÊNCIA?

residência vem lapidar e direcionar nossa formação, sendo o alicerce fundamental das especialidades médicas.”

COMO FOI A ESCOLHA?

“A escolha da especialidade de Cirurgia Geral foi baseada em afinidade e na dinâmica resolutiva da mesma.”

COMO FUNCIONA A RESIDÊNCIA?

“O acesso a Residência de Cirurgia do HMMKB tem relação

candidato vaga e pontuação para aprovação similar ao dos demais concursos do sul do país, o que se observa é uma abertura desenfreada de escolas médicas que vem a cada ano aumentando a disparidade da relação número de vagas de medicina em relação ao número de vagas de residência médica. Com duração de dois anos temos formação teórico prática composta por aulas e seminarios entre residentes e avaliações teori preceptores, avaliações teóricas mensais, acompanhamento pré e pós operatório, além do ato operatorio propriamente dito nas diversas especialidades cirurgicas. Somos remunerados através de uma bolsa mensal, e temos por perspectiva a progressão de nossa formação médica através da aprovação em provas para residência em sub especialidades, como Cirurgia do Trauma, Plástica, Vascular entre outras.

Itajaí, abril de 2014

T

udo bem, o título deste texto é bem clichê mesmo. Você pode rir, se quiser (e deve), mas o assunto é sério!!! O riso pode ser considerado como um canal universal de comunicação, posto que, ainda que existam 6. 912 idiomas distintos em todo o mundo, mantém-se como uma forma de expressão que pode ser compreendida onde quer que se esteja. Embora o ato geralmente seja associado ao humor, estudos revelam que em mais de 80% das vezes o que faz sorrir é a polidez, o desejo de ser socialmente aceito, a ironia e a tensão. Não há um único local do cérebro dedicado exclusivamente a essa função – são diversas de regiões que participam desse comportamento. Acredita-se, por exemplo, que o ato físico de rir seja deflagrado por um mecanismo no tronco encefálico que modifica a respiração, garantindo que os sons de uma boa risada sejam produzidos. O curioso é que essa região (a mais antiga do sistema nervoso) regula funções fundamentais, o que permite inferir que o riso foi fundamental para incluir os ancestrais nos grupos – e, assim, ter mais chances de sobreviver e propagar seus genes. O humor sutil e os jogos verbais, por sua vez, requerem trabalho do lobo frontal, desenvolvido bem mais recentemente no cérebro: exames de ressonância magnética mostram que essa área se ilumina quando as pessoas acham uma piada engraçada, indicando que a compreensão mais refinada do humor é de fato um sinal de evolução. No aspecto fisiológico o riso afeta a grande maioria dos sistemas do organismo. No cardiovascular, ele inicialmente aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Posteriormente, a vasodilatação das artérias promove uma queda da pressão, que é benéfica, principalmente aos hipertensos. Descobriu-se ainda que a frequência e a intensidade de som durante o riso é muito maior. Isso aumenta a quantidade de oxigênio captada pelos pulmões e facilita a saída de gás carbônico. Outrossim, os órgãos do abdômen se contraem e se movimentam, isso aumenta o fluxo saguíneo dos órgãos, o que também é muito positivo para o organismo. O riso afeta até o sistema imune, aumenta a liberação de células que previnem contra infecção. Já foi comprovado também o aumento na produção de endorfinas (também chamadas morfinas endógenas) pelo organismo de quem ri. Segundo o estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, uma boa risada é capaz de liberar endorfina no organismo e aumentar em até 10% a capacidade de suportar a dor. Destarte, faz-se necessário valorizar, bem como perpetuar a iniciativa dos Terapeutas e Doutores da Alegria, que utilizam-se da espontaneidade para fazer sorrir os que encontram-se frágeis.

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JORNAL DA ESCOLA ITAJAIENSE DE MEDICINA

Fernando Chong - 10º p.

- Eu conheço poucas pessoas. 11 nos é dado o direito de escolher. E eu conheço pessoasde- Mas, por sorteio, o trio com quem mais... somos dois solitári- convivemos é sempre uma surpresa. os.” E posso dizer que pra mim tem sido Trecho do filme Cidadão Kane. Um sempre uma boa surpresa. Tirando as clássico do cinema, precursor e re- inúmeras oportunidades que temos sponsável por boa parte do forma- de aprender a trabalhar em equipe, to e estilo dos filmes que assistimos não apenas com os colegas do grupo, atualmente. Recomendo, mas não mas com toda a malha integrada de é sobre ele que vou falar. Um tema especialidades que merecem seu enque muito tem me chamado atenção caminhamento - para mais profunda e se mostra recorrente na arte, as- avaliação de determinadas situações sim como na vida – uma vez que que fogem ao cotidiano da clínica aquela imita esta: a solidão. Sejam geral -, posso dizer que... sim, Bacalos 100 anos saboreando-a, no títu- hau: continuamos no mesmo barco. lo da obra de Garcia Marquez, ou na No nosso próprio barco. Sozinhos. nossa vida diária. Na correria pessoal As provas? É claro que todo mundo de cada um, entre uma prova e out- se ajuda e manda material... mas e a ra, aula aqui ou lá. Aos colegas que nota? É individual. E as preocupações ainda não galgaram os dois últimos com a residência? E o plantão de dodegraus da faculdade, de alcunha mingo a noite? Tudo isso, meu chaInternato: cada vez mais nos divid- pa.. é com você e você mesmo. Sei imos e aprendemos a conviver com das rusgas internas de nosso curso. pequenos grupos de 3-4 pessoas. É natural que uma convivência de 6 Por capricho, um grupo maior de 9 a anos venha a corroer ou desgastar

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a mais sincera amizade. Meu voto é que esse texto nos faça refletir um pouco o motivo pelo qual viemos parar aqui. Cuidar de pessoas. É muito massa fazer um diagnóstico de Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada. Mas já parou pra pensar que massa distribuir uns sorrisos e “Bom dia!” aos colegas da sala, do ambulatório, do hospital? Já parou pra pensar que a medicina não precisa ir tão longe pra ser praticada? Talvez uma das grandes mazelas.. não do século, mas talvez da alma humana... seja a solidão. Não a que se sente quando tem saudades, essa até passa. Não a de entrar em um Praiana das 23h em algum terminal de Itajaí. Mas a de ter que segurar essa barra diária por entre semelhantes, e esquecer – por correria ou estresse – que estamos todos aqui pelo mesmo motivo. Aprender a cuidar uns dos outros.

TDAH, um delírio? Débora Forcellini, 4 ºp.

A

ssim como as roupas, as músicas, os ídolos e por aí vai, é fato que as doenças e os diagnósticos também seguem tendências; seja como uma forma da população responder de fato ao estilo de vida atual, ou como um reflexo da popularização do conhecimento acerca de certas patologias. Ocupando um lugar de destaque, há alguns anos, dentre essas “populares doenças” está o TDAH – Transtorno de Défcit de Atenção e Hiperatividade. Caracterizado pelo DSM-IV como “um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade, mais freqüente e severo do que aquele tipicamente observado em indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento” o TDAH ocupa o centro de várias discussões, inclusive sobre a sua abrangência e legitimidade e, até mesmo o próprio “pai” do transtorno, Leon Eisenberg, declarou antes de morrer, que o TDAH é o principal exemplo de doença fabricada. Enganam-se, porém, os que pensam que o notório psiquiatra americano, cuja vida fora dedicada ao estudo da mente infantil, quis dizer que o transtorno é fictício; Einserberg afirma categoricamente que ele está sendo superdiagnosticado e que é preciso mais cautela por parte de pais e psiquiatras. É alarmante o crescimento das crianças diagnosticadas com TDAH nas últimas décadas, e mais impactante ainda é o número delas que faz uso de medicamentos como Ritalina e Concerta, utilizados para auxiliar no controle de alguns sintomas e cujos resultados, porém, são momentâneos e nem sempre visíveis em todos os pacientes. Dados do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos mostram que de 2000 a 2008, a venda de caixas desse tipo de droga saltou de 71 mil para 1.147.000, um aumento de e 1.615%. O que esses números alarmantes nos dizem? É nítido para os que estudam o assunto com afico que as crianças que fazem uso desses medicamentos precisaram deles para o resto da vida e que os efeitos dessas drogas são vistos em algumas horas, ou seja, geram resultados de curto prazo, ao contrario do outras técnicas como a psicologia comportamental que são capazes de gerar mudanças positivas permanentes. “Estamos dando pílulas muito rápido”, enfatizou Einserberg, ao dizer que pais, professores e médicos precisam de mais paciência e prudência, algumas crianças não precisam de remédios e outras tantas não respondem ao tratamento, não estaria então a industria farmacêutica vendendo um ideal de cura inatingível? O TDAH, como sendo caracterizado como uma síndrome, não tem cura; não é cau-

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sado por um agente etiológico como outras doenças, é composto de um conjunto de sintomas que o definem, os quais irão acompanhar o paciente para o resto da vida. Não existe cura, somente tratamentos, e o que nós, como profissionais da área da saúde precisamos debater cada vez mais é se queremos realmente uma geração de crianças que passaram a vida toda achando serem dependentes de medicamentos. Não existiriam outros tratamentos possíveis e menos agressivos que resultassem em efeitos positivos a longo prazo? A solução é, indubitavelmente, muito maior do que apenas “pílulas da concentração”; no que tange à mente humana, nada é tão simples que apenas drogas possam ser eficientes. Itajaí, abril de 2014


JORNAL DA ESCOLA ITAJAIENSE DE MEDICINA

Rolêzinho x Estiveram em Itajaí... Cultura!

Rolezinho na biblioteca ninguém quer dar”, foi o que li há algumas semanas na página do facebook de um amigo. Vontade grande foi a de comentar, guardei para cá o que penso. Realmente shopping não é o melhor espaço para se lutar por cultura, e fiquei pensando no meu amigo e nos jovens pobres dos rolezinhos: qual biblioteca?

Confira alguns dos palestrantes que vieram de longe para ministrar temas na VI SEMANA ACADÊMICA DO CAPEVI, que ocorreu nos dias 7 a 16 de abril. O evento, já tradicional na Medicina, contou com 3 noites de palestras e, ainda, 3 mini-cursos. Os temas foram variados e abordaram assuntos como Atendimento em Incêndios, Cirurgia Endovascular, Genética oncológica, Antibioticoterapia, Suicídio, a questão do autismo, entre outros.

Vamos pensar, quantas bibliotecas sua cidade possui? E nos últimos três meses, quantas vezes você visitou ela? Aos universitários, quantos livros não acadêmicos você já emprestou na biblioteca de sua universidade/ faculdade? Sem é claro falar dos custos dos livros: a rede Barnes & Noble vende o livro “O médico e o monstro” de Robert Louis Stevenson por $3,95(≈ R$10,30) enquanto no Brasil a Loja Online Submarino vende o mesmo livro em edição similar(não de bolso) por R$23,90. Tudo bem, livros e bibliotecas não estão fáceis; cinemas, eis aqui uma chance cultural acessível. Realmente, hoje é possível assistir filmes no cinema gastando menos de 10 reais(caso seja estudante) - o que para muitas família cabe no orçamento. O problema mora na localização dos cinemas: shoppings. Os shoppings nunca proibiram a entrada de pessoas da periferia, de pobres ou de qualquer grupo da sociedade. A única regra é bem simples: independente da sua posição na sociedade você deve se comportar como a classe média(de preferência alta). Suas roupas, seus cabelos, seu modo de agir e etc, devem refletir o modus operandi do consumo. E talvez seja contra isso que os jovens da periferia estejam lutando, sem mesmo saber. Antes de pensarmos que esse grupo todo poderia estar buscando cultura para assim sair do seu estado de pobreza devemos ver se não é por isso mesmo que eles estão nos “rolezinhos”.

Dr. Francisco Gregori Jr. Passado, presente e futuro em cirurgia cardíaca

Dr.Euclydes Marques, primeiro transplante cardíaco do Brasil

Dra. Letícia Santoro, neurofisiologista do hospital Sírio Libanês em SP

Esse é um grito anárquico, sem liderança forte, sem viés e sem uma conclusão. Pode ser algo que vai gerar um fim bom ou pode se deturpar - como os movimentos de junho(de 2013). Por agora: esperar! Dan Paes, acadêmico da Medicina que prefere não se identificar

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JORNAL DA ESCOLA ITAJAIENSE DE MEDICINA

Campanha alerta sobre tipo grave de alergia Especialistas chamam atenção para a anafilaxia, cujos casos vêm crescendo principalmente pelo contato com diversos tipos de alimentos

cimento de uma crise e na injeção de adrenalina pode causar a morte. A Asbai e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão em fase de ne-

gociação para a padronização e futura aprovação de uma espécie de caneta com adrenalina injetável. Enquanto isso não acontece, muitos pacientes carregam sempre uma seringa com uma dose de adrenalina para casos de emergência. A dificuldade, conforme o médico Alergista e Imunologista, e Professor de Pediatria da UFPR Herberto José Chong Neto, se dá na hora do paciente ter acesso à adrenalina, já que esta droga não é mais comercializada pelas farmácias. “Eu costumo deixar uma receita com o paciente prescrevendo o uso de adrenalina se necessário”, destaca ele. Diante da suspeita de um caso de anafilaxia, o indivíduo deve ser levado imediatamente ao pronto-socorro mais próximo. “Quanto mais rápido for o aparecimento dos sintomas, mais grave é a anafilaxia”, alerta Chong Neto. Herberto José Chong Neto, professor UFPR e UP

Questões Residência médica

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RES. MÉDICA UNICAMP/2014 (ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS) Em um trauma com lesão de terceira porção duodenal, com acometimento de 3/4 da circunferência da luz do órgão, sem lesão pancreática associada, a MELHOR opção terapêutica é: a) Sutura primária sem drenagem b) Sutura primária com gastrostomia descompressiva c)Derivação jejunal em Y de Roux, no local da lesão d) Sutura de lesão e drenagem, com exclusão pilórica e anastomose gastrojejunal (Proc.Seletivo para Médico Resid. Nº 01/2013UFSC/ MEDICINA INTENSIVA)Com relação ao tratamento da insuficiência respiratória hipoxêmica, é CORRETO afirmar que: a) saturação arterial de oxigênio acima de 90% e paO2 acima de 60 mmHg são metas terapêuticas satisfatórias. b)a saturação arterial de oxigênio deve ser mantida acima de 95% e a paO2 acima de 100 mmHg. c) níveis de paCO2 arterial acima de 50 mmHg não podem ser tolerados. d) a fração inspirada de oxigênio (FiO2) máxima permitida é de 70%. Acima destes valores ocorre a inibição de pneumócitos tipo II. e)volumes correntes de 10 a 12 ml por quilo de peso ideal são adequados.

Gabarito 1)C 2)A

nafilaxia. Este é o tema de uma campanha que começa hoje, organizada pela World Allergy Organization (WAO) e no Brasil pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). O objetivo das entidades é chamar atenção para este tipo gravíssimo de alergia, que atinge aproximadamente 2% da população mundial. Calcula-se que um em cada 200 atendimentos nos serviços de emergência sejam para tratamento de reações alérgicas graves. Anafilaxia é uma reação alérgica exagerada do organismo, progressiva e potencialmente fatal. Ela pode causar a morte por sufocamento por conta do edema de glote ou pelo broncoespasmo (fechamento dos brônquios). A queda da pressão provoca uma irrigação inadequada dos órgãos, inclusive coração, e pode levar a uma parada cardíaca. A anafilaxia pode ser desencadeada por picadas de alguns insetos, contato com alimentos, medicamentos, ou substâncias alérgenas como o látex. Por conta da gravidade da situação, a campanha alerta sobre a necessidade dos rótulos dos alimentos trazerem informações mais objetivas e detalhadas dos ingredientes, composição e processo de fabricação de cada produto que está nas prateleiras. Algumas pesquisas recentes apontam que nos últimos dez anos aumentou em sete vezes o número de atendimentos de pessoas com reações alérgicas graves nos hospitais no mundo. Já foram descritos mais de 120 tipos diferentes de alimentos capazes de provocar anafilaxia. Para os indivíduos que apresentam alergia grave, o consumo de qualquer alimento com uma pequena quantidade dos produtos alérgenos em questão é suficiente para provocar uma reação que pode levá-los à morte. Por isso a rotulagem adequada é tão importante. A campanha, que segue até o próximo dia 13, também destaca a importância dos pacientes que apresentam este tipo de reação terem sempre consigo uma ampola de adrenalina injetável, que pode salvar a vida do indivíduo num momento de crise. A demora no reconhe-

Itajaí, abril de 2014


JORNAL DA ESCOLA ITAJAIENSE DE MEDICINA

PALAVRAS-CRUZADAS

Maria Carolina Patiño, 4ºp.

Across 2) Hormônio que estimula a secreção de ácido gástrico. 6) Citocina produzida pelos linfócitos T e pelas células NK cuja função principal é ativar os macrófagos nas respostas imunes inatas e nas respostas imunes mediadas por células adquiridas. 7) “A ............... é uma profissão de caráter humanitário” 8) Cirurgião que realizou o primeiro transplante de fígado em 1963. 9) Biofísica britânica que, empregando a técnica da difração dos raios X, concluiu que o DNA tinha forma helicoidal em 1949. Down 1) Afecção grave em recém-nascidos que pode causar lesões cerebrais irreversíveis e morte, devido ao aumento dos níveis sanguíneos de bilirrubina indireta (não conjugada) 3) Dor ou desconforto no peito causada pela diminuição de fluxo no coração. 4) É caracterizada por atividade excessiva descontrolada de qualquer parte ou de todo o sistema nervoso central. 5) Movimentos involuntários, repetitivos e rítmicos dos olhos. 6) Nesse tipo de fratura vertebral, há risco iminente de deslocamento dos fragmentos provocando lesão medular ou agravando uma lesão preexistente.

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congressos médicos 2014 XVII Congresso Sul-Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia 01 a 03 de maio Porto Alegre/RS XIII Congresso Catarinense de cardiologia 22 a 26 de julho florianópolis/sc CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA INTENSIVA PEDIÁTRICA 31 de julho a 02 de agosto Florianópolis/sc XXVII Congresso Brasileiro de Nefrologia 24 a 28 de setembro belo horizonte/mg 69º CONGRESSO BRASILEIRO DE CARDIOLOGIA 26 a 29 de Setembro de 2014 Brasilia/df XIII Congresso Catarinense de Medicina de Urgência e Emergência XV Congresso Catarinense de Clínica Médica 24 e 25 de outubro blumenau-SC 51º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica 12 a 16 de novembro Costa do Sauípe/BA xiii semana brasileira do aparelho digestivo 22 a 26 de novembro rio de janeiro/rj Congresso Brasileiro de Reumatologia 01 a 04 de outubro Belo Horizonte/mg 46º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia 19 a 22 de novembro rio de janeiro/rj


Hipocampo 7ª edição