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Grande Final

Hêider Menezes

Hilton M

Desde de 1993, o duelo Cavalo X MAC é clássico Hilton Marcos Ferreira Pouco se esperava do recém-chegado Imperatriz, conhecido como Cavalo de Aço, apelido herdado dos tempos de amadorismo. O time de uniforme vermelho tornara-se uma equipe profissional a pouco tempo, e na elite do futebol maranhense, seu desafio era desbancar os clubes mais tradicionais do estado: Sampaio Corrêa, Moto Club e Maranhão Atlético Clube. O ano era 1993, e contrariando a lógica local, o Cavalo de Aço, com méritos, chegava a final do campeonato estadual, sua primeira final, diante do MAC. O primeiro jogo em Imperatriz terminou 1 x 0, vitória para os donos da casa que sentia bem próximo, o primeiro título profissional de sua história, que lhes garantiria o direito de representar o estado do Maranhão na recém criada Copa do Brasil. Seria também a primeira vez do Cavalo em um torneio nacional. A vitória do Imperatriz inaugurava também, uma nova rivalidade no futebol maranhense, que persiste até hoje.

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Vinte anos depois, Imperatriz e Maranhão voltam ao gramado do Frei Epifânio, agora com arquibancadas modernas e cadeiras numeradas, refletores melhores que os de 1993, placar eletrônico, cabines de rádio, vestiários espaçosos, e público escasso. Pouco mais de cinco mil torcedores presenciaram a vitória do Cavalo de Aço diante do MAC pelo mesmo placar de vinte anos atrás. 1 x 0. Gol de Lindoval, ídolo Cavalino. Aquele campeonato de 1993 foi marcante para o Maranhão. O MAC revelava uma das maiores estrelas do futebol maranhense, o volante Jackson, destaque da final do início da década de 90. Na final de 2003 Jackson, já conhecido no futebol nacional, reforça o time que lhe abriu as portas, mas que ainda não venceu o Imperatriz nesse campeonato. Eliminado nas semifinais do primeiro turno, o Maranhão precisa vencer o Cavalo em São Luís para ficar com o título estadual de 2003.


Imperatriz e Maranhão decidem título Estadual Jéssika Ribeiro O Imperatriz pressionou o Maranhão desde o início do jogo com jogadas laterais. Mas o Cavalo não conseguia êxito nas finalizações até que aos 23 minutos do primeiro tempo, Lindoval avançou pela direita, se livrou da marcação e chutou para abrir o placar. O Mac tentou reagir, com boas jogadas de Daylson e Robson, mas o Bode pecava nas finalizações. Fim do 1º tempo no Frei Epifânio, Cavalo 1 x 0 Bode. No segundo, o goleiro do MAC, Flauberth, fez boas defesas. As ofensivas do Imperatriz eram mais perigosas, no entanto, o MAC chegou mais vezes ao gol cavalino, mas não conseguiu marcar. Lindoval ainda teve ótima oportunidade para ampliar o placar em favor do time da casa, mas foi travado pela

zaga do MAC, e a partida no Frei Epifânio terminou 1 x 0, vitória do Imperatriz para a alegria do folclórico Preguiça, 53, torcedor do Imperatriz, que esteve na presente na final contra o MAC em 93 e agora. “Foi um jogo bom, vencemos, e vamos a São Luís para barrar o Maranhão, o empate é maravilhoso para nós”. Para Wanderson Oliveira, 20, torcedor do MAC, “o jogo foi bom, o MAC jogou bem e 1 x 0 foi pouco porque eles estavam achando que o jogo já estava ganho, goleiro caindo, passava duas horas pra se levantar, agora, jogo mesmo vai ser lá [São Luís] são 180 minutos, agora que foi 90”. Nove integrantes da torcida organizada Partido do Bode vieram de São Luís – MA para torcer pelo Maranhão Atlético. Pouco mais de cinco mil torcedores acompanharam a primeira partida no Frei Epifânio.

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“O time esperou tomar o gol para mudar de atitude”, avalia técnico do MAC Antônio Carlos Freitas O início da partida foi equilibrado, mas o apoio da torcida foi fundamental para o Cavalo de Aço fazer um duro ataque ao Maranhão. O resultado foi o gol do colorado aos 24 minutos do primeiro tempo. Para o técnico do MAC, Vinicius Saldanha, o começo do jogo foi ruim para o time, que aceitou passivamente as arrancadas do Imperatriz. “Não era esse o resultado que a gente queria, mas o nosso problema foram os primeiros 30 minutos em que nós aceitamos de mais o volume de jogo do Imperatriz. O time esperou tomar o gol para mudar de atitude”, afirmou Vinicius, técnico do MAC. Após o jogador Lindoval balançar a rede do bode, o time do Maranhão reagiu e melhorou as jogadas, mas não foi suficiente para mudar o placar. Na avaliação de Saldanha, as jogadas aéreas também atrapalharam no desempenho do Maranhão. “São dois times que chegaram com mérito na final. O MAC tem uma marcação forte e um contra-ataque

muito rápido, que não existiu no primeiro tempo. A bola tem que ser jogada no chão e não com chutões como aconteceu no início da partida”, explica. Saldanha reclamou ainda da quantidade de jogos que o time participou nos últimos dias. O Maranhão, também, participa da série D do Campeonato Brasileiro, e segundo o técnico, o excesso de trabalho prejudicou os jogadores nesta final. “É humanamente impossível os que esses jogadores tem feito. Vamos conversar com a diretoria e saber que é prioridade para o time”, disse. Para o MAC, resta agora vencer o confronto na próxima quinta-feira (13), no estádio Castelão, para faturar o 14º Estadual de sua história. Segundo Saldanha, o time vai tentar descansar o máximo para entrar bem e vencer a partida em casa. Antes, porém, do último jogo da final contra o Imperatriz, o Maranhão Atlético terá um compromisso pelo Campeonato Brasileiro da Série D. No domingo (9), o bode fará sua primeira partida em casa, contra o Salgueiro (PE).

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Grande Final

Cavalo e sua torcida de aço vencem o primeiro jogo da final maranhense Hilton Marcos

Su Bruzi Senta e levanta, grita, aplaude, reclama, vaia, senta e levanta, põe as mãos na cabeça, instrui ao time e ao árbitro, senta e levanta, incentiva, pede mais, duvida, prende o fôlego, acredita e por fim, dá um show. Assim faz a torcida no primeiro jogo da final do Campeonato Maranhense entre Imperatriz e MAC, nesta quinta-feira (6). O jogo começa agitado. Logo aos cinco minutos do primeiro tempo uma confusão entre os jogadores altera os ânimos dos ‘cavalinos’, que compareceram em massa ao Estádio Frei Epifânio. Se havia torcedores do time da capital, estavam bem escondidos. Aos 20 minutos vem a primeira falta perigosa da partida para acelerar o coração dos imperatrizenses e desespero dos ludovicenses. O Imperatriz cobra, mas não é feliz. E a torcida tampouco. A impaciência começa a tomar conta do Estádio. Os chutes a gol são poucos, mas o olhar atento dos torcedores não perdem nenhum toque, apito, falta, cartão.

Grande Final produzido pelos acadêmicos da universidade federal do maranhão, centro de ciências sociais, saúde e tecnologia, curso de comunicação social - jornalismo, disciplina de jornalismo especializado / esportes sob coordenação da professora me. li-chang shuen cristina, como pré-requisito para obtenção parcial da nota na disciplina. conteúdo protegido por direitos autorais. vedada a reprodução total ou parcial dessa obra sem autorização dos editores

O MAC, jogando fora de casa, só encontrou vaias, principalmente quando um dos seus atacantes se jogou no chão em dividida normal. “Levanta enrolão, deixa de fingimento”. O juiz mandou seguir. E seguiu, rumo ao primeiro e único gol do jogo, aos 29 minutos, que sai dos pés de Lindoval, após duas cabeçadas na pequena área. O atacante comemora, a torcida enlouquece, a fanfarra perde o ritmo de tanta euforia e o camisa 10 recebe amarelo por tirá-la. Mas ele não se importa, afinal é aplaudido de pé, enquanto se ajoelha. O segundo tempo é morno, os jogadores estão cansados, a torcida está calada. Só aos 40 minutos acontece um lance de tirar o fôlego que reanima a plateia para pedir “mais um, mais um”. Mas ficou por isso mesmo. O Cavalo com sua torcida de aço levou o jogo por 1 a 0. Eduardo Brito faz parte do show dado pelos torcedores. “É importante apoiar o time, mesmo que não tenha a qualidade técnica que esperamos. Acredito que estarmos presentes ajudou o time a vencer”.

editora chefe prof. me. li-chang shuen cristina

editor de conteúdo antônio carlos freitas

projeto gráfico e fotografia hilton marcos ferreira / hêider menezes repórteres antônio carlos freitas hilton marcos ferreira janyana franco jéssika ribeiro keylla nazaré suzaira bruzi

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Renda do jogo de ida gera polêmica na final Hilton Marcos

Keylla Nazaré No dia 06 de junho, aconteceu o primeiro jogo da decisão do campeonato Maranhense 2013. O Cavalo de aço venceu o Maranhão e inverteu a vantagem. Para conquistar o bicampeonato, o Cavalo precisaria de um empate. Alegria e polêmica - Depois da vitória sobre o MAC no primeiro jogo da decisão do campeonato estadual, o Imperatriz viu a maior parte da renda ser levada por representantes da federação de futebol.

Depois do jogo houve tumulto por conta de um segurança que tentou barrar um dos representantes do cavalo de aço, na hora da contagem da renda do jogo. Por conta disso, o Cavalo de Aço teve que contar com ajuda das pessoas de Imperatriz, para as despesas da viagem á cidade de São Luís. No dia 13 de junho, foi realizado o jogo de volta da final Maranhense. O Imperatriz perdeu de virada por 2 x 1. Deixando os torcedores com um gosto amargo de uma derrota, mas o time com um sentimento de missão cumprida.

Torcida feminina marca presença no Frei Epifânio Hêider Menezes

Hilton Marcos

Janyana Franco A hora está chegando, o estádio que há 20 minutos estava vazio aos poucos tem seus bancos preenchidos. O que antes era azul, agora se torna branco, amarelo, verde e principalmente vermelho. Claro, a torcida do Imperatriz dominava. No entanto, outro fato chamou a atenção. A presença delas. Sim! As mulheres. Elas podem até ser minoria, mas uma minoria atuante. Cheias de charme a mulherada vai ocupando o seu espaço, de todas as idades e todas as caras . Seja dando palpites, xingando o juiz, reclamando das faltas ou comemorando o gol, elas mostraram que também manjam dessas quatro linhas do gramado verde, que muitos ainda insistem em dizer que é um espaço tipicamente masculino. “Chuta essa bola”, “ juiz ladrão”, “não tá jogando nada”,”Bóra”, “é falta”... exaltavam. Até que aos 23 minu-

tos do primeiro tempo elas soltaram a garganta e gritaram “gooooool”, para a belíssima jogada de Lindoval, que pela direita, se livrou da marcação e chutou para abrir o placar para o Cavalo. Elas comemoravam, mas claro, sem deixar a feminilidade, pois não precisa abrir mão deixar de lado a vaidade para assistir futebol. Retoca batom dali, tira uma foto daqui, elas vão dando um brilho a mais no jogo. No segundo tempo os excessos de faltas e as fortes marcações dos primeiros minutos as fazem perder a cabeça: “Eita jogo truncado” reclama uma jovem torcedora do cavalo. Elas querem mais, pedem o segundo gol, mas não vem, e o juiz apita, fim de jogo e elas vão se dissipando aos poucos, umas comemorando, outras reclamando, mas futebol é assim mesmo e quem disser que mulher não gosta de futebol cuidado, pois pode ganhar um cartão vermelho.

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