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Nº 1 - Novembro de 2012/ www.cultrart.com.br

Revista Culturart 1º Edição 5.000 Exemplares. valor: R$5,00

CULTURA, ARTE E LAZER EM ESCOLA DO CAMPO NO INTERIOR DA BAHIA. Pag. 4

MST DESENVOLVE ATIVIDADES CULTURAIS EM ASSENTAMENTOS EM TODO O BRASIL. Pag. 7


Editorial

Sumário

A cultura e arte transformando vidas Nossa sociedade é construída por uma diversidade de etnias, raças e cores diferentes. Esse aspecto peculiar brasileiro reflete nas ações cotidianas, tendo em vista as manifestações culturais realizadas em todo o território. De norte a sul percebe-se a riqueza histórica e social que se fortalece com o passar dos anos. Estas novas perspectivas compõe um acervo artístico que se inova e renova cotidianamente. Nesta edição a Culturart traz práticas culturais e artísticas manifestadas em Assentamentos e Acampamentos rurais do MST. Este movimento, além de lutar pela conquista da terra e de uma sociedade melhor, promove ações emancipatórias no intuito de fortalecer diariamente a cultura camponesa. A escola, um dos principais espaços para a socialização dessas riquezas é altamente relevante na construção de um processo social e cultural. Essa frente possibilita a socialização e o incentivo a práticas artísticas dentro das vivências individuais de cada um de maneira aberta e eficaz.

A construção coletiva evidencia cada vez mais o processo orgânico e a nova proposta cultural e artística implementa neste organização social. Tendo isto como foco, apresentaremos o Colégio Estadual Casa Jovem II. Este espaço propõe a construção educacional por meio de atividades extras que possibilitem a formação social, cultural e artística dos educandos. Esta diferença pedagógica tornou-se referência em Gestão Escolar no ano de 2009 atendendo mais de 500 jovens do campo. Confira!

Crônica: Literatura também é arte ........ ................................ ................................ .......... Artigo: Futebol e Samba .................... ................................ ................................ ............. Reportagem especial: Casa Jovem, uma experiência que está dando certo ....................... Artigo: A cultura do MST ....................... ............................... ............................... ......... Entrevista com Dulce Mara ............. ................................ ................................ .............. Ensaio Fotográfico ................................ ................................ ............................... .........

Expediente: Textos: Silvana Bezerra, Romilson Souza, Marilene Nascimento, Roque Reis, Felipe Melo, Marcelo Matos e Wesley Lima; Diagramação e Projeto Gráfico: Hilder Silva, Neuber Amador e Antonia de Maria; Reportagem: Silvana Bezerra; Ensaio Fotográfico: Arquivo do MST; Assinaturas: www.culturart.com.br/assinaturas Fone: (85) 3245-6758/ 8850-2009


LITERATURA E ARTES

Literatura: A arte das palavras "O homem que escreve sobre si mesmo e sobre o seu próprio tempo é aquele que escreve sobre todas as pessoas e todos os tempos." Gravuras, sons, cores, gestos, expressões corporais, palavras e signos são instrumentos usados pelo homem para expressar suas ideias, convicções, desejos e experiências de vida. Isso é a arte. Essa é a função social da arte. É a manifestação do pensamento humano através de diversas linguagens e situações: pintura, música, fotografia, cinema, teatro, dança e literatura. As linguagens artísticas podem despertar as mais variadas emoções e sentimentos humanos, por isso são tão apreciadas, são praticadas e experimentadas com tamanho deleite. Não importa que sejam exercidas ou consumidas por dever do ofício ou por mero prazer, todo ser humano, de qualquer espaço do planeta, curte e pratica diferentes tipos de arte. Mas isso não é um artigo sobre a função social da arte, caros leitores. O texto que agora vos lê, tem outra pretensão. Ouço o tempo todo se falar em cultura e arte como instrumentos de manifestação dos ideais individuais e coletivos de vários grupos sociais. Mas não me conformo com o desprezo, a

indiferença, o descaso e a frieza com a arte literária. Como se a literatura não fosse arte; como se a literatura não transmitisse e despertasse os mais profundos sentimentos humanos! Não é válido o argumento de que o país tem um alto índice de analfabetismo. É verdade, o Brasil tem mais de 14 milhões de analfabetos, 9,7% da população. Mas, e os 90,3%? Não é um número consideravelmente grande para ser estimulado a consumir e produzir literatura? E não me venha com essa de que os livros são caros. São caros, sim, eu sei. Já visitei muitas livrarias. Sentei à mesa, li o que tinha interesse e fui embora. Não compro livros. Frequento bibliotecas, leio nas grandes livrarias, faço cópias, leio livros em PDF nos computadores que utilizo, que nem meus são. Os livros são caros, o acesso ainda é escasso, mas o problema maior é outro. Dos 5.565 municípios brasileiros, 5.187 possuem bibliotecas públicas. Nos demais municípios, existem apenas as bibliotecas das escolas. Esses números mostram que a democratização do acesso ao livro permanece intrincada nos editais dos governos estaduais e federal. Porém, o pior de todo esse descaso é a falta de incentivo à leitura nas bibliotecas, nas escolas públicas, na sala de aula! A maioria dessas instituições promove regularmente eventos de música, teatro, dança (Que fique bem claro: não estou aqui para depreciar ou hierarquizar a relevância ou estética de tais expressões artísticas; particularmente tenho muito apreço e respeito por todas). O que não me deixa calar-se é o menosprezo pela arte das palavras. Eventos literários nas escolas? São escassos. Na maioria das vezes, são concursos, encontros rápidos, esporádicos. Não há uma efetividade no incentivo à leitura de romances, contos, crônicas, poemas. E o estímulo à produção literária, por vezes, fica restrita a alguns educadores, amantes das letras. Eliane Saraiva

ARTIGO Futebol e samba: duas paixões nacionais Roque Reis e Romilson Souza Em cada canto do Brasil há uma bola e um pandeiro, alguém apaixonado por samba e outro por futebol que quando juntos formam uma só corrente. Enquanto os jogadores estão dentro do campo defendendo seu time os torcedores estão nas arquibancadas cantando e dançando um samba pesado. Há quem diga que samba e futebol é um elemento unificador do povo e da cultura brasileira, será? Esta claro que o futebol e o samba faz parte do cotidiano de muitos. Nenhum outro esporte mobiliza tanta gente dando aquela sensação única de adrenalina e emoção que cada um sente ao assistir. Mas, enquanto há tanto investimento em times profissionais em que jogadores ganham milhões, no campo e na periferia há falta de investimento em esporte e cultura. Estão investindo muito em obras para a copa do mundo, pensando que trará felicidade para o povo brasileiro. Mas, porque investem tanto na copa do mundo e não tira uma quantia desses recursos para melhorar o custo de vida dos povos que moram nas periferias?


REPORTAGEM

CASA JOVEM II: CONSTRUINDO A LIBERTAÇÃO SOCIAL POR MEIO DA CULTURA E A ARTE CAMPONESA. O Colégio Estadual Casa Jovem II, localizado na zona rural do município de Igrapiúna, recebe alunos das diversas comunidades circunvizinhas. Partindo deste ponto, a escola se preocupa com o compromisso de educar utilizando a pedagogia da esperança e da libertação como ponto de partida educacional. Para isso o ponto chave de sua metodologia pedagógica está em fortalecer as artes e os valores culturais que permeiam o campo na região. Com uma rotina intensa, por conta das diversas atividades extracurriculares existentes na carga horária, como exemplo: as oficinas, palestras, atividades culturais, a escola propõe construir com os familiares e os demais

interessados o aprendizado que seja capaz de valorizar a identidade rural. Este processo pedagógico que o colégio propõe está dentro de uma perspectiva educacional voltada ao campo, por conta do público alvo serem as crianças, jovens e adultos da zona rural. De acordo com Elenildo Batista, pai de um aluno, “a educação que o Colégio Casa Jovem faz é ótima, porque os alunos já saem sabendo muitas coisas, como: preparar a terra para o plantio, o uso de fertilizantes adequados e os tipos de solo. É através desse aprendizado que a nossa família aplica na terra.” Ele conclui afirmando que, “na minha época agente não tinha esse aprendizado e não nos preparávamos para mexer com a terra. Isso sim é uma educação voltada ao trabalhador rural”. Outro processo formativo que não pode passar despercebido ao olhar

institucional é a diversidade cultural trazida pelos alunos de suas comunidades. De acordo com o Professor Franscisco Nascimento, “A cultura das comunidades está sendo utilizada como pilar pedagógico pela escola desde 2009. Uma das localidades que está participando mais ativamente neste processo é a comunidade Quilombola da Laranjeira, estamos fazendo juntamente com eles, palestras, encontros e debates na escola.” Dentro deste contexto pedagógico, a escola não se preocupa somente com os saberes do lidar com a terra, mas também, com a valorização dos aspectos culturais e sociais encontrados no campo. Para Lorena Conceição, aluna do Casa Jovem, “o Colégio é muito importante. Aqui eu recebo da escola um ensino de qualidade com os demais alunos. Desta forma, fortalece os estudos e a cultura do lugar onde vivemos.


Apesar dos obstáculos, somos pessoas que lutamos pelo que queremos, mesmo vindo de lugares distantes onde se localizam nossas comunidades, buscamos novos conhecimentos.” Atividades Culturais e Artísticas Neste contexto, a escola realiza junto aos familiares, professores e coordenadores grupos que possam construir junto aos educandos manifestações artísticas e culturais. Nesta perspectiva, a implementação dessa metodologia de ensino está garantindo o crescimento e o fortalecimento da cultura campesina na região entre os jovens estudantes. Durante os anos em que a escola está funcionando as oficinas foram os pontos chaves para o processo de valorização social do meio. Com isso, a participação das comunidades vizinhas foi essencial para o fortalecimento desse trabalho. Foi construído o Grupo de Teatro Casa Jovem, o Enlatado-lata (grupo de percussão), a rádio escolar Jovem Mix e o grupo Samba do Segura o Pote (roda de samba). Todas essas atividades são realizadas dentro da escola e nas comunidades. Sua referência em gestão escolar fez com que esse processo educacional ultrapassasse os muros do colégio e está

tomando o todo o Brasil. Zona Rural A zona rural é um espaço de convivência e de atividades culturais que influenciam as relações sociais de cada camponês. O Colégio por está neste espaço compreende essa diversidade, pensando nisto, se apropriar dessas influências trazendo a realidade das comunidades vizinhas para dentro do âmbito escolar se faz necessário. Quilombos, assentamentos, associações e fazendas estão neste entorno, e fazem referência a complexidade cultural e artística das localidades. A implementação de um processo pedagógico capaz de atender a realidade social, como formula de libertação e transformação do meio é um dos desafios encarados por cada professor e coordenador. Para Kaline Silva, aluna, “é muito importante valorizar e estudar na escola a cultura que existe nas comunidades. Assim, agente se sente parte da escola e a escola uma parte nossa”. O diretor Ademário Reis afirma que a participação da comunidade na vida escolar é um diferencial precioso, pois garante que a educação se dê num ambiente democrático, onde Colegiado Escolar e lideranças locais também educam e transformam vidas. O Colégio oferece turmas do 6º ano do Ensino Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio, em Tempo Integral, sendo que este último grupo faz o Curso Técnico em Agroecologia. À noite a escola recebe pais e demais parentes dos estudantes do Tempo Integral diurno, com a Educação de Jovens e Adultos – EJA. Atualmente o Colégio Estadual Casa Jovem possui 498 estudantes matriculados e taxas de aprovação superiores à 94%, conforme informação da equipe gestora.


ENTTREVISTA

Título:*O Brasil é formado por maioria negra, mas quem manda é o branco! Subtítulo:Questão racial é alienação histórica ou democracia as avessas? A questão indígena parece um caso a parte da sociedade, o povo indígena parece não pertencer ao Brasil. Mas que contradição, nos colocamos de forma conivente com o massacre do povo que deu origem ao que somos hoje: Brasileiros. O último SENSO mostra que mais de 52% de toda a população é afrodescendente, no entanto, os cargos importantes de tomada de decisão sobre os rumos da nossa política ainda é ocupada por uma maioria de pessoas brancas, nenhuma indígena e uma parcela bem pequena de negros. Em entrevista com Dulci Alves é graduada em Artes cênicas e pós-graduada em dança, seu trabalho é voltado para a promoção da cultura Popular. Integrante do Bloco Afro ilú Obá de Mim, Comunidade cultural Sambaqui e Grupo Agudá. Arte educadora de teatro

e militante do movimento negro e feminista, para ela o Brasil ainda é dominado por uma hegemonia europeia que se reafirma quando “O Brasil nega a sua história e vem “embranquecendo” sua população. Aqui se nasce de um jeito, mas a certeza que muitos têm é de que irão morrer loiras. Aqui se tem mais loiras do que no Alemanhã. A mulher vem se mutilando para ser o que não é”. Ela diz que seu objetivo é “sempre ajudar meninas e meninos negros e pobres como eu a terem mais oportunidade. Terem auto-estimas e se orgulharem do que são, da história do povo africano e brasileiro. Saber mais de nós, da nossa cultura e ver beleza em tudo o que temos e somos(..)”, assim” A criança negra, aprende na infância que não é bonita com o cabelo que tem, a cor da pele e toda história que envolve escravidão. Somos mais que descendentes de escravos, somos um povo cuja história precisa ser contada”. Dulci, mas e a mídia com isso?Você acha que nossa realidade poderia ser outra se houvesse uma mídia mais plural? Aqui se valoriza muito mais uma orquestra sinfônica do que um grupo de Moçambique, Congo, Maracatu. Aqui ninguém sabe o nome dos mestres de jongo, de samba de roda, poucos sabem quem foi zumbi ou Luiz Gama, Lélia Gonzalles, mas sabemos nomes de muitos artistas, cantores e gente sem a menor importância que aparecem nos B.B.B da Globo nos alienando. Nos colocando pra longe do que verdadeiramente importa. Culpa de livros didáticos, da

mídia, da nossa política que nos alienam. Você já foi vítima de algum tipo de preconceito, qual sua opinião sobre o racismo no Brasil? Primeiro vejo diferença entre preconceito e racismo. Préconceituosos somos todos diante daquilo que não temos muita informação. Racista é aquele que se nega, a saber, conhecer e se aproximar do outro porque ele já juga o outro como inferior ou alguém que não pode estar no mesmo lugar, merecer os mesmos direitos... Já sofri e sofro com isso. É algo que já aprendi a lidar desde a infância quando me disseram em casa pra “arrumar esse cabelo feio.” No trabalho ou por onde passo sempre enfrente, mas com dignidade, não abaixo a cabeça. Já me fortaleci. Criei minhas couraças. Nada me derruba. Sou filha de rainha, meus antepassados me protegem e fortalecem. Pra você, o genecídio dos índios no período colonial, a escravidão, racismo e esta disputa de territórios é encarada com naturalidade pela sociedade brasileira? Os índios é um problema nosso. O que está acontecendo com eles é caso de todos nós nos unirmos e lutarmos para que os direitos deles sejam respeitados. Mais que isso, temos que ter uma mentalidade de cidadão. Temos que exercer nossa cidadania, quando fingimos que o problema é do outro, estamos sendo conivente com o opressor.


CULTURAS NA REFORMA AGRÁRIA

CRÔNICA DO MÊS Felipe Melo

Fofo: arquivo MST

O MST e a Cultura Ao longo dos seus 30 anos o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem mostrado que as mudanças na sociedade passam pelo modo de viver. Uma das preocupações do movimento é com a cultura nas áreas de assentamentos e acampamentos, tanto que criouse um setor só para esta área não menos importante do que as outras mas necessária. Nós sabemos o que estamos enfrentando uma indústria cultural poderosa economicamente pensada por uma elite com o objetivo de dominar as pessoas principalmente as das classes populares e observamos que a cada dia o que é popular rapidamente de alguma forma é absolvido por esta grande indústria. O MST vem afirmando que a luta não é só pela reforma agrária, cantadores, violeiros, teatro, músicas e tantas outras faces do camponês são reveladas nas atividades culturais e festivais da reforma agrária realizados no País inteiro, afim de que a sociedade perceba que é preciso travar outras batalhas para que possamos construir uma sociedade diferente com novos valores e a luta para preservar nossa cultura é parte dessa luta maior pela transformação social. Ademar Bogo, militante do setor de formação do MST escreve em seu livro “o MST e a cultura” que o sem terra quando vai para o acampamento assume uma nova identidade, passa a viver de forma diferente, com novos hábitos, aprende a gostar de outros tipos músicas e até a viver com outras pessoas de regiões diferentes do Brasil. Muitos estudiosos ainda questionam e buscam entender o movimento, se perguntam, como uma organização consegue juntar pessoas de diferentes culturas e costumes, sendo estas presentes em todas as regiões de um País de dimensões continentais. O MST recria em seus membros um novo jeito de viver, de forma coletiva, com solidariedade e atividades culturais onde ensina desde as crianças aos mais idosos a importância da participação. Desta forma fazendo com que as pessoas possam ser sujeitas de sua própria história. Marcelo Matos

Uma virtude perseverante, nascida e criada num momento onde lobos devoradores procuravam manter a ordem, aquela mesma ordem hereditária que atropelava e agredia o ego dos grupos sociais viventes em um ecossistema sem nenhum valor comercial e de caráter coletivo. Mas os lobos cruéis que falamos monopolizavam essas estruturas para privilégios pessoais e interesses próprios. Mas o entusiasmo de bravos lutadores que caminhavam de mão dadas haveria de crescer, multiplicar, triplicar e gerar espanto, curiosidade, e o medo dos operantes. Hoje toda classe trabalhadora saúda: salve MST que crescestes resistindo à clandestinidade, as marchas e ocupações nas madrugadas, carregando senhores, sonhos e crianças, tu que resistiu as balas de Eldorado, e assim criando um grande corpo, talvez a verdadeira fênix perplexa e acentuada na acirrada luta de classes. Salve MST, seus 30 anos de ternura, como um jovem perseverante, de um adulto conhecimento, de uma criança em seu sonho mais bonito. Teus comparsas te saúdam teu povo te brinda como um vinho e o cálice depois de tantas batalhas, depois de ter vencido os porões ditatoriais. Tuas bandeiras estarão sempre erguidas e presentes no reconhecimento de teus propósitos, nas terras de qualquer latifúndio e nas conquistas que já te pertences.


ARTE & CULTURA NA

GRUPOS CULTURAI

Escola de Samba doi MST Unidos da Lona Preta -São Paulo

Carimbó-Pará

Maculelê do

Reisado no Assentamento do MST Lagoa do Mato -Ceará

Forró-Pernambuco

Apresentação Catarina


A REFORMA AGRÁRIA

IS DO MST

Grupo de Dança do MST do assentamento Marrecas-Piauí

o Assentamento 40 45 MST-Bahia Grupo de Dança do MST-Rio Grande do Norte

Cultural da Juventude do MST em Santa

Grupo de dança do MST Diamante de portugal - MA

Lual com a juventude assentamento em Jóia RS


N OTA S

Curso de Direitos no estado da Bahia Uma nova conquista dos movimentos sociais

Romilson Souza e Roque Reis A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS ), no estado da Bahia, realizará o primeiro curso de Direito voltado para os moradores e áreas de Reforma Agrária. As provas para seleção ocorrerá nos dias 25 e 26 deste mês. O plano de trabalho está aprovado via convênio com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA). Inscritas, são mais de 160 pessoas para o vestibular, porém após a seleção ficarão apenas 40. O processo seletivo foi aberto nacionalmente, mas só participarão do curso, pessoas que possuem cadastros no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Movimentos Sociais realizam a 1° Jornada de Agroecologia da Bahia Diversas organizações e movimentos sociais se reuniram com o intuito de construir entre os dias 26 de novembro a 1° de dezembro a 1° Jornada de Agroecologia da Bahia, que será realizada no Assentamento Terra a Vista, localizado no município de Arataca – Bahia. O evento tem como objetivo proporcionar um espaço para a reflexão sobre a Agroecologia e o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais do território baiano. Para isto, torna-se indispensável à troca de saberes da área, aprendizado prático, construção de uma avaliação e definição de encaminhamentos sobre a Prática Agroecológica no estado. Pensando nisto, a jornada está aberta para participação de movimentos e organizações sociais que acreditam neste método produtivo. Sendo a primeira jornada, a ideia é que o tema “Agroecologia: uma proposta de soberania do território baiano” seja abordada no intuito de construir práticas unificadas capazes de fortalecer a luta social.

Assentamento do MST produz uva irrigada no Piauí Parreiral no assentamento Marrecas: produzir para se firmar no campo. O projeto piloto da uva no assentamento Marrecas é uma iniciativa dos assentados juntamente com a CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). A primeira colheita aconteceu no ano de 2007, com 17 toneladas de uva. Este ano, os registros da APIM (Associação de Produtores Irrigantes de Marrecas), conta com 58 toneladas de uva podendo chegar em janeiro com 60 mil quilos. No projeto, três fatores são fundamentais: solo, sol e água para irrigação. O Sistema utiliza água do lençol freático e os assentados não pagam energia. Durante os cincos anos do projeto aconteceram três festivais da uva, uma iniciativa do ex-governador Wellington Dias. O último festival aconteceu de 13 a 15 de janeiro de 2012. A plantação até agora é de quatro hectares. Mas, a proposta do governo, é ampliar o plantio para mil hectares com conclusão prevista para o ano de 2014. Os agricultores utilizam biofertilizantes para a produção da uva. E a produção ajudou na melhoria de vida das famílias que estão diretamente ligadas com a fruticultura irrigada. No entanto, como é um investimento da CODEVASF junto ao Governo do estado é um desafio para o assentamento manter os princípios agroecológicos quanto à plantação.

POESIAS Símbolos de resistência. Símbolos de lutas singelas De bravos rebeldes guerreiros O vento que toca naquelas No orgulho de ser Brasileiro. Bandeira vermelha tremula Um manto de um proceder O grito bem forte circula Da viva ao MST. Das aguas que são para vida O branco do pano aqui cabe Com barragem uma história perdida E uma luta travada com o MAB. Do povo que é camponês Do verde esperança divina A luta da massa que fez Nascer a Via Campesina.

As camisas que se tornam a pele Na caminhada da luta que não para Um símbolo que a história já pede Uma luta que nunca se cala. Com foice enxada e facão A força do povo aparece Uma ferramenta erguida na mão Uma resistência que o mundo conhece. A cultura tão popular Que trilhamos nesta nação Os ritos do cantar A timba o pandeiro e o violão. O boné do povo sem terra, Dos atingidos do camponês em geral Uma identidade de guerra Um valor que é internacional. Nossa voz que fica tão alta

Em uma mobilização Que coloca também em pauta Nossa comunicação. O jornal e revista Um veículo camponês Uma informação socialista Vitória do povo que a fez. A palha que faz a esteira Também faz este chapéu Que na mesma força da bandeira Tem um valor que é tão fiel. Estes são os símbolos De lutas e resistência São valores construídos Em uma história de persistência. Hilder.


HOMENAGEM Á LUIZ GONZAGA O ETERNO REI DO BAIÃO


ANUNCIANTES

TURMA LUIZ GAMA

REVISTA CULTURART  

UMA EVISTA CONSTRUIDA COLETIVAMENTE PELOS ESTUDANTES DO CURSO DE JORNALISMO DA TERRA

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