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Disp. e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Tina Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

Alguém vai ter que baixar a guarda... A estrela de futebol Cole Riley é famoso por fazer o que quiser — no campo e fora dele. Ele  vai a festas duras e briga mais duro, mas se ele não limpar sua barra, sua carreira estará terminada —  assim   Cole   relutantemente   concorda   em   trabalhar   com   a   reformadora   de   imagens   a   consultora  Savannah   Brooks.   Ele   não   está   acostumado   a   ser   dito   o   que   fazer,   especialmente   por   alguém  (reconhecidamente   quente)   sulista.   Quanto   a   Savannah,   ela   não   está   convencida   que   ela   pode  transformar este convencido (e agressivamente sensual) força da natureza. Mas ela está determinada a  dar seu melhor tiro. Quando   as   faíscas   começam   a   voar,   Savannah   estabelece   as   regras   básicas:   Nenhuma  complicação pessoal. Se ela conseguir desligar o formigamento que sente toda vez que Cole dá seu um  olhar   quente,   com   seus   lindos   olhos   azuis   bebê   magníficos,   e   ele   conseguira   desligar   seu   desejo 

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também. Mas  para  duas   pessoas   determinadas  a  ter  isso  tudo,  uma  política  de  não­intervenção   só  poderá durar tanto tempo, até que um deles se renda.

Para Charlie.  Quando é divertido e quando não é tão divertido, sei que sempre posso chegar para você e  você estará lá.  Te Amo. 

RECONHECIMENTOS Obrigado a Maya Banks, Pelas longas chamadas telefônicas que sempre me inspiram, me faz  rir, e me renova. E para Shannon Stacey, por sempre estar lá, por sempre ser meu amigo. 

Revisoras Comentam... Tina: Adoro a forma com a Jaci Burton escreve livros, ela consegue escrever séries sem se   tornar repetitiva, nem maçante e fazendo você querer devorar o livro num único dia. Ela para as cenas   hot,  hot  é  uma das   minhas   preferidas  autoras.  Cole  é tudo  de  bom, incrivelmente   sexy,  quente   e   estourado, então a mídia corre atrás dele de uma forma muito negativa. Imagine um cara como da   capa do livro, que mulher não iria querer correr atrás, esse é o Cole. Mas Savannah vem para ajudá­ lo a mudar sua imagem perante a mídia, seus fãs e os clubes. Na cama eles são explosivos, mas ela   carrega algo no seu passado que poderá atrapalhar sua felicidade. Utilizem vários ventiladores ao   lerem este livro, é um conselho que dou. Boa Leitura. Rachael: Concordo com a Tina, a Jaci consegue escrever as séries sem se repetir e fazer a   gente perder o interesse pelo livro na metade. Eu basicamente devorei esse livro, achei o Cole tudo de   bom.com! ele é sexy, estourado, engraçado, decidido, tem um problema fala o que vem a mente e a  

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mídia o cerca como cães de guarda. Eles querem um furo do atleta e conseguem!! Savannah chega   para refazer a imagem dele, mas acaba se apaixonando e nega até a morte a atração que existe. Até   que não resiste... Ela e o Cole juntos incendeiam tudo!!! E não pude deixar de dar risadas com a   opinião do Cole sobre o vendedor de smoking e com as várias cenas das meninas juntas!!! Família   incrível essa!!! Eu quero um primo deles para mim!!! E começamos a contagem regressiva, em março   vem a história da Alicia!!!! 

Capítulo Um COLE RILEY TINHA CONSTRUÍDO a sua reputação de ser duro, especialmente no campo  de futebol. Ele não se rende, e quando tem uma bola em suas mãos, há apenas uma coisa em sua mente  — o fim da zona. Ele é teimoso e obstinado, e gosta de ganhar. A mesma coisa com as mulheres — uma vez que tinha um alvo em mente, ele ia para ela até  que marcasse. Assim, mesmo que na festa de hoje da equipe fosse num ambiente rico em alvos, e mais do  que algumas mulheres sensuais tinham vindo esta noite e iriam dar em cima dele, ele não tinha se  interessado por ninguém durante as poucas horas que esteve aqui. O que era incomum para ele. Ele gostava das mulheres. As mulheres gostavam dele. Nenhum  ego   de   sua   parte,   ele   só   gostava   de   mulheres,   e   adorava   estar   em   torno   delas.   Elas   eram   doces,  divertidas de estar, cheiravam maravilhosamente grandes, e o fazia se sentir bem. Não havia nada de  mal com isso. Em troca, ele dava­lhes um bom tempo, gastava dinheiro com elas, e nunca mentia para  elas ou tentava ser qualquer coisa diferente do que ele era. Tinha aprendido há muito tempo que as mulheres gostavam de homens honestos. Sua mãe iria  tirar seu couro, se ele alguma vez mentisse para uma mulher. Ele podia ser um pouco selvagem e 

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irresponsável, mas não era desonesto. Nunca prometeu nada a uma mulher que não estivesse disposto a  entregar. O que significava que evitava as mulheres que procuravam fisgar um namorado, um marido,  ou qualquer tipo de compromisso. Ele gravitava em torno das meninas da festa, como a ruiva quente e a  morena  escultural  que   estava  flutuando  perto   de   seu   radar   na  noite.  Essas   eram   as  mulheres   que  queriam ter o mesmo tipo de diversão sem­compromisso­escritos que ele fazia. Era só uma questão de  tempo antes que ele fosse para atacar. Afinal a caça era parte da diversão. Olhar e flertar eram um jogo.  Ele amava o jogo — e jogava para ganhar. Tentando descobrir o ângulo de uma mulher era a parte divertida. Cada   uma   delas   tinha   um   ângulo,   um   motivo.   Algumas   queriam   nada   mais   do   que   um  autógrafo  ou uma foto  que poderia  postar  em algum  site  de mídia  social  para  que elas  pudessem  mostrar aos seus amigos que festejaram com o jogador de futebol Cole Riley.  Outras queriam ligar para a noite, na esperança de partilhar a sua cama para que tivessem  recordações mais permanentes. Se queriam um bom tempo, ele estava mais do que disposto para dar­ lhes isso. A ruiva e a morena eram definitivamente garotas para um bom tempo. Ele poderia dizer pela  linguagem corporal e os olhares que lhe davam. Elas queriam muito mais do que um autógrafo ou uma  foto. Pontuação fácil, certo? Então, por que manter seu foco à deriva para a loira fria sentada sozinha em uma mesa no  canto? Ela não era seu tipo em tudo. Ela não estava usando um vestido minúsculo que mostrava grandes  quantidades de seios e bunda. Ela usava um simples vestido de manga curta preto que caia até os  joelhos. Embora ela tivesse pernas assassinas — pernas que ele gostaria de ver muito mais de. Ela só  não estava mostrando seus bens. Ela era linda, com certeza, com um rosto de parar o trânsito.

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E a sua maneira, em conjunto gritava dinheiro ou alta sociedade. Seu cabelo estava torcido  para cima atrás de sua cabeça, usava um colar de pérolas que não parecia barato ou falso, e ele tinha  estado com mulheres o suficiente para saber que a pequena bolsa de designer em cima da mesa na sua  frente custava muito dinheiro. Talvez ela estivesse relacionada com o dono da equipe. Mas ele não tinha visto ninguém se  aproximar dez passos da mesa nas últimas duas horas. Ela não era nenhum chá de cadeira1, e não estava  emitindo vibrações que dizia: Venha falar comigo. Não era o seu problema. Ele não a conhecia e tinha a intenção de se divertir essa noite. Festas  da equipe sempre foram uma explosão, e ainda melhor, esta era longe da mídia. Ele poderia até tomar  alguns drinques, flertar com as mulheres, e ter um bom tempo. Havia muitas mulheres aqui para ter o tipo de diversão que estava procurando, e a loira não era  o tipo certo. Ele poderia dizer pelo conjunto rígido de seus ombros e o modo ereto que se sentou de que  ela não era uma festeira. Ela inspecionou o salão e deu um definitivo sinal “mantenha longe de mim”, o  que era provavelmente por isso que ninguém se aproximou dela. Ainda   assim,   seu   olhar   continuava   gravitando   para   ela.   Ele   odiava   ver   alguém   sentado  sozinho. Ele foi até o bar e cutucou Grant Cassidy, o lançador quarterback. Grant virou­se, em seguida e assentiu. “Ei, Riley. O que há?” “Você tem alguma ideia de quem é aquela loira sentada sozinha em um canto?” Grant seguiu o movimento da cabeça de Cole, então franziu a testa. “Não. Quem é ela?” “Não faço ideia. Imaginei que você conhecia todos na equipe. Ela está relacionada com o  dono?” Grant balançou a cabeça. “A filha de Ted Miller é uma morena. E ela não está aqui esta noite.  Eu não tenho nenhuma ideia de quem é a loira. Ela parece aborrecida.” Cole riu. “Isso é o que eu pensei, também.” 1

Inglês Wallflower. Em situações sociais, um chá de cadeira é um tímido indivíduo ou impopulares que não socializa ou participa de atividades em eventos sociais

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Ele deveria ignorá­la e concentrar­se nas duas outras mulheres. Mas por algum motivo ela  manteve agarrando sua atenção e não deixando ir. Talvez   fosse   porque   ela   ficou   olhando   para   ele.   Não   da   maneira   que   as   outras   mulheres  olhavam  — apelando  leve­me­para­casa­com­você­hoje­a­noite. Seu olhar era frio e avaliador.  Um  olhar ocasional breve e então ela desviou o olhar, como se ela não estivesse interessada nele. Ah, ela estava interessada em tudo. Elas todas estavam. Então talvez ela fosse uma jogadora de jogo depois de tudo, e este era um novo tipo de jogo. Ele empurrou para fora dor bar e caminhou em seu caminho. Ela poderia jogar fora todos os  sinais de paralisação que ela queria, mas ele estava curioso agora. Alguém bela estava só por algum  motivo. Ele parou em sua mesa e seu olhar levantou, lentamente, avaliando­o. Ela não sorriu, mas não  franziu a testa, também. “Você está aqui sozinha?” Perguntou. “Como você pode ver, estou.” Sotaque sulista. Ela se encaixa nisso. Ela tinha a pele pêssego e creme, lábios carnudos, e os  mais bonitos olhos, da cor de seu uísque favorito. Ele deslizou sua mão. “Sou Cole Riley, wide receiver2 dos lançadores.” Ela enfiou a mão na sua e finalmente deu­lhe um sorriso  —  o tipo de sorriso que fez um  homem feliz — por ser um homem. “Ola, Cole. Sou Savannah Brooks. Você não vai se sentar?” Bingo.

SENHOR, TEM PIEDADE, MAS FOTOS DE COLE RILEY e vídeos não fazem justiça ao  homem. Em pessoa, ele fazia uma mulher mais fraca nos joelhos. 2

Um grande receptor – jogador na posição ofensiva. Requer velocidade e agilidade. Sua principal tarefa é pegar passes do quarterback.

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Savannah estava feliz que estava sentada, porque agora entendia a mística que tinha lido sobre  nos tabloides e todos os artigos sobre ele como um conquistador. Claro, tinha visto todas as fotos, e ele certamente era bonito. Grande corpo, cabelo escuro  bonito. Ela podia ver por que algumas mulheres podiam ser atraídas para ele, mas não tinha entendido  por que ele era uma mercadoria tão quente. Mas pessoalmente? Ah, sim, definitivamente. Ele tinha carisma, uma maneira de olhar para a  mulher   que   iria   fazê­la   puxar   a  calcinha   mais   rapidamente   do   que   ele   podia   piscar   aqueles   olhos  incomuns em sua direção. Sentiu as palpitações do coração quando ele deslizou a mão muito grande na dela e a agraciou  com um olhar de suspense mortal — de que cor era os olhos de qualquer maneira?  Eles estavam tingidos, cinza com azul, como um céu colorindo­se para uma tempestade. Incrível. Quando ele olhou para ela, era como se todos os outros na sala tivessem ido embora e  ela fosse a única mulher na terra. Que sabia que não era verdade, porque ela o estudou toda a noite, e  havia pelo menos vinte mulheres com foco sobre ele, como se fossem um bando de lobos famintos e ele  era carne. Ele não era de carne em tudo. Era perfeito e absolutamente delicioso. Com um metro e oitenta  e cinco centímetros de altura e noventa e oito quilos, sensual e atraente seria o seu palpite. Se ela estivesse fora procurando um homem  —  que ela não estava  —  o escolheria em uma  multidão.   Com   seu   cabelo   preto   como   tinta   e   corpo   lindo,   bem   como   magnífico   e   musculoso,  destacava­se, mesmo se ele usasse o cabelo um pouco longo e desgrenhado.  Havia   uma   certa   presença   nele.   Arrogância,   talvez.   Ela   tinha   lido   o   seu   arquivo,   e   se  surpreendeu   quando   não   tinha   encontrado   dominando   o   salão   ou   envolvido   em   uma   briga   ou  embrulhados em torno de duas ou três mulheres em um canto escuro. Talvez a mídia tivesse exposto suas travessuras fora­do­campo, fora de proporção. Talvez sua  reputação fosse mais exagerada que qualquer coisa. Mas ela reservaria seu julgamento até que chegasse a conhecê­lo melhor.

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“Então, Savannah Brooks. Por que você está aqui sentada sozinha?” “Eu estou observando.” Ele   levantou   uma   sobrancelha,   evidente   em   defesa,   quando   se   inclinou   sobre   a   borda   da  cadeira e estava pronto para levantar voo. “Você não é uma repórter, não é?” Ela sorriu para ele. “Não. Eu não sou uma repórter.” Ele relaxou e encostou­se à cadeira, esticando suas longas pernas para fora na frente dele.  “Tudo bem, então.” “Acho que você não gosta de repórter.” “Não.” “E por que isso?” “Eles mentem.” “Sobre você.” “Todo o maldito tempo.” “Que tipo de mentiras disseram sobre você?” “Não quero falar sobre mim. Vamos falar sobre você. Você tem um belo sotaque sulista,  Savannah. De onde você é?” Não   era   o   que   tinha   lido   sobre   ele.   Que   ele   era   um   egomaníaco,   que   cada   conversa   era  centrada sobre ele, suas estatísticas, suas proezas no quarto, que ele bateu em mulheres como uma  segunda carreira, pressionando­as ir para casa com ele. Talvez a mídia tivesse errada. “Sou original de Atlanta.” “Mas você não mora lá agora.” “Não.” Ele sorriu quando ela não ofereceu mais nenhuma informação. Ele tinha um incrível, sorriso  de forma que fez vibrar seu estômago. Ela tinha que parar de ser uma menina sobre ele. Ele poderia  flertar, mas ela estava aqui a negócios.

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“Você quer que eu adivinhe?” Perguntou. “Nem um pouco. Eu vivo em St. Louis agora.” “Agora mesmo. Você está se movendo em breve?” “Não. Meu trabalho está me mantendo aqui pelo momento.” “Uma senhora de mistério. Eu gosto disso. Mas essa não parece ser a cidade para um pêssego  da Geórgia como você.” “Realmente. E que tipo de cidade que eu deveria estar vivendo?” “Você parece perfeitamente criada para o sul, obviamente. Toda refinada, beleza descontraída.  Não aqui.” Ele era certamente uma fala mansa. “St. Louis é encantador.” “Concordo. Ele definitivamente tem seus encantos. Será que o seu trabalho se move em torno  de você muito?” Ele ouviu. Uma boa qualidade. “Ele faz.” “E o que você faz para viver, Savannah?” “Eu sou uma consultora.” “Conceito muito amplo. Que tipo de consultora?” “Uma consultora de imagem.” Ele franziu a testa. “O que faz uma consultora de imagem?” “Auxilio aos clientes que precisam de ajuda ou impulsionar a sua imagem ou mudá­la.” “Isso deve ser um trabalho interessante.” “Eu amo meu trabalho. Ter um impacto positivo na vida das pessoas é muito gratificante.” Ele sorriu. “Bom para você.” “E que tal seu trabalho, Cole?” “Jogo futebol desde que eu era criança. Ser capaz de fazer isso para viver é um sonho se  realizando. Eu sou muito grato.”

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Ele era equilibrado, confiante e educado. Por que ele não vinha assim em entrevistas? Por que  era retratado tão negativamente? Havia mais de Cole Riley do que o que tinha lido em seu arquivo. “Gostaria de uma bebida, Savannah?” “Não, eu estou bem com a água com gás, obrigado.” “Tudo bem. Você ainda não me disse o que está fazendo neste baile.” “Vou me encontrar com um novo cliente.” “Você trabalha em esportes?” “Trabalho em todos os campos, mas ultimamente tenho vindo a concentrar muito em figuras  do esporte.” Ele inclinou a cabeça para o lado e estudou. “Sim? Sobre refazer imagem de alguém?” “Por uma questão de fato, estou.” “Huh. Eu quero saber quem errou e precisa de uma reforma.” Ele olhou ao redor da sala, estudando todos os jogadores presentes. “Não poderia ser o nosso  quarterback. Cassidy come, bebe, mija em charme.” Ela resistiu ao riso. Não seria apropriado. Ele olhou para ela, em seguida, de novo, focalizando um grupo de jogadores agrupados no  meio da sala. “É Moose Clements, não é? Esse cara não poderia dar uma entrevista decente se você lhe  desse um implante de personalidade. Ou talvez Jim Highland, que joga na defensiva. Você quer falar  questões de atitude? Esse cara tem sérios problemas. Ele é o seu novo cliente, não é?” Ela se levantou, alisou o vestido. “Infelizmente, é hora de eu ir. Foi muito bom conhecer você,  Cole.” “Você está indo embora?” “Temo que sim.” Ele agarrou a mão dela. “Espere.” Ela fez uma pausa. “Eu quero ver você de novo.”

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“Oh, você vai.” Ela sorriu quando ela saiu da sala. Isso ia ser muito interessante.

COLE ASSISTIU SAVANNAH IR EMBORA, impressionado com sua beleza elegante. Ele estava errado. Definitivamente não ficar até o rabo. Ela caminhou com um balanço leve de  seus quadris — nada óbvio ou chamando atenção sobre ela, mas ela era toda mulher. E caramba, ele apenas ficou lá como um adolescente de língua presa, deixando­a ir embora. Ele deveria ter pedido seu número, ou convidado para sair. Em vez disso, agiu com um idiota. Que não era seu estilo. Provavelmente porque nunca teve que ir atrás de uma mulher. Elas  sempre vinham a ele. Ele mexeu­se para ir atrás dela, mas uma mão em seu braço o deteve. Ele se virou para ver a  sua agente, Elizabeth Darnel, olhando para ele. Ele franziu a testa. “Liz. O que você está fazendo aqui?” “Nós precisamos conversar, lembra?” Ele franziu a testa, lembrando em algum lugar no fundo de sua mente que concordou em ter  uma rápida conversa com ela esta noite. Mas agora a sua atenção estava na porta, onde Savannah tinha  desaparecido. “Agora não.” “Definitivamente agora. Você esqueceu a reunião que concordamos?” Ele mais do que provável ignorou o edital de Liz que tinha alguns negócios importantes falar  sobre hoje à noite. Desde que ele assinou com ela há alguns meses atrás, existiu uma série de ordens.  Ele não gostava de receber ordens. Ele tentou pacientemente jogar um de seus sorrisos encantadores. “Vamos, Liz. Nós estamos  em uma festa.” Ela levantou o olhar para ele com um olhar de incredulidade. “Realmente? Você vai tentar  jogar seu charme quente em mim? Eu sou imune, você sabe.” Ela mostrou seu anel de noivado para ele.

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“Eu não estava flertando com você, honestamente. Gavin iria chutar a minha bunda.” “Você está maldito certo, ele o faria.” “Eu estava apenas tentando voltar para a festa. Há essa mulher...” Liz rolou seus olhos. “Você tem tempo de sobra para festa. E tenho certeza que tem cerca de  vinte mulheres  para escolher,  se não mais. Eu só  preciso  de alguns  minutos  de seu tempo.  E nós  tínhamos um acordo quando assinei com você,” disse ela, dando­lhe aquele olhar de olhos de aço.  “Lembra­se?” “Sim, sim. Eu me lembro.” “Ótimo. Então, vamos lá.” “Nós estamos indo embora?” “Do outro lado do corredor. Há alguém que precisamos  encontrar. Quando terminar, você  pode voltar para a festa. E suas mulheres. E o que quiser fazer com elas.” Ficou esperançoso que não fosse demorar muito. Talvez Savannah estivesse ainda em algum  lugar e ele poderia falar com ela novamente. Elizabeth o levou a um quarto no corredor. Era uma sala de reuniões pequena com fileiras de  mesas. “Sente­se.” “Eu prefiro ficar de pé.” Ela deu­lhe o olhar, o que significava que estava indo para discutir, até que ela ganhasse. Ele  era tão teimoso, mas o tempo era importante agora, então pegou uma cadeira, girou ao redor, e por  cima dela. “O que eu fiz agora?” “Hoje à noite? Nada até agora. Mas quero lembrá­lo sobre sua atitude.” Ele rolou seus olhos. “Isso é o que você queria conversar esta noite? Nós já tivemos essa  discussão.”

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“Eu sei. E vamos falar sobre isso novamente. O público local gosta de um vencedor. Eles  também gostam de alguém que não está constantemente nos tabloides por um excesso de festa, por  pisar em seus colegas jogadores como se fossem a merda debaixo de seu Nike, por acumular mais  multas por alta velocidade do que a dívida nacional, e por jogar muitas câmeras das caras dos paparazzi  em uma fonte. E se isso não fosse ruim o suficiente, seguido, de um soco no queixo do cara.” “Ei, ele empurrou a porra da câmera na minha cara. Não apenas perto do meu rosto, mas no  meu rosto. O que eu deveria fazer — Dizer cheese3 e sorrir para ele?” “Sim. Isso é exatamente o que você deveria fazer. Ou virar e ir embora. Você precisa aprender  a controlar seu temperamento e ser ensinado como se comportar em público. Você precisa de algumas  lições sobre como interagir com a mídia.” Cole bufou. “Eu acho que sei como me comportar muito bem.” Liz bateu o pé, mas como ela conseguiu ficar de pé sobre os saltos de doze centímetros estava  além dele. “E se você lembra, quando concordei em assinar com você como cliente  —Principalmente  porque nenhum outro agente queria estar dentro de cinco quilômetros de você, e consegui de alguma  forma obter você assinando com o Traders de St. Louis, você concordou em fazer qualquer coisa que  eu pedisse a você.” Ele pensou que significou um corte de salário um pouco doloroso que teve que tomar. Pelo  menos Liz era experiente suficiente para colocar prêmios de desempenho no contrato. Ele ia mostrar­ lhes que não se arrependeria. Isso era ainda um idiota­retrocesso e nesta temporada iria provar. “Eu fiz  o que você pediu, não foi?” “Oh, o corte salarial foi apenas o começo, Cole. Sua imagem é brinde. Você sabe, eu sei, e o  Técnico Tallarino sabe disso. Se o treinador não fosse um bom amigo do seu primo Mick — e se ele  não me devesse uma dúzia de favores — garanto que você não teria esse trabalho.”

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Cheese = Queijo, mas uma gíria dita em frente a uma câmera.

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Cole não estava comprando. Os Traders  assinaram, pois ele tinha o talento e muita disso.  Agentes gostavam de fazer ameaças para manter seus jogadores na linha. Ele sabia como o jogo era  jogado. Ele só tinha  a fazer era sentar  aqui e ouvir  a lenga­lenga de Liz  por alguns  minutos, em  seguida, estaria fora daqui. “O   relógio   está   correndo.   É   só   uma   questão   de   tempo   antes   de   alguém   trocar   você,   não  importa o quão bom é no campo. Você é um pesadelo em relações públicas.” Ele se levantou e enfrentou Liz, fazendo exatamente o que ela disse que ele não deveria fazer.  Ele respirou fundo e tentou manter seu temperamento sob controle. “Eu sou um maldito de bom wide  receiver.” “Isso pode ser verdade, mas até você parar a tolice fora do campo e provar para o treinador,  sua equipe, a mídia e o público em geral que você cresceu e seus dias de bad­boy terminaram, não vai  importar se você marcar dez touchdowns em um jogo. Reputação é tudo no futebol.” Ele soltou um suspiro. Por que não poderia ser o suficiente suas estatísticas? Que diferença  fazia o que ele fazia durante suas horas de folga? Então, ele gostava de festa um pouco. Então, o que?  Sua má reputação era culpa da mídia de qualquer maneira. Ele estava no topo de seu jogo. Depois de  seis anos na NFL, ele malditamente bem ganhou o direito de relaxar e aproveitar a vida. Mas sim. Relações Públicas. Ele entendeu. E se tivesse que seguir a linha por um tempo até  que ele chegasse as boas graças dos torcedores e do técnico, é o que ele faria. “O que você quer que eu faça?” “Estou trazendo alguém para ajudá­lo.” Ele franziu a testa. “Quem?” “Só espere um segundo.” Ela mandou uma mensagem de texto, e um minuto depois a porta se  abriu. Ele ficou chocado quando Savannah entrou e aliviado ao vê­la, Cole sorriu, feliz que ele não  tinha perdido a oportunidade de passar mais tempo com ela. “Hei. Eu queria saber para onde você se afastou,” disse ele.

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“Vocês dois se conhecem?” Liz perguntou. “É. Nós nos encontramos antes.” Cole virou para Liz. “Você conhece Savannah?” Os lábios de Liz levantaram. “Por uma questão de fato, eu faço. E você vai conhecê­la muito  melhor. Savannah é a sua nova consultora de imagem.” Ele girou e olhou para Savannah, que lhe deu um sorriso sereno. As peças se encaixavam no lugar. Ele tinha estado aparafusado pela bela loira. O jogador do  jogo havia sido arreliado. “Minha consultora de imagem? Que porra é essa?”

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Capítulo Dois COLE ESTREITOU SEU OLHAR EM SAVANNAH. “Você brincou comigo.” “Eu não.” “Você não me disse quem você era.” “Por uma questão de fato, eu lhe disse exatamente quem eu era e o que fazia para viver.” “Isso é um monte de merda. Você me disse que estavam lá para observar. Não disse que estava  lá para me ver. Você estava tentando fazer um idiota de mim mesmo?” “Estava esperando que você não fizesse. E você não fez. Até agora.” “Bem, isso é divertido,” disse Liz, pisando entre Cole e Savannah. Ela se virou para Cole.  “Olha, eu não tenho nenhuma ideia do que se passou entre os dois, mas o time contratou Savannah para  trabalhar com você, assim querendo ou não, ela é sua.” Cole olhou para Savannah. “Eu não gosto disso. Ela não é minha, e não a quero.” “Merda de teimoso. Ela é a melhor em seu campo, e você vai fazer o que ela diz.” Grande. Alguém para dizer a ele o que fazer. Uma consultora de imagem? Ele não precisava  de ninguém para mudá­lo. “E se eu dizer não?” “Então você terá que responder ao dono da equipe, e como mencionei anteriormente, você está  fora das opções.” Ele   tomou   uma   respiração   profunda   e   deixou   sair.   Ele   ia   fazer   este   trabalho.  Pêssego lá parecia um gatinho, e ele pode ser agradável se quisesse ser. Ele acabaria envolvendo­a em  torno de seu dedo e, em seguida, iria sobre seu negócio, e ainda faria o dono, seu treinador, e Liz feliz. Seria uma vitória para todos. “Tudo bem.” Liz sorriu. “Ótimo. Estou fora daqui. Tenho planos de casamento para finalizar.”

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“Estou muito feliz por você, Elizabeth,” Savannah disse, voltando a atenção para Liz. “Como  estão indo os preparativos do casamento?” “Tudo   está   se   movendo   certo,   graças   a   minha   futura   cunhada,   Tara,   que   é   a   melhor  planejadora de casamento. Se não fosse por ela e a irmã de Gavin, Jenna, eu teria cortado meus pulsos  até agora.” Savannah riu, e o som fluiu direto ao pau de Cole. Ela tinha uma risada gutural, do tipo que  você esperaria ouvir num strip esfumaçado, não da imagem de Miss Makeover4. Savannah colocou a mão sobre Liz. “Tenho certeza que você vai ser uma noiva linda.” “Obrigado.” Liz virou­se para Cole e deu­lhe um olhar. “Você se comporte.  E, por favor  coopere. Esta é a única chance que vai conseguir.” “Eu prometo estar no meu melhor comportamento.” “Por que isso me preocupa tanto?” Ela rolou os olhos e saiu pela porta, deixando­o sozinho  com Savannah. Ele virou­se para encará­la. “Você apreciou isso?” Ela deu­lhe um olhar benigno. “Apreciei o que?” “Influenciando­me. Deixando­me pensar que você era uma estranha sozinha na festa, quando o  tempo todo estava me olhando e sabia quem eu era.” “Eu não posso ajudar, o que você pensou, Cole. Mas você se comportou como um cavalheiro.  Não em tudo como os tabloides gostam de retratar você.” “Eu disse que a mídia mente.” “Nós vamos ver.” Ele queria algo diferente entre eles. Seu corpo queria algo mais do que o que sua mente queria.  Ele estava ainda atraído por ela, e agora tinha que trabalhar com ela. Isto sugou. “E agora?” Perguntou. “Agora você pode voltar para a sua festa. Nós começaremos amanhã de manhã.” “Não posso. Eu trabalho com o meu treinador no período da manhã.” 4

Senhorita Reforma.

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“Onde e que horas?” Ele disse a ela. “Tudo bem. Encontro você lá.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Você vai trabalhar fora?” “Eu poderia. Mas nos vamos fazer o nosso trabalho depois que você terminar.” “Qualquer que seja.” Seus lábios se levantaram. “Eu prometo, essas lições não vão doer em tudo.” “Lições? Que lições? “ “Você verá. Boa noite, Cole.” Pela segunda vez naquela noite, ela o abandonou.

SAVANNAH COLOCOU SUA BOLSA EM CIMA DA mesa de vidro na sua sala, tirou os  sapatos, e se dirigiu para o quarto, puxando o zíper de seu vestido. Ela tirou o vestido e pendurou­o, em  seguida, parou na frente do espelho do banheiro para olhar para si mesma. Ela tinha usado seu sutiã e calcinha La Perla à noite. Eles eram tão bonitos, um cor de rosa  rubor, com rendas e seda. Sexy, provocante. Infelizmente, a pessoa que só admiraria seu conjunto, era ela. Ela inalou e soltou um longo  suspiro, removendo o clipe e pinos segurando seu cabelo para cima. Ela correu os dedos pelos cabelos,  puxando­os para frente. Ela não era feia. Seios médios, seu corpo um pouco curvilíneo. Ela gostava de comer e poderia  facilmente   cair   na   categoria   de   sobrepeso   se   não   fosse   tão   ativa.   Ela   tinha   um   monte   de   energia  inquieta, então queimava um monte de calorias dessa forma, que mantinha seu metabolismo girando a  uma taxa muito alta. Mas   tinha   grandes   pernas.   Isso   trabalhava   regularmente   para   que   ela   pudesse   manter   sua  resistência no nível necessário para manter­se com seus clientes.

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Assim como seu novo cliente, Cole Riley, que estalou todos seus botões quentes esta noite.  Realmente, ele tinha sido o primeiro cliente que ela tinha sido atribuída que tinha virado a cabeça e fez  pensar nele como algo que não fosse apenas um cliente. Aquele homem tinha testosterona estampada em cada centímetro dele. Ele era difícil de ignorar. A maneira como olhou para ela, perseguiu­a, a fez desejar que ele  não fosse seu cliente. Mas ele era. A partir de amanhã. Hoje à noite, porém, ela poderia pensar sobre o que poderia ter acontecido se tivesse sido  capaz de entrar na atração que tinha estado tão óbvia entre eles. Ela sempre foi para os bad boys, o tipo que sua mãe alertou­a contra, o que a fez desejar­lhes  ainda mais. E a única coisa que sua mãe lhe havia dito era que nunca poderia mudar um bad boy. Mas isso é o que ela fazia, e fazia um trabalho muito bom disso. Pena que ela ia ter que mudar Cole Riley. Ele era a personificação de um bad boy, e um olhar  para ele esta noite tinha acionado todos os seus motores. Ela esfregou seus polegares sobre seus mamilos, sugando a respiração com a sensibilidade que  sentia mesmo através de seu sutiã. Ela se mexeu para o quarto e se estendeu em sua cama. A cama que estaria dormindo sozinha esta noite, assim como todas as noites. Ela cavou em  seus saltos e empurrou para trás até que estava deitada no centro da cama, em seguida, abriu as pernas,  deixando o ventilador de teto banhar seu corpo com ar fresco. Cole Riley era interessante. Se ele não tivesse sido atribuído como seu cliente, o que poderia  ter acontecido entre eles esta noite? Ela abriu o fecho de seu sutiã e libertou seus seios, permitindo que suas mãos vagassem. Não  era o mesmo que as mãos de um homem  —  um homem com mãos muito grandes que cobriram os  seios, rolando seus mamilos entre os dedos.

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Ela engasgou quando a sensação faiscou entre suas pernas. Segurou as coxas, sua vagina pulsava com a necessidade de ser tocada. Ela passou o polegar  sobre o mamilo enquanto serpenteava a mão para baixo de seu estômago, fechando os olhos com a  imagem do que ela e Cole poderiam fazer juntos brilhou em sua mente. Cole não deveria estar em suas fantasias. Ele era o seu novo cliente, e pensar nele enquanto ela  deslizava sua mão dentro de sua calcinha era uma ideia, muito ruim. Mas ela não podia tirá­lo da  cabeça. Ele era quem ela queria que tocasse. Suas mãos seriam calejadas e fortes, não feminina e suave como ela estava acariciando as  dobras de seda de seu sexo. Ela queria alguém que exigisse sua resposta, que saberia o que fazer com o  corpo de uma mulher. Ela engasgou enquanto deslizava os dedos para baixo, provocando as dobras de sua vagina  com o arrastar rápido de suas unhas. Cole seria gentil com ela, ou seria áspero enquanto ele mergulhava  dois dedos dentro dela, usando a palma da mão contra seu clitóris. Arqueou   contra   a   sensação,   fechando   os   olhos   e   imaginando­o   ao   lado   dela,   seus   lábios  fechando   sobre   seu   mamilo,   puxando­o   para   o   calor   úmido   de   sua   boca.   Ela   estendeu   a   mão   e  segurando­o lá — seus mamilos estavam tão sensíveis. Ela queria mais, necessitava mais do que a dor  deliciosa. Umidade revestiu seus dedos, espasmos apertaram ao redor deles enquanto ela os puxava, em  seguida, empurrava dentro dela outra vez, foda­se. “Sim,” ela sussurrou, enterrando os calcanhares contra o colchão enquanto levantava contra a  espiral de necessidade que se alastrou dentro dela. Ela precisava vir. Precisava de duro e profundo.  “Foda­me, Cole.” Ele removeu os dedos e tirou suas roupas, deixando­a latejante e molhada e pulsando com  antecipação, seu pau duro e pronto. Enquanto ele mergulhava dentro dela, ela gritava. Tinha sido assim  por muito tempo. Ela envolveu as pernas em torno dele enquanto ele a penetrava, tão pronta para o  clímax que ele a empurrou sobre a borda em apenas algumas estocadas.

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“Oh, Deus, eu vou vir,” ela sussurrou para a sala vazia enquanto esfregava seu clitóris, sua  mente girando com o ato imaginado. Cole estava enterrado no fundo de sua imaginação, tão duro  quanto imaginava enterrado dentro dela. Ela empurrou os dedos mais profundo dentro de sua vagina,  usando a outra mão para tocar seu clitóris até que ela explodiu, choramingando na lavagem do orgasmo  incrível que enviou onda após onda sobre ela até que relaxou, mole sobre a cama, com as pernas  estendidas para fora, enquanto ela prendia a respiração. Misericórdia. Ela tentou engolir, mas sua garganta tinha ficado seca. Ela se levantou e foi até a cozinha para pegar um pouco de gelo e um copo de água, com as  pernas tremendo ainda das sequelas de seu clímax. Ela voltou para o banheiro, parando para olhar­se no  espelho. Uma   imagem   totalmente   diferente   agora.   Nua   da   cintura   para   cima,   seu   cabelo   estava  despenteado de se debater na cama. Ela vestia apenas calcinha e um rubor decidiu surgir em suas  bochechas. Boas meninas do sul não pensam nos novos clientes do jeito que ela tinha acabado de fazer, e  certamente não se masturbavam pensando sobre eles. Então, novamente, ela não era uma boa garota do  sul, era? Ela tinha pensamentos impertinentes e desejos perversos e uma necessidade de um homem  para levá­la. Pena que não tinha o tempo ou o cara certo. Claro, Cole Riley poderia ter sido o cara certo, dada às circunstâncias corretas.  Amanhã ela ia ter que trabalhar com ele, e tinha acabado de ter pensamentos muitos sujos  sobre ele. Isso era errado em tantos níveis. Ela   tinha   estado   tensa   ultimamente,   isso   foi   tudo.   E   tinha   estado   muito   tempo   sem   um  lançamento. Cole tinha sido meramente  —  conveniente. E atraente. E lotado com seu apelo sexual.  Tinha  sido  natural   para  ele  aparecer  em   suas   fantasias.  Mas  isso foi  uma  ocasião   única,  e  não ia  acontecer de novo. Ela ia ter que limpar esse evento de seus pensamentos. Cole Riley era um cliente e não personagem de fantasia.

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Capítulo Três “Mais uma representante.” No supino, Cole olhou para o seu treinador, Mario, no momento que desejava que pudesse  chutar  sua bunda. Mas  desde que ele  atualmente  segurava  quase cem  quilos  de peso equilibrando  precariamente sobre seu peito, teria que colocar um poder sobre esse idiota­retrocesso. Ele segurou a  barra com as mãos, suor escorrendo da testa, com os braços tremendo como um maldito marinheiro de  primeira no ginásio. “Vamos lá, você bichano, mais três repetições.” Ele empurrou, esperando como o inferno, que Mario estivesse lá para pegar a barra no caso,  que desabasse sobre o peito. “É isso, Cole. Você tem isso. Você está quase lá.” “Coma. Merda. E.” Ele pousou a barra no suporte, sentou­se e inclinou­se, sentindo­se como  se fosse vomitar. Ele balançou as pernas para o lado do banco e olhou para Mario. “Morra.” Mario bateu Cole na parte de trás. “Eu sabia que poderia fazê­lo.” “Foda­se.” “Veja, eu sempre suspeitei que tinha tesão por mim. Mas você não é meu tipo.” “Cheio de merda. Sou totalmente o seu tipo. Alto, bem construído, e atlético.” Mário riu. “Exatamente. Assim como meu namorado. Mas se você estiver  interessado, eu  poderia apresentar alguns caras realmente quentes.”

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Cole rolou os olhos para Mario, empurrado para fora do banco e se levantou. “Não, obrigado.  Tenho   bastante   dificuldade   para   lidar   com   as   mulheres.”   Ele   olhou   para   a   porta   da   frente,   onde  Savannah estava chegando. ”Falando nisso, aqui vai o meu mais novo problema.” Mario desviou o olhar de Cole. “Uau. Ela é um avião.” Admitia, Mario estava certo. Em um conservador, vestido de mangas curtas vermelha que se  apegava a suas curvas e saltos altos que apresentavam suas longas pernas, Savannah comandava a  atenção. Ela era linda. E irritante. E não confiável. Ela atravessou as portas para o ginásio, sorrindo ao vê­lo. Ela dirigiu­se para eles, e Cole foi  atingido novamente por sua caminhada. E as pernas. Droga suas pernas, de qualquer maneira. Ele  precisava lembrar a parte não confiável. “Bom dia, Cole,” disse ela, em seguida, virou­se para Mario e estendeu a mão. “Sou Savannah  Brooks.” Mario apertou sua mão. “Mario Genino. Eu sou o treinador de Cole.” Ela deu a Cole um olhar. “Você faz um bom trabalho dele, Mario.” Mário riu. “Obrigado. Trabalho ele muito bem. O que você faz para Cole, Savannah?” Oh, merda. A última coisa que ele precisava era de Mario — ou alguém —descobrisse que a  equipe havia contratado uma consultora de imagem de merda para ele. “Ela é—” “Estou fazendo um trabalho de consultoria para ele. Alguém com o talento de Cole e uma  vasta carreira precisa de ajuda especializada, como você pode imaginar.” Mario assentiu. “Inferno, sim. Tem que proteger seus bens.” Savannah sorriu. “Na verdade, e o que fazemos.” Mário olhou para o relógio. “Odeio cumprimentar e correr, mas meu próximo cliente vai estar  chegando em breve. Prazer em conhecê­la, Savannah. Cole, vou abusar de novo amanhã.” “É claro. Eu não gostaria de segurá­lo. Foi bom conhecer você, Mario,” Savannah disse.

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“Sim, verei você, Mario.” Cole esperou até que Mario desaparecesse, em seguida, virou­se  para ela. “Você mentiu. Mais uma vez.” Ela ergueu o queixo. “Eu não.” “Você não lhe contou o que você foi verdadeiramente contratada para fazer.” “Não acho que é negócio de ninguém. E apenas alterei um pouco a verdade, apesar de não  mentir.” Ele cruzou os braços. “Qualquer que seja. O que está na agenda para hoje?” “O treino está acabado?” “Sim.” “Quais são seus planos para depois disso?” “Almoço. Preciso repor alguma proteína depois de exercitar tanto.” “Tudo bem. Bem vamos almoçar, e iremos sobre os planos.” “Tudo bem. Eu preciso tomar banho.” “Esperarei por você na recepção.” Ela estava sendo eficiente. Simpática. Ele não queria que ela fosse agradável. Queria discutir  com ela. Queria que ela fosse uma cadela. Qualquer coisa que ele não fosse gostar dela. Ele tomou banho e se vestiu, e quando saiu para o átrio, ela estava conversando com alguns  sujeitos   da   equipe,   que   tinha   vindo   malhar   fora.   Solteiros   e   alguns   anos   mais   jovens   do   que   ele,   Jamarcus Davis e Campos Lon eram estrelas ofensivas sobre os receptores. Ambos tinham reputação  de ser assassinos de mulheres, e com razão. Solidamente construídos muitos bons para o futuro, e  amigável com as mulheres, eles foram carregados com charme, e ainda pior, nenhum deles tinha a  reputação de merda como ele fazia. Parecia que eles encantaram Savannah, também. Ela tinha um sorriso em seu rosto quando ele  chegou perto. Ela estava até rindo — aquela risada maldita que fez tremer as suas bolas. Ela chamou sua atenção quando ele se aproximou. “Oh, você está ai.” Jamarcus e Lon viraram, também, e seus sorrisos morreram.

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“Você está com Riley?” Jamarcus perguntou, surpresa em seu rosto. “Sim, estou. Você está pronto para ir, Cole?” “Sim.” Ele pegou o braço de Savannah e levou­a para a porta, piscando para Jamarcus e Lon.  “Até mais, pessoal.” “Sim, mais tarde, Cole,” disse Lon com decepção óbvia. “Podemos ir com o seu carro se isso estiver bem para você,” disse Savannah, deslizando seus  óculos de sol quando saiu. “Você pode me deixar depois de terminar.” “Isso está bom.” “Deixe­me pegar minha pasta primeiro.” Ela parou em um desses carros pequenos híbridos  que não poluem, pegou uma bolsa de couro, em seguida, se juntou a ele em seu beberrão5 SUV. “Desculpe,” ele disse quando ela entrou, puxando o vestido. “Eu não sabia que você estaria  indo comigo ou eu teria trazido o carro.” “Não é nenhum problema.” Especialmente   nenhum   problema   para   ele,   pois   teve   um   vislumbre   de   suas   coxas  espetaculares. Jesus, ele tinha de se concentrar em outra coisa que não fosse brotar um pau duro. Agora  que realmente seria pouco profissional. Ele ligou o SUV e virou­se para ela. “O que você gosta de comer?” “Não sou exigente. Onde quer que você vá está bom para mim.” “Tudo   bem.”   Ele   saiu,   decidindo   que,   em   vez   de   sua   lanchonete   favorita,   iriam   a   um  restaurante real, algo que serviam uma seleção de comida, desde que ele não tinha ideia do que ela  gostava. Embora que isso importava para ele, não tinha ideia. Ela era uma imposição. Devia fazê­la  comer grandes e gordos, hambúrgueres gordurosos. “Você não lhes disse que eu era seu cliente.” “Desculpe­me,” ela perguntou, virando­se da janela para olhar para ele. “Jamarcus e Lon. Você sabe que pensaram que você era o meu encontro.” 5

Gíria para consome muito combustível.

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“Será que fizeram? Acho que é o seu erro, então, não é?” Ela voltou a olhar para fora da  janela. Ele sorriu, balançou a cabeça, e ponderou o mistério que era Savannah Brooks. Era difícil não  gostar dela, mesmo que se opunha a trabalhar com ela. Embora ele adivinhou que era a ideia de uma  consultora de imagem que não gostava. Ele gostava dela muito bem. Ou talvez estivesse apenas atraído  pelas suas pernas e seu rosto lindo. Desde que era improvável que ela fosse sair com ele, não importava o que pensava sobre ela  pessoalmente, então poderia muito bem acabar com isso. Ele parou no estacionamento do restaurante. “Este lugar?” Ela perguntou. “O que sobre esse lugar?” “Eu não sei. É encantador. Um pequeno restaurante italiano chamado Carmen? Você parece  um tipo de cara de hambúrguer ou bife.” “Eu venho muito aqui. Comida excelente.” Ele veio para o lado dela e ajudou­a a sair do seu SUV. “Obrigado,” disse ela, alisando seu vestido para baixo sobre suas pernas quando pisou no  estacionamento.   Ela   pegou   sua   bolsa   e   foi   para   dentro,   onde   Carmen   estava   trabalhando   como  recepcionista hoje. “Cole,” disse ela, beijando as duas bochechas. “É tão bom ver você aqui.” Ela olhou para  Savannah e um brilho acendeu em seus olhos. “Oh, você tem uma nova garota.” Para Carmen, que tinha quase oitenta, cada mulher era uma ‘Garota’. “Carmen, esta é Savannah Brooks.” Carmen envolveu Savannah em seu abraço apertado. “Querida, você é linda.” “Obrigado. Seu restaurante é adorável.” Carmen enrolou no braço de Savannah. “Obrigado. Meu pai abriu este restaurante. É muito  especial para nossa família. Os pais de Cole vem muito aqui. Eu conheço esse garoto desde que tinha  cinco anos de idade. Ele costumava jogar espaguete no chão.”

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Savannah riu. “É mesmo?” “Pode apostar. Ele e sua irmã vinham aqui com seus pais toda sexta­feira para o jantar.” “Isso é fascinante,” disse Savannah. Carmen jogou Cole uma olhada por cima do ombro. “Venha, meu filho.” Talvez ele não devesse ter trazido Savannah aqui. Cole seguiu Carmen que lhes mostrou a sua mesa. Ele balançou a cabeça quando Carmen os  levou   a   um  no   canto.   O   canto   escuro.   Ele   poderia   dizer   a   Carmen   que  eles   não   estavam   em   um  encontro, mas qual seria o ponto? “Vou me certificar de dizer a Mike para não incomodar vocês dois tanto durante o almoço,  ok?” Ela beijou Cole na bochecha e saiu. “Carmen   é   doce.   Equivocada,   mas   doce,”   disse   Cole   enquanto   segurava   a   cadeira   para  Savannah. “Obrigado. E sim, ela é muito agradável. Obviamente, ela é praticamente da família. Você tem  vindo aqui todo esse tempo?” Ele deu de ombros. “Eu disse a você. Eu gosto da comida.” Savannah olhou em volta. “É um ótimo lugar. Ótima atmosfera. Eu amo as mesas escuras, as  cortinas alegres vermelho­e­branco.” Ela inspecionou o azeite e garrafas de vinagre balsâmico. “Então,  seus pais vêm muito aqui?” Ele sabia o que estava acontecendo — tentando conhecê­lo melhor. Ele deve ter escolhido a  churrascaria. Felizmente, Mike, seu garçom, veio e levou seus pedidos e trouxe pão e bebidas. Cole tomou um gole de água e olhou para Savannah. “Eu acho que você pode me dizer o que  tenho de esperar para frente.” “Você tem certeza que não prefere comer primeiro?” Savannah perguntou, com um sorriso. “É tão ruim assim?”

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Ela riu. “Não acho que é de todo mau. A principio vou estar observando você por um tempo,  principalmente   para   descobrir   sua   rotina   e   assistir   suas   interações.   Então   poderei   ter   algumas  sugestões.” “Observando­me? Você quer monitorar meu comportamento.” “Não. Apenas ter uma ideia de sua rotina.” Ela enfiou a mão na bolsa e puxou um arquivo. Cole levantou uma sobrancelha. “Você tem um arquivo sobre mim?” “A   equipe   apresentou   relatórios   da   mídia,   análise   de   seu   comportamento   em   campo   das  equipes anteriores, e brigas que você teve no passado, tudo contribuiu para um perfil que eu coloquei  em você.” Eles esperaram enquanto Mike colocava o almoço na frente deles. Desde que Cole estava com fome, foi direto ao frango com parmesão enquanto Savannah  comia salada de frango. Todo o tempo, ele olhou para a pasta que ela tinha empurrado para o lado. “Então, qual é a sua conclusão?” Perguntou. “Esta é apenas uma análise preliminar, mas a minha convicção é que você tem problemas com  gerenciar sua raiva.” Ele soltou um suspiro. “Eu não sei.” Ela espetou uma folha de alface, e não discutiu com ele. “Sério.   Eu   não   tenho   problemas   com   gerenciar   minha   raiva.   Ou   qualquer   outro   tipo   de  problema. Eu lhe disse na noite passada, a mídia me odeia. Eles explodem tudo fora de proporção.” “O que sobre seus problemas com as equipes que você jogou?” Ele deu de ombros. “Conflitos de personalidade. Eu estive apenas nas equipes erradas.” “Eu vejo. E você acha que isto é diferente com os Traders.” “É. Eu já conectei com eles. Esta é uma boa opção para mim.” “Assim, supondo que esta equipe é, de fato, um bom ajuste para você e não tem conflitos com  ninguém em sua equipe, de jogadores para a gestão, o que acontece com sua vida pessoal?” “O que tem? Eu lhe disse que não sou eu, é a mídia.”

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Ela colocou o garfo e limpou os cantos de sua boca com o guardanapo. “Até certo ponto, você  está provavelmente correto. A mídia tem uma tendência a dramatizar e exagerar. Mas se você não lhes  dá  qualquer  coisa  para  trabalhar,   eles   não  têm  nada  a  relatar.  Você  dar­lhes  abundância,   por  isso  mesmo, se o que estiver lá é pequeno, eles têm a oportunidade de fazê­lo explodir.” “Isso é muita merda.” Ele empurrou o prato vazio para o lado e terminou o seu copo de água.  Mike estava à direita para reabastecer, então ficaram a escuridão do restaurante novamente. “Eu não  dou nada a eles. Eles fazem merda.” “Você também tem um problema de não ser capaz de aceitar a responsabilidade por suas  ações.” “Se eu estiver errado, aceito a culpa.” Ela levantou o garfo, em seguida, fez uma pausa, seus lábios levantando numa dica de um  sorriso. “Deixe­me adivinhar. Você nunca está errado?” Irritação cravou. Ele empurrou­a para baixo, recusando­se a entrar em uma discussão com ela  aqui. “Eu não disse isso. E você está apenas tentando pescar.” “Eu não estou pescando você, Cole. Nós estamos tendo uma conversa. Sua raiva é rápida para  acender. Depois que faz, você não recua. É por isso que entra em apuros tão facilmente. E tantas  vezes.” Ele respirou fundo, tentando manter o controle. “Então este é um exercício para ver o quão  rápido você pode me irritar?” “Não.” Ela olhou para seu prato, em seguida, voltou para ele. “É o almoço.” “Você acha que isso é engraçado.” “Não estava fazendo uma piada. Estou tentando fazer você entender que está com raiva sem  motivo. Nós estamos tendo uma conversa. Uma conversa que você transformou em o que acha que está  me atacando.” Ela empurrou o prato para o lado e puxou a pasta de arquivo na frente dela, abriu­a e 

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pegou as fotos e artigos. “Se você quiser, você pode explicar essas fotos e altercações. Dê­me uma  compreensão sua, do que estava acontecendo durante esses eventos.” Ele tirou as fotos. “Esta foi em um clube. Eu estava lá com alguns amigos, e de repente havia  dez câmeras na minha cara. Luzes aparecendo, eles empurrando a mulher que estava apenas para se  aproximar de mim. O que o inferno eu deveria fazer? Empurrei para fora do caminho para que eu  pudesse pegar meu encontro e sair de lá. Ela estava apavorada.” Ele puxou um artigo, de algum tabloide que disse que ele tinha bebido e desmaiado em um  clube. Ele bufou. “Paparazzi tropeçou em mim enquanto eu estava tentando ficar longe deles. Então  tiraram esta foto de mim deitado de bruços em um clube e depois estamparam que eu estou bêbado e  desmaiado.” Em seu olhar duvidoso, ele atirou­lhe um olhar. “Eu não bebo durante a temporada. Isso afeta  o meu desempenho. Olhe para a data.” Ele entregou o artigo de volta para ela. “Quinze de Outubro.” “Exatamente. Bem no meio da temporada. Sem álcool. Você pode ir para os donos de clube e  perguntar­lhes.” Ela apresentou o artigo de distância. “Eu não acho que seja necessário.” “Este, eu estava com meus pais. Meus pais. Isso é notícia? Era seu aniversário e eu queria  levá­los para jantar. Em algum lugar agradável e tranquilo, e a mídia maldita aparece. Eu não sou um  ator. Eu não sou um astro de Hollywood. Sou apenas um atleta. Levando meus pais para jantar não é  notícia. No entanto, eles me perseguiram e perseguiram meus pais, cegando­os com suas câmeras.” “Você levou um encontro naquela noite?” Ele franziu a testa. “O que?” “Quando você levou seus pais a jantar para seu aniversário. Levou alguém?” “Sim.” “É por isso que tinha os meios de comunicação perseguindo você. Você é um artigo quente,  Cole.   Você   teve   grandes   contratos   publicitários,   você   já   fez   comercial,   e   ficou   conhecido   por   te 

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encontros com mulheres de alto perfil. Isso o torna atraente para a mídia. A próxima vez que você  quiser levar seus pais para um jantar tranquilo, não leve um encontro.” “Não deveria importar se eu levasse um encontro ou não. A mídia deveria me deixar em paz.” Ela sorriu para ele. “O que você quer e o que você vai conseguir são duas coisas diferentes.  Você já esteve na NFL por seis anos, e era quente, mesmo quando jogava no colégio. Se você não quer  essa vida, então talvez devesse considerar se aposentar.” Ele estava pronto para levar Pêssego de volta para seu carro. “Isso é uma sugestão cheia de merda.” “E você é um chorão. Tem uma grande carreira, você faz mais dinheiro do que a maioria das  pessoas neste país poderiam sonhar. Você tem uma tonelada de regalias, pode se aposentar antes que  faça quarenta e viver uma vida de luxo, desde que você seja financeiramente astuto e não jogue isso a  distância. No entanto, você encurralou­se em uma terrível reputação e sua carreira está por um fio. O  quê? Fama, dinheiro, sucesso, não são suficientes para você? Você está infeliz?” Ele empurrou sua cadeira para trás, puxando um maço de notas fora, e os jogou sobre a mesa,  em seguida, jogou algum extra para ela. “Você pode pegar um táxi de volta para seu carro, Pêssego.  Estamos terminados aqui.” Ele caminhou para fora.

AGORA ERA O COLE RILEY que ela pesquisou. Savannah respirou fundo e pegou o copo  de chá gelado para tomar um gole. Carmen veio. “Você está bem, querida?” Ela sorriu para a mulher. “Eu estou bem. Obrigado por perguntar. Acredito que Cole deixou  mais do que dinheiro suficiente para cobrir a conta.” Ela juntou as mãos. “Ele sempre faz. Ele é muito generoso.”

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Sim, ele era generoso. Ela deixou o dinheiro que ele tinha jogado para ela, imaginando que  Mike poderia usá­lo. Ela empurrou a cadeira para trás e se levantou. “A refeição estava maravilhosa,  Carmen. Muito obrigado.” “É tão diferente de Cole para ser assim, para ser...” Estúpido?   Idiota?   Imbecil?   Bebê?   Parecia­lhe   que   ele   tinha   agido   como   ela   esperava.  Exatamente como o perfil tinha indicado. Ela colocou a mão no braço de Carmen. “Está tudo bem, Carmen.” “Os homens. Eles são difíceis de entender às vezes. Meu Fred. Na maioria das vezes ele é tão  caloroso  e amoroso. E   às  vezes  eu gostaria  de  bater­lhe na cabeça  com minha  frigideira  de ferro  fundido. É claro que eles me prenderiam se eu o matasse, então o chamo de nomes em seu lugar.” Ela não podia imaginar uma palavra média que saísse da mulher pequena, mas Savannah riu.  “Bem, sim, matá­lo seria ilegal.” Carmen  pousou  seu  braço   com  Savannah.   “Eles   são  todos   uma  dor  na   bunda  de  vez   em  quando e exigem muita paciência. Mas o grande sexo vale a pena.” Savannah piscou. “Eu tenho certeza que sim. Obrigado mais uma vez pelo almoço, Carmen.  Poderia apenas chamar um táxi.”   “Você espera aqui, então. Está quente lá fora.” Carmen se afastou e Savannah olhou atrás  dela. Claramente Savannah tinha muito a aprender sobre homens e mulheres e relacionamentos. No  momento, ela estava feliz por estar solteira. Ela puxou fora seu telefone quando saiu, surpresa ao ver Cole estacionado na porta da frente.  Ele estava encostado na porta do lado do passageiro, os braços cruzados na frente dele. “Então talvez eu tenha um temperamento.” Ela colocou o telefone em sua bolsa e caminhou em direção a ele. “E talvez eu possa ser um imbecil.” Ela colocou os óculos escuros e inclinou a cabeça para trás.

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“Sinto muito,” disse ele. “Mas não tudo em seu arquivo super secreto é verdade.” “Então, comece a provar­me que está errado, em vez de provar que tudo está certo.” Ele apertou a mandíbula, mas depois deu um aceno rápido. Ele se afastou e abriu a porta para  ela, ajudou­a, em seguida, subiu em seu lado. “Para onde vamos agora?” Perguntou ele. “Estou sob o seu comando. Leve­me para onde você está indo.” Ele relaxou os ombros, atirou­lhe um sorriso, e ligou o carro. Pelo menos ele não ficava com raiva muito tempo. Ponto a seu favor.

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Capítulo Quatro COLE CONDUZIU SAVANNAH de volta para seu carro e disse que ela precisava de uma  muda de roupa para mais tarde. Desde que ela pretendia segui­lo para determinar a sua rotina, ela disse que ele poderia muito  bem segui­la para o seu lugar, então eles poderiam ir somente em um carro. Ele esperava que ela vivesse em um condomínio como ele fazia, então ficou surpreso quando  ela puxou na entrada da garagem de uma casa térrea. O gramado era bem mantido, com uma árvore  enorme na frente  e uma  varanda agradável,  onde duas cadeiras  e uma mesa de cerâmica  estavam  fazendo parecer... lar. “Uau. Apreciei. Equipe pagou por tudo isso?” Ela não respondeu e, em vez disso foi até a porta e abriu­a. Ele a seguiu para dentro, onde  também era agradável. Não era uma casa nova, mas estava bem decorada tudo com cores quentes nos  sofás e almofadas e mesas de madeira e pisos. Ela colocou a pasta sobre a mesa. “Gostaria de algo para beber?” “Água seria bom.” “Sirva­se na cozinha.”  Ela se dirigiu  para seu quarto, mas parou na porta e virou­se para  encará­lo. “Que tipo de roupa vou precisar?” “Tem um vestido de festa?” “Defina vestido de festa.” “Boate.” “Sim.” “Traga isso. Você pode mudar na minha casa.”

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“Certo.” Savannah foi até o armário e escolheu um vestido de coquetel preto e branco e um  par de sapatos, pegou a maquiagem e algumas joias, e voltou para a cozinha. Cole tinha uma garrafa de água na mão e estava de pé na porta de trás, olhando para o lago. Ela comprou a casa pela vista para o lago. Gostava de ter a propriedade protegida, não queria  nada obstruindo estragando a beleza do lago. Ela gostava de ficar fora lá atrás e vendo as crianças  brincarem e os pais de pé ao longo do caminho. Ocasionalmente, patos iam brincar na água. Dava­lhe uma sensação de paz e permitia que sua  mente se tranquilizasse. Sua mente não estava definitivamente  tranquila  agora, não com um homem  incrivelmente  atraente de pé em sua cozinha. Ele estava numa casual pose e ainda não a tinha notado, então ele estava  relaxado e desprotegido, apenas olhando para a água. De perfil, ele era magnífico, seus ombros largos, a cintura magra, e seu rosto fotogênico. Não  admirava que a mídia o comesse. Ele tinha os mais longos cílios que já tinha visto em um homem, e do  modo como seu cabelo enrolava na nuca dava coceira para deslizar os dedos nas mechas e ver se sentia  tão macio e espesso quanto parecia. Finalmente ele a viu, virou a cabeça e sorriu. Ele tirou o seu fôlego. Ele era um cliente, não um encontro. Não era um homem que ia dormir, por isso tudo em seu  corpo que estava latejando poderia simplesmente parar. “Eu estou pronta.” “Deixe­me levá­las.” Ele pegou sua bolsa de roupas e a bolsa pequena que ela colocou as  outras coisas dentro. Ela abriu a porta e eles saíram e entraram em seu SUV. Ela observava as mãos no volante enquanto dirigia. Forte, confiante. Ele ainda dirigia no limite de velocidade, embora ela se perguntou se ele  estava em seu melhor comportamento, porque estava com ele. Tinha lido em seus arquivos — que ele  tinha tantas multas por alta velocidade que estava surpresa que ele ainda tinha sua carteira de motorista.

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O que a fez querer saber apenas quando uma destas mãos fortes e confiantes estaria nela se  fosse seu encontro, não a sua consultora de imagem. Talvez ela devesse ter tido dois orgasmos na noite passada, em vez de apenas um. Ela tinha  estado na estrada muito ultimamente, e quase dobrou sua clientela nos últimos seis meses. Bons para os negócios, ruim para o seu nível de tensão. E nenhum desses clientes era sexy,  indução de fantasia como Cole Riley. Ele podia ter problemas, mas ela queria devorá­lo como seus  favoritos biscoitos caseiros, todo lambuzado na manteiga e mel. Que a fez pensar em lamber mel no peito nu de Cole, sua língua mergulhando nos ocos de seus  oh tão espetaculares abdominais nus. Então ela se movimentaria para baixo... “Você está quieta.” Seu olhar disparou no seu, seu corpo em chamas quando ela empurrou a fantasia perversa para  o fundo de sua mente. Tinha que voltar a isso mais tarde. “Só olhando na vista.” Ele franziu a testa. “Estamos na estrada, Savannah. Não muito para ver, apenas um monte de  centros comerciais e um borrão de luzes.” “Verdade. Mas eu sempre estou dirigindo. É bom ser uma passageira para variar e poder olhar  a vista.” Ele deu de ombros. “Qualquer que seja as pedras do seu mundo.” Cole, aparentemente, estava balançando seu mundo. De uma forma mais inapropriada. Ela  precisava obter sua mente de volta na pista. Isso ajudou quando Cole saiu da estrada e ela teve mais  vista do que os centros comerciais acima mencionados e luzes. “Então, você ainda não comprou uma casa?” Ela perguntou, depois que ele dirigiu alguns  quilômetros e puxou em um condomínio e estacionou. Ele saiu e pegou suas coisas, então a ajudou a sair do carro. “Não. Sou solteiro, não tenho animais de estimação, e quem sabe se até a final serei negociado  novamente. Não há sentido em colocar dinheiro em propriedades agora até eu ver se isso funciona com  os Traders.”

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Ela o seguiu ao que devia ser sua porta da frente e esperou enquanto ele a desbloqueava. “Isso  faz sentido. Embora com o seu rendimento, imagino que você precisa de alguns benefícios fiscais.” Ele olhou para ela e sorriu. “Eu tenho investimentos.” “Bom saber.” Ele abriu a porta e acendeu as luzes. Entrou em um lugar que não esperava. Definitivamente  um apartamento de solteiro, decorado com muito preto e cromado, com uma televisão de tela enorme  montada na parede, junto com equipamentos de jogos múltiplos. Mas era limpo e arrumado, com sofás  de   couro   e   uma   decoração   estilo   decór,   a   partir   de   lâmpadas   nos   quadros   e   até   mesmo   algumas  almofadas jogadas e tapetes finos. “Isso é muito bom. Você mesmo o decorou?” “Obrigado. E não, eu não tenho talento de decoração. Mas tenho uma irmã. Ela fez isso para  mim.” Ela o seguiu pelo corredor no que devia ser um dos quartos — ela contava três. O principal era  enorme, com uma cama king­size, duas cômodas, e um armário invejável. Este lugar podia ter mais  metragem do que sua casa. A cama tinha um edredom marrom claro e cerca de nove travesseiros, o que a fez querer  mergulhar e fazer­se em casa. “Vou apenas colocar essas coisas na cama. Você pode se trocar antes de nós sairmos.” “Tudo bem. Obrigado.” Ele a levou para a sala, em seguida, virou­se. “Gostaria de uma bebida?” “Água com gás, se você tem isso. Se não, água pura estaria bom.” “Com gás é.” Ela se sentou no sofá. “Você mantém o seu bar bem abastecido?” “Sim. Para todas aquelas festas que eu dou.” Ela arqueou uma sobrancelha, tentando determinar se ele estava falando sério ou não. “Parece­ me que faz muita festa pública.”

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Ele trouxe­lhe o copo. “Eu não faço festas selvagens aqui. A última coisa que eu quero é ter  um monte de gente na minha casa a destruindo.” “Então você estava brincando.” Ele sentou­se no sofá em frente ao seu sofá. “É preciso trabalhar em seu senso de humor,  Savannah.” Ela se irritou. “Eu tenho um senso de humor.” “Você?” Ele sorriu por trás de seu copo. Ela decidiu naquele momento que ele era mau e que ela já não teria fantasias sobre ele. Ela  estava curada. “Então, agora o que você faz com o resto do seu dia?” “Desde que seja antes do início da temporada, eu poderia jogar alguns jogos de vídeo até que  fosse hora de sair.” Ela pegou o telefone dela. “É muito cedo para sair. Então você simplesmente joga?” Ele se aproximou e pegou uma pasta a partir da mesa de café. “Não. Desde que estou com uma nova equipe este ano tenho que aprender o livro de jogadas.  Eu preciso estudar.” Ela deu a ele um olhar crítico. “Realmente.” “Sim, realmente. Você não entra em campo sabendo cada jogada. Mas se você prefere jogar  alguns jogos...” “Não, por todos os meio. Faça tudo o que você faz. Tenho o meu próprio trabalho para fazer.  Não vou ficar no seu caminho.” Ele abriu a pasta e começou a ler. Ela abriu seu telefone e verificou o e­mail. Depois de  responder a várias, ela puxou seu laptop, digitou alguns relatórios e fez algumas anotações. Ela olhou  para cima para encontrar ocasionalmente as sobrancelhas de Cole franzidas em concentração. Ele não  se distraiu enquanto examinou página após página do livro de jogadas. Não uma, mas três vezes. Ela deu­lhe crédito por ser meticuloso.

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“Quanto tempo leva para aprender o livro de jogadas,” ela perguntou. Ele não olhou para ela. “Um tempo. Eu preciso saber cada jogada.” “E há um monte.” Ele por fim olhou para ela. “Sim.” Ela colocou seu trabalho ao lado dela. “Você trabalha duro em seu trabalho.” “Sim.” “Você quer ser apreciado pelo que faz.” “No campo. Não fora.” “Então por que tanta atenção dada ao que você faz fora do campo?” Ele colocou o livro de lado e focou nela. “Gostaria de saber a resposta para isso.” Interessante. Ela sentiu a frustração em sua voz. Talvez houvesse mais em Cole do que ela  pensava.   Mas   isso   ficou   para   ser   verificado.   Eles   estavam   apenas   nos   estágios   iniciais.   Ele   era  encantador,   sem   dúvida.   Bastante   educado,   mas   obviamente   tinha   sérios   problemas   com   o   seu  temperamento. Ela tinha vislumbrado isso antes, e ela mal o conhecia. Mas não sabia o suficiente e ela queria saber mais. Por enquanto, ela deixou­o sozinho para  que pudesse fazer o seu trabalho. Ela cavou em sua maleta e fez o seu próprio, e algumas horas se passaram antes que Cole se  levantasse e falasse a ela que era hora de se vestir. “Acho melhor comermos algo antes de sairmos. Poderá ser uma noite longa.” Ele deu­lhe o uso de seu quarto para mudar e fazer a maquiagem, pegando suas roupas para  trocar em um dos outros quartos. Quando ela saiu, ele estava esperando por ela na sala de estar. Ficou sem fôlego. Vestido com  calças   pretas   e   uma   camisa   de   botão   preta   para   fora   da   calça,   ele   parecia   sexy.   Convincente.   E  absolutamente perigoso para sua libido já frágil. Ele sorriu para ela. “Você está sexy, Pêssego.”

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Ela não conseguiu evitar o formigamento pelo apelido. “Você deveria me chamar Savannah.  Eu não sou seu encontro ou sua namorada.” “Isso te incomoda.” “Isso não me irrita. É apenas profissional.” “Tudo bem. Savannah. Ou devo referir a você como Brooks? Ou Senhorita Brooks? Ou é Sra.  Brooks?” Ela rolou seus olhos. “Agora você está sendo chato.” Ele riu. “Vamos lá, Sa­van­nah.” Ele enunciou cada sílaba de seu nome. Lentamente. Ela podia preferir o apelido após isso. Eles saíram e Cole a levou a seu Lexus. Médio, não era o mais barato, mas não era o top­de­ linha, também. “Este   carro   é   bom,”   disse   ela   depois   que   ele   subiu   dentro.   “Mas,   por   alguma   razão,   eu  esperava que você estivesse dirigindo... Eu não sei. Lamborghini ou Ferrari.” Ele riu quando colocou o carro em marcha e foi embora. “Eu não jogo fora o meu dinheiro em  merda frívola como carros. Estou na estrada pela metade do ano de qualquer maneira, então qual é o  ponto em ter um carro caro. Eu não tenho tempo para dirigir?” E mais uma vez ele a surpreendeu. Eles pararam para um bom jantar e depois se dirigiram ao clube. Embora ela não tivesse certeza do que estava esperando — algo alto­fino, no centro da cidade,  talvez? Este não era isso. O clube estava em um prédio de tijolos anódino bronzeado. Parecia mais um  edifício de escritórios do que uma boate, e se não fosse o sinal ostensivo piscando dizendo — Clube  Caress, ela nunca teria sabido que era um ponto quente para a multidão dos vinte a trinta e poucos anos. E devia ser um ponto quente, porque o estacionamento estava cheio. Cole parou na frente e sorriu para o manobrista. “Ei, Mark,” disse ele, jogando as chaves e circulou o veículo. “O que há, Cole?”

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Ele estendeu o braço para ela, e eles entraram. Era um breu, com exceção das luzes piscando, e o barulho ensurdecedor. Ela sentiu a batida  pesada da música em seu peito enquanto faziam o seu caminho através da multidão, e não demorou  muito para Savannah perceber que Cole conhecia todo mundo aqui. As pessoas acenavam e chamavam  o seu nome, e as mulheres disparavam olhares malignos em sua direção. Claramente, ele era um cara popular. Ele deslizou sua mão na dela quando a multidão chegou em torno deles. Cole levou­a através  da mistura de pessoas que estavam em seu caminho. Felizmente, ele era como Moisés e seu olhar era  como o mar Vermelho, porque eles se separaram para deixá­los passar para o bar. O bar era algo de se ver. Elegante em um preto brilhante, polido, tinha que ter uns quinze  metros de comprimento. Néons coloridos, garrafas contra a luz brilhava em linhas tão alta quanto o  teto. Era uma verdadeira obra de arte. “Sente­se,” disse ele, e ela se mexeu para um dos bancos de bar almofadado. “O que você gostaria de beber?” Perguntou. “Água com gás seria bom para mim.” Ele  levantou dois  dedos e uma feminina  bartender  com o cabelo vermelho  curto  e lábios  bonitos e cheios veio. “Riley. O que há?” “Não muito, Kara. Como está indo hoje à noite?” “Mais ocupada do que um cabide de papel de um braço só. O que eu posso fazer por você?” “Para mim uma dose dupla de Patron Silver6. A senhora quer água com gás.” Ela assentiu com a cabeça. “Você terá isso.” Kara serviu a dose de Cole e derramou a bebida de Savannah em um copo, deixando­lhe a  garrafa. “Obrigado,” disse Savannah. 6

Tequila.

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“De nada, querida.” “Você vai querer uma comanda?” Cole balançou a cabeça e deslizou a Kara seu cartão de crédito. Ele tomou a bebida em um  único gole. Ela serviu­lhe outra dose, em seguida, seguiu seu caminho, mas não antes de um outro  garçom, esta uma morena com seios que fez Savannah ciumenta, passar por aqui. “Hei, bebê. Não vi você por alguns dias,” disse ela. “Eu tenho estado muito ocupado.” Ela estendeu a mão sobre o bar e apertou sua mão. “Não seja tão ocupado. Sinto sua falta por aqui.” A mulher cortou um olhar em Savannah, em seguida, passeou fora. “Uma de suas muitas namoradas?” Savannah perguntou. Cole   tomou   o   restante   da   dose,   que   foi   substituído   imediatamente   por   um   copo   que   ela  assumiu ser água gelada. Kara era eficiente. Ele sorriu para Savannah. “Lulu é uma amiga.” “Ela não gosta que eu esteja aqui.” “Ela é protetora. Consigo um monte de mulheres penduradas em mim, tentando conseguir algo  de mim. Lulu cuida de mim.” “Então, ela é como o seu guarda­costas.” “Não exatamente. Mas eu a ajudei a sair no passado. Ela acha que me deve o mesmo.” Savannah não tinha ideia do que isso significava. Ajudou a sair como? Financeiramente? Ou  ele bateu em um ex­namorado para ela? Não era da conta dela, realmente, ela estava apenas curiosa, especialmente desde que Lulu  manteve atirando um olhar mordaz em seu caminho, e ele era o tipo de olhar que uma mulher dava a  outra mulher quando disse a primeira mulher estava tentando roubar o namorado da outra. Talvez Cole não tivesse conhecimento de como Lulu se sentia por ele.

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E talvez Savannah precisava vê­la hoje à noite de volta, especialmente considerando que Lulu  não era a única a lhe dar olhares que podia matá­la. Cole era, obviamente, um regular aqui, e várias  mulheres pararam para abraçá­lo ou beijá­lo na bochecha. Elas ficavam apenas o tempo suficiente para  dizer o inferno, uma vez que viram Savannah, mas olhavam com desprezo em Savannah enquanto se  afastavam. “Eu   não   sou   muito   popular   aqui,”   ela   disse   enquanto   abraçava   uma   de   suas   muitos  admiradoras e sentava ao lado dela. Ele franziu a testa. “O que?” “Suas amigas estão atirando punhais em mim.” Ele examinou a multidão. “Não, elas não estão.” Ela balançou a cabeça e virou­se para enfrentar o bar. “A partir de sua amiga Lulu para toda mulher que veio cumprimentá­lo. Cada uma delas me  deu um olhar que me deixaria cair morta no chão, se tivesse uma arma a isso ligada. Obviamente você é  muito requisitado.” “Não. Elas são apenas minhas amigas.” “Talvez a partir de sua perspectiva. Não delas. Abra os olhos, Cole. Essas mulheres estão  apaixonadas por você.” Ele bufou. “Tudo bem, tudo bem. Elas estão, no mínimo, na luxúria seriamente pesado. E elas não gostam  que você não esteja aqui esta noite sozinho.” Cole não tinha ideia de onde estava Savannah conseguindo essas ideias. Estes eram seus amigos de festa, suas companheiras de beber, e as suas parceiras de dança.  Nenhuma delas foi namorada. Embora fosse verdade que ele nunca trouxe um encontro aqui, ele nunca  fez nenhuma promessa a qualquer uma dessas mulheres que iria dar­lhes esperança de ser exclusivo.  Então, por que elas se chatearam que ele trouxe Savannah?

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Mas quando ele se sentou e conversou com Savannah, manteve seu olhar sobre as mulheres  que pairavam em torno deles. Ela   estava   certa.   Elas   não   estavam   felizes.   Sempre   que   ele   olhava   para   elas,   eram   todas  sorrisos. Mas assim que ele se virou, elas cruzavam os braços e davam a Savannah o olhar da morte. Huh. Quem diria? Ele tentou ser honesto com elas e deixá­las saber como o jogo era jogado. Talvez elas não tivessem ouvido. “Vamos dançar,” disse a Savannah. Seus olhos arregalaram. “Eu não acho que é uma boa ideia.” “É uma grande ideia.” Ele estendeu a mão. Ela balançou a cabeça. “Lembre­se do que eu disse sobre que não é um encontro? Eu estou  apenas aqui para observar.” “Ótimo.” Ele tomou­a pela cintura e levantou­a do banco do bar, em seguida, agarrou a mão  dela. “Você pode observar­me na pista de dança.” Ela estreitou seu olhar para ele. “Você nunca aceita um não como resposta?” “Absolutamente. Eu não sou esse tipo de cara, Savannah.” Ela suspirou e se mexeu para mais perto dele na pista de dança lotada. A música estava alta, o  ritmo girando, e Cole entrou observando Savannah dançar. Ela tinha movimentos, e uma vez que ela relaxou e entrou na música, poderia agitar seus  quadris apenas corretamente. Seu objetivo em obter ela na pista de dança era para se soltar de algumas de suas fãs. Agora  que ele sabia que elas estavam ficando possessivas, queria colocar um fim a isso, que elas soubessem  disso, quando estava aqui com uma senhora, que precisava fazer o seu trabalho que encontrassem sua  própria diversão. Uma coisa era quando ele veio para o clube sozinho. Então era um livre­para­todas e  ele não se importava de escolher uma mulher após a outra para dança e agitar. Mas elas reivindicaram a posse dele no clube? Sua vida não era assim que funcionava. Ele era  um ser livre e nenhuma mulher ia colocar uma reivindicação sobre ele.

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Se ele queria trazer um encontro  —  apesar de Savannah não ser realmente um encontro  —  então ele malditamente bem faria isso. Só que ele não estava verificando as outras mulheres para ver se tinham encontrado outra  diversão. Ele estava concentrando em Savannah, sobre o vestido que ela usava justo e do jeito que  subia em suas pernas quando ela levantou os braços sobre a cabeça e girou em torno de um círculo  rápido. Ela tinha o seu bombeamento de sangue, e quando a próxima música abrandou as coisas, ele  não resistiu em deslizar seu braço ao redor dela e puxando­a perto. Ela estreitou seu olhar para ele e deu­lhe um olhar desconfiado, mas ele achou que ela devia  gostar de dançar porque não foi embora. Em vez disso, lançou um braço ao redor de seu pescoço e  deslizou perto, mas ainda assim manteve a distância. Ele queria agarrá­la e sentir seu corpo tocando o  seu. “Você é perigosa, Pêssego.” “Estamos apenas dançando aqui, Cole. Não leia qualquer coisa nisso.” “Não ler nada. Isto é apenas um negócio.” “É claro que é.” Ambos estavam mentindo. Ela mexeu seus quadris, centímetros de seu corpo de sua virilha. Tentadora. Oh tão tentadora. E seu pau foi ficando duro. Savannah era uma mulher inteligente. Ela teve de notar, então ele colocou as mãos nos quadris  e girou­a, desta vez, tendo certeza que quando ele a puxasse de volta, ele a puxasse para perto. Ela imediatamente puxou longe, criando esse centímetro ou mais de espaço entre eles. Não  ajudou, porque ela sabia como se mover, e quando ela se virou de costas para ele e balançou os quadris  para a música, ele suou. Ela podia não estar moendo contra ele, mas ele ainda a sentia. Cristo. Talvez ela estivesse deliberadamente o torturando, ou talvez esta era a sua maneira de  dizer aos seus amigos para se foder pela forma como ela dançou com ele. De qualquer maneira, estava  duro como aço, e suas bolas pulsavam.

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Se estivessem sozinhos, sabia exatamente o que fazer. Ele embrulharia o braço em volta de sua  cintura e a puxaria contra ele, em seguida, deslizaria as mãos para seus seios doces, cheios, até que seus  mamilos endurecessem, puxando a parte superior de seu vestido para baixo, em seguida, a viraria em  torno de modo que ele pudesse provar sua doce boca.  Quando ele terminasse de beijá­la, se moveria para baixo e chuparia os mamilos até que ela  gemesse. Ele a puxaria para baixo e a colocaria em sua cama para que ele pudesse lamber sua boceta e  fazê­la gozar. E, em seguida— Sim. A direção de seus pensamentos não estava ajudando na sua ereção. Felizmente, a música  terminou e outra começou. “Se importa se eu assumir?” Uma de suas amigas de clube — Sheila — entrou na frente de Savannah. Savannah meio que se virou e encontrou o olhar de Cole por uma fração de segundo antes de  ela se virar para Sheila e sorrir. “Ele é todo seu. Eu preciso de um ar de qualquer maneira.” “Ei, espere,” disse Cole. Mas Savannah já havia desaparecido no meio da multidão. Então, talvez os sinais que tinha conseguido tinham sido tudo na sua cabeça, porque ela tinha  certeza que se afastou com bastante facilidade.

SAVANNAH ASSISTIU O GUINCHO DAS MULHERES COM ALEGRIA enquanto Cole  era engolido por lantejoulas, lycra, quilômetros de pernas, e um monte de cabelo. Podia dizer a partir do olhar em seu rosto quando ela saiu que ele tinha estado confuso, com  raiva. Com ela. Ela não tinha certeza do que tinha feito de errado. Disse a ele desde o início, que queria  observar e nada mais, mas ele agiu ofendido quando ela se afastou para sentar e assistir ao invés de  interagir com ele. Não era culpa dela que não queria agir como seu encontro. Ela não era seu encontro. Ele queria dançar. Ela dançou. E talvez a dança pudesse ter ficado um pouco quente, talvez ela  tivesse ficado mais do que afetada por estar tão perto dele, mas manteve a distância.

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E tudo bem, que essa coisa toda de distância tinha sido difícil, especialmente quando a puxou  contra ele, e ela sentiu o quanto ele estava em todos os lugares. Havia sido tentador para ficar lá, para  correr suas mãos sobre seus ombros largos, para testar seus abdomens e ver se eles eram tão reais como  as fotos que tinha visto. Mas ela tinha sido sensata. Ela se afastou. E quando outra mulher cortou a conversa, tinha sido  muito bom para ela. Não estava nem um pouco interessada em Cole Riley. Então outra garota poderia  tê­lo. Então, poderia aquelas outras seis mulheres com corpos magros e seios grandes. E do jeito que  estavam jogando agarrando sua bunda na pista de dança, elas certamente o queria. Ele não tinha sequer  se preocupado em olhar para ela. Pelo que ele sabia, ela poderia ter partido até agora. Não que ela estava com ciúmes. Estava ali para observar seu comportamento para fazer seu  trabalho. Sim,   você   fez   um   bom   trabalho   cobiçando   sua   ereção   na   pista   de   dança,   Savannah.  Ignorando   seus   pensamentos,   ela   assistiu   Cole   no   meio   do   sanduíche   de   meia­dúzia   de   meninas.  Realmente,  algumas  delas  não tinham  ainda  idade  suficiente  para  estar  neste clube?  Cole  estava...  hmm... perto dos trinta? Se aquela ruiva bronzeada tivesse vinte e um, então Savannah era um ianque.  E

mesmo

se

a

menina

tivesse

vinte

e

um

Apenas — ele era ainda velho demais para ela. Eu — ow, Savannah. Ah, cala a boca. Ela estava simplesmente fazendo uma observação. “Você nunca vai tê­lo.” Savannah arrastou seu olhar para longe da pista de dança. Lulu estava ao lado dela, de braços cruzados, um sorriso de satisfação no rosto. “Desculpe­me?” Lulu acenou para a pista de dança. “Cole. Você nunca vai tê­lo.” “Oh, querida. Eu não o quero.”

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Lulu parecia em uma perda de palavras por alguns segundos. “Então o que você está fazendo  aqui com ele?” Savannah deu um sorriso doce. “Nenhum de seu negócio.” A mulher se inclinou. “Tudo sobre Cole é o meu negócio.” “Aparentemente não, ou ele teria lhe dito que eu estava fazendo aqui com ele.” Os   lábios   de   Lulu   apertaram.   Ela   olhou   para   Cole   como   uma   amante   ciumenta.  Outra que Cole ignorava. Ele precisava prestar atenção as suas mulheres. “Você está apaixonada por ele?” Lulu lançou­lhe um olhar. “Eu não estou.” “Querida, você precisa fazer um trabalho melhor de disfarçar seus sentimentos. Está escrito  sobre o seu rosto.” “Eu não sei do que você está falando. Ele é apenas meu amigo e odeio essas meninas que se  jogam para ele.” “Quando você prefere que ele se atire em você?” “Não. Não. Ele é bom para elas. Muito bom. Ele não vê que elas estão o usando. Eu só quero  protegê­lo.” Savannah girou sobre o banco do bar. Bochechas coradas de Lulu estavam num rosa escuro. Talvez tivesse estado errada. Lulu não estava apaixonada por Cole. Não foi ciúme que viu no  rosto de Lulu, era outra coisa. Raiva? Frustração? Então, talvez fosse mais de um tipo de adoração de  pequena irmã. Ela realmente queria ser a protetora. “Eu não acho que ele precisa de proteção. Ele é um menino grande e capaz de fazer suas  próprias decisões.” “Você não entende. Ele tenta agradar a todos. Não quer ferir os sentimentos de ninguém.” Isso não era o que os relatos da mídia diziam. O arquivo que ela tinha indicava que Cole  queria agradar a si mesmo. E ainda assim ele parecia ter um monte de amigos. Não que todos deles  eram   mulheres,   também.   Depois   da   dança,   ele   livrou­se   de   seu   harém   e   parou   no   caminho   para 

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conversar com alguns homens que tinham mesas perto da pista de dança. Ele parou, sentou­se e, a  garçonete trouxe bebida — água, notou — que ele riu com eles. Falando de Futebol Americano, sem  dúvida. Uma multidão se reuniu, homens novamente. Portanto, não só as mulheres o achavam agradável, mas os homens queriam sair com ele,  também. Não era de se estranhar. Cole tinha aquela coisa de carisma com ele. Estava aberto e acessível  e não andava em um clube como este agindo como uma celebridade, mesmo que eles o tratassem como  um deles. Estava descontraído e amigável e muito charmoso. E ainda tinha uma imagem terrível como um encrenqueiro. Onde quer que estivesse, brigas estouravam e ele era tipicamente pintado como o instigador.  Ele tinha um representante para ter uma atitude ruim, por agir como um idiota. Onde estava aquele sujeito? Porque até agora esta noite ela não o tinha visto. Depois que ele  terminou de falar com os homens, um casal de meninas o puxou para a pista de dança. Ele foi mais uma  vez, parecendo dar atenção suficiente para as duas mulheres para mantê­las felizes. “Merda.” Lulu observou os dois homens que tinha entrado pela porta da frente. “O que há de errado?” Savannah perguntou. “Dificuldade”. Lulu passou por ela e foi em direção a Cole, insinuou­se para o meio da festa  de dança para sussurrar em seu ouvido. Ele olhou para onde Lulu fez um gesto e franziu a testa, disse  alguma coisa para as meninas, que acenou e foi embora. Então ele veio em sua direção. “Vamos,” disse ele. “Há algo de errado?” “Sim. A mídia apareceu.” Ela virou­se e examinou o clube. “Realmente? Eu não vejo ninguém.” “Essa é a ideia. Eles não querem que você os observe. Mas Lulu pode identificá­los. Eles se  infiltram, escondem suas câmeras e equipamentos de gravação de áudio. Ela é mais inteligente do que  eles são, no entanto. Ela conhece seus rostos.”

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Ele pegou sua mão e levou­a para a parte de trás do clube, para baixo num corredor estreito  em direção aos banheiros. Ele virou no escritório do gerente. “Nos iremos para fora pela porta para trás através do corredor,” disse Cole. “Por que não simplesmente saímos pela porta da frente?” Ele parou, virou­se para ela. “Você quer que sua imagem se espalhe através dos blogs de  esportes e nos tabloides na próxima semana como a minha última namorada?” “Não, obrigado.” Isso não seria bom para o seu negócio. “Então me deixe fazer do meu jeito.” Ela puxou sua mão. “Espere. Será que eles não vão apenas nós seguir?” Ele sorriu. “Pêssegos, eu estive nisso um bom tempo. Eu poderia ser pego agora e depois, mas  estou ficando mais inteligente e os bato em seu próprio jogo.” A porta do gerente se abriu e um dos seguranças da porta da frente entrou, similar em altura  com Cole, com o mesmo cabelo escuro, ele assentiu. “Você está pronto?” “Sim. Obrigado, Dave.” “Não tem problema. Kasey está trazendo o seu carro. Vou encontrá­lo no IHOP em trinta.”  Dave entregou um conjunto de chaves a Cole, que deu as suas para Dave. “Tente não quebrar todos os limites de velocidade.” Dave riu. “Não há garantias.” Ele abriu a porta e saiu correndo. Savannah teve um vislumbre  do Lexus de Cole estacionado na porta. Dave mergulhou e saiu com pressa. Savannah seguiu a saída de Dave. “Os paparazzi vão seguir Dave, pensando que é você no  carro.” “Sim.” Ela se virou para ele, percebendo que ele ainda segurava sua mão. Empurra­lo longe seria  rude. “E agora?” “Bem esperaremos aqui por alguns, certificamos que morderam a isca, então partiremos no  carro de Dave.”

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“Você já fez isso antes.” Ele sorriu para ela e seu estômago vibrou. Havia algo sobre a intensidade de seus olhos. “Algumas vezes.” “Faz­me perguntar do que você estava fugindo.” “Estava fazendo nada de ruim lá fora? Embriaguez e desordem? Rude com qualquer mulher?  Entrando em brigas?” “Não.” Ele deixou por isso mesmo. Talvez ele estivesse certo, e ela estava procurando por algo que  não estava lá em primeiro lugar. “Você está pronto para ir, Cole. Eles se foram.” Ela se virou para ver Lulu espreitando a cabeça na porta. Ele soltou a mão dela e foi até Lulu. “Obrigado pelo ajuda, Lou.” Lulu abraçou. “Você sabe que eu sempre cobrirei a sua volta. O caminhão de Dave está na  parte de trás do estacionamento.” Ele abriu a porta para Savannah. “Sairemos desta maneira e viraremos ao lado.” Savannah sorriu para Lulu, que lhe deu um aceno de cabeça, e Cole fechou a porta atrás deles. Dave dirigia um caminhão alto, portanto, Cole teve que ajudá­la para sumir no banco. O motor  rugiu para a vida com os tubos de escape duplos sufocando um estrondo de barulho. Savannah olhou ao redor, esperando para alguém observá­los. Ninguém o fez. “Dave   faz   corridas   nos   fins   de   semana,”   explicou   Cole   como   ele   puxou   para   a   estrada  principal. “Ele é o cara perfeito para dirigir o meu carro e perder os caras com as câmeras.” “Eu vejo. E não se preocupa com ele atrás do volante do seu carro?” Ele olhou para ela. “Não. Eu confio nele.” “Você parece confiar em um monte de gente.” Ele franziu a testa. “O que significa isso?”

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“Como a mídia sabia que você ia estar no clube hoje à noite?” “Alguém no clube, provavelmente os chamou.” “Não um dos seus amigos, no entanto.” “Duvidoso. Eles só querem festa. A mídia aparece e acaba com a festa deles, pois sabem que  eu vou embora.” “Mas você não sabe ao certo. Um monte de gente quer ser fotografado com uma celebridade.  Traz a eles — pelo menos — uma fama instantânea.” “Eu confio nas pessoas que me cercam.” “Este é um clube que você frequenta muito?” “Sim. Sou regular.” “Como você os conhece?” “Como eu disse... eu os vejo o tempo todo.” “Mas não é como se você os tenha para churrascos ou ir ao cinema com eles ou fazer qualquer  coisa com os outros do que sair com eles no clube, certo?” Ele deu­lhe um olhar duro. “Bem, não. Então, o que? Eles ainda são meus amigos.” Lulu tinha dito que ele era muito confiante. Talvez ela estivesse certa sobre isso.  “Você sabe ao mesmo seus sobrenomes?” “Você sabe os últimos nomes de todos seus amigos?” “Sim, Cole. Eu sei.” Ele   não   disse   nada   depois   disso,   e   Savannah   poderia   dizer   a   partir   do   conjunto   de   sua  mandíbula apertada que ele não estava feliz com o rumo da conversa. Ela fez uma nota mental para  trazê­lo novamente mais tarde. Eles se encontraram com Dave na casa de panquecas e trocaram os carros no estacionamento.  Cole puxou um maço de notas e pagou Dave bastante generoso pelo seu problema. “Ei, é sempre divertido conduzir em torno com o Lexus, homem. A qualquer hora.” Ele piscou  para Savannah e partiu em seu caminhão.

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Cole atirou um olhar para a casa de panquecas. “Com fome?” “Não particularmente, mas se você for eu estarei feliz em acompanhá­lo.” Ele deu de ombros. “Tudo bem. É tarde e tenho certeza que você gostaria de chegar em casa.  Além disso, preciso tirar este carro fora da estrada no caso da mídia ainda estiver circulando. Pegarei  algo para comer depois de eu cair fora.” Mais uma vez, ele estava sendo educado. Não pensando em si mesmo em primeiro lugar. Não  em tudo parecido com o homem que só pensa em si, egoísta que ela leu em seu arquivo. Algo não estava bem aqui, e ela tinha que chegar ao fundo da questão. Ou ele estava brincando  com ela, ou os relatórios sobre ele eram imprecisos. Savannah estava determinada a descobrir. Ela não podia fixar sua imagem, se ela não soubesse  quem era o verdadeiro Cole Riley. Ele a levou de volta para sua casa. Ela começou a sair, mas Cole fez, também. “Você não tem que entrar.” “Claro que eu faço. Você trouxe um monte de coisas. Vou ajudá­la a levar as coisas para  dentro.” Novamente, ele a confundiu. Isso tinha que ser algum tipo de jogada de sua parte.  “Tudo bem.” Ela o deixou entrar e se virou para ele, pegando suas bolsas. “Eu pego estas.” “Eu posso lidar com isso. Onde você as quer?” “Você pode colocá­las na cama.” Sua hospitalidade sulista chutou em seguida. “Gostaria de  uma bebida?” “Claro.” Ele entrou em seu quarto e voltou alguns minutos depois. “Roupa de baixo agradável.” Ela se virou. “Desculpe­me?” “Ei, não é como fui vasculhar suas gavetas ou qualquer coisa, mas você tinha alguma coisa  quente deitada na sua cama.”

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Seu rosto aqueceu. Ela sabia que deveria ter levado as suas coisas para o quarto. Ela entregou­ lhe um copo de água com gás. Ele olhou para o copo e franziu a testa. “Esta é a bebida que você tinha  em mente?” “Você está dirigindo.” “Eu sou um cara grande. Eu sei dos meus limites.” “Você já teve doses no clube.” Ele franziu a testa. “Eu não preciso de você monitorando o consumo de álcool.” “Eu não estava. Estava apenas... certo, eu estava. E de qualquer maneira, eu pensei que você  não bebia álcool durante a temporada.” “Não é a temporada ainda.” “Mas você estará se reportando ao campo de treinamento em breve, correto?” “Sim, mamãe.” Ela rolou seus olhos e ele riu. “Você tem que sair e se divertir um pouco. O negócio sério começa em breve.” “E o que — você não tem nenhuma diversão uma vez que a temporada começa?” Ele colocou o copo sobre a mesa ao lado do sofá e sentou­se. “Eu não disse isso.” Ela seguiu, sentando ao lado dele. “E os artigos, é claro, significam o contrário.” “É claro. De acordo com a mídia eu estou para festas todas as noites, incluindo as noites de  jogos.” “O que não podia ser verdade, por causa do toque de recolher da equipe.” Ele pegou sua bebida e tomou um longo gole. “Não acredite em tudo que você lê sobre mim,  Pêssego. A maior parte é exagero.” “Você não tem pessoas de RP?” Ele deu de ombros. “Aqui e ali. Eu não gosto realmente, como o tipo de RP fazem, então eu os  evito.”

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“Assim que você os evita, ou eles deixaram você por causa do tipo de má publicidade que  reúne? Pode não ser bom para a sua imagem, também.” “Sim, é minha culpa.” Ela suspirou. “Eu só estou tentando ajudá­lo, Cole.” “Não é a primeira vez que eu ouvi isso. Um monte de gente me diz que quer ajudar. Às vezes  RP faz mais mal do que bem.” “Elizabeth é um agente muito boa. Ela pode colocar você em contato com algumas grandes  empresas de relações públicas que podem fazer muito para ajudar a sua carreira. Você pode confiar  nela.” “Confiança é uma coisa difícil de encontrar.” “E ainda assim você confia em seus amigos de primeiro nomes no clube tão facilmente.” “Eles não me ferram.” “Que você está ciente.” Ele colocou o copo de novo e virou­se para encará­la. “Então o que eu devo fazer, Savannah?  Viver em uma bolha? Esconder em casa e nunca sair? Colocar a minha confiança em você e apenas  profissionais que afirmam conhecer o que é melhor para mim e para a minha carreira? Eu tenho feito  isso antes  — coloquei minha carreira nas mãos dos especialistas que disseram que iam me guiar. Eu  estive com três equipes até agora e não está indo tão bem assim. Eu não estou a ponto de ficar em casa  e

me

esconder.

E

tenho

amigos

pessoas que conheço em uma base do primeiro­nome. Quando chego em casa, eu saio com eles. Se eu  não sei seus sobrenomes, qual é o problema?” Ela colocou a mão em seu braço. “O grande problema é que me parece que você não tenha  forjado quaisquer amizades com os companheiros, com quem você se sente próximo o suficiente para  convidar para sua casa. Você nunca teve um relacionamento de longo prazo com uma mulher, não é?” Ele franziu a testa. “O que o inferno tem a ver com alguma coisa?” “Muita coisa, eu acho. Você mesmo namora?”

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“Ei, eu estava na pista de dança hoje à noite com um grupo de mulheres.” “Isso não foi um encontro. Isso foi uma orgia.” Ele se levantou e foi até a janela da frente. “Minha vida pessoal não tem nada a ver com isso.” Ela levantou­se e seguiu, ficando ao lado dele. “Toda a sua vida tem tudo a ver com o que   estamos fazendo aqui. Seu íntimo, seus sentimentos, relacionamentos que você construiu, tanto pessoal  como profissional. Todos os laços de comportamento dentro e fora do campo. É tudo parte de sua  imagem. A imagem não é apenas a superfície, Cole. É quem você é, não apenas como um jogador de  futebol, mas como um homem.” Ele não disse nada para o que parecia ser um tempo longo. Então ele se virou para ela. “Eu não  preciso de um maldito psicólogo, Pêssego. Não preciso de você mergulhando em minha vida pessoal e  meus relacionamentos.” “Eu não sou um psicólogo. Estou longe disso. Mas, a fim de trabalhar na sua imagem, eu  preciso saber quem você é, o que você forma em que você se tornou. Então, nós trabalhamos isso.” Ele virou­se, estendeu os braços. “Você quer saber quem eu sou? Este é quem eu sou. Eu  nunca escondo nada. O que você vê é o que você tem.” Ela não acreditava nisso. Ele estava segurando muito e ainda não tinha começado ainda. “Se  nós vamos trabalhar juntos, você tem que ser honesto comigo.” Ele riu. “Eu não menti para você. Você é a pessoa que mentiu para mim.” Seus olhos se arregalaram. “Eu nunca menti para você e eu nunca vou.” “Você mentiu para mim quando nos conhecemos. Você não me disse quem você era.” “Eu estava observando. Era o trabalho de Elizabeth nos apresentar.” “Isso é cheio de merda. E o que dizer de hoje?” “Que tal hoje à noite?” “Dançando comigo?” Ela engoliu. “Eu não entendi a pergunta.” Ele se moveu para mais perto e seu coração pegou uma batida rápida.

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“Você e eu na pista de dança. Você sentiu isso.” “Foi apenas uma dança, Cole. Nada mais.” “Foi?”  Ele agarrou  o controle  remoto  e ligou  a televisão,  encontrou  uma das estações  de  música. Ele estendeu as mãos. “Prove.” “O quê? Eu não estou dançando com você.” “Medo?” “Nem um pouco. Isso não faz parte do meu trabalho.” “Não faz parte do meu, também, mas você foi embora antes que terminamos mais cedo.” Ela   cruzou   os   braços.   “Não   é   uma   boa   ideia.   Precisamos   manter   nosso   relacionamento  profissional.” “Eu não disse que eu estava indo para foder você contra a parede, Savannah. Eu só quero  dançar.” O corpo de Savannah pegou fogo nas palavras de Cole. Contra a parede? O calor passou pela  sua mente preencheu com a visão. Seja uma profissional. Peça­lhe para sair. Emoção   guerreou   com   o   senso   comum,   e   ela   sabia   o   que   precisava   ser   feito   aqui.   Cole  precisava de uma mão firme, alguém que não iria tomar qualquer da sua merda. Mas ele segurou muita  merda e se ela empurrasse muito duro neste início, iria perdê­lo. Ela tinha que dar um pouco, também. Ela caminhou em seus braços. “Uma dança. Então você precisa para sair.” Ele sorriu. “Claro.” Ela amava a música, jazz e saxofone, lento sexy relaxava em seus ossos, fazendo­a querer  derreter contra o corpo de Cole. Mas isso seria uma coisa muito ruim. Em vez disso, ela se manteve   rígida, recusando­se a chegar perto. Ela não iria fazer contato visual, também. “Pêssego. Olhe para mim.” Ela inclinou a cabeça para trás para encontrar o seu olhar e se perdeu.

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Seus olhos eram como o oceano, no México. Olhar para eles a hipnotizou, e seu sorriso fez sua  região inferior apertar em antecipação. “Relaxe. É só uma dança.” Ele estava certo. E talvez eles precisassem deste contato para ele confiar nela e se abrir mais. Ela lançou a tensão em seus músculos e mexeu­se para ele, deixando­se sentir a música, sentir  Cole, avançando mais perto de seu corpo até que suas coxas pressionaram na dele. Quando ele a puxou  mais apertada, ela não poderia objetar, quando se sentiu tão bem, sentindo seus seios contra o calor do  seu corpo. E Deus, ele estava sempre quente. Rocha sólida. Ela olhou para a mão, quase invisível quando  apertou dentro da sua um muito maior. Era apenas uma dança. Mas, quando sua mão começou a vagar sobre suas costas, seus dedos  provocando levemente sobre sua pele nua, isso parecia muito mais. Sua pele arrepiou com a sensação,  seu corpo tremeu como se ela nunca tivesse sido tocada antes. Ela definitivamente não era nova neste  jogo,   mas   com   certeza   se   sentiu.   Ela   precisava   lembrar   que   Cole   estava   praticada   nessa   coisa   de  sedução, então onde ele estava preocupado que ela era uma amadora. E talvez pareceu bem ser segura  por alguém tão grande, para sentir os músculos rígidos debaixo de suas mãos e de tê­lo olhando para  ela como se quisesse devorá­la. Ele podia ser o epítome de sua fantasia toda, mas ela sabia que isso não  ia a lugar nenhum. Ele era seu cliente, e ela nunca misturava negócio com prazer. Eles já haviam  levado isso — mais longe — do que ela pretendia. Já era hora de acabar com isso. “Cole—” “Você tem uma boca linda, Savannah.” Seu olhar agarrou ao seu. “O que?” “Seus lábios.” Ele esfregou seu polegar sobre seu lábio inferior. “Eu estive pensando sobre  beijar você desde a primeira vez que nos conhecemos.” “Você tem? Ah, isso não é bom.” Ele arqueou um sorriso. “Então você beija mal?”

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“Isso não é o que eu quis dizer.” “Então, você é uma boa beijadora?” “Sim. Não. Sim... Eu não sei. Cole...” Ele deslizou as mãos ao longo de sua garganta. “O que estamos dizendo é que você quer que  eu descubra por mim mesmo.” O “não” pairou. Mas, então, sua boca estava na dela. Todo pensamento racional desapareceu e  ela   não   conseguia   se   lembrar   por   que   ele   não   devia   beijá­la.   Ele   a   beijou   suavemente,   os   lábios  deslizando ao longo dela em provocação delicada que a fez querer implorar por mais. Seu coração batia quando ele segurou seu pescoço entre as mãos. Será que ele sentia sua  pulsação disparando quando ele moveu sua boca sobre a dela, aprofundando o beijo, puxando mais  apertado contra ele até que seus seios foram esmagados contra seu peito? Ele moveu a mão em suas  costas, colocando seu bumbum, deixando­a sentir a crista de sua ereção contra seu sexo. Isso   era   tudo   o   que   ela   imaginava.   Sua   língua   lambendo   contra   a   dela,   seu   pau,   duro   e  balançando   contra   sua   vagina,   enquanto   o   gemido   lento   da   música   jazz   enchia   a   sua   mente   com  imagens dos dois espalhados em sua cama. Ela já tinha uma lista mental de coisas que queria fazer com  seu corpo nu. Ela enrolou a língua ao redor dele e sugou. Ele gemeu e levantou o vestido até a palma de sua  calcinha. “Você   está   molhada,”   disse   ele,   em   tom   áspero,   fazendo­a   estremecer   o   sexo  quando   ele  moveu os dedos sobre ela. “Eu poderia fazer você gozar, Pêssego.” Ele podia. Facilmente. Ela queria isso. Ela o queria, queria sentir o alongamento dos músculos  sob sua mão. Isso não era para acontecer. Eles tinham trabalho para fazer. Transando com ele não estava na agenda. Ela puxou longe, alisou o vestido e prendeu a respiração antes de levantar o olhar para ele.

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Seus olhos tinham ido escuro, numa tempestade de fome para os que combinava com a fúria  de seus desejos. “Nós não podemos... eu não posso fazer isso, Cole. Sinto muito.” Ela esperava raiva. Argumento. Persuasão. Em vez disso, tudo que ele fez foi acenar. “Você precisa ir embora.” Ele arrastou os dedos pelos cabelos e ela sentiu sua frustração. Deus sabia que ela sentia da  mesma maneira. “É. Claro.” Ela caminhou até a porta, sentindo­se ridícula, e com raiva de si mesma por deixá­lo ir tão  longe quanto tinha. Onde tinha ido seu auto­controle? Pela janela com o primeiro beijo? Ou talvez tão logo ele a puxou em seus braços para a dança. “Sinto muito,” disse ela novamente. Ele se virou para ela e seus lábios se curvaram em um sorriso. “Não sinta.” “Chamarei você de manhã.” Ele foi embora sem olhar para trás. Ela fechou a porta e encostou­se nela, seu corpo ainda  zumbido com excitação. Ela tinha acabado de fazer um erro crítico. Ela tinha chegado muito perto de um cliente.

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Capítulo Cinco DEPOIS DE SEU TREINO NO DIA SEGUINTE, COLE verificou seu telefone e encontrou  uma mensagem de Savannah, pedindo­lhe para encontrá­la. Ele tomou banho e trocou, então mandou  uma mensagem e disse a ela que ele estaria lá em trinta. Ele perguntou como este encontro seria depois do que tinha acontecido entre eles na noite  passada. Ele perguntou como teria sido se Savannah não tivesse se assustado e o empurrado para fora  da porta. Ela era uma mulher interessante. Fria em um minuto, e paixão ardente no próximo. Ela tinha  essas   questões   sobre   eles   trabalharem   em   conjunto   que   entravam   em   seu   caminho.  Ele apontou para remover essas barreiras, porque queria levá­la para a cama. Seu pau tinha estado tão  duro a caminho de casa. Masturbar na cama não era o seu passatempo favorito, e não algo que tinha de fazer, muitas  vezes. Ou em tudo. Normalmente  uma mulher  ia para casa com ele, ou eles iam para um hotel e  acabavam na cama. Não   na   noite   passada,   no   entanto.   Savannah   estava   ansiosa,   e   caramba,   ela   tinha   estado  molhada. Ela não podia negar que tinha estado preparada. Mas, então, ela parou e ele tinha lido o medo  em seus olhos. Esse era o medo profissional. Ele entendia que ela não queria transar com seu trabalho.  Ele respeitava isso nas pessoas. É por isso que ele estava aqui trabalhando com ela. Embora ele preferisse estar fazendo outra coisa com ela. Ele bateu na porta e ela respondeu, vestindo calças pretas apertadas e um top listrado preto­e­ branco que abraçava os seios e fazia todo os tipos de coisas para sua imaginação, nenhuma delas boas,  nem profissional. Como ele deveria manter distância quando ela se vestia com roupas como essas?

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“Bom dia,   Cole.   Entre.”   Ela   parecia   amigável   o   suficiente,   mas   percebeu   que   ela   estava  vestindo sua máscara profissional novamente. “Obrigado.” Sua mesa de jantar estava cheia de comida. Um monte de comida. Ele se virou para ela. “Existem outras pessoas aqui?” Ela balançou a cabeça. “É para nós dois. Achei que você poderia querer comer após o treino.” “Obrigado.” Ele apareceu em torno da mesa, perguntando se ela cozinhava para preencher o  vazio pela falta de sexo. Mas de jeito nenhum ele iria mencionar isso. Ele já estava tentando esquecer a  noite passada. Infelizmente, a mão no vestido de Savannah era uma memória difícil de ignorar. Ele encheu seu prato com sanduíches e saladas. “Chá gelado?” Ela perguntou da porta de sua cozinha. “Isso seria ótimo.” “Sente­se na sala de estar. Sinta­se em casa.” Quando ele colocou o prato para baixo, ele percebeu que ela tinha a televisão ligada.  Devia estar assistindo algo, porque foi interrompida. E era seu rosto na tela. “O que você está vendo?” “Filmes do jogo da última temporada.” Ele olhou para ela quando trouxe as bebidas. “Por quê?” “Pesquisa.” Ela pegou seu prato, então, pegou o controle remoto. “Você se importaria se eu  continuasse?” Ele deu de ombros. “Vá em frente. Sempre fico feliz de me ver na televisão.” Ela apertou o botão. Era o jogo playoff7 da temporada passada entre Green Bay e New Orleans. Eles ganharam o  jogo. Ele tinha jogado bem.

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Um jogo final ou série de jogos em caso de empate.

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O jogo que estava assistindo era um terceiro down8 de sete. Keller, quarterback do Green Bay,  estava alinhado na defensiva. Cole foi correndo na esquerda, o outro receptor à direita. No estalo, Cole decolou, correndo após o cornerback9  para executar sua rota. Ele enfiou as  chuteiras na grama e dirigiu campo abaixo, só para cortar para o centro do campo, deixando a parte  traseira da defensiva lutando para se recuperar. Ele virou­se e esperou uma fração de segundo que tinha  tomado

para

o

passe

que

veio

velejando

seu

caminho.

Ele   tinha   sido   perfeito.   A   bola   pousou   em   suas   mãos   e   ele   tinha   estado   fora   para   as   corridas,  ultrapassando a segurança de trinta e cinco metros do caminho até a zona final. O jogo era em Nova  Orleans, e quando Green Bay fez touchdown10 tinha silenciado a multidão. Savannah pressionou pausa no vídeo. “Foi um bom jogo.” Cole balançou a cabeça. “Foi um grande jogo. Minnesota chutou nossas bundas muito ruim no  próximo jogo, encerrando as esperanças do Super Bowl.” Ela comeu e eles assistiram mais filmes, destacando a sua temporada. Depois que terminou de  comer, ela pegou seus pratos e os colocou na pia, em seguida, voltou com enchendo o copo de chá. “Você teve uma grande temporada no ano passado.” Ele esticou as pernas. “Sim.” “Nesse jogo contra o New Orleans você pegou nove passes por mais de duzentas jardas. Na  última temporada, você teve mais de mil e duzentas jardas para o ano. Você era o melhor receptor de  Green Bay e nunca ficou fora com uma lesão.” “Certo. Então, qual é o seu ponto?” Ela   levantou   o   olhar   para   ele.   “Um   jogador   com   as   suas   qualificações,   com   o   tipo   de  temporada que você teve, e que eles trocaram de qualquer maneira. Por quê?”

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Cada equipe tem quatro downs para mover a bola 10 metros. Se ele é capaz de fazer isso, a equipe ganha um novo conjunto de down. 9 Jogador secundário ou defensivo. 10 Uma pontuação do futebol americano. Ela vale 6 pontos e é conseguido com o jogador cruzando a linha de gol.

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Ele plantou os pés no chão e inclinou a cabeça para ela. “Número um, eu era muito caro.  Número dois, eles trouxeram um cara de fora de Stanford, que tinha sido um candidato Heisman 11.  Mais   jovem,   pés   rápidos,   mãos   grandes,   um   futuro   jogador   estrela.   A   equipe   alardeou   sobre   esse  garoto.” “Você está falando de Cale Lefton.” “Sim.” Ela se levantou, esticou para trás, e cruzou os braços. “O que você não está dizendo é que a principal diferença entre você e Lefton é que ele é um  problema muito menos dentro e fora do campo.” Cole encolheu os ombros. “Ele tem muita atenção da mídia.” “Claro que ele faz. A mídia estava toda em cima dele, mas da maneira correta. Ele estava no  All   American,   um   ganhador   do   Prêmio   Biletnikoff,   além   do   Troféu   Campbel   para   o   topo   no  acadêmico­atleta.” “Uh­huh. Ele provavelmente caminha sobre a água e ressuscita os mortos, também.” Savannah riu. “Duvido disso, mas ele tem algumas coisas que você não faz, e a primeira coisa  que ele tem é uma imagem positiva. Um jogador  —  com que alguém apenas joga bem  —  mas se  apresenta bem — pode fazer muito para uma equipe.” “Ele é jovem. Dê­lhe tempo.” “Nem todos os jogadores irão prejudicar sua imagem como você faz.” “Bem você não está toda doçura e suave hoje?” Se alguém precisava de transar e suavizar, era  Savannah. Iria melhorar seu humor. “Eu não fui contratada para beijar seu traseiro, Cole. Fui contratada para limpar sua imagem.  Nós só podemos fazer isso se eu falar para você com honestidade. Direta, e independentemente de você  estar no que pode considerar seu melhor comportamento no clube na noite passada, a sua imagem não é  limpa. Temos que corrigir isso.” 11

Torneio que escolhe os melhores jogadores colegiais.

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“Não há   nada   de   errado   com   a   minha   imagem.   Minhas   estatísticas   mostram   que   tipo   de  jogador eu sou.” Ele poderia dizer que ela não estava comprando. Ela nem sequer piscou. “Isso não é o suficiente e você sabe disso. Se fosse, você ainda estaria jogando para Green  Bay.” Logicamente, ele sabia que ela estava certa. Tinha sido um choque ser cortado de Green Bay, e  um golpe ainda maior ser demitido por outro agente. Especialmente quando sentiu que não merecia  isso. Quando Liz assinou com ele queria beijá­la, porque ele tinha rido maldito medo que ninguém o  quisesse, não que ele teria admitido isso a ninguém.  Ele devia isso a Liz e dar a essa coisa da reabilitação da imagem uma chance. “Certo, então o que você sugere que eu faça?” “Bem, obviamente há nada de errado com o seu jogo no campo.” Seus lábios se curvaram. “Obviamente.” “Ou o seu ego, para esse assunto.” Ela levantou­se e pegou o controle remoto, indo de volta  para seu touchdown no jogo de New Orleans. “Mas olhe aqui. Este foi um touchdown de ir em frente.  A virada de jogo.”  Ela   repetiu   indo   para   a   zona   final.   Após   o   touchdown,   seus   companheiros   aplaudiram.  Principalmente um com o outro. Ele tem alguns obrigatórios high fives12, mas não era como se todos corressem para a zona  final e o cercassem como um herói. Típico. Ela rapidamente avançou. “Mas olhe aqui. Quando Harrel marcou em um mergulho correndo  de um quintal, eles cercaram. A mesma coisa com a captura de Mohan. Eles foram comemorar com ele,  dando tapinhas nas costas dele, batendo em seu capacete. Você principalmente comemorou seu gol  12

É uma celebração com gesto que ocorre quando duas pessoas simultaneamente levantar uma das mãos, sobre a cabeça alta, e empurrar, deslizar ou bater a palma da sua mão e mão contra a palma da mão e mão plana de seu parceiro. O gesto é muitas vezes precedida verbalmente pela frase “Dê-me cinco” ou “High Five”.

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sozinho. Você correu com a bola e marcou, teve alguns tapinhas, mas depois o resto da equipe foi para  os bastidores para celebrar o touchdown  —  o touchdown que você marcou. Você não fazia parte da  equipe.” “Eu nunca fui parte dessa equipe. Eu nunca me senti bem­vindo.” Ela se inclinou para trás na cadeira. “E de quem foi a culpa? Deles?” “Eu não disse isso.” Ele nunca tinha notado antes, ela apontou, mas agora que tinha, tinha  havido outras ocasiões. Ele manteve para si mesmo, trabalhou sua mágica com as senhoras, fez os shows do RP que  foi obrigado a fazer, mas nunca se envolveu com qualquer um dos membros de sua equipe. Tinha sido  sempre assim. Ele tinha sido um homem­destruidor do time, mas nunca colou. Era o jeito que ele operava. Ele sabia o que era na NFL. Você passava de uma equipe para  outra. Não havia sentido em fazer amigos. E um monte desses caras eram idiotas, de qualquer maneira.  Ele conseguia um monte de atenção da mídia e eles esse ressentiam. Qual era o ponto em que ele tentava explicar que era parte de seu trabalho? Ele não devia nada  a eles. “Olhe. Todo mundo está fora de seu próprio jogo. Essa é a maneira que é.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Realmente. É assim que você vê?” “Sim. Você faz o seu trabalho e deixa o campo. Você quer melhores amigos, encontre­os em  outro lugar.” “Como nos clubes?” “Algo como isso.” “Eu não acho que mesmo você acredita nisso, Cole. Essas pessoas nos clubes não são seus  amigos. Nem o tipo de amigos que você chegaria perto.” “Como você sabe? Você não sabe quem são meus amigos de verdade.”

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“Então me   mostre.   Apresente­me   a   eles,   e   para   a   sua   família.   Deixe­me   ver   quem   é   o  verdadeiro Cole Riley.” “É assim que você quer fazer o seu trabalho? Apenas me seguindo e conversando com meus  amigos e família?” “Isso é parte disso. Eu já lhe disse que parte da minha elaboração de sua imagem me obriga a  saber quem você é.” “Então você pode me mudar.” “Eu não pretendo mudar.” Ele se levantou, passou os dedos pelo cabelo, e andou na frente da televisão. Ele parou e olhou  para ela. “Eu não entendo isso. Pensei que talvez estivesse indo para mudar o tipo de roupa que eu  usava, ou algo assim.” “Isso não é o tipo de imagem que estamos falando e acho que você sabe disso. Esta vai ser  uma avaliação profunda em quem você é. É uma viagem, uma descoberta não só para mim, mas para  você, também.” “Veja. Você é algum tipo de encolher.” Ela entrelaçou as mãos no colo. “Eu já te disse que não fui contratado para psicanalisar você.  Estou aqui para ajudar.” “Você não precisa conhecer a minha família e amigos.” “Você tem algo a esconder?” “Não.” “Então qual é o problema?” “Não   há   um,   só   que   eu   gosto   de   manter   minha   vida   pessoal   separada   da   minha  vida   de  negócios.” “Essa é uma afirmação estranha vindo de alguém cuja imagem tem estado em capas de tantas  revistas.”

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“Com as mulheres da festa? Claro. Nos clubes? Bem. Mas, com a minha família? Diferente  daquele paparazzi que me perseguiu quando levei meus pais, eu mantenho essa vida separada.” “Mas é parte de quem você é.” “Não. Nós não vamos lá.” “Essa é a sua escolha. Mas segurando uma parte de si mesmo longe de mim não vai me ajudar  a entender você.” Ele deu um sorriso malicioso. “Só refaça minha imagem como Cole Riley  —  Homem de  mistério.” Savannah suspirou. “Mais como Cole Riley — dor grande na bunda.” “Ei, me chame do que quiser. Estou acostumado a isso.” “Então nós podemos, bem assim começar com a parte dois, e vou ter que improvisar.” “Você é a profissional. Tenho certeza que você pode lidar com isso.” “Tudo bem. Vamos começar amanhã.” “Tudo bem.” Ele não ia gostar disso. Por que todos não apenas o deixava sozinho e o deixava fazer o seu  trabalho? Por que o seu desempenho no campo já não era o suficiente?

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Capítulo Seis SAVANNAH FEZ ARRANJOS PARA QUE ELES  SE encontrassem a próxima noite em  torno de sete. Ela disse­lhe para se vestir decentemente, porque iam sair para jantar. Ele   não   tinha   ideia   se   eles   estavam   indo   para   se   encontrar   com   alguns   RP   ou não, mas usava calças pretas e uma camisa de abotoar, imaginando que devia estar pronto para  qualquer coisa. Ele a pegou em seu lugar. Ela abriu a porta, tomando­lhe o fôlego com seu vestido de verão  simples — tomara que caia, mostrando os ombros. Ele batia um pouco acima do joelho, também, e ela  usava saltos, acentuando suas sensuais, pernas bonitas. Ele estava atordoado com a pele toda a mostra  disponível. Isso ia ser uma noite longa. Ela sorriu. “Oi. Você está bonito.” “Obrigado. Você, também.” Ele se concentrou em suas pernas enquanto ele a levava para o carro e ajudou­a entrar. “Então para onde estamos indo?” Ele perguntou quando ligou o carro. Ela deu a ele o nome de um restaurante no centro. “Fancy.” “Sim,” foi a sua única resposta. “Estamos encontrando alguém lá?” “Não. Só nós dois.” Ele franziu a testa. “Existe algo que eu deveria saber?” “Eu estou improvisando, lembra?” “Tudo bem. Mantenha a distância.”

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Quando chegaram ao restaurante, ele puxou no meio­fio e deu as chaves para o manobrista,  em seguida, levou Savannah dentro. Claro que ele estava prestes a ser surpreendidos por alguns gurus do marketing ou RP, ou pior  ainda, a mídia, ele ficou surpreendido quando eles foram levados para uma tranquila mesa no canto do  restaurante escuro. Perto das janelas, o restaurante dava uma excelente vista sobre o arco de St. Louis e da frente  da ribeirinha. “Lugar agradável para os turistas,” disse ele. “Escolhi porque a comida é boa, e tem uma extensa lista de vinhos. Você gosta de bife, eu  assumo.” “Você assumiu certo.” Quando o garçom trouxe a carta de vinhos e colocou­o sobre a mesa, Savannah pegou. “Você gostaria de ir sobre a lista de vinho comigo? Nós poderíamos fazer uma seleção em  conjunto.” Cole arqueou uma sobrancelha. “Eu não sou um cara de muito vinho.” Ela assentiu com a cabeça. “Eu posso te ensinar. Vinhos são fascinantes.” Ele deu de ombros. “E se eu não estou interessado?” “Provavelmente   ajudaria   se   você   aprendesse   pelo   menos   um   pouco   sobre   o   vinho.   Dessa  forma, se você tomasse uma mulher que gosta de vinho, você poderá fazer sugestões, ou mesmo pedir  por ela.” “Isto é um encontro?” Seus lábios se levantaram. “Não. Mas se fosse, e eu fosse seu encontro, é possível que poderia  estar selecionando vinhos a partir desta lista.” “Não. Se fosse um encontro, não estaríamos neste restaurante.” “Realmente? Por que não?” Ele deslocou­se para encará­la. “Não é meu tipo de lugar.”

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“Claro. E que tipo de lugar é o seu tipo de lugar para uma mulher em um encontro? O clube  que me levou?” “O que há de errado com o clube?” “Suas fãs estariam todas penduradas sobre você, suas amigas bartender agindo como guarda­ costas   para   garantir   que   nenhuma   mulher   fique   dentro   de   um   quilômetro   de   você,   não   há   tempo  tranquilo para conversar e conhecer um ao outro através de conversa, e o fato de que a mídia sabe que é  um lugar que você sai para festa por isso eles são mais propensos a estar lá para tirar uma foto sua, não  há nada de errado com ele.” “Então, nós estamos aqui esta noite para fazer o quê, exatamente?” “Estou mostrando como um encontro normal, com uma mulher é.” Ele riu. “Sério? Você acha que eu não sei como tratar uma mulher?” “No momento, eu tenho minhas dúvidas.” Ela inclinou­se e mostrou­lhe a carta de vinhos. “Eu  sugiro o sauvignon blanc ou o cabernet. Eles têm algumas marcas encantadoras aqui. Se você quiser, eu  ficaria feliz em conversar com você sobre eles.” Ele puxou a lista de vinho dela e colocou­a no outro lado da mesa. “Eu não posso acreditar que  você me trouxe aqui esta noite para me ensinar a ter uma menina em um encontro.” “Mulher.   Qualquer   pessoa   com   idade   superior   a   dezoito   anos,   é   uma   mulher,   não   uma  menina.” “Qualquer que seja.” “Veja,   o   fato   de   que   você   não   pode   discernir   a   diferença   indica   sua   necessidade   de  treinamento.” Os músculos de sua mandíbula apertaram. “Isso não tem nada a ver com a minha imagem.” “Eu discordo. A maneira como você trata as mulheres tem tudo a ver com a sua imagem.” O garçom veio. “Boa noite. Eu sou Richard e serei seu garçom esta noite. Você já teve a  oportunidade de examinar a lista de vinho?”

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Cole entregou a carta de vinhos de volta para Savannah. “Eu quero Patron Silver, em linha  reta13. Dose dupla. A senhora gostaria de escolher o seu próprio vinho.” O garçom assentiu, obviamente muito educado para indicar que Cole tinha cometido algum  erro social fatal por ordenar sua própria bebida e concordasse que Savannah pedisse seu vinho. “Vou querer Beaulieu Vineyards Cabernet Reserva Particular,” Savannah disse, “Só um copo,  obrigado.” O garçom saiu e Cole tomou um gole de água, tão chateado que ele não conseguia ver direito. “Eu não acho que você tem o meu ponto.” Ele se inclinou em direção a ela e sussurrou, não querendo causar uma cena.  Imagem, é tudo. “Não, eu não acho que você tem o meu ponto. Que diferença faz se eu peço  vinho ou se a mulher que estou, faz o seu pedido? Você acha que isso é importante para mim que eu  não sei merda nenhuma sobre o vinho, ou que uma mulher que tirei em um encontro sabe mais? Ele  não faz.” Ela colocou a mão sobre a dele e apertou. “Eu não estou tentando fazer você se sentir inferior.  E isso não é sobre o vinho. É apenas uma visão superficial do que um encontro pode ser entre um  homem e uma mulher. O problema  é que você tomou isso tudo como pessoal, como se fosse um  insulto, quando não é para ser.” Ele não tinha nada a dizer sobre isso. “Eu simplesmente sugeri que poderia ser divertido para nós passar por cima da lista de vinho  juntos, Cole. Você é o único que o fez contencioso.” Ele não tinha nada a dizer sobre isso, também. Exceto que ele poderia ter se precipitado um pouco. O garçom trouxe as bebidas. Cole bateu de volta sua tequila e deixou queimar seu caminho  para baixo em sua garganta, acalmando sua irritação. Savannah tomou um gole de vinho e olhou para o  menu de jantar. 13

Sem água, gelo ou misturador.

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“Eu poderia ter exagerado.” Ela levantou o olhar para ele por cima do menu. “Eu não gosto de ser dito o que fazer.” Ela colocou o menu na mesa. “Eu não lembro de dizer nada.” “Você me trouxe aqui.” “Eu fiz. Você não está com fome?” “Sim, mas você sabe o que quero dizer. Isso se sente como uma armadilha.” “Sair para jantar é uma armadilha? De que maneira?” “Eu não sei. Sinto que sou algum macaco que você está treinando. Eu sei os talheres certos  para usar, a propósito.” “Bom saber. Vou cruzar fora da lista.” Ela pegou novamente o menu. Ele   abriu   a   boca   para   atirar   de   volta   uma   resposta,   mas   o   garçom   voltou   para   anotar   os  pedidos. Cole não tinha sequer olhado para o menu ainda, então enquanto Savannah ordenava, ele  examinou, e acabou pedindo um bom bife, grosso. Obviamente, ele estava indo precisar da proteína nesta batalha de hoje à noite. Quando  suas   saladas  chegaram,   ele   pegou  o  guardanapo   para   fora  e  fez   uma  produção  a  Savannah mostrando quando ele colocou em seu colo. Ela rolou seus olhos. “Eu fiz isso certo?” “Isso não é necessário, você sabe. Não agendei para você aula de boas maneiras e etiqueta.” Ele pegou o garfo. “Ainda,” acrescentou. Ela   começou   a   comer,   e   ele   pegou   a   ponta   dos   seus   lábios   se   curvando   em   um   sorriso.  Espertinho. Ele devia comer a salada maldita com os dedos, mas com a sua sorte alguém tiraria uma  foto dele com seus telefones com câmera e que iria acabar nos tabloides. Então ele iria se comparado a um macaco, e Savannah estaria provando que estava certa.

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Ele seria condenado se deixasse isso acontecer. Então, em vez disso, ele comeu e meditou  sobre como ele tinha sido enganado em vir a este encontro ou não. Quando jantar chegou e ele cortava o bife, e estava mais estável. E mais do que um pouco curioso. “O que faz você pensar que não sei como tratar uma mulher em um encontro?” Savannah tomou um gole do café que o garçom trouxe, em seguida, colocou a xícara no pires.  “Eu não disse que você não sabia. Mas como eu tenho tentado explicar para você, a imagem é tudo,  incluindo o modo de tratar as mulheres que você sai. Esta foi apenas a minha maneira de avaliar o seu  tratamento com as mulheres.” “Sim? E como estou fazendo até agora?” Sua sobrancelha arqueou. “Você quer verdadeiramente que eu responda isso?” “Não. Porque este não é um encontro de verdade. Você e eu estamos num jantar de negócios  juntos. Se isso tivesse sido um encontro, eu teria te tratado de forma diferente.” Ela juntou as mãos sobre a mesa. “Realmente.” “Sim.” “E se a personalidade da mídia que entrevista duramente você é uma mulher? Você iria tratá­la  da mesma forma que me tratou hoje à noite?” “Eu te tratei mal esta noite?” “Não, mas isso não é o meu ponto. Meu ponto é que você é reacionário. Em vez de discutir  uma questão com calma, você fica com raiva e percebe um insulto onde não existe.” “E você acusa em vez de pedir uma explicação.” Ela virou a cabeça em questão. “Eu? Como assim?” “Eu me senti um idiota por não saber nada sobre vinhos, mas em vez de me perguntar, você  povoou à frente, assumindo que eu estava chateado em vez de envergonhado.” Agora era a sua vez de ficar em silêncio por um minuto. “Você pode estar certo. Sinto muito.  Eu nunca intencionalmente faria você se sentir estúpido. Nem todo mundo tem conhecimento sobre 

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vinhos. Eu não sou certamente uma conhecedora de vinhos. Eu só conheço algumas marcas que provei  e gosto muito. Eu fico envergonhada em passeios pelas vinhas com amigos meus que são especialistas  em vinho.” Ele acenou com a cabeça. “Você também supôs que eu trato todas as mulheres mal só porque  eu saio em clubes. Você nunca me deu uma chance de mostrar como eu poderia tratar uma mulher que  eu estava levando para fora em um encontro. Em vez disso, você me pegou de surpresa.” “Certo. Mostre­me.” “Agora?” “Sim. Nós apenas jantamos. A noite é uma criança. Mostre­me.” “E você vai me corrigir se eu fizer alguma coisa errada.” “Não até que o fim da noite.” Ele rolou seus olhos. “Então eu posso fazer o que quiser com você.” Ela riu. “Dentro da razão.” “Tudo bem.” Ele sinalizou para o garçom, que trouxe a conta. Savannah estendeu a mão para ele. Cole deu­lhe um olhar. “Você está brincando, certo?” “Esta noite foi a minha ideia,” disse ela. “Eu vou pagar.” Ele puxou a conta sobre a mesa e tirou o cartão de crédito. “Eu não penso assim.” Savannah sorriu. “A ideia de uma mulher pagar pelo jantar ofende sua masculinidade?” “Inferno, sim. Lide com isso.” Depois que ele pagou, a levou para o seu carro. O caminho foi curto, uma vez que já estavam  no centro. Quando ele estacionou em frente ao Arco, os lábios de Savannah curvaram. Segurou a porta  para ela e caminhou com ela em direção ao ícone curvado que simbolizava a porta de entrada para o  oeste, o arco de prata bonito que ficava às margens do Rio Mississippi desde que ele se lembrava. “Já foi?” “Na verdade, não. Eu sempre quis ir, mas estou sempre muito ocupada.”

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Ele colocou  a  mão   no  baixo  de   suas  costas  e   guiou­a  para  dentro,   onde  pagou  para  eles  tomarem o elevador até o topo do Arco. “Temos   algum   tempo   para   matar   antes   de   nossa   viagem   programada   para   cima,” disse. “Gosta de um pouco de história?” Seus olhos brilharam de excitação. “É claro.” Fizeram seu caminho através das exposições de 1800. Cole   tinha   estado   aqui   antes,   quando   era   criança,   tinha   lembrado   de   gostado   de   ver   as  diligências e comerciantes de peles, armas e tudo associado com a exposição. Foi   ainda   mais   divertido   olhar   através   disso   como   um   adulto,   agora   que   ele   tinha   um  conhecimento mais aprofundado da história. Além disso, vê­lo com Savannah foi agradável. Ela fez  comentários enquanto eles fizeram o seu caminho através de cada seção, terminando com um resumo  da construção do Arco. “Tão fascinante,” disse Savannah quando eles entraram na fila para pegar o elevador para  subir. “Crescendo aqui, eu sempre achei isto certo, mas é uma peça bastante original da arquitetura.  Espere até você ver o topo.” Subiram e Cole ajudou Savannah até a rampa em direção à janela. Ela se inclinou para frente para olhar para fora. “É lindo. Eu não posso acreditar que me levou tanto tempo para chegar aqui.” Ela se moveu entre o leste e o oeste das janelas, vagando entre os turistas que tinham os  acompanhado. Cole se apoiou contra a soleira com carpete para que pudesse olhar a cidade iluminada,  nunca foi mais feliz por estar de volta para casa. Ver o rio de um lado e a cidade do outro o relaxava. Este era o lugar onde pertencia. Isso se sentia bem para ele. Ia ser uma boa temporada. Eles deixaram o Arco e Cole levou­os a alguns quarteirões a um de seus lugares favoritos.

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O clube estava escuro e tinha uma atmosfera melancólica. Ele não tinha estado aqui a tempo,  tinha quase esquecido sobre isso porque de costume ia para o outro clube nesses dias. Este desafio com Savannah, o tinha lembrado de alguns dos velhos lugares que costumava  frequentar, como este. Savannah deu­lhe um olhar dúbio quando eles pegaram uma mesa na parte de trás do clube.  Estava tranquila agora. A banda devia estar em uma pausa. “Algum outro lugar que suas fãs rondam?” “Eu costumava vir muito aqui. Não tanto mais. Nenhuma ideia de quem anda aqui.” A garçonete veio e pediram os drinques. Savannah deu ao local uma olhada. Painéis de madeira muito escuros enfeitavam as paredes.  Não havia música ensurdecedora em voz alta. Nenhum globo de luz piscando ou luz de néon à vista. As  garçonetes   usavam   calças   escuras   e   camisas   e   coletes.   Havia   pessoas   de   negócios   aqui.   Algumas  pessoas estavam vestidas. Bem... elegante. Não era muito o tipo de lugar de Cole Riley. Vários caras se aproximaram da área banda, puxando trompetes e trombones, baixo e guitarra  e começaram a tocar uma lenta, uma música muito melosa. Uma mulher levantou­se e começou a  cantar, a sua voz melancólica era cheia com amor perdido e arrependimento. Surpresa, ela olhou para Cole. “É música blues.” Ergueu o copo para ela. “Sim.” Ela escutou por um tempo enquanto a música se afundou profundamente em seus ossos. Ela  fechou os olhos e deixou as letras e notas e encher enquanto tomava um gole de vinho. A voz da  cantora era profunda e gutural e cheia com dor. Ela se virou para Cole. “Eu amo isso.” “Eu pensei que você poderia.”

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Então, ela sorriu. Havia, obviamente, facetas de Cole ela não tinha explorado ainda, pedaços  dele, que não deixava as pessoas verem. Toda a mídia só via o Cole de festa, o Cole irritado. Esse lado  dele estava definitivamente presente, mas ela gostava de ver a cidade do alto da noite no Arco. Tinha   sido   tão   pensativo   dele   para   levá­la   lá.   Não   havia   nada   mais   divertido   do   que   jogar   de   turista,  especialmente quando um nativo favorecia você assim. E este clube? Celestial. Ela relaxou na mesa e todos os ossos do seu corpo se misturaram à  música. “Que tipo de música você gosta?” Cole perguntou. Ela sentou­se e olhou para ele. “Todos os tipos, realmente. Do clássico ao hip­hop.” “Eclética, não é?” “Um pouco. E você?” “Eu sou um fã de country, blues e jazz.” “E ainda assim você vai para os clubes. Quando o eletro pop, autotuned 14, toca música de  dança.” Ele riu. “Ei, eu saio para os clubes. Não disse que gostava da música do clube.” “Então por que você vai lá?” “Eu gosto das pessoas.” “Porque eles são tão bons amigos seus? Aqueles cujos sobrenomes você não sabe?” “Você está indo para lá novamente?” Ela decidiu tomar uma abordagem diferente. “Tudo bem. Agora que você está em casa, diga­ me sobre seus amigos. Alguns amigos do colégio que você sai?” “Não realmente. Meus dois melhores amigos do colégio, vivem fora do estado agora.” “Isso é muito ruim. Então você não os vê mais?”

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Um pacote de software que automaticamente manipula a gravação de uma faixa vocal até que esteja em sintonia independentemente de haver ou não o desempenho do original estava em sintonia.

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“Um vive em Denver, e outro em Chicago. Sempre que tenho jogos lá, nós nos encontramos  para jantar. Caso contrário, não. Eles voltam para casa para ver a família durante as férias, e estou em  casa normalmente no período fora da temporada, então nossas visitas não coincidem.” “Eu sinto muito. Acho que agora que está de volta poderá fazer novos amigos.” Ele rodeou o aro da borda de seu copo com o dedo e deu­lhe um sorriso preguiçoso.  “Eu já tenho.” “Não do clube.” Ele deu de ombros. “Claro.” “Essas são fãs não amigos. Você pode fazer a distinção, não pode?” “Acho que você está pendurado muito na coisa amigos. Os homens não precisam de amigos  próximos, como as mulheres parecem precisar. Com eles, onde quer que estejamos, é quem são nossos  amigos. Não chamamos os caras no telefone para conversar por horas. Nós não vamos fazer compras  juntos. Os homens não precisam dos rituais de ligação que as mulheres parecem precisar.” “Talvez você esteja certo.” Ela ia deixar passar... por agora. Mas ela voltou para ele, porque  estava errado. Ele isolou­se por anos, e não havia uma razão para isso. Esta noite não era a noite para  discutir o assunto em profundidade. Não quando havia grande música e um ambiente incrível. Em vez disso, ela ouviu a banda tocar e a cantor colocou para fora canções mais tristes que  encheu alma dela. Foi cativante. Este lugar era adorável e, embora cheio, era discreto. Ninguém veio até Cole e o incomodou.  Ele se misturou e foram capazes de desfrutar da banda sem ser bombardeado com as mulheres ou a  mídia. “É ainda cedo,” disse ele, estendendo­lhe a cadeira para ela. “Vamos dar um passeio.” “Claro.” Ele segurou a porta para ela, mas em vez de levá­la para o carro, levou outro lado da rua.  Havia um festival perto, em frente ao rio mais ou menos a meia quadra de distância.

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“Você pode andar nessas coisas,” questionou, dirigindo o olhar para seus calcanhares. Ela sorriu. “É claro.” “Acho que eu deveria segurar sua mão.” Ela levantou o olhar para ele. “Por quê?” “Primeiro,  porque tenho medo que você vai tropeçar  e cair.  E segundo, se este fosse um  encontro real, era o que eu faria.” “Certo.” Havia tendas montadas com cerveja e comida, uma banda ao vivo em um palco, bem como  artesanato e formas de entretenimento. Estava animado e a área estava lotada de pessoas aproveitando o  festival. Savannah estava definitivamente agasalhada, mas ela não se importava. Ela adorava observar as pessoas se misturarem. A banda estava tocando alguma música de  rock muito alto, e a multidão estava eletrificada. Cole segurou firme a sua mão enquanto passeavam entre os fornecedores de cerâmica, joias,  obras de arte, etc. Savannah gostava de feiras como esta, gostava de parar em cada barraca para ver o que eles  estavam oferecendo. “É isso que você realmente faz em um encontro,” ela perguntou quando eles pararam para  comprar uma bebida em um dos carrinhos de comida. “Claro que é.” Ela tomou um gole da limonada. Era azedo e doce. Absolutamente   perfeito   em   uma   noite   quente.   “De   alguma   forma   eu   não   posso   ver   você  passeando em uma feira em frente ao rio.” “Por que não?” “Eu não sei. Não parece o tipo de coisa divertida de se fazer.” “Você não me conhece bem, Pêssego.”

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Ele estava certo sobre isso. Ela o conhecia apenas no papel. “Isso é sobre o que este exercício é. De conhecer você melhor para que eu possa esclarecer  quaisquer equívocos que eu pudesse ter sobre você.” “Sim, bem, parece que você tem um monte deles.” Ela inclinou a cabeça para trás para olhar para ele. “Eu?” “Obviamente.   Você   pensou   que   eu   gostava   de   fazer   era   sair   em   boates   e   ter   orgias   com  mulheres.” Ela engasgou. “Agora, como você poderia fazer esse tipo de generalização?” “Eu não sei. Como você pôde?” Ela rolou seus olhos. “Você sabe, Cole, para um homem que você é terrível e sensível.” “E você é uma típica mulher que julga em primeira impressão.” “É uma boa coisa que eu não sou facilmente insultada,” disse ela com uma risada. “E, se é  assim que você fala com as mulheres que você tem encontro, não é de admirar que você frequente os  clubes.” “O que significa isso?” Ela pegou a carranca e o modo como seu corpo se endireitou quando ele ficou tenso. “Isso significa que, em uma atmosfera de clube está principalmente em grupos. Não seria um  tipo de situação um­em­um, de modo que você não tem que chegar perto de ninguém. O encontro que  tivemos esta noite foi mais calma, mais tempo para conversa um­em­uma, sem toda aquelas mulheres  fazendo perguntas de sondagem, para tornar­se mais intimamente familiarizado com você.” “E você está dizendo que eu não quero isso?” “Eu não sei. Não é?” “Ei, eu gosto intimamente familiar.” “Eu não estou falando sobre sexo.” “Nem eu estava.” Seus lábios se curvaram. “Mentiroso. Você estava, também. “

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“Certo, talvez eu estivesse.” Eles caminharam em frente ao seu carro. Ela subiu e ele ligou o motor. “Então, qual seria seu próximo movimento — se isto fosse um encontro real,” ela perguntou. Ele ficou em silêncio enquanto ele puxava para a estrada e para o oeste. “Eu levaria a mulher a  casa.” Ele fez exatamente isso, e caminhou até a porta de Savannah. Ela pegou as chaves de sua bolsa  e estava preste a dizer boa noite a Cole. “E se este fosse um encontro de verdade, este é o lugar aonde eu iria para o beijo.” Antes que ela pudesse objetar, ele tinha seus braços ao redor dela, puxando­a para perto, a  boca descendo na dela. Não foi um beijo, forte exigente. Em vez disso, ele roçou os lábios através dela. Chocada, tudo o que podia fazer era segurar seus braços. Ela abriu a boca e ele deslizou sua  língua dentro. Prazer quente se espalhou por todo o corpo dela, envolvendo­a em uma sensação de  neblina de querer e necessidade. Por um minuto ela esqueceu sobre todo o propósito desta noite. Em vez disso, pensava como Cole a segurou, a maneira como ele preguiçosamente acariciou  suas costas enquanto a beijava. De perto, ele cheirava tudo que ela amava sobre um homem — nítido,  limpo e sensual. Ela perdeu­se no modo como seus lábios se moviam sobre os dela, a maneira mágica  das mãos em concha no fundo de sua cabeça e se enredaram em seu cabelo quando aprofundou o beijo.  E quando ele a apertou contra a porta, seu corpo alinhou com a dela, Senhor, tenha piedade, mas ela  sentiu toda a sensação dele, todos ângulos duros e planos. Todo   rígido.   Todo,   especialmente   entre   suas   pernas,   onde   ele   balançou   contra   seu   sexo,  fazendo­a úmida e trêmula. Ela deveria convidá­lo para entrar, onde ele puxaria o zíper do vestido e encheriam suas mãos  com seus seios. Ela já podia imaginar a sua boca em seus mamilos, com a mão dentro de sua calcinha,  persuadindo­a para o orgasmo que ela tanto precisava.

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Ela choramingou. “Convide­me, Pêssego,” ele sussurrou contra seus lábios. E então a realidade bateu e ela lembrou­se que não estava em um encontro real com Cole. Ele não era dela para fazer o que quisesse. E ela certamente não pertencia a ele. Ela abriu as mãos sobre o peito e deu­lhe uma ligeira pressão. Ele deu um passo para trás. Ela   lutou   para   respirar,   seu   corpo,   seus   sentidos,   Seu   coração   batendo   rapidamente   para  abrandar, enquanto ela fazia contato visual com Cole e silenciosamente pediu compreensão. Ele   se   endireitou,   em   seguida,   seus   lábios   se   curvaram   em   um   indício   de   um   sorriso   de  satisfação. “E isso é o que eu faria com uma mulher que estava em um encontro, Pêssego. Só que não  acabaria ai.” Ele se virou e entrou em seu carro, ligou o motor, e puxou longe. Savannah abriu a porta, o frio do ar­condicionado dentro não fazendo nada para abrandar a  onda de calor que queimava dentro de seu corpo. Não, definitivamente não teria acabado aqui. Não se tivessem estado em um encontro real. Não se realmente pertencesse a ela.

Capítulo Sete

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COLE TINHA   TREINO   NO   CENTRO   DE   TREINAMENTO   COM   A   EQUIPE   no   dia  seguinte. Seria a primeira vez que estaria com toda a equipe, para ver como a ofensiva iria trabalhar  junto. Os treinos de hoje iria principalmente trabalhar com os treinadores de condicionamento. Não  haveria   formações,  infelizmente.  Ele   estava  ansioso para   chegar  ao  campo  e  receber   um  passe  de  Cassidy, mostrar aos Traders do que ele era capaz. Esse ia ser o ano que ele se tornaria uma estrela. Estava em casa agora e esta era a equipe  certa. Podia não ser o tempo de jogo ainda, mas algo estava gelificando para ele. Havia uma sensação  renovada de fogo em seu intestino que ele não sentia desde que era um novato. E se tivesse que ranger  as chuteiras sobre todos os outros receptores para mostrar à equipe como ele era bom, isso é o que ele  faria. Ele   tinha  notado  Liz   e Savannah   à  margem  observando  o treino,  decidiu   ignorar  as   duas  enquanto   trabalhava   com   os   treinadores.   Sem   distrações   hoje,   não   quando   ele   estava   focado   no  trabalho. Ele voltou quatro horas mais tarde, quando estava encharcado de suor e todos os músculos do  seu corpo gritavam de dor dos ininterruptos treinos de corridas curtas para colocá­lo completamente em  forma. “Vocês estão terminados,” o treinador disse para os wide receivers. “Vão para os chuveiros.” Graças a Deus. Ele puxou fora de seu capacete e caminhou até a linha lateral para uma bebida. “Você está xingando e baforando como um homem velho,” Liz disse, inclinando o quadril  contra a mesa de bebida. “Muito difícil para você lá fora?” Ele tomou a bebida em dois goles, em seguida, atirou o copo no lixo e sorriu para ela.  “Não. Do jeito que eu gosto.” Ele desviou o olhar para Savannah. “O que você está fazendo aqui?” “Observando.” “Eu passei ou não?”

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“Você não bateu em qualquer dos treinadores ou qualquer um dos outros jogadores, então eu  acho que foi um bom dia.” Ele riu. “Vamos lá. Eu não sou tão ruim assim, Pêssego.” “Você não é? Eu li o seu arquivo. Você não é exatamente conhecido por jogar bem assim com  os outros.” Ele rolou seus olhos. “Eu vou tomar um banho.” “Então iremos levá­lo para o almoço,” disse Liz. Ele deu de ombros. “Por mim tudo bem.” Tomou banho tirando toda a sujeira e pedaços de relva, trocou de roupa, e encontrou Savannah  e Liz no estacionamento. Ele não tinha certeza, mas isso se sentiu um pouco como algum tipo de  intervenção. “Vocês não estão aqui para unir­se contra mim, não é?” Liz ligado o braço na sua. “Medo de duas mulheres pequenas?” “Mulheres normais? Não. Vocês duas? Sim.” Liz   deu   uma   risada   diabólica.   “Ótimo.   Você   deve   ser   cuidadoso   conosco.   Nós   estamos  planejando.” Ele desviou o olhar para Savannah, que lançou um olhar inocente em seu caminho. Cheio de merda. Ele não estava comprando. “Cristo.” Ele passou a mão pelo cabelo úmido. “Vá direto. Vamos acabar com isso.” Eles dirigiram a um restaurante. Já tinha passado a hora do almoço, mas muito cedo para  jantar. Ainda assim, ele estava morrendo de fome que estava feliz pelo local estar aberto. Estava no  clima para um hambúrguer gigante, que pediu assim que o garçom apareceu para trazer suas bebidas. Liz agarrou a cesta de pão, em seguida, empurrou­a para o lado. “Não. Casamento. Devo caber  em meu vestido.” Savannah deu um sorriso. “Só um pedaço?”

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“Não me tente. Estou resistindo a carboidratos até depois do casamento. Depois disso vou  devorar uma fatia inteira de pão francês. Possivelmente a padaria inteira de pão. Pobre Gavin. Ele  poderá ter que me levar a uma padaria na nossa noite de núpcias.” Savannah riu. “Você é uma mulher mais forte do que eu. Não seria capaz de fazê­lo.” Cole franziu a testa. “Porque você não pode ter o pão?” “Você é um cara. Você não entende. Meu vestido me cabe. Quero dizer, realmente me cabe.  Tenho que verificar tudo que eu como agora.” Ele balançou a cabeça. “Mulheres.” “É apenas alguns dias,” disse Liz, então se virou para Savannah. “Estou sonhando com pão e massas, no entanto.” “Eu estaria,  também,”  Savannah disse com um suspiro. Em seguida, pegou o pão. “Sinto  muito.” “Cadela. Eu odeio você. Vou assistir você comer cada mordida.” As mulheres eram criaturas estranhas. Ele não estava indo para tentar descobrir isso. Em vez  disso,  comeu  a   salada,  feliz  por   estar  comendo  alguma  coisa   e  ignorando  a  das  espécies   do  sexo  feminino. “Então vamos falar das entrevistas com a mídia,” disse Savannah depois de terem enchido  seus estômagos. Satisfeito depois do hambúrguer gigante que tinha devorado, Cole empurrou o prato vazio  para o lado e tomou um gole de chá gelado. “Que entrevistas para a mídia?” “Uma das estações de notícias locais  quer fazer uma entrevista sobre a sua vinda para os  Traders para as noticias de esportes das dez horas.” Ele olhou para Savannah, então balançou a cabeça. “Eu e a mídia não combinamos.” “Eles vão ter que,” disse Liz. “Você não pode evitar RP para sempre só porque alguns caras  com câmeras o irritaram no passado.”

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“Isso é verdade,” Savannah acrescentou. “O propósito de eu trabalhar com você é conseguir  tê­lo pronto para a mídia. Você vai ter que fazer entrevistas.” Ele se inclinou para trás na cadeira. “A mídia diz merda sobre mim. Eles estão indo entrar  nisso com noções preconcebidas sobre mim. Você sabe que vão trazer à tona tudo o que aconteceu no  passado.” Savannah assentiu. “Isso poderia ser. Vamos treiná­lo sobre como lidar com essas questões,  minimizar os efeitos negativos e acentuar todos os aspectos positivos de você estar com os Traders este  ano.” “Isso não soa como uma boa ideia.” Ele nunca se ofereceu para entrevistas. Não, desde que  eles começaram a ir para o sul sobre ele. “É   necessário,”   disse   Liz.   “Quanto   mais   cedo   você   começar   a   trabalhar   com   a   mídia   e  transformar sua imagem em torno, isso será melhor para você.” “Talvez a gente pudesse alimentar­lhes as perguntas que poderiam fazer.” Savannah   sacudiu   a   cabeça.   “Você   não   pode   limitar   a   mídia.   Isso   iria   apenas   fazê­los  desconfiar e será mais difícil de lidar. É melhor ser um livro aberto. O mais honesto que puder ser,  menos negativo que puder ser.” Antes que ele pudesse se opor, Liz saltou com. “É por isso que trouxe Savannah. Ela é uma  especialista nesta área.” Ele sabia que estava indo para ser encurralado. Ainda bem que ele já tinha comido o almoço  porque só de pensar em sentar­se com a mídia dos esportes teve seu aperto no estômago. “Tudo bem.  Quando?” Savannah olhou para o telefone. “Em cerca de duas horas. Eles querem isso para a noite de  transmissão.” “Você me manipularam assim para que eu não tivesse tempo para pensar sobre isso.” “É claro que manipulamos,” Liz disse com um sorriso malicioso. “Que tipo de agente seria eu  se não o manobrasse a fazer o meu lance?”

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Ele se virou para Savannah. “Há quanto tempo você sabe sobre isso?” Ela franziu o cenho. “Do que você está falando?” “O  encontro  que  tivemos  na  noite  passada.  Foi  para  me deixar  mais  suave  e tornar  mais  provável que eu fosse cooperativo?” Ela franziu o cenho. “Eu não sabia nada sobre a entrevista ontem à noite. Liz chamou esta  manhã sobre isso.” Liz olhou dele para Savannah. “Que encontro?” Savannah acenou com a mão. “Não foi nada. Um exercício.” “Uh­huh.   Qualquer   que   seja.   Vou   deixar   vocês   dois   trabalhando   sobre   os   detalhes   da  entrevista. Eu tenho coisas do casamento.” Liz beijou o rosto de Savannah e se levantou, olhando para Cole com seu olhar feroz de  agente. “Comporte­se e não foda isso.” “Sim, sim.” “Estou falando sério. E preciso de você para levar isso a sério.” “Jesus. Eu disse que sim e eu vou. Vocês duas são como a minha avó. Preocupada. Vá jogar de  noiva e me deixe sozinho. Vai ser bom.” Ela riu. “Vejo você mais tarde.” Depois   de   Liz   partir,   ele   se   virou   para   Savannah.   “Certo,   consiga­me   pronto   para   esta  inquisição.” Ela se levantou. “Vamos para o estúdio. Eles nos ofereceram espaço privado para a preparação  antes da entrevista.” “Eu não penso assim. Prefiro ir para o meu lugar. Não os quero nos incomodando na sala ou  perguntando para ver como estamos indo e fazendo um monte de perguntas curiosas. Eles terão o meu  tempo para a entrevista e nada antes disso.” “Tão paranoico?” “Sim, totalmente. Eu não confio na mídia. Eles me fizeram isso muitas vezes.”

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Ela o seguiu de volta para seu apartamento. Ele limpou um lugar na mesa e pegou um pouco  de água e se sentou. “Tudo certo,” disse Savannah, puxando uma folha de papel a partir de sua pasta. “Uma vez  que esta é uma notícia local e não nacional, eles provavelmente só vão lhe perguntar sobre você estar  com os Traders nesta temporada. Lembre­se, o seu trabalho é falar da sua equipe local, e não apenas de  você. Eu conheci Hal Marbrook e trabalhei com ele em nome da equipe antes. Ele está com esta rede de  esportes por quinze anos. Ele é um bom homem, e também muito bem informados sobre os Traders.  Ele está ciente das necessidades da equipe e que eles arriscaram trazendo­lhe a bordo. Assim, enquanto  ele dá­lhe alguma folga por causa de sua dedicação aos Traders, ele poderia pressioná­lo sobre suas  brigas passadas. Esteja preparado para isso.” “Estou sempre preparado para qualquer coisa quando se trata da mídia. E eu não duvido por  um segundo que não importa quão bom cara Hal Marbrook é, é o seu trabalho para conseguir uma  história suculenta.” “Só não vá para ele pensando negativamente. Ele pode fazer você parecer bom.” Ele não estava comprando. “Não é o trabalho da mídia fazer os jogadores terem bom aspecto.  O seu trabalho é ganhar audiência. Controvérsia ganha espectadores. Se você pegou uma entrevista  comigo como um exclusivo, eu posso garantir que ele está vindo atrás de mim.” Ela assentiu com a cabeça. “É uma possibilidade, mas não penso assim. Então não planeje uma  luta quando você não pode ter uma. Seja agradável, seja cortês e, acima de tudo sorria. Tenha um  monte de respirações profundas e pausa antes de responder cada pergunta. Pense sobre a sua resposta.  Lembre­se, você precisa de sua cidade natal com você. Você não está indo para obtê­los se irritá­los  antes de você entrar em campo para o jogo da pré­temporada em primeiro lugar.” Ele não podia dizer se esta era a sua forma normal de lidar com seus clientes, ou se ela estava  cobrindo todas suas bases, porque ela tinha medo que ele ia explodir em algum maníaco, jogando a  cadeira no ar.

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“Você sabe, só porque entrei em algumas discussões com alguns da mídia não significa que  estou indo para implodir toda vez que alguém me entrevista. Verdadeiramente sei como me comportar  em uma entrevista.” “Realmente? Porque você não mostrou muito isso ultimamente.” Certo, ela tinha­o lá. “Confie em mim. Provarei isso para você.” “Você   vai   ter,   porque   fui   contratada   para   refazer   sua   imagem,   e   uma   grande   parte   disso  envolve o seu relacionamento com a mídia, que você tem que admitir que nem sempre foi amigável.” “Admito isso.” “A diretoria espera que isso mude.” “E isso soa um bocado como um 'se não'.“ “Eu não lido com ‘se não’. Isso é para a alta gerência.” Ela nivelou um doce­sorriso para ele ao entregar essa ameaça não tão sutil. Ele teria que estar  morto para perder. Ele não estava morto. “Lidarei com isso.” “Tenho certeza que você vai. Gostaria de passar por cima de algumas questões práticas para  que possamos trabalhar em suas respostas em potencial?” Ele riu. “Nem uma chance no inferno. Eu prefiro ir de improviso.” “Uh­huh. E isso é o que lhe deu problemas no passado. Prefiro ter você bem preparado para  qualquer possibilidade.” “E você sabe tão bem assim como eu, que você não pode se preparar para o que eles podem  jogar em mim.” “Não, mas podemos praticar.” Ele se levantou e pegou o telefone. “Olhe para o tempo. Eu deveria trocar de roupa para que  não estivesse atrasado.” “Cole.” Ela se levantou, o tom de aviso em sua voz de infelicidade tornando­se muito claro  para ele.

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“Eu volto, Pêssego.” Ele parou, virou­se para ela. “A menos que você gostaria de vir para o quarto e me vestir, também.” Ela cruzou os braços. “Eu passo.”

* * * * * SAVANNAH PRENDEU A RESPIRAÇÃO QUANDO HAL apertou a mão de Cole.  Ela teve que esperar do lado de fora do estúdio de gravação, o que parecia quilômetros de  distância. Não que ela podia fazer nada por Cole mesmo se estivesse sentada ao lado dele. Não poderia  colocar as respostas corretas em sua boca. Tudo o que ele falasse, seria por ele mesmo. Hal   começou   lento,   falando   sobre   a   conexão   de   Cole   com   a   cidade   natal   de   St.   Louis.  Obviamente tenso no início, Cole pareceu relaxar em estilo descontraído de Hal fazer perguntas sobre  como Cole se enquadraria na formação dos Traders. Cole tratou essas respostas, muito bem. Ele tinha  entusiasmo, realmente falou dos Traders, manteve os pontos discutindo sobre a equipe e como ele  estava animado de fazer parte de uma organização tão grande. Foi perfeito. “Então, me diga, Cole. Dado o seu passado e do fato de você sempre esteve no centro das  atenções por todas as razões erradas, por que você acha que os Traders fizeram uma aposta em você?”  Hal perguntou. Uh­oh. Ela viu a mudança na expressão de Cole, a maneira como ele se inclinou para trás em sua  cadeira. Por favor, pense antes de responder, Cole. Ele abriu a boca, em seguida, olhou através da sala até a cabine onde estava sentada. 

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Ele respirou fundo e disse: “Bem, Hal, você não pode acreditar em tudo que ouve sobre mim.” “Então esses relatórios todos da mídia anteriores são mentiras?” Ele deu um sorriso a Hal. “É claro que eles são.” Hal deu a Cole um olhar incrédulo. “Nada impresso sobre você é a verdade.” “Ei, eu não sou escoteiro. Como eu disse, você não pode acreditar em tudo que foi dito sobre  mim. Mas algumas dessas coisas aconteceram quando eu era mais jovem. Eu aprendi algumas lições.” “Então você está virando uma nova folha com os Traders.” “Lousa limpa. Novo começo. E, em resposta à sua pergunta, os Traders fizeram uma aposta  em mim porque sou um dos melhores wide receivers lá fora.” Hal riu. “Afirmação bastante ousada considerando que há três receivers impressionantes sobre  a equipe.” “Estou confiante na minha habilidade. Obviamente, os Traders também. Caso contrário, não  teria me contratado. Mas, em vez de apenas falar sobre o que eu posso fazer, eu espero que você e os  fãs de Traders assistam para ver o que posso fazer.” Savannah relaxou os ombros. Excelente resposta. E Hal não era um entrevistador contencioso,  por isso ele não entraria nos negativos sobre o passado de Cole. Cole e Hal apertaram as mãos após a  entrevista e Cole saiu da cabine. Ele deu­lhe um sorriso. “Eu passei?” “Você fez bem.” “Eu fiz melhor do que bem e você sabe disso.” Eles caminharam em direção à porta da frente e do lado de fora. “Hal foi fácil em você. Ele  não vai manchar ninguém com os Traders, porque não quer arriscar a sua credencial de imprensa para o  vestiário. O teste real virá quando você tiver que enfrentar a mídia nacional. Mas, como um primeiro  teste, você passou.” “Bom o suficiente.”

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“Precisamos trabalhar  com algumas  das  questões  que vão chegar quando você tiver  essas  entrevistas.” Ela puxou seu telefone do bolso e rolou através de seu calendário. “Eu tenho algum tempo  livre amanhã à tarde.” Cole balançou a cabeça. “Não posso. Tenho casamento de Gavin chegando e sou um dos  padrinhos. Tenho todo essas... coisas do casamento para fazer ao longo dos próximos dias.” “Oh, isso é certo. Bem. Vejo no início da segunda­feira.” “Isso vai funcionar.” “Acho que vou indo, então.” Ela caminhou até seu carro e abriu a porta. “Savannah.” Ela se virou. “Sim.” “Você quer conversar sobre a noite passada?” “O que sobre a noite passada?” “Aquele beijo entre você e eu. E o que aconteceu na outra noite na sua casa.” “Nada aconteceu, Cole. Nada do que vai ser repetido, de qualquer maneira, então não há nada  para falar.” “Se essa é a maneira que você quer jogar.” “É. É melhor se mantivermos nosso relacionamento estritamente profissional.” A química entre eles a assustou. Ela tinha que estar em guarda em torno dele para se certificar   que nunca mais acontecesse. E ele sabia que ela estava atraída por ele. Pegou a dica de um sorriso, mas depois ele foi  embora. “Claro. Irei vê­la na segunda­feira.” Ele se virou e ela deslizou em seu carro. Agora era a sua vez de sorrir. Ele a veria bem antes  de segunda­feira.

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Capítulo Oito COLE   ESTAVA   NO   QUARTO,   PEQUENO   SUFOCANTE   na   parte   de   trás   da   igreja,  sentindo­se claustrofóbico e desejando que este tivesse terminado assim já poderia estar no bar.  Mas ele faria qualquer coisa por seu primo Gavin, incluindo ficar pendurado aqui a espera da  cerimônia começar, que já estava dez minutos atrasada. “Deixe, Liz tem a necessidade de fazer uma entrada triunfal,” disse Gavin quando olhou para  fora da janela. “Talvez ela fugiu de você.” Gavin atirou em seu irmão, Mick, um olhar mortal. “Ela vai aparecer. Ou irei caçá­la e matá­ la.” Isso fez Mick rir. “Você percebe que está na igreja.” “E Deus conhece Elizabeth. Ele me perdoará.” Cole balançou a cabeça. Casamentos não eram seu negócio. Estava quente e úmido hoje e  vestindo este smoking não ajudava. Nem ficar empacotado como sardinhas neste pequeno quarto com um monte de homens, um  dos quais estava andando. O telefone de Mick tocou e ele pegou e ouviu. “Certo, bebê. Sorria bonito quando você vier  até o altar.” Ele guardou o telefone. “Tara disse que iremos começar em cerca de dez minutos.” Gavin gemeu. “Hei, pelo menos ela apareceu,” disse Cole. “Sim. Ela estará lá em cima antes de você notar. Então sua vida de servidão se inicia.” Dedrick, um dos companheiros de Gavin e melhor amigo, deu a Gavin um enorme sorriso. Gavin riu. “Eu espero que sim, Deed, porque temos um jogo na noite de sexta­feira.”

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“Eu não posso acreditar que você não se casou durante o período fora da temporada,” disse  Cole. Gavin deu a Cole um desses olhares. “Você obviamente não conhece a minha futura esposa e  sua nova agente muito bem ainda. Ela queria o casamento agora, em julho, e por Deus que ela ia ter  um, mesmo que fosse no meio da temporada de baseball e em uma noite de quarta­feira. Organizou isso  em torno do All Star, assim haveria alguns dias de folga.” “Ela teve que planejar em torno de nossa temporada,” Tommy, um dos outros companheiros  de equipe disse que enquanto abotoava o paletó desabotoado. “Minha esposa, Haley, disse que Liz era  uma espécie de determinação.” “Então acho que você estará atrasando sua lua de mel?” Gavin deu de ombros. “É. Mas estamos indo para Fiji, em novembro.” “Depois de ganhar o World Series,” Dedrick disse. “Inferno, sim,” disse Tommy. “Se você não a tiver grávida até então,” Dedrick acrescentou. Gavin riu. “Vou fazer o meu melhor.” “Vocês são loucos.” Mick veio para Gavin e ajeitou a gravata. “E assim é a sua noiva.” “Diga­me algo que não sei,” disse Gavin. “Mas eu a amo. O que posso fazer? Casamento em  julho.   Ela   não   se   importa   muito   sobre   a   lua   de   mel,   de   qualquer   maneira.   Ela   era   tudo   sobre   o  casamento.” Mick assentiu. “Tara, também. É tudo que ela tem sido capaz de falar sobre desde o nosso  próprio casamento. Isso e outras coisas do bebê, agora que ela está grávida. Ela estava pirando sobre ter  que ter seu vestido alterado.” Cole balançou a cabeça. “As mulheres e amor, o casamento e casamentos e bebês? Eu me  lembro quando todos poderíamos pensar sobre esportes. E conseguíamos.” “Você   encontra   a   mulher   certa,   você   se   estabelece,”   disse   Dedrick,   balançando   as  sobrancelhas.

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“Maldição certa,” Mick disse, dando tapinhas nas costas de Cole. “Basta você esperar, primo.  Seu dia do acerto de contas está chegando.” Cole soltou uma risada zombeteira. “Não eu. Não estou interessado.” Mick atirou a Gavin um olhar compreensivo. “Parece que não foi há muito tempo nós dois  pensávamos da mesma maneira.” “É. Ele vai cair duro quando isso acontecer.” “Todos   os  homens  casados  dizem   a  mesma  coisa.   Marque  minhas   palavras.   Eu  vou  ficar  solteiro.” Mick arqueou uma sobrancelha. “Se importa se apostar algum dinheiro nisso?” Cole rolou seus olhos. “Claro.” Gavin colocou o braço sobre os ombros de Cole. “Eu estou entrando com cem.” “Eu também,” disse Mick. “Você está. Dinheiro mais fácil de fazer.” “Bobo,” Dedrick disse quando ele passou. “Você irá encontrar seu par. Cada indivíduo faz.” “Não esse cara. Eu gosto da minha vida do jeito que ela é.”

SAVANNAH PENSOU   QUE   O   CASAMENTEO   TINHA   sido   incrível.   Elizabeth   era  impressionante em um dia normal, mas hoje ela parecia que pertencia a capa de uma revista de noivas.  Em um branco suave, acentuado, o vestido tomara que caia de organza era simples, mas elegante. Seu  cabelo vermelho tinha sido puxado, com alguns fios suavemente emoldurando seu rosto e pescoço. Ela  tomou fôlego longe de Savannah, de modo que ela só podia imaginar o impacto que ela teve em Gavin,  que olhou boquiaberto quando o pai de Gavin tinha levado Liz até o altar. Cole   não   parecia   demasiado   desprezível   como   um   dos   padrinhos   também.   Se   suando   na  academia   ou   vestido   até   o   máximo   de   smoking,   ele   estava   simplesmente   hipnotizante.   Ela   não  conseguia tirar os olhos de cima dele, não tinha dúvida por que ele tinha a reputação que tinha — como  todos os homens Riley. Não havia dúvida de que era um conjunto de genes devastador.

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A cerimônia  foi linda quando Elizabeth  e Gavin haviam compartilhado  ternas palavras  de  amor e compromisso. E mesmo que o casamento fosse em um dia de semana, o hotel onde a recepção  foi feita estava lotada da família e dos amigos e companheiros de Gavin. Provavelmente ajudou que sua  próxima série de jogo era em casa. O   salão  do  hotel  foi   decorado   em  uma   mistura  de  pálido  amarelo   e  roxo,  o  roxo   escuro  combinando com os vestidos das damas de honra. Havia flores por todo o salão, com destaque para as  orquídeas deslumbrantes, eram simplesmente impressionantes. A festa de casamento foi recepcionada  por uma fanfarra de gritos e aplausos, em seguida, Savannah quase desmaiou pela primeira dança dos  noivos. Ficou claro Elizabeth e Gavin estavam muitos apaixonados. Ela adoraria ter um homem olhando para ela assim em algum dia — como se ela fosse a única  pessoa na sala e ninguém e nada mais existisse. Será que o amor como este existia? Deveria, pois era evidente nos rostos de um casal recém­ casado, e outros espalhados por todo o salão. Ela podia sentir isso, apesar de nunca ter experimentado,  para si mesma ou em relacionamentos próximos a ela. Quando seu olhar vagou sobre a festa de casamento que cercava a noiva e o noivo, ela avistou  Cole, que estava olhando para ela ao mesmo tempo. Ela sorriu para ele, mas ele franziu a testa, em seguida, olhou para longe. Interessante. As pessoas dançavam na festa de casamento, fotos foram tiradas, e Savannah encontrou seu  lugar à mesa com alguns dos companheiros de equipe de Gavin e suas esposas. Cole   sentou­se   à   mesa   principal   ao   lado   de   uma   das   damas   de   honra  Jenna  —   nova   cunhada   de  Elizabeth.   Ela   era   prima   de   Cole,   se   Savannah   lembrava   da   árvore  genealógica corretamente. Jenna estava perfeitamente adorável. Ela tinha cabelo escuro e curto com mechas roxas nas  pontas que combinavam com seu vestido. E um cara muito quente e lindo veio até ela e beijou­a,  fazendo com que Jenna sorrisse.

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“Vocês estão se divertindo?” Elizabeth e Gavin estavam fazendo suas rondas de mesa em  mesa. “Foi um belo casamento. Eu nunca vi duas pessoas que estão obviamente muito apaixonadas.” Elizabeth sorriu. “Eu sei. Tipo repugnante, não é?” “Não em tudo. É muito romântico.” “Eu não posso evitar. É tudo que eu sempre quis, o conto de fadas estúpido e tudo.” Ela  segurou a mão de Gavin e apresentou­o a Savannah. Gavin apertou sua mão. “Você tem uma esposa nova e incrível.” “Isso, ela vive me dizendo,” ele disse com um sorriso, então deu um beijo em seus lábios. Elizabeth lhe deu uma cotovelada nas costelas. “E eu que pensei que ele seria encantador para  o resto da noite.” “Você   me   conhece   melhor   do   que   isso.”   Gavin   se   afastou   para   conversar   com   seus  companheiros de equipe e Liz se sentou em uma das cadeiras vagas ao lado de Savannah. “Eu amo sapatos de grife e tudo, mas meus pés estão me matando. Todas essas fotos.” Savannah riu. “Tenho certeza que as fotografias vão ser dignas. Eu amo os vestidos roxos nas  damas de honra.” “A ideia foi de Tara.” Liz olhou por cima do ombro para Tara, que estava falando com alguém  do outro lado da sala. “Ela não é adorável? E o bebê. Eu não sou mesmo uma pessoa de bebê e faz meu  relógio biológico fazer um rápido tic­tac.” “Você e Gavin querem começar uma família?” Elizabeth assentiu. “Nós vamos eventualmente. O pobre garoto. Eu como mãe.” Savannah segurou a mão de Liz. “Você será uma mãe incrível.” “Espero que sim. Agora que Tara está grávida, e Jenna está planejando seu casamento com  Tyler — é com o time Riley todo avançando rápido em modo de família. Eu não posso acreditar que  estou pensando sobre fazer bebês já. Se fosse por Gavin eu teria ficado grávida já, mas decidimos  esperar até depois do casamento para que seus pais não nós matassem.”

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Savannah riu. “Às vezes, fazê­lo da maneira antiga é divertido.” Liz encolheu os ombros. “Eu acho que sim. Mas estou jogando meu controle de natalidade  após este mês. Eu não poderia me importar menos se ficasse grávida na minha lua de mel.” Liz estava positivamente radiante. “Você parece tão feliz. E tão relaxada.” “Eu sei. Se você tivesse me dito há um ano atrás que eu estaria casada e falando sobre fazer  bebês, eu teria rido na sua cara. Acho que estou rindo de mim agora.” “O amor muda, eu acho. Pelo menos é o que ouvi.” “Ah, é só você esperar, Savannah. Quando você encontrar o cara certo, é como uma explosão.  Ela bate de volta em seus saltos.” “O que vocês meninas estão fofocando sobre?” Savannah olhou para cima para encontrar Tara inclinando­se. Ela era tão linda, e a gravidez só  contribuiu para o brilho em seu rosto. “Os homens. Casamento. Bebês,” Liz acrescentou, esfregando a leve protuberância na parte  inferior do estômago de Tara. “Oh, Deus. Eu não pareço grávida. Parece que comi massa demais.” Savannah soltou uma risada. “Você parece e olha grávida. Você está brilhando mais com ele.” Tara segurou suas bochechas. “Eu? Eu me sinto toda brilhando. É maravilhoso. Depois de  Nathan—” Ela desviou o olhar para Savannah. “Nathan é meu filho.” Ela apontou para ele em um  grupo de adolescentes em todo o salão. “Ele é tão bonito,” disse Savannah. Tara sorriu. “Obrigado. Ele tem dezessete e está mortificado que sua mãe está  —  como ele  colocou?  —  Oh,   sim.   Ligeiramente   grávida   quando   você   é   tão   velha,   mãe.”   Ela   riu.  ”De qualquer forma, depois de ter Nathan há muito tempo, é como começar tudo outra vez.”  Tara olhou para os dois, então deu de ombros. “Inferno, está começando tudo novamente. O que eu estava pensando?” “Que você ama Mick e quer ter seus bebês?” Elizabeth perguntou.

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Ela suspirou. “Sim. Isso é o que eu estava pensando. E estou tão feliz de estar fazendo isso  tudo novamente.” Savannah puxou uma cadeira. “Sente­se. Conte­me sobre bebês e fazer isso duas vezes.” “Obrigado. Eu gosto deste local no canto. Posso me esconder do meu marido e meu filho.” “Eu duvido muito. Eu imagino que Mick é muito protetor de você.” Tara fez uma careta. “É horrível. Ele observa o que eu como, monitora aonde vou, o que  levanto. Ele me trata como se eu fosse frágil e vou quebrar. Estou feliz pela temporada de footbal estar  começando e posso tirá­lo do meu encalço. Entretanto Nathan é da mesma maneira ruim mantendo seu  olhar de águia em mim. Você acha que esta foi a primeira vez na história que uma mulher esteve  grávida. Estou longe de ser um ovo. Eu sou muito saudável, o médico diz que está tudo bem e posso ir  sobre o meu negócio normalmente, enquanto não pretendo fazer qualquer bungee jumping, e isso não  está na minha agenda futura de qualquer maneira.” Liz riu. “Droga. E eu estava indo conseguir isso para dar a você em seu aniversário.” “Há­há. Logo estarei tão grande como uma casa. Eu fiquei enorme de imediato com Nathan —  e seu pai — não era do tamanho de Mick. Estou condenada.” “Não posso acreditar que você está se escondendo aqui.” Jenna veio e puxou uma cadeira  vazia. “Ninguém me disse que estavam tendo uma reunião de meninas.” “É de improviso,” disse Liz. “Estou descansando meus pés.” “Eu disse que aqueles estavam indo para machucar,” Jenna disse, apontando para os sapatos de  Liz. “Mas não. Você insistiu que eles eram exuberantes.” Liz   levantou   seu   vestido.   “Eles   não   são   simplesmente   lindos  —  eles   são   fodidamente  magníficos e eu estou com os pés doloridos. Mas agora estou tendo alguns minutos sentada com as  meninas.” “Eles   são   sapatos   lindos,”   disse   Savannah,   admirando   os   saltos   prateados   adornados   com  cristais Swarovski. “Bem vale a pena algumas bolhas.” Liz levantou o queixo e olhou para Jenna. “Vê?”

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Jenna rolou seus olhos. “Eu prefiro estar descalça.” “Você faria. Você provavelmente irá se casar em algum parque, ou em um prado, ou algo  repugnante boêmio,” Liz disse, com uma careta. “Provavelmente.   Esqueceu   de   adicionar   'descalça'   a   minha   lista   de   casamento,   sabendo   o  quanto você ama fazer isso.” “Cadela.” Savannah riu. Este devia ser o que era ter irmãs e uma família unida. Ela doeu pela falta de  camaradagem, a partilha de segredos, e o laço familiar que ela nunca teve. Deve ser uma emoção pura  para Tara, Liz e Jenna com isso. “Vamos lá, mulher. Hora de dançar.” Gavin veio e arrastou Liz fora da cadeira. Ela rolou seus olhos. “Olha como ele acha que é dono de mim agora.” Ela poderia ter dublado  uma reclamação, mas o calor e o amor em seus olhos era evidente. Ela sorriu e deslizou em seus  braços, deslizando para a pista de dança como uma música lenta e o fotógrafo tirando as fotos. “Deus, eles são tão perfeitos um para o outro,” disse Jenna. “Estou com lágrimas nos olhos.” “Seu dia está chegando.” Um homem alto de cabelos escuros lindos beijou a nuca de Jenna. Ela se virou e sorriu. “Não  em breve.” Jenna apresentou  Savannah para seu noivo, Tyler,  que disse Jenna jogava  para  o time  de  Hóquei Ice de St. Louis. “Esporte deve estar no sangue da família Riley,” Savannah disse. “Você até se casa por ele.” Jenna riu. “Acredite em mim. Eu tentei o meu melhor para evitá­lo.” “É verdade, mas eu usei o meu charme,” disse Tyler. Ele puxou Jenna da cadeira. “Vamos  dançar.” Mick encontrou seu caminho e pegou Tara. “Sinta­se como mostrando o resto deles como ele é  feito?”

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“O quê? Você vai me permitir dançar? Tem certeza de que não é contra a sua lista montanhosa  de coisas que eu não devo fazer?” “Ei, eu só estou cuidando de nossa preciosa carga.” “A preciosa carga está bem. E eu adoraria dançar com você, desde que você não tente me levar  ao redor da pista de dança.” Ela se afastou com o braço em Mick, piscando para Savannah. Savannah suspirou com as sobras de amor e família a cercava. Falando de família... Ela procurou na sala escura. Ela viu Cole, de pé ao lado de um casal que  devia ser seus pais. Ele está a evitando e ela sabia o porquê. Ela se levantou e foi em direção a ele. Estava de  costas para ela enquanto ele estava com a mãe e o pai e uma morena deslumbrante que parecia ser  alguns anos mais jovem do que ele. “Ola, Cole.” Ele se virou e olhou decididamente infeliz. Seus pais lhe sorriram, depois olharam com expectativa para Cole. “Esta é Savannah Brooks. Ela trabalha para a equipe, e comigo. Savannah, estes são os meus  pais, Jack e Cara Riley, e minha irmã, Alicia.” Savannah sacudiu suas mãos. “É muito bom conhecer todos vocês.” “Prazer em conhecê­la, também, Savannah,” Cara disse. “O que exatamente você faz para os  Traders?” “Relações públicas.” Cole rolou seus olhos para ela. “Ah. Isso é bom. Então você está trabalhando em algumas coisas com Cole.” “Sim, eu estou. Como ele é novo para a equipe, é o meu trabalho para trabalhar de perto com  ele, levá­lo para conhecer à equipe, associar sua imagem com os Traders.”

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“Bom negócio,” disse Jack. “Ele é um grande jogador, e estamos felizes em tê­lo jogando para  o time da casa agora.” “Eu tenho certeza que você está. A equipe está muito feliz em tê­lo.” Sua mãe colocou o braço em torno da cintura de Cole. “Nós sentimos muito sua falta desde  que ele começou a jogar futebol. Ele viaja muito e raramente está em casa, exceto no período fora da  temporada. E bom ter ele por perto para jantares de família. Você deve vir, também, Savannah.” “Não.” Todo mundo olhou para Cole. “Cole, que falta de educação.” “Desculpe. Mas você sabe como me sinto sobre misturar trabalho e a vida particular.” Ela   bateu   seu   filho   no   braço.   “E   você   sabe   como   eu   me   sinto   sobre   você   ser   rude   e  desagradável.” Ela se virou para Savannah. “Desde que a temporada ainda não começou, venha. O  jantar de domingo é às cinco horas.” Cole odiaria isso. Que oportunidade perfeita para chegar a conhecê­lo melhor através de sua  família. “Obrigado pelo convite. Eu adoraria.” Podia sentir o olhar de Cole sobre ela, mas decidiu ignorá­lo. Em vez disso, ela se voltou para  sua irmã. “Alicia, o que você faz?” “Estou   na   medicina   esportiva.   Estou   trabalhando   com   os   Rivers   de   St.   Louis   equipe   de  baseball. É uma situação relativamente nova para mim, por isso estou muito animada.” “Oh, é um campo de atuação excelente.” “Estamos muito orgulhosos,” disse Cara, obviamente, radiante de orgulho. “É uma grande carreira,” disse Alicia com um sorriso. “Felizmente, minha família sempre foi  repleta com atletas para eu experimentar.” Savannah riu. “Tenho certeza de que é verdade. E os Rivers. Time incrível. Parabéns.” “Obrigado. Estou orgulhosa por trabalhar com eles. Eles têm uma equipe excelente de médicos  e terapeutas.”

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“E os atletas,” Savannah acrescentou. “Eles tem sorte de ter você. Eu gostaria de saber mais  sobre o que você vai estar fazendo para eles. Medicina esportiva é um campo tão interessante.” “Vamos dançar.” Cole agarrou seu braço. Ela rasgou o seu olhar longe de Alicia. “O que?” “Dançar. Música. Dançar no salão.” “Ah.   Claro.”   Ela   olhou   para   seus   pais   e   irmã.   “Desculpe­me.   Foi   muito   prazer   conhecer  vocês.” Ela sabia o que ele estava fazendo. Poderia ter dito não para a dança, mas teria sido mal­ educado, e ele estava fazendo um ótimo trabalho nesse sentido, de modo que ela não queria se juntar a  ele. Puxou­a contra ele — apertado. “O que você está fazendo aqui?” “Fui convidada.” “Você não mencionou isso no outro dia.” Ela encolheu os ombros. “Você achava que eu não ia estar aqui.” “Então você contrabandeou um convite de Elizabeth.” Ela suspirou. “Eu conheço Elizabeth por cinco anos. Ela e eu nos tornamos amigas. Ela me  convidou para seu casamento. Gostaria de você e eu dançarmos perto dela, assim poderia confirmar  isso?” “Não.”  Seu corpo estava tenso enquanto eles balançavam com a música. “O que foi tudo isso sobre meus pais e minha irmã?” Ela levantou o olhar para ele. “Eu me apresentei para a sua família.” “E eu disse que não.” “Teria sido inadequado ignorá­lo. Nós trabalhamos juntos.” “Ninguém precisava saber disso.” “Você quase não precisa me empurrar em um armário, Cole.”

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Ele levantou a cabeça e olhou em volta. Ela apertou sua mão para agarrar sua atenção. “O que  você e eu fazemos juntos é entre nós. Eu não disse nada para a sua família que você precisava se  preocupar.” Ele deu­lhe um aceno concordando. “Embora eu não acho que você precisa se envergonhar disso.” “Não tenho vergonha de nada que eu faço.” “Você tem certeza? Por que sente a necessidade de me esconder como se eu fosse algum  segredo profundo, escuro?” “Eu disse a você. Gosto de manter minha vida pessoal separada da minha vida profissional.” “Isso parece funcionar muito bem para seu primo. Olhe para todos os amigos que Gavin tem  aqui em seu casamento. Assim, muitos de sua equipe.” “Esse é o seu negócio, não o meu.” “Talvez isso devesse ser o seu negócio. Se você faz amigos com seus companheiros de equipe,  eles favorecem melhor seu jogo—” “Não há nada de errado com a maneira que eu jogo.” “Posso terminar?” Ele apertou os lábios. “Favorece seu jogo melhor jogando e promovendo promove uma sensação de camaradagem  na equipe. Certamente você sabe disso de praticar esportes organizados desde que era um garoto, até o  ensino médio e depois novamente no colegial. A equipe precisa ser uma unidade coesa, a fim de operar  com eficiência principal. Se um dente de engrenagem está quebrado, toda a equipe sofre.” “Eu corro onde eu deveria, e eu pego a bola como eu deveria. Minhas estatísticas falam por  si.” Ele olhou para longe. Ela apertou sua mão novamente para obter a sua atenção. “Assim como o seu comportamento e o fato de que nenhuma equipe tenha se inclinado para  trás, para mantê­lo em todo o tempo em que você esteve com a NFL. Isso diz muito.”

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“Eu não vim aqui para trabalhar esta noite, Savannah.” Frustrada aonde esta conversa estava indo, ela soltou de sua mão. “Você sabe o quê, você está  certo. Nem eu. Relaxe e aproveite o casamento do seu primo.”

MERDA. Cole assistiu Savannah partir. Ele feriu seus sentimentos. Então, novamente, talvez ele não tivesse. Ela estava fria e precisava fazer o seu trabalho, não  importando o que ela disse a ele sobre ser convidada para o casamento. Ela   podia   parecer   bonita   em   um   vestido   preto   que   mostrava   suas   curvas   e   suas   pernas  incríveis, mas ela veio aqui hoje por uma razão e uma única razão — para manter um olho nele, para  monitorar seu comportamento e relatar para a equipe. Ela era seu pior pesadelo maldito, e tão ruim quanto à mídia perseguindo. Um toque em seu ombro o fez pensar que era Savannah retornando. Era Elizabeth, dançando com Gavin. “Ei, linda,” disse ele, substituindo a expressão azeda com um sorriso. “E você está bonita,  também, Liz.” Gavin bufou. “Você pode ter minha noiva um pouco já que está parado no meio da pista de  dança sem nenhum parceiro. Eu preciso falar com o fotógrafo.” “Fico feliz.” Ele levou Elizabeth em seus braços e varreu todo o chão. Liz riu. “Perdeu a sua parceira de dança?” “Ela precisava... uh... fazer uma pausa.” “Uh­huh.” Ele girou em torno dela, esperando que eles não estivessem indo para discutir Savannah. Liz arqueou uma sobrancelha. “Você não está suave.” “Todos os jogadores de futebol são, querida.”

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“Sim, sim. Isso é o que me fizeram. Então, como é que vai com Savannah? Eu vi vocês dois  dançando.” “Vai simplesmente ótimo.” “A partir do conjunto de sua mandíbula apertada estou pensando que você está mentindo para  mim.” Ele encontrou seu olhar curioso. “É o seu dia de casamento. Não vamos entrar nisso.” “Ah, vamos fazer. Diga­me o que está acontecendo.” Ele soltou um suspiro de frustração. “Olha, deixei ela invadir minha vida de trabalho, mas ela  não tinha nada que estar aqui esta noite. Eu não gosto dela invadindo minha vida pessoal.” Ela riu. “Seu ego nunca deixa de me surpreender. Ela está aqui hoje porque eu a convidei.  Sim, ela é alguém que eu recomendo para os jogadores, mas também é uma boa amiga para mim e tem  sido por anos.” “Huh.” Liz rolou seus olhos. “Você é um idiota. Você pensou, o que? Que ela estava perseguindo  você ou algo assim?” “Ou algo assim.” “Eu não acho que você é tão importante para ela. Você é apenas um trabalho, Cole. Pare de  agir   como   um   babaca.   E   acredite   em   mim   quando   digo   isso,   porque   você   é   família   agora.   Caso  contrário, eu não me incomodaria, porque você já é um dor na minha bunda.” Ele olhou para ela, pegou o brilho de um sorriso, e riu. “Sim. Certo. Corrigirei isso.” “Você faz isso. Eu estou indo para ir encontrar meu marido sexy. Oh, Deus. Eu tenho um  marido agora. Talvez eu precise de uma dose de tequila em primeiro lugar.” Ela levantou­se, beijou sua  bochecha, e se afastou. Sim, então ele era um idiota. E excessivamente sensível como Savannah lhe tinha dito. Ele  pegou uma cerveja e encontrou Savannah em sua mesa tomando um copo de vinho. Ele puxou uma  cadeira.

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“Ok, então eu estava errado. Mais uma vez.” Ela sorriu para ele, obviamente não machucada ou chateada. “Estou surpresa que você não  sufocou com essas palavras.” “Ei, eu sei como pedir desculpas quando estou errado.” “Então, nós estamos dando um passo na direção certa, não é?” “Nós, como em você e eu, ou eu com a minha imagem...?” Ela levantou o copo aos lábios e tomou um gole. “Eu pensei que nós já estabelecemos que eu  não estava aqui trabalhando esta noite.” Ele se inclinou para trás na cadeira e tomou um longo de cerveja. “Então você está aqui esta  noite sozinha?” “Sim.” “Namora alguém?” “Não no momento.” “Eu imagino que alguém tão bonita como você tenha uma vida social bastante ativa.” Ela franziu o cenho. “Cole, você não por acaso não está flertando comigo, não é?” Ele sorriu para ela. “Não. Só estou tentando conhecê­la. Se vamos trabalhar juntos, isso deve  ser uma via de dois sentidos. Eu acho que deveria saber um pouco mais sobre você, também.” “Não acho que isso inclui descobrir nada sobre a minha vida amorosa.” “Por que não? Você começa a conhecer tudo sobre a minha.” “Você não tem uma.” Isso lhe irritou que ela parecia tão confiante nessa declaração. “Eu poderia ter uma namorada.” “Mas você não faz.” Ele levantou uma sobrancelha. “Como você sabe?” “Isso é parte do meu trabalho.” Ele se inclinou para frente. “Você sabe tudo sobre mim, mas eu não sei o suficiente sobre  você. Ficaria mais confortável trabalhando com você, se eu te conhecesse.”

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Ela rodou sua bebida em torno do copo. “Boa tentativa.” “Então você tem segredos.” “Não, eu não.” “Todo mundo faz, Savannah.” “Não tenho nada a esconder. Eu só não acho que minha vida pessoal é da sua conta.” Ele gostava desse lado petulante dela, mas não tinha certeza se ela queria realmente que ele se  importasse do próprio negócio, ou se esta era a sua maneira de brincar de tímida.  Apenas uma maneira de descobrir. “Agora veja, quando você diz isso e se faz de misteriosa,  como se você tivesse esqueletos suculentos em seu armário.” Especialmente quando ela lhe deu aquele olhar frio do sul. “Talvez um ex­marido, ou algum escândalo?” Ela cobriu­se com um sorriso salgado. “Lembre­se, Cole, isto é tudo sobre você. Não eu.” Ela  se levantou e pegou sua bolsa. “Você está indo embora?” “Sim.” “A festa não acabou.” “Sim para mim.” “Então, você é uma covarde.” Ela se acalmou. “Eu não sou.” “Então por que você está correndo longe por eu tentar cavar em sua vida pessoal?” Ela colocou a bolsa em cima da mesa. “Isso não tem nada a ver com a minha vida. Eu pensei  que você fosse querer me evitar esta noite. Será que você não me quer fora do caminho?” “Eu quero você fora da minha vida pessoal.” “Isso não vai ser possível. Então, faça a sua mente o que você quer.” O que ele queria era ela despida e em sua cama.

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Ele supunha que era tão pessoal como ele ficou. Mas também podia separá­la do resto de sua  vida. Se ele pudesse gerenciar isso e fazer o que queria fazer com ela, então ficaria satisfeito. Quando uma música lenta tocou, ele estendeu a mão. “Vamos dar mais uma chance e dançar.” Ela olhou para ele. “Você não era tão bom nisto na primeira vez.” “Agora eu estou insultado. Eu preciso me redimir.” Ele pegou a mão dela e levou­a para a  pista de dança, puxou­a contra ele, e envolveu um braço firmemente em torno de sua volta. Seu olhar  encontrou  o seu, e como  sempre  quando ele  estava  perto dela,  ele  a cheirou  e  pêssegos o cercavam. Ela se sentiu bem em seus braços, se encaixando. A pele era macia, e isso estava  um pouco mais do que perfeita na forma que seus corpos aninharam um contra o outro. Não moeu  contra ele ou suas mãos correram sobre ele como as meninas do clube fizeram. Em vez disso, ela o  deixou levar, feliz por apenas “estar” em seus braços. Tinha que admitir que ele gostava, também. Não houve frenesi envolvido nisso, mesmo que  ele tinha um monte de pensamentos sujos correndo por sua cabeça no momento. “Estou sendo honesto com você agora, Savannah. Eu realmente gostaria de conhecê­lo. Nós  gastamos muito tempo falando de mim. Diga­me sobre você.” Por um lampejo de um segundo, ele viu cautela em seus olhos antes que ela mascarasse. “Não  há muito a dizer. Eu fui criada na Geórgia, fui para a escola de lá. Logo após a graduação consegui meu  primeiro emprego de RP, que evoluiu para a minha carreira atual como uma consultora de imagem. Eu  tenho feito isso desde então.” “Essa é uma breve biografia.” “Sou muito bom em ser concisa. Posso trabalhar com você sobre isso. Você pode achar que é  útil em entrevistas desde que tendem a correr pela boca.” Ela era boa em desviar. “Eu gosto de falar sobre mim mesmo. Obviamente, mais do que você  faz, o que me leva a crer que você tem algo a esconder.” Mais uma vez a cautela atravessou seu rosto antes que ela cuidadosamente fechar atrás de um  sorriso. “Eu não sou uma egomaníaca como algumas pessoas.”

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“Isso foi sutil.” Ele virou­a como o tempo aumentado. “Eu nunca sou sutil.” “Então, me diga o que está em sua mente.” Seu olhar era direto. “Você queria que eu ficasse, porque acha que pode me levar para a  cama.” Ele arqueou uma sobrancelha. “E?” “Não é um acaso.” Isso o fez sorrir. “Você quer saber o que eu acho?” “Será que isso importa se eu não fizer?” “Provavelmente não.” Ele puxou ligeiramente a curva de seus lábios. “Então vá em frente.” “Acho que não só você tem segredos, mas você é sexualmente reprimida. É por isso que você  tem esse trabalho de ajudar outras pessoas. Concentra­se em outra pessoa para que não tenha que lidar  com seus próprios problemas — seja qual for eles.” Ela   soltou   uma   risada   suave.   “Posso   garantir   que   não   sou   sexualmente   reprimida.   Sei  exatamente  o que fazer  com um homem  no quarto, e dou várias  oportunidades  para o fazer. Mas  obrigado por se oferecer para me salvar, Cole. Infelizmente, não estou em necessidade de ser salva.” Ela começou a puxar para ir embora, mas ele segurou­a firmemente. “Eu não estou jogando­ lhe uma linha, Savannah. Estou atraído por você. E sei que você está atraída por mim. O que quero  saber é porque você luta tão duro para negar o que há entre nós.” “Porque nós trabalhamos juntos. A linha tem que ser desenhada.” Mas ela não negou a atração. Que era um progresso. Ela puxou longe de novo, e desta vez ele soltou sua influência sobre ela. “Você está me deixando na pista de dança de novo?” Ele brincou. Ela fez uma pausa, em seguida, enfiou a mão na sua. “Ande fora comigo. Vamos para o bar e  tomar uma bebida.”

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Ele foi com ela para o bar. Ela pediu uma taça de champanhe, enquanto ele pediu um uísque.  Ela sentou em um dos bancos de bar, enquanto ele se inclinava contra o bar. “Você já conheceu minha família. Diga­me sobre a sua.” Ela tomou um gole de champanhe, olhando para a pista de dança. “Não há muito a dizer. Eu  tive uma infância muito normal.” Havia muito que ela não estava dizendo. “Sem irmãos ou irmãs?” “Não. Só eu.” “Como cerca de tias e tios ou avós.” “Nenhum desses, também.” “Então... o que? Você é uma órfã?” “Não.” Ela finalmente olhou para ele. “Era apenas a minha mãe e eu.” “Ah. Será que o seu pai morreu?” “Eu não tenho ideia. Eu nunca o conheci.” “Ouch. Sinto muito, Pêssego.” Ela encolheu os ombros. “Não esteja. Você não pode perder algo que você nunca teve. Eu  consegui muito bem sem ele.” “Ainda assim, eu imagino que foi difícil crescer sem um de seus pais.” “Eu não tenho ideia. Como eu disse, nunca o tive por isso não era como se eu sentisse falta  dele ou qualquer coisa.” “Então, sua mãe trabalhou com afinco fazendo o dever em dobro?” Ela olhou para longe, e estava claro que sua mente não estava no mais presente.  “Algo como isso.” Ela bebeu o conteúdo de sua taça de champanhe em dois goles, então deslizou para fora do  banco do bar. “Agora eu verdadeiramente preciso ir. Boa noite, Cole.” Ele não ia deixá­la escapar. Ele cavou aberta esta ferida e foi até ele para fechar. Ele pegou­se  com ela.

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“Espere.” Ela parou, olhou para cima. “E agora?” Ele fez uma careta de dor­prima em seus olhos. “Vamos dar uma caminhada lá atrás. Você  tomou um copo de champanhe bastante generoso. Que tal você deixar isso dissolver antes de dirigir?” Ela   fez  uma  pausa, depois  assentiu.  “É  justo.  Mas   eu preciso   limpar   a minha   cabeça  um  pouco.” Ele pegou uma garrafa de água no caminho da porta de trás. Os   jardins   eram   bonitos,   com   um   caminho   cercado   por   frondosas   árvores   e   arbustos   que  revestiam os lados. Havia uma cachoeira no final do caminho, iluminada por luzes cintilantes acima.  Romântico, ele supunha, mas o que gostava sobre isso era a privacidade. E melhor ainda, não havia  ninguém aqui, então colocou o braço no seu e eles tomaram um passeio. Uma brisa havia chutado para  cima, apagando o calor infernal que tinha coberto a cidade durante o dia. Eles poderiam pelo menos  respirar sem a umidade sufocante. Ela não estava falando, então ele deixou­a ferver em silêncio por alguns minutos, enquanto  eles caminhavam pelo caminho. “Eu não preciso de você para me aguentar.” Ele parou, virou­se para ela. “Não é o seu trabalho?” “Desculpe­me?” “Estou levando uma bela mulher que está chateada para uma caminhada. Você é a única que  lida com as pessoas.” Ela esfregou a testa. “Você está certo. Sinto muito.” “Não. Eu sou o único que está arrependido. Eu não deveria ter arrancado em sua vida pessoal.  Não é da minha conta.” Ela desviou o olhar para olhar para uma roseira. “É minha culpa. Eu nunca falo sobre isso.” “Talvez você devesse.”

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Quando ela se virou para ele, ele viu a tristeza em seus olhos e desejou que pudesse voltar no  tempo, apagar o tempo quando arrancou seu passado. “É melhor se eu não faço.” Ele não concordou. Coisas guardadas dentro infeccionavam. “Olha, eu sou a pior pessoa do  mundo a dar conselhos desde que, obviamente, sabe que eu tenho problemas de caráter, mas que ferve  merda dentro de você. Eventualmente encontra seu caminho para fora.” Ela colocou a mão em seu braço. “Não há nada de errado com a sua imagem, Cole. Nada do  que eu vi do seu comportamento indica que você é tudo menos um homem, bem honroso. Lembre­se,  tudo é sobre a imagem.” Ele gostou do que ela tinha dito sobre ele. Isso bateu em alguma coisa dentro dele que era  raramente tocado. Ele também gostava dela tocá­lo, não queria fazer nada para mudar isso. Mas ele não ia tirar proveito dela quando estava vulnerável. Isso faria dele o idiota que a mídia  retratava ser. “Bem, a minha imagem precisa de trabalho. É por isso que eu tenho você.” Ele cobriu a mão dela com a sua e continuou andando pelo caminho. “Você me confunde,” disse ela. “Eu?” “Sim.” “Como é isso?” Eles pararam no final do caminho, onde estava a fonte de água e luzes. Bancos cercavam a  fonte, então ele se sentou com ela, abriu a garrafa de água, e entregou a ela. Ela tomou alguns goles, em  seguida, fechou a garrafa e entregou a ele. “Você está com raiva e tenso na metade do tempo, e das outras vezes tão maldito doce. Eu não  sei o que fazer com você.” “Sou apenas um cara normal, Savannah. Não sou perfeito, mas não o ogro mau grande quem a  mídia faz­me ser.” Ele deu de ombros. “Eu tenho muitas falhas. Talvez o meu seja mais pequeno do que o sujeito comum.”

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Ela balançou a cabeça, em seguida, levantou a mão e levou­o ao longo do lado do seu rosto.  Ele realmente se viu segurando a respiração, e nunca fez isso. Não para qualquer mulher. Mas ele fez  por Savannah, porque sua mão era como seda através da aspereza de seu rosto e queria se inclinar nessa  suavidade

amanteigada

para

que

ela

continuasse

a

tocá­lo.

”Não, você não é definitivamente apenas um cara normal, Cole.” Ele não deveria fazer isso. Na verdade, ele tinha acabado de fazer uma promessa mental que  ele não faria isso. Mas não podia ajudar a si mesmo. Colocou um braço em volta dos ombros de  Savannah e puxou­a contra ele. Ela estava com a cabeça inclinada para trás. Desta vez, ela sabia o que estava por vir. Seus lábios se separaram, e ele tomou o beijo. Ele quis apenas escovar os lábios nos seus, algo breve, e então ele a deixaria ir. Ele queria dar­ lhe  conforto,  um  pouco  de  tranquilidade.  Mas   não  é isso que  se  tratava,   porque  a  fome  assumiu,  especialmente quando ela o tocou. Calor queimou por ele, e quando ela se inclinou para ele, explodiu o inferno. Ele gemeu e  puxou­a para o seu colo, aprofundando o beijo, deixando as mãos vaguearem sobre sua volta e para  baixo de seus lados. Ela  se sentiu bem. Ele  queria  sentir  mais  dela, queria provar mais  do que sua doce boca  atrevida. Sua língua dentro enroscando com a dela, e ela choramingando. Ele passou a mão em suas costelas. Enquanto ouvia os sons de aprovação que ela fazia, ele  espalmou o peito. Ela   arqueou   contra   ele   e   seu   pênis,   já   duro   e   lutando   contra   suas   calças,   empurrou.  Ele deslizou os dedos dentro da abertura de seu vestido, dentro de seu sutiã e encontrou seu mamilo.  Ele roçou o polegar sobre o broto tenso e Savannah choramingou, sugando contra sua língua. Jesus.   Ela   fez   pulsar   suas   bolas.   Ele   poderia   levá­la   aqui   no   jardim,   desfazer   as   calças,  puxando para fora seu pênis, e puxa­la montado nele. Ela poderia montá­lo até que ambos viessem. Ele  precisava dela tanto que estava tremendo. Lambeu os lábios através do seu, sua língua tomando a sua  em um frenesi de necessidade e desejo.

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Ela queria isso tanto quanto ele fazia. Ele sentiu seu desespero. Mas a brisa chicoteou seu cabelo em seu rosto, lembrando­lhe onde estavam. Fora. No jardim no casamento de seu primo. Onde qualquer um poderia sair. E como quente e  oh­inferno­sim   como   ele   estava   pronto   para   deslizar   dentro   dela,   não   faria   isso   com   ela   aqui   em  público. Ele puxou a mão e endireitou o vestido, deixando a mão em sua caixa torácica para sentir o  baque duro de seu batimento cardíaco. Era bom saber que ela estava nisto tão ferozmente como ele estava, que não era unilateral. Savannah tirou seus lábios dos dele. Seus olhos estavam vidrados com paixão, seus lábios  inchados. Ela pressionou os dedos sobre os lábios, a língua passando rapidamente sobre eles. Ele viu o  choque em seu rosto quando o tapa frio da realidade a atingiu, também. Maldição, mas ele queria colocar ela para fora, despi­la e colocar a boca em cada parte dela,  até que se desfizesse por ele. O desejo estava escrito sobre todo o rosto. Se ao menos eles tivessem  estado   no   lugar   certo,   ele   poderia   ter   tomado   o   seu   tempo   com   ela,   despindo­a   peça   por   peça   e  descoberto todos seus segredos. Mas ele maldito, não ia fazer isso aqui. Ele precisava de horas com ela. Toda a noite. “Eu sei, fomos levados. Vamos para o meu lugar.” Ele  sentiu  o tremor.  “Eu  não posso. Sinto  muito.  Eu não deveria  ter  feito isso. Continuo  perdendo o controle com você. Não sei o que há de errado comigo.” Ele passou a mão sobre suas costas. “Não há nada de errado com você. Nós dois queremos  isso.” Ela deslizou fora de seu colo e se levantou, ajeitou o vestido com as mãos trêmulas.  “Eu não. Quer dizer, eu faço. Deus, Cole. Eu não sou uma provocação. Você tem que saber  isso. Mas o meu trabalho é tudo para mim. É a única coisa que tenho e não vou sacrificá­lo.” Ele viu a tristeza em seus olhos antes que ela pegar sua bolsa do banco e afastar­se dele,  andando pelo caminho para voltar a recepção.

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Cole levantou­se   e   observou­a   ir   embora.   Seu   pênis   estava   ainda   duro   e   latejante.   Ele  precisava de mais alguns minutos antes que ele entrar. Ele sabia melhor do que pressionar uma mulher que disse que não. Mas havia mais do que apenas trabalho em seu caminho. Ele não sabia o que era, mas ele pretendia descobrir.

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Capítulo Nove SAVANNAH TINHA QUASE MUDADO DE IDEIA sobre ir para os pais de Cole para o  jantar. Mas ela sempre manteve suas promessas, e desde que tinha sido convidada, ela iria ir. Podia  ser   um   pouco   desconfortável   considerando   o   que   havia   acontecido   entre   ela   e   Cole   na   noite   do  casamento de Gavin e de Liz, mas ela era uma profissional. Podia lidar com isso. Tinha pensado muito sobre aquela noite. Certo, ela não pensava em mais nada, além do que  aconteceu naquela noite, uma vez que queimou incessantemente. Seu corpo pulsava ainda dos beijos de  Cole, de seu toque em seu corpo. Homem maldito. E maldita sua incapacidade de parar de beijá­lo. Isso não ia acontecer de novo. Ela tinha uma trajetória de carreira e não incluía estragar seu  trabalho por ter relações sexuais com um de seus clientes. Bom Deus, ela poderia arruinar sua carreira se ela fosse pega. Não mais. Ela estava empurrando o Cole quente para fora de sua cabeça e só o cliente Cole ia  permanecer lá. Ela trouxe uma planta para a casa dos pais de Cole para o jantar de domingo. Uma garrafa de  vinho era tão provincial. A mãe de Cole parecia satisfeita. Ela sorriu com prazer e agradeceu a Savannah muito. Cara era bonita, e Savannah achava que ela estaria nos meados dos cinquenta anos. Ela tinha  cabelo longo, grosso, muito escuro que estava puxado em um rabo de cavalo, os olhos mais expressivos  castanhos, e estava sempre sorrindo. “Venha comigo para a cozinha.” Cara a levou pelo caminho do corredor.

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A casa era moderna e bonita, com piso de mármore, a entrada de madeira, toda a casa era  ampla, de telha escura na cozinha. Havia uma influência definitiva italiana na decoração. A cozinha  estava cheia com aparelhos de aço inoxidável, uma bancada de granito escuro, e uma ilha central com  uma pia e uma área de estar. “Eu amo a sua casa, Cara.” “Obrigado. Assim como eu. Nós morávamos em uma pequena de três quartos em South City  que Jack e eu tínhamos comprado quando nos casamos. Ao longo dos anos ficou em estado precário e  em falta de conserto, mas com a renda de Jack como soldador e o meu como auxiliar de escritório,  havia apenas fita nos tubos que poderíamos colocar na antiga casa para mantê­la junta. Nós colocamos  todo nosso dinheiro nas crianças para garantir que eles tivessem educação superior. Claro que ajudou  que Cole teve a bolsa de futebol.” “Tenho certeza que fez.” “Quando Cole conseguiu seu primeiro contrato, ele nos comprou esta casa. Era a minha casa  dos sonhos. Eu sou italiana, assim que decorei com o amor da minha herança.” “Eu vejo as influências italianas. É adorável.” Cara deu um sorriso. “Obrigado. Eu amo este lugar muito, e existe muito espaço para as  crianças — embora elas não vivam mais aqui — e quaisquer netos que possam nos abençoar um dia.  Infelizmente, nenhum deles parece com nenhuma pressa para se estabelecer.” “Ocupado com suas carreiras, imagino.” “Verdade.   Embora   Cole   vá   fazer   trinta   este   ano.   Alicia   está   apenas   começando   em   sua  carreira. Estou ansiosa para segurar alguns bebês e temerosa que ambos vão se concentrar em suas  carreiras, em vez do amor, casamento, e os netos que eu quero ter.” Savannah riu. “Tenho certeza que isso vai acontecer eventualmente.” Cara pegou uma panela no fogão, agitou, em seguida, levantou a tampa. “Talvez. Talvez não.  Sinceramente,   espero   que   seja   os   dois.   Eu   tento   não   interferir.   Muito,”   disse   ela   com   um   sorriso  irônico. “Então me diga sobre você, Savannah. Eu amo seu sotaque sulista. De onde você é?”

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Savannah se sentou em um dos bancos almofadados na ilha. “Geórgia.” “Onde em Geórgia?” “Macon.” “Você tem uma família grande? Qualquer irmãos ou irmãs?” “Não, é somente eu.” “E a sua família ainda vive lá?” “Sim, eles fazem.” Tanto quanto sabia. Ela odiava inventar histórias sobre sua família, mas a  verdade era algo que ela nunca compartilhava. Pelo menos não normalmente. Ela compartilhou muito com Cole e que tinha sido um desastre.  Era sempre melhor compor mentiras do que dizer a verdade. Depois de tudo, a imagem era tudo, e  muitas vezes a verdade era dolorosa. “Deve ser difícil estar longe de casa.” “Não muito difícil. Eu viajo muito, então estou acostumada a estar longe de casa.” “Ah. Então você não vive perto de sua família mais?” “Não. Eu não tenho por anos.” “Isso deve ser difícil. Você sente falta deles?” Ela fez uma pausa. “Sim. É claro.” Cara pegou uma tábua e começou a cortar tomates. “Eu sei que foi difícil para Cole se afastar, mas é algo que tinha de fazer para jogar futebol.” “Tenho certeza de que ele sentiu falta de todos vocês.” “Ele gosta de brincar de ser duro e independente, mas em seu coração ele ama sua família.” Uma observação interessante, que foi por isso que ela quis conhecer seus pais. “E aqui estou eu, monopolizando o seu tempo. Vamos para a sala da família.” A sala familiar era enorme e espaçosa, com uma super­grande televisão de tela plana e grande  quantidade de assentos. Os Rileys deviam se entreter muito.

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Savannah estava certa de que Cole não achava que ela iria aparecer, ou talvez esperava que ela  não fizesse, mas quando Cara levou­a para a sala da família, Cole franziu a testa. Ele se levantou e cumprimentou­a, mas era óbvio que não estava feliz em vê­la. O pai de Cole apertou a mão dela, e Alicia deu­lhe um abraço. “Estou tão feliz que você veio,” disse Alicia. “Agora tenho alguém para conversar. Eles estão  assistindo baseball.” Alicia suspirou. “Você não é uma fã de esportes?” “Ah, claro. Eu amo esportes. Eu só os assisto por razões diferentes. Presto atenção ao seu  desenvolvimento físico — da forma como movem seus corpos, na verificação de tensões ou lesões ou  como eles  podem se machucar.”  Ela  fez sinal para Savannah tomar  assento ao lado dela no sofá.  “Muitos desses caras continuam a jogar enquanto se machucam.” “Isso é porque nós somos durões,” disse Cole de sua cadeira. Alicia rolou seus olhos. “E então eles se perguntam por que suas carreiras são tão curtas.” Savannah riu. “Descobri no meu trabalho que os jogadores de esportes não gostam muito de  ouvir — especialmente quando sentem que estão sendo palestrados — por uma mulher.” “Isso não é verdade.” Cole a prendeu com seu olhar. “Quando quem estiver conversando sabe  o que o inferno estão falando, nós ouvimos. O sexo não importa.” Tinha a sensação de que tinha acabado de ser insultada. “Bem, você ouviu a mãe, e ela é uma mulher, mas apenas porque ela é assustadora.” Alicia  olhou para Savannah e piscou. “Quem vai dizer não para ela? E, além disso, as mães não contam.” “Eu ouvi isso.” Cara entrou com uma bandeja de chá gelado. Ela entregou um copo a Savannah, e encheu todos os demais. Savannah estava contente em sentar e assistir a dinâmica familiar se desdobrar, mas parecia  que não era assim que trabalhava na casa Riley.

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“Diga mais detalhes sobre o que você faz para a equipe, Savannah,” Cara disse depois que se  sentou no sofá, imprensando­a entre Cara e Alicia. Ela notou que Cole a viu com o canto do olho, embora tivesse seu foco na televisão. Ela sabia  que ele estaria ouvindo, sem dúvida, com medo que ela estivesse indo para derramar seus segredos. “Eu faço relações públicas, tanto para a equipe como para os jogadores individuais.” Cole rolou seus olhos. Na televisão. Ha. Ela sabia melhor. “Isso soa divertido,” disse Cara. “Então você concilia as duas coisas?” “Meu trabalho principal é o de olhar para a imagem da equipe, então sim.” “E como se relaciona seu trabalho com Cole?” Alicia perguntou. Ah, ela era inteligente. “Trabalho com ele, ensinando­lhe sobre o time Trader. O que a equipe  representa, quais são suas instituições de caridade. Basicamente, o tornando um Trader de St. Louis.” Alicia sorriu. “Em outras palavras, você o está doutrinando para o culto.” Savannah riu. “Mais ou menos.” “Estou indo para verificar o jantar,” disse Cara. Savannah disse. “Deixe­me ajudá­la.” “Isso não é necessário. Você senta aqui e assista. Alicia pode me ajudar.” “Realmente, adoro a cozinha. É um dos meus lugares favoritos.” “Oh, você me salvou,” disse Alicia com um sorriso. “Eu odeio cozinhar.” Cara deu a sua filha um olhar. “Isso significa que você está lavando louça.” Alicia fez uma careta. “Então eu não estou salvo depois de tudo. Cole pode me ajudar com os  pratos.” “Alegria,” murmurou Cole. Savannah seguiu Cara para a cozinha. “O que eu posso fazer?” Cara entregou­lhe um pedaço de pão que olhava e cheirava celestial, e entregou­lhe uma faca  de pão. “Você pode cortar o pão.” Ela lavou e secou as mãos e começou a trabalhar no pão. “Isso cheira tão bom.”

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“Eu fiz lasanha. Espero que você goste de comida italiana.” “Amo.” “Imagino que você sinta falta da culinária do sul da sua mãe.” Ela resistiu ao bufo que ficou preso em sua garganta. Como se sua mãe teria se incomodado de  fazer uma refeição. “Eu faço muitas comidas, então tenho em abundância a comida caseira do sul.” “Oh realmente? Eu ficaria feliz de você me ensinar alguns pratos em algum momento. Eu amo  a cozinha do sul.” “Eu ficaria feliz.” Ela ajudou Cara a levar os pratos para a sala de jantar. A mesa já estava colocada, de modo que todos só tinham que fazer era pegar a salada, lasanha,  e pão. “Vamos comer,” disse Cara. A televisão foi desligada e todos foram para a sala de jantar. “Savannah, você se senta ao lado de Cole ali,” Cara disse. Ela tomou seu lugar e Cole sentou­se, mas ainda assim não parecia feliz com isso. Não que ela  se importasse. Esta era uma missão de observação, não um encontro, não importava o que aconteceu no  casamento. Ela estava aqui para ver como ele interagia com sua família. Nada mais. “Quando é que a prática inicia?” Jack perguntou a ele. “Já estamos fazendo condicionado e treinos com a equipe. Começamos a prática na próxima  semana.” “Você está pronto?” “Sim.” Cole pegou uma fatia de pão da cesta que Savannah passou para ele. Ela sorriu para ele  e ele lhe deu um olhar mortal. Ele não estava feliz. Alguém poderia pensar que ele estaria sobre isso até agora. Ela estava aqui e eles estavam sentados ao lado um do outro, então ele deveria fazer o melhor  disso.

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Savannah ouviu enquanto eles falavam da família e amigos, sobre as coisas que aconteciam no  trabalho de Jack. Conversa fiada, e — é claro futebol. “Espero que esta temporada seja boa para você, Cole,” disse Alicia. ”Talvez os Traders vão  mantê­lo.” Ele se concentrou em seu prato. “Eu não vejo nenhuma razão para que não o fizessem.” “Os outros não fizeram.” Cole encolheu os ombros. “Não me encaixei direito.” “O que você acha que vai ser diferente desta vez?” Ele derrotou sua irmã com um olhar frio. “Por que você não cuida de seus próprios negócios  malditos?” “Cole.” Sua mãe lhe lançou um olhar de advertência, e ele olhou para baixo para pegar mais  lasanha. “Ei, eu estava apenas perguntando.” “Pare de perguntar,” disse ele para a irmã. “Você tem a sua própria merda para lidar.” “Estou lidando com minhas coisas muito bem, obrigado.” “Então por que você se preocupa com a minha?” “Porque você é meu irmão, seu idiota. E tudo que fiz foi fazer uma maldita pergunta. O qual  arrastou até sua bunda?” “Cole. Alicia. Isto não é apropriado para a conversar em uma refeição. E nós temos uma  convidada, e isso seria muito bom se os dois não agissem como um casal brigando de oito anos de  idade.” Cara, apesar de aparentemente doce, obviamente, criou seus filhos com mão firme, porque  ambos calaram a boca. Mas agora o silêncio morto na mesa de jantar era enervante. Savannah comeu e tentou se fazer tão pequena quanto possível. Ela teve anos de experiência  em fazer isso.

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“Desculpe, Savannah,” Alicia disse, obviamente serena. “Espero que você não esteja ofendida.  Isso é conversa normal de refeição por aqui.” Ela sorriu para Alicia. “Eu não estou ofendida. Estou acostumada a lidar com os atletas.” “Ei, não fale comigo como se eu não estivesse nem aqui,” disse Cole. “Realmente, eu não estava me referindo a você.” “Surpreendentemente,” disse Alicia, “nem toda conversa é sobre você. Eu sei que você e seu  ego enorme acham difícil de acreditar.” “E você e seu intelecto superior acha que tem que ser a estrela de cada show. Por que você não  fala sobre algo médico e deixa de fora da equação o futebol?” “Chega,” disse Jack, dando um duro olhar para ambos Cole e Alicia. Cara balançou a cabeça. “Vocês dois. Sempre um no outro como cães selvagens. Vocês não  podem ser bons?” Alicia olhou para a mãe. “Eu estava sendo gentil. Ele está sendo um idiota.” Savannah não discordava, mas não houve nenhum outro comentário sobre o tema.  Foi   interessante   que   Jack   só   teve   de   dizer   uma   palavra   para   silenciar   as   brigas. Desejou  que   isso  tivesse   sido  tão  fácil   em  sua  casa,   quando  ela   estava  crescendo,  mas   não  havia  ninguém   para   correr   em   interferência   em   seu   nome,   ninguém   para   silenciar   os   argumentos  intermináveis. Até que um dia isso tinha acabado. Sua mãe tinha parado, mas não da maneira que Savannah  queria. Mas isso foi há muito tempo, e mais, ela tinha enterrado isso. Nenhuma sensação para trazer  de volta, tudo novamente só porque ela estava tendo uma refeição com uma bela família. Após o jantar, ela se levantou para ajudar a limpar a mesa, mas Cara a deteve. “Não, isso é trabalho de Cole e de Alicia. Você pode vir sentar­se na sala de estar com Jack e  eu.” “Eu não me importo em ajudar.”

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Cara segurou a mão dela. “E negar­lhes o prazer de lavar pratos?” Alicia gemeu, então piscou para ela. Savannah tentou chamar a atenção de Cole, mas ele se  foi, obviamente, ainda cheio de mau humor. Ótimo. Eles poderiam falar mais tarde. Talvez ele precisava de algum tempo de ligação com  sua irmã na cozinha. Esperando que eles não brigassem entre si com facas. Ela entrou na sala de estar com Cara e Jack. Cara a regalou com histórias sobre como ela e  Jack se conheceram. Era doce e romântico. Quinze minutos depois, ela ouviu gritos de Alicia, em seguida, risada. “Você acha que eles estão bem ali?” “Oh, sem dúvida,” disse Cara. “Então... eles lutaram e, em seguida, se reuniram para lavar os pratos?” Cara sorriu. “Lavar pratos é o grande equalizador. Isso resolve muita das disputas.” “Eu vejo.” Isso verdadeiramente não fez, uma vez que, quando ele deixou a sala de jantar,  Cole parecia que estava pronto para matar sua irmã. Sendo apenas uma criança, ela claramente não compreendia a dinâmica da família. “Acho que vou ver o que está acontecendo lá dentro.” “Vá em frente,” disse Cara. Savannah percorreu o corredor em direção à cozinha, onde ela ouviu tanto Alicia e Cole rindo  descaradamente. Quando ela virou a esquina, viu Alicia despejar um punhado de bolhas na cabeça de  Cole. Ele retaliou batendo com o pano de prato. “Não se atreva,” Alicia disse, dando a Cole um olhar de advertência e se afastando, mas sua  expressão era cheia de alegria. Ela correu para o recipiente de espátulas. Cole tirou a toalha de seu caminho e ela agarrou­a com a espátula.

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Os dois   lutaram   para   trás.   Parecia   uma   luta   de   espadas   muito   pouco   convencional.   Cole,  obviamente, muito maior do que sua irmã, pulava e a agarrava, em seguida, fazia cócegas. Ela caiu na  risada. “Oh, Deus, pare. Você sabe que odeio quando você faz cócegas em mim.” “Você começou isto jogando sabão em mim.” “Não foi sabão, seu idiota. Foi bolhas.” Ele segurou­a firmemente em seu aperto. “Qualquer que seja. Você se rende?” “Foda­se. Eu nunca me rendo.” Ele se lançou para a toalha e ela golpeou­lhe nas costas com a espátula. Ele se virou para ir  atrás dela de novo, mas observou Savannah inclinando­se contra a parede. Ele deixou cair a toalha. Alicia, ainda tentou recuperar o fôlego, encostou­se ao balcão. “Por favor, me diga que você  veio para me salvar. Ele está tentando me matar.” Os lábios de Savannah levantaram. “Eu não sei. De onde estou, parece que você se defendeu  muito bem.” Alicia empurrou para fora do balcão e se dirigiu ao seu caminho. “Ele trapaceou. Conhece  minhas fraquezas. Mas eu estou ainda correndo como o inferno.” Ela piscou e saiu. Savannah entrou na cozinha. “Abusando de sua irmã?” Ele dobrou a toalha e pendurou­a no suporte. “Ela não é mais pequena, e ela começou. Além  disso, ela é má com aquela espátula.” “Você soa como uma criança de dez anos se desculpando.” “Então, agora eu estou com problemas de algazarra com a minha irmã? Será que isso vai  contar em seu relatório?” Ela cruzou os braços. “Relatório?” “Eu não sei. Qualquer relatório sobre sua visita hoje.” “Cole, a minha visita de hoje foi porque sua mãe me convidou. Isso não era sobre trabalho.”

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Ele encostou­se ao balcão. “Então você está aqui só para me conhecer melhor.” “Sim.” “Por quê?” “Porque isso é parte do meu trabalho.” “Então é trabalho.” Ele a tinha lá. “Acho que você está certo. Mas não estou julgando você em sua família e como  você se relaciona com eles. Ver você com seus pais e sua irmã me ajuda a formular a sua imagem de  uma maneira muito melhor do que apenas ler uma biografia em papel. É mais tridimensional. Eu não  posso ajudar em seu futuro sem saber sobre seu passado.” “Se você tem perguntas sobre meu passado, é só perguntar.” “Certo. Diga­me como você começou no futebol.” “Isso tudo está na minha biografia.” “É mais interessante vindo de você.” “Pee Wee liga15. Eu tinha cinco anos.” Ela tomou um assento na ilha central. “Você jogou todos os anos?” “Sim. Eu adorei. Tinha físico e era alto e sempre fui um corredor rápido. Meus pais disseram  que eu tinha todo este excesso de energia. Que no significado do meu pai eu era uma dor incontrolável  na bunda. Futebol me deu uma saída para isso.” Ela podia imaginá­lo como um garoto indisciplinado. “Eu imagino que sim. O que você fez  quando não era época de futebol?” Ele arqueou um sorriso. “Principalmente ficava em apuros.” Ela riu. “Eu vejo. Você jogou todos os outros esportes?” “Sim.   Quando   meus   pais   descobriram   que   o   esporte   era   o   escape   que   eu   precisava,   me  inscreveram para o futebol e baseball, também. Eu não gostava daquele tanto quanto futebol, mas era  algo que fazia para passar o tempo até o futebol começar de novo.” 15

Jogos de futebol da liga das crianças.

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“Temos álbuns de fotos com ele nesses esportes. Gostaria de vê­los?” Savannah se virou para ver Cara vindo buscar um novo jarro de chá gelado. “Eu adoraria.” Cole franziu a testa. “Mamãe. Não. Não arraste os álbuns antigos.” Cara acenou com a mão para ele, agarrou outro jarro de chá, e se dirigiu para a porta.  “Oh, vamos lá. Que diversão é ser sua mãe se não posso te envergonhar?” Curioso, Savannah deslizou para fora do banco e seguiu Cara para a sala da família. Alicia e  Jack estavam jogando um jogo de cartas. Alicia olhou para cima quando Cara se agachou e abriu o  gabinete inferior da estante. “Oh, Deus, mãe, não os álbuns de fotos.” “Sim. Eu vou mostrar para Savannah as de Cole quando ele era mais jovem e nos esportes.” Alicia jogou a Cole um olhar simpático quando ele se arrastou dentro, “Desculpe, cara.” Cole fez uma careta para Savannah. “Eu odeio quando ela faz isso.” “Sente­se no sofá,” disse Cara, em seguida, tomou um lugar ao lado dela e colocou um dos  álbuns de fotos grosso em seu colo. “Este é o jogo de Cole de futebol no Pee Wee. Seu primeiro ano. Ele tinha cinco anos.” Savannah observou o rosto de orgulho de Cara enquanto virava a página, parando de vez em  quando para sorrir e deitando a mão em uma foto de Cole quando ele era pequeno. Oh, céus. Savannah foi atingida com um sentido tão forte de saudade. Este era o amor de uma  mãe,   o   orgulho   de   uma   mãe   em   seu   filho.   Então   isso   era   o   que   era.  Ela não sabia, nunca tinha sentido isso. Seu coração doía em querer algo que nunca tinha tido — nunca  teria. Ela ficou chocada quando as lágrimas queimaram seus olhos. Rapidamente piscou­as de volta e  sacudiu a melancolia. Isso não era sobre ela. Isto era sobre Cole. Concentre­se em Cole e pare de sentir pena de si mesma. Ela voltou seu olhar para o álbum de fotos, concentrando­se nas fotos enquanto Cara virava as  páginas.

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Cole era adorável quando criança, com cabelo desgrenhado escuro, ajoelhando­se para a foto  com o capacete na mão e um sorriso largo. “Você era tão bonito,” disse Savannah. Cole, que tinha tomado uma cadeira em frente a ela, disse: “Então, você está dizendo que eu  não sou bonito agora?” Não, ele definitivamente não era bonito. Mais como devastadoramente bonito. “Eu não disse  isso.” Cara folheou as páginas e Savannah viu o progresso de Cole, de ano para ano. Foi incrível ver  seu crescimento, desde criança adorável ao perder seus dentes para a adolescência para suas fotos do  ensino médio. No ensino superior, ele adicionou mais músculos e a aparência era ainda melhor. Ela levantou o olhar para ele. “Alguma vez você não teve uma fase de feio?” “Não,” respondeu Alicia. “É nojento. Ele sempre foi perfeito e belo. Eu, por outro lado, tinha  suspensórios e acne e era gordinha.” Cole riu. “Isso é verdade. Você fez. Você teve sorte de me ter como seu irmão mais velho. É a  única coisa que salvou a sua vida social na escola.” “Sim,   obrigado.   Não   me   ajuda   muito   com   os   caras,   no   entanto.   Eles   ainda   não   estavam  interessados em namorar comigo.” “Não até que você cresceu os peitos e perdeu a gordura, bebê.” “E até então eu não estava interessado neles porque eram todos egoístas, somente interessados  em sexo. Eu era virgem até que fui para o ensino superior.” “Informação demais, Engraçadinha,” disse Cole. “Ao contrário de você, garanhão, que provavelmente foi estabelecido antes que você tivesse  sua carteira de motorista.” Cole sorriu. “Foi Melissa Petry. E eu tinha quinze anos, como uma questão de fato.” Cara suspirou e deu a Savannah um olhar que dizia tudo. “As coisas que você aprende sobre  seus filhos após o fato. Sempre tão esclarecedor.”

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“Assim como muitas coisas que você não quer saber,” Jack disse, apontando em Cole e Alicia. “Ah, vamos lá, papai,” disse Alicia. “Nós dois somos adultos agora. Não é como se precisasse  manter algum segredo.” “Sim,   há,”   Jack   disse.   “Especialmente   sendo   minha   única   filha.   Tanto   quanto   eu   estou  preocupado, você sempre vai ser o meu bebê. Inocente e intocada.” Alicia rolou seus olhos. “Esse padrão duplo. Você provavelmente bateria levemente Cole nas  costas.” “Sem comentários,” disse Jack, procurando as palavras cruzadas. Savannah   adorava   esta   família.   Eles   brigavam,   diziam   demais   às   vezes,   mas   o   amor   era  evidente. Cara estava claramente muito orgulhosa de seus dois filhos. Era óbvio que tinha sido crido  um ambiente estável, amoroso, mas firme. E Jack, embora tranquilo, claramente amava seus filhos.  Ambos os pais tinham trabalhado duro para dar aos seus filhos as ferramentas necessárias para ter  sucesso. E, apesar da recente turbulência de Cole com a sua imagem, ele não apareceria acabado ou  chateado. Ela não sabia bem onde os seus problemas tinham vindo, mas, aparentemente, não era a  partir de sua família, que parecia afetuosa e generosa. Ela estava com inveja de sua vida familiar. Eram tão diferentes como o dia e a noite a partir  dela. Depois de ficar por mais algum tempo, ela se levantou. “Obrigado por me convidar para o  jantar, Cara. Eu tive um tempo adorável.” “Você precisa ir tão cedo?” “Temo que sim. Tenho algum trabalho para pôr em dia.” Ela disse seu adeus a Cara, Jack, e Alicia. “Vou levá­la para fora,” disse Cole, surpreendendo­a desde que ele tinha estado tão distante  dela durante toda a noite. “Certo.”

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Quando ela chegou à porta do lado do motorista de seu carro, Cole deslizou sua mão na dela.  Chocada, ela se virou para ele, mas ele somente pegou as chaves da mão dela. “Você foi boa para a minha família. Obrigado.” “Você acha que eu viria aqui para interrogá­los?” Ele passou os dedos pelo cabelo. “Honestamente? Eu não sabia quais eram as suas intenções  em vir aqui.” Ela colocou a mão em seu braço. “Somente para jantar. Para conhecê­lo melhor.” “Por quê?” “Para me ajudar a te ajudar.” “Você coloca muito esforço em seus clientes?” Se ela fosse honesta consigo mesma, diria que não. Não tanto quanto estava colocando em  Cole. Ela não sabia por que estava empurrando tão duro com ele. Talvez porque ele era tão resistente?  Talvez porque não acreditava nela. Não poderia haver outra razão, poderia? “Sim. Você vai ter que começar a confiar em mim, Cole. Tenha um pouco de fé em mim.  Verdadeiramente estou aqui para ajudar, e não prejudicar, a sua carreira.” Ele caminhou até o fim de seu carro. Ela o seguiu. Ele se apoiou contra o tronco e cruzou os   braços. “Eu não sou fácil de lidar.” “É mesmo? Eu não tinha notado.” Ele lhe deu uma dica de um sorriso que fez seu pulso chutar. Realmente, isso seria muito mais  fácil se ela não o achasse tão incrivelmente atraente. Ela trabalhou com atletas bonitos antes, que nunca  tinha conseguido seu motor funcionando. Então, o que era sobre Cole que chegou a ela? “Eu gosto de você, Savannah. Acho que você é linda e inteligente e você parece poder me  tolerar. Não é um monte de gente que pode fazer.” Uh­oh. “Eu também gosto de você, Cole. Mas lembre­se, estou sendo paga para colocá­lo para  fora.”

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“Há já outras pessoas pagas para furar para fora que não têm.” Ela ofereceu um sorriso. “Eu não desisto facilmente. Talvez você vai.” “Isso é um desafio?” “Pode ser. Nós nem começamos o trabalho de verdade ainda. Talvez você devesse reservar seu  julgamento.” “Por quê? Pensando em colocar­me através de alguns passos de transformação esgotante de  imagem?” “Algo como isso.” “Eu acho que posso lidar com isso.” “Não acho que você gosta que lhe digam o que fazer, isso é exatamente o que meu trabalho  exige.” “Então você já está me preparando para o fracasso antes mesmo de começar?” “Eu não disse isso. Talvez esse seja o problema que você tem com a mídia, Cole. Você é  argumentador e vê coisas que não existem.” Ele se empurrou do tronco e preencheu a lacuna entre eles. “Eu nunca vejo coisas que não  existem.   Sou  muito   inteligente  para   um  estúpido   jogador   de  futebol.   Acho  que  você  gosta   de  me  desafiar.” “Não acho que você é burro. E não estou desafiando você. Estou preparando você.” Ele pegou uma mecha de seu cabelo e esfregou­a entre os dedos, mantendo o olhar fixo em seu  rosto. “Estou pronto para você, Pêssego. Então venha.” Ele estava sendo deliberadamente sedutor, ou isso era natural, sem que ele sequer percebesse o  que estava fazendo? Isso tinha que ser um movimento praticado. Foi bom, também, porque os seios  incharam, seus mamilos apertaram, e ela estava pronta para cair em seus braços e tomar uma mordidela  de seu lábio inferior. Senhor, tenha piedade, mas o homem era tentador. Alto, com um corpo de pedra­dura sexy, e  havia algo em seu pescoço que ela achava tão atraente. Ele cheirava bem, os olhos hipnotizados nela, e 

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ele era claramente o diabo em jeans e uma camiseta preta apertada. Ela precisava ficar longe, muito  longe dele. Ela deu um passo para trás. “Posso ter minhas chaves?” Ele   balançou­as   em   sua   frente.   Ela   pegou­as   e   abriu   a   porta,   então   deslizou   dentro  Ele fechou a porta, em seguida, apoiou os braços contra isso, tão perto que ela podia contar seus cílios  e inalar o cheiro dele. Fuja, Savannah. Ela se virou para ele. “Chamarei você de manhã.” “Claro. Boa noite, Savannah.” Seu rosto estava a uns centímetros do dela. Se ele abaixasse a cabeça em apenas um pouco, ele  a beijaria. Se ela inclinasse o rosto um pouco... Não. O que ela estava pensando? Após a noite do casamento, ela jurou que não voltaria a  acontecer. Ela tinha estado tão perto de ceder, e que teria sido um desastre. Se eles não tivessem estado  fora em um lugar público, quando ele a beijou naquela noite, ela teria estado despida e ele teria estado  dentro dela em minutos. E ela não teria objeções. “Boa noite.” Ela ligou o carro e o colocou em marcha. Ele parou por um segundo, então puxou  longe. Ela saiu da garagem e finalmente liberou a respiração que segurou para o que parecia uma  eternidade. O que havia de errado com ela? Ela precisava ganhar o controle de sua libido descontrolada.  Isso ia ser uma tarefa muito difícil. Nunca tinha estado atraída para um de seus clientes antes. E estava determinada a lutar contra a atração por Cole. Ela era mais forte do que isto, rígida em sua dedicação ao seu trabalho. O trabalho tinha vindo sempre em primeiro lugar, e sempre o faria.

COLE SORRIU ENQUANTO OBSERVAVA SAVANNAH PARTIR.

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Havia um monte de coisas que ele não conhecia, mas havia coisas que sabia muito. Uma  dessas coisas era mulheres. Savannah queria que ele a beijasse. Isso tinha estado escrito sobre seu rosto corado. A intenção  tinha   estado   em   seus   olhos   e   na   maneira   como   ela   posicionou   a   cabeça.   Ele   podia   ler   os   sinais  claramente. Era parte de seu trabalho como um grande receptor. A linguagem corporal era tudo. Se ela se inclinasse para frente uma fração de uma polegada  ele teria tido sua boca na dela em um instante. Mas ela hesitou. Ele poderia ter iniciado, é claro, e duvidava que ela teria fugido, mas este era  o seu jogo para jogar, pelo menos por agora. Ele não tinha nenhum problema simultaneamente em  trabalhar e jogar com ela, mas, obviamente, ela fazia. Ele esperaria. Sorrindo, ele girou e voltou para casa de seus pais.

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Capítulo Dez O TELEFONE DE COLE TOCOU ÀS SEIS HORAS MALDITA. Ele o pegou e rosnou para  isso, então olhou para o visor. Era Savannah. Ele apertou o botão. “O que?” “Sua programação diz que você tem prática com a equipe esta manhã.” “Sim. Então?” “Estarei no campo para assistir.” “Então você me chamou apenas para dizer­me isso?” “Sim.” “Tudo   bem.   Vejo   você   lá.”   Ele   desligou   o   telefone   e   jogou   sobre   a  cama,   voltando   para  mergulhar sobre seu travesseiro. O treinamento não seria por mais três horas, o que significava que  poderia dormir mais duas horas. Ou não. Merda. Ele tentou, mas não conseguiu voltar a dormir, então se levantou, tomou um banho, e  fez ovos e bacon no café da manhã, em seguida, foi para a instalação do treinamento para fazer um  treino antes da prática. A ofensiva estava lá, incluindo o seu concorrente — Jamarcus, Lon, e o novo garoto, Kenny  Lawton, um novato figurão do Texas que tinha estado coberto sem parar pelos meios de comunicação.  Segundo a imprensa, o garoto era um receptor, uma futura estrela. Ele corria 04:32 em quarenta jardas  no campo antes de ser recrutado, e todo mundo o queria. Os Traders tiveram a sorte de pegá­lo. E agora Cole, aos vinte e nove anos de idade, ia ter que competir com um de vinte e um anos   de idade, que era mais jovem e mais rápido.

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Ainda pior, o garoto foi educado como o inferno sem esqueletos óbvios em seu armário. Cole tinha muito a provar. Então, talvez fosse uma boa ideia ter Savannah a bordo. Ele acenou para os outros caras quando se mexeu da sala de treino fora do campo de treino e  começou a fazer aquecimentos. Bill, o preparador físico, saiu para trabalhar com os jogadores. Desde  que Jamarcus e Lon eram veteranos da equipe, Bill os tinha configurado para trabalhar com alguns dos  receptores, em seguida, veio para trabalhar com Cole. “Vamos ver o que você tem hoje,” Bill disse, colocando Cole através do aquecimento, então  exercício de condicionado para testar sua resistência e conjunto de habilidades. Depois de uma hora, Cole estava pingando de suor, sua respiração serrando dentro e fora de  correr de uma extremidade do campo para a outra. E Cole pensou que Mario era o diabo? Bill era um treinador duro. Ele não sabia quando Savannah tinha aparecido. Vestida hoje em calças capri, tênis, e um top  de manga curta com  seu cabelo  em um rabo de cavalo,  ela estava  à margem  conversando com o  treinador Tallarino. O treinador teve sua prancheta e apito e, apesar da necessidade de executar sua  equipe,  estava tendo  uma  conversa intensa  com  Savannah. Ocasionalmente,  ele  olhava  pra Cole  e  acenava enquanto ela falava. “Sua namorada está conversando com o treinador?” Jamarcus puxou ao lado dele. “Ela não é minha namorada.” “Quem é ela?” Lon perguntou, parando pouco depois ao lado. “Ela é minha... assistente.” “Sim? Eles permitem que a sua assistente entre em campo durante a prática? E, cara, isso é um  inferno de uma assistente bonita. Como é que ela conseguiu falar com o treinador?” “Eles conhecem um ao outro.” “Como é que eles se conhecem?”

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Ele estava   cavando   o   buraco   cada   vez   mais   fundo   com   cada   mentira.   “Eu   não   sei.   Pelo  casamento ou primo de alguém ou alguma coisa. Eu não recebi os detalhes. Eu só sei que ela conhece  sua família ou algo assim.” “Huh.” Jamarcus estudou. “Ela está falando com ele por um longo tempo. Eles devem estar  por perto.” “Quem é a menina bonita?” Kenny perguntou, nem mesmo puxando fôlego de seu exercício. Bastardo. “Assistente de Riley,” Lon disse. “Sem brincadeira. Algum dia talvez eu serei importante o suficiente para ter uma assistente.  Espero que ela seja tão bonita quanto a sua, Riley.” Kenny correu para fazer mais exercícios. Antes que ele se metesse em mais problemas, Cole  foi em direção à margem. “Estava apenas conversando com Savannah. Ela disse que os dois já chegaram a começar,”  disse o treinador. “Nós temos.” “Ótimo. Tenho grandes expectativas este ano, Riley. Não foda isso.” “Eu não pretendo, treinador.” Treinador se afastou, deixando­o com Savannah. “Parece que você estava jogando bonito com seus companheiros de equipe nesta manhã.” “Eles perguntaram sobre você.” “Sim? E o que você disse?” “Que você era minha assistente.” Ela   arqueou   uma   sobrancelha.   “Jura.   Você   gostaria   que   eu   buscasse   uma   bebida   para  realmente vender isso?” “Eu não acho que seja necessário.” Ela foi até a mesa onde os copos estavam. “Eu insisto.”

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Ela entregou­lhe uma bebida. “Odeio que alguém descubra meu verdadeiro trabalho aqui. Sei  como isso o preocupa, por isso vou ficar dissimulando para você.” Ele rolou os olhos para ela, mas pegou o copo de sua mão e bebeu dois goles.  “Obrigado.” “O prazer é meu.” Ela levantou seu olhar quente para ele. “Então, o que você estava falando com o treinador?” Perguntou. “A equipe em geral. Seus planos para a temporada.” “Sim, eu tenho certeza que ele compartilhou tudo isso com você.” “Você pode se surpreender com o que ele compartilhou comigo.” Queria perguntar­lhe o que eles conversaram se era sobre ele, mas não quis.  “Eu preciso voltar ao trabalho.” “Vá em frente. Jogue bonito com as outras crianças.” Ele voltou para o campo. Trabalhou com os outros receptores sobre as jogadas que ele tinha  aprendido, vendo os outros caras grandes receptores até seu concorrente. Kenny era bom, mas era verde. Ele era rápido, mas tinha muito a aprender. Ele não ia ser  concorrente por um ano ou dois ainda. Jamarcus e Lon, no entanto, estavam bem, se ajustavam com a  equipe. Bloqueadores respeitados, eles estavam em sincronia com Grant Cassidy, o quarterback, e sua  cronometragem era boa. Eles estavam indo para ser seus mais ferozes concorrentes. Ele tinha que tomar cuidado com  aqueles dois, certificar­se que poderia vencê­los assim acabaria sendo o número um de receptor na  equipe. Quando   chegou   a   hora   para   terminar   seus   exercícios,   ele   se   dirigiu   para   a   margem   para  conseguir outra bebida enquanto Jamarcus e Lon amontoavam em cima de Kenny. “Você manteve­se separado de seus companheiros de equipe.” Ele tomou uma bebida, estendeu a mão para o outro, então se virou para Savannah. 

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“Hein?” “Olhe para o campo. Os outros receptores estão juntos e conversando. Você está aqui.” “Eu estava com sede.” “Você precisa rondar com eles.” “Não. Por que eu?” Ela suspirou. “Porque você é parte de uma equipe. Isso é o que você faz. Quando a prática é  mais para você refazer com os outros jogadores da sua posição.” Ele deu de ombros. “Isso não é como eu faço.” Ela pegou o braço e levou­o para longe dos outros caras. “Talvez não no passado, mas é como você precisa fazer isso agora. Parte de sua imagem deve  ser de um jogador de equipe. Nós alteraremos sua imagem — o que era tido como problema negativo a  todos — mostrando que você mudou desde a sua vinda para os Traders, que você está disposto a jogar  bola, por assim dizer.” “Não vou mudar quem eu sou, Pêssego.” “Isso é exatamente o que você vai fazer. É por isso que Elizabeth e os Traders me trouxeram.  Para mudar quem você é, pelo menos do lado de fora. Quem você é aqui”  —  ela colocou a mão no  peito — “que não muda.” Tensão enrolou dentro dele. “Não vejo nenhuma razão para que eu tenha que ser simpático  com esses caras. Eles são meus concorrentes. Estamos todos atrás da mesma coisa  — a bola. Jogar  bonito com eles não ganha nada para mim.” Ela respirou profundamente e deixou sair. “Você precisa se tornar amigo de todos no time. Do  zagueiro para a linha ofensiva para cada jogador na defesa e equipes especiais, você está com todos na  mesma coisa — um grande troféu no último jogo da temporada e um anel do Super Bowl em seu dedo.  A única maneira de obter isso é trabalhar como uma unidade coesa. A maneira como você foi sobre  isso no passado é totalmente errado. Você de um lado e todos os outros no outro, só vai garantir duas 

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coisas. Um, você não consegue a bola em suas mãos tanto quanto você quer, e dois, o potencial de sua  equipe perder é maior por causa do tumulto interior. É isso que você quer?” “Não.” “Então, pelo menos, lhe de uma tentativa. Seja agradável. Fale com ele.” Ele olhou para ela. “Sobre o quê?” “Ah. Meu. Deus. Você não tem ideia de como vai fazer isso, não é?” “Eu não sou um idiota.” “Eu não disse que você era. Mas você nunca tinha chegado perto de qualquer um em qualquer  time que você já jogou. Comece com o novo garoto — Kenny Lawton.” “O que sobre ele?” “Ele   precisa   de   orientação.   Ele   é   o   único   no   frio   e   anseia   liderança.   Quem   melhor   para  oferecer do que você, um veterano no jogo e na sua posição? Você realmente quer que ele esteja ligado  com os outros dois receptores e deixando­o de fora no frio?” “Você me faz soar como um velho.” “E você precisa parar de levar tudo tão pessoalmente. Você não vai jogar futebol para sempre.  Nenhum jogador faz. Parte de sua responsabilidade para o jogo é trazer os jovens jogadores  —  para  passar a tocha e se certificar de que estão prontos para jogar tão bem ou melhor do que você faz.” “Tipo de derrota a propósito de eu ser o melhor nesta equipe.” “Você sabe tão bem assim como eu que em alguns anos ele será tão bom quanto você. Isso não  significa que você não pode mostrar­lhe as direções. Você não se lembra de como foi o seu primeiro  ano?” Ela tinha um ponto. Sugou sendo novato. Seu primeiro ano no profissional de futebol tinha  sido   terrível.   Ele   não   conhecia   ninguém   e   se   sentiu   deixado   de   fora   de   tudo.   Ele   mal   conseguiu  encontrar sua bunda com as duas mãos. Se não fosse pelos caras que tinham tido pena dele e lhe  mostrado o caminho, ele teria estado perdido. Ele lembrava ainda desses caras até hoje. “Tudo bem.”

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“E enquanto você estiver nisso, tente ser agradável com Jamarcus e Lon. Você é todos estão  atrás da mesma coisa e há um monte de informação que você pode compartilhar com os outros. Goste  ou não, eles são os veteranos nesta equipe. Eles podem ajudá­lo.” Quem fez dela uma especialista em futebol de repente? Ele voltou ao campo e se juntou aos outros receptores. “Dando­lhe alguma instrução?” Lon perguntou, com um brilho provocante nos olhos. “Ela é competente. Sabe muito sobre futebol. Ela é um trunfo para ter por perto.” “Ela tem uma bela bunda, isso é certo,” disse Lon, cutucando Jamarcus. O sangue de Cole ferveu. Ele estava a dois segundos de empurrar seu punho no rosto de Lon.  Mas olhou para Savannah, que franziu a testa e balançou a cabeça, então parou em seu caminho e  respirou fundo. Mas ele ainda não ia deixar Lon insultar Savannah. Ele ficou na cara Lon. “Olhe. Eu gosto de você. Acho que você é um dos melhores wide receivers no jogo. Sou novo  para esta equipe e estou tentando fazer isso trabalhar, então só por isso que eu estou te dando um passe.  Mas entenda isso: Você faz outra observação pessoal sobre Savannah e o lançarei no chão. Você me  entende?” Lon levantou as mãos. “Nenhum dano, cara. Eu entendo você. Desculpe. Não sabia que seu  relacionamento com ela era assim.” “Não é nada disso. Ela é uma boa mulher e está aqui fazendo seu trabalho. Você não precisa  cobiçar e não precisa falar nada sobre ela. Basta manter a sua mente sobre o seu negócio.” “Tudo bem. Me desculpe novamente.” Ele poderia dizer que Lon era sincero neste momento. Agora tinha toda essa raiva e não havia  maneira de desabafar. Normalmente, teria tido uma briga por agora, ou ele iria andar fora e fazer algo  para se livrar da tensão. Mas atendendo ao conselho de Savannah, ele assentiu. “Tudo   bem.   Vamos   ver   se   Bill   pode   correr   com   alguns   exercícios   conosco.   Kenny   e   eu  poderíamos usar de alguma ajuda para o planejado.” “Tudo bem. Claro.” Lon pegou seu capacete e ele e Jamarcus saíram.

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“Kenny,” disse Cole. “Sim?” “Você é um pouco lento em seu ritmo. Você precisa empurrar mais e assistir a sua esquerda.  Defesa está ficando para você a cada hora no jogo no lançamento.” Ele podia ver a lâmpada sair nos olhos do garoto. Kenny deu­lhe um sorriso hesitante. “Eu não  vi isso. Obrigado. Trabalharei sobre isso.” Ok, talvez não tivesse sido tão ruim quanto pensou que poderia ser. Foi tanto quanto poderia ser amigável e se permiti a estar com esses caras. Mas Savannah poderia ter tido um ponto. Não havia sentido em fazer inimigos, quando era  para a sua vantagem para fazer amigos. Pelo menos sobre a superfície.

RODADA UM, TERMINADA. SAVANNAH deu um suspiro de alívio. Ela sabia que trabalhar com Cole ia ser difícil. Ele não era um marshmallow 16, e ele não  tomaria suas sugestões tão facilmente como tinha tomado agora. Mas a linha ofensiva estava correndo  os jogos, Cole estava recebendo a bola, e até mesmo os outros receptores estavam bloqueando por ele. Até agora, isso significava que ele não tinha chateado ninguém. Nada mau para um dia. Talvez  se ela ficasse perto dele poderia evitar um desastre. O treinador ainda tinha reservas sobre Cole, apesar  de suas garantias de que ela tinha tudo sob controle. Ela disse a ele que Cole havia mudado, e que não demoraria muito antes que ele tivesse uma  imagem tão brilhante como um diamante brilhante e novo. Treinador   parecia   em  dúvida   sobre   isso,  e  disse   que  seus   atos   falariam   mais  alto  do  que  promessas. Savannah nunca falhou. Se ela tivesse que se mudar com Cole e vê­lo como uma mãe de  primeira viagem que pairava sobre seu recém­nascido, é o que ela faria. Sua reputação estava em jogo. 16

Gíria – Uma pessoa tímida e covarde, ou ineficaz

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O que significava que em vez de partir durante a sua prática, decidiu ficar para o dia. Ela  puxou uma cadeira perto dos treinadores e assistiu o treino de Cole. Não era um sofrimento, realmente. Calça apertada, bunda grande, e um monte de suor. Não  havia dúvida de que ele trabalhou duro, e mesmo que ele era o mais antigo wide receiver do time, se ela  pudesse convencê­lo a manter a cabeça no jogo, ele poderia ser o melhor. Seus reflexos eram rápidos,  ele   estava   em   excelente   saúde.   Ele   não   sofreu   ferimentos   durante   sua  carreira.   Só  assistindo   suas  panturrilhas trabalharem fez água na boca. Era óbvio que suas pernas estavam ainda em forma. Assim eram suas mãos. Ele parecia ter um instinto sobre a bola, como se fossem uma única  mente. Onde quer que ela fosse lançada, lá estava ele. Ele tinha um leve toque e nunca deixava cair.  Quando partiu em uma corrida, mesmo os jovens jogadores defensivos tiveram um tempo difícil em  manter­se com ele quando correu para a zona final. Ela o tinha subestimado. É verdade, pensou que ele era um jogador médio — um jogador no  ponto médio de sua carreira com a atitude e rancor e raiva para corresponder. Vê­lo hoje percebeu que  ele não era nada disso. Com o seu talento, saúde e resistência, Cole tinha um monte de temporadas restantes. Ele  poderia ser um MVP17, se ele se concentrasse mais no jogo e influências positivas e menos em se  metendo em confusão. É por isso que ela tinha seu trabalho. Estava indo para ter certeza que esta fosse uma grande  temporada para ele e apenas o começo de grandes coisas. Ela o encontrou fora do vestiário depois que ele tomou o seu banho. “Você ainda está aqui?” “Estou.” Ela o seguiu pelo corredor. “Você teve um grande treino hoje. Você parecia incrível.” Que teve uma dica de um sorriso dele. “Querida, eu sou incrível.” “Sua modéstia me toca.” 17

MVP = Most Valuable Player. Em português -> Jogador Mais Valioso. O premio é dado nas competições nos EUA aos jogadores que mais se destacaram nas competições!

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Ele riu. “Eu tive um bom dia hoje. Obrigado por sua ajuda.” Ela esticou o pescoço para olhar para ele. “Minha ajuda com o que?” “Passei algum tempo com os outros receptores, e ofereci conselhos para Kenny. Não foi tão  ruim quanto pensei que seria.” “Eu estou contente.” Eles se dirigiram para fora. “Você daria um bom treinador,” disse ele. Ela soltou uma risada suave. “Isso não é a minha área, mas obrigado por pensar assim.” Ele a acompanhou até o carro, abriu a porta para ela. Ela se virou para ele. “Você tem planos  para o jantar esta noite?” Ele colocou seus óculos de sol para que ela não pudesse ver seus olhos, mas ela imaginou que  ele ficou surpreso com a pergunta. “Uh, não. Por quê? Estamos ainda disponíveis nesse horário?” “Estou disponível vinte e quatro horas por dia. Eu pensei que teríamos o jantar.” “Certo. O que você tem em mente?” “Realmente, algo simples. Se você não se importa, levarei alguma comida até a sua casa e  cozinharei para você.” “Você cozinha?” “Eu faço.” Ele inclinou um braço contra a parte superior de seu carro. “Você é uma boa cozinheira?” “Eu sou excelente.” “O que acontece é que eu como comida. Feita por excelentes cozinheiros. Venha.” “Farei os sete alimentos para você18?” Ele parecia estar olhando para ela, e desejou que pudesse ver seus olhos. “Isso funciona bem.  Vejo você, então.” Ela deslizou para dentro do carro e ele fechou a porta, em seguida, foi embora. 18

Does seven work for you? = São sete alimentos que fazem você perder peso. Todas com fibras.

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Ela não podia evitar o arrepio de antecipação, mas socou­o imediatamente. Isto era um trabalho, não um encontro, que ela mentalmente lembrou por todo o caminho de  volta para o seu lugar. Seu corpo, porém, tinha outras ideias. Ele vibrava em todos os lugares errados. Trabalho. Não. Um. Encontro.

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Capítulo Onze COLE CHEGOU EM CASA, LAVOU OS PRATOS NA PIA, E ATÉ PASSOU o aspirador  de pó, em antecipação da chegada de Savannah. Num impulso, ele mudou os lençóis de sua cama, então  riu, perguntando o que o inferno estava fazendo. Savannah não ia acabar na sua cama hoje à noite. Ela estava cozinhando o jantar. Isso era tudo. Mas   ela   estava   jogando   fora   alguns   sinais   bastante   claro   recentemente.   E   apesar   do   que  aconteceu   naquela   noite   no   casamento,   ela   queria   que   ele   a   beijasse   na   casa   de   seus   pais.  Ou talvez fosse apenas sua imaginação. Sua imaginação gostava de pensar que toda mulher o queria  em suas calças. Ele   tinha   certeza   de   como   inferno   gostaria   de   entrar   em   Savannah.   Mas   seria   uma   ideia  inteligente para manter as coisas entre eles profissionais. Ela   fez   algumas   observações   acuradas   sobre   ele   em   campo   hoje.   Ele   poderia   usar   sua  experiência, e estragar as coisas entre eles com sexo e podia ferrar sua relação. Ele podia acabar a  perdendo, e agora isso seria ruim. Ele precisava dela. Podia não saber muito sobre essa coisa toda de consultoria de imagem, mas  conhecia uma coisa boa quando tinha, e até agora o conselho de Savannah não o tinha machucado.  Obtendo sua carreira no caminho certo era a sua prioridade número um e ele precisava ser  inteligente e se lembrar disso. Então, novamente, quando tinha feito a coisa certa? Ele   colocou   jeans   e   uma   camiseta,   em   seguida,   organizou   a   sala   de   estar   para   que   não  parecesse com se um atleta vivesse lá. Quando a campainha tocou, ele olhou uma vez mais o lugar e decidiu que ia ter que ser bom o  suficiente.

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Ele abriu a porta e prendeu a respiração. Seu cabelo estava solto, como uma cascata de ouro ao  redor de seus ombros. Ela usava um vestido e  sandálias—atraentes e casuais, mas ainda conseguiu  olhar elegante e bonita. Ele pegou a sacola de supermercado de suas mãos. “Eu teria comprado essas coisas.” “Não é nenhum problema. Da próxima vez, você compra.” “Fechado.” Ele a levou para a cozinha. “Eu suponho que você tem panelas e frigideiras.” “Sim. Minha mãe insistiu para que eu não vivesse de comida pronta. Eu sei como fazer coisas  básicas.” Savannah riu. “Eu posso imaginá­la dizendo isso a você.” Ele mostrou os lugares das coisas em sua cozinha e ela começou a pegar as coisas enquanto  ele descompactava os mantimentos. “Eu gosto de bife.” “Bom, porque você está os cozinhando. Também fiz uma suposição de que você tem um grill.” “Você assumiu certo.” Ela puxou um prato e temperou os bife, mas não muito, o que o fez feliz. A carne devia provar  como carne, não como outra sucata. Ela deslizou os bifes para o lado, então puxou fora a lagosta. Ele arqueou uma sobrancelha. “Você não é sofisticada.” “Eu gosto de frutos do mar.” Ela colocou água fervente em duas panelas. Um para a lagosta e uma para o prato de arroz que  ela estava fazendo. “Você deixa seu grill pronto. Eu tenho tudo coberto aqui.” Ele deu de ombros. “Ok.” Ele saiu para ligar o grill, observando­a através da porta de vidro deslizante. Foi interessante ter uma mulher em sua cozinha, algo que nunca tinha acontecido aqui antes.  Ela pareceu — atraente. Doméstica. Confortável. Ele certo como inferno que nunca teve uma mulher 

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vindo e cozinhando para ele. Ele não estava mentindo quando disse a ela que ele não convidava as  pessoas para o seu lugar. Era muito pessoal. Se ele passava a noite com uma mulher, era em seu lugar,  ou em um hotel. Não havia festa do pijama aqui, sem café da manhã, e não passava o dia juntos. Isso  sempre pareceu muito perto de um relacionamento e ele os evitava. A construção de sua carreira era suficiente de um trabalho em tempo integral. Arrastando uma  mulher para a bagunça que era a sua vida seria mais do que podia suportar. Ele não estava pronto. Embora ele certamente parecia estar fazendo um monte de coisas do tipo de relacionamento  com Savannah. Sair para jantar. Tê­la na casa de seus pais. Dançar com ela no casamento de seu primo.  Então, novamente, talvez todas estas coisas eram coincidência — apenas a natureza de seu trabalho e  do fato de que sempre pareciam acabar juntos recentemente. E relações eram coisas que ele certo como inferno não queria estar pensando agora. Ou nunca.  Hora de se concentrar na comida, trabalho e manter suas prioridades. Depois que o fogo estava quente o suficiente, ele entrou. Savannah estava escutando uma sinfonia. Música tocava em seu iPod. Ela estava dançando  enquanto se mexia de uma tarefa para outra. Panelas enchiam o fogão. Ela estava preparando alface,  cortando morangos, e fervia algo que cheirava verdadeiramente bom. Ele ficou, encostado na porta  para ver como ela cantarolava junto com a música, confortável em sua cozinha. Havia a palavra novamente — confortável. Ele esperou por seu próprio desconforto aparecer.  Isso não aconteceu. Ela se virou e o viu. “Há quanto tempo você está aí?” “Há algum tempo.” Ela  sorriu,  e não estava preocupada  que ele estava  espionando  sua rotina.  “Eu não posso  evitar. Estar na cozinha me relaxa.” Ela entregou­lhe os bifes. “Vá grelhar. Eu gosto do meu no ponto.” “Sim, senhora.”  Ele saiu de seu caminho  e fez sua coisa, e a deixou fazer  a dela. Até o  momento que trouxe os bifes, ela tinha as caudas das lagostas em pratos, juntamente com arroz e uma  travessa de alface para os bifes.

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Ele deu a ela o prato e ela colocou os bifes para a alface, depois verteu molho sobre eles,  polvilhando um pouco de queijo e alguns morangos por cima da carne. Ele franziu a testa. Ela colocou a mão sobre a dele. “Eu sei que você gosta do seu bife nu. Mas, acredite em  mim.” Ela entregou­lhe um prato e eles se mexeram para a mesa. Ela serviu vinho para os dois, assim que se sentou e ele cavou o bife, a sua primeira inclinação  para afastar as coisas em cima da carne. Mas ele não queria insultá­la, então pegou os morangos e  queijo na boca junto com o bife. “Oh, Deus,” disse ele depois de engolir. Quem sabia que os sabores iriam tão bem assim  juntos? “O que o inferno é este molho?” Ela tomou um gole de vinho, depois sorriu. “Eu lhe disse para confiar em mim. Não iria  estragar um bife grande. É apenas uma redução de balsâmico, queijo azul, e a doçura dos morangos  realçando o sabor.” “É muito bom”. Assim estava a lagosta. Perfeitamente cozida, na manteiga derretida.  “Você pode vir aqui toda noite e cozinhar para mim?” “Eu pensei que você disse que cozinhava.” “Ovos.  Bacon.   Atum.   Hambúrguer.   Coisas   básicas.   Eu  não   sou  cozinheiro   gourmet   como  você.” Suas bochechas escureceram rosa. “Estou longe de ser uma cozinheira. Gosto de mexer aqui e  ali com receitas diferentes quando tenho algum tempo livre.” “Você é muito boa no que faz. Esta comida é excelente.” “Obrigado.” “Onde você aprendeu a cozinhar assim?” “Programas de televisão de culinária, a Internet, e um monte de prática.” Ele comeu tudo em seu prato, e o que foi deixado no de Savannah, que ela não terminou.  Depois ele lavou os pratos, desde que ela tinha feito a maior parte do trabalho na cozinha, mas ele não  foi capaz de expulsá­la de sua cozinha. Ela apoiou e ajudou a carregar a máquina de lavar louça, e 

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quando ela não estava fazendo isso, estava limpando o fogão, balcão, mesa e colocando as coisas fora,  apesar de sua sugestão de que ela tomasse o seu copo de vinho e se sentasse. “Você nunca relaxa,” ele perguntou quando secou as mãos no pano de prato. “Isto é relaxante para mim. É o que faço depois de um longo dia. Eu cozinho. Eu limpo.” Ele balançou a cabeça. “Isto é o trabalho.” Ela riu. “Não para mim, não é. Viajo tanto que a maior parte do tempo eu estou comendo em  restaurante  ou serviço de quarto. Ser capaz de comer  uma refeição  caseira  é o paraíso para  mim.  Cozinhá­lo a mim mesmo é um bônus duplo.” As mulheres eram criaturas estranhas. Não,   Savannah   era   uma   criatura   estranha.   A   maioria   das   mulheres   que   ele   saiu   estavam  perfeitamente  contentes  em tê­lo de levá­las  para um jantar caro. Nem uma só vez tinha qualquer  mulher se oferecido para cozinhar uma refeição. Ela era única. Ele os levou para a sala. Savannah se sentou na ponta do sofá. Ele quase se sentou na cadeira  em frente a ela, para manter essa distância profissional toda, mas decidiu­se no sofá, também. “O que  você disse sobre estar em casa? Eu sei o que você quer dizer. Uma vez que a temporada começa,  estamos na estrada ou quando temos um jogo em casa estamos em prática. Não é que eu sou um  cozinheiro grande para começar, mas estou cansado na hora que eu chego em casa, assim que agarro  algo no caminho. Eu como muito comida pronta. Não conte a minha mãe.” Seus lábios levantaram. “Seu segredo está seguro comigo.” Ela tirou os sapatos e colocou as  pernas sob seu lado no sofá. “Você é uma mulher de muitos talentos, Savannah.” “Não realmente. Eu só gosto de cozinhar. E os homens são facilmente impressionados por  uma mulher que sabe cozinhar. Ela atende a uma das necessidades básicas.” “Comida e sexo.” “Exatamente.”

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“Então você está dizendo que eu sou fácil?” “Não. Estou dizendo que você é um homem.” Ele riu. Ela tinha um humor seco e poderia enviar um sutil picante com seu sarcasmo com a  voz doce do sul dela. Ele tinha que admitir, gostava disso. Mas gostava de mulheres fortes, e não aquelas que choravam se você olhasse para eles pelo  caminho errado. Ela não era o tipo de mulher para manipular um homem com lágrimas para conseguir  o que queria. Ele não podia vê­la fazendo algo assim, já que ela era tão reta — honesta. Ela era doce do  lado de fora, mas era durona. Tinha lhe dado um tempo difícil em um monte de maneiras e ela ainda  não tinha dobrado. Ela colocou o vinho na mesa e deslocou­se para encará­lo. “Eu quero falar com você sobre  algumas sugestões que tenho.” “Sugestões relacionados ao trabalho?” Ela inclinou a cabeça um pouco para o lado. “É claro.” “Hoje não.” Ele se levantou e pegou seu copo de vinho, foi até a cozinha e encheu. Quando ele  voltou, podia ver que ela estava confusa. “Olha, Pêssego. Aprecio que cozinhou o jantar, e desfrutei da sua companhia, mas não sou  todo sobre trabalhar vinte e quatro horas por dia.” Ele entregou o copo para ela.  “Sente­se e relaxe.” Ela pegou o copo dele. “Meu trabalho é trabalhar com você para reparar sua imagem.” “E nós estamos trabalhando nisso, não é?” “Nós mal arranhamos a superfície. Eu tenho um plano.” “Aposto que você faz. Mas não vamos entrar nessa noite.” “Sério. E o que é que vamos entrar esta noite?” Ele gostou do som de sua voz, a maneira suave e sexy que ela fez essa pergunta, quase em  convite. Ele não achava que estava lendo alguma coisa que não estava lá. Era inteligente o suficiente  para   saber   a  diferença   entre   uma  mulher   que  estava   interessada   e  uma   mulher   que  não  estava.  E 

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enquanto ele prometeu a si mesmo que estava indo para mantê­lo profissional, ela era a única a abrir a  porta agora. “Eu pensei que talvez  nós só rondaríamos junto hoje à noite. Chegando a conhecer um ao  outro um pouco melhor.” O olhar que ela lhe deu quase o fez rir. Parecia tensa, talvez até um pouco horrorizada. “Certo, eu posso dizer que não é isso que você quer fazer. Será que você tem algo mais em  mente?” Ela colocou a taça novamente e se levantou. “Sim. Trabalhar.” Ele se levantou, também, se aproximou dela. “Nenhum trabalho hoje à noite, Savannah.” “Então eu definitivamente devo ir.” “Você tem medo de mim.” Ela soltou um suspiro. “Eu definitivamente não tenho medo de você.” “Então é só os homens em geral?” Ela rolou seus olhos. “Não me toque. Tivemos uma noite agradável. Vamos deixar por isso  mesmo.” Ela foi até a cozinha e ele a seguiu. Ela agarrou sua bolsa. “Não, realmente. É todos os homens, ou é só comigo?” “É só você.” “Eu te faço — o quê? Desconfortável? Ou faço você perceber que tem sido um tempo desde  que esteve com um homem?” Seus olhos brilhavam  quentes. Ele  gostava deles  cuspindo um pouco de fogo. “Você está  presumindo muito, Cole.” “Talvez eu esteja.” “Não faça isso.” Ele estava bloqueando a porta, para que ela colocasse a mão em seu peito  para movê­lo para fora do caminho. Ele agarrou seu pulso e ela parou.

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Ele sentiu o pulso acelerado e sabia que não era porque ela era louca. Ele podia ver isso em  seus olhos, o jeito das pupilas dilatadas, a forma como os lábios entreabriram. E quando ela respirou,  não foi para que pudesse cuspir palavras de raiva. Ela estava ligada. Então, o que a impedia? “Olha,” disse ele. “Eu sei que nós trabalhamos juntos, mas sou bom em separar os dois.” “Eu não misturo trabalho e prazer.” Ele se moveu para mais perto. “Você já tentou isso?” “Cole. Nós já tentamos isso e concordamos que foi uma má ideia.” “Não. Você pensou que era uma má ideia.” Ele ergueu a mão ao redor de seu pescoço, varreu  seu braço ao redor dela para trás e puxou­a para perto. “Mas você já sabe que eu nunca faço a coisa  certa.” Ele se curvou, vacilou, esperou que ela se opusesse. Ele não sentiu nenhuma resistência, então  tomou sua boca em um beijo. Ele estava louco para a provar a noite toda. Ela tinha gosto de vinho doce  e hortelã, os lábios tão suaves como sua pele. Ela se derreteu contra ele, sua mão deslizando em seu  cabelo. Desta vez, eles não estavam fora, não estavam em público, e não havia nada para impedi­los  de levar isso ainda mais. Nada, exceto Savannah, e tudo que ele sentiu foi sua rendição.

DE ALGUMA FORMA, SAVANNAH SABIA QUE ISSO IA ACONTECER. Talvez ela até subconscientemente orquestrou pelo planejamento deste jantar no lugar de Cole. Apesar de tentar o seu melhor para não se colocar nesta posição, aqui estava ela, deixando  Cole beijá­la. Oh, quem ela estava enganando? Não foi não “deixar” acontecendo aqui. Ela não era passivo  em tudo isso. Era uma participante, pressionando­se contra ele. Largou a bolsa no chão e passou as  mãos pelo seu cabelo, segurando­se como se estivesse com medo que ele desaparecesse se soltasse.

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Ela estava  nisso e  nada  iria   impedi­la  de  tê­lo.  Ele  tinha   sido uma  fixação  desde  aquela  primeira noite, que colocou os olhos em seu corpo sexy, desde a primeira vez que ele bateu nela com  aqueles lindos olhos pecaminosos. Ela o queria, e agora estava indo para tê­lo, merda as consequências. Ele   esperou,   tenso   quando   ela   mudou.   Será   que   ele   achava   que   ela   estava   indo   fugir?  Provavelmente fazia desde que ela puxou vezes para trás antes. Mas não desta vez. Ela se moveu para  mais perto, deslizando a outra mão ao redor de seu pescoço, enredando os dedos em seu cabelo. E  quando lançou um som de prazer da parte de trás de sua garganta, ele relaxou. Ele flexionou os dedos contra seu quadril e os joelhos enfraqueceram. Ela adorava a sensação  de suas mãos sobre ela e queria muito mais. Ele deixou a outra mão vagar até suas costas, provocando a  pele nua lá, antes de deslizar os dedos em seu cabelo. Ela inclinou a cabeça para trás, encontrou seu olhar. Ele afastou o cabelo do rosto e traçou seu  lábio inferior com o polegar. “Sinto muito,” disse ela. Ele franziu a testa. “Por quê?” “Por esperar tanto tempo. Por me afastar todos esse tempo. Não vou a lugar nenhum neste  momento, Cole.” Ele soltou um gemido com sua expiração,  então nivelou um trapaceiro devastador  de seus  lábios nos dela que fez seus joelhos fracos. “Você tem uma boca bonita, Savannah.” Ele a beijou novamente. Ela amava o jeito que a  beijava. Não era selvagem ou exigente, mas mais saboreando, preguiçoso exploratório, esfregando os  lábios contra os dela, provocando­a com a língua. E, enquanto fez isso, ela foi ficando mole, tonta,  aquecida até o ponto de ebulição. A bunda dela descansou em sua mesa de cozinha, e Cole a tinha  manobrado entre suas pernas, a ereção inchada de sua calça jeans avançando cada vez mais perto de  seu ponto doce.

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Ela tremeu com antecipação, gemeu quando a empurrou de volta na mesa, agarrou sua bunda,  e a puxou mais perto da borda, puxando sua boceta diretamente contra o cume duro de sua ereção. Senhor tenha misericórdia, mas se ela se esfregasse contra seu pau delicioso, poderia gozar.  Apenas o pensamento de seu balanço contra ele enquanto ele assistia — ambos completamente vestidos  — fez seu clitóris pulsar e seus mamilos formigarem. Era uma de suas mais quentes fantasias. Ela inclinou a cabeça para trás e envolveu as pernas ao redor dele, instigando o pensamento de  fazer exatamente isso. E quando ele colocou a palma de sua mão em seu peito, onde o coração batia  num ritmo duro, ela abriu os olhos e encontrou seu olhar. “Diga­me o que você está pensando,” ele disse, sua voz tão escura como seus olhos. “Se eu esfregasse contra você, eu poderia gozar.” Ele respirou fundo e inclinou a cabeça para baixo. Suas pálpebras estavam a meio mastro, e  ele parecia ser o próprio diabo. Que só virou­a ainda mais. “Sim, isso pode ser divertido,” disse ele, seus dedos abrindo e fechando em seus quadris. “Mas  eu vou ser o único a fazê­la gozar esta noite. Mais de uma vez.” Céus. Ela tinha acabado de apostar que ele poderia, também. Havia um ar de confiança sobre  Cole, uma das coisas que mais gostava dele. Acreditava que ele poderia fazer o que disse que podia, e  olhou para frente para as experientes mãos dele. Quando ele a puxou para se sentar em cima então deslizou seus dedos em seus cabelos, ela  percebeu que nunca realmente gostou da coisa toda de mãos. Oh, preliminares era bom, claro, mas ela  sempre estava com pressa para chegar à parte boa. Ela adorava sexo, amava tudo sobre isso, mas o que  mais gostava era ter um homem dentro dela. Foi a única vez que ela sentiu a conexão que passou a vida  procurando. Agora, com as mãos enterradas de Cole em seu cabelo, seu corpo pressionado contra a dela e  sua boca fazendo coisas deliciosas para a dela, sentiu uma picante conexão, e eles não estavam nem  perto da parte boa ainda. Ela ainda tinha suas roupas, no momento. Mas a forma como ele massageava 

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o couro cabeludo dela enquanto a beijava, ela percebeu que nunca vibrou antes, exceto nas partes  eróticas,   é   claro.   Mas   sua   cabeça   formigava,   e   assim   fez   os   lábios.   Era   um   gigantesco   nervo  determinando a sentir, desde o topo da cabeça dela por todo o caminho incomum e enrolando até os  dedos dos pés. E quando ele pegou as mãos sob sua bunda a pegando no colo, ela envolveu suas pernas ao  redor dele e segurou, quase desmaiando, enquanto seus lábios estavam ainda juntos com o dela e ele  estava a levando para fora da cozinha em direção — sem dúvida — seu quarto. Seu sexo pulsava com antecipação, mas então ele parou no caminho do corredor, pressionou­a  contra a parede e beijou­a tão profundamente que ela ficou tonta. Ela nunca tinha estado tão plenamente envolvida em um beijo antes, ou tão consciente de cada  parte de seu corpo. O corpo de Cole alinhado ao dela, e esfregando seus seios contra o peito, seus  mamilos apertando de forma agonizante prazerosa. Quando ele moveu sua boca de seus lábios para sua  garganta, ela bateu com a cabeça contra a parede, a dor só aumentando seu prazer. “Acho que eu poderia tomá­la aqui mesmo no corredor,” disse ele, sua voz áspera e baixa.  “Não acho que posso esperar.” Ele lambeu ao longo de sua clavícula, sua língua mergulhando acima  dos seios. “O que você pensa sobre isso?” Achar? Ela não tinha pensamentos. Sua mente tinha ido a líquido, como o resto dela. Não  podia acreditar que ele a estava segurando ainda, que cada parte de seu corpo tremia, e que estava tão  perto de um orgasmo que um toque, uma lambida, iria vir. Ela teve que engolir passando a secura na  garganta e lutando por uma resposta. “Acho que você pode fazer o que quiser comigo.” Ele riu, um som mau e diabólico. “Eu estou planejando isso.” Ele a colocou em seus pés e ela não ficou surpresa ao sentir as pernas tremendo. Ele segurou­a  com uma das mãos, enquanto a outra puxava as alças de seu vestido para revelar seu sutiã.

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“Lindo,” disse ele, seu olhar acariciando as rendas negras e amarelas de cetim do seu sutiã que  ela tinha escolhido esta noite. Ele estalou e puxou um bojo do sutiã aberto e seu seio apareceu livre, o  mamilo já duro e dolorido. “Mesmo mais que bonito.” Ele capturou o broto entre os lábios e, Senhor, tenha piedade, ela  pensou que poderia morrer ali mesmo em seu caminho no corredor. Queria fechar os olhos e concentrar­se na sensação, mas não podia evitar, ela tinha de ver o  que ele estava fazendo com a boca incrível. Olhou para baixo, viu desaparecer o mamilo entre os  lábios, sentiu a aspiração enquanto ele o capturava entre a língua e o céu da boca. A sensação atirou certeiramente para o clitóris, o formigamento de dor insuportável. E quando  ele lançou, ela engasgou. Ele olhou para ela e sorriu. “Você tem um gosto bom, Pêssego.” Ela nem sequer teve a chance de recuperar o fôlego, porque ele puxou o outro bojo para baixo  e sacudiu a língua sobre o mamilo, pegou seu peito em sua mão e brincou com ele, brincou com a gema  até   que  suas  pernas   estavam   tão   bambas  que  ela  teria   escorregado   pela   parede   se  ele  não   tivesse  pressionado contra ela, segurando­a lá. Ela podia ser a encarregada de transformar sua imagem, mas ele tinha o domínio total sobre  seu corpo agora. Ela não tinha problema em abandonar o controle sobre ele, não quando saboreava seus  mamilos e passou as mãos para baixo de seus lados para levantar seu vestido. Ele soltou do broto que ele tinha sido sugando para cair de joelhos e correr suas mãos sobre  seus lados, puxando a calcinha até os tornozelos. “Saia dela para mim.” Ela   estremeceu  e  obedeceu,  sentindo­se em  pé  pecaminosa   sexy no  corredor   com  a parte  superior   de   seu  vestido   caído   até   a   cintura,   com   os   seios   descobertos,   e   sua   calcinha   indo   agora.  Antecipação fez inchar com calor e excitação, especialmente quando ele puxou seu vestido para baixo  sobre seus quadris e ele caiu no chão. “Eu quero ver você.”

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Quando ele deu um beijo no osso do quadril, as pernas já enfraquecidas cambalearam um  pouco mais. “Porra, você é linda, Pêssego.” Ele se inclinou e deslizou sua língua ao longo das dobras de  sua vagina, antes inclinando a cabeça para trás para encontrar o seu olhar. “E você tem um gosto tão  bom quanto parece. Diga­me para fazer você vir.” Uma lambida a fez tremer. Ela queria muito mais. Sem hesitar, ela disse: “Faça­me gozar, Cole.” Ele levantou­se, agarrou a bunda dela, e colocou sua boca sobre ela. Sua língua estava quente e úmida em seu clitóris, inundando­a com calor e sensação e um  tremor de necessidade, ansiando por mais. Seus dedos cavaram as bochechas de sua bunda, e ela foi  superada com o simples prazer de seu toque e sua boca sobre ela. Misericórdia, mas o homem tinha uma boca talentosa. E as coisas que poderia fazer com a  língua que deveria ser banida. Ou pelo menos proibida de uso em qualquer outra mulher, exceto ela  para o resto de sua vida, porque ia levá­lo para casa com ela, travá­lo em seu quarto, e nunca deixá­lo  ir. Ele tinha uma maneira de usar a língua que desafiava a lógica. Ele rolou sobre ela, deslizou  dentro dela, e arrastou­a lentamente sobre seu sexo, inundando­a com a sensação, até que arqueou  contra ele e veio com um grito selvagem inesperado. Através de seu clímax descarado ele a segurou  firme, nunca abandonando uma vez seu domínio sobre ela. Ofegante, ela apertou as mãos contra a parede em apoio, mas não precisava se preocupar  porque Cole se levantou, deslizou um braço ao redor dela, em seguida, plantou a sua boca na dela. Ela  acabou colocando um braço em volta de seu pescoço e o beijou de volta, tentando não parecer tão  desesperada como se sentia. Normalmente, estaria fria e calma, mas ele definitivamente tinha arrepiado  cada   parte   dela.   Ela   estava   quente   e   suando   e   tremendo   sobre   al.   Sua   calma   normal   tinha   sido  substituída por uma necessidade frenética para levá­lo nu para que pudesse correr suas mãos e a boca  sobre seu corpo. E então queria — não — precisava dele dentro dela.

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Isso não poderia acontecer em breve para seu gosto. Ele levantou­a e levou­a pelo resto do caminho no corredor. Conteve a alegria, pois estava  mais perto de conseguir exatamente o que queria. Eles caíram sobre a cama e ela rolou sobre suas  costas. Abriu o fecho do sutiã e o puxou, jogando­o ao chão. “Gosto de onde isso vai dar,” disse ele, estendendo a mão para os seios. Ela empurrou as mãos. “Não.” Ele franziu a testa, mas então ela deslizou as mãos sob a camisa, e suas pálpebras fecharam até  o meio. Havia algo de muito escuro quando olhava para ela assim... algo elementar e perverso que a fez  querer subir em seu pênis ereto muito e fazer coisas muito desagradáveis com ele. Ela lambeu os lábios e espalhou os dedos, explorando seu firme, musculoso abdômen quando  ela levantou a camisa para cima. Inclinou­se e deu um beijo em sua barriga nua, serpenteando a língua  para fora seguindo a trilha de cabelo macio que a levou a fivela do cinto. Ele vaiou e pegou um punhado de seu cabelo. Misericórdia, mas ela gostava da sensação de  seu poder. Ela desfez a fivela do cinto e puxou o zíper para baixo, sentindo o cume duro de sua ereção  pressionando contra a costura. Ansioso para libertá­lo, mas também sabendo o quanto ele queria isso,  levantou, encontrando seu olhar enquanto esfregava contra seu pênis com a palma da mão. Ele deu­lhe um olhar de advertência. “Savannah.” Esfregou novamente, sentindo o comprimento e a espessura dele. Ela estremeceu um suspiro e segurou­o através de sua cueca boxer. “Isso é muito bom.” Ele olhou para ela, levantando contra sua mão. Ela se inclinou e deu um beijo ao V aberto da  calça jeans, inalando o cheiro almiscarado dele. Então, muito macho, tão potente e excitante. Ela se levantou e estendeu a mão para suas calças. Ele a ajudou a puxar pelos quadris. Era  como assistir a uma obra de arte. Pele bronzeada, depois branca, algumas cicatrizes aqui e ali, mas as  marcas apenas destacaram sua beleza. Seu nariz era um pouco torto, e ele tinha uma cicatriz em seu queixo. Outra cicatriz corria o  comprimento de seu antebraço e havia uma dentada na coxa, também. Perfeição era superestimada. Ela 

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preferia muito mais um homem que não era tão perfeito que ela se sentir inadequada. Após tudo, ela  não era um modelo de moda. Ela era cheia encorpada, e ele era todo músculo, ainda magro, e, oh, tão  espesso em um só lugar. Isso fez água na boca. Ele levantou­se para que ela pudesse tirar a camisa e continuar sua adoração de seus ombros  esculpidos. Ela amava os braços de um homem. Havia algo absolutamente delicioso sobre os músculos  deltóide e bíceps. Ela sentiu sua força quando ele a segurou no corredor. Ela certamente não era mulher  de leve­como­uma­pena, mas ele não tinha sofrido ao segura­la. Ela correu as pontas dos dedos sobre os braços, em seguida, sobre o peito, serpenteando para  baixo em seu estômago para seu pênis que se projetava, orgulhoso e duro e tentador. Ela acabou com os  dedos ao redor dele, levantando o olhar para o rosto dele. Ele estava assistindo a mão, com o olhar focado na carícia de seu eixo. Ela apertou mais forte  na base, aliviando  seu toque quando chegou  à crista suave, onde circulou  o polegar sobre a parte  superior de seda. Aninhado em seu estômago, ela empurrou o seu caminho entre as pernas e traçou seu polegar  sobre a veia grossa que corria ao longo da parte inferior de seu pênis. “Seu pau é lindo,” disse ela. “Não é bonito. É duro e viril.” Ela riu. “Tudo bem. É duro e viril. E bonito.” Ela  lambeu  a ponta, em seguida, levantou­se para  colocar  os  lábios  sobre a crista  grossa.  Quando sua boca deslizou sobre ele, ouviu a respiração áspera. Ele deslizou sua mão em seu cabelo, agarrando um punhado para segurar enquanto ela passava  a língua em torno de seu eixo, lambendo seu caminho da base à ponta, então indo em cima dele de  novo,   tomando­o   profundamente   até   que   ele   soltou   um   estrangulado   gemido   quando   sentiu   sua  cabecinha bater na traseira de sua garganta. Chupar ele era mágico, excitando­a quase tanto quando ele tinha a boca em sua boceta. Havia  alguma coisa sobre dar prazer para ele que ela encontrou incrivelmente excitante. Ela queria que ele 

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viesse, para sentir a explosão de prazer que ele lhe dera. E quando ele apertou seus braços em seu  cabelo e começou a bombear com rajadas curtas e rápidas entre os lábios, ela sabia que ele estava perto. “Savannah. Porra. Eu vou vir na sua boca se você não deixar ir.” Sua voz era rouca como  cascalho e, dizia a ela o precisava saber. Ela agarrou a base de seu pênis e acariciou­lhe, apertando os  lábios em torno de seu eixo. Ele soltou um gemido quando gozou, empurrando seu pau no fundo de sua garganta. Ele a  abraçou, bombeando seu pênis profundamente. Savannah engoliu quando ele empurrou contra ela até  que estava completamente vazio. Adorava que poderia dar a ele esse tipo de prazer. Ele foi negligente e acariciou sua cabeça enquanto ofegava em recuperação. Ela subiu seu  corpo, aprendendo cada músculo e cada decline quando ela mapeou seu caminho para a sua boca, onde  deu um beijo quente em seus lábios. Ele passou os braços em volta dela e a rolou, beijando­a tão  profundamente que ela perdeu todo o sentido de tempo e lugar. Suas pernas estavam emaranhadas, seus  pés tocando com o dela. Ela nunca iria suspeitar dele de ser tão brincalhão, tão disposto para fazer um  beijo tão longo e profundo ou de tomar seu tempo no processo de fazer amor. Enquanto queria dentro  dela, certamente não se opôs a algumas preliminares estendidas. E oh, que preliminares tinha sido. Mas por algum motivo ela atrelou Cole como um cara que  gostaria de deixá­la nua, deslizar dentro, e ir direto para a ação. Ela tinha estado tão errada sobre ele — sobre tudo. Pelo menos, até ao momento. Porque sua  mão estava preguiçosamente acariciando o seio, a boca estava a devastando com um beijo profundo e  apaixonado, e seu pé estava brincando com sua panturrilha. Ele agiu como se pudesse ir toda à noite  com   isso,   e   lá   estava   seu   pau,   lentamente   crescendo   mais   contra   sua   coxa,   enquanto   ela   estava  preparada e pronta para ir como um foguete, se ele viesse dentro em uma polegada de sua vagina. E quando ele deslizou a mão de seu peito para seu seio, ela não estava preste a objetar. Na  verdade, ela rolou de costas e abriu as pernas, esperando que ele recebesse a mensagem. Ele levantou os lábios e olhou para ela. “Algo que você queira?” “Sim. Bem, eu tenho uma lista, realmente.”

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Seus lábios   levantaram   em   um   meio   sorriso   devastadoramente   mau   que   a   fez   tremer   no  clitóris. “Se importa de compartilhar essa lista comigo?” “Sua mão na minha boceta seria um bom começo.” Ele deslizou a mão para baixo, colocando em seu sexo, usando seus dedos para esfregar sobre  sua carne sensível. Ela arqueou contra ele, atingindo seu pulso para segurá­lo onde ela precisava dele  mais. “Sente­se bem,” questionou. Ela se virou para olhar para ele quando ele a trouxe diretamente sobre a borda.  “Sim.” “Pronta?” Ela estava. Foi tão rápido, mas tinha sido um tempo, seca, sem um homem, e precisava disso.  Não ia segurar, não sabendo quando ela faria sexo. “Sim.” Ele enfiou dois dedos dentro dela e bombeou, rolando seu polegar sobre o clitóris, em seguida,  usando a mão magnífica para embalar, provocá­la e levá­la diretamente até a borda. Ela explodiu, este segundo clímax ainda mais intenso do que o primeiro tinha sido. Ela apertou  em torno de seus dedos em movimento enquanto seu orgasmo caia. Quando Cole tirou os dedos, deslizou na boca e lambeu. “Eu gosto do seu gosto, Pêssego.” Ela estremeceu, latejante ainda dos efeitos posteriores. Seus mamilos estavam apertados, dor  picando, seu corpo inteiro tenso de expectativa. E quando Cole pegou um preservativo em sua mesa de  cabeceira, ela lambeu os lábios, ela tão pronta para sentir seu pênis dentro, que quase choramingou com  a necessidade para ele. Ela pegou a camisinha de suas mãos e a rolou, o olhar fixo no dele. Intimidade como esta não  era algo que ela teve, muitas vezes, por isso queria que cada parte da experiência.  Ela queria tocá­lo, saboreá­lo, tanto quanto podia esta noite. Rolou­a de costas e usou seus joelhos para abrir as pernas, pressionando seu corpo em cima do  dela. Seu pênis cutucou na entrada de sua vagina, seus quadris contra os dela.

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Ele olhou para ela e seus olhares se encontraram. Estendeu a mão para o cabelo, o escovando  longe de seu rosto, a ação tão íntima que fez seu coração se apertar. “Você é linda, Savannah,” disse ele, em seguida, deslizou dentro dela, seus olhos fechados da  mesma maneira que ele dirigiu para casa. Oh, Deus. A intimidade era mais do que ela poderia suportar. Sentindo­o dentro dela, a maneira que ele tinha falado com ela, a abalou. Savannah se esticou para deslizar os dedos na suavidade de seu cabelo sedoso, observando as  características de seu rosto enquanto apertava sua boceta segurando seu pênis. Ela não foi muitas vezes impulsionada na poética sobre o ato de sexo, mas havia algo de  mágico sobre Cole estar dentro dela. Nunca   sentiu   uma   emoção   tão   incrível   sobre   um   homem   transando   com   ela.   Sexo   era  superficial. Diversão e certamente um lançamento maravilhoso, mas estar ligada a Cole assim, tendo  seu   olhar   a   tocando   de   uma   forma   tão   íntima   enquanto   ele   puxava   de   volta   e   impulsionava   tão  profundamente dentro dela, enchendo­a com paixão, e mais do que um sentimento de admiração. Isso foi o que ela sempre leu, como o sexo deveria ser como  — um acoplamento. Juntando  tanto o físico como emocional, tão poderoso em sua intensidade que ela foi pega em sua tempestade. Cole mergulhou  e roçou os  lábios  através  dela, então puxou sua bunda e ergueu moendo  contra ela. Enquanto a tempestade intensificava dentro dela, ela apertou, faíscas de tiro relampejaram  através de suas terminações nervosas. Tensa com o lançamento iminente, ela cravou as unhas na pele  de Cole. Sua resposta em um rosnado só aumentou seus sentidos e correu ao longo do caminho para o  orgasmo. Quando ele afundou seus dentes na pele macia do seu ombro, ela gritou, seu clímax enviando  em   voo   para   a   escuridão   doce.   Ela   enrolou   as   pernas   em   torno   dos   quadris   de   Cole   e   arqueou,  arrastando­o junto com ela, seu gemido respondendo num bálsamo feliz no turbilhão.

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Ele beijou e lambeu o pescoço e o ombro, trazendo­a de volta para baixo de um dos passeios  mais selvagens de sua vida. Ele a deixou por apenas alguns segundos, depois voltou e a puxou contra  ele. Havia   coisas   que   precisavam   ser   ditas,   coisas   que   sabia   que   ele   estava   provavelmente  pensando, também. Realidade esses tipos de coisas. Lógica esses tipo de coisas. Ela não ia falar sobre eles agora. Essa conversa podia esperar para mais tarde. Por enquanto, ia  gostar de ser segurada e acariciado por um homem que tinha acabado de balançar seu mundo.

SAVANNAH ESTAVA TRANQUILA QUANDO COLE a abraçou e passou a mão sobre a  maciez de suas costas. Ele sabia o que isso significava. Ela estava pensando. Lamentando provavelmente. Ele não estava arrependido. Hoje à noite não tinha sido nada menos que incrível. Ela era uma  gata selvagem na cama. Ela não tinha reservas sobre sexo, grande comunicação ainda, e ela era tão  bonita como ele imaginou. Mas conhecendo Savannah, pela manhã — se não dentro de uma hora — ela estava indo para  chamar isto de um erro. Cole   planejava   para   discutir   esse   ponto,   porque   bom   sexo   nunca   foi   um   erro.  Ele era muito bom em argumentar seu ponto, especialmente quando sabia que estava certo. Por enquanto, ele pretendia manter essa mulher sedutora em seus braços — e em sua cama.

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Capítulo Doze “NÃO.” “Cole...” “Eu disse que não. Não há nenhum ponto em discutir isso.” Cole tinha pensado que ia acabar discutindo sobre sexo. Mas, surpreendentemente, Savannah  não  tinha   dito   uma  palavra   sobre   isso.  Ela  ficou   toda   à   noite,   embora   ela   saísse  correndo  de   seu  apartamento   na   manhã   seguinte,   não   mais   do   que   proferindo   algumas   palavras   sobre   que   ele  necessitava ir para à prática e ela tinha coisas para fazer. Embora ela tivesse sido vaga sobre que era  essas “coisas” Irônico,   considerando   que   era   habitualmente   seu   comportamento   após   o   sexo.  Ele normalmente não podia esperar para ir embora. Em vez disso, os papéis foram invertidos, porque  acordando com a bunda quente de Savannah aninhada contra seu pênis o tinha feito duro. Ele a puxou  contra ele, imaginando que poderia ter um replay na manhã agradável da noite anterior. Sim, isso não tinha acontecido. Ela disparou para fora da cama, pegou suas roupas, colocando­ as, ao mesmo tempo resmungando sobre o quão grande tinha sido na noite anterior, e ela ligaria mais  tarde. Então disparou para fora da porta, como um fogo de artifício iluminou. Tinha sido condenado a estar desconfortável no outro lado da porra desse tratamento. Agora  ele sabia como se sentia. Isso não se sentia tudo de bom. Ele saiu da cama, fazendo um pedido de desculpas mental para todas as mulheres que tinha  feito isso. Mas ele não tinha terminado com Savannah, se ela achava que eles iam ter uma noite e ela ia  esquecer que isso aconteceu, ela estava errada.

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Após a   prática,   ela   estava   esperando   por   ele.   É   quando   ele   esperava   o   argumento.  Em vez disso, arrastou­o para cima para a sala de conferência e fechou a porta. “O que foi?” “Sente­se.” Este era o lugar onde ela estava indo para lhe dizer que a noite anterior tinha sido divertida,  mas foi apenas uma coisa de uma vez e não poderia acontecer de novo. Ele conhecia esta conversa.  Inferno, ele a fez uma centena de vezes antes. Ele estava preparado par rebater. “Como você é com um martelo?” Ele olhou para cima. “O que?” “Eu tenho você  —  bem nós, agendado para um projeto de caridade local de construção de  casas.” “Uh... por quê?” “Porque é por uma causa que vale a pena. Vários dos membros da equipe estão fazendo isso,  juntamente com os técnicos e funcionários. Sábado.” “E nós estamos fazendo isso porque...” Ela rolou seus olhos. “Imagem, Cole.” “Em outras palavras, a mídia vai estar lá.” “Sim.” “E você acha que isso de alguma forma, ajudaria a reparar minha imagem?” “Ela   certamente   não   irá   prejudicar   a   sua   imagem   por   ser   visto   fazendo   algo   por   sua  comunidade.” “Eu faço muito para minha comunidade.” Ela se inclinou para trás em sua cadeira. “Realmente. Como o quê?” “Eu doou a uma série de instituições de caridade.” “Dar... como?”

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“Cheques.” Ela soltou um suspiro audível. “Isso não é visível. Você precisa ser visto ser caridoso. Além  disso, você não quer se envolver mais e centrado na sua comunidade?” Ele deu de ombros. “Eu acho.” Ela se levantou. “Eu me pergunto sobre você, às vezes, Cole.” Ela se dirigiu para a porta. Ele se levantou. “O que o inferno isso significa?” Ela se virou para ele, com a mão na maçaneta da porta. “Isso significa que eu me pergunto por  que você está tão relutante em se envolver.” “Porque eu não quero que seja cheio de merda.” “Desculpe­me?” “Olhe. Entendo a caridade. Meus pais ensinaram a mim e a minha irmã que é importante  ajudar. Eu faço muito isso. Só não acho que precisamos ter nossos rostos nas câmeras para mostrar  como somos caridosos. Parece desonesto.” Ela franziu o cenho. “Então você acha o que a equipe faz é desonesto? Que estamos fazendo  isso apenas para a publicidade, e não realmente ajudando?” “Eu doou generosamente para instituições de caridade, mas não faço um grande negócio fora  disso. Não acho que é negócio de ninguém.” “Acho que você confunde um golpe de publicidade  com a ajuda real. Tudo não pode ser  realizado com um cheque, Cole. Mostrarei a diferença no sábado.” “Tudo bem.” “Tudo bem.” Ele observou­a sair pela porta e percebeu que a conversa não tinha ido em tudo como ele  esperava. Ela sempre fazia sentir­se como se estivesse fazendo errado. Sua mãe lhe dava esse sentimento, também. Comparando Savannah a sua mãe era um lugar que ele se recusou a ir.

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E agora ia ter de construir uma casa, no sábado. E nenhum dúvida de ter a mídia sobre seu  traseiro ao mesmo tempo. Ele arrastou os dedos pelo cabelo. Grande.

SAVANNAH TINHA UM ALMOÇO PROGRAMADO com Liz, que parecia radiante, seu  rosto cor de rosa rosado, um grande sorriso em seu rosto enquanto ela jogava a bolsa na cadeira ao lado  dela. “Você parece horrivelmente feliz.” Ela pediu um chá gelado. “Estou feliz. Tenho uma carreira de sucesso e um homem quente  para dormir — sempre que ele está na cidade. A vida é boa.” Savannah empurrou sua irritação com Cole para o lado e sorriu. “Estou tão feliz por você.  Você merece isso.” “Nunca pensei que poderia me sentir assim. Ou que eu merecia. Mas você sabe o que? Você  está certa. Eu faço.” Às   vezes,   Savannah   se   perguntou   se   ela   já   sentiu   aquela   sensação   de   contentamento   que  parecia cercar Liz. “Então, como vão as coisas com o nosso filho problema?” Liz perguntou. “Ah, eles estão indo muito bem.” Ela abriu um pacote de açúcar e acrescentou para o chá,  então decidiu que hoje meio que precisava de dois de açúcar. Liz   arqueou   uma   sobrancelha.   “Dois   açúcar   não   sinaliza   bem   para   mim.   O   que   está  acontecendo?” Ela encontrou o olhar de sondagem de Liz. “Nada. Cole está sendo cooperativo.” “Cooperativo é bom, mas o que você não está me dizendo?” Muito. Mas ela não era o tipo de compartilhar segredos íntimos.

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Em vez   disso,   ela   estampou   um   sorriso   mais   radiante.   “Ele   deu   uma   grande   entrevista   à  estação de televisão local na semana passada. Você viu isso?” “Eu fiz. E você está ainda escondendo algo. Podemos fazer negócios juntos, Savannah, mas  também somos amigas.” Liz alcançou através da mesa e colocou a mão em cima de Savannah. “Diga­ me o que está acontecendo.” Os ombros de Savannah caíram. “Eu dormi com ele.” “Com Cole?” Os olhos de Liz arregalaram. “Isso é um desenvolvimento interessante.” “Isso é um eufemismo. Tentei tão duro negar a atração. Sou uma profissional. Eu deveria me  conter melhor.” A garçonete trouxe saladas de frango, mas Liz inclinou para frente. “Querida, eu sou a última  que pode dizer algo, desde que eu fiz a mesma coisa com um cliente que agora é meu marido. Diga­me  sobre isso.” Ela pegou os pedaços de frango grelhado, sentindo­se miserável por tudo. “Eu não sei o que  aconteceu. Eu tinha uma queda sobre ele — em Cole — mas ele é tão enervante de atraente. Eu não  acho que tentei muito difícil resistir a ele.” “Bem, esses homens Riley podem ser persistentes como o inferno.” Liz acenou com garfo em  Savannah. “Uma vez que você se apaixona por um, você não tem chance no inferno.” “Eu não estou apaixonada por ele. Nós somente fizemos sexo uma vez e não vai acontecer de  novo.” Liz deu um sorriso irônico. “Não vai?” “Não. Estou determinada a terminar este trabalho, torná­lo o melhor wide receiver que os  Traders já tiveram, e sair de sua vida.” “Uh­huh. Famosas últimas palavras. Você e eu precisamos de uma noite fora com Jenna e  Tara.   As   quatro   de   nós   precisamos   ter   uma   conversa   sobre   jogadores   de   esportes   e   o   fator   de  testosterona irresistível.” Savannah levantou o queixo. “Eu sou uma mulher forte. Eu posso resistir.”

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“Claro que pode, querida.” Essa conversa com Liz não estava ajudando. “Minha carreira é a minha prioridade número um.  Eu não vou deixar qualquer homem ficar no caminho disso.” “Assim era eu. Até Gavin chegar junto.” “Sua situação não é a mesma que a minha. Você já estava apaixonada por ele.” “Eu estava. Mas ele não sabia que quando veio atrás de mim.” “Isso ainda afetou como você interagiu com ele uma vez que vocês dois se envolveram.” Liz tomou um gole de chá, em seguida, abaixou o copo. “Você está certa. Isso fez. Eu estava  morrendo de medo, medo dele descobrir como eu me sentia, a situação do medo todo com Mick iria  explodir na minha cara. Eu já tinha perdido um cliente. A última coisa que queria era perder outro.  Andei   na   ponta   dos   pés   ao   redor   como   uma   bailarina,   esperando   o   tropeço   inevitável   da   minha  carreira.” Savannah tomou tudo, escutando Liz falar sobre seus medos. “Mas tudo funcionou para você. Você tem o cara e continuou a sua carreira.” Liz assentiu. “Acontece que eu estava preocupada com nada. Eu tinha medo de me apaixonar,  com medo de perder quem eu era, com medo de que ele não iria me amar de volta. Nós dois fomos tão  estúpidos.” Ela tomou uma mordida da salada e engoliu. “E eu sei que em seu interior, você deve ter o  triplo da quantidade de medo que eu fiz.” Ela encolheu os ombros. “Eu tento não deixar isso influenciar a minha decisão e da maneira  que vivo a minha vida, mas sei que isso faz.” Liz apertou sua mão. “Você sabe que eu sou uma grande e velha intrometida e quero interferir  onde meus amigos estão em causa, mas tentarei ficar fora do seu caminho. Basta saber se você precisar  de mim para conversar, estou sempre aqui para você.” “Obrigado.” “Mas só um conselho, se me permite?”

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Savannah sorriu, sabendo que Liz não seria capaz de controlar a si mesma se não interferisse  um pouco. “Claro.” “Abra­se para a oportunidade. Deixe e veja o que acontece. Se nada mais, você vai voltar a  fazer o que estava fazendo antes, sem nenhuma mudança em sua vida. Eu odiaria ver você passar a vida  sozinha, porque está com medo.” E ela odiaria se machucar tanto quanto tinha quando era criança. Ela foi rejeitada uma vez. Ela  não tinha certeza de que queria passar por isso novamente. Às vezes, nunca tendo a chance em tudo era uma opção melhor do que tomar uma de frente  por essa rejeição. Ela era uma mulher forte em muitas áreas. Em sua carreira, ela era destemida, ia de igual para  igual com alguns dos maiores nomes no mundo dos negócios e esportes. Mas em matéria de coração e emoção, ela era uma grande menina, com medo de afastar as  sombras do passado. Talvez Liz estivesse certa, porém. Talvez fosse hora de deixar tudo ir. De que outra forma ela  ia ter um futuro brilhante? “Com o tempo, não deixarei de fazer isso. Quando estiver pronta.” “Mas   não   com   Cole?”   Liz   estudou­a   com   aquele   olhar   de   sondagem   que   usava   em   seus  clientes. “Não com Cole. É um conflito de interesse. Apenas não posso arriscar tudo que eu construí.” “Até você, querida, mas eu digo que não deixe passar uma oportunidade de ouro. Elas não  vêm em torno, muitas vezes, e você não sabe quando poderá ter outra chance.” Savannah sorriu para ela. “Há um monte de homens lá fora.” “Sim. Mas tem qualquer outro cara fez você se sentir como Cole faz?” Ela olhou para seu chá. “Nunca. Ainda não, de qualquer maneira.” Liz riu. “Confie em mim, Savannah. Não há que muitos homens neste mundo inteiro que pode  colocar esse tipo de olhar no rosto de uma mulher.”

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Ela ergueu o olhar. “Que tipo de olhar?” “Aquele sensual, faces rosadas, olhos sonhadores, oh­garota um tipo bom de olhar.” Savannah espalmou suas bochechas. “Eu não tenho esse tipo de olhar.” “É claro que não. Eu estou fazendo isto.” “Às vezes eu odeio você, Elizabeth Riley.” Liz sorriu e ergueu o copo, saudando Savannah. “Por que, obrigado, Miss Brooks. Essa é a  coisa mais bonita que alguém me disse durante todo o dia.”

Capítulo Treze SAVANNAH SABIA QUE TRABALHAR COM COLE em algumas das ideias de imagem de  transformação não estava indo para fazê­lo feliz. Ele era resistente a pensar que era nada menos do que perfeito. Então, novamente, era um homem, e os homens não gostavam de ser dito que eles precisavam  fazer mudanças em suas vidas. Ego e testosterona e tudo. Ela entendia isso, e estava tentando ser sutil nisso, mas há algumas coisas que não poderiam  ser tratadas com sutilezas, e ele só teria que absorver isso e aceitar. Tinha amanhecido um dia miseravelmente quente, e até mesmo às sete horas Savannah sabia  que ia ser o tipo de dia brutal que fez, você querer ficar dentro de casa, hibernando no ar­condicionado. O local não tinha árvores  —  pelo menos  não ainda  —  de modo que eles  tinham zero de  sombra hoje. Ela lutou contra um resmungo e sugou para baixo seu café gelado, determinada a se  concentrar em Thomas e Rogers Selena, seus três filhos, e a nova casa que eles iam conseguir. Selena estava além de animada e Thomas estava sorrindo de orelha a orelha. Savannah tinha  trabalhado  com os dois  em uma casa que outro casal construiu, bem assim como o início do seu 

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próprio. Eles eram tranquilos e suaves, generoso com o seu tempo, e dispostos a fazer tudo para ajudar  os outros. Eles também estavam chocados e gratos por estar tão perto de ter sua primeira casa. Eles  atualmente moravam em um quarto, que não estava era de tudo confortável para criar três crianças. Mas eles estavam juntos. Selena trabalhava o dia todo e estava na escola noturna. Thomas  trabalhava em dois empregos e ainda Savannah nunca os ouviu reclamar. E seus filhos eram um prazer  absoluto. Tão inteligentes e felizes, sempre com um sorriso no rosto, não importando as circunstâncias.  Vendo as crianças encheu Savannah com alegria. Porque eles tinham o amor, a esperança, e mais importante, os pais que os amavam. Que contava para tanto. A equipe estava chegando, estava ficando barulhento, e quando Savannah se virou, ela viu  Cole puxar seu SUV para a rua. Ele cumprimentou o capataz, que verificou sua lista e conseguiu o que  ele precisava para o dia. Senhor. Ele usava calça jeans, uma camisa sem mangas, e um boné que virou para trás. Ele  também estava usando botas desgastadas de trabalho sujo. Quando amarrou o cinto de ferramentas e se  dirigiu no seu caminho, os joelhos de Savannah enfraqueceram. Ela já tinha resolvido que sua noite juntos ia permanecer exatamente nisso, uma noite. Seu  corpo aparentemente pensava o contrário, porque partes estavam apertando, pulsando, e pulando de  alegria. Ela era mais forte do que a sua libido. Ela era. Podia se conter e não ir lá, saltar sobre ele, e  tomar um longo, lento lambida em seu pescoço. Ela respirou profundamente e encontrou­o na calçada. “Bom dia,” disse ela. “Bom dia. Pronta para bater alguns pregos?” Ela estava pronta para bater alguma coisa, mas não tinha nada a ver com as unhas, a menos  que ela estivesse indo para pegá­lo. O que não seria apropriado na frente de todas essas pessoas.

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Bem. Tanto para a sua solução, que estava rapidamente derretendo no calor da manhã. Pensar  sobre negócio ajudaria. “Antes de começar,” disse ela, “Eu quero falar com você sobre a mídia.” “O que sobre eles?” “Eles vão estar aqui para cobrir a construção da casa hoje, mas também porque os membros da  equipe estão aqui.” “Tudo bem. Então?” “Faça isso sobre a casa e não você, certo?” “Eu vou, se quiserem.” Ele começou a se afastar, mas ela tocou em seu braço para detê­lo. “Você sabe que não. Eles  vão querer cavar em você. Não os deixe.” “Então, o que eu devo fazer, Pêssego? Estar lá e tirar a merda que eles repartiram sobre mim e  minha carreira?” “Para a maior parte, sim. Fale sobre o projeto da casa e do envolvimento dos operadores na  mesma. Diga­lhes como você está feliz de estar participando. Concentre­se nos aspectos positivos de  você estar com St. Louis e minimizar os negativos do seu passado.” “E se isso não é o que eles querem falar?” “Então continue direcionando­os para o projeto. Faça­os ficar mal se continuarem insistindo  com você sobre o seu passado. Enquanto você sorrir e for positivo, eles não terão nada a dizer.” Ele balançou a cabeça. “Vou tentar, mas não acho que isso vai jogar fora como você acha que  vai.” “Enquanto você não discutir com eles ou começar uma briga, estará bem. Confie em mim.  Quanto menos você se envolver com a mídia de forma negativa, melhor.” “Tudo que posso dizer e que vou fazer o meu melhor.” Ela sorriu para ele. “Isso é bom o suficiente. Vamos construir uma casa.” Cole se afastou e começou a moldar.

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Observando seu trabalho corporal foi como visitar um museu de arte. Ele era todo movimento  fluido, o jogo de músculos nos braços e costas, ele se mexeu de madeira e bateu pregos uma vista  bonita de se ver. Ele trabalhou ao lado de seus companheiros de equipe, algo arranjado por Savannah,  porque isto era também um exercício de trabalho em equipe, bem assim como um compromisso de  caridade. Trabalhava, também. E parecia incrível como a equipe trabalhava em conjunto para levantar a  estrutura da casa ao lado dos outros voluntários. A mídia tirava fotos que Savannah sabia que iria  circular nos jornais locais. Bom para a equipe. Ela sorriu, baixou seu próprio martelo, e trouxe sanduíches e bebidas para  todos, quando eles pararam para o almoço. Ela ficou longe de Cole, porque ele estava saindo com  Grant, Kenny, Jamarcus, e Lon, bem assim como vários membros dos Traders. Ela queria que ele  tivesse tempo de conexão, de modo que comeu seu almoço com algumas das esposas dos jogadores que  vieram junto para ajudar. Ela estava profundamente envolvida na conversa com Missy Sandel, uma das esposas dos  linebackers, quando viu alguns repórteres caindo sobre Cole. “Desculpe­me,   Missy,”   disse   ela,   empurrando   sua   cadeira   para   se   aproximar   de   onde   os  jogadores estavam sendo entrevistados enquanto comiam o almoço. “Nós nunca vimos  você fazer qualquer trabalho  de caridade,  enquanto você estava com o  Green Bay,” um dos repórteres perguntou. “Talvez seja porque você é um repórter de St. Louis,” respondeu Cole. Savannah fez uma careta. “Teria   saído   nacionalmente,”   o   repórter   atirou   de   volta.   “Você   está   na   notícia   muito.”  ”Só coisas negativas.” Um dos repórteres riu. “Bem, enfrente isso, Riley. Você nos dá muito que relatar.” Cole deu um longo engolir de água, em seguida, pegou a carranca afiada de Savannah. “Mas  estou aqui agora, e feliz por estar trabalhando nesta casa hoje. Os Traders são uma organização incrível 

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que colocam um monte de tempo, esforço e dinheiro em esforços de caridade. Sinto­me honrado por  fazer parte de um presente.” Ela exalou. Boa resposta. “Isso significa que você está virando uma nova folha?” Um dos canais de notícias nacionais  perguntou. Cole ficou de pé, enrolou seu lixo, e jogou­a no lixo perto. “Observe­me e descubra. Enquanto  isso, estamos todos voltando ao trabalho. Por que não, todos você largam os microfones, câmeras e  gravadores e colocam um pouco de músculo para ajudar esta família?” Ele saiu com o resto dos jogadores. Savannah sorriu. A entrevista começou instável,  mas  acabou perfeitamente. Podia haver esperança para Cole.

COLE AMAVA TRABALHAR COM AS MÃOS. Mesmo com este calor brutal e umidade, o suor escorrendo por suas costas e em seus olhos,  ele estava focado em ver esta casa pronta. Além de sair com seus companheiros de equipe fora do campo hoje, o que o fez perceber que  eram caras muito bons, ele passou tempo com Thomas e Selena Rogers, e logo iam ser proprietários  desta casa que estavam construindo. Eles eram pessoas ótimas. Entusiasmados, dedicados, e dispostos  para dar a volta à sua própria comunidade. Eles também eram grandes fãs de futebol, e estavam em êxtase que os Traders vieram hoje  para ajudar a trabalhar em sua casa. Quando os caras assinaram uma bola de futebol para eles, deu­lhes  camisas e ingressos para um dos jogos, Selena foi tocada e Thomas estava tão animado quanto seus  dois meninos. Isso fez perceber que Savannah estava certa. Ele não tinha gasto muito bem, qualquer hora nas  comunidades que tinha sido uma parte todos esses anos, que estava jogando. Além de cheques para 

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instituições de caridade, aqui e ali, ele não tinha tido tempo de conhecer nenhuma das pessoas que eram  seus fãs. Que sugou. E precisava mudar. Ele estava começando a ver um monte de coisas precisavam mudar. “Sente­se bem?” Ele se virou para Savannah, que veio para ficar ao lado dele. Ela tinha usado jeans e uma  camiseta dos Traders hoje e tinha puxado seu cabelo em um rabo de cavalo. Com seus tênis e muita  pouca maquiagem, ela parecia suave e sexy e linda. E tinha sujeira no nariz. Ele usou o polegar para  tirar fora. “Eu me sinto ótimo, embora esteja quente e suado e provavelmente estou fedendo.” “Eu não tinha notado. Provavelmente todo mundo fede.” Ela cheirava como pêssegos. Ele não tinha ideia de como ela conseguia isso. “Eu preciso de um banho e uma cerveja. Quer vir para hambúrgueres,” questionou. “Claro. Mas preciso tomar um banho também. Faço isso e o encontro no seu lugar em uma  hora.” “Parece bom.” Ele parou na loja, em seguida, foi para casa e pulou no chuveiro, esfregando o suor do dia. Ele  se sentiu muito melhor depois que trocou de roupa e tomou algumas garrafas de água.  Savannah chegou cerca de trinta minutos mais tarde. Ela tinha mudado para regata e shorts  muito sexy, seu cabelo para baixo e solto ao redor de seus ombros. Cheiro de pêssego o fez duro. Ele  queria enterrar o rosto em seu pescoço e lamber o cheiro de sua pele. Toda sua pele. Ele deu um passo para trás. “Que tal uma cerveja?” “Claro.” Ele puxou duas cervejas da geladeira e abriu as tampas, entregou­lhe uma e levou a outra  tomando alguns goles. A cerveja gelada parecia como céu após o inferno de dia quente. “Agora isso é bom.”

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“Eu pensei que você não bebesse quando a temporada começasse.” Ele colocou a cerveja no balcão. “É cerveja. Isso não conta, e eu só vou ter uma ou duas.” Ele  franziu a testa. “Você vai monitorar minha bebida agora?” Ela riu. “Nem um pouco. Eu estava apenas curiosa.” “Ótimo. Vou grelhar os hambúrgueres.” “O que você gostaria que eu fizesse?” “Uh... nada.” Ela franziu a testa e apertou os lábios. “Eu não posso fazer nada. Que tal uma salada?” “Claro. Acho que salada é bom. Veja o que você pode furtar fora da geladeira.” Ele levou os hambúrgueres fora e jogou­os no grill, tomando um longo gole de sua cerveja  depois que virou a carne. Ele podia ver Savannah trabalhando em sua cozinha, misturando a salada e cortando tomates. Ele   estava   ficando   acostumado   a   tê­la   em   torno,   vê­la   em   sua   cozinha.   Meio   estranho,  considerando que ele usualmente não gostava de pessoas em sua casa. Tudo bem, ele queria entrar em suas calças de novo, então havia esse objetivo. Uma noite não  era suficiente com Savannah. Mas ele gostou do que ela tinha a dizer, e ela não aceitava nenhuma de suas merdas. Ele  empurrou,   empurrou   de   volta.   Nem   sempre   concordou   com   ela   ou   seus   métodos,   mas   isso   não  importava realmente. Ela não era uma dessas pessoas que beijava sua bunda. Principalmente chutava sua bunda. Ele gostava disso sobre ela, também. Ele terminou os hambúrgueres e os trouxe para dentro. Savannah teve a mesa colocada e estava encostada no balcão, olhando para a sua sala de estar. Ele colocou os hambúrgueres no balcão. “O que você está fazendo?” “Você tem um lugar tão agradável, aberto aqui. Você devia ter uma festa.” “Hein?”

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Ela se virou para ele. “Você devia convidar seus amigos da ofensiva. Ter uma festa.” Ele franziu a testa. “Eu não dou festas.” “Você deveria. Você é o cara novo. Seria uma oportunidade para você se relacionar com os  jogadores.” Ele levou os hambúrgueres para a sala de jantar. “Eu não penso assim.” Eles fixaram seus hambúrgueres e ele empilhou salada em seu prato. Ela serviu chá gelado  para eles, também, e ele empurrou sua garrafa de cerveja quase vazia para o lado e tomou um gole de  chá. Savannah comeu sem dizer muito, até que estava na metade de seu hambúrguer. “Por que você não gosta de ter pessoas por aqui?” Ele sabia que ela não iria cair no assunto. “Este é o meu refúgio particular. Não há mídia, não  há jogadores da equipe, nem namoradas.” “Então, é o homem da caverna.” “Eu não disse isso. Eu só não faço festas aqui.” “Seria ótimo para a sua imagem. Mostrando sua cara que você verdadeiramente quer ser parte  da equipe.” “Não.” Ele acabou com sua refeição e empurrou o prato para o lado, esvaziando seu copo de  chá. “Farei   todo   o   trabalho   pesado.   Podemos   até   mesmo   contratar   um   serviço   de   buffet.   Sem  cozinhar, eles fazem a limpeza, também. Tudo que você tem que fazer é estar aqui para ficar com os  caras.” Ela era como um cachorro com um osso de carne. Ela se recusava a deixá­lo sozinho.  “Por que isso é necessário?” “A formação da equipe é necessária para sua reabilitação de imagem. Nem uma vez você foi  parte realmente de um time que você jogou.” “Claro que eu tenho.”

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“Alguma vez você fez coisas com os membros de sua equipe? Sair com eles? Fazer atividades  com eles fora do campo de futebol? Caridade ou pessoal?” Ela tinha­o lá. “Não.” “É hora de mudar isso. Se você não quer fazer a festa aqui, nós podemos fazê­lo em meu  lugar. Eu não me importo.” “Essa coisa derrotará a finalidade de que seja tudo sobre mim, não é?” Ele viu os cantos de sua boca levantar. “Mais ou menos.” Ele   olhou   em   volta   para   o   seu   lugar,   imaginando   cheio   com   um   grupo   de   defensores   e  receptores. O pensamento tanto animou que o encheu de medo. “Eu não sei, Pêssego. Eu não sou muito  de entreter as pessoas.” “Olhe. Você não tem que se despir e dançar em cima de sua mesa de café. Apenas alguns  alimentos e bebidas, música, e você já tem os jogos de vídeo divertidos. Um pouco de conversa e você  convida as esposas e namoradas. Confie em mim, isto vai percorrer um longo caminho para cimentar a  sua posição dentro da equipe.” Ele recostou­se na cadeira. “Você pensa assim.” “Eu sei.” Ele já sabia que estava indo para aceitar, então ele poderia acabar com isso. Savannah não ia  deixar isso passar. “Certo. Quando?” “Que tal quarta­feira depois do treino? Isso me dará alguns dias para colocar tudo em ordem.” “Você não tem que fazer o trabalho todo.” “Eu disse que faria. Sou uma garota do sul. Isto é o que nós fazemos.” Ele deu de ombros. “Tudo bem.” “Ótimo. Você não vai se arrepender.” “Uh­huh.” Ele pegou os pratos e foi para a cozinha, Savannah foi logo atrás dele. Ela estava  falando   detalhes   sobre   a  festa,   de  quem  convidar,   que  tipo  de   comida   eles  teriam.  Ele  sintonizou 

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principalmente nos detalhes e se concentrou em como ela estava animada. Seu entusiasmo era bonito.  Depois de carregar a máquina de lavar louça, ele se virou para ela. “Você gosta de entreter.” Ela parou no meio da frase. “O quê? Não. Isso é para ajudá­lo.” Ele agarrou as mãos e puxou­a em direção a ele, envolvendo os braços em torno dela.  “Você   se   vê   casada   com   três   filhos   e   dando   grandes   festas,   convidando   todas   as   outras  crianças e os pais e tendo aquelas casas grandes infláveis em seu quintal.” Ela tentou puxar, mas ele segurou­a firmemente em seus braços. “Eu não. E como você casado  com crianças e eu planejando uma festa para você?” “Você é prática e brilhante sobre fazendo a sua coisa de planejar festas. Seus olhos estão  brilhantes, sua pele está corada, e você não pode parar de falar.” Ela colocou os braços em cima dos seus. “Ei, não há muito a fazer para planejar uma festa em  poucos dias. Estou correndo algumas ideias por você.” “E agora você está envergonhada.” “Não, eu não sou.” Ela empurrou para ele. “Deixe­me ir.” “Você está envergonhada. Sim doce, Pêssego.” “Você está sendo um idiota.” “Eu sei. Não posso evitar. Você provavelmente deveria me beijar para me calar.” Seus olhos arregalaram. “Oh, não. Nós já discutimos isso.” “Não, nós não discutimos isso. Você correu como o inferno daqui depois daquela noite e nós  nunca conversamos sobre isso.” Ele passou a mão sobre suas costas. Apenas segurando­a contra ele fez  seu pau vir para a vida. Ele gostava de estar perto dela, sentindo seu coração batendo contra ele. “Acho que era óbvio que o que aconteceu entre nós foi um erro.” Ela disse as palavras, mas seus mamilos eram pontos duros contra sua camisa, seus olhos  escuros e cheios com o desejo. Ele não entendia por que ela não daria ao seu corpo o que queria — o  que ela queria.

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“Não ficou óbvio para mim. Eu gosto de você. Quero passar mais tempo com você.” Ela riu. “Nós passamos quase todos os dias juntos, Cole.” Ele deslizou sua mão em seu cabelo. “De um modo de negócio. Estou falando sobre ficar  pessoal.” Ele a puxou para mais perto, esperou que ela ficasse tensa. Em vez disso, ela cedeu, e ele  mudou­se para o beijo. Seus lábios eram suaves e quentes e os abriu de boa vontade para ele, suspirando quando ele  deslizou sua língua movendo contra o dela. Ele apertou a mão contra o baixo de suas costas com uma  mão enquanto explorava a suavidade de seu cabelo com a outra. Seus seios esmagados contra seu peito  e ele sentiu as batidas selvagens de seu coração — mesmo que o seu. Ela o excitava. O beijo macio e exploratório o virou selvagem e ela acabou com as mãos em  volta de seu pescoço e em seu cabelo, puxando­o, dizendo que ela queria mais. Controle foi perdido  quando ele levantou sua camisa sobre a cabeça. Esta noite era sutiã rosa, os seios transbordando ao longo da borda. “Você torna duro para eu respirar.” Ela sorriu. “A julgar isso,” disse ela, apalpando sua ereção, “Eu faço um monte de coisas  duras.” Ele amava o jeito que ela se aproximou sedutoramente. Ela podia estar relutante no início, mas  uma vez que estava, ela estava com tudo. “Sim, você definitivamente me faz duro.” Ele aproximou e puxou aberto o botão do short dela,  puxando o zíper e empurrando seu short para o chão. Assim como ele imaginava, a calcinha rosa  combinando. Ele podia olhar para a roupa interior quente por horas, mas agora a queria fora delas. Ele traçou o contorno de seus seios, provocando as bordas da parte superior de seu sutiã,  observando o modo como seus seios levantavam e desciam com suas respirações profundas. Ele ergueu  o olhar dela e abriu o fecho frontal do sutiã, puxando e segurando os globos, usando os polegares para 

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provocar seus   mamilos.   Seus   lábios   se   separaram   e   ele   se   inclinou   para   beijá­la,   seus   seios   nus  escovando em seu peito. Ele puxou seu sutiã fora e apertou sua mão contra seu traseiro para atraí­la mais perto de sua  ereção.   Ela   era   tão   suave,   cheia   de   curvas,   sua   mão   deslizando   sobre   cada   encosta   como   uma  exploração de como seus corpos eram diferentes. Ele gostava de como sua cintura mergulhava em seus  quadris que eram tão cheios. E ele amava sua bunda, amava agarrar isso e segurando com as duas mãos  enquanto esfregava seu pau contra ela. Ele especialmente amava os sons que ela fazia quando se movia contra ela. Ele queria ouvi­la  gritar quando ela viesse. Ele levantou­a sobre o balcão e se colocou entre suas pernas para que pudesse colocar a boca  em seus mamilos. Estar tão perto de sua pele colocá­lo em contato direto com qualquer sabonete ou  loção de pêssego que ela usava que foi que lhe deu aquele cheiro. E intoxicava­o como uma droga, o  fez chupar duro em seus mamilos até que ela agarrou a cabeça para puxá­lo mais perto, gemendo  quando ele mordiscou o broto com os dentes. Ele soltou o mamilo de sua boca e trabalhou no outro, segurando o peito na mão e deslizando  em toda a sua língua. “Cole.” Ele gostava quando sua voz era baixa assim, do jeito que ela inclinava a cabeça para trás,  revelando a coluna suave de sua garganta. Ele beijou o oco de seu pescoço, sugou, em seguida, agarrou sua orelha com os dentes e  puxou. Ela gemeu e levantou a cabeça para olhar para ele. “Você me deixa louco.” Ele colocou a palma da mão contra seu sexo. “Querida, eu nem comecei ainda.” Ela estendeu a mão para sua cabeça, segurou seu rosto entre as mãos e colocou um beijo  explosivo sobre ele que o fez repensar nessa sedução lenta. Porque agora ele não conseguia pensar em  nada, além de abrir sua calça e empurrar seu pênis dentro dela, então bombear duro e rápido, até que 

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ambos conseguissem o que precisava. Mas ele sabia que queria provocá­la, levá­la diretamente até a  borda, em seguida, vê­la voar. “Encoste, bebê,” disse ele. Quando ela o fez, ele se inclinou e rolou seu polegar sobre seu sexo doce. Sua calcinha estava  úmida, o cheiro dela enchendo o ar, fazendo seu pau pulsar. Ele apertou o nariz para suas calcinhas e  soprou um sopro suave de ar quente contra ela. “Oh, Cole,” ela sussurrou. “Por favor.” “Eu   gosto   quando   você   pede   na   voz   doce   do   sul,   Pêssego,”   ele   brincou.   Ele   puxou   sua  calcinha, deslizando as mãos sob sua bunda, em seguida, colocando a boca em sua boceta macia e  molhada. Ela   estremeceu   contra   seus   lábios,   gritando   quando   ele   empurrou   sua   língua   dentro   se  animando com seus sucos. Ela estava toda tremendo, e quando ele deslizou um dedo dentro, ela apertou  em torno disso. Seu pêssego bonito do Sul estava pronta para explodir. Mas ele ainda não estava pronto para  deixá­la ir, então passou a língua em torno de seu clitóris, provocando­a com movimentos suaves de  seu dedo. “Por favor.” Desta vez, um pouco menos açucarado­doce. Ele sacudiu a língua sobre os lábios macios, puxando um em sua boca e chupou, e ficou um  pouco mais perto de seu clitóris, mas evitou isso. “Cole.” Sim, ela não era doce em tudo agora. Ela estava desesperada, levantando seu bumbum contra o  seu rosto, tentando direcionar o clitóris em sua boca. Ele enfiou dois dedos dentro dela e apertou seus  lábios sobre o clitóris, usando sua boca e a língua para dar prazer a ela, para transformar a irritação em  puro prazer. Ela caiu em seus cotovelos, soltou um gemido, e estremeceu. “Oh, sim. Sim, é isso. Eu estou indo para gozar.”

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Ele colocou sua língua sobre seu clitóris e ela soltou, empurrando sua boceta contra seu rosto.  Ele agarrou seus quadris e segurou­a enquanto ela gritava com seu orgasmo, lambendo delicadamente  quando ela estremeceu e tremeu. Quando seus músculos finalmente relaxaram, ele pressionou um beijo  em sua barriga e quadril, então desfez o zíper de suas calças e a puxou fora do balcão. Ele puxou­a em  seus braços para um longo beijo antes de a girar em sua volta e a curvar sobre o balcão. “Fique assim. Eu já volto.” Ele foi para o outro quarto e pegou um preservativo, colocando­o e estava dentro dela em um  impulso, segurando em seus quadris quando ele parou por um minuto, aquecendo­se da sensação de sua  boceta apertando ainda em espasmos em torno dele. Savannah engasgou com a sensação do pau de Cole a penetrando. Sua vagina tremeu, então  apertou, segurando seu pênis e segurando quando ele começou a se mover dentro dela. Estas sensações a desfizeram, sua pele lavando com calor quando ele estava dentro dela. Era  mais do que só um “Ei, isso é ótimo” tipo de coisa. Foi uma explosão abrangente de calor para o corpo  inteiro, e a sensação de algo monumental continuando em sua mente.  O que era provável tudo sua imaginação, porque, quando Cole puxou parcialmente para fora e  deslizou muito lentamente dentro dela novamente, ela descobriu que era apenas sexo realmente grande  e nada mais. Ela estava apenas sendo excessivamente emocional sobre o quão grande, o dito sexo era, e  provavelmente porque ela não tinha feito sexo muito bom em um tempo muito longo, e não havia  dúvida que Cole era um amante perito. Ele estava em sintonia com o seu corpo de uma maneira que  nunca tinha experimentado antes, que era tudo. Mas então, ele embrulhou o braço em torno de seu meio para proteger seu corpo do balcão.  Ele se inclinou sobre ela de volta. “Você sabe como muito boa a sensação de estar enterrado dentro de você assim?” Perguntou  ele. “Você sabe o quão apertada você é, quão sua boceta molhada está?”

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Ele retirou­se, e empurrou profundamente. “Você me faz querer vir duro agora, Pêssego. Mas  eu quero te foder toda a noite, ficar excitado por você assim por horas. Seu corpo é tão doce, você  cheira tão bom, e eu amo estar dentro de você.” Oh, Deus. Ela amava o jeito que ele falava com ela, o sussurro profundo de sua voz enviando  calafrios   a sua  espinha.  Ele  a  fez  tremer  por  dentro  e  por  fora  e ela   apertou  de  volta   contra  ele,  deixando­o saber o quanto ela gostava de ter seu pênis dentro dela. Ele varreu seu cabelo longe de seu pescoço e lambeu o lado de sua garganta, sacudindo sua  língua em sua orelha. “Você tem alguma ideia de quão bom você saboreia,” questionou. “Só de estar em torno de você faz o meu pau duro, me faz querer levá­la nua para que eu possa  sugar seus mamilos bonitos e lamber sua vagina.” Empurrou seu pênis mais profundo, incitando seus pensamentos selvagens, com a maneira  como ele falava com ela. “Você me faz vir duro quando você me lambe.” “Eu sei. Gosto de ver você deixar ir. Você é tão selvagem e livre quando você goza. Isso me  anima.” Ele puxou para fora, virou­a e deslizou seu pênis dentro dela, o olhar colado ao dela. Ela  esperou no balcão, enquanto ele aliviava, em seguida, para fora. “Eu quero ver o seu rosto quando você gozar.” Ele apertou contra ela, revirando os quadris  para dar­lhe o máximo de prazer. Sua vagina tremeu e fechou em torno dele como um torno. “Continue fazendo isso e eu vir.” Ele  continuou  fazendo  isso. E ela  o fez. A  intimidade  de encontrar  seu olhar  quando ela  chegou ao clímax, de ver os olhos apertados e sua mandíbula apertar quando ele foi com ela, foi nada  menos do que um vulcão fundido de prazer líquido. Sem fôlego, ela caiu em seus braços, sentindo o ritmo de canivete de seu coração batendo  contra o peito.

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Ela estava suando. Como ele estava. Que tinha sido mais do que agradável. Tinha sido intenso. Talvez um pouco da terra tremeu. E totalmente errado. Quando ele se retirou, sorriu para ela, obviamente, satisfeitos e felizes. Ele se inclinou para  beijá­la, mas ela puxou longe. “Eu preciso ir me limpar.” “Poderíamos tomar um banho juntos.” “Realmente necessito ir.” Ela pegou as roupas dela, mas ele a impediu. “Savannah. O que há de errado?” “Nenhuma coisa. Isto foi muito divertido. Mas eu realmente devo ir.” Ela fugiu para baixo no corredor e fechou a porta do banheiro, horrorizada com o que viu no  espelho. Seu   sutiã   ainda   pendurado   até   a   metade   dos   braços.   Seu   cabelo   estava   uma   bagunça,   a  maquiagem estava manchada e havia um rubor sobre toda sua pele. Cole tinha deixado marcas nela e  — oh, deus — era que um chupão no pescoço? Quantos anos ela tinha, afinal? Ela não era uma adolescente no auge da primeira paixão. Ela  era uma adulta. Sensata, capaz, profissional que não devia ter tido relações sexuais com seu cliente em  sua cozinha. Isso era duas vezes agora que ela completamente perdeu sua mente. Ela lavou­se e vestiu­se, respirou profundamente, e voltou para fora. Cole estava enchendo um  copo de água na cozinha. “Aqui, eu despejei para você. Imaginei que poderia estar com sede.” “Obrigado.” Ela tomou alguns goles para lubrificar a garganta ressecada. “Agora eu devo ir.” “Quer me dizer por que você corre cada vez que temos sexo?” Ela fez uma pausa, sentindo horrível que continuava fazendo isso com ele. Devia­lhe uma explicação. Ela se virou, olhou para ele.

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“Porque nós não devemos ter relações sexuais.” “Por que não?” “Você sabe por que não. Porque nós trabalhamos juntos. Eu tenho que agir profissionalmente  em torno de você, e não pular no seu pau cada vez que estamos juntos sozinhos.” Seus lábios se curvaram. “Eu gosto de você pulando no meu pau.” “Como é que você vai levar o trabalho que fazemos juntos a sério, se estamos dormindo  juntos?” “Até agora, não houve um dormir inteiro.” “Não é engraçado, Cole.” Ela pegou sua bolsa e foi para a porta, mentalmente, chutando­se  por permitir que sua libido tivesse livre curso. Mudou­se ao lado dela. “Eu sinto muito. Posso dizer que isso a incomoda, mas eu não sei por  que. Eu posso manter o profissional e o pessoal separado.” Ela abriu a porta e saiu, mas virou para dar­lhe um olhar pesaroso. “Esse é o problema. Eu não  tenho certeza que eu posso.” Ele se encostou na porta. “Você sabe, Pêssego, não estou comprando o seu discurso sobre  separar profissional e do pessoal. Você está correndo por causa de outra coisa. E se vamos continuar  nos vendo eventualmente você vai ter que começar a confiar em mim com seus segredos.” Savannah deu a Cole um olhar triste que lhe disse que queria realmente fazer isso. Cole desejava que ela fizesse, mas em vez disso, ela se virou e foi para o carro. Ela entrou e   ligou o motor, seu olhar encontrando o seu por um breve segundo. Vamos. Volte para dentro e fale comigo. Mas ela colocou o carro em marcha e puxou longe. Ele arrastou os dedos pelos cabelos e fechou a porta. Por um segundo, eles haviam estado tão perto. Inferno, durante toda a noite tinham estado  perto. Bom jantar, uma grande conversa, sexo incrível. E então ela bateu a porta na cara dele, logo que o sexo tinha acabado.

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Se ele   fosse   o   tipo   de   cara   que   ia   ficar   emocionalmente   sobre   a   merda   como   essa,   seus  sentimentos podiam estar feridos. Ele podia até mesmo levá­lo ao pessoal. Mas ele não era esse tipo de cara, e sabia que isso não era sobre ele. Isto era a cerca de Savannah. E não tinha nada a ver com ele ser seu cliente. Ele tinha vindo a fazer progressos. Podia não gostar de tomar as instruções dela, mas ele tinha  visto a luz. Estava começando a ver a sabedoria em suas sugestões. Não podia ser a ferramenta mais  afiada no galpão, mas ele não era um idiota total, também. Muito do que ela estava tentando lhe dizer  fazia sentido. Então, estava ouvindo, colocando as palavras em ação, e isso estava trabalhando. Que nada tinha a ver com o que se passou entre os dois quando estavam sozinhos. Ele tinha  sido   honesto   com   ela   quando   lhe   disse   que   poderia   separar   negócios   de   pessoal.  Não, esse não era o problema. Outra coisa era. E não ia desistir até que descobrisse o que era que a mandava correndo pela porta cada vez que  os dois se aproximavam.

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Capítulo Quatorze OBTENDO   FORA   SUAS   FRUSTAÇÕES   NO   CAMPO   DE   FUTEBOL   sempre   trabalhou  bem para Cole. Ok, talvez ele também costumava levar suas frustrações em clubes e na mídia, mas estava  trabalhando duro em virar uma nova folha. Este ano ele ia deixá­la toda no campo. Nova imagem e  tudo isso. Pré­temporada era a partir deste fim de semana, e estava empolgado e pronto para o jogo.  Estava seguro em sua posição, embora não esperava receber tanto tempo jogando no jogo deste fim de  semana contra o Cleveland como ele gostaria. Ainda, o início do jogo sempre foi tão emocionante quanto a primeira vez que entrou em um  campo de futebol como profissional. Isso nunca ficava velho. E este ano, em seu time da casa, seria o  ano em que tudo ia mudar para ele. Não tinha visto Savannah desde aquela noite em seu apartamento. Eles trocaram alguns telefonemas. Ela disse­lhe que estaria no jogo de hoje para ajudar a treiná­lo através das entrevistas com a  mídia,  que ele achou cômico, mas concordou em se encontrar com ela antes do jogo para passar por  cima de algumas perguntas. Ele queria vê­la de qualquer maneira, para avaliar seu estado de espírito e de como as coisas  estavam entre eles. Apesar de ser agitado até a sua mente com a prática da equipe, ele também tinha  pensado   muito   nela.   Houve   momentos   em   que   ele   queria   chamá­la,   mas   ele   não   queria   empurrar  alguém que, obviamente, não queria ser empurrado. Não   significava   que   o   jogo   não   estava   em   sua   mente,   no   entanto.   Foi   apenas   um   recuo  temporário.

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Ele queria ainda procurar Savannah. Eles só iriam guerrear. Sexo com ela era grande e gostava de passar o tempo com ela, que foi além da merda da  transformação da imagem que ela estava fazendo com ele. Ele gostou do tempo pessoal que passamos  juntos. Mas por alguma razão o que estava acontecendo entre eles a mantinha assustada e recuando.  Talvez ela temesse por seu trabalho, mas não era como se ele estava indo para abordar o proprietário da  equipe ou treinador e lhe dizer que ele estava transando com Savannah. Ele sabia como ser discreto. Ele só tinha a sensação de que havia algo mais incomodando, e não sabia o que era. “Pronto para chutar alguns traseiros hoje, garanhão?” Ele   estava   no   escritório   da   equipe   assinando   alguns   papéis   e   virou­se   para   sorrir   para  Elizabeth. Ele sorriu. “Você sabe disso.” Ela colocou a mão em seu braço. “Estou esperando que você me faça parecer uma agente  brilhante por assinar quando ninguém mais queria você. Não me faça parecer uma idiota.” “Não se preocupe com isso. Tenho um bom pressentimento sobre esta temporada. Acho que  vai ser uma das minhas melhores ainda.” Liz apoiou um quadril contra a mesa da sala de conferência. “Isso é o que Savannah disse a mim.” Ele levantou uma sobrancelha. “É mesmo?” “Sim. É claro que isso só poderia ser RP de sua parte, tentando vender os aspectos positivos  sobre você.” “Não é RP. Eu sou um homem mudado.” Liz bufou. “Vamos ver sobre isso.” “Ei, ela é uma maldita trabalhadora de milagre. Você vai ver. Vai ser como levantar o monstro  Frankenstein dos mortos.”

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“Eu não acho que você era tão ruim. Se você fosse, querido, eu nunca teria assinado com  você.” “Obrigado pelo voto de confiança, tão fraco como é.” Ela riu. “E como vão as coisas entre você e Savannah?” Ele arqueou uma sobrancelha e inclinou­se para trás na cadeira. “De que maneira?” “Dessa forma.” Ele ficou em silêncio. “Ela me disse que os dois dormiram juntos. E não se preocupe em ficar chateado com isso.  Somos boas amigas e eu sou discreta.” “Eu não estou chateado com isso. Estou feliz que ela tenha alguém para conversar, já que ela  condenadamente não vai falar comigo.” Liz cruzou os braços. “Hmm.” “Sim? E o que isso quer dizer?” Ela puxou uma cadeira. “Ande levemente com ela, Cole. Eu quero dizer isso. Ela está lidando  com algumas coisas.” “Que tipo de coisas? Como um rompimento ruim ou algo assim?” “Não é para eu dizer. Se ela quer se abrir com você, ela vai. Eu só não quero que você a  machuque.” “Não estou tentando machucá­la, Liz. Estou tentando fazer com que ela confie em mim o  suficiente para ter uma maldita conversa comigo. Ou pelo menos parar de me foder e fugir como o  inferno depois.” Ele não podia acreditar que estava tendo essa conversa com a sua agente. Com uma mulher,  nem menos. Os homens não tinham sexo e falavam sobre isso. Nunca. Mas ele estava em uma perda a  respeito de como lidar com Savannah e precisava de alguma compreensão. “Você se importa com ela?”

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“Se eu não me importasse não estaria tão frustrado, e com certeza inferno não estaria falando  com você sobre isso. Tenho coisas mais importantes em minha mente, como o início da temporada.  Então, sim, eu me importo com ela.” Os lábios de Liz curvaram em um sorriso. “Eu acho que você faz. Seja paciente com ela e não  desista. Ela precisa saber que você vai estar lá para ela, que você não vai abandoná­la. Esse é o único  conselho que posso dar a você.” Isso tinha que ser bom o suficiente. “Obrigado.” “Ei, os relacionamentos são difíceis. E às vezes um lado tem que fazer um monte de trabalho.  Basta perguntar a Gavin.” Ele riu. “Como está indo a vida de casado, a propósito?” “Obscenamente romântico. Eu adoro ele, embora quase não veja o meu marido, pois ele está  no meio da temporada de baseball. Mas nós trabalhamos com o tempo sempre que podemos. Estou  apenas olhando para frente em novembro, quando podemos ter a nossa lua de mel.” “Ótimo. Estou feliz por você, mas por que você gostaria de se casar com o meu primo que é  uma dor no traseiro é um mistério para mim.” “Alguém tinha que levá­lo por diante. Eu tive pena dele.” Liz levantou­se e beijou­o no rosto.  “Jogue bem hoje.” “Sim, senhora.” Liz  saiu pela  porta  e Cole viu Savannah correndo fora, onde os  escritórios  estavam.  Elas  pararam e conversaram por alguns minutos. Cole assistiu a interação entre as duas mulheres. Houve  abraços,  um   monte   de  sorrisos,  e  alguma  conversa   intensa.   Ele   teria  gostado  de   saber   o  que  elas  estavam falando. Talvez sobre ele. Ou talvez fosse apenas conversa de mulher. Por tudo que ele sabia elas  estavam tendo uma conversa sobre sapatos. Elas se abraçaram dizendo adeus e Savannah se dirigiu para a sala de conferências. “Você falou com Liz,” ela questionou.

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“Só por um minuto ou dois. Nada significativo.” Que ela tinha a dizer isso significava que elas falaram sobre ele. Ela colocou a bolsa sobre uma das cadeiras, então puxou uma ao lado dele e sentou­se. “Ela  me disse que espera que você brilhe hoje.” “Sim, eu tenho a ordem dela.” Savannah sorriu. “Eu não tenho nenhuma dúvida que você será bem sucedido.” “Nem eu.” Ele queria arrastá­la em seus braços e pressionar um beijo quente nos lábios — que  estavam pintados com um lindo rosa escuro hoje. Ela usava um vestido marrom e sapatos de salto, seu  cabelo puxado para cima. Ele também queria beijar seu pescoço, mas poderia dizer que ela estava  usando sua personalidade profissional hoje. “Eu preciso descer para o vestiário,” disse ele. “Você queria falar?” “Sim. Haverá entrevistas à imprensa após o jogo de hoje.” “Há sempre entrevistas pós­jogo na mídia.” “Sim. E você nem sempre os tratou bem. Especialmente se seu time perde. Isso tende a jogar  seu humor fora na mídia.” “Não vai acontecer hoje. Tenha um pouco de fé em mim. Tenho estado ouvindo você.” “Ótimo. Mas apenas no caso de vir atrás de você, e você sabe que eles vão, mantenha suas  respostas relevantes para o jogo e para os Traders. Não importa o que aconteça.” “Certo.” Ela se levantou. “Prometa­me?” Ela não estava batendo nele. Ela estava preocupada com ele, sobre como estava indo para ser  visto   pela   mídia   e   o   público   sobre   este   primeiro   jogo   com   sua   nova   equipe.   Ele   tinha   isso.   “Eu  prometo.” “Tudo bem.” Ela pegou sua bolsa e se dirigiu para a porta. “Pêssego.” Ela fez uma pausa. Virou. “Sim?”

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“Você não acha que devemos falar sobre a outra noite?” Ela sorriu para ele. “Tenha um jogo maravilhoso. Estarei torcendo por você.”

SAVANNAH SABIA QUE ESTAVA SENDO UMA CADELA o provocando e não indo até  o fim, e isso não era de sua natureza. Ela tinha ido para a escola com meninas que eram assim, meninas   que agiam assim, então retinham até que elas conseguiam o que queriam. Isso não era o que ela estava fazendo. O que ela estava fazendo era perder sua mente para o  amor. “Desculpe o atraso. Tive que lidar com alguns outros jogadores, então tive que responder a  algumas chamadas, em seguida, e­mail. Isso nunca termina.” Ela rolou seus olhos. Savannah   olhou   para   cima   e   sorriu   para   Liz.   Só   o   que   ela   precisava,   uma   fêmea   que   a  entendia. Elas estavam sentadas em um dos camarotes privados, graças ao proprietário da equipe que  gentilmente ofereceu um de seus espaços para uso de Elizabeth. Liz convidou a família Riley, que  incluía a família de Cole, bem como a família de Gavin e de Mick. O camarote estava cheio com uma horda de Rileys hoje, exceto Gavin e Mick, é claro, que  estavam   ocupados   jogando   seus   respectivos   esportes.   Mas   os   pais   de   Mick   e   de   Gavin   estavam  assistido, bem como os pais de Cole, e estavam sentados todos amontoados. Savannah os tinha cumprimentado quando ela entrou, então, sentou na frente do camarote para  que pudesse assistir ao jogo — o comportamento de Cole. Foi   dado   o   pontapé   inicial.   Cleveland   havia   diferido   para   o   segundo   tempo,   para   que   os  Traders receber. Savannah se inclinou para frente e viu o retorno à linha de trinta jardas. Posição do  campo boa quando a ofensiva entrou em campo sob aplausos estridente dos fãs. O coração de Savannah estava batendo. “Você parece que poderia precisar de uma bebida,” Liz disse quando se sentou ao lado dela.

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Savannah riu. “Eu poderia.” “Tenho certeza de que fez um ótimo trabalho com ele, mas esta parte é tudo para ele.” “Eu sei. Mas eu—” O   quê?   Preocupada   com   ele?   Queria   ele   tão   desesperadamente   ganhasse   que   seu  coração  estava na garganta? Ela não tinha ideia do que sentia por Cole. Suas emoções estavam tão misturadas  que não sabia o que fazer ou como se sentir. Esse foi o problema de ter sexo com um cliente, ou pelo  menos com ela fazendo sexo com um cliente. Ela poderia ter relações sexuais com um cara ao acaso que estava namorando. Se uma relação  desenvolvesse — que normalmente não fazia — grande. Não havia nada para segurar de volta que não  fosse suas próprias ferradas vistas de amor e relacionamentos. Mas com Cole, estava entrando em território desconhecido. Não só ele estava enroscado em  seu trabalho, que sempre tinha sido seu único e verdadeiro amor, ela também sentia algo por ele, que  nunca tinha sentido por outro homem. Ela suspirou. “Ei, primeiro jogo da scrimmage19 foi uma boa corrida. Doze metros. Cole não está ainda no  campo. Acho que você pode relaxar agora, querida,” disse Liz, esfregando suas costas. Savannah olhou para cima. “O que?” Ela olhou para o campo, percebendo que tinha perdido o  primeiro tempo. “É claro. Acho que estou um pouco nervosa.” “Eu acho.” Três   rodadas   depois,   Cole   saiu   correndo   em   campo.   Cassidy   entrou   como   shotgun20,  mergulhou de volta, e atirou a bola. Cole fez uma inclinação e pegou a bola, em seguida, correu por  mais quinze jardas e um primeiro down. A multidão irrompeu em aplausos. Cole calmamente jogou a bola para o árbitro e reentrou no  agrupamento. Savannah sorriu. Assim fez Liz. 19 20

A competição entre duas equipes a partir do momento que a bola é agarrada até que esteja na zona morta. Uma formação passando em que o zagueiro está 5-7 metros atrás do centro antes do lançamento.

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“Até agora tudo bem,” disse Savannah. Cole dividiu seu tempo no wide receiver com Davis e Fields e, dependendo do jogo chamado,  por vezes, ocupando no campo, ao mesmo tempo como um deles. Savannah tomou nota do número de  jogos que lhe foi dada a bola. Até o final do primeiro tempo parecia que ele estava compartilhando a  responsabilidade da partida com os outros dois receptores. E ele pegou dois passes longos e marcou um  touchdown. Ele estava jogando muito bem assim. Os jogadores novatos tiveram seu tempo, no segundo tempo, e Cole e os outros receptores não  jogaram. No quarto tempo, Savannah estava relaxada. Os Traders tinham a liderança e estavam indo  para à vitória da pré­temporada. “Nosso garoto parecia bom, não é?” Jack Riley perguntou. “Ele parece muito bom,” disse Savannah. “Acho que essa mudança para os Traders foi a melhor coisa para sua carreira.” “Você pode agradecer a nossa Elizabeth por isso,” disse Jimmy, enrolando o braço em volta de  sua nora. Liz sorriu. “Só estou fazendo o meu trabalho.” “Com um pouco de insistência de Gavin e Mick, eu acho,” Jimmy disse com um sorriso. “Talvez um pouco. Mas eu não teria feito isso se Cole não tivesse o talento. Tenho esperança  que esta vai ser uma boa temporada para ele.” “Eu assisti algumas de suas entrevistas, Savannah,” a mãe de Cole disse. “Ele parece muito  mais polido...” Um grande elogio, vindo de um dos pais de Cole. “Ele está aprendendo muito sobre a equipe. Ele tem feito seu dever de casa.” “Ele é um pouco áspero em torno das bordas. Tenho que admitir que me encolhi um pouco  durante suas brigas com a mídia. Espero que você possa trabalhar com ele sobre isso.”

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Ela sorriu para sua mãe. “Vou fazer o meu melhor.” “Ele está apenas sendo um cara,” disse Jack. “Eles todos são loquaz.” Cara franziu a testa. “Mas isso não é sempre a melhor maneira de realizar entrevistas com a  mídia. Isso é parte da razão pela qual ele obteve uma reputação tão difícil.” “A mídia adora bad boys,” Jack atirou de volta. E Savannah estava indo para orientar claramente sobre esse argumento. Liz colocou o braço através de Savannah. “Olha, Cole é um jogador de dinamite no futebol,  mas ele teve alguns problemas com o seu comportamento, dentro e fora do campo. Com Savannah e eu  trabalhando com ele e o talento natural de Cole no campo, este vai ser o seu melhor ano. Nos todos não  concordamos?” “Com certeza vai ser,” Jack disse, levantando uma cerveja em brinde. Todo mundo entrou na conversa, o que foi o fim da discussão. “Salvou bem,” disse Savannah quando Liz a puxou longe da família. Ela encolheu os ombros. “Estou acostumado aos Rileys. Eles são muito apaixonados. E Jack  está indo sempre para defender seu filho, incluindo falhas de seu filho.” “Ele está fazendo melhor,” disse ela enquanto se sentava no canto. “Fico feliz em ouvir isso. Eu não acho que a minha reputação pode tomar outro fracasso.” “Fracasso? Por favor. Eu acho que você é uma das melhores agentes do setor.” Liz bateu os cílios. “Oh, elogios. Vá em frente.” Savannah riu e se concentrou no jogo, apesar de ela passar mais tempo assistindo Cole nas  laterais. Ele sentou­se com os outros receptores, falou com eles, levantou­se e conversou com os da  linha. Ele estava fazendo tudo certo. Ela não podia estar mais satisfeita. Ele parecia incrível hoje, não apenas jogou maravilhosamente, mas foi... incrível sábio. Ele  puxou fora seu uniforme de uma forma que a fez água na boca. Havia algo em seus braços que fez 

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secar seu   estômago.   Eram   esses   músculos   magros   e   mãos   que   eram   talentosas   em   mais   de   uma  maneira. E   ela   precisava   lembrar   de   seus   objetivos   com   ele   eram   estritamente   profissionais,   não  pessoais. Ela já tinha tido dois deslizes dela no departamento de más decisões. “Tem o seu olho em Cole, eu vejo,” disse Liz. “Sim. Observando o seu comportamento com seus companheiros de equipe.” “Parece mais que você está observando a sua bunda boa.” Seus olhos arregalaram e ela esticou a cabeça para ver se alguém da família de Cole tinha  ouvido os comentários de Liz. Felizmente, eles estavam todos absorvidos no jogo e conversando entre si. “Eu não estava.” “Oh, por favor. Você acha que eu não posso ver a maneira como ele olha para você?” “O quê? Não.” Ela fez uma pausa. “Como é que ele olha para mim?” Liz brilhou como um gato diante de uma tigela cheios de creme. “Como ele querendo te comer  toda, querida.” Seu corpo tremeu com o pensamento. “Ele não faz.” “Ele faz. E você quer levar uma mordida grande fora de seu físico carnoso.” Liz estudou.  “Então, como é que vai?” O calor espalhou­se em seu pescoço. Ela sentia que corava. “Então. A repetição?” Ela deitou a cabeça em suas mãos. Não havia nenhum ponto em negá­lo. “Eu não quero falar  sobre isso.” “Bem,   eu   faço.”   Ela   agarrou   o  braço   de  Savannah   e   arrastou­a   para   fora   de   sua  cadeira.  “Desculpe­nos. Temos alguns assuntos confidenciais da empresa para discutir nos escritórios.” Liz levou Savannah para o escritório adjacente e fechou a porta. Savannah caiu na cadeira e  abriu uma das garrafas de água, que estava sobre a mesa.

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Liz puxou uma cadeira ao lado dela e inclinou­se para frente. “Ok, derrame.” “Eu jurei a mim mesma que ia ser apenas uma vez e foi isso. Mas, aparentemente, eu sou  fraca, ou ele é o mais quente homem, mais irresistível que eu já vi. Normalmente, eu sou toda negócios.  Eu já trabalhei com jogadores sensuais de esportes antes, e nenhuma vez tropecei na minha libido como  Cole faz.” Liz sorriu. “Não seja tão dura consigo mesmo. Eu cai duro para Gavin, e isso nunca tinha  acontecido comigo. Neste negócio estamos rodeados por quentes, sensuais atletas. Eu sou imune a eles.  Até que um homem que faz isso por você como ninguém fez antes.” “Eu não sei o que aconteceu. Eu não tinha a intenção de explodir nada entre nós. Isso apenas  aconteceu. Eu juro, Liz, que é como um inferno. Depois da primeira vez, eu pensei, certo, que erro  grande.   Uma   noite,   quente   maravilhosamente   juntos,   mas   ainda   assim,   isso   não   poderia   acontecer  novamente.” Liz deu­lhe um sorriso. “Até que aconteceu de novo.” “Sim.” “E agora?” Ela perguntou. “Agora,   definitivamente,   não  pode  acontecer  novamente.  Eu   não  posso  comprometer   meu  trabalho. É tudo que eu tenho.” “Você poderia ter Cole.” “Gostaria de ter feito isso? No início de seu relacionamento com Gavin, você teria sacrificado  sua carreira para o sexo quente com Gavin?” Liz deu­lhe um olhar astuto. “Nem uma chance no inferno. E eu já estava no limite, após o que  passou com Mick. Dormir com Gavin foi a coisa mais idiota que eu já fiz.” “Então, por que você fez isso?” “Porque eu estava apaixonada por ele.” “Oh.”

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Liz riu. “Minha situação é um pouco diferente. Eu estava apaixonada por Gavin por anos antes  de nós ficarmos juntos. Minha cabeça e meu coração não estavam em sincronia. Certo, eu sabia que me  envolver com ele poderia ser um fim para minha carreira, especialmente logo depois da derrota com  Mick. Mas meu coração queria. E uma vez que ficamos juntos, não havia mais volta para mim.” “Então, você arriscou tudo por ele.” “Eu acho que fiz.” “Não entendo isso. Acho que talvez porque eu nunca tive um modelo para me mostrar esse  tipo de amor.” “Querida, nem eu, bem, isso não é verdade. Eu tinha a família de Gavin, seus pais. Eu nunca  conheci duas pessoas que estavam mais no amor. Eles são os melhores modelos de papel para uma  relação duradoura. Estar em torno deles há anos me mostrou que se você quer muito alguma coisa,  você faz funcionar, não importa os obstáculos.” “Mas você não está usando seus pais como modelos.” Liz bufou. “Meus pais eram os piores modelos de exemplos para algo. Amor, relacionamento,  educação aos filhos. Eu não pude cair longe deles rápido o suficiente.” Uma alma gêmea. “Mas olha como você ficou. Uma mulher inteligente, forte, de carreira,  esperta e capaz.” “Obrigado. E você também.” “Apesar de nenhum modelo de papel na minha própria.” Liz franziu a testa e apertou sua mão. “Eu sinto muito. Não posso nem imaginar o quanto isso  dói. Eu tive uma infância de merda e pais ruins, mas pelo menos eu tinha pais. Nenhuma comparação.” Savannah encolheu os ombros. “Eu consegui. Como você, aprendi a confiar em mim mesma.  Colocar­me na escola e tudo.” “Então deixe­me devolver o elogio. Olhe para você agora. Uma mulher inteligente, forte, de  carreira, esperta e capaz. Você fez tudo isso.”

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“Eu aprecio isso. Às vezes, uma mulher precisa de um impulso, especialmente quando está lá  fora sozinha.” “Mas você não tem que fazer isso sozinha. Você tem amigos como eu. E você tem Cole — ou  pode tê­lo, se você quiser.” Ela balançou a cabeça. “Eu não posso fazer isso. Eu não posso colocar em risco a minha  carreira por um homem — por ninguém. Minha mãe deu tudo o que tinha para os homens, drogas e  álcool, e vi o que fizeram com ela, o que ela fez para si mesma. Ela se perdeu e ela deu tudo o que era  importante. Recuso­me a nunca desistir de qualquer parte de mim. Minha carreira me satisfaz.” Liz assentiu. “Eu entendo. O passado às vezes é difícil de deixar de ir. Mas você percebe que  não pode culpar Cole pelos pecados cometidos da sua mãe. E você não é nada como ela.” Ela assentiu com a cabeça. “Eu sei. Eu não sou fraca como ela era. Eu sou forte. Mas veja  quão facilmente ele me distrai. Isso me assusta.” “O amor é uma coisa maldita de assustadora, Savannah.” Seus   olhos   arregalaram.   “Amor?   Quem   disse   alguma   coisa   sobre   o   amor?   Não   estou  apaixonada por ele. É apenas sexo. Misericórdia, isso é assustador o suficiente.” Elizabeth sorriu. “Tem certeza que você não está vendendo­se pouco, não dando a você e Cole  uma chance?” “Uma chance para o que?” “Para ter ... alguma coisa.” Ela olhou para o campo, seu olhar instantaneamente pousando em Cole, seu corpo aquecendo  só de olhar para ele. “É apenas físico. Não é amor.” “Isso te assusta,” disse Liz. “Como você não iria acreditar.”

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Capítulo Quinze DOIS JOGOS SE PASSARAM na pré­temporada e Cole pensou que eles estavam indo muito  bem. Eles ganharam o primeiro, perderam o segundo por apenas um ponto, mas Cole não tinha irritado  a mídia ou chegado a brigar com seu treinador ou qualquer um dos seus companheiros de equipe. Ele   tinha   pegado   a   bola   regularmente   durante   a   primeira   metade   dos   jogos,   na   primeira  sequência de jogadas. Ele estava ficando bastante tempo no jogo, do jeito que ele gostava. As coisas  estavam em sincronia com o seu time. Tão longe, tão bom. Ele se reuniu com Savannah regularmente, o que gostava, mas ela estava fazendo um trabalho  muito bom em manter a sua distância em um nível pessoal. Essa parte ele não gostou, mas estava esperando e dando­lhe espaço. Não estava prestes a  desistir, no entanto. Ele a queria, e a viu olhando para ele quando não achava que ele pudesse vê­la. Ela  não estava lhe dando apenas negócio ao que parecia, também. Quando ela pensou que ele não percebeu,  a pegou olhando com fome e desejo. Então, por que ela estava negando a si mesma? Foi no meio da semana quando tinha acabado a prática, ele saiu do vestiário depois que tomou  banho e se arrumou para encontrar Savannah esperando por ele. “Certo, o planejamento da festa vai bem,” disse ela. Ele franziu a testa. “Festa. No seu lugar. Eu sei que empurrei de volta uma semana. Mas é para esta noite.” “Oh, sim. Isso.” Ela rolou seus olhos. “Sim. Isso. Convites foram enviados. Companheiros de equipe e esposas  e namoradas e treinadores.”

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“Certo.” “Tenho alguém que vai ir as quatro para limpar o seu lugar, e os fornecedores vão estar lá às  cinco. Você pode deixá­los entrar, ou dar­me uma chave? Ou talvez eu só possa segui­lo para casa.  Tenho minhas roupas comigo.” Ela estava agindo de modo formal, como se precisasse pedir permissão para estar em sua casa.  “Pêssego. Venha para casa comigo. Está tudo bem.” Ela assentiu com a cabeça. “Certo.” Ela o seguiu ao seu lugar. Uma vez lá, ela era um turbilhão de atividade. A equipe de limpeza  entrou   e   de   repente   estava   aspirando   o   pó   e   limpando   o   banheiro.   Uma   vez   que   os   fornecedores  chegaram, ele não teve um segundo livre para até mesmo falar com Savannah, porque ela estava os  comandando. Ele fez o seu melhor para ficar o inferno fora do caminho de todos enquanto transformavam o  seu  lugar.   Ele  decidiu   ir  buscar   uma  cerveja   e  sentou­se,  aproveitando   o  silêncio.  Recostou­se  na  cadeira e fechou os olhos. Ele devia ter dormido, porque Savannah o cutucou. “O que você está fazendo?” Ele olhou para ela. “Bebendo uma cerveja.” “Você precisa ir para dentro e ficar pronto.” Ela já tinha colocado o vestido. Bem sexy. Era azul. Simples. Com mangas. Agarrada a ela.  Ela olhava quente. “Que horas são?” “Seis. A festa começa às sete.” Seus lábios se levantaram. “Não levo nem uma hora para ficar pronto.” “Não, mas algumas pessoas podem chegar mais cedo. Vá.” Este era o seu negócio, não o seu, então ele poderia muito bem não adicionar a sua tensão  desde que ela já parecia querer puxar seu cabelo bem junto a qualquer segundo. Ele se levantou.

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“Sim, senhora.” Ele  tomou banho, barbeou­se e trocou de roupa, em seguida, voltou para a sala de estar.  Savannah estava organizando potes de nozes ou algo sobre uma mesa. Isso nem sequer parecia como sua casa mais. Eles rearranjaram os móveis, isso, de acordo  com Savannah, faria mais espaço para se misturarem e fez espaço para os fornecedores trazer as mesas  e colocar a comida. O bar foi criado. Tudo parecia pronto para ele. Qualquer   que   fosse   o   stress   de   Savannah   parecia   ter   desaparecido.   Ela   estava   relaxada   e  sorrindo quando ela veio ao seu encontro e inclinou a cabeça para trás. “Você está bonita.” “Então  você.” Ele  deu um passo para  frente. Ela  virou, obviamente  tentando  manter uma  distância profissional. Ele agarrou­lhe o pulso, sentiu o baque rápido de seu pulso quando ele esfregou  o polegar sobre sua pele. “Nervosa sobre a festa?” Seu olhar encontrou o seu. “Um pouco. Eu quero que tudo ocorra bem para você.” “São só os caras da equipe, Pêssego. Não se preocupe.” “Mas você não gosta de receber aqui e sei que o forcei a isso. Não quero que você fique  estressado sobre isso. “ Ele riu. “Eu não sou o único que está estressado. Você está voando por aqui, como uma  maldita Tinker Bell21. Talvez você precisa de uma bebida para se acalmar.” “Estou bem. Não estou preocupada. Isto é o que eu faço. “ Ele passou a mão por seu braço. “Então talvez seja algo mais que tem o seu pulso correndo.” Seus olhos arregalaram e ela puxou seu braço a distância. “Não, não é nada demais.” “Você não pode continuar fugindo de mim. De nós.” A campainha tocou e ela ofereceu um sorriso. “Sim, eu posso.”

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A fada pequena do Peter Pan.

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Dois de sua linha ofensiva estavam na porta junto com uma namorada e uma esposa. Eles  foram direto para os lanches, alegando que, depois do treino de hoje, eles estavam morrendo de fome. Savannah jogou de anfitriã e cumprimentou a todos, enquanto Cole agia como bartender. Dentro de uma hora o seu lugar estava lotado de pessoas. Ele ficou surpreendido que quase  toda a ofensiva apareceu. Assim fez o treinador, que apareceu para ter certeza que seus meninos não se  perdessem, já  que tinham  prática  amanhã  e um jogo neste fim de semana. As  únicas  pessoas que  beberam bebidas destiladas ou drinques foram algumas das mulheres. Alguns dos caras tiveram uma ou  duas cervejas, mas principalmente ficaram presos à água ou refrigerante. Eles todos sabiam o que era  praticar com uma ressaca era como — era desagradável, especialmente se os treinadores sabiam que  você estava de ressaca. Eles faziam do seu dia um inferno.  Cole se encontrou reunido com Lon e Jamarcus. Kenny tinha feito amizade com outros novatos, então ficou com eles. “A sua assistente fez tudo isso?” Lon perguntou. Cole   procurou   na   sala   e   encontrou   Savannah   conversando   com   algumas   das   mulheres,  incentivando­as a vir para a mesa de alimentos para comer alguma coisa. “Ela fez.” Savannah pegou seu olhar e corou, depois sorriu. A namorada de Jamarcus, Tanya, aproximou­se e passou o braço em volta dele. “Isso é muito  legal da sua parte, Cole. Obrigado por nos convidar.” “Obrigado por vir.” “E Savannah é tão doce. Nós duas somos da Geórgia, por isso estávamos relembrando as  coisas. Faz­me falta de casa.” Ela olhou para Jamarcus. “Nós precisamos ir para a casa da minha mãe  para o Natal.” Jamarcus riu. “O que você quiser, bebê.” Savannah o viu olhando em seu caminho, para que ela se aproximasse. “Como é que vai? Posso arranjar­lhe alguma coisa?”

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“Nós estamos bem, querida. Você devia fazer uma pausa e desfrutar de algum tempo com o  seu homem,” Tanya disse. Cole lutou com um sorriso quando Savannah lançou um olhar preocupado em sua direção.  “Oh, nós não estamos juntos. Eu só trabalho para ele.” Ele adorava quando ela corava assim. Adorava ver seu corpo inteiro na máscara bonita rosa,  que fazia quando gozava. Seu pau estremeceu só de pensar em a ter nua e fazendo­a contorcer­se debaixo da sua língua. Quando ela encontrou seu olhar, sabia que ela sabia o que ele estava pensando. Lançou­lhe um  olhar de advertência, em seguida, virou­se para seus amigos. “Se vocês estão todos bem, Vou ver se alguém precisa de alguma coisa. Com licença.” Ela se afastou. “Uau.”  Cole virou para Tanya. “O que?” “Não quero ser fofoqueira, porque isso não é da minha natureza, mas houve alguns fogos de  artifício explodindo graves entre você e Savannah.” Ele sorriu. “Você acha?” “Eu sei que sim. Você não acha isso, também, Jamarcus?” Jamarcus   olhou   para   Cole,   depois   de   volta   para   Tanya.   “Sem   comentários.   Eu   não   estou  recebendo minha bunda chutada mais uma vez.” Cole riu e bateu Jamarcus no ombro. “Não se preocupe, cara. Tanya está certa. Há algo acontecendo. Eu só não sei o que é ainda.”  “Bem, por que vale a pena, ela é linda. Legal, educada e amigável. Se eu fosse você iria  agarrá­la e nunca deixá­la ir.” “Eu concordo,” disse Tanya. “Se você não fizer isso, alguém vai leva­la de você e você se  arrependera de não arriscar.”

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Eles provavelmente estavam certos. Mas era difícil quando o objeto que estavam perseguindo  estava fazendo o seu melhor para evitar ser pega.

SAVANNAH FICOU TÃO SATISFEITA. A FESTA FOI fantástica. Cole tinha passado a  maior parte da noite com Jamarcus e Lon e misturando­se com a sua linha ofensiva. Ele tinha algum  tempo um­a­um importante com Grant Cassidy, o quarterback. Os dois haviam encolhido no canto,  tendo uma conversa intensa. Quando ela  avançou para espionar para  se certificar  de que eles  não  estavam simplesmente falando sobre mulheres ou carros esportivos ou algo mais inócuo, ela ouviu  dissecando jogadas. Perfeito.   Ele   tinha   ido   muito   melhor   do   que   ela   esperava.   Era   o   vínculo   com   seus  companheiros de equipe, que todos pareciam estar se divertindo muito. Cole até mesmo falou com o  treinador, que veio até ela e disse­lhe que o desempenho de Cole e o comportamento estavam melhor  do que ele esperava, até agora. Ela tinha esperança. É claro, que era ainda a pré­temporada ainda, mas ela destinava­se a dar  um passo de cada vez. Enraizando­o com a equipe foi um passo de gigante em primeiro lugar. Uma vez  que todos se acostumassem, ela se concentraria em sua imagem pessoal. Estar com a equipe era fundamental, e essa era uma noite importante. Todo mundo começou a sair pelas onze e meia, mais ou menos, uma vez que todos tinham   treino na parte da manhã, e sob o olhar atento do treinador, ninguém queria festejar muito. Ela não  tinha a intenção de que isso fosse uma noite barulhenta de libertinagem, de qualquer maneira. Apenas  uma noite de comida e bebida e uma chance para Cole se sentir mais como parte da equipe.   Após o último jogador sair, os fornecedores  entraram e limparam tudo. Savannah e Cole  ajudaram a levar os pratos e mesas para a sua van, o mobiliário foi restaurado ao seu lugar correto, e  seu apartamento nem parecia que tinha tido uma festa. A van foi embora e ela entrou no armário de  limpeza para o aspirador. “O que você está fazendo?” Cole colocou a mão em seu pulso.

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“Finalizando a limpeza.” “Eu tenho um serviço que faz isso.” “Eu disse que ia cuidar de tudo.” “Você está vestida de maneira muito legal de agir como serviço de limpeza. Embora visualizar  mentalmente você em um uniforme de empregada doméstica curto pequeno...” Ela rolou seus olhos para ele. Ele riu, pegou o aspirador e deslizou de volta no armário. “Sério.  Sente­se. Tire os sapatos e relaxe.” A última vez que isso aconteceu ela acabou em sua cama. “Não, obrigado. Acho que vou embora e deixar você dormir um pouco.” “Estou muito animado  para dormir.  Venha  sentar­se comigo  e você pode  me dizer  o que  pensou sobre esta noite.” Esclarecimentos  era  uma   boa   ideia.  Ela   gostaria   de  saber   sobre   seus   pensamentos   e  suas  conversas com seus companheiros de equipe. Ela se sentou no sofá, mas manteve seus sapatos e seus  pés no chão. “Achei que foi muito bem assim. Como você acha que foi?” “Foi   bom.  Eu   me   diverti.  Você  passou   a   noite   inteira  trabalhando  na   sala  como   uma  profissional.” “É o meu trabalho. Eu queria ter certeza de que você tinha tempo para se entrosar.” “Eu me entrosei. Conversei com todos. Fiz o que você me pediu para fazer.” Ela   franziu   o   cenho.  “Eu   não  me   lembro   de  pedir­lhe   para  fazer   qualquer   coisa.  Além de ter essa festa, é claro. Se aconteceu eu não queria fazê­lo, você deveria ter dito alguma coisa.” “Eu não  queria fazer isso.  Mas acabou  bem.  Eu me diverti.  Os caras são  todos  grandes  e  precisávamos disso. Foi uma boa maneira de começar a nos juntar fora do campo de jogo. Eu realmente  não   tenho  tido   tempo   para   obter  um­a­um  com   os  atacantes,  e   Cassidy  e   eu   examinamos  cuidadosamente a estratégia para a temporada. Durante os exercícios de treinos e jogos. Não há tempo  para conversar.” Ela relaxou. “Então você está dizendo que eu fiz uma boa coisa?”

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“Você fez uma boa coisa.” Ele se levantou e estendeu a mão. “Agora, venha comigo.” Ele a puxou de pé e levou­a para a cozinha. Ela franziu o cenho. “Para onde vamos?” “Fora.”  Ele pegou  duas cervejas  na geladeira  e abriu a  porta de trás, enquanto ela  saia. A  umidade tinha levantado, então era —uma mudança — de boa noite. Havia uma brisa, grilos cantavam, e o céu estava claro. Eles se sentaram nas cadeiras, Cole  abriu as garrafas, e beberam suas cervejas. Savannah relaxou após a loucura da festa, e Cole parecia  contente com o silêncio entre eles. Isto era... bom. Era algo que um casal faria depois de uma festa. Sentar juntos e descontrair.  Ou pelo menos ela pensou que isso é o que eles fariam. Desde que nunca tinha sido casada ou até  mesmo parte de um casal, ela verdadeiramente não tinha ideia. Ela sabia que estar com Cole estava se  tornando um hábito, e era mais pessoal do que profissional. Que a fez querer fugir. “Você tem que olhar nos seus olhos.” Ela encontrou o olhar de Cole. “Que olhar?” “O que diz, em menos de cinco minutos, você está indo para pegar sua bolsa e correr para fora  da minha porta.” Ela ergueu o queixo. “Eu não tenho esse olhar.” “Sério, você faz. E habitualmente aparece depois que tivemos sexo.” “Não faço.” Ele continuou a olhá­la, dando­lhe o seu olhar, senhor de si inabalável. “Você acha que vou fugir de você.” “Eu sei que você vai fugir de mim. Você já fez isso mais de uma vez. Mais do que duas  vezes.” Ele estava certo. Não havia nenhum ponto em negá­lo quando ambos sabiam que era verdade.  Ela inalou e soltou um suspiro audível. “Eu não posso evitar. Você me assusta.”

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“Por quê?” Não queria ter essa conversa íntima e pessoal com ele. Não estava pronta para conversar com  ele sobre seus sentimentos. Não era o tipo de pessoa que se abria, em conversas íntimas com qualquer  pessoa sobre como se sentia. Além de Liz, é claro. Mas isso era diferente. Liz sabia a história dela e ela  entendia. “Pêssego. Fale comigo.” “Você é como um leitor de mente, às vezes. Existe uma coisa que me assusta.” Ele soltou uma risada curta. “O que você está falando?” “Estava pensando que eu nunca disse a um homem como eu me sentia, e então você apareceu  e me pediu para falar com você. É... estranho.” “Venha aqui, Savannah.” Ela fez, e ele a puxou para o seu colo. Seus nervos dançando por uma miríade de razões.  Nervosismo era um, e o outro era emoção, que ela sempre sentiu ao estar tão perto dele. Como ela  deveria manter a cabeça clara quando seu corpo tocava o dela? “Está tudo bem em me dizer como você se sente. Você pode confiar em mim.” Ela   olhou   para   ele,   os   olhos   que   sempre   a   intrigavam.   Ela   sempre   pensou   que   eram   tão  misteriosos, mas agora eles eram tão claros. “Eu não confio em muitas pessoas.” “Nem eu, mas você é a pessoa que me disse que preciso ampliar meu círculo de amigos.” “E agora, quem é o sujo falando do mal lavado?” “Não estou dizendo isso para jogar suas palavras de volta para você. Você estava certa. Eu  tinha amigos na escola. Mas não desde então. Eu os cortei. Sendo cortado do Arizona — meu primeiro  time —  isso doeu. Eu tinha começado a fazer amigos lá. Depois disso, eu não queria, com medo da  mesma   coisa  acontecer   novamente.  E,   então,   aconteceu  de  novo.  Depois   disso,  eu  me   tornei   meu  próprio pior inimigo. Não confiei num time para me manter. E talvez eu não confiasse que eu mesmo  iria fazer as coisas certas para ficar lá, e não fiz as coisas certas. Foi uma profecia auto­realizável, você  sabe.” 

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“Eu posso ver como isso poderia acontecer,” disse ela. “Você se machucou, e atacou de modo  que ninguém podia te machucar.” “Algo assim. Então, eu não me deixei chegar perto de qualquer um em qualquer dos times que  joguei. Se você não se deixa chegar perto de alguém, quando você leva um fora, não faz mal.” Era como ouvir uma versão de si mesma. Apenas Cole era muito mais honesto na forma como  ele se sentia, algo que ela nunca iria dizer. Ele estava dizendo todas as coisas que ela sentia por dentro,  mas nunca tinha dado voz. “Como se sente?” Ela perguntou. “Como o que se sente?” “Por ser franco e honesto com alguém.” Ele deu de ombros. “Eu nunca tinha feito isso antes. Nunca disse essas coisas para ninguém  além de você.” Seu coração apertou. “Por que eu?” “Acho que só queria dizer para alguém. Ou talvez você precisava ouvir isso. Eu não sei.” Ela passou a mão ao longo de sua mandíbula, e depois inclinou­se para roçar os lábios nos  seus. Ele não fez nada, não se levantou, nem sequer a tocou, deixando­a no controle do beijo, sem  dúvida, com medo que ela puxasse de volta ou hesite. Dada a sua propensão para correr como inferno  ou puxar longe, ela não poderia culpá­lo por sua hesitação. Mas ele tinha sido tão gentil com ela, e ele se abriu para ela de uma forma que nenhum homem  jamais havia feito. Ela sabia como era difícil para um homem admitir suas inseguranças. Que ele teve  quando a tocou. Ele mostrou a ela que confiava nela, e isso significava muito. Ela ainda não estava pronta para dizer todos seus segredos, mas podia confiar nele com uma  parte dela. Ela meio que se virou, aprofundando o beijo, deslizando sua mão através  da espessura  exuberante de seu cabelo. Seu peito pressionado contra o peito, a coxa estava contra seu estômago, e  seu coração batia forte quando ela lambeu contra sua língua.

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Ele a beijou de volta com um fervor que nunca deixou de levá­la as alturas vertiginosas, mas  ele ainda não tinha colocado as mãos sobre ela. Ainda estava inseguro sobre ela? Ela interrompeu o  beijo, olhou para as profundezas de seus olhos esfumaçados, viu o desejo e a hesitação lá. “Toque­me,” disse ela, pegando sua mão e colocando­a em seu quadril. A ingestão aguda de sua respiração era exatamente o que ela precisava ouvir. Quando ele  apertou os dedos ao redor de seu quadril, ela umedeceu com excitação. “Vire­se.  Escarranche­me.” Ele segurou suas mãos enquanto ela momentaneamente deslizou  fora de seu colo, em seguida, subiu em seu colo, de frente para ele. Havia amplo espaço na cadeira  enorme almofadada para caber os joelhos em ambos os lados de seus quadris. E desde que ele deixou as  luzes   do   lado   de   fora   e   na   cozinha   apagadas,   eles   estavam   envoltos   em   trevas,   dando­lhes   muita  privacidade. Ele deslizou as mãos por suas coxas, deslizando seus dedos por baixo do vestido, causando  arrepios em sua carne. Ela colocou as mãos em seus ombros e levantou. Misericórdia, como ela desejava seu toque. Era assim que se sentia, primitivo, atendendo a  esta fome primal que sempre parecia sentir por Cole — o que ela nunca conseguia satisfazer. Ele segurou seu pescoço e a puxou em sua direção para um beijo, apesar de deixá­la assumir a  liderança. Ela estava bem com isso, necessitava do domínio que ele habitualmente fornecia. Seus lábios  se encontraram em uma tempestade de paixão que lançou um gemido de sua garganta. Ela avançou  para mais perto dele, deslizando seu sexo contra sua calça jeans. Sensação se espalhando da sua boceta  e ela apertou, segurando para sua camisa. Ele puxou os lábios dos dela e puxou as alças de seu vestido para baixo, em seguida, os bojos  do sutiã, puxando seus seios juntos para provocar os mamilos com os dedos. Ela balançou sua boceta  contra ele, tão presa nas sensações que ela gemeu alto. Sabia que eles estavam fora, que ela deveria  ficar quieta, mas precisava de um orgasmo — ela precisava dele dentro dela. O cume duro de sua ereção era evidente contra seus jeans. Ela estendeu a mão para esfregar a  mão sobre ele, fechando os olhos para deleitar­se em seus silvo de frustração. 

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Obviamente, ela não era a única que precisava disso. Ele empurrou o botão da calça jeans aberto, em seguida, puxou o zíper. Savannah recuou  apenas   o   tempo   suficiente   para   Cole   soltar   sua   calça   jeans   e   colocar   o   preservativo   que   tinha  recuperado do seu bolso. Ela puxou sua calcinha de lado e deslizou para baixo em seu pênis rígido,  com as mãos nos quadris para ajudar a guiá­la. Ela tremeu com a sensação dele enchendo­a, sua boceta tremendo e apertando ao redor de seu  calor. O prazer doloroso a fez tremer, e quando ele estava enterrado profundamente dentro dela, ela  jogou a cabeça para trás e levantou, arrastando sua boceta sobre seu eixo. “Você se sente bem em mim,” ele sussurrou, sua voz tão escura como a noite que os rodeava. Ela baixou o olhar para ele e cravou as unhas em seus ombros. “Você se sente bem dentro de  mim.” Ele  empurrou, enterrando­se ao máximo.  Em troca,  ela pulsava, sua vagina  apertando em  torno de seu eixo. “Só assim,” ela sussurrou, movendo­se contra ele no ritmo. Em resposta ao seu amor, a noite estava tranquila. Ela podia ouvir todos os sons de suas  respirações ofegantes enquanto eles se moviam em uníssono, ambos buscando o clímax. Ela encontrou seu olhar,  perfeitamente visível para ela na inclinação do luar brilhando para  ela. Foi o suficiente, a captura dela, segurando­a enquanto ela o montava. Ele agarrou seus quadris e levantou­a, em seguida, levou­a para seu pênis, balançando­a contra  ele. Ela colocou as mãos sobre o peito e deslizou para trás e para frente sobre ele, moendo sua boceta  contra seu eixo. Enterrando fundo, ela sentiu cada músculo, cada contração, da sua ligação tão profunda que  foi arrasadora para os sentidos, para suas emoções. “Beije­me,” ele sussurrou. Ela inclinou­se e agarrou a bunda quando ela encontrou seus lábios.  Ele apertou as bochechas da bunda enquanto suas línguas duelavam.

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Ela não ia durar muito mais tempo. Cole a devastou emocionalmente, bem como fisicamente,  pedindo­lhe sem palavras para dar­lhe tudo. E ela não podia negar­lhe. Ela levantou, precisando dos poucos centímetros  a distância para recuperar  o fôlego. Mas  quando ele se abaixou e dedilhou os dedos sobre seu clitóris, aplicando a quantidade ideal de pressão,  ela sabia que estava perdida. E ele sabia, também, dando­lhe aquele sorriso perverso que nunca deixou  de a devastar. Ela apertou, de costas inclinou quando ele encontrou o local que ela precisava. Ela agarrou os  pulsos e segurou enquanto gozava, sua vagina apertando ao redor de seu pênis enquanto ela explodia  em orgasmo, ondulando contra ele como onda após onda das mais doces sensações derramado por ela. Ele  a ergueu,  gemendo  quando veio,  puxando­a apertado  em cima  dele  para  que pudesse  penetrar o pênis profundamente. Ela sentiu os tremores em seu corpo quando ele a abraçou, ambos estremecendo através dos  efeitos posteriores. Ele estava segurando firmemente ainda em seus quadris, seus dedos cavando, muito depois das  sensações pulsantes tinham fugido. “Você está me segurando, porque você acha que eu vou desaparecer?” Ele soltou e ela sentou­se, traçou o sorriso que curvou seus lábios. “E vai?” “Não no momento.” Ela deslizou fora de seu colo e eles entraram para limpar. Ele não a deixou ir longe, e em vez  disso, levou­a para sua cama e arrastou­a para perto dele. Ela endireitou suas roupas no banheiro, de  modo que ambos estavam ainda vestido, em cima do edredom, os sapatos fora, os pés entrelaçados. Trovão ressoou fora e um relâmpago chamou sua atenção para a porta. Uma tempestade estava  surgindo. “Se você estiver indo para partir, deve fazê­lo antes que a tempestade nos atinja.” Ela deitou a cabeça em seu ombro. “Você está tentando se livrar de mim?”

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“Prefiro que fique a noite. Eu só sei que você gosta de partir.” Ela não gostava de partir. Ela tinha que sair, pelo menos, em um determinado ponto. Havia  uma diferença. Não era algo que ela gostava de admitir sobre si mesma. Indecisão a atormentava. Ficar com ele significava mais sexo, e que sempre era uma coisa boa.  Mas ficar também significava ficar perto dele. Dormir com ele. Acordar ao lado dele. Abrindo a porta  para o seu coração e suas emoções uma fração mais. Isso definitivamente a assustava. “Eu não gosto de partir, Cole.” “Mas você tem. Eu sei.” Ela enterrou contra ele e observou o relâmpago no céu. O trovão pegou em intensidade. “Acho que vou ver a tempestade aqui esta noite, se você não se importar.” “Se você ficar, eu quero ter um café da manha com você. Não acordar percebendo que fez  algum erro enorme e precisando correr daqui como se um cão raivoso estivesse atrás de você.” Ele devia sentir­se terrível cada vez que ela fez isso. Ela sabia como se sentiria se alguém  fizesse isso com ela. Colocou a mão em seu peito. “Café da manhã soa bem. Eu gosto dos meus ovos  mexidos.” Ele riu, um estrondo tão profundo como o trovão pesado. “Vou fazer o meu melhor para  agradá­la.” Ela trouxe seus lábios nos dele. “Você sempre faz um bom trabalho disto.”

COLE RESPIROU FUNDO, INALANDO O PERFUME DE Savannah. Significava algo tê­la  aqui em sua cama. Ele tentou não pensar sobre o que significava, porque ele estava todo bagunçando e  confuso, onde ela estava preocupada. Foi o suficiente que ela estivesse aqui e tinha decidido passar a  noite.

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Seu corpo era suave e flexível quando ele mexeu ao seu lado, puxando­a para perto de modo  que seus seios tocassem o peito, as coxas descansando contra as suas, e suas pernas misturando­se  juntos. Ele   gostou   de   tê­la   no   lado   de   fora,   observando   seus   seios   subirem   e   descerem   ao   luar  enquanto ela o montava, em um inferno de um orgasmo arrasador. Veio tão forte que ele teve certeza  que o sentiu em seu cabelo. Agora,   enquanto   ele   roçava   os   lábios   nos   dela,   ele   queria   levá­la   lento   e   fácil,   a   amá­la  suavemente. Mas a tempestade lá fora estava jogando barras de relâmpagos e vertiginosos profundos  rosnados   do   trovão,   e   quando   os   seus   beijos   aprofundaram,   sentiu   o   poder   bruto   do   tempo   se  misturando com sua necessidade e de Savannah, uma fome por ela, que nunca pareceu ir embora, não  importava quantas vezes eles estavam juntos. Ele desceu da cama e tirou a camisa, desabotoou o botão da calça jeans e os deixou cair no  chão. Com um sorriso sexy, Savannah ficou de joelhos e deslizou as alças de seu vestido para baixo,  deixando­os cair até a cintura. Ela abriu o fecho de seu sutiã e o puxou, jogando­o em seu armário. Ela ficou de pé na cama e deslizou para fora de seu vestido, em seguida, a calcinha, então caiu  para o colchão belamente nua. Ele não podia sair de suas calças e cuecas rápido o suficiente. Trovão colidiu fora, um grande raio nocauteando para fora o poder, enviando o quarto na  escuridão. Ele arrastou para a cama, puxando as cobertas de volta. “Você está com medo?” Ele perguntou quando deslizou sua mão sobre a pele macia da sua  barriga. “Não. Eu amo tempestades.” Ela virou de lado, sua mão deslizando sobre o ombro e no braço,  e depois deslizando mais para encontrar seu quadril — e mais baixo. Ela colocou os dedos em torno  dele.

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Seu pênis empurrou. Ele estava duro e dolorido afundando no calor úmido de sua vagina. Mas  quando ela se moveu, deslizando para baixo de seu corpo para colocar a boca em torno dele, ele decidiu  que podia esperar. Seus lábios o cercavam e ele estava contente de vê­la quando um relâmpagos banhou em seu  rosto num brilho de prata. Sua boca era mágica, sua língua molhada e quente como inferno quando ela  abocanhou em torno da cabeça sensível, então o engolfou, usando apenas a quantidade certa de pressão,  quando ela tomou­o profundamente. Suas bolas apertaram, ameaçando entrar em erupção. Ele se conteve, apreciando a suavidade  de seu cabelo provocando suas coxas enquanto ela adorava seu pau, arrastando a língua ao longo da  parte inferior, em seguida, usando a boca dela e as mãos para chupar e acariciá­lo. Suficiente, ou ele ia explodir sua carga em sua garganta doce. Ele a puxou, colocou­a de  costas, e beijou­a, dirigindo sua língua dentro de sua boca enquanto a tempestade golpeava contra a  porta. Ela choramingou, envolvendo suas pernas em volta dele para prendê­lo contra ela. Ele  pegou um preservativo.  Então,  estava de volta, deslizando  dentro dela com  um golpe  profundo. Ela soltou um grito suave quando outro trovão rompeu, a tempestade enfurecida lá fora da  mesma maneira que ela se enfureceu  dentro dele. Quando Savannah passou as unhas nas costas e  mordeu o lábio inferior, ele sabia que ela sentiu a mesma força que fervia dentro de si. Ele levantou e  empurrou dentro dela novamente, desta vez caindo para rolar contra ela, dando­lhe o atrito que ela  precisava. “Cole.” Seus olhos arregalaram e ele sentiu a pulsação aumentar. “Faça­me gozar.” Ele adorava ouvir o som irregular em sua voz. Ele equilibrou na beira, mal segurando. Tanto  quanto queria este tormento fluindo ao último, ele não podia manter a liberação — para ela ou para ele  mesmo. Isso ia ir mais rápido. Ele   rolou   seus   quadris,   dando   a   ela   o   que   precisava,   e   ela   veio   com   um   suave   grito,  envolvendo sua mão ao redor de seu pescoço para puxar sua boca na dela em um beijo estrondoso que  rasgou­o em pedaços.

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Ele soltou em seguida, liberando ao mesmo tempo, gemendo contra os lábios dela quando seu  orgasmo o rasgou. Tão poderoso como a tempestade, isso rasgou suas terminações nervosas. Foda­se. Ele balançou quando a levou mais. As coisas que esta mulher fazia para ele, sempre o  surpreendeu. Ele   rolou   para   o   seu   lado,   tendo   Savannah   com   ele,   recusando­se   a   deixá­la   ir   ainda.  Umedecida pelo esforço, ela segurou tão apertado para ele como ele fez com ela. Ele estava acabado. Seus membros não se moviam. Ele mal podia respirar fora, só podia sentir  seu coração batendo contra o peito, a mão pousada frouxamente em torno de sua volta. Ele cuidou do preservativo, então a cobriu, deixando a exaustão e a tempestade levar ambos  em um sono exausto.

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Capítulo Dezesseis FIEL À SUA PALAVRA, SAVANNAH FICOU PARA O CAFÉ DA MANHÃ. E, surpreendentemente, ele gostou de tê­la em sua cama na noite passada. Ao contrário de  qualquer outra mulher que já tinha dormido, ele sempre quis que Savannah ficasse. Ele não estava preste a tentar analisar o que o inferno isso significava, ou porque ele gostava  de vê­la sentada a sua frente à mesa da cozinha. Era muito estranho até mesmo para contemplar. Ele era um cara sozinho. Gostava de namorar um monte de mulheres. Inferno, ele raramente  mesmo tinha encontros. No entanto, estava unicamente e exclusivamente perseguindo o inferno de  Savannah.   Talvez   porque   ela   não   queria   ter   nada   a   ver   com   ele.  Eles até mesmo fizeram os pratos juntos. Muito maldito de doméstico para seu gosto. O problema era que ele gostou. Merda. “Eu tenho um evento para nós irmos esta noite,” disse ela, enquanto caminhava lá fora. Eles  tomaram banho juntos, e fizeram sexo novamente. Ele definitivamente gostava dessa parte da manhã. Ele parou, percebendo o que ela havia dito. “Que tipo de evento?” “Uma coisa de caridade.” Ele fez uma pausa. “Uh... que tipo de coisa de caridade?” “É um leilão. Muito atraente e vistoso.” Ele riu. “Não, obrigado.” “O que quer dizer, não, obrigado?” “Eu já lhe disse antes que escrevo cheques para instituições de caridade. Eu não frequento  eventos de arrecadação.”

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“Bem, você estará participando de um. É bom para a sua imagem.” “E mais uma vez, não.” “Por que está sendo tão difícil sobre isso?” Ela estava com as mãos nos quadris, batendo o pé. “Eu disse a você. Eu não faço esses eventos.” “Talvez você nunca foi para fazer esses eventos. Agora você faz.” Ele começou a se opor, mas ela levantou a mão. “Não há sentido em continuar a discutir. Isto é  parte da reforma de sua imagem. Caridade angariadora de fundos são uma ótima maneira de começar a  ter a mídia do seu lado. Eles fazem você olhar bem, e, francamente, eles são bons para você.” “Eu dou muito para instituições de caridade. Você pode perguntar ao meu contador.” Ela balançou a cabeça. “Não, é a mesma coisa.” “As caridades angariadoras de fundos são chatas.” “Absorva isso. Nós estamos indo.” E as coisas estavam indo tão bem assim. “Eu não gosto de receber ordens.” “É muito ruim. Neste caso, eu sou a chefe.” Ele se moveu. “Você não parece se importar de eu estar no comando quando fizemos sexo.” Seus olhos arregalaram enquanto examinava o estacionamento, obviamente procurando por  vizinhos intrometidos. Ela deu um passo para trás. “Isso é diferente,” disse ela. “E se você vai ter um problema em trabalhar comigo, porque nós  estamos...” “Tendo relações sexuais?” “Sim. Se isso vai ser um problema, então paramos.” “Seria muito fácil para você?” “Não. Sim. Eu não sei. Meu trabalho é importante.” “Mais importante do que você e eu.”

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Ela suspirou.   “Você   está   me   confundindo,   Cole.   Você   sabe   o   que   eu   quero   dizer.   Fui  contratada para refazer sua imagem. Você precisa fazer disso a sua prioridade. Não nos tendo relações  sexuais.” “Eu prefiro ter sexo com você.” Ela desviou o olhar. “Eu sabia que não era uma boa ideia.” Ele   estava   brincando   com   ela,   tentando   levá­la   a   relaxar.   Mas   obviamente   não   estava  funcionando.   Seus   ombros   tinham   praticamente   engolido   seu   pescoço.   Ele   não   estava   pronto   para  desistir. “O sexo é sempre uma boa ideia, Pêssego.” “Não, se isso interfere com o nosso trabalho em conjunto.” “Você tem que admitir que o sexo é ótimo.” “Sim. É ótimo. Mas, obviamente, nós vamos ter que parar.” Ele pegou uma mecha de seu cabelo e o rolou entre o polegar e o indicador. “Então o que você  está dizendo é, você me usou.” Ela colocou a mão em seu braço. “Cole. Não. Não foi assim. Por favor. Eu não quero que você  pense—” Ele riu e deu um passo para trás. “Relaxe. Meus sentimentos não estão feridos. Se tudo que  você estava interessada era em traquinagens de um casal, isso dói muito bom comigo. Você teve a sua  coceira coçada. Bem vamos seguir em frente.” Ela olhou ferida. Ele sentiu o soco no intestino, mas não ia fazer nada sobre isso. Este era o  seu jogo para jogar de qualquer jeito que ela queria. E depois de tudo, ela ainda não tinha certeza sobre  isso ainda. Ele teve. Ele poderia ser paciente enquanto ela fazia sua dança cautelosa. Mas ele não  achava que estavam terminados ainda. “Que horas é essa coisa hoje à noite?” “Oito horas. Você tem um smoking?” “Ah, com certeza. Eu mantenho um no meu armário para todas as vezes que vou à ópera.”

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“Tudo bem. Não smoking. Eu posso cuidar  disso.” Ela  puxou fora o telefone,  discou um  número. Ela levantou a mão quando ele ia dizer algo. “Claud,  é Savannah Brooks. Eu estou bem,  obrigado por perguntar. Escute, preciso de um favor. Preciso ir com alguém que precisa de um smoking  para um evento desta noite. Você acha que poderia me ajudar com isso? Ele está com os Traders.” Ela varreu seu olhar sobre seu corpo. Gostava do jeito que ela olhava para ele. “Cerca de um metro e oitenta e cinco de altura ou assim.” Ela   escutou,   mantendo   seu   olhar   sobre   Cole.   “Eu   lhe   devo   uma,   Claud.   Muito   obrigado.  Vamos aí.” Ela apertou o botão e colocou o telefone de volta na bolsa. “Você tem uma fada de smoking na discagem rápida para emergências?” Ela sorriu. “Algo assim. Claud vai consertar isso para você. Vamos.” Ele queria hesitar. Não queria fazer isso, mas precisava dela para entender que só porque eles  estavam fazendo sexo não significava que ele ia usar isso para ter o seu próprio caminho. Cooperação  era parte do acordo, então ele a seguiu para a loja de smoking, onde se encontrou com Claud, um cara  muito alto, magro que parecia mais um agente funerário do que um alfaiate. Ele era pálido e assustador,  com longos gelados dedos.  Sua monotonia enviou calafrios a sua  espinha.  E este sujeito estava na  indústria de serviço? Savannah tagarelava com ele, aparentemente despreocupada. Ele dava a Cole calafrios. Claud, fez Cole ficar na frente do espelho e experimentar jaquetas diferentes, aparentemente  tinha uma esposa e dois filhos, com base na conversa que ele estava tendo com Savannah. Cole reprimiu um arrepio ao pensar em alguma pobre mulher tendo de ver o magérrimo corpo  de Claud, branco totalmente nu. Eles conseguiram ajustar um e partiram depois que Claud prometeu ter o smoking entregue ao  lugar de Cole pelas cinco horas. “Eu não posso acreditar que você use esse cara,” disse Cole depois que andou fora. “Por quê?” “Ele é como algo saído de um filme de terror.”

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Savannah inclinou a cabeça para o lado. “Serio? Claud é um dos melhores alfaiates da cidade.  Ele é muito doce, mas é um pouco tímido. Eu gosto de trazer clientes a ele.” “Tímido? Você acha que ele é tímido?” “Sim.   É por  isso que ele  não  fala muito.  E  ele  tem a  mais  doce  esposa.  Diane  tem  uma  personalidade muito borbulhante. Duas adoráveis meninas, também.” Adorável? Elas deviam parecer com a mãe, então. Ele caminhou com Savannah para seu carro.  “Você quer que eu te pegue hoje à noite?” “Isso seria bom. Obrigado.” Ela não estava sendo educada? E distante. “Claro. Que horas são?” “Seis e meia? Hora do coquetel é as sete.” “Vou estar no seu lugar às seis e meia, então.” Ela entrou no carro e partiu, deixando Cole de pé na calçada. Ele não gostava da parede que ela constantemente empurrava em cima entre eles. Hoje à noite,  ele iria trabalhar nisto. 

VÁRIAS HORAS COLE E SAVANNAH MAIS VELHOS ENTRARAM no que seguramente  seria a noite mais maçante de sua vida.  O   evento   estava   sendo   realizado   em   alguma   galeria   excessivamente   sofisticada  no   West  County.   Mas   o   benefício   seria   para   a   American   Cancer   Society,   para   que   ele   não   teve   nenhum  problema em doar algum dinheiro. Talvez Savannah teria pena dele desde que ele estava na miséria óbvia. Claro, o smoking  ajustava bem, mas os sapatos eram desconfortáveis  como o inferno. Ele era mais do tipo de cara de  tênis ou botas e não, brilhantes sapatos pontudos negros. Talvez ele pudesse escrever um cheque grande  e gordo e eles poderiam sair daqui cedo. Embora ele tinha que admitir, poderia estar passando algumas horas com Savannah. O vestido  de prata se apegava as suas curvas e faiscava nos lustres do teto que era tanto uma obra de arte como 

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todas as doações sendo leiloadas hoje à noite para a caridade. Ela estava usando o cabelo preso em  algum tipo de coisa sinuosa, colocou pingentes de diamantes em suas orelhas, e não usava outras joias.  E tinha sensuais sapatos pratas que faziam suas pernas parecerem um quilômetro de comprimento. Ele  queria ficar sozinho com ela, tê­la usando aqueles sapatos e nada mais. Ele perguntou o que ela usava sob o vestido. Talvez ela pudesse usar os sapatos e sua roupa  interior. Sim, e talvez ele precisava obter suas fantasias sob controle antes que seu pau ficasse duro. Ela enfiou o braço no dele e o puxou de lado, ajeitando a gravata. “Ok, vamos passar por  isso.” “Eu consegui. Joguei bonito. Não insultei ninguém. Não bati em ninguém. Não xinguei. Você  não tem que se preocupar comigo.” Ela arqueou uma sobrancelha bonita loira para ele. “É o meu trabalho me preocupar. Sua  imagem está em jogo e este é um evento de alto perfil. No caso de você não ter notado, várias figuras  esportivas vão estar neste evento esta noite, juntamente com a mídia.” “Eu já te disse que estarei no meu melhor comportamento.” “Não se envolva com a mídia. Se você tiver uma pergunta, aja benigno.” Agora era a sua vez de levantar uma sobrancelha. “Como, exatamente, alguém age benigno?” “Você   pode  responder   as   perguntas  de   futebol,  ou  perguntas  relacionadas  a  estar  com   os  Traders nesta temporada. Questões comportamentais você precisa evitar.” “Evitar... como?” “ Por exemplo — Cole, você acha que a razão Green Bay terminou com você é por causa de  seu comportamento? — Como é que vai responder a isso?” Ele coçou o lado do nariz. “Eu não suponho que você me deixaria dizer a eles se foder?” Ela olhou horrorizada. “Definitivamente não. Você dirá a eles que gostou de seu tempo com o  Green Bay, e acha que eles são uma grande organização, mas não foi uma boa opção para você ou para  a equipe. Agora, o seu foco é sobre a próxima temporada com o St. Louis.”

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“Então você quer que eu desvie.” Ela assentiu com a cabeça e bateu na gravata, levantando o olhar para ele. “Exatamente. Não se envolva em uma partida urinando com a mídia. Você nunca vai sair na  frente. Apenas lhes de observações positivas, citável. Nunca denigra suas equipes anteriores.” “Mas—” Ela levantou a mão. “Não importa o que você pense realmente. Enfoque positivamente sobre  os Traders nesta temporada. Obtenha a mídia animada sobre o St. Louis e você. Se você é otimista, eles  serão otimista sobre você.” “Vou tentar.” “Ótimo. Estarei perto de você para que eu possa ajudá­lo se precisar de mim.” “Jesus, Savannah. Esta não é minha primeira vez em público. Acho que posso lidar com isso.  Estive lidando com isso, caso você não tenha notado.” Ela   deu­lhe   um   olhar   dúbio.   Tudo   bem,   talvez   ela   estivesse   certa.   Ele   não   havia   sido  exatamente um campeão com entrevistas ao longo dos últimos dois anos. Ele e a mídia não eram os  melhores amigos. Mas daria o seu melhor tiro, porque estava claro que era importante para Savannah. “Vamos misturar,” disse ela, colocando um sorriso brilhante. Mas, enquanto vagavam pela multidão, ele poderia dizer que ela estava nervosa. Não tinha  certeza de já ter visto Savannah nervosa. Ela sempre era tão confiante. Mas ela não parava de olhar no  seu caminho. Será que ela achava que ele ia pegar o seu nariz em público? Que tipo de caipira rude do interior ela pensava que era? Ele rolou seus olhos. Se havia uma coisa que Cole poderia fazer, era interagir com entusiasmo. Estes podiam não ser o seu tipo de pessoas, mas no jogo de conversa ele nunca errava. Eles   pararam   no   bar.   Savannah   pediu   uma   taça   de   chardonnay.   Cole   pediu   água.  Grant Cassidy, quarterback dos Traders, estava também aqui esta noite. Cercado pela mídia, ele estava  sorrindo e charmoso como sempre. Sim, ele era popular com a mídia e talvez Cole era um pouco 

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ciumento sobre isso, mas se os caras com os microfones e as câmeras queriam dar toda sua atenção ao  menino­bonito Grant, esta noite, estava bem com isso. Seria menos holofotes sobre Cole, bem melhor. Na verdade, ele ficaria feliz de desaparecer no fundo. Tudo que queria fazer era jogar futebol,  jogar bem, e ser deixado sozinho para deixar o seu desempenho falar por si. Isso  é tudo o que ele  sempre quis. Infelizmente, esse não era o plano de Savannah. Ela agarrou seu braço e praticamente desfilou  com ele para trás e na frente da mídia. Ele finalmente escavou em seus calcanhares e virou­se para ela. “Sério?” “Sério.” Não demorou muito para que o peixe mordesse. Assim que eles terminaram com Cassidy, a  mídia o atacou. “Riley. Como você se sente sobre ser negociado? De novo?” “Você se sente como um fracasso depois de ter sido despejado por ainda outra equipe?” “O que aconteceu com o Green Bay? Foi o seu comportamento fora de campo, que custou­lhe  o emprego?” “Não vi você muito nos clubes locais aqui. Propositadamente mantendo afastado, ou estamos  apenas perdendo você quando espia a vida noturna?” “Talvez você tenha uma namorada e está se hospedando nas noites? Ela está aqui com você  esta noite?” Ele ia precisar de um protetor de boca para não ranger os dentes. Ele queria dizer a todos eles  para enfiar na suas bundas, sua resposta habitual para as invasivas, perguntas idiotas como as que eles  estavam  fazendo.   Mas  manteve   a  calma   e respondeu­lhes   a todos,  mantendo  a  calma  e  sendo tão  educado quanto humanamente possível. Apesar da irritação picar por sua espinha, colocou o seu melhor sorriso. “Eu me sinto ótimo  por estar de volta a casa. Estou animado de estar com os Traders. Eles são uma das melhores equipes  de futebol na liga e estou honrado de estar jogando com eles.”

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Ele deu uma das respostas positivas da equipe. Ele lhes disse que estava feliz por estar com os  Traders, que Green Bay era uma equipe incrível e ele esperava que eles tivessem outra excepcional  temporada, mas ele tinha a intenção de olhar para frente, não para trás, e estava fazendo isso agora,  estava se concentrando em futebol, é por isso que eles não podiam encontrá­lo festejando nos clubes. Surpreendentemente,   Savannah   tinha   razão.   Se   ele   não   mordesse   a   isca,   a   mídia   ficava  aborrecida. Ele acabou respondendo as perguntas por cerca de quinze minutos, até que encontraram um  outro otário para texugo e afastou­se. Ele se virou para olhar para Savannah, mas ela tinha se misturado  na multidão. Ele assinou alguns autógrafos, defendeu­se de algumas mulheres jovens brincalhonas que  o tinham encurralado quando o viu sendo entrevistado, e fez o seu caminho de volta para Savannah. “Você lidou com isso bem,” disse ela. “Eu lhe disse que você não tem que se preocupar comigo. Sério posso cuidar de mim.” “Quando você quer.” “Portanto, esta noite eu queria.” Ela balançou a cabeça, mas estava sorrindo. Um sorriso genuíno. Isso era uma coisa boa.  Talvez ela estivesse começando a acreditar nele. “Então, o que está à venda hoje à noite?” Perguntou. “É um leilão silencioso.” Ela levou­o para os itens acima para a oferta. “Você escreve o seu  nome, e então alguém tenta superar você.” “Eu sei como funciona. Vamos dar uma olhada.” Lembrou­o de uma venda de garagem, só que mais caro. Havia um monte de lixo, principalmente coisas que ele nunca iria querer possuir, como obra  de arte de merda. Embora houvesse outras coisas aqui para os amantes da não­arte. As viagens eram  legais. Pena que era o início da temporada para ele. Ele não tinha tempo agora para tomar viagens a  esses lugares exóticos. Lembrou­se que Mick tinha levado Tara em uma dessas curtas férias tropicais.  Mick disse que tinha sido ótimo. Privado e isolado, embora ele não tivesse oferecido muito na forma de  detalhes — não que Cole tinha esperado que fizesse.

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Cole olhou para Savannah, imaginando­a em um biquíni minúsculo balançando em uma rede  em algum paraíso escondido. Sim, ele definitivamente poderia entrar nisso. “O que você está fazendo?” Seu olhar encontrou o dela. “Hein?” “Pare de me olhar assim.” “Como o quê?” “Como... você sabe o que.” Seus lábios curvaram. “Não é possível evitar. Estava verificando este refúgio tropical privado  do leilão e imaginei você deitada nua em uma rede.” Suas bochechas ficaram rosa. Ela se inclinou contra ele sussurrando. “Bom, parar de imaginar que, porque não vai acontecer.” “Eu sei que não vai acontecer, mas não pode controlar o que eu fantasio, Pêssego.” “Você tem que parar de fantasiar sobre mim. Sobre nós.” “E você precisa parar de apoiar seus doces seios pequenos contra mim ou eu vou ficar duro.” Ela   puxou   de   volta   tão   rápido   que   ele   tinha   certeza   que   ia   tombar   sobre   os   saltos   altos  sensuais. “Olhe para está última geração de grill, em vez disso,” ela disse, apontando alguns grill de aço  inoxidável. Ele levantou uma sobrancelha. “Sério? Eu gosto do meu gril muito bem.” “Como sobre esta obra de arte?” “Parece   dois   porcos­espinhos   acasalando   de   Play­Doh 22.”   Ele   esperava   que   ela   não   se  apaixonasse por isso. Ela deu­lhe um olhar crítico. “Você está certo. É horrível.” “Ótimo. Então não preciso me preocupar com o seu nível de gosto depois de tudo.”

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Play-Doh é um composto de modelagem utilizado por crianças de projetos de arte e artesanato em casa e na escola. Famosas massinhas de crianças.

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Ela riu e seguiu em frente. Foi mais divertido vê­la examinar as diferentes peças. Ela torceu o  nariz   para   algumas,   passou   um   tempo   considerando   outras.   Até   agora   nada   parecia   interessante   o  suficiente para que ela desejasse um lance. Até que ela pegou uma caixa. Uma espécie de caixa comum. Parecia velha — algum tipo de  madeira antiga, seria o seu palpite. Era usada, com um padrão scroll23 por cima. Savannah abriu­a e começou a tocar a música, uma canção que soava familiar para ele, mas  não podia colocar a melodia. Savannah   obviamente   sabia   a   melodia,   porém,   porque   ela   prendeu   o   lábio   inferior   e   as  lágrimas saltaram aos olhos. Ela rapidamente fechou a caixa, colocou­a para baixo, e mexeu­se para o próximo item. Algo sobre essa canção a tinha afetado. Ele chegou até ela e deslizou sua mão na dela. Ela  levantou o olhar para ele e sorriu. “Vê algo que você gosta,” ela perguntou. “Não. Mas você viu alguma coisa que aborreceu você.” Seu sorriso morreu. “Não, eu não fiz.” “Qual é a música que estava tocando na caixa de música?” “Ah. Isso? Eu não me lembro.” “Pêssego. Não minta para mim.” “Beethoven Sonata ao Luar.” “Eu já ouvi isso antes. É bonito. Meio triste.” Ela piscou várias vezes e ele poderia dizer que havia algo sobre a música que a incomodava.  Ele apertou a mão dela. “Fale comigo.” Ela apertou sua mão. “Não é nada. A música me lembra da minha mãe.” “É como uma de suas músicas favoritas?”

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Um dos exemplos.

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“Algo como isso.” “Você quer falar comigo sobre sua mãe?” “Nem um pouco.” Ela não estava apenas chateada. Estava tremendo. “Tudo bem. Ei, vamos voltar e dar uma  segunda olhada naquele grill de aço inoxidável.” A tensão em seus ombros relaxaram e ela deu­lhe um sorriso. “Claro.” Mas enquanto eles estavam olhando para o grill, o olhar de Savannah se voltou para a caixa de  música. Ele não tinha certeza se o que viu em seus olhos era arrependimento ou saudade, mas sabia que  não podia deixá­la sozinha. Ele ia ter que fazer algo sobre isso. Demorou uns bons quarenta e cinco minutos a olhar sobre todos os itens acima para a oferta.  Savannah  acabou  oferecendo  em   um  colar  de   pérolas,  entrando  em   guerra   de  lances   com   alguma  mulher mais velha que alegou que ela o queria para sua sobrinha. “Ela está cheia de merda,” Savannah sussurrou para Cole enquanto pairava perto da folha de  lance. “Ela está olhando para isso como se fosse o último pedaço de torta de nozes na feira do condado  e ela não tem comido em um mês. Ela quer o colar para ela e eu sei disso.” Cole lutou com um sorriso, cruzou os braços e balançou a cabeça. “Você é mais forte e ela é  fraca, Pêssego. Eu sei que você pode levá­la para baixo.” “Eu pretendo. Há quinze minutos restantes no processo de lances e meu nome vai estar no  último dessa folha se eu tenho que ficar debaixo da mesa e ficar com ela para fazer isso acontecer.” “Se você precisa de auxilio, deixe­me saber. Vou levá­la e prendê­la no armário.” Ela golpeou os cílios. “Você faria isso por mim?” “Num piscar de olhos, querida.” Rindo, ela pairou perto da área de transferência até a licitante velha apressadamente escreveu  sua   tentativa   seguinte.   Então   Savannah   passeou,   ficou   no  topo   da   oferta   e  correu,   sem   dúvida   na  esperança que a mulher não tivesse visto. Infelizmente, ela viu e a mulher correu para trás, dando um olhar maligno em Savannah.

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“Eu quero sacudi­la fora tão ruim.” “Vá em frente.” “Seria impróprio”. “Você quer que eu faça?” Savannah olhou horrorizada. “Oh, meu Deus, não. Eu descobri com quem estou contra na  licitação. Essa é Helen Sandingham.” “Então?” “Ela   está   no   conselho   da   administração   do   hospital   das   crianças.  Aparentemente, tem um grande poder na cidade.” “Sim, bem, Helen pode enfiá­lo. Certifique­se de ganhar o colar.” Savannah riu. “Deixo isso para você ser indiferente.” Ele a beijou na bochecha. “Ei, eu não me importo com quem ela é. Você quer o colar, você vai  tê­lo.” Com um minuto passando a Senhora Sandingham colocou outro lance. Savannah apareceu  para a mesa, mas não escreveu outro lance. Ao invés disso, ela pairou. Assim fez Helen, com a caneta  na mão. Estava ligada. Isso devia ser divertido. Savannah observou o relógio e quando caiu para quinze segundo, ela rapidamente escreveu  uma oferta. Helen estava preste a começar o último lance quando Cole chegou. “Sra. Sandingham?” Ela franziu a testa, olhou para além de Cole, seu olhar fixos no bordo lance. “Sim?” “Meu nome é Cole Riley. Ouvi dizer que você está no conselho do hospital infantil.” Seu peito inchou. “Sim, eu estou.” “Sou um dos novos jogadores do Traders de St. Louis. Apenas queria que você soubesse, se há  algo que eu pudesse fazer para ajudar ao hospital infantil, você pode contar comigo. Acabei de ser 

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negociado a partir do Green Bay, mas St. Louis,  é a minha cidade natal. Gosto de ficar ativo nos  trabalhos de caridade, e trabalhar com crianças é muito importante para mim.” Ela finalmente colocou sua atenção em Cole. “Ah. Bem. Obrigado. Isso é muito gentil da sua  parte.” “Com certeza terei minha agente entrando em contato com você. Talvez eu pudesse marcar  uma visita para as crianças. Eu poderia trazer alguns dos outros membros da equipe.” Agora, ela estava radiante. “Isso seria maravilhoso. As crianças adoram quando algumas das  estrelas esportivas locais aparecem. Aprecio sua dedicação à sua cidade natal, Sr. Riley.” Ele disse enquanto puxava sua atenção longe dos lances do colar, mas ele percebeu que queria  dizer isso. A partir do olhar animado em seus olhos, isso seria algo que ele poderia manter. Ele pegou a mão dela na sua. “Por favor. Chame­me de Cole. E estou feliz em ajudar. Terei  Elizabeth Riley, minha agente, entrando em contato com você e você pode dirigi­la para as pessoas  certas no hospital para entrar em contato.” “Obrigado, Cole. Significaria muito para as crianças. Foi um prazer conhecê­lo.” “Você, também, Sra. Sandingham.” “Chame­me, Helen. E bem­vindo a casa, Cole.” Ele se afastou, dando­lhe uma piscadela. Ela girou os dedos para ele. Cole não tinha certeza, mas pensou que a Sra. Sandingham podia ter esquecido tudo sobre a  guerra dos lances com Savannah. Savannah estava no bar bebendo um copo de vinho. Cole pediu água. “Você é meu herói,” disse ela. “Mas acho que Helen Sandingham pode ter caído no amor por  você.” Cole deu um longo gole de água gelada. “Eu sei. Temos um encontro mais tarde.” “Ela está sem sorte, porque estou reivindicando você para mim. Obrigado por distraí­la para  que eu pudesse ganhar o leilão.” “De nada. Você tem o colar que queria?”

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“Eu fiz. Tempo acabou assim era muito tarde para ela escrever o último lance. E eu estou me  sentindo um pouco presunçosa sobre isso, também. Eu deveria me sentir culpada, mas eu não estou.” “Não há razão para você se sentir culpada. Você ganhou isso... mais ou menos.” Ela riu. “Com uma pequena interferência sua.” “Ei, o que funciona. Nenhuma pressão barrada em uma guerra de lances.” O leiloeiro anunciou que tinha oficialmente encerrado, e para todos conferirem a lista dos  vencedores. Aqueles que havia vencido necessitavam pagar por seus itens na parte de trás da sala. Ela escorregou para fora do banco do bar. “Já volto. Eu preciso ir resolver isso e reivindicar o  meu colar e, simultaneamente, evitar Helen Sandingham.” “Claro. Vou com você. Preciso ir resolver o meu próprio.” Suas sobrancelhas levantaram. “Você conseguiu o grill?” “Vai descobrir.” “Então vou encontrá­lo de volta no bar.” Ele acenou com a cabeça e esperou que Savannah desaparecesse, em seguida, foi para pagar os  itens que ele ganhou. Ele encontrou Savannah de volta no bar cerca de vinte minutos mais tarde. Ela  tinha um brilho nos olhos e uma caixa de veludo em suas mãos. “Não brigou com a Sra. Sandingham?” “Não. Acontece que ela tinha um lance de período de férias nos Hamptons que ela ganhou,  então estava muito ocupada cacarejando sobre isso com todos seus amigos para se preocupar comigo e  o colar.” “Bom.” “E você? Conseguiu o que queria?” “Eu fiz.” Depois de fazer algumas rodadas e mais tediosas conversas, Savannah disse que eles poderiam  partir.

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Obrigado. Deus. Embora não fosse tão chato quanto Cole tinha pensado que seria. Pelo menos a guerra de  lances havia sido divertido. Ele dirigiu Savannah de volta ao seu lugar. “Gostaria de entrar para uma bebida?” Ela perguntou quando ele puxou na garagem. “Claro.” Ele agarrou a bolsa no banco de trás e a seguiu dentro. Savannah colocou sua bolsa sobre a mesa e foi até a cozinha enquanto ele fechava a porta da  frente. “Vou beber um pouco de vinho.” “Só água para mim.” “Tudo bem. Estarei de volta.” Quando ela voltou, entregou­lhe a água. Ele entregou­lhe o saco. Ela franziu o cenho. “O que é isso?” “Eu não queria te chatear, mas isso parecia prender sua atenção no leilão. Eu queria que você a  tivesse.” Ela colocou o copo sobre a mesa ao lado do sofá e abriu a bolsa. Ela puxou a caixa de música.  Sua mão tremia quando tocou sobre a caixa. “Ah.” Ela levantou a tampa e a música tocou. Seu lábio inferior tremeu. “Merda. Eu sabia que não deveria consegui­la. Vou levá­la.” Ele estendeu a mão para isso,  mas ela fechou a caixa e colocou a mão sobre a dele, então levantou o olhar, com os olhos cheios de  lágrimas. “Não. Não. Isso foi tão gentil de sua parte para comprar isso para mim. Não acredito que  você fez isso.” Ele deu de ombros. “Como eu disse, sabia que você se aborreceu. Mas não tinha certeza se era  lembranças boas ou ruins.” Ela estremeceu em uma expiração. “Um pouco de ambos, na verdade.”

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Ele pegou a caixa da mão dela e colocou­a sobre a mesa de café, então a puxou para o sofá,  pegando o copo de vinho para entregá­lo a ela. “Por que você não me diz sobre isso?” “Eu não gosto de falar sobre o meu passado.” “Talvez você devesse.” Ela olhou para a caixa e tomou um gole de vinho. “Talvez eu não devesse.” “Isso, obviamente, a incomoda. E você me conhece, não deixo nada por dizer, inclusive coisas  que eu provavelmente deveria. Eu sou a melhor pessoa para descarregar.” Os cantos de sua boca se elevaram numa dica de um sorriso. “Não, você definitivamente não  deixa as coisas por dizer.” “Mas a mídia não está aqui. Ninguém está aqui, apenas você e eu. E você pode confiar em  mim. Sou a última pessoa que nunca vai ver derramar seus segredos.” “Por quê?” Ela perguntou. “Por quê?” “Por que você está sendo tão bom para mim?” Ele pegou uma mecha que tinha escapado de trás da orelha. “Porque algo nessa caixa abriu suas memórias, e essas memórias estão ferindo você. E como a  música na caixa, é obviamente algo que você está fechando a distância, em vez de lidar com isso. Você  deve falar sobre isso, exorcizar o fantasma e fazê­lo ir embora.” Ela inclinou a cabeça para o lado e olhou para ele. “Você é um cara muito inteligente.” “E isso te surpreende?” “Nem um pouco.” “Ok, então. Comece a falar.”

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Capítulo Dezessete SAVANNAH NÃO SABIA POR ONDE COMEÇAR, ou se ela devia mesmo falar sobre tudo  o que tinha engarrafado dentro. Ele se preparando por um tempo agora. Talvez desde o dia que tinha ido para o jantar na casa  da família de Cole. Tinha sido agradável passar tempo com sua família, mas também inquietante, vendo  o que ele tinha e desalojando lembranças do que ela nunca teve. Em seguida, a conversa com Elizabeth  e agora a caixa de música. Ela ficou chocada que Cole tinha comprado a caixa de música para ela. Tal gesto doce. Até mais galante era sua vontade de se sentar aqui e escutar seus problemas.  Que homem voluntariamente fazia isso? Nenhum homem que ela já namorou. Não que ela e Cole estivessem namorando. Eles certamente não estavam. Ter relações sexuais, sim. Namorando... não. Ele estava sendo gentil. Algo que não era normalmente atribuído a ele. Ela estava aprendendo muitas coisas sobre ele. “Então? Você vai falar?” Ela mudou seu foco de volta para ele. Ele olhou para ela atentamente, segurou a mão dela, seu  polegar roçando levemente sobre a dela. “Isso não faz parte do meu trabalho.” “Considere­se de folga, Senhorita Brooks. Agora descarregue sobre mim. Diga­me sobre a  música.” Ela respirou fundo, em seguida, deixou sair, percebendo que talvez fosse a hora de falar sobre  isso. “Eu mencionei que era uma música que minha mãe gostava.” “Você fez. Você sente falta de sua mãe?”

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Ela soltou uma risada silenciosa. “Não. Sim e não. Eu não sei. Não realmente.” Ela fez uma  pausa. “Às vezes. É difícil de perder o que você nunca teve.” “Ok, isso foi um bocado. Fale­me sobre sua mãe. Você me disse um tempo atrás que era  apenas você duas. Vocês eram chegadas?” “Não.” Que palavra dita muito. Cole ouviu a dor e amargura nessa palavra. E a solidão. “Ela tinha que trabalhar muito para sustentar vocês duas?” “Sustentar? Não, ela não trabalhava para nos sustentar. Principalmente ela estava no serviço  social, vale­refeição, o que ela poderia fazer para sobreviver. Ela ia trabalhar ocasionalmente, mas  apenas quando absolutamente tinha que fazer, quando o sistema mandava. Quando eu era velha o  suficiente para ficar sozinha, ela saía à noite e trabalhava — às vezes.” Ele não gostou da direção que isso ia. “Trabalhar onde? Como garçonete?” Ela tomou um duro gole de vinho. “Não. Não como uma garçonete. Ela conseguia emprego  em boates como stripper. Quando ela ficou muito desgastada e com a aparência de abatida pelas drogas  para fazer isso, ela acabou se prostituindo nas ruas.” Seu estômago caiu. “Jesus, Savannah.” Ela não iria encontrar o seu olhar, em vez disso olhou para suas mãos. “Sim.” “Como você sobreviveu?” “Eu fiquei fora de seu caminho. Ela estava principalmente bêbada o tempo todo, para que ela  se preocupasse comigo. Ela ficava alta e tocava música clássica. Ela amava clássico. E ela tocava  Beethoven, especialmente aquela música  —  na caixa de música  — inúmeras vezes. Ela dançava ao  redor da casa — às vezes ela era até divertida. Ela me agarrava e nós dançávamos juntas. Quando eu  era pequena, eu nunca soube que ela estava alta. Eu apenas pensei que ela era divertida. Até fiquei mais  velha e percebi que havia algo terrivelmente errado com ela.” É por isso que a música provocou as lembranças desta noite.

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É por isso que foi ao mesmo tempo uma memória doce e terrível para ela. “O serviço social e os tíquetes de alimentação trouxeram comida suficiente — quando ela se  lembrava de ir comprá­la. Quando eu fiquei velha o suficiente, eu ia comprar, mas eu tinha que roubar  dinheiro de sua bolsa para obter mantimentos. Ela não gostava de desfazer­se do dinheiro porque isso  era seu dinheiro de droga.” “O estado—” “Não fez nada. Ela assegurou que o Estado não poderia me levar. Eu era um tíquete refeição  para ela.” Ele franziu a testa. “De que maneira?” “Não da maneira que você pensa. Quer dizer, eu era dependente, de modo que o estado pagava  a ela por mim. Ela poderia ter sido um monte de coisas, mas nunca me usou, além de obter o dinheiro  do estado. Ela nunca trouxe gente para o apartamento. Ela sempre fez o seu... “trabalho” nas ruas. Ela  manteve os homens longe de mim. Sempre me disse para nunca ser como ela. Ela me disse para ter a  certeza de ir para a escola todos os dias e ficar longe dos meninos. Ela queria o melhor para mim do  que o que ela teve.” Ela fez uma pausa, prendeu a respiração. “Eu acho que, do jeito dela, ela tentou o seu melhor.” Cole não poderia imaginar como devia ter sido para Savannah quando criança, para crescer  com uma mãe prostituta viciada em drogas que estava provavelmente demasiada confusa para cuidar de  sua filha. Ele não era grande emocional, mas Cristo, o seu coração doeu por ela. “Então, o que aconteceu com ela?” “Ela partiu quando eu tinha treze.” “O que você quer dizer... partiu?” “Quero dizer que ela me deixou. Decidiu que não queria ser uma mãe mais. Ou talvez ela  estivesse   tão   alta   que   simplesmente   se   esqueceu   que   era   uma   mãe.   Eu   não   tenho   nenhuma   ideia.  Quando ela não voltou para casa por uma semana eu finalmente fiquei sem comida e não havia dinheiro 

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para comprar mais. Eu tinha fome, então eu tive que contar na escola. O serviço social levou­me em  seguida.” Cole estava atordoado. Uma criança dessa idade deixada sozinha. Ele não conseguia entender  a solidão e o medo, o que devia ter sido para ela, querendo saber quando ou se sua mãe estaria de volta.  “Será que eles procuraram por ela?” “Então eles me disseram. Tenho certeza de que não procuraram duramente. Onde eles estavam  indo para olhar? Eles conheciam sua história. Eu acho que ela ficou com alguém e deixou a cidade. Ou  talvez ela percebeu que eu estava melhor sem ela. Isso  é o que eu gostaria de pensar, de qualquer  maneira. Eles nunca me disseram que ela estava morta, então...” Ele tinha certeza que ela queria pensar que sua mãe ainda estava em algum lugar. Ainda viva.  Melhor do que a alternativa de morrer de uma overdose de drogas em algum lugar. “Então, você acabou em um orfanato.” “Sim.” Ela estava tão calma. Ele queria que ela ficasse com raiva ou chorasse, ou batesse em alguma  coisa, para deixar sair a emoção que ele sabia que guardava dentro. Mas esta era a história dela e ela  tinha o direito de contar a ele — de sentir — como ela queria. “Como eram as famílias que você viveu?” Ela levantou o olhar para ele e ofereceu um sorriso, mas não era um normal e feliz.  “Bom realmente.  Fui deslocada dentro e fora de algumas no início, em seguida, acabei com  uma família sólida. Eu tive irmãos — e duas irmãs mais novas, o que era bom, e pais atentos, o que era  ainda melhor. Eu sempre adorei a escola, e sem ter que me preocupar ou cuidar de minha mãe, eu pude  finalmente me concentrar mais em meus estudos. Eu não era uma criança problema, então meus pais  adotivos não tinham problemas comigo. Nós todos nos demos muito bem, eu era uma grande aluna,  então acabei recebendo uma bolsa de estudos da Universidade da Geórgia.”

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Sim, apenas uma família grande e feliz porra. Só que ela deixou de fora a parte do amor. Ele  apostava   que   ela   não   tinha   feito   qualquer   coisa   de   errado   apenas   para   que  não   fosse  abandonada  novamente. “Você sentiu falta de sua mãe?” “Ela me largou,” disse ela com um encolher de ombros. “Nenhum ponto em sentir falta dela.” “Mas você sentiu.” Ela franziu o cenho. “Não empurre isso, Cole.” Ela tentou empurrar a mão, mas ele se manteve firme, recusando­se a deixá­la fugir.  “Por que mantê­lo dentro, Pêssego? Não é melhor deixar ir toda a mágoa e raiva para fora?” Ela deslocou­se para encará­lo. “Foi a muito tempo atrás.” “Não faz doer menos. Inferno, fiquei machucado depois de ser abandonado por uma equipe  maldita de futebol. Mas eu tenho uma forte, família unida que me ama. Eu não sei o que faria se eu não  os tivesse. E olhe para você, você é inteligente, é bem sucedida, olhe para a pessoa que você se tornou.  Você fez isso tudo sozinha.” Ela olhou para baixo, depois de volta para ele. “Eu não fiz isso sozinha. Tive uma muito  agradável família adotiva, tive a sorte de conseguir um bolsa, verdadeiramente grande, e tive mentores  para me ajudar ao longo do caminho.” “Mas não uma família — não sua mãe. A pessoa que deveria estar ali para você, torcendo por  você e te apoiando.” “Nem   todo   mundo   tem   a   família   nuclear   tradicional,   Cole.   Alguns   de   nós   realmente  sobrevivemos a isso.” “Eu sei.” Ele se inclinou e passou os dedos em sua bochecha. “E você pode tentar fingir que  está tudo bem. Que você é forte e resistente e não precisa de ninguém. Que não precisa dela. Mas isso é  um monte de merda. Eu sei, e você sabe disso.” Savannah olhou para Cole. “Você é tão agressivo. Eu contei a minha história. Porque você não pode deixá­lo ir?”

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“Alguma vez você já lidou com isso?” Ela tinha passado tantos anos mantendo isso dentro de si. “Estou aqui agora, não estou? Eu, obviamente, tratei com o meu passado.” “Não estou falando de sobreviver a isso. Sim, você sobreviveu a isso. Mas você não o deixou  ir.” Ele esfregou o braço. “O que ela fez com você importava. Não foi justo.” Ele estava errado. Ela estava bem. Não importava. Ela sempre mostrou a todos o quão forte ela  era. “Mostre­me como você se sente, Pêssego.” Maldito. Em questão de algumas semanas, ele tinha visto através dela. Uma caixa de música, e  ele tinha conhecido. Seu lábio inferior tremeu. Ela se levantou, foi até a janela para olhar para fora, olhando para a  escuridão, não vendo nada de verdade, apenas os anos passando longe, desnudando a mulher, que ela  era confiante fria agora, revelando a garotinha assustada que ela foi. Ela jurou nunca mais voltar a esse  lugar, nunca visitar esses sentimentos de novo, mas aqui estava. Cole passou os braços em torno dela. Ela endureceu. “Não há problema em ser vulnerável, Savannah, por deixar alguém te ver com medo.” “Eu não estou com medo. Não mais.” Ele apertou o controle sobre ela. “Ela te magoou, te abandonou. Que tipo de mãe faz isso?” “Ela estava doente.” “Pare de dar desculpas por ela.” Ele virou­a de frente para ele. “Alguma vez você ficou bravo  com ela? Alguma vez você atacou, mesmo em um quarto sozinho, verbalizando como você se sente?” Ela parecia passada, por todas aquelas noites que ela esperou no lar adotivo. “Cada vez que o  telefone ou a campainha tocava, eu tinha certeza de que era ela. Que a razão que ela tinha deixado era  para que pudesse ficar limpa, e então ia voltar para mim. Mas toda vez que o telefone ou a campainha  tocou, não era ela. Ela não tinha ficado limpa. Ela não voltou. Ela não estava pensando em mim, apenas  sobre si mesma. Como sempre, era sobre ela e o que ela precisava, nunca sobre o que eu precisava.”

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Ele passou a mão pelo seu braço, seu toque leve. Ele não a puxou, não estava tentando abraçá­ la, apenas dar­lhe conforto. “O que você precisa?” Raiva e mágoa finalmente a venceram. Ela caiu contra ele. “Eu precisava de minha mãe. Eu  precisava dela para cuidar de mim.” Lágrimas caíram e seus olhos e ela não tentou detê­los. As comportas tinham estourado e a dor arrancada de cada parte dela. “Por que ela fez isso  comigo? Por que ela não cuidou de mim?” Suas pernas tremeu e ela começou a afundar­se no chão. Cole estava lá para pegá­la, para  envolver seus braços fortes ao seu redor. Ele caiu e a puxou em seu colo. Ela inclinou a cabeça contra ele e chorou, tão forte que por um tempo se sentiu como se não  pudesse respirar. E através de tudo, Cole a segurou, acariciando seu cabelo e suas costas, enquanto ela  gritava a miséria, solidão e abandono que sentiu quando criança e através de toda sua vida adulta. Pela primeira vez em todos esses anos, ela deixou as lembranças chegarem, lembrou­se dos  bons momentos que teve com sua mãe, e dos maus momentos, arrancando lágrimas frescas e agonia tão  dolorosa que ela não tinha certeza que iria sobreviver. E   ainda   assim,   Cole   a   segurou,   murmurando   palavras   de   conforto,   uma   presença   sólida,  enquanto ela deixar de ir. Quando ela não tinha mais nada a chorar, encostou a cabeça em seu ombro, tão passada que  não conseguia nem falar. Cole a pegou e levou­a para o quarto. Ele sentou na cama e foi ao banheiro,   voltou com um pano quente para limpar o rosto. Ele tirou o cabelo, tirou os sapatos, e abriu o zíper de  seu vestido, fazendo­a ficar assim para que pudesse deslizar isso, em seguida, ele a mudou sobre a  cama e a colocou sob as cobertas. Esgotamento assumiu e ela se arrastou para dentro. Ele despiu­se e subiu na cama com ela,  desligando a luz e a puxando com força contra ele. Existia tanto mais que ela quis dizer para ele, mas não teria essa conversa agora. Não agora. Ela precisava de se recuperar.

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Ela fechou os olhos e se aconchegou contra seu calor.

COLE PERMANECEU   NA   CAMA   POR   UM   LONGO   TEMPO,   ouvindo   os   sons   da  respiração de Savannah. Ela adormeceu imediatamente, mas não foi um sono fácil. Ele   ficou   achado   que   a   seguraria   até   que   ela   adormecesse,   então   se   levantaria   e   iria   ver  televisão. Afinal ainda era cedo, após tudo. Mas a maneira como ela se agarrou a ele — agarrando­o como se estivesse perdida no mar e  ele fosse sua maldita tábua de salvação — o fez repensar na sua estratégia. Ela tinha ido sozinha. Toda a sua vida, ela não tinha ninguém. O sucesso e a posição que  ocupava agora tinha sido seu próprio esforço. Ela não tinha pais ao longo do caminho para ajudá­la, para cozinhar suas refeições e certificar­ se que fez a lição de casa, sem ninguém para chutar sua bunda quando precisava, ninguém para beijar  seus machucados, ou quando ela falhou e dizer que tudo ia estar bem. Quão difícil é para alguém ter que sobreviver a uma infância assim? Maldito de duro. No entanto, ela era tão doce. Não era um osso duro de roer, não depois de tudo o que tinha  sido feito a ela. Na cama, ela se dava e era generoso. E ela sorria muito. Ela parecia curtir a vida. Considerando que ele tem sido nada, além de uma dor gigante no traseiro, supondo tudo que  recebeu para ele.  Ele tinha tido isso fácil, enquanto seus pais lutavam para dar a ele uma boa vida e tudo que ele  teve que fazer era sair e viver seu sonho. Ele e Savannah eram tão diferentes quanto a noite e o dia. Como ela podia tolerar estar perto  dele? Ele não era nada, além de um jogador mimado de futebol que ansiava ser o centro das atenções.  Ele não merecia estar partilhando a cama com ela. Ela precisava de alguém que se importava com ela,  que não pensava em nada, além dela, que daria tudo só para dar­lhe o tipo de vida que ela merecia.

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Ele respirou fundo e percebeu que era hora de fazer algumas mudanças importantes na vida.  Era hora de ir sem hesitar sobre as coisas que queria realmente em sua carreira. Em sua vida. Era hora de começar a tomar algumas decisões.

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Capítulo Dezoito   SAVANNAH ACORDOU SOZINHA EM SUA CAMA, sentindo­se um pouco desorientada e  com uma tremenda dor de cabeça, mas estava ciente do que tinha acontecido na noite anterior. Ela sentou­se, puxando os joelhos contra o peito e deitou a cabeça em suas mãos. Ela tinha vindo a fazer um monte de movimentos sem pensar desde que conheceu Cole. Ter relações sexuais com ele, é claro, estava no topo da lista. Mas se desmanchar na frente  dele na noite passada veio bem em segundo lugar. O que ela tinha pensado, derramar toda sua história pessoal assim? Ele  fez isso muito fácil,  fazendo todas  essas perguntas  principais, e dando­lhe a caixa  de  música que tinha começado a trazer suas memórias. Não que isso deveria ter feito a diferença. Ela  sempre foi boa em manter seu passado onde ele pertencia — no passado. Ela deveria estar ajudando­o a  exorcizar todos os seus demônios, e não o contrário. Em vez disso, ela murchou como uma flor frágil do Sul que amassou no primeiro sinal de  geada. Ela se deu crédito por ter mais firmeza e coragem do que isso. “Ugh. Você está se tornando um marshmalow, Savannah.” “Ei, eu gosto marshmalows.” A cabeça de Savannah disparou quando Cole entrou carregando duas xícaras de café. Apesar  de sua irritação com o comportamento dela na noite passada, não podia culpar da sua companhia, esta  manhã. Seu cabelo estava amarrotado de dormir, sua mandíbula escurecida com o crescimento de um  dia de barba, o peito  nu, e ele parecia  absolutamente  delicioso  vestindo nada, além  das  calças  do  smoking de ontem à noite, com o botão aberto e pendurado na cintura. “Eu não sabia que você ainda estava aqui.”

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“Obviamente.” Ele entregou­lhe um copo e tomou um assento na borda da cama, tomando seu  café. “Então, o que acontece com você e os marshmalows?” Seu café estava feito perfeitamente, com uma colher de chá de açúcar e um montão de creme.  Ele estava prestando atenção. “Obrigado. E nada sobre marshmalows.” Ele colocou seu copo na mesa de cabeceira. “Eu sou um grande fã de marshmalows, você  sabe.” “É mesmo?” “Sim.” Ele pegou sua xícara e a colocou para baixo, então se inclinou e apertou os lábios para  seu pescoço, deslizando sua língua ao longo do lado de sua garganta. Ela estremeceu num suspiro. “Marshmalows sabor doce.”  Ele beliscou em seu ouvido, em seguida, empurrou­a contra o  travesseiro e puxou a alça da camisola para baixo dos braços, mostrando seus seios. Ele tomou um  mamilo entre os lábios, sacudindo sua língua sobre o broto endurecido. Quando ele chupou, a sensação  atirou diretamente para sua boceta, fazendo­a se contorcer de antecipação. Ele bateu o mamilo de sua boca e sorriu para ela. “Doce e açucarado, do jeito que eu gosto os  meus marshmalows.” Quando mexeu­se para baixo de seu corpo, levantando a camisola e lamber o seu caminho  através de seu estômago, ela suspirou e relaxou contra os travesseiros, sabendo onde isso ia terminar. Era  exatamente  o que ela precisava.  A tensão que sentiu quando acordou dissolvida,  mas  quando seus dentes pastaram no osso do quadril e tirou a calcinha para baixo, uma nova sensação  tomou seu lugar, uma antecipação, deliciosa do que estava por vir. E quando ele bateu seus dedos nos lábios de sua boceta, ela estremeceu. “Sim, você é um pequeno suculento marshmalow, certamente,” disse ele, em seguida, colocou  a boca em seu sexo.

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“Cole.” Seu nome fluiu de seus lábios em um gemido. Suas pernas bateram abertas e ela deu­ lhe o que ele queria, porque quando a umidade quente de sua língua estava no comando, ela era sua  escrava. Ele enfiou as mãos debaixo dela e tomou seu tempo dando prazer a ela, pressionando sua  língua contra o clitóris, cobrindo­a com seus lábios, apenas para levá­la diretamente a borda e então  voltando a pressionar beijos em sua coxa. Ela pairou na borda várias vezes e ele sabia disso, trouxe­a  de lá, e logo quando ela pensava que viria, ele levava o prêmio a distância, construindo sua antecipação  a um nível gritante. Ela cravou os calcanhares no colchão, levantou a bunda e empurrou sua boceta na cara dele,  exigindo   que   ele   lhe   desse   o   que   precisava.   Ele   gentilmente   pressionou   seus   quadris   para   baixo,  segurando­a lá, e colocando a boca em seu clitóris, dando­lhe o orgasmo que ela tanto desejava. Foi um clímax épico, uma onda de calor e sensação que arrancou um grito de sua garganta. Ela  ainda estava aproveitando a onda quando ele colocou uma camisinha e deslizou dentro dela, tomando  sua boca em um beijo quente fez sua boceta apertar em torno de seu pênis. Ele gemeu contra seus lábios e empurrou profundo. Ela enrolou as pernas em torno dele, as  espirais do orgasmo ainda vindo quando ele balançou contra ela. Ele levantou, apoiou as mãos em cada lado e seu olhar foi para ela, seu rosto desenhado com  intensidade enquanto ele se movia dentro dela. Ela estendeu a mão para ele e ele caiu, em seguida,  rolou para o lado, puxando a perna sobre seu quadril. “Eu quero você perto de mim, assim,” ele disse quando empurrou profundamente, revirando  os quadris para roçar no clitóris. Ele varreu seu cabelo atrás da orelha e beijou seu pescoço, enquanto  continuava a se mover dentro dela. Ela suspirou com a magia de sua boca, as coisas deliciosas que ele fazia para ela enquanto  fazia amor com ela. Tudo sobre ele virava sua cabeça para baixo. Estar com Cole trouxe emoções que  tinha tentado tão difícil de enterrar, sentimentos que nunca quis experimentar.

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Ele beijou   seu   queixo,   roçou   os   lábios   contra   os   dela,   em   seguida,   encontrou   seu   olhar  novamente quando ele gentilmente empurrou para dentro e para fora, levando­a cada vez mais perto de  outro orgasmo, desta vez indo lento e deliberado, roçando seu corpo sobre o seu clitóris, saboreando  cada centímetro de pele disponível que podia, e passando as mãos sobre ela como se fosse a primeira  vez que já a tocou. Ele foi tão suave na forma como se movia sobre ela, empurrando­a contra o colchão  para que ele pudesse empurrar mais fundo dentro dela. Isso trouxe lágrimas aos seus olhos e ela não  tinha ideia do motivo. A maneira como olhou para ela, apertou seu peito e a fez querer segurá­lo e  nunca deixar ir. Os sentimentos dentro dela queriam entrar em erupção, a fez querer dizer coisas para ele que  não deveria dizer. Era emoção brotando, juntamente com os sentimentos intensos de sua vida amorosa.  Ela segurou as palavras de volta, mas não as sensações quando ele a levou ao orgasmo e ela explodiu,  segurando firme para ele enquanto catapultava sobre a borda, desta vez com ele. Ele gemia e reuniu­a  perto, alimentando duro dentro dela com golpes repetidos, o que só aumentou o prazer dela. Cansada, suada, ela se agarrou a ele e lutou contra as lágrimas ridículas que surgiram em seus  olhos. Ela não tinha ideia de que havia de errado com ela. Emoção residual de ontem à noite, sem dúvida. O que mais poderia ser? Cole acariciou seus cabelos, beijou seu pescoço, e levantou a cabeça. “Estou morrendo de fome. E você?” Ela conseguiu um sorriso brilhante. “Totalmente.” Ele desceu da cama, puxando­a com ele. “Que tal um banho rápido, então vou levá­la para o  café da manhã.”  Parte dela queria implorar para que ela pudesse ficar a sós com seus pensamentos e emoções,  mas sabia que ele não iria deixá­la se esconder mais. “Isso soa como uma grande ideia.”

COLE SABIA QUE HAVIA ALGO NA MENTE DE Savannah. Ela tinha estado em silêncio  durante o ato sexual da manhã e no café da manhã.

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Talvez ela ainda estivesse pensando sobre a noite passada. Rompendo suas paredes de pedra  que   tinha   sido   monumental,   e   não   algo   que   ela   queria   fazer.   Então,   provavelmente   tinha   algum  arrependimento.   Ele   de   todas   as   pessoas   entenderam   isso.   Dizer   às   pessoas   sobre   si   mesmo   —  especialmente as partes desagradáveis — não era uma coisa divertida. Pessoalmente, ele odiava, mas  forçou­a a fazê­lo. O que isso disse sobre ele que tinha feito isso com alguém que dizia se preocupar? Mas talvez tivesse ajudado? Ele   arrastou   os   dedos   pelo   cabelo   molhado,   então   pegou   uma   escova,   jogando   fora   os  pensamentos de Savannah. Ela era uma mulher adulta capaz de tomar decisões por si mesma. Ela era  confiante e capaz e inteligente, e ele era a última pessoa que deveria ser capaz de influenciá­la. Se ela  não queria falar sobre sua merda de carga de lembranças desagradáveis  do passado, ela não teria se  abeto com ele sobre isso. Ele terminou de se vestir e saiu do vestiário. Surpreendentemente, Savannah estava esperando do lado de fora para ele. Ele esperava que  teria de persegui­la, que ela ia correr e se esconder dele depois de tudo que tinha passado. No entanto, lá estava ela, fresca e bela em seu vestido de verão e sapatos de salto alto com seu  cabelo puxado em um rabo de cavalo. Ela tinha se tornado uma parte integral de sua vida, ele não poderia imaginar não vê­la todos  os dias. Ele sorriu e caminhou até ela e desceu pelo corredor para a saída. “Você teve um bom treino hoje.” “Obrigado. Estou chegando junto.” “Acho que você é um bom ajuste para essa equipe. Também ajuda que você está trabalhando  com os jogadores e os treinadores e não contra eles.” “Isso provavelmente não ajuda.”

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Ela parou e se virou para ele. “Então você está admitindo que eu possa saber o que estou  falando.” “Você tem certas habilidades que podem ser úteis.” Ela revirou os olhos e continuou andando. “Tenho algumas outras sugestões.” Ele segurou a porta para ela. A onda de calor quase lhe tirou o fôlego. “Pode esperar até  chegar a algum lugar com ar­condicionado? Eu estou morrendo. E com fome.” “Fracote. Nós vamos para o meu lugar. Vou preparar alguma coisa para comer.” “Parece bom.” Ele a seguiu até sua casa. Uma vez lá dentro, ela jogou a bolsa para baixo. “Deixe­me ir trocar.  Sirva­se de algo para beber.” Ele foi até a cozinha e pegou um copo de água gelada. Sedento após o treino de hoje, ele terminou com quatro longos goles e encheu o seu copo.  Savannah apareceu vestindo calças capri e um top sem mangas, depois inclinou­se contra a ilha central. “O que você está com vontade de comer,” ela perguntou. Ele se inclinou sobre o outro lado e roçou os lábios através dela. “Você.” Ela o beijou de volta, seus lábios quentes e ansiosos. Mas, então, seu estômago roncou e ela  puxou de volta, rindo. “Por mais que eu gosto dessa sugestão, vamos alimentá­lo em primeiro lugar.” Ela fez sanduíches grelhados de peru com salada. Ele comeu dois sanduíches, bebeu mais dois  copos de água, e comeu três biscoitos de sobremesa. “Tem certeza que você já teve o bastante,” ela perguntou, arqueando uma sobrancelha. “Ei, eu trabalhei duro hoje.” “Tenho pena da pobre mulher que se casar com você e ter que alimentá­lo.” Seu estômago torceu com o comentário, mas ele a deixou passar. “Minha mãe disse a mesma coisa quando eu era adolescente.” “Tenho certeza que ela fez.”

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Eles limparam os pratos e foram para a sala de estar. Ele se esticou no sofá e atirou o braço sobre as costas. Savannah enrolou ao lado dele. Ele  gostava que ela estava confortável o suficiente, mesmo quando eles estavam prestes a discutir negócios,  para sentar­se com ele. “Então o que você quer falar?” Ela deslocou­se para encará­lo. “Nós conversamos sobre suas contribuições para a caridade no  passado.” “Sim.” “Um monte de jogadores começam suas próprias instituições de caridade. Acho que esta seria  uma boa ideia para você, não só do ponto de vista da imagem, mas o mais importante, a partir de uma  questão humanitária.” “Nunca fiz isso antes porque não estava em um lugar que me sentisse em casa. Agora que  estou em casa, este é um bom lugar para começar uma.” Ela meio que se virou para ele, com um olhar de surpresa em seu rosto. “O quê? Não discutindo?” “Eu sei. Surpresa, hein?” Ela sorriu. “Totalmente chocada, na verdade.” “Asno esperto.” “Mas, falando sério, estou feliz por você concordar comigo. Existe alguma coisa que vem à  mente?” Era algo que já tinha pensado, então ele já tinha uma ideia meio­formada em sua cabeça.  “Quando eu era criança, morava nos parques locais. Meus amigos e eu saiamos com os equipamentos  para jogar basquete ou futebol. Um monte de parques infantis por aqui precisam se reformados. As  cidades não têm o dinheiro em seus orçamentos para gastar em parques e recreação mais, e as crianças  não têm lugares para ir. Quando não têm um lugar para sair e se divertir, eles ficam em apuros.” “Isso é muito verdadeiro. Então, qual é a sua ideia?”

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“Quero reformar alguns parques infantis existentes e construir alguns centros comunitários,  onde as crianças tenham um lugar seguro para sair e praticar esportes.” “Você está falando em um monte de dinheiro.” Ele deu de ombros. “Eu tenho um monte de dinheiro. Estive na liga por um tempo agora. Sou  solteiro e tenho vindo a investir. Tenho dinheiro para colocar nisso.” Ela colocou a mão em seu braço e deu­lhe um sorriso que o aqueceu de dentro para fora. “Eu  amo essa ideia. Este é um investimento que vale a pena, Cole.” “Para a minha imagem, você quer dizer.” “Não. Para você. Para as crianças das comunidades que você está indo para ajudar.” “Ótimo. Vamos começar com isso. Eu quero ser como os operários tanto quanto eu puder. Sei  que com a temporada preste a começar vou estar ocupado muito, mas não quero pessoal de fora.” “Você não precisa fazer isso. Um monte de pessoas vão querer construir e reconstruir. Você  pode estar envolvido nisso, e obter a sua família e amigos para participar. Quanto mais voluntários  tivermos sobre esses projetos, melhor.” “Eu sei que minha família gostaria de se envolver. Alguns dos caras da equipe também vão.” “Vou entrar em contato com um advogado e ajudar a iniciar a papelada da fundação para que  você possa ter o dinheiro canalizado para isso. Nesse meio tempo, nós podemos ir verificar parques e  locais.” Ele se levantou. “Vamos.” “Onde?” “Olhar para os locais.” “Agora?” “Sim.” Ela riu. “Você está animado com isso.” “Eu não deveria estar?”

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Ela se  levantou   e   colocou   a   mão   na  sua.   “Sim,   você   devia   estar.   Você   deve   estar   muito  animado com isso. Mas o Cole Riley que conheci no primeiro dia, não teria estado.” Ele puxou as chaves do bolso. “Esse cara não existe mais.”

SAVANNAH ESTAVA EM UM ANTIGO SALÃO DE JOGOS no sul da cidade cheio de  ervas daninhas e detritos. Equipamentos, pelo menos o equipamento que ficou estava quebrado e havia  a muito tempo enferrujado. Crianças corriam para cima e para baixo do bairro, e algumas corriam através do campo de  jogos, mas nenhuma parou para jogar. Então, novamente, por que deveriam? Não havia nada para  jogar. Sem redes de basquete, e a grama há muito tempo tinha parado de crescer. Isso a fez triste, mas também esperançosa, porque viu o potencial. Colocando um gramado  novo, ressurgir o asfalto, colocar algumas redes e equipamentos novos e as inúmeras crianças ela viu  correndo por aqui teria um lugar para jogar. “Nós costumávamos viver a poucas quadras daqui,” disse Cole quando girou a velha e frágil  roda, que soltou um patético som de ferrugem induzida por guincho. “Alguns dos equipamentos que está de pé são perigosos.” Ele sorriu. “Sim, nós giramos em torno desta coisa de cabeça pendurada, indo mais e mais  rápido, até que ficávamos doente. Ou nós nos levantávamos e giramos, em seguida, saiamos voando.” Ela balançou a cabeça. “Eles fazem equipamento mais seguro estes dias.” “Eu ouvi isso.” Ele olhou para ela. “Que diversão tem isso?” “Tenho certeza que as crianças encontram perigo suficiente sem equipamentos de playground  fazendo isso por eles.” “Se você diz. É mais divertido viver a vida no limite.” “Você é um menino. Espero que se eu me case e tenha filhos, que todas sejam meninas.” Ele riu. “Havia muitas meninas que tomavam esse passeio de roda com a gente. As meninas  podem ser aventureiras, também.”

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Ela ergueu o queixo. “A minha não será.” “Famosas   últimas   palavras,   Pêssego.   Você   provavelmente   terá   seis   meninos.   Todos   uns  terrores.” Seus olhos arregalaram. “Isso não é engraçado.” “Não tenho dúvidas de que você poderia lidar com eles. Você lidou comigo.” O coração de Savannah torceu com o pensamento de seis garotos, em seguida, sua mente  encheu com visões de cabelos escuros e tempestuosos olhos cinza — todos pequenas versões de Cole,  com os dois correndo com um rebanho de filhos. Não. Ela tinha que tirar esse pensamento da cabeça. Ele não era o tipo de casar e ela já tinha  jurado que nunca iria se casar e absolutamente nunca teria filhos.  Aflição dupla embrulhado em um  arco sujo, feio preto. Não, obrigado. Então, por que ela de repente pensou em crianças e playgrounds e casas e famílias e Cole? Ela encontrou seu olhar e ele estava dando a ela um olhar. “O que?” “Você tem esse sorriso meloso, contente em seu rosto.” “Eu não faço.” “Pensando sobre esses seis meninos que você vai ter, sem dúvida.” Ela estreitou seu olhar para ele. “Pare com isso. Eu não vou ter filhos.” “Sério. E por que isso?” “Eu não quero falar sobre isso.” Ela começou a ir em direção ao carro. Ele abriu a porta para ela e ela deslizou dentro. Enquanto eles dirigiram, ela estava consciente  do silêncio, mas não sabia o que dizer para mudar isso. O segundo playground estava igual ao primeiro — de extrema necessidade de reparação. Pelo  menos ela tinha alguma coisa para falar agora que a imaginava equipamentos de playground brilhante e  um enxame de crianças aproveitando a renovação do parque. “Esta é uma grande ideia, Cole.”

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Ele acenou com a cabeça. “Estou ansioso para começar. Quanto tempo você acha que vai  tomar para fazer a papelada?” “Não muito. Definindo a fundação é uma mera formalidade. Vou ter a certeza de ter Don  fazendo disso uma prioridade.” “Obrigado.” Eles  olharam  para   alguns  outros  locais  onde  não  havia  parques,  mas   era   óbvio  que  eram  necessários. “Então, você tem medo de crianças?” Ela virou a cabeça em sua direção. “O quê? Não, eu não tenho medo de crianças. O que lhe  deu essa ideia?” “O olhar horrorizado em seu rosto quando brinquei com você sobre ter seis meninos?” Ela disfarçou seu mal­estar em trazer o assunto novamente com uma risada. “Ah, isso. Eu  acho que foi mais a ideia de ter seis filhos. Eu amo crianças.” “Bom saber.” Ele virou­se e voltou para o carro. “Por quê?” Ela perguntou depois de terem entrado. “Por quê?” “Você disse que era bom eu gostar de crianças.” “Ah. Quero que você trabalhe sobre essa base comigo. Se você odeia crianças, não seria muito  divertido para você.” “Eu adoraria trabalhar sobre isso com você. Quero ver esses parques concluídos e cheios com  crianças brincando.” “Ótimo.” Havia algo que ele não estava dizendo. Ela desejou que soubesse o que era. Mas queria de  verdade encerrar o assunto, para que não fosse perguntar. “Desde há um jogo em casa no domingo, nós estamos indo para o bar da minha tia e meu tio,  depois do jogo,” disse ele. “Há uma festa lá para assistir o jogo de Mick naquela noite.”

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“Isso parece divertido. Você está dizendo que eu estou convidada?” “Sim. Você vai vir?” Ele estava agindo de modo estranho. Ela deslocou­se para encará­lo. “Eu adoraria estar lá.  Obrigado por me convidar.” “De nada. Vou buscá­la após o jogo.” “Cole, vou estar em seu jogo, no domingo. Eu posso apenas seguir você.” “Não. Vou buscá­la em sua casa depois do jogo.” “O­o­ka­ay. O que funciona melhor para você.” “Isso funciona melhor para mim.” Agora   ele   estava   agindo   verdadeiramente   estranho.   Ansioso   e   animado   e   também...   tipo  desconfortável, dando­lhe estes olhares expectantes. Ela não sabia o que fazer com ele. “Há algo de errado?” Ele deu­lhe um rápido olhar, depois voltou seu foco para a estrada. “Não. Por quê?” “Nada. Nada em tudo.” Ela estava lendo muito para isso. Seu próprio desconforto, provável. Foi a coisa toda de crianças. E seus sentimentos sobre Cole, que estavam ficando cada vez  mais intensos a cada dia. Ela não sabia o que fazer com eles, sobre ele, ou como se sentia por ele. Ela   sempre   se   orgulhava   de   ser   capaz   de   lidar   com   qualquer   situação,   mas   este   era   um  território novo para ela. Ela nunca tinha planejado se envolver com Cole em tudo, muito menos ficar  apaixonada por ele. Não que ela tivesse uma vaga ideia do que era o amor. Ou o que ela ia fazer sobre isso agora que percebeu que estava apaixonada por ele. O simples pensamento a assustou até a morte.

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Capítulo Dezenove ERA O PRIMEIRO JOGO DA TEMPORA. COLE NÃO ERA novato, então isso devia ser um  negócio de costume, mas seu estômago estava amarrado em nós quando ele e o resto da equipe entrou  em campo. Agitação   pelo  novo time,  provavelmente.   E  a  chance  de  fazer  isso tudo  como  se  fosse  a  primeira vez para ele. Talvez tenha sido uma primeira vez. A lousa limpa e toda essa merda. Nova imagem, novo  começo, e uma chance de mostrar a todos que ele tinha mudado. Pretendia focar no futebol, e manter a  dramaticidade fora do campo nesta temporada. O estádio estava lotado. Era um jogo em casa e os fãs rugiram quando os Traders apareceram.  Cole nem sequer tentou bloquear os sons dos fãs. Ele encharcou­se disso, desenhando a energia da  multidão   enquanto   fazia   seu   aquecimento,   em   seguida,   tomando   o   seu   lugar   à   margem   com   seus  companheiros de equipe. Kenny Lawton olhava com os olhos arregalados e um pouco doente. Cole sorriu, lembrando de  seu ano de estreia própria. Ele tinha estado tão maldito de medo durante esse primeiro jogo. Ele sabia  exatamente como o garoto sentia, então foi até ele para dar­lhe uma conversa estimulante. “Você vai ver alguma ação de hoje, Lawton.” “Você acha? Eu sei que fiz na pré­temporada, mas este é um jogo real. Eles não vão me  colocar.” “Treinador Tallarino é conhecido por fazer com que seus novatos joguem um pouco. Você vai  levar pelo menos um passe ou dois. Melhor maneira de superar esses tremores.” “Eu não estou nervoso.”

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Sim, não muito. O garoto estava dançando de pé para pé, e era agosto e eles estavam em um  estádio de cúpula, de modo que ele não estava se movimentando para se manter aquecido. Kenny  parecia que poderia fazer xixi nas calças a qualquer segundo. Cole deu um tapa nas costas do capacete.  “Você está indo para chutar alguns traseiros sério, Lawton.” “Obrigado. Eu só espero que eu não deixe cair a bola.” “Há um segredo para isso.” O garoto olhou para ele com sérios olhos castanhos. “Qual é o segredo?” “Não deixe cair a bola.” Cole piscou e Kenny riu, então soltou um suspiro deixando cair seus  ombros. “Tudo bem, cara, vou tentar relaxar.” “Você faz isso.” Ele colocou o braço em torno do ombro de Kenny. “Tome um fôlego. É o seu ano de estreia, o seu primeiro jogo. Isso só vai acontecer uma vez.  Aprecie­o.” Eles assistiram o início da partida. Miami retornou doze jardas, e era jogo. Defesa estava  sólida, de modo que Miami perdeu o passe após a sua primeira posse, e que era hora dos Traders entrar  em campo. Primeiras duas jogadas tiveram os running backs24, e eles ganharam um primeiro down.  Davis e Campos entraram no jogo na primeira passagem para um segundo down em curta metragem.  Campos pegou a bola em uma inclinação e ganhou mais quatro jardas, ganhando­lhes outra para baixo  do primeiro. Depois de algumas corridas e uma cavada bem sucedida os rendeu mais quatorze jardas,  eles estavam no meio­campo e Cole estava dentro. Ele tomou a sua posição para a esquerda, atento aos defensores de Miami. Quando a bola foi  ao seu caminho, correu um padrão pós, empurrando passado o cornerback25. Ele virou­se e a bola bateu  direto nas suas mãos  — que ele amou  Grant Cassidy pelo lançamento de precisão. Mas ele foi para 

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Uma volta ofensiva, como um zagueiro ou halfback, que tem a responsabilidade de fazer avançar a bola por correr com ele em jogos da linha de scrimmage. halfback - (futebol) o running back que interpreta a posição ofensiva. 25 Um jogador de defesa que geralmente linhas até do lado de fora da formação e geralmente é designado para cobrir um grande receptor.

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baixo quando a defesa bateu nele, então ele só ganhou dez jardas.  Se ele conseguisse quebrar livre,  existiria nada além da meta enfileira à frente dele.  Mas pelo menos eles receberam outro para baixo primeiro. Ele foi puxado fora por alguns jogadores correndo. A equipe estava na zona, movendo a bola  de forma consistente e incorrendo em penalidades. Cassidy jogou uma bola para Jay Martin, seu tight  end26, que avançou doze jardas e correu para a zona final, marcando o seu primeiro touchdown do jogo. A linha secundária invadiu em aplausos selvagens. E a multidão foi à loucura. Cole apenas  absorveu a adrenalina. Até o final da primeira metade eram dez a nada. Cole tinha estado em vários jogos e era dois para três. Treinador  deu­lhes  a  preleção  técnica  no  vestiário,   mas   a equipe   estava  fazendo  um  bom  trabalho. Defesa estava chutando a bunda, pois eles só precisavam colocar mais pontos em cima no  placar. Felizmente, eles receberam o pontapé inicial para iniciar a segunda metade. Eles tinham a bola  na linha das trinta jardas após um grande retorno das equipes especiais. Cole saiu para a primeira  jogada, mas apenas como um chamariz. Ele bloqueou para o running back, que o levou a doze jardas  para um primeiro down27. Ele ficou para a próxima jogada e tomou um passe para avançar dezesseis  jardas   do   primeiro   down.   A   linha   ofensiva   foi   abrindo   buracos   como   louco.   Quando   correu   para  marcar, ele explodiu através de uma abertura e não viu nada, além da zona final na frente dele, dois  defensores entraram duros em seus calcanhares. Ele cavou e correu até atingir a zona final para um  touchdown. Seus companheiros de equipe pularam e aglomeraram em torno dele. Ele não conseguia se  lembrar de alguma vez ser tão feliz, ou mais uma parte de uma equipe.

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O tight end (TE) é uma posição do futebol americano de ataque. O Tight End as vezes é o último homem na linha ofensiva. 27 O primeiro de quatro jogos consecutivos, durante o qual uma equipe ofensiva deve avançar a bola pelo menos 10 metros de reter a posse da mesma. um ganho de 10 jardas ou mais por uma equipe ofensiva que autoriza a posse continuada para uma nova série de downs.

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Treinador o puxou para a próxima série ofensiva, e Davis e Campos tiveram alguns passes  para ganhar algumas jardas. No quarto tempo estavam 24 pontos a frente e o coordenador ofensivo  sinalizou para Kenny Lawton para ir na próxima série ofensiva. “Você vai fazer muito bem,” Cole disse a ele. “Temos este jogo no saco, por isso sem pressão.  Basta ler os sinais da defesa. E não se esqueça de pegar a maldita bola.” Lawton assentiu e correu para o campo, quando o delito em campo. Ele alinhou­se, correu  para pegar a bola lançada, mas deixou cair o passe. Droga. Lawton foi lançado em um outro tiro, e desta vez ele pegou a bola em um passe de jogo de  ação para um ganho de oito jardas. Inferno sim. Kenny sorriu tão grande que você pensaria que ele apenas pegou um passe de  touchdown no Super Bowl. Cole se lembrou de como era pegar o seu primeiro lançamento em um jogo de temporada  regular. Foi monumental e algo que você nunca esquece. Quando Kenny voltou para a margem, ele,  Davis, e Campos deram­lhe um tapa nas costas. “Bom trabalho, garoto,” disse Cole. “Obrigado. Eu derrubei o primeiro, no entanto.” Ele parecia triste sobre isso, também. “Não se preocupe com isso,” disse Jamarcus. “É certo como o inferno não será o último passe  a cair. Nós todos fazemos.” “Mais do que queremos,” Lon admitiu. Cole gostava desses caras. Ele gostava de jogar por esta equipa. E quando o apito soou para  terminar o jogo e eles venceram, a equipe se reuniu para comemorar, vaiando e gritando e batendo um  no outro, celebrando com os fãs na sua forma de agradecer por seu apoio. Cole foi arrastado ao redor  do estádio e empurrado ao redor no vestiário.

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Pela primeira vez desde que ele começou a jogar futebol profissional, ele realmente se sentiu  como se fosse parte de uma equipe. As coisas estavam mudando. Ele tinha feito um monte de mudança, e tinha que agradecer  Savannah por isso. Quando a mídia veio para entrevistá­lo, ele respondeu às suas perguntas  —  até mesmo as  duras — honestamente. “Eu tenho muito a provar nesta temporada. Estou com uma grande equipe, e tenho sorte de  estar aqui. Tenho dado outra chance, e vou trabalhar a minha bunda fora para provar para a equipe e  para os fãs que mereço estar aqui.” Ele deixou por isso mesmo, e a mídia parecia satisfeita. Talvez porque era a verdade, e ele  deixou sua última atitude para trás. Agora era hora de olhar para frente.

SAVANNAH NÃO PODIA ESTAR MAIS SATISFEITA por Cole. Ele havia feito um grande  jogo. Seu desempenho em campo foi quase perfeito. E fora do campo? Ela não poderia ter pedido mais.  Ela ouviu sua entrevista pós­jogo, e ele tinha feito tudo certo, respondeu perguntas  da mídia  com  honestidade, e até mesmo com toques de humor. Ele teve uma reviravolta completa, e ela não ficaria  surpresa se ele continuasse jogando bem assim.  A mídia ia para as entrevistas perseguido agora, mais para o positivo do que o negativo. Ela esperava que sua família comemorasse seu sucesso hoje. Foi para casa e esperou por ele para pegá­la, sabendo que ele tinha essas entrevistas e uma  reunião de equipe. Ele levou uma hora e meia, e ela quase correu para a porta, quando ele tocou a  campainha. Abriu­a e jogou os braços ao redor dele. “Parabéns,” disse ela, quando ele a agarrou em seus braços. “Eu estou tão orgulhosa de você.” Ele roçou os lábios através dela, depois sorriu. “Obrigado. Mas é só o primeiro jogo. Eu não  quero começar minhas esperanças.”

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“Acho que   você   deveria   começar   definitivamente   suas   esperanças.   Vai   ser   uma   grande  temporada e você deve ser positivo e esperançoso sobre isso.” Ele a beijou novamente, desta vez envolvendo os braços ao redor Ele a beijou de novo, desta  vez envolvendo os braços em torno dela e dando­lhe um beijo profundo que enrolou os dedos e fez  mais quente do que o tempo lá fora. Quando ele puxou de volta, ela lambeu os lábios e tentou acalmar a  pulsação rápida. “Você é boa para mim. E o meu ego.” Ela riu e colocou a mão em seu peito. “Eu não acho que o seu ego precise de reforço.” Seus lábios se curvaram. “Você está pronta para ir?” “Sim. Há algo que eu deveria levar?” “Não. Vai haver uma tonelada de comida e bebida no bar. E a família também. Deve ser muito  louco, especialmente desde que o jogo de Mick é hoje à noite.” “Eu não posso esperar.” Bar de Esportes do Riley era  um lugar incrível e, como Cole tinha avisado, absolutamente  lotado com as pessoas, uma mistura de ambos, clientes e familiares de Cole. Seus pais estavam lá, junto  com sua irmã, Alicia, bem como a sua tia Kathleen e tio Jimmy, que era dono do bar. Sua prima Jenna  era a bartending, o noivo de Jenna, Tyler estava ajudando. Tara, também estava lá, rodeada pela família  em modo de proteção. Eles pegaram assentos em uma mesa enorme reservada para a família. Savannah conheceu o filho de Tara, Nathan, um adolescente muito bonito, que lhe sorriu,  apertou a mão dela, ficou o tempo suficiente para ser educado e trocar algumas frases, em seguida,  fugiu com seus primos para jogar no quarto dos fundos. Cole   conseguiu   uma   cadeira,   em   seguida,   partiu   para   obter   as   bebidas.   Ela   achou   que  provavelmente não o veria por um tempo desde que ele estava sendo parabenizado por sua família e  vários dos clientes. “Venha sentar­se conosco,” disse Alicia.

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“Obrigado.” Ela mudou de mesa, já que Cole tinha encontrado uma mesa aconchegante para  os dois. Eles tinham muito tempo para ficar sozinho mais tarde. Ela gostava muito mais de se sentar  com sua família. “É uma loucura, não é?” Ela sorriu para Tara. “É incrível. Você deve adorar.” Tara colocou uma mão em sua barriga, que se expandiu um pouco desde que ela a conheceu na  noite do casamento  de Elizabeth.  “Eu amo isso. Adoro essa família  sem vergonha. Minha própria  deixou muito a desejar, então eu estava sempre triste não sendo capaz de dar a Nathan uma grande  família estendida.” Tara olhou em volta. “Agora temos todos esses. Nathan ama os Rileys. Eles aceitaram­no  como seu próprio, desde o início.” Savannah poderia imaginar como seria. Os Rileys pareciam ter uma capacidade inesgotável de  amor e aceitação. “E com o novo bebê que vem, eu sinto a mulher mais sortuda viva. Ele ou ela nunca vai sentir  falta de amor.” Savannah viu Cole imprensado entre seu pai e seu tio, conversando com Ty no bar. Seus  olhares estavam colados à ação na TV. “Eu posso ver por que.” “Você tem uma família grande, Savannah?” Alicia perguntou. Savannah puxou a atenção de Cole e de volta para as mulheres. “Não. Era só eu e minha mãe.” “Então isso pode ser avassalador para você.” “Não é realmente. Acho um pouco maravilhoso.” Tara riu. “Assim como eu, quando os conheci. Tenho que admitir que não foi apenas por Mick  que me apaixonei, mas por toda a sua família. E quando Mick e eu decidimos nos casar, achamos que  seria melhor nos mudar aqui — por causa de Nathan e por minha causa.” “Mick joga para o San Francisco, certo?”

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“Sim. Era aí que o meu negócio estava. Mas ele sabia o quanto sua família significava para  mim, e para Nathan. E a temporada está apenas alguns meses fora no ano. Com apenas metade de seus  jogos sendo em casa, fazia sentido fazer a nossa casa aqui, onde a família estava. Agora que estou  grávida, estou tão feliz que estamos em St. Louis. Caso contrário, eu tenho certeza que sua mãe teria as  malas prontas e indo morar com a gente.” Savannah riu. “Acho que ela está animada.” “Além de animada. Que por sua vez me emociona.” Os olhos de Tara encheram com lágrimas  e ela piscou. “Desculpe. Hormônios malditos.” Alicia colocou o braço em torno de Tara. “Eu acho que é normal ser assim quando você está  grávida, querida.” “Oh, Deus, você não está recebendo chorosa de novo, não é?” Liz puxou um assento à mesa e  beijou Tara na bochecha. “Eu juro por Deus, mulher, você é como uma torneira aberta.” “Eu sei. Eu não posso evitar. Tudo me faz feliz ultimamente, e quando estou feliz, eu choro.”  Tara olhou através da mesa para Savannah, depois deu de ombros. “Eu sinto muito.” “Eu   não   acho   que   você   nunca   deve   se   desculpar   por   ser   feliz.   Ou   por   estar   grávida   e  hormonal.” “Obrigada.” “Não a incentive. Ela chora mais.” Liz desviou o olhar para Tara e piscou. Tara mostrou a língua para Liz. “Vai ser assim por pelo menos quatro meses e meio mais.  Chupe e lide com isso.” “Eu devo. As coisas que uma tia deve tolerar.” O estômago de Savannah apertou. Ela pagaria todo o dinheiro que tinha para ser uma parte de  uma   família   grande   como   esta,   para   poder   celebrar   triunfos,   se   reunir   e   conversar   sobre   bebês   e  maridos, apenas sobre qualquer coisa. Para ter irmãs, mesmo pelo casamento.

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Para se ter uma família. Seus pais adotivos tinham sido temporários. Bom no momento, mas  não permanente. Quando ela partiu, não havia laços, ninguém para voltar.  Assim como sempre, ela estava sozinha. Ela respirou fundo e encolheu os ombros. Esta não era a sua família e não ia ser. Sorriu  quando Jenna veio e sentou em uma cadeira. “Ah. Meu. Deus. Este lugar é um pesadelo esta noite.” “Por que você ainda está trabalhando?” Liz perguntou. “Você não deveria estar virando as  rédeas para o seu novo gerente e obtendo o seu doce traseiro para o novo lugar?” Ela encolheu os ombros. “É o primeiro jogo de Mick e eu queria estar aqui. O novo local está  indo bem, e Dave precisava de ajuda, então eu só entrei em cena para auxiliar atrás do bar, então fui  sugada conversando com os clientes. Velhos hábitos custam a morrer, você sabe.” “O novo lugar?” Savannah perguntou. Jenna se virou para ela. “Oi, Savannah. Estou tão acostumada a apenas lançar­me no meio de  uma conversa de família que esqueço que você não está acostumada isso.” “Não é nenhum problema,” disse Savannah com uma risada. “Ótimo. Você meio que tem que se acostumar com isso, com essa família. Enfim, eu estou tão  feliz que você pode vir hoje à noite. Cole me disse que estaria trazendo­lhe.” “Ele fez isso?” “Ele fez,” Jenna disse com um abanar de suas sobrancelhas. “Em resposta  à sua pergunta,  estou abrindo um novo clube. Um clube de música. Bem, uma espécie de clube de música. Mais um  tipo microfone aberto no lugar, onde as pessoas podem entrar e mostrar as suas coisas.” Savannah pegou a emoção nos olhos de Jenna, a maneira como ela se contorceu na cadeira  quando falou sobre o clube. “Isso é emocionante para você. Parece um lugar único e muito divertido. Eu não posso esperar  para conferir, quando abre.”

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Jenna sorriu. “Obrigado. Estou muito feliz com isso. É claro que ao mesmo tempo também  estou planejando meu casamento. Nada como um pouco de malabarismo enorme.” “Ei, isso é porque você tem família. Assim, podemos ajudá­la,” Tara disse. “Por favor. Você está ocupada sendo grávida.” Tara rolou seus olhos. “E isso faz de mim, o que? Incapacitada? Cérebro­morto? Incapaz de  fazer o que faço de melhor? Para sua informação, posso estar grávida e planejar seu casamento ao  mesmo tempo. O bebê é esperado em janeiro e seu casamento não é, até o final do próximo ano. Até o  momento este pequeno vai chegar, vou estar sobre os meus pés de novo e pronta para cuidar dos  detalhes finais.” Liz olhou para Savannah. “Ela pensa que é algum tipo de super­herói. Nós achamos que ela é  louca.” “Eu não sei,” disse Savannah. “Ela parece muito capaz para mim. Aposto que ela pode lidar  com isso.” Tara assentiu. “Vê? Savannah acredita em mim.” “Oh, eu acredito em você, querida,” Jenna disse, batendo na mão de Tara. “Eu só não quero  que você exagere. Não é o suficiente ter um novo bebê para cuidar?” “Mamãe, Liz e você vão ajudar. Eu tenho muita gente para ajudar com o bebê, e Deus sabe  que Mick vai estar todo sobre o bebê quando ele ou ela chegar. Então, viu? Tenho tempo de sobra para  lidar com o casamento.” No momento que Cole voltou a arrastou para fora da cadeira, ela estava imersa em casamento  e conversa de bebê e relutante em sair. “Hei,” disse Jenna. “Onde você está indo com Savannah?” “É   intervalo,   Senhorita   nenhum­de­seus­negócios.   Vou   levá­la   para   fora   para   numa  caminhada.” “Claro que você vai,” disse Liz. “Nós vamos vê­la hoje à noite?” Cole riu. “Sim. Eu prometo trazê­la de volta.”

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Ele a dirigiu em direção ao fundo da sala, seus lábios pertos de sua orelha. “As mulheres vão  chupar­lhe em sua vórtice de conversa feminina e logo vou perder você para sempre. A próxima coisa  que você sabe, Jenna vai ligar para você para ajudá­la com o clube de música.” “Eu sou muito boa RP e construo imagem, você sabe. Eu poderia lhe oferecer alguma ajuda.” “Não diga a ela. Ela vai afundar suas garras em você e nunca deixá­la ir.” Ela riu quando ele a levou para fora da porta de trás para o jardim. Havia mesas colocadas,  lugares para as pessoas comer e beber com vista para um lindo jardim com árvores e flores. É claro que ninguém estava aqui fora esta noite, desde que havia um jogo acontecendo. Dentro  dele era loucura. Aqui, era pacífico e calmo. Uma diferença como o dia e a noite. “Isso é bom.” “É quente aqui fora ainda assim, é por isso que ninguém está aqui. Bem, isso e por causa do  jogo, é claro.” “É claro. E vejo que a equipe de Mick está fazendo bem.” “Eles estão. Estão com quatorze pontos no meio.” Ela se virou para ele. “E você me trouxe aqui para dar­me uma atualização da pontuação?” Ele riu. “Não. Eu queria você toda para mim por um minuto ou dois.” “Sério? E por que isso?” Ele deu uma rápida olhada para a porta, em seguida, empurrou­a contra a parede.  “Para isso.” Seus lábios encontraram os dela e ela colocou seus dedos em seu cabelo. Eles não haviam se tocado esta noite, e ela sentiu falta do contato. Agora, quando sua língua tocou na dela, seu corpo inflamou de paixão. Talvez porque sua  família estava apenas alguns metros de distância, uma multidão de pessoas que podiam caminhar do  lado de fora a qualquer momento. A sensação do proibido, talvez, ou talvez fosse porque ela desejava  sua boca na dela e as mãos em seu corpo, mas ela varreu as mãos sobre seus ombros e seus braços,  desejando que eles estivessem em seu lugar ou no seu, para que pudesse tê­lo agora.

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Quando ele puxou longe, o olhar em meia pálpebra e as respirações duras que ele expulsou  disse­lhe que ele sentia da mesma maneira. “Droga, eu queria que estivéssemos sozinhos agora,” ele disse quando agarrou seus quadris e a  puxou contra ele. Sua ereção fez pulsar seu clitóris. “Eu também.” Ela levantou o olhar para ele. “Eu quero você, Cole.” Ele   olhou   em   volta,   em   seguida,   pegou   sua  mão   e   levou­a  ao   redor   do   lado   do   edifício,  lançando­os na escuridão. “Aqui?” Ele passou o braço em torno dela e apertou sua bunda, puxando­a contra a parte  quente e dura dele que a fez morder o lábio inferior. Sabia o que ele estava sugerindo, e alguns meses atrás, ela nunca teria ido para isso. Lá fora,  não. Um bar cheio com as pessoas apenas a uma curta distância? Numa chance. Qualquer um podia andar fora para tomar ar ou um cigarro ou para fazer um chamada ao  telefone. Mas seu corpo pulsava por ele, e confiava nele para cuidar dela. Ela levantou­se e apertou os lábios em sua garganta. “Sim. Aqui.” Cole não achou que Savannah iria para isso. Mas tão logo ela disse que sim, ele bateu o botão  do seu jeans e deslizou as mãos para dentro, mergulhando os dedos em seu calor úmido. Ele manteve  seu foco no rosto, observando seus olhos arregalarem, seus lábios abrindo quando ele encontrou seu  centro e esfregou com a palma da mão enquanto persuadia os dedos em sua vagina. Ela estendeu a mão para o pulso, ele pensou que ela ia ser muito reservada para fazer isso  aqui.Deveria ter sabido melhor. Ela o segurou firme e balançou sua pélvis na direção de seus dedos,  ofegando enquanto ele empurrava mais profundo. Deitou a cabeça em seu peito enquanto ele bombeava dentro dela. “Cole. Oh, Deus, isso vai me fazer gozar.”

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Seu pau ficou tão duro como os tijolos por trás deles, e se não ficasse dentro dela logo ia gozar  também diretamente em suas calças malditas. Suas bolas tremeram toda vez que ela deixou escapar um  pouco de seu sexy gemido e suspiro. Ela   estava   sussurrando   para   ele,   agarrando   sua   camisa   como   uma   tábua   de   salvação   e  montando seus dedos duro, sucos escorriam quentes sobre ele enquanto ela apertava  e estremecia.  Inclinou   a   cabeça   para   trás   e   beijou­a   quando   ela   gritou   em   seu   clímax,   absorvendo   seus   gritos,  deslizando sua língua em sua boca enquanto ela empurrava e estremecia com a força de seu orgasmo. Porra, isso era bom. Ele retirou os dedos e levantou os dedos quando ele os lambeu. “Eu gosto do jeito que saboreia, Pêssego. Eu gostaria de poder puxar seu jeans para baixo e  lamber sua boceta e fazer você gozar de novo.” Ela estremeceu contra ele. “Eu gostaria que você fizesse isso para mim aqui fora.” Qualquer um poderia vir aqui fora e ele gostava de seus maus pensamentos e desejava que ele  pudesse seguir com isso. Mas eles tinham uma quantidade limitada de tempo e precisava estar dentro  com ela. Então, abriu o botão de sua calça, abriu o zíper e pegou um preservativo do bolso. Ele colocou  e empurrou­a contra o edifício, abrindo as pernas tão largas quanto podia e empurrou em seu calor  escorregadio. “Oh,” ela disse, cravando as unhas em seus braços enquanto sua boceta apertava em torno de  seu eixo. Ele deslizou sua mão sob a camisa, puxando o sutiã de lado para apertar o mamilo com os  dedos. “Cole. Sim. Oh, sim.” Sua junção foi rápida e furiosa. Ele passou a mão em sua bunda, protegendo a pele do tijolo,  enquanto golpeava duro nela, suas bolas apertando rápido com o gozo. Ele apertou contra ela, lançando  seu domínio sobre o peito para que pudesse puxar seu cabelo e puxar a cabeça para trás para um beijo  de punição. Ela deu exatamente o que queria, choramingando contra ele e fazendo­o louco. Ele sentiu  apertar, sabia que ela viria novamente a partir dos sons que fazia. Ele não conseguia segurar e deixou 

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ir, seu clímax tão forte e rápido que fez suas pernas desequilibrar. Ele encostou­se nela e lhe deu tudo,  alimentando­se nela com um impulso, último duro, esvaziando com um gemido alto. Ele precisava de um minuto para recuperar o fôlego. Ambos estavam ofegantes. Savannah  levantou o olhar para ele, o dela tão confiante e aberto e cheio com uma emoção que não podia nomear. “Uau,” ela sussurrou, os lábios elevando em um sorriso sexy. “Sim.” Eles ajustaram as suas roupas. “Meu cabelo está uma bagunça. E tenho certeza que estou corando cem tons de rosa,” disse  ela. Ele a puxou e beijou­a novamente, desta vez lento e fácil, que era tudo que pretendia fazer  quando a trouxe para fora. “Você está linda, como sempre faz.” “Você sempre sabe o que dizer.” Seus lábios se curvaram em um sorriso que nunca deixou de  socá­lo no intestino. Ele pegou o telefone. “Intervalo acabou. Devemos voltar para dentro antes que alguém venha  nos procurar.” Ele deslizou sua mão na dela e levou­a de volta ao redor para a porta dos fundos. Mas o que  ele realmente queria fazer era levá­la para casa e fazer amor com ela novamente, desta vez lentamente,  sem roupa, para que pudesse amar cada centímetro de seu corpo. Ele faria isso mais tarde.

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Capítulo Vinte QUATRO JOGOS NA TEMPORADA, E OS TRADERS permaneceram invicto. Era   ainda   cedo,   mas   Cole   estava   cheio   com   uma   sensação   de   destino.   A   equipe   estava  disparada. Defesa era uma besta, mantendo todas  as equipes para alguns pontos ou não. Recordes  foram registrados nas tabelas, sua melhor temporada até agora. Ofensiva estava quente em toda parte,  desde a corrida para o jogo de passes. A linha ofensiva foi abrindo buracos abertos em toda parte e  dando a Cassidy muito tempo  para ficar no bolso e obter  os  passes  de fora. Era  uma tempestade  perfeita. Eles ainda ganharam na estrada. Vindo de dois jogos fora de casa em uma fileira, a equipe  estava confiante de que não havia ninguém que não pudesse vencer. E Cole sabia que depois de jogar  na NFL por um monte de anos, a confiança era tudo neste jogo. Você tinha que acreditar que poderia  ganhar. Eles todos acreditavam que poderiam ganhar. Enquanto ele estava jogando, Savannah estava trabalhando na criação de sua fundação. A  papelada tinha sido feita e eles estavam prontos para começar a fazer o primeiro playground e centro  comunitário.   Ele   foi   aconselhado   a   esperar   até   que   o   período   fora   da   temporada   para   começar   a  trabalhar, mas uma vez que a ideia havia se formado, ele não queria pará­lo. Ele podia não ser capaz de  colocar a mão na massa durante a temporada, como seria quando ele não estivesse jogando, mas não  havia sentido em atrasar. Quanto mais rápido os parques infantis fossem concluídos, mais  cedo as  crianças teriam algum lugar para ir. Após o treino de hoje ele estava se encontrando Savannah, os voluntários, a família, amigos e  companheiros de equipe no local do playground. Eles estavam indo para sujar as mãos. Ele estava  ansioso para cavar. 

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Concreto já havia sido derramado e a construção começou no centro da comunidade, mas,  entretanto, eles estavam indo para o trabalho de limpar a área para o playground. Isso significava roçar  e capinar e limpar o lixo. Os companheiros de equipe se ofereceram para ajudar, isso significava mais para ele do que  poderia dizer. Savannah tinha sido a única a mencionar a eles. Ele nunca teria pensado em dizer nada  para eles, quando todos eles saíram para jantar uma noite depois de um jogo em casa, e ela trouxe isso e  disse que eles poderiam usar alguns voluntários para limpar o campo. Sua   linha   inteira   ofensiva   falou   e   disse   que   iria   ajudar.   Então   teve   Grant   Cassidy,   o  quarterback. Então tinha Kenny, Jamarcus, e Lon. Ele havia sido surpreendido. Savannah tinha colocado a mão em seu braço e lhe disse que isso  era o que era ter amigos. Ele estava percebendo isso. As pessoas tinham suas costas protegida, tanto dentro quanto fora  do campo. Outra coisa que ele tinha a agradecer. Ele pegou Savannah e chegaram ao campo cedo o suficiente para passar por cima dos planos  com o contratante. Tudo estava em dia e em ordem. O centro comunitário levaria cerca de seis semanas  para construir. A fundação já estava em processo de contratação de pessoal para o centro. Tudo foi se  encaixando no lugar. Seus companheiros de equipe e a família chegaram, e todos cavaram de imediato limpando  detritos e pedras. “Algum deste material é pesado,” disse Savannah quando ela se curvou para tentar pegar uma  pedra. Ela não se movia. “Você está certa. Não há nenhuma maneira qualquer de poder pegar isso. Bem precisamos de  uma escavadora.” Kaman, um de seus atacantes, cutucou Savannah fora do caminho. “Eu tenho isso.” Ele pegou  a pedra como se não pesasse nada e carregou­a para o caixote do lixo.

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Savannah olhou para Cole, que deu de ombros e sorriu. Savannah   estava   tendo   o   momento   de   sua   vida.   Portanto,   muito   do   que   ela   fez   envolvia  sentada em um computador, desafiando sua mente. Foi bom sair e trabalhar com as mãos. Mesmo com luvas que arruinaram sua manicure, mas  ela poderia ter consertada mais tarde. Só de estar com a família e os amigos de Cole era sempre um  bônus. Não só tinha membros de sua equipe, mas a família de Cole estava aqui, bem como Tara,  Jenna, e Elizabeth tinha dito o inferno para Savannah, quando chegaram, e Savannah tinha notado que a  irmã de Cole, Alicia, seus pais, e até mesmo sua tia e tio. Savannah foi no seu intervalo para pegar um pouco de água. Alicia estava lá conversando com Tara, que estava no comando da tenda de bebida, desde que  ela tinha sido dado instruções rigorosas por Mick de fazer nenhum trabalho pesado. “Como é que vai lá fora?” Tara perguntou. “Ótimo. Todo mundo está fazendo um ótimo trabalho.” Tara suspirou. “E aqui estou, distribuindo garrafas de água.” Alicia riu e empurrou um cabelo rebelde longe de seu rosto coberto de suor. “Você mal pode  mover pedras no seu estado.” “Eu sei, mas é frustrante. Não estou incapacitada. Estou grávida. Estou saudável. Faço yoga.  Trabalho fora todo o tempo.” “Mas você não pode levantar objetos pesados. E se alguém a golpeia com um daqueles velhos  tubos metálicos enferrujados ou uma placa?” Savannah perguntou. “Eu sei. Você está certa. Estou mais segura aqui. Estou apenas choramingando.” Tara entregou  algumas águas para alguns dos jogadores que pararam na tenda. Pizza  foi trazida  para o almoço.  Os caras  entraram,  pegaram  vários  pedaços, em seguida,  correram para conversar e comer, deixando as mulheres sentadas sob a tenda juntas. 

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Savannah estava mais do que feliz de ter alguns minutos para sentar. Estava em boa forma  física, mas levantar e abaixar a deixou dura. Suas costas iriam matá­la esta noite. “Eu já estou exausta,” Liz disse quando passou o guardanapo nos lábios. “Eu não vou precisar  trabalhar fora por uma semana.” Alicia riu. “Eu conheço o sentimento. Pilates nunca foi tão difícil.” “Eu estava pensando o quão bom um banho quente vai sentir esta noite,” disse Jenna. “Então talvez eu não tenha ciúmes de você mais,” disse Tara, mordendo uma fatia de pizza de  queijo. “O bebê faz meu magoado o suficiente.” Jenna esticou para trás e soltou um gemido alto. “Entre isto e o trabalho que estamos fazendo lá no novo clube, estou pronta para jogar a  bandeira branca. Vou acabar em grande forma quando terminarmos, no entanto.” Liz rolou seus olhos. “Cadela, por favor. Você é uma vara.” Jenna flexionou os bíceps. “Sim, mas eu sou uma vara com músculos duros agora.” Savannah riu. “Não é divertido estar em torno de nós, Savannah?” Alicia perguntou. “Toda a briga e a cadela  batendo?” “Sim, mas ela não se importa, porque ela está tendo sexo quente com seu irmão.” Savannah ficou boquiaberta com Liz. “Eu não acredito que você disse isso.” Os lábios de Alicia tremeram enquanto ela lutava contra um sorriso. “Ela não pode acreditar, mas ela não está negando, não é?” Tara perguntou. “Percebi isso,” Jenna disse. “Então, vamos lá. Derrame. Mas não em detalhes demais. Cole é o  meu primo. Tenho o suficiente a partir de Liz, que gosta de ir e falar sobre sua vida sexual com o meu   irmão.” “Hei,” disse Liz. “Eu tenho que falar com alguém sobre Gavin.” Tara soltou um riso suave. “Você pode falar comigo, você sabe.” “Eu faço. Mas eu gosto de incomodar Jenna.”

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“Cadela.” “Jenna tem um ponto, no entanto. Estamos todas curiosas, desde que Cole é o meu irmão,  segure o detalhe sexual num mínimo,” Alicia disse, inclinando­se em sua cadeira. “Há quanto tempo  isso está acontecendo?” Quatro pares de olhos estavam focados atentamente sobre ela. Ela não tinha planejado dizer nada sobre ela e Cole. Até Liz soltar. “Então, vamos lá, Savannah, derrame,” Tara disse. “Eu quero saber os detalhes sobre como  Cole colocou estou­tendo­muito­sexo em seu rosto.” Alicia colocou a cabeça entre as mãos. “Oh, merda. Eu não quero pensar sobre o meu irmão  tendo relações sexuais.” “Exatamente o que eu sempre digo para Liz. Ela me ignora e vai em frente com os detalhes,”  Jenna reclamou. “Pelo menos Tara limita e só adere ao material amor piegas.” “Eu salvo os detalhes de sexo intenso para minhas conversas com Liz,” Tara disse. “Sim, gosto de como ela ficou grávida. Essa foi boa. Eles estavam sozinhos na casa uma noite.  Nathan tinha passado a noite com um amigo e Mick sugeriu que ela ficasse nua. Eles até não fizeram  isto de cima, então—” “Ah. Meu. Deus. Eu não quero saber sobre como minha sobrinha ou sobrinho foi concebido.”  Jenna fechou os olhos e balançou a cabeça. Savannah começou a rir quando Jenna colocou os dedos nos ouvidos e começou a cantar. “Você diz que eu sou a engraçada.” “E nós estamos mantendo­a de nos dar os seus próprios detalhes suculentos,” Tara lembrou.  “Então derrame.” “Ah. Bem, nada a dizer. Estamos vendo um ao outro...” Liz deu­lhe um olhar. “Isso é um conceito amplo.” Alicia arqueou uma sobrancelha. “O que significa isso, exatamente?” “Eu não sei, exatamente. Que estamos vendo. Por agora.”

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“Isso quer dizer que é apenas temporário?” Ela desviou o olhar para Tara. “Eu não posso responder isso, porque eu não sei. Ele tem sua  carreira e eu tenho a minha.” “Bem, querida, nós todas temos carreiras,” disse Liz, dando­lhe o tipo de olhar paciente que  daria a uma criança que não entendia o tema da conversa. “O que isso tem a ver com você estragando  os miolos ou os olhos na profundidade do amor?” “Amor? Quem disse alguma coisa sobre o amor? Estamos apenas fazendo sexo.” Tara riu. “E como é o sexo?” Alicia empurrou a cadeira para trás e se levantou. “Essa é a minha sugestão para voltar ao  trabalho.” “Estou logo atrás de você,” disse Jenna. “Covardes,” Liz disse depois delas. Jenna sacudiu­a. Liz riu, então se virou para Savannah. “Então, sobre o sexo...” “Eu não estou falando sobre a minha vida sexual com Cole.” “Por que não? Nós todas falamos sobre a nossa.” Ela olhou para Tara, que disse: “É verdade. Nós somos como irmãs, e quando estamos com  problemas ou precisamos de conselhos sobre os nossos homens, vamos uma para a outra.” “Eu   não   estou   com   problemas.   Nem   preciso   de   conselhos.   Não   no   momento.   Mas   muito  obrigado pela oferta.” Liz olhou para Tara. “Eu não acho que ela vai dar­nos os detalhes sórdidos do sexo.” Tara suspirou, recostou­se na cadeira, e colocou as mãos sobre sua barriga. “Não olhe dessa  maneira. Estou muito desapontada.” Savannah lhes deu um olhar vazio. Mas, então, Tara riu, e assim o fez Liz. Liz golpeou­a na  perna. “Nós estamos brincando.”

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“Oh.” “Sério, mulher, você precisa relaxar.” Ela soltou um suspiro. “Eu faço, não é?” Tara se levantou e se espreguiçou. “Você acha que todo o sexo que você está tendo pode  aliviar um pouco a tensão.” Savannah soltou um suspiro, colocou a mão sobre a boca, em seguida, eclodiu em uma risada.  “Oh, Deus. Ele faz. Ele realmente faz.” “Obviamente você precisa de um monte de mais, então. Talvez o sexo mais público, como o  tipo que tiveram atrás do bar na outra noite?” Os olhos de Savannah arregalaram. “O que?” Tara se aproximou e colocou o braço em torno de Savannah. “Nós todas nos esgueiramos  afastado durante as reuniões de família, querida, mas esta família está muito cheia com olhos de águia.  Os lábios inchados, cabelo bagunçado, e estou­fendo­fodida­dentro­de­um­polegada­da­minha­vida no  olhar em seu rosto.” Ela sentiu o rubor rastejar até o pescoço e bochechas. “Eu sabia que o borrifar de água fria no  meu rosto e rápida correção do meu cabelo no banheiro não ia enganar ninguém.” “Oh, provavelmente enganou alguns,” disse Liz. “Mas não nós. Nós estivemos lá, fizemos  isso. Nós todas sabíamos que você teve uma rapidinha quente no jardim.” “Eu estava com ciúmes, já que o meu homem teve um jogo a distância,” disse Tara. “Espero  que isso foi bom.” Savannah suspirou. “Foi.” Tara assentiu. “Graças a Deus alguém está recebendo sexo grande, então. Mick tem dois jogos  fora de casa antes de ele chegar em casa. E em breve estarei tão grande como uma casa.” “E inferno ele não estará pulando em seus ossos até que você esteja pronta para estourar esse  bebê para fora,” disse Liz. Tara sorriu. “Provavelmente.”

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Savannah amava as mulheres mais e mais a cada minuto que passava com elas. Mas quando sentiu fortes, quentes mãos muito masculinas em seus ombros, ela estremeceu e  inclinou a cabeça para trás, já sabendo cujas mãos eram aquelas. “Ei você aí.” “Ei, você. Tendo um bate­papo de menina?” Seu olhar encontrou o de Liz e Tara, que tanto deu­lhe um sorriso. “Eu acho que estamos a  fazendo.” “Ótimo. Eu quero lhe mostrar uma coisa.” “Claro. Vejo vocês duas mais tarde.” Elas acenaram e ela caminhou através do playground com Cole. Um monte de detritos maiores  tinha sido varrido pelos caras e pelo carregador que tinham trazido, deixando o local quase nu. “Uau. Realização enorme hoje.” Ele inclinou um sorriso para ela. “Tem sido. Eles estão vindo para descobrir isto, então avalie  a área até o chão.” Ele expôs os planos para ela, o qual ela já tinha passado por eles, mas adorava ouvir  a emoção em sua voz enquanto ele falava sobre todo o equipamento que seria colocado no lugar. Ele estava tão diferente agora, tão focado em fazer as coisas para os outros. E seu time — seus  amigos — continuavam interrompendo­os, dando­lhe uma boa­humorada provocação, bem assim como  fazendo­lhe perguntas sobre o que fazer a seguir. Ela ficou fora do seu caminho e o deixou trabalhar. No momento em que terminou para o dia, estava ficando escuro. Porque seu tio e tia estenderam o convite, Cole convidou todos ao bar Riley para jantar e  bebidas. A maioria dos caras vieram juntos. Tara estava cansada, então foi para casa. Jenna estava feliz em não estar trabalhando no bar, e em vez disso ser uma cliente. Eles se  reuniram em uma mesa, comeram hambúrgueres, e os pais de Cole, a tia e o tio se juntaram a eles.

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“Vocês dois   estão   começando   a   ser   um   casal   familiarizado   juntos,”   a   mãe   de   Cole   disse  quando eles terminaram a refeição. “Estou tendo um indício de que há mais do que apenas uma relação  de negócios lá.” Savannah não respondeu, apenas olhou para Cole, que deu de ombros e disse: “Você sabe,  mamãe, você pode estar certa sobre isso. Mas isso é entre mim e Savannah.” “Sim,   boa   sorte   com   isso,”   disse   Jenna.   “Você   já   sabe   que   a   família   vai   interferir   no  relacionamento?” “Eu imploro seu perdão,” a tia de Cole, Kathleen disse. “Eu nunca interferi. Eu só ofereci  conselhos, algumas vezes.” Jenna bufou. “Claro, mamãe. Tudo o que você diz.” Ty atirou um braço em torno de Jenna. “Sua família é incrível. E útil para o departamento de  relacionamento quando uma cutucada é necessária.” Jenna   arqueou   uma   sobrancelha   para   Ty.   “Você   está   insinuando   que   eu   precisava   de   um  empurrãozinho?” “Mais como um chute no traseiro,” a mãe de Jenna disse. Ty bufou e Jenna olhou então e disse. “Ok, você pode estar certa sobre isso.” “Querida, eu estou sempre certo.” Jenna rolou seus olhos. “Nunca um Rileys se intromete onde não é bem­vindo,” a mãe de Cole disse. “Eu só perguntei  se Cole e Savannah estavam namorando.” Cole colocou seu braço ao redor de Savannah. “Estamos namorando. Assunto fechado.”  “Acho que nós fomos apenas convidadas a nos ocupar com o nosso próprio negócio, Cara,”  Kathleen disse. Cara riu. “Eu acho que você está certa.” Cara virou para Savannah e apertou sua mão. “Mas  vou dizer que você é muito boa para o meu filho, então eu espero que isso dure muito tempo.” Ela não conseguia pensar em nada para dizer a sua mãe que não. 

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“Obrigado, Sra. Riley.” Seu estômago apertou. Isto se sentiu tão bem, tão natural. Estando em torno de sua família a fez querer mais do que ela jamais pensou em esperar. Mas esta não era a sua família, por isso precisava parar de esperar. Como   ela   sabia   bem,   as   coisas   podiam   mudar   rapidamente,   e   ai   suas   esperanças   podiam  desaparecer. Era sempre melhor ser realista. Depois do jantar, todos foram embora. Os caras tinham treino no início da amanhã, e tinha  sido um longo dia. Cole a levou para casa. “Você quer entrar?” Ela perguntou quando ele a acompanhou até a porta da frente. “Você sabe que eu faço.”  Ela fechou a porta atrás de si. “Algo para beber?” “Não.” Ele se dirigiu para seu quarto. Curiosa, ela o seguiu até lá. Ele abriu a camisa, tirou os sapatos e foi para o banheiro, onde se  virou em seu chuveiro. “Por todos os meios, sinta­se em casa.” Ele parou no meio e puxou sua camisa. “Estou sujo e suado depois de hoje. Preciso de um   banho. Preciso pedir autorização?” Seus lábios se curvaram. “Não. Eu poderia usar um para mim.” “Então, fique nua e entre aqui.” Ele baixou as calças e entrou no chuveiro. Ela levou menos de trinta segundos para despir suas roupas. Quando ela abriu a porta do  chuveiro, ele estendeu a mão e a ajudou a entrar. O chuveiro estava quente e vaporoso, e seu corpo estava quente e cheirava a suor. Ela adorava  o cheiro de um homem que trabalhava duro. Ele a puxou sob a água para molhar seu corpo. Ela pegou  o xampu.

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“Não tenha tanta pressa. Deixe­me fazer isso,” disse ele, tomando o xampu de sua mão e  derramando um pouco em sua mão. Ela fechou os olhos e mergulhou no presente. Nenhum homem tinha lavado o cabelo antes.  Seu esteticista fez, é claro, mas esta era uma experiência bastante diferente. Suas mãos eram maiores, e  um   pouco   mais   ásperas,   mas   gostava   da   sensação   dele   esfregando   seu   couro   cabeludo.   Seus  movimentos eram mais sensuais, como se estivesse gostando da experiência, em vez de apenas ser o  seu trabalho. Ele inclinou a cabeça para trás sob o jato, enxaguado o cabelo, aplicando o condicionador,  deslizando os dedos entre os fios de seu cabelo. Ele lavou­os novamente, então ensaboava as mãos com  sabonete líquido e virou­a para que pudesse lavar suas costas. Mais  uma vez,  ele tomou  seu tempo,  esfregando  suas  costas, usando as  mãos  fortes  para  massagear a dor de seus músculos do ombro. Ela se inclinou para ele e cada nó derreteu sob a pressão  dura de seus dedos. E quando ele rolou seu punho para baixo do centro de suas costas, ela colocou as  palmas das mãos contra a parede do chuveiro, seus joelhos iam dobrar. “Isso é tão bom. Você era um massagista em outra vida?” “Não. Eu só gosto de tocar em você.” Ele   agarrou   as   bochechas   de   seu   traseiro   e   apertou­as   suavemente,   massageando­as,   bem  assim. Seus mamilos se endureceram. “Tenho que pagar mais por isso?” Ela perguntou. “Você pode me dar uma gorjeta mais tarde.” Ela contorceu sua bunda contra sua ereção. “Eu acho que você é o único que dará uma gorjeta  para mim.” Ele a virou lavando mais do corpo em suas mãos, esfregou­as, em seguida, ensaboou sobre  seus seios. “Acho que você está ficando um pouco atrevido comigo.”

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Ela levantou os braços, ofegando com a sensação enquanto ele lavava os seios. Seus mamilos,  tão sensíveis ao seu toque, doíam. Ele agarrou o spray e a enxaguou, então se inclinou e tomou um pico  em sua boca, sugando duro até que ela gemeu de prazer. Então pegou o spray e apontou­a entre suas pernas. Seus olhos arregalaram e ela engasgou. “Você consegue gozar desta maneira? Ouvi dizer que as mulheres. “ Ela ofereceu um sorriso malicioso. “Claro que sim. É muito útil quando eu estou com pressa e  preciso de um orgasmo.” Ela pegou o spray e o colocou de volta em seu suporte. “Mas por que eu iria  querer fazer isso quando tenho você aqui para me fazer gozar?” Ele  passou um braço em volta  da cintura  e beijou­a, sua língua  mergulhando  dentro para  embrulhar em torno dela. Ela não conseguia pensar em nada, além da batida do seu coração, o calor de  sua pele, e a firmeza de seu corpo, que sempre a levou um pouco louca. Ela colocou as mãos em seus  ombros e segurou enquanto ele deslizava a mão entre as pernas dela, provocando­a com golpes rápidos  que aceleraram na necessidade. E quando ele caiu de joelhos, os ombros nas pernas dela, ela encostou­se à parede e somente  assistiu. Água jorrou na frente dela e mais em Cole. Ele levantou a cabeça para lhe dar um sorriso  diabólico antes de colocar a boca em seu sexo. Oh, Deus, sim. Isto era exatamente o que ela queria. Sua língua lambendo seu clitóris, lisa e  quente e levando­a para a borda tão rápido que a fez girar a cabeça. Vapor subiu em torno deles quando  ele deslizou dois dedos dentro dela e enquanto chupava seu clitóris. “Cole. Eu não vou durar muito.” Ele não respondeu, apenas a sugou e continuou a foder com os dedos, incansável na sua busca  do orgasmo que ela não podia esperar para segurar. Ela arqueou contra ele e deixou ir, lançando um  grito rouco quando veio. Ele a segurou enquanto ela montava as ondas que continuava a vir, enviando  pulsações doces de prazer por todo seu núcleo. Quando ele se levantou, a beijou, deixando seu gosto 

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em sua boca. Ela lambeu os lábios e mergulhou em um mais profundo beijo, então envolveu seus dedos  ao redor de seu eixo rígido, acariciando­o até que ele soltou um gemido áspero. Ela amava os sons que ele fazia, amava lhe dar prazer, tanto quanto ela amava receber. Ela se  agachou, água correndo sobre suas costas enquanto puxava seu pênis em ambas as mãos e friccionava  os dedos ao redor do eixo, em seguida, levantou a cabeça macia para sua boca, inclinando a cabeça para  trás para olhar para ele. Ele estava olhando para ela, sua expressão feroz quando ela colocou a crista entre os lábios e  fechou a boca sobre ele. Ela se ajoelhou no chão do chuveiro e empurrou para frente, tendo seu pênis em sua boca. “Cristo,” ele sussurrou, em seguida, colocou a mão no topo de sua cabeça. Ela se concentrou em seu pênis, sacudindo a língua sobre as diferentes texturas quando ela  puxou o eixo mais profundo em sua boca. Gotas de sabor salgado espalhou em sua língua, quando ela  se retirou e rodou­as, provocando a crista e rolando sua língua sobre isso. “Você   está   me   matando,   Pêssego,”   disse   ele,   e   ela   cantarolava   enquanto   o   tomava  profundamente em sua boca novamente, então chegou debaixo embalando suas bolas, dando­lhes um  aperto suave quando ela começou a recuar sua boca, sobre isso. “Sim, como isso,” disse ele, usando a mão para guiar seus movimentos. “Chupa­me mais  duro.” Ela adorava quando sua voz ficava dura, quando ele lhe dava os comandos que lhe dizia que  gostava. Isso fez tremer sua boceta, seus mamilos apertaram, enquanto apertava suas bolas rigidamente  em sua mão. Ela apertou­os novamente, e tomou o seu pênis profundamente na parte de trás de sua  garganta, usando a outra mão para acariciá­lo enquanto o chupava. “Ah, porra, isso vai me fazer vir. Muito duro,” disse ele. Ela o fez, dando­lhe a sucção que precisava. E quando ele empurrou profundamente em sua  boca e gozou, ela o ordenhou, engolindo o seu gozo e segurando­o enquanto ele balançava contra os  lábios, apertando com a força de seu clímax.

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Ele inclinou­se contra a parede para apoio e ela lambeu o último de seu gozo da ponta do seu  pênis, em seguida, levantou­se e beijou­o como ele a tinha beijado. Ele a empurrou contra a parede e  devorou seus lábios, lambendo sua língua até que suas pernas ficaram fracas e seu clitóris tremeu de  necessidade. Ambos se lavaram, e Cole virou o chuveiro desligado. Eles se secaram com a toalha, em  seguida, Cole a levou para a cama. “Espero que você não esteja muito cansada, porque não terminei com você ainda.” Ela sorriu para ele e rolou mais, espalhando suas pernas. “Eu não estou muito cansada” “Ótimo. Mas você está de frente para o caminho errado.” Ele jogou um travesseiro no meio da  cama. “Fique em cima disso. Eu quero você por trás.” Doce   desejo   e   expectativa   a   encheu   quando   se   posicionou   sobre   a   barriga   em   cima   do  travesseiro. Ela ouviu Cole rasgar a embalagem do preservativo, e então estava em cima dela, dentro  dela, e ela levantou­se, empurrando para trás contra ele, quando sua boceta se agarrou ao seu pênis. “Foda­se. Isso é bom,” disse ele, fixando­se em cima dela para lamber o lado de seu pescoço. Ele alcançou debaixo dela para esfregar seu clitóris. “Eu vou fazer você gozar, Pêssego. Então vou vir dentro de você. Duro.” Ela estremeceu quando ele empurrou profundamente, então puxou fora só para poder empurrar  dentro dela novamente, cada vez dedilhando seu clitóris com doçura insuportável. Ela foi rolando para  outro orgasmo, ele estava batendo profundo no colchão, e ela queria que durasse. “Mais duro,” disse ela, empurrando a mão para esfregar seu clitóris. “Agarre meus quadris e  me dê isto mais duro.” Ele a puxou sobre seus joelhos para que ela tivesse melhor acesso para fazer­se vir, e para que  ele pudesse segurá­la e empurrar mais fundo dentro dela. E quando empurrou, gritou, ondas quebraram  em seu corpo. Esta ligação entre eles era intensa, quase insuportável. E quando ele agarrou seus cabelos  e empurrou sua cabeça para trás, só intensificou seu prazer.

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“Você é minha, Savannah.” Ele mergulhou profundo. Oh, Deus. “Sim.” “Minha.” Forte desta vez. “Sim.” Quando ela quebrou, gritou. Cole enfiou os dedos em seus quadris e enterrou­se dentro dela,  gritando quando ele veio com uma série de golpes rápidos. Ela caiu sobre a cama e ele foi com ela, caindo ao lado dela. Ela estava certa de que não conseguia respirar, pelo menos não por um minuto cheio. Quando  conseguiu, ela rolou para o lado dela e passou seu cabelo longe de seu rosto para que pudesse olhar  para Cole. Seus olhos estavam abertos — ou pelo menos parcialmente aberto. “Estou convencido de que você está tentando me matar.” Ela riu. “Eu não tenho certeza de quem está tentando matar quem.” Ele a deixou apenas o tempo suficiente para se livrar do preservativo, depois voltou, puxando  as cobertas para baixo e empurrou o travesseiro em cima da cama, arrastando­a contra seu peito. “Você é como ninguém que eu já conheci, Pêssego.” Ela desenhou círculos sobre seu peito. “Eu acho que é um elogio.” Ele   pressionou um  beijo   suave  em  seus  lábios.   “Isso significa   que  você  é a  mulher   mais  incrível que já conheci. Você é especial para mim de uma forma que não posso explicar.” Ela estremeceu, tão contente com o elogio. Os dois deles ficaram em silêncio por um tempo. Ela estava disposta a ouvir o som de seu  coração batendo. Só de estar lá com ele era suficiente para ela. “O que você pensa sobre nós dois morarmos juntos?” Ela atirou­se na cama. “O que?” Seus lábios se levantaram. “Você me ouviu.” “De onde é que isso veio?”

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“É algo que eu tenho pensado.” Ela sorriu. “Realmente?” “Sim.” “E por que você estava pensando sobre isso?” Ele deu de ombros. “Nós passamos muito tempo juntos. Nós, obviamente... gostamos muito  um do outro. Nós somos compatíveis.” Seu estômago caiu. Nenhuma declaração de amor. Eles gostavam um do outro. Eles eram  compatíveis. Por tudo que disse, isso poderia ser sido um anuncio de um companheiro de quarto. Ou  um animal de estimação. “Eu vejo.” Ele deslocou­se para encará­la. “O que há de errado?” Ela saiu da cama e pegou o roupão. “Nada. Estou apenas cansada. E tenho muita coisa para  fazer amanhã. Você provavelmente deveria ir.” Ele   saiu   da   cama,   também,   e   se   aproximou   dela.   Ele   colocou   as   mãos   em   seus   ombros.  “Pêssego.” Ela se afastou. “Serio, Cole. Estou cansada e preciso dormir um pouco.” “É o que eu disse. Sobre nós morarmos juntos. Você está assustada.” “Não. Estou cansada. Sério, você precisa ir.” “Eu quero ficar esta noite.” “Não.” Ele a estudou por um minuto, depois assentiu. “Ok;” Ele pegou suas roupas e se vestiu. Ela o seguiu para a sala de estar e acompanhou­o até a  porta. Ele se virou para ela. “Você quer falar sobre isso? Se você não gosta da ideia de nós morarmos juntos, tudo bem.  Podemos manter as coisas como elas eram.” Direto.   Onde   eles   eram   amigos   e   compatíveis.   Ela   lutou   contra   as   lágrimas.   “Realmente  necessito dormir um pouco.”

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“Então amanhã nos conversamos.” “Claro.” Ele se inclinou para lhe dar um beijo, e ela se virou. Seus lábios roçaram sua mandíbula. Ela viu a confusão e dor em seu rosto, mas não podia lidar com seus problemas agora. Não  quando ela estava a minutos de cair aos pedaços. “Vou falar com você amanhã.” Ela assentiu com a cabeça e segurou a porta. “Claro. Boa noite.” As   lágrimas   começaram   a   cair   antes   que   ela   tivesse   a   porta   completamente   fechada.  Estúpida. Ela nunca foi uma garota, nunca chorou por causa de coisas como esta. Nunca chorou por  causa de um homem, porque nenhum homem jamais significou algo para ela. Até agora. Pediu a ela para morar com ele. Esse era um grande passo. Assim, ele não tinha ficado todo  romântico e dito que a amava. Grande coisa. Mas era um grande negócio. Talvez para alguém as palavras não significavam nada. Mas ela era apaixonada por ele. E se ele não se sentia da mesma maneira, não havia nenhum  ponto em fazer mais desta questão. Caso contrário, ela só acabaria se sentindo mais machucado do que  se sentia no momento. E isto iria machucar um inferno inteiro de muito mais.

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Capítulo Vinte e Um SAVANNAH   TERIA   PREFERIDO   MUITO   EVITAR.   Evitar   qualquer   problema   pessoal  sempre foi sua melhor solução. Infelizmente, ela tinha uma reunião com a GM dos Traders de manhã, e, claro, a equipe tinha  treino. O que não significava que ela teria que correr para Cole. Na verdade, era adepta de não correr  para as pessoas que não queria se deparar. Então, depois de seu encontro, ela estava em seu caminho  para fora e a equipe ainda estava no campo. “Ei, menina, o que você está fazendo aqui?” Elizabeth. Droga. Ela colou seu sorriso mais brilhante. “Oi. Eu tive uma reunião com McNee.” “Ah. Diversão para você, aposto.” “Sempre. Bem, eu tenho que ir.” Liz franziu a testa. “Você tem outra reunião?” “Uh, realmente, não, eu não sei.” “Ótimo. Vamos tomar um café. E talvez um muffin ou um bolinho. Estou morrendo de fome.  Tive uma reunião no início desta manhã e não tive a chance de tomar café da manhã.” Ela colocou seu  braço no de Savannah e a levou para baixo do corredor. “Gavin está na cidade para um trecho de jogos  em casa e eu troquei comida por sexo. Você pode me culpar?” “Nem um pouco.” Talvez o café da manhã e conversa ia tomar sua mente fora de Cole. E pelo  menos ela poderia sair do edifício e longe dele.

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Elas foram para um café nas proximidades. Savannah pediu uma xícara de café e um muffin  de mirtilo. Liz decidiu em um bolinho. “Tenho certeza que você está feliz de ter Gavin na cidade,” disse Savannah. Liz bateu um pedaço de bolinho na boca, mastigou, gemeu, então engoliu. “Estou feliz por ter  Gavin.” Ela sorriu. “Eu não o vejo muitas vezes durante a temporada, o que, por sinal, dura muito  tempo maldito. Cento e sessenta e dois jogos? Que fodido idiota inventou isso?” Savannah riu. “Alguém sem uma esposa ou alguém com uma mulher que não podia suportar.” “Amém a isso. Pobre Gavin. Ele provavelmente odeia jogos em casa. Eu uso ele para sexo.” “Eu duvido seriamente que ele odeia essa parte.” “Certa, você está certa. Ele não odeia isso. E por falar em sexo, como estão as coisas com você  e meu cliente oh­tão­quente?” Seu coração apertou. Ela encolheu os ombros. “Ok, eu acho.” Liz franziu a testa. “Uh­oh. O que há de errado?” “Não há nada de errado.” Ela pegou em seu muffin. “As coisas estão ótimas.” “Eu já mencionei que tenho um medidor de merda excelente? Diga­me o que aconteceu.” Ela   poderia  encobrir,  fazer   alguma  coisa,  mas  Liz  levaria   isso  até  que  ela  cedesse,  então  poderia muito bem evitar a batalha agora. “Ele me perguntou se eu queria morar com ele.” As sobrancelhas de Liz levantaram. “E isso é uma coisa ruim?” “Não. Mas ele disse que é porque nós gostamos um do outro e somos compatíveis.” Liz colocou a xícara de café. “Fodendo uma rosca lateralmente. Ele não o fez.” “Ele fez.” “O que o inferno ele pensa que é? Um cocker spaniel?” Bastou Liz para fazê­la se sentir melhor. “Eu não sei. Não acho que eu reagi bem assim. Pedi­ lhe para sair.” “Inferno, eu teria chutado seu traseiro. O que está errado com esse homem?”

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Ela levantou o olhar para Liz. “Ele esta provavelmente com medo de me dizer como se sente.  Ou talvez não sinta o mesmo que eu sinto.” “E como você se sente?” Ela suspirou. “Estou loucamente apaixonada por ele. E isso me assusta.” “Por que isso assusta você?” “Você sabe por quê. Eu propositalmente fiz a minha vida para ficar sozinha por isso não iria  me machucar.” Liz acenou com a mão. “Sim, sim. E como isso esta trabalhando para você?” “Não muito bem. Eu não queria cair totalmente apaixonada por Cole, você sabe. Aconteceu  por acaso.” Liz   bufou.   “Geralmente   acontece.   Querida,   você   não   pode   controlar   o   amor.  Ele cega você. É o que você fez sobre isso, quando disse isso a você. Você já disse a ele como se  sente?” Os olhos de Savannah arregalaram. “Oh, Deus, não.” “Então, ele deveria ser psíquico. Talvez ele esteja com medo de dizer a você como ele se  sente, porque acha que você não se sente da mesma maneira.” Ela colocou as mãos sobre a mesa e olhou para Liz de frente. “Misericórdia. Eu nunca pensei  sobre isso desse jeito.” “Eu gostaria de bater ambas as cabeças juntas. Mas especialmente a dele. Os homens são  idiotas, às vezes. Na maioria das vezes, realmente.” “Por favor, não diga nada a ele. Vou lidar com isso.” Liz deu de ombros e pegou o café. “O que você quiser. Meus lábios estão selados.”

COLE TEVE UNS DIAS TERRÍVEIS DE TREINO, e um jogo ainda pior no domingo. Não  ajudou que era um jogo fora hoje, mesmo que eles não estivessem muito longe, uma vez que estavam  jogando em Kansas City. Ainda não era a torcida de casa.

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Não que tivesse feito a diferença. Toda a equipe tinha jogado como lixo, por isso ele não poderia mesmo culpar e dizer que era  apenas ele. E eles perderam. Por dois pontos de merda. Um estouro você só aceita e parte. Mas perder o  jogo quando estava quase terminando. Juntamente com isso, ele não tinha falado com Savannah em cinco dias. Ele não tinha a visto  nos treinos, ou no jogo. Eles até conversaram mais cedo sobre ela fazendo um passeio de carro para ver  o jogo em Kansas City. Ele tentou chamá­la algumas vezes, mas ela não voltava suas ligações ou suas mensagens de  texto. E quando ele tinha ido ao seu lugar, o seu carro não estava lá e ela não atendeu a porta. Ela estava fazendo um trabalho muito bom de evitá­lo, o que tornava difícil descobrir o que  diabos ele tinha feito de errado. Então, estava com um humor negro quando tratou de dar entrevistas à imprensa após o jogo. “Cole, se sente como nos velhos tempos, para perder um jogo assim no final?” “Ei, Cole, você assumiu a responsabilidade pessoal por perder este jogo de hoje?” “Riley, você se sente como se azarado estivesse de volta desde que perdeu o jogo?” “E sobre aqueles três passes que caíram hoje?” Ele queria mandar todos se foderem, comer merda e morrer. Em vez disso, ele mordeu o lábio e respondeu às perguntas com honestidade. Jogou um jogo  ruim e ele sentiu que ia deixar a sua equipe para baixo, mas estava indo para trabalhar mais e fazer   melhor na próxima semana. Quando eles descobriram que ele não ia morder a isca, se mudaram para  pegar algum outro otário pobre que também tinha tido um dia ruim. Pelo menos ele encontrou um rosto amigável esperando por ele do lado de fora do vestiário. Liz não parecia muito simpática, embora. “Sim, eu sei,” disse ele enquanto caminhava com ela para baixo do túnel. “Eu joguei uma  merda hoje.”

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“Foi um jogo ruim. Você vai fazer melhor na próxima semana.” “Eu vou.” Ela parou, virou­se para ele. “Eu quero falar com você sobre Savannah.” “O que tem ela? Ela está bem?” “Ela está bem. Mas você é um idiota.” Ok, talvez ela conversou com Savannah e ele poderia ganhar alguma dica do que diabos estava  acontecendo. “O que eu fiz?” “Vamos lá. Vamos pegar uma bebida. Você tem algumas horas antes de ter que sair.” Ela o levou para seu carro e levou alguns quarteirões para um restaurante. Eles conseguiram  banquetas no bar e pediram drinques. “Então, você falou com ela?” Ele perguntou assim que tiveram suas bebidas. “Que inferno aconteceu com você,” ela perguntou. “Eu não tenho ideia do que você está falando.” “Não deveria estar falando com você. Eu prometi a Savannah que não faria. Mas é óbvio que  você precisa de algum treinamento em como falar com as mulheres.” Ele rolou seus olhos. “Parece­me que eu estava indo muito bem sem a sua ajuda.” “Você pediu a ela para morar com você.” “Ela lhe disse isso?” “Sim. E como você perguntou a ela?” Ele franziu a testa. “O que?” “Você disse como se sentia em relação a ela?” “O quê? Eu não me lembro exatamente o que disse.” “Pelo que entendi, foi como convidar um dos irmãos de sua fraternidade para ser seu colega de  quarto.” Ele olhou para ela. “Não foi assim em tudo.”

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“Não foi?” Ela mexeu sua bebida. “Talvez você devesse pensar sobre isso e reavaliar como se  sente sobre ela.” “Eu sei como me sinto sobre ela.” “Serio? Como?” “Eu—”   Ele   franziu   a  testa   novamente.   “Não   é   da   sua   maldita   conta.   Isso  é   entre   mim   e  Savannah.” “Você disse a ela como você se sente?” “Bem...” Ele pensou sobre isso, pensou sobre o que ele havia dito naquela noite. Sobre como  eles eram compatíveis. Como gostava dela. Ele não tinha sido capaz de obter as palavras. Não sobre  como ele realmente se sentia por ela. Tinham ficado presos em sua garganta. Como isso deve ter soado para ela. “Merda.” “Exatamente.” “Eu pensei que ela sabia como eu me sentia.” “E ela sabe disso, como?” Ele arrastou os dedos pelo cabelo. “Foda­se.” “Ela lhe contou sobre sua infância, não é?” “Sim. E a coisa que a assusta mais é que alguém não está lá para ela. Alguém não a amando.” “Agora você está começando a ver a luz. Pode haver esperança para você ainda, idiota.” Ele pagou a conta e levantaram­se para sair. Ele foi até Liz e pegou sua mão. “Obrigado. Eu precisava ouvir isso. Agora tenho que encontrá­la e dizer a ela como me sinto.  Eu a amo, Liz.” “Oh, você idiota. Você vai me fazer ficar com lágrimas nos olhos, e não estou usando rímel à  prova d'água.” Ele riu. “Sinto muito.” “Vou levá­lo de volta. Agora vá torná­lo tudo melhor para sua garota.”

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Capítulo Vinte e Dois SAVANNAH TINHA ADIADO ISSO O SUFICIENTE. Ela nunca tinha sido uma covarde e  não ia ser uma agora. Ela tinha que falar com Cole e lhe dizer como se sentia. Ele fez o primeiro  movimento e sugeriu que fossem morar juntos. Assim, ele não tinha discursado todo o Eu­amo­você e  dado corações­flores. Então, o que? E o que ela fez? Focou no que ele não tinha feito, em vez do que tinha feito. Ele deu um  incrível passo em direção a uma relação de compromisso. Ela tinha sido a única a atrapalhar as coisas.  Ela deveria ser o único com as habilidades de comunicação surpreendentes. Em vez de abrir e falar  sobre as coisas, ela tinha chegado toda emocional, e fechou­se, lançando­o para fora. Agora ela tinha que corrigir isso. Se ele não quisesse se mudar com ela depois  disso, então  que seja. Pelo  menos ela  teria  colocado suas cartas na mesa. Poderia ficar com um coração limpo depois. Ela estava indo para convidá­lo esta noite. Sabia que ele tinha treinado mais cedo hoje, mas,  tanto quanto ela sabia ele não tinha nada em sua programação hoje à noite. Tinha ficado afastada por uma semana agora, não atendendo suas chamadas, com muito medo  de falar com ele ou vê­lo, com medo que ele não pudesse se sentir da mesma forma que ela fazia. Mas sentia falta dele. E tinha que saber. De uma forma ou de outra, tinha que saber. Ela   pegou   o   telefone,   olhou   para   ele,   formulando   em   sua   mente   o   que   ela   iria   dizer.  O fracasso não era algo que tinha muita experiência, exceto no outro lado, onde treinava seus clientes. Ela treinou muitos deles através do fracasso, ensinou­os a sair mais forte por causa disso. Estar  deste lado era humilhante. Doeu falhar, a fez querer se enrolar em uma bola e não tentar novamente Ela  tinha trabalhado tão duro a vida inteira para ser um sucesso, e tinha sido. Ela não tinha tropeçado — 

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nem mesmo   uma   vez.   Ela   definiu   metas   para   si   e   ela   conheceu   cada   um   deles,   porque   estava  determinada a ir tudo sozinha e nunca mais ter que depender de ninguém. Mas ela dependia de alguém  —  Cole. Ela colocou seu coração em suas mãos e ele a tinha  decepcionado. Isso é o que os seres humanos faziam. Eles tentavam, mas isso muitas  vezes desapontava  aqueles que mais amava. Ela aprendeu isso, com sua mãe, que era por isso que passou a vida inteira  evitando colocar o coração dela lá fora. Cole   provavelmente   a   decepcionaria   novamente.   Estava   disposta   a   correr   esse   risco?   Ela  poderia viver com o potencial desgosto? Ou ela estava à procura de um homem perfeito em sua mente que simplesmente não existia? Isso era muita pressão para qualquer indivíduo. Talvez fosse hora de aceitá­lo pelo que era —  um homem incrível, com falhas, como ela tinha falhas. Ela tomou uma respiração profunda. “Você não é mais uma criança, Savannah. É hora de  crescer e ter uma chance no amor.” Ela levantou os dedos para bater nos botões em seu telefone, então pulou quando zumbiu na  mão. Era Cole chamando. Ela clicou no botão. “Alô?” “Hei. Você respondeu.” A culpa caiu sobre ela. “Sim. Me desculpe, não ter feito antes.” “Você está em casa?” Seu estômago apertou. “Sim. Você pode vir aqui? Eu gostaria de falar com você.” “Sério, eu estou fora de sua porta.” “Você está?” Ela correu para a porta e abriu­a. Ele estava lá, na porta de sua casa, olhando tão  lindo e acolhedor e humano que ela queria se jogar em seus braços e pedir­lhe para esquecer a conversa  que tiveram na semana passada. Em vez disso, ela desligou o telefone. “Então você está.”

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“Estive aqui quase todos os dias que estava na cidade. Várias vezes. Você não estava aqui.  Você não respondeu a porta.” “Eu tive muitas reuniões. Eles estão me atribuindo um novo cliente.” “E você estava me evitando.” Isso também. “Entre.” Ela fechou a porta atrás de si. Ele ficou lá dentro, não indo para a sala, como se esperasse um  convite. Bem, isso foi estranho e desconfortável. “Sente­se, Cole.” “Só se você se sentar comigo.” “Gostaria de algo para beber?” “Não, eu só quero falar com você.” “Certo.” Ela se sentou no sofá, e ele veio e se sentou ao lado dela. Ela teve que engolir, estava a garganta seca. Havia tantos pensamentos girando em sua mente,  tantas coisas que queria dizer, mas estavam misturadas em sua cabeça. Deveria ter escrito, feito um  esboço para que ela pudesse passar por eles passo a passo. Ele pegou a mão dela. “Eu fui um idiota.” Ela levantou a cabeça. “O que?” “Deixe­me corrigir. Quando você me conheceu, eu era um idiota. Você me mudou. Você me  fez pensar de forma diferente, para aprender a fazer uma pausa antes de eu soltar a primeira coisa que  vinha na minha cabeça, que era algo habitual sobre mim e como me sentia e o que queria. Aprendi com  isso, sabe?” Ela sorriu para ele. “Sim, eu sei. Eu vi evidência disso ao longo dos últimos meses. Você fez  um trabalho maravilhoso.” “Obrigado. Mas não é isso que estou aqui para falar, a não ser obrigado por ser paciente  comigo quando sei que não foi fácil estar ao redor.”

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“Você não foi tão difícil como gosta de pensar que era.” “Levei essas lições ao coração. E ao longo do caminho, eu me acostumei a ter você em minha  vida. Você era a espinha dorsal da pessoa que me tornei, a pessoa que sempre quis ser. E acho que me  tornou complacente, sempre assumindo que estaria lá, que você gostaria de estar comigo.” Ela queria estar com ele. Mas este era o seu momento de falar, então o deixou terminar. “O que eu disse para você naquela noite que lhe pedi para morar comigo — foi impensado. Eu  não estava preparado para dizer como eu verdadeiramente me sentia por você, e saiu tudo errado. Sabia  que eu queria você comigo, mas me engasguei.” “Eu não entendo.” “Eu sei. Você trabalhou comigo em ser claro no que digo, por isso a mídia não interpretaria  mal sobre mim. E quando isso veio para a conversa mais importante que já tive, eu ferrei tudo.” Ele  esfregou o dedo sobre o polegar, distraindo­a. A sensação causou arrepios por seu braço. Ela lutou  muito para se concentrar no que ele estava dizendo, mas tudo o que podia pensar era o quanto tinha  sentido falta de seu toque, estar perto dele, e quanto doeu estar à parte, ter essa distância entre eles. E  ela precisava dele para saber isso. “Eu te amo, Savannah.” Isso chamou sua atenção. Seu olhar disparou no seu. “Você?” “Sim. Você acha que eu ia pedir a alguém que não estava apaixonado para morar comigo?” “Eu não sei. Não sabia como você se sentia em relação a mim. Você disse que gostava de  mim, que éramos compatíveis.” Ele esfregou sua testa. “Sim, isso. Como eu disse, estava sendo um babaca. Estava com medo.  Nunca disse a uma mulher que eu amava, antes. E quando chegou a hora de dizer isso, eu deixei cair a  bola. Sinto muito.” Ela chegou mais perto dele e levou a mão em seu queixo. “Está tudo bem. Eu não lidei com  isso melhor do que você. Duvidava como você se sentia por mim e fiquei com medo, também. Então, 

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ao invés de dizer como me sentia, o chutei para fora. Em vez de abrir um diálogo entre nós, eu corri e  me escondi de você.” Ele   pegou   a   mão   dela   na   sua.   “Estou   apaixonado   por   você.   Eu   não   tomo   essas   palavras  ligeiramente, Pêssego. E com o amor vem compromisso. Vou estar sempre aqui para você. Não vou a  lugar nenhum. Nunca vou te deixar.” As palavras afundaram dentro de seu coração florescendo com tamanha onda de emoção que  ela pensou que poderia explodir com isso. E percebeu que ele precisava ouvir isso dela, também. “Eu também te amo, Cole. Eu te amei  por algum tempo agora. Tenho vergonha de admitir que eu estava com muito medo de dizer a você,  porque não sabia como você se sentia em relação a mim.” Seus lábios se levantaram. “Bem, agora você sabe. Posso dizer que estou muito feliz em ouvir  você dizer isso? Estava com medo que você não sentisse o mesmo, que eu estava indo para dizer que te  amava   e   você   ia   dar   um   tapinha   no   meu   ombro   e   dizer   'isso   é   bom'  e que nós sempre seriamos amigos.” Ela riu, em seguida, subiu em seu colo. “Eu estava esperando que você soubesse como eu me  sentia.” “Estava esperando que você soubesse como eu me sentia.” Agora foi a sua vez de rir.  “Cristo, nós somos uma bagunça. Acho que nós precisamos trabalhar em nossa habilidade de  comunicação.” “Acho que você está certo.” “Você sempre foi uma boa professora. Vou confiar em você para me ajudar a trabalhar na  minha. Prometo dizer que te amo todos os dias.” “Sim. Vou me esforçar mais para sempre dizer a você o que eu estou sentindo. Admito que  sou muito boa em dizer aos outros como viverem suas vidas, mas não tão boa em lidar com a minha  própria. Eu fiz um monte de erros, então vou precisar de sua ajuda.” “Vou estar sempre aqui para te ajudar.”

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Ela adorou ouvir isso dele. E melhor ainda, acreditava nele, porque sempre esteve lá por ela. Ela se inclinou e o beijou. Ele passou os braços em volta dela e deitou­a no sofá, aprofundando  o beijo até que sua cabeça estava cheia com amor e seu corpo estava cheio com o desejo. Quando ele chegou para o seu seio, cobriu sua mão com a dela, mantendo­a, deixando­o sentir  a batida rápida de seu coração. Quando ele levantou sua mão, ela estava fora do ar. “Quer que eu diga a você o que estou  sentindo agora?” Ele levantou a saia e colocou a mão sobre sua calcinha, provocando seu sexo. “Você está  molhada. Não sou vidente, mas tenho uma boa ideia do que você está sentindo.” Ela olhou para o rosto, incapaz de compreender que este homem extraordinário a amava. “O  que você vai fazer sobre isso?” Ele deslizou os dedos sob a seda e esfregou­lhe a carne doendo, provocando­a até que estava  ofegante. “Eu vou fazer você gozar, Pêssego. Então estou indo para deslizar meu pau em você e fazer  amor com você e fazendo­a gozar novamente.” Ela sorriu. “Eu gosto dessa ideia.” Ela arqueou contra sua mão. Ele tirou a calcinha, deslizou  seus dedos dentro dela, e esfregou seu clitóris com o polegar. Ele caiu do sofá e ficou de joelhos, puxando as pernas sobre os ombros. Colocou a boca em  sua boceta e lambeu, o calor e a umidade de sua língua levando­a diretamente à beira da loucura. Ela  levantou­se nos cotovelos, observando­o enquanto ele lambia com sua língua e chupava seu clitóris.  Sensação foi em espiral dentro dela, até que não conseguia segurar. E quando gozou, seus olhos se  encontraram e ela o deixou assistir a sua libertação, arqueando contra ele quando onda após onda caiu  sobre ela. Quando a pulsação diminuiu, ele se levantou, lambeu os lábios e sorriu para ela, em seguida,  tirou os sapatos e abaixou as calças no chão. Ele pegou uma camisinha e sentou­se no sofá, puxando­a  em cima dele.

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“Você é a mulher mais sexy que já conheci,” disse ele quando levantou sua saia sobre seus  quadris. Ela balançou seu sexo contra sua ereção. “Você sempre me fez sentir sexy.” Ela tomou a  camisinha de suas mãos e rasgou­a abrindo, em seguida, encaixou o preservativo em seu pênis rígido.  “Você me faz querer fazer coisas que nunca fiz antes.” “Como ter sexo fora do bar da minha família?” Ela riu, então, levantou­se e deslizou para baixo sobre o seu eixo, ofegando enquanto ele a  enchia. “Sim, como isso.” Ele agarrou suas nádegas e espalhou­as quando cravou seu pênis dentro dela, enterrando­se  profundamente. Ela desabotoou a blusa e abriu o fecho de seu sutiã, liberando seus seios. Seus   olhos   estavam   semicerrados   quando   ela   agarrou   seus   seios   e   provocou   os   mamilos  enquanto ele penetrava nela. “Você não tem ideia do quanto gosto de ver você jogando com seus mamilos assim.” “Nós   temos   muito   a   explorar   um   com   o   outro,   não   é?”   Disse   ela,   gemendo   quando   ele  balançou para trás e para frente. Com seu pau enterrado dentro dela, ela pulsava, esfregando seu clitóris  contra ele. Ela arrancou em seus mamilos, enviando sensação correndo por suas terminações nervosas. Ele envolveu sua mão ao redor da nuca e trouxe­a para ele para um beijo escaldante que a fez  formigar mais. Com a outra mão, ele segurou firme na bunda dela, moendo contra até que ela sentiu a  estimulação do orgasmo. Ela gemeu contra seus lábios. “Vamos, Pêssego. Venha em meu pau para que eu possa deixar ir.” Suas palavras nunca deixaram de balançar seu mundo, para incentivá­la a subir. E quando ele  agarrou sua bunda e levantou contra ela, ela quebrou, clamando contra a boca com seu orgasmo. Ele foi  com ela, gemendo o nome dela quando empurrou para cima em vários estouros, ambos tremendo e  segurando um ao outro como se seus mundos dependessem disso. Ele passou o braço sobre as costas, despindo­a de sua blusa e sutiã. Ela preferia muito mais  suas carícias sobre sua pele nua.

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“Veja como muito mais fácil isto vai ser quando estivermos vivendo juntos?” Disse ele mais  tarde, quando subiu na cama dela. “Um de nós sempre tem que se levantar e ir para casa no dia  seguinte. Eu prefiro já estar em casa.” “Qual de nossos lugares você quer viver?” “Bem, a sua casa, o que faria mais sentido do que o meu apartamento.” “Isso é verdade.” “Mas pensei que nós poderíamos querer comprar uma casa maior.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Serio? Por quê?” Bem, porque eventualmente nos vamos casar e ter filhos...” Ela se abriu para ele. Ele fez uma  pausa.  “Estou   apressando   você.   Ou   assustando   o   inferno   fora   de   você.   Eu   deveria   propor   algo  primeiro, não deveria? Eu nunca consigo essa merda direito. Ou seria melhor tomarmos isto lento?” Ela balançou a cabeça, não tendo mais medo. “Não. Você está fazendo certo. E eu estou bem  com dar um passo lento de cada vez. Uma casa maior, então.” Ela se inclinou contra ele, ouvindo seu batimento cardíaco forte quando se abraçaram. Talvez ele não falasse todas as coisas certas, e talvez ele não fizesse tudo da maneira certa,  mas ele era dela, e ela era dele, e eles descobririam tudo juntos. Porque ela sabia agora que ambos  estavam nisso por um longo tempo curso, e ele estaria lá para ela, não importando o quê. E isso é o que importava mais.

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Série Jogo por Jogo 4 - Jogando para vencer  
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