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Disp. e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Lu Machado Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

Mick Riley é uma super estrela do futebol, tanto no campo como no quarto. Mas uma sexy, mãe determinada, poderia ser a única a jogá-lo fora de seu jogo... Por anos Mick tem aproveitado ao máximo a vida à disposição de um atleta profissional: fama, fortuna, e uma garota diferente em cada cidade. Mas quando no belo evento planejado por Tara Lincoln, conhece intimamente sua cama, ele quer muito mais do que uma noite típica. Pena que Tara não está interessada em conhecer melhor o notório playboy do futebol. Como mãe solteira de um filho adolescente, a última coisa que Tara precisa é do estilo de vida jet-set1 de Mick Riley; embora sua única noite fumegante e apaixonada foi inesquecível. A vida de Tara é complicada o suficiente sem ser arrastada para os holofotes como a garota mais recente do famoso Mick. Tara jogou o jogo do amor uma vez e perdeu grande, e não pretende se colocar lá novamente, especialmente com um destruidor de corações como Mick. Mas quando Mick coloca sua mente para vencer, nada o parará. E ele tem o jogo perfeito em mente.

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Jet Set (em inglês, literalmente, “conjunto de pessoas que se deslocam de avião a jato”) é uma expressão cunhada nos anos 1950, atribuída ao colunista de fofocas do New York Journal American, Igor Cassini, para designar um grupo social com poder aquisitivo suficiente para viajar frequentemente de avião a jato. A primeira rota típica do jet set foi London–New York, inaugurada em outubro de 1958. Em razão do alto preço dos bilhetes, jet set identificava a elite financeira da sociedade. Na imprensa brasileira, o termo foi substituído por socialite (ou “patricinhas” e “mauricinhos”, para os mais jovens.

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Este livro é dedicado Rita Frangie e o Departamento de Arte de Berkley. Obrigado pela melhor cobertura que eu já tive!

RECONHECIMENTOS Um grande agradecimento para Azteclady e Renée por toda sua ajuda. Para Shannon Stacey: Obrigado por ler o livro, e por suas sugestões incríveis—especialmente o primeiro capítulo. Eu lhe disse ultimamente o quão brilhante você é? Para Bancos de Maya, primeiro por sua amizade, que eu acho tão valiosa, e segundo por sua ideia para esta série. Eu devo muito a você. E como sempre, um grande agradecimento para meu marido, Charlie, que teve que desistir de muitos fins de semana enquanto estou trabalhando longe em prazo final. Obrigado pelos sacrifícios e por sua paciência. Eles são notados e sempre apreciados.

Revisoras Comentam... Lu Meninas se o Destino resolver jogar na mão de vocês um jogador nº1 TDB, rico lindo e que faz tudo por você e seu(s) filho(s) e você ficar na dúvida... por favor manda pra mim que eu resolvo a parada rsrsrs

Rachael Uauuuu!!! O livro é quente! Mick é maravilhoso! Eu entendi as dúvidas da Tara, teria elas também se um homem incrível desses surgisse na minha vida resolvesse assumir tudo. Mas o Mick não é perfeito, ele carrega um segredo, que o torna menos super homem e mais um ser humano com qualidades e defeitos. Tenho certeza que vocês vão se apaixonar pelo livro. E que venha o próximo logo!!!

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Capítulo Um SUOR ESCORRIA PELO ROSTO E BRAÇOS DE MICK RILEY. O treino de campo que acabava de suportar chutou sua bunda cada vez mais amada. Encostou-se à parede do vestiário, o tijolo frio e a água gelada em suas mãos não ajudaram em nada para abaixar sua temperatura. Estava quente e suado, e foi derrubado no chão tantas vezes que provavelmente comeu metade da sujeira no campo. Ele estava exausto e sem o maldito humor para uma festa essa noite. O que realmente gostaria de fazer era tomar um banho frio, ir para casa, e pedir uma pizza. Em vez disso, teria que colocar um smoking e um sorriso, e sair para um salão de baile com o resto de seu time, o São Francisco Sabers da Liga Nacional de Futebol. Haveria fotógrafos, câmeras de televisão, e provavelmente uma horda de mulheres que queriam agarrá-lo. Anos atrás isso, seria o ponto alto de sua noite. Não mais. Quando ficou tão cansado de tudo isso? Inferno, quando ficou velho? Ele tirou a camisa de treino e jogou-a no chão, tirou suas ombreiras2 e suspirou de alívio, depois agarrou uma toalha e enxugou o suor de seu rosto. Desamarrou suas calças, secou a água de sua garrafa, e foi para o bebedouro para enchê-lo novamente. Foi quando ouviu uma voz fora do vestiário. Uma voz de mulher. O que uma mulher estava fazendo aqui? Ele apareceu na porta aberta e viu uma deslumbrante loira de pé a poucos metros no corredor, girando em círculos e murmurando para si mesma. Homem, ela era uma visão com sua saia executiva que roçava seus joelhos, seus saltos altos mostrando suas pernas magníficas, e sua blusa branca impecável e cabelos puxados

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para cima. Tudo formal e apropriado, e ela o fez ter pensamentos sujos sobre obter sua camisa branca desarrumada. “Eu deveria ter tomado a esquerda. Eu sei que era a esquerda. Você idiota, agora vai ficar perdida nesta caverna para sempre, e será despedida.” Ele encostou-se à porta enquanto ela olhava para o longo corredor, batia seu sapato de salto alto, e murmurava um pouco mais. “Onde diabos é o escritório, de qualquer maneira? Não pode estar no maldito subsolo deste lugar.” “Não, não é aqui embaixo.” Ela virou aparentemente envergonhada por ser pega conversando consigo mesma. Seus olhos arregalaram por uma fração de segundo, então ela dirigiu-se a ele. “Oh. Graças a Deus. Um ser humano vivo. Você pode me ajudar? Eu estou tão perdida.” “Certo. Você precisa do escritório?” “Sim.” Ela parou na frente dele, e cheirava malditamente muito bem — como primavera e biscoitos ou algo, e ele estava envergonhado, porque com certeza não cheirava a nada atraente. “Vire a direita, então no primeiro corredor vá para a esquerda. Você encontrará os elevadores. Aperte o botão para o último andar. Quando você sair, vire à esquerda novamente e vá até o fim do corredor. O escritório central está lá.” Ela o estudou, então deu a ele um largo sorriso. “Você é meu herói. Eu tinha medo que ficaria perdida aqui para sempre e nunca conseguiria estes contratos assinados. Eu tenho que correr. Obrigado!” Ela se virou e praticamente correu pelo corredor, entretanto como ela podia correr naqueles sapatos era algo que ele nunca entenderia sobre mulheres. Com certeza ela era bonita, mas não da maneira que ele estava acostumado. Ela não era totalmente constituída, então sua beleza era natural. Ela não era o tipo de mulher que ele normalmente saia. Talvez fosse isso que gostou nela.

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E ele nem sequer se preocupou em se apresentar. Ou obter seu nome. Muito ruim, porque podia jurar que houve uma faísca entre eles. Então novamente, poderia ser somente sua imaginação. Ele precisava simplesmente um golpe de água fria para abaixar a temperatura de seu corpo. Muito calor hoje. Ele voltou para dentro, agarrou a toalha, e dirigiu-se ao chuveiro.

O EVENTO ESTAVA ARRASANDO, TARA LINCOLN PENSOU que este poderia ser o melhor que já fez em conjunto. E maldição era melhor ser, porque poderia gerar mais trabalhos para ela, e o The Right Touch precisava de todos os negócios que podia conseguir. Planejar o evento da festa de verão do time para o São Francisco Sabers foi um golpe de sorte. O assistente do proprietário forneceu seu cartão de promoter habitual da equipe, que foi criteriosamente reservado na data que queriam ter a festa. Levou quatro meses de trabalho quase ininterruptos, mas quando Tara voltou-se novamente para o salão de baile, assentiu com satisfação. Eles conseguiram. Das reluzentes, porém mais suaves decorações dos times da NFL3, a comida surpreendente, as instalações do bar e a banda incrível, estavam perfeitas, e todos pareciam se divertirem muito. Tara misturava-se, o transmissor dobrado discretamente em seu ouvido assim estava apenas a poucos segundos de ouvir sobre um desastre, respondendo quaisquer perguntas, ou conseguindo ajudar se alguém precisasse. Até agora, todas as crises foram secundárias. Ela monitorava o estoque do bar, conferia os suprimentos certificando-se que a comida estava quente e abundante, e serpenteava em torno da multidão. Ninguém reclamou, e os rostos sorridentes ao seu redor disseram-lhe que todos estavam enfocados no que deviam estar focados – no futebol e divertindo-se — que significava que podia dar um passo atrás e simplesmente observar. A banda era estimulante, a multidão era espessa na pista de dança, a mídia estava presente tirando fotos dos craques, treinadores davam entrevistas, e pela primeira vez naquela 3

NFL – National Football League - Liga Nacional de Futebol Americano

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noite, Tara exalou enquanto encostava-se nas janelas de vidro que iam do chão ao teto e mostravam a bela cidade. “Por que você não está lá fora dançando?” Ela ergueu o olhar para os um e noventa e oito metros de homem magnífico em um smoking que entrou na frente dela. Cabelo preto, olhos azuis impressionantes: ela sabia exatamente quem ele era — Mick Riley, Estrela quarterback4 do São Francisco, e seu salvador de hoje cedo. Ela estava tão abalada por ter se perdido no porão da instalação de treinamento do time que nem sequer registrou quem ele era até o elevador a levar para o último andar. Certo, não apenas balançou, mas travou um pouco a língua. Quem não seria quando enfrentasse um descamisado, pedaço, magnífico de músculos suados? Presente de Deus para as mulheres. Bom Deus, ele parecia sexy. Infelizmente, tudo que pode fazer no momento foi pedir orientações. Idiota. Entretanto suas sinapses5 dispararam, e percebeu com quem conversou. Mick Riley. O Mick Riley. Todos que viviam aqui sabiam quem ele era. Todos que assistiam futebol o conheciam, também, não importava onde eles viviam. Os contratos de seus patrocinadores o colocaram em todas as televisões da América, e provavelmente no exterior, também, vendendo uma variedade de produtos de desodorizante a ferramentas poderosas. Ele era um ícone, a história de sucesso norte-americana. E malditamente bom olhando, também. “Nós encontramos mais cedo hoje,” ele disse. “Sim, nós fizemos. E obrigado novamente pela orientação para o escritório.” “Você é bem-vinda. Então, você é uma convidada aqui hoje?” Ela ofereceu um sorriso. “Não. Eu não sou uma convidada.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Penetra, huh?” Ela riu. “Não, eu sou a organizadora do evento.” 4

Quarterback (QB) é uma posição do futebol americano. Jogadores de tal posição são membros da equipe ofensiva do time (do qual são líderes) e alinham-se solo atrás da linha central, no meio da linha ofensiva. 5 Sinapses são as regiões de comunicação entre os neurônios, ou mesmo entre neurônios e células musculares e epiteliais glandulares.

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“É mesmo? Você fez um bom trabalho.” Oh, homem, ela estava ficando quente por toda parte. “Obrigada. Estou feliz que você pense assim.” “Não que eu saiba alguma maldita coisa sobre dar uma festa a fantasia, mas gosto de comer, e a comida era boa. Há muitas marcas de bebidas atrás do bar, e a banda é excelente.” Certo, suas bochechas doeram de tanto rir. “Obrigado novamente.” Agora se ele apenas dissesse todas aquelas coisas para Irvin Stokes, o dono do time. Percorreria um longo caminho para cimentar seu futuro. “Até que horas você tem que trabalhar?” Ela inclinou a cabeça para trás e franziu a testa. Ele estava dando em cima dela? Examinou a multidão, insensível a todas as belezas atordoantes no salão, muitas das quais tinham seus olhares treinados em Mick. Certamente Tara só estava julgando mal sua cortesia para qualquer outra coisa. “Eu fico até que a última pessoa vá para casa.” Ele riu, e o tom escuro rouco deslizou por sua espinha. “Mel, você poderá ficar a noite toda, então. Esses caras sabem como fechar uma festa.” Isso era o que ela esperava, por que disse ao hotel que quereriam o salão para a noite inteira e garantiu horas extras para a banda e o pessoal que servia e o bar. “Eu faço o que precisa ser feito.” “E você parece ótima fazendo. Como é que você não está vestindo uma daquelas roupas de mordomo ou um avental branco?” “Eu sou apenas a organizadora do evento. Os outros fazem o trabalho real.” “Então você consegue vestir-se bem, supervisionar, certificar-se que cada diversão aconteça sem um erro.” “Algo assim.” “E boa aparência para o caso de alguém querer falar com você sobre reservar uma festa.”

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“Perceptivo, não é.” “E eles dizem que jogadores do futebol são idiotas.” Ela gostava desse cara. Ele era engraçado e inteligente, mas ela ainda não entendia por que ele estava conversando com a ajudante quando a nata da safra estava aqui. “Eu provavelmente deveria partir,” ela disse. “Alguém bipando você em seu fone ou gritando por ajuda?” “Bem... não.” Ele examinou o salão de baile. “Algo queimando em algum lugar ou algum chefe tenso precisando de um Valium?” Os lábios dela torceram. “Não.” Ele moveu-se em direção dela e pegou sua mão, depois passou o braço no seu. “Então você realmente não tem que partir, não é?” “Eu não acho.” “Bom. Eu sou Mick Riley.” “Tara Lincoln.” “Prazer em conhecê-la, Tara Lincoln.” Ele caminhou para longe da multidão, fora do salão. “Eu realmente deveria...” “Você tem a central de comunicação em sua orelha. Se alguma coisa acontecer, alguém vai gritar. E seu trabalho é certificar-se que seus convidados estão felizes, certo?” “Sim.” “Sou um convidado, e gostaria de dar o fora deste salão e conversar com você. O que significa que você está fazendo seu trabalho tendo a certeza que estou feliz.” Era verdade, entretanto por algum motivo sentia-se como se houvesse acabado de ser pega por um atacante. E agora quem estar pensando em termos do futebol?

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Ele se sentou com ela em um dos bancos almofadados no átrio externo do salão. Ela teve que admitir que estiva abençoadamente calmo longe do barulho da festa. E oh, o que ela não daria para poder escapar de seus saltos por apenas alguns minutos. Mas o estilo elegante era exigido, ainda que machucasse. “Por que você não está lá dentro festejando com seus companheiros de time?” Ele encolheu os ombros. “Precisava de um tempo.” “Você precisava de um tempo daquela festa incrível que eu montei?” “Sua festa é ótima,” ele disse, debruçando de volta e descansando seu braço sobre a parte de trás do banco. “Eu só não sou o tipo de cara festeiro. Em pé ao redor conversando futilmente, simplesmente não é minha coisa.” “E ainda assim o vejo em revistas em quase todos os grandes eventos em Nova Iorque e Los Angeles e aqui em São Francisco. Precisamente no centro de tudo, geralmente com uma mulher linda ao seu lado.” Seus lábios se contorceram em um sorriso devastadoramente sexy que fez sua barriga tremer. “Isso é apenas Relações Públicas, mel.” “Uh-huh. Não são o que os tablóides dizem.” Ela o sentiu roçar o braço em suas costas. Muito desconcertante. “Não me diga que você compra aqueles trapos.” “Não me diga que todas as mulheres que você saiu nos últimos dez anos foram simplesmente doces abraços e nada mais.” “Ok, você me pegou. Mas nunca estive seriamente envolvido em nenhum deles.” “Então você está dizendo que é um michê6?” Ele sufocou uma risada. “Uau. Você não se contém, não é?” Ela sorriu nele. “Basta ligar para eles quando eu os vejo.” “Não acredite em tudo que você vê na televisão e lê nas revistas. Isso não é quem eu sou.” 6

Michê homem ou mulher que se entrega à prostituição, atualmente mais relacionado aos homens

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“Realmente. E quem é você?” “Saia comigo depois que tudo acabar, e você poderá descobrir.” Ele estava definitivamente dando em cima dela. Nenhuma dúvida sobre isso. E ela não tinha nenhuma ideia do por que. Mas admitia, sentia-se bem. Um astro quarterback, de bela aparência, e fazia muito tempo desde que um homem prestou atenção nela. Além disso, havia algumas mulheres deslumbrantes dentro daquele salão, e por alguma razão ele a escolheu. Seu ego acabou de subir alguns degraus na escada. OK, talvez tenha subido para o topo da escada. Nada resultaria disto, claro, mas ela aqueceria sua atenção por apenas alguns momentos mais. “Eu não entendo, Mick. Por que eu?” “Porque você é real.” “E todas as mulheres dentro do salão não são.” Ele sorriu. “Basicamente, sim. Mas chegará minha hora de voltar para um trabalho sério em breve. E que caminho melhor para terminar minha folga do que com uma mulher que é honrada e não uma jogadora de jogo.” “Você teve uma excelente última temporada. Parabéns. Mas eu não posso imaginar que você não apreciaria sua folga, aquecido na glória de uma bela atriz ou modelo ou alguém para ajudá-lo a relaxar.” “Obrigado. Nós tivemos uma temporada excelente. E eu tenho um agente de alto nível que gosta de jogar estas modelos de capa e quem for à atriz quente atual em mim. Bom para minha imagem sabe.” Ela recostou-se para estudá-lo. “Sim, eu posso ver como isso poria você frente e no centro das notícias de entretenimento. E talvez conseguir que mais pessoas venham para seus jogos.” “Exatamente. Mas é pesado. E talvez, apenas uma vez gostaria de estar com alguém que não é...” “Famoso? Conectado? Não o arraste para as capas dos tablóides?”

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Ele riu. “Algo assim. Alguém que eu posso simplesmente conversar, ter uma conversa real. Estar com ela, apenas por querer estar comigo, não porque é bom para sua carreira.” Ela sempre invejou as pessoas como Mick Riley e as mulheres em seu braço. Talvez ela não devesse ter. “Não soa como se você se divertisse muito.” “Oh, no campo eu tenho muita diversão. Fora do campo...” “Oh, vamos. Não pode ser tanto sofrimento ter que ficar com todas aquelas mulheres bonitas.” Seu peito subiu quando ele inalou, e Tara desejou que ele não estivesse vestindo aquele smoking. Ela assistiu a todos os jogos dos Sabers. Em seu uniforme, Mick era algo de se ver. Ele tinha um corpo incrível de atleta. Esta tarde quando se chocou com ele no vestiário? Uau. Ela não sabia que eles possuíam corpos tão esculpidos. Ela teve que admitir que não se importaria com uma inspeção mais íntima. Isso a faz superficial? Provavelmente. “A maioria das pessoas não entendem por que eu reclamaria sobre namorar a modelo que estava na capa da Sport Ilustrada, ou uma atriz popular sem uma única falha. Às vezes pergunto sobre isso a mim mesmo.” “Não é sempre questão de aparência. Concedeu, atração física faz com que você fique na porta. Mas tem que haver algo além para mantê-lo lá.” Ele inclinou a cabeça para o lado. “Você entende.” “Claro. Eu gosto de um homem bonito tanto quanto qualquer mulher faz. Mas tem que haver alguma substância além de apenas sua excelente aparência. Algo que me mantenha voltando para mais. Caso contrário, se sentira vazio.” “Eu não tenho estes tipos de conversas com as mulheres que me encontro.” “Você tentou?” “Você quer dizer se procuro conversar com elas além de apenas fazer sexo?” “Sim.”

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“Sim, eu faço. Nós não chegamos muito longe. Elas estão mais interessadas em conversar sobre elas mesmas e suas carreiras. Não demora muito antes que eu fique aborrecido e fora da porta.” Ela sorriu para ele. “Talvez você apenas não tenha encontrado a mulher certa.” “Provavelmente porque eu nunca a procurei.” Ele se levantou, estendeu a mão. “Vamos dançar.” Uma onda de pânico a bateu. “Oh, eu não posso.” “Por que não?” “Novamente, porque estou trabalhando.” “Besteira.” Ele a puxou junto, e ela foi impotente enquanto ele abria a porta e levou-a de volta para o salão de baile, pela multidão, e para a pista de dança. Ele a puxou contra si, e deslizou o braço em torno dela, e a atraiu para mais perto. Que oportuno. Uma canção lenta. As luzes diminuíram, e os casais foram se pressionando intimamente uns contra os outros. Ela encolheu-se, certa que era o centro das atenções, mas quando deu uma rápida olhada ao redor, ninguém parecia estar olhando para eles. Talvez não fosse incomum para Mick agarrar mulheres aleatoriamente e dançar com elas. Ela rezou para a mídia estar fora entrevistando outra pessoa ou tirando fotos de Katrina Strauss, a mais recente menina de Hollywood. Talvez estivesse protegida das câmeras, pelo menos. Mas Tara estava certa que a qualquer momento alguém da gerencia a arrastaria para fora da pista de dança e a despediria. Ela tentou procurar no salão de baile pelo Sr. Remexer ou seu assistente ou qualquer outra pessoa de sua equipe, mas a pista de dança estava muito lotada. “Ei, você pode relaxar?” Ela estalou o olhar para Mick. “O quê? Oh, desculpe. Sinto-me um tanto quanto culpada.” “Por dançar?”

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“Você está aqui para comemorar. Eu estou aqui para trabalhar.” Ele deslizou a mão por cima de suas costas e ela desejava não estar vestindo um vestido tão revelador. A sensação da mão quente dele contra a pele nua de suas costas fez quase impossível pensar claramente. “Você está trabalhando. Você está mantendo os convidados felizes.” “Ha. Estou mantendo um convidado feliz.” “O resto dos convidados não parecem miseráveis. Relaxe.” Ele a puxou para mais perto, e balançou com ela em torno da pista de dança. Ele tinha ritmo decente para alguém tão grande. Ela esperava que um jogador do futebol fosse ser mais desajeitado, mas ele deslizou ao redor como se soubesse o que estava fazendo. “Você dança muito bem.” “Eu tive aulas de balé.” Ela inclinou a cabeça para trás procurando seu rosto, certa de que estivesse brincando. “Você não fez.” “Eu fiz. Muitos de nós no time fizemos. Bom para a coordenação.” Resistindo a gargalhada que borbulhada em sua garganta, ela disse, “De alguma maneira eu não consigo te ver no collant e um tutu.” Mas ele riu. “Temos certeza que ninguém ficou com uma câmera a quilômetros do estúdio.” Quanto mais o tempo ela passava com ele, mais ela gostava dele. Maldição. Por que ele não podia ser um filho da puta arrogante, cheio de si mesmo e falar nada além de sua carreira e seu status? Seria tão mais fácil se afastar dele, se ele fosse auto-absorvido. Mas ele não só era magnífico, também era engraçado e estava interessado nela e sua carreira, e estava gostando de passar um tempo com ele. E quanto tempo foi desde que dançou com um cara? Não conseguia se lembrar. Significava que foi há muito tempo. Foi bom sentir a mão quente dele em suas costas, a outra mão fechada contra a sua, sentir a pressão das coxas contra as suas enquanto ele habilmente

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administrava os passos e a movia em torno da pista de dança. Ele cheirava bem, como pinheiros e o ar livre. Ela se inclinou um pouco e inalou, impressionada com o tamanho dele. E quando ele a inclinou no final da dança, seus lábios separaram-se e ela soltou um pequeno suspiro. “Aposto que você não aprendeu isso na aula de balé.” Ele colocou-a de pé, um brilho mau nos olhos. “Não diga a ninguém, mas minha mãe é professora de dança. Eu posso ter aprendido algumas coisas assistindo suas aulas.” “Sua mãe é uma professora de dança? Como dança de salão para adultos?” Ele deslizou a mão na dobra de seu braço e a levou a mesa, em seguida puxou uma cadeira para ela, e ela se sentou “Não, o tipo de professora que ensina a todas as pequenas crianças como dançar.” Ela viu o orgulho em seus olhos, e seu coração derreteu um pouco. “Que profissão maravilhosa. Tenho certeza que ela adora.” “Ela faz. Embora ela esteja desapontada por ter dois filhos que preferem ficar fora jogando futebol e beisebol que se tornando o próximo Baryshnikov.” “Como é triste para ela.” “Ela se garantiu por ter nossa pequena irmã, que foi obrigada a suportar todas as lições de dança.” Tara riu. “Ela não a quis também?” “Oh, ela as tolera como uma criança, mas ela teria saído, se não fosse abordada por meu irmão e eu. Ela é muito difícil.” Tara se inclinou para frente e pôs os cotovelos sobre a mesa. “Parece que você tem uma família maravilhosa.” “Eu tenho. Que tal a sua?” Agora existia um tópico que ela não queria entrar. “Oh, nada como a sua.” “Fale-me sobre eles.” Sim, isso o faria correr apressadamente. “Minha família apenas não é o lar como a sua parece ser.”

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Ele riu e colocou sua mão na dela. “Nem todo mundo tem, mel. Não significa que não quero saber sobre sua vida.” Realmente, ele não queria saber sobre sua vida e a fodida bagunça que era sua família. Felizmente, o buffet pegou aquele momento para bipar com um problema. Ela colocou a mão no ouvido e se levantou. “Eu preciso ir.” “Alguma emergência?” “Sim. Obrigada pela dança. Foi uma pausa adorável.” “Volte depois de ver qual crise você tem que lidar.” “Seguramente até lá você terá achado alguma outra mulher para sair.” Ele se recostou na cadeira e pegou um copo de água, o olhar ele que lhe deu enviou uns arrepios ao longo de seus braços. “Não, eu não irei. Esperarei por você.” Ela saiu apressada, com os dedos do pé aquecidos por Mick Riley. Ele seria um homem perigoso para conhecer melhor. Mas ele a intrigava, e passou muito tempo desde que qualquer homem fez isso. Infelizmente, foram horas depois que dela se libertou novamente. O buffet ficou sem uma das carnes, o chefe do barman estava tendo um colapso sobre uma garçonete que decidiu no último minuto ter uma briga com seu namorado via mensagem de texto e saiu tempestivamente em lágrimas, e Tara teve que fazer freneticamente alguns telefonemas para o casal e conseguir arrumar as plumas. Quando tudo foi tratado, ela rodeou tudo novamente para certificar-se que nenhuma outra questão incendiaria irrompesse. Até o momento a festa já havia abrandado. Muitas pessoas partiram, e só alguns teimosos permaneceram. Mas o assistente pessoal do Sr. Stokes parou-lhe e lhe disse que o Sr. Stokes estava muito satisfeito com a festa, e ele provavelmente usaria sua companhia novamente. Ela resistiu ao grito que pairada no fundo de sua garganta, calmamente o agradeceu, e disse-lhe que teria muito prazer em fornecer serviços de evento em qualquer hora. Esperava que ele a recomendasse para outros. Ela precisava de sua empresa para crescer.

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Outro par de horas, e todo mundo saiu porta a fora. Tara fez questão da arrumação da banda, e os agradeceu, como também ao pessoal do bar e do buffet, por fazer um ótimo trabalho. Depois que todo mundo partiu, ela olhou ao redor do salão vazio, incapaz de resistir a um sorriso. Ela fez isso. Seu primeiro grande evento, e manejou-o perfeitamente. Seus pés doíam. Ela caiu na cadeira mais próxima, tirando seus sapatos, e torceu para abrir a tampa da água mineral que pegou do bar antes deles fecharem. Ela tomou um longo gole e suspirou. “Eu pensei que eles nunca partiriam.” Ela levantou-se da cadeira, meio voltando-se para ver Mick passando nas fileiras de mesas vazias. “Eu pensei que você havia saído horas atrás.” Ele puxou uma cadeira em frente a ela e sentou-se, infernalmente surpreendendo-a quando agarrou suas pernas e apoiou seus pés em seu colo. “Eu e alguns atacantes acabamos no quarto do treinador por algumas horas, relembrando a última temporada.” “Oh. E como foi isso?” Ele ergueu um de seus pés e começou a esfregar o arco. Ela mordeu o lábio para não gemer de como se sentiu malditamente bem. “Acabamos culpando a perda da divisão do campeonato na defesa.” Ela riu. “Que conveniente.” Ele encolheu os ombros. “A defesa provavelmente estava no quarto do coordenador de defesa e culpou a nós, então por que não?” Ela queria lhe dizer que sentiu sua falta, que teve sorte de casualmente olhar para ele, enquanto estava vagando ao redor do salão, mas não teve coragem para admitir em voz alta. Parecia muito desesperado. Ela mal o conhecia. Então novamente, seus pés estavam em seu colo e ele estava dando uma deliciosa massagem em seus pés que fez vibrar seus mamilos e sua calcinha molhar. O que isso dizia sobre ela?

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O que ele disse foi que a Califórnia não era o único lugar que teve uma seca nos últimos anos. E estava sozinha em um salão enorme, com um homem muito sexy com mãos surpreendentes. Perguntou-se o que mais ele poderia fazer com aquelas mãos incríveis. “Você não precisa esfregar meus pés.” “Eu vi você estremecer quando tirou seus sapatos. E ouviu você suspirar.” “Tem sido uma longa noite em saltos muito altos,” ela disse com uma risada. “Admito que sou mais de jeans azuis e sandálias.” Ele inclinou a cabeça para o lado. “Definitivamente posso ver você desse modo. Sou mais da mesma forma que eu mesmo.” “Jeans azuis e sandálias?” Ele riu. “Uh, não. Mas este smoking está me matando.” Ele afrouxou a gravata borboleta e desabotoou os dois primeiros botões, depois encolheu os ombros tirando o casaco. “Isso é um pouco melhor.” “Se você vai começar a ficar nu, talvez você deva ir para casa,” ela arreliou. “Por quê? Nunca viu um homem nu antes?” Ela sufocou uma gargalhada. “Não, não é isso. Mas acho que o salão deste mausoléu enorme não vai lhe oferecer a privacidade para tirar tudo que você quer tirar.” “E como você sabe o quanto eu quero tirar?” Ela deixou cair o queixo em seu peito e balançou a cabeça. “Estou cavando o buraco mais fundo e mais fundo, não estou?” “Há algum lugar que você tem que estar agora?” Sua cabeça saltou, seu olhar encontrou o dele. “Não. Por quê?” “Venha comigo.” Ele colocou seus pés no chão, se inclinou e pegou seus sapatos, então agarrou seu casaco o atirou sobre o braço. Tara o seguia para fora do salão. “Onde estamos indo? E eu não devo colocar meus sapatos?” “Nah. Nós não estamos deixando o hotel.” Ele apertou o botão de elevador.

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“Você tem um quarto aqui?” “Todo mundo tem. O time não queria os rapazes dirigindo essa noite depois da festa. Você sabe, no caso de haver excesso de álcool. Depois dos ótimos que você forneceu.” Ela entrou, enquanto ele segurava a porta aberta para ela. “Não me recordo de vê-lo beber nada além de água.” Ele deu de ombros e apertou o botão. “Não bebo muito em eventos como este. Muitas oportunidades para fazer a si mesmo totalmente de burro em público. E a mídia adora receber imagens de jogadores festejando um pouco muito duro.” Ela virou para ele. “Você prefere fazê-lo em particular, então?” “Ha-ha.” As portas de elevador abriram, e ele liderou o caminho pelo corredor, recuperando o cartão chave de seu bolso. “Prefiro não fazê-lo mesmo. Consegui tudo aquilo em meu sistema quando eu era mais jovem.” Ele abriu a porta para ela e segurou-a enquanto ela entrava. Como realizaram a festa em um dos principais hotéis de São Francisco, o quarto era bom. Realmente bom. Uma suíte, na verdade, com uma sala exterior e um corredor que devia levar ao quarto. Tara caminhou para a janela e olhou para a visão encantadora do horizonte da cidade, esfregando os braços enquanto fazia. “Frio?” Ela meio que se virou para ele. “Um pouco.” Ele pôs seu casaco sobre ela. “Deslize nela. Vou ajustar a temperatura daqui.” Ela deslizou seus braços em seu paletó, que era quilômetros, grande demais para ela, mas imediatamente a aqueceu. Seu cheiro a cercou novamente enquanto ela puxava a jaqueta envolta de si. Virou-se para ele. “Obrigada.” “Você é bem-vinda.” Seus dedos demoraram sobre as lapelas do paletó, seus dedos descansam nas ondulações de seus seios. Embora o tecido separasse as mãos de sua pele, ela ainda sentia a pressão de suas mãos lá, o que aqueceu ainda mais o paletó como nada poderia. Seu coração chutava batendo rapidamente, e ela ficou ciente que estava em seu quarto —

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sozinha. Ela não fazia isso, não seguia cegamente homens que conhecia para seus quartos. E não foi facilmente cativada pela fama, então quem ele era não significava nada para ela. Aonde foi seu bom senso?

MICK SAIU COM MUITAS MULHERES EM SUA VIDA. Da faculdade aos profissionais, ele atraia as mulheres como se fosse um imã irresistível. E nunca foi de recusar uma bela mulher que queria ir para a cama com ele. Assim, nunca teve que procurar uma mulher. Até está noite, até que viu Tara encostada na parede do salão de baile, não participando, apenas observando, os brilhos de seu vestido de cor champanhe erguendo a luz dos lustres e todas as velas brilhando ao seu redor como se fosse o evento principal no salão. Ela o cativou no primeiro momento que a viu na área do vestiário hoje. Ele odiou perder a oportunidade de conhecê-la, então, encontrá-la no salão essa noite parecia que estava destinado a ser. Ela foi cortês, mas não caiu sobre ele quando se apresentou. E oh homem, ele teria gostado disso. Muito. Surpreendentemente, muito. Especialmente quando se afastou dele. As mulheres tendiam a agarrá-lo como se ele fosse o Santo Gral, e uma vez que faziam, nunca o deixam ir. Isso, ele não gostava. Mas Tara parecia realmente mais interessada em fazer seu trabalho que em ficar com ele. Era maldito refrescante. Então ele se afastou e observou. Ela era boa em seu trabalho. Eficiente. Ele notou que ela tinha dois assistentes trabalhando com ela, e os tratava como iguais. Sem intimidação, sem murmurar para eles como se fossem formigas debaixo de seus pés. Mas quando ela deu instruções, as pessoas se moviam e moviam-se rápido. E ela parecia mais que disposta a entrar lá para fazer o que precisasse para ter o trabalho realizado. Abriu garrafas de vinho com eficiência, dobrou guardanapos de mesa, orientou uma nova garçonete em quais mesas eram dela, e acalmou um barman muito agitado com palavras calmantes e mais paciência que Mick jamais apresentaria.

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Ele gostou de vê-la movendo-se em seus saltos altos, sua saia farfalhando dando-lhe vislumbres do que deviam ser coxas espetaculares. Ela era esbelta, mas não demais. Parecia que realmente comia três refeições por dia, ao contrario de muitas mulheres que foi forçado há passar o tempo. Possuía curvas em todos os lugares certos, e ele ficou fascinado por seu pescoço, que estava bem visível, uma vez que seu cabelo loiro foi puxado para cima em um penteado sofisticado que não se adequou a ela totalmente. Ele apostava que ela normalmente usava o cabelo solto ou em um rabo-de-cavalo ou com um daqueles grampos de cabelo desfiados. Ela não parecia o tipo de mulher que mexia com o cabelo de forma que devesse ser perfeito. Tinha lábios carnudos e um rosto estreito e os mais bonitos olhos castanhos que ele já viu. Mas o que ele mais apreciou esta noite foi conversar com ela. Ela era uma pessoa real, não estava interessada em promover sua carreira sendo vista em seu braço, mas uma real, honrada mulher de Deus de verdade. Engraçada e quente, com sua própria carreira. Não havia procurado a mídia para que pudessem tirar fotos de Mick e ela. De fato, ela fez seu melhor para evitar que a mídia visse os dois juntos. Sentia-se bem só por estar nesta sala com ela. Ele não estava com nenhuma pressa, não tinha lugar nenhum para ir, no resto do fim de semana. Fazia muito tempo desde que realmente quis com um inferno ficar com uma mulher, jamais realmente quis estar na companhia de uma mulher em particular? Não podia pensar em nenhuma. Como uma realização, sim. Para matar o tempo, definitivamente. Alguém colocada em seu braço por Elizabeth das Relações Públicas— todo o maldito tempo. Mas nenhuma mulher o capturou o suficiente para realmente querer ficar com ela. Todas elas entravam e saiam de sua vida como uma maldita porta giratória. Rostos e nomes todos juntos em um borrão, e não conseguia se lembrar de uma única delas diferente, quando as conheceu e algumas que fodeu. Ele as esqueceu tão facilmente quanto elas o esqueceram. Agora Tara, ele definitivamente lembraria. Havia algo sobre ela que o fez querer fazer mais do que apenas fodê-la.

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Exceto agora, ele realmente queria beijá-la tocá-la e levá-la nua para que pudesse explorar o resto de sua pele e ver se era tão suave quanto as partes que já havia tocado. Fácil, homem. Não muito rápido. Ele não queria assustá-la. Ela não era como qualquer outra mulher que já conheceu. E pela primeira vez em sua vida, ele não quis parar o relógio muito rápido. Ele queria que esta noite fosse para a prorrogação.

MICK NÃO DISSE MUITO NOS ÚLTIMOS MINUTOS, parecia contente em apenas olhar a vista da janela com ela. Tara esperou o desconforto aparecer, mas não teve. Existia algo especial sobre ele, algo que notou desde o começo, e não tinha nada a ver com sua carreira e tudo com quem ele era como um homem. Ela gostava de Mick, gostava dele mais do que qualquer outro homem em um tempo muito longo. Desde que tinha o fim de semana inteiro para si, por que não se entregar? “Você gostaria de um pouco de champanhe?” Ele apontou para a balde assentado no gelo. “Entregaram isto mais cedo. Acho que todos nós conseguimos um como agradecimento dos donos.” “Eu adoraria uma taça.” Ele estalou o topo e despejou um pouco em uma taça, e entregou a ela. Ela tomou um gole, as bolhas fazendo cócegas em seu nariz. “É muito bom. Você não vai ter nenhum?” “Eu sou mais do tipo de cara com cerveja.” Ela riu. “Eu, também.” “Sim? Você está vestida como uma espécie de mulher champanhe. Seu vestido brilhante, até mesmo combina.” Ela olhou para seu vestido de coquetel. Evidentemente, ela adorou. Alças minúsculas penduravam-se em seus ombros, o corpete imerso ao redor da ondulação de seus seios, abraçando-os apertados. Ele se encaixava bem e era seu favorito. “Somente quando trabalho em eventos como este. Acredite em mim, não existe nenhum champanhe estocado em minha geladeira em casa. Só cerveja e refrigerante.”

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“Chips e cachorros quentes?” Ela riu. “Dois de meus favoritos. Sinto muito dizer que a elegância apenas faz parte de meu trabalho. Você normalmente me encontrará descalça, usando jeans, com meu cabelo em um rabo-de-cavalo.” Ele a examinou ficar quase perfeita. “Então esses penteados chiques não é a norma para você?” “Dificilmente. Será um inferno retirar todos estes grampos.” “Quer que eu ajude?” O calor girava ao redor dela. “E quebrar minha imagem de Cinderela? Eu acho que não.” “Certo, Cinderela. Seu segredo está seguro comigo.” Ela tomou um gole de champanhe e tentou não olhar para ele abertamente, mas era malditamente difícil, considerando que era apenas os dois nesta sala com a adorável vista da cidade. Ela olhou pela janela, ainda perguntando-se que diabos, estava fazendo aqui com Mick Riley. Ele surgiu por trás dela. “Você é uma bela mulher, Tara.” Ela virou enfrentando-o, desejando que conhecesse à verdadeira ela. Mas ele nunca iria, porque a verdadeira Tara estava anos-luz de distância de seu mundo. “Eu normalmente não sigo homens estranhos para seus quartos de hotel.” Ele sorriu para ela. “Você não? Maldição, e eu pensando que descobri uma coisa certa em você.” Tudo o que ele disse ou a fez sorrir ou a fez quente. Por que uma mulher não o agarrou pelos cabelos e o arrastou de volta para sua caverna até agora? Tinha que haver alguma brecha na armadura do cavaleiro. “Desculpe. Você devia ter ido para uma das atrizes ou modelos.” “Não estou interessado nelas. Elas têm programas de trabalho.” “O que o faz pensar que não tenho.” “Porque eu fui para você. Você não veio para mim.”

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“Talvez seja parte de meu plano do mal.” “Mel, eu acho que não existe uma maldita coisa má sobre você.” “Eu dificilmente sou inocente, Mick.” Ele pegou a taça e deixou-a sobre a mesa, em seguida, pegou as lapelas do paletó e puxou-a mais perto. “É mesmo?” Calor líquido correu por suas veias, abrindo-a para desejos e emoções que não sentiu em muito tempo. Ela normalmente se fechava para homens. Muito ocupada. Muitas outras prioridades. Agora não existia nenhuma outra prioridade, somente a sensação dele contra ela. Ela se inclinou para ele e jogou a cabeça para trás, dando-lhe luz verde. “Está certo.” Ele passou seus dedos, e o fogo que ele alimentou começou a queimar ainda mais brilhante. Existia um crepitar mágico entre eles. Ela seria uma idiota afastando-se disto, ainda que fosse apenas por uma noite. E seria tudo que poderia ser — só uma noite — por que não ir para ela enquanto tinha a chance? Quem saberia quando algo tão bom viria junto novamente? Como o modo que sua vida estava estruturada, provavelmente nunca. E teria esta noite quente para recordar e lembrar para sempre. “Eu não trouxe você aqui para seduzi-la, Tara. Apenas queria passar mais tempo com você.” Ela cobriu suas mãos com as dela. “Talvez eu esteja seduzindo você. Você não quer ferir meus sentimentos me rejeitando, não é?” Contorceu os lábios. “Eu nunca faria isso.” “Então me beije.” Ela viu a faísca acender em seus olhos quando ele a juntou contra ele e apertou os lábios contra os dela. Ahh, o contato. Uma explosão de calor e fogo líquidos a derreteram de dentro para fora. Oh uau, era tudo que ela imaginava, e muito mais. Ternamente seus lábios roçaram os dela, e em seguida forçou sua boca enquanto aprofundava seu beijo. Sua língua deslizou entre seus

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dentes capturando, deslizando e lambendo enquanto suas mãos pressionavam ao longo das curvas de seu corpo. Tara de repente não conseguia respirar. Era como ser beijada pela primeira vez, enquanto sua cabeça e suas emoções emaranhavam com tudo que seu corpo sentia. Só que ela não era uma criança e nem Mick era. Estas eram mãos de homem em seu corpo, e desejos de uma mulher correndo por ela. E o que estavam fazendo não iria parar com um beijo. Ela já sabia disso, já sabia onde queria ir essa noite. Cinderela não chegaria em casa antes de voltar a ser a austera copeira com os pés descalços e jeans azul. E ela não se importava.

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Capítulo Dois MICK NÃO ESTAVA MENTINDO SOBRE SUAS RAZÕES PARA trazer Tara até seu quarto; ele realmente queria passar um pouco mais de tempo conversando com ela. Mas ela obviamente queria mais do que aquilo — ou precisava mais do que aquilo — e ele estava malditamente feliz para se obrigar. Seu sabor era de champanhe e hortelã, e deslizar a língua dentro do calor de sua boca apertou suas bolas em um nó doloroso. Ela estava tão alta como ele, sua boca movia-se debaixo da sua, seu corpo uma bola de energia enquanto ela alcançava até desfazer os botões de sua camisa. Seu coração batia contra seu peito. Ele perguntou-se se ela podia sentir isso, se riria por ele estar tão envolvido nisso. Não era como se fosse à primeira vez para ele. As mulheres se jogavam para ele. Ele devia estar tipo exausto com isso tudo. Mas ela era tão diferente das outras mulheres com que esteve. Fresca e excitante e... normal. Ela ergueu os lábios dos seus. “Seu coração está acelerado.” Ela pousou a palma pressionada contra seu peito. “Pensei que só eu deveria estar excitada sobre isso.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Você acha que não sou afetado por você me beijar?” Ela encolheu os ombros. “As mulheres provavelmente beijam você todo dia.” Ele riu, então a puxou sobre o sofá com ele. “Nem todo dia. E você não é apenas uma mulher.” Ela deslizou as pernas sobre seu colo. “Oh, certo. Eu sou especial.” “Você é.” “Realmente. De que maneira?” “Você não é famosa.” Ela inclinou a cabeça para trás e riu, em seguida, suspendeu o vestido, revelando suas coxas enquanto o montava. Assim como ele imaginou, ela tinha coxas sedutoras. “Nossa, você certamente sabe como elogiar uma mulher.”

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Ela enrolou seus braços ao redor de seu pescoço e inclinou-se, roçando seus seios em seu peito. Ele realmente queria passar mais tempo conversando com ela, mostrando-lhe que não estava principalmente interessado em entrar em sua calcinha. Mas com seu corpo completamente contra o seu, ele inalou o cheiro de seu xampu, algo doce que o fez querer lamber sua pele, e ele imaginou, estragando tudo. Ele realmente queria entrar em sua calcinha. Ele passou a mão por suas costas, mapeando sua passagem com uma mistura de pele e do vestido brilhante. Ele enfiou a mão dentro, definitivamente preferindo a parte de pele. Tara gemeu e aproximou-se, como se quisesse rastejar dentro dele. Oh, sim. Este era o aquecimento. Estava pronto para entrar no jogo agora. Estendeu a mão e começou a puxar os grampos de seu cabelo. Ela inclinou a cabeça para trás e ergueu os lábios. “Determinado a destruir minha imagem de Cinderela, não é?” Ele arrastou um grampo de um fio dourado e o deixou cair no chão, em seguida, mergulhou na suavidade de seu cabelo por outro. “Você fica mais bonita e eu poderia cair morto.” Ela arqueou as sobrancelhas. “Você é muito bom nisso.” “Minha irmã gostava de ter seu cabelo erguido.” “Não, não isso. As linhas.” Ele balançou a cabeça. “Nenhuma linha. Prometo. Você está magnífica.” Ela parecia não acreditar nele. Obviamente ninguém ultimamente lhe disse o quão atordoante realmente era. Uma pena, pois a honestidade nua em seus olhos poderia fazer um homem fazer qualquer coisa que ela quisesse. Ele puxou o último grampo de seu cabelo e sacudiu soltando-o, deixando-o cair em seu pescoço e bochechas. “Surpreendente. Macio.” Ele inalou. “Pêssegos.” Ela sorriu, e o som vibrou contra seu peito.

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“Eu não conheço nenhuma mulher que cheira como pêssegos.” “O xampu estava à venda no Walmart.” Sim, ele podia seriamente como esta mulher.

O FOLEGO DE TARA ARRASTAVASSE E DEIXOU-O SAIR EM sucessão rápida. Hiperventilar e desmaiar, seria a coisa mais constrangedora que poderia fazer agora, mas o rosto de Mick foi enterrado em seu pescoço, e era uma séria zona erógena. Se ele a lambesse lá, ela lhe roubaria um banco. Quando ela sentiu sua língua deslizar por sua garganta, ela estremeceu. Mick apertou seu controle sobre ela, e então o bastardo fez novamente. O arrepio saiu ao longo de sua carne, desejo rugiu infernalmente dentro dela. Seus mamilos frisaram, ansiando por sua boca fazer com eles o que estava fazendo com seu pescoço agora. Ela já podia o imaginar varrendo a língua através de seus mamilos enquanto assistia. Ela ergueu o vestido e deslizou a mão dentro de sua calcinha e esfregou seu clitóris latejante, até que o orgasmo que desesperadamente precisava a fez gritar. Maldição, ela esteve só com seu vibrador e fim de noite no Cinemax por muito tempo. Mas ela não faria isso essa noite. Hoje à noite, Mick a faria gozar, e se realizasse seu desejo, não seria apenas uma vez. Ela quase riu de sua audácia corajosa. Simplesmente não era ela mesma. Mas maldição, ela queria Mick, e se recusava a se desculpar por ser uma mulher no auge de sua vida sexual que não recebeu nada por um tempo muito grande. E estava sendo presa e beijada por um dos melhores espécimes de humanidade que ela já viu — um cara que por alguma razão parecia realmente querê-la. De jeito nenhum iria questionar ou privar-se desta oportunidade. Mick colocou a mão em seu cabelo, massageando seu couro cabeludo de um modo que não era de todo medicinal. Era sensual, projetado para levá-la meio louca com luxúria. E oh, a fez ter a coisa de luxúria entrando um grande estilo.

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Sua outra mão descansava em costa pequena, seus dedos tocando a parte superior de sua bunda. Tara sentiu sua ereção quando se mexeu em seu colo, e sua calcinha umedeceu como se fosse a primeira vez que ficou perto de um pênis. Sentiu com a primeira vez, a primeira em um longo, longo tempo. Pensou que negar-se fosse uma ideia sábia, considerando todas as coisas. Nesse momento não se sentia totalmente sábia. Sentia-se estúpida, porque esqueceu totalmente como era incrível ficar íntima, ser beijada, ser tocada por um homem. Ela segurou seus ombros e recostou-se, procurando seu rosto, querendo memorizar quão bonito ele era. Seus olhos eram uma sombra fascinante azul, como alguns oceanos distantes que ela provavelmente nunca visitaria. Nenhuma maravilhosa mulher caiu por chegar perto dele. Ele tinha traços rudes e lábios macios grossos que não pareciam pertencer há um rosto tão masculino. Seu nariz estava um pouco torto, fazendo seu incrivelmente perfeito apenas um pouco menos perfeito. Ela gostava disso. Muito perfeito e ela se sentiria inadequada. “Você está me encarando.” Sua respiração era dura. Tal como seu pênis. Ela gostava disso, também. “Não posso ajudar. São os olhos. O rosto. O corpo. Inferno, é o pacote inteiro, Mick. Você é magnífico.” Ele inclinou a cabeça para o lado, franzindo a testa. “Os homens não são magníficos. As mulheres são. Você é.” Ela sabia que não era, mas eh, ela aceitaria a fantasia hoje à noite. Especialmente quando ele levantou-se, deslizando as mãos por sob sua bunda erguendo-a. Ela envolveu as pernas ao redor dele, seu vestido avançando mais alto em suas coxas. A sala ficou alguns graus mais quentes enquanto ele caminhou pelo corredor, nenhuma vez tirando seu olhar do dela. Ele a fez se sentir especial e, ninguém fez aquilo com ela em muito tempo. Ele empurrou a porta com o ombro, e Tara teve um vislumbre das amplas janelas e céu sem nuvens da noite na frente de Mick a colocar no centro de uma incrivelmente grande, macia, cama king-sized. Moveu-se sobre ela, suas mãos posicionadas em cada lado de seus ombros,

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mantendo-se longe dela basicamente por centímetros, fazendo-a erguer-se e roçar os seios contra seu peito. “Provocadora.” “Você é o provocador. Desça aqui e me beije,” ela disse, precisando sentir o corpo dele esmagado contra o seu. “Eu sou muito grande para ficar em cima de você.” Grande. Em cima. Não evocar as imagens a fizeram molhada. Ela espalmou a mão a mão atrás de seu pescoço e puxou sua cabeça. “Acho que posso suportar isso.” Mick deu um rosnado baixo e caiu sobre ela, seu corpo pressionando contra o dela. Ela percebeu o tamanho dele quando ele deitou sobre ela completamente, mas ela sabia da tensão em seu corpo que ele segurou seu peso dela. Ainda assim, a sensação da pressão do corpo de um homem sobre o seu era tão malditamente bom que poderia chorar. Seu pênis esfregou em sua coxa, e uma onda de calor a envolveu, fazendo-a se elevar contra ele, arqueando em direção ao que ela queria mais que qualquer coisa. “Você tem certeza sobre isso?” Ela adorou que perguntou e emoldurou seu rosto com suas mãos. “Definitivamente, positivamente, certeza absoluta.” Seus lábios cobriram os dela, e toda relutância foi embora quando ele tomou posse, sua língua mergulhou dentro. Ele gemeu com um aparente desespero que a surpreendeu. Certamente ele fazia isso o tempo todo. Ela era a pessoa que devia estar desesperada, porque ela certa com certeza não fazia isso o tempo todo. Sua boca era uma surpreendente peça de arte, plena e suave e devastadora para seus sentidos. Ele deslizou seus lábios de um lado para outro através da sua enquanto sua língua transformava seu cérebro em mingau. E suas mãos eram os próprios soldados do diabo enquanto elas se moviam sobre ela, pressionando suavemente enquanto navegavam através de cada uma de suas curvas, das laterais até os quadris, deslizando para baixo no encaixe do bumbum.

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Tara resistiu ao desejo de subir sobre ele deixá-lo nu, a fim de lambê-lo e ter seu modo com ele em aproximadamente dez segundos. Percebeu que deveria ter certa sutileza para isso, mas Deus todo poderoso, queria este homem apressado. E ele parecia tomar seu tempo movendo os lábios sobre os dela, as mãos vagam sobre seu corpo como se pretendesse mapear completamente cada centímetro com as pontas dos dedos. E oh, sentia tão condenadamente bom. Seu corpo tremia em resposta, pulsando e umedecendo em todos os lugares certos, mas ela estava encontrando dificuldade para respirar. “Você esta bem?” ele perguntou quando puxou os lábios dos dela. “Sim. Bem. Por quê?” “Você está respirando um tanto quanto pesado.” Ele colocou a mão sobre ela, seus dedos descansando logo abaixo de seu seio. “Você me tocando não irá fazer minha respiração mais fácil.” Ele arqueou uma sobrancelha, inclinou-se sobre um cotovelo, e cobriu seu seio com a mão. “Tenho a idéia que já faz um tempo para você. Quer que eu retarde as coisas?” “Sim, já faz um tempo. Tipo como você notou. E Deus, não, eu não quero que você diminua a velocidade. Gostaria que nós dois estivéssemos nus neste momento.” Ele torceu os lábios. “Então você está dizendo que as coisas estão indo muito devagar.” “Você está me matando aqui, Mick.” “Vejamos se não posso acelerar as coisas um pouco para você.” Ele a empurrou sobre a cama, até que sua cabeça estivesse nos travesseiros, então espalhou suas pernas e rastejou entre elas. Isso era exatamente o que ela precisava. Talvez eles nem sequer se preocupassem em tirar as roupas. Ela só precisava dele dentro dela. Agora. Mas ele não desabotoou sua calça ou rastejou sobre seu corpo. Ao invés, ele deslizou seus dedos mágicos por seu vestido e provocou suas coxas, erguendo o vestido enquanto seus lábios traçavam a trilha que seus dedos traçaram.

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Deus querido. Ele realmente estava tentando matá-la, não é? O vestido foi, até o topo de suas coxas, expondo a calcinha que ela cuidadosamente selecionou para combinar com seu vestido, embora tenha rido pensado que ninguém jamais saberia. Agora estava feliz por te feito, porque Mick ergueu a cabeça e sorriu enquanto considerava a minúscula seda de renda dourada, a única barreira entre sua boca e sua vagina. “Agora isso é bonito.” Ele colocou a mão sobre seu sexo e esfregou de um lado para outro. Faíscas latejantes de prazer espalharam-se seu clitóris até sua boceta e ao longo das terminações nervosas em seu corpo. Ela começou a tremer quando percebeu o quão perto estava. Tara ergueu-se nos cotovelos e curvou a pélvis contra sua mão. “Posso gozar com você fazendo isso.” Sua mão acalmou, mas sua palma contra seu sexo, a deixou molhada. “Foi rápido, huh?” Ela encontrou seu olhar frontal. “Tão rápido.” “Eu gostaria que você gozasse em minha boca, Tara. Tente adiar.” Ele empurrou o material para o lado e plantou sua boca sobre sua boceta. De repente ela foi subjugada com seus lábios e sua língua deslizando sobre seu sexo, lambendo seus sucos, enfiando dentro dela e lambendo ao redor de seu clitóris. Um rolo de prazer irracional a ocupou, derretendo-a no colchão. Ela estendeu a mão para enrolar os dedos em seu cabelo, perdida em um terremoto de sensações que não conseguia conter. “Mick,” ela sussurrou, então mordeu o lábio enquanto cumpriu sua promessa. Ondas quentes do orgasmo corriam sobre ela, e gritou enquanto inundava o rosto dele com seu gozo. Ela caiu para trás contra os travesseiros e montou um orgasmo que a atravessava em ondas a entorpecendo mentalmente. Mick manteve-se em seus quadris e continuou lambendo-a, chupando seu clitóris e boceta até que ela não aguentava mais. Em seguida, afastou-se e beijou

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suas coxas enquanto ela desfrutava de alguns tremores secundários surpreendentes e prendia a respiração. “Uau,” ela disse quando pode encontrar a voz. “Isso foi realmente incrível.” “Agora que você conseguiu sua primeira rodada, vamos tomar nosso tempo para a segunda.” “O que?” Mick ignorou sua pergunta. Agarrou as tiras segurando sua calcinha em seus quadris e arrastou-as sobre seu bumbum por suas pernas. Uma vez fora, ele usou seus ombros para empurrar suas pernas separadamente. “Você tem uma bonita boceta, Tara. Rosa e molhada, e seu gosto doce faz meu pau duro.” E assim, ela subiu e pronta para ir para a segunda rodada. Bastava vê-lo lá embaixo entre suas pernas para estremecer com antecipação. Ele estava certo. Ela partiu direto para o orgasmo sem ter tempo de apreciar completamente o tipo de magia que ele realizou nela. Ela gostaria da oportunidade, queria vê-lo e sentir sua língua nela. Seu hálito quente fluía através de sua carne dolorida. Uma provocação, uma antecipação. Ela ficou tensa, esperando por sua língua tocá-la, e quando fez, ela estremeceu. Quente e molhada, ele deslizou sua língua através de sua carne inchada, chicoteando seu clitóris até que tomou o broto em sua boca e chupava. A tensão construiu rápido novamente. Foi há muito tempo, e dar prazer a sim mesma não eram nada como ter um homem entre suas pernas, lambendo sua boceta e trazendo todas suas fantasias quentes para a vida. Mick era uma fantasia seriamente quente. Seu vestido subiu acima de seus quadris e ela estava nua da cintura para baixo e oh, maldição, isso estava tão alucinante e erótico que não conseguia aguentar. A língua e lábios de Mick dançavam sobre seu sexo. Ele adicionou os dedos à mistura, enfiando um dentro de sua vagina.

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Deus, isso parecia bom. Ela deixou cair a cabeça para trás e apenas se permitiu sentir como a fodia lenta e facilmente com seus dedos enquanto tomava seu clitóris na boca e rolava a língua sobre ele. “Sim, assim,” ela sussurrou, agarrando e apertando o cabelo dele quando as sensações atingiram o pico, levando-a perto da extremidade. “Eu vou gozar.” Ele colocou a língua contra seu clitóris e começou a fodê-la duro com seu dedo. Ela estilhaçou, clamando e resistindo contra ele, este orgasmo tão forte quanto o primeiro, enquanto onda apos onda caiu sobre ela. Quando ela caiu no colchão, estava exausta, totalmente pasma, e profundamente agradecida. Quando Mick rastejou para cima e sorriu para ela, ela arrastou os dedos através de seu queixo e lambeu as pontas dos dedos. “Você tem meu sabor.” As narinas dele inflamaram e seus olhos escureceram. “Você se saboreia frequentemente?” Ela encolheu os ombros e enrolou os dedos em torno da nuca dele. “Às vezes, quando estou me masturbando.” Ela não podia acreditar nas coisas que disse para ele, o modo ousado, deixou-se ir. Mas esta era uma noite e era sua fantasia e a teria da forma que queria. E queria que fosse perfeito e sem barreira. Então quando Mick rolou da cama e começou a desabotoar a camisa, Tara levantou-se nos joelhos para assistir, não querendo perder um único momento da revelação. Ele encolheu os ombros fora da camisa, e não desapontou. Seu peito era largo, seu peitoral absolutamente espetacular. Seu abdômen era plano e esculpido com aquele proverbial pacote de seis que ela viu nos modelos e na TV, mas achava que não existia. Ela estendeu e colocou as mãos em sua barriga, chocada com o toque duro de seu abdômen. “Uau, esta coisa de pacote de seis existe.” Ele riu e desabotoou a calça, deixando-a cair no chão. Tara lambeu seus lábios para o contorno da ereção pressionando insistentemente contra a cueca boxe.

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“Deixe-me.” Ela tirou o vestido e jogou-o de lado, em seguida, soltou o sutiã, não muito tímida quando Mick vagou o olhar apreciativo sobre seu corpo. Ela nunca se focou em como parecia, mas agora se sentia como uma deusa. Não existia nada como o olhar faminto de um homem para fazer uma mulher se sentir desejada. Ela deslizou ao lado da cama para agarrar a cueca e rolá-la sobre os quadris dele, liberando seu pênis. Sua cueca caiu no chão, e ele a chutou, dando carta branca para Tara mapear os magníficos abdomes com as palmas das mãos, então rodeou para agarrar um punhado de seu traseiro apertado. Uau. Falando em obra de arte. Ela gostaria de deitá-lo e correr as mãos nele por algumas horas. E então saboreá-lo. Tara circulou seu pênis com as mãos, precisava tocá-lo, saboreá-lo, antes que dele fodêla. Ele a fez se sentir tão bem, ela queria fazer o mesmo com ele. Ela acariciou o comprimento dele, deslizou uma mão por baixo e suavemente apertou seu saco, recompensada com seu grunhido rouco. E quando se inclinou e pegou a crista lisa de seu pau entre os lábios, seu grunhido pronunciou-se mais alto. Mick deslizou os dedos em seu cabelo e puxou sua cabeça em direção a seu eixo. Ela alegremente o levou, enrolando a língua em torno do comprimento aquecido dele. “Isso é bom, Tara. Gosto de sua boca.” Ele saboreava salgado e poderoso. Ela bebeu na visão dele de pé acima dela, seus mamilos apertando enquanto ela o chupava. Ele passou a mão em seus cabelos em um gesto terno, e ela sabia que ele conteve-se enquanto aliviava o pênis ao longo de sua língua. Ela abriu a boca e o deixou assistir, em seguida, enrolou a língua sobre a crista e lambeu o liquido salgado que escapava de lá. “Jesus, mulher, você vai fazer-me gozar.” Ela o provocou lambendo lentamente a cabeça de seu pau, então embrulhou os dedos ao redor do seu eixo e acariciou-o. “Não é essa a ideia?” Ele afastou-se, então a empurrou sobre a cama. “Sim. Quando eu estiver dentro de você e sua boceta me apertando.”

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Ele enfiou a mão em sua calça e retirou um pacote de papel alumínio. Tara suspirou de alívio por ele estar preparado. Ele pós o preservativo e moveu-se sobre ela, espalhando suas pernas, deslizando as mãos em suas coxas, barriga, sobre os seios. Ela arqueou e ele encheu as mãos com eles, então se debruçou e encaixou um broto dolorido em sua boca. Para alguém tão grande ela esperava que ele fosse rude. Ele a surpreendeu com um delicado puxão do mamilo entre seus lábios, puxando-o para dentro para deslizar a língua sobre o broto. Lentamente um calor começou a construir-se enquanto ele chupava e lambia um mamilo, então o outro, prolongando a antecipação enquanto montava seu pênis entre suas pernas, não entrando nela ainda, fazendo-a espera por isso. “Por favor,” ela sussurrou, puxando sua cabeça. “Por favor.” Ele pressionou os lábios contra os dela, um roçar suave de boca contra boca. Tão terno e exatamente o que ela precisava. Ela estendeu a mão e acariciou seu rosto enquanto ele estabelecia-se entre suas pernas e deslizava seu pênis dentro dela. Ela ofegou em sua entrada. Era tudo que esperava e queria. Ele encaixou-se perfeitamente e sabia exatamente o que fazer para dar-lhe o tipo de prazer que almejava. Ele deslizou uma mão debaixo dela e a inclinou, atraindo-os mais íntimos, tomando sua boca em um beijo duro, profundo, obliterando a gentileza de alguns momentos atrás. Mas gentileza não era o que ela precisava agora. Agora queria paixão, e oh, ele lhe deu. Ela colocou as pernas ao redor de seus quadris e cavou os saltos nele, trazendo-o mais fundo dentro dela. Mick encontrou o olhar dela e agarrou sua bunda, empurrando profundamente. “Sim,” ela sussurrou enquanto ele girou os quadris sobre ela, balançando contra seu clitóris. Suas mãos adicionaram calor e prazer sensuais enquanto deslizavam sobre seu corpo, acariciando-lhe as laterais, seus seios, passando por seu cabelo capturando-a e a segurando firme, enquanto a beijava, a boca e língua, tomando a dela em um frenesi de paixão e necessidade que a fez insensata.

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Ela passou as mãos sobre suas costas, memorizando a sensação de seus músculos enquanto moviam-se, o aço deles trabalhando dentro do limite da carne, o calor e o suor da pele enquanto ele movia-se contra ela. Ela não lembrava de fazer amor com um homem assim... intimamente antes, sentindo esta conexão. Ela varreu isso de lado, imaginando que estava fora de prática. Era apenas sexo, e já fazia algum tempo, então para ela, isto era monumental. Para ele, era provavelmente apenas uma boa foda. Mas o modo que ele a segurava, a acariciava, e a beijava, o modo que a ergueu e então apunhalava, lento e fácil, tomando seu tempo, aparentemente sem pressa para correr para a linha de chegada, fez seu coração dar uma reviravolta, mesmo enquanto seu corpo chiava com o tipo de prazer que uma mulher sabia que não aparecia tão frequentemente. Deixou-se seduzir pela magia deste momento, pela forma como ele afundava contra ela e a levou para cima novamente. Ela se deixou sentir cada abalo e tremor que seu corpo despertava com o prazer de fazer amor. A tensão a encheu, envolvendo-se através e ao seu redor quando Mick lambeu seus mamilos enquanto continuava a se mover dentro dela. A sensação disparou para sua vagina, trazendo-lhe cada vez mais próxima do orgasmo. “Mais duro,” pediu ela, e ele concordou, agarrando seu joelho e curvando sua perna, seu olhar focado no dela enquanto empurrava mais profundamente, em seguida, girou os quadris contra o dela. Ela ofegou. “Isso me fará gozar, Mick.” “Oh sim. Aperte-me com sua boceta. Goze para mim.” Ele estendeu-se entre eles, segurando os quadris dela, assim pode esfregar seu clitóris enquanto a fodia, mantendo seu olhar treinado em seu rosto. “Deixe-me vê-lo,” ele disse, usando seu polegar para achar a parte mais torturada dela, varrendo suavemente contra a protuberância, enquanto continuava a estocar dentro dela.

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Ela treinou seu olhar sobre ele, enquanto gozou, quando o golpe do clímax a atingiu, a intensidade do prazer físico combinando com o contato sentimental dele assistindo-a, a forma que o rosto de contorceu quando ele gozou com ela, fazendo sua espiral descontrolada com uma profusão de emoções e sensações. E então ele a beijou, e ela o segurou apertado enquanto continuava a gozar, rolando acima da extremidade novamente, porque ele continuava a se mover dentro dela, recusando-se a soltá-la. Ela não queria que ele a soltasse. Somente depois que estavam exaustos, Mick saiu e deixou-a só por um momento. Então voltou, puxando-a contra ele e arrastando as coberturas sobre ambos. Tara se sentia tão pequena aconchegada em seu abraço. Pequena e estimada enquanto beijava sua nuca, segurando-a firmemente e tocando seu seio de um modo preguiçoso que a fez quente e a fez sorrir ao mesmo tempo. “Acho que não dormirei muito hoje à noite, não é?” “O sono é superestimado. Você pode dormir mais tarde.” Ele beliscou a parte de trás de seu pescoço, e ela estremeceu com os arrepios que deslizaram ao longo de suas terminações nervosas. Ela se virou para ele, empurrando-o sobre suas costas para que pudesse subir em cima dele. Ela sentiu seu pau endurecer debaixo dela. “Você está certo. Dormirei mais tarde.” Ela se inclinou e o beijou.

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Capítulo Três MICK ROLOU, AMALDIÇOANDO A LUZ SOLAR BRILHANTE que se derramava em seu quarto. Ele arrastou as coberturas sobre sua cabeça, mas as batidas não paravam. Não podia ser uma ressaca. Ele conhecia bem. Ele conseguiu abrir um olho e escutou. Alguém estava na porta. Oh, sim. Quarto de hotel. Ele livrou-se das cobertas, esperando achar Tara na cama com ele. Mas ela não estava. Enquanto dobrava a esquina para o banheiro, notou que ela também não estava lá. “Arrumadeira.” A batida intensificou. “Eu não estou vestido. Volte mais tarde.” “A saída foi há uma hora atrás, senhor,” a pessoa fora da porta disse com um suspiro óbvio de frustração que Mick não teve nenhuma dificuldade em compreender. Mick arrastou os dedos por seu cabelo. “Oh. Desculpe. Sairei brevemente.” Ele foi ao banheiro e tomou um banho rápido, então arrumou suas coisas, tentando não pensar sobre a mulher com que compartilhou a cama noite passada. Não de se preocupar com mulheres com que dormia, já que normalmente era o único a tirá-las de seu quarto antes de ir dormir. A última coisa que queria era enfrentá-la na manhã seguinte e a possibilidade de uma mulher querer um dia seguinte com ele. Ele não tinha dias seguintes ou próximas datas ou próximos qualquer coisa com mulheres. Mas com Tara, era diferente. Ficou desapontado pra caramba por descobrir que ela se foi quando ele acordou. Onde diabos ela estava? A última coisa que lembrava era de dormir com ela aconchegada perto dele. Devia estar perto do amanhecer, quando finalmente adormeceram,

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porque se lembrou deles rindo sobre o céu iluminado, quando finalmente satisfizeram um ao outro. Não que tenha chegado mesmo perto de se preencher. A exaustão finalmente apareceu, mas Mick não chegou perto de conseguir o suficiente de Tara. Ele queria um dia seguinte com ela. E não tinha nenhuma ideia de como alcançá-la, não sabia seu número. Mas sabia como descobrir. Depois que saiu e subiu no carro, pegou o telefone e discou número de Elizabeth. Se alguém podia encontrar alguém, era sua agente. “Você não deveria estar trabalhando com seu treinador ou na cama com alguma mulher quente? E se estiver na cama com alguma modelo ou atriz quente, deixe-me saber quando e onde, para que eu possa enviar um fotógrafo para conseguir uma foto, ok?” Ele riu. “Não. Preciso de você para encontrar uma mulher para mim.” “Estou chocada que você pensa em mim como sua alcoviteira, Mick. É tipo verdade, mas estou chocada. Quem é ela?” “Tara Lincoln. Ela foi à organizadora do evento da festa do time ontem à noite.” “Por que você quer encontrá-la?” “Nenhum de seus negócios. Apenas me consiga essa informação.” “Planejando seu próprio pequeno sarau?” Mick riu. “Sim, você me conhece. Apenas um cara de festas selvagens.” “Por favor. Se você fosse, meu trabalho seria muito mais fácil. Eu conseguirei sua informação e volto para você.” Mick desligou e foi para casa em seu condomínio no East Bay. Ele parou na garagem, fechou a porta, e agarrou sua bolsa da noite. Seu celular vibrou antes dele chegar à cozinha. “Isso foi rápido,” ele disse, pegando o suco laranja e batendo no alto-falante do celular. Sabia que Liz estava sorrindo. “Sou apenas muito boa, Mick. Tara Lincoln, dona do The Right Touch. A empresa está localizada em Concord. Pegue uma caneta e lhe darei seu número

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de telefone e endereço. Este é seu endereço comercial e o número do escritório. Se quiser informações pessoais, poderá me levar toda uma hora.” “Você me assusta, Liz.” Ele pegou uma caneta e bloco de papel no balcão da cozinha. “As informações comerciais são boas o suficiente. Não preciso de você descobrindo sua linhagem.” “Eu poderia se estiver pensando em namorar essa mulher. Preciso saber mais sobre ela.” “Nem mesmo minha mãe sabe tanto sobre as mulheres que namoro como você faz.” “Sua mãe não investe em sua carreira como estou. Um passo em falso e você esta ferrado.” “E todo o dinheiro que você fez comigo, entrará pelo cano.” “Eu compreendo, Mick. Você sabe o quanto eu adoro você.” Mick balançou a cabeça e sorriu. Onde ele estaria sem Elizabeth Darnell em sua vida? A ruiva quente que mais parecia com uma daquelas modelos de moda que ele namorou, ninguém olhando para ela pensaria que fosse uma agente desportivo com o instinto assassino de um tubarão faminto. Ela era a razão principal dele e seu irmão serem multimilionários. “Sim, sim. Estou tocado por sua sinceridade. Apenas me dê o que você tem.” Depois que ele desligou com Liz, se trocou e primeiro tomou uma corrida no parque, precisando limpar a cabeça e colocar algum oxigênio em seus pulmões. Estavam em meados de junho e quente no East Bay, especialmente porque começou tarde. Ele normalmente era madrugador e corria cedo. Agora era tarde, e o sol batia nele enquanto contornava a faixa da pista de cooper, ignorando o suor que escorria por suas costas, concentrando-se apenas em sua respiração e seu tempo. Trinta anos de idade estava chegando lá em anos para um atleta da NFL. Mas ele estava longe de estar realizado com este esporte que tanto amava. Estava em grande forma fisicamente, e tinha a intenção de continuar assim. Estava longe de se aposentar ainda.

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Depois de oito quilômetros e meio mudou para um passeio e voltou para seu condomínio. Uma hora mais tarde tomou banho e foi para seu carro novamente, desta vez dirigindo-se para Concord, para o endereço da empresa de Tara. Era sábado, então as chances eram que talvez ela nem estivesse lá. Eles poderiam não estar abertos. Então novamente, ele pudesse ter uma ideia de seu lugar, de algum jeito. Sim, e você não tem nenhuma ideia do que diabos, está fazendo. Você podia apenas ter ligado, idiota. Ele não perseguia as mulheres, nunca. Não era o ego falando, era apenas que Liz jogava mulheres nele o tempo todo. E aquelas que Liz não jogou em seu caminho vieram para ele sozinhas. Normalmente teve que as afastar, de forma que nunca teve que seguir alguma. Esse era território novo para ele. Ele achou o centro onde sua empresa se localizava, estacionou, e foi até a grande janela onde THE RIGHT TOUCH estava gravado em branco com letras arredondadas. Havia luzes acesas e algumas pessoas dentro. Ele não viu Tara imediatamente, então entrou pela porta. Definitivamente era o tipo de lugar das mulheres. Muitos tecidos e papeis com coisas espalhavam-se em mesas e colocados nas paredes. Alguns pareciam convites. E havia taças de champanha e livros gigantes carregados com... material. “Eu posso ajudar você?” Ele girou e sorriu para uma pequena ruiva com óculos de concha de tartaruga na ponta do nariz. “Estou à procura de Tara.” Os olhos da ruiva arregalaram e ela deu um passo para trás, obviamente o reconhecendo. “Oh. Certo. Ela está na parte de atrás. Eu a trarei para você.” A ruiva se afastou, e Mick decidiu vagar ao redor do lugar de Tara, entretanto com tantos aparelhos frágeis aqui e, tão grande como ele era, o “touro em uma loja de porcelana” ditado definitivamente aplicado. Talvez ele apenas devesse permanecer parado. “Mick.” Ele se virou e sorriu para Tara. “Ei.”

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Ela usava uma saia preta que ia até seus joelhos emagrecendo-a e uma blusa sem mangas amarela que parecia feminina e sedosa, e ele queria puxá-la em seus braços e beijá-la. Mas ela não estava sorrindo e não parecia feliz por vê-lo. “O que você está fazendo aqui? Como você me encontrou?” “Minha agente te encontrou. Você partiu sem me despertar esta manhã.” Tara olhou ao redor da loja, e foi então que Mick viu três mulheres olhando para eles e sussurrando umas para as outras. Ele ouviu mencionarem seu nome. Ele amava as fãs femininas do futebol. Ele as deslumbrou com um grande sorriso. “Oi, senhoras.” Tara o arrastou pelo braço. “Venha ao meu escritório.” Ele a seguiu, piscando para as três mulheres boquiabertas para ele enquanto entrava. O escritório de Tara era uma minúscula sala nos fundos de sua loja. Sentia-se como um gigante de pé, neste espaço pequeno. Sua mesa estava limpa e arrumada, com um laptop no centro e pilhas organizadas em cada extremidade. Ela fechou a porta e deu a volta na mesa, claramente usando a mobília como uma defesa. “Por que você está aqui?” Ele arqueou uma sobrancelha. “Não é óbvio? Eu queria vê-la novamente.” “Oh.” Seus lábios ergueram-se por um segundo, então ela franziu a testa. “Isso não é uma boa ideia.” Ele cruzou os braços sobre o peito. “Por que não é uma boa ideia?” “Um, você e eu... bem, vamos apenas dizer que eu estou muito ocupada com minha carreira.” “Então o sexo foi ruim?” Seus olhos arregalaram. “Oh meu Deus, não. Foi maravilhoso.” Ela contornou a mesa e colocou a mão em seu braço. “Mick, eu tive um ótimo momento ontem à noite. Certamente você sabe disso.”

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“Eu tive um ótimo momento, também. Eu quero ver você novamente.” Ela balançou a cabeça. “Eu não posso.” “Por que não?” Então, o atingiu. “Oh, merda. Você é casada.” Ele não ficava com mulheres casadas. Nunca. “Não! Claro que eu não sou casada. Que tipo de mulher você pensa que sou?” “Eu não tenho ideia. É isso que quero descobrir. Vamos jantar hoje à noite.” “Eu não posso. Por favor, vamos deixar isso como uma grande noite juntos.” “Então você divertiu-se ontem à noite.” “Sim.” “Comigo. Você apreciou estar comigo.” “Eu fiz.” “Mas você não quer me ver novamente. Nunca.” Ela esfregou o lado de sua cabeça. “Eu sei, não faz sentido. Mas simplesmente não posso.” Ela olhou para o relógio. “Sinto muito, mas tenho um compromisso. Eu realmente tenho que ir.” “Certo.” Ele não precisava ter um sapato enfiado no traseiro para saber que estava sendo rejeitado sumariamente. Sentindo-se como um idiota, virou e dirigiu-se à porta. “Até mais.” Ela parecia tão miserável como ele se sentia. Ele não entendia. “Adeus, Mick.” Ele ouviu o remorso na voz dela e parou, virou, e marchou sobre ela, puxado-a em seus braços e a beijou, cobrindo seu ofego com seus lábios. Levou o ponto total de dois segundos para responder, debruçou-se nele, colocou os braços ao seu redor e, fez os mais diversos gemidos ruidosamente. Mick deslizou um braço ao redor da cintura dela e a puxou contra ele, aprofundando o beijo, deslizando a língua para dentro, saboreando sua doçura. Tara foi quem quebrou o beijo, que recuou, seus olhos vítreos com paixão, os mamilos em picos através de sua blusa.

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Sim, ela sentia isso, também. O que quer que esteja entre eles não era unilateral. E sua rejeição sumaria, não era porque não queria estar com ele. “Até logo,” ele disse, e saiu pela porta, deixando-a lá ofegante sorvendo profundamente o ar. Ela teve um grande momento, ele teve um grande momento, mas ela não queria vê-lo novamente? Algo estava errado. E ele iria descobrir o que era. Ele podia ter perdido aquele, mas Mick sempre se levantou para o próximo jogo. MALDIÇÃO. Tara demorou um total de dez minutos para puxar e agir em conjunto antes de poder sair de seu escritório. Até então, sua cliente havia chegado, e ela passou a próxima hora agindo mecanicamente e mostrando a cliente em potencial tudo que havia para saber sobre sua companhia e os serviços que ofereciam. Ou pelo menos pensou que foi isso que fez. Ela não se lembrava de como foi à reunião com a cliente. Pelo que sabia, poderia ter recitado o menu do Burger King para a pobre mulher. Então novamente, a cliente assinou um acordo para serviços, de modo que devia ter feito algo direito. “Tara, você tem alguma ideia de quem era?” “Sra. Stenson?” Maggie, sua assistente, revirou os olhos. “Não. Aquele cara quente que chegou aqui antes da Sra. Stenson.” “Oh. Você quer dizer Mick.” Maggie parecia atordoada. “Você está na base do primeiro nome com Mick Riley, quarterback do São Francisco Sabers. O que exatamente aconteceu na festa ontem à noite?” “Eu não quero conversar sobre isso.” Tara voltou para seu escritório, mas os saltos de Maggie cortaram o chão de azulejo, juntamente com duas outras funcionarias de Tara, Ellen e Karie.

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Decidindo ignorá-las, Tara sentou em sua mesa e abriu sua agenda de compromissos em seu laptop. “Tara, você tem que nós dar uma colher,” Ellen disse. “Nenhuma colher para contar. Desculpe.” “Quando você saiu do escritório, suas bochechas estavam vermelhas e você parecia ter que você foi beijada. Realmente, seriamente beijada. Ele beijou você?” Tara olhou para Maggie. “Não são seus negócios.” Maggie sorriu. “Então ele beijou você. Oh. Meu. Deus.” Tara soltou um suspiro. “Não há nada acontecendo entre mim e Mick Riley, então adie o chamado para as revistas de fofoca, certo?” “Teria ele ou não vindo aqui para chamá-la para sair?” Maggie bateu o pé. Tara se sentia como ré em uma inquisição quando três pares de olhos muito determinados olharam-na. “Talvez.” “E você disse sim, certo?” Ellen perguntou. “Eu disse não.” Karie jogou as mãos para o ar. “Tara, ele é magnífico. Talentoso. Rico. É possível seus padrões serem mais elevados?” Ela olhou para suas funcionárias, realmente, suas melhores amigas, o trio de loira, morena, e ruiva, todas mulheres magníficas, solteiras que nunca recusariam um cara como Mick. Mas elas não têm a vida, a vida complicada, que ela tem. Elas não entendem. “Eu não estou procurando por um cara.” “Por que o inferno não?” Maggie perguntou. “Você é jovem, bonita, e solteira. Por que você não deve estar procurando por um cara?” “Você sabe como é minha vida. Estou ocupada aqui e em casa. Não há lugar em minha vida para um homem.”

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“Sempre a pior desculpa.” Ellen balançou a cabeça, seus pequenos cachos loiros balançando de um lado para outro. “Você não está ficando mais jovem, sabe.” “Puxa, obrigada.” “E caras como Mick Riley só surgem uma vez na vida. Caso surja,” Karie adicionou, sacudindo o rabo-de-cavalo escuro por cima do ombro. “E ninguém disse que você tem que casar-se com o cara. Mas vamos, Tara. Por que você não sairia com ele?” Maggie perguntou. Por uma única razão. Uma razão muito boa.

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Capítulo Quatro MICK NÃO SE TORNOU O PRINCIPAL QUARTERBACK DA NFL deitando-se e fingindo de morto. Ele ficava focado, não importava a pressão sobre ele, e ele conseguia finalizar, tanto no campo e fora dele. Se isso significava que ele tinha que tomar algum calor para conseguir o trabalho feito, era exatamente o que faria. Então ele esperou até Tara deixar o escritório na segunda-feira, então caminhou, sabendo que as mulheres de lá, poderiam ser sua melhor linha ofensiva. A atraente ruiva apressou-se. “Mick Riley.” Ele estendeu a mão. “Sim, Senhora. E você é?” Ela empurrou os óculos sobre a ponta do nariz enquanto agitava sua mão. “Eu sou Maggie, assistente da Tara. E esta é Ellen e Karie.” “Oi, senhoritas.” Ele balançou suas mãos, também, sua confiança cresceu depois de ver seus largos sorrisos. Ótimo. Isso significava pelo menos, que uma delas poderia estar disposta a ajudá-lo. “Eu sinto muito, mas você perdeu Tara,” Maggie disse. “Ela acabou de sair para um compromisso.” “Na verdade, eu estava esperando que você me ajudasse. Tara acha que não é uma boa ideia, nós vermos um ao outro, e eu acho que é.” “Oh. Entendo.” Maggie praticamente sorriu em triunfo. “Bem, Tara nem sempre toma as melhores decisões.” “Então eu estava esperando que talvez você possa me ajudar.” Os olhos das três mulheres brilhavam totalmente. As mulheres eram as melhores casamenteiras, especialmente se envolvia suas amigas. “O que podemos fazer para ajudá-lo?” Maggie perguntou, olhando para todo mundo como a fada madrinha da Cinderela.

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Ponto!

TARA ESTAVA EMOCIONADA COM A POSSIBILIDADE DE OUTRO novo cliente, embora isso significasse que ela trabalharia sua bunda fora todos os fins de semana. Graças a Deus, que havia um fim de semana livre para ela, caso contrário seria um pesadelo. Se Nathan já não tiver planos para o fim de semana, ela estaria em apuros, embora ele estivesse normalmente ocupado nos fins de semana de qualquer maneira estes dias. Ainda assim, ela não gostava de deixá-lo. Ela entrou no estacionamento do restaurante e saiu. Lugar agradável em Sausalito, no alto de uma colina com uma vista no fundo em direção à cidade. Entrou e deu seu nome. A anfitriã a levou a uma sala privada de jantar que foi fechada fora do restaurante. A vista era espetacular, quatro janelas mostrando São Francisco à noite. Uma mesa foi instalada no canto com uma toalha de linho branco centrada com um vaso contendo meia dúzia de rosas vermelho sangue, porcelana branca resplandecente, e prataria perfeitamente colocada. O cristal era caro e era o tipo de lugar se deixaria escolher para um cliente se o dinheiro não fosse problema. Quem era este cliente potencial de qualquer maneira? Ela esperou que quem que fosse tivesse dinheiro para gastar em um evento. E por que todo esse segredo? Ou Maggie conseguiu escrever todas as informações, ou este cliente potencial era algum tipo de excêntrico maldito. Não que importasse. Ela pegaria o excêntrico desde que o cliente tivesse suficiente dinheiro para reservar um evento. Crescer seus negócios era tudo. “Sente-se. Ele estará aqui em breve,” a anfitriã disse. “Obrigada.” Tara tomou um gole de água, tentando conter os nervos. Quando ela ouviu a porta abrir, se levantou e virou ao redor, se revestiu com seu mais brilhante sorriso. Seu sorriso mudou para uma careta enquanto Mick fechava a porta.

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“Mick. O que você está fazendo aqui?” Ele aproximou-se e estendeu a mão, pressionou um beijo nas costas, e dobrou-a entre a sua extragrande. “Oi, Tara.” Ela tentou olhar ao redor, certa que seu cliente em potencial fosse entrar a qualquer momento. “Você tem que partir. Estou esperando alguém.” “Não, você não esta.” Então ela compreendeu. Sua esperança para novos negócios morreu e, em seu a irritação cresceu. “Você planejou isso.” Ele sorriu. “Sim.” “Mas Maggie disse...” Então percebeu. Maggie. Claro. A pequena casamenteira. “Oh, entendo. Você conversou com Maggie.” “Suas amigas gostam de mim.” Ela revirou os olhos e puxou a mão. “Obviamente todas as mulheres acham você irresistível.” Ela foi pegar a bolsa. “Exceto, aparentemente, você?” Seu sorriso indicava que ele não estava totalmente ofendido por sua saída iminente. “Estou partindo. Não gosto de ser enganada.” Ele segurou a porta aberta para ela, o que só irritada ainda mais, como se ele fosse deixá-la caminhar diretamente para fora. Ela empurrou fechando-a e colocou a bolsa na mesa ao lado da porta, então avançou sobre ele. “Olhe, Mick. Eu tive um grande momento com você. Mas foi um e acabou, certo?” “Por quê?” “O que?” “Por que foi apenas um e acabou? Não nos demos bem?” “Claro que nos demos bem. Você estava lá.” “Sim, eu estava lá. Nós tivemos uma grande química, dentro e fora da cama.”

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Ela abriu a boca para objetar, mas realmente, o que ela poderia dizer? Ele estava certo. Eles tiveram uma grande química. E ela apreciou infernalmente aquela noite. “Apenas não estou no modo namoro nesse momento.” “Por causa de sua carreira.” “Sim.” “Porque ela ocupa cada minuto de seu tempo.” Ela cruzou os braços. “Quando você está jogando futebol, não se ocupa com cada minuto de seu tempo?” Aquele sorriso novamente. “Não. Eu não deixo minha carreira controlar minha vida. Eu realmente gosto de ter uma vida. Você devia tentar ter uma, também. E você administrou para ter uma noite comigo, não é?” “Isso foi diferente.” “Então é isso. Você tem que parar e comer de vez em quando enquanto você está ocupado tornando-se rica e famosa, por isso vamos comer.” “Eu não aprecio sua mentira para conseguir um encontro comigo.” Ele segurou a cadeira para ela. “Então pare de diminuir-me.” Isso era ridículo. Ela devia simplesmente sair. Então novamente, ela estava com fome. E se ele queria pagar para ela comer um jantar caro, então estava bom para ela. Ele certamente lhe devia depois de instalar este ardil. Ela sentou-se. “Tudo bem. Mas esta é a última vez.” “Se você diz isso.” Ele se sentou em frente a ela, e o garçom entregou os menus e a carta de vinho. “Você gostaria de algum vinho?” Tara olhou por cima de seu menu para Mick, e concordou. “Um Sauvignon Blanc seria bom.” O garçom partiu enquanto eles olhavam para seus menus. Mick tomou um longo gole de seu copo de água. “Então, o negócio é bom?”

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“Seria se você fosse um cliente real.” Ele sorriu acima da borda da taça. “Como você sabe que não sou?” Ela arqueou uma sobrancelha. “Você tem um evento para planejar?” “Certo, para falar a verdade não. Mas estou interessado em descobrir mais sobre você. O que fez você decidir se tornar uma promotora de eventos?” “Eu caí nisso, realmente. Consegui um emprego para trabalhar para uma companhia de Buffet enquanto eu estava entrando na faculdade, e descobri que apreciava o trabalho.” “Buffet é muito diferente de organizar um evento, não é?” “Sim, é. Mas a mulher para quem eu trabalhei queria um promotor de casamento. Nós éramos amigas e ela disse-me sua ideia. Foi tão excitante. A ideia de fazer um show inteiro assim, estar no comando de tudo, desde o buffet de entretenimento para decoração, simplesmente estalou em mim.” “É muita responsabilidade, organizar o casamento de alguém.” “É, especialmente se você estiver fazendo casamentos grandes. Mas pode ser tão gratificante pegar o esqueleto e construí-lo, ver crescer do nada até algo espetacular. De qualquer maneira, eu a ajudei com o início, então fui trabalhar para ela quando ela conseguiu uma base. Era divertido, e sua companhia realmente cresceu. Mas eu sabia até então que queria algo mais que só fazer casamentos. Eu queria planejar outros eventos, também, e foi quando eu consegui a ideia de ser uma promotora de eventos. Então juntei meu dinheiro, comecei a fazer contatos no setor, e quando pude, comecei meu próprio negócio.” “Assustador.” Tara assentiu. “Como o pé-na-borda-do-precipício, um pouco assustador. Pensei sobre isso por meses antes de tomar a decisão, mas eu sabia que era tipo uma coisa de agora ou nunca. Se eu não saltasse, sabia que sempre lamentaria. Então eu fiz.” “Bom para você. Quanto tempo vem fazendo isso?” “Eu comecei The Right Touch, há dois anos. No primeiro ano era apenas eu e outra pessoa. Era tudo que eu podia pagar. Nós éramos muito pequenos, mas Maggie e eu

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trabalhamos nossos traseiros para construir os negócios. Este último ano eu consegui trazer para dentro suficientes negócios que adicionamos mais pessoal. Está indo bem o suficiente para que eu fique assustadoramente otimista.” “Acho que você terá muitos negócios com o boca a boca.” “Acho que você sabe mais de futebol.” Ele riu. “Fiz mais na faculdade do que apenas lançar a bola ao redor. Obtive um diploma.” “Nos negócios, suponho?” “Sim. Se surpreendeu que não fosse algo como parques e recreação, ou PE7?” Ela bufou. “Eu não disse isso.” “Você não precisa.” “Estou impressionada. Um jogador do futebol importante, e esperto, também. Sem rebanho de mulheres maravilhosas para você.” “Elas não se reúnem para mim porque sou inteligente. Elas se reúnem para mim porque minha agente é uma maga das relações públicas. Ela é como um cafetão de belas atrizes e modelos. Se elas querem ser vistas e fotografadas, Elizabeth encontra-as e as liga a mim.” Tara pegou uma fatia de pão com manteiga. “Que bom para você.” “Coloca-me na capa de muitas revistas, e isso vende ingressos de jogos, o que é bom para o time.” “Ajuda o fato de você também ser uma estrela quarterback. Suas estatísticas são surpreendentes.” Ele se recostou na cadeira. “Você é uma fã.” Ela encolheu os ombros, tomou um gole de vinho. “Eu gosto de futebol.” “Você gosta do modo de, ‘Ei, eu sei que é no domingo, segunda-feira e quinta-feira, ' ou você gosta como se não pode viver sem ele e sabe tudo que há para saber sobre o jogo?” Ela riu. “Eu sei um inferno muito sobre o futebol. Por que, você vai me interrogar?” 7

PE – Parque estadual.

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“Maior quarterback de todo o tempo?” “Eu acho que isso é uma pergunta subjetiva.” “Dê-me sua resposta subjetiva, então.” “Joe Montana.” “Você só diz isso porque vive aqui.” “Não, digo isso porque ele é o maior quarterback que já jogou nos jogos. Quatro títulos do Super Bowl, três Prêmios de Super Bowl MVP, e ouso que você corresponda com qualquer quarterback, passado ou presente, seu passe de classificação, sem mencionar seu fator legal em situações de aperto.” “Ele não era nem um esboço escolhido na primeira rodada. E que tal o Johnny Unitas ou Terry Bradshaw, Tom Brady ou Peyton Manning?” Ela estreitou o olhar nele. Ele estava falando sério? “Você está dizendo que acha esses quarterbacks melhores que Joe Montana?” Ele fez uma pausa. “Eu não disse isso.” “Aha! Você concorda comigo, não é?” Seus lábios ergueram. “Realmente, eu faço. E não só porque ele e eu jogamos na mesma cidade. Ninguém tocou o jogo melhor que Joe.” Ela assentiu com a cabeça. “Exatamente. Ele era um mestre em vim por detrás vitorioso. E nada conseguiu se igualar a seu disco de noventa e duas jardas nos minutos finais do vigésimo terceiro Super Bowl e ganhar contra o Bengals. Melhor. Jogo. Sempre.” Seus lábios ergueram. “Então você pode saber algo sobre futebol.” “Disse a você.” Ele sorriu. “Estou contente. A maioria das mulheres cobre meu braço não podia dizer a diferença entre uma corrida e um passe, e muito menos um jogo empatado a partir de um simples gesto. Elas podem lhe dizer qual ator foi a maior bilheteria. Desenhar o ultimo fim de semana ou qual e o quente designer top. Mas futebol? Esqueça.”

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“Então por que você sai com elas?” Ela acenou com a mão. “Não importa, eu já sei. Seu agente.” “Elizabeth sabe o que está fazendo.” “Sua alcoviteira, você quer dizer.” “Ela é muito boa em seu trabalho e só tem meus melhores interesses em mente.” Tare debruçou para trás, taça na mão, e o considerou. “Se você diz. Mas acho que se sua agente tem seus melhores interesses em mente, deixaria você escolher suas próprias mulheres.” O garçom entregou sua comida. Tara entrincheirou-se e começou a comer. Levou algum tempo para perceber que Mick não disse nada, então ela lançou olhares nele acima de seus cílios, mas ele parecia ter muito conteúdo. Ela disse algo para ofendê-lo? Não que ela se importasse, muito. Quando ele acabou, empurrou o prato de lado, tomou um gole longo de água, e disse, “Estou tentando escolher minha própria mulher. Mas ela está sendo malditamente difícil sobre me deixar.” Tara piscou, então esvaziou sua taça em dois goles gigantes. Nenhum homem jamais há havia perseguido assim. Nenhum famoso, magnífico, podeter-qualquer-mulher-que-quer-somente-porque-quer-e-ele-me-quer e o homem já lhe deu à hora e o dia. Ela não tinha ideia do que fazer sobre Mick Riley. Ele era totalmente e completamente fora de seu alcance, e não poderia ter entrado em sua vida em um momento pior. Então novamente, estaria lá sempre para um bom momento? Provavelmente não. Mas desta vez definitivamente não era um bom momento. Não importava quanto seus dedos do pé enrolaram no pensamento de ser procurada por um homem como Mick, ela tinha que pensar em Nathan. Esse não era um bom momento. E ela sabia exatamente como tirá-lo e fazê-lo correr como no inferno do restaurante mais rápido do ele pudesse correr uma linha de cem jardas. Ela odiava levantar isso, mas não havia escolha agora.

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“Eu tenho um filho de quatorze anos de idade, Mick.”

*** MICK OLHOU ATRAVÉS DA MESA PARA TARA. Uma CRIANÇA, HUH? Ele não esperava isso. Ela não parecia velha o suficiente para ter um filho de quatorze anos de idade. “Você deve tê-lo tido quando era muito jovem.” “Eu tinha dezesseis anos.” “Isso explica tudo.” “Explique o que?” “Você não parece velha o suficiente para ter um adolescente.” “Confie em mim, eu sou velha o suficiente.” Ela colocou o guardanapo na mesa. “Você provavelmente gostaria de sair agora.” Oh, agora ele compreendeu. “Você acha que quero abrir e correr porque me disse que tem uma criança.” “Eu não sou exatamente o tipo de mulher que está em sua reserva de namoro.” “Não, você não é.” Ela levantou-se. Ele fez o mesmo, indo para seu lado da mesa. “Obrigada pelo jantar.” “Sente-se.” Ele segurou seus ombros e suavemente apertou suas costas na cadeira, então se ajoelhou na frente dela. “Se essa era sua versão de passar uma Ave Maria para terminar as coisas comigo, desculpe, acontece que gosto de crianças.” Ela olhou para ele, um olhar confuso em seu rosto. “As mulheres com as quais você sai são jovens e solteiras, e tenho certeza que elas não têm adolescentes.” Ele deu de ombros. “Eu não tenho a menor ideia do que elas têm em casa. A maioria delas tem aqueles pequenos cachorros chatos yippy.” Tara riu. “Eu não tenho cães, entretanto Nathan adoraria um. Um grande, como um labrador ou um cão de caça ou um pastor alemão.”

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“Garoto esperto. Nathan, huh?” “Sim.” Mick voltou a sua cadeira agora que se certificou que Tara não fugiria. “Fale-me sobre ele.” “Ele tem quatorze, quase quinze, na verdade. Seu aniversário é no próximo mês. Ele acabou de terminar seu ano de calouro na escola, e ele é convencido como no inferno. Ele... você realmente não quer ouvir sobre meu filho, não é?” “Por que eu não iria? Eu te disse, gosto de crianças.” “Você possui alguns?” “Não. Eu gostaria algum dia. E caso você esteja perguntando-se, não, eu não gerei nenhum e estou pagando pensão alimentícia. Sou muito cuidadoso com mulheres.” “Eu não perguntei.” “Mas você pensou isso.” “Certo, achava que você sendo um super garanhão com as mulheres e tudo.” Ele bufou. “Sim, certo. Não acredito em conseguir uma mulher grávida e deixá-la. Não é meu estilo e nem o modo que fui criado.” “Bem, não é você apenas um santo.” Ele ergue o olhar para ela, querendo que ela soubesse apenas o que ele era. E o que ele não era. “Eu nunca disse que era um santo, Tara. Só que eu sou responsável.” Ela olhou para seu colo. “Desculpe. Estou sendo uma cadela.” “Não, você não esta. Eu lidei mal com isto. Sou insistente, eu sei. A encurralei em um canto.” Ela ergueu o olhar para ele. “Não, você não fez. Se você quer namorar comigo, ou o que quer que você queira fazer comigo, então você precisa saber sobre Nathan. Não estou tentando escondê-lo. Eu não tenho vergonha dele. É apenas que a maioria de homens não querem a bagagem. E nós realmente não estamos namorando, então eu entendo se você quiser cair fora.”

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Quais tipos de idiotas ela saiu? “Você deve ter escolhido alguns verdadeiros perdedores se fugiam logo que descobrem que você tenha um filho.” Seus lábios torceram. “Você não encontrou Nathan. Ele é... desafiador.” Mick riu. “Ele é um garoto. E um adolescente. Estamos sempre desafiando nessa idade. Eu era.” Ela o estudou. “Eu só posso imaginar.” “Eu preciso mantê-la longe de minha mãe. Ela tem histórias sobre mim e meu irmão que a mandará embora gritando. Nós a mantivemos ocupada quando éramos crianças.” Havia uma expressão em seu rosto que Mick não entedia. Uma espécie de tristeza que não fazia sentido quando ele mencionou sua mãe e seu irmão. “Ei, nós éramos boas crianças. Honradas.” “Tenho certeza que você era. De qualquer maneira, obrigado pelo jantar. Eu realmente preciso ir pra casa.” “O que está errado?” “Nada.” Ela estampava um sorriso, mas não existia nenhuma luz em seus olhos. “Tive um bom momento essa noite, mas tenho alguns papéis para trabalhar.” Ele reconhecia um fim rodear quando via um. Mick sinalizou para o garçom. “Ponha em minha conta, Tim.” O garçom assentiu, e Mick conduziu Tara, mas não para seu carro, para o dele ao invés. “Para onde vamos?” “Para um passeio. Trarei-lhe de volta para seu carro. Eu gostaria de passar um pouco mais de tempo com você.” Ele abriu a porta no lado de passageiro e segurou a mão dela enquanto ela subia, admirando o modo que erguia a saia para entrar. Ela virou-se para ele. “De alguma forma você me parecia um tipo de cara com carro esporte, não um SUV.” “Sou muito grande para carros esportes, e o SUV tem espaço suficiente para todo meu equipamento.”

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Ele deu a volta e entrou, ligou o carro, e foi embora do restaurante, dirigindo-se para as montanhas. Típico do verão, a névoa chegava, então não existiria muito para ver enquanto dirigiram. Ele a deixa se assentar e dirigiu para o topo de uma de suas colinas favoritas, onde estava claro pela névoa. “É como um mar branco,” Tara disse enquanto ele colocava o carro no parque. As luzes de seu carro expeliam através da névoa. “É melhor de dia quando a primeira névoa começa a chegar. Mas ainda gosto dela aqui. É tranquilo. Bom lugar para pensar e para ficar só.” “E para estacionar?” Ela inclinou-se para ele um olhar interrogativo. “Bem, nós estamos estacionados, mas eu não a trouxe aqui para isso.” Ela soltou o cinto de segurança e virou para enfrentá-lo. “Eu meio que gosto da ideia.” “Do que? Fazer no meu carro?” “Poderíamos começar com isso, e ver aonde vai.” “Acho que você está usando o sexo para evitar ter uma conversa honesta.” Ela fez uma pausa. “Não é a regra de uma mulher?” Eles olharam um para o outro, e ambos riram. Tara chutou seus saltos e arrastou-se ao longo do console. Mick teve que admitir que gostou de assistir sua manobra naquela saia apertada quando ela o montou. Ele apertou o botão e deslizou a cadeira para trás até onde ia, dando espaço. Ela pairou sobre seu colo e pôs as mãos em seu peito. “Então estamos tendo uma inversão de papéis. Isso significa que cheguei a seduzi-lo?” Ele perdeu toda linha de pensamento desde que todo sangue de sua cabeça apressou-se para seu pênis. “Mel, você está sentada em meu pau. Tenho certeza que você pode fazer o que quiser comigo.” Ela alisou as palmas sobre seu peito, então se inclinou para trás, deixando suas mãos percorrerem por seu estômago para onde seu cérebro atualmente residia. Seu pau estremeceu, e ele balançou para cima contra ela. “Você realmente quer fazer isso aqui?”

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Ela ergueu meia pálpebra para olhar para ele. “Eu realmente quero fazer isso aqui. Oh. Desde que você tenha proteção. Nem sequer pensei sobre isso. Quero dizer, eu normalmente não corro fazendo sexo em carros.” Ele abriu o console central e retirou um preservativo. Ela sorriu. “Sempre preparado, não é?” “Eu tento ser.” Ela tomou o preservativo de sua mão e abaixou-o, então se inclinou sobre ele e pressionou os lábios aos dele. Qualquer conversa que queria ter com ela se afastou com o primeiro gosto de sua boca. Ele sentiu o cheiro de vinho em seus lábios, mas era de seu sabor que ele estava principalmente interessado. Mais inebriante do que qualquer bebida, ela derivou em seus sentidos até que ele se perdeu. Ele mergulhou a mão sob sua blusa para que pudesse sentir sua pele. Ela gemeu contra seus lábios quando as mãos dele subiram por suas costas e acharam seu sutiã. Com habilidade praticada desfez o fecho, depois percorreu ao redor para frente deslizando a mão debaixo do bojo, encontrando seu mamilo. Seus seios eram pequenos, mas seus mamilos eram sensíveis, e ele poderia dizer que ela gostou quando ele tocou neles, porque sua respiração ficou presa enquanto ele deslizava a cabeça do polegar sobre um. O inchar de seu mamilo contra seu polegar fez seu pênis puxar contra seu zíper. Tara recuou, seus olhos já entravam daquele modo sensual que parecia transformá-los em vidro âmbar. Ela se inclinou tirou o casaco, em seguida, começou a desabotoar a blusa. A seda parecia se encaixar a ela. Ela era elegante, da coluna longa de seu pescoço ao modo que seu cabelo enrolava em sua nuca. Ela usava o cabelo para cima novamente, e ele gostava de derrubá-lo, puxando o grampo, e balançando os cachos com sua mão, fazendo a empresaria desabrochar na deusa de sexo diante de seus olhos. Blusa desabotoada, seu sutiã aberto e, ele o puxou acima de seus seios.

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“Esta é a forma que gosto de você,” ele disse, agarrando seus seios, deslizando os dedos sobre os mamilos. “Totalmente sem inibição. Seus mamilos duros, você balançando sua boceta contra meu pau.” Ela agarrou a saia e a subiu sobre suas coxas, revelando a calcinha rosa sexy que combinava com o sutiã de cetim. Ela deixou sua mão vagar e espalmou seu pênis. “Esta é a forma que eu gosto de você,” ela disse, com voz escura e ofegante. “Duro e pronto para mim.” Ela pegou o zíper e puxou-o para baixo, livrando seu pênis. Eles manobraram para que ele pudesse puxar sua calça abaixo de seus quadris. Tara pegou o preservativo, levando alguns segundos acariciando-o, deslizou o dedo sobre a crista, capturando o fluido que derramava de lá e lambeu o dedo. “Cristo. Você vai fazer-me gozar antes de eu conseguir entrar em você se continuar me provocando.” “Então não vamos brincar mais, porque eu preciso de você para me foder.” Ela rasgou o pacote de preservativo e ajustou-o sobre seu eixo, então puxou sua calcinha de lado e o montou. Ele viu seu pênis desaparecer dentro dela, segurando seus quadris quando ela se acomodou sobre ele. Agora, isso era uma visão para fazer suas bolas apertarem. Quando ela estava completamente encaixada nele, cravou as unhas em seus ombros e focou em seus olhos, sua boceta pulsando ao redor dele. Ela nem mesmo se moveu, apenas olhava para ele. “Sente isso?” Ele assentiu. “Oh, Deus, Mick, isso é tão bom. Eu poderia ficar aqui apenas assim e sentindo você dentro de mim.” Ele apertou sua carne. “Eu não vou a lugar nenhum, mel.” Ele gostou que ela não estivesse com nenhuma pressa para mostrar-lhe seu grande talento no saco. Toda mulher que já o levou para a cama parecia querer impressioná-lo com o

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quão bons eles eram, mas sempre existiu uma distância sobre eles, como se fosse uma fodida performance ou uma audição. Com Tara, ela estava com ele, compartilhando com ele. Ele gostava dela fazendo contato visual com ele. Ela não era apenas de dar prazer a ele; ela era de dar prazer a si mesma, também. Ela arrastou seu clitóris contra ele e fez uma pausa, seus olhos fechando a deriva, seus lábios abriram enquanto ela soltava um gemido baixo. Não existia nada que o ligava mais que uma mulher sair para seu próprio prazer. Porque ela não estava aqui tentando marcar pontos em seu próprio jogo para aterrissá-lo. De fato, ele estava malditamente certo que era a última coisa na mente de Tara. Ela cravou suas unhas em seus braços e ergueu-se, então deslizou sobre ele novamente, cada centímetro de lenta agonia uma doce sensação. Ele não sabia onde olhar, abaixo onde eles se uniam ou em seu rosto, seu prazer irregular lá para ele ver. Ele estendeu a mão e acariciou seu clitóris, sentido o quão molhada ela estava, sabia que isto não era uma apresentação dela mesma, sabia pelo modo que sua boceta apertava seu pau cada vez que ela se moveu, sabia pela forma que seus olhos ficaram nebulosos e suas pálpebras meio fechadas, sabia pelos sons que ela fazia e a maneira que o carro cheirava a sexo. Não, ela estava lá para ganhar o jogo para si mesma, e ele fazia parte do time. Ele a ergueu, acariciou-a com ambos seu pênis e seus dedos, precisando senti-la desmoronar ao redor dele. Seus mamilos oscilavam fora do alcance de sua boca. Ele corrigiu a puxando para ele, sacudindo sua língua sobre um, então no outro, antes de levar um entre seus lábios e chupar. Tara pressionou-se ainda mais em sua boca. “Sim, Mick, sim. Chupe. Mais duro.” Ele fez, e ela empurrou contra ele, erguendo e caindo sobre ele, então oscilando em direção a ele o montando mais rápido. “Isso vai me fazer gozar.” Exatamente onde ele a queria, na zona vermelha e dirigindo-se para a linha do gol. Ele deixou um mamilo e foi para o outro, chupando-o duro como ela queria. Ela gritou quando

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gozou, sua boceta apertando seu pênis como um vício. Ele a segurou firme enquanto lançou duramente dentro dela, tocando seus pés no assoalho e estremecendo enquanto seu orgasmo o balançava. Touchdown, apontou depois, vencedor de jogo. Ele deitou a cabeça entre seus seios, sentindo o seu coração bater. “Você me fez suar por todo o meu bom terno,” ela murmurou. Ele sorriu. “Uh... desculpe?” Ela riu e se debruçou sorrindo para ele. “Você nem mesmo sente muito.” “Não, eu não.” Eles se desembaraçaram e arrumaram suas roupas enquanto Tara fazia uma tentativa decente para subir em sua cadeira. “Este não é meu melhor momento. Não posso acreditar que fizemos sexo em seu carro. Eu não tenho mais dezesseis.” “Então?” Ele afivelou sua calça. “não existe nada de errado em agir assim de vez em quando.” Ela torceu o nariz. “Eu devia me portar melhor.” “Então você deveria agir como uma sufocante adulta o tempo todo?” Ela estendeu a mão para seus sapatos e encolheu os ombros. “Eu tenho um filho. E sim, eu devia. Você é uma influência ruim para mim.” Ele a puxou para ele e a beijou, certificando-se que ela entendesse exatamente que tipo de influência ele era. Quando ele terminou, os lábios dela estavam inchados, seus olhos ofuscados. “Eu gosto de pensar que sou uma boa influência para você.” Voltaram ao restaurante e para o carro de Tara. Ela pegou a maçaneta e parou. “Obrigada novamente por uma... noite interessante, Mick. Mas terei que enfrentá-lo e lhe dizer que não podemos ter qualquer tipo de relação.” Ele não comprou isso. “Porque você não gosta de mim.” Ela olhou para a janela ao invés de nele. “Não é isso.” “Porque tem vergonha de ser vista comigo.”

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“Não é isso, também.” “Porque você tem vergonha de seu filho.” Ela bateu o olhar no dele. “Claro que não.” “Então eu quero conhecê-lo.” “Oh, inferno não.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Então existe algo errado comigo ou com ele. O que é?” Ela esfregou sua fronte. “Nenhum dos dois. Eu não sei. Você me confunde.” Contorceu seus lábios. “Confundo bem ou confundo mal?” Ela soltou um suspiro. “Eu não sei. Você só me confunde.” Ele não iria lhe dar uma oportunidade de ir embora desta vez. “Ligarei pra você.” Ela acenou com a mão e abriu a porta de carro. “Sim, faça isso.” “Boa noite, Tara.” Ela fechou a porta e entrou em seu carro. Mick esperou até que partisse, então a seguiu pela névoa, certificando-se que ela foi para a estrada com segurança. Não foi até que ele fez a curva para voltar ao seu lugar que percebeu que só tinha o número de seu escritório, não o seu pessoal. E não sabia onde ela morava. Ele podia consertar isso, entretanto. Tara era alguém que ele queria conhecer melhor. E ela podia pôr qualquer linha defensiva que quisesse, mas Mick não era o tipo de cara que recua com uma boa defesa. Estava na hora de reforçar sua defesa.

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Capítulo Cinco “COMO FOI O ACAMPAMENTO DE FUTEBOL?” “Bem.” “Você aprendeu alguma jogada nova?” Encolheu os ombros. “Encontrou novos amigos?” “Mãe, eu não tenho seis anos de idade. Foi bom, certo?” Nathan levou sua tigela de cereal para a pia e jogou lá. “Na máquina de lavar louça, por favor. Eu não sou sua empregada.” “Tanto faz. Eu tenho que ir me preparar para o treino.” Ele enxaguou sua tigela e a jogou na máquina de lavar louça, então bufou fora da cozinha e em seu quarto, onde ele bateu a porta fechando. Delicioso. Tara deixou escapar um longo suspiro. Por que a maternidade não veio com um manual? Não existia diretriz para lidar com um adolescente, e ela não tinha pais ou irmãos para ajudá-la. Ela foi difícil em sua idade? Provavelmente. Ugh. Então novamente, ela estava muito melhor que seus próprios pais estiveram. Um ponto a seu favor. Não que estava ajudando com Nathan. Ela podia ser agradável com ele ou ela podia ser mal humorada, e nem parecia pressioná-lo de qualquer forma. Ele tinha uma atitude artística. Não importava o que ela fazia ou o que dissesse, ele estava sempre chateado. Ele estava fazendo quinze anos em menos de um mês. Ela devia planejar algo divertido para ele, deixá-lo convidar seus amigos, e...

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E o que? Ela não tinha mais nenhuma ideia do que ele gostava. Ele tinha seus fones enfiados nos ouvidos e escutava música ou jogava jogos em seu laptop quando estava em casa. Caso contrário ele jogava futebol e saia com seus amigos. O garoto não era exatamente uma borboleta social. Até onde sabia, meninas ainda não entraram em cena. Até onde sabia. E admitidamente, ela não sabia muito, entretanto ela estava determinada há não ser como seus pais. Gostasse ou não, ela se envolveria na vida do seu filho. Ela mordeu uma cutícula e encheu sua xícara de café, ponderando como chegar a seu filho obstinado que realmente não era mais uma criança. Ele tinha quase quinze. Aos quinze ela foi a uma festa com suas amigas e com meninos. E conseguiu engravidar, principalmente porque seus pais estavam muito ocupados com seus próprios demônios particulares para prestarem atenção ao que ela estava fazendo com sua vida. E oh, ela ferrou com sua vida. Senhor. Ela esfregou a fronte e enviou uma oração silenciosa a Deus que a história não se repetisse. Não, não iria. Ela estava em cima de Nathan e o que ele estava fazendo. Ela não o deixaria cair através das rachaduras. Ela amava seu filho, prestava atenção aos seus trabalhos escolares e suas atividades depois da escola. Foi somente neste ano que passou de novato no colégio que ficou quieto e calado com ela, e ela atribuiu aos hormônios da puberdade. Ela teve que lhe dar um pouco de espaço, odiava aqueles pais que colocavam um dedo em cima de seus filhos, nunca dando a eles qualquer liberdade. Até agora, as notas de Nathan eram boas, e ele não lhe deu qualquer razão para que pensasse que ele estava em qualquer tipo de problema. Ela devia-lhe sua confiança, até que lhe desse uma razão para não confiar nele. E ela pediu a Deus que pudesse confiar nele, porque era verão e ela tinha que ir trabalhar e ele era condenadamente muito velho para uma babá. Mas pelo menos ele tinha treino de futebol que o manteria ocupado parte do dia, e era a parte do dia que ela não precisaria se preocupar sobre o que ele estava fazendo ou em que tipo de problemas estava se metendo.

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O que era outra razão por que ela não podia ficar envolvida em qualquer tipo de relacionamento nesse momento. Nathan era sua primeira prioridade. Ela teve que ficar na ponta dos pés, e brincar com um cara quente como Mick Riley, definitivamente desviaria seu foco para longe de Nathan. O que se recusava a fazer. Quando ela entrou no escritório, conseguiu empurrar a preocupação sobre Nathan para um compartimento no canto de seu cérebro que ela normalmente colocava. Sempre lá, mas não dominando cada pensamento. Ele tem um celular e sabia que podia chamá-la no caso de uma emergência. Seu escritório estava a dez minutos de casa, então poderia chegar lá rapidamente se necessário. O dia passou em um turbilhão de reuniões sobre clientes e eventos. Agradecia a Deus por seu trabalho e seus clientes, e por Maggie e as outras mulheres, que a mantinham sã. Quando deram quatro horas, ela estava surpresa que o dia já tinha ido. Ela bebeu uma xícara de chá e examinou cuidadosamente a papelada e inseriu as datas no computador. “Você tem visto algum quente quarterback?” Tara olhou para cima encontrando Maggie ficando à vontade em seu escritório. Realmente, fazia uma semana desde aquela noite em cima da montanha com Mick. Ele não ligou. Ele disse que iria. Então novamente, ele era um homem. Eles fizeram sexo. Ele era popular e passava por uma tonelada de mulheres, nenhuma das quais tinha filhos. Tara sabia que uma vez que ela soltasse aquela bomba nele, seria o fim de Mick Riley perseguindo-a. É o que ela queria. Ainda assim, atormentava. Só um pouco. Felizmente, ela estava malditamente muito ocupada durante toda a semana para que pudesse se incomodar demais. “Não. não o vi novamente. Disse-lhe que não estávamos nos envolvendo.” “Uh-huh. Ele está na sala de espera da frente.” Tara disparou em frente a sua cadeira e derramou gotas de chá em toda sua papelada. “Merda.” Maggie riu.

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“Maldição, por que você apenas não me disse?” Maggie sorriu e pegou alguns tecidos para desfazer as manchas de chá. “Mais divertido desta maneira.” “Cadela.” Tara alisou a mão sobre sua saia xadrez preta e branca, ajustou o cinto largo preto, e tentou inutilmente dar um rápido olhar em seu cabelo no espelho sobre a mesa. A blusa foi para dentro e parecia bem. Ela parecia bem. “O que ele está fazendo aqui?” ela perguntou a Maggie. Maggie encolheu os ombros. “Tenho certeza que não sei, mas ele parece bom o suficiente para comer.” Tara revirou os olhos, contornando a mesa em direção a porta. “Você precisa de seu próprio homem.” Maggie suspirou e Tara saiu do escritório. “Não sei disso.” Ela estava nervosa enquanto caminhava para frente da loja. Mick estava lá na janela, seu cabelo escuro destacado pelo fluxo do sol. Ele era tão alto, tão imponente, tão incrivelmente magnífico. Ele virou quando a ouviu e sorriu com aquele sorriso deslumbrante que a deixou um pouco fraca nos joelhos. “Oi,” ela disse. “Oi, pra você.” Maggie apareceu perto dela, e Tara teve que virar e dar-lhe um olhar. “Oh. Sim. Papelada. Mais tarde, Mick.” Lábios de Mick torceram. “Mais tarde, Maggie.” “O que você está fazendo aqui?” “Faz uma semana que eu vi você.” “Eu percebi isso. Imaginei que você partiu.” Ela quase mordeu a língua. Por que teve que dizer isso? Soou... deprimida e garotinha e necessitada e todas aquelas coisas que preferia não soar.

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“Não, apenas tinha algumas coisas de negócios que precisava cuidar. Teria ligado para você de noite ou ido a sua casa, mas você não me deu seu celular ou seu endereço residencial.” Ela cruzou os braços. “Quando foi que já parou você? Não foi possível sua agente oh dissimulada encontrá-los para você?” “Na verdade, sim, ela poderia ter.” Ele inclinou a cabeça para o lado. “Eu imaginei talvez que você gostaria de dar eles para mim neste momento. Talvez até me convidar para sua casa.” “Por que eu iria querer fazer isso?” “Porque você gosta de mim.” Não lhe diria o que estava na ponta de sua língua. Ela chegou ao ponto onde achava que nunca o veria novamente. Ela passou a semana inteira sentindo falta dele e sentindo dores por não vê-lo. Quão totalmente patético, especialmente porque ela não queria começar uma relação com ele em primeiro lugar. “Eu realmente gostaria de encontrar seu filho. Ele gosta do futebol?” Ela suspirou. “Ele ama futebol.” Ele moveu-s mais perto, pegou uma mecha do cabelo dela, girando o cacho entre seus dedos. “Convide-me para jantar. Teremos pizza.” “Você não me parece com o tipo de pizza.” “Então há muita coisa que você não sabe sobre mim.” Sem dúvida. “Isso não é uma boa ideia.” Ele se inclinou mais perto. Deus, ele cheirava bem. Seus hormônios notaram. “Convide-me para uma pizza.” “Você gostaria de vir jantar esta noite, Mick?” Malditos hormônios. Seu sorriso poderia derreter uma mulher diretamente no assoalho. “Eu adoraria. Dê-me seu endereço.” Ela puxou um pedaço de papel do bloco na mesa e escreveu seu endereço.

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“Poderia também adicionar seu telefone celular, também.” Ela fez, em seguida, entregou-lhe o papel. “Seis e meia, está bom?” “Perfeito.” Ele se inclinou e roçou os lábios nos dela, e seu estômago deu uma reviravolta. Seu estômago totalmente feminino. Maldição. “Vejo você então.” Ele saiu. Tara estupidamente permaneceu na janela observando-o atravessar a rua, seu passo comendo o asfalto. Ele parecia malditamente quente em uma calça cargo e uma camiseta branca que se estendia firmemente bem sobre seus músculos poderosos. O suspiro de Maggie sobre seu ombro a sacudiu de volta a realidade. Ela virou-se para enfrentar Maggie, Ellen, e Karie. “O que?” “Você está namorando o capitão do time de futebol,” Karie disse com um suspiro sonhador. Tara revirou os olhos. “Volte ao trabalho. Todos vocês. Isto não é o ensino médio.” “Não, mas é o sonho de toda garota do colégio,” Ellen disse com uma risada.

TARA TINHA MEIA HORA ANTES DE MICK CHEGAR, e ela estava um desastre total. Alguém pensaria que a rainha estava chegando ao invés de apenas um cara vindo para se sentar em seu sofá e ter pizza. Sua casa estava um desastre, o flagelo de ter um adolescente não supervisionado correndo descontrolado durante o dia. Latas de refrigerante vazias enchiam a mesa na sala, a pia estava cheia de pratos, lhe disse que o culpado já havia saído para a casa de seu amigo para a noite. O garoto seria torrado. Ela o teria fazendo a faxina pelo resto da semana. Ela pegou o aspirador rapidamente, jogou os pratos na máquina de lavar louça, em seguida, subiu as escadas para mudar de roupa, decidindo que se Mick entrasse ou visse sua

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vida e o estado de sua casa ou ele partiria, preferindo o jet-set estilo de vida de caviar, empregadas, e supermodelos. Tara não era nem caviar nem supermodelo, e com certeza não tinha empregada. Ela pedia pizza na sexta-feira à noite, e o modo que parecia agora, vestida com regata, calça jeans azul, e chinelos, com uma coisa amarrando seu cabelo sujo em um rabo-de-cavalo. Ele teria que aceitar ou deixá-la. Ela deu um grito agudo quando a campainha tocou, então correu escada abaixo em direção à porta, lançando um olhar no relógio enquanto descia os degraus de dois cada vez. Ela estava sem fôlego quando abriu a porta, e Mick franziu o cenho. “Ataque de asma?” “Mais como um ataque de pânico. Eu estava limpando a casa e tentando me fazer apresentável.” Ele entrou com um buquê de flores na mão. “Você parece muito apresentável para mim. Estas são para você.” Flores silvestres. Não uma dúzia de rosas, mas margaridas, campânulas, lírios e frésia e inspiração de bebê. “Elas são lindas. Obrigada.” Ele a seguiu até a cozinha. “Você não me parece com o tipo de mulher de rosas.” “Eu não sou um tipo de mulher de rosas. Eu adoro estas.” Ela agarrou um vaso e o encheu com água, então organizou as flores nele e o pôs em sua mesa de jantar. “Onde está Nathan?” “Não em casa.” Ela não lhe diria que Nathan passaria a noite de sexta-feira na casa do amigo. Ela não estava pronta para Mick o encontrar ainda. Era muito cedo, e não estava certa onde ela e Mick chegariam. Inferno, não tinha certeza sobre qualquer coisa. De jeito nenhum ela envolveria seu filho. “Entendo.” Ele agarrou-a pela cintura e a puxou contra ele, em seguida, plantou seus lábios nos dela, dando-lhe um beijo quente que derreteu seriamente seus pés no chão de sua cozinha. Tara afundou no beijo, esquecendo tudo sobre onde ela e Mick iriam.

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“Uau.” Ele sorriu. “Imaginei que não teríamos nenhum tempo a sós esta noite, então queria pegar isto agora.” Ela piscou para limpar sua cabeça. “Certo então.” Ele olhou em volta. “Então me mostre sua casa.” “É apenas um apartamento, Mick. Nada extravagante.” Ele virou para ela. “Eu moro em um apartamento. Nada extravagante, também. Então me mostre o seu, e quando você vier na minha casa eu lhe mostrarei o meu.” Suas palavras evocaram imagens de você me mostra a seu e que eu mostro o meu, e não tinha nada a ver com residência. Ela tentou suprimir o formigamento que deslizou por sua coluna, mas enquanto ela o levava de sala em sala, sentiu seus olhos nela e perguntou-se se ele realmente estava olhando para sua casa ou para ela. “Você tem uma boa casa, Tara.” Ela encolheu os ombros. “Eu tento fazer um lar para Nathan. E ele é um desleixado, então se você achar tênis fedido em algum lugar, o culpe.” Ele riu. “Você esquece com quem está conversando. Estou feliz que não estamos em meu apartamento nesse momento, porque você provavelmente acharia tênis fedido em algum lugar. Então relaxe. O fato é que você tem um adolescente e ele realmente viver aqui não vai me mandar correndo porta a fora. Eu fui um adolescente uma vez. Sei como eles vivem.” “Tudo bem. Vou tentar não entrar em pânico.” Ela o levou pela sala de estar e jantar. “Acho que você não quer ver o andar de cima.” “Claro que sim. Quero ver sua casa inteira.” Ela suspirou. “Tudo bem.” Eles tomaram os degraus, e novamente ela sentiu seu olhar sobre si. Não a estava deixando desconfortável, exatamente, apenas ciente que estava sozinha em sua casa com um homem. Quando foi que já esteve sozinha em sua casa com um homem?

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Uh... nunca? Ela nunca trouxe rapazes, nunca quis desfilar uma série de homens dentro e fora da vida de Nathan. Ela imaginava que se pensasse em ter um relacionamento permanente com um cara, ela o deixaria conhecer Nathan. Então por que ela convidou Mick? Eles realmente nem eram namorados. “Há três quartos aqui em cima. Quarto do Nathan, meu quarto, e o terceiro uso como escritório. Provavelmente eu devesse lhe advertir sobre o quarto de Nathan...” “Você pode pular isso. Este é seu domínio particular, e eu não quero violá-lo.” Ela estava do lado de fora da porta do seu quarto. “Ah, mas você estaria bem violando o meu domínio particular?” Ele se debruçou sobre ela e girou a maçaneta. “Mel, eu já violei seu domínio.” Lá se foi o tremor novamente, seu sexo e seus mamilos muito conscientes que estavam entrando em seu quarto. Ela ficou atrás e deixou-o olhar, imaginando que ele daria uma olhada superficial e eles voltariam para o andar de baixo. “Parece com você.” Ela olhou para seu quarto, o edredom marrom e creme, os retratos nas paredes, as fotos de Nathan. Ela virou para Mick “Realmente? Como?” “Colorido. A arte nas paredes não é apenas uma mistura de porcarias. As texturas dos dois retratos acima da cama destacam as cores na colcha. Eu gosto da arte do Mondin8, a propósito. Ela esta na moda, mas não pinta aquela merda estranha onde você não compreende que diabos é. As fotos em preto e branco de seu filho parecem capturar sua personalidade. Parece que ele está tentando duramente ser sério como todos os malditos adultos, mas ele é apenas um grande bobo e provavelmente se sente muito idiota a maior parte do tempo. A maldição de ter quase quinze. Garoto atraente, a propósito.” “Obrigada.” Sua voz presa porque ele descreveu perfeitamente os primeiros anos desajeitados da adolescência do seu filho. 8

Mondin – aqui trata-se da sobrinha de Modin, ambos poetas e pintores brasileiros.

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“Eu posso lhe dizer os pensamento em cada peça. Mesmo coisas como bibelôs que espalhou por toda a casa. Não é exagero, apenas toques sutis. Não é exigente; é simples. Sinto que não preciso ver onde ando ou derrubaria um vidro. E imagino que seu filho está confortável morando aqui. Seu lugar parece aconchegante. É convidativo.” Ela olhou para ele por um longo tempo, até que ele riu. “O que?” ele perguntou. “Quem é você?” “Huh?” “Nenhum jogador do futebol sabe arte e decoração. E você sabe quem Mondin é.” “Oh. Bem, isso é culpa de Liz.” “Liz?” “Minha agente. Ela me faz ir para aberturas de galeria e museus e eventos de caridade para as artes, os tipos de coisas que nenhum jogador do futebol devia ter que suportar. Você embebe o suficiente dele, algumas se agarram. Como esta escultura aqui,” ele disse, levantando os amantes enlaçados. “Diz algo sobre quem você é como também o artista.” “O que ele diz sobre mim?” “Que você conhece a boa arte. Eu vi esta na abertura de uma galeria alguns meses atrás. Também diz que você é uma romântica.” Ela se sentou na borda da cama e olhou para ele. “Existem lados de você que me surpreendem, Mick Riley.” Ele se sentou próximo a ela. “Isso é uma coisa boa ou ruim?” Ela esfregou a testa. “Eu não decidi ainda.” Ela sabia que ele a impressionava, porque ele era mais complexo do que o crédito que lhe deu. Ele a puxou sobre seu colo. “Quando você decidir, me avise. Enquanto isso, quero te dizer o quanto senti sua falta esta semana.” Apenas estar perto dele seus nervos dispararam, acordando todas as partes femininas dela que estavam com saudades dele, almejavam seu toque. A sua parte lógica, por outro lado,

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sabia que isso era uma má ideia, especialmente porque eles estavam sentados em sua cama. Mas ela não conseguiu que seu maldito corpo ouvisse os sinais de seu cérebro, que lhe mandava levantar. Ao invés, ela colocou os braços ao redor de seu pescoço e serpenteava os dedos na suavidade espessa de seu cabelo. “Você sentiu minha falta?” “Sim. Se eu tivesse seu número, eu teria ligado para você.” “Estou feliz por ter lhe dado meu número, então.” “Eu senti falta de poder conversar com você.” “Eu gosto de conversar com você, também.” Isso era a verdade. Ele a fazia sorrir. Ele era esperto e perversamente engraçado. E estava interessado nela, em quem ela era como uma pessoa, não apenas como alguém para fazer sexo. Homens como ele eram tão raros. Ele a rolou sobre a cama. “Eu pensei muito sobre beijar você.” “É mesmo?” “E verdade.” Ele pressionou os lábios contra os dela, sua língua mergulhou dentro e levando sua respiração, fazendo-a esquecer tudo exceto seu sabor, seu cheiro, a sensação de seu corpo duro junto ao dela. Ela pendurou a perna em torno de seu quadril e o trouxe mais perto, já molhada e necessitada quando um beijo tipo ei-eu-preciso-de-você se tornou algo mais profundo, mais apaixonado. Ela puxou sua camisa fora de suas calças e deslizou a mão dentro, apertando a palma contra seu abdômen quente, precisando tocar em sua pele, sentir seu pulsar bater contra sua mão. Mick a rolou sobre suas costas, seu corpo sobre o dela enquanto movia os lábios da boca ao queixo, sua língua deslizando pelo seu pescoço. Ela estremeceu quando ele sugou lá. “Isso deixa meus mamilos duros.” Ele puxou a regata para cima. “Será? Vamos ver.” Ele puxou o sutiã sobre seus seios, sorriu para ela, e cobriu um mamilo com a boca. Ela arqueou contra o calor úmido e a forma que ele suavemente chupava seus mamilos. Sim, ela sentiu muita falta dele. E agora que ele estava aqui, ela estava com um súbito tremor de necessidade de senti-lo dentro dela.

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“Mick, por favor. Foda-me.” Em vez disso, ele desabotoou sua calça jeans e abriu o zíper, em seguida, beijou um caminho até sua barriga. Tara agarrou o edredom com ambas as mãos, seu corpo inteiro tenso com tensão e necessidade enquanto ele arrastava sua calça jeans e calcinha por suas pernas. Ele espalhou suas pernas e rastejou entre elas, colocando-as sobre seus ombros e plantando a boca sobre seu sexo. “Você se tocou esta semana?” ele perguntou, olhando para ela. “Não.” “Por que não?” “Muito ocupada.” “Você nunca devia estar muito ocupada para gozar, Tara.” “Eu preciso gozar agora.” Ela estendeu a mão e deslizou os dedos na maciez de seu cabelo. “Gostei que você não gozou desde que esteve comigo.” Ele beijou sua coxa, então pôs a boca sobre ela. “Ohhhh” era tudo que ela podia administrar enquanto ele lambia o comprimento de seu sexo, sua língua e lábios encontrando seu clitóris. Ela estava tão pronta para um orgasmo que arqueou contra ele, inclinando-se para tocá-lo, observando-o enquanto ele a lambia, chupava, deslizava a língua dentro dela, e fez todo o possível para que ele pudesse levá-la diretamente sobre a borda. Ele rodou a língua em cima do ponto mais sensível, implacável levá-la ali mesmo apenas para diminuir em seguida, até que ofegava e implorava para gozar. E quando ela puxou seu cabelo, ele encaixou a boca a redor dela, plainou e rolou a língua e deu-lhe apenas o que ela precisava. “Sim. Eu estou gozando.” Ela empurrou a boceta contra seu rosto e ele segurou seus quadris enquanto ela gozava ondas quentes, doces que rolavam mais e mais, parando sua respiração. E quando ela caiu no colchão ele estava ali, subindo em seu corpo beijá-la, para

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deixá-la saborear a doçura de seu próprio prazer. Ela colocou os braços ao redor dele e lambeu seus lábios e queixo, levando uma mão abaixo de seu corpo para espalmar seu pau. “Agora foda-me. Rápido.” Ele puxou um preservativo e a colocou sobre a extremidade da cama em sua barriga. E entrou nela duro e rápido, e ela ofegou, calafrios irrompiam de sua pele. Ela se levantou, e Mick deslizou a mão por suas costas enquanto ele saia e apunhalada dentro dela novamente. Ele se inclinou e varreu seu cabelo para o lado, pressionando os lábios em sua nuca. “Você está molhada. Você sabe o quão molhada, apertada e quente você é?” Ela não achava que sua pergunta exigia uma resposta. Estava muito ocupada ofegando enquanto ele movia-se dentro dela, então ela não podia respondê-lo. Sua única resposta foi mover-se para trás, dando-lhe mais acesso a ela. Mick agarrou seus quadris para puxá-la contra ele. Ele se inclinou para a base de seus seios, batendo dentro dela com estocadas duras agora. Tara cerrou os punhos no edredom e se preparou contra a borda da cama enquanto ele empurrava profundamente, depois recuava, cada vez mais rápido, antes de levá-la mais alto, seu eixo parecia inchar dentro dela, roçando todos os seus tecidos sensíveis. Ela queria gozar com ele dentro dela. Ela moveu a mão entre as pernas e esfregou seu clitóris, tão inchado que apenas tocando-o fez seu clímax se aproximar. Mick diminuiu a velocidade e levou mais suavemente, então, colocou o braço em volta de sua cintura e balançou contra ela em um ritmo suave, parecendo saber o que ela precisava. Ela sentiu os impulsos, sentido sua boceta agarrá-lo em um torno apertado enquanto ela rolava sobre a borda com ele. Ele gemia e apertava enquanto empurrava inúmeras vezes. Tara gritou com seu orgasmo, até que ambos estavam exaustos, ela de bruços sobre a cama e Mick deitando sobre suas costas.

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Ela respirava dentro e fora, apreciando senti-lo contra ela. Ela se sentia atordoada, eufórica, levou tempo para conseguir se orientar quando abriu os olhos, assim que seu telefone tocou. “Você vai atender?” “Eu devo. Pode ser Nathan.” Ela pegou sua calça jeans e pescou o celular. Era Nathan. Ela corou enquanto atendia, embora Nathan não pudesse saber que Mick estava aqui. “Ei.” “Ei, Mãe. Eu esqueci minha chave, então só queria me certificar que você estava em casa.” Ela pulou da cama. “Sua chave? Por quê?” “Preciso pegar um jogo e deixei ai. Estarei em casa em cerca de dez minutos.” “Uh, certo.” “Merda!” ela disse, agarrando a calcinha e calça jeans enquanto desligava o telefone. “O que?” “É Nathan. Ele está voltando para casa.” Lábios de Mick ergueram-se. “Oh. Mais cedo do que você pensou?” “Não. Ele não deveria estar aqui. Ele estava passando a noite na casa do seu amigo.” “Então. Você me tem aqui com falsos pretextos, hein?” “Oh, cale-se e vista suas roupas.” Ela correu para o banheiro e ligou a torneira, jogou uma toalha para Mick, que sorriu enquanto caminhou para ela. Como ele ousava parecer tão relaxado e à vontade? Ela se limpou em tempo recorde, pôs seu selvagem, cabelo de sexo louco para trás em um rabo-de-cavalo, e espirrou água fria em seu rosto corado, então Mick praticamente arrastouse de seu quarto descendo as escadas. “Certo, cozinha,” ela disse, sem fôlego enquanto corria para a cozinha e começava a fazer chá.

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“Quer relaxar? Ele ainda não está aqui, não é?” “Não. Mas meu Deus, ele podia ter entrado. O que estávamos pensando?” Ela balançou a cabeça enquanto enchia a chaleira com a água. Ele apareceu atrás dela e colocou os braços a seu redor. “Eu não sei quanto a você, mas eu estava pensando o quão bem me senti dentro de você.” Ela o empurrou com seu quadril. “Pare com isso.” “Mãe! Estou em casa!” Ela estremeceu voltando-se e estampou um sorriso. “Aqui.” Se apenas seu coração parasse de bater freneticamente contra seu peito, então ela não cairia desmaiada. Nathan entrou na cozinha, olhou para ela e então para Mick, e seus olhos se arregalaram. “Santa merda.” “Nathan, veja como fala.” “Você é Mick Riley.” Mick sorriu e foi apertar a mão de Nathan. “Eu sou. E você é Nathan. Prazer em conhecê-lo.” Nathan tragou, e Tara tinha certeza que nunca viu seu filho tão incrivelmente chocado antes. “Acho que você sabe quem Mick é.” Ele nem sequer olhou para ela, apenas manteve o olhar atordoado focado em Mick. “Duh, Mãe. Eu não sou idiota.” Mick puxou uma cadeira e se sentou. Nathan se sentou na cadeira próxima a ele. “Sua mãe disse que você joga futebol.” “Sim. O time Junior uma vez que sou apenas um calouro. Bem, estarei no segundo ano no outono.”

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“Eu joguei JV como um novato, também. Não fizeram time na escola até que eu fosse um júnior.” Eles começaram a tagarelarem longamente sobre futebol, o que deu a Tara um minuto para conseguir sua freqüência cardíaca sob controle. Certo, desastre evitado. Seu filho não a encontrou e Mick no meio de sexo selvagem com macacos. Bom Senhor, onde seu bom senso foi? Ela nunca trouxe um homem para casa, muito menos fez sexo com ele lá. Mick era uma influência muito ruim sobre ela. “Então onde vocês se conheceram?” “Sua mãe organizou um evento para nosso time há algumas semanas.” Nathan desviou o olhar arregalado para ela. “Você fez?” Tara trouxe o chá para a mesa. “Eu fiz.” “Eu não sabia disso.” “Acredito que mencionei isso. Mais de uma vez, de fato. Você poderia tentar escutar quando eu falar sobre meu trabalho.” Nathan encolheu os ombros. “Seu trabalho na maioria é chato.” “Evidentemente não,” Mick disse, “ou você não teria perdido a parte sobre ela suprir um evento para meu time. Ela poderia até ter filado um convite para você se tivesse prestado atenção.” Mick acotovelou Nathan. Nathan teve a decência de abaixar a cabeça e corar. Bom movimento, Mick. “Sim, certo, então talvez eu devesse ter escutando. Qualquer outra coisa boa surgindo, Mãe?” “Infelizmente, não. A menos que você queira me acompanhar a um almoço na assembléia municipal. Ou talvez uma festa de jardim para as Filhas da Revolução Americana?” Nathan balançou a cabeça. “Não, obrigado. Eu prefiro ter minhas pernas enceradas.” Mick riu. “Não posso dizer que culpo você, amigo.” Tara pediu pizza, e Nathan de alguma maneira organizou uma trapaça convidando um ‘par’ de seus melhores amigos virem. Tara recusou-se a isso, mas Mick disse que não se

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importava. Antes que percebesse, cinco adolescentes estavam pendurados em cada palavra de Mick, e devorando as dez pizzas que ela pediu e Mick insistiu em pagar. Uma vez que a horda voraz de adolescentes e um homem adulto faminto foram saciados, Mick se sentou na sala de estar com Nathan e seus amigos se juntaram ao redor deles, e eles falaram de futebol sem parar. Tara debruçou contra a parede e escutava. Mick parecia muito à vontade com os garotos, não se importando de responder a enxurrada de perguntas, e ela não ouviu seu filho conversar tanto assim, desde que ele tinha seis anos de idade. Claro, não era como se ela sempre conversasse de futebol com ele, ou algo assim. Afinal, ela era sua mãe. E uma menina. Tantos pontos contra ela, enquanto que Mick era tipo um herói. Ele era uma estrela do futebol, e nunca teve que fazer o trabalho sujo como dizer a seu filho para fazer sua lição ou não ceder por não acatar seu toque de recolher. Tão injusto. “E o que dizer de Gavin? Ele é tão incrível quanto parece?” Nathan perguntou. Tara examinou mentalmente a lista de todos os jogadores de São Francisco e veio em branco. Ela achava que conhecia todos eles. “Quem é Gavin?” Nathan lhe lançou um olhar que lhe dizia que era uma completa idiota. “Gavin Riley, Mãe.” “Uhhhh...” Tara passou o olhar de Mick, que parecia divertido, para Nathan, que parecia horrorizado. “Mãe, Gavin Riley não é apenas o irmão mais novo do Mick, ele também é um jogador de beisebol profissional. Primeira base? Joga no Saint Louis, que, a propósito, também é a cidade natal de Mick e Gavin? Em que planeta você está vivendo, afinal?” “Marte, aparentemente,” Tara disse, atirando um olhar impotente contra Mick, que riu. “Eu não acho que ela é obrigada a conhecer todos os jogadores de todos os esportes, Nathan. E sua mãe e eu apenas recentemente começamos a sair, então ela não sabe minha biografia, como você faz.”

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“Sim, mas se ela vai sair com você, certo como o inferno ela deve saber quem seu irmão é.” “Linguajar, Nathan,” Tara revidou. Nathan apenas deu de ombros. “Temos principalmente conversando apenas um do outro, não entrado na história da família, Nate,” Mick disse com um sorriso que foi dirigido para Tara. Os garotos oooh e ahh de uma forma muito adulto. Nathan lançou um curioso olhar para Tara, que a fez querer se esgueirar da sala. “Isso é grave. Enfim, sobre aquele jogo com o Green Bay...” Salva pelo futebol. Tara escapou da sala antes que quaisquer outros tópicos embaraçosos sobre ela e Mick surgissem. Tara deixou Mick apreciar a adoração dos garotos adolescentes por mais algum tempo, até que ele a encontrou na cozinha lavando pratos. Pelo menos ela esperava que o cara deslizando os braços ao redor dela fosse Mick. Ela voltou-se quando ele beijou seu pescoço. “Você não tem que se esconder aqui,” ele disse. Ela secou as mãos na toalha da cozinha e se afastou. “Eu não queria ficar no meio da adoração do herói.” “Bons garotos. Mas como todos os meninos, eles tendem a querer serem o centro das atenções. Estou namorando você, não eles. E você tem o direito de se afirmar.” “Eu não me importo. Onde eles estão agora?” “Enviei o fã clube para casa. Nathan está lá em cima trabalhando algumas jogadas para o treino de amanhã com seu amigo, então eles estão decolando. Ele disse que tem treino amanhã, então lhe disse que devia dormir as onze.” Tara ouviu o passo pesado dos pés na escada. Nathan e Devon apareceram na cozinha. Seu filho estava sorrindo. Sorrindo, mesmo. “Nós estamos indo. Tchau, mãe. Até logo, Mick.” “Até logo, Nathan,” Mick disse. “Não se esqueça de dormir um pouco.”

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Nathan saudou. “É isso ai.” Depois que ele partiu, Tare bufou. “Luzes apagadas às onze? Sim, certo. Como se isso fosse acontecer.” “Irá. Ele me prometeu.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Você esta falando sério. Ele vai realmente dormir às onze.” Mick deu de ombros. “Eu dei meu discurso sobre garotos crescendo e atletas que precisam dormir e quanto o treino de futebol tira de um corpo todo dia, especialmente no verão. Posso garantir que às onze horas, ele e seu amigo irão dormir.” Tara inclinou-se para trás. “Eu estou... atordoada. Não posso te dizer quantas vezes eu briguei com ele sobre ir para a cama em uma hora decente.” “Eu foi um adolescente uma vez. Eu sei o quão horríveis somos e me desculpo por meu gênero.” Ela não podia deixar de rir. “Desculpas aceita.” “Bem. Agora venha se sentar comigo e relaxar.” Ele a arrastou para a sala, ligou a televisão, e se deixou cair no sofá, então esperou ela se aconchegar com ele. Ela hesitou. “O que está errado?” “Eu não trago homens aqui.” Ele apoiou os pés. “Por que não?” Ela se sentou na cadeira em vez do sofá com ele. “Eu não sei. Eu só... não faço.” “Então você pensa que está errado seu filho saber que você tem um cara assistindo televisão com você?” Ela olhou para ele. “Mick. Eu não sei. Eu não namoro.” “Ele tem quatorze anos, Tara.” Ela mordeu o lábio inferior. “Seu aniversário é no próximo mês.”

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“Então você está me dizendo que ele terá quinze no próximo mês, e você nunca trouxe um cara? Em quanto tempo?” “O que você quer dizer?” “Que tal o seu pai?” Ela hesitou. “Ele não é parte da vida do Nathan agora.” Ele a estudou. “Quanto tempo o papai dele esteve fora da foto?” “Oh.” Ela olhou para as mãos por alguns segundos. “Estou curioso. Desculpe.” “O pai dele nunca esteve na foto.” “Nunca?” “Não.” “Bastardo.” Ela estremeceu ao inspirar e ergueu o olhar para o dele. “É uma história longa.” “Quer conversar sobre isso?” “Hoje não.” “Certo. Mas ainda assim, você tem direito de ter uma vida.” Ela deu de ombros. “Eu estive ocupada, primeiro quando Nathan era pequeno, e depois com minha educação, e agora tentando conseguir minha atual.” “Novamente, você precisa ter uma vida. E não há problema em trazer um namorado de vez em quando.” Quando falava assim, soava ridículo e provinciano. “Eu apenas nunca quis ser o tipo de mãe solteira que desfila um monte de caras entrando e saindo de sua vida.” “E você não tem, não é?” “Não.” “Então venha aqui e vamos assistir a um filme. Prometo não violentar você.” “Bem, onde está à diversão nisso?”

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OH, HOMEM. MICK ESTAVA EM APUROS. Ele gostava dessa mulher. Realmente gostava dela. E gostava de seu filho, também. Ela era uma boa mãe; ele podia dizer. Ela não foi para fora para seu próprio prazer. Ela cuidava de seu filho e suas necessidades, obviamente não indo a festas em detrimento do bem-estar de Nathan, e era realmente uma daquelas mulheres que põem seu filho em primeiro. E isso estava tão fora de seu elemento, que ele não tinha ideia do que estava fazendo. Uma hora e um meia do filme e ela estava adormecida em seu ombro, ligeiramente roncando, e ele achou incrivelmente—real. Nenhuma mulher que Liz lhe arranjou seria pega adormecida com a boca aberta e roncando em seu ombro, e muito menos o cabelo saindo pelas laterais do rabo-de-cavalo. Ele arrumou-se e colocou a cabeça de Tara em seu colo. Deus, ela era atraente. Não linda de morrer, no sentido que ele estava acostumado. Ele teve muitas mulheres deslumbrantes em seu braço antes. Mas gostava que Tara fosse apenas... normal e bonita. E ela roncava. Sim, ele realmente gostou daquilo sobre ela. Ela bufou uma vez e então rolou sobre seu lado, puxando os joelhos em direção a peito. Mick pegou o cobertor de cima do sofá e a cobriu com ele. Ela não acordou, estava provavelmente exausta. Ele perguntou-se quanto tempo ela estava fazendo tudo sozinha. Criar uma criança sozinha? Homem, não seria nada fácil, e ela não disse nada sobre sua família. Nathan parecia um garoto legal, também. Assim eram seus amigos. Que significava que ela estava fazendo tudo direito. Sozinha. Como se ele já não gostasse muito sobre ela, ele teve que ir e começar a admirá-la, também. Sim, ele estava em apuros com esta mulher.

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Capítulo Seis “ENTÃO QUANTO TEMPO ISSO ESTA ACONTECENDO?” Tara quase saltou fora de sua pele quando a voz de Nathan quebrou o silêncio de seu sábado à tarde normal de atividades como roupa para lavar e dobrar. Ela foi trabalhar cedo aquela manhã, e ele voltou quando ela chegou em casa. Como era frequentemente o caso, eles eram como dois navios passando um pelo outro durante a noite. Ela colocou a toalha em cima da secadora. “Você me assustou. Quando você entrou?” “Eu não sei. Um tempo atrás” “Eu não ouvi você acima do secador. Quanto tempo tem que o que esta acontecendo?” “Você e Mick Riley.” “Oh. Não existe nada acontecendo.” Nathan inclinou a cabeça para o lado e lhe deu o mesmo olhar que ela lhe dava quando a resposta não era boa o suficiente. Ela resistiu ao sorriso. “Vamos, Mãe. Nenhum cara vem para jantar com seu filho se ele realmente não gostar de você.” “Você acha?” “Guh. Se você sofrer será ruim para ele.” Ele virou e saiu da lavanderia. Tara o seguiu na cozinha e ergueu a tampa da panela no fogão. Ela mexeu o molho enquanto Nathan se servia de um copo de leite com chocolate. “Então, não te incomoda?” ela perguntou. “O que me incomoda?” “Ver-me com alguém.” “Ele não é apenas alguém, Mãe. Ele é o quarterback de um maldito time de futebol da NFL.” “Se ele não fosse, iria te incomodar?”

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“Mãe, eu não me importo se você estiver namorando o cara que leva nosso lixo, desde que ele seja bom para você.” Nathan parou na frente dela e olhou diretamente em seus olhos. “Ele é bom para você?” Sua pergunta a chocou. “Sim. Ele é.” “Então vá para isso. Mas é muito malditamente legal que você está namorando Mick Riley. Não espere que eu mantenha uma tampa sobre isso.” Nathan beijou sua bochecha e saída da sala, com o leite e um punhado de biscoitos na mão. Ela estava muito emocionada e com lágrimas nos olhos para saltar nele sobre comer besteiras antes do jantar.

MICK ESTAVA FISICAMENTE DRENADO, GOTEJANDO SUOR, e xingando seu treinador, o que fez Ben rir dele e chamar isso de um bom treino. Mick enxugou o suor de seus olhos e drenou sua garrafa da água. “Você é um filho da puta,” disse ele, ofegante. Ben se sentou perto dele no banco pesado. “Você me paga para ser um filho da puta. Se você me odeia no fim de um treino, então eu fiz meu trabalho.” “Uh-huh. Eu estou morrendo aqui.” Ben lhe deu um tapa nas costas, sua cabeça calva brilhando com as luzes de cima. “Pare de chorar como uma boceta e fique na esteira por vinte para esfriar. Então você pode bater o chuveiro.” “Você aprecia isso.” Mick arrastou seu corpo dolorido para ficar de pé. “Supre minhas propensões sádicas. E sou pago por isso. O que não amar sobre isso?” Mick balançou a cabeça e se arrastou para a esteira, bateu vinte minutos e uma caminhada razoável ainda não praticamente lenta, e arrancou. Até então Ben estava fora torturando algum outro pobre bastardo. Mick focou na televisão e esperou que estes vinte minutos fossem mais rápidos.

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“Homem, você deve estar ficando velho. os treinos de Ben estão malditamente perto de matar você.” Mick sorriu quando Randy Lasalle, seu melhor receptador, pulou sobre a esteira e começou a um ritmo acelerado. Randy tinha vinte e dois e no segundo ano de seu contrato. Mick estava feliz por tê-lo. O garoto veio de uma escola pública em Louisiana, altamente sortudo porque tinha as malditas melhores mãos e a passadas mais rápidas que Mick já viu. “Você esta aqui para trabalhar com Ben?” “Sim. Preciso ficar em forma para as senhoras, você não sabia.” Mick bufou. “O que quer dizer é que precisa manter as pernas bem em forma para mim.” Randy riu. “Só não diga as senhoras, certo?” Ben apareceu, debruçou sobre a esteira de Randy e, teclou alguns números. “Não é rápido o suficiente, garoto bonito. Você quer continuar fazendo dinheiro grande em pernas rápidas, então menos conversa, mais corrida.” Depois que Ben foi embora, Randy disse, “É como voltar à escola novamente. Estou muito velho para esta merda.” “Eu não o ouvi suando o suficiente, Randy,” Ben disse através da sala. Randy revirou os olhos, e Mick riu. Mick banhou, vestiu-se, e se dirigiu para à frente do ginásio, quando viu uma magnífica ruiva usando um terno poderoso, que era quase mas não completamente curto demais para ser considerado apropriado. Seu cabelo esta elegantemente penteado, seus olhos de um verde fascinante, seus saltos pecaminosamente altos. Ela parecia encarnar o sexo, e sorriu enquanto sabia exatamente como se pareceu quando se debruçou contra o balcão da frente enquanto falava ao telefone, um quadril inclinado par o lado, aparentemente alheia a massas de caras suados do ginásio que estavam babando, oh tão obviamente caminhando repetidamente por pegar um vislumbre seu. Mas Mick sabia que ela era qualquer coisa exceto indiferente.

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A agente de Mick, Elizabeth Darnell, não era nada se não uma rolha de tráfico. Ela deixava sua beleza chocante consegui-lo na porta e bobinava você. E então ela participava da matança, enquanto sua língua estava arrastando no chão. Ela terminou sua conversa por telefone, quando o viu vindo em sua direção, e virou seu sorriso deslumbrante sobre ele. “Mick, eu não sabia que você estava aqui.” “Liz, eu duvido que exista pouquíssimas coisas que você não sabe.” Ela deslizou o braço no seu. “Verdade. Leve-me para almoçar, e vamos conversar.” “Certo.” Atingiram um restaurante a alguns quarteirões. Mick estava morrendo de fome depois da flagelação de Ben, então ele carregou em proteínas e carboidratos, enquanto Liz mordiscou uma salada de frango grelhado. “Você precisa de um cheeseburger,” ele disse, acenando seu garfo em suas tentativas lamentáveis de comer. “Querido, se eu engordar, gerentes gerais não cobiçarão minhas pernas e meus peitos. Então quem conseguirá contratos milionários para caras como você?” Mick tomou um longo gole de água. “Eu prefiro ver você comer um cheeseburger.” Ela arqueou uma sobrancelha, limpou a boca oh-tão-bonita com o guardanapo, em seguida, empurrou o prato para o lado. “Há uma estréia em Hollywood esta semana que eu gostaria que você fosse.” “Não estou interessado.” “Você sempre diz isso. E então você sempre vai.” “Ainda não interessado.” Liz inalou profundamente, como se fosse um pai exasperado com uma criança difícil. Ele sabia que ela não estava tentando impressioná-lo com a sugestão de sua divisão em exibição. Mick não fodia com as pessoas com que fazia negócios, o que funcionava muito bem para Liz, também, porque ela não misturava seus negócios com seu prazer qualquer um. Para

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Mick, Liz era como uma irmã, uma irmã às vezes extremamente irritante, que lhe fez muito dinheiro. “Mick, a época do verão é de grande sucesso. As pessoas estão prestando atenção na televisão e revistas e para quem aparece nestas grandes estréias de cinema. Isto seria um grande momento para aparecer em um destes grandes, cinemas para ganhar dinheiro. O novo filme de Cynthia Beaudreaux será lançado quarta-feira.” “Que tipo de filme é?” “Uma comédia romântica.” Mick mordeu um pedaço de pão. “Eu gosto de filmes de ação.” “Mas você não adoraria assistir a estréia de seu filme?” Ele preferia ter um canal radicular. Mas talvez Tara gostasse de comédias românticas. “Deixe-me verificar minha agenda, e eu contacto você.” Liz arqueou uma sobrancelha. “Mel, eu sou sua programação. Eu sei cada movimento que você faz.” “Não, você não sabe.” “Sim, eu sei.” “Você não me possui, Liz. Não cometa o engano de pensar que você faz. Você quer administrar minha carreira, ótimo. Não pense que você administra minha vida. Eu verificarei minha agenda e contacto você.” Ela pegou a taça de água com gás, nem um pouco ofendida. Sua vida consistida em lidar com atletas com egos enormes. Ele sabia que precisaria de um rolo compressor para detêla. “Você não pode fazer isso agora?” “Meu telefone está no carro.” “Você não pode ir buscá-lo?” “Não.” E Mick teve que admitir que ele gostava de irritá-la.

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Ela suspirou. “Você tenta minha paciência, Mick.” “Sim, mas eu faço você ter um inferno de muito dinheiro, então você está disposta a me tolerar. Ligarei para você mais tarde, hoje à noite, Liz. E então lhe direi para me agarrar alguns ingressos para a estréia.” “Quis dizer para você levar Cynthia Beaudreaux para a estréia de seu filme.” “Ela já não tem uma companhia?” “Não sei. Talvez tenha. Não me importo. Vou providenciar para você ser seu par.” “Lá vai você novamente, organizando as vidas das pessoas por elas.” “Para seu benefício. Para seu benefício.” “Se eu for para essa estréia, não será com Cynthia.” Os olhos de Liz relampejaram com irritação. “Quem será?” “Eu trarei minha própria companhia.” “Aquela promoter?” Ele deu de ombros. “Talvez.” “Ela é uma ninguém.” “Mas o ponto para eu ir a estréia é para eu ser visto e fotografado, certo?” Ela bateu as unhas na mesa. “Sim. Mas...” “Mas nada. Você me apresentou há estas mulheres por anos, Liz. E as relações públicas são ótimas. De vez em quando eu gostaria de escolher minha própria companhia, ok?” Ela abriu a boca para dizer algo, mas o olhar que ele lhe deu a fez pensar duas vezes. Mulher inteligente. Ela sabia quando não discutir. “Ligue-me e me deixe saber o que você decidir.” “Farei isso.”

NATHAN FOI PASSAR A SEMANA EM UM acampamento de FUTEBOL. Ambos os times —JV e universitários — estavam participando. Ele nunca ficou longe dela por tanto tempo. Alguns dias para excursões da escola sim, mas não toda uma longa semana. Tara o pôs

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no ônibus às cinco da manhã esta manhã e tentou não deixá-lo ver as lágrimas que ameaçavam cair, sabendo que ele ficaria envergonhado. Mais ela queria que ele crescesse forte e independente, e ele certamente era isso e mais. Ele estava tão excitado sobre este acampamento, e ela economizou para poder ter recursos para isso. Ela tinha muito prazer em poder fazer isso para ele. Ele ganhou com boas notas e fazendo tarefas, e se sua atitude durante o último ano não foi espetacular, ela entendia que não era fácil ser um adolescente e iniciar o ensino médio. Havia tantas pressões sobre as crianças nos dias de hoje. Ela tentou dar-lhe alguma folga, desde que coisas não saíssem muito fora de controle. E aqueles irritantes hormônios responsáveis por pelo menos alguns de seus comportamentos de Jekyll e Hyde9. Mas agora ela tinha uma semana inteira de noites tranqüilas em casa. Não sabia o que faria com ela mesma. De dia se manteve ocupada com o trabalho. Ela tinha um almoço na quarta-feira, então hoje e terça-feira ela e as outras mulheres estariam ocupadas preparando-se suficientemente para isso. Mas o que ela faria a noite? Ela supôs que seria melhor começar a se preparar para aqueles momentos de solidão, desde que, eventualmente ela conseguisse sua licença de motorista, começasse a namorar, ir para a faculdade. Ele não estaria muito ao redor tanto assim. Ela pegou-se olhando pela janela da cozinha, atirando-se de volta a realidade com o som do toque de seu celular. Ela o pegou e respondeu. “Ei, linda.” Mick. Ela sorriu ao som de sua voz. “Ei você mesmo, lindo.” “O que você está fazendo?” “Lamentando-me porque meu filho me abandonou por uma semana.” “Ah é? Onde ele foi?” “Acampamento de futebol.” “Eu me lembro deles. Ele terá um bom tempo.”

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Dr. Jekyll e Mr. Hyde: Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde (em Portugal, O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde / no Brasil, O Médico e o Monstro) — romance de Robert Louis Stevenson publicado em 1886, e que deu origem a vários filmes.

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“Tenho certeza que ele irá. Mas é a primeira vez que nós separamos tanto tempo.” “Nossa, Mãe, momento de cortar o cordão umbilical.” Agora era sua vez de rir. “Você esta certo. Estou um pouco além dos limites, não é?” “Definitivamente. Então o que você fará quarta-feira à noite?” “Eu tenho um almoço para fazer quarta-feira.” “Mas quarta-feira à noite? Você está livre?” “Hum, acho que sim.” “Quanto tempo durara seu almoço?” “Deveremos terminar mais ou menos pelas duas horas, incluindo a limpeza.” “Você gostaria de ver um filme comigo quarta-feira à noite?” Ela sorriu. Isso seria o caminho perfeito para relaxar depois de fazer o evento de quartafeira. “Eu adoraria.” “Ótimo. Se você me der à localização do evento que está fazendo, mandarei uma limusine buscá-la por volta das duas.” “Uma limusine?” “Sim. Ela lhe trará ao aeroporto.” “Aeroporto? Para ver um filme?” Sentia-se como se houvesse perdido uma parte da conversa em algum lugar. “Voaremos para Los Angeles para ver a estréia do ‘I Dream of You’.” Ela caiu da cadeira. “Você está brincando comigo? Estive morrendo de vontade de ver esse filme.” “Sim? Ótimo.” “Você está falando sério? A estréia?” “Sério.” “Oh meu Deus, Mick.” “Isso quer dizer sim?” “Hum, sim. Claro que sim. Eu adoraria.”

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“Bom. Mandarei a limusine buscá-la as duas. Voaremos para lá, ficaremos em um hotel durante a noite, se estiver tudo bem para você.” “Sim. Perfeito. Oh, Deus, eu tenho que encontrar algo para vestir para uma estréia. Bom Senhor, eu não tenho muito tempo, não é?” “A levarei as compras amanhã.” “Não preciso de você para me levar as compras. E eu não tenho tempo para fazer compras. Estarei ocupada o dia todo amanhã, terminando os planos para o almoço.” “Tudo bem. Pedirei a Liz para enviar alguma coisa.” “Não. Posso comprar minhas próprias roupas. Arranjarei um tempo.” “Tara, eu não a convidei para a estréia para que entrasse em pânico. E me certificarei que você tenha algo para digno para vestir na estréia. Essa é minha responsabilidade, então não se preocupe, ok? Além disso, minha agente tem pessoas que trabalham para ela que quase não tem o suficiente para fazer.” Ela riu. “Certo, se você insiste. E Mick?” “Sim?” “Obrigado por me convidar. Estou muito animada.” “Eu, também.”

OS DOIS DIAS SEGUINTES PASSARAM EM UMA INTENSA ATIVIDADE. Quando disse as garotas sobre o convite para a estréia, não tinha certeza qual estava mais emocionada, ela ou elas. Embora tivesse um milhão de coisas de última hora para fazer para o almoço, Maggie insistiu que Tara fosse a uma manicure e pedicure, apesar dos protestos veementes de Tara, que não tinha nenhum tempo para isto. Mas Ellen e Karie disseram que tudo estava fechado para o almoço, e Tara estava desnecessariamente preocupada. Mas esse era seu trabalho. Se não se preocupasse com cada pequeno detalhe, quem iria?

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Pelo menos o almoço manteve sua mente longe da ida para uma fantástica estréia de filme com Mick. Caso contrário ela seria um absoluto caso perdido de preocupando sobre o que vestiria e como colocaria o cabelo para cima e que jóias escolheria. Mas assas coisas, aparentemente, estavam fora de seu controle, pelo menos de acordo com uma Lisa Montgomery, que apareceu bem cedo na terça-feira de manhã. Lisa trabalhava para Elizabeth Darnell, agente do Mick. Ela irrompeu repentinamente na loja quando elas abriram, tirou medidas de Tara, perguntou sobre as preferências de Tara em cores de vestido, sapatos, penteados, maquiagem, e até jóias. Maggie, Ellen, e Karie riram e entraram no espírito da coisa, enquanto Tara na maior parte, apenas sentou-se lá chocada com tudo, até Lisa agradecer-lhe, disse-lhe cuidaria de tudo, tudo que Tara tinha que fazer era aparecer em Los Angeles na quarta-feira, e saiu pela porta. Quando o almoço, que saiu perfeitamente, terminou, Tara estava fisicamente e mentalmente drenada. No entanto, quando o serviço de limusine apareceu, ela não podia ajudar, mas sentiu uma sensação renovada de excitação, mais porque ela veria Mick novamente do que pela estréia. Mas Maggie enxotou-a pela porta e lhe disse que elas terminariam de supervisionar o fim da limpeza. Então ela subiu na limusine preta, sentindo-se mais importante do que era, e tentou relaxar enquanto iam em direção ao aeroporto de São Francisco. Ela ficou surpreendida ao descobrir que iriam pegar um pequeno jato particular em lugar de uma linha aérea comercial. Ela subiu a bordo do jato luxuoso. Mick estava acomodado na parte de trás em uma muito confortável cadeira, olhando-a. Ele levantou-se quando ela entrou, veio até ela, inclinando-a em seus braços, e beijou-a profundamente. Ela derreteu em seus braços, todo o stress da semana flutuando para longe enquanto seus lábios moviam-se sobre os dela, sua língua deslizou dentro lambendo a sua. Ela suspirou, inclinou-se contra ele, amando a sensação de seus músculos duros enquanto se segurava nele. Era difícil não querer continuar a beijá-lo, tocá-lo, mas eles não estavam sozinhos. Ela quebrou o beijo, e ele tocou a fronte na dela.

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“Eu senti sua falta.” Ela sorriu, adorando que ele disse às palavras que ela sentia. “Senti sua falta, também.” “Como foi seu almoço?” Ele fez um sinal a ela para um sofá de couro branco. Este avião não parecia com um avião. Parecia uma suíte de hotel com tapete exuberante e grandes cadeiras giratórias. E o sofá. Ela nunca viu nada parecido. Ela se sentou, e ele se sentou perto dela. “Foi realmente bem.” “Ótimo. Espero que você consiga mais negócios a partir dele.” “Eu, também.” A aeromoça a bordo serviu-lhe uma taça de champanha. Ela sorriu, sentindo-se um pouco decadente, mas alegremente aceitou, então virou para Mick, que tomou um gole de um copo de algo que parecia clube soda. “Nenhum champanha para você?” “É verão e estou em treinamento. Meu personal trainer chutaria meu traseiro se descobrisse que eu estava suando álcool.” Ela riu. “Trabalhando duro, não é?” “Às vezes eu choro um pouco depois de um treino. Mas não o deixe ouvir que eu disse isso. Ele só vai inflamar seu ego.” “Não posso sequer imaginar, na forma em que você esta, o que é preciso para conseguilo assim.” Ele deu de ombros. “Estou ficando mais velho. É mais difícil para eu ficar desta forma, então eu tenho que trabalhar nisso.” “O futebol é um esporte brutal. Você tem que ser construído como a encosta de uma montanha para ter a espécie de resultado que você faz.” Ele se inclinou para trás e brincava com as pontas de seu cabelo. “É mais fácil para mim do que muitos outros caras. Eu apenas fico lá atrás e jogo.” “Uh-huh. Eu vi os jogos. Você toma sua parte de acertos.” “Então, você é uma fã. Quer um autógrafo?”

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“Por que, sim, eu quero. Você pode autografar sua língua em meu...” “Estaremos prontos para decolar em breve, Sr. Riley.” “Obrigado, Amanda,” ele disse, nenhuma vez tirando seus olhos de Tara. Depois que Amanda partiu para a frente do avião, Mick se debruçou adiante e roçou os lábios através dos dela. Tara tragou, seu corpo envolto em um inferno de necessidade. “Tatuar com minha língua, hein?” Ela devia estar envergonhada que Amanda a aeromoça provavelmente generalizado ao que ela disse, mas neste momento, sua única preocupação era Mick. “Sim.” “Vou manter isso em mente. Hora de afivelar o cinto.” Eles mudaram-se para cadeiras separada até após a decolagem, momento que Amanda trouxe-lhes bebidas frescas, aperitivos de camarão grelhado, e uma salada. “Percebi que você precisava comer algo,” Mick disse. “Depois que aterrissarmos não haverá tempo para comer até depois da estréia.” “Qual é a agenda?” “Liz disse que arranjou para alguém fazer seu cabelo e maquiagem, e ela tem seu vestido e sapatos e as jóias tudo pronto em Los Angeles” “Mick, você entrou em uma enorme quantidade de problemas em meu nome. Você não tinha que fazer isso.” Ele pegou sua mão e beijou seu pulso. “Eu quero que seja uma noite divertida para você.” “Obviamente este é um pequeno evento que sua agente queria que você participasse da exposição?” “Claro.” “E ela não esperava exatamente que você me trouxesse como sua companhia.” “Não faço tudo que Elizabeth me diz para fazer.” Ele segurou sua mão e lambeu a parte interna de seu pulso. Ela estremeceu.

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“Quanto tempo temos antes de o vôo aterrissar?” Mick pegou seu celular para olhar as horas. “Mais ou menos quarenta minutos. Por quê? Você tem algo em mente?” Ela olha garimpou o confim do avião. “Não há muita privacidade aqui.” “Mais do que você pensa.” Ele se levantou e a tomou pela mão, levando-a pela porta atrás do avião. Ela ofegou quando percebeu que era um quarto. “Puta merda. Quem possui esta coisa? Algum sultão?” Mick riu, vindo por trás dela e envolvendo seus braços ao seu redor. “É o avião de Irvin Stokes.” “Oh meu Deus. Eu não tinha ideia. Ele deve realmente gostar de você.” “Bem, sim. Mas ele realmente gosta de Elizabeth, também. Ela o leva no papo, almoça com sua esposa o tempo todo. Acho que ele pensa nela como sua filha oh-tão-bem sucedida.” Ela virou e colocou os braços ao redor dele. “Eu acho que ele realmente gosta de você. Eu não posso acreditar neste avião.” “Chega de conversa de aviões.” Mick alcançou atrás dele e trancou a porta, empurrando Tara contra a parede. “Se importa de juntar-se ao clube de milhas das alturas?” “Achei que você nunca perguntaria.” Ela apertou os lábios nos dele, seus mamilos já formigando no pensamento de fazer sexo com Mick neste avião. Ela estava tendo tantas experiências selvagens com ele, mas esta era insana e muito excitante também. Ela estava molhada e pronta e desejava poder ser imediatamente despida para que ele a fodesse. Então novamente, por que ela tinha que estar nua mesmo? Sua boca estava sobra a dela, seu corpo pressionado duramente contra o seu, e ela estava usando um vestido de verão. O pênis dele estava duro contra seu quadril. Ela ajeitou o corpo, pondo o pau duro em contato direto com seu sexo, então esfregou contra ele. Ele baixou os olhos para os dela, com um olhar ardente que a fez derreter por dentro. “Algo que você quer?” “Sim. Seu pau dentro de mim. Agora.”

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Ele ergueu seu vestido, com as mãos em punho enquanto empurrava-o acima de seus quadris, depois agarrou sua calcinha e a arrastou para baixo. Ela balançou a deixando cair ao chão. Mick retirou a calça e pegou o pênis, alcançando no bolso um preservativo, abrindo-o, e revestindo-se em tempo recorde. Mick a empurrou contra a parede e ergueu sua perna acima de seu quadril, empurrando dentro dela com um impulso forte que a teria feito gritar se ela não estivesse ciente de não estar só no avião. Ao invés, ela ofegou quando ele saiu e dirigiu nela novamente. Ela sentiu o pulsar de sua boceta, exigindo mais do prazer pecaminoso que ele lhe dava. Ele arrastou as alças do vestido de seus ombros e descobriu os seios, então se curvou agarrando um de seus mamilos e sugou-o, duro. Tara estremeceu, bateu a cabeça contra a parede do avião, o rugido dos motores igualando-se ao rugido de seu sangue, quando bateu em seus ouvidos. Ela puxou a camisa de Mick, e ele ergueu os braços, permitindo a ela tirá-la dele. Oh, ela gostava disso, tendo-o a batendo contra a parede do avião, seu vestido nada além de um chumaço em suas mãos, segurando-se nele, enquanto ele golpeava com estocadas altamente profundas, o frenesi de sua vida amorosa a levava para fora de sua mente para um lugar onde ela se sentia louca e livre. Ela não sabia nada além deste homem e deste momento e o centro de seu ser, onde o desejo enrolava-se como uma serpente, feroz e desimpedida. Ela marcava-lhe os ombros com as unhas e exigia mais. “Merda,” ele disse, balançando sua pélvis mais duro contra ela, dando-lhe quanto mais ela queria, deslizando a mão entre eles para massagear seu clitóris, separando-os o suficiente para deixá-los ver como ele fodia seu pau dentro dela e usava seus dedos no clitóris. “Eu vou gozar, Mick. Continue fodendo-me assim.” Ela sentiu sua boceta apertar ao redor do pau dele, uma selvagem espiral de sensações assumindo o comando, e gozou com um grito selvagem. Mick fechou a boca sobre a dela, chupando sua língua enquanto bombeava contra ela, empurrando profundamente dentro dela com um grunhido, quando ele atingiu o clímax,

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passou os braços ao redor dela, levantando-a do chão, enquanto empurrava duro e profundamente dentro dela. Sem fôlego, suas pernas formigando, ela o seguiu quando a levou para a cama e caiu sobre ela, ela em cima dele, ambos ofegantes e úmido de suor. Tara não falou por alguns minutos, satisfeita por apenas sentir as batidas do coração de Mick contra ela, enquanto ele acariciava suas costas. “Acho que amassei seu vestido,” ele finalmente disse. Ela riu. “Acho que não me importo. Mas poderíamos estar suando a colcha do Sr. Stokes.” “Eu não me importo, e tenho certeza que ele também não.” Eles limparam-se no banheiro muito bom e não totalmente típico das companhias aéreas. Tara alisou seu cabelo e vestido o melhor que foi capaz, mas era bastante óbvio por suas bochechas rosadas e lábios ligeiramente inchados que teve um foda recente se olhassem para ela. “Eu definitivamente pareço que acabei de fazer sexo. Como vou encarar a tripulação?” “A tripulação é muito bem paga para não notar nada. Vamos tomar uma bebida antes de aterrissar. Você me fez sedento.” Ela riu e pegou a mão dele, repentinamente muito sedenta de si própria.

A ÚNICA COISA QUE TARA APRENDEU MUITO RAPIDAMENTE NA chegada em Los Angeles era que a agente de Mick era um inferno de uma organizadora. Uma limusine os encontrou no avião e levou-os para um hotel extremamente luxuoso, onde ela foi afastada de Mick por um time inteiro de maquiadores e cabeleireiras. Ela foi jogada no chuveiro, e posteriormente lustrada, soprada, e polida dentro de uma polegada de sua vida. Ela teve sua maquilagem profissionalmente aplicada, seu cabelo feito, e até teve uma mulher para vesti-la. Ela perguntava-se se este era o estilo de vida que as estrelas de filme cresciam acostumadas. Certamente era bom ser mimada e todo, entretanto era um pouco opressivo.

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Quando ela esteve na frente do espelho usando o vestido de um estilista escandalosamente caro e adornada com jóias que nem queria saber o preço, teve que admitir que fizeram maravilhas nela, porque nem seu olhar parecia com o seu. Retoques faziam coisas mágicas na aparência das pessoas. A cicatriz acima de sua sobrancelha que conseguiu quando criança por ter caído do conjunto de balanço foi habilmente apagada. Seus olhos pareciam enormes e... bonitos, e seus cílios, uau. Nenhuma quantia por ficar na frente do espelho com um pincel de rímel jamais poderia esperar reproduzir a magia dos cílios falsos. O vestido cor cobre tomara-que-caia ajustava-se a seu busto, cintura, e quadris, em seguida, caía em ondas mágicas para o chão, e era a coisa mais bela que Tara já vestiu. E os sapatos, Deus, os sapatos. De tiras e salto escarpim com um arco atraente acima dos dedos. Eles combinavam com o vestido, e ela queria dormir com eles até que morresse. “Muito obrigada a todos. Sinto-me como a Cinderela hoje à noite. Todos vocês trabalharam tão duro para fazer-me parecer bonita, e não posso dizer-lhes o quanto aprecio isso.” Os maquiadores e cabeleireiros e estilistas, retribuíram o sorriso para ela, abraçaram e beijaram-na, em seguida, deixaram a suíte. Tara inspirou e expirou, depois virou mais uma vez para o espelho. “Puta merda, mulher.” Ela girou ao som da voz de Mick. Ele parou na entrada do quarto. Novamente, ela foi atingida por quão incrível o homem parecia usando um smoking. Seus ombros largos encheram o blazer tão bem, e era alto o suficiente para levar a elegância da roupa, o cabelo preto penteado perfeitamente, seus olhos azuis ainda mais impressionantes, contra o sólido preto do smoking. Ele entrou e caminhou ao redor dela enquanto ela permanecia no centro do quarto, então veio a ela, ergueu sua mão, e pressionou um beijo em seus dedos. “Você é a mulher mais linda que já vi.”

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Ela sentiu-se quente. “Não sou. Mas certamente sinto-me assim esta noite. Obrigada por isso.” “Você é a mulher mais linda que já vi, porque você aprecia isto de um modo que nenhuma mulher que eu já estive antes pode apreciá-lo.” Ela sentiu a picada das lágrimas. “Não me faça chorar, ou terá que chamar aquela horda inteira das pessoas de volta para me consertar.” Ele estendeu o braço. “Pronta para ir se divertir um pouco?” “Sim.”

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Capítulo Sete TARA NÃO SABIA O QUE ESPERAR, NUNCA ESTEVE em uma estréia de filme antes. Os flashes indo para seu rosto e as milhares de perguntas aparentemente questionando sobre quem era e qual sua relação com Mick a estavam subjugando e surpreendendo-a. Ela esperava que as estrelas de cinema fossem alvos da mídia. Mas ela? Ela era uma ninguém. Então novamente, Mick era famoso. A mídia queria de saber quem era sua acompanhante. Mick parecia muito confortável, sorrindo e acenando para os fãs e posando para as câmeras. E quando perguntado sobre Tara, parecia bem em apresentá-la a todos, inclusive os repórteres nacionais, revistas, até mesmo a televisão de entretenimento. Oh. Meu. Deus. Tara queria rastejar de volta na limusine, voltar para a suíte, e assistir as outras pessoas na TV. Ela não queria se ver na televisão, mas tinha certeza que os fotógrafos estavam muito mais interessados nas estrelas de cinema e TV e modelos presentes, e não nela. Ela não era notícia. E felizmente, todas as pessoas da mídia descobririam em breve e iriam às celebridades reais então Tara poderia respirar. O que apreciou foi estar entre a cobiçada melhor safra de Hollywood, que estava a poucos metros dela, dando entrevistas e sorrindo para as câmeras. Então quando não teve câmeras estalando em seu rosto, desejou ter pensado em trazer sua própria câmera e tirar algumas fotos para Maggie e Ellen e Karie ver. Embora supunha que poderia ser impróprio para ela se apressar até as estrelas do filme e tirar uma foto sincera deles com sua mini máquina fotográfica. Quando eles finalmente entraram, Mick os levou a seus assentos, e oh, o filme era maravilhoso. E o tempo passado com Mick foi ótimo. Ele segurou sua mão ou pôs o braço ao redor dela, e eles ambos riram do filme, que foi engraçado e tão romântico. Era uma noite

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perfeita, e Tara sentia-se como se realmente fosse Cinderela. Mick até se debruçou algumas vezes durante o filme e a beijou. Ela não podia ter pedido um momento melhor, e lembraria-se desta noite para sempre. Quando o filme acabou, todos saíram e dirigiu-se a suas limusines. Tara debruçou-se contra Mick, seu braço entrelaçado com o dele, quando deslizaram no carro. “Eu tive um tempo maravilhoso, Mick. Obrigada.” Ele sorriu para ela. “Você é bem-vinda. Mas não acabou.” “Não é?” “Não, há festas pós estréia. A menos que você não queira ir.” “Oh, não. Isso soa divertido.” Eles foram para outro hotel incrivelmente ostentoso onde havia uma festa no salão de baile surpreendente e enorme com balões e cartazes do filme e fontes de champanha e, felizmente, comida. “Oh, graças a Deus. Estou morrendo de fome,” disse enquanto ela e Mick encontraram uma mesa. “Eu, também. Estou tão contente que você gosta de comer.” Ela riu. “Por que eu não iria?” Ele deu-lhe um olhar. “Ficaria surpresa pelo número de mulheres que namorei que não comem. Não acreditaria no olhar de horror em seus rostos quando sugeri comida de verdade. Não existe nada mais deprimente que ver uma mulher mordiscar um pedaço de aipo.” Ela riu. “Não tema por mim. Guie-me para o mais próximo cheeseburger.” Havia fotógrafos e mídia presentes aqui, também, mas não parecia ser tanto frenesi como foi no tapete vermelho. Ainda assim, Tara estava ciente que Mick tinha uma imagem a manter, por isso, ela tentou não levar pás de comidas a boca, embora neste momento pudesse comer o braço direito de um fotógrafo.

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A mídia pareceu ter conteúdo suficiente dos atores e atrizes presentes e deixou-os para si. “Provavelmente esta arrependido por não ter trazido alguém mais famoso com você,” ela disse, finalmente capaz de falar depois que seu estômago estava cheio. Mick tomou um gole de refrigerante, então arqueou uma sobrancelha. “Por que você diz isso?” “Porque estamos quase sendo ignorados pela mídia. Se você trouxesse alguma atriz quente com você, você teria conseguido mais... o que eles chamam isto? Rosto do momento?” Ele riu. “Mel, eu não vim aqui para que eu pudesse ser fotografado. Deus sabe que eu consegui mais oportunidades com fotos do que preciso. Eu quis trazer você para que possa ter um bom tempo.” “Oh.” Ela olhou em seu colo, sentindo-se estúpida por dizer o que disse. “Sinto muito.” Ele inclinou-lhe o queixo com os dedos. “Não se desculpe. Mas não interprete mal o porquê estamos aqui. Eu não a estou usando para uma foto para mim, Tara. Trouxe-lhe aqui essa noite porque quis lhe dar um bom momento. Nenhum motivo oculto.” Ela deslizou a mão em torno da nuca dele. “Obrigada, Mick. Está realmente foi à melhor noite de minha vida.” Ele roçou os lábios através do dela, o beijo suave e gentil, o tipo de beijo que fez seu coração querer fazer coisas perigosas, como se apaixonar. O flash de uma câmera a fez saltar. Tara piscou e olhou para o rosto de um fotógrafo. “Você me mandará algumas cópias disso, não é, Jimmy?” Mick perguntou. O fotógrafo riu. “Com certeza, Mick.” Tara ergueu uma sobrancelha para Mick depois que o cara da câmera se afastou. “Pelo primeiro nome do paparazzi?” “Eles empurram uma câmera em seu rosto muitas vezes, você aprende quem são. Jimmy é um cara agradável. Ele é um freelancer. E realmente quero uma cópia daquela foto.” “Eu, também.”

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“Então, você esta pronta para conhecer algumas estrelas de cinema?” Seu coração gaguejou. “Serio?” “Claro.” Ele levantou-se e estendeu sua mão. “Não faz sentido trazê-la para uma destas festas se não puder dizer que encontrou alguns dos grandes nomes de Hollywood, certo?” Ela poderia simplesmente desmaiar no lugar.

MICK DEU UM GOLE NA GARRAFA D’ÁGUA E TAMPOU NOVAMENTE, olhando para Tara, que adormeceu na limusine no retorno da festa. Ele adorou levá-la para a estréia, apreciou ver através dos olhos dela. Ele esteve em tantas destas coisas ao longo dos anos que se cansou da experiência toda. E as mulheres que o acompanhava depois foram somente uma exposição de carreiras de coisas e tantas fotos e oportunidades de mídia quanto podiam conseguir. Que significou câmeras em seu rosto a noite toda e nada além de entrevistas, com um sorriso estampado em seu rosto o tempo todo. Estes eventos se tornaram uma experiência dolorosa. Até Tara. Ela esteve com os olhos arregalados e entusiasmados com tudo, malditamente perto do petrificar das câmeras, e fez o possível para evitá-las. E então ela foi e se desculpou pela falta de tempo das câmeras para ele. Surpreendente. E refrescante estar com uma mulher que não estava para ela mesma, mas que se importava com ele. Ele realmente não sabia o que fazer com ela. Mas ele gostava dela. Realmente gostava dela. Muito. Quem não gostaria? Ela era bonita, divertida, e sexy, e sua química juntos foi explosiva. Ela era doce e carinhosa, e se ele não fosse cuidadoso, ele podia cair loucamente apaixonado por ela. Se ele estivesse pronto para se apaixonar. Ele estava? “Você está olhando para mim.” Ele olhou abaixo. Os olhos dela estavam sonolentos em meia pálpebra e sexy como o inferno.

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“Estou. Você é linda quando dorme.” Ela trocou, sentando-se e alisando a mão sobre o vestido. “Eu não sou. Desculpe, eu meio que abandonei lá. Acho que a emoção do dia e noite tiveram seus efeitos sobre mim.” “Esta tudo bem. Você teve um dia longo. Tinha direito a tirar uma soneca.” Quando eles chegaram ao hotel, Mick tomou a mão de Tara e a conduziu para fora da limusine. Ele gostava de ser visto com ela, não porque ela era uma estrela, mas porque ela era bonita de uma forma natural, e fazia girar as cabeças das pessoas quando ela passava. Outra coisa que ele realmente gostava sobre ela era que não tinha nenhuma ideia do quão bonita realmente era. No elevador ela deitou sua cabeça em seu ombro, seus dedos firmemente apertados no seu. Mick tragou, um nó gigante em sua garganta. Mantenha isso leve e fácil e deixe de pensar sobre o quão grande isso poderia ser entre vocês dois. Ele deslizou a chave dentro da fechadura e empurrou a porta, segurando-a para ela enquanto ela caminhava para dentro, sua saia franzida fazendo todos os tipos de ruídos sensuais enquanto ela deslizava para a sala de estar da suíte. Ela se virou para ele, a saia esvoaçante ao seu redor. Ela parecia uma maldita princesa, e o nó em sua garganta caiu para seu peito. Moveu-se para ela e colocou as mãos em sua cintura. “Eu lhe disse como incrivelmente linda você está hoje à noite?” Ele gostava que ela realmente corasse. Ela colocou as mãos em seus ombros. “Eu lhe disse que momento incrível tive hoje à noite?” E assim, ele começou a mover com ela em seus braços, os pés em ritmo perfeito enquanto ele ouvia esta canção idiota em sua cabeça. Ela era uma princesa esta noite, e eles precisavam dançar juntos. “Mick.” “Sim.”

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“Você percebe que nós estamos dançando?” “Sim.” “Eu tenho que dizer novamente o quão bom dançarino você é.” “Você pode agradecer a minha mãe. Ela insistiu em salão de baile.” Ele levantou a mão, e ela deslizou a sua na dele. Ele começou a deslizar pelo chão de mármore da sala de estar. “Eu adoraria agradecer sua mãe por isso. Você é maravilhoso.” “Não diga as pessoas no Dançando com as Estrelas. Você sabe que eles adoram conseguir jogadores do futebol naquele show.” Ela riu. “Eu não posso vê-lo querer fazer algo assim.” “Não. Então pelo amor de Deus, não ponha esse inseto na orelha de Elizabeth, também. Isso seria direito sobre seu beco.” “Seu segredo está seguro comigo.” Essa era a coisa. Ele podia bem imaginar alguns de seus segredos ficando seguros com ela. Mas não o maior segredo. Era muito cedo para dize-lhe tudo. Dançou com ela até a sacada, deslizando pela porta aberta, e a levou para fora. A noite estava quente, as luzes da cidade luminosas e esplendorosas. Ela olhou a cidade, e Mick envolveu os braços ao redor dela, respirando sua fragrância. “Tem sido uma noite perfeita, Mick. Obrigada novamente.” “Você é bem-vinda. Estou feliz que se divertiu.” “Sua vida é surpreendente. As oportunidades oferecidas a você por causa de sua fama são incríveis.” “Elas são. Eu as aprecio enquanto as tenho, aprecio pelo são. A fama é passageira, especialmente para alguém nos esportes. Nós não tendemos a ter uma vida útil longa.” Ela o enfrentou. “Esta é uma perspectiva muito razoável. Então o que fará quando sua carreira do futebol terminar?” “Eu investi bem, não vivi além de meus meios. Terei bastante dinheiro quando me aposentar do futebol.”

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“Mas você simplesmente não fará nada, não é?” “Não. Dirijo algumas instituições de caridades, então as supervisionarei. Talvez comece a treinar. Há algumas outras opções que estou explorando. Realmente não decidi ainda o que quero fazer. Depende de quanto tempo eu jogo.” Ela olhou para ele, não disse nada. “O que?” ele perguntou. “Você é apenas um pouco bom demais para ser verdade. É educado, rico, não urina fora seu dinheiro com drogas ou festas. Doa a caridade, e realmente está planejando para o futuro. Não tem alguns esqueletos em seu armário, Mick? Não existe um menino mal espreitando lá, algo que o faz menos que perfeito?” Se ela soubesse. “Ninguém é perfeito, Tara. Nem mesmo eu.” Ela suspirou. “Eu não sei. Certamente parece assim.” “Faria você feliz se eu fosse mal?” Ela franziu a cenho. “Não, não por isso. Estou apenas com medo que não posso nem começar a estar à altura de...” “Para que?” Ela balançou a cabeça. “Nada. Não importa. Estou sendo ridícula.” Ela se debruçou e pressionou um beijo em seus lábios. “Esta foi uma noite maravilhosa, e estou tonta e exausta. Mas não tão exausta que não possa lhe mostrar como totalmente feliz estou por estar em sua companhia. Agora venha me ajudar a sair destas jóias caras e, vestido pecaminosamente caro. É hora de a Cinderela virar abóbora.” Ele riu e a deixou levá-lo para o quarto. Ele ajudou a remover as jóias, abriu o zíper do vestido, prendeu a respiração quando ela saiu, revelando o sutiã meia taça diabolicamente sexy e combinando com a quase imperceptível calcinha que vestia com aqueles saltos agulha. “Gosto da abóbora mais que da Cinderela. Você pode manter essa roupa? Com os sapatos?”

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Ela riu, desabotoou o nó da gravata borboleta, empurrou o blazer de seus ombros, e então tomou um maldito doce tempo desfazendo os botões da camisa. “Parece que não faz muito tempo, estávamos tirando-o de um smoking.” “Nossa primeira noite juntos,” ele disse, lembrando claramente como se fosse ontem. Ela ergueu o olhar para ele enquanto puxou a camisa fora de suas calças. “Sim. Eu adorei ver você se despir. Hoje à noite vou despi-lo.” Ele estremeceu quando ela agarrou o fecho da calça, malditamente perto, perdendo-se quando os dedos roçaram o zíper. Seu pau esticou contra o tecido da calça, duro e latejante e pronto para seu toque. Ela abaixou a calça, em seguida, sua boxer. Ele chutou os sapatos, e ela se ajoelhou para retirar as meias, deixando-o nu e de pé na frente dela. Tara sentou em seus saltos, olhando para seu pênis. “Sente-se naquela cadeira, Mick.” Ele ficaria de pé acima de sua cabeça se ela continuasse a olhar para ele assim. Moveuse para a cadeira e se sentou, espalhando suas pernas, enquanto ela movia-se entre elas ajoelhando-se. Ele estremeceu quando seus seios roçaram suas coxas, então seu estômago, quando ela se inclinou para beijá-lo. Ele colocou seu rosto entre suas mãos e a beijou com uma fome que não sabia que possuía. Embora tentasse não se importar, sentia algo por Tara, e ele estava ficando mais duro e mais difícil fingir que o que estava entre eles eram algo casual. E quando ela o beijou com um gemido suave e uma necessidade que combinava com a sua, seu pau bateu contra a maciez de seu ventre, e tudo que ele podia pensar era estar dentro dela, do quão seguro se sentia, como sentia certo, e de repente queria que ela soubesse tudo sobre ele. Ôa. Hora de diminuir infernalmente a velocidade. Ele respirou fundo e se concentrou no físico, na direção que o sabor explodiu em sua boca enquanto ela o beijava, em como malditamente difícil era retardar e deixá-la jogar este jogo de sedução. Ela puxou a boca da sua e arrastou os lábios sobre seu queixo, pescoço, os dedos brincando com seus mamilos. Ele prendeu a respiração, percebendo o quanto gostava das mãos dela sobre ele. Ela beijou seus mamilos, lambeu-os. Gostou de ver sua boca nele, apreciando vê-

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la deslizar a língua sobre seu peito e serpenteá-la através de seu abdômen, sabendo o que ela estava fazendo, antecipando cada movimento. Estremeceu quando ela deslizou mais baixo em seu estômago, descansando o rosto em sua coxa enquanto olhava para seu pau, depois voltou para ele. Ela sorriu para ele antes de agarrar seu pênis com ambas as mãos. Ele silvou um ofego. Sua paciência estava pendurada por um fio. Custou-lhe deixá-la fazer isso quando tudo que queria era jogá-la no tapete e afundar dentro dela. Mas este era seu jogo, e ele iria deixá-la jogar do seu modo. “Eu gosto de você me tocando, Tara.” Ela lambeu os lábios e levantou-se entre suas pernas. Ele se debruçou sobre ela para abrir o fecho do sutiã, deixando-o cair para que pudesse ver seus seios, as pontas rosadas duras enquanto ela acariciava seu eixo, rolando-o na mão. Ela parecia hipnotizada por ele enquanto tocava nele, divertindo-se, apertando-o duro, depois aliviando o toque. Ele podia vê-la tocar em seu pau por horas, o calor e maciez de sua mão, nada como quando ele se masturbava. Havia uma sutileza nos movimentos ao contrario dos seus de apressar-se -e-acabar-logo-com-isso com ele estilo. Ela era toda graça e suavidade, e quando pôs a boca sobre a cabeça de seu pau e rodou a língua sobre ele como um maldito sorvete, ele quase perdeu, quase disparou diretamente na entrada de sua boca, assim como se fosse um garoto de quinze anos sem controle. Ela lambeu o comprimento dele, sua pequena língua rosa montando o eixo como se não pudesse conseguir suficiente dele. “Jesus Cristo, Tara, isso é tão fodidamente bom.” Ele estendeu a mão para seu cabelo, e começou a puxar todos aqueles grampos cuidadosamente, precisando soltá-lo, assim poderia enredar os dedos nele. E quando finalmente ficaram livres, cerrou os cabelos em sua mão e deulhe um puxão. O olhar dela estalou para o seu, e ela sorriu, então tomou seu pau profundamente, parecendo saber exatamente o que ele precisava.

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Ela o deixou apunhalar o pênis fundo em sua boca, o deixou foder seu eixo entre seus doces lábios, duro e rápido até que ele estava ofegante, até que pode sentir suas bolas apertadas. “Sim. Chupe meu pênis duro.” Ela o levou fundo, engolindo a cabeça de seu pênis, apertando-o, fazendo o suor rolar entre seus ombros. Tensão puxava em sua espinha, e ele lutou contra o desejo de deixar ir, queria saborear seus doces lábios nele por alguns minutos mais. Ela era uma deusa com uma boca perfeita e fazia coisas para ele que o fez cerrar os dentes e cravar os calcanhares no tapete. Ele podia segurar um pouco mais. Ela varreu o dedo naquele lugar entre suas bolas e seu traseiro, e oh foda, isso parecia bom, ser provocado ali, enquanto ela o chupava. Ele ansiava por mais. Ela era como uma droga. Empurrou seu pau profundamente e soube que este passeio iria acabar logo, porque queria gozar na boca dela, tão malditamente mal que ele já podia imaginar como seria sentir o jato em sua língua, a sentir drenando-o até que não restasse nada. “Vou gozar na sua boca, Tara, por isso, se não quiser, é melhor me dizer agora.” Mas ela só cantarolou ao redor do seu eixo e fazia cócegas em seu ânus com os dedos, e porra se isso não o fez disparar na mesma hora e lá, duro e rápido e ao longo de sua garganta doce. Ele veio com um grito, seu traseiro mexendo-se fora da cadeira, seu orgasmo vindo de algum lugar profundamente dentro ele. Ele sentiu-se tonto, o clímax culminando em sua espinha, seu cérebro, de toda parte dele, deixando-o tremulo e suado e totalmente exausto. Ele caiu de costas contra a cadeira, e Tara foi com ele, sua boca ainda sobre ele, lambendo até a última gota do que ele lhe deu, quando ela finalmente deixou seu pênis ir e colocou a cabeça em sua coxa. Mick demorou mais ou menos um minuto antes dele se sentir coerente novamente. Ele puxou Tara sobre seu colo, e ela parecia tão fodidamente sexy vestindo somente a calcinha e aqueles sapatos. Ele a beijou profundamente, saboreando-se na língua dela, espantado pelo que ela fez para ele. Ela afastou-se, lambeu os lábios, e sorriu para ele. “Você é saboroso.”

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Ele estremeceu. “Cristo, você me deixou malditamente perto de um derrame.” Ela deu uma risadinha. “Bom.” “Eu lhe darei o bom.” Ele a ergueu e a pôs de pé, em seguida, tirou sua calcinha, deixando os sapatos que o deixava meio louco. Então a sentou na cadeira e espalhou suas pernas. “Sua vez.” Ele a beijou primeiro, queria saborear sua boca, lamber seu lábios, deslizar sua língua em sua boca e chupar em sua língua. Fez seu pênis voltar à vida, embora ela tenha tomado tudo que ele tinha. Ele beijou seu pescoço, e ela estremeceu. Ele sabia que seu pescoço era sensível, e deu uma atenção extra, arrastando a língua na lateral de seu pescoço e deslizou abaixo entre seus seios, então lambeu os mamilos, chupando cada fruto duramente até que ela arqueou as costas para alimentá-lo com eles. Ele segurou seus seios nas mãos e rolou os brotos entre seus dentes, puxando-os, ouvido seu grito roto e os bebeu até fazer seu pau duro. Ele varreu sua mão por sua barriga, beijou-a, então separou suas pernas nos ombros, movendo as mãos abaixo de suas pernas doces e as ergueu, beijando seus pés. “Esses são uns ótimos sapatos quentes, Senhorita Lincoln.” Ela riu. “Posso usá-los todos os dias se eu conseguir este tipo de reação.” “Sinta-se livre para cravar essas pontas em minhas costas se gostar do que faço em você.” Ela nivelou os bonitos olhos castanhos nele e tragou quando ele colocou suas pernas sobre os ombros. Ele moveu-se entre suas pernas, inalando o cheiro de seu sexo. Ela estava tão molhada, tão doce e sedutora, o fez ficar pedra dura. Ele varreu a língua sobre os lábios de sua boceta. Ela gemeu e pôs a mão sobre a cabeça dele, enquanto ele lambia seu comprimento, pondo a boca em seu clitóris e chupando. “Oh, maldição, Mick. Sim. Lamba-me aí mesmo.” Ela fez seu pênis martelar enquanto conversava com ele, enquanto lhe dizia o que gostava, quando ela ergueu o bumbum e balançou a boceta contra seu rosto. Ele gostava dela

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ligada e fora de controle como estava agora, gemendo e falando com ele, a vagina tão molhada sua língua deslizou facilmente sobre ela. E quando chupou seu clitóris e deslizou dois dedos dentro dela, ela ergueu o bumbum da cadeira e gozou, duro, gritando e puxando seus cabelos, contraindo-se contra seu rosto como se estivesse em um rodeio e ele fosse o cavalo que ela montasse para o grande prêmio. Ele nem mesmo esperou que ela descesse das ondas de seu orgasmo. Pegou um preservativo, embainhado seu pau, e empurrou-o dentro de sua boceta ainda com espasmos com uma punhalada dura. Ela soltou um gemido alto, marcando seus braços com as unhas, e balançou contra ele. “Sim!” ela chorou. “Foda-me.” Ele dirigiu dentro dela, puxando seus quadris para que pudesse pistonear seu pênis profundamente dentro dela. Ele queria que Tara gozasse novamente. Ele saltou sobre ela, seu peito contra os seios dela, assim ele podia rolar contra seu clitóris. “Mick, isso é tão bom.” Ela puxou sua cabeça e o beijou, duro, seus dentes esmagando os dele, a língua deslizando contra a sua. Ela gemeu, com os olhos cheios de lágrimas não derramadas. Era assim que a queria, porque era assim que se sentia, seu coração misturando-se com seu corpo enquanto montava está incrível onda com esta surpreendente mulher. Ele conteve-se, suas bolas apertando enquanto a boceta dela o apertava em um torno firme. Seus olhos arregalaram. “Eu vou gozar, Mick. Goze comigo. Goze em mim.” Ele a segurou firme enquanto as bordas irregulares do controle arrastavam-no. “Estou vindo com você. Dê-me isso.” Ela sustentou o olhar enquanto se deixava sair de controle e ele gozou, gritando enquanto seu orgasmo rugia por ele. Ele cravou os dedos em sua carne, puxado-a apertada contra ele, e enterrou o rosto em seu pescoço, lambendo-a enquanto ela gritava seu orgasmo desta vez, balançando contra ele e gritando seu nome.

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Levou um tempo para a calmaria após a violenta tempestade, enquanto ele a segurava e acariciava-lhe sentindo as batidas selvagens do coração dela pulsarem contra seu peito. Ele a ergueu e levou a ambos para o chuveiro, Tara riu que demoraria uma hora para lavar toda a maquilagem, então ambos sorriram quando um de seus cílios falsos acabou em sua bochecha. Uma vez limpos, secaram-se e subiram na cama. Tara adormeceu em minutos, a cabeça no ombro de Mick. Ele a segurou assim por algum tempo, contente e apenas um pouco preocupado com o que tudo isso significava. E inferno, não era a mulher que deveria ficar toda preocupada sobre o que toda essa coisa de “relacionamento” significava, afinal? Eles divertiram-se juntos. Deus sabia que o sexo juntos era ótimo. Talvez devesse parar de pensar nisso e apreciar o passeio. Era cedo demais para começar a pensar sobre as coisas importantes, de qualquer maneira.

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Capítulo Oito TARA DE TODAS AS PESSOAS ERA A QUE MELHOR SABIA PARA NÃO COMEÇAR A PENSAR sobre ela e Mick tendo um relacionamento. Eles estavam saindo, certo. E estavam se divertindo junto. Mas tão certo quanto o inferno quando ela começasse a pensar que algo de bom estava para acontecer entre eles, tudo terminaria. Tudo bem concluiu. Ela teria muita experiência com isso. Felizmente, após a sua rápida viagem a Los Angeles, Mick teve que deixá-la e trabalhar com seu treinador, em seguida, assistir a uma reunião de equipe, e ela mergulhou de volta em seu próprio trabalho nos próximos dias. De qualquer maneira, ela precisava de alguma distância depois de estar com ele. Ele a subjugou um pouco, e não em um modo ruim, mas com tudo de bom. Ela precisava de tempo para pensar, refazer a noite em sua mente para ter certeza que tudo não foi um sonho. E a realidade do trabalho e contas para pagar e a espera no estacionamento do colégio pelo retorno do seu filho do acampamento certamente lhe deu uma dose de realidade. Entretanto Tara notou duas coisas quando encontrou Nathan no ônibus que o buscou do acampamento. Um, ele estava muito feliz em vê-la, o que era um pouco surpreendente. E dois, aparentemente seu fator legal com seu filho de repente saltou vários graus. Não por causa de qualquer coisa que tenha feito, mas por causa do homem que estava namorando. Neste momento, ela tomaria qualquer coisa, contanto que ele tivesse mais que grunhidos, conversas monossilábicas com ela. Ele parecia animado e feliz, e seus amigos a cercavam e faziam centenas de perguntas sobre Mick e futebol como se ela de repente tivesse se tornado sua agente em vez da mulher que ele estava namorando. Ela teve que retornar e lhes explicar que não sabia nada sobre a próxima temporada ou quais jogadores livres de São Francisco adeririam, e não, ela não seria anfitriã de uma grande festa para todo o time de Nathan e convidaria o time de Mick.

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Bom Senhor, isso era o que Mick passava com a mídia? Ela mal conseguia lidar com os amigos e companheiros de time de Nathan, menos ainda a perseguição dos jornalistas. “Então, quando ele virá novamente, Mãe?” Nathan lhe perguntou pela quinquagésima vez enquanto ela separava as roupas fedidas dele para lavar. “Eu não tenho ideia.” “Ele ligou para você hoje?” “Não, ele não fez.” “Ele ligou para você todo dia?” Ela revirou os olhos. “Não, ele não fez.” “Bem, por que não? Você o chateou?” Ela ligou a maquina de lavar roupa e guiou seu filho fora do quarto. “Nathan, dê-lhe um descanso.” Seu celular tocou, e Nathan gritou, “vou pegá-lo,” antes mesmo de ela ter chance de fechar a porta da lavanderia. Ela nem sequer se preocupou em gritar com ele. Qual era o ponto? Provavelmente seria Maggie, e ele jogaria o telefone para ela em desgosto. “Foi ótimo. Sim, nós treinamos pela manhã, depois treinamos à tarde. Os treinadores nos ensinaram novos jogos de playbooks10, coisas que nunca fizemos antes, então, foi legal. E os exercícios foram como o negócio real, como a NFL, sabe?” Tinha que ser Mick. Nathan não discutiria o acampamento de futebol com Maggie. Ela entrou na sala onde Nathan enterrou-se no sofá, ficando à vontade com seu celular. E seu homem. Não que Mick fosse seu homem, ou qualquer coisa. “Sim, a comida é uma droga, mas nós não nos importamos. O lago era incrível. Ir para a cama cedo não foi muito ruim porque eles trabalharam a merda sobre nós o dia inteiro, então nós ficamos muito apagados ao final do dia de qualquer maneira.” 10

Playbooks – é um tablet.

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“Nathan, linguajar.” Nathan revirou os olhos, escutou, então riu. “Sim, ela fica em cima de mim com essa me... quero dizer sobre essas coisas o tempo todo. Sim, provavelmente você esta certo. Certo, certo. Aqui esta ela.” Ele relutantemente lhe deu o telefone. “É Mick.” Ela sorriu para ele. “Oh, realmente? Eu pensei que poderia ser Maggie.” “Engraçado, Mãe. Realmente engraçado.” Nathan levantou-se a observando. Tara embalou o telefone contra o peito. “Você se importa?” “Você escutou enquanto eu conversava com ele.” “Você não está saindo com ele.” Nathan revirou os olhos. “O de sempre.” Ele saiu da sala e se dirigiu para cima. “Oi.” Mick riu. “Oi, para você também. Parece que ele se divertiu no acampamento de futebol.” “Eu suponho que ele fez. Fui atacada pelos jogadores quando ele saiu do ônibus. Aparentemente ele lhes disse que eu estava namorando você, então agora eu sou muito legal.” “Que bom para você. Então agora querem sair com você?” Agora, ela riu. “Uh, não. Agora todos eles querem vir para o jantar quando você estiver aqui. Eles não querem ter nada a ver comigo.” “Tentarei chegar a um de seus treinos, se você achar que o treinador do Nathan não se importaria.” “Acho que o treinador do Nathan provavelmente cairia em cima de você em gratidão.” “O que você tem feito?” “Trabalhar. Você?” “O mesmo. Quero saber se você e Nathan estão livres neste fim de semana.”

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“Eu não tenho nada no calendário. Posso conferir com Nathan, mas tenho certeza que ele também não. Por quê?” “Gostaria de voar para Saint Louis.” “Saint Louis. Por quê?” “É minha cidade natal e onde minha família mora. Não é grande coisa, mas é aniversário do meu irmão Gavin. Haverá uma festa. Ele tem um jogo em casa sábado à tarde, então haverá uma festa no bar dos meus pais à noite. Pensei que vocês dois gostariam de vir.” Como sempre, o estilo de vida de Mick fez sua cabeça girar. “Um, uau. Deixe-me pensar sobre isso por um minuto.” “Esta tudo bem se você não puder fazê-lo. Entendo que é de última hora, mas eles gostam de jogar essas coisas juntas num piscar de olhos. Então se você não quiser vir...” “Não, não é nada disso. Deixe-me te ligar de volta, ok?” “Claro.” Ela desligou, seu pulso aumentando e sua frequência cardíaca acelerada. Encontrar os pais e o irmão dele? Com seu filho junto? Tudo isso era uma mudança muito rápida. E talvez não significasse absolutamente nada. Talvez ele trouxesse mulheres para encontrar sua família o tempo todo, e não era grande coisa para ele, então ela estava soprando fora de proporção. E era um jogo da Maior Liga de Beisebol. Nathan apreciaria a chance de voar para Saint Louis e ver o jogo e encontrar Gavin. Por que negar-lhe essa oportunidade só porque ela pensou que a coisa toda tinha ramificações que provavelmente não tenha? “Ei, Nathan? Você pode descer aqui?” Ele abriu a porta e inclinou-se sobre a grade. “O quê?” “Desça aqui. Eu preciso lhe fazer uma pergunta.” “O que eu fiz agora?” Ela suspirou. Por que tudo com adolescentes tinha que ser tão difícil? Você sabe por quê. Você foi uma vez. “Você não fez nada.”

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Ele desceu as escadas e protelou. “Mick perguntou se gostaríamos de voar para Saint Louis pelo fim de semana. É aniversário do irmão dele. Sua família está fazendo uma festa para ele depois de seu jogo sábado à tarde.” Os olhos de Nathan arregalaram. “Você está mer... você está brincando comigo?” “Não, não estou brincando. Você gostaria de ir? Nós iríamos para o jogo do Gavin no sábado, também.” “Oh, cara. Isso é tão legal. Você disse sim, certo?” “Não. Eu queria falar com você primeiro para ter certeza de que você gostaria de ir.” Nathan derrubou os ombros, então revirou os olhos. “Cara. Mãe. Ligue de volta para ele. Diga sim. Agora, antes que ele mude de ideia.”

MICK ESTAVA TRAZENDO UMA MULHER PARA CASA PARA CONHECER SUA FAMÍLIA. E não só uma mulher, mas uma mulher e seu filho. Ele nunca fez isso antes, e não estava certo por que estava fazendo isso agora, exceto que quando sua irmã Jenna lhe telefonou sobre a festa para Gavin, seu primeiro pensamento foi o de trazer Tara e Nathan com ele. Ele nunca quis fazer isso antes. Sempre foi para casa só, porque seus pais sempre estavam atrás dele para acomodar-se e achar uma mulher para compartilhar sua vida. Se ele trouxesse uma mulher com ele, haveriam perguntas constantes sobre se ela era “aquela”. Ele nunca quis lidar com isso. Cristo. O que ele estava pensando? Isso seria puro inferno. E ainda assim gostava da ideia de tê-los com ele. Ele tinha que estar fora de sua maldita mente.

“Então você cresceu aqui?” Nathan perguntou enquanto Mick seguia para o sul na estrada do aeroporto de Saint Louis. “Sim. Passei toda minha vida aqui até a faculdade.”

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“Então você foi para a Universidade do Texas, São Francisco, onde elaborou o seu numero seis.” Mick riu. “Você acompanha os seus jogadores de futebol, não é?” “Eu sei muito sobre os jogadores que gosto nos esportes e que sigo. Que significa que sei muito sobre você e seu irmão.” “Estou honrado. Gavin será, também.” “Fale-me sobre seu irmão,” Tara perguntou. “Não há muito a dizer. Ele é dois anos mais novo que eu, decidiu que gostava de beisebol melhor que futebol. Ele é uma dor gigante em minha um—uh—traseiro.” Nathan bufou. “Ela lhe fará pôr dinheiro no pote de palavrões se você não prestar atenção em sua linguagem.” Mick evitou olhar para Tara. “Pote de palavrões, hein?” Tara olhou por cima do ombro de Nathan. “Vinte e cinco centavos para cada palavrão. O pote está ficando muito cheio.” “Você pôs alguns centavos lá, também, não é, Mãe?” Ela olhou para frente em vez de em Nathan ou Mick. “Acho que tenho.” Mick riu. “Bem, nós vamos ter que ter um fim de semana livre de centavos, porque minha família é irlandesa, e você vai ouvir muito palavrão no bar da família. Tape as orelhas, Nathan.” “Farei o meu melhor para não ouvir qualquer coisa que supostamente não devo.” Tara bufou. “Sim, certo.” “Aqui é bonito. Eu gostei. Tudo é verde.” “É supostamente verde no verão.” “Onde nós moramos as colinas são todas marrons.” Nathan estava certo, pensou Tara. Era bonito aqui. Exuberante e verde e verão. E era quente e úmido aqui, mas Tara adorou. Adorou a sensação da cidade enquanto eles dirigiram estrada abaixo. Parecia caseiro, como uma cidade pequena dentro de uma grande metrópole.

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“Isso é realmente bonito,” ela disse quando Mick saiu da rodovia para um bairro residencial de árvores frondosas e casas de tijolo, gramados bem cuidados e amplos vitros, o tipo de casa que adoraria possuir algum dia. Mick parou na longa calçada de uma casa de tijolos pálidos, duas histórias, com uma daquelas janelas na frente que ela tanto amou. “Esta é a casa dos seus pais?” “Sim. Eu cresci aqui.” “Que maravilhoso seus pais ainda vivem na mesma casa que você viveu quando criança. Deve dar-lhe uma incrível sensação de segurança.” Queria dar isso para Nathan, mas eles já se mudaram três vezes porque sua condição econômica mudou. Pelo menos mudou para melhor, então não podia reclamar sobre isso. Ela parou e olhou para a enorme casa, enquanto Mick e Nathan tiravam as malas do porta-malas do carro alugado. Seu coração alojou-se na garganta. E se eles não gostarem dela? Quantas mulheres ele trouxe aqui antes? Ela esperava que Nathan não arrotasse, ou coisa pior, na frente dos pais dele. Mick deslizou o braço ao redor de sua cintura. “O que você está fazendo?” “Preparando a minha região lombar.” Ele riu e pressionou um beijo no topo de sua cabeça. “Isto não é uma inquisição. Minha família é fácil de conhecer e muito amigável. Você vai amá-los, e eles vão amar você e Nathan. Pare de se preocupar.” Seu filho obviamente não tinha nenhum osso tímido ou preocupado em seu corpo, pois ele já estava arrastando a bagagem à frente de Mick. Isso era o que amava sobre seu filho. Sem medo e cheio de aventura. Ela foi corajosa e aventureira uma vez, também, e olha onde foi – grávida aos quinze. As portas duplas se abriram, e duas pessoas saíram, uma alta versão ligeiramente mais gorda de Mick, com um emaranhado de cabelo de sal e pimenta, e uma mulher esbelta, delicada que possivelmente não podia ter dado a luz a Mick. Seu cabelo vermelho era cortado curto no queixo, e ela estava deslumbrante.

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“Oh, você esta finalmente aqui!” a mulher, que devia ser a Sra. Riley, exclamou, envolvendo Mick em um abraço. Ele a aconchegou e beijou sua bochecha. “Oi, Mãe.” Sr. Riley o abraçou, também, e o beijou na bochecha. “Faz muito tempo desde que você voltou para casa, Michael.” Mick sorriu, totalmente confortável e feliz com seus pais. Nathan estava sorrindo também, embora, obviamente um pouco confuso com todo esse afeto. Tara pôs as mãos no ombro do seu filho. “Entrem, entrem,” Sra. Riley disse. “Está tão quente aqui fora hoje. Faremos as apresentações dentro onde está fresco.” Caminharam para dentro e deixaram a bagagem na entrada. A casa era definitivamente mais velha, ainda bonita, todas as cores de leves, bege e marrom e creme, graciosamente decorado, e as salas amplas com muita mobília. Parecia acolhedor e confortável, não artístico e rígido. “Vamos para a sala de estar e ficarmos à vontade,” Sra. Riley disse, abraçando Tara. “Eu sou Kathleen, e este é meu marido, James, mas todo mundo o chama Jimmy.” Mick fez as apresentações. “Mamãe, papai, esta é Tara Lincoln e seu filho, Nathan.” Tara foi envolvida em um abraço por ambos os pais de Mick. Jimmy apertou a mão de Nathan, e Kathleen o abraçou. “Bem-vindos a nossa casa,” Jimmy disse. “Jimmy, traga o chá gelado que pus na geladeira. Tenho certeza que todo mundo está com sede. Vamos nos sentar.” Mick tomou a mão de Tara e a levou a uma cadeira enorme para dois. Nathan sentou-se no sofá perto da janela, e Kathleen se sentou em uma cadeira coberta por uma colcha. “Sua casa é adorável, Sra. Riley,” Tara disse. “Chame-me Kathleen, ou provavelmente não vou responderei você,” Kathleen disse. “Certo,” Tara disse com um sorriso. “Kathleen.”

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“Obrigada. Mick e Gavin continuam tentando nos comprar uma grande casa nova fantástica, mas nós amamos este lugar velho e não queremos mudar. Nós tivemos as crianças nesta casa. É nosso lar e sempre será.” “Além disso, me dará algo para trabalhar quando eu me aposentar,” Jimmy disse quando trouxe a bandeja cheia com o chá. Kathleen distribuiu os copos, e Tara tomou um longo gole. “E quando é que vai ser, Papai? Nunca?” Jimmy riu. “Quem vai cuidar do bar para mim? Jenna?” “Ela faz isso agora, não é?” Mick perguntou. “Ela dá lábia para todos os clientes.” “E eles amam todos os insultos que ela atira contra eles,” Kathleen disse. “Jenna é minha irmã,” Mick explicou. “Ela é garçonete do Riley, nosso bar e restaurante da família. Principalmente um bar, mas também servimos sanduíches. Grande bar de esportes, realmente.” “Oh, divertido. Então vocês têm telas múltiplas para mostrar todos os jogos?” Nathan perguntou. Jimmy concordou. “Não posso perder os jogos dos meus meninos enquanto estou trabalhando, agora posso? E é um grande atrativo para os clientes. Temos o telão principal sobre o bar, então, múltiplas telas pequenas para mostrar tudo àquilo que está ligado. Beisebol, futebol americano, hóquei, basquetebol, NASCAR, futebol. Você dá o nome, nós teremos.” “Incrível.” Nathan virou para Tara. “Eu poderei entrar?” Tara ergueu o olhar para Jimmy. “Eu não sei. Pode?” “Claro, desde que não vá para o bar principal, porque ele não tem vinte e um anos. Mas pode se sentar na parte do restaurante. Há até alguns vídeos games lá para as crianças.” “Maneiro,” Nathan disse. “Mal posso esperar para vê-lo. Então você tem todos os troféus de esporte de quando você estava no colégio e faculdade e outras coisas?” “Você quer dizer a sala do hall da fama? Sim, infelizmente, está tudo aqui no santuário.”

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“O santuário?” Tara perguntou, rindo. “Não é um santuário,” Kathleen zombou. “O que você quer que façamos com os troféus e prêmios que você e Gavin ganharam? Encaixotá-los e jogá-los no sótão?” “Na verdade, é uma ótima ideia. Posso cuidar disso enquanto estou aqui.” Kathleen acenou com a mão. “Não seja ridículo.” Ela virou para Nathan e Tara. “Gostariam de vê-los?” “Sim!” Nathan disse. “Eu adoraria vê-los.” Tare hesitou. Mick puxou a mão dela. “Você não tem que ir vê-los.” “Eu quero.” “Ugh.” Ela riu e Kathleen seguiu para o andar de cima. Mick estava certo. Era como um santuário, mas era muito doce. Existiam troféus e galhardetes11 datando da escola primaria. Tudo desde o futebol e beisebol infantil até a longa jornada que de prêmios que ambos os irmãos ganharam na faculdade, escondido no que parecia um quarto agora usado como um escritório, desde existia também uma escrivaninha e um computador. O orgulho nos rostos dos pais de Mick era evidente quando eles aguardaram e irradiaram enquanto apontavam quando cada um dos rapazes ganhou cada especifico troféu. Mick, enquanto isso, apenas parecia malditamente desconfortável, o que Tara também achou incrivelmente encantador. Haviam também troféus de Jenna de ginástica, dança, hóquei de campo, e softball. Claramente uma família atlética.

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“Uau. Todo seu material é bastante incrível,” Nathan disse, cobiçando os prêmios da faculdade de Mick. “Você trabalhou duro, huh?” “Eu fiz.” “Ele também manteve uma media de 8,3 pontos na Universidade do Texas,” Kathleen disse. “Nós estávamos mais orgulhosos de suas notas do que estávamos de todos os troféus neste quarto.” Tare murmurou um agradecimento para Kathleen por sobre a cabeça de Nathan. Kathleen piscou. “Sim, mas você realmente não precisa se preocupar com isso se fizer dinheiro jogando futebol.” Mick colocou o braço sobre os ombros de Nathan. “Não é verdade, meu homem. Você precisa ter a inteligência para entrar na faculdade em primeiro lugar. Eles podem querer elaborar um jogador decente, mas eles não querem alguém que vai lutar para conseguir as notas, porque torna o trabalho deles mais difícil. Segundo, você sabe quantos jogadores de futebol mijam longe todo o dinheiro que eles fazem na NFL, e então quando as carreiras estão em alta eles acabam mortos ou falidos?” Tara e os pais de Mick seguiram Mick e Nathan escadas abaixo. Tara escutava atentamente a conversa, determinada a deixar Mick conversar sozinho. “Não.” “Mais do que você pensa. Muito mais do que você pensa. Você precisa pôr todos seus esforços em suas notas e em usar a cabeça em primeiro lugar, porque você consumirá seu corpo rápido. E quando isso for feito, você terá que ter algo para fazer depois. Se você estourar um joelho na segunda temporada, você será o que? Vinte e poucos anos, com a vida inteira à sua frente. Você não quer ser um burro... um... você não quer ser um burro e estúpido sem educação e nenhum dinheiro, certo?” Nathan olhou para ele. “Huh. Eu nunca pensei sobre isso.”

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Mick deu tapa nas costas dele. “Muitos caras não. Sempre use a cabeça, não apenas seus músculos. Os caras inteligentes sempre usam.” Nathan inclinou a cabeça para trás para olhar para Mick, e a respiração de Tara travou na miserável adoração do herói. Ela esperava que ele ouvisse o que Mick disse sobre usar seu cérebro. Porque Nathan era um garoto inteligente. E suas notas eram boas. Ela esperava e rezava que elas permanecessem daquele jeito e ele não contasse com o futebol para o vê-lo pela vida. “Então, onde está seu irmão?” Nathan perguntou. “Ele tem um jogo hoje à noite,” Mick respondeu. “Ele vai chegar mais tarde, eu imagino. Ou no bar.” Mick ergueu o olhar para sua mãe. “Eu falei com ele esta manhã. Ele passará aqui amanhã à noite para a festa no bar. Ele está ocupado hoje à noite.” “Conseguiu um encontro quente?” Mick perguntou. Kathleen riu. “Não faço ideia. Nenhum de vocês é muito íntimo sobre suas vidas amorosas. Entretanto estou muito contente por ter trazido Tara e Nathan com você neste fim de semana. Um passo na direção certa.” Kathleen sentou-se no sofá ao lado de Tara. “Então me fale sobre você, Tara. Você é de São Francisco?” Ela tragou, sentindo a inquisição chegar. “Ei garoto, deixe-me mostrar-lhe a oficina lá atrás,” Jimmy disse. “Mick, você pode vir junto. Nathan e eu poderíamos até mesmo chutar seu traseiro em um jogo de aros.” “Em seus sonhos, velho.” Virou-se para Tara e piscou. Tara sabia que era chegada a hora para conhecer a mãe dele. Ela retornou o olhar para Kathleen. “Eu cresci na East Bay, nos arredores de São Francisco. Nunca vivi na cidade. Muito caro lá.” “E seu ex-marido?” “Eu nunca fui casada. O pai de Nathan não está em nossas vidas.”

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“Oh, entendo. Bem, eu sinto muito por isso. Então o que você faz para viver?” Isso era tudo? Nenhuma sondagem ou desaprovação por ser uma mãe solteira? Huh. Não era o que esperava. “Sou uma promoter. Foi realmente assim como conheci seu filho. Eu planejei uma festa para o time.” Kathleen juntou as mãos. “Que agradável. E que carreira divertida para você. Você deve apreciar muito.” “Eu faço, realmente. Eu apenas tenho os negócios há alguns anos, então ainda estamos crescendo, mas está indo muito bem até agora. Tenho grandes esperanças para ele.” “Leva tempo para crescer um negócio. E perseverança.” “Eu tenho ambos. Levou-me um tempo par chegar ao ponto onde eu poderia ter condições de criar uma empresa, mas isso é algo que eu sempre quis fazer. Farei o que for preciso para torná-la bem sucedida.” Kathleen pegou sua mão e a apertou. “Anos atrás, as mulheres não podiam fazer o que você está fazendo. Eu admiro você, sendo uma mãe solteira, prestidigitando seus próprios negócios, e elevando o lado bom de seu filho. Não é fácil.” “Nathan vale os sacrifícios que eu tive que fazer.” “Posso lhe fazer uma pergunta pessoal?” “Claro.” “E você sinta-se livre para me dizer que não é da minha conta. Não machucará meus sentimentos. E quanto o pai do Nathan? Ele simplesmente não quis ser parte de sua vida?” Ela poderia dizer a Kathleen que não queria falar sobre isso, mas surpreendentemente, ela não se importava. “Eu não o queria na vida de Nathan. Eu tinha apenas quinze amos quando fiquei grávida, e fui estúpida, mas sabia que queria ter meu bebê. E o cara que me engravidou não era alguém que eu quisesse em minha vida ou na vida do meu bebê. Drogas, roubo, tempo na prisão, ele era um perdedor total. Eu o fiz ceder os direitos de meu filho antes dele ser enviado para a prisão. Ele nunca poderá reivindicar Nathan agora.”

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Kathleen assentiu. “Mesmo assim, você fez o que era necessário para proteger seu filho. Você foi inteligente.” “Eu era idiota. Não devia ter ficado grávida. Mas Nathan não precisa sofrer pela minha estupidez. E como poderia lamentar tê-lo? Ele é tudo para mim.” Os olhos de Kathleen arregalaram. “Uma boa mãe está disposta a estabelecer sua vida por seu filho. Você é uma boa mãe.” Tara piscou para conter as lágrimas. “Obrigada. Acho que ninguém nunca me disse isso.” “Sua mãe?” Tara riu. “Esse é um assunto para outro dia e outra conversa. Acho que a sobrecarreguei o suficiente em nosso primeiro encontro. Mas, você dirá a seu filho para correr o mais longe possível de mim que puder.” “Oh, não sei nada sobre isso, Tara. Meu filho, como eu, é um juiz muito bom de caráter. Eu não preciso dizer a ele o que fazer. Se ele a escolheu para estar em sua vida, é porque ele pensa que você serve para ele.” “Obrigada, Kathleen. Gosto muito de Mick. Gosto de estar com ele. Gosto do modo que ele me faz sentir quando estou ao redor dele.” “Isso é tudo que eu preciso saber sobre você. Você nenhuma vez disse que gostava das coisas que ele lhe dá. É tudo sobre sentimentos. Estou tão feliz por você está aqui neste fim de semana.” Seu coração inchou com o sentimento de família, algo que ela não sentiu em... nunca. “Eu, também, Kathleen.”

MICK ENCOSTOU-SE NA PAREDE DO CORREDOR, sentindo-se totalmente culpado por escutar a conversa que Tara estava tendo com sua mãe. Mas ele não podia ajudar. Ele gostou de ouvi-la conversar com sua mãe, gostou como ela livremente se abriu, falou sobre o cara que a engravidou. Uma das coisas que ele admirava

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sobre Tara era como ela fez tanto sozinha em uma idade tão jovem. Ele não sabia tudo sobre seu passado, mas estava conseguindo vislumbres dele pouco a pouco. E do que estava conseguindo, entendeu que foi uma merda desde o começo, de seus pais até o cara que a derrubou. E ela chegou onde estava hoje totalmente sozinha. Estava na hora de se sentar com ela e obter a história diretamente de Tara. Ele queria saber mais sobre ela. E existiam coisas que ele precisava dizer a ela sobre si mesmo. Queria que as coisas progredissem entre eles, porque ele estava começando a se importar malditamente muito profundamente com ela. E se você se importa muito com alguém, você lhes conta seus segredos. E eles contam os deles à você. Então talvez estivesse na hora para aquela conversa. Uh... logo.

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Capítulo Nove “VOCÊ TROUXE UMA MULHER PARA CASA.” “Sim, Mãe.” “Essa é a primeira vez.” “Sim, é.” “Não pense que isso vai passar despercebido ou que eu não tenho perguntas.” Tara estava lá em cima tomando banho antes de eles saírem para o bar essa noite. O pai de Mick e Nathan ligaram e, foram para algum lugar na oficina do seu papai fazendo só Deus sabia o que. Construindo... algo juntos. O que deixou Mick na cozinha com sua mãe. “Então, é sério?” Mick encostou-se ao balcão. “Eu não sei. Nós acabamos de começar a nos vermos.” “Isso não importa. É sério?” “Talvez.” Sua mãe cruzou os braços, um sorriso erguendo seus lábios. “Eu gosto dela, Michael. Muito.” Ela sempre usou seu nome próprio quando queria conseguir sua atenção. “Eu gosto dela, também, Mãe. Mas não lhe disse tudo ainda, então não diga nada.” Ela bateu em seu braço. “Não é meu lugar para dizer a ela todos os seus segredos. Isso é com você.” Tsk. “Como se eu fizesse.” Ele a puxou em seus braços e a abraçou. “Eu sei. Mas estou levando isso lento, e não quero estragar tudo. Ela é especial para mim. Ela é... diferente.” Sua mãe se afastou. “Diferente das mulheres magricelas que usam muita maquilagem que eu vejo com você nas capas de todas aquelas revistas?” “Eu não estava realmente namorando nenhuma delas. Não seriamente.”

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“Bem, lide com essa uma com cuidado. Tenho a ideia que ela está andando nas águas de amor com muito cuidado.” “Sim, eu percebi isso, também. Serei cuidadoso com ela, mãe. Eu prometo.”

MICK APRECIAVA BEISEBOL QUASE COMO APRECIAVA todos os esportes. Mas hoje era diferente, porque ele precisa assistir ao jogo pelos olhos de Tara e Nathan. Nathan estava de olhos arregalados, enquanto os levava para os lugares sobre o abrigo do time. Graças a Gavin, eles teriam uma grande visão do jogo e os jogadores. Gavin saiu durante o aquecimento, viu Mick, e acenou. Os olhos de Nathan quase saltaram para fora. Claro que Mick tinha ainda mais surpresas reservadas para Nathan. E Tara amava beisebol, também, ele descobriu como ela assistiu ao jogo. A mulher era uma surpresa constante para ele. Ele imaginou, igual a maioria das mulheres que namorou, que teria que explicar os nuances do jogo para ela. Ele não fez. Ela entendeu turnos e times e bolas e ataques e as saídas e posições do lançador até o arremessador de centro e curtas paradas e o que suas funções eram, de fato, ela pareceu completamente insultada quando ele começou a explicar o que cada jogador fazia. Ela olhou para ele como se houvesse brotado duas cabeças. “Eu amo esportes, Mick. Sei tudo sobre beisebol, assim como sei futebol. Não me faça bater na sua cabeça com meu cachorro quente.” Ele prontamente fechou a boca e deixou-a assistir o jogo. Nathan, porém, falava sem parar sobre Gavin e o time de Saint Louis. Ele sabia sua posição na divisão, quem eram os jogadores mais fracos, qual era a média de Gavin, e sabia que Gavin inclinava-se muito longe dentro da caixa do batedor e, era por isso que ele caminhava mais frequentemente, porque ele foi atingido pela bola mais do que média do batedor, o que era algo que Mick disse a Gavin uma e outra vez, apesar de Gavin lhe dizer para se foder e se preocupar com seu próprio esporte.

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Nathan era muito astuto, e eles passaram muito do jogo dissecando os jogadores e as jogadas, como também as outras forças e debilidades do outro time. Felizmente, o time de casa ganhou, e desde que era um jogo com ingressos esgotados, foi barulhento, e Tara e Nathan pareciam divertirem-se. “Obrigada, Mick,” Tara disse depois do jogo. “Nós tivemos um tempo maravilhoso.” “Sim, foi incrível,” Nathan disse enquanto eles assistiam os times deixarem o campo e esperavam pelas multidões encabeçarem em direção às saídas. “Oh, não acabou ainda. Eu tenho uma surpresa para você.” “Você tem?” Os olhos de Nathan se arregalaram. “O que é?” “Vai demorar um pouco, entretanto, então se sente e seja paciente.” Eles esperaram por uma hora, então Gavin apareceu no abrigo. “Ei.” “Ei, você.” Ele virou-se para Tara e Nathan. “Vamos. Vamos descer.” “Santa merda.” “Nathan,” Tara sussurrou. “Por favor, veja sua linguagem, pela milionésima vez.” Gavin pós o braço em volta de Tara. “Acho que ele tem uma desculpa para a excitação.” Eles desceram para o banco, e Mick abraçou seu irmão. “Bom jogo. Você não decepcionou.” Gavin riu. “Morda-me.” Ele virou para Tara. “Você deve ser a garota que é burra o suficiente para namorar meu irmão.” “Acho que simplesmente fui insultada, mas sim, eu sou Tara.” Ela sorriu e estendeu a mão. Ao invés, Gavin a agarrou e a abraçou. “Prazer em conhecê-la, Tara, mas acho que você perdeu sua mente para estar namorando este perdedor.” Ele se afastou e apertou a mão de Nathan. “E você deve ser Nathan.” Nathan sorriu. “Sim. Você jogou muito bem hoje.” “Obrigado. Nós ganhamos, então foi um bom presente do aniversário.” “Feliz aniversário, Gavin,” Tara disse.

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“Obrigado. Então que tal uma excursão no lugar?” O queixo de Nathan caiu. “Sério?” “Sério.” Gavin era um bom anfitrião e levou-os ao redor do estádio, até para o vestiário, que estava quase vazio, então pelo menos Mick não teve que proteger os olhos de Tara de quaisquer jogadores nus. A maior surpresa de Nathan veio quando Gavin lhe deu uma camisa autografada. “Uau, obrigado. E nem é meu aniversário ainda.” “Mick me disse que seu aniversário será em duas semanas. Quinze, hein?” “Sim.” “Logo você estará dirigindo, e sua mãe não dormirá mais.” Tara riu. “Nem me lembre.” “Você parece muito jovem para ter uma criança que vai ter quinze.” “Obrigada. Você é agora minha pessoa favorita no mundo inteiro.” Gavin piscou. “Eu preciso sair. Tenho algumas coisas para fazer antes de hoje à noite. Vejo vocês no bar mais tarde?” “Sim,” Mick disse. “Obrigado, Gavin.” “A qualquer hora. Obrigado por vir no jogo.”

“QUEM É A CHICLETE? OUTRA ESTRELA DE CINEMA?” Mick riu e se debruçou por cima do bar para pressionar um beijo na bochecha da sua irmã. “Nem um pouco. Ela é uma promoter, não uma atriz, não uma modelo.” Jenna ofegou. “Você quer dizer que ela é uma pessoa normal e cotidiana como você e eu? Bem, como eu. Você é um garanhão de boa fé e estrela. Eu que sou a ninguém da família.” Ele revirou os olhos. “Você é a estrela do Riley, pumpkin12.”

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Abóbora

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“Sim, é exatamente o que eu sempre sonhei em ser quando era criança.” “Bem, com aquelas tatuagens e piercing’s na orelha, estava pensando em estrela de rock, mas uma vez que você ainda não foi listada como American Idol, eu não faço ideia com o que você está sonhando.” Ela bateu o dedo no nariz e piscou para ele. “Eu apenas estou totalmente satisfeita em ser a bartender chefe no restaurante da minha família.” Ele bufou. “Sim, eu aposto.” Jenna era magnífica, e ela realmente parecia com uma estrela de rock com o cabelo preto pequeno espetado por todo lado e tingido nas pontas de roxo, ele supunha. Ela tinha uma disposição selvagem de tatuagens em várias partes de seu corpo e, provavelmente, outras elementos que como um irmão, simplesmente não queria saber. Sua orelha esquerda foi perfurada um centímetro de sua vida, e tinha um pequeno diamante perfurado no lado do nariz que até achava que estava um tanto quanto atraente. Mas ele realmente não tinha ideia do que Jenna era ou o que queria da vida, já que parecia contente o suficiente em trabalhar no bar do Riley. Então novamente, aos vinte e três, talvez ela não tenha percebido ainda. “E ela tem um filho, também?” O olhar de Mick viajou para onde Tara e Nathan rondava com seu papai em torno dos videogames. “Sim. Nathan tem quatorze anos. Quase quinze.” “Família já feita. Quão totalmente diferentemente de você, Mick. O que há com isso?” Ele se debruçou contra o bar. “Eu não tenho ideia.” “Então, será que vou gostar dela?” Ele virou para Jenna. “Sim. Eu acho que você irá.”

TARA TEVE UM DIA MARAVILHOSO, E ASSIM TEVE Nathan. O irmão de Mick foi incrível. Eles pareciam muito semelhantes, embora Gavin fosse mais esbelto e seus olhos eram um verde esmeralda como os de Kathleen.

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Nathan esteve no céu depois do jogo a excursão, e ganhar a camisa foi à cereja no topo do bolo. E agora à noite no bar. Ela não soube o que ela esperou quando lhe disseram que os Rileys tinham um bar da família, mas não era isso. Riley é era um incrível e luxuoso bar e restaurante esportivo. Tara pensou que iria ficar tensa hoje à noite, mas até agora estava indo bem, ainda que perdesse Mick de vista. Mas pelo menos Nathan estava no céu. Ele estava em um bar real, para uma coisa, e era ruidoso e atmosférico. Havia videogames clássicos PAC-Man e Donkey Kong, e ele e o pai de Mick conectaram-se em um modo significativo. Nathan não ter avós foi algo que Tara lamentava, mas não existia nada que pudesse fazer sobre isso. Ela cortou todo contato com seus pais há muito tempo, e nenhuma coisa havia mudado entre ela e eles depois de todos estes anos, então não havia razão para expor Nathan ao seu estilo de educação de filhos. Ou a falta dela. Estar em torno de Kathleen e Jimmy servia para Nathan. Eles eram calorosos e carinhosos, e Nathan naturalmente gravitou em direção a um casal de idosos que ofereciam amor incondicional sem expectativas. “Você vai se esconder contra este pilar a noite toda?” Ela ergueu o olhar para Mick. “Apenas certificando que Nathan esta seguro.” “Minha mãe e pai verão que ele está cuidado. E se não eles, tenho muitos tios e tias e primos que você não conheceu ainda. Uma vez que Nathan for apresentado a eles, o garoto não terá chance de ficar sozinho um segundo sequer. Ele será observado como um falcão. Minha mãe se certificará com certeza, já que ele é um menor em seu bar.” Acreditava nele. Ela deixou o pilar de madeira para enfrentá-lo. “Você tem uma grande família?” “Só meu irmão e irmã, mas sim, muita família. Você encontrará um grupo deles hoje à noite.” Ela olhou ao redor do bar, que já estava enchendo com as pessoas acenando e abraçando uns aos outros. Riley estava caloroso e convidativo, com chãos de madeira polida e

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painéis, mesas e estandes próximos a todas as TVs, e lá certamente estavam espalhados por todo o lugar, como também algumas mesas de bilhar e videogames e um bar muito longo onde uma deslumbrante jovem mulher estava servindo cerveja. “Aquela é Jenna?” ela perguntou. “Sim.” “Ela é linda.” “Ela é, mas não diga isso a ela. Ela já tem um ego inflado.” Mick tomou sua mão e a levou ao bar, onde Jenna estava colocando copos e despejando versões de cerveja. “Jenna, esta é Tara.” Jenna se inclinou através do bar e estendeu a mão, seu sorriso genuíno. “Prazer em conhecê-la, Tara. Bem-vinda a loucura que é o bar Riley e a família Riley.” “Prazer em conhecê-la, também, Jenna. Há algo que eu possa fazer para ajudar?” “Não, mas obrigada por oferecer. Você é obviamente mais agradável que meu irmão.” “Ei, você não se oferece para jogar futebol para mim.” Jenna bufou. “Eu provavelmente poderia jogar melhor que você.” Mick arqueou uma sobrancelha. “Isso é um desafio?” “Talvez. Você sabe que eu tenho um braço.” “Em seus sonhos, pumpkin.” “Wuss. Você está só com medo que eu lhe mostre porque sou uma estrela com um passe longo e você é um homem velho agora.” “Você e eu. Quintal. Amanhã.” Jenna sorriu e acenou com a cabeça. “Você está ligado. Agora vá embora para que eu posso trabalhar um pouco. Tara, excelente encontrar você.” “Você, também, Jenna. Estarei lá para ver você chutar o traseiro dele.” Jenna olhou para Mick. “Oh, eu gosto desta mulher.” Mick jogou o olhar para Tara. “Não posso acreditar que você iria se fixar contra mim.”

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Tara deu de ombros. “Poder das garotas, você sabe.” Mick riu e pôs o braço em torno dela. “Então onde está o aniversariante?” “Ele passará no final como sempre, então poderá fazer uma entrada. Ele gosta de ser o centro das atenções. Síndrome do filho do meio, eu acho.” Enquanto Jenna saiu para servir algumas bebidas, Tare olhou para Mick. “Você e Gavin parecem darem-se bem.” “Hei. Você devia ter nos visto quando éramos crianças. Simplesmente não existia nos dar bem. Nós competíamos sobre tudo, de esportes até brinquedos pela atenção de nossos pais.” “Alguns meninos superam isso.” Ele sorriu para ela. “Alguns fazem.” “E que tal sua irmã? Ela deve ter tido dificuldade tendo dois irmãos mais velhos. Vocês a superprotegiam?” Ele balançou a cabeça. “Ela nunca nós deu uma chance. Ela só se jogou no monte e se misturou com nós dois. Ou tentou, pelo menos. A menina não tem medo.” “Obviamente, se ela pode lidar com vocês dois, pode provavelmente lidar com qualquer coisa.” “Sim, nós nunca tivemos que nos preocupar com ela cuidando de si mesma.” Durante a próxima hora ou assim, Tara foi apresentada as tias e tios e primos e mais pessoas de Mick que ela possivelmente jamais poderia lembrar. A boa coisa era, existiam algumas crianças em torno da idade de Nathan, de modo que Mick fez questão de apresentá-los a eles. Eles pareceram se dar bem, e Tara deu um suspiro de alívio de que ele não seria o único adolescente aqui hoje à noite. Neste momento ele estava sentando em uma mesa com um grupo de cerca de seis crianças em idade de doze até dezessete, todos eles empurrando comida em suas bocas,

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bebendo refrigerante, e rindo. Deus, adorava ver seu filho sorrir e gargalhar. Era tudo muito raro estes dias. “Ele está bem. Deixe de se preocupar.” “Eu não estou preocupada de todo. Estou... feliz, acho que é a palavra.” Ela se virou para Mick. “Você tem uma família maravilhosa. Obrigada por este fim de semana.” Ele pegou o rosto dela e o trouxe para perto do seu. “Você é bem-vinda. Obrigado por ter vindo comigo.” Ele roçou os lábios entre os dela, e Tara inspirou seu odor, desejando que pudesse fazer mais que ligeiramente o beijar. Enquanto este fim de semana foi divertido e ela adorou conhecer sua família, eles não tiveram mais que alguns segundos de tempo a sós. Ela sentia saudades, ansiava ter tempo para fazer mais do que segurar as mãos e roubam alguns beijos curtos. Quando ele se afastou, ela viu a labareda de calor em seus olhos e soube que ele pensou a mesma coisa. “Nós vamos precisar roubar uma hora em um armário ou o porão ou algo assim.” Ela riu. “Eu ficaria triste com isso.” “Se eu continuar pensando todos os pensamentos sujos que estou pensando sobre você, eu vou ficar duro na frente de minha família inteira.” Ela bateu os cílios para ele. “Eu não estou fazendo você pensar esses pensamentos.” “Você não tem que fazer nada, mas olha para mim como se quisesse me comer. Ou foder-me.” Tara ofegou tremula, pressionando levemente as pontas do dedo contra seu peito e debruçando-se para sussurrar para ele. “Pare de falar assim. Você está me deixando molhada.” Mick olhou em torno da sala, então se voltou para ela. “Tenho uma ideia. Que tal nós...” “Bem, eu finalmente consegui conhecer esta misteriosa mulher com quem você tem gasto todo seu tempo.” “Elizabeth.”

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Tara se virou para enfrentar uma linda mulher. Ela usava um terno preto que se ajustava em suas curvas perfeitas. Seu cabelo vermelho foi puxado para cima em um coque francês, as unhas cuidadas, e os sapatos que usava não era nenhuma imitação, mas com designer, com assassinos saltos feitos para exibir suas pernas de dinamite. Tara podia ser uma mulher, mas ela podia apreciar outra mulher bonita, e Elizabeth era sexy em saltos altos. E ela era uma agente esportiva? Bom Deus, os pobres donos nunca tiveram chance, uma vez que viam os olhos de gelo azul. “Oi, doçura,” ela disse para Tara, segurando a mão cremosa. “Eu sou Elizabeth Darnell, agente de Mick.” Sinos de advertência bateram e explodiram diretamente na cabeça de Tara. Pelo olhar escrutínio de Elizabeth, ela podia dizer que a mulher não gostou dela. Ela estampou um sorriso profissional e apertou sua mão. “Prazer em conhecê-la, Senhorita Darnell.” “Oh, chame-me Liz. Todas as mulheres na vida do Mick fazem.” Zing. Claramente ela queria que Tara soubesse que era uma em uma série de muitas mulheres que Mick fodeu. “Que bom.” “Por que você está aqui, Liz?” Mick perguntou. Por alguma razão Tara estava contente que Mick não parecia feliz. E ficou duplamente feliz quando ele deslizou o braço ao redor de sua cintura e a puxou para perto a lado, um movimento que fez Liz estreitar os olhos. “Eu tinha alguns papeis que precisava que Gavin assinasse, e ele insistiu que eu participasse de sua festa do aniversário hoje à noite.” “Insistiu, não é? Você e Gavin estão tão próximos?” Liz jogou a cabeça para trás e sorriu. “Por que, nós praticamente somos casados, não sabe?” “Elizabeth, nenhum homem quer casar com você. Você o comeria no café da manhã.” “Mick, por que você diz isso? Espero algum dia acomodar-me e objetivamente gerar duas crianças como é esperado de meu sexo.”

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Mick bufou. “Não. Não posso imaginar, desculpe. Você ama sua carreira e todo o dinheiro que todos os seus clientes fazerem. Não posso vê-la desistindo disso pôr qualquer homem. De fato, acho que nunca vi você namorando qualquer homem. Você não tem tempo para o amor em sua vida, Liz. Você está muito ocupada perseguindo dinheiro e sucesso e tentando obter os grandes garotos para as suas competições.” Liz riu. “Você provavelmente está certo. O que eu faria com um homem que não esteja com um contrato na mão e espero em Deus que ele possa fazer algo com uma bola ou dirigir um carro de corrida, certo?” Tara pegou um flash de algo nos olhos de Elizabeth, mas com a mesma rapidez se foi. Poderia ser arrependimento ou tristeza, mas ela não conhecia a mulher tão bem, então ela não podia ter certeza. Liz voltou-se para Tara. “Então, ouvi dizer que você tem um garoto?” “Adolescente, na verdade. Nathan. Ele está ali vestido com a camisa do Saint Louis com os primos do Mick.” “Oh, entendo. Bem, você deve ter começado quando era bem jovem.” “Sim, eu fiz, de fato. Eu estava grávida aos quinze.” Elizabeth arqueou uma sobrancelha perfeita. “Você é de uma... área rural?” “Liz, Jesus. Isso é suficiente.” “Não. De uma cidade bastante grande, na verdade.” Elizabeth esperava, sem dúvida alguma, achar que Tara iria derramar suas entranhas sobre seu passado. Errado. Entretanto, estava na hora dela contar a Mick sobre isso. “Ei você, linda. Que bom que você veio.” Gavin girou ao redor de Liz, o queixo de Tara poderia ter caído com a forma em que o rosto de Elizabeth mudou. A altiveza, a expressão cimentada de mais santa-que-você desapareceu e o frio glacial no ar derreteu. A mulher até ostentava um sorriso genuíno. Ela parecia ter mais ou menos dezesseis anos de idade enquanto sorria para Gavin. Seus olhos simplesmente derretidos.

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Santa vaca. “Oi, lá, bonito. Feliz aniversário.” Ela manteve distância e deu-lhe o que Tara consideraria um abraço profissional, mas Gavin a puxou nos braços e pôs os lábios nos dela, e lhe deu um beijo que não foi nada profissional. Quando ela o empurrou para trás, suas bochechas estavam coradas. Ela lambeu os lábios. E ela não conseguia tirar o olhar longe do rosto de Gavin. Bem, bem, bem. Então a rainha de gelo era humana afinal. “Venha comigo,” Gavin disse. “Alguns amigos meus estão aqui e eu quero que você os conheça.” Elizabeth revirou os olhos e disse, “As coisas que tenho que fazer para manter um cliente feliz. Ta-ta.” Gavin pegou a mão dela e a puxou-a junto a si. “Oh. Meu. Deus,” Tara disse, observando Liz desaparecer na espessa multidão com Gavin. Mick arranhou o lado do nariz. “Sim, eu sei. Liz pode ser uma verdadeira cadela às vezes. Nunca pensa antes dela falar. Inferno, você devia ouvir as coisas insultantes que diz para mim. Mas ela é realmente boa em seu trabalho e...” “Não, Mick. Não sobre isso.” Tara acenou com a mão, dispensando suas preocupações sobre os comentários desagradáveis de Liz. “Isso não me aborreceu em nada.” Ela ergueu o olhar para Mick. “Mas você viu os dois juntos?” “O dois” ele seguiu o olhar dela. “Gavin e Liz? Oh, sim, ela o representa, também.” Ela balançou a cabeça. “Não é o que eu quis dizer. Foi como se, assim que ele apareceu, um interruptor saiu de dentro dela. Transplante de personalidade total. Ela estava quente. Derretida, quente e feminina. Você sabe o que quero dizer?” “O que?” Mick desviou o olhar para onde Liz se sentou no bar próximo a Gavin e seus amigos. Ele olhou de volta para ela. “Não. De jeito nenhum. Liz não tem sentimentos.”

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“Sim ela faz, Mick. Ela os tem, e os tem grandes. Pôr Gavin. Quero dizer, eu não a conheço totalmente, mas posso ler os sinais de uma mulher com um homem, e seus sinais foram um pico alto e claro. Ela é apaixonada por ele.” Mick franziu a testa e balançou a cabeça. “Liz não ama ninguém. Liz ama o dinheiro. E sua carreira como agente esportiva. Acredite em mim, eu sei. Ela é minha agente e do Gavin desde que nós começamos. Além disso, ela é mais velha que Gavin tipo... quatro anos. Ela tem tipo... trinta e dois ou algo assim.” Tara riu. “Então?” “Então ela não tem esses tipos de sentimentos, estou lhe dizendo. Gavin é um bem para ela. Todos nós somos. E se você achou que todas as histórias sobre eu ser um prostituto eram verdade? Confie em mim, aquelas sobre meu irmão são verdadeiras. Ele passa por mulheres como troca de camisa. Ele vê Liz nada mais do que sua agente. Ele é doce para ela porque ela ajuda sua carreira. Não existe nada entre eles dois.” Tara deu de ombros. “Bem, talvez no fim não haja nada, mas posso garantir que há algo na dela.” “Eu acho que você está errada. Liz é uma grande atriz, e você só a leu errado. Ela salienta a fraqueza de Gavin, o qual é uma mulher magnífica com grandes pernas.” “Se você diz.” Mas Tara não comprou nem por um segundo. Se havia uma coisa que ela podia localizar, era uma mulher com quentes e pegajosos desejos de amor por um homem. E Elizabeth Darnell tinha um mal por Gavin Riley.

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Capítulo Dez MICK ESTAVA CANSADO DE JOGAR-SE E ROLAR NA cama que era malditamente muito pequena para seu tamanho. E saber que Tara estava no fim do corredor o estava deixando louco. Nathan acabou indo para casa com uma das tias de Mick para uma festa de pijama, com ela e dois adolescentes e seu marido, uma vez que eles saíram sem pararem no bar e falavam em futebol e algum jogo de vídeo on-line que provavelmente ficaram acordados a noite toda jogando. Tara estava emocionada que ele achou alguns amigos, então ela estava bem com isso. Mas Mick passou a noite inteira no bar observando Tara, tocando nela, mas não realmente a tocando, sua respiração e desejando que pudesse fazer o que queria fazer com ela. Em vez disso, teve que se contentar em segurar a mão dela e um beijo ocasional, e que sempre era cortado. Ele finalmente se jogou nos shorts, agarrou um par de preservativos, e tão silenciosamente quanto pôde, abriu a porta do quarto. A casa estava quieta, nenhum barulho de TV ou movimento no andar de baixo, que significava todos foram para a cama. Ele rastejou pelo corredor para o quarto de Tara. Ele não queria bater, porque não queria acordar seus pais, mas também não queria infernalmente assustar Tara por apenas andar no quarto dela, também. Ele decidiu arriscar, girou a maçaneta, e abriu a porta. “Tara?” ele sussurrou. “Eu estou acordada. Entre.” Graças a Deus. Ele deslizou e fechou a porta, trancando-a por garantia. Ela estava sentada, os travesseiros apoiados por trás dela. Ela tinha as janelas abertas, o luar derramando e brilhando nela enquanto ela sentava-se lá e observava sua abordagem. Ela usava a camisa dele de time. Tragou, mas inferno se ela não parecia sexy nela. Era usada e puída, uma que recebeu quando entrou no time. Ela a pegou dele e disse que era suave

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e confortável e tinha a intenção de dormir nela. O deixou duro, só de pensar sobre seus seios roçando-a, sua pele contra algo que ele possuía. Isso o deixou possessivo sobre ela, e uma onda de calor apertou sua virilha. “Eu não conseguia dormir,” ela disse. “Estava esperando que você encontrasse uma forma para entrar aqui.” Ele a arrastou em seus braços. “Eu não podia suportar não tocá-la por mais uma noite.” “Bom, porque eu só lhe daria cerca de meia hora, então eu iria até você.” A boca dele desceu sobre a dela com uma fome que segurou por muito tempo. Ele tinha medo de não poder conter-se, de machucá-la, mas ela parecia tão necessitada quanto ele estava. Ela subiu sobre seu colo e deslizou os dedos em seus cabelos. “Tem sido um fim de semana longo, seco,” ela disse, roçando os lábios nos dele. Ele a beijou, e isso só fez o calor explodir dentro dele. Ele ergueu sua camisa e viu que ela não estava vestindo calcinha. Seu pênis disparou contra seu short, sua necessidade para fodê-la o deixando louco. Ele ergueu o olhar para o dela, viu a chama de calor em seus olhos. “Eu preciso de você, Mick. Sem preliminares. Tudo que posso pensar é em você dentro de mim. Estou molhada e estou quente e preciso de você. Me foda agora.” Ele passou a mão sobre suas costas, ao longo da frente da camisa, pressionando o logotipo do time sobre seus seios. Ele deslizou os dedos sobre os mamilos. Estavam duros como pedra, e precisava encher as mãos com eles. Ele deslizou as mãos sob a camisa para massagear seus seios, sentir seus mamilos, então agarrou sua cintura e a jogou sobre a cama, deixou cair o short, e agarrou um preservativo do bolso. Ele a pôs em tempo recorde e ergueu seus quadris, inclinou-se, e empurrou o pau dentro dela. Ela ofegou, agarrando seus braços, e paralisou enquanto ele a fodia, despejando tudo que conteve todos esses dias.

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“Eu precisei de você,” ele sussurrou. “Tenho pensado sobre foder você, sobre beijar você. Eu senti falta da sua boca.” Ele inclinou-se para frente e apertou os lábios nos dela, precisando da língua dela ao lado da sua enquanto sua boceta apertava em torno dele. Ela lambeu os lábios, o olhar tão claro, tão cheio de emoção, era quase difícil de olhar para ela. “Eu senti sua falta, também, Mick. É difícil dormir sem seu corpo ao meu lado a noite, sem suas mãos sobre mim, sem você dentro de mim. É tudo que eu posso pensar.” Saber que ela sentia a mesma necessidade desesperada que ele, o acalmou de alguma forma, e ele diminuiu o ritmo, querendo ter certeza que ela gozasse, que fosse bom para ela. Ele esteve pronto para gozar no segundo que deslizou dentro dela. Ela era quente e apertada, e isso era tudo em que pensou por dias. Parecia como se não pudesse conseguir o suficiente dela. Quando ele ergueu-se, ela passou a esfregar o clitóris, balançando-o. “Sim. Masturbe-se até gozar. Deixe-me ver isso.” Ele se inclinou para trás, puxando parte do pênis para fora, e aliviando lentamente, deixando-a definir a velocidade. “Você me diz o que quer, como você quer que eu faça. E eu o farei bom para você. Porque estou pronto para entrar em você quando estiver pronta.” Ela agarrou seu pulso com uma mão, ergueu a bunda, e dedilhou o clitóris mais rápido. Seu cabelo dourado derramado sobre os lençóis, seu corpo nu e aberto a ele enquanto ele pressionava dentro e fora dela enquanto ela levava-se para a extremidade com os dedos, o desejo nu reforçado em suas feições. “Vamos,” ele disse, empurrando o pau profundamente nela. “Goze mel.” “Estou perto, Mick. Oh, Deus, estou gozando agora.” Ele a sentiu quando ela disse isso, sentiu a boceta contrair ao redor do seu pênis. Ele empurrou dentro dela e tomou sua boca e língua em um longo e ardente beijo enquanto se esvaziava dentro dela, desejando poder gritar, porque era tão malditamente bom sentir o orgasmo disparar através dele até os joelhos ficarem fracos.

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Quando ela parou de tremer, ele rolou para o lado e puxou Tara contra ele, beijando e acariciando seu corpo. Ele esperou, imaginando que ela adormeceria, mas ela virou para olhar para ele, o luar banhando seu rosto. Ela parecia preocupada sobre algo, puxava o lábio inferior com os dentes. Ele ajeitou o cabelo para trás. “O que há de errado?” “Eu quero lhe dizer quem sou, de onde vim.” Ele sentou-se e a levou com ele, empurrando o travesseiro para que ficassem confortáveis. “Certo. Quer que eu ligue a luz?” “Não, assim está bom. Provavelmente mais fácil para mim deste modo.” Ele ainda podia vê-la, mas se era assim que ela queria, ele lhe daria qualquer coisa que precisasse. “Tudo bem. Vá em frente.” “Como você provavelmente compreendeu, não tenho irmãos ou irmãs. Eu era filha única e meus pais trabalhavam, então tive muito tempo sozinha quando criança. Ia da escola para casa, e era minha responsabilidade certificar-me que comia alguma coisa. Minha mãe era garçonete, e ela freqüentemente trabalhava a noite. Meu pai trabalhava em construção assim tentava ter certeza de arranjar algo para ele comer, caso contrário ele não comeria nada.” “Quantos anos você tinha?” “Oito ou nove, eu acho. Eu realmente não me lembro muito bem.” Jesus. Ela era uma criança. Eles deveriam estar cuidando dela, não o contrário. “De qualquer maneira, eu fazia minha lição, e os pratos do jantar, e ia para meu quarto. Papai se sentava na sala e assistiria TV. À coisa é, Mick, ele bebia. E quando minha mãe saia do trabalho, ela juntava-se a ele. E tarde da noite, as coisas entre eles ficavam altas. Eles discutiam muito quando estavam bêbados.” Merda. Merda, merda, merda. Uma pedra caiu em seu estômago e se sentou lá. Os dedos dela estavam torcidos muito firmemente juntos as juntas estavam ficando brancas. Ele deslizou a mão entre elas e segurou uma. “Você não tem que falar sobre isso. Posso dizer que isso te machuca.”

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Ela ergueu o olhar para o dele. “Não, está tudo bem. Eu quero. É importante para mim que você saiba disso.” “Certo.” Ele colocou a mão na palma dela, então esfregou o polegar em cima, tentando tranquilizá-la à medida que ela falava. Ela estava tremendo agora, e ele odiou trazer tudo isso de volta assustando-a tão mal. Ele queria levar a dor para longe, fazer com que nunca acontecesse, mas era parte dela, a fez ser quem era hoje, e ela estava certa, ele precisava ouvir. “As brigas entre eles aumentou ao longo dos anos, como seu consumo de bebida aumentou. Chegou a um ponto onde eu não queria ficar perto deles.” “Eles machucaram você?” Ela encolheu os ombros. “Eles gritavam comigo sobre coisas estúpidas, mas faziam principalmente um com o outro. Eu aprendi a ficar fora do caminho, escondida em meu quarto ouvindo música. Quanto mais alta a música e a TV, menos eu tinha que ouvi-los. Quando tive idade o suficiente, eu saia com meus amigos a noite apenas para não ter que ficar perto deles.” Ele balançou a cabeça. Não havia nada pior que ficar perto de um raivoso bêbado. Ele entendia melhor do que ninguém. “Quando eu fiz quatorze e comecei o segundo grau, conheci alguns novos amigos. Não grandes amigos, também. Uma multidão bastante áspera. Grandes bebedores, usuários de droga e festeiros, mas eles ficavam na rua até tarde, e qualquer coisa que me mantinha longe do centro dos bêbados estava bom para mim. Eles me deixavam ficar na quebrada, tanto quanto eu quisesse o que me agradava. Todos meus antigos amigos se derivaram para o esquecimento, porque eles eram boas crianças, os filhos que faziam a lição e iam para a cama cedo. Mas eu não podia ficar nas suas casas, não podia enfrentá-los sabendo como fodida a minha vida em casa se tornou. Os outros filhos, meus novos amigos, eles entendiam e não me julgavam. “Havia um cara, ele abandonou a escola um par de anos antes e tinha o próprio apartamento. Ele tinha dezenove e eu tinha quinze anos. Todos nós íamos ao seu lugar para festas. Até então eu estava bebendo, usando algumas drogas, também, qualquer coisa para anestesiar a dor, sabe?”

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Ele balançou a cabeça, engolindo o nó passando na garganta. Ele sabia. Deus, como ele sabia. “De qualquer maneira, ele gostava de mim. Realmente gostava de mim. E eu gostava de qualquer um que me desse atenção. Percebo agora que era porque eu tinha tão pouco amor e atenção em casa. Nós começamos a fazermos sexo muito regularmente. Ele usou camisinha, mas elas não são 100 por cento eficazes. E você sabe, quando você esta bêbado ou drogado, quem sabe se ele lembraria mesmo de usar um. Engravidei. Isso foi o fim dele querer ter qualquer coisa comigo. Ele se apavorou, disse que o bebê não era dele. Eu não fiquei com mais ninguém, então eu sabia que era filho dele.” “Que bastardo.” Ela sorriu. “Sim, ele quase era, mas você sabe, tenho que reconhecer. Eu fiz a burra escolha de fazer sexo com ele.” Ele segurou-lhe o queixo com o polegar. “Você tinha quinze anos, Tara. Uma criança. Ele não era uma criança. Ele devia saber melhor.” Ela encolheu os ombros. “De qualquer maneira, foi o fim da festa para mim. Assim que descobri que estava grávida, me endireitei. Não mais drogas ou álcool. Parei de sair com aquela multidão, e fui para casa e disse aos meus pais.” “O que aconteceu?” Ela riu, lágrimas transbordando em seus olhos. “Eles me chamaram de prostituta e me expulsaram de casa. Disseram que eu era irresponsável e devia saber melhor. Eles citaram, entre aspas, me criaram melhor.” Ela bateu nas lágrimas. “Não é a coisa mais engraçada?” As lágrimas caíam-lhe pela face, o intestino de Mick despedaçava-se por dentro. “Bom Deus. Como eles puderam fazer isso com você?” “Eles não se importam comigo, Mick. Eles se importaram com suas próprias vidas. Eu era só uma inconveniência para eles. Eles quase não se lembravam de ter uma criança, e com certeza não queriam ser responsáveis por mim, quanto mais por uma criança que eu traria ao mundo.”

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“Então o que você fez?” “Eu liguei para o serviço social. Sabia aos quinze, que o estado, pelo menos tinha que ser responsável por mim. Disse-lhes que estava grávida e meus pais me expulsaram, e que eles eram bêbados e abusivos.” Mick recostou-se e a observou. “Você é uma estrela de rock, Tara. Orgulho-me de você por não levar o que eles despejaram.” Ela riu, batendo nas lágrimas em seu rosto. “Eu estava com raiva e com medo pôr meu bebê.” “Então o que aconteceu? “Eles me removeram de casa e encontraram para mim um lugar agradável para mães solteiras, onde me encontrei com outras adolescentes grávidas. Comecei a frequentar a escola, o estado pagou o meu pré-natal, e eu tive Nathan. Sempre fui boa na escola, então comecei a estudar novamente. Eles me ajudaram a cuidar do bebê para que eu pudesse me formar, e eventualmente encontrei um apartamento e comecei a faculdade. Isso me tirou do inferno que vivi com meus pais, porque entrei com o pedido de emancipação e foi concedido em razão de que eu era auto-suficiente, não tinha outros parentes vivos para cuidar de mim, e o estado achou que no meu melhor interesse não deveria retornar a aquele ambiente.” Mick não podia acreditar no que Tara passou enquanto crescia como devia ter sido se sentir tão sozinha, e o que ela fez em nome de Nathan. “Deve ter sido assustador para você, só uma criança ficando por conta própria.” O olhar dela atraiu o seu, e ele não viu nada além do amor em seus olhos. “Eu teria feito qualquer coisa para proteger Nathan. Foi por isso que eu achei Damon, estava preso por tráfico de drogas, e fiz com que ele assinasse, desistindo dos direitos paternais, embora ainda insistisse que não era o pai do Nathan. Ele não teve nenhum problema em assinar aqueles papéis, e fiquei aliviada ao tirá-lo de nossas vidas. Queria me certificar de que nenhum de meus erros voltaria para assombrar meu filho.” “Quanto disto Nathan sabe?”

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“Tudo. Eu não guardo segredos dele.” “Ele já quis ver o pai?” “Não. Ele não tem essa curiosidade. Eu lhe disse sobre os erros que fiz, e lhe disse que algum dia talvez eu me casasse com um homem que seria um pai decente para ele, mas Damon foi um doador de esperma e nada mais. E ele não tinha nada a ver com Nathan, e tudo a ver com as escolhas ruins que fiz quando eu era jovem e estúpida.” “Eu admiro sua honestidade, tanto consigo mesma e com seu filho. Ele sabe sobre seus pais?” “Sim. Ele sabe tudo, Mick. Nunca farei qualquer coisa por trás dele. Ele merece a verdade. Ele tinha que saber por que meus pais não estão em sua vida.” “Obrigado por me dizer tudo isso. Explica muito sobre quem você é, por que você é tão forte, tão dirigida. Eu admiro muito você, Tara.” Ela inclinou a cabeça. “Não faça. Eu não sou nenhuma heroína, Mick. Eu era estúpida e irresponsável, e meu filho teve que pagar por meus erros.” Ele forçou seu queixo para cima, a fez olhar para ele. “Você está brincando comigo? Você é incrível. Olhe o que você passou, o que suportou. Para estar onde você está hoje, depois do tipo de infância que teve? Como você podia ter acabado? Em vez disso, você tem uma grande carreira, um garoto maravilhoso, e é uma das mulheres mais notáveis que já conheci.” “Eu não sou perfeita.” “Nunca disse que você era. Mas você é uma das mulheres mais trabalhadoras que eu já conheci. E você superou mais que a maioria de mulheres nunca fará. Eu...” Ele quase disse algo. Algo que ele não estava certo que estava pronto para dizer. “O que?” “Eu admiro você.” Ela riu. “Pare de me admirar. Só fiz o que tinha que fazer. Pôr Nathan. Se eu não ficasse grávida dele, quem sabe em que tipo de espiral de autodestruição eu teria continuado. Confie em mim, eu estava fazendo o meu melhor para destruir minha vida.”

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“Às vezes nós somos nossos próprios piores inimigos.” “Por favor. Você tem a família perfeita e uma vida perfeita. Eu duvido que tenha feito qualquer coisa para foder com sua vida.” Ele a puxou contra ele e os deitou, a verdade pairava na ponta de sua língua, pronta para derramar. Mas ele achava que essa noite não era o momento certo, não depois do que Tara lhe disse sobre seu passado. E talvez ele fosse apenas um covarde. Ele tinha algumas reflexões a fazer.

TARA ESTAVA AINDA DORMINDO QUANDO MICK DESCEU NA manhã seguinte para o café. Seus pais iam pegar Nathan depois que fizessem algumas incumbências, então ele não precisava se preocupar com isso, deixando para si mesmo uma bela casa silenciosa, e o momento de se sentar e pensar sobre o que ela lhe disse a noite passada. Como ele lhe diria a verdade sobre si mesmo depois dela ter sido tão honesta com ele sobre seu passado noite passada? Ontem à noite teria sido um exagero. Era sua noite. E agora... Bem, não agora. Só não era o momento. Agora ele apenas se sentaria e aprecia seu café sozinho. “Bem, você não olha tudo chocado e mal-humorado esta manhã.” Ou assim ele pensava. Ele ergueu o olhar para Jenna, que deslizou pela porta dos fundos. “O que você está fazendo aqui? Pensei que você era um vampiro e não levantasse até por volta do meio-dia ou algo assim.” “Eu sei que vocês estão partindo hoje. Imaginei em arrastar meu triste traseiro da cama cedo assim poderia dizer adeus.” “Realmente.” Ele observava enquanto ela se movia pela cozinha, pegando uma xícara e a enchendo com café, então adicionando creme e açúcar suficientes de forma que realmente não era café quando terminou. Ela puxou uma cadeira perto dele.

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“Você não vêm mais para casa freqüentemente, e nós não tivemos muito tempo para conversar ontem à noite.” Uh-oh. Jenna não era o tipo de irmã calorosa e alegre. O que significava que algo estava acontecendo. “Alguma coisa em sua cabeça que queira falar?” Ela espalmou a xícara e a ergueu nos lábios, tomou um gole, e levantou o olhar para o dele. “É Mamãe e papai.” Seu coração tropeçou, sua mente já rodando com as possibilidades, nenhuma delas boas. “O que têm eles?” “O quadragésimo aniversário deles está chegando.” “Oh. Merda. Eu não sabia.” “Claro que não. Você é um rapaz, e rapazes não dão nenhuma atenção a coisas assim. De qualquer maneira, acho que devíamos fazer uma festa para eles.” “Certo. Quando e onde?” Ela tirou o celular, clicando no calendário, e o deslizou entre eles. “O aniversário deles será no dia quinze. Gavin estará novamente na cidade no fim de semana dia onze para uma série de jogos. Ele tem um jogo no sábado dia doze, que significa que poderemos fazer algo há noite. Puxei-o de lado ontem à noite e acertei-o, perguntei-lhe se ele estaria por perto naquele sábado à noite, e ele disse que estaria.” “Poderei estar aqui, com certeza.” “Ótimo. Agora tudo que precisamos é de alguém para fazer uma grande festa para eles.” Ela empurrou o telefone de lado e olhou para ele. “O que? Por que nós apenas não podemos fazer isso no bar?” Ela deu-lhe um olhar. “Oh, certo. Você sabe como isso vai acabar. Jogamos uma festa para eles no bar, e mamãe e papai ambos acabaram trabalhando durante toda a noite. Isso é realmente o modo que nós queremos que eles celebrem o seu aniversário?”

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Ele deitou a cabeça na mão. “Você está certo. Não podemos fazer isso no bar. Então o que vamos fazer?” “Não olhe para mim. Sou bartender. Não sou um planejador de festas.” “Mas eu sou.” Mick virou para ver Tara de pé na entrada da cozinha. Ela entrou. “Ei. Dia,” Jenna disse. “Bom dia,” Tara disse. “Posso ajudar-me com algum café?” “Claro.” Mick a observou pegar uma xícara e enchê-la com café. Ela estava magnífica em seu moletom e regata. Ela pegou uma cadeira. “Eu não tive a intenção de espionar vocês dois. Aconteceu de eu ouvir parte de sua conversa quando estava andando pelo corredor. Você está planejando uma festa?” “Sim,” Jenna disse. “É o quadragésimo aniversário do casamento dos nossos pais em algumas semanas.” “Oh, que adorável. Eu posso ajudar. É o que eu faço para viver.” “Claro,” Jenna disse, colocando a mão sobre a da Tara. “Você? Quero dizer, sei que você não mora aqui, então talvez você só faça coisas locais lá na Califórnia.” “Eu posso fazer qualquer coisa, em qualquer lugar. Eu teria muito prazer em planejar o evento. Eventualmente quero expandir meus negócios nacionalmente.” Ela virou para Mick. “Não que eu queira me intrometer. Tenho certeza que poderia ajudá-los a encontrar alguém local, que provavelmente seria mais fácil para você.” “Você está brincando? Eu não posso pensar em ninguém que eu prefira ter organizando esta festa. Você está falando sério sobre isso? Você coordenaria tudo?” Seus olhos brilhavam com o calor. “Eu adoraria Mick. Sua família inteira tem sido maravilhosa para mim neste fim de semana. Não consigo pensar em nenhum evento que eu adoraria planejar mais que a festa de aniversário dos seus pais. Então quando será?” Jenna mostrou-lhe às datas.

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“Certo, esse é o fim de semana do aniversário do Nathan, mas vou trabalhar em torno dele.” “Não,” Mick disse. “Você não pode por seu filho em segundo.” Ela colocou a mão sobre a dele e ofereceu um sorriso caloroso. “Eu nunca coloco Nathan em segundo. Mas eu imaginei ingressos dos jogos, ele adoraria passar o aniversário aqui. E ele ama sua família. A menos que você veja isso como um problema.” Ele beijou sua fronte. “Passar tempo com você e Nathan não é um problema.” Ele pegou o olhar que Jenna lhe deu, mas não se importava com o que ela pensou. Ele estava tendo um tempo suficiente difícil envolvendo sua cabeça em torno dos sentimentos por Tara e o que tudo significava. Ele certamente não iria tentar explicar eles para Jenna. Tara virou-se para Jenna. “Jenna pode me ajudar no final e será uma brisa.” Jenna assentiu e pegou o café. “Negócio feito, então. Ficaremos com o dia doze. Vou mandar uma mensagem de texto para Gavin avisando-o.” Pouco a pouco, sua vida estava se tornando cada vez mais enlaçada com a de Tara. E o nó em sua garganta estava crescendo.

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Capítulo Onze MICK PINGAVA DE SUOR, MAS MANTINHA-SE NO CENTRO, pegou a pressão, recuou alguns passos, ignorando a pressa, fixando-se no alvo destinado. Três, dois, um... agora. Ele lançou o passe, e Rodney teve a bola nas mãos e correu para longe. Não que ele esperasse ou que o derrubassem. Sua linha defensiva era a melhor e o protegiam enquanto ele ficasse na área. O treinador Lewis soprou o apito e correram para as laterais em direção a ele. “Ainda com o sangue frio como sempre, Mick.” Mick pegou a garrafa da água entregue a ele e engoliu um par de goles, então a devolveu. “Obrigado.” “Os treinamentos fora da temporada adicionaram um pouco de músculo. Seu tempo é bom. O braço parece bem?” Mick balançou a cabeça, ignorando o beliscão em seu ombro e as dores em quase todas as malditas articulações de seu corpo. “Muito bem.” O treinador deu-lhe um tapinha nas costas. “Eu nunca vi você trabalhando nos treinos tão duro.” “Apenas tentando manter os jovens famintos quarterbacks longe de minhas costas.” O treinador riu. “Você sabe que nós temos que recrutar jovens talentos. Eles não são ameaças para você. Não por algum tempo de qualquer maneira.” Não importava. Mick estava sempre ciente que era uma ferida longe de ser substituída no jogo. Tinha trinta anos de idade, e seu tempo era limitado. Deu um olhar para as linhas secundárias onde o Brad Samuelson e Coy Bowman estavam com pranchetas nas mãos. Eles conheciam cada jogada, praticavam todos os dias. Ficavam de prontidão para intervir e tomar seu lugar. Crianças jovens, ávidas para ser a próxima novidade na liga profissional de

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quarterbacks. Eles eram bons, também. Um pouco verdes, mas bons. O que significava que Mick tinha que ficar em seu jogo, se quisesse continuar a viver seu sonho por mais alguns anos. Ainda não, rapazes. Eu ainda tenho alguns anos mais para jogar. Desde que permanecesse saudável. Eles trabalharam exercícios por um par de horas mais, então bateram para os chuveiros. Quando ele saiu do vestiário, Liz estava lá em um terno cinza e ótimos sapatos de salto que poderiam fazer um dano grave para as partes intimas de um homem. Ela afastou-se da parede e veio em sua direção. “Na esperança de cobiçar alguma carne nua dos homens?” ele brincou. Ela revirou os olhos. “Se eu quisesse ver todos vocês nus, eu entraria lá.” Verdade. Não seria a primeira vez que ela caminhava no vestiário e teve conversas com um de seus clientes enquanto eles banhavam. A maioria dos caras se, acostumaram a vê-la, entretanto os caras mais jovens normalmente derrubavam as línguas no chão quando ela entrava. Ela era definitivamente notável, e ela sabia disso e usava para sua vantagem. Liz não tem um osso tímido em seu corpo. “O que foi?” ele perguntou. “Samuelson e Bowman pareceram bons hoje no jogo.” “Uh-huh.” Ele se virou e saiu pela porta lateral em direção a seu carro. Liz o seguiu. “O ponto?” “Você está com trinta anos agora, Mick. Tempo para focar mais no jogo e menos em uma mulher e sua criança.” Ele parou, virou-se nivelou o olha sobre ela. “Minha relação com Tara não é da sua conta.” “É da minha conta se ela afetar seu jogo.” “Você assistiu meu treino hoje?” “Sim.” “Como eu pareço?”

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Ela levantou os lábios. “Como o quarterback número um da liga.” Ele clicou o controle e abriu a porta do seu SUV. “Então fique fora de minha vida pessoal, Liz, e vá aborrecer algum outro cliente que não é o jogador número em sua posição.”

A POPULARIDADE DE NATHAN CRESCEU VERTIGINOSAMENTE, e tudo por causa do namoro de Tara com Mick. Ela tentou manter os pés dele no chão e lhe dizer que tudo poderia terminar amanhã se ela e Mick decidissem não se verem mais, mas Nathan a colocou de lado e disse que ele e Mick sempre estariam, qual a palavra que usou? Firmes. Foi isso. Ela estava com medo que seu filho estava crescendo muito apegado a Mick. E não só a Mick, mas a família do Mick. Ele falava com Ian e Steve, primos do Mick, regularmente, como também o que diabos que esses garotos fazem on-line naquele jogo de Warcraft13. Não que ela realmente se importasse, uma vez que ele era outro caminho seguro e mantinha seu filho fora das ruas, e Mick assegurou que eles eram boas crianças. Mas pouco a pouco sua vida como também seu filho começaram a girar em torno de Mick. E da família de Mick. Agora ela estava até planejando uma festa para o aniversário dos pais de Mick, e isso significava telefonemas quase diários para Jenna, que ela decidiu era uma revoltada absoluta. Ela tinha um senso de humor acido, não levava nada a sério, e era ferozmente amada e protegida por sua família. Tara podia ver porquê. A família de Mick era perfeita. Se Tara pudesse escolher uma família para si mesma, os Rileys seriam o tipo de família que ela desejava. Mas eles não eram sua família e provavelmente nunca seriam sua família. Certo, ela e Mick se deram muito bem, mas Mick tinha um estilo de vida totalmente estranho para ela. Ela estava apreciando malditamente participar do jogo com ele agora mesmo, mas era temporário. Uma vez que a temporada de futebol recomeçar, ele estará ocupado, Nathan começará a escola e sua temporada de futebol, e ela mergulharia em mover seus negócios para o próximo nível, e 13

Warcraft - World of Warcraft é um MMORPG da produtora Blizzard, um jogo on-line, de ação e aventura, no mundo fantástico de Azeroth, introduzido no primeiro jogo da série, Warcraft: Orcs & Humans em 1994. Joga-se com um programa cliente ligado a uma rede de servidores.

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isso seria o fim das coisas. Ela só espera que Nathan não seja machucado durante tudo isso quando Mick não mais tiver tempo para ele. Talvez estivesse na hora de começar a aliviar e recuar um pouco. Ela já estava se divertindo um pouco demais com ele. E tudo bem, essa coisa de diversão demais estava envolvendo seu coração e suas emoções de um modo que ela não esperava. Ela não queria se envolver com ele totalmente, mas ele tem sido insistente, e ela não foi exatamente forte em afastá-lo. Afinal, o sexo foi fenomenal, e oh, Deus, ela realmente precisava de um ótimo sexo em sua vida depois de anos de seca. Mas agora? Agora as coisas estavam começando a ficarem sérias, pelo menos em seu lado. Então, sim, era definitivamente tempo para deixar ir. Ela se recostou na cadeira e pegou o notebook, anotando rapidamente alguns suprimentos das compras para a festa. Nathan estava fora com o time essa noite, então ela pretendia apreciar o momento, sozinha. Até que alguém batida à porta. Ela suspirou e largou a xícara de chá e o notebook, foi para porta, e olhou pelo olho mágico, sorriu quando viu que era Mick. “Oi. O que você está fazendo aqui?” ela perguntou enquanto abria a porta. “Eu dei uma carona para um dos caras do time. O carro dele está na loja e sua esposa esta com o outro carro,” ele disse. “Ele mora perto de você, então eu pensei em visitá-la.” “Entre.” Ela fechou a porta atrás dela. “Um pouco tarde para praticar, não é?” “Uma reunião do time ofensivo foi um pouco mais longa do que o esperado.” “Entendo. Você gostaria de algo para beber?” “Água seria ótimo.” “Certo.” Ela entrou na cozinha e pegou uma garrafa da água, voltou, e a deu para ele. Ele estava sentando no sofá, então ela foi se sentar ao lado dele quando ele terminou com a garrafa com alguns goles longos. Ela percebeu que ele olhou para seu notebook. “Estou interrompendo algo?” “Não. Só estava trabalhando em algumas notas para a festa dos seus pais.”

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“Obrigado novamente por fazer isso.” “Você não tem que ficar me agradecendo, Mick. Você insistiu em me pagar, afinal. O que é totalmente desnecessário.” “Ei, é preciso tempo do seu dia para pôr um evento junto. Por que não ser pago por isso?” “Porque é sua família, e me voluntariei para ajudar porque eu quis, não porque esperava dinheiro por isso.” “Se nós contratássemos outro promoter, nós pagaríamos a ele, não é?” “Sim.” “Então chega de falar sobre dinheiro.” “Certo.” Ele olhou para cima. “Nathan está em casa?” “Não, ele saiu com alguns dos rapazes do time essa noite.” “Oh. Ele voltará para casa logo?” “Eu tenho que pegá-lo mais tarde.” “Uh-huh.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Você veio para ver Nathan?” “Sim, eu estou secretamente apenas vendo você, assim eu posso ser o melhor amigo do Nathan.” Ele a puxou sobre seu colo. “Eu acho que você sabe por que eu vim aqui.” E foi assim que seu coração começou a correr, sua temperatura corporal aumentou, e calor a encheu. Encostada contra ele assim, suas coxas sobre as dele, roçando peito contra peito, pôs seu libido sobrecarga. A química física que compartilhava com Mick estava em combustão. Ela arqueou uma sobrancelha. “Então você pensou em sair para um disque sexo?” Ele inclinou a cabeça para trás e riu. “Eu assumi que Nathan estava em casa. Então a resposta é não.” Ela fez um beicinho. “Que decepcionante. E aqui estou pensando que você só veio para admirar meu bumbum.”

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“Você tem um ótimo bumbum, Tara. Não tenho problema em gastar tempo o adorando.” “Realmente.” Seus olhos ficaram escuros. “Sim. Quer que eu lhe mostre?” Calor espiralou abaixo em sua barriga. “Oh, definitivamente.” Ele a virou tão rápido que sua cabeça girou. Ele puxou o short, arrastando-o para os joelhos. A calcinha foi à próxima, e então os lábios dele estavam nos globos de seu bumbum, quentes e fazendo sua boceta tremer. Ela apertou os dedos nas almofadas de sofá, necessitado do que Mick podia lhe dar. Ele enfiou a mão entre suas pernas, deslizando os dedos ao longo dos lábios de sua boceta. “É isso o que você quer?” Ele enfiou dois dedos dentro dela, sua vagina já molhada e pronta para sua invasão. Ela arqueou contra ele, empurrando para trás contra a mão dele. “Sim.” Tempo sem ele significava tempo pensando nele, em estar com ele, em fazer isso com ele. “Você tem pensado em mim beijando seu bumbum, huh?” Ela inclinou a cabeça para olhar para ele. “Entre outras coisas.” Ele pressionou os lábios em suas nádegas enquanto a fodia com os dedos. “Gostaria de saber quais outras coisas você quer que eu faça pôr você.” Ele varreu os dedos sobre seu sexo, girando-os sobre o clitóris, e quaisquer pensamentos que ela teve esfarraparam-se para longe. “Eu não posso pensar quando você esta me tocando assim.” “Realmente.” “Sim.” “Então apenas faça barulhos se você gostar do que eu fizer.”

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Ela fez, deixando escapar um gemido quando ele esfregou sua bunda com uma mão e sua boceta com a outra, especialmente quando ele arrastou o dedo entre as bochechas de seu traseiro, provocando seu ânus. A sensação era incrível, o que provocou seu desejo ainda mais. “Assim?” “Sim.” Ele provocava o ânus dela e deslizou seus os dedos em sua boceta, a fodendo com golpes implacáveis até que ela ergueu o traseiro no ar contra ele, desejando mais do que ele lhe dava. E então ela sentiu o dedo dele em sua entrada novamente, e desta vez estava molhado, se de sua saliva ou seus sucos, ela não sabia. Mas ele deslizou-o passando por seus músculos apertados, e oh, Deus, era tão bom, ela gritou, arqueando-se para obter mais da dor, ardor prazeroso, que parecia fazer sua boceta pulsar, também. Ele fodia sua boceta com os dedos, usando seu polegar para girar sobre seu clitóris, enquanto ao mesmo tempo deslizava o dedo dentro e fora de sua bunda. Sua mente tentava processar todas as sensações, e ele a subjugava com o mais doce prazer, mais perverso que já sentira. “Eu gostaria de foder seu traseiro algum dia, Tara. Você me deixaria?” Se se sentisse tão bom quanto o que ele fazia com seu dedo, ela não lhe negaria nada. “Sim. Sim, você pode foder meu traseiro.” Ela nunca sentiu nada assim, este raio de prazer intenso que a fez perder a mente. Ela arqueou as costas, empurrando-se contra a mão dele enquanto alcançava o clímax com um grito selvagem. Mick a segurou, dando-lhe mais do que precisava enquanto oscilava através do prazer, não parando até que ela estava gasta e ofegante. Só então ele se retirou, a rolou, e a beijou. Ele entrou na cozinha para um momento enquanto ela tomava fôlego, retornando com um copo de água com gelo. Ele segurou o copo enquanto ela bebia, revestindo a garganta seca.

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Era muito estranho estar sentada no chão nua da cintura para baixo. Então novamente, ela supôs que não havia razão para ser modesta com Mick. Ele tinha praticamente visto tudo. “Obrigada,” ela disse, inclinando-se para beijá-lo. “Isso foi muito bom.” “Você é bem-vinda.” Ele pegou o copo de água e tomou dois goles rápidos. Ele colocou o copo na mesa de café e arrastou os dedos pelos cabelos dela. “Você me deixa sedento.” Ela subiu em seu colo. “É mesmo? Vamos ver o que podemos fazer sobre isso.” Seu pau ainda estava duro, e ela disparou contra ele, ignorando o fato que ele ainda estava com a calça e ela nua. Ela estendeu a mão para o zíper, vagarosamente puxando-o abaixo, olhando rapidamente para o rosto dele para encontrá-lo concentrado observando o movimento de suas mãos. Ela deslizou abaixo entre as coxas dele e puxou a calça por sobre seus quadris. Ele ergueu-se para ajudá-la, e ela libertou seu pênis. “Você tem um preservativo?” “Bolso.” Ela enfiou a mão no bolso e retirou o pacote de alumínio, balançando-o de um lado para outro. “Gosto que você esteja sempre preparado.” “Ao seu redor? Inferno, sim. Eu sempre quero você, Tara. Penso sobre fazer amor com você o tempo todo.” Ela ergueu o olhar para ele e viu o calor em seus olhos, feliz por saber que ele pensava nela. Ela colocou os dedos ao redor do seu pênis e acariciou. Ele silvou, agarrou o pacote de preservativo de seus dedos, e rasgou-o abrindo-o. “Eu preciso foder você.” Agarrou as mãos dela e a puxou em direção a ele, segurando-a enquanto ela erguia-se e segurou seu pênis, fixando-se em cima dele, deslizando sobre ele. Toda vez que ele entrava nela era como a primeira vez, um choque de consciência, um arrepio de excitação como se expandisse cheio dela. Completamente encaixada nele, ela espalhou os dedos sobre o abdômen dele e fechou os olhos, deixando-se experimentar as

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sensações enquanto sua boceta acomodava pênis dele, sentiu o tremor e contrações e puro alegria enquanto seus corpos uniram-se. “Bom?” Ela abriu os olhos e encontrou o curioso olhar dele. “Céu. Amo o modo que você se encaixa dentro de mim.” Ele arqueou, e ela ofegou. “Eu gosto de estar dentro de você, Tara. Gosto de sentir o modo que sua boceta me agarra, os sons que você faz quando estou a fodendo.” Ela se balançou para frente, arrastando seu clitóris contra ele, e sentiu as paredes de sua vagina apertar o pênis dele em resposta. Mick agarrou seus quadris e a puxou para ele, então recuou, estabelecendo a velocidade. “Sim,” ele disse, observando que seus corpos estavam conectados. “Olhe para baixo, Tara. Viu meu pau separando os lábios da sua boceta enquanto eu bombeio dentro de você?” Ela se inclinou para frente, observando seu o pau desaparecer dentro dela, então se retirar, coberto com seu creme. “Sim.” “Eu amo o modo que você me engole.” Sua barriga cerrou, seu corpo inteiro em chamas com a forma que ele a tocava, a maneira que ele falava com ela, seu toque, sua voz, tudo sobre ele quente e sensual preenchendo seus sentidos com fogo. Ela se inclinou para frente, pressionando os seios contra o peito dele, correndo as pontas do dedo através de seu queixo e lábios. Ele pegou o rosto dela e puxou-o para um beijo de tremer a alma, então agarrou suas nádegas e subiu e desceu em seu pau enquanto sua língua duelava com a dela. Ela ofegou contra sua boca, tão perto agora que sentia o despertar do orgasmo que apertava dentro dela. “Mick.” Ela se afastou apenas o suficiente para procurar o seu rosto, suas unhas cravadas nos ombros dele. “Vamos, Tara. Deixe-me senti-lo.” Ela esperou apenas alguns segundos mais, dirigindo o clitóris contra o corpo dele, deixando as sensações levá-la para a borda irregular. Então ela gritou e deixou ir, agarrando a

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boca dele enquanto gozava. Mick enfiou os dedos no cabelo dela e a beijou profundamente, esperava por ela enquanto ela balançava contra ele com a força de seu orgasmo. Ele gemeu contra seus lábios quando empurrou nela quando gozou, seus dedos cravaram em sua carne. Era tão bom ser mantida firmemente em seu abraço, saber que o afetou tão duro quanto a ela. Ela soltou um suspiro e colocou a fronte contra a dele. “Estou feliz que você veio essa noite.” Ele riu. “Eu, também.” Eles se limparam e vestiram, então sentaram no sofá juntos assistindo TV enquanto Tara fazia suas anotações. Seu celular tocou por volta das onze horas, e ela franziu a testa enquanto foi pega-lo, pensando que era estranho que Nathan ligasse cedo para ser apanhado da festa. Mas era Maggie, e seus olhos se arregalaram à medida que ouvia, tentou acalmar Maggie, depois desligou e virou-se para Mick. “O que há de errado?” “Maggie está tendo um colapso.” “Sobre o quê?” Ela mordeu o lábio, perguntando-se quanto devia confiar em Mick sobre a vida pessoal de Maggie, então decidiu que não tinha muita escolha. “O irmão dela é uma bagunça. Ele entra em muitos apertos, depois espera que Maggie venha em seu socorro. Ela não sabe o que fazer, está em modo de crise, e não está lúcida, preocupada de onde ele está porque ele é seu irmãozinho e ela praticamente criou-o sozinha. Nós somos amigas há muito tempo e vimos uma a outra por alguns lugares ásperos. Eu gostaria de ajudá-la.” “Você precisa ir para ela? Eu entendo.” Mick permaneceu. “Há outro problema. Nathan. Eu deveria pegá-lo na festa à meia-noite.” “Eu vou buscá-lo. Você vai cuidar de Maggie.” “Você tem certeza? Eu posso ir pegar Nathan agora, então ir para Maggie.”

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“E Nathan odiaria. Anote o endereço, e eu vou pegar Nathan, trazê-lo de volta, e esperar você voltar para casa.” “Deus, Mick, eu odeio sobrecarregá-lo com minhas coisas pessoais.” Ele pôs as mãos nos ombros dela e estabilizou-a. “As coisas entre nós são pessoais, Tara. Então anote o endereço e deixe-me ir buscá-lo, certo?” Ela movimentou a cabeça, lhe deu o endereço e o controle da porta da garagem sobressalente, em seguida, o beijou, agradeceu, e correu porta a fora. Quando ela subiu em seu carro, Mick permaneceu na porta da entrada aberta, acenando para ela. Ela acenou de volta e uma súbita pontada miserável de medo a atingiu. Como ele se tornou uma pessoa tão importante e essencial em sua vida? E o que ela vai fazer sobre isso?

NÃO FOI DIFICIL ACHAR A CASA BRILHANTEMENTE ILUMINADA onde era a festa. Mick olhou para todos os carros estacionados a esmo na calçada. E o nível de barulho do jato dos motores era alto. Por esse avançar da noite, ele ficou surpreso que a policia não foi chamada. Estas pessoas devem ter vizinhos realmente compreensivos. Ele foi até a porta e tocou a campainha, então percebeu que não existia uma maldita chance de que eles ouviriam já que a música era ensurdecedora. Ele tentou a maçaneta, e a porta abriu. Ótimo. Ele revirou os olhos e entrou. Desastre, foi seu primeiro pensamento. Pratos de papel, copos plásticos, guardanapos, comida e bebida descartados e moveis foram empurrados com golpes. Parecia uma cena de crime. Ou uma festa. A primeira coisa que Mick cheirou foi o álcool, e tinha um forte odor de pizza, surpreendente, considerando que havia cerca de vinte ou mais caixas de pizza vazias espalhadas por todo do quarto. Pegou o caminho através de uma multidão de jogadores do futebol corpulentos, várias ninfetas inadequadamente vestidas, as quais avaliou, eles estavam falando sérios?

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“Alguém viu Nathan?” ele perguntou a um dos rapazes, que olhou para ele com as pálpebras meio cerradas, espreitando quer bêbado ou drogado. “Nuh-uh.” Mick partiu para à cozinha. Até agora ele não viu um adulto a vista. Boa coisa Tara não ter vindo buscar Nathan. Ela estaria perto de desmaiar agora. Ele achou Nathan nos fundos pendurado com um grupo de três rapazes e duas garotas. E ele estava quase enchendo a cara de merda como o resto dos foliões. Não bom. “Mick! Meu homem! E aí?” “Vamos.” “Cara, vamos ficar e festejar.” Nathan jogou o braço ao redor de Mick. “Você sabe quem é este? Este é Mick Riley, Quarterback do São Francisco.” “Nós sabemos cara. Cara, você é um sortudo filho da puta.” Um dos caras sorriu. “Quão incrível é sua mãe estar com ele?” “Como, uau, você é Mick Riley.” Uma das garotas tropeçou fora da cadeira do gramado e caiu em direção a ele, tentando de tudo para parecer provocante. “De quem é esta casa, Nathan?” Mick perguntou. “Tim O'Banyan.” “E onde estão os pais do Tim?” “Cabo,” todos disseram em uníssono, rindo enquanto levantavam os copos plásticos para os pais de Tim em um brinde. Oh, merda. “Vamos. Vamos embora. Diga boa noite.” Mick provavelmente devia chamar alguém e pôr um fim na libertinagem, mas sua única preocupação era Nathan e obtê-lo em casa. Ele não podia ser responsável pelo time inteiro e suas namoradas. “Certo. Boa noite.” Mick levou Nathan para o carro e saiu de lá, pensando que era só uma questão de tempo antes que a policia aparecesse no local.

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“Se divertiu?” Nathan sorriu, soluçou, depois riu. “Sim.” “Bebeu um pouco?” “Não. Bebi muito.” “Posso dizer. Acha que foi uma ideia inteligente?” “Sim. Muito inteligente.” Não adiantava tentar falar a sério com ele essa noite. Mick dirigiu em silêncio, escutando Nathan cantarolar, então cantar, arrotar, rir, e matraquear sem o menos sentido. Infelizmente, Nathan começou a torceu-se para frente e para trás no assento. E Mick notou que ele estava ficando mais pálido a cada minuto. “Nathan, você esta bem?” “Para falar a verdade não. Acho que posso precisar vomitar. Como agora.” “Nós estamos a um quarteirão de casa. Consegue chegar?” Nathan arrotou. “Não.” Merda. Mick parou enquanto abria a janela. Nathan desafivelou o cinto de segurança e ergueu-se e vomitou fora da janela, em toda a lateral do caminhão de Mick. Simplesmente foda demais. Mick se sentou lá e esperou enquanto Nathan continuou a vomitar tudo o que bebeu. Quando ele finalmente terminou, Mick deu a Nathan uma das toalhas que mantinha em sua bolsa de ginásio, então dirigiu para a casa e ajudou Nathan sair do SUV, evitando cuidadosamente o painel de porta enquanto fazia isso. Nathan não estava muito firme em seus pés, então Mick teve que jogar o ombro debaixo de Nathan e ajudá-lo a caminhar. “Vamos, amigo, vamos levá-lo para cima.” “Este é um fodido longo caminho,” Nathan disse, jogando a cabeça para trás e olhando os degraus. “Uh-huh. Você pode fazer isso.” Deus, o garoto fedia. “Hora do banho.” “Eu só quero ir para a cama.”

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“Que pena.” Mick o levou no banheiro e ligou a água. “Você pode lidar com isso, ou eu preciso fazer por você?” Nathan piscou. Torceu-se. Ajoelhou-se na frente do banheiro e vomitou novamente. Mick ajoelhou-se e afastou a criança de se afogar, então o jogou, completamente vestido menos os tênis, no chuveiro. Parecia que ajudaria um pouco. “Eu me sinto terrível,” Nathan disse. “Tenho certeza que se sente.” Mick desligou o chuveiro, ajudou Nathan a se despir e secar, então foi para o quarto dele e achou uma calça de dormir para deslizar dentro e o empurrou na cama. Nathan estava frio, dois segundos mais tarde. Mick balançou a cabeça e desligou a luz, então entrou e limpou a bagunça no banheiro. Quando Tara voltou para casa por volta de duas e meia, Mick guerreou consigo sobre contar ou não contar a ela. Descobriu que ela não estava na porta um segundo antes dela saber que algo aconteceu. Ela franziu o cenho. “Você tem vômito na lateral de seu caminhão. Nathan está doente?” “Mais ou menos.” Ela tinha um olhar preocupado no rosto. “Eu devo ir vê-lo.” “Ele está desmaiado lá em cima. Venha se sentar comigo, e vou te contar o que aconteceu.” “Desmaiado?” Ela sentou-se no sofá ao lado dele. “Não havia nenhum adulto na festa hoje à noite, Tara. Estava liberado total. E seu filho era um bêbado encarando a merda.” Os olhos de Tara arregalaram. “Oh.” Em seguida, seus olhos se estreitaram. “Oh. Filho da puta.” “Sim.”

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Ela se inclinou para frente e apertou suas mãos. “Quão ruim?” “Muito ruim. Joguei-o no chuveiro e limpei tudo. Ele deve estar dormindo agora.” Ela colocou a mão sobre a dele. “Eu não sabia que isto aconteceria. Sinto muito que você teve que lidar com isto. E seu caminhão. Bom Senhor.” “Meu caminhão é lavável. E seu filho vai estar malditamente doente amanhã.” Ela inalou e suspirou, levantou-se e correu os dedos pelos cabelos. “Não posso acreditar que Tim faria uma festa assim sem seus pais por perto. Onde eles estavam?” “Cabo, de acordo com os relatórios.” Ela colocou os braços em torno de se. “Jesus. Espere até o treinador descobrir. E tenho certeza que ele descobrirá. Havia garotas lá, também?” “Várias. Menores de idade. Inferno, eles eram todos menores de idade.” “Oh, Jesus. Graças a Deus que você saiu de lá antes da policia aparecer. Ele está em tantos problemas. E eu não prestei atenção.” Ela se sentou em uma cadeira, olhar perdido e devastado. “É um rito de passagem, Tara. Você não pode impedir isto de acontecer.” Ela disparou um olhar bravo nele. “Rito de passagem, meu traseiro. Muitas crianças conseguem passar por suas adolescências sem ficar fedendo a bebidas. Preciso prestar mais atenção aos locais onde deixo meu filho sair. Se eu não estivesse...” Ela se parou, mas ele sabia o que ela estava prestes a dizer. “Você acha que se não estivesse comigo, poderia manter um dedo em Nathan a cada movimento? Vamos, Tara.” Ela ergueu o queixo. “Eu não sei. Talvez. Entre vê-lo, as horas em que trabalho em meu emprego e Nathan, está chegando a ser demais. Sabia que isto seria um problema. Tenho que pôr Nathan em primeiro lugar.” Ela estava brava, machucava e assustada, e ele teve que lhe dar tempo para pensar. A última coisa que queria era ficar entre ela e seu filho ou discutir que não era culpa dele que seu filho tomou uma decisão estúpida. “Vou embora daqui assim você pode dormir um pouco.” “Certo.”

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Ela o acompanhou ate a porta e a segurou aberta, mas pegou sua mão antes dele sair. “Obrigada por estar lá para ele hoje à noite.” “A qualquer hora.” Ele caminhou para o carro, de alguma maneira sentindo como se fosse à pessoa que fez algo errado essa noite. Mas ele não tinha. Não é?

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Capítulo Doze TARA SABIA QUE NÃO ESTAVA SENDO RAZOÁVEL. E, muito possivelmente, uma cadela total. Mas o que aconteceu com Nathan, que agora foi esclarecido, assustou o inferno fora dela. Beber e sair em festas sem supervisão aos quatorze anos poderia ter acabado mal, de maneiras, que ela nem queria começar a pensar. Infelizmente, tudo que fez nos últimos três dias foi pensar sobre todas as possibilidades. E ela ouviu que o treinador do Nathan, foi notificado da festa, entretanto ele não disse por quem. Ele pretendia ter uma conversa longa com Tim sobre isso, e haveria sanções. Ela quase lamentou por Tim porque sabia que os pais de Tim ficariam lívidos quando descobrissem que o time inteiro de futebol, mais as garotas, foram para sua casa beber. E nada do que aconteceu foi culpa do Mick. De fato, ela estava grata por ele ter sido o único a intervir e arrancar Nathan daquela situação. Se ela tivesse entrado naquela casa, teria provavelmente enlouquecido e envergonhado seu filho. Pelo que Nathan lhe disse, tanto quanto ele podia se lembrar, Mick foi calmo e tirou Nathan de lá sem uma cena. Tara mais teria definitivamente causado uma cena. Ela certamente gritaria e se envolveria. E teria provavelmente chamado os pais de cada criança lá, o que teria mortificado Nathan, que provavelmente nunca mais falaria com ela novamente. Ela estava tão feliz que Mick foi lá e agiu racionalmente por conta do Nathan. Mas ela o agradeceu profusamente? Não. Ela basicamente o culpou por isso. Não diretamente, claro, mas indiretamente ela apontou o dedo para Mick por todas as suas falhas como mãe. Deus. Ela deixou a cabeça encostar contra os braços e simplesmente fechou tudo fora por alguns minutos. “Pensando em acabar com tudo?”

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Sua cabeça saltou rapidamente, e ficou boquiaberta com Maggie, que se debruçou na entrada para seu escritório. “Pensando nisso, especialmente se você estiver me trazendo alguma nova catástrofe. Estou cheia no momento.” “Nenhuma crise para reportar, mas Jenna ligou enquanto você estava no telefone mais cedo, e ela tem RSVPs14 finais para a festa de aniversário, por isso tenho a contagem de cabeça, mais ela queria examinar cuidadosamente os lugares e algo sobre o fornecedor.” Oh, inferno. A festa de aniversário para os pais do Mick estava chegando neste fim de semana. O aniversário de Nathan era neste fim de semana, também. Ela apoiou a cabeça nas mãos e fechou os olhos, desejando que poder estar em qualquer lugar exceto aqui. Maggie fechou a porta. “Quer me dizer o que está errado?” “Tudo.” “Eu tenho tempo. Atire.” Então Tara falou tudo para Maggie, não ignorando nada. Ela lhe contou sobre Nathan embriagando-se e Mick o levantando, e Tara não estar lá, porque Tara estava fora aconselhando Maggie, embora Maggie provavelmente fosse se sentir culpada por isso. Mas ela e Maggie eram melhores amigas, e Maggie entenderia que não tinha nada a ver com ela. “Então é tudo culpa do Mick.” Tara se inclinou para frente e cruzou as mãos. “Claro que não é culpa dele.” “Parece-me que você o está culpando por tudo, de Nathan embriagar-se e você sentir que não é completamente perfeita no trabalho de super mulher.” Aquilo machucou. “Vá à merda, Maggie.” “Não, obrigada. Eu gosto de homens. Olhe Tara, não era você que só alguns poucos dias atrás, me disse que eu não posso salvar meu irmão? Que eu preciso deixá-lo quebrar a cara e eu estou só habilitada a socorrer o seu traseiro toda vez que ele se foder?”

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RSVP é a abreviatura de Répondez S'il Vous Plaît, expressão francesa que ao pé da letra, significa “Responda se desejar” ou mesmo para o bom português “Responda, por favor”. O RSVP é utilizado pela a pessoa que deseja a sua presença no evento que ela vá realizar, desta maneira ele pede a confirmação para ter um melhor planejamento para o evento em geral para ter a certeza de que tudo saia o mais perfeito possível.

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“Sim. Eu lhe disse isso, porque é a verdade.” “Bem, me machucou quando você me disse. Mas você estava certa. E agora eu vou te machucar lhe dizendo que está tentando ser tudo para todo mundo, e no fim você tem que perceber que não pode. Não há problemas em ter uma carreira incrível que você ama e ser mãe ao mesmo tempo. Tudo bem tentar namorar ao mesmo tempo em que está fazendo malabarismo com sua carreira e seu filho, e não tem problema não fazer tudo perfeito. Você vai estragar tudo isso agora e depois. Você tem que se dar um tempo.” “Mais fácil falar do que fazer. O que aconteceu com Nathan me assustou.” “Porque ele ficou bêbado? Por favor. As crianças fazem isso. Elas se estragam. Assim como eu fiz naquela idade. E você também.” “Eu sei. Deus, eu não sei. Não quero que ele cometa os mesmos erros que eu.” “Mas você não pode seguir atrás dele a cada passo que ele dá tentando impedir que aconteça, qualquer um. Você o sufocará se tentar. Deixe-o cair algumas vezes e veja o que acontece.” Ela inspirou e deixou sair em um suspiro trêmulo. “Vou tentar. Sem garantias.” “E enquanto isso, vá se desculpar com seu namorado bonitão por culpá-lo porque seu filho idiota embriagou-se.” Ela riu. “Sim, acho que você tem razão sobre isso. Eu o magoei.” Maggie assentiu. “Certo, então o beije dolorosamente e faça melhor.”

TARA QUASE NÃO FEZ A VIAGEM PARA SAINT LOUIS para a festa. Ela podia ter lidado com tudo a longa distância, mas isto eram negócios e sua reputação estava em jogo, e, além disso, ela prometeu a Nathan um jogo de beisebol em seu aniversário. Apesar de ele ser punido por ter bebido no fim de semana anterior, ainda era seu aniversário, e ela não tiraria isso ele. Então ela fez a viagem com Mick, que surpreendentemente ainda falava com ela, embora as coisas entre eles estivessem tensas e ela não teve um momento a sós com ele para

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conversar sobre isto. Teve que trabalhar sem parar antes de partirem sexta-feira, e então claro que Nathan estava com eles. E até Nathan estava tendo dificuldades em conversar com Mick, sem dúvida, porque estava muito envergonhado sobre o fim de semana anterior, que com razão devia estar. Ele se desculpou com Mick pelo episódio bêbado, e felizmente Mick não removeu de lado ou disse que não era grande coisa. Ele aceitou as desculpas de Nathan, mas não disse nada ainda. Então se sentaram no avião juntos e conversaram sobre... nada. Felizmente, Mick pegara a lacuna e conversou com Nathan sobre seu treino com o time nos últimos dias, o trabalho com o treinador, encontro com o nutricionista, e os dois conversaram sobre alguns outros caras do time. Ele manteve a conversa fluindo, e Tara abriu seu laptop e trabalhou para que não tivesse que dizer muito mais que algumas interjeições. “Oh, isso é interessante” e “realmente” e “isso é ótimo.” Foi desconfortável, e ela realmente ficou feliz quando chegaram na casa dos pais de Mick. “Tara, estou tão feliz em vê-la novamente.” Kathleen a dobrou em um abraço. “Estou feliz em estar aqui.” Isso era verdade. Ela gostava da mãe de Mick, e desejou poder conversar com ela sobre a tensão entre ela e Mick, mas isso seria meio difícil. Kathleen abraçou Nathan, também, que não pareceu se importar em nada. Ele até deu um sorriso enorme quando Jimmy virou a esquina da outra sala e envolveu Nathan em um abraço de urso. “Senti sua falta, garoto. Ninguém para atirar aros.” “Ninguém para chutar seu traseiro, você quer dizer?” “Nathan,” Tara advertiu. “Ei, ele só pensa que ele é muito bom,” Jimmy disse, jogando o braço sobre os ombros de Nathan. “Mas, como Mick e Gavin e Jenna, eles logo aprendem que foram superados pelo mestre.” “Em seus sonhos, homem velho,” Mick disse, abraçando o pai. “Bem, cuidaremos disso, não é?”

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A bagagem logo foi esquecida na entrada, Jimmy, Nathan, e Mick decolaram para os fundos, onde o quicar de uma bola de basquete e gritos e insultos podiam ser ouvidos. “É sempre assim, estou com medo,” Kathleen disse da cozinha enquanto entregava a Tara um copo de chá gelado. “Jimmy engana-os, e nenhuma das crianças consegue resistir o desafio.” Tara riu. “Tenho certeza que foi como seus filhos se tornaram tão bons em esportes competitivos.” Kathleen assentiu. “Os Rileys tem esse espírito competitivo, com certeza. Mas Jimmy usa-o para se manter em forma. Na maioria das noites ele me arrasta lá fora para um jogo ou dois.” Tara colocou a mão sobre Kathleen. “É assim que você fica tão em forma.” Ela riu. “Nós não sentamos em nossos traseiros por aqui, isso com certeza. E nem você, pelo seu olhar, menina.” “Eu fico ocupada.” “E falando de ficar ocupada, obrigada por planejar esta festa. Jimmy e eu estamos tão honrados.” “Eu sou honrado a pessoa que esta honrada em ser uma parte disto.” “Tolice. Você é praticamente da família.” Tara riu e colocou as mãos em torno do copo frio. “Dificilmente.” Kathleen a estudou. “Então você está dizendo que não tem sentimentos por Mick?” Oh, merda. Como ela contornará isto aqui? “Tenho muitos sentimentos por Mick. Só não sei exatamente o que temos juntos ainda.” “Bem, eu posso lhe dizer que ele nunca trouxe uma mulher para casa para conhecer a família, por isso seja o que for que ele sente por você, é muito especial.” “Obrigada. Mas não acho que seja na permanente ou duradouro, Kathleen. Quero dizer, nós levamos duas vidas muito diferentes.” “E o que isso tem há ver com o que vocês sentem um sobre o outro?”

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“Isso pode deixar difícil de fazer uma relação funcionar.” “Por quê? Porque ele é um jogador de futebol e estará na estrada durante a temporada? Você acha que seria diferente de alguns dos outros jogadores que têm relacionamentos com namoradas ou esposas?” “Não. não é isso que quero dizer.” Ela estava trabalhando nesse mal. “Mas tenho Nathan, e ele precisa de alguma estabilidade em sua vida. Trabalhei muito duro para criar isso para ele.” “Então você está dizendo que Mick não pode dar isso para ele?” Oh, Deus. Onde foi que tudo deu errado? “Não sei o que estou dizendo. Não há nada errado com Mick. Nada. Ele é maravilhoso, Kathleen. Qualquer mulher teria sorte em tê-lo.” Kathleen se debruçou de volta na cadeira. “Mas não você.” “Eu não disse isso.” Kathleen suspirou. “E eu estou sendo defensiva sobre Mick, que fazendo você defensiva. Sinto muito.” “Eu sou, também.” “Nós duas somos mães, então você entende como é para proteger seus filhos.” Tara balançou a cabeça. “Eu sei.” “Não quero ninguém o machucando. E sei que você se preocupa com ele.” “Eu me preocupo, Kathleen. Mas dê-nós tempo para compreender o que somos um para o outro. Isso ainda é novo.” Kathleen riu. “Eu empurro, eu sei. Quero que ele seja feliz. Quero que ele tenha o que Jimmy e eu temos juntos. Eu gosto de você. Gosto de você e Nathan. Eu gosto de vocês dois com Mick, então não posso ajudar, mas quero empurrá-los para uma família.” Ela se levantou e pôs o copo na pia. “É hora de eu cair fora e deixar você e Mick descobrirem as coisas por vocês mesmos.” Tara ergueu o olhar para Kathleen. “Obrigada.”

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Kathleen se aproximou por trás dela e a abraçou. “Mas você sabe, estou pronta para uma nora. E eu não posso pensar em ninguém que eu prefiro ter na vida do meu filho que você.” Ela endireitou e dirigiu-se à porta dos fundos. “Agora acho que vou ver se os rapazes ainda não mataram uns aos outros.” Depois que Kathleen partiu, Tara teve que piscar longe a picada das lágrimas. Quanto tempo ela almejou por uma mãe em sua vida? Deus sabia que sua própria mãe nunca foi o tipo de mãe que Tara precisou. Ela ansiou alguém cujo conselho que ela podia buscar, e nunca teve isso, nem mesmo quando era criança. Aprendeu a confiar em seus próprios instintos, e frequentemente fez as escolhas erradas. Kathleen era carinhosa e bondosa, mas também uma atiradora direta que disse como era. Ela era exatamente o tipo de mulher que Tara queria e precisava em sua vida. Ela adoraria ser sua nora. Ou sua filha. Ou sua amiga. Mas não no sacrifício do bem-estar de Nathan. Ela não se precipitaria em algo que arriscaria a família que ela tinha agora, que era ela e Nathan. Ela sacrificou tanto por ele. Se tivesse que desistir de mais, ela faria. Se ela e Mick fossem destinados a ficarem juntos, aconteceria. Como via agora, entretanto, existiam muitos obstáculos insuperáveis para que isso acontecesse. Como o fato de que nem sequer falaram sobre como se sentiam um sobre o outro. Ainda era muito cedo. Ela e Mick estavam pisando em ovo em torno um do outro agora, principalmente devido a sua própria idiotice e cegueira. Então sim, Tara podia amar Kathleen tanto que quisesse, mas não era a sua principal relação. Talvez estivesse na hora de compreender se existia qualquer substância para sua relação com Mick além de apenas sexo. Estava começando a perguntar-se se era tudo que eles tinham. E se fosse, sim, era muito malditamente ótimo sexo, mas não era o suficiente para ela. Havia muita coisa em jogo para investir seu coração, e do Nathan, em algo que acabaria queimando irrecuperavelmente no fim.

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TARA RECUOU E ADMIROU SEU TRABALHO. RECONHECIDAMENTE, ela fez um trabalho ótimo. O local era perfeito e decorado todo em branco intercalado com vegetação verde em torno das mesas. Flores frescas em vasos de cristal enfeitavam cada mesa, e árvores vivas e arbustos foram trazidos para dar a ilusão de um ambiente externo, então embora a festa de aniversário estivesse em lugar fechado, Tara reproduziu o prado onde Jimmy e Kathleen disseram seus votos quarenta anos atrás. “Ei, Mamãe.” Ela envolveu o braço em volta de seu filho. “Ei, você, aniversariante. Como é a sensação de ter quinze anos?” Ele sorriu. “Muito boa.” Ela ainda se sentia um pouco culpada que estava trabalhando no aniversário dele. “Desculpe-me, eu não tive a chance de lhe dar uma festa ou qualquer coisa. E você nem conseguiu ficar com seus amigos em seu aniversário.” “Você está brincando? Eu fui ao jogo hoje, e Gavin me conseguiu uma bola assinada por todos os membros do time, ainda mais Mick me levou logo após o jogo para sair com os caras no vestiário. E eles ganharam. Melhor presente de aniversário de sempre.” Ela se debruçou contra ele. “Estou contente. Eu estava preocupada.” Ele empurrou a ela. “Você se preocupa demais.” “Provavelmente.” “Eu vou encontrar meus amigos. Vejo você mais tarde?” Ela assentiu, percebendo o quão fácil era agradá-lo, e como sortuda era por ter um filho como ele. “Mais tarde.” Ela o viu se afastar, percebendo o quão rápido ele estava crescendo. O tempo era tão passageiro. Nathan se sentou em uma mesa com os primos de Mick, seu riso ecoando e tão facilmente discernível até mesmo sobre está multidão ruidosa. Deus, ela amava seu filho tanto.

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“É lindo, Tara. Deslumbrante. Obrigado.” Kathleen foi até ela e a abraçou, com os olhos cheios de lágrimas. “Você fez bem, mocinha,” Jimmy disse, agarrando-a em um abraço de urso. “Você fez Kathleen chorar lágrimas felizes.” Tara riu. “Jenna me ajudou com as fotos de seu casamento. Você era uma noiva tão bela, Kathleen. E você parece da mesma maneira adorável hoje.” As bochechas de Kathleen ficaram rosa. “Agora não seja boba. Sou um pouco mais velha.” “Mas, ainda assim tão sexy quanto no dia que nos casamos,” Jimmy disse, varrendo Kathleen em seus braços e plantando um beijo quente em sua esposa. Tara fez uma saída discreta enquanto Jimmy tirava sua esposa para a pista de dança. A banda iniciou e começou a tocar algumas músicas balançantes dos anos setenta, que conseguiu a maior parte da multidão dançante se arrastar para a pista de dança. Tara abriu caminho até o bar onde naturalmente encontrou Jenna, que parecia aborrecida de pé no outro lado dele. Mas Kathleen insistiu que sua filha não trabalharia essa noite e ao invés aprecia a festa. “Não sabe o que fazer consigo mesma?” “Não. E ela fez-me usar um maldito vestido.” “Você parece incrível. O vestido é bonito em você.” Um vestido de seda de verão que no corpo esbelto de Jenna encaixava-se tão bem, era um colete de múltiplas impressões que exibia algumas das tatuagens de Jenna. Ela até usava sapatos de saltos. Jenna enrugou o nariz. “Suponho que não há problema vestir-se como uma garota de vez em quando. Difícil de defender-me de meus irmãos idiotas se eles quiserem jogar um combate de futebol, entretanto.” “Eu duvido que eles façam isso essa noite. Acho que você esta seguro.” Ela riu. “Você provavelmente está certa.” “E você pode querer dançar.”

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Jenna encolheu os ombros. “Duvidoso. Prefiro lançar o topo das cervejas.” “Então nenhum cara pegou seu olhar?” “Estou cheia desses idiotas, tipos atletas bebendo no bar. Não preciso dançar com quaisquer destes idiotas desmiolados.” Tara podia dizer que Jenna não tinha nenhum amor por quaisquer dos amigos de Mick ou Gavin. “De qualquer maneira,” Jenna disse, erguendo a taça de vinho para Tara. “Sucesso. Você fez isso.” Tara balançou a cabeça. “Parece que sim. E você fez muito trabalho, também.” Jenna acenou com a mão em um gesto de desprezo. “Eu não fiz nada além de te jogar a lista de convidados, algumas fotos, e sugerir alguns lugares que poderia segurar esta multidão louca.” Jenna girou para ela. “Você é realmente boa nisso.” Tara riu. “Obrigada, Jenna. Eu amo o meu trabalho.” “Talvez ainda haja esperança para meu irmão. Eu estava começando a me perguntar, já que tudo que ele já namorou eram oportunistas.” “Eu acho que essas em sua maioria eram montagens das relações públicas.” Jenna tomou um gole de vinho. “Uh-huh. Foi isso que ele te disse?” Tare se virou para ela. “Sim.” “Bem,” Jenna disse com um sorriso irônico. “Certo então.” Tara ponderava os comentários de Jenna, após Jenna ter escapado para conversar com a mãe, perguntando-se o que ela quis dizer com eles. Mick se relacionou com algumas das mulheres que foi fotografado, foi mais do que fotografar e manobras das relações públicas? Ela sabia que ele tinha uma reputação como um ótimo dom Juan bad boy, mas assumiu que era tudo RP, também. Talvez não. “Excelente festa. Você fez um bom trabalho.”

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Elizabeth Darnell. A pessoa perfeita para fazer aquela pergunta, uma vez que ela era a agente de Mick, mas não havia como ela, ou iria, perguntar. “Obrigada. Você está linda. Sem trabalhar hoje à noite?” Elizabeth arqueou uma sobrancelha perfeita. “Agora por que você perguntou isso?” “Você está em um vestido, não um terno.” Elizabeth riu. “Estou sempre trabalhando, mel, não importa o que eu vista. Só tenho que me vestir de acordo com a ocasião.” E Elizabeth estava vestida impecavelmente em um vestido de coquetel tomara-que-caia preto justo, que se envolvia em torno de seu corpo incrivelmente, e sapatos de grife com cristais brilhantes ao longo das tiras que chamavam atenção para os dedos dos pés perfeitamente cuidados e pernas excepcionais de Elizabeth. “Então você se encontrará com clientes, depois?” “Mick e Gavin são meus clientes, como também um par de outros homens presentes aqui.” “Gavin não é realmente apenas um cliente para você, entretanto, não é?” Tara leu o choque nos olhos de Elizabeth, mas ela mascarou-o imediatamente. “Eu não sei o que você está insinuando.” “Oh, eu vi o modo que você olhou para ele na festa de aniversário dele. Você sente algo por ele.” “Gavin é meu cliente. Eu trato todos os meus clientes como se eles fossem especiais.” “Tenho certeza que você faz. Mas o modo que você olha para Gavin é diferente.” “Eu não olho para ele de qualquer modo especial. Sobre o que você está falando?” Seu comportamento normalmente frio foi desmanchado, Tara sabia. Ela perguntava-se o que seria necessário para derrubar alguns dos pedaços de gelo do coração da Liz. Talvez ela não fosse tão fria quanto pensou Tara. Tare deu de ombros. “Sou uma mulher. Vejo as coisas.” Elizabeth cruzou os braços. “Que coisas?”

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“O calor em seus olhos quando você olha para ele. Certo desejo. Não está lá quando você olha para os outros homens.” Agora havia medo em seus olhos. Tara não pensou que Elizabeth levou um gigante pé traseiro, ela quase lamentava por ela. Quase. “Você está imaginando coisas, Tara. Gavin é um grande cliente que me faz uma tonelada de dinheiro. Você sabe o que você vê em meus olhos quando olho para ele? Cifrões. Faço o que for preciso para tornar meus jogadores felizes.” “Entendo. Então realmente, nunca nada é tempo ocioso para você, é?” “Há sempre trabalho a ser feito.” Elizabeth deslizou o braço no de Tara e a levou em direção à parte de trás do salão de baile. “E por falar em trabalho, vamos falar sobre Mick.” Isso deve ser interessante. Elizabeth a levou para fora no jardim. A noite estava quente, mas felizmente não tão infernalmente. Elizabeth caminhou em direção a fonte onde uma série de luzes destacava seu cabelo vermelho, que foi habilmente reunido e Tare decidiu que deveria ser um coque de marca francesa. Partes foram derrubadas para emoldurar seu rosto. Elizabeth virou-se para Tara e sorriu, mas era um sorriso calculado. “Certo, Elizabeth, você me conseguiu aqui fora. Que tal Mick?” “Eu gosto que o tempo de folga de Mick seja bem usado.” “Isso significa o quê, exatamente?” “Instituições de caridade, eventos públicos, estréias, galerias, qualquer coisa onde ele possa ser visto e fotografado. É bom para sua imagem e para o time.” “E você acha que relação dele comigo está ficando no caminho disso.” “Estou feliz que você veja as coisas do meu jeito.” “Não estou dizendo que concordo com você, Elizabeth. Estou apenas dizendo que entendo que esta querendo dizer. Tenho certeza de que Mick pode optar por fazer o que quiser.”

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Elizabeth não franziu a testa, mas Tara viu o flash de raiva em seus olhos. “Olha, Tara. Tenho certeza que ele está tendo um momento maravilhoso com você e seu filho, mas a atração vai se dissipar eventualmente, e ele partirá. Ele perdera o glamour, as festas, a diversão e excitação que está acostumado.” Tare deu de ombros, recusando a deixar Elizabeth chega até ela. “E se ele fizer, então suponho que seguira em frente. Isso é escolha dele a fazer quando e se isso acontecer. Ou melhor, é nossa escolha a fazer, tanto quanto nosso relacionamento. Ou você espera que eu o chute na calçada agora a fim de me poupar da desilusão mais tarde?” “Ele deixará você eventualmente.” Tara se recusou a esfregar a dor em seu estômago, onde as palavras de Elizabeth criaram um buraco. “Isso é o que você diz. E talvez ele não vá. Talvez eu possa oferecer a ele algo que ele não pode encontrar em qualquer outro lugar.” Elizabeth riu. “Tara, você não tem o suficiente para segurá-lo, e ele é demasiado playboy para acomodar-se. Você carrega muita bagagem e ele não pode lidar com isso. É apenas uma questão de tempo. Você deve sair agora antes dele machucar você. Você tem seu filho para pensar, afinal.” Que cadela. Não era a toa que ela era tão boa em seu trabalho. Ela sabia bem onde enfiar a faca. “Eu acho que minha relação com Mick não é da sua conta.” Agora seus olhos estreitaram. “Você não quer que eu faça disto da minha conta.” “Você já fez. Caia fora.” Elizabeth abriu a boca para falar, então a fechou, a raiva deixando sua expressão e um sorriso brilhante a substituindo. Tara podia adivinhar o porquê. “Ei, você está aí. Fui caçá-lo e não conseguia descobrir onde diabos você se meteu.” Tara virou, já compreendendo que Mick tinha aparecido. “Oi, cara.” Ele lançou um preocupado olhar entre ela e Elizabeth. “O que você e Liz estão fazendo aqui fora?”

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Elizabeth passou caminhando, um sorriso artificial em seu rosto. Afagou o braço de Mick. “Garotas conversam, doçura. Eu estava elogiando Tara pelo trabalho maravilhoso que ela fez na festa de aniversário dos seus pais.” Os ombros de Mick relaxaram e lançou um olhar quente em Tara. “Ela é maravilhosa, não é?” Elizabeth beijou Mick na bochecha. “Um pêssego.” Ela piscou para Tara enquanto caminhava em meio a porta. “Conversaremos novamente mais tarde, Tara.” Mick seguiu Liz com o olhar, então se voltou para Tara. “O que foi isso tudo?” Tara não precisava de Mick intervindo em seu nome, e a última coisa que queria era causar atritos entre ele e sua agente. Elizabeth não gostava dela. E daí? Tara podia lidar com isso. E se Elizabeth estivesse certa sobre Mick, então não havia nada que pudesse fazer sobre isso, havia? “Apenas falando sobre a festa e futebol. E você, claro.” “Ela estava dando-lhe um momento difícil?” “Nada que eu não possa lidar. Então, você está se divertindo?” “Não.” Tara franziu o cenho. “Por que não?” “Porque eu não conseguia encontrá-la. Onde você estava?” “Eu sou a promoter, lembra? Tentando me certificar que tudo está no lugar, e vendo que todo mundo está se divertindo.” Seus lábios levantaram. “Meus pais estão se divertindo, que é tudo que importa. Obrigado.” “Você é bem-vinda.” Silêncio se estendeu entre eles, e ela odiou isso. “Mick...” Ele tomou-lhe as mãos. “Vamos sentar.” “Ok.” Ele a levou ao banco de pedra próxima a fonte, então sentou ao lado dela. Ela meio que se virou para enfrentá-lo.

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“Diga-me o que esta aborrecendo você, Tara.” “Nada está me aborrecendo, exceto por minha necessidade de pedir desculpas a você.” Ele inclinou a cabeça para o lado. “Pelo que?” “Por culpar meus fracassos, e Nathan, em você. Eu estava uma bagunça noutro dia quando Nathan embriagou-se. Eu não estava lá quando aconteceu, e por alguma razão senti que deveria ter estado.” Ele esfregou a mão dela com a almofada do polegar. “Então agora você supõe ser vidente?” Ela suspirou. “Eu não sei. Esta coisa de educação de filhos é difícil. E fazer isso sozinha todos estes anos tem sido muito mais difícil. Às vezes eu falho. Muitas vezes eu falho.” “Adivinha? Até famílias de dois pais falham. Ninguém é perfeito em criar filhos.” Ela olhou através das portas aos pais de Mick, olhando amorosamente para os olhos um do outro enquanto dançavam lentamente. “Alguns conseguem fazer direito, sem estragar.” “Você acha que meus pais criaram filhos perfeitos?” Ele inclinou a cabeça para trás e riu, então ficou sério novamente. “Acho que existi algumas coisas que você precisa saber sobre mim, Tara. Não sou perfeito. Nunca fui e nunca serei. Cometi erros quando eu era jovem. Eu errei. Mal.” Ela cruzou os braços. “Acho isso difícil de acreditar. Olhe onde você está agora.” “Certo. Mas você só vê o produto acabado. Não vê o que me levou a chegar aqui.” Ele olhou em volta. “Há algo que preciso conversar com você, mas não aqui. Mais tarde, quando voltarmos para casa. É importante, e tem a ver com sua ideia de perfeição. E Nathan, também.” Ela lançou-lhe um olhar interrogativo. “Eu não entendo.” “Sei que você não faz, mas não quero falar sobre isso aqui onde há tantas pessoas. Podemos tabular esta conversa depois?” “Certo.” Ele ergueu a mão e pressionou um beijo nos dedos dela. “Vamos voltar e dançar. Mostre-me seus movimentos de dança.”

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Ela soltou uma risada suave. “Oh, Senhor. Posso precisar de algumas aulas de dança de sua mãe antes de eu tentar velozmente.” Ele deslizou a mão na dobra do braço dela. “Não se preocupe, bebê. Ensinarei-lhe tudo que precisa saber.”

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Capítulo Treze LEVOU MUITO TEMPO PARA A FESTA TERMINAR. A família e amigos de Mick poderiam festejar a noite toda, mas desta vez o lugar não foi reservado para durar a noite toda, então eles moveram todo mundo do salão de baile há meia-noite. Como um presente para pais de Mick, as crianças conseguiram para eles uma suíte em um resort muito elegante, então eles pegaram as malas e foram para ali por uma noite na suíte de lua de mel. Nathan passaria a noite com os primos do Mick novamente, que significava que Tare e Mick teriam a casa de seus pais para eles mesmos pela noite. Tara correu para cima e se trocou, grata por tirar das solas seu mortífero sapato de saltos altos e o vestido apertado. Ela deslizou em um par de shorts e regata, então voltou ao andar de baixo achando que Mick fez a mesma coisa. Ele tirou o terno e colocou um conjunto de short de algodão do ginásio até os joelhos e uma camisa sem mangas. “Melhor?” ele perguntou. Ela suspirou de alívio. “Meus pés estavam me matando, então sim, definitivamente melhor.” Ela afundou no sofá ao lado dele. “Quer algo para beber?” ele perguntou. “Não, eu estou bem. E você? Quer uma cerveja ou algo assim?” Havia algo estranho sobre o modo que ele a olhou. “Tenha uma garrafa de água aqui, então estou bem.” “Certo.” Ela apoiou o cotovelo em cima da parte de trás do sofá e encostou a cabeça na mão. “Cansado?” “Eu estou bem. E você? Você é o único que correu irregularmente o dia todo levando Nathan para o jogo de bola e o mantendo entretido, para que eu pudesse obter tudo instalado. E depois você ajudou com a festa.”

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“Eu não organizei a festa. Você fez. E Nathan nunca é um problema, então pare de se desculpar por seu filho.” “Eu não estava...” “Você faz. Muito.” Ela se sentou. “Eu?” “Sim. Você faz Nathan soar como uma inconveniência para mim, e ele não é. Se ele fosse, eu não estaria com você. Eu sabia quase desde o início que ele era uma parte de sua vida, Tara. Já sei que ele é parte do pacote, então pare de se desculpar por sua existência.” As lágrimas brotaram de seus olhos. Era isso que estava fazendo? Oh, Deus, era. Ela tem se desculpado por Nathan, para tê-lo, para tê-lo em sua vida. “Você tem razão. Tenho feito. Sinto muito.” Mick bateu em uma lágrima que escapou por sua face. “Você não tem que se desculpar com qualquer homem por você ter um filho. Ele é um ótimo garoto. Você não deve a ninguém explicações ou desculpas para sua vida.” Ela estremeceu com um suspiro. “Acho que tem razão. Eu continuo sustentando as infâncias de outras pessoas e viver como exemplos de perfeição que sempre achei carente na minha própria.” “A vida de ninguém é perfeita, Tara. Nem a sua, nem a minha, de ninguém.” “Então você diz. Difícil ver as imperfeições através de toda a felicidade às vezes.” “Você vê o que as pessoas querem que você veja, não o que está necessariamente lá.” “Você está me dizendo que sua vida não era perfeita. Acho isso difícil de acreditar.” Ele recostou-se no sofá e enfiou os dedos pelos cabelos. “Há algo que quero lhe perguntar. Tem a ver com Nathan.” “Certo.” “Gostaria de sua permissão para levá-lo comigo para uma reunião quando voltarmos para casa. Penso que seria benéfico para ele.” “Uma reunião? Que tipo de reunião?”

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“Um encontro do AA.” Os olhos de tara arregalaram. “Alcoólicos Anônimos? Você está falando sério?” “Sim.” “Por que você quer que ele vá a uma reunião do AA? Nathan não é um alcoólico. Até onde sei, isso foi sua primeira incursão na bebida.” “Você conversou com ele sobre aquela noite?” “Sim. Claro que eu fiz. Ele entende que o que fez foi errado. E ele se sentiu péssimo.” Os lábios de Mick levantaram. “Claro que ele se sentiu péssimo. Ele teve uma ressaca. Mas é assim que começa, Tara. Uma festa, muitas bebidas. É social. É como são aceitos. Frequentemente ele não pára lá. Eu gostaria ele visse alguma realidade fria.” “Eu acho que isto está um pouco severo, Mick.” “Sim, é severo. Mas é real. Não é encoberto, e ele não é uma palestra sentado a mesa de sua mãe que ele provavelmente só prestou atenção na metade. Nunca é cedo demais para eles ouvirem como é realmente quando se bebe e sair de controle.” “O que você sabe sobre AA?” “Bastante.” Ela inclinou a cabeça de lado e franziu a testa. A maneira que ele olhou para ela, fria e direta... Então a golpeou. “Você não bebe álcool.” Seu olhar nunca deixou seu rosto. “Não.” “Não tem nada a ver com o treinamento, não é?” “Não.” Sua garganta secou quando a compreensão de todas estas semanas juntos finalmente caiu em foco. As palmas de suas mãos umedeceram, e ela puxou as pernas para trás dela, endireitou-se, e se preparou para a verdade. Mas ela esperou, não perguntando, sabendo que tinha que vir de Mick. “Eu sou um alcoólatra, Tara.”

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O soco no intestino feriu. Ela espalmou o estômago, estava feliz que por estar sentada, porque a sala girava. “Quanto tempo?” “Desde que eu era um adolescente. Ainda acha que eu vivi uma vida perfeita?” Ela não sabia se estava brava ou magoada, dele ou por ele. Ela forçou o recuo da raiva porque precisava saber, o porquê ele teve a coragem para se sentar aqui e encará-la com a verdade. Ela estendeu a mão e pegou a dele. “Diga-me.” “Assim como Nathan, começou em festas do futebol.” Ele olhou o teto por alguns segundos, aparentemente perdidos em pensamentos. “Deus, vê-lo bêbado naquela festa na outra noite...” Ele arrastou o olhar de volta para o dela. “Foi como ver-me. Voltei no tempo dezesseis anos, e lá estava eu, o cara de merda bêbado e tendo o momento da minha vida. Eu era invencível, o galo do quarteirão, popular como inferno aos quatorze. Todos os seniores convidavam-me para seus círculos internos, e tudo que tive que fazer para ficar foi beber. Fácil, certo? Beba com os caras e você fica no círculo.” “Eu estava desesperado para ficar no topo, então fazia o que fosse preciso. Continuei bebendo. A princípio eu odiava. Adoeceu-me e abateu meu corpo. Quando se está no futebol, ficar em forma física privilegiada é tudo para um cara. A última coisa que você quer ou precisa é um monte de substâncias químicas poluindo seu sistema. Estava em guerra entre o que eu sabia que era melhor para meu corpo e o que eu queria acima de tudo, aceitação daqueles acima de mim no time.” “Você escolheu o time.” Ele movimentou a cabeça. “Sim. Nunca tive irmãos mais velhos. Eu sou o mais velho em minha família. O responsável, sabe? Então quando confrontei alguém mais velho que eu me dizendo o que fazer, desmoronei. Eu fiz o que eles disseram. Eu bebi. E ensinei meu corpo a administrar por todo o ensino médio e a faculdade. Porque até então meu corpo aprendeu a depender disto. Então lhe dei apenas o suficiente para que eu pudesse continuar a funcionar no desempenho máximo, mas eu podia ir em festa, também. Quando fui um sênior no segundo

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grau eu estava balançando duro nos fins de semana, mas eu era o líder do time. Então eu poderia moderar um pouco e deixar os outros preencherem a lacuna, que significava que eu costeei por certo meu ano sênior, suficiente para pegar aquela bolsa de estudos.” “Mais então veio a faculdade, e eu era o homem por baixo da cadeia alimentar e começou tudo de novo. Tive que ir a festas e beber sem limites para me encaixar. Até lá eu já estava acostumado a fazer o que fosse preciso, portanto, comecei a beber diariamente. E as notas eram fáceis de conseguir, então eu passei muito tempo bêbado na faculdade.” Mick parou, destampou a garrafa de água, e tomou um longo gole. Tara liberou a respiração que estava segurando, não querendo dizer uma palavra, machucada por dentro pelo que ele suportou. “De qualquer maneira,” ele disse, colocando a tampa na garrafa da água. “No primeiro ano da faculdade o álcool estava começando a tomar seu pedágio em minhas notas e meu desempenho no futebol. O treinador começou a notar, e assim fez meus pais. Uma vez que começaram a olhar mais de perto, não demorou muito tempo para compreenderem que eu tinha um problema com álcool.” “O que eles fizeram?” ela perguntou. Ele encolheu os ombros. “Disseram-me para conseguir ajuda. Mas a coisa é com um alcoólatra, nós somos ótimos em negação. Tinha certeza que não tinha problema com bebida. Eu sabia como lidar com isso. Poderia parar sempre que eu quisesse.” “Então você fez?” “Eu tentei porque eles me disseram que eu não podia. O treinador até me afastou de um jogo, e na faculdade é uma merda séria. Tive que provar para eles que podia parar. O problema era, eu não podia. Fui para casa por um fim de semana e tentei não beber por dois dias, e malditamente perto de me matar.” Tara apertou sua mão, dor dentro dele, querendo dobrá-lo em seus braços e o segurar, querendo que ele não revivesse isso, mas sabendo que era importante para ele lhe dizer sua história.

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“Eu nunca estive tão doente. Eu estava tremendo, suando. Não conseguia dormir, não podia comer, não conseguia pensar direito. Comecei a alucinar. Deus, as coisas que vi e não eram reais. Elas assustaram-me a merda. Mas a coisa que mais me assustou foi que eu almejava uma bebida mais que tudo. Eu era um bastardo com todos ao meu redor. Gritei para eles que estavam me matando. E eu queria matar qualquer um que ficasse no meu caminho para conseguir uma maldita bebida.” “Oh, Mick, eu sinto muito.” Ele atirou-lhe um olhar direto. “Não tenha pena de mim, Tara. Eu fiz isso há mim mesmo. Não tinha ninguém para culpar além de mim mesmo, por como eu me sentia.” Ela balançou a cabeça. Sabia como era ser um bêbado, ela enfrentou isso todos os dias quando morava com seus pais. “Eu fui ao meu papai e bati nele porque ele não me daria às chaves do meu carro para que eu pudesse ir a loja de bebidas. Eu bati no meu pai.” Lágrimas encheram os olhos de Mick, e Tara não conseguia suportá-las. Ela sentiu a picada de suas próprias lágrimas, mas sabia que tinha de deixá-lo terminar. “Meu papai se recusou, a esmurrar-me de volta, só deixou-me continuar a lutar. Felizmente eu estava muito fraco naquele ponto para fazer muito dano, e finalmente desisti. Nem me lembro de chorar e mendigar, graças a Deus. Só lembro-me de acordar na manhã seguinte, mortificado porque bati no meu pai. Depois reconheci que eles estavam certos. Eu era um alcoólatra. Admiti e pedi ajuda.” “Graças a Deus que você foi esperto o suficiente para perceber.” Seus olhos se estreitaram de raiva. “Eu não era esperto. Se eu fosse esperto, não teria me tornado um alcoólatra em primeiro lugar. Fui sortudo por ter pessoas que me amavam o suficiente para quererem me ajudar e me empurra a perceber o quão ruim e fodido estava. Fui para um centro de tratamento, desintoxicar, e receber aconselhamento. Não bebi desde então. Ela me assustou malditamente. Eu podia ter perdido tudo, tudo porque eu queria me encaixar e ser popular. Tudo por causa de uma noite, todos esses anos atrás quando eu tinha quatorze

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anos. Que começou tudo. Então sinto muito se você acha que o que aconteceu há Nathan não foi grande coisa. Para mim é um fodido grande negócio.” “Mas você não fala sobre isso. Ninguém sabe que você é um alcoólatra, certo?” “Não. Ninguém sabe, e isso foi minha escolha. Escolhi não tornar isso público. Vou para reuniões e é realizado sigilosamente. Mas estou disposto a levar Nathan a uma reunião comigo, se você achar que poderá preveni-lo de cometer os mesmos erros que eu fiz.” “Mick, eu não posso pedir-lhe para fazer isso. Não para meu filho.” “Ele não vale a pena?” “Maldição, não foi isso que quis dizer. Claro que ele vale à pena. Nathan é tudo para mim. Jogaria-me na frente de uma bala por aquele garoto.” Ela puxou os joelhos até o peito e colocou os braços ao redor delas. “Mas não me ponha nesta posição. Não me peça para arriscálo sobre meu filho.” “Por que não?” “Você sabe por que não. E se alguém vê-lo indo para uma reunião?” Ele riu. “Eu tenho ido para reuniões por dez anos agora, Tara. É por isso que eles o chamam anônimo.” “Você faria isso, por Nathan.” “E por você. Porque não quero que você passe pelo que fiz minha mãe passar.” Ela apoiou a cabeça no peito. Levou um minuto, mas ele finalmente pôs os braços ao redor dela. Ela sentiu sua tensão, então ela subiu em seu colo e levantou sua cabeça, viu a angústia em seus olhos. “Você nunca disse a uma mulher sobre isso, não é?” “Não é fácil para mim, confiar essa história para as pessoas. Nas mãos erradas poderia ir ao mundo em um instante.” Ela colocou a palma da mão em seu rosto. “Você pode confiar em mim.” “Preocupei-me que lhe dizendo isso, poderia colocar um fim entre nós.” Os olhos dela arregalaram. “Por quê?”

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“Depois que você me contou sobre seus pais... eu quis contar-lhe aquela noite, mas eu tipo acovardei. Seus pais eram alcoólatras. Eu sou um alcoólatra.” Ela espalmou seu queixo. “Oh, Mick. Eu nunca o julgaria baseado em quem ou o que eles eram. Olhe como você mudou sua vida para melhor. Eles nunca o fizeram. Olhe o quão bom você é com meu filho. Não quero te assustar ou quero que pense que estou pedindo-lhe algo no futuro, porque não estou. Mas você educou melhor meu filho no curto tempo que nós conhecemos, do que meus pais já fizeram por mim em todos os anos que eles me tiveram. Então não, eu nunca julgaria você ou o compararia a eles.” Ele fechou os olhos e respirou forte. Quando os abriu, foi como se um peso gigante fosse tirado. E ainda existia um vislumbre de incerteza e dor lá. Tara ficou surpresa que não viu antes. Talvez sempre estivesse lá. Estava tão silencioso na sala, na casa toda, que ela só ouvia a respiração dos dois. Era um momento surreal. O que ele compartilhou com ela era tão cru e doloroso que fez seu coração doer por ele, pelo que passou e sobreviveu. Mick não era nada como as revistas o retratavam, nada como a RP de Elizabeth mostrava. Ela o conhecia agora como nunca pensou que conheceria outra pessoa, e ela nunca quis ser mais íntima dele do que estava agora. Ela queria que ele esquecesse a dor e a tristeza e conhecesse apenas o prazer. Ela se inclinou e roçou os lábios contra os dele, escavou os dedos no cabelo dele. Ele passou os braços em volta dela e a puxou contra ele, aprofundando o beijo, sua língua deslizando dentro e tomando posse dela. Tara sentiu uma necessidade dele, e se alimentou nessa necessidade, queria dar-lhe tudo essa noite. E quando ele a pegou e deitou-lhe no chão, descendo sobre ela, ela colocou as pernas e braços ao redor dele, precisando sentir seu corpo. O cume duro de seu pênis montava entre suas pernas, e ele disparou contra ela, elevando sua estimulação a um estado febril enquanto ele continuava a saquear sua boca profundamente, beijos que penetravam sua alma. Ele puxou os braços dela para os lados e cruzou as mãos dela por cima da cabeça, enquanto espalhava as pernas dela com os joelhos e dirigia contra sua boceta com seu pênis.

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Embora eles estivessem ainda vestidos, ela gemia, deixou-a molhada, a fez desejar senti-lo dentro dela. Ele pairava sobre ela, o rosto acima do dela gravado com necessidade e fome, e ela arqueou-se contra ele. “Foda-me,” ela disse em um sussurro áspero. Ela planejou levar as coisas lentas e fáceis hoje à noite, fazer isso doce e romântico, mas não era como estava descendo. Existia uma paixão desesperada entre eles, uma atração intensa, frenética em direção um ao outro que eles tinham que cumprir. O ar estava carregado com tensão, e se ela não conseguisse Mick dentro dela logo, se ele continuasse a esfregar seu pau contra o exterior de suas roupas, ela iria gozar, apenas com aquilo. “Gosto de tocá-la desta forma, pensar sobre o quão bom é sentir sua boceta, sabendo o quão desesperada você está para que eu a foda, mas... esperando.” Tara arquejou, lambendo os lábios, e erguendo-se contra ele novamente. “Você vai fazer-me gozar, roçando em mim com seu pênis duro contra meu clitóris. Continue fazendo isso, e vou gozar.” Ele sorriu para ela, um sorriso perverso que fez seu ventre formigar. “Sim? Mostre-me.” Ele moeu contra ela, duro e... oh, Deus, sim, aí mesmo. Ela ergueu os quadris e ele bater naquele lugar e ela gritou, culminando, estremecendo enquanto ele continuava a rolar os quadris contra seu lugar doce, até que ela caiu no chão e ele foi com ela, tomando sua boca em um beijo que roubou sua respiração. Então foi um frenesi de remover roupas, e não havia nenhuma delicadeza nisto. Tara estava eufórica de que Mick estava com pressa em tirar seu calção, e ela deslizou de seu calção e calcinha, abriu as pernas, e esperava por ele pegar um preservativo e colocá-lo. Ele se voltou para ela, deslizou a mão debaixo de sua bunda, e entrou nela, duro. Ela mordeu o lábio enquanto ele bombeava nela várias vezes duro, primorosas punhaladas que a fizeram arquear para ele. “Você é apertada e tão fodidamente molhada. Você faz-me querer gozar duro dentro de você.”

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Ela adorava quando ele perdia-se assim, quando tudo que ele podia pensar era sobre fodê-la, porque era tudo que ela queria agora, este encontro de corpos e paixão animal e nada mais. Sua necessidade de um ao outro era primitiva e selvagem. Envolveu as pernas ao redor dele e o puxou para ela, buscando profundidade e posse. Mick enterrou o rosto em seu pescoço e lambeu o lado de sua garganta, fazendo-a estremecer de prazer, a fazendo deslizar as unhas pelos ombros e ao longo dos braços dele. Ele rosnou contra ela e cravou os dedos em suas nádegas. Ele rebolou os quadris, e a ação bombeou sua pélvis contra o clitóris dela, levando-a diretamente para a extremidade novamente. “Eu sinto sua boceta me apertando. Você vai gozar por mim novamente?” “Sim.” Ela gemeu tão perto que cerrou os dentes. “Goze dentro de mim, Mick.” “Eu vou gozar duro, Tara. Agora.” Beijou-lhe, deixando escapar um gemido, enquanto impulsionava várias vezes enquanto gozava. Isso a deixou fora de si, e ela gemeu contra seus lábios, a represa dentro dela estourou e ela chegou ao clímax em ondas torrenciais do mais quente prazer, mais selvagem que jamais pode imaginar. Esperava enquanto ele continuava a bombear dentro dela com punhaladas furiosas até que finalmente assentou-se, até que o pulsar dentro dela acalmasse. “Eu poderia ter queimado o tapete,” ela sussurrou em sua orelha. Ele beijou seu pescoço. “Eu poderia ter uma torção na virilha.” Ela riu. “Oops.” Ele os rolou para o lado, e Mick varreu o cabelo dos olhos dela. “Não me canso de você, Tara. Você traz um lado de mim que nunca dei a outra mulher.” Seu coração cheio de emoções, coisas que ela não ousava dizer em voz alta. Mesmo que estivesse apaixonando-se por ele, não conseguia achar a coragem para dizer a ele. Amar alguém lhes dá poder sobre você, e ela não estava pronta para fazer isso ainda.

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Capítulo Quatorze TARA DEIXOU MICK FICAR COM NATHAN O DIA INTEIRO. Ele teve um plano que resolveu com Tara. Ela estava confiando nele para mostrar a Nathan a luz, ou pelo menos a queera e o que-poderia-ser. Ele esperava não fosse foder tudo. Mick começou o dia levando Nathan para as instalações de treino do time, algo que irritou os olhos de Nathan, especialmente desde que ele deveria ser instruído. Mas Mick fez um grande negócio dizendo a Nathan que falou para a mãe dele, já que era um evento especial. Era dia da mídia na instalação, então teria muitas pessoas extras nas instalações de treinamento hoje de qualquer maneira. Ele já elucidara com o time para ter Nathan a bordo para assistir do campo e conhecer todos os rapazes. Claro que o treinamento não era tão intenso quanto seria em um dia normal, principalmente por causa da interrupção da imprensa, mas tudo bem, porque deu a Mick uma oportunidade para levar Nathan ao redor e apresentá-lo a todo mundo, e ele até o pôs atrás do centro e deixou-o lançar alguns passes, o que deixou Nathan infernalmente nervoso. Ele pareceu tão pequeno atrás da linha de ataque de Mick. Mas para crédito do Nathan ele fez tudo certo, não deixou cair um passe, e até conseguiu bater um receptor ou dois. O garoto tinha um bom braço e provavelmente conseguiria uma bolsa de estudos decente, desde que puxasse a cabeça para fora do traseiro e se concentrasse mais no futebol e menos em socializar, que era a intenção do Mick para o dia. Depois que Nathan sentou-se, Mick se concentrou em seu próprio treino, trabalhando com alguns dos novos receptores. Um par era decente, uma atitude séria e teria algum trabalho para fazer se ele tinha alguma esperança de fazer o time. Mas isso era problema dos treinadores, e Mick não invejava o trabalho dos treinadores que lidavam com crianças que entravam no jogo com um senso de direito. Mas caras assim também eram bons para Nathan ver, pessoas que salientavam a mídia como se ela possuísse eles, recém saídos da faculdade com toneladas de

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atitude, pensando que podiam entrar em seu primeiro jogo da NFL e ser uma estrela. Certo, existiam alguns que podiam fazer isso diretamente fora do portão, mas eram raros. E Mick já podia dizer que este garoto não era tão bom quanto ele pensava que era. Uma boa segurança saltando na frente de passes com algumas interceptações chave e este garoto conseguiria uma dose de humildade rapidamente. Depois de dar algumas entrevistas sobre sua boa forma física, seu plano geral para o ano, e o que achava quais seriam as chances do time, basicamente típica entrevista dispensável, que Mick expôs, e ele e Nathan foram jantar. “Então, o que você achou de tudo isso?” Nathan levantou o olhar do prato onde ele estava empurrando comida na boca. “Foi incrível. Todos os fotógrafos e repórteres lá, trabalhando com o time, mais os novos rapazes dos projetos das faculdades. Foi tão legal. Eu não posso esperar para contar a todos os garotos em meu time sobre isto.” Mick terminou de comer, então empurrou o prato e pegou o copo de água, tomou um gole, depois se recostou na cadeira. “Então, andar comigo ergui seu credito com seus companheiros de time?” Nathan sorriu. “Definitivamente. Como um novato você é muita terra debaixo das chuteiras de todo mundo, pelo menos até que possa provar a si mesmo no campo. Você namorando a minha mãe conseguiu a atenção de todos.” Nathan inclinou a cabeça de lado, um olhar preocupação no rosto. “Você não vai dispensá-la ou qualquer coisa, não é?” Os lábios de Mick ergueram. “Uh, não. Eu não vou dispensar sua mãe.” Nathan soltou a respiração. “Graças a Deus. Isso realmente foderia com a minha popularidade.” Adolescentes. Mick já tinha sido tão ignorante? Obviamente ele tinha, ou ele não teria fodido com sua vida tão mal. “Sim, odiaria bagunçar com seu quociente de popularidade.” Nathan abaixou a cabeça e pelo menos teve a decência em parecer envergonhado. Talvez ele não fosse tão sem noção, afinal.

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Depois da sobremesa, subiram no SUV. Mick olhou no relógio do carro. Tempo perfeito. “Então para onde agora?” Nathan perguntou. “Nós vamos para uma reunião.” Nathan meio virou para enfrentá-lo. “Sem brincadeira? Como uma reunião de time ou algo assim?” “Não. Este tipo de reunião é pessoal para mim, mas eu queria que você viesse comigo porque acho que você pode tirar algo dele. Espero que você não se importe.” “Ei, se tem algo a ver com você, eu não me importo mesmo.” Mick parou no estacionamento da igreja presbiteriana, um dos lugares que ele descobriu que estava tendo um encontro aberto hoje à noite onde qualquer um poderia frequentar. Ele estacionou e saiu. Nathan seguiu. “Oh, homem, nós estamos indo para a igreja?” “Não exatamente.” “Então o que estamos fazendo?” Mick parou e virou-se para Nathan. “Nathan, eu preciso que você mantenha a boca fechada e só escute quando chegarmos lá dentro, certo?” Nathan recuou, claramente não acostumado a ouvir Mick falar com ele desse jeito. “Certo. Certo.” Eles caminharam para dentro, e Mick achou a sala de reunião no andar de baixo. Mick se registrou, apertou algumas mãos, pegou uma xícara de café e um refrigerante para Nathan. “Oh, homem, isto é um encontrando do AA, Mick.” “Sim, é.” “Por que você me trouxe aqui?” “O que eu lhe disse lá fora?” Nathan deixou cair o queixo no peito. “Sim, tudo bem.”

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Estava bem cheio lá, que era bom. Um rapaz levantou-se e foi a parte administrativa da reunião, então todos disseram a Oração da Serenidade, que Mick recitara tantas vezes nos últimos anos, que ele provavelmente diria dormindo. “Deus, conceda-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso, e sabedoria para saber a diferença.” Declarar a oração sempre trouxe uma onda de paz sobre Mick, dava-lhe força para continuar com sua luta contra o alcoolismo, o faz perceber que nunca poderá voltar e mudar o passado, mas tem o controle sobre o hoje, amanhã, e todos os dias depois disto. E sabia que até agora, hoje ele não bebeu. Ele fez isso por mais outro dia. Pessoas se levantaram e começaram a compartilhar histórias. Havia muito tempo que alcoólatras passavam por tempos difíceis. Alguns regrediram e começaram novamente a beber, apenas para começarem a lutar contra seus demônios e lhes dar outra tentativa. Alguns nunca tocaram em álcool depois que desistiram. Outros levantaram e compartilharam histórias de sucesso e receberam moedas das etapas, que sempre fizeram Mick sorrir. Quando houve uma pausa ele se levantou, o que fez os olhos de Nathan arregalarem. Mas isso era o porquê ele trouxe Nathan aqui. Queria que ele ouvisse a história. Então se levantou na frente de todos estes estranhos, embora ele não fosse um estranho para muitos deles, e disse a mesma história que contou a Tara na outra noite. E manteve o olhar treinado em Nathan, certificando-se que Nathan ouviria cada detalhe. Mick não se preocupou sobre derramar esta informação na frente de todas estas pessoas, porque o AA era anônimo e as pessoas não compartilhavam o que eles ouviam fora da sala de reunião. Seus segredos no AA estavam sempre seguros. Quando ele terminou, levantou-se e se apresentou como Michael, quando lhes disse tudo, que era um alcoólatra, ele esperava que sua mensagem tenha chegado completamente. E talvez tivesse, porque olhos de Nathan encheram de lágrimas. E ele não disse uma palavra quando a reunião terminou, quando Mick conversou com as pessoas lá. Ninguém pediu seu autógrafo ou falou de futebol, porque lá Mick era apenas outro alcoólatra lutando dia-a-dia

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contra seu vício. É por que isso que gostava de vir às reuniões, porque ele podia ser apenas outra pessoa lá que estava lutando contra seus demônios. Eles subiram no carro, e Nathan não afivelou o cinto de segurança, apenas sentou-se lá com o queixo pressionado contra o peito. “Nathan?” Nathan estremeceu enquanto inalava, depois virou o olhar cheio de lágrimas para Mick. “Você acha que eu poderia acabar como você. Por causa do que eu fiz na outra noite.” “Eu não disse isso. Eu nunca disse isso. Mas sim, me preocupo com o que possa acontecer com você. Ou qualquer um de seus amigos que não pensa sobre as consequências de beber e festejar. Pense sobre aquele treino que você viu hoje, o quão duro aqueles jogadores trabalham na NFL. Então pense sobre o quão duro eles tiveram que arrebentarem-se na faculdade obtendo notas nas aulas e ao mesmo tempo jogando futebol.” “Mas eu pensei...” “Você pensou o quê? Que outra pessoa faz os trabalhos escolares para eles? Que eles podem flutuar e os professores lhes darão alguma folga? A faculdade não é como o ensino médio, Nathan. As faculdades não se importam se você estiver jogando futebol ou não. Eles ainda esperam que você passe. E tente fazer isso enquanto entorna uma garrafa de vodca por dia, ou uma caixa de cerveja, ou qualquer que seja seu veneno. O meu era uísque e cerveja.” “Jesus. Eu não sabia. Eu apenas queria ser legal como os outros caras.” “Eu tenho certeza que os outros garotos também não sabem. Eles não têm ideia, porque pensam que podem lidar com isso. Eu pensei que podia lidar com isso. E durante algum tempo estava indo bem. Mas então tudo desmoronou, e mesmo assim eu não escutaria as pessoas quem sabiam o que era melhor para mim. Não escutei meus pais ou meus treinadores ou os médicos de time. Quase perdi minha chance de jogar na NFL. Podia ter perdido tudo. Poderia ter morrido. Tudo porque eu queria beber e festejar. Principalmente porque eu queria beber. E tudo começou quando eu era da sua idade, porque eu queria parecer legal e estava desesperado para me encaixar.”

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As lágrimas caíam pela face de Nathan agora. “Então o que devo fazer? Todos eles bebem. Há festas o tempo todo. Eu sou aceito agora.” “Você ainda pode ser aceito. Você pode ser legal sem beber. E se eles não gostarem de você porque você não é um bêbado, então que tipo de amigos eles são? Você é um grande jogador do futebol com muito potencial, Nathan. Deixe suas habilidades e suas notas falarem por você. Aposto que nem todos os membros do time é um duro festeiro. Encontre esses caras e saia com eles.” Ele encolheu-se no banco. “Acho que sim.” “Olhe, eu não vou fazer as escolhas por você. Você tem idade suficiente agora para fazer suas próprias. Eu apenas queria lhe mostrar o que poderia acontecer. Sua vida é completamente diferente da minha. Cabe a você escolher.” Ele levou Nathan para casa. O garoto foi direto para o quarto, sem dizer uma palavra para Tara. Ela lançou um preocupado olhar para Mick. “Não foi bem?” Mick deu de ombros. “Eu não sei. Acho que passei a mensagem. Assustou-o muito.” Ela cruzou os braços e balançou a cabeça. “É uma coisa boa. Ele deve ter medo.” “Não sei. Não sei nada sobre adolescentes, Tara. Eu tentei.” Ela foi até ele, pôs os braços em volta dele, e o beijou. “Obrigada. Você fez mais do que a maioria das pessoas teriam. Ele sabe que você se importa. E eu aprecio isso.” Ele só esperava que fosse o suficiente.

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Capítulo Quinze TARE ESTAVA FELIZ POR TER A OPORTUNIDADE DE FAZER caridade no museu de arte para arrecadar fundos para a AIDS, um evento de perfil muito alto anual em São Francisco. A rigor, muito elegante, e ela e seu pessoal vinham planejado isso por meses. Estaria incrivelmente bem frequentado, com autoridades locais como o prefeito planejando vir. Além disso, o rumor que estavam lançando era que algumas pessoas de Hollywood planejavam estarem presentes. Ela não foi capaz de comer, dormir, ou respirar na última semana, nem ela e Mick foram capazes de ver um ao outro, o que provavelmente foi uma boa coisa, já que Mick estava fazendo a pré-temporada de preparação dos jogos, e disse que Elizabeth executou irregulares aparições para as RP assim ele estava indisponível, também. Ela sentia terrivelmente falta dele, mas durante um rápido telefonema no inicio da semana eles fizeram planos para amanhã. Ela estava ansiosa para vê-lo. Nathan estava passando a noite na casa de um amigo, agora que foi instruído. Ele estava em seu melhor comportamento ultimamente e realmente saído com alguns novos amigos, bons garotos, realmente, então Tara checou-os, certificou-se que os pais do garoto estariam em casa essa hoje, e deu seu ok para ele ficar. E isso a deixou completamente livre para mergulhar em cheio no modo de pânico para este evento. Ela chegou na galeria três horas antes das portas abrirem, certificando-se que os fornecedores estavam no local, o bar instalado, e existia um claro caminho para salientar todos os artigos do leilão. Com alguns minutos livres antes da galeria abrir, ela desceu ao banheiro feminino para verificar sua aparência. Ela vestia um vestido de coquetel preto com correias espaguete minúsculas. O corpete era bem encaixado e apertado o suficiente que ela mal podia respirar, estava perfeita. Ela usava pecaminosos sapatos de salto que ela amava e adorava e, como sempre, matava seus pés. O cabelo estava empilhado no alto da cabeça com cachos em cascata.

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Ela aplicou uma nova camada de gloss nos lábios e se inspecionou no espelho. Não tão ruim. O estresse adicionou um pouco de cor em seu rosto, então ela realmente parecia bem. Era importante deixar uma boa impressão na fundação e nos novos clientes em potencial que poderia encontrar hoje à noite. “Você está respirando?” Ela se virou e fez uma careta enquanto Maggie entrava. “Hiper ventilando é mais parecido com isso. Você está linda.” Maggie empurrou os óculos sobre a ponte de seu nariz. Ela estava usando um vestido azul e usava a parte superior do cabelo para cima, a parte inferior diretamente provocando seu rosto. “Bem, obrigada. Só quero passar essa noite sem desmaiar. Não posso acreditar que me fez vir hoje à noite. Eu ajudo no escritório, não nas linhas de frente.” Tara deslizou o gloss na bolsa e foi para Maggie, acariciando-lhe o braço. “Tolice. Preciso de sua ajuda para trabalhar no leilão hoje à noite.” Maggie inalou e soprou. “Tudo que disser, chefe.” “Você é a pessoa mais extrovertida que conheço, e nós precisamos de todos os novos clientes que pudermos conseguir. Então vamos ligar e começar.” Uma vez que as portas abriram, não houve tempo para ficar nervosa ou preocupada com os pequenos detalhes. Pessoas fluíam, provavelmente porque ouviram que havia uma chance de algumas estrelas de cinemas aparecerem hoje à noite. Tara não se importava com quem estava lá, desde que o evento terminasse bem. Então quando Olivia McCallum, Susan Winters, e Layla Taylor chegaram, todas novas quentes atrizes de Hollywood chegaram, ela praticamente desmaiou porque esta era a sorte que estava esperando. E quando os galãs dos filmes Derek Davis e Malcolm Brown entraram, Tara soube que a noite seria perfeita. A galeria estava cheia até o teto com a nata da safra da elite de São Francisco, alguns solteiros top de Hollywood, e suficiente mídia para assegurar o sucesso. Os lances do leilão estavam aumentando, graças as habilidades de Maggie em arrastar pessoas sobre a mesa de

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ofertas. Os pratos eram mantidos cheios com a mais recente alta culinária de um dos melhores chefes de cozinha em São Francisco, e todos elogiavam a comida, para a alegria de Tara. As bebidas eram abundantes, as conversas estavam fluindo, e ela não podia estar mais satisfeita. “Se é assim que os eventos se transformam, posso ver o quanto você adora estar nas trincheiras,” Maggie sussurrou enquanto escapavam um minuto para se reencontrar. “Confie em mim,” Tara lhe disse. “Eles não são sempre tão bons.” Maggie visivelmente vibrou com excitação. “Isso é glorioso. Você viu Derek Davis?” “Eu fiz.” “E Malcom Brown? Eu tive que me impedir de gritar como uma jovem fã idiota.” Tara contraiu os lábios. “Que bom que você conseguiu se subjugar. Agora que tal verifica o bar e se certificar que ainda estejam bem providos. Essas pessoas bebem como peixe.” Maggie riu. “Considere feito. Certificarei-me de verificar o bar frequentemente por via das dúvidas, para o caso de Derek Davis decidir aparecer lá para uma bebida.” A possibilidade de aquilo acontecer era quase nula, mas Tara não queria desiludir Maggie de sua missão de caçar celebridades. E enquanto Maggie fizesse seu trabalho, Tara não se importava o quanto ela cobiçava as celebridades. Ela estava apenas contente que tinha um segundo par de olhos monitorando todos os cantos da galeria. Tara passou outra vez pelas mesas onde o leilão estava acontecendo. Canetas e blocos ainda nos lugares, uma longa lista de ofertas em curso, que deixavam os curadores em êxtase. Pessoas com dinheiro sempre fizeram Instituições de caridade felizes, o que significava que todas as promoções para este evento valeram à pena. Flashes estalavam por todos os lados, e Tara fez o possível para prevenir os olhos sempre que via um flash. Ela se manteve ocupada e pairava no fundo, certificando-se que o centro das atenções ficasse nas pessoas que deveria ficar. Ela trouxe os não muito populares, mas ávidos para conhecer celebridades para as pessoas certas, e fez as apresentações a serem feitas, feliz, ela tinha os contatos certos para isso acontecer.

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Tudo estava indo bem, e ficou feliz com a escolha dos fornecedores e garçons do evento desta. Ela finalmente teve uma chance de parar no bar, pegar uma água mineral, e tomar um fôlego, antes de fazer seu próximo circuito pela galeria. Desde que as coisas pareciam estar correndo bem, talvez desta vez pudesse parar e cobiçar toda a arte. Ela admirava uma grande escultura de metal quando ouviu sonoros aplausos e alvoroço na sala ao lado. Vagou naquela direção e parou no caminho quando viu Mick, usando um sofisticado smoking escuro, sorrindo aos fotógrafos que o estavam fotografando. Estava de costas para ela, mas o reconheceria em qualquer lugar, do visual do cabelo escuro ligeiramente desgrenhado para o modo que estava de pé, mão direita no bolso, a postura casual, como se estivesse confortável em qualquer situação. Ela pegou seu perfil e estava prestes a ultrapassá-lo e dizer olá, quando ele moveu-se, trazendo a mulher em seu braço para o centro das atenções. Uma linda mulher com cabelos curtos negros, brincos de lustre atordoantes com gotas de diamantes, um vestido preto de múltiplas camadas, que exibia uma abertura considerável, e oh, Deus, ela tinha ótimas pernas, também. Tara a reconheceu imediatamente como a atriz que estava agitando no novo drama de TV nas noites da terça-feira. Ela era jovem, solteira, e talentosa. E seus incríveis olhos violeta pareciam estar plantados diretamente em Mick. Ela tinha o corpo firmado contra o de Mick, o braço, envolta do dele enquanto ele sorria para ela e lhe dava toda a atenção como se ela fosse a única mulher na sala. Em seguida, ambos viraram as cabeças em direção à câmera. Eles pareciam o casal perfeito. O estômago de Tara caiu, e ela recuou. “Ei, Tara, aquele não é Mick?” Ela lutou contra as lágrimas, enquanto acenava para Maggie. “Sim, é.” “Com Alicia Brave. Uau. O que ele faz com ela?”

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Tara se virou e saiu da sala, os saltos estalando no chão de mármore. “Posando para as câmeras.” Maggie correu atrás dela. “Você não vai dizer algo para ele?” Ela parou, virou-se. “Maggie, este não é o momento. Vá checar os canapés na área dos leilões. Eles pareciam um pouco finos e podem precisar ser reabastecidos.” Maggie lhe deu um olhar preocupado, mas balançou a cabeça. “Certo.” Tara afastou-se, determinada reprimir a dor e raiva. Eles eram exclusivos, maldição. Pelo menos ela pensou que eram. Ela conheceu seus pais, ela e Nathan haviam. Não significou algo para ele? No mundo de Tara, era. Talvez para ele não significasse nada, o que apenas mostrava como seus mundos diferiam. Ela queria tanto que funcionasse, começou a pensar que de alguma forma poderiam fazer a ponte entre o estilo de vida dele e o seu, mas se este era o caminho que ele pretendia seguir, então algo teria que ceder, e não seria ela. Maldição, isso doía, e ela não tinha tempo para seu coração ferido. Ela estava trabalhando, e era nisso que precisava se concentrar. Foi ao bar e verificou as coisas. Maurice disse que estavam bem abastecidos e par não se preocupar, então ela se escondeu na cozinha durante algum tempo até Stefan dar-lhe um olhar maligno muitas vezes. A última coisa que queria fazer era irritar um chefe tenso, então ela apressou-se a sair de lá e uma vez mais verificou os lances de leilão, mas havia várias pessoas zanzando, e foi se aproximando o momento para o fim dos lances. Ela estava no caminho, e o ultimo minuto dos lances poderia ser crucial. “Tare. Algo de errado?” Ela ergueu o queixo e ofereceu um sorriso confortante para Evan Jervis, o gerente arrecadador de fundos. “Claro que não, Evan. Tudo esta perfeito. Você não acha?” Evan visivelmente relaxou e pegou suas mãos. “Sim, eu acho. Você fez um trabalho notável no evento hoje à noite. Eu não posso agradecer o suficiente.”

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Seu elogio ajudou mais que ela podia dizer. “Estou tão feliz que você pense assim. E os concorrentes estão enlouquecendo no momento, com apenas dez minutos até o prazo. Tenho a sensação de que a instituição de caridade fará muito dinheiro esta noite.” “De seus lábios aos talões de cheques deles, querida,” Evan disse. “Acho que vou monitorar os lances nos últimos minutos, então se prepare para o anúncio dos vencedores. Você estará no local para me ajudar?” “Claro.” Tara fez seu último passeio através da galeria, em seguida, se posicionou na frente com Evan, uma vez que ele retirou os lances na conclusão do leilão. Evan fez o anúncio pelo alto falante que o leilão terminou, e todos se reuniram para ouvir os lances premiados. “Agradeço a todos por estarem aqui esta noite. Espero que tenham se divertido.” Ele continuou, agradecendo os patrocinadores do evento e aqueles que doaram prêmios. Todos aplaudiram uma vez que alguns dos prêmios eram muito magníficos, de belas peças de arte até chefes de cozinha particulares, para viagens e bagagem por designer de jóias. “Também quero agradecer a nossa gloriosa promoter pelo conjunto da festa de hoje à noite, senhorita Tara Lincoln do The Right Touch.” Tara não esperava que Evan a reconhecesse, mas ficou emocionada. Ela deu um passo e se curvou cortesmente para os aplausos, e foi quando chamou a atenção de Mick. Ele pareceu surpreso por vê-la como ela o vira. Na agitação do termino das atividades antes do fim do leilão, ela quase esqueceu que ele estava aqui. Quase. Mas quando seu olhe encontrou o dela e ela vislumbrou a bela Alicia Brave aderida a seu lado, a dor dentro renovou, e ela desviou o olhar, sorriu para a multidão, e afastou-se para que Evan pudesse continuar com o discurso, finalmente chegando aos vencedores dos artigos do leilão. Um por um o lance mais alto foi revelado, e eles tiveram que subir, reivindicar o prêmio, e pagar o dinheiro. Aplausos e gritos podiam ser ouvidos quando os artigos do leilão eram atribuídos.

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“E agora para o fim de semana romântico em uma ilha caribenha privada, complete com seu próprio mordomo e completamente provida de comida e serviço de bar o fim de semana inteiro. Isso é o melhor em decadência para dois. O lance mais alto é, de São Francisco do próprio Mick Riley!” Tara tragou e esperou por Mick vir reivindicar seu prêmio. Ela manteve o envelope, esperou ele preencher o cheque para o contador da instituição de caridade, então lhe entregou o envelope. “Obrigado,” ele disse, sorrindo para ela, enquanto ela lhe dava o envelope. “Disponha. Parabéns e obrigada por sua doação. Aprecie seu prêmio.” Era sua fala padrão para todos os beneficiários. Estava com um sorriso estampado no rosto, e se recusou a tratá-lo de forma diferente de qualquer dos outros vencedores de leilão, não importando o quanto isso doía. Ilha privada no Caribe, huh? Ela perguntou-se qual das muitas atrizes e modelos que estavam em seu, pequeno livro preto, ele levaria para a ilha. Você está sendo ridícula e mesquinha. Pare com isso. Uma vez que os prêmios foram concedidos, todos estavam livres para apreciar o resto da noite. Tara saiu da sala, precisando de ar e uma bebida fria. Ela dirigiu-se ao bar e pegou uma bebida, então decidiu encontrar o canto mais próximo e esperar a multidão sai até que estivesse na hora de ir para casa. Era boa em se misturar. Podia fazer isso, poderia se esconder, e ninguém a encontraria. “Tara.” Maldição. Havia quinhentas pessoas aqui, e ela se enfiou em uma multidão. Como diabos

a

encontrou

tão

facilmente?

Ela

virou-se

enfrentou

Mick,

que

estava

surpreendentemente sozinho. “Onde esta sua companhia para a noite?” “Cercada por seus amigos de Hollywood no momento. E ela não é minha companhia.” “Uh-huh. Olha, Mick. Estou ocupada hoje à noite, e não tenho muito tempo para batepapo inativo. Então se você me der licença ...”

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Ela tentou ir embora, mas ele agarrou seu braço. “Você está brincando comigo? Está brava comigo porque estou aqui com Alicia?” Ela inclinou a cabeça para trás e olhou para ele. “O que esperava? Que eu estaria bem com isso?” Ela soltou um suspiro. “Não sei, Mick. Devo ficar bem em vê-lo com outra pessoa?” “Não estou vendo ninguém.” “E acho que sou cega. E estúpida. Esquece. Não somos nada um para o outro.” Agora ele teve o desplante de parecer malditamente louco. “Nós não somos?” “Não. Nós não somos. Agora, se me der licença, tenho trabalho a fazer.” Ele jogou as mãos para o ar. “Tudo bem. Volte ao trabalho. E assim farei eu.” “Faça isso.” Ela se afastou, suas terminações nervosas prontas para explodirem em sinais de raiva em todos os lados. Ela teve que respirar fundo dentro e fora, para que não chateasse as pessoas que deveria estar entretendo. Plante um sorriso no rosto e pareça feliz, pelo amor de Deus. Estes são todos clientes potenciais, e dando-lhes um olhar mortífero não irá estimá-la para qualquer um deles. Quando chegou a frente da galeria, estava mais calma, sorrindo, pelo menos no lado de fora, embora provavelmente ajudasse a cravar as unhas nas palmas de suas mãos. Ela até aguardou e assistiu todos os jovens de Hollywood, dar entrevistas para as câmeras de televisão, rangendo os dentes quando foi a vez de Alicia Brave. E havia Mick, diretamente ao seu lado. Ugh. Embora não pudesse deixar, mais alguns centímetros um pouco mais perto, assim ela podia ouvir o que Alicia dizia. “Mick foi meu salvador hoje à noite,” Alicia disse, agarrando o braço dele. “Meu noivo, Phil, caiu gripado no último minuto, assim ele não pode estar aqui comigo. O agente do Mick e meu agente são grandes amigos, então eles pegaram no telefone, e Mick concordou em largar tudo e me acompanhar.” Alicia colocou a mão através da parte inferior do ventre. “Vejam vocês,

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com o bebê a caminho, eu não queria estar só. Agora quem melhor para ver meu bem-estar que um grande robusto quarterback como Mick Riley. De qualquer maneira, Phil e eu estamos planejando nós casar muito em breve...” Flashes dispararam, Mick beijou a mão da Alicia, depois saiu do caminho, deixando Alicia ser o centro das atenções. “Uau, ela acabou de soltar uma tremenda bomba, não é?” Boquiaberta, Tara acenou a cabeça para Maggie. “Eu acho que ela fez. Quem é Phil?” Maggie revirou os olhos. “Realmente, Tara. Você não lê as revistas de entretenimento? Phil Bates do mesmo show de Alicia. Existiam rumores que os dois estariam apaixonados há algum tempo. Acho que eles estão apaixonados. E comprometidos. E terem um bebê juntos. Uau. Essa é uma notícia séria.” “Claro é.” Mas não tantas notícias como o fato de que Liz empurrou Mick para Alicia como um acompanhante de última hora para o evento dessa noite. E nada mais. Não porque ele queria pular na cama com ela. Deus, ela era uma inflamada idiota. Ela ficou na ponta dos dedos e tentou encontrar Mick, mas não podia vê-lo. Lá. Indo para a porta da frente com Alicia. Maldição. Ela tentou facilitar pela multidão, mas entre os repórteres e os espectadores, não teve uma chance. E este não era o momento de qualquer maneira. Ela o viu através do vidro, ajudando Alicia na limusine, então subindo depois dela. O motorista fechou a porta, e então eles se foram. Tara caminhou de volta pela galeria, sentindo-se estúpida, vazia e ferida. Ela não confiou nele. E disse coisas terríveis para ele. Por que não podia acreditar em Mick? Por que não podia acreditar nela mesma? E por que ele apenas não lhe disse o que estava fazendo aqui essa noite? Porque não lhe deu uma chance, idiota. Pare de tentar culpá-lo. Sabe malditamente bem que fodeu tudo hoje à noite.

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Ela assentiu para si mesma e continuou andando. De alguma maneira teria que consertar isso.

MICK ANDAVA POR SEU APARTAMENTO, ARRASTANDO OS DEDOS pelos cabelos e amaldiçoando a si mesmo e Liz no processo. Movimento estúpido. Ele devia ter desconfiado quando Liz chamou, pedindo-lhe mais cedo essa noite para salvar Alicia. Mas Liz soou sincera, e Alicia até telefonou para ele pedindo sua ajuda. Esta instituição de caridade da AIDS era importante para ela porque seu tio foi afligido, e ela queria comparecer, mas seu noivo estava doente e ela estava grávida e eles realmente quiseram fazer o anúncio sobre a gravidez juntos. Mas Alicia explicou que estava começando a aparecer, e eles não podiam adiar por muito mais tempo, então ela queria fazer isso essa noite, e Liz ofereceu Mick já que ele era do local. O que ele deveria dizer para ela? Não? Ele supôs que podia ter, mas foi muito de última hora, e ele era uma coisa fácil o suficiente para ele fazer, então ele disse sim. Alicia era uma querida, muito apaixonada por seu noivo. Eles estavam planejando casar em um mês ou assim, esperavam que em algum lugar rápido e privado e longe do olhar público, mas ela queria definir e dispersar os rumores sobre ela e Phil. A garota parecia cansada. Ela riu e disse que o primeiro trimestre foi o inferno para ela, que Phil foi sua pedra, mas esta gripe chutou seu traseiro, e ele se recusou a ir há qualquer lugar perto dela enquanto estivesse doente, porque não queria infectá-la ou o bebê. Mick riu e segurou sua mão e disse-lhe que afastaria quaisquer paparazzi chato, o que significava que tinha a intenção de mantê-la ao seu lado como colar a noite inteira. Ele não fez a conexão que era o mesmo evento que Tara vinha planejando. Apenas nunca entrou em sua mente. Ele sabia que Tara estava trabalhando em algum evento de caridade, mas inferno, nesta cidade existia sempre algum evento de caridade ou outro acontecendo. E ele ainda não teve tempo para chamar Tara e lhe dizer o que estaria fazendo hoje à noite. Ele tomou uma chuveirada, vestiu o smoking, e a limusine apareceu. Mas, sabia

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que ela estaria ocupada, e isso não era problema para ele que pensou que não fosse uma grande coisa. Imaginou que contaria a ela quando a visse amanhã. E então a encontrou essa noite e percebeu que escoltou Alicia para o evento da Tara. Mas em vez de lhe dar tempo para explicar, ela já havia estabelecido em sua mente o que estava acontecendo e desempenhou o juiz, júri, e carrasco. O irritou que ela não acreditou nele. Neles. Maldição. Mick encheu um copo com gelo, água, e uma fatia de lima, em seguida, entrou na sala e ligou a televisão, apoiou os pés, e olhou para a tela durante algum tempo, folheando os canais e não realmente vendo qualquer coisa. Uma batida na porta o teve agarrando o celular par olhar as horas. Era uma de manhã. Quem diabos, estava na porta tão tarde? Ele revirou os olhos e esperou que um dos caras do time não tivesse sido expulso pela esposa. Ele examinou pelo olho mágico, surpreso por ver Tara de pé do lado de fora. Ele abriu a porta e a puxou. “Que diabos você está fazendo fora tão tarde?” Seus olhos arregalaram. “Eu vim para ver você.” Mick fechou e trancou a porta. “Você devia ter me ligado.” “Eu sinto muito. Foi um impulso de momento. Hora ruim?” “Não, não é isso. Apenas não quero que saia na rua ou caminhe neste estacionamento tarde da noite sozinha.” Ela entrou e deslizou os dedos nos bolsos da calça jeans, parecendo tão desconfortável como ele se sentia. “Oh. Bem, obrigada por sua preocupação.” “Você quer algo para beber?” “O que você tiver.” “Água com limão.” “Isso vai me servir muito bem.”

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Ele fez outra bebida e levou para ela. Ela ainda estava de pé no mesmo lugar que estava quando entrou. “Você pode se sentar, Tara.” “Não sei se você quer que eu fique ou não.” Ele entregou-lhe a bebida. “Sente-se.” Ela fez, sentou-se em uma cadeira enorme, não no sofá com ele. Ok, então seria assim. Ela olhou para a televisão durante algum tempo e ele a deixou, imaginando que ela veio aqui para dizer algo. Ele tomou um gole da água, observando-a, sabendo que ela estava pensando, organizando os pensamentos. Ela sempre ficava quieta quando seu cérebro estava trabalhando, quando estava pensando sobre que queria dizer ou descobrir um plano de ação. Ele finalmente desistiu e encontrou um filme para assistir. “Mick, eu sinto muito.” Ele silenciou a TV e lhe deu atenção. “Sinto muito, também. Essa coisa entre Alicia e mim hoje à noite foi muito de última hora. Liz ligou...” Ela ergueu a mão. “Não importa. Você não me deve uma explicação.” Ele empurrou-se do sofá e veio até ela, caindo de joelhos na frente da sua cadeira. “Liz ligou e disse que isso era muito de última hora,” ele continuou, precisando que ela o ouvisse, contar-lhe a história de como o noivo da Alicia adoeceu e ela não queria contar ao mundo sobre seu noivo e sua gravidez sem algum suporte. “Eu não era nada além de um glorificado guardacostas para impedir a imprensa de pressioná-la.” Tara puxou os joelhos contra o peito. “Você foi muito gentil com ela. Vi o quão perto ficou dela. Tenho certeza que ela apreciou isso.” “Ela é uma garota agradável. Mas ela é uma criança, Tara. Ela tem vinte e dois anos.” Os lábios de Tara ergueram. “Algumas das mulheres que você namorou não eram muito mais velhas que isso.” Ela tinha certeza sobre isso. “Corrigi-me. Gosto de mulheres mais maduras agora.” Ela bufou. “Nossa, obrigada.”

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“Você sabe o que quero dizer.” Deslizou as mãos nos joelhos dela. “Devia ter te chamado e lhe avisado. Nem pensei freqüentaríamos o mesmo evento que você. Só estava operando cego aqui, supondo que faria esta boa ação e lhe diria sobre isso amanhã. Eu não queria te ligar e aborrecê-la com algo trivial assim, quando eu sabia que você estava ocupada com o trabalho.” Tara se inclinou para frente e entrelaçou os dedos nos cabelos dele. “Eu sei. E então você me encontrou, e eu agi como uma grande cadela sobre tudo isso.” Ele lhe deu um sorriso travesso. “Vou assumir que isso significa que você apenas se importa comigo.” “Se eu não, você não teria me visto atuar como uma grande cadela.” “Então nós estamos bem?” “Nós estamos bem. E eu realmente sinto muito. Eu agi mesquinha e ciumenta e não sei por quê. É um lado muito feio de mim, e não gosto. Mencionei que estou arrependida?” “Você não precisa estar. Da próxima vez te avisarei, quando Liz jogar algumas deslumbrantes, jovens sexys bebês para mim.” Tara imitou uma faca apunhalando repetidamente seu coração. “Esta me matando aqui, Mick.” Ele riu e levantou-se, a puxou em seus braços. “Brincadeira.” Ela se debruçou contra ele. “Não você não está. É provável que isso aconteça novamente. É seu trabalho fazer estas coisas promocionais. Preciso aprender a viver com isso.” “Não, não acontecerá novamente. Ninguém precisa estar no braço, além de você.” Tara tragou, a garganta ficou seca. Tentou dizer algo, mas que réplica podia apresentar para aquela declaração? Ao invés, estendeu a mão e segurou a parte de trás de seu pescoço, pressionando os lábios nos dele. O suficiente foi dito, e eles já estavam caminhando em território perigoso. Beijar era uma ideia muito melhor. Quando seus lábios encontraram os dele, a angústia da noite se dissolveu e se sentiu assentada novamente. Toda vez que estava nos braços de Mick se sentia... não sabia como se

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sentia. Ela queria dizer tranquila, mas não era isso, porque sempre que ele a tocava que ele a irritava e lhe excitava, então tranquila definitivamente não era a palavra certa. Perfeito. Parecia perfeito e certo estar com ele, e quando ele passou os braços em torno dela e aprofundou o beijo, explorando sua língua com dele, ela suspirou, porque tudo estava em equilíbrio novamente. Ele quebrou o beijo e recuou. “Você pode achar alguém para sair com Nathan por um fim de semana?” Sua pergunta a fez pausar. “O quê? Por quê?” “Fiz um lance e ganhei uma ilha particular no Caribe. Quero levá-la lá.” Ela estendeu a mão e a pôs no coração. “Você quer?” “Sim. Em que pensou, quando eu estava fazendo os lances? Para levar minha mãe?” Ela estava totalmente espantada com este homem. “Uau. Bem, uh, acho que posso perguntar ao treinador dele.” “Faça isso. Teremos que fazer isso logo porque uma vez que entrarmos nos jogos da pré-temporada, meus fins de semana serão fotografados.” “Perguntarei ao treinador amanhã.” Ele deslizou as mãos pelas costas e colocou a bunda dela nas mãos. “Gostaria de tê-la para mim por alguns dias, onde ninguém nos incomode.” Ela estremeceu em seus braços, já imaginando o que seria. “Eu já estou arrumada.” “Melhor fazer esse telefonema amanhã, então. Podemos ir no próximo fim de semana se você estiver livre.” “De fato, estou livre no próximo fim de semana.” Seus olhos estreitaram quando ele lhe deu um sorriso diabólico. “Então se estiver tudo certo com treinador do Nathan, sigamos. Comece a se arrumar.”

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Capítulo Dezesseis TUDO BEM, ILHAS PARTICULARES COM O PRÓPRIO mordomo e vestir muito pouca roupa estava tão longe da existência diária normal de Tara como ela podia ter. Ela podia se acostumar a este tipo de estilo de vida. Pensou quando o item de leilão disse “ilha particular,” significasse uma pequena fatia de uma ilha com uma cerca de isolamento. Uh, não. Eles voaram para as Ilhas Virgens, então pegaram outro vôo em algum lugar. Tara se perdeu e não tinha ideia de onde estavam. Talvez fosse esse o ponto. Eles pegaram um barco para uma pequena ilha realmente desabitada por ninguém diferente deles dois e seu mordomo, que lhes servia refeições, cuidava de todas as suas necessidades, e se fez totalmente invisível. Se precisavam de algo, pegavam o telefone e o chamavam. Disse-lhes que seu quarto era fora da ilha, para que pudessem ter certeza de sua privacidade. Que significava que podiam caminhar nus pela ilha se quisessem. Tara não podia se imaginar fazendo isso, mas levou apenas uma hora para Mick livrarse das roupas e tomar banho de sol nu na areia. Quem ela era para discutir com o desejo primitivo de ser natural? Logo estava deitada em uma cadeira de praia confortável sem roupas, e nunca se pareceu mais decadente em toda sua vida. A ilha, o que podia dizer sobre esta ilha? Uma extensão de areia que dava para águas turquesa sem outra terra à vista, fazendo-a parecer totalmente isolada. Palmeiras preguiçosas curvavam-se e balançavam em uma brisa suave, proporcionando sombra sobre a areia. A própria casa de dois andares situada na floresta com vista para a baía. Era o paraíso. A brisa morna atravessava sua pele, e ela inalou o ar salgado, levantando os braços para estirar e rolar. Após uma hora ao sol, empurrou a cadeira embaixo de uma palmeira para absorver um pouco de sombra, cuidando para não ter queimaduras de sol na pele. A última

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coisa que queria era perder qualquer coisa deste glorioso paraíso tropical, cuidado de uma queimadura. Era muito perfeito. Calor, brisa, e relaxamento total. Seus olhos derivavam fechados, entretanto sentiu lábios quentes contra suas costas, e sorriu quando uma mão seguiu, alisando sua coluna para descansar no lugar onde reconhecia ser o inferior de suas nádegas. “Mmmmmmmm,” foi tudo que conseguiu dizer. “Eu gosto de você assim,” Mick disse, provocando entre suas nádegas com os dedos. “Seu corpo quente do sol, todos os músculos derretidos.” “Estou praticamente a sua mercê, agora. Você pode fazer qualquer que você quer comigo.” “É isso mesmo. Qualquer coisa?” Seus membros estavam pesados, e o mesmo acontecia com sua cabeça. Não podia nem reunir força para acenar, mas suas outras partes, as partes femininas, disparavam como um motor rugindo. “Qualquer coisa.” Ele continuou a massagear suas costas com toca leves, era tão bom, especialmente quando ele amassou abaixo das costas dela, provocando-a ligeiramente arrastando as pontas do dedo sobre as bochechas de seu traseiro. Da pressão forte nos músculos de suas costas para as caricias torturantes em sua bunda, a estava deixando louca, deixando-a relaxada e tensa ao mesmo tempo. Os mamilos picavam contra a cadeira, e ela queria esfregá-los contra a toalha, qualquer coisa para ter um atrito. Estar nua significava que seu clitóris estava tendo um pouco de contato, também, e ela sentiu o desejo de alcançar entre as pernas e esfregar a latejante dor que Mick causava. Mas então ele espalhou suas pernas. Ela sentiu o roçar de cabelo dele contra as coxas e o bater da língua contra os lábios de sua boceta. Ela arqueou, erguendo o traseiro, e a língua deslizou em seu clitóris. Sim, isso era o que queria. Ela levantou-se de joelhos, e ele enfiou a cabeça entre suas pernas, lambendo sua boceta em longos, deliciosos golpes.

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Não podia acreditar que estavam do lado de fora, nus, ali mesmo na praia, a cabeça dele entre suas pernas levando-a tão perto do orgasmo, que estava pronta para gritar, e ninguém estava lá para ouvi-la se fizesse. Sentiu-se tão livre fazendo isto com Mick, tão selvagem e desinibida. Nunca antes havia dado tanto para um homem. A língua dele deslizava quente através de sua carne torturada. Ela estremeceu quando ele lambeu ao redor de seu clitóris, sacudia a língua lá, enfiou o dedo dentro de sua vagina, e começou a bombear em ritmo lento, enlouquecedor que a levou para a beira, só para retirar e começar de novo com a língua e os dedos. Ela deitou a cabeça nas mãos e fechou os olhos, em sintonia com tudo que ele fazia com ela. E quando sua língua viajou através de sua boceta ao seu ânus, ela estremeceu em resposta, ergueu a cabeça, e virou-se para ele questionando incerta. “Fácil, bebê. Deixe-me saborear você toda.” Ela relaxou novamente enquanto a acariciava, lambia, levava-a direito para a extremidade novamente, enquanto lambia cada parte dela, usando a língua e os dedos para deixá-la louca. Ela imaginou a cabeça enterrada entre suas pernas, a brisa morna do oceano nem um pouco refrescando a pele úmida enquanto a trazia a beira uma e outra vez, lambendo seu clitóris, sua boceta, e finalmente deslizando a língua no orifício enrugado de trás, enquanto usava os dedos em sua boceta. “Mick. Oh, Deus, Mick. Sim, só assim.” Ela nunca soube que esses tipos de sensações acopladas podiam deixá-la tão louca, mas ela ia gozar. Ele recuou. “Ainda não. Não quero que você goze. Não até que eu fodê-la.” Ela respirou fundo irregular, tão perto de orgasmo o pulsar ondulando dentro dela. Mick segurou-a lá de joelhos, suas mãos nos quadris quando pressionou contra ela, seu pênis deslizou entre a fenda de suas nádegas. “Você está tão molhada aqui,” ele disse, os dedos dançando nos lábios da boceta, mergulhando dentro para revestir seu ânus. “Vou foder sua boceta, Tara. Depois vou foder seu traseiro. E vou fazer você gozar, duro.”

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“Sim,” disse ela, a voz rouca ofegante. “Sim. Foda-me.” Estremeceu quando ele passou a mão ao longo de suas costas. Ele alcançou a bolsa de praia na mesa. Ela o ouviu abrindo o pacote de preservativo, então ele deslizou dentro de sua boceta, pressionando contra ela enquanto segurava firme, os quadris dela e balançou para frente e para trás. Ela o agarrou dando-lhe as boas vindas, puxando-o mais perto enquanto se equilibrava na extremidade de orgasmo. “Ainda não, Tara. Espere por mim.” Ela cerrou os dentes e sentiu cada centímetro doce dele se expandir dentro dela. “Maldição, Mick. É tão bom.” Ele se inclinou, beijando seu pescoço coberto de suor. “Eu sei que é. Ficará melhor.” Ele se retirou e empurrou duro, e ela gritou, jogando os cabelos para trás e balançando para trás para encontrar suas punhaladas. Os dedos cravados nos quadris enquanto continuava a potência dentro dela, retrocedendo cada vez que ela se aproximava do clímax. Retirou-se e despejou óleo lubrificante sobre o ânus dela, usando o dedo para cobri-lo, provocando a abertura, mergulhando o dedo dentro para abri-la, prepará-la. A sensação era enlouquecedora. A pressão era intensa, e ela estava tão pronta para gozar. Ela foi além do ponto da razão, além do ponto de saber qualquer coisa, exceto o orgasmo que ansiava. Ela sentiu o pau dele na entrada do traseiro. “Vou foder seu traseiro agora, Tara. Você está pronta?” “Sim. Foda-me. Agora.” Ele deslizou a cabeça do pênis passando a barreira apertada. Ela silvou, respirando através do ardor. “Relaxe. Empurre para fora quando eu empurrar. Você me levará mais fácil dessa forma. E então a farei gozar.” Ela fez, e ele aliviou dentro dela. Ele paralisou enquanto ela esperava pela intensidade de o sentir ali. Estava tão cheio, tão grande em um espaço tão pequeno, e isso machucava. Mas

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através da dor vinha uma onda pulsante de prazer, jamais sentido. Mick se debruçou e começou a esfregar seu clitóris em círculos suaves, e logo a dor era novamente substituída pela necessidade de gozar. Ela empurrou a mão dele. “Foda-me. Farei isso.” Agarrou os quadris dela, retirando apenas o suficiente para empurrar dentro dela novamente. “Oh, merda, oh, Deus, Mick. Sim. Foda-me assim.” Ela massageava o clitóris mais duro, mais rápido, enquanto ele empurrava o pênis em seu traseiro, e ela descontrolou-se. Levantou-se, deslizando os dedos na boceta, e continuou a esfregar o clitóris com a outra mão. As sensações batiam nela enquanto perdia-se totalmente exceto senti-lo dentro dela. “Eu posso sentir isso. Sim, foda-me. Mais rápido.” “Você vai gozar por mim, Tara?” perguntou ele, sua voz áspera e escura. “Sim, Mick. Apresse-se e me foda. Eu vou gozar.” Nada a impediria agora, enquanto sentia a explosão do orgasmo bater nela. Balançou para trás contra ele, tomando seu pênis completamente em sua bunda, enquanto partia-se em mil pedaços com seu clímax. Ela gritou, o som ecoou pelas copas das árvores. Mick cravou os dedos nos quadris e empurrou forte contra ela à medida que gozava, e seu orgasmo só intensificou o dela. Ela gritou, não conseguia respirar, mas foi o clímax malditamente mais intenso que já teve. Ela sentiu em cada terminação nervosa, explodindo ao longo de seu corpo, trazendo lágrimas para seus olhos enquanto as ondas batiam nela inúmeras vezes. Ela desmoronou na cadeira. Mick cobrindo suas costas, os dois ofegantes como se tivesse acabado de completar uma maratona. “Gostaria de um mergulho no oceano?” Mick perguntou, deslizando a língua no pescoço dela. “Acho que essa é uma grande ideia.” Eles nadaram e brincaram na água durante a maior parte do dia, então entraram, tomaram banho, e Mick chamou Simon, seu mordomo, que apareceu na hora para preparar a eles um jantar surpreendente de frutos do mar, significando que realmente tiveram que colocar

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roupas. Tara realmente não se importava uma vez que trouxe alguns alegres vestidos para vestir e não teve a chance de pôr muitos. Mick lançou-se em um calção e uma camisa de manga curta tropical para jantar. Depois que Simon preparou a comida, ele desapareceu pela noite, advertindo-os voltaria de manhã para preparar o café da manhã uma vez que estiverem prontos, mas para chamá-lo se precisassem de qualquer coisa antes. Ela poderia usar um Simon em sua vida. Comeram no terraço com vista para a água. O sol se pôs, a lua subiu e lançou um brilho prateado sobre a água. E fora ainda estava quente. Tara ergueu a taça de vinho e tomou um gole. “Aborrece você quando tomo uma bebida?” Mick ergueu o copo de água mineral. “Não. Por que deveria?” “Basta perguntar-se se sente faltar disso.” “Álcool? Para falar a verdade não. Não é bom para mim e não posso lidar com isso. Mas não incomoda ver outras pessoas beberem.” “Posso beber água ou chá.” Ele riu e pegou a mão dela, beijou o dorso. “Obrigado, bebê. Mas não existe razão para que não possa apreciar uma taça de vinho. Para ser honesto, nem sequer penso no que você está bebendo. Estou muito ocupado olhando para seu cabelo ou sua boca ou seus seios ou pensando sobre o quão bom foi foder seu traseiro hoje.” Ela balançou a cabeça. “O cara.” Ele balançou as sobrancelhas. “Gostaria de mim de outro modo?” “Não.” “Certo então. Pare de se preocupar com isso.” Ela fez. Eles terminaram a refeição e Tara parou de se preocupar em lavar os pratos. Embora ainda insistisse em levá-los e colocá-los na pia, mesmo que Mick tenha rido dela quando o fez.

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“Que tal um passeio na praia?” Mick sugeriu. “Grande ideia. O jantar estava fabuloso. Eu preciso caminhar.” Mick pegou a mão dela e a levou para a praia. Tara inalou o ar salgado e perguntou-se como voltaria para a realidade do que era sua vida depois de passar um fim de semana neste paraíso idílico com um homem como Mick. “Amanhã pensei em jogarmos um pouco de futebol na praia.” Ela bufou e se inclinou contra ele. “Tentando me pôr na lista de inválidos, assim não poderei trabalhar?” “O pensamento cruzou minha mente. Teria que mantê-la aqui na ilha até que estivesse bem o suficiente para viajar.” “Eu estaria a sua mercê, dia e noite. Curo-me lentamente, também.” “Que conveniente. Então quanto tempo acha que podíamos resistir? Alguns meses?” Ela movimentou a cabeça. “Pelo menos.” “Isso seria difícil.” “Você perderia o inicio da temporada.” “Alguém teria que fazer seu trabalho para você e lidar com todas as dores de cabeça.” Ela riu. “Sim, isso seria um sofrimento.” Ele pôs o braço em volta dela e puxou-a para perto. “Bom sonhar, não é?” “Isto é o paraíso, Mick. Não sei como as pessoas já deixam isso.” “Alguns poderiam sentir falta da televisão e telefones e Internet.” “Não assisto muita televisão de qualquer maneira. Estou sempre no telefone a trabalho, e ele me deixa louca. E as únicas vezes que estou na Internet é para fins de trabalho. Ficar longe de tudo isso, aqui, tem sido maravilhoso.” Ela parou e entrou na frente dele, as ondas do mar peneirando areia e água sobre seus pés e tornozelos. “Obrigada por isso. É a viagem mais incrível.” Ele inclinou o queixo dela com seus dedos. “Pensei que você poderia apreciar. E é uma agradável pausa para mim, também, antes da loucura da temporada iniciar. Nunca fiz a fuga à

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ilha tropical inteiramente, e quando o vi na lista de lances, pensei em você e em mim e soube que tinha que ganhar.” “Você fez?” Ela não podia esconder seu sorriso. “Sim.” Ele a beijou, um beijo lento, sensual que a fez deslizar os dedos dos pés na areia e inclinar e segurar-se nele porque estava ficando atordoada. Com Mick, ela perdia os sentidos, o que era ao mesmo tempo bem e ruim. Ela moveu-se ao lado dele novamente e eles caminharam, não falaram. Descobriu que podia estar confortável apenas estando com ele e não dizendo uma palavra, entretanto, tendia a pensar no trabalho, e pensou em estar aqui com ele neste fim de semana e o que significava. Fantasia total. Nada de real nisso. Tudo com Mick desde o início foi construído na fantasia. Namoro dos sonhos e desejos e fantasias inacreditáveis realizam-se. Ele era tudo que sempre sonhou em um homem, e tudo que nunca sonhou era real. Mas o que a assustava sobre os dois eram a possibilidade de que, como a fantasia deste fim de semana, não existia realidade envolvida, nada tangível para segurar uma vez que a fantasia dissipasse. Logo a temporada de futebol começaria, e ele estaria tão intensamente envolvido no jogo que não teria tempo para ela. E seu negócio estava decolando. Estava ficando cada vez mais envolvida, seus registros estavam levantando, e mal tinha teve tempo para ver as necessidades de Nathan. Depois que o outono chegasse, ele teria jogos que ela precisaria participar, além de se certificar que ele faça os trabalhos escolares. Onde existiria tempo para um relacionamento romântico em ambos os horários? Talvez fosse hora de começar a ver a realidade do que ela e Mick tiveram juntos. Foi uma aventura de verão divertida, e isso é tudo que seria. Quanto mais cedo lidasse com isso, melhor seria. Antes de algo estúpido acontecer e se apaixonar loucamente por ele e começar a pensar que teriam um futuro juntos. Teve o coração quebrado uma vez, e não iria deixar acontecer novamente.

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Mick parecia apreciar passar tempo com ela, e bem, parecia gostar de passar tempo apenas com ela. Mas isso não significava nada. Os processos de pensamentos dos homens eram totalmente diferentes do das mulheres. E os homens eram inerentemente preguiçosos, o que significava que ela era apenas fácil de ficar no verão. Uau, Tara, você podia insultar-se mais com este processo de raciocínio? Ela não pretendia, e sabia que o que estava pensando soava ruim, mas não era o que queria dizer. Ela e Mick se deram bem, se divertiram juntos, a química estava em ebulição, então por que não estariam juntos? Ela não era uma atriz ou modelo exigente que precisava ser vista e fotografada e levada para eventos. Estava bem fazendo o que ele quisesse fazer, e herói que Nathan adorou, então não existia nem um problema com seu filho. Sim, certo. Houve um problema enorme quando seu filho embriagou-se. E Mick passou como um campeão. Como podia um cara que não queria nada além de sexo com ela, ficar tão envolvido como ele esteve com Nathan? Talvez fosse apenas um bom rapaz. Não há razão para ler nele mais do que o que era. Ela era tipo o melhor caso de verão que ele podia ter, certo? E deixou bem claro que não estava tentando pôr ganchos nele, que iria embora quando a temporada começasse fácil suficiente para ele fazer. Não existia nada o segurando para ela. Nada a segurando para ele. Era a relação perfeita. Então por que não parecia tão perfeita agora? “Você está quieta.” Ergueu o olhar para ele e ofereceu um sorriso. “Só apreciando a paisagem impressionante.” “Você é a paisagem impressionante. Para o inferno com o oceano, as palmeiras, e a areia.” Ele a atraiu longe da água e caiu na areia, puxando-a abaixo sobre ele. Ela riu. “Você é muito bom para meu ego.”

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“Sim, eles estão me pagando para impulsioná-lo um pouco.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Eles? Quem são eles?” Ele pôs os dedos em seus lábios. “Não posso te dizer. É um segredo. Mas confie em mim, eles têm seus melhores interesses em mente, me contratando para dar-lhe um pequeno suporte.” Ela riu e empurrou-o no peito, erguendo-se até uma posição sentada. Ela deslizou os dedos sob a camisa dele, amando o calor que encontrou quando encontrou sua pele. “Então quanto terei que torturá-lo para conseguir tirar a verdade de você?” Ele entrelaçou os dedos atrás da cabeça. “Dê o seu melhor tiro.” Ela desabotoou a camisa, puxou-a de lado, e espalmou os dedos sobre seu peito. “Segurando-me embaixo até conseguir tirar a verdade de mim?” ele perguntou. Ela não respondeu ao invés deixou os dedos vagarem sobre as costelas dele, até a barriga e muito mais baixo, mergulhando em seu calção a procura por seu pênis. Ele ergueu-se quando ela arrastou seu calção e o removeu, atirando-o para o lado. “Agora estou a sua mercê.” “Então você está,” ela disse, tomando seu pau entre as mãos. Acariciou-lhe da base até a ponta, um deslizar lento das mãos, apreciando a sensação do pênis endurecendo enquanto o tocava. “Isso é tortura.” Ela sorriu para ele. “Pronto para desistir dos seus segredos?” “Não.” Ela rodou o polegar sobre a crista do pênis, usando o fluido que juntou lá para lubrificar seus movimentos. Os olhos dele estavam fechados para o que ela estava fazendo, mas ela observava seu rosto, sua respiração afiada quando o agarrou com força, o modo como as narinas inflamaram quando ela rolou ambas as mãos no pênis. Manteve o olhar focado no rosto dele, enquanto se curvava e lambia a cabeça do pênis, enrolando a língua ao redor do eixo,

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então a arrastou até a base. Lambeu as bolas e ele ergueu-se, gemeu, e sentou-se, espalhando as pernas. “Cristo, isso é bom, Tara.” Ela rolou a língua sobre o saco, colocando cada um na boca, querendo saboreá-lo em todos os lugares antes de pôr seu pênis na boca e puxar o eixo profundamente. Ela afundou nele, o deixando assistir seu pênis desaparecer entre os lábios. Sentiu-o estremecer, amado que o enfraqueceu como ele a enfraqueceu quando fez amor com ela, queria levá-lo diretamente a beira e além. Segurou à base do eixo e aumentou a sucção enquanto o levava até o fundo da garganta, em seguida, aliviava a pressão, estabelecendo um ritmo que fez ele agarrar seus cabelos e empurrar em sua boca com golpes rápidos, fortes. Ela colocou a mão na coxa dele e sentiu a umidade do suor, sabia que ele continha-se, então varreu a mão ao longo do eixo e agitou a língua através da cabeça macia. “Sim. Oh, sim. Maldição, isso vai fazer-me gozar. Vou entrar em sua boca, Tara.” Ela cantarolava seu eixo, precisando dele para deixá-la ter tudo. Ele arqueou em sua boca e gemeu, então apertou firmemente no cabelo dela enquanto gozava, jorrando quente na boca dela. O segurou ali, engolindo o que ele lhe dava enquanto balançava contra ela, o corpo inteiro tremendo com a força de seu orgasmo. Ela finalmente retirou seu pênis quando ele caiu de costas contra a areia. “Maldição,” foi tudo que ele disse. Tara colocou a cabeça em sua barriga, escutando a batida selvagem de seu pulso, a ascensão e queda de sua respiração enquanto ele passava a mão nos cabelos dela. Ela ergueu a cabeça e olhou para ele. “Pronto para desistir de seus segredos para mim?” Ele riu, levantou a cabeça. “Segredos? Que segredos?” “Maldito seja.” Ela pegou e a esfregou na barriga dele. Ele avançou para ela, mas ela gritou, saltou, e correu, Mick em seus calcanhares. Ela sabia que não tinha chance, e ele estava nela em segundos, jogando-a no chão. Ela gritou rindo quando ele a agarrou.

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“Não é justo,” ela gritou quando a puxou debaixo dele, a parte superior do vestido agora ao redor da cintura. Ela não se importou. “Sua profissão lhe dá uma vantagem.” “Pare de chorar.” Agarrou areia e esfregou-a entre os seios dela. Ela pegou um punhado de areia e esfregou-a no cabelo dele. Quando começaram a rolar pela areia molhada, Tara tinha certeza que existia mais neles do que na praia. “Certo, suficiente,” Mick disse, cuspindo areia da boca. Tara deu uma risadinha e Mick a puxou, a jogou sobre o ombro, e dirigiu-se a seu bangalô. Ele ligou o chuveiro enquanto Tara tirava o vestido. Eles entraram no enorme chuveiro juntos e ela riu quando Mick virou. Ele tinha areia no rosto, no cabelo, e pedaços agarrava-se em várias partes de seu corpo. “Eu pareço tão ruim quanto você está?” Ele tirou à areia de seus ombros. “Provavelmente.” Ensaboaram-se e lavaram, muito cuidadosamente, já que a areia ficou em todos os lugares. Tara era grata pelos jatos em ambos os lados do chuveiro, e pela cabeça removível do chuveiro, desde que acabou com areia em lugares desconfortáveis do corpo. “Bem, isso foi como um tratamento de spa,” ela disse uma vez que lavou a areia de cada fenda possível. “Mas minha pele está totalmente lisa agora.” Mick enxaguou o rosto e virou para ela. “É mesmo? Acho que devo confirmar para ter certeza que você limpou toda a areia.” Tara arqueou uma sobrancelha, então abriu os braços. “Inspecione de longe.” Ele virou e deslizou a mão nos ombros e braços dela, depois pelas costas. “Parece bem aqui. Vire-se.” Ela fez, e ele travou o olhar com o dela enquanto varria os dedos por seus cabelos molhados, deixando um rastro das pontas dos dedos sobre o nariz e através dos lábios dela. Ele curvou-se roçou os lábios através dos dela. “Saboreia livre de areia.”

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Ela suspirou quando ele correu a língua sobre seus lábios, deslizou entre os dentes para saborear a língua antes de mover-se. “Nenhuma areia em sua língua.” Ela riu. Ofegou quando ele girou os polegares sobre os seios, então pegou os quadris dela com as mãos. “Sim, muito bom aqui, mas preciso dar uma olhada aqui embaixo.” Ele se ajoelhou. “Abra as pernas, mel.” Ela fez, apoiando-se contra a parede do chuveiro quando ele se inclinou para frente, a língua dele serpenteou lambendo ao longo das dobras de sua boceta. Ela inclinou-se para trás e deixou a água cair no rosto e cabelo, o calor e vapor só adicionando a pressão crescendo bem no fundo dela enquanto Mick chupava seu clitóris. Ofegou quando ele deslizou a língua dentro dela. Ele levantou a perna dela e descansou-a sobre seu ombro, abrindo-a ainda mais para ele. “Macio, doce, tão macio aqui.” Deslizou um dedo dentro dela, a fodendo com golpes gentis enquanto preguiçosamente desenhava círculos ao redor de seu clitóris com a língua. Foi suave e rápido o que a levou direto a extremidade, e mais, chocando-a que foi tão rápido. Ela ofegou quando gozou, impulsionando contra ele enquanto a segurava firme, certificando-se que ela não cairia enquanto cavalgava um orgasmo delicioso. Mick levantou-se e alcançou do lado de fora da porta um preservativo, então envolveu a perna dela em torno do quadril enquanto empurrava dentro dela, a empurrando contra a parede do chuveiro. Levantou as mãos dela por cima da cabeça e curvou-se para lamber seus mamilos. Agora era uma questão de fome apaixonada, e ela se deliciava com isso. “Beije-me,” ela exigiu, e ele ergueu a cabeça, tomou sua boca em um beijo devastador, ampliando agora seu desejo a níveis insuportáveis, enquanto empurrava nela profundamente, penetrantes punhaladas.

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Ele rebolou os quadris sobre ela, moendo contra ela repetidas vezes até que estava gozando novamente, gritando enquanto ela explodia com as sensações. Ele soltou seus braços e a ergueu, beijando-a com tudo que tinha enquanto gozava com um olhar íntimo que a derreteu. Ela bebeu em seus gemidos e o segurou firme enquanto ele estremecia contra ela, os dedos cravados tão fortes em suas nádegas que ela sabia que deixariam marcas, mas não se importava. A água começou a esfriar quando ele a soltou, e ela ainda estava tremendo por dentro da força de ambos os orgasmos. Mick estendeu a mão e desligou a água, agarrou toalhas para os dois. Secaram-se e subiram na cama. Mick a puxou contra ele, varrendo seu cabelo úmido para o lado para beijar sua nuca. Tara fechou os olhos e tentou cortar a emoção que estar com Mick sempre produziu. Era só sexo. Apenas sexo e nada mais. Talvez se continuasse dizendo a si mesma, repetidas vezes, acreditaria nisso e continuaria percebendo que estava morta para os saltos de amor com ele na baía. Porque essa noção continuada surgindo todo o maldito tempo, e quanto mais ela tentava afastá-la, mais aparecia. Ela estava com medo que fosse tarde demais para fazê-la desaparecer, apesar de suas melhores intenções para não falar do que acontecia.

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Capítulo Dezessete “PRECISO QUE VOCÊ VÁ A ESTRÉIA DE UM FILME.” Mick acabava de ter um dos treinos mais cansativo de sua vida. A última coisa que precisava ver enquanto saia do campo era Liz, parecendo renovada, nem um cabelo fora de lugar, e como um tigre pronto para atacar. Ele inspirou oxigênio e expirou-o, então sentou no banco e agarrou uma das garrafas dos assistentes que passava. “Por quê?” Ela inclinou a cabeça de lado e deu-lhe um olhar. “Você sabe por quê. A temporada recomeçará em breve. Preciso de seu rosto na frente e no meio das capas de revistas.” Ele bebeu com um gole a metade da garrafa, então ergueu o olhar para ela. “Qual é o filme?” Ela sorriu. “É um filme de ação. O novo com Matt Larson.” “Quando?” “Quarta-feira à noite.” Mick assentiu e pegou a toalha. “Conferirei com Tara e verei com sua agenda parece.” “Opa. Eu acho que não.” Ele olhou nela. “O quê?” “Você estará presente na estréia com Valisha Staniskowa, a beleza quente da capa da edição de biquíni.” Ele levantou-se e a enfrentou. “Não.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Com licença?” “Eu disse, não. Tentarei chegar à estréia de filme se você acha que ajudará nas RPs. Mas irei com Tara. E quaisquer eventos futuros que você queira planejar será com Tara como minha acompanhante.” Liz gargalhou. “Você tem que estar brincando comigo. Ela é uma ninguém.”

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“Ela não é uma ninguém para mim, Elizabeth. Ela é alguém que eu me importo.” “O que isso tem a ver com qualquer coisa? Só estou falando sobre aparições promocionais que são um benefício para sua carreira. Aparecer com Tara nestes eventos não traz nenhum benefício para você.” Ele não estava com disposição para isso, e Liz ou não entendeu ou era teimosa demais para ver as coisas a sua maneira. De qualquer modo ele não iria ceder. “Só vou dizer isso mais uma vez, então não deixe de ouvir. Não vou mais fazer estes eventos sem Tara. Importo-me com ela, e não quero ser visto em público com outras mulheres. Entendeu?” Ela levantou suas mãos. “Entendi. Caramba, você não tem que esmurrar minha cabeça com isso. Vamos fazer algo diferente então. Você tem um jogo neste fim de semana, e o churrasco de time é depois do jogo. Convide Tara. Ela pode conhecer as esposas e namoradas. E será uma bela foto. Salientaremos isso e nós certificaremos que câmeras estejam no local para tirar umas fotos suas.” Quando ele lhe deu um olhar, ela adicionou, “Com Tara.” “Tudo bem. O que quiser.” Ele pegou o capacete e foi para o chuveiro, perguntando-se quando sua vida ficou tão malditamente complicada. Já tinha o suficiente para se preocupar com seu primeiro jogo da pré-temporada surgindo neste fim de semana. Ele costumava aliviar a carga nestes jogos com o zelo de uma criança, sem preocupações. Mas desde que ele chegou aos trinta e os lobos sanguinários da juventude e vigor começaram a perseguir seus calcanhares, cada passo que dava devia ser cuidadosamente calculado, e desta vez ele terá que colocar tudo em campo. A gerência lhe disse que sua base estava sólida e ainda era o jogador principal, mas ele sabia que não significava merda nenhuma se ele ficasse machucado ou seu desempenho na temporada não acumulasse os números. E então havia Tara. Como pode algo que começou tão alegre e divertido e terminou transformando o sexo em algo sério? Ele ficou na frente do armário se vestindo e perguntou-se o que diabos iria fazer sobre isso. Ele não se relacionava seriamente. Inferno, não se relacionava com mulheres. Saia com

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elas. As fodia. Divertia-se com elas. Então elas iam para um lado e ele para o outro. Sua carreira, o amor de sua vida, era futebol. Sempre foi, e ele assumiu que sempre seria. Oh, ele imaginou que poderia acomodar-se um destes dias, depois que sua carreira no futebol acabar e ele ter tempo e atenção para se concentrar em uma mulher. O que não esperava era Tara entrar em sua vida e derrubá-lo de bunda e virar seu mundo de cabeça para baixo. Não estava pronto para um relacionamento e compromisso ainda. Tinha que focar nesta temporada, e isso significava que qualquer outra coisa devia partir, uma vez que a temporada começasse. Ele puxou a camisa sobre a cabeça e sentou no banco para empurrar o material na bolsa de ginásio, então passou os dedos pelo cabelo. Então o que ele deveria fazer sobre Tara? Dar o fora nela? Ir embora e dizer a ela que o verão foi divertido, mas ele estava feito agora que a temporada estava recomeçando? Como as outras mulheres que voaram dentro e fora de sua vida, elas sabiam como iria ser. Viagens divertidas, fotos divertidas ops, muito sexo, mas quando a temporada começava, tudo acabava. Elas sabiam disso e ele sabia, e elas estavam bem com isso, porque elas não queriam permanecer mais do que ele tinha. Elas sabiam a pontuação, eles jogavam o jogo, e ambos os lados ganhavam. Ainda no campo hoje ele leu o ato de motim para Elizabeth pôr sugerir ir para uma estréia de filme com outra mulher. Disse a Liz que não estava vendo ninguém, que Tara era a única mulher em sua vida. Merda. Será que ele sabia o que diabos queria? Era melhor descobrir antes de influenciar Tara. Ou talvez fosse melhor compreender o que ela procurava. Ela não poderia querer outra coisa senão um verão com ele. Estava ocupada construindo a carreira. Tinha um filho em quem pensar. Não era como se fosse o tipo de mulher que estava lá fora tentando encontrar um

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marido. Era ferozmente independente, protetora de Nathan, e não queria se envolver em seu estilo de vida em primeiro lugar. Então não era como se ela fosse se tornar exclusivamente um elemento permanente em sua vida. Ele a queria em sua vida permanentemente? Sentou-se e colocou a cabeça nas mãos. Jesus, não sabia. Podia lidar com isso? Ele a tem perseguido desde a primeira noite que a conheceu, nem mesmo pensando sobre onde poderia levar. Operou em instinto cego. A perseguição foi divertida porque ele nunca teve que perseguir uma mulher antes. Agora que a temporada começaria, estava na hora de tomar algumas decisões, porque parecia que seu relacionamento com Tara estava ido para algum lugar. Seus sentimentos para ela estavam indo para algum lugar. E não tinha nenhuma merda de ideia de como se sentia sobre isso ou se poderia até lidar com isso. O pensamento de apenas se afastar dela não era aceitável. Ele a queria em sua vida. Mas o que isso queria dizer, tanto para ele quanto para ela? Cristo. Se já precisou de uma bebida, foi agora. O álcool sempre serviu para fazê-lo esquecer as coisas que não queria pensar. E este era um grande tópico para não pensar. Agarrou a bolsa e pescou as chaves, então empurrou as portas do vestiário, precisando de ar fresco para limpar a cabeça. Chegou ao estacionamento e sugando uma enorme golfada disso, percebendo que estava com dificuldade em respirar, maldição perto de hiperventilar. Disparou o bloqueio do carro, jogou a bolsa nas costas, e subiu, forçando a respiração a se acalmar antes de ligar o carro. Respire. Se acalme. Deus, o que estava errado com ele? Tinha uma ótima vida, uma carreira surpreendente, bem sucedida, uma mulher incrível que parecia se importar muito com ele, e pela primeira vez em anos estava desejando uma bebida. Que tipo de filho da puta de vontade fraca idiota isso faz dele? Tinha muito em que pensar. Estava na hora de ir para casa, trocar de roupa, e fazer uma corrida longa antes de fazer algo estúpido como parar no bar mais próximo e obter uma bebida.

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MICK E SEU IRMÃO NÃO ERAM OS MAIS ÍNTIMOS ATÉ ONDE irmãos eram, mas Gavin sabia o que ele passou. Ele precisava de alguém para conversar, e desde que Gavin estava na cidade para um jogo, imaginou que era uma boa hora para chamar o irmão para uma refeição de final de noite. Eles se encontraram em um bar com vista para a cidade. Mick entrou e examinou a vista panorâmica da Baia Bridge e o centro da cidade São Francisco, antes de rodear o olhar para o bar. Ele localizou o irmão, que estava cercado por três mulheres. Representando. Assim que Gavin viu Mick, fez-lhe sinal. “Desculpe senhoras,” Gavin disse. “Tenho algumas coisas para fazer com meu irmão hoje à noite.” “Oh. Meu. Deus,” a loira alta disse. “É Mick Riley o jogador do futebol.” A morena de pé ao lado da loira olhou o porte de Mick da cabeça aos pés, então ofereceu um sorriso sexy que dizia que era toda sua para ser tomada. Alguns meses atrás ele poderia ter se interessado. Agora... nem tanto. “Até mais,” Gavin disse, tomando a cerveja e mudando para a outra extremidade do bar, para grande decepção de todas as mulheres, que fizeram beicinho e espernearam. “Corações estão quebrando,” Mick disse. “Sim, sim.” Gavin sentou-se. “Você não imagina qual tipo de paisagem, mas a vista é agradável, tanto para fora quanto de dentro do bar.” “O quê? Você não quer que eu o leve pela rua mais torta do mundo?” Gavin sorriu. “Eu passo.” “Bom jogo hoje.” “Eu lhe teria mandado ingressos.” Mick riu. “Vejo que você joga bastante. Peguei alguns dos jogos na tv, entretanto. Melhor em casa.”

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Gavin sorriu e inclinou a garrafa da cerveja nos lábios. “Obrigado. Os fãs da sua cidade natal pareceram não se importar demais com isso, já que foi uma sequência de vitórias.” “São Francisco conseguirá você da próxima vez.” “Eu não apostaria nisto.” A anfitriã os chamou para a mesa, então eles se dirigiram para o restaurante. Mick pediu uma cabine com um pouco de privacidade, então Casey deu-lhe a pequena sala privada. Depois que o garçom tomou seus pedidos, fechou a porta. “Nós teremos uma festa aqui hoje à noite? E se formos, por favor, me diga que aquelas três mulheres magníficas que encontramos no bar antes de alguma maneira estão envolvidas.” Mick balançou a cabeça. “Não, eu só não queria ser ouvido.” “Oh, sim?” Gavin pôs a cerveja na mesa e se debruçou adiante. “Se for ilegal, imoral, e mulheres nuas estão envolvidas, estou totalmente dentro.” “É um tanto quanto sério, Gavin.” Seu sorriso morreu. “Certo. Sobre o que você quer conversar? “Algumas coisas. Realmente não sabia com que conversar sobre estas coisas.” “Olhe, eu percebo que estou cheio de merda a maior parte do tempo, Mick, mas você sabe que se um dia precisar de mim, eu estou aqui para ouvir. Sem julgamento.” Era isso que ele precisava ouvir. “É um monte de coisas. Tara e eu, Liz, futebol.” Gavin recostou-se. “Comece a falar. Você me tem a noite toda.” Mick inalou e soltou um suspiro. “Eu disse a Tara que era um alcoólatra.” As sobrancelhas de Gavin cresceram. “Realmente. Então você confia nela tanto assim?” “Eu faço. Algo aconteceu com Nathan, e eu queria mostrar a ela, e a ele, o que podia acontecer se uma criança ficasse muito envolvida com álcool.” Gavin se inclinou para frente. “Então espere. O garoto sabe, também?” “Sim. O levei para uma reunião comigo.”

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“Jesus, Mick. Posso talvez entender você dizer a Tara. Mas o garoto? Você sabe o quão voláteis eles são. E se ele vazar? Você tomou muito cuidado para manter seu segredo longe das mãos da mídia.” “Eu sei. Eu não acho que Nathan dirá qualquer coisa. Ele entende que para mim é importante manter isto em segredo.” Gavin bufou e tomou um longo gole de cerveja. “Sim. Melhores intenções e tudo isso. E se você despachar sua mãe ou a magoá-la de alguma forma? Você sabe que a primeira coisa que ele vai fazer é espalhar através da Internet que você é um bêbado.” Mick encolheu os ombros. “Tomei a aposta. Agora tenho que confiar em ambos.” “Bem, isso é seu risco para tomar, eu acho. Comigo, eu não confio em ninguém. Todos os meus esqueletos ficam no armário onde eles pertencem.” “Inferno, Gavin, você dá publicidade a todos os seus esqueletos. Você é o garoto mal do beisebol, e você ama isso desse modo. É por isso que as mulheres correm para você como se tivesse sido pulverizado com algum maldito tipo de afrodisíaco.” Gavin balançou suas sobrancelhas. “O que posso dizer? Sou irresistível.” “Não me deixe doente antes do jantar, certo?” “Ei, foi você que desapareceu com uma mulher, então não me culpe está com ciúmes.” Mick revirou os olhos. “Eu não posso acreditar em que convidei você para jantar.” “Você pode ler tudo sobre mim nas revistas, irmão. E lembrar-se dos bons momentos que você costumava ter.” Gavin pegou a garrafa e recostou-se na cadeira. Mick riu e balançou a cabeça. Isto era só o que precisava. As brincadeiras provocadoras do irmão para ajudar iluminar seu humor e retirar um pouco da seriedade. “Certo, então me diga o que mais, além de você vomitar todos os seus segredos para Tara e seu filho. Então as coisas estão sérias, entre vocês dois?” “Não sei. Acho que sim. Posso querer que fossem. Pensei que era onde as coisas estavam indo.” “Mas ela se afastou?”

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“Não.” “Você se afastou?” “Não.” Gavin riu. “Que porra é essa, cara? O que está acontecendo então? Soa como se tudo esta indo bem. Qual é o problema?” “Eu não sei.” Ele se inclinou para frente, apertou as mãos. “Estou assustado, Gavin. E se eu não puder fazer isso?” “Você está me perguntando sobre amor e relacionamentos? Talvez devesse conversar com Mamãe sobre isso. Nunca tive uma relação real com uma mulher em toda minha vida. Não tenho namoradas. Você está muito a frente do jogo, tanto quanto as mulheres quanto a coisa do compromisso.” Mick se recostou na cadeira. “É só que não sei se sou bom com a coisa há longo prazo. E depois com a nova temporada começando, estou preocupado com a minha carreira.” Gavin ergueu a cerveja. “Não somos todos nós. Mas pensei que você fosse preso a um contrato?” “Eu sou. Mas isso é apenas tão bom quanto à última e a atual temporada. Eles destacaram um jovem talentoso com um foguete no braço. E o garoto que trouxeram há um ano está com fome.” “Então? Isso mantém você de pé. E um time sempre tem que ter auxílio. Enfrento a mesma coisa no beisebol. Os clubes têm fazendas de dar ponta-pé nos homens da primeira base, primeiro com estrelas medianas só esperando para me foder ou lesionar. Nos esportes um dia você está por cima e por baixo no próximo. Sabe que não existe nenhuma garantia e não pode montar o alto para sempre. Pelo menos você tem a inteligência e o senso de negócios para apoio quando se aposentar do jogo, então você está à frente de mim nisto.” “Se tivesse prestado atenção na escola, teria tido a mesma coisa.” Gavin tomou um longo gole de cerveja. “Sim, sim. Agora você soa como Mamãe.”

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“Você ainda pode investir, começar alguns negócios no lado, se preparar para sua própria aposentadoria. Não está ficando mais jovem, sabe.” “Uh-huh. E não estamos aqui para falar sobre mim e meus defeitos, não é?” Mick suspirou. “Tudo bem.” Gavin acenou a garrafa para ele. “Olhe Mick. Você só tem que apreciar o jogo enquanto você tem isso. Toque o melhor jogo que você pode, e pare de se preocupar sobre a outra merda que você não tem nenhum controle.” “Você está certo. Não sei por que estou tão confuso sobre toda essa merda. Só bateu em mim de repente. E então há Liz me bombardeando tentando jogar mulheres em mim.” “Você diz isso como se fosse uma coisa ruim.” Mick riu. “Agora é uma coisa ruim. Ela está lutando comigo sobre Tara. Quer que eu seja visto com a atriz ou modelo mais recente e não está muito feliz que estou com Tara.” “Quem dá um merda para o que Liz pensa?” Gavin terminou a cerveja e colocou-a de lado, então sinalizou para o garçom, que trouxe outra cerveja e outra água mineral para Mick. Depois de o garçom fechar a porta, Gavin se inclinou para frente. “Olhe, Liz é ótima para nossas carreiras e raramente nos guia errado, mas ela é uma dor gigante no traseiro. Uma dor tão quente no traseiro, com as malditas melhores pernas que já vi, e nos faz uma tonelada de dinheiro. Mas se Tara é o que quer, então informe Liz diretamente e não a deixe empurrá-lo a fazer algo que você não quer fazer.” “Nunca soube que você deixou alguém empurrá-lo para algum lugar, então o que está acontecendo dentro de sua cabeça?” “Eu não sei.” Mick pegou um pedaço de pão da cesta no centro da mesa e besuntou com manteiga, agitando-o em torno com a mão. “É como se toda minha vida mudou nos últimos meses, e eu de repente estou em uma encruzilhada. Eu costumava saber exatamente a direção da minha vida, e agora não tenho mais certeza.”

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Gavin pegou o pão das mãos de Mick e empurrou um pedaço na boca. Ele mastigou por alguns segundos, então disse, “Você está apaixonado, irmão. É óbvio. Isso tem que ser a única coisa para perturbar você tão mal, porque eu nunca te vi assim.” Mick tomou um gole da água para cobrir a garganta seca. “Você acha?” “Bem, eu não sei nada sobre amor, mas você está por todo lado com seus pensamentos e sentimentos. Então sim, você está apaixonado. E se isso é o que o amor faz para um cara? Espero para o inferno que nunca aconteça comigo, porque cara, você é um filho da puta fodido.” “Então o que eu faço?” “Homem olhe de cima, absorva, e lide com isso. Olhe o que você passou em sua vida, Mick. Foi à faculdade como um bêbado, mas conseguiu silenciosamente lutar contra isso e obter um contrato com a NFL. Você está sóbrio pôr todos estes anos, e nem uma vez tocou em uma gota de álcool, certo?” “Certo.” “Certo, então se ama Tara, faça algo sobre isso. Se decidir que você não, então rompa com ela. Diga a Liz para manter a maldita bunda fora de sua vida pessoal e comece a dizer-lhe como administrar sua maldita carreira do modo que você quer que administre. Só porque você está em uma encruzilhada e algumas coisas em sua vida estão mudando não significa que você precisa de uma bebida para passar por isso. Você não precisou de uma esses anos todos, e com certeza não precisa de uma agora.” “Claro, você tem trinta anos agora. Mas nunca vi um cara trabalhar mais duro do que você para ficar em forma, então vá lá fora, jogue futebol, e continue a apreciar o jogo. E não se preocupe sobre perder sua fibra ou seu mojo ou qualquer merda que está preocupado em perder. Quando chegar a hora de se afastar, você saberá, e lidará com isso como sempre lidou com as coisas, de cabeça erguida. Uma bebida não vai ajudá-lo a escapar das realidades de sua vida, e você sabe disso. Você foi por esse caminho uma vez, e sabe o quão bem funcionou. Ou

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não funcionou. Mas só você pode fazer essa escolha. Não posso fazer isso pôr você. Então a decisão é sua.” O garçom trouxe a comida, e Mick entrincheirou-se e comeu, ponderando tudo o que Gavin disse para ele. “Você certamente cresceu enquanto eu não estava olhando.” Gavin ergueu o olhar do prato. “Não, eu não tenho. Vou a festas pra caralho e vejo uma mulher diferente cada semana, apenas como tenho feito desde que eu tinha dezesseis anos.” “Você lida com isso. Tem a carreira certa onde quiser e suas prioridades. Você não acaba um bêbado como eu.” “Tive o benefício de um irmão mais velho que fodeu as coisas de forma decisiva, então preciso aprender com seus erros.” Gavin piscou, e Mick riu. “Eu amo você, idiota.” Então Gavin riu. “De volta pra você, imbecil.”

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Capítulo Dezoito TARA MEXEU-SE NA CADEIRA, APANHADA NA EMPOLGAÇÃO da multidão com ingressos esgotados. O estádio estava lotado, embora fosse apenas o jogo da pré-temporada em primeiro lugar. Mas o São Francisco havia chegado tão perto de vencer o campeonato da divisão na última estação, e o time parecia ser ainda mais forte nesta temporada com algumas contratações de jogadores livres que mudariam sua defesa. E se ela estava feliz por estar lá essa noite, o entusiasmo de Nathan estava fora dos gráficos, especialmente porque Mick conseguiu para eles cadeiras na linha das cinquentas jardas15, onde o resto das famílias dos jogadores sentava-se. Nathan esteve com os olhos arregalados e absorvendo tudo, uma vez que chegaram algumas horas antes do jogo, e não foi capaz de sentar-se ainda, tirando fotos e enviando mensagens de texto a todos os amigos com o novo celular que ganhou no aniversário. Mick conseguiu para eles um ingresso extra assim Nathan pode trazer seu novo amigo, Bobby, outro jogador de futebol novato e um garoto realmente agradável que também estava empolgado por estar no jogo. Ambos juntavam as cabeças amontoadas e apontavam os dedos, falando das estatísticas para o jogo e praticamente ignorando o fato de que Tara estava lá. Assim como devia ser. Ela acalmou-se, sentindo-se um pouco distinta na camisa dos Riley de numero quatorze que Mick lhe deu, mas também um pouco possessiva e correta, só um toque guerreado por estar vestindo seu nome e número atrás dela, especialmente porque estava sentada com todas as esposas e namoradas dos jogadores. “Então, você é a garota do Mick.” 15

Têm alguns termos que não é bom traduzir por isso segue http://pt.wikipedia.org/wiki/Futebol_americano http://pt.wikipedia.org/wiki/Posi%C3%A7%C3%B5es_em_campo_do_futebol_americano

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link

para

esclarecimento: e


Ela virou-se e sorriu para uma morena atraente. “Não sei sobre isto, mas sim, estamos namorando.” A mulher estendeu a mão. “Sou Roseanne Lewis. Meu marido é Tommy Lewis, numero setenta e dois. Ele é right tackle, ofensiva, e ele protegerá o traseiro de Mick hoje à noite.” Tara riu e apertou sua mão. “Então agradeço com antecedência pelo trabalho do Tommy.” Tara apresentou Roseanne para Nathan e Bobby. Roseanne a apresentou para as outras mulheres acomodadas perto. “Quanto tempo você e Mick estão juntos?” Esse pergunta veio de Sue Shore, uma mulher adorável realmente grávida sentada perto dela, cujo marido Derek era o kicker. “Nós nos conhecemos no inicio deste verão.” “Nós amamos Mick. Ele é ótimo com todos os nossos filhos. Ele nunca sentou uma garota aqui conosco antes. Seus mamãe e papai estiveram aqui, e seu irmão algumas vezes, mas nunca uma namorada, então você é a primeira.” “É mesmo?” “Sim. Você deve ser especial.” Ela se sentia assim, e admitia que parecia realmente bom. “Para quando será seu bebê?” “Em um mês. Mas parece como a qualquer minuto pelo modo que ele está chutando. Vai ser como o papai dele.” Tara sorriu, lembrando ter Nathan dentro dela e todas as noites que não pode dormir por causa dos seus pontapés em suas costelas. “Acho que todos eles se sentem assim no final, não é?” “Nossa filha era mais suave do que este pequeno rapaz. Ele é um nascido kicker.” “Espero que ele siga os passos do seu marido então.” Sue deu uma risadinha. “Isso seria incrível.” “O pontapé inicial!” uma das mulheres gritou.

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Tara esteve tão ocupada conversando com as senhoras que mal notou o inicio do jogo. Ela pôs sua atenção sobre ele, embora, especialmente porque a ofensiva de São Francisco seria a primeira, o que significava que depois do pontapé inicial Mick entraria no campo. E oh, que figura espetacular ele estava em seu uniforme, que se encaixava perfeitamente em seu bumbum, e os protetores nos ombros e peito, que o fizeram parecer impossivelmente enorme. Tara ficou tensa quando ele assumiu o primeiro snap16 no centro, transferindo-o a um de seus receptores, que correu com a bola por quatro jardas. Ela soltou um suspiro quando o tackler correu para a direita passando Mick. Segundos após, Mick estava sob o centro novamente, e desta vez levou o snap e correu vários passos diretamente para trás, ficou lá e procurava pelo receptor, então empurrou um rápido passe para o running back a sua esquerda, que correu para um ganho de apenas duas jardas. Ela sabia o que viria com três abaixo e quatro jardas para ir. Primeira posse do jogo era sempre um grande negócio, e o Arizona queria fazer uma declaração para São Francisco para ter certeza que eles não conseguiriam um first down. Tara podia sentir a pressão tão seguramente como se ela fosse à responsável por conseguir a bola nas mãos de um receptor. Arizona estava indo para um ataque repentino. Tara agarrou os braços da cadeira quando Mick saiu do bolo e entrou na posição do shotgun, tomou o snap, e rolou para trás. O ataque repentino veio, e sua linha ofensiva segurou. Mick disparou um passe longo para um receptor downfield. Ele pegou! Vinte e duas jardas ganha. “Respire mel,” disse Roseanne, esfregando os ombros de Tara. “Vai ser um jogo longo.” Tara riu. Então expirou.

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Um snap é uma entrega entre as pernas do central ao quarterback, ou um passe entre as pernas do central ao quarterback ou possivelmente a outro jogador como um punter ou um transportador para uma tentativa de field goal (gol de campo).

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O primeiro quarto foi tenso, com o Sabers pondo sete pontos no placar em sua primeira posse, e o Arizona respondeu com um touchdown de seu próprio direita. Mas depois coisas se acalmaram um pouco, e pelo intervalo o jogo estava empatado de dez a dez. Na segunda metade Mick saiu e jogou finalização após finalização, e o jogo corrente parecia sólido. A defesa segurou, e o Sabers pôs pontos no placar. O jogo acabou por ser unilateral, com o São Francisco saindo vitorioso. Sendo pré-temporada, Mick não jogou o jogo inteiro, por isso ao final do terceiro quarto, Tara pode relaxar, embora ainda torcesse pelo time. Depois que o jogo terminou e as multidões saíram da fila do estádio, o time reuniu-se com suas esposas e familiares para um churrasco no campo, algo que Nathan ficou muito animado. Tara apenas estava pela tensão de roer unhas do jogo terminar. Agora podia relaxar. Ou assim pensava, uma vez que eles nem haviam chegado ao campo quando viu Elizabeth, vindo em sua direção, contudo, como a mulher conseguia manobrar no gramado naqueles saltos de quatro polegadas era algo que Tara simplesmente não conseguia entender. Elizabeth claramente não sabia o significado da palavra casual. Enquanto isso, Tara estava muito confortável em sua camisa de time, calça jeans e tênis, e seus lábios levantaram quando viu a desaprovação de Elizabeth. “Ficando para trás hoje, Tara?” Tara estava tão feliz que Nathan conheceu alguns dos outros filhos dos jogadores em torno de sua própria idade e ele e Bobby já haviam fugido com eles assim ele não teve que tolerar o desdém de Elizabeth. “De fato, estou. Agora. Você parece que exagerou um pouco na roupa para isto. Tenha cuidado para não quebra um tornozelo no gramado.” “Eu posso caminhar muito bem. Estou surpresa por vê-la aqui.” “Realmente? Por que é isso?”

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Elizabeth deu de ombros. “Só imaginei que a sua ligação teria acabado agora. Ou Mick estaria entediado com você. Confie em mim, querida. É só uma questão de tempo. Continuarei o atraindo com belas mulheres, e mais cedo ou mais tarde ele vai morder.” Tara cruzou os braços. “Se acha que ele é tão superficial, divirta-se pescando.” Tara viu Mick vindo para o campo, por isso, felizmente afastou-se de Liz e dirigiu-se até dele, colocou os braços ao redor dele, e o abraçou. “Grande jogo hoje.” Ele sorriu. “Nada mal. Temos algumas coisas para trabalhar, mas é promissor.” “Achei que você parecia incrível. Seu braço é forte, e seu percentual de passe era da melhor qualidade.” Ele arqueou uma sobrancelha, então beijou a ponta de seu nariz. “Mantendo o controle de minhas estatísticas agora?” “Só em minha cabeça.” “Onde está Nathan?” “Ele está andando com D’Juan e os filhos do Anthony. Eles jogam futebol, também, então Nathan e Bobby fizeram alguns novos amigos.” Mick assentiu. “Bom. Estou morrendo de fome. Vamos encontrar alguma comida.” O churrasco estava maravilhoso, como eram as pessoas, que a acolheram como se ela e Mick fossem um casal permanente. Tara não podia ter pedido uma noite melhor para ela ou para Nathan, embora ela ainda estivesse um pouco preocupada sobre Nathan se apegar a todos. Neste momento não existia nada que ela podia fazer sobre isso. Seu relacionamento com Mick era ou ia funcionar ou não ia, e ela não podia proteger Nathan das consequências se não fosse. Neste momento tinha duas escolhas. Podia lançar-se impetuosamente em tudo que tinha com Mick e esperar pelo melhor, ou podia cortar e correr. Estava com medo da primeira opção porque as chances dela e Nathan serem machucados eram tão grandes. Mas a segunda opção simplesmente não era aceitável para ela. Mick era parte de sua vida agora, e se afastar dele a devastaria. Então que diabo ela deveria fazer?

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Por essa noite, ela jantou e tentou se divertir, o que era malditamente difícil de fazer, considerando que seu olhar continuou vagando para Elizabeth, que parecia ter uma conversa importante com o dono de time Irvin Stokes. E no meio dessa conversa, Liz continuou apontando para ela, então sussurrando para o Sr. Stokes. Grande. Tudo bem. Tara apenas podia imaginar o que a mente de Elizabeth estava compondo sobre ela. Ela estava pondo palavras no ouvido do Sr. Stokes sobre Tara ser uma má influência para Mick? Será que diria o dono do time que tirar Tara da vida do Mick seria a melhor coisa que poderia fazer para o futuro do time? O pânico apareceu quando Elizabeth enganchou o braço no do Sr. Stokes e os dois se dirigiram em sua direção. “Maldição,” Tara sussurrou. “O que está errado?” “Liz está trazendo Irvin Stokes aqui.” “Por que isso é um problema?” Mick empurrou as sobras de seu cheeseburger na boca, então enxugou as mãos com o guardanapo e sorriu. “Ei, Irvin.” Irvin Stokes era um bilionário que fez seu dinheiro nos mercados financeiros. Era um empresário astuto, e embora estivesse subindo para perto dos oitenta anos, ainda parecia em forma, com uma cabeça cheia de cabelos prateados e um terno que provavelmente custa mais do que Tara fez em um ano. “Excelente começo de temporada, Mick.” Stokes estendeu a mão, e Mick a sacudiu. “Obrigado. O time parece forte. Você conseguiu trazer alguns jogadores sólidos para a defesa.” Stokes assentiu. “Nossas contratações de jogadores livres apenas pareceram reforçar as nossas fraquezas, por isso espero grande coisas este ano.” Virou-se para Tara. “E esta é sua nova primeira dama? Elizabeth me falou sobre você.” Ela não queria nem saber o que Liz tinha dito. Tara balançou sua mão. “Tara Lincoln.”

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“Oh, sim. Você fez nossa festa alguns meses atrás. Muito boa. Fiquei satisfeito com a forma como ela terminou.” “Obrigado, Sr. Stokes.” Elizabeth encostou-se contra Stokes como se ele fosse ouro. “Estava dizendo a Irvin que você é uma promoter. As esposas e namoradas dos jogadores sempre fazem uma angariação de fundos antes do chute inicial da temporada regular, e eu estava pensando que já que tem tudo a ver com você, se não quereria liderá-lo este ano.” “Oh.” Tara virou-se para Irvin. “Claro. Ficaria encantada.” Stokes pegou a mão entre as suas. “Excelente. É uma boa exposição para o time e pôr uma boa causa. Este ano é pelos acampamentos do verão para as crianças carentes na área.” “Terei muito prazer em ajudar.” “Seu trabalho seria gratuito, claro.” “Não tenho problema com isso. Estou sempre disposta a fazer trabalhos de caridade.” “Tenho muito prazer em ouvir isso. Ainda, será uma promoção para sua empresa. Farei com que meu pessoal entre em contato com você. O evento será realizado no sábado antes do último jogo em casa da pré-temporada.” “Obrigado, Sr. Stokes.” Acenou para Elizabeth, que piscou para ela e foi embora com Irvin. “Isso foi... interessante.” “Por quê?” Mick perguntou. “Porque Elizabeth não gosta de mim. Por que ela faria isso?” Mick pôs o braço ao redor dela e beijou o topo de sua cabeça. “Bebê, há muito tempo desisti de tentar compreender que diabo motiva Liz a fazer qualquer coisa. Nem tente.” Ela encolheu os ombros e se inclinou ele. “Você está certo. É inútil.” Mas, ainda assim, algo a incomodava, Tara não achava que Liz a sugeriu porque gostasse dela ou pensasse que Tara era uma grande promoter. Talvez Liz fez isso por Mick porque finalmente compreendeu que Tara poderia ser benéfica para a carreira de Mick.

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Embora ela duvidasse, já que Liz deixou claro que tirar Tara da vida de Mick era a melhor coisa para a carreira de Mick. Mas estava feito agora, e Tara iria ser a responsável pelo planejamento deste evento. Agora ela apenas tinha que fazer um maravilhoso trabalho e impressionar muito Irvin Stokes novamente. Mick seguiu Tara até em casa depois. Nathan fez planos para passar a noite na casa do Bobby, então Tara deixou-os primeiro. Mick já estava em sua garagem quando ela chegou lá. “Cansado?” ela perguntou quando abriu a porta. Ele fechou e trancou a porta, então a puxou em seus braços. “Nem um pouco. Um jogo sempre me deixa ligado.” Ela deslizou em seu abraço. “É mesmo? Então o que você faz quando não tem uma mulher disposta em seus braços para ajudá-lo com toda essa energia em excesso?” Ele a pegou nos braços e a levou para cima. “Masturbo-me.” O visual dele a fez formigar toda. “Eu gostaria de ver isso.” “Quer.” Ele a colocou em pé ao lado da cama. “Você está falando sério?” “Sim. Sente-se.” Ela se sentou na extremidade da cama, os dedos agarraram a colcha quando Mick tirou a camisa. A visão do corpo dele nunca falhou em despertá-la, e especialmente depois de vê-lo jogar hoje à noite. Ela sempre foi fã de futebol, mas agora que conheceu Mick, sabia de ética de trabalho, e o viu jogar, sabia o que passou e como cuidava do corpo. Era trabalho de ele certificar-se de ficar saudável, e o levou a sério. E o garoto olá, sempre fez o show. Era músculo em todos os lugares certos, magro em todos os lugares que devia ser, e ela teve que resistir ir para ele apenas para correr as mãos sobre o plano e ângulos que foram tão perfeitamente esculpidos por todas as horas que passou correndo e trabalhando na academia.

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Ela se recostou nas mãos quando ele abriu a calça, tirou os sapatos, e deu de ombros enquanto tirava a cueca e a calça, chutando-os ao lado. Seu pau já ereto, e segurou-o na mão, deslizando-a lenta e fácil. “Sobre o que você pensa quando faz isso?” ela perguntou. “Mulheres.” “As mulheres que já teve, ou mulheres que gostaria de ter?” “Ambas.” Manteve o olhar nela enquanto deslizava a mão para cima e para baixo do eixo. O quarto ficou mais quente, então ela tirou os sapatos e puxou o top acima da cabeça. “E o que imagina sobre essas mulheres? Você pensa nelas apenas... de pé em volta?” “Na verdade não.” “Então você pensa sobre fazer sexo com elas.” Ela estalou o botão de abrir da calça jeans, então lentamente desceu o zíper, o olhar fixado nos preguiçosos movimentos para cima e para baixo de sua mão em seu pênis, o modo que o polegar circulava a cabeça larga. A respiração dele acelerou quando ela tirou a calça, ficando apenas de calcinha e sutiã. “Às vezes penso sobre fazer sexo com elas.” Ele apertou o pênis na mão. “Às vezes imagino-as deitadas na cama, nuas e tocando-se.” Tara ficou de joelhos e estendeu a mão para o fecho do sutiã, abriu-o, e tirou o sutiã, lançando-o sobre a cama. “Então você pensa sobre essas mulheres se masturbando.” “Sim.” Ele agarrou o pau mais duro. Ela varreu a mão pelos seios. “Ver uma mulher se tocar liga você.” “Inferno, sim, faz.” Ela pegou os mamilos entre os polegares e indicadores, puxando-os, a sensação disparando para sua boceta. Acariciar-se assim, assistindo Mick tocar em seu próprio pau, era a coisa mais excitante que já experimentara. Continuou a tocar nos seios com uma mão, mas deixou a outra deslizar abaixo pelas costelas e barriga, apreciando a provocação enquanto abria

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caminho até a calcinha. Deslizou os dedos em torno da borda da calcinha, enquanto Mick envolvia um aperto estrangulado no pênis e aumentou o ritmo um pouco mais rápido. “Gosto de assistir você,” sussurrou ela, então dobrou a mão dentro da calcinha e cobriu o sexo. “Qual é a sensação?” “Quente. Fumegante. E molhada.” “Vejamos.” Ela tragou para cobrir a garganta seca e tirou a calcinha, ajustando-se com as pernas balançando do lado da cama. Pegou um travesseiro para apoiar a cabeça e assim pudesse ainda assistir Mick, então colocou a mão sobre o sexo, deixando os dedos tocarem ao longo dos lábios da vagina. “Seu boceta está molhada,” ele disse, aproximando-se da cama. “Sim.” “Diga-me sobre o que você pensa quando começa a se tocar.” “Penso sobre alguém entrando no quarto inesperadamente e me encontrando fazendo isso.” Ele colocou os dedos em volta do pau e levou a mão até a ponta, usando o polegar para deslizar sobre a cabeça. “Sim? E o que acontece quando ele encontra você?” “Ele fica lá por um tempo e assiste-me.” Ela esfregou os dedos acima sobre o clitóris, cobrindo o broto com seus sucos, então deslizou de volta para baixo, espalmando o clitóris e erguendo-se quando experimentou uma explosão de sensações. “Mas então ele se despe, começa a golpear o pênis assim como você está fazendo.” “E depois?” “Ele vem para o lado da cama.” Tara deslizou dois dedos dentro da boceta e começou a se foder. Mick debruçou sobre a cama e esfregou a cabeça do pênis contra a coxa dela. “Você pode ouvir?” ela perguntou.

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“Sim.” Ele ofegava. “Você não deseja que fosse seu pau dentro de mim, fodendo-me?” “Sim. É isso que o cara em suas fantasias faz?” Ela ergueu o olhar para ele. “Sim. Ele me puxa para a beira da cama e mergulha o pênis em mim, então me fode duro até eu gritar porque estou gozando tão duro que não aguento mais, até que está gozando tão duro que não pode ajudar a si mesmo e grita meu nome.” Mick agarrou seus tornozelos e puxou seu traseiro para a borda da cama, pegou um preservativo do bolso da calça descartada, e o colocou. Tara apoiou os pés nas laterais da cama e ergueram-se quando Mick empurrou dentro dela com um impulso forte. E ela gritou, porque ela esperou por isso, antecipou-o, e era tão malditamente bom que passou as unhas ao longo do braço dele. Ele segurou firme seus quadris e, fodeu o pênis dentro dela, suas bolas batendo seu traseiro em um ritmo forte e rápido que a fez gemer e gritar seu nome enquanto ela exigia cada vez mais. Ele abaixou e começou a esfregar seu clitóris, furiosamente a levando para a borda, porém desta não a deixando parar até que respirava irregularmente. Ela se aproximou rapidamente, gritando e cravando as unhas em seu braço enquanto gozava. “Mick! Estou gozando. Oh, Deus, Mick, estou gozando.” “Foda, sim. Estou gozando. Tara!” Ele gritou o nome dela enquanto soltava suas pernas e a puxava contra seus quadris. Ele gritou com seu orgasmo, bombeando contra ela uma e outra vez com a liberação, então os arrastou sobre a cama enquanto envolvia-se nela e enterrava o rosto contra no pescoço dela. Tara emaranhou os dedos nos cabelos de Mick, e ele se ergueu, beijando-a com um beijo profundo e intenso que a aqueceu e a confortou no resultado de tal felicidade incrível. “Eu estou esmagando você?” ele perguntou. “Não. Isso apenas é gostoso.” Ele inspirou e expirou então se aconchegou nela. “Amo estar com você, bebê. Muito.” “Eu amo estar com você, também.”

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“Você é a melhor coisa que é entrou em minha vida em muito tempo, Tara. Obrigado.” Ela passou o braço através das costas dele e sorriu, esperando que pudesse ser sempre tão bom entre eles. Talvez se sentir assim fosse como se apaixonar devesse ser. Assustador e emocionante ao mesmo tempo. E talvez fosse certo deixar acontecer.

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Capítulo Dezenove TARA NUNCA TRABALHOU MAIS DURO EM SUA VIDA POR algo que não estava sendo paga. As poucas semanas da pré-temporada voaram, e estava realmente grata pelos jogos de Mick serem fora da cidade. Porque quando Mick estava por perto ela queria estar com ele. E ele queria estar com ela, o que admitidamente ela gostava muito. E isso meio que a lembrou de ser uma adolescente novamente, essa necessidade de estar com alguém tanto que doía. Mas esse tipo de desejo não ajuda propriamente a focar no trabalho à mão, então Mick deixar a cidade pelo fim de semana era oportuno. Deu-lhe tempo para trabalhar com as esposas, namoradas, e voluntários que juntos estavam ajudando a fazer este evento de caridade. Eles decidiram-se por um festival para as crianças, completo com brinquedos e jogos. O local foi selecionado, o tempo seria felizmente perfeito, e doações e voluntários fluíam. Espantoso o que as pessoas estavam dispostas a fazer para ambas uma causa digna e ser associadas com um time do futebol proeminente, bem sucedido. Desde o último jogo da prétemporada seria amanhã, muitos dos membros de time estariam presentes. Eles assinariam bolas de futebol para as crianças, o que traria a mídia para oportunidades de fotografar e esperançosamente chamar a atenção para a caridade. As últimas semanas deram a Tara à oportunidade para conhecer as mulheres do time muito melhor. Ela foi rapidamente tornando-se amiga da maioria delas, o que significava que se ela e Mick rompessem, ela perderia todas elas. Então novamente, estava dizendo que não poderia permanecer amiga delas? Sue Shore entrou em trabalho e teve o bebê na semana passada. Tara e várias das outras senhoras de time foram à casa de Sue alguns dias depois que ela teve o pequeno Timmy, com todos os quatro quilos. E os setenta centímetros não eram de admirar que ele a mantivesse acordada a noite toda chutando-a. Mas Sue estava emocionada apesar de estar exausta depois de dezoito horas de trabalho. E o bebê era adorável. Tara o segurou por um breve momento, e

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aquelas dores dos hormônios chutaram ultrapassando-a. Fazia muito tempo desde que Nathan foi um bebê. “Está pensando em ter mais?” Sue perguntou a ela. A cabeça de Tara levantou rapidamente. “Eu nem sequer pensei sobre isso.” “Bem, sabe, Mick ama as crianças.” Marvella, uma das esposas dos jogadores, lhe deu um sorriso conhecedor. Bom Senhor. Ela e Mick tendo bebês? O pensamento nunca lhe ocorreu. “Mick e eu estamos apenas namorando.” “Uh-huh. Ele parece gostar de seu filho.” “Nathan é um adolescente.” “Então?” Heather Swanson pegou Timmy um pouco e suspirou. “Mick esteve perto de todos os nossos filhos, desde o infante até a idade do ensino médio. E ele é ótimo com todos os tamanhos. Ele vai ser um pai maravilhoso algum dia.” “Sim, tenho certeza que ele será.” “E desde que você é a única mulher que ele está sempre trazendo...” Tara rolou seus olhos. “Não quer dizer que ele pretende casar comigo e ter bebês comigo.” Mas o pensamento permaneceu durante toda a semana. Tolo pensamento. Casamento e bebês e uma família com ela e Mick e Nathan e uma criança que criariam juntos. Pensamento realmente idiota. Mick tinha sua vida, que era o futebol e belas mulheres. Sua vida era a carreira e seu filho, que agora estava com quinze. A última coisa que queria agora era começar de novo. Ela tinha trinta anos de idade. Em alguns poucos anos Nathan iria para a faculdade, e ela estaria livre para se concentrar em seu trabalho, sem restrições. Ela sacrificou tanto para levantar Nathan, colocá-lo na escola, subir o topo, e conseguir levantar seus negócios. Não precisava de um marido, e certamente não precisava começar do zero novamente, e assumir a responsabilidade de uma criança.

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Uma criança com os profundos olhos azuis e cabelos escuros de Mick. Uma filha, talvez. Ou outro menino. Alguém para Mick assistir crescer, jogar futebol. Bom Senhor. Ponha um bebê em seus braços, e seus hormônios ficam totalmente malucos. Isto é tudo que era. Ela e Mick estavam namorando, e ela de repente estava tendo filhos com ele? Certo, como se fosse acontecer. Seus dias para bebês estavam distantes. Foco, Tara, foco. Com esforço, ela reagrupou e virou a toda a atenção para o evento de caridade. Todos os brinquedos foram instalados, as barracas estavam no lugar, havia bastante comida, e todos os jogadores chegaram. As crianças estavam chegando, e a mídia estava espalhada ao longo da feira. Sendo o local em uma das cidades de East Bay permitia o transporte fácil, a chance para ótima assistência, bastante estacionamento, e excelente clima. Ela pôs todas as esposas e namoradas trabalhando no festival em camisas rosa do time hoje assim poderia localizá-las. Deu a Nathan uma camisa do time vermelho e branco para vestir desde que Mick lhe disse que Nathan podia ficar perto dele hoje, algo Nathan não teve nenhum problema, por razões óbvias. Nathan ajudaria o time correndo com as bebidas, canetas, abrindo caixas de bolas de futebol e tudo mais que poderiam precisar, e ajudando os auxiliares do time. Ele estava em êxtase só por sair com o time hoje, então tinha certeza que ele agiria como mensageiro para qualquer coisa eles pedissem, e Tara ficou muito feliz que Mick o vigiaria assim ela não teria que se preocupar sobre onde ele estava ou o que estava fazendo. Uma coisa fora de sua lista. Agora ela podia focar nas crianças da instituição de caridade, que estavam tão animadas sobre o festival que podia ver em seus rostos. Todos eram jovens problemáticos variando desde a idade escolar primária, fundamental até o ensino médio, assim ter um dia livre apenas para se divertirem, eles andaram de Tilt-A-Whirl17 Scrambler18 ou na montanha

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Tilt-A-Whirl é um dos mais conhecidos passeios de plana, projetada para uso comercial em parques de diversão, feiras e carnavais em que é comumente encontrado.

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russa, caminhar na casa da diversão, toque skee ball19 ou tentar acertar os patos na barraca de disparos, era uma ótima maneira para aliviar de suas vidas diárias. E eles teriam o bônus de jogarem por um tempo um-a-um com os jogadores do time. As crianças trouxeram os pais ou pais adotivos e irmãos junto, então não demorou muito para que a feira estivesse cheia, além dos organizadores da instituição de caridade e ajudantes estarem lá, também. Tara estava correndo de atividade em atividade para se certificar que todos estavam se divertindo. Ela parou no estande dos jogadores, que tinha uma fila enorme de crianças esperando para tirar fotos e ter bolas de futebol autografadas. Mick estava com alguns dos rapazes. “Ei,” ela disse. “Tudo vai bem?” Ele a beijou e pôs o braço ao redor dela. “Indo ótimo aqui. É você? Você parece com calor e suada.” Ela riu e afastou o cabelo do rosto úmido. “Ocupada. Todos vocês precisam de alguma coisa?” “Pare de preocupar-se conosco. Temos funcionários do time aqui para cuidar de nós. E tente relaxar. Andei um pouco, e tudo parece perfeito.” Ela inspirou, e deixou sair. “Vou relaxar quando acabar.” Seu telefone tocou. Ela pegouo do bolso, escutou, e pôs a mão no peito de Mick. “Preciso ir e cuidar de algo.” “Tente não se matar por isso.” Ela riu e correu, encontrou-se com Roseanne e algumas das outras esposas, e elas cuidaram do fornecimento da comida. Uma vez que isso foi resolvido, ela passeou pelos estandes da feira para se certificar que as crianças estavam sendo entretidas. Todo mundo parecia feliz.

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Um Scrambler tem três longos braços que giram em torno de um posto central. No final de cada braço pende um grupo de bancos nos para se sentar. Estes assentos giram em um círculo no final do braço. O cavaleiro viaja em um círculo que por sua vez está se movendo em torno de um círculo maior. 19 Skee ball (skeeball também escrito, esqui-bola ou skee-ball, às vezes chamado skee roll) é um comum jogo de arcade e um dos primeiros jogos de resgate . É semelhante ao boliche exceto que é jogado em uma inclinação da pista e que o jogador tem como objetivo obter a bola cair em um buraco ao invés de derrubar pinos. O objetivo do jogo é recolher tantos pontos quanto possível rolando bolas para cima e uma inclinação para os buracos valor designado ponto.

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“Senhorita Lincoln?” Ela se virou, e um microfone foi empurrado em seu rosto. “Alan Terlin, Canal 8 notícias. Nós gostaríamos de entrevistá-la para a transmissão local.” “Oh. Você não quer me entrevistar. Por que você não vai falar com o time.” Seus lábios levantaram. “Já fiz isso. Eles me apontaram em sua direção, disseram que você pôs todos juntos nesse evento.” “Eu sou apenas a promoter. Você realmente deve falar com a chefe da fundação e as pessoas que trabalham lá. Eles são o coração e alma por trás certificando-se que estas crianças levem uma vida equilibrada, educação, social, e família.” Olhou em torno, esperando como inferno poder encontrar alguém do instituto de caridade, quase chorando de alívio quando viu Carmen Sanchez. “Aqui, deixe-me apresentar Carmen para você.” Correu para Carmen e arrastou o jornalista para ela. Carmen, não tinha um cabelo fora de lugar apesar de correr até mais que Tara fez, cortesmente concordou em dizer algumas palavras sobre a fundação e o que eles ofereciam as crianças que tiveram um começo difícil e desvantagens. Tara se afastou e deixou Carmen no momento enfrentar a câmera. “Fuga tranquila.” Tara virou e encarou Elizabeth, que conseguia parecer serena e fresca em um topo sem mangas e calças capri e saltos de gatinho20. “O quê? Nenhum terno poderoso hoje?” “Eu tenho roupas causais, Tara.” “Posso ter me enganado. Pensei que você sempre se vestia como um tubarão no ataque.” Mesmo em roupas casuais, que pareciam designer caro, Liz ainda estava impecavelmente à vontade. “Você devia ter feito a entrevista. Seria bom para o time. Para Mick.” 20

Um salto gatinho é um pequeno salto de 4,75 cm ou menos na altura, alguns são tão baixos como 3 cm. Eles são classificados como saltos agulha e, apesar de sua falta de altura são geralmente classificados como “salto alto“ por causa de seu apelo sexual, particularmente quando se uniu com um dedo do pé pontiagudo ou 'long winklepicker toe’.

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“Você faz a entrevista. Estou com calor e suada e pareço com o inferno. E a fundação pode deixar o time parecer bom.” “A fundação fará a fundação parecer boa.” Tara balançou a cabeça. “Não é minha área. Deixarei você encontrar alguém para fazer o time parecer bom.” Liz encolheu os ombros. “Se você insiste.” “Eu faço.” Feliz em se livrar de Liz, Tara foi até o meio do caminho onde encontrou um grupo de crianças que tentavam melhor o monitor em jogos de dardos de balão da água, lançar anel, e atirar em garrafas. Ela olhou os vendedores cuidadosamente, parando em cada um por tempo suficiente para ter certeza que existia um porcentual decente das crianças ganharem. Sr. Stokes financiou bem esses vendedores, e as crianças devem ter uma boa chance de ganhar. Eles tinham. Satisfeita, ela partiu. A comida era abundante na área de alimentação, e havia suficiente para beber lá como também bebidas em todas as paradas mos locais do festival. Tudo parecia estar sob controle, então Tara percebeu que levaria um ou dois minutos e pararia na área dos jogadores, que ainda estava cheia de crianças, jogadores, e mídia. Liz estava lá, ficando algum tempo frente aos repórteres. Ela tinha um grupo de garotos pendurados em Mick. Tara estava para pensar que a mulher tinha um osso bom no corpo, então pensou duas vezes. Ela foi empurrando Mick, certificando-se que Mick parecesse bom. Tara revirou os olhos e decidiu voltar mais tarde, entretanto parou quando percebeu que atrás de Liz estavam os garotos dos quais ela estava falando, enquanto estava sendo entrevistada, e que Nathan estava ao lado de Mick. Nathan estava sendo fotografado junto com várias outras crianças enquanto Liz dava a entrevista. “Estas crianças vêm de origens menos positivas,” disse Liz, apontando atrás dela, deliberadamente inclinando a cabeça em direção a Nathan. “Alguns foram abusados, alguns

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têm pais que se envolveram com drogas. Alguns vivem em orfanatos, e alguns são apenas economicamente desfavorecidas. A fundação e o time criaram este evento para dar a estas crianças algo positivo em suas vidas, quando eles não tiveram muitas coisas positivas para olhar para frente.” Liz virou para Nathan e acenou-lhe. Nathan, obviamente não sabendo o que diabos estava acontecendo, sorria de volta para Liz e se aproximou. As câmeras focaram nele. “Você está se divertindo hoje?” Liz perguntou. Nathan, parecendo totalmente envergonhado e as câmeras o atingido, concordou. “Uh, sim. Divertindo-me muito.” E então Liz acenou para Mick, e Mick pôs braço sobre os ombros de Nathan. A coisa toda fez Nathan parecer com um das crianças problemáticas, e Mick estava oferecendo a ajuda do herói. Sangue de Tara fervia. Que puta. Ela ficou lá, os pés enraizados na calçada, sem saber o que fazer. Tirar Nathan de lá causaria uma cena e só pioraria a situação, envergonhando Nathan e a si no processo. Ela se recusou dar a Liz à satisfação. E Mick pareceu não perceber a coisa toda, tocando Nathan e as câmeras como se soubesse exatamente o que estava acontecendo. Talvez ele soubesse o que estava acontecendo. Ou talvez ele não se importasse. Certamente o homem não era tão sem noção. Ele sabia do plano o tempo inteiro? Ele e Liz trabalharam juntos. Ele sabia que sempre existia uma promoção operando. Certamente Liz cancelou isso com Mick, então ele tinha que saber. Náuseas borbulhavam, e ela espalmou a barriga. O sol e o conhecimento de que Mick usaria Nathan assim, deixaram-na atordoada. Ela precisava se sentar, mas se recusou a ir embora, não quando Nathan estava tão vulnerável. Felizmente, as câmeras se afastaram logo, e Tara pode respirar novamente. Ela não queria nada além de agarrar seu filho e correr como o inferno, mas era há responsável por este

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evento, e não desapontaria a fundação. Então engoliu a raiva e manteve seu foco para o restante da tarde, certificando-se que o resto do evento fosse sem problemas. Quando as últimas crianças foram colocadas de volta nos ônibus e tudo estava embrulhado, ela pegou Nathan. “Nós estamos partindo.” Nathan franziu o cenho. “O quê? Por quê? Mick disse que sairíamos para comer.” “Não faça perguntas. Precisamos ir. Agora.” Mick estava do lado dela em um segundo. “O que está errado?” Ela não podia sequer olhar para ele. “Eu tenho que ir. Nós temos que ir.” Ele segurou seu braço. “Tara. Qual é o problema?” Ela balançou a cabeça. “Eu preciso tirar Nathan daqui.” “Há algo de errado?” A cabeça dela levantou rapidamente, e ela mal podia encontrar seu olhar. “Você sabe o que está errado,” ela sussurrou. “Como você pode fazer isso?” Seus olhos arregalaram. “Sobre que diabo você está falando?” Ela balançou a cabeça. “Eu não quero falar sobre isso.” Ela se afastou da multidão de jogadores e esposas e namoradas, levando Nathan com ela. “Mãe, o que se passa com você? Por que nós estamos partindo?” “Nós terminamos aqui.” Ela estava farta daqui. Ela terminou com Mick. Ela passou por Elizabeth e viu o olhar de triunfo em seu rosto. Sim. Liz ganhou. Finalmente. Tara tinha terminado com Mick. Com tudo isso.

MICK LANÇOU AS CHAVES SOBRE A MESA PERTO da porta da frente, jogou-se na cadeira, e agarrou o controle remoto. Ligou a TV, precisando do barulho de fundo para abafar seus próprios pensamentos, porque tudo que pensou nas várias horas anteriores foi em Tara.

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Ela estava chateada. Até mais que chateada. Ela estava louca como o inferno. Dele. E ele não tinha ideia do por quê. Ele tentou ligar para seu celular. Ela não atendeu, apesar das repetidas tentativas. Ele dirigiu para sua casa e tocou a campainha, mas ela não respondeu, embora ele soubesse malditamente bem que ela estava lá dentro. Perto de arrebentar porta abaixo, que ele não achou uma ideia muito boa, não havia muito que ele pudesse fazer. Então agora ele se sentou aqui como um imbecil, folheando canais e tentando compreender o que diabos fez para deixá-la tão louca. Eles quase não tiveram tempo juntos hoje. Ela esteve ocupada o dia todo com o evento, e fez um trabalho incrível. Ele está tão orgulhoso dela, e então teve Irvin Stokes, que veio a procura dela. Mick compôs até uma desculpa para ela, dizendo que ela estava provavelmente embrulhando coisas. No começo do dia ela estava um pouco apressada, mas sorridente e feliz. E então o estrondoso desastre. Mas ele não disse nada ou fez qualquer coisa para deixá-la louca com ele. Não louca o suficiente para a essa tempestade sem uma explicação ou se recusar a aceitar seus telefonemas ou atender a porta. Ele não entendeu. O noticiário começou, e eles tinham um relatório sobre o evento. Mick clicou para aumentar o volume para ouvir Liz falando sobre a fundação. Mick viu-se, Nathan, e algumas outras crianças atrás de Elizabeth enquanto ela falava sobre as crianças. Ele se inclinou para frente quando Liz apontou em direção a Nathan, olhou para ele, então descreveu os problemas que as crianças na fundação tinham, desde o abuso de drogas para todo resto. E então Liz expôs Nathan, então Mick. O quê. O. Porra. Liz poderia muito bem ter pendurado um sinal em Nathan e o usado como a criança símbolo das crianças danificadas. E lá estava Mick, sorrindo e colocando o braço em torno de Nathan, totalmente sem noção sobre o que Elizabeth acabava de fazer.

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Filha da puta. Ela usou Nathan. Inferno, ela o usou, também. E Mick apostaria o salário do ano que Tara viu isto e achou que ele e Liz prepararam tudo como uma promoção e até planejaram usar Nathan nisso. Porra! Ele jogou o controle remoto através do quarto e parou, empurrando a mão pelo cabelo. Sabia que Liz era uma grande manipuladora, mas nunca soube que ela iria tão longe. Ele nunca se importou com ela o usando ou uma atriz ou modelo para conseguir uma boa foto promocional, mas uma criança? Oh, inferno não. Ele agarrou o celular e discou o número de Liz. Mesmo que já fosse tarde, sabia que ela atenderia. “O que foi?” “Vem aqui. Agora.” Ela riu. “Estou um tanto quanto ocupada aqui, Mick.” “Eu não dou uma merda o quão ocupada você está. Traga seu traseiro aqui.” Houve uma pausa. “Quer que eu vá agora?” “Sim.” “Um problema?” “Você tem menos que uma hora.” “Eu estarei aí.” Ele continuou a andar pela sala, então decidiu que devia conseguir algo para beber, percebendo que realmente gostaria de uma dose de uísque. Suas entranhas agitaram, e a necessidade por álcool fez suas mãos tremerem. Ele cerrou os punhos e respirou fundo, então foi obter um copo de chá gelado. Ele estava no segundo copo quando Elizabeth bateu na porta. Copo na mão, ele foi até a porta e a abriu. Ela entrou, cabelo puxado para cima, brincos cintilantes na luz do teto sala. Ela usava um vestido extravagante e saltos. “Você me tirou de um jantar de negócios muito importante, mel. Agora o que há de errado?”

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“Que diabo você estava fazendo no festival hoje?” Ela arqueou uma sobrancelha. “Eu não tenho ideia do que você está falando. Pode ser mais específico?” Ele ligou no noticiário de esportes ele tinha gravado a noticia. Liz assistiu, então voltado para ele. “Certo. Então?” “Então? Você está brincando comigo? Você usou Nathan.” Ela encolheu os ombros. “Ele estava lá. Com você. Era conveniente. Um garoto é tão bom quanto qualquer outro.” Mick respirou fundo, nunca tão perto de querer esmurrar uma mulher no rosto como estava então. “Elizabeth. Escute-me atentamente. Você machucou Tara. E em fazer isso, você machucou Nathan. Você pôs erroneamente seu rosto na televisão nacional sem sua permissão e o usou para me promover e o time. Ela está furiosa. Comigo.” “Então? Tenho dito a você, e ela, por meses que nunca vai funcionar entre vocês dois. Ela só não entendeu.” Ela apontou para a televisão. “Isso foi uma ótima promoção. Você com crianças carentes. Grande ângulo sentimental. Vamos, Mick. Pontos de gratificação incríveis.” Ele finalmente agarrou seus braços, querendo sacudi-la maldosamente, que teve que cerrar os dentes para não fazê-lo. “Não, você não entendeu. Ela é importante para mim. O que você pensa, ou quer, não é. Eu a amo. E se eu a perder por causa disso, você lamentará. Entende isso, Elizabeth? Você tem alguma ideia do quanto odeio você pelo que fez? Agora você tem mais ou menos dois segundos longe de ter seu traseiro despedido.” Ele disse as últimas duas palavras altas suficiente para conseguir sua atenção, porque seus olhos arregalaram. “O quê?” “Maldição conserte isso, Elizabeth, ou você é história. Estou cheio com você decidindo o que é melhor para mim e minha carreira. Você não sabe o que é melhor para mim há muito tempo agora. Se você realmente soubesse o que serve para mim, teria mantido seus malditos olhos abertos durante esses últimos dois meses e visto o que eu precisava.” Ele a empurrou para longe dele. “Você quer saber o que é melhor para mim? Tara é melhor para mim. Nathan é

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melhor para mim. Eles me fazem felizes, algo que você obviamente não entende, desde que você não tem um maldito coração.” Ela ficou pálida, seu porte esnobe normal parecendo encolher. Bom. Ele não dava uma merda como ela se sentia. “Tire seu traseiro de minha casa agora. Você tem até amanhã para descobrir uma forma de consertar esta enorme merda, ou despedirei você. Você entende?” Ela balançou a cabeça, piscando rapidamente para conter as lágrimas enquanto agarrava a bolsa e dirigia-se à porta. “Eu entendi. Consertarei isso, Mick. Não se preocupe.” Ele segurou a porta aberta para ela, que correu por ela. Ele a bateu atrás dela com tanta força que os retratos na parede balançaram. Deus, nunca quis machucar alguém tanto quanto queria machucar Elizabeth. E nenhuma vez em sua vida pôs a mão em uma mulher. Mas ela o enfureceu e meteu-se em sua vida. E ninguém fez isso e conseguiu escapar ileso. Agora ele tinha que fazer algo para consertar o estrago que ela causou. Estrago considerável. Estrago talvez irreparável.

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Capítulo Vinte TARA SENTOU-SE NA FRIA ESCURIDÃO DA SALA, os joelhos encolhidos junto ao peito, tentando manter a enxaqueca que começou a noite passada de se transformar em uma explosiva enxaqueca. Nathan, seu felizmente alheio filho, não tinha ideia do que ocorreu ontem. E ela não estava para estourar sua bolha sobre Nathan. Ainda não. Mais tarde, quando estivesse mais forte, quando erguesse suas defesas, ela o sentaria e lhe explicaria que as pessoas às vezes não eram o que você pensava que fossem, que às vezes elas não podiam estar à altura de suas expectativas. Ela teria que quebrar o coração do seu filho. Mas seu trabalho como mãe era acertá-lo com o balde de água fria da realidade e o forçar a andar do lado de fora da bolha de fantasia que ele, que eles, tinham vivido anteriormente por dois meses. Era sua própria culpa por tentar agarrar o anel de metal, por pensar que poderia ter tudo, grande carreira, excelente filho, maravilhoso homem. Ela deveria saber que não era possível. Nathan foi para o último jogo da pré-temporada de futebol hoje à noite. Não havia razão para negar-lhe o prazer disso, pelo menos uma última vez. Ela desistiu de seu assento para um dos amigos de Nathan, e o papai do amigo os levou. Ele passaria a noite na casa do amigo, então ela teve um adiamento. Ela não assistiu ao jogo, nem sequer queria pensar sobre futebol agora. Ela só queria esconder-se no escuro e não pensar. Infelizmente, tudo que fazia era pensar, e sua mente estava sobrecarregada. Era pedir demais por algumas horas de paz? A batida na porta lhe disse que aparentemente era pedir demais. Ela afastou-se da cadeira e avançou até a porta, determinada a não abri-la se Mick estivesse lá. Ninguém estava lá. Huh. Ela abriu a porta e abaixou-se para pegar a caixa que jazia à sua porta. Era muito tarde da noite para um serviço de entrega, então alguém deve ter

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entregado a mão. Não havia nenhum nome na caixa além do seu. Ela fechou e trancou a porta, levou a caixa para a sala, e agarrou a tesoura para abri-la. Dentro havia um DVD com um envelope em cima. Rabiscado no topo do envelope em bonita caligrafia estava — Tara, Por favor, Leia antes de assistir. Abriu o envelope e retirou uma folha de papel de linho, abriu, e leu a nota manuscrita. Tara, Desculpe parece uma palavra tão inadequada, mas espero que o vídeo ajude. Minhas desculpas mais humildes pelo que fiz para prejudicar seu filho e você. Não tenho nenhuma desculpa para meu comportamento. Eu deixo minhas metas e ambições me cegar, e espero que algum dia vocês possam me perdoar. Por favor, veja o vídeo. Este estará em todos os canais de notícias amanhã nas transmissões das seis e onze, como também em todas as principais transmissões de esportes. A mídia impressa receberá a história também, bem como fotos e redações. Novamente, estou profundamente arrependida. Elizabeth Tara cerrou os dentes, soltou a nota, e empurrou a caixa para o lado. Ela levantou-se e caminhou para a cozinha para verter uma taça de vinho, o coração batendo em dobro contra o peito. Essa mulher está mal das bolas para pensar que poderia enviar alguma fraca desculpa e esperar que Tara ficasse bem com isso. Ela não se importava com o que estava naquele vídeo. Nada podia apagar o que Elizabeth fez para Nathan e para ela. Ela fez isso deliberadamente para envergonhar Tara. Tara podia lidar com qualquer coisa Elizabeth despejasse. Ela era adulta e podia segurar a si própria. Mas dissimular para seu filho para levá-lo era, sujo e desnecessário, e totalmente imperdoável. Outra batida na porta, e Tara e bateu a taça de vinho no balcão da cozinha. Ela apostava qualquer coisa que era Elizabeth. Inferno, ela esperava que fosse Elizabeth. Adoraria dizer a mulher exatamente o que pensava sobre ela.

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Ela abriu a porta, e suas palavras morreram na garganta quando viu Mick de pé lá. “O que você quer?” “Cinco minutos.” Maldição. Ela ficou na frente da porta, bloqueando a entrada. “Não há nada que você possa dizer que eu queira ouvir.” Ele colocou a mão contra o tijolo. “Cinco minutos. É tudo que quero, Tara.” Ele parecia tão miserável quanto ela se sentia. Deus, ela queria acreditar que parecesse sincero. “Cinco minutos.” Ela moveu-se para o lado, e ele entrou enquanto ela fechava a porta. Ela ficou perto da porta, os braços em volta de si. “Comece a falar.” Ele virou-se. “Eu não sabia o que Elizabeth estava fazendo até que vi no noticiário ontem à noite.” “Como você podia não saber o que ela estava fazendo? Ela estava bem na sua frente. Você puxou Nathan a seu lado quando ela apontou para você.” “Eu sei como parecia, mas era tão barulhento lá. Nathan e eu estávamos ocupados pegando camisetas e bolas de futebol, de maneira simples, e conversando com as crianças e os outros rapazes, atacados para fotos. Nós não estávamos prestando qualquer atenção para as câmeras ou o que Liz estava fazendo. Pensei que ela estava promovendo a fundação. Não tive ideia até que eu vi no noticiário. Fiquei doente depois que vi aquele clipe de notícias. E fiquei malditamente furioso com Elizabeth.” Ele moveu-se em direção a ela. “Nunca quis colocar as mãos enraivecido em uma mulher até que eu vi isso, Tara. Tive que me segurar, porque eu quis machucá-la. Eu sinto tanto.” Ele estava sofrendo tanto quanto ela estava. “Ela me mandou um vídeo.” “O quê?” “Ela me mandou um vídeo e uma nota. Disse que estava arrependida. Esta sobre a cadeira.”

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Ele examinou cuidadosamente e agarrou a nota, a leu, então moveu o olhar para ela novamente. “O que está no vídeo?” Ela encolheu os ombros. “Eu não sei. Não olhei para ele ainda.” “Você quer?” “Acho que sim.” Mick pôs o vídeo no aparelho de DVD. Eram as cenas editadas do festival, com uma potente voz de um narrador de esportes muito proeminente falando sobre como o Sabers, e Mick, doaram-se incansavelmente para a fundação, e quanto a instituição de caridade se beneficiou com o festival. Era a mesma coisa, com Nathan e Mick destacados no vídeo. Nada mudou. Qual era o ponto? Exceto que depois mudou, com o narrador de esportes falando sobre Mick, sua namorada Tara Lincoln, o filho de Tara, Nathan e como eles desinteressadamente deram seu tempo planejando este evento. Ele continuou dizendo que Tara era uma promoter local e doou seu tempo preparando o evento. Ele falou sobre Nathan ser um estudante do ensino médio em uma escola local, brevemente descreveu a escola, e mostrou uma foto da escola e do time. Ele explicou que Nathan era quarterback, e mencionou como Mick começou como quarterback, e continuou fazendo comparações entre os dois. Deus querido. Nathan adoraria isso. Tara moveu-se na sala e sentou no sofá, vendo como Liz completamente virou um ponto negativo em algo positivo e benéfico. Nathan sairia disso parecendo um herói. Lágrimas encheram seus olhos, e ela correu o olhar para Mick. “Você fez isso?” “Eu disse a Liz que ela fodeu as coisas. Mal. Eu disse que ela consertasse isso.” “Parece que ela fez.” “Eu lhe disse que a despediria se ela não fizesse isso direito.” Tara ergueu a mão para a boca. “Você ameaçou despedi-la?”

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“Eu fiz.” “Mick, o que ela fez... isso é espantando.” “Bem maldição ela deve isso a você e Nathan, torná-lo incrível. Ela não tinha nenhum direito para manipular você e Nathan dessa forma. Eu não tolerarei qualquer um que trabalhe para mim tratando as pessoas que eu amo dessa maneira.” “As pessoas que você... o que você disse?” Ele levantou-se, foi até ela, e agarrou suas mãos, erguendo-a. “Vamos, Tara. Certamente agora você já compreendeu como me sinto sobre você.” “Não, eu não fazia ideia. Nós nunca conversamos sobre isso.” “Bem, vamos falar sobre isso.” Seus lábios ergueram em um sorriso esperançoso. Oh, Deus. Sua mente estava inundada de toda dor, o que isso podia significar. Em que ela esperava. E a agonia que tem sido até hoje. Tudo que ela conseguia pensar era na dor e o medo. Ela empurrou contra ele. “Não, não. Eu... não posso, Mick.” Seu sorriso morreu. “O quê? Por quê? Acabei de lhe dizer que amo você.” “Não faça.” Ela balançou a cabeça. “Não posso fazer isso. Por favor. Você tem que partir.” Ele franziu a testa, tentou segurá-la, mas ela recuou, precisando de distância, precisando que ele saísse. “Tara. Vai ficar tudo bem, eu prometo. Certificarei-me que esse vídeo seja executado em todos os lugares.” “Não é isso, Mick. Você não entende. Diga a Liz que aprecio a indenização, mas você e eu? Eu não posso mais fazer isso.” Ela recuou mais distante, mas ele não permitiria isso, mantendo-se a seguindo. “O que você quer dizer, você não pode fazer isso? Eu digo que te amo, e você me afasta? Eu não entendo.”

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“Nós tivemos um ótimo momento este verão, Mick. Mas está terminado. Sua vida e a minha só não se entrosam. Eu tenho minha carreira e Nathan. Você tem sua carreira. E as duas simplesmente não se encaixam bem.” Ela atingiu a porta da frente, e ele estava na frente dela agora. Ela não tinha mais para onde ir. Ele não a tocaria, mas seu corpo estava a centímetros do dela. “Nós encaixamos. Perfeitamente.” Ela balançou a cabeça. “Não, nós não fazemos. Não posso viver em seu mundo, e nem pode meu filho. Sua vida é festas e viagens e capas de revista e a notícia e apenas não é o que eu quero para Nathan.” “Não tem que ser dessa forma, Tara. Isso era apenas Liz construindo minha imagem.” “E você precisa disso para sua carreira. Mas eu preciso de um pouco espaço para respirar. Aprecio tudo que você fez para mim e para Nathan. Agora só preciso de um pouco de espaço. Nathan começará a escola em breve, e ele precisa focar nisso, não em seu estilo de vida louco.” “Pode ser assim.” Lágrimas escorriam de seus olhos e ela as piscou contendo-as. “Por favor, vá.” “Você me ama, Tara?” Seu coração comprimiu quando mentiu para ele. “Não. Diverti-me com você este verão, mas eu não amo você, Mick.” Ele lhe deu um breve aceno com a cabeça. “Certo.” Ela abriu a porta para ele, e ele foi embora sem olhar para ela. Fechou a porta e trancou, então descansou a cabeça nela, ouvindo o som do carro dele, arrancar e ir embora. Deixou as lágrimas virem então. Estava fazendo a coisa certa. Para Nathan e para ela. Mas por que doía tanto?

MICK ESTAVA NO VESTIARIO DOS VISITANTES DEPOIS DO jogo de abertura. Estava mentalmente e fisicamente preparado e se dado totalmente para seu time hoje. E eles

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ganharam, trinta e sete a dezessete sobre Saint Louis. Ele deu entrevistas pós-jogo para a mídia, pôs a melhor arrogância vencedora, refez as melhores jogadas, falou com otimismo sobre a próxima temporada e seus pensamentos no quão bem achava que o time se sairia. Ele fez tudo o que era exigido dele, e quando os jogadores e mídia partiram, ele deixou tudo desmoronar a sua volta. Uma semana depois que Tara o expulsou de sua vida, ele ainda não podia deixá-la ir. Ele a amava. E maldição, ela o amava, também. Ele sabia que ela fazia, e ele não a deixaria jogar tudo fora só porque ela estava assustada. “Que diabo você está fazendo aqui sozinho?” Ele sorriu e se virou para ver Gavin encostado na parede dentro da porta. “Você não devia estar jogando beisebol?” “Meu jogo foi hoje mais cedo na cidade de Kansas, então sai um tempo atrás. Ouvi sobre você e Tara. Sinto muito.” “Mãe fofoqueira.” Gavin afastou-se da parede e sentou no banco ao lado dele. “Ela se importa. Você sabe como ela é conosco. Se nós estivermos sofrendo, ela sofre.” Mick não disse nada. “Você a ama?” “Eu faço.” “Mas ela não ama você.” Mick balançou a cabeça em direção a Gavin. “Ela me ama. Ela está assustada. Esta coisa toda a tem assustado.” “Homem, eu não sei nada sobre essa coisa de amor. Ela ama você, então ela te chutou para fora?” “Eu a machuquei.” “Liz a machucou.”

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“Não, isso é sobre mim. Eu devia ter posto algumas rédeas em Elizabeth. Ela pensou que qualquer RP servia para mim. Devia ter monitorado o que ela estava fazendo. Além disso, eu sabia que Liz não gostava de Tara. Eu não estava focado, não estava prestando atenção. Quando você ama alguém, é seu trabalho protegê-los. E eu não fiz meu trabalho.” “Não é tudo culpa sua, homem. Você não pode ser tudo para todo mundo.” “É ai onde você está errado, Gavin. Eu deveria ter visto isso chegando, e eu não fiz. Tenho que possuir isso. Só tenho que descobrir como fazer isso direito. E eu não sei se posso.” Gavin colocou o braço sobre os ombros de Mick. “Nunca vi você desistir de qualquer coisa. Você tem fodido um monte de coisas em sua vida.” Mick riu. “Obrigado.” Gavin lhe deu um sorriso torto. “Você sabe o que quero dizer. Você desenterrou-se de debaixo da sujeira antes, Mick. E se você amar Tara, então não desista dela. Se ela estiver com medo ou magoada, então faça isso direito.” “Eu tentarei. Eu tenho que tentar. Ela é tudo para mim.” “Então pare de ficar sentado aqui como um gato chorão e vá fazer algo sobre isso.” Mick riu. “Obrigado pela estimulante conversa.” “É por isso que estou aqui.” A porta se abriu. Mick e Gavin ambos ergueram as cabeças quando Elizabeth atravessou. “Suponho que você está decente.” Mick cerrou os punhos ao som da voz de Elizabeth. Ela não tentou contatá-lo desde aquela noite quando ele ameaçou despedi-la. Movimento sábio da parte dela. Gavin virou para Mick e ergueu as sobrancelhas. “Gavin, eu não sabia que você estaria aqui.” “Só vim dizer oi para Mick.” Elizabeth passeou, parecendo tranqüila e linda como sempre em um terno cinza, saltos altos, cabelos puxados atrás, e dois brincos de diamante cintilantes sob as luzes do vestiário.

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“Precisa de uma carona para o hotel? O ônibus sairá para o aeroporto em breve.” Ele virou-se para enfrentá-la. “Não.” “Eu preciso conversar com você.” “Esse não é um bom momento.” “É um momento tão bom quanto qualquer outro.” Ela olhou para Gavin. “Posso ter uma palavra com seu irmão a sós?” “Qualquer coisa que tenha a me dizer pode dizer na frente de Gavin.” Gavin ficou de pé, encostou-se contra o armário, e cruzou os braços, olhando divertido. Elizabeth olhou de Gavin até Mick. Seu comportamento fácil desapareceu. “Certo, todo bem.” Ela voltou a atenção para Mick. “Olhe, eu sei que estraguei tudo. Sinto muito. Você viu o sportscast? Eu consertei as coisas.” “Você fez. Tara apreciou.” Ela inalou, soltou um suspiro. “Estou contente. Sinto muito, Mick. Não acontecerá novamente. Eu sempre fui interessada em fazer o que é melhor para sua carreira, em vê-lo subir para o topo.” Ele fechou o zíper da bolsa, então ergueu o olhar para ela. “Você sempre foi interessada em se certificar que seus clientes ganhem mais altos salários, então em retorno você pode ganhar alto salário. Você quer que seus clientes sejam a nata da colheita porque a faz parecer boa. Francamente, Liz, eu não tenho certeza se você esta mais interessada em nos fazer parecer bons, ou a você mesma.” Ela empalideceu. “Isso não é verdade. Eu só quero o melhor para você.” “Se você se importasse com o que era melhor para mim, você saberia que Tara servia para mim. Você se importaria com como eu me sentia sobre ela. Você se importaria com o bemestar do Nathan. Tudo com que você se importava era em tirar Tara e Nathan de minha vida assim você podia empurrar a próxima atriz ou modelo em meu braço para uma foto promocional.”

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Ela ergueu a mão para o peito. “Não. Eu me importo com você, Mick. Sempre tenho. Posso não ter feito isto direito, mas me importo com você. E Gavin. E todos os meus clientes.” “Besteira. Você ama o dinheiro, o prestígio, e o poder. Você não dá uma merda sobre seus clientes. E você certo como inferno não dá uma merda para mim, Elizabeth.” Mick levantou a bolsa e trocou um olhar com Gavin. “Dê-me uma carona para mamãe e papai. Vou pegar um avião para casa mais tarde. Imagina-se eu deva parar para uma visita.” Gavin balançou a cabeça. “Claro.” Ele foi em direção à porta, parou na frente de Elizabeth. “De acordo com meu contrato tenho que lhe dar aviso prévio de dias. Considere-o dado. Você está despedida, Elizabeth.” Liz ofegou. Mick saiu, deixando Gavin sozinho com Liz. Ela se sentou no banco, o queixo no peito. Gavin não sabia o que dizer fazê-la sentir-se melhor. Inferno, ela provavelmente não merecia se sentir melhor. Ela ferrou tudo entre seu irmão e Tara e Nathan. Ela merecia isso. Ela ergueu a cabeça, e lágrimas brilhavam em seus olhos. Elizabeth era a mulher mais dura que já conheceu. Nada a balançou. Em todos os anos que a conhecia, nunca a viu chorar. “Eu não pretendia que isso acontecesse,” ela disse, a voz quase um sussurro. Gavin não tinha certeza se ela estava mesmo falando com ele. “Não, eu imagino que você não o fez. Você vai tomar um golpe perdendo Mick como um cliente.” Ela balançou a cabeça. “Não isso. Eu não queria machucá-lo, Gavin. Ele não é só um cliente. Ele é meu amigo e tem sido por um tempo muito grande. Ou... era meu amigo. Ele não é agora. Perdi clientes antes. Perder sua amizade me machucará mais que qualquer coisa.” Ela ergueu o olhar para o dele, o vislumbre das lágrimas contraindo a barriga dele.

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“Eu não tenho muitos amigos.” Ela soltou uma risada suave. “Eu acho que estou começando a entender porquê.” Ela levantou-se e se aproximou dele, os olhos encharcados com líquido de azul. O copo dela veio tão perto de seu que seus seios roçaram contra o peito dele. Ela ergueu uma mão trêmula para seu rosto e varreu os dedos através de seu queixo, então traçou o lábio inferior dele com a ponta do dedo. “Por via das dúvidas,” ela sussurrou, então se ergueu na ponta dos pés e roçou os lábios contra os dele. Sua boca era suave, e a ponta de sua língua tocou contra a dele. Era um beijo leve, com a promessa de mais. Ele teve que resistir o desejo de puxá-la contra ele e esmagá-la para aprofundar o beijo. Uma necessidade súbita para tê-la, para saboreá-la completamente, balançou-o de volta em seus sapatos. Oh, sim. Ele queria mais. Ele a agarrou, mas ela recuou e seus lábios ergueram. “Eu sempre quis fazer isso,” ela disse, então virou e saiu pela porta. Bem, inferno. O que foi isso? E por que ele queria segui-la? Por que ele queria puxá-la em seus braços e levar aquele beijo um passo mais distante? Por que ele se importava? Ele soltou um suspiro e foi apanhar Mick.

MICK IMAGINOU QUE SEUS PAIS ESTARIAM NA CAMA QUANDO ELE e Gavin entraram. A casa estava silenciosa e escura. “Você ficará?” ele perguntou a Gavin enquanto usava sua chave para abrir a porta da frente. Gavin encolheu os ombros. “Talvez. Para suporte moral.” Mick arqueou uma sobrancelha. “Você nunca fica aqui. Você tem seu próprio lugar.”

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“Não disse que eu passaria a noite em meu velho quarto ou qualquer coisa. Você sabe como é. Quente demais e casa me sufoca.” Gavin passou por ele e seguiu pelo corredor. “Eu preciso de uma cerveja.” Mick balançou a cabeça e seguiu Gavin para a cozinha. “O que você quer? Refrigerante ou água?” “Refrigerante.” Gavin jogou uma lata. Mick bateu no topo da lata enquanto Gavin torcia a tampa de uma garrafa de cerveja e tomava um par de longos goles. “Então você despediu Elizabeth. Seria melhor você espalhar a noticia que precisa de um novo agente rapidamente.” Mick estalou o topo da lata de refrigerante e bebeu. “Sem pressa. Estou bem por algum tempo. Eu não preciso de nenhum abutre derrubando minha porta enquanto estou ocupado tentando jogar futebol. Além disso, preciso ter minha vida pessoal separada primeiro. A coisa de agente pode esperar.” “Eu acho que isso pode. Liz parecia devastada.” Mick encolheu os ombros. “Ela se recuperará.” “Quer que eu a despeça, também?” “Não a menos que ela te tire do sério.” Gavin tomou um gole longo de cerveja, então um sorriso ergueu seus lábios. “Tirar-me do sério não é a descrição que eu usaria.” “Eu pensei ter ouvido vozes aqui embaixo. Oh e olhe, são ambos meus meninos.” “Oi, Mãe.” Mick levantou-se e envolveu sua mãe em um abraço de urso. Ela aproximou-se e abraçou e beijou Gavin, então se sentou à mesa. “O que você está fazendo aqui? Pensei que você teria que voar de volta para São Francisco logo depois de jogo.” “Problemas com garotas,” Gavin disse. Mick atirou-lhe um olhar fulminante.

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“Bem, é verdade, não é?” “Oh, querido. Não arrumou as coisas com Tara ainda?” “E ele despediu Liz, também.” Mick revirou os olhos. “O que você tem, oito anos?” Gavin deu-lhe um sorriso presunçoso. Os olhos da mãe do Mick arregalaram. “Você despediu Elizabeth? Por quê?” Gavin abriu a boca, mas Mick levantou a mão. “Feche. Deixe-me conversar.” Gavin prendeu os lábios fechados. “Ela fez algo que não gostei. Algo que machucou Tara e Nathan. Foi à última gota.” “Entendo.” Sua mãe cruzou os braços. “Quer conversar sobre isso?” Mick olhou para Gavin, que não fez nenhum movimento para partir. “Gavin, deixe-me conversa com Michael a sós.” “Oh, tudo bem. Sinto falta de todas as coisas boas.” Ele beijou sua mãe na bochecha. “Estou indo para casa.” Ela pegou a garrafa da cerveja de suas mãos. “Quanta cerveja você teve?” “Jesus, Mãe, tenho vinte e nove agora, não dezesseis. Só alguns goles.” “Então você pode ir. Amo você.” “Amo você, também.” Gavin deu um soco no braço de Mick a caminho. “Ligue-me se você precisar de mim.” “Obrigado, Gavin.” “Então o que aconteceu com Tara?” Mick preencheu sua mãe com os detalhes dos que aconteceu no festival e o que aconteceu com Tara depois. “Você acha que ela ama você?” “Sim.” Ela colocou a mão sobre a dele. “Ela tem medo.” “Eu sei.”

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“O que você vai fazer sobre isso?” “Não posso fazê-la aceitar meu estilo de vida, Mãe. É um compromisso muito pesado. E ela tem sua própria carreira. E Nathan.” “Ela é uma mulher forte. Pode lidar com isso. Você precisa dar-lhe algum tempo.” “Eu não sou bom em deixar as coisas acontecerem. Sou proativo. Gosto de ir atrás do que quero.” Seus lábios se contraíram. “Eu sei. Você sempre foi único a fazer as coisas. Desta vez acho que você precisa se sentar e deixá-la cozinhando durante algum tempo. Se ela amar você como você diz que ela faz, ela virá para você.” “Mas...” Ela apertou sua mão. “Deixe-a vir para você, Michael. Não a empurre, ou ela se sentirá encurralada. Ela sabe que ama você. E sabe que você a ama. Agora a deixe vir para perceber isso.” “Eu tentarei.” Sua mãe lhe deu um sorriso cúmplice. “Faça isso.”

TARA PÔS OS ÚLTIMOS RETOQUES EM SUA PROPOSTA, salvou o arquivo, carregou-o no e-mail, e apertou enviar, oferecendo uma oração fervorosa aos deuses dos negócios para que a proposta seja aceita. Era um grande cliente e significava muito dinheiro para seus negócios se aceitos. Agora ela só tinha que manter os dedos cruzados. Pegou o arquivo do cliente em potencial, junto com outros arquivos que enchiam sua mesa, e foi para o armário para fazer alguns arquivamentos muito necessários. Ela tem trabalhado ininterruptamente nas últimas duas semanas, tentando voltar à ruptura do trabalho. Nada além de trabalho. Isso e Nathan começando a escola, que felizmente o manteve ocupado com treinos de futebol e reuniões do time e recebendo os horários.

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Ele não estava muito feliz com ela, tomou seu rompimento com Mick pessoalmente, e reverteu para sua velha atitude calada, embora ele e seu treinador e o time amaram a anúncios televisados e impressos sobre ele e seu time. Seu treinador pessoalmente a agradeceu para pôr o time no mapa, embora ela não tivesse nada a ver com isso. O treinador perguntou se Mick seria capaz de participar de quaisquer uns dos jogos das sextas-feiras à noite, e pareceu desapontado quando lhe disse que ela e Mick não estavam mais vendo um ao outro. Ela era a pessoa que namorou Mick. Não Nathan, não seus amigos, não o treinador ou seu time. Então todos eles só teriam que lidar com isso. Mick estava fora de sua vida. Fora de suas vidas. Eles todos se recuperariam eventualmente. Até ela poderia recuperar-se disto. Eventualmente. Depois que ela terminou de arquivar, voltou para a mesa para pagar a algumas das contas que constantemente vinha ignorando nos últimos dias. Sua porta abriu e Karie, Ellen, e Maggie entraram, as expressões determinadas. “Saia,” Maggie disse. As sobrancelhas de Tara ergueram-se. “Com licença?” “Você me ouviu. É quinta-feira à noite, seis horas, o primeiro jogo do Nathan é em uma hora. Vá para casa, troque de roupa, e vá para o jogo.” Ela ergueu o olhar para o relógio na parede. “Eu irei para o jogo. Só tenho algumas coisas remanescer para fazer aqui.” “Qualquer que essas coisas são, eles podem esperar,” Ellen disse. “Contas nunca podem esperar, e as adiei porque eu estava ocupada com outro material.” Maggie marchou e pegou as contas de sua mesa. “Eu pagarei as malditas contas. Agora vá. Você tem trabalhado ininterruptamente desde que terminou com Mick. Não pode esconderse aqui para sempre.” “Eu não estou. Estou focando minha atenção nesta empresa. Que devo acrescentar, paga seus salários.”

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Karie foi para trás dela e puxou a cadeira para trás. “Nós somos profundamente agradecidas. Vá para casa.” “Eu sou a chefe. Posso despedir todas vocês.” Ellen estendeu-lhe a bolsa. “Você não nos despediria. Nós somos o sangue vital desta empresa. Você se dobraria na posição fetal e chuparia o dedo polegar sem nós.” Tara bufou. “Você provavelmente está certa.” Ela saiu do escritório, virou-se, e todas as três suas empregadas, suas amigas, guardavam a porta de seu escritório. “Boa noite.” “Tchau,” todos elas disseram. Tara revirou os olhos e deixou o escritório, dirigiu para casa, e às pressas trocou-se para camisa do time de Nathan e calça jeans. Ela pegou um suéter, sabendo que esfriaria uma vez que o sol se pôs, então se dirigiu ao estádio do ensino médio, estacionou, e foi em direção ao campo do time Junior do colégio. Nathan iniciaria o jogo hoje à noite e estava nervoso e excitado. Embora estivessem em desacordo nas semanas passadas, ele ainda a procurou na arquibancada, deu um meio sorriso quando a viu sentando na terceira fila na linha das quarenta jardas. Ela deu um pequeno aceno para ele, e então ele saiu para se aquecer no campo com seu time. Era exatamente como o primeiro jogo que ela viu Mick jogar. Os dedos de Tara cravaram nas palmas e ela teve que se forçar para relaxar, após o pontapé inicial, seu filho tomou seu lugar atrás do central e enumerou os números para o jogo. O center elevou a bola para as mãos de Nathan, e, em vez de deslocar a bola para um running back ou lançá-la para um receptor, Nathan viu o buraco que a linha ofensiva tinha aberto no meio e passou por ele. Oh, Deus. Corra Nathan, corra! Tara prendeu a respiração por todas as nove jardas até que Nathan deslizou e foi empilhado por três tacklers. Ela não respirou até que ele saltou, sorriu, e dirigiu-se ao amontoado. Só então ela expirou em meio a gritos selvagem. Espertinho. Pensou que era um scrambler, não é? Ela nunca o viu fazer isso antes.

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Pelo meio caminho do quarto período a pontuação estava acirrada. O time com o qual estavam jogando fizeram as eliminatórias no ano passado, então eles eram bons. Mas o time do Nathan mostrava uma série de melhorias assim eles estavam jogando duro, mas estavam atrás por seis pontos. Tara trocava sua atenção do jogo ao placar, mastigando e roendo a cutícula e esperando que o tempo não terminasse antes de Nathan e seu time poderem marchar pelo campo e marcar novamente, e que a defesa pudesse afastar o time adversário de fazer mais pontos. Havia dois minutos e meio remanescentes quando a defesa segurou e Nathan conseguiu a bola de volta em suas mãos. Tara só podia imaginar a pressão que ele sentia em manter o time no jogo. Era isso que Mick passava em cada jogo? Ele conduzia sua mãe à loucura. Pare de pensar sobre Mick. E sobre sua família. Ela sentia saudades de Kathleen, desejou poder ter ficado perto. Ela podia ter usado seus conselhos para tudo isso, mas dificilmente seria apropriado chamar Kathleen para conversar sobre seu próprio filho. Filho que Tara dispensou. Ela sacudiu os pensamentos sobre Mick e concentrou-se em Nathan. No primeiro down correu estabelecendo cinco jardas. Tara inspirou, depois expirou, tentando acalmar os furiosos batimentos do coração. No segundo down fez um passe curto para o wide receivers, que correu para um primeiro down. Ela pulava e abraçava uma das outras mães. Eles estavam na linha de quarenta jardas agora, e um terceiro down de vinte jardas foi feito pelo time correndo de volta para o território do time adversário. O coração de Tara batia. Ela não podia imaginar o que Nathan sentia. Ele parecia firme e calmo quando lançou um longo passe para seu wide receivers, que correu toda a distância para a linha de quinze jardas antes de ser agarrado. Seu coração estava na garganta quando os próximos dois downs não levaram o time a nenhuma parte. O terceiro down e quarenta e cinco segundos no relógio. Nathan estava no shotgun, pegou a bola do center, forçado o recuo do seu

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esquerda, nada. Ele se apropriou, girou para o seu direito, viu a extremidade fechada no meio de campo, e disparou como um foguete passando pela extremidade, e correu para a zona final para um touchdown. Oh meu Deus. Eles marcaram. Gritos estouraram. Tara gritou, gritou o nome de Nathan, e explodiu em lágrimas. Era o melhor jogo de sempre. O ponto extra os pôs na frente, e embora o outro time conseguisse a bola de volta, o tempo acabou, o time de Nathan ganhou. Nenhuma vitória poderia ser mais doce. Tare não se importava que fosse apenas o primeiro jogo da temporada; ainda foi o melhor jogo que já o vira jogar. Depois do jogo e todas as celebrações, Tare desceu para o campo. Ela hesitou enquanto ele conversava com alguns dos alunos, inclusive uma menina jovem, da torcida Junior. Muito atraente, com cabelo escuro puxado em um rabo-de-cavalo alto. Quando Nathan a viu, ele sorriu, e seu coração apertou, porque ele parecia como um garotinho novamente. Embora ele nunca mais seria seu garotinho. Ele estava crescendo, e estava na hora de dar-lhe espaço. Ela foi ate ele e o abraçou. “Você jogou uma partida surpreendente.” Ele sorriu. “Obrigado, Mãe. Esta é Carla.” “Oi, Sra. Lincoln.” “Não Sra. e você podem me chamar de Tara. Prazer em conhecê-la, Carly.” “Oh. Certo. Nathan jogou muito bem, não é?” “Ele fez.” “Um, alguns de nós vamos para uma pizzaria com o treinador depois de jogo,” Nathan disse. “Tudo bem? E eu gostaria de passar a noite na casa do Bobby. Os pais dele disseram que tudo bem.” Tara trocou um olhar com os pais do Bobby, que acenaram e assentiram. Ela acenou de volta. “Parece tudo bem para mim. Conversarei com os pais dele. Você se divirta.” “Obrigado, Mãe.”

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Tara conversou brevemente com pais do Bobby, que asseguraram que buscariam Bobby e Nathan da casa do treinador depois da festa. Tara buscaria Nathan amanhã à tarde, então tudo foi arranjado. Ela se virou para ir para casa, mas parou no meio do campo, seu coração batendo contra o peito quando viu Mick. Ou pelo menos pensou que o viu. Ele seria muito difícil de perder, desde que era muito malditamente alto, e ela manteria o rosto dele na memória até que morresse. E embora estivessem escuro, as luzes do estádio ainda estavam acessas. Ele desceu para o lado oeste das arquibancadas e desapareceu na multidão deixando o estádio. Ela seguia, acelerando o passo enquanto se deslocava da grama para a calçada, passando pelas arquibancadas onde o viu de pé e saindo para o estacionamento onde um grande número de pessoas, entravam nos carros e deslocavam-se. Ela subiu sobre a área do canteiro de tijolos e esquadrinhou a multidão, pensou ter visto seu SUV preto sair do estacionamento. Ela obviamente estava imaginando coisas. Por que Mick estaria aqui? Ela lhe disse que nunca mais queria vê-lo novamente. Ele não fez nenhum contato com ela em duas semanas. Ele tinha um jogo no domingo. E foi a um jogo da escola local. Nenhuma atenção da mídia. Ele não teria nenhuma razão para estar aqui. Ela era uma idiota. Ela trabalhou tão duro para empurrar Mick de sua mente. “Mãe?” Ela olhou abaixo para ver Nathan, Carly, Bobby, os pais de Bobby boquiabertos com ela, enquanto ela permanecia como uma idiota na parede de tijolo. “Oh. Olá.” “O que você está fazendo aí em cima, mãe?” “Uh, apenas acho que vi alguém que conheço.” Nathan enrugou o lado da boca. “Mick, talvez?” Ele segurou sua mão enquanto ela pulava. “Não. Por que você acha isso?” “Duh, mãe. Porque ele estava aqui.”

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“Ele estava? Como você sabe disso?” “Porque eu o convidei para o jogo.” Nathan virou para Carly e Bobby. “Encontrarei-me com vocês em um segundo.” Nathan olhou para o chão depois que seus amigos e foram. Havia algo que ele não estava dizendo a ela. “Nathan?” Ele finalmente ergueu o olhar para o dela. “Olha, eu não quero que você atire toda essa merda... uh... enlouqueça comigo por isso. Liguei para ele e o perguntei se queria ver meu primeiro jogo. Ele disse que adoraria. Deixei um ingresso para ele. Ele veio ao vestiário antes do jogo, falou com os caras. Não foi grande coisa, ok?” “Você sentiu saudades dele.” Nathan encolheu os ombros. “Só pensei que ele poderia querer ver-me jogar.” Lágrimas picavam em seus olhos. Deus, o garoto precisava de um homem em sua vida. “Eu sinto muito, Nathan. É por isso que eu não namoro.” “Que merda. Pare de me usar.” Os olhos dela se arregalaram. “O quê?” “Você manteve sua vida em suspenso por minha causa. Não deixa ninguém chegar perto de você por minha causa.” “Isso não é verdade.” “Você ama Mick. Não é?” Ela abriu a boca para negar, porém se conteve. “Não se preocupe em dizer uma palavra. É óbvio que você praticamente está chorando até dormir todas as noites. Não sei por que você está sendo tão enorme criança sobre isso, Mãe. Você o ama. Ele ama você. Simples, certo?” Ela esfregou a testa. “Não, Nathan. Não é simples.” “Então me diga qual é o problema.” “O problema é entre Mick e eu e, não é da sua conta.”

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“Por que você não para de me tratar como se eu fosse um garotinho e começa a tratarme como se talvez eu possa lidar com um alguns problemas de adultos? Sempre estarei aqui por você quando a me... quando as coisas ficarem ruins. Você não tem que fazer uma vida perfeita para mim. Eu sei que coisas ruins acontecem. Sei que você teve uma merda, bem como posso dizer, uma merda de vida quando era mais jovem. Isso não significa que você tem que procurar pelo mal em toda coisa e cada pessoa. Nem todo mundo é assim. Mick não é assim.” Ela ergueu a mão. “Ok, espere um minuto.” “Não. Eu não vou esperar. E não acho que você deva esperar tanto mais. Você põe sua vida em suspenso por mim. E realmente, não entendo isso. Eu aprecio. Mas não sou mais um bebê. Deixe ir, mãe.” Ela estava ali, muda, olhando para seu pequeno menino que cresceu e estava agora lhe dando conselhos. “Acho que você cresceu. Sinto muito.” “Não sinta muito. Apensa pare de me usar como desculpa para não fazer o que realmente quer.” Ela inalou, e expirou. “Você acha que venho fazendo isso?” “Nem sempre. Mas com Mick? Sim. E pare com isso.” Ela balançou a cabeça, espantada com seu filho, que de alguma maneira cresceu quando ela não estava olhando. “Certo. Eu irei.” “Eu gosto dele, também, Mãe.” Ela respirou, percebeu que não foi a única a amar Mick. “Eu sei que você faz.” “Ele não é um cara ruim.” “Não, ele não é.” “Ainda que você não volte com ele, eu quero ser amigo dele. Isso seria certo?” Ela se sentou na parede de tijolo e segurou as mãos do filho. Surpreendentemente, ele a deixou. “Isso seria bom. Não posso pensar em qualquer um que seja uma pessoa melhor para estar em sua vida que Mick.”

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Nathan a agarrou em um abraço feroz que trouxe uma torrente de lágrimas para seus olhos. “Eu amo você. Preciso ir. Tchau.” “Tchau.” Ela riu através das lágrimas enquanto ele fugia com seus amigos. “Vá encontrar Mick e lhe dizer que você o ama,” Nathan gritou quando estava a meio caminho do estacionamento. Tara ficou mortificada, mas todas as crianças riram, os pais do Bobby só acenaram e balançaram as cabeças. Oh certo, seu filho soltou este pronunciamento épico sobre maturidade e o amor para ela, então fugiu para uma pizza. Ele compreendeu tudo tão facilmente, quando ela claramente não tinha. Juventude. Ela certamente não foi tão esperta quando teve a idade dele. Ela entrou no carro e o ligou, então se voltou para casa, paralisou na estrada e abruptamente puxou para a auto-estrada. Nathan estava certo. Estava na hora de parar de ter medo e parar dar desculpas. Ela sabia o que procurava, e estava na hora de ir pegar.

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Capítulo Vinte e Um MICK TERMINOU DE TOMAR BANHO QUANDO ouviu a campainha. “Merda.” Ele agarrou um par de calças dando de ombros para elas, subindo o zíper enquanto voava pelas escadas. Ele pediu uma pizza, imaginando que levaria pelo menos uma hora antes de chegar. Ele pegou a carteira e abriu a porta. Não era o cara da pizza. Era Tara. “Oh. Pensei que você fosse o entregador de pizza.” Ela tragou, a garganta trabalhando enquanto fazia novamente. “Nenhuma pizza aqui. Desculpe. Posso entrar?” “Claro.” Ele saiu do caminho e fechou a porta atrás dela. “Eu estava no chuveiro.” “Eu posso ver.” Ela olhou sobre seu peito e mais baixo, e maldição o pênis dele notavase o comprimento onde ele não se preocupou em abotoar a calça. “Quer algo para beber?” “Água seria bom.” Ele foi para a cozinha e encheu copos com água para os dois, arrastando os dedos pelos cabelos ainda molhados antes de levar a água. “Obrigada.” “Sente-se.” Ela fez, tomou alguns goles de água, e colocou o copo sobre a mesa de café. “Você estava no jogo do Nathan hoje à noite.” “Ele me convidou. Tentei ficar fora de sua linha de visão, pensei que você não teria muito prazer se soubesse que eu estava lá.” “Sobre isso...” “Olha, eu fiquei escondido. não havia nenhuma mídia. Eu despedi Liz, então ela não ficará no seu caminho.”

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O olhar dela disparou para o dele. “Você despediu Elizabeth?” “Sim.” “Por quê?” “Você sabe por quê.” “Mick. Espero que você não tenha feito isso por minha causa.” Ele sentou-se na cadeira. “Em parte por sua causa. Em parte por minha causa e o que quero de minha carreira. E o que não quero mais.” “O que você não quer?” “Eu não quero toda a atenção da mídia, todas as modelos e atrizes e estréias de filmes e outras coisas.” “O que você quer?” “Eu quero jogar futebol durante o tempo que meu corpo me deixar, e por quanto tempo eu possa fazer um bom trabalho para ele. E quero uma esposa. Um filho. Talvez outra criança.” Ela tragou. “Família pronta, huh?” Sua voz ficou rouca. Havia lágrimas em seus olhos. Ele mudou-se para o sofá. “Eu sabia o que queria desde aquela noite vários meses atrás quando encontrei esta bela mulher em um salão de baile. Ela era perfeita para mim.” Ela piscou, e seus olhos ficaram suaves e escuros. “É mesmo?” “Sim. Soube então que existia algo especial sobre ela. Eu não soube exatamente ali, que queria casar com ela, mas sei agora. Eu amo você, Tara.” Tara ergueu o olhar para o dele. “Eu sabia naquela noite que existia algo especial sobre você, também. Mas eu estava assustada. Eu nunca tive sorte no amor.” Ele ergueu o queixo dela com os dedos. “Tempo para sua sorte mudar.” Ele rosou os lábios contra os dela, e ela suspirou. Ele a aninhou contra si, tão malditamente feliz que ela veio para ele, que seu coração parecia que ia explodir dentro de seu peito.

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Ele não era um cara que estava acostumado à emoção, mas sentiu as lágrimas picarem seus olhos. Fechou-os e se concentrou no modo como Tara o fazia se sentir. Feliz. Perfeito. E quando o corpo dela tocou o seu, tudo o que sentiu foi o calor. O cabelo dela roçou seu braço, e ele ergueu a mão para deslizar por todo o comprimento, emaranhando os dedos nele, e o puxando de leve. Ela gemeu contra ele e retirou os lábios dos dele. “Eu amo você. Eu senti sua falta. Tenho sido tão estúpida.” Ele pôs o dedo contra os lábios dela. “Isso agora acabou. O passado pra sempre terminou. Você só tem que pensar no futuro.” Ele a puxou para o seu colo. “Eu farei amor com você, então conversaremos sobre esse futuro. Eu senti falta de estar dentro de você.” Ela agarrou os braços dele. “Deus, senti falta disso, também.” Ele tirou seu suéter e arrastou sua camiseta sobre sua cabeça, a deitou no sofá, e lambeu seus seios inchados. O gosto dela o deixou quente, a necessidade de sentir os mamilos duros contra sua língua predominando sobre o desejo de levar as coisas lentas. Ele soltou o sutiã e jogou-o longe, então tomou os mamilos na boca, rolando a língua sobre os brotos duros até que ela arqueou e sustentou-os para ele. Ele chupou e a lambeu, e ela se contorcia contra ele até que seu pau estava prestes a estourar o zíper da calça. Ele tirou a calça jeans dela, já inalando o cheiro doce de seu desejo. “Esta molhada para mim?” Ela olhou para ele. “Tudo que venho fazendo é pensar em você, sonhar com você. Tudo que quero é ser fodida por você até gozar.” Deixou-a apenas tempo suficiente para obter um preservativo, jogou-o sobre a mesa, mas primeiro precisava saboreá-la. Tirou a calcinha dela, a umidade brilhava com as luzes do teto. Usou o polegar para localizar a fenda dos lábios da boceta, adorando que ela estremeceu ao seu toque. Quando deslizou o dedo dentro dela e abaixou-se para capturar o clitóris entre os lábios, ela gritou, resistindo contra ele. “Oh, Deus, Mick, não durarei muito.”

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Ele não queria que ela esperasse. Queria que gozasse, queria saboreá-la enquanto ela saltava e gozava contra sua boca e língua. Pressionou a língua contra seu clitóris e a arrastou através dos lábios macios, mantendo o dedo dentro dela bombeando até o fim, então trouxe os lábios sobre o clitóris e o chupou. “Oh, Deus, oh, Deus, Mick.” Ela balançava contra sua boca enquanto ele lambia até ela gozar, removendo os dedos para sugar todos os sucos enquanto ela estremecia contra ele. Então ele afastou-se apenas o suficiente para tirar a calça e colocar o preservativo. Ele abriu as pernas separadas e avançou dentro dela, precisando foder duro, mas necessitando saborear este momento, porque ele a amava agora, e era como a primeira vez. Com Tara, sempre seria como a primeira vez. Era perfeito.

TARA ASSISTIA AO JOGO DE EMOÇÕES NO ROSTO DE MICK, da paixão à dor próxima enquanto ele entrava nela. Ela estava tão cheia de amor por este homem que mal podia conter sua alegria. O prazer que ele lhe dava não tinha limites. Ergueu-se contra ele, ainda pulsando dentro do orgasmo que ele lhe deu. Sua boceta apertando em volta dele, agarrando-o enquanto ele crescia dentro dela e arrastava sensações impossíveis nela com cada estocada. Ela agarrou seus braços enquanto ele se movia lenta e suavemente no inicio, depois acelerou o ritmo, rolando os quadris sobre o clitóris e pressionado contra ela até que ela subiu ao precipício novamente. Ele a levou direto a borda, então a puxou de volta, dando-lhe aquele sorriso perverso que lhe dizia que sabia exatamente onde ela estava, mas não a deixaria gozar ainda. “Bastardo.” “Você me ama.” “Sim, eu faço. Agora me deixe gozar.” Ele desceu sobre ela e a beijou, um beijo de derreter os ossos, sua língua deslizando sobre a dela, os dedos enterrados em seu cabelo, seu corpo conectado ao dela no modo mais

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íntimo. Não existia uma parte dele que não a estava tocando, desde o seu pênis a sua boca ao seu coração. Era perfeito. E quando ela gozou, gritou contra seus lábios, e ele gemeu contra os dela, e foi o som mais doce de amor que a deixou rindo e chorando e pensando que a vida era simplesmente muito boa, e ela quase jogou tudo fora. Depois, comeram a pizza e enrolaram-se juntos no sofá. “Você quer um grande casamento?” Ela se virou para olhar para ele. “Não faço ideia. Nunca pensei sobre isso.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Você é uma mulher. Todas as mulheres pensam sobre coisas como essas. E, além disso, você é uma promoter.” Ela encolheu os ombros. “Eu apenas nunca pensei que me casaria.” “Você está se casando. Planeje um grande casamento.” “Eu não tenho qualquer família. Exceto Nathan, claro.” “Você tem a minha família. Eles agora são sua família. E é enorme. E também há o time. Também enorme. E muitos amigos.” “Acho que devo começar uma lista de convidados.” Ele beijou a ponta de seu nariz. “Suponho que você deveria.” Ele pegou a bebida e tomou um longo gole. “Você realmente quer um bebê?” Ele desviou o olhar para ela. “Você?” Ela sorriu para ele, lembrando a sensação do bebê que carregava. “Pensei sobre isso.” “Adoraria outro garoto como Nathan. Ou talvez uma menina como você.” Seu coração aqueceu, e ela se aconchegou contra ele. “Não tenho ideia do que fiz para merecer alguém como você.” “Apenas sorte, eu acho.” Ela empurrou o ombro nele, e ele riu.

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“Eu sou o sortudo, Tara. Tenho você, tenho Nathan. Tenho a vida perfeita. Obrigado.” Ela se levantou e o beijou, um longo, vagaroso beijo. “Mmmmm, pepperoni. Perfeito, realmente.”

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Série Jogo por Jogo 1 - jogada perfeita  
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