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Tipografia no design editorial: uma revisão metodológica Palavras-chave: tipografia, design editorial, metodologia. Resumo: Revisão metodológica de pesquisa de campo, apurando o uso tipográfico no design editorial. A pesquisa busca esclarecer as preferências no uso de tipos em publicações, defendendo o critério sintático na escolha, em detrimento de relações semânticas e pragmáticas. A pesquisa confirma a hipótese e os resultados obtidos na pesquisa anterior. Keywords: typography, publishing design, methodology. Abstract: This article is a methodological review of a field research about refining the typographical use in editorial design. The research intends to clarify the preferences of the use of type in publications. It defends the syntactic criteria in the type choosing process in detriment of relationships between semantics and pragmatics. The research confirms the results and hypothesis acquired in a previous one. Em 2004, durante o Congresso de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, o P&D Design, foi apresentada uma comunicação que pretendia dar conta de uma questão relativamente simples: qual é a classe de tipos mais utilizada em design editorial e porque o é. O artigo apresentava resultados de pesquisa de campo, com percentuais que apontavam a resposta almejada. Diante daqueles percentuais os autores discutiram os aspectos sintático e pragmático da utilização, apontando a teoria semiótica de Charles Morris como norteadora das análises realizadas. Especialistas presentes fizeram observações acerca da metodologia de definição do corpus, sugerindo uma nova verificação, a fim de melhorar tais procedimentos. Diante das sugestões, os autores refizeram a pesquisa de campo, adotando uma composição de corpus melhor definida, buscando eliminar quaisquer dúvidas sobre o resultado obtido. Na primeira pesquisa foram analisados 140 títulos, das áreas de Arte, Direito, Medicina, Informática, Literatura Infanto-juvenil e Teoria Literária. As áreas foram escolhidas por importância, adotando critérios de fato pouco sistematizados. A classificação que norteou a pesquisa tem fundamentos morfológicos, definidos pelo próprio grupo de pesquisa a partir da classificação BS 2961, de 1967. O Padrão A Casa do Tipo 2003 elege a distinção entre os tipos serifados, não serifados ou lineares, manuscritos (Ma), decorativos, símbolos e não latinos. Tipos serifados são divididos em Humanistas (H), Garaldes (G), Transicionais (T), Didones (D) e Mecânicos (M). Tipos lineares são compostos por Grotescos (GR), Neogrotescos (N), Geométricos (Geo) e Humanistas (HL). Tipografia no design editorial: uma... www.acasadotipo.com.br | © Copyright 2005.

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Em quadro geral, os resultados da primeira amostragem resultaram em: H

G

T

D

M

Arte

0

11

3

1

0

2

6

0

2

1

26

Direito

3

16

4

0

0

0

4

0

0

0

27

Medicina

2

17

11

0

0

0

0

0

0

0

20

Informática

5

6

5

0

1

0

0

0

3

0

20

Lit. Infanto Juvenil

0

15

1

0

0

0

0

3

0

1

20

Teoria Literária

0

17

6

1

0

0

0

0

3

0

27

Totais

10

82

20

2

1

2

10

3

8

2

140

Percentuais

7,14

1,42

0,71

1,42

7,14

2,14

5,71

1,42

100

58,57 14,28

Gt

NG Geo

HL

Mn

Total

Na categoria de artes, verifica-se uma significativa variação no uso tipográfico com uma predominância dos tipos Garaldes. Tais variações apontam para a própria natureza mesma da área, que se ampara em adjetivos como criativa e experimental. Em Direito, entretanto, verifica-se pouca alteração no uso de famílias tipográficas. As serifadas constituem 85% das utilizações, com predominância das Garaldes seguidas pelas Transicionais. Verifica-se ainda o aparecimento de tipos Neogrotescos em temas mais atuais como o Direito Ambiental. Na área de informática, embora haja predominância das Garaldes, verifica-se o uso de tipos Mecânicos, em uma clara referência aos tipos usuais de softwares de programação. O aparecimento dos tipos Geométricos na categoria Literatura InfantoJuvenil, justificado pelo claro diálogo com os elementos diagramáticos, não eliminaram a importância do aparecimento das famílias serifadas. As Garaldes ainda se mantiveram enquanto predominantes no segmento, em 75% dos títulos pesquisados. Em Medicina e Ciências Biológicas concentra-se a menor variação de tipos do corpus, sendo a sua totalidade composta por tipos serifados, com predomínio das Garaldes. Mantendo a orientação dos demais segmentos, em Teoria e Crítica Literária a manutenção das Garaldes enquanto preferência é clara, embora registra-se também o aparecimento das Didones e das Lineares Humanistas em textos de crítica literária, de contexto contemporâneo. Em termos totais os tipos lineares somam 82,14% das incidências contra 16,43% dos tipos lineares e 1,43% de tipos manuscritos. Temse com esses valores, uma incontestável predileção por tipos serifados, certamente em uma orientação que privilegia a leiturabilidade em detrimento de qualquer mensagem semântica, na definição de Moles (1990), ou dimensão pragmática, no conceito de Morris (apud MASER, 1975).

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Revendo o corpus A partir dos questionamentos acerca da metodologia, redefiniu-se o corpus adotando-se o critério de classificação bibliográfico do CDD (Classificação Decimal de Dewey)1 e o ano 2000 como ano de referência para as publicações. A escolha de um ano específico permite que sejam realizados novos levantamentos em intervalos regulares, o que pode indicar a manutenção ou a modificação nos critérios de escolha e utilização de famílias tipográficas em design editorial. A definição do ano de 2000 pontua uma regularidade por ser um ano de final 0, além de estar não tão distante temporalmente que trouxesse alguma dificuldade de verificação, nem tão próximo a ponto de dificultar a localização de textos publicados e distribuídos. Não obstante a escolha, sabidamente qualquer outra definição poderia ser tomada, sem maiores prejuízos, observadas as condições de distância temporal e conseqüente facilidade de acesso às publicações. A pesquisa foi realizada a partir de um levantamento bibliográfico observando-se o ano de edição para que se tivesse uma orientação sincrônica dos produtos editoriais totalizando, neste novo levantamento 198 títulos assim distribuídos: CDD - Classificação Decimal de Dewey 0 - Generalidades

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1 - Filosofia, antropologia e áreas afins

23

2 – Religião 3 – Ciências Sociais 4 – Linguística

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4 59 2

5 – Ciências exatas e naturais

12

6 – Ciências sociais aplicadas

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7 – Artes e arquitetura

13

8 – Literatura

20

9 – Geografia, história e biografia

16

Total:

1. Os sistemas de catalogação em bibliotecas e similares no Brasil, normalmente observam a CDU – Classificação Decimal Universal – e a CDD - Classificação Decimal de Dewey - , sendo esta última a mais utilizada, motivando a definição desta enquanto sistema adotado para esta pesquisa.

Quantidade de Títulos

198

A variação em relação à quantidade de títulos por área deve-se ao número de lançamentos editoriais do ano em questão. Na impossibilidade de verificação de todos os lançamentos ocorridos no Brasil no referido ano, buscou-se observar um determinado número que possibilitasse a verificação de uma predominância nos referidos segmentos, sem todavia precisar uma variação estatística, dada a impossibilidade de quantificação do universo, como já apontado. Neste sentido, novamente a pesquisa tem como meta uma discussão de preferência de tipos utilizados na produção editorial e não a quantificação percentual incontesti do universo existente.

3


Assim os resultados do segundo corpus são: Áreas

H

G

T

D

M

Gt

NG

Geo

HL

Mn

Total

0-

0

8

10

1

0

1

2

0

0

0

22

1-

1

5

13

1

0

0

2

0

1

0

23

2-

0

1

3

0

0

0

0

0

0

0

4

3-

2

21

25

0

1

0

4

1

4

1

59

4-

1

1

0

0

0

0

0

0

0

0

2

5-

0

5

3

1

0

0

2

0

1

0

12

6-

0

11

8

0

0

0

6

0

2

0

27

7-

0

4

4

0

0

0

2

1

2

0

13

8-

0

7

9

2

0

0

1

0

1

0

20

9-

0

3

11

0

2

0

0

0

0

0

16

Totais:

4

66

86

5

3

1

19

2

11

1

198

2,02

33,33

43,43

2,53

1,52

0,51

9,6

1,0

5,56

0,5

100

Percentuais:

No contexto do novo corpus, e observando-se as grandes áreas classificatórias, notam-se usos totais de tipos serifados na ordem de 82,83%, lineares em 16,67% e decorativas 0,5% do total. Antes de partirmos para a análise dos dados coletados in loco entretanto, algumas questões solicitam esclarecimentos, com a finalidade expressa de expor as dificuldades verificadas e compreender as variações percentuais encontradas. Um aspecto relevante para a metodologia da presente pesquisa é sem dúvida o modelo de classificação tipográfica adotado. Partindo-se do pressuposto de que todo ato de classificar é em si uma convenção, têm-se que toda e qualquer tentativa de sistematizar uma taxonomia é arbitrária e parte portanto da necessidade específica de quem as cria (Rocha, 2004). Em decorrência, têm-se evidentemente a eleição de alguns elementos em detrimento de outros e isso certamente deixa margens para divergências. O fato esclarece a existência de alguns métodos de classificação, mesmo seguindo uma única orientação. As variações ocorrem muito em função das necessidades específicas de quem as elabora e, claro, do grau de conhecimento que tem sobre o assunto abordado. O padrão utilizado na pesquisa segue uma orientação morfológica e fragiliza-se justamente no momento em que se faz necessário classificar tipos de transição ou cujos elementos morfológicos diferenciadores se relacionam de maneira hibridizada. Um exemplo claro deste inconveniente se faz presente na dificuldade em diferenciar as Garaldes das Transicionais. Visto que suas características morfológicas estão bem próximas e a discreta semelhança entre os elementos balizadores (a saber: variação nos eixos de estricção, se-

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rifas, terminais, barras e contrastes) tornam a classificação, em alguns casos pontuais, uma tarefa nada simples. A distorção promovida nos tipos advindas das técnicas de impressão e papéis de baixa qualidade, somada a utilização de corpos reduzidos e características híbridas entre as categorias supracitadas, criam uma nebulosa área onde os critérios adotados configuram-se mais enquanto tênues linhas delimitatórias que balizas objetivas no processo de identificação. Most Renaissance and Barroque types were made to be pressed into robust,lively papers by fairly robust means. They wilt when placed on the glossy, hard-sufaced sheets that came into the voge toward the end of the eighteenth century. Most Neoclassical and Romantic types, on the other hand, were designed to require smooth papers. Rough, three-dimensional papers break their fragile lines. (Bringhurst, 1996) 2

Serifas originalmente frágeis têm as suas extremidades destruídas e aparência modificada, eixos e contrastes têm a sua natureza distorcida, fruto de papéis por vezes inadequados para sistemas de impressão e tipos em específico. Terminais em lágrima podem ser confundidos com terminais em bola em decorrência dos mesmos motivos já referidos. “Faces designed for photographic manipulation and offset printing are therefore weighted and finished differently from letterpress designs”3 (Bringhurst, 1996) Deste modo, uma série de elementos que em outras circunstâncias indicariam claramente uma determinada categoria taxonômica podem, quando distorcidos, orientar os observadores (mesmo aqueles mais criteriosos) para caminhos não tão claros. Tais questões podem ser potencializadas principalmente quando esses elementos estruturais se coadunam de forma híbrida e apontam para mais de uma possibilidade de categorização.

2. A maioria dos tipos renascentistas e barrocos foi projetada para ser impressa sobre papéis rugosos, através de meios robustos. Eles sofrem perdas consideráveis quando depositados sobre as superfícies rígidas e polidas dos papéis em voga no final do século XVIII. Os tipos neoclássicos e românticos, por outro lado foram projetados para papéis lisos. As irregularidades das superfícies dos papéis ásperos prejudicam a reprodução das suas frágeis linhas. (tradução dos autores) 3. Os tipos projetados para os sistemas de fotocomposição e offset possuem portanto, acabamentos e pesos definidos de forma diferente daqueles desenvolvidos para os processos de impressão tipográfica. (tradução dos autores)

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Neste sentido, há de se observar que se um único critério não é suficiente para determinar a qual categoria uma fonte deve pertencer, um conjunto de critérios que se equiparam e direcionam o observador para caminhos distintos também fazem do ato classificatório uma atividade bem distante da objetividade a qual geralmente se atribui. Alguns outros modelos taxonômicos adotam uma estrutura menos rígida, possibilitando uma combinação entre as categorias propostas. Esses padrões de classificação cruzada consideram os diferentes aspectos e características distintas que uma fonte pode assumir, desse modo sua estrutura metodológica de classificação contempla aspectos como pluralidade e abrangência, o que inevitavelmente contribuem para o processo de identificação e sistematização em um período onde hibridizações são cada vez mais recorrentes (FARIAS, 2004). Segundo Catherine Dixon (apud Farias, 2004) o sistema classificatório elaborado pelo historiador e tipógrafo francês Maximilien Vox (1894-

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1974) é um sistema de classificação cruzada. Vox propôs muito mais que as nove categorias fixas (a saber: Humanes, Garaldes, Reales, Didones, Mécanes, Lineares, Incises, Scriptes, Manuaires), ele idealizava que estas fossem passíveis de relações entre si de modo a tornar possível utilizações simultâneas de termos para melhor descrever casos excepcionais (Farias, 2004). A depender do grau de incidência de determinadas características em específico, poder-se-ia ter por exemplo uma typeface com classificação didônica manual ou mecânica didônica. Embora sejam bastante eficazes em atender pontualidades decorrentes de fusões e hibridismos, os padrões cruzados de classificação não foram mantidos por alguns outros padrões derivados da proposta do Vox, como o modelo Vox/AtypI. De fato a possibilidade de relações entre categorias exigem uma maior clareza e aprofundamento na adoção de critérios relativos aos elementos estruturais do tipo, o que certamente resultaria em possibilidades por demais complexas e por vezes inadequadas a determinados procedimentos de maior amplitude. Na presente pesquisa seu uso não se faz necessário tendo em vista o carácter mais amplo da mesma. O que aqui se objetiva está muito mais próximo de um reconhecimento do uso tipográfico, motivo pelo qual justifica-se a opção por categorias com uma abrangência maior, que quantificar as ocorrências de tipos ou subcategorias específicas no setor estudado. Em outros termos, não se pretendeu, em nenhum momento, elaborar um sistema de classificação, ou mesmo se ater a um sistema complexo, face às necessidades da pesquisa, que se debruça sobre uso tipográfico e não exatamente em sua classificação, embora esta última seja instrumento para a verificação da primeira. Análise Partindo-se para a análise dos dados encontrados pela nova pesquisa, verifica-se um nítido crescimento do número de tipos Transicionais, agora na ordem de 43,43% em relação aos 14,43% obtidos na pesquisa anterior. Tal fato se apoia no caráter recente do ano adotado para o levantamento bibliográfico, que certamente em acordo com os rumores da pós-modernidade, justificam o aparecimento iminente de tipos com características híbridas advindas de releituras contemporâneas dos clássicos ou mesmo determinada pelas novas tecnologias digitais. Embora tenha sido notável a variação da mesma categoria nas duas pesquisas, observa-se uma manutenção dos direcionamentos e conclusões obtidas anteriormente. Certamente as variações rebatem também na problemática do sistema de classificação adotado, que para pesquisas mais pontuais e direcionadas para classificação tipográfica mereceria questionamentos. O fato das Transicionais triplicarem a sua ocorrência nos seguimentos editoriais estudados não elimina a hipótese levantada do uso tipográfico neste setor ser orientado principalmente pelos pressupostos de lei-

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turabilidade em detrimento dos aspectos relacionados aos supersignos (formas), na dimensão pragmática de Morris, ou da mensagem estética, de Moles. Segundo o Robert Bringhurst (1996), um bom tipo para livros deve possibilitar uma leitura longa de modo confortável. Por situaremse fortemente entre as Garaldes e Didones (Jacques, s/d), os tipos pertencentes a categoria das Transicionais ainda herdam (mesmo que em forma de transição) os aspectos caligráficos presentes nas serifadas Humanistas e os elementos formais que respondem a orientações mais ergonômicas de leitura das Garaldes, o que reforça a hipótese da escolha se orientar pelos atributos de conforto visual acima referidos. Há de se observar ainda que somando-se as percentagens referentes as Garaldes e Transicionais tem-se 76.76% de um total de 82,83% de serifadas. Evidencia-se deste modo, a predominância destas duas categorias dentro do total verificado de serifadas. Adotando-se o pressuposto de que as serifas contribuem para a condução do olhar no processo ocidental da leitura, tais atributos favorecem a prerrogativa de uma orientação para a leiturabilidade já referida (Neuenschwander, 1993; Pheasant, 1987). Diz-se que a serifa aumenta as características específicas que distinguem as letras (principalmente as metades superiores que são importantes para o reconhecimento dos caracteres) e propiciam seu agrupamento em conjuntos significantes. (Pheasant, 1987) Neste ínterim tem-se, apesar das variações encontradas pontualmente nas subcategorias Garaldes e Transicionais (que partiram respectivamente de 58,57% para 33,33% e de 14,29% para 43,43% em relação a primeira pesquisa efetuada), um percentual total praticamente sem variações no número de serifadas, que eram da ordem de 82,14% e agora de 82,83%. Uma margem de variação de 0,69 pontos percentuais que inevitavelmente apontam para a manutenção das orientações já verificadas. As demais variações decorrem da definição do próprio corpus, que pelas pequenas alterações percentuais não apontam para observações significativas. Os tipos lineares permanecem com baixa representatividade frente aos tipos serifados, com predominância dos tipos Neogrotescos, seguidos pelos Humanistas, e percentuais mínimos para as demais categorias. Mais uma vez aqui a predileção indica um favorecimento da legibilidade e consequente leiturabilidade, padrões da ordem sintática dos tipos, derivados mais especificamente dos grafemas (MASER, 1975). Conclusão O conjunto da pesquisa demonstra uma clara predileção pelo uso de famílias serifadas (82,83%), sendo dentre elas de maior ocorrência as Transicionais (43,43%) seguidas pelas Garaldes, com 33,33% dos tipos encontrados. Estes dados confirmam as hipóteses do uso tipográfico

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no setor editorial estarem prioritariamente pautados nos aspectos de leiturabilidade, que são da ordem do próprio signo, portanto de uma dimensão sintática (Morris). Os aspectos diagramáticos, morfológicos e a familiaridade do objeto (Moraes,1996) também definida enquanto contexto – de tempo, lugar e cultura por Neuenschwander (1993, 29) promovem, em uma certa medida, um continuísmo, o que idubtavelmente resulta em um acostumar-se sintaticamente que facilita o reconhecimento dos signos e contribui para a otimização da leitura. O novo corpus, apesar de alterar algumas incidências percentuais, confirma o resultado da primeira pesquisa, reiterando o âmbito editorial enquanto aquele que possui um espaço mínimo, se existir, para o trato tipográfico dotado de mensagem estética. Neste sentido, este âmbito se vincula sobremaneira ao design da informação, pelas preocupações e orientações tidas.

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