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Bon Jovi

confirmado para o Rock in Rio

300 mil euros guitarra de Jonh Lennon ĂŠ leiloada

Somos TĂŁo Jovens filme fatura maior estreia nacional

Luto! vocalista do Charlie Brown morre aos 43

Serj Tankian

fala sobre as novidades da banda e seu novo livro de poesia 25 de julho de 2013


ÍNDICE

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internacional

Guitarra de John Lennon vendida por mais de 300 mil euros internacional

Duff Mckagan diz que poderia ter feito mais grana com o Simpsons entrevista

Serj Tankian: Entrevista a Consequence of Sound

internacional

Morre Chi Cheng, baixista do Deftones

internacional

Bon Jovi no Rock In Rio?

infografico

infografico AC DC

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entrevista

Entrevista com Renato Russo

internacional

Black Sabbath inicia trecho americano da turnê nacional

Somos Tão Jovens quebra hegemonia das

nacional

Plebe Rude faz show gratuito em Sobradinho

nacional

Luto no Rock Nacional - Chorão, do Charlie Brown Junior é encontrado morto

nacional

Vocalista do Capital Inicial fala sobre sua trajetória de vida


Guitarra de John Lennon vendida por mais de 300 mil euros

Instrumento foi também utilizado por George Harrison e tinha sido oferecido por Lennon ao seu amigo Alexis Mardas, que a vendeu em 2004.

Duff Mckagan diz que poderia ter feito mais grana com o Simpsons

Ex-baixista do Guns N’ Roses diz que se ganhasse cada vez que a cerveja aparecesse no seriado estaria rico Duff McKagan, ex-baixista do Guns N’ Roses, que virou cosultor financeiro, admitiu ter perdido uma fortuna em royalties da animação “Os Simpsons” por não ter licenciado o seu nome. A informação é do site “Independent”.

Uma guitarra que foi utilizada tanto por John Lennon como por George Harrison nos Beatles foi vendida por 408 mil dólares (mais de 317 mil euros durante um leilão nos Estados Unidos. John Lennon, adianta a BBC na sua edição online, tinha oferecido a guitarra como presente de 25.º aniversário ao seu amigo Alexis Mardas, engenheiro da Apple Records, que a vendeu posteriormente em 2004. Na parte de trás lia-se “To Magic Alex/ Alexi thank you/ for been a friend/ 2-5-1967 John”.

McKagan contou que um funcionário do canal Fox entrou em contato com ele na década de 80 e lhe contou que um programa havia batizado a cerveja de “Duff” em sua homenagem. “Eu não sabia nada sobre marcas ou royalties, só pensei que seria legal eles usarem o meu nome. Se eu ganhasse um centavo toda que que a cerveja é citada no ‘Os Simpsons’, mas tudo bem”, disse McKagan que desistiu de entrar na justiça.

O instrumento personalizado e feito à mão foi construído em 1966 pela VOX e foi comprado por que decorreu no Hard Rock Café de Nova Iorque. Fazia parte do principal lote do leilão da Julien’s Auctions, que considerou a venda “uma oportunidade única para possuir uma das peças mais raras de lembrança dos Beatles já oferecidas até hoje”.

Em setembro deste ano, McKagan revelou que sofreu de depressão logo após os ataques terroristas ocorrid os nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Ele fez parte da formação clássica do Guns N ‘Roses, que foram gravados no Hall da Fama do Rock And Roll em abril deste ano.

Harrison utilizou a guitarra leiloada para tocar “I Am The Walrus” durante o“Magical Mystery Tour” em 1967. Já Lennon utilizou-a nesse mesmo anomas para um vídeo da música “Hello, Goodbye”.

A guitarra foi licitada por um valor que superou todas expectativas da casa de leilões, que previa vender o instrumento por 200 mil a 300 mil dólares(entre 155 mil e 234 mil euros). Do leilão faziam também parte outros símbolos dos Beatles, como uma cópia do álbum de estreia Please, please me, de 1963, assinado pelos quatro membros da banda, bem como uma cópia do livro de histórias e desenhos de Lennon In his own write, de 1964, também assinado pela banda. Outros 450 itens também foram vendidos no evento, inclusive as calças que Elvis Presley usou no filme “Jailhouse Rock”, um macacão usado pelo pop star dos anos 1970 David Cassidy e objetos pessoais de David Bowie, Michael Jackson e da banda Grateful Dead. Uma guitarra elétrica tocada por Elvis foi vendida por US$ 50.000, enquanto um par de óculos do “Rei do Rock” foi arrematado por US$ 28.125.

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Eu não sabia nada sobre marcas pessoais ou como obter royalties a partir disso. Eu saó pensei “ah, legal, querem usar meu nome”, aí BOOM, os Simpsons nasceram. Se eu ganhasse um centavo para cada vez…. Mas não tem problema.

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ENTREVISTA POR TAVIS SMILEY

SERJ TANKIAN Serj Adam Tankian, é vocalista, compositor e tecladista da banda System of a Down, além de realizar diversos trabalhos paralelos. Nasceu no Líbano e é descendente de armênios.

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Serj Tankian

entrevista

SERJ TANKIAN: ENTREVISTA A CONSEQUENCE OF SOUND

Sério? TANKIAN: “Aquilo teve muito a ver com o George [Tonikian], que trabalha comigo. Ele me ajuda a administrar a Serjical Strike. Eu estava em turnê, e ele não queria me incomodar, então criou o conceito baseado no vídeo e seguiu a partir daí. Eu dou a ele todo o crédito por ter feito isso.”

Serj Adam Tankian, é vocalista, compositor e tecladista da banda System of a Down, além de realizar diversos trabalhos paralelos. Nasceu no Líbano e é descendente

Então você tem um novo disco (“Imperfect Harmonies”) com lançamento marcado para setembro. No sentido mais geral possível, o que você pode nos dizer a respeito?

abordagem ao escrever algo como um álbum solo ou uma trilha de filme?

TANKIAN: “Não afeta em nada o jeito como eu abordo a composição. Eu escrevo o que quer que TANKIAN: “É um fonógrafo, venha a mim, e escrevo indepenoriginalmente criado por Edison dentemente de ter um projeto ou [risos]. Não. Bem, vejamos. É um não. Eu escrevo com diferentes tipo de som completamente difeinspirações que vêm a mim em rente do que as pessoas conhecem diferentes cores e gêneros e etc. de mim. Digamos que é porque O único momento em que lido eu estive trabalhando em muitos com expectativas ou com aquilo diferentes tipos de gêneros de pelo que sou conhecido ou qualmúsica, minhas próprias coisas, quer coisa assim é quando estou para muitos diferentes propósitos falando com a imprensa a respeito – videogames, filmes e o musical do material.” em que estou trabalhando. Eu sou conhecido por causa do rock, enIsso é algo que difere quando você tão é uma pequena variação disso. trabalha em um projeto solo, em Não importa realmente o que eu comparação ao seu trabalho com digo ou o que penso, você tem que o SYSTEM OF A DOWN? Você ouvir. É meio que uma daquelas consegue ter maior participação coisas. É um disco com múltiplas e envolvimento no marketing e camadas, com muita coisa acontoda essa parte com o seu material tecendo, e é muito profundo em solo? termos de camadas da música foneticamente e coisas assim, sem TANKIAN: “Yeah, apenas baseado perder a modéstia.” no jeito como tudo é estruturado com o meu próprio projeto solo. Voçe mencionou que as pessoas Ele vai pela Serjical Strike [Reesperam e conhecem você mais cords, o selo de TANKIAN], e isso pelo rock. Como isso afeta a sua me permite muito mais flexibilida8

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de em relação ao lado dos negócios do que passar pelas Sony com o SYSTEM OF A DOWN, que me concede menos flexibilidade como uma pessoa de negócios. Entende o que quero dizer?” (...) Certo. Eu definitivamente tive essa impressão. Eu assisti ao vídeo com as letras que você lançou de “Borders Are” e ouvi as letras, e as li e definitivamente tive a impressão de que aquilo era algo com a sua participação direta, ao invés de alguma pessoa da um vídeo. TANKIAN: “Engraçado, porque eu não tive absolutamente nada a ver com o vídeo das letras.” TANKIAN: “Aquilo teve muito a ver com o George [Tonikian], que trabalha comigo. Ele me ajuda a administrar a Serjical Strike. Eu estava em turnê, e ele não queria me incomodar, então criou o conceito baseado no vídeo e seguiu a partir daí. Eu dou a ele todo o crédito por ter feito isso.” Uau. Fui corrigido, então. Ele fez um bom trabalho.

Uau. Fui corrigido, então. Ele fez um bom trabalho. TANKIAN: [Risos] Ele fez. Ele fez um grande trabalho, mas da próxima vez ele deveria checar comigo, porque eu teria feito alguns ajustes [risos]. Ah, aí vamos nós. TANKIAN: “Perfeccionista, não, só a minha parte perfeccionista.” Ele não está bem aí ao seu lado, está?

pensarem e questionarem. Foi muito efetivo em relação ao que queríamos alcançar ao lançarmos ‘Borders Are’ primeiro como uma canção. ‘Borders Are’ na verdade não é o nosso primeiro single, mas nós queríamos lançá-la em primeiro lugar como uma mensagem sobre muitas coisas que estão acontecendo agora, seja a flotilha em Gaza ou a questão do Arizona com a imigração ou o naufrágio do navio sul-coreano. Existem conflitos de fronteira acontecendo todos os dias, e havia uma declaração a ser feita sobre fronteiras que era muito oportuna e necessária, em nossa opinião. A última fronteira a desaparecer... eu não vou dizer qual é a intenção por trás disso porque isso mataria todo o processo de as pessoas pensarem a respeito, mas definitivamente houve um impacto.”

Sobre a canção que nós postamos no nosso site. A última fronteira a desaparecer foi a fronteira entre EUA e México, e algumas pessoas comentaram que isso talvez fosse um comentário a respeito. Isso foi específico em relação a essa questão em particular ou é apenas uma questão de preocupação geral, mundial?

Sim, eu definitivamente acho que houve. Uma das coisas específicas que eu gostaria de perguntar tem relação com esse assunto, e é que você sempre deixou bem claras as suas posições políticas na sua música. Isso é algo que as pessoas consideram muito controverso. Alguns acham que política e música deveriam permanecer separados, enquanto outros argumentam que as duas coisas absolutamente não deveriam ser serparadas. Você leva em conta tais críticas ou você simplesmente não liga mesmo e escreve o que sente?

TANKIAN: “Legal, obrigado. Eu também leio esses blogs. É incrível como o vídeo fez as pessoas

pessoas não misturam pasta de

TANKIAN: “Ele estava [risos]. Eu estava só sacaneando o cara.” Imagem

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amendoim com chocolate, imagino eu.” Elas estão perdendo. TANKIAN: [Risos] “Elas estão perdendo totalmente. É uma questão engraçada, e poderia ser controversa em certas situações. Muitas pessoas me perguntam, ‘Você acha que é responsabilidade de um artista falar de questões políticas ou sociais?’ E eu sempre respondo que não. Eu penso que a responsabilidade de um artista é ser honesto com suas próprias inspirações. Algumas pessoas são inspiradas por histórias pessoais, algumas pessoas são inspiradas pelo amor ou corações partidos. Eu sou inspirado por tudo. Eu tenho um enorme reino dinâmico de inspiração, e, para mim, geopolítica sempre foi meio que um hobby. Eu leio a respeito diariamente. Eu leio a respeito exatamente como leio a respeito de e-mails de negócios e coisas assim. Eu leio a respeito do que está acontecendo no mundo. Eu desenvolvi um entendimento decente de geopolítica ao longo dos anos.” “É algo sobre o qual eu não posso deixar de comentar. É algo em que eu febrilmente acredito, até onde vão minhas crenças relativas a política. Eu não gosto de hipocrisia. Eu não gosto de injustiça. Quando eu vejo tais coisas, eu tenho que falar a respeito. Isso não quer dizer que eu não possa escrever uma canção de amor. Não significa que eu não possa escrever uma canção divertida. Não significa que eu não possa escrever uma canção mais


Serj Tankian

entrevista geopolítica ao longo dos anos.” “É algo sobre o qual eu não posso deixar de comentar. É algo em que eu febrilmente acredito, até onde vão minhas crenças relativas a política. Eu não gosto de hipocrisia. Eu não gosto de injustiça. Quando eu vejo tais coisas, eu tenho que falar a respeito. Isso não quer dizer que eu não possa escrever uma canção de amor. Não significa que eu não possa escrever uma canção divertida. Não significa que eu não possa escrever uma canção mais filosófica, ambígua, que faça as pessoas pensarem. Eu faço tudo isso. Eu não ligo de gastar meu dinheiro com o que estou pensando porque um monte de artistas está com medo de fazer isso por causa da reação e opinião do público. Eu não estou me elegendo a nada, porra. Se você não gosta do que estou dizendo, não compre a porra do meu CD. Estou pouco me fodendo, e sempre foi assim com o SYSTEM OF A DOWN e com o meu material solo, e é isso.” Imagem Falando a respeito da música, em oposição às letras, há uma diferença na sua abordagem sobre esse disco, em relação a “Elect the Dead” [primeiro álbum solo de Serj, de 2007], ou é uma continuação do mesmo direcionamento musical? TANKIAN: “É uma abordagem bastante diferente. ‘Elect the Dead’ foi eu fazendo um disco de rock sem uma banda de rock. Em retrospecto, meu primeiro disco acabou sendo um disco de rock, que é algo pelo qual sou reconhecido, o gênero do rock. Nesse agora, as canções originais eu escrevi da mesma forma. Eu sempre escrevo canções... se eu sentar ao piano, eu escrevo a canção com piano e os vocais. Se eu sento com um violão, eu vou escrever a canção desse jeito. As canções são escritas de um jeito clássico do mesmo jeito que foram no ‘Elect the Dead’, mas o jeito pelo qual eu arranjei a instrumentação foi completamente diferente. TANKIAN: “No ‘Elect the Dead’, eu simplesmente comecei com uma faixa e então adicionei um número de faixas até que estava pronto. Com esse agora, eu meio que joguei tudo na parede e comecei a arrancar coisas que não faziam sentido.Foi mais um tipo diferente de pintura. A razão pela qual fiz isso foi que eu estava realmente interessado em fundir um número 10

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de diferentes influências nas quais eu não toquei musicalmente com ‘Elect the Dead’. Uma foi a eletrônica – batidas e samples e coisas do tipo. A outra foi a orquestra. Nós conseguimos uma orquestra que eu fiz. Eu fiz um show com a Orquestra Filarmônica de Auckland e lançamos esse DVD há quadro meses ou coisa assim. Então eu tinha várias dessas canções orquestrais, eu tinhas essas canções eletônicas/rock e eu queria mesclar o som e criar esse som que meio que perfeitamente juntasse tudo. Esse tornou-se o desafio e conclusão, tudo ao mesmo tempo. Foi um processo realmente interessante. Eram muitas faixas. Eram de 150 a 200 faixas por sessão, por canção.”

faço faixa por faixa, e, faço sozinho, então é uma abordagem diferente.” Imagem “Nesse caso, por exemplo, eu vou ensaiar com a banda as novas canções que eles não conhecem. Eles já conhecem o material de ‘Elect the Dead’ que nós vamos pincelar, mas nós também estamos tocando com oito músicos extras para a turnê europeia, e então uma companhia completa para a turnê norte-americana. É um processo completamente diferente. Eu tenho que me certificar que as partituras estejam corretas. Eu tenho que me certificar que o condutor está afinado com o meu baterista de forma que eles estejam todos no mesmo tempo. Há muitas questões técnicas envolvidas no processo para garantir que os dois conjuntos estejam se comunicando e que todo mundo esteja tocando junto corretamente. Eu tenho que garantir que as partituras estejam corretas, então eu preciso testá-las nos ensaios trazendo gente e checando com músicos extras, ou testá-las ao vivo na estrada com a orquestra, o que acabamos de fazer na Europa. É muito mais, sabe, é muito mais. [Risos] É mais trabalho.” Isso é, talvez, mais agradável para você do que sair e fazer outra turnê com o SYSTEM OF A DOWN – algo que você já fez muitas e muitas vezes?

Como você aborda um show ao vivo como artista solo em relação ao que você faria se fosse com o SYSTEM OF A DOWN? TANKIAN: “Bem, essa é uma boa pergunta. Com o SYSTEM, eu acho que nós simplesmente ensaiávamos o material. Era tudo muito orientado para a situação ao vivo, então nós ensaiávamos tudo do jeito que queríamos – a mesma coisa com as gravações. Nós ensaiávamos tudo até que tínhamos tudo certo, e então íamos e gravávamos do jeito que tínhamos ensaiado. Como um artista solo, eu não gravo assim, obviamente. Eu faço faixa por faixa, e, faço sozinho, então é uma abordagem diferente.” Imagem “Nesse caso, por exemplo, eu vou ensaiar com a banda as novas canções que eles não conhecem. Eles já conhecem o material de ‘Elect the Dead’ que nós vamos pincelar, mas nós também estamos tocando com oito músicos extras para a turnê europeia, e então uma companhia completa para a

TANKIAN: “Eu acho que tudo é agradável. Você não pode comparar um ao outro.Eu gosto de fazer muitas, muitas coisas diferentes. Se nós fizermos algo 11

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no futuro, será interessnte fazer coisas com o SYSTEM simplesmente como mais um projeto, porque eu tenho um monte de coisas acontecendo e seria legal adicionar isso. É uma ‘vibe’ diferente sair com uma banda que você teve por 12 anos, totalmente detonando e enlouquecendo no palco, é uma ‘vibe’ diferente de tocar com a F.C.C. [Flying Cunts of Chaos, a banda que acompanha Serj ao vivo], que é uma ‘vibe’ diferente de tocar com a F.C.C. mais a orquestra. Recentemente eu fiz um shown no MOCA [o museu de arte contemporânea de Los Angeles] na abertura da exibição do [pintor armênio naturalizado americano] Arshile Gorky com vários amigos músicos. Nós tínhamos um DJ, um tocador de ud [instrumento de cordas comum na música do Oriente Médio], um percussionista, um pianista e um violinista. Esse foi um mshow diferente, incrível, único, que eu fiz. Novamente, eu estava excitado em fazê-lo. É melhor que tocar com uma orquestra? É melhor que tocar com o SYSTEM? É tudo apenas diferente. Todas as formas juntas é melhor. Imagem Certo, certo. Eu não quis dizer no sentido do show ao vivo. [Por exemplo,] Se você se comprometer a fazer um álbum do SYSTEM OF A DOWN só por causa do legado da banda, e o nível a que vocês a elevaram no último álbum, sendo headliners no OzzFest e tudo isso. Isso seria um grande compromisso, de dois ou três anos de turnê. Já se você estiver decidindo tudo sozinho, talvez não seja algo tão extenso. TANKIAN: “Certo, definitivamente.” Quando você estava planejando este novo álbum, houve algum momento em que você pensou em juntar-se aos caras do SYSTEM e fazer algo ou o plano sempre foi lançar esse álbum tão pouco tempo após seu último disco solo e o álbum sinfônico? TANKIAN: “Não tenho certeza se entendi. O novo álbum não tem nada a ver com os caras do SYSTEM.” Seu plano sempre foi... TANKIAN: “Meu plano é continuar a fazer música sozinho e fazendo o que quer que eu faça de vários jeitos – não apenas música, mas coisas diferentes. Eu estou lançando um segundo livro de poesia. Isso é o que eu faço. Eu faço arte.Eu faço música de uma


TANKIAN: “Não tenho certeza se entendi. O novo álbum não tem nada a ver com os caras do SYSTEM.” Seu plano sempre foi... TANKIAN: “Meu plano é continuar a fazer música sozinho e fazendo o que quer que eu faça de vários jeitos – não apenas música, mas coisas diferentes. Eu estou lançando um segundo livro de poesia. Isso é o que eu faço. Eu faço arte. Eu faço música de uma forma ou de outra, e eu vou fazê-la com diferentes pessoas, e farer, na maior parte, sozinho também. Não sei se isso responde à sua questão. . Sim, responde. O que você pode falar a respeito do livro de poesias? TANKIAN: “Eu estou lançando um segundo livro, o sucessor de “Cool

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Gardens”, que eu lancei há´oito anos. É uma colaboração com um bom amigo meu, Roger Kupelian. Roger é o grande pintor digital que trabalhou para a Weta [a companhia do diretor Peter Jackson na Nova Zelândia] em todos os três filmes do “Senhor dos Anéis”, assim como vários ótimos filmes de Hollywood. Ele é uim artista fenomenal. Então será um livro de poesias para a mesa do café belo, visual, que lançaremos esse ano.” “Então isso está sendo finalizado, e há um bando de outros projetos. O musical vai estrear em março do ano que vem no American Repertory Theater – “Prometheus Bound” [tragédia grega clássica tradicionalmente atribuída a Ésquilo], com Steven Sater e Diane Paulus. Eu tenho minha primeira sinfonia, que estou terminando. Eu já completei dois de três atos. Eu tenho um projeto de museu

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em mente, e uma idéia de um livro de não-ficção, e algumas outras idéias musicais em mente, no sentido de discos mais para a frente. Eu acho que o meu próximo pode ser um disco de jazz instrumental, ou algo simples, acústico, tipo um disco só comigo e um violão [risos].

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entrevista

Serj Tankian

Vivemos em um mundo onde os homens são desorientados e as bombas orientadas

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Morre Chi Cheng, baixista do Deftones

Bon Jovi no Rock In Rio? Bon Jovi E UMA banda estadunidense de hard rock, criada los 1983 nenhum Estado de Nova Jérsei. Ate Hoje, JA FORAM vendidas Mais de 130 milhoes de copias de SEUS Trabalhos. Em turnês, o grupo JÁ Passou Pelos Cinco Continentes

Morreu neste sábado (13) o baixista Chi Cheng, do Deftones. Cheng havia sofrido um acidente de carro em novembro de 2008 em Santa Clara, na Califórnia, desde então o baixista esteve em estado de coma, até 7 de fevereiro de 2012, quando seu boletim foi alterado para “Parcialmente consciente”. No dia 4 de julho do mesmo ano, Cheng foi liberado para se recuperar em casa. Cheng morreu por problemas cardio-vasculares. Chi Cheng tinha 42 anos. Ao site “Oneloveforchi.com” (criado por fãs, para a doação de renda para ajudar a custear o tratamento do músico) Jeanne Marie Cheng (conhecida como “Mamãe J” disse que Cheng “deixou este mundo comigo cantando em seu ouvido, músicas que ele gostava) Chino Moreno, vocalista do Deftones, confirmou o falecimento de seu colega através da sua página pessoal no Facebook, com a frase “Rest in peace Cheng” (Descance em Paz, Cheng). A página com a nota de falecimento feita pela mãe de cheng e pela família ao site “oneloveforchi.com” chegou a ficar fora do ar durante vários momentos devido ao grande número de acesso.

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O homem que não sabe dominar os seus instintos, é sempre escravo daqueles que se propõem satisfazê-los.

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Após 5 anos em como baixista Chi Chend morre

O guitarrista do Bon Jovi, Richie Sambora, que deixou a banda inesperadamente em abril (saiba mais), pode estar de volta nos shows que o grupo faz no Brasil em setembro. Em depoimento ao site de celebridades “gulfnesw. com”, Sambora deu a entender que pode voltar à banda justamente em setembro. “Não estarei no palco no Hyde Park (show em Londres, no dia 12). Eu realmente queria estar lá e fico triste pelos fãs por não tocar. Amo os fãs, amo a banda, Jon (Bon Jovi) e eu estamos juntos há 30 anos, então essa situação é triste porque afeta muitas pessoas em nossa volta”, disse o guitarrista. “Vai se resolver. Vamos ver o que acontece no final do verão (europeu). Setembro parece bom. Talvez em setembro”, finalizou Richie Sambora, em tom de promessa. Richie Sambora está fora da atual turnê do Bom Jovi desde abril, quando simplesmente não apareceu para uma das apresentações. Desde então ele vem sendo substituído por Phil X, conhecido também como Phil Xenidis. Em 2011, o guitarrista também se ausentou da turnê do Bon Jovi, na ocasião, para se tratar numa clínica de reabilitação. O Bon Jovi é uma das atrações do Rock In Rio, que acontece nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro. O grupo encerra a “noite hard rock”, na sexta, dia 20, que tem ainda Nickelback, Matchbox Twenty e Kiara Rocks. Outras atrações do festival são Metallica, Iron Maiden, Muse e Bruce Springsteen. Clique aqui para ver como está a programação completa do Rock In Rio. Além do show do Rock In Rio, o grupo também vai se apresentar em São Paulo, um dia após, em 21 de setembro. O show acontece no Estádio do Morumbi e tem a abertura feita pelo Nickelback. Os ingressos já estão à venda no site www.


ENTREVISTA POR ALEXANDRE MATIAS

Renato Russo Em entrevista, Renato Russo fala de drogas e da Legi達o

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Renato Russo

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Entrevista com Renato Russo

Tentamos fazer músicas mais pra cima porque era natural, mas não ficava bom. “O Descobrimento do Brasil” não é um disco pra cima, é como o “Power, Corruption and Lies”, do New Order. É a coisa mais gloriosa do mundo, mas, se prestar atenção, é pesado.

Há exatos cinco anos o pop brasileiro perdia o pouco de senso crítico que tinha, acelerando a escavação do atual abismo cultural em que se encontra. Com a morte de Renato Russo, acabava a Legião Urbana, uma das duas bandas de rock mais importantes do Brasil, funcionando no imaginário nacional -ao lado do experimentalismo dos Mutantes- como os Beatles para o planeta.

Folha - Qual seu disco favorito da Legião Urbana? Renato Russo - O “V”, que eu acho o disco mais difícil. Gosto muito de “O Descobrimento do Brasil”. Agora, que encontrei a programação dos 12 passos -parei de beber e de me drogar-, tudo está mais tranquilo. Esse show de hoje, por exemplo: o som estava um caos, tudo estava um horror, e o público, superlegal. O lugar tinha uma reverberação brutal. O público berrava muito, e o engenheiro de som teve de aumentar tudo, desequilibrou. No começo era só “bum -bum-bum” e eu berrando, não dava para ouvir os detalhes. Mas, se fosse em outra época, eu teria ficado tão preocupado que ia beber, tomar um porre, falar: “Nunca mais vou fazer show”, nhem-nhem-nhem... Isso agora não existe mais. Há uma tranquilidade, uma serenidade que esse disco trouxe, e acho que as músicas refletem isso.

Folha - Como o “Quatro Estações”...

Isso foi me consumindo, eu ficava deprimido e não sabia o porquê. Achava que o mundo era horrível, igualzinho ao Kurt Cobain, nada mais valia a pena. E isso é estranho porque, se eu achar um dia que as coisas não valham a pena, quero estar com a cabeça no lugar, e não com o corpo cheio de toxinas. Parei com todo tipo de droga e vi que as coisas não eram tão ruins. Folha - Isso se refletia na sonoridade da banda?

Folha - Como foi sair dessa fase?

Russo - Isso a gente decide. Todo disco a gente tenta fazer uma coisa diferente, até porque é mais divertido. E para não ficar na obrigação de repetir o mesmo trabalho. Não achávamos que o “Quatro Estações” fosse estourar, porque é um disco bem difícil, mas todo mundo gostou. As letras são complicadíssimas e não é tão pra cima quanto acham. É tão depressivo quanto o “V”.

Renato Russo - Eu estava me destruindo e, em vez de me matar com um tiro na cabeça, preferi procurar ajuda. Isso vem desde os 17 anos, mas no “V” foi a primeira vez que coloquei na música essas questões. “Montanha Mágica” é sobre isso. Eu era jovem e acabei entrando num beco sem saída.

Tentamos fazer músicas mais pra cima porque era natural, mas não ficava bom. “O Descobrimento do Brasil” não é um disco pra cima, é como o “Power, Corruption and Lies”, do New Order. É a coisa mais gloriosa do mundo, mas, se prestar atenção, é pesado.

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Russo - No geral, as pessoas acharam que aquilo foi a coisa mais alegre que já foi feita. Enquanto o “V”, não. A gente tentou fazer uma música alegre pelo menos, de tudo quanto foi jeito, e não saía. “Vento no Litoral” só tocou porque tem uma melodia bonita. Acho “Metal contra as Nuvens” uma música superacessível. O problema é que o disco falava de coisas que as pessoas não estavam querendo ouvir na hora. Foi quando estourou a axé music, a gente veio na contramão. Mas o disco tem as melhores letras, de longe. Consegui falar tudo o que eu queria. Mas as pessoas não queriam ouvir aquilo. Por exemplo, “Metal contra as Nuvens” é uma música sobre o Collor, mas nunca ninguém falou sobre isso. Folha - Como você vê a crítica? Russo - Eles usam os motivos errados. Eu não sou o dono da verdade, mas, para mim, o que motiva esses caras é um rancor e uma incompreensão do que é o nosso país e de como as coisas funcionam. Existem iniciativas maravilhosas no Brasil e a gente não sabe. Aí a gente fica oprimido, achando que tudo não presta, que tudo é horrível. Gostaria de poder apresentar um bom trabalho para as pessoas que gostam da gente. Acho sacanagem, na posição que a gente está, não tentar se esforçar o máximo para apresentar o melhor que a gente pode fazer. Folha - E o futuro da Leg ião? Russo - Não tenho idéia. Eu não vejo como a gente vai seguir o que está fazendo sem se repetir. Depois de “Perfeição”, eu vou escrever o quê? Depois que você fala “vamos celebrar a estupidez humana”, o que você vai falar? Então talvez a gente faça uma coisa parecida com o que o The Cure faz, para depois, com o tempo, a gente fazer uma mescla. Ou virar uma banda de trabalho, como o New Order. Eu não quero ficar falando como eu acho tudo horrível como está. Se a gente cansar, a gente pára. Se a gente achar que ainda vale a pena fazer alguma coisa, a gente continua.

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mescla. Ou virar uma banda de trabalho, como o New Order. Eu não quero ficar falando como eu acho tudo horrível como está. Se a gente cansar, a gente pára. Se a gente achar que ainda vale a pena fazer alguma coisa, a gente continua.


internacional

Black Sabbath inicia trecho americano da turnê Começou na última quinta (27) o trecho da turnê americana do Black Sabbath. O show aconteceu no Cynthia Woods Mitchell Pavilion, em Houston, Texas. Assis como nos shows do grupo na Ásia, foram tocadas três músicas do novo álbum, “13″, dessa vez “Age Of Reason”, “Methademic” e “God Is Dead?”. “13″ vendeu mais de 155 mil cópias na semana de lançamento e entrou direto em primeiro lugar no top 200 da Billboard. O disco ainda ficou em primeiro lugar no Reino Unido, fato que não acontecia desde 1970, quando o grupo lançou “Paranoid”. O álbum também liderou as paradas na Alemanha, Dinamarca, Suíça e Nova Zelândia, e está em quarto e quinto lugares na Austrália e Irlanda, respectivamente. No Brasil, é disco de ouro, fato inédito na história do Sabbath. “13″ é o primeiro com disco com Ozzy Osbourne, Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) em 35 anos, e o 19o no geral. A produção ficou à cargo de Rick Rubin, e quem toca no lugar de Bill Ward, que não chegou a um acordo com os demais integrantes, é o baterista do Rage Against The Machine, Brad Wilk. Na turnê, foi recrutado Tommy Clufetos, da banda solo de Ozzy. O Black Sabbath desembarca no Brasil em outubro para shows em três capitais. O grupo se apresenta em Porto Alegre, no dia 9, no Estacionamento da FIERGS; em São Paulo, no dia 11, no Campo de Marte; e no Rio de Janeiro, no dia 13, na Praça da Apoteose. O Megadeth vem junto com o grupo, como convidado especial. Os ingressos custam entre R$ 500 e R$ 110, para o show de Porto Alegre; e entre R$ 600 e R$ 150 para os shows de São Paulo e Rio de Janeiro. Não há mais bilhetes para o show de São Paulo, mas restam alguns setores para Rio e Porto Alegre; clique aqui e veja todos os detalhes. Esta será a primeira vez do grupo no Brasil com os integrantes fundadores Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler.

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Somos Tão Jovens quebra hegemonia das comédias e fatura maior estreia nacional

Plebe Rude faz show gratuito em Sobradinho A banda Plebe Rude foi a principal atração do projeto “Cantos e Encontros da Serra”, que aconteceu no último dia 19, em Sobradinho, no Distrito Federal. O evento teve ainda a participação de músicos locais e pode ser visto gratuitamente a partir das 19h. O show foi uma celebração ao rock, o projeto pretende unir nomes conhecidos da música brasileira com artistas do Distrito Federal. “O nosso objetivo é trazer artistas de renome para ajudar a promover os músicos da cidade, através do encontro de novos talentos e consagrados profissionais da música”, afirmou o administrador de Sobradinho, Márcio Guedes. As atrações locais são as bandas Pra quem tá quente, Darshan e Roolback. O projeto “Cantos e Encontros da Serra” tem o intuito de fomentar a cena cultural em Sobradinho e é realizado desde maio último.

O filme “Somos Tão Jovens”, sobre o cantor Renato Russo (1960-1996), estreou em 2º lugar nas bilheterias do fim de semana, atrás do blockbuster “Homem de Ferro 3″, mas assim mesmo teve a maior abertura de um filme brasileiro em 2013. Mais que isto: foi a sexta maior estreia do cinema nacional desde a chamada “Retomada” da Lei do Audiovisual em 1995. As informações são do site Filme B, que monitora o mercado audiovisual do país. Em cartaz em 550 salas, o longa dirigido por Antonio Carlos da Fontoura teve público de 470 mil pessoas e média de 857 espectadores por sala. Para comparação, o líder da bilheteria, “Homem de Ferro 3″, está em cartaz em mais que o dobro de salas (1.174). Ao todo, “Somos Tão Jovens” faturou R$ 5,8 milhões de bilheteria em seus três primeiros dias. O sucesso do filme quebra o paradigma da supremacia das comédias entre a preferência do público brasileiro, já que superou as estreias cômicas recentes de “Vai que Dá Certo”, “Os Penetras” e “Até que a Sorte nos Separe”.

O programa acontece até o fim do ano e já tem confirmados para as próximas edições os músicos Geraldo Azevedo, Dudu Nobre e Chico César. O evento acontece uma vez por mês. Fora o show da Plebe Rude, teremos apresentações das Bandas Pra quem ta quente, Darshan e Roolback. A iniciativa integra o Projeto Cantos e Encontros da Serra que, desde maio, movimenta a cena cultural de Sobradinho. Até o fim do ano, teremos apresentações mensais nas quais artistas locais terão a oportunidade de dividir palco com grandes atrações nacionais. Geraldo Azevedo, Dudu Nobre e Chico César são nomes confirmados para as próximas edições do Projeto. O evento também foi uma oportunidade de artistas locais se apresentarem com direito a cachê.

O ranking de estreias nacionais desde a Retomada é liderado por “Tropa de Elite 2 (2010), que levou 1,3 milhão de pessoas aos cinemas. Em seguida aparecem “Chico Xavier” (2010), com 585 mil espectadores, “De Pernas pro Ar 2″ (2012), com 581 mil, “Se Eu Fosse Você 2 (2009), com 560 mil e “Nosso Lar” (2010), com 541 mil. “Somos Tão Jovens” retrata a juventude do líder do Legião Urbana, dos 16 aos 22 anos, na Brasília do final dos anos 1970 e início dos 1980. O filme mostra como foi a formação da primeira banda de Renato Russo, Aborto Elétrico, acompanha suas descobertas sentimentais e sexuais e segue sua trajetória musical até o primeiro convite para tocar no Rio, já com a Legião Urbana.

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Luto no Rock Nacional - Chorão, do Charlie Brown Junior é encontrado morto Chorão * 9 de abril de 1970 + 6 de março de 2013 Alexandre Magno Abrão, mais conhecido pelo seu nome artístico Chorão foi um cantor, compositor, cineasta, poeta, roteirista e empresário brasileiro. Foi o vocalista, principal letrista e cofundador da banda santista Charlie Brown Jr., em que a formou em 1992 junto com Renato Pelado, Marcão, Champignon e Thiago Castanho, foi o único integrante da banda a participar de todas formações, junto com o Charlie Brown lançou dez discos e já venderam mais de cinco milhões de discos. horão foi encontrado morto por seu motorista, na madrugada de 6 de março de 2013 (uma quarta-feira), em um apartamento que ocupava esporadicamente no bairro de Pinheiros, em São Paulo.13 23 24 25 Segundo a polícia, que descartou inicialmente a hipótese de homicídio, o apartamento encontrava-se em grande desordem, com garrafas vazias de bebida, embalagens de remédios e marcas de sangue.13 23 24 25 O delegado Itagiba Franco afirmou que Chorão passava por uma depressão devido à separação da mulher, a estilista Graziela Gonçalves26 . Ele ainda informou que o músico era procurado pelos outros integrantes do Charlie Brown Jr. desde o meio-dia de terça-feira (05 de março). Segundo a Folha de São Paulo, a polícia acredita que a morte pode ter acontecido entre segunda e terça-feira (04 e 05 de março, portanto), devido ao estado que o corpo foi encontrado27 . Uma overdose de cocaína matou Chorão, aponta o laudo necroscópico da Polícia Técnico-Científica de São Paulo.O laudo considera resultados do exame toxicológico número 5054/2013 do Instituto Médico-Legal (IML) feito no corpo de Chorão. O exame toxicológico apontou que o corpo apresentava 4,714 microgramas da droga por mililitro de sangue. Segundo os peritos, foi possível concluir, a partir dos testes, que a causa da morte foi “intoxicação exógena devido à cocainemia”

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Vocalista do Capital Inicial fala sobre sua trajetória de vida

Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, fala ao Correio sobre a adolescência em Brasília e o início do movimento de rock que surgiu na capital e dominou o país

Destino confluiu em todas as direções para que Dinho Ouro Preto entrasse para a história do rock nacional. Em 1981, dividiu um apartamento em Brasília com Dado Villa-Lobos e Pedro Ribeiro, irmão de Bi, do Paralamas do Sucesso. Na mesma época, namorava Helena, irmã de Fê e Flávio Lemos, que formavam, com um certo Renato Russo, o Aborto Elétrico. Quando se deu conta, já era integrante convicto da Turma da Colina (que agregava os roqueiros) e passou a carregá-la na veia. Ainda não sabia que se apossaria dos irmãos Lemos para, com eles, formar o Capital Inicial. Nem que o melhor amigo, Dado, acabaria na Legião Urbana. “Nunca imaginamos o que estava para acontecer. Éramos um bando de jovens em acampamentos tocando música”, ele admitiu.

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Eu e Helena frequentávamos muito a casa de Renato. Ficávamos horas jogando conversa fora. Era um privilégio e tentávamos usufruir até o último segundo de todo contato com ele. Renato era de uma erudição quase enciclopédica. A companhia dele era muito prazerosa. Quando rolava baladas e festas que eu sabia que ele não iria, eu desistia. Sem ele, não teria graça. Tudo girava em torno dele. Era como se ele fosse o sol e nós fôssemos pequenas pedras girando ao redor dele. Eu sempre percebi isso. Acho que nenhum outro músico admitiria essa hierarquia. As pessoas não lembram muito, mas ele tinha um senso de humor transbordante. Ele era muito engraçado.

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