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Boletim

Ecetistas em Luta Edição São Paulo - ano IX- nº 760 -

- Distribuição gratuita -

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

Entre em contato com Ecetistas em Luta na Internet: olhovivoecetista.wordpress.com Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: olhovivoecetista@pco.org.br - fone: (11) 3637-3273 (11) 98427-2254

1O DE MAIO CLASSISTA

SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 3.500 E REPOSIÇÃO INTEGRAL DAS PERDAS Trabalhadores unidos contra o arrocho salarial imposto pelos capitalistas em crise

O dia 1o de maio foi instituído como o dia de luta internacional da classe operária, em memória aos mártires que morreram lutando pelas reivindicações dos trabalhadores. Dessa forma, o dia 1o de Maio passou a ser uma espécie de greve geral da classe operária. A burguesia tenta “roubar” a data e transforma-la em uma festa sem relação com a luta pelas reinvindicações dos trabalhadores, por isso os patrões financiam os pelegos da burocracia sindical para organizar atos festivos, com shows e sorteio de prêmios. Apesar desses ataques da burguesia, foi a classe operária que impôs à força a data como um dia de luta mundial. Foi necessário que muitos trabalhadores morressem, foi necessária muita mobilização para que a classe operária impusesse

a data como um dia em que todas as categorias, todos os lutadores, se reunissem para levantar todas as reivindicações da classe. Por isso, o Partido da Causa Operária e a corren-

te sindical Causa Operária organizam um ato para que as reivindicações concretas dos trabalhadores sejam levantadas. O 1o de Maio de classista e independente vai lutar por uma salário mínimo vital que não pode ser menor do que R$ 3.500,00. A crise

econômica se aprofunda e os patrões procuram aumentar os ataques aos trabalhadores, jogando a crise nas costas da classe operária. Enquanto o salário mínimo miserável do governo aumenta em ritmo cada vez mais lento, a inflação não para de subir, mesmo com toda a manipulação dos números, o trabalhador sente no bolso a perda do poder de compra do seu salário. É necessário lutar por um salário mínimo vital, que respeite o que está escrito na própria Constituição Federal, ou seja, um salário mínimo que seja capaz de suprir as necessidades básicas do trabalhador e sua família: alimentação, cultura, saúde e lazer. Nesse 1o de maio, todas as categorias devem estar unidas para lutar por 100% de reposição salarial e um salário mínimo de R$3.500,00.


VERGONHA

CORREIOS USAM PELEGOS PARA EMPURRAR PLR MISERÁVEL A direção da ECT conseguiu que a PLR desse ano fosse uma miséria ainda maior do que os anos anteriores: R$ 272,00 para a maioria dos trabalhadores. Uma ofensa contra os trabalhadores que sustentaram a empresa durante o ano inteiro, enfrentando as péssimas condições de trabalho nos setores, a pressão dos chefes e todo o tipo de abuso. Essa PLR miserável está sendo organizada pela empresa às costas da categoria. É mais um ataque contra os trabalhadores resultante da MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permamente). Ali estão reunidos os traidores do PT-PCdoB junto com a direção da empresa para colocar em prática esses ataques. Esses pelegos assinaram a PLR desse ano e estão realizando assembleias fantasmas para aprovar a miséria

em seus sindicatos, sem absolutamente nenhuma discussão com os trabalhadores. Alguns deles, nem se deram ao trabalho de realizar assembleias fantasma. O resultado da PLR mostra mais uma vez o verdadeiro caráter da MNNP. A empresa criou essa mesa para negociar com os sindicalistas pelegos da cúpula dos sindicatos, sem precisar negociar com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios). A Fentect é a única que pode negociar em nome da categoria, pois é a única representação nacional dos trabalhadores. Para a empresa, isso é um problema, pois negociar com a Fentect significa negociar de fato com os trabalhadores e não apenas com os sindicalistas das direções dos sindicatos. As decisões da Fentect

precisam passar por assembleias, congressos e pelo comando amplo de negociação, ou seja, é muito mais difícil para a empresa manobrar. Com a MNNP, ao contrário, basta a empresa oferecer um ou outro privilégio para pos sindicalistas pelegos e está tudo certo. Para o patrão, o mundo ideal é aquele em que os milhares de trabalhadores são explorados sem reclamar e meia dúzia de sindicalistas fingem que representam esses trabalhadores, mas na realidade defendem os interesses dos patrões. Por fim, fica muito claro que o objetivo dos pelegos e da empresa é usar a MNNP para evitar que haja greve ou qualquer tipo de luta durante a campanha salarial. Vão procurar chegar a um acordo de cúpula sem que o trabalhador sequer seja ouvido.


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