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Boletim

Ecetistas em Luta Edição São Paulo - ano IX- nº 737 -

sexta-feira, 7 de março de 2014

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

- Distribuição gratuita -

Entre em contato com Ecetistas em Luta na Internet: olhovivoecetista.wordpress.com Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: olhovivoecetista@pco.org.br - fone: (11) 3637-3273 (11) 95106-0007

NÃO AO POSTAL SAÚDE

SÓ OS TRABALHADORES PODEM BARRAR A PRIVATIZAÇÃO DO CONVÊNIO Os trabalhadores dos Correios estão em greve contra a destruição do plano de saúde da categoria pelos banqueiros internacionais que querem roubar o dinheiro dos trabalhadores

A greve que acontece nesse momento é parte da luta de anos contra a entrega do patrimônio brasileiro para os capitalistas estrangeiros. A luta contra a destruição do Convênio Médico é parte importante da luta contra a privatização da ECT. A vitória dessa greve será decisiva não só para os Correios, mas para as demais categorias. Se o governo e os patrões forem mal sucedidos, os trabalhadores de todas as empresas serão fortalecidos na luta contra os ataques dos capitalistas. A saída encontrada pelos capitalistas para se recuperarem da crise econômica internacional é “espremer” ainda mais os trabalhadores. O que está na ordem do dia são os planos de austeridade como o que está sendo colocado em prática na Grécia, em Portugal e em vários países, provocando um devastação nesses lugares. No Brasil,

não é diferente. Os planos de austeridade consistem em arrochar salários, retirar direitos, privatizar empresas públicas, diminuir o tempo de aposentadoria; todo o tipo de medida que visa a retirar ainda mais o dinheiro dos trabalhadores e dar nas mãos dos capitalistas. Em resumo, os planos de austeridade não passam de um

cipalmente contra os grandes capitalistas e banqueiros parasitas das riquezas dos trabalhadores do mundo todo. Na campanha salarial de 2012 e de 2013, a empresa tentou destruir o Correios saúde e foi impedia pela mobilização dos trabalhadores, que pressionou o TST a rejeitar a tentativa de mudança na Cláusula 11 do

Trabalhadores de Minas Gerais em greve!

roubo da população. Portanto, a luta dos trabalhadores dos Correios contra a privatização do Plano de Saúde é uma luta decisiva, não apenas contra a direção da ECT, não apenas contra o governo, mas prin-

Acordo Coletivo, que trata sobre a Ssistência Médica. Mesmo assim, após a campanha salarial, a direção da ECT está quebrando o acordo e por isso os trabalhadores têm o direito legal de fazer a greve.


RIO DE JANEIRO

GOVERNO EDUARDO PAES DEMITE EM MASSA GARIS QUE FIZERAM GREVE A greve dos garis no Rio de Janeiro continua, apesar do cerco criado pelo TRT, pela prefeitura e pelo sindicato patronal. Na terça-feira, 300 garis foram demitidos ilegalmente. As demissões estavam previstas no acordo fajuto assinado pelos sindicalistas ligados ao PSD No último dia 4, terça-feira, foram demitidos 300 trabalhadores da Comlurb, a companhia de limpeza da prefeitura do Rio de Janeiro. A demissão de parte dos cerca de 15 mil garis é uma clara intimidação e criminalização do movimento. As demissões estavam previstas no acordo assinado pelo sindicato patronal, ligado ao PSD de Indio da Costa e de Kassab. O acordo prevê apenas 9% de aumento, muito abaixo da inflação do período. O valor já havia sido rejeitado pelos trabalhadores antes do início da greve. O prefeito Eduardo Paes, do PMDB, até agora não comentou o caso. Segundo a própria empresa, as duas partes tinham, por lei, até o dia 31 de março para fechar um acordo, “mas tendo em vista o movimento de um grupo sem representatividade que vinha interferindo na rotina do trabalho de limpeza da Comlurb nos últimos dias, a companhia e o sindicato aceleraram as negociações e definiram itens importantes da pauta de reivindicações”. Os sindicalistas traidores boicotaram as assembleias de trabalhadores, criaram uma pauta à parte idêntica à da empresa e decidiram sozinhos pelo acordo. Os garis reivindicam piso salarial de R$ 1.200 mais um adicional de 40% por insalubridade. “Não estamos mais numa ditadura. Numa democracia, o que deve prevalecer é a negociação”, disse o gari Ivair Oliveira de Souza, um dos líderes do movimento grevista. Na terça-feira, ainda não havia sinal de garis trabalhando nas principais vias do Centro da cidade, como as avenidas

Rio Branco, Presidente Vargas, Chile, Almirante Barroso, além do Largo da Carioca, do bairro boêmio da Lapa, e das Praças 15 e Tiradentes. Os milhares de garis em greve caminharam, na mesma terça-feira, da Central do Brasil até a prefeitura em protesto contra as demissões e pedindo uma nova negociação, dessa vez com os representantes eleitos nas assembleias. Na semana passada, após a pressão dos garis, o sindicato patronal chegou a anunciar a greve para sábado, mas voltou atrás. Seguindo o que foi decidido na assembleia da sexta-feira, cerca de 11 mil garis resolveram manter a paralisação. Em seguida, o sindicato ligado ao PSD noticiou que os grevistas não tinham representatividade. No domingo, a pedido da Comlurb, o TRT, em plantão, declarou a paralisação ilegal e determinou o imediato retorno dos garis ao trabalho. Todas jogadas casadas: O sindicato boicota a assembleia, a justiça determina a greve ilegal e a empresa demite parte dos grevistas. Em declaração divulgada pelo Jornal do Brasil, dois juristas consideram como arbitrárias as demissões dos garis em greve. O especialista em Direito Trabalhista Reginaldo Mathias considerou “arbitrária” e “questionável” a decisão da Comlurb em demitir o grupo de garis. “Apesar de não conhecer o processo, avalio que de uma forma geral essa medida é discutível e deve percorrer três ou quatro instâncias do Tribunal Regional do Trabalho”, disse o advogado. O professor de Direito Penal da PUC-RJ, André Precmanis,

contestou o prazo de notificação do sindicato de classe pela Justiça do Trabalho, que considerou a paralisação dos garis ilegal. “Como estamos no período de recesso [de carnaval] qualquer decisão da Justiça só passa a valer a partir do primeiro dia útil. Ou seja, os trabalhadores que se sentirem prejudicados podem recorrer da decisão”, disse ele. Nos últimos anos, aumentou o número de greves que de alguma maneira sofreram a intervenção do poder judiciário. De acordo com os dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), somente em 2011, das 554 greves, 347 (63%) foram julgadas, interrompendo as negociações. Das 12 greves em empresas estatais ocorridas no ano, a Justiça teve algum tipo de participação em oito delas. A burguesia tem utilizado a justiça para liquidar o direito de greve. Restringir a greve é colocar a culpa no mais fraco. No caso, o governo e o patrão que exploram, pagam um salário de fome e evitam negociar se tornam as vítimas. É o cinismo da burguesia. Se dependesse dos patrões, a greve seria crime hediondo e qualquer mínimo sinal de descontentamento do trabalhador seria motivo para a pena de morte. O Estado brasileiro, com voz de veludo, quer estabelecer novamente a ditadura, restringindo e proibindo as greves. Por isso, é de se esperar que os trabalhadores novamente passem por cima das restrições para, somente assim, garantir os seus direitos mais elementares.


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