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Boletim

Ecetistas em Luta Edição São Paulo - ano IX- nº 736 -

- Distribuição gratuita -

quinta-feira, 6 de março de 2014

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

Entre em contato com Ecetistas em Luta na Internet: olhovivoecetista.wordpress.com Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: olhovivoecetista@pco.org.br - fone: (11) 3637-3273 (11) 95106-0007

CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

GREVE NOS CORREIOS CONTINUA FORTE EM 17 BASES SINDICAIS

Os trabalhadores dos Correios, contra todos os golpes da burocracia sindical e dos patrões, mantêm uma greve desde o último dia 30 de janeiro. A greve foi aprovada nacionalmente na 37a Plenária Nacional da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios). A principal reivindicação é a luta contra o Postal Saúde, criado pela direção da ECT para rivatizar e destruir o convênio médico da categoria. No primeiro dia de greve, seguindo o calendário nacional, 14 bases sindicais entraram na greve. No decorrer da greve, mais sindicatos aderiram à paralisação. Os trabalhadores dos sindicatos de oposição estão firmes na greve. Nos sindicatos dominados pelo PT e PCdoB, grupos patronais que estão ajudando a empresa a aprovar o Postal Saúde, a categoria está em pé de guerra contra as direções sindicais. Tanto é assim que os sindicatos

como o da Bahia e de Goiás entraram na greve passando por cima da burocracia sindical. O caso da Bahia é ainda mais interessante. Os trabalhadores já passaram por cima dos traidores da direção sindical por duas vezes e continuam em greve. A força da greve pode ser medida também pela reação do poder Judiciário. A direção da ECT, enviou ao TST pedido de abusividade da greve, foi negado. A direção da ECT tentou descontar salários e o tickets dos grevistas, o TST mandou devolver. Após o carnaval haverá o julgamento da greve. A greve é legal pois a ECT está descumprindo o Acórdão estabelecido pelo TST na campanha salarial do ano passado. Ali, a empresa fica impedida de mudar a assistência médica dos trabalhadores sem que houvesse comum acordo com os trabalhadores, representados pela Fentect, única que tem o poder de ne-

gociar e assinar o acordo coletivo da categoria. A empresa, no entanto, está mudando o convênio, através da implantação do Postal Saúde, passando por cima dos trabalhadores. Pior ainda, organizou junto com os sindicatos pelegos do PT-PCdoB, uma mesa paralela, chamada MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente) para aprovar o Postal Saúde, “negociando” apenas com os presidentes dos sindicatos pelegos, sem nenhuma participação da categoria. A greve segue forte. Os trabalhadores dos Correios estão mais uma vez dando um exemplo de luta. A tendência de mobilização da categoria é tão grande que a greve praticamente sai espontaneamente nos estados, contra a vontade da burocracia sindical. Nesse momento, são 17 sindicatos em greve que seguem firmes em defesa do Plano de Saúde e contra a privatização dos Correios.


TRAIDORES!

SINDICALISTAS DO MRL-PT USAM CHEFES PARA ACABAR COM A GREVE CONTRA O POSTAL SAÚDE

PSTU/Conlutas passou três anos apoiando todas as mazelas da diretoria do sindicato, agora se aliam ao MTC/PT, se finge de oposição para ajudar os traidores a se manter no Sintect-DF Em uma demonstração de enorme traição a luta nacional dos trabalhadores dos Correios, os sindicalistas do MRL-PT, acabou com a greve da categoria no dia de ontem (27-02), ajudados pela Diretoria Regional de Goiás, que precisou liberar do trabalho, vários chefes e fura-greves para participar da assembleia de greve, com o intuito de votar contra o movimento. A greve contra o Postal Saúde saiu contra a vontade dos sindicalistas do MRL-PT que controlam o Sintect-GO Enquanto 16 sindicatos no país inteiro estavam em greve, desde o dia 30 de janeiro, os sindicalistas do MRL-PT em Goiás impediam os trabalhadores de se juntar a greve nacional. Só depois que a greve completou 20 dias em outros Estados, que os sindicalistas do PT do MRL resolveram chamar assembleia para discutir a Postal Saúde, mas mesmo assim, foram para assembleia para impedir a greve em Goiás. Em assembleia com cerca de 100 trabalhadores, a proposta dos sindicalistas do MRL-PT de não lutar contra o Postal Saúde foi derrotada pela esmagadora maioria dos trabalhadores. Tentaram por diversas vezes acabar com a greve No dia 21 de fevereiro (sexta-feira), novamente os diretores sindicais do MRL defenderam o fim da greve e mais uma vez foram derrotados pelos trabalhadores. No dia 24 de fevereiro (segunda-feira), mais uma tentativa dos pelegos do MRL-PT tentar acabar com a greve, desta vez, nem todos os diretores do Sindicato acompanhou a turma da Sandra Martins dentro do sindicato e Elizeu, Eziraldo, Wesley, Marcelo, Edmar (porquinho) e João Grandão ficaram sozinhos na votação. No dia 25 de fevereiro (terça-feira), a Diretoria Regional de Goiás vendo que os pelegos do sindicato não iriam conseguir quebrar a greve sozinhos, mobilizaram o setor administrativo para largar o

trabalho e descer do prédio e votar contra a Greve. Os trabalhadores percebendo a manobra exigiram que o Sindicato não colocasse a greve em votação com a presença dos fura-greves do escritório. E com medo da categoria, Elizeu cancelou a votação. No entanto, os sindicalistas do MRL ignoram a vontade da maioria dos trabalhadores que queriam que não fosse mais realizado assembleias na porta do prédio do Administrativo da ECT, e que só fosse marcada nova assembleia quando tivesse algo de concreto para se discutir. No dia 26 de fevereiro (quarta-feira), os ex-sindicalistas traidores (Alan de Jesus, Ademir Loureiro, Mustafá entre outros), que se venderam para ECT por cargos resolveram intervir diretamente na assembleia, e trouxeram o Diretor Regional Sérgio Repolho para defender o fim da greve no meio da categoria. Novamente os trabalhadores em greve repudiaram a presença da Direção da ECT na assembleia da categoria e votaram contra a intervenção dos patrões e ex-sindicalistas traidores na greve que luta pela manutenção dos Correios-Saúde. Mais uma vez os sindicalistas pelegos colocaram a proposta de fim da greve e foram derrotados por todos os trabalhadores grevistas presentes. Desta vez os trabalhadores exigiram um Comando de greve, para retirar o controle da greve da mão dos sindicalistas do PT ligados a ECT que mostraram por diversas vezes ser contra a greve, e de forma ditatorial, os sindicalistas do MRL-PT sequer colocaram a questão em votação. No dia 27 de fevereiro (quinta-feira) após a desmoralização do Diretor Regional Sérgio Repolho pelos trabalhadores grevistas, a Diretoria Regional intimou os diretores do sindicato, ligado ao MRL-PT para acabar com a greve a todo custo. Para isso, a DR convocou todos os chefes de CDD e do CTCE levar trabalhadores fura-greves para assembleia em frente ao Edifício Sede dos Correios, liberando os fura-greves do trabalho. O Diretor do Sindicato Eziraldo,

que se reuniu com os pais do Postal Saúde (Idel Profeta e Nelson Luiz de Oliveira Freitas) na MNNP – Mesa paralela em Brasília nos dias 25 e 26 de fevereiro, foi intimado para voltar para Goiás e passar o “trator” por cima dos grevistas. O ex-sindicalista vendido Alan de Jesus orientou para Wesley, conhecido por pelegosley usar o Estatuto da entidade, criado pela Advogada Denise, para defender que qualquer fura-greve, pudesse participar da assembleia de greve para acabar com o movimento. Convocaram a PM – Polícia Militar para dar segurança aos pelegos do MRL, caso os trabalhadores ficassem revoltados e resolvem combater a traição e o golpe da ECT tirando a questão no braço com os traidores. As assembleias de greve que estavam contando com cerca de 70 grevistas foi invadida por chefes e fura-greves, contabilizando no final mais de 160 pessoas. Com o ataque da ECT feito a greve usando os sindicalistas do MRL, que acabaram com o movimento a fórceps, os grevistas ficaram revoltados e decidiram ir até o Ministério Público registrar o golpe da Diretoria do Sindicato contra a greve e a intervenção direta da ECT no movimento paredista. A sindicalista Marta, que faz parte da diretoria do MRL, não concordou com o golpe e pediu um minuto de silêncio para a morte politica dos sindicalistas que se juntaram a direção da ECT para acabar com a greve. A traição dos sindicalistas do MRL foi aberta, pública e deve ser denunciada amplamente, em âmbito nacional, pois a greve representava a contestação dos trabalhadores goianos a mudança do Plano de Saúde da categoria que dificultar o acesso dos trabalhadores e seus dependentes ( principalmente pais) a tratamento médico, com possíveis cobranças de mensalidades, pois o Postal Saúde representa a privatização do Plano de Saúde dos trabalhadores dos Correios. Esta fatura será cobrada pela categoria aos responsáveis por esta traição.


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