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Boletim

Ecetistas em Luta Edição Minas Gerais - ano IX- nº 958 -

- Distribuição gratuita -

quarta-feira, 26 de março de 2014

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

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PCDOB/CTB O PORTA VOZ DA EMPRESA NO MOVIMENTO SINDICAL Diretoria do sindicato de São Paulo repete os argumentos da empresa para defender mesa paralela que vai privatizar o plano de saúde

Na edição de março de seu jornalzinho, o Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo) apresenta uma defesa aberta da manobra criada pela direção da empresa, a MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente). Agem como porta-vozes da empresa, usando o material do sindicato, pago com o dinheiro do trabalhador, para apresentar todas as mentiras e calúnias dos patrões sobre a MNNP. Uma mentira

negociação

de

A empresa e a direção do Sintect-SP dizem que a MNNP é uma mesa em que os sindicalistas podem negociar com a empresa sobre diversos assuntos e que isso seria um benefício para a categoria. A empresa e a direção do sindicato procuram presentar a mesa como sendo um modelo de negociação mais eficiente do que as negociações na campanha salarial. Alguém muito ingênuo, que não conhece a história recente da direção da ECT poderia acreditar. Mas todo trabalhador sabe como funcionam as “negociações”. Nas últimas quatro campanhas salariais,

a direção da ECT simplesmente se recusou a negociar com os trabalhadores, mandando todas as vezes para dissídio no TST. Por que então as negociações na MNNP acontecem tão “fraternalmente”, como procuram apresentar os pelegos? É simples. Na MNNP não existe luta entre trabalhadores e patrões, o que existe ali é uma jogada armada pela empresa, no terreno mais favorável dela, e que os sindicalistas participam como coadjuvantes, com o papel de aceitar tudo o que a empresa diz e de vez em quando fingir que discorda. Para quem tem dúvida se é assim mesmo que acontece, basta ver quem está participando da MNNP. Apenas presidentes ou secretários-gerais dos sindicatos podem participar e quem está lá nesse momento são os tradicionais traidores do PT-PCdoB, que a categoria conhece bem. A ficha corrida de traições dos sindicalistas que estão participando da MNNP é tão vasta que já deve estar dando a volta dez vezes no Edifício Central dos Correios em Brasília. O que existe ali na MNNP são negociatas entre os sindicalistas e a direção da

ECT para garantir privilégios para esses sindicalistas, como sempre ocorreu nos Correios. É a volta do velho Balcão de Negócios para preparar a facada nas costas dos trabalhadores. Para disfarçar tudo isso, tanto a empresa como os sindicalistas apresentam migalhas que suspostamente foram conquistadas. O jornalzinho do Sintect-SP chega ao cúmulo de apresentar como grande conquista o aumento do prazo par apresentar o atestado médico, de dois para quatro dias. Perto da destruição do plano de saúde, que vai representar um rebaixamento salarial de mais de 500 reais mensais para o trabalhador, essa “conquista” da MNNP é uma farsa completa. A privatização e destruição do convênio médico através do golpe da Postal Saúde é o objetivo central da empresa ao criar a MNNP. Por isso, a participação do Sintect-SP na Mesa Paralela é um crime contra os trabalhadores, mais uma traição dos divisionistas do PCdoB/CTB na diretoria do sindicato. Para cometer esse crime, nada melhor do que uma mesa na qual o trabalhador não tem o menor direito a voz.


FRENTE ÚNICA DOS TRABALHADORES

CORRENTE SINDICAL CAUSA OPERÁRIA PARTICIPA DA MARCHA ANTI-GOLPISMO Estiveram presentes ao ato trabalhadores da corrente Ecetistas em Luta, Educadores em luta, Faca Afiada, Bancários em Luta, Municipários em Luta A vitoriosa marcha anti-fascista e no do PT, a manda dos banqueiros a ditadura dentro das fábricas. anti-golpista que aconteceu em São internacionais. Os companheiros dos Companheiros Bancários da opoPaulo no último dia 22 de março, com Correios presentes ao ato sabem que sição em São Paulo, da corrente a participação de cerca de 2.500 pes- se o fascismo e o golpismo tomarem Bancários em Luta, também marcasoas para denunciar a tentativa de conta do País, a situação dos traba- ram presença na marcha. golpe orquestrada por grupos de ex- lhadores será ainda pior. Também estiveram presentes detrema-direita e por parte dos militares Estiveram presentes companhei- zenas de companheiros da correncontou com a presença de trabalha- ros da corrente Ecetistas em Luta de te Educadores em Luta que nesse dores de várias categorias do movi- Minas Gerais e da oposição de São momento estão organizando uma mento sindical. No mesmo momento, Paulo e membros da direção da Fen- oposição para retomar a APEOESP militares, grupos neo-nazistas, Inte- tect (Federação Nacional dos Traba- para as mãos dos professores. Comgralistas e fascistas participavam de lhadores dos Correios). O presidente panheiros professores de São Paulo, uma marcha com Deus, pela Família do Sintect-MG (Sindicato dos Tra- Assis, Marília, Piracicaba, Araraquapara celebrar o golpe de 1964 e pedir balhadores dos Correios de Minas ra, Ribeirão Preto, Bauru comparecea intervenção militar no País, ou seja, Gerais), Robson Silva, lembrou bem ram ao ato. O companheiro Antônio um novo golpe. que, até o final dos anos 80, os traba- Carlos Silva afirmou que a esse o A corrente Sindical Causa Ope- lhadores dos Correios eram domina- momento de uma Frente Única enrária foi uma das organizações que dos pelos militares e que foi preciso tre toda a esquerda, não uma frenapoiaram e ajudaram a organizar o muita luta e muitas greves para con- te eleitoral, mas de luta, que unifica ato anti-golpismo, que foi muito maior quistar o direito de criar sindicatos. anarquistas, comunistas e socialistas do que a marcha dos golpistas. ParDe Minas Gerais, também esti- contra o golpismo e o fascismo. ticiparam centenas de companheiros veram presentes companheiros dos No próximo dia 1o de abril, terçadas correntes sindicais em que o servidores municipais de Belo Hori- -feira, haverá nova marcha anti-golPCO atua. zonte, da Corrente Municipários em pista, saindo do MASP, com concenEstiveram presentes companhei- Luta. Também estiveram presentes tração às 17 horas. Chamamos os ros trabalhadores dos Correios re- servidores municipais de São Paulo. trabalhadores, os ativistas do movicém saídos de uma enorme greve O Sindicato dos Trabalhadores mento sindical, oposições e todos os que durou 43 dias e que estão lu- dos Frios de São Paulo também es- sindicatos a engrossarem essa frente tando contra a privatização da ECT teve presente em apoio ao ato, da única de luta para colocar três vezes (Empresa Brasileira de Correios e Te- corrente Faca Afiada. Os trabalhado- mais pessoas na rua contra o golpislégrafos) levada adiante pelo gover- res dos frios sofrem diariamente com mo e o fascismo.

A LUTA ANTI-GOLPISTA E ANTIFASCISTA CONTINUA: NOVA MARCHA ESTÁ MARCADA PARA DIA 1º DE ABRIL A primeira Marcha antifascista realizada contra a tentativa da direita nacional de se organizar em torno de um golpe militar foi um sucesso. Realizado no sábado, 22, foi chamado em resposta “à tentativa de setores da direita e da extrema-direita que hoje estão absurdamente chamando uma Marcha chamada para a Praça da República para comemorar os 50 anos da ditadura, do golpe militar”, declarou Antonio Carlos Silva, da direção do PCO, um dos organizadores da Marcha. Agora mais do que nunca é necessário levar essa luta para os todos os setores organizados da nossa sociedade. O sucesso da atividade, dá novo ânimo ao movimento e mostra “um sentimento de que é necessário

se organizar, se levantar contra essa situação”, disse. Apesar da fraqueza, a Marcha da Família, confirmou que há setores da polícia e das forças armadas que a apoiam a ideia de golpe, e o movimento de extrema-direita que tenha se consolidar no país. Em São Paulo além de faixas pedindo a intervenção militar, haviam bandeiras azuis, cor da bandeira Integralista. Grupos organizados de skinheads. No Rio de Janeiro integralistas posavam próximos ao militar da reserva e deputado federal Jair Bolsonaro, com a bandeira azul e o Sigma. Símbolo dessa que foi nos anos 30 a organização nazi-fascista no Brasil. A luta contra essa extrema-direita

está apenas começando. Precisamos travar um combate sistemático, organizar progressivamente os trabalhadores, a população nos bairros, os estudantes para aumentar a consciência da etapa política em que vivemos, “de que neste momento estamos vendo uma iniciativa golpista e militar por parte do imperialismo em todo o mundo e na América Latina. Isso é claro na Ucrânia, a gente vê isso também na América Latina”, conclui Antônio Carlos. Como parte dessa luta já ficou marcada para o próximo dia 1º de abril uma nova Marcha no 50? Aniversário do Golpe de 64, a concentração do ato deve acontecer no vão do MASP, em São Paulo a partir das 17h.


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