Page 1

Boletim

Ecetistas em Luta Edição Minas Gerais - ano IX- nº 953 -

- Distribuição gratuita -

segunda-feira, 17 de março de 2014

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

Entre em contato com Ecetistas em Luta na Internet: www.sintectmg.wordpress.com Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: sintectmg@ig.com.br - fone: (31) 3224-0752

BOMBA! TRABALHADOR RECEBE BOLETO DE COBRANÇA PELO USO DO CONVÊNIO

Enquanto os pelegos fazem negociatas com a direção da ECT, trabalhadores começam a sofrer com a privatização do plano de saúde Um companheiro de São Paulo denunciou para a corrente Ecetistas em Luta mais um caso que comprava o que estamos denunciando há muito tempo: Postal Saúde é privatização. Como fica claro pelos documentos anexos, no dia 31 de dezembro do ano passado, a esposa desse trabalhador precisou utilizar os serviços do hospital Beneficência Portuguesa para um atendimento de emergência (ver anexo). Na internação, que durou apenas algumas horas, a paciente realizou um simples exame de sangue. O funcionário realizou todo o procedimento necessário, mesmo assim, em fevereiro, o trabalhador recebeu em sua casa uma fatura com as despesas do exame e um boleto de R$ 165,24 (ver anexos). Junto com o faturamento, o trabalhador recebeu ainda uma carta do hospital explicando o motivo da cobrança que segundo o hospital é o fato de o exame não ter “cobertura pelo convênio” (ver anexos). A empresa está mentindo para os trabalhadores, dizendo que o Postal Saúde não vai mudar nada em relação ao Correios saúde. Não só o Postal Saúde vai alterar todo o convênio médico dos trabalhadores; ele represen-

ta a destruição desse direito. A direção petista da ECT está privatizando o principal direito conquistado pelos trabalhadores. Em vários estados estão aparecendo casos de cobrança pela utilização do plano de saúde. Sintect-SP defende o Postal Saúde Enquanto os trabalhadores de São Paulo e de todo o País começam a sofrer os efeitos do golpe do Postal Saúde, a diretoria pelega do Sintect-SP “aconselhou” os trabalhadores a aceitarem as carteirinhas do Postal Saúde. O Sintect-SP, dominada pelos divisionistas do PCdoB/CTB, está participando da MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente), uma mesa paralela criada pela empresa, onde participam apenas os presidentes pelegos dos sindicatos, do PT e do PCdoB, para aprovar o Postal Saúde em troca de migalhas e privilégios para esses sindicalistas. Tudo às costas dos trabalhadores. Por isso, os divisionistas do Sintect-SP estão furando a greve nacional contra o Postal Saúde, que já dura quase 40 dias. Esses pelegos serão responsabilizados pela destruição do convênio médico.

Na primeira imagem, boleto no valor de R$ 165,24. Na segunda, carta recebida avisando que o motivo da fatura é a não cobertura pelo plano.


A DITADURA DO JUDICIÁRIO A FAVOR DA PRIVATIZAÇÃO

TST DETERMINA VOLTA AO TRABALHO NOS CORREIOS

Na quarta-feira, dia 12, aconteceu o julgamento no TST da greve dos trabalhadores dos Correios que durava 42 dias. O tribunal, por unanimidade, decidiu que os trabalhadores deverão voltar ao trabalho a partir da sexta-feira e declarou a greve “abusiva”, mostrando mais uma vez aos trabalhadores que é necessário superar os tribunais para conquistar vitórias. Mesmo com todo o boicote à greve, colocado em marcha pela empresa e pelos sindicalistas pelegos do PT-PCdoB, a greve chegou a acontecer em 19 bases sindicais, ou seja, na maioria dos sindicatos da categoria. Os trabalhadores, orientados pelo MOPe (Movimento de Oposição ao Peleguismo) que hoje dirige a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), saíram para a greve para lutar contra a privatização do plano de saúde da categoria. A empresa, passando por cima dos 120 mil trabalhadores, está mudando a assistência médica através da implantação da Postal Saúde, uma caixa de assistência criada pela cúpula da ECT para adequar o convênio às normas dos planos de saúde privados. Tribunais nas mãos dos capitalistas A decisão do TST, afirmando que a greve seria abusiva e a ECT não estaria alterando a Assistência Médica dos trabalhadores é absurda. A própria criação da Postal Saúde é a mudança, na prática, da Cláusula 11 do Acórdão do próprio TST na última campanha salarial. Só para se ter uma ideia, já existem dezenas de casos de trabalhadores que receberam faturas e boletos de cobrança por utilizar serviços que antes eram cobertos

normalmente pelo Correios Saúde. Não precisa ir muito longe. A Postal Saúde tem um estatuto próprio (aprovado sem a participação dos trabalhadores), que altera pontos essenciais do Correios Saúde. A direção da ECT inclusive alterou a administração da Assistência médica, antes o Correios Saúde era administrado pela Vice-presidência de Gestão de Pessoas, agora, o Postal Saúde é de competência da Vice-presidência de Administração. O próprio TST, durante a greve rejeitou a abusividade da paralisação pedida pela ECT e obrigou a empresa a devolver os salários e tickets descontados. A decisão por unanimidade no julgamento é claramente uma fraude, um golpe contra os trabalhadores. Os tribunais agindo de acordo com os banqueiros parasitas que querem privatizar os Correios. A luta deve ser ampliada

Os trabalhadores dos Correios deram o exemplo de como deve ser feita a luta contra a privatização. A retaliação do TST e da empresa não é nada mais do que uma tentativa de intimidar e calar a categoria. Os capitalistas sabem que a tendência de luta é cada vez maior. Não foram poucos os casos nessa greve em que os trabalhadores passaram por cima da burocracia sindical do PT e do PCdoB, que estão mancomunados com a empresa para aprovar o Postal Saúde. Naqueles sindicatos em que a burocracia sindical conseguiu manter sua ditadura patronal e não entrar em greve, os trabalhadores estão em guerra contra os sindicalistas, que serão responsabilizados pela destruição do plano de saúde. Os trabalhadores dos Correios sabem que apenas uma greve não

seria suficiente para barrar a sede dos capitalistas de privatizarem o convênio médico. Será necessária uma nova greve, ainda maior e mais radicalizada. É necessário fortalecer as organizações de base e as oposições nos sindicatos pelegos que estão participando do “balcão de negócios” da ECT. Os trabalhadores ainda farão assembleia para decidirem que medidas tomar diante da decisão do TST. Mesmo com o fim da greve nesse momento, a Fentect, os sindicatos combativos e as oposições devem organizar imediatamente uma nova Plenária Nacional para deliberar novas medidas de luta e preparar desde já uma nova greve, ainda mais forte. O estado de greve deve ser mantido em todos os sindicatos. Só assim a categoria será vitoriosa. Passar por cima da ditadura do TST e dos patrões A tentativa de intimidação do tribunal tem apenas uma causa: a defensiva diante da tendência crescente de luta dos trabalhadores. A cada aumento da mobilização, os patrões respondem com maior agressividade. Por isso, ainda maior deve ser a energia com os trabalhadores entram em luta. Por anos de experiência, a categoria dos Correios é a que mais compreende que o TST é um braço medieval do regime capitalista, em que meia dúzia de juízes decidem sobre a vida de milhares de trabalhadores. Como qualquer ditadura, ela só será derrotada se os trabalhadores passarem por cima. Os trabalhadores dos Correios têm motivos de sobra para aprofundar sua luta. Defender o plano de saúde é impedir que o principal direito da categoria seja destruído, o que significa uma perda salarial enorme para os trabalhadores.

DIA 22 DE MARÇO: TODOS À MARCHA ANTI-GOLPE!

Para o próximo dia 22 de marcço, grupos de extrema-direita convocaram marchas em várias cidades do Brasil. Nas princi-pais cidades, essas mobiliza- ções se dirigirão a quartéis do Exército para pedir aos generais um golpe militar. RESPONDER ÀS TENTATIVAS GOLPISTAS COM A MOBILIZAÇÃO POPULAR O povo fez uma importante experiência nas enormes manifestações que ocorreram em São Paulo em junho do ano passado. Desde então, a imprensa vem repercutindo os pontos de vista que apoiam a repressão policial. Entre

os que defendem a polícia, há os que vão além e pedem, abertamente, um golpe militar no Brasil. A brutal repressão policial à manifestação contra o aumento das passagens de ônibus e trens no dia 13 de junho levou a uma indignação generalizada. Quando as população saiu às ruas para protestar contra a repressão policial, na semana seguinte, grupos de extrema-direita, Esses grupos de direita estão convocando, agora, uma “Marcha da Família”, fazendo propaganda aberta de que essa marcha deveria repetir o que foi feito em 1964. Para a extrema-direita, a “Marcha da Família”

deve ser o prenúncio de um golpe. Organizações populares e partidos de esquerda, em particular o PCO convocaram uma manifestação contra o golpismo da direita, no mesmo dia (22 de março), às 16h, na Praça da Sé, no centro de São Paulo. É contra isso que nós, da corrente Ecetistas em Luta, estamos nos somando à convocação feita por organizações populares e partidos de esquerda. Chamamos os trabalhadores a se somar a essa luta importantíssima. Vamos, juntos, às ruas mostrar que a população pobre e trabalhadora não quer um golpe

Eel mg 953 17 3 14  
Advertisement